Você está na página 1de 4

NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS Á

EDUCAÇÃO
A Informática na Educação Especial
Pablo de Paula
Patrícia Apª N. Da Silva
Pedagogia - 1º Ano Noite
UNICENTRO

Introdução
O Programa Informática na Educação é uma iniciativa pioneira na Bahia e tem
sido responsável pela abertura das Portas para crianças e adolescentes portadores de
necessidades especiais, viabilizando tanto o seu aprendizado como o
desenvolvimento psicomotor. A INFOESP (Informática na Educação Especial),
criado há mais de 10 anos é um programa de informática utilizado na educação de
adolescentes portadores de deficiência.
A partir da década de 90 difundiu-se a inclusão de pessoas com
necessidade de educação especial, proporcionando maior respeito e socialização de
pessoas com algum tipo de deficiência. Dando maior ênfase nesse trabalho a
comunidade surda, houve um movimento maciço para inclusão de alunos surdos em
escolas regulares (para ouvintes).
Segundo os dados inicialmente levantados pelo IATEL (Instituto de
Audição e Terapia de Linguagem, fundada em 05 de julho de 1969, uma sociedade
civil sem fins lucrativos, que tem por finalidade dar assistência educativa e
reeducativa a portadores de deficiência de comunicação e da linguagem oral e
escrita), estima-se que considerável o número constituído por pessoas que portam
algum tipo de deficiência auditiva, dessa forma tem-se então, um dado significativo
de deficientes auditivos, a justificar a necessidade e a importância do
desenvolvimento de ações, no sentido de possibilitar a essa comunidade a
oportunidade de incluir-se social e profissionalmente. Na busca de alternativas de
reconhecimento dos surdos como cidadãos, pode-se afirmar que a aquisição de
conhecimento é sem dúvida alguma a que mais condições oferecem. Uma das
formas que apresentam maior viabilidade e maior potencialidade de inserção se dá
através da informática, em que poderão possibilitar ao surdo pleno acesso ao mundo
que o rodeia e ao qual pertence.

Avanços Tecnológicos na Educação Especial

Atualmente um tema bastante urgente e comovente para os brasileiros, é


a tão apavorante Tecnologia, tanto na informação como na comunicação, mas se
torna o caminho de novas possibilidades para a Educação e, principalmente uma
ferramenta necessária para o processo educacional de pessoas com deficiência.
Sabemos que uma irrestrita utilização de novas Tecnologias poderá
facilitar no processo de introdução de crianças e jovens com deficiência,
principalmente os considerados mais difíceis como: deficientes múltiplos, autistas,
surdos, são pessoas que tem direito á Educação, mas uma instrução que respeite sua
individualidade, para que isso aconteça alem de um experiente apropriamento da
capacitação de professores e das escolas, poderíamos iniciar a propagação de
recursos tecnológicos que os profissionais da Educação e todo pessoal envolvido
nesta busca da Educação com qualidade podem utilizar.
Algumas Tecnologias foram criadas para as pessoas com deficiência
terem facilidade de comunicação:
• Teclados adaptados;
• Mouses modificados;
• Sinalizadores de tela;
• Dicionário de gestos e LIBRAS;
• Telas sensíveis;
• Leitores de telas para deficientes visuais, esses são
alguns exemplos, mas tem programas para portadores de deficiência graves.
Para que todo esse recurso Tecnológico seja disponibilizado há que
dilatar sua difusão e conhecimento para não ficar numa circulação restrita de seus
benefícios, precisa também uma permanente e intensa troca de informações e dados
entre criadores e usuários destes recursos.
O próprio sistema do Windows oferece alguns recursos básicos, que a
maioria das pessoas desconhece. Basta clicar no menu Iniciar e logo em
configurações, Painel de Controle e acessibilidade, esta janela orienta o usuário,
permitindo que faça várias adaptações de acordo com diferentes necessidades
(GALVÃO FILHO).

Aluno Surdo na Sala de Aula

Por muito tempo a surdez era visto de diferentes formas, principalmente por ser uma
patologia, por isso a criança surda era considerada doente, mesmo com a evolução
da cultura surda inserida na sociedade. A aquisição da linguagem e associado a isso
a leitura é essencial para o desenvolvimento cultural do aluno surdo. Os quais
possuem uma percepção visual mais estimulado e desenvolvido que os ouvintes.
Através do computador temos o alfabeto em LIBRAS de várias formas e modelos
dando suporte para o aluno surdo e para os ouvintes que estiverem interesse em
aprender a Língua Brasileiras de Sinais, soletrando e traduzindo. A LIBRAS foi e
está sendo desenvolvida na comunidade surda brasileira, assim como o português
pode ser aprendido a LIBRAS também, é considerado pelos defensores do
bilinguismo como uma segunda língua, na LIBRAS não se possui sinal para artigos,
preposições, todo conjunto de normas para formar a língua portuguesa, uma vez que
o significado dos elementos está no sinal contido.
Considerações Finais

Este estudo procurou verificar o auxílio do computador como ferramenta no


processo de aprendizagem e a compreensão do aluno surdo na sala de aula, levando
em consideração o interesse e a espontaneidade de professores e órgãos responsáveis
pela educação, principalmente para alunos com algum tipo de deficiência.
Observamos que apesar do Brasil ter avanços Tecnológicos para amparar essa
sociedade, falta interesse de órgãos responsáveis para a divulgação desses
benefícios.
Percebemos a evolução da comunidade surda, mas para que esse progresso continue,
temos, nós como agentes da Educação, dar um passo à frente, buscando novos
conhecimentos, nos preparando para a era digital, sendo a informática uma das
principais ferramentas no aprendizado do aluno com deficiência.
De acordo com Silva (2001 ):
“(...) a inclusão do aluno surdo não deve ser norteada pela igualdade em relação ao aluno ouvinte
e sim por suas diferenças sócio-histórico-cultural, ás qual o ensino se sustente em fundamentos
lingüísticos, pedagógicos, políticos, históricos, implícitos nas novas definições e representações sobre
a surdez (...). Portanto, que se tenha um currículo em LIBRAS e uma pedagogia centrada no ensino
da escrito, no caso do aluno brasileiro, o Português”

Referências:

GALVÃO FILHO, Teófilo. In. Entrevista na Revista TV Escola, Brasília: MEC.


P39-41 Disponíveis <http://www.galvaofilho.net/tvescola.pdf> acessado em
07/04/2010

KIMURA, Sheila F. A informática educativa na avaliação e compreensão da


leitura do aluno surdo, Monografia apresentado na disciplina na UDESC, 18 de
abril de 2008. N a cidade de Florianópolis-SC.

OLIVEIRA, Ramon. Informática educativa: dos planos e discurso à sala de


aula. Campinas: Papirus, 1997.

Projeto Inclusão Digital do surdo. Disponível


<http://www.sc.sucessu.org.br/projeto/projetoIATEL>acessado em 31/03/2010

SILVA, Marília da P. Marinho. A construção de sentido na escrita do aluno


surdo. São Paulo: Plexus;2001