Você está na página 1de 60
TÉCNICO EM MANUTENÇÃO E SUPORTE EM INFORMÁTICA Empreendedorismo Professora: Valéria Barros 2-2016

TÉCNICO EM MANUTENÇÃO E SUPORTE EM INFORMÁTICA

Empreendedorismo

Professora: Valéria Barros

2-2016

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR E DOS ALUNOS

Nome

Profissão

Experiência

PROGRAMA ANALÍTICO DA DISCIPLINA

DISCIPLINA: EMPREENDEDORISMO

EMENTA

Introdução à administração.

Organizações e empresas.

Área de gestão organizacional.

História e importância do empreendedorismo.

Criatividade e Inovação.

Conceito de empreendedorismo.

Empreendedorismo social.

Prospecção de oportunidades.

Gerenciando os recursos empresariais.

Plano de negócio simplificado.

Assessoria para negócio.

OBJETIVOS

Determinar a sensibilização e incentivo dos

alunos para uma cultura de inovação tecnológica,

compreendendo os aspetos de propriedade

intelectual e transferência de tecnologias.

Auxiliar no entendimento de ideias inovadoras e

de negócios de base científico e tecnológico.

Fazer uso das tecnologias de informação,

adequando-as aos novos modelos organizacionais

e dos processos de inovação.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Introdução à administração.

Organizações e empresas.

Área de gestão organizacional.

Conceitos de empreendedorismo

Criatividade e Inovação nas Organizações do

Conhecimento.

Contexto histórico e econômico do empreendedorismo.

O fenômeno fundamental do desenvolvimento

econômico (Schumpeter)

Empreendedorismo no Brasil.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

O Empreendedorismo no Brasil e o Processo de Inovação.

Aprendizagem e inovação na indústria brasileira.

Aprendizagem e inovação na indústria japonesa;

Empreendedorismo social. Empreendedorismo e inclusão

social.

Uma abordagem Cidadã da Economia: História de alguns pioneiros.

Empreendedorismo e desenvolvimento socioeconômico.

Associativismo, economia solidária, experiências e formas de organização.

Metodologias de avaliação do ambiente de negócios e prospecção de oportunidades. Mercado consumidor, mercado fornecedor e mercado concorrente.

Plano de negócios Simplificado.

Assessoria para negócio.

METODOLOGIA DE ENSINO

Aula expositiva, atividades em grupo e em sala de aula, leitura de textos e debates.

RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro branco, projetor multimídia/caixas de som e textos.

AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada de forma contínua e processual, visando à

construção do conhecimento pelo discente. Os conteúdos apresentados serão também avaliados através de exercícios, trabalhos (tais como os

estudos de caso), avaliações dissertativas e objetivas.

Provas

P1 = 30 pontos

P2 = 30 pontos

Atividades

A1 = 20 pontos

Elaboração e apresentação (seminário) de Plano de Negócios: 20 pontos

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

1. BERNARDI, L. A. Manual de

empreendedorismo e gestão: fundamentos,

estratégias e dinâmicas.1ª ed. São Paulo: Atlas,

2010.

2. DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo:

transformando ideias em negócios. 3 ed. Rev.

Atual. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2008.

3. GAUTHIER, F. A. O.; MACEDO, M.; LABIAK JR., S.

Empreendedorismo.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

1. CLEMENTE, Armando (Org.). Planejamento do negócio: como

transformar ideias em realizações. Rio de Janeiro: SEBRAE, 2004.

2. DEGEN, R. Jean, O empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial. Colaboração Álvaro Araújo Mello. São Paulo: Pearson

Education do Brasil, 1989.

3. DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo transformando ideias em Negócios. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2008.

4. DRUCKER, Peter F. Inovação e espírito empreendedor: práticas e

princípios. Tradução de Carlos J. Malferrari. São Paulo: Cengage Learning,

1986.

5. FLEURY, A. Carlos Corrêa. Aprendizagem Organizacional: As

experiências de Japão, Coréia e Brasil. São Paulo, 2010.

ORIENTAÇÕES IMPORTANTES

Respeito (professor e colegas);

Horário (pontualidade, permanência em sala de aula);

Exercícios realizados ou entregues fora da data ( o aluno deverá

entrar em contato com um colega para verificar o que perdeu e deverá entregar a atividade pronta ao professor na próxima aula, no

entanto, valerá a metade dos pontos);

As avaliações serão marcadas com pelo menos 7 dias de

antecedência;

O comportamento e envolvimento do aluno com a disciplina será

avaliado;

Exercícios iguais ou copiados da internet e de colegas sem citações corretas serão zerados;

Conversas paralelas;

DISCUSSÃO

PORQUE VOCÊS ESTÃO AQUI?

OU QUAL É O OBJETIVO DE VOCÊS?

TEXTO

Disciplina ou Motivação?

DISCUSSÃO

EMPREENDEDORISMO

Propor a fazer algo;

DISCUSSÃO

Você está sendo empreendedor da própria vida?

DISCUSSÃO

Empreendedor é aquele que tenta, insiste e persiste na busca por seus objetivos.

Estruturação da disciplina

MÓDULO 1

Introdução ao Empreendedorismo

MÓDULO 2

Elaboração de Plano de Negócios

MÓDULO 1

INTRODUÇÃO AO EMPREENDEDORISMO

INTRODUÇÃO

O conceito de empreendedorismo tem sido muito difundido no Brasil nos últimos anos.

Necessidade de criação de pequenas empresas duradouras;

Necessidade da diminuição das altas taxas de mortalidade;

INTRODUÇÃO

Instabilidade da economia, globalização e os avanços tecnológicos => fizeram com que as

grandes empresas procurassem alternativas

para aumentar a competitividade, reduzir os custos e manter-se no mercado.

Aumento do índice de desemprego => surgimento de novos empreendimentos;

INTRODUÇÃO

Geralmente, as invenções são frutos de inovação.

INTRODUÇÃO • Geralmente, as invenções são frutos de inovação.

PORQUE ESTUDAR EMPREENDEDORISMO

O contexto atual é propício para o surgimento de um número cada vez maior de

empreendedores.

o surgimento de um número cada vez maior de empreendedores. Incubadora de empresas Acesso ao crédito

Incubadora de empresas

cada vez maior de empreendedores. Incubadora de empresas Acesso ao crédito P a r q u

Acesso ao crédito

de empreendedores. Incubadora de empresas Acesso ao crédito P a r q u e s t

Parques tecnológicos

de empreendedores. Incubadora de empresas Acesso ao crédito P a r q u e s t

EMPREENDEDORISMO - CONCEITOS

Desenvolvimento da teoria e do termo a partir da Idade Média até 1985;

1985 - “processo de criar algo diferente e com

valor, dedicando o tempo e o esforço necessário, assumindo os riscos financeiros,

psicológicos e sociais correspondentes e

recebendo as consequentes recompensas da

satisfação econômica e pessoal” (HISRICH;

PETER, 2004).

EMPREENDEDORISMO - CONCEITOS

As principais teorias que abordam o

empreendedorismo são: a teoria econômica e

a teoria comportamentalista.

(FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p. 27)

abordam o empreendedorismo são: a teoria econômica e a teoria comportamentalista. (FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p.
abordam o empreendedorismo são: a teoria econômica e a teoria comportamentalista. (FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p.
abordam o empreendedorismo são: a teoria econômica e a teoria comportamentalista. (FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p.

EMPREENDEDORISMO - CONCEITOS

A teoria econômica, também conhecida como

schumpeteriana, demonstra que os primeiros a

perceberem a importância do empreendedorismo foram os

economistas.

Compreender o papel do empreendedor e o impacto da

sua atuação na economia.

A essência do empreendedorismo está na percepção e no

aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos

negócios, sempre tem a ver com criar uma nova forma de

uso dos recursos nacionais, em que eles seja deslocados de seu emprego tradicional e sujeitos a novas combinações.

Não foram capazes de criar uma ciência

comportamentalista.

EMPREENDEDORISMO - CONCEITOS

A teoria comportamentalista, refere-se a especialistas do comportamento humano.

O objetivo desta abordagem do

empreendedorismo foi de ampliar o

conhecimento sobre motivação e o

comportamento humano.

(FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p. 27)

EMPREENDEDORISMO - CONCEITOS

“O empreendedorismo resulta na destruição de velhos

conceitos, que por serem velhos não têm mais a capacidade

de surpreender e encantar”.

Empreendedorismo é um processo de ‘‘destruição criativa’’, através da qual produtos ou métodos de produção existentes

são destruídos e substituídos por novos (SCHUMPETER, 1988).

Já para Dolabela (2010) corresponde a um o processo de

transformar sonhos em realidade e em riqueza.

(FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p. 27)

(2010) corresponde a um o processo de transformar sonhos em realidade e em riqueza. (FONTE: BAGGIO;
(2010) corresponde a um o processo de transformar sonhos em realidade e em riqueza. (FONTE: BAGGIO;

EMPREENDEDORISMO - CONCEITOS

Para Barreto (1998, p. 190) “empreendedorismo é habilidade

de criar e constituir algo a partir de muito pouco ou de quase nada”.

Segundo Dornelas (2008) empreendedor é aquele que

detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar

sobre ela, assumindo riscos calculados. Tem iniciativa para

criar um novo negócio e paixão pelo que faz; utiliza os

recursos disponíveis de forma criativa, transformando o

ambiente social e econômico onde vive; aceita assumir os riscos calculados e a possibilidade de fracassar.

(FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p. 27)

onde vive; aceita assumir os riscos calculados e a possibilidade de fracassar. (FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015,
onde vive; aceita assumir os riscos calculados e a possibilidade de fracassar. (FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015,

EMPREENDEDORISMO - CONCEITOS

Para Chiavenato (2004) espírito empreendedor é a energia da

economia, a alavanca de recursos, o impulso de talentos, a

dinâmica de ideias. Mais ainda: ele é quem fareja as oportunidades

e precisa ser muito rápido, aproveitando as oportunidades

fortuitas, antes que outros aventureiros o façam. O empreendedor é a pessoa que inicia e/ ou opera um negócio para realizar uma

ideia ou projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades e

inovando continuamente.

“Pode-se dizer que os empreendedores dividem-se igualmente em

dois times: aqueles para os quais o sucesso é definido pela

sociedade e aqueles que têm uma noção interna de sucesso”

(Dolabela, 2010, p. 44).

(FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p. 27)

e aqueles que têm uma noção interna de sucesso” (Dolabela, 2010, p. 44). (FONTE: BAGGIO; BAGGIO,
e aqueles que têm uma noção interna de sucesso” (Dolabela, 2010, p. 44). (FONTE: BAGGIO; BAGGIO,

EMPREENDEDORISMO - CONCEITOS

“O empreendedor é alguém que sonha e

busca transformar seu sonho em realidade”

(Dolabela, 2010, p. 25).

(FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p. 27)

que sonha e busca transformar seu sonho em realidade” (Dolabela, 2010, p. 25). (FONTE: BAGGIO; BAGGIO,

EMPREENDEDORISMO CONCEITOS

Abilio Diniz, Grupo Pão de Açúcar: “Empreendedor

não deve ter sonho, tem que ter meta. Ele não é um

cara que briga, faz negócios. Brigar é coisa de

namorados.”

Eike Batista, Grupo EBX: “Empreender é enxergar uma

oportunidade, ou uma boa ideia, e assumir o risco de

botá-la em prática, executá-la. E o Brasil precisa disso,

pois a vontade do brasileiro de tomar riscos ficou

reprimida nos últimos 20 anos.”

(FONTE: ENDEAVOR. Disponível em: < https://endeavor.org.br/15-definicoes-de- empreendedorismo/>)

EMPREENDEDORISMO CONCEITOS

Wellington Nogueira, Doutores da

Alegria: “Empreender é gostar de encrenca. Sair na

chuva e se molhar, ajoelhar e rezar.”

Wilson Poit, Poit Energia: “O empreendedor não

tem vergonha de tentar e ter atrevimento para

querer coisas maiores. Ele sabe que o ‘não’ ele já

tem garantido.”

(FONTE: ENDEAVOR. Disponível em: < https://endeavor.org.br/15-definicoes- de-empreendedorismo/>)

EMPREENDEDORISMO - CASES

VÍDEOS

Isabel Pesce Mattos Bel

GV #08 - Atitude

https://www.youtube.com/watch?v=ww0SzTuxnlY

Preparo = Sucesso

Complementar

Wellington Nogueira, Doutores da Alegria: “Empreender é

gostar de encrenca. Sair na chuva e se molhar, ajoelhar e

rezar.”

https://endeavor.org.br/a-arte-imita-a-vida-day1-de-

wellington-nogueira-doutores-da-alegria/

EMPREENDEDORISMO - ATIVIDADE

E para você, o que é empreender?

EMPREENDEDORISMO NO BRASIL - GEM

CONCEITO

foco principal da pesquisa é o indivíduo

empreendedor, mais do que o empreendimento

em si.

utiliza um conceito amplo de empreendedorismo

que visa captar os diferentes tipos de

empreendedores (formais ou informais), sejam os

empreendedores da base da pirâmide, envolvidos

com empreendimentos muito simples ou aqueles

envolvidos em empreendimentos mais

sofisticados e de mais alto valor agregado.

EMPREENDEDORISMO NO BRASIL - GEM

TAXAS DE EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

Em 2015, a taxa total de empreendedorismo para o

Brasil (TTE) foi de 39,3%; Estima-se, portanto, que em

2015, 52 milhões de brasileiros com idade entre 18 e

64 anos estavam envolvidos na criação ou manutenção

de algum negócio, na condição de empreendedor em

estágio inicial ou estabelecido;

Quando comparada à taxa de 2014 (34,4%), observa-se

que essa taxa sofreu um aumento significativo,

intensificando a trajetória de crescimento observada

desde 2011;

EMPREENDEDORISMO NO BRASIL - GEM

TAXAS DE EMPREENDEDORISMO SEGUNDO O ESTÁGIO DOS

EMPREENDIMENTOS BRASIL - 2015

ESTÁGIO

 

BRASIL

 

2014

2015

INICIAIS

17,2

21,0

Nascentes

3,7

6,7

Novos

13,8

14,9

ESTABELECIDOS

17,5

18,9

TOTAL DE

   

EMPREENDEDORES

34,4

39,3

EMPREENDEDORISMO NO BRASIL - GEM

CONDIÇÕES QUE FAVORECEM A ATIVIDADE EMPREENDEDORA NO BRASIL - 2015

QUE FAVORECEM A ATIVIDADE EMPREENDEDORA NO BRASIL - 2015 Incubadora de empresas Acesso ao crédito P

Incubadora de empresas

EMPREENDEDORA NO BRASIL - 2015 Incubadora de empresas Acesso ao crédito P a r q u

Acesso ao crédito

NO BRASIL - 2015 Incubadora de empresas Acesso ao crédito P a r q u e

Parques tecnológicos

NO BRASIL - 2015 Incubadora de empresas Acesso ao crédito P a r q u e

TIPOS DE EMPREENDEDORES

Não existe unanimidade entre os autores quanto aos tipos de

empreendedores.

Empreendedorismo por Necessidade (criam-se negócios por não haver outra alternativa) (LEITE; OLIVEIRA, 2007);

O desemprego no Brasil passou dos dois dígitos no país. 10,2% dos

trabalhadores estão fora do mercado, sem ocupação. É a maior taxa da

série histórica do IBGE, que começa em 2012. (FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p. 27)

“Em números absolutos, são 10,4 milhões de brasileiros. Esse dado é do

trimestre dezembro, janeiro e fevereiro e representa uma alta de 40% em

relação ao registrado no ano passado para esse mesmo trimestre. O impacto disso, claro, é nos salários, que vêm despencando.” (FONTE:

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2016/04/desemprego-no-

brasil-chega-maior-taxa-da-serie-historica-do-ibge.html)

TIPOS DE EMPREENDEDORES

Empreendedorismo por Oportunidade

(descoberta de uma oportunidade de negócio

lucrativa) (LEITE; OLIVEIRA, 2007).

(FONTE: BAGGIO; BAGGIO, 2015, p. 27)

TIPOS DE EMPREENDEDORES

O informal

Este tipo ganha dinheiro porque precisa sobreviver. “O informal está muito ligado a necessidades. A pessoa não tem visão de longo prazo, quer atender necessidade

de agora”, diz Dornelas.

O empreendedor deste perfil trabalha para garantir o suficiente para viver, tem um

risco relativamente baixo e não tem muitos planos para o futuro.

O

cooperado

Este tipo costuma empreender ligado a cooperativas, como artesãos. Por isso,

trabalho em equipe é primordial. Sua meta é crescer até poder ser independente. “Empreende de maneira muito intuitiva”, explica Dornelas. Geralmente, estes

empreendedores dispõem de poucos recursos e tem um baixo risco.

O

individual

Este é o empreendedor informal que se formalizou através do MEI e começa a

estruturar de fato uma empresa. “Por mais que esteja formalizado, ele não está pensando em crescer muito”, diz Dornelas. Este perfil ainda está muito ligado à

necessidade de sobrevivência e geralmente trabalha sozinho ou com mais um

funcionário apenas.

TIPOS DE EMPREENDEDORES

O franqueado e o franqueador

Muitos desconsideram o franqueado como empreendedor, mas a iniciativa de comandar o negócio, mesmo que uma franquia, deve ser levada em conta. Geralmente, procuram uma

renda mensal média e o retorno do investimento. Do outro lado, está o franqueador,

responsável por construir uma rede através de sua marca.

responsável por construir uma rede através de sua marca. O social • A vontade de fazer

O social

A vontade de fazer algo bom pelo mundo aliada a ganhar dinheiro move este empreendedor.

“Este tipo tem crescido muito, principalmente entre os jovens que, ainda na faculdade, têm

aberto o próprio negócio para resolver problemas que a área pública não consegue”, diz Dornelas.

Nesta categoria, trabalho em equipe é primordial e o objetivo é mudar o mundo e inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo.

O corporativo

É o intraempreendedor, ou seja, o funcionário que empreende novos projetos na empresa que trabalha. “O dilema das empresas hoje é aumentar a quantidade de pessoas com esse perfil”, explica. Seu principal objetivo é crescer na carreira, com promoções e bônus.

FONTE: Disponível em: <http://exame.abril.com.br/pme/noticias/os-9-tipos-de-empreendedores-mais-comuns-no-brasil>

TIPOS DE EMPREENDEDORES

O

público

O empreendedor público é uma variação do corporativo para o setor governamental. Para Dornelas, ainda existem muitos funcionários públicos preocupados em utilizar melhor

recursos e inovar nos serviços básicos. Sua motivação está ligada ao fato de conseguir provar

que seu trabalho é nobre e tem valor para a sociedade.

O

do conhecimento

Este empreendedor usa um profundo conhecimento em determinada área para conseguir

faturar. É como um atleta que se prepara e ganha medalhas importantes. “Eles sabem

capitalizar para empreender e fazer acontecer, como escritores e artistas”, explica. Eles

buscam realização profissional e reconhecimento com isso.

O do negócio próprio

Este é o mais comum e costuma abrir um negócio próprio por estilo de vida ou porque pensa grande. “Este é o mais se aproxima do visionário”, define Dornelas. Dentro deste perfil, encontramos subtipos: o empreendedor nato, o serial e o “normal”.

O empreendedor nato costuma ser tido como genial, com trajetória de negócio exemplar.

Já o serial é aquele que cria negócios em sequência. Ele não se apaixona pela empresa em si, mas pelo ato de empreender.

Por fim, o “normal” é o empreendedor que planeja para minimizar os riscos e segue o plano

estabelecido.

FONTE: Disponível em: <http://exame.abril.com.br/pme/noticias/os-9-tipos-de-empreendedores-mais-comuns-no-brasil>

TIPOS DE EMPREENDEDORES

O start-up

Tem como objetivo dar origem a um novo negócio. Ele analisa o cenário e diante de uma oportunidade

apresenta um novo empreendimento.

O ecoempresário

Abrange uma grande variedade de negócios, tais como:

recolhem materiais recicláveis para fábricas que

transformam em novos produtos; vende para empresas e

para o público produtos feitos com materiais recicláveis.

CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES E DAS

EMPREENDEDORAS

Características dos empreendedores segundo Dornelas (2008):

São visionários;

Sabem tomar decisões;

São indivíduos que fazem a diferença;

Sabem explorar ao máximo as oportunidades;

São determinados e dinâmicos;

São dedicados;

São otimistas e apaixonados pelo que fazem;

São independentes e constroem o próprio destino;

Ficam ricos;

São líderes e formadores de equipes;

São bem relacionados (networking);

São organizados;

Planejam;

Possuem conhecimento;

Assumem riscos calculados;

Criam valor para a sociedade.

CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES E DAS

EMPREENDEDORAS

CARACTERÍSTICAS DE PERSONALIDADE

HOMENS

MULHERES

Dá opiniões e é persuasivo; Orientado para metas; Inovador e idealista;

Flexível e tolerante; Orientada para metas; Criativa e realista;

Alto nível de autoconfiança;

Nível médio de autoconfiança;

Entusiasmado e enérgico; Tem que ser seu próprio patrão.

Entusiasmada e enérgica; Habilidade para lidar com o ambiente

social e econômico.

Fonte: HISRICH; PETER, 2004, p. 86

HABILIDADES E COMPETÊNCIAS DOSS EMPREENDEDORES

É necessário ter habilidades técnicas, administrativas e empreendedoras.

HABILIDADES NECESSÁRIAS DOS EMPREENDEDORES

HABILIDADES TÉCNICAS

HABILIDADES ADMINISTRATIVAS

HABILIDADES

EMPREENDEDORAS PESSOAIS

Redação

Planejamento e

Controle interno e de

Expressão oral

estabelecimento de metas

disciplina

Monitoramento do ambiente

Capacidade de tomar decisões Relações humanas

Capacidade de correr riscos Inovação

Administração comercial

Marketing

Orientação para mudanças

técnica

Finanças

Persistência

Tecnologia

Contabilidade

Liderança visionária

Interpessoal

Administração

Habilidade para administrar

Capacidade de ouvir

Controle

mudanças

Capacidade de organizar

Negociação

Construção de rede de relacionamento Estilo administrativo Treinamento

Lançamento de empreendimentos Administração do crescimento

Capacidade de trabalho em

equipe.

Fonte: Hisrich; Peter, 2004, p. 39)

MOTIVAÇÃO DOS EMPREENDEDORES

“Motivação é o processo responsável pela intensidade, direção e

persistência dos esforços de pessoas para o alcance de uma

determinada meta” (ROBBINS, 2005, p. 132).

Alguns fatores que motivam os empreendedores:

Fatores pessoais: desejo de realização pessoal, insatisfação no trabalho, desejo de ganhar dinheiro, desejo ardente de mudar de

vida ou mesmo o fato de ser demitido de seu emprego.

Fatores ambientais: analisar e identificar oportunidades de

negócios ou a possibilidade de entrar em um projeto.

Fatores sociológicos: possibilidade de ter um grupo de pessoas competentes com características semelhantes, influência de

parentes ou modelos já desenvolvidos na família.

DIFERENÇA ENTRE INVENTORES E EMPREENDEDORES

O inventor, o indivíduo que cria algo pela primeira

vez, é alguém altamente motivado por seu

próprio trabalho e ideias pessoais. Além de ser

muito criativo, o inventor tende a ter boa

educação formal, com diploma superior ou, com

mais frequência, com pós-graduação.

Enquanto o empreendedor se apaixona pela organização (o novo empreendimento) e faz

quase tudo para garantir sua sobrevivência e

crescimento.

EMPREENDEDORES OU GERENTES?

DIFERENÇAS NOS SISTEMAS DE ATIVIDADES DE GERENTES E EMPREENDEDORES

GERENTES

EMPREENDEDORES

Trabalham com a eficiência e o uso efetivo dos recursos para atingir metas e objetivos.

Estabelecem uma visão e objetivos e identificam os recursos para torná-los

A chave é adaptar-se as mudanças.

realidade.

O padrão de trabalho implica análise

A chave é iniciar as mudanças.

racional.

O padrão de trabalho implica imaginação

Operam dentro da estrutura de trabalho existente.

e criatividade. Definem tarefas e funções que criem uma

Trabalho centrado em processos que

estrutura de trabalho.

levam em consideração o meio em que se

Trabalho centrado na criação de processos

desenvolve.

resultantes de uma visão diferenciada do

meio.

Fonte: Filion, 2000, p. 3

LÍDER OU EMPREENDEDOR?

Essas figuras se confundem, pois geralmente

andam juntas.

A presença de um líder é fundamental para o sucesso dos negócios.

Características de um líder empreendedor:

Assume riscos calculados;

Gosta de trabalhar com pessoas;

acompanha as mudanças tecnológicas;

Desenvolve competência técnica.

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

CRIATIVIDADE

A criatividade humana se manifesta da seguinte forma:

a criatividade artística, que envolve imaginação e uma

capacidade de gerar ideias originais e novas formas de interpretar o mundo;

a criatividade científica, que envolve curiosidade e uma vontade de fazer experiências e novas conexões para soluções de problemas;

a criatividade econômica, um processo dinâmico que

conduz para inovação em tecnologia, práticas de

negócios, marketing, etc., e está ligada à obtenção de vantagem competitiva na economia. (ONU, 2011, p. 3)

(DUFFY; RAMOS, 2014)

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

CRIATIVIDADE

No Brasil, parece que o maior destaque é a criatividade

artística. No setor da música, na arte e até no futebol,

o país é conhecido pelo seu espírito criativo. Espírito

esse embalado pela nossa diversidade e rica herança

cultural: há várias razões pelas quais o Brasil é visto

como uma nação criativa.

O que parece faltar ao brasileiro é a capacidade de

visualizar essa criatividade como negócio e colocá-la

em prática com eficiência. Em outras palavras, faltaria

ao Brasil a atitude inovadora.

(DUFFY; RAMOS, 2014)

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

INOVAÇÃO

Se a criatividade é relacionada à geração de

ideias, a inovação pode ser considerada a entrega. É como se a ideia fosse a iniciativa, e

a inovação, o resultado.

(DUFFY; RAMOS, 2014)

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

INOVAÇÃO

uma inovação tecnológica de produto é a

implantação/comercialização de um produto com

características de desempenho aprimoradas de modo a

fornecer objetivamente ao consumidor serviços novos ou

aprimorados. Uma inovação de processo tecnológico é a

implantação/adoção de métodos de produção ou

comercialização novos ou significativamente aprimorados. (Manual de Oslo, 2004, p. 21 e p. 130)

A inovação não tecnológica cobre todas as atividades de

inovação que são excluídas da inovação tecnológica. […] Os

principais tipos de inovação não tecnológica tendem a ser

inovações organizacionais e gerenciais. (Manual de Oslo,

2004, p. 130)

(DUFFY; RAMOS, 2014)

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

INOVAÇÃO

O Brasil tem um cenário empreendedor promissor que o

coloca como país de destaque no mundo. Entretanto, aqui

o empreendedorismo ainda acontece mais por necessidade

do que pela oportunidade, e com pouca inovação.

Em termos de criatividade, o Brasil tem um diferencial em

comparação a outros países. É o país da biodiversidade,

uma nação multicultural e linguisticamente unida. Por

outro lado, o Brasil tem um enorme desafio: inserir essa

diversidade no contexto organizacional, transformando a criatividade em inovação.

(DUFFY; RAMOS, 2014)

Modelos de negócio

Organização

Processos

Logística

Produto

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

INOVAÇÃO

Modelos de negócio Organização Processos Logística Produto CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO • INOVAÇÃO

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

INOVAÇÃO

Não envolve apenas alta tecnologia;

Fruto de trabalho;

Envolve processos, gestão e organização.

O conceito está ligado ao mercado (no sentido

de gerar valor);

Agente da inovação é a empresa (gerencia e organiza).