Aula 21

Engenharia Civil p/ Perito Criminal - PCDF (Com videoaulas)
Professor: Marcus Campiteli

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

AULA 21: NBR 12.721, NBR 13.752
e NBR 14.653
SUMÁRIO

PÁGINA

APRESENTAÇÃO DO CURSO

1

NBR 12721

2

NBR 13752

24

NBR 14653-1

30

NBR 14653-2

39

NBR 14653-3

53

NBR 14653-4

71

QUESTÕES COMENTADAS

93

LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS NA AULA

137

GABARITO

154

Olá, Pessoal
Esta parte da matéria exige o conhecimento das definições e
termos dessas normas, conforme se pode verificar nas questões
apresentadas.
02197377701

Por isso, a fonte principal será a própria norma.
Bons estudos !

1

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

NBR 12721
Esta Norma estabelece os critérios para avaliação de custos
unitários, cálculo do rateio de construção e outras disposições
correlatas, conforme disposições fixadas e exigências estabelecidas
na Lei Federal 4.591/64.
1 - DEFINIÇÕES
Projeto arquitetônico aprovado: Conjunto de pranchas da
edificação aprovado pela autoridade local competente.
Nota: Constitui um dos documentos a ser arquivado no Ofício de
Registro de Imóveis, conforme art. 32, alínea d, da Lei 4.591/64.

Projetos da edificação: Conjunto de estudos e desenhos
constantes dos projetos arquitetônico, estrutural, de instalações etc.,
da obra objeto de incorporação ou instituição de condomínio
discriminados na NBR 12722.

Projetos-padrão: Projetos selecionados para representar os
diferentes tipos de edificações, que são usualmente objeto de
incorporação

para

construção

em

condomínio

e

conjunto

de

edificações, definidos por suas características principais:

a) número de pavimentos;

02197377701

b) número de dependências por unidade;
c) áreas equivalentes à área de custo padrão privativas das
unidades autônomas;
d) padrão de acabamento da construção; e
e) número total de unidades

2

Engenharia Civil . para efeitos de identificação e discriminação. arquitetônico. Pavimento térreo: Pavimento com acesso direto à via pública. sujeita às limitações da lei. subsolo etc. corresponderá ao principal pavimento de acesso da edificação. assinalada por designação especial numérica ou alfabética. Campiteli Aula 21 Nota: Estas características servem de base aos Sindicatos da Indústria da Construção Civil para o cálculo dos custos unitários básicos. Áreas de edificação: Áreas estabelecidas a partir da seguinte classificação geral: a) áreas reais de projeto. podendo especificadas no receber diferentes respectivo projeto nomenclaturas. Unidade autônoma: Parte da edificação vinculada a uma fração ideal de terreno e coisas comuns. subloja. distantes entre si numa altura correspondente ao pédireito mínimo previsto na legislação municipal. Quando forem vários os acessos diretos. Marcus V. a serem tais como mezanino.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 3 . Andar: Pavimento que está acima ou abaixo do pavimento térreo. definida pela sua área. Pavimento: Parte coberta da edificação situada num mesmo nível ou em vários níveis situados entre os planos de dois pisos superpostos. sobreloja. ou parte descoberta do prédio. andar-tipo. 02197377701 destinada a fins residenciais ou não. constituída de dependências e instalações de uso privativo e de parcela das dependências e instalações de uso comum da edificação. b) áreas em relação ao uso.

Área real global da edificação: Soma das áreas cobertas e descobertas reais. situadas nos diversos pavimentos da edificação. e b) uso comum. Campiteli Aula 21 c) áreas equivalentes em relação às áreas padronizadas. de pilares e demais elementos construtivos. Área real total do pavimento: Soma das áreas cobertas e descobertas reais de um determinado pavimento medidas a partir do projeto arquitetônico.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil . calculadas a partir do projeto arquitetônico aprovado. 4 . Marcus V. 02197377701 calculadas a partir do projeto arquitetônico aprovado. e d) áreas em relação à forma de divisão (distribuição) Áreas reais de projeto: Medidas de superfície tomadas a partir do projeto arquitetônico utilizadas para os cálculos dispostos nesta Norma. Área real total da unidade autônoma: Soma das áreas cobertas e descobertas reais e condominiais que definem a área total da unidade autônoma considerada. Áreas reais: Medida da superfície de quaisquer dependências. ou conjunto de dependências. nela incluídas as superfícies das projeções de paredes. Áreas em relação ao uso: Áreas do projeto arquitetônico estabelecidas pelos seguintes tipos: a) uso privativo. cobertas ou descobertas.

os 02197377701 depósitos. Marcus V. situada em determinado andar ou em dois ou mais andares interligados por acesso também privativo. Área privativa principal: Área da unidade autônoma de uso exclusivo. Campiteli Aula 21 Áreas de uso privativo: Áreas cobertas ou descobertas que definem o conjunto de dependências e instalações de uma unidade autônoma. tais como: depósitos.Engenharia Civil . cuja utilização é privativa dos respectivos titulares de direito. destinada à moradia. Notas: 1) O responsável pelo cálculo deve informar a vinculação correspondente da parte acessória à principal. situada fora dos limites físicos de sua área privativa principal. 2) A vinculação de áreas em uma unidade autônoma constitui-se em opção do incorporador. vagas e demais áreas assemelhadas podem constituir uma unidade autônoma principal.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. destinada a usos acessórios. com suas respectivas áreas e a correspondente parcela na composição do coeficiente de proporcionalidade da unidade autônoma. Área de vaga de garagem: Área destinada ao estacionamento de veículo automotor. Subdividem-se em áreas privativas principais e áreas privativas acessórias. atividade ou uso principal da edificação. box de lavanderia. 5 . desde que atendidos os requisitos legais de acesso direto e viabilidade de delimitação física e as respectivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns. ou podem ainda compor as partes de uso comum da edificação. vagas de garagem. Não havendo a vinculação explícita. Área privativa acessória: Área da unidade autônoma de uso exclusivo.

Marcus V. Área de vaga de garagem de uso comum e indeterminado: Área de estacionamento comum e indeterminado de veículo automotor. Campiteli Aula 21 Área de vaga de garagem vinculada à unidade autônoma: Área de estacionamento privativo de veículo automotor. demarcada e identificada em projeto tão somente para efeito de quantificação e disponibilidade. sem atribuição de fração ideal específica no terreno e partes comuns do condomínio.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. demarcada e identificada em projeto arquitetônico. que pode ser utilizada em comum por todos ou por parte dos titulares de direito das unidades autônomas. 6 . pode ser tratada como área de uso comum de divisão não 02197377701 proporcional. Quando atribuído direito de uso de vaga (s) à unidade autônoma. demarcada e identificada em projeto arquitetônico e vinculada à área privativa principal da unidade autônoma por direito de propriedade. pode ser tratada tecnicamente como área de uso comum de divisão proporcional. Área de uso comum: Área coberta e descoberta situada nos diversos pavimentos da edificação e fora dos limites de uso privativo. a critério do incorporador. e que. Área de vaga de garagem como unidade autônoma: Área de estacionamento privativo de veículo automotor. será considerada como unidade autônoma. com atribuição de fração ideal própria no terreno e partes comuns do edifício. Quando não atribuído direito de uso de vaga (s) à unidade autônoma. com acesso que independe da ocupação das demais vagas consideradas como unidades autônomas ou a outras vagas de uso comum e indeterminado.Engenharia Civil .

b) áreas cobertas de padrão diferente. que possuem áreas de padrão de acabamento projeções de nelas 02197377701 semelhantes às respectivas áreas dos projetos-padrão adotados nesta Norma. classificadas como: a) áreas cobertas padrão. Marcus V. c) áreas descobertas. Campiteli Aula 21 Área de uso comum de divisão não proporcional: Área coberta e descoberta situada nos diversos pavimentos da edificação e fora dos limites de uso privativo que.Engenharia Civil . paredes. ou mesmo por todos (quando o seu uso não depender de qualquer relação de proporcionalidade com as respectivas áreas privativas da unidade autônoma considerada). e d) áreas equivalentes à área de custo padrão total Áreas cobertas padrão: Medidas de superfícies de quaisquer dependências cobertas. tendo como 7 . tenha sua construção. Áreas cobertas de padrão diferente: Áreas cobertas de padrão de acabamento substancialmente inferior ou superior ao tipo escolhido entre os padronizados nesta Norma.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. por sua finalidade. incluídas de pilares e as superfícies das demais elementos construtivos. localização e uso atribuídos à responsabilidade de parte dos titulares de direito de unidades autônomas. Áreas em relação às áreas padronizadas: Áreas utilizadas nos projetos-padrão que serviram à definição do lote básico para cálculo do custo unitário básico. Áreas descobertas: Medida da superfície de quaisquer dependências não cobertas que integram a edificação.

Área equivalente em área de custo padrão total: Áreas equivalentes em área de custo padrão total. Pode ser. e determinadas dependências de uso comum ou privado ou de toda a edificação. a um pavimento.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 exemplos a área de serviço e estacionamento descobertos. Marcus V. estabelecida pelas seguintes condições: a) as áreas cobertas-padrão. Áreas em relação à divisão: Áreas estabelecidas conforme os itens seguintes: . tendo como exemplo apartamento de porteiro ou zelador.área de divisão proporcional: Área de uso comum cuja 02197377701 construção é da responsabilidade dos titulares de direito das diferentes unidades autônomas que compõem a edificação na proporção das respectivas áreas equivalentes de divisão não- proporcional. utilizada quando este custo é diferente do custo unitário básico da construção adotado como referência. e c) as somas das áreas cobertas-padrão e equivalentes relativas a uma determinada unidade autônoma. . terraço privativo etc.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. b) as áreas equivalentes virtuais.área de divisão não proporcional: Área privativa ou área de uso comum que por sua finalidade tenha sua construção atribuída à responsabilidade dos titulares de direito de uma ou mais unidades 8 . Área equivalente: Área virtual cujo custo de construção é equivalente ao custo da respectiva área real. maior ou menor que a área real correspondente. conforme o caso. com suas medidas reais.

Marcus V. Campiteli Aula 21 autônomas.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.591/64. com a inclusão. dos itens descriminados no Quadro III. Custo global da construção: Valor mínimo que pode ser atribuído à construção da edificação para fins do disposto no art. da Lei 4. do Anexo A: 02197377701 9 . no mínimo.Engenharia Civil . e corresponde ao somatório dos seguintes itens: a) valor resultante da multiplicação desse custo unitário básico pelo somatório de todas as suas áreas equivalentes à área de custo padrão. e b) valor de todas as demais despesas não incluídas no cálculo do custo unitário básico. quando o contrato for de Construção por Administração. independentemente de qualquer relação de proporcionalidade com as respectivas áreas privativas da construção. É calculado com a utilização do custo unitário básico divulgado pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil da localidade correspondente ao padrão mais semelhante ao do imóvel incorporado. 32.

10 . Campiteli Aula 21 Custo unitário básico (CUB): Custo por metro quadrado de 02197377701 construção do projeto-padrão considerado. Custo unitário da construção: Quociente da divisão do custo global da construção pela área equivalente em área de custo padrão total.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. os quais devem ser arquivados no Ofício de Registro de Imóveis.3 da NBR 12721. calculado de acordo com a metodologia estabelecida no item 8. e que serve de base para a avaliação dos custos de construção das edificações. pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil.Engenharia Civil .

cuja obrigação de custeio de construção foi transferida aos adquirentes das demais unidades autônomas do empreendimento. atribuídas à unidade autônoma.Engenharia Civil . os coeficientes correspondentes a estas unidades deverão ser 02197377701 redistribuídos entre as demais unidades autônomas na proporção de seus coeficientes de construção. calculada conforme previsto na convenção de condomínio. Coeficiente de proporcionalidade: É a proporção entre a área equivalente em área de custo padrão total da unidade autônoma e a área equivalente em área de custo padrão global da edificação. Marcus V. da Lei 4. Coeficiente re-rateio de construção: No caso da existência de unidades ou parte destas dadas em pagamento do terreno. Campiteli Aula 21 Custo de construção da unidade autônoma: Valor atribuído à parcela da construção da unidade autônoma. extraordinárias. para os fins do disposto no art. Área sub-rogada: É aquela relativa às unidades a serem entregues em pagamento ao proprietário do terreno. produto da área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma pelo custo unitário da construção. Fração ideal: Fração expressa de forma decimal ou ordinária que representa a parte ideal do terreno e coisas de uso comum atribuída à unidade autônoma. 32. ou ambas.591/64. Cota proporcional extraordinárias de de despesas condomínio: Cota ordinárias proporcional e que corresponde às despesas ordinárias. 11 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. sendo parte inseparável desta. no condomínio.

Engenharia Civil . o qual estabelece as condições e formas de sua eventual prorrogação. Não confundam com os conceitos de obra pública vistos da Aula de Análise Orçamentária). Nota: Os contratos. Campiteli Aula 21 Nota: A utilização do custo unitário básico para orçamentação expedita somente pode ser feita pela multiplicação deste pela área equivalente nos termos da NBR 12721. (Esse conceito de “regime de empreitada” refere-se a obras privadas. podem ser realizados sem que haja vinculação 02197377701 de qualquer prestação ou parcela de pagamento com o cronograma da obra. contado a partir da data de início da construção. os serviços necessários à realização da construção e os respectivos prazos. Marcus V. Entrosamento do cronograma das obras com as prestações da construção: Consiste na vinculação parcial ou total de prestações ou parcelas de pagamento da construção previstas no contrato às diferentes fases de desenvolvimento dos serviços considerados no cronograma da obra. Cronograma de obras: Documento em que se registram. quer sob o regime de administração ou sob o regime de empreitada. Prazo contratual: Período de tempo previsto para a entrega das obras. Prestações ou parcelas de pagamento da construção: Partes do custo global da construção a serem pagas nas datas preestabelecidas no contrato e destinadas à cobertura das despesas com a construção. que deve constar do contrato. 12 . previstos em função dos recursos e facilidades que se supõem serem disponíveis.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. pela ordem de sucessão em que são executados.

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

2 – CUSTO UNITÁRIO BÁSICO (CUB)
Conforme vimos nas definições, o CUB representa o custo por
metro quadrado de construção do projeto padrão considerado,
calculado de acordo com a metodologia estabelecida na NBR 12721,
pelos Sinduscons, em atendimento à Lei 4591/64, e que serve de
base para a avaliação de parte dos custos de construção de
edificações.
Na

formação

destes

custos

unitários

básicos

não

foram

considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na
determinação dos preços por metro quadrado de construção, de
acordo

com

o

estabelecido

no

projeto

e

especificações

correspondentes a cada caso particular: fundações, submuramentos,
paredes-diafragma,
elevador(es);

tirantes,

rebaixamento

equipamentos

e

de

instalações,

tais

lençol

freático;

como:

fogões,

aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado,
calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não
classificado

como

complementares;
esporte),

área

construída);

urbanização,

ajardinamento,

recreação

instalação

obras

e

(piscinas,

e

serviços

campos

regulamentação

de
do

condomínio; e outros serviços; impostos, taxas e emolumentos
cartoriais,

projetos:

projetos

arquitetônicos,

projeto

estrutural,

projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor;
02197377701

remuneração do incorporador.
O CUB é calculado com base nos diversos projetos-padrão
estabelecidos

pela

ABNT

NBR

12721,

mensalmente

pelos

Sinduscons, levando-se em consideração os lotes básicos de
insumos (materiais de construção, mão de obra, despesas
administrativas e equipamentos) com os seus respectivos
pesos constantes na referida norma .

13

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
Os salários, os preços dos materiais de construção, as despesas
administrativas e os custos com aluguel de equipamentos são
pesquisados mensalmente pelos Sinduscons.
O custo de construção calculado de acordo com esta Norma
deve representar o custo efetivo da construção praticado pelas
construtoras. Para tanto a coleta de preços deve:
a) ser mensal e efetuada entre o 1º e o 25º dia do mês de
referência do custo;
b) ser realizada preferencialmente junto às construtoras:
1) no caso dos materiais de construção, a coleta pode
eventualmente ser realizada com informações levantadas
junto a fornecedores da indústria, do comércio atacadista
ou varejista, sendo que os preços dos materiais, posto
obra, devem incluir as despesas com tributos e fretes.
2) os valores informados para os salários não devem
incluir as despesas com encargos sociais; e
c) ser realizada por meio de questionário, que deve definir as
especificações e a unidade do insumo informado.
Na

determinação

dos

custos

unitários

básicos,

os

Sinduscons devem adotar os seguintes procedimentos:
02197377701

a) os preços coletados de acordo com as determinações
apresentadas no subitem 8.3.3 da NBR 12721 (acima)
devem

ser

submetidos

a

uma

análise

estatística

de

consistência;
b) após análise de consistência, procede -se ao cálculo do
promédio de cada insumo;
c) o valor do promédio de cada insumo aplica-se ao coeficiente
físico correspondente ao respectivo insumo no lote básico de
cada projeto-padrão;
14

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
d) para o cálculo dos custos da mão de obra, aplica-se o
percentual relativo aos encargos sociais e benefícios: – este
percentual deve incluir todos os encargos trabalhistas
e

previdenciários,

direitos

sociais

e

obrigações

decorrentes de convenções coletivas de trabalho de cada
Sindicato; – o método de cálculo e o percentual de
encargos sociais e benefícios devem ser explicitados
pelos respectivos Sindicatos da Indústria da Construção
Civil.
Os Sinduscons têm a faculdade de eleger ou apurar um
CUB padrão representativo de sua região, desde que explicitem o
critério utilizado para obtê-lo, ficando na obrigação de divulgá-lo
mensalmente, até o dia 5 do mês subseqüente, juntamente aos
demais custos unitários de construção referentes aos projetos-padrão
previstos nesta Norma e calculados conforme os critérios nela
estabelecidos, com a finalidade específica de servir como indexador
contratual.
Isso significa que cada Sinduscon pode escolher um projetopadrão específico para acompanhar os custos da construção.

3 – DETERMINAÇÃO DAS ÁREAS
02197377701

a) Área Real do Pavimento
Área

da

superfície

limitada

pelo

perímetro

externo

da

edificação, no nível do piso do pavimento correspondente, excluídas
as áreas não edificadas.
No caso do pavimento em pilotis, é igual à do pavimento
imediatamente acima, acrescida das áreas cobertas, externas à
projeção deste e das áreas descobertas que tenham recebido

15

e . 16 .das faces externas das paredes externas da edificação. contorna da as unidade autônoma. b) Área real privativa da unidade autônoma Área da dependências superfície limitada pela privativas. em relação à área de uso comum. excluídas as áreas não edificadas. passando pelas projeções: . e . excluídas as áreas não edificadas.Engenharia Civil .dos eixos das paredes que separam as dependências privativas da unidade autônoma considerada. Marcus V.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.das faces internas. das dependências de uso comum.das faces externas das paredes externas da edificação. passando pelas projeções: . d) Área coberta Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência coberta. excluídas as áreas não edificadas. Campiteli Aula 21 tratamento destinado a aproveitá-las para outros fins que não apenas os de ventilação e iluminação. coberta ou descoberta. das 02197377701 paredes que a separam das unidades autônomas. passando pelas projeções: .das faces externas das paredes externas da edificação e das paredes que separam as dependências privativas da unidade autônoma. c) Área real de uso comum Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência de uso comum. cobertas ou linha que descobertas. das dependências privativas de unidades autônomas contíguas.

dos eixos das paredes divisórias de áreas descobertas contíguas. e .dos eixos das paredes divisórias de dependências contíguas. das paredes que a separam de quaisquer dependências cobertas.Engenharia Civil . em relação à área coberta considerada.das faces externas.das faces internas. em relação à área coberta considerada.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. e) Área descoberta Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência descoberta. . ou seja: 17 . Cada dependência deve ser considerada em três dimensões. no caso de ser ela própria de uso privativo. e . Campiteli Aula 21 . para cada dependência em que for empregado. tendo seu custo real efetivo orçado ou estimado com os mesmos critérios utilizados no orçamento-padrão. sejam calculados da seguinte forma. das paredes que a separam de dependências de uso comum. se forem ambas de uso comum ou ambas de uso privativo. quando ambas forem de uso privativo ou de uso comum. em relação à área descoberta considerada.das faces externas das paredes externas da edificação.das faces externas. f) Área equivalente 02197377701 É recomendável que os coeficientes de equivalência de custo. excluídas as áreas não edificadas: . . Marcus V. no caso de ser ela própria de uso comum. . perante o custo padrão da construção.de projeção de arestas externas do elemento de cobertura quando não for limitada por parede. passando pelas projeções.

e .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.padrão: .50 a 0.30 a 0. fundações. podem ser utilizados os seguintes coeficientes médios que foram utilizados no cálculo de equivalência de áreas dos projetos .nas estruturas.75 a 0.60. .área privativa (unidade autônoma padrão): 1. O coeficiente para cálculo da equivalência de área é o resultado da divisão do custo unitário dessa área dividido pelo último custo unitário básico de mesmo padrão divulgado.área de loja sem acabamento: 0.com o seguinte critério de delimitação de perímetro da área dessa dependência: incluir as paredes externas não confrontantes com outra área construída e incluir a metade da espessura da parede confrontante com as outras áreas construídas.40 a 0. . Campiteli Aula 21 - com os acabamentos efetivamente empregados nessa dependência. Como este custo é simplificado por definição. .60.garagem (subsolo): 0.90.00.varandas: 0.00. 02197377701 . dividido pela respectiva área definida também no parágrafo acima. . podem ser desconsideradas neste cálculo as eventuais repercussões indiretas de custo .75 a 1. O custo unitário equivalente dessa dependência será obtido pela divisão do custo orçado ou estimado conforme o parágrafo anterior.área privativa salas com acabamento: 1.05 a 0.terraços ou áreas descobertas sobre lajes: 0. 18 . Na falta destas demonstrações. etc.área privativa salas sem acabamento: 0.Engenharia Civil .estacionamento sobre terreno: 0. .75.00. .10. Marcus V.

50 a 0. . Marcus V.75.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.50 a 0.Engenharia Civil . .área de projeção do terreno sem benfeitoria: 0. c) Custo Global da Construção 19 .casa de máquinas: 0. . quintais. só poderá ser aplicado à área da edificação para fins de obtenção de custos parciais (das unidades autônomas) ou globais (da edificação) quando esta for convertida.: 0. e . Campiteli Aula 21 . usando-se a metodologia da NBR 12721.75.barrilete: 0.00.50 a 0.área de serviço – residência unifamiliar padrão baixo (aberta): 0. em área equivalente à área de custo padrão.piscinas. b) Estimativas A estimativa dos custos de construção.50.75. acrescido das demais parcelas que formam o custo unitário da edificação. é feita a partir dos “custos unitários básicos” correspondentes aos projetos-padrão definidos na norma NBR 12721 e mensalmente divulgados pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil e das áreas equivalentes em área de custo padrão calculadas como indicado na NBR 12721.caixa d’água: 0.75. etc. que em cada caso 02197377701 particular deve ser arquivada no Ofício de Registro de Imóveis pelo incorporador. .50 a 0.CRITÉRIOS PARA CÁLCULOS EXPEDITOS DOS CUSTOS DE CONSTRUÇÃO a) Homogeneização das áreas para fins de cálculo de custo O custo unitário básico. 4 .

d) Custo unitário de construção ou valor por metro quadrado de construção Divide-se o custo global da construção. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. tais como: fundações especiais. taxas e emolumentos cartorários. Marcus V. e) Custo de construção da unidade autônoma Multiplica-se o preço por metro quadrado da construção pela área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma considerada. 3) outras despesas indiretas. obras e serviços complementares e outros serviços. elevadores. 2) parcelas adicionais.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. e 7) remuneração do incorporador. relativas a todos os elementos ou condições não incluídas nas relações quantitativamente discriminadas de materiais e mão-de-obra correspondentes ao projeto-padrão. 4) impostos. playground. 5) projetos. 6) remuneração do construtor. Campiteli Aula 21 Soma das seguintes parcelas: 1) produto da área equivalente em área de custo padrão global pelo custo unitário básico. pela área equivalente em área de custo 02197377701 padrão global. calculado do modo indicado no item anterior. f) Atualização dos custos da construção para arquivamento no Ofício de Registro de Imóveis 20 .Engenharia Civil . equipamentos e instalações.

acrescido do que se estimar necessário. serão estimadas por processo aproximado de uso corrente. para fins de arquivamento no Registro Geral de Imóveis. (não confundam essas premissas com as aplicáveis às obras públicas vistas na Aula de Análise Orçamentária) Os custos unitários dos serviços são calculados aos preços vigentes na data do orçamento. por falta do projeto completo 02197377701 disponível nessa ocasião. 21 . em certo mês.Engenharia Civil . nas construções por administração.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. relativos ao próprio mês ou a um dos dois meses anteriores. g) Orçamento Documento onde se registram as operações de cálculo de custo da construção. O montante do orçamento calculado para figurar em contratos. utilizando-se as composições de custo que. no entender do responsável pela construção. não pode ser inferior ao da estimativa feita a partir dos custos unitários básicos e arquivado no Registro Geral de Imóveis. sejam as mais adequadas a cada caso. As despesas de execução de cada serviço são determinadas como o produto da quantidade de serviço efetivamente medido no projeto pelo respectivo custo unitário. Marcus V. lavrados antes do término das fundações. somando todas as despesas correspondentes à execução de todos os serviços previstos nas especificações técnicas e constantes da discriminação orçamentária. a fim de compensar eventuais aumentos de custo no semestre subseqüente. As quantidades de serviço que. Campiteli Aula 21 A avaliação do custo global da obra e dos custos das unidades autônomas só é considerada atualizada. não puderem ser levantadas por medição em plantas. se baseada em custo unitário básico e demais custos.

conforme a tabela. Campiteli Aula 21 Considera-se o orçamento como “atualizado” quando estiver baseado nos preços vigentes no mês do contrato ou relativos a um dos dois meses anteriores. 5 – PROJETOS-PADRÃO Para representar os diferentes tipos de edificação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. usualmente objeto de incorporações. 02197377701 22 . são considerados na NBR 12721 os projetos adiante definidos por suas características principais e acabamentos.Engenharia Civil .

Marcus V.com.pdf> 23 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Campiteli Aula 21 02197377701 Fonte: <http://www.sinduscon-to.Engenharia Civil .br/administracao/files/File/tabprojcub2006.

passando a pertencer definitivamente ao proprietário. aluvião. c) voluptuária: não aumenta o uso normal do bem. fratura ou dano. melhorá-lo ou embelezá-lo. Fungível: Diz-se de um bem consumível que pode ser pesado. Conservação: implica maiores despesas que as de uma simples 02197377701 manutenção. incorporados permanentemente ao bem ou ao solo pelo homem. qualidade e quantidade. Marcus V.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. c) mista: quando se dá simultaneamente por fato natural e por ação do homem. Esbulho: Privação total ou parcial da posse de quaisquer bens alheios. avulsão. abandono de álveo. sem destruição. pode ser substituído ou trocado por outro da mesma espécie. Benfeitoria: Obras ou serviços que se realizem em um móvel ou imóvel com o intuito de conservá-lo. b) artificial: quando por efeito exclusivo de fato ou ação do homem. etc. terraplenagem. a) necessária: finalidade de conservar o bem ou evitar a sua deterioração. etc. e que. por convenção das partes. b) útil: aumenta ou facilita o uso do bem. 24 . contado ou medido. Campiteli Aula 21 NBR 13752 Acessão: Modo originário de aquisição da coisa acessória que adere materialmente ao imóvel. podendo ter origem: a) natural: formação de ilhas. que não podem ser retirados. sendo sua finalidade de mero recreio ou deleite. com ou sem violência ou fraude de terceiros. tais como plantações.

3 – Requisitos Essenciais 02197377701 Nas perícias judiciais torna-se obrigatória a obediência aos requisitos essenciais: - Inclusão de um número adequado de fotografias por bem periciado. Direitos: Servidões. Direitos Hereditários. com reformas preventivas ou corretivas de sua deterioração natural. materiais construtivos etc.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Avaliações. Vistorias e outras. Arrendamentos. ou inviabilizariam a compra. Vícios redibitórios: Vícios ocultos que diminuem o valor da coisa ou a tornam imprópria ao uso a que se destina. ensejariam pedido de abatimento do preço pago. - Execução de um croqui de situação. dimensões. Concessões. Direitos Possessórios e outros. - Descrição sumária dos bens: aspectos físicos. Usufruto. 25 . Explorações e outros. utilidades. Marcus V.Engenharia Civil . áreas. e que. Campiteli Aula 21 Manutenção: Ato de manter um bem no estado em que foi recebido. 2 – Natureza do Objeto quanto à Natureza Frutos: Aluguéis. se fossem do conhecimento prévio do adquirente. Comodatos. Propriedade Limitada ou Nua-Propriedade: Quando a propriedade sofre limitação em alguns de seus direitos elementares em virtude de ônus real que sobre ela recai. Exames. Perícias: Arbitramentos.

apontando as prováveis causas e consequências. materiais construtivos etc. quando se fizerem necessários. - Descrição detalhada dos bens: aspectos físicos. - Juntada de orçamento detalhado e comprovante de ensaios laboratoriais.Engenharia Civil . quando possível e/ou necessário - considerações finais e conclusões 6 – Vistoria - Caracterização da região 26 . - Análise dos danos e/ou eventos encontrados. - Indicação e perfeita caracterização de eventuais danos e/ou eventos encontrados. 4 – Requisitos Complementares Os requisitos essenciais com os seguintes complementos: - Inclusão de número ampliado de fotografias . Campiteli Aula 21 - Indicação e perfeita caracterização de eventuais danos e/ou eventos encontrados. Marcus V.maior detalhamento. - Apresentação de plantas individualizadas dos bens. com planta de articulação das fotos perfeitamente numeradas. dimensões. áreas. 5 – Atividades Básicas - vistoria e/ou exame do objeto da perícia 02197377701 - diagnóstico dos itens objeto da perícia - coleta de informações - escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais - análise das ocorrências e elementos periciais - soluções e propostas.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. utilidades. que podem ser obtidas sob forma de croqui.

solo. 8 – Caracterização do Imóvel - Localização e identificação do bairro. relevo. ensino e cultura. lazer.Caracterização da Região - Caracterização física: relevo. rede bancária. área e confrontantes. 10 – Caracterização das Benfeitorias 27 . combate a incêndio. 02197377701 - Equipamento urbano. restrições físicas. urbanização e infra-estrutura urbana - Equipamentos e serviços comunitários: transporte coletivo. saúde. correios. - Ocupação e/ou utilização legal e real. comunicações. adequada à região. meio ambiente e outros - Melhoramentos públicos: vias de acesso. recreação e outros - Potencial de aproveitamento: parcelamento e uso do solo. segurança. Campiteli Aula 21 - Caracterização do imóvel e de seus elementos - Constatação de danos - Condições de estabilidade do prédio - Fotografias - Plantas do prédio - Subsídios esclarecedores 7 . dimensões. prevista e atual. legais e socioeconômicas de uso e outros. Marcus V. acessos e elementos de cadastro legais e fiscais. subsolo. características de solo e subsolo. coleta de lixo. logradouro(s). serviços e melhoramentos públicos. comércio.Engenharia Civil . número(s).PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 9 – Caracterização do Terreno - Perímetro. forma geométrica. ocupação.

Marcus V. qualquer dos danos que seja a nomenclatura (fissura. equipamentos e tratamentos: - compreendendo as instalações mecânicas. - elétricas e hidráulicas. ênfase para cobertura e acabamentos. compreendendo classificação. rachadura. trinca. da construção. do prédio e das instalações. 02197377701 12 – Condições de Estabilidade do Prédio - Qualquer anormalidade deve ser assinalada e adequadamente fundamentada. - de lixo. b) Instalações. dimensões. devem ser obtidas plantas ou elaborados croqui do terreno.Engenharia Civil . - quantificação. eletromecânicas e eletrônicas de ar-condicionado.). - características fundações. 11 – Constatação de Danos - Caracterizar. etc. Campiteli Aula 21 a) Construções: - descrição. 28 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. idade real e/ou aparente e estado geral de conservação. de gás. áreas. classificar e quantificar a extensão de todos os danos observados. com vedações. estrutura. - equipamentos de comunicação interna e externa de sonorização. brecha. tratamento acústico e outros. abrangendo número de pavimentos e/ou dependências. fenda. 13 – Plantas do Prédio - Sempre que possível. as próprias dimensões definem a natureza das avarias.

tais como: gráficos de avarias progressivas. - memórias de cálculo. 29 de registro no CREA e . - nome. - requisitos atendidos na perícia conforme 4. com as informações relacionadas em 5. gráficos de recalques. o seguinte: - indicação da pessoa física ou jurídica que tenha contratado o trabalho e do proprietário do bem objeto da perícia. cálculos e determinação do valor final. resultados de sondagens do terreno. - relato e data da vistoria. número credenciais do perito de engenharia. de acordo com a natureza e objetivo da perícia.2. Marcus V. definição da metodologia. cópia de escritura.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. assinatura. resultados de ensaios e outras 02197377701 informações relativas à sequência utilizada no trabalho pericial. - diagnóstico da situação encontrada. sempre que a natureza da perícia assim exigir.Engenharia Civil . pesquisa de valores. - no caso de perícias de cunho avaliatório. Campiteli Aula 21 inclusive de detalhes. obrigatoriamente. 15 – Apresentação de Laudos Na apresentação de laudos deve constar.3. 14 – Subsídios Esclarecedores - Documentos adicionais podem ser anexados.

2. 30 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.acessório: Bem que se incorpora ao principal e que possui valor isoladamente. instalações e bens industriais em geral. Campiteli Aula 21 NBR 14653 A norma NBR 14653. — Parte 4: Empreendimentos. O nosso edital cobra somente as partes 1. de Avaliação de bens. pois podem ser objeto de questões da nossa prova: 1.amostragem: Procedimento utilizado para constituir uma amostra. — Parte 5: Máquinas. 1 – NBR 14653-1 Pessoal. — Parte 2: Imóveis urbanos. — Parte 6: Avaliação de bens. . 3 e 4. equipamentos.Engenharia Civil . incorporado ou não a ele. .amostra: Conjunto de dados de mercado representativos de uma população. — Parte 3: imóveis rurais. contém as seguintes partes: — Parte 1: Procedimentos gerais. Marcus V. — Parte 7: Bens de patrimônios históricos e artísticos.1 – Definições 02197377701 . vale a pena dar uma lida nas definições trazidas pela norma.

fratura ou dano. equipamentos. frutos e direitos.Engenharia Civil .benfeitoria útil: Benfeitoria que aumenta ou facilita o seu uso.avaliação de bens: Análise técnica.bem: Coisa que tem valor. situação e data.bem intangível: Bem não identificado materialmente (por exemplo: fundo de comércio. . 02197377701 . que integra um patrimônio. Marcus V. . assim como determinar indicadores da viabilidade de sua utilização econômica.benfeitoria voluptuária: Benfeitoria que visa simples deleite ou recreio. realizada por engenheiro de avaliações. desde que justificado pela existência de características próprias não contempladas no modelo. 31 .benfeitoria: Resultado de obra ou serviço realizado num bem e que não pode ser retirado sem destruição. marcas e patentes). Campiteli Aula 21 - arrendamento: Retribuição pela cessão de direito à exploração. sem aumentar o uso normal do bem. . por prazo certo e condições convencionadas. suscetível de utilização ou que pode ser objeto de direito.benfeitoria necessária: Benfeitoria indispensável para conservar o bem ou evitar a sua deterioração. - bem tangível: Bem identificado materialmente (por exemplo: imóveis. dentro do qual pode-se arbitrar o valor do bem. uso ou fruição de um bem capaz de produzir frutos.campo de arbítrio: Intervalo de variação no entorno do estimador pontual adotado na avaliação. . embora dispensável. . . para identificar o valor de um bem. de seus custos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. matérias-primas). . para uma determinada finalidade.

custo indireto de produção: Despesas administrativas e financeiras. .custo de substituição: Custo de reedição de um bem.mutilação: Retirada de sistemas ou componentes originalmente existentes. . .dado de mercado: Conjunto de informações coletadas no mercado relacionadas a um determinado bem. 32 . descontada a depreciação do bem. em conseqüência de seu envelhecimento natural.decrepitude: Desgaste de suas partes constitutivas. defeitos.custo: Total dos gastos diretos e indiretos necessários à produção. numa determinada data e situação. .deterioração: Desgaste de seus componentes em razão de uso ou manutenção inadequados. Marcus V. . em condições normais de utilização e manutenção. . sinistros e delitos. benefícios e demais ônus e encargos necessários à produção de um bem. Campiteli Aula 21 . inclusive mão-de-obra. ocasionadas por: . sem considerar eventual depreciação. manutenção ou aquisição de um bem. tendo em vista o estado em que se encontra. . .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. na produção de um bem. com a mesma função e características assemelhadas ao avaliando. .custo direto de produção: Gastos com insumos. .custo de reedição: Custo de reprodução. devido a 02197377701 modificações em seu estado ou qualidade.Engenharia Civil . entre outros.custo de reprodução: Gasto necessário para reproduzir um bem.dano: Prejuízo causado a outrem pela ocorrência de vícios.depreciação: Perda de valor de um bem.

aplicados à análise e avaliação técnico-econômica de empreendimentos.engenharia de avaliações: Conjunto de conhecimentos técnico-científicos especializados.engenharia de custos: Conjunto de conhecimentos técnicocientíficos especializados. . devidamente registrado no Conselho Regional de Engenharia.Engenharia Civil . prédios comerciais/residenciais). shopping center. . industrial ou rural. podendo no seu patrimônio conter cotaspartes de outras empresas ou empreendimentos.engenharia legal: Parte da engenharia que atua na interface técnico-legal envolvendo avaliações e toda espécie de perícias 02197377701 relativas a procedimentos judiciais. aplicados à avaliação de custos de bens e serviços.empreendimento: Conjunto de bens capaz de produzir receitas por meio de comercialização ou exploração econômica. . - engenharia econômica: Conjunto de conhecimentos técnico-científicos especializados. de base imobiliária (por exemplo: hotel. com vista. .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. .CREA.fator de comercialização: Razão entre o valor de mercado de um bem e o seu custo de reedição ou de substituição. Arquitetura e Agronomia .empresa: Organização por meio da qual se canalizam recursos para produzir ou oferecer bens e serviços. com habilitação legal e capacitação técnico-científica para realizar avaliações. 33 . aplicados à avaliação de bens.engenheiro de avaliações: Profissional de nível superior. parques temáticos). . Pode ser: imobiliário (por exemplo: loteamento. em geral. à obtenção de lucros. Campiteli Aula 21 . . Marcus V.obsoletismo: Superação tecnológica ou funcional. que pode ser maior ou menor do que 1 (um).

peças ou dispositivos necessários ou acessórios à utilização de um bem. . .liquidação forçada: Condição relativa à hipótese de uma venda compulsória ou em prazo menor que o médio de absorção pelo mercado.fruto: Resultado da exploração econômica de um bem. para avaliar o bem.instalação: Conjunto de aparelhos.Engenharia Civil . Marcus V. em termos relativos. - homogeneização: mediante a aplicação Tratamento de dos preços transformações observados. em função da sua localização.imóvel: Bem constituído de terreno e eventuais benfeitorias a ele incorporadas. . patentes e marcas. Pode ser classificado como urbano ou rural.inferência estatística: Parte da ciência estatística que permite extrair conclusões sobre a população a partir de amostra.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Campiteli Aula 21 . . composto entre outros de: nome comercial. a um nível de significância preestabelecido.hipótese nula em um modelo de regressão: Hipótese de que uma ou um conjunto de variáveis independentes envolvidas no modelo de regressão não é importante para explicar a variação do fenômeno. decorrente do resultado de suas operações mercantis.infra-estrutura: Conjunto de obras e serviços que dá suporte às atividades econômicas. . uso ou vocação. freguesia. as diferenças entre os atributos dos dados de mercado e os do bem avaliando. 02197377701 . .fundo de comércio: Bem intangível pertencente ao titular do negócio. 34 . sociais ou à utilização de um bem. matemáticas que expressem. - laudo de avaliação: Relatório técnico elaborado por engenheiro de avaliações em conformidade com esta parte da NBR 14653.

35 . ou se propõe efetuar.modelo: Representação técnica da realidade. uma transação envolvendo um bem. . . com base numa amostra. seus custos.modelo de regressão: Modelo utilizado para representar determinado fenômeno. - pesquisa: Conjunto de atividades de identificação. Campiteli Aula 21 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. avaliar bens. coleta. análise e interpretação de resultados sobre dados de mercado. apurar as causas que motivaram determinado evento. seleção.recurso ambiental: Recurso natural necessário à existência e preservação da vida. . . . um fruto ou um direito sobre 02197377701 ele.perícia: Atividade técnica realizada por profissional com qualificação específica. . verificar o estado de um bem.nível de significância: Probabilidade de rejeitar a hipótese nula.parecer técnico: Relatório circunstanciado ou esclarecimento técnico emitido por um profissional capacitado e legalmente habilitado sobre assunto de sua especialidade.Engenharia Civil . para averiguar e esclarecer fatos. quando ela for verdadeira. frutos ou direitos. considerando-se as diversas características influenciantes.população: Totalidade de dados de mercado do segmento que se pretende analisar.preço: Quantia pela qual se efetua. investigação.situação paradigma: Situação hipotética adotada como referencial para avaliação de um bem. . Marcus V. processamento. - servidão: Encargo específico que se impõe a uma propriedade em proveito de outrem. .

.valor em risco: Valor representativo da parcela do bem que se deseja segurar.valor patrimonial: Valor correspondente à totalidade dos bens de pessoa física ou jurídica. . . Marcus V. em termos relativos.vantagem da coisa feita: Diferença entre o valor de mercado e o custo de reedição de um bem. mediante observações criteriosas em um bem e nos elementos e condições que o constituem ou o influenciam. as diferenças de atributos entre os dados de mercado e os do bem avaliando.valor residual: Quantia representativa do valor do bem ao final de sua vida útil. .1) Custos Custo = CD + CI 36 .valor de mercado: Quantia mais provável pela qual se negociaria voluntariamente e conscientemente um bem. 1.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 02197377701 .Engenharia Civil . - tratamento de dados: Aplicação de operações que expressem. Campiteli Aula 21 . numa data de referência.vida útil: Prazo de utilização funcional de um bem. quando positiva.taxa de desconto: Taxa adotada para o cálculo do valor presente de uma despesa ou receita futura.vida econômica: Prazo econômico operacional de um bem.vida remanescente: Vida útil que resta a um bem. . . .vistoria: Constatação local de fatos. . dentro das condições do mercado vigente.

benefícios e demais ônus e encargos necessários à produção de um bem. inclusive mão-de-obra. em conseqüência de seu envelhecimento natural. Marcus V. 1. • • obsoletismo: Superação tecnológica ou funcional. sem considerar eventual depreciação.2) Depreciação • depreciação: Perda de valor de um bem.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Custo de reedição: Custo de reprodução. Campiteli Aula 21 Custo Direto de Produção: Gastos com insumos. valor residual: Quantia representativa do valor do bem ao final de sua vida útil.Engenharia Civil . ocasionadas por: • decrepitude: Desgaste de suas partes constitutivas. • deterioração: Desgaste de seus componentes em razão de uso ou manutenção inadequados. com a mesma função e características assemelhadas ao avaliando. Custo de substituição: Custo de reedição de um bem. 1. tendo em vista o estado em que se encontra. em condições normais de utilização e manutenção. devido a odificações em seu estado ou qualidade.3) Classificação dos Bens 37 . Custo indireto de produção: Despesas administrativas e financeiras. descontada a depreciação do bem. na produção de um bem. Custo de reprodução: Gasto necessário para reproduzir um bem. 02197377701 • mutilação: Retirada de sistemas ou componentes originalmente existentes.

b) Método Involutivo: identifica o valor de mercado do bem. constituintes da amostra. verificar a forma de pagamento praticada e a data em que ocorreram. no caso de transações. quando for impossível o acesso ao bem avaliando. • Intangíveis: Bem não identificado materialmente (por exemplo: fundo de comércio. Marcus V. admite-se a adoção de uma situação paradigma.6) Escolha da Metodologia Para a identificação do valor de mercado.8) Métodos para identificar o valor de um bem. 1. 1. desde que 02197377701 o ajuste final não varie mais de 1% do valor estimado.7) Valor de Mercado do Bem Permite-se arredondar o resultado de sua avaliação. marcas e patentes). alicerçado no seu aproveitamento eficiente. Em casos excepcionais. equipamentos. baseado em modelo 38 . Campiteli Aula 21 • Tangíveis: Bem identificado materialmente (por exemplo: imóveis.Engenharia Civil . 1. sempre que possível preferir o método comparativo direto de dados de mercado. matérias-primas).PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. desde que acordada entre as partes e explicitada no laudo. de seus frutos e direitos a) Método Comparativo Direto: identifica o valor de mercado do bem por meio de tratamento técnico dos atributos dos elementos comparáveis. 1. 1.4) Vistoria Nenhuma avaliação poderá prescindir da vistoria.5) Coleta de Dados Situação mercadológica: na coleta de dados de mercado relativos a ofertas é recomendável buscar informações sobre o tempo de exposição no mercado e.

deve ser considerado o fator de comercialização. mediante hipotético empreendimento compatível com as características do bem e com as condições do mercado no qual está inserido. considerando-se cenários viáveis. f) Método da Quantificação de Custo: identifica o custo do bem ou de suas partes por meio de orçamentos sintéticos ou analíticos. 2) NBR 14653-2: 2005 e 2011 2.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. c) Método Evolutivo: identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. com base na capitalização presente da sua renda líquida prevista. - área de servidão: parte do imóvel serviente diretamente atingida pela servidão.1) Definições 02197377701 É importante saber algumas definições desta norma: - aproveitamento eficiente: aquele recomendável e tecnicamente possível para o local. Marcus V. d) Método da Capitalização das Rendas: identifica o valor do bem.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 de estudo de viabilidade técnico-econômica. constituintes da amostra. a partir das quantidades de serviços e respectivos custos diretos e indiretos. e) Método Comparativo Direto: identifica o custo do bem por meio de tratamento técnico dos atributos dos elementos comparáveis. entre os diversos usos permitidos pela legislação pertinente. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado. 39 . numa data de referência. considerando-se cenários viáveis para execução e comercialização do produto. observada a atual e efetiva tendência mercadológica nas circunvizinhanças.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. visando o seu aproveitamento eficiente. de 40 . nem o prolongamento. Marcus V. - lote: porção de terreno resultante de parcelamento do solo urbano. Campiteli Aula 21 - área total de construção de unidades em condomínio: área resultante do somatório da área real privativa e da parcela de área comum a ela atribuída. para diferenciar as características qualitativas dos imóveis. - códigos ajustados: escala extraída dos elementos amostrais originais por meio de modelo de regressão.Engenharia Civil . com aproveitamento do sistema viário existente. - gleba urbanizável: terreno passível de receber obras de infraestrutura urbana. com abertura de novas vias de circulação. definidas conforme a ABNT NBR 12721. pela análise do seu comportamento num determinado período de tempo. - códigos alocados: escala lógica ordenada para diferenciar as características qualitativas dos imóveis. modificação ou ampliação dos já existentes. deterioração ou mutilação. - depreciação física: perda de valor em função do desgaste das partes constitutivas de benfeitorias. com a utilização de variáveis dicotômicas. desde que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos. por 02197377701 meio de loteamento. definida na ABNT NBR 12721. - desempenho do mercado: evidências da evolução do mercado. resultante de decrepitude. - área útil da unidade: área real privativa. subtraída a área ocupada pelas paredes e outros elementos construtivos que impeçam ou dificultem sua utilização. - loteamento: subdivisão de gleba em lotes destinados a edificações. desmembramento ou implantação de empreendimento. - desmembramento: subdivisão de um terreno em lotes destinados a edificação.

em função de sua proximidade com o elemento avaliando. influencia os valores dos imóveis. Campiteli Aula 21 logradouros públicos ou prolongamento. educação. segurança ou lazer da comunidade. - frente real: comprimento efetivo da linha divisória do imóvel com a via de acesso. transporte. modificação ou ampliação das vias existentes.Engenharia Civil . - frente de referência: frente da situação paradigma adotada. - percentual de comprometimento de área: relação entre a área objeto de gravame e a área total do imóvel. - imóvel paradigma: imóvel hipotético cujas características são adotadas como padrão representativo da região ou referencial da avaliação. - imóvel dominante: imóvel que impõe restrição a outro. antes e depois da sua instituição. - planta de valores: representação gráfica ou listagem dos valores genéricos de metro quadrado de terreno ou do imóvel numa mesma data. - frente projetada: projeção da frente real sobre a normal ao menor dos lados ou a corda. 41 . por servidão. - equipamento comunitário: benfeitoria que visa atender às necessidades básicas de saúde. - estimativa de tendência central: estimativa pontual obtida por um estimador de tendência central (por exemplo. média).PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 02197377701 - percentual de comprometimento de valor: relação entre os valores da área atingida por um gravame. no caso de frente em curva. - imóvel serviente: imóvel que sofre restrição imposta por servidão. em projeção horizontal. - polo de influência: local que. por suas características. Marcus V.

para a parte da terra. passagem. natural ou artificialmente. ou contornando as ilhas 02197377701 situadas em zonas onde se faça sentir a influência das marés. - terreno encravado: aquele que não se comunica com a via pública. - terrenos de marinha: terrenos em uma profundidade de 33 m. - terrenos acrescidos de marinha: terrenos formados. esclareça aspectos essenciais para a adoção do método avaliatório e eventuais níveis de fundamentação e precisão que se pretende atingir. - terreno interno: aquele localizado em vila. Campiteli Aula 21 - profundidade equivalente: resultado numérico da divisão da área de um lote pela sua frente projetada principal. medidos horizontalmente. Marcus V. nas ilhas e nas margens dos rios e lagoas. acessório da malha viária do Município ou de propriedade de particulares. passível de aproveitamento econômico e legal. da posição da linha do preamar-médio de 1831. até onde se faça sentir a influência das marés. ao ser contratado ou designado para fazer uma avaliação.Engenharia Civil . - terreno de fundo: aquele que. 2. situado no interior da quadra. para o lado do mar ou dos rios e lagoas.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. - segmento de área diretamente desmembrável: parte de um terreno com frente para vias ou logradouros públicos oficiais. e que não consta oficialmente na Planta Genérica de Valores do Município. sendo os situados no continente. em seguimento aos terrenos de marinha. se comunica com a via pública por meio de um corredor de acesso.2 – Atividades básicas É recomendável que o engenheiro de avaliações. na costa marítima. travessa ou local assemelhado. - testada: medida da frente do imóvel. entre outros: 42 . - quota parte: número atribuído a uma fração ideal.

alienação.Engenharia Civil .condições a serem utilizadas.Localização: situação na região e via Pública.objetivo: valor de mercado de compra e venda ou de locação. . custo de reedição. para concluir sobre as tendências de modificação a curto e médio prazo.seguro. . água potável. indicação dos principais pólos de influência. outros valores. . condições ambientais. b) Caracterização do Terreno . .Atividades Existentes: comércio. . dação em pagamento. Campiteli Aula 21 . permuta.Infraestrutura Urbana: sistema viário. . energia elétrica etc. aquisição. arrematação. saúde. no caso de laudos de uso restrito. garantia.Uso e Ocupação do Solo: confrontar a ocupação existente com as leis de zoneamento e uso do solo do município.3 – Vistoria a) Caracterização da Região . educação. adjudicação e outros. valor patrimonial. 43 . fins contábeis.Localização: situação no contexto urbano. c/ indicação dos limites e confrontações. indicadores de viabilidade e outros. natureza predominante do solo. transporte coletivo. indústria. . valor de desmonte. e serviço. Marcus V. tais como: valor em risco.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. lazer. doação.finalidade: locação.Equipamentos Comunitários: segurança.prazo-limite para apresentação do laudo. cultura. valor de liquidação forçada. . 2.Aspectos Físicos: condições do relevo. coleta 02197377701 de resíduos sólidos.

conforme definidas na ABNT NBR 13752 que possam influenciar de forma significativa a variação dos preços relativos dos elementos amostrais. coleta dados e informações confiáveis preferentemente a respeito de negociações realizadas e ofertas.Quantidade previamente definida pelas partes. . % ≥ 10% 2.Engenharia Civil . Qualitativos. d) Por Amostragem Conjunto de Unidades Autônomas Padronizadas . paisagísticos e funcionais.Aspectos Físicos: dimensões.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. .Aspectos Construtivos.3 – Método Comparativo Direto de Dados de Mercado a) Levantamento de Dados • Nesta etapa o engenheiro de avaliações investiga o mercado. Marcus V.Patologias aparentes como anomalias.Utilização: atual e vocação. 02197377701 .Se houver omissão no contrato. comparados com a documentação disponível. . . danos construtivos e outras. forma.Restrições Físicas e Legais ao Aproveitamento c) Caracterização das Edificações e Benfeitorias .Condições de Ocupação. topografia. superfície etc.Infraestrutura Urbana Disponível .Adequação da edificação em relação aos usos recomendáveis da região. avarias. . - Aspectos arquitetônicos. Quantitativos e Tecnológicos. inclusive conforto ambiental. Campiteli Aula 21 . em confronto com a legislação em vigor. contemporâneas à 44 .

Campiteli Aula 21 data de referência da avaliação.4) Método Involutivo • Projeto Hipotético: aproveitamento eficiente. é obrigatória a identificação das fontes. Marcus V. • Tratamento Científico: tratamento de evidências empíricas pelo uso de metodologia científica que leve à indução de modelo validado para o comportamento do mercado. fundamentados por estudos. b. que deve apresentar pontos próximos da bissetriz do primeiro quadrante.5 < F < 1. b) Tratamento dos Dados • Por Fatores: homogeneização por fatores e critérios. 02197377701 2. • O poder de predição do modelo deve ser verificado a partir do gráfico de preços observados na abscissa versus valores estimados pelo modelo na ordenada. com suas principais características econômicas. • Atributos semelhantes: 0. físicas e de localização.1) Tratamento por Fatores • É desaconselhável a atualização do mercado imobiliário através de índices econômicos. e posterior análise estatística dos resultados homogeneizados. inclusive vigilância 45 .5 • Campo de arbítrio dos preços homogeneizados: limitados a 10% em torno do valor calculado.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. • Custo do Projeto Hipotético e Previsão de Despesas Adicionais – CD + CI – transformação do imóvel p/ o projeto hipotético – Compra do Imóvel – Adm.Engenharia Civil . do Empreendimento. • No caso de avaliações judiciais.

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
– Impostos e Taxas
– Publicidade
– Comercialização das Unidades

Lucro

do

Incorporador:

proporcional

ao

risco

do

empreendimento

Taxas: Modelos Dinâmicos
– Taxa de Valorização Imobiliária
– Taxa de evolução dos custos e despesas
– Juros de capital investido
– Taxa mínima de atratividade

Modelos, em ordem de preferência:
– Por fluxos de caixa específicos
– Com a aplicação de modelos simplificados dinâmicos
– Com a aplicação de modelos estáticos

2.5) Método da Renda

Estimação das receitas e despesas:
– Levantamento de todas as despesas necessárias à sua
manutenção e operação, impostos etc.
– Receitas provenientes da sua exploração

Taxa mínima de atratividade: função das oportunidades de
02197377701

investimentos alternativos existentes no mercado de capitais e
dos riscos do negócio.

Valor Máximo Estimado: Valor Atual do Fluxo de Caixa
descontado pela Taxa Mínima de Atratividade.

2.6) Método Evolutivo

VI = (VT + VB) * FC
46

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

VT:

determinado

pelo

método

comparativo,

ou,

na

impossibilidade deste, pelo método involutivo

VB:

custo

de

reprodução

das

benfeitorias

devidamente

depreciado, pelo método comparativo direto de custo ou pelo
método da quantificação de custo

Zona de alta densidade, onde o aproveitamento eficiente é
preponderante, deve-se analisar a adequação das benfeitorias,
e ressaltar o sub-aproveitamento ou o superaproveitamento do
terreno.

2.7) Métodos de Custos

a) Método de Quantificação do Custo
– CUB ou por orçamento, com citação das fontes
– Vistoria: especificações dos materiais aplicados para
estimar:
– padrão construtivo
– tipologia
– estado de conservação e
– idade aparente
– Cálculo da área equivalente (NBR 12721)
02197377701

– C = (CUB + ((OE + OI + (Ofe – Ofd))/S) x (1+A) x (1+F)
x (1+L)

b) Orçamento Detalhado
– Levantamento de todos os quantitativos de materiais e
serviços
– Coleta dos custos dos materiais e serviços em fontes de
consulta especializadas
– Planilha: de acordo com a NBR 12721 com:
47

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Discriminação de todos os serviços

Unidade de Medida

Quantidade

Custo Unitário

Custo Total

Fonte de Consulta

– Cálculo da Depreciação Física

Forma

Analítica:

orçamento

necessário

à

recomposição do imóvel na condição de novo

Aplicação

de

coeficiente

de

depreciação:

função da idade e estado de conservação – aplicado
sobre o valor depreciável
– Custo de Reedição da Benfeitoria

Custo de reprodução menos depreciação

2.8) Especificação das Avaliações

A especificação de uma avaliação está relacionada tanto com o
empenho do engenheiro de avaliações, como com o mercado e as
informações que possam ser dele extraídas. O estabelecimento inicial
pelo contratante do grau de fundamentação desejado tem por
objetivo a determinação do empenho no trabalho avaliatório, mas
não

representa

garantia

de

alcance

de

graus

elevados

de

02197377701

fundamentação. Quanto

ao

grau de precisão, este

depende

exclusivamente das características do mercado e da amostra coletada
e, por isso, não é passível de fixação a priori.

a) Graus de Fundamentação
Tratamento por Fatores

Ajuste de cada fator e p/ o conjunto de fatores:
– Grau I: 0,5 < F < 1,5
48

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
– Grau II: 0,8 < F < 1,2
– Grau III: 0,9 < F < 1,1

Método da Quantificação de Custo
-

Custo direto

Grau I: CUB de projeto diferente com ajustes, BDI
arbitrado, depreciação arbitrada

Grau II: CUB de projeto semelhante, BDI justificado,
depreciação

calculada

por

métodos

técnicos

consagrados

Grau III: Elaboração de orçamento, no mínimo,
sintético, BDI calculado, depreciação calculada por
levantamento do custo de recuperação do bem para
deixá-lo no estado de novo

Método Involutivo
– Nível de Detalhamento do Projeto

Grau

I:

Aproveitamento,

ocupação

e

usos

presumidos

Grau II: Estudo preliminar

Grau III: Anteprojeto ou projeto básico
02197377701

– Modelo

Grau I: Estático

Grau II: Dinâmico com equações predefinidas

Grau III: Dinâmico com fluxo de caixa

Método Evolutivo
– Estimativa do Valor do Terreno e Estimativa dos
Custos de Reedição

49

possível desvalia pela perda de funcionalidade e eventual lucro 50 . ocupação e aproveitamento. na mesma data de referência. Campiteli Aula 21 • Grau I: Grau I no Método Comparativo ou Involutivo • Grau II: Grau II no Método Comparativo ou Involutivo • Grau III: Grau III no Método Comparativo ou Involutivo – Fator de Comercialização • Grau I: Arbitrado • Grau II: Justificado • Grau III: Inferido em mercado semelhante 2. uso. tais como alterações de forma.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.9) Desapropriações • Classificação – Quanto à extensão • Total: totalidade ou cujo remanescente seja inaproveitável • Parcial – Quanto à duração • Temporária • Permanente 02197377701 – Desapropriação Parcial: Diferença entre as avaliações do imóvel original e remanescente. acessibilidade. quando relevantes. – Benfeitorias Atingidas: previsão de verbas relativas ao custo de obras de adaptação do remanescente. Devem ser apreciadas circunstâncias especiais. Marcus V.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. tais como ocupação e 02197377701 aproveitamento.10) Servidão • FINALIDADE – Passagem de pedestres e veículos – Passagem de linhas de transmissão – Passagem de tubulações • CRITÉRIOS: indenização – perda de valor do imóvel decorrente das restrições impostas.Engenharia Civil . 2. 2. Marcus V. Campiteli Aula 21 cessante. – Desapropriações Temporárias: as indenizações devem considerar a renda que seria auferida pelo imóvel. calculadas alternativamente por: – Diferença entre as avaliações do imóvel original e do imóvel serviente.11) Glebas Urbanizáveis 51 . esta condição deve ser explicitada e seu valor apresentado em separado. bem como eventuais perdas adicionais. – Se o engenheiro de avaliações considerar inaproveitável o remanescente do imóvel. no caso de desocupação temporária para a execução dos serviços. – Diferença entre os valores presentes dos rendimentos imobiliários líquidos do uso do imóvel antes e depois da servidão. especiais. acessibilidade. Devem ser apreciadas alterações de circunstâncias uso. na mesma data de referência.

766 – Parcelamento. 2.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. • PELA REMUNERAÇÃO DO CAPITAL 52 . leitos carroçáveis. Marcus V. Campiteli Aula 21 • A avaliação das glebas urbanizáveis deve ser feita preferivelmente com a utilização do método comparativo direto de dados de mercado. além de direitos reais e possessórios. recomenda-se verificar o seu valor por meio de seus frutos. usualmente empregado em ações renovatórias e revisionais. declives máximos etc. – Possibilidade de desmembramentos parciais. tais como locação. 02197377701 – Admite-se a homogeneização dos dados por modelos que considerem a previsão inflacionária. • Quando utilizado o método involutivo: – Viabilidade legal do parcelamento simulado: • Lei 6. infra-estrutura mínima. – Admite-se a utilização de modelos de regressão com variáveis que considerem as diferenças contratuais ou o estágio do contrato. informados pelo contratante – Em caso de dúvidas sobre a viabilidade da urbanização da gleba. Leis Estaduais e Municipais • % máximo de áreas vendáveis. arrendamento etc.Engenharia Civil . com loteamento da área remanescente – Consideração do estado dominial e eventuais gravames sobre a gleba.12) Avaliação de Aluguéis • POR COMPARAÇÃO DIRETA – Procedimento preferencial.

53 . 3) NBR 14653-3 A ABNT NBR 14653-3 detalha as diretrizes e padrões específicos de procedimentos para a avaliação de imóveis rurais. . Campiteli Aula 21 – Aluguel em função do valor do imóvel.fator de classe de capacidade de uso das terras: fator de homogeneização que expressa simultaneamente a influência sobre o valor do imóvel rural de sua capacidade de uso e taxonomia. quando a comparação direta seja impraticável. 3. – Sua utilização exige a determinação da taxa de remuneração e do valor do imóvel.1) Definições É importante saber algumas definições desta norma: . em casos de imóveis isolados ou atípicos.Engenharia Civil .custo de oportunidade do capital: maior taxa de juros auferível no mercado em outras oportunidades de investimento concorrentes. . ou seja. • REFORMAS – Amortização do custo de reformas pode ser em forma de desconto do aluguel.contemporaneidade: característica de dados de mercado coletados em período onde não houve variação significativa de valor 02197377701 no mercado imobiliário do qual fazem parte. em termos de montante investido e prazo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. • LIQUIDAÇÃO FORÇADA – Determinação do valor para liquidação forçada para uma certa data. a um dado nível de risco e liquidez.

imóvel rural: imóvel com vocação para exploração animal ou vegetal.terra cultivada: terra com cultivo agrícola.2 – Classificação dos imóveis rurais São classificados quanto a: 3. com ou sem vegetação natural.2. profundidade. a uma taxa de desconto correspondente ao custo de oportunidade de igual risco. .terra bruta: terra não trabalhada.valor econômico: valor presente da renda líquida auferível 02197377701 pelo empreendimento ou pela produção vegetal.Engenharia Civil .fator de situação: fator de homogeneização que expressa simultaneamente a influência sobre o valor do imóvel rural decorrente de sua localização e condições das vias de acesso. como fertilidade. . pedregosidade. qualquer que seja a sua localização. Marcus V.situação do imóvel: compreende a localização em relação a um centro de referência e o tipo de acesso. . risco de erosão ou inundação.1 – Dimensão a) pequeno – até 4 módulos fiscais. . topografia. . drenagem.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . .terra nua: terra sem produção vegetal ou vegetação natural. durante sua vida econômica. do ponto de vista legal e de trafegabilidade. 3. entre outras.funcionalidade de benfeitoria: grau de adequação ou atualidade tecnológica de uma benfeitoria em função da sua viabilidade econômica no imóvel e na região. permeabilidade. . 54 . Campiteli Aula 21 das características intrínsecas e extrínsecas das terras.

ou o que vier a substituí-lo para fins de avaliação de imóveis rurais.construções (exemplos: casa.3 – Classificação dos componentes dos imóveis rurais a) Terras: As terras são enquadradas segundo o Sistema de Classificação da Capacidade de Uso das Terras. c) Máquinas e equipamentos fixos ou removíveis d) Veículos 55 .produção vegetal (culturas).obras e trabalhos de melhoria das terras. .2 – Exploração a) não explorado. c) de agricultura. .2. as terras são 02197377701 classificadas como: terra bruta. d) de pecuária. c) grande – acima de 15 módulos fiscais. rede de distribuição de água).III aproximação. 3.2. terra cultivada. b) de lazer e turismo. Marcus V. f) agroindustrial. 3. e) de silvicultura. galpão.Engenharia Civil . cercas) e instalações (exemplos: rede de energia elétrica. Campiteli Aula 21 b) médio – de 4 a 15 módulos fiscais.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. terra nua. conforme o Manual Brasileiro para Levantamento da Capacidade de Uso da Terra . g) misto. b) Benfeitorias . Quanto ao seu estágio de exploração atual.

d) comodatos. b) aluguel. minerais.objetivo: valor de mercado de compra e venda ou de arrendamento. . dação em pagamento.4 – Frutos: a) rendas de exploração direta.5 . prazo limite previsto para apresentação do laudo. tais como: valor em risco. g) outros. hídricos. arrematação. valor patrimonial. entre outros: 02197377701 - finalidade: desapropriação. garantia. 3. alienação. .Direitos a) servidões.2. custo de reedição. f) direitos possessórios.3 – Atividades básicas É recomendável que o engenheiro de avaliações esclareça. seguro. adjudicação e outros. arrendamento. 56 forçada. fins contábeis. permuta.Engenharia Civil . b) usufrutos.2. aquisição. por ocasião da contratação. c) concessões. d) parcerias. Marcus V. e) direitos hereditários. preço de liquidação indicadores de viabilidade e outros.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. outros valores. Campiteli Aula 21 e) Semoventes f) Recursos naturais: florestais. c) arrendamento. aspectos essenciais para definir o método avaliatório e eventuais níveis de fundamentação e precisão que pretende atingir. 3. 3.

a) Caracterização da região . tratamento dos dados de mercado.Aspectos Físicos: relevo e classes de solos predominantes. sistema viário e sua praticabilidade durante o ano agrícola. como canais de irrigação. o objetivo e a finalidade da avaliação. Além do previsto na ABNT NBR 14653-1. energia elétrica. coleta de dados. comércio de insumos e máquinas agrícolas e rede bancária.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. escolha e justificativa dos métodos e critérios de avaliação. diagnóstico do mercado. . devem ser observados os aspectos relevantes na formação do valor.Vistoria A vistoria visa permitir ao engenheiro de avaliações conhecer. 57 . Campiteli Aula 21 condições a serem utilizadas. facilidade de agroindústrias. o imóvel avaliando e o contexto imobiliário a que pertence. cálculo do valor do imóvel. clima. vistoria. no caso de laudos de uso restrito. - Sistema de comercialização transporte dos coletivo. sistemas de armazenagem de produtos e insumos. da melhor maneira possível. Marcus V.4 . produtos. de acordo com o objeto. cooperativas. de forma a orientar a coleta de dados.Engenharia Civil . 3. escolas. recursos hídricos.Aspectos ligados à infra-estrutura pública. ocupação existente e tendências de modificação a curto e médio 02197377701 prazos. assistência técnica agrícola. As atividades básicas correspondem às seguintes etapas: conhecimento e requisição de documentação. telefonia.

condicionantes legais. estado fitossanitário (infestação de doenças. aspectos funcionais. riscos de comercialização. situação. das classificação terras: da aspectos capacidade físicos.Caracterização das produções vegetais: estado vegetativo. quantitativos e tecnológicos). . Marcus V. condicionantes legais. b) Caracterização do imóvel - Características gerais: denominação. . limites e confrontações. destinação. de uso identificação das terras. Campiteli Aula 21 .Estrutura fundiária.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. telefonia. adaptação à região.Caracterização das obras e trabalhos de melhoria das terras: devem ser caracterizadas as obras e trabalhos de melhoria que não foram enquadrados quando da classificação da capacidade de uso das 58 . considerando o risco de ocorrência de intempéries. restrições físicas e ambientais condicionantes do aproveitamento. . sistema viário interno. quando existente. pragas e invasoras).Caracterização das construções e instalações: dimensões. vida útil. vocação econômica. - Caracterização pedológica.Aspectos ligados às possibilidades de desenvolvimento local. condicionantes legais. aspectos construtivos (qualitativos. rede de energia elétrica interna. utilização econômica atual e condicionantes legais. idade aparente. 02197377701 . estado de conservação. produtividades esperadas. disponibilidade de mão-deobra. recursos naturais. estágio atual de desenvolvimento. posturas legais para o uso e a ocupação do solo.Engenharia Civil . dimensões – área registrada e área levantada topograficamente.

estado de conservação e funcionalidade. 3. . nos seguintes aspectos: dimensões e quantidade. com o auxílio de teorias e conceitos existentes ou hipóteses advindas de experiências adquiridas pelo avaliador sobre a formação do valor. em princípio. categoria dos animais. manejo. imagens de satélite e outros documentos que esclareçam aspectos relevantes.Caracterização de outras atividades (agroindústria. raça. idade aparente. vida útil. turismo rural. modelo. mineração): recomenda-se que a caracterização do bem avaliando seja complementada com a apresentação de cartografia. o que se pretende é a composição de uma amostra representativa de dados de mercado de imóveis com características. com citação da respectiva autoria. capacidade operacional). número de série). desenhos.5 – Pesquisa para estimativa do valor de mercado 3. Esta etapa deve iniciar-se pela caracterização e delimitação do mercado em análise.Caracterização das máquinas e equipamentos: fabricante. Marcus V. semelhantes às do avaliando. ano de fabricação. tanto quanto possível. Campiteli Aula 21 terras. usando-se toda a evidência disponível. são relevantes para explicar a formação de valor e 59 . Na estrutura da pesquisa são eleitas as variáveis que. aspectos qualitativos e tecnológicos.Engenharia Civil . aspectos funcionais. - Caracterização das atividades pecuárias: espécie. estado de conservação. condicionantes legais.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.5. fotografias. tipo (marca. índices zootécnicos e aspectos sanitários. hotelaria.1 – Planejamento da pesquisa 02197377701 Na pesquisa. . características técnicas (exemplo: potência. alimentação e outros.

senso comum e outros atributos que se revelem importantes no decorrer dos trabalhos. entre outros) e econômicas (oferta ou transação. como a seleção e abordagem de fontes de informação. bem como a escolha do tipo de análise (quantitativa ou qualitativa) e a elaboração dos respectivos instrumentos para a coleta de dados (fichas. 3. condição do negócio – à vista ou a prazo). formas de pagamento).Engenharia Civil . classes de capacidade de uso das terras. As variáveis devem ser escolhidas com base em teorias existentes. localização. Marcus V. de situação (acesso.2 – Identificação das variáveis do modelo As variáveis do modelo são identificadas como: a) variável dependente: para a especificação correta da variável dependente. roteiros de entrevistas. entre outros).PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. preço total ou unitário. planilhas. quantitativas. Sempre variáveis que possível. pois algumas variáveis consideradas importantes no planejamento da pesquisa podem se mostrar pouco relevantes posteriormente e vice-versa. Campiteli Aula 21 estabelecidas as supostas relações entre si e com a variável dependente.5. b) variáveis independentes: as variáveis independentes referem-se às características físicas (área. distância a centro de referência. bem como é também necessário observar a homogeneidade nas unidades de medida. é necessária uma investigação no mercado em relação à sua conduta e às formas de expressão dos preços (por exemplo. recomenda-se As diferenças a adoção qualitativas de das características dos imóveis podem ser especificadas na seguinte ordem de prioridade: 60 . entre outros). época. A estratégia de pesquisa refere-se à abrangência da amostragem e às técnicas a serem utilizadas na coleta e análise dos dados. moeda de referência. 02197377701 conhecimentos adquiridos.

5. Nesta etapa. deve-se considerar superestimativas que em geral acompanham esses preços e. Campiteli Aula 21 a) por meio de codificação. o engenheiro de avaliações investiga o mercado. As fontes devem ser diversificadas tanto quanto possível. c) por meio de códigos alocados (por exemplo: padrão construtivo baixo igual a 1. “sim” ou “não”). com o emprego de variáveis booleanas (por exemplo: condições “maior do que” ou “menor do que”. quantificálas pelo confronto com dados de transações. No caso de avaliações judiciais. com o intuito de verificar todas as informações de interesse.3 – Levantamento de dados Tem como objetivo a obtenção de uma amostra representativa para explicar o comportamento do mercado. no qual o imóvel avaliando está inserido. No uso de dados que contenham opiniões subjetivas do informante. 3. b) atentar para os aspectos qualitativos e quantitativos.Engenharia Civil . O levantamento de dados constitui a base do processo avaliatório. normal igual a 2 e alto igual a 3). recomenda-se: a) visitar cada imóvel tomado como referência. com suas principais características econômicas. Entretanto. é obrigatória a identificação das fontes. sempre que possível. Os dados de oferta são indicações importantes do valor de 02197377701 mercado. coleta dados e informações confiáveis preferencialmente a respeito de negociações realizadas e ofertas. 61 . A necessidade de identificação das fontes deve ser objeto de acordo entre os interessados. contemporâneas à data de referência da avaliação. físicas e de localização.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. b) pelo emprego de variáveis “proxy” (por exemplo: padrão construtivo expresso pelo custo unitário básico). Marcus V.

líquida e representativa da média praticada pelo mercado.4 – Tratamento dos dados a) Preliminares: recomendável. bem como permitir a formulação de novas hipóteses. pode-se confrontar as respostas obtidas no mercado com as crenças a priori do engenheiro de avaliações. Somente são aceitos os seguintes dados de mercado: a) transações. possíveis dependências entre elas. de forma a conferir maior confiabilidade aos dados coletados.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. entre outros. Os dados de mercado devem ter suas características descritas pelo engenheiro de avaliações até o grau de detalhamento que permita compará-los com o bem avaliando. b) ofertas. d) opiniões de profissionais ligados ao setor imobiliário rural.5. discriminando-se a fonte. a sumarização das informações obtidas sob a forma de gráficos que mostrem as distribuições de freqüência para cada uma das variáveis. correspondente a esse dado. Nesta etapa. identificação de pontos atípicos. esta deve ser realizada com a adoção de uma taxa de desconto. Especial atenção deve ser dada à classificação de terras dos dados de mercado. c) opiniões de engenheiro de avaliações ligados ao setor imobiliário rural. 62 à data . Marcus V. bem como as relações entre elas. efetiva. verificam-se o equilíbrio da amostra. e) informações de órgãos oficiais. 3. preliminarmente. Nos casos de transformação de pagamento parcelado ou a prazo de um dado de mercado para preço à vista.Engenharia Civil . de acordo com as exigências dos graus de precisão e de fundamentação. Assim. a influência das possíveis variáveis-chave sobre os preços e 02197377701 a forma de variação. Campiteli Aula 21 c) confrontar as informações das partes envolvidas.

mesmo aquelas não utilizadas no modelo.Engenharia Civil . O poder de predição do modelo deve ser verificado a partir do gráfico de preços observados na abscissa versus valores estimados pelo modelo na ordenada. alternativamente e em função da qualidade e da quantidade de dados e informações disponíveis: . Marcus V. podem ser adotados fatores de homogeneização medidos no mercado. até o exame final dos resultados. Por isso. Alternativamente.correta identificação dos dados de mercado. desde que o estudo de mercado específico que lhes deu origem seja anexado ao laudo de avaliação. b) Tratamento por fatores Os fatores a serem utilizados neste tratamento devem ser indicados periodicamente pelas entidades técnicas regionais 02197377701 reconhecidas. podem ser utilizados procedimentos de validação.tratamento por fatores – homogeneização por fatores e critérios. que deve apresentar pontos próximos da bissetriz do primeiro quadrante. uma vez que não considera todas as suas informações. precisam ser tomados cuidados científicos na sua elaboração. Alternativamente.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 63 . devendo constar a localização. .tratamento científico – tratamento de evidências empíricas pelo uso de metodologia científica que leve à indução de modelo validado para o comportamento do mercado. revisados periodicamente e devem especificar claramente a região para a qual são aplicáveis. A qualidade da amostra deve estar assegurada quanto a: . Deve-se levar em conta que qualquer modelo é uma representação simplificada do mercado. Campiteli Aula 21 No tratamento dos dados podem ser utilizados. fundamentados por estudos e posterior análise estatística dos resultados homogeneizados. desde a preparação da pesquisa e o trabalho de campo. a especificação e quantificação das principais variáveis levantadas.

Método evolutivo . de acordo com o grau de fundamentação. quando pertinente. Os dados de mercado não podem ser submetidos a tratamento prévio por fatores de homogeneização.5 – Identificação do Valor de Mercado: o valor de mercado 02197377701 deve considerar o aproveitamento eficiente do imóvel.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. desde que devidamente justificadas do ponto de vista teórico e prático.Engenharia Civil . com a inclusão de validação. devem ser intentadas medidas corretivas. . envoltória de dados. Quando necessário.5. Marcus V. Campiteli Aula 21 . de analíticas mercado. para consideradas tais regressão espacial e análise como a de redes indução interesse neurais do pelo artificiais.Método involutivo . 3. Outras ferramentas comportamento do engenheiro avaliações. podem ser aplicadas. .sua semelhança com o imóvel objeto da avaliação. com repercussão na classificação dos graus de fundamentação e precisão. no que diz respeito à sua localização.número de dados de mercado efetivamente utilizados.identificação das fontes de informação e sua confiabilidade. c) Tratamento científico Os modelos utilizados para inferir o comportamento do mercado e formação de valores devem ter seus pressupostos devidamente explicitados e testados. à destinação e à capacidade de uso das terras.Método comparativo direto de custo 64 . 3.6 – Metodologia aplicável – Método comparativo direto de dados de mercado – Método da capitalização da renda .

Quanto ao grau de precisão. Os laudos de uso restrito podem ser dispensados de especificação. Campiteli Aula 21 . por isso. como com o mercado e as informações que possam ser dele extraídas.Engenharia Civil . em comum acordo entre as partes. Marcus V.Método da quantificação de custo 3. não é passível de fixação a priori. segundo sua fundamentação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. este depende exclusivamente das características do mercado e da amostra coletada e.7 – Especificação das avaliações A especificação de uma avaliação está relacionada tanto com o empenho do engenheiro de avaliações. O estabelecimento inicial pelo contratante do grau de fundamentação desejado tem por objetivo a determinação do empenho no trabalho avaliatório. No caso de insuficiência de informações que não permitam a utilização dos métodos previstos nesta Norma. conforme os seguintes critérios: a) Quanto à fundamentação 02197377701 Os laudos de avaliação são classificados quanto à fundamentação nos graus indicados na tabela abaixo. o trabalho não será classificado quanto à fundamentação e à precisão e será considerado parecer técnico. como definido na ABNT NBR 14653-1. mas não representa garantia de alcance de graus elevados de fundamentação. As avaliações de imóveis rurais devem ser especificadas. de acordo com a soma dos pontos em função das informações apresentadas: 65 .

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
Esta pontuação é obtida segundo a tabela seguinte, quando a
finalidade for a avaliação do imóvel rural como um todo, utilizando-se
o método comparativo direto de dados de mercado, conjugado ou
não com os métodos de custo e da capitalização da renda.
Na avaliação do imóvel rural como um empreendimento, devese reportar à ABNT NBR 14653-4.
O engenheiro de avaliações deve enquadrar seu trabalho em
cada item da tabela seguinte. A soma dos pontos obtidos nos dez
itens deve ser utilizada para conferir o grau de fundamentação
conforme a tabela anterior, observadas as restrições.

02197377701

66

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
b) Quanto à precisão
As avaliações de imóveis rurais serão especificadas quanto à
precisão no caso em que for utilizado exclusivamente o método
comparativo direto de dados de mercado, conforme a tabela a seguir.

3.8 – Procedimentos específicos
a) Terras nuas
Na

avaliação

das

terras

nuas,

deve

ser

empregado,

preferivelmente, o método comparativo direto de dados de mercado.
É admissível na avaliação a determinação do valor da terra nua
a partir de dados de mercado de

imóveis com benfeitorias,

deduzindo-se o valor destas.
No cálculo do valor das benfeitorias, pode-se adotar o fator de
comercialização.
No

caso

de

utilização

de

fatores

de

homogeneização,

recomenda-se que a determinação destes tenha origem em estudos
fundamentados estatisticamente e envolva variáveis, como, por
exemplo, escalas de fatores de classes de capacidade de uso, fatores
02197377701

de situação e recursos hídricos. Os dados básicos devem ser obtidos
na mesma região geoeconômica onde está localizado o imóvel
avaliando.
Para o uso do método da capitalização da renda, remete-se à
ABNT NBR 14653-4.

b) Construções e instalações
As avaliações, quando não usado o método comparativo direto
de dados de mercado, devem ser feitas através de orçamentos
67

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
qualitativos

e

quantitativos,

compatíveis

com

o

grau

de

fundamentação.
Quando empregado o método da quantificação de custo, podem
ser utilizados orçamentos analíticos, cadernos de preços ou planilhas
de custos, específicos para mercados rurais. É recomendável que
esses materiais sejam anexados ao trabalho, de acordo com o grau
de fundamentação.
A depreciação deve levar em conta:
a) aspectos físicos em função da idade aparente, da vida útil e
do estado de conservação;
b) aspectos funcionais, considerando o aproveitamento da
benfeitoria no contexto socioeconômico do imóvel e da região em
conjunto, a obsolescência e a funcionalidade do imóvel.

c) Produções vegetais
Deve ser empregado o método da capitalização da renda para a
identificação do valor econômico.
No caso de culturas de ciclo longo no primeiro ano de
implantação, recomenda-se utilizar, alternativamente ao método da
capitalização da renda, o custo de implantação, incluídos os custos
diretos e indiretos.
Nas pastagens, emprega-se o custo de formação, com a
aplicação de um fator de depreciação decorrente da diminuição da
02197377701

capacidade de suporte da pastagem.
Também pode ser utilizado o valor presente líquido dos valores
médios regionais de arrendamento de pastagens nas mesmas
condições, pelo período restante de sua vida útil, deduzidos os custos
diretos e indiretos, inclusive o custo da terra.

d) Florestas nativas
Deve ser utilizado, sempre que possível, o método comparativo
direto de dados de mercado.
68

É recomendada a citação das fontes consultadas e apresentação dos cálculos efetuados.Engenharia Civil . h) Desapropriações Quando for solicitado ou apresentado outro valor do imóvel. quando não existir mercado para o bem. e) Terras avaliadas em conjunto com benfeitorias Na utilização do método comparativo direto de dados de mercado. que não seja valor de mercado. g) Obras e trabalhos de melhoria das terras Quando estas obras e trabalhos de melhoria das terras não 02197377701 tiverem sido contemplados em outros itens da avaliação. o valor do imóvel é obtido por meio de modelos onde as características dos imóveis. Neste caso. por exemplo. área. se for necessário o inventário florestal. como. Marcus V. Recomenda-se a citação das fontes de consulta e apresentação dos cálculos efetuados. Como segunda opção. benfeitorias. recursos naturais etc. esta condição deve ser claramente explicitada no laudo de avaliação. f) Equipamentos e máquinas agrícolas A avaliação pode ser feita pelo método comparativo direto de dados de mercado ou pela apuração do custo de reedição.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.. a identificação do valor deve ser feita pelo custo de reedição. pode ser utilizado o método da capitalização da renda. são consideradas como variáveis independentes. tipos de solos. pode-se utilizar o método da capitalização da renda. conforme detalhado na ABNT NBR 14653-4. Campiteli Aula 21 Quando existir exploração econômica autorizada pelo órgão competente. localização. 69 . este deve ser executado para a área avalianda. equipamentos. ou de seus componentes. onde devem ser considerados os custos diretos e indiretos.

Classificação - Quanto à finalidade. limitado ao seu valor de mercado. passagem de tubulações. conforme o seguinte: . do valor da terra. Marcus V. devem ser apurados os custos de sua readaptação ou reedição. superficial.Engenharia Civil . Se as benfeitorias forem prejudicadas. não aparente. passagem de linha de transmissão de energia ou telefônica. 02197377701 Valor da indenização: o valor da indenização pela presença de servidão em propriedade rural.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Quanto à posição em relação ao solo: subterrânea. aérea.Quanto à duração: temporária. o valor desta alteração deve ser apresentado em separado do valor da área desapropriada. . quando cabível. . entre outras: passagem de estradas. Campiteli Aula 21 Quando ocorrer desvalorização ou valorização do remanescente em decorrência da desapropriação. Para a apuração da taxa de rentabilidade deve ser realizada pesquisa sobre o rendimento de imóveis em condições semelhantes. perpétua. i) Frutos e direitos Os frutos e direitos devem ser avaliados pelo método comparativo direto de dados de mercado ou pela aplicação de taxa de rentabilidade sobre o valor do capital envolvido.Quanto à intervenção física: aparente. é o decorrente da restrição ao uso do imóvel afetado.Prejuízo correspondente a uma porcentagem.Prejuízo correspondente ao valor presente da perda de rendimentos líquidos relativos às produções vegetais na área objeto da servidão. explicada e justificada. . explicado e justificado. . j) Servidões rurais . 70 .

71 . - Outras perdas decorrentes na propriedade.1 – Definições 02197377701 . Campiteli Aula 21 . b) instituição de terminologia. ou como uma variável em modelo de regressão linear. quando comprovadas. obras e trabalhos de melhoria das terras atingidas pela faixa de servidão. d) definição da metodologia básica. 4.Prejuízos relativos às construções. c) descrição das atividades básicas. símbolos e abreviaturas.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. instalações. quando houver explorações econômicas acopladas. k) Recursos hídricos Os seus recursos hídricos podem ser avaliados pelo método da capitalização da renda. Marcus V.Engenharia Civil . . e) especificação das avaliações. definições.análise de sensibilidade: Análise do efeito de variações dos parâmetros do modelo adotado.alavancagem: Utilização de financiamentos com o objetivo de elevar a taxa interna de retorno do fluxo de caixa de um empreendimento. 4) 14653-4 Esta parte da NBR 14653 fixa as diretrizes para a avaliação de empreendimentos quanto a: a) classificação da sua natureza. no resultado da avaliação. f) requisitos básicos de laudos e pareceres técnicos de avaliação.

72 . comprometidos com o seu desempenho e compondo seu patrimônio. .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V.beta: Número que indica o risco sistemático de um investimento. a volatilidade de uma ação ou de um fundo mútuo.capitalização: Agregação de juros ao capital aplicado. com o objetivo de incentivar determinada atividade econômica. aplicados no empreendimento e que correspondem a rubricas ou contas do exigível.concessão: Ato do poder público destinado a permitir a exploração comercial de serviço. .capital de terceiros: Recursos obtidos por meio de empréstimo. também denominado capital de risco. Campiteli Aula 21 .carga tributária: Impostos e taxas incidentes sobre o empreendimento. . - beta do empreendimento: Beta estimado para um empreendimento por comparação com betas de empresas de capital aberto do setor em análise.benefício fiscal: Redução ou diferimento de impostos e taxas concedidos pelo poder público.Engenharia Civil . também denominado capital de empréstimo. . - cenário: Conjunto de premissas a respeito do comportamento de um mercado ou empreendimento. necessária para colocar ou manter em marcha o empreendimento.capital de giro: Quantia para fazer face às despesas correntes. 02197377701 . ou seja. que seja legalmente de sua atribuição. comparada a um índice do mercado como um todo.capital próprio: Recursos dos sócios ou quotistas aplicados no empreendimento. de minério ou de indústria. . .

Engenharia Civil .custo indireto: Despesas relativas a vendas.custo de oportunidade do capital: Maior taxa de juros auferível no mercado em outras oportunidades de investimento concorrentes.condomínio: Forma de propriedade na qual o bem pertence a mais de um proprietário. .condomínio pró-indiviso: Caso particular de condomínio no qual não há parte privativa atribuída a nenhum dos proprietários. 73 da . sem que sejam previstas alterações estruturais ou tecnológicas. em termos de montante investido e prazo. . . Campiteli Aula 21 . . utilidades e manutenção. - custo variável: Custo que depende diretamente quantidade de bens ou serviços produzidos pelo empreendimento.custo direto: Gastos na produção de bens ou serviços.custo de manutenção: Gastos necessários para preservar as condições normais de utilização de um bem. normalmente de até um ano.curto prazo: Período de tempo reduzido. em função da especificidade de cada empreendimento. Marcus V. financeiras e gerais na produção de bens ou serviços. . relativos a mão de obra. ou então definido explicitamente pelo engenheiro de avaliações.custo marginal: Custo apropriado à produção adicional de um mesmo bem ou serviço. 02197377701 .custo fixo: Custo que não depende da quantidade de bens ou serviços produzidos pelo empreendimento no curto prazo. . administração. . matéria prima.custo ponderado de capital: Taxa de desconto obtida por média ponderada dos custos de capital próprio e de terceiros. .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. a um dado nível de risco.

. . por dificuldade de apropriação. considerado o instalações. 74 . passivo ambiental eventualmente decorrente. IPI).deduções da receita bruta: Quantia relativa a devoluções. ISS. sem que sejam alteradas a composição e as características do produto in natura. Pode ser conversível em quotas de empreendimentos ou ações de empresas. Campiteli Aula 21 . à transformação de produtos agrícolas ou pecuários. inadimplementos. 02197377701 - empreendimento de base mineral: Empreendimento destinado à extração ou beneficiamento mineral.Engenharia Civil . terrenos e tais como estoques. - despesas gerais: Gastos que. não possam ser considerados nas demais contas relativas a custos e despesas.empreendimento de base industrial: Empreendimento destinado à transformação industrial. pós-fixada ou na forma de participação nos lucros da companhia emissora ou de empreendimentos.empreendimento de base imobiliária: Empreendimento em imóvel destinado à exploração de comércio ou serviços.debênture: Título emitido por uma sociedade anônima para captar recursos que oferecem remuneração prefixada. equipamentos. impostos e contribuições incidentes sobre a receita (por exemplo: ICMS.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. - desmonte: Estágio ou hipótese do empreendimento correspondente à sua desmobilização total ou parcial. COFINS. benfeitorias. - empreendimento de base rural: Empreendimento destinado à exploração das atividades agrícolas e pecuárias. pela venda do remanescente. Marcus V. à extração e à exploração vegetal e animal. . PIS.

- estudo de viabilidade técnico-econômica: Avaliação destinada a diagnosticar a viabilidade técnico-econômica de um empreendimento.investimento: Gastos referentes à aquisição de direitos. Marcus V. em função da especificidade de cada empreendimento. imposto de renda. . contribuição social sobre o lucro) que incidem 75 . com a utilização de indicadores de viabilidade. com o objetivo de venda das unidades geradas. . .fluxo de caixa projetado: Projeção de receitas.fluxo operacional: Organização conceitual dos processos inerentes à operação do empreendimento. quantificáveis ou não por probabilidade. reposição ou substituição de bens e necessidade de capital de giro no empreendimento.longo prazo: Período de tempo normalmente acima de cinco anos. . .good-will: Diferença entre o valor econômico de um empreendimento e o seu valor patrimonial. . custos e despesas de um empreendimento ao longo de seu horizonte. .incerteza: Possíveis oscilações aleatórias nos resultados esperados. .lucro tributável: Base de cálculo dos tributos (por exemplo.fluxo de caixa: Série de receitas. .horizonte: Período de projeção do fluxo de caixa do empreendimento.empreendimento imobiliário: Empreendimento em imóvel destinado ao parcelamento do solo ou construção de benfeitorias. 02197377701 implantação.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. ampliação. ou então definido explicitamente pelo engenheiro de avaliações. melhorias. custos e despesas de um empreendimento ao longo de um determinado período. Campiteli Aula 21 .

.Engenharia Civil .médio prazo: Período de tempo normalmente entre um e cinco anos.período de recuperação descontado: Período no qual os resultados líquidos da operação do empreendimento. . .modelo determinístico: Modelo em que se pressupõe serem os parâmetros utilizados invariáveis. 76 .período de recuperação (pay-back): Período no qual os resultados líquidos acumulados da operação do empreendimento equivalem ao investimento. em função da especificidade de cada empreendimento. .preço de liquidação forçada: Quantia auferível pelo bem. descontados a uma determinada taxa.prêmio de risco: Adicional de taxa de juros em relação à taxa livre de risco. considerada a dedução da parcela relativa à depreciação prevista na legislação fiscal. . equivalem financeiramente ao investimento. que será utilizada para a capitalização. 02197377701 .prêmio de risco de um país: Adicional de taxa de juros devido ao risco conjuntural de um país. Marcus V.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.período de capitalização: Prazo de referência da taxa de juros efetiva. . . necessária para remunerar o risco do empreendimento. . Risco Brasil).modelo probabilístico: Modelo em que são associadas distribuições de probabilidade às variáveis-chave do modelo. correspondente à diferença entre a remuneração do título do Tesouro Norte-Americano de longo prazo e a de seu similar no país (por exemplo. ou então definido explicitamente pelo engenheiro de avaliações. na hipótese de uma venda compulsória ou em prazo menor que o médio de absorção pelo mercado. Campiteli Aula 21 sobre o resultado antes da tributação.

benfeitorias ou instalações a serem construídas).regime de caixa: Regime em que se consideram. inadimplementos. as receitas.renda líquida: Resultado em cada período do fluxo de caixa. .resultado bruto: Receita bruta deduzida do custo direto. .resultado antes de tributação: Resultado operacional acrescido do resultado não operacional. mesmo que não tenham sido efetivamente recebidos ou pagos nesse período. sem considerar a incidência de tributos sobre o lucro tributável. . 77 . deduzidos os tributos sobre o lucro tributável.resultado após a tributação: Resultado antes da tributação.receita não-operacional: Receita dissociada da operação do empreendimento. . . os custos e as despesas no período de competência respectivo. . . . impostos e contribuições incidentes. Marcus V. terreno.receita líquida: Receita bruta deduzida das parcelas relativas a devoluções. Campiteli Aula 21 .regime de competência: Regime em que se consideram. para apurar o resultado. em que os emprestadores aceitam como garantia as receitas futuras do projeto e a hipoteca da base física do empreendimento (por exemplo.receita operacional: Receita associada diretamente à operação do empreendimento. .receita bruta: Receita proveniente de vendas e serviços.project finance: Modalidade de financiamento de projetos baseada no seu fluxo de caixa. 02197377701 . para apurar o resultado.Engenharia Civil . os custos e as despesas no período efetivo em que ocorreram.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. a receita recebida.

02197377701 . de comportamento humano.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . nos preços de ações e de commodities e no descolamento entre taxas/preços. falhas gerenciais.risco de implantação: Risco resultante de alterações de prazo e preço previstos durante a implantação do empreendimento. culturais e sociais. prazos e moedas/índices.resultado operacional: Resultado bruto deduzido do custo indireto.risco de operação: Risco associado à atividade operacional.resultado de operações financeiras: Diferença entre as receitas e despesas provenientes de operações financeiras. bem como respectivos níveis de preço de insumos e produtos do setor. . . de equipamentos. em função de descompassos de caixa ou de obtenção de crédito. de controle.resultado não operacional: Resultado de atividade não relacionada diretamente à operação do empreendimento.risco de mercado setorial: Risco resultante de variações de oferta e demanda. bem como sinistros e comprometimento ambiental. . Campiteli Aula 21 .risco de mercado financeiro: Risco resultante de mudanças no comportamento das taxas de juros e câmbio.Engenharia Civil . que envolve fatores como sistemas inadequados (informação ou suporte). 78 . políticas. .risco conjuntural: Risco decorrente de mudanças nas condições macroeconômicas. .risco financeiro: Risco ao empreendimento decorrente da falta de recursos. . Marcus V.risco: Parte da incerteza que pode ser quantificada por probabilidade. .

. num determinado prazo.taxa de risco: Componente da taxa mínima de atratividade destinado a remunerar o risco do empreendimento.taxa de juros: Relação percentual entre a remuneração financeira de um capital e o respectivo principal. .taxa de crescimento: Tendência. descontada a taxa de inflação. observada num determinado período. 02197377701 . cuja aplicação gera resultados financeiros idênticos. .taxa interna de retorno modificada: Taxa interna de retorno que leva em conta os resultados da gestão financeira. .taxa interna de retorno: Taxa de juros que anula o fluxo de caixa descontado de um investimento. Campiteli Aula 21 . . de um ativo ou empreendimento. usualmente associada à remuneração de títulos do tesouro norte-americano.taxas equivalentes: Taxas de juros capitalizadas em períodos diferentes. da evolução de uma variável de produção. inclusive no que se refere à tributação.taxa interna de retorno real: Taxa interna de retorno.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil .taxa efetiva: Taxa real. caso o fluxo de caixa tenha sido montado a preços correntes. medida em percentagem. . Marcus V.risco legal: Risco decorrente de mudanças de legislação que afete o empreendimento.taxa de desconto: Taxa utilizada para calcular o valor presente de um fluxo de caixa. .taxa livre de risco: Taxa referente a uma aplicação com risco mínimo. que considera juros compostos referidos ao período de capitalização. 79 . . .

Quando embutido o efeito da inflação. Campiteli Aula 21 . compatível com a natureza e características do empreendimento. a uma taxa de desconto correspondente ao custo de oportunidade de igual risco. . água. . considera-se a sua melhor aproximação: custo de reedição. - valor da empreendimento ao perpetuidade: final do Valor horizonte remanescente projetivo. referida a um prazo diferente do período de capitalização. . denomina-se taxa nominal cheia. durante sua vida econômica. 02197377701 . de um considerados resultados perenes. descontados a uma determinada taxa de juros.valor presente: Valor atual de um pagamento ou fluxo futuros. Na impossibilidade de se identificar o valor de mercado de algum bem componente do empreendimento.utilidades: Serviços relativos a fornecimento de energia.valor patrimonial: Somatório dos valores de mercado dos bens que compõem o ativo permanente do empreendimento. bem como com a expectativa mínima de emulação do empreendedor. sem ser.valor de desmonte: Valor presente da renda líquida auferível pela venda dos bens que compõem o empreendimento. Marcus V.Engenharia Civil . associada a juros simples.taxa mínima de atratividade: Taxa de desconto do fluxo de caixa.taxa real: Taxa de juros.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. em face da sua carteira de ativos. .taxa nominal: Taxa virtual. combustíveis e congêneres. . valor econômico ou valor de desmonte. 80 . na condição de sua desativação. descontada a inflação. . geralmente.valor econômico: Valor presente da renda líquida auferível pelo empreendimento.

implantação ou execução. quanto ao uso. Marcus V. mistos. casa de diversão. apart-hotel. reservatório). . shopping center. desativado. silo fixo. operação (em marcha). clínica. ou com benfeitorias. arena. estádio. parque temático. - variáveis-chave: Variáveis que apresentam maior elasticidade na análise de sensibilidade. depósito (por exemplo: armazém.volatilidade: Oscilação de preço de um título mobiliário. resort. estabelecimento de ensino. 02197377701 .Engenharia Civil . motel. que. 81 . pré-operação (start-up ou posto em marcha).Imobiliários. commodity ou ativos líquidos em um período de tempo definido. . desmonte. b) Conforme a base . paralisado ou embargado. cemitério. rurais. podem ser: residenciais. ou com ambos. teatro.valor residual: Valor de alienação do empreendimento ao fim do horizonte projetivo. deduzido o investimento. ou com parcelamento do solo. outlet e centros de compras assemelhados. com fins de exploração comercial e/ou de serviços. . hospital. comerciais.de base imobiliária.2 – Classificação dos Empreendimentos a) Conforme o estágio Os empreendimentos podem ser classificados conforme o estágio em: concepção ou anteprojeto.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. industriais. projeto. clube. 4. de construção civil. casa de repouso. como: hotel. supermercado.de base industrial: de transformação. cinema. posto de combustíveis. Campiteli Aula 21 - valor presente líquido: Valor presente. de serviços.

Para identificação de valor e indicadores de viabilidade a) Análise operacional do empreendimento A operação do empreendimento deve ser descrita e caracterizada em relação à sua adequabilidade técnica.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. capacidade instalada. transporte coletivo. . Marcus V. Campiteli Aula 21 . condições de manutenção e renovação. exploração vegetal (extração ou cultivo). o comportamento continuado das variáveis-chave nos períodos pretéritos observados. 02197377701 b) Análise das séries históricas do empreendimento As séries históricas do empreendimento devem conter dados relativos à evolução da configuração física do empreendimento e do seu desempenho operacional. coleta e tratamento de resíduos distribuição). . produtividade e eficiência. rodovia. especialmente no que tange às variáveis-chave. econômico e financeiro ao longo do tempo. quando possível. A análise deve contemplar. ferrovia. hidroviário e marítimo. beneficiamento.de base rural: agroindústria.3.de base mineral: extração. com a identificação de tendências. e gás (distribuição). sazonalidades. energia elétrica telecomunicação. como: transmissão de dados.de base comercial e serviços.1 . como: água potável (produção e distribuição). esgoto.3 – Tratamento de Dados 4.com base em concessões de serviços públicos. (geração. exploração animal. exploração mista. sólidos. hidrovia. 4. . volatilidades e 82 . viabilidade de crescimento e indicadores de produção.Engenharia Civil . intermodal). radiodifusão e transmissão televisão. terminais de transporte (rodoviário. ferroviário. teleinformática. aeroviário.

Nos modelos probabilísticos. e levar em consideração pesquisas. Deve levar em conta fatores de mercado qualitativos ou quantitativos que possam ter impacto sobre o desempenho do empreendimento. No modelo de fluxo de caixa.Engenharia Civil . devem ser simuladas as condições de operação real do empreendimento. c) Análise setorial e diagnóstico de mercado O desempenho setorial deve ser analisado. diagnosticado e cotejado com o do empreendimento. com ênfase no comportamento dos custos fixos e variáveis. da finalidade da avaliação e do grau de fundamentação que se pretende atingir. recomenda-se adotar modelos probabilísticos que dispensam a adoção de prêmio de risco. considerando-se o nível de risco do empreendimento.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Campiteli Aula 21 componentes cíclicos ou atípicos. quando existir. o risco do empreendimento é calculado por meio da análise de risco. Marcus V. 83 . Nos modelos determinísticos. preferentemente em relação às variáveis-chave. d) Taxa de desconto A taxa de desconto a ser adotada no fluxo de caixa corresponde ao custo de oportunidade para o empreendedor. diagnósticos e informações setoriais disponíveis. a taxa de desconto é uma composição da taxa livre de risco e um prêmio de risco. e) Modelagem A escolha do modelo depende do tipo do empreendimento. 02197377701 Na identificação do valor econômico. considerando-se a taxa de desconto igual à taxa livre de risco.

os seguintes processos genéricos para quantificação de risco do empreendimento: . entre outros. 02197377701 são aceitáveis.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.3) Análise de sensibilidade Tem o propósito de identificar as variáveis de maior elasticidade (variáveis-chave). sobre as quais recomenda-se maior atenção na fundamentação. e.Engenharia Civil . uma vez identificadas as variáveischave do modelo. e. 84 . Para a sua construção.identificação da distribuição normal dos resultados possíveis. como no método das variações paramétricas. Marcus V.4) Análise de risco Tem como propósito quantificar o risco do empreendimento em função das variáveis-chave e seus efeitos sobre o resultado esperado.2) Cenários Os cenários aplicáveis devem refletir condições factíveis de operação do empreendimento e de comportamento do mercado. podem ser assumidas hipóteses variáveis de pessimistas a otimistas. com o objetivo de gerar a distribuição dos resultados possíveis. Nos modelos probabilísticos. as características setoriais e o estágio tecnológico. e identificadas as respectivas distribuições de probabilidade associadas. Campiteli Aula 21 e. e.seleção ao acaso de uma combinação de valores para as diversas variáveis-chave através de técnicas de simulação (como a técnica de Monte Carlo). .1) Estimativa do horizonte O horizonte deve ser definido levando em consideração a natureza do empreendimento. por meio da análise de sensibilidade.

equipamentos e instalações. Marcus V. ou por orçamento detalhado. é aceitável a consideração do risco por meio de um prêmio de risco.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.2 – Preço de liquidação forçada 85 .3. mensurável por seu coeficiente de variação.1 – Valor de mercado No caso de identificação do valor de mercado. 4. Nos modelos determinísticos. identifica-se o grau de variabilidade da distribuição dos resultados possíveis do modelo. c) Método comparativo direto de custo A utilização do método comparativo direto para a avaliação de 02197377701 custos deve considerar uma amostra composta por bens semelhantes.4. b) Depreciação física O cálculo da depreciação física pode ser realizado de forma analítica – por meio de orçamento necessário à recomposição do bem na condição de novo – ou por meio da aplicação de coeficiente de depreciação que leve em conta o seu estado de operação ou conservação.4. 4.4 – Identificação do resultado 4. 4. de reedição ou de substituição. esta deve ser feita de acordo com o estabelecido na norma NBR 14653-1:2001. Campiteli Aula 21 Nos dois casos. Pode ser apropriado por custos unitários. Esse coeficiente deve ser aplicado sobre o valor depreciável.2 – Para a identificação de custos a) Método da quantificação do custo Utilizado para identificar o custo de reedição de benfeitorias.

bem como sobre suas taxas de retorno e pay-back. durante sua vida econômica. Marcus V.1 – Métodos para identificar o valor 86 . com os indicadores setoriais correspondentes. referências às 02197377701 rentabilidades financeira e econômica do empreendimento.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.4 . comparados. retorno sobre investimentos – ROI.5 – Metodologia aplicável Existem três campos básicos de aplicação da presente metodologia: identificar valor. custos e indicadores de viabilidade. custo anual. 4.ROA. este será o maior apurado entre o valor econômico e o de desmonte. ambos na condição de liquidação forçada.3 – Indicadores de viabilidade O resultado final das análises de viabilidade econômica pode ser expresso sob a forma de taxas internas de retorno. valor de mercado adicionado (market value added) – MVA e o Retorno sobre o patrimônio líquido – ROE). Campiteli Aula 21 No caso de identificação do preço de liquidação forçada. configura-se uma perda econômica. 4. entre outros. Na apresentação dos resultados relativos à identificação do valor. quando possível.Fundo de comércio e good-will A identificação deverá considerar a previsibilidade de rendas líquidas a serem auferidas pelo empreendimento. períodos de recuperação (pay-back) e índices de lucratividade (por exemplo: retorno sobre ativos . podem ser apresentadas.4. 4.4. valor presente líquido.5. adicionalmente. e corresponderá à diferença entre o valor econômico e o patrimonial.Engenharia Civil . Em caso de apuração de valor negativo. valor econômico adicionado – EVA. 4.

entre outros: o valor presente líquido. 4. 4. das características do empreendimento e do mercado no qual se insere. conceituados na NBR 14653-1.5. isolados ou conjuntamente.Engenharia Civil .5.3 – Indicadores de viabilidade econômica de empreendimentos Os indicadores de viabilidade dependem de características do empreendimento e do empreendedor e podem ser. conceituados na NBR 14653-1. involutivo. Marcus V. 87 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.2 – Métodos para identificar custo A identificação de custos dos empreendimentos pode ser 02197377701 realizada com o emprego do método comparativo direto de custo ou do método da quantificação de custo. Campiteli Aula 21 A identificação de valor depende fundamentalmente do objetivo da avaliação. do tipo de valor que se pretende identificar. a taxa interna de retorno. conforme a tabela seguinte. os métodos comparativo direto de dados de mercado. podendo ser empregados. em cada caso. o período de recuperação e os índices de lucratividade. evolutivo e da renda.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. O empreendimento será considerado viável quando a sua taxa interna de retorno for igual ou superior à taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. projetado no horizonte do empreendimento. sem considerar a remuneração do capital. c) Tempo de retorno Este indicador de viabilidade é expresso pelo tempo necessário para que a renda líquida acumulada do empreendimento iguale o investimento nele comprometido. o descontado corresponde ao tempo necessário para anular a mesma diferença. incluindo o valor do investimento a realizar. A utilização isolada do período de recuperação como indicador de viabilidade não é conclusiva. incluindo o valor do investimento a realizar. mas é útil para comparar alternativas de investimento a uma mesma taxa de desconto. O tempo de retorno pode ser simples ou descontado: o simples 02197377701 corresponde ao tempo necessário para anular a diferença entre as despesas de investimento e as receitas líquidas. Campiteli Aula 21 a) Valor presente líquido Este indicador de viabilidade é expresso pelo valor presente do fluxo de caixa descontado. O empreendimento será considerado viável quando o seu valor presente líquido for nulo ou positivo. 88 . Marcus V. quando as parcelas são descontadas a uma taxa de desconto. para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. b) Taxa interna de retorno Este indicador de viabilidade é expresso pela taxa de desconto que anula o valor presente do fluxo de caixa projetado no horizonte do empreendimento.Engenharia Civil .

levando em consideração as necessidades de correção de eventuais desvios existentes no empreendimento ou informações não confiáveis. com a consideração de valores contigenciais e outras obrigações. seja ele uma aproximação do valor de mercado. Sob essas circunstâncias. descontado a taxas 89 que reflitam adequadamente . 4. devem ser cotejadas as condições do empreendimento avaliando com os indicadores e parâmetros apresentados efetivamente pelo setor. O método da capitalização da renda procura identificar o valor do empreendimento com base na expectativa de resultados futuros. O empreendimento será considerado viável quando o seu índice de lucratividade for igual ou superior à unidade. ou fruto de condições específicas do investidor ou estabelecidas pelo avaliador. Assim. Se o objetivo for encontrar uma aproximação do valor de mercado. 02197377701 O valor econômico é estimado a partir da projeção do fluxo de caixa.6 – Procedimentos para a utilização do método da capitalização da renda Definir previamente o tipo de valor que se pretende identificar.Engenharia Civil . deve-se adotar o pressuposto de que a gestão do empreendimento no futuro seguirá padrões profissionais praticados no setor. partindo-se da elaboração de cenários possíveis. para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. Campiteli Aula 21 d) Índice de lucratividade É a relação entre o valor presente das receitas líquidas e o dos investimentos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. o valor do empreendimento corresponderá ao valor presente do fluxo de caixa projetado.

margens. bem como disponibilidade de insumos. pela taxa mínima de atratividade do empreendimento. Esta análise pode ser feita por meio da determinação de tendências ou por análise de séries temporais. por meio da análise. negativa ou nula) de variáveis-chave do empreendimento pode ser estimada por sua evolução nos últimos anos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. A aplicação do método requer a determinação dos seguintes componentes principais: a) o fluxo de caixa projetado é determinado a partir de modelos de simulação aplicáveis às características do empreendimento em questão. não se computando a taxa de inflação. dentre outras. capital imobilizado no giro. em moeda constante. da vocação. d) a taxa de crescimento (positiva. Os valores são projetados. e) no caso de novos empreendimentos. Campiteli Aula 21 remuneração do capital e riscos do empreendimento. por exemplo. 90 . bem como o estágio logístico do comportamento da demanda. cultura e práticas comerciais. do setor e do país. dentre outros. Esses modelos levam em conta as variáveis-chave.Engenharia Civil . regularidade de demanda. quando for presumida a continuidade das 02197377701 condições passadas. deve ser considerada a capacidade de absorção do produto no mercado. com o emprego de informações setoriais e de conjuntura. quando aplicável. deve-se considerar o valor residual ou o valor da perpetuidade do empreendimento. participação no mercado e preços praticados. c) a taxa de desconto utilizada para calcular o valor presente do fluxo de caixa projetado pode ser determinada pelo custo ponderado de capital. Marcus V. dentre outros. em geral. estoques. b) ao final do horizonte projetivo.

já que o comportamento errático das conjunturas geral e setorial pode afetar diretamente os resultados do empreendimento. são de responsabilidade das respectivas fontes.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil . .A precisão matemática dos procedimentos não representa qualquer garantia de que as análises prospectivas efetivamente ocorrerão. ainda que contemplados em diversos cenários. 02197377701 Para fins de enquadramento global do laudo em graus de fundamentação. 4. de acordo com a tabela a seguir. devem ser considerados os seguintes critérios: 91 .As informações de desempenho do empreendimento e do setor. quando existentes.7 – Especificação das avaliações quanto à fundamentação As avaliações para identificação de valor e indicadores de viabilidade serão enquadradas segundo sua fundamentação. Marcus V. Campiteli Aula 21 Condições limitantes: .

1 a 7. identificam-se três campos (graus III. atendendo à tabela abaixo. Campiteli Aula 21 Na tabela acima. II e I) e 10 itens (de 7.1. do grau II. Deve ser apresentada no laudo uma tabela com o enquadramento obtido em cada item.5.5. 2 pontos. e do grau III. bem como a pontuação global. O enquadramento global do laudo deve considerar a soma de pontos obtidos para o conjunto de itens. O atendimento a cada exigência do grau I terá 1 ponto. 3 pontos.4).1. Marcus V.Engenharia Civil . 02197377701 92 .5.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

Pode ser. utilizada quando este custo é diferente do custo unitário básico da construção adotado como referência. O custo de construção corresponde aos gastos necessários para a execução da construção. que corresponde ao valor de venda e compra de um imóvel.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil .721/2006 – Avaliação de custos unitários e preparo de orçamentos de construção para incorporação de edifício em condomínio define os critérios para orçamentos de obras em condomínio. maior ou menor que a área real correspondente. Conforme vimos na questão anterior. entre outros fatores. através de 93 . conforme o caso. o custo do valor de mercado do imóvel. Emprega o Custo Unitário Básico para determinar o custo da obra. A área equivalente é a área virtual cujo custo de construção é equivalente ao custo da respectiva área real. a afirmação da questão 02197377701 está correta. Gabarito: Errada 2) (69 – MPE-AM/2007 – Cespe) A área equivalente de construção é a transformação da área construída com diferentes padrões de edificação em uma área equivalente com único padrão de edificação. Marcus V. o que difere do valor de mercado. Gabarito: Correta (CGU/2012 – ESAF) A NBR 12. Campiteli Aula 21 QUESTÕES COMENTADAS 1) – (111 ABIN/2010 – Cespe) O cálculo da área equivalente de construção leva em conta.

b) multiplicando-se a área real global da edificação pelo custo unitário básico.Engenharia Civil . Marcus V. garantindo a condôminos e construtores um parâmetro de controle para a obra a ser executada.A avaliação do custo global da obra. A finalidade do método proposto na norma é o detalhamento do prédio para o registro em cartório. de acordo com as características do prédio. responda às questões 2 e 3. De acordo com essa norma. deve ser calculada a) multiplicando-se a área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma considerada pelo custo unitário básico da construção. e facilitando a discussão de eventuais alterações que possam ocorrer durante a obra. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. correspondente ao projeto-padrão 94 . o custo global da obra: estima-se pela soma das seguintes parcelas:  produto da área equivalente em área de custo padrão global pelo CUB. 3) 2 . Campiteli Aula 21 ponderações.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. e) multiplicando-se a área global de construção pelo custo unitário básico. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto 02197377701 de incorporação. De acordo com a norma NBR 12721. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. c) multiplicando-se a área real total dos pavimentos pelo custo unitário básico. atualizada à data do arquivamento em cartório competente de Registro de Imóveis. d) multiplicando-se a área equivalente em área de custo padrão global pelo custo unitário básico.

taxas e emolumentos cartorários.  remuneração do construtor. 95 . desvinculada. Gabarito: D 4) uma (5 – CGU/2008 .  remuneração do incorporador.Engenharia Civil . Marcus V. elevadores. que se subdividem em áreas privativas principais e áreas privativas acessórias.  outras despesas indiretas. Campiteli Aula 21 que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. com atribuição de fração ideal própria no terreno e partes comuns do edifício é: a) área privativa acessória 02197377701 b) área de uso comum c) área de divisão proporcional d) unidade autônoma e) vaga de garagem A atribuição de fração ideal própria no terreno e coisas comuns é característica de unidade autônoma.  impostos. playground. equipamentos e instalações. tais como: fundações especiais. com acesso independente da ocupação das vagas de garagem no pavimento. relativas a todos os elementos ou condições não incluídas nas relações quantitativamente discriminadas de materiais e mão-de-obra correspondentes ao projeto-padrão. identificada no projeto arquitetônico.ESAF) Uma área fechada no subsolo de edificação. obras e serviço complementares e outros serviços.  parcelas adicionais.  Projetos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

Campiteli Aula 21 A área da unidade autônoma situada fora dos limites físicos de sua área privativa principal. Área real total do pavimento: Soma das áreas cobertas e descobertas reais de um determinado pavimento medidas a partir 02197377701 do projeto arquitetônico. incluídas as superfícies das projeções de paredes. de pilares e demais elementos construtivos. cobertas ou descobertas. denominase área privativa acessória.Engenharia Civil . Gabarito: Errada III. Área real total da unidade autônoma: Soma das áreas cobertas e descobertas reais e condominiais que definem a área total da unidade autônoma considerada. Gabarito: Correta II. pilares e demais elementos construtivos. 96 . Área real total da unidade autônoma é a soma das áreas cobertas reais e condominiais. Área real é a medida de qualquer dependência ou conjunto de dependências. calculadas a partir do projeto arquitetônico aprovado. medidas a partir do projeto arquitetônico.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Gabarito: A 5) (21 – CEF/2013 – FCC) Um engenheiro está trabalhando na incorporação de um empreendimento residencial. destinada a usos acessórios. nela incluídas as superfícies das projeções de paredes. ou conjunto de dependências. considere: I. Sobre as áreas reais do empreendimento. Área real de pavimento consiste apenas nas áreas cobertas de um pavimento. Áreas reais: Medida da superfície de quaisquer dependências.

apenas. Gabarito: Correta Está correto o que se afirma em (A) I e IV.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. (B) coberta padrão. Área privativa acessória é aquela de uso exclusivo da unidade autônoma. apenas. II. nela incluídas as superfícies das projeções das paredes. Campiteli Aula 21 Gabarito: Errada IV. apenas. II e III. vagas de garagem. como as vagas de garagem. Gabarito: A 6) (41 – UFTM/2013 – VUNESP) O indicador mais utilizado para o cálculo de custos de edificações é o Custo Unitário 02197377701 Básico. III e IV. Uma questão básica para a utilização desse método de cálculo é a descrição para o cômputo da área que será utilizada.Engenharia Civil . 97 e demais elementos . situada fora dos limites físicos de sua área privativa principal. A descrição: “medida da superfície de quaisquer dependências cobertas. (E) I. (D) I. destinada a usos acessórios. Marcus V. box de lavanderia. (C) II e IV. (B) II e III. Área privativa acessória: Área da unidade autônoma de uso exclusivo. apenas. tais como: depósitos. mas fora dos limites físicos de sua área principal. de pilares construtivos” refere-se à área (A) equivalente de construção.

(E) construída. (D) coberta real. 02197377701 98 . de pilares e demais elementos construtivos refere-se à área real.721/2006) e das informações disponibilizadas pelo SINDUSCON/DF para o CUB (referente a março de 2012). Conforme vimos nas questões acima. Campiteli Aula 21 (C) coberta de padrão diferente. a medida das superfícies das projeções de paredes.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. coberta.Engenharia Civil . analise as afirmações a seguir. Gabarito: D 7) (3 – CGU/2012 – ESAF) A partir das informações do Quadro III (NBR-12. neste caso.

o projetopadrão que mais se aproxima principais e de acabamento é o R8-B. Para o exemplo de incorporação apresentado.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 02197377701 I.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 99 de suas características . Marcus V.

no mínimo de:  Fundações Especiais (subtrair da sapata até 2. resultando em valor superior ao CUB. Resulta do somatório:  CUB x (soma das áreas equivalentes ao do custo padrão) E todas as demais despesas.66.00 resulta da multiplicação da área privativa pelo CUB = 4000 x 897. De acordo com a NBR 12721.640. Campiteli Aula 21 Na classificação geral do Quadro III consta que o padrão de acabamento é o normal. Logo. o Custo global da construção é o 02197377701 valor mínimo que pode ser atribuído à construção da edificação para fins do disposto no art. quando o contrato for de Construção por Administração. Portanto.66 R$/m2. ar- . Marcus V.590. Contudo. O Custo Unitário da obra em cálculo é de 897. 32. não há como avaliar este item. O Custo global da edificação é de R$ 3. a questão não fornece e nem permite calcularmos a área equivalente global.640.Engenharia Civil . O valor de 3.578. II.590. 100 bombas de recalque.00. O Custo Básico Global da edificação é de R$ 3. esta questão foi anulada. com a inclusão. O custo unitário da construção resulta da divisão do Custo global da edificação (explicado no próximo item) pela área equivalente em área de custo padrão total. IV. Com isso. o projeto-padrão que mais se aproxima é o R8-N. Contudo. III.640. da Lei 4.00.5m)  Elevadores  Equipamentos e Instalações: condicionado etc.591/64.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. o Custo Básico Global resulta da multiplicação da área equivalente global pelo CUB.

Manual de avaliações e perícias em imóveis urbanos. fratura ou dano. c) III. b) II.Engenharia Civil .66 = 3. São Paulo: PINI.00 somado às demais parcelas acima relacionadas.590. Logo.640. A eletiva B perfunctória C geral D voluptuária E permanente A norma NBR 13652 prevê os seguintes tipos de benfeitoria: 101 . d) IV. Ajardinamento. e que não podem ser retirados sem destruição. nele incorporados permanentemente. conservá-lo. assinale a opção que apresenta um tipo de benfeitoria. (J. É correto apenas o que se afirma em a) I. Fiker. Campiteli Aula 21  Playground  Obras e Serviços Complementares: Urbanização. 2001. Gabarito Preliminar: B Gabarito Definitivo: Anulada 8) (34 – TRE-MT/2005 – Cespe) Benfeitorias são obras ou serviços que se realizam em um bem imóvel com o intuito de aproveitá-lo. Piscina.) 02197377701 Com base no conceito introduzido no texto acima. melhorá-lo ou embelezá-lo. o Custo global da construção seria o valor de 4000 x 897. etc. e) I e IV.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V.

com ou sem violência ou fraude de terceiros. Portanto. Campiteli Aula 21 a) necessária: finalidade de conservar o bem ou evitar a sua deterioração. Gabarito: E 10) (98 – STM/2011 – Cespe) Perícia é a constatação de fato.752. privação ou desaparecimento da posse ou da coisa possuída. esbulho significa privação total ou parcial da posse de quaisquer bens alheios.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. d) prejuízo. com ou sem violência 02197377701 ou fraude de terceiros.Engenharia Civil . c) voluptuária: não aumenta o uso normal do bem. c) medida pela qual a pessoa é protegida contra violências que lhe perturbam a posse de coisas corpóreas.ESAF/CGU 2008) De acordo com a NBR 13. considera-se “Esbulho” como: a) um bem consumível que pode ser pesado. De acordo com a NBR 13. Gabarito: D 9) (9 . mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que a constituem. b) útil: aumenta ou facilita o uso do bem. e) privação total ou parcial da posse de quaisquer bens alheios. contado ou medido. b) conflito de interesses suscitado em juízo ou fora dele.752. sendo sua finalidade de mero recreio ou deleite. a benfeitoria voluptuária é um tipo normativo de benfeitoria. 102 .

deve ser apresentado demonstrativo da pontuação atingida. quando informado pelo solicitante. Campiteli Aula 21 Perícia é a atividade que envolve apuração das causas que motivaram determinado evento ou da asserção de direitos.indicar a especificação atingida. número(s). o laudo de avaliação completo deve conter no mínimo os seguintes itens: a) identificação do solicitante. Marcus V. Gabarito: Errada 11) (100 – TRE-ES/2011 – Cespe) No laudo. b) finalidade do laudo. com a definição do critério de enquadramento de cada uma das características dos 103 . h) especificação da avaliação . A constatação de um fato. devem constar local e data da avaliação. i) planilha dos dados utilizados. j) no caso de utilização do método comparativo direto de dados de mercado. f) diagnóstico do mercado.Engenharia Civil . De acordo com a NBR 14653-2. com relação aos graus de fundamentação e precisão. logradouro(s). descrição das variáveis do modelo. ressalvas e fatores limitantes. qualificação legal completa e assinatura dos profissionais responsáveis pela avaliação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. d) pressupostos. mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem denomina-se vistoria. 02197377701 g) indicação do(s) método(s) e procedimento(s) utilizado(s). Quando solicitado pelo contratante. c) objetivo da avaliação. acessos e elementos de cadastro legais e fiscais). e) identificação e caracterização do imóvel avaliando (a caracterização do imóvel abrange a localização e identificação do bairro.

o campo de arbítrio. l) resultado da avaliação e sua data de referência. m) qualificação legal completa e assinatura do(s) profissional(is) responsável(is) pela avaliação. o percentual mínimo é de: a) 30% b) 25% c) 20% 02197377701 d) 15% e) 10% Na versão anterior da norma NBR 14653-2.CGU/2008 . k) tratamento dos dados e identificação do resultado . o engenheiro de avaliações deve definir o tamanho da amostra utilizando critérios estatísticos. Campiteli Aula 21 elementos amostrais. na atual versão não há especificação de percentual mínimo. Gabarito: Correta 12) (7 .Explicitar os cálculos efetuados. Contudo. se houver omissão no contrato. Marcus V. na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas.ESAF) De acordo com a NBR 14. e justificativas para o resultado adotado. deve ser apresentado o gráfico de preços observados versus valores estimados pelo modelo. é permitida a vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas partes ou.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. havia a previsão de percentual mínimo de 10%.653. se houver omissão no contrato. A escala utilizada para definir as diferenças qualitativas deve ser especificada de modo a fundamentar o correto agrupamento dos dados de mercado. 104 .Engenharia Civil . No caso de utilização do método comparativo direto de dados de mercado. se for o caso. mas sim.

tem-se procurado padronizar métodos para permitir identificar valores de um bem de maneira confiável e com capacidade de comparação. E) dos valores virtuais. mediante hipotético empreendimento compatível com as características do bem e com as condições do mercado no qual está inserido. 02197377701 alicerçado no seu aproveitamento eficiente.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 Gabarito: Nenhuma das alternativas (desatualizada) 13) (33 – TRE-MT/2005 – Cespe) No processo de avaliação de imóveis urbanos. Marcus V. D) da capitalização da renda. a escolha da metodologia para a identificação do valor de mercado.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Os demais métodos previstos na norma para identificar o valor de um bem. 105 . C) evolutivo. b) Método Involutivo: identifica o valor de mercado do bem. Os métodos de identificação do valor de um bem não incluem o método A) comparativo direto de dados de mercado. B) involutivo. deve ser considerado o fator de comercialização. considerando-se cenários viáveis para execução e comercialização do produto. constituintes da amostra. De acordo com a NBR 14653-1. de seus frutos e direitos são: a) Método Comparativo Direto: identifica o valor de mercado do bem por meio de tratamento técnico dos atributos dos elementos comparáveis. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado. deve-se preferir o método comparativo direto de dados de mercado. baseado em modelo de estudo de viabilidade técnico-econômica. c) Método Evolutivo: identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. sempre que possível.

000. f) Método da Quantificação de Custo: identifica o custo do bem ou de suas partes por meio de orçamentos sintéticos ou analíticos. a partir das quantidades de serviços e respectivos custos diretos e indiretos. constituintes da amostra. Marcus V.25.000. o fator de comercialização for 1.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil . (D) 559. Após a vistoria ele constatou que o valor do terreno é R$ 411. e) Método Comparativo Direto: identifica o custo do bem por meio de tratamento técnico dos atributos dos elementos comparáveis.250.750. com base na capitalização presente da sua renda líquida prevista. Portanto.00. Conforme vimos.00. deve ser considerado o fator de comercialização.000. 02197377701 (C) 745. (E) 642.00. a norma não prevê o método dos valores virtuais. Campiteli Aula 21 d) Método da Capitalização das Rendas: identifica o valor do bem. Se.00 e o valor das benfeitorias é R$ 185.00.800. em reais. Gabarito: E 14) (51 – – TRT-15/2013 FCC) Um engenheiro civil necessitou avaliar um imóvel urbano pelo método evolutivo. considerando-se cenários viáveis.00. é (A) 513. 106 .00. para o tipo de imóvel.000. (B) 698. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado. o Método Evolutivo identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. o valor de imóvel.

que resultam na valorização dos imóveis das imediações. 15) 123 – Em um processo de avaliação.00 + R$ 185. A respeito desse assunto. monta-se o fluxo de caixa com base nas despesas e receitas previstas para o imóvel e suas respectivas épocas. e receitas provenientes da sua exploração. Marcus V.000. de modo a que os valores dos imóveis sejam estimados de forma fidedigna. Em seguida.25 = R$ 745. De acordo com a norma NBR 14653-2. julgue os itens que se seguem.00 Gabarito: C (Caixa/2006 – Cespe) Na avaliação de imóveis.000. no Método da Renda.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil . 107 . planta de valores é a representação gráfica ou listagem dos valores genéricos de metro quadrado de terreno ou do imóvel numa mesma data. são levantadas todas as despesas necessárias à sua manutenção e operação. De acordo com a NBR 14653-2. a planta de valores indica os locais dotados de atributos positivos na região.. impostos etc. o valor de mercado será: (R$ 411. o imóvel é avaliado em função da receita que ele 02197377701 pode gerar.000. Campiteli Aula 21 Com isso. Gabarito: Errada 16) 124 – No método de avaliação conhecido como método da renda. em função do tipo de imóvel que se pretende avaliar. é necessário que diversos aspectos técnicos e econômicos sejam considerados.00) x 1.

a avaliação do imóvel se dá em função da sua receita potencial. Por fim. dos riscos do negócio. Gabarito: Correta 17) 125 – O imóvel alodial é aquele cujas características são representativas dos imóveis da região. descontado pela taxa mínima de atratividade. que é representado pelo valor atual do fluxo de caixa. Portanto. estima-se o valor do imóvel pelo valor máximo. também. Gabarito: Errada 02197377701 18) (123 – Caixa/2006 – Cespe) Um dos conceitos-chave da atividade de avaliação de imóveis urbanos é o custo de reprodução. 108 . A partir desse montante. foros ou pensões. Imóvel Alodial é o imóvel livre de quaisquer ônus. O imóvel cujas características são adotadas como padrão representativo da região ou referencial da avaliação denomina-se imóvel paradigma. que pode ser compreendido pela soma do valor do terreno e do investimento que seria necessário para a reconstrução da edificação. encargos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. o avaliador estabelece uma margem de lucro para o construtor e pode sinalizar o preço de venda do imóvel.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 Estabelece-se a taxa mínima de atratividade. que é estimada em função das oportunidades de investimentos alternativos existentes no mercado de capitais e. Marcus V.

deve-se levar em conta o lucro do construtor. entre outros aspectos. Ele é utilizado para se determinar o valor de um bem no Método Evolutivo. julgue os itens a seguir. Para se ter o gasto necessário para se obter um bem. sem considerar eventual depreciação. considerados o custo de reprodução das benfeitorias devidamente depreciado e o fator de comercialização. A respeito desse assunto.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. é vedado o trabalho avaliatório no qual prepondere a subjetividade. ou em que não se utilize qualquer instrumento matemático de suporte à convicção de valor expressa pelo engenheiro de avaliações. Gabarito: Correta (PMV/2008 – Cespe) No Brasil. (NBR 14653-1) 109 . assim como o nível de rigor e o conteúdo mínimos dos laudos. o custo de reprodução é o gasto necessário para reproduzir um bem. 19) 101 – Em uma avaliação. dentro do qual pode-se arbitrar o valor do bem. em que o valor total do imóvel pode ser obtido a partir do valor do terreno. 02197377701 O arbitramento é atividade que envolve a tomada de decisão ou posição entre as alternativas tecnicamente controversas ou que decorrem de aspectos subjetivos. Campiteli Aula 21 Segundo a NBR 14653-1. desde que justificado pela existência de características próprias não contempladas no modelo.Engenharia Civil . (NBR 13752) Campo de arbítrio é o intervalo de variação no entorno do estimador pontual adotado na avaliação. a avaliação de imóveis urbanos e a elaboração de laudos de avaliação são regidas por normas específicas que determinam os procedimentos a serem adotados. Marcus V.

O campo de arbítrio pode ser utilizado quando variáveis relevantes para a avaliação do imóvel não tiverem sido contempladas no modelo. por escassez de dados de mercado. para mais e para menos. Portanto. o modelo é insuficiente para que a avaliação possa atingir o grau mínimo de fundamentação no método comparativo direto de dados de mercado e esse fato deve ser consignado no laudo. há possibilidade normativa de se considerar critérios subjetivos para se estimar o valor de um bem.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil . entre outros elementos. o laudo de avaliação deverá conter no mínimo as informações abaixo relacionadas: a) identificação da pessoa física ou jurídica e/ou seu representante legal que tenha solicitado o trabalho. desde que a amplitude de até mais ou menos 15 % seja suficiente para absorver as influências não consideradas e que os ajustes sejam justificados.8 da ABNT NBR 14653 é o intervalo com amplitude de 15%. Quando a amplitude do campo de arbítrio não for suficiente para absorver as influências não consideradas. prevê-se que o campo de arbítrio definido em 3. no subitem 8.2. Gabarito: Errada 02197377701 20) 102 – Os laudos avaliatórios devem incluir obrigatoriamente a indicação da pessoa física ou jurídica que tenha encomendado o trabalho e a definição do método utilizado com justificativa de escolha. por inexistência de fatores de homogeneização aplicáveis ou porque essas variáveis não se apresentaram estatisticamente significantes em modelos de regressão. De acordo com a norma NBR 14653-1. em torno da estimativa de tendência central utilizada na avaliação.1.5 do Método Comparativo Direto de Dados de Mercado. 110 . Marcus V. Campiteli Aula 21 Na norma NBR 14653-2.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. suas partes integrantes e pertences. Arquitetura e Agronomia . sejam de atribuição dessas profissões. com justificativa da escolha. arquiteto e engenheiro agrônomo nas diversas modalidades e. d) indicação do(s) método(s) utilizado(s). f) resultado da avaliação e sua data de referência. avaliações e arbitramentos relativos a bens móveis e imóveis. dos arquitetos. i) outras exigências previstas nas demais partes da NBR 14653. perícias. a Resolução nº 218 do CONFEA fixa as atribuições profissionais do engenheiro.Engenharia Civil . dos engenheiros agrônomos. 111 . Portanto. dos geólogos. para a sua existência ou utilização. Marcus V. registrados nos Conselhos Regionais de Engenharia. obras e serviços de utilidade pública. são de atribuição privativa dos engenheiros em suas 02197377701 diversas especialidades. os elementos descritos no comando da questão fazem parte das informações que devem estar contidas em um laudo de avaliação. e) especificação da avaliação. de qualquer forma. De acordo com a NBR 14653-1. recursos naturais e bens e direitos que. h) local e data do laudo. máquinas e instalações industriais. conforme a Resolução nº 345 do CONFEA.CREA. Campiteli Aula 21 b) objetivo da avaliação. as atividades de vistorias. Gabarito: Correta 21) 103 – Os laudos avaliatórios devem ser acompanhados da ART. c) identificação e caracterização do bem avaliando. dos geógrafos e dos meteorologistas. g) qualificação legal completa e assinatura do(s) profissional(is) responsável(is) pela avaliação.

Conforme vimos na questão anterior. 112 . Gabarito: Correta 22) (104 – – MPU/2013 Cespe) A anotação de responsabilidade técnica (ART) é dispensável em laudos avaliatórios elaborados por engenheiros de avaliação de imóveis. conforme estabelece a Lei nº 6496/77. conforme estabelece a Lei nº 6496/77. os laudos periciais devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART.Engenharia Civil . Gabarito: Errada 23) (110 – PF Adm/2014 – Cespe) A anotação de responsabilidade técnica é dispensável para a elaboração de laudos periciais. conforme estabelece a Lei nº 6496/77. sendo necessária. se as avaliações fazem parte das atribuições privativas de profissionais legalmente habilitados no CREA. se as perícias fazem parte 02197377701 das atribuições privativas de profissionais legalmente habilitados no CREA. Marcus V. os laudos avaliatórios devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. a respectiva ART. Gabarito: Errada 24) (117 – MJ/2013 – Cespe) Vistoria é atividade técnica de engenharia. visto que não são realizados diagnósticos estruturais em laudos desse tipo. os laudos avaliatórios devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. por esse motivo. Conforme vimos na questão anterior. Campiteli Aula 21 Portanto.

Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 Conforme vimos na questão anterior. Gabarito: Correta 113 . Benfeitoria voluptuária é aquela que não aumenta o uso normal do bem. Gabarito: Errada 26) 110 – Um dos métodos utilizados para identificar o valor de um bem a ser desapropriado é o método evolutivo. 25) 107 – Na avaliação de imóveis. Marcus V. Considerando a legislação que regulamenta essa atividade. Gabarito: Correta (CEEE-RS/2005) O engenheiro civil pode vir a atuar em questões de avaliações e litígios. julgue os itens a seguir. logo. benfeitorias voluptuárias são aquelas benfeitorias indispensáveis à conservação do bem. Benfeitorias indispensáveis à conservação do bem denominamse benfeitorias úteis. sendo sua finalidade de mero recreio ou deleite. é um dos métodos utilizados. devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. 02197377701 De acordo com a NBR 14653-2. conforme estabelece a Lei nº 6496/77. nas desapropriações totais as avaliações devem ser realizadas com a utilização dos métodos previstos nesta Norma. se as vistorias fazem parte das atribuições privativas de profissionais legalmente habilitados no CREA. na área de engenharia legal. O método evolutivo é previsto nela.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Logo.

com base em um orçamento detalhado. No Método Evolutivo a composição do valor total do imóvel avaliando pode ser obtida através da conjugação de métodos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. a partir do valor do terreno. o valor das benfeitorias é apropriado por meio da reprodução dos custos de seus componentes. admitindose que pode ser maior ou menor do que a unidade. Marcus V. Campiteli Aula 21 (CORREIOS/2011 – Cespe) Acerca de avaliação de imóveis. VB é o valor da benfeitoria. 114 . b) as benfeitorias sejam apropriadas pelo método comparativo direto de custo ou pelo método da quantificação de custo. FC onde: VI é o valor do imóvel. julgue os seguintes itens. VT é o valor do terreno. em função da conjuntura do mercado na época da avaliação. FC é o fator de comercialização. pelo método involutivo. sendo necessário justificar e quantificar os efeitos do desgaste físico e da obsolescência funcional dessas benfeitorias. considerados o custo de reprodução das benfeitorias devidamente depreciado e o fator de comercialização. A aplicação do método evolutivo exige que: a) o valor do terreno seja determinado pelo método 02197377701 comparativo de dados de mercado ou. ou seja: VI = ( VT + VB ) . 27) 62 – De acordo com o método de avaliação conhecido como método da renda. c) o fator de comercialização seja levado em conta. na impossibilidade deste.Engenharia Civil .

De acordo com a norma NBR 14653-1. Para a identificação do valor de mercado. dentro das condições do mercado vigente. Portanto. nem todas as operações de compre ou de venda de um imóvel representam o valor de mercado de um imóvel. que envolve a apuração da depreciação por meio da quantificação os efeitos do desgaste físico e da obsolescência funcional das benfeitorias. O valor de mercado é a quantia mais provável pela qual se negociaria voluntariamente e conscientemente um bem. Gabarito: Errada 29) 64 – Entre os métodos de avaliação de imóveis disponíveis. por meio do qual o valor de um imóvel é definido com base na comparação desse imóvel com outros imóveis de características intrínsecas e extrínsecas semelhantes. Marcus V. sempre que possível preferir o método comparativo direto de dados de mercado. pois podem não ter ocorrido de forma voluntária e consciente. a finalidade da avaliação e os dados de mercado disponíveis.Engenharia Civil . a metodologia escolhida deve ser compatível com a natureza do bem avaliando. destaca-se o método comparativo de dados de 02197377701 mercado. 115 . a ser subtraída dos seus custos de reprodução. a questão descreve características do Método Evolutivo. Campiteli Aula 21 Portanto. numa data de referência. Gabarito: Errada 28) 63 – O valor de mercado de um imóvel corresponde à quantidade de dinheiro necessária para se efetuar operação imobiliária de compra ou de venda de um imóvel.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

Campiteli Aula 21 Gabarito: Correta 30) (8 – CGU/2008 . Portanto. e em 116 . b) Nas desapropriações parciais.Engenharia Civil . assinale o critério incorreto. as avaliações devem ser realizadas com a utilização dos métodos previstos na norma. na mesma data de referência. o item D está incorreto. a) Nas desapropriações totais. bem como eventuais perdas adicionais. c) No caso de benfeitorias atingidas. Marcus V. d) No caso da avaliação considerar como inaproveitável o remanescente do imóvel.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. De acordo com a NBR 14653-2. as indenizações devem considerar a renda a ser auferida pelo imóvel. esta condição deve ser explicitada e seu valor apresentado em separado. Não há a obrigatoriedade de se recomendar a desapropriação total. o critério básico é o da diferença entre as avaliações do imóvel original e do imóvel remanescente. e) Nas desapropriações temporárias. no caso da avaliação considerar 02197377701 como inaproveitável o remanescente do imóvel.ESAF) Considerando-se a avaliação de imóveis urbanos para efeito de desapropriação. devem ser previstas verbas relativas ao custo de obras de adaptação do remanescente. deve ser recomendada a desapropriação total. durante o período correspondente. Gabarito: D (ABIN/2010 – Cespe) De acordo com as normas brasileiras e suas definições relacionadas à coleta de dados e outros procedimentos adotados para a avaliação de bens.

31) 115 – Frente projetada é a projeção horizontal da linha divisória do imóvel com a via de acesso. amostragem é o procedimento utilizado para constituir uma amostra. Em relação a esse assunto. existem métodos para se identificar o valor de um bem e para 02197377701 a especificação das avaliações. no caso de frente em curva. na aplicação dos métodos comparativo direto de dados de 117 . e em especial bens imóveis urbanos. Marcus V. Gabarito: Errada (ABIN/2010 – Cespe) Entre as metodologias adotadas para a avaliação de bens.Em se tratando dos graus de fundamentação no caso de utilização de modelos de regressão linear. Campiteli Aula 21 especial de bens imóveis urbanos. entre outros. Gabarito: Errada 32) 116 . O conjunto de dados de mercado representativos de uma população denomina-se amostra. julgue os itens subsequentes.Engenharia Civil . De acordo com a NBR 14653-1.Amostragem é o conjunto de dados de mercado representativos de uma população.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. frente projetada é a projeção da frente real sobre a normal ao menor dos lados ou a corda. De acordo com a NBR 14653-2. 33) 117 . e de acordo com as normas brasileiras de avaliação de bens. julgue os itens que se seguem.

no caso de utilização de modelos de regressão linear.Engenharia Civil . deve ser determinado conforme a Tabela a seguir: 02197377701 118 . Na aplicação dos métodos comparativo direto de dados de mercado e comparativo direto de custo. Marcus V. Campiteli Aula 21 mercado e comparativo direto de custo. a extrapolação dos resultados não é admitida quando se tem grau III.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. o grau de fundamentação.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V.Engenharia Civil . 119 . Campiteli Aula 21 02197377701 Conforme se verifica no item 4. a extrapolação não é admitida quando se tem grau III. de fato.

deve ser considerado o fator de comercialização. Em relação às avaliações de imóveis urbanos. as atividades de vistorias. Portanto. e de outros profissionais de áreas 02197377701 afins. 35) 112 – A vistoria de um imóvel urbano deve ser efetuada pelo engenheiro de avaliações. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado do referido bem. entre outros. No método evolutivo é que se identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. alicerçado no seu aproveitamento eficiente.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. perícias. a definição do comando da questão refere-se ao método evolutivo em vez do método involutivo. No método involutivo identifica-se o valor de mercado do bem.Engenharia Civil . Neste método. mediante hipotético empreendimento compatível com as características do bem e com as condições do mercado no qual está inserido. máquinas e instalações industriais. julgue os itens seguintes. obras e serviços de utilidade pública. Marcus V. Campiteli Aula 21 Gabarito: Correta 34) 118 – O método involutivo identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. baseado em modelo de estudo de viabilidade técnico-econômica. caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado. considerando-se cenários viáveis para execução e comercialização do produto. deve ser considerado o fator de comercialização. suas partes integrantes e pertences. avaliações e arbitramentos relativos a bens móveis e imóveis. Gabarito: Errada (ABIN/2010 – Cespe) De acordo com as normas vigentes no Brasil. com o objetivo de conhecer e caracterizar o bem avaliando 120 e sua adequação ao seu . são de atribuição privativa dos engenheiros em suas diversas especialidades.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. c) É recomendável registrar as características físicas e de utilização do bem e outros aspectos relevantes à formação do valor. Portanto. daí resultando condições para a orientação da coleta de dados. Em casos excepcionais. o comando da questão corresponde ao texto da norma.3 da NBR 14653-1 consta que: a) Nenhuma avaliação poderá prescindir da vistoria. b) A vistoria deve ser efetuada pelo engenheiro de avaliações com o objetivo de conhecer e caracterizar o bem avaliando e sua adequação ao seu segmento de mercado. d) O conhecimento de estudos. Gabarito: Correta (STM/2011 – Cespe) O engenheiro. quando for impossível o acesso ao bem avaliando. 36) 103 – Nenhuma avaliação prescinde da vistoria. 121 . projetos ou perspectivas tecnológicas que possam vir a afetar o valor do bem avaliando deverá ser explicitado e suas conseqüências apreciadas. admite-se a adoção de uma situação paradigma. desde que acordada entre as partes e explicitada no laudo. o avaliador deverá recusar a realização da avaliação por impossibilidade técnica.Engenharia Civil . ao avaliar um imóvel 02197377701 urbano. Campiteli Aula 21 segmento de mercado. No item 7. deve adotar os procedimentos normatizados.653/2001. manterse atualizado quanto ao estado da arte e somente aceitar encargo para o qual esteja especificamente habilitado e capacitado. julgue os itens subsequentes. A esse respeito. Quando for impossível o acesso ao bem avaliado. daí resultando condições para a orientação da coleta de dados. de acordo com a NBR 14.

desde que o ajuste final não varie mais de 1% do valor estimado. Gabarito: Correta 38) 105 – Enquanto o laudo de avaliação simplificado contém. permitindo-se: a) arredondar o resultado de sua avaliação. o 122 . a liquidez deste bem e. desde que acordada entre as partes e explicitada no laudo. todas as informações necessárias. admite-se a adoção de uma situação paradigma. Gabarito: Errada 37) 104 – Na identificação do valor de mercado de um bem. tanto quanto possível. Campiteli Aula 21 De acordo com a norma NBR 14653-1.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. relatar a estrutura. no laudo. desde que indicada a probabilidade associada. conforme a finalidade da avaliação. desde que o ajuste final não varie mais de 1% do valor estimado. Marcus V. a identificação do valor de mercado de um bem deve ser efetuada segundo a metodologia que melhor se aplique ao mercado de inserção do bem e a partir do tratamento dos dados de mercado. em casos excepcionais. b) indicar a faixa de variação de preços do mercado admitida como tolerável em relação ao valor final. 02197377701 deve analisar o mercado onde se situa o bem avaliando de forma a indicar. a conduta e o desempenho do mercado. permite-se arredondar o resultado de sua avaliação.Engenharia Civil . De acordo com a norma NBR 14653-1. O engenheiro de avaliações. contudo. de forma sucinta. nenhuma avaliação poderá prescindir da vistoria. quando for impossível o acesso ao bem avaliando.

A NBR 14653-1 traz o seguinte: “10 Apresentação do laudo de avaliação 10.1 Requisitos mínimos O laudo de avaliação deverá conter no mínimo as informações abaixo relacionadas: a) identificação da pessoa física ou jurídica e/ou seu representante legal que tenha solicitado o trabalho. c) identificação e caracterização do bem avaliando. g) qualificação legal completa e assinatura do(s) profissional(is) responsável(is) pela avaliação. Marcus V. 02197377701 10. por sua vez. b) objetivo da avaliação. i) outras exigências previstas nas demais partes da NBR 14653. h) local e data do laudo. Campiteli Aula 21 laudo de avaliação completo.2 Modalidades O laudo de avaliação pode ser apresentado nas seguintes modalidades: a) simplificado .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.contém todas as informações necessárias e suficientes para ser auto-explicável. 123 .contém de forma sucinta as informações necessárias ao seu entendimento. não é autoexplicativo.Engenharia Civil . ao relacionar todas as referências. com justificativa da escolha. f) resultado da avaliação e sua data de referência. e) especificação da avaliação. requerendo a consulta a profissional experiente e capacitado para o seu perfeito entendimento. b) completo . d) indicação do(s) método(s) utilizado(s).

mas parte das informações do laudo completo.” A NBR 14653-2 especifica o conteúdo mínimo do laudo simplificado de forma mais objetiva: “10.3 Laudo de avaliação de uso restrito Obedece a condições específicas pré-combinadas entre as partes contratantes e não tem validade para outros usos ou exibição para terceiros.” Gabarito: Errada 39) (113 – ABIN/2010 – Cespe) De acordo com a norma brasileira de avaliação de bens.1 da ABNT NBR 14653-1:2001.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.2 Laudo de avaliação simplificado O laudo de avaliação simplificado deve atender no mínimo. de forma resumida. Campiteli Aula 21 10. Marcus V. o laudo completo é autoexplicativo. Já o laudo simplificado não contempla todas as informações necessárias. Conforme vimos acima. pois deve conter todas as informações necessárias para o seu 02197377701 entendimento. Gabarito: Correta 40) (49 – TRF3/2014 – FCC) Em um laudo de avaliação de imóvel do tipo simplificado. o laudo de avaliação pode ser apresentado em apenas duas modalidades: simplificado e completo. aos itens a) a h) de 10. fato que deve ser explicitado no laudo. Este contém todas as informações necessárias e suficientes para ser autoexplicável.Engenharia Civil . pode vir suprimido 124 .

o campo de arbítrio. Campiteli Aula 21 (A) o objetivo da avaliação. (D) o diagnóstico do mercado. No caso de utilização do método comparativo direto de dados de mercado.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. se for o caso. a respeito de legislação e de engenharia legal. com a definição do critério de enquadramento de cada uma das características dos elementos amostrais. Marcus V. m) qualificação legal 02197377701 completa e assinatura do(s) profissional(is) responsável(is) pela avaliação. GABARITO: C (TJ-ES/2011 – Cespe) Julgue os itens seguintes.Engenharia Civil . 125 . Conforme vimos nas questões anteriores. k) tratamento dos dados e identificação do resultado . (C) a qualificação legal completa e assinatura do profissional responsável pela avaliação. (E) a indicação dos métodos e procedimentos utilizados. l) resultado da avaliação e sua data de referência. j) no caso de utilização do método comparativo direto de dados de mercado. (B) a identificação do solicitante. descrição das variáveis do modelo. o laudo simplificado dispensa os seguintes itens: i) planilha dos dados utilizados. A escala utilizada para definir as diferenças qualitativas deve ser especificada de modo a fundamentar o correto agrupamento dos dados de mercado. e justificativas para o resultado adotado.Explicitar os cálculos efetuados. deve ser apresentado o gráfico de preços observados versus valores estimados pelo modelo.

. sem destruição. Gabarito: Correta 42) 103 – As avaliações de bens podem ser especificadas quanto à diretamente fundamentação ligada e ao precisão. .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Benfeitorias são obras ou serviços que se realizam em um móvel ou imóvel com o intuito de conservá-lo.Engenharia Civil . De acordo com a NBR 13752. Campiteli Aula 21 41) 102 – Na avaliação de um bem. Marcus V. aquela que aumente ou facilite o uso desse bem. é classificada como benfeitoria útil. 126 . As avaliações podem ser especificadas quanto à fundamentação e precisão. qualidade e quantidade dos dados 02197377701 amostrais disponíveis.voluptuária: não aumenta o uso normal do bem. que não podem ser retirados. fratura ou dano. sendo sua finalidade de mero recreio ou deleite.útil: aumenta ou facilita o uso do bem. com o envolvimento da seleção da metodologia em razão da confiabilidade. qualidade e quantidade dos dados amostrais disponíveis. a benfeitoria pode ser classificada em: . A aprofundamento precisão do está trabalho avaliatório.necessária: finalidade de conservar o bem ou evitar a sua deterioração. melhorá-lo ou embelezá-lo. mesmo que seja dispensável. incorporados permanentemente ao bem ou ao solo pelo homem. com o envolvimento da seleção da metodologia em razão da confiabilidade. A fundamentação será função do aprofundamento do trabalho avaliatório.

43) 111 – Na utilização do modelo de regressão linear. da abrangência alcançada na coleta de dados (quantidade. com o objetivo de verificar se sua forma guarda semelhança com a da curva normal. por uma das seguintes formas: a) pelo exame de histograma dos resíduos amostrais padronizados. +1. com a grande maioria situados no intervalo [ -2. 90 % e 95 %. um dos pressupostos do modelo de regressão linear.96. qualidade e natureza). que deve apresentar pontos dispostos aleatoriamente. entre outras. +2 ]. a verificação da normalidade pode ser realizada pelo exame do histograma de resíduos amostrais padronizados. De acordo com o Anexo A da norma NBR 14653-2.64] e [-1. a verificação da normalidade.96]. Marcus V. da conjuntura de mercado. +1]. 127 . o comando da questão refere-se à fundamentação em vez da precisão.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. c) pela comparação da freqüência relativa dos resíduos amostrais padronizados nos intervalos de [-1. Gabarito: Errada (MPE-PI/2012 – Cespe) Quanto à avaliação de imóveis urbanos. julgue os itens a seguir. com as probabilidades da distribuição normal padrão nos mesmos intervalos. [-1. Depende da natureza do bem. 68 %. pode ser realizada. ou seja.64. +1. 02197377701 b) pela análise do gráfico de resíduos padronizados versus valores ajustados.Engenharia Civil . da metodologia e dos instrumentos utilizados. Portanto. do objetivo da avaliação. Campiteli Aula 21 A precisão será estabelecida quando for possível medir o grau de certeza e o nível de erro tolerável numa avaliação.

e) pelos testes de aderência não-paramétricos. cinemas e teatros. como. prédio comercial. comercial. conjunto de unidades comerciais. o qui-quadrado. Marcus V. Classificação dos imóveis urbanos: - Quanto ao uso: residencial. a classificação da questão refere-se ao uso em vez do tipo. misto. clubes recreativos. misto. casa. escritório (sala ou andar corrido). Portanto. Portanto.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. o imóvel pode ser classificado em comercial. Gabarito: Errada 128 . . prédios ou mistos). Gabarito: Correta 44) 112 – Quanto ao tipo.Quanto ao tipo do imóvel: terreno (lote ou gleba). conjunto habitacional (casas. vaga de garagem. Campiteli Aula 21 d) pelo exame do gráfico dos resíduos ordenados padronizados versus quantis da distribuição normal padronizada. galpão. o comando da questão corresponde a uma das formas de verificação da normalidade do modelo de regressão linear. por exemplo. conjunto de prédios comerciais. complexo industrial. - Quanto ao agrupamento dos imóveis: loteamento. loja. apartamento. industrial ou residencial. que deve se aproximar da bissetriz do primeiro quadrante. o de Kolmogorov-Smirnov ajustado por Stephens e o de Jarque-Bera. prédios industriais.Engenharia Civil . hospitais. institucional. prédio de apartamentos. escolas. hotéis e motéis. industrial. conjunto de salas comerciais. 02197377701 condomínio de casas.

que leve em conta a idade e o estado de conservação. se houver omissão no contrato. Esse coeficiente deve ser aplicado sobre o valor depreciável. Marcus V. entende-se por decrepitude a depreciação de um bem (A) devida à retirada de originalmente existentes. O cálculo da depreciação física pode ser realizado de forma analítica por meio de orçamento necessário à recomposição do imóvel na condição de novo ou por meio da aplicação de coeficiente de depreciação. o engenheiro de avaliações deve definir o tamanho da amostra utilizando critérios estatísticos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas. Gabarito: Correta 02197377701 47) (53 – TRT-15/2013 – FCC) Em relação à depreciação. nos trabalhos de elaboração de laudos periciais em engenharia civil. Campiteli Aula 21 45) 113 – A vistoria por amostragem aleatória é permitida para a avaliação de um conjunto de unidades autônomas padronizadas. Mutilação 129 sistemas ou componentes .Engenharia Civil . é permitida vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas partes ou. Gabarito: Correta 46) 114 – A depreciação física de um imóvel pode ser calculada com base na aplicação de um coeficiente de depreciação.

em razão de uso ou manutenção inadequados. em condições normais de utilização e manutenção. Esta depreciação. foi descrita como sendo ocasionada pelo desgaste das partes 02197377701 constitutivas. necessários para a remoção do equipamento. no decorrer de sua vida útil. (B) deterioração. desgaste e manutenção normais. 130 . (C) mutilação. Desmontagem Gabarito: C 48) (31 – CEF/2013 – FCC) No laudo de avaliação de um imóvel. no laudo. Campiteli Aula 21 (B) devida ao desgaste de seus componentes ou falhas de funcionamento de sistemas.Engenharia Civil . Marcus V. para a definição do valor do bem. em consequência de sua utilização. o avaliador. Obsoletismo (E) devida aos efeitos deletérios decorrentes dos trabalhos normais de desmontagem. Este desgaste denomina-se (A) obsoletismo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Decrepitude (D) à superação da tecnologia do equipamento ou sistema. em consequência de seu envelhecimento natural. Deterioração (C) pela idade. (D) decrepitude. considerou a depreciação.

deve estar de acordo com o que é praticado no mercado. Marcus V. 49) 93 – A margem de lucro do incorporador adotada em modelos estáticos. A margem de lucro adotada em modelos estáticos deve ter relação com o que é praticado no mercado. a depreciação ocasionada pelo desgaste das partes constitutivas. o comanda da questão está de acordo com a NBR 14653-2. Portanto. em consequência de seu envelhecimento natural. acerca da avaliação de imóveis urbanos. Gabarito: D (PEFOCE/2012 – Cespe) Julgue os itens a seguir.Engenharia Civil . quando for usada margem de lucro em modelos que não utilizem fluxo de caixa.7 da NBR 14653-2.2.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. esta margem deve ser considerada proporcional ao risco do empreendimento. ao montante investido e ao prazo 02197377701 total previsto para retorno do capital. além de ser proporcional ao risco do empreendimento. Conforme vimos na questão anterior. em condições normais de utilização e manutenção.2. Campiteli Aula 21 (E) servidão. que está diretamente ligado à quantidade de unidades resultantes do projeto. refere-se à decrepitude. A estimativa da margem de lucro é um das etapas de avaliação de imóveis pelo método involutivo. De acordo com o item 8. Gabarito: Correta 131 .

anomalia significa irregularidade. Marcus V. e. De acordo com a NBR 13752. segundo a mesma norma. decorrentes de falhas do projeto ou execução de um produto ou serviço. ou ainda de informação incorreta ou inadequada de sua utilização ou manutenção. decorrente de falha de projeto que pode representar ameaça ao usuário. Gabarito: Correta 52) (114 – ABIN/2010 – Cespe) Quando um engenheiro faz uma vistoria. Gabarito: Correta 51) (95 – PEFOCE/2012 – Cespe) Em um conjunto de unidades autônomas padronizadas é possível realizar vistoria interna por amostragem aleatória. Campiteli Aula 21 50) 94 – Anomalia na edificação. para fins de avaliação de um bem imóvel.Engenharia Civil . exceção à regra. é considerada defeito construtivo. Portanto. defeitos são anomalias que podem causar danos efetivos ou representar ameaça potencial de afetar a saúde ou segurança do dono ou consumidor. um dos procedimentos a 132 . por ocasião da caracterização da região. é permitida vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas 02197377701 partes ou. anormalidade. se houver omissão no contrato. o engenheiro de avaliações deve definir o tamanho da amostra utilizando critérios estatísticos. o comando da questão corresponde à definição da norma NBR 13752. na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas. De acordo com a NBR 14653-2.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. quando relevantes para o mercado. .3. Gabarito: Correta (PF Adm/2014 – CESPE) Uma obra de edificação ficou paralisada devido a vários problemas técnicos. Campiteli Aula 21 adotar é a verificação das atividades existentes de comércio. comunicação e televisão. Portanto. águas pluviais e gás canalizado. . . .uso e ocupação do solo: confrontar a ocupação existente com as leis de zoneamento e uso do solo do município. . energia elétrica. redes de cabeamento para transmissão de dados. De acordo com o item 7. coleta de resíduos sólidos. inclusive usos anteriores atípicos ou estigmas. para concluir sobre as tendências de modificação a curto e médio prazos.Engenharia Civil . telefone. transporte coletivo.localização: situação no contexto urbano.1 da norma NBR 14653-2. verifica-se que a verificação das atividades existentes 02197377701 de comércio. .aspectos gerais: análise das condições econômicas. políticas e sociais. condições ambientais. educação.equipamentos comunitários: segurança. indústria e serviços na região estudada. O laudo de 133 .aspectos físicos: condições de relevo. Marcus V. natureza predominante do solo. indústria e serviço. saúde.infraestrutura urbana: sistema viário.atividades existentes: comércio. esgotamento sanitário. água potável. com indicação dos principais pólos de influência. os itens a serem analisados para a caracterização da região são: . cultura e lazer. indústria e serviços na região estudada faz parte dos procedimentos de vistoria para caracterização da região previstos na NBR 14653-2.

Engenharia Civil . logo. Campiteli Aula 21 vistoria. incluía as seguintes informações: < a estrutura de concreto estava comprometida e nenhuma proposta de solução para o problema foi apresentada. Marcus V. < o perito se declarou impossibilitado de acrescentar detalhes no laudo e solicitou que um engenheiro eletricista complementasse o laudo. De acordo com o Confea. até o limite de 380 Volts. o engenheiro civil não tem permissão para emitir parecer sobre subestação elétrica. . .vistoria e/ou exame do objeto da perícia.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Com base nessas informações. elaborado por perito engenheiro civil. 53) 109 – Na perícia de edificações.diagnóstico dos itens objeto da perícia. 134 . Gabarito: Errada 02197377701 54) 111 – Uma proposta de solução para o problema estrutural deveria constar como requisito complementar. A NBR 13752 – Perícias de Engenharia na Construção Civil estabelece as seguintes atividades básicas para as perícias: . julgue os itens subsequentes. Somente o engenheiro eletricista possui esta competência. < a subestação de energia elétrica apresentava problemas.coleta de informações. a competência dos engenheiros civis está limitada às instalações elétricas de edificações de suas responsabilidades técnicas em baixa tensão. o engenheiro civil tem permissão para emitir parecer sobre subestação elétrica sem a participação de engenheiro eletricista.

. 02197377701 . . materiais construtivos. utilidades. quando possível e/ou necessário. .. Marcus V.inclusão de um número ampliado de fotografias. etc.escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais.apresentação de plantas individualizadas dos bens. dimensões. . áreas. com planta perfeitamente numeradas.Engenharia Civil .análise das ocorrências e elementos periciais.indicação e perfeita caracterização de eventuais danos e/ou eventos encontrados. dimensões. A mesma norma estabelece os seguintes requisitos para as perícias: a) Requisitos Essenciais: . etc. áreas.soluções e propostas. Campiteli Aula 21 . b) Requisitos Complementares: .considerações finais e conclusões.indicação e perfeita caracterização de eventuais danos e/ou eventos encontrados. materiais construtivos. 135 de articulação das fotos .. com exceção dos casos onde ocorrer impossibilidade técnica.execução de um croqui de situação. .inclusão de um número adequado de fotografias por cada bem periciado.descrição sumária dos bens nos seus aspectos físicos.descrição detalhada dos bens nos seus aspectos físicos. utilidades. que podem ser obtidas sob forma de croqui. . . .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. garantindo maior detalhamento por bem periciado.

quando se fizerem necessários.juntada de orçamento detalhado e comprovante de ensaios laboratoriais. . Marcus V. Após a finalização de seus trabalhos.por se tratar de atividade judicial. apontando as prováveis causas e consequências”. Campiteli Aula 21 - análise dos danos e/ou eventos encontrados. julgue os próximos itens. a atribuição de apurar as causas é da perícia em vez da vistoria. 02197377701 De acordo com a NBR 13752. a perícia é a atividade que envolve apuração das causas que motivaram determinado evento ou da asserção de direitos e a vistoria é a constatação de um fato. mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem. 136 . apontando as prováveis causas e conseqüências.Engenharia Civil . Gabarito: Correta (MJ/2013 – Cespe) Um engenheiro civil foi contratado para vistoriar uma obra recém-concluída. .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. verifica-se que a proposta de solução enquadra-se no requisito complementar “análise dos danos e/ou eventos encontrados. o engenheiro contratado não tem atribuição de apurar as causas que motivaram os problemas levantados.o contratante exigiu do engenheiro que ele apurasse as causas que motivaram os problemas levantados na vistoria. Com base nas informações acima. 55) 118 – Por se tratar de uma vistoria. o engenheiro não elaborou a respectiva anotação de responsabilidade técnica (ART). foram destacados os seguintes pontos: . Portanto. Portanto.

Campiteli Aula 21 Gabarito: Correta 02197377701 137 . Marcus V.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

(CGU/2012 – ESAF) A NBR 12. 02197377701 3) 2 . e facilitando a discussão de eventuais alterações que possam ocorrer durante a obra. de acordo com as características do prédio. Campiteli Aula 21 LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS NA AULA 1) (111 – ABIN/2011 – Cespe) O cálculo da área do equivalente de construção leva em conta. garantindo a condôminos e construtores um parâmetro de controle para a obra a ser executada. 138 . De acordo com essa norma. através de ponderações. 2) (69 – MPE-AM/2007 – Cespe) A área equivalente de construção é a transformação da área construída com diferentes padrões de edificação em uma área equivalente com único padrão de edificação.721/2006 – Avaliação de custos unitários e preparo de orçamentos de construção para incorporação de edifício em condomínio define os critérios para orçamentos de obras em condomínio.A avaliação do custo global da obra.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. atualizada à data do arquivamento em cartório competente de Registro de Imóveis. o custo do valor de mercado do imóvel. Emprega o Custo Unitário Básico para determinar o custo da obra. deve ser calculada a) multiplicando-se a área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma considerada pelo custo unitário básico da construção.Engenharia Civil . responda às questões 2 e 3. Marcus V. A finalidade do método proposto na norma é o detalhamento do prédio para o registro em cartório. entre outros fatores.

Engenharia Civil . pilares e demais elementos construtivos. identificada no projeto arquitetônico.ESAF) Uma área fechada no subsolo de edificação. considere: I.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 4) uma (5 – CGU/2008 . incluídas as superfícies das projeções de paredes. d) multiplicando-se a área equivalente em área de custo padrão global pelo custo unitário básico. desvinculada. com acesso independente da ocupação das vagas de garagem no pavimento. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. e) multiplicando-se a área global de construção pelo custo unitário básico. com atribuição de fração ideal própria no terreno e partes comuns do edifício é: a) área privativa acessória b) área de uso comum c) área de divisão proporcional d) unidade autônoma 02197377701 e) vaga de garagem 5) (21 – CEF/2013 – FCC) Um engenheiro está trabalhando na incorporação de um empreendimento residencial. c) multiplicando-se a área real total dos pavimentos pelo custo unitário básico. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. 139 . Área real é a medida de qualquer dependência ou conjunto de dependências. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. Marcus V. Sobre as áreas reais do empreendimento. Campiteli Aula 21 b) multiplicando-se a área real global da edificação pelo custo unitário básico.

(E) I. Uma questão básica para a utilização desse método de cálculo é a descrição para o cômputo da área que será 02197377701 utilizada. Área privativa acessória é aquela de uso exclusivo da unidade autônoma. II. 6) (41 – UFTM/2013 – VUNESP) O indicador mais utilizado para o cálculo de custos de edificações é o Custo Unitário Básico. nela incluídas as superfícies das projeções das paredes. III e IV. como as vagas de garagem. III. 140 e demais elementos . (C) coberta de padrão diferente. apenas. apenas. Área real total da unidade autônoma é a soma das áreas cobertas reais e condominiais. (C) II e IV. Área real de pavimento consiste apenas nas áreas cobertas de um pavimento.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. (B) II e III. de pilares construtivos” refere-se à área (A) equivalente de construção. (B) coberta padrão.Engenharia Civil . A descrição: “medida da superfície de quaisquer dependências cobertas. (D) I. Está correto o que se afirma em (A) I e IV. II e III. apenas. mas fora dos limites físicos de sua área principal. medidas a partir do projeto arquitetônico. apenas. IV. Campiteli Aula 21 II. Marcus V.

Campiteli Aula 21 (D) coberta real.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil . 7) (3 – CGU/2012 – ESAF) A partir das informações do Quadro III (NBR-12. (E) construída. Marcus V. analise as afirmações a seguir.721/2006) e das informações disponibilizadas pelo SINDUSCON/DF para o CUB (referente a março de 2012). 02197377701 141 .

O Custo global da edificação é de R$ 3.590.) Com base no conceito introduzido no texto acima. Manual de avaliações e perícias em imóveis urbanos. 8) (34 – TRE-MT/2005 – Cespe) Benfeitorias são obras ou serviços que se realizam em um bem imóvel com o intuito de aproveitá-lo. É correto apenas o que se afirma em a) I. Campiteli Aula 21 I. fratura ou dano. II.Engenharia Civil .00.640. o projetopadrão que mais se aproxima de suas características principais e de acabamento é o R8-B. d) IV. Marcus V. melhorá-lo ou embelezá-lo. Fiker. b) II. A eletiva B perfunctória 142 .00.578. III. e) I e IV. Para o exemplo de incorporação apresentado. IV.640. conservá-lo. O Custo Unitário da obra em cálculo é de 897. c) III. assinale a opção que apresenta um tipo de benfeitoria. nele 02197377701 incorporados permanentemente. O Custo Básico Global da edificação é de R$ 3. 2001.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. e que não podem ser retirados sem destruição.66 R$/m2. (J. São Paulo: PINI.

na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas. e) privação total ou parcial da posse de quaisquer bens alheios. contado ou medido.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Campiteli Aula 21 C geral D voluptuária E permanente 9) (9 – ESAF/CGU 2008) De acordo com a NBR 13. 11) (100 – TRE-ES/2011 – Cespe) No laudo. 02197377701 12) (7 – CGU/2008 .752. c) medida pela qual a pessoa é protegida contra violências que lhe perturbam a posse de coisas corpóreas. o percentual mínimo é de: a) 30% b) 25% c) 20% 143 . qualificação legal completa e assinatura dos profissionais responsáveis pela avaliação. com ou sem violência ou fraude de terceiros. 10) (98 – STM/2011 – Cespe) Perícia é a constatação de fato. b) conflito de interesses suscitado em juízo ou fora dele.Engenharia Civil . se houver omissão no contrato. é permitida a vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas partes ou. d) prejuízo. privação ou desaparecimento da posse ou da coisa possuída. Marcus V. considera-se “Esbulho” como: a) um bem consumível que pode ser pesado. devem constar local e data da avaliação.ESAF) De acordo com a NBR 14. mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que a constituem.653.

Campiteli Aula 21 d) 15% e) 10% 13) (33 – TRE/MT – Cespe) No processo de avaliação de imóveis urbanos. tem-se procurado padronizar métodos para permitir identificar valores de um bem de maneira confiável e com capacidade de comparação. é necessário que diversos aspectos técnicos 144 e econômicos sejam .00 e o valor das benfeitorias é R$ 185. em reais. B involutivo. 14) (51 – – TRT-15/2013 FCC) Um engenheiro civil necessitou avaliar um imóvel urbano pelo método evolutivo.00. Após a vistoria ele constatou que o valor do terreno é R$ 411.00. Os métodos de identificação do valor de um bem não incluem o método A comparativo direto de dados de mercado. D da capitalização da renda. é (A) 513. (C) 745. o fator de comercialização for 1.25. E dos valores virtuais.00. o valor de imóvel. (D) 559. Se. para o tipo de imóvel.000.800.00.00.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 02197377701 (B) 698.000.250. (E) 642.000.750.00.Engenharia Civil . (Caixa/2006 – Cespe) Na avaliação de imóveis.000. C evolutivo. Marcus V.

15) 123 – Em um processo de avaliação. de modo a que os valores dos imóveis sejam estimados de forma fidedigna. 02197377701 (PMV/2008 – Cespe) No Brasil. que resultam na valorização dos imóveis das imediações. ou em que não se utilize 145 . Marcus V. o imóvel é avaliado em função da receita que ele pode gerar. assim como o nível de rigor e o conteúdo mínimos dos laudos. 19) 101 – Em uma avaliação. julgue os itens a seguir.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. A respeito desse assunto. A partir desse montante.Engenharia Civil . que pode ser compreendido pela soma do valor do terreno e do investimento que seria necessário para a reconstrução da edificação. é vedado o trabalho avaliatório no qual prepondere a subjetividade. 17) 125 – O imóvel alodial é aquele cujas características são representativas dos imóveis da região. Campiteli Aula 21 considerados. 18) (123 – Caixa/2006 – Cespe) Um dos conceitos-chave da atividade de avaliação de imóveis urbanos é o custo de reprodução. entre outros aspectos. a planta de valores indica os locais dotados de atributos positivos na região. a avaliação de imóveis urbanos e a elaboração de laudos de avaliação são regidas por normas específicas que determinam os procedimentos a serem adotados. julgue os itens que se seguem. A respeito desse assunto. 16) 124 – No método de avaliação conhecido como método da renda. o avaliador estabelece uma margem de lucro para o construtor e pode sinalizar o preço de venda do imóvel.

25) 107 – Na avaliação de imóveis.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 22) (104 – – MPU/2013 Cespe) A anotação de responsabilidade técnica (ART) é dispensável em laudos avaliatórios elaborados por engenheiros de avaliação de imóveis.Engenharia Civil . 20) 102 – Os laudos avaliatórios devem incluir obrigatoriamente a indicação da pessoa física ou jurídica que tenha encomendado o trabalho e a definição do método utilizado com justificativa de escolha. benfeitorias voluptuárias são aquelas benfeitorias indispensáveis à conservação do bem. a respectiva ART. sendo necessária. Campiteli Aula 21 qualquer instrumento matemático de suporte à convicção de valor expressa pelo engenheiro de avaliações. por esse motivo. 146 . julgue os itens a seguir. Marcus V. visto que não são realizados diagnósticos estruturais em laudos desse tipo. Considerando a legislação que regulamenta essa atividade. na área de engenharia legal. 24) (117 – MJ/2013 – Cespe) Vistoria é atividade técnica de engenharia. 23) (110 – PF Adm/2014 – Cespe) A anotação de responsabilidade técnica é dispensável para a elaboração de laudos periciais. entre outros elementos. 02197377701 (CEEE-RS/2005) O engenheiro civil pode vir a atuar em questões de avaliações e litígios. 21) 103 – Os laudos avaliatórios devem ser acompanhados da ART.

Engenharia Civil . destaca-se o método comparativo de dados de mercado. 29) 64 – Entre os métodos de avaliação de imóveis disponíveis. 02197377701 30) (8 – CGU/2008 . na mesma data de referência. 28) 63 – O valor de mercado de um imóvel corresponde à quantidade de dinheiro necessária para se efetuar operação imobiliária de compra ou de venda de um imóvel. o critério básico é o da diferença entre as avaliações do imóvel original e do imóvel remanescente. assinale o critério incorreto. com base em um orçamento detalhado. b) Nas desapropriações parciais. Marcus V. (CORREIOS/2011 – Cespe) Acerca de avaliação de imóveis. 147 .ESAF) Considerando-se a avaliação de imóveis urbanos para efeito de desapropriação. 27) 62 – De acordo com o método de avaliação conhecido como método da renda. o valor das benfeitorias é apropriado por meio da reprodução dos custos de seus componentes. julgue os seguintes itens. sendo necessário justificar e quantificar os efeitos do desgaste físico e da obsolescência funcional dessas benfeitorias. Campiteli Aula 21 26) 110 – Um dos métodos utilizados para identificar o valor de um bem a ser desapropriado é o método evolutivo. a) Nas desapropriações totais. as avaliações devem ser realizadas com a utilização dos métodos previstos na norma. por meio do qual o valor de um imóvel é definido com base na comparação desse imóvel com outros imóveis de características intrínsecas e extrínsecas semelhantes.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

32) 116 – Amostragem é o conjunto de dados de mercado representativos de uma população.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. deve ser recomendada a desapropriação total. (ABIN/2010 – Cespe) De acordo com as normas brasileiras e suas definições relacionadas à coleta de dados e outros procedimentos adotados para a avaliação de bens. as indenizações devem considerar a renda a ser auferida pelo imóvel. julgue os itens subsequentes. e) Nas desapropriações temporárias. bem como eventuais perdas adicionais. 31) 115 – Frente projetada é a projeção horizontal da linha divisória do imóvel com a via de acesso.Engenharia Civil . julgue os itens que se seguem. existem métodos para se identificar o valor de um bem e para a especificação das avaliações.Em se tratando dos graus de fundamentação no caso de utilização de modelos 148 de regressão linear. devem ser previstas verbas relativas ao custo de obras de adaptação do remanescente. Marcus V. e em especial bens imóveis urbanos. na . d) No caso da avaliação considerar como inaproveitável o remanescente do imóvel. durante o período correspondente. entre outros. 02197377701 (ABIN/2010 – Cespe) Entre as metodologias adotadas para a avaliação de bens. e em especial de bens imóveis urbanos. Campiteli Aula 21 c) No caso de benfeitorias atingidas. Em relação a esse assunto. e de acordo com as normas brasileiras de avaliação de bens. 33) 117 .

suas partes integrantes e pertences. são de atribuição privativa dos engenheiros em suas diversas especialidades. (ABIN/2010 – Cespe) De acordo com as normas vigentes no Brasil.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. julgue os itens subsequentes. deve ser considerado o fator de comercialização. 35) 112 – A vistoria de um imóvel urbano deve ser efetuada pelo engenheiro de avaliações. Campiteli Aula 21 aplicação dos métodos comparativo direto de dados de mercado e comparativo direto de custo. ao avaliar um imóvel urbano. avaliações e arbitramentos relativos a bens móveis e imóveis. obras e serviços de utilidade pública. entre outros. daí resultando condições para a 02197377701 orientação da coleta de dados. máquinas e instalações industriais. 149 com a NBR . perícias. 34) 118 – O método involutivo identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. com o objetivo de conhecer e caracterizar o bem avaliando e sua adequação ao seu segmento de mercado. as atividades de vistorias. Marcus V. e de outros profissionais de áreas afins. Em relação às avaliações de imóveis urbanos. manterse atualizado quanto ao estado da arte e somente aceitar encargo para o qual esteja especificamente habilitado e capacitado. a extrapolação dos resultados não é admitida quando se tem grau III. julgue os itens seguintes. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado do referido bem. A esse respeito.653/2001. deve adotar os procedimentos normatizados. de acordo 14. C (STM/2011 – Cespe) O engenheiro.Engenharia Civil .

o laudo de avaliação completo. por sua vez. (B) a identificação do solicitante. não é autoexplicativo. 40) (49 – TRF3/2014 – FCC) Em um laudo de avaliação de imóvel do tipo simplificado. ao relacionar todas as referências. 150 . 39) (113 – ABIN/2010 – Cespe) De acordo com a norma brasileira de avaliação de bens. 38) 105 Enquanto o laudo de avaliação simplificado contém.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Quando for impossível o acesso ao bem avaliado. permite-se arredondar o resultado de sua avaliação. Este contém todas as informações necessárias e suficientes para ser autoexplicável. o laudo de avaliação pode ser apresentado em apenas duas modalidades: simplificado e completo.Engenharia Civil . desde que o ajuste final não varie mais de 1% do valor estimado. o avaliador deverá recusar a realização da avaliação por impossibilidade técnica. todas as informações necessárias. de forma sucinta. Campiteli Aula 21 36) 103 Nenhuma avaliação prescinde da vistoria. requerendo a consulta a profissional experiente e capacitado para o seu perfeito entendimento. (D) o diagnóstico do mercado. 37) 104 Na identificação do valor de mercado de um bem. (C) a qualificação legal completa e assinatura do profissional responsável pela avaliação. (E) a indicação dos métodos e procedimentos utilizados. pode vir suprimido 02197377701 (A) o objetivo da avaliação. Marcus V.

é classificada como benfeitoria útil. Campiteli Aula 21 (TJ-ES/2011 – Cespe) Julgue os itens seguintes. mesmo que seja dispensável. Marcus V. entende-se por decrepitude a depreciação de um bem (A) devida à retirada de originalmente existentes. industrial ou residencial. a respeito de legislação e de engenharia legal. 42) 103 As avaliações de bens podem ser especificadas quanto à fundamentação diretamente ligada e ao precisão. nos trabalhos de elaboração de laudos periciais em engenharia civil. (MPE-PI/2012 – Cespe) Quanto à avaliação de imóveis urbanos. aquela que aumente ou facilite o uso desse bem. qualidade e quantidade dos dados amostrais disponíveis. A precisão aprofundamento do está trabalho avaliatório. 46) 114 A depreciação física de um imóvel pode ser calculada 02197377701 com base na aplicação de um coeficiente de depreciação. julgue os itens a seguir. a verificação da normalidade pode ser realizada pelo exame do histograma de resíduos amostrais padronizados. 41) 102 Na avaliação de um bem.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 47) (53 – TRT-15/2013 – FCC) Em relação à depreciação. o imóvel pode ser classificado em comercial. 45) 113 A vistoria por amostragem aleatória é permitida para a avaliação de um conjunto de unidades autônomas padronizadas. com o envolvimento da seleção da metodologia em razão da confiabilidade. 43) 111 Na utilização do modelo de regressão linear. 44) 112 Quanto ao tipo.Engenharia Civil . 151 sistemas ou componentes .

no decorrer de sua vida útil. desgaste e manutenção normais. acerca da avaliação de imóveis urbanos. Este desgaste denomina-se (A) obsoletismo. Esta depreciação. considerou a depreciação. necessários para a remoção do equipamento. em consequência de seu envelhecimento natural.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. (D) à superação da tecnologia do equipamento ou sistema. 02197377701 (D) decrepitude. em razão de uso ou manutenção inadequados. Campiteli Aula 21 (B) devida ao desgaste de seus componentes ou falhas de funcionamento de sistemas. em consequência de sua utilização. (C) mutilação. no laudo. (C) pela idade. (E) servidão. além de ser proporcional ao risco do 152 . (E) devida aos efeitos deletérios decorrentes dos trabalhos normais de desmontagem. (B) deterioração. em condições normais de utilização e manutenção. 49) 93 – A margem de lucro do incorporador adotada em modelos estáticos. 48) (31 – CEF/2013 – FCC) No laudo de avaliação de um imóvel. o avaliador. Marcus V. para a definição do valor do bem.Engenharia Civil . foi descrita como sendo ocasionada pelo desgaste das partes constitutivas. (PEFOCE/2012 – Cespe) Julgue os itens a seguir.

O laudo de vistoria. incluía as seguintes informações: < a estrutura de concreto estava comprometida e nenhuma proposta de solução para o problema foi apresentada. julgue os itens subsequentes. elaborado por perito engenheiro civil. Marcus V. 51) (95 – PEFOCE/2012 – Cespe) Em um conjunto de unidades autônomas padronizadas é possível realizar vistoria interna por amostragem aleatória. 02197377701 < a subestação de energia elétrica apresentava problemas.Engenharia Civil . (PF Adm/2014 – CESPE) Uma obra de edificação ficou paralisada devido a vários problemas técnicos. Campiteli Aula 21 empreendimento. é considerada defeito construtivo. 153 . decorrente de falha de projeto que pode representar ameaça ao usuário. < o perito se declarou impossibilitado de acrescentar detalhes no laudo e solicitou que um engenheiro eletricista complementasse o laudo. para fins de avaliação de um bem imóvel. um dos procedimentos a adotar é a verificação das atividades existentes de comércio. indústria e serviços na região estudada. 50) 94 – Anomalia na edificação. Com base nessas informações.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. deve estar de acordo com o que é praticado no mercado. por ocasião da caracterização da região. 52) (114 – ABIN/2010 – Cespe) Quando um engenheiro faz uma vistoria.

o contratante exigiu do engenheiro que ele apurasse as causas que motivaram os problemas levantados na vistoria.por se tratar de atividade judicial. o engenheiro não elaborou a respectiva anotação de responsabilidade técnica (ART). (MJ/2013 – Cespe) Um engenheiro civil foi contratado para vistoriar uma obra recém-concluída. o engenheiro civil tem permissão para emitir parecer sobre subestação elétrica sem a participação de engenheiro eletricista. 54) 111 – Uma proposta de solução para o problema estrutural deveria constar como requisito complementar. julgue os próximos itens. foram destacados os seguintes pontos: . o engenheiro contratado não tem atribuição de apurar as causas que motivaram os problemas levantados. Com base nas informações acima. 55) 118 – Por se tratar de uma vistoria. Após a finalização de seus trabalhos. Marcus V. 02197377701 154 . .Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 53) 109 – Na perícia de edificações.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

Marcus V. Campiteli Aula 21 GABARITO 1) Errada 15) Errada 29) Correta 43) Correta 2) Correta 16) Correta 30) D 44) Errada 3) D 17) Errada 31) Errada 45) Correta 4) A 18) Correta 32) Errada 46) Correta 5) A 19) Errada 33) Correta 47) C 6) D 20) Correta 34) Errada 48) D 7) Anulada 21) Correta 35) Correta 49) Correta 8) D 22) Errada 36) Errada 50) Correta 9) E 23) Errada 37) Correta 51) Correta 10) Errada 24) Correta 38) Errada 52) Correta 11) Correta 25) Errada 39) Correta 53) Errada 12)Desatualizada 26) Correta 40) C 54) Correta 13) E 27) Errada 41) Correta 55) Correta 14) C 28) Errada 42) Errada 02197377701 155 .Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful