Você está na página 1de 42

Dermatologia

Dermatologia Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan , Santos , LTC

O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, LTC, Forense,

Método e Forense Universitária

, LTC , Forense , Método e Forense Universitária Essas empresas, respeitadas no mercado editorial,

Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com

obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de várias gerações

de pro

Medicina, Odontologia e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito.

tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. - niente, a preços justos, gerando benefícios e
-
-

niente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas.

Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são refor- çados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Dermatologia

Rubem David Azulay

Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense. Professor Titular de Dermatologia da Universidade Gama Filho. Chefe Emérito do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Titular da Academia Nacional de Medicina. Ex-Professor Titular de Dermatologia da Universidade Federal do Pará e da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques.

David Rubem Azulay

Chefe de Serviço do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Professor Titular do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Chefe da Disciplina de Dermatologia da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques. Professor Assistente de Dermatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-Graduação no Serviço de Dermatologia do Mount Sinai Hospital, New York, e no Serviço de Dermatologia do Hospital Saint Louis, Paris.

Luna Azulay-Abulafia

Doutora em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Especialista em Hansenologia pela Sociedade Brasileira de Hanseníase. Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professora da Faculdade de Medicina da Universidade Gama Filho. Preceptora do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia do Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Quinta edição (revisada e atualizada)

do Rio de Janeiro. Quinta edição (revisada e atualizada) Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Os autores deste livro e a EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as infor- mações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelo autor até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante uxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes dedignas, de modo a se certicarem de que as informações con- tidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicionalmente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen-io.grupogen.com.br. Os autores e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida.

1.ª Edição 1985 1.ª Edição Revisada e Atualizada 1992 1.ª Reimpressão 1995 2.ª Reimpressão 1996 2.ª Edição 1997 1.ª Reimpressão 1997 2.ª Edição Revisada e Atualizada 1999 3.ª Edição 2004 4.ª Edição 2006 4.ª Edição Revisada e Atualizada em Espanhol 2007 1.ª Reimpressão 2008 5.ª Edição 2008 1.ª Reimpressão Revisada e Atualizada 2011

Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2011 by EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA.

Travessa do Ouvidor, 11 Rio de Janeiro — RJ — CEP 20040-040 Tels.: (21)3543-0770/(11)5080-0770 | Fax: (21)3543-0896 www.editoraguanabara.com.br | www.grupogen.com.br | editorial.saude@grupogen.com.br

Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA.

Capa: Marcelo Ave e Fernanda Casagrande Editoração Eletrônica:

Marcelo Ave e Fernanda Casagrande Editoração Eletrônica: ANTHARES Ficha catalográfica A994d 5.ed. Azulay,

ANTHARES

Ficha catalográfica

A994d

5.ed.

Azulay, Rubem David Dermatologia / Rubem David Azulay, David Rubem Azulay, Luna Azulay-Abula a. – 5. ed., rev. e atual. – [Reimpr.] – Rio de Janeiro:

Guanabara Koogan, 2011. il. ;

Inclui bibliogra a ISBN 978-85-277-1433-4

1. Dermatologia. I. Azulay, David Rubem. II. Azulay-Abulaa, Luna. III. Título.

08-0519.

CDD: 616.5

CDU: 616.5

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Colaboradores

Absalom Lima Filgueira

Professor Titular de Dermatologia da UFRJ Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia da UFRJ

Adebal de Andrade Filho

Médico Especialista em Clínica Médica Médico do Serviço de Toxicologia do Hospital João XXIII – FHEMIG Membro da Sociedade Brasileira de Toxicologia

Aguinaldo Bonalumi Filho

Dermatologista do Ambulatório da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba Research Fellowship pela Harvard Medical School no Massachussetts General Hospital pelo Serviço de Neurologia Professor Correspondente do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ Professor do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia do HNMD

Airá Novello Vilar

Aluna do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ Residência Médica em Anatomia Patológica pela USP – Ribeirão Preto Especialista em Anatomia Patológica pela SBP Especialista em Citopatologia pela SBC

Alcidarta dos Reis Gadelha

Doutor em Dermatologia Membro da Academia Amazonense de Medicina Ex-Professor Titular de Dermatologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Amazonas

Alexandre Spiandorello Ricciardi

Professor Auxiliar do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Mestre em Dermatologia pela UFRJ

Aline da Glória Vieira

Especialista em Dermatologia pela SBD Mestranda do Serviço de Dermatologia do HUCFF da UFRJ

Alvaro Andrés Luque Acevedo

Especialista em Dermatologia Ex-Aluno do IDPRDA da SCMRJ Cirurgião Dermatologista da Fundação do ABC Professor de Pós-Graduação em Dermatologia da Universidad del Bosque, Bogotá, Colômbia Fellow da Academia Americana de Dermatologia

Ana Carolina Nascimento de Amaral

Especialista em Dermatologia pela SBD

Ana Cristina Teixeira Cunha

Especialista em Dermatologia pela SBD Mestranda do Serviço de Dermatologia do HUCFF da UFRJ

Ana Guiomar Matos Santiago Reis

Especialista e Mestranda em Veterinária Equina da USP

Ana Líbia Cardozo Pereira

Professora Assistente do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Mestre e Doutoranda em Dermatologia pela UFRJ

Antonio Carlos Martins Guedes

Professor Doutor Adjunto da Faculdade de Medicina da UFMG

Arival Cardoso de Brito

Doutor e Livre-Docente em Medicina/Dermatologia da UFPA Professor de Pós-Graduação do Curso de Mestrado em Doenças Tropicais do Núcleo de Medicina Tropical da UFPA Professor do Curso de Mestrado e Doutorado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários do Centro de Ciências Biológicas da UFPA Chefe do Serviço de Dermatologia da UFPA

Arles Martins Brotas

Mestre e Doutorando em Dermatologia pela UFRJ

Bernard Kawa Kac

Chefe do Setor de Dermatopatologia do IDPRDA da SCMRJ Professor Assistente do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

vi Colaboradores

Bogdana Victoria Kadunc

Professora Doutora em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da USP Chefe da Clínica Dermatológica do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo

Bruna Souza Felix Bravo

Professora Auxiliar de Ensino do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ

Bruno Franco Fernandes

Pós-Doutorando em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo Fellow em Patologia Ocular da McGill University, Montreal, Canadá

Carlos Baptista Barcaui

Professor Associado do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Mestre em Dermatologia pela EPM/UNIFESP Doutor em Dermatologia pela USP

Carlos Estellita-Lins

Mestre e Doutor pela UFRJ Professor Pesquisador do Instituto Fernandes Figueira/ Fundação Oswaldo Cruz

Carlos Gustavo Carneiro de Castro

Especialista em Dermatologia pela SBD Aluno do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ

Carmélia Matos Santiago Reis

Doutora em Dermatologia pela UFRJ Mestre em Dermatologia pela UFF Diretora do Conselho Médico da Fundação Nacional do Câncer de Pele Docente da Faculdade de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde do Distrito Federal

Carolina Chrusciak Talhari

Dermatologista da Fundação de Medicina Tropical do Estado do Amazonas

Cássio Martins Villaça Neto

Doutor em Medicina pela USP

Celso Tavares Sodré

Professor Assistente do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Professor Auxiliar de Ensino em Dermatologia da UFRJ e da Faculdade de Medicina da FTESM

Claudia Maria de Oliveira Martins

Especialização em Dermatologia pela UNIRIO Mestranda do Henry C. Witelson Ocular Pathology, Montreal, Canadá

Daniella Rabelo Spinato

Especialista em Dermatologia pela SBD Mestranda em Dermatologia pela UFRJ

Denise Steiner

Professora Titular de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes Doutora em Medicina pela UNICAMP

Dominique Fausto de Souza

Especialista em Dermatologia pela SBD

Douglas Altchek

Associate Professor Clinical Dermatology da Mount Sinai School of Medicine, New York Consultant to the United Nations Medical Corps

Eduardo Bornhausen-Demarch

Aluno do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ

Elisa Fontenelle de Oliveira

Chefe do Ambulatório de Dermatologia Pediátrica do IDPRDA da SCMRJ Professora Assistente do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Dermatologista do Hospital Municipal Jesus, Rio de Janeiro

Emmanuel Rodrigues de França

Doutor e Livre-Docente em Dermatologia Professor Adjunto e Chefe do Serviço de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, Universidade de Pernambuco

Enio Ribeiro Maynard Barreto

Professor Titular de Dermatologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Professor Assistente de Dermatologia da Faculdade de Medicina da UFBA

Ernesto Gonzalez

Director, International Training Program in Dermatology Associate Director, MGH-Multicultural Affairs Office, Harvard Medical School, Massachusetts General Hospital

Everton Carlos Siviero do Vale

Professor Assistente de Dermatologia da Faculdade de Medicina da UFMG Mestre em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da UFMG

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Colaboradores vii

Fabiano Roberto Pereira de Carvalho Leal

Professor Auxiliar de Ensino do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Professor do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia do HNMD

Felipe Aguinaga

Aluno do Curso de Pós-Graduação do Serviço de Dermatologia do HUCFF da UFRJ

Fernanda Casagrande

Especialista em Dermatologia pela SBD

Flávia Demoro Novis

Especialista em Dermatologia pela SBD Mestranda do Serviço de Dermatologia do HUCFF da UFRJ

Flávia Freire de Cássia

Professora Associada do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Mestre e Doutora em Dermatologia pela UFRJ

Francisco Burnier Carlos Pereira

Melanoma Clinic and Laboratories Research Fellow, Royal Victoria Hospital, McGill University, Montreal, Canadá Professor Associado do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Doutor em Medicina (Dermatologia) pela UFRJ

Gabriela Helena Munhoz da Fontoura

Especialista em Dermatologia pela SBD

Hernán Emilio Duque R.

Médico e Cirurgião da Universidade Libre, Cali, Colômbia Especialista em Dermatologia pelo IDPRDA da SCMRJ e pela EMP/PUC-RJ Diretor Médico da Unidad Dermatológica Láser de Caldas Docente de Dermatologia da Universidad de Caldas

Ignez Regina dos Santos Muri Mendonça

Especialista em Dermatologia pela SBD

Ivonise Follador

Doutora em Medicina pela UFBA Médica do Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgar Santos da UFBA

Izelda Maria Carvalho Costa

Mestre e Doutora em Dermatologia pela UFMG e pela EPM/UNIFESP Professora Orientadora do Curso de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília Professora Doutora de Dermatologia da Universidade Católica de Brasília

Jackson Machado-Pinto

Especialista e Mestre em Dermatologia, Doutor em Medicina (Santa Casa da Misericórdia de Belo Horizonte) Ex-Fellow da University of Colorado Chefe da Clínica Dermatológica da Santa Casa da Misericórdia de Belo Horizonte Coordenador da Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais

Jane Marcy Neffá Pinto

Mestre em Dermatologia pela UFF Doutora em Dermatologia pela UFRJ Professora Adjunta da UFF

Jayme de Oliveira Filho

Professor Titular da UNISA Doutor pela Faculdade de Medicina da USP

Joana Cesarino Brack

Especialista em Dermatologia pela SBD Preceptora do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ

João Carlos Regazzi Avelleira

Vice-Chefe do IDPRDA da SCMRJ Chefe do Setor de Fototerapia do IDPRDA da SCMRJ Professor Associado do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Doutor em Medicina (Dermatologia) pela UFRJ

Joaquim Mesquita Filho

Especialista em Dermatologia pela SBD Chefe do Setor de Cirurgia Dermatológica do IDPRDA da SCMRJ

Jorge Forbes

Psicanalista e Médico Psiquiatra Presidente do Instituto da Psicanálise Lacaniana Diretor do Projeto Análise (www.projetoanalise.com.br) Psicanalista Membro das Escolas Brasileira e Europeia de Psicanálise Diretor da Clínica de Psicanálise do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP

José Augusto da Costa Nery

Chefe do Setor de Dermatologia Sanitária do IDPRDA da SCMRJ Professor Associado do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Doutor em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela UFRJ Professor Assistente da Faculdade de Medicina da UGF

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

viii Colaboradores

José Wilson Accioly-Filho

Professor Adjunto de Dermatologia da UFC Mestre e Doutor em Dermatologia pela UFRJ

Juan Piñeiro-Maceira

Professor Adjunto do Departamento de Patologia da UFRJ Fellow, Dermatology Research, University of California, San Francisco, EUA

Karin Krause Boneti

Especialista em Dermatologia pela SBD

Larissa Hanauer de Moura

Especialista em Dermatologia pela SBD Preceptora do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ

Leonardo Spagnol Abraham

Especialista em Dermatologia pela SBD Preceptor do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ

Lilian Fernandes Micaelo

Especialista em Dermatologia pela SBD

Lucia Maria Soares de Azevedo

Professora Adjunta de Dermatologia da UFRJ Mestre e Doutora em Dermatologia pela UFRJ Coordenadora do Ambulatório de Dermatologia Genital do HUCFF-UFRJ

Luciana do Espírito Santo Saraiva

Especialista em Dermatologia pela SBD

Lucio Bakos

Professor Titular de Dermatologia da UFRGS Chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA-UFRGS) Doutor em Medicina (Dermatologia) pela UFRJ Membro Titular da Academia Sul-Riograndense de Medicina

Luiz Guilherme Darrigo Junior

Médico Pediatra

Luiza Soares Guedes

Especialista em Dermatologia pela SBD Mestranda do Serviço de Dermatologia do HUCFF da UFRJ

Malba Christine Macedo Bertino

Professora Assistente da Faculdade de Medicina da UNISA Mestre em Medicina pela USP

Marcelo Neira Ave

Especialista em Dermatologia pela SBD

Márcia Ramos e Silva

Professora Associada e Chefe do Serviço de Dermatologia do HUCFF da UFRJ Mestre e Doutora em Dermatologia pela UFRJ Pós-Doutorado na Mane University, New Orleans, EUA

Maria Claudia Almeida Issa

Mestre em Dermatologia pela UFF Doutora em Dermatologia pela UFRJ Médica do Serviço de Dermatologia do Hospital Antônio Pedro da UFF

Maria Cristina Serra

Chefe do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Municipal Souza Aguiar Mestre em Pediatria pela UFF Professora Associada de Cirurgia Plástica da EMPG/PUC-RJ

Maria Ester Massara Café

Preceptora Assistente da Residência de Dermatologia da Santa Casa da Misericórdia de Belo Horizonte Mestre em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da UFMG

Maria Fernanda Reis Gavazzoni Dias

Professora Associada do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Mestre e Doutora em Dermatologia pela UFRJ

Mariana Costa

Aluna do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ

Mario Geller

Master of The American College of Physicians Diplomate of The American Boards of Allergy-Immunology and Internal Medicine Título de Especialista em Alergia e Imunologia Clínica pela ASBAI

Michelle Gralle Botelho

Doutora em Química Biológica pelo Departamento de Bioquímica Médica da UFRJ

Miguel N. Burnier Jr.

Professor de Medicina, Patologia, Oftalmologia, Anatomia e Biologia Celular da McGill University, Montreal, Canadá Chefe do Departamento de Oftalmologia, McGill University Health Centre Diretor do Laboratório de Patologia Ocular Henry C. Witelson, Montreal, Canadá Chefe da Cadeira Krayna and Thomas Hecht em Oftalmologia, Montreal, Canadá

Mônica Manela Azulay

Mestre e Doutora em Dermatologia pela UFRJ Professora Adjunta de Dermatologia da UFRJ e da FTESM Fellow da Academia Americana de Dermatologia

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Colaboradores ix

Omar Lupi da Rosa Santos

Mestre e Doutor em Dermatologia pela UFRJ Professor Adjunto de Dermatologia da UNIRIO Professor Assistente de Dermatologia da UGF Professor Titular e Chefe do Serviço de Dermatologia da PGRJ Médico do Serviço de Imunologia e Alergia do HUCFF da UFRJ

Paula Dadalti

Mestre e Doutora em Dermatologia pela UFRJ Doutora em Dermatologia pela UFRJ Professora Assistente da Unigranrio

Paula Raso Bastos

Especialista em Dermatologia pela SBD

Paulo Becker

Médico Psiquiatra pela FCM/UERJ Mestre em Filosofia pela PUC-RJ Psicanalista Membro da Escola Letra Freudiana

Paulo Ricardo Criado

Médico Assistente da Divisão de Dermatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP Mestre em Medicina pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Doutor em Medicina pela USP

Pedro Bezerra da Trindade Neto

Professor Titular de Dermatologia da UFRN Doutor em Dermatologia pela UFRJ

Pedro Freitas Ribeiro

Professor Assistente de Dermatologia da Universidade Estácio de Sá Mestre em Dermatologia pela UFRJ

Regina Casz Schechtman

Doutora pela Universidade de Londres Chefe do Setor de Micologia do IDPRDA da SCMRJ Professora Associada e Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia do IDPRDA da SCMRJ Professora Assistente de Dermatologia da UGF

Renato Marchiori Bakos

Médico Dermatologista Mestre em Ciências Médicas pela UFRGS

Roberta Fachini Jardim Criado

Médica Alergista Mestre em Clínica Médica Médica Alergista do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC

Robertha Carvalho Nakamura

Professora Assistente do Curso de Pós-Graduação do IDPRDA da SCMRJ e da EMPG/PUC-RJ Mestre em Dermatologia pela UFRJ Chefe do Centro de Estudos da Unha do IDPRDA da SCMRJ

Salmo Raskin

Especialista em Genética Médica Doutor em Genética pela UFPR

Salvador González

Dermatologista e PhD, Dermatology Service, Hospital Ramon y Cajal, Madrid, Espanha Dermatology Service, Memorial Sloan Kettering Cancer Center, New York, NY, EUA

Silmara da Costa Pereira Cestari

Professora Adjunta e Chefe da Disciplina de Dermatologia Infecciosa e Parasitária do Departamento de Dermatologia da EPM/UNIFESP

Sinésio Talhari

Professor Titular de Dermatologia do Departamento de Saúde Coletiva da UFAM Dermatologista da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas

Sueli Coelho da Silva Carneiro

Mestre e Doutora em Medicina pela UFRJ Pós-Doutorado e Livre-Docência pela USP Professora Adjunta de Dermatologia da FCM/UERJ Professora do Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica e Patologia da FM/UFRJ e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da FCM/UERJ Dermatologista e Reumatologista do HUCFF da UFRJ Membro Titular da Academia Brasileira de Reumatologia

Susanne Astner

Dermatologista do Department of Dermatology, Charité Skin Cancer Center, Charité University, Hospital of Berlin, Berlim, Alemanha

Tania Ferreira Cestari

Doutora em Dermatologia pela UFRJ Professora Adjunta de Dermatologia da UFRGS Professora Orientadora do Curso de Pós-Graduação em Medicina: Clínica Médica e do Curso de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Pediatria da UFRGS

Thomás de Aquino Paulo Filho

Professor Auxiliar de Ensino em Dermatologia da UFRN

Zarrir Abede Jr.

Médico Assistente do Departamento de Anestesiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Material

Suplementar

Este livro conta com o seguinte material suplementar:

Ilustrações da obra, em formato de apresentação, restrita a docentes

O acesso ao material suplementar é gratuito, bastando que o docente se cadastre em:

http://gen-io.grupogen.com.br.

que o docente se cadastre em: http://gen-io.grupogen.com.br. GEN-IO (GEN | Informação Online) é o repositório de
que o docente se cadastre em: http://gen-io.grupogen.com.br. GEN-IO (GEN | Informação Online) é o repositório de

GEN-IO (GEN | Informação Online) é o repositório de material suplementar e de serviços relacionados com livros publicados pelo GEN | Grupo Editorial Nacional, o maior conglomerado brasileiro

| Grupo Editorial Nacional, o maior conglomerado brasileiro Guanabara Koogan, Santos, LTC, Forense, Método e Forense

Guanabara Koogan, Santos, LTC, Forense, Método e Forense Universitária.

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Siglas

ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia

CESANTA – Centro de Estudos da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro

EMPG/PUC-RJ – Escola Médica de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

EPM/UNIFESP – Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo

FCM/UERJ – Faculdade de Ciências Médicas/Universidade do Estado do Rio de Janeiro

FHEMIG – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais

FM/UFRJ – Faculdade de Medicina/Universidade Federal do Rio de Janeiro

FTESM – Fundação Técnico-Educacional Souza Marques

HCPA – Hospital de Clínicas de Porto Alegre

HNMD – Hospital Naval Marcílio Dias

HUCFF – Hospital Universitário Clementino Fraga Filho

IDPRDA – Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay

IPGMCC – Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas

PGRJ – Policlínica Geral do Rio de Janeiro

SBC – Sociedade Brasileira de Citopatologia

SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia

SBP – Sociedade Brasileira de Patologia

SCMRJ – Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro

UFAM – Universidade Federal do Amazonas

UFBA – Universidade Federal da Bahia

UFC – Universidade Federal do Ceará

UFF – Universidade Federal Fluminense

UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais

UFPA – Universidade Federal do Pará

UFPR – Universidade Federal do Paraná

UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro

UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte

UGF – Universidade Gama Filho

UNICAMP – Universidade de Campinas

UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

UNISA – Universidade de Santo Amaro

USP – Universidade de São Paulo

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Homenagem

Aos meus mestres Paulo Figueiredo Parreiras Horta, Hildebrando Portugal e Francisco Eduardo Rabello, pelos ensinamentos
Aos meus mestres Paulo Figueiredo Parreiras Horta, Hildebrando Portugal e
Francisco Eduardo Rabello, pelos ensinamentos científicos, profissionais e éticos;
Aos meus pais, pelos sacrifícios inauditos para minha formação profissional;
À minha esposa, pela assistência afetiva e moral;
Aos meus filhos, dentre os quais dois dermatologistas, o estímulo das coisas boas da vida;
Aos netos e bisnetos, a esperança no porvir.
“A melhor forma de aprender é ensinando.”
Rubem D. Azulay
Aos nossos pacientes, a missão de ajudar;
Aos alunos e colegas, a troca constante;
À Mônica e aos nossos filhos Rubem David, Leonardo e Vitória, o
agradecimento pela compreensão do tempo roubado, mas
“o trabalho dignifica e o exemplo é a melhor forma de educar,
eu que o diga”.
David R. Azulay
À minha mãe, que nos transmitiu o quanto é bom deixar
que as emoções fluam e o encantamento pela vida;
Ao meu pai, por seu exemplo, ainda que difícil de igualar;
Aos meus filhos, que me estimulam a percorrer o caminho do trabalho com ética
e seriedade, para poder deixar-lhes bons exemplos, como os que recebi;
A toda a nossa família, pelo carinho nutridor e constante;
Aos amigos, pela solidariedade;
Aos alunos e colegas, fonte constante de aprendizagem;
e aos pacientes, a quem busco compreender e que me fazem cada vez mais sentir a
responsabilidade de nossa tarefa.
Luna Azulay-Abulafia

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Agradecimentos

A todos os colegas que direta ou indiretamente contribuíram para a realização desta obra:

Abrahão Rotberg, Adolfo Hoirich, Alberto Eduardo Cox Car- doso, Alberto Fernande Cartaxo, Aldy Barbosa Lima, Alice de Oliveira Avelar Alchorne, Alexandra Casanovas Dauhajre, Aloysio Argollo Nobre, Ana Carolina de Carvalho Sangalli Lucas, André Petrarca Mesquita, Andréa de Almeida Azevedo Guimarães, Andréa Cabral de Menezes Gurfinkel, Andréa de Carvalho Petrosemolo, Anette C. Talhari, Angelo de Souza Papi, Antar Padilha Gonçalves, Antonio Carlos Pereira Junior, Antonio Macedo D’Acri, Antonio de Souza Marques, Anuar Auad, Arnaldo Nolasco, Beatriz Moritz Trope, Bruna Duque Estrada, Caio Cesar Silva de Castro, Candido da Costa Pereira, Carla Tamler, Carlos Alberto de Queiroz Carvalho, Carlos Eduardo de Vasconcellos Serpa, Carlos da Silva Lacaz, Cézar Duílio Bernardi, Cid Ferreira Lopes, Cleide Eiko Ishida, Clo- vis Alberto Baracauhy, Daniel Dal’Asta Coimbra, Danilo Vicente Filgueira, Déborah Brazuna Soares, Délio Delma- estro, Delso Calheiros, Diltor Vladimir Araujo Opromolla, Divino Miguel Rassi, Domingos Barbosa Silva, Douglas Pup- pin, Douglas Puppin Jr., Egon Daxbacher, Fabrício Lamy, Fer- nando Augusto Carneiro, Flávia Bolzani, Flávio Francisco Dul- cetti, Francisco Duarte, Francisco Macedo Paschoal, Gabriela Lowy, Gerson Carakushansky, Gerson Cotta Pereira, Gisele Baião Fernando, Graciela Chica Marcolino, Guilherme Vil- lela Curban, Hernando Daniel Vega Eljaiek, Ignácio Obadia, Ivone Rocco Suassuna, Izamar Milidiú, Jane Mara Schmidt, Jaqueline Anita de Menezes, Jarbas Anacleto Porto, Jayme de Azevedo Carneiro, Jesus Rodrigues Santamaria, João Batista Gontijo Assunção, Jorge José de Souza Filho, Jorge Lobo Filho, José Eduardo Costa Martins, José Lisboa Miranda, José Pessoa Mendes, José Serruya, José Trindade Filho, Josefino Aleixo, J. Schweidson, Juliana M. Paiva Viana Carvalho de Oliveira,

Júlio César de Carvalho Ricart, Laert Rodrigues Goulart, Lisabeth Braum, Lorivaldo Minelli, Luciana de Abreu, Lucila D’Amico Póvoa, Luciano José F. Guimarães, Luiz Carlos Cucé, Luiz Carlos Pereira, Luiz Eduardo Garcia Galvão, Luiz Hen- rique Camargo Pascoal, Luiz Perez Quevedo, Luiza Tereza Oliveira Lina, Maluf Gabbay Belicha, Márcio Lobo Jardim, Marcius Archimé Peryassu, Marcos José Sumrell Miranda, Maria Clara Galhardo, Maria Augusta Farias Japiassu, Maria das Graças Mota Melo, Maria das Graças Souza Cunha, Maria Isabel de Oliveira Dimenstein, Maria Leide Wan-del-Rey de Oliveira, Maria de Lourdes Viégas, Mariette Simon de Albu- querque Marinho, Mario Rutowitsch, Marli Maria de Frei- tas, Maurício Mota de Avelar Alchorne, Mercedes Pockstaller, Milena Afradique, Milton Nahon, Miriam Nacagami Soto, Nanashara Valgas da Silva, Nelson Guimarães Proença, Neusa Lima Dillon, Newton A. Guimarães, Newton Sales Guimarães, Ney Romiti, Norberto Belliboni, Olga Maria de Oiticica Har- ris, Oswaldo Gonçalves Costa, Paulo Sérgio Emerich Nogueira, Paulo da Silva Lacaz, Raúl Charlín, Raymundo Martins Castro, René Garrido Neves, Roberto Maués, Rogério Ribeiro Estrela, Ronaldo Ferraz Bento Pereira, Rosa Orcanda Andrade Patrus, Sara Groissman, Sebastião Almeida Prado Sampaio, Sérgio Januário C. Carneiro, Sérgio Santiago D’Almeida, Sérgio Schrader Serpa, Sérgio Zuneda Serafini, Simão Arão Pecher, Simão Foigel, Solange Maria da Rocha, Sonia Cristina Jorge Dias, Sylvio Fraga, Tamara Dias Ferreira, Tancredo Furtado, Tânia Ludmila de Assis, Tullia Cuzzi, Ubirajara I. Salgado, Val- tênio Vasconcellos, Vera Lúcia Vieira, Vilma dos Santos Lage, Vinicio Arruda Zamith, Vitor Azulay, Walter Belda, Walter Moura Cantidio, William Machado Sobral.

À secretária Marlete de Oliveira Carneiro, à bibliotecária Mary Halfen e a todos os funcionários da Editora Guanabara Koogan.

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Prefácio da 5.ª Edição Revisada e Atualizada

A Dermatologia brasileira é pujante. O número de espe-

cialistas cresce constantemente, e a ciência atualiza-se em es-

pantosa velocidade, acompanhando a tendência mundial. Este livro pioneiro — cuja primeira edição foi publicada em 1985 — sempre acompanhou esse ritmo, e nossa paixão pela Dermatologia nos motiva incessantemente a buscar o mais atual, a aprimorar nosso trabalho e a oferecer o melhor possível. Foi essa paixão motivadora, junto com o respeito que temos pelos que buscam especializar-se e aprimorar-se em Dermatologia, que nos conduziu à elaboração da 5. a edição, completamente revisada e atualizada. Deixemos claro que não se trata de uma nova edição, mas da evolução científica daquela que lançamos em 2008. É cedo para publicarmos a 6. a edição — a qual começaremos a coordenar em breve —,

mas é indispensável e oportuno registrarmos, neste livro, os avanços e os novos conhecimentos surgidos nesses 3 últimos anos.

A descrição de novas entidades – algumas decorrentes de

terapias mais atuais —, a descoberta de medicações e o me- lhor entendimento da fisiopatogenia de diversas doenças em períodos de tempo cada vez menores são justificativas bem aceitáveis para a consciência que temos de que, na Ciência, a contemporaneidade é sempre ilusória.

Algumas das novidades deste livro são: descrição de novas espécies de Sporothrix schenkii; atualização da epidemiologia da hanseníase e da genética do melanoma; reações cutâneas aos inibidores do fator de crescimento epidérmico; síndrome PAPA; síndrome HAIR-AN; dermatose papular erosiva do couro cabeludo; angioedema por inibidores da enzima con- versora de angiotensina; novos medicamentos ou esquemas terapêuticos; inclusão do etambutol no tratamento da tuber- culose; ustequinumabe; sirolimus; icatibanto e antiandrogê- nios, dentre outros assuntos. Empenhamo-nos fortemente, também, para melhorar ainda mais a qualidade das ilustrações, além de acrescentar algumas inéditas — adicionamos cerca de 100 fotografias, substituímos diversas outras e aprimoramos vários dese- nhos. Portanto, revestidos do espírito de respeito pela Derma- tologia e pelos dermatologistas, entregamos aos leitores um texto verdadeiramente revisado e atualizado, desejando-lhes boa leitura!

David Rubem Azulay, Luna Azulay e Rubem David Azulay

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Conteúdo

1 A Pele — Estrutura, Fisiologia e Embriologia, 1

ESTRUTURA E FISIOLOGIA, 1 Epiderme, 2 Outras células epidérmicas, 6 Derme, 10 Hipoderme ou panículo adiposo, 12 EMBRIOLOGIA DA PELE, 13 FUNÇÃO DA PELE, 13 Microscopia eletrônica, 14

2 Noções Básicas de Imunologia Cutânea, 16

INTRODUÇÃO, 16 IMUNIDADE CELULAR, 18 Linfócitos T, 18 Células fagocitárias, 19 Células de Langerhans, 19 IMUNIDADE HUMORAL, 19 Null cells (non-B, non-T cells), 20 Citocinas e quimiocinas, 20 Moléculas de adesão celular (cellular adhesion molecules, CAMS), 22 COMPLEMENTO, 22 MECANISMOS IMUNOPATOLÓGICOS, 23 Resposta tipo I (imediata), 23 Resposta tipo II (citotóxica ou citolítica), 24 Resposta tipo III (imunocomplexos), 24 Resposta tipo IV (hipersensibilidade mediada por células, CMI), 25 COOPERAÇÃO ENTRE AS IMUNIDADES CELULAR E HUMORAL, 25 HOMEOSTASE IMUNOLÓGICA, 25 Imunogenética, 25 Imunodeficiências, 26 Diagnóstico imunológico, 27 Terapêutica imunológica, 27

3 Ética Médica, 29

ÉTICA MÉDICA E O EXERCÍCIO DA DERMATOLOGIA, 29 Introdução, 29 Relação médico-paciente, 30 Prontuário médico, 30 Procedimento médico, 30 Termo de consentimento, 31 Sigilo médico, 31 Condições de trabalho e remuneração, 31

Biossegurança, 32 Relação com os colegas, 32

Relação com a indústria farmacêutica e farmácias de manipulação, 32 Propaganda médica, 33 Erro médico – processos éticos e legais, 34 Juramento de Hipócrates, 34 ÉTICA MÉDICA E CONTEMPORANEIDADE, 35

O saber médico e parcial, 36

A saúde e o bem, 36

Sobre o corpo, 36 Conclusão, 37 AONDE VAI PARAR A COSMIATRIA?, 37

4 Semiologia Dermatológica, 39

LESÕES ELEMENTARES OU EFLORESCÊNCIAS, 39 Lesões por modificações da cor (manchas ou máculas), 39 Lesões por alterações vasculares, 42 Lesões elementares sólidas, 43 Lesões elementares de conteúdo líquido, 46 Lesões por solução de continuidade, 47 Lesões elementares caducas, 48 Sequelas, 49 ASPECTOS CLÍNICOS DE INTERESSE SEMIOLÓGICO, 49 Tipo de erupção, tempo de evolução e época de surgimento, 50 Distribuição, 50 Organização, 50 Morfologia lesional, 50 Maneira de progressão das lesões, 51 Fenômenos, 51 Koebner ou isomórfico, 51 Isotópico ou isotópico de Wolf, 51 Patergia, 51 Alterações dos anexos, 51 Em relação às glândulas sudoríparas, 51 Em relação às glândulas sebáceas, 51 Em relação aos pelos, 51 Em relação às unhas, 51 ABORDAGEM DO PACIENTE, 52 SINTOMATOLOGIA SUBJETIVA, 53 ACOMETIMENTO EXTRACUTÂNEO, 53 SEMIOLOGIA ARMADA, 54 Biópsia, 54 Curetagem metódica de Brocq, 54 Luz de Wood, 54 Dermatoscopia, microscopia de superfície, microscopia de epiluminescência, 54

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

xxii Conteúdo

Capilaroscopia periungueal, 55 Diascopia, vitropressão e digitopressão, 55 Sinal de Darier, 55 Sinal de Nikolsky, 55 Pesquisa da sensibilidade superficial, 55 Provas farmacológicas, 55 Temperatura das lesões, 56 Prova do papel de cigarro, 56 Prova do laço (teste de Rumpel-Leede), 56 DIAGNÓSTICO REGIONAL, 56 SINOPSE DO DIAGNÓSTICO DERMATOLÓGICO, 57 Correlação morfológica, 57

5 Exames Complementares em Dermatologia, 62

DERMATOPATOLOGIA, 62 Glossário de dermatopatologia, 62 Padrões histopatológicos, 65 Colorações, 65 IMUNOFLUORESCÊNCIA EM DERMATOLOGIA, 66 Aplicação da IFI no diagnóstico da sífilis, 66 Padrões de imunofluorescência, 67 Imunofluorescência nas buloses, 67 Imunofluorescência nas colagenoses, 68 Imunofluorescência em outras dermatoses, 68 VALOR DE IMUNOPEROXIDASE EM DERMATOLOGIA, 70 Aplicação prática de imunoperoxidase em Dermatologia, 70 MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM MICOLOGIA, 71 Micoses superficiais, 72 Micoses subcutâneas, 73 Micoses sistêmicas, 74 Exames laboratoriais para pesquisa etiológica, 74 MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM BACTERIOLOGIA, 75 Flora normal da pele, 75 Exames laboratoriais, 75 Exames bacteriológicos importantes em Dermatologia Sanitária, 77 MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM PARASITOLOGIA, 77 Exames laboratoriais para pesquisa etiológica, 78 MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM VIROLOGIA, 79 Exames laboratoriais, 80 Exames virológicos no diagnóstico de doenças virais, 80 EXAME CITOLÓGICO (TESTE DE TZANCK), 82 Aplicação do citodiagnóstico, 82 Técnica de coleta e coloração, 82 Indicações, 82 BIOLOGIA MOLECULAR, 83 Técnicas de amplificação, 83 Técnicas de identificação, 84 Principais indicações da biologia molecular em Dermatologia, 84 CITOQUERATINAS, 85 MICROSCOPIA CONFOCAL DE REFLEXÃO A LASER, 85 Aplicações clínicas e de pesquisa em Dermatologia, 85 Visão geral da técnica, 85 Características morfológicas da pele normal pela MC, 86 Aplicação in vivo da MC para o diagnóstico de doenças da pele, 86

Dermatite de contato aguda , 88 Dermatite pustulosa espongiótica , 88 Psoríase, 89 Infecções cutâneas, 89 Neoplasias cutâneas, 90 Desordens pigmentares, 93 Além do diagnóstico: outras aplicações da MC, 93 Perspectivas futuras, 94

6 Discromias, 97

INTRODUÇÃO, 97 HIPOCROMIAS E ACROMIAS, 97 Albinismo, 97 Piebaldismo, 99 Poliose, 99 Nevo acrômico, 99 Hipomelanose de Ito, 100 Vitiligo, 100 Leucodermia por substâncias químicas, 103 Leucodermia gutata ou hipomelanose gutata idiopática, 103 Leucodermia dos vagabundos, 103 Hipomelanose macular progressiva, 103 Hipocromia pós-inflamatória, 104 HIPERCROMIAS, 104 Hipercromias hereditárias ou não, 104 Mancha mongólica, 104 Nevo de Ota, 104 Nevo de Ito, 104 Efélides (sardas), 104 Mácula melanótica labial (peniana, vulvar), 104 Manchas café-au-lait, 105 Nevo de Becker (melanose de Becker), 105 Nevo spilus ou nevo lentiginoso salpicado, 105 Lentigo, 106 Síndrome de Peutz-Jeghers, 107 Síndrome de Laugier-Hunziker, 107 Síndrome de McCune-Albright ou de Albright (displasia fibrosa poliostótica), 107 Acropigmentação reticulada de Kitamura (Ark, doença de Kitamura), 107 Incontinência pigmentar (doença de Bloch-Sulzberger), 107 Síndrome de Franceschetti-Naegeli-Jadassohn, 108 Síndrome de Cronkhite-Canada, 108 Síndrome de Fanconi, 109 Discromatoses, 109 HIPERCROMIAS ADQUIRIDAS, 109 Melasma (cloasma), 109 Fitofotodermatite, 110 Erytema dyscromicum perstans, 110 Hipercromias pós-inflamatórias, 110 Hiperpigmentação por medicamentos e substâncias químicas, 110 Dermatite flagelada, 111 Poiquilodermia de Riehl-Civatte, 111 OUTRAS ENTIDADES NOSOLÓGICAS COM HIPERCROMIA, 111 Disendocrinias, 111 Doenças sistêmicas, 111

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Conteúdo xxiii

DISCROMIAS POR OUTROS PIGMENTOS, 111 Angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre (dermatite ocre), 111 Ocronose, 111 Carotenemia, 111 Metalodermias, 112 Tatuagem, 112

7 Doenças Basicamente Eritematosas, 115

ERITEMAS LOCALIZADOS, 115 ERITEMAS GENERALIZADOS , 116 ERITEMAS FIGURADOS, 116 Eritema anular centrífugo, 116 Eritema necrolítico migratório, 117 ERITEMA MULTIFORME (EM), 118

8 Dermatoses Eritematoescamosas, 121

PSORÍASE, 121 DERMATITE SEBORREICA (ECZEMA SEBORREICO), 131 PARAPSORÍASES, 131 Parapsoríase em pequenas placas (dermatite crônica superficial), 132 Parapsoríase em grandes placas, 132 PITIRÍASE LIQUENOIDE (PARAPSORÍASE EM GOTAS), 132 ERITRODERMIA ESFOLIATIVA, 133 SÍNDROME DE REITER, 134 PITIRÍASE RÓSEA (PITIRÍASE RÓSEA DE GIBERT), 136

9 Dermatoses Basicamente Papulosas, 138

LÍQUEN PLANO, 138 ERUPÇÃO LIQUENOIDE, 141 LÍQUEN NÍTIDO, 141 LÍQUEN ESTRIADO, 142 LÍQUEN ESPINULOSO, 142 LIQUENIFICAÇÃO, 142 Liquenificação vulgar circunscrita (neurodermite circunscrita), 143 Liquenificação difusa simples (neurodermite generalizada), 143 Liquenificação hipertrófica gigante, 143 Prurigo nodular de Hyde (liquenificação macropapulosa), 143 Placas e pápulas urticariformes e pruriginosas da gravidez (PUPPP), 143

10 Doenças Vesicobolhosas, 145

PÊNFIGOS, 145 Pênfigo vulgar, 148 Pênfigo foliáceo, 149 Pênfigo induzido por droga, 150 Pênfigo herpetiforme, 150 Pênfigo por IgA, 150 Pênfigo paraneoplásico, 150 COMPLEXO PENFIGOIDE, 152 Penfigoide bolhoso, 153

Penfigoide cicatricial (penfigoide de membranas mucosas), 154 Penfigoide gestacional (herpes gestationis), 156 EPIDERMÓLISE BOLHOSA ADQUIRIDA, 156 DERMATOSE BOLHOSA POR IgA LINEAR, 157 DERMATITE HERPETIFORME (DERMATITE DE DUHRING-BROCQ), 158 DERMATOSE ACANTOLÍTICA TRANSITÓRIA (DOENÇA DE GROVER), 159 BULLOSIS DIABETICORUM, 159

11 Dermatoses Atróficas e Escleróticas, 162

ANETODERMIAS, 162 ATROFODERMIA DE PASINI E PIERINI, 162 LÍQUEN ESCLEROSO (LÍQUEN

ESCLEROATRÓFICO), 163 ACRODERMATITE CRÔNICA ATROFIANTE (DOENÇA DE PICK-HERXHEIMER), 164 POIQUILODERMIA, 164 ESTRIAS ATRÓFICAS, 164 ATROFIA MACULOSA VARIOLIFORME, 166 AINHUM/PSEUDOAINHUM, 167 SÍNDROME DA BANDA AMNIÓTICA, 167 ATROFIA BRANCA DE MILIAN, 167 ERITEMA MULTIFORME INFANTIL ATROFIANTE

— AZULAY, 1972 (ELASTÓLISE CUTÂNEA

GENERALIZADA ADQUIRIDA PÓS-INFLAMATÓRIA

— MARSHALL E COLS., 1966), 167

DERMOPATIA DIABÉTICA, 167 ELASTÓLISE DA DERME PAPILAR PSEUDOXANTOMA ELÁSTICO-SÍMILE, 168

12 Eczemas e Dermatites Afins, 170

ECZEMAS, 170 Eczema de contato (dermatite de contato), 170 Dermatite de contato por irritante primário (DCIP), 170 Dermatite de contato alérgica (DCA), 172 Dermatite atópica, 179 Dermatite seborreica, 183 Dermatite seborreica infantil, 186 Síndrome de Leiner, 186 Eczemátide ou pitiríase alba, 186 Eczema microbiano, 187 Eczema asteatósico (craquelê), 187 Eczema numular, 187 Eczema de estase, 188 Dermatose plantar juvenil, 188 Síndrome vesiculosa das mãos e/ou pés, 188 Eczema disidrótico (pompholyx), 188 Eczemas associados a doenças metabólicas e sistêmicas, 189

13 Hipodermites e Lipodistrofias, 190

CLASSIFICAÇÃO DAS PANICULITES, 190 Paniculites predominantemente septais, 190 Sem vasculite, 190

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

xxiv Conteúdo

Paniculites predominantemente lobulares, 190 Com vasculite, 190 Sem vasculite, 191 Paniculites predominantemente septais, 191 Sem vasculite, 191 Paniculites predominantemente lobulares, 192 Com vasculite, 192 Sem vasculite, 193 LIPODISTROFIAS, 197 Classificação das lipodistrofias, 197 Lipodistrofias generalizadas (LG), 197 Lipodistrofias parciais (LP), 198 Lipoatrofias localizadas (LL), 198

14 Dermatoses Neutrofílicas e Eosinofílicas, 201

DERMATOSES NEUTROFÍLICAS, 201 Pustulose subcórnea (PS) (doença de Sneddon-Wilkinson), 201 Dermatite crural pustulosa e atrófica, 201 Pustuloses recalcitrantes de mãos e pés, 201 Acrodermatite contínua de Hallopeau, 202 Bactéride pustulosa de Andrews, 202 Impetigo herpetiforme (pustulose herpetiforme), 202 Piodermite vegetante/pioestomatite vegetante, 202 Pioderma gangrenoso (Fagedenismo geométrico), 202 Síndrome de Sweet (dermatose neutrofílica febril aguda), 204 Doença de Behçet, 205 Melanose pustulosa neonatal transitória, 207 Acropustulose infantil, 207 Pustulose exantemática generalizada aguda (acute generalized exanthematic pustulosis — AGEP), 207 Dermatose papular erosiva do couro cabeludo, 208 DERMATOSES EOSINOFÍLICAS, 208 Foliculite eosinofílica, 208 Celulite eosinofílica (síndrome de Wells), 209

15 Púrpuras e Afecções Vasculares, 211

PÚRPURAS, 211 Classificação das púrpuras, 211 Formas clínicas de púrpuras, 212 Púrpuras trombocitopênicas, 212 Púrpuras por disfunção trombocítica ou por outras alterações da coagulação, 212 Púrpuras vasculares, 212 Acroangiodermatite (pseudossarcoma de Kaposi), 213 VASCULITES, 214 Vasculites predominantemente necrosantes, 214 Vasculites predominantemente trombosantes, 214 Vasculites predominantemente granulomatosas, 214 Vasculites predominantemente necrosantes, 214 Vasculites predominantemente trombosantes, 219 Vasculites predominantemente granulomatosas, 221 ÚLCERAS DE PERNA, 221 Úlcera angiodérmica (Favre), 221 Úlcera de estase, 222 Úlcera isquêmica, 222 Úlcera hipertensiva de Martorell, 222 Úlcera nas doenças hematológicas, 222

AFECÇÕES VASCULARES PREDOMINANTEMENTE FUNCIONAIS, 223 Fenômeno e doença de Raynaud, 223 Livedo reticular, 223 Eritromelalgia, 223 Acrocianose, 224 Perniose (eritema pérnio), 224 Eritrocianose, 224 Síndrome branca de Marshall (manchas de Bier), 224 MALFORMAÇÕES E TUMORES VASCULARES, 224 Classificação das anomalias vasculares, 224 Malformações vasculares, 225 Malformações de alto fluxo, 225 Malformações de baixo fluxo, 226 Malformação vascular complexa, 233 Tumores vasculares, 234 Hemangioma da infância, 234 Hemangiomas congênitos, 237 Hemangioendotelioma kaposiforme, 237 Hemangioendotelioma de células fusiformes, 237 Angioma em tufos, 237 Hamartoma angiomatoso écrino, 237 Granuloma piogênico ou hemangioma capilar lobular, 237 Angioma rubi (nevo rubi), 238 Síndrome POEMS/hemangioma glomeruloide, 239

16 Afecções Granulomatosas de Etiologia Não Infecciosa, 242

SARCOIDOSE, 242 Formas cutâneas da sarcoidose, 243 GRANULOMA ANULAR, 244 GRANULOMA ANULAR ELASTOLÍTICO (GRANULOMA ACTÍNICO DE O’BRIEN), 246 NECROBIOSE LIPOÍDICA, 246 GRANULOMA MULTIFORME, 247 NÓDULO REUMATOIDE E PSEUDORREUMATOIDE, 247 DERMATITE GRANULOMATOSA INTERSTICIAL, 247 GRANULOMA DE CORPO ESTRANHO, 248

17 Pruridos, Prurigos, Urticária e Afins, 250

PRURIDOS, 250 Neurofisiologia do prurido, 251 Mediadores do prurido, 251 Introdução geral sobre as formas clínicas de prurido, 252 Prurido essencial ou idiopático, 252 Prurido secundário a doenças internas, 252 Prurido anal, vulvar e escrotal, 255 Prurido e neoplasias, 255 Prurido colinérgico, 256 Prurido senil e prurido hiemal, 256 Prurido estival, 256 Prurido na infecção pelo HIV e na AIDS, 256 Prurido induzido por medicamentos, 256 Prurido aquagênico, 256 Avaliação do paciente com prurido, 257 PRURIGOS, 258 URTICÁRIA E SÍNDROMES AFINS, 260

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Conteúdo xxv

Aspectos gerais, 260

Aspectos específicos, 264

A. Reações adversas a medicamentos e urticária, 264

B. Reações adversas a alimentos, 264

C. Inalantes, 265

D. Infecções e infestações, 265

E. Alergia ao látex, 265

F. Doenças internas, 266

G. Malignidades, 266

H. Autoimunidade, 266

Curso natural das urticárias, 266 Quadro clínico, 266 Manifestações gerais, 267 Tratamento, 270 Prognóstico, 273 ANGIOEDEMA, 273

ANTI-HISTAMÍNICOS, 275

18 Imunodeficiências, 279

IMUNODEFICIÊNCIAS, 279 Imunodeficiências primárias, 279 Imunodeficiências celulares (imunodeficiências das células T), 279 Imunodeficiências humorais, 279 Imunodeficiências combinadas, 279 Imunodeficiências do complemento, 280 Imunodeficiências fagocitárias, 280 Imunodeficiências secundárias, 280 Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), 280 Manifestações dermatológicas ocasionadas por drogas utilizadas no tratamento da AIDS (ver tratamento), 291 Tratamento, 291 Inibidores da transcriptase reversa, 292 Inibidores de protease (IP), 292 Inibidores da integrase, 293 Antagonistas do receptor CCR5, 293 DERMATITE INFECCIOSA, 293 Conclusão, 295 Outras imunodeficiências secundárias, 295

19 Doenças Virais de Interesse Dermatológico, 296

ASPECTOS GERAIS DA INFECÇÃO VIRÓTICA, 296 Viroses de maior interesse dermatológico (DNA-vírus), 297 INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO, 297 Formas clínicas, 299 Verruga vulgar, 300 Verruga filiforme, 300 Verruga plantar, 300 Verruga plana, 301 Verruga genital ou condiloma acuminado, 301 Papulose bowenoide, 302 Hiperplasia epitelial focal (doença de Heck), 302 Epidermodisplasia verruciforme (EV), 302 HERPESVÍRUS HUMANOS, 304 As subfamílias dos herpesvírus humanos, 304 Considerações etiopatogênicas acerca dos herpesvírus humanos, 305

Herpes simples, 305 Apresentações especiais, 308 Infecção pelo vírus varicela-zóster, 310 ANTIVIRAIS, 313 Aciclovir, 313 Valaciclovir, 314 Fanciclovir, 315 Brivudina, 315 Cidofovir, 315 Ganciclovir, 315 Valganciclovir, 316 Foscarnet, 316 Interferons, 316 Exantema súbito (roseola infantum), 316 Citomegalovírus, 317 Vírus Epstein-Barr, 317 Herpesvírus 8 e sarcoma de Kaposi, 318 INFECÇÃO PELOS POXVÍRUS, 318 Varíola, 318 Vaccínia, 318 Cowpox, 318 Araçatuba vírus, Cantagalo vírus, 319 Nódulos dos ordenhadores e ORF, 319 Molusco contagioso, 319 INFECÇÃO POR OUTROS DNA-VÍRUS, 320 Eritema infeccioso (5 a doença) e síndrome purpúrico-papular em “luvas e meias”, 320 INFECÇÃO POR RNA-VÍRUS, 320 Sarampo, 321 Rubéola, 321 Doença mão-pé-boca, 321 Herpangina, 321 Doença exantemática de Boston, 321 Síndrome de Gianotti-Crosti (acrodermatite papulosa infantil), 321 Dengue, 322 Outras viroses tropicais hemorrágicas, 323 Príons, 323

20 Infecções Bacterianas da Pele, 327

PIODERMITES, 327 Impetigos, 328 INFECÇÕES ESTAFILOCÓCICAS, 329 Síndrome da pele escaldada estafilocócica (SSSS: staphylococcal scalded skin syndrome) ou impetigo neonatal de Ritter von Ritterschein, 329 Furúnculo, 330 Hidroadenite, 331 Foliculites, 331 Foliculites superficiais, 331 Foliculites profundas, 332 Hordéolo (terçol), 333 Periporite, 333 Botriomicose, 333 Síndrome do choque tóxico, 333 Piomiosite (piomiosite tropical), 333 MRSA e infecções, 334 INFECÇÕES ESTREPTOCÓCICAS, 335 Ectima, 335 Dactilite distal bolhosa, 335

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

xxvi Conteúdo

Erisipela, 335 Celulite, 336 Abscesso e fleimão, 337 Linfangite, 337 Escarlatina, 337 Fasciite necrotizante (gangrena estreptocócica), 337 Síndrome do choque tóxico, 338 OUTRAS INFECÇÕES BACTERIANAS DA PELE, 338 Úlcera tropical, 338 Erisipeloide, 338 Rinoescleroma (escleroma), 338 Antraz (pústula maligna, Anthrax da Literatura Inglesa), 339 Infecções por Pseudomonas aeruginosa, 339 Corinebacterioses cutâneas, 339 Eritrasma, 339 Corinebacteriose palmelina (tricomicose palmelina ou axilar), 340 Ceratólise pontuada (keratolysis plantar sulcada de Castellani), 340 Difteria cutânea, 340 Uretrites e vaginites, 340 Sodoku, 340 Balanopostite erosiva e circinada, 340 Bartoneloses, 340 Verruga peruana (doença de Carrion), 340 Angiomatose bacilar, 340 Doença da arranhadura do gato (DAG), 341 Ricketsioses, 341 Lesões cutâneas no curso de infecções bacterianas sistêmicas de várias etiologias, 341 ANTIBIÓTICOS, 342 Antibióticos de maior uso em Dermatologia, 343 Penicilinas, 343 Cefalosporinas, 344 Macrolídeos, 345 Quinolonas, 345 Aminoglicosídios, 346 Clindamicina, 346 Rifampicina, 346 Tetraciclinas, 346 Cloranfenicol, 347 Antibióticos de uso exclusivamente local, 347

21 Micobacterioses, 349

PATOGENICIDADE DAS MICOBACTÉRIAS, 349 HANSENÍASE, 349 Formas clínicas, 353 Hanseníase indeterminada (HI), 353 Hanseníase tuberculoide (HT), 354 Hanseníase dimorfa ou borderline (HD), 354 Hanseníase virchowiana (HV), 354 Hanseníase da infância, 356 Forma neural pura (forma neurítica), 356 Doença autoagressiva hansênica (Azulay, 1978), 356 Hanseníase virchowiana visceral primitiva, 356 Reações, 356 Reação tipo 1 ou reação reversa, 357 Reação tipo 2 ou eritema nodoso hansênico, 358

Fenômeno de Lucio, 359 Manifestações neurológicas, 359 Manifestações sistêmicas, 360 Coinfecção HIV e hanseníase, 361 Diagnóstico, 361 Tratamento, 362 Novas drogas, novos esquemas, 363

Tratamento dos estados reacionais, 364 SULFONA, 365 TUBERCULOSE CUTÂNEA, 366 Classificação da tuberculose cutânea e tubercúlides, 368 Tuberculoses, 368 Tubercúlides, 370 BCG e complicações relacionadas, 371 MICOBACTERIOSES NÃO TUBERCULOSAS, 373

M.

marinum, 373

M.

ulcerans, 374

M.

fortuitum, M. chelonae/abscessus, 375

M.

avium-intracellulare, 375

M.

kansasii, 376

M.

scrofulaceum, 376

M.

szulgai, 376

M.

haemophilum, 376

22 Treponematoses, 379

SÍFILIS, 379 CRONOLOGIA DA SÍFILIS, 380 Sífilis primária, 381 Sífilis secundária, 382 Sífilis tardia, 385 Diagnóstico laboratorial, 388 Diagnóstico diferencial, 391 Conduta terapêutica, 391 Sífilis recente (primária, secundária ou latente), 391 Sífilis tardia (sífilis terciária, latente, cardiovascular, tegumentar, com exceção de neurossífilis), 391 Neurossífilis, 391 Sífilis congênita, 392 Gestantes, 392 HIV/AIDS, 392 Complicações, 392 Cura e atividade sexual, 393 Controle de cura, 393 Retratamento, 393 Prevenção e controle, 393 Sífilis endêmica, 393 FRAMBOESIA (BOUBA, PIAN), 393 PINTA (PURUPURU, CARATÉ OU MAL DEL PINTO), 394

23 Doenças Sexualmente Transmissíveis, 397

INTRODUÇÃO E CLASSIFICAÇÕES, 397 SÍFILIS, 398 GONORREIA, 398 Manifestações extragenitais, 399 Anorretite, 399 Uretrite, 400 Ophthalmia neonatorum, 400

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Conteúdo xxvii

Dermatite gonocócica, 400 Artrite gonocócica, 400 Gravidez, 402 Ophthalmia neonatorum, 402 Critério de cura, 402 URETRITES NÃO GONOCÓCICAS, 402 Chlamydia trachomatis, 402 Micoplasmas, 403 Candida albicans, 403 Trichomonas vaginalis, 403 Herpes simples genital, 403 LINFOGRANULOMA VENÉREO, 405 CANCRO MOLE, 408 DONOVANOSE, 410 ABORDAGEM SINDRÔMICA DAS DST, 412 Anamnese e exame físico, 413 História ou evidência de lesões vesiculosas?, 413 Tratar herpes genital, 413 Tratar sífilis e cancro mole, 413 Lesões com mais de 4 semanas?, 413 Fazer biópsia e iniciar tratamento para donovanose, 413 Aconselhar, oferecer anti-HIV e VDRL, enfatizar

a adesão ao tratamento, notificar, convocar

parceiros, agendar retorno, 413 Anamnese e exame físico, 413 Bacterioscopia disponível no momento da consulta?, 414 Diplococos gram-positivos intracelulares presentes?, 414 Tratar clamídia e gonorreia, 414 Tratar só clamídia, 414 Aconselhar, oferecer anti-HIV e VDRL, enfatizar a

adesão ao tratamento, notificar, convocar parceiros

e agendar retorno, 414

VIOLÊNCIA SEXUAL E DST, 415 CUIDADOS PROFILÁTICOS, 415 Profilaxia das DST (Manual de Controle das DST, Ministério da Saúde, 2006), 415 Profilaxia da hepatite B, 416 Prevenção da gravidez indesejada, 416 Profilaxia da infecção pelo HIV, 416 Profilaxia das DST (recomendação do CDC, 2002), 417

24 Micoses Superficiais, 419

CERATOFITOSES, 419 Pitiríase versicolor, 419 Foliculite pitirospórica ou foliculite por Malassezia, 420 Tinea nigra (ceratofitose negra), 421 Tricomicose nodosa (piedra), 421 Piedra negra, 421 Piedra branca, 421 Eritrasma e tricomicose palmelina, 422 DERMATOFITOSES, 422 ONICOMICOSES, 428 Pé de atleta, 430 CANDIDÍASES, 431 Recorrências, 432 AGENTES ANTIFÚNGICOS SISTÊMICOS, 433

Drogas antifúngicas, 433 Tratamento das micoses, 433

25 Micoses Subcutâneas e Sistêmicas, 440

MICOSES SUBCUTÂNEAS, 440 Esporotricose, 440 Cromomicose, 444 Feo-hifomicose, 445 Hialo-hifomicose, 447 Doença de Jorge Lobo, 447 Micetomas, 448 Zigomicoses, 452 MICOSES SISTÊMICAS, 454 Paracoccidioidomicose (blastomicose sul-americana, micose de Lutz), 454 Coccidioidomicose, 458 Histoplasmose, 459 Criptococose, 460 Infecções fúngicas em imunodeprimidos , 461

26 Leishmaniose e Demais Protozooses de Interesse Dermatológico, 464

Leishmaniose mucocutânea (LMC), 464 Leishmaniose visceral, 472 Doença de Chagas (tripanossomíase americana), 473 Doença do sono (tripanossomose africana), 473 Tricomoníase, 473 Toxoplasmose, 473 Amebíase, 474 Rinosporidiose, 474

27 Dermatozoonoses, 476

DERMATOZOONOSES (ZOODERMATOSES), 476 Mecanismos de lesão, 476 ESCABIOSES (SARCOPTIDÍASES), 477 Escabiose humana, 477 Sarnas zoógenas, 480 Demodecidose/demodicose, 480 Pediculose, 480 Dermatite vesicante por paederus, 481 Dermatoses por dípteros, 482 Miíase, 482 Larva migrans (helmintíase migrante), 484 Pulicose, 485 Tungíase, 485 Ixodidíase, 486 Doença de Lyme, 486 Manifestações cutâneas das helmintíases, 487 Oncocercose, 488 Dermatoses por platelmintos, 490 Cimidíase, 490 Triatomidíase, 491 Alterações cutâneas produzidas por outros animais (ver Cap. 28), 491 Afecções por algas, 491

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

xxviii Conteúdo

28 Manifestações Dermatológicas Provocadas por Venenos, Peçonhas, Toxinas, Ferrões e Cerdas Animais, 493

ANIMAIS AQUÁTICOS, 493 Esponjas, 493 Águas-vivas, caravelas e medusas (cnidários), 493 Ouriços-do-mar, estrelas-do-mar e pepinos-do-mar, 494 Peixes venenosos brasileiros (marinhos e fluviais), 494 Moluscos e crustáceos, 494 SERPENTES, 494 Jararaca (Bothrops), 495 Cascavel (Crotalus), 495 Surucucu (Lachesis), 496 Coral verdadeira (Micrurus), 496 Colubrídeos, 497 ARANHAS, 497 Aranha marrom (Loxosceles), 497 Armadeiras (Phoneutria), 499 Viúva-negra (Latrodectus), 499 Tarântulas (Lycosa), 500 Caranguejeiras (Mygalomorphae), 500 ESCORPIÕES, 500 ABELHAS (HYMENOPTERA), 501 FORMIGAS, 501 LACRAIAS (CHILOPODA), 501 PIOLHO-DE-COBRA (DIPLOPODAS), 502 LAGARTAS, BORBOLETAS E MARIPOSAS (ERUCISMO E LEPIDOPTERISMO), 502 Pararamose (lagarta-de-fogo), 504 BESOUROS (COLEOPTERA), 504

29 Acne e Doenças Afins, 506

INTRODUÇÃO, 506 ACNE VULGAR, 506 Formas clínicas especiais, 511 Erupções acneiformes, 512 OUTRAS CONDIÇÕES ACNEIFORMES, 513 DERMATITE PERIORAL, 515 FOLICULITE POR GRAM-NEGATIVOS, 515 SEBORREIA, 515

30 Doenças Metabólicas e Histiocíticas de Interesse Dermatológico, 517

DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS, 517 Marasmo, 517 Kwashiorkor, 517 Desvitaminodermias, 517 Vitamina A, 518 Complexo B, 518 Ácido fólico, 520 Vitamina C, 520 DISLIPIDOSES, 520 Introdução, 520 Xantomas, 520 OUTRAS LIPIDOSES, 526 PORFIRIAS, 526

Porfirias hepáticas, 527 Porfiria cutânea tarda, 527 Porfiria aguda intermitente, 528 Porfiria variegata ou mista, 529 Coproporfiria hereditária, 529 Porfirias eritropoiéticas, 529 Porfiria eritropoiética congênita (doença de Gunther), 529 Protoporfiria eritropoiética, 531 Coproporfiria eritropoiética, 531 Porfiria hepatoeritrocítica, 531 AMILOIDOSES, 531 MUCINOSES, 535 Mixedema generalizado (mucinose cutânea difusa), 535 Mixedema pré-tibial, 535 Mucinose papulosa (líquen mixedematoso, fibromucinose, escleromixedema), 536 Mucinose papulosa acral persistente, 537 Mucinose folicular (alopecia mucinosa), 537 Mucinose eritematosa reticulada (síndrome REM), 537 Mucinose cutânea focal, 537 Mucinoses secundárias (catabólicas), 537 Escleredema (escleredema de Buschke, escleredema adultorum), 537 MUCOPOLISSACARIDOSES, 538 LIPOIDOPROTEINOSE (HIALINOSE CUTANEOMUCOSA; DOENÇA DE URBACH-WIETHE), 538 AMINOACIDÚRIAS, 540 Fenilcetonúria (oligofrenia fenilpirúvica), 540 Alcaptonúria (ocronose endógena), 540 Hemocistinúria, 541 Acidúria argininossuccínica, 541 CALCINOSE CUTÂNEA, 541 Calcificação distrófica, 541 Calcificação metastática, 541 Calcificação idiopática, 542 Calcificação iatrogênica, 542 OSSIFICAÇÃO CUTÂNEA, 542 GOTA, 543 Síndrome de Lesch-Nyhan, 543 HISTIOCITOSES, 543 Histiocitose de células de Langerhans, 543 Doença de Letterer-Siwe (DLS), 544 Doença de Hand-Schüller-Christian, 544 Granuloma eosinofílico, 545 Doença de Hashimoto-Pritzker, 545 Histiocitoses não Langerhans, 545 Xantogranuloma juvenil, 545 Xantoma disseminado, 545 Xantoma papuloso, 546 Histiocitose benigna cefálica, 546 Histiocitoma eruptivo generalizado, 546 Histiocitoma nodular progressivo, 546 Histiocitose sinusal com linfoadenopatia maciça (doença de Rosai-Dorfman), 546 Xantogranuloma necrobiótico, 547 Retículo-histiocitose multicêntrica, 547 Retículo-histiocitoma solitário (granuloma retículo-histiocítico), 547

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Conteúdo xxix

31 Farmacodermias, 550

HISTÓRICO. IMPORTÂNCIA DO PROBLEMA, 550 I. Reações imunológicas, 551 II. Reações não imunológicas, 551 Reação de Jarisch-Herxheimer, 551 Formas clínicas, 551 Eritema pigmentar fixo, 552 Eczema de contato, 552 Atrofias, 552 Erupções acneiformes, 552 Fotonicólise, 553 Ictiose adquirida, 553 Hidroadenite écrina neutrofílica, 553 Discromia, 553 Pustulose exantemática generalizada aguda (AGEP — acute generalized exanthematic pustulosis), 553 Necrose cutânea induzida por anticoagulantes, 553 Farmacodermias miméticas de quadros clínicos importantes, 553 Lúpus eritematoso sistêmico-símile, 553 Dermatomiosite-símile, 554 Síndrome de Stevens-Johnson, 554 Necrólise epidérmica tóxica (NET — toxic epidermal necrolysis), 554 Eritrodermia esfoliativa, 555 Vasculites, 555 Púrpuras, 556 Doença do soro, 556 Choque anafilático, 556 Urticária, 556 Erupções vesicobolhosas, 556 Iododerma/bromoderma, 556 Eritemas polimorfo e nodoso, 557 Doenças exantemáticas-símiles, 557

DRESS (síndrome de hipersensibilidade à droga), 557 Fotodermatites, 558 Porfiria, 558 Pênfigo, 558 Reativação de queimadura solar e da dermatite

pós- radiação, 558

Reações cutâneas por inibidores do receptor do fator de crescimento epidérmico, 558 Acometimento extracutâneo nas farmacodermias, 560 Correlação entre medicamentos e tipos eruptivos, 560

32 Doenças Autoimunes de Interesse Dermatológico, 563

LÚPUS ERITEMATOSO (LE), 563 Lúpus eritematoso cutâneo crônico (LECC), 563 Lúpus eritematoso cutâneo subagudo (LECSA), 566 Lúpus eritematoso cutâneo agudo (LECA), 567 Formas especiais de lúpus eritematoso, 571 ESCLERODERMIA, 572 Morfeia (esclerodermia localizada), 573 Esclerose sistêmica, 575 Síndromes esclerodermiformes, 578 DERMATOMIOSITE/POLIMIOSITE, 578 DOENÇA MISTA DO TECIDO CONJUNTIVO, 581

Síndrome do anticorpo antifosfolipídio (SAF), 582 DOENÇA ENXERTO VERSUS HOSPEDEIRO (DEVH), 582 DOENÇA AUTOAGRESSIVA HANSÊNICA (AZULAY, 1978), 584 DERMATITE AUTOIMUNE POR PROGESTERONA, 586

33 Carcinogênese e Dermatoses Pré-cancerosas, 588

CARCINOGÊNESE, 588 DERMATOSES PRÉ-CANCEROSAS, 590 Ceratose actínica, 590 Ceratoses tóxicas, 591 Radiodermite, 592 Úlceras crônicas e cicatrizes, 592 Leucoplasia, 593 Corno cutâneo, 593 Queilites, 594 Epitelioma intraepidérmico de Borst-Jadassohn, 594 Doença de Bowen, 594 Outras dermatoses pré-cancerosas, 595

34 Neoplasias Epiteliais, 597

NEOPLASIAS BENIGNAS DA EPIDERME, 597 Nevo verrucoso, 597 Nevo comedônico, 598 Ceratose seborreica, 598 Acantoma de células claras, 600 Disceratoma verrucoso, 600 Nevo espongiforme branco, 600 NEOPLASIAS BENIGNAS FOLICULARES, 600 Ceratoacantoma, 600 Pilomatricoma (epitelioma calcificado de Malherbe), 601 Tricofoliculoma, 601 Tricoepitelioma, 601 Tricolemoma, 601 Tricodiscoma, 601 Tumor triquilemal proliferativo, 602 Ceratose folicular invertida, 602 Tricoadenoma, 602 NEOPLASIAS BENIGNAS SEBÁCEAS, 602 Nevo sebáceo, 602 Adenoma sebáceo, 602 Hiperplasia sebácea, 602 NEOPLASIAS BENIGNAS DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS, 602 NEOPLASIAS BENIGNAS DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ÉCRINAS, 603 Siringoma, 603 Tumor misto/siringoma condroide, 603 Poroma écrino, 603 Espiroadenoma écrino, 603 Hidroadenoma de células claras, 603 Hamartoma angiomatoso écrino, 604 Cilindroma (tumor em turbante), 604 NEOPLASIAS BENIGNAS DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS APÓCRINAS, 605 Siringocistoadenoma papilífero, 605 Hidroadenoma papilífero, 605

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

xxx Conteúdo

Ceruminoma, 605 Cistoadenoma apócrino, 605 Adenomatose erosiva do mamilo (papilomatose florida), 605 NEOPLASIAS MALIGNAS DA EPIDERME E ANEXOS, 605 Carcinoma basocelular (carcinoma tricoblástico, basalioma ou epitelioma basocelular), 605 Formas clínicas, 607 Carcinoma espinocelular (espinalioma, carcinoma ou epitelioma epidermoide), 610 Carcinoma verrucoso, 613 NEOPLASIAS MALIGNAS DOS ANEXOS, 614 Carcinoma de células de Merkel, 614

35 Neoplasias Melanocíticas e Dermatoscopia, 616

NEVOS MELANOCÍTICOS, 616 Tumor neuroectodérmico melanocítico da infância, 621 Melanoacantoma, 621 Lentigo maligno (melanose circunscrita pré-cancerosa de Dubreuilh), 621 MELANOMA, 621 DERMATOSCOPIA, 631

36 Cistos e Neoplasias Mesenquimais, 640

CISTOS, 640 Cistos revestidos por epitélio escamoso estratificado, 640 Cistos foliculares, 640 Cistos revestidos por epitélio escamoso não estratificado, 642 Cisto do ducto tireoglosso, 642 Cistos da fenda branquial, 642 Cisto broncogênico, 642 Pseudocistos, 642 Cisto sinovial (ganglia, cisto ganglia), 642 NEOPLASIAS MESENQUIMAIS, 643 Neoplasias cutâneas benignas de origem mesenquimal e afins, 643 Dermatofibromas, 643 Queloide, 644 Fibroma mole (acrocórdon, molusco pêndulo), 644 Pápula fibrosa do nariz, 645 Histiocitoma, 645 Cisto mixoide (mixoma), 645 Lipomas, 645 Hibernoma, 646 Angiolipoma, 646 Leiomiomas, 646 Angiomas, angioceratomas, tumor glômico e granuloma piogênico, 647 Hemangiopericitoma, 647 Hemangioendotelioma, 647 Hiperplasia angiolinfoide com eosinofilia (doença de Kimura), 647 Neuroma, 647 Neurilemoma (schwanoma ou neurinoma), 647

Tumor de células granulosas (tumor de Abrikossoff), 647 Ganglioneuroma, 647 Mastocitose, 648 FIBROMATOSES, 651 Fibromatoses cutâneas e dos tecidos moles, 651 Fasciite nodular, 652 Coxim falangiano (knuckle-pads), 652 Dermopatia fibrosante nefrogênica/fibrose sistêmica nefrogênica, 652 Tumor de células gigantes da bainha do tendão, 653 Neoplasias cutâneas malignas de origem mesenquimal, 653 Dermatofibrossarcoma protuberans (Darier-Ferrand), 653 Fibrossarcoma, 653 Sarcoma epitelioide, 653 Histiocitossarcoma, 653 Fibroxantoma atípico, 654 Hibernossarcoma, 654 Lipossarcoma, 654 Angiossarcoma, 654 Hemangiopericitoma e hemangioendotelioma malignos, 654 Sarcoma de Kaposi (SK), 654 Neurofibrossarcoma (tumor maligno da bainha nervosa), 656

37 Linfomas e Pseudolinfomas, 659

LINFOMAS CUTÂNEOS, 659 Linfomas cutâneos de células T, 659 Manifestações clínicas, 660 Micose fungoide e suas variantes, 660 Variantes da micose fungoide, 661 LCCT não micose fungoide, 663 Linfomas cutâneos de células B, 666 NEOPLASIAS LINFOCÍTICAS COM ENVOLVIMENTO CUTÂNEO SECUNDÁRIO, 667 PSEUDOLINFOMAS CUTÂNEOS, 667

38 Manifestações Cutâneas Reveladoras de Neoplasia, 671

Dermatoses paraneoplásicas, 673 Eritema gyratum repens (Gammel, 1952), 674 Acantose nigricans associada à neoplasia (ANAN), 674 Síndrome do glucagonoma, 676 Tromboflebite migratória (síndrome de Trousseau), 676 Síndrome carcinoide, 676 Dermatomiosite, 676 Ictiose adquirida, 676 Pitiríase rotunda, 676 Paniculite de origem pancreática, 677 Hipertricose lanuginosa adquirida, 677 Doença de Bazex (acroceratose paraneoplásica), 677 Pioderma gangrenoso, 677 Doença de Paget extramamária, 677

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Conteúdo xxxi

39 Genodermatoses e Disembrioplasias Cutâneas, 678

INTRODUÇÃO, 678 GENODERMATOSES, 679 Noções básicas de genética, 679 I. Genodermatoses com distúrbio da ceratinização, 680

II. Genodermatoses acantolíticas com disceratose e doenças relacionadas, 680

III. Genodermatoses bolhosas, 680

IV. Genodermatoses hiperplásicas, aplásicas, displásicas e atróficas, 680

V. Genodermatoses mesenquimais, 680

VI. Genodermatoses com fotossensibilidade, 681

VII. Genodermatoses neurocutâneas, 681 VIII. Outras genodermatoses, 681

I. GENODERMATOSES COM DISTÚRBIO DA CERATINIZAÇÃO, 681 Ictioses, 681 Eritroceratodermias , 685 Ceratodermias palmoplantares, 686 Ceratoses foliculares, 688 Pitiríase rubra pilar (PRP), 688 Pitiríase rotunda, 689 Papilomatose confluente e reticulada de Gougerot e Carteaud, 689 Poroceratoses, 690 Dermatoses perfurantes, 691 Outros distúrbios da ceratinização, 692 II. GENODERMATOSES ACANTOLÍTICAS COM

DISCERATOSE E DOENÇAS RELACIONADAS, 692 Doença de Darier, 692 Acroceratose verruciforme de Hopf, 693 Doença de Hailey-Hailey (pênfigo crônico benigno familial), 693

III. GENODERMATOSES BOLHOSAS , 694 Epidermólises bolhosas congênitas, 694

IV. GENODERMATOSES HIPERPLÁSICAS, APLÁSICAS, DISPLÁSICAS E ATRÓFICAS, 696 Síndromes de envelhecimento precoce, 696 Poiquilodermias congênitas, 697 Defeitos ectodérmicos congênitos, 698 Genodermatoses aplásicas, displásicas e hiperplásicas, 699

V. GENODERMATOSES MESENQUIMAIS, 701 Cútis laxa, 701 Síndrome de Ehlers-Danlos (cútis hiperelástica), 701 Pseudoxantoma elástico (síndrome de Grönblad-Strandberg, elastorrexe sistematizada), 702 Outras genodermatoses mesenquimais, 703 Fibromatose hialina juvenil (síndrome de Puretic), 703 Lipodistrofia congênita generalizada (síndrome de Lawrence-Berardinelli), 703 Colagenomas, 703

VI. GENODERMATOSES COM FOTOSSENSIBILIDADE, 703 Síndrome de Bloom, 703 Síndrome de Hartnup, 704 Xeroderma pigmentoso (XP), 704

Síndrome de Cockayne, 705 Porfirias, 705 VII. GENODERMATOSES NEUROCUTÂNEAS , 705 Facomatoses, 705 Esclerose tuberosa (ET)/complexo ET, 705 Neurofibromatoses, 708 Síndrome de Sturge-Weber, 711 Disautonomia familial (síndrome de Riley-Day), 711 Ataxia-telangiectasia (síndrome de Louis-Bar), 712 Doença de Von Hippel-Lindau (angiomatose retinocerebelar, hemangioblastoma do cerebelo e retina), 712 VIII. OUTRAS GENODERMATOSES, 712 Doença de Dowling-Degos (anomalia pigmentada reticular das flexuras), 712 Acrodermatite enteropática, 712 Síndrome de Fanconi, 713

40 Psicodermatologia, Medicina Psicocutânea e Dermatologia Psicossomática, 716

INTRODUÇÃO, 716 PSICOPATOLOGIA DERMATOLÓGICA, 716 CLASSIFICAÇÃO DERMATOLÓGICA, 717 INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO, 719 ASPECTOS DERMATOLÓGICOS NA COMORBIDADE PSIQUIÁTRICA, 720 TRATAMENTO, 723 Fundamentos psicodinâmicos, 723 Treinamento psiquiátrico do dermatologista, 724 Psicofarmacologia, 725 Interconsulta ou psiquiatria de ligação, 726 SAÚDE MENTAL, CIDADANIA E SOCIEDADE, 727 Vinhetas clínicas, 727

41 Afecções dos Pelos, 731

AFECÇÕES DOS PELOS, 731 Alopecias, 731 Alopecias não cicatriciais, 732 Alopecias cicatriciais, 737 MALFORMAÇÕES DOS PELOS, 739 HIPERTRICOSE E HIRSUTISMO, 739 Hipertricose, 739 Hirsutismo, 740 TRATAMENTO ESTÉTICO DOS CABELOS , 741 Estrutura do cabelo, 741 Queratinas, 741 Tipos de alisamento, 742 ANTIANDROGÊNIOS E INIBIDORES ANDROGÊNICOS, 742 Antiandrogênios, 743 Espironolactona, 743 Acetato de ciproterona, 743 Progesterona, 743 Flutamida, 744 Inibidores androgênicos, 744 Finasterida, 744 Dutasterida, 744 Cetoconazol, 744

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

xxxii Conteúdo

42 Dermatologia Topográfica, 747

AFECÇÕES DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ÉCRINAS, 747 Hiperidrose, 747 Anidrose, 747 Granulose rubra nasal, 747 Miliária, 747 Desidrose, 748 Erupções desidrosiformes, 748 Tumores écrinos, 748 Hidrocistoma écrino, 748 Hamartoma angiomatoso écrino (nevo écrino, angioma sudoríparo), 748 Hidroadenite écrina neutrofílica, 748 Necrose écrina induzida por coma, 749 AFECÇÕES DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS APÓCRINAS, 749 Doença de Fox-Fordyce, 749 Cistoadenoma apócrino/hidrocistoma apócrino, 749 Bromidrose, 750 Cromidrose, 750 Tumores apócrinos, 750 Hidroadenite (hidrosadenite), 750 Poroqueratose granular, 750 AFECÇÕES DAS ORELHAS, 750 Policondrite recorrente, 750 Pseudocisto de pavilhão auricular, 751 Condrodermatite nodular da hélix (nódulo doloroso da orelha), 751 Granuloma fissuratum, 751 Cistos, 751 Nódulos elastóticos das orelhas, 751 AFECÇÕES DOS PÉS, 752 Pápulas piezogênicas, 752 Queratólise puntuada, 752 Tumor glômico, 752 Granuloma piogênico, 752 Ceratodermia, 752 Calo (tilose), 752 Calosidade, 753 Petéquias calcaneanas, 753 Mal perfurante plantar, 753 Exostose, 755 Intertrigo interpododáctilo (pé de atleta), 755 AFECÇÕES DOS MAMILOS, 755 Doença de Paget, 755 Hiperceratose nevoide do mamilo, 756 Adenomatose erosiva do mamilo, 756 Mamilo de corredora, 756 Neurofibromatose, 756 Mamilos rudimentares, 756 Politelia, 756 AFECÇÕES DO UMBIGO EREGIÃO PERIUMBILICAL, 756 Endometriose, 756 Afecções das dobras (intertrigo), 757

43 Alterações Ungueais, 759

LÍQUEN PLANO UNGUEAL (LPU), 765 PSORÍASE UNGUEAL, 766

A unha em outras doenças, 767 ONICODISTROFIAS NAS DOENÇAS SISTÊMICAS, 771 CIRURGIA DO APARELHO UNGUEAL, 773 Onicocriptose (unha encravada), 774 Cirurgia da paroníquia, 775 Tratamento conservador para onicocriptose, 776

44 Afecções das Mucosas, 778

Queilite actínica, 778 Queilite angular (Perlèche), 778 Queilite de contato, 778 Queilite esfoliativa, 778 Queilite glandular, 779 Queilite granulomatosa, 779 Queilite lúpica, 779 Queilite plasmocitária, 779 Grânulos ou pontos de Fordyce, 779 Estomatodinia/glossodinia, 779 Glossite de Moeller ou superficial crônica, 780 Glossite mediana romboidal, 780 Língua escrotal ou glossite fissurada, 780 Língua geográfica ou glossite migratória benigna, 780 Língua negra pilosa ou vilosa, 780 Úlcera eosinofílica da língua, 781 Epúlide (epulis), 781 Fibromatose gengival idiopática (hipertrofia gengival), 781 Nevo espongiforme branco/leucoceratose hereditária das mucosas, 781 Leucoplasia pilosa, 781 Mucocele, 781 Torus palatinus e mandibularis, 782 Estomatite aftosa recorrente (aftas), 782 Síndrome de Behçet, 782 Estomatite protética e hiperplasia papilar do palato, 782 Estomatite galvânica, 783 Estomatite nicotínica, 783 Papilomatose florida oral, 783 Pioestomatite vegetante, 783 Balanites, 783 Papulose perolada do pênis, 783 Craurose vulvar, 784 Atrofia senil genital da mulher, 784 Vulvovaginites, 784 Prurido anal, prurido vulvar e vulvodinia, 784

45 Fotodermatoses, 786

A INTERAÇÃO DAS RADIAÇÕES COM A PELE, 786

A CAMADA DE OZÔNIO E A VIDA NA TERRA, 787

ERITEMA, PIGMENTAÇÃO E ESPESSAMENTO DA EPIDERME, 787 Espessamento da epiderme, 788 FOTOENVELHECIMENTO, 788 CLASSIFICAÇÃO DAS FOTODERMATOSES, 790 Classificação das fotodermatoses (Azulay, 1986), 790 Queimadura solar, 790 Manifestações crônicas das fotodermatoses tóxicas primárias, 791 Fotodermatoses induzidas por substâncias químicas, 793 Fotodermatoses idiopáticas, 796

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Conteúdo xxxiii

Doenças precipitadas ou agravadas pelas radiações solares, 797 FOTOPROTEÇÃO, 798 ÍNDICE ULTRAVIOLETA, 801

46 Tratamento pelas Radiações, 803

GENERALIDADES, 803 ACTINOTERAPIA, 803 Método de Goeckerman, 804 Método de Ingram, 804 PUVAterapia, 804 Fototerapia com UVB-311 nm, 805 LASERS EM DERMATOLOGIA, 805 Introdução, 805 Lasers para lesões vasculares, 807 Lasers para lesões pigmentadas, 808 Lasers para rejuvenescimento, 809 Lasers para remoção de pelos, 811 Lasers para outras condições da pele, 811 Considerações sobre a segurança com o uso dos lasers, 812 TERAPIA FOTODINÂMICA, 812 RADIOFREQUÊNCIA E REMODELAÇÃO DÉRMICA, 816 Radiações ionizantes, 818

47 Cirurgia Dermatológica, 821

PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO, 821 Preparo da pele, 821 Agentes antissépticos, 821 Tricotomia, 822 Linhas de incisão, 822 PREPARAÇÃO DA CIRURGIA, 822 Esterilização, 822 ANESTESIA LOCAL, 823 Mecanismo de ação dos anestésicos locais, 823 Agentes disponíveis, 823 Anestésicos do grupo amida, 825 Anestésicos tipo éster, 825 Uso de vasoconstritores, 825 Toxicidade dos anestésicos locais, 825 Alergia a anestésicos locais, 826 Reações tóxicas a anestésicos locais, 826 Anestesia em crianças, 826 Emergências em cirurgia dermatológica associadas à anestesia (adultos), 826 Tratamento de anafilaxia, 826 Convulsões, 827 Parada cardíaca, 827 Hipotensão, 827 Emergências pediátricas, 827 Parada cardíaca, 827 Estados asmáticos/anafiláticos, 827 Crise hipertensiva, 828 Convulsões, 828 Vômitos, 828 Pré-medicação, 828 Administração do anestésico local, 828 Anestesia tumescente, 828 Aplicação da anestesia tumescente, 829 Anestesia tópica, 829

Anestésicos para mucosas, 829 Anestésicos oftálmicos, 829 EXCISOCIRURGIA, 829 Biópsia, 829 Exérese e sutura direta, 829 Enxertos de pele, 831 Causas de falência do enxerto, 834 Retalhos, 834 OUTROS PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS, 841 Tratamento cirúrgico das alopecias, 841 Extração das unhas, 841 Exérese de cistos e lipomas, 841 Curetagem, 841 ELETROCIRURGIA, 842 Equipamentos, 842 Aplicação prática, 842 Resumo, 845 CRIOCIRURGIA, 846 Introdução, 846 Mecanismos criobiológicos, 846 Vantagens da criocirurgia, 846 Desvantagens da criocirurgia, 846 Aparelhagem e técnica, 846 Melhores indicações da criocirurgia, 847 Técnicas, 847 Complicações, 849 DERMOABRASÃO, 849 CIRURGIA MICROGRÁFICA DE MOHS, 850 LIPOASPIRAÇÃO, 852

48 Dermatologia Cosmética, 856

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO, 856 PROCEDIMENTOS, 859 Peeling químico, 859 Peeling químico facial — técnica de aplicação, 862 Peeling químico não facial — técnica de aplicação, 862 Toxina botulínica, 863 Preenchimento cutâneo, 866 Classificação dos preenchedores cutâneos, 867 Indicações, 867 Técnicas adequadas, 867 Como escolher o preenchedor mais apropriado, 867 Substâncias preenchedoras mais utilizadas, 868 Complicações, 868 Subcisão, 868 Técnica e mecanismo de ação, 868 Indicações, 868 Contraindicações, 870 Efeitos colaterais, 870 Conclusão, 870

49 Drogas de Grande Valor em Terapêutica Dermatológica, 872

PRINCÍPIOS GERAIS DA TERAPÊUTICA, 872 História natural das dermatoses, 872 Duração do tratamento, 872 Excesso de tratamento, 872

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

xxxiv Conteúdo

Oportunidade do tratamento, 872 Idade e tratamento, 873 Avaliação do estado geral do paciente, 873 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E O CITOCROMO P450, 873 TERAPÊUTICA DERMATOLÓGICA NA GESTAÇÃO E NA LACTAÇÃO, 874 Corticosteroides, 876 Corticoterapia sistêmica, 876 Metodologia, 877 Efeitos colaterais dos corticosteroides, 877 Corticoterapia tópica, 878 Associações com outras drogas, 879 Aplicações intralesionais, 880 RETINOIDES, 881 Manejo do uso dos retinoides sistêmicos, 884 Retinoides tópicos, 889 Antimaláricos, 891 COLCHICINA, 892 PENTOXIFILINA, 893 AGENTES CITOTÓXICOS E IMUNOMUDULADORES, 894 Agentes citotóxicos, 894 Agentes imunomoduladores sistêmicos, 899 IMUNOTERAPIA BIOLÓGICA, 903 Principais agentes biológicos usados em Dermatologia, 904

50 Terapêutica Tópica, 911

ALGUNS PROBLEMAS DA TERAPÊUTICA TÓPICA, 911 Alergização aos tópicos, 911 Adequação do tópico ao tipo de pele e à localização, 911 Adequação do tópico ao aspecto morfológico da lesão, 912 Penetração do princípio ativo, 912 Arte de formular, 912 Veículos ou excipientes, 913 Princípios ativos, 915 FORMULÁRIO DERMATOLÓGICO, 918

51 Contribuição dos Médicos Brasileiros ao Desenvolvimento da Dermatologia, 924

52 Assuntos de Interesse em Dermatologia, 926

MELANOMA UVEAL — UM MODELO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA, 926 Introdução, 926 Linhas de pesquisa, 927 Imuno-histoquímica, 927 Estudos in vitro, 928 Células malignas circulantes (CMCs), 928 Modelos experimentais, 928 Conclusão, 929 CÉLULAS-TRONCO NA DERMATOLOGIA, 929 Cinética tecidual, 930

Células-tronco da epiderme e do folículo piloso, 930 Possíveis aplicações das células-tronco, 931 Aspectos ético-legais das pesquisas envolvendo células-tronco, 932 APOPTOSE E PELE, 933 FISIOLOGIA DA REPARAÇÃO TECIDUAL E ALGUMAS IMPLICAÇÕES TERAPÊUTICAS, 935 Fase inflamatória, 935 Formação tecidual, 935 Remodelação da ferida, 936 QUEIMADURAS, 938 A profundidade da queimadura, 938 Cálculo da extensão, 940 “Regra dos nove”, 940 Estimativa das queimaduras dispersas, 940 Esquema de Lund-Browder, 941 Indicações de internação, 941 Tratamento ambulatorial, 941 Tratamento hospitalar imediato, 942 Fisiopatologia, 942 Reposição volêmica, 942 Procedimentos iniciais específicos dos tipos de queimaduras, 943 Queimadura elétrica, 943 Queimadura química, 943 Conclusão, 945

53 Exames Genéticos em Dermatologia, 948

54 Epônimos e Acrônimos em Dermatologia, 960

Abreviaturas utilizadas: AD — autossômica dominante; AR — autossômica recessiva, 960

55 A Dermatologia na Era da Informação, 971

Pequeno glossário da internet, 971

Dicas de como fazer suas pesquisas no Google, 972 CATÁLOGO DE SITES E RECURSOS EM DERMATOLOGIA DA INTERNET, 972 1. Doenças dermatológicas, 973

2. Revistas dermatológicas, 982

3. Atlas dermatológicos e imagens dermatológicas, 983

4. Sites de busca, 984

5. Livros e tutoriais de Dermatologia, 985

6. Medicina baseada em evidência (estudos com metanálise), 986

7. Universidades e institutos, 986

8. Organizações médicas, 987

9. Sociedades de Dermatologia, 988

10. Treinamento — casos clínicos, 989

FOTOGRAFIA DIGITAL, 990 Máquinas digitais, 990

Índice Alfabético, 992

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Capítulo

3 a Prova Verificação

Autor: Azulay

Edição: 5 a Págs. 18

Verificador:

Cap. 6

Operador: ANTHARES

Data: 25/01/11

Discromias 97

Discromias

6

Robertha Carvalho de Nakamura, Luna Azulay-Abulafia e Rubem D. Azulay

introdução

Discromia é um termo genérico que engloba toda e qual- quer alteração da cor da pele. Na maioria das vezes, o proces- so relaciona-se à quantidade de melanina. Outros pigmentos endógenos (bilirrubina, alcaptona, derivados hemoglobíni- cos) e exógenos (cloroquina, tetraciclinas, clofazimina, ouro e outros) produzem discromias. Podem ser localizadas ou generalizadas, congênitas, hereditárias ou adquiridas pelos

mais diversos mecanismos. Podemos classificá-las em: hipo- cromias ou acromias (diminuição ou ausência de melanina), hipercromias (excesso de melanina), leucomelanodermias (associação das duas anteriores) e discromias por outros pigmentos. É frequente ocorrerem, após processos inflama- tórios, discromias residuais que podem ser hipercrômicas, hipocrômicas ou, raramente, acrômicas; estas últimas rara- mente podem representar um fenômeno de Koebner, e desse modo seriam as primeiras manifestações de vitiligo latente. As hipercrômicas tendem a ser mais intensas e duradouras em pacientes com fototipos mais elevados, constituindo assim as denominadas hipercromias pós-inflamatórias.

A coloração azulada de algumas lesões é causada pelo

acúmulo de melanócitos na derme média/profunda, decor- rente de um fenômeno óptico (efeito Tyndall); ocorre no nevo azul, nevo de Ota, mancha mongólica etc.

A tonalidade violácea que ocorre no líquen plano e no

eritema fixo seria possivelmente decorrente da ruptura da camada basal com queda de pigmento melânico na derme papilar associada à presença de melanófagos.

Hipocromias e acromias

Podem ser hereditárias, congênitas ou adquiridas. O ne- vo acrômico é de natureza congênita, já o albinismo e as síndrome de Chédiak-Higashi, de Klein-Waardenburg e de Gross-McKusick-Been são exemplo de condições de trans- missão genética (hereditárias); entre as adquiridas, temos o

vitiligo, as acromias infecciosas (hanseníase, pinta, lues) e as residuais pós-inflamatórias.

aLBinismo

Grupo de doenças genéticas onde a anormalidade está na síntese de melanina com melanócitos estrutural e quantita- tivamente normais. Quando há alteração da síntese de melanina envolvendo os melanócitos da pele, cabelos e olhos, é denominado albinismo oculocutâneo (AOC). Quando a alteração envolve apenas o pigmento da retina dos olhos, recebe o nome de albinismo ocular (AO). Menos frequentemente, pode haver hipopig- mentação cutânea sem acometimento ocular.

Ao envolver os olhos, além das alterações do pigmento, podemos ter alterações estruturais e fisiológicas e, eventual- mente, do nervo óptico, que incluem: pigmentação da íris

e retina, hipoplasia da fóvea, nistagmo, estrabismo, altera-

ções de fibras ópticas do quiasma óptico e diminuição da acuidade visual. Os pacientes com albinismo são suscetíveis

ao desenvolvimento de câncer de pele por falta da proteção da melanina.

O albinismo pode ser descrito como completo, que é uni-

versal, onde a doença se revela logo após o parto com a co- loração da pele rosa-clara, pelos brancos, posterior fotossen- sibilidade e alterações oculares. O albinismo incompleto é uma variante, onde a pele está pouco pigmentada, os cabelos são claros, as alterações oftalmológicas são menos frequen- tes, embora persista a transparência da íris (diafania). O al- binismo parcial se caracteriza por lesões hipopigmentadas, geralmente múltiplas, localizadas ao longo da linha média do corpo, desde o nascimento; faz importante diagnóstico diferencial com o vitiligo.

A classificação mais definitiva do albinismo é baseada no

defeito do locus genético. O albinismo oculocutâneo (AOC) é

a desordem de pigmentação generalizada mais comum, com frequência estimada de 1:20.000 habitantes.

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

98 Dermatologia

Podemos classificar o albinismo das seguintes:

aoc1 – alteração da mutação no gene da tirosinase, di-

– alteração da mutação no gene da tirosinase, di- Fig. 6.1 Albinismo oculocutâneo – queimaduras

Fig. 6.1 Albinismo oculocutâneo – queimaduras decorrentes de exposição solar e evidente fotofobia.

decorrentes de exposição solar e evidente fotofobia. vide-se em: • AOC 1A – a forma mais

vide-se em:

AOC 1A – a forma mais grave, com ausência da ati- vidade da tirosinase (tirosinase negativa), e completa ausência de melanina na pele e olhos e, consequente- mente, diminuição da acuidade visual.

AOC 1B – ocorre redução da atividade da tirosinase (enzima parcialmente ativa), mas não ausência. Pa- cientes acometidos apresentam repigmentação da pe- le, pelos e olhos com a idade. É também chamado de “albinismo amarelo mutante”. Essa forma é sensitiva à temperatura, ou seja, resulta de mutações no gene da tirosinase, que produz uma enzima com atividade limitada quando a 35°C, não havendo atividade dessa enzima acima dessa temperatura. Na puberdade, há desenvolvimento de pelos escuros em regiões acrais.

AOC2 – enzima tirosinase é positiva e a alteração está na

mutação no locus do gene P, proteína de transporte presente

na membrana do melanossomo. Os pacientes são claros, com

pigmentação perto do normal, que aumenta com a idade, e acuidade visual diminuída, que melhora entre a infância e a adolescência.

AOC3 – causada por mutação na proteína 1 associada à

tirosinase – TRP1, localizada no cromossomo 9. É descrita

apenas em pacientes negros e caracterizada por pelos casta- nho-claros, pele morena clara, íris azul ou marrom, nistagmo

e acuidade visual diminuída.

Albinismo ocular – há quatro formas clínicas. Na mais

frequente, a alteração está ligada ao cromossomo X. As mu- lheres afetadas podem ser detectadas clinicamente devido a alterações características do pigmento ocular com aspecto de salpico de lama, pigmento punctato da retina em uma íris translúcida; a pele pode ser mais clara do que deveria; pode haver nistagmo e redução da acuidade visual. Os homens afe- tados apresentam pele normal e pigmento nos pelos. A íris apresenta-se azul ou marrom e todas as mudanças do sistema óptico do albinismo estão presentes. Os melanócitos são nor- mais e há macromelanossomos na pele, tornando a biópsia

necessária para o diagnóstico correto. As outras três formas estão associadas à surdez e podem ser transmitidas de forma autossômica dominante ou recessiva ou ligada ao X. Algumas síndromes estão relacionadas com o albinismo:

a síndrome de Hermansky-Pudlak e a síndrome de Chédiak- Higashi, ambas devidas a distúrbios na formação dos mela- nossomos; a síndrome de Griscelli, devida a um problema no transporte dos melanossomos.

Síndrome de Hermansky-Pudlak – é caracterizada por

AOC e alteração das plaquetas. Ocorre pseudo-hemofilia (angio-hemofilia), com episódios hemorrágicos incluindo epistaxe, hemoptise, sangramento gengival e pós-parto. Pode evoluir com fibrose pulmonar e consequente diminuição da função pulmonar. Colite granulomatosa pode estar presente, com sintomas de diarreia sanguinolenta e dor abdominal. A Fig. 6.2 Albinismo – carcinoma basocelular.

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

100 Dermatologia

100 Dermatologia Fig. 6.4 Piebaldismo. ou ao atrito provoca eritema. O diagnóstico diferencial deve ser feito

Fig. 6.4 Piebaldismo.

ou ao atrito provoca eritema. O diagnóstico diferencial deve

ser feito com nevo anêmico, que se dá por constrição vascular

e não por alteração pigmentar de origem melânica; neste caso,

a prova de histamina e a fricção não produzem eritema.

HipomeLanose de ito

Antigamente denominada equivocadamente de inconti- nência pigmentar acrômica, devido à semelhança com os as- pectos tardios desta. Na hipomelanose de Ito não há queda de pigmento (incontinência pigmentar). Caracteriza-se por manchas acrômicas, irregulares ou em disposição bizarra, em algumas ocasiões seguindo as linhas de Blaschko. A hipome- lanose de Ito é observada ao nascimento ou surge na primeira infância, sem qualquer precessão inflamatória. Histologica- mente se caracteriza por diminuição da melanina na camada basal, bem como, em alguns casos, por diminuição dos me- lanócitos. Anormalidades congênitas extracutâneas são en- contradas em cerca de 70% dos casos. As mais frequentes são retardo mental, epilepsia, alterações oculares, dentais, cabelos

e do sistema musculoesquelético. Provavelmente trata-se de mosaicismo genético.

VitiLiGo

conceito e epidemiologia. É uma dermatose caracteriza- da por manchas acrômicas, em geral bilaterais e simétricas, de etiologia desconhecida. Ocorre em qualquer idade, po- rém é mais frequente na segunda ou na terceira década de vida; cerca de 25% dos pacientes têm menos que 10 anos e

a doença surgirá em aproximadamente 95% dos casos an-

tes dos 40 anos. Sua frequência é de 1% na população; não

tem preferência por sexo e raça. É relativamente comum o comprometimento familial (20%). Embora capaz de causar

prejuízo apenas estético, muitas vezes desencadeia distúrbios psicossociais de grande importância. etiopatogenia. As manchas decorrem da diminuição ou inexistência de melanócitos. Três teorias procuram explicar

a destruição dos melanócitos: (a) neurogênica, segundo a qual

fatores neuroquímicos, como a acetilcolina, inibem a melano- gênese e têm efeito tóxico sobre os melanócitos — a disposição metamérica de alguns casos fala em favor dessa hipótese; (b) autoimune, segundo a qual haveria destruição dos melanóci- tos por mecanismo imunológico — a frequente associação de vitiligo com doenças autoimunes e a presença no soro de au- toanticorpos contra vários órgãos servem de base a essa teoria; (c) autodestruição dos melanócitos por substâncias envolvidas na formação da melanina (quinonas, fenóis e outras). patologia. Inicialmente ocorre diminuição progressiva se- guida, na maioria das vezes, de ausência de melanócitos; por vezes se verifica infiltração de histiócitos e linfócitos na der- me papilar. A vacuolização da epiderme e o espessamento da membrana basal podem levar a dificuldades diagnósticas quando se tenta estabelecer o diagnóstico diferencial com lú- pus vitiligoide. As células de Langerhans geralmente estão alte- radas quer seja quantitativamente quer seja funcionalmente. clínica. Inicialmente, as lesões são hipocrômicas; em algu- mas lesões recentes, pode ocorrer uma borda discretamente

mas lesões recentes, pode ocorrer uma borda discretamente Fig. 6.5 Vitiligo acral. (Cortesia do Dr. Eduardo

Fig. 6.5 Vitiligo acral. (Cortesia do Dr. Eduardo Bornhausen Demarch.)

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Discromias 101

Discromias 1 0 1 Fig. 6.6 Vitiligo. Observar poliose e acometimento mucoso. (Cortesia do Dr. Eduardo

Fig. 6.6 Vitiligo. Observar poliose e acometimento mucoso. (Cortesia do Dr. Eduardo Bornhausen Demarch.)

eritematosa; em seguida, instala-se a mancha acrômica com borda em geral hipercrômica (vitiligo tricrômico). O cresci- mento da mancha é centrífugo, como se houvesse uma fuga do pigmento para a periferia e, por isso, em geral, as lesões são

ovaladas. Há localizações preferenciais: face, punhos, dorso dos dígitos, genitália, dobras naturais da pele, regiões periorificiais

e eminências ósseas (cotovelos, maléolos); simetria é a regra. Fe- nômeno de Koebner ocorre em 30 a 60% dos casos. Apresenta-

ções clínicas: vulgar (múltiplas lesões, generalizada), universal (despigmentação quase completa frequentemente associado a síndrome de poliendocrinopatia), acrofacial/acral (periorificial

e ponta dos dedos), focal (máculas acrômicas em uma área),

mucosa (limitado às mucosas) e segmentar (as lesões param abruptamente, demarcadas pela linha média do corpo); em confete é uma apresentação bastante rara. A luz de Wood de- tecta manchas em formação, sendo muito útil sobretudo em caucasianos. Os cabelos podem ser atingidos focalmente (po- liose). Podem ocorrer anormalidades oculares, em geral sem queixas de alteração da visão, por anormalidades no pigmento da retina, assim como no ouvido interno e meningite asséptica (destruição dos melanócitos da leptomeninge). A destruição dos melanócitos meningeanos pode provocar meningite asséptica (síndrome de Harada). Na síndrome de Vogt-Koyanagi ocorrem vitiligo, uveíte, disacusia, alopecia areata e meningite asséptica. Na síndrome de Alezzandrini são encontrados vitiligo facial, poliose, surdez e degeneração do epitélio pigmentar da retina. evolução. O vitiligo é completamente imprevisível e capri- choso, sujeito a fases de erupção, remissão e recrudescência, embora a regra seja a progressão lenta. A duração é indefini- da. Pode existir aumento na incidência de neoplasias cutâneas malignas, particularmente nos pacientes tratados com fotote- rapia prolongada. As lesões sobre áreas de panículo adiposo desenvolvido repigmentam muito melhor do que aquelas so- bre proeminências ósseas. A repigmentação se dá a partir dos folículos pilosos, daí a formação de ilhotas de pele pigmentada dentro da área acrômica , ou a partir da periferia da lesão.

da área acrômica , ou a partir da periferia da lesão. Fig. 6.7 Vitiligo. A luz
da área acrômica , ou a partir da periferia da lesão. Fig. 6.7 Vitiligo. A luz

Fig. 6.7 Vitiligo. A luz de Wood permite avaliar melhor a extensão das lesões. (Cortesia do Dr. Eduardo Bornhausen Demarch.)

A
A
B
B

Fig. 6.8 Vitiligo. Pacientes em tratamento com PUVA. A) Ilhotas de repig- mentação. (Cortesia do Dr. Eduardo Bornhausen Demarch.) B) Observar a ausência de resposta nas lesões dos quirodáctilos. (Cortesia do Dr. Maluf Gabbay Belicha.)

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

102 Dermatologia

102 Dermatologia Fig. 6.9 Vitiligo. A, Paciente submetida a transplante de melanócitos pela técnica de bolha

Fig. 6.9 Vitiligo. A, Paciente submetida a transplante de melanócitos pela técnica de bolha por sucção. B, Com 40 dias. C, Pós-operatório imediato segunda cirurgia. D, Com 80 dias. (Ambulatório de vitiligo do IDPRA — Dr. Paulo Luzio.)

tratamento. O objetivo do tratamento inclui a estabi- lização da doença e a repigmentação. O vitiligo pode ser classificado de acordo com a extensão da superfície corporal acometida: menos do que 10%, de 10 a 25%, de 25 a 50% e mais do que 50%. A doença deve ser considerada estável ou em progressão, o que também define a estratégia para o tra- tamento. Outro fator na definição da terapêutica é a idade; sabidamente, o vitiligo repigmenta melhor nas crianças. Os corticosteroides podem ser usados topicamente, varian-

do a sua potência, com melhor resultado na face e pescoço. Corticoide de alta potência pode ser usado por 1 a 2 meses, com

o cuidado para surpreender os efeitos colaterais, como atrofia

da pele, estrias, telangiectasia, hirsutismo e erupção acneifor- me. Quando o vitiligo está progredindo rapidamente, usa-se

a corticoterapia sistêmica por via oral ou intramuscular; no

caso de crianças, pode ser usada prednisona 5 a 10 mg por dia durante 2 a 3 semanas e, em adultos, 40 a 60 mg, com retirada gradual; para adultos, pode ser usada uma série de três injeções de triancinolona acetonida, 40 mg a cada 4 ou 6 semanas. Recentemente, foi incorporado o uso de imunomoduladores tópicos duas vezes ao dia, como o tacrolimus em unguento a 0,03% ou 0,1% e o pimecrolimus em creme a 1%. Quando se usa tacroli- mus para as crianças, prefere-se a concentração de 0,03%; dá óti- mos resultados nas áreas com panículo adiposo desenvolvido.

Dependendo da adesão e compreensão do paciente, poderá ser feito o tratamento com solução ou creme de oxsoralen até 0,1%,

para uso tópico e exposição solar subsequente, meia hora após a aplicação da fórmula, principalmente no horário de predomínio de UVA. A fotoquimioterapia com psoraleno tópico ou sistêmico e UVA (método PUVA) ainda é o principal tratamento para vitiligo, duas a três vezes por semana, mostrando resultados iniciais com 2 meses de tratamento. A fototerapia com UVB de banda estreita (311 nm), três vezes por semana, vem ganhando popularidade, já que é mais fácil, por não requerer proteção ocular após a sessão

de tratamento, nem ter o inconveniente de eventuais efeitos cola- terais do uso do oxsoralen sistêmico (náuseas, cefaleia). Quando

o paciente não responder ao UVB de 311 nm, ele pode ser então encaminhado à PUVAterapia. (Ver Cap. 46.)

O uso do laser de 308 nm (excimer laser) tem a vantagem

de ser dirigido a uma lesão individualizada; assim, reduz a exposição ao ultravioleta. Pode ser usado em monoterapia ou em combinação com outras modalidades terapêuticas.

A modalidade cirúrgica é interessante naqueles casos de viti-

ligo segmentar ou estável e cujas lesões são pouco numerosas e de pequenas ou médias dimensões. Dentre as técnicas cirúrgi- cas, encontramos minienxertos autólogos utilizando punch ou bolhas por sucção ou induzidas por crioterapia. O transplante de células epidérmicas obtidas em cultura tem sido empregado

e tem as mesmas indicações dos demais métodos cirúrgicos.

A despigmentação com o monobenzileter de hidroquino-

na (MBEH) deve ser instituída quando mais de 80% de área

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

104 Dermatologia

que, muitas vezes, temporária; a minociclina 100 mg/dia por 3 meses tem se mostrado eficaz.

Hipocromia pÓs-inFLamatÓria

Hipocromia residual pode surgir como consequencia de qualquer processo de natureza inflamatória. Frequentemente há hipercromia simultânea, em particular nos pacientes com fotótipos elevados.

Hipercromias Hipercromias hereditárias ou não

As dermatoses que se caracterizam por lesões hipercrômi- cas podem ser de natureza hereditária (congênita ou não) ou adquirida. A hipercromia pode obedecer a diferentes causas, vinculadas à célula (melanócito ou queratinócito) ou ao pig- mento (melanina).

Com a presença de melanócitos na derme:

Os melanócitos encontrados na derme não são habituais na espécie humana. Sua presença determina lesões de cor azulada ou castanho-azulada devido a efeito óptico. Três condições ocorrem com melanocitose dérmica: man- cha mongólica, nevo de Ota e nevo de Ito.

mancHa monGÓLica

Manchas congênitas azuladas, em geral únicas ou em pe- queno número, medindo alguns centímetros, localizadas nas regiões sacra e lombar; em geral involuem espontaneamente, ou seja não requerem tratamento. É bem mais frequente em orientais do que em negros e nestes mais do que em brancos.

neVo de ota

Quadro caracterizado por mancha hipercrômica intensa, algo azulada, que atinge a pele da face inervada pelo trigêmeo

azulada, que atinge a pele da face inervada pelo trigêmeo Fig. 6.13 Nevo de Ota. (Cortesia

Fig. 6.13 Nevo de Ota. (Cortesia do Dr. Maluf Gabbay Belicha.)

6.13 Nevo de Ota. (Cortesia do Dr. Maluf Gabbay Belicha.) Fig. 6.14 Nevo de Ota; acometimento

Fig. 6.14 Nevo de Ota; acometimento da esclera. (Cortesia do Dr. Maluf Gabbay Belicha.)

(ramos oftálmico e maxilar) e a esclerótica. A hiperpigmen- tação pode afetar a pele do rosto, o palato duro, as vias aéreas superiores (faringe) e a membrana timpânica. As estruturas do olho podem estar afetadas. Podem surgir melanoma ocular e glaucoma. Geralmente é unilateral. A maioria dos casos está presente já ao nascimento ou antes do primeiro ano e o restan- te na adolescência; é raríssimo após 20 anos. O nevo de Hori, também denominado nevo de Ota-máculas-símiles bilateral adquirido, caracteriza-se por bilateralidade das manchas, pre- dominantemente na região zigomática, e ausência de acometi- mento mucoso; ocorre predominantemente em asáticas nas 4 a e 5 a décadas de vida. O uso dos lasers de Nd:YAG e Q-switched de rubi ou alexandrite é eficaz. (Ver Cap. 46.)

neVo de ito

Quando caracterizado por hipercromia atingindo a área cor- respondente aos nervos laterobraquial e supraclavicular poste- rior; portanto, acometendo as regiões deltóidea, acromioclavi- cular e escapular. O tratamento é igual ao do nevo de Ota.

Com aumento de melanina ou de melanócitos na epiderme:

eFÉLides (sardas)

São caracterizadas por pequenas máculas amarronzadas em áreas expostas ao sol. Tornam-se mais pigmentadas após exposição solar, em contraste com os lentigos, cuja cor não muda com a fotoexposição. Nas efélides não há aumento no número de melanócitos; à microscopia eletrônica existem melanossomos esféricos e aumentados de tamanho. Os que- ratinócitos estão pigmentados.

mÁcuLa meLanÓtica LaBiaL (peniana, VuLVar)

Sua localização mais frequente é no lábio inferior, mas po- de estar presente na mucosa oral e na genitália. Na maioria

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

106 Dermatologia

acastanhada é de um lentigo simples. As áreas salpicadas são a representação de células névicas. Por esse motivo, nos casos de alteração no aspecto do nevo spilus, este deve ser biopsiado, já que pode haver desenvolvimento de um melanoma.

LentiGo

Caracteriza-se por manchas hipercrômicas pequenas (1 a 2 mm de diâmetro), de limites bem nítidos e número variado. São consequentes a um aumento de melanina na epiderme e elevação do número de melanócitos em alguns deles; não se alteram após exposição solar (as efélides, sim). Há diversas formas clínicas de apresentação:

lentigo simples, que surge entre os 2 e 5 anos de idade, com localização em áreas expostas ou não à irradiação actínica;

lentigo solar (impropriamente chamado de senil), que sur-

ge no adulto (quarta década em diante), em áreas expostas

à luz solar (dorso de mãos, antebraços e face); às vezes,

é impossível clinicamente o diagnóstico diferencial com

ceratose seborreica e nevo juncional. Pode ser precursor

da ceratose seborreica. Histopatologicamente, além dos melanócitos em núme- ro normal ou discretamente aumentado, hiperfuncionan-

tes, existem alterações patológicas de elastose na derme.

A terapia prolongada com PUVA pode provocar o surgi-

mento de lesões pigmentadas conhecidas como lentigo PUVA-induzido.

lentiginose (múltiplos lentigos) — existem várias síndromes em que as chamadas lentiginoses fazem parte, com ou sem alteração em outros órgãos.

lentiginose generalizada, temos incontáveis máculas pig- mentadas, pequenas e arredondadas por toda a superfície cutânea. Pode estar presente ou não ao nascimento.

lentiginose centrofacial, as máculas hiperpigmentadas se localizam principalmente sobre bochechas e nariz. Está associada com anormalidades do esqueleto, espi- nha bífida e alterações neurológicas com retardo mental

e epilepsia.

síndrome LEOPARD ou síndrome de lentigos múltiplos

é uma doença de transmissão autossômica dominante

rara. LEOPARD é um acrônimo que indica: L = lenti- ginose, E = alterações eletrocardiográficas, O = ocular (hipertelorismo), P = pulmonar (estenose), A = anor- malidade da genitália, R = retardo do crescimento e D = deafness (surdez).

complexo de Carney ou síndrome LAMB ou síndrome NAME. LAMB é o acrônimo de L = lentiginose, A = mixomas atriais, M = mixomas mucocutâneos e B = blue nevus (nevo azul). NAME é o acrônimo de N = nevos, A = mixomas atriais, M = myxoid neurofibromas (neurofibromas mixoides) e E = efélides. O complexo ou síndrome de Carney inclui também diferentes adenomas endócrinos.

síndrome de Moynahan-Riley-Ruvalcaba (BRR) carac-

teriza-se por lentigos na genitália com início na infân- cia, macrocefalia, malformações vasculares, esqueléticas

e múltiplos lipomas. Em alguns textos são mencionados

polipose intestinal, angioqueratomas, pápulas verru- cosas, triquilemomas, dismorfologia facial, anormali-

QuADro 6.1 HiperCromiAs poDem ser HereDitáriAs, CongênitAs, ADQuiriDAs e AssoCiADAs A outrAs DoençAs

DenominAção

iDADe Do ApAreCimento

DistriBuição

outrAs CArACterístiCAs

 

Síndrome LEOPARD

Congênita ou 1. a infância

Lentigos múltiplos no tronco e pescoço, porém podem atingir todo o corpo

l lentiginose

e eletrocardiograma alterado o ocular (hipertelorismo)

 

p

pulmonar (estenose)

a

anormalidade da genitália

r

retardo do crescimento

d

deafness (surdez)

Lentiginose centrofacial

1. o ano

Centrofacial

Retardo mental. Epilepsia Hipertricose sacra, espinha bífida, palato arqueado e outros

Síndrome Peutz-Jeghers

0-10 anos

Mucosas oral e perioral, nariz, pés e mãos Pigmentação mosqueada no dorso das mãos Pigmentação em respingos ou reticulada; tronco e membros

Pólipos gastrintestinais

Acropigmentação de Kitamura Doença de Bloch-Sulzberger (Incontinência pigmentar)

1. a infância

Japoneses

Primeiras semanas;

Microftalmia, microcefalia, tetraplegia espástica, epilepsia e retardo mental Ceratodermia; redução de glândulas écrinas, manchas amareladas nos dentes Anemia hipoplásica com neutropenia e trombocitopenia

também sex-linked

Síndrome de Franceschetti- Naegeli-Jadassohn

2-3 anos

Pigmentação reticular no tronco e membros

Síndrome de Fanconi

4-10 anos; mais frequente no sexo masculino

Generalizada, com maior frequência no tronco, flexuras e pescoço

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

108 Dermatologia

Esse acomentimento ocorre em quatro estágios/fases: (1) vesicobolhoso; (2) papuloverrucoso; (3) hipercrômico; (4) hipocrômico/atrófico. As lesões vesicobolhosas estão presentes ao nascimento ou surgem dentro das primeiras semanas de vida, dispon- do-se em arranjos lineares ao longo das linhas de Blaschko. Seguem-se por lesões papuloverrucosas lineares, principal- mente nas extremidades. A terceira fase caracteriza-se por máculas hiperpigmentadas, disseminadas, irregulares, com circunvoluções ao longo das linhas de Blaschko, surgindo in-

clusive em áreas sem lesões vesiculares prévias. O surgimento de máculas hipopigmentadas, irregulares, lineares, por vezes com atrofia folicular e anidrose, é um evento tardio (segunda

e terceira décadas), podendo ocasionalmente ocorrer na in-

fância. A sobreposição ou ausência de alguma fase é esperada.

Há alopecia cicatricial no vértix em 35 a 70% dos pacientes e onicodistrofia em 40 a 60%.

O diagnóstico é confirmado pelas lesões cutâneas típicas

sequenciais associadas a outras alterações neuroectodérmi-

cas. Laboratorialmente encontra-se eosinofilia sanguínea e na citologia das bolhas. A histopatologia é inespecífica e pró- pria de cada estágio, e a queda de pigmento é encontrada na fase hiperpigmentar; apenas a patologia do primeiro estágio

é característica, sendo encontrada na epiderme vesícula es-

pongiótica com numerosos eosinófilos. Outras alterações encontradas: oculares (25 a 35%) — al- terações da retina, microoftalmia, catarata, estrabismo, glau- coma, esclera azul e atrofia óptica; dentárias (65 a 95%) — anodontia, microdontia, hipodontia, dentes cônicos e arre- dondados, micrognatia e prognatia; neurológicas (20 a 30%) — epilepsia, retardo mental, paralisias, microcefalia e ataxia; ósseas (14%): deformidades do crânio e palato, espinha bífi- da, escoliose e costelas extras.

O tratamento é sintomático, evitando-se infecção secundá-

ria das lesões. O uso de corticosteroides não alterou o curso

das lesões. O uso de corticosteroides não alterou o curso Fig. 6.19 Incontinência pigmentar — fase

Fig. 6.19 Incontinência pigmentar — fase inicial caracterizada por eritema e bolhas. (Cortesia da Drª Gabriela Lowy.)

por eritema e bolhas. (Cortesia da Drª Gabriela Lowy.) Fig. 6.20 Incontinência pigmentar — fase mais

Fig. 6.20 Incontinência pigmentar — fase mais tardia com a presença de máculas hipercrômicas, algumas seguindo as linhas de Blaschko. (Cortesia da Drª Gabriela Lowy.)

da doença. Aconselhamento genético e acompanhamentos neurológico, oftalmológico e dentário estão indicados.

sÍndrome de FrancescHetti-naeGeLi-JadassoHn

Doença autossômica dominante rara caracterizada por displasia ectodérmica que afeta pele, glândulas sudoríparas, unhas e dentes. Estudos recentes indicam que a alteração gê- nica estaria no cromossomo 17q21. O sintoma principal é a intolerância ao calor devido à hi- poidrose. As manifestações cutâneas incluem perda dos der- matoglifos e presença de pigmentação acastanhada reticula- da, principalmente no pescoço e nas axilas, que surge entre o segundo e terceiro anos de vida, em criança previamente normal, com tendência à regressão após a puberdade. Neo- natos podem apresentar bolhas. Pode-se observar também hiperpigmentação pontuada perioral e periorbitária. Cera- todermia palmoplantar, unhas frágeis e pontos amarelos no esmalte dentário podem estar presentes. Não há alopecia. O desenvolvimento mental é normal. Existem casos relatados de associação da síndrome de Franceschetti-Naegeli-Jadassohn com incontinência pigmentar. O diagnóstico diferencial é feito com outras desordens pigmentares reticuladas, princi- palmente a dermatopatia pigmentar reticulada.

sÍndrome de cronKHite-canada

Em 1955, Cronkhite e Canada descreveram uma hipermela- nose circunscrita associada a pólipos do tubo digestivo. Surge, em geral, em mulheres maduras que desenvolvem as manifesta- ções de modo abrupto. Caracteriza-se clinicamente por alopecia atingindo couro cabeludo, sobrancelhas e, por vezes, pelos axila- res, torácicos e pubianos, acompanhada de intensa pigmentação das mãos, braços e face, com predomínio nas dobras cutâneas, especialmente sulcos plantares. Alterações ungueais, caracteri- zadas por distrofias e onicólise, também são encontradas.

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

110 Dermatologia

110 Dermatologia Fig. 6.22 Melasma. (Cortesia do Dr. Eduardo Bornhausen Demarch.) classificação mais precisa. Além

Fig. 6.22 Melasma. (Cortesia do Dr. Eduardo Bornhausen Demarch.)

classificação mais precisa. Além disto, permite a observação do importante componente vascular em grande número dos pacientes. Alguns estudos recentes referem alterações vasculares pronunciadas restritas às áreas de melasma, o que tem rele- vância em termos da abordagem terapêutica.

FitoFotodermatite

Quadro caracterizado por manchas acastanhadas de formas bizarras (dependente do fotossensibilizante) que se instalam após lesão eritematosa ou eritematobolhosa, produzidas pelo contato de furocumarinas (existentes em algumas plantas e frutos) com a pele, seguido de exposição solar. Localizam-se preferencialmente nas mãos (ato de espremer limão, laranja) e colo (toque com perfume que contenha bergamota); regridem espontaneamente. Bronzeadores caseiros, sobretudo feitos com folha de figueira, são causas frequentes de queimaduras de terceiro grau, portanto, eventualmente fatais. Neste caso, é

grau, portanto, eventualmente fatais. Neste caso, é Fig. 6.23 Fitofotodermatite — causada por aplicação de

Fig. 6.23 Fitofotodermatite — causada por aplicação de suco de caju.

— causada por aplicação de suco de caju. Fig. 6.24 Fitofotodermatite – queimadura de 2º grau.

Fig. 6.24 Fitofotodermatite – queimadura de 2º grau. Observar, além da bolha, o aspecto bizarro que muitas vezes é traduzido, quando líquido, por lesões salpicadas.

digno de nota que apenas as folhas e não o fruto contêm pso- raleno e bergapteno e, portanto, são fotossensibilizantes. Uso de fotoprotetor nas manchas hipercrômicas é recomendado, assim como, numa fase inicial, o uso de corticoide tópico.

ERYTEMA DYSCROMICUMPERSTANS

Também conhecida como dermatose cinicienta (cinza), é uma dermatose com prevalência aumentada em El Salvador

e na Venezuela, caracterizada por manchas acinzentadas, às

vezes com discreto eritema, com tendência a coalescer, e de localização preferencial no tronco, membros e face. A causa

é desconhecida. Para alguns autores, seria, na verdade, o pró- prio eritema pigmentar fixo, já que a patologia é idêntica.

Hipercromias pÓs-inFLamatÓrias

Hipercromia residual é consequente a processos inflamató- rios, tanto na epiderme quanto na derme. Independentemente da natureza, ao se resolverem, deixam manchas hipercrômicas. Estas tendem a esmaecer lentamente. São mais intensas e dura- douras em pessoas de fototipos mais elevados. Quando a hiper- cromia é principalmente epidérmica, pode ser tratada com hi- droquinona; tretinoína e corticosteroide podem ser úteis. Quan- do o pigmento é dérmico, eventualmente o laser pode ser útil.

HiperpiGmentação por medicamentos e suBstÂncias QuÍmicas

Clofazimina, clorpromazina, antimaláricos, tetraciclinas, citostáticos, arsênico, prata, ouro, hidantoína, contraceptivos

e outros podem produzir alterações pigmentares. Uma forma

peculiar de hiperpigmentação é a que ocorre com o 5-fluo- rouracil e que se caracteriza por hipercromia exatamente so- bre as veias usadas nas infusões endovenosas; seria decorrente do aumento de melanina e tende a desaparecer; pode também

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

112 Dermatologia

e retroauricular. É devida à ingestão exagerada de caroteno

(cenoura, mamão, tomate e outros) ou à incapacidade de sua transformação em vitamina A, como ocorre nos diabéticos

e hipotireóideos. Diferencia-se da icterícia por não impreg- nar as mucosas.

metaLodermias

A ingestão ou inoculação de ouro (criíase) e prata (ar-

giria) pode produzir melanodermias. Um recente e efetivo tratamento para argiria é feito com o laser Nd:YAG.

tatuaGem

A tatuagem é uma das formas de adorno mais conhecidas

no mundo. A prática de tatuagem existe desde a Antiguidade

e atualmente pode ser considerada um fenômeno global, com

exceção de poucos países. Muitas vezes acabam se tornando um problema, seja de natureza médica, psicossocial e pro-

fissional. São feitas, em geral, como adorno ou à procura de identificação com determinados grupos.

O tatuador profissional usa agulhas descartáveis em apa-

relho elétrico e introduz as partículas na derme sempre na mesma altura, ao contrário do amador. É um processo dolo- roso e que normalmente deixa a pele sensível por alguns dias. Os pigmentos mais utilizados são sais inorgânicos de metais ou tintas orgânicas: azul-preto (carbono), vermelho (sulfato de mercúrio/cinabar e, em países mais desenvolvidos, tintas vegetais, quinacridona e selenito de cádmio), azul-claro (co-

balto), amarelo (sulfito de cádmio), verde (óxido de cromo), violeta (manganês) e marrom/ocre (óxido de ferro). As ta- tuagens feitas com henna, que é uma planta, têm alto poder sensibilizante por conterem parafenilenodiamina.

alto poder sensibilizante por conterem parafenilenodiamina. Fig. 6.26 Tatuagem de cílios — derrame de pigmento.

Fig. 6.26 Tatuagem de cílios — derrame de pigmento.

Complicações:

Infecções — têm mais chance de ocorrer quando as agu-

lhas não são descartáveis. Hepatites, sífilis, tuberculose, AIDS

e verruga já foram descritas. Erisipela e outras piodermites são relatadas mesmo com o uso de agulhas descartáveis. Reações alérgicas — enquanto o carbono é inerte e, por- tanto, não causa sensibilização, mercúrio (principalmente) e cromo ocasionalmente o fazem. A apresentação clínica se dá

ocasionalmente o fazem. A apresentação clínica se dá Fig. 6.27 Tatuagem. Fig. 6.28 Tatuagem — reação

Fig. 6.27 Tatuagem.

fazem. A apresentação clínica se dá Fig. 6.27 Tatuagem. Fig. 6.28 Tatuagem — reação granulomatosa nodular

Fig. 6.28 Tatuagem — reação granulomatosa nodular ao pigmento vermelho. (Cortesia do Dr. Felipe Aguinaga.)

pelo aparecimento súbito de irritação, edema e eritema, mesmo anos após a inoculação. Em geral, a reação eczematosa se dá apenas no local, mas, raramente, pode evoluir para eritroder- mia esfoliativa. A presença de amálgama (contém mercúrio) nos dentes pode levar a erosões da mucosa oral. Nos pacientes com eczema de contato ao cimento, o dicromato de potássio contido nele certamente interreagirá com o cromo do pigmen- to. Ocasionalmente acontecem reações liquenoides (mercúrio, principalmente), raramente ocorrem reações granulomatosas e excepcionalmente do tipo pseudolinfoma a determinados pig- mentos. O cádmio é bom fotocondutor, e, portanto, pacientes com tatuagens que contenham amarelo podem, ao se expor ao sol, apresentar calor local seguido de edema e eritema. Queloide eventualmente pode ocorrer, sobretudo durante o processo de remoção. tratamento: pode fazer-se necessário por quaisquer das manifestações de alergia ou por razões estético-sociais. No primeiro caso, é necessária a exérese cirúrgica, porque remo- verá todas as partículas; no segundo caso, se pequena, poderá

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Discromias 113

Discromias 1 1 3 Fig. 6.29 Quelóide secundário à remoção com laser de tatuagem (letras japonesas).

Fig. 6.29 Quelóide secundário à remoção com laser de tatuagem (letras japonesas).

ser feita também exérese cirúrgica. Outra modalidade eficaz e

moderna é a utilização de laser, cuja escolha estará na depen- dência do tipo de pigmento ou seja, do cromóforo. Q-switched Nd:YAG (1.064 nm) é eficaz para preto e azul; Q-switched Nd:YAG 532 para vermelho e verde; o de alexandrita (755 nm) para preto, azul e verde. Em geral, são necessárias de 8

a 10 sessões intervaladas de 6 a 8 semanas; em cerca de 30%

dos casos não se consegue a remoção total da tatuagem. Ne-

nhum laser é eficaz para pigmentos claros como o amarelo ou

o branco e alguns pigmentos claros que contêm óxidos férri-

cos e de titânio podem escurecer com o tratamento (passagem de férrico para ferroso). Vale lembrar que reações anafiláticas podem ocorrer após a liberação do pigmento em pacientes já sensibilizados). O laser de CO 2 ou de argônio e a dermabrasão também podem ser utilizados. A salabrasão também foi um método empregado, antes da época dos lasers.

BiBLioGraFia

albinismo

Creel DJ et al. Visual anomalies associated with albinism. Ophthalmic Pediatr Genet 1990;11:193. Spritz RA. Molecular genetics of Hermansky-Pudlak and Chediak-Higashi syndromes. Platelets 1998;9:21. Tomita AY. Tyrosinase gene mutations causing oculocutaneous albinism. J Invest Dermatol 1993; 100(suppl):186S.

Vitiligo

Bellet JS, Prose NS. Vitiligo em crianças: uma revisão de classificação, hipóteses sobre patogênese e tratamento. An Bras Dermatol 2005;80(6):633-8.

Brazelli V, Prestinari F, Castello M, Bellani E, Roveda E, Barbagallo T et al . Useful treatment of vitiligo in 10 children with UVB-B narrowband (311NM). Pediatr Dermatol 2005;22:257-61. Iacovelli P, Sinagra JLK, Vidolin AP, Marenda S, Capitanio B, Leone G et al. Relevance of thyroiditis and of other autoimmune diseases in children with vitiligo. Dermatology 2005; 210:26-30. Leone G, Iacovelli P, Paro Vidolin A, Picardo M. Monochromatic excimer light 308 nm in the treatment of vitiligo: a pilot study. J Eur Acad Dermatol Venereol 2003;17:531-7. Lepe V, Moncada B, Castandeo-Cazares JP, Torres-Alvares MB, Ortiz CA, Torres-Ruvalcaba AB. Double-blind randomized trial of 0.1% tacro- limus vs 0.05% clobetasol for the treatment of childhood vitiligo. Arch Dermatol 2003;139:581-5. Menchini G, Tsoureli-Nikita E, Hercogova J. Narrow-band UVB micro- phototherapy: A new treatment for vitiligo. J Eur Acad Dermatol Vene- reol 2003;17:171-7. Mulekar SV. Melanocyte-keratinocyte transplantation for stable vitiligo. Int

J Dermatol 2003;42:132-6.

Plettenberg H, Assmann T, Ruzicka T. Childhood vitiligo and tacrolimus. Arch Dermatol 2003;139:651-4. Sodré CT, Azulay DR, Azulay RD. Vitiligo. Rev Bras Méd 1986;43:271-5.

Hipomelanose macular progressiva

Almeida ART, Bedani TP, Debs EAF, Ferreira JAD. Estudo piloto para avaliar a eficácia da minociclina no tratamento da hipomelanose macular progressiva. Surgical & Cosmetic Dermatology 2009;1:25-8.

Hipercromias (Quadros hipercrômicos, congênitos ou não)

Arlien-Soborg U, Iversen T. Albright’s syndrome. Acta Pediatr Scand

1956;45:558-68.

Azulay-Abulafia L. Doença de Dowling-Degos. Tese de Mestrado, área de concentração Dermatologia 1991; Faculdade de Medicina da Universi- dade Federal do Rio de Janeiro. Boyle J, Kennedy CTC. Leucoderma induced by monomethyl ether of hydro- quinone. Clin Exp Dermatol 1985;10:154-8. Crowe FW, Schull WJ. Diagnostic importance of café-au-lait spot in neuro- fibromatosis. Arch Intern Med 1953;91:758. Cummings KI, Cottel WI. Idiopathic guttate hypomelanosis. Arch Dermatol

1966;93:184-6.

Darouti ME, Marzouk SA. Reticulate acropigmentation of Dohi: a report of two new associations. Inter J Dermatol 2004;43:593-5.

Delacrétaz J, Rutschmann JP. Albright’s syndrome and associated disorders. Dermatologica 1960;112:107-20. Eng C. Constipation, polyps or cancer? Let PTEN predict your future. Am

J Med Genet 2003;122:315-22.

Erkek E, Hizel S et al. Clinical and histopathological findings in Bannayan- Riley-Ruvalcaba syndrome. J Am Acad Dermatol 2005;53:639-43. Geller M, Carakushansky G, França F, Nunes F, Bonalumi A. Síndrome de Peutz-Jeghers. J Bras Med 2003;84:73-6. Hachisuka J, Ichikawa M, Moroi Y, Urabe K. A case of Carney Complex. Int

J Dermatol 2006;45:1406-7.

Hidano A, Kajima H, Ikeda S et al. Natural history of nevus of Ota. Arch Dermatol 1967;95:187-95. Jessen RT, Epps DEV, Goodwin JS, Bowerman J. Incontinentia pigmenti. Arch Dermatol 1978;114:1182-6. Mansur C, Mansur L, Gonçalves R, Mansur J, Gamonal Ac, Valverde R. Síndrome de Peutz-Jeghers: tratamento da lentiginose oral com laser Alexandrita. An bras Dermatol 2003;78:501-5. Morooka K. On the Mongolian spot in the Japanese. Acta Anat Jpn

1931;3:1371.

Ottoni FA, Froes GC, Pimenta MR et al. Você conhece esta síndrome? An Bras Dermatol 2006;81:487-89. Park JH, Lee MH. Acquired bilateral nevus of Ota-like macules associated with Ota’s nevus: case report. J Korean Med Sci 2004;19:616. Puppin Jr D, Fragoso RP, Azulay DR. Dermatoses e doenças do trato diges- tivo. Arq Bras Med 1991;65:411-4.

Azulay | Dermatologia - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

114 Dermatologia

Rodriguez DEA et al. Molecular analysis of the most prevalent mutations of the FANCA and FANCC genes in Brazilian patients with Fanconi anaemia. Genet Mol Biol 2005; 28:205-09.

nevo de Becker

Becker SW, Reuter MJ. A familial pigmentary anomaly. Arch Dermatol

1939;40:987-98.

Cosendey FE, Martinez NS, Bernhard GA, Dias MFRG, Azulay DR. Sín- drome do nevo de Becker. An Bras Dermatol 2010;85:379-84. Cruz HV, Sanchez LT, Mckinster CD. Epidermal nevus syndromes: clinical findings in 35 patients. Pediatric Dermatology 2004;21:432-9. Danari R, Konig A, Salhi A, Bittar M. Becker’s nevus syndrome revisited. J Am Acad Dermatol 2004;51:965-9. Garcia-Hernández MJ, Camacho F. Nevo de Becker. Diagnóstico diferencial y associaciones. Piel 1998;13:513-7. Happle R, Koopman RJ. Becker nevus syndrome. J Am Med Genetics

1997;68:357-61.

síndrome de Franceschetti-naegeli-Jadassohn

Sprecher E, Itin P, Whittock NV