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Série Gênesis – Passos tortos pelo Caminho reto – Mensagem 17

Série Gênesis – Passos tortos pelo Caminho reto – Mensagem 171

Sodoma e Gomorra
(Texto: Gn 19:1~29)

1. Introdução.

O que você faria diante de um assassino em série? Jack, o Estripador (em inglês: Jack
the Ripper) foi o pseudônimo dado a um assassino em série não-identificado que agiu
no miserável distrito de Whitechapel em Londres na segunda metade de 1888. O nome
foi tirado de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres por alguém
que se dizia o criminoso.

Suas vítimas eram mulheres que ganhavam a vida como prostitutas. Duas delas tiveram
a garganta cortada e o corpo mutilado. Teorias sugerem que, para não provocar barulho,
as vítimas eram primeiro estranguladas, o que talvez explique a falta de sangue nos
locais dos crimes. A remoção de órgãos internos de três vítimas levou oficiais da época
a acreditarem que o assassino possuía conhecimentos anatômicos ou cirúrgicos. Os
jornais, cuja circulação crescia consideravelmente durante aquela época, deram ampla
cobertura ao caso, devido à natureza selvagem dos crimes e ao fracasso da polícia em
efetuar a captura do criminoso — que tornou-se notório justamente por conseguir
escapar impune.

A impunidade é algo que nos deixa muito revoltados. Porém, para Deus todo o pecado
sera julgado.

Como Deus lida com o pecado? Na passagem que vimos na semana passada, Deus
aparece a Abraão, juntamente com dois anjos para anunciar a destruição de Sodoma e
Gomorra. O motivo era obvio: o pecado daquela cidade chegara em um ponto tão critico,
que a eles só restava serem julgados por Deus. Depois de uma série de orações
intercessórias de Abraão, os dois anjos que acompanhavam Deus se dirigiram a Sodoma
onde encontraram Ló, sobrinho de Abraão.

Se nós nos lembrarmos de Gn 13, lá Abraão de Ló se separam. Ló escolheu ir para as


terras férteis de Sodoma. Depois de ter se metido em uma grande enrascada, Ló é
resgatado por Abraão e passa a viver naquela cidade. Acontece que Sodoma era uma
cidade infestada de pecado. Através da história dessa cidade, podemos entender um
pouco sobre o que acontece quando o pecado chega a um extremo tão crítico que foi
necessário uma intervenção divina.

Deus, como justo juiz é aquele que retribui de acordo com o que cada um faz. Também,
Deus é aquele que é misericordioso para com aquelas pessoas que reconhecem seu
senhorio e que se submetem a Ele. Sodoma e Gomorra foram cidades rebeldes, e que
por isso, foram punidas e exterminadas da face da terra e da história. Muitas pessoas
dizem que o motivo da destruição dessas duas cidades era o homossexualismo. Dizer
isso é ser muito simplista. Deus destruiu por causa da abundancia do pecado. Deus
destruiu Sodoma e Gomorra por causa também da ausência de bondade e hospitalidade.
Os únicos que foram bons e hospitaleiros foram salvos: a família de Ló!

1
Pregado no MEP dia 27 de junho de 2010.

Paulo Sung Ho Won – www.sunghojd.blogspot.com


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Mais uma vez, podemos não nos sentir tão confortáveis de lermos esse capítulo. Isso
acontece porque o pecado nos incomoda. Mas o que nos deixa mais alarmados é a
maneira pela qual Deus pune o pecado. Podemos estranhar isso, porque não entendemos
a santidade de Deus e o que um ato de pecado significa para Ele. Essa historia nos
ensina justamente isso: ao pecar, saiba com quem você está mexendo, e que
conseqüências te aguardam nessa vida, e, com certeza, depois dessa vida!

2. Exposição do texto. (Gn 18:1~15)

1. A hospitalidade de Ló.
1
Os dois anjos chegaram a Sodoma ao anoitecer, e Ló estava sentado à porta da
cidade. Quando os avistou, levantou-se e foi recebê-los. Prostrou-se, rosto em terra, 2 e
disse: “Meus senhores, por favor, acompanhem-me à casa do seu servo. Lá poderão
lavar os pés, passar a noite e, pela manhã, seguir caminho”. “Não, passaremos a noite na
praça”, responderam.
3
Mas ele insistiu tanto com eles que, finalmente, o acompanharam e entraram em
sua casa. Ló mandou preparar-lhes uma refeição e assar pão sem fermento, e eles
comeram.

Dois anjos se dirigiram à Sodoma. Ló estava às portas dessa cidade. Talvez, Ló era uma
pessoa de destaque em Sodoma, uma vez que assusntos importantes eram resolvidos à
porta da cidade pelo conselho de anciãos. O fato é que Ló, ao ver os dois homens, sem
ainda se dar conta que eram anjos, reverencia-os e oferece a eles uma recepção calorosa,
semelhante à oferecida por Abraão, ao molde oriental. Como já era hora do pôr-do-sol,
Ló oferece também abrigo para que pudessem passar aquela noite em segurança.

Ao que parece, nem os anjos queriam ficar muito tempo naquela cidade. Diante da
insistência de Ló, os dois anjos aceitam a oferta e entram na casa de Ló. É muito
importante notar que tanto no capítulo 18, como no capítulo 19 vemos Abraão e Ló,
respectivamente, acolhendo e recepcionando de uma maneira muito especial os
enviados de Deus. Lógico que essa recepção fazia parte do costume oriental daquela
época, mas tem a nos ensinar que devemos ser receptivos da mesma forma. O autor de
Hebreus fala assim: "Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o
saber, alguns acolheram anjos" (Hb 13:2).

Hospitalidade mostra quem você é em Cristo. A hospitalidade revela a atitude de servo


que cada um deve ter no coração e nas ações.

2. O nível do pecado dos sodomitas.


4
Ainda não tinham ido deitar-se, quando todos os homens de toda parte da cidade
de Sodoma, dos mais jovens aos mais velhos, cercaram a casa. 5 Chamaram Ló e lhe
disseram: “Onde estão os homens que vieram à sua casa esta noite? Traga-os para nós
aqui fora para que tenhamos relações com eles”.
6
Ló saiu da casa, fechou a porta atrás de si 7 e lhes disse: “Não, meus amigos!
Não façam essa perversidade! 8 Olhem, tenho duas filhas que ainda são virgens. Vou
trazê-las para que vocês façam com elas o que bem entenderem. Mas não façam nada a

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estes homens, porque se acham debaixo da proteção do meu teto”.


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“Saia da frente!”, gritaram. E disseram: “Este homem chegou aqui como
estrangeiro, e agora quer ser o juiz! Faremos a você pior do que a eles”. Então
empurraram Ló com violência e avançaram para arrombar a porta. 10 Nisso, os dois
visitantes agarraram Ló, puxaram-no para dentro e fecharam a porta. 11 Depois feriram
de cegueira os homens que estavam à porta da casa, dos mais jovens aos mais velhos, de
maneira que não conseguiam encontrar a porta.

Todos em Sodoma perceberam que haviam pessoas estranhas no meio deles. Por isso
elas se amontoaram na frente da casa de Ló para cobrar por explicações, e muito mais,
eles queriam colocar em prática daquilo que seus corações estava cheio: o pecado.
"Onde estão os homens que vieram à sua casa esta noite? Traga-os para nós aqui fora
para que tenhamos relações com eles" (vr. 5). Em outra versão, encontramos: "Traze-os
fora a nós, para que os conheçamos" (cf. ARC).

O verbo [dy quer dizer literalmente "conhecer". Porém, principalmente em Gênesis, esse
verbo pode assumir o sentido de "prática da relação sexual", como em Gn 3:1, por
exemplo. Quando os homens de Sodoma queriam os anjos para conhecê-los quer dizer
que eles queria abusar sexualmente deles praticando o homossexualismo.

A essa altura temos duas considerações a fazer. Primeiramente, a ética de uma


sociedade e seu padrão de santidade é revelado muito pelas suas práticas sexuais. Uma
das primeiras e mais fortes formas que o pecado materializar-se em nossas vidas é
através da prática sexual ilícita. Aquilo que de mais santo Deus fez para uma pessoa
desfrutar com a outra é justamente aquela que o diabo que usar para nos destruir. Um
dos primeiros índices que podemos ver numa sociedade para medir seu grau de
comprometimento ou não com Deus é através de sua práxis sexual.

Em segundo lugar, o texto é claro em mostrar que o homossexualismo é uma atitude


pecaminosa diante de Deus. A Bíblia, no todo, é completamente contrario à prática do
homossexualismo condenando a prática com a pena capital. Em Levítico 18:22, está
escrito: "“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é
repugnante.". E em Romanos 1:26,27 temos, "Por causa disso Deus os entregou a
paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por
outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as
relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros.
Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si
mesmos o castigo merecido pela sua perversão.".

O que torna o quadro de pecado mais grave em Sodoma é que todos estavam envolvidos
nesse pecado: "todos os homens de toda parte da cidade de Sodoma, dos mais jovens
aos mais velhos, cercaram a casa" (vr. 4). Então só Ló talvez entrasse na categoria de
justo defendido por Abraão.

Mas nem Ló era uma pessoa tão "justa" assim, de acordo com nossos padrões de ética.
Uma vez ameaçados pela multidão, Ló ofereceu as suas duas filhas para serem
entregues à sede da multidão: "Não, meus amigos! Não façam essa perversidade!
Olhem, tenho duas filhas que ainda são virgens. Vou trazê-las para que vocês façam
com elas o que bem entenderem. Mas não façam nada a estes homens, porque se acham
debaixo da proteção do meu teto" (vss. 7,8). Olhe só para a inversão de valores de Ló.

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Ainda que na antiguidade defender os visitantes fosse uma questão de honra, Ló tenta
fazer uma troca absurda.

Mas uma vez a multidão mostra a que veio. Eles não queriam estuprar as filhas de Ló,
mas sim os dois visitantes: "“Saia da frente!”, gritaram. E disseram: “Este homem
chegou aqui como estrangeiro, e agora quer ser o juiz! Faremos a você pior do que a
eles”" (vr. 9). Então empurraram Ló com violência e avançaram para arrombar a
porta.". Nesses trechos, pudemos sentir o grau de pecaminosidade daquela cidade! O
que Deus pode fazer diante de um cenário "sem remédios" como este?

Quando a multidão já estava pronta para invadir a casa de Ló, os dois anjos colocaram
Ló para dentro de casa e fecharam as portas. Agora era a multidão contra dos dois anjos
de Deus. Imediatamente, "feriram de cegueira os homens que estavam à porta da casa,
dos mais jovens aos mais velhos, de maneira que não conseguiam encontrar a porta."
(vr. 11). Alguns comentaristas dizem que saiu uma luz dos olhos dos anjos que cegou a
multidão2.

Aqui temos uma outra lição acercado do pecado: o pecado nos cega. A cegueira física é
provavelmente um símbolo da cegueira intelectual e espiritual dos sodomitas 3 . O
pecado ofusca a nossa visão daquilo que é bom. O pecado nos impede de ver a face de
Deus e sua bendita vontade. O que os anjos fizeram foi somente mostrar a todos eles
que eles já estavam cegos, agora fisicamente, mas antes espiritualmente. Esse é o
estopim. Agora, de fato, começaria o julgamento de Sodoma e de Gomorra.

3. O julgamento de Deus.
12
Os dois homens perguntaram a Ló: “Você tem mais alguém na cidade —
genros, filhos ou filhas, ou qualquer outro parente? Tire-os daqui, 13 porque estamos
para destruir este lugar. As acusações feitas ao SENHOR contra este povo são tantas que
ele nos enviou para destruir a cidade”.
14
Então Ló foi falar com seus genros, os quais iam casar-se com suas filhas, e
lhes disse: “Saiam imediatamente deste lugar, porque o SENHOR está para destruir a
cidade!” Mas eles pensaram que ele estava brincando.

Os anjos ainda deram uma chance à família de Ló permitindo que as filhas fossem falar
com os seus maridos para que também fugissem da cidade e da iminente destruição.
Porém, como também os genros de Ló estavam cegados pelo pecado, eles pensaram que
estavam de brincadeira. O pecado pode fazer levar as coisas de Deus na brincadeira. A
falta de temor e respeito a Deus e às suas coisas são indícios claros da condição de
distancia que uma pessoa pode estar de Deus!

Gálatas 6:7 diz "Não vos enganeis: Deus nãos se deixa zombar. Portanto, tudo o que o
homem semear, isso também colherá".
15
Ao raiar do dia, os anjos insistiam com Ló, dizendo: “Depressa! Leve daqui sua
mulher e suas duas filhas, ou vocês também serão mortos quando a cidade for
castigada”.

2
Cf. Wenham in WBC, 56.
3
Ibid. Pag. 56.

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Tendo ele hesitado, os homens o agarraram pela mão, como também a mulher e
as duas filhas, e os tiraram dali à força e os deixaram fora da cidade, porque o SENHOR
teve misericórdia deles. 17 Assim que os tiraram da cidade, um deles disse a Ló: “Fuja
por amor à vida! Não olhe para trás e não pare em lugar nenhum da planície! Fuja para
as montanhas, ou você será morto!”

É interessante notar que Ló ainda hesitou em sair da cidade, mesmo sabendo que Deus
destruiria Sodoma. Vimos que Ló não era lá grande coisa no que diz respeito à retidão
moral. O pecado faz isso mesmo. Ele nos enfeitiça de tal modo, que mesmo sabendo
que estamos errando, persistimos no erro e temos dificuldade em sair dele. Se não é o
Senhor nos ajudando e nos convencendo, nós não conseguimos. Devemos sempre pedir
a ajuda do Espírito Santo, que é Aquele que nos convence do pecado, do juízo e da
justiça (cf. Jo 16:8).

Devemos abandonar completamente o pecado e tudo aquilo que a representa. Quando o


anjo de Deus disse: "não olhe para trás", isso que dizer que Deus queria que Ló
rompesse com o vinculo que ele tinha com a cidade pecadora. Mesmo Deus ajudando,
guiando, nós também devemos ter parte nesse processo. Devemos ouvir a voz de Deus e
colocar em prática. Não tente resistir ao pecado, mas fuja dele. Do diabo podemos
enfrentar, mas o pecado é algo a qual devemos sempre fugir.
18
Ló, porém, lhes disse: “Não, meu senhor! 19 Seu servo foi favorecido por sua
benevolência, pois o senhor foi bondoso comigo, poupando-me a vida. Não posso fugir
para as montanhas, senão esta calamidade cairá sobre mim, e morrerei.
20
Aqui perto há uma cidade pequena. Está tão próxima que dá para correr até lá.
Deixe-me ir para lá! Mesmo sendo tão pequena, lá estarei a salvo”.
21
“Está bem”, respondeu ele. “Também lhe atenderei esse pedido; não destruirei a
cidade da qual você fala. 22 Fuja depressa, porque nada poderei fazer enquanto você não
chegar lá”. Por isso a cidade foi chamada Zoar.

Ló mostra mais uma vez que também era uma pessoa que carregava um pouco do
pecado de Sodoma dentro de seu coração. Ao serem apressados pelos anjos de Deus, Ló
entra em desespero. Ele pede que Deus poupe uma pequena cidade ali perto para que ele
pudesse se abrigar lá. No pensamento de Ló, Deus pouparia aquela cidade por ela ser
pequena, e não por ela ter pessoas justas morando nela. No final das contas, Ló pede a
Deus que poupasse aquela cidade para que ele pudesse se esconder lá. Isso mostra o
tremendo egoísmo que Ló tinha. É um contraste direto com a oração intercessória de
Abraão pedindo que Sodoma não fosse destruída pela quantidade de justos que habitaria
na cidade. O pecado gera em nós um profundo egoísmo, afinal, pecar é um ato de auto
idolatria, no final das contas. Mesmo assim, Deus sendo misericordioso, atende ao
pedido de Ló.
23
Quando Ló chegou a Zoar, o sol já havia nascido sobre a terra. 24 Então o
SENHOR, o próprio SENHOR, fez chover do céu fogo e enxofre sobre Sodoma e
Gomorra. 25 Assim ele destruiu aquelas cidades e toda a planície, com todos os
habitantes das cidades e a vegetação. 26 Mas a mulher de Ló olhou para trás e se
transformou numa coluna de sal.
27
Na manhã seguinte, Abraão se levantou e voltou ao lugar onde tinha estado
diante do SENHOR. 28 E olhou para Sodoma e Gomorra, para toda a planície, e viu uma
densa fumaça subindo da terra, como fumaça de uma fornalha.

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Quando Deus arrasou as cidades da planície, lembrou-se de Abraão e tirou Ló
do meio da catástrofe que destruiu as cidades onde Ló vivia.

Esse é o final da história. Deus destrói uma cidade por causa do pecado dela. Por várias
vezes Deus fez isso no Antigo Testamento. Ao lermos isso, podemos pensar que Deus,
ao contrario de ser bondoso e misericordioso, é um Deus vingativo e mal. Podemos
pensar isso quando vemos Deus a partir do nosso ponto de vista. Porém, analisando do
ponto de vista de Deus, o pecado deve ser, de alguma maneira, punido.

Para nós hoje, que vivemos no tempo da graça, tempo este em que entregando a nossa
vida a Cristo, nossos pecados são perdoados, essa história ainda tem muito a ver com o
"como" Deus lida com o pecado. Sodoma e Gomorra são protótipos para a o Grande
Julgamento que Deus fará no fim dos tempos. Mateus 25:31~46 ilustra muito bem o que
acontecerá naquele Dia.

Todo pecado será retribuído!

Conclusão:

De acordo com o que vimos, podemos tirar algumas lições práticas para a nossa vida.
Primeiramente, devemos saber que Deus se desagrada com o nosso pecado. O pecado é
aquilo que pode destruir a nossa vida, por que o salário do pecado é a morte (Rm 6:23).
Quando vivemos uma vida cheia de pecado, podemos perder os padrões de bondade e
justiça que ainda temos dentro de nós. O pecado nos transforma em animais que estão
dispostos a tudo para atingir o fim que desejam.

Também o pecado, por ser tão ruim, e por Deus não se agradar, deve ser totalmente
abandonado! Vemos que Ló hesitou em abandonar a cidade. Também vemos nos que "a
mulher de Ló olhou para trás e se transformou numa coluna de sal". Olhar para trás
nunca! Devemos abandonar por completo a vida antiga, e mergulhar de cabeça na vida
nova em Cristo. Jesus mesmo disse que: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para
trás é apto para o Reino de Deus" (Lc 9:62). Olhar para trás significa abandonar o plano
de Deus e voltar para a escravidão do pecado.

Em último lugar, um dia, quando Jesus voltar pela segunda vez, Ele virá para julgar o
mundo inteiro de seus pecados, retribuindo o mal de cada um. Antes daquele dia chegar,
estamos vivendo um tempo em que Deus age através do Espírito Santo, convencendo as
pessoas para o arrependimento. Porém, quando Jesus vier, o tempo terá acabado, e um
julgamento muito pior do que de Sodoma e Gomorra acontecerá. Os justos morarão no
céu, mas os ímpios serão jogados no inferno. Se você hoje, precisa resolver o problema
do seu pecado, peça perdão a Deus, que Ele é fiel para nos perdoar e salvar dessa
condenação: "Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se,
porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a
propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos
pecados de todo o mundo. " (1Jo 2:1,2:)

Não há pecado que não possa ser perdoado! Mas todo pecado não perdoado será julgado
por Deus. Que o Espírito nos constranja a todos os dias lavarmos nossas vestes no
sangue do Cordeiro. Amem.

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