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PROJETO DE QUALIDADE DO AR

PROGRAMA DA QUALIDADE DO AR

Plano de Gestão Integrada da Qualidade Ambiental no Distrito Federal

Subsecretaria de Saúde Ambiental SUSAM

Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal SEMARH

Brasília - DF - Brasil

2012

SUSAM Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal SEMARH Brasília - DF -
ÍNDICE 1. APRESENTAÇÃO 05 2. JUSTIFICATIVA 18 3. OBJETIVO 19 3.1. OBJETIVOS

ÍNDICE

1.

APRESENTAÇÃO

05

2.

JUSTIFICATIVA

18

3.

OBJETIVO

19

3.1.

OBJETIVOS ESPECIFICOS

19

4.

METODOLOGIA

20

4.1.

Monitoramento da Qualidade do Ar

21

4.2.

Monitoramento dos efeitos adversos à saúde

24

4.3.

Plano de emergência para período de queimada de biomassa

25

4.4.

Gestão Integrada da Qualidade do Ar

27

5.

INDICADORES DE AVALIAÇÃO

29

6.

CRONOGRAMA DE AÇÃO

30

7.

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

32

8.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

35

PROJETO DE QUALIDADE DO AR Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade SEPN 511, Bloco C, Edifício

PROJETO DE QUALIDADE DO AR

PROJETO DE QUALIDADE DO AR Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade SEPN 511, Bloco C, Edifício Bittar,
1. APRESENTAÇÃO O Programa de Qualidade do Ar é parte integrante do Plano de Gestão

1.

APRESENTAÇÃO

O Programa de Qualidade do Ar é parte integrante do Plano de Gestão Integrada da Qualidade Ambiental da Subsecretaria de Saúde Ambiental - SUSAM, que compõe

a estrutura orgânica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito

Federal - SEMARH e visa o desenvolvimento de políticas de gestão eciente de dados e informa- ções sobre procedimentos e processo relativos à qualidade do ar e seus efeitos sobre a saúde da população do Distrito Federal, tomando como base o arcabouço legal que subsidia o tema.

O ar é um recurso natural, sem fronteiras denidas, e que, juntamente com a água e o solo, é responsável pela sustentabilidade da vida em nosso planeta. Por isso, ao denir a atmosfera como uma parte do ambiente com a qual o organismo humano está permanentemente em contato, entende-se que muitas das reações ocorridas nesse mesmo organismo podem ser explicadas como um tipo de resposta às mudanças observadas nos estados físico, químico e biológico da atmosfera (Brasil, 2006).

A poluição atmosférica pode ser denida como a presença de qualquer for-

ma de matéria ou energia na atmosfera, resultantes da atividade humana ou de pro- cessos naturais, cuja presença em concentrações em desacordo com os níveis esta-

belecidos podem afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como

ocasionar danos à ora e à fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral (Cetesb, 2012).

Os agentes poluidores (poluentes atmosféricos) são categorizados em: Primários (emiti-

dos diretamente pelas fontes de emissão) e Secundários (formados através de reação química entre poluentes primários e constituintes naturais da atmosfera). Dependendo das condições atmosféricas (chuva, intensidade e direção dos ventos, temperatura, inversão térmica) a mesma quantidade de po-

luenteslançadosnaatmosferapodeprovocarconcentraçõesmaisaltasoumaisbaixas(Assunção,2004).

Quanto à fonte podem ser Naturais - processos naturais, como a decomposição de

vegetais e animais (matéria orgânica), erupção de vulcões, ocorrência de incêndios e mineraliza- ções, fenômenos como tornados e furacões e ação do vento que causa ressuspensão de poeira do solo e de areia (Assunção, 2004) ou Antropogênicas: processos relacionados à urbanização

e o desenvolvimento acelerado da industrialização, as emissões passaram a favorecer signicati-

vamente o aumento de poluentes atmosféricos, tendo seu auge durante a Revolução Industrial, com a

vamente o aumento de poluentes atmosféricos, tendo seu auge durante a Revolução Industrial,

com a queima intensa de combustíveis fósseis para a produção de energia (Freedman, 1995).

De acordo com o tipo, elas podem ser Fixa - poluição atmosférica oriundas de pro-

cessos industriais, termoelétricas, caldeiras, mineradoras e queima de Biomassa e

resí-

duo sólido; e Móveis - emissões provenientes de veículos automotores (Assunção, 2004).

Os poluentes atmosféricos podem ser apresentados na forma de matéria sólida, líqui-

da ou gasosa e de energia que, presente na atmosfera, pode torná-la poluída. As ondas sonoras

e eletromagnéticas são exemplos de poluentes atmosféricos na forma de energia. Os poluentes

atmosféricos em forma de matéria podem ser classi cados, inicialmente, em função do estado

físico, dividindo-se em dois grupos: material particulado e gases e vapores (Assunção, 2004).

a) MaterialParticulado:Sãopartículassólidasoulíquidasemitidasporfontesdepoluiçãodo

ar,oumesmoaquelasformadasnaprópriaatmosfera,comoexemplo,aspartículasdesulfatosquesãodeno-

minadasdematerialparticuladoe,quandoliberadasnoarsãodenominadasdeaerossóis(Assunção,2004).

b) Gases e vapores: São poluentes na forma molecular, quer como gases perma-

nentes, como o dióxido de enxofre, o monóxido de carbono, o ozônio ou os óxidos nitro-

sos, seja eles na forma gasosa transitória de vapor, quer como os vapores orgânicos em ge-

ral, como é o caso dos vapores de gasolina, vapores de solvente orgânicos (Assunção, 2004).

 

Segundo

Assunção

(2004),

os

poluentes

gasosos

também

po-

dem

ser

classi cados

segundo

a

classe

química,

em

orgânicos

e

inorgânicos.

Osprincipaispoluentesatmosféricossão:óxidonítrico(NO),dióxidodenitrogênio(NO2),mo-

nóxidodecarbono(CO),dióxidodeenxofre(SO2),Ozônio(O3),chumbo(PB)eomaterialparticulado(Bra-

ga, 2001; e Cançado, 2006). Para o melhor entendimento, abaixo serão descritos cada um dos poluentes:

Poluentes   Descrição   Conjunto de poluentes constituídos de poeiras, fumaças e todo tipo de

Poluentes

 

Descrição

 

Conjunto de poluentes constituídos de poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso na atmosfera por causa de seu pe- queno tamanho. O material particulado pode também se formar na atmosfera

a

partir de gases como dióxido de enxofre (SO 2 ), óxidos de nitrogênio (NO X )

compostos orgânicos voláteis (COV S ), que são emitidos principalmente em atividades de combustão, transformando-se em partículas como resultado de reações químicas no ar. Pode ser classicado:

e

Partículas Totais em Suspensão (PTS)

Material

Particulado

Possuem diâmetro aerodinâmico menor que 50 μm. Uma parte destas partícu- las é inalável e pode causar problemas à saúde, outra parte pode afetar des- favoravelmente a qualidade de vida da população, interferindo nas condições estéticas do ambiente e prejudicando as atividades normais da comunidade.

Partículas Inaláveis (PM10, PM 2,5)

(MP)

Podem ser classi cadas como partículas inaláveis nas – MP 2,5 (<2,5μm) e partículas inaláveis grossas (2,5 a 10μm). O material particulado apresenta a importante característica de adsorver em sua superfície outras substâncias, transportando-as até as porções mais distais das vias aéreas, onde ocorrem as trocas de gases no pulmão.

Fumaça (FMC)

Está associada ao material particulado suspenso na atmosfera proveniente dos processos de combustão. O método de determinação da fumaça é baseado na medida de re etância da luz que incide na poeira (coletada em um ltro), o que confere a este parâmetro a característica de estar diretamente relacionado ao teor de fuligem na atmosfera.

 

É

um gás incolor e inodoro que tem como principais fontes emissoras os ve-

Monóxido de

ículos automotivos, aquecedores a óleo, queima de tabaco, churrasqueiras e fogões a gás. Altas concentrações de CO são encontradas em áreas de intensa circulação de veículos.

Carbono (CO)

Ozônio (O 3 ) e Oxidantes Fotoquímicos

Oxidantes fotoquímicos é a denominação que se dá à mistura de poluentes secundários formados pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compos- tos orgânicos voláteis, na presença de luz solar, sendo estes últimos liberados na queima incompleta e evaporação de combustíveis e solventes. O principal produto desta reação é o ozônio, por isso mesmo utilizado como parâmetro indicador da presença de oxidantes fotoquímicos na atmosfera. Outras fontes de produção de ozônio são os puricadores de ar e máquinas de fotocópias. Esse ozônio é encontrado na faixa de ar próxima do solo e não na estratosfera.

São substâncias orgânicas compostas de hidrogênio e carbono. Na queima incompleta de combustíveis (gasolina e

São substâncias orgânicas compostas de hidrogênio e carbono. Na queima incompleta de combustíveis (gasolina e óleo diesel) são emitidos hidrocarbo- netos policíclicos aromáticos (HPAs) e monoaromáticos (BTEX). Os hidrocarbo- netos participam ativamente das reações de formação da “névoa fotoquímica”.

Hidrocarbonetos

(HC)

Óxidos de

Nitrogênio

(NOx)

As principais fontes de óxido nítrico (NO) e dióxido de nitrogênio (NO2) são os motores dos automóveis e, em menor escala, as usinas termoelétricas, indústrias, fogões a gás, aquecedores que utilizam querosene e o cigarro. O dióxido de nitrogênio, na presença de luz solar, reage com hidrocarbonetos e oxigênio formando ozônio, sendo um dos principais precursores deste poluente na troposfera.

Aldeídos

Os aldeídos emitidos pela combustão veicular são o aldeído fórmico e aldeído acético. O primeiro é emitido em quantidades muito pequenas, tanto no caso da gasolina como no do álcool, enquanto o segundo é emitido em maiores quantidades por automóvel a álcool. Sua permanência na atmosfera é curta porque é extremamente reativo, gerando outros compostos, como gases oxi- dantes, nos quais predomina o gás ozônio.

Dióxido de En- xofre (SO2)

Resulta principalmente da queima de combustíveis que contém enxofre, como óleo diesel, óleo combustível industrial e gasolina. É um dos principais for- madores de aerossóis ácidos como o sulfato (SO4), o bissulfato (HSO4) e o ácido sulfúrico (H2SO4) que causam a chuva ácida. O enxofre pode reagir com outras substâncias presentes no ar formando partículas de sulfato que são responsáveis pela redução da visibilidade na atmosfera.

Os aspectos climáticos e meteorológicos são fatores que atuam sobre a qualidade do ar

na medida em que propiciam maior ou menor distribuição e diluição dos poluentes, sendo a velo-

cidade do vento e a estabilidade térmica da atmosfera os parâmetros mais importantes para esta

condição. O fenômeno de inversão térmica é um exemplo. Como condição meteorológica ocorre

quando uma camada de ar quente se sobrepõe a uma camada de ar frio, impedindo o movimento

ascendente do ar, uma vez que, o ar abaixo dessa camada ca mais frio, portanto, mais pesado,

fazendo com que os poluentes se mantenham próximos da superfície. Em um ambiente com um

grande número de circulação de veículos, como o das cidades, a inversão térmica pode levar a altas

concentrações de poluentes, podendo ocasionar problemas de saúde (Cetesb, 2012).

Por outro lado, poluentes atmosféricos (gases e material particulado) também podem afetar o clima ocasionando

Por outro lado, poluentes atmosféricos (gases e material particulado) também podem

afetar o clima ocasionando variações nas temperaturas médias. O material particulado pode oca-

sionar diminuição das temperaturas médias por espalhamento dos raios solares e redução da quan-

tidade de luz solar que atinge o solo; enquanto que os gases, como dióxido de carbono embora

permitam que a luz solar alcance o solo, impedem que seu calor retorne à atmosfera (efeito estufa)

podendo provocar o aumento das temperaturas médias (IBRAM, 2006).

O clima do Distrito Federal, segundo a classicação de Koopen é tropical, concentrando-

-se as precipitações no verão, com período mais chuvoso nos meses de novembro a janeiro. O

período de seca ocorre especialmente nos meses de junho e agosto. Conforme essa classi cação

observa-se os seguintes tipos climáticos:

• Tropical (Aw) – Situa-se nas áreas com cotas altimétricas abaixo de 1.000m (bacias hidrográcas dos rios São Bartolomeu, Preto, Descoberto/Corumbá, São Marcos e Maranhão. Caracteriza-se por temperaturas no mês mais frio superior a 18ºC.

• Tropical de Altitude (Cwa) – Ocorre nas áreas com cotas altimétricas entre 1.000 e 1.200m (unidade geomorfológica – Pediplano de Brasília). Caracteriza-se por tempe- raturas inferior a 18°C no mês 'mais frio e média superior a 22ºC no mês mais quente.

• Tropica de Altitude (Cwb) – Ocorre em áreas com cotas altimétricas superior a 1.200m (unidade geomorfológica – Contagem/Rodeador). Apresenta temperaturas inferior a 18°C no mês mais frio e média inferior a 22ºC no mês mais quente (Codeplan, 2010).

No período de estiagem (inverno) a região do Cerrado, bioma onde está inserido o Dis-

trito Federal, recebe menos energia solar e a inuência das massas de ar frio que acarretam baixos

índices de temperatura e de umidade relativa do ar; assim como predomina também movimento

descendente de ventos sobre o Planalto Central que impede formação de nuvens. A posição geográ-

ca do Distrito Federal, sua altitude, distância do mar, tipo de vegetação e de solo são fatores que

contribuem para a queda da umidade relativa do ar (IBRAM, 2006).

A determinação da qualidade do ar baseia-se em ações de controle que visam atingir os

padrões de qualidade ambiental estabelecidos pelas resoluções CONAMA e pela regulamentação da

emissão de poluentes gerados por fontes estacionárias nos processos de licenciamento ambiental

pelos órgãos de meio ambiente. Os padrões de qualidade do ar, ou seja, limites máximos

pelos órgãos de meio ambiente.

Os padrões de qualidade do ar, ou seja, limites máximos de concentração que, quando

ultrapassados, podem afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como ocasio-

nar danos ao meio ambiente em geral, foram estabelecidos na Resolução CONAMA nº 003/1990

(Quadro 1).

Quadro 1 – Padrão de Qualidade do Ar (Resolução CONAMA nº 003/1990)

Padrão

Padrão

Poluente

Tempo de

Amostragem

Primário

Secundário

Método de

Medição

μg/m³

μg/m³

Partículas Totais

24

horas 1

240

150

amostrador de

em Suspensão

MGA 2

80

50

grandes volumes

Partículas

24

horas 1

150

150

separação

Inaláveis

MAA 3

50

50

inercial/ltração

Ozônio

1 hora 1

160

160

quimiluminescência

Fonte: CETESB (1) Não deve ser excedido mais que uma vez ao ano. (2) Média geométrica anual. (3) Média aritmética anual.

A divulgação dos dados do monitoramento é realizada por meio dos Índices de Qualidade do

A divulgação dos dados do monitoramento é realizada por meio dos Índices de Qualidade

do Ar (IQAr), que converte as concentrações dos poluentes numa linguagem qualicativa para o

entendimento pela população em: boa, regular, inadequada, má e péssima, (Tabela 1).

Tabela 1 – Índice de Qualidade do Ar (IQAr)

Qualidade

Índice

MP 10 (μg/m 3 )

O

3

CO

NO 2 (μg/m 3 )

SO 2 (μg/m 3 )

(μg/m 3 )

(ppm)

Boa

0 - 50

0 - 50

0 - 80

0 - 4,5

0 - 100

0 - 80

Regular

51 - 100

50 - 150

80 - 160

4,5 - 9

100 - 320

80 - 365

Inadequada

101

- 199

150 - 250

160 - 200

9 - 15

320 - 1130

365 - 800

200

- 299

250 - 420

200 - 800

15 - 30

1130 - 2260

800 - 1600

Péssima

>299

>420

>800

>30

>2260

>1600

Fonte: Cetesb

O aumento da poluição do ar tem sido associado ao aumento da viscosidade sangüínea,

de marcadores inamatórios (proteína C reativa, brinogênio) e da progressão da arteriosclerose,

a alterações da coagulação, à redução da variabilidade da freqüência cardíaca (indicador de risco

para arritmia e morte súbita), à vasoconstricção e ao aumento da pressão arterial; sendo todos

fatores de risco para doenças cardiovasculares. Estudos experimentais e observacionais têm apre-

sentado evidências consistentes sobre os efeitos da poluição atmosférica, especialmente do material

particulado no, na morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares (cardíacas, arteriais e

cerebrovasculares). Tanto efeitos agudos (aumento de internações e de mortes por arritmia, doen-

ça isquêmica do miocárdio e cerebral), como crônicos, por exposição em longo prazo (aumento de

mortalidade por doenças cerebrovasculares e cardíaca) têm sido relatados (Cançado, 2006).

Estudo de séries temporais realizado por Gouveia (2003) em São Paulo e Rio de Janeiro

identi fi cou associações estatisticamente signi fi cantes entre aumentos nos níveis de poluentes at-

identicou associações estatisticamente signicantes entre aumentos nos níveis de poluentes at-

mosféricos e aumentos na mortalidade e nas hospitalizações, por causas respiratórias e cardiovas-

culares, em crianças e idosos.

A cada tipologia do Índice da Qualidade do Ar (IQAr) efeitos genéricos sobre a saúde da

população em geral e da população sensível (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias

e cardíacas) é esperado (Quadro 2).

Quadro 2 – Efeitos sobre a saúde segundo a tipologia (qualidade) do Índice da Qualidade do Ar

(IQAr)

Qualidade

Índice

Signi cado

Boa

0 - 50

Praticamente não há riscos à saúde.

Regular

51 - 100

Pessoas de grupos sensíveis podem apresentar sintomas como tos- se seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada.W

 

Toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, can-

Inadequada

101

- 199

saço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos sensíveis podem apresentar efeitos mais sérios na saúde.

200

- 299

Toda a população pode apresentar agravamento dos sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta e ainda apre- sentar falta de ar e respiração ofegante. Efeitos ainda mais graves à saúde de grupos sensíveis.

Péssima

>299

Toda a população pode apresentar sérios riscos de manifestações de doenças respiratórias e cardiovasculares. Aumento de mortes prematuras em pessoas de grupos sensíveis.

Fonte: Cetesb

No quadro 3 encontra-se informações sobre os principais poluentes atmosféricos, seus efeitos sobre a saúde

No quadro 3 encontra-se informações sobre os principais poluentes atmosféricos, seus efeitos sobre

a saúde e ao meio ambiente.

Quadro 3 – Poluentes atmosféricos: informações e principais efeitos sobre a saúde e ao meio am-

biente

Poluente

atmosférico

Informações

Efeito sobre a Saúde 1

Efeito sobre o Meio Am- biente 2

Partículas

To-

Conjunto de poluentes constituídos de poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso na atmosfera. Compõem as partículas com diâme-

São as partículas nas

tais

em

Sus-

tro aerodinâmico menor

pensão (PTS)

que 50μm, ou seja, Partí-

culas Inaláveis e Fumaça (FMC) que está direta- mente relacionado ao teor de fuligem na atmosfera.

com diâmetro menor que 2,5μm (PM 2,5) e as ina- láveis grossas com diâ- metro entre 2,5 a 10μm

Partículas Ina- láveis (PM10 e

(PM10)

PM2,5)

 

Partículas maiores que 10μm cam retidas pelas vias respiratórias sendo removidas pelo mecanis- mo de defesa, inicialmen- te o espirro e depois a tosse e o aparelho muco- ciliar.

Ao atingir os brônquios e bronquíolos (apenas PM2,5) podem causar irritação nos olhos e gar- ganta, reduzindo a resis- tência às infecções e ain- da provocando doenças crônicas.

Danos a vegetação, dete- rioração da visibilidade e contaminação do solo.

Danos a Vegetação, dete- rioração da visibilidade e contaminação do solo.

  Gás incolor e inodoro que tem como principais fon- tes emissoras os veículos automotivos,
 

Gás incolor e inodoro que tem como principais fon- tes emissoras os veículos automotivos, aquecedo- res a óleo, queima de tabaco, churrasqueiras e fogões a gás.

Devido a grande anida- de química com a hemo- globina do sangue pode ocasionar óbito devido ao cit de oxigênio. A ex- posição contínua (mesmo a baixas concentrações) pode produz efeitos noci-

Monóxido

de

vos nos sistemas nervoso

Carbono (CO)

 

central, cardiovascular, pulmonar e outros. Pode ocasionar aos fetos baixo peso ao nascer e desen- volvimento pós-natal re- tardado.

Ozônio e oxi- dantes fotoqui- micos

Mistura de poluentes se- cundários formados pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compos- tos orgânicos voláteis, na presença de luz solar. O principal produto desta reação é o ozônio. Outras fontes de produção de ozônio são os puricado- res de ar e máquinas de fotocópias. Esse ozônio é encontrado na faixa de ar próxima do solo e não na estratosfera.

Danos na estrutura pul- monar reduzindo sua ca- pacidade e diminuindo a resistência ás infecções deste órgão, causam ain- da o agravamento das doenças respiratórias au- mentando a incidência de tosse, asma, irritações no trato respiratório superior e nos olhos.

X

Danos as colheitas, à ve- getação natural, planta- ções agrícolas e plantas ornamentais.

Fonte: (1) Cançado (2006)

(2) IBRAM, 2006

Os incêndios fl orestais e queimadas também contribuem para a poluição atmosférica. Ini- cialmente as

Os incêndios orestais e queimadas também contribuem para a poluição atmosférica. Ini-

cialmente as emissões constituem-se de monóxido de carbono (CO), matéria particulada (fuligem) e

cinzas de granulométrica variada. Resultam também compostos orgânicos como os hidrocarbonetos

(HC), dioxinas e furanos que são compostos tóxicos e carcinogênicos. Há também emissões de óxi-

dos de nitrogênio (NO e NO2) e em pequenas quantidades de dióxido de enxofre (SO2). A direção

e a intensidade das correntes aéreas têm muita inuência sobre a dispersão dos poluentes atmosfé-

ricos e sobre as áreas afetadas pela pluma oriunda do fogo. Os efeitos sobre a saúde encontram-se

no Quadro 4.

Quadro 4 – Efeitos sobre a saúde decorrente das emissões oriundas dos incêndios orestais e

queimadas.

População

Efeitos gerais sobre a saúde

Pessoas que atuam no combate a queimada

População próxima a área afetada

População mais sensível (crianças, idosos e pessoas com doenças respi- ratórias ou cardíacas crônicas)

Da intoxicação até o óbito por asxia decorrente da redu- ção da concentração de oxigênio em níveis críticos e pela elevação no nível de monóxido de carbono.

Ardor nos olhos, nas narinas e na garganta.

Crianças com doenças respiratórias, que apresentam chia- deira no peito, muitas vezes o quadro evolui para bron- quite e/ou pneumonia. Aquelas com alergia respiratória podem apresentar asma. Portadores de bronquite crônica, ensema pulmonar, ou- tras doenças respiratórias crônicas ou cardíacas podem apresentar agravamento dos sintomas.

Fonte: Ribeiro e Assunção, 2002

No Distrito Federal as fontes xas que contribuem para a poluição atmosférica são as

usinas de asfalto, fábricas de cimento, de móveis, indústrias de bebidas, de torrefação e de reca-

pagem de pneus. O tráfego urbano representa a principal fonte móvel (IBRAM, 2006). Outra fonte

de contribuição de emissão de poluentes atmosféricos são os incêndios fl orestais e as queimadas.

de contribuição de emissão de poluentes atmosféricos são os incêndios orestais e as queimadas. A associação da poluição atmosférica (pelas diferentes fontes) com a baixa umidade relativa do ar registrada no inverno é um fator importante a ser considerado, visto que essa última já ocasiona aumento na ocorrência de tosses secas, o agravamento de estados gripais e alérgicos e o sangra- mento do nariz. Nos níveis de alerta ou emergência ocorre também aumento no estado de cansaço. O monitoramento da Qualidade do Ar é realizado por uma rede de monitoramento com- posta em 2011 por sete estações xas manuais operadas pelo IBRAM, localizadas em pontos estra- tégicos (Figura 1).

IBRAM, localizadas em pontos estra- tégicos (Figura 1). Figura 1 - Localização das estações de monitoramento

Figura 1 - Localização das estações de monitoramento da qualidade do ar no Distrito Federal (Fonte:

IBRAM, 2006)

Para atender as necessidades de controle das emissões atmosféricas geradas pelas fon- tes fi xas

Para atender as necessidades de controle das emissões atmosféricas geradas pelas fon- tes xas e móveis do Distrito Federal, adaptou-se o modelo sistematizado de Santi (2000) que tem como base os dados/informações provenientes do inventário de fontes de emissão, o monitoramen- to da qualidade do ar, os parâmetros meteorológicos, o monitoramento dos efeitos sobre a saúde e os indicadores políticos, econômicos e sociais (Figura 2). Devido à diversidade destes dados e sua complexidade estes são obtidos por diversas instituições de governo, principalmente: IBRAM, DE- TRAN, INMET, SES e CODEPLAN. A integração destes com a participação da Universidade de Brasília (UnB), permitirá estabelecer com maior clareza padrões e critérios da qualidade do ar, bem como melhor planejamento técnico-operacional. Normatizações especí cas para o Distrito Federal poderão ser estabelecidas. Os dados obtidos pela rede de monitoramento (qualidade do ar) serão divulgados para livre acesso no site institucional da SEMARH (e de outras instituições) através do Índice da Qualidade do Ar (IQAr) atri-

buído para as diversas localidades do Distrito Federal.

buído para as diversas localidades do Distrito Federal. Figura 2 - Fluxograma da Gestão Integrada da

Figura 2 - Fluxograma da Gestão Integrada da Qualidade do Ar no Distrito Federal

2. JUSTIFICATIVA Em estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geogra fi a e Estatística –

2.

JUSTIFICATIVA

Em estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geograa e Estatística – IBGE (2008), o DF apresentou mais de 1.200 miligramas de Partículas Totais em Suspensão (PTS), para cada metro cúbico, superando as emissões de grandes cidades brasileiras, como São Paulo que registrou 717 miligramas. Adicionalmente, existem outros tipos de emissões atmosféricas que estão relacionadas com a queima de combustíveis fosseis pelos 1.233.000 veículos que compõe a frota do DF (DE- TRAN, 2011) e pela queima de biomassa (incêndios orestais) que ocorre todos os anos, no período de junho a setembro, em decorrência de uma massa de ar seca que se instala sobre a região central do Brasil.

Diante desse contexto, faz-se necessário o desenvolvimento de políticas públicas para o monitoramento e controle dessas emissões como o Projeto de qualidade do Ar em ambiente externo do Distrito Federal proposto pela SUSAM.

3. OBJETIVO Gerenciar e promover continuamente a política, procedimentos e processos relativos à qualidade do

3.

OBJETIVO

Gerenciar e promover continuamente a política, procedimentos e processos relativos à qualidade do ar no Distrito Federal.

3.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Apoiar de forma integrada o monitoramento da qualidade do ar

• Revisar, periodicamente, o PCPV-DF e o Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – I/M;

• Implementar o Programa de I/M;

• Estabelecer as normas complementares e os procedimentos de caráter administrativo e operacional necessários ao pleno desenvolvimento do Programa de I/M;

• Apoiar o processo de identicação e monitoramento dos efeitos da poluição atmosférica sobre a saúde coletiva do DF;

• Incentivar a adoção de procedimentos complementares no monitoramento da qualidade do ar, como o biomonitoramento

• Integrar os órgãos e instituições com interface na saúde ambiental relativo à qualidade do ar;

• Promover a redução da poluição atmosférica por meio do controle da emissão de poluentes por veículos automotores em circulação e de fontes xas;

• Apoiar o processo de licenciamento de atividades poluidoras ou potencialmente poluidoras que possam impactar a qualidade do ar;

• Informar a população sobre a contribuição dos veículos automotores na poluição atmosfé- rica e o impacto dos poluentes sobre a saúde coletiva;

• Avaliar os resultados alcançados e adequar os procedimentos, quando necessário.

4. METODOLOGIA A operacionalização do programa de qualidade do ar do DF requer o envolvimento

4.

METODOLOGIA

A operacionalização do programa de qualidade do ar do DF requer o envolvimento de

diversos setores do governo, com interface na saúde ambiental tanto do nível de gestão quanto de

execução, devem atuar conjuntamente, segundo suas competências. A diversidade de dados e sua

complexidade reforçam esse aspecto, além da necessidade de envolvimento de áreas acadêmicas e

outros que no decorrer da execução for necessário (Quadro 5).

Quadro 5 – Parâmetros de gestão da qualidade do ar e órgãos/instituições envolvidas no Distrito

Federal.

Parâmetros

Órgão/Instituição

Inventário das emissões

SEMARH

DETRAN

IBRAM

UnB

Monitoramento da qualidade do ar

IBRAM

SEMARH

UnB

Parâmetros meteorológicos

SEMARH

SES

Monitoramento dos Efeitos da Poluição do Ar

INMET

Indicadores econômicos, políticos e sociais

ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS UnB

O gerenciamento integrado da qualidade do ar, para ns descritivos da metodologia,

compõe-se do:

• Monitoramento da Qualidade do Ar

• Monitoramento dos efeitos adversos à saúde

• Plano de emergência para período de queimada de biomassa

• Gestão integrada para a qualidade do ar

4.1. Monitoramento da Qualidade do Ar • Rede de Monitoramento da Qualidade do ar a)

4.1. Monitoramento da Qualidade do Ar

• Rede de Monitoramento da Qualidade do ar

a) Convencional: Para 2012 será realizada a manutenção dos equipamentos existente na rede de monitoramento e a aquisição de outros para complementar a rede. As estações de monitoramento são equipadas com: Amostrador de Grande Volume (HI-VOL), utiliza- do na coleta de PTS (Partículas Totais em Suspensão) e Amostrador de Pequeno Volume (OS/OMS) usado na coleta de Fumaça e SO2 (IBRAM, 2006), conforme ilustrado na Figura 3.

Fumaça e SO2 (IBRAM, 2006), conforme ilustrado na Figura 3. Figura 3 - Estação Manual de

Figura 3 - Estação Manual de Monitoramento da Qualidade do Ar

As medições realizadas por cada estação seguem critérios de validação que não pode haver in-

As medições realizadas por cada estação seguem critérios de validação que não pode haver in-

terrupção das medições e/ou falhas para não compromete signicativamente o resultado obtido

(Quadro 6).

Quadro 6 – Critérios de validação dos dados da rede manual de amostragem

Representatividade de Dados

Média Diária

Pelo menos 22 horas de amostragem

Média Mensal

2/3 das médias diárias válidas no mês

Média Anual

½ das médias diárias válidas para os quadri- mestres janeiro-abril, maio-agosto e setem- bro-dezembro

‘Fonte: IBRAM-DF (Relatório de Monitoramento do Ar no Distrito Federal, 2008)

b) Alternativa: Para complementar o monitoramento da qualidade do ar do DF, será implanta-

do um piloto de biomonitoramento, na avenida W3Sul e na quadra residência local, para vericar a

variabilidade espacial das emissões atmosférica oriundas do intenso tráfego de veículos.

O Biomonitoramento é denido como uso sistemático de respostas de organismos vivos

para avaliar as mudanças ocorridas no ambiente, geralmente, causadas por ações antropogênicas

para vericar a variabilidade espacial de emissões atmosférica (Buss, et al., 2003). Entretanto, não

pode ser utilizada para substituir a rede convencional de qualidade do ar, mas, para complementar

o monitoramento em áreas que não possui estações.

Figura 4 – Monitoramento alternativo da Qualidade do Ar – Biomonitoramento O monitoramento das fontes
Figura 4 – Monitoramento alternativo da Qualidade do Ar – Biomonitoramento O monitoramento das fontes
Figura 4 – Monitoramento alternativo da Qualidade do Ar – Biomonitoramento O monitoramento das fontes

Figura 4 – Monitoramento alternativo da Qualidade do Ar – Biomonitoramento

O monitoramento das fontes mó- veis será realizado por meio do Programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – I/M(Figura 5), que faz parte do Plano de Controle de Poluição dos Veículos (PCPV).

do Plano de Controle de Poluição dos Veículos (PCPV). Figura 5 – Poluição que saem do

Figura 5 – Poluição que saem do cano de veículos (Fonte: ONG - umnovomundo, 2012).

O PCPV é o instrumento de avaliação da poluição atmosférica decorrente de fontes mó- veis

O PCPV é o instrumento de avaliação da poluição atmosférica decorrente de fontes mó-

veis por meio da medição dos poluentes emitidos pelo cano de descarga dos veículos.

O detalhamento do PCPV e do Programa de I/M, por questões práticas, estão em docu-

mento distintos ao este texto do Programa da Qualidade do Ar. O monitoramento das fontes xas

será realizado através do levantamento das atividades licenciadas e do cumprimento das condicio-

nantes da licença de operação (LO) referente ao controle das emissões, juntamente com o IBRAM.

Assim como, a participação na análise dos estudos de impactos ambientais.

4.2. Monitoramento dos efeitos adversos à saúde

Participação de estudos, para vericar os impactos ambientais provocados pelas fontes

de emissão atmosférica no Distrito Federal, como forma de controle das emissões para prevenir

morbidade e mortalidade respiratória.

Dentro do contexto, está sendo desenhado um projeto piloto para ser implantado na

Região da Fercal em Queima Lençóis (Figura 6), com o objetivo de monitorar a qualidade do ar, por

meio de uma estação de monitoramento com equipamento manual que mede PM10. As questões

de saúde da população serão avaliados com a aplicação de questionário socioambiental e acom-

panhamento dos atendimentos e internações por causas respiratória nas unidades de saúde de

Sobradinho.

Figura 6 – Localização da área para realização de estudo piloto na região da Fercal
Figura 6 – Localização da área para realização de estudo piloto na região da Fercal

Figura 6 – Localização da área para realização de estudo piloto na região da Fercal

4.3. Plano de emergência para período de queimada de biomassa

Será elaborado o Protocolo de Atuação Inter-setorial em Emergência decorrentes da Queima da Biomassa entre as instituições de governo responsáveis pelo seu controle. O objetivo é a realização de ações de prevenção e monitoramento de incêndios orestais que tem ocorrida a cada ano, no período de junho a setembro, em decorrência de uma massa de ar seca que instala sobre a região central do Brasil, afetando a qualidade do ar e a saúde da população do Distrito Federal (Figura 7).

Em 2011, por exemplo, foi decretada situação de emergência (Decreto no 33.197/2011), por causa da

Em 2011, por exemplo, foi decretada situação de emergência (Decreto no 33.197/2011), por causa da proporção dos incêndios florestais ocasionando o fechamento de algumas escolas e do trafego aéreo. Ocorreu também o au- mento de 22% nos registros de atendimento hospitalar na pediatria (Correio Brasiliense, 2011).

hospitalar na pediatria (Correio Brasiliense, 2011). Figura 7 – Queima de Biomassa (Incêndio fl orestal)

Figura 7 – Queima de Biomassa (Incêndio orestal)

4.4. Gestão Integrada da Qualidade do Ar As informações e dados gerados pelas estações de

4.4. Gestão Integrada da Qualidade do Ar

As informações e dados gerados pelas estações de monitoramento da qualidade do ar, pela Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – Programa de I/M e pelos órgãos de meteorologia serão centralizados no banco de dados da SUSAM em um sistema de informação (Figura 8). Entre os resultados esperados está o inventário de fontes de emissão e o relatório da qualidade do ar. A gestão destas informações e dados gerará diversos produtos que terão como objetivo de fornecer subsídios para a tomada de decisão.

objetivo de fornecer subsídios para a tomada de decisão. Figura 8 - Fluxo de informação O

Figura 8 - Fluxo de informação

O inventário de emissão é instrumento de cadastramento das fontes de emissão atmosfé-

rica no Distrito Federal e as primeiras encontram-se no monitoramento da qualidade do ar que

rica no Distrito Federal e as primeiras encontram-se no monitoramento da qualidade do ar que inclui

o cadastramento e licenciamento dessas fontes; o segundo no Programa de Inspeção e Manutenção

de Veículos em Uso (I/M) que é parte integrante do PCPV, e inclui o consumo de combustíveis, os

programas de redução de emissões na fonte, os usos e ocupação do solo, as projeções demográcas

e ocupação urbana, as não conformidades e queixas. Também serão agregadas as informações de:

a) Os parâmetros meteorológicos serão agregados quando da avaliação do monitoramento e

na estruturação e atualização do mapa da qualidade do ar.

b) Os indicadores econômicos, políticos e sociais subsidiarão na estruturação e atualização do

mapa da qualidade do ar. Os relatórios da qualidade do ar serão divulgados a população do Distrito Federal em mapas temáticos no site da SEMARH. As medidas de controle das emissões atmosféricas e de prevenção e minimização dos efeitos adversos à saúde também será divulgadas na realização das ações do Programa Educativo da SUSAM. Os mapas temáticos (Figura 9) transformam as informações sobre a qualidade do ar numa linguagem espacial, representando, principalmente, as áreas com altos níveis de poluentes

(acima do permitido pelas legislações vigentes) e a população existente na área de inuência. Para essa construção são necessárias:

• Base Cartográ ca do DF;

• Base Populacional;

• Dados de Qualidade do ar;

• Dados de posicionamento do equipamento de monito- ramento de qualidade do ar (posição geográca consi- derando os equipamentos móveis);

• Entre outras que forem necessárias.

móveis); • Entre outras que forem necessárias. Figura 9 – Base de dados para mapas temáticos

Figura 9 – Base de dados para mapas temáticos

5. INDICADORES DE AVALIAÇÃO         Meta Indicadores   Fórmula Unidade 2012

5. INDICADORES DE AVALIAÇÃO

       

Meta

Indicadores

 

Fórmula

Unidade

2012

2013

2014

Estações de monitoramento em operação mensal contínua

 

Nº estações operando

       

Total de estações

X 100

percentual

80%

100%

100%

Implementação da rede de monitora- mento

Nº novas de estações em operação

unidade

3

2

1

Modernização da rede de monitora- mento

 

Nº estações automáticas

         
 

Total de estações

X

100

percentual

30%

70%

100%

Complementação da rede de monito- ramento - estações meteorológica

Nº estações meteorológicas

 

unidade

2

0

0

Implantação da rede de monitoramento alternativo

 

Nº de estações com biomonitoramento

percentual

60%

80%

100%

Elaboração do protocolo de Quei- madas

 

X

unidade

1

X

X

Participação no processo de licencia- mento ambiental

 

Nº Licenças de Operação (LO)

       
 

X

100

percentual

5%

50%

100%

 

Total de LO de atividades

 

com emissão atmosférica

 

Operacionalização do PCPV, por meio da aplicação do I/M

Nº veículos da frota alvo com inspeção ambiental

percentual

100%

100%

100%

Desenvolvimento do Piloto de moni- toramento de saúde ambiental na Fercal (Queima-Lençol)

 

Execução do Piloto

percentual

80%

100%

X

6. CRONOGRAMA DE AÇÃO ANO AÇÃO   Realização de reunião com parceiros para operacionalização da

6. CRONOGRAMA DE AÇÃO

ANO

AÇÃO

 

Realização de reunião com parceiros para operacionalização da Qualidade do AR UNB

Discutir detalhes do convenio (SEMARH X UNB) para o desenvolvimento de atividades voltado para o desenvolvimento de modelo matemático para instala- ção das novas estações de monitoramento da qualidade do ar. IBRAM

Discutir assuntos inerentes ao monitoramento da qualidade do ar no Distrito Federal, como modernização das estações, posicionamento das novas es- tações de monitoramento da qualidade do ar. MMA

Apresentar a proposta de atuação da Secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos para o Distrito Federal para pleitear recursos para a estruturação da rede de monitoramento da qualidade do ar. SAÚDE AMBIENTAL Discutir parceria para o desenvolvimento de estudos de saúde ambiental

semestre

2012

na Fercal, com o objetivo de coletar informações de saúde, por meio dos técnicos da saúde da família, para vericar a situação da saúde das populações expostas aos poluentes emitidos pela atividade de mineração. JURIDICO/IBRAM/SEMARH

Desenvolvimento de Estratégias para construção de proposta harmo-

nização para (SEMARH – DETRAN) para operacionalização do PCPV, por meio da aplicação do I/M.

• Construção da proposta de atuação frente à situação de emergências no período de seca, onde ocorre queima de biomassa (incêndios orestais);

• Construção da Proposta de monitoramento alternativo (Biomonitoramento) na avenida W3;

• Construção da Proposta do Piloto de monitoramento de saúde ambiental na FercalDesenvolvimento de divulgação (folder, cartilha e banner).

 

• Participação da Rio +20;

• Participação da coordenação da Semana do Meio Ambiente;

semestre

2012

• Implantação do piloto de biomonitoramento;

• Implantação do Piloto de monitoramento de saúde ambiental na Fercal.

  • Implantação da 1º Fase do PCPV- I/M; 1º semestre • Capacitação de técnicos
 

• Implantação da 1º Fase do PCPV- I/M;

semestre

• Capacitação de técnicos para a operacionalização da 1o Fase do PCPV- I/M;

2013

• Implantação da proposta participação do licenciamento ambiental frente às fontes potencialmente geradoras de poluição atmosféricas;

• Modernização da Rede de monitoramento da qualidade do ar – substituição dos equipamentos manuais pelos automáticos.

• Construção da proposta de inventario de emissões atmosféricas do DF

semestre

• Construção da proposta de participação do licenciamento ambiental frente

2013

às fontes potencialmente geradoras de poluição atmosféricas.

 

• Implantação da 2o Fase do PCPV- I/M;

semestre

2014

• Realização do inventário de emissões atmosféricas do DF

• Aquisição de novos equipamentos automáticos para incrementar a rede de monitoramento da qualidade do ar.

 

semestre

2014

• Realização de modelagem matemática para o Distrito Federal para projetar variabilidade espacial dos poluentes emitidos pelas fontes move (veículos).

7. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL • Lei nº 8.723, de 28 de outubro de 1993, que dispõe

7. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

• Lei nº 8.723, de 28 de outubro de 1993, que dispõe sobre a redução de emissão de poluen- tes por veículos automotores.

• Lei Distrital nº 1.065, de 06 de maio de 1996, que dispõe sobre normas de preservação am- biental quanto a poluição sonora.

• Lei Distrital nº 3.460, de 14 de outubro de 2004, que dispõe sobre o Programa de Inspeção

e Manutenção de Veículos em Uso no Distrito Federal.

• Decreto Distrital nº 28.734, de 29 de janeiro de 2008, que regulamenta a Lei Distrital nº

3.460/2004.

• Resolução CONAMA nº 002/1993, que estabelecer, para motocicletas, motonetas, triciclos, ciclomotores, bicicletas com motor auxiliar e veículos assemelhados, nacionais e importados, limites máximos de ruído com o veículo em aceleração e na condição parado.

• Resolução CONAMA nº 003/1990, que dispõe sobre padrões de qualidade do ar.

• Resolução CONAMA nº 005/ 1993, que institui o Programa Nacional de Controle da Qualida- de do Ar (PRONAR).

• Resolução CONAMA nº 007/1993, que dene as diretrizes básicas e padrões de emissão para

o estabelecimento de Programas de Inspeção e Manutenção para Veículos Automotores em Uso - I/M.

• Resolução CONAMA nº 008/1993, que estabelece os limites máximos de emissão de poluen- tes para motores destinados a veículos pesados novos, nacionais e importados em comple- mentação a Resolução nº 018/1986

• Resolução CONAMA nº 014/1995, que atualiza o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), quanto à apresentação de programa trienal para execução de ensaios de durabilidade por agrupamento de motores.

• Resolução CONAMA nº 015/1995, que estabelece nova classicação de veículos automoto- res para o controle de emissão veicular de gases, material particulado e evaporativo, consi- derando os veículos importados.

• Resolução CONAMA nº 016/1995, que complementa a Resolução CONAMA nº 008/1993 estabelecendo limites máximos de emissão de poluentes para os motores destinados a veí- culos pesados novos, nacionais e importados, determinando homologação e certicação de

veículos novos do ciclo diesel quanto ao índice de fumaça em aceleração livre. • Resolução

veículos novos do ciclo diesel quanto ao índice de fumaça em aceleração livre.

• Resolução CONAMA nº 017/1995, que ratica os limites máximos de emissão de ruído por veículos automotores e o cronograma para seu atendimento previsto na Resolução CONAMA nº 008/1993.

• Resolução CONAMA nº 018/1986, que cria o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE)

• Resolução CONAMA nº 020/1996, que dene os itens de ação indesejável, referente à emis- são de ruído e poluentes atmosféricos.

• Resolução CONAMA nº 226/1997, que estabelece limites máximos de emissão de fuligem de veículos automotores.

• Resolução CONAMA nº 227/1997, que regulamenta a implantação do Programa de Inspeção

e Manutenção de Veículos em Uso I/M.

• Resolução CONAMA nº 241/1998, que estabelece limites máximos de emissão de poluentes.

• Resolução CONAMA nº 251/1999, que estabelece critérios, procedimentos e limites máximos de opacidade da emissão de escapamento para avaliação do estado de manutenção dos veículos automotores do ciclo diesel.

• Resolução CONAMA nº 252/1999, que estabelece para os veículos rodoviários automotores, inclusive veículos encarroçados, complementados e modicados, nacionais ou importados, limites máximos de ruído nas proximidades do escapamento, para ns de inspeção obriga- tória e scalização de veículos em uso.

• Resolução CONAMA nº 256/1999, que estabelece regras e mecanismos para inspeção de veículos quanto às emissões de poluentes e ruídos, regulamentando o Art. 104 do Código Nacional de Trânsito.

• Resolução CONAMA nº 268/2000, que estabelece método alternativo para monitoramento de ruído de motociclos.

• Resolução CONAMA nº 272/2000, que estabelecer, para os veículos automotores nacionais

e importados, fabricados a partir da data da publicação desta Resolução, exceto motocicle-

tas, motonetas, ciclomotores, bicicletas com motor auxiliar e veículos assemelhados, limites máximos de ruído com os veículos em aceleração.

• Resolução CONAMA nº 282/2001, que estabelece requisitos para os conversores catalíticos destinados a reposição.

• Resolução CONAMA nº 282/2001, que estabelece requisitos para os conversores catalíticos destinados a reposição.

• Resolução CONAMA nº 291/ 2001, que regulamenta os conjuntos para conversão de veícu- los para uso do gás natural.

• Resolução CONAMA nº 297/2002, que estabelece limites de emissão de gases poluentes por ciclomotores, motociclos e veículos similares novos.

• Resolução CONAMA nº 315/2002, que dispõe sobre a nova etapa do Programa de Controle de Emissões Veiculares (PROCONVE).

• Resolução CONAMA nº 342/2003, que estabelece para emissões de gases poluentes por ciclomotores, motociclos e veículos similares novos, em complemento à Resolução CONAMA nº 297/2002.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Assunção, J. V. Controle ambiental do ar. In: Curso de gestão ambiental.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Assunção, J. V. Controle ambiental do ar. In: Curso de gestão ambiental. Ed. Universidade de São Paulo. São Paulo, Brasil, 2004.

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Brasil. Ministério da Saúde: Vigilância em Saúde Ambiental relacionada à Qualidade do Ar. Programa Nacional, Brasília/DF, 2006. Disponível: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/vigiar_ programa_nacional.pdf

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Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Resolução no. 003 de 28 de junho de 1990.

Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Resolução no. 003 de 28 de junho de 1990. Disponível:< WWW.mma.gov.br>, acesso dia 20/01/2011, as 13hs43min.

Correio brasiliense. Disponível: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/

cidades/2011/09/14/interna_cidadesdf,269769/fumaca-deixa-emergencias-de-todo-o-distrito-

federal-lotadas.shtml, acesso dia 06/02/2012, as 18hs24min. Departamento de Trânsito (DENTRAN). Disponível: http://www.detran.df.gov.br/, acesso dia

06/02/2012, as 17hs35.

Freedman, B. Environmental ecology. The ecological effects of pollution, disturbance, and other stresses. 2.ed. San Diego: Academic Press Inc., 1995.

Instituto Brasileiro de Geograa e estatística (IBGE). Indicadores de desenvolvimento sustentável. Brasil, 2010. Estudos e Pesquisas. Informações Geográcas. Rio de janeiro. 2010.

Instituto Brasília Ambiental (IBRAM). Relatório de Qualidade do ar de 2006. Disponível: <WWW. ibram.df.gov.br>, acesso dia 11/04/2010, as 12hs32min.

ONG – UM novo mundo - http://www.umnovomundo.org/2010/11/minas-gerais-disponibiliza-o- plano-de.html, acesso: 26/12/2012, as 11hs59min.

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