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A MORTE como punicao A aplicacao da pena de morte, quando pune o homicidio, comete o erro de tentar estabelecer justiga mediante o grave crime cometido pelo acusado, como se a execugao dessa pessoa anulasse 0 seu erro original s meios de comunicagéo de massa noticia, a cada dia, a ocorréncia de crimes terriveis que sio capazes de chocar mes- ‘mo as consciéncias mais embotadas, que de alguma forma jé natuiralizam em suas vidas a experigncia do horror. A impres- siio generalizada é que se vive em uma selva de pedra desprovida de leis, de or: dem, de seguranga, de qualquer possbili- dade de estabelecimento de um modo de ‘vida tranquilo, As ameagas espreitam por todos os lados, Nunca talver a filosofia politica de Thomas Hobbes (1588-1679) tenha se apresentado tao atual Dentro dessa conjuntura social su- focante hiperbolizada pelos grandes aparatos midiéticos, um dos temas mais recorrentes em nossa agenda social con- siste nos projetos de aplicagao da pena de morte para a punigdo de crimes hedion- dos (dentro de um amplo espectro de possibilidades, pois conforme a interpre- tagio muitos crimes podem receber tal impatagio). Seus defensores,inflamados por uma agitago nervosa, suspendem ‘momentaneamente a razo critica em prol do afloramento das disposicées mais rudimentares de sua consciéncia ator- ‘mentada, nao compreendendo que, se porventura a pena capital fos efetivada «em nosso Pais, apenas 0s sujeitos despro- vidos de condigies financeiras mais ra- zodveis para contratar um 6timo aparato juridico softeriam na carne a punigio extrema, Talvez apenas a idiossincritica China aplique punigoes capitais para os cidadios de tal quilate que atentem eco- ‘nomicamente contra a coisa piblica, Podemos afirmar que a pena de morte nada mais é do que o assassinato legalizado pelo Estado, cumprindo nao apenas o propésito de punir exemplar- ‘mente o criminoso para que outrem nao cometa agées similares e vivencie assim ‘o mesmo destino fatal, mantendo-se en- to 0 tecido social coeso sob uum rigido controle moral, mas também atuando ‘como uma vinganca judiciéria do poder RewaTo Nunes: [Brrrencourr EpouroR EM FiLosoria Pato PPGF-UFR. PROFESSOR DA FACC-UFR, tan: prrrencounT® www portalcienciaevida.com.br * Filosofia cienciasvida * 15 travestides como execugdes legals praticadas pelo Estado detentor do monopélio legitimo da violéncia (€ da morte) no ocorreram. contra pessoas inocentes, sem que houvesse em tempo habil revisio de pena, de aplicar essa pena apenas em decor- réncia de uma sentenga transitada «em julgado e proferida por tribunal competente”. PARTE Il, ARTIGO 6, pardigrafo 4: “Qualquer condena- do & morte tera o direito de pedir ‘modo a se evitar a efetivagao dessa indulto ou comutagao da pena. A barbarie legatizada contra a vida do anistia, 0 indulto ou a comutagio condenado? O renomadissimo juris- da pena poderd ser concedido em ta Cesare Beccaria (1738-1794) consi- derava absurdo que “as leis, que si0 a expresso da vontade pablica, que abominam e punem 0 homicidio, 0 cometam elas mesmas € que, para dissuadir 0 cidadio do assassinio, ‘ordenem um assassinio piiblico”’ todos os casos.” Em nome de sua pretensa soberania constitucional, ‘0 governo indonésio cometeu cri- ‘mes contra a humanidade, deven- do, portanto, ser responsabilizado juridicamente por isso. A entdo pre- sidenta Dilma Rousseff, nas prerro “Acre raga mt utd ros ‘A caga as bruxas no ocorreu fenper delngueso gativas legais de seu cargo, fez 0 seu apenas em regides contagiadas pela papel diplomatico de interceder pela onda histérica de luta contra 0 Dia- _Dilma Rousseffsolicitar comntagio _conservagio da vida de cidadaos bo, mas também se manifesta na de pena ao presidente indonésio _brasileiros submetidos a um pro- conjuntura social da repiblica laica, __Joko Widodo em prol de Marco Ar- . _cesso juridico prenhe de, violagies Jaica apenas na teoria, pois na pr ca impera o esp dos a pena capital por narcotréfico _governantes de grandes nagées 0 reativo dohomem de ressentimento em 2015, evidenciando’ mais uma _fizeram em relagao a seus cidadaos ‘que deseja impor sua visiodemun- ver. sua tacanha falta de conheci- que softiam de mesma sorte. do doentia sobre todos os divergen- mento juridico acerca do Direito In- Na pior das hipéteses, somente tes, Para essa massa raivosa, a pas ternacional, mais precisamente, do uma nagio que possuisse uma cons- sagem dos seus desejos homicidas _conteiido Pacto Internacional sobre _tituigdo impecvel e cuja casta po- para o ato s6 € bloqueada por uma _Direitos Civis e Politicos, adotado _itica apresentasse plena probidade ténue linha diviséria, seja o medo pela XXI Sessio da Assembleia- _administrativana gestio publica po- da punigdo legal ou talvez 0 temor _-Geral das Nages Unidas, em 16 de _deria talvez conquistar legitimidade perante a punigéo divina, Contu- dezembro de 1966, ratificado inclusi-_ moral se porventuraaplicasse a pena do, esses “cidadios de bem” nio _vepelo governo indonésiodeentéo. capital aos seus condenados, 0 que io verdadeiros homens religiosos, Vejamos os itens que nos inte- nao é 0 caso da Indonésia. Um pais ‘mas pessoas pobres de espirito que ressam em nossa argumentagio: que calcou sua histérla moderna chafurdam afetivamente na miséria PARTE Ill, ARTIGO 6, pardgra- através de governos tirdnicos e que interior e querem colorir 0 mundo fo 2: “Nos paises em que a pena _exerceu politicas imperialistas sobre com suas tintas tenebrosas, para as- de morte nao tena sido abolida, _seusvizinhos geogréficos nfo possui chere de Rodrigo Gularte,condena-_juridicas, tal como diversos outros ito supersti sim esconder suas escérias. esta poderé ser imposta apenas qualquer legitimidade moral para ‘ nos casos de crimes mais graves, _aplicar a pena capital sob quaisquer EXECUCAO NA ‘em conformidade com legislagio _circunstincias. Cabe lembrar que INDONESIA vigente na época em que 0 crime entre 1975 a 1999, durante o contro- ‘A opiniio publica brasileira, foi cometido ¢ que nao esteja em verso regime do ditador Suharto, a ontologicamente reacionéiia, tripu- _contfito com as disposigées do pre-__Indonésia espoliou politicamente o diow o fato de a presidenta deposta__sente Pacto, nem coma Convengao__Timor-Leste, massacrando milhares sobra a Prevencio e a Punigéo do de vidas em um regime de terror, ABCCARIA, 05, 9.100 Crime de Genocidio. Poder-se-4 destruigao da qual até hoje esse pais www:portalcienciaevida.com.br * Filosofia cienciaswida * 17 CAPA ' DEACORBO com 0 argumento de Italo Mereu (1921-2009), admitira pena de morte significa tomar o lugar de Deus, ¢ antecipar tum juizo de condenacao que nao se sabe se sera confitmado ‘Mui das volentas acdes polcals contra jovensoriundes das perferas de grandes centrosurbanos so tipos nao insttucianalizados de pena de morte no se recuperou, sem receber qualquer tipo de indenizacio significativa para a reconstrugao nacional. Quando ocorreu 0 tsunami de 2004, que arrasou o territério indonésio, seus governantes nao hesitaram fem solicitar e aceitar ajuda humanitéria internacional, € a comogio mundial pelo lesastre fez. que a opiniaé publica se esque- cesse desse passado sombrio indonésio. O espirito de solidariedade da sociedade mi- diatizada escamoteia os delitos politicos de outrora. AS leis trabalhistas indonésias se submetem piamente ao crivo neoliberal ¢ permitem que seus trabalhadores sejam explorados atéa iltima gota de sangue por ‘multinacionais consagradas pelo mercado consumidor, que recebe © produto final adomado por seus encantos ‘etichistas que escondem sua trajetéria brutal. No mo- dus operandi juridico indonésio, estupros sao crimes que recebem mais condes- cendéncia legal do que os delitos do nar- cotrifico, circunstincia que evidencia 95 preconceitos patriarcalistas do pais e INEFICACIA DA PENA CAPITAL A aplicagdo da pena de morte suprime toda possibilidade de aprimoramento mo- ral do condenado mediante arrependimen- to dos seus delitos, interrompendo brus- camente esse processo de transformacio pessoal. Nos paises democriticos, em que ainda se aplicaa pena capital, o prsioneiro pode esperar por décadas para a efetivaco da execugo, que perde assim todo sentido ‘moral, pois, ap6s tantos anos, 0 efeito do cri- ‘me, mesmo que talvez ainda ocasione pro- blemas para o tecido social atingido e para 0s familiares da vitima, jé sofreu desgastes em sua intensidade. E dificil esquecermos: ‘um delito terrivel, mas tinica possibilidade de nos libertarmos dos efeitos corrosivos do ressentimento é através da concessio magndnima do perdio ao criminoso que vivencia essa mudanca radical no seu modo de ser. Se porventura 0 condenado viven: cia um processo positive de transformagio interior, nao faz mais qualquer sentido exe- cuté-lo, mesmo que nao seja a fungo do Estado moralizar o cidadao, mas apenas Pena de morte nao institucionalizada Usualmente se repete o discurso de que jf temos uma pena de morte informal em nossa estrutura social, intrin- secamente necrafila, As forcas policiais, axiologicamente associadas a0 espirito fascista, matam diariamente pes- soas desprovidas de dignidade humana em decorréncia de sua condigio social e fazem desse exercicio de bruta- _cipat lidade uma ceriménia de autoglorificagio dos seus atos (vide 0s brasdes de armas dessas corporacdes), encon- 18 + Filosofia cénciaswida | Se Seat ee ee a ey a | trando na massa social 0 apoio moral para essas mortes, Eficiéncia policial nia significa aumento no indice de letalidade contra os marginals sociais, mas sim a capa- cidade de prevenir os delitos associada a uma politica pblica efetivamente democratica que garanta a eman- 0 social dos sujeitos alheados da cidadania plena dando-Ihes empoderamento e autonomia na construgso. das suas historias de vida impedilo de atentar novamente contra a ‘ordem piiblica. Nessa légica, a execugao suméria de um condenado é, horresco re- {ferens, absurdamente mais coerente, pois © poder executor no visa obter qualquer re- ‘paragio moral da pessoa, apenas lhe exercer ‘peso da justica-vinganca oficial do sistema juridico pelos danos cometidos contra 0 Es- tado e seus cidadaos. Em casos que a gravi- dade do crime seja tao intensa e chocante, a prisio perpétua seria a melhor alternativa para manter 0 condenadbo isolado do convi- vio social, e se porventura howvesse efetiva mudanga de comportamento do crimino- 0, 0 mesmo, aps um periodo extenso de confinamento penitenciatio, poderia vir a set analisado por uma comissio de diversos profissionaisem prol de sua possivel liberta- ‘20, sendo assim reintegrado ao seio social de modo a desenvolver novamente sua ca- pacidade humana de relacionamento com as demais pessoas. ‘Um Estado realmente forte nao necessi- ta apelar para a aplicagio de pena de morte ‘em determinados crimes, e se porventura recorre a tal expediente, é porque ele nao encontra capacidade suficiente para esta- belecer os preceitos civilizacionais em sua jurisdigao territorial e promover a qua- lidade de vida plenia para todos os seus membros, evidenciando sua decadéncia politica, pois seu poder se consolida me- diante 05 corpos profanades dos mortos assassinados por suas maos frias. Friedrich Nietasche (1844-1900) apresenta uma va- liosa reflexao sobre esse problema: “O que faz com que toda execuggo nos ofenda mais que um assassinato? fa frieza dos jutizes, a penosa preparagio, a percepcl0 de que um homem éali utilizado como um meio para amedrontar outros, poisa culpa no é punida, mesmo que houvesse uma; esta se acha nos educadores, nos pais, no ambiente, em nds ~ nao no assassino ~ re- firo-me ds circunstancias determinantes”, NIETZSCHE, 200, p63 Em um sistema juridico regido pelo espirito burocritico, esperarmos pelo per io € uma disposigdo talver. utépica, mas a cleméncia é a maior prova de poder de ‘um Estado, representando a sua capaci- dade de, mesmo nas ocasides em que suas instituigGes sio atingidas pela acio da vio- Jencia individual, permanecer incélume. Conforme o argumento de Jean-Marie Guyau (1854-1888), “O que esta feito; 0 mal moral permanece, apesar de todo mal fisico que se pode acrescentar a dle. [.] € iracional buscar a punigéo ou a esté A stupider. reaciondria que clama pelaaplicagao da penademorteemnome da justica, da ordem e da pureza social estabelece distingdes de classe em suas aspiragdes, ctiminalizando a pobreza como 0 vilipéndio por exceléncia, ainda ‘que muitos defensores da pena de mor- te sejam eles mesmos economicamente desfavorecidos, que nao se reconhecem como tais. A pior servidao voluntéria € a do sujeito oprimido que assimila 0 nviporakienciaeia.combr + Filosofia dincatsiss* 19 A gullotina ‘ganbou fama comm a Revolugzo Francesa ee ee ee Oe ee i SR eR ee A Sg le © PODER EXECUTOR NAO VISA OBTER REPARACAO J MORAL DA PESSOA, APENAS LHE EXERCER O PESO: DA VINGANCA OFICIAL PELOS DANOS COMETIDOS CONTRA O ESTADO E SEUS CIDADAOS discurso do opressor. Nao vemos essa gente clamar pela execugio de politicos e mandatarios corruptos, bastando entéo que essas “pessoas especiais” sejam privadas de sua liberdade, nao de suas vidas pre- ciosas (apesar de que na histeria “anticomunista” que vigora mui- tos revoltosos fascistas defende- ram as execugdes de importantes nomes politicos da esquerda). Esses discursos extremistas sio perigosos, pois alimentam a sa- nha truculenta e fascista dos par- Jamentares associados aos grupos sociais que chancelam a violéncia oficializada do Estado, como po- liciais e forgas armadas. Alids, jé nio deixa de exis uma espécie de pena de morte no Brasil, que atende pelo nome de auto de re- sisténcia perpetrada pelas forcas policiais contra os suspeitos que no possuem mais direito de vi- ver, onde o executor atua também como juiz, situacao ainda mais ab- surda do que a execucio suméria praticada em alguns paises, con- forme destacamos anteriormente. Nao € raro ouvir estudantes de Direito ¢ de Servigo Social, cur- sos cujas bases axiolégicas estio comprometidas com a dignidade incondicional da vida humana e dos seus direitos inaliendveis, defenderem, em casos de crimes violentos de grande comocio s0- cial, a aplicagdo da pena de mor- te para os seus praticantes, mas jamais vi revoltas virulentas des- ses estudantes alienados contra a corrupgio na politica, contra as arbitrariedades policiais, contra as especulagdes bancarrias, dentre (cio de classe se manifesta quando o crime & cometido por cdadios do ato escaldo, pos este cas, 0 sentimento de revata da populaio se afounarlatnamente 20 + Filosofia cenciasvide outras situagSes, crimes tio he- diondos como os sanguinarios. ‘A mesma colocagao pode ser fei- ta em relacio a alguns segmentos direitistas do alunado do curso de Administracéo, desvincula- dos de maiores preocupagies so- ciais, mas apenas aos paradigmas mercadolégicos perante 05 quais estio submetidos. A truculéncia do mundo corporativo dissolve a humanidade dos seus participan- tes, inoculando-Ihes o veneno do esnobismo perante os males con- cretos da sociedade cindida, HA crimes terriveis que afe- tam talvez dezenas de vitimas, hé crimes ainda muito mais. graves que afetam milhdes de cidadios, € nesses casos os meliantes sequer sofrem os rigores legais na carne. ‘A consciéncia massificada, reacio- nia, dejeta sua viruléncia apenas nos crimes hediondos realizados pela base da pirmide social, se es- quecendo de que os piores crimes so os praticados pelos meliantes de colarinho branco, pois estes afe- tam diretamente todo 0 tecido so- cial e suas ages indébi das camadas populares 05 bene- ficios legais que deveriam receber para que adentrem na condigao de cidadaos de fato, Nesse ponto, a re- flexdo de Adam Smith (1723-1790) € surpreendentemente atual: “A violncia e a injustiga de grandes conquistadores sio frequentemen- te vistas com tola admiragao ¢ as- sombro, as dos ladrées, assaltantes retiram € assassinos, em todas as ocasides, com desprezo, édio e até horror. [As primeiras, ainda que cem vezes mais danosas e destrutivas, se al- cangam éxito, passam amitide por facanhas de herdica magnanimi- dade. As iltimas sdo sempre vistas com édio e aversio, como as lou- curas € 0s crimes dos piores e mais, baixos seres humanos”. Comumente, cristios afastados do espirito evangélico primordial, quando impressionados pelo im- ppacto social de um crime hediondo, clamam pela pena de morte contra agente da violencia, dando varao ‘0s pecaminosos sentimentos de ira de vinganea, totalmente incom- pativeis com a beatitude cristica; ‘mais ainda, ousam julgar, quando em verdade jamais deveriam julgar. Melhor seria se renunciassem efeti- vamente ao credo cristo, pois mo- ralmente jé ndo fazem mais parte dessa comunhao religiosa, néo obs- tante toda proclamagao contraria Uma ver. que a légica de espeta- cularizagao da vida absorve todas as performances sociais, nao seria de » SMITH, 1990, 9.271 Serd que 0s politicos coruptos seria sentenciados d pena de morte? estranhar dese, no futuro ndo muito distante, conglomerados televisivos recebessem autorizagao legal para a exibigdo de execugdes de conde- nados mediante pagamento de as- sinatura da parte de espectadores interessados em contemplar esses eventos macabros. Certamente cessas redes de televisto conquista- riam grandes somas para os seus coftes, pois sao bilhdes de pessoas dominadas pela concupiscéncia do olhar que tanto seduz perante cenas mérbidas. Hilo BECCARIA, Cesare. Dos deitos © das penas, Trad. de Luca Guidi e Alessandto Bert Contessa So Palo Marine Fontes, 2005 ‘GUYAU, Jean-Marie. Crftica da dela dd sancio. Tad, ce Regina Schipke © Mauro Balad Sd Paulo: Martine Fontes 2007, MERE, tale, A morte como pena. Ta. ‘de Crstna Sateschi, So Paso: Matin Fens, 2005. NIETZSCHE,Fedich. Humano, ‘demasiado humano: un Io pra tests lites. Si Pao: Companhia das Letras, 2000. SMITH, Adam, Teoria ds sentimentos ‘moras. Tad. de Lj Lut. Sao Paulo Martins Fonts, 1999. ERR) Peto. Observages sobre a tortura, Ted. de Federico Cacti, Sto Paulo: Martins Fontes, 2000 REFERENCIAS Uma colecdo obrigatoria na prateleira dos APAIXONADOS POR CARROS Nas bancas ou acesse www.escala.com.br