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Tempo

60I

p,6-| (X.e;t Ç'1, t0

n3|clonCIl

Emroco

"Voeês Eanharanuna Étria"

Não

hó

palavrar

que

lnssam

transmitir

corÌc-

t-amenle_aquilo

a

Partido Fretimo com oB comprometidoe com o iegime

colonial. Foram cinco dias de trabalho, de

cinco diae em que, como o repetiria várias vezes o

Presidente

do

que

foi

reunião

forãm

escritas

à traição.

ds

Direcção

esiudo,

Samora

nossa História

og levou

Machel,

lidas páginas dra_

por

mõçambicanos

máticas

cuja trajectória

da

Mas, por esta altura em que a presc.nte edição da <TEMpO> é

posta a circuìar, o importante

será

dizer

lenta, pbr vezes dramática) terrni- nou em apoteos.t com muitos dos participantt:s a chorarcm dc como_

ção. O

pessoas que

saram terem sido informadores da

PIDE

c'onfcs_

qtrc esta reunião

caso

não

(dura, vio-

mcnos:

de

co-

L.ra para

pubìicanìente

pormenores

e deram

mo trabalhavam; ANp's, qltc, corì_ fessararnr rriio tercm sicìo clcs os

autorcs dos discursos patrioteiros que prclferiram como se foss:lrn Ca

sua

sc

corn

estômago de traição; comandos que

dcsvcntraram muÌhr

GEP's

voÌuntários na inscriçã,o

guerra) qtre foram uma das

miris sinistras do excrrcito coìofrial:

pessoirs lig:rdas aos scrviços dc con_

1ra-inforrnirção

las

ton-t lrttrnorado

insuìtavarn,

p('ssoiìs de

qucnt

naçiro,

o

personalidade

os Ìevou ao mais

à

Junho

o

decÌarou-os

gozo Dleno

peÌa

mirior.ia

autoria;

quc

ANp's,

üo

tcmoo

convictos,

os

banquctcaram

encltendo

o

res;

GE's

piìra

e

éì

forças

cblonialistas

(destcs últimos

a

cuolonial (a urna dc

t:onrcntaria

em

c

que

nos

rcsumo.

a

o

Presidentc

<vtlr:ês

r-rãoc?>); crn

consciôncia

pcsirda

a aìic_

de

o comprontctitníìnto,

a

arnbiçiio,

da

ou

a

viì

fraqueza

clebochisrno

dos actos:

No

dia

?

de

traição

pátria.

gruvc

na sessão de

do

homens

encerramento,

partido

Frelimo

livres

com

ã

conferidos

a obriga-

Presidente

dos direitos

e com

Constituição

6

ção dê

cumprirem

com

os deveres

que 'As

da

não

cram dirigidas apenas a'osmilhares de conrprometidos prescntes mas

a

partc

do

mo:

(que,

réguìos,

estigma

ela

promulga.

palavras do dirigente

RevoÌução

todos aquelcs

do

País

compromisso

sipaios,

moçambicana

que

em

usavam

com

o

o

máximo

qualquer

coloniàtis-

OpV's

aliás,

encontro).

estiveram

representados

no

RECONSTRUçÃO

NAbTONAL

DEFESA

E

Alguns

dos

DA

PÁTRIÂ

momentos

mais

co_

moventes do encerramento

sido

e

Partido

-Comandos

terão

os

ex_

ao

a oferta

de

voluntária

GEp's

usarem

que

fizeram

os seus conhe-

cimentos

da

Pátria contra os ataques dos ban-

dos_ arm-ados orqueltrados peta RAS, a oferta de mais de quarenta contos para apoio à realização do

da

OMM

o

o

çar

Presidente Samora

'Jado oportunidade

aquel,es moçambicanos; o próprio

militares

na

defesa

IV Congresso;

as

mulheres

que entraram

louvando

na sala a dan- partído

e

MacheÌ

por

ter

de

tibertação

Tempo, no.609, 13 de Junho de 1982, pág.5-8

Enr clnro e

ao

lado

Âspecto

geral

dn

Sessôo

mercrtem

doc

ANpr

S'

Iìtensagemdos GEP's

Mensagem dos agentes da PIDE

Mensagem dos comandos

discurso do Presidente do Partido Frelimo, um documento ímpar na História da RPM. Terá sido o so- matório disto tudo que fez daquele encontro uma reunião histórica e única no m€morial das revoluções proletárias.

Tanto mais porque os ex-com- prometidos se ofereceram para as tarefas da reconstrução nacional,

para as tarefas da vigilância con- tra os bandidos que infestam as

cidaCês e

para

as

tarefas

das

ODM's.

Só naqueles momentos é que aqueles homens e mulheres com- preenderam que a dimensão humana do Partido não é mero

slogan mas prática materializada desde os primórdios da Luta de

Libertação Nacional: quem

que'a Direcçãodo Partido reuniu-

-se com os Simangos, Khavanda- mes, e outros que tais? Aliás, um dos exemplos, mais recentes,gu€ o Presidente daria foi a reunião,

em 1978, com os

poÌÍticos

ignora

ex-prisioneiros

(unossos militantesr) du-

rante a qual o Partido quis rece- ber o relatório do seu comporta-

mento nas prisões da PIDE. E houve aqueles que tinham traído, os que tinham vacilado s os eue não vergaram p,eranteo inimigo. Houve os heróis. <Todos, sem excepção, são quadros válidos, prontos a executarem tarefe a qualquer momento>,diria o Pre- sidente Samora Machel exortan- do os comprometidoscom o colo- nialismo.

os QUE FORAM PRESOS

Desta reunião nem todosos que

estiveram na primeira sessãotive-

assistir à

ram

oportunidade de

sessão de encerrament'o.Foram, entretanto, presos.Trata-sedetrês

casosem eus num, o pide fazia-se desentendido, expressava-se com

sinismo e arrogância tendo trtesmo

chegado a

que lhe fizes-

sem redordar os actos por ele co- metidos na sua trajectória de de- nunciante. Outro, também um pi-

de, forneceu a rama, o verniz dos seus actos, ocultando a parte es- sencial sem conseguir, na sua in- tervenção, ocultar o ódio pela Fr'elimo. Ginástica difícil esta, optou por se transformar numa pequena carcaça (<estou moral-

pedir>

nlente

do na verdade representava urna Peça tendente a comover os pre- sentes. Toda a vida comprometido com a PIDE, prestou serviÇo em várias partes ao Sul do Save e a sua trajectória foi interrompida pela Vitória da Luta Armada.

destruído>, diria ele) quan-

O terceiro detido foi um auxi-

liar

Freitas, mais conhecidopor <Ma- lalanhana>. Aquele auxiliar era o

do Adrrrinistrador Ferraz de

chefe de um grupo de sipaios de

deportaçãode muitos moçambica-

nos para S. Tomé.

Estes três casosforam apenas os mais graves porque outros hou- ve em que as meias-verdadese as

memória e responsável pela

' meias-tintas foram

a nota das in-

tervenções,imediatamente denun- ciadas pelo Presidente Samora Machel. Outros ainda tiveram di- ficuldade real em se auto-retrata- rem tal é a enormicladeCos cri- mes de que são cúmplices ou co-

meteram.

UMA VITORIA DO POVO

Na sessão de encerramento o Presidente Samora Machel diria que (queremos que todos sejam patriotas, que todosna medida das suas possibilidadese capacidades reforcem cada vez mais o nosso instrumento principal que derrotou

o colonialismo que é a unidade

Nacional, inviolabilidade das nos- sas fronteiras, a paz, o progresso. o bem-estarsociale a justiça>.

Noutro passo diria o mais alto dirigente do Partido:

<Procurámosfazer com que vo-

cês encontrassemo caminho para se libertarem do passadoa que

continuam

do passadonão é ter medo de re-

conhecer que ele existe. É othá-lo

de frente

ligados e libertar-se

A

vossadescoloniza-

.ção mental é o nosso objectivo.>

Para o nossopbvo estemo- mento representamaisuma vitória sobre o colonialismo, sobre o tri- balismo, sobre'o divisionismoe so- bre o racismo. Esta é mais uma vitória na libertação da terra e dos homensr. Na próxima edição daremos re- lato mais detalhadodestahistórica reunião.

(

)

A.M.

O Presldente Santora Mrehel

tlflcavem

cada um dos grupos,

mandou deltar abaho as plaeas rrJá não há comprometldoslr dlrla

do eorredor

e que

ldm.

o Presldente

do Psrtldo