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União Nordeste Brasileira

MOTIVADOS PELA
COMUNHÃO
PARA CUMPRIR A MISSÃO

O
ideal de cada um de nós é fazer parte de tégias de ação. Os doze formaram a base de um pro-
uma igreja saudável e que vive os princípios grama de discipulado, fizeram parte e desenvolveram
ensinados por Jesus. Por meio da Bíblia, o conceito de um pequeno grupo (Atos 5:42), foram
em diferentes momentos e situações, esses princípios enviados de dois em dois (Mat. 10:2-3), evangelizaram
aparecem sempre resumidos em duas palavras-chave: as multidões (Atos 2:14-41) e experimentaram o po-
comunhão e missão. É simples assim! Uma igreja sau- der da oração (Atos 3:1-8). Comunhão e missão foram
dável é aquela que fortalece entre os seus membros o a base de um envolvimento muito maior.
desejo de andar com Deus todos os dias, por meio de
Nosso sonho, em toda a Divisão Sul Americana, é re-
uma vida de comunhão e em seguida os motiva e en-
petir a história usando o mesmo princípio. Estamos
volve no cumprimento da missão. Quando essas duas
trabalhando para construir uma forte base espiritual,
características são fortes, a igreja fica vacinada contra
desenvolver um programa de discipulado, fortalecer
o inimigo, Deus atua de maneira poderosa entre seus
uma ação integrada e trabalhar com seis frentes mis-
membros e o crescimento se torna natural e impres-
sionante. sionárias oficiais, tendo o Pequeno Grupo como a base
de tudo. É um grande desafio, mas o mesmo Jesus que
Esse princípio apareceu de forma marcante quando o
envolveu os apóstolos com essa visão poderá multipli-
próprio Cristo chamou os 12 apóstolos. A Bíblia diz
cá-la em sua igreja no século 21.
que eles foram chamados para “estar com Ele e para
serem enviados a pregar” (Mar. 3:14). Em outras pa- Esse é o ideal por trás desta revista. Por isso, espero
lavras, deveriam ter uma vida de comunhão direta que cada palavra amplie sua visão, motive uma vida de
“estando com Ele” e então, “pregar” daquilo que vi- comunhão e fortaleça seu compromisso com a missão.
ram, ouviram e experimentaram, cumprindo a missão. Apenas assim vamos revolucionar a igreja e a comu-
O convite àqueles homens expressa o chamado para nidade, conquistar muitas pessoas para Jesus e vê-lo
os discípulos modernos. Se voltando em breve nas nuvens do céu.
queremos desenvolver e par-
ticipar de uma igreja saudá-
vel devemos fortalecer nossa
Maranata!
necessidade de comunhão e
compromisso com a missão.
É interessante observar que,
por trás desta visão, Jesus
construiu várias outras estra- Erton Köhler
Presidente da Divisão Sul-Americana
A Revista Comunhão e Missão é uma
publicação da Divisão Sul-Americana
da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Produção
Divisão Sul-Americana

Pr. Erton Köhler


Presidente
Pr. Bolívar Alaña
Secretário
Pr. Marino Francisco de Oliveira
Tesoureiro

Coordenação-Geral
Pr. Jolivê Chaves
Ministério Pessoal

Sumário Coordenação Regional


Reavivamento Espiritual União Nordeste Brasileira (UNEB)
6
Um “campo de batalha” em nossa mente Pr. Geovani S. de Queiroz
11 Discipulado Presidente

Ciclo de discipulado Pr. Ivanaudo Barbosa de Oliveira
14 Evangelismo Integrado Secretario

Integrar para vencer Ivo Azevedo de Vasconcelos
Frentes Missionárias Tesoureiro

17 > Pequenos Grupos Pr. Everon Donato


Ministério Pessoal
A explosão criativa dos pequenos grupos
21 > Oração Intercessória Edição
Vale a pena ser um intercessor? Ellen Santana – JP – 3585
24 > Duplas missionárias
Diagramação
Sucesso na evangelização
André Luiz Nadaline
27 >
Evangelismo Público
Jesus: o Mestre do Evangelismo Fotos
30 > Classe Bíblica Neuber Oliveira
Classe bíblica eficaz
33 > Recepção
Uma igreja receptiva
35 Cronograma
Comunhão e Missão
como estilo
de Vida Cristã

A
tradição cultural do povo nordestino tem raízes na generosi- com a urgente missão de pregar o
dade, no calor humano, na entrega com que encara os desafios Evangelho da Salvação.
e na incrível disposição para viver. Esses predicados podem ser É com este espírito de envolvimento
vistos quando se procura entender o crescimento da Igreja Adventista do integral no Programa de Comunhão
Sétimo Dia no Nordeste. e Missão que saudamos esta revista,
O avanço é firme, com mais de 280 mil fiéis cientes de seu papel e de seguramente mais uma porta-voz
seu compromisso na propagação do Evangelho eterno na região, onde se deste movimento precioso. A Igreja
encontra o desafio de mais de 770 municípios a serem alcançados pela cresce e isso precisa ser comparti-
mensagem adventista. Nos últimos anos, porém, é nítido o crescimento lhado. Recomendamos sua leitura
da Igreja em todos os setores. Nas áreas urbanas e rurais, nos grandes cen- e sugerimos que passe momentos
tros e na esfera suburbana, a mensagem da volta de Jesus é pregada com a sós com tal conteúdo, refletindo
fervor e entusiasmo. sobre como isso pode proporcionar
Os esteios para esta participação na tarefa de evangelizar têm fundamentos uma alternativa de crescimento em
no Projeto de Comunhão e Missão. Esta é uma Igreja que está compre- sua caminhada cristã.
endendo, a cada dia, que o poder que vem do Alto passa pela comunhão, Afinal de contas, é bíblico e profé-
e o “Ficai aqui e vigiai comigo” (Mateus 26:38) vem antes do “Ide a todo tico que “conhecereis a verdade, e
o Mundo e pregai” (Marcos 16:15). Nas primeiras horas da madrugada, a verdade vos libertará”. Essa liber-
através dos seminários de enriquecimento espiritual; na mobilização pro- tação ocorre agora, e ocorre com
porcionada pelos pequenos grupos, ou mesmo no silêncio de milhares de o desígnio de preparar homens e
lares, os adventistas dessa região gastam horas se relacionando com Deus, mulheres a uma vida de comunhão
comungando, meditando, estudando a Bíblia. E o poder se manifesta na e ao cumprimento de uma missão
vida dessas pessoas. que culminará com a gloriosa volta
É a partir daí que tal poder desemboca em uma missão que vem sendo de Jesus.
fervorosamente cumprida. As duplas missionárias, os colportores e o pro-
jeto “Portas Abertas”, que permite o surgimento
de novas igrejas; a Missão Calebe e a participa-
ção cada vez mais intensa de jovens, onde só no
ano de 2008 mais de 5 mil estudantes dedicaram
as férias ao evangelismo radical, proporcionan-
do um crescimento do número de batismos em
janeiro da ordem de 150%; o evangelismo dos
pequenos grupos; as escolas missionárias, enfim,
em todo o Nordeste existe um povo envolvido

Pr. Geovani Souto Queiroz


Presidente da União Nordeste Brasileira

C o m u n h ã o e M i s s ã o  
Reavivamento Espiritual

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Um “campo de
batalha” em
nossa mente
Márcia Raposo Ebinger
Jornalista da Divisão Sul-Americana

S
empre gostei muito de histó- algo pior. Uma batalha que prende a Davi estava no palácio, provavel-
ria. Esta foi uma das minhas atenção de todo o universo. Ela não mente meio ocioso naquele momen-
matérias preferidas. Lem- é recheada de sangue e armas. Ela é to. Saiu no terraço, ficou olhando de
bro-me que, para minha felicidade, muito mais sutil. um lado para o outro, nada útil para
tive grandes professores de história. pensar naquele momento, e depa-
No livro de II Samuel encontramos
Mestres que marcaram minha vida. rou-se com aquela cena: uma linda
Infelizmente, dentre os assuntos tra- diversos relatos sobre as vitórias do
mulher tomando banho. Naquele
tados nas aulas, lembro-me bem das rei Davi nos campos de batalha. In-
momento ele enfrentou uma batalha
guerras e conflitos que marcaram felizmente, houve um campo de ba-
em sua mente, contra o pecado e foi
este mundo. As guerras mundiais, talha, o principal, o decisivo, para o
derrotado.
revoluções, conflitos, bombas atômi- qual ele não deu a devida atenção. O
cas e tantas outras tragédias que os povo de Israel estava em guerra con- Não apenas Davi teve sua batalha,
historiadores registraram em páginas tra os amonitas, o batalhão de Israel, mas todos nós enfrentamos batalhas
marcadas por muito sangue. seus soldados, seus líderes, coman- mentais diariamente. O universo está
dantes, enfim toda uma parafernália observando e está interessado no re-
Lendo a Bíblia, especialmente o
Velho Testamento, ficamos horrori- bélica estava mobilizada. O rei ficara sultado desses conflitos que definirão
zados diante da quantidade de ba- no palácio porque assim estava de- o nosso destino.
talhas, guerras e conflitos que mar- terminado que fosse enquanto seus Em Efésios 6:12 lemos: “Porque a
caram a vida de milhares e milhares soldados lutavam contra o inimigo. nossa luta não é contra o sangue e a
de pessoas. São histórias cheias de Uma violenta batalha estava se tra- carne e sim contra os principados e
dor e sofrimento. Aos olhos huma- vando no campo, naquele momento. potestades, contra os dominadores
nos parece que não pode existir nada Mas a pior batalha Davi enfrentou deste mundo tenebroso, contra as
mais assustador do que uma guerra sozinho no palácio e foi derrotado: a forças espirituais do mal, nas regiões
que destrói sem piedade. Há, porém, batalha da mente. celestes”. Esta batalha está se travan-

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do, diariamente, na minha e na sua mente. A mente é a pecção! Sejam as coisas menos importantes relegadas a
líder, é o comando de todas as nossas ações. Quanto mais segundo plano, e demos agora prioridade àquilo que diz
estudarmos a Bíblia, servirmos a Deus e mantivermos co- respeito aos nossos interesses eternos.”
munhão com Ele, mais repleta do amor divino e das boas A Igreja está atenta às nossas necessidades e preocupada
intenções celestiais nossa mente estará. em fornecer meios que nos ajudem a, além de manter-
Diante deste quadro é evidente, clara e transparente a mos nossa comunhão pessoal com Deus, levarmos outros
importância de mantermos nossa vida espiritual em dia. a viverem esta mesma experiência. Três grandes frentes já
É importante termos um reavivamento espiritual diário. estão à nossa disposição:
Estudos indicam que, para que a Igreja cresça, é impor- 1. Seminário de Enriquecimento Espiritual (Comu-
tante que cada membro, individualmente, esteja com sua nhão pessoal com Deus). Igrejas em toda a América
chama de fé acesa, vivo espiritualmente, renovado com do Sul têm realizado este treinamento e alcançado
Deus a cada dia. Romanos 8:5 e 6 afirma “Porque os que grandes resultados.
se inclinam para a carne cogitam das cousas da carne; 2. Culto pessoal e familiar – o objetivo é que cada
mas os que se inclinam para o Espírito, das cousas do membro, desde as crianças até os mais velhos te-
Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas nham a sua lição da Escola Sabatina, sua Bíblia e
o do Espírito, para a vida e paz”. outros livros em mãos para realizarem o culto em
Podemos resumir a nossa situação da seguinte forma:
1.
Estamos engajados em uma guerra;
2.
Nosso inimigo é Satanás; Ações práticas
3.
A mente é o campo de batalha; Conselhos para um viver cristão
4.
O inimigo trabalha diligentemente para estabelecer
fortalezas em nossa mente baseado em nossas fra- 1. Pense positivamente: Salmo 3:3 – “Porém tu, Senhor, és o
quezas; meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça”.
5. Ele faz isso mediante estratégia e engano; 2. Lembre-se dos bons tempos: Salmo 143:5 – “Lembro-me
6. Ele não está com pressa e desenvolve seu plano com dos dias de outrora, penso em todos os teus feitos e considero
tempo. nas obras das tuas mãos”.
Realmente é um conflito muito complicado com um ini- 3. Peça a ajuda de Deus: Salmo 143:7 – “Dá-te depressa, Se-
migo que tem milênios de experiência. Há, porém, uma nhor, em responder-me; o espírito me desfalece; não me escon-
saída. Há Deus do nosso lado, pronto a nos ajudar, basta das a tua face, para que eu não me torne como os que baixam
que para isto estejamos dispostos a buscá-Lo a cada dia, à cova”.
desejosos por receber o batismo do Espírito Santo a cada 4. Ouça o Senhor, tenha comunhão com Ele, busque sa-
manhã. Nestes momentos especiais podemos encontrar bedoria celestial: Salmo 143:8 – “Faze-me ouvir, pela manhã,
na Bíblia conselhos maravilhosos para adquirirmos uma da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde
mente segundo o coração de Deus. Uma mente vitoriosa devo andar; porque a ti elevo a minha alma”.
na batalha contra o mal. Uma mente focada nas priori-
5. Medite em Deus e nas suas obras: Salmo 119:15 – “Medi-
dades do viver cristão.
tarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito”.
Na Meditação Matinal de 1992, Exaltai-O, do dia 1º.
6. Tenha gravado em sua mente que Deus o ama: I João
de janeiro, lemos o seguinte texto da senhora White: “O
4:16 – “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por
novo ano já se apresentou; antes, porém, de saudarmos a
nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece
sua chegada, nós nos detemos para perguntar: Qual foi
em Deus, e Deus, nele”.
a história do ano que, com o seu fardo de reminiscên-
cias, passou agora para a eternidade? A admoestação do 7. Use suas armas: II Coríntios 10:4 e 5 – “Porque as armas da
apóstolo aplica-se a cada um de nós: “Examinai-vos a vós nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para
mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mes- destruir fortalezas, anulando em nós sofismas e toda altivez
mos.” II Cor. 13:5. Deus não permita que nesta hora im- que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo
portante fiquemos tão absortos em outras questões que todo pensamento à obediência de Cristo”.
não dediquemos tempo a séria, sincera e criteriosa intros-

 Comunhão e Missão  
família e o culto pessoal. Ellen pois forças satânicas estão em con- mos focando em coisas que não são
White escreveu: “[Jesus] depois tínua atuação através do mundo, e prioridades no viver cristão. Se isto
de passar horas com Deus, apre- é objetivo de Satanás levar a igreja estiver acontecendo, voltemos para o
sentava-Se manhã após manhã e o mundo em tão íntima comu- caminho certo, o caminho que vale
para comunicar aos homens a nhão que seus alvos, seu espírito, a pena, o caminho que leva a Jesus.
luz do céu. Cotidianamente re- seus princípios, harmonizem, e que Vamos “gastar a nossa vida” e as ener-
cebia novo batismo do Espírito se torne impossível distinguir entre gias da nossa mente para fazer o que
Santo. Nas primeiras horas do aquele que professa servir a Deus e Jesus fez quando esteve aqui: curar,
novo dia o Senhor O desperta- aquele que não O serve. O inimigo alimentar, aquecer, perdoar, ensinar,
va de Seu repouso e Sua alma atua continuamente para colocar em ajudar, falar do amor de Deus e con-
e lábios eram ungidos de graça prioridade o mundo”. duzir pessoas no caminho da salva-
para que a pudesse transmitir a Nós precisamos estar atentos porque ção. Essas sim, são prioridades na
outros”, PJ, pág. 139. estamos no mundo, sabemos que não vida e na mente de um cristão.
3. Conectando com Jesus – A somos deste mundo, mas estamos
Igreja não está apenas preocu- aqui, sujeitos às mesmas tentações,
pada em levar pessoas a Cristo Questões para discussão
sujeitos a nos envolvermos de tal
e ao batismo, mas também na forma com a correria da vida, com
edificação espiritual dos mem- a competitividade, que nos esqueça- 1. Como podemos lidar com os conflitos
bros. Com este objetivo em mos da prioridade da nossa vida, da da mente?
mente, foram impressas 287 batalha que está se travando em nos- 2. De que forma podemos ter uma mente
mil coleções de 11 livros de sa mente. A senhora White disse “o focada nas prioridades do viver cristão?
Ellen White, dentro do projeto exemplo de Cristo deve inspirar-nos
Conectando com Jesus. Cada 3. O que devemos fazer para ter a experi-
a empenhar incessante esforço para o
coleção está à disposição das fa- ência da comunhão com Deus?
bem dos outros. As reivindicações de
mílias da igreja pelo valor de 10 Deus têm de ter sempre a prioridade. 4. Estudos mostram que um dos princí-
dólares, disponibilizando mais A vontade de Deus deve ser diligen- pios de crescimento de Igreja é o reavi-
de 10 bilhões de páginas dos te e conscienciosamente estudada, e vamento espiritual dos membros. O que
escritos inspirados aos mem- deve-se-lhe dar prioridade em todos podemos fazer para alcançarmos esse
bros em apenas três meses. os negócios da vida”. reavivamento?
Vamos analisar a nossa vida profis- 5. Vivemos neste mundo, mas não so-
Na Meditação Matinal de 1968,
sional, familiar, social e especialmen- mos deste mundo. Como lidar com esse
Lugares Celestiais, lemos o seguinte
te espiritual, vamos verificar se, em paradoxo e nos preparar para uma nova
texto da senhora White: “O mundo
algum aspecto da nossa vida, esta- terra?
é inimigo número um da religião,

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10 Comunhão e Missão  
Discipulado

Ciclo de
discipulado

C
iclo de discipulado é um projeto da Igreja Ad- Remédio contra a estagnação e a apostasia
ventista do Sétimo Dia da Divisão Sul Ame- Não basta batizar, como igreja necessitamos investir no
ricana. É um modelo de discipulado que visa processo de maturidade espiritual dos conversos, a fim de
estruturar de forma prática os conceitos e princípios esta- alcançarmos dois grandes objetivos: multiplicar as forças
belecidos pelo Senhor para Sua Igreja. para a pregação do evangelho e diminuir a apostasia.
Estamos no processo de construção de uma igreja que Conheça as três fases do Ciclo do Discipulado
tem como base de suas ações os Pequenos Grupos. Esta
estrutura deve ser um dos elementos fundamentais para a Fase I – Conversão
formação de discípulos. Atrair o máximo de interessados e prepará-los para o ba-
Portanto, o Ciclo do Discipulado é um projeto que soma tismo por meio de uma série completa de estudos bíbli-
a força dos Pequenos Grupos ao empenho dos missioná- cos.
rios da igreja na formação de discípulos. Estratégias
Conceito a. Atividades de presença (Ministério da Compai-
Discipulado é um processo contínuo pelo qual uma pes- xão):
soa é atraída a Cristo, e se desenvolve quando o crente Usar o método de Cristo para atrair interessados
torna-se maduro e reprodutivo na igreja. “O Salvador misturava-Se com os homens como uma pes-
Imperativo bíblico soa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles,
ministrava-lhes as necessidades e granjeava-lhes a confiança.
Na grande comissão dada por Cristo em Mateus 28:18-
Ordenava então: ‘Segue-Me’”. CBV, 143
20 há quatro verbos: Ir, fazer [discípulos], batizar e ensi-
nar. Destes, apenas um é imperativo ou de ordem: “Fazei Exemplos: Oração intercessória, companheiros de ora-
discípulos”. Os outros três, são verbos auxiliares ou par- ção, Projeto Vida por Vidas, encontros de casais, ADRA,
ticípios. mutirão de natal, escola de pais, cursos de saúde, etc.
Assim, podemos dizer que o produto final ou o alvo da b. Atividades de proclamação
grande comissão é fazer discípulos. Ir, ensinar e batizar Estudos bíblicos nos lares pelas duplas, classes bíblicas,
são os meios estabelecidos por Cristo para alcançar o ob- pequenos grupos e evangelismo público.
jetivo principal que é fazer discípulos. c. Atividades de persuasão

C oCmoumnuhnãhoã o
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Semanas de colheita, Semanas de da Igreja adventista soal, visitação, estudo bíblico,
Oração, apelos e caravanas da espe- (9) O discípulo e o modo de vida como levar pessoas à decisão
rança. cristã por Cristo, como dirigir uma
Requisitos práticos para concluir (10) O discípulo e a vida em Peque- classe bíblica e como liderar
a Fase I: Ter um discipulador (ins- nos Grupos um Pequeno Grupo.
(11) O discípulo e a missão evangéli- Requisitos práticos: Completar o
trutor bíblico), ser membro da escola
ca módulo 1 da escola missionária, orar
sabatina, completar uma série de es-
(12) O discípulo e o sacerdócio uni- por cinco pessoas e trabalhar para
tudo bíblico e ser batizado.
versal levá-las a Cristo, estar envolvido na
Fase II – Confirmação (13) O discípulo e as ferramentas mis- formação de um novo discípulo, es-
Consolidar a decisão dos recém-ba- sionárias da igreja tar envolvido em algum ministério
tizados b. Passaporte com Certificado específico de acordo com os dons.
de Batismo do Discípulo
Estratégia Aqui recomeça o ciclo. Por isso, é
O novo membro recebe também uma
a. Curso de estudos avançados importante estar envolvido no pro-
caderneta em forma de passaporte
Cada novo membro recebe no ato do cesso de tornar alguém um discípulo.
contendo certificado de batismo e
batismo um curso de estudos avan- Estar envolvido em algum ministério
itens de acompanhamento do ciclo
çados para ser estudado juntamente específico baseado nos dons.
do discipulado. As etapas serão asses-
com seu discipulador (instrutor bí- soradas pelo discipulador e assinadas Cerimônia de reconhecimento
blico). Como em uma lição de esco- pelo pastor ao serem concluídas. Ao final do ciclo, é importante rea-
la sabatina, o aluno estuda os temas lizar na igreja uma cerimônia de re-
Requisitos práticos: Completar os
durante a semana e em um dia revisa conhecimento dos novos discípulos,
estudos avançados da Fase II, ser
o conteúdo com seu discipulador. contando para a igreja os estágios que
membro de um Pequeno Grupo e
Serão treze temas para completar um eles cumpriram e relatando testemu-
ter a lição da Escola Sabatina. O Pe-
trimestre de estudos. nhos dos trabalhos que realizaram.
queno Grupo é fundamental para a
As lições abordam três aspectos: (01- formação de discípulos.Atividades Complemen-
02) Comunhão, (03-09) Doutrinas,
Fase III – Capacitação tares
vida cristã e estilo de vida adventista Missionária a. Escola Missionária (Módulo 2)
(10-13) Missão. Conheça os temas:
Treinar e equipar o recém-batizado Treinamento avançado para discipu-
(1) O discípulo e sua comunhão com para se envolver na missão ladores com temas sobre liderança e
Deus envolvimento nas atividades para a
Estratégia
(2) O discípulo e sua comunhão com edificação da igreja, atendimento às
seus semelhantes – culto familiar, a. Escola Missionária com nove necessidades da comunidade e mis-
Pequenos Grupos, freqüência à seminários básicos (Módulo são. Aqui toda igreja pode partici-
igreja, relacionamento com os I): par.
membros e relacionamento com • Descobrindo os dons espiritu-
b. Seminário de Enriquecimento
os que ainda não aceitaram a ais
Espiritual I
salvação. • Atividades de presença (Minis-
tério da Compaixão) Ao concluir os estudos avançados,
(3) O discípulo e a volta de Jesus
(Companheiros de oração, Projeto iniciar a jornada espiritual.
(4) O discípulo e a guarda do sába-
do Vida por Vidas, encontros de casais, Metodologia para implantar o Ci-
(5) O discípulo e a mordomia cristã ADRA, mutirão de natal, escola de clo do Discipulado
(6) O discípulo e seu conhecimento pais, cursos de saúde, etc.) Todo processo deve ser conduzido
das profecias de Daniel • Treinamento para atividades com muita oração e em todas as fa-
(7) O discípulo e seu conhecimento externas ses deve haver a consciência da im-
das profecias apocalípticas. (atividades missionárias: oração portância do discipulado na vida da
(8) O discípulo e seu conhecimento intercessória, testemunho pes- igreja.

12 Comunhão e Missão  
1. Transmissão da visão aos pastores, pri-

foto: André Luiz Nadaline


meiramente, aos administradores e de-
partamentais e, posteriormente, aos dis-
tritais.
2. O distrital seleciona o grupo de dis-
cipuladores entre os líderes de Pequenos
Grupos e irmãos missionários, ganhado-
res de almas (evangelistas, instrutores bí-
blicos, duplas missionárias, etc.) e repassa
a visão envolvendo-os no processo.
3. A implantação não deve ser em massa,
mas de maneira gradativa e bem estrutu-
rada com acompanhamento da liderança
da igreja.
4. Testar o Ciclo do Discipulado em protó-
tipos em um Distrito por campo ou em
uma igreja por distrito.
5. Estará à disposição da igreja os seguintes
materiais para a implantação do ciclo:
a. Folder promocional do projeto
b. Guia do Discipulador (contendo
orientações para as três fases do discipu-
lado)
c. Estudos Bíblicos (Ciclo do Discipula-
do – Fase I)
d. Estudos Avançados (Ciclo do Disci-
pulado – Fase II)
e. Estudos Avançados para juvenis e jo-
vens (Ciclo do Discipulado – Fase II)
f. Lições para treinamento – Escola
Missionária, módulos I e II (Ciclo do
Discipulado – Fase III)
g. Passaporte com Certificado de Batis-
mo do Discípulo

Questões para discussão

1. Como posso ajudar o Projeto Ciclo de Discipulado?


2. Que remédios podemos utilizar contra a apostasia?
3. Só o batismo é suficiente para o viver cristão?
4. Que estratégias podem ser utilizadas para consoli-
dar a decisão de um recém-batizado?
5. Como o pequeno grupo pode ajudar um novo dis-
cípulo?

C o m u n h ã o e M i s s ã o  1 3
Evangelismo Integrado

Integrar para
Vencer
Jolivê Chaves
Diretor de Ministério Pessoal da Divisão Sul-
Americana

E
vangelismo é mais do que todos olham na mesma direção. Por MINISTÉRIO PESSOAL
um método de pregação: esta razão, todos têm a mesma essên- 1. Inspirar, treinar e equipar a
é um estilo de vida. Por cia, o mesmo espírito e um ministé- Igreja para se envolver com
isso, estamos unidos no evangelismo rio comum: a evangelização. os Pequenos Grupos, duplas
integrado. Trata-se de uma estratégia
Essa união entre os departamentos e missionárias, classes bíblicas e
que envolve todos os departamentos
e instituições da igreja em uma “ação instituições da DSA para o cumpri- outras atividades conforme os
integrada”. Tudo começa com uma mento da missão se espelha nas pala- dons
sólida união entre administradores vras de Ellen White:
JOVENS
e líderes de departamento, olhando “Se os cristãos agissem de comum
na mesma direção, com o objetivo 1. Classe bíblica para Batismo da
acordo, avançando como um só ho-
comum de fazer discípulos, indo, ba- Primavera
mem, sob a direção de um único
tizando e ensinando (Mateus 28:19 e 2. Pequenos Grupos de Jovens
poder, para a realização de um só
20). Todos trabalham em harmonia 3. Duplas missionárias de Jovens
objetivo, eles abalariam o mundo”
de propósito, engajados no cumpri- PUBLICAÇÕES
(Serviço Cristão, pág 75).
mento da comunhão e da missão.
Em todos os níveis da Igreja, ne- Veja em seguida a participação direta 1. Produção e promoção do Livro
nhum departamento deve trabalhar de cada departamento e instituições Missionário
sozinho. Cada um atua nas ativida- da igreja na DSA no plano de comu- 2. Evangelismo pela página im-
des do seu setor, mas, apesar disso, nhão e missão: pressa

14 Comunhão e Missão  
ESCOLA SABATINA ESPÍRITO DE PROFECIA HOSPITAIS E CLÍNICAS
1. Classe de amigos na Escola Sa- 1. Preparo espiritual dos mem- 1. Utilização e distribuição de fo-
batina bros para a missão lhetos e literaturas missionárias
2. Sábado do amigo na Escola Sa- para pacientes e servidores não
COMUNICAÇÃO
batina adventistas
1. Semana Santa e de Colheita via 2. Distribuição e utilização da Bí-
EDUCAÇÃO satélite blia Missionária
1. Classe Bíblica com alunos não 2. Classe bíblica via satélite 3. Classes bíblicas em todos os
adventistas e pais 3. Curso bíblico interativo pela hospitais e as clínicas
2. Pequenos Grupos com alunos e TV e Rádio 4. Reforço do programa de cape-
pais lania
MINISTÉRIO DA MULHER
3. Duplas missionárias – alunos 5. Alvo de batismos por institui-
adventistas 1. Pequenos Grupos liderados por
ção
4. Oração intercessória mulheres
6. Denominacionalização com foco
5. Evangelismo interno e externo 2. Duplas missionárias
na Missão
para abertura de novas igrejas 3. Coordenação do Ministério da
Oração Intercessória SISAC (Sistema adventista de co-
MINISTERIAL 4. Coordenação do Ministério da municação)
1. Promoção da classe bíblica Recepção 1. Classe bíblica via satélite
2. Promoção do evangelismo pú- 2. Semana santa e semana de co-
MINISTÉRIO DA CRIANÇA
blico – séries de conferências e lheita via satélite
Campanhas de Colheita 1. Pequenos Grupos de crianças
3. Curso bíblico interativo nas rá-
2. A voz do juvenil
MORDOMIA dios
3. Escola Cristã de Férias
4. Vigílias via satélite
1. Preparo espiritual dos mem- 4. Classe bíblica de juvenis
5. Treinamentos missionários pe-
bros por meio do projeto de CASAS EDITORAS lo canal executivo
Enriquecimento Espiritual
2. Oração intercessória pelos cin- 1. Produção e promoção com
co amigos não adventistas preço acessível da lição da esco-
3. Pequenos Grupos com os ami- la sabatina, revista adventista e Questões para discussão
gos de oração livros do Espírito de Profecia
2. Produção com preço promo-
MISSÃO GLOBAL 1. Qual é a essência do evangelismo
cional de revistas e livros mis-
integrado?
1. Implementar o plantio de igre- sionários
jas 2. Para você, qual a mensagem mais
FÁBRICAS DE ALIMENTO importante encontrada no texto de El-
ADRA 1. Oração intercessora len White descrito acima? Por quê?
1. Classes bíblicas com pessoas as- 2. Semana Santa 3. Em sua opinião, qual das instituições
sistidas 3. Distribuição de literatura ou departamentos acima estão fazendo
2. Ministério social, como prepa- 4. Produção de alimentos saudá- um trabalho mais completo no cumpri-
ro para o evangelismo veis mento da “Comunhão e da Missão”? Por
quê?
4. Em qual desses ministérios você
participa em sua igreja e como estão
colocando em prática a “Comunhão e
a Missão?
5. O que você acha que pode ser feito
para melhorar ainda mais o evangelis-
mo integrado?

C o m u n h ã o e M i s s ã o  1 5
Frentes Missionárias – Pequeno Grupo

A explosão
criativa dos
pequenos grupos
Heron Santana
Jornalista do departamento de comunicação da União
Nordeste Brasileira

A
maneira como o Cristia- compartilhamento de conteúdo, como te como o atual.
nismo derrubou fronteiras blogs, Orkut, Wikipedia, Youtube e Mes- Pequenos Grupos e a Revolução
transnacionais para crescer sengers, e elevando em níveis inéditos a Cristã - Quando Jesus esteve na Ter-
como uma religião global, nos tempos venda de computadores. ra, tratou de adotar uma estratégia
de Jesus, encontra uma interessante
Esses grupos, que se reúnem via Inter- semelhante aos mecanismos globais
analogia na cultura colaboracionista
net para formar pequenas células de de comunicação proporcionados
dos dias de hoje, que está mudando o
relacionamento, representam o que o pela Internet. Como havia a urgente
mundo como o conhecemos.
jornalista americano Chris Anderson necessidade de preparar os seguidores
Essa cultura revolucionária tem como definiu como a Cauda Longa, em livro para a expansão do Cristianismo, Je-
parâmetro a Geração Net, onde a cola- homônimo: um fenômeno que explica sus planejou essa missão por meio de
boração em massa via rede mundial de o fim da cultura de massa e o início de duas plataformas fascinantes: o uso
computadores permite que qualquer uma era onde as pessoas vão interferir de rotas comerciais como centros de
pessoa crie grupos para discutir assun- diretamente naquilo que consomem, propagação da mensagem e a adoção
tos de interesse específico, além das gerando uma ruptura cultural com de pequenos grupos de adoradores
limitações geográficas, gerando uma um tempo onde as empresas não eram que mais tarde se transformariam em
audiência explosiva a ferramentas de abertas a um mercado atento e militan- poderosas células embrionárias da-

16 Comunhão e Missão  
Pequeno Grupo: a base do esforço cristão fizera com eles” (O Desejado de To-
das as Nações, pág 818).
Em nossa região, esperamos que os Pequenos Grupos Era inevitável a propagação da men-
caracterizem um estilo de vida da igreja e funcionem sagem cristã, por meio desse método
peculiar de ensino. O relato bíblico
como a base para comunidade relacional, crescimento de Atos dos Apóstolos apresenta um
espiritual e cumprimento integral da missão de acordo estilo de vida comunitário, onde as
pessoas compartilhavam a comida e a
com os dons espirituais. adoração (Atos 2:46,47). Essa forma
gregária de viver provocou uma espé-
quilo que hoje conhecemos como a Ele costumava dar instruções aos cie de marketing viral da mensagem
Igreja Primitiva. discípulos e às massas. Então, depois cristã, termo moderno que define
Sobre as rotas comerciais, o destaque do discurso, os discípulos mistura- uma estratégia de mercado onde a
vai para Cafarnaum, cidade escolhida vam-se com o povo, repetindo-lhes persuasão é feita, não através de uma
por Jesus como um núcleo de comu- o que Cristo dissera. Muitas vezes os comunicação profissional, e sim por
nicação de massa. A esse respeito, El- ouvintes haviam aplicado mal as pa- meio da experiência. Ao experimen-
len White escreveu: “Localizada jun- lavras de Cristo, e os discípulos lhes tar o calor humano dessas comunida-
to à estrada principal de Damasco a diziam o que declaravam as Escritu- des, as pessoas falavam para outras, e
Jerusalém e ao Egito, bem como para ras, e o que Cristo havia ensinado assim, os adoradores iam crescendo
o Mar Mediterrâneo, [Cafarnaum] que elas diziam” (Obreiros Evangéli- (Atos 1:12-15; 2:47; 4:4).
era uma grande via de comunicação. cos, pág 408).
A efervescência religiosa daquele gru-
Gente de muitas terras atravessava a É interessante perceber que nessa po chamou a atenção da comunida-
cidade, ou ali se demorava para des- mobilização dos discípulos encontra- de política e eclesiástica da época. O
cansar, em suas jornadas de um lado se em curso a utilização dos peque- Império Romano, às portas do declí-
para o outro. Ali, Jesus podia encon- nos grupos, que, na liderança de Je- nio, considerou tratar-se de um mo-
trar pessoas de todas as nações e de sus, culminaria na explosão da Igreja vimento político e passou a perseguir
todas as classes sociais; ricos e pode- no primeiro século da Era Cristã. os cristãos. Mesmo em meio a essas
rosos, assim como pobres e humildes; dificuldades, é admirável a história
Inicialmente, Cristo formou uma
suas lições seriam levadas a outros de resistência do Cristianismo, que
pequena comunidade de discípulos.
países e muitos lares”(Testemunhos continuou crescendo, por meio de
Doze homens foram escolhidos, apa-
para a Igreja, volume 9, pág 121). pequenos núcleos de adoração, agre-
rentemente de modo aleatório, para
Com essa prática, Jesus inaugurava, a missão de fundar o Cristianismo. gando mais e mais pessoas, transfor-
de modo estratégico, o marketing Viveram com Jesus, ouviram Seus mando casas em templos, e criando
viral, ou buzz marketing, descrições ensinos, acompanharam o modus uma revolução inusitada para a épo-
contemporâneas para a velha e efi- operandi do líder cristão apresentado ca, ao provocar mudanças sem apelar
ciente propaganda boca-a-boca. Ca- pelo Mestre. Em seguida, o pequeno para recursos militares. Por meio dos
farnaum era a Internet de Jesus na grupo embrionário de discípulos se pequenos grupos, a expansão cristã
época, o canal onde a mensagem ex- dividia em meio ao povo, durante a representou a vitória da idéia e do
trapolava as barreiras demográficas, exposição da Palavra de Deus feita relacionamento sobre a força. Vitó-
políticas e sociais para alcançar cora- por Jesus, para a formação de inú- ria que se construía a cada instante,
ções e mentes de várias nações. meros pequenos grupos de reflexão crescendo sistematicamente, de casa
Nessa dinâmica de comunicação, sobre a mensagem apresentada. Logo em casa (Atos 10:22-30; 12:11-16;
os discípulos tinham um papel im- depois da ressurreição, a dinâmica de 16:39-40; 28:23, 30 e 31; Romanos
portante. Coube a eles a função de pequenas comunidades prosseguiu. 16:3-5; 16:23; I Corintíos 16:19;
misturar-se em meio às pessoas, e A descrição profética é maravilhosa: Colossenses 4:15; Filemon 1:2).
ajudá-las na compreensão do discur- “os discípulos passavam de grupo em Essa pacífica demonstração de força
so de Cristo. Segundo Ellen White, grupo, dizendo tudo quanto haviam dos primeiros crentes é um exemplo
“quando as grandes multidões se visto e ouvido do Salvador, e racioci- para os cristãos dos dias atuais. A
apinhavam em torno do Salvador, nando sobre as Escrituras, como Ele história da globalização da fé cristã

C o m u n h ã o e M i s s ã o  1 7
por meio de pequenos grupos mostra que a importância dessa iniciativa se dá pela integração de seus propósitos. À
medida que os cristãos adoram, se relacionam; à medida que crescem como amigos sentem-se mais encorajados a
exercer os talentos em favor da evangelização; à medida que se integram à missão, contribuem para o crescimento e
fortalecimento da Igreja.
O desafio é, de fato, intrigante. Em meio a uma aldeia global, os cristãos modernos têm o compromisso revolucio-
nário de agir em pequenos grupos para compartilhar o ensino e as necessidades; para oração e confissão mútua; para
exercitar a compaixão e a edificação espiritual; e para transmitir a “toda a nação, tribo, língua e povo” a mensagem de
esperança proporcionada pela Salvação.

Passos para a manutenção e fortalecimento dos Pequenos Grupos em sua igreja



1. Desenvolvimento e consolidação de hábitos espirituais com líderes e auxiliares.
2. Estimular o líder a usar sua criatividade para dinamizar o Pequeno Grupo.
3. Reuniões sistemáticas com os líderes.
4. Retiros espirituais com os líderes.
5. Assembléias trimestrais.
6. Atividades sociais.
7. Manter o foco na multiplicação.

18 Comunhão e Missão  
Questões para discussão Ações práticas
Veja como implantar os pequenos grupos em sua igreja

1. Explique em suas próprias palavras o que 1. Compartilhar a visão com o pastor distrital. Ter a certeza de que ele esteja
você entendeu sobre as duas expressões a seguramente comprometido com a proposta.
seguir e que relação elas têm com o assunto 2. Escolher uma ou duas igrejas por distrito para iniciar o processo de implanta-
dos pequenos grupos: “Geração NET” e “fim ção.
3. Compartilhar a visão com os anciãos. Certificar-se de que eles estão verdadei-
da cultura de massa”.
ramente convictos.
2. De que forma Jesus utilizou o chamado 4. Reunir a comissão da igreja e apresentar a proposta a todos os líderes de depar-
“marketing viral” como estratégia para di- tamentos.
fundir o cristianismo? 5. Formar um grupo protótipo. (Após um período aproximado de três meses que
esse grupo se divida em outros grupos).
3. Como o “marketing viral”, aprendido dire- 6. Preparar o planejamento da igreja focado na Missão (Tendo como base os
tamente de Jesus, influenciou os apóstolos a Pequenos Grupos e envolvendo os diversos departamentos focados em uma só pro-
difundir o cristianismo após e ressurreição do posta).
Mestre? 7. Formar os primeiros Pequenos Grupos a partir das pessoas que participaram do
protótipo, providenciando os materiais para o funcionamento dos mesmos.
4. De que maneira a vida em pequenos grupos 8. Após o tempo de consolidação, promover uma segunda multiplicação de
contribuiu para que os cristãos resistissem à Pequenos Grupos alcançando a maior parte da igreja.
perseguição e continuassem crescendo? 9. Avaliar os Pequenos Grupos existentes.
10. Apresentar relatórios e testemunhos freqüentes para a Igreja a respeito dos
5. Como os pequenos grupos podem nos aju-
grupos em funcionamento.
dar a cumprir a missão hoje, diante do gran- 11. Manter um programa regular de treinamento de líderes e coordenadores
de desafio de um mundo globalizado? dos Pequenos Grupos.

C o m u n h ã o e M i s s ã o  1 9
Frentes Missionárias – Oração Intercessória

Vale a pena ser um


intercessor?
Leandro Soares de Quadros
Jornalista, consultor bíblico e
conselheiro espiritual na rede Novo Tempo

Q
ual a relação existente en- poder de aliviar a dor e até mesmo de terá conhecimento do trabalho de
tre a oração e a cura, para restaurar da doença? uma equipe que acredita no poder da
que pesquisadores norte- oração e que teve uma influência di-
Neste momento, você conhecerá mais
americanos tenham con- reta no restabelecimento da saúde da
uma das histórias que têm deixado
duzido, aproximadamente, duzentas
cientistas impressionados por não adolescente Arielle de Oliveira, que
pesquisas sobre o assunto? Como a
conseguirem dar uma resposta sobre mora em Jacareí, cerca de 80 km de
prece em favor de outros pode ter o
cura por meio da oração. Também São Paulo.

20 Comunhão e Missão  
A mãe, Denise de Oliveira, conta
que “as duas passavam mais tempo no Ações práticas
hospital do que em casa.” As coisas fi- A Igreja Adventista do Sétimo Dia quer integrar você e sua igreja local no Ministério de Oração
caram piores quando os exames cons- por meio do Cartão de Oração Intercessória. Nesse cartão, você poderá listar cinco pessoas
tataram que ela atingiu uma taxa de (parentes, amigos, vizinhos) para orar diariamente pela conversão e salvação delas. No mes-
glicose três vezes mais elevada que a mo cartão poderá, também, assinalar a estratégia que você irá adotar para levá-los a partici-
normal... parem de algum projeto missionário da Igreja.
Será melhor eu deixar que a própria Mas o trabalho não para por aí! Fortaleça ou desenvolva a amizade com aqueles por quem irá
mãe conte a você o restante da histó- orar. Conte-lhes que está intercedendo a Deus por eles.
ria: Se a “primeira linguagem de amor” das pessoas em quem está investindo for “Palavras de Afir-
“Primeiramente, gostaria de agradecer mação”, ao dizer que está orando por elas o “Tanque de Amor” delas ficará “cheio” e isso abrirá
a Deus por uma bênção muito especial o caminho para que recebam um estudo bíblico. Isso lhe animará a continuar nesse ministério
que recebi nesta semana (março de e lhe ajudará a fazer da oração o seu estilo de vida.
2007). Minha filha tem diabetes desde Vou tomar parte nesse projeto. Apenas meu irmão e eu somos adventistas em nossa família,
os cinco anos de idade e hoje está com e já me peguei chorando várias vezes pela salvação dos meus pais, minha irmã, meus avós e
doze anos. Há duas semanas, precisou minhas sobrinhas. E, agora, quero aproveitar a oportunidade e escrever no cartão o nome de
ser internada, pois a diabetes estava cada um dos meus queridos e orar mais ainda pela conversão deles.
descompensada, com mais de 600 mg/dl Não tenho dúvidas de que, no milênio (Apocalipse 20), se não encontrar um deles no Céu, o
de glicose - quase em coma diabético. O Senhor irá me confortar. Mas, por que esperar por isso se, desde já, posso usar o Cartão de
médico pediu vários exames e descobriu Oração Intercessória e pedir a Deus que converta os meus amados antes dEle voltar?
que havia uma infecção no rim esquer- Por favor, pense nisso e não perca a chance que o Senhor e a Igreja estão nos dando de levar-
do... Oramos muito, e eu estou no pro- mos a salvação por meio da oração intercessória! Ela é a nossa principal ferramenta missio-
grama ‘41 madrugadas com Deus’. A nária.
igreja também orou.” --------------------
Quando assistiu à vigília 1 - Se quiser conhecer as cinco principais linguagens do amor, poderá ler o livro do Dr. Gary Chapman,
intitulado “As Cinco Linguagens do Amor” (Editora Mundo Cristão)
transmitida, ao vivo, pela TV Novo
Tempo, Denise decidiu pedir mais gar especial no coração da família um preparo especial. E, é com Aquele
orações pela filha – e foi aí que a Es- Oliveira, porque esse departamento que mais fez uso da intercessão, que
cola Bíblica tomou parte na corrente acredita na influência da oração inter- iremos aprender agora.
de fé. Ela continua: “Na quarta-feira cessória (Tiago 5:16). Você também Como Jesus se preparava para orar
daquela semana, ela fez um último exa-
pode marcar o coração de muitos ao pelos outros?
me e nada mais foi encontrado. Nem
se tornar um missionário de oração!
mesmo os cálculos renais. Creio que foi O interessante na maneira de Jesus
Deus quem operou naquele rim que os Ellen G. White escreveu: “Em toda orar é que, antes de interceder, Ele
médicos diziam já estar comprometido parte podem-se encontrar os enfermos, se preparava. Primeiro, alimenta-
devido à diabetes elevada. Obrigada a e os que vão como obreiros de Cristo va-se espiritualmente em particular;
todos os irmãos que oraram e, principal- devem ser verdadeiros reformadores de depois, alimentava espiritualmente
mente, a Deus pela bênção recebida.” saúde, preparados para dar aos que es- àqueles que encontrava com fome de
A história de Arielle é um testemunho tão enfermos os tratamentos simples que salvação. Cristo orava:
claro do poder de Deus em realizar os aliviarão, e então orar com eles. Assim
> Pela manhã – Marcos 1:35
curas nos dias de hoje (Salmo 103:3), eles abrirão a porta de entrada para a
> À noite – Marcos 6:46-47 (ver
e você pode fazer uso desse recurso verdade... Sede missionários práticos...” também Lucas 6:12)
que o Céu colocou à sua disposição (Medicina e Salvação, pág. 320). > Em lugares solitários, pacíficos
para ter mais uma ferramenta missio- Para conseguirmos, pela oração, as – Lucas 5:15-16
nária de evangelismo pessoal. bênçãos que queremos para nós e aos Ele sempre estava disposto a aceitar a
Hoje, a Escola Bíblica ocupa um lu- outros, é muito importante termos vontade e soberania de Deus (Mateus

C o m u n h ã o e M i s s ã o  2 1
26:39). Isso porque Deus sabe que nem sempre aquilo que pedimos é o que
mais precisamos.
Questões para discussão
Se Deus Filho reconhecia a importância de um preparo pessoal com a Divin-
dade, muito mais você e eu precisamos aceitar que apenas comungando com o
Criador poderemos estar aptos para interceder! 1. Você e sua família já viveram alguma
Como Jesus fez uso da oração intercessória? experiência de milagre como resposta à
Enquanto rogava, Cristo tinha em mente que toda a humanidade faz parte de oração intercessória? Compartilhe com o
um conflito entre o bem e o mal. Isso pode ser visto: grupo.

• Na oração dEle pelos apóstolos: “Simão, Simão, Satanás pediu para pe- 2. Qual deve ser a nossa atitude quando
neirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfale- nossas intercessões não forem respondidas
ça...” Lucas 22:31, 32. exatamente como pedimos? Por quê?
• Na oração dEle em favor de todos os seguidores que viriam a existir: 3. Como Jesus se preparava para o exercício
“Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno... da intercessão? Que lição você aprendeu
Minha oração não é apenas por eles (discípulos e apóstolos dos dias de desse fato?
Cristo). Rogo também por aqueles que crerão em mim (você e eu!), por
meio da mensagem...” João 17:15 e 20. 4. Que relação existe entre a oração inter-
Por isso, como Igreja, não devemos orar por alguém e, ao mesmo tempo, “ig- cessória e o tema do grande conflito cós-
norar” que existem dois poderes antagônicos disputando o coração de cada ser mico?
humano (Apocalipse 12:7-9; Provérbios 23:26). Conscientes de que estamos 5. Qual o valor da oração intercessória como
numa batalha, teremos mais dependência de Deus e um senso maior de res- ferramenta missionária e como você pensa
ponsabilidade por quem intercedemos. em colocá-la em prática?
Como podemos tomar parte nessa idéia divina?

22 Comunhão e Missão  
Frentes Missionárias – Duplas Missionárias

Sucesso na
Evangelização
Horácio Cayrus
Diretor do Ministério Pessoal da
União Austral

A
Bíblia e o Espírito de Pro- “E, depois disso, designou o que a igreja trabalhe com as duplas
fecia mostram como as Senhor ainda outros setenta e missionárias. Esse método foi apro-
duplas missionárias têm mandou-os adiante da Sua face, vado pelo criador e isto é suficiente
um papel importante na evangeliza- de dois a dois, a todas as cida- para ser colocado em prática. “Era
ção. Em Marcos 6:7-13 encontramos des e lugares aonde Ele havia o desígnio do salvador que os men-
o seguinte relato: “chamou os doze de ir” (Lucas.10:1). Com esse sageiros do evangelho assim se asso-
e começou a enviá-los de dois em método, Jesus introduziu uma ciassem” (O Desejado de Todas as
dois”. Jesus não enviou os discípulos forma eficiente para o cumpri- Nações - DTN, pág 350). Se seguís-
individualmente, mas, em duplas, re- mento da Missão. semos esse conselho, a obra evangéli-
forçando o princípio bíblico da evan- Vantagens das duplas missionárias ca teria maior êxito.
gelização.
É plano de Deus para os dias atuais Uma das vantagens do trabalho em

C o m u n h ã o e M i s s ã o  2 3
dupla é o fortalecimento mútuo.
Um pode animar o outro, e juntos,
orar pelas pessoas. “Assim se pode-
riam auxiliar e animar mutuamente,
aconselhando-se entre si e orando
um com o outro, a força de um su-
prindo a fraqueza do outro” (DTN,
pág 350).
É necessário que duas pessoas
trabalhem juntas; pois uma pode
animar à outra e juntas podem
aconselhar-se, orar e esquadri-
nhar a Bíblia. Assim podem
obter uma luz mais ampla sobre
a verdade; pois a gente verá uma
face, e a outra face da verdade.
Se errarem, podem corrigir-se
mutuamente, seus discursos e
suas atitudes, de maneira que, derados como virtudes por ele Então ocupem menos território.
a verdade não seja subestimada mesmo, ou pelos que o escutem”. Enviem os obreiros aos lugares
por causa dos defeitos de seus (Evangelismo, pág 59) onde o caminho parece aberto, e
defensores. Se os obreiros são Caminho certo ensinem a preciosa verdade para
enviados sozinhos, não haverá Nosso dever como cristão é buscar este tempo. Não podemos ver
ninguém que observe e corrija em todos os campos corações ansio- sabedoria em que dois vão jun-
seus enganos; mas, quando dois sos por conhecer a palavra de Deus. tos a pregar o Evangelho?” (Re-
vão juntos, podem realizar uma E, para facilitar esse trabalho, é ne- view and Herald, 19 de abril,
obra educadora e cada obreiro cessário que os obreiros sigam o ca- 1892).
pode chegar a ser o que deve ser: minho deixado por Jesus. Critérios para a formação das du-
um ganhador de almas de êxito
Na época de Jesus, as duplas prepara- plas Missionárias
(Review and Herald, 4 de ju-
vam as cidades e vilas para a chegada
lho, 1893). A formação das duplas missionárias
de Jesus. Lucas 10:1 diz: “Para que o
O trabalho em duplas impede a pos- deve envolver homens, mulheres, jo-
precedessem em cada cidade e lugar
sibilidade de exclusivismo e de egoís- vens e adolescentes. É aconselhável
onde Ele estava para ir”. Hoje, as du-
mo do coração humano. O trabalhar que se juntem amigo com amigo,
plas devem ser usadas para fazer ami-
em duplas missionárias faz com que marido e mulher, irmão com irmão
zade e ministrar cursos bíblicos pre-
a interdependência mútua e com e mais experiente com menos ex-
parando as pessoas para uma decisão
Deus seja real. periente. “Ninguém foi mandado
nos grandes eventos espirituais da
“Quando a gente trabalha conti- igreja como, por exemplo, a caravana sozinho, mas irmão em companhia
nuamente sozinho, está exposto a da esperança, batismo da primavera e de irmão, amigo ao lado de amigo.”
chegar a pensar que seu método semanas de colheitas.  (DTN, 350)
de trabalho está acima de toda
“por que é que nos apartamos do É preciso escolher pessoas que este-
crítica, e não sente nenhum de-
sejo particular de que alguém método de trabalho que foi insti- jam apaixonadas pela salvação das
trabalhe com ele. Mas é o plano tuído pelo grande Professor? por almas cujo único objetivo seja glori-
de Cristo que alguém esteja a seu que é que os trabalhadores em ficar a Deus. Pessoas que estejam tão
lado, de maneira que a obra não sua causa, hoje em dia, não são perto de Jesus em uma estreita co-
seja modelada de tudo pela men- enviados de dois em dois? “OH! munhão que se unam entre si para o
te de um só homem, e assim seus – dizem –‘ não temos obreiros cumprimento da missão, mesmo que
defeitos de caráter sejam consi- suficientes para ocupar o campo’. seus temperamentos sejam muito di-

24 Comunhão e Missão  
ferentes. O caso de Pedro e de João é exemplar:
“Ele (Jesus) não relacionou o amado e suave João Ações práticas
a outra pessoa do mesmo temperamento; mas sim
o relacionou com o ardente e impulsivo Pedro. Es-
tes dois homens não eram iguais nem em disposi-
1. As duplas missionárias devem trabalhar em harmonia com
ção nem em método de trabalho. Pedro era rápido
o programa da igreja.
e ciumento na ação. Era arrojado e não entrava
em transigências, e freqüentemente feria; João era 2. É importante visitar amigos, vizinhos, familiares, interes-
sempre tranqüilo, identificado com os sentimentos sados e desconhecidos, por meio do trabalho de porta em porta,
dos outros, e vinha detrás para consolidar e ani- com pesquisa ou qualquer outra forma de aproximação.
mar. Assim, os defeitos de um eram parcialmente
cobertos pelas virtudes do outro.” (Evangelismo, 3. Primeiro, é preciso ganhar a confiança e a amizade daque-
pág 58) les que serão visitados, seguindo o método do Jesus: “Só o mé-
todo de Cristo dará êxito ao aproximar-se das pessoas. O Salvador tra-
tava as pessoas como quem desejava lhes fazer bem. Mostrava-lhes
Questões para discussão simpatia, atendia a suas necessidades e ganhava sua confiança. Então
lhes dizia: “sigam- me “ (Ciência do Bom Viver, pág 102).
4. Fazer oração intercessória pelas pessoas visitadas.
1. Por que organizar uma dupla missionária?
5. Compartilhar o testemunho pessoal do que Jesus significa
2. Qual a vantagem do trabalho em duplas?
para cada um.
3. Jesus ia de casa em casa, curando os enfermos, confortan-
do os tristes, consolando os aflitos, e dirigindo palavras de 6. Oferecer literatura cristã, de acordo com a necessidade de cada
paz aos abatidos. De que forma uma dupla missionária pode pessoa.
colocar esse exemplo em prática? 7. Ministrar estudos bíblicos ou integrar as pessoas visitadas à
4. Como podemos conquistar a confiança de um interessa- classe bíblica.
do? 8. Convidá-los e integrá-los em algum pequeno grupo.
5. Por que nos afastamos do método de trabalho instituído
9. Levá-los ao batismo e acompanhá-los até chegar a ser um dis-
pelo grande mestre?
cípulo maduro na fé e reprodutivo.

C o m u n h ã o e M i s s ã o  2 5
Frentes Missionárias – Evangelismo Público

Jesus: o Mestre do
Evangelismo
Emílio Abdala
Doutor em Ministério e professor de
evangelismo do SALT IAENE

A
história do evangelismo enviou seu Filho, nascido de mulher, como Sócrates, Platão e Aristóteles
começou com o nasci- nascido sob a lei.” Três diferentes exemplificaram o amor pela verda-
mento de Jesus, como nacionalidades desempenharam um de e a importância de buscá-la. Essa
está descrito nos evangelhos. Ele veio papel importante na preparação do abertura a novas idéias foi útil aos
à terra para ser tanto a mensagem mundo para o nascimento de Jesus: evangelistas da Igreja Primitiva.1
como o mensageiro. O anjo que apa- os gregos, os romanos e os judeus. Por meio do estabelecimento da paz
receu a Maria ordenou-lhe que desse em toda região do mediterrâneo, os
Os gregos prepararam o mundo me-
ao recém nascido o nome de Jesus, romanos se prepararam para o nasci-
diterrâneo por meio da difusão de sua
“porque ele salvará o seu povo dos mento de Cristo. A pax romana (“paz
língua e cultura. Quando os exércitos
pecados deles” (Mateus 1:21). de Roma”) não apenas providenciou
de Alexandre o Grande invadiram o
Este artigo descreve como Deus pre- Oriente Médio, nos anos 334-323 uma atmosfera de segurança e ordem
parou o mundo para receber Cristo, a.C, Alexandre não apenas cumpriu para que a Igreja Cristã pudesse se
quando Ele nasceu em Belém, além seus sonhos de conquista, mas seu desenvolver, mas tornou as viagens
de algumas metodologias de evange- desejo de ensinar a cultura e língua mais seguras para os missionários e
lismo usadas por Jesus. grega aos povos daquela região. Os evangelistas.2
Jesus e o preparo para o evange- gregos também transmitiram ao Já os judeus prepararam o mundo de
lismo Gálatas 4:4 diz que “vindo, mundo mediterrâneo o interesse pela várias maneiras. Primeiro, eles esta-
porém, a plenitude do tempo, Deus sabedoria e o aprendizado. Filósofos beleceram sinagogas em quase todas

26 Comunhão e Missão  
as grandes cidades do Mediterrâneo.
Essas sinagogas se tornaram centros Agenda
de ensino que beneficiavam não ape-
nas os judeus da comunidade, mas
No segundo semestre de 2009, o Pr.Mark Finley, vice-presidente mundial da Igreja
também atraíam a atenção dos gen-
Adventista, estará no Brasil e na Bolívia para uma  programação da Semana de Colheita.
tios. Segundo, os judeus prepararam
o mundo pela disseminação do Velho
Brasil - 24 a 31 de outubro - Centro de Convenções - Brasília - DF
Testamento (V.T.) na região. Quan-
Bolívia - 01 a 09 de novembro - Universidade Adventista da Bolívia
do o V.T. foi traduzido para o grego, O evento será transmitido via satélite.
os judeus proclamaram sua crença
em um único Deus (monoteísmo) Robert Coleman sugere sete
e na vinda do Salvador (o Messias) etapas no método usado por Questões para discussão
que estabeleceria o reino de Deus na Jesus: seleção, associação, en-
terra.3 sino, demonstração, delegação,
Jesus e os Métodos de Evangelis- supervisão e multiplicação.5 1. Como começou a história do evangelis-
mo c) Ele praticou um estilo de vida mo e o que isso representa?
 Jesus praticou o evangelismo em evangelístico. Há pelo menos 2. Em sua opinião, quem mais contribuiu
massa ou em pregação pública. A pre- quarenta relatos nos evangelhos para preparar o mundo para o nascimen-
gação era uma tarefa importante no de pessoas evangelizadas por Je- to de Jesus, os gregos, os romanos ou os
evangelismo de Jesus. De fato, mui- sus. O estudo desses casos reve-
judeus? Por quê?
tos do povo O chamavam de profeta4 la que Ele aproveitou todas as
(Mateus 21:11; Lucas 24:19). Ele era oportunidades e adaptou sua 3. O autor descreve quatro formas pelas
um pregador e não um escritor. Sua apresentação a diferentes au- quais Jesus praticou o evangelismo. Com
mensagem era sucinta: “o tempo está diências. Ainda assim, Ele não qual delas você mais se identifica? Por
cumprido, e o reino de Deus está alcançou todos os que desejava quê?
próximo; arrependei-vos e crede no ganhar. 4. Tanto para os eventos de colheita como
evangelho” (Marcos 1:14-15). d) Ele ordenou a Grande Comis- para se realizar uma série mais longa de
Embora o Senhor demonstrasse são a fazer discípulos por meio evangelismo deve se seguir alguns pas-
um equilíbrio no tríplice ministério do evangelismo. Cada narrati- sos. Cite os três passos que, em sua opi-
de ensinar, curar e pregar (Mateus va dos evangelhos e no livro de nião, são os mais importantes e explique
4:23), Ele mesmo afirmou que veio Atos tem como base a Grande por quê?
primariamente para pregar (Marcos Comissão (Mateus 28:19-20;
Marcos 16:15; Lucas 24:47- 5. Segundo a conclusão do autor, qual a
1:38). E como Jesus praticou o evan-
48; João 20:21; Atos 1:8). essência de tudo o que Jesus espera de
gelismo?
  nós?
 
a) Ele enfatizou a prioridade do Concluindo, Jesus iniciou seu mi-
evangelismo ao ensinar que a nistério desafiando os discípulos a --------------------
salvação é a coisa mais impor- se tornarem “pescadores de homens” 1 - Henri Daniel-Rops, Daily Life in the Time
of Jesus (Ann Arbor, MI: Servant Books, 1980),
tante do mundo. Suas parábo- (Marcos 1:17). E Ele concluiu o mi- p.51-79.
las da pérola de grande preço e nistério terrestre relembrando-lhes 2 - Ibid.
do tesouro escondido no cam- sua responsabilidade (Atos 1:8). E o 3 - Arthur G. Plaza. The Emergence of the
Church: Context, Growth, Leadership & Wor-
po ilustram esse princípio (Ma- que Ele espera de nós hoje? Grandes ship (Downers Grove, IL: InterVarsity Press,
2001), p. 27-54.
teus 13:44-46). projetos de construções, grandes ser-
4 - O dom de profecia consiste em falar com
b) Ele treinou seus discípulos para viços de louvor ou bem elaborados autoridade para Deus, tanto na predicão de
cursos de discipulado? Tudo isto é eventos futuros quanto de fatos do presente. Ver
a evangelização. Antes de dar Seventh day Adventist Bible Commentary, Vol.
a Grande Comissão, Jesus en- nobre e vital. Mas Seu desejo é que 6, p. 771.
viou os doze e os setenta para nos tornemos testemunhas: algo que 5 - Robert E. Coleman. The Master Plan of
Evangelism (Old Tappan , NJ : Fleming H. Re-
pregar (Mateus 10 e Lucas 10). todos podem fazer. vell, 1972).

C o m u n h ã o e M i s s ã o  2 7
Ações práticas

Uma maneira de cumprir a comissão de Jesus é organizar eventos evangelísticos de colheita (igreja local) ou séries mais extensas para plantar
uma nova igreja. Uma campanha evangelística não começa nem termina quando o evangelista prega a primeira e a última mensagem.
Um programa bem sucedido é planejado meses antes do primeiro sermão e se prolonga por meses depois que o evangelista deixou de
apresentar-se em público.
A seguir apresentaremos uma seqüência de importantes passos a serem considerados para o bom êxito de um esforço evan-
gelístico:
1. Escolha do lugar: evangelismo para fortificar a obra em certo lugar ou abrir uma nova obra.
2. Consenso favorável: com respeito à escolha do lugar por parte do campo local, do evangelista, do pastor e das igrejas.
3. Planejamento: inclui a estratégia da campanha, a duração, o lugar sugerido para as conferências, o temário, a equipe, o plano de preparação
do terreno, os materiais necessários, o programa de treinamento e o calendário de eventos da campanha (batismos, datas, e programas).
4. Discussão e aprovação dos planos: o evangelista submete os planos ao campo local. Os planos são apresentados aos pastores envolvidos e
são ouvidas suas sugestões. O mesmo se faz com os líderes da igreja.
5. Grande convocação missionária: os planos aprovados são comunicados detalhadamente aos membros do distrito ou campo local a fim de
que haja a participação de todos.
6. Preparação espiritual da igreja: deve-se criar um ambiente de comprometimento da igreja. Se na campanha participam pregadores leigos,
é necessário capacitá-los com antecedência. Também é preciso capacitar os que preparam o terreno e os que formam as equipes.
7. Nomeação e treinamento das equipes: pelo menos dois meses antes, nomeiam-se as equipes que atuarão como suporte da campanha
(recepcionistas, música, equipamentos, preparo do terreno, dentre outras). Também é necessário capacitar essas equipes de serviço, explicando a
elas, detalhadamente, suas responsabilidades.
8. Preparação do terreno: a maioria das campanhas é de colheita, mas uma colheita bem sucedida deve ser precedida por um esforço de seme-
adura, e esta se faz com meses de antecedência pela equipe ou pela igreja local. O ideal é que, no início das conferências, haja centenas de pessoas
instruídas na verdade e praticando a maior parte das doutrinas. Então as conferências recapitulam a verdade e conduzem as pessoas à decisão
9. Propaganda: inter-
na e externa (convites,
rádio e tv, outdoors,
etc).
10. A série de confe-
rências: deve ter du-
ração apropriada e ser
acompanhada por uma
classe bíblica.
11. Continuidade do
processo de discipu-
lado por meio de um
programa de conserva-
ção, enquanto se decide
o local da nova igreja.
12. Avaliação: deve-
se avaliar os pontos
altos da campanha,
os métodos e as idéias
que deram bons e maus
resultados, o desem-
penho da equipe, a
adequação dos temas e
deve-se fazer recomen-
dações para o futuro.

28 Comunhão e Missão  
Frentes Missionárias – Classes Bíblicas

Classe Bíblica
Eficaz
Filipe Lemos
Jornalista e assessor de comunicação da
Associação Catarinense

A
cena era um tanto de- fetas. Estava formada ali uma classe libertará”. O estudo da Palavra de
sanimadora. Jesus havia bíblica itinerante cujo objetivo era Deus é o meio pelo qual passamos a
morrido e ressuscitado levar os discípulos ao conhecimento conhecer o verdadeiro libertador es-
enquanto dois de Seus discípulos ca- da vontade de Deus, centralizada no piritual. Além disso, os ensinamentos
minhavam de Jerusalém em direção contidos na Bíblia fazem o estudante
ministério de Jesus Cristo. O estudo
a uma aldeia chamada Emaús. Os entender o que significa a salvação,
produziu esperança.
dois estavam visivelmente desalenta- o perdão, a confissão, o arrependi-
Em toda a Sua trajetória neste mun- mento, a vontade divina em Suas leis
dos, pois esperavam que Jesus fosse o
do, Jesus deixou clara a importância e a maneira eficaz de vencer as ten-
redentor de Israel, porém não enten-
de se estudar a Bíblia e as principais tações e perseverar. A promessa é de
diam o que ocorrera com Ele. Nesse razões para isso. A necessidade de liberdade da escravidão do pecado, e
percurso, recebem a companhia do compreender a revelação divina para isso se dá por meio de uma pesqui-
próprio Cristo, mas, cegados pela nossa vida foi expressa em vários mo- sa diligente da Bíblia Sagrada e seus
frustração das esperanças terrenas, mentos nos evangelhos e nas cartas ensinos, combinada com fervorosa e
não O reconhecem. Jesus chama a apostólicas que sempre confirmaram sincera oração.
atenção da dupla explicando a Bíblia, o conceito de estudo bíblico. Já no texto de João 5:39, respon-
iniciando pelos livros escritos por
Em João 8:32, Cristo afirma que “co- dendo aos judeus, Jesus afirmou que
Moisés e passando por todos os pro- nhecereis a verdade e a verdade vos “examinais as Escrituras, porque pen-

C o m u n h ã o e M i s s ã o  2 9
sais ter nelas a vida eterna. São estas mesmas Escrituras que testificam
de mim”. Há, aí, dois princípios a serem destacados. O primeiro é
que a Bíblia deve ser estudada e pesquisada porque realmente conduz
Ações práticas
à vida eterna; o segundo aspecto é que possui toda essa relevância A ação efetiva de uma classe
eterna porque testifica de Cristo, ou seja, apresenta-O como salvador passa por alguns passos que
e senhor da humanidade. precisam ser cumpridos, e que
envolvem:
Na igreja cristã primitiva, dos tempos apostólicos, a ênfase no estudo
da Bíblia continuou e foi determinante para o crescimento e desen-
volvimento da própria comunidade. Logo nas primeiras conversões, • Organização da classe: escolha do ins-
segundo Atos 2:42, é dito que “perseveravam na doutrina dos após- trutor, local adequado, data, divulgação da
tolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações”. A perseverança classe;
na doutrina é objetivamente o hábito de ler a Bíblia em grupos e de • Aquisição de material de apoio: livros,
pesquisar os assuntos continuamente. DVDs, CDs, computadores;
Também, no livro de Atos 19:8-10, o escritor Lucas assinala a criação • Elaboração de um programa: ordem do
de uma classe bíblica chamada Escola de Tirano, na qual, durante estudo com recepção adequada, chamada,
dois anos, o apóstolo Paulo esteve, ali, discutindo todos os dias com oração, louvor e outras partes que ajudam a
gregos, judeus e demais interessados a respeito das verdades bíblicas. incrementar o momento;
Essa grande classe bíblica está de acordo com o que o autor do livro
• Estratégia para atrair alunos: o coorde-
também comenta, em Atos 17:11, ao se referir aos cristãos de Beréia
nador de interessados é uma fonte; visitantes
e afirmar que “ora, estes foram mais nobres do que os de Tessalônica,
em geral da igreja; lares dos interessados;
pois de bom grado receberam a palavra, examinando a cada dia nas
evangelismos; pequenos grupos; pessoas que
Escrituras se estas coisas eram assim”.
aceitam apelos em batismos;
A classe bíblica, portanto, conduz a Cristo e à liberdade espiritual,
• Criação de um grupo de oração interces-
promove o crescimento da igreja e desperta na mente humana o dese-
sória pelos estudantes: manter seus nomes
jo de entender melhor o Deus a quem servimos.
em uma lista permanente. Deus, e levando ca-
Classe eficiente tivo todo pensamento à obediência de Cristo”.
Pelo próprio exemplo bíblico e orientações de Ellen White, é possível

30 Comunhão e Missão  
saber qual o segredo da eficiência de uma classe de estudos da Bíblia Sagrada.
Três sugestões podem ser enumeradas: Questões para discussão

1. O instrutor deve ser e não apenas saber


1. Quais foram os efeitos do estudo bí-
Assim como Jesus e os apóstolos falavam com autoridade, porque viviam a blico dado por Jesus aos dois discípulos
mensagem, os instrutores modernos da Bíblia precisam ter uma experiência
no caminho de Emaús?
real com Cristo e Seus ensinamentos para poder transmitir a outros. Só pode
alimentar outros aquele que estiver devidamente nutrido. 2. Qual dos princípios contidos em João
5:39 e 8:32 mais lhe chama a atenção?
Por quê?
2. A verdade bíblica deve ser apresentada de maneira simples
Ellen White afirma, no livro Evangelismo, à página 348, que “a verdade bíbli-
3. Que evidências temos de que a igreja
ca deve ser apresentada tão simples e interessante que todos possam facilmen- apostólica tinha algum tipo de classe
te compreender os princípios da salvação”. Simplicidade, bons exemplos e de estudo da Bíblia? Quais foram os
objetividade são fundamentais para o êxito de uma classe bíblica que atingirá efeitos disso?
as necessidades humanas.
4. Dos princípios para uma classe bí-
blica eficiente descritos acima, qual o
3. O estudo deve ser constante e progressivo que você considera mais importante?
Novamente, vale o conselho de Ellen White, expresso no livro Evangelismo, Por quê?
à página 56, onde é dito que “em Seus discursos, Cristo não lhes apresentou 5. Releia os passos práticos que devem
muitas coisas de uma vez, para não lhes confundir a mente. Fez com que cada
ser seguidos para efetivamente se
ponto se tornasse claro e distinto. Não menosprezava a repetição de antigas
instalar uma eficiente classe bíblica e
e familiares verdades proféticas se elas servissem ao Seu propósito de inculcar
as idéias”. Tendo como referência as classes bíblicas apostólicas, podemos responda: Que passos precisam ser se-
concluir que eram permanentes e mantinham um estudo progressivo da Bí- guidos para melhorar as classes bíblicas
blia. As descobertas da Palavra de Deus aconteciam constantemente e não em de sua igreja?
uma só vez.

C o m u n h ã o e M i s s ã o  3 1
Frentes Missionárias – Recepção

É Preciso fazer a
diferença
Wiliane Steiner Marroni
Diretora dos Ministérios da Mulher na
Divisão Sul-Americana

A
vida de Cristo nesta terra foi uma vida de serviço e de amor. A maior demonstração desse amor está represen-
tada pela cruz. Foi com amor que o Senhor Jesus atraiu pessoas e alcançou corações carentes pela palavra.
Desde os tempos da Igreja Primitiva é possível perceber uma preocupação sobre como receber e tratar bem as
pessoas. O livro de Atos menciona: “Tendo eles chegado a Jerusalém, foram bem recebidos pela igreja...” Atos 15:4.
O Ministério de Recepção é um ministério de aceitação mútua. Baseia-se nos ensinos de Cristo a respeito do amor, isento
dos preconceitos de cor, raça ou posição social.
“O Salvador misturava-se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, mi-
nistrava-lhes as necessidades e granjeava-lhes a confiança” (Ciência do Bom Viver, pág 143).

32 Comunhão e Missão  
Esse ministério consiste em organizar equipes (pessoas) e mente, ou de modo tão frio que pense que não tendes
treiná-las para o trabalho de recepção em todos os serviços interesse algum por ela” ( Beneficência Social, pág 89).
regulares da igreja. O propósito é dar a melhor impressão Para desenvolver esse ministério, sugerimos a organização
do amor de Jesus, tanto aos visitantes como aos membros de uma equipe entrosada com os outros departamentos.
da igreja. Cativar pessoas para Cristo deve ser a missão de Devem ser realizadas reuniões periódicas enfocando a im-
vida de cada cristão. portância do membro e do visitante, e a melhor forma de
Assim como a igreja não pode funcionar sem ter a Escola atendê-los.
Sabatina, o Culto de Adoração, outras reuniões também
não podem funcionar sem ter o Ministério da Recepção
Como fazer
organizado e atuante.
• Escolha um coordenador para o Ministério da Re-
“Em cada igreja deve-se cultivar o espírito de hos-
cepção.
pitalidade. Não há nada mais mortífero para a vida
espiritual da igreja do que uma atmosfera fria e for-
mal que exclua a hospitalidade e o companheirismo Ações práticas
cristãos. Todo visitante que chegue para adorar co- 10 atitudes ativas para uma recepção eficiente
nosco deve ser cordialmente recebido e deve-se-lhe
fazer sentir que é bem-vindo. Os oficiais da igreja 1. Apresentação impecável
têm o dever de designar alguém para que dê atenção
2. Postura
especial...” (Manual da Igreja, pág 75).
3. Sorrir/ Humor – O mau humor é INTOLERÁVEL.
4. Empatia – “Se colocar no lugar do outro”.
A primeira impressão é a que fica
5. Escutar – escutar é ouvir com atenção
A maneira como as pessoas são tratadas vai definir se vol-
tarão ou não. O Espírito Santo conduz as pessoas à igreja 6. Gentileza – Nunca perca a oportunidade de ser:
amável, agradável, educado, generoso, atencioso, cavalheiro.
e nossa responsabilidade é fazer o melhor para agradá-las,
para que sintam o desejo de retornar. Cada visitante deve 7. Disposição – animado, pronto para o que der e vier.
sentir o amor de Deus nas atitudes dos membros da igre- 8. Sinceridade
ja. 9. Comunicação correta
“Podeis pegar de tal maneira na mão de uma pessoa 10. Compromisso
ou saudá-la que lhe conquisteis a confiança imediata-

C o m u n h ã o e M i s s ã o  3 3
• Escolha as pessoas que farão O amor cristão e a bondade são dada será um fator para atrair ou
parte da equipe. Sugerimos características de uma igreja re- afastar.
uma equipe mista composta de ceptiva. • Esse trabalho deve ser precedido
jovens, adolescentes, crianças, e realizado com muitas orações.
mulheres e homens, além dos Característica da equipe de recep- • Que cada um exerça seu dom
diáconos e diaconisas. Essas pes- ção no sentido de criar no visitante
soas devem ser amáveis, pontu- o desejo de voltar.
• Seu contato com o visitante, por
ais, comunicativas e discretas. mais breve que seja, pode deter-
• Capacitar a equipe de recepção. minar a sua conversão. O Ministério da Recepção deve fazer
• Organizar equipes de recepção • O que faz e diz representa a a diferença, surpreender, tanto os ami-
para atuar em todos os progra- imagem da igreja toda, não só gos como os membros da igreja.
mas da igreja. os membros como também a
• Desenvolver reuniões de oração organização adventista.
e avaliação para o Ministério de • Cada pessoa que procura a igre- “O cristão bondoso, cortês é o mais pode-
Recepção. ja deve ser considerada como roso argumento que se possa apresentar
• Motivar e mobilizar a igreja a um filho por quem Jesus deu a em favor do cristianismo.” (Mente, Ca-
se tornar uma igreja receptiva. vida. A maneira como for abor- ráter e Personalidade, II, pág 617)

Questões para discussão

1. Como posso desenvolver o Ministério da Recepção em minha igreja?


2. O que devo fazer para ter uma vida de serviço assim como a de Jesus?
3. Jesus nos ensinou a tratar bem as pessoas para atraí-las ao evangelho. Como colocar esse conselho em prática?
4. De que maneira posso impressionar o amigo visitante?
5. Como tornar o Ministério da Recepção da minha igreja uma referência?

34 Comunhão e Missão  
CRONOGRAMA DE EVENTOS PARA 2009
UNeB
janeiro 28 Grande Batismo
1-30 Férias de todos os pastores.
1-31 Evangelismo de Anciãos e Calebes. Julho
25-30 Encontro de Capacitação no IAENE para os todos professores. 1-4 Semana de oração Jovem (cont.)
Viagem hospedagem e alimentação forma de pool dividido 4 Assembléia Distrital de PG – ABaC
pelos Campos, (duas diárias.) A União entrará com uma ajuda 12-26 Início do 2º Ciclo de Domingos Especiais: “Profecias de Espe-
financeira a ser estudada. rança”
15-19 VIII Simpósio Bíblico Teológico – IAENE
Fevereiro
7 Lançamento via satélite da Escola Missionária. A gosto
7-14 Semana de Mordomia. Os Campos poderão optar por outra 1-30 Evangelismo Pastoral e voluntários - segundo Semestre.
data, desde que a data apareça no programa do Campo. 2-30 2º Ciclo de Domingos Especiais: “Profecias de Esperança”
13-15 Encontro dos Evangelistas Voluntários – APE, MPEC, MCN e 9 Dia dos Pais.
MN. 17-20 CADE
20-25 Carnaval.
27-28 Encontro dos Evangelistas Voluntários – MSA, ABAC, AB e Setembro
ABS. 6-27 2º Ciclo de Domingos Especiais: “Profecias de Esperança”
19 Batismo da Primavera
Março
26 Assembléia Distrital de PG – MCN
1 Conclave dos Evangelistas Voluntários – MSA, ABAC, AB e
ABS.
Outubro
4-7 Concílio Publicações – DSA
1-3 Projeto “Siga a Bíblia” – Ponha a Bíblia no Pódio
7 Treinamento para semana santa via satélite
8-11 Concílio Administradores – DSA 4-25 Início do 3º Ciclo de domingos especiais: “Jornada BíblicaProfé-
tica”
14 Dia Mundial de Oração.
Lançamento do Programa de “Oração Intercessória” 19-21 Reunião Integrada dos Departamentos
Início 1º Evangelismo Pastoral 23 Segundo Evangelismo dos PGs.
17-19 Reunião Integrada dos Departamentos 24-31 Semana de Colheita via satélite – Pr. Mark Finley
28 Assembléia Distrital de PG – APe 31 Dia do REENCONTRO em todas as igrejas e grupos.

Abril Novembro
4-11 Semana Santa 1-29 Continuação do 3º Ciclo de Domingos Especiais: “Jornada Bíbli-
19 e 26 Início do 1º Ciclo de Domingos Especiais: “Apresentando Je- ca Profética”
sus” 7 Incluir no calendário do campo a realização do SEE para novos
conversos.
Maio 14 Oferta de Missão Global
3-31 1º Ciclo de Domingos Especiais: “Apresentando Jesus” 18-19 Quadrienal – AB
2-9 Semana da Família em PGs. Os que desejarem fazer na igreja, 25-26 Quadrienal – MCN
tendo condições e recursos poderão fazê-la na igreja. 28-30 Semana de Colheita
10 Dia das mães
15 Evangelismo dos PG’s (06 fins de semana) Dezembro
26-27 Comissão Diretiva – UNeB 1-5 Semana de Colheita
28 Avaliação UNeB 1-3 Comissão Diretiva – UNeB
5 Assembléia Distrital de PG – MSA
JuNho 6-20 3º Ciclo de Domingos Especiais: “Jornada Bíblica Profética
7-28 1º Ciclo de Domingos Especiais: “Apresentando Jesus” 9-10 Quadrienal – MSA
27-4/7 Semana de oração Jovem 12 Dia mundial de Mordomia Cristã.
27 Vigília Jovem 31 Culto de Gratidão no por de sol em todas as igrejas

C o m u n h ã o e M i s s ã o  3 5
36 Comunhão e Missão