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ISSN 1808-2645

Ano 10 - Edição nº 60 - Nov/Dez/2008 - Publicação Bimestral - Conselho Regional de Psicologia do Paraná

sumário 04 contato editorial 04 cof informa 06 contato artigo Bioética 07 matéria contato

sumário

04

contatoeditorial

04

cofinforma

06

contatoartigo

Bioética

07

matériacontato

Ética e Deontologia

08

acontecenoParaná

11

psicólogodasilva

12

contatoartigo

Meio Ambiente

14

notacontato

Estágio

15

matériacontato

BVS-Psi

16

matériacapa

Infância roubada

18

matériacontato

V Fórum de Coordenadores

19

inquietações

20

pordentro

Assembléia Orçamentária

22

contatoartigo

Políticas Públicas

24

contatoentrevista

Lei Seca

26

contatoartigo

A infância virtual

29

contatoagenda

30

novosinscritos

expedientecontato

Diretoria

- Presidente: João Baptista Fortes de Oliveira

- Vice-Presidente: Rosangela Lopes de Camargo Cardoso

- Secretária: Marilda Andreazza dos Anjos

- Tesoureiro: Celso Durat Junior

Conselheiros Adriana Tié Maejima, Anaides Pimentel S. Orth, Beatriz Dorigo, Celso Durat Junior, Denise Matoso, Dionice Uehara Cardoso, Eugenio Pereira Paula Junior, João Baptista Fortes de Oliveira, Maria Elizabeth Haro, Maria Sezineide Cavalcante de Mélo, Márcia Regina Walter, Mariana P. Bacellar, Marilda Andreazza dos Anjos, Marina Pires Machado, Rosangela Lopes de Camargo Cardoso, Rosângela Maria Martins e Rosemary Parras Menegatti.

Subsedes

- Londrina Avenida Paraná, 297- 8° andar - sala 801 e 802 - Ed. Itaipu - CEP 86010-390 Fone: (43) 3026-5766/ (43) 8806-4740 Conselheira: Denise Matoso Coordenador: José Antonio Baltazar e-mail: crplondrina@crppr.org.br

- Maringá Avenida Mauá, 2109 - sala 08 - CEP 87050-020 Fone: (44) 3031-5766/ (44) 8808-8545 Conselheira: Rosemary Parras Menegatti

e-mail: crpmaringa@crppr.org.br Ψ
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Representações Setoriais

Umuarama

Rua Rui Ferraz de Carvalho, 4212 - CEP 87501-250

Fone: (44) 3055-4119/ (44) 8808-8553

Conselheira: Adriana Tié Maejima

e-mail: crpumuarama@uol.com.br

Cascavel

Rua Paraná, 3033 - sala 41 - CEP 85810-010

Fone: (45) 3038-5766/ (45) 8808-5660

Coordenadora: Maria de Lourdes Ribeiro Oliveira

e-mail: crpcascavel@crppr.org.br

Campos Gerais

Representante setorial efetivo: Marcos Aurélio Laidane - Fone: (42) 8802-0949

Representante suplente: Lúcia Wolf

Campo Mourão

Conselheira: Maria Sezineide Cavalcanti de Mélo – Fone: (44) 8828-2290

Representante suplente: Patrícia Roehrig Domingues dos Santos

Guarapuava

Representante efetiva: Egleide Montarroyos de Mélo - Fone: (42) 8801-8948

Representante suplente: Tânia Mansano

Foz do Iguaçu

Representante efetiva: Mara Julci K. Baran - Fone: (45) 8809-7555

Representantes suplentes: Gláucia E. W. de Souza e Dayse Mara Bortoli

- Sudoeste Representante efetiva: Maria Cecília M. L. Fantin - Fone: (46) 8822-6897 Representante suplente: Geni Célia Ribeiro

- Norte Pioneiro Representante efetiva: Sônia Maria Barone Lopes Fone: (43) 8813-3614 Representante suplente: Nucinéia Aparecida de Oliveira

- Litoral Representante efetiva: Karin Bruckheimer - Fone: (41) 8848-1308

- Paranavaí Representante efetiva: Carla Christiane Amaral Barros Alécio – Fone: (44) 8836-7726 Representante suplente: Cláudia Lucio Chaves

- União da Vitória Representante: Elizabeth Ulrich - Fone: (42) 8836-7726 Representante suplente: Cynthia Ranckel Pogogelski Produção Contato: informativo bimestral do Conselho Regional de Psicologia 8 - Região. (ISSN - 1808-2645) Avenida São José, 699 - CEP 80050-350 - Cristo Rei - Curitiba - Paraná Fone: (41) 3013-5766. Fax: (41) 3013-4119 Site: www.crppr.org.br / e-mail: comunicacao08@crppr.org.br Tiragem: 10.000 exemplares. Impressão: Maxigráfica e Editora Ltda. Jornalista Responsável: Kelly Ayres (6186/DRT-PR) Projeto Gráfico: RDO Brasil - (41) 3338-7054 - www.rdobrasil.com.br Designer Responsável: Cristiane Borges - Diagramação: Eduardo Rozende. Ilustração (Psicólogo da Silva): Ademir Paixão Preço da assinatura anual (6 edições): R$ 20,00 Os artigos são de responsabilidade de seus autores, não expressando, necessariamente, a opinião do CRP-08.

contatoeditorial

A edição número 60 da Contato está com uma novidade: quatro páginas a mais. A revista passou de 28 páginas para 32, com mais informa-

A revista aborda temas que estão sendo debatidos pela população

logias é uma grande preocupação da sociedade, que encontra-se perdida na forma de agir e pensar, e o psicólogo, como um estudioso do comportamen-

ções, artigos e matérias. O aumento aconteceu para deixar a revista mais

to

humano, tem que estar por dentro do assunto para poder auxiliar.

informativa e atraente para o leitor. O CRP-08, por intermédio deste veículo de comunicação, quer manter o psicólogo a par das ações que estão sendo realizadas em prol da profissão e das discussões que acontecem em âmbito regional e nacional. O Conselho também tem a expectativa que o psicólogo escreva artigos sobre a área em que atua, novos projetos e estudos e, por isso, que a revista aumente novamente em 2009.

para mostrar o papel da Psicologia e do psicólogo no atual contexto social. Por isso, nesta edição ampliada que é a última de 2008 e próxima do Natal, a matéria de capa faz um panorama sobre a relação da criança com o consumo e os brinquedos eletrônicos, principalmente no fim de ano, em que todos são

As novas demandas e a atualização de áreas já consolidadas na Psi- cologia são discussões constantes no plenário do CRP-08. Por isso, a Con- tato procura explorar esses temas, para mostrar o quanto é amplo o trabalho do psicólogo e os novos desafios à profissão. Assim, alguns textos falam sobre as Políticas Públicas – comentando sobre o despreparo do profissional frente à grande demanda - e a Psicologia Ambiental – em que o homem pre- cisa repensar o seu comportamento perante o meio ambiente, mostrando a Psicologia como um fator importantíssimo nessa mudança de conduta.

Como visto, a cada dia novas áreas se abrem para o psicólogo, por isso a inserção no Conselho para relatar experiências e compartilhar idéias,

massacrados com propagandas para aumentar cada vez mais as vendas. O

é

essencial para o desenvolvimento do profissional e da profissão. 3

artigo Infância Virtual também aborda essa questão da tecnologia, afirman- do que as crianças estão perdendo a criatividade por causa dos brinquedos

Boa leitura!

que “brincam sozinhos”. Esse relacionamento criança, mídia e novas tecno-

X Plenário

Perguntas mais freqüentes para a COF

Como publicado na última Contato, a Comissão de Ori- entação e Fiscalização (COF) elaborou um documento que tem como base as demandas mais freqüentes de orientação. Por isso, abaixo há uma relação de perguntas e repostas, que tem como objetivo esclarecer dúvidas que muitas vezes permeiam a prática profissional.

1) Qual o piso salarial do Psicólogo? Qual a sua carga horária?

A Psicologia não possui uma carga horária e piso salarial defini- dos em lei – há um projeto de lei, mas ainda está em trâmite. Nesse sen- tido, como referência temos no site do Conselho Regional de Psicologia (www.crppr.org.br - no ícone publicações) uma tabela de referência para honorários. Além disso, também como referência, temos uma média sa- larial de R$ 1.100,00 para 30 horas trabalhadas. Mas, até o presente, o salário e a carga horária são estabelecidos no contrato entre o profis- sional e o empregador.

2) Como posso fazer uma denúncia?

Qualquer pessoa pode denunciar, aos Conselhos de Psicologia, o profissional que esteja exercendo a profissão de forma irregular ou in- fringindo as legislações do CFP e o Código de Ética. A denúncia deve ser formalizada e endereçada ao Presidente do CRP, contendo:

a) Nome completo, endereço e telefone para contato do(a) denunciante;

b) Nome completo, endereço e telefone para contato do(a) psicólogo(a)

denunciado(a);

04 contato

cofinforma

c) Descrição circunstanciado dos fatos (resumos dos fatos);

d) Toda prova documental que possa servir à apuração do fato e de sua

autoria;

e) Indicação dos meios de prova de que pretende o denunciante se valer

para provar o alegado (rol de testemunhas, documentos, entre outros);

f) Assinatura.

A falta dos elementos descritos nas letras “d” e “e” não é im-

peditiva ao recebimento da denúncia. Encontra-se a disposição, na sede

e nas subsedes, um modelo de representação, basta entrar em contato para solicitá-lo.

Denúncias anônimas não podem ser acatadas pela Comissão Permanente de Ética (CPE). A COF faz averiguações para colher irre- gularidades e, se julgar pertinente, poderá elaborar representação e en- caminhar ao Presidente do CRP, que após tomar conhecimento formal

a encaminha à CPE. O modelo de representação pode ser encontrado no site www.crppr.org.br.

3) O psicólogo pode emitir atestado psicológico? Qual é o tempo máximo que posso dar de atestado?

Por ser um profissional que atua também na área de saúde e por ser habilitado para diagnosticar condições mentais que incapacitem o pa- ciente para o trabalho e/ou estudos, é atribuição do psicólogo a emissão de atestado psicológico. O prazo máximo de afastamento é de 15 dias. (Resolução CFP Nº 015/1996)3

Nas próximas edições mais perguntas e respostas.

de afastamento é de 15 dias. (Resolução CFP Nº 015/1996) 3 Nas próximas edições mais perguntas
contato artigo Células-Tronco Embrionárias Thereza D´Espíndula (CRP-08/03266) Coordenadora da Comissão de Tanatologia

contatoartigo

Células-Tronco

Embrionárias

Thereza D´Espíndula (CRP-08/03266) Coordenadora da Comissão de Tanatologia e especializanda em Bioética da PUCPR.

Em 28 de maio último, numa controversa votação por seis a cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento do artigo 5º da Lei de Biossegurança, o qual trata de pesquisa com células-tronco embrionárias humanas. O referido artigo permite que embriões congelados há mais de três anos ou inviáveis para a implantação uterina sejam usados para pesquisa, desde que haja o consentimento dos pais e a aprovação da respectiva pesquisa pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) - comissão do Conselho Nacional de Saúde (CNS), criada com a função de imple- mentar as normas e diretrizes regulamentadoras de pesquisas en- volvendo seres humanos.

Alguns parlamentares comentaram esse julgamento como um marco histórico, pois levará paulatinamente a sociedade à cons- trução de uma nova ética do agir humano, uma ética da responsabi- lidade.

Por seu turno, os cientistas preocupavam-se com a perda de tempo, já que a Lei de Biossegurança é de 2005 e já estamos em 2008. A demora brasileira em se manifestar, segundo alguns, pode tornar o Brasil defasado em relação às pesquisas de outros países, principalmente os países do chamado Primeiro Mundo. Muitos temem que, no futuro, tenhamos que pagar caro pela importação dessas tecnologias.

Como já amplamente divulgado pela mídia, o interesse pelas células-tronco embrionárias se dá pelo seu alto poder de dife- renciação e, portanto, enorme potencial terapêutico. As células- tronco embrionárias podem se converter em vários tipos de tecido e podem ser classificadas de Totipotentes e Pluripotentes. A toti- potência é encontrada no embrião humano desde o momento da fe- cundação até seu quarto dia de desenvolvimento. Nos embriões de cerca de cinco dias, as células já são classificadas de pluripotentes, pois já possuem alguma especificação acerca da função celular que irão desempenhar e já estão partindo para uma diferenciação, numa das diversas categorias que comporão os tecidos humanos.

Embora os estudos com células-tronco estejam ainda em seus primeiros passos, cientistas vislumbram nelas a esperança de reverter e/ou prevenir males causados por déficit de funcionamen- to de órgãos, bem como malformações destes. Uma célula-tronco embrionária poderia, pelos métodos adequados, adquirir as carac- terísticas do órgão ou tecido em questão, suplantando as dificul- dades relativas à possibilidade de rejeição, a qual quase sempre tem a chance de ocorrer com os transplantes. Há também a pos- sibilidade da cura para doenças como Parkinson, diabetes e outras, além da recuperação de seqüelas de lesões medulares e de acidentes vasculares cerebrais.

Assim, avança cada vez mais a ciência, mas não ilesa: cada vez mais, também, avançam e se aprofundam os questionamen- tos éticos e, sobretudo, bioéticos, advindos das novas conquis- tas. Nesse caso, o grande obstáculo que se impõe em relação ao uso das células-tronco é que sua extração, pelos métodos atual- mente desenvolvidos, implica necessariamente na destruição do embrião, o que leva uma boa parcela da sociedade a encarar tal prática como algo semelhante a um aborto ou mesmo a um homicí- dio. Diferentemente de uma doação voluntária de sangue, por exemplo, o embrião não é capaz ainda de expressar sua vontade ou autonomia.

E então, pergunta-se: de quem é o direito de se manifestar em lugar do embrião? Quem detém sua posse? Como julgar corre- tamente os fatos? Tais questionamentos levam a outros ainda, para os quais não se conseguiu uma resposta de consenso como “quando a vida começa?” ou “todo ser humano é uma pessoa?”, discussões que nos dão a impressão de que continuarão controversas ainda por muito tempo.

Se não sabemos ainda até onde admitirmos tais procedi- mentos, outra questão importante se apresenta: temos o direito de negar essa possibilidade àqueles que dela prescindem para a melhoria de sua qualidade de vida? Aqueles que aguardam an- siosos por ter de volta sua vida biográfica - seja em um leito de UTI, na fila dos transplantes, na máquina de hemodiálise e em tantos pontos penosos de espera - têm o direito de ter negado sua possibilidade de melhora?

A utilização de embriões de mais de três anos ou inviáveis para a implantação uterina também parece não ser o caminho: al- guns cientistas alegam que 98% destes também se encontram in- viáveis para as pesquisas.

Faz-se necessário, então, muitos momentos de de- bates, visões transdisciplinares e a oportunidade de enfo- car cada caso dentro de suas especificidades, dando-lhe toda a atenção possível. 3

LEI Nº 11.105, DE 24 DE MARÇO DE 2005. (Lei de Biossegurança): “Art. 5º É
LEI Nº 11.105, DE 24 DE MARÇO DE 2005. (Lei de Biossegurança):
“Art. 5º É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de em-
briões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes
condições:
I – sejam embriões inviáveis; ou
II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados
na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de congelamento.
§ 1o Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores.
§ 2o Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisa ou terapia com células-tronco embrio-
nárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa.
§ 3o É vedada a comercialização do material biológico a que se refere este artigo e sua prática implica o crime
tipificado no art. 15 da Lei no 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.”
Fotos: Vjeran Lisjak

I Encontro de Professores

de Ética e Deontologia

discute formação dos psicólogos

No dia 30 de agosto, foi realizado na sede do CRP-08, em Curitiba, o I Encontro de Professores de Ética e Deontologia dos cur- sos de Psicologia do Paraná, organizado pelo CRP-08, por meio da sua Comissão de Ética. O evento, que contou com a presença de dez

professores, teve como objetivo reuni-los para a troca de experiências

e ações conjuntas, no sentido de garantir uma adequada formação

acadêmica dos novos psicólogos. O psicólogo Nélio Pereira da Silva (CRP-08/00016) proferiu a palestra “A Ética a Serviço da Psicologia”, que contribuiu para subsidiar as discussões durante o evento.

Através de uma atividade do psicodrama, foi proporcionado aos presentes um momento de descontração para apresentações.

Foram discutidos os seguintes temas, sempre envolvendo a Ética: Diretrizes Curriculares; Legislação; Diferentes Campos de atuação do psicólogo. Os assuntos foram debatidos pelo grupo, que como conclusão traçaram as seguintes ações: foram marcados novos

encontros com os professores de ética, no dia 25 de abril e durante

o Encontro Paranaense de Psicologia, que será realizado pelo CRP-

08, em junho de 2009. Os professores se comprometeram em trazer os programas de suas disciplinas para análise e as instituições trarão temas já discutidos em suas entidades para troca de experiências e atuações conjuntas. A Comissão de Ética se comprometeu em fazer

matériacontato

o elo entre os professores da área, através de e-mails, garantindo uma comunicação mais constante entre o grupo.

A avaliação do Encontro pelos presentes foi muito positiva, com perspectivas de ações conjuntas, em prol da formação de quali- dade aos futuros profissionais da Psicologia. 3

de quali- dade aos futuros profissionais da Psicologia. 3 Participantes do Encontro. 06 contato contato 07
de quali- dade aos futuros profissionais da Psicologia. 3 Participantes do Encontro. 06 contato contato 07

Participantes do Encontro.

Falando Sobre em Maringá

No dia 12 de novembro será o próximo Falando Sobre - evento realizado todo mês pela subsede de Maringá, com a finalidade de dis- cutir a Psicologia e suas ramificações. Os encontros são sempre às 20 horas, na Biblioteca Municipal de Maringá, localizada na Av. XV de Novembro, 514. O tema do encontro será “A participação do psicólogo no acompanhamento de políticas públicas - Controle Social”, minis- trado pela psicóloga Solange Izabel Marega Batista (CRP 08/04415).

Os encontros do Falando Sobre este ano encerram-se em no- vembro, voltando somente em março de 2009.

Quartas-Feiras no CRP

As “Quartas-Feiras no CRP” de novembro estão sob responsa- bilidade da Comissão de tanatologia e terão como tema “A Hora Cer- ta”. Os encontros trarão questões relativas à maternidade e paternidade, adoção, reprodução humana, fertilização in vitro e similares.

As “Quartas-feiras” são promovidas na sede do CRP-PR em Curitiba, na Av. São José, 699, no Cristo Rei. O evento é gratuito e aber- to ao público em geral. O participante que tiver 75% de freqüência no mês recebe certificado de participação.

Mais informações no site www.crppr.org.br. Os eventos este ano encerram-se em novembro, voltando somente em março de 2009.

Jornada de Psicologia Escolar

O CRP-08 promove, por meio da sua Comissão de Psicologia Escolar/Educacional, a Jornada de Psicologia Escolar, em vários mu- nicípios do Estado. O evento é dirigido a psicólogos e alunos de 4º e 5º ano de Psicologia e tem como objetivo informar, esclarecer e instru- mentalizar profissionais quanto a pré-requisitos básicos para a atuação em Psicologia escolar/educacional.

Os encontros abordarão o seguintes assuntos: Contexto e Histórico da Psicologia Escolar/Educacional no Brasil; Quem é e o que faz o Psicólogo Escolar; Atuação do Psicólogo Clínico e do Psicólogo Escolar; o Psicólogo e a Equipe Educacional; o Psicólogo e a Equipe Administrativa; o Psicólogo Escolar/Educacional e a Família; o Psicólo- go e o Aluno: prevenção, intervenções e encaminhamentos; Inclusão – o aluno e os sistemas de apoio; Troca: Práticas em Psicologia Escolar nas escolas locais; O uso de histórias facilitadoras no contexto escolar.

As próximas jornadas acontecerão em União da Vitória, no dia 8 de novembro, e Guarapuava, no dia 29 de novembro. No primeiro município a Jornada será realizada no Centro Universitário de União da Vitória (UNIUV), na Av. Bento Munhoz da Rocha Neto, 3856, e será ministrada pela colaboradora da Comissão de Psicologia Esco-

acontecenoParaná

lar, Theresinha Vian Rambo (CRP-08/12200). Em Guarapuava, será no Colégio Lilianca, Rua Prof. Beeker, 1419, e apresentará o tema a coor- denadora da Comissão, Maria Elizabeth Nickel Haro (CRP-08/00211).

Este ano já aconteceram duas Jornadas, nos dias 11 e 18 de outubro no Litoral e em Curitiba, respectivamente.

Seminário de Direitos Humanos

Nos dias 26 e 27 de setembro, o CRP-08, por intermédio da sua Comissão de Direitos Humanos, promoveu o Seminário de Direitos Hu- manos com o tema Aprisionamento: Uma Questão de Direitos Humanos? – Um Olhar da Psicologia para as medidas de cárcere privado. O evento foi em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Huma- nos, completados no dia 10 de dezembro de 2008.

O encontro, que aconteceu na sede do Conselho, em Curitiba, foi uma iniciativa e investimento do CRP-08 para capacitação e formação dos profissionais que trabalham na área, por isso as inscrições foram gratuitas. Inscreveram-se cerca de 70 pessoas, porém compareceram ao Seminário em média 30, entre psicólogos e outros profissionais envolvidos no assunto.

psicólogos e outros profissionais envolvidos no assunto. Público participante. Palestra de Márcia de Alencar

Público participante.

profissionais envolvidos no assunto. Público participante. Palestra de Márcia de Alencar Araújo Matos. Seminário de

Palestra de Márcia de Alencar Araújo Matos.

Seminário de Psicologia Jurídica

O CRP-08, por intermédio da Comissão de Psicologia Jurídica, realizou nos dias 31 de outubro e 1º de novembro o Seminário de Psico- logia Jurídica, que teve como objetivos: apresentar e discutir a Psicologia em sua relação com a Justiça, refletir sobre trabalhos interdisciplinares de diferentes profissionais que atuam na área e debater diferentes possi- bilidades de atuação do Psicólogo nos diversos campos da Justiça.

O encontro foi na sede do Conselho, em Curitiba.

Reunião CREPOP

No dia 9 de outubro foi realizada mais uma reunião pelo Cen- tro de Referência Técnica em Políticas Públicas (CREPOP). O tema do encontro tratou da atuação dos profissionais da Psicologia em Serviços de Atenção Básica à Saúde.

No dia 31 de outubro foi realizada a reunião com gestores e psicólogos para discutir os aspectos que envolvem a Inclusão Escolar.

Plenária em Cascavel

No dia 18 de outubro aconteceu a Plenária em Cascavel. Na reunião, as comissões, subsedes e representações setoriais fizeram um pequeno relato das ações que estão realizando. Também foram discutidos assuntos como: Ano da Educação, Democratização da Comunicação e Psicoterapia.

Um dos temas abordados foi a reestruturação da Comissão Gestora da subsede, que é formada por três psicólogas da região, Maria de Lourdes R. de Oliveira (CRP-08/10703), Diocleide Silva (CRP-08/10861) e Ivete G. Pellizzetti (CRP-08/01832), porém Diocleide e Ivete, por motivos particulares, terão que deixar o cargo. Por isso, no dia 22 de novembro será realizada eleição para a escolha da nova Comissão Gestora. Todos os psicólogos da região podem participar. Mais informações, como local e horário, serão disponibilizadas posteriormente.

Calendário de Plenárias 2008

As próximas plenárias serão em:

Novembro: dia 28 (sexta) e 29 (sábado); Dezembro: dia 05 (sexta) e 20 (sábado). Todos os psicólogos estão convidados a participar das plenárias.

Calendário de Plenárias 2009

a participar das plenárias. Calendário de Plenárias 2009 “26” de setembro – Assembl. Geral Orçamentária

“26” de setembro – Assembl. Geral Orçamentária

Reuniões nas Subsedes e Representações Setoriais

As subsedes e representações setoriais realizam todo mês reuniões para discutir assuntos de interesse da categoria naquela

região. Os encontros são coordenados pelos representantes setoriais, grupos gestores e/ou conselheiros e todos os psicólogos estão convi- dados a participar. Abaixo, as datas já confirmadas das reuniões de alguns locais.

4 Cascavel nos dias 22 de novembro e 8 de dezembro, na subsede lo- calizado na Rua Paraná, 3033 - sala 41, Edifício Formato.

4 Campos Gerais última quarta-feira de cada mês, às 17h, no Centro

Médico Psicológico e Social, localizado na Rua Júlia Wanderley, 980,

em Ponta Grossa.

4 Foz do Iguaçu dia 24 de novembro, no Centro Universitário de Foz do Iguaçu (Cesufoz).

4 Guarapuava terceira segunda-feira de cada mês, às 19h30.

4 Paranavaí primeira sexta-feira de cada mês, às 16h, no CAPS 1, situado à Rua Guapori, em frente ao Colégio Estadual.

4 Norte Pioneiro a próxima reunião será no dia 26 de novembro.

4 Sudoeste dia 8 de novembro, em Pato Branco, na sala de reunião do hotel San Pedro, na Av. Tupi, às 10h.

Recesso no CRP-08

O CRP-08 estará em recesso entre o fim do ano e começo de 2009. As atividades encerram-se no dia 20 de dezembro, com a última plenária de 2008, e voltam no dia 5 de janeiro.

Seminário de Álcool e Drogas

O CRP-08 realizou no dia 27 de outubro o Seminário de Álcool

e Drogas. O objetivo do encontro foi subsidiar debates e discussões para

o Seminário Nacional do Sistema Conselhos de Psicologia, que acon- tecerá em novembro.

Durante o evento, que aconteceu na sede do Conselho, foi realizada uma mesa-redonda com a participação de três psicólo- gos renomados no assunto: Cleuza Conceicao De Lima Canan (CRP-08/02118) abordou o tema “Substância Psicoativa no contex- to atual da sociedade”, Guilherme Azevedo do Valle (CRP-08/02932)

falou sobre “Políticas na área de Drogas no Município de Curitiba”,

e Flavia Mussi Rocha Campos Bahls (CRP-08/02992) relatou sobre “Instituições e Intervenções”.

APAF

Nos dias 13 e 14 de dezembro acontece, em Brasília, a Assem- bléia Política Administrativa e Financeira (APAF) do Sistema Conse- lhos de Psicologia. No encontro participam representantes de todos os regionais para discutir e deliberar o que está sendo realizado e os próxi- mos eixos temáticos de discussão.

Fórum de Psicologia Hospitalar

No dia 11 de outubro aconteceu o VIII Fórum de Psicolo- gia Hospitalar, no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. A con- selheira-secretária do CRP-08, Marilda Andreazza dos Anjos

(CRP-08/01970), participou da abertura do evento juntamente com

o diretor geral do Hospital, Geci de Labres de Souza Júnior, a cola- boradora da Comissão de Psicologia Hospitalar do Conselho, Wael de Oliveira (CRP-08/01323) e com a psicóloga do Hospital do Tra- balhador, Márcia Regina da Silva Santos (CRP-08/03336). Durante

o encontro aconteceram diversas palestras explorando o papel da Psicologia dentro dos hospitais.

Workshop Internacional Violência, Família e Sociedade Dilemas e Soluções

A Nova Forma Assessoria e Desenvolvimento – Projetos Cul-

turais e Científicos – com o apoio institucional do CRP-08 e demais pa- trocinadores, apoiadores e co-promotores, promove nos dias 6, 7 e 8 de novembro, em Curitiba, o Workshop Internacional Violência, Família

e Sociedade – Dilemas e Soluções, com a presença de Cloé Madanes

(psicóloga, escritora e terapeuta argentina radicada nos EUA) e outros renomados especialistas brasileiros.

Mais informações no site www.novaformaprojetoseeventos.com.br.

Froma Walsh virá ao Brasil para workshop em Londrina

A psicóloga Froma Walsh, Ph.D. e mestre em Serviço Social do Centro de Formação em Terapia Familiar da Universidade de Chi- cago, estará no Brasil nos dias 14 e 15 de novembro para um workshop promovido pelo departamento de Pós-Graduação do Centro Educacio- nal Evangélico ISBL, de Londrina (PR).

Fundadora e co-diretora do Chicago Center for Family Health

- Universidade de Chicago e considerada especialista em resiliência

familiar, Froma Walsh é internacionalmente reconhecida por seu tra-

balho centrado nas famílias e comunidades, com foco na recuperação de situações de trauma, perda e transições difíceis como separação, divórcio e perda de emprego, além de desafios da vida como doenças crônicas, deficiências.

No workshop em Londrina, ela vai falar sobre o tema “Fortale- cendo a resiliência familiar: facilitando a recuperação e o crescimento em situações de crise, trauma e adversidade”. O evento acontecerá no Hotel Blue Tree Premium, com objetivo de apresentar uma aplicação prática da pesquisa de Froma baseada na estrutura de resiliência familiar para a inter- venção e prevenção, de forma a promover o fortalecimento das famílias em crises ou que enfrentam crises prolongadas.

Mais informações no site do ISBL (www.isbl.org.br/pos); e-mail pos@isbl.org.br ou na secretaria do evento, pelo fone (43) 3327-6676.

Conselheira do CRP-08 participa de Congressos sobre Psicologia do Esporte

Nos dias 2 a 5 de outubro, em Belo Horizonte, aconteceu o IX Congresso Sul-Americano de Psicologia do Esporte e o XIII Congres- so Brasileiro de Psicologia do Esporte, com o tema “Talento e Excelên- cia Esportiva”. Organizado pela Sociedade Brasileira de Psicologia do Esporte (Sobrape), sob o comando do psicólogo Dietmar Samulski, o evento teve como objetivo promover o intercâmbio científico entre os profissionais e estudantes que atuam na área de Psicologia do Esporte na América do Sul e Brasil.

Participaram aproximadamente 200 profissionais e estudantes. A programação contou com nove conferências com ministrantes de reno- me, como Carlos Ferres (Uruguai), Gershon Tenenbaum (USA), Enrique Aguayo (Chile), Marcelo Roffé (Argentina), Joaquin Dosil (Espanha), Mi- chel Kellmann (Austrália), Benno Becker (Brasil).

Além das conferências, aconteceram 84 apresentações de te- mas livres e 10 mesas-redondas sobre excelência no esporte, talento esportivo, Performance e Qualidade de vida, a Psicologia do Esporte nas diversas modalidades, Ética no Esporte e O futuro da Psicologia do Esporte na América do Sul.

Na mesa de Ética no Esporte, representando o Paraná, estava

a conselheira, presidente da Comissão de Ética e coordenadora da Co-

missão de Psicologia do Esporte do CRP-08, Márcia Regina Walter, fa-

lando sobre “O Psicólogo X O Profissional de Educação Física, limites

e a atuação da equipe multidisciplinar”.

limites e a atuação da equipe multidisciplinar”. Membros da diretoria da SOBRAPE - Luiz Carlos Couto

Membros da diretoria da SOBRAPE - Luiz Carlos Couto de Albuquerque Moraes, Benno Becker, Márcia Regina Walter, Dietmar Martins Samul- ski e Márcio Geller Marques. (esq. para dir.)

Conselheira de Maringá participa de Programa de Rádio

A conselheira Rosemary Parras Menegatti (CRP-08/03524), representante da subsede de Maringá, foi convidada pelas coordena- ções do curso de Jornalismo do Cesumar e da Rádio Universitária Ce- sumar - FM 94.3 - para comandar o programa Momento Vocacional.

O programa tem por finalidade apresentar, em entrevistas rápi- das, informações sobre os cursos do Faculdade. São realizadas entre- vistas, em formato de bate-papo, com os coordenadores dos cursos de graduação e também dos cursos do Ensino à Distância (EAD). 3

psicólogodasilva

Por Tonio Luna (CRP-08/07258)

Crise

Financeira

Em tempos de crise, está que ainda vai chegar nos próximos meses, como serão afetadas, além dos seus bolsos, as pessoas que atendemos?

Bom, esta crise é a comissão de frente de uma crise ainda maior, que é a de valores. Sendo assim, existem duas possíveis soluções para tais pessoas. A primeira é encontrar outros valores individuais e éticos e a segunda é tentar aplacar o desconforto com certa cisão da realidade ou inconsciência, álcool e outras drogas (materiais ou emocionais).

Em pensamento acho que a segunda opção tende a levar vantagem eleitoral. Nas minhas ações elejo a primeira. E você, em quem votou?3

Fotos: Szorstki, Aziz Duru, Scott Liddell, Michele de Notaristefani

contatoartigo

Contribuições da Psicologia para as

Intervenções em Meio Ambiente

Autora: Isabella Bello Secco (CRP 08/12813). Psicóloga pela PUCPR. Colaboradora da Comissão de Psicologia Ambiental. Consultora da COMPORTAMENTO – Psicologia do Trabalho. Especializanda em Gestão Ambiental pela FAE Business School – Curitiba. isabella@comportamento.com.br

Atualmente somos bombardeados com notícias referentes ao meio ambiente e que nos revelam uma situação assustadora que exige uma mudança dos comportamentos e valores da sociedade frente a tais questões. Pode-se dizer que 2006 foi o ano em que a humanidade to- mou consciência de que a crise ambiental é real e seus efeitos, imedi- atos. Uma prévia do relatório anual da Organização Metereorológica Mundial, órgão da ONU que avalia o clima na Terra, divulgada em dezembro de 2006, demonstra que esse ano foi marcado por recordes sombrios no terreno das alterações climáticas e catástrofes ambien- tais. O aumento repentino da temperatura planetária e das alterações no meio ambiente se deve à ação humana, com escassa contribuição de qualquer outra influência da natureza. E as alterações climáticas são apenas algumas das conseqüências desta crise na relação homem e Zambiente. Outras inúmeras podem ser mencionadas, como, a escas- sez de água potável, redução na biodiversidade global, extinção de al- gumas espécies, piora na qualidade do ar, incêndios, diminuição das áreas verdes, efeitos adversos sobre a produção de alimentos e maior transmissão de doenças.

Muitos são os movimentos que já vêm ocorrendo no sentido de tentar reverter este quadro e muitas são também as controvérsias referentes ao prognóstico do nosso planeta. Porém, mesmo diante de tantos desencontros, uma coisa é certa: a sociedade atual está sendo convocada a repensar suas formas de se relacionar e utilizar o meio ambiente no qual estão inseridos, uma vez que, se tais mudanças não ocorrerem urgentemente, não será somente o futuro das próximas gera- ções que estará em jogo.

Durante anos, várias ciências se preocuparam em entender e conhecer os fenômenos naturais e verificar quais seriam as conseqüên- cias que a má utilização dos recursos naturais poderia acarretar para o planeta e todas as formas de vida nele existentes. Diante das diversas questões percebidas envolvendo a relação homem – meio ambiente, a Psicologia também é convocada a direcionar esforços e contribuir com tais estudos, pois é a ciência que tem como objeto de estudo o compor- tamento humano vindo assim a contribuir e muito na atuação interdis-

ciplinar considerando que a união de conhecimentos técnicos com os psicológicos possibilitam uma atuação mais efetiva em projetos que ob- jetivem a mudança de comportamento e percepção das pessoas frente ao meio ambiente que as cerca. Diante deste contexto, a Psicologia Am- biental vem contribuir com muitos de seus conceitos e as intervenções voltadas para a preservação ambiental se tornam um campo urgente e emergente de atuação profissional do psicólogo em nossa sociedade.

De acordo com Gifford (1997, p.1) citado por Pinheiro e Güinter (2008, p.317):

“Psicologia Ambiental é o estudo das relações entre as pessoas e seus cenários físicos. Nestas relações, as pessoas mudam o ambiente e seus comportamentos e experiências são modificados pelo ambiente. Ela envolve a pesquisa e prática dirigida à produção de edificações mais humanas e o melhoramento de nosso relacionamento com o ambiente natural”.

Acrescentando a tal perspectiva, Leff (2001, p. 187) afirma que a Psicologia ambien- tal tem por obje- tivo analisar as formas e como as condições am- bientais afetam as capacidades cog- nitivas, mobilizando os comportamentos so- ciais que causam impacto à saúde mental dos indivíduos, além de contribuir para a análise das percepções e interpreta- ções das pessoas sobre o meio ambiente. A Psicologia ambi- ental vincula-se ao terreno da Psicologia social no estudo da formação de uma consciência ambiental e seus efei- tos na mobilização dos atores sociais.

A crescente demanda ecológica na atu- alidade pode ser considerada não apenas em res- posta a uma necessidade crescente de preserva- ção ao meio ambiente, mas uma necessidade de respeito à própria humanidade, e não se refere apenas ao coletivo do homem, mas também à

subjetividade inerente ao mesmo (MARÇOLLA, 2002, P.125). É importante destacar que noções ecológicas são repassadas e inter- pretadas desde a infância e considerá-las supõe considerar aspectos e parâmetros diversos. Para Bruner (1998, p.95), as crenças e intenções derivam do que ele considera o conceito fundamental da Psicologia humana, a construção de significados e os processos e transações que se dão nessa construção. Desta forma, pode-se afirmar que a vida somente parece compreensível pelos indivíduos pela lente de algum sistema cultural de interpretação.

Uma das dificuldades encontradas parece ser a existência de uma “falha” impressão de que os recursos naturais sejam infini- tos. Contudo, o risco eminente de escassez dos recursos naturais exige uma mudança urgente de cultura de toda a sociedade; mudança que exige intervenções a médio e longo prazo por se tratar de um processo bastante complexo. E este objetivo pode ser alcançado por meio de diversas ações, sendo uma delas a educação ambiental que é um instrumento de tomada de consciência do fenômeno do subde- senvolvimento e de suas implicações ambientais. Esta tem a respon- sabilidade de promover estudos e de criar condições para enfrentar esta problemática eficazmente e se constitui, portanto, numa ação conscientizadora que tem por objetivo levar o homem, nos seus dife- rentes papéis a reassumir sua condição de com- portamento no ecossistema que a civiliza- ção moderna vem negando e que, numa visão prospectiva, poderá inviabilizar sua própria sobrevivência (GUI- MARÃES, 1995, p.20).

Amplamente pode-se afirmar que a educa- ção se traduz por maneiras de melhorar os com-

não-finitude dos recursos naturais, moderando os padrões de consu- mo dos mesmos, diminuindo as fontes de poluição e desenvolvendo novas formas de produção menos agressivas e nocivas ao ambiente.

A educação ambiental aponta para propostas pedagógicas

centradas na conscientização, na mudança de comportamento, no desenvolvimento de competências, na capacidade de avaliação e na participação dos educandos de todas as idades e inseridos nos mais diversos contextos. A relação entre meio ambiente e educação as- sume um papel cada vez mais desafiador, demandando novos saberes para apreender processos sociais cada vez mais complexos e riscos ambientais cada vez mais intensos. Assim, a reflexão sobre as práti- cas sociais, em um contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, envolve uma necessária ar- ticulação com a produção de sentidos sobre a educação ambiental.

No contexto organizacional não é diferente, sendo ele tam- bém reflexo de toda esta cultura e valores da sociedade. Os Sistemas de Gestão Ambiental hoje são uma variável importante no planeja- mento estratégico considerando o contexto globalizado que exige cada vez mais que sejam revistas as formas de manejo com o meio ambiente. Entre os fatores que determinam tais exigências, pode-se incluir os movimentos ecológicos, as mudanças no perfil dos con- sumidores, que estão cada vez mais preocupados com a origem dos produtos que adquirem, além das pressões do regime regulatório in- ternacional e da necessidade urgente de que a sociedade se desenvol- va de uma forma sustentável, ou seja, desenvolver-se de forma a ser capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.

A Psicologia pode contribuir no contexto organizacional

auxiliando no processo de desenvolvimento, implantação e ma- nutenção de sistemas de gestão ambiental (inclusive nos casos de certificação ISO 14001), além de desenvolver projetos de edu- cação ambiental, pesquisas de percepção e apropriação dos ambientes e recursos, auxílio no manejo dos ativos e pas- sivos ambientais resultantes do processo, entre outros. De acordo com Macêdo e Oliveira (2005), cabe ao psicólo- go atuar na sensibilização dos trabalhadores envolvidos, providenciar o desenvolvimento dos profissionais que serão os gestores dos programas e também desenvolver mecanis- mos que facilitem as mudanças culturais que facilitarão o pro- cesso de implantação dos projetos e minimizarão as resistências, promovendo a divulgação e favorecendo a comunicação entre to- dos os setores da organização integrando os cuidados ambientais a rotina operacional.

portamentos pró-ambientais sobre o planeta Ter-

o

mundo se encontra, evidencia-se a necessidade

É

importante que as organizações reconheçam a gestão

ra. Se for considerada a crise ambiental em que

do meio ambiente como uma prioridade, como fator determi- nante do desenvolvimento sustentável e ainda estabeleçam políti-

de

uma educação que amplie as teorias acerca do

cas, programas e procedimentos para conduzir as atividades de

mesmo. Por exemplo, deve-se ultrapassar a idéia de

modo ambientalmente seguros (MACÊDO; OLIVEIRA, 2005).

Fotos: Daniel wildman

Com isso, as oportunidades no mercado em rápido crescimen- to serão maiores além de haver a diminuição do risco de respon- sabilização por danos ambientais, redução de custos, melhoria da imagem da empresa, maiores chances de consolidação no mer- cado, desenvolvimento de dimensões éticas e morais no contexto

organizacional e, à sociedade, uma expectativa de vida mais saudável

e longeva.

Assim, fica destacada a importância de que os psicólogos busquem a inserção nas atuações relacionadas com as questões am-

bientais já que, além de ser uma área bastante evidenciada e sedenta de ações, são muitas as contribuições a serem dadas por este pro- fissional em equipes interdisciplinares interessadas em desenvolver projetos voltados ao meio ambiente. São muitos os desafios diante de um caminho novo a se construir e algumas iniciativas já surgem com sucesso. Sintam-se convidados e, por que não dizer, “convocados” a atuar e contribuir para essa mudança que não é apenas um “modis- mo”, mas uma questão de sobrevivência; mais que isso, implica em contribuir para sobrevivência com qualidade de vida desta e das fu- turas gerações. 3

Referências BRUNER, J. A realidade mental: Mundos possíveis. Porto Alegre: Artesmédicas, 1998. GÜINTER, Hartmut;
Referências
BRUNER, J. A realidade mental: Mundos possíveis. Porto Alegre: Artesmédicas, 1998.
GÜINTER, Hartmut; PINHEIRO, José de Queiroz. Métodos de Pesquisa nos Estudos Pessoa-Ambiente. São Paulo:
Casa do Psicólogo, 2008.
GÜINTER, Hartmut; PINHEIRO, José; GUZZO, Raquel. Psicologia ambiental: entendendo as relações do homem com seu ambiente.
Campinas: São Paulo, 2004.
GUIMARÃES, Mauro. A dimensão ambiental na educação. Campinas, São Paulo: Papirus, 1995.
LEFF, Enrique. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade e poder. Rio de Janeiro: Vozes, 2001.
MACÊDO, Kátia Barbosa; OLIVEIRA, Alberto. A gestão ambiental nas organizações como nova variável estratégica.
RPOT,v.5,n.1, jan- jun /2005, p.129-150.
MARÇOLLA, Bernardo Andrade. Os desafios da psicologia frente à questão ecológica: rumo à complexa articulação entre natureza e
subjetividade. Psicologia, ciência e profissão. São Paulo, v.22, p.120-133, 2002.
MOSER, Gabriel. Psicologia Ambiental. Estudos de Psicologia. Natal, v.28, n.03, p.121-130, Ago/1997.

Nova Lei de Estágio

No dia 26 de setembro foi publicada no Diário Oficial da União a atualização da Lei do Estágio. As novas regras valem para novos contratos ou para os que forem renovados a partir de agora.

De acordo com a Lei n.º 11.788, as principais mudanças foram:

- os estagiários que tenham contrato com duração igual ou

superior a um ano têm direito a 30 dias de recesso remunerados, preferencialmente durante as férias escolares. Além disso, nos ca-

sos de o estágio ter duração inferior a um ano, os dias de recesso serão concedidos de maneira proporcional;

- a nova lei diz que estudantes da educação especial e dos

anos finais do ensino fundamental (na modalidade profissional de educação de jovens e adultos) só podem ser contratados para a car- ga horária de quatro horas diárias de trabalho. Já os alunos do en- sino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular, podem trabalhar até seis horas diárias. Os estágios com 40 horas semanais podem ser destinados somente a estudantes matriculados em cursos que alternem aulas teóricas e práticas;

- a lei estabelece ainda que o estágio, mesmo aquele que não

é obrigatório para a conclusão do curso, agora tem de estar vincu-

14 contato

notacontato

lado ao projeto pedagógico da escola, inclusive no ensino médio;

- o estagiário tem ainda de ser supervisionado por um coor- denador na universidade e por um profissional na empresa. Também deve ser apresentado, no máximo a cada seis meses, um relatório das atividades do estágio à instituição de ensino;

- a lei também fixa limites para o número de estu-

dantes de nível médio estagiando nas empresas. As em- presas que têm de um a cinco empregados poderão re- crutar apenas um estagiário; de seis a dez, até dois; de 11 a 25 empregados, até cinco estagiários; e acima de 25, até 20%. O estágio deve durar no máximo dois anos;

- profissionais liberais de nível

superior também poderão recrutar es-

tagiários.

Algumas dessas pro- postas já estavam na Cartilha do Estudante elaborada pelo Conselho em 2005. 3

matériacontato

BVS-Psi proporciona facilidade de acesso aos profissionais e estudantes de Psicologia

No último dia 27 de agosto, o CRP- 08 inaugurou a Estação da Biblioteca Vir- tual em Psicologia (BVS-Psi). A solenidade aconteceu na sede do Conselho, em Curi- tiba. Além do presidente do Conselho, João Baptista Fortes de Oliveira, participaram os representantes das Bibliotecas Virtuais do Ministério da Saúde, Elaine Pereira dos Santos, e BIREME (Centro Latino-Ameri- cano de Informação em Ciências da Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS), Rosimeire Rocha Pinto, e a Co- ordenadora Técnica da BVS-Psi, Maria Imaculada Cardoso Sampaio.

A inauguração é uma forma sim-

bólica de representar que o CRP-08 está apoiando a biblioteca, pois não é necessário ir até o Conselho, basta apenas um com-

putador com internet e qualquer pessoa pode acessar a BVS-Psi.

O objetivo do site é garantir que

as pessoas encontrem o que procuram de forma rápida e precisa, através da seleção, organização e disseminação da informa- ção em um espaço virtual especializado. De acordo com Maria Imaculada, o pes- quisador terá assegurado o acesso on-line a produtos, serviços e informações de quali- dade e de confiança. “Atualmente podemos pesquisar muitas coisas na internet, mas não temos a certeza de que aquele conteú- do é verídico”, explica.

A BVS-Psi é resultado da parce-

ria entre a Rede Nacional de Bibliotecas da Área de Psicologia, sob a coordenação do Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD) do Instituto de Psicologia da Univer- sidade de São Paulo (IPUSP), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a Organiza- ção Pan-Americana da Saúde - representa- ção Brasil, por meio da BIREME. O site da biblioteca é o www.bvs-psi.org.br, espaço virtual do psicólogo brasileiro onde são en- contradas as mais diversas informações.

São artigos publicados em revistas científicas brasileiras desde 1949, disserta- ções e teses de Psicologia, Literatura La- tino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), textos completos dos Trabalhos de Conclusão de Curso que con- correram ao Prêmio Silvia Lane, periódi- cos eletrônicos, livros (completos para es- tudo e indicações de mais de 30 editoras para aquisição), links para outros sites de Psicologia, videoteca, manuais de norma- tização de trabalhos científicos, dicionário biográfico da Psicologia no Brasil, termi- nologias, diretórios de Psicologia e áreas afins, normas, legislação e Código de Ética

em Psicologia, subsídios para o ensino da Psicologia, entre outros. O site é bem dinâmico e possui vários sistemas de bus- ca para facilitar a pesquisa.

História

O projeto para a construção da BVS-Psi teve início no ano 2000, mas re- monta a 1997, quando o CFP desenvolveu, em parceria com o Sistema de Bibliotecas (SBi) da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMP), o Index Psi Periódicos – uma base de dados, que pas- sou a reunir, organizar e controlar a litera- tura nacional publicada em periódicos na- cionais de Psicologia.

Em 2001, foi lançado oficialmente o Index-Psi Livros, instrumento para o con-

trole da literatura nacional publicada em livros na área da Psicologia e disponível para aquisição no mercado editorial. Produto da parceria entre o CFP e o SBD-IPUSP. A BVS-Psi surge da necessidade de reunir os dois índices nacionais especializados (In- dex Psi Periódicos e Livros) em um único espaço virtual.

O modelo BVS está presente em 26 países, com bibliotecas sobre as mais di- versas áreas. 3

países, com bibliotecas sobre as mais di- versas áreas. 3 www.bvs-psi.org.br Informações confiáveis e de qualidade.
países, com bibliotecas sobre as mais di- versas áreas. 3 www.bvs-psi.org.br Informações confiáveis e de qualidade.
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www.bvs-psi.org.br

Informações confiáveis e de qualidade.

países, com bibliotecas sobre as mais di- versas áreas. 3 www.bvs-psi.org.br Informações confiáveis e de qualidade.
países, com bibliotecas sobre as mais di- versas áreas. 3 www.bvs-psi.org.br Informações confiáveis e de qualidade.

Fotos. Stockxeprt

matériacapa

Infância roubada

Jogos eletrônicos não exploram a criatividade das crianças

Chega o fim do ano e junto com ele o consumismo de- senfreado. A Pesquisa Trimestral de Intenção de Compras no Varejo, realizada pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA) e a Fe- lisoni Consultores Associados, mostra que dos 500 consumi- dores entrevistados, 73,8% pretendem adquirir bens duráveis ou semi-duráveis no período de outubro a dezembro deste ano.

De acordo com os dados, entre as dez categorias de bens de consumo semi-duráveis e duráveis incluídas no estudo, in- formática lidera as intenções de compras com 13,2%; seguida de cine e foto, com 12,8%; eletroeletrônicos, com 11%; telefonia e celulares, 10,6%; móveis e linha branca (máqui- na de lavar, secar, geladeira, lava louça, fogão) com 9,2%; material de construção, com 7,6%; au- tomóveis e motos, 6,2%; eletroportáteis, 2,6%; e cama, mesa e banho, 2%.

Segundo a Asso- ciação Brasileira de Lojis- tas de Shopping (Alshop), o Natal de 2007 teve o maior aumento nas ven- das em shoppings dos últi- mos 10 anos. O crescimento em dezembro, em relação ao mesmo período do ano pas- sado, ficou entre 10 e 12%. Para o coordenador geral do Provar, professor Claudio Felisoni de Angelo, as ven- das de Natal de 2008, devem ser parecidas com as do ano passado, com crescimento em torno de 9,5%.

Nessa onda do consumismo, entram as cri- anças que são bombardea-

das por publicidades cada vez mais vorazes, pois o mercado as enxerga como alvos fáceis e que ainda levam a informação para os pais. Segundo uma pesquisa do Ibope do ano passado,

a criança brasileira é uma das que mais assiste a TV no mundo,

passando 4 horas e 50 minutos do seu dia em frente à televisão. Outra pesquisa, de 2003, revelou que as crianças influenciam nas compras da casa em 80% dos casos.

A psicóloga e coordenadora de Educação e Pesquisa do

Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, de São Paulo, Laís Fontenelle Pereira, explica que a criança não tem sua capa- cidade crítica formada. “A criança é elevada ao status de con- sumidora adulta sem estar preparada. E a publicidade utiliza de meios para isso. Algumas propagandas são apelativas, pois en- tram logo depois de um desenho animado, o que faz as crianças confundirem as duas coisas”, diz ela. Até os oito anos a criança não consegue distinguir a propaganda do programa.

A Cartoon Network - Turner do Brasil realizou em 2007

uma pesquisa para analisar o comportamento de compra das crianças, diferenciadas por sexo e idade. Uma das principais conclusões é que as crianças estão com um grande interesse por “tecnologia”. O estudo mostra que MP4 e MP3 players e IPod são os principais objetos de desejo de meninos e meninas, com 36% e 49%, respectivamente.

Para falar sobre o assunto e o mal que os objetos eletrôni-

cos podem causar à infância e até na vida adulta, a professora de psiquiatria da Harvard Medical School Susan Linn escreveu o livro “The Case For Make Believe”. A publicação aborda como

a conversão de diversas mídias, as novas tecnologias e o apelo

comercial limitam o desenvolvimento infantil saudável, desen-

corajando crianças a vivenciarem o espaço criativo.

A professora em entrevista para o Instituto Alana, alerta

que: “Brincar, que é tão importante para o crescimento e o de- senvolvimento, está em risco de extinção.” Ela acrescenta que brincadeiras criativas constroem a fundação de muito daquilo que faz valer a pena viver. “Aprender, criar, auto-refletir, solu- cionar problemas construtivos e ter capacidade de lidar com a vida para deixá-la cheia de significado são fatores relacionados

ao ato de brincar. Crianças privadas de brincar não têm a chance de desenvolver essas habilidades e atributos”, explana Susan.

A psicóloga Laís também diz que os jogos eletrônicos,

os brinquedos que brincam sozinhos, estão fazendo com que as

crianças percam o referencial. “O brinquedo é a primeira e prin- cipal forma de afeto, com ele a criança elabora questões difíceis

e se prepara para a vida adulta, por exemplo, a menina brinca com a boneca para treinar a maternidade”, exemplifica.

Ela ainda explica que com a tecnologia, há a perda do espaço lúdico, a criatividade é deixada de lado, afastando a cri- ança do convívio social, deixando-as mais quietas e individu- alistas. “Outro ponto é que como os brinquedos brincam so- zinhos, logo a criança enjoa e pede outro, aumentando essa rede de consumismo”, argumenta.

Susan acredita que a combinação da tecnologia com o comércio sem restrições é um terrível problema para as crianças de hoje. “O tempo que elas gastam com brincadeiras saudáveis está diminuindo. Um dos motivos é porque elas desperdiçam, em média, mais de 40 horas por semana com mídias eletrônicas, que são, em sua maioria, baseadas em publicidade”, relata.

A professora conta que muitos dos brinquedos mais ven-

didos nos EUA estão relacionados à TV e a filmes, o que faz com que as crianças brinquem de forma menos criativa. “Ob- jetos eletrônicos que gorjeiam, bipam, apitam e fazem piruetas com o apertar de um botão não são o tipo de coisa que esti- mula a criatividade. Um bom brinquedo é 90% criança e 10% brinquedo. Blocos, bonecas e bichinhos sem chips de computa- dor promovem essa criatividade, assim como giz de cera, tintas, cola e outras coisas do gênero. Crianças brincam mais saudavel- mente na natureza”, expõe Susan.

Outra questão que os jogos eletrônicos trazem, princi-

palmente o jogos de vídeo-game, é a violência. Segundo Laís,

o indivíduo mistura fantasia com realidade até os 12 anos. “A

pessoa até essa idade, não tem o pensamento abstrato formado, por isso acaba sendo influenciada, as mídias e os jogos passam valores, que são absorvidos pelas crianças, tornando-as mais violentas. Pois, em um determinado jogo, ela pode bater, matar, sem ter punição alguma”, fala a psicóloga.

O 2º Fórum Internacional Criança e Consumo, realiza- do em setembro pelo Projeto Criança e Consumo e que teve

a participação de educadores, psicólogos, filósofos e pesquisa- dores, debateu que o consumo e a mídia voltada para a infância

é um problema urgente e que está afetando toda a sociedade.

“O consumo desenfreado e a mídia estão causando problemas ambientais e também de saúde pública, como a obesidade e a gravidez na infância e adolescência”, expõe Laís. Ela ainda des-

creve que crianças estão sofrendo de bullying, pois são analisadas pelos seus colegas pelo que têm e não pelo

o que são.

Nesse contexto, a psicóloga acredita que os pais e educado- res estão meio perdidos, não sabendo ao certo que atitudes de- vem ser toma- das. “É impor- tante ressaltar que a questão do con- sumismo infantil não

é problema apenas

familiar e tam- bém deve ser combatido na sala de aula”, explica Laís.

Para combater uma parcela dessa situação, foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, no último

dia 9 de julho, o Projeto 5921/01, que prevê a proibição de qualquer tipo de publicidade ou comunicação dirigida para crianças. A norma limitaria os publicitários, mas protegeria os princípios constitucionais que colocam as crianças a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação. Ainda assim, a discussão

é polêmica. Mas para ser aprovado, o projeto terá que tramitar por outras três comissões, para somente depois ir ao Senado.

Mas, além dessa restrição nas propagandas, outras ações devem ser feitas para evitar esse consumismo, principalmente por jogos eletrônicos. O projeto Criança e Consumo dá algumas dicas, como limitar número de horas para o computador e tele- visão, levar a criança para passear, ler, jogar cartas ou brincar com jogos de tabuleiro, cozinhar juntos ou tocar instrumentos, conversar com as crianças, entre outras.

O profissional, como o psicólogo, também deve escrever artigos sobre o tema para mostrar para a sociedade se as pessoas estão sendo prejudicadas com o que está acontecendo. O CRP-08 está participando, juntamente com o Conselho Federal de Psico- logia, do movimento em prol da Democratização da Comunica- ção, que dentre muito assuntos debatidos, explora a questão da publicidade e do consumismo infantil.

Para a professora de Harvard, é preciso assegurar que as crianças se envolvam mais tempo com atividades dentro e fora de casa que as mantenham longe de brinquedos e mídia ele- trônica. “A maioria dos brinquedos e parafernália propagada às crianças de hoje limita mais do que promove o divertimento saudável”, comenta. 3

Fotos: Piotr Lewandowski

Fotos. Carlos G. de Assis

Grafite por Neto.

No dia 13 de setembro foi realizado o V Fórum de Coordenadores dos Cursos de Psicologia do Paraná. O encontro foi uma parceria entre

o CRP-08 e a Associação Brasileira de Ensino em Psicologia – Núcleo

Paraná (ABEP). Além dessas duas instituições, também estavam presen-

tes representantes de mais oito instituições de ensino, dentre elas: Facul- dade de Administração, Ciências, Educação e Letras (Facel - Curitiba), Faculdade Assis Gurgacz (FAG – Cascavel), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro – Guarapuava), Universidade Tuiuti do Paraná (UTP – Curitiba), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR

– Curitiba), Universidade Positivo (UP – Curitiba), União Pan-Americana de Ensino (Unipan – Casca-vel) e Faculdade Dom Bosco (Curitiba).

O encontro aconteceu na sede do CRP-08, em Curitiba, e teve como tema principal os “Desafios à Formação do Psicólogo”. A vice- presidente do Conselho, Rosângela Lopes de Camargo Cardoso (CRP- 08/01520), abriu o evento. Logo após, o coordenador da UTP, Raphael Henrique Castanho Di Lascio (CRP-08/00967), fez um apanhado históri- co dos fóruns anteriores, falando desde o primeiro em 2005, e apontou os avanços obtidos com os encontros, como a Carta da Psicologia Pa- ranaense e a Cartilha de Estágio, resultados do 1º Fórum, a formação do núcleo da ABEP-PR em 2006 e a ação conjunta entre os cursos.

Segundo o coordenador da UTP, o encontro foi muito bom, “pena terem vindo poucos coordenadores, pois a troca de idéias e problemas

ajudam na reflexão para a melhoria dos cursos de Psicologia”, comenta.

O conselheiro do CRP-08 e represen-tante da ABEP-PR, Eugenio Pereira

Paula Júnior (CRP-08/06099), também avaliou o evento como positivo, pois oportunizou a reflexão conjunta pelos coordenadores. “Apesar de poucas instituições a qualidade das discussões foi boa”, conta.

Atualmente, existem no Paraná 26 cursos de Psicologia. Os co- ordenadores presentes expuseram os principais problemas que observam

Psicólogos Participem!

Seminário de Democratização do Sistema Conselhos de Psicologia

Mudanças na Lei 5.766/71

Data: 28 de novembro Horário: 19h30 Local: Sede do CRP-08 - Av. São José, 699 Cristo Rei – Curitiba-PR.

Evento aberto e gratuito aos psicólogos.

matériacontato

na formação do profissional e do corpo docente das instituições, O exame Nacional de Avaliação do Desempenho Estudantil Acadêmico (Enade) e demandas sociais.

Dentre os principais pontos discutidos, foram levantadas questões como preparação para atuação em novos campos; novas exigências sociais; necessidade de atuação em equipes multidisciplinares; formação política; pesquisa; heterogeneidade dos alunos que cursam Psi- cologia; deficiência no preparo acadêmico anterior à entrada na facul- dade; qualidade na formação; transição de uma Psicologia dirigida ao in- divíduo para uma mais coletiva; capacitação e atualização.

De acordo com Eugenio, foi elencada uma grande lista de pro- blemas. Mas, para ele, o principal é que os alunos estão chegando às uni- versidades com uma educação básica deficitária. “Outro ponto impor- tante levantado foi a preocupação em fazer os alunos participarem do Enade”, diz.

O conselheiro acrescenta que os desafios levantados foram am- plamente discutidos chegando os coordenadores à conclusão que é ne- cessária uma formação que ensine a pensar e não o que pensar. O pró- ximo Fórum foi proposto para o XIII Encontro Paranaense de Psicologia, entre 11 e 13 de junho de 2009, em Curitiba, e todos concordaram que este deve ter a participação de alunos para ampliar ainda mais os debates.

Ano da Educação

A conselheira e coordenadora da Comissão de Educação, Maria Elizabeth Nickel Haro, participou do Fórum para contar sobre o Ano da Educação. Todas as instituições foram convidadas a participar do movi- mento, desenvolvendo atividades relacionadas aos quatro eixos propostos durante a Assembléia de Políticas Administrativas e Financeiras (APAF), realizada em dezembro de 2007.

Os coordenadores receberam material contendo os textos gera- dores das discussões e folheto com a síntese das orientações. Foi solicita- do que, à medida que surjam propostas dentro das universidades, o CRP seja informado dos temas e datas, a fim de registrar os eventos e informar

o Conselho Federal de Psicologia (CFP). Conforme pedido do CFP, tais

discussões deverão ser realizadas ainda em 2008, pois está previsto para

o primeiro trimestre de 2009 um encontro nacional, com a presença de um relator por regional, para cada um dos eixos propostos.

Os quatro eixos temáticos são: “Psicologia, Políticas Públicas Intersetoriais e Educação Inclusiva”; “Políticas Educacionais: legislação, formação profissional e participação democrática”; “Psicologia em Insti- tuições Escolares e Educacionais”; e “Psicologia no Ensino Médio”. 3

inquietações

Inserção do Psicólogo no campo das

Políticas Públicas

Bruno Jardini Mäder CRP 08/13323 – coordenador do NAPP Guilherme Bertassoni da Silva CRP 08/10536 – colaborador do NAPP

Existem inúmeras “Inquietações” no universo da Psicologia. Apresenta- mos a nossa através da discussão acerca da inserção do psicólogo no campo das Políticas Públicas.

A recente abertura de cam- po de trabalho para a Psicologia nos espaços públicos é notada com a forma- lização da contratação de psicólogos para os serviços municipal, estadual e federal através de concursos de grande divulgação. Isso demonstra um avanço e uma modificação na atuação da Psicolo- gia na sociedade. Se por um lado temos um incremento no reconhecimento e no

fazer da profissão, por outro enfrentamos

o desafio da presença em novos espa-

ços ainda não tão explorados ou mesmo desconhecidos para os psicólogos.

A assimilação deste novo campo

é dificultada pelo desconhecimento so-

bre uma política pública. O psicólogo fica desamparado por vir de uma formação restrita ao saber clínico, escolar e orga-

nizacional, sem problematizar questões de cunho público e de uma atuação inter- disciplinar. A formação universitária não contempla ainda as mudanças ocorridas na demanda do trabalho do psicólogo, sem contar com produção teórico-cientí- fica que referencie os novos paradigmas que se apresentam para esta atuação em Políticas Públicas. Apesar desta crítica,

é importante salientar que existem mo- vimentações no sentido de se abarcar o tema dentro da academia, mesmo que se- jam incipientes.

Encontramos, a partir da atuação no Núcleo de Articulação de Políticas Públicas (NAPP), algumas dificuldades comuns a várias áreas de inserção da Psi- cologia: a atuação na atenção básica em saúde, a questão da violência de gênero e mais recentemente do psicólogo no Cen- tro de Referência da Assistência Social (CRAS), que tem gerado inquietações por conta da não especificidade da atua- ção, sabendo que estes são apenas alguns exemplos de Políticas Públicas.

Desta maneira, notamos que não há, na prática, uma definição de direcio- namento da atuação. Isto acarreta em um desamparo do profissional, levando cada psicólogo a perfazer um caminho próprio de conceituação, ou ainda a aceitar im- posições de outros campos do saber e de hierarquia institucional.

Mesmo com estes percalços, faz- se necessária a conquista destes espaços paulatinamente, uma vez que a interação da prática com a teoria gerada nestes es- paços pode trazer um referencial técnico. Pensamos que isto seja possível desde que haja a consecução de uma produção orientadora a partir do que é comum nas atuações nos diversos pontos das políti- cas públicas.

O interesse de profissionais da área produziu movimentações e produção

teórica neste sentido. É pautado nesta visão, que o Conselho Federal de Psico- logia (CFP), através da iniciativa do Cen- tro da Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), tem pro- duzido documentos que referenciam a ação dos psicólogos em alguns campos de atuação, a partir de uma reflexão so- bre a prática profissional. Alguns destes documentos já estão disponíveis no site do CFP- www.pol.org.br. O CRP-08 tam- bém demonstra preocupações neste sen- tido, a Campanha do Dia do Psicólogo é um exemplo, entre outros.

O NAPP nasceu justamente como espaço de articulação destas inquieta- ções, sendo procurado por profissionais que atuam em Políticas Púbicas e que buscaram referencial; com sua vivência prática, fomentaram nosso conhecimen- to. Assim, o NAPP incentiva a reunião de profissionais para a discussão e insistên- cia do enfrentamento das dificuldades encontradas na prática. O NAPP se reúne quinzenalmente às segundas ou sextas- feiras na sede do CRP, às 14h. 3

encontradas na prática. O NAPP se reúne quinzenalmente às segundas ou sextas- feiras na sede do

Fotos: Steve Woods, Sigurd Decroos

pordentro

CRP-08 define anuidades e taxas para continuar a realização de ações em 2009

No dia 20 de setembro, o CRP-08 realizou na sede, em Curitiba, a Assem-

bléia Orçamentária para definição de anui- dade, taxas, multas, emolumentos para 2009

e autorização para aquisição e reforma de imóveis.

O conselheiro-presidente, João Bap-

tista Fortes de Oliveira, fez a abertura da

reunião, em primeira convocação, não ha- vendo quorum para o início, às 16h30 foi realizada a segunda convocação, contando com a presença de 29 psicólogos e do Ge- rente Administrativo Financeiro, Maurício Cardoso da Silva (CRA-PR 22.261).

O conselheiro-tesoureiro, Celso Du-

rat Junior (CRP-08/04537), fala sobre o or- çamento e como foi elaborada a proposta orçamentária para 2009, com base nas re- uniões prévias orçamentárias realizadas nos meses de junho a agosto, em todo o es- tado do Paraná, e planos de ação elabora- dos por representações setoriais, subsedes

e comissões. Ressaltar que são enviados

diretamente ao CFP, os seguintes valores:

R$ 3,68 do Fundo de Seção, 20% Cota

Parte referente à Manutenção do CFP; 5% para Cota Revista (Revista Diálogos e Ciência e Profissão on-line).

Com base nisso, foram feitas as pro- postas. Primeiramente colocou-se em vota-

ção a proposta de anuidade de pessoa física. Segundo o tesoureiro, para que o Conselho não tenha déficit, é necessário aumentar a anuidade repondo perdas da inflação. Assim, os participantes deliberaram, por unanimi- dade, um aumento de 8,51%, sobre o valor da anuidade do exercício vigente, ficando o valor para 2009 de R$ 335,00 para pagamen-

to até 31 de março. Nesse valor deve ser in-

20 contato

cluído o valor referente ao Fundo de Seção R$ 3,68, totalizando R$ 338,68.

Após essa definição, foram ex- postas propostas de desconto para o paga- mento antecipado em janeiro e feve- reiro de 2009 - descontos de 10% para o

pagamento à vista até 31 de janeiro (R$ 301,50) e 5% para o pagamento à vista até 28 de fevereiro (R$ 318,25), com mais R$ 3,68 do Fundo de Seção. Após de- bate, as propostas foram aprovadas por unanimidade.

Quanto ao pagamento parcelado da anuidade ficou estabelecido que será manti-

do o valor integral, ficando as parcelas em:

R$ 115,34 para vencimento em 31 de janei- ro, estando incluído neste valor o fundo de seção R$ 3,68, e segunda e terceira parcelas em R$ 111,67, para vencimentos em 28 de fevereiro e 31 de março de 2009.

Para a anuidade de pessoa jurídi- ca foram levantadas duas propostas de per- centuais de desconto, 50% e 55%. Colocado em votação, venceu o desconto de 50%, por 27 votos a favor, um voto contrário e uma abstenção, ficando estabelecida em R$ 167,50 mais R$ 3,68 (Fundo de Seção), tota- lizando R$ 171,18 para o pagamento até 31 de março. Quanto ao pagamento da anui- dade de pessoa jurídica, antecipado ou par- celado, não haverá descontos, ficando esta- belecidas ás parcelas em R$ 59,50, estando incluído neste valor o Fundo de Seção, com vencimento em 31 de janeiro; segunda e ter- ceira parcelas em R$ 55,84, para vencimen- tos em 28 de fevereiro e 31 de março.

de

5,04% (valor de acordo com a inflação divul-

Foi

aprovado

um

reajuste

gada pelo IPCA) para as taxas de Inscrição de Pessoa Física e Jurídica, 2ª via da carteira (CIP) e Certificado de Pessoa Jurídica. To - talizando em R$ 105,00 para taxa de ins- crição de pessoa física, R$ 52,50 para taxa de inscrição de pessoa jurídica, R$ 13,15 para taxa de emissão de 2ª via da CIP e R$ 31,50 para Certificado de pessoa jurídica.

Sobre as multas ficou estabelecido que não será cobrada a multa eleitoral de R$ 0,01, para os psicólogos que não votaram nas eleições do dia 27 de agosto de 2007. A cobrança seja via telefone ou correspondên- cia, acrescida de custos bancários é muito

superior ao valor da referida multa. Já para

a multa por Infração Disciplinar praticada será de uma a cinco anuidades em vigor à época de cobrança.

Foi aprovada a proposta de aquisição de imóveis para sediar subsedes nas cidades de Maringá, Umuarama ou Cascavel, utili- zando-se os valores da arrecadação e, se ne-

cessário, o superávit do exercício, visto que

o CRP, sendo autarquia, não pode aplicar di- nheiro no mercado financeiro. Considera-se

a imobilização, neste caso, um bom e seguro investimento.

Importância de um orçamento bem elaborado

O orçamento é o instrumento por meio do qual o CRP estima as receitas que

irá arrecadar e fixa os gastos que espera re- alizar durante o ano. Trata-se de uma peça de planejamento, no qual as políticas seto- riais são analisadas e ordenadas, segundo a sua prioridade, e selecionadas para integrar

o Plano de Ação, nos limites do montante de

recursos passíveis de serem mobilizados para

financiar tais gastos.

O orçamento é composto pelo Pla-

no de Trabalho e pelos Programas a serem implementados. O Sistema Orçamentário está definido na Lei 5766/71 e Regi- mento Interno do Conselho, além das Resoluções dos Conselhos Regionais

e Federal.

Para a elaboração da Pro- posta Orçamentária são realiza- dos diversos processos, dentre eles: propostas das Representações Setoriais, Subsedes, Comissões Permanen- tes e Temáticas, proposta orçamentária, Prévias Orçamentárias regio- nalizadas, Assembléia Orçamentária, elabo- ração da Peça Orça- mentária e aprovação pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), execução, acompanha- mento e auditoria do orçamento.

O CRP-08 é uma entidade pública

indireta (descentralizada) e possui Perso- nalidade Jurídica de direito público, sendo agência executiva pública. Como autarquia tem que atender as regras brasileiras de con-

tabilidade pública. Dessa forma, está sujeito

à fiscalização do estado Brasileiro, por meio do Tribunal de Contas da União (TCU).

A Peça Orçamentária é formada por:

relatório descrevendo os critérios utilizados na elaboração da proposta orçamentária, pla- no de trabalho, proposta orçamentária da re-

ceita, proposta orçamentária da despesa e ata da assembléia que aprovou a proposta orça- mentária. A partir disso, também é definida

a anuidade.

Além do seu papel orientador e fisca-

lizador, o CRP-08 desenvolve ações para apri- moramento da categoria profissional, como tem reuniões, cursos, palestras, seminários, jornadas e plenárias. Para a continuidade e aprimoramento destes trabalhos é necessária

a adimplência dos profissionais. 3

Pessoa Física

Pessoa Jurídica

contato 19

Fotos: Shlomit Wolf

contatoartigo

Orientações aos psicólogos referentes à atuação em Políticas Públicas

A aprovação da chamada Consti- tuição Cidadã, em 1988, não foi um fato isolado, mas um marco histórico de um processo de democratização. A afirma- ção de direitos é um processo em desen- volvimento do qual fazem parte vários atores de diferentes setores da sociedade. Querendo ou não, as Políticas Públicas estão presentes no nosso cotidiano, lem- brando-nos que fazemos parte de um coletivo e que nossas ações refletem-se neste contexto.

A Psicologia, durante muitas décadas, voltou-se somente às questões individuais.Háalgumtempo,porém,tem

percebido sua dimensão social e políti- ca e assim, entendendo que tem muito

a contribuir neste campo. Atualmente,

apenas no Sistema Único de Saúde, te- mos 18.355 psicólogos.

Apesar da crescente demanda social pela atuação do psicólogo na for- mulação e execução de Políticas Públi- cas, percebe-se o despreparo da catego- ria para esta proposta. Por este motivo, o CRP-08, representado pela Comissão de Orientação e Fiscalização (COF), tomou

a iniciativa de trazer ao conhecimento dos novos profissionais ferramentas que au- xiliem na superação destas dificuldades.

O fortalecimento da Psicologia nas Políti-

cas Públicas tem sido um foco de traba- lho de todo o Sistema Conselhos.

Uma ferramenta bastante impor- tante é o conhecimento da Legislação e das Políticas específicas de cada área:

4Constituição Federal (1988)

- Especialmente o título VIII – Da ordem Social.

22 contato

4 Direitos Humanos

- Declaração Universal de Direitos Hu-

manos (1948) - Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assem-

bléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.

- Programa Nacional de Direitos Huma-

nos - Secretaria de Estado dos Direitos Humanos - Ministério da Justiça.

4 Criança e adolescente

- Lei Federal nº 8.069/1990 - Dis-

põe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. SINASE – Sistema Nacional de Aten- dimento Socioeducativo - Subsecreta-

ria de Promoção dos Direitos da Crian- ça e do Adolescente/SEDH - Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

- Plano Nacional de Enfrentamento

da Violência Sexual Infanto-juvenil

- Ministério da Justiça - Secretaria de Estado dos Direitos Humanos - Depar- tamento da Criança e do Adolescente

- Programa de Erradicação do Tra-

balho Infantil (PETI) – Ministério do Desenvolvimento Social e Com-

bate à fome – Sistema Único de Assistência Social.

- Regras de Beijing – UNICEF (1985)

- Regras mínimas das Nações Unidas

para a administração da justiça, da in- fância e da juventude.

- Regras de RIAD (1990) - Diretrizes

das Nações Unidas para Prevenção da Delinqüência Juvenil.

4 Idoso

- Lei Federal n° 8.842/1994 - Dispõe so-

bre a política nacional do idoso, cria o

Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.

- Lei Federal n° 10.741/2003 - Dispõe

sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências.

4 Mulher

- Programa de Assistência Integral à

Saúde da Mulher - Ministério da Saúde

- Divisão Nacional de Saúde Materno Infantil.

- Lei “Maria da Penha” – Lei Fede-

ral n° 11.340/2006 - Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Fede- ral, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Pe- nal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.

4 Saúde

- Lei do SUS (Sistema Único de Saúde)

- Lei Federal nº 8.080/1990 - Dispõe

sobre as condições para a promoção,

proteção e recuperação da saúde, a or- ganização e o funcionamento dos ser- viços correspondentes e dá outras providências.

- Lei Federal n° 8.142/1990 - Dispõe

sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferênci as in- tergovernamentais de recursos finan- ceiros na área da saúde e dá outras

providências.

- Portaria 154/2008 - Núcleos de Apoio

à Saúde da Família/NASF – Ministé- rio da Saúde – Secretaria de Atenção à Saúde.

4 Saúde Mental

- Lei Federal nº 10.216/2001 - Dispõe

sobre a proteção e os direitos das pes-

soas portadoras de transtornos men- tais e redireciona o modelo assisten- cial em saúde mental.

- Lei Estadual nº 11.189/1995 - Dispõe

sobre condições para internações em hospitais psiquiátricos e estabeleci- mentos similares de cidadãos com transtornos mentais.

- Comunidades terapêuticas – RDC

n° 101/2001 – Agência Nacional de Vigilância Sanitária

- Portaria GM n° 106/2000 - Institui

os Serviços Residenciais Terapêuticos

Núcleos/Centros de Atenção Psicosso- cial, normas para o atendimento hos- pitalar (sistema de informações hospi- talares do SUS).

4 Saúde do Trabalhador

- Portaria GM nº 1.125/2005 - Dispõe

sobre os propósitos da política de saúde do trabalhador para o SUS.

- Portaria Interministerial nº 800/2005

- Publica o texto-base da minuta de

Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalho.

- Portaria GM nº 3.908/1998 - Estabe-

lece procedimentos para orientar e instrumentalizar as ações e serviços de saúde do trabalhador no Sistema Único de Saúde (SUS).

4 Educação

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a fome - Secretaria Nacio- nal de Assistência Social.

4 Políticas de Desenvolvimento Urba-

no, Trabalho, Meio Ambiente, Cultura, Esporte e Lazer, entre outros.

Comissões do CRP-08 que discutem Políticas Públicas:

- Núcleo de Articulação em Políticas Públicas - NAPP

- Comissão de Saúde

- Comissão de Direitos Humanos

- Comissão de Educação

- Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas

Alguns sites que podem lhe auxiliar:

www.crepop.pol.org.br

-

Portaria GM n° 251/2002 - Esta-

- Lei Federal n° 9.394/1996 - Estabe-

www.saude.gov.br

belece diretrizes e normas para a as-

lece as diretrizes e bases da educação

www.mec.org.br

sistência hospitalar em psiquiatria, re-

nacional.

www.mds.gov.br

classifica os hospitais psiquiátricos,

-

Lei Federal nº 10.172/2001 - Aprova

www.presidencia.gov.br/sedh

define e estrutura a porta de entrada para as internações psiquiátricas na

Plano Nacional de Educação e dá ou- tras providências.

o

Além disso, é fundamental a

rede do SUS e dá outras providências.

-

Política Nacional de Educação Espe-

participação em eventos da área e,

-

Portaria GM n° 336/2002 - Estabe-

cial na Perspectiva da Educação Inclu-

principalmente, a reunião de profis-

lece que os Centros de Atenção Psi-

siva – Secretaria de Educação Especial

sionais psicólogos para a discussão de

cossocial poderão constituir-se nas

Ministério da Educação.

sua prática e a construção de novos sa-

seguintes modalidades de serviços:

 

beres e novas intervenções.

CAPS I, II, III, definidos por ordem

4

Assistência Social

crescente de porte/complexidade e abrangência populacional, conforme

- Lei Orgânica da Assistência Social

Comissão de Orientação e Fiscalização CRP-08

disposto nesta portaria.

– Lei Federal nº 8.742/1993 - Dispõe

- Portaria GM n° 816/2002 - institui,

no âmbito do SUS, o programa nacio- nal de atenção comunitária integrada a usuários de álcool e outras drogas, a ser desenvolvido de forma articulada pelo MS e pelas secretarias de saúde dos estados, distrito federal e mu-

nicípios, com fins em anexo.

- Portaria GM n° 224/1992 - Estabe-

lece diretrizes e normas para o aten- dimento ambulatorial (sistema de in- formações ambulatoriais do SUS),

sobre a organização da Assistência So-

cial e dá outras providências.

- Sistema Único de Assistência Social (SUAS) - Ministério do Desenvolvi- mento Social e Combate à fome.

- Norma Operacional Básica - NOB SUAS.

- NOB RH.

- Guia de Orientação dos CRAS -

Ministério do Desenvolvimento Social

e Combate a fome.

- Guia de Orientação dos CREAS -

Guia de Orientação dos CRAS - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a fome. - Guia

Fotos: Jag arts

Fotos: Jag arts Elaine e Salete, colaboradora e coordena- dora da Comissão de Trânsito. Neste ano,

Elaine e Salete, colaboradora e coordena- dora da Comissão de Trânsito.

Neste ano, mais precisamente em 19 de junho de 2008, foi instituída a Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, ou seja, a Lei 9.503 de 23 de setembro de 1997. A “Lei Seca”, como é chamada, proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica por condu- tores de veículos. Anteriormente, era permitida a ingestão de até seis decigramas de álcool por litro de sangue. Agora, quem for pego dirigindo depois de beber, além da multa de R$ 955, vai perder a carteira de motorista por 12 meses.

A nova lei gerou e ainda gera muitos debates. Para comentar sobre o assunto e como a Psicologia está inserida nesse tema, a revista Contato entrevistou as integrantes da Comissão de Trânsito do CRP-08, Salete da Luz Coelho Martins (CRP-08/04667), Psicóloga Clínica e Espe- cialista em Trânsito pela PUCPR, e Maria Elaine Andrade Celeira de Lima (CRP- 08/12566), Psicóloga Clínica e Mestra em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará.

Contato: A Lei Seca era realmente necessária?

Elaine: Há mais de 11 anos foi instituído o Código de Trânsito Brasileiro, nele quem bebesse mais de seis decigramas de álcool por litro de sangue também não podia dirigir, mas como havia uma tolerância as pessoas não respeitavam. Por isso, o governo agiu como se fosse um pai e colocou uma nova regra, com exigências maiores. Dirigir não é um direito, nós temos uma concessão do direito de diri-

24 contato

contatoentrevista

Lei Seca:

População precisa mudar comportamento

gir e para não perder essa concessão essas novas regras devem ser respeitadas. A lei é necessária para a proteção e educação, ela foi criada para o bem da coletividade.

C.: Mas e se continuasse com a tolerância de seis decigramas de álcool por litro de sangue e houvesse uma campanha mais atuante e fiscalização, já não poderia resolver o problema?

Salete: Seis decigramas equivalem a cerca de dois copos de cerveja, mas cada pessoa reage de uma forma diferente, um cálice pequeno de qualquer bebida pode alterar totalmente uma pessoa, como pode não atingir a outra, isso pode ser comprovado pelo vídeo que temos de uma pesquisa realizada com quatro pessoas entre 18 a.35 anos que ingeriram dois copos de cerveja antes de dirigir. É um teste em que eles diri- gem um certo trajeto sem ter ingerido bebidas alcóolicas e depois fazem o mesmo percurso tendo ingerido. Eles não conseguem percorrer o caminho da mesma forma, alguns batem em cones, outros não conseguem dirigir em linha reta. A parte cognitiva altera totalmente.

C.: Como vocês vêem a aceitação da população?

Elaine: A “Lei Seca”, de alguma forma, caiu no gosto popular, porque as pessoas podem andar mais seguras agora, sabendo que há menos riscos de pessoas alcoolizadas estarem dirigindo. Da mesma forma que o governo agiu como um pai, as pessoas agem como filhos, uns sendo obedientes e outros sendo rebeldes, ou seja, alguns estão gostando da lei e outros reclamam, mas na realidade todos sabem que é necessária. Afinal ninguém está sendo proibido de beber em seus momentos de lazer ou em qualquer outro momento, o que não se pode fazer é beber e dirigir. A lei está sendo incômoda para as pessoas que

bebiam e dirigiam, mas está sendo bem vinda para as outras que querem chegar com segu- rança em casa.

C.: Muitos dizem que a economia está sendo afetada. Como conscientizar essa população?

Salete: Uma minoria quer retirar a lei, como os donos de bares, porque dizem que está afetando o lucro do bar, porém todos tem que ver o outro lado, o número de corridas de táxi aumentou, como o uso de outros transportes. As pessoas reclamam até o dia de um conhe- cido fazer parte das estatísticas de acidentes. As pessoas são egoístas, por isso o comporta- mento deve ser mudado.

C.: E como mudar o comportamento das pessoas?

Elaine: O comportamento das pessoas deve ser alterado pela educação, mantendo a

fiscalização e fazendo ações de conscien- tização. Hoje no Brasil, já existe a Resolução 265 do Conselho Nacional de Trânsi- to (Contran), de dezembro de 2007, que dispõe sobre a formação de condutores de automóveis como atividade extracurricular no ensino médio. Assim, já no ensino médio

os adolescentes teriam educação de trânsito.

A mesma coisa deveria acontecer no ensino

básico, pois só com a educação que se tem a mudança de comportamento.

A educação no trânsito precisa ser para a

sociedade brasileira como um todo, ou seja, devemos conscientizar condutores de veícu-

los, ciclistas, motociclistas, pedestres, e até

os policiais que vão abordar os condutores.

Pois, em muitas situações, o brasileiro se sente humilhado da forma como é tratado. Tem que haver respeito mútuo entre condu-

tor e policial.

Acontece muito em nosso país o que chama- mos de comportamento intermitente, ora você tem punição, ora não. Um dia tem fiscalização, outro dia não. Então a pessoa decide se arris- car, isto é, pode ser que um dia ela não seja pega em uma blitz, assim vai continuar diri- gindo embriagada e de forma irresponsável. Por isso, é importante que ocorram campanhas educativas e fiscalizações permanentes.

Salete: Nos Estados Unidos, por exemplo, as

coisas funcionam, pois a fiscalização acontece e os policiais têm uma abordagem diferente, educativa, diferente da nossa que é punitiva. Mas, de uma forma geral, as pessoas já tem

se conscientizado, até mesmo as propagandas

têm feito campanhas para que uma pessoa não beba e esta que antes era motivo de chacota entre os amigos, por não beber, hoje é vista como o parceiro e inteligente, é aquele que ainda pode levar os amigos em casa.

C.: As pessoas têm que ser conscientizadas pelo medo da fiscalização?

Salete: Não. Mas primeiramente vai ser

devido à fiscalização, para que, aos poucos,

as pessoas percebam que é para a própria

segurança delas. Também temos que mudar

o nosso pensamento, por exemplo, quan-

do educamos nossos filhos: “coloca o cinto de segurança porque tem um guarda ali na frente” - a educação está errada. O que temos que falar é: “coloca o cinto, pois é importante usar para a sua segurança”.

C.: As senhoras podem citar um exemplo de mudança no comportamento das pessoas?

Elaine: O próprio cinto de segurança, quando ele tornou-se obrigatório aconteceu a mesma

coisa. Houve reclamação, as pessoas não

queriam usar o cinto porque apertava ou sujava

a roupa. Hoje, porque houve uma continuidade

da fiscalização e das campanhas educativas, a sociedade já aderiu o uso do cinto.

C.: A Lei Seca pode provocar o consumo de drogas ilícitas que não sejam detectadas no bafômetro?

Salete: A lei vale para todos os tipos de drogas, ela pode não ser pega no bafômetro, mas será detectada no exame de sangue. Caso a pessoa utilize alguma droga ilícita já é um outro pro- blema, que entra na questão da dependência química.

C.: A Lei Seca pode diminuir o consumo do álcool?

Elaine: Se for avaliar a questão dos alcoolis- tas, não. Pois é preciso todo um trabalho de reeducação comportamental. Mas, no geral, as pessoas têm bebido menos em função da fiscalização originada por ela.

C.: Como a Psicologia está envolvida em todo esse processo?

Salete: Quando se fala em comportamento, a Psicologia já está intrinsecamente envolvida. E como na questão da “Lei Seca” é necessária uma mudança de comportamento, a Psicolo- gia está no processo para auxiliar na avaliação das pessoas e ver por qual caminho se deve seguir para atingir a sociedade e, consequen- temente, salvar vidas.

Elaine: No que se refere ao papel do psicólogo do trânsito um ponto de extrema importância é

o trabalho realizado no momento da avaliação

psicológica. O homem é um ser em constante mudança, no período que ele tirou a carteira de habilitação e fez a avaliação psicológica o podia estar equilibrado emocionalmente, mas depois isso pode mudar. Deveria ter mais ava- liações psicológicas, como na renovação da carteira. O mais importante, que é o emocio- nal do motorista, não é avaliado novamente.

Salete: Também, aqui no Brasil, não há acom- panhamento psicológico quando acontece um

acidente. Nos EUA o psicólogo chega junto com

os médicos no local do acidente, faz um acom-

panhamento na hora, quando o paciente está internado (se for o caso) e depois, juntamente com a família. É tudo pago pelo governo.

Aqui deveria ter uma maior atuação da Psico- logia do Trânsito, para que certas coisas não voltem mais a acontecer, como um motorista dirigir embriagado e repetir esse ato. A Psico- logia do Trânsito pode orientar essa pessoa a perceber seus erros e o mais importante ajudá- lo a modificar o comportamento.

C.: O que a Comissão de Trânsito pretende fazer para inserir a Psicologia nas questões de trânsito?

Comissão de Trânsito.: Nós assumimos a Comissão de Trânsito do CRP 08 a um mês e no momento ainda estamos começando nosso trabalho, angariando novos membros, mas

queremos criar projetos para mostrar para

a sociedade a importância do Psicólogo do

Trânsito. Por isso, os psicólogos que gostem ou atuem na área, e quiserem participar das reuniões que acontecem na primeira sexta- feira de cada mês, às 17h, podem se dirigir a sede do CRP-08, em Curitiba. 3

acontecem na primeira sexta- feira de cada mês, às 17h, podem se dirigir a sede do

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Fotos: Bob Smith, Stefanie L.

A Infância

Virtual

Milton Magnabosco Bancário e Psicólogo (CRP-08/06900). Formado em Psicologia pela Tuiuti, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e Membro da Diretoria da Abenepi - Capítulo do Paraná.

Este trabalho de dissertação de mestrado, apresentado junto à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), buscou reunir estudos sobre o brinquedo e a infância, e a rela-

ção que se estabelece, em especial num momento histórico em que a tecnologia eletrônica alcança o brinquedo e o transforma,

e ainda não sabemos o alcance destas conseqüências tamanha é

a transformação da relação delicada estabelecida até então.

Verdade que a tecnologia sempre esteve presente e desde o princípio o brinquedo é um objeto transformado. A história tecnológica nos mostra que esta história se conta pe- los artefatos construídos e o desenvolvimento da mão humana,

o afastamento do polegar possibilitando a posição de pinça nos

diferenciou dos demais primatas e nos direcionou para a cons- trução das ferramentas que possibilitassem superar as fraque-

zas constituintes (FRAIOOLI, 1999). Destas ferramentas, com trabalho e pelo aperfeiçoamento e diversificação chegamos à

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contatoartigo

miríade de objetos fabricados com que nos deparamos hoje, frutos da necessidade, da arte e da estética.

A ligação de infância e tecnologia passa necessaria-

mente pelo brinquedo, ferramenta primeira com que a criança aprende a lidar com o mundo. Mesmo a infância, como fase ou idade da vida como a conhecemos hoje, é conseqüência de uma

evolução tecnológica. Segundo Áries (1973), a definição do que

é infância é uma construção. Estudando a sua representação,

Áries nos mostra que a criança começa a aparecer representada na arte a partir da Idade Média. Até então e mesmo no período medieval, a criança é retratada como anjo, nas representações de Jesus criança ou Cupido nas alegorias mitológicas.

Isto não quer dizer que não se tinha amor por elas. No entanto, a capacidade de sobrevivência das crianças, devido

a alta mortalidade infantil, era uma vitória sobre a morte. As

famílias tinham muitos filhos para que alguns chegassem a vida adulta. A prioridade em salvamentos em incêndios ou naufrá- gios nunca era das crianças. Seu lugar no céu já estava garan- tido. Aos adultos, no entanto, era preciso purgar seus pecados, portanto era preciso viver. A invenção da imprensa é a primei- ra marca de diferenciação, quando o adulto era aquele que sa- bia ler. O fato demarcador foi a Revolução Industrial. Afora

o avanço econômico e social que provocou, a necessidade de

manipular adequadamente máquinas e a leitura de seus coman- dos despertou na sociedade da época a necessidade de preparar seus futuros cidadãos para a nova era. E esta era uma era de alfabetizados. Surgem as escolas destinadas à massa da popu- lação e as crianças assumem um lugar definitivo na história, o de futuro cidadão, útil à sociedade.

O brinquedo nasceu com um propósito: treinar a cri-

ança nas artes da vida adulta. Segundo Elkonim (1998), o brinquedo é uma ferramenta modificada e brincar uma modi- ficação das atividades do adulto com essa ferramenta. A ver- dadeira história do brinquedo liga-se ao desenvolvimento da sociedade e da história da criança na sociedade. Mas ainda é uma atividade formativa, porque é sempre um adulto que in-

troduz um brinquedo na vida de uma criança e as ensina a manejá-lo. A história da origem de alguns brinquedos é como um reflexo das ferramentas de trabalho dos homens e de seus utensílios religiosos.

A menina tinha bonecas de pedra, de madeira ou outro

material em que podia praticar seu futuro de ser mãe. No Brasil, as crianças indígenas tinham pequenos primatas como brinque-

dos infantis. Os meninos tinham um arco e flecha pequenos para protagonizar jogos de caça e treinar a pontaria. A função

do brinquedo, desde o princípio, tinha este caráter de formação. Hoje ainda se observa esta função do brinquedo nas sociedades menos desenvolvidas tecnologicamente.

Outro aspecto a salientar do brinquedo, além da sua função, é o seu significado. Significado e função (LEBOVICI

E DIAKTINE, 1985) exercem distintas concepções. A função

se refere àquilo para o que o brinquedo foi criado. A signifi- cação é o seu valor simbólico. O objeto encerra um universo real ou imaginário que muitas vezes determina o sentido fic- cional da brincadeira. Caracteriza-se pela ausência de regras, pela criação e pela liberdade de seu uso. A imagem determina

sua função, mas nem sempre seu significado. Este é atribuído pela criança que o manipula e é um universo que se encerra na capacidade da criança de simbolizar.

A imagem hoje é explorada pela mídia que faz do adul-

to-criança o seu objeto de manipulação e da criança um con- sumidor. A mídia dirige a comercialização para o adulto e a sua relação com a criança ou com a sua própria infância, enfatizan- do a representação positiva. A psicanálise é explorada ao cul- par os pais para que espiem através do acúmulo de presentes. Ao adulto se dirige a mídia de bebês, e à criança explorando o seu futuro de adulto.

O brinquedo tornou-se mercadoria, e como tal, sem alma.

Esta se perde no momento em que se adquire o objeto e já se quer

outro. O brinquedo socializa o desejo na medida em que se propõe a realizá-lo e o democratiza. A imagem propõe um conteúdo para

o desejo. O brinquedo seleciona uma realidade e apaga a sin-

gularidade. A evolução industrial inscreveu o brinquedo numa homogeneização. A Barbie, por exemplo, define um modelo de estética adolescente para crian- ças do mundo todo.

A

i n f â n c i a roubada (FA- VILLI E OUTRAS, 1975) é um termo que trata do que nos- sa sociedade de consumo está fazendo com a infância, tirando dela seu tem- po de infância, do brincar por prazer, e exigindo dela a realização do que até então era uma fase de prepara- ção e crescimento. Seguindo Marc Auge, a infância virou um não-lugar. Não- lugares são os lugares nas nossas cidades que não são depósitos de afe-

tividade, pois são lugares de passagem. Apesar de serem cheios de vida como shopping centers, aeroportos, rodoviárias, mer- cados, ruas, parques, não lhes carregamos de afeto, pois pas- samos por eles. A infância têm sido considerada como um não- lugar, um lugar passageiro. E a impossibilidade de construir laços afetivos faz atuar a solidão e o isolamento.

Da mesma forma, estamos pedindo à criança que rea- lize já nossos sonhos de adulto. “Sua Majestade, o bebê”, como disse Freud (1976), assumiu este lugar na medida em que o colocamos no centro da nossa vida e enchemos sua agenda. O bebê deve realizar hoje o que então queríamos para seu futu- ro. As sintomatologias são resultantes

contato 27

de valores que os pais querem inocular como possibilidades de sucesso na vida adulta: competitividade, aparência físi- ca, inteligência, etc. A criança dita muito inteligente, espe- cial, independente, é na verdade cheia de medos e inseguran- ças. Não dormem, competitivas, não tem amigos, anoréxicas, bulímicas, obsessivas, artificiais, depressivas, “adultas preco- cemente”, hiperativas, etc. Seu imaginário é recheado de con- sumo, beleza e sucesso: a preponderância do narcísico (trans- tornos alimentares, violências explícitas, drogadições, solidão). Os futuros astros e estrelas têm uma vida de luta, não pelo desenvolvimento, mas pela supremacia.

Também fazemos brinquedos-para-não-brincar. O brinquedo assume o brincar – o objeto banaliza a busca, o acaso e a aventura. O brinquedo que brinca sozinho – o apaga- mento da imitação, o brinquedo assume o ativo da brincadeira

e a criança passa a ser o objeto. Perde-se o encantamento de ser

criança e descobrir a brincadeira. A televisão lança o brinque-

do efêmero, da estação ou do momento. O brinquedo passa por uma tela. Mesmo a morte torna-se banal nas representações

propiciadas pelos jogos eletrônicos. A violência é corriqueira

e sem conseqüências. Basta esperar uma nova fase do jogo e os

mortos de antes voltam a viver. E se você morrer, o jogo per-

mite recomeçar.

O corpo é um dos grandes esquecidos da era eletrônica. Aliás, o corpo é um estorvo. É o corpo que reclama quando cansa de ficar sem atividade, sentado diante de uma tela por horas a fio. Também é o corpo e a sua imperfeição, a sua baixa velocidade, que faz com que se perca o jogo eletrônico por não reagir a tempo. Quando uma criança exerce sua agressão con- tra outra criança na escola, por exemplo, muitas vezes ela não tem noção nem da sua força nem das conseqüências. A curiosi- dade não passa mais pelo corpo, mesmo o prazer sexual, antes imaginado e fantasiado, perde-se na facilidade de seu acesso via internet. Segundo Postman (1999), o segredo e a vergonha

do adulto diante das crianças são dois pressupostos necessários

a existência de algo como infância. E a internet e seu acesso fácil a qualquer conteúdo têm derrubado estas barreiras.

Diante disto nos perguntamos: o que fazer? Há um pa- radoxo nesta realidade com o qual temos que lidar. Na mesma medida em que a tecnologia e o aparato eletrônico se impõe como necessidade e fazendo parte da vida, é preciso que a cri- ança tome conhecimento e aprenda a lidar com todo este apara-

to. Não há como alijar a criança e querer neutralizar este con- tato. Mesmo porque há um fascínio exercido pela imagem, pelo som, pela velocidade e pelo brilho das telas que competem com

o professor pela atenção da criança.

Melanie Klein (1997), a precursora da psicanálise infan- til, escreveu que devemos ter brinquedos simples, pequenos e

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em grande número e variedade, adequados à expressão de fan- tasias e experiências de todos os tipos e com grande detalhe, que permitam a criança um além do brincar. A criança brinca não somente para vivenciar situações satisfatórias mas também para elaborar as que lhe foram dolorosas e traumáticas (OUT- EIRAL, 1998). A criança desloca para o brinquedo seus medos, angústias e problemas. Repete no brinquedo as situações ex- cessivas para o seu ego, modificando o final antes doloroso. No brinquedo, suporta papéis que na vida real são insuportáveis.

Como terapeutas infantis, a clínica deve ser um espaço de recuperação do lúdico, permitir à criança ser criança. Se os heróis da TV, se as modelos glamurosas, se os personagens da novela, se os personagens do imaginário parental, apresentados como os príncipes e princesas, não tem alma, é preciso intro- duzir alma neles. Vivemos uma época de excesso de desejos a serem realizados, excesso de espaços a serem ocupados, exces- sos de interpretações a serem metabolizadas. Tudo é urgente e tudo é imediato. Menos o simbólico. Este precisa ser instalado. O espaço analítico deve ser um lugar transformado de uma in- fância possível. A infância ainda é um tempo de treino para o viver. Não podemos roubar da infância o seu tempo de ser. 3

Referências

ARIÉS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Editora LTC, Rio de Janeiro, RJ, 1973. BENJAMIN, W. Reflexões sobre a Criança, o Brinquedo e a Educação. Editora 34, São Paulo, SP. 2002. BROUGÈRE, G. Brinquedo e Cultura, 5ª Edição. Cortez Editora, São Paulo, SP. 2004. ELKONIN, D.B. Psicologia do Jogo. Editora Martins Fontes. São Paulo, SP, 1998. FAVILLI, M. P.; TANIS, B; MELLO, M.C.A. A Infância Roubada – Uma reflexão sobre a Clínica Contemporânea. Revista IDE. Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. SP. 1975 FRAIOLI, L. La Historia de La Tecnología – El Hombre Crea su Mundo. Editorial Editex S/A, Florença, IT. 1999. FREUD, S. Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Vol. VII. Imago Editora, Rio de Janeiro, RJ, 1976. KLEIN, M. A Psicanálise de Crianças. Imago Editora, Rio de Janeiro, RJ. 1997. LEBOVICI & DIAKTINE. Significado e Função do Brinquedo na Criança. Artmed Editora. Porto Alegre, RS., 1985. OUTEIRAL, J. Clínica Psicanalítica de Crianças e Adolescentes. Editora Revinter, Rio de Janeiro, RJ, 1998. POSTMAN, N. O Desaparecimento da Infância. Editora Graphia. Rio de Janeiro, RJ, 1999.

Curso de Formação em Ludoterapia Psic. Eliana Paciornik Galbinsky - CRP-08/00070 Início: Março de 2009/ Duração 2 anos Informações (41) 3222-2514 à tarde/ (41) 9951-0468 Site: www.cursodeludoterapia.com.Br Local: Rua Voluntários da Pátria, nº 475 - 12ºandar – conj. 1212 Centro - Curitiba-PR

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Pós-graduação em Dependência Química – Ênfase em Políticas Públicas de Saúde Latu senso- oferecida pelo curso de Psicologia da FACEL Carga horário: 360 horas – aulas semanais Horários: Segundas-feiras – 19h às 22h Local: Av. Vicente Machado, 156 – Centro Informações pelo telefone: (41) 3324-1115 – ramal 220 www.facel.com.br - Local: Curitiba-PR

Qualità - Avaliações Psicológicas e Treinamentos Ltda. Curso de Formação em Avaliação Psicológica - Carga Horária: 120 hs/aula - Objetivo: oferecer um estudo aprofundado sobre os aspectos científicos, legais e éticos no processo de avaliação psicológica, assim como os aspectos práticos, procedimentos e técnicas mais eficientes nos mais diversos contextos de atuação profissional - Início: março 2009 - Diretora - Profª. Adriane Picchetto Machado – CRP- 08/02571- Endereço: R. Constantino Marochi, 438 – Loja 02 – Curitiba - PR - Fone: (41) 3353-2871 - E-mail qualitapsi@uol.com.br - www.qualitapsi.com.br - Local: Curitiba-PR

Pós Graduação em Psicologia – Concepção Sistêmica da Universidade Positivo Abordagem Sistêmica em diversos contextos, formação teórica e prática. Treinamento clínico e supervisões. Duração: 2 anos Freqüência: quinzenal – sextas feiras noite e sábados pela manha Coord.: Psic. Msc Marusa Helena Gonçalves – CRP-08/00353 Local: Curitiba-PR

contatoagenda

Curso de Hipnose Clínica - Aplicações da Hipnose na Medicina, Odontologia e Psicologia - Teórico e Prático. Destinado: Profissionais dessas áreas. - Coord.: Dr. Rui Fernando Cruz Sam- paio Méd. Psiquiatra CRM 14918 – Psicólogo- CRP-08/02752 -Fundador do Lab. de Hipnose Forense do Inst. de Criminalística do PR. Data: 5, 6 e 7/DEZ/08 - Informações: E-mail: ruifcsampaio@hotmail.com Site: www.cruzsampaio.com e pelo Fone: (41) 3222-3294 Local: Curitiba-PR

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A Pós-Graduação ISBL oferece os cursos de Especialização:

Aconselhamento Familiar, Formação em Terapia de Casal e Família, Psicotera- pia Comportamental Infantil, bem como o curso de Atualização em Dinâmica de Grupos. Para 2009, na área teológica, serão lançados os cursos de Especialização: Psicologia Pastoral. Educação para o Ensino Religioso. Mais informações: (43) 3379-7200 pos@isbl.org.br www.isbl.org.br/pos

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novosinscritos

O CRP-08 dá as boas-vindas

aos novos inscritos de setembro e outubro de 2008

novos inscritos
novos inscritos
Angela Mara de M. Kern - CRP-08/13812 Karla R. dos Santos Lima - CRP-08/13886 Fernanda
Angela Mara de M. Kern - CRP-08/13812
Karla R. dos Santos Lima - CRP-08/13886
Fernanda Cidral Mickosz - CRP-08/13813
Rodrigo D. A. de Medeiros - CRP-08/13844
Lucilia Maria Bueno Serra - CRP-08/13845
Priscilla Vinholi Alvarenga - CRP-08/13887
Simone Limanczyk - CRP-08/13814
Eduardo L. Ferreira Silva - CRP-08/13846
Ana Paula Busnardo - CRP-08/13888
Nicole Randazzo Arato - CRP-08/13815
Claudia Minatti - CRP-08/13847
Marili Ciriaco Mulinari - CRP-08/13816
Joelisa Berardi - CRP-08/13851
Maria G. R. de Oliveira Dias - CRP-08/13912
Cintia Kiyomi Nishi - CRP-08/13889
Miriam M. Só de Oliveira - CRP-08/13817
Verlani Lucia Bordin - CRP-08/13852
Evelyn Seemann Dias - CRP-08/13890
Thais Carolina S. Castoldi - CRP-08/13818
Rebeca Eliza Kovalhuk - CRP-08/13853
Keisy de Castro Cunha - CRP-08/13891
Milene Almerim - CRP-08/13819
Cristiane Bolsi - CRP-08/13854
Eliana de Souza Dantas - CRP-08/13892
Viviane Santos dos Reis - CRP-08/13820
Roberta Lopes Ferreira - CRP-08/13855
Luci Claudetette Colver - CRP-08/13894
Marina de Pol Poniwas - CRP-08/13821
Leni Silva de Araujo - CRP-08/13856
Regina Alves - CRP-08/13822
Sagriely Alves de Paula - CRP-08/13857
Antonia dos S. Viana Hirata - CRP-08/13895
Katiussa Rafaela M. Biasi - CRP-08/13896
Erica Azambuja - CRP-08/13823
Tania Yurie Beloti Reolon - CRP-08/13859
Giuliana Rosa Oliveira - CRP-08/13897
Maria Gabriella A. Ribas - CRP-08/13824
Luise Beatriz Lenz - CRP-08/13860
Nilce Léa Nunes Silva - CRP-08/13898
Aline Anastacio Rocha - CRP-08/13825
Cleonice Iwasenko - CRP-08/13861
Marcos Vinicius K. Filho - CRP-08/13826
Aline Pacheco Marques - CRP-08/13862
Daniela Macedonio Schnack - CRP-08/13858
Araci Scheguschevski - CRP-08/13865
Taiana Fernandes - CRP-08/13827
Ekel Félix Pereira - CRP-08/13863
Lizandra Ruhle Benetti - CRP-08/13882
Juliana Moratelli - CRP-08/13831
Juliane Aline Casagrande - CRP-08/13864
Daniela Vargas da Rosa - CRP-08/13893
Patricia V. de Macedo - CRP-08/13832
Fabio Eduardo da Silva - CRP-08/13866
Leticia E. M. R. Lorga - CRP-08/13899
Thaiana Domingues Filla - CRP-08/13833
Ana Paula Alves Stoeterau - CRP-08/13834
Valdecir Eifler - CRP-08/13835
Marcella M. F. L. de Oliveira - CRP-08/13867
Lilian Regina C. Linczuk - CRP-08/13868
Giovanna Moyses Libretti - CRP-08/13900
Airen Prada Wormhoudt - CRP-08/13901
Araci Scheguschevski - CRP-08/13865
Vanessa Cristina Bonatto - CRP-08/13902
Francine Maciel da Silva - CRP-08/13836
Rafaella Regina da Silva - CRP-08/13874
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Milena Luiza Poletto - CRP-08/13828
Bruna Mendes Ferreira - CRP-08/13875
Gislene F. V. Buckoski - CRP-08/13904
Fabíola Cristina Carneiro - CRP-08/13829
Marilda do Rocio da Silveira - CRP-08/13876
Marily A. B. D. Vecchia - CRP-08/13877
Cecilia Alvarenga Chede - CRP-08/13879
Rafaela Roman de Faria - CRP-08/13830
Dayane Conceição Bueno - CRP-08/13883
Juliana Andraski - CRP-08/13837
Arlete do Rocio R. Lopes - CRP-08/13878
Alessandra C. B. Andrade - CRP-08/13838
Izabel Cristina T. Ferreira - CRP-08/13879
Andreia Aparecida da Mata - CRP-08/13885
Renata Carvalho Lopes - CRP-08/13913
Bruna Lucia de Oliveira - CRP-08/13839
Katiuscia Juliane Zini - CRP-08/13880
Robson Colucci Cambara - CRP-08/13914
Valeria Fontanella Bertuol - CRP-08/13840
Andrea Aquino Arasaki - CRP-08/13841
Marcella G. Teodoro - CRP-08/13881
Luiz E. C. de A. Bueno - CRP-08/13915
Anderson Luis P. Soares - CRP-08/13883
Samara Hoffmann Bomm - CRP-08/13916
Fernanda M. Jacovozzi - CRP-08/13842
Fabio Hideki Oshima - CRP-08/13917
Renata Merejoli Torres - CRP-08/13843
Antonio C. Rezende Garcia - CRP-08/13884
Fernanda Barbosa Livão - CRP-08/13885
inscrição por transferência
inscrição por transferência
Daniele Maria C. Cunha - CRP-08/13848 Ana Claudia Monteiro - CRP-08/13872 Graciela S. Soares Faria
Daniele Maria C. Cunha - CRP-08/13848
Ana Claudia Monteiro - CRP-08/13872
Graciela S. Soares Faria - CRP-08/13849
Suelen Paravisi - CRP-08/13873
Denise Regina de Oliveira - CRP-08/13909
Vanessa Helena Ruscetto - CRP-08/13910
Ana Paula Silva Catarelli - CRP-08/13850
Kerlye N. C. de Oliveira - CRP-08/13869,
Crizziane N. de M. Borges - CRP-08/13905
Eliana Alzira Zandavalli - CRP-08/13906
Andreza Cassia Lage - CRP-08/13911
Pablo Roberto Camillo - CRP-08/13870
Marcel Beck - CRP-08/13907
Jefferson Olivatto da Silva - CRP-08/13918
Fernanda de S. Fonseca - CRP-08/13919
Adriana Garcia Stefani - CRP-08/13871
Roberto M. Guimarães - CRP-08/13908
Simara Castanheira F. Cogo - CRP-08/13920

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Reativação por transferência Lizandra B. de Paula Lima - CRP-08/10866 Michelli Soares Pisani - CRP-08/08387
Reativação por transferência
Lizandra B. de Paula Lima - CRP-08/10866
Michelli Soares Pisani - CRP-08/08387
Maria Luiza Lemos Dutra - CRP-08/10257
Reativação
Reativação
Graciela A. Cherobim - CRP-08/00153 Cristina Souza Hisasi - CRP-08/06836 Iris Cristina Peters - CRP-08/06804
Graciela A. Cherobim - CRP-08/00153
Cristina Souza Hisasi - CRP-08/06836
Iris Cristina Peters - CRP-08/06804
Maria José Pinheiro - CRP-08/01285
Aurea A. K. V. Spitzenbergen - CRP-08/07055
Giustinella Celeste Sica - CRP-08/01179
Roseli Lima de C. Gonçalves - CRP-08/09080
Flávio Luis Horlle - CRP-08/09121
Marisa Lobo F. F. Alves - CRP-08/07512
Izabela Maria B. Comim - CRP-08/02158
Edilaine Katia Alves - CRP-08/11901
Andre Luis Cyrillo - CRP-08/09184
Isabel Cristina Izzo - CRP-08/03304
Carina C. da Cunha Diniz - CRP-08/11918
Cristiane Angelica Balan - CRP-08/04573
Silvana Stroparo - CRP-08/07226
Maria M. B. de S. Lanssoni - CRP-08/00304
Luciani L. Sigolo Vanhoni - CRP-08/01926
Karina Luiza S. B. de L. Lopes - CRP-08/09382
Cintia Andreatta Adamoski - CRP-08/09397
Simone Prorok - CRP-08/09801
Lair Suman Vinas Di Lello - CRP-08/09297
Milene Ferrazza Thomas - CRP-08/02816
Rosangela M. V. Kuenzer - CRP-08/02804
Roberto N. Ribeiro - CRP-08/03095
Luciana Nascimento da Luz - CRP-08/09850
Juliana Afonso M. Tonon - CRP-08/10255
Ana Maria Ribeiro - CRP-08/05069
Sueli Terezinha Oliveira - CRP-08/03317
José Luiz Ribeiro da Silva - CRP-08/05661
Eliani Fatima Fabian - CRP-08/04381
Andressa Kelly Hannemann - CRP-08/10328
Keyla Thais K. de Quadros - CRP-08/09225.
Inscrição Secundária
Inscrição Secundária
Serena N. e Silva Bragança - CRP-08/IS-141 Viviane do N. Erbes - CRP-08/IS-142 Cláudio Cardoso
Serena N. e Silva Bragança - CRP-08/IS-141
Viviane do N. Erbes - CRP-08/IS-142
Cláudio Cardoso Pereira - CRP-08/IS-143
Pessoa Jurídica
Cadastro
Centro Integrado de Psicologia e Psiquiatria - CRP-08/PJ-00377
UNIMED CURITIBA - CRP-08/PJ-00381
Projeto Cristão Fazendo Diferença - FAZDI - CRP-08/PJ-00383
Mayans & Garcell Ltda - CRP-08/PJ-00392
Instituto Brasileiro de Therapias e Ensino – IBRATE - CRP-08/PJ-00393
Comunidade Terapêutica Casa de Davi - CRP-08/PJ-00394
Registro
Gawlik & Cia Ltda - CRP-08/PJ-00375
Clínica de Psicologia Cleoni F Angonese Ltda - CRP-08/PJ-00376
AMMA Assessoria em Recursos Humanos e Desenvolvimento de Pessoas S/S Ltda - CRP-08/PJ-00378
SG Medicina e Psicologia de Tráfego Ltda - CRP-08/PJ-00397
contato 27
Esclarecer Clínica de Especialidades Ltda - CRP-08/PJ-00380
Centro Integrado de Psicologia Psicotran Ltda - CRP-08/PJ-00382
Consciência Consultoria Ltda - CRP-08/PJ-00384
ACD Serviços Médicos S/S Ltda - CRP-08/PJ-00385
Maristela S Prado e Cia Ltda - CRP-08/PJ-00386
Centro de Capacitação Fisica e Mental Cianorte S/S Ltda - CRP-08/PJ-00387
Yared & Cia Ltda - CRP-08/PJ-00388
Contato Espaço Terapêutico Ltda - CRP-08/PJ-00389
Aita e Rocha Ltda - CRP-08/PJ-00390
Clínica Médica e Psicológica Sakuma e Mello S/S Ltda - CRP-08/PJ-00391

Classificados

4Aluguel de Salas – Locação de Salas para psicoterapia: grupos de horário, meio-período e período integral, em clínica, com salão de cursos (80 metros quadrados), no bairro Ahú. Site: www.espacohummani.com.br. Endereço: Rua São Sebastião, 420 – Ahú. Fone: (41) 3019-9553. Curitiba – PR. 4Subloca-se sala decorada em clínica multidisciplinar com serviço de secretária incluso. Excelente localização. Av. Pres. Getúlio Vargas, 2682 - Água Verde. Fone: (41) 3243-1007. Informações com Ana Cláudia. Curitiba-PR.

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Foto: Marja Flick-Buijs