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Introdução Bíblica Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade,
 

Introdução

Bíblica

Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.

(Salmos 138:2 ACF)

(Pesquisa, elaboração e coletânea de material por: PASTOR EDSON DE OLIVEIRA)

ABREVIATURAS:

 

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Em índices e citações bíblicas, é comum o uso de abreviaturas para se referir aos textos bíblicos. Um dos formatos convencionados segue o padrão abaixo:

Os dois pontos (:) separam o capítulo dos versos;

O hífen (-) indica uma faixa contínua de versos;

A vírgula (,) indica uma seqüência não contínua de versos;

O ponto-e-vírgula (;) inicia um novo capítulo do mesmo livro ou não, se seguido de nova abreviação.

2 Ts 2:2-12 = Segunda Tessalonicenses, capítulo 2, versículos 2 a 12 Gn 3:1-15 = Gênesis, capítulo 3, versículos 1 a 15. Rm 11:18 = Romanos, capítulo 11, versículo 18. Dn 9:25, 27; 11:3-43 = Daniel, capítulo 9, versículos 25 e 27; e capítulo 11, versículos 3 a 43. Mt 24-26; Ap 1:1-8 = Mateus, capítulos 24 a 26; Apocalipse, capítulo 1, versículos 1 a 8.

CAPÍTULOS E VERSÍCULOS:

A divisão da Bíblia em capítulos só veio acontecer no ano de 1250 A. D., pelo cardeal Hugo de Sancto Caro, monge dominicano. Alguns pesquisadores atribuem essa divisão também a Stephen Langton, professor da Universidade de Paris e mais tarde arcebispo da Cantuária, em 1227. Em 1525, Jacob Ben Hayim, na Bíblia Bomberg, em Veneza, havia dividido o Antigo Testamento em versículos. O Novo Testamento foi dividido em versículos em 1551, por Robert Stephanus, um impressor de Paris, que publicou a primeira Bíblia (Vulgata Latina) dividida em capítulos e versículos em 1555.

ALGUNS TERMOS IMPORTANTES E SEUS SIGNIFICADOS:

Antilegômena: (significa: falar contra). São os livros bíblicos que em certa ocasião foram questionados por alguns. Apócrifos: (significa: escondidos ou duvidosos). Livros não-bíblicos aceitos por alguns, mas rejeitados por outros. Cânon = Do grego "kánon", e do hebraico "kaneh", regra; lista autêntica dos livros considerados como inspirados. Epístolas = Cartas Evangelho = Caminho; boas novas Homologoumena: (significa: falar como um). São os livros bíblicos que foram aceitos por todos e que em momento algum foram questionados. Paráfrase = Tradução livre ou solta, onde o objetivo é traduzir “a idéia” e não as palavras; Pseudepígrafos: (significa: falsos escritos). Livros não-bíblicos (não canônicos) rejeitados por todos. Seus escritos se desenvolvem sobre uma base verdadeira, seguindo caminhos fantasiosos; Septuaginta = LXX de Alexandria. Bíblia traduzida para o grego por judeus e gregos de Alexandria, incluindo os livros apócrifos; Sinóticos = Síntese. Os três primeiros evangelhos são chamados de evangelhos sinóticos, pois sintetizam a vida de Jesus; Testamento = Aliança, Pacto, Acordo; Tradução = Transliteração de uma língua para outra; Variantes = Diferenças encontradas nas diferentes cópias de um mesmo texto, mediante comparação. Elas atestam o grau de pureza de um escrito; Versão = Tradução da língua original para outra língua.

CURIOSIDADES BÍBLICAS:

é o livro mais antigo da Bíblia;

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Foram usados 3 idiomas na confecção da Bíblia: hebraico, aramaico (A.T.) e grego (N.T.);

Foi escrita em aproximadamente 1500/1600 anos, por uns 40 autores e contém 66 livros;

Texto áureo da Bíblia: João 3:16;

A "Epístola da Alegria", a carta de Paulo aos Filipenses, foi escrita na prisão e as expressões de

alegria aparecem 21 vezes na epístola; Quem cortou o cabelo de Sansão não foi Dalila, mas um homem (Juizes 16:19);

O nome mais cumprido e estranho de toda a bíblia é Maer-Salal-Has-Baz - filho de Isaías

(Is

8:3-4);

Davi, além de poeta, músico e cantor foi o inventor de diversos instrumentos musicais.

(Am 6:5);

O nome "cristão" só aparece três vezes na Bíblia. (At 11:26; At 26:28 e I Pe 4:16);

As tábuas da lei foram feitas por Deus e quebradas por Moisés, e depois feitas por Moisés e

O capítulo 19 de 2 Reis é idêntico ao 37 de Isaías;

O VT encerra citando a palavra “maldição”, o NT encerra citando “a graça de Nosso Senhor Jesus

Cristo”; O nome de JESUS consta no primeiro e último versículo do NT;

Israel é considerada a “menina dos olhos de Deus” (Deuteronômio 32:10; Zacarias 2:8);

A Bíblia contém cerca de 3.565.480 letras, 773.692 palavras, 31.173 versículos, 1.189 capítulos e 66

livros; O capítulo mais comprido é o Salmo 119;

O mais curto, Salmo 117;

O meio exato da Bíblia é o versículo 8 do Salmo 118;

O versículo mais longo está em Ester 8:9;

O versículo mais curto é: "Não matarás", Êxodo 20:13 (10 letras);

reescritas por Deus (Êx 34:1); Moisés fez o povo beber o ouro do bezerro da desobediência (Êx 32:19-20);

A arca de Noé media 134 m de comprimento, 23m de largura e 14m de altura; sua área total nos três

pisos era de 9.250 (m²) e um volume total de 43.150 (m³); Noé permaneceu na arca 382 dias (Gn 7:9-11; 8:13-19);

Davi foi ungido três vezes obtendo uma gloriosa confirmação (1 Sm 16:13; 2 Sm 2:4;

1 Cr

11:3);

Salomão não era o único sábio, havia mais quatro sábios (1 Rs 4:29-31);

(Jo

Salomão disse 3.000 provérbios e 1005 cânticos. (1 Rs 4:32);

O Antigo Testamento apresenta 332 profecias literalmente cumpridas na pessoa de Jesus Cristo;

Paulo pregou o maior discurso descrito pela Bíblia (At 20:7-11);

O maior profeta jamais realizou um milagre, contudo foi o pregador mais convincente

10:41-42);

O "sermão do monte" poderia ser chamado de "sermão da planície" (Mt 5:1; Lc 6:17); O Salmo 22 é alfabético - um versículo para cada letra hebraica; O Salmo 119 tem, em hebraico, 22 seções de oito versículos. Cada uma das seções inicia com uma letra do alfabeto hebraico, de 22 letras. Dentro das seções, cada versículo inicia com a letra da seção; No livro Lamentação de Jeremias, os capítulos 1, 2 e 4 têm versículos em número de 22 cada, compreendendo as letras do alfabeto hebraico. O capítulo 3 tem 66 versículos, levando cada três deles, em hebraico, a mesma letra do alfabeto; A expressão "o caminho de um sábado" corresponde ao caminho permitido no dia de sábado; a distância que ia da extremidade do arraial das tribos ao tabernáculo, quando no deserto, isto é, cerca de 1.200 metros; A menor Bíblia existente foi impressa na Inglaterra e pesa somente 20 gramas. Este fabuloso exemplar da Bíblia mede 4,5 cm de comprimento, 3 cm de largura e 2 cm de espessura. Apesar de ser tão pequenina, contém 878 páginas, possui uma série de gravuras ilustrativas e pode ser lida com o auxílio de uma lente; A maior Bíblia que se conhece, contém 8.048 páginas, pesa 547 quilos e tem 2,5 metros de espessura. Foi confeccionada por um marceneiro de Los Angeles, durante dois anos de trabalho

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  ininterrupto. Cada página é uma delgada tábua de 1 metro de altura, em cuja
ininterrupto. Cada página é uma delgada tábua de 1 metro de altura, em cuja superfície estão
gravados os textos;
Para a leitura completa da Bíblia, são necessárias 49 horas, a saber: 38 horas para a leitura do Velho
Testamento e 11 horas para a do Novo Testamento;
Para lê-la audivelmente, em velocidade normal de fala, são necessárias cerca de 71 horas. Se você
deseja lê-la em 1 ano, deve ler apenas 4 capítulos por dia;
Ao comparar as diferentes cópias do texto da Bíblia entre si e com os originais disponíveis, menos
de 1% do texto apresentou dúvidas ou variações, portanto, 99% do texto da Bíblia é puro. Vale
lembrar que o mesmo método (crítica textual) é usado para avaliar outros documentos históricos,
como a Ilíada de Homero, por exemplo;
Foi a primeira obra impressa por Gutenberg, em seu recém inventado prelo manual, que dispensava
as cópias manuscritas;
A Bíblia foi escrita e reproduzida em diversos materiais, de acordo com a época e cultura das
regiões, utilizando tábuas de barro, peles, papiro e até mesmo cacos de cerâmica/louças (óstracos);
Com exceção de alguns textos do livro de Esdras e de Daniel, os textos originais do Antigo
Testamento foram escritos em hebraico, uma língua da família das línguas semíticas, caracterizada
pela predominância de consoantes;
A palavra "Hebraico" vem de "Hebrom", região de Canaã que foi habitada pelo patriarca Abraão em
sua peregrinação, vindo da terra de Ur;
Os 39 livros que compõem o Antigo Testamento estavam compilados desde cerca de 400 a.C., sendo
aceitos pelo cânon Judaico, e também pelos Protestantes, Católicos Ortodoxos, Igreja Católica
Russa, e parte da Igreja Católica tradicional;
A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748. A tradução foi feita a partir da Vulgata Latina
e iniciou-se com D. Diniz (1279-1325);
A primeira citação da redondeza da terra confirmava a idéia de Galileu, de um planeta esférico.
Bastava que os descobridores conhecessem a bíblia. (Isaías 40: 22);
A palavra fé, no Antigo Testamento, é encontrada apenas em Hc 2: 4;
A palavra "DEUS" aparece 2.658 vezes no V.T. e 1.170 vezes no N.T., num total de 3.828 vezes;
Há na Bíblia 177 menções ao diabo em seus vários nomes;
Os livros de Ester e Cantares de Salomão não possuem o nome DEUS;
A expressão "Assim diz o Senhor" e equivalentes encontram-se cerca de 3.800 vezes na Bíblia;
A Vinda do Senhor é referida 1845 vezes na Bíblia, sendo 1.527 no Antigo Testamento e 318 no
Novo Testamento;
A expressão "Não Temas!" é encontrada 366 vezes na Bíblia, o que dá uma para cada dia do ano e
mais uma para os anos bissextos!;
No Salmo 107 há 4 versículos iguais: 8, 15, 21 e o 31;
Todos os versículos do Salmo 136 terminam da mesma maneira;
Em Êxodo 3.14 Deus, pela primeira vez, revela seu nome: Eu Sou Quem Sou, ou Yahweh (Jeová) -
Este é o nome mais comum de Deus no Velho Testamento, aparecendo cerca de 6.800 vezes na
língua original, o Hebraico. Em nossa tradução esse nome vem traduzido por "Senhor" e aparece
1.853 vezes;
Adão - o homem no Jardim do Éden – o seu nome significa "ser humano";
 À medida que os apóstolos levaram o evangelho pelo mundo, muitas das palavras do Senhor e
muitas reminiscências sobre Ele circulavam oralmente. Uma evidência disso ocorre quando Paulo,
ao falar aos anciãos de Éfeso, empregou uma declaração de Jesus que não consta de parte alguma
dos evangelhos (Atos 20:35).

O livro de Isaías:

Também conhecido como “o Evangelho do Antigo Testamento”.

É tido como uma miniatura da Bíblia:

Tem 66 capítulos, assim como a Bíblia tem 66 livros.

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A primeira seção tem 39 capítulos/livros e corresponde à mensagem do Antigo Testamento. A segunda seção tem 27 capítulos/livros tratando do conforto, promessa e salvação, correspondendo à mensagem do Novo Testamento. Assim como o NT termina falando do novo céu e nova terra, o mesmo ocorre no término de Isaías (66:22). O próprio nome Isaías tem semelhança com o significado do nome de Jesus: Isaías quer dizer Salvação de Jeová e Jesus, Jeová é Salvação.

Algo muito significante é que a Bíblia contém três advertências solenes contra qualquer tentativa de acrescentar palavras ao livro inspirado de Deus e esta significação é grandemente acentuada pelo fato de que a primeira de tais advertências foi escrita pelo primeiro de todos os escritores da Bíblia, enquanto que a terceira foi escrita pelo último dos escritores:

MOISÉS – que teve visão, dada pelo Espírito, do passado desconhecido, escreveu a primeira: Dt 4:2; SALOMÃO – o homem mais sábio que já viveu, escreveu a segunda: Pv 30:6; JOÃO – para quem foi dado tão maravilhosa revelação do futuro, escreveu a terceira: Ap 22:18-19.

De capa a capa a Bíblia é a mensagem do amor de Deus por nós.

Devemos estudá-la

diligentemente todos os dias para termos

discernimento e crescimento espiritual e vivermos no

padrão de Deus, glorificando nosso Criador e Redentor.

AS LÍNGUAS E OS MATERIAIS DA BÍBLIA:

A ERA DA ESCRITA:

Parece que a escrita se desenvolveu durante o IV milênio a.C. No II milênio a.C. várias experiências conduziram ao desenvolvimento do alfabeto e de documentos escritos por parte dos fenícios. Tudo isso se completou antes da época de Moisés, que escreveu não antes de mais ou menos 1450 a.C. Já em 3500 a.C. os sumérios usavam tabuinhas de barro para a escrita cuneiforme, e registraram, por exemplo, a descrição sumeriana do dilúvio, que teria sido gravada em 2100 a.C. Os egípcios (em 3100 a.C.) apresentavam documentos escritos em hieróglifos (pictografia). A partir de 2500 a.C. usavam-se textos pictográficos em Biblos (Gebal) e na Síria. Em Cnosso e em Atchana, grandes centros comerciais, apareceram registros gravados anteriores à época de Moisés. Outros elementos correspondentes de meados a fins do II milênio a.C. acrescentam mais evidências de que a escrita já se havia desenvolvido bem antes da época de Moisés. Em suma, Moisés e os demais autores da Bíblia escreveram numa época em que a humanidade estava “alfabetizada”, ou melhor, já podia comunicar seus pensamentos por escrito.

AS LÍNGUAS BÍBLICAS EM PARTICULAR:

As línguas utilizadas no registro da revelação de Deus, a Bíblia, vieram das famílias de línguas semíticas e indo-européias. Da família semítica se originaram as línguas básicas do Antigo Testamento, quais sejam, o hebraico e o aramaico (siríaco). Além dessas línguas, o latim e o grego representam a família indo-européia. De modo indireto, os fenícios exerceram um papel importante na transmissão da Bíblia, ao criar o veículo básico que fez que a linguagem escrita fosse menos complicada do que havia sido até então: inventaram o ALFABETO.

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AS LÍNGUAS DO ANTIGO TESTAMENTO:

O aramaico era a língua dos sírios, tendo sido usada em todo o período do Antigo Testamento. Durante o século VI a.C., o aramaico tornou-se a língua geral de todo o Oriente Próximo. Seu uso generalizado se refletiu nos nomes geográficos e nos textos bíblicos de Esdras 4:7 – 6:18; 7:12-26, Daniel 2:4 a 7:28. (alguns estudiosos mencionam que o correto é Esdras 4:8 a 8:18 e incluem Jr 10:11). O hebraico é a língua principal do Antigo Testamento, especialmente adequada para a tarefa de criar uma ligação entre a biografia do povo de Deus e o relacionamento do Senhor com esse povo. O hebraico encaixou-se bem nessa tarefa porque é uma língua pictórica. Expressa-se mediante metáforas vívidas e audaciosas, capazes de desafiar e dramatizar a narrativa dos acontecimentos. Além disso, o hebraico é uma língua pessoal. Apela diretamente ao coração e às emoções, e não apenas à mente e à razão. É uma língua em que a mensagem é mais sentida que meramente pensada. É chamada no A. T. de “língua de Canaã” (Is 19:18) e “língua Judaica” (Is 36:13; 2 Rs 18:26-28). Lê-se da direita para esquerda e o alfabeto compõe-se de 22 letras.

AS LÍNGUAS DO NOVO TESTAMENTO:

As línguas semíticas também foram usadas na redação do Novo Testamento. Na verdade, Jesus e seus discípulos falavam o aramaico, sua língua materna, tendo sido essa a língua falada por toda a Palestina na época. (Mt 27:46). O hebraico fez sentir mais sua influência mediante expressões idiomáticas, como uma que no português quer dizer “e sucedeu que”. Outro exemplo da influência hebraica no texto grego vemos no emprego de um segundo substantivo, em vez de um adjetivo, a fim de atribuir uma qualidade a algo ou a alguém (1 Ts 1:3). Além das línguas semíticas a influenciar o N. T., temos as indo-européias, o latim e o grego. O latim influenciou ao emprestar muitas palavras, como “centurião”, “tributo” e “legião”, e pela inscrição trilíngue na cruz (em latim, em hebraico e em grego). No entanto, a língua em que se escreveu o N. T. foi o grego. Até fins do século XIX, cria-se que o grego do N. T. (koinê) era a “língua especial” do Espírito Santo, mas a partir de então, essa língua tem sido identificada como um dos cinco estágios do desenvolvimento da língua grega. Esse grego koinê era a língua mais amplamente conhecida em todo o mundo do século I. O alfabeto havia sido tomado dos fenícios. Seus valores culturais e vocabulário cobriam vasta expansão geográfica, vindo a tornar-se a língua oficial dos reinados em que se dividiu o grande império de Alexandre, o Grande, uma língua quase universal. O aparecimento providencial dessa língua, ao lado de outros desenvolvimentos culturais, políticos, sociais e religiosos, ampla rede de estradas, etc, durante o século I a.C., fica implícito na declaração de Paulo: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gálatas 4:4 – A.C.F.). . O grego do N. T. adaptou-se de modo adequado à finalidade de interpretar a revelação de Cristo em linguagem teológica. Tinha recursos lingüísticos especiais para essa tarefa, por ser um idioma intelectual. Era um idioma da mente, mais que do coração, e os filósofos atestam isso amplamente. O grego tem precisão técnica de expressão não encontrada no hebraico. Além disso, o grego era uma língua quase universal.

A verdade do A. T. a respeito de Deus foi revelada inicialmente a uma nação, Israel, em sua própria língua, o hebraico. A revelação completa, dada por Cristo, no Novo Testamento, não veio de forma tão restrita. Em vez disso, a mensagem de Cristo deveria ser anunciada ao mundo todo:

...

em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lc 24:47)

OS MATERIAIS DA ESCRITA:

Os autores da Bíblia empregaram os mesmos materiais em uso no mundo antigo. O papiro foi usado na antiga Gebal (Biblos) e no Egito, por volta de 2100 a.C. Eram folhas de uma planta, cuja popa era cortada em tiras que eram colocadas superpostas umas às outras de forma cruzada,

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coladas, prensadas e depois polidas. Eram escritas de um lado apenas. A cor era amarelada. Foi o material que o apóstolo João usou para escrever o Apocalipse (Ap 5:1) e suas cartas (2 Jo 12). O velino, o pergaminho e o couro são palavras que designam os vários estágios de produção de um material de escrita feito de peles de animais curtida e preparada para a escrita. Seu uso generalizado vem dos primórdios do Cristianismo, mas já era conhecido em tempos remotos, pois temos uma menção de Isaías 34:4 sobre um livro que era enrolado. O pergaminho preparado de modo especial para a escrita era chamado de velo. Tudo indica que o termo pergaminho derivou o seu nome da cidade Pérgamo, na Ásia menor, cujo rei, Eumenes II (159 - 197 d. C.), fez uma grande biblioteca para rivalizar com a de Alexandria no Egito. O Novo Testamento menciona esse material gráfico em 2 Tm 4:13; Ap 6:14. O velino era desconhecido até 200 a.C., pelo que Jeremias teria tido em mente o couro (Jr 36:23). Outros materiais para a escrita eram o metal (Êx 28:36), a tábua recoberta de cera (Is 30:8; Hc 2:2; Lc 1:63), as pedras preciosas (Êx 39:6-14) e os cacos de louça (óstracos), como mostra Jó 2:8. O linho era usado no Egito, na Grécia e na Itália, embora não tenhamos indícios de que tenha sido usado no registro da Bíblia.

A TINTA E OS INSTRUMENTOS DE ESCRITA:

A tinta utilizada pelos escribas era uma mistura de carvão em pó com uma substância líquida parecida com a goma arábica (Jr 36:18; Ez 9:2; 2 Co 3:3; 2 Jo 12; 3 Jo 13). Para a escrita em papiro e pergaminho, os escribas usavam penas de aves, pincéis finos e um tipo de caneta feita de madeira porosa e absorvente. Para uso em cera utilizavam um estilete de metal (Is 30:8).

OS TIPOS DA ESCRITA:

Alguns tipos de escrita utilizados nos manuscritos são:

  • a) Uncial: os mais antigos manuscritos gregos só usavam letras maiúsculas desenhadas e sem separação entre

palavras. Datam do IV século A. D.

  • b) Cursivo: Era o tipo de escrita onde letras minúsculas eram conectadas com espaço entre palavras. Datam

do IX século A. D.

  • c) Sinais Vocálicos: Mais ou menos ao redor dos anos 500 a 900 d.C., eruditos judeus chamados Massoretas

introduziram um sistema de pontos colocado acima, abaixo e entre o texto consonantal do Velho Testamento, de forma a marcar a vocalização do texto (Além disto eles cercaram o texto de uma série de anotações

chamadas Massorá, que garantiam a imutabilidade do texto). Estes pontos, chamados pontos vocálicos, exerceriam a função de vogais, mas tinham a vantagem de nada acrescentar ou tirar do texto consonantal inspirado. Este sistema preservou a pronúncia do hebraico que, nesta época, era língua dos eruditos judeus. Foi o texto hebraico preservado por este grupo de eruditos judeus que chegou aos dias de hoje.

OBS: É conveniente lembrar que nos manuscritos mais antigos não era usado um sistema de pontuação.

O FORMATO DOS MANUSCRITOS (MSS):

Os manuscritos do Antigo Testamento tinham os formatos de livros (códices) e rolos. Os códices eram feitos de pergaminho cujas folhas tinham normalmente 65 cm de altura por 55 cm de largura. Os rolos podiam ser de papiro ou pergaminho. Eram presos a um cabo de madeira para facilitar o manuseio durante a leitura. Era enrolado da direita para a esquerda. Sua extensão dependia da escrita a ser feita.

O rigor com o qual os judeus transmitiram a Bíblia Hebraica até hoje pode ser visto nas prescrições abaixo, preservadas no Talmude:

“Um rolo de sinagoga deve ser escrito sobre peles de animais limpos, preparadas por um judeu, para o uso particular da sinagoga. Estas devem ser unidas mediante tiras [de couro] retiradas de animais limpos. Cada pele deve conter um certo número de colunas, igual em toda a extensão do códice. A altura da coluna não deve ser menor do que 48 nem maior do que 60 linhas; e a largura deve ser de 30 letras. Toda a cópia deve ser primeiro dotada de linhas; e se três palavras forem escritas nela sem uma linha, será sem valor. A

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tinta deve ser preta, não vermelha, verde nem de qualquer outra cor e deve ser preparada de acordo com uma receita definida. Uma cópia autêntica deve ser o modelo do qual o transcritor não deve desviar-se até nos menores detalhes. Nenhuma palavra, letra e nem ainda um yod deve ser escrito de memória sem que o escriba

não a tenha olhado no códice que está a sua

Entre cada consoante deve intervir o espaço de um

cabelo ou de um pavio; entre cada palavra o espaço será de uma consoante estreita; entre cada novo parashah, ou secção, o espaço será de nove consoantes; entre cada livro, três linhas. O quinto livro de Moisés deve terminar exatamente com uma linha, mas os restantes não necessitam terminar assim. Além disto, o copista deve sentar-se com vestimenta judia completa, lavar todo o seu corpo, não começar a escrever o nome de Deus com a pena recentemente molhada na tinta e mesmo que um rei lhe dirigisse a palavra enquanto estava escrevendo este nome, deve não dar atenção a ele.”

 
 

A UTILIDADE DA BÍBLIA:

Toda escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2 Tm 3:16-17. Examine ainda 1 Coríntios 10:11 e Romanos 15:4. A BÍBLIA É UM LIVRO PARA: ser buscado/examinado (Jo 5:39); crido (Jo 2:22); lido (1 Tm 4:13); recebido (1 Ts 2:13); confirmado e aceito (At 17:11). A BÍBLIA TEM MUITOS OBJETIVOS: avisar aos crentes (1 Co 10:11); manifestar o cuidado de Deus (1 Co 9:9, 10); ensinar e instruir (Rm 15:4); aperfeiçoar o cristão para toda boa obra (2 Tm 3:16-17); fazer o homem sábio para a salvação (2 Tm 3:15); produzir fé na divindade de Cristo (Jo 20:31); produzir vida eterna (Jo 5:24).

SÍNTESE DA HISTÓRIA BÍBLICA

  • 1. DEUS criou o homem e o colocou no Jardim do Éden

  • 2. O homem pecou e deixou de ser aquilo para o que Deus o tinha destinado. Foi então que Deus pôs em

andamento o plano para a salvação do homem e o fez chamando Abraão para que fundasse uma nação, mediante a qual o plano seria executado.

  • 3. A nação não andou nos caminhos do Senhor e foram escravizados no Egito. Após 400 anos, sob a direção

de Moisés, o povo foi tirado do Egito de volta à terra prometida de Canaã. A nação tornou-se um grande e

poderoso reino.

  • 4. O reino foi dividido no fim do reinado de Salomão: Israel, ao norte, 10 tribos, levada cativa pela Assíria

em 721 a. C., e Judá, ao sul, 2 tribos, levada cativa pela Babilônia no ano 600 a. C.

  • 5. Encerra-se o Antigo Testamento. 400 anos mais tarde cumpre-se a promessa pelo aparecimento de Jesus, o

Messias, a esperança da humanidade, mediante Quem o homem seria redimido e nascido de novo. Para realizar e consumar sua obra salvadora, Jesus Cristo MORREU pelo pecado humano, ressuscitou e ordenou que os discípulos saíssem pelo mundo contando a história de Sua vida e Seu poder redentor.

  • 6. Assim, obedecendo à ordem, a “grande comissão”, partiram os discípulos por toda parte, em todas as

direções, levando as BOAS NOVAS, alcançando o mundo civilizado conhecido da época. Assim, com o lançamento da obra da redenção humana, encerra-se o Novo Testamento.

A BÍBLIA
A BÍBLIA

“A Bíblia é o Livro de Deus”. A palavra Bíblia (Livros) entrou para as línguas modernas por intermédio do francês, passando primeiro pelo latim bíblia, com origem no grego biblos (folha de papiro do século XI a. C preparada para a escrita. Um rolo de papiro tamanho pequeno era chamado “biblion”, e vários destes era uma “Bíblia”. Portanto “Bíblia” quer dizer coleção de vários livros. No princípio os livros sagrados não estavam reunidos uns aos outros como os temos agora em nossa Bíblia. O que tornou isso possível foi a invenção do papel no séc. II pelos chineses, bem como a invenção do

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prelo de tipos móveis, em 1450 A. D. por Guttenberg, tipógrafo alemão. Até então tudo era manuscrito como ocorria anteriormente com os escribas, de modo laborioso, lento e oneroso. Com a invenção do papel desapareceram os rolos e a palavra biblos deu origem a “livro” como se vê em biblioteca, bibliografia, bibliófilo. A primeira pessoa a aplicar o nome “Bíblia” foi João Crisóstomo, grande reformador e patriarca de Constantinopla, 398-404 A. D.

Teologicamente a Bíblia é a revelação de Deus para a humanidade. Etimologicamente é uma coleção de livros pequenos, cujo autor é Deus, o Espírito Santo é seu real intérprete e Jesus Cristo seu TEMA UNIFICADOR, seu assunto central.

Cerca de 40 personagens se envolveram na autoria e compilação dos livros que compõem a Bíblia Sagrada (1 Pedro 1:20-21). Foram das mais diferentes categorias: escritores, estadistas, camponeses, reis, vaqueiros, pescadores, cobradores de impostos, instruídos e ignorantes, judeus e gentios. Cada escritor manifestou seu próprio estilo e características literárias. Demoraram cerca de aproximadamente 1600 anos para escreverem. 1500 a. C., quando Moisés começou a escrever o Pentateuco, no meio do trovão no monte Sinai, até 97 d. C., quando o apóstolo João, ele mesmo um “filho do trovão” (Mc 3:17), escreveu seu evangelho na Ásia Menor. Os escritores viveram distante uns dos outros, em épocas e condições diferentes, não se conheceram (na época a comunicação era praticamente impossível) pertenceram às mais variadas camadas sociais, e tinham cultura e profissões muito diferentes.

Entretanto, há na Bíblia um só plano ou projeto, que de fato mostra a existência de um só Autor divino, guiando os escritores. A Bíblia é um só livro. Tem um só sistema doutrinário, um só padrão moral, um só plano de salvação, um só programa das eras. As diversas narrativas ali encontradas dos mesmos incidentes e ensinamentos não são contraditórias, mas suplementares. Não há em todo o seu conteúdo uma só contradição, e um livro sempre dá continuidade ou complementa o outro, apesar das condições em que foram escritos.

Em

todo

o

“MILAGRE”.

seu conjunto possui uma

harmonia, que só pode ser explicada como sendo um

A Bíblia é a coleção das exatas palavras dos 66 livros que constituem o seu CÂNON, sendo:

24 livros os do cânon judaico do VT (equivalentes aos nossos 39 livros, o mesmo que hoje é chamado de "Texto Massorético de BEN CHAYyIM" e que, depois da invenção da Imprensa, foi impresso por Daniel Bomberg, um abastado cristão veneziano originário da Antuérpia, em 1524-5. A edição da segunda publicação ficou a cargo de Jacob Ben Chayyim); 27 livros os do cânon do NT (o mesmo que, depois da invenção da Imprensa, foi impresso, terminando por ser conhecido pelo nome de TR, ou "Textus Receptus", isto é, "O Texto Recebido" [recebido pelas igrejas do século I, das mãos dos homens inspirados por Deus para escrevê-lo; e, também, recebido pela Reforma, das mãos das pequeninas igrejas fiéis {perseguidas por Roma} e da Igreja Grega Ortodoxa]).

Não confundir Ben Chayyim com Ben Asher. Não confundir o Texto Massorético de Ben Chayyim (100% genuíno) com o falso Texto Massorético, de Ben Asher (com falsificações e também referido como Bíblia Stuttgartensia). Não confundir a Bíblia Hebraica de Kittel (BHK) 1ª e 2ª edição [1906 e 1912, boas, baseadas no Texto Massorético de Ben Chayyim] com as BHK edições posteriores, más, baseadas no falso Texto Massorético, de Ben Asher.

Apesar de toda oposição, a Bíblia é o livro mais antigo, mais famoso e mais lido do mundo. Escrito em mais de 2000 línguas e dialetos, já atravessou 3.000 anos. É também o livro de maior circulação em todo o mundo. Em 1996 foram distribuídas 20 milhões de Bíblias em todo o mundo; só no Brasil foram quase 7 milhões e na China circulam cerca de 3 milhões. Por tudo isso, podemos dizer, sem medo de errar que a Bíblia tem origem sobre-humana!

Os nomes mais comuns dados à Bíblia são: Livro do Senhor (Is 34:16); Palavra de Deus

(Mc 7:13;

Jo 10:35; Hb 4:12); As Escrituras ou Sagradas Escrituras (Mt 21:42; Lc 4:21; Jo 7:38, 42; Rm 1:2; Rm 4:3; Gl

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4:30); A Verdade (Jo 17:17; Rm 15:8); Lei (Sl 119); Lc 10:26; Mt 5:18); Mandamentos (Sl 119); A Lei e os Profetas (Mt 5:17; Lc 16:16); A Lei de Moisés (Lc 24:44); Oráculos de Deus (Rm 3:2).

 

A MENSAGEM SINGULAR DA BÍBLIA

Entre a Bíblia e os outros escritos religiosos e filosóficos existe um abismo intransponível. Certamente valores como a verdade, a honestidade, e justiça e o altruísmo são comuns aos melhores escritos da humanidade. Nisso a Bíblia se identifica com todos os outros. Mas o que dizer do Deus apresentado pela Bíblia? Que contraste com a energia impessoal do Hinduísmo ou com os frágeis e grotescos deuses dos panteões greco-romanos! Deus se apresenta em toda a Sua majestade e grandeza: santo, justo, fiel, onipotente e onisciente; perfeito em amor e misericórdia, imutável em todos os Seus atributos. O próprio mistério da Trindade demonstra um Deus maior que nossa razão. O homem, na Bíblia, é retratado no seu melhor e no seu pior estado. Enquanto na Filosofia o homem é deificado como senhor do seu próprio destino, na Bíblia o homem é criatura de Deus, pecador e dependente. Enquanto em algumas crendices o homem é parte de um jogo de dados cósmicos, joguete nas mãos de forças poderosas, na Bíblia o homem é criado por Deus com dignidade e sentido na História. O caminho bíblico para a salvação vai de encontro à idéia arraigada, no espírito humano, de que cada um deve promover a sua própria salvação. Na Bíblia, a salvação é um presente que não pode ser comprado, mas recebido com gratidão. O perdão dos pecados não ocorre por cerimônias vazias, mas mediante a morte do Filho de Deus na cruz, no lugar dos pecadores. O destino final, na Bíblia, não é a aniquilação da personalidade, nem um paraíso de prazeres carnais, mas a comunhão com Deus por toda a eternidade. E isto somente para aqueles que um dia aceitaram o caminho oferecido por Deus. Nenhum homem conceberia a idéia de um inferno de sofrimento eterno.

A unidade da Bíblia é sem paralelo. Nunca em qualquer outro lugar, se uniram tantos tratados diferentes, históricos, biográficos, éticos, proféticos e poéticos, para perfazer um livro. Assim como todas as pedras lavradas e as tábuas de madeira compõem um edifício ou, melhor ainda, como todos os ossos, músculos e ligamentos se combinam em um corpo, assim é com a Bíblia.

A Bíblia se opõe a certos conceitos filosóficos do mundo, e refuta-os:

1) Ateísmo 2) Politeísmo 3) Materialismo 4) Panteísmo 5) A eternidade da matéria (Gn 1:1).

DIVISÃO DOS LIVROS:

Nós, cristãos (igreja), agrupamos os 39 livros do Antigo Testamento em:

5 da Lei (Gn, Ex, Lv, Nm, Dt), formando o Pentateuco;

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12 históricos (Js, Jz, Rt, 1 e 2Sm, 1 e 2Rs, 1 e 2Cr, Ed, Ne, Et);

5 poéticos (Jó, Sl, Pv, Ec, Ct);

5 profetas maiores (Is, Jr, Lm, Ez, Dn);

12 profetas menores (Os, Jl, Am, Ob, Jn, Mq, Na, Hc, Sf, Ag, Zc, Ml).

A Tanakh (o A. T. dos judeus) e a divisão de Flávio Josefo (Lc 24:44)

 

TEXTO MASSORÉTICO

FLÁVIO JOSEFO - 22 livros

 

(a distribuição é hipotética)

TORÁH

Gn, Ex, Lv, Nm, Dt = 5

Gn, Ex, Lv, Nm, Dt = 5

(A Lei)

NEBI'IM

Profetas anteriores - Js, Jz, Sm, Rs = 4

Js, Jz-Rt, Sm, Rs. Is, Jr-Lm, Ez, XII, Dn, Ec,

(Profetas)

Profetas posteriores - Is, Jr, Ez, XII = 4

Es-Ne, Et, Cr = 13

KEThUBhIM

Poesia e sabedoria - Sl, Jó, Pv = 3

Poesia e sabedoria - Sl, Pv, Jó, Ct = 4

(Escritos) Gr.

"Megilloth" - Rt, Ct, Ec, Lm, Et = 5

Hagiographa

História - Dn, Ed-Ne, Cr = 3

OBSERVAÇÕES:

  • a) Os Profetas e os Escritos também eram conhecidos pelos nomes dos seus primeiros livros, “Isaías” e

“Salmos”, respectivamente.

  • b) Profetas Posteriores porque exerceram o ministério no período compreendido entre os cativeiros Assírio e

Babilônico até o retorno dos judeus à Palestina, após 70 anos sob o domínio babilônico.

  • c) Os livros históricos são de autores que não eram profetas oficiais, mas que possuíam o dom de profecia.

  • d) O Rolo dos Doze – XII inclui os livros de: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum,

Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

  • e) Os Cinco rolos (Megilloth) são cada um usado na ocasião de uma festa específica: Cantares na Páscoa;

Rute no Pentecostes; Lamentações no dia 9 do mês Abibe (no aniversário da destruição de Jerusalém);

Eclesiastes na Festa dos Tabernáculos; Ester na Festa de Purim.

  • f) O primeiro livro da Escritura hebraica é Gênesis e o último Crônicas (Mt 23:35; Gn 4:8; 2 Cr

24:20-22).

  • g) No Cânon hebraico, como no nosso Cânon, os livros não estão em ordem cronológica.

  • h) São 24 livros, visto que os seguintes livros são assim considerados: Samuel (engloba 1 e 2 Sm), Crônicas

(engloba 1 e 2 Cr), Reis (engloba 1 e 2 Rs), Os Doze (são contados como um só livro), Esdras (inclui

Neemias).

  • i) Flávio Josefo, historiador judeu reduziu os 24 livros para 22 livros, em correspondência às 22 letras do

alfabeto hebraico, combinando Rute com Juizes e Lamentações com Jeremias.

  • j) O Novo Testamento menciona uma divisão tripla do Antigo Testamento: "A Lei, os Profetas e os Salmos"

(Lucas 24:44).

  • k) Jesus Cristo mencionou estas 3 divisões do V. T. em Lc 11:49-51, Lc 24:44 e Mt 23:34-36.

  • l) O livro de Eclesiástico (apócrifo), escrito em cerca de 130 antes de Cristo fala em "a lei, os profetas e os

outros escritos". Confira Mateus 23:35 e Lucas 11:51 que refletem o arranjo da Bíblia Hebraica.

“O Novo Testamento está no Antigo Testamento ocultado, e o Antigo Testamento, no Novo Testamento revelado”.

Os 27 livros do Novo Testamento são:

(BIOGRAFIA) 4 Evangelhos (Mt, Mc, Lc, Jo);

  • a) 9 a igrejas locais (Rm, 1 e 2 Co, Gl, Ef, Fp, Cl, 1 e 2 Ts);

(HISTÓRIA) 1 histórico (At);

(DOUTRINA) 21 epístolas. São elas:

  • b) 6 pastorais (1 e 2 Tm, Tt, Fm, 2 e 3 Jo);

  • c) 6 universais (Hb, Tg, 1 e 2 Pe, 1 Jo, Jd).

(PROFECIA) 1 profético (Ap).

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Os crentes anteriores a Cristo olhavam adiante com grande expectativa (1 Pe 1:11-12), ao passo que os crentes de nossos dias vêem em Cristo a concretização dos planos de Deus.

DIVISÃO CRISTOCÊNTRICA

A Bíblia pode ser dividida na estrutura geral e cristocêntrica. Isso se baseia nos ensinos do próprio Jesus, cerca de cinco vezes no Novo Testamento (Mt 5:17; Lc 24:27; Jo 5:39; Hb 10:7). Sim, Cristo é o centro e o coração da Bíblia, porque o Antigo Testamento descreve uma nação e o Novo Testamento descreve um HOMEM. Toda a Bíblia se converge para Cristo, como deixa claro João

20:31.

CRISTO é a nossa Palavra Viva (Apocalipse 19:13) que percorre todas as páginas das Sagradas Escrituras. Examine ainda Lc 24:44. Considerando CRISTO como o tema central da Bíblia, toda ela poderá ficar resumida assim:

ANTIGO TESTAMENTO:

LEI: Fundamento da chegada de Cristo. HISTÓRIA: Preparação para a chegada de Cristo. POESIA: Anelo pela chegada de Cristo. PROFECIA: Certeza da chegada de Cristo.

OBS: de uma forma geral, todo o A. T. trata da preparação para o advento de Cristo.

NOVO TESTAMENTO:

EVANGELHOS: Manifestação de Cristo ao mundo, como Redentor. ATOS: Propagação de Cristo, por meio da igreja. EPÍSTOLAS: Explanação, interpretação e aplicação de Cristo. São os detalhes da doutrina. APOCALIPSE: Consumação de todas as coisas em Cristo.

OBS: O N. T. trata da manifestação de Jesus Cristo.

Desta forma, tendo CRISTO como TEMA CENTRAL, podemos resumir todo o Antigo Testamento numa frase: JESUS VIRÁ, e o Novo Testamento noutra frase: JESUS JÁ VEIO (é claro, como Redentor).

Assim, as Escrituras sem a pessoa de JESUS seriam como a física sem a matéria e o matemático sem os números.

Já imaginou um cristão sem a Bíblia?

BREVE ANÁLISE DOS LIVROS DA BÍBLIA

I - ANTIGO TESTAMENTO:

TRÊS PENSAMENTOS BÁSICOS DO ANTIGO TESTAMENTO:

1. A Promessa de Deus a Abraão - “todas as nações seriam abençoadas” 2. O Concerto de Deus com a Nação Hebraica - Se O servissem fielmente, prosperariam. Em estabelecer a nação hebraica, o objetivo FINAL de Deus foi trazer CRISTO ao mundo. O objetivo IMEDIATO de Deus foi estabelecer, em terra idólatra, em preparação para a vinda de Cristo, a idéia de que há UM só Deus vivo e verdadeiro.A bênção dessa nação se comunicaria ao mundo. 3. A Promessa de Deus a Davi - “que sua família reinaria para sempre ” ...

PORTANTO, CONCLUÍMOS QUE:

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  • 1. A nação hebraica foi estabelecida para que, por ela, o mundo inteiro fosse abençoado:

A nação messiânica.

  • 2. O meio pelo qual a benção da nação hebraica se comunicaria ao mundo seria a família de Davi:

A família messiânica.

  • 3. O modo pelo qual a bênção da família de Davi se comunicaria ao mundo seria o grande Rei que nasceria

dela: O MESSIAS.

O ANTIGO TESTAMENTO É DIVIDIDO EM QUATRO PARTES:

  • 1 – Pentateuco, Livros da Lei ou Torah – são 5 livros:

Gênesis – Como a palavra bem indica, é o livro dos princípios: do céu e da terra, das ilhas e dos mares, dos animais e do homem. Com Abraão, temos o começo de uma raça, um povo, uma revelação divina particular e finalmente uma igreja. Êxodo – Relata o povo de Deus escravizado no Egito e a grande libertação divina, usando a instrumentalidade de Moisés. Levítico – Leis acerca da moralidade, limpeza, alimento, sacrifícios, etc. Números – Relata a peregrinação de Israel, quarenta anos pelo deserto. Deuteronômio – Repetição das leis.

  • 2 – Livros Históricos – são 12 livros:

Josué – Trata da conquista de Canaã. O milagre da passagem do rio Jordão, a queda das muralhas de Jericó, a vitória sobre as sete nações Cananéias, a divisão da terra prometida e, finalmente, a morte de Josué com cento e dez anos. Juízes – Várias libertações através dos quinze juízes. Rute – A linda história de Rute, uma ascendente de Davi e de Jesus Cristo.

  • 1 e 2 Samuel – Relatam a história de Samuel, da implantação da monarquia, sendo Saul o primeiro rei

ungido por Samuel. Samuel como o último juiz e a história de Davi.

  • 1 e 2 Reis – Relatam a edificação do Templo de Jerusalém, a divisão do reino. Ministério de Elias e Eliseu.

Ainda em II Reis está relatado o cativeiro do Reino do Norte pelos exércitos assírios, e do Sul com o poderio Caldeu de Nabucodonossor.

  • 1 e 2 Crônicas – Registram os reinados de Davi, Salomão e dos reis de Judá até a época do cativeiro babilônico.

Esdras – Relata o retorno de Judá do cativeiro babilônico com Zorobabel e a reconstrução do templo de Jerusalém. Neemias – Relata a história da reedificação das muralhas de Jerusalém. Ester – Relata a libertação dos judeus por Ester e o estabelecimento da festa de Purim.

Divide-se em quatro períodos da História de Israel:

  • a) Teocracia (Juízes)

  • b) Monarquia (Saul, Davi, Salomão)

  • c) Divisão do Reino e Cativeiro (Judá, Israel)

  • d) Período pós-cativeiro

  • 3 – Livros Poéticos – são 5 livros:

– Sofrimento, paciência e libertação de Jó. Salmos – Cânticos espirituais, proclamações, poemas e orações. Provérbios – Dissertações sobre sabedoria, temperança, justiça, etc. Eclesiastes – Reflexões sobre a vida, deveres e obrigações perante Deus. Cantares de Salomão – Descreve o amor de Salomão pela jovem sulamita, simbolizando o amor de Jesus pela igreja.

  • 4 – Profetas – são 17 livros:

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  • a) Profetas Maiores – são 5 livros:

Isaías – Muitas profecias messiânicas. É considerado o profeta da redenção. O livro contém maldições pronunciadas sobre as nações pecadoras. Jeremias – Tem por tema a reincidência, o cativeiro e a restauração dos judeus. Jeremias é considerado “o profeta chorão”. Lamentações – Clamores de Jeremias, lamentando as aflições de Israel. Ezequiel – Um livro que contém muitas metáforas para descrever a condição, exaltação e a glória futura do povo de Deus. Daniel – Visões apocalípticas.

  • b) Profetas Menores – são 12 livros:

Oséias – Relata a apostasia de Israel, caracterizada como adultério espiritual. Contém muitas metáforas que descrevem os pecados do povo. Joel – Descreve o arrependimento de Judá e as bênçãos. “O Dia do Senhor” é enfatizado como um dia de juízo e também de bênçãos. Amós – Através de visões, o profeta reformador denuncia o egoísmo e o pecado. Obadias – A condenação de Edom e a libertação de Israel. Jonas – Relata a história de Jonas, o missionário que relutou para levar a mensagem de Deus à cidade de Nínive. O mais bem sucedido dentre os profetas. Um dos profetas que pregou o arrependimento ao povo. O povo arrependeu-se e o profeta ficou triste e desejou a morte. Miquéias – Condição moral de Israel e Judá. Também prediz o estabelecimento do reino messiânico. Naum – A destruição de Nínive e a libertação de Judá da opressão assíria. Habacuque – O grande questionamento do profeta a Deus. Como pode Deus ser justo e permitir que uma nação pecadora oprima Israel. Contém uma das mais belas orações da Bíblia. Sofonias – Ameaças e visão da glória futura de Israel. Ageu – Repreende o povo por negligenciar a construção do segundo templo e promete a volta da glória de Deus. Zacarias – Através de visões, profetiza o triunfo final do reino de Deus. Zacarias ajudou a animar os judeus a reconstruírem o templo. Foi contemporâneo de Ageu. Malaquias – Descrições que mostram a necessidade de reformas antes da vinda do Messias.

SÃO OS LIVROS PROFÉTICOS DE ACORDO COM AS DUAS GRANDES CRISES DO POVO JUDEU:

CRISE

CRISE

DURANTE

APÓS

ASSÍRIA

BABILÔNICA

CATIVEIRO

CATIVEIRO

 

BABILÔNICO

BABILÔNICO

Joel

Sofonias

Daniel

Ageu

Amós

Habacuque

Ezequiel

Zacarias

Jonas

Jeremias

Malaquias

Oséias

Lamentações

Isaías

Obadias

Miquéias

Naum

Terminamos o Velho Testamento com a palavra "maldição". Até aqui Cristo foi prometido, mas não visto. A Esperança era prevista, mas não obtida.

Por quase 400 anos, Deus não chamou nenhum profeta para dizer "assim diz o Senhor". Em todo este tempo (de 397 a. C. até 6 a. C.),

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nenhum escritor inspirado apareceu. Por isso este tempo é chamado:

"Os Anos Silenciosos". “O Período Intertestamentário” ou "O Período Negro".

II - NOVO TESTAMENTO:

O Velho Testamento mostra o problema, mas não revela completamente a solução; Já o Novo Testamento dá a resposta ao problema e aponta a solução:

JESUS CRISTO!

O NOVO TESTAMENTO TAMBÉM TEM QUATRO DIVISÕES:

1 – Os Evangelhos ou Biográficos:

Mateus, Marcos, Lucas e João - Tratam do nascimento, vida, obra, morte, ressurreição e ascensão de Um Homem chamado Jesus, O Filho de Deus, O Messias Prometido a Israel. A questão central é a carreira terrena de Jesus Cristo.

Os temas e as datas dos Evangelhos:

Mateus: O Prometido está - veja as Suas qualificações Marcos: Assim Ele trabalhou - veja o Seu poder Lucas: Assim Ele era - veja a Sua natureza João: Assim Ele é - veja a Sua divindade

Mateus (40-55 d. C.): foi escrito para os JUDEUS. Faz conexão com o Velho Testamento (as Escrituras Hebraicas). Revela o Messias como o REI prometido do Velho Testamento aos Judeus, O soberano que veio ordenar e reinar (autoridade Mt 1:1; 16:16-19; 28:18-20). O Novo Testamento é o cumprimento do Velho - note logo no começo do Novo Testamento o que diz Mateus 1:22. É por isso que Deus diz em Mateus: "Este é o meu amado Filho em quem me comprazo: escutai-O" (17:5). É o evangelho que mais traz profecias.

Marcos (57-63 d. C.): foi escrito para o povo ROMANO. Representa o Messias como o SERVO Fiel e Obediente de Deus, Aquele que veio servir e sofrer (Mc 10:45). Não traz genealogia, pois para o servo, isso não conta. Marcos é um Judeu-Gentio (João Marcos), cujo nome faz conexão com o judeu e o gentio. Relata mais milagres, pois os romanos se interessavam mais por ações que palavras.

Lucas (63 d. C.): foi escrito para os GREGOS. Relata o Messias como o homem perfeito, o FILHO DO HOMEM, Aquele que veio repartir e compadecer-se (Lc 19:10). Os gregos gostavam de tudo detalhado. Lucas tem genealogia, mostrando que Jesus é perfeito. Mesmo tentado na carne, Ele continuou perfeito. Lucas era um médico e um gentio.

João (90 d. C.): foi escrito para TODO O MUNDO, com o propósito de levar o homem a Cristo. João apresenta Jesus como o FILHO DE DEUS, Aquele que veio revelar e redimir (Jo 1:1-4; 20:31). Tudo no evangelho de João ilustra e demonstra seu relacionamento com o Pai. É onde Jesus trata mais a Deus como Pai (Abba Pai).

Os sinópticos diferem, do Evangelho de João, nas seguintes maneiras:

Mateus, Marcos e Lucas Os fatos da vida exterior de Cristo Os aspectos da sua vida humana Os seus discursos públicos O ministério na Galiléia

João A vida intima de Cristo A vida divina de Cristo Os discursos pessoais O ministério na Judéia

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Assim, os quatro relatam os tipos mostrados em Ezequiel 1.10 e em Apocalipse 4.6-8, ilustrando os quatro animais "no meio do trono, e ao redor do trono" com a semelhança de:

leão (Mateus - rei),

bezerro (Marcos – servo),

rosto como de homem (Lucas - filho do homem) e

semelhante a uma águia voando (João - filho de Deus).

A crítica está cada vez mais voltando ao ponto de vista tradicional quanto à data e autoria de diversos livros. Há razão para crermos que os Evangelhos Sinóticos foram escritos na ordem: Mateus, Lucas e Marcos. Orígenes freqüentemente os cita nessa ordem e Clemente de Alexandria, antes dele, coloca os Evangelhos que contêm genealogias primeiro, com base na tradição que ele recebeu dos “antigos antes dele”. De acordo com Euzébio, H. E., Vi. Xiv. Esta opinião é reforçada pela consideração de que os Evangelhos surgiram das circunstâncias e ocasiões da época. (Palestras em Teologia Sistemática, Henry Clarence Thiessen (Ed. Batista Regular, pág 58).

  • 2 – Histórico:

Atos dos Apóstolos - Propagação do Evangelho. Trata dos resultados da morte e da ressurreição de Jesus Cristo, com a propagação das “Boas Novas”, por impulso e liderança do Espírito Santo, começando em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra.

  • 3 – Epístolas:

Os fundadores das igrejas, freqüentemente impossibilitados de visitá-las pessoalmente, desejavam entrar em contato com seus convertidos no propósito de aconselhá-los, repreendê-los e instruí-los. Assim surgiram as Epístolas. (Circulação das epístolas: 1 Ts 5:27; Cl 4:16; 1 Pe 1:1-2; 2 Pe 3:14-16; Ap 1:3)

Epístolas Paulinas – a) 9 dirigidas a igrejas: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,

Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses; b) 4 dirigidas a indivíduos: 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom. Epístolas Gerais – a) 1 dirigida a um povo: Hebreus; b) 7 universais: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João, Judas.

OBS: Fp, Ef, Cl e Fm são chamadas epístolas da prisão, escritas em Roma.

As cartas apresentam a teologia para a Igreja. A essência do que Deus tem para a Igreja está nas Cartas. Elas foram escritas para orientar, instruir e exortar os crentes a viverem uma vida cristã plena, frutífera, operosa, abundante, VITORIOSA. Leia! Medite !!!

  • 4 – Profético:

Apocalipse – Revelação, Consumação e Juízo de Deus. Um novo Céu e uma nova Terra.

Cada livro da Bíblia deve ser estudado convenientemente para que o seu ensino seja aprendido, retido na mente e no coração, colocando os princípios em prática.

A BÍBLIA É INSPIRADA

SIGNIFICADO DA INSPIRAÇÃO:

O Espírito de Deus de tal modo guiou e superintendeu os escritores da Bíblia, mesmo fazendo uso das suas características pessoais, que os seus originais (e os Textos Massorético e Texto Recebido,

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miraculosamente preservados por Deus sem nenhuma falha, e traduzidos fielmente na Almeida Original e na

Trinitariana) são a única e completa, plena, verbal, infalível e inerrável, autoritativa corporificação de TUDO o que Deus quis comunicar ao homem. Assim, cada palavra da Bíblia é literalmente de Deus e é a única base para doutrina.

Inspiração é o poder estendido pelo Espírito Santo, mas não sabemos exatamente como esse poder operou. É limitado aos autores da Escritura Sagrada. Isto EXCLUI todos os outros livros “sacros” por não serem inspirados; também nega autoridade final a todas as igrejas, concílios eclesiásticos, credos e clérigos. É essencialmente “orientação”. Isto é, o Espírito Santo supervisionou a seleção dos materiais a serem usados e das palavras a serem empregadas por escrito. Finalmente, Ele preservou os autores de todos os erros e omissões. Temos na Bíblia, portanto, a Palavra de Deus verbalmente inspirada.

Talvez a melhor definição de inspiração seja a de L. Gaussen: “aquele inexplicável poder que o Espírito divino estendeu antigamente aos autores das Sagradas Escrituras, para que fossem dirigidos mesmo no emprego das palavras que usaram, e para preservá-los de qualquer engano ou omissão”.

O mais próximo que conseguimos chegar da inspiração é chamando-a de “orientação”. Observamos, além disso, que a inspiração se estende às palavras, não simplesmente aos pensamentos e conceitos. Se se estendesse simplesmente aos últimos, ficaríamos sem saber se os escritores entenderam exatamente o que Deus disse, se se lembraram exatamente do que Ele disse, e se eles tinham capacidade para expressar os pensamentos de Deus com exatidão.

A Bíblia é um livro divino-humano: humano porque, escrito por homens, manifesta sentimentos e pensamentos humanos, às vezes em desacordo com os de Deus (ver, por exemplo, os discursos dos amigos de Jó); divino, porque é obra de homens a quem a Palavra de Deus foi revelada.

Isso se deu naturalmente, de modos diversos: ora os escritores simplesmente registravam fatos históricos; ora registravam as mensagens que profetas e apóstolos recebiam de Deus; ora refletiam intimamente sobre coisas de Deus e Este usava seus pensamentos para levar Sua mensagem aos homens; ora eram guiados por Deus a escrever palavras revestidas de sentido mais profundo do que eles próprios sabiam (1 Pe 1:10-12; cf. Dn 8:15; 12:8-12).

Embora a Bíblia seja inspirada por Deus (2 Pe 1.20-21; 2 Tm 3.16-17; Ap 1.1-3), a participação do homem na recepção da revelação assumiu várias formas: ocasionalmente, o escritor bíblico recebeu um “ditado” divino para escrever (Lv 26.46); outras vezes o escritor teve que estudar antes de escrever (Dn 9.2; Lc 1.1-4); eles se utilizavam de outros livros inspirados ou não (Nm 21.14; Js 10.13; 2 Sm 1.18; 1 Cr 29.29; etc); ocasionalmente descreviam visões, sonhos ou aparições que testemunharam (Is 6, Jr 24; Dn 7-12; Ap 1- 22); vários autores puderam escrever seu testemunho pessoal, pois foram testemunhas oculares dos eventos que relatam (Josué 24.26. João 19.35; 21.24; 1 Jo 1.1-4; 2 Pe 1.16-18); também citaram documentos antigos, que tinham à sua disposição (Daniel 4; 2 Crônicas 36.23; Esdras 1.2-4; 7.11-26; etc); compuseram, como artistas, poesia e outras manifestações da sabedoria (Salmos, Provérbios, etc).

O Deus que soprou o fôlego de vida nos seres viventes é o mesmo que soprou Sua Palavra nas consciências dos Seus profetas.

Assim a Bíblia, obra de autores humanos, é, contudo, de natureza divina e isso num sentido mais elevado do que o que se dá ao fazer referência a outras obras que se costumam dizer “inspiradas”. É-lhe aplicado em 2 Tm 3:16 um adjetivo que significa <<insuflado por Deus>> (cf. Gn 2:7); seus escritores são chamados <<homens impelidos (ou “carregados”) pelo Espírito Santo>> (2 Pe 1:20-21; cf. Ap. 19:9; 22:6; 2 Sm 23:2). Os profetas estavam tão cônscios da responsabilidade de entregar a mensagem de Deus que muitas vezes pediam a Deus que os poupasse desse peso. Os escritores do Novo Testamento também reconhecem ter sido guiados pelo Espírito Santo para registrar novas revelações de Deus. De acordo com a promessa do próprio Jesus, o Espírito Santo lembraria de tudo o que Ele havia ensinado e os guiaria a toda a Verdade (Jo 16:13).

A aceitação da Bíblia como Palavra de Deus não é matéria de prova científica e sim de fé. Isso não quer

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dizer que tomamos atitude irracional ou sem fundamento. Antes, nossa atitude se baseia no testemunho de Jesus, a respeito do Antigo Testamento.

De certo modo, podemos compará-la à nossa fé em Jesus Cristo como Filho unigênito de Deus, a qual não depende, em última análise, de provas humanas de Sua divindade, e sim, de um ato de fé. A experiência cristã tem confirmado que de fato Deus se revela aos homens através de TODA a Bíblia, ainda que o faça com maior nitidez em certas partes (João, por exemplo) do que em outras que são, por assim dizer, periféricas em relação à suprema revelação em Jesus Cristo. Cremos que Deus inspirou alguém a registrar palavras de homens que estavam enganados, como por exemplo, dos consoladores de Jó, cujos argumentos o próprio Deus refutou. Não é que o Evangelho segundo João seja <<mais inspirado>> do que Eclesiastes, por exemplo; antes, é que, naquele, Deus estava concedendo a João a mais suprema e plena revelação de Deus; ao passo que, em Eclesiastes, fornecia o registro das últimas tentativas humanas para conseguir a felicidade <<debaixo do sol>>. Outrossim, mesmo que algumas partes da Bíblia pareçam não trazer mensagem de Deus para nós, em nossa situação atual, é muito possível que tenham falado, ou que ainda venham a falar, a outras pessoas em situações diferentes. Basta lembrarmos, por exemplo, como o livro do Apocalipse tem revivido, vez após vez, para cristãos que sofriam de perseguição. Devemos lembrar também, que a própria Bíblia não nos autoriza a dividi-la em partes, mas, antes, considerá-la um todo orgânico, tendo cada livro um papel a desempenhar na obra total (2 Tm 3:16). A própria Bíblia clama ser a Palavra de Deus. O termo “inspiração” é o termo teológico tirado da Bíblia que expressa a verdade que a Bíblia é a Palavra de Deus. Para entendermos a inspiração, devemos olhar para dois versículos clássicos das Escrituras:

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” (2 Tm 3:16)

É importante frisarmos que a Bíblia é inspirada e não os escritores. Se fosse o contrário, tudo aquilo que eles escrevessem, de uma forma geral, seria Bíblia ...

A palavra inspiração é “theopneutos”, que significa “theo” = Deus, e “pneutos” = assoprar. A palavra Hebraica é “nehemiah” e é usado somente uma vez no Velho Testamento em Jó 32:8. O versículo está dizendo que Deus assoprou nos escritores da Bíblia que escreveram assim as próprias Palavras de Deus. A próxima passagem é:

Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2 Pe 1:21)

Literalmente o que o versículo está dizendo é que a inspiração é o processo pelo qual o Espírito Santo “se moveu” ou dirigiu os escritores das Escrituras para que o que eles escrevessem não fossem suas palavras, mas a própria Palavra de Deus. Deus nos está dizendo que Ele é o Autor da Bíblia, e não o homem. Será que cada palavrinha da Bíblia é inspirada? O que Jesus disse acerca deste assunto? Vamos lá ver, o que nosso Senhor falou:

Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de TODA a palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4:4)

Que sublime afirmação do Mestre, onde Ele claramente nos diz que TODAS (não somente algumas, não somente as que constam nos “melhores e mais antigos manuscritos”, nem as que têm certa preferência da crítica textual), mas sim que todas as palavras que saem da boca de Deus são alimento para o homem. Ou que dizer acerca do cumprimento cabal da lei, declarado por Jesus:

“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” (Mt 5:18)

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Ora aqui Jesus nos diz que TUDO o que está na lei, será cumprido. Existem versículos que claramente proíbem acrescentar, ou diminuir, o que quer que seja – Ap 22:18-19 (lembre-se que uma vírgula numa frase pode alterar totalmente o sentido da mesma). Se o próprio Espírito Santo supervisionou a entrega e o registro da revelação, Ele, sendo Deus onipresente, onisciente e onipotente, garantiu que isto seria feito sem erros. De imediato, as pessoas dizem que a Bíblia é um livro de homens. Em outras palavras, falha e imperfeita. Por mais sinceros, eruditos e criteriosos que fossem os profetas, eles ainda estavam sujeitos às limitações da sua época e do seu conhecimento. Como poderiam deixar de errar? É natural, assim, esperar que a Bíblia apresente erros gritantes em questões filosóficas, científicas, literárias ou históricas. Os milagres, por exemplo, são vistos como lendas da Antigüidade, tão verdadeiros e históricos quanto Branca de Neve e os Sete Anões. De fato, tais conclusões seriam inevitáveis se o fator sobrenatural fosse descartado. Mas, se o Espírito Santo, sendo o mesmo Deus, estava por trás da produção da Bíblia, então é perfeitamente admissível que homens falhos fossem instrumentos para transmitir informações infalíveis. E foi exatamente isso o que ocorreu.

Note:

  • - Inspiração é um mistério.

  • - Inspiração é essencialmente proteção contra erros, como se Deus dissesse “As verdades que Eu quero

transmitir, você as escreverá com as suas palavras, mas Eu vou guiá-lo para você não deixar de escrever toda e só a verdade que Eu quero que seja escrita, e não errar nem sequer uma letrinha ou o menor sinal de acentuação.”

  • - Plenária significa palavra por palavra, e não apenas os pensamentos principais.

  • - Verbal significa palavra por palavra, e não apenas os pensamentos principais.

  • - Toda a Bíblia é igualmente inspirada, mas não igualmente importante (Jo 3:16 versus Jz 3:16).

  • - Cada palavra é inspirada, mas só é autoritativa: a) no seu contexto; b) quando é de Deus [diretamente ou pelos Seus profetas] e não o registro (inspirado, infalível!) das mentiras do Diabo, demônios, ou homens.

  • - Inspiração não exclui o uso de fontes extra-Bíblicas: At 17:28; Tt 1:12; Jd 14-15.

  • - Inspiração não exige mesmos detalhes no relato de um mesmo evento: Mt 27:37 + Mc 15:26 + Lc 23:38 + Jo 19:19.

  • - A inspiração está terminada: Ap 22:18-19. E só abrangeu a Bíblia.

Distinção entre inspiração e autoridade:

Algo deve ser dito a respeito da distinção entre inspiração e autoridade. Geralmente as duas são idênticas, de modo que aquilo que é inspirado, tem também autoridade com respeito ao ensino e à conduta, mas, ocasionalmente, não é isso o que acontece. Por exemplo: o que Satanás disse para Eva foi registrado por inspiração, mas não é a verdade (Gn 3:4-5); o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt 16:22), a declaração de Gamaliel ao concílio (At 5:38-39); textos retirados do contexto, que assumem um significado totalmente diferente de quando inseridos no contexto, etc.

A BÍBLIA, REGISTRO MERECEDOR DE CONFIANÇA

A Bíblia é uma revelação de Deus absolutamente fidedigna. Essa afirmativa baseia-se na atitude de Jesus para com o Antigo Testamento e no testemunho da Bíblia a Seu próprio respeito (Mt 5:17-18; Mc 7:1- 13; 12:35-37; Jo 5:39-47; 10:34-36; 1 Co 14:37-38; Ef 3:3). A Bíblia não tem a pretensão de ser uma enciclopédia infalível de informações sobre todos os assuntos e, por isso, não nos fornece a resposta a todas as perguntas que possamos fazer a respeito do mundo a nosso redor. (NEM TUDO NOS É REVELADO!).

As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei. (Dt 29:29).

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Ela é escrita na linguagem do povo e não com a terminologia e exatidão científicas do nosso século. De fato, seria tolice esperar que o fosse, e se, por algum milagre, isso fosse conseguido, o livro se tornaria incompreensível para a maioria de nós, para todos os que nos precederam e, dentro de pouco tempo, se tornaria arcaica. A Bíblia registra uma revelação progressiva de Deus através de muitos séculos e a povos vários. Não devemos, portanto, tomar suas afirmações isoladamente, mas considerá-la à luz do todo. Não podemos basear nossas crenças em versículos isolados, destacados de seu contexto.

LEMBRE-SE: Texto fora de contexto é pretexto para heresias!

É inegável que a moderna ciência da Arqueologia muito tem feito no sentido de confirmar a exatidão da história registrada na Bíblia. Muito raramente, e em assuntos de pequena importância, põe um ponto de interrogação ao lado do registro bíblico. Uma vez que a Bíblia registra uma revelação que se deu através da história, podemos sentir satisfação em saber que o esboço histórico apresentado na Bíblia é capaz de tanta confirmação arqueológica. Muitos problemas que se alegam existir na Bíblia, devem-se à nossa falta de saber interpretá-la corretamente. Às vezes procuramos, por exemplo, informações literais em passagens que devem ser tomadas como poéticas.

Através de uma compreensão integral da Bíblia, podemos descobrir que muitas discrepâncias desaparecem ou são de somenos importância, no que se refere à verdade da Bíblia, vista como um todo.

TERMOS RELACIONADOS COM A INSPIRAÇÃO:

A) A REVELAÇÃO DE DEUS:

“REVELAÇÃO É AQUELE ATO DE DEUS PELO QUAL ELE MESMO SE DESCERRA E COMUNICA VERDADE À MENTE, MANIFESTANDO ÀS SUAS CRIATURAS AQUILO QUE NÃO PODERIA SER CONHECIDO DE NENHUM OUTRO MODO”.

A NECESSIDADE DA REVELAÇÃO:

Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas. (Amós 3:7)

Será possível ao homem, finito e limitado como é, em sua capacidade e em seu entendimento, compreender a grandeza do Deus infinito? Por si mesmo, é evidente que não. A não ser que Deus se revele ao homem, este não pode conhecê-

Lo.

Chega-se, portanto, à conclusão de que Deus se revelou às suas criaturas.

A REVELAÇÃO DE DEUS DIVIDE-SE EM GERAL E ESPECIAL:

• Revelação geral de Deus: É endereçada e acessível a TODA criatura inteligente, e tem por objetivo persuadir a alma a buscar o verdadeiro Deus. Ela ocorre:

Na Natureza: JÓ 12:7-9; SL 8:1, 3; 19:1-3; IS 40:12-14, 26; AT 14:15-17; RM 1:19-23, 2:14-15. SUA FINALIDADE É INCITAR O HOMEM A BUSCAR O DEUS VERDADEIRO, PARA RECEBER MAIS LUZ. DEIXA O HOMEM INESCUSÁVEL, MAS É INSUFICIENTE PARA SALVAÇÃO. ALGUMAS VERDADES CONTIDAS NAS RELIGIÕES PAGÃS DERIVAM-SE DESSA FONTE DE REVELAÇÃO. É, CONTUDO, INSUFICIENTE. SE REVELA A

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GRANDEZA, A SABEDORIA E O PODER DE DEUS, NADA DIZ DO INTERESSE QUE ELE TEM NO HOMEM PECADOR, NEM SE ESTE PODE SE SALVAR. Na História DE NAÇÕES TAIS COMO O EGITO, ASSÍRIA, ETC. EMBORA DEUS POSSA USAR UMA NAÇÃO MAIS ÍMPIA PARA CASTIGAR UMA MENOS ÍMPIA, AO FINAL TRATARÁ A MAIS ÍMPIA COM MAIOR SEVERIDADE (HC 1:1-2:20). E, MUITÍSSIMO MAIS, NA ESPANTOSA HISTÓRIA DA “PULGUINHA” ISRAEL. DT 28:10; SL 75:6-8; PV 14:34; AT 17:2-4; RM 13:1. ESSE POVO ACREDITAVA QUE DEUS, A QUEM CONHECIA POR NOME DE JAVÉ OU JEOVÁ, AGIA NA SUA VIDA INDIVIDUAL E NACIONAL (SL 78); QUE LHE FALAVA POR MEIO DE PROFETAS (1 SM 3; IS 6; OS 1; AM 7:14-17), REVELANDO- LHES QUE SEU CARÁTER ERA DE JUSTIÇA E AMOR (IS 6:3; AM 5:6-27; DT 7:8; JR 31:3; OS 11:1); QUE ISRAEL ERA SEU POVO ESCOLHIDO (DT 7:7-26; JR 7:23; 13:11) E QUE DELE DEUS RECLAMAVA NÃO SÓ O CULTO, COMO TAMBÉM A JUSTIÇA E O AMOR EM SUA VIDA SOCIAL E NACIONAL (AM 5:21-24; IS 1:27; MQ 6:8). ESSE DEUS ERA SENHOR DA CRIAÇÃO (IS 40; 42:5; AM 5:8) E REI MORAL DA HISTÓRIA (DT 28; JZ 2; AM 5:14). HAVERIA, UM DIA, DE JULGAR O MUNDO E ESTABELECER UM REINO DE JUSTIÇA. SEU PROPÓSITO FINAL PARA OS HOMENS ERA, PORTANTO, A SALVAÇÃO E, PARA ESSE FIM, ESCOLHERA A ISRAEL PARA SEU SERVO, O QUAL DEVERIA LEVAR TODOS OS HOMENS À RELIGIÃO VERDADEIRA. COMO, PORÉM, ISRAEL ESTAVA PREJUDICADO PELO SEU PECADO, PARA EXECUTAR A TAREFA, DEUS PROMETERA LEVANTAR, FUTURAMENTE, UM LIBERTADOR, CHAMADO, ORA DE REI, NA SUCESSÃO DE DAVI, ORA DE SERVO DO SENHOR (IS 2:1-4; 9:1-7; 42:1-9; 49:1-6; 50:4-9; 52:13; 53:12; JR 31:31-40; 33:14-16; EZ 34:37). ESTA REVELAÇÃO JÁ É MAIS EXPLÍCITA E INFORMATIVA DO CARÁTER PESSOAL DE DEUS, DO QUE A REVELAÇÃO ATRAVÉS DA NATUREZA. CONTUDO, É TAMBÉM INCOMPLETA. Na Consciência: A Lei gravada nos corações,"uma espiã de Deus em nosso peito," "uma embaixadora de Deus em nossa alma," como os puritanos costumavam chamá-la. Rm 2:14- 16. É a presença no homem desta ciência do que é certo e errado, deste algo discriminativo e impulsivo que constitui a revelação de Deus. Não é auto-imposta, como fica evidenciado pelo fato de que o homem freqüentemente se livraria de suas opiniões se pudesse; é o reflexo de Deus na alma. Na nossa consciência temos outra revelação de Deus. Suas proibições e ordens, suas decisões e impulsos não teriam qualquer autoridade real sobre nós se não sentíssemos que na consciência temos de alguma forma a realidade, algo em nossa natureza que, todavia, está acima dessa natureza. Em outras palavras, ela revela o fato de que há uma lei absoluta do certo e do errado no universo e de que há um Legislador Supremo que encarna esta lei em Sua própria pessoa e conduta.

• Revelação especial de Deus: ABRANGE OS ATOS DE DEUS PELOS QUAIS ELE SE FEZ CONHECER E À SUA VERDADE, EM OCASIÕES ESPECIAIS E A PESSOAS ESPECÍFICAS, MAS QUASE SEMPRE PARA O BENEFÍCIO DE TODOS. É NECESSÁRIA PORQUE O HOMEM NÃO RESPONDEU À REVELAÇÃO GERAL. RM 1:20- 23,25; 1 CO 1:21; 2:8. ELA OCORRE:

Em Jesus Cristo, A SUPREMA REVELAÇÃO DE DEUS (CL 1:15; 2:9; HB 1:3), NECESSÁRIA PORQUE O HOMEM NÃO RESPONDEU ÀS OUTRAS HB 1:1-3. CRISTO É A MELHOR PROVA DA: EXISTÊNCIA, NATUREZA, E VONTADE DE DEUS! A vinda de Jesus Cristo foi a manifestação suprema e o pleno cumprimento da Revelação que Deus começara a fazer de Sua Pessoa, na vida de Israel. Jesus afirmou expressamente que Ele era Aquele de quem os profetas falavam (Mt 5:17; Lc 24:44). Referia-se a Si mesmo como o Filho de Deus (Mt 11:25-27) e atribuía às Suas próprias palavras a autoridade de Deus (Mc 2:1-12; 13:31; 14:62). Além das Suas palavras, o caráter e as ações de Cristo deviam ser considerados manifestações de Deus aos homens. Disso eram sinais: Seus milagres e Suas obras poderosas (Lc 12:54-56; Jo 3:2; 14:11). Toda a Sua vida demonstrara o amor que caracteriza a Deus (Mc 2:17; 10:21, 45; Lc 19:1-10; Jo 3:16). Sua morte coroou Sua vida de abnegação em favor dos homens (Mc 14:22-24) e Sua ressurreição e ascensão declararam que Deus se agradara da obra de Seu Filho e O tinha exaltado (At 3:14-26; Rm 1:4). Seus discípulos passaram o restante de suas vidas anunciando-O como Aquele que verdadeiramente revelava Deus aos homens e lhes restabelecia a relação adequada com Ele. As provas impressionantes de Sua influência nas vidas humanas, a partir de então, são outras tantas confirmações de Sua pretensão de revelar Deus aos homens. Essa Revelação, na qual Deus se fez

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homem, na Pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, é uma Revelação pessoal, perfeita e que não se repete. No sentido mais completo, Jesus Cristo é a PALAVRA DE DEUS aos homens (Jo 1:1-18; Hb 1:1-

2). É evidente, portanto, que ninguém pode conhecer a Deus, senão por Jesus Cristo (Jo 1:18;

11:27).

Mt

Nas Experiências Pessoais de Certos Homens: Enoque e Noé andaram com Deus (Gn 5:21- 24; 6:9); Deus falou a Noé (Gn 6:13; 7:1; 9:1); a Abraão (Gn 12:1-3); a Isaque (Gn 26:24); a Jacó (Gn 28:13; 35:1); a José (Gn 37:5-11); a Moisés (Êx 3:3-10; 12:1); a Josué (Js 1:1); a Gideão (Jz 6:25); a Samuel (1 Sm 3:2-4); a Davi (1 Sm 23:9-12); a Elias (1 Rs 17:2-4); a Isaías (Is 6:8), etc. Da mesma maneira, no N. T. Deus falou a Jesus (Mt 3:16-17; Jo 12:27-28); a Pedro, Tiago e João (Mc 9:7); a Felipe (At 8:29); a Paulo (At 9:4-6; 18:9); e a Ananias (At 9:10). Nas experiências de nós, crentes da dispensação da graça.

EM MILAGRES: eventos fora do usual e natural, realizando uma obra útil, revelando a presença e poder de Deus, visando trazer homens a Cristo (Jo 20:30-31). Êx 4:2-5 (Deus transformou vara em cobra) contraste Êx 7:1-2 (imitação, desmascarada).

Milagres podem ser:

  • a) de intensificação (exemplo: dilúvio) ou “tempo exato” (terremoto na crucificação) de fenômenos naturais

(praga de saraiva e fogo); a força de Sansão, etc.

  • b) de alteração das leis naturais (multiplicação dos pães, florescimento da vara de Arão, obtenção de água da

rocha, cura dos doentes, ressurreição de mortos).

Se alguém quiser contestar a existência de milagres, lembre-lhe que a pergunta certa é “as testemunhas são absolutamente confiáveis?” e não “o evento é naturalmente possível?”. Demonstre a historicidade da ressurreição de JESUS CRISTO. Mostre que se ele crer na ressurreição e no Ressurreto Homem-Deus, aceitará todos os milagres da Bíblia. Fale de respostas às orações.

Em Profecias-predição de eventos, só possível pela comunicação direta da parte de Deus Is 44:28-45:1 (Ciro). Se alguém quiser contestar a existência de profecias, mostre-lhe que se ele crer no Profetizado Emanuel, aceitará todas as profecias da Bíblia.

Mostre-lhe as profecias cumpridas em Cristo:

Ele deveria ser nascido de uma virgem (Is 7:14; Mt 1:23);

da semente de Abraão (Gn 12:3; Gl 3:8);

da Tribo de Judá (Gn 49:10; Hb 7:14);

da linhagem de Davi (Sl 110:1; Rm 1:3);

deveria nascer em Belém (Mq 5:2; Mt 2:6);

ser ungido pelo Espírito (Is 61:1-2; Lc 4:18-19);

entrar em Jerusalém montado em um asno (Zc 9:9; Mt 21:4-5);

ser traído por um amigo (Sl 41:9; Jo 13:18);

ser vendido por trinta moedas de prata (Zc 11:12-13; Mt 26:15; 27:9-10);

ser abandonado por seus discípulos (Zc 13:7; Mt 26:31, 56);

ter suas mãos e pés traspassados, mas não ter nenhum osso quebrado (Sl 22:16; 34:20;

Jo

19:36; 20:20, 25); os homens iriam dar-lhe fel e vinagre a beber (Sl 69:21; Mt 27:34);

repartir Suas vestes e lançar sortes sobre Sua túnica (Sl 22:18; Mt 27:35);

Ele seria abandonado por Deus (Sl 22:1; Mt 27:46);

enterrado com os ricos (Is 53:9; Mt 27:57-60);

Ele iria surgir dos mortos (Sl 16:8-11; At 2:27);

subir às alturas (Sl 68:18; Ef 4:8);

e se assentar à mão direita do Pai (Sl 110:1; Mt 22:43-45).

Será que não temos nestas predições que já foram cumpridas uma forte prova do fato que Deus Se

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revelou por profecia? E se Ele o fez nestas predições, o que nos impede de crer que O fez em outras também?

Em profecias-enunciação de verdades “assopradas” pelo Espírito Santo” 2 Tm 3:16;

2 Pe

1:20-21.

Nas Escrituras, QUE REÚNEM TODA A REVELAÇÃO QUE DEUS QUIS QUE FICASSE INERRANTEMENTE CORPORIFICADA, SENDO A BASE PARA TODAS AS DISCIPLINAS DA TEOLOGIA. Se a suprema revelação de Deus é Jesus Cristo, surge o problema: como então pode Deus revelar-se a nós, que vivemos dois milênios depois de Cristo? Não estando Jesus visivelmente entre nós, ficamos privados da possibilidade de alcançar a plena revelação de Deus? A resposta a essas perguntas é que existe ainda outra forma de revelação. É que o Espírito de Deus capacitou homens a darem testemunho escrito da revelação que receberam, de modo a poderem interpretá-la e transmiti-la às gerações posteriores. Assim, podemos chegar ao conhecimento da revelação de Deus na Natureza, na História, etc, e em Jesus Cristo, através do registro que dela temos em mãos, na BÍBLIA, e pelo qual Deus fala hoje aos homens. Desse modo, Jesus Cristo se revela ainda aos homens. Ele não é uma extinta Figura do passado, mas o FILHO VIVO DE DEUS, de maneira que os cristãos que vivem em eras posteriores à Sua crucificação podem afirmar que O conhecem e têm comunhão com Ele.

Uma vez que é a Bíblia o meio pelo qual seguramente Deus se revela hoje aos homens, devemos examinar com algum cuidado seu caráter, sua suficiência e a confiança que merece como

revelação de Deus

(2 Tm 3:15; Hb 1:1).

MÉTODOS DE REVELAÇÃO:

POR ANJOS GN 18 (3 ANJOS, ABRAÃO, SODOMA); COM VOZ ALTA GN 3:9-19 (PUNINDO A QUEDA); COM VOZ SUAVE 1 RS 19:11, 12 (A ELIAS); SL 32:8; PELA NATUREZA SL 19:1-3; POR UM JUMENTO NM 22:28 (BALAÃO); POR SONHOS GN 28:12 (ESCADA DE JACÓ); EM VISÕES GN 46:2; AT 10:3-6 (PEDRO E CORNÉLIO); LIVRO DE APOCALIPSE; CRISTOFANIAS ÊX 3:2 (O ANJO NA SARÇA).

A Revelação de Deus no Antigo Testamento é uma revelação com as seguintes características:

  • a) É uma revelação autoritária - Jo 5:39; Lc 19:19-31.

  • b) É uma revelação verídica - Jo 10:35; Is 34:16.

  • c) É uma revelação progressiva - Hb 1:1, 2.

  • d) É uma revelação parcial - Hb 1:1, 2; Cl 2:17; Hb 10:1.

B. A ILUMINAÇÃO:

“É AQUELE MÉTODO USADO PELO ESPÍRITO SANTO PARA DERRAMAR LUZ DIVINA SOBRE TODO O HOMEM QUE O BUSQUE, AO SER ESTE HOMEM EXPOSTO À PALAVRA DE DEUS.”

• A iluminação se faz necessária por causa das cegueiras: natural 1 Co 2:14; induzida pelo Diabo 2 Co 4:3-4; induzida pela carne 1 Co 3:1; Hb 5:12-14; 2 Pe 1:19.

• Só com a iluminação é que pecadores são salvos (Sl 119:30; 146:8) e crentes são fortalecidos 119:105; 1 Co 2:10; 2 Co 4:6).

(Sl

• Antes de iluminar, o Espírito Santo procura por sinceridade do homem (Dt 4:29; Hb 11:6) e diligente estudo do crente (At 17:11; 2 Tm 2:15; 1 Pe 2:2).

O Espírito Santo sempre tem que usar um crente (que O tem) para iluminar o descrente (que não O tem) At 8:31.

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C. COMPARAÇÃO REVELAÇÃO-INSPIRAÇÃO-ILUMINAÇÃO:

Revelação:

comunicação da verdade.

Inspiração: registro da verdade. Iluminação: entendimento da verdade.

---inspiração---> DEUS ---revelação---> Homem BÍBLIA <---iluminação---
---inspiração--->
DEUS ---revelação---> Homem
BÍBLIA
<---iluminação---

Podemos ter revelação sem inspiração, como tem sido o caso de muitas pessoas piedosas no passado e como fica claro pelo fato de João ter ouvido as vozes dos sete trovões, apesar de não lhe ter sido permitido escrever o que eles disseram (Ap 10:3-4). Podemos também encontrar inspiração sem revelação, como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram pela pesquisa (1 Jo 1:1-4; Lc 1:1-4). A iluminação geralmente acompanha a inspiração ou está incluída nela, mas nem sempre, conforme pode ser visto em 1 Pe 1:11-12.

TEORIAS ANTIBÍBLICAS SOBRE A INSPIRAÇÃO

  • A) TEORIA MECANISTA, OU DO DITADO = “Deus usou homens como meros amanuenses”.

Esta teoria ignora diferenças de estilo entre os escritores; ignora que Deus não usou robôs inanimados nem psicografistas (“pneumografistas”) talvez até inconscientes do que escreviam, mas usou, sim, homens com personalidades distintas; e ignora que a Bíblia é ambos 100% divina e 100% humana, respeitando a personalidade e estilo de cada escritor! 2Pe 1:21. Deus usou as personalidades e modos de expressão peculiares a cada escritor: “somente” os protegeu do menor erro, desvio, omissão, e excesso.

Inspiração é basicamente essa proteção.

  • B) TEORIA DA INSPIRAÇÃO NATURAL = “a inspiração da Bíblia é só momentos de superioridade do

homem natural, como Beethoven na “Sinfonia Inacabada”. 2 Pe 1:20-21.

Assim, cometem o erro de pensar que: “o Salmo 23 não é mais inspirado que o grande hino ‘Rude Cruz’; o Sermão do Monte não é mais inspirado que ‘Pecadores nas Mãos de um Deus Irado’, de Jonathan Edwards; a História do Filho Pródigo não é mais inspirada que ‘O Peregrino’, de John Bunyan, etc.”

  • C) TEORIA DA INSPIRAÇÃO PARCIAL, dinâmica = “A Bíblia só é inspirada no espiritual e essencial,

não na História, Ciência, etc. e no que achamos ‘secundário’.” 2 Tm 3:16;

Jo 3:12.

O que é essencial? aquilo que você gosta??!!! Isto é puro subjetivismo louco! Como crer o maior (o

espiritual, invisível, eterno) de quem não creio o menor (material, tangível, efêmero)?

(Jo 3:12).

“A teoria dinâmica não explica, nem mesmo tenta explicar, como os escritores poderiam estar possuídos de conhecimentos sobrenaturais ao registrarem uma sentença e serem rebaixados a um nível muito inferior na seguinte. Ela não nos dá a psicologia daquele estado de espírito que pode se pronunciar infalivelmente sobre matérias de doutrina, enquanto que se desvia a respeito dos fatos mais simples da história. Ela não tenta analisar a relação existente entre as mentes Divina e humana, que produz tais resultados.” (Marcus Dods, em A Bíblia: Sua Origem e Natureza, 1912, pág. 122)

  • D) TEORIA DA INSPIRAÇÃO SÓ DO PENSAMENTO PRINCIPAL, Não das palavras em si (Sl 138:2;

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  • E) TEORIA DO “ENCONTRO MÍSTICO= “AQUELES QUE TIVERAM ‘ENCONTROS’

(EXPERIÊNCIAS EMOCIONAIS) COM DEUS ESCREVERAM A VERDADE SEM A SUA PROTEÇÃO,

MUITO MISTURADA COM MITOS E IMAGINAÇÕES. HOJE, A BÍBLIA NÃO É, MAS CONTÉM A PALAVRA DE DEUS, QUE EU DESCUBRO QUANDO, NUM ‘ENCONTRO’ (» NIRVANA), PERCEBO O QUE DEUS TEM POR BAIXO DOS MITOS BÍBLICOS. SÓ ENTÃO, ELA TORNA-SE A SUA PALAVRA, PARA MIM.”

ISTO

É

PURO

SUBJETIVISMO

CONCLUSÕES! 2 Tm 3:16

LOUCO,

LEVANDO

ÀS

MAIS

DISPARATADAS

PROVAS DA INSPIRAÇÃO PLENÁRIA, VERBAL, INFALÍVEL

A Bíblia é inspirada (“assoprada para dentro do homem”) corporificação da revelação de Deus”.

por Deus: Ver

a seção:

“A Bíblia

é

a

ESTA INSPIRAÇÃO É:

  • a) Por Deus (!): At 1:16; 2 Tm 3:16-17; Hb 10:15-17; 2 Pe 1:20-21.

  • b) Verbal (= palavra por palavra, e não apenas os pensamentos principais): Sl 138:2; Mt 4:4-5; 5:17-18;

22:32; 1 Co 2:13; Gl 3:16.

  • c) Plenária (= toda ela, de capa a capa, sobre todo e qualquer assunto): 2 Tm 3:16-17.

  • d) Infalível e inerrável (= não contém nenhum erro, é incapaz de errar e de falhar): Mt 5:18;

10:35b.

Jo

A NATUREZA DA INSPIRAÇÃO PLENÁRIA, VERBAL E INFALÍVEL DA BÍBLIA É ASSEGURADA POR:

  • a) O caráter de Deus: IRIA O DEUS PERFEITO, ETERNO E IMUTÁVEL, CONSENTIR QUE AS SUAS

REVELAÇÕES FOSSEM EXPRESSAS IMPERFEITA E FALIVELMENTE PELOS SEUS PROFETAS? ISTO É INIMAGINÁVEL!

  • b) O caráter e declarações da Bíblia:

b.1) (Ver: “O caráter transcendente da Bíblia”). A BÍBLIA TEM UNIDADE, CONTEÚDO E PADRÃO MORAL, INCOMPARAVELMENTE SUPERIORES A TODOS OS OUTROS LIVROS.

b.2) (Ver: “Declarações da Bíblia sobre si mesma”). A BÍBLIA É ABSOLUTAMENTE CONFIÁVEL EM TUDO O QUE PODE SER CHECADO, ENTÃO DEVEMOS ACEITAR O QUE DIZ DE SI MESMA:

b.3) A Bíblia clama ser a plenária, verbal e infalível Palavra de Deus:

Explicitamente em Sl 138:2; 2 Tm 3:16; 2 Pe 1:20-21.

- As peculiaridades do sistema mosaico ficam claras à luz de uma revelação progressiva. A Lei a Graça e a doutrina do Espírito Santo estão interligadas ao propósito dispensacional de Deus.

Mais de 3800 vezes em frases diretas como “Assim diz o Senhor” no V. T.: Êx 14:1; Is 43:1; Ez

1:3.

No reconhecimento de um escritor/livro por outro: 2 Rs 17:13; Sl 19:7; 33:4; 119:89; Is 8:20; Gl 3:10; 1 Pe 1:23; At 1:16; 28:25; 1 Pe 1:10-11. Pedro reconheceu a inspiração dos escritos de Paulo 2 Pe 3:15-16. Pedro e Paulo reconhecem a inspiração de todo o restante das Escrituras. 2 Tm 3:16; 2 Pe 1:20.

Cristo ensinou que a Bíblia é infalivelmente inspirada (Jo 10:35b; Mt 4:4; 5:17-18; 22:32) e também eterna e perfeitamente preservada por Deus (Mt 4:4; 5:18; 24:35 [= Lc 21:33]; Lc 16:17)

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OBJEÇÕES À INSPIRAÇÃO PLENÁRIA E VERBAL:

  • A) ALEGAM QUE HÁ “RECONHECIMENTO DE NÃO INSPIRAÇÃO”: BASTA UM BOM EXAME DO

CONTEXTO (OU UM PERFEITO ENTENDIMENTO DOS IDIOMAS E DOS MANUSCRITOS PELOS QUAIS DEUS PRESERVOU INFALIVELMENTE SUA PALAVRA: TEXTO MASSORÉTICO E TEXTO RECEBIDO). EXEMPLO: EM 1 CO 7:12, 25. PAULO, QUE ESTAVA SÓ REPETINDO MT 5:31-32; 19:3- 9 (DIVÓRCIO), AGORA INTRODUZ UM MANDAMENTO IGUALMENTE INSPIRADO (COMPARE: 1 CO 7:40).

  • B) ALEGAM QUE HÁ “CITAÇÕES EXPRESSANDO ERROS”: SÃO SÓ CITAÇÕES (FIÉIS!) DE

ERRADOS E/OU MENTIROSOS HOMENS (SL 10:4) OU DO DIABO (GN 2:4-5).

  • C) “ERROS HISTÓRICO-CIENTÍFICOS”: BASTA LEMBRARMOS QUE:

• Assim como os cientistas usam expressões “pôr-do-sol”, “quatro cantos da terra” (por serem referenciais cômodos, de fácil entendimento), a Bíblia usa a linguagem das aparências, em certas passagens, etc.; Ademais, a Bíblia é 100% exata, mas não é formal, matemática. • A Bíblia só relata fragmentos da verdade Jo 20:30-31. • Relatos distintos podem se complementar (CONTRADIZER!) OU PODEM ENFATIZAR DIFERENTES ASPECTOS DOS EVENTOS OU DOUTRINAS. • A Bíblia foi por Deus infalivelmente inspirada e preservada (através do Texto Massorético e do Texto Recebido), palavra por palavra, til por til, mas os tradutores mais fiéis e tremendamente cuidadosos podem aqui e acolá ter sido algo menos que perfeitos ... • A verdadeira ciência se limita a fatos da observação ou experimentação (a Teoria da Evolução, das Camadas Geológicas, da Astrofísica, etc., não o fazem, resultam de meras suposições loucas!). • Cientistas hoje admitem que a luz apareceu antes do sol.

  • D) “APARENTES CONTRADIÇÕES”: SEMPRE TÊM EXPLICAÇÕES, SE PRESTARMOS MUITA

ATENÇÃO. EXEMPLOS:

NM 25:9 VERSUS 1 CO 10:8 (DIFERENTES NÚMEROS DE MORTOS PELA PRAGA): NM NÃO SE LIMITOU A 1 SÓ DIA! LC 6:17 VERSUS MT 5:1 (O SERMÃO FOI NO MONTE OU EM LUGAR PLANO?): 2 SERMÕES, SENDO 1 PARA OS DISCÍPULOS, OUTRO PARA O POVO. OU 1 SERMÃO, EM LUGAR PLANO NO MEIO DO MONTE? A PLANURA EM LC 6:17 ERA PROVAVELMENTE NA MESMA MONTANHA MENCIONADA EM MT 5:1. MT 20:29 VERSUS MC 10:46 + LC 18:35 (1 OU 2 CEGOS? NA ENTRADA OU SAÍDA DE JERICÓ?):

2 CEGOS NA ENTRADA, 1 NA SAÍDA. PROVAVELMENTE, FORAM OS 2 CEGOS CURADOS ENTRE JERICÓ VELHA E JERICÓ NOVA, SENDO QUE MC E LC MENCIONAM SOMENTE O MAIS NOTÁVEL. MT 8:5-13 VERSUS LC 7:1-10: CENTURIÃO DE CAFARNAUM COM SERVO MORIBUNDO:

OUVIU FALAR DE JESUS -> ENVIOU ANCIÃOS JUDEUS PARA CHAMÁ-LO -> ENVIOU AMIGOS -> FOI ELE MESMO -> CREU -> VOLTOU -> CONSTATOU MILAGRE.

OBS: 2 Rs 8:26 versus 2 Cr 22:2 1 Rs 4:26 versus 2 Cr 9:25 – (Apresentar estudo mostrando que não são erros)

  • E) “ERROS EM PROFECIAS”: ESSES APARENTES ‘ERROS’ SÃO MÁS INTERPRETAÇÕES DAS

PROFECIAS, OU PROFECIAS AINDA A SEREM CUMPRIDAS (DN 2, 7, 9, 11, 12; ZC 12-14; A MAIOR PARTE DO LIVRO DE APOCALIPSE). NEM PAULO, NEM TIAGO, NEM PEDRO ENSINARAM QUE CRISTO VIRIA IMEDIATAMENTE, MAS SIMPLESMENTE, QUE ELE PODERIA VIR A QUALQUER HORA (II CO 5:4; I TS 4:15-17; TG 5:9; 2 PE 3:4, 8, 9).

  • F) “IMPOSSIBILIDADE CIENTÍFICA DE MILAGRES”: (VER O ITEM “A REVELAÇÃO ESPECIAL

DE DEUS”). QUANDO A EXISTÊNCIA DO DEUS TODO-PODEROSO É ACEITA, ENTÃO NÃO HÁ

PROBLEMA EM SE ACEITAR A SUA INTERVENÇÃO SOBRENATURAL (E COERENTE CONSIGO MESMO): SE, QUANDO, COMO, E ONDE ELE O DESEJE.

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G) “ERROS NA CITAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE SI PRÓPRIA”: Às vezes, os escritores do Novo Testamento simplesmente expressam suas idéias com palavras emprestadas de uma passagem do Velho Testamento, sem a pretensão de interpretar a passagem (Rm 10:6-8, cf. Dt 30:12-14). Às vezes eles destacam um elemento típico em uma passagem que não tem geralmente sido reconhecido como típico (Mt 2:14, cf. Os 11:1). Às vezes, dão crédito a uma profecia mais recente, quando eles realmente estão citando uma forma mais antiga da mesma (Mt 27:9, cf. Zc 11:13). Às vezes eles combinam duas citações em uma só, e atribuem o todo ao autor mais proeminente (Mc 1:2-3). ADEMAIS, O AUTOR (O ESPÍRITO SANTO) DE TODA A BÍBLIA TEM TODO O DIREITO DE RE-EXPRESSAR-SE E RE-EXPLICAR-SE CONFORME SEU DESEJO SOBERANO.

H) “IMORALIDADE DOS HOMENS”: É REGISTRADA; HONESTAMENTE (!); MAS NUNCA É SANCIONADA. Ex: a bebedeira de Noé (Gn 9:20-27), o incesto de Ló (Gn 19:30-38), a falsidade de Jacó (Gn 27:19-24), o adultério de Davi (2 Sm 11:1-4), a poligamia de Salomão (1 Rs 11:1-3, cf. Dt 17:17), a severidade de Ester (Et 9:12-14), as negações de Pedro (Mt 26:69-75).

OBS: APARENTES ACOMPANHANTE:

SANÇÕES

À

IMORALIDADE

SÃO SANÇÕES SÓ A UMA VIRTUDE

EXEMPLOS:

I) DIVÓRCIO (DT 24:1 VERSUS MT 5:31-32 + 19:7-9), ETC: FORAM TOLERADOS/DISCIPLINADOS COMO UM BEM RELATIVO, NUNCA RECOMENDADOS COMO UM BEM ABSOLUTO.

II) A MATANÇA DOS CANANEUS (DT 7:1-2; 20:16-18), OS SALMOS IMPRECATÓRIOS (35, 69, 109, 137), ETC: MOSTRAM UM DEUS SOBERANO, SANTO, E JUSTO, QUE PODE USAR HOMENS PARA EXECUTAR SEUS DESÍGNIOS. Strong diz que os salmos imprecatórios são “não a ebulição de ódio pessoal, mas a expressão de indignação judiciosa contra os inimigos de Deus”, e que a destruição dos cananitas “foi simplesmente cirurgia benevolente que amputou um membro pútrido, e assim salvou a vida religiosa da nação hebraica e do mundo posterior”.

A BÍBLIA É A CORPORIFICAÇÃO DA REVELAÇÃO DE DEUS:

DECLARAÇÕES DA PRÓPRIA BÍBLIA:

A Bíblia é absolutamente genuína e confiável em tudo que podemos checar com fatos (ver seções “genuinidade” e “confiabilidade da Bíblia”)!

Portanto, como é natural até nas relações diplomáticas e comerciais, somos justificados em aceitar o

que ela diz de si mesma, declarando-se no V. T. (mais de 3800 vezes: Êx 14:1; Is 43:1;

Ez 1:3) e no N. T.

(1 Co 14:37; Gl 1:11-12; Hb 2:1-4; 2 Pe 3:2; 1 Jo 5:10; Ap 22:18-19) como a corporificação da revelação

de Deus. 2 Tm 3:16-17; 2 Pe 1:20-21.

ARGUMENTOS:

a) ARGUMENTO “ A PRIORI (prova que tem que haver uma Bíblia Divina, mas ainda não prova que é a nossa):

O homem é depravado e não pode ir a Deus. Deus é

bom, amor, misericórdia, graça,

...

Portanto,

esperar-se-ia que Deus se revelasse e corporificasse Sua revelação.

b) ARGUMENTO DA ANALOGIA : (EXIGE HAVER UMA BÍBLIA DIVINA, MAS AINDA NÃO PROVA QUE É A NOSSA):

HOMENS ± “BONS” COMUNICAM VERDADES AOS QUE A NECESSITAM. DEUS É INFINITAMENTE BOM AT 14:15-17. PORTANTO, SEGURAMENTE DEUS SE REVELOU E CORPORIFICOU SUA REVELAÇÃO.

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c) A SINGULAR E ESPANTOSA INDESTRUTIBILIDADE DA BÍBLIA:

O tempo não afeta Bíblia. É o livro mais antigo do mundo e ao mesmo tempo o mais moderno. Em mais de 20 séculos o homem não pôde melhorá-la. Se a Bíblia fosse de origem humana em 20 séculos ela já estaria superada, ou seja, desatualizada. Uma vez que o homem moderno se farta de tanto saber, era de se esperar que já tivesse produzido uma Bíblia melhor! Para o salvo isto é uma evidência da Bíblia como a Palavra imutável de Deus.

Mesmo sob a mais tenaz/variada, violenta/sutil perseguição já vista, a Bíblia nunca foi destruída! Portanto ela tem que ser divina. (“Os malhos se amassam-despedaçam, mas a bigorna permanece”). O ataque satânico contra a palavra de Deus remonta o Jardim do Éden. A primeira intervenção de Satanás na História foi adulterando e pondo dúvida na Palavra de Deus: nascia a primeira Bíblia na Linguagem de Hoje! O primeiro pecado de Eva foi o de aceitar a suposta palavra de Deus "modernizada" da boca do Diabo.

"ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse?: Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gn 3:1 - ACF)

Repare que quem fica a ganhar com esta controvérsia Bibliológica, é o pai da mentira; e não o povo de Deus. Séculos mais tarde, Satanás recorreu novamente às Escrituras para tentar o Mestre Jesus em Mateus

4:1-11.

Os imperadores romanos descobriram que os cristãos baseavam sua crença nas Escrituras. Conseqüentemente, buscaram suprimi-las ou exterminá-las. O mais notável foi Dioclécio que, através de um decreto real em 303 A. D., ordenou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. Ele havia matado tantos cristãos e destruído tantas Bíblias que, quando os cristãos ficaram quietos por algum tempo e permaneceram escondidos, ele achou que havia realmente conseguido eliminar as Escrituras. Ele fez com que em uma medalha fosse gravada a seguinte inscrição: “A religião cristã está destruída e o culto aos deuses

restaurado”. Entretanto, não demorou muito para que Constantino subisse ao trono e fizesse do cristianismo a religião oficial. O que diria Dioclécio se pudesse voltar a terra e ver como a Bíblia tem prosseguido em sua missão mundial! Durante os dois séculos em que o Papado teve poder absoluto na Europa Ocidental (1073-1294), os estudiosos passaram a colocar o credo acima da Bíblia. Enquanto que a maioria deles ainda procurava o apoio das Escrituras para o credo, alguns deles se apegavam a revelações posteriores, transmitidas apenas pela tradição, e não tão dependentes nos ensinamentos da Bíblia. Fisher diz que durante este período: “a leitura da Bíblia por parte dos leigos ficou sujeita a tantas restrições, especialmente após a ascensão ao poder dos Valdenses, que, se não era absolutamente proibida, era vista com graves suspeitas”. (George P. Fisher, História da Igreja Cristã, pg. 219). Muitos meios foram usados para que a Bíblia ficasse restrita ao pequeno círculo dos sacerdotes, padres, bispos e papas. Dentre as medidas para conter o avanço da Palavra de Deus, estão as seguintes:

1) Em 1229, o Concílio de Toulouse (França), o mesmo que criou a diabólica Inquisição,

determinou: “Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento

...

Proibimos ainda mais

severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido.” (Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2). Foi este mesmo Concílio que decretou a Cruzada contra os albigenses. Em “Acts of Inquisition, Philip Van Limborch, History of the Inquisition, cap. 08, temos a seguinte declaração conciliar: “Essa peste (a Bíblia) assumiu tal extensão, que algumas pessoas indicaram sacerdotes por si próprias, e mesmo alguns evangélicos que distorcem e destruíram a verdade do evangelho e fizeram um evangelho para seus próprios

propósitos

...

(elas sabem que) a pregação e explanação da Bíblia são absolutamente proibidas aos membros

leigos”.

2) No Concílio de Constança, em 1415, o santo Wycliffe, protestante, foi postumamente condenado como “o pestilento canalha de abominável heresia, que inventou uma nova tradução das Escrituras em sua língua materna”.

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3) O Papa Pio IX, em sua encíclica “Quanta cura”, em 8 de dezembro de 1866, emitiu uma lista de oito erros sob dez diferentes títulos. Sob o título IV ele diz: “Socialismo, comunismo, sociedades

clandestinas, sociedades bíblicas

pestes estas devem ser destruídas através de todos os meios possíveis”.

... 4) Em 1546 Roma decretou: “a Tradição tem autoridade igual à da Bíblia”. Esse dogma está em voga até hoje, até porque existe o dogma da “infalibilidade papal”. Ora, se os dogmas, bulas, decretos papais e resoluções outras possuem autoridade igual à das Sagradas Escrituras, os católicos não precisam buscar verdades na Palavra de Deus. 5) O Papa Júlio III, preocupado com os rumos que sua Igreja estava tomando, ou seja, perdendo prestígio e poder diante do número cada vez maior de “irmãos separados” ou “’cristãos novos” ou “protestantes” (apesar dos massacres), convocou três bispos, dos mais sábios, e lhes confiou a missão de estudarem com cuidado o problema e apresentarem as sugestões cabíveis. Ao final dos estudos, aqueles bispos apresentaram ao papa um documento intitulado “DIREÇÕES CONCERNENTES AOS MÉTODOS ADEQUADOS A FORTIFICAR A IGREJA DE ROMA”. Tal documento está arquivado na Biblioteca Imperial de Paris, fólio B, número 1088, vol. 2, págs 641 a 650. O trecho final desse ofício é o seguinte:

“Finalmente (de todos os conselhos que bem nos pareceu dar a Vossa Santidade, deixamos para o fim o mais necessário), nisto Vossa Santidade deve pôr toda a atenção e cuidado de permitir o menos que seja possível a leitura do Evangelho, especialmente na língua vulgar, em todos os países sob vossa jurisdição. O pouco dele que se costuma ler na Missa, deve ser o suficiente; mais do que isso não devia ser permitido a ninguém. Enquanto os homens estiverem satisfeitos com esse pouco, os interesses de Vossa Santidade prosperarão, mas quando eles desejarem mais, tais interesses declinarão. Em suma, aquele livro (a Bíblia) mais do que qualquer outro tem levantado contra nós esses torvelinhos e tempestades, dos quais meramente escapamos de ser totalmente destruídos. De fato, se alguém o examinar cuidadosamente, logo descobrirá o desacordo, e verá que a nossa doutrina é muitas vezes diferente da doutrina dele, e em outras até contrária a ele; o que se o povo souber, não deixará de clamar contra nós, e seremos objetos de escárnio e ódio geral. Portanto, é necessário tirar esse livro das vistas do povo, mas com grande cuidado, para não provocar tumultos” - Assinam Bolonie, 20 Octobis 1553 - Vicentius De Durtantibus, Egidus Falceta, Gerardus Busdragus. Durante a época da Reforma, quando a Bíblia foi traduzida para a língua do povo, a igreja Católica Romana impôs severas restrições à sua leitura, alegando que as pessoas eram incapazes de interpretá-la. Tinha-se que obter permissão para lê-la, mas mesmo quando essa permissão era dada, era com a condição de que o leitor não tentasse interpretá-la por si só. Muitos deram suas vidas pela simples razão de serem seguidores de Cristo e colocarem sua confiança nas Escrituras. Newman diz: “Um esforço persistente foi feito pelos romanizantes para eliminar a Bíblia inglesa. Em 1543, um decreto foi passado proibindo terminantemente o uso da versão de Tyndale, e qualquer leitura das Escrituras em assembléias, sem a permissão real”. (A. H. Newman, Um Manual da História da Igreja, pág. 262). A princípio, foram feitas tentativas de proibir a impressão de sua Bíblia; e quando ele finalmente publicou seu Novo Testamento em Worms, teve que despachá-lo para a Inglaterra em engradados de mercadorias. Quando os livros chegaram à Inglaterra, foram comprados em grandes quantidades pelas autoridades eclesiásticas e queimados em Londres, Oxford e Antuérpia. Dos 18.000 exemplares que se estima terem sido impressos entre 1525-1528, sabe-se que apenas dois fragmentos restaram. É interessante notar, com respeito ao que foi acima citado, que Voltaire, o famoso infiel francês que morreu em 1778, predisse que em 100 anos, a partir de sua época, o cristianismo estaria extinto. Mas, em vez disso, apenas 25 anos após sua morte, a Sociedade Bíblica Inglesa e Estrangeira foi fundada, e as mesmas impressoras que haviam imprimido a literatura infiel de Voltaire têm sido usadas, desde então, para imprimir a Bíblia! Como se pode ver, nem decreto imperial, nem restrições papais, nem destruição eclesiástica, conseguiram exterminar a Bíblia. Quanto maiores os esforços feitos para levar a cabo tal destruição, maior tem sido a circulação da Bíblia. Todos esses maléficos expedientes usados para eliminar, alterar ou suprimir as Sagradas Escrituras não conseguiram êxito. A Bíblia é o livro mais vendido e mais lido em todo o mundo e está traduzido para quase 2.000 línguas e dialetos. Só no Brasil são vendidos por ano mais de quatro milhões de bíblias, afora uns 150 milhões de livros com pequenos trechos (bíblias incompletas). Os reflexos desses expedientes, ou seja, as tentativas de algemar a Palavra de Deus, ainda hoje são sentidos. No Brasil são poucos os católicos que se dedicam à leitura da Bíblia. Regra geral, se contentam “com o pouco que lhes são oferecido na missa”, e enquanto se contentam com esse pouco (como sugeriram

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aqueles bispos ao papa, item 5 retro) continuam errando. “ERRAIS, NÃO CONHECENDO AS ESCRITURAS, NEM O PODER DE DEUS”. (Mateus 22.29) Com o passar dos séculos, o ataque satânico ficou mais bem elaborado, usando supostos crentes e sociedades Bíblicas. Nasciam as "versões", com textos manipulados e com técnicas de tradução traidoras do texto original como é o caso da equivalência dinâmica. Veremos porque a versão King James, conhecida como a “Versão do Rei Tiago” (e sua equivalente no português – A Almeida Corrigida FIEL) é muitíssimo superior às versões modernas as quais devem ser rejeitadas pelos crentes sérios. A mais recente tentativa de roubar a autoridade da Bíblia é o esforço modernista para degradá-la até o nível de todos os outros antigos livros religiosos. Se a Bíblia tem que estar em circulação, então tem que ser demonstrado que ela não tem autoridade sobrenatural. Os crentes verdadeiros, entretanto, reconhecem logo este estratagema de Satanás, e apesar de tudo que é feito para enfraquecer as Escrituras, a Bíblia é hoje encontrada em mais de 1000 línguas no mundo. O fator da indestrutibilidade da Bíblia pesa fortemente em favor de ser ela a incorporação de uma revelação divina.

“Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dEle.” (Ec 3:14 - ACF)

Pink diz: “Quando pensamos no fato da Bíblia ter sido objeto especial de infindável perseguição, a maravilha

da sua sobrevivência se transforma em milagre

Por dois mil anos, o ódio do homem pela Bíblia tem sido

... persistente, determinado, incansável e assassino. Todo esforço possível tem sido feito para corroer a fé na inspiração e autoridade da Bíblia, e inúmeras operações têm sido levadas a efeito para fazê-la desaparecer. Decretos imperiais têm sido passados ordenando que todas as cópias existentes da Bíblia fossem destruídas, e quando essa medida não conseguiu exterminar e aniquilar a Palavra de Deus, ordens foram dadas para que qualquer pessoa que fosse encontrada com uma cópia das Escrituras fosse morta. O próprio fato de ter a Bíblia sido o alvo de tão incansável perseguição, nos faz ficar maravilhados diante de tal fenômeno”. (Arthur W. Pink, The Divine Inspiration of the Bible – págs. 113/114.

No tempo de Esdras, parecia que todas as Bíblias tinham sido destruídas, mas logo se acharam 2 cópias, preservadas por Deus, e logo havia incontáveis Bíblias! Na casa do ateu Voltaire, que apregoava: “Deus morreu”, hoje funciona grande impressora de Bíblias! Etc.

TRANSCENDENTE CARÁTER

  • a) O padrão moral da Bíblia é tão inatingível e condenador, que não pode ser, senão Divino

(Êx 20;

Lv 20:7; Mt 5:21-22, 27-28 [ou 20-48]; Tg 2:10). Contraste com outros “livros sagrados” (Os deuses grego-

romanos, os dos egípcios, cananeus, tupis-guaranis

...

!

  • b) A unidade única e perfeita da Bíblia prova: seu autor é Deus.

Embora escrita por uns 40 homens, de umas 19 ocupações diferentes, em 11 países, durante pelo menos 1500 anos, em uns 10 gêneros literários, escritores não conhecendo muitos ou todos os outros, a Bíblia é clara e espantosamente UM livro! Que contraste com os “outros livros sagrados”, que essencialmente são coleções de material heterogêneo, sem começo, meio ou fim, inúmeras vezes discordantes!

OBSERVAÇÕES:

1) O sentido de cada palavra ou conceito é sempre o da sua primeira menção (“amor” Gn 22:2 +

Jo

3:16); Os “tipos” ou “sombras” do V. T. casam perfeitamente com o “Corpo” no N. T. (serpente de bronze Nm 21:6 + Jo 3:14-15; Cordeiro pascal)! 2) O 1 o e o último livro da Bíblia se encaixam de modo assombroso !!!:

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GÊNESIS

 

APOCALIPSE

 

Gn 1:1 céu e terra, temporários

 

Ap 21:1 novo céu e nova terra, eternos

 

1:27-28 primeiro Adão (com esposa, no jardim 21:9 último Adão (com a noiva, na cidade de Deus), reina

do Éden), reina sobre a terra

 

sobre universo

 

1:10 mares

 

21:1 “e o mar não mais existe”

 

1:5, 16 sol e lua, dia e noite

 

21:23 nenhum sol, lua, nem noite; o Cordeiro é o eterno sol,

 

luz, dia!

3:22 a árvore da vida é negada aos caídos

 

22:2 folhas da árvore da vida darão saúde e cura às nações

 

3:17 “maldita é a terra”

 

22:3 não existirá mais maldição

 

3:1 aparece Satanás, para atormentar o homem, 20:10 desaparece Satanás, para ser atormentado ele mesmo,

temporariamente

 

para sempre.

 

7:12 a antiga terra foi punida pelo dilúvio

 

21:1 (+2Pe 3:6-12) a nova terra será purificada pelo fogo

 

2:10 lar à beira de rio

 

22:1 lar eterno à beira de rio

 

19 Deus retira cidade terrestre, Sodoma, do solo

21:1 Deus traz cidade celestial, a Nova Jerusalém, dos céus

23:2 Abraão chora por esposa, morta

 

21:4 Deus enxugará todas lágrimas da noiva (cada salvo,

 

eternamente vivo)

 

50:1-3

Gn

termina

com

um

crente,

morto, 21:4 Ap

termina

com

todos

crentes,

vivos,

de

na

jazendo no Egito, num caixão

 

eternidade, reinando para sempre.

 

c) A precisão histórica da Bíblia é única e perfeita!

No final do século XIX alguns pseudo-cientistas ridicularizaram a Bíblia, afirmando que continha “centenas de disparates históricos”. Mas, com o extraordinário avanço da Arqueologia, os zombadores têm sido sufocados por cada pá dos escavadores.

Tem sido comprovado, por exemplo:

A universalidade da crença num dilúvio universal (Épico de Gilgamesh; nativos da Nova

Guiné, etc.); A existência e súbita destruição (2000 a. C.) das populosas Sodoma e Gomorra (sob o Mar

Morto?); Os tijolos sem palha e a morte dos primogênitos, no Egito;

Os muros de Jericó caídos para fora (!);

Um arrependimento para monoteísmo em Nínive;

A existência de Dario;

A seqüência dos reis das nações citadas; etc.

SUPERNATURAL PRECISÃO CIENTÍFICA:

A Terra é um esferóide Is 40:22 suspenso no vazio Jó 26:7. A primeira Lei da Termodinâmica Hb 4:3, 10 e a segunda das mais universais leis da ciência Sl 102:26 (serão abolidas Ap 21:1-5); Vida só vem de vida, e do mesmo tipo Gn 1:21. (Vide quadro abaixo).

Integridade topográfica e geográfica:

As descobertas arqueológicas provam que os povos, os lugares e os eventos mencionados nas Escrituras são encontrados justamente onde as escrituras os localizam no local exato e sob as circunstâncias geográficas exatas, descritas na Bíblia. “O Dr. Kyle diz que os viajantes não precisam de outro guia além da Bíblia quando descem pela costa do mar vermelho, ao longo seguido no Êxodo, onde a topografia corresponde exatamente à que é dada no relato Bíblico”.

OBSERVAÇÕES:

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a) O objetivo de Deus na Bíblia não foi o de nos dar um livro texto científico perfeito e completo, abrangendo Física, Astronomia, Biologia, etc. Mas sempre que o Criador fala da Sua criação, o faz de modo infalível e perfeito.

Alguns exemplos:

Texto na Bíblia

Fato científico implicado pela

 

Ciência do homem:

 
 

Bíblia

Is 40:22

A Terra é esférica

 

540 a. C.: um grego conjeturou; foi rejeitado.

 
 

15?? Magalhães demonstrou.

 

Jó 26:7

A Terra paira no espaço

1687 Newton explicou como a gravidade do sol era

 

equilibrada pela força centrífuga da rotação da terra.

Gn

15:15 As estrelas são incontáveis

150

d.

C.

Ptolomeu

errou:

“há

exatamente

1056

(Jr 33:22; Hb 11:12)

estrelas”. Outros erraram, mas cada vez chegam mais

perto de reconhecer o que Deus disse.

 

2Sm 22:16; Jn 2:6

Há montanhas e canyons no leito 1880 Oceanografia surgiu, chumbadas descobriram.

do mar

Gn

7:11;

8:2; Há fontes d’água no leito do mar

1948 Batiscafos descobriram

 

Pv 8:28

Sl 8:8

Há correntes, caminhos no mar

186? Matthew Fontaine Maury, ministro da Marinha americana, movido pela Bíblia, descobre correntes, premiando quem achasse garrafas semeadas por

navios.

 

Jó 26:8;

36:27-28; A água segue “ciclo hidrológico” 17?? Cientistas entenderam

 

37:16; 38:25-27; Sl (mar®nuvem®chuva®rio®mar) 135:7; Ec 1:6-7

 

Gn 1:21; 6:19

Vida só vem de vida. E da mesma 1862 Pasteur mostrou que moscas não se “geravam

espécie

espontaneamente”: vida só vem de vida.

 
 

1865 Mendel provou: vida só vem da mesma espécie.

  • Lv 17:11

A vida da carne está no sangue

18??

Abandonou-se

o

conceito

de

que

“sangue

excessivo

é a raiz de todas as doenças”, que matou

milhões de pessoas (por exemplo: George

Washington), com sangrias! ...

 

Gn 2:1-3; Sl 33:6-9; “No universo, nada se cria, nada 177? Lavoisier formula a 1ª Lei da Termodinâmica,

102:25; Hb 4:3,10

se

perde.

 

Tudo

apenas

se uma das 2 leis mais universais da ciência

 

transforma”

 
 

Sl 102:26; Rm “Em tudo há aumento da entropia,

18?? É formulada a 2ª Lei da Termodinâmica, uma das

8:18-23; Hb 1:10-12

da degradação, do caos, da morte do universo”

2 leis mais universais da ciência

Is 65:17; 66:22; 2Pd A 2ª

Lei

da

Termodinâmica,

   

3:13; Ap 21:1-5

tendência

à

degradação,

a Só assim o universo permanecerá eternamente não

existirá

na

nova

criação,

que,

 

assim,

será

perfeita,

eterna,

eternamente perfeita

  • Lv 13, 14

Há contágios. A prevenção é total quarentena (doenças passageiras)

- No tempo de Moisés, o Papiro Ebers (“o máximo da ciência”) receitava: sangue de lagarto, dente de porco,

e isolamento (doenças como a carne e banha podres, cera de ouvido de porco,

lepra)

excrementos humanos, etc. - Só houve vitória contra a lepra, etc., obedecendo-se à

Bíblia.

 

33

Dt 23:12-13

Isolar e dar rapidíssimo sumiço até 1790: todos excrementos eram lançados e ficavam

 

aos excrementos

 

nas ruas, mesmo nas capitais e côrtes!

 

Lv

7:22-27

Evitar certas carnes e misturas

 

1960: descoberto que causam colesterol, etc.

 

Lv

15:7, etc.

Purificação

(meticulosa!)

pela até

 

1900:

até

cirurgiões

eram

sujos,

não

 
 

água

praticavam/ensinavam higiene, 17% das grávidas que entravam no melhor hospital do mundo (em Viena) morriam de infecção! Ainda hoje, purificação salva

mais que todos os remédios juntos.

 

Gn 17:12

Circuncisão ao 8º dia

 

1946: descobriu-se que circuncisão controla câncer cervical. Depois, que, até o 5º dia de vida, a criança não produz vitamina K, e a circuncisão traria perigosa hemorragia. Do 7º dia em diante a produção de vitamina K normaliza-se. No 8º dia, o nível de protombina alcança o máximo de toda a vida. O dia

 

ideal.

 

b) Contraste com os disparates da falsa ciência:

  • 1. ... científicos com mais de 50 anos estão estufados de erros, hoje unanimemente reconhecidos.

A Biblioteca do Louvre tem 7 km de livros científicos obsoletos! 99,99

%

de todos os livros

  • 2. Em 1861, a Academia Francesa de Ciência listou 51 “fatos científicos indiscutíveis que fazem

a Bíblia inaceitável.”. Hoje, esses 51 “fatos” é que são ridicularizados pela própria ciência!

c) Contraste com os inúmeros disparates científicos presentes em todos os outros livros ditos sagrados:

  • 1. O livro dos Vedas ensina: a Lua está 50000 léguas mais alta que o Sol, e brilha por sua própria

luz;

...

; a Terra é chata, triangular, e composta de 7 camadas: a 1ª de mel, a 2ª de açúcar, a 3ª de manteiga, a

4ª de vinho, etc., tudo sobre as cabeças de incontáveis elefantes, os quais, ao tropeçarem, provocam terremotos!!!

  • 2. Livro dos Egípcios: um gigantesco ovo foi chocado, mas tendo asas, fugiu, e depois dividiu-se,

redividiu-se, etc., formando o universo. O sol é um mero reflexo da luz da Terra. Os homens surgiram de

vermezinhos brancos que pululam no lodo deixado pela inundação do Nilo.

ASSOMBROSA (!) PRECISÃO PROFÉTICA

(para mim [o autor deste estudo], este é o argumento esmagador): A Bíblia é singular - tem muitas centenas

de profecias detalhadas e “impossíveis”, mas todas as que deviam ser cumpridas o foram literalmente! Is 46:9-10; 2 Pe 1:19:

  • a. Profecias sobre centenas de nações: Exemplos: Tiro destruída Ez 26:4-5, 14, mas Egito só humilhada,

rebaixada Ez 29:15; tão minuciosas são as correspondências de Dn 11 (534 a.C.) com a História, que anti- supernaturalistas, sem prova nenhuma, o picham como mera História, escrita após 168 a.C., relatando fatos que já teriam ocorrido “no passado” !!! ...

  • b. Profecias sobre o milagre da indestrutibilidade de Israel: (TODAS AS OUTRAS NAÇÕES

ESPALHADAS DESAPARECERAM!) Gn 12:1-3; 15:5 versus Jr 30:11; Lv 26:44; Is 11:11-12; Jr 31:35- 36; 46:28; Ez 37:21; Mt 24:34; Rm 11:1-5; 25-32.

  • c. Profecias sobre a História de Israel: Israel teve profetizada sua dispersão (Lv 26:33;

Dt 28:15,

64-65 (ou 15-68); Jr 15:4; 16:13; 24:9; Os 3:4; 9:17). Primeiro seria dispersa só a parte de Israel (1 Rs 14:15;

Is 7:6-8; Os 1:6-8). Depois, Judá seria dispersa (Is 39:6; Jr 25:9-12). 70 (Setenta) anos depois, Judá seria parcialmente restaurada (Mq 1:6-9 versus Jr 29:10-14). Até o nome de Ciro, o rei Persa que restauraria Judá, foi previsto com 120 anos de antecedência !!! (Is 44:28-45:1).

  • d. Profecias sobre a seqüência dos impérios mundiais (Dn 7);

  • e. Profecias sobre a 1ª vinda de Cristo, todas (mais de 90 explícitas) literalmente cumpridas!: montado

num jumento (Zc 9:9-10), entrada em Jerusalém em “6 de Abril de 32” (Dn 9:24-26 + calendário). Por exemplo: Em cerca de 538 a. C. (Dn 9:24-27), Daniel, o profeta, predisse que Jesus viria como o Salvador e Príncipe prometido para Israel exatamente 483 anos depois que o imperador persa desse aos judeus

34

permissão para reconstruir a cidade de Jerusalém que estava em ruínas nesta época. Essa profecia foi clara e definitivamente cumprida no tempo exato; espantosos detalhes da crucificação (Sl 22:14-18); ossos (Sl 34:20); fel (Sl 69:21); transpassado (Is 53:4-6; Zc 12:10); ressurreição (Sl 16:10; 30:3, 9; 40:1-2; Is 53:1; Os 6:2).

f. Profecias sobre os últimos dias [do domínio dos gentios sobre o local do templo Lc 21:24]:

Uniformitarianismo evolucionista 2 Pe 3:3-4. Tremendas: multiplicação das viagens e ciência Dn 12:4; disparidade e tensão sócio-econômica Tg 5:1-6; degradação moral Lc 17:26-37; 2 Tm 3:1-7; apostasia religiosa 2 Pe 2:1; 3:3-4; 2 Tm 3:7; 4:4; demonismo Mt 24:24; 1 Tm 4:1. OS SINAIS DE:

CATACLISMAS E TRIBULAÇÕES Mt 24:3-8; o progresso do conhecimento e das viagens nos últimos tempos (Dn 12:4); CONFEDERAÇÃO DE DEZ DEDOS-NAÇÕES REVIVENDO O IMPÉRIO ROMANO Dn 7:19-24; RUSSOS E ÁRABES JUNTANDO-SE CONTRA ISRAEL Ez 28:1-6; ENORME EXÉRCITO ORIENTAL, CONTRA ISRAEL Ap 16:12.

g. Análise probabilística:

 

A probabilidade composta de apenas (!) as profecias do primeiro advento (nascimento de Jesus Cristo) terem se cumprido por acaso é muitíssimo menor que 1/10 300 , comparável a um macaco, brincando, por acaso (!) acertar na primeira tentativa o número telefônico do presidente de cada país no mundo !!! A probabilidade de Mq 5:2 ter acertado o local do nascimento de Jesus Cristo por acaso é de (1/12 tribos) x (1/200 cidades em Judá) = 1/2.400; tomemo-la apenas como 1/2.000. A probabilidade de Dn 9:24-26 ter acertado a data de entrada de Cristo em Jerusalém por acaso é de 1/(2.500 anos x 365 dias) = 1/900.000. A probabilidade composta desses 2 eventos é de (1/2.000) x (1/900.000) =

 

(1/1.800.000.000).

A probabilidade composta de apenas (!) as profecias do primeiro advento (nascimento de Jesus Cristo) terem
 

A BÍBLIA É GENUÍNA (Autêntica)

 

(cada livro foi escrito pela pessoa e na época que lhe são tradicionalmente atribuídos, não foi falsificado, não é espúrio, forjado, corrompido)

OBS: Tradição firme entre os fiéis e conservadores judeus e os crentes: (tradição indisputada quanto à genuinidade e quanto aos autores, conforme abaixo indicados. Só há variação quanto a alguns pouquíssimos anos da data exata de alguns dos livros):

A LEI – O PENTATEUCO (Torah) FOI ESCRITA POR MOISÉS (SÉCULO XV a. C.):

Gn (1491 a.C.), Ex (1491 a.C.), Lv (1490 a.C.), Nm (1451 a.C.), e Dt (1451 a.C.), foram escritos por Moisés.

Possibilidade: já na época de Hammurabi se escrevia; Moisés pode ter recebido todo o livro de Gênesis por revelação direta de Deus; ou ter compilado os tabletes escritos diretamente por Deus (a partir de 1:1), e aqueles, divinamente inspirados, escritos por Adão (a partir de 2:4), Noé (de 5:1); Sem (10:1); Abraão (11:10); Isaque (25:12); Jacó (37:2); e José (50:6).

PROVAS:

NO PENTATEUCO: Êx 17:14 + 24:4; 34:27-28.

 

NO V. T.: Js 8:31; 23:6; 1 Rs 2:3;

2 Rs 14:6; Ne 13:1; Dn 9:11.

 

POR CRISTO: Mt 8:4; Lc 16:29; 24:27; Jo 5:45-47.

 

NO N.T.: At 15:21; 1 Co 9:9; Hb 9:19.

O

AUTOR,

OBVIAMENTE,

FOI

TESTEMUNHA

OCULAR

DO

ÊXODO.

COSTUMES

E

PALAVRAS SÃO DO EGITO, 2000 a. C.

35

Noé tinha três filhos: Sem, Cão e Jafé, que depois de deixarem a arca, foram para diferentes regiões. Sem permaneceu na Ásia, Cão foi para a África e Jafé para a Europa. De Sem nasceu um povo que continuou explorando as terras imediatas ao berço da civilização. Desse povo é que descende o grande amigo de Deus – Abraão, “o pai dos hebreus”. Sem foi o INTERMEDIÁRIO: nasceu 120 anos antes do dilúvio, conheceu a Noé, seu pai, a Lameque, seu avô (que conviveu com Adão 50 anos) e a Matusalém, seu bisavô (que conviveu com Adão por 250 anos). Noé viveu até ao tempo de Abraão e Sem chegou a alcançar o tempo de Jacó. Esses fatos demonstram a maneira pela qual os conhecimentos históricos do princípio da raça foram comunicados às gerações posteriores.

OS PROFETAS (NEBHIIM = “Isaías”):

 

Js

1427 a.C.

Josué. Js 24:26. Eleazar ou seu filho Finéias podem, inspirados, ter

 
 

concluído 24:29-33.

 
 

Jz

1080! a.C., tempo de Samuel. Jz 19:1; 21:25 // 1:21; 2 Sm 5:6-8.

 
 

Saul

 

1

Sm 1-24

1060 a.C.

Samuel. 1 Cr 29:29

 

1

Sm

25,

2 Sm 1018 a.C.

Natan + Gad. 1 Cr 29:29

 

fim

 

1

Rs 1-11

1004

(ou,

 
 

conservador,

menos Cronistas (ou, menos conservador, Jeremias ou seu contemporâneo), selecionados por Jeremias ou seu contemporâneo.

Jeremias, 590) a.C.

 

1

Rs 12-fim

897

(ou,

 
 

conservador,

menos Cronistas (ou, menos conservador, Jeremias ou seu contemporâneo), selecionados por Jeremias ou seu contemporâneo.

Jeremias, 590) a.C.

 

2 Rs

 

1004

(ou,

 
 

conservador,

menos Cronistas (ou, menos conservador, Jeremias ou seu contemporâneo), selecionados por Jeremias ou seu contemporâneo.

Jeremias, 590) a.C.

 

Is

698 a.C.

 

Isaías. 2 Cr 32:32 // 2 Cr 26:22 // Is 1:1 //

Mt 8:17 + Is 53:4; Lc

 

4:17-19 + Is 61:1; Jo 12:38-41 + Is 53:1 + 6:10.

Cristo atestou a

 

genuinidade de Is.

Jr

588 a.C.

 

Jeremias. Jr 30:2; 51:60; Baruque foi seu amanuense Jr 36 + 45:1.

 

Ez

 

574 a.C.

 

Ezequiel. 24:2; 43:11

 

Hc

 

626 a.C.

 

Habacuque. 2:2

Os

 

740 a.C.

 

Oséias

Jl

800 a.C.

 

Joel

Am

 

787 a.C.

 

Amós

Ob

 

587 a.C.

 

Obadias

 

Jn

862 a.C.

 

Jonas

Mq

 

750 a.C.

 

Miquéias

Na

 

713 a.C.

 

Naum

Sf

 

630 a.C.

 

Sofonias

Ag

 

520 a.C.

 

Ageu

Zc

 

520 a.C.

 

Zacarias

Ml

 

397 a.C.

 

Malaquias

 

36

OS ESCRITOS (KETHUBHIM = Hagiographa = “Salmos”):

Sl diversas datas, de ± 73 Salmos por Davi (2 Cr 35:4); 2 por Salomão, 12
Sl
diversas datas,
de
± 73 Salmos por Davi (2 Cr 35:4); 2 por Salomão, 12 por Asafe; 11
1491 a ± 480 a.C.
pelos filhos de Coré; 1 por Etan; 1 por Moisés; 50 anônimos.
Pv 1-29
1000
a.C.
Salomão: Pv 1-24 ele escreveu e publicou; Pv 25 a 29 foram
copiados dos seus escritos, pelos servos de Ezequias, ± 700 a.C.; Pv
30 foi escrito por Agur, mas Salomão, inspirado, o selecionou como
inspirado, e o publicou; Pv 31 foi escrito por “Rei Lemuel” , mas
Salomão, inspirado, também o selecionou como inspirado e
publicou; ou, mais provável porque não há registro deste “Rei
Lemuel”, provavelmente ele é Salomão. Lemuel (= “Dedicado a
Deus”) seria carinhoso “apelido” usado só pela mãe ao lhe falar, e
perdido com o tempo.
Antes
da
Provavelmente
2000 a. C. !
Lei. Jó. Não se refere à Lei, nem sequer a Abraão e à aliança abraâmica,
+- deve ser o livro mais antigo da Bíblia, pode ser mais antigo que os
mais antigos hieróglifos! Algo da sabedoria do mundo pré-diluviano
pode ter sido transmitida a Jó.
Ct
1013 a.C.
Salomão. Ct 1:1.
Rt
1060 a.C. Contemp. Samuel.
de Davi. Rt 4:22
Lm
588 a.C.
Jeremias.
Ec
975 a.C.
Salomão
(Ec
1:1,
16;
2:4-11), não obstante alguns pequenos
problemas lingüísticos.
Et
509 a.C.
Mordecai. Mas (ao menos cap. 10) pode ter sido escrito por judeu
seu contemporâneo e com acesso às crônicas dos reis da Média e da
Pérsia Et 2:23; 9:20; 10:2-4.
Dn
607 - 534 a.C. Daniel. 7:2; 8:1,15; 9:2; 10:2; 12:4; Mt 24:15.
Ed
457 a.C.
Ne
434 a.C.
Esdras. 7:28 + 7:1
Neemias. 1:1.
1 Cr
Até 1015 (ou, menos Cronistas (ou, menos conservador, Esdras), selecionados por Esdras.
conservador, antes de 1, 2 Rs lidam com os aspectos proféticos da história, 1,2 Cr com os
Esdras 450-425 a.C.)
sacerdotais.
2
Cr 1-9
1004
(ou,
menos Cronistas (ou, menos conservador, Esdras), selecionados por Esdras.
conservador, antes de 1, 2 Rs lidam com os aspectos proféticos da história, 1,2 Cr com os
Esdras 450-425 a.C.)
sacerdotais.
2
Cr 10-fim
623 a.C.

O NOVO TESTAMENTO:

Mt

38 (ou, pouco conservador:

Mateus, em Grego, na Judéia (ou, pouco conservador, fora da Judéia, após deixar a Palestina para pregar aos gregos, e após escrever este evangelho em Aramaico, em 45

50)

d.C.)

Mc

65 ou (67 a 68), João Marcos.

de Roma

Lc

58 (ou 63), da

Lucas, o médico amado

Grécia

85-90, da Ásia Menor

João 21:24. Alguns, inconformados com a ênfase na divindade de Cristo, afirmam que é espúrio e escrito após 160 ou mesmo 200 d.C. Mas não têm fatos, só maus desejos. A descoberta do Papiro 52, com fragmento do capítulo 18 e datado de somente 120 d.C.,

destrói a teoria.

37

At

64, da Grécia

 

Lucas.

Rm

58, de Corinto

 

Paulo. As pequenas mudanças de estilo nas epístolas pastorais são esperáveis! ...

 

1

Co 56, de Éfeso

 

Idem. Idem.

2

Co

57, da

 

Idem. Idem.

 

Macedônia

 

Gl

52, de Corinto

 

Idem. Idem.

ou Macedônia

 

Ef

61, de Roma

 

Idem. Idem.

Fp

62, de Roma

 

Idem. Idem.

Cl

62, de Roma

 

Idem. Idem.

1

Ts

52, de Corinto

 

Idem. Idem.

2

Ts

52, de Corinto

 

Idem. Idem.

1

Tm 64, da

 

Idem. Idem.

 

Macedônia

 

2

Tm 65, de Roma

 

Idem. Idem.

Tt

64, da

 

Idem

Macedônia ou

 

Grécia

Fl

62, de Roma

 

Idem. Idem.

Hb

63, de Roma.

 

Anônimo. Ninguém (Apolo, etc.) é mais provável que Paulo (Hb 13:23;

2 Pe

 

3:15); apoio da mais antiga e respeitável tradição.

 

Tg

49!, de

 

Tiago. Um dos pelo menos 7 filhos de Maria, irmão

de Jesus. É a mais

antiga das

Jerusalém

epístolas!

1

Pe

64, de Roma

 

Pedro. Silvanus pode ter ajudado no estilo de 1 Pe (ler 5:12), daí as pequenas diferenças

 

quanto 2 Pe.

2

Pe

65, de Roma

 

Pedro. Idem.

Jd

66, local

 

Judas. Um dos pelo menos 7 filhos de Maria, irmão de Jesus.

 

indeterminado

 

1

Jo

69, da Judéia

 

João. Pequenas diferenças de estilo são esperáveis, ou semelhantes às de Pedro.

 

2

Jo

69, de Éfeso

 

João. Pequenas diferenças de estilo são esperáveis, ou semelhantes às de Pedro.

 

3

Jo

69, de Éfeso

 

João. Pequenas diferenças de estilo são esperáveis, ou semelhantes às de Pedro.

 

Ap

96, de Patmos

 

João. Pequenas diferenças de estilo são esperáveis, ou semelhantes às de Pedro.

 
 

OBS: Note que (Mt) foi escrito por Mateus, em grego. Alguns, inconformados com a ênfase na divindade de Jesus Cristo, afirmam que (Jo) é espúrio e escrito após 200 d. C., mas não têm sequer uma prova, só maus desejos (O Papiro 52, datado de 120, com trechos de João 18, esmigalha seus desejos. Hebreus (Hb) foi escrito em 63, anonimamente (Por Paulo, cremos!). (1 Pe) pode ter recebido o auxílio gramatical de Silvanus; pequenas diferenças no estilo de Pedro são esperáveis pelos tempos (Ou mesmo “amanuenses- dialogadores” diferentes).

A BÍBLIA É CONFIÁVEL, VERÍDICA

[Um livro é confiável se relata veridicamente tudo aquilo de que trata].

O ANTIGO TESTAMENTO É CONFIÁVEL:

a) Os fatos da História, da Arqueologia, da Geografia e Topografia, sempre concordam assombrosamente com a Bíblia! TODAS AS TEORIAS DESDENHADORAS DA BÍBLIA TÊM SIDO DESTRUÍDAS PELOS FATOS.

38

Sabe-se que Salmanezer IV sitiou a cidade de Samaria, mas “o rei da Assíria”, que sabemos ter sido Sargom II, carregou o povo para a Assíria (II Reis 17:3-6). A história mostra que ele reinou de 722-705 a. C. Ele é mencionado pelo nome apenas uma vez na Bíblia (Is 20:1). Nem Belsazar (Dn 5), nem Dario, o Medo (Dn 6), são mais considerados como personagens fictícios. Os hieróglifos egípcios indicam que a escrita já era conhecida mais de mil anos antes de Abraão. A arqueologia também confirma o fato de Israel ter vivido no Egito, que o povo foi escravo naquela terra e que ele finalmente saiu daquele país. O pesquisador John Garstang, dá a data do êxodo como 1447 a. C. Os Hititas, cuja existência era posta em dúvida até recentemente, foram mostrados como tendo sido um povo poderoso na Ásia Menor e na Palestina, na mesma época indicada na Bíblia. Descobertas arqueológicas também confirmam a veracidade do Novo Testamento. Quirino (Lucas 2:2) foi governador da Síria duas vezes (16-12 e 6-4 a. C.), sendo que Lucas se refere a esse último período. “Lisânias, o Tetrarca” é mencionado em uma inscrição no local de Abilene na época a que Lucas se refere. Uma inscrição em Listra registra a dedicação da estátua a Zeus (Júpiter) e Hermes (Mercúrio), o que mostra que esses deuses eram colocados na mesma classe no culto local, conforme insinuado em Atos 14:12. Uma inscrição de Pafos faz referência ao “procônsul Paulo”, que já foi identificado como o Sérgio Paulo de Atos 13:7. OS TABLETES DE EBLA CONFIRMARAM A EXISTÊNCIA DE SODOMA E GOMORRA, ETC.; ARQUEÓLOGOS MODERNOS TAPARAM AS BOCAS DOS QUE ZOMBAVAM DA REALIDADE DE DARIO!; ETC.

Os Manuscritos do Mar Morto:

No ano de 1947, um pastor beduíno árabe, chamado Muhammad ad Dib, descobriu por acaso, nas cavernas de Qumram, próximo ao Mar Morto, a mais preciosa coleção de Manuscritos do Velho Testamento. Foram encontrados cerca de 823 manuscritos, sendo que a maior parte é de livros bíblicos ou relacionados. Essas descobertas trouxeram à luz textos que confirmam a exatidão da transmissão textual do Antigo Testamento. É muito conhecido o caso do famoso Rolo do livro de Isaías, chamado 1QIsª, datado de 150-100 a.C., que era cerca de 1000 anos mais velho que os mais antigos manuscritos até então existentes! Os Manuscritos do Mar Morto foram escondidos nas cavernas de Qumram pelos essênios - seita ascética judaica, durante a segunda revolução dos judeus contra os romanos em 132-135 d.C. Os Manuscritos de Qumram são os mais antigos do mundo, conhecidos até o momento. De todos os livros do Antigo Testamento foram encontrados em Qumram manuscritos exceto do livro de Ester. Um famoso teólogo do início do século XIX, F. C. Baur, dizia que o evangelho de João só tinha sido escrito por volta do ano 160 d.C., negando a origem apostólica do documento. Mas no século XX já se descobriu um fragmento do evangelho de João, no Egito, datado de 125 d.C., derrubando completamente a teoria daquele "erudito". Este papiro (tecnicamente conhecido como Papiro 52), contém poucos versos do evangelho de João (18.31-33, 37-38), mas era o texto mais antigo do Novo Testamento que conhecíamos e mostra que o evangelho que havia sido escrito depois de 90 d.C. já tinha alcançado uma cidade do Egito em menos de 35 anos! É desta forma que as descobertas recentes confirmam o relato e o texto da Bíblia.

b) Cristo onisciente reconheceu integralmente a inspiração do V.T.: Mt 5:17-18; Lc 24:27, 44-45; Jo

10:35b.

Ele endossou um grande número de ensinamentos, como verdadeiros: a criação do universo por Deus (Mc 13:19); a criação direta do homem (Mt 19:4-5); a personalidade de Satanás e seu caráter maligno (Jo 8:44); a destruição do mundo por um dilúvio (Lc 17:26-27); a destruição de Sodoma e Gomorra e livramento de Ló (Lc 17:28-30); a revelação de Deus na sarça a Moisés (Mc 12:26); Moisés como sendo o autor do Pentateuco (Mt 8:4; 19:7-8; Mc 7:10; 12:26; Jo 7:22-23, Jo 5:47); o maná no deserto (Jo 6:32); a existência do tabernáculo (Lc 6:3-4); Jonas dentro da baleia (Mt 12:39-40); a unidade de Isaías (Mt 8:17; Lc 4:17-18).

39

O NOVO TESTAMENTO É CONFIÁVEL:

Seus escritores eram competentes, qualificados (humana e divinamente falando). Eles (inclusive Paulo) foram testemunhas oculares de todo o ministério, morte e ressurreição de Cristo, aprendendo diretamente dEle (Lucas foi companheiro de Paulo, fidelíssimo registrador do que viu, e também do que os apóstolos viram e lhe ensinaram diretamente. Marcos foi o intérprete de Pedro, segundo Papias e Irineu. Tiago e Judas eram irmãos do Senhor). Eram honestos (mesmo até o ponto de darem suas vidas!). Foram investidos pelo Espírito Santo. Seus escritos harmonizam-se perfeitamente uns com os outros, e sempre concordam com os fatos da História e da experiência.

(As “aparentes contradições entre Paulo e Tiago): Eles somente falam de pontos de vista complementares: o que Deus vê e que os homens vêem; a verdadeira fé, que resulta em obras e a fé falsa, que nada produz. Há progresso no desenrolar da doutrina dos evangelhos para as epístolas e diferentes ênfases na revelação dos ensinos (por exemplo: do divórcio; dos cultos e adoração; etc.), mas nunca contradição!

Os

registros

do

N.

T. estão

de

acordo com a História:

o recenseamento

quando Quirino era

governador da Síria (Lc 2:2); os Atos de Herodes o Grande (Mt 2:16-18); de Herodes Antipas (Mt

14:1-12), de Agripa I (At 12:1); de Gálio (At 18:12-17); Agripa II (At 25:13 – 26:32), etc.

A BÍBLIA É CANÔNICA

[Um livro é canônico quando, desde o seu primeiro dia, foi aceito pelo povo de Deus como divinamente inspirado, como realmente o é (Ver o item “Inspiração”)].

CÂNON do grego "kánon", e do hebraico "kaneh", regra; lista autêntica dos livros considerados como inspirados. SIGNIFICAVA ORIGINALMENTE “VARA DE MEDIR, DEPOIS “NORMA OU REGRA” (Gl 6:16), E HOJE SIGNIFICA “CATÁLOGO DE UMA REVELAÇÃO COMPLETA E DIVINA”. A PALAVRA CÂNON ACHA-SE EM TRÊS PASSAGENS DO N. T.: GL 6:16, FP 3:16 E 2 CO

10:13-17.

A inspiração diz respeito à ação divina no ato de escrever o material, garantindo o resultado. Já a canonização do Texto diz respeito à ação humana, reconhecendo a qualidade divina daquele material.

A “CANONIZAÇÃO” DE UM LIVRO NÃO SIGNIFICA QUE HOMENS LHE CONCEDERAM AUTORIDADE E INSPIRAÇÃO DIVINA, MAS SIM QUE HOMENS FORMALMENTE OFICIALIZARAM O QUE SEMPRE FOI RECONHECIDO [EM OUTRAS BASES, SUFICIENTES].

Esse processo de reconhecimento se deu no seio da comunidade da Fé — a comunidade hebraica, quanto ao A.T., e a comunidade cristã, quanto ao N.T. A canonização tem tudo a ver com a preservação do Texto, pois, a comunidade da Fé só iria se preocupar em transmitir e proteger os livros "canônicos", tidos como inspirados. A parte humana na transmissão do Texto fica patente, mas será que houve ação divina também, protegendo o Texto (a exata redação do Texto)? Se o Criador quis que Sua revelação chegasse intacta, ou pelo menos de forma íntegra e confiável, até o século XX e seguintes, fatalmente teria que vigiar o processo da transmissão através dos séculos. Teria que proibir a perda irrecuperável de qualquer parte genuína, bem como a inserção indetectável de material espúrio. (Ver item Preservação, a seguir).

A DIFERENÇA ENTRE OS LIVROS CANÔNICOS E OUTROS ESCRITOS RELIGIOSOS:

Nem todos os escritos religiosos dos judeus eram considerados canônicos pela comunidade de crentes. É óbvio que havia certa importância religiosa em alguns livros primitivos como o livro dos justos (Js 10:13), o livro das guerras do Senhor (Nm 21:14) e outros (1 Rs 11:41). Os livros apócrifos dos judeus,

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escritos após o encerramento do período do Antigo Testamento (400 a. C.), têm significado religioso definido, mas jamais foram considerados canônicos pelo judaísmo oficial. A diferença essencial entre escritos canônicos e não-canônicos é que aqueles são normativos (têm autoridade), ao passo que estes não são autorizados. Os livros inspirados exercem autoridade sobre os crentes; os não-inspirados poderão ter algum valor devocional ou para a edificação espiritual, mas jamais devem ser usados para definir ou delimitar doutrinas. Os livros canônicos fornecem o critério para a descoberta da verdade, mediante o qual todos os demais livros (não-canônicos) devem ser avaliados e julgados. Nenhum artigo de fé deve basear-se em documento não-canônico, não importando o valor religioso desse texto. Os livros divinamente inspirados e autorizados são o único fundamento para a doutrina. Ainda que determinada verdade canônica receba algum apoio complementar da parte de livros não-canônicos, tal verdade de modo algum confere valor canônico a tais livros. Esse apoio terá sido puramente histórico, destituído de valor teológico autorizado. A verdade transmitida pelas Escrituras Sagradas, e por nenhum outro meio, é que constitui cânon ou fundamento das verdades da fé.

A FORMAÇÃO DO CÂNON DO V. T. :

O Cânon do Antigo Testamento foi formado num espaço de -/+ 1046 anos - de Moisés a Esdras. Moisés escreveu as primeiras palavras do Pentateuco por volta de 1491 a.C. O cânon das Escrituras do V. T. foi encerrado por Esdras e seus companheiros piedosos, que formaram a Grande Sinagoga, cerca de 445 anos a. C.

Os livros do Antigo Testamento formaram o Cânon de maneira lenta e gradual, à medida que iam sendo credenciados, como inspirados por Deus, perante o povo comum, seus líderes, seus profetas e sacerdotes. A história da formação do Velho Testamento começa com Moisés, que recebeu a revelação divina em várias formas e depois a transcreveu em livros. Ele redigiu-os usando livros, tradição oral, oráculos recebidos diretamente de Deus, além do fato de que participou de toda a história narrada entre Êxodo e Deuteronômio. Ele recebeu ordens expressas de escrever (Êxodo 17:14; 24:4, 7; 34:27-28). Relatou os acontecimentos da época (Nm 33:2). No fim de sua vida, com os cinco primeiros livros praticamente terminados, já tinha perfeita percepção de que estes livros tornar-se-iam normativos para o povo: seriam “o Livro da Lei”, os cinco primeiros livros (Pentateuco) [Dt 28:58, 61; 29:20-29; 30:10; 31:9-13, 19, 22, 24-26]. Devemos lembrar que Moisés viveu com o povo de Israel por quarenta anos no deserto, e teria não somente tempo, mas conhecimento e condições para escrever. Durante a época de Moisés e depois dele, outros profetas continuaram sua obra oral e escrita (Nm 12:6; Dt 18:15-22; 34:10; Jz 4:4; 6:8). Os sacerdotes e levitas foram encarregados de guardar, colecionar e copiar os livros do V. T. O tabernáculo e depois, o templo, eram o centro de reunião dos materiais inspirados (Dt 17:18-20; 31:9-13, 24-29; 1 Sm 10:25; 2 Rs 22:8; 23:24; Js 24:26). Os livros estavam disponíveis aos líderes da nação e do sacerdócio. Caso eles fossem também profetas, como era o caso de Josué, eles também acabariam por escrever algo ou até uma obra inteira que seria incorporada à coleção de livros sagrados (Josué 1:8; 24:26). O período da conquista da terra de Canaã e também dos Juízes, evidencia a presença dos livros pela prática dos seus ensinos: a aliança foi lembrada (Jz 2:1-5) e alguns rituais foram praticados (Jz 13:2-7,13-14). Samuel, como “primeiro profeta”, tratou de dar impulso à historiografia profética (1 Samuel 10:25; 1 Crônicas 29:29). Os profetas foram os historiadores de Israel: eles narravam os acontecimentos, privilegiando os assuntos que interessavam ao desenvolvimento dos propósitos de Deus para o seu povo (2 Crônicas 9:29; 12:15; 13:22; 20:34; 26:22; 32:32; 33:18, 19) No período dos reis e profetas, bastante material já estava centralizado no templo de Jerusalém (2 Crônicas 34:14-18; Jeremias 36). Os reis Davi, Salomão, Josias, Ezequias e os vários profetas são escritores ou divulgadores dos livros bíblicos. Os reis deviam sempre obedecer a lei (2 Reis 14:6). Os textos de alguns livros foram sendo compilados durante o período dos reis. A frase final do Salmo 72.20 mostra que houve uma época em que a coleção dos Salmos terminava ali. Depois ela foi ampliada. Da mesma forma Provérbios 25.1, mostram que o livro de Provérbios foi ampliado. Todas estas compilações a amplificações dos livros ocorreram dentro da inspiração divina, através do Espírito Santo.

Os profetas pregaram e escreveram suas obras (Is 30:8; Jr 25:13; 29:1; 30:2, 36:1-32;

51:60-64;

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Ez 43:11; Hc 2:2; Dn 7:1; 2 Cr 21:12). Eles sabiam que estavam deixando suas obras para o futuro e até enviaram-nas para outros lugares (Jr 29:1; 36:1-8; 51:60-61; 2 Cr 21:12). Liam, citavam e usavam as obras uns do outros (Is 2:1-5 e Mq 4:1-5 / Jr 26:18 cita Mq 3:12), atestando a existência da coleção de livros inspirados (Dn 9:2). Entendiam que seus livros tornar-se-iam obra de referência e consulta no futuro (Is 34:16; Dn 12:4). Este material inspirado foi levado ao exílio e à dispersão (Dn 9:2), quando os judeus foram deportados da Palestina. Talvez tenha sido trazido de volta por aqueles que iriam iniciar a religião dos samaritanos (2 Rs 17:24-41). Mas, o grande retorno da lei à Palestina ocorreu com Esdras, sacerdote e grande escriba (Ed 7; Ne 8-10). O oficio de Esdras como sacerdote e levita mostra que, no Velho Testamento, os sacerdotes eram os que centralizaram e preservaram o Velho Testamento. Os últimos profetas a escreverem Ageu, Zacarias e Malaquias tiveram suas obras reconhecidas e incorporadas no Velho Testamento, assim também, os últimos livros históricos tais como Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.

Nos últimos anos do período incluso no Cânon, cinco grandes homens de Deus viveram simultaneamente numa época de profundo despertamento religioso, a saber: Esdras, Neemias, Ageu, Zacarias e Malaquias, sendo dos cinco, Esdras o mais hábil e versátil. Foi este poderoso sacerdote-escriba que, segundo a tradição judaica, presidiu a chamada Grande Sinagoga, que selecionou e preservou os rolos sagrados, determinando, dessa maneira, o Cânon das Escrituras do Antigo Testamento (Ed 7:10, 14). A Esdras é atribuído também a tríplice divisão do Cânon hebraico (A Lei, Os Profetas e os Escritos). Ao encerramento do V. T. (isto é, ao terminar de ser escrito o seu último livro [Neemias ou Malaquias] no século V antes de Cristo) foi reconhecido por TODOS os crentes fiéis que o cânon do V. T. (isto é, a coleção dos 39 livros que o constituem) estava encerrado para sempre, e incluía o livro de que falamos. Depois do acima referido encerramento do V. T., tudo isto acima dito (e que sempre foi o consenso entre os crentes fiéis) foi meramente RECONHECIDO, reconhecido e declarado OFICIALMENTE e por TODOS, sob o comando de Esdras, em cerca do ano quatrocentos e poucos a. C.

O VELHO TESTAMENTO é canônico, porque sempre foi reconhecido como inspirado por Deus:

• A Lei: sempre foi reconhecida como canônica: Dt 17:18-20; 31:10-13, 24-26; Js 1:8; 1 Rs 11:38; 2 Rs 22:8; 23:1-2; Ne 1:7-9; Ed 3:2.

Profetas/Escritos: sempre foram reconhecidos como canônicos: 2 Rs 17:13; Dn 9:2; Mt 22:29; 23:35; Lc 24:44; Jo 5:39; 10:35; 2 Tm 3:16; 2 Pe 1:20-21.

  • - Objeção: As 3 divisões do V.T. (Lei, Profetas, Escritos) implicam 3 “campanhas humanas concedendo

autoridade”.

  • - Refutação: Não há sequer uma prova disto! As divisões são pelas naturezas dos assuntos/escritores. Em

Israel o divino tornava-se aceito, e não o aceito tornava-se divino! 2 Rs 22:8; 23:1-2; Ne 8:1-3 não são outorgamentos, mas sim reconhecimentos da inspiração divina.

  • - Objeção: Ec e Ct ainda eram duvidados por alguns até depois do Concílio de Jamnia (90 d.C.), portanto o cânon do V.T. ainda estava em aberto até cerca de 200 d.C ..

  • - Refutação: Exigindo unanimidade absoluta, o que você quer é nunca ter um cânon autoritativo e final! Os

eruditos judeus sempre mantiveram que, já em 445 a.C., no reino de Artaxerxes Longânimo, Esdras “juntou, ordenou e publicou” o V.T. na sua forma final, como o conhecemos. Josephus (80 d.C.) corrobora isto e usa cânon e divisões Massoréticas. Esdras é chamado de “o escriba” (Ne 8:1, 4, 9, 13; 12:26, 36), “escriba versado na lei de Moisés” (Ed 7:6), e “o escriba das palavras dos mandamentos e dos estatutos do Senhor sobre Israel” (Ed 7:11).

  • - Objeção: os apócrifos figuram na Septuaginta.

  • - Refutação: Mas nunca no cânon judaico!

CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS DO V. T. :

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Estudiosos de eras posteriores, nem sempre totalmente conscientes dos fatos a respeito da aceitação original do cânon, tornavam a levantar dúvidas sobre certos livros. Com isso, surgiu a terminologia técnica, conforme vemos abaixo:

1 - HOMOLOGOUMENA: (significa: falar como um). São os livros bíblicos que foram aceitos por todos.

A canonicidade de alguns livros jamais foi desafiada por nenhum dos grandes rabis da comunidade judaica. Desde que alguns livros foram aceitos pelo povo de Deus como documentos produzidos pela mão dos profetas de Deus, continuaram a ser reconhecidos como detentores de inspiração e de autoridade divina pelas gerações posteriores. Trinta e quatro dos 39 livros do Antigo Testamento podem ser classificados como “homologoumena”. Os cinco excluíveis seriam: Cantares de Salomão, Eclesiastes, Ester, Ezequiel e Provérbios.

2 - ANTILEGOMENA: (significa: falar contra). São os livros bíblicos que em certa ocasião foram questionados por alguns.

A canonicidade de 5 livros do Antigo Testamento foi questionada numa ou noutra época, por algum mestre do judaísmo: Cantares de Salomão, Eclesiastes, Ester, Ezequiel e Provérbios. Cada um deles tornou- se controvertido por razões diferentes; todavia, no fim prevaleceu a autoridade divina de todos os cinco livros.

Cantares de Salomão: Alguns estudiosos da escola de Shammai consideravam esse cântico sensual em sua essência. Porém, é mais provável que a pureza e a nobreza do casamento façam parte do propósito essencial desse livro. É preciso ver esse livro da perspectiva espiritual correta.

Eclesiastes: Alguns objetaram que esse livro parece cético. Alguns até o chamam de “O Cântico do ceticismo”. Qualquer pessoa que procure a máxima satisfação “debaixo do sol”, com toda a certeza há de sentir as mesmas frustrações sofridas por Salomão, visto que a felicidade eterna não se encontra neste mundo temporal. Além do mais, a conclusão e o ensino genérico desse livro estão longe de ser céticos. Depois “de tudo o que se tem ouvido”, o leitor é admoestado: “a conclusão é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos, pois isto é todo o dever do homem” (Ec 12:13). Assim como o livro Cantares de Salomão, o problema básico é de interpretação do texto e não de canonização ou inspiração.

Ester: Pela ausência do nome de Deus nesse livro, alguns pensaram que ele não fosse inspirado. Perguntavam como podia um livro ser Palavra de Deus, se nem ao menos trazia o seu nome. Porém, uma coisa é certa: a ausência do nome de Deus é compensada pela presença de Deus na preservação de seu povo. O fato de Deus haver concedido grande livramento, como narra o livro, serve de fundamento e razão da festa judaica do Purim (Et 9:26-28). Basta este fato para demonstrar a autoridade atribuída ao livro, dentro do judaísmo.

Ezequiel: Alguns na escola rabínica pensavam que esse livro era antimosaico em seu ensino. Achavam que o livro não estava em harmonia com a lei mosaica. No entanto, essa tese não prevaleceu e demonstrou mais uma vez ser uma questão de interpretação e não de inspiração.

Provérbios: Achavam-no um livro contraditório (Pv 26:4-5). Achavam contraditório o leitor ser exortado a responder e ao mesmo tempo não responder. Todavia, o sentido aqui é que há ocasiões em que o tolo deve receber resposta de acordo com sua tolice, e em outras ocasiões isso não deve ocorrer. Porém, nenhuma “contradição” ficou demonstrada em nenhuma outra passagem de Provérbios.

OBS: É importante frisar que a Bíblia em momento algum é contraditória, pois é a Palavra de Deus (infalível). O que “parece” contradição é erro de interpretação humana.

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3 - PSEUDEPÍGRAFOS: (significa: falsos escritos). Livros não-bíblicos rejeitados por todos.

Grande número de documentos religiosos espúrios que circulavam entre a antiga comunidade judaica são conhecidos como “pseudepígrafos”. Nem tudo nesses escritos é falso. De fato, a maior parte desses documentos surgiu de dentro de um contexto de fantasia ou tradição religiosa, possivelmente com raízes em alguma verdade. Com freqüência, a origem desses escritos estava na especulação espiritual, a respeito de algo que não ficou bem explicado nas Escrituras canônicas. As tradições especulativas a respeito do patriarca Enoque, por exemplo, sem dúvida são a raiz do livro de Enoque. De maneira semelhante, a curiosidade a respeito da morte e da glorificação de Moisés, sem dúvida acha-se por trás da obra Assunção de Moisés. No entanto, essa especulação não significa que não exista verdade nenhuma nesses livros. Ao contrário, o Novo Testamento refere-se a verdades implantadas nesses dois livros (vide Jd 14,15) e chega a aludir à penitência de Janes e Jambres (2 Tm 3:8). Entretanto, esses livros não são dotados de autoridade, como Escrituras inspiradas. Paulo também citou alguns poetas não-cristãos, como Arato (At 17:28), Menânder (1 Co 15:33) e Epimênides (Tt 1:12). Trata-se tão somente de verdades verificáveis, contidas em livros que em si mesmos, nenhuma autoridade divina têm. É importante que nos lembremos que Paulo cita apenas aquela faceta da verdade, e não o livro pagão como um todo, como conceito a que Deus atribuiu autoridade e fez constar no Novo Testamento.

A verdade é sempre verdade, não importa onde se encontre, quer pronunciada por um poeta pagão, quer por um profeta pagão (Nm 24:17), por um animal irracional e mudo (Nm 22:28) ou mesmo por um demônio (At 16:17).

É possível que o fato mais perigoso a respeito desses falsos escritos (pseudepígrafos) é que alguns elementos da verdade são apresentados com palavras de autoridade divina, num contexto de fantasias religiosas que, em geral, contêm heresias teológicas. A infundada reivindicação de autoridade divina, o caráter altamente fantasioso dos acontecimentos e os ensinos questionáveis (e até mesmo heréticos) levaram os pais do judaísmo a considera-los espúrios (pseudepígrafos).

São eles:

Lendários: O livro do Jubileu; Epístola de Aristéias; O livro de Adão e Eva; O martírio de Isaías

Apocalípticos: 1 Enoque; Testamento dos doze patriarcas; O oráculo sibilino; Assunção de Moisés; 2 Enoque, ou O livro dos segredos de Enoque; 2 Baruque, ou O apocalipse siríaco de Baruque (*); 3 Baruque, ou O apocalipse grego de Baruque.

Didáticos: 3 Macabeus; 4 Macabeus; Pirque Abote; A história de Aicar.

Poéticos: Salmos de Salomão; Salmo 151 (consta na Septuaginta).

Históricos: Fragmentos de uma obra de Sadoque

OBS:

a) 1 Baruque está relacionado entre os apócrifos.

b) Há outros livros, sendo que alguns foram descobertos entre os manuscritos do Mar Morto, tais como:

Gênesis apócrifo e Guerra dos filhos da luz contra os filhos das trevas, dentre outros.

4 - APÓCRIFOS: (significa: escondidos ou duvidosos). Livros não-bíblicos aceitos por alguns, mas rejeitados por outros. Pelos católicos romanos são conhecidos como Deuterocanônicos.

Na realidade, os sentidos da palavra apocrypha refletem o problema que se manifesta nas duas concepções de sua canonicidade. No grego clássico, a palavra apocrypha significava “oculto” ou “difícil de

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entender”. Posteriormente, tomou o sentido de esotérico, ou algo que só os iniciados podem entender, não os de fora.

Pela época de Ireneu e Jerônimo (séc. III e IV), o termo apocrypha veio a ser aplicado aos livros não-canônicos do Antigo Testamento, mesmo aos que foram classificados previamente como “pseudepígrafos”. Desde a era da Reforma, essa palavra tem sido usada para denotar os escritos judaicos não- canônicos originários do período intertestamentário. O Novo Testamento jamais cita um livro apócrifo indicando-o como inspirado. As alusões a tais livros não lhes emprestam autoridade, assim como as alusões a poetas pagãos não lhes conferem inspiração divina. Aliás, desde que o N.T. faz citações de quase todos os livros canônicos do A.T. e atesta o conteúdo e os limites desse Testamento (omitindo os apócrifos) parece estar claro que o N.T. indubitavelmente exclui os apócrifos do cânon hebraico. Os apócrifos não foram aceitos pelos judeus palestinos, zelosos preservadores dos ensinos bíblicos que não estiveram sujeitos às influências helenizantes dos judeus de Alexandria, muitos dos quais (mas não todos) acatavam tais livros como de origem divina, como Palavra de Deus. Aliás, toda a problemática de aceitação da canonicidade desses livros envolve exatamente o grande centro da cultura grega no Oriente, a cidade de Alexandria. Os judeus ali sofreram grande influência da filosofia grega, e houve até um destacado intelectual judeu, Filo, que se empenhou por fundir o judaísmo com os conceitos gregos, que o empolgavam. Jesus Cristo referiu-se à Bíblia Sagrada na Sua oração sacerdotal a Seu Pai dizendo: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (João 17:17). Como poderiam obras cheias de conceitos que se chocam com os claros ensinos de apóstolos e profetas, além de crendices supersticiosas, lendas, inexatidões históricas e até mentiras qualificar-se como essa verdade de divina inspiração? O Concílio de Trento, 1546, reagiu a Lutero, canonizando os livros apócrifos, com o voto de 53 prelados sem conhecimentos históricos destacados sobre documentos orientais, encontrando oposição de grandes homens como o cardeal Polo que afirmou que assim agira o Concílio a fim de dar maior ênfase às diferenças entre católicos romanos e os evangélicos. Outro destacado líder católico, Tanner afirmou que a Igreja Católica Romana encontrou nesses livros o seu próprio espírito (apud Introdução ao Antigo Testamento, Dr. Donaldo D. Turner, IBB). A ação do Concílio não foi apenas polêmica, foi também prejudicial, visto que nem todos os 14 (15) livros apócrifos foram aceitos pelo Concílio. A Oração de Manassés e 1 e 2 Esdras [3 e 4 Esdras dos católicos romanos; a versão de Douai denomina 1 e 2 Esdras, respectivamente, os livros canônicos de Esdras (1 Ed) e Neemias (2 Ed)] foram rejeitados. A rejeição de 2 Esdras é particularmente suspeita, porque contém um versículo muito forte contra a oração pelos mortos (2 Esdras 7.105). Aliás, algum escriba medieval havia cortado essa seção dos manuscritos latinos de 2 Esdras, sendo conhecida pelos manuscritos árabes, até ser reencontrada outra vez em latim por Robert L. Bentley, em 1874, numa biblioteca de Amiens, na França. O cânon do Antigo Testamento até a época de Neemias compreendia 22 (ou 24) livros em hebraico, que, nas bíblias dos cristãos, seriam 39, como já se verificara por volta do século IV a.C. As objeções de menor monta a partir dessa época não mudaram o conteúdo do cânon. Foram os livros chamados apócrifos, escritos depois dessa época, que obtiveram grande circulação entre os cristãos, por causa da influência da tradução grega de Alexandria (Septuaginta). Com exceção de 2 Esdras, esses livros preenchem a lacuna existente entre Malaquias e Mateus (o chamado “período intertestamentário”) e compreendem especificamente dois ou três séculos antes de Cristo. No entanto, até a época da Reforma Protestante esses livros não eram considerados canônicos. A canonização que receberam no Concílio de Trento não recebeu o apoio da história. A decisão desse concílio foi polêmica e eivada de preconceito.

Isto quer dizer que estes livros não eram acessíveis a todos e:

  • a) Jamais foram incluídos no cânon pelas autoridades reconhecidas: As maiores e mais reconhecidas nunca

reconheceram os apócrifos: Esdras (o profeta, que “juntou, ordenou e publicou” o V. T. na sua forma final e

como o conhecemos); os fariseus; Josephus (o historiador judeu, provavelmente o maior historiador de todos os tempos); os pais da igreja primitiva; etc.

  • b) JAMAIS FORAM ACEITOS PELOS JUDEUS.

  • c) SÓ EM 08 DE ABRIL DE 1546, NO CONCÍLIO DE TRENTO, A IGREJA ROMANA OS DECLAROU

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CANÔNICOS, MAS SÓ EM REAÇÃO À REFORMA.

  • d) JAMAIS FORAM CITADOS POR JESUS CRISTO OU POR NENHUM OUTRO ESCRITOR DA

BÍBLIA. (Judas cita dois pseudepígrafos, mas não parece ceder-lhes declaradamente o conceito de

inspirados).

  • e) NENHUM LIVRO APÓCRIFO ALEGA SER INSPIRADO (NA REALIDADE, ALGUNS DELES

CLAMAM NÃO SER INSPIRADOS! MACABEUS 15:38.

  • f) ALGUNS APÓCRIFOS TÊM INCONTORNÁVEIS ERROS HISTÓRICOS E GEOGRÁFICOS.

  • g) ALGUNS APÓCRIFOS ENSINAM DOUTRINAS FALSAS E QUE CONTRADIZEM A BÍBLIA

COMO UM TODO (MACABEUS 12:43-46 ENSINA QUE PODEMOS E DEVEMOS ORAR PELOS

MORTOS, A BÍBLIA COMO UM TODO ENSINA QUE NÃO ADIANTA).

RAZÕES DA REJEIÇÃO:

O Velho Testamento já estava produzido;

A maioria dos apócrifos foi produzida em grego;

Rejeição pelos judeus da cultura gentia;

Prevaleceu para os judeus o cânon palestiniano;

A postura protestante: a Bíblia produziu a Igreja. Postura católica: a Igreja produziu a Bíblia, e também a Tradição. Inclusive as nivela. Por isso, pode acrescentar e tirar. Não é a Bíblia protestante que tem livros a menos. A Bíblia católica é que tem livros a mais. Foi a Igreja Católica quem os acrescentou.

LOCALIZAÇÃO HISTÓRICA :

Os apócrifos foram produzidos entre o 3 o e 1 o século a. C., com o cânon já definido, no período intertestamentário, com exceção de 2 Esdras (escrito em 100 d. C.). A cultura gentia os assimilou (o cânon de Alexandria). O historiador Josefo, os judeus e a Igreja cristã rejeitaram. A LXX (Septuaginta) os incluiu como adendo (seguindo o cânon alexandrino). No Concílio de Cártago, em 397 d. C. foram considerados próprios para a leitura. O Concílio Geral de Calcedônia, 451 d. C., os negou. Foram colocados no cânon em uma sessão em 08 de Abril de 1546, no Concílio de Trento, com 5 cardeais e 48 bispos, apenas, e não foi por unanimidade. Em 1827, a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira os excluiu da Bíblia (não editando nem mesmo como adendo). Desde então esta é a postura protestante.

COMO OS APÓCRIFOS FORAM APROVADOS:

A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 08 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc. Os romanistas viam nos apócrifos base para tais doutrinas, e apelaram para eles aprovando-os como canônicos. Houve prós e contras dentro dessa própria igreja, como também depois. Nesse tempo os jesuítas exerciam muita influência no clero. Os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. O biblicista católico John L. Mackenzie em seu "Dicionário Bíblico" sob o verbete, Cânone, comenta que no Concílio de Trento houve várias "controvérsias notadamente candentes" sobre a aprovação dos apócrifos. Mas o cardeal Pallavacini, em sua "História Eclesiástica" declara mais nitidamente que em pleno Concílio, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal, agarrado às barbas e batinas uns dos outros ... Foi nesse ambiente "ESPIRITUAL", que os apócrifos foram aprovados. A primeira edição da Bíblia (“versão”) católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII. Os Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o Antigo e Novo

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Testamentos, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário histórico. Isto continuou até 1629.

VULGATA DE JERÔNIMO :

O arranjo da Vulgata (versão latina oficial da Igreja católica romana, completa em 450 antes de Cristo, mas aceita plenamente em cerca de 650 antes de Cristo), em geral, segue a LXX, só que 1 e 2 Esdras são iguais a Esdras e Neemias, e as partes apócrifas (3 e 4 Esdras), tanto como a Oração de Manassés, são colocados no fim do Novo Testamento. Os Profetas Maiores são colocados antes dos Profetas Menores. Quando Jerônimo traduziu a Vulgata, incluiu os apócrifos oriundos da Septuaginta, através da antiga versão latina de 170, porque lhe foi ordenado, mas indicou que os mesmos não poderiam ser base de doutrinas.

Os livros são: 1 Esdras, 2 Esdras, Tobias, Judite, Adição a Ester, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, Adições a Daniel (Cântico dos 3 Rapazes, História de Susana e Bel e o Dragão), Oração de Manassés, 1 Macabeus, 2 Macabeus.

A Bíblia protestante segue a mesma ordem tópica do arranjo da Vulgata, só que omite todas as partes apócrifas ... Na ordem, a Bíblia protestante segue a Vulgata, no conteúdo, segue a Hebraica.

A VERSÃO CATÓLICO-ROMANA :

Seguindo a Vulgata que traduziu da LXX (Septuaginta), com exceção de Oração de Manassés, o cânon católico incorporou os apócrifos após a Reforma. Quando a Vulgata os inseriu, distinguiu-os dos outros, que chamou de canônicos. Aos apócrifos chamou de deuterocanônicos, isto é, livros do “segundo cânon” (eclesiásticos). Na versão de edição Católico-Romana há um total de 73 livros, sendo 7 apócrifos, além de 4 acréscimos ou apêndices a livros canônicos, sendo assim um total de 11 escritos apócrifos:

São os seguintes os livros apócrifos que constam da versão Romana:

Tobias (após Esdras); Judite (após Tobias); Sabedoria de Salomão (após Cantares); Eclesiástico (após Sabedoria de Salomão); Baruque – incluindo a Epístola a Jeremias (após Lamentações); 1 Macabeus (após Ester); 2 Macabeus (após 1 Macabeus).

São os seguintes os apêndices apócrifos:

Acréscimos a Ester (Et 10:4 – 16:24); acréscimos a Daniel: (Cântico dos três rapazes – 90; História de Suzana – Dn 13; Bel e o Dragão – Dn 14).

Dn 3:24-

Alguns erros ensinados pelos apócrifos:

Livros canônicos:

  • 1 - Narração de anjo mentindo sobre sua origem. Tobias 5:1-9

Isaías 63:8; Oséias 4:2

  • 2 - Diz que se deve negar o pão aos ímpios. Eclesiástico 12:4-6

Provérbios 25:21-22

  • 3 - Uma mulher jejuando toda a sua vida. Judite 8:5-6

Mateus 4:1-2

  • 4 - Deus dá espada para Simeão matar siquemitas, Judite 9:2

Gênesis 34:30; 49:5-7

  • 5 - Dar esmola purifica do pecado. Tobias 12:9 e Eclesiástico 3:30

1 Pedro 1:18-19

  • 6 - Queimar fígado de peixe expulsa demônios. Tobias 6:6-8

Atos 16:18

  • 7 - Nabucodonossor foi rei da Assíria, em Nínive. Judite 1:1

Daniel 1:1

  • 8 - Honrar o pai traz o perdão dos pecados. Eclesiástico 3:3

1 Pedro 1:18-19

  • 9 - Ensino de magia e superstição. Tobias 2:9 e 10; 6:5-8; 11:7-16

Tiago 5:14-16

  • 10 - Antíoco morre de três maneiras. 1 Macabeus 6:16; 2 Macabeus 1:16; 9:28