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ENTREVISTA

Entrevista com
Richard Stallman e Brian
Gough
do Projeto GNU

ENTREVISTA
Entrevista com
Luciano Ramalho,
desenvolvedor Python
http://revista.espiritolivre.org | #013 | Abril 2010

PROJETO GNU
Free Software Foundation e muito mais!
TECNOLOGIA TUTORIAL GRÁFICOS
O fim das suítes de Sensor de presença no Criando um fantasma no
escritório Linux GIMP

E D I Ç Ã O D E A N I V E R S Á R I O - 1 A N O
COM LICENÇA

Revista Espírito Livre | Abril 2010 | http://revista.espiritolivre.org |02


EDITORIAL / EXPEDIENTE

1 ano de vitórias e conquistas! EXPEDIENTE


Diretor Geral
E cá estamos na edição de número 13, a edição de aniversário da Revista Espírito João Fernando Costa Júnior
Livre. 12 meses se passaram em meio a alegrias e tristezas, dificuldades e tantos outros
acidentes de percurso. Mas resistimos e mais fortes do que nunca nos firmamos junto a Editor
nossos leitores, que a cada mês esperam por uma nova edição. Nestes 12 meses tivemos João Fernando Costa Júnior
muitas presenças ilustres em nossas páginas, nacionais e internacionais, algumas mais
Revisão
populares, outras nem tanto, mas todas de alguma forma, contribuindo para a Eliane Domingos
democratização da informação através de matérias, relatos, tutoriais, entrevistas e o que
mais couber em nossas páginas. Tradução
Paulo de Souza Lima
Nesta edição trazemos em nossa capa, um grande e imponente GNU, mascote de Francilvio Roberto Alff
um projeto que ao longo dos anos vem se fortalecendo através de novos colaboradores e
nossos sub-projetos. O Projeto GNU e a Free Software Foundation fazem parte do Arte e Diagramação
cotidiano de muitas comunidades e seus representantes, em especial a figura de Richard João Fernando Costa Júnior
Igor Morgado
Stallman, nosso entrevistado juntamente com Brian Gough, que fazem do projeto GNU e a
FSF, parte de nossas vidas. Stallman é amado por muitos e odiado por outros, mas sempre Capa e contra-capa
está alí, presente e ativo em sua posição de evangelizador e um ícone da comunidade de Carlos Eduardo Mattos da Cruz
software livre mundial. Stallman e Brian Gough, também do Projeto GNU, concederam uma
entrevista bem interessante a nossa equipe, brilhantemente representada pelo colunista Contribuiram nesta edição
Alessandro Silva
Alexandre Oliva, ativista conhecido por aqui em nosso Brasil, e no restante da América Alexandre Oliva
Latina também. Os entrevistados esclarecem diversas dúvidas e questões que sempre André Farias Oliveira
povoam o imaginário de muitos membros das comunidades de software livre. André Gondim
Antônio Misaka
Krix Apolinário, juntamente com Alexandre Oliva, Cesar Taurion, Cárlisson Galdino Brian Gough
e Roberto Salomon trazem cada um em sua coluna, do seu jeito, excelentes contribuições. Cárlisson Galdino
Não somente os colunistas, mas também todos os outros colaboradores, cada um a seu Carlos Eduardo do Val
modo, contribuiu com uma parcela para que tivéssemos uma edição dígna de edição de Carlos Eduardo Mattos da Cruz
Cezar Taurion
aniversário. A capa, é arte do Cadunico, nosso artista. Walter Capanema e Luis Henrique
Cindy Dalfovo
Silveira apresentam dois artigos apresentando aspectos jurídicos de duas situações Fernando Brito
bastante polêmicas. Capanema trata da pirataria enquanto Luis Henrique fala da nova Fernando Medeiros
licitação do Programa Professor Digital, amplamente coberto pelas mídias e assunto do Filipo Tardim
momento. Além da entrevista ligada ao tema de capa, conversamos Juliana Kryszczun Francilvio Roberto Alff
conversou com Luciano Ramalho, desenvolvedor em Python. Jomar Silva, sem papas na Gleudson Junior
Igor Morgado
língua, declara a morte das suítes de escritório, mas com um enfoque bastante consciente Jandson Damasceno Rabelo
e fundamentado. Patrick Amorim fala sobre a Tecnologia PLC, que provê banda larga João Fernando Costa Júnior
através da rede elétrica. E que tal controlar a proteção de tela do seu computador através Jomar Silva
de bluetooth? Marcelo Moreira Mello mostra o caminho das pedras. Filipo Tardim também Juliana Kryszczun
apresenta como fazer uma remasterização do Ubuntu, do zero. Enquanto Wagner Krix Apolinário
Luciano Ramalho
Emmanoel faz um review sobre a nova edição do Ubuntu que deve ser liberada essa Luis Henrique Silveira
semana. Igor Morgado também traz um artigo bem interessante sobre gerenciamento de Marcelo Moreira Mello
redes enquanto Francilvio Alff fala sobre gestão do conhecimento e ferramentas wiki. Márcio Pivoto
Eliane Domingos e Igor Morgado, ambos da Gnutech, meus agradecimentos, que também Patrick Amorim
se extendem a nossos parceiros que estão sempre nos ajudando. Paulo de Souza Lima
Rafael Cirolini
Carlos Eduardo (o nosso artista) também mostra em um tutorial bem interessante Richard Stallman
como criar um fantasma utilizando o GIMP. Assombroso! E outro Carlos Eduardo, que não Roberto Salomon
Wagner Emmanoel
é artista mas um escritor de mão cheia, juntamente com a própria Revista Espírito Livre Walter Capanema
apresenta seu livro intitulado Ubuntu - Guia do Iniciante, que será lançado nesta semana, Wesley Samp
juntamente com o lançamento oficial do Ubuntu 10.04.
Contato
Todos os outros colegas que contribuiram com materiais mas que não listados aqui revista@espiritolivre.org
não foram esquecidos, aliás serão lembrados sempre por mim e por nossos leitores que a
cada mês fazem o download das edições com sede de conhecimento. Meus sinceros
agradecimentos a todos vocês. Vocês ajudaram a construir uma O conteúdo assinado e as imagens que o integram, são
de inteira responsabilidade de seus respectivos autores,
edição recorde em número de páginas e em conhecimento. não representando necessariamente a opinião da
Revista Espírito Livre e de seus responsáveis. Todos os
E agora é a hora de soprar a velinha! Eu já fiz meu pedido. direitos sobre as imagens são reservados a seus
Você já fez o seu?! respectivos proprietários.

João Fernando Costa Júnior


Editor

Revista Espírito Livre | Abril 2010 | http://revista.espiritolivre.org |03


EDIÇÃO 013

SUMÁRIO
CAPA
34 A licença "Seja Legal"
Que tal?
Entrevista exclusiva
38 Uma questão de nome
Gnu or not Gnu?
com Richard Stallman
e Brian Gough,
41 Tradução também é GNU
The books on the table... do Projeto GNU

43 Compartilhar...
O que eu ganho com isso? PÁG. 29

COLUNAS
13 Mitologia Grega III:
Minotauro
Entrevista exclusiva
17 Warning Zone
Episódio 7 - Concorrência com desenvolvedor
em Python, Luciano
20 Métodos e regras
Ao gerenciar projetos de Open Source
Ramalho
25 Gadgets femininos
Como está o mercado? PÁG. 51
27 Velinhas!
Parabéns para nós...

JURIS
45 Justiça seja feita!
Programa Professor Digital...

48 Pirataria:
Como enfrentá-la

ENTREVISTA
51 Luciano Ramanho
Desenvolvedor em Python

124 AGENDA 06 NOTÍCIAS


TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO
54 O fim das suítes de escritório
Será... só imaginação? 100 Wordpress 3.0 beta
Liberado para download

59 PLC
Dados pela rede elétrica
BANCO DE DADOS
TUTORIAL 102 Firebird
Conheça o pássaro de fogo
63 Sensor de presença no Linux
Ativando sua proteção de tela
LANÇAMENTO
67 Criando um LiveCD do Ubuntu
A partir do zero! Vai encarar?!

74 Google Reader no Ubuntu 106 Ubuntu - Guia do Iniciante


Autor: Carlos Eduardo do Val
Fácil fácil...

SYSADMIN GRÁFICOS
77 GIT:
Fazendo controle de versões
107 GIMP Sobrenatural
Criando um fantasma... Ai que medo!

111 Edição de Vídeo


Com Cinellera...
REVIEW
82 Ubuntu 10.04:
Conheça as novidades EDUCAÇÃO
TCC sobre Software Livre
115
REDES Vamos ajudar?!

89 O zen e a arte...
... do gerenciamento de redes EVENTOS
117 DFD 2010 - Vitória/ES
GESTÃO Relato de evento

96 Knowledge is Power!
E é mesmo...
120 IV ENSOL - João Pessoa/PB
E você, vai participar?!

QUADRINHOS
123 Suporte_
Os levados da Breca

ENTRE ASPAS
124 Citação de Richard Stallman
10 LEITOR 12 PROMOÇÕES
NOTÍCIAS

NOTÍCIAS
Por João Fernando Costa Júnior

OSMPlayer, um player multimídia em HTML5 Phoronix já fizeram uma comparação entre o


A chegada do HTML5 é pa- Red Hat 6.0 beta, CentOS 5.4, Fedora 12 e
ra muitos o começo do fim Ubuntu 10.04 LTS que pode ser conferida aqui.
do reinado do Flash como
um framework multimídia na Netbooks com Chrome OS custarão US$400
web. Analisando o projeto Eric Schmidt, CEO do Go-
Open Media Player parece ogle, declarou que os net-
ser verdade. OSM é um pro- books com Chrome OS
jeto Open Source, com o ob- chegarão ao mercado no
jetivo de criar um player começo de 2011, custan-
multimídia baseado em HTML5 e usando a biblio- do menos de 400 dólares.
teca jQuery. Algumas de suas características Recentemente, durante a
são: 100% Open Source e 100% grátis; Usa o Atmosphere Cloud Compu-
framework JavaScript jQuery; Conteúdo basea- ting, Schmidt admitiu que
do em HTML5; Suporte para áudio e vídeo em a empresa não tem muito controle sobre os pre-
formatos populares; Capacidade de mudar o te- ços finais dos produtos, entretanto ressaltou que
ma (com base na ThemeRoller); Integração com os valores são determinados pelos custos dos
o Vimeo e Youtube e suporte para playlist. Mais componentes dos netbooks – incluindo aí o
informações aqui. software. Como o Chrome OS e Android são
gratuitos, não há taxa associada a eles que pos-
sa encarecer o produto final. Schimidt espera
Lançado Beta do Red Hat 6.0 que sejam mantidos os preços atuais para net-
A Red Hat, lançou a público books, que variam de US$300 a US$400.
sua versão “open beta” do
seu produto RHEL 6.0. Um
dos pontos chave desta ver- Google publicará codec VP8 como software
são é a capacidade de migra- livre
ção de máquinas antigas O Google em breve estará
RHEL 5 serem migradas do liberando seu codec de ví-
Xen para o KVM (que atual- deo, chamado VP8, como
mente é mantido e é um produto da Red Hat) e software livre. A compa-
assim, os usuários podem escolher se migram nhia deve fazer o anúncio
ou não de plataforma de virtualização. Funcionali- oficial na conferência para
dades do 6.0 terão “backports” para a série 5 do desenvolvedores Google
produto, mas lembrando que algumas funcionali- I/O no próximo mês. Com
dades podem não ser totalmente compatíveis este lançamento as equipes de desenvolvimen-
com o kernel novo que será introduzido, sendo to do Mozilla Firefox e Google Chrome devem
descartado o backport de tais funcionalidades, anunciar o suporte a vídeo no HTML5 usando o
por quebra de compatibilidade. Junto com a notí- novo codec.
cia, os “tarados de plantão dos benchmarks” do

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NOTÍCIAS

Intel prepara versão do Meego para laptops e Oracle começa a cobrar por ODF plugin
desktops tradicionais A Oracle, que ad-
Além de netbooks e quiriu a Sun recen-
smartphones, o sistema temente, bem
operacional Meego, uma como todo seu portifólio de produtos, começou
distribuição GNU/Linux, ba- a cobrar US$90 por usuário pelo Microsoft Offi-
seada na combinação dos ce ODF plugin - exigindo mínimo de 100 licen-
sistemas operacionais Mo- ças. Apesar do plugin nunca ter sido open
blin, da Intel e do Maemo, source, sempre esteve disponível para downlo-
da Nokia, vai rodar em notebooks e desktops tra- ad gratuito. A quem diga que é uma estratégia
dicionais com processadores Intel Atom e al- para que os usuários utilizem sua suíte de escri-
guns modelos da família Core. A informação é tório, de código aberto, o OpenOffice.org, visto
de Doug Fisher, vice-presidente do grupo de que este trabalha com o formato já por padrão.
software e serviços da Intel, em entrevista recen- Entretanto, alguns temem tal medida e a consi-
te a jornalistas do grupo IDG. Segundo Fisher, a deram precipitada ou simplesmente o resultado
Intel planeja lançar uma edição de Meego para do que pode vir a acontecer com o seus outros
os chamados modelos de entrada, máquinas produtos recém-adquidos.
mais baratas, de menor poder de processamen-
to. Mas não revelou modelos, nem possíveis da-
tas para o lançamento. O maior esforço de Wikipedia amplia plataforma e ganha espaço
desenvolvimento em torno Meego está focado para vídeos
em netbooks, smartphones (com processadres A enciclopédia virtual Wiki-
ARM, mas também IntelMoorestown) e dispositi- pedia vai ganhar espaço pa-
vos como TVs e set-top boxes. A edição Meego ra vídeos na plataforma,
para esses aparelhos de consumo provavelmen- segundo informou em co-
te será lançada em outubro. Já para netbooks, o municado oficial na quarta-
lançamento está previsto para o início do segun- feira (21). "Agora, muitos
do semestre deste ano, segundo Fisher. poucos artigos da Wikipe-
dia têm vídeos. É hora de
Google contratará desenvolvedores para man- mudar isso! Começando
ter Android sincronizado com kernel.org agora, você pode estar entre as primeiras pesso-
Chris DiBona, que é o res- as a experimentar com as possibilidades de ví-
ponsável pela área de deo colaborativo. Suas contribuições poderão
software livre do Google, modelar o futuro da Wikipedia, fazendo [dela]
confirmou no "Linux Collabo- uma fonte rica e dinâmica de conteúdo educacio-
ration Summit" que o Goo- nal de alta qualidade", diz o texto. O comunica-
gle precisa de fazer melhor, do diz que, "quando você posta um vídeo na
contribuindo com patches Wikipedia, você também ajuda a promover o ví-
ao Linux kernel e anunciou deo aberto". O site diz ainda que vai usar 100%
que abriram um processo de vídeos gratuitos e de código aberto, sob tec-
de seleção para encontrar dois candidatos para nologia HTML5, o que é um avanço. A Wikipe-
fazer este trabalho. A comunidade do Linux ker- dia instrui sobre como postar um vídeo no
nel decidiu no início do ano eliminar código do seguinte endereço http://videoonwikipedia.org
Android alegando que não se obtinha do Google /howto.html.
suficientes patches, nem colaboração.

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NOTÍCIAS

TeamViewer: acesso remoto no desktop de cipal objetivo do Flash sempre foi habilitar a pla-
Linux para Linux taforma e desenvolvimento para múltiplos
Até pouco tempo se alguém navegadores. Isto é exatamente o oposto do
procurasse algum programa que a Apple quer. Eles querem amarrar os de-
voltado para Linux destinado senvolvedores sob a sua plataforma, e restringir
ao suporte remoto, sem ter suas opções para tornar difícil para os desenvol-
que redirecionar alguma por- vedores mirarem outras plataformas", escreveu
ta (como no caso do VNC) pa- o gerente de produtos da Adobe, Mike Cham-
ra assim obter acesso e de bers. Em fevereiro, Steve Jobs, o conhecido exe-
baixa qualidade, obviamente cutivo-chefe da Apple, disse que a Adobe era
o usuário ou mesmo técnico "preguiçosa" porque "tem todo o potencial para
da área não encontraria absolutamente nada. fazer coisas interessantes, e se recusa a fazer
Programas como o TeamViewer, LogMein den- isso". A tecnologia Flash é problemática para a
tre outros, não são novidades para a plataforma Apple, segundo Jobs, porque trava o computa-
Windows ou até mesmo MAC. Neste caso, para dor Macintosh. Jobs disse ainda que a Apple
o Linux, sim. Isso é uma grande novidade pois, não a apoia porque é falha. E fez a previsão de
até onde se sabe, se este seria um dos únicos a que "ninguém mais vai usar Flash" e que "o
desempenhar esta tarefa, com suporte ao Linux. mundo está se direcionando para o HTML5".
O TeamViewer, que ainda está em sua versão
beta, inicialmente possui pacotes disponíveis pa-
ra Red Hat, Fedora, Suse, Mandriva, Ubuntu e Apache.org sofre ataque
Debian, contendo versões para 32 e 64 bits. O Time de Infraestrutu-
Também está disponível um pacote genérico ra do projeto Apache
(tar.gz), que pode ser utilizado em qualquer distri- relatou um ataque dire-
buição nas arquiteturas 32 e 64btis. Vale lem- to e direcionado contra
brar porém que, para uso não comercial a o servidor que hospe-
utilização do TeamViewer é gratuita. Para usá- da seu software de ras-
los comercialmente, entre em contato com o de- treamento de bugs. "Se você for um usuário do
senvolvedor no site oficial do produto. JIRA, Bugzilla ou Confluence, uma cópia em
hash de sua senha foi comprometida. JIRA e
Confluence ambos usam um hash SHA-512,
Adobe desiste dos planos para levar Flash mas sem um 'salt' aleatório. Acreditamos que o
ao iPhone e iPad risco de haverem senhas simples baseadas em
A Adobe deixará de lado ataques de dicionário é um tanto alta e a maio-
a continuidade dos seus ria dos usuários deveria mudar suas senhas. O
planos para levar o Flash Bugzilla usa SHA-256, incluíndo um 'salt' aleató-
para o iPhone e o iPad, rio. O risco para a maioria dos usuários é de bai-
ambos fabricados pela Ap- xo a moderado, já que senhas baseadas em
ple. De acordo com o site dicionário não são eficazes, mas ainda assim é
da revista "Wired", a Ado- recomendável alterá-los. Adicionalmente, se vo-
be afirmou na noite da últi- cê logou na instância Apache JIRA entre 6 de
ma terça-feira (20) que abril e 9 de abril, você deveria considerar sua se-
abandonou o investimento em uma ferramenta nha como comprometida, já que os atacantes al-
de software que permitiria aos desenvolvedores teraram o formulário de login para logar as
a aplicar o Flash nos aparelhos da Apple. "O prin- senhas."

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NOTÍCIAS

Televisores Panasonic com FreeBSD faz parte do 14º Cultura Inglesa Festival, aconte-
A documentação oficial indi- cerá às 9h com a professora-doutora Renata Go-
ca que algumas TVs Pana- mes, que fará uma apresentação com o tema
sonic usam FreeBSD para “Videogame: imagem, narrativa”. No mesmo dia,
o seu firmware de alguns às 19h, será a vez do roteirista Matt Costello,
de seus televisores de plas- que falará sobre história, gameplay e os desafi-
ma da série VIERA G20, os de criação para os jogos eletrônicos. Ele é
G25 e VT). Segue um tre- um dos nomes por trás do game Doom 3, de
cho dos termos de licencia- 2005, e do clássico The 7th Guest, lançado em
mento dos produtos: “The Software (defined 1993. Inscrições podem ser feitas pelo telefone
below) contains a number of individual copyrigh- 3095-4466. Mais informações pelo site www.cul-
ted open source software programs, such as Fre- turainglesasp.com.br/festival.
eBSD. Please refer to “Software Licence” menu
on Product for applicable license terms.“ Interes- Google bloqueado em 25 dos cem países
sante não é mesmo? Vale lembrar que televiso- nos quais atua
res de outras marcas como Sony e Samsung O Google afirmou, em um post publicado em
trazem GNU/Linux em seus firmwares. blog oficial, no dia 19/04, que dos cem países
para os quais oferece serviços, no mínimo 25
bloqueiam de certa forma os produtos forneci-
Pesquisadores conseguem espionar celula- dos pela empresa. "Nós enxergamos esses es-
res forços no controle de muitas formas. A China é
Dois pesquisadores de segurança, Nick DePetril- o exemplo mais polarizado, mas não é a única.
lo e Don Bailey, descobriram uma forma de ex- Os produtos do Google --de buscas e blog até
plorar as brechas no sistema de YouTube e Google Docs-- têm sido bloqueados
telecomunicação móvel para espionar pessoas. em 25 de cem países onde nós oferecemos nos-
Tudo de forma legal, alegam eles. De acordo sos produtos", diz o Google. Segundo o site Te-
com os pesquisadores, a falha é encontrada chCrunch, há por volta de 40 países que
quando eles reuniram um número-alvo de telefo- censuram algum tipo de conteúdo na internet,
ne celular a partir de uma base de dados públi- atualmente.
ca que liga nomes aos números para fins de
identificação do chamada, o também chamado
"bina". Eles usam um software PBX open-sour- Sharp lança tablet movido a Linux
ce para disfarçar o identificador de chamadas e, A Sharp anunciou mais um produto na sua linha
em seguida, o telefone automaticamente chama de ultraportáteis, batizada de Netwalker. O
a si mesmo, forçando o sistema a fazer uma pes- Netwalker PC-T1 é uma versão sem teclado do
quisa do nome. Mais informações em “mini netbook” Netwalker PC-Z1 lançado em
http://ur1.ca/wwoi. agosto passado. Segundo o site SlashGear o
Netwalker PC-T1 tem um processador ARM Fre-
Criador de Doom 3 fará palestra no Brasil escale i.MX515 de 800 MHz, 8 GB de espaço in-
No dia 10 de maio, a terno (expansível com cartões microSD),
Cultura Inglesa promo- interface de rede WiFi 802.11 b/g, Bluetooth e o
verá duas palestras so- conjunto tradicional de portas USB.
bre a construção de
histórias para videoga-
mes. A primeira, que

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COLUNA DO LEITOR

EMAILS,
SUGESTÕES E
COMENTÁRIOS Ayhan YILDIZ - sxc.hu

Um ano se passou. Muita gente nos Maravilhosa, ótimos conteúdos, matéria muito
acompanha desde a primeira edição, e a estes bem esclarecidas, uma revista bem objetiva e in-
nossos sinceros agradecimentos. Muitos, ao teligente, parabéns aos colunistas e os produto-
longos dos meses, ficaram sabendo da res dessa magnífica revista.
publicação e a partir daí começaram a nos Guilherme Rodrigues Soares - Caraguatatu-
seguir e nunca mais pararam. Gente de todo o ba/SP
Brasil que participa de nossas promoções, que
nos encontra nos eventos, que mandam emails Excelente iniciativa a ser seguida pela Comuni-
recheados de elogios. Mesmo completando dade Open Source.
apenas um aninho, gostaríamos que essa troca Irineu Porfirio da Costa - Varzea Grande/MT
de informações continuasse, pois ela é que nos
leva ainda mais longe! Uma ótima inciativa para trazer informação rele-
vante para a Comunidade. Sempre com boas
Então não fique com vergonha: diga-nos o que entrevistas e colunas.
achou da última edição ou das últimas matérias! Debora Thomaz Martins - Caldas Novas/GO
Algo não ficou legal? Alguma matéria lhe ajudou
muito? Ficou satisfeito por ter encontrado o que Umas das melhores revistas relacionado a co-
procurava? Então manifeste-se e mostre a nós munidade de software livre.
e aos demais leitores o quão importante é ter o José Eilton dos Santos Costa - Escada/PE
"espírito livre". Abaixo listamos alguns comentári-
os que recebemos nos últimos dias: Num mundo com diversos caminhos que nos
deixam em dúvidas, encontrar um guia confiável
Achei muito boa, principalmente pelo conteúdo e experiente para, além de nos ensinar o cami-
e finalização, são muito bons. E fico muito con- nho a seguir, também vai junto segurando em
tente que existem pessoas trabalhando para nossa mão, é um privilégio sem igual. É isso o
nos dar esse tipo de conhecimento. que acho da Revista Espirito Livre! Parabens a
Alayne de Oliveira Borges - Marituba/PA toda equipe!
Herdiley Alves Coelho - Uruçuí - PI
Seguindo o mundo livre a revista está de para-
béns pelas reportagens, material muito bem ela- Muito instrutiva! Adoro as dicas e reportagens.
borado. Já venho a algum tempo Michel Martins Valtuille - Goiânia/GO
acompanhando e já está dentre as minhas favori-
tas.
Felipe Santos Barbosa - Teresina/PI

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COLUNA DO LEITOR

Acho uma excelente ideia, pois com a veicula- mesmos possam ter um conhecimento com fon-
ção da revista pessoas leigas sobre o assunto e tes confiavéis e de boa base.
que resistem em saber o que é linux e usar li- Diogo Alvez da Silva - Belo Horizonte/MG
nux,vão poder entender de forma suave, e se
apaixonar por software livre e assim criar laçõs Uma ótima iniciativa por parte da comunidade
de amizades por todo mundo, disseminando in- de software livre nacional. Seu conteúdo, arti-
formação. "Isso é ser livre", "isso é software li- gos e tutoriais são ótimos para quem está come-
vre." çando a trilhar os caminhos do software livre e
Leandro P. Moreira - Ribeirão das Neves/MG também para quem, como eu, já desfruto faz
tempo.
Um ótima revista sobre Linux e GNU. O melhor Biliane Moreira Dantas da Silva - Maceió/AL
é o fato de ser totalmente livre.
Carlos Roitman Maceno - São Paulo/SP A Revista Espírito Livre nos dá acesso a um mix
de informações, mostrando seriedade e credibili-
Ótima fonte de pesquisa de novas tecnologias dade em todas as matérias que nos oferece.
para implementação em meu trabalho. Além dis- Disponibiliza ao leitor um grande crescimento in-
so, sempre fico sabendo de novos eventos da telectual.
área de tecnologia e notícias do mundo da infor- Larissa Araújo de Alencar - João Pessoa/PB
mática.
Rubia Karla Ramos - João Pessoa/PB A Revista Espírito Livre é uma ótima iniciativa,
pois ajuda a divulgação do Software Livre de for-
Uma excelente iniciativa no intuito de pregar a li- ma abrangente pela web. Acho uma pena não
berdade de criação, acesso e divulgação do co- ter tempo para ler toda a revista, pois normal-
nhecimento, seja ele tecnológico, cultural ou mente só leio algumas passagens que acho
artístico. Parabéns a todos. mais interessantes.
Paulo Rômulo Barros - Campina Grande/PB Helton de Melo Duarte - Natal/RN

Muito boa, onde sua atitude livre e inovadora de- É uma revista bem legal que abrange várias áreas
veria servir de exemplo para muitas outras revis- do mundo livre, acho que devia falar mais de
tas. Python =D Eu sinceramente acompanho desde a
Patrick Renilton dos Santos - Maceió/AL #1.
Rodrigo Cesar Lira da Silva - Paulista/PE
Uma das melhores revistas sobre tecnologia da
atualidade. Com a vantagem de ser completa- "A consolidação do Software Livre hoje é devido
mente acessível e focada no Software Livre. ao poder da colaboração de muitas empresas e
Brunno Pereira - Jaboatão dos Guarara- pessoas envolvidas". E a Revista Espírito Livre,
pes/PE está fazendo sua colaboração de tão grande im-
portância para a comunidade brasileira. Meus
A melhor no segmento eletrônico e em conteúdo. parabéns!
Bruno Torres Viana - Vitória/ES Sávio de Oliveira Sousa - João Pessoa/PB

A Espírito Livre, ajuda não só a mim, mas tam- Ótima para manter atualizado sobre a comunida-
bém todos os meus amigos alguns até que não de de Software Livre e ter um bom aprendizado
são da área de informática. Ajudo divulgando a técnico.
revista na minha rede de contatos para que os André Miranda - Aparecida de Goiânia/GO

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PROMOÇÕES · RELAÇÃO DE GANHADORES E NOVAS PROMOÇÕES

PROMOÇÕES
Na edição #012 da Revista Espírito Livre tivemos diversas promoções bem como promoções através
de nosso site e canais de relacionamento com os leitores, entre eles a Promoção Relâmpago do IV
ENSOL, que acontece em João Pessoa/PB. Quem estava atento conseguiu participar da promoção
do IV ENSOL, então se você não foi um dos sorteados, não desanime. Quem sabe na próxima
edição seu nome não aparece logo abaixo?! Mais promoções estão a caminho...
Abaixo, segue a lista de ganhadores de cada uma das promoções.

Ganhadores da Promoção VirtualLink:

1. Michel Martins Valtuille - Goiânia/GO


2. Herdiley Alves Coelho - Uruçuí/PI
3. José Eilton dos Santos Costa - Escada/PE
4. Debora Thomaz Martins - Caldas Novas/GO
5. Leandro Paulo Moreira - Ribeirão das Neves/MG

Ganhadores da promoção Clube do Hacker:

1. Guilherme Rodrigues Soares - Caraguatatuba/SP


2. Felipe Santos Barbosa - Teresina/PI
3. Alayne de Oliveira Borges - Marituba/PA

Ganhadores da promoção IV ENSOL:

1. Paulo Rômulo Alves Barros - Campina Grande/PB


2. Fabiana Furtado - João Pessoa/PB
3. Larissa Araújo de Alencar - João Pessoa/PB

A TreinaLinux em parceria com a Revista


Espírito Livre estará sorteando kits de
DVDs entre os leitores. Basta se
inscrever neste link e começar a torcer!

A promoção continua! A VirtualLink em parceria


com a Revista Espírito Livre estará sorteando kits
de cds e dvds entre os leitores. Basta se inscrever
neste link e começar a torcer!

Não ganhou? Você ainda tem chance! O


Clube do Hacker em parceria com a Revista
Espírito Livre sorteará associações para o
clube. Inscreva-se no link e cruze os dedos!

Revista Espírito Livre | Abril 2010 | http://revista.espiritolivre.org |12


COLUNA · ALEXANDRE OLIVA

Mitologia Grega III:


Minotauro
Por Alexandre Oliva

wallyg - Flickr.com

Há milênios, a lenda do Minotauro vem


sendo contada para ensinar o perigo de trair e
enganar os poderosos. Deve ser o método de
dominação mais antigo e mais eficaz: demonizar
quem vê a saída do labirinto, para que o restan-
te do rebanho não o siga até a liberdade. Após
tal lavagem cerebral, quem ousaria questionar o
mito de que o Minotauro é um monstro repulsivo
e perigoso?
Era uma vez o trono do reino insular de
Creta disputado por dois irmãos. Minow$, o
mais inescrupuloso e sedento de poder, pediu
que Poseidon, deus dos mares, interviesse por
ele. Já coroado, viu sair do mar um belíssimo
bovídeo branco, que deveria sacrificar ao deus.
Sacrificou outro animal, mas Poseidon percebeu
e puniu o traidor: providenciou para que Pasífae,
esposa de Minow$, se apaixonasse pelo boví-
deo, e para que, da união carnal dos dois, meca-

Revista Espírito Livre | Abril 2010 | http://revista.espiritolivre.org |13


COLUNA · ALEXANDRE OLIVA

nicamente possível graças ao engenhoso hac- to, esquenta, a ponto de derreter a cera das
ker Dédalo, nascesse uma criatura metade huma- asas? Todo mundo sabe que, quanto mais alto,
na, metade bovídea. (Leitores curiosos já mais frio e rarefeito fica o ar!
devem estar se perguntando: seria Richard Mino- Como assim, Teseu libertou os jovens e da-
tauro Stallman, o homem-gnu?) mas que encontrou no labirinto? Não eram co-
Por capricho do tirano, aquele bastardo cre- mida para o Minotauro? Se ele não os
tino, deveria a criatura viver prisioneira, num labi- devorava, vivia de quê? E os jovens, como so-
rinto que o mesmo breviveram? E a cera, pe-
Dédalo seria obrigado a nas e madeira para as
construir, debaixo do pa- asas de Dédalo e Ícaro, vi-
lácio R$ de ©nosso$. A eram de onde? Seria Dé-
cada ano, Minow$ jogava Há milênios, a dalo um hacker poderoso
sete jovens e sete damas como o MacGiver, de
no labirinto, para servir lenda do Minotauro vem “Profissão: Perigo”, a pon-
de alimento ao Minotau- to de tirar madeira da ca-
ro. Teseu, um desses jo- sendo contada, como ra de pau de quem
vens, entrou no labirinto inventa estas histórias,
com um novelo de lã pa-
exemplo do perigo de juntar com as penas às
ra marcar o caminho de
volta (ideia de ninguém
trair e enganar os quais Dédalo e Ícaro fo-
ram condenados, fazer
menos que Dédalo), der- poderosos. Deve ser o uma cera na entrada da
rotando o suposto mons- área e pronto!, é só colar
tro e libertando os jovens método de dominação e sair voando? Tenha
e damas que ali encon- DOS!
trou. mais antigo e mais Além do mais, os bo-
O verdadeiro mons-
tro, Minow$, ainda aprisio-
eficaz: demonizar quem vídeos eram idolatrados
em Creta. O palácio R$
naria no labirinto o vê a saída do labirinto, de ©nosso$ era todo de-
hacker Dédalo e seu fi- corado com peças e
lho, Ícaro. Recuperariam para que o restante do obras de arte que remeti-
sua liberdade com outro am ao tema bovídeo e su-
hack: colando asas aos rebalho não o siga até a as divindades. O gado
seus braços, com cera de ainda garantia “pão e cir-
abelha. Diz a lenda que liberdade. co”: a diversão nas toura-
Ícaro gostou tanto da li- das acrobáticas,
berdade que voou alto de- Alexandre Oliva comparáveis a alguns ro-
mais; tão alto que o Sol deios dos pampas brasilei-
derreteu a cera e, sem ros; a carne orgânica
asas, Ícaro caiu sobre o diretamente dos “pam-
mar e morreu. pas”, para alimentar o corpo; para o espírito, os
Ora... Bastam algumas perguntas, fruto de sacrifícios religiosos de bovídeos nos rituais mi-
análise crítica, para verificar que se trata de um noanos. Dá até pra imaginar que o gélido vento
mito, uma lenda para assustar e conter os aman- Minuano, que sopra nos pampas sul-america-
tes da liberdade. Como assim, se voar muito al- nos, deva seu nome aos tão importantes ventos
dos quais dependiam as navegações minoanas.

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COLUNA · ALEXANDRE OLIVA

O simbolismo da lenda é claro, e chama Dédalo já havia iniciado o movimento soci-


atenção a presença, também na simbologia, da al humanitário SoL, com ideais de solidariedade
dualidade divino-pecuária bovídea. Minow$, social, respeito ao próximo e às liberdades es-
egoísta, traiçoeiro, ganancioso e sedento de po- senciais. Hacker que era, encontrou uma forma
der, queria só para si o divino, belíssimo boví- de cumprir a ordem do tirano, de construir um la-
deo branco (“Ô, Montanha, pó pará!”, intervém birinto nas masmorras do palácio R$ de ©nos-
Maçaranduba, so$, sem cercear a liberdade dos que seriam
“Tá duvidando da re- injustamente feitos prisio-
al masculinidade? Vou neiros ali.
dar... porrada!”), o trono e Construiu-o de tal
a coroa que o bovídeo fa-
turou. Fez de tudo para
Para que ninguém forma que apenas quem
fosse movido pelo egoís-
aprisionar aquele que mais se perdesse nos mo, pela ganância e pelo
nasceu metade humano, impulso de cercear a liber-
metade bovídeo, bem co- labirintos dos tiranos, dade de outros teria a
mo os súditos e prisionei- sensação de estar preso
ros que, impotentes, não desenvolveu um receptor nas masmorras de ©nos-
resistiam ao subjugo, ao so$. Inaugurou assim o
controle e aos abusos do de sinais de satélites que projeto tecnológico GNU:
tirano, reduzindo-se as- desenvolvimento colabo-
sim a gado humano: tam-
assinalava a localização rativo de plantas e técni-
bém metade humanos,
metade bovídeos. E ai
e o melhor trajeto para cas arquitetônicas para
levar esperança e liberda-
de quem ousasse desafi- chegar à liberdade. de a hackers, a prisionei-
ar o tirano: seria feito pri- ros de tiranos e a vítimas
sioneiro e atirado no Chamou-o Global de leis injustas.
labirinto de Minow$. E ai Para que ninguém
daquele que sonhasse vo- Positioning Liberator do mais se perdesse nos labi-
ar, símbolo de desejo de
liberdade: perderia as GNU, ou simplesmente rintos dos tiranos, desen-
volveu um receptor de
asas e a vida no mar de
Poseidon! Vida de gado,
GNU GPL. sinais de satélites que as-
sinalava a localização e o
nada de hackear! melhor trajeto para chegar
Alexandre Oliva
Removendo as ale- à liberdade. Chamou-o
gorias mitológicas, o que Global Positioning Libera-
resta é uma história que tor do GNU, ou simples-
deve ter sido mais ou menos assim: Pasífae te- mente GNU GPL.
ve um filho que não se parecia nem um pouco Criou, dentro do labirinto, bem longe da Vis-
com Minow$. A própria lenda aponta para o pro- ta das janelas de Minow$, uma organização para
vável pai, aquele que tinha intimidade suficiente defesa da liberdade humana: difusão dos ideais
para ajudá-la a engravidar, mas, francamente, do SoL e apoio ao projeto tecnológico GNU. Ensi-
de um bovídeo?!? O ser que nasceu pode mui- nava o caminho aos prisioneiros que chegavam
to bem ter sido o próprio Ícaro, de mãe e origem ao labirinto sem perspectiva de liberdade, convi-
desconhecidas. Foi anunciado ao público como dando-os a participar do projeto e do movimento.
monstro e escondido.

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COLUNA · ALEXANDRE OLIVA

Teseu, insatisfeito com a incompatibilidade Já passou da hora de deixar a luz e o calor


do Minix (privativo bem ao gosto de Minow$) do SoL derreterem o manto do medo, da incerte-
com suas preferências arquitetônicas, desenvol- za e da dúvida lançados pelos muitos seguido-
via um componente central que, por acaso, falta- res do tirano Minow$, com os quais pretendem
va ao GNU. Chegou ao labirinto durante a que aceitemos seu subjugo; que demonizemos
reunião do movimento em que Dédalo apresenta- ao invés de almejarmos ser hackers livres e
va a segunda versão do GPL. Adotou técnicas, autônomos. Querem nos manter gado humano,
projetos e até a GPL do GNU, mas, ao invés de analfabeto, incapaz de ler ou escrever as lingua-
desafiar a autoridade de Minow$ e dar crédito gens que controlam e pervadem nossa existên-
ao projeto de libertação, decidiu ceder às pres- cia para que, como meros usuários, possamos
sões, chamando seu projeto Minux e anuncian- ser mais facilmente programados e usados. Pre-
do que vencera o Minotauro, criatura que cisamos, devemos e podemos resistir! Não há
simbolizava o fruto do trabalho de Dédalo: meta- o que temer: os riscos estão na lenda, nos mi-
de humano, o movimento humanitário SoL, e me- tos. Vamos reabilitar, reconhecer e celebrar o
tade bovídeo, o projeto tecnológico GNU. Minotauro: o movimento social humanitário do
Com isso, a participação de Dédalo e Ícaro Software Livre e o projeto tecnológico do boví-
no movimento chegou ao conhecimento de Mi- deo GNU! O Minotauro não morreu, viva o Mino-
now$, que por isso os fez prisioneiros. (Por que tauro!
os aprisionaria por ajudar Teseu a vencer o Mino-
tauro?) Distorcia a realidade para desmerecer o Copyright 2010 Alexandre Oliva
Minotauro e afugentar potenciais colaboradores
do movimento e do projeto. Felizmente, por Cópia literal, distribuição e publicação da íntegra deste artigo
mais que comparasse o GPL a um câncer, a um são permitidas em qualquer meio, em todo o mundo, desde que
vírus, não pôde conter o movimento. sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do docu-
Dédalo e Ícaro certamente não conseguiri- mento e esta nota de permissão.
am nem precisaram sair do labirinto voando, http://www.fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/minotauro
mas ganharam asas como todos os usuários do
projeto GNU, e puderam sim alcançar o SoL, o ALEXANDRE OLIVA é conselheiro da
Fundação Software Livre América Latina,
Software Livre. O movimento e o projeto voa- mantenedor do Linux-libre, evangelizador
ram longe: chegaram a muita gente, em terras do Movimento Software Livre e engenheiro
de compiladores na Red Hat Brasil.
distantes, a filosofia e o conhecimento do Mino- Graduado na Unicamp em Engenharia de
tauro, de liberdade, de respeito ao próximo, de Computação e Mestrado em Ciências da
solidariedade social e de fraternidade. Computação.

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COLUNA · CÁRLISSON GALDINO

Por Carlisson Galdino

Manhã na cidade de Stringtown. Transeuntes indo


e vindo para seus trabalhos e para movimentarem
o comécio desta grande metrópole baiana. No
pólo de tecnologia as coisas acontecem do
mesmo jeio. Mais ou menos, já que boa parte dos
programadores tem contrato por horas
Episódio 07 trabalhadas e chegam quando bem querem...

Concorrência Milihash é uma das mais fortes empresas


mundiais no ramo de placas-mãe. Uma das
maiores empresas do pólo tecnológico, mesmo a
fábrica propriamente dita ficando fora da cidade.
No pólo há apenas a empresa Milihash, que inclui
laboratórios de pesquisa, escritórios,
departamento de marketing, etc, etc.

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COLUNA · CÁRLISSON GALDINO

Os primeiros funcionários chegam e se deparam Funcionário-3: O que está havendo por aqui?
com estranhos visitantes...
Funcionário-1: Fomos atacados. Temos que
Bull: É isso aí, véi! Perderam! Nós passamos pegar todos os notebooks da empresa.
vocês! Agora vocês já eram!
Funcionário-2: É.
Funcionário-1: Quem são vocês? O que são
vocês?! Seamonkey: É pra hoje?!

Tungstênio: Não interessa, mas pensando Tungstênio: Isso! Vão logo que temos pressa!
bem... Somos a equipe W4! A evolução da
principal concorrente de vocês! Seamonkey: PQP!
Bwahahahahhaha!!!
Os três correm para dentro da Milihash para
Funcionário-2: Vocês são da ASUS? cumprirem a missão ordenada. O grupo de
invasores apenas espera do lado de fora.
Tungstênio: Não.
Seamonkey: A idéia era levarmos
Funcionário-1: Da Gigabyte? computadores.

Montanha: Também não. Tungstênio: Sim, e notebooks são


computadores! Com a diferença que tem bateria!
Bull: Daqui mesmo de Stringtown!
Seamonkey: Muito esperto! Quero ver os dedos
Funcionário-2: Ahhh... A Bitmancer Games? de vocês acertarem as teclas de um notebook!

Bull: Não, pô! Na moral! A Sysatom Montanha: Isso é um mero detalhe! O


Technology! Somos a Sysatom Technology! importante é ter o equipamento. Não se meta no
que não entende.
Funcionário-1 e Funcionário-2: Ah! … Legal!
A gente pode ir trabalhar agora? Seamonkey olha com raiva e se afasta um
pouco, olhando os arredores.
Montanha: Claro que não!
Funcionário-4: Ei, quem são vocês?
Tungstênio: Este é um ataque à sede de
vocês. Quero que vocês dois entrem e tragam Funcionária-5: Ai meu Deus!
todos os notebooks que houver.
Tungstênio: Você veio de carro, não veio?
Funcionário-1: Notebooks? Mas...
Funcionário-4: Sim, mas...
Tungstênio soca a parede do prédio e seu braço
a atravessa. Os dois funcionários se olham Tungstênio: Traga o carro até aqui ou ela
assustados. Um terceiro funcionário se morre!
aproxima.

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COLUNA · CÁRLISSON GALDINO

Tungstênio puxa a mulher pelo cabelo e a Tungstênio: Mas antes... Vamos, rapazes?
coloca sob os cuidados de Montanha. Seamonkey, cuide do carro.

Em pouco tempo o carro está ali. Os três vão ao prédio e começam a derrubar as
paredes.
Funcionário-4: Pode levar! Mas deixa a gente
em paz! Funcionário-3: Valei-me! Minha Nossa
Senhora dos Bad Blocks!
Tungstênio: Vamos deixar...
E os blocos e tijolos vão ao chão diante dos...
Os três funcionários chegam, trazendo um total oito? Não, não. Doze! Doze funcionários que
de... Quatro notebooks. chegaram até o momento.

Tungstênio: Só isso?! E o grupo W4 vai pela rua levando a porta do


carro com os quatro notebooks.
Funcionário-2: É! A maioria das pessoas leva
os notebooks para casa e trazem no outro dia. Bull: Maneiro isso de derrubar prédio! A gente
devia fazer isso mais vezes! Desestressa!
Tungstênio: Tudo bem. Botem dentro do carro.

Funcionário-4: Vocês não vão entrar no meu


carro, vão?

Montanha: Por que?

Funcionário-4: Porque não cabem! Vão


destruir!

Montanha: Não é da sua conta.


CARLISSON GALDINO é Bacharel em
Tungstênio: Na verdade era para levarmos os Ciência da Computação e pós-graduado
notebooks, mas como só foram esses, acho que em Produção de Software com Ênfase
em Software Livre. Já manteve projetos
isso já serve. como IaraJS, Enciclopédia Omega e
Losango. Hoje mantém pequenos
projetos em seu blog Cyaneus. Membro
Tungstênio arranca a porta do carro. da Academia Arapiraquense de Letras e
Artes, é autor do Cordel do Software
Livre e do Cordel do BrOffice.

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COLUNA · CEZAR TAURION

barunpatro - sxc.hu
Gerenciando projetos de Open
Source: métodos e regras
Por Cezar Taurion

Um projeto de Open Sour- aparentemente os levam a ter


ce não é apenas entusiasmo e sucesso.
trabalho pesado nas horas va- Gerenciar um projeto de
gas e fins de semana. O desen- Open Source é gerenciar pes-
volvimento de um software soas em uma organização vir-
Open Source não é um traba- tual, formada por
lho amadorístico, mas deman- colaboradores voluntários es-
da métodos de gerenciamento palhados pelo mundo todo,
com características e peculiari- que trabalham de maneira
dades próprias. autônoma e não tem vínculos
Entretanto, ainda não exis- oficiais entre si, nem com o pró-
tem, na prática, metodologias prio projeto. Podem sair quan-
Open Source que já tenham si- do quiserem, sem aviso,
do comprovadas em dezenas simplesmente deixando de co-
projetos. As iniciativas de mai- laborar. É um mundo diferente
or sucesso como Linux, Apa- do modelo de gerenciamento tí-
che, Eclipse e outros não pico de uma organização hie-
usam as mesmas metodologi- rárquica, onde as pessoas
as e nem as mesmas ferramen- quase sempre estão no mes-
tas de apoio. Entretanto, mo local e obedecem a regras
podemos analisar pontos em co- corporativas e a hierarquias
mum entre eles e identificar al- bem definidas.
guns aspectos que O grupo de colaborado-

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COLUNA · CEZAR TAURION

res de um projeto Open Sour- t


ce é diverso em suas competên-
cias técnicas
(desenvolvedores super-senio- Um grande desafio a
res a estudantes), que tomam
decisões por si e se engajam estes projetos é a construção dos
por motivos diversos, que vão
do ideológico e messiânico ao mecanismos de controle e
financeiro, em busca de proje-
ção e novas oportunidades pro- coordenação, uma vez que os
fissionais.
membros são autodigiridos e
Não existe o contato dire-
to nem reuniões de projeto e, controlam por si mesmo seus
portanto ambigüidades de co-
municação (línguas e países di- ritmos e intensidade de
ferentes, com seus costumes
diferenciados) e muitas vezes colaboração.
a falta de uma estratégia bem
definida dos rumos do projeto, Cezar Taurion
além de inexistência de crono-
gramas e prazos criam toda
lho individual é considerado ão, mas o acesso deve ser li-
uma nova dinâmica de gerenci-
adequadamente, os conflitos vre. Um outro exemplo são os
amento de projetos.
de opinião são julgados e deci- processos de tomada de deci-
Basicamente um projeto didos com base em critérios são. De maneira geral o mante-
de Open Source deve, como bem definidos e transparentes, nedor do projeto e seus
qualquer outro projeto, gerenci- e todas as informações sobre auxiliares não devem restringir
ar os processos necessários a o projeto estão disponíveis a to- o acesso às informações e opi-
desenvolver as tarefas, bem co- dos. niões sobre a aceitação ou
mo gerenciar as próprias tare- não de determinado código,
A questão da livre disponi-
fas. mas sim disponibilizá-las sem-
bilização das informações é
Um grande desafio a es- muito importante. Quanto mais pre em discussões abertas pa-
tes projetos é a construção compartilhadas forem as infor- ra a comunidade. É um
dos mecanismos de controle e mações referentes ao projeto, modelo diferente de projetos
coordenação, uma vez que os maiores as chances dos colabo- convencionais, onde muitas in-
membros são autodirigidos e radores contribuírem de forma formações são restritas e trafe-
controlam por si mesmo seus rit- mais eficaz. Um exemplo é a gam apenas entre os gerentes
mos e intensidade de colabora- inspeção de código fonte. Ne- responsáveis, sendo inacessí-
ção. Assim, um fator crucial no nhum código deve ter restri- veis aos demais membros do
projeto Open Source é a cria- ções para visualização. projeto.
ção da motivação e confiança Qualquer membro da comunida- Entretanto, algumas infor-
entre os membros do projeto. de pode ter acesso a ele e fa- mações podem ser mantidas
A colaboração voluntária só zer comentários ou privadas, como a identificação
acontece quando motivada. modificações. Se estas forem dos membros da comunidade.
Conquista-se a confiança dos aceitas ou não é outra ques- Salvo por decisão pessoal, os
colaboradores quando o traba-

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COLUNA · CEZAR TAURION

to das agendas pessoais (e fu-


sos horários) nem sempre
coincidirem.
Os projetos de Open Existe também o desafio
da tecnologia de apoio ao pro-
Source devem procurar criar políticas jeto. Algumas ferramentas adi-
cionais são importantíssimas,
de uso de emails (netiquetas) de além dos tradicionais e-mails e
modo a evitar geração de conflitos listas de discussão. Como o
projeto é colaborativo e assín-
desnecessários. crono, com diversos desenvol-
vedores trabalhando
simultaneamente na mesma
Cezar Taurion solução, é necessário dispor
de ferramentas que permitam
este tipo de controle.
membros identificam-se por e- são, pois concentram em si um
O gerenciamento das di-
mails, muitas vezes apenas volume imenso de mensagens.
versas versões (estável, em
sob pseudônimos, não ceden- Respondê-las de forma inade-
teste, e instável ou em desen-
do endereços ou telefones pa- quada pode criar desavenças
volvimento) e da versão a ser li-
ra outros contatos. inconciliáveis entre os mem-
berada para uso geral é
Os principais meios de co- bros, chegando a gerar dissi-
fundamental em qualquer proje-
municação entre os membros dências no projeto.
to de Open Source. Não exis-
do projeto são os eletrônicos, Os projetos de Open Sour- tem regras únicas para esta
como e-mails, wikis e listas de ce devem procurar criar políti- tarefa e os principais projetos
discussão. São métodos ágeis, cas de uso de e-mails adotam mecanismos diferen-
mas devido à impossibilidade (netiquetas) de modo a evitar tes. É necessário definir clara-
do contato direto, tornam-se pe- geração de conflitos desneces- mente de quem é a autoridade
rigosos quando mal utilizados. sários. Estas políticas geralmen- para liberar a versão para uso
Em um e-mail não existe feed- te são informais e aceitas pela e que critérios devem ser obe-
back imediato, não existe comu- comunidade. O site do projeto decidos para que a versão se-
nicação implícita, de se olhar deve explicitar as regras de con- ja liberada publicamente.
no rosto, ver gestos e se ouvir duta que a comunidade deseja
De maneira geral, salvo
a entonação da frase. que os membros adotem. O si-
exceções de projetos de gran-
Um texto mal escrito ou te deve também definir as re-
de popularidade, como o Li-
uma opinião sucinta e direta de- gras de participação e como a
nux, Eclipse ou Apache, os
mais pode gerar conflitos des- organização virtual está estrutu-
projetos de Open Source são
necessários. A situação se rada, como e quando acessar
registrados em sites especiais
agrava sob pressão, quando os seus líderes, como colocar
que atuam como espécies de
mais e-mails são direcionados mensagens, como participar
câmaras de compensação (cle-
e nem sempre respondidos de debates e assim por diante.
aringhouses), como o Source-
com a calma e clareza necessá- O uso de chats também Forge (www.sourceforge.net),
ria. Os líderes do projeto (man- encontra adeptos, embora não o FreshMeat www.freshme-
tenedor e seus auxiliares) permita a participação de toda at.net e outros.
sofrem bastante com esta pres- a comunidade, pelo simples fa-

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COLUNA · CEZAR TAURION

O líder do projeto é de fun- da do software é questão de borações. Muitas colaborações


damental importância. Tem co- sobrevivência do projeto. De- não são aceitas, sejam por
mo papéis principais dar a senvolver software em comuni- existirem outras mais eficien-
visão do projeto para a comuni- dade implica em total tes ou simplesmente por não
dade; assegurar-se que o proje- colaboração. Entretanto, colabo- atenderem aos critérios de co-
to está adequadamente rar não é uma ação incentiva- dificação do projeto. Os líderes
modularizado para ser trabalha- da em muitas organizações devem ter cuidado na comuni-
do de maneira simultânea; tradicionais, muito mais foca- cação destas recusas e as de-
atrair e reter colaboradores; e das nas competições individu- cisões devem ser sempre
manter o projeto unido, sem dis- ais pela conquista de uma baseadas no voto majoritário
sidências. nova posição hierárquica ou bô- da comunidade. Decisões isola-
Os líderes de projetos de nus financeiros. das não fazem parte da cultura
Open Source conquistam este Nos projetos que envol- colaborativa e são adotadas
posto ou por terem iniciado o vam muitos colaboradores, ob- por poucos projetos.
projeto (geralmente assumem serva-se que uma grande O modelo de desenvolvi-
a função de mantenedor) ou parcela do código vem de ape- mento colaborativo do Open
por méritos próprios, reconheci- nas um reduzido número de de- Source já passou por alguns
dos pelos seus pares. Devem senvolvedores. Alguns testes práticos. Existem proje-
assumir uma postura de coa- projetos recebem colaboração tos de grande complexidade,
ching, liderando os esforços da apenas de estudantes, que de- com milhões de linhas de códi-
comunidade, resolvendo confli- senvolvem código como parte go, desenvolvidos com qualida-
tos e tomando decisões sobre de seus cursos de graduação. de e rapidez. O ritmo de
os rumos do software. Não exis- Se as colaborações não vie- desenvolvimento incremental
te a figura do chefe ou do pa- rem também de desenvolvedo- de projetos como o kernel do
trão, uma vez que não existem res de nível sênior, a Linux tem se mostrado superi-
vínculos empregatícios entre qualidade do código pode ser or a de muitos projetos de
os membros da comunidade e bastante sofrível. Os desafios softwares houses.
toda colaboração é voluntária. gerenciais aumentam sensivel- Existem projetos de alta
Reconhecer os fatores mo- mente, pois os líderes do proje- qualidade, devido ao uso de
tivacionais e incentivá-los é to devem ter muito mais peer review, com custos diluí-
uma das principais funções cuidado (e trabalho) na aceita- dos por toda a comunidade.
dos líderes de projetos de ção do código. Claro que o que deu certo em
Open Source. Os valores para Na prática, controlar a qua- Linux, no Eclipse e no Apache
motivação são diferentes. Por lidade do software é um tarefa não necessariamente dará cer-
exemplo, entre a maioria do pesada, pois como a comunida- to em qualquer outro projeto
pessoal técnico um fator motiva- de é diversa em sua expertise de software. As circunstâncias
cional é o reconhecimento de e proficiência técnica, a varieda- peculiares que envolvem estes
sua expertise pelos pares. A de de estilos de codificação projetos (timing, motivação,
meritocracia é o modelo de in- que chega aos líderes de proje- área de domínio, apoio da in-
centivo. Em áreas de vendas, tos populares é muito grande, dústria e outras) não se repli-
a motivação principal é gera- com muita contribuição de quali- cam automaticamente.
ção de dinheiro, com bônus dade duvidosa. Para o sucesso de uma
por resultados. Este é um outro grande iniciativa de Open Source nos
Manter a motivação da co- desafio do gestor do projeto: o atrevemos a fazer algumas re-
munidade em todo o ciclo de vi- que aceitar ou recusar das cola- comendações:

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COLUNA · CEZAR TAURION

A) O projeto pode come- trole de versões, dos códigos garantir a qualidade das inspe-
çar totalmente do zero ou rea- fonte e o rastreamento dos pat- ções de código.
proveitar código já existente ches a serem aplicados são ati- G) Definir política de distri-
em algum repositório como vidades essenciais ao sucesso buição de versões. Pode-se
Sourceforge e outros. Come- do projeto. usar critérios de três níveis,
çar do zero é sempre mais com- D) Defina claramente as com a versão estável disponí-
plicado, pois neste caso não posições chave da comunida- vel para uso público; uma ver-
existe nenhuma peça de códi- de. Existirão colaboradores pou- são em teste, aguardando a
go que funcione, mesmo preca- co ativos e alguns muito liberação em um próximo relea-
riamente. É sempre melhor ativos. Não esqueça que são se; e a versão em desenvolvi-
começar com algum código, voluntários, e talvez não te- mento, instável e liberada
mesmo defeituoso, uma vez nham muita flexibilidade para apenas para desenvolvedores.
que este pode ser depurado e alocar tempo.
tornar-se rapidamente um H) E não esqueça que
software funcional. Mas, se co- E) Defina claramente as um Open Source é um projeto
meçar do zero, defina claramen- regras do jogo, os processos que não tem fim. Sempre cabe
te o propósito do software, de tomada de decisão e resolu- mais uma modificação ou adi-
para que as colaborações se- ção de conflitos, e de aceita- ção de funções.
jam direcionadas no mesmo ção das colaborações. As
sentido. regras de participação devem
ser bastante claras e estarem
B) É importante que exis- disponíveis a todos os interes-
ta colaboração para a codifica- Para mais informações:
sados.
ção do software. Não Site Open Source Initiative
recomendamos usar lingua- F) Defina as necessida- http://www.opensource.org
gens pouco conhecidas, mes- des de documentação e proce-
mo que sejam também livres. dimentos de teste. Artigo sobre Open Source na
Sem massa crítica de colabora- Documentação é importante pa- Wikipédia
dores escrevendo código o ra usuários finais, que não irão http://pt.wikipedia.org/wiki/Open
software simplesmente não sai recorrer a códigos fonte para ti- source
do lugar. rar dúvidas de como usar o
software. Quanto aos testes, po-
C) Utilize adequadamen- de-se adotar o clássico meca- CEZAR TAURION é
te recursos tecnológicos que Gerente de Novas
nismo de peer review ou outro Tecnologias da IBM
permitam facilidade de comuni- procedimento qualquer. Peer re- Brasil.
cação e controle como mailing Seu blog está
view pode ser adotado se hou- disponível em
lists, wikis, listas de discussão, ver massa crítica de www.ibm.com/develo
softwares de controle de ver- colaboradores suficiente para
perworks/blogs/page/
ctaurion
sões e assim por diante. O con-

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COLUNA · KRIX APOLINÁRIO

O mercado dos
gadgets femininos
Por Krix Apolinário

Mario Alberto Magallanes Trejo - sxc.hu

O interesse feminino por De acordo com o Conse-


gadgets veio sem mesmo exis- lho de Assessoria Econômica
tir algo direcionado a elas, isso dos EUA, as mulheres com-
se deu pela praticidade trazida pram cerca de 57% dos eletrô-
por essas belezinhas que fez nicos voltados ao consumidor
com que a mulher moderna tro- e claro que as empresas que
casse sua agenda comprada to- os desenvolvem estão de olho
do início de ano por mercado e percebendo esse
smartphones ou até mesmo crescimento das vendas para o
por laptops onde o gerencia- público feminino começaram
mente de suas atividades se tor- personalizar câmeras digitais,
nariam muito melhores e celulares, laptops, video ga-
fazendo com que suas wish mers e outros de seus produ-
lists crescencem ganhando tos, boa parte com na cor rosa,
ítens além dos já conhecidos com desenho de flores e tudo
por todos como sapatos, rou- de mais meigo possível para
pas, cosméticos e jóias. atrair ainda mais consumidoras
e manter as que já existem.

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COLUNA · KRIX APOLINÁRIO

Vendo esse crescimento


no mercado algumas grifes e
empresas do mundo da moda
começaram a firmar parcerias
...o que a
e podemos citar dentre muitas,
a recente parceria da Sanrio
maioria das mulheres busca não é
[http://www.sanrio.com/] com a somente aparência e sim
Sony Ericsson
[http://www.sonyericsson.com/] funcionalidade, e se os dois vierem
no desenvolvimendo do celular
W395 e também a da Hewlett- juntos, se tornam perfeitos, claro,
Packard [http://www.hp.com/]
com estilista chinesa Vivienne afinal foi por suas funções que elas
Tam [http://www.vivienne-
tam.com/] no desenvolvimento
passaram a adquirir eles.
do design do laptop HP Vivien-
Krix Apolinário
ne Tam Edition.
Contudo o que a maioria
das mulheres busca não é so- aplicar a base de forma unifor-
ce Technology Inc. me e na quantidade certa com
mente aparência e sim funcio-
[http://www.hybratech.com/], o rapidez, e é isso que esse gad-
nalidade se os dois vierem
interessante dele é que ele get promete.
juntos, se tornam perfeitos, cla-
não é um fone de ouvido 'tradici-
ro, afinal foi por suas funções O mais importante disso
onal', basta um toque e ele se
que elas passaram a adquirir tudo é que o mercado tem per-
torna um anel, ou seja, ele é
eles. Laptops e os smartpho- cebido que as mulheres, tanto
prático, discreto, funcional e lin-
nes tem sido, pelo que tenho quando os homens, tem inte-
do.
observado, o alvo de boa parte resse no mundo da tecnologia,
das mulheres, e tem sido usa- DuoFertility desenvolvido e não é somente para se man-
dos bastante, principalmente pela Cambridge Temperature ter atual e sim pelas facilidade
para uso de redes sociais. Concepts [http://www.tempera- que trazem para as atividades
tureconcepts.com/], para a mu- rotineiras, o que ajuda e muito
O bom disso tudo é que o
lher que está tentando na correria e a multiplicar o
mercado está criando gadgets
engravida esse é um gadget tempo que a cada dia que pas-
com funções específicas para
perfeito, com ele a mulher po- sa se torna mais excasso.
as mulheres e assim encontra-
de saber o momento da ovula-
mos os mais diversos e com óti-
ção com até 6 dias de
mas funções. Fazendo uma
antecedência e para isso ele
busca no tio Google podemos
mede a temperatura corporal.
encontrar um monte com as
mais variadas funções, e seleci- Air Touch Foundation cria-
KRIX APOLINÁRIO
onei alguns que achei bem inte- do pela SK-II [http://www.sk- é graduada em
ressante, mas principalmente ii.com/], quase toda mulher Internet e Redes de
usa maquiagem e realizar re- Computadores e
úteis, foram: atua como
quer tempo e muitas não dis- Administradora de
Fone de ouvido Bluetooth Sistemas Unix/Linux
pões dele, então nada melhor
O.R.B. (Orbital Ring Band) de- do C.E.S.A.R.
que um 'aparelho' que possa
senvolvido pela Hybra Advan-

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COLUNA · ROBERTO SALOMON

Velinhas
Por Roberto Salomon

Michael Lorenzo - sxc.hu

A impressão que tenho é João Fernando me mandou


que o tempo passa cada vez um e-mail convidando-me para
mais rápido. Ou isso ou come- escrever alguma coisa para
cei a acelerar ladeira-a-baixo. uma nova revista eletrônica fo-
(Não, pensando bem, estes fi- cada em Software Livre. Acho
os brancos na barba são de que nem ele esperava o suces-
stress mesmo). O que sei é so e o trabalho que a empreita-
que nem parece que há ape- da gerou.
nas pouco mais de um ano, o

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COLUNA · ROBERTO SALOMON

ber que um dia existiu um jogo


com bolinhas de vidro que era
muito popular entre crianças...
Não tem jeito. Depois de
Não tem jeito. um ano e olhar para trás e ver
Depois de um ano e olhar pra trás o que fizemos dá uma ponta
de saudade. Alguns textos me-
e ver o que fizemos dá uma ponta lhores que os outros, algumas
ideias mais atuais, outras que
de saudade. Alguns textos se perderam do contexto. Pe-
sando tudo, foi um primeiro
melhores que os outros, algumas ano muito legal. Digo e repito:
um primeiro ano. Tenho certe-
ideias mais atuais, outras que se za que muitos outros virão e
ainda vou deixar o João Fer-
perderam no contexto. nando de cabelos brancos (ou
minimamente grisalhos) espe-
Roberto Salomon rando minha coluna atrasada...
Um brinde aos próximos!

De edição em edição, a re- me permitisse conversar com


vista se consolidou e os mais os leitores, tentando trazer al-
de 5 mil downloads mensais guns assuntos mais ou menos
comprovam que não se trata sérios de forma mais leve. Sem-
de uma moda passageira, a Es- pre lembrando que há que se
pírito Livre veio para ficar. tomar cuidado ao escrever pa-
Escrever para uma revis- ra uma revista de tecnologia, o
ta como essa nos dá a liberda- risco de ficar chato é muito
de de opinar sobre assuntos grande. Acho que, pelo menos Para mais informações:
dos quais realmente gosta- até agora, consegui evitar ficar
chato demais. Blog do Roberto Salomon:
mos. Compartilhar nossa opi- http://rfsalomon.blogspot.com
nião com você é uma atividade De jogos a aprendizado
prazeirosa e, algumas vezes, passando por documentos e co-
dolorida. O bacana é que con- munidades, foi um ano falando
cordando ou não nos argumen- um pouquinho de cada coisa,
tos, continuamos ajudando a ampliar a discus-
compartilhando o mesmo espa- são e lembrando de coisas do
ço e os mesmos ideais. Se por fundo da memória. Cheguei
ROBERTO
mais nada, só isso justifica a até a pensar em cavar umas co- SALOMON é
existência de iniciativas como vas no jardim e ensinar meus fi- arquiteto de software
na IBM e voluntário
a Espírito Livre. lhos a jogar bola de gude. do projeto
Foi um ano de aprendiza- Infelizmente, minha coluna não BrOffice.org.

do e de crescimento. Um ano concordou muito com o projeto


para chegar a um estilo que e eles ficaram contentes em sa-

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CAPA · ENTREVISTA COM RICHARD STALLMAN E BRIAN GOUGH

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Entrevista com Richard Stallman


e Brian Gough, do Projeto GNU
Por Alexandre Oliva e João Fernando Costa Júnior

Nesta edição de aniversá- ma operacional em software li-


rio da Revista Espírito Livre, o vre porque não existia
bate-papo é com Richard Stall- nenhum. Portanto, eu decidi
man e Brian Gough, ambos do escrever um. Tomei, então, de-
Projeto GNU. A conversa foi cisões técnicas: decidi seguir o
conduzida por Alexandre Oliva, desenho do Unix para torná-lo
colunista da Revista Espírito Li- portável, fazê-lo compatível
vre e membro da Fundação com o Unix para que os usuári-
Software Livre América Latina. os de Unix pudessem migrar
para ele facilmente, e dar su-
porte a máquinas de 32 bits ou
Revista Espírito Livre: superiores, para evitar o traba-
Por que o mundo precisava lho extra de suportar pequenos
de um sistema operacional, espaços de endereçamento.
digamos, gnu [em inglês,
soa como novo] nos anos
80? REL: Que papéis vocês
Richard M. Stallman: O desempenharam, ou desem-
mundo precisava de um siste- penham, no projeto GNU e
por quanto tempo?

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CAPA · ENTREVISTA COM RICHARD STALLMAN E BRIAN GOUGH

do na Europa do projeto GNU podem se or-


nos últimos gulhar nos últimos anos?
anos e neste BJG: Tecnicamente, o
ano nos EUA, projeto GNU é focado hoje na
na Conferência melhoria do software existente,
LibrePlanet da como o GCC e o Emacs, para
FSF. Esses en- mantê-los atualizados com os
contros são novos desenvolvimentos, e na-
uma oportunida- quelas áreas onde precisamos

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de para os que de programas totalmente no-
contribuem pa- vos -- os "Projetos de Alta Prio-
ra o GNU pos- ridade" (http://www.fsf.org/
sam se campaigns/priority.html) como
encontrar e dis- o Gnash, o projeto do GNU pa-
cutir seu traba- ra substituição do Flash; GNU
lho em pessoa PDF, que tem por objetivo ser
-- assim como uma implementação completa
olhar para fren- do padrão PDF tanto para leitu-
te e ver como ra, quanto para escrita. GNUs-
poderemos res- tep está atingindo um alto nível
ponder às no- de compatibilidade com o fra-
vas ameaças à mework Openstep (Cocoa) e
liberdade. ajudará as pessoas a escapar
No ano da plataforma privativa MacOS.
Figura 1: Richard Stallman, do Projeto GNU e FSF passado eu me Também estamos encon-
RMS: Eu lancei o projeto tornei membro trando novas áreas onde o
GNU em 1983 e tenho sido do Comitê de Aconselhamento software livre pode ser melho-
seu líder (Chief GNUisance) do GNU que promove teleconfe- rado -- por exemplo, recente-
desde então. Entretanto, recen- rências regulares para ajudar a mente o projeto GNU lançou
temente eu envolvi o Comitê coordenar alguns dos assun- uma nova iniciativa de acessibi-
de Aconselhamento do GNU tos do dia-a-dia do projeto lidade (http://www.gnu.org/ac-
em algumas decisões e espero GNU, tais como organizar es- cessibility/accessibility.html)
que ele vá tomando conta das ses encontros, por isso tenho para assegurar que pessoas
tarefas de liderança do GNU dispendido um bocado de tem- com deficiência tenham a mes-
no futuro. po nisso, hoje em dia. ma liberdade que outros usuári-
Brian J. Gough: Minha fun- os do software livre.
ção principal na codificação é REL: A GNU GPL é con- Atualmente, muitos programas
como mantenedor da bibliote- siderada como uma das con- livres não são acessíveis, e
ca numérica do GNU, a GSL, à tribuições mais importantes queremos que todo programa
qual comecei a contribuir como do projeto GNU, mas GNU en- GNU seja acessível e todo de-
desenvolvedor em 1996. globa muito mais: um siste- senvolvedor tenha a acessibili-
ma operacional completa- dade em mente quando fizer
Mais recentemente, fui or- um programa.
ganizador de vários "Encontros mente Livre. O que o GNU an-
de Hackers GNU" que temos ti- da aprontando hoje em dia, e Olhando para alguns
do que os desenvolvedores anos atrás, o trabalho do GNU

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CAPA · ENTREVISTA COM RICHARD STALLMAN E BRIAN GOUGH

Classpath e das equipes do


GCJ são exemplos notáveis do
valor do trabalho pela liberda-
de e da substituição de softwa- Tecnicamente, o projeto
re não livre que as pessoas
aceitam por estar disponível GNU é focado hoje na melhoria do
sem custo. Quando o Java foi
finalmente liberado como
software existente, como o GCC e
software livre pela Sun em
2006, ele estava sob a mesma
o Emacs, para mantê-los
licença do GNU Classpath e atualizados com os novos
agora temos um ambiente Ja-
va completamente livre nos sis- desenvolvimentos, e naquelas áreas
temas GNU/Linux (com o
nome de IcedTea). O GNU onde precisamos de programas
Classpath foi um dos projetos
de alta prioridade por esse moti- totalmente novos...
vo, por causa do problema de Brian Gough
programas livres em Java te-
rem de depender de implemen-
tações não livres de Java, às
zando dispositivos bloqueados
quais RMS chamou a atenção do "Software como Serviço" na
e DRM (Digital Restrictions Ma-
lá em 2004. Conferência LibrePlanet da
nagement, ou Gerência Digital
Você mencionou a FSF http://www.gnu.org/philo-
de Restrições). Naquela épo-
GPLv2 e, claro, houve uma sophy/who-does-that-server-re-
ca, algumas pessoas viram pou-
grande atualização da GNU ally-serve.html. Se utilizamos
ca necessidade de proteções
GPL (General Public License, serviços privativos na Web pa-
adicionais, mas agora vemos a
ou Licença Pública Geral) para ra executar tarefas que pode-
nova geração de dispositivos
a GPL versão 3 em 2007, se- ríamos fazer em nossos
de computação privativos que
guindo um processo de consul- próprios computadores com
são completamente bloquea-
ta pública mundial envolvendo software livre, abrimos mão de
dos e usam a DRM para restrin-
vários projetos de software li- nossa liberdade -- isso é algo
gir seus usuários. Portanto eu
vre, empresas e especialistas que devemos evitar.
acho que aquelas proteções
em legislação. A atualização da GPLv3 provarão ter sido visi- Para tarefas como proces-
tornou a licença mais fácil de onárias e agora são mais impor- samento de textos, podemos
ser usada pelos desenvolvedo- tantes do que nunca. Eu simplesmente utilizar um
res e removeu incompatibilida- encorajo todos que desenvol- software livre em nossos com-
des desnecessárias com vem software livre a se atualiza- putadores. Para tarefas que
outras licenças de software li- rem para a GPLv3, caso ainda necessitarem de servidores,
vre semelhantes. Ela também não o tenham feito. precisaremos de alternativas.
deu aos projetos de software li- Uma maneira é ter software li-
Olhando para o futuro,
vre novas proteções de paten- vre suficiente para que as pes-
nós queremos assegurar que to-
tes de software e tentativas soas possam ter seus próprios
dos tenham liberdade ao usar
dos fabricantes de contornar servidores em casa ou na sua
a Internet. RMS falou recente-
as liberdades das licenças utili- organização.
mente a respeito dos perigos

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CAPA · ENTREVISTA COM RICHARD STALLMAN E BRIAN GOUGH

REL: Claro, mas deixar


essa percepção errada se es-
Recomendamos apenas palhar prejudica o GNU e o
Movimento Software Livre.
distribuições que têm uma política O que você recomenda para
tentar corrigi-la?
firme de não se encaminhar para o RMS: Além de explicar es-
software não livre, e explicamos a se ponto para as pessoas co-
mo parte da explicação a
razão ética para isso. respeito do software livre, deve-
mos oferecer nosso tempo, es-
forço e nomes para atividades
Richard Stallman
que dão crédito ao GNU. Há
várias delas que podem utilizar
nossa ajuda, portanto não falta-
Há alguns projetos GNU Savannah utiliza apenas softwa- rão coisas úteis para fazer.
novos que começam a oferecer re livre e há um link de downlo-
tais softwares, como o GNU FM ad em todas as páginas,
para compartilhamento de músi- através do qual qualquer um po- REL: O Linux e a maior
ca e o GNU Social para redes de baixar o código fonte comple- parte das distribuições
sociais -- eles estão procurando to do site. Também existem GNU/Linux incluem Software
por mais voluntários. A licença oportunidades para voluntários não-Livre, o que significa
para eles é a GNU AGPL (Licen- ajudarem no desenvolvimento que eles não entendem, ou
ça Pública Geral Affero) -- ela é do Savannah e trabalhar nas so- não compartilham das metas
similar à GPL mas, se alguém ro- licitações de suporte. e da filosofia do Software Li-
da um programa sob a AGPL vre. O que o GNU e a FSF fa-
num servidor Web e permite zem a respeito dessa
que outros o utilizem, eles de- REL: Apesar disso tu- questão?
vem permitir que outros baixem do, várias pessoas sugerem
o código fonte. O microblog que o projeto não é mais rele- RMS: Recomendamos
identi.ca (agora conhecido co- vante, porque reconhecem o apenas distribuições que têm
mo Status.net) é outro exemplo GNU apenas pelas ferramen- uma política firme de não enca-
de um serviço popular sob a AG- tas de desenvolvimento e pe- minhar o usuário para o softwa-
PL que você pode baixar e ro- la GNU GPL. re não livre, e explicamos a
dar no seu próprio servidor. razão ética para isso.
RMS: Quando as pessoas
Na verdade, o projeto estão familiarizadas apenas BJG: No sítio do GNU na
GNU e a FSF têm oferecido ser- com uma pequena parte daqui- Internet existe uma lista de di-
viços livres utilizando a AGPL lo que fazemos e pensam que retrizes que uma distribuição
há um bom tempo através do não é muito, o problema está deve seguir para ser chamada
serviço de hospedagem de pro- na ignorância delas, não nas de livre e encorajamos as pes-
jetos Savannah, que está sob nossas realizações. Não impor- soas a utilizar as distribuições
a AGPL. Há atualmente mais ta quanto bem façamos, não que as seguem (as diretrizes
de 3.200 projetos de software li- nos ajudará a ganhar apoio se estão em
vre utilizando o Savannah e cer- as pessoas o atribuírem a ou- http://www.gnu.org/distros/ as-
ca de 50.000 usuários. O tros. sim como uma lista das distri-

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CAPA · ENTREVISTA COM RICHARD STALLMAN E BRIAN GOUGH

nux-libre do kernel grande disseminação do uso

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que não as contém. de arquivos AutoCad nessa
área.

REL: Como al-


guém se torna um REL: Agradecemos a vo-
desenvolvedor do cês dois pelo tempo e pela
GNU? dedicação ao GNU e à Liber-
BJG: Há muitas dade de Software. Algumas
maneiras de contri- palavras finais para nossos
buir para o GNU e leitores?
ser um desenvolve- BJG: Estamos organizan-
dor é apenas uma de- do encontros regionais dos
las. Escrever docu- contribuidores do GNU em to-
mentação, contribuir do o mundo, e ouvimos falar
com traduções, tes- que Rodrigo e Felipe estarão
tar e auxiliar no Sa- organizando um na conferên-
vannah.gnu.org, o cia FISL (de 21 a 24 de julho)
sítio de hospedagem em Porto Alegre. Portanto,
do GNU, também gostaria de incentivar a qual-
são importantes. quer um que esteja interessa-
Existe uma página do em contribuir para o GNU a
na web que explica juntar-se a eles neste inverno --
as disferentes for- os detalhes do evento serão di-
Figura 2: Brian Gough mas de se envolver vulgados na nossa página de
buições). com o projeto em eventos em http://www.gnu.org
As diretrizes são bastante http://www.gnu.org/help/help. /ghm/.
simples -- o ponto principal é html. RMS: Milhares de pesso-
que deve haver uma política cla- Para quem for muito dedi- as têm trabalhado para tornar
ra de somente distribuir softwa- cado, existe uma lista dos proje- possível aos usuários de hoje
re livre, e que ela seja aplicada tos de alta prioridade em utilizarem um computador e ter
a todo pacote de maneira con- http://www.fsf.org/campaigns/ controle sobre o que ele faz.
sistente, sem exceções para priority.html. A lista tem sido re- Em 1983 isso era quase impos-
"casos especiais". duzida gradualmente -- recente- sível, porque primeiro você te-
Algumas distribuições mente, dois brasileiros, ria de escrever um sistema
têm uma política de utilizar ape- Rodrigo Rodrigues da Silva e operacional livre. Nós o escre-
nas software livre, mas não a Felipe Sanches, têm feito bons vemos, e atingimos um pata-
aplicam totalmente porque igno- progressos em um item desta- mar no qual rejeitar o software
ram as "bolhas" de software cado há muito tempo, uma bibli- não livre e o SaaS é perfeita-
não livre em alguns drivers de oteca para converter arquivos mente possível com algum es-
dispositivos no kernel Linux. Is- salvos no formato privativo do forço. Entretanto, gostaríamos
so é uma vergonha, porque se- AutoCad para formatos livres. de tornar isso fácil e indolor o
ria fácil para eles dar a seus Isso é essencial para permitir tempo todo, e ainda tem chão
usuários uma distribuição que as pessoas migrem para até chegar lá. Agradeço por
100% livre usando a versão Li- softwares CAD livres, devido à nos ajudar a fazê-lo.

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CAPA · A LICENÇA "SEJA LEGAL"

Mike Johnson - sxc.hu


A LICENÇA "SEJA LEGAL"
Por Cindy Dalfovo

Eu gosto de desenhar – o eles conseguiram aquela base,


que não quer dizer que eu SAI- aquele cenário, aquele pincel...
BA desenhar, mas que eu gos- Ou seja, quem coloca
to de pensar que estou seus trabalhos no DeviantArt
aprendendo. Como tal, um dos geralmente tem um certo espíri-
meus sites favoritos é o Devian- to de comunidade, de comparti-
tArt[1], tanto pelos desenhos lhar coisas legais, e por isso as
maravilhosos para me inspirar pessoas costumam permitir
e eventualmente usar como ba- que outras pessoas usem seus
se, como para encontrar tutori- trabalhos como base para
ais e desenhos preto-e-branco construir coisas diferentes.
nos quais possa treinar coloriza-
ção. Além disso, os usuários
podem indicar os melhores tra-
É comum que os usuári- balhos, que costumam ser ex-
os se comuniquem e referenci- postos com destaque no site.
em o trabalho dos outros, seja
mencionando de qual usuário Temos aí, implicitamente,
permissão para visualizar as

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CAPA · A LICENÇA "SEJA LEGAL"

imagens, compartilhá-las com


quem quisermos, para fazer
obras derivadas e colocá-las
no site. Por que ainda
Parece familiar?
existe tanto software proprietário
Sim, é bastante familiar e
se chama bom senso – algo quando, em muitos casos, uma
que você aprende desde o jar-
dim de infância: não diga que escolha por um software livre faria
é seu algo que você não fez,
mas compartilhe coisas interes- muito mais sentido? Medo. De que
santes que você encontrou por
aí, use-as como inspiração.
roubem seu aplicativo, de que
Anos mais tarde, é neces- mudem e deturpem o que você
sário criar uma licença para di-
zer às pessoas "Seja legal", fez, de que simplesmente vendam
"Não roube o trabalho dos ou-
tros", "Compartilhe o que é seu programa e você fique a ver
bom".
navios.
Ou ainda, foram criadas
várias licenças cujo principal in- Cindy Dalfovo
tuito é dizer coisas tão simples.
Uma das mais famosas é, justa-
mente, a licença GNU GPL (e e deturpem o que você fez, de ria reversa e seguir em frente.
LGPL, e AGPL), que se estabe- que simplesmente vendam seu Pessoas sem escrúpulos sem-
lece sobre quatro liberdades: o programa e você fique a ver na- pre irão existir, e você sempre
direito de usar, de ler e modifi- vios. De que mesmo que você pode ter o azar de ser a vítima
car o código fonte de um pro- apenas diga "seja legal", al- da vez de uma dessas pesso-
grama, e de redistribuir tanto a guém irá e não será legal. as. Licenças não são sobre es-
versão modificada quanto a ver- sas pessoas – para essas
são original. E esses receios fazem
sentido, sob um certo ponto de pessoas existem leis, fiscaliza-
Mas por que criar essas li- vista. Ninguém quer pensar ção e processos (e um lugar
cenças foi tão necessário? E que gastou horas em um proje- especial no inferno).
por que ainda existem tantas to para que um "espertinho" ve- Licenças são para pesso-
pessoas que tem medo de nha e roube o seu trabalho. as como eu e você, que gosta-
usar essas licenças em seus Mas a grande questão é que mos de software, gostamos de
aplicativos? Por que ainda exis- pessoas anti-éticas não ligam compartilhar, gostamos de au-
te tanto software proprietário para licenças. Não ligam nem mentar a comunidade como
quando, em muitos casos, mesmo se o código fonte está um todo. Que conseguimos
uma escolha por um software li- disponível – dependendo da perceber que nossos progra-
vre faria muito mais sentido? complexidade do software, mas podem servir para cons-
Medo. De que roubem elas irão simplesmente contra- truir coisas ainda maiores, se
seu aplicativo, de que mudem tar alguém para fazer engenha- nós permitirmos isso. Elas ser-

Revista Espírito Livre | Abril 2010 | http://revista.espiritolivre.org |35


CAPA · A LICENÇA "SEJA LEGAL"

aberto, mas que também dispo-


nibiliza um domínio para quem
quer apenas criar um blog sem
...licenças são um acordo se preocupar com domínios e
servidores. E como eles ga-
prévio entre desenvolvedor e usuário, nham dinheiro? Entre prová-
veis outras formas, eles
e devem expressar o que significa conseguem dinheiro com servi-
ços "premium": melhor hospe-
"Seja legal" para o desenvolvedor. dagem para blogs muito
populares, mais espaço em dis-
Para muitos é algo como "sim, use co, além de mostrar anúncios
como quiser, modifique se for nos blogs. Isso permitiu que se
formasse uma verdadeira co-
necessário... munidade ao redor do Word-
press, com dezenas, centenas
Cindy Dalfovo de temas, plugins, usuários...
ao ponto de que certos temas
e plugins foram, eventualmen-
te, incorporados ao núcleo do
Wordpress. Ou seja, manter
vem, antes de mais nada, para cenças livres: esse discurso é
seu código aberto não apenas
dizer com o que os desenvolve- muito bonito, muito tocante,
se mostrou um modelo comer-
dores do programa se sentem mas não paga o meu aluguel.
cialmente viável e que permitiu
confortáveis – alguns vão ade- E há, aí, outro problema com
que muitas pessoas utilizas-
rir a uma licença GNU, outros conceitos: nenhuma licença li-
sem seu aplicativo, mas tam-
irão permitir algo ligeiramente vre diz que o desenvolvedor
bém permitiu que boas
mais restritivo, ou talvez mais não deve ganhar nada pelo
adições fossem feitas ao códi-
aberto como uma licença MIT, seu trabalho, muito pelo contrá-
go original.
outros irão simplesmente lan- rio. Afinal de contas, mesmo o
çar-se na licença "Do What mais idealista dos desenvolve- Oras, e que desenvolve-
The Fuck You Want To"[2]. dores precisa comer. O que dor não sonharia com isso?
ocorre é uma diferença na per- Em ter uma aplicação utilizada
Novamente, licenças são
cepção de como isso deve ocor- por milhares de pessoas e que
um acordo prévio entre desen-
rer, e o que o usuário deve ainda o sustentasse no final do
volvedor e usuário, e devem ex-
pagar. Um exemplo bastante mês?
pressar o que significa "Seja
legal" para o desenvolvedor. Pa- atual mostra diversas empre- Variações desse modelo
ra muitos é algo como "sim, sas oferecendo serviços onli- tem sido muito utilizadas, com
use como quiser, modifique se ne, ainda que disponibilizando diversas aplicações oferecen-
for necessário, pode usar em seu código fonte. do versões "Community", gra-
um produto comercial, mas se Um exemplo dos mais fa- tuitas e de código aberto, e
for o caso, pense em me pagar mosos é o Wordpress[3], que "Enterprise"[4], que é essenci-
um café um dia desses, ok?". disponibiliza sua framework pa- almente a mesma, mas paga e
ra criação de blogs (e de ou- com suporte dos desenvolvedo-
Eu sei o que muitos pen-
tros tipos de sites) com código res para treinamentos e eventu-
sam ao ler textos assim sobre li-
ais modificações para

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CAPA · A LICENÇA "SEJA LEGAL"

Para mais informações:


[1] http://www.deviantart.com

Licenças livres não são [2] http://sam.zoy.org/wtfpl/

sobre o dinheiro, e não são sobre [3] http://www.wordpress.com e

pessoas sem escrúpulos. Licenças http://www.wordpress.org

livres são sobre permitir que o maior [4] Como por exemplo o Liferay, em
http://www.liferay.com/
número possível de pessoas possa
usufruir daquele software que você
gastou horas para fazer...
Cindy Dalfovo

necessidades específicas. No- vamos fazer parte de algo me-


vamente, é uma situação em lhor e maior. Além disso, a
que tanto desenvolvedor quan- GPL diz: "vamos formar uma co-
to usuário saem ganhando, e munidade, se você gostar des-
muito. sa comunidade, participe,
Licenças livres não são so- senão vá embora", como uma
bre o dinheiro, e não são sobre maneira de proteger seu softwa-
pessoas sem escrúpulos. Licen- re de deturpações. E, mesmo
ças livres são sobre permitir que eu pessoalmente não pre-
que o maior número possível tenda usar a licença GPL em
de pessoas possa usufruir da- minhas aplicações, eu sou obri-
quele software que você gas- gada a respeitar os esforços CINDY DALFOVO é
estudante de
tou horas para fazer, e permitir da Free Software Foundation Engenharia de
que outras pessoas possam para construir essa comunida- Controle e
Automação
construir coisas ainda maiores, de livre ao redor de fortes ide- Industrial,
que você possa olhar e pensar ais. especialista na arte
de procrastinar
"uau, eu faço parte disso". É, E, se alguém me pergun- projetos. Atualmente
acho que no fundo é isso: tar qual a minha licença favori- procrastina projetos
de jogos, sites,
software livre é sobre querer fa- ta... seria algo "Do What The aplicativos e de vez
zer parte de algo melhor e mai- Fuck You Want, Just Give Me em quando escreve
no
or. Credit – And If You Ever Make http://www.diskchocol
Esta é, provavelmente, a Money With Some of This, Consi- ate.com/blog sobre
essas coisas. (e-
ideia mais forte de qualquer li- der Buying Me Some Coffee". É, mail:
cença livre, inclusive da GPL: acho que isso resume bem. cindy.dalfovo@gmail.
com)

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CAPA · UMA QUESTÃO DE NOME

Art by Rui Damas - Copyright (C) 2005, 2006 Free Software Foundation, Inc.
UMA QUESTÃO DE NOME
Por Cárlisson Galdino

O que é GNU? de Sistema Operacional total-


Tudo começou com proje- mente livre o adotou como
to de Richard Stallman. Um pro- guia. Então a ideia passou a
jeto que visava a criar um ser a de recriar o Unix. Mas
Sistema Operacional que fosse uma vez recriado, não seria
totalmente livre, que permitisse mais Unix, seria “um outro
a um usuário desenvolver ativi- Unix”, que seria livre. Então
dades em um computador sem Stallman resolveu fazer uma pi-
que tivesse que se submeter a ada nerd, que já era feita na-
licenças nocivas para a socieda- quele tempo. Criou um
de. Licenças que cerceam, que chamado “acrônimo recursivo”,
negam o conhecimento e nos di- que nada mais é do que uma
zem que ajudar nosso vizinho sigla que se repete dentro da
não é uma coisa boa. Para is- própria definição. Alguém cria
so surgiu o projeto GNU. um software chamado Sure,
outro cria um “INéS Não é Su-
Como o habitat natural
re”, outro cria um “BUSAM é
dos hackers naquele tempo
Um Sure Altamente Melhora-
eram sistemas Unix, o projeto

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CAPA · UMA QUESTÃO DE NOME

do”... Esses dois seriam “acrôni-


mos recursivos”. No nosso ca-
so, o Sistema Operacional se
tornou o “GNU Não é Unix”. Gnu é um quadrúpede
Mas não é só essa a brin-
cadeira do nome GNU: há estranho que vive na África. Uma
mais curiosidades a seu respei-
to e razões para a escolha des-
mistura de cavalo com mini-búfalo
se nome. Uma delas é a
pronúncia em inglês, que se
ou qualquer coisa parecida. Enfim,
aproxima de “New”. Outras ra- é um animal esquisito, o que tornou
zões se referem ao animal
Gnu. a escolha do nome ainda mais
Gnu é um quadrúpede es-
tranho que vive na África. Uma
interessante.
mistura de cavalo com mini-bú-
falo ou qualquer coisa pareci- Cárlisson Galdino
da. Enfim, é um animal
esquisito, o que tornou a esco-
lha do nome ainda mais interes-
sante. Como se não bastasse só veio notar quanto era difícil
tudo isso, Gnus se agrupam depurar essas mensagens nele trabalhou, resultando em
em manadas enormes, das mai- quando já era bem tarde. um Sistema Operacional qua-
ores do reino animal, o que é se completo. Então nos chega
Tarde porque apareceu
bem conveniente para reforçar um kernel como quem não
um outro kernel de Sistema
o conceito de Comunidade, quer nada e assume todos os
Operacional Unix antes que o
que é tão importante em proje- méritos. E o que era o Sistema
Hurd ficasse minimamente utili-
tos de Software Livre. Operacional GNU rodando em
zável: o Linux. Isso terminou
sendo muito bom, pois se não kernel Linux passa a ser cha-
fosse o Linux, o GNU provavel- mado simplesmente de Linux.
O GNU e o Linux
O Sistema Operacional mente demoraria ainda uns Parece uma disputa de
GNU estava quase pronto, anos para se tornar utilizável. ego, não é? Mas a situação
mas a equipe terminou come- Mas houve um efeito colateral não é tão simples. O Projeto
tendo um erro ao tentar ser van- no fortalecimento do Linux: o GNU está inteiramente funda-
guardista demais. O kernel nome. mentado nas bases do Movi-
que escolheram desenvolver – Notem que o Projeto mento Social do Software
o Hurd – seria baseado em mi- GNU foi idealizado por Richard Livre, na visão de que o softwa-
crokernel. Imagine várias pe- Stallman, mas contou com re ético é o software livre e
quenas partes sendo uma equipe, tornando-se um que software privativo não é
executadas independentemen- projeto fundamental da Free uma boa para ninguém, exceto
te, trocando mensagens entre Software Foundation (funda- financeiramente para seus pró-
si. A ideia é muito boa, mas o ção também criada por Stall- prios criadores. Do outro lado,
problema estava justamente man). O nome GNU se refere o projeto Linux remete à ima-
nessas mensagens. A equipe ao projeto e toda a equipe que gem de seu criador e líder: Li-

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motivou essa importante luta.
Falam que GNU/Linux é longo
e que Linux é uma forma de re-
GNU é mais que um sumir, mas não se pode deixar
o principal fora do resumo...
projeto, é um estado de espírito.
Pense bem quando chamar o Para mais informações:
sistema somente de Linux, tenha Site Projeto GNU
http://www.gnu.org
cuidado para não estar deixando de
Site Free Software Foundation
lado tudo o que motivou essa http://www.fsf.org

importante luta.
Cárlisson Galdino

nus Torvalds. E o que Linus mo “Licença Pública GNU”.


Torvalds pensa sobre tudo is- Gente, não! Não existe uma “Li-
so? Bem, para Linus, o impor- cença GNU”! Não podemos
tante é se divertir. nos referir desta forma. Simples-
Resumindo a ópera: um mente porque o projeto GNU
usuário utiliza o sistema e se oferece várias licenças. O “G”
admira com ele. Então procura da GPL é de “General” e o
saber mais sobre ele. Dizem GNU você coloca antes, sem
que o sistema que ele está utili- abreviar: GNU GPL. Além des-
zando é “o Linux”, então ele ta ainda temos a GNU LGPL, a
CARLISSON
busca sobre Software Livre e Li- GNU FDL, dentre algumas ou- GAUDINO é
nux. O que descobre? Nada so- tras. GNU General Public Licen- Bacharel em Ciência
se quer dizer: Licença Pública da Computação e
bre as causas sociais, e toda a pós-graduado em
luta da Free Software Foundati- Geral do projeto GNU, daí a ne- Produção de
cessidade de sermos específi- Software com
on termina comprometida por Ênfase em Software
conta de uma palavra... cos. Livre. Já manteve
projetos como
IaraJS, Enciclopédia
Omega e Losango.
A “Licença GNU” Conclusão Hoje mantém
Além do Sistema Operaci- GNU é mais que um proje- pequenos projetos
em seu blog
onal, o Projeto GNU terminou to, é um estado de espírito. Cyaneus. Membro
criando muitas outras coisas. Pense bem quando chamar o da Academia
Arapiraquense de
Desde o GNOME até... licen- sistema somente de Linux, te- Letras e Artes, é
ças de uso. Já vi recentemente nha cuidado para não estar dei- autor do Cordel do
xando de lado tudo o que Software Livre e do
um site que falava da GPL co- Cordel do BrOffice.

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CAPA · TRADUÇÃO TAMBÉM É GNU

Tradução também é GNU


Por André Gondim

sanja gjenero - sxc.hu

Você sabe quais são as quatro liberdades dade;


do software livre? O que isso significa para um grupo de tra-
Segundo a Wikipedia, são: dução, como o do Ubuntu ao qual faço parte e li-
A liberdade para executar o programa, pa- dero? Vou buscar fazer uma explanação geral
ra qualquer propósito (liberdade nº 0); abaixo.

A liberdade de estudar como o programa Primeiro um desenvolvedor faz um progra-


funciona, e adaptá-lo para as suas necessida- ma em sua língua e o libera na forma em que
des (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é ele desejar, no caso estamos falando em softwa-
um pré-requisito para esta liberdade; re livre há diversas licenças, dentre as mais usa-
das estão a GPL V.2 e V3 e, BSD e outras
A liberdade de redistribuir, inclusive ven- milhares existentes, qualquer pessoas pode cri-
der, cópias de modo que você possa ajudar ao ar sua licença, mas aconselho escolher dentre
seu próximo (liberdade nº 2); as várias existentes.
A liberdade de modificar o programa, e libe- Continuando, depois de criado o programa
rar estas modificações, de modo que toda a co- e o mesmo sendo livre, é possível alterar o seu
munidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso código. Há uma forma de fazer tradução, quan-
ao código-fonte é um pré-requisito para esta liber- do o programador já pensa nisso. A criação de

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CAPA · TRADUÇÃO TAMBÉM É GNU

um arquivo modelo que tem a extensão POT ( diário, essa é uma ótima opção.
PO Template). Através desse arquivo é possível Vários grupos têm suas portas abertas pa-
gerar arquivos PO, nestes arquivos são possí- ra voluntários. Alguns deles podem ser vistos
veis fazer as traduções para todos os idiomas, em:
por exemplo, um grupo da Alemanha quer tradu-
ção um programa, baixa o arquivo POT, gera GNOME - http://l10n.gnome.org/teams/pt_BR
um arquivo PO que terão as frases/palavras (tam-
bém chamadas de strings) para serem usadas KDE - http://l10n.kde.org/team-infos.php?team-
em seu idioma, ao terminar irá enviar para o de- code=pt_BR
senvolvedor que terá a capacidade de gerar o
programa na língua desejada. Um exemplo do LDP - BR - http://ldp-br.conectiva.com.br/
pacote Brasero que é traduzido pelo time de tra-
dução do GNOME e importado para o Ubuntu, Ubuntu - http://wiki.ubuntu-br.org/TimeDeTradu-
veja abaixo um trecho: cao

Fedora - http://fedoraproject.org/wiki/L10N/Te-
#: ../src/brasero-search.c:1044 ams/BrazilianPortuguese
msgid "Number of results displayed"
msgstr "Número de resultados exibidos" XFCE - http://i18n.xfce.org/wiki/team_pt_br

# Não é continuação de frase alguma Debian - http://debian-br.alioth.debian.org/


#: ../libbrasero-burn/burn-plugin.c:678
#, c-format Gentoo - http://www.gentoo.org/doc/pt_br/overvi-
msgid "\"%s\" could not be found in the path" ew.xml
msgstr "\"%s\" não foi localizado no caminho"

Junte-se ao grupo que melhor você se


#: ../libbrasero-burn/burn-plugin.c:682
identificar, conheça, participe, se envolva!
#, c-format
msgid "\"%s\" GStreamer plugin could not be found" Em breve escreverei mais detalhadamente
msgstr "Não foi possível localizar o plug-in \"%s\" do como colaborar com as traduções no Ubuntu,
Gstreamer" ao qual lidero o time.

No caso o item original é o que está na li-


nha msgid e o que foi traduzido está na linha
msgstr.
A tradução de um programa ajuda na inclu-
são social e na sua maior adoção por mais usuá-
rios em mais países. No momento em que
qualquer pessoa de um determinado idioma tem
ANDRÉ GONDIM faz parte da comunidade
acesso a um programa em seu idioma o mesmo Ubuntu Brasil. Iniciou pela parte de tradução
fica mais fácil de uso e de ser mais adotado. No onde hoje é líder desde o FISL 10. Já
software livre sempre há voluntários dispostos a contribuiu com documentação, suporte
(onde vez por outra ainda contribui seja com
ajudar na tradução e são sempre bem-vindos. post, seja na lista de usuários do Ubuntu).
Pois se você deseja ajudar, não é programador, Ubuntu Member desde 2007. Eleito membro
do Conselho Ubuntu Brasil em Agosto de
tem conhecimento de inglês básico ou interme- 2009.

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CAPA · O QUE GANHO AO COMPARTILHAR?

B S K - sxc.hu
O que ganho ao compartilhar?
Por Juliana Kryszczun

Esta pergunta se encaixa te um código de própria autoria


na terceira liberdade do Mani- e por que as quatro liberdades
festo do Projeto GNU do Ri- criadas por Richard conquista-
chard Stallman: "A liberdade ram e conquistam tantos adep-
de melhorar o programa e de tos?
tornar as modificações públi- O conhecimento adquiri-
cas de modo que a comunida- do com o desenvolvimento de
de inteira se beneficie da software e a visibilidade são
melhoria". pontos bastante impactantes
Pode-se afirmar que ao cri- no compartilhamento do códi-
ar ou modificar um código de go de forma gratuita. A oportu-
um software de código aberto nidade de se envolver com
e compartilhar para a comunida- grandes projetos de Software
de se ganha satisfação pesso- Livre mantém o interesse do
al. Mas, e aí? Isso realmente desenvolvedor em comparti-
basta? Qual a real motivação lhar seu conhecimento. Para
para compartilhar gratuitamen- que isso funcione o desenvol-

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CAPA · O QUE GANHO AO COMPARTILHAR?

Para saber mais:


Site Projeto GNU
http://www.gnu.org
Pode-se
afirmar que ao criar ou modificar um Site FSF
http://www.fsf.org
código de um software de código Artigo na Wikipédia sobre
aberto e compartilhar par aa Software Livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_Li
comunidade se ganha satisfação vre

pessoal. Mas, e aí? Isso realmente


basta?
Juliana Kryszczun

vedor tem que se manter sem- nhecimento em um projeto de


pre motivado, acreditar no proje- Software Livre.
to e vê-lo crescer. Isso nem Isso parece filosófico de-
sempre acontece e por este mo- mais, um “mundo perfeito”.
tivo tantos projetos "morrem" Mas se pararmos para pensar,
no meio do caminho. é assim mesmo que o Softwa-
Significado da palavra re Livre é feito. Pessoas contri-
"compartilhar": participar de al- buem e não recebem
guma coisa, partilhar algo com financeiramente por isso. E
alguém. No Manifesto está es- tem inúmeras pessoas que fa- JULIANA
crito que programadores po- zem isso! Mesmo no meio do KRYSZCZUN é ba-
dem se tratar como amigos, capitalismo que vivemos hoje, charel em Sistemas
de Informação, pós-
compartilhando aquilo que sa- as liberdades criadas por Stall- graduada em Enge-
bem e o que acabaram de des- man há anos atrás estão a vi- nharia de Software
com Ênfase em
cobrir. Não se faz necessário vas. Software Livre, certi-
assinar termos de sigilos e tirar Compartilhar conhecimen-
ficada em teste pela
ISTQB. Atualmente
dúvidas com um grupo restrito to faz bem, se fosse o contrá- trabalha como analis-
de pessoas. rio não teríamos a quantidade ta de teste. Gosta e
admira a forma co-
Há outras formas de com- de Softwares Livres com códi- mo o software livre é
partilhar num projeto de Softwa- go aberto que temos hoje. Tal- feito. Depois que co-
nheceu GNU/Linux
re Livre além de código. Num vez teríamos, mas a nunca mais largou e
projeto grande tem equipes de qualidade e usabilidade seriam incentiva pessoas a
experimentarem tam-
gerenciamento, análise, teste, consideravelmente mais bai- bém. Nas horas va-
etc. Basta ter interesse e envol- xas. gas aprende Python
e escuta música.
vimento para compartilhar co-

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JURIS · PROGRAMA PROFESSOR DIGITAL TEM NOVA LICITAÇÃO

Justiça seja feita! Programa


Professor Digital tem nova licitação
Por Luis Henrique Silveira

Apesar do Tribunal de Jus- (Código fechado e pago), ou


tiça aceitar a tese de ilegitimida- com Linux que são softwares li-
de da ASL, em representar os vres (Código aberto e gratuito).
interesses dos seus associa- Todo o processo feito an-
dos, a Justiça foi feita pela reali- teriormente não tem mais vali-
dade dos fatos. O Governo do dade. Os professores que se
Estado reconheceu o seu erro inscreveram para adquirir os
no encaminhamento na licita- equipamentos terão que refa-
ção do Programa Professor Di- zer o pedido. Quem não tinha
gital e, nesta última semana, a se candidatado terá uma nova
Secretaria de Educação (SEC) chance. A vantagem é que ago-
cancelou o edital de concorrên- ra a inscrição ocorrerá direta-
cia e lançou outro, atendendo mente nas agências do
a solicitação das entidades e Banrisul, onde os contratos se-
da comunidade de software li- rão assinados.
vre.
No início do processo a
Por este novo edital a Associação Software Livre e a
abertura das propostas das em- ONG BrOffice.org entraram
presas será no próximo dia com pedido administrativo, pa-
28/4. Aos professores serão ofe- ra suspensão da licitação e mu-
recidos equipamentos com o dança do edital, que foi
sistema operacional Windows negado. Não obtendo êxito pe-
que são softwares proprietário la via administrativa entraram

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JURIS · PROGRAMA PROFESSOR DIGITAL TEM NOVA LICITAÇÃO

com um mandado de seguran-


ça, em dezembro de 2009, con-
tra o edital do pregão
eletrônico 589, da Central de No início do
Compras do Governo do Esta-
do/Cecom. processo a Associação Software
Os argumentos eram a
possível violação da lei das lici-
Livre e a ONG BrOffice.org
tações 8666/93, o direciona-
mento da compra para o
entraram com pedido
sistema operacional da Micro- administrativo, para suspensão da
soft e a venda casada com o
equipamento. O edital também licitação e mudança do edital, que
não atendia a Lei aprovada na
Assembléia Legislativa do Esta- foi negado...
do que justamente determina-
va a venda em separado do
software e do hardware e a Luis Henrique Silveira
não especificação de uma mar-
ca, no caso a Microsoft.
O Tribunal de Justiça do mesma configuração, até mais
RS acolheu o mandado de se- barato. virou polêmica na mídia e na in-
gurança e em caráter liminar ternet. Parecia que tinham tira-
Mais de 100 mil professo-
suspendeu todos os procedi- do o doce de uma criança.
res acessaram a página do pro-
mentos referentes ao Progra-
grama e mais de 30 mil se Muitos veículos de comu-
ma, em dezembro de 2009. Se
inscreveram. Destes, 16 mil já nicação do interior do Estado,
o Governo tivesse atendido a
estavam habilitados para rece- rádios e jornais ao noticiarem,
solicitação feita pela ASL e
berem os notebooks no início percebiam a grande repercus-
BrOffice.org, nesta época, os
de março. A suspensão do Pro- são. Jornalistas comentavam
professores já estariam com os
grama gerou muita polêmica e que nunca tiveram tanto “feed-
seus tão sonhados notebooks.
reclamação deste público que back” de pessoas indignadas,
Agora terão que esperar no mí-
estava ansioso para adquirir o com a suspensão. A forma co-
nimo mais 90 dias.
tão sonhado equipamento. mo a mídia cobriu o episódio
O Programa do Governo cabe um capítulo a parte. As
O debate nem entrou no
que serviria para limpar a ima- manchetes colocavam os pro-
aspecto pedagógico, ele saiu
gem da Governadora junto ao fessores contra a ASL e a
do âmbito jurídico legal, para o
magistério virou mais uma dor ONG BrOffice.org por terem
emocional, o próprio Governo
de cabeça. O atrativo do progra- “barrado a aquisição dos note-
tentou utilizar este argumento
ma eram as boas condições books”. O jornalista do site Ba-
junto ao Supremo Tribunal de
de pagamento, em 36x com guete fez um artigo de opinião
Justiça de Brasília, quando en-
uma parcela compatível com dizendo que a ASL “deu um ti-
trou com um recurso, que foi ne-
os parcos salários, pagos aos ro no pé”, porque agora os pro-
gado. Com a suspensão do
professores. Os preços não fessores não queriam nunca
Programa os professores perde-
são tão módicos assim, pois se mais ouvir falar de software li-
ram a compostura e o assunto
encontra computador, com a

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JURIS · PROGRAMA PROFESSOR DIGITAL TEM NOVA LICITAÇÃO

são da compra dos notebooks


acabou não surtindo efeito. Po-
rém com este episódio talvez o
Na internet então, blogs e governo do Estado tenha
aprendido alguma coisa sobre
sites deram ampla repercussão. leis de licitação e os Professo-
res sobre hardwares e softwa-
Análises profundas, técnicas e res, o que é certo ou errado, o
que é legal e moral e o que é
filosóficas com relação ao uso do ilegal. Outro aspecto importan-
te foi perceber o nível que está
software livre ou proprietário. a educação do Estado, a partir
da reação, postura e falta de
Luis Henrique Silveira
educação e bom senso de al-
guns professores.

vre. Na sexta-feira (16/4) notici- governo do Estado refez o edi-


ou que o “Governo venceu a bri- tal conforme a lei, a ASL e
ga do Professor Digital”. ONG BrOffice.org garantiram o Para mais informações:
Na internet então, blogs e princípio da moralidade do ser- Site Associação Software Livre

sites deram ampla repercus- viço público e os interesses http://www.asl.org.br

são. Análise profundas, técni- dos seus associados, no propó-


cas e filosóficas com relação sito de contribuir para que a so- Site BrOffice.org

ao uso de software livre ou pro- ciedade não seja dependente http://www.broffice.org

prietário. Por outro lado depoi- tecnológica de empresas multi-


mentos e recados chingavam nacionais e utilizem alternati-
a ASL de “onguizinha” para bai- vas livres na área de software.
xo, endeusando o Windows e E, o principal, os professores te-
a Microsoft e criticando o Li- rão seus sonhados notebooks
nux. Cada post em sites ou e poderão optar pelo sistema
blogs gerava dezenas de co- operacional que melhor lhe con- LUIS HENRIQUE
mentários e teses. vier. SILVEIRA é
Jornalista e Mestre
O capítulo desta última se- A decisão dos desembar- em Comunicação.
gadores que extinguiram o man- Assessor de
mana foi decisivo, com a sus- Imprensa da
pensão da liminar, na dado de segurança por Associação Software
entenderem que Associação Livre.Org (ASL) e
sexta-feira (16/4), e a publica- Associação dos
ção do edital refazendo a licita- Software Livre não tinha legiti- Servidores da
ção. Justiça seja feita, o midade para pedir a suspen- UFRGS E UFCSPA
(ASSUFRGS).

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JURIS · PIRATARIA: COMO ENFRENTÁ-LA?

Pirataria: como enfrentá-la?


Por Walter Aranha Capanema

Olga Gutovska - sxc.hu

Quando se começa a estudar Direito Penal


na faculdade, uma das primeiras coisas que o
professor nos ensina (ou, ao menos, nos deve-
ria ensinar) é que não são apenas os malfeito-
res e psicopatas que cometem crimes. As
pessoas de bem cometem, diariamente, alguns
pequenos delitos, quase que restritos aos cri-
mes contra a honra (injúria, calúnia e difama-
ção).
A pirataria, antes da Internet, era uma tare-
fa de persistentes usuários, que se conectavam
a BBS1, e baixavam programas de computador
em seus valentes modems de 28.800 bps. Não
era uma tarefa fácil: era preciso ter um progra-
ma de comunicação, saber configurá-lo e, ain-
da, ter a paciência de conseguir acessar a linha
telefônica da tal BBS. Nesses tempos remotos,
basicamente se pirateavam jogos e aplicativos.
MP3? Nem existia ainda.

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JURIS · PIRATARIA: COMO ENFRENTÁ-LA?

Com o surgimento e a disseminação da In- Existe, no Direito Penal, o princípio da ade-


ternet e de sistemas operacionais amigáveis, a quação social, segundo o qual o legislador, ao
pirataria se difundiu de forma assustadora. Não criar uma lei criminal, deverá se restringir aos fa-
são apenas os hard-users de outrora que piratei- tos que tenham relevância social, excluindo, se-
am. Senhores respeitáveis, professores, advoga- gundo a doutrina de Rogério Greco, “as
dos, médicos e donas de casa compartilham condutas consideradas socialmente adequadas
toda a sorte de material protegido. e aceitas pela sociedade”5.
E não se pirateiam apenas jogos e aplicati- Mas, alerta muito bem o autor, o fato de
vos, agora: são livros, audiobooks, músicas, fil- uma conduta ser praticada por todos não é sufi-
mes, revistas e HQs, séries de TV e tudo aquilo ciente para que ela deixe de ser crime, para que
que puder ser digitalizado. a sua norma seja revogada e desapareça do
A pirataria se tornou, então, um crime prati- mundo jurídico.
cado por todos e, tendo em vista a jurisprudên- Veja o caso do crime de adultério (art. 240
cia dos nossos Tribunais, a condenação, no do Código Penal). Esse crime surgiu com o pró-
Brasil2, basicamente se restringe à empresas prio Código, na década de 1940, e nesse tem-
que copiam ilegalmente sistemas operacionais, po, muita gente foi presa. Com as ideologias do
software de escritório e outros de elevado valor. amor livre e da liberdade sexual dos anos 60, se
Mas como deter essa força, se até o Presi- admitiu o casamento aberto, e daí, cada vez
dente da MPAA3 – entidade americana que defen- mais esse crime era praticado, e a lei ainda ti-
de os interesses dos estúdios de cinema - , nha a sua vigência. Esse artigo só foi revogado
afirmou, no excelente documentário “Good Copy, em 2005, pela Lei Federal 11.106.
Bad Copy”4, que a pirataria jamais poderá ser deti- Para que a pirataria seja socialmente acei-
da? Como lidar com um comportamento que é soci- ta, seria necessário revogar os dispositivos le-
almente aceito pela maioria das pessoas, afinal, gais que tratam da violação de direito autoral do
ninguém sofre preconceito por baixar músicas, fil- art. 184, CP (obra literária, científica ou artísti-
mes e programas, aliás, muito pelo contrário? ca), bem como o dispositivo que versa sobre os
direitos do autor de programa
de computador (art. 12 da Lei
9.609/98).
Surge, então, uma questão
Com o surgimento e a que sempre é esquecida pelos
disseminação da Internet e de defensores da pirataria: a lei pe-
nal, quando prevê um crime, faz
sistemas operacionais amigáveis, isso para proteger um determina-
do bem.
a pirataria se difundiu de forma Assim, por exemplo, quan-
do o Código Penal proíbe o ho-
assustadora. Não são apenas os micídio (art. 121, CP), está,
hard-users de outrora que inegavelmente, protegendo a vi-
da humana. E nos supramencio-
pirateiam. nados art. 184 e 12, o direito
autoral. A revogação dessas du-
Walter Capanema as normas, embora se atendes-
se a uma conduta socialmente

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JURIS · PIRATARIA: COMO ENFRENTÁ-LA?

aceita, estaria deixando desprotegido o direito instalar um programa pirata e, ainda, há a com-
do autor. pra legal por um preço justo e com suporte técni-
Defendo que a pirataria deve continuar a co.
ser criminalizada sim. Proteger o direito autoral Portanto, a pirataria, por mais corriqueira
é proteger a inteligência humana e suas manifes- que seja, deve continuar a ser criminalizada, pa-
tações artísticas. Todavia, entendo que esse ra proteger o direito do autor. Todavia, o merca-
combate não deve ser feito apenas pela lei pe- do deve buscar, através de preços justos e
nal. facilidades, a incentivar o pirata a largar sua vi-
A própria ciência econômica e as técnicas da de crimes.
de mercado podem ser utilizadas para coibir a pi-
rataria. Deve-se prover incentivos e facilidades Referências:
para o pirata-infrator “trocar de lado” e adquirir o
produto de forma legal. 1. Acrônimo de Bulletin Board System – eram sistemas
de computadores que permitiam a conexão remota, para
Essa assertiva parece inocente e quase im- a troca de mensagens entre usuários e o download e o
possível de ser realizada. Mas, na prática, já se upload de arquivos. Algumas, mais profissionais, cobra-
vam uma taxa mensal de uso.
tem um exemplo fantástico: a App Store6, da Ap-
ple, com programas e jogos para seus dispositi- 2. Nos EUA, já se tem notícia de alguns casos de conde-
vos móveis e telefones (iPad, iPod Touch e nação de pessoas físicas pelo download ilegal. Contudo,
iPhone). O software é oferecido por preços irrisó- os casos são insignficante comparados a quantidade de
rios, em comparados aos demais, e há grande fa- programas piratas que existem em sites norte-americanos.
cilidade em adquirí-los e instalá-los nos
3. Motion Picture Association of America – Associação
gadgets. Além disso, é uma inteligente platafor- das Empresas de Cinema dos EUA, em uma tradução li-
ma de marketing para seus produtos. vre.
Elimina-se o trabalho de procurar, baixar e
4. Esse documentário pode ser legalmente baixado utili-
zando o protocolo Bittorrent. O endereço fornecido pelo
produtor do filme, informado no site oficial (http://www.go-
odcopybadcopy.net), é <http://thepiratebay.org/tor/
3700777/Good_Copy_Bad_Copy_-_XviD>.
Defendo que a 5. GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal: Parte Geral.
pirataria deve continuar a 5. ed. Niterói: Impetus, 2005.

6. Disponível em <http://www.apple.com/iphone/appsto-
ser criminalizada sim. re>. Acesso em 15.04.2010.

Proteger o direito autoral


é proteger a inteligência
humana e suas manifes-
tações artísticas. WALTER CAPANEMA é professor da
Escola da Magistratura do Estado do Rio de
Janeiro – EMERJ (Brasil). Formado pela
Universidade Santa Úrsula - USU. Advogado
Walter Capanema no Estado do Rio de Janeiro. Email:
waltercapanema@globo.com

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ENTREVISTA · ENTREVISTA COM LUCIANO RAMALHO

Entrevista com o
desenvolvedor
Luciano Ramalho
Por Juliana Kryszczun

Python é uma lin-


guagem de uso
geral, útil para fa-
zer desde pequenos scripts
até grandes sistemas como
ERPs e CMSs.

Luciano Ramalho constrói sistemas para


Web desde 1994. Foi fundador da Hiperlógica,
onde desenvolveu projetos para UOL, AOL Bra-
sil e Americanas.com, entre outros. Foi co-fun-
dador e primeiro presidente da Associação
Python Brasil. É analista de sistemas na BIRE-
ME/OPAS/OMS, o Centro Latino-Americano e
do Caribe de Informações em Saúde, que ope-
ra diversas bibliotecas digitais a partir do cam-
pus da Unifesp/Escola Paulista de Medicina. A
entrevista a seguir foi realizada durante a Cam-
pus Party em São Paulo, em Janeiro de 2010.

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ENTREVISTA · ENTREVISTA COM LUCIANO RAMALHO

REL: Na sua palestra na Cam-


pus Party sobre 10 motivos para
usar Python, você abordou sobre
a computacao gráfica e o Python,
fale um pouco sobre o assunto.
Aproveitando, nos fale qual foi o
papel do Python e da computação
gráfica no filme Avatar.
LR: A produtora de efeitos In-
dustrial Light & Magic, responsável
pela série Star Wars, Avatar e mui-
tos outros mega-filmes, utiliza
Python há anos, conforme depoimen-
to publicado no Python.org. Mais re-
centemente, outras produtoras muito
Figura 1 - A nossa correspondente Juliana Kryszczun juntamente com Luciano Ramalho na importantes como a Weta (Senhor
Campus Party 2010 dos Anéis, King Kong, Avatar etc) re-
velaram que usam a linguagem, e is-
Revista Espírito Livre: Nos fale um pou- so teve um efeito dominó em toda a indústria de
co sobre o Python e a sua importância para computação gráfica. Exemplo disso é que a Au-
o desenvolvimento de software atualmente. toDesk integrou Python em seus produtos Maya
e 3ds Max, que já tinham linguagens de script
Luciano Ramalho: Python é uma lingua-
próprias. No ano passado um diretor de compu-
gem de uso geral, útil para fazer desde peque-
tação gráfica me contou que Python virou o pa-
nos scripts até grandes sistemas como ERPs e
drão de fato na indústria, e que profissionais
CMSs. Provavelmente o maior usuário de
com conhecimento de Python e 3D têm empre-
Python no mundo é o Google, que usa a lingua-
go garantido. Muitos aplicativos gráficos impor-
gem para administrar seus milhões de servido-
tantes, do Nuke ao Blender, usam Python como
res, e também para desenvolver produtos como
linguagem nativa.
o YouTube e o GoogleCode. Além disso, Python
vem pré-instalada na maioria das distros Linux e
no MacOS X, tem versões especiais para as pla- REL: Como você desenvolve em Python
taformas Java (Jython) e .Net (IronPython) e ro- desde 1999, como vê o Python daqui uns 10
da em muitos celulares Nokia, IPhone e Android. anos?

LR: Python tem evoluído de forma muito


REL: Python e Software Livre, grandes consistente e sem atropelos desde que eu a co-
parceiros? nheci. Agora estamos passando pela transição
mais importante dos últimos anos, indo para a
LR: Python hoje é parte obrigatória da maio-
versão 3. Mas a massa de bibliotecas para a ver-
ria das distribuições Linux, pois muitas ferramen-
são 2 é tão extensa que esta versão continuará
tas essenciais são escritas em Python. Em
em uso por muitos anos ainda, então a tendên-
especial, as distros Ubuntu e Redhat/Fedora utili-
cia é que elas evoluam juntas, e aos poucos sé-
zam Python como sua principal linguagem de
rie 2.x vai ficando cada vez mais parecida com a
scripting.
série 3.x. Isso já pode ser notado na versão 2.6

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ENTREVISTA · ENTREVISTA COM LUCIANO RAMALHO

ideais da cultura livre, e por isso a


Revista Espírito Livre tem meu to-
tal apoio!
Python hoje é parte
obrigarória da maioria das REL: Deixe um recado
'pythonico' para os leitores.
distribuições Linux, pois muitas LR: Se você programa por-
que gosta, você precisa conhecer
ferramentas essenciais são Python, nossos encontros e nossa
lista de discussão (veja em
escritas em Python. http://python.org.br). Nossa comuni-
dade tem um nível técnico muito
Luciano Ramalho bom. A maioria dos programado-
res Python não aprendeu a lingua-
gem porque foi obrigado, mas
onde muitas novidades da versão 3 se fazem pre- porque gosta de aprender novas
sentes. linguagens. E além de exercitar seu cérebro
com ideias novas, você ainda tem uma boa
chance de alavancar sua carreira, porque a de-
REL: Qual a importância, no ambito naci- manda por bons programadores Python está
onal, a Campus Party, uma feira de tecnolo- muito aquecida, não apenas na computação grá-
gia, para o Python e o Software Livre? fica, mas também no desenvolvimento Web gra-
LR: A Campus Party é essencialmente um ças ao sucesso de projetos como o Django e o
evento cultural e de entretenimento, e como tal Google App Engine.
é muito importante no cenário nacional. Mas sua
importância é bem menor que a do FISL, onde
além do aspecto cultural e político, existe um con-
teúdo técnico muito mais amplo e profundo.

REL: Você já conhecia a Revista Espíri- Para mais informações:


to Livre. Como enxerga esta iniciativa de dis-
Site oficial Python:
ponibilizar uma revista digital neste
http://www.python.org
segmento?
LR: Acho muito importante existirem veícu- Site Python em Português:
los jornalísticos que compreendam e apoiem os http://python.org.br

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TECNOLOGIA · O FIM DAS SUÍTES DE ESCRITÓRIO

O FIM DAS SUÍTES


DE ESCRITÓRIO
Por Jomar Silva
Rob Owen-Wahl - sxc.hu

Participei nos últimos di- Ao contrário do que muita


as do IV Encontro Nacional do gente pensa, as suítes de escri-
BrOffice.org, e disse uma coisa tório como conhecemos, não
durante minha apresentação foram desenvolvidas com ênfa-
que gerou uma grande polêmi- se a aumentar nossa produtivi-
ca, e para explicar como che- dade. Na verdade elas têm
guei a esta conclusão, escrevo passado por diversas melhori-
este artigo. as nos últimos anos visando o
Durante a minha apresen- aumento da produtividade,
tação, eu disse que as suítes mas na verdade elas pecam
de escritório, como conhece- na sua concepção inicial, e pa-
mos, estão com seus dias con- ra entender isso, precisaremos
tados. voltar algumas décadas no
tempo.

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TECNOLOGIA · O FIM DAS SUÍTES DE ESCRITÓRIO

Antes de falar das suítes Sendo assim, você usa nalmente ele eliminava seu
de escritório, vale a pena recor- um computador hoje que tenta concorrente direto, a máquina
dar alguns fatos relevantes so- imitar uma máquina de escre- de escrever.
bre o próprio computador. ver, com pior teclado possível Todo o modelo de utiliza-
Alguém aí sabe me dizer o moti- para a digitação... será que é ção de um editor de texto foi
vo pelo qual utilizamos (ou utili- melhor assim? baseado em uma máquina de
závamos) o monitor do Quando os computadores escrever com funções de for-
computador em cima da CPU? pessoais começaram a ser intro- matação (tanto do texto como
Alguém sabe o motivo pelo duzidos nos escritórios, para das fontes), superando assim
qual o monitor está sempre aci- que eles fossem realmente seu concorrente direto.
ma do teclado? Falando em te- úteis e desejáveis, foi necessá-
clado, alguém sabe a origem Como disse um amigo
rio incorporar ao PC uma série meu do ODF TC, ao ver a no-
da distribuição de teclas que de funcionalidades que permitis-
usamos hoje, o famoso va barra de formatação de
sem que ele substituísse coi- uma suíte de escritório: Será
QWERTY? sas utilizadas até então. que precisamos mesmo de tu-
Se alguém se animou e Foi assim que uma empre- do isso? Estamos escrevendo
respondeu: Porque é melhor as- sa desenvolveu um software pa- um texto ou confeitando um bo-
sim, está completamente en- ra editoração eletrônica (sim, lo?
gando... este era o nome dado ao que Quantas pessoas você co-
O monitor sempre ficou conhecemos hoje como editor nhece que antes de iniciar um
em cima da CPU, e portanto aci- de texto). Inicialmente o softwa- texto qualquer, perde quase
ma do teclado por um único mo- re era apenas um editor de tex- meia hora escolhendo a fonte,
tivo: Era assim que funcionava to puro, mas com o tempo este formatando o parágrafo, espa-
a máquia de escrever! cara foi ganhando cada vez çamento, alinhamento e outras
Quanto ao layout do tecla- mais funcionalidades até que fi-
do, a máquina de escrever é no-
vamente a resposta. Quem
teve oportunidade de usar uma
máquina de escrever na vida Todo o modelo de
deve se lembrar do problema
que ocorria quando se digitava utilização de um editor de texto foi
com muita rapidez: Os tipos se
enroscavam. baseado em uma máquina de
Já que este era um proble-
ma sem solução quando as má-
escrever com funções de
quinas foram criadas, a formatação (tanto do texto como
solução dada foi bem simples:
Para evitar que as pessoas digi- das fontes), superando assim seu
tem com rapidez, vamos distri-
buir as teclas no teclado de concorrente direto.
forma que as letras mais utiliza-
das fiquem mais espalhadas Jomar Silva
possível, tornando a digitação
mais lenta!

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TECNOLOGIA · O FIM DAS SUÍTES DE ESCRITÓRIO

O resto da história todos


nós conhecemos: usuários pas-
saram a desenvolver micro sis-
Em dado momento da temas dentro da sua “planilha
eletrônica”, se tornando reféns
história, os usuários de planilhas do software. Pior do que este
aprisionamento é o fato de que
eletrônicas notaram que as planilhas usuários normalmente não pos-
suem conhecimentos de pro-
eletrônicas lhes permitia desenvolver gramação e por isso acabam
fazendo verdadeiras peripéci-
pequenos sistemas, e por isso a as computacionais para desen-
volver seus próprios
importação e exportação de dados programas. Além disso, aca-
passou a ser importante. bam cometendo um erro de se-
gurança extremamente grave
Jomar Silva ao armazenar dados e inteli-
gência de negócio em um úni-
co arquivo: basta o roubo de
um arquivo esse para que o
coisas no seu “bolo” de texto? desenvolver pequenos siste- concorrente descubra os pre-
Será que isso é mesmo produti- mas, e por isso a importação e ços praticados pela empresa,
vo? Será que utilizar estilos exportação de dados passou a seus custos e sua metodologia
pré definidos para isso não é ser importante. A forma mais in- de cálculo e formação de pre-
mais inteligente ? Será que to- teligente e simples de utilizar ço, que normalmente diz muito
dos os usuários sabem usar dados de planilhas para cálcu- sobre as parcerias que a em-
de verdade os estilos do seu los mais elaborados por siste- presa possui, seus fornecedo-
editor de texto? mas especializados era res e contratos de
através do acesso direto ao fornecimento.
Os profissionais que traba-
lhavam com números, além da aquivo, mas para isso era ne- Já que a máquina de es-
máquina de escrever, utiliza- cessário que o fabricante expli- crever e a folha de cálculo esta-
vam uma folha para cálculos casse como o arquivo estava vam digitalizadas, uma terceira
(quase um papel quadriculado) gravado, informando o seu for- empresa resolveu então criar
e suas potentes calculadoras mato... mas se o fabricante fi- uma versão digital do bom e
no seu dia a dia. Foi então que zesse isso, seu concorrente velho flip chart. Nascia o
uma desenvolveu uma versão poderia desenvolver uma aplica- software para apresentação,
automatizada da folha de cálcu- ção que lesse e manipulasse que inicialmente era utilizado
lo, com uma grande vantagem: os arquivos gerados pela aplica- para se produzir material im-
Ela poderia fazer os cálculos ção dele, tornando esta aplica- presso em papel, que depois
automaticamente! Nascia ali a ção dispensável para seus foi substituído pela transparên-
planilha eletrônica. clientes, e isso era algo inad- cia (alguém aí lembra dos retro
missível! projetores), que por sua vez foi
Em dado momento da his-
Foi aí que os fabricantes substituída pelo data show
tória, os usuários de planilhas
deram uma solução genial: cria- (que era uma transparência di-
eletrônicas notaram que as pla-
ram as macros! gital, como uma tela LCD que
nilhas eletrônicas lhes permitia

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TECNOLOGIA · O FIM DAS SUÍTES DE ESCRITÓRIO

podia ser colocada no retro pro-


jetor) para finalmente chegar-
mos aos projetores modernos
e suas conexões diretas com
os computadores. As suítes de escritório
A evolução destas ferra- foram criadas em uma época onde
mentas de apresentação acaba-
ram incorporando a ela diversa a atividade de elaboração de
funções e capacidades, e não
é raro hoje em dia encontrar- documentos de escritório era
mos apresentações que con-
tém de trilha sonora a vídeos
individual. A realidade hoje em
embarcados, coisas que o ve-
lho flip chart jamais poderia fa-
muitas empresas é que diversas
zer. pessoas contribuam para um
Alguns anos mais tarde,
empresas se fundiram e foram mesmo documento...
compradas, até que uma delas Jomar Silva
resolveu colocar os três produ-
tos em uma única caixa e nas-
cia assim a suíte de
escritórios, que em tese “inte- as? Eu acho que não. ainda a dinâmica diferenciada
grava” os produtos. Na prática, que os wikis possuem, muito
As suítes de escritório fo-
esta integração nunca foi de fa- mais alinhados ás nossas ne-
ram criadas em uma época on-
to realizada, e apesar de ser cessidades atuais. Quem já
de a atividade de elaboração
um argumento convincente de usou uma suíte de escritórios
de documentos de escritório
vendas, tecnicamente é muito on-line (como o Google Docs)
era individual. A realidade hoje
precária. sabe também os benefícios
em muitas empresas é que di-
As suítes de escritório pas- versas pessoas contribuam pa- que elas nos propiciam.
saram então a ser tão importan- ra um mesmo documento, e Temos ainda um caso de
tes nos computadores quanto que este seja revisado por um uso muito comum hoje em dia,
o sistema operacional e rapida- outro grupo de pessoas. O re- onde uma planilha contém os
mente todos já não consegui- sultado disso são as interminá- dados que serão utilizados pa-
am viver mais sem uma suíte veis versões de documentos, ra a elaboração de um relató-
de escritório. anotações com fonte colorida rio de texto, que por sua vez
Passaram-se décadas, e e utilização de diversos outros será a base de uma apresenta-
hoje em dia continuamos utili- recursos que na verdade só es- ção. Será que é mesmo útil e
zando praticamente as mes- tão lá para que não tenhamos produtivo ficar trabalhando a
mas ferramentas de 20 ou 30 uma boa desculpa para não uti- mesma informação várias ve-
anos atrás, mas será que nos- lizar mais as suítes de escritó- zes, sempre na tríade planilha
sas necessidades hoje são as rio para trabalhos – relatório – apresentação? Se-
mesmas daquela época? Será colaborativos. Quem já traba- rá que temos mesmo tanto tem-
que as suítes de escritório são lhou com um wiki sabe bem do po assim pra perder com isso?
mesmo produtivas hoje em di- que estou falando, e entende Eu acredito que não.

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TECNOLOGIA · O FIM DAS SUÍTES DE ESCRITÓRIO

gestão da aplicação não será


mais eficiente com ela centrali-
Mais legal do que zada?
Mais legal do que ficar
ficar imaginando como a COISA imaginando como a COISA fun-
cionará, é saber que a COISA
funcionará, é saber que a COISA pode nascer aqui no Brasil,
pode nascer aqui no Brasil, uma uma vez que hoje estamos em
pé de igualdade com os de-
vez que hoje estamos em pé de mais países para o desenvolvi-
mento de software, e o
igualdade com os demais países nivelador indiscutível foi (e é) o
Software Livre.
para o desenvolvimento de Não preciso nem dizer
software... que ao exportar e importar
aquivos a COISA irá usar o
Jomar Silva
ODF, e nem alertar que o pa-
drão ODF como se encontra
hoje já está mais do que prepa-
rado para que a COISA seja
Nos dias de hoje, já te- possibilidade de fazer tudo is- desenvolvida.
mos capacidade computacio- so de forma colaborativa. Quan- Espero que depois de ler
nal para desenvolver um do eu terminar de rechear a este texto todo, você comece a
sistema que armazene as infor- COISA, posso pedir a ela que quebrar a cabeça e se motive
mações e que as apresente de me apresente então toda aque- para desenvolver a COISA, e
acordo com a necessidade ou la informação como planilha, que entenda o que me faz pen-
vontade do freguês. Não sei co- texto ou apresentação e voilá: sar na morte das suítes de es-
mo chamar este tipo de softwa- ela se encarrega de tratar os critório (ainda que não
re e por isso tenho me referido dados e me entregar em pou- concorde comigo).
a ele carinhosamente como cos segundos o documento do
COISA. jeito que eu preciso. Isso não
faz mais sentido?
A COISA vai funcionar as-
sim: coloco nela as minhas in- Quando imaginamos que
formações, crio uma estrutura a COISA vai funcionar na nu- JOMAR SILVA é en-
genheiro eletrônico e
de relatório (que será também vem, as coisas começam a fi- Diretor Geral da
a estrutura da apresentação) e car mais interessantes. Já ODF Alliance Latin
America. É também
digo para a COISA qual trecho imaginaram ter um desktop cor- coordenador do gru-
de dados será utilizado em ca- porativo que tenha como pré re- po de trabalho na
quisito apenas ter um ABNT responsável
da parte da estrutura do relató- pela adoção do ODF
rio. Aí a coisa prepara um navegador Internet? Será que como norma brasilei-
ambiente para que eu comece este não é o melhor cenário pa- ra e membro do OA-
SIS ODF TC, o
a inserir meus dados e elabo- ra as empresas no mundo to- comitê internacional
rar meu texto, fazendo cada coi- do? Será que a produtividade que desenvolve o pa-
drão ODF (Open Do-
sa apenas uma vez e com a não será maior? Será que a cument Format).

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TECNOLOGIA · PLC: TRANSMISSÃO DE DADOS PELA REDE ELÉTRICA

PLC: TRANSMISSÃO
DE DADOS PELA
REDE ELÉTRICA
Por Patrick Amorim

DIVULGAÇÃO

Há muito tempo ficamos pensando quando


chegamos a um escritório ou em nossa própria
casa, onde poderíamos colocar um computador
para ficar mais fácil ou discreto de esconder ou
embutir os cabos da rede, se teria que furar a
parede ou colocar canaletas, comprar um ac-
cess point para colocar apenas um computador
só para não interferir no layout desejado daquele
ambiente, mesmo assim se preocupando com a
frequência de micro-ondas ou telefones sem fio.

Agora com a regulamentação da Anatel pa-


ra as condições do uso da tecnologia PLC, atra-
vés da resolução 527 que permite a utilização de
radiofrequências em banda larga pela rede elé-
trica, junto com a radiocomunicação que utiliza a
radiofrequência de faixa entre 1.705 kHz e 50
MHz, junto com o regulamento de uso, ficou
mais fácil a aquisição para se utilizar esta nova

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TECNOLOGIA · PLC: TRANSMISSÃO DE DADOS PELA REDE ELÉTRICA

tecnologia em casas e escritórios que pode ser


vista em (http://www.aneel.gov.br/ce-
doc/ren2009375.pdf).

A rede elétrica no Brasil está presente em


95% das residências, segundo divulgado através
de pesquisas da Companhia Paranaense de
Energia – Copel, ela uma das empresas que já
estão testando a utilização da transmissão de da-
dos pela rede elétrica, isso significa que não se-
ria preciso modificar nenhum layout ou estrutura
já existente naquele ambiente, apenas adequar
a tecnologia naquele local desejado, plugando o
adaptador na tomada, assim fazendo que todo o
sistema elétrico também seja uma rede de da-
dos.

A tecnologia PLC (Power Line Communica-


tion) funciona de forma a transformar qualquer to- Figura 1: Exemplo de uma rede PLC

mada elétrica em um ponto de dados, sendo dentro daquele ambiente e o transforma em


100% plug and play, para ser ligado, por exem- uma “lan”.
plo, um computador, uma TV com o sinal digital,
com uma velocidade muito alta e sem perdas de O outdoor é o contrário, ela utiliza a rede
dados, a taxa pode variar entre 3 Mbps e 33 pública dos postes da rua, podendo ser classifi-
Mbps, com a média de 20 Mbps, valor muito cada da seguinte maneira:
além das outras tecnologias oferecidas a residên-
cias ou escritórios atualmente, a frequência de • Segmento de Média Tensão: É o trecho entre a su-
uma rede elétrica é de 50 e 60 Hz já a PLC é de bestação da operadora de energia elétrica e o transfor-
1 a 30 Mhz, assim ficando livre de qualquer inter- mador que vai até o usuário final.
ferência. • Last mile: È o trecho entre o transformador "de baixa
tensão" do poste, para a residência.
Existem dois tipos de redes PLC, onde são • Last inch: São trechos da rede elétrica localizada den-
as seguintes: tro da residência.

Indoor é a comunicação de uma rede de A segurança em uma rede PLC é utilizada


baixa tensão, onde se usa a rede elétrica de uma criptografia que é a DES 56-bits, desenvol-
vida pela IBM na década de 70, onde se utiliza
usuário e senha, ou se utilizando de uma VLAN
onde os dados ficam em uma rede separada as-
sim tendo um melhor controle de acesso a rede.

O padrão Homeplug se trata de uma alian-


ça onde estão participando várias empresas com
a finalidade de padronizar o acesso a redes do-
Tabela 1: Comparativo de velocidade

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TECNOLOGIA · PLC: TRANSMISSÃO DE DADOS PELA REDE ELÉTRICA

miciliares, trabalhando na camada 2 do modelo do em uma conexão do modem PLC, quando


OSI, que significa que ele trabalha na enlace, po- existirem no mesmo circuito outros equipamen-
dendo ser agregada a uma rede com padrão tos eletrônicos.
TCP/IP já existente. No padrão Homeplug 1.0 é
usado uma variante bastante conhecida, que é a
CSMA/CA (Carrier Sense Multiple Access with
Collision Avoidance), com este padrão se pode Caixa de Distribuição
chegar a taxas de 45 Mbps, onde agora existe È utilizada uma caixa de distribuição para a
também em estudo o padrão HomePlug 2.0 on- finalidade de se facilitar a distribuição do sinal
de nele se pode chegar a taxa de 200 Mbps. PLC em painéis, este tipo de aparelho é bastan-
te utilizados em prédios, estes equipamentos
vem acoplados com filtros de surto, onde estes
equipamentos filtram os ruídos provocados por
Exemplos de Testes em uma Rede PLC outros equipamentos na rede elétrica.
Alguns testes já foram feitos em algumas
concessionárias de energia elétrica, mais poucas
disponibilizam os seus resultados, um exemplo
da hidroelétrica de Xanxerê, que disponibilizou Repetidores PLC
dados sobre as velocidades de transferência, Um repetidor tem a função de recuperar e
conforme pode ser visto na tabela 1. Foi feita a re-injetar o sinal PLC nos equipamentos de volta
comparação de três links diferentes, onde o pri- a rede elétrica doméstica, ele é normalmente
meiro é o de um acesso discado de 56Kbps, o instalado nas salas de medidores dos prédios,
segundo de uma conexão ADSL de 512Kbps e o são bastante utilizados como um nó na banda,
terceiro de uma rede PLC de 7.5Mbps. para aumentar a largura da banda em segmen-
tos críticos.

Equipamentos PLC
Conclusões Finais
Modem PLC
Depois de muito ler sobre esse assunto a
O modem tem como funcionalidade de reali- conclusão que posso tirar desta nova tecnologia,
zar a interface, entre os equipamentos dos usuá- é que ela não veio para apenas ser mais uma
rios e a rede elétrica, ele vai transformar o sinal possibilidade, e nem muito menos substituir a
do equipamento de telecomunicações em um si- tecnologia wi-fi, já que agora se pode colocar um
nal modulado e logo depois é transportado pela access point em qualquer local da casa, basta
rede elétrica, o modem tem a capacidade de se- conectar o modem adsl da velox por exemplo
parar voz e dados, existem diversos tipos de mo- em qualquer tomada com o modem plc , é bas-
dems, como para o uso para acesso a internet, tante interessante a interação entre essa tecno-
para internet e telefonia e apenas para voz. logia, colocar um prédio todo conectado a inter-
net apenas ligando o equipamento na caixa de
distribuição do prédio e outro no transformador,
o mais importante que eu achei dessa tecnologia
Isolador de Ruídos é que pode ser levada a internet a pessoas me-
Este equipamento deve ser sempre utiliza- nos desfavorecidas, chegando assim a tão espe-

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TECNOLOGIA · PLC: TRANSMISSÃO DE DADOS PELA REDE ELÉTRICA

rada inclusão digital em favelas e pequenas cida- PATRICK AMORIM é técnico em


des, como já existe em testes, em algumas cida- Eletrotécnica pelo CEFET-AL, gra-
des, essa possibilidade de algumas ruas com a duando em sistemas de informa-
tecnologia PLC já está em funcionamento. ções pela faculdade de Alagoas,
bolsista do instituto de tecnologia
em informática e informação do es-
tado de Alagoas, na parte de redes
de computadores,entusiasta do Li-
nux e participando do grupo de
usuários Linux de Alagoas desde
2007.

Referências
• Ferreira, Marcos Vinícius. Artigo sobre: PLC – Power Line Communication. Rio de Janeiro. Disponível em:
http://www.radiocb.com/main/images/pdf/PLC.pdf. Acessado em Novembro de 2008.
• http://www.wiplug.com.br/empresa.htm. Acessado em Novembro de 2008.
• http://www.homeplug.org/home. Acessado em Janeiro de 2010.
• http://www.baixaki.com.br/info/3068-power-line-communication-a-rede-na-tomada.htm. Acessado em Janeiro
de 2010.
• http://www.baixaki.com.br/info/3172-como-anda-o-avanco-do-power-line-communication-no-brasil.htm.
Acessado em Janeiro de 2010.
• http://www.midiacom.uff.br/~debora/fsmm/trab-2005-2/apres_PLC.pdf. Acessado em Janeiro de 2010.
• http://www.baixaki.com.br/info/1379-banda-larga-na-tomada-.htm. Acessado em Janeiro de 2010.

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TUTORIAL · SENSOR DE PRESENÇA NO LINUX

Sensor de Presença
no Linux: Ativando /
desativando a proteção
de tela do seu computador
Por Marcelo Moreira de Mello

Já imaginou que interessante você se apro- é basicamente um script escrito em Python. Es-
ximar de seu computador e a proteção de tela tamos utilizando o Fedora 12 (64bits) na confec-
ser automaticamente desbloqueada? E enquan- ção deste artigo, porém você poderia estar
to você se distancia a proteção de tela ser ativa- utilizando Ubuntu, Debian, Slackware ou qual-
da? É exatamente isso que estamos falando: O quer outro sabor de linux.
seu computador detectar a sua presença! Além Iremos executar a instalação do aplicativo
de aumentar a segurança de seu computador, é no caso do Fedora utilizando a ferramenta
uma boa maneira de impressionar os seus ami- yum3. O blueproximity já esta empacotado no
gos nerds!! :) formato RPM no repositório oficial do Fedora.
Parece mágica entretanto, é claro que preci-
samos de um mecanismo para enviar algum si-
nal para o computador indicando que você já
esta por perto. Para implementarmos o nosso
sensor de presença, precisaremos de um compu-
tador e um dispositivo móvel com capacidade
Bluetooth1. Nesse texto, iremos utilizar um celu-
lar como dispositivo móvel para a comunicação
via Bluetooth.
Escolhemos o aplicativo BlueProximity2 por
ser intuitivo, simples e de fácil instalação, já que Figura 1 - Ciclo de evoluções

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TUTORIAL · SENSOR DE PRESENÇA NO LINUX

Precisamos autorizar a comunicação entre


o celular e o computador, para isso os dispositi-
vos precisam estar pareados. No Fedora essa
configuração é muito simples. O aplicativo blueto-
oth-wizard irá nos ajudar para parear os dispositi-
vos:

Figura 1 - Ciclo de evoluções

Figura 2 - Inicialização

Figura 1 - Ciclo de evoluções

Uma vez instalado o aplicativo e assumin-


do também que os passos acima na configura-
ção do adaptador bluetooth do computador e
também do dispositivo móvel bluetooth já estão
funcionando podemos iniciar o blueproximity
Figura 2 - Inicialização
executando o comando blueproximity na linha
de comando ou pela interface gráfica como se-
gue abaixo:

Figura 1 - Ciclo de evoluções Figura 1 - Ciclo de evoluções

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TUTORIAL · SENSOR DE PRESENÇA NO LINUX

Iniciado o aplicativo na barra de tarefas do Selecione o dispositivo móvel bluetooth e


Gnome, o ícone do BlueProximity será exibido. clique no botão Use selected device (verifique
Nossa configuração será toda gráfica a partir des- se o MAC Address esta correto com o dispositi-
se momento. vo móvel). Terminado essa etapa, o ícone do
blueproximity deve estar verde indicando que o
dispositivo esta próximo ao computador.

Figura 1 - Ciclo de evoluções

Ainda na tela de configuração do blueproxi-


mity, clique na aba Proximity Details para definir
a proximidade do seu adaptador móvel blueto-
oth do computador para efetuar o bloqueio e
Figura 1 - Ciclo de evoluções desbloqueio da proteção de tela. O parâmetro
de configuração Duration(s) determina quantos
Precisamos agora configurar o dispositivo segundos o adaptador móvel deve permanecer
móvel para ser utilizado com blueproximity. na distância configurada para a ação (Lock/Un-
lock) ser executada. O campo Measuared atm
irá exibir a distância (em tempo real) entre o
adaptador móvel e o computador.

Figura 1 - Ciclo de evoluções

Figura 1 - Ciclo de evoluções

Ainda temos uma terceira aba que permite


a configuração dos comandos que serão execu-
tados para bloquear e liberar a proteção de tela.
O campo Proximity Command é um recurso que
será executado a cada intervalo em segundos
(Command Interval). Essa configuração permite
que a tela não seja bloqueada enquanto você
estiver por perto, por mais que você tenha fica-
do 30 minutos sem tocar no teclado, lembre-se,
para o computador agora você esta por perto!
Figura 1 - Ciclo de evoluções

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TUTORIAL · SENSOR DE PRESENÇA NO LINUX

E por último ainda na terceira aba de confi- MARCELO MOREIRA MELLO nasceu em
São Paulo mas tem coração gaúcho.
guração temos as seções de log onde podemos Trabalha com linux desde 2001 e
gerar um arquivo no diretório pessoal do usuário atualmente atua como instrutor e consultor
ou criar uma facility no syslog e direcionar o log na Red Hat Brasil. Tendo foco
especialmente em tecnologias open-source
para lá. possui várias certificações, tais como:
RHCE, RHCI, RHCX, RHCDS, RHCA,
RHCVA. Como segunda paixão, gosta de
atuar como Chef de Cozinha :).

Figura 1 - Ciclo de evoluções

Figura 1 - Ciclo de evoluções

Pronto!!! Nosso aplicativo de controle de


presença já esta configurado e pronto para uso!!
A começar de agora, a desculpa do acesso à in-
ternet, a partir de sua máquina por tê-la esqueci-
do logada ao ir pegar um café na copa não será
mais aceita!! :)

Para mais informações:


Site Oficial Ubuntu:
http://www.ubuntu.com

Informações sobre o Alpha 3 do Ubuntu 10.04:


http://www.ubuntu.com/testing/lucid/alpha3

Artigo na Wikipédia sobre o Ubuntu:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu

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TUTORIAL · COMO CRIAR UM LIVECD DO UBUNTU "DO ZERO"

COMO CRIAR UM LIVECD DO


UBUNTU "DO ZERO"
Por Filipo Tardim

O Ubuntu1 é a distribuição Linux mais famo- Eu, por exemplo, utilizo o Deluge como cliente
sa do mundo, e ganha novos adeptos a cada re- torrent, no lugar do Transmission, e instalo o
lease semestral. Thunderbird no lugar do Evolution.
O LiveCD, que pode ser baixado ou envia- Além disso, quantos já não instalaram e, lo-
do gratuitamente para sua residência através do go depois, tiveram de baixar quase um novo CD
serviço shipit, possui o básico de um sistema só de atualizações?
desktop: suíte de escritório, editor de imagens, Uma das grandes características do Linux
navegador web, player multimídia, gravador de é dar liberdade ao usuário para personalizar o
CD, além de um grande suporte aos hardwares, sistema como bem entender. Com o Ubuntu não
que o faz reconhecer automaticamente a placa é diferente. Qualquer pessoa pode recriar o Li-
de som, de vídeo, rede e instalar uma impresso- veCD, colocando os programas que desejar.
ra apenas conectando o cabo USB no PC.
Existe uma série de ferramentas disponí-
No entanto, o sistema também possui su- veis para 'remasterizar' o Ubuntu. Uma das mais
porte a alguns dispositivos que a maioria dos famosas e mais fáceis de usar é o Remastersys.
usuários pode nunca vir a usar, como Bluetooth, Este programa cria um LiveCD bootável com o
dispositivos PalmOS, dentre outros. Por outro la- sistema que está instalado no PC. Outros dois
do, alguns recursos muito usados não podem vir programas muito bons são o Reconstructor e o
por padrão, por serem proprietários, como o ado- Ubuntu Customization Kit (UCK). A diferença
be flashplayer, os codecs para mp3, etc. destes para o Remastersys é que você não pre-
Alguns usuários têm preferência por outros cisa ter o sistema instalado, pois ambos utilizam
programas em alternativa aos que vêm no CD. a própria imagem ISO baixada da Internet.

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TUTORIAL · COMO CRIAR UM LIVECD DO UBUNTU "DO ZERO"

Neste artigo vou mostrar como criar um Li- Primeiros Passos – baixando os paco-
veCD do Ubuntu de uma forma totalmente manu- tes do sistema base
al, sem utilizar qualquer programa (com Vou adotar como diretório raiz para o siste-
exceção do famoso terminal) e sem a necessida- ma a ser gerado, a pasta /home/remaster. Geral-
de de ter o CD do Ubuntu nas mãos, ou em mente a /home fica numa partição separada e
ISO. É um processo trabalhoso mas muito com- possui bastante espaço livre (vai precisar).
pensatório. Dentre os objetivos que posso listar
Outra observação: o “$” simboliza o usuá-
sobre a opção de remasterizar manualmente, os
rio comum e o “#”, o usuário root. Eles não fa-
mais importantes são:
zem parte dos comandos. Apesar de todos os
- Adquirir maior conhecimento sobre o Ubuntu e comandos, com exceção do primeiro, serem fei-
sobre o Linux em geral; tos como root, manterei o sinal algumas vezes
- Ter maior domínio sobre o sistema, controlan- para saber que se trata de uma nova entrada,
do quais programas estarão disponíveis; visto que alguns ultrapassarão o limite da mar-
- Gerar uma instalação atualizada, garantindo gem. Toda vez que vir uma faixa preta com le-
agilidade em futuras instalações; tras brancas, trata-se de um comando do
Vamos lá então? terminal. Para facilitar, selecione tudo, copie, co-
Antes de começarmos, uma observação im- le num editor de texto (gedit, kate, etc), remova
portante. Segundo o guia oficial, é possível ge- os $ e #, e uma as linhas quebradas. Por fim, co-
rar um sistema anterior mas não um superior, pie e cole no terminal tudo de uma vez.
ao menos que baixe a versão do pacote “debo- Com o terminal aberto, faça os seguintes
otstrap” específica para o sistema a ser gerado. comandos:
Em outras palavras, se você está no 9.04
Jaunty, poderá gerar qualquer versão anterior, $ sudo su
mas não poderá gerar uma ISO do 9.10 Karmic, # apt-get install debootstrap syslinux squashfs-tools
a menos que baixe o debootstrap para ele. genisoimage sbm casper

Também não recomendo usar o Karmic pa- O debootstrap é o pacote responsável de


ra gerar releases anteriores, devido às mudan- baixar o sistema base inicial, e como já foi dito,
ças que ocorreram no sistema, e por usar o deve ser baixado e instalado manualmente caso
squashfs 4.0 (programa responsável para com- queria gerar uma versão superior à que está ins-
pactar o sistema que será usado no LiveCD) e o talada na máquina. Os outros pacotes são res-
Grub2. Até o 9.04, era usado o Grub e o ponsáveis para a compactação do sistema e
squashfs 3.2. Nos testes que fiz, ao gerar a ISO criação de um CD de boot.
no 9.10, o LiveCD apresentou kernel panic.
Dando prosseguimento, faça agora os se-
Vou, então, gerar um um LiveCD do Ubun- guintes comandos:
tu 9.04 Jaunty Jackalope i386, pois esse exem-
plo servirá para os lançamentos mais antigos, mkdir -p /home/remaster/isos
sem deixar de destacar as diferenças do Karmic. mkdir -p /home/remaster/custom/cd
mkdir -p /home/remaster/custom/squashfs
Cabe lembrar que a maioria dos passos cd /home/remaster/custom
aqui descritos também servem para gerar um debootstrap --arch=i386 jaunty squashfs
CD personalizado do Debian, e a arquitetura
i386 pode ser gerada de dentro de um sistema E o sistema será baixado e instalado na
amd64 sem problemas. Eu mesmo estou no pasta /home/remaster/custom/squashfs.
Jaunty 64 bits.

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TUTORIAL · COMO CRIAR UM LIVECD DO UBUNTU "DO ZERO"

Conectando o sistema na Internet e ins- mount --bind /dev/ squashfs/dev


talando programas essenciais chroot squashfs
Vamos copiar os seguintes arquivos para o
sistema recém-instalado: Seu terminal irá mudar e a partir daqui to-
dos os comandos serão feitos de dentro do siste-
cp /etc/resolv.conf /etc/hosts squashfs/etc/ ma a ser editado. Mas antes de começar a
instalar programas, precisamos montar os se-
Se você está editando a mesma versão guintes sistemas de arquivos:
que está instalada no PC, pode usar os mesmos mount -t proc none /proc
repositórios: mount -t sysfs none /sys
mount -t devpts none /dev/pts
cp /etc/apt/sources.list squashfs/etc/apt/ export HOME=/root
cp /etc/apt/trusted.gpg squashfs/etc/apt/ export LC_ALL=C

Se você não está usando a mesma ver- Agora, atualize a lista de pacotes com o co-
são, edite o arquivo squashfs/etc/apt/sources.list mando “apt-get update”.
e habilite os repositórios que quiser. Os oficiais
Se você adicionou algum repositório de ter-
são2:
ceiros e após o update recebeu alguma mensa-
gem de erro como essa: “NO_PUBKEY
deb http://br.archive.ubuntu.com/ubuntu/ jaunty main 07DC563D1F41B907”, dê o seguinte comando:
restricted universe multiverse
deb-src http://br.archive.ubuntu.com/ubuntu/ jaunty main # apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-
restricted universe multiverse keys 07DC563D1F41B907

deb http://br.archive.ubuntu.com/ubuntu/ jaunty-updates Substitua o código alfanumérico pelo infor-


main restricted universe multiverse mado no terminal (apenas os 8 últimos dígitos
deb-src http://br.archive.ubuntu.com/ubuntu/ jaunty- são necessários).
updates main restricted universe multiverse
O Karmic possui um bug ao realizar ativida-
# deb http://br.archive.ubuntu.com/ubuntu/ jaunty- des como chroot. Para amenizar as mensagens
backports main restricted universe multiverse de erro, faça os seguintes comandos:
# deb-src http://br.archive.ubuntu.com/ubuntu/ jaunty-
backports main restricted universe multiverse # apt-get install --yes dbus
# dbus-uuidgen > /var/lib/dbus/machine-id
deb http://archive.canonical.com/ubuntu jaunty partner # dpkg-divert --local --rename --add /sbin/initctl
deb-src http://archive.canonical.com/ubuntu jaunty # ln -s /bin/true /sbin/initctl
partner
Agora, com os repositórios atualizados, va-
deb http://security.ubuntu.com/ubuntu jaunty-security mos instalar os seguintes pacotes:
main restricted universe multiverse
deb-src http://security.ubuntu.com/ubuntu jaunty-security # apt-get install ubuntu-standard casper lupin-casper
main restricted universe multiverse discover1 laptop-detect os-prober linux-generic linux-
headers-generic
Mude o nome 'jaunty' para a versão que es-
tiver trabalhando. Dos pacotes acima, três são opcionais. O
lupin-casper serve para dar suporte a uma insta-
Agora vamos entrar na distro baixada: lação dentro do Windows (Wubi); o laptop-de-
tect verifica se o LiveCD está rodando em um

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TUTORIAL · COMO CRIAR UM LIVECD DO UBUNTU "DO ZERO"

laptop ou desktop; o linux-headers-generic deixa


# rm /var/lib/dbus/machine-id
o sistema mais robusto, mas é essencial para
# rm /sbin/initctl
compilar alguns módulos, sobretudo os das pla- # dpkg-divert --rename --remove /sbin/initctl
cas de vídeo, e por isso vem por padrão no CD
do Ubuntu.

Criando o CD de boot
Instalando o Xorg e o instalador gráfi- Se você tem o CD da versão que está edi-
co tando, facilitaria sua vida ao copiar todo seu con-
teúdo, com exceção da pasta casper, para a
apt-get install xorg ubiquity-frontend-gtk pasta /home/remaster/custom/cd. Caso tenha a
.iso no HD, faça os seguintes comandos a partir
da pasta onde o arquivo está:
Obs: se você for instalar o ambiente KDE,
instale o pacote “ubiquity-frontend-kde” no lugar # mount -o loop ubuntu-9.04-i386.iso /mnt/
do gtk. # rsync --exclude=/casper/filesystem.squashfs -a /mnt/
/home/remaster/custom/cd
A partir desse ponto, você pode instalar o
programa que quiser. Atente-se apenas para a Mas como o presente tutorial aborda uma
quantidade, pois caso instale muitos programas, criação “do zero”, vamos criar os principais ar-
o resultado final ultrapassará o limite do CD quivos para que o CD funcione. Primeiramente,
(700 MB) e você terá de usar uma mídia de os diretórios:
DVD, o que também não é problema nenhum, a
menos que você não tenha um leitor de DVD # mkdir -p cd/{casper,isolinux,install,preseed,.disk}
(lembrando que a ISO também pode ser transferi-
da para um pendrive). - casper
Agora você já tem o sistema pronto para ro- É dentro dessa pasta que fica o sistema
dar e instalar a partir de um LiveCD. Vamos ago- que acabamos de criar, de forma compactada (fi-
ra para a criação do CD de boot, mas antes de lesystem.squashfs), bem como os arquivos res-
sair do ambiente, precisamos limpar o cache e ponsáveis pelo boot e a lista de pacotes
desmontar os sistemas de arquivos: instalados. É portanto a pasta principal. Vamos
primeiro criar os arquivos de boot:
apt-get clean
rm -rf tmp/* # cp squashfs/boot/vmlinuz-2.6.**-**-generic
rm -r /etc/resolv.conf cd/casper/vmlinuz
rm -r /etc/hosts # casper-new-uuid
umount -lf /proc /home/remaster/custom/squashfs/boot/initrd.img-2.6.**-
umount /sys **-generic /home/remaster/custom/cd/casper/
umount /dev/pts /home/remaster/custom/cd/.disk/
exit
umount -lf squashfs/dev Obs: como pode notar pelos #, só existem
rm squashfs/root/.bash_history dois comandos nas linhas acima.
No Karmic, o último comando não funcio-
Se está utilizando o Karmic, e fez os coman- na. Além disso, no novo sistema o arquivo ini-
dos destacados anteriormente, execute estes an- trd.gz precisa ser recompactado para o formato
tes do apt-get clean: .lz. Proceda da seguinte forma:

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TUTORIAL · COMO CRIAR UM LIVECD DO UBUNTU "DO ZERO"

- install
# cp squashfs/boot/initrd.img-2.6.**-**-generic
cd/casper/initrd.gz
Copie os seguintes arquivos para a pasta:
# cd cd/casper
# mkdir initrdtmp # cp /boot/memtest86+.bin cd/install/memtest
# cd initrdtmp # cp /boot/sbm.img cd/install/
# gzip -dc ../initrd.gz | cpio -imvd --no-absolute-filenames
# find . | cpio --quiet --dereference -o -H newc | lzma -7 >
../initrd.lz - isolinux
# cd .. Copie os seguintes arquivos para a pasta:
# rm -r initrdtmp initrd.gz
# cd ../.. # cp /usr/lib/syslinux/isolinux.bin
/usr/lib/syslinux/vesamenu.c32 cd/isolinux/
Vamos agora criar o manifest:
Crie um arquivo com o comando “nano
# chroot squashfs dpkg-query -W -- cd/isolinux/isolinux.cfg” e cole o seguinte conteú-
showformat='${Package} ${Version}\n' | tee do:
cd/casper/filesystem.manifest
# cp -v cd/casper/filesystem.manifest default vesamenu.c32
cd/casper/filesystem.manifest-desktop timeout 300
# REMOVE='ubiquity casper live-initramfs user-setup
discover1 xresprobe os-prober libdebian-installer4' menu background splash.png
# for i in $REMOVE menu title Ubuntu 9.04 *Remix*
# do menu color title 0 #ff85b4f5 #00000000
# sed -i "/${i}/d" cd/casper/filesystem.manifest-desktop menu color border 0 #0085b4f5 #00000000
# done menu color sel 7 #ffffffff #33eeeeee
menu color hotsel 0 #ff000000 #ffffffff
menu color tabmsg 0 #ffeeeeee #00000000
Você acaba de criar dois arquivos. O filesys- menu color unsel 0 #ffeeeeee #00000000
tem.manifest contém a lista de pacotes atualmen- menu color hotkey 7 #ffffffff #ff000000
te instalados. Já o filesystem.manifest.desktop menu color timeout_msg 0 #ffffffff #00000000
é a lista de pacotes que permanecerão após a menu color timeout 0 #ffffffff #00000000
instalação. Segundo a linha que começa com menu color cmdline 0 #ffffffff #00000000
“REMOVE”, o instalador (Ubiquity) removerá to- menu vshift 12
dos os pacotes que foram mencionados ali, in- menu rows 10
cluindo ele próprio. menu tabmsgrow 16
menu timeoutrow 17
Agora, o principal, o sistema de arquivos menu tabmsg Pressione ENTER para boot ou TAB
compactado: para editar uma entrada no menu

# mksquashfs /home/remaster/custom/squashfs label live


/home/remaster/custom/cd/casper/filesystem.squashfs menu label Testar o Ubuntu sem qualquer mudanca
no seu computador
kernel /casper/vmlinuz
Esse processo pode demorar, de acordo append file=/cdrom/preseed/ubuntu.seed
com a quantidade de pacotes que você instalou boot=casper initrd=/casper/initrd.gz locale=pt_BR
e com a velocidade de seu computador. quiet splash --
menu default

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TUTORIAL · COMO CRIAR UM LIVECD DO UBUNTU "DO ZERO"

Faça os seguintes comandos:


LABEL xforcevesa
menu label Iniciar em Modo Grafico Seguro # cd cd/.disk
kernel /casper/vmlinuz # touch base_installable
append file=/cdrom/preseed/ubuntu.seed boot=casper # echo "full_cd/single" > cd_type
xforcevesa initrd=/casper/initrd.gz locale=pt_BR quiet # echo 'Ubuntu 9.04 "Jaunty Jackalope Remix" - i386
splash -- (20090429)' > info
# echo "http://ubuntu-rescue-remix.org" >
label live-install release_notes_url
menu label Instalar o Ubuntu # cd ../..
kernel /casper/vmlinuz
append file=/cdrom/preseed/ubuntu.seed boot=casper
only-ubiquity initrd=/casper/initrd.gz locale=pt_BR quiet
- Raiz do CD
splash -- Crie um arquivo com o comando “nano
cd/README.diskdefines” e cole o seguinte con-
label check teúdo (do jeito que está):
menu label Verificar se ha defeito no CD
kernel /casper/vmlinuz #define DISKNAME Ubuntu 9.04 "Jaunty Jackalope" -
append boot=casper integrity-check Release i386 **Remix**
initrd=/casper/initrd.gz quiet splash -- #define TYPE binary
#define TYPEbinary 1
label memtest #define ARCH i386
menu label Teste de memoria #define ARCHi386 1
kernel /install/memtest #define DISKNUM 1
#define DISKNUM1 1
label hd #define TOTALNUM 0
menu label Inicializar pelo primeiro disco rigido #define TOTALNUM0 1
localboot 0x80
Caso queira o recurso de instalar dentro
do Windows, baixe o wubi.exe aqui:
Obs: troque o nome de initrd.gz para ini-
trd.lz se estiver usando o Karmic.
Crie uma imagem em 640x480 com o no- http://wubi-installer.org/
me de splash.png e coloque nessa pasta. http://sourceforge.net/projects/wubi/

- preseed Copie-o para dentro da pasta cd e crie um


Crie um arquivo com o comando “nano autorun:
cd/preseed/ubuntu.seed” e cole o seguinte con-
teúdo (do jeito que está, com os #): [autorun]
open=wubi.exe --cdmenu
# Only install the standard system and language packs. icon=wubi.exe,0
tasksel tasksel/first multiselect label=Install Ubuntu
d-i pkgsel/language-pack-patterns string
# No language support packages. [Content]
d-i pkgsel/install-language-support boolean false MusicFiles=false
PictureFiles=false
- .disk VideoFiles=false

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TUTORIAL · COMO CRIAR UM LIVECD DO UBUNTU "DO ZERO"

Crie, agora, um link para o CD:

# ln -s . ubuntu

Por fim, crie o arquivo md5sum.txt:

# cd cd
# find . -type f -print0 | xargs -0 md5sum | grep -v
"\./md5sum.txt" > md5sum.txt

Com isso, todos os arquivos necessários


estarão no CD, bastando agora criar a ISO com
o seguinte comando:

# mkisofs -r -V "ubuntu-9.04-i386-remix" -b
isolinux/isolinux.bin -c isolinux/boot.cat -cache-inodes -
J -l -no-emul-boot -boot-load-size 4 -boot-info-table -o Figura 1: sistema customizado rodando no VirtualBox
../../isos/ubuntu-9.04-i386-remix.iso .
Para mais informações:
Sua ISO gerá gerada na pasta /home/re- [1] Site oficial Ubuntu:
master/isos. Utilize agora o VirtualBox ou outro http://www.ubuntu.com
programa para testar.
[2] Mais detalhes sobre os repositórios podem ser
encontrados na matéria de Igor Morgado, Ed. #10 da
Em breve mostrarei como editar uma ISO
Revista Espírito Livre.
pronta, adicionando e removendo programas.
http://revista.espiritolivre.org
Também trarei uma lista de programas que po-
dem ser instalados, e várias dicas de personaliza- FILIPO TARDIM é graduando em Letras
ção (papel de parede, ícones, etc). pela UFRJ, professor da rede municipal de
Duque de Caxias, ajuda a implementar o
Até lá! Linux nas escolas públicas do município e
participa do desenvolvimento do Lineduc –
Linux Educacional Duque de Caxias.

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TUTORIAL · GOOGLE READER NO UBUNTU

Google Reader no Ubuntu


Por Márcio Rodrigues Pivoto

Uma coisa que eu sempre procurei no Vamos a Instalação:


Ubuntu foi um agregador de Feeds que fosse
possível sincronizar com a minha conta do Goo- Antes de começarmos a instalação do Re-
gle Reader, procurei vários mais nenhum com ad Air primeiro precisamos instalar o Adobe Air,
tal integração, ate que um dia pelas minhas an- para isso devemos ir no site oficial da Adobe e
danças pela internet encontrei o Read AIR. Um baixar a instalação do Adobe Air.
agregador de Feeds feito em AIR leve, rápido to-
talmente compatível com o Google Reader. http://get.adobe.com/br/air/otherversions/

Uma vez baixado vamos a instalação, ele


vem no formato .bin para instalar arquivos com
essa terminação devemos usar o Terminal.
Lembarndo que se o arquivo estiver na
pasta Downloads primeiro devemos entrar no di-
retório com o comando:

cd Downloads

No diretório onde se encontra o arquivo


AdobeAIRInstaller.bin digite:
Figura 1 - Google Reader

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TUTORIAL · GOOGLE READER NO UBUNTU

Para isso devemos ir ao site oficial do Pro-


chmod +x AdobeAIRInstaller.bin
jeto e baixar a última versão do aplicativo.
http://code.google.com/p/readair/
Agora Digite isso para iniciar a instalação:

sudo ./AdobeAIRInstaller.bin

Esses comandos irão dar inicio a instala-


ção do Adobe AIR.

Figura 4 - Página do Projeto ReadAir

No site escolha no quadro verde ReadAir


0.31.air.

Uma vez baixado, um duplo clique no arqui-


vo instala o aplicativo facilmente.

Figura 2 - Início da instalação

Apenas clique no botão concordo.

Figura 3 - Instalando o Adobe AIR

A instalação é bem rápida e fácil.


Figura 5 - Início da instalação do ReadAir

Agora devemos baixar o aplicativo Read Apenas clique em instalar...


Air, nosso leitor de Feeds.

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TUTORIAL · GOOGLE READER NO UBUNTU

Figura 6 - Processo de instalação

Figura 8 - ReadAir já instalado no Ubuntu


...Depois em continuar, sem mudar nada
nessa tela.
Para usá-lo devemos colocar o e-mail e se-
nha que usamos no Google.

Figura 9 - Configurando contas de usuário do serviço

Figura 7 - Contrato de licença do ReadAir


E pronto automaticamente ele vai começar a
sincronizar com sua conta do Google Reader.
Concorde com os termos e aguarde o fim
da instalação.

MÁRCIO RODRIGUES PIVOTO é técnico


Agora para ter acesso ao aplicativo deve- de informatica, amante de software livre,
mos ir no menu: Aplicativos > Acessórios > Re- principalmente de Linux, especialmente do
Ubuntu. Responsável pelo blog
ad Air. http://ubuntuaazip.blogspot.com.

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SYSADMIN · CONTROLE DE VERSÕES COM GIT

GIT: Fazendo controle de


versões da forma certa
Por Gleudson Junior

Flavio Takemoto - sxc.hu

1. O que é controle de versionamento ta que está sendo utilizada pelo projeto. Desta
distribuído? maneira, por exemplo, pode-se fazer com que
Os VCS¹ distribuídos, também chamado os repositórios “filhos” de um mesmo repositório
de DVCS² tem uma arquitetura muito mais com- “pai” compartilhem suas alterações paralelamen-
plexa e até um tanto quanto complicada para te entre si.
compreensão de iniciantes, em contra partida Em um sistema de controle distribuído,
nos apresenta uma série de vantagens que não uma conexão permanente com o servidor não é
são possíveis de aplicar ao modelo centralizado. um requisito essencial para o funcionamento do
Dando vista ao processo no âmbito operaci- sistema, visto que cada desenvolvedor é respon-
onal, um DVCS não é muito desigual a um VCS sável por manter seu próprio repositório, dessa
centralizado, pois os desenvolvedores de um de- forma todas as alterações feitas no longo do de-
terminado projeto também fazem commit de su- senvolvimento podem passar por um commit lo-
as alterações durante o desenvolvimento dos cal e então somente quando necessário ou
arquivos, da mesma forma quem geram tarballs, solicitado, devem atingir o repositório “pai”, ou
patches e atualizam seus arquivos ou analisam paralelos a ele, caso exista algum. Incrementa-
seu histórico de alteração. do a esse contexto, o “pai” destes repositórios
“filhos” podem realizar um commit destas mu-
A grande sacada do modelo distribuído es-
danças, no seu repositório principal, tornando
tá no fato de não haver um único repositório cen-
com que suas modificações se tornem públicas
tralizado, mas sim diversos repositórios
para os demais membros do conjunto de reposi-
espalhados na rede e um repositório para cada
tórios.
desenvolvedor, sob a dependência da ferramen-

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SYSADMIN · CONTROLE DE VERSÕES COM GIT

te de utilização e complexidade desse modelo,


as trocas (downloads e uploads) de arquivos na
plataforma p2p, onde se torna um pouco mais di-
fícil o controle sobre o acesso aos dados exis-
tentes em um determinado repositório. A partir
disso é que vem a procura e empregabilidade
de algumas ferramentas que possuem funciona-
bilidades específicas capazes de solucionar es-
te tipo de problema.

2. Conhecendo e entendendo o Git


Enquadrada a um sistema de controle de
versão distribuído (DVCS) podemos encontrar
uma aplicação bastante eficiente, que tende a
propor diversos recursos a fim de sanar os pro-
blemas supracitados, estamos falando do proje-
to Git.
Ele é um projeto de Software Livre, libera-
do sob a licença GPL¹, que foi inicialmente cria-
do por Linus Torvalds², visando o controle e
Figura 1: Modelo de controle de versão distribuído
desenvolvimento dos códigos fontes do Kernel
Organizar e acessar os repositórios desta Linux, hoje ele é mantido por Junio Hamano. O
maneira torna os DCVS totalmente aplicáveis pa- grande objetivo do Git é atender a todas as exi-
ra equipes de trabalho que estão geograficamen- gências do modelo de desenvolvimento do Ker-
te espalhados pelo mundo, ao qual nem sempre nel Linux, tais como manipulação de grandes
possuem uma conexão estável entre os colabora- conjuntos de arquivos, desenvolvimento de pro-
dores do projeto. Porém isso não quer dizer que jeto distribuído, operação de ramificações e mes-
uma conexão de rede, ou ao menos uma forma clagens (merges) complexas, integridade do
de disseminar estas mudanças não seja impor- código, desempenho, entre outras.
tante para o funcionamento de DCVS, acontece Cada diretório local de desenvolvimento
que quando um desenvolvedor utiliza um siste- Git é tido como um repositório, onde se encon-
ma de controle distribuído ele pode ter acesso tra todo histórico de desenvolvimento dos com-
às informações do repositório “pai”, mesmo que mits locais e a capacidade de controle das
não exista uma conexão com o mesmo. No en- revisões do código, tudo isso sem a dependên-
tanto estas informações dizem respeito à última cia de um acesso direto a uma rede ou a um úni-
sincronização do repositório local, com o reposi- co servidor central.
tório paralelo ou o repositório “pai”. Além do
mais, o fato de ser distribuído não impede neces- O desenho inicial do Git foi inspirado por
sariamente que o repositório “filho” replique su- outras duas aplicações de controle de versão: o
as alterações para o repositório “pai”, pois se Bitkeeper, e o Monotone. Seu projeto original
isso não acontecesse, as suas modificações possuía uma arquitetura com um mecanismo de
não seriam reproduzidas para os demais colabo- funcionamento bastante abstrato, difícil para a
radores do projeto. compreensão de desenvolvedores iniciantes.
Com a evolução e a aparição de novas necessi-
Podemos citar como um exemplo semelhan- dades, o projeto original acabou se tornando em

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SYSADMIN · CONTROLE DE VERSÕES COM GIT

um sistema de controle de versão completo, que o CVS, nem o Subversion, por limitações já des-
passou a ser adotado por empresas de alto ní- critas. Então optou pelo Bitkeeper, que apesar
vel. de ser comercial, se enquadrava perfeitamente
São inúmeros projetos de software que ho- as necessidades do projeto. No entanto, como
je empregam o Git para o controle de versão de explicar e principalmente motivar a comunidade
código, podendo citar como principais de um software livre a utilizar um aplicativo co-
exemplos: Android, Btrfs da Oracle, Gnome, Goo- mercial? Perante essas dificuldades, decidiu en-
gle, Kernel Linux, Perl, Qt (toolkit), Ruby on tão desenvolver seu próprio sistema para
Rails, Samba, Servidor X.org. controle de versões, optando pelo modelo distri-
buído, daí nasceu o Git.

3. Por que empregar o Git?


É totalmente indiscutível que todo projeto Citação: “Ser distribuído significa que você
de software independente do seu tamanho ou não tem uma localização central que se mantém
complexidade, necessita hoje de um sistema pa- a par de seus dados, um único lugar, mais im-
ra versionamento de código. Isso não é mais portante que qualquer outro lugar. Este modelo
uma questão de escolha. No momento em que centralizado não funciona...”.
se inicia um projeto de software, mesmo que es- Linus Torvalds – Palestra ministrada sobre
te esteja sendo manipulado por apenas um de- o Git no Tech Talk Google.
senvolvedor, o controle de versões passa a não
ser uma tarefa de teor trivial, ou algo que se pos-
sa considerar opcional. Nos sistemas de controle distribuídos, ca-
da colaborador do projeto obtém em sua máqui-
Daí é que surge o grande problema da mai- na local um clone completo do repositório
oria dos projetos de software: qual VCS utilizar? principal. O que difere o Git das demais ferra-
Grande parte dos desenvolvedores se vê hoje mentas, é justamente a grande escala de otimi-
mal acostumados com a utilização e manipula- zação desse repositório. Um dos exemplos
ção do CVS, Subversion ou mesmo o SourceSa- clássicos dessa otimização, é o que acontece
fe da Microsoft. É bem verdade que alguns com alguns projetos, onde a última revisão de
deles atendem aos requisitos de determinados código é apenas um pouco maior que todo o có-
projetos de forma aceitável, nem sempre satisfa- digo armazenado no repositório, incluindo atuali-
tória, mas felizmente hoje podemos contar com zações e modificações.
ferramentas que oferecem funcionabilidades
bem mais evoluídas nesse âmbito. A grande jogada está na estrutura desse
sistema, onde todo o repositório encontra-se ar-
O Linus Torvalds, por exemplo, sofria des- mazenado localmente, como isso o desenvolve-
se mal: como controlar uma gama enorme de co- dor não tem nenhum problema com permissões
laborações provenientes de todo o mundo? Nos de escrita. Está tudo armazenado localmente na
primórdios a maneira de controle dos códigos se sua estação de trabalho. Alem da possibilidade
constituía num processo manual, onde se testa- de trabalhar no desenvolvimento do projeto em
va e implantava manualmente retalhos de códi- modo off-line, sem necessitar de um acesso a
go, mas isso com o passar do tempo tendia a se rede nem internet, gerando assim maior comodi-
tornar impraticável, por questões que envolviam dade e mobilidade aos colaboradores.
o grande esforço de trabalho dos envolvidos no
projeto. Quando ele sentiu a necessidade de em- No Git cada desenvolvedor tem o repositó-
pregar um sistema para controlar os códigos do rio completo em sua estação de trabalho, que
núcleo Linux, decidiu de pronto não utilizar nem também é conhecido como “repositório central”,

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mas que na verdade é apenas um dos clones 4.3 Trabalhando no repositório Git
que foi eleito como “repositório principal” e que Sempre que for necessário adicionar um
caso sofra uma perda irreversível, deve ser subs- novo arquivo no repositório devem-se utilizar os
tituído por qualquer um desses outros repositóri- seguintes comandos:
os. Isso mantém viva a arquitetura distribuída do
desenvolvimento do software, onde se garante # touch novo_arquivo.sh
que qualquer um dos repositórios clonados pos- # git add novo_arquivo.sh
# git commit -m "novo_arquivo.sh adicionado no
sa ser eleito como “repositório principal”. O que
repositório"
acontece é que ao invés de se fazer um “chec-
kout” e copiar o topo do projeto, o Git permite fa-
O Git possui o que chamamos de “área in-
zer um “clone” e obter uma cópia completa do
termediária”. Nesta área será permitido configu-
repositório. Fazendo com que cada desenvolve-
rar o modo em que o commit vai ficar antes de
dor tenha todo o repositório em sua máquina lo-
enviá-lo ao repositório. Com isso você pode utili-
cal e possibilitando a sua substituição caso haja
zar os comandos: add e rm que são responsá-
alguma perda de informação.
veis pela adição e remoção de arquivos e
diretórios. Depois será apenas necessário utili-
4. Manipulação básica do Git zar o comando commit para enviar as altera-
ções para o repositório local.
4.1 Instalando Nota: deve-se atentar bastante na utiliza-
Para instalar o Git no terminal de trabalho, ção do comando rm. Se caso ele for utilizado
basta digitar no terminal do Sistema Operacio- sem o parâmetro -cached o arquivo será removi-
nal o comando abaixo: do sumariamente do repositório.

# sudo apt-get install git-core 4.4 Submetendo as modificações para o repo-


sitório
De acordo com a arquitetura distribuída do
Nota: o comando acima deve ser aplicado Git, ainda é necessário que as modificações rea-
para distribuições Debian/Linux. Caso possua ou- lizadas no braço local sejam submetidas para o
tra distribuição instalada, acesse: http://code.goo- repositório remoto, onde outros desenvolvedo-
gle.com/p/msysgit/downloads/list para baixar e res terão acesso. Para tanto se deve utilizar o
instalar a versão mais recente. seguinte comando:

# git push orign master


4.2 Iniciando o repositório
Nesse momento deve-se criar o diretório Onde, o parâmetro orign é o nome do repo-
em que será iniciado o projeto, em seguida inici- sitório remoto e master é o nome do branch. Pa-
ar verdadeiramente o repositório Git no diretório. ra adicionar o repositório remoto basta utilizar o
comando:

# mkdir novo_projeto # git remote add orign


# cd novo_projeto usuario@meu_repositorio.com.br:/home/usuario/reposi
# git init torio.git

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SYSADMIN · CONTROLE DE VERSÕES COM GIT

4.5 Clonando um repositório remoto Para mais informações:


Para obter um clone do repositório remoto [1] Wikipédia (CVS):
deve-se utilizar o comando: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cvs

[2] Introdução a Controle de Versão Distribuído:


# git clone http://betterexplained.com/articles/intro-to-distributed-
usuario@meu_repositorio.com.br:/home/usuario/reposi version-control-illustrated/
torio.git
[3] Controle de versões com o Git:
http://blog.softa.com.br/2009/9/controle-de-vers-es-com-o-
5. Conclusão git
Este artigo nos motiva a acreditar que,
uma vez que tenha escolhido um determinado [4] L Glassy. Using version control to oberve student
sistema de controle de versão, cuidadosamente software development processes.
Jornal of Computing Sciences in Colleges. Janeiro 2006
estudado e preparado para seu projeto, este po-
de e deve ser de grande valia para o aumento [5] Entendendo o Conceito do Git:
da produtividade e melhorias no gerenciamento http://www.eecs.harvard.edu/~cduan/technical/git/
e controle dos arquivos. No entanto, é importan-
te salientar que para haver uma escolha correta [6] Palestra – Linus Torvalds on Git. Tech Talk Google.
Maio 2007.
do sistema de controle que se encaixe perfeita-
mente ao contexto do problema, é necessário ob-
ter conhecimento das características técnicas,
funcionabilidades, desempenho, vantagens e
desvantagens de cada ferramenta disponível,
dessa forma sendo possível sinalizar quais des-
sas características são mais relevantes para su-
prir as necessidades.
Foi justamente isso que se tentou mostrar GLEUDSON JUNIOR é Analista de Suporte,
neste documento. A indicação e o emprego do graduado em Redes de Computadores, Pós-
graduando em Segurança de Redes e
Git, uma ferramenta que atende de forma eficien- Sistemas, membro colaborador assíduo de
te e satisfatória os requisitos relacionados ao comunidades Software Livre/Open Source,
controle dos códigos fonte para sistemas distri- atua também como freelancer nas áreas de
Serviços e Segurança de Redes e Sistemas
buídos, sendo totalmente aplicável em grande desde 2005. Apaixonado pelo sistema do
parte dos projetos atuais. pinguim, por acreditar que a liberdade é pra
todos. Site:
http://www.gleudson.blogspot.com.

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ANÁLISE · AS NOVIDADES DO UBUNTU 10.04

As novidades do Ubuntu 10.04


Por Wagner Emmanoel

Pouco maior que um gato doméstico, poden- decorrentes das inovações introduzidas em relea-
do pesar até 30 kg, tem cauda curta e orelhas bicu- ses anteriores. Se você não conhecem o ciclo de
das, com um tufo de pelos nas pontas e é um lançamento do Ubuntu, estará se perguntando o
mamífero de ordem carnívora. Bom, não estamos que é LTS? Calma! irei explicar, para os que já co-
falando do animal em si, mas, da nova versão do nhecem, serve para relembrar.
Ubuntu, à 10.04 que recebe o codinome Lucid
Lynx. A data prevista para sua chegada é
29/04/2010. Ciclo de lançamento do Ubuntu
Assim, como nas versões anteriores, os de-
senvolvedores estão trabalhando pesado nessa As distribuições Ubuntu são lançadas semes-
distribuição, para mais uma vez trazer de forma tralmente, tendo a primeira versão 4.10, lançamen-
centralizada e organizada o que há de melhor em to em 20 de outubro de 2004, com codinome
software livre, como sempre fizeram os que atuam Warty Warthog. Fator interessante é que essa nu-
nesse projeto junto à Canonical. Porém essa é meração (4.10) é para referenciar o ano de lança-
mais uma daquelas épocas difíceis, já que não se mento 2004, com o seu respectivo mês outubro
corre para lançar mais uma versão como as que te- (10). O que enseja a existência desse ciclo de lan-
mos de seis em seis meses, pois chegou a vez de çamento é para que os usuários tenham sempre o
outra LTS (Long Term Support) e toda correria é que há de mais novo em termos de softwares, po-
para tornar-lá uma versão estável e corrigir bugs rém para aqueles que não gostam dessa constan-

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ANÁLISE · AS NOVIDADES DO UBUNTU 10.04

te mudança, vale lembrar que cada distribuição lan- Kernel


çada é suportada por um período de dezoito me- O Ubuntu 10.04 virá com o kernel na ver-
ses, e para empresas onde o trabalho de são 2.6.32.X, pois este já foi bastante testado e
implementação é mais doloroso. Depreende-se será ele que irá assegurar uma maior estabilida-
que dificilmente uma empresa por menor que seja de, um melhor suporte a hardwares recentes e
tem apenas uma máquina, e quando a empresa é maior rapidez no dia a dia.
de médio porte acima, geralmente falamos em “par-
ques computacionais”, o que torna difícil essa cons-
tante mudança, devido a fatores como: tempo, Inicialização (boot)
mão-de-obra e treinamento. Foi pensando nisso Foi removido HAL (camada de abstração
que a Canonical junto com a comunidade Ubuntu de hardware), tornando a inicialização mais rápi-
criou as versões LTS, essas que por sua vez, têm da, além de facilitar a saída de uma suspensão.
um suporte por longo tempo, sendo três anos para Essa experiência ao ligar o seu sistema e ver
versões Desktops, já que sofrem muitas modifica- fluir de forma atrativa e rápida, tentando atingir
ções durante esse período e cinco anos para ver- os dez segundos de boot, em dispositivos equi-
sões Servers. A primeira versão LTS foi a 6.06, de valentes ao Dell Mini v10 é fantástico.
codinome Dapper Drake. Como pode ser visto pe-
lo número da versão, a primeira LTS saiu do forno
com dois meses de atraso, já que os lançamentos
deveriam ocorrer sempre em abril (04) e outubro
(10), fazendo assim seu ciclo semestral desde o
seu primeiro lançamento. Vejam o cronograma
abaixo para melhor entendimento.

Figura 2 - Inicialização

Como pode ser visto, ocorreu uma grande


mudança com sua identidade. Inspirando-se na
ideia de luz, traz um visual totalmente inovador,
que segundo a Canonical, esse tipo de softwa-
re “light”, utiliza os recursos da máquina de ma-
neira eficiente, além de executar rápido e ser de
fácil manutenção quando necessário.
Para utilizadores de placas gráficas Intel,
Figura 1 - Ciclo de evoluções
Nvidia e ATI, a sensação será ainda melhor. A
única desvantagem desse processo é não poder
piscar os olhos durante a inicialização, se fizer,
Novidades da versão 10.04 não poderá ver o que aconteceu.
Lucid Lynx
Gnome
Bom, agora que já entendemos o ciclo de
A versão 2.30 do ambiente gráfico Gnome
lançamento do Ubuntu, vejamos algumas novida-
trará melhoramentos gerais em todas as aplica-
des que o Ubuntu 10.04 Lucid Lynx trás.
ções, incluindo o cliente de mensagens instantâ-

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ANÁLISE · AS NOVIDADES DO UBUNTU 10.04

neas Empathy, o gravador de disco Brasero, o ra se tentar obter uma total de harmonia e
leitor de documentos Evince (suporte a OCR, estética em todos os componentes que formam
converter imagem em texto) e melhorias a nível o sistema. A modificação mais notada é, de lon-
visual nos ícones e no painel. Para os que utili- ge, os botões de maximizar, minimizar e fechar.
zam o Kubuntu, a versão do KDE será 4.4. Agora, os botões estão do lado esquerdo, como
no Mac OS X.

GTK
O novo tema GTK, apesar de não fugir tan- Indicadores de sistema
to do esquema de cores da distribuição, sofreu al- No painel superior do Ubuntu, existem vári-
gumas modificações e correções de bugs os ícones que fornecem informações sobre o sis-
anteriores. O pacote de fantásticos ícones Huma- tema, e até um que concentra informações e
nity será melhorado (especialmente para se ten- ações das aplicações de comunicação. Para o
tar obter um painel apenas com ícones no estilo Lucid Lynx foi criado e unificado uma interface
Humanity acinzentado). Além disso, teremos ain- comum e consistente que permite agregar infor-
da algumas modificações na janela de login, pa- mações inteligentemente.

Figura 4 - Indicadores de sistema

Melhorias nas notificações


Cada vez mais, as notificações do Ubuntu
representam um dos melhores sistemas de noti-
ficação atualmente (quer visualmente quer em
Figura 3 - Mudança na posição dos botões: uma das termos de facilidade de integração nas aplica-
modificações mais notadas ções). Para o Lucid, as notificações estarão pre-

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ANÁLISE · AS NOVIDADES DO UBUNTU 10.04

sentes com um novo modo, o modo “ocupado”. Ubuntu One Music Store
Por exemplo, se estiver vendo um filme em tela Usuários do Linux, sentiram falta por muito
cheia, não será notificado de coisas triviais co- tempo de uma aplicação que lhe permita com-
mo poe exemplo, e-mail, mensagens de chat, já prar música online, a partir do seu ambiente de
avisos de bateria fraca ou de carga em bateria, trabalho, como o iTunes, por exemplo. A Ubuntu
esses sim, considerados “críticos” serão mostra- One Music Store, pretende resolver esse proble-
dos. ma. Foi integrado ao player Rhythmbox, recur-
sos que permitirão comprar músicas a partir do
seu ambiente de trabalho e guardar no seu com-
putador ou no storage do Ubuntu One. A loja é
baseada na plataforma 7Digital e o Ubuntu servi-
rá apenas como ligação entre o utilizador e o
Figura 5 - Melhoria nas notificações vendedor do conteúdo digital.

Melhoramentos no Centro de Software


O Centro de Software Ubuntu caminha rapi-
damente para se tornar uma das soluções mais
simples para instalação/remoção de programas,
em qualquer dos 3 Sistemas Operacionais princi-
pais: Windows, outras variantes Linux e Mac
OS.

Figura 7 - Reprodutor de músicas

Melhorias no F-Spot para edição de


imagens simples
Serão adicionadas ao F-Spot funcionalida-
des básicas de corte, edição e retoque de ima-
gem, porém existe a possibilidade de substituir
esta aplicação por uma outra já com essas funci-
Figura 6 - Melhoramentos no Centro de Software onalidades como o gThumb ou Shotwell. O utili-
zador comum quer apenas editar algumas fotos
O Ubuntu 10.04, vai se tornar um centro on- com retoques básicos, remoção de olhos verme-
de pode instalar programas através de pacotes lhos, cortar, um efeito de luz aqui e outro ali, e o
.deb de sites externos (substituindo o GDebi), on- GIMP revelava-se complexo demais para essa
de pode adicionar/remover repositórios (Substi- tarefa. Portanto, esperam-se novidades nesta
tuindo a aplicação Fontes de Aplicação) e onde área. O F-Spot é muito amigável e se os recur-
poderá também atualizar o seu sistema. sos citados acima forem implementados ele não
deverá sair de sena.

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ANÁLISE · AS NOVIDADES DO UBUNTU 10.04

melhores jogos. Atualmente o Ubuntu conta


com variados jogos “inúteis”, que não são atuali-
zados há muito tempo. Um dos jogos a ser in-
cluído é o gbrainy, jogo de brainstorming e
estimulação mental é bastante desafiador e vici-
ante. Existem vários jogos de qualidade nos re-
positórios de Ubuntu utilize-os.

Figura 8 - F-Spot

Gimp será substituído pelo Pitivi


O leque de aplicações que acompanham o
cd também foi alvo de mudanças. O Gimp, consi-
derado uma aplicação apenas para utilizadores
profissionais e avançados, não virá instalado sen-
do substituído pela aplicação de edição de ví-
deo Pitivi, porem o Gimp continuar instalável a
partir do Centro de Software. O Pitivi atualmente
deixa a desejar algumas funcionalidades de um
bom editor de vídeo, como o projeto OpenShot.
A decisão ainda está polêmica e espera-se novi-
dades nos próximos meses…

Figura 10 - Melhor seleção de jogos

Nova ferramenta de Digitalização “Sim-


ple Scan”
O Ubuntu, embora muitos nunca tenham
reparado, sempre trouxe consigo uma ferramen-
ta de Digitalização, neste caso o XSane. O XSa-
Figura 9 - PiTiVi ne é uma ferramenta poderosa e com elevado
grau de compatibilidade, mas a sua integração
Melhor seleção de jogos no restante ambiente de trabalho e a sua interfa-
Os jogos pré-instalados também vão ser re- ce em geral era tudo menos amigável. Por isso
pensados. A escolha vai recair em menos mas foi desenvolvida uma nova aplicação para o

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ANÁLISE · AS NOVIDADES DO UBUNTU 10.04

substituir, de nome “Simple Scan”, uma interfa- ce a configuração do modo kernel, o que dará
ce simples de utilizar para facilmente digitalizar uma melhor resolução de detecção. Este contro-
todo e qualquer tipo de documento em todo e lador fornece a funcionalidade de hardware ace-
qualquer tipo de impressora, e iniciando esse pro- lerado em 2D, como o driver nv que substitui. O
cesso através de todo e qualquer tipo de aplica- driver nouveau está sendo ativamente desenvol-
ção. “Simple Scan”. vido a montante e foi antecipado para permitir
correções de bugs mais rápido.

O suporte aprimorado para nVidia dri-


vers gráficos proprietários
Três diferentes drivers proprietários da NVI-
DIA estão disponíveis atualmente: nvidia-current
(190,53), nvidia-173, e nvidia-96. Graças a um
sistema com novas alternativas, é possível insta-
lar todos os três pacotes ao mesmo tempo (em-
bora isso seja possível, só podemos ter
Figura 11 - Simple Scan facilita processo de digitalização configurado para uso um por vez).

Social por padrão (Gwibber)


Temos agora funções de integração com o
Twitter, identi.ca, Facebook e outras redes soci-
ais com o MeMenu no painel, que é construído
sobre o projeto Gwibber, que tem um completa-
mente novo backend, mais confiável construída
em cima de desktopcouch. Gwibber agora tam-
bém oferece suporte a multi-coluna de exibição
para monitorar simultaneamente vários feeds.
Figura 13 - Melhor suporte a drivers da nVidia

Novas funcionalidades para o Ubuntu


Enterprise Cloud (UEC)
O instalador do Ubuntu Enterprise Cloud
foi vastamente melhorada a fim de apoiar topolo-
gias de instalação alternativo. UEC componen-
tes são automaticamente detectados e
registrados, inclusive para topologias comple-
Figura 12 - Gwibber entra em ação com redes sociais xas. Finalmente, UEC agora é alimentado por
Eucalyptus 1.6.2 codebase.

Novo padrão do driver de código Projeto “100 Papercuts”


aberto para hardware nVidia O projeto “100 Papercuts”, pretende identifi-
O driver de vídeo Nouveau é agora o pa- car e corrigir bugs mínimos de usabilidade no
drão para hardware da nVidia. Este driver ofere- Ubuntu e nas suas aplicações. Este projeto já

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ANÁLISE · AS NOVIDADES DO UBUNTU 10.04

iniciou-se no Karmic Koala, e continuará nesta mo o likewise-open5 pacotes a partir do univer-


nova versão do Ubuntu. Bugs do ciclo Karmic, in- so. Desde que esta atualização envolve uma
tegração e acesso fácil ao Compiz (Compiz é o série de alterações na configuração de arquivos
decorador de responsável pelos tão falados efei- e atualizações dos dados, testes e feedback é
tos 3D), Rhytmbox, Pitivi (ou a aplicação de ví- apreciado.
deo que possa eventualmente substituí-la),
Gwibber e Empathy serão alguns dos alvos des-
te projeto, e serão assim corrigidos alguns dos
problemas mais proeminentes que afetam estas
aplicações. Para mais informações:
Site Oficial Ubuntu:
http://www.ubuntu.com
Projeto B-Sides
O projeto B-Sides pretende facilitar a insta- Informações sobre o Alpha 3 do Ubuntu 10.04:
lação de vários pacotes como: codecs, utilitári- http://www.ubuntu.com/testing/lucid/alpha3
os, fontes, temas, Flash, aplicações multimédia,
comunicação e de produtividade, que não estão Artigo na Wikipédia sobre o Ubuntu:
incluídos no CD do Ubuntu, mas que são igual- http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu
mente úteis e essenciais, complementando as-
sim o sistema. Bastará instalar o pacote Artigo no Kerodicas sobre o Ubuntu:
‘b-sides’ e todas essas aplicações serão instala- http://www.kerodicas.com/novidades/artigo=28837
das.
Artigo no Guia do PC sobre o Ubuntu:
http://www.guiadopc.com.br/noticias/13634/canonical-
Inclusão de uma ferramenta de back- renova-logotipo-e-visual-do-ubuntu.html
up?
Esta é outra das aplicações que cada vez
mais é essencial para o usuário. As propostas pa-
ra ferramenta de cópia de segurança são o Déjà-
Dup e Back in Time, ambos com suporte a bac-
kups automáticos regulares, backups seletivos
para pasta/dispositivo externo/rede/Servidor onli-
ne, e a restauração do sistema, baseado em um
determinado backup. Estas são provavelmente
as funcionalidades mais úteis e essenciais para
a grande maioria dos usuários, uma ferramenta
como esta é sempre bem-vinda.

Nova versão do likewise-open


O pacote igualmente aberto, que fornece a WAGNER EMMANOEL é Instrutor da
autenticação do Active Directory e suporte do ser- Fuctura Tecnologia, Ubuntu Master South
America
vidor para Linux, foi atualizado para a versão
5.4. O pacote de suporte a atualizações de am-
bas as versões suportadas oficialmente 4,0
(Ubuntu 8.04 LTS) e 4,1 (Ubuntu 9.10), bem co-

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REDES
R EDES · O Z
ZEN ARTE
EN E A A DE
RTE D GERENCIAMENTO
EG DE
ERENCIAMENTO D E REDES
REDES

O ZEN E A ARTE DE
GERENCIAMENTO DE REDES
Por Igor Morgado

Estas palavras extraídas do livro “A arte


da Guerra” de Sun Tzu, escrito quatro séculos
A.C. já guiaram diversos generais em incontá-
veis batalhas. Nos dias atuais ele também é
utilizado dentro do mercado corporativo aju-
“Se você conhece o dando executivos a tomarem decisões que de-
finem o futuro de suas empresas. Este mesmo
inimigo e conhece a si princípio pode ser utilizado no gerenciamento
(e gestão) de redes de dados. Certamente a
mesmo, não precisa te- área de TIC1 de diversas empresas hoje vive
mer o resultado de para apagar incêndios, um cenário típico em
um ambiente que necessita da tecnologia para
cem batalhas.” o seu negócio, mas muitas vezes ela foi colo-
- Sun Tzu cada sem o total conhecimento do ambiente
em que iria atuar, ou ainda uma tecnologia que
foi inicialmente especificada para atender um
cenário e no presente enfrenta algo muito dife-
rente do que foi idealizado.

O gerenciamento de redes não tem como


objetivo ser um elixir para solucionar todos os
problemas. Ele simplesmente é a ponta do ice-

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REDES · O ZEN E A ARTE DE GERENCIAMENTO DE REDES

berg de um processo muito maior,


mas que sem ele todas as mu-
danças subsequentes tendem a Você não pode geren-
falhar2 (para descrever todo pro-
cesso seriam necessários muitos ciar o que você não mensura,
livros).
e você não pode mensurar o
E qual a relação entre Sun
Tzu e o gerenciamento de redes? que você não coleta.
O gerenciamento de redes forne- Igor Morgado
ce ao gestor (e obviamente sua
equipe e toda empresa) dados indispensáveis do mente melhor do que o outro. Em pequenos am-
estado e funcionamento da rede, isso permite o bientes o modelo centralizado supri todas as
“conhecer a si mesmo” (neste caso referindo-se necessidades, mas com o crescimento é deseja-
a rede de infra-estrutura e serviços). Esse conhe- do uma divisão de responsabilidades, onde cada
cimento irá conduzir suas decisões, presentes e gerência atua em um grupo de tarefas. Cabe ao
futuras, e o bom uso dele irá transformar a “equi- gestor identificar quando é o momento para
pe de incêndio” em uma equipe alinhada com os abandonar um modelo e seguir para outro, e co-
objetivos da empresa. mo fazer isso sem impactar todo ambiente.

O aumento do grau de complexidade das Em relação à forma de atuar, ela pode ser
redes e também do seu tamanho exigem um sis- reativa onde os administradores são alertados
tema de gerenciamento que proporcione a melho- dos problemas ocorridos e atuam na solução pa-
ria na qualidade de serviço, gerenciamento pró- ra encontrar a raiz do problema (root cause), ou
ativo e a integração da informática com os negó- pró-ativa onde os administradores acompanham
cios. a todo momento a saúde dos nós gerenciados
de forma que a interrupção do serviço seja evita-
Formas de gerenciamento da. Obviamente a meta é resolver (ou evitar)
Colocando de forma simples existem duas sempre o problema antes de que ele aconteça,
formas de gerenciar uma rede, e duas formas de mas dispender equipes para monitorar tudo a to-
atuar no gerenciamento de rede. do tempo torna o processo caro e propenso a fa-
lhas. Um bom meio termo é definirmos quais
A forma de gerência mais comum encontra- serviços são críticos, e também definir o nível
da em pequenos ambientes é a gerência centra- máximo de falhas aceitável, também conhecido
lizada onde um único gerente controla todo o como SLA3.
processo. Neste modelo o gerente tende a ter co-
nhecimento de tudo que acontece, mas os pro- O Modelo FCAPS
blemas deste modelo tornam-se cada vez mais Manter o bom funcionamento de toda infra-
críticos na mesma proporção do crescimento da estrutura e serviços é um pré-requisito nos dias
rede. Outra forma é a gerência descentralizada atuais em que tanto clientes como funcionários
onde as atividades são distribuídas entre os vári- dependem da tecnologia para realização de to-
os responsáveis, este modelo demanda uma for- das suas tarefas. Por isso um modelo conceitual
ma de comunicação eficiente entre as diversas foi idealizado pela ISO4, que tem como objetivo
gerências que são responsáveis por uma deter- criar diretrizes para o gerenciamento de rede.
minada atividade. Um modelo não é necessaria- Seus pontos chaves são o gerenciamento dos

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REDES · O ZEN E A ARTE DE GERENCIAMENTO DE REDES

seguintes campos: Falhas (Fault), Configuração gistro do uso da rede por parte de seus usuários,
(Configuration), Contabilidade (Accountability), seja pela cobrança ou pela regulamentação do
Desempenho (Performance) e Segurança (Secu- uso.
rity). As iniciais (em inglês) dão nome ao modelo
FCAPS. Estas informações são úteis na distribuição
dos recursos disponíveis, ajudando a minimizar
Gerência de falhas o custo de operações, tornando o uso mais efeti-
O principal objetivo da gerência de falhas é vo, também é responsável por assegurar um fa-
detectar, isolar, turamento
notificar, corri- adequado.
gir e anotar
(log) todas as
falhas que
O que deve ser entendi- Diversos
tipos de esta-
ocorram
uma rede. Adi-
em
do aqui é que os serviços chave tísticas podem
ser utilizadas
cionalmente es-
tes dados po-
da empresa devem estar rodan- como parâme-
tros para esta
dem
utilizados para
ser do, sempre e bem. divisão/co-
brança, ente
predizer erros, Igor Morgado os mais co-
desta forma a muns estão:
rede estará Uso de disco,
sempre disponível. uso de link (carga ou tempo), ciclos de CPU.

Quando uma falha ocorre, um agente moni- Gerência de desempenho


torado irá enviar uma notificação para um geren- Gerência responsável pela medição e dis-
te sobre o evento. Esta notificação pode disparar ponibilização das informações sobre aspectos
um alarme ou um outro evento, como um mail pa- de desempenho dos serviços de rede. Estes da-
ra o administrador, uma ferramenta de backup dos são usados para garantir que a rede opere
ou um sistema de alta disponibilidade. em conformidade com a qualidade de serviço
acordados com seus usuários. Também são
Gerência de configuração usados para análise de tendência.
Tem como função coletar e armazenar da-
dos sobre hardware e software em todos os Ela permite a um gestor preparar a rede
agentes monitorados, suas versões e configura- para o futuro, além de determinar a eficiência da
ções utilizadas (seja local ou remotamente). Tam- rede atual. As métricas mais utilizadas são: car-
bém é responsável pelo agendamento de todas ga de rede, percentual de uso, taxas de erro e
as paradas para substituição, atualização, modifi- tempos de resposta (latência).
cação e eliminação dos sistemas existentes.
Níveis de desempenho podem ser configu-
Gerência de contabilidade rados para disparar um alarme. Os alarmes são
Contabilidade normalmente é chamada de tratados da mesma forma que os eventos gera-
gerenciamento de bilhetagem (em ambientes on- dos pela gerência de falhas, obviamente que
de haja a cobrança pelo uso dos serviços disponi- eles variam de acordo com sua criticidade.
bilizados). Esta gerência é responsável pelo re-

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REDES · O ZEN E A ARTE DE GERENCIAMENTO DE REDES

Gerência de segurança sua tarefa sem prejudicar as outras executadas.


É responsável por controlar o acesso aos
recursos de rede ou impedir o uso incorreto por Sistemas de Gerenciamento de Redes
parte de seus usuários, de forma intencional ou Controlar todas as informações disponibili-
não. A segurança de dados pode ser obtida de zadas pelo modelo FCAPS não é uma tarefa
muitas formas, como autenticação, criptografia e simples e virtualmente impossível de ser atingida
formas de acesso aos dados. O escopo da gerên- por seres humanos, é exatamente neste ponto
cia de segurança ultrapassa a rede lógica e pode em que entra o sistema de gerenciamento de re-
entrar na parte física como segurança pra aces- des (em inglês: NMS - Network Management
sar um servidor localmente, identificação por System). O gerenciamento da rede de computa-
voz, ou até pitbulls bem treinados. Também é dores é uma atividade indispensável para garan-
responsável por manter a confidencialidade das tir a continuidade de serviço e também para
informações do usuário. manter um grau de qualidade de serviço eleva-
do.
Competências do FCAPS
Cada gerência do modelo FCAPS tem suas Cada empresa tem suas próprias necessi-
“obrigações”, na tabela 1 podemos ver uma lista- dades e perspectivas com relação aos dados e
gem de algumas das suas funções, esta não é informações a serem coletadas e monitoradas.
uma lista completa nem mesmo restritiva, é uma Por isso o primeiro passo é saber exatamente
simples recomendação. qual o objetivo a ser atingido antes de iniciar um
projeto deste tipo, isso fornecerá uma métrica
Obviamente que em empresas de porte pe- para avaliar o sucesso do projeto.
queno e médio, estas funções tendem a recair
sobre uma mesma pessoa ou a um grupo peque- Elementos de gerência de redes
no de pessoas. O mais importante é ter a certe- O sistema de gerencia de redes de um mo-
za que cada responsável é capaz de executar a do geral é composto por quatro elementos bási-

Tabela 1: Competências do modelo FCAPS

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REDES · O ZEN E A ARTE DE GERENCIAMENTO DE REDES

cos: gerente, agente, MIB e proto-


colo de gerenciamento (a relação
entre eles é representada na ilus-
tração 1). Em gerência de redes o
termo servidor e cliente não é
muito utilizado, pois em alguns
casos o agente atua como servi-
dor de informação e em outras co-
mo cliente. Abaixo vemos a fun-
ção de cada um destes
elementos.

Gerente: É um computador
responsável por coletar e armaze-
nar todos os dados dos clientes,
normalmente o gerente também
disponibiliza as informações esta-
tísticas e relatórios dos dados co-
letados. Também é conhecido por
console de gerenciamento ou sim-
plesmente console.

Agente: É um daemon
(software) executado em um nó
gerenciado. Normalmente o ge-
Ilustração 1: Elementos de um sistema de gerenciamento genérico
rente conecta-se ao agente para
coletar informações (get) ou mudar informações o agente, possibilitando a troca de informações
(set), deste modo o agente atua como servidor e independente da arquitetura adotada.
o gerente como cliente, mas o inverso pode ocor-
rer quando algo no agente dispara um evento pa- Funcionalidades de um NMS
ra o gerente (trap). Um sistema de gerenciamento de rede
executa tarefas simples as principais são:
MIB: Banco de gerenciamento de informa-
ção (do inglês: Management Information Base) – Levantamento: Periodicamente analisa a
é um tipo de banco de dados usado para o geren- rede para identificar novos nós a serem monito-
ciamento de dispositivos em uma rede. Ele con- rados. Não é um elemento indispensável mas re-
tém uma coleção de objetos em um banco de da- duz bastante o tempo de implantação de um pro-
dos (virtual) usado para gerenciar entidades em jeto.
uma rede. Milhares tipos de dados podem estar
definidos dentro de uma MIB, por exemplo: Uso Coleta de dados: Coleta os dados previa-
de CPU, número de pacotes transferidos por mente indicados pelo administrador de rede, es-
uma interface ou o nome do servidor. tes dados são armazenados em algum banco de
dados. Estes dados podem ser um estado de um
Protocolo de gerenciamento: Fornece os determinado serviço, como ativo/inativo ou um
mecanismos de comunicação entre o gerente e valor, como a quantidade de memória usada.

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Eventos: Gera eventos re-


lacionados com os dados coleta-
dos; ou correlaciona eventos múl- Uma das grandes
tiplos para gerar um evento mais
complexo. Um evento simples po- vantagens de um NOC, é a
deria ser a parada de uma inter-
face de rede identificando que o redução drástica dos tempos
servidor está inalcançável, um
mais complexo poderia ser a uma de parada, tornando as em-
identificação de múltiplas interfa-
ces de rede indisponíveis, indi-
presas mais competi-
cando por exemplo que um rotea-
dor está com problemas.
tivas.
Igor Morgado
Alarmes: Dispara alarmes
quando determinados eventos são identificados. da a estrutura focada em monitorar pró-ativa-
Esses alarmes podem também disparar ações mente todo o ambiente), com isso as empresas
corretivas como enviar um comando para um sis- se tornam mais competitivas.
tema de alta-disponibilidade ou desativar um dis-
positivo gerenciado. De uma forma geral o processo de criação
de uma GIRS (ou NOC) é dividido em 4 fases:
Notificação: Notifica os administradores pa- centralização, consolidação, interconectividade e
ra que um diagnóstico seja elaborado e um pla- interoperabilidade.
no de ação para solução do problema seja cria-
do. Centralização: Nesta fase todos os admi-
nistradores locais se tornam subordinados à um
Outras tarefas podem ser encontradas em departamento único, com amplo controle sobre
um NMS (ou integradas a ele), todas elas com o todas as ações relativas de operação de rede.
objetivo de suprir as competências descritas no
FCAPS como: Inventário, distribuição de configu- Consolidação: em um segundo momento,
ração, distribuição de software e jobs, gerencia- deve ser elaborada todas as diretrizes para os
mento de chamados e funcionalidades relaciona- sistemas que irão auxiliar na gerência de todos
das. os equipamentos de rede.

NOC/GIRS Interconectividade: na terceira fase, deve


Centro de operações de rede (do inglês: ser criada uma interface integrada para opera-
Network Operations Center). É um local onde fi- ção e manutenção de todos os equipamentos
ca centralizada toda gerência de uma rede, no que utilizem uma mesma tecnologia. Utilizando
Brasil foi cunhado um nome próprio que é Gerên- interfaces padronizadas.
cia Integrada de Redes e Serviços (GIRS). Atra-
vés deste centro especialistas e softwares de ge- Interoperabilidade: o objetivo da última fa-
renciamento de rede monitoram toda a se é a um sistema de operações que integre to-
intra-estrutura de uma empresa. Uma das gran- dos os dados da rede baseados no modelo
des vantagens em ter um NOC é que o tempo de FCAPS, através de um sistema e base de dados
parada de serviços é drasticamente reduzido (da- totalmente integrado.

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REDES · O ZEN E A ARTE DE GERENCIAMENTO DE REDES

Considerações Finais entendido aqui é que os serviços chave da em-


presa devem estar rodando, sempre e bem.
Uma abordagem de gerenciamento de re-
des através do modelo FCAPS dará a sua empre- O FCAPS é uma visão completamente fo-
sa informações suficientes para: cada na tecnologia enquanto o modelo ITIL é fo-
cado nos processos e está na outra ponta da so-
• Compreender quando um problema ocorre; lução. Uma empresa não chega a lugar nenhum
• Identificar os problemas de desempenho de TIC; se “não conhece a si mesma”.
• Elaborar especificações mais precisas baseados no uso
real do seu ambiente; De sua opinião sobre o artigo
• Compreender quando mudanças de configuração ocor- Gostaria de saber o que você tem a dizer
rem para que você possa atuar de forma correta; sobre este artigo. Envie-me um e-mail com a sua
• Identificar falhas de segurança quando elas ocorrerem. opinião e comentários para igor-artigos@gnute-
ch.info.
Um segundo passo seria a criação de mo-
dos de visualizar estas informações de formas
mais naturais como o numero de negócios fecha-
do através de um sistema de comércio eletrôni-
co, ou o tempo de acesso de um visitante no seu
seu web site. Este tipo de informação é muito
mais importante para a alta gerência do que o
tempo de resposta entre a central e os servido-
res da uma filial no Acre. O que importa neste ní-
vel é se a empresa está funcionando, esta infor-
mação justifica os investimentos feitos para a
IGOR MORGADO é administrador de
criação deste ambiente. sistemas e de redes, e instrutor há 13
anos. Atuou em grandes empresas como
Tendo estas informações a empresa pode IBM, Sun e HP se especializando em ge-
partir para um terceiro nível que é otimizar seus renciamento de rede e segurança. Hoje
é Diretor de Tecnologia da Gnutech e
processos baseados no conhecimento que ela pratica Aikido sempre que possível.
tem para que a TIC possa se alinhar cada vez
mais com o negócio da empresa. O que deve ser

Para saber mais


1. Tecnologias de Informação e Comunicação
http://pt.wikipedia.org/wiki/Novas_tecnologias_de_informação_e_comunicação
2. From FCAPS to ITIL: An Optimized Migration, 21 de Fevereiro de 2005, por Suparno Biswas
3. Um SLA (acordo de nível de serviço, em inglês service level agreement) é uma parte do contrato de serviço onde
um nível do serviço prestado é formalmente definido, normalmente relacionado à tempo ou desempenho. Fonte:
http://en.wikipedia.org/wiki/Service_level_agreement
4. International Standards Organization
http://www.iso.org

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GESTÃO DO CONHECIMENTO · KNOWLEDGE IS POWER!

Abdulaziz Almansour - sxc.hu


Knowledge is Power!
Por Francilvio Roberto Alff

Durante o Inverno de to incrivelmente vencedor den-


2008 estive na cidade de Pado- tro da minha empresa, foi
va na Itália em um seminário so- então que realmente aprendi
bre Gestão do Conhecimento, uma coisa já conhecida por
um dos palestrantes, Frank muitos, ela se resume em uma
Meyer, CIO da companhia aé- frase: “Knowledge is Power!”
rea Swissair falou um pouco so- Mas afinal, do que estou
bre a importância da gestão do falando?
conhecimento e da inovação
tecnológica, da qual pude ex- A inovação tecnológica
trair muitos benefícios, foi da li ainda é vista por muitas empre-
que iniciei a interessar-me um sas como uma obrigação,
pouco mais sobre o maravi- uma espécie de preço a se pa-
lhoso mundo que está nos basti- gar para continuar no merca-
dores da Informática, naqueles do, e não como um
dois dias, não imaginei que instrumento para aumentar a
aquelas palavras de Meyer me produtividade, confiabilidade e
levariam a apresentar um proje- qualidade de seus serviços e

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GESTÃO DO CONHECIMENTO · KNOWLEDGE IS POWER!

ção: KM) muitos se assustam


ou até mesmo subestimam a
importância desse termo. O
...mas afinal de KM ou simplesmente chamado
em português Gestão do Co-
contas no que se resume o termo nhecimento infelizmente é ain-
da um horizonte longe de
Knowledge Management? A muitas empresas, mas afinal
de contas no que se resume o
resposta é simples: é a gestão de termo Knowledge Manage-
ment? A resposta é simples: é
potencialidades do conhecimento a gestão das potencialidades
do conhecimento de grupo,
de grupo, que alguns espertos que alguns espertos preferem
preferem chamá-la de Patrimônio chamá-la de Patrimônio Huma-
no Empresarial.
Humano Empresarial. Knowledge Management
pode ser resumida em identifi-
car, administrar e valorizar tu-
Francilvio Alff
do aquilo que uma
organização ou empresa sabe,
ou poderia saber. Capacidade
e experiências pessoais, arqui-
produtos. Obviamente isso é logy tem uma importância signi- vos, documentos, bibliotecas,
em certa maneira aceitável ficativa em todos os principais a intimidade entre cliente e for-
uma volta que pensamos que pontos de uma empresa em ma- necedor e todas as informa-
a a Gestão Empresarial atra- neira direta ou indireta. E para ções presentes em data bases
vés de sistemas informativos é gerir essa importante e massi- informáticos. É assim que Tho-
algo muito novo nos ambientes va quantidade de informações mas H. Davenport define o
de Small Business. Logicamen- que a T.I. detêm nas empresas Knowledge Management.
te a informática e todo o mar precisamos de um sistema cola-
de possibilidades que ela carre- borativo organizado, dinâmico Para entender a importân-
ga com si provavelmente não e funcional para manter o cia do KM precisamos olhar
precisará de muito tempo para “trem” de talentos humanos so- um pouco para o nosso passa-
demonstrar seu potencial total. bre os “trilhos” da inovação, al- do recente. Analisando as mu-
guns já sabem bem sobre o tações empresariais do último
Atualmente no setor infor- século não é tão difícil prever o
mático de qualquer empresa, a que estou tentando falar. A
sua filosofia colaborativa come- rumo que ele seguirá nos próxi-
quantidade de informações mos anos.
que escorem entre softwares, çou a ser desenvolvida a mui-
queries, análises e mãos huma- tos anos, e de algum tempo Nos anos 20 a única preo-
nas é sem nenhuma dúvida as- para cá tem-se falado muito, cupação de uma empresa era
sustadora, haja ela cinquenta vos apresento: Knowledge Ma- a produção em massa. Nos
ou cinco mil colaboradores. A nagement. anos 50 o objetivo era produzir
estrutura empresarial que hoje Quando falamos em Kno- e vender, no final dessa déca-
chamamos Information Techno- wledge Management (abrevia- da os primeiros sinais de valori-
zação pessoal começaram a

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GESTÃO DO CONHECIMENTO · KNOWLEDGE IS POWER!

serem vistos. Nos anos 70 foi


quando começou uma grande
revolução chamada Qualidade,
foram nestes anos que as capa-
cidades pessoais foram real-
A World Wide Web
mente valorizadas pela teve, e tem ainda um papel
primeira vez. Nos anos 90 o cli-
ente se transformou no alvo da fundamental na evolução do sentido
empresa, e a principal arma pa-
ra atingi-lo revelou-se ser o co- e das aplicações da Gestão do
laborador, essa última foi
chamada também de Era da Conhecimento, a rede com a sua
Competitividade ou Era do Mar-
keting. Mas e agora, verso
liberdade de inovação possibilitou o
qual rumo estamos caminhan-
do? A nossa era hoje pode ser
nascimento de inúmeros grupos
chamada de Diversidade, aon- baseados em Open Source, onde o
de não são as grandes empre-
sas a conquistar mais clientes, objetivo principal é o compartilha-
mas sim empresas quase sem-
pre pequenas e médias que ofe- mento e a organização de
recem produtos e serviços
completamente dinâmicos e informações...
personalizados, atraindo assim Francilvio Alff
não um grande número de clien-
tes, porém clientes fiéis e total-
mente satisfeitos.
“Como uma empresa po- lhor maneira para se iniciar é or de todos é a famosíssima
de expandir ao máximo a capa- através de um portal comunitá- enciclopédia online Wikipédia,
cidade de seus colaboradores rio como esse. Mas de onde que com um pouco de ambi-
através de um projeto de Kno- vem toda essa certeza? Para ção e um mundo de colabora-
wledge Management?” Foi es- explicar, deverei falar outra ção se transformou em pouco
sa a pergunta que me fizeram vez sobre internet. tempo em uma espécie de di-
no ultimo mês de novembro a vindade para os habitantes do
A World Wide Web teve,
Bolzen durante um encontro mundo virtual, e não só. O fun-
e tem ainda um papel funda-
universitário sobre Gestão de cionamento é simples e como
mental na evolução do sentido
Sistemas de Business Inteligen- base tem dois fundamentos pri-
e das aplicações da Gestão do
ce. Minha resposta foi simples: mordiais do Open Source: toda
Conhecimento, a rede com a
“Wiki! A maneira mais fácil pa- informação pode ser modifica-
sua liberdade de inovação pos-
ra introduzir a Gestão do Co- da e melhorada por qualquer
sibilitou o nascimento de inúme-
nhecimento dentro de uma usuário e todos tem a liberda-
ros grupos baseados em Open
empresa é um sistema de Wi- de para inserir novos artigos.
Source, onde o objetivo princi-
ki.” Obviamente o Knowled-
pal é o compartilhamento e a or- A Wikipédia hoje é um
ge Management vai muito
ganização de informações. Um ponto de referência não somen-
além de uma Wiki, mas a me-
exemplo notável e talvez o mai- te para os curiosos de plantão,

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GESTÃO DO CONHECIMENTO · KNOWLEDGE IS POWER!

contribui à gestão do conheci-


mento.
Talvez o mais importante
Talvez o mais de tudo seja lembrar que qual-
quer sistema de KM tem como
importante de tudo seja lembrar um dos princípios básicos a
primeira lei do Open Source: a
que qualquer sistema de KM tem Colaboração. Não é preciso
ser muito inovador para enten-
como um dos princípios básicos a der que em uma empresa que
deseja uma estrada feita de su-
primeira lei do Open Source: a cesso vale mais um grupo sóli-
Colaboração. do e colaborativo do que
quatro ou cinco gênios com
um enorme egocentrismo e to-
Francilvio Alff tal desconhecimento da pala-
vra altruísmo.

nos devem entender, é que a


mas também para os adminis- Gestão do Conhecimento não
tradores e gerentes de Informa- é sinônimo de gratuidade eter-
tion Technology , que através na, melhor dizendo, a sua im-
desse exemplo de sucesso bus- plementação inicial requer um
cam inspiração e um ponto de custo, que é ligada de forma
apoio para o desenvolvimento muito íntima com a área de atu-
e implantação de sistemas simi- ação e target comercial ou cul-
lares voltados à grupos organi- tural de uma organização. Um
zacionais como empresas ou bom sistema de KM, como um
entes públicos (entes públicos: serviço de Wiki, custa relativa-
leia-se escolas, universidade, mente pouco para ser projeta-
centros de pesquisas e simila- do, mas requer algum tempo e FRANCILVIO ALFF
res). muito envolvimento de todos é duovizinhense, es-
tudante de Arquitetu-
Acredito que todos, já te- os personagens de um cenário ra e Administraçao
nham lido alguma página da Wi- empresarial, no caso de uma de Sistemas Informa-
Fabrica de Software, deve ser tivos na Universida-
kipédia, ou pelo menos de de Verona/Itália.
tenham ouvido falar dela, já cultivada a intenção e a disponi- Profissionalmente é
bilidade de colaboração partin- Analista de Riscos e
faz algum tempo que a funda- Virtualizaçao para
ção Wikipédia disponibiliza atra- do do analista financeiro, empresa GlaxoSmith-
vés da MediaWiki.org o passando pelos programado- Kline. Certificado co-
mo Cisco Certified
software utilizado no site oficial res, testers e analistas de su- Network Associate,
gratuitamente, sob licença porte e chegando até o diretor Analista de Riscos
na Virtualizaçao
GPL2. de marketing e às áreas admi- VMWare e IT Admin
nistrativas, só assim podemos pela EUCIP - Euro-
O que as empresas e os dizer que realmente existe um pean Certification of
profissionais de recursos huma- Informatics Professio-
sistema de colaboração que nals.

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DESENVOLVIMENTO · LIBERADO WORDPRESS 3.0 BETA 1 PARA DOWNLOAD

Liberado
Wordpress 3.0
Beta 1 para download
Por Rafael Cirolini

Um dos lançamentos Inicialmente desenvolvido pela


mais esperados para a comuni- empresa WooThemes, mas
dade do WordPress neste ano agora adaptado pela equipe de
tem sido a versão 3.0 do siste- desenvolvimento para a cons-
ma. No dia 03 desta mês foi li- trução do novo painel de me-
berada a versão beta desta nus. No construtor de menos
mesma versão, já recheada será possível incluir paginas,
das novas funcionalidade que categorias, e links externos tu-
a tanto tempo esperavam os de- do através de um editor gráfi-
senvolveres que tinham que se co. Alem disto vai ser possível,
virar com plugins ou temas que criar os itens de forma que fi-
fizesse aquilo que eles precisa- quem aninhados em subme-
vam. Teremos diversas novas nus, com classes especificas,
funcionalidade, entre elas: links de relacionamentos
(XFN), descrição, entre outras
funcionalidades.
1 - O novo editor de me-
nus
Entre as novas funcionali- 2 - Fundo do site e Ima-
dade talvez a mais aguardada. gem de Cabeçalho customi-
zável

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DESENVOLVIMENTO · LIBERADO WORDPRESS 3.0 BETA 1 PARA DOWNLOAD

Para o usuário final vai fi- único tema que vem com o Fica o aguardo e o dese-
car muito mais fácil controlar a WordPress. jo que seja liberado logo a ver-
aparência do seu site/blog com são final.
estas funções, ele pode alem
de trocar a cor, usar imagens 4 - A morte do usuário
que ele mesmo vai enviar do Admin
Para mais informações:
seu computador, e ainda no de- Agora não é mais obrigató-
senvolvimento do tema vai ser Site Oficial Wordpress
rio que o usuário inicial do seu
possível definir varias imagens http://www.wordpress.com
site seja o admin, já na instala-
padrão para que o usuário pos- ção vc poderá escolher o usuá-
sa escolher entre elas. Site Oficial Comunidade
rio que deseja.
Wordpress
http://www.wordpress.org
3 - Um novo tema pa- 5 - Para desenvolveres
drão
São muitas as promessas
Com um layout simples e para desenvolvedores nesta
atraente, a maior idéia é que versão, entre elas vão estar
ele seja fácil de ser adaptado um novo mecanismo para criar
para as novas possibilidade de posts customizados de uma for- RAFAEL CIROLINI
se editar o fundo e o cabeça- ma muito mais simples, foi fei- trabalha com
lho. O tema é em duas colunas desenvolvimento de
ta uma fusão entre o código do sites baseado no
a segunda sendo o sidebar, o WordPress e o WordPress MU conceito do
rodapé tem suporte a widgets, WordPress.
(multiuser), alem de novas fun- Contribui no fórum
e ainda possui um menu em es- ções, melhorias em códigos, no- da comunidade
tilo dropdown. O "Twenty Ten" vos arquivos de template, e WordPress e
desenvolve plugins
como é chamado, agora será o muito mais. para o projeto.

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BANCO DE DADOS · CONHEÇA O BANCO DE DADOS FIREBIRD

DIVULGAÇÃO
CONHEÇA O
BANCO DE DADOS FIREBIRD
Por Fernando Medeiros

Firebird é um SGBD SQL código fonte do Interbase


completo. É poderoso e leve Open Source em agosto de
ao mesmo tempo, com mínima 2000. O Interbase não é um
necessidade de configuração e produto novo, está no mercado
administração. Atende igual- há mais de 20 anos e nesse
mente bem a aplicações de um tempo adquiriu respeito e admi-
único usuário e a aplicações ração de muitos programado-
corporativas. Um simples servi- res e clientes (entre eles
dor Firebird pode manipular múl- podemos citar a NASA, o exér-
tiplas bases de dados cito americano, etc...).
independentes, cada uma com Possui excelente perfor-
múltiplas conexões clientes. E mance e expressiva escalabili-
o melhor de tudo: é verdadeira- dade, indo desde modelos
mente Open Source, assim, li- embarcados (mono-usuário)
vre de qualquer exigência de até sistemas empresariais com
licenças, mesmo para uso co- múltiplos bancos de mais de
mercial. 500GB e centenas de cone-
O Firebird foi derivado do xões simultâneas.

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BANCO DE DADOS · CONHEÇA O BANCO DE DADOS FIREBIRD

Um dos recursos chave cença dupla ou limitações. Por ARQUITETURAS:


do Firebird é a arquitetura mul- isso, o Firebird é verdadeira- - Classic - Arquitetura pa-
ti-geracional, que permite o de- mente Open Source. ra uso pesado em máquinas
senvolvimento e suporte de SMP com muita RAM e HDs rá-
sistemas híbridos OLTP e pidos.
OLAP. Isso faz com que o Fire- MULTI-PLATAFORMA
Suporta diversas platafor- - SuperServer - Leve, ro-
bird seja capaz de servir simul- busto, fácil de embutir e instala-
taneamente dados analíticos e mas de hardware e software: Li-
nux, MacOS, HP-UX, AIX, ção silenciosa. Ideal para ISVs.
operacionais, pois, na maioria
das situações, as leituras não Solaris, Windows entre outras. - SuperClassic - Combina
bloqueiam a escrita quando Funciona nas arquiteturas o melhor do SuperServer e do
acessando os mesmos dados. x386, x64, PowerPC, Sparc, Classic, ideal para ambientes
etc. oferecendo migração fácil virtualizados.
Suporta o padrão ACID, entre elas.
triggers, stored procedures, - Embedded (Mono-usuá-
UDF e eventos; possui suporte rio, DBMS em DLL) - BD mono-
compreensivo ao padrão FERRAMENTAS usuário, dispensa instalação.
SQL92, além de inúmeras op- Amigável para o desenvol- Upgrade transparente para as
ções de conectividade. Alta vedor com várias ferramentas li- outras arquiteturas.
compatibilidade com os pa- vres e comerciais: Java, PHP,
drões da indústria em diversas Ruby, Python, C++, Delphi, Vi-
frentes tornam o Firebird uma sual Studio, UIB, FIBPlus, IBOb-
escolha óbvia para o desenvol- jects, etc... VISÃO GERAL DOS CON-
vimento de aplicações interope- CORRENTES
O Firebird é utilizado por
ráveis para ambientes
mais de 1 milhão de desenvol-
homogêneos ou híbridos. MySQL
vedores em todo mundo e as
comunidades mais ativas es- O MySQL não é gratuito
tão no Brasil, Alemanha, Rús- para fornecedores de software
sia, Austrália, Itália, França, independentes (ISVs),
POR QUE USAR FIRE- Turkia, Espanha entre outros. "Para os distribuidores de
BIRD ? Aqui no Brasil, temos o evento aplicações comerciais, OEMs,
A combinação de alta per- FDD Firebird Developers Day, ISVs e VARs: Os que combi-
formance, baixo consumo de re- realizado anualmente com reno- nam e distribuem comercial-
cursos, escalabilidade mados palestrantes. mente softwares licenciados
suprema, instalação simples e
com o MySQL e não desejam
silenciosa, e distribuição 100%
distribuir o código fonte do
livre de royalties fazem do Fire- ESCALÁVEL software comercial sob a licen-
bird uma escolha atrativa para São 4 arquiteturas para es- ça GNU versão 2, deverão en-
todos os tipos de desenvolvedo- calar de 1 Mb até 1 Tb, o limite trar em um acordo de
res e fornecedores de softwa- do BD é de 32 Tb (banco real licenciamento comercial com a
re. já testado com 1 Tb). Usuários SUN/ORACLE"
de 1 a 1000 (escala de forma
transparente). De DLL embuti- http://mysql.com/about/legal/li-
OPEN SOURCE da até múltiplos cores/CPUs. censing/oem/
Sua licença é baseada na
Mozilla, sem restrições, sem li-

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BANCO DE DADOS · CONHEÇA O BANCO DE DADOS FIREBIRD

MICROSOFT SQL várias grandes empresas. O sendo provedora líder de tecno-


O ISV precisa assinar um PostgreSQL não possui uma logia de informação empresari-
contrato de royalties para ven- versão embarcada, fazendo al para varejistas
der o SQL Server como parte com que você tenha que usar independentes, operadores
da sua solução. Você e seu cli- um outro banco de dados para multi-site e grupos de gestão.
ente terá que licenciar uma ver- uma versão "light" da sua apli- Atualmente com uma base de
são do Windows para cação. dados de 450Gb.
servidores.

EXPRESS DATABASES WATERMARK TECHNOLOGI-


ORACLE Diversos BDs com ver- ES
Oracle é um ótimo banco sões "express" como MS SQL Watermark Technologies
de dados, mas é caro. Se você Express, Oracle Express, DB2, fica no Reino Unido e atende
pode pagar a licença do Ora- etc... Possuem limitações co- empresas no ramo de finanças
cle e o custo de um administra- mo tamanho máximo de 4Gb e setores governamentais, pro-
dor para manter seu BD para o BD e usa somente uma duzindo software que usa o fi-
saudável, bom para você. O CPU, upgrade não é transpa- rebird para gerenciamento de
ISV precisa assinar um contra- rente, necessitando de uma no- documentos, que inclui OCR in-
to especial com a Oracle para va instalação da versão full. dexados para pesquisa textual,
poder embutir o BD em suas so- utilizado por consultores finan-
luções. Muitas empresas usam ceiros, empresas de seguros e
o Firebird juntamente com o assim por diante. Atualmente,
Oracle - onde a base de dados EMPRESAS QUE ADOTA- possui várias bases de dados
principal é Oracle e as subsidiá- RAM O FIREBIRD com mais de 300Gb cada.
rias ou remotas usam o Fire- O Firebird é utilizado em
bird. todas as indústrias e aplica-
ções (varejo, financeiro, farma- PROFITMED
cêutica, governamental, Profitmed fica na Rússia.
INTERBASE Uma sociedade anônima que é
serviços, etc), veja algumas:
O Interbase não é mais um dos maiores distribuidores
Open Source, é um software farmacêuticos do país. Possui
proprietário. Você precisa consi- CAIXA ECONÔMICA FEDE- banco de dados relativamente
derar seriamente as vantagens RAL pequenos ( 60Gb, crescendo
e desvantagens de um produto O SEFIP, programa distri- 2Gb/mês). Possui alto número
que não seja open source, que buído pela Caixa Econômica de conexões simultâneas, aten-
tem um concorrente de suces- Federal é utilizado em milhões dendo a centenas de revende-
so como o Firebird. de empresas no Brasil, trocou dores de pequeno porte e
(na versão 8.3) o InterBase 6.0 farmácias em toda a Rússia.
pelo Firebird. Com isso, o núme-
POSTGRESQL
ro de servidores Firebird instala-
Entre outras bases de da-
dos no Brasil cresceu em FIREBIRD NA INTERNET
dos open source, o Post-
alguns milhões. Muitos sites, blogs, listas
greSQL é tão desenvolvido e
maduro quanto o Firebird. É am- de discussão e comunidades
plamente utilizado em muitas oferecem conteúdo gratuito para
BAS-X
aplicações web e adotado por que você aprenda a utilizar o Fi-
Bas-X fica na Austrália,

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BANCO DE DADOS · CONHEÇA O BANCO DE DADOS FIREBIRD

rebird. São notícias, dicas, tutori- sites, blogs, lista de discussão


ais passo a passo, cursos etc.. e comunidades. A campanha
http://firebase.com.br ainda promove diversos concur-
http://ibphoenix.com sos para escolha de logomar-
http://firebirdsql.org ca, artigos, stored procedures,
http://firebirdnews.org etc... Visite: http://www.mindthe-
http://fernandomedeiros.com. bird.com.
br/blog/category/firebird

CONHEÇA A CAMPA-
NHA MINDTHEBIRD
A campanha MINDTHE-
FERNANDO MEDEI-
BIRD é a campanha mundial ROS desenvolve
de divulgação do lançamento softwares utilizando o
do Firebird 2.5. A ideia é colo- banco de dados
Firebird há 8 anos.
car o Firebird sob os holofotes Diponibiliza dicas,
da mídia especializada. No site cursos e tutoriais
oficial da campanha há bastan- passo a passo sobre
programação e
te material de apoio (banners,
banco de dados
slides, documentos, logomar- Firebird em seu blog -
cas, etc). A contribuição dos http://fernandomedei-
membros e usuários do Fire- ros.com.br/blog/cate-
gory/firebird.
bird é de muita importância em

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LANÇAMENTO · LIVRO UBUNTU - GUIA DO INICIANTE

Vem aí o

Por Carlos Eduardo do Val

O livro Ubuntu – Guia do Iniciante, terá co- re livre, abordando como tema central o Ubuntu
mo objetivo trazer informações e tutoriais bási- 10.04 Lucid Lynx, a ser lançado no dia 29 de
cos tanto para quem está chegando ao Ubuntu Abril e estará disponível do blog Orgulho-
e ao mundo Linux, quanto para que nunca usou Geek.net.
um computador. A Revista Espírito Livre apóia a iniciativa,
Fugindo dos jargões técnicos muito co- além de ser parceira deste projeto.
muns nos livros do gênero, o livro Ubuntu – O lançamento oficial da obra acontecerá
Guia do Iniciante trará os principais comandos, no dia 29 de Abril de 2010.
configuração do sistema para melhor desempe-
nho em multimídia, tarefas de instalação e manu-
tenção do sistema com uma linguagem simples
e acessível. Para mais informações:
Embora o Ubuntu seja a versão do Linux
Site oficial Orgulho Geek
que mais atrai usuários de outras plataformas pa-
http://www.orgulhogeek.net
ra o uso do Linux, seja pela gratuidade do siste-
ma, pela segurança ou pela comodidade da
instalação de seus pacotes, ainda é difícil para
novos usuários encontrarem as informações bási-
cas que precisam condensadas em uma única
página da internet ou em uma obra escrita e é
exatamente este público que o livro irá atender.
Entre instalação do sistema, instalação de
pacotes multimídia e do Wine, o livro abordará a
virtualização de sistema em uma linguagem práti- CARLOS "KADU" EDUARDO DO VAL é
ca. Tudo com muitas capturas de tela e explica- capixaba, tem 26 anos, é blogueiro e
responsável pelo antigo "O Pirata Digital"
ções detalhadas. (atual OrgulhoGeek.net), entusiasta do
Ubuntu e vendedor de livros nas horas
O livro é a primeira obra do tipo no merca- vagas.
do nacional sobre a versão em lançamento do
Ubuntu, que é construído sobre o Linux e softwa-

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GRÁFICOS · GIMP E A PROVA DE FOGO

GIMP E A
PROVA DE FOGO
Por Carlos Eduardo

Ola pessoal, nesta edição decidi fazer um Notem que perto da geladeira existe um
artigo que foge ao usual, antes de faze-lo eu pro- “fantasma”.
duzi a imagem final e postei num fórum muito sé-
rio que analisa este tipo de imagem para ver se
minha manipulação passava no teste de fogo. A
imagem final foi esta.

Figura 2

Para criar este efeito, eu utilizei 2 imagens.

Figura 1

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GRÁFICOS · GIMP E A PROVA DE FOGO

da aperte as teclas CTRL + C (menu Editar/Copi-


ar), vá para a imagem 1 digite as teclas CTRL +
V (menu Editar/Colar) e na aba camadas cli-
que no botão nova camada . Com a ferra-
menta mover e redimensionar ajuste a
imagem até parecer estar perto da geladeira,
lembrando que a proporção é muito importante,
pois este tipo de geladeira normalmente fica na
altura de nossos ombros.

Figura 3

Figura 6

Agora temos que colocar nosso “fantasma”


atras da parede, para isto voltemos para nossa
ferramenta laço lembrando que devem estar
Figura 4 habilitados as opções suavizar e enevoar bor-
das! E recortamos as partes do “fantasma” que
Recortei a segunda imagem usando a ferra-
estão na parede, ao final apertamos a tecla DE-
menta laço o segredo é na propriedade do la-
LETE para exclui-los.
ço deixar opção suavizar e enevoar bordas
habilitadas, assim nas bordas os pixels da segun-
da imagem se mesclarão com os pixels da pri-
meira imagem.

Figura 5

O próximo passo é colocar a imagem 2 na Figura 7

imagem 1, com a imagem 2 devidamente recorta-

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GRÁFICOS · GIMP E A PROVA DE FOGO

Agora começa a parte de detalhes que pos- E pronto temos um fantasma!


sibilitou dar a ilusão de realismo a foto, notem O fórum onde postei se chama Portugal Pa-
que a luz da imagem 2 não é a mesma da ima- ranormal o link é este http://portugalparanor-
gem 1 para corrigir isto vamos usar a ferramen- mal.com/index.php/topic,5629.0.html, para ver
ta Colorizar a partir de amosta, com a camada as imagens tem de estar logado, achei muito in-
da imagem 2 selecionada, vá ao menu Cores/Ma- teressante como a técnica realmente funcionou
pear/ Colorizar a partir de amosta, ajuste os se- bem, teve gente que colocou a foto no negativo
guintes parâmetros: e não foi identificado os pixels diferentes das du-
- No campo destino selecione a imagem 2. as imagens.
- No campo amostra, selecione a imagem
1.
- Clique no botão ABTER AMOSTRA.
- O nível de saída tem de estar ajustado
nos tons de cinza da amostra.
- Ao final dos ajustes clique em APLICAR
e depois em FECHAR.

Figura 10

Teve também membros mais cautelosos


que me pediu um imagem com EXIF Exchangea-
ble image file format, é uma especificação segui-
da por fabricantes de câmeras digitais que
gravam informações sobre as condições técni-
cas de captura da imagem junto ao arquivo da
Figura 8 imagem que dificulta e muito forjar um imagem
digital.
Na aba camada da imagem 2 no cam-
po modo selecione Mesclar Grãos e na opacida-
de coloque 18.

Figura 11

Meu intuito com este artigo foi somente


mostrar que com o Gimp podemos fazer edi-
ções pesadas de imagens que podem até pas-
sar por verossímeis, não quero com isto
denegrir a crença de qualquer pessoa dentro ou
fora do fórum que a imagem foi postada, mesmo
Figura 9 porque o escolhi por sua seriedade nas análises

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GRÁFICOS · GIMP E A PROVA DE FOGO

deste tipo de imagem. Peço desculpas desde já Para mais informações:


se ofendi alguém durante a produção deste tutori- Site Oficial GIMP:
al, mas meus intuitos foram estritamente acadê- http://www.gimp.org
micos.
E até a próxima edição pessoal! Forum onde a foto foi publicada:
http://portugalparanormal.com/index.php/topic,5629.0.html

Gostou deste tutorial?!


Gostaria de sugerir algo?
Tem habilidade com o GIMP,
INSKCAPE ou outra
ferramenta gráfica e de CARLOS EDUARDO MATTOS DA CRUZ -
código aberto? CADUNICO - atua a 18 anos como designer
e a dois anos utilizo somente software livre
Entre em contato. Quem sabe em suas criações. É membro dos grupos
o próximo tutorial desta seção LINUERJ, Debian RJ e SLRJ. Idealizador do
GNUGRAF [http://gnugraf.org].
pode seção seja o seu!

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GRÁFICOS · E
GRÁFICOS EDIÇÃO
DIÇÃO D
DEE VÍDEO
VÍDEO C
COM
OM C
CINELERRA
INELERRA

Como fiz uma edição de vídeo bem precisa


com o Cinelerra
Por Antonio Misaka

Em 2009 tive uma experiência muito gratificante


com o uso do software para vídeo Cinelerra. O projeto co-
meçou no ano de 2008, em março mais precisamente. Na
época trabalhava em uma ONG aqui em Ottawa, Ontario,
Canadá. Anteriormente, eu já havia gerenciado alguns
projetos que ensinaram jovens de baixa renda a manejar
uma vídeo-camera e fazer a edição usando produtos da
Apple como o iMovie e mais tarde usando o Movie Maker
da Microsoft. Os projetos com os jovens foram bastante
simples, mas possibilitou mostrar o potencial desses garo-
tos e garotas com uma video-camera e algumas ideias.
Como resultado foi possível criar e assistir a vídeos bem
interessantes, considerando as limitações de recursos que
tivemos à nossa disposição.
Voltando ao projeto de março de 2008, eu fazia par-
te do grupo de aprendizes para tocar Taiko (tambores ja-
poneses) e eles, os mais graduados, estavam precisando
registrar a apresentação que aconteceria no dia das Mães.
Nessa altura, já tinham a confirmação da participação de
um grupo vindo do Japão – Kamo Tsunamura Taiko, da
província de Sendai. Com isso estariam fazendo um con-

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GRÁFICOS · EDIÇÃO DE VÍDEO COM CINELERRA

certo com os dois grupos como celebração especial para o


dia das Mães.
A diretora artística, Jack Steele, soube que eu pode-
ria oferecer as video-cameras para fazer a gravação do
show, na verdade dois shows, uma matine e uma durante
à noite. Como onde eu trabalhava a organização possuia
várias vídeo-cameras, eu preparei todo o planejamento de
gravação, comprei as fitas de vídeo e no dia combinado fo-
mos lá para gravar o show.
Fizemos a gravação onde foram utilizadas 15 fitas
de vídeos de uma hora cada, tendo 5 fitas para cada ví-
deo-camera. Havia uma vídeo-camera no fundo do teatro
registrando o palco inteiro e duas vídeo-cameras registran-
do os detalhes, estando uma na esquerda e a outra na di-
reita do palco. Depois de tudo terminado entreguei as cópi-
as digitalizadas que quase preencheram um disco rígido
de 250 Gigabytes.
Com a cópia no disco rígido entregue, considerei is-
so como missão cumprida. Agora, eles iriam encontrar al- Figura 1: Detalhes das trilhas no Cinelerra

guém com um estúdio de edição de vídeos e poderiam fa- tudo foi feito na base da amizade e voluntariado, eu quase
zer o restante do projeto. Gerando como resultado um respondi: “Jack a minha parte já está encerrada, acho que
DVD para ser lançado no aniversário de 25 anos que acon- seria interessante conseguir outra equipe para finalizar a
teceu em março de 2009. edição.” No entanto, eu sabia que essa era a parte mais
Mais ou menos em meados de setembro de 2008, a trabalhosa de todas e também conclui que se ela não en-
diretora artística me envia um email pedindo para encon- contrasse alguém para ajudar na edição aconteceriam
trá-la e conversar a respeito dos vídeos que haviam sido uma das duas coisas, ou o vídeo finalizado não sairia
gravados. Achei que havia ocorrido algum problema nas mais, ou se saísse haveria a chance de cobrarem bastan-
cópias geradas no disco rígido e me preparei para levar as te pelo serviço de edição, o que de qualquer forma poderia
fitas originais. inviabilizar o projeto de venda do DVD como arrecadação
Na reunião que tive com ela, fui de uma certa forma de fundos.
pego de surpresa. Ela me disse: “Já que você fez a grava- Com o coração mole e a chance de testar um pro-
ção, não daria para fazer a edição desses vídeos?” Como duto que poderia me trazer alguma experiência na criação
de vídeos mais complexos, aceitei a proposta, consideran-
do que ela disse que isso poderia ser finalizado em março
Fazer estes ajus- de 2009. Uma janela de praticamente seis meses, o que
tes finos foi o que para mim parece ser um bom tempo para desenvolver o
projeto nas horas vagas.
mais me impressionou (...) Comecei os testes com o Kino e acabei não tendo
Ela permite fazer isso ajus- muito sucesso com o resultado da edição de vídeo. Não
encontrava muita informação a respeito da utilização dele
tando frações de de como fazer a sincronização de três vídeos e selecionar
as melhores cenas do show. Decidi com isso abandonar a
segundo. ideia de usar o Kino como uma ferramenta de edição.
Fui então atrás do Cinelerra e comecei a preparar a

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GRÁFICOS · EDIÇÃO DE VÍDEO COM CINELERRA

instalação no meu laptop, um Toshiba A100,


com processador dualcore, 1 Gi-
gabyte de memória e 80 GB
de disco – rodando Linux
Ubuntu 8.04 na época. Fiz
alguns testes com alguns pe-
daços de vídeos e depois de tu-
do funcionando, comecei a aces-
sar os vídeos no disco rígido
externo que tinha as cópias da gra-
vação. Depois que entendi como fa-
zer a edição, a única coisa que toma-
va tempo era o processo de
renderização, mas era possível deixar
renderizando e ir editando outra música.
Cheguei a ter momentos em que renderi-
zava duas músicas enquanto editava uma
terceira.
Neste momento começou a minha jor- Ensaio do grupo de taiko

nada, estava em meados de outubro de 2008 e


sem a mínima noção de como começar o pro-
cesso de sincronização. Parecia que tinha entrado vídeo que me deram alguma noção melhor de como
em uma máquina com um monte de janelas, bo- usá-lo para o processo de edição. Os autores neste ponto
tões, trilhas de vídeo, trilhas de som, opções de formatos, foram bem didáticos, explicando passo-a-passo o que po-
onde as únicas coisas que estava reconhecendo eram os deria ser feito e demonstrando no próprio vídeo que eles
botões de iniciar e parar a exibição do vídeo. Achei que es- criaram usando o Cinelerra.
tava em uma barca furada e no início de um pesadelo me Comecei aos poucos a entender o processo de edi-
vendo com todos os meus colegas em olhando e se per- ção com a ferramenta e comecei a aplicar no projeto. Ago-
guntando, e esse vídeo será que sai ou não sai? ra sim, as coisas pareciam fazer sentido, os ícones, as tri-
Bem decidi parar tudo e começar a fazer algumas lhas de áudio e vídeo, os recursos de zoom, os botões de
pesquisas no Google para descobrir o que havia sobre o desligar e ligar as trilhas, etc. O site onde que consegui os
Cinelerra. Consegui achar alguns tutoriais no formato pdf. tutoriais é chamado “the source show” http://www.thesour-
Fiz a impressão desse material e comecei a ler. Que leitu- ceshow.org/node/11.. O episódio 3 – Revenge of Cinelerra
ra terrível, eu tinha que ler e entender o que os autores mostra alguns dos recursos de edição possíveis com a fer-
descreviam sobre cada elemento da fabulosa ferramenta. ramenta. Também é possível ver que ele, Aaron New-
Pensava com os meus botões, fabulosa para eles, para comb, disponibiliza os vídeos para baixar em pelo menos
mim parece mais uma mistura de grego com latin e um três formatos diferentes. Todos gerados pelo Cinelerra.
pouco de figuras. Talvez se a minha formação fosse para Em meados janeiro deste ano, quando dominei o
a área de cinema e vídeo, muitas das terminologias seriam processo de edição tudo começou a fluir de forma conju-
fáceis de entender. Infelizmente não é a minha área de for- gada, as diferentes tomadas de cada vídeo-camera, a se-
mação, então fazer o que? leção e edição do som. Neste momento, comecei a perce-
Dezembro chegou e não tinha avançado nenhum ber como é produtivo o uso do Cinelerra. Tudo muito fácil
quadro de vídeo editado. Felizmente, o pessoal não me co- e rápido para selecionar, recortar e colar. Consegui final-
brava para saber como andava o projeto. Continuei fazen- mente gerar o meu primeiro vídeo de uma das músicas do
do as minhas buscas e então descobri alguns tutoriais em grupo local (Oto-Wa Taiko), selecionando as melhores to-

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GRÁFICOS · EDIÇÃO DE VÍDEO COM CINELERRA

se ouvia. Eu não acreditei que ela conseguia ver isso. Eu


olhava e não conseguia ver e ouvir, achava que era per-
feccionismo da mulher. Depois de assistir algumas vezes
com ela me mostrando onde acontecia isso, concordei que
tinha que fazer os ajustes.
Fazer esses ajustes finos foi o que mais me impres-
sionou na ferramenta. Ela permite fazer isso ajustando fra-
ções de segundo e isso acontece por trilha. Foi a coisa
mais incrível que vi no processo de edição, bom isso para
mim que nunca tinha trabalhado com essa complexidade
de sincronismo. Ampliar, selecionar, recortar e colar, era
O compositor do Cinelerra tudo o que eu tinha que fazer. Também havia possibilida-
madas e colocando os efeitos de transição existentes no de de fazer diferentes versões do vídeo para que ela esco-
Cinelerra. A Figura 1 mostra um detalhe da edição com 4 lhesse o melhor. Tinha música que em alguns momentos
trilhas de vídeo e duas de aúdio. As trilhas ativas são ape- tinha quinze ou dezoito trilhas, sendo um terço de vídeos e
nas as de aúdio e a primeira de vídeo que contém os tre- dois terços de áudio (estéreo) no processo de edição.
chos que interessam para renderizar. As outras três são No começo de março finalizei todos os vídeos dos
para acertar a sincronização e seleção das melhores toma- dois grupos e preparei para que fossem empacotados em
das. DVD para entrar em produção no final de março. Neste
Existe um dos vídeos gerados que está postado no processo, uma outra pessoa com conhecimento de design
Youtube (http://www.youtube.com/wat- gráfico nos ajudou usando o Macbook, gerando o menu de
ch?v=pvwd8wV84U4), este ainda não havia sido comenta- seleção e a apresentação com animação gráfica. Minha
do pela diretora artística porque ela estava no Japão e foi expectativa é que fosse feito com um produto de software
a forma de enviar a ela o resultado da edição de vídeo. livre, mas o pessoal aqui que trabalha na área gráfica é to-
Neste vídeo é possível ver as três vídeo-cameras já sincro- da fã da Apple.
nizadas na combinação do vídeo final.
No começo de fevereiro, gravei o primeiro DVD com ANTONIO MISAKA é Mestre em Ci-
todas as músicas do grupo de taiko local. Encaminhei para ência da Computação pelo ICMC-SC
a diretora artística e aguardei os comentários dela. Achei – Instituto de Ciências Matemáticas
que tinha sido o máximo com o resultado obtido. Então co- e de Computação de S. Carlos,
mecei a trabalhar com o USP, tornando-se especialista em
segundo grupo (Kamo requisitos de software. Atualmente
Tsunamura Taiko), que está morando na cidade de Ottawa,
veio do Japão. Passada Ontario, Canadá e trabalhando na
algumas semanas rece- SUMNet Innovation como Vice-presi-
bi a ligação de Jack dente de projetos e infraestrutura.
pedindo para fazer
uma reunião a respei-
Saiba mais
to do primeiro con-
junto de vídeos. Site do Cinelerra - http://cvs.cinelerra.org/
Ela elogiou o que viu Site do Lumiera - http://lumiera.org
e disse que gostaria de fazer algumas su- Vídeos tutorias da The Source -
gestões para melhorar. No entanto, ela me disse que ha- http://www.thesourceshow.org/
viam algumas músicas que estavam com problema de sin- Site da SUMNet Innovation - http://www.summet.ca/
cronismo entre a batida que se via no vídeo e o som que

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EDUCAÇÃO · SOFTWARE LIVRE EM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

SOFTWARE LIVRE EM TRABALHO


DE CONCLUSÃO DE CURSO
Por Jandson Damasceno Rabelo
Zsuzsanna Kilian - sxc.hu

As empresas hoje em dia ção de projetos/ produtos, na


vêm cada vez mais aumentan- qual o consumidor não saberia
do o número de softwares li- diferenciar ou sequer pensar
vres nos seus parques que o mesmo foi feito com pro-
tecnológicos, sejam por ques- gramas livres, em todas as eta-
tões econômicas, como redu- pas de sua produção.
ção de custos, ou por Sou o leitor Jandson Da-
perceberem que o software li- masceno Rabelo, cursando o
vre cumpre o mesmo papel 7º período do curso de Siste-
que o software proprietário, sen- mas de Informação, após esta
do muitas vezes mais eficiente breve introdução, venho infor-
que o proprietário. Mais o que mar que estou desenvolvendo
não vemos com frequência são o meu Trabalho de Conclusão
empresas, principalmente pe- de Curso (TCC), sobre como
quenas e médias, formadas so- criar uma empresa de design e
mente com software livre, publicidade, 100% livre, na
desde o servidor á estação de qual a ideia e mostrar como e
trabalho, participando na execu- possível criar uma empresa de

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EDUCAÇÃO · SOFTWARE LIVRE EM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

pequeno e médio porte, num ra- pero que alguém possa vir me entre outros para o meu email
mo onde o serviço / produto ajudar, gostaria de mostrar, a di- jandson.dr@gmail.com. Espe-
prestado e visível a todos, mos- ferença no uso do processa- ro a colaboração e cooperação
trando que software livre e sinô- mento e memória na produção de vocês, desde já obrigado.
nimo de qualidade, além de de um mesmo trabalho, em dife-
substituir todos os softwares pa- rentes sistemas operacionais,
gos, desde o administrativo ao sendo no mesmo padrão de
do setor de produção, onde na configuração de equipamento
grande maioria das empresas para todos, por exemplo, o uso
deste ramo predomina solu- do Blender, em sistemas como
ções da empresa Adobe. Ubuntu e Debian, o do Studio
O objetivo desta matéria, Max 3D no Windows e computa-
além de apresentar um fato bas- dores Mac, porem com configu-
tante interessante, e pedir a co- rações similares, mostrando a JANDSON
laboração da comunidade de diferença que cada um gasta DAMASCENO
RABELO é
usuários de softwares livre na de recursos de suas maqui- graduando em
elaboração do meu projeto de nas, para fazer o mesmo traba- Sistemas de
lho, como não possuo Informação pela
TCC, na coleta de material, idei- UNESC - ES,
as, sugestões e tudo mais que computadores Mac, fazer tal certificação Linux
comparação, torna-se inviável. Professional Institute
quiserem colaborar, já venho Certified Level 1 -
desenvolvendo este trabalho Os interessados em aju- LPIC-1, Novell
Certified Linux
há algum tempo, porém encon- dar, podem mandar suas opi- Administrator (Novell
tro algumas dificuldades que es- niões, pontos de vista, criticas CLA). E-mail:
jandson.dr@gmail.com

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EVENTO · Relato sobre o DFD - Document Freedom Day 2010

Relato do evento

31 de Março de 2010

Por João Fernando Costa Júnior

A Iniciativa Espírito Livre, mais uma vez, es-


teve a frente da organização de mais um DFD. O
Dia da Liberdade dos Documentos (DFD, Docu-
ment Freedom Day) é um dia internacional para Li-
bertação de Documentos com ações de base no
sentido de promover Formatos de Documento Li-
vres e Padrões Abertos em geral.
No estado do Espírito Santo o evento aconte-
ceu no dia 31 de março, no auditório da FAESA -

Figura 1: Participantes durante o evento

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EVENTO · Relato sobre o DFD - Document Freedom Day 2010

Figura 2: O palestrante João Fernando, Albino Biasutti da comunidade Figura 4: Eliane Dobrawolske em sua palestra sobre o case da
Tux-ES e o palestrante Guilherme Chaves Refrigerantes Coroa

Campus 1 em Vitória/ES. O Document Freedom como pirataria e licenças. Às 19:40 hs teve início
Day aconteceu simultaneamente em diversos paí- a palestra "Um case de sucesso: O desafio da Re-
ses ao redor do mundo, incluindo Vietnã, Alema- frigerantes Coroa na adoção do BrOffice.org",
nha, Eslovênia, África do Sul, Grécia, Japão, apresentada por Elaine Dobrawolske, gerente do
Áustria, e outros. departamento de TI da referida empresa. Elaine
expôs aos presentes o processo que a empresa
Na grade do evento houveram 4 palestras
passou desde a decisão de utilizar a suite BrOffi-
que prenderam a atenção dos mais 80 inscritos. O
ce.org até o presente momento. Neste caminho,
evento teve início às 18 horas com a entrega dos
foram narrados os problemas encontrados duran-
alimentos pelos participantes. A primeira palestra
te a trajetória de migração, treinamento, conscienti-
teve início às 19:00 hs, com o tema "Soluções Li-
zação, etc. A palestra "Construindo uma
vres", proferida por Guilherme Chaves. O palestran-
publicação com software livre e formatos abertos:
te se ateve a apresentar de forma simples e clara
Um case da Revista Espírito Livre" teve início as
as facilidades que os softwares livres proporcio-
20:20 hs, apresentada por João Fernando Costa
nam a quem usa, além de abordar ainda tópicos
Júnior, editor responsável e idealizador da publica-
ção. Foi exposto o processo de criação e diagra-
mação da revista, apresentado as ferramentas em
software livre disponíveis, além dos formatos de
arquivos também utilizados. Ao final, o palestrante
mostrou aos presentes editou alguns arquivos ex-
emplo para que os participantes vissem como o
edição é feita. Um detalhe que merece ser lembra-
do é o fato da maioria dos presentes ser formada
por leitores da revista, fato que deixou o palestran-
te bastante satisfeito. Às 21 horas foi proferida a
última palestra do evento, "Sistema de Gerencia-
mento de Atendimento Livre: acabe com as filas",
genuinamente apresentada por Adilson Oliveira
Figura 3: Palestra com João Fernando, sobre o case da Revista Espírito Cruz, da Dataprev.
Livre

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EVENTO · Relato sobre o DFD - Document Freedom Day 2010

Agradecimentos a todos que tornaram o


evento possível, em especial ao pessoal da FA-
ESA - Campus 1, que gentilmente cedeu suas
instalações para a realização do evento, aos pro-
fessores que direcionaram seus alunos para as
palestras e a toda a comunidade que marcou
presença em peso.

Para mais informações:


Site oficial Document Freedom Day
http://www.documentfreedom.org

Figura 5: Adilson Oliveira, da Dataprev, em sua palestra sobre Site do DFD em Vitória/ES
Gerenciamento de Atendimento Livre
http://dfd.espiritolivre.org
A realização do evento contou ainda com a
colaboração da comunidade TUX-ES. Grupo do DFD no Identi.ca
http://identi.ca/group/dfd
A galeria de fotos do evento poder ser vis-
ta aqui.
Com o término das palestras foi feito um ba-
JOÃO FERNANDO COSTA JÚNIOR é líder
lanço do evento e o saldo foi mais que positivo. Fo- do GUBrO-ES, responsável pela Iniciativa
ram arrecadados 50 kg de alimentos que Espírito Livre / Revista Espírito Livre,
moderador da lista PSL-ES, e contato
posteriormente serão doados para o Projeto Amor regional do Partido Pirata do Brasil.
e Vida, do bairro Jardim América, Cariacica/ES. A
entrega dos alimentos aconteceu no dia 19 de
Abril.

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EVENTO · IV ENSOL - JOÃO PESSOA/PB

6 a 9 de maio de 2010
Por Fernando Brito

O Grupo de Usuários GNU/Linux da Paraí- perar todas as expectativas deixadas – com toda
ba, G/LUG-PB, e o Projeto Software Livre, PSL- a razão – pelas edições anteriores. Para quem
PB, realizarão neste ano o IV ENSOL, Encontro não lembra o ENSOL já trouxe grandes figuras in-
de Software Livre da Paraíba, que ganhou já ga- ternacionais, como o Diretor Executivo da Linux In-
nhou prestígio nacional e atrai participantes de to- ternational, Jon "maddog” Hall, e o criador da Free
do Brasil. Saiba um pouco mais deste evento e o Software Fundation (FSF) e do projeto GNU, Ri-
que acontecerá de novo nesta edição. chard M. Stallman.
Nesta edição contaremos com a presença
IV ENSOL de Rasmus Lerdof, criador do PHP, Ryan Ozimek,
O ENSOL tem como objetivo difundir, promo- Diretor da Open Source Matters, organização que
ver, apoiar e fomentar a utilização e produção de cuida do Joomla e Jim McQuillan, fundador e líder
Software Livre, além de hardware, cursos, técni- do LTSP. Além desses novos nomes o IV ENSOL
cas pedagógicas, manuais, livros e traduções cu- contemplará a volta do Jon "maddog" Hall, que foi
jos autores e/ou proprietários autorizem sua cativado pela nossa receptividade e aceitou o con-
utilização e/ou distribuição sem cobrar remunera- vite de vir ao evento mais uma vez. Para atingir to-
ção, mediante a renúncia de seus direitos patrimo- do o público do evento o ENSOL irá garantir
niais e/ou autorais. tradução simultânea em todas as palestras cuja
língua não seja português.
Como na edição anterior, João Pessoa, capi-
tal da Paraíba, sediará o encontro, que neste ano Mas é claro que não podemos nos esquecer
será de 6 a 9 de maio. O lema do evento continua dos representantes nacionais. Desde empresári-
“Liberdade no Extremo”, o que condiz bastante os, engenheiros, passando por estudantes e até
com a cidade e até mesmo o local do evento, a Es- mesmo oficiais do Exército, essa diversidade de
tação Cabo Branco - Ciência, Cultura e Arte, que pessoas é o que garante palestras sobre uma
está situada a poucos minutos de caminhada do grande gama de assuntos relacionados ao Softwa-
Farol do Cabo Branco, ponto mais oriental das re Livre. Palestrantes renomados como Julio Ne-
Américas. ves, Sérgio Amadeu, Fabianne Balvedi, Paloma
Costa, Eriberto Mota, Alexandre Oliva, Felipe Au-
gusto van de Wiel, Jomar Silva, Paulino Michelaz-
Convidados zo, Marlon Dutra, Sady Jacques, Rodrigo Padula,
Neste ano de 2010, o IV ENSOL promete su- Rubens Queiroz e tantos outros já estão confirma-

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EVENTO · IV ENSOL - JOÃO PESSOA/PB

dos no IV ENSOL e o ajudam a se tornar referên- unica, de tirar o fôlego, do litoral de João Pessoa.
cia nacional quando o assunto é eventos de Tecno- A comissão organizadora do ENSOL conse-
logia da Informação e Software Livre. guiu, após muito esforço, preencher as palestras e
organizar a grade de programação usando ape-
João Pessoa nas 3 auditórios. Após ouvir um feedback da comu-
A terceira cidade mais antiga do Brasil, João nidade foi possível perceber que várias pessoas
Pessoa possui uma história de 422 anos (fundada criticam grandes eventos onde ocorre mais de 4
em 1585), bem guardada nos seus monumentos e ou 5 palestras simultâneas, pois muitas vezes
preservada no verde, que é uma de suas caracte- ocorre um conflito de interesse e o participante
rísticas mais fortes e que lhe rendeu o título dese- acaba tendo que escolher uma dentre várias pales-
gunda cidade mais arborizada do mundo, atrás, tras cujo tema lhe interessa, pois estas ocorrem
apenas, de Paris. A cidade, que nasceu às mar- ao mesmo tempo.
gens do Rio Sanhauá, cresceu em direção ao Além dos três auditórios o IV Encontro de
mar. As belas praias também são uma marca de Software Livre da Paraíba também contará com
João Pessoa. Dona de um litoral privilegiado, por- um espaço aberto a todo o público, inclusive às
que possui cerca de 30 quilômetros de praias, to- pessoas que não realizaram a inscrição no even-
das belas, limpas e quase intocadas. to. Este espaço, localizado na torre do Estação Ci-
João Pessoa é Ponto Extremo Oriental das ência, estará reservado ao encontro de diversas
Américas, ou seja, o ponto mais próximo do conti- comunidades e grupos de Software Livre. Já con-
nente africano. O local onde os raios solares pri- firmaram presença e representantes oficiais o Gru-
meiro despontam na América do Sul. Durante po de Usuários Debian, Grupo de
todo o ano, a temperatura, em torno de 29 graus, Desenvolvedores PHP, GNOME-BR, PSL-PE e vá-
é um convite ao lazer e ao descanso nas águas rios outros. Este mesmo espaço físico também
sempre azuis de praias como: Tambaú, Manaíra, hospedará a Desconferência, a sala VIP dos pales-
Bessa, Cabo Branco e toda a Costa do Sol. Entre trantes e um espaço dedicado aos patrocinadores
as cidades brasileiras, consideradas com potencia- e apoiadores do evento.
lidade turística, João Pessoa é a que apresenta o
menor índice de criminalidade. Novidades
Sempre inovando, o ENSOL conta com mais
Local uma série de novidades. A primeira delas é o sor-
O local, por si só, já é algo que fará você se teio de um netbook. Para participar do sorteio tudo
lembrar do ENSOL por um bom tempo. A Estação que o participante precisa fazer é trazer 3 quilos
Cabo Branco - Ciência, Cultura e Arte foi construí- de alimentos não-perecíveis ao evento. Além de
da recentemente e projetada pelo grande arquite- escolher se quer ou não participar do sorteio atra-
to Oscar Niemeyer. Sua aparência futurista e vés da doação, o inscrito também pode, no formu-
localização privilegiada fizeram esta esplêndida lário de inscrição, escolher uma instituição de
construção se tornar rapidamente um dos mais no- caridade de preferência. No encerramento das ins-
vos e requisitados pontos turísticos de João Pes- crições os votos serão computados e a organiza-
soa. Com poucos minutos de caminhada você ção do IV ENSOL irá entrar em contato com as
estará no Farol do Cabo Branco, marco do ponto instituições vencedoras para dividir o material arre-
mais oriental das américas, razão para João Pes- cadado entre elas.
soa ser conhecida como “a cidade onde o sol nas- O IV ENSOL também contará com uma área
ce primeiro”. De lá é possível obter uma vista chamada de Desconferência. Este espaço, locali-

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EVENTO · IV ENSOL - JOÃO PESSOA/PB

zado na torra do Estação Cabo Branco, irá contar gurança, desenvolvimento, inclusão digital e soci-
com cerca de 60 cadeiras, um projetor e um qua- al, redes e até mesmo alguns mais teóricos, como
dro. Qualquer um que estiver interessado em sim- filosofia do Software Livre e direitos autorais. O
plesmente divulgar suas idéias ou até mesmo ENSOL conta com conteúdo e informação para to-
realizar uma palestra ali no local basta escrever o da a sorte de pessoas, seja você um estudante,
tema da apresentação e o horário no espaço dispo- empresário, entusiasta, curioso, professor ou um
nível no quadro, sempre respeitando aqueles que profissional da área de Informática.
já reservaram o horário antes de você (incluindo As inscrições, abertas no dia 25 de janeiro,
pessoas convidadas pela organização do ENSOL). faltando exatamente 100 dias para o início deste
Com a vinda de Rasmus Lerdof, criador do magnífico evento, estão disponíveis através do
PHP, a comunidade PHP se mostrou bastante inte- site oficial. Ao participar do encontro você recebe-
ressada e após um contato com a comissão do EN- rá certificado de presença e um Kit Congressista.
SOL foi anunciado, com grande entusiasmo, o I As traduções simultâneas necessárias às pales-
PHP-NE - Encontro Nordestino de PHP, um even- tras internacionais também já estão inclusas no pa-
to que acontecerá dentro do ENSOL, no dia 6 de cote. Quem se inscrever até o dia 30 de abril
maio, às 10h. Mais informações em http://phpne.en- ganhará gratuitamente uma camiseta do evento.
sol.org.br. Garanta já o seu lugar pois restam pouquíssimas
Outra notícia que também repercutiu bastan- vagas que devem se esgotar dentro dos próximos
te na comunidade foi a promoção da camisa gratui- dias.
ta. Como as camisas demoram um certo tempo A coordenação do evento lhe espera de
para serem confeccionadas, inicialmente apenas braços abertos aqui em João Pessoa, ponto
aqueles que se inscreveram no site e realizaram o mais oriental das Américas, repleto de belas
pagamento até o dia 24 de abril receberiam este praias e com um clima tropical, tudo isso ape-
belo presente do ENSOL, mas após uma certa nas esperando por você! Venha você também
pressão e conversa com o nosso fornecedor, con- participar do IV ENSOL! Informações no
seguimos renegociar os prazos e prorrogar o limi- http://www.ensol.org.br.
te da promoção para o dia 31 de abril.
Todos que já fizeram as inscrições já garanti-
ram a sua camisa. Quem fizer a inscrição (disponí-
vel através do nosso site) e efetuar o pagamento Para mais informações:
até o dia 31 também vai participar da promoção. É Site oficial ENSOL
possível escolher o tamanho desejado através do http://www.ensol.org.br
próprio formulário de inscrição. Aqueles que deixa-
rem o pagamento para a última hora ou a inscri-
ção para o dia do evento, ficará sem camiseta. E
o risco é ainda maior: provavelmente as vagas já
terão se esgotado e a pessoa acabará sem poder
participar do evento.
FERNANDO BRITO é estudante de
Estatística na UFPB e trabalha como
programador bolsista no LAViD, Laboratório
Inscrições de Aplicações de Vídeo Digital. Esta é sua
Como já dito anteriormente serão abordados primeira vez na organização de um evento.
Ajuda como pode, seja atualizando
diversos temas em diferentes palestras e informações no site do ENSOL, seja
workshops. Desde assuntos mais práticos como se- escrevendo textos de divulgação.

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QUADRINHOS

QUADRINHOS
Por André Farias Oliveira e Wesley Samp

SUPORTE_

OS LEVADOS DA BRECA

http://www.OSLEVADOSDABRECA.com

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AGENDA · O QUE TÁ ROLANDO NO MUNDO DE TI

AGENDA
MAIO Evento: Hora Livre - Evento: 5º Circuito CELEPAR
Descobrindo a qualidade do de Software Livre - Guaíra,
Evento: Dia Internacional desktop no ambiente Linux Paraná
contra o DRM Data: 08/05/2010 Data: 28 e 29/05/2010
Data: 04/05/2010 Local: Campo Grande/MS Local: Guaíra/PR
Local: Em todo o mundo
Evento: 5º Circuito CELEPAR Evento: Ruby + Rails no mundo
Evento: IV ENSOL - Encontro de Software Livre Real
de Software Livre da Paraíba Data: 21 e 22/05/2010 Data: 29/05/2010
Data: 06 a 09/05/2010 Local: União da Vitória/PR Local: São Paulo/SP
Local: João Pessoa/PB
Evento: III Fórum de Quer seu evento de
Evento: Tchelinux Erechim URI Tecnologia em Software Livre tecnologia divulgado aqui?!
Data: 08/05/2010 Data: 26 a 28/05/2010 Então entre em contato
Local: Erechim/RS Local: Curitiba/PR conosco através do
contato@espiritolivre.org.

ENTRE ASPAS · CITAÇÕES E OUTRAS FRASES CÉLEBRES SOBRE TECNOLOGIA

O DRM ataca nossa liberdade em dois níveis. Seu


propósito é restringir o uso das cópias de seu trabalho publicado.
Obriga você a utilizar software proprietário, o que significa que
você não controla o que ele faz. Quando as companhias se
organizam para desenvolver produtos que nos restringem,
devemos nos organizar para derrotá-las.
Richard Stallman é presidente do Projeto GNU e da Free Software Foundation

Fonte: http://www.defectivebydesign.org/

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“Ser grande, é abraçar uma grande causa.”
William Shakespeare

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