Aula 21

Engenharia Civil p/ Perito Criminal - PCDF (Com videoaulas)
Professor: Marcus Campiteli

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

AULA 21: NBR 12.721, NBR 13.752
e NBR 14.653
SUMÁRIO

PÁGINA

APRESENTAÇÃO DO CURSO

1

NBR 12721

2

NBR 13752

24

NBR 14653-1

30

NBR 14653-2

39

NBR 14653-3

53

NBR 14653-4

71

QUESTÕES COMENTADAS

93

LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS NA AULA

137

GABARITO

154

Olá, Pessoal
Esta parte da matéria exige o conhecimento das definições e
termos dessas normas, conforme se pode verificar nas questões
apresentadas.
02197377701

Por isso, a fonte principal será a própria norma.
Bons estudos !

1

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

NBR 12721
Esta Norma estabelece os critérios para avaliação de custos
unitários, cálculo do rateio de construção e outras disposições
correlatas, conforme disposições fixadas e exigências estabelecidas
na Lei Federal 4.591/64.
1 - DEFINIÇÕES
Projeto arquitetônico aprovado: Conjunto de pranchas da
edificação aprovado pela autoridade local competente.
Nota: Constitui um dos documentos a ser arquivado no Ofício de
Registro de Imóveis, conforme art. 32, alínea d, da Lei 4.591/64.

Projetos da edificação: Conjunto de estudos e desenhos
constantes dos projetos arquitetônico, estrutural, de instalações etc.,
da obra objeto de incorporação ou instituição de condomínio
discriminados na NBR 12722.

Projetos-padrão: Projetos selecionados para representar os
diferentes tipos de edificações, que são usualmente objeto de
incorporação

para

construção

em

condomínio

e

conjunto

de

edificações, definidos por suas características principais:

a) número de pavimentos;

02197377701

b) número de dependências por unidade;
c) áreas equivalentes à área de custo padrão privativas das
unidades autônomas;
d) padrão de acabamento da construção; e
e) número total de unidades

2

3 . andar-tipo. para efeitos de identificação e discriminação.Engenharia Civil . sujeita às limitações da lei. subloja. Unidade autônoma: Parte da edificação vinculada a uma fração ideal de terreno e coisas comuns. ou parte descoberta do prédio. arquitetônico. 02197377701 destinada a fins residenciais ou não. subsolo etc. Campiteli Aula 21 Nota: Estas características servem de base aos Sindicatos da Indústria da Construção Civil para o cálculo dos custos unitários básicos. distantes entre si numa altura correspondente ao pédireito mínimo previsto na legislação municipal. Andar: Pavimento que está acima ou abaixo do pavimento térreo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Áreas de edificação: Áreas estabelecidas a partir da seguinte classificação geral: a) áreas reais de projeto. Pavimento: Parte coberta da edificação situada num mesmo nível ou em vários níveis situados entre os planos de dois pisos superpostos. corresponderá ao principal pavimento de acesso da edificação. constituída de dependências e instalações de uso privativo e de parcela das dependências e instalações de uso comum da edificação. assinalada por designação especial numérica ou alfabética. b) áreas em relação ao uso. Quando forem vários os acessos diretos. Pavimento térreo: Pavimento com acesso direto à via pública. podendo especificadas no receber diferentes respectivo projeto nomenclaturas. definida pela sua área. sobreloja. a serem tais como mezanino. Marcus V.

Áreas em relação ao uso: Áreas do projeto arquitetônico estabelecidas pelos seguintes tipos: a) uso privativo. cobertas ou descobertas. 4 . Área real global da edificação: Soma das áreas cobertas e descobertas reais. ou conjunto de dependências. Área real total do pavimento: Soma das áreas cobertas e descobertas reais de um determinado pavimento medidas a partir do projeto arquitetônico. situadas nos diversos pavimentos da edificação. nela incluídas as superfícies das projeções de paredes.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. calculadas a partir do projeto arquitetônico aprovado.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 c) áreas equivalentes em relação às áreas padronizadas. Área real total da unidade autônoma: Soma das áreas cobertas e descobertas reais e condominiais que definem a área total da unidade autônoma considerada. Áreas reais: Medida da superfície de quaisquer dependências. de pilares e demais elementos construtivos. Marcus V. e b) uso comum. e d) áreas em relação à forma de divisão (distribuição) Áreas reais de projeto: Medidas de superfície tomadas a partir do projeto arquitetônico utilizadas para os cálculos dispostos nesta Norma. 02197377701 calculadas a partir do projeto arquitetônico aprovado.

tais como: depósitos. 5 . cuja utilização é privativa dos respectivos titulares de direito. ou podem ainda compor as partes de uso comum da edificação. com suas respectivas áreas e a correspondente parcela na composição do coeficiente de proporcionalidade da unidade autônoma. destinada a usos acessórios. box de lavanderia. Área privativa principal: Área da unidade autônoma de uso exclusivo. destinada à moradia. situada em determinado andar ou em dois ou mais andares interligados por acesso também privativo. desde que atendidos os requisitos legais de acesso direto e viabilidade de delimitação física e as respectivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns. vagas de garagem. situada fora dos limites físicos de sua área privativa principal.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. vagas e demais áreas assemelhadas podem constituir uma unidade autônoma principal. Não havendo a vinculação explícita. os 02197377701 depósitos. 2) A vinculação de áreas em uma unidade autônoma constitui-se em opção do incorporador. Notas: 1) O responsável pelo cálculo deve informar a vinculação correspondente da parte acessória à principal.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 Áreas de uso privativo: Áreas cobertas ou descobertas que definem o conjunto de dependências e instalações de uma unidade autônoma. Subdividem-se em áreas privativas principais e áreas privativas acessórias. Marcus V. Área de vaga de garagem: Área destinada ao estacionamento de veículo automotor. Área privativa acessória: Área da unidade autônoma de uso exclusivo. atividade ou uso principal da edificação.

pode ser tratada tecnicamente como área de uso comum de divisão proporcional. e que.Engenharia Civil . Quando não atribuído direito de uso de vaga (s) à unidade autônoma. que pode ser utilizada em comum por todos ou por parte dos titulares de direito das unidades autônomas. demarcada e identificada em projeto arquitetônico e vinculada à área privativa principal da unidade autônoma por direito de propriedade. a critério do incorporador. Campiteli Aula 21 Área de vaga de garagem vinculada à unidade autônoma: Área de estacionamento privativo de veículo automotor. sem atribuição de fração ideal específica no terreno e partes comuns do condomínio.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. com acesso que independe da ocupação das demais vagas consideradas como unidades autônomas ou a outras vagas de uso comum e indeterminado. Marcus V. Área de uso comum: Área coberta e descoberta situada nos diversos pavimentos da edificação e fora dos limites de uso privativo. Área de vaga de garagem de uso comum e indeterminado: Área de estacionamento comum e indeterminado de veículo automotor. demarcada e identificada em projeto tão somente para efeito de quantificação e disponibilidade. 6 . Área de vaga de garagem como unidade autônoma: Área de estacionamento privativo de veículo automotor. com atribuição de fração ideal própria no terreno e partes comuns do edifício. será considerada como unidade autônoma. pode ser tratada como área de uso comum de divisão não 02197377701 proporcional. Quando atribuído direito de uso de vaga (s) à unidade autônoma. demarcada e identificada em projeto arquitetônico.

tenha sua construção. classificadas como: a) áreas cobertas padrão. ou mesmo por todos (quando o seu uso não depender de qualquer relação de proporcionalidade com as respectivas áreas privativas da unidade autônoma considerada).PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Áreas em relação às áreas padronizadas: Áreas utilizadas nos projetos-padrão que serviram à definição do lote básico para cálculo do custo unitário básico. Marcus V. paredes.Engenharia Civil . por sua finalidade. localização e uso atribuídos à responsabilidade de parte dos titulares de direito de unidades autônomas. incluídas de pilares e as superfícies das demais elementos construtivos. Áreas cobertas de padrão diferente: Áreas cobertas de padrão de acabamento substancialmente inferior ou superior ao tipo escolhido entre os padronizados nesta Norma. c) áreas descobertas. b) áreas cobertas de padrão diferente. Campiteli Aula 21 Área de uso comum de divisão não proporcional: Área coberta e descoberta situada nos diversos pavimentos da edificação e fora dos limites de uso privativo que. tendo como 7 . Áreas descobertas: Medida da superfície de quaisquer dependências não cobertas que integram a edificação. que possuem áreas de padrão de acabamento projeções de nelas 02197377701 semelhantes às respectivas áreas dos projetos-padrão adotados nesta Norma. e d) áreas equivalentes à área de custo padrão total Áreas cobertas padrão: Medidas de superfícies de quaisquer dependências cobertas.

Engenharia Civil . Área equivalente em área de custo padrão total: Áreas equivalentes em área de custo padrão total. Marcus V.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.área de divisão proporcional: Área de uso comum cuja 02197377701 construção é da responsabilidade dos titulares de direito das diferentes unidades autônomas que compõem a edificação na proporção das respectivas áreas equivalentes de divisão não- proporcional. Campiteli Aula 21 exemplos a área de serviço e estacionamento descobertos. e c) as somas das áreas cobertas-padrão e equivalentes relativas a uma determinada unidade autônoma. tendo como exemplo apartamento de porteiro ou zelador. b) as áreas equivalentes virtuais. maior ou menor que a área real correspondente.área de divisão não proporcional: Área privativa ou área de uso comum que por sua finalidade tenha sua construção atribuída à responsabilidade dos titulares de direito de uma ou mais unidades 8 . e determinadas dependências de uso comum ou privado ou de toda a edificação. conforme o caso. Área equivalente: Área virtual cujo custo de construção é equivalente ao custo da respectiva área real. Áreas em relação à divisão: Áreas estabelecidas conforme os itens seguintes: . . terraço privativo etc. com suas medidas reais. estabelecida pelas seguintes condições: a) as áreas cobertas-padrão. utilizada quando este custo é diferente do custo unitário básico da construção adotado como referência. a um pavimento. Pode ser.

dos itens descriminados no Quadro III. 32. independentemente de qualquer relação de proporcionalidade com as respectivas áreas privativas da construção. no mínimo. e b) valor de todas as demais despesas não incluídas no cálculo do custo unitário básico. e corresponde ao somatório dos seguintes itens: a) valor resultante da multiplicação desse custo unitário básico pelo somatório de todas as suas áreas equivalentes à área de custo padrão. com a inclusão. É calculado com a utilização do custo unitário básico divulgado pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil da localidade correspondente ao padrão mais semelhante ao do imóvel incorporado. Marcus V. Custo global da construção: Valor mínimo que pode ser atribuído à construção da edificação para fins do disposto no art. da Lei 4.591/64. quando o contrato for de Construção por Administração.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. do Anexo A: 02197377701 9 .Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 autônomas.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. os quais devem ser arquivados no Ofício de Registro de Imóveis. Marcus V. 10 . Campiteli Aula 21 Custo unitário básico (CUB): Custo por metro quadrado de 02197377701 construção do projeto-padrão considerado. calculado de acordo com a metodologia estabelecida no item 8. e que serve de base para a avaliação dos custos de construção das edificações.3 da NBR 12721. Custo unitário da construção: Quociente da divisão do custo global da construção pela área equivalente em área de custo padrão total. pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil.Engenharia Civil .

Coeficiente re-rateio de construção: No caso da existência de unidades ou parte destas dadas em pagamento do terreno. ou ambas. Área sub-rogada: É aquela relativa às unidades a serem entregues em pagamento ao proprietário do terreno. sendo parte inseparável desta. Campiteli Aula 21 Custo de construção da unidade autônoma: Valor atribuído à parcela da construção da unidade autônoma.Engenharia Civil . calculada conforme previsto na convenção de condomínio. os coeficientes correspondentes a estas unidades deverão ser 02197377701 redistribuídos entre as demais unidades autônomas na proporção de seus coeficientes de construção. da Lei 4. para os fins do disposto no art. Marcus V. atribuídas à unidade autônoma. Coeficiente de proporcionalidade: É a proporção entre a área equivalente em área de custo padrão total da unidade autônoma e a área equivalente em área de custo padrão global da edificação. produto da área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma pelo custo unitário da construção.591/64. Cota proporcional extraordinárias de de despesas condomínio: Cota ordinárias proporcional e que corresponde às despesas ordinárias. cuja obrigação de custeio de construção foi transferida aos adquirentes das demais unidades autônomas do empreendimento.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 32. no condomínio. Fração ideal: Fração expressa de forma decimal ou ordinária que representa a parte ideal do terreno e coisas de uso comum atribuída à unidade autônoma. 11 . extraordinárias.

que deve constar do contrato. Marcus V. quer sob o regime de administração ou sob o regime de empreitada. o qual estabelece as condições e formas de sua eventual prorrogação. os serviços necessários à realização da construção e os respectivos prazos. podem ser realizados sem que haja vinculação 02197377701 de qualquer prestação ou parcela de pagamento com o cronograma da obra. Campiteli Aula 21 Nota: A utilização do custo unitário básico para orçamentação expedita somente pode ser feita pela multiplicação deste pela área equivalente nos termos da NBR 12721. 12 . Cronograma de obras: Documento em que se registram. previstos em função dos recursos e facilidades que se supõem serem disponíveis.Engenharia Civil . Prazo contratual: Período de tempo previsto para a entrega das obras.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Não confundam com os conceitos de obra pública vistos da Aula de Análise Orçamentária). (Esse conceito de “regime de empreitada” refere-se a obras privadas. contado a partir da data de início da construção. Entrosamento do cronograma das obras com as prestações da construção: Consiste na vinculação parcial ou total de prestações ou parcelas de pagamento da construção previstas no contrato às diferentes fases de desenvolvimento dos serviços considerados no cronograma da obra. Prestações ou parcelas de pagamento da construção: Partes do custo global da construção a serem pagas nas datas preestabelecidas no contrato e destinadas à cobertura das despesas com a construção. Nota: Os contratos. pela ordem de sucessão em que são executados.

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

2 – CUSTO UNITÁRIO BÁSICO (CUB)
Conforme vimos nas definições, o CUB representa o custo por
metro quadrado de construção do projeto padrão considerado,
calculado de acordo com a metodologia estabelecida na NBR 12721,
pelos Sinduscons, em atendimento à Lei 4591/64, e que serve de
base para a avaliação de parte dos custos de construção de
edificações.
Na

formação

destes

custos

unitários

básicos

não

foram

considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na
determinação dos preços por metro quadrado de construção, de
acordo

com

o

estabelecido

no

projeto

e

especificações

correspondentes a cada caso particular: fundações, submuramentos,
paredes-diafragma,
elevador(es);

tirantes,

rebaixamento

equipamentos

e

de

instalações,

tais

lençol

freático;

como:

fogões,

aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado,
calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não
classificado

como

complementares;
esporte),

área

construída);

urbanização,

ajardinamento,

recreação

instalação

obras

e

(piscinas,

e

serviços

campos

regulamentação

de
do

condomínio; e outros serviços; impostos, taxas e emolumentos
cartoriais,

projetos:

projetos

arquitetônicos,

projeto

estrutural,

projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor;
02197377701

remuneração do incorporador.
O CUB é calculado com base nos diversos projetos-padrão
estabelecidos

pela

ABNT

NBR

12721,

mensalmente

pelos

Sinduscons, levando-se em consideração os lotes básicos de
insumos (materiais de construção, mão de obra, despesas
administrativas e equipamentos) com os seus respectivos
pesos constantes na referida norma .

13

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
Os salários, os preços dos materiais de construção, as despesas
administrativas e os custos com aluguel de equipamentos são
pesquisados mensalmente pelos Sinduscons.
O custo de construção calculado de acordo com esta Norma
deve representar o custo efetivo da construção praticado pelas
construtoras. Para tanto a coleta de preços deve:
a) ser mensal e efetuada entre o 1º e o 25º dia do mês de
referência do custo;
b) ser realizada preferencialmente junto às construtoras:
1) no caso dos materiais de construção, a coleta pode
eventualmente ser realizada com informações levantadas
junto a fornecedores da indústria, do comércio atacadista
ou varejista, sendo que os preços dos materiais, posto
obra, devem incluir as despesas com tributos e fretes.
2) os valores informados para os salários não devem
incluir as despesas com encargos sociais; e
c) ser realizada por meio de questionário, que deve definir as
especificações e a unidade do insumo informado.
Na

determinação

dos

custos

unitários

básicos,

os

Sinduscons devem adotar os seguintes procedimentos:
02197377701

a) os preços coletados de acordo com as determinações
apresentadas no subitem 8.3.3 da NBR 12721 (acima)
devem

ser

submetidos

a

uma

análise

estatística

de

consistência;
b) após análise de consistência, procede -se ao cálculo do
promédio de cada insumo;
c) o valor do promédio de cada insumo aplica-se ao coeficiente
físico correspondente ao respectivo insumo no lote básico de
cada projeto-padrão;
14

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
d) para o cálculo dos custos da mão de obra, aplica-se o
percentual relativo aos encargos sociais e benefícios: – este
percentual deve incluir todos os encargos trabalhistas
e

previdenciários,

direitos

sociais

e

obrigações

decorrentes de convenções coletivas de trabalho de cada
Sindicato; – o método de cálculo e o percentual de
encargos sociais e benefícios devem ser explicitados
pelos respectivos Sindicatos da Indústria da Construção
Civil.
Os Sinduscons têm a faculdade de eleger ou apurar um
CUB padrão representativo de sua região, desde que explicitem o
critério utilizado para obtê-lo, ficando na obrigação de divulgá-lo
mensalmente, até o dia 5 do mês subseqüente, juntamente aos
demais custos unitários de construção referentes aos projetos-padrão
previstos nesta Norma e calculados conforme os critérios nela
estabelecidos, com a finalidade específica de servir como indexador
contratual.
Isso significa que cada Sinduscon pode escolher um projetopadrão específico para acompanhar os custos da construção.

3 – DETERMINAÇÃO DAS ÁREAS
02197377701

a) Área Real do Pavimento
Área

da

superfície

limitada

pelo

perímetro

externo

da

edificação, no nível do piso do pavimento correspondente, excluídas
as áreas não edificadas.
No caso do pavimento em pilotis, é igual à do pavimento
imediatamente acima, acrescida das áreas cobertas, externas à
projeção deste e das áreas descobertas que tenham recebido

15

Marcus V. coberta ou descoberta.das faces externas das paredes externas da edificação. d) Área coberta Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência coberta. em relação à área de uso comum. e . excluídas as áreas não edificadas. excluídas as áreas não edificadas. e . contorna da as unidade autônoma. excluídas as áreas não edificadas. Campiteli Aula 21 tratamento destinado a aproveitá-las para outros fins que não apenas os de ventilação e iluminação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. das dependências privativas de unidades autônomas contíguas. passando pelas projeções: .das faces internas. 16 . passando pelas projeções: .das faces externas das paredes externas da edificação. passando pelas projeções: . b) Área real privativa da unidade autônoma Área da dependências superfície limitada pela privativas.Engenharia Civil . cobertas ou linha que descobertas. c) Área real de uso comum Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência de uso comum.dos eixos das paredes que separam as dependências privativas da unidade autônoma considerada. das dependências de uso comum. das 02197377701 paredes que a separam das unidades autônomas.das faces externas das paredes externas da edificação e das paredes que separam as dependências privativas da unidade autônoma.

dos eixos das paredes divisórias de áreas descobertas contíguas.Engenharia Civil . e . em relação à área coberta considerada. das paredes que a separam de quaisquer dependências cobertas.das faces externas das paredes externas da edificação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . e . Cada dependência deve ser considerada em três dimensões. no caso de ser ela própria de uso privativo. para cada dependência em que for empregado. .de projeção de arestas externas do elemento de cobertura quando não for limitada por parede.das faces externas. . em relação à área coberta considerada.das faces internas. Marcus V. das paredes que a separam de dependências de uso comum. f) Área equivalente 02197377701 É recomendável que os coeficientes de equivalência de custo. ou seja: 17 . e) Área descoberta Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência descoberta.dos eixos das paredes divisórias de dependências contíguas. sejam calculados da seguinte forma. no caso de ser ela própria de uso comum. em relação à área descoberta considerada. tendo seu custo real efetivo orçado ou estimado com os mesmos critérios utilizados no orçamento-padrão.das faces externas. quando ambas forem de uso privativo ou de uso comum. se forem ambas de uso comum ou ambas de uso privativo. Campiteli Aula 21 . perante o custo padrão da construção. excluídas as áreas não edificadas: . passando pelas projeções.

00.área privativa salas com acabamento: 1.nas estruturas.75.60. e . .90.30 a 0. O coeficiente para cálculo da equivalência de área é o resultado da divisão do custo unitário dessa área dividido pelo último custo unitário básico de mesmo padrão divulgado. podem ser desconsideradas neste cálculo as eventuais repercussões indiretas de custo . 02197377701 .com o seguinte critério de delimitação de perímetro da área dessa dependência: incluir as paredes externas não confrontantes com outra área construída e incluir a metade da espessura da parede confrontante com as outras áreas construídas.00.75 a 0. Na falta destas demonstrações.Engenharia Civil . .varandas: 0.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . fundações.75 a 1.área privativa salas sem acabamento: 0.00.estacionamento sobre terreno: 0. . dividido pela respectiva área definida também no parágrafo acima. 18 .40 a 0.área de loja sem acabamento: 0.área privativa (unidade autônoma padrão): 1. O custo unitário equivalente dessa dependência será obtido pela divisão do custo orçado ou estimado conforme o parágrafo anterior.10. Campiteli Aula 21 - com os acabamentos efetivamente empregados nessa dependência. .padrão: . . Marcus V.terraços ou áreas descobertas sobre lajes: 0.garagem (subsolo): 0.05 a 0.60.50 a 0. podem ser utilizados os seguintes coeficientes médios que foram utilizados no cálculo de equivalência de áreas dos projetos . Como este custo é simplificado por definição. etc.

CRITÉRIOS PARA CÁLCULOS EXPEDITOS DOS CUSTOS DE CONSTRUÇÃO a) Homogeneização das áreas para fins de cálculo de custo O custo unitário básico. quintais. acrescido das demais parcelas que formam o custo unitário da edificação. usando-se a metodologia da NBR 12721.50 a 0.caixa d’água: 0. só poderá ser aplicado à área da edificação para fins de obtenção de custos parciais (das unidades autônomas) ou globais (da edificação) quando esta for convertida.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.: 0.75.barrilete: 0. .casa de máquinas: 0. etc. Marcus V. . é feita a partir dos “custos unitários básicos” correspondentes aos projetos-padrão definidos na norma NBR 12721 e mensalmente divulgados pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil e das áreas equivalentes em área de custo padrão calculadas como indicado na NBR 12721. .50 a 0.75.área de projeção do terreno sem benfeitoria: 0.Engenharia Civil .50 a 0.piscinas. . Campiteli Aula 21 . 4 .50 a 0. em área equivalente à área de custo padrão.00.75. b) Estimativas A estimativa dos custos de construção. e .75.50.área de serviço – residência unifamiliar padrão baixo (aberta): 0. c) Custo Global da Construção 19 . que em cada caso 02197377701 particular deve ser arquivada no Ofício de Registro de Imóveis pelo incorporador.

relativas a todos os elementos ou condições não incluídas nas relações quantitativamente discriminadas de materiais e mão-de-obra correspondentes ao projeto-padrão. d) Custo unitário de construção ou valor por metro quadrado de construção Divide-se o custo global da construção. calculado do modo indicado no item anterior. f) Atualização dos custos da construção para arquivamento no Ofício de Registro de Imóveis 20 . playground. taxas e emolumentos cartorários. e) Custo de construção da unidade autônoma Multiplica-se o preço por metro quadrado da construção pela área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma considerada.Engenharia Civil . pela área equivalente em área de custo 02197377701 padrão global. Campiteli Aula 21 Soma das seguintes parcelas: 1) produto da área equivalente em área de custo padrão global pelo custo unitário básico. 5) projetos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 3) outras despesas indiretas. Marcus V. 2) parcelas adicionais. 4) impostos. 6) remuneração do construtor. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. obras e serviços complementares e outros serviços. equipamentos e instalações. tais como: fundações especiais. elevadores. e 7) remuneração do incorporador.

se baseada em custo unitário básico e demais custos. a fim de compensar eventuais aumentos de custo no semestre subseqüente. relativos ao próprio mês ou a um dos dois meses anteriores.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. por falta do projeto completo 02197377701 disponível nessa ocasião. nas construções por administração. As despesas de execução de cada serviço são determinadas como o produto da quantidade de serviço efetivamente medido no projeto pelo respectivo custo unitário.Engenharia Civil . O montante do orçamento calculado para figurar em contratos. sejam as mais adequadas a cada caso. As quantidades de serviço que. somando todas as despesas correspondentes à execução de todos os serviços previstos nas especificações técnicas e constantes da discriminação orçamentária. acrescido do que se estimar necessário. lavrados antes do término das fundações. em certo mês. no entender do responsável pela construção. serão estimadas por processo aproximado de uso corrente. não puderem ser levantadas por medição em plantas. não pode ser inferior ao da estimativa feita a partir dos custos unitários básicos e arquivado no Registro Geral de Imóveis. para fins de arquivamento no Registro Geral de Imóveis. g) Orçamento Documento onde se registram as operações de cálculo de custo da construção. 21 . (não confundam essas premissas com as aplicáveis às obras públicas vistas na Aula de Análise Orçamentária) Os custos unitários dos serviços são calculados aos preços vigentes na data do orçamento. utilizando-se as composições de custo que. Campiteli Aula 21 A avaliação do custo global da obra e dos custos das unidades autônomas só é considerada atualizada.

usualmente objeto de incorporações. conforme a tabela. Campiteli Aula 21 Considera-se o orçamento como “atualizado” quando estiver baseado nos preços vigentes no mês do contrato ou relativos a um dos dois meses anteriores.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 5 – PROJETOS-PADRÃO Para representar os diferentes tipos de edificação.Engenharia Civil . 02197377701 22 . são considerados na NBR 12721 os projetos adiante definidos por suas características principais e acabamentos. Marcus V.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Campiteli Aula 21 02197377701 Fonte: <http://www. Marcus V.Engenharia Civil .br/administracao/files/File/tabprojcub2006.pdf> 23 .com.sinduscon-to.

Esbulho: Privação total ou parcial da posse de quaisquer bens alheios. qualidade e quantidade. passando a pertencer definitivamente ao proprietário. avulsão. c) voluptuária: não aumenta o uso normal do bem. Benfeitoria: Obras ou serviços que se realizem em um móvel ou imóvel com o intuito de conservá-lo. Marcus V. terraplenagem. b) artificial: quando por efeito exclusivo de fato ou ação do homem. contado ou medido. por convenção das partes. Conservação: implica maiores despesas que as de uma simples 02197377701 manutenção. b) útil: aumenta ou facilita o uso do bem. a) necessária: finalidade de conservar o bem ou evitar a sua deterioração. com ou sem violência ou fraude de terceiros. e que.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. etc. sem destruição. podendo ter origem: a) natural: formação de ilhas. abandono de álveo. Campiteli Aula 21 NBR 13752 Acessão: Modo originário de aquisição da coisa acessória que adere materialmente ao imóvel. etc. que não podem ser retirados. aluvião. 24 .Engenharia Civil . pode ser substituído ou trocado por outro da mesma espécie. melhorá-lo ou embelezá-lo. incorporados permanentemente ao bem ou ao solo pelo homem. tais como plantações. Fungível: Diz-se de um bem consumível que pode ser pesado. fratura ou dano. sendo sua finalidade de mero recreio ou deleite. c) mista: quando se dá simultaneamente por fato natural e por ação do homem.

Vícios redibitórios: Vícios ocultos que diminuem o valor da coisa ou a tornam imprópria ao uso a que se destina.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Avaliações. Usufruto. materiais construtivos etc. ou inviabilizariam a compra. - Descrição sumária dos bens: aspectos físicos. 25 . dimensões. Direitos Possessórios e outros. 2 – Natureza do Objeto quanto à Natureza Frutos: Aluguéis. Direitos Hereditários. áreas. se fossem do conhecimento prévio do adquirente.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 Manutenção: Ato de manter um bem no estado em que foi recebido. Arrendamentos. Marcus V. Perícias: Arbitramentos. Exames. Vistorias e outras. utilidades. Explorações e outros. Concessões. Propriedade Limitada ou Nua-Propriedade: Quando a propriedade sofre limitação em alguns de seus direitos elementares em virtude de ônus real que sobre ela recai. Direitos: Servidões. ensejariam pedido de abatimento do preço pago. com reformas preventivas ou corretivas de sua deterioração natural. e que. - Execução de um croqui de situação. 3 – Requisitos Essenciais 02197377701 Nas perícias judiciais torna-se obrigatória a obediência aos requisitos essenciais: - Inclusão de um número adequado de fotografias por bem periciado. Comodatos.

- Juntada de orçamento detalhado e comprovante de ensaios laboratoriais. que podem ser obtidas sob forma de croqui.Engenharia Civil . utilidades. com planta de articulação das fotos perfeitamente numeradas. quando se fizerem necessários. 5 – Atividades Básicas - vistoria e/ou exame do objeto da perícia 02197377701 - diagnóstico dos itens objeto da perícia - coleta de informações - escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais - análise das ocorrências e elementos periciais - soluções e propostas. áreas. apontando as prováveis causas e consequências.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 4 – Requisitos Complementares Os requisitos essenciais com os seguintes complementos: - Inclusão de número ampliado de fotografias . Marcus V. - Apresentação de plantas individualizadas dos bens. - Descrição detalhada dos bens: aspectos físicos. materiais construtivos etc. - Análise dos danos e/ou eventos encontrados.maior detalhamento. Campiteli Aula 21 - Indicação e perfeita caracterização de eventuais danos e/ou eventos encontrados. - Indicação e perfeita caracterização de eventuais danos e/ou eventos encontrados. dimensões. quando possível e/ou necessário - considerações finais e conclusões 6 – Vistoria - Caracterização da região 26 .

comunicações. 10 – Caracterização das Benfeitorias 27 . logradouro(s). rede bancária. correios. Campiteli Aula 21 - Caracterização do imóvel e de seus elementos - Constatação de danos - Condições de estabilidade do prédio - Fotografias - Plantas do prédio - Subsídios esclarecedores 7 . 02197377701 - Equipamento urbano. adequada à região. combate a incêndio. Marcus V. forma geométrica. lazer. 9 – Caracterização do Terreno - Perímetro. características de solo e subsolo. urbanização e infra-estrutura urbana - Equipamentos e serviços comunitários: transporte coletivo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. subsolo. legais e socioeconômicas de uso e outros. meio ambiente e outros - Melhoramentos públicos: vias de acesso. dimensões. prevista e atual. área e confrontantes. solo. restrições físicas. ocupação. comércio. - Ocupação e/ou utilização legal e real. coleta de lixo.Engenharia Civil . segurança. recreação e outros - Potencial de aproveitamento: parcelamento e uso do solo. serviços e melhoramentos públicos. acessos e elementos de cadastro legais e fiscais. 8 – Caracterização do Imóvel - Localização e identificação do bairro.Caracterização da Região - Caracterização física: relevo. número(s). relevo. ensino e cultura. saúde.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. equipamentos e tratamentos: - compreendendo as instalações mecânicas. de gás. fenda. b) Instalações. - elétricas e hidráulicas. estrutura. abrangendo número de pavimentos e/ou dependências. dimensões.Engenharia Civil . ênfase para cobertura e acabamentos.). - quantificação. Marcus V. qualquer dos danos que seja a nomenclatura (fissura. as próprias dimensões definem a natureza das avarias. trinca. - características fundações. devem ser obtidas plantas ou elaborados croqui do terreno. tratamento acústico e outros. 28 . classificar e quantificar a extensão de todos os danos observados. 02197377701 12 – Condições de Estabilidade do Prédio - Qualquer anormalidade deve ser assinalada e adequadamente fundamentada. com vedações. brecha. compreendendo classificação. do prédio e das instalações. idade real e/ou aparente e estado geral de conservação. etc. da construção. eletromecânicas e eletrônicas de ar-condicionado. 13 – Plantas do Prédio - Sempre que possível. - de lixo. - equipamentos de comunicação interna e externa de sonorização. 11 – Constatação de Danos - Caracterizar. rachadura. áreas. Campiteli Aula 21 a) Construções: - descrição.

14 – Subsídios Esclarecedores - Documentos adicionais podem ser anexados. 15 – Apresentação de Laudos Na apresentação de laudos deve constar.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. - relato e data da vistoria. gráficos de recalques. com as informações relacionadas em 5. obrigatoriamente. definição da metodologia. - nome. cálculos e determinação do valor final. tais como: gráficos de avarias progressivas.2. - no caso de perícias de cunho avaliatório. assinatura. o seguinte: - indicação da pessoa física ou jurídica que tenha contratado o trabalho e do proprietário do bem objeto da perícia. sempre que a natureza da perícia assim exigir. - diagnóstico da situação encontrada. pesquisa de valores.Engenharia Civil . resultados de ensaios e outras 02197377701 informações relativas à sequência utilizada no trabalho pericial. - memórias de cálculo. - requisitos atendidos na perícia conforme 4.3. cópia de escritura. resultados de sondagens do terreno. Marcus V. Campiteli Aula 21 inclusive de detalhes. número credenciais do perito de engenharia. de acordo com a natureza e objetivo da perícia. 29 de registro no CREA e .

contém as seguintes partes: — Parte 1: Procedimentos gerais. O nosso edital cobra somente as partes 1. 1 – NBR 14653-1 Pessoal.acessório: Bem que se incorpora ao principal e que possui valor isoladamente. incorporado ou não a ele. Campiteli Aula 21 NBR 14653 A norma NBR 14653. . 30 . — Parte 7: Bens de patrimônios históricos e artísticos. — Parte 6: Avaliação de bens.1 – Definições 02197377701 . equipamentos. — Parte 5: Máquinas.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.amostra: Conjunto de dados de mercado representativos de uma população. — Parte 3: imóveis rurais. — Parte 2: Imóveis urbanos. de Avaliação de bens. vale a pena dar uma lida nas definições trazidas pela norma. 3 e 4. 2.amostragem: Procedimento utilizado para constituir uma amostra. — Parte 4: Empreendimentos. Marcus V. instalações e bens industriais em geral. . pois podem ser objeto de questões da nossa prova: 1.

campo de arbítrio: Intervalo de variação no entorno do estimador pontual adotado na avaliação.bem intangível: Bem não identificado materialmente (por exemplo: fundo de comércio. que integra um patrimônio. sem aumentar o uso normal do bem. frutos e direitos. para identificar o valor de um bem.benfeitoria: Resultado de obra ou serviço realizado num bem e que não pode ser retirado sem destruição. . uso ou fruição de um bem capaz de produzir frutos.benfeitoria necessária: Benfeitoria indispensável para conservar o bem ou evitar a sua deterioração. assim como determinar indicadores da viabilidade de sua utilização econômica.bem: Coisa que tem valor. 31 . suscetível de utilização ou que pode ser objeto de direito. . . . 02197377701 . para uma determinada finalidade. situação e data. de seus custos. . matérias-primas). Campiteli Aula 21 - arrendamento: Retribuição pela cessão de direito à exploração. Marcus V. . equipamentos.avaliação de bens: Análise técnica. dentro do qual pode-se arbitrar o valor do bem. por prazo certo e condições convencionadas. fratura ou dano. marcas e patentes). desde que justificado pela existência de características próprias não contempladas no modelo. embora dispensável.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. - bem tangível: Bem identificado materialmente (por exemplo: imóveis. realizada por engenheiro de avaliações.benfeitoria voluptuária: Benfeitoria que visa simples deleite ou recreio.benfeitoria útil: Benfeitoria que aumenta ou facilita o seu uso.Engenharia Civil . .

Campiteli Aula 21 . descontada a depreciação do bem. entre outros.mutilação: Retirada de sistemas ou componentes originalmente existentes. .custo: Total dos gastos diretos e indiretos necessários à produção. Marcus V.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. .custo de reprodução: Gasto necessário para reproduzir um bem. tendo em vista o estado em que se encontra. manutenção ou aquisição de um bem. . na produção de um bem. inclusive mão-de-obra. benefícios e demais ônus e encargos necessários à produção de um bem. . . defeitos. .custo direto de produção: Gastos com insumos.decrepitude: Desgaste de suas partes constitutivas. . em condições normais de utilização e manutenção.depreciação: Perda de valor de um bem.custo de reedição: Custo de reprodução. .dado de mercado: Conjunto de informações coletadas no mercado relacionadas a um determinado bem. em conseqüência de seu envelhecimento natural.deterioração: Desgaste de seus componentes em razão de uso ou manutenção inadequados. .dano: Prejuízo causado a outrem pela ocorrência de vícios. numa determinada data e situação. ocasionadas por: . sem considerar eventual depreciação.Engenharia Civil . 32 . sinistros e delitos. com a mesma função e características assemelhadas ao avaliando. devido a 02197377701 modificações em seu estado ou qualidade.custo de substituição: Custo de reedição de um bem.custo indireto de produção: Despesas administrativas e financeiras. .

de base imobiliária (por exemplo: hotel. devidamente registrado no Conselho Regional de Engenharia.fator de comercialização: Razão entre o valor de mercado de um bem e o seu custo de reedição ou de substituição. .engenharia de custos: Conjunto de conhecimentos técnicocientíficos especializados. 33 .CREA. .Engenharia Civil . podendo no seu patrimônio conter cotaspartes de outras empresas ou empreendimentos. .engenharia de avaliações: Conjunto de conhecimentos técnico-científicos especializados.empresa: Organização por meio da qual se canalizam recursos para produzir ou oferecer bens e serviços. Pode ser: imobiliário (por exemplo: loteamento.empreendimento: Conjunto de bens capaz de produzir receitas por meio de comercialização ou exploração econômica. em geral. . com habilitação legal e capacitação técnico-científica para realizar avaliações.obsoletismo: Superação tecnológica ou funcional. Marcus V. industrial ou rural. Campiteli Aula 21 . prédios comerciais/residenciais).engenharia legal: Parte da engenharia que atua na interface técnico-legal envolvendo avaliações e toda espécie de perícias 02197377701 relativas a procedimentos judiciais. . aplicados à avaliação de bens. . que pode ser maior ou menor do que 1 (um). Arquitetura e Agronomia . . com vista. aplicados à análise e avaliação técnico-econômica de empreendimentos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. aplicados à avaliação de custos de bens e serviços. - engenharia econômica: Conjunto de conhecimentos técnico-científicos especializados. shopping center. à obtenção de lucros. parques temáticos).engenheiro de avaliações: Profissional de nível superior.

. . sociais ou à utilização de um bem. Campiteli Aula 21 . patentes e marcas. .imóvel: Bem constituído de terreno e eventuais benfeitorias a ele incorporadas. - homogeneização: mediante a aplicação Tratamento de dos preços transformações observados. Marcus V. . composto entre outros de: nome comercial.infra-estrutura: Conjunto de obras e serviços que dá suporte às atividades econômicas. em função da sua localização.inferência estatística: Parte da ciência estatística que permite extrair conclusões sobre a população a partir de amostra. 02197377701 . matemáticas que expressem.instalação: Conjunto de aparelhos. - laudo de avaliação: Relatório técnico elaborado por engenheiro de avaliações em conformidade com esta parte da NBR 14653.liquidação forçada: Condição relativa à hipótese de uma venda compulsória ou em prazo menor que o médio de absorção pelo mercado. decorrente do resultado de suas operações mercantis. uso ou vocação.fruto: Resultado da exploração econômica de um bem. peças ou dispositivos necessários ou acessórios à utilização de um bem.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. as diferenças entre os atributos dos dados de mercado e os do bem avaliando. freguesia.hipótese nula em um modelo de regressão: Hipótese de que uma ou um conjunto de variáveis independentes envolvidas no modelo de regressão não é importante para explicar a variação do fenômeno. a um nível de significância preestabelecido.Engenharia Civil . .fundo de comércio: Bem intangível pertencente ao titular do negócio. 34 . para avaliar o bem. Pode ser classificado como urbano ou rural. em termos relativos. .

apurar as causas que motivaram determinado evento. Campiteli Aula 21 . quando ela for verdadeira. . Marcus V.população: Totalidade de dados de mercado do segmento que se pretende analisar. avaliar bens. uma transação envolvendo um bem.perícia: Atividade técnica realizada por profissional com qualificação específica. para averiguar e esclarecer fatos. considerando-se as diversas características influenciantes. .modelo: Representação técnica da realidade. seleção. . . frutos ou direitos. - servidão: Encargo específico que se impõe a uma propriedade em proveito de outrem. . .parecer técnico: Relatório circunstanciado ou esclarecimento técnico emitido por um profissional capacitado e legalmente habilitado sobre assunto de sua especialidade. seus custos. 35 . investigação.modelo de regressão: Modelo utilizado para representar determinado fenômeno.preço: Quantia pela qual se efetua. . um fruto ou um direito sobre 02197377701 ele. processamento.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil .situação paradigma: Situação hipotética adotada como referencial para avaliação de um bem.nível de significância: Probabilidade de rejeitar a hipótese nula.recurso ambiental: Recurso natural necessário à existência e preservação da vida. coleta. verificar o estado de um bem. . - pesquisa: Conjunto de atividades de identificação. análise e interpretação de resultados sobre dados de mercado. com base numa amostra. ou se propõe efetuar.

1. Campiteli Aula 21 . . 02197377701 .valor em risco: Valor representativo da parcela do bem que se deseja segurar.vistoria: Constatação local de fatos.vantagem da coisa feita: Diferença entre o valor de mercado e o custo de reedição de um bem. numa data de referência. .vida útil: Prazo de utilização funcional de um bem. quando positiva.1) Custos Custo = CD + CI 36 . .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . .valor patrimonial: Valor correspondente à totalidade dos bens de pessoa física ou jurídica.Engenharia Civil . . em termos relativos.vida remanescente: Vida útil que resta a um bem.valor de mercado: Quantia mais provável pela qual se negociaria voluntariamente e conscientemente um bem. - tratamento de dados: Aplicação de operações que expressem. as diferenças de atributos entre os dados de mercado e os do bem avaliando. dentro das condições do mercado vigente. mediante observações criteriosas em um bem e nos elementos e condições que o constituem ou o influenciam. Marcus V.taxa de desconto: Taxa adotada para o cálculo do valor presente de uma despesa ou receita futura.valor residual: Quantia representativa do valor do bem ao final de sua vida útil. .vida econômica: Prazo econômico operacional de um bem. .

na produção de um bem. Campiteli Aula 21 Custo Direto de Produção: Gastos com insumos. Custo de substituição: Custo de reedição de um bem.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Custo de reprodução: Gasto necessário para reproduzir um bem. em condições normais de utilização e manutenção. 1. valor residual: Quantia representativa do valor do bem ao final de sua vida útil.Engenharia Civil . sem considerar eventual depreciação. descontada a depreciação do bem. 1.2) Depreciação • depreciação: Perda de valor de um bem. devido a odificações em seu estado ou qualidade. inclusive mão-de-obra. • • obsoletismo: Superação tecnológica ou funcional. Custo indireto de produção: Despesas administrativas e financeiras. tendo em vista o estado em que se encontra. benefícios e demais ônus e encargos necessários à produção de um bem.3) Classificação dos Bens 37 . Custo de reedição: Custo de reprodução. Marcus V. ocasionadas por: • decrepitude: Desgaste de suas partes constitutivas. com a mesma função e características assemelhadas ao avaliando. 02197377701 • mutilação: Retirada de sistemas ou componentes originalmente existentes. em conseqüência de seu envelhecimento natural. • deterioração: Desgaste de seus componentes em razão de uso ou manutenção inadequados.

de seus frutos e direitos a) Método Comparativo Direto: identifica o valor de mercado do bem por meio de tratamento técnico dos atributos dos elementos comparáveis. desde que acordada entre as partes e explicitada no laudo. admite-se a adoção de uma situação paradigma. baseado em modelo 38 .6) Escolha da Metodologia Para a identificação do valor de mercado. 1. sempre que possível preferir o método comparativo direto de dados de mercado. 1.Engenharia Civil . 1. equipamentos. Em casos excepcionais. 1. alicerçado no seu aproveitamento eficiente. marcas e patentes).8) Métodos para identificar o valor de um bem.5) Coleta de Dados Situação mercadológica: na coleta de dados de mercado relativos a ofertas é recomendável buscar informações sobre o tempo de exposição no mercado e. no caso de transações. desde que 02197377701 o ajuste final não varie mais de 1% do valor estimado.7) Valor de Mercado do Bem Permite-se arredondar o resultado de sua avaliação. matérias-primas).PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21 • Tangíveis: Bem identificado materialmente (por exemplo: imóveis. verificar a forma de pagamento praticada e a data em que ocorreram. 1. quando for impossível o acesso ao bem avaliando. constituintes da amostra. b) Método Involutivo: identifica o valor de mercado do bem. • Intangíveis: Bem não identificado materialmente (por exemplo: fundo de comércio.4) Vistoria Nenhuma avaliação poderá prescindir da vistoria.

39 . constituintes da amostra. Marcus V. considerando-se cenários viáveis. com base na capitalização presente da sua renda líquida prevista.Engenharia Civil . f) Método da Quantificação de Custo: identifica o custo do bem ou de suas partes por meio de orçamentos sintéticos ou analíticos. e) Método Comparativo Direto: identifica o custo do bem por meio de tratamento técnico dos atributos dos elementos comparáveis. deve ser considerado o fator de comercialização.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado. - área de servidão: parte do imóvel serviente diretamente atingida pela servidão. entre os diversos usos permitidos pela legislação pertinente. numa data de referência. 2) NBR 14653-2: 2005 e 2011 2. d) Método da Capitalização das Rendas: identifica o valor do bem. mediante hipotético empreendimento compatível com as características do bem e com as condições do mercado no qual está inserido. c) Método Evolutivo: identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. a partir das quantidades de serviços e respectivos custos diretos e indiretos. observada a atual e efetiva tendência mercadológica nas circunvizinhanças. Campiteli Aula 21 de estudo de viabilidade técnico-econômica. considerando-se cenários viáveis para execução e comercialização do produto.1) Definições 02197377701 É importante saber algumas definições desta norma: - aproveitamento eficiente: aquele recomendável e tecnicamente possível para o local.

Engenharia Civil . - códigos alocados: escala lógica ordenada para diferenciar as características qualitativas dos imóveis. deterioração ou mutilação. Campiteli Aula 21 - área total de construção de unidades em condomínio: área resultante do somatório da área real privativa e da parcela de área comum a ela atribuída. desde que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos. modificação ou ampliação dos já existentes. - desempenho do mercado: evidências da evolução do mercado. visando o seu aproveitamento eficiente. definida na ABNT NBR 12721. com abertura de novas vias de circulação. por 02197377701 meio de loteamento. - loteamento: subdivisão de gleba em lotes destinados a edificações. com a utilização de variáveis dicotômicas. de 40 . definidas conforme a ABNT NBR 12721. subtraída a área ocupada pelas paredes e outros elementos construtivos que impeçam ou dificultem sua utilização. - lote: porção de terreno resultante de parcelamento do solo urbano. Marcus V. com aproveitamento do sistema viário existente. desmembramento ou implantação de empreendimento. pela análise do seu comportamento num determinado período de tempo. - desmembramento: subdivisão de um terreno em lotes destinados a edificação. - códigos ajustados: escala extraída dos elementos amostrais originais por meio de modelo de regressão. para diferenciar as características qualitativas dos imóveis. - depreciação física: perda de valor em função do desgaste das partes constitutivas de benfeitorias.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. - gleba urbanizável: terreno passível de receber obras de infraestrutura urbana. resultante de decrepitude. - área útil da unidade: área real privativa. nem o prolongamento.

Marcus V. por servidão. - equipamento comunitário: benfeitoria que visa atender às necessidades básicas de saúde. modificação ou ampliação das vias existentes. educação. - percentual de comprometimento de área: relação entre a área objeto de gravame e a área total do imóvel. influencia os valores dos imóveis. Campiteli Aula 21 logradouros públicos ou prolongamento. 41 . 02197377701 - percentual de comprometimento de valor: relação entre os valores da área atingida por um gravame. - frente real: comprimento efetivo da linha divisória do imóvel com a via de acesso. - estimativa de tendência central: estimativa pontual obtida por um estimador de tendência central (por exemplo. média). - imóvel dominante: imóvel que impõe restrição a outro. antes e depois da sua instituição. segurança ou lazer da comunidade. - frente projetada: projeção da frente real sobre a normal ao menor dos lados ou a corda.Engenharia Civil . em projeção horizontal. por suas características. em função de sua proximidade com o elemento avaliando.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. no caso de frente em curva. - planta de valores: representação gráfica ou listagem dos valores genéricos de metro quadrado de terreno ou do imóvel numa mesma data. - imóvel serviente: imóvel que sofre restrição imposta por servidão. - frente de referência: frente da situação paradigma adotada. - imóvel paradigma: imóvel hipotético cujas características são adotadas como padrão representativo da região ou referencial da avaliação. transporte. - polo de influência: local que.

ao ser contratado ou designado para fazer uma avaliação. Campiteli Aula 21 - profundidade equivalente: resultado numérico da divisão da área de um lote pela sua frente projetada principal. - terreno interno: aquele localizado em vila. nas ilhas e nas margens dos rios e lagoas. para a parte da terra. Marcus V. passível de aproveitamento econômico e legal. ou contornando as ilhas 02197377701 situadas em zonas onde se faça sentir a influência das marés. medidos horizontalmente. - terreno encravado: aquele que não se comunica com a via pública. - testada: medida da frente do imóvel. travessa ou local assemelhado. - quota parte: número atribuído a uma fração ideal.2 – Atividades básicas É recomendável que o engenheiro de avaliações.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. - segmento de área diretamente desmembrável: parte de um terreno com frente para vias ou logradouros públicos oficiais. 2.Engenharia Civil . entre outros: 42 . esclareça aspectos essenciais para a adoção do método avaliatório e eventuais níveis de fundamentação e precisão que se pretende atingir. - terrenos acrescidos de marinha: terrenos formados. se comunica com a via pública por meio de um corredor de acesso. da posição da linha do preamar-médio de 1831. natural ou artificialmente. na costa marítima. passagem. em seguimento aos terrenos de marinha. - terrenos de marinha: terrenos em uma profundidade de 33 m. - terreno de fundo: aquele que. situado no interior da quadra. acessório da malha viária do Município ou de propriedade de particulares. até onde se faça sentir a influência das marés. e que não consta oficialmente na Planta Genérica de Valores do Município. sendo os situados no continente. para o lado do mar ou dos rios e lagoas.

Uso e Ocupação do Solo: confrontar a ocupação existente com as leis de zoneamento e uso do solo do município. aquisição. . educação. dação em pagamento. . tais como: valor em risco.prazo-limite para apresentação do laudo. água potável.seguro. doação.finalidade: locação. Campiteli Aula 21 . . c/ indicação dos limites e confrontações. outros valores. indicadores de viabilidade e outros. e serviço. custo de reedição. . alienação.Atividades Existentes: comércio. saúde. arrematação. transporte coletivo. 43 .Localização: situação na região e via Pública. .Localização: situação no contexto urbano. permuta. coleta 02197377701 de resíduos sólidos. .Aspectos Físicos: condições do relevo. para concluir sobre as tendências de modificação a curto e médio prazo.objetivo: valor de mercado de compra e venda ou de locação. natureza predominante do solo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. indústria. energia elétrica etc. lazer. . cultura. adjudicação e outros. condições ambientais.condições a serem utilizadas. . no caso de laudos de uso restrito. 2. Marcus V. fins contábeis.Infraestrutura Urbana: sistema viário. b) Caracterização do Terreno . indicação dos principais pólos de influência.3 – Vistoria a) Caracterização da Região . valor de desmonte. valor de liquidação forçada.Equipamentos Comunitários: segurança. garantia.Engenharia Civil . valor patrimonial.

Marcus V. Campiteli Aula 21 .Utilização: atual e vocação.Adequação da edificação em relação aos usos recomendáveis da região. topografia.Engenharia Civil . conforme definidas na ABNT NBR 13752 que possam influenciar de forma significativa a variação dos preços relativos dos elementos amostrais.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. superfície etc. .Infraestrutura Urbana Disponível .Restrições Físicas e Legais ao Aproveitamento c) Caracterização das Edificações e Benfeitorias . - Aspectos arquitetônicos.Aspectos Físicos: dimensões.Patologias aparentes como anomalias. Quantitativos e Tecnológicos. comparados com a documentação disponível.Aspectos Construtivos. paisagísticos e funcionais. . em confronto com a legislação em vigor. avarias. Qualitativos. d) Por Amostragem Conjunto de Unidades Autônomas Padronizadas . 02197377701 .Condições de Ocupação. . . contemporâneas à 44 . inclusive conforto ambiental. danos construtivos e outras. % ≥ 10% 2. coleta dados e informações confiáveis preferentemente a respeito de negociações realizadas e ofertas.3 – Método Comparativo Direto de Dados de Mercado a) Levantamento de Dados • Nesta etapa o engenheiro de avaliações investiga o mercado. .Quantidade previamente definida pelas partes.Se houver omissão no contrato. forma.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. que deve apresentar pontos próximos da bissetriz do primeiro quadrante.5 • Campo de arbítrio dos preços homogeneizados: limitados a 10% em torno do valor calculado. do Empreendimento. • O poder de predição do modelo deve ser verificado a partir do gráfico de preços observados na abscissa versus valores estimados pelo modelo na ordenada. Marcus V. Campiteli Aula 21 data de referência da avaliação. inclusive vigilância 45 . • Custo do Projeto Hipotético e Previsão de Despesas Adicionais – CD + CI – transformação do imóvel p/ o projeto hipotético – Compra do Imóvel – Adm. físicas e de localização. b) Tratamento dos Dados • Por Fatores: homogeneização por fatores e critérios. • No caso de avaliações judiciais. b. 02197377701 2. com suas principais características econômicas. • Tratamento Científico: tratamento de evidências empíricas pelo uso de metodologia científica que leve à indução de modelo validado para o comportamento do mercado.Engenharia Civil . fundamentados por estudos.4) Método Involutivo • Projeto Hipotético: aproveitamento eficiente. • Atributos semelhantes: 0.1) Tratamento por Fatores • É desaconselhável a atualização do mercado imobiliário através de índices econômicos.5 < F < 1. e posterior análise estatística dos resultados homogeneizados. é obrigatória a identificação das fontes.

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
– Impostos e Taxas
– Publicidade
– Comercialização das Unidades

Lucro

do

Incorporador:

proporcional

ao

risco

do

empreendimento

Taxas: Modelos Dinâmicos
– Taxa de Valorização Imobiliária
– Taxa de evolução dos custos e despesas
– Juros de capital investido
– Taxa mínima de atratividade

Modelos, em ordem de preferência:
– Por fluxos de caixa específicos
– Com a aplicação de modelos simplificados dinâmicos
– Com a aplicação de modelos estáticos

2.5) Método da Renda

Estimação das receitas e despesas:
– Levantamento de todas as despesas necessárias à sua
manutenção e operação, impostos etc.
– Receitas provenientes da sua exploração

Taxa mínima de atratividade: função das oportunidades de
02197377701

investimentos alternativos existentes no mercado de capitais e
dos riscos do negócio.

Valor Máximo Estimado: Valor Atual do Fluxo de Caixa
descontado pela Taxa Mínima de Atratividade.

2.6) Método Evolutivo

VI = (VT + VB) * FC
46

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

VT:

determinado

pelo

método

comparativo,

ou,

na

impossibilidade deste, pelo método involutivo

VB:

custo

de

reprodução

das

benfeitorias

devidamente

depreciado, pelo método comparativo direto de custo ou pelo
método da quantificação de custo

Zona de alta densidade, onde o aproveitamento eficiente é
preponderante, deve-se analisar a adequação das benfeitorias,
e ressaltar o sub-aproveitamento ou o superaproveitamento do
terreno.

2.7) Métodos de Custos

a) Método de Quantificação do Custo
– CUB ou por orçamento, com citação das fontes
– Vistoria: especificações dos materiais aplicados para
estimar:
– padrão construtivo
– tipologia
– estado de conservação e
– idade aparente
– Cálculo da área equivalente (NBR 12721)
02197377701

– C = (CUB + ((OE + OI + (Ofe – Ofd))/S) x (1+A) x (1+F)
x (1+L)

b) Orçamento Detalhado
– Levantamento de todos os quantitativos de materiais e
serviços
– Coleta dos custos dos materiais e serviços em fontes de
consulta especializadas
– Planilha: de acordo com a NBR 12721 com:
47

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21

Discriminação de todos os serviços

Unidade de Medida

Quantidade

Custo Unitário

Custo Total

Fonte de Consulta

– Cálculo da Depreciação Física

Forma

Analítica:

orçamento

necessário

à

recomposição do imóvel na condição de novo

Aplicação

de

coeficiente

de

depreciação:

função da idade e estado de conservação – aplicado
sobre o valor depreciável
– Custo de Reedição da Benfeitoria

Custo de reprodução menos depreciação

2.8) Especificação das Avaliações

A especificação de uma avaliação está relacionada tanto com o
empenho do engenheiro de avaliações, como com o mercado e as
informações que possam ser dele extraídas. O estabelecimento inicial
pelo contratante do grau de fundamentação desejado tem por
objetivo a determinação do empenho no trabalho avaliatório, mas
não

representa

garantia

de

alcance

de

graus

elevados

de

02197377701

fundamentação. Quanto

ao

grau de precisão, este

depende

exclusivamente das características do mercado e da amostra coletada
e, por isso, não é passível de fixação a priori.

a) Graus de Fundamentação
Tratamento por Fatores

Ajuste de cada fator e p/ o conjunto de fatores:
– Grau I: 0,5 < F < 1,5
48

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
– Grau II: 0,8 < F < 1,2
– Grau III: 0,9 < F < 1,1

Método da Quantificação de Custo
-

Custo direto

Grau I: CUB de projeto diferente com ajustes, BDI
arbitrado, depreciação arbitrada

Grau II: CUB de projeto semelhante, BDI justificado,
depreciação

calculada

por

métodos

técnicos

consagrados

Grau III: Elaboração de orçamento, no mínimo,
sintético, BDI calculado, depreciação calculada por
levantamento do custo de recuperação do bem para
deixá-lo no estado de novo

Método Involutivo
– Nível de Detalhamento do Projeto

Grau

I:

Aproveitamento,

ocupação

e

usos

presumidos

Grau II: Estudo preliminar

Grau III: Anteprojeto ou projeto básico
02197377701

– Modelo

Grau I: Estático

Grau II: Dinâmico com equações predefinidas

Grau III: Dinâmico com fluxo de caixa

Método Evolutivo
– Estimativa do Valor do Terreno e Estimativa dos
Custos de Reedição

49

Campiteli Aula 21 • Grau I: Grau I no Método Comparativo ou Involutivo • Grau II: Grau II no Método Comparativo ou Involutivo • Grau III: Grau III no Método Comparativo ou Involutivo – Fator de Comercialização • Grau I: Arbitrado • Grau II: Justificado • Grau III: Inferido em mercado semelhante 2. Marcus V. na mesma data de referência.Engenharia Civil . possível desvalia pela perda de funcionalidade e eventual lucro 50 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Devem ser apreciadas circunstâncias especiais. tais como alterações de forma. – Benfeitorias Atingidas: previsão de verbas relativas ao custo de obras de adaptação do remanescente. uso. ocupação e aproveitamento. acessibilidade.9) Desapropriações • Classificação – Quanto à extensão • Total: totalidade ou cujo remanescente seja inaproveitável • Parcial – Quanto à duração • Temporária • Permanente 02197377701 – Desapropriação Parcial: Diferença entre as avaliações do imóvel original e remanescente. quando relevantes.

tais como ocupação e 02197377701 aproveitamento.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. bem como eventuais perdas adicionais. – Desapropriações Temporárias: as indenizações devem considerar a renda que seria auferida pelo imóvel. – Se o engenheiro de avaliações considerar inaproveitável o remanescente do imóvel. no caso de desocupação temporária para a execução dos serviços. Devem ser apreciadas alterações de circunstâncias uso. acessibilidade. – Diferença entre os valores presentes dos rendimentos imobiliários líquidos do uso do imóvel antes e depois da servidão. na mesma data de referência.11) Glebas Urbanizáveis 51 . especiais.10) Servidão • FINALIDADE – Passagem de pedestres e veículos – Passagem de linhas de transmissão – Passagem de tubulações • CRITÉRIOS: indenização – perda de valor do imóvel decorrente das restrições impostas. Campiteli Aula 21 cessante.Engenharia Civil . Marcus V. calculadas alternativamente por: – Diferença entre as avaliações do imóvel original e do imóvel serviente. 2. esta condição deve ser explicitada e seu valor apresentado em separado. 2.

recomenda-se verificar o seu valor por meio de seus frutos. 2. arrendamento etc.Engenharia Civil . tais como locação. usualmente empregado em ações renovatórias e revisionais. com loteamento da área remanescente – Consideração do estado dominial e eventuais gravames sobre a gleba. 02197377701 – Admite-se a homogeneização dos dados por modelos que considerem a previsão inflacionária.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.766 – Parcelamento. – Admite-se a utilização de modelos de regressão com variáveis que considerem as diferenças contratuais ou o estágio do contrato. • Quando utilizado o método involutivo: – Viabilidade legal do parcelamento simulado: • Lei 6. infra-estrutura mínima. leitos carroçáveis. declives máximos etc. além de direitos reais e possessórios. • PELA REMUNERAÇÃO DO CAPITAL 52 . Marcus V.12) Avaliação de Aluguéis • POR COMPARAÇÃO DIRETA – Procedimento preferencial. informados pelo contratante – Em caso de dúvidas sobre a viabilidade da urbanização da gleba. – Possibilidade de desmembramentos parciais. Campiteli Aula 21 • A avaliação das glebas urbanizáveis deve ser feita preferivelmente com a utilização do método comparativo direto de dados de mercado. Leis Estaduais e Municipais • % máximo de áreas vendáveis.

em casos de imóveis isolados ou atípicos. – Sua utilização exige a determinação da taxa de remuneração e do valor do imóvel. • REFORMAS – Amortização do custo de reformas pode ser em forma de desconto do aluguel.1) Definições É importante saber algumas definições desta norma: .contemporaneidade: característica de dados de mercado coletados em período onde não houve variação significativa de valor 02197377701 no mercado imobiliário do qual fazem parte. . 53 . quando a comparação direta seja impraticável. a um dado nível de risco e liquidez.fator de classe de capacidade de uso das terras: fator de homogeneização que expressa simultaneamente a influência sobre o valor do imóvel rural de sua capacidade de uso e taxonomia.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . em termos de montante investido e prazo. Campiteli Aula 21 – Aluguel em função do valor do imóvel.Engenharia Civil . 3) NBR 14653-3 A ABNT NBR 14653-3 detalha as diretrizes e padrões específicos de procedimentos para a avaliação de imóveis rurais. • LIQUIDAÇÃO FORÇADA – Determinação do valor para liquidação forçada para uma certa data.custo de oportunidade do capital: maior taxa de juros auferível no mercado em outras oportunidades de investimento concorrentes. Marcus V. ou seja. 3.

do ponto de vista legal e de trafegabilidade.terra cultivada: terra com cultivo agrícola. topografia. .2. qualquer que seja a sua localização. profundidade.terra bruta: terra não trabalhada. drenagem.imóvel rural: imóvel com vocação para exploração animal ou vegetal. Marcus V.fator de situação: fator de homogeneização que expressa simultaneamente a influência sobre o valor do imóvel rural decorrente de sua localização e condições das vias de acesso.situação do imóvel: compreende a localização em relação a um centro de referência e o tipo de acesso. . 3. pedregosidade.valor econômico: valor presente da renda líquida auferível 02197377701 pelo empreendimento ou pela produção vegetal. . permeabilidade. como fertilidade. a uma taxa de desconto correspondente ao custo de oportunidade de igual risco.funcionalidade de benfeitoria: grau de adequação ou atualidade tecnológica de uma benfeitoria em função da sua viabilidade econômica no imóvel e na região. 54 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.2 – Classificação dos imóveis rurais São classificados quanto a: 3.1 – Dimensão a) pequeno – até 4 módulos fiscais. . . . . Campiteli Aula 21 das características intrínsecas e extrínsecas das terras. com ou sem vegetação natural.terra nua: terra sem produção vegetal ou vegetação natural. durante sua vida econômica. . risco de erosão ou inundação.Engenharia Civil . entre outras.

f) agroindustrial. terra nua.produção vegetal (culturas). .2.Engenharia Civil . terra cultivada. conforme o Manual Brasileiro para Levantamento da Capacidade de Uso da Terra . c) grande – acima de 15 módulos fiscais. as terras são 02197377701 classificadas como: terra bruta. d) de pecuária.obras e trabalhos de melhoria das terras. .2 – Exploração a) não explorado. 3. galpão. Campiteli Aula 21 b) médio – de 4 a 15 módulos fiscais. c) Máquinas e equipamentos fixos ou removíveis d) Veículos 55 .3 – Classificação dos componentes dos imóveis rurais a) Terras: As terras são enquadradas segundo o Sistema de Classificação da Capacidade de Uso das Terras. g) misto. e) de silvicultura.construções (exemplos: casa. 3. b) Benfeitorias . Marcus V.III aproximação. cercas) e instalações (exemplos: rede de energia elétrica.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. ou o que vier a substituí-lo para fins de avaliação de imóveis rurais. Quanto ao seu estágio de exploração atual. b) de lazer e turismo. rede de distribuição de água).2. c) de agricultura.

minerais. garantia. b) aluguel. custo de reedição. 3. tais como: valor em risco. fins contábeis.3 – Atividades básicas É recomendável que o engenheiro de avaliações esclareça. permuta. prazo limite previsto para apresentação do laudo. Marcus V.objetivo: valor de mercado de compra e venda ou de arrendamento. outros valores. 3.2.Engenharia Civil .2. f) direitos possessórios. . d) parcerias. g) outros. c) concessões. arrematação.Direitos a) servidões.5 . aquisição. . alienação. 56 forçada. aspectos essenciais para definir o método avaliatório e eventuais níveis de fundamentação e precisão que pretende atingir. valor patrimonial. dação em pagamento. b) usufrutos. arrendamento. adjudicação e outros.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. seguro. preço de liquidação indicadores de viabilidade e outros. hídricos. c) arrendamento. entre outros: 02197377701 - finalidade: desapropriação. 3. e) direitos hereditários. d) comodatos. Campiteli Aula 21 e) Semoventes f) Recursos naturais: florestais.4 – Frutos: a) rendas de exploração direta. por ocasião da contratação.

sistemas de armazenagem de produtos e insumos. clima. escolha e justificativa dos métodos e critérios de avaliação. - Sistema de comercialização transporte dos coletivo. sistema viário e sua praticabilidade durante o ano agrícola. comércio de insumos e máquinas agrícolas e rede bancária. telefonia.Aspectos Físicos: relevo e classes de solos predominantes. no caso de laudos de uso restrito. produtos.4 . cooperativas. Campiteli Aula 21 condições a serem utilizadas. As atividades básicas correspondem às seguintes etapas: conhecimento e requisição de documentação. como canais de irrigação. o objetivo e a finalidade da avaliação.Engenharia Civil . . Marcus V. ocupação existente e tendências de modificação a curto e médio 02197377701 prazos. a) Caracterização da região . escolas. Além do previsto na ABNT NBR 14653-1. o imóvel avaliando e o contexto imobiliário a que pertence. diagnóstico do mercado.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. de forma a orientar a coleta de dados. vistoria.Vistoria A vistoria visa permitir ao engenheiro de avaliações conhecer. recursos hídricos. coleta de dados. 3. cálculo do valor do imóvel. de acordo com o objeto. assistência técnica agrícola. facilidade de agroindústrias. 57 . devem ser observados os aspectos relevantes na formação do valor. tratamento dos dados de mercado.Aspectos ligados à infra-estrutura pública. da melhor maneira possível. energia elétrica.

Engenharia Civil . b) Caracterização do imóvel - Características gerais: denominação. situação. - Caracterização pedológica. das classificação terras: da aspectos capacidade físicos. destinação. quantitativos e tecnológicos). vocação econômica. sistema viário interno. adaptação à região. utilização econômica atual e condicionantes legais. restrições físicas e ambientais condicionantes do aproveitamento. recursos naturais. condicionantes legais. posturas legais para o uso e a ocupação do solo.Caracterização das construções e instalações: dimensões. telefonia.Caracterização das obras e trabalhos de melhoria das terras: devem ser caracterizadas as obras e trabalhos de melhoria que não foram enquadrados quando da classificação da capacidade de uso das 58 . condicionantes legais. dimensões – área registrada e área levantada topograficamente. rede de energia elétrica interna. Marcus V. estágio atual de desenvolvimento. aspectos funcionais. .Estrutura fundiária. 02197377701 . quando existente. . pragas e invasoras).Aspectos ligados às possibilidades de desenvolvimento local. aspectos construtivos (qualitativos. . limites e confrontações. de uso identificação das terras. condicionantes legais.Caracterização das produções vegetais: estado vegetativo. considerando o risco de ocorrência de intempéries. disponibilidade de mão-deobra. estado de conservação. Campiteli Aula 21 . riscos de comercialização. vida útil. idade aparente. estado fitossanitário (infestação de doenças. produtividades esperadas.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

fotografias. manejo. . são relevantes para explicar a formação de valor e 59 . idade aparente. desenhos. 3. usando-se toda a evidência disponível. nos seguintes aspectos: dimensões e quantidade. aspectos funcionais. Na estrutura da pesquisa são eleitas as variáveis que. aspectos qualitativos e tecnológicos. categoria dos animais. raça. o que se pretende é a composição de uma amostra representativa de dados de mercado de imóveis com características. com citação da respectiva autoria. Marcus V. alimentação e outros.5. ano de fabricação. Esta etapa deve iniciar-se pela caracterização e delimitação do mercado em análise. com o auxílio de teorias e conceitos existentes ou hipóteses advindas de experiências adquiridas pelo avaliador sobre a formação do valor.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. capacidade operacional). semelhantes às do avaliando. hotelaria.1 – Planejamento da pesquisa 02197377701 Na pesquisa. estado de conservação e funcionalidade.5 – Pesquisa para estimativa do valor de mercado 3.Engenharia Civil . . em princípio.Caracterização de outras atividades (agroindústria. características técnicas (exemplo: potência. tanto quanto possível. vida útil. tipo (marca. estado de conservação. Campiteli Aula 21 terras. - Caracterização das atividades pecuárias: espécie. mineração): recomenda-se que a caracterização do bem avaliando seja complementada com a apresentação de cartografia. imagens de satélite e outros documentos que esclareçam aspectos relevantes. modelo. turismo rural. condicionantes legais. índices zootécnicos e aspectos sanitários. número de série).Caracterização das máquinas e equipamentos: fabricante.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. bem como a escolha do tipo de análise (quantitativa ou qualitativa) e a elaboração dos respectivos instrumentos para a coleta de dados (fichas. preço total ou unitário. localização. entre outros). b) variáveis independentes: as variáveis independentes referem-se às características físicas (área.5. classes de capacidade de uso das terras. planilhas. moeda de referência. bem como é também necessário observar a homogeneidade nas unidades de medida. recomenda-se As diferenças a adoção qualitativas de das características dos imóveis podem ser especificadas na seguinte ordem de prioridade: 60 . de situação (acesso. senso comum e outros atributos que se revelem importantes no decorrer dos trabalhos. pois algumas variáveis consideradas importantes no planejamento da pesquisa podem se mostrar pouco relevantes posteriormente e vice-versa. entre outros) e econômicas (oferta ou transação. roteiros de entrevistas. As variáveis devem ser escolhidas com base em teorias existentes. Campiteli Aula 21 estabelecidas as supostas relações entre si e com a variável dependente.2 – Identificação das variáveis do modelo As variáveis do modelo são identificadas como: a) variável dependente: para a especificação correta da variável dependente. 3. como a seleção e abordagem de fontes de informação. formas de pagamento). A estratégia de pesquisa refere-se à abrangência da amostragem e às técnicas a serem utilizadas na coleta e análise dos dados.Engenharia Civil . quantitativas. é necessária uma investigação no mercado em relação à sua conduta e às formas de expressão dos preços (por exemplo. Sempre variáveis que possível. entre outros). condição do negócio – à vista ou a prazo). 02197377701 conhecimentos adquiridos. distância a centro de referência. época. Marcus V.

é obrigatória a identificação das fontes. físicas e de localização. Nesta etapa. No caso de avaliações judiciais. contemporâneas à data de referência da avaliação. com o emprego de variáveis booleanas (por exemplo: condições “maior do que” ou “menor do que”. 61 . b) atentar para os aspectos qualitativos e quantitativos. no qual o imóvel avaliando está inserido. normal igual a 2 e alto igual a 3). Entretanto. Marcus V. A necessidade de identificação das fontes deve ser objeto de acordo entre os interessados.Engenharia Civil . No uso de dados que contenham opiniões subjetivas do informante. com suas principais características econômicas. “sim” ou “não”). com o intuito de verificar todas as informações de interesse. quantificálas pelo confronto com dados de transações. O levantamento de dados constitui a base do processo avaliatório.3 – Levantamento de dados Tem como objetivo a obtenção de uma amostra representativa para explicar o comportamento do mercado. recomenda-se: a) visitar cada imóvel tomado como referência. As fontes devem ser diversificadas tanto quanto possível. coleta dados e informações confiáveis preferencialmente a respeito de negociações realizadas e ofertas. Os dados de oferta são indicações importantes do valor de 02197377701 mercado. b) pelo emprego de variáveis “proxy” (por exemplo: padrão construtivo expresso pelo custo unitário básico). Campiteli Aula 21 a) por meio de codificação. sempre que possível. o engenheiro de avaliações investiga o mercado.5. c) por meio de códigos alocados (por exemplo: padrão construtivo baixo igual a 1. 3.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. deve-se considerar superestimativas que em geral acompanham esses preços e.

de acordo com as exigências dos graus de precisão e de fundamentação.5. preliminarmente. a sumarização das informações obtidas sob a forma de gráficos que mostrem as distribuições de freqüência para cada uma das variáveis. bem como permitir a formulação de novas hipóteses. identificação de pontos atípicos. efetiva. Especial atenção deve ser dada à classificação de terras dos dados de mercado. Os dados de mercado devem ter suas características descritas pelo engenheiro de avaliações até o grau de detalhamento que permita compará-los com o bem avaliando. a influência das possíveis variáveis-chave sobre os preços e 02197377701 a forma de variação. Nos casos de transformação de pagamento parcelado ou a prazo de um dado de mercado para preço à vista. e) informações de órgãos oficiais. d) opiniões de profissionais ligados ao setor imobiliário rural. b) ofertas. Campiteli Aula 21 c) confrontar as informações das partes envolvidas. de forma a conferir maior confiabilidade aos dados coletados.4 – Tratamento dos dados a) Preliminares: recomendável. verificam-se o equilíbrio da amostra. Assim. líquida e representativa da média praticada pelo mercado. 3. correspondente a esse dado. c) opiniões de engenheiro de avaliações ligados ao setor imobiliário rural.Engenharia Civil . entre outros. Somente são aceitos os seguintes dados de mercado: a) transações.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 62 à data . Nesta etapa. esta deve ser realizada com a adoção de uma taxa de desconto. possíveis dependências entre elas. Marcus V. bem como as relações entre elas. pode-se confrontar as respostas obtidas no mercado com as crenças a priori do engenheiro de avaliações. discriminando-se a fonte.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Alternativamente. A qualidade da amostra deve estar assegurada quanto a: . desde a preparação da pesquisa e o trabalho de campo. b) Tratamento por fatores Os fatores a serem utilizados neste tratamento devem ser indicados periodicamente pelas entidades técnicas regionais 02197377701 reconhecidas. até o exame final dos resultados. mesmo aquelas não utilizadas no modelo.tratamento por fatores – homogeneização por fatores e critérios.Engenharia Civil . . desde que o estudo de mercado específico que lhes deu origem seja anexado ao laudo de avaliação. revisados periodicamente e devem especificar claramente a região para a qual são aplicáveis. Alternativamente. que deve apresentar pontos próximos da bissetriz do primeiro quadrante. O poder de predição do modelo deve ser verificado a partir do gráfico de preços observados na abscissa versus valores estimados pelo modelo na ordenada. podem ser utilizados procedimentos de validação. 63 . alternativamente e em função da qualidade e da quantidade de dados e informações disponíveis: .correta identificação dos dados de mercado. fundamentados por estudos e posterior análise estatística dos resultados homogeneizados. uma vez que não considera todas as suas informações. devendo constar a localização. Marcus V. precisam ser tomados cuidados científicos na sua elaboração. Campiteli Aula 21 No tratamento dos dados podem ser utilizados. Por isso. podem ser adotados fatores de homogeneização medidos no mercado. Deve-se levar em conta que qualquer modelo é uma representação simplificada do mercado. a especificação e quantificação das principais variáveis levantadas.tratamento científico – tratamento de evidências empíricas pelo uso de metodologia científica que leve à indução de modelo validado para o comportamento do mercado.

envoltória de dados.Método evolutivo .identificação das fontes de informação e sua confiabilidade. Os dados de mercado não podem ser submetidos a tratamento prévio por fatores de homogeneização.5. quando pertinente. de analíticas mercado.sua semelhança com o imóvel objeto da avaliação. podem ser aplicadas. 3.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. c) Tratamento científico Os modelos utilizados para inferir o comportamento do mercado e formação de valores devem ter seus pressupostos devidamente explicitados e testados.número de dados de mercado efetivamente utilizados. 3.Método involutivo . desde que devidamente justificadas do ponto de vista teórico e prático. com a inclusão de validação. . devem ser intentadas medidas corretivas. no que diz respeito à sua localização. .5 – Identificação do Valor de Mercado: o valor de mercado 02197377701 deve considerar o aproveitamento eficiente do imóvel. Quando necessário. Outras ferramentas comportamento do engenheiro avaliações.6 – Metodologia aplicável – Método comparativo direto de dados de mercado – Método da capitalização da renda . com repercussão na classificação dos graus de fundamentação e precisão.Método comparativo direto de custo 64 . de acordo com o grau de fundamentação. para consideradas tais regressão espacial e análise como a de redes indução interesse neurais do pelo artificiais. à destinação e à capacidade de uso das terras.

Método da quantificação de custo 3. No caso de insuficiência de informações que não permitam a utilização dos métodos previstos nesta Norma. em comum acordo entre as partes. O estabelecimento inicial pelo contratante do grau de fundamentação desejado tem por objetivo a determinação do empenho no trabalho avaliatório. como definido na ABNT NBR 14653-1. o trabalho não será classificado quanto à fundamentação e à precisão e será considerado parecer técnico.7 – Especificação das avaliações A especificação de uma avaliação está relacionada tanto com o empenho do engenheiro de avaliações. de acordo com a soma dos pontos em função das informações apresentadas: 65 . Os laudos de uso restrito podem ser dispensados de especificação. Quanto ao grau de precisão. não é passível de fixação a priori. este depende exclusivamente das características do mercado e da amostra coletada e. Marcus V. por isso. conforme os seguintes critérios: a) Quanto à fundamentação 02197377701 Os laudos de avaliação são classificados quanto à fundamentação nos graus indicados na tabela abaixo. As avaliações de imóveis rurais devem ser especificadas. mas não representa garantia de alcance de graus elevados de fundamentação. como com o mercado e as informações que possam ser dele extraídas. segundo sua fundamentação.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
Esta pontuação é obtida segundo a tabela seguinte, quando a
finalidade for a avaliação do imóvel rural como um todo, utilizando-se
o método comparativo direto de dados de mercado, conjugado ou
não com os métodos de custo e da capitalização da renda.
Na avaliação do imóvel rural como um empreendimento, devese reportar à ABNT NBR 14653-4.
O engenheiro de avaliações deve enquadrar seu trabalho em
cada item da tabela seguinte. A soma dos pontos obtidos nos dez
itens deve ser utilizada para conferir o grau de fundamentação
conforme a tabela anterior, observadas as restrições.

02197377701

66

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
b) Quanto à precisão
As avaliações de imóveis rurais serão especificadas quanto à
precisão no caso em que for utilizado exclusivamente o método
comparativo direto de dados de mercado, conforme a tabela a seguir.

3.8 – Procedimentos específicos
a) Terras nuas
Na

avaliação

das

terras

nuas,

deve

ser

empregado,

preferivelmente, o método comparativo direto de dados de mercado.
É admissível na avaliação a determinação do valor da terra nua
a partir de dados de mercado de

imóveis com benfeitorias,

deduzindo-se o valor destas.
No cálculo do valor das benfeitorias, pode-se adotar o fator de
comercialização.
No

caso

de

utilização

de

fatores

de

homogeneização,

recomenda-se que a determinação destes tenha origem em estudos
fundamentados estatisticamente e envolva variáveis, como, por
exemplo, escalas de fatores de classes de capacidade de uso, fatores
02197377701

de situação e recursos hídricos. Os dados básicos devem ser obtidos
na mesma região geoeconômica onde está localizado o imóvel
avaliando.
Para o uso do método da capitalização da renda, remete-se à
ABNT NBR 14653-4.

b) Construções e instalações
As avaliações, quando não usado o método comparativo direto
de dados de mercado, devem ser feitas através de orçamentos
67

Engenharia Civil - PCDF/2016
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 21
qualitativos

e

quantitativos,

compatíveis

com

o

grau

de

fundamentação.
Quando empregado o método da quantificação de custo, podem
ser utilizados orçamentos analíticos, cadernos de preços ou planilhas
de custos, específicos para mercados rurais. É recomendável que
esses materiais sejam anexados ao trabalho, de acordo com o grau
de fundamentação.
A depreciação deve levar em conta:
a) aspectos físicos em função da idade aparente, da vida útil e
do estado de conservação;
b) aspectos funcionais, considerando o aproveitamento da
benfeitoria no contexto socioeconômico do imóvel e da região em
conjunto, a obsolescência e a funcionalidade do imóvel.

c) Produções vegetais
Deve ser empregado o método da capitalização da renda para a
identificação do valor econômico.
No caso de culturas de ciclo longo no primeiro ano de
implantação, recomenda-se utilizar, alternativamente ao método da
capitalização da renda, o custo de implantação, incluídos os custos
diretos e indiretos.
Nas pastagens, emprega-se o custo de formação, com a
aplicação de um fator de depreciação decorrente da diminuição da
02197377701

capacidade de suporte da pastagem.
Também pode ser utilizado o valor presente líquido dos valores
médios regionais de arrendamento de pastagens nas mesmas
condições, pelo período restante de sua vida útil, deduzidos os custos
diretos e indiretos, inclusive o custo da terra.

d) Florestas nativas
Deve ser utilizado, sempre que possível, o método comparativo
direto de dados de mercado.
68

pode-se utilizar o método da capitalização da renda. esta condição deve ser claramente explicitada no laudo de avaliação. 69 . ou de seus componentes. o valor do imóvel é obtido por meio de modelos onde as características dos imóveis. conforme detalhado na ABNT NBR 14653-4. onde devem ser considerados os custos diretos e indiretos. a identificação do valor deve ser feita pelo custo de reedição. quando não existir mercado para o bem. Marcus V.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. g) Obras e trabalhos de melhoria das terras Quando estas obras e trabalhos de melhoria das terras não 02197377701 tiverem sido contemplados em outros itens da avaliação. se for necessário o inventário florestal. pode ser utilizado o método da capitalização da renda. Como segunda opção. tipos de solos. localização.. são consideradas como variáveis independentes. Neste caso. f) Equipamentos e máquinas agrícolas A avaliação pode ser feita pelo método comparativo direto de dados de mercado ou pela apuração do custo de reedição. área. e) Terras avaliadas em conjunto com benfeitorias Na utilização do método comparativo direto de dados de mercado. este deve ser executado para a área avalianda. h) Desapropriações Quando for solicitado ou apresentado outro valor do imóvel. como. que não seja valor de mercado. benfeitorias. É recomendada a citação das fontes consultadas e apresentação dos cálculos efetuados. equipamentos. Recomenda-se a citação das fontes de consulta e apresentação dos cálculos efetuados. por exemplo.Engenharia Civil . recursos naturais etc. Campiteli Aula 21 Quando existir exploração econômica autorizada pelo órgão competente.

explicado e justificado.Classificação - Quanto à finalidade. superficial. . limitado ao seu valor de mercado. 02197377701 Valor da indenização: o valor da indenização pela presença de servidão em propriedade rural. é o decorrente da restrição ao uso do imóvel afetado. 70 . conforme o seguinte: .Quanto à intervenção física: aparente. não aparente. aérea.Quanto à posição em relação ao solo: subterrânea. i) Frutos e direitos Os frutos e direitos devem ser avaliados pelo método comparativo direto de dados de mercado ou pela aplicação de taxa de rentabilidade sobre o valor do capital envolvido. Campiteli Aula 21 Quando ocorrer desvalorização ou valorização do remanescente em decorrência da desapropriação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil . devem ser apurados os custos de sua readaptação ou reedição. explicada e justificada. do valor da terra. perpétua. . j) Servidões rurais . Marcus V. Se as benfeitorias forem prejudicadas. quando cabível. passagem de tubulações.Prejuízo correspondente a uma porcentagem.Quanto à duração: temporária. Para a apuração da taxa de rentabilidade deve ser realizada pesquisa sobre o rendimento de imóveis em condições semelhantes. . o valor desta alteração deve ser apresentado em separado do valor da área desapropriada.Prejuízo correspondente ao valor presente da perda de rendimentos líquidos relativos às produções vegetais na área objeto da servidão. . entre outras: passagem de estradas. passagem de linha de transmissão de energia ou telefônica.

definições. 4) 14653-4 Esta parte da NBR 14653 fixa as diretrizes para a avaliação de empreendimentos quanto a: a) classificação da sua natureza. f) requisitos básicos de laudos e pareceres técnicos de avaliação.1 – Definições 02197377701 . Campiteli Aula 21 . 71 . Marcus V. k) Recursos hídricos Os seus recursos hídricos podem ser avaliados pelo método da capitalização da renda. no resultado da avaliação.Engenharia Civil .Prejuízos relativos às construções.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. símbolos e abreviaturas. instalações. quando comprovadas.análise de sensibilidade: Análise do efeito de variações dos parâmetros do modelo adotado. . - Outras perdas decorrentes na propriedade. d) definição da metodologia básica. c) descrição das atividades básicas. ou como uma variável em modelo de regressão linear. e) especificação das avaliações. obras e trabalhos de melhoria das terras atingidas pela faixa de servidão.alavancagem: Utilização de financiamentos com o objetivo de elevar a taxa interna de retorno do fluxo de caixa de um empreendimento. quando houver explorações econômicas acopladas. 4. b) instituição de terminologia.

comparada a um índice do mercado como um todo. comprometidos com o seu desempenho e compondo seu patrimônio. . .capital de giro: Quantia para fazer face às despesas correntes. . de minério ou de indústria. 02197377701 .capital de terceiros: Recursos obtidos por meio de empréstimo.capital próprio: Recursos dos sócios ou quotistas aplicados no empreendimento.concessão: Ato do poder público destinado a permitir a exploração comercial de serviço. também denominado capital de risco. que seja legalmente de sua atribuição. necessária para colocar ou manter em marcha o empreendimento. - cenário: Conjunto de premissas a respeito do comportamento de um mercado ou empreendimento. . também denominado capital de empréstimo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. aplicados no empreendimento e que correspondem a rubricas ou contas do exigível. ou seja.Engenharia Civil .capitalização: Agregação de juros ao capital aplicado.carga tributária: Impostos e taxas incidentes sobre o empreendimento. Marcus V. - beta do empreendimento: Beta estimado para um empreendimento por comparação com betas de empresas de capital aberto do setor em análise.beta: Número que indica o risco sistemático de um investimento. . a volatilidade de uma ação ou de um fundo mútuo.benefício fiscal: Redução ou diferimento de impostos e taxas concedidos pelo poder público. 72 . . com o objetivo de incentivar determinada atividade econômica. Campiteli Aula 21 .

em função da especificidade de cada empreendimento. financeiras e gerais na produção de bens ou serviços. .custo de oportunidade do capital: Maior taxa de juros auferível no mercado em outras oportunidades de investimento concorrentes. . administração. 02197377701 . . Campiteli Aula 21 .condomínio pró-indiviso: Caso particular de condomínio no qual não há parte privativa atribuída a nenhum dos proprietários.custo fixo: Custo que não depende da quantidade de bens ou serviços produzidos pelo empreendimento no curto prazo.custo direto: Gastos na produção de bens ou serviços. - custo variável: Custo que depende diretamente quantidade de bens ou serviços produzidos pelo empreendimento. ou então definido explicitamente pelo engenheiro de avaliações. relativos a mão de obra. em termos de montante investido e prazo. Marcus V.curto prazo: Período de tempo reduzido. normalmente de até um ano.custo marginal: Custo apropriado à produção adicional de um mesmo bem ou serviço. sem que sejam previstas alterações estruturais ou tecnológicas. .custo de manutenção: Gastos necessários para preservar as condições normais de utilização de um bem. .custo indireto: Despesas relativas a vendas.condomínio: Forma de propriedade na qual o bem pertence a mais de um proprietário. . utilidades e manutenção. . matéria prima. a um dado nível de risco. 73 da .custo ponderado de capital: Taxa de desconto obtida por média ponderada dos custos de capital próprio e de terceiros.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. .Engenharia Civil .

por dificuldade de apropriação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. impostos e contribuições incidentes sobre a receita (por exemplo: ICMS. benfeitorias. IPI). - desmonte: Estágio ou hipótese do empreendimento correspondente à sua desmobilização total ou parcial. Pode ser conversível em quotas de empreendimentos ou ações de empresas. equipamentos. ISS.deduções da receita bruta: Quantia relativa a devoluções.Engenharia Civil . pós-fixada ou na forma de participação nos lucros da companhia emissora ou de empreendimentos. considerado o instalações. COFINS. à transformação de produtos agrícolas ou pecuários. PIS. à extração e à exploração vegetal e animal. .empreendimento de base industrial: Empreendimento destinado à transformação industrial. sem que sejam alteradas a composição e as características do produto in natura. inadimplementos. - empreendimento de base rural: Empreendimento destinado à exploração das atividades agrícolas e pecuárias. passivo ambiental eventualmente decorrente. Marcus V. .debênture: Título emitido por uma sociedade anônima para captar recursos que oferecem remuneração prefixada. não possam ser considerados nas demais contas relativas a custos e despesas. - despesas gerais: Gastos que. pela venda do remanescente.empreendimento de base imobiliária: Empreendimento em imóvel destinado à exploração de comércio ou serviços. 74 . terrenos e tais como estoques. 02197377701 - empreendimento de base mineral: Empreendimento destinado à extração ou beneficiamento mineral. Campiteli Aula 21 . .

contribuição social sobre o lucro) que incidem 75 . ampliação. Campiteli Aula 21 . . .fluxo de caixa projetado: Projeção de receitas. melhorias. com a utilização de indicadores de viabilidade. . 02197377701 implantação. .fluxo de caixa: Série de receitas. . . . .good-will: Diferença entre o valor econômico de um empreendimento e o seu valor patrimonial.lucro tributável: Base de cálculo dos tributos (por exemplo. reposição ou substituição de bens e necessidade de capital de giro no empreendimento. ou então definido explicitamente pelo engenheiro de avaliações.Engenharia Civil .investimento: Gastos referentes à aquisição de direitos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.incerteza: Possíveis oscilações aleatórias nos resultados esperados.longo prazo: Período de tempo normalmente acima de cinco anos. em função da especificidade de cada empreendimento.horizonte: Período de projeção do fluxo de caixa do empreendimento.empreendimento imobiliário: Empreendimento em imóvel destinado ao parcelamento do solo ou construção de benfeitorias. - estudo de viabilidade técnico-econômica: Avaliação destinada a diagnosticar a viabilidade técnico-econômica de um empreendimento. custos e despesas de um empreendimento ao longo de seu horizonte. Marcus V. quantificáveis ou não por probabilidade. com o objetivo de venda das unidades geradas.fluxo operacional: Organização conceitual dos processos inerentes à operação do empreendimento. imposto de renda. . custos e despesas de um empreendimento ao longo de um determinado período.

prêmio de risco: Adicional de taxa de juros em relação à taxa livre de risco. Campiteli Aula 21 sobre o resultado antes da tributação.Engenharia Civil . 76 .médio prazo: Período de tempo normalmente entre um e cinco anos. .período de recuperação (pay-back): Período no qual os resultados líquidos acumulados da operação do empreendimento equivalem ao investimento. . em função da especificidade de cada empreendimento.prêmio de risco de um país: Adicional de taxa de juros devido ao risco conjuntural de um país. descontados a uma determinada taxa. 02197377701 . na hipótese de uma venda compulsória ou em prazo menor que o médio de absorção pelo mercado.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . correspondente à diferença entre a remuneração do título do Tesouro Norte-Americano de longo prazo e a de seu similar no país (por exemplo.modelo probabilístico: Modelo em que são associadas distribuições de probabilidade às variáveis-chave do modelo. que será utilizada para a capitalização. ou então definido explicitamente pelo engenheiro de avaliações.período de recuperação descontado: Período no qual os resultados líquidos da operação do empreendimento. Risco Brasil). . considerada a dedução da parcela relativa à depreciação prevista na legislação fiscal. . Marcus V. necessária para remunerar o risco do empreendimento. equivalem financeiramente ao investimento. .período de capitalização: Prazo de referência da taxa de juros efetiva. .preço de liquidação forçada: Quantia auferível pelo bem. .modelo determinístico: Modelo em que se pressupõe serem os parâmetros utilizados invariáveis.

os custos e as despesas no período efetivo em que ocorreram.regime de caixa: Regime em que se consideram. os custos e as despesas no período de competência respectivo. 77 . sem considerar a incidência de tributos sobre o lucro tributável.project finance: Modalidade de financiamento de projetos baseada no seu fluxo de caixa. inadimplementos. .receita não-operacional: Receita dissociada da operação do empreendimento. impostos e contribuições incidentes. em que os emprestadores aceitam como garantia as receitas futuras do projeto e a hipoteca da base física do empreendimento (por exemplo. as receitas. deduzidos os tributos sobre o lucro tributável. . .Engenharia Civil . Marcus V.regime de competência: Regime em que se consideram.receita bruta: Receita proveniente de vendas e serviços. mesmo que não tenham sido efetivamente recebidos ou pagos nesse período. a receita recebida.receita líquida: Receita bruta deduzida das parcelas relativas a devoluções. . para apurar o resultado. para apurar o resultado. . . benfeitorias ou instalações a serem construídas).resultado após a tributação: Resultado antes da tributação. . terreno.receita operacional: Receita associada diretamente à operação do empreendimento.resultado bruto: Receita bruta deduzida do custo direto.resultado antes de tributação: Resultado operacional acrescido do resultado não operacional. . . 02197377701 .renda líquida: Resultado em cada período do fluxo de caixa. Campiteli Aula 21 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

resultado de operações financeiras: Diferença entre as receitas e despesas provenientes de operações financeiras. . .resultado não operacional: Resultado de atividade não relacionada diretamente à operação do empreendimento. .risco: Parte da incerteza que pode ser quantificada por probabilidade. que envolve fatores como sistemas inadequados (informação ou suporte). culturais e sociais. Marcus V.risco de operação: Risco associado à atividade operacional.risco financeiro: Risco ao empreendimento decorrente da falta de recursos. de equipamentos.resultado operacional: Resultado bruto deduzido do custo indireto. . de comportamento humano. 02197377701 . prazos e moedas/índices. .risco conjuntural: Risco decorrente de mudanças nas condições macroeconômicas. . . 78 . falhas gerenciais. . de controle. nos preços de ações e de commodities e no descolamento entre taxas/preços. bem como sinistros e comprometimento ambiental.risco de mercado setorial: Risco resultante de variações de oferta e demanda. Campiteli Aula 21 .Engenharia Civil .risco de mercado financeiro: Risco resultante de mudanças no comportamento das taxas de juros e câmbio. bem como respectivos níveis de preço de insumos e produtos do setor.risco de implantação: Risco resultante de alterações de prazo e preço previstos durante a implantação do empreendimento. políticas. em função de descompassos de caixa ou de obtenção de crédito.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

taxa de crescimento: Tendência.taxa de juros: Relação percentual entre a remuneração financeira de um capital e o respectivo principal. . 02197377701 .risco legal: Risco decorrente de mudanças de legislação que afete o empreendimento. inclusive no que se refere à tributação. num determinado prazo. cuja aplicação gera resultados financeiros idênticos. descontada a taxa de inflação.taxas equivalentes: Taxas de juros capitalizadas em períodos diferentes.taxa de risco: Componente da taxa mínima de atratividade destinado a remunerar o risco do empreendimento. que considera juros compostos referidos ao período de capitalização. caso o fluxo de caixa tenha sido montado a preços correntes.taxa interna de retorno: Taxa de juros que anula o fluxo de caixa descontado de um investimento.taxa efetiva: Taxa real. .taxa interna de retorno real: Taxa interna de retorno.Engenharia Civil . da evolução de uma variável de produção. .taxa de desconto: Taxa utilizada para calcular o valor presente de um fluxo de caixa. Marcus V. . . observada num determinado período. medida em percentagem. usualmente associada à remuneração de títulos do tesouro norte-americano. Campiteli Aula 21 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 79 .taxa livre de risco: Taxa referente a uma aplicação com risco mínimo. .taxa interna de retorno modificada: Taxa interna de retorno que leva em conta os resultados da gestão financeira. . . . de um ativo ou empreendimento.

Engenharia Civil . . . 02197377701 . Campiteli Aula 21 . . Marcus V.taxa mínima de atratividade: Taxa de desconto do fluxo de caixa. descontada a inflação. . a uma taxa de desconto correspondente ao custo de oportunidade de igual risco.utilidades: Serviços relativos a fornecimento de energia. referida a um prazo diferente do período de capitalização. Na impossibilidade de se identificar o valor de mercado de algum bem componente do empreendimento. água.valor patrimonial: Somatório dos valores de mercado dos bens que compõem o ativo permanente do empreendimento. geralmente.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.valor econômico: Valor presente da renda líquida auferível pelo empreendimento.taxa nominal: Taxa virtual.valor presente: Valor atual de um pagamento ou fluxo futuros. em face da sua carteira de ativos. de um considerados resultados perenes. associada a juros simples. considera-se a sua melhor aproximação: custo de reedição. durante sua vida econômica. . 80 . denomina-se taxa nominal cheia. valor econômico ou valor de desmonte. descontados a uma determinada taxa de juros. sem ser. . Quando embutido o efeito da inflação. compatível com a natureza e características do empreendimento.valor de desmonte: Valor presente da renda líquida auferível pela venda dos bens que compõem o empreendimento. combustíveis e congêneres. bem como com a expectativa mínima de emulação do empreendedor.taxa real: Taxa de juros. - valor da empreendimento ao perpetuidade: final do Valor horizonte remanescente projetivo. na condição de sua desativação.

hospital. clínica. silo fixo. de construção civil.Imobiliários. depósito (por exemplo: armazém. ou com parcelamento do solo. ou com ambos. casa de diversão. parque temático. posto de combustíveis. resort. como: hotel. com fins de exploração comercial e/ou de serviços. estabelecimento de ensino. outlet e centros de compras assemelhados. Campiteli Aula 21 - valor presente líquido: Valor presente. implantação ou execução. teatro. cinema. deduzido o investimento. rurais. podem ser: residenciais. b) Conforme a base . comerciais. casa de repouso.valor residual: Valor de alienação do empreendimento ao fim do horizonte projetivo. 4.volatilidade: Oscilação de preço de um título mobiliário. pré-operação (start-up ou posto em marcha). motel. - variáveis-chave: Variáveis que apresentam maior elasticidade na análise de sensibilidade. commodity ou ativos líquidos em um período de tempo definido. 81 .2 – Classificação dos Empreendimentos a) Conforme o estágio Os empreendimentos podem ser classificados conforme o estágio em: concepção ou anteprojeto.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. de serviços. operação (em marcha).de base imobiliária. . paralisado ou embargado. quanto ao uso. supermercado. mistos. reservatório). shopping center. arena. projeto. desativado. 02197377701 .Engenharia Civil . que. . . desmonte. Marcus V. cemitério. industriais. ou com benfeitorias. apart-hotel. estádio. clube.de base industrial: de transformação.

hidrovia.de base comercial e serviços. com a identificação de tendências. econômico e financeiro ao longo do tempo. 4. . como: transmissão de dados. teleinformática. A análise deve contemplar. energia elétrica telecomunicação. terminais de transporte (rodoviário. sazonalidades.1 .de base mineral: extração. viabilidade de crescimento e indicadores de produção. sólidos. exploração animal. e gás (distribuição). ferrovia. o comportamento continuado das variáveis-chave nos períodos pretéritos observados. especialmente no que tange às variáveis-chave. esgoto. transporte coletivo. radiodifusão e transmissão televisão. volatilidades e 82 .3. quando possível.com base em concessões de serviços públicos. ferroviário.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. rodovia.3 – Tratamento de Dados 4. Campiteli Aula 21 . 02197377701 b) Análise das séries históricas do empreendimento As séries históricas do empreendimento devem conter dados relativos à evolução da configuração física do empreendimento e do seu desempenho operacional. (geração. Marcus V. exploração vegetal (extração ou cultivo). capacidade instalada. intermodal). produtividade e eficiência.Engenharia Civil . aeroviário. coleta e tratamento de resíduos distribuição). como: água potável (produção e distribuição). . exploração mista.de base rural: agroindústria.Para identificação de valor e indicadores de viabilidade a) Análise operacional do empreendimento A operação do empreendimento deve ser descrita e caracterizada em relação à sua adequabilidade técnica. . hidroviário e marítimo. condições de manutenção e renovação. beneficiamento.

o risco do empreendimento é calculado por meio da análise de risco. recomenda-se adotar modelos probabilísticos que dispensam a adoção de prêmio de risco. preferentemente em relação às variáveis-chave. 83 . considerando-se o nível de risco do empreendimento. Marcus V. a taxa de desconto é uma composição da taxa livre de risco e um prêmio de risco.Engenharia Civil . Nos modelos determinísticos. da finalidade da avaliação e do grau de fundamentação que se pretende atingir. Campiteli Aula 21 componentes cíclicos ou atípicos. com ênfase no comportamento dos custos fixos e variáveis. Deve levar em conta fatores de mercado qualitativos ou quantitativos que possam ter impacto sobre o desempenho do empreendimento.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Nos modelos probabilísticos. devem ser simuladas as condições de operação real do empreendimento. e levar em consideração pesquisas. quando existir. e) Modelagem A escolha do modelo depende do tipo do empreendimento. d) Taxa de desconto A taxa de desconto a ser adotada no fluxo de caixa corresponde ao custo de oportunidade para o empreendedor. diagnosticado e cotejado com o do empreendimento. No modelo de fluxo de caixa. diagnósticos e informações setoriais disponíveis. 02197377701 Na identificação do valor econômico. considerando-se a taxa de desconto igual à taxa livre de risco. c) Análise setorial e diagnóstico de mercado O desempenho setorial deve ser analisado.

Nos modelos probabilísticos. e identificadas as respectivas distribuições de probabilidade associadas.3) Análise de sensibilidade Tem o propósito de identificar as variáveis de maior elasticidade (variáveis-chave). as características setoriais e o estágio tecnológico.1) Estimativa do horizonte O horizonte deve ser definido levando em consideração a natureza do empreendimento.4) Análise de risco Tem como propósito quantificar o risco do empreendimento em função das variáveis-chave e seus efeitos sobre o resultado esperado.Engenharia Civil .identificação da distribuição normal dos resultados possíveis.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. e. . sobre as quais recomenda-se maior atenção na fundamentação. podem ser assumidas hipóteses variáveis de pessimistas a otimistas. entre outros.2) Cenários Os cenários aplicáveis devem refletir condições factíveis de operação do empreendimento e de comportamento do mercado. e. uma vez identificadas as variáveischave do modelo.seleção ao acaso de uma combinação de valores para as diversas variáveis-chave através de técnicas de simulação (como a técnica de Monte Carlo). com o objetivo de gerar a distribuição dos resultados possíveis. 02197377701 são aceitáveis. Para a sua construção. como no método das variações paramétricas. 84 . Campiteli Aula 21 e. Marcus V. por meio da análise de sensibilidade. e. os seguintes processos genéricos para quantificação de risco do empreendimento: .

4. é aceitável a consideração do risco por meio de um prêmio de risco. 4. identifica-se o grau de variabilidade da distribuição dos resultados possíveis do modelo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. equipamentos e instalações.1 – Valor de mercado No caso de identificação do valor de mercado. Campiteli Aula 21 Nos dois casos.2 – Preço de liquidação forçada 85 .2 – Para a identificação de custos a) Método da quantificação do custo Utilizado para identificar o custo de reedição de benfeitorias. ou por orçamento detalhado. c) Método comparativo direto de custo A utilização do método comparativo direto para a avaliação de 02197377701 custos deve considerar uma amostra composta por bens semelhantes. Marcus V. de reedição ou de substituição. mensurável por seu coeficiente de variação. esta deve ser feita de acordo com o estabelecido na norma NBR 14653-1:2001.4.4 – Identificação do resultado 4. Nos modelos determinísticos.3.4. 4. Pode ser apropriado por custos unitários.Engenharia Civil . b) Depreciação física O cálculo da depreciação física pode ser realizado de forma analítica – por meio de orçamento necessário à recomposição do bem na condição de novo – ou por meio da aplicação de coeficiente de depreciação que leve em conta o seu estado de operação ou conservação. Esse coeficiente deve ser aplicado sobre o valor depreciável.

adicionalmente. configura-se uma perda econômica.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Em caso de apuração de valor negativo. 4. custo anual.3 – Indicadores de viabilidade O resultado final das análises de viabilidade econômica pode ser expresso sob a forma de taxas internas de retorno. referências às 02197377701 rentabilidades financeira e econômica do empreendimento. com os indicadores setoriais correspondentes. períodos de recuperação (pay-back) e índices de lucratividade (por exemplo: retorno sobre ativos . quando possível. valor econômico adicionado – EVA. custos e indicadores de viabilidade.Engenharia Civil .4 .5. bem como sobre suas taxas de retorno e pay-back. podem ser apresentadas. Campiteli Aula 21 No caso de identificação do preço de liquidação forçada. ambos na condição de liquidação forçada. e corresponderá à diferença entre o valor econômico e o patrimonial. este será o maior apurado entre o valor econômico e o de desmonte. comparados. valor presente líquido.1 – Métodos para identificar o valor 86 . Marcus V.5 – Metodologia aplicável Existem três campos básicos de aplicação da presente metodologia: identificar valor. durante sua vida econômica.4. Na apresentação dos resultados relativos à identificação do valor. retorno sobre investimentos – ROI.Fundo de comércio e good-will A identificação deverá considerar a previsibilidade de rendas líquidas a serem auferidas pelo empreendimento. 4. entre outros. 4.ROA.4. 4. valor de mercado adicionado (market value added) – MVA e o Retorno sobre o patrimônio líquido – ROE).

evolutivo e da renda. 4.3 – Indicadores de viabilidade econômica de empreendimentos Os indicadores de viabilidade dependem de características do empreendimento e do empreendedor e podem ser. 87 . conceituados na NBR 14653-1. 4. o período de recuperação e os índices de lucratividade.Engenharia Civil .2 – Métodos para identificar custo A identificação de custos dos empreendimentos pode ser 02197377701 realizada com o emprego do método comparativo direto de custo ou do método da quantificação de custo. involutivo. isolados ou conjuntamente. entre outros: o valor presente líquido. Marcus V.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. podendo ser empregados. os métodos comparativo direto de dados de mercado. do tipo de valor que se pretende identificar.5. das características do empreendimento e do mercado no qual se insere. conceituados na NBR 14653-1. Campiteli Aula 21 A identificação de valor depende fundamentalmente do objetivo da avaliação. a taxa interna de retorno. conforme a tabela seguinte.5. em cada caso.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. A utilização isolada do período de recuperação como indicador de viabilidade não é conclusiva. sem considerar a remuneração do capital. O empreendimento será considerado viável quando o seu valor presente líquido for nulo ou positivo. Marcus V. o descontado corresponde ao tempo necessário para anular a mesma diferença. para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. mas é útil para comparar alternativas de investimento a uma mesma taxa de desconto. incluindo o valor do investimento a realizar. b) Taxa interna de retorno Este indicador de viabilidade é expresso pela taxa de desconto que anula o valor presente do fluxo de caixa projetado no horizonte do empreendimento. Campiteli Aula 21 a) Valor presente líquido Este indicador de viabilidade é expresso pelo valor presente do fluxo de caixa descontado. 88 . incluindo o valor do investimento a realizar. quando as parcelas são descontadas a uma taxa de desconto. O tempo de retorno pode ser simples ou descontado: o simples 02197377701 corresponde ao tempo necessário para anular a diferença entre as despesas de investimento e as receitas líquidas.Engenharia Civil . projetado no horizonte do empreendimento. O empreendimento será considerado viável quando a sua taxa interna de retorno for igual ou superior à taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. c) Tempo de retorno Este indicador de viabilidade é expresso pelo tempo necessário para que a renda líquida acumulada do empreendimento iguale o investimento nele comprometido.

o valor do empreendimento corresponderá ao valor presente do fluxo de caixa projetado. Campiteli Aula 21 d) Índice de lucratividade É a relação entre o valor presente das receitas líquidas e o dos investimentos. levando em consideração as necessidades de correção de eventuais desvios existentes no empreendimento ou informações não confiáveis. Sob essas circunstâncias. para uma taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco. Se o objetivo for encontrar uma aproximação do valor de mercado. partindo-se da elaboração de cenários possíveis. com a consideração de valores contigenciais e outras obrigações. O método da capitalização da renda procura identificar o valor do empreendimento com base na expectativa de resultados futuros. devem ser cotejadas as condições do empreendimento avaliando com os indicadores e parâmetros apresentados efetivamente pelo setor.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.6 – Procedimentos para a utilização do método da capitalização da renda Definir previamente o tipo de valor que se pretende identificar. Marcus V.Engenharia Civil . ou fruto de condições específicas do investidor ou estabelecidas pelo avaliador. deve-se adotar o pressuposto de que a gestão do empreendimento no futuro seguirá padrões profissionais praticados no setor. seja ele uma aproximação do valor de mercado. Assim. O empreendimento será considerado viável quando o seu índice de lucratividade for igual ou superior à unidade. descontado a taxas 89 que reflitam adequadamente . 4. 02197377701 O valor econômico é estimado a partir da projeção do fluxo de caixa.

negativa ou nula) de variáveis-chave do empreendimento pode ser estimada por sua evolução nos últimos anos. b) ao final do horizonte projetivo. bem como o estágio logístico do comportamento da demanda. capital imobilizado no giro. por exemplo. Esses modelos levam em conta as variáveis-chave. Esta análise pode ser feita por meio da determinação de tendências ou por análise de séries temporais. Os valores são projetados. d) a taxa de crescimento (positiva. quando aplicável. deve ser considerada a capacidade de absorção do produto no mercado. pela taxa mínima de atratividade do empreendimento.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. quando for presumida a continuidade das 02197377701 condições passadas. com o emprego de informações setoriais e de conjuntura. margens.Engenharia Civil . não se computando a taxa de inflação. Marcus V. em geral. deve-se considerar o valor residual ou o valor da perpetuidade do empreendimento. dentre outras. cultura e práticas comerciais. estoques. e) no caso de novos empreendimentos. 90 . bem como disponibilidade de insumos. Campiteli Aula 21 remuneração do capital e riscos do empreendimento. regularidade de demanda. por meio da análise. do setor e do país. da vocação. em moeda constante. dentre outros. dentre outros. participação no mercado e preços praticados. c) a taxa de desconto utilizada para calcular o valor presente do fluxo de caixa projetado pode ser determinada pelo custo ponderado de capital. A aplicação do método requer a determinação dos seguintes componentes principais: a) o fluxo de caixa projetado é determinado a partir de modelos de simulação aplicáveis às características do empreendimento em questão.

já que o comportamento errático das conjunturas geral e setorial pode afetar diretamente os resultados do empreendimento.7 – Especificação das avaliações quanto à fundamentação As avaliações para identificação de valor e indicadores de viabilidade serão enquadradas segundo sua fundamentação.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 Condições limitantes: . de acordo com a tabela a seguir. 4. ainda que contemplados em diversos cenários.A precisão matemática dos procedimentos não representa qualquer garantia de que as análises prospectivas efetivamente ocorrerão.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 02197377701 Para fins de enquadramento global do laudo em graus de fundamentação. . são de responsabilidade das respectivas fontes. devem ser considerados os seguintes critérios: 91 .As informações de desempenho do empreendimento e do setor. Marcus V. quando existentes.

3 pontos. do grau II. bem como a pontuação global. atendendo à tabela abaixo. O enquadramento global do laudo deve considerar a soma de pontos obtidos para o conjunto de itens.4). Deve ser apresentada no laudo uma tabela com o enquadramento obtido em cada item. Campiteli Aula 21 Na tabela acima.1.5.1.5. identificam-se três campos (graus III.1 a 7. II e I) e 10 itens (de 7. O atendimento a cada exigência do grau I terá 1 ponto. 2 pontos. 02197377701 92 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.5. Marcus V. e do grau III.Engenharia Civil .

a afirmação da questão 02197377701 está correta. o que difere do valor de mercado. entre outros fatores. Conforme vimos na questão anterior. Campiteli Aula 21 QUESTÕES COMENTADAS 1) – (111 ABIN/2010 – Cespe) O cálculo da área equivalente de construção leva em conta. o custo do valor de mercado do imóvel. O custo de construção corresponde aos gastos necessários para a execução da construção. utilizada quando este custo é diferente do custo unitário básico da construção adotado como referência. Gabarito: Correta (CGU/2012 – ESAF) A NBR 12. que corresponde ao valor de venda e compra de um imóvel. A área equivalente é a área virtual cujo custo de construção é equivalente ao custo da respectiva área real. Pode ser. Emprega o Custo Unitário Básico para determinar o custo da obra. maior ou menor que a área real correspondente.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. conforme o caso.721/2006 – Avaliação de custos unitários e preparo de orçamentos de construção para incorporação de edifício em condomínio define os critérios para orçamentos de obras em condomínio. através de 93 . Gabarito: Errada 2) (69 – MPE-AM/2007 – Cespe) A área equivalente de construção é a transformação da área construída com diferentes padrões de edificação em uma área equivalente com único padrão de edificação.Engenharia Civil . Marcus V.

Campiteli Aula 21 ponderações. De acordo com essa norma. b) multiplicando-se a área real global da edificação pelo custo unitário básico. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto 02197377701 de incorporação. correspondente ao projeto-padrão 94 .Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. 3) 2 . garantindo a condôminos e construtores um parâmetro de controle para a obra a ser executada. e) multiplicando-se a área global de construção pelo custo unitário básico. A finalidade do método proposto na norma é o detalhamento do prédio para o registro em cartório. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. d) multiplicando-se a área equivalente em área de custo padrão global pelo custo unitário básico. De acordo com a norma NBR 12721. o custo global da obra: estima-se pela soma das seguintes parcelas:  produto da área equivalente em área de custo padrão global pelo CUB. responda às questões 2 e 3. e facilitando a discussão de eventuais alterações que possam ocorrer durante a obra. de acordo com as características do prédio. deve ser calculada a) multiplicando-se a área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma considerada pelo custo unitário básico da construção.A avaliação do custo global da obra. Marcus V. atualizada à data do arquivamento em cartório competente de Registro de Imóveis. c) multiplicando-se a área real total dos pavimentos pelo custo unitário básico.

equipamentos e instalações. com atribuição de fração ideal própria no terreno e partes comuns do edifício é: a) área privativa acessória 02197377701 b) área de uso comum c) área de divisão proporcional d) unidade autônoma e) vaga de garagem A atribuição de fração ideal própria no terreno e coisas comuns é característica de unidade autônoma. tais como: fundações especiais. playground.  impostos.Engenharia Civil . Marcus V. taxas e emolumentos cartorários. que se subdividem em áreas privativas principais e áreas privativas acessórias. elevadores.  outras despesas indiretas.  Projetos. desvinculada. identificada no projeto arquitetônico. 95 .ESAF) Uma área fechada no subsolo de edificação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.  remuneração do incorporador. Gabarito: D 4) uma (5 – CGU/2008 . com acesso independente da ocupação das vagas de garagem no pavimento.  remuneração do construtor. Campiteli Aula 21 que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação.  parcelas adicionais. obras e serviço complementares e outros serviços. relativas a todos os elementos ou condições não incluídas nas relações quantitativamente discriminadas de materiais e mão-de-obra correspondentes ao projeto-padrão.

Área real total da unidade autônoma: Soma das áreas cobertas e descobertas reais e condominiais que definem a área total da unidade autônoma considerada. Área real é a medida de qualquer dependência ou conjunto de dependências. Gabarito: A 5) (21 – CEF/2013 – FCC) Um engenheiro está trabalhando na incorporação de um empreendimento residencial. Marcus V.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. destinada a usos acessórios. Área real total do pavimento: Soma das áreas cobertas e descobertas reais de um determinado pavimento medidas a partir 02197377701 do projeto arquitetônico. calculadas a partir do projeto arquitetônico aprovado. Gabarito: Correta II. Área real de pavimento consiste apenas nas áreas cobertas de um pavimento. Área real total da unidade autônoma é a soma das áreas cobertas reais e condominiais. Campiteli Aula 21 A área da unidade autônoma situada fora dos limites físicos de sua área privativa principal. considere: I. nela incluídas as superfícies das projeções de paredes.Engenharia Civil . Sobre as áreas reais do empreendimento. pilares e demais elementos construtivos. Gabarito: Errada III. cobertas ou descobertas. medidas a partir do projeto arquitetônico. 96 . incluídas as superfícies das projeções de paredes. denominase área privativa acessória. ou conjunto de dependências. de pilares e demais elementos construtivos. Áreas reais: Medida da superfície de quaisquer dependências.

nela incluídas as superfícies das projeções das paredes. Área privativa acessória: Área da unidade autônoma de uso exclusivo. Gabarito: Correta Está correto o que se afirma em (A) I e IV. apenas. Gabarito: A 6) (41 – UFTM/2013 – VUNESP) O indicador mais utilizado para o cálculo de custos de edificações é o Custo Unitário 02197377701 Básico. vagas de garagem. Campiteli Aula 21 Gabarito: Errada IV. situada fora dos limites físicos de sua área privativa principal.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. de pilares construtivos” refere-se à área (A) equivalente de construção. como as vagas de garagem. destinada a usos acessórios. (C) II e IV. tais como: depósitos. Uma questão básica para a utilização desse método de cálculo é a descrição para o cômputo da área que será utilizada. Área privativa acessória é aquela de uso exclusivo da unidade autônoma. (E) I. mas fora dos limites físicos de sua área principal. box de lavanderia. 97 e demais elementos . (B) II e III. apenas. apenas. II.Engenharia Civil . III e IV. apenas. (B) coberta padrão. A descrição: “medida da superfície de quaisquer dependências cobertas. II e III. (D) I.

721/2006) e das informações disponibilizadas pelo SINDUSCON/DF para o CUB (referente a março de 2012). de pilares e demais elementos construtivos refere-se à área real. Marcus V. 02197377701 98 . coberta. (D) coberta real.Engenharia Civil . analise as afirmações a seguir. Gabarito: D 7) (3 – CGU/2012 – ESAF) A partir das informações do Quadro III (NBR-12. neste caso. (E) construída. a medida das superfícies das projeções de paredes. Campiteli Aula 21 (C) coberta de padrão diferente.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Conforme vimos nas questões acima.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Para o exemplo de incorporação apresentado. 99 de suas características . o projetopadrão que mais se aproxima principais e de acabamento é o R8-B.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 02197377701 I.

o Custo global da construção é o 02197377701 valor mínimo que pode ser atribuído à construção da edificação para fins do disposto no art. O Custo Básico Global da edificação é de R$ 3. O valor de 3.5m)  Elevadores  Equipamentos e Instalações: condicionado etc. O Custo global da edificação é de R$ 3. Logo. Marcus V. o Custo Básico Global resulta da multiplicação da área equivalente global pelo CUB.590.66 R$/m2.590. 100 bombas de recalque. IV.Engenharia Civil . não há como avaliar este item. II.591/64. resultando em valor superior ao CUB. 32. no mínimo de:  Fundações Especiais (subtrair da sapata até 2.66. Com isso.00. Contudo. III. esta questão foi anulada.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. De acordo com a NBR 12721. O custo unitário da construção resulta da divisão do Custo global da edificação (explicado no próximo item) pela área equivalente em área de custo padrão total.00. O Custo Unitário da obra em cálculo é de 897.640. com a inclusão.640.00 resulta da multiplicação da área privativa pelo CUB = 4000 x 897. da Lei 4. ar- . quando o contrato for de Construção por Administração. Contudo. Portanto. Campiteli Aula 21 Na classificação geral do Quadro III consta que o padrão de acabamento é o normal. o projeto-padrão que mais se aproxima é o R8-N.578.640. Resulta do somatório:  CUB x (soma das áreas equivalentes ao do custo padrão) E todas as demais despesas. a questão não fornece e nem permite calcularmos a área equivalente global.

Logo. etc. Gabarito Preliminar: B Gabarito Definitivo: Anulada 8) (34 – TRE-MT/2005 – Cespe) Benfeitorias são obras ou serviços que se realizam em um bem imóvel com o intuito de aproveitá-lo. o Custo global da construção seria o valor de 4000 x 897. Marcus V. e) I e IV. Piscina.66 = 3. melhorá-lo ou embelezá-lo. c) III.00 somado às demais parcelas acima relacionadas. Campiteli Aula 21  Playground  Obras e Serviços Complementares: Urbanização. d) IV. fratura ou dano. (J.590. assinale a opção que apresenta um tipo de benfeitoria.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. nele incorporados permanentemente. Ajardinamento. É correto apenas o que se afirma em a) I. 2001. A eletiva B perfunctória C geral D voluptuária E permanente A norma NBR 13652 prevê os seguintes tipos de benfeitoria: 101 . e que não podem ser retirados sem destruição.) 02197377701 Com base no conceito introduzido no texto acima. Fiker. b) II. São Paulo: PINI. Manual de avaliações e perícias em imóveis urbanos.Engenharia Civil .640. conservá-lo.

752. a benfeitoria voluptuária é um tipo normativo de benfeitoria. b) útil: aumenta ou facilita o uso do bem. com ou sem violência 02197377701 ou fraude de terceiros. considera-se “Esbulho” como: a) um bem consumível que pode ser pesado. Campiteli Aula 21 a) necessária: finalidade de conservar o bem ou evitar a sua deterioração.Engenharia Civil . c) medida pela qual a pessoa é protegida contra violências que lhe perturbam a posse de coisas corpóreas.ESAF/CGU 2008) De acordo com a NBR 13. privação ou desaparecimento da posse ou da coisa possuída. esbulho significa privação total ou parcial da posse de quaisquer bens alheios. b) conflito de interesses suscitado em juízo ou fora dele. Marcus V. Gabarito: E 10) (98 – STM/2011 – Cespe) Perícia é a constatação de fato. sendo sua finalidade de mero recreio ou deleite. De acordo com a NBR 13. Gabarito: D 9) (9 . d) prejuízo.752. mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que a constituem. c) voluptuária: não aumenta o uso normal do bem. 102 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. com ou sem violência ou fraude de terceiros. contado ou medido. e) privação total ou parcial da posse de quaisquer bens alheios. Portanto.

número(s). A constatação de um fato. j) no caso de utilização do método comparativo direto de dados de mercado.Engenharia Civil . deve ser apresentado demonstrativo da pontuação atingida. h) especificação da avaliação . c) objetivo da avaliação. Marcus V. com a definição do critério de enquadramento de cada uma das características dos 103 . acessos e elementos de cadastro legais e fiscais). d) pressupostos. ressalvas e fatores limitantes. logradouro(s). com relação aos graus de fundamentação e precisão.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. e) identificação e caracterização do imóvel avaliando (a caracterização do imóvel abrange a localização e identificação do bairro. Campiteli Aula 21 Perícia é a atividade que envolve apuração das causas que motivaram determinado evento ou da asserção de direitos.indicar a especificação atingida. i) planilha dos dados utilizados. 02197377701 g) indicação do(s) método(s) e procedimento(s) utilizado(s). quando informado pelo solicitante. Quando solicitado pelo contratante. devem constar local e data da avaliação. De acordo com a NBR 14653-2. mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem denomina-se vistoria. qualificação legal completa e assinatura dos profissionais responsáveis pela avaliação. Gabarito: Errada 11) (100 – TRE-ES/2011 – Cespe) No laudo. descrição das variáveis do modelo. f) diagnóstico do mercado. o laudo de avaliação completo deve conter no mínimo os seguintes itens: a) identificação do solicitante. b) finalidade do laudo.

na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas. Campiteli Aula 21 elementos amostrais. se houver omissão no contrato.CGU/2008 . havia a previsão de percentual mínimo de 10%. se for o caso.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. l) resultado da avaliação e sua data de referência. Gabarito: Correta 12) (7 .Explicitar os cálculos efetuados. m) qualificação legal completa e assinatura do(s) profissional(is) responsável(is) pela avaliação. No caso de utilização do método comparativo direto de dados de mercado. o percentual mínimo é de: a) 30% b) 25% c) 20% 02197377701 d) 15% e) 10% Na versão anterior da norma NBR 14653-2. A escala utilizada para definir as diferenças qualitativas deve ser especificada de modo a fundamentar o correto agrupamento dos dados de mercado. k) tratamento dos dados e identificação do resultado . na atual versão não há especificação de percentual mínimo. Marcus V.Engenharia Civil . 104 .653. Contudo. mas sim. e justificativas para o resultado adotado. se houver omissão no contrato.ESAF) De acordo com a NBR 14. o campo de arbítrio. o engenheiro de avaliações deve definir o tamanho da amostra utilizando critérios estatísticos. deve ser apresentado o gráfico de preços observados versus valores estimados pelo modelo. é permitida a vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas partes ou.

deve-se preferir o método comparativo direto de dados de mercado. de seus frutos e direitos são: a) Método Comparativo Direto: identifica o valor de mercado do bem por meio de tratamento técnico dos atributos dos elementos comparáveis. B) involutivo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. considerando-se cenários viáveis para execução e comercialização do produto.Engenharia Civil . constituintes da amostra. D) da capitalização da renda. baseado em modelo de estudo de viabilidade técnico-econômica. b) Método Involutivo: identifica o valor de mercado do bem. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado. 02197377701 alicerçado no seu aproveitamento eficiente. mediante hipotético empreendimento compatível com as características do bem e com as condições do mercado no qual está inserido. sempre que possível. tem-se procurado padronizar métodos para permitir identificar valores de um bem de maneira confiável e com capacidade de comparação. 105 . Marcus V. a escolha da metodologia para a identificação do valor de mercado. De acordo com a NBR 14653-1. Os métodos de identificação do valor de um bem não incluem o método A) comparativo direto de dados de mercado. C) evolutivo. deve ser considerado o fator de comercialização. c) Método Evolutivo: identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. E) dos valores virtuais. Campiteli Aula 21 Gabarito: Nenhuma das alternativas (desatualizada) 13) (33 – TRE-MT/2005 – Cespe) No processo de avaliação de imóveis urbanos. Os demais métodos previstos na norma para identificar o valor de um bem.

00.800. Campiteli Aula 21 d) Método da Capitalização das Rendas: identifica o valor do bem. Gabarito: E 14) (51 – – TRT-15/2013 FCC) Um engenheiro civil necessitou avaliar um imóvel urbano pelo método evolutivo.750.000. o fator de comercialização for 1. o valor de imóvel.00. 02197377701 (C) 745. (D) 559. para o tipo de imóvel. a partir das quantidades de serviços e respectivos custos diretos e indiretos. Após a vistoria ele constatou que o valor do terreno é R$ 411.Engenharia Civil .25.250. a norma não prevê o método dos valores virtuais. é (A) 513. f) Método da Quantificação de Custo: identifica o custo do bem ou de suas partes por meio de orçamentos sintéticos ou analíticos. Conforme vimos.00. em reais.000. (B) 698. 106 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. e) Método Comparativo Direto: identifica o custo do bem por meio de tratamento técnico dos atributos dos elementos comparáveis.00 e o valor das benfeitorias é R$ 185. constituintes da amostra.00. Portanto. (E) 642.00. Se. com base na capitalização presente da sua renda líquida prevista. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado. considerando-se cenários viáveis.00. deve ser considerado o fator de comercialização.000.000. o Método Evolutivo identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. Marcus V.

000.000. De acordo com a NBR 14653-2.25 = R$ 745.00) x 1. é necessário que diversos aspectos técnicos e econômicos sejam considerados.00 + R$ 185. o imóvel é avaliado em função da receita que ele 02197377701 pode gerar. De acordo com a norma NBR 14653-2.Engenharia Civil . impostos etc. 107 . o valor de mercado será: (R$ 411.00 Gabarito: C (Caixa/2006 – Cespe) Na avaliação de imóveis. Campiteli Aula 21 Com isso.000. e receitas provenientes da sua exploração. Gabarito: Errada 16) 124 – No método de avaliação conhecido como método da renda. Em seguida. que resultam na valorização dos imóveis das imediações. em função do tipo de imóvel que se pretende avaliar.. julgue os itens que se seguem. planta de valores é a representação gráfica ou listagem dos valores genéricos de metro quadrado de terreno ou do imóvel numa mesma data. no Método da Renda. 15) 123 – Em um processo de avaliação. A respeito desse assunto. monta-se o fluxo de caixa com base nas despesas e receitas previstas para o imóvel e suas respectivas épocas. a planta de valores indica os locais dotados de atributos positivos na região. Marcus V. são levantadas todas as despesas necessárias à sua manutenção e operação. de modo a que os valores dos imóveis sejam estimados de forma fidedigna.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. encargos. foros ou pensões. o avaliador estabelece uma margem de lucro para o construtor e pode sinalizar o preço de venda do imóvel. O imóvel cujas características são adotadas como padrão representativo da região ou referencial da avaliação denomina-se imóvel paradigma. Imóvel Alodial é o imóvel livre de quaisquer ônus. Campiteli Aula 21 Estabelece-se a taxa mínima de atratividade. que é estimada em função das oportunidades de investimentos alternativos existentes no mercado de capitais e. Gabarito: Errada 02197377701 18) (123 – Caixa/2006 – Cespe) Um dos conceitos-chave da atividade de avaliação de imóveis urbanos é o custo de reprodução. Marcus V. descontado pela taxa mínima de atratividade. A partir desse montante. a avaliação do imóvel se dá em função da sua receita potencial. também. dos riscos do negócio. Portanto. que pode ser compreendido pela soma do valor do terreno e do investimento que seria necessário para a reconstrução da edificação. Gabarito: Correta 17) 125 – O imóvel alodial é aquele cujas características são representativas dos imóveis da região. 108 . estima-se o valor do imóvel pelo valor máximo. que é representado pelo valor atual do fluxo de caixa. Por fim.Engenharia Civil .

deve-se levar em conta o lucro do construtor. Para se ter o gasto necessário para se obter um bem. dentro do qual pode-se arbitrar o valor do bem. o custo de reprodução é o gasto necessário para reproduzir um bem. 02197377701 O arbitramento é atividade que envolve a tomada de decisão ou posição entre as alternativas tecnicamente controversas ou que decorrem de aspectos subjetivos. sem considerar eventual depreciação. (NBR 13752) Campo de arbítrio é o intervalo de variação no entorno do estimador pontual adotado na avaliação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 19) 101 – Em uma avaliação. a avaliação de imóveis urbanos e a elaboração de laudos de avaliação são regidas por normas específicas que determinam os procedimentos a serem adotados. em que o valor total do imóvel pode ser obtido a partir do valor do terreno. entre outros aspectos. Marcus V. Gabarito: Correta (PMV/2008 – Cespe) No Brasil. desde que justificado pela existência de características próprias não contempladas no modelo. Ele é utilizado para se determinar o valor de um bem no Método Evolutivo. julgue os itens a seguir. é vedado o trabalho avaliatório no qual prepondere a subjetividade. considerados o custo de reprodução das benfeitorias devidamente depreciado e o fator de comercialização. assim como o nível de rigor e o conteúdo mínimos dos laudos. A respeito desse assunto. ou em que não se utilize qualquer instrumento matemático de suporte à convicção de valor expressa pelo engenheiro de avaliações.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 Segundo a NBR 14653-1. (NBR 14653-1) 109 .

por escassez de dados de mercado. para mais e para menos. Campiteli Aula 21 Na norma NBR 14653-2. Gabarito: Errada 02197377701 20) 102 – Os laudos avaliatórios devem incluir obrigatoriamente a indicação da pessoa física ou jurídica que tenha encomendado o trabalho e a definição do método utilizado com justificativa de escolha. O campo de arbítrio pode ser utilizado quando variáveis relevantes para a avaliação do imóvel não tiverem sido contempladas no modelo.8 da ABNT NBR 14653 é o intervalo com amplitude de 15%. no subitem 8. o modelo é insuficiente para que a avaliação possa atingir o grau mínimo de fundamentação no método comparativo direto de dados de mercado e esse fato deve ser consignado no laudo. Portanto. 110 .5 do Método Comparativo Direto de Dados de Mercado. De acordo com a norma NBR 14653-1. Quando a amplitude do campo de arbítrio não for suficiente para absorver as influências não consideradas. entre outros elementos. por inexistência de fatores de homogeneização aplicáveis ou porque essas variáveis não se apresentaram estatisticamente significantes em modelos de regressão. em torno da estimativa de tendência central utilizada na avaliação. há possibilidade normativa de se considerar critérios subjetivos para se estimar o valor de um bem. desde que a amplitude de até mais ou menos 15 % seja suficiente para absorver as influências não consideradas e que os ajustes sejam justificados.2. prevê-se que o campo de arbítrio definido em 3.Engenharia Civil . o laudo de avaliação deverá conter no mínimo as informações abaixo relacionadas: a) identificação da pessoa física ou jurídica e/ou seu representante legal que tenha solicitado o trabalho.1.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V.

a Resolução nº 218 do CONFEA fixa as atribuições profissionais do engenheiro. as atividades de vistorias. suas partes integrantes e pertences. dos geógrafos e dos meteorologistas. perícias.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. arquiteto e engenheiro agrônomo nas diversas modalidades e. sejam de atribuição dessas profissões. Campiteli Aula 21 b) objetivo da avaliação. dos geólogos. são de atribuição privativa dos engenheiros em suas 02197377701 diversas especialidades. conforme a Resolução nº 345 do CONFEA. dos arquitetos. De acordo com a NBR 14653-1. Arquitetura e Agronomia . h) local e data do laudo. avaliações e arbitramentos relativos a bens móveis e imóveis. Marcus V. de qualquer forma.CREA. máquinas e instalações industriais. d) indicação do(s) método(s) utilizado(s). 111 . i) outras exigências previstas nas demais partes da NBR 14653. os elementos descritos no comando da questão fazem parte das informações que devem estar contidas em um laudo de avaliação. g) qualificação legal completa e assinatura do(s) profissional(is) responsável(is) pela avaliação. c) identificação e caracterização do bem avaliando. com justificativa da escolha. e) especificação da avaliação. registrados nos Conselhos Regionais de Engenharia. Gabarito: Correta 21) 103 – Os laudos avaliatórios devem ser acompanhados da ART. dos engenheiros agrônomos.Engenharia Civil . recursos naturais e bens e direitos que. obras e serviços de utilidade pública. para a sua existência ou utilização. Portanto. f) resultado da avaliação e sua data de referência.

conforme estabelece a Lei nº 6496/77. visto que não são realizados diagnósticos estruturais em laudos desse tipo. Conforme vimos na questão anterior. conforme estabelece a Lei nº 6496/77. os laudos avaliatórios devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. 112 . Marcus V. os laudos periciais devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. os laudos avaliatórios devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. Gabarito: Errada 23) (110 – PF Adm/2014 – Cespe) A anotação de responsabilidade técnica é dispensável para a elaboração de laudos periciais. Campiteli Aula 21 Portanto.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. conforme estabelece a Lei nº 6496/77. Conforme vimos na questão anterior. Gabarito: Errada 24) (117 – MJ/2013 – Cespe) Vistoria é atividade técnica de engenharia. se as avaliações fazem parte das atribuições privativas de profissionais legalmente habilitados no CREA.Engenharia Civil . Gabarito: Correta 22) (104 – – MPU/2013 Cespe) A anotação de responsabilidade técnica (ART) é dispensável em laudos avaliatórios elaborados por engenheiros de avaliação de imóveis. se as perícias fazem parte 02197377701 das atribuições privativas de profissionais legalmente habilitados no CREA. por esse motivo. a respectiva ART. sendo necessária.

25) 107 – Na avaliação de imóveis.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. na área de engenharia legal. 02197377701 De acordo com a NBR 14653-2. O método evolutivo é previsto nela. julgue os itens a seguir. Gabarito: Correta 113 . Campiteli Aula 21 Conforme vimos na questão anterior. sendo sua finalidade de mero recreio ou deleite. Logo. devem ser acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. Gabarito: Correta (CEEE-RS/2005) O engenheiro civil pode vir a atuar em questões de avaliações e litígios. Benfeitoria voluptuária é aquela que não aumenta o uso normal do bem. nas desapropriações totais as avaliações devem ser realizadas com a utilização dos métodos previstos nesta Norma. Considerando a legislação que regulamenta essa atividade. logo. benfeitorias voluptuárias são aquelas benfeitorias indispensáveis à conservação do bem. Benfeitorias indispensáveis à conservação do bem denominamse benfeitorias úteis. é um dos métodos utilizados.Engenharia Civil . Marcus V. Gabarito: Errada 26) 110 – Um dos métodos utilizados para identificar o valor de um bem a ser desapropriado é o método evolutivo. conforme estabelece a Lei nº 6496/77. se as vistorias fazem parte das atribuições privativas de profissionais legalmente habilitados no CREA.

Engenharia Civil . considerados o custo de reprodução das benfeitorias devidamente depreciado e o fator de comercialização. na impossibilidade deste. FC é o fator de comercialização. a partir do valor do terreno. VB é o valor da benfeitoria. 27) 62 – De acordo com o método de avaliação conhecido como método da renda. Marcus V. sendo necessário justificar e quantificar os efeitos do desgaste físico e da obsolescência funcional dessas benfeitorias.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Campiteli Aula 21 (CORREIOS/2011 – Cespe) Acerca de avaliação de imóveis. o valor das benfeitorias é apropriado por meio da reprodução dos custos de seus componentes. admitindose que pode ser maior ou menor do que a unidade. com base em um orçamento detalhado. A aplicação do método evolutivo exige que: a) o valor do terreno seja determinado pelo método 02197377701 comparativo de dados de mercado ou. No Método Evolutivo a composição do valor total do imóvel avaliando pode ser obtida através da conjugação de métodos. em função da conjuntura do mercado na época da avaliação. ou seja: VI = ( VT + VB ) . 114 . b) as benfeitorias sejam apropriadas pelo método comparativo direto de custo ou pelo método da quantificação de custo. pelo método involutivo. VT é o valor do terreno. FC onde: VI é o valor do imóvel. julgue os seguintes itens. c) o fator de comercialização seja levado em conta.

Para a identificação do valor de mercado. sempre que possível preferir o método comparativo direto de dados de mercado. Campiteli Aula 21 Portanto. a metodologia escolhida deve ser compatível com a natureza do bem avaliando. numa data de referência. dentro das condições do mercado vigente.Engenharia Civil . Gabarito: Errada 29) 64 – Entre os métodos de avaliação de imóveis disponíveis. O valor de mercado é a quantia mais provável pela qual se negociaria voluntariamente e conscientemente um bem. pois podem não ter ocorrido de forma voluntária e consciente. Marcus V. Portanto. a questão descreve características do Método Evolutivo. De acordo com a norma NBR 14653-1.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. a ser subtraída dos seus custos de reprodução. a finalidade da avaliação e os dados de mercado disponíveis. por meio do qual o valor de um imóvel é definido com base na comparação desse imóvel com outros imóveis de características intrínsecas e extrínsecas semelhantes. Gabarito: Errada 28) 63 – O valor de mercado de um imóvel corresponde à quantidade de dinheiro necessária para se efetuar operação imobiliária de compra ou de venda de um imóvel. destaca-se o método comparativo de dados de 02197377701 mercado. 115 . nem todas as operações de compre ou de venda de um imóvel representam o valor de mercado de um imóvel. que envolve a apuração da depreciação por meio da quantificação os efeitos do desgaste físico e da obsolescência funcional das benfeitorias.

b) Nas desapropriações parciais. d) No caso da avaliação considerar como inaproveitável o remanescente do imóvel. e em 116 . devem ser previstas verbas relativas ao custo de obras de adaptação do remanescente. deve ser recomendada a desapropriação total. De acordo com a NBR 14653-2. c) No caso de benfeitorias atingidas. Campiteli Aula 21 Gabarito: Correta 30) (8 – CGU/2008 . esta condição deve ser explicitada e seu valor apresentado em separado. o critério básico é o da diferença entre as avaliações do imóvel original e do imóvel remanescente. a) Nas desapropriações totais. Gabarito: D (ABIN/2010 – Cespe) De acordo com as normas brasileiras e suas definições relacionadas à coleta de dados e outros procedimentos adotados para a avaliação de bens. na mesma data de referência.Engenharia Civil . Marcus V.ESAF) Considerando-se a avaliação de imóveis urbanos para efeito de desapropriação. Não há a obrigatoriedade de se recomendar a desapropriação total. assinale o critério incorreto. as avaliações devem ser realizadas com a utilização dos métodos previstos na norma. durante o período correspondente. bem como eventuais perdas adicionais. Portanto. o item D está incorreto. e) Nas desapropriações temporárias. no caso da avaliação considerar 02197377701 como inaproveitável o remanescente do imóvel. as indenizações devem considerar a renda a ser auferida pelo imóvel.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

31) 115 – Frente projetada é a projeção horizontal da linha divisória do imóvel com a via de acesso. na aplicação dos métodos comparativo direto de dados de 117 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Em relação a esse assunto.Amostragem é o conjunto de dados de mercado representativos de uma população. Marcus V. julgue os itens subsequentes. julgue os itens que se seguem. De acordo com a NBR 14653-2. Campiteli Aula 21 especial de bens imóveis urbanos. O conjunto de dados de mercado representativos de uma população denomina-se amostra.Em se tratando dos graus de fundamentação no caso de utilização de modelos de regressão linear. frente projetada é a projeção da frente real sobre a normal ao menor dos lados ou a corda. Gabarito: Errada (ABIN/2010 – Cespe) Entre as metodologias adotadas para a avaliação de bens. e de acordo com as normas brasileiras de avaliação de bens. 33) 117 . e em especial bens imóveis urbanos. amostragem é o procedimento utilizado para constituir uma amostra. De acordo com a NBR 14653-1. Gabarito: Errada 32) 116 . entre outros. existem métodos para se identificar o valor de um bem e para 02197377701 a especificação das avaliações. no caso de frente em curva.Engenharia Civil .

no caso de utilização de modelos de regressão linear. o grau de fundamentação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Campiteli Aula 21 mercado e comparativo direto de custo. a extrapolação dos resultados não é admitida quando se tem grau III. Marcus V.Engenharia Civil . deve ser determinado conforme a Tabela a seguir: 02197377701 118 . Na aplicação dos métodos comparativo direto de dados de mercado e comparativo direto de custo.

119 . de fato.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.Engenharia Civil . a extrapolação não é admitida quando se tem grau III. Marcus V. Campiteli Aula 21 02197377701 Conforme se verifica no item 4.

considerando-se cenários viáveis para execução e comercialização do produto. a definição do comando da questão refere-se ao método evolutivo em vez do método involutivo. e de outros profissionais de áreas 02197377701 afins. Neste método. No método involutivo identifica-se o valor de mercado do bem. No método evolutivo é que se identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. alicerçado no seu aproveitamento eficiente. deve ser considerado o fator de comercialização. são de atribuição privativa dos engenheiros em suas diversas especialidades. Campiteli Aula 21 Gabarito: Correta 34) 118 – O método involutivo identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. obras e serviços de utilidade pública. as atividades de vistorias.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Marcus V. baseado em modelo de estudo de viabilidade técnico-econômica. Em relação às avaliações de imóveis urbanos. julgue os itens seguintes. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado do referido bem. Gabarito: Errada (ABIN/2010 – Cespe) De acordo com as normas vigentes no Brasil. deve ser considerado o fator de comercialização. entre outros. Portanto. avaliações e arbitramentos relativos a bens móveis e imóveis. suas partes integrantes e pertences. 35) 112 – A vistoria de um imóvel urbano deve ser efetuada pelo engenheiro de avaliações. caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado. mediante hipotético empreendimento compatível com as características do bem e com as condições do mercado no qual está inserido. máquinas e instalações industriais. perícias.Engenharia Civil . com o objetivo de conhecer e caracterizar o bem avaliando 120 e sua adequação ao seu .

o avaliador deverá recusar a realização da avaliação por impossibilidade técnica. b) A vistoria deve ser efetuada pelo engenheiro de avaliações com o objetivo de conhecer e caracterizar o bem avaliando e sua adequação ao seu segmento de mercado. manterse atualizado quanto ao estado da arte e somente aceitar encargo para o qual esteja especificamente habilitado e capacitado.653/2001.Engenharia Civil . de acordo com a NBR 14. daí resultando condições para a orientação da coleta de dados. desde que acordada entre as partes e explicitada no laudo. A esse respeito. c) É recomendável registrar as características físicas e de utilização do bem e outros aspectos relevantes à formação do valor. daí resultando condições para a orientação da coleta de dados. 121 . Gabarito: Correta (STM/2011 – Cespe) O engenheiro. o comando da questão corresponde ao texto da norma. admite-se a adoção de uma situação paradigma. quando for impossível o acesso ao bem avaliando.3 da NBR 14653-1 consta que: a) Nenhuma avaliação poderá prescindir da vistoria. Campiteli Aula 21 segmento de mercado. Portanto. julgue os itens subsequentes. deve adotar os procedimentos normatizados. d) O conhecimento de estudos. 36) 103 – Nenhuma avaliação prescinde da vistoria. projetos ou perspectivas tecnológicas que possam vir a afetar o valor do bem avaliando deverá ser explicitado e suas conseqüências apreciadas. ao avaliar um imóvel 02197377701 urbano. No item 7. Marcus V. Quando for impossível o acesso ao bem avaliado. Em casos excepcionais.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

conforme a finalidade da avaliação. no laudo. em casos excepcionais. o 122 . b) indicar a faixa de variação de preços do mercado admitida como tolerável em relação ao valor final. tanto quanto possível. De acordo com a norma NBR 14653-1. desde que o ajuste final não varie mais de 1% do valor estimado. 02197377701 deve analisar o mercado onde se situa o bem avaliando de forma a indicar. de forma sucinta.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. nenhuma avaliação poderá prescindir da vistoria. a identificação do valor de mercado de um bem deve ser efetuada segundo a metodologia que melhor se aplique ao mercado de inserção do bem e a partir do tratamento dos dados de mercado. desde que acordada entre as partes e explicitada no laudo. permite-se arredondar o resultado de sua avaliação. desde que indicada a probabilidade associada. a conduta e o desempenho do mercado. permitindo-se: a) arredondar o resultado de sua avaliação.Engenharia Civil . desde que o ajuste final não varie mais de 1% do valor estimado. admite-se a adoção de uma situação paradigma. Marcus V. a liquidez deste bem e. Campiteli Aula 21 De acordo com a norma NBR 14653-1. O engenheiro de avaliações. relatar a estrutura. todas as informações necessárias. quando for impossível o acesso ao bem avaliando. contudo. Gabarito: Correta 38) 105 – Enquanto o laudo de avaliação simplificado contém. Gabarito: Errada 37) 104 – Na identificação do valor de mercado de um bem.

Campiteli Aula 21 laudo de avaliação completo.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. f) resultado da avaliação e sua data de referência. b) objetivo da avaliação. h) local e data do laudo. c) identificação e caracterização do bem avaliando. 123 . A NBR 14653-1 traz o seguinte: “10 Apresentação do laudo de avaliação 10. não é autoexplicativo. Marcus V.contém todas as informações necessárias e suficientes para ser auto-explicável. g) qualificação legal completa e assinatura do(s) profissional(is) responsável(is) pela avaliação. d) indicação do(s) método(s) utilizado(s). i) outras exigências previstas nas demais partes da NBR 14653.1 Requisitos mínimos O laudo de avaliação deverá conter no mínimo as informações abaixo relacionadas: a) identificação da pessoa física ou jurídica e/ou seu representante legal que tenha solicitado o trabalho.2 Modalidades O laudo de avaliação pode ser apresentado nas seguintes modalidades: a) simplificado . b) completo .contém de forma sucinta as informações necessárias ao seu entendimento.Engenharia Civil . por sua vez. 02197377701 10. requerendo a consulta a profissional experiente e capacitado para o seu perfeito entendimento. ao relacionar todas as referências. com justificativa da escolha. e) especificação da avaliação.

fato que deve ser explicitado no laudo.2 Laudo de avaliação simplificado O laudo de avaliação simplificado deve atender no mínimo.” A NBR 14653-2 especifica o conteúdo mínimo do laudo simplificado de forma mais objetiva: “10.3 Laudo de avaliação de uso restrito Obedece a condições específicas pré-combinadas entre as partes contratantes e não tem validade para outros usos ou exibição para terceiros.Engenharia Civil . pode vir suprimido 124 .1 da ABNT NBR 14653-1:2001. Conforme vimos acima.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. o laudo de avaliação pode ser apresentado em apenas duas modalidades: simplificado e completo. Gabarito: Correta 40) (49 – TRF3/2014 – FCC) Em um laudo de avaliação de imóvel do tipo simplificado. Marcus V. o laudo completo é autoexplicativo. de forma resumida. Já o laudo simplificado não contempla todas as informações necessárias. aos itens a) a h) de 10.” Gabarito: Errada 39) (113 – ABIN/2010 – Cespe) De acordo com a norma brasileira de avaliação de bens. pois deve conter todas as informações necessárias para o seu 02197377701 entendimento. Campiteli Aula 21 10. mas parte das informações do laudo completo. Este contém todas as informações necessárias e suficientes para ser autoexplicável.

o campo de arbítrio. a respeito de legislação e de engenharia legal. deve ser apresentado o gráfico de preços observados versus valores estimados pelo modelo. com a definição do critério de enquadramento de cada uma das características dos elementos amostrais. k) tratamento dos dados e identificação do resultado . No caso de utilização do método comparativo direto de dados de mercado. descrição das variáveis do modelo. (D) o diagnóstico do mercado. m) qualificação legal 02197377701 completa e assinatura do(s) profissional(is) responsável(is) pela avaliação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. j) no caso de utilização do método comparativo direto de dados de mercado. 125 . Conforme vimos nas questões anteriores. se for o caso. l) resultado da avaliação e sua data de referência. Marcus V. (C) a qualificação legal completa e assinatura do profissional responsável pela avaliação. (B) a identificação do solicitante. GABARITO: C (TJ-ES/2011 – Cespe) Julgue os itens seguintes. A escala utilizada para definir as diferenças qualitativas deve ser especificada de modo a fundamentar o correto agrupamento dos dados de mercado.Explicitar os cálculos efetuados. e justificativas para o resultado adotado. o laudo simplificado dispensa os seguintes itens: i) planilha dos dados utilizados. (E) a indicação dos métodos e procedimentos utilizados.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 (A) o objetivo da avaliação.

melhorá-lo ou embelezá-lo. sendo sua finalidade de mero recreio ou deleite.necessária: finalidade de conservar o bem ou evitar a sua deterioração. sem destruição. qualidade e quantidade dos dados 02197377701 amostrais disponíveis. é classificada como benfeitoria útil.Engenharia Civil . qualidade e quantidade dos dados amostrais disponíveis. incorporados permanentemente ao bem ou ao solo pelo homem.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. com o envolvimento da seleção da metodologia em razão da confiabilidade. De acordo com a NBR 13752.útil: aumenta ou facilita o uso do bem. Marcus V. Gabarito: Correta 42) 103 – As avaliações de bens podem ser especificadas quanto à diretamente fundamentação ligada e ao precisão. mesmo que seja dispensável. Campiteli Aula 21 41) 102 – Na avaliação de um bem. a benfeitoria pode ser classificada em: . que não podem ser retirados. A aprofundamento precisão do está trabalho avaliatório. . . A fundamentação será função do aprofundamento do trabalho avaliatório. fratura ou dano. 126 .voluptuária: não aumenta o uso normal do bem. aquela que aumente ou facilite o uso desse bem. As avaliações podem ser especificadas quanto à fundamentação e precisão. Benfeitorias são obras ou serviços que se realizam em um móvel ou imóvel com o intuito de conservá-lo. com o envolvimento da seleção da metodologia em razão da confiabilidade.

Depende da natureza do bem. [-1. 02197377701 b) pela análise do gráfico de resíduos padronizados versus valores ajustados. ou seja. que deve apresentar pontos dispostos aleatoriamente. pode ser realizada.Engenharia Civil . Marcus V.96. com as probabilidades da distribuição normal padrão nos mesmos intervalos.64] e [-1. julgue os itens a seguir. por uma das seguintes formas: a) pelo exame de histograma dos resíduos amostrais padronizados. 68 %. qualidade e natureza). entre outras.96]. Portanto. 43) 111 – Na utilização do modelo de regressão linear. da conjuntura de mercado. De acordo com o Anexo A da norma NBR 14653-2. a verificação da normalidade pode ser realizada pelo exame do histograma de resíduos amostrais padronizados. do objetivo da avaliação. Campiteli Aula 21 A precisão será estabelecida quando for possível medir o grau de certeza e o nível de erro tolerável numa avaliação. Gabarito: Errada (MPE-PI/2012 – Cespe) Quanto à avaliação de imóveis urbanos. um dos pressupostos do modelo de regressão linear.64. +2 ]. 90 % e 95 %. com a grande maioria situados no intervalo [ -2. c) pela comparação da freqüência relativa dos resíduos amostrais padronizados nos intervalos de [-1. da abrangência alcançada na coleta de dados (quantidade. a verificação da normalidade. 127 . +1]. o comando da questão refere-se à fundamentação em vez da precisão. +1. da metodologia e dos instrumentos utilizados. +1.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. com o objetivo de verificar se sua forma guarda semelhança com a da curva normal.

como. Portanto. hotéis e motéis. Classificação dos imóveis urbanos: - Quanto ao uso: residencial. escritório (sala ou andar corrido). apartamento. o imóvel pode ser classificado em comercial. conjunto habitacional (casas. conjunto de unidades comerciais. Gabarito: Correta 44) 112 – Quanto ao tipo. conjunto de salas comerciais. prédios ou mistos). loja. o comando da questão corresponde a uma das formas de verificação da normalidade do modelo de regressão linear. Portanto. prédio comercial.Engenharia Civil . a classificação da questão refere-se ao uso em vez do tipo. galpão. misto. institucional. prédios industriais. por exemplo. industrial ou residencial. misto. conjunto de prédios comerciais. Campiteli Aula 21 d) pelo exame do gráfico dos resíduos ordenados padronizados versus quantis da distribuição normal padronizada. Gabarito: Errada 128 . que deve se aproximar da bissetriz do primeiro quadrante. 02197377701 condomínio de casas. casa. prédio de apartamentos.Quanto ao tipo do imóvel: terreno (lote ou gleba). clubes recreativos. vaga de garagem. industrial. escolas. Marcus V. o de Kolmogorov-Smirnov ajustado por Stephens e o de Jarque-Bera. cinemas e teatros. complexo industrial. .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. hospitais. comercial. - Quanto ao agrupamento dos imóveis: loteamento. o qui-quadrado. e) pelos testes de aderência não-paramétricos.

Engenharia Civil . O cálculo da depreciação física pode ser realizado de forma analítica por meio de orçamento necessário à recomposição do imóvel na condição de novo ou por meio da aplicação de coeficiente de depreciação. se houver omissão no contrato. Na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas. Gabarito: Correta 46) 114 – A depreciação física de um imóvel pode ser calculada com base na aplicação de um coeficiente de depreciação. que leve em conta a idade e o estado de conservação. Esse coeficiente deve ser aplicado sobre o valor depreciável. Mutilação 129 sistemas ou componentes .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. nos trabalhos de elaboração de laudos periciais em engenharia civil. é permitida vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas partes ou. Gabarito: Correta 02197377701 47) (53 – TRT-15/2013 – FCC) Em relação à depreciação. entende-se por decrepitude a depreciação de um bem (A) devida à retirada de originalmente existentes. Marcus V. o engenheiro de avaliações deve definir o tamanho da amostra utilizando critérios estatísticos. Campiteli Aula 21 45) 113 – A vistoria por amostragem aleatória é permitida para a avaliação de um conjunto de unidades autônomas padronizadas.

no decorrer de sua vida útil. em consequência de sua utilização.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Esta depreciação. Decrepitude (D) à superação da tecnologia do equipamento ou sistema. (D) decrepitude. Desmontagem Gabarito: C 48) (31 – CEF/2013 – FCC) No laudo de avaliação de um imóvel. desgaste e manutenção normais. em consequência de seu envelhecimento natural. Este desgaste denomina-se (A) obsoletismo. Campiteli Aula 21 (B) devida ao desgaste de seus componentes ou falhas de funcionamento de sistemas. Marcus V. (C) mutilação. considerou a depreciação.Engenharia Civil . necessários para a remoção do equipamento. Obsoletismo (E) devida aos efeitos deletérios decorrentes dos trabalhos normais de desmontagem. (B) deterioração. Deterioração (C) pela idade. para a definição do valor do bem. foi descrita como sendo ocasionada pelo desgaste das partes 02197377701 constitutivas. no laudo. em condições normais de utilização e manutenção. em razão de uso ou manutenção inadequados. o avaliador. 130 .

além de ser proporcional ao risco do empreendimento. que está diretamente ligado à quantidade de unidades resultantes do projeto. ao montante investido e ao prazo 02197377701 total previsto para retorno do capital. quando for usada margem de lucro em modelos que não utilizem fluxo de caixa. A estimativa da margem de lucro é um das etapas de avaliação de imóveis pelo método involutivo. o comanda da questão está de acordo com a NBR 14653-2. esta margem deve ser considerada proporcional ao risco do empreendimento. Campiteli Aula 21 (E) servidão. A margem de lucro adotada em modelos estáticos deve ter relação com o que é praticado no mercado. Marcus V. Conforme vimos na questão anterior. a depreciação ocasionada pelo desgaste das partes constitutivas. acerca da avaliação de imóveis urbanos. em consequência de seu envelhecimento natural. Portanto. deve estar de acordo com o que é praticado no mercado.Engenharia Civil . refere-se à decrepitude.7 da NBR 14653-2.2. 49) 93 – A margem de lucro do incorporador adotada em modelos estáticos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. De acordo com o item 8.2. Gabarito: Correta 131 . em condições normais de utilização e manutenção. Gabarito: D (PEFOCE/2012 – Cespe) Julgue os itens a seguir.

anomalia significa irregularidade. ou ainda de informação incorreta ou inadequada de sua utilização ou manutenção. anormalidade. defeitos são anomalias que podem causar danos efetivos ou representar ameaça potencial de afetar a saúde ou segurança do dono ou consumidor.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. por ocasião da caracterização da região. o comando da questão corresponde à definição da norma NBR 13752. exceção à regra. e. um dos procedimentos a 132 . decorrente de falha de projeto que pode representar ameaça ao usuário. para fins de avaliação de um bem imóvel. decorrentes de falhas do projeto ou execução de um produto ou serviço.Engenharia Civil . é considerada defeito construtivo. Marcus V. Gabarito: Correta 51) (95 – PEFOCE/2012 – Cespe) Em um conjunto de unidades autônomas padronizadas é possível realizar vistoria interna por amostragem aleatória. se houver omissão no contrato. é permitida vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas 02197377701 partes ou. o engenheiro de avaliações deve definir o tamanho da amostra utilizando critérios estatísticos. na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas. Portanto. Campiteli Aula 21 50) 94 – Anomalia na edificação. De acordo com a NBR 13752. Gabarito: Correta 52) (114 – ABIN/2010 – Cespe) Quando um engenheiro faz uma vistoria. De acordo com a NBR 14653-2. segundo a mesma norma.

indústria e serviços na região estudada. natureza predominante do solo.uso e ocupação do solo: confrontar a ocupação existente com as leis de zoneamento e uso do solo do município. educação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.aspectos gerais: análise das condições econômicas. Portanto.aspectos físicos: condições de relevo.Engenharia Civil . indústria e serviços na região estudada faz parte dos procedimentos de vistoria para caracterização da região previstos na NBR 14653-2. Gabarito: Correta (PF Adm/2014 – CESPE) Uma obra de edificação ficou paralisada devido a vários problemas técnicos. Marcus V. coleta de resíduos sólidos. . condições ambientais. comunicação e televisão. . com indicação dos principais pólos de influência. inclusive usos anteriores atípicos ou estigmas. para concluir sobre as tendências de modificação a curto e médio prazos. De acordo com o item 7. redes de cabeamento para transmissão de dados. indústria e serviço. telefone. . esgotamento sanitário. quando relevantes para o mercado. água potável. políticas e sociais. . verifica-se que a verificação das atividades existentes 02197377701 de comércio.localização: situação no contexto urbano. O laudo de 133 .atividades existentes: comércio.1 da norma NBR 14653-2. os itens a serem analisados para a caracterização da região são: .3. . águas pluviais e gás canalizado. Campiteli Aula 21 adotar é a verificação das atividades existentes de comércio. saúde. energia elétrica. transporte coletivo.infraestrutura urbana: sistema viário. cultura e lazer.equipamentos comunitários: segurança. .

elaborado por perito engenheiro civil. < o perito se declarou impossibilitado de acrescentar detalhes no laudo e solicitou que um engenheiro eletricista complementasse o laudo.vistoria e/ou exame do objeto da perícia. Marcus V. julgue os itens subsequentes.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.diagnóstico dos itens objeto da perícia. o engenheiro civil tem permissão para emitir parecer sobre subestação elétrica sem a participação de engenheiro eletricista. o engenheiro civil não tem permissão para emitir parecer sobre subestação elétrica. até o limite de 380 Volts. A NBR 13752 – Perícias de Engenharia na Construção Civil estabelece as seguintes atividades básicas para as perícias: . Campiteli Aula 21 vistoria. a competência dos engenheiros civis está limitada às instalações elétricas de edificações de suas responsabilidades técnicas em baixa tensão. Somente o engenheiro eletricista possui esta competência.coleta de informações. . logo. Gabarito: Errada 02197377701 54) 111 – Uma proposta de solução para o problema estrutural deveria constar como requisito complementar. . < a subestação de energia elétrica apresentava problemas. 53) 109 – Na perícia de edificações. 134 . De acordo com o Confea. Com base nessas informações. incluía as seguintes informações: < a estrutura de concreto estava comprometida e nenhuma proposta de solução para o problema foi apresentada.Engenharia Civil .

inclusão de um número adequado de fotografias por cada bem periciado. dimensões. áreas. utilidades.escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais.descrição detalhada dos bens nos seus aspectos físicos. Campiteli Aula 21 .apresentação de plantas individualizadas dos bens. com exceção dos casos onde ocorrer impossibilidade técnica. 135 de articulação das fotos .considerações finais e conclusões. Marcus V. com planta perfeitamente numeradas. quando possível e/ou necessário. .indicação e perfeita caracterização de eventuais danos e/ou eventos encontrados. etc. b) Requisitos Complementares: . . . 02197377701 . A mesma norma estabelece os seguintes requisitos para as perícias: a) Requisitos Essenciais: .. . . etc. que podem ser obtidas sob forma de croqui.soluções e propostas. áreas.execução de um croqui de situação.indicação e perfeita caracterização de eventuais danos e/ou eventos encontrados. . materiais construtivos.análise das ocorrências e elementos periciais. dimensões. . garantindo maior detalhamento por bem periciado..descrição sumária dos bens nos seus aspectos físicos. utilidades.Engenharia Civil .inclusão de um número ampliado de fotografias.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . materiais construtivos.

02197377701 De acordo com a NBR 13752. Gabarito: Correta (MJ/2013 – Cespe) Um engenheiro civil foi contratado para vistoriar uma obra recém-concluída. 136 . o engenheiro não elaborou a respectiva anotação de responsabilidade técnica (ART). a atribuição de apurar as causas é da perícia em vez da vistoria. Marcus V. Com base nas informações acima. 55) 118 – Por se tratar de uma vistoria. a perícia é a atividade que envolve apuração das causas que motivaram determinado evento ou da asserção de direitos e a vistoria é a constatação de um fato.o contratante exigiu do engenheiro que ele apurasse as causas que motivaram os problemas levantados na vistoria. foram destacados os seguintes pontos: . Portanto.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. . verifica-se que a proposta de solução enquadra-se no requisito complementar “análise dos danos e/ou eventos encontrados.juntada de orçamento detalhado e comprovante de ensaios laboratoriais. mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem. apontando as prováveis causas e consequências”. o engenheiro contratado não tem atribuição de apurar as causas que motivaram os problemas levantados. Após a finalização de seus trabalhos. Campiteli Aula 21 - análise dos danos e/ou eventos encontrados. apontando as prováveis causas e conseqüências.por se tratar de atividade judicial.Engenharia Civil . quando se fizerem necessários. Portanto. julgue os próximos itens. .

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Campiteli Aula 21 Gabarito: Correta 02197377701 137 . Marcus V.Engenharia Civil .

721/2006 – Avaliação de custos unitários e preparo de orçamentos de construção para incorporação de edifício em condomínio define os critérios para orçamentos de obras em condomínio. o custo do valor de mercado do imóvel. 02197377701 3) 2 . A finalidade do método proposto na norma é o detalhamento do prédio para o registro em cartório. Emprega o Custo Unitário Básico para determinar o custo da obra. atualizada à data do arquivamento em cartório competente de Registro de Imóveis. 2) (69 – MPE-AM/2007 – Cespe) A área equivalente de construção é a transformação da área construída com diferentes padrões de edificação em uma área equivalente com único padrão de edificação. responda às questões 2 e 3. e facilitando a discussão de eventuais alterações que possam ocorrer durante a obra. 138 .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. de acordo com as características do prédio. De acordo com essa norma. (CGU/2012 – ESAF) A NBR 12.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS NA AULA 1) (111 – ABIN/2011 – Cespe) O cálculo da área do equivalente de construção leva em conta. através de ponderações. deve ser calculada a) multiplicando-se a área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma considerada pelo custo unitário básico da construção.A avaliação do custo global da obra. Marcus V. entre outros fatores. garantindo a condôminos e construtores um parâmetro de controle para a obra a ser executada.

d) multiplicando-se a área equivalente em área de custo padrão global pelo custo unitário básico. com atribuição de fração ideal própria no terreno e partes comuns do edifício é: a) área privativa acessória b) área de uso comum c) área de divisão proporcional d) unidade autônoma 02197377701 e) vaga de garagem 5) (21 – CEF/2013 – FCC) Um engenheiro está trabalhando na incorporação de um empreendimento residencial. c) multiplicando-se a área real total dos pavimentos pelo custo unitário básico. incluídas as superfícies das projeções de paredes. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. considere: I. Área real é a medida de qualquer dependência ou conjunto de dependências. e) multiplicando-se a área global de construção pelo custo unitário básico. pilares e demais elementos construtivos. Sobre as áreas reais do empreendimento. Campiteli Aula 21 b) multiplicando-se a área real global da edificação pelo custo unitário básico. identificada no projeto arquitetônico. 139 . correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação. correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 4) uma (5 – CGU/2008 . com acesso independente da ocupação das vagas de garagem no pavimento.Engenharia Civil .ESAF) Uma área fechada no subsolo de edificação. desvinculada. Marcus V.

apenas. nela incluídas as superfícies das projeções das paredes. (E) I. Marcus V. II e III. II. apenas. (C) II e IV. A descrição: “medida da superfície de quaisquer dependências cobertas. (B) coberta padrão. Campiteli Aula 21 II. IV. 140 e demais elementos . de pilares construtivos” refere-se à área (A) equivalente de construção. mas fora dos limites físicos de sua área principal. Está correto o que se afirma em (A) I e IV. apenas. III. III e IV. Área real de pavimento consiste apenas nas áreas cobertas de um pavimento. apenas. 6) (41 – UFTM/2013 – VUNESP) O indicador mais utilizado para o cálculo de custos de edificações é o Custo Unitário Básico. como as vagas de garagem.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. Área privativa acessória é aquela de uso exclusivo da unidade autônoma. (B) II e III. (C) coberta de padrão diferente. Área real total da unidade autônoma é a soma das áreas cobertas reais e condominiais.Engenharia Civil . (D) I. Uma questão básica para a utilização desse método de cálculo é a descrição para o cômputo da área que será 02197377701 utilizada. medidas a partir do projeto arquitetônico.

Marcus V. 02197377701 141 . 7) (3 – CGU/2012 – ESAF) A partir das informações do Quadro III (NBR-12.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. analise as afirmações a seguir.Engenharia Civil . Campiteli Aula 21 (D) coberta real.721/2006) e das informações disponibilizadas pelo SINDUSCON/DF para o CUB (referente a março de 2012). (E) construída.

590.66 R$/m2.) Com base no conceito introduzido no texto acima.Engenharia Civil . e) I e IV. e que não podem ser retirados sem destruição. É correto apenas o que se afirma em a) I. O Custo Básico Global da edificação é de R$ 3. conservá-lo. Fiker.00. III. 2001.578.00. assinale a opção que apresenta um tipo de benfeitoria. O Custo Unitário da obra em cálculo é de 897. o projetopadrão que mais se aproxima de suas características principais e de acabamento é o R8-B.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. melhorá-lo ou embelezá-lo. II. Para o exemplo de incorporação apresentado. fratura ou dano. 8) (34 – TRE-MT/2005 – Cespe) Benfeitorias são obras ou serviços que se realizam em um bem imóvel com o intuito de aproveitá-lo. São Paulo: PINI. d) IV.640. c) III. nele 02197377701 incorporados permanentemente. Manual de avaliações e perícias em imóveis urbanos. A eletiva B perfunctória 142 . Campiteli Aula 21 I.640. O Custo global da edificação é de R$ 3. b) II. Marcus V. (J. IV.

é permitida a vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas partes ou. c) medida pela qual a pessoa é protegida contra violências que lhe perturbam a posse de coisas corpóreas. o percentual mínimo é de: a) 30% b) 25% c) 20% 143 . Marcus V. contado ou medido. na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas. devem constar local e data da avaliação.653.Engenharia Civil . e) privação total ou parcial da posse de quaisquer bens alheios. se houver omissão no contrato. b) conflito de interesses suscitado em juízo ou fora dele. d) prejuízo. privação ou desaparecimento da posse ou da coisa possuída.752. 11) (100 – TRE-ES/2011 – Cespe) No laudo. considera-se “Esbulho” como: a) um bem consumível que pode ser pesado.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. com ou sem violência ou fraude de terceiros. Campiteli Aula 21 C geral D voluptuária E permanente 9) (9 – ESAF/CGU 2008) De acordo com a NBR 13. 02197377701 12) (7 – CGU/2008 .ESAF) De acordo com a NBR 14. mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que a constituem. qualificação legal completa e assinatura dos profissionais responsáveis pela avaliação. 10) (98 – STM/2011 – Cespe) Perícia é a constatação de fato.

00. (E) 642.00. é (A) 513. é necessário que diversos aspectos técnicos 144 e econômicos sejam . (C) 745.750.000. tem-se procurado padronizar métodos para permitir identificar valores de um bem de maneira confiável e com capacidade de comparação.000. 14) (51 – – TRT-15/2013 FCC) Um engenheiro civil necessitou avaliar um imóvel urbano pelo método evolutivo. C evolutivo. (Caixa/2006 – Cespe) Na avaliação de imóveis. Marcus V. Campiteli Aula 21 d) 15% e) 10% 13) (33 – TRE/MT – Cespe) No processo de avaliação de imóveis urbanos. Se.00.00.00.000.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.000. B involutivo. (D) 559.250. o valor de imóvel. E dos valores virtuais.800.25. Os métodos de identificação do valor de um bem não incluem o método A comparativo direto de dados de mercado. Após a vistoria ele constatou que o valor do terreno é R$ 411. para o tipo de imóvel.00 e o valor das benfeitorias é R$ 185.00. em reais. 02197377701 (B) 698. D da capitalização da renda. o fator de comercialização for 1.

julgue os itens que se seguem.Engenharia Civil . a avaliação de imóveis urbanos e a elaboração de laudos de avaliação são regidas por normas específicas que determinam os procedimentos a serem adotados. A respeito desse assunto. julgue os itens a seguir. que pode ser compreendido pela soma do valor do terreno e do investimento que seria necessário para a reconstrução da edificação. a planta de valores indica os locais dotados de atributos positivos na região. entre outros aspectos. o avaliador estabelece uma margem de lucro para o construtor e pode sinalizar o preço de venda do imóvel. de modo a que os valores dos imóveis sejam estimados de forma fidedigna. que resultam na valorização dos imóveis das imediações. A partir desse montante. 15) 123 – Em um processo de avaliação. A respeito desse assunto. Marcus V. 02197377701 (PMV/2008 – Cespe) No Brasil. assim como o nível de rigor e o conteúdo mínimos dos laudos. é vedado o trabalho avaliatório no qual prepondere a subjetividade. Campiteli Aula 21 considerados.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 16) 124 – No método de avaliação conhecido como método da renda. 18) (123 – Caixa/2006 – Cespe) Um dos conceitos-chave da atividade de avaliação de imóveis urbanos é o custo de reprodução. 19) 101 – Em uma avaliação. 17) 125 – O imóvel alodial é aquele cujas características são representativas dos imóveis da região. ou em que não se utilize 145 . o imóvel é avaliado em função da receita que ele pode gerar.

25) 107 – Na avaliação de imóveis. Marcus V. 21) 103 – Os laudos avaliatórios devem ser acompanhados da ART. a respectiva ART. visto que não são realizados diagnósticos estruturais em laudos desse tipo. 22) (104 – – MPU/2013 Cespe) A anotação de responsabilidade técnica (ART) é dispensável em laudos avaliatórios elaborados por engenheiros de avaliação de imóveis. 146 . 24) (117 – MJ/2013 – Cespe) Vistoria é atividade técnica de engenharia.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 20) 102 – Os laudos avaliatórios devem incluir obrigatoriamente a indicação da pessoa física ou jurídica que tenha encomendado o trabalho e a definição do método utilizado com justificativa de escolha. Campiteli Aula 21 qualquer instrumento matemático de suporte à convicção de valor expressa pelo engenheiro de avaliações. Considerando a legislação que regulamenta essa atividade. na área de engenharia legal. 23) (110 – PF Adm/2014 – Cespe) A anotação de responsabilidade técnica é dispensável para a elaboração de laudos periciais. sendo necessária. julgue os itens a seguir. por esse motivo. benfeitorias voluptuárias são aquelas benfeitorias indispensáveis à conservação do bem. entre outros elementos. 02197377701 (CEEE-RS/2005) O engenheiro civil pode vir a atuar em questões de avaliações e litígios.

as avaliações devem ser realizadas com a utilização dos métodos previstos na norma. por meio do qual o valor de um imóvel é definido com base na comparação desse imóvel com outros imóveis de características intrínsecas e extrínsecas semelhantes. destaca-se o método comparativo de dados de mercado. 27) 62 – De acordo com o método de avaliação conhecido como método da renda. b) Nas desapropriações parciais. 02197377701 30) (8 – CGU/2008 . na mesma data de referência. Campiteli Aula 21 26) 110 – Um dos métodos utilizados para identificar o valor de um bem a ser desapropriado é o método evolutivo. a) Nas desapropriações totais. (CORREIOS/2011 – Cespe) Acerca de avaliação de imóveis.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. sendo necessário justificar e quantificar os efeitos do desgaste físico e da obsolescência funcional dessas benfeitorias. 28) 63 – O valor de mercado de um imóvel corresponde à quantidade de dinheiro necessária para se efetuar operação imobiliária de compra ou de venda de um imóvel.ESAF) Considerando-se a avaliação de imóveis urbanos para efeito de desapropriação. 29) 64 – Entre os métodos de avaliação de imóveis disponíveis.Engenharia Civil . o critério básico é o da diferença entre as avaliações do imóvel original e do imóvel remanescente. com base em um orçamento detalhado. o valor das benfeitorias é apropriado por meio da reprodução dos custos de seus componentes. assinale o critério incorreto. 147 . Marcus V. julgue os seguintes itens.

Em se tratando dos graus de fundamentação no caso de utilização de modelos 148 de regressão linear. Em relação a esse assunto. durante o período correspondente. e de acordo com as normas brasileiras de avaliação de bens. na . devem ser previstas verbas relativas ao custo de obras de adaptação do remanescente. bem como eventuais perdas adicionais. Marcus V. deve ser recomendada a desapropriação total. 33) 117 . e em especial de bens imóveis urbanos. as indenizações devem considerar a renda a ser auferida pelo imóvel. 31) 115 – Frente projetada é a projeção horizontal da linha divisória do imóvel com a via de acesso. e em especial bens imóveis urbanos.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. (ABIN/2010 – Cespe) De acordo com as normas brasileiras e suas definições relacionadas à coleta de dados e outros procedimentos adotados para a avaliação de bens.Engenharia Civil . 02197377701 (ABIN/2010 – Cespe) Entre as metodologias adotadas para a avaliação de bens. d) No caso da avaliação considerar como inaproveitável o remanescente do imóvel. julgue os itens subsequentes. julgue os itens que se seguem. entre outros. 32) 116 – Amostragem é o conjunto de dados de mercado representativos de uma população. Campiteli Aula 21 c) No caso de benfeitorias atingidas. e) Nas desapropriações temporárias. existem métodos para se identificar o valor de um bem e para a especificação das avaliações.

Engenharia Civil .653/2001. avaliações e arbitramentos relativos a bens móveis e imóveis. manterse atualizado quanto ao estado da arte e somente aceitar encargo para o qual esteja especificamente habilitado e capacitado. as atividades de vistorias. com o objetivo de conhecer e caracterizar o bem avaliando e sua adequação ao seu segmento de mercado. daí resultando condições para a 02197377701 orientação da coleta de dados. ao avaliar um imóvel urbano. Marcus V. julgue os itens seguintes. deve adotar os procedimentos normatizados. 149 com a NBR . 35) 112 – A vistoria de um imóvel urbano deve ser efetuada pelo engenheiro de avaliações. Em relação às avaliações de imóveis urbanos. e de outros profissionais de áreas afins. perícias. a extrapolação dos resultados não é admitida quando se tem grau III. 34) 118 – O método involutivo identifica o valor do bem pelo somatório dos valores de seus componentes. deve ser considerado o fator de comercialização. C (STM/2011 – Cespe) O engenheiro. suas partes integrantes e pertences. Campiteli Aula 21 aplicação dos métodos comparativo direto de dados de mercado e comparativo direto de custo. Caso a finalidade seja a identificação do valor de mercado do referido bem. julgue os itens subsequentes.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. obras e serviços de utilidade pública. de acordo 14. entre outros. são de atribuição privativa dos engenheiros em suas diversas especialidades. A esse respeito. máquinas e instalações industriais. (ABIN/2010 – Cespe) De acordo com as normas vigentes no Brasil.

não é autoexplicativo. (E) a indicação dos métodos e procedimentos utilizados. (C) a qualificação legal completa e assinatura do profissional responsável pela avaliação. 37) 104 Na identificação do valor de mercado de um bem. 40) (49 – TRF3/2014 – FCC) Em um laudo de avaliação de imóvel do tipo simplificado. Este contém todas as informações necessárias e suficientes para ser autoexplicável.Engenharia Civil . Marcus V. permite-se arredondar o resultado de sua avaliação. pode vir suprimido 02197377701 (A) o objetivo da avaliação.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. requerendo a consulta a profissional experiente e capacitado para o seu perfeito entendimento. por sua vez. 150 . Quando for impossível o acesso ao bem avaliado. desde que o ajuste final não varie mais de 1% do valor estimado. o laudo de avaliação completo. 39) (113 – ABIN/2010 – Cespe) De acordo com a norma brasileira de avaliação de bens. o avaliador deverá recusar a realização da avaliação por impossibilidade técnica. o laudo de avaliação pode ser apresentado em apenas duas modalidades: simplificado e completo. 38) 105 Enquanto o laudo de avaliação simplificado contém. Campiteli Aula 21 36) 103 Nenhuma avaliação prescinde da vistoria. ao relacionar todas as referências. de forma sucinta. (D) o diagnóstico do mercado. (B) a identificação do solicitante. todas as informações necessárias.

151 sistemas ou componentes . julgue os itens a seguir. (MPE-PI/2012 – Cespe) Quanto à avaliação de imóveis urbanos. 43) 111 Na utilização do modelo de regressão linear. a verificação da normalidade pode ser realizada pelo exame do histograma de resíduos amostrais padronizados. nos trabalhos de elaboração de laudos periciais em engenharia civil. 41) 102 Na avaliação de um bem. entende-se por decrepitude a depreciação de um bem (A) devida à retirada de originalmente existentes. 42) 103 As avaliações de bens podem ser especificadas quanto à fundamentação diretamente ligada e ao precisão. Marcus V.Engenharia Civil . 45) 113 A vistoria por amostragem aleatória é permitida para a avaliação de um conjunto de unidades autônomas padronizadas. industrial ou residencial. é classificada como benfeitoria útil. qualidade e quantidade dos dados amostrais disponíveis. 46) 114 A depreciação física de um imóvel pode ser calculada 02197377701 com base na aplicação de um coeficiente de depreciação. Campiteli Aula 21 (TJ-ES/2011 – Cespe) Julgue os itens seguintes.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. 47) (53 – TRT-15/2013 – FCC) Em relação à depreciação. 44) 112 Quanto ao tipo. aquela que aumente ou facilite o uso desse bem. A precisão aprofundamento do está trabalho avaliatório. mesmo que seja dispensável. o imóvel pode ser classificado em comercial. a respeito de legislação e de engenharia legal. com o envolvimento da seleção da metodologia em razão da confiabilidade.

49) 93 – A margem de lucro do incorporador adotada em modelos estáticos. no laudo. (E) devida aos efeitos deletérios decorrentes dos trabalhos normais de desmontagem. Marcus V. (D) à superação da tecnologia do equipamento ou sistema. (E) servidão. (C) mutilação.Engenharia Civil . (B) deterioração. além de ser proporcional ao risco do 152 . acerca da avaliação de imóveis urbanos. Campiteli Aula 21 (B) devida ao desgaste de seus componentes ou falhas de funcionamento de sistemas.PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. em consequência de seu envelhecimento natural. 02197377701 (D) decrepitude. em consequência de sua utilização. para a definição do valor do bem. 48) (31 – CEF/2013 – FCC) No laudo de avaliação de um imóvel. Esta depreciação. no decorrer de sua vida útil. desgaste e manutenção normais. considerou a depreciação. o avaliador. necessários para a remoção do equipamento. foi descrita como sendo ocasionada pelo desgaste das partes constitutivas. (C) pela idade. em razão de uso ou manutenção inadequados. (PEFOCE/2012 – Cespe) Julgue os itens a seguir. em condições normais de utilização e manutenção. Este desgaste denomina-se (A) obsoletismo.

PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. decorrente de falha de projeto que pode representar ameaça ao usuário. deve estar de acordo com o que é praticado no mercado. 02197377701 < a subestação de energia elétrica apresentava problemas. Campiteli Aula 21 empreendimento. 51) (95 – PEFOCE/2012 – Cespe) Em um conjunto de unidades autônomas padronizadas é possível realizar vistoria interna por amostragem aleatória. indústria e serviços na região estudada. 52) (114 – ABIN/2010 – Cespe) Quando um engenheiro faz uma vistoria. incluía as seguintes informações: < a estrutura de concreto estava comprometida e nenhuma proposta de solução para o problema foi apresentada.Engenharia Civil . um dos procedimentos a adotar é a verificação das atividades existentes de comércio. Marcus V. < o perito se declarou impossibilitado de acrescentar detalhes no laudo e solicitou que um engenheiro eletricista complementasse o laudo. para fins de avaliação de um bem imóvel. 153 . elaborado por perito engenheiro civil. 50) 94 – Anomalia na edificação. é considerada defeito construtivo. por ocasião da caracterização da região. (PF Adm/2014 – CESPE) Uma obra de edificação ficou paralisada devido a vários problemas técnicos. O laudo de vistoria. Com base nessas informações. julgue os itens subsequentes.

54) 111 – Uma proposta de solução para o problema estrutural deveria constar como requisito complementar. 02197377701 154 . .o contratante exigiu do engenheiro que ele apurasse as causas que motivaram os problemas levantados na vistoria. o engenheiro contratado não tem atribuição de apurar as causas que motivaram os problemas levantados. 55) 118 – Por se tratar de uma vistoria. Campiteli Aula 21 53) 109 – Na perícia de edificações. Após a finalização de seus trabalhos. (MJ/2013 – Cespe) Um engenheiro civil foi contratado para vistoriar uma obra recém-concluída.por se tratar de atividade judicial.Engenharia Civil . Com base nas informações acima. Marcus V. foram destacados os seguintes pontos: .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof. o engenheiro não elaborou a respectiva anotação de responsabilidade técnica (ART). o engenheiro civil tem permissão para emitir parecer sobre subestação elétrica sem a participação de engenheiro eletricista. julgue os próximos itens.

Campiteli Aula 21 GABARITO 1) Errada 15) Errada 29) Correta 43) Correta 2) Correta 16) Correta 30) D 44) Errada 3) D 17) Errada 31) Errada 45) Correta 4) A 18) Correta 32) Errada 46) Correta 5) A 19) Errada 33) Correta 47) C 6) D 20) Correta 34) Errada 48) D 7) Anulada 21) Correta 35) Correta 49) Correta 8) D 22) Errada 36) Errada 50) Correta 9) E 23) Errada 37) Correta 51) Correta 10) Errada 24) Correta 38) Errada 52) Correta 11) Correta 25) Errada 39) Correta 53) Errada 12)Desatualizada 26) Correta 40) C 54) Correta 13) E 27) Errada 41) Correta 55) Correta 14) C 28) Errada 42) Errada 02197377701 155 . Marcus V.Engenharia Civil .PCDF/2016 Teoria e Questões Prof.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful