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Resumo Nutrientes

Prof. Valdecir Martins de Araújo.


15/06/10

valdeciag@hotmail.com
Qual o objetivo estudar nutrição das Plantas?

Nutrição = “Dieta balanceada”

Figura Fonte: Internet

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2 Aplicada - Módulo I
Segundo Epstein; Bloom (2004) o objetivo de
estudar nutrição das plantas é tratar da
aquisição de elementos nutritivos e suas
funções na vida da planta.

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3 Aplicada - Módulo I
Já para VAN RAIJ (1991)
Diversos elementos químicos são
indispensáveis à vida vegetal, já que sem
eles, as plantas não conseguem completar o
seu ciclo de vida.
Como visto o estudo da nutrição das plantas é
imprescindível para um melhor
aproveitamento do solo melhorando sua
produtividade para atender as demandas
atuais.
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4 Aplicada - Módulo I
Como é feita a absorção dos nutrientes pela
planta?

Para que uma planta se desenvolva


normalmente, ela necessita de alguns
requisitos indispensáveis, tais como, local
favorável à fixação de suas raízes,
temperatura adequada, luz, ar, água,
quantidade suficiente de elementos
nutrientes,etc. Essas necessidades são
atendidas, em maior ou menor proporção,
pelas condições de clima e solo do local
5
onde
Prof. Valdecir se encontra
Martins
Aplicada - Módulo I
a planta.
de Araújo - Agricultura
Quando essas necessidades básicas são
atendidas as plantas, partindo do Carbono
(C), Oxigênio (O) e Hidrogênio (H),
retirados do ar, da água e de diversos
elementos provenientes do solo,
conseguem, com o auxílio da energia da luz
solar, sintetizar a matéria orgânica
necessária à sua própria formação.
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6 Aplicada - Módulo I
Dessa forma, através da fotossíntese, as plantas
têm a capacidade de formar em suas células
clorofiladas, inicialmente compostos
orgânicos de estruturas simples e
posteriormente compostos mais complexos,
como celulose, amido, gorduras, proteínas,
enzimas, etc.

Para sintetizar todas essas substâncias, as


plantas utilizam 17 elementos considerados
indispensáveis ao seu metabolismo e são
denominados, nutrientes de plantas
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7 Aplicada - Módulo I
A planta absorve os elementos essenciais ao
seu desenvolvimento através das raízes
elementos como N, P e K que estão no solo.
E do ar (atmosfera) e da água elementos
como C, H e O através das folhas (via
fotossíntese) .

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8 Aplicada - Módulo I
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Prof. Valdecir Martins de Araújo - Agricultura Figura Fonte: Internet
9 Aplicada - Módulo I
Fotossíntese

Figura Fonte : Internet


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10 Aplicada - Módulo I
Tipos de Nutrição
Nutrição orgânica.
são elementos originados da água e do ar, os
quais são responsáveis pela formação de
cerca de 90-96% dos tecidos vegetais
C, H e O

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11 Aplicada - Módulo I
11
Nutrição inorgânica ou mineral:
são elementos fornecidos pelo solo e são
divididos em macronutrientes (primários e
secundários) e micronutrientes. Estes são
responsáveis por cerca de 4-10% dos
tecidos vegetais.

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12 Aplicada - Módulo I
Histórico
Principais estudos modernos sobre nutrição
iniciaram na Europa século XIX.
Naquela época a agricultura tradicional
baseada em adubação orgânica teve
dificuldades em atender à então realidade
político-social européia( devastação pelas
guerras napoleônicas e concentração
populacional nas cidades motivada pela
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Revolução Industrial).
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Aplicada - Módulo I
O aumento da eficiência da agricultura só foi
possível com o melhor entendimento da
nutrição mineral das plantas.
Deixando de ser uma agricultura tradicional
baseada na adubação orgânica para a
agricultura convencional na qual teve um
marco Histórico: A revolução Verde na
década de 60. Procurando maximizar a
produção agrícola com intervenções
diversas dentre as quais o uso super
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estimado de adubos químicos.
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Aplicada - Módulo I
1.1 - Fertilidade
É a capacidade do solo ceder nutrientes à
planta para estas realizarem o ciclo, ou seja é
a reserva de nutrientes que o solo possui.
Para que um solo seja produtivo ele deverá
ser Fértil, porém pode acontecer de um
solo ser fértil e improdutivo devido as
adversidades ambientais e a forma de
manejo.
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15 Aplicada - Módulo I
Divisões da fertilidade.
A. Atual: A do momento, em um solo já
manejado;
B. Natural: De um solo não manejado
(virgem);
C. Potencial: Varia com a classe do solo. É o
potencial que um solo tem em ser fértil.

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16 Aplicada - Módulo I
1.2 - Essencialidade dos elementos
minerais
1.2.1 – Critérios de essencialidade:
A planta não pode realizar seu ciclo de vida na
ausência de um determinado mineral.
A função de um nutriente não pode ser
substituída por outro elemento mineral
O elemento mineral deve estar envolvido
diretamente no metabolismo, e não
aumentando a disponibilidade ou
antagonizando o efeito do outro nutriente.
(Arnom e Stout, 1939).
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17 Aplicada - Módulo I
1.2.2 – Elementos essenciais
São necessários em concentrações iguais ou
inferiores a 1oo mg/Kg de matéria seca,
geralmente atuam em funções regulatórias como
por exemplo ativadores enzimáticos.
Elementos obtidos a partir do CO2 e água: C,
H, O
Macronutriente: São exigidos em quantidades
na ordem de 10³ mg/Kg de matéria seca e
geralmente são componentes de biomoléculas.
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18 Aplicada - Módulo I
Alguns macronutrientes podem atuar com
reguladores
A divisão baseia-se na quantidade requerida
pela planta os de maiores quantidades que a
planta exige são chamados macronutrientes
e podem ser primário e secundário e os de
menores quantidades que são chamados de
micronutrientes.
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19 Aplicada - Módulo I
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Macronutrientes primário:
N, P e K
Macronutrientes secundários:
Ca, Mg e S.
Micronutrientes: podem participar da estrutura
de componentes celulares.
Uma outra função importante é a de contribuir
para o potencial osmótico, modulando a pressão
de turgor necessária para manter a forma do
vegetal ou suas partes, o crescimento e certos
movimentos dependentes de pressão.
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20 Aplicada - Módulo I
Função essa principalmente exercida pelo k
que é um macronutriente, o Cl que é um
micronutriente e ainda ácidos orgânicos.

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21 Aplicada - Módulo I
Micronutrientes
Catiônicos: (carga + mais um elétron
desemparelhado)
Cu, Fe, Mn e Zn

Aniônicos: carga - mais um elétron


desemparelhado
B, Mo e Cl
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22 Aplicada - Módulo I
Quantidade requerida do elemento.
Na faixa de concentração, chamada zona de
deficiência, um pequeno incremento no teor do
nutriente, conseguido por fertilização por
exemplo , acarreta grande crescimento da
planta.
Acima da concentração crítica, que é aquela
suficiente para gerar 90 % do crescimento
máximo, os aumentos na concentração não
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afetam apreciavelmente o crescimento.
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Aplicada - Módulo I
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24 Aplicada - Módulo I
A zona adequada representa um consumo de
luxo podendo o elemento estar estocado no
vacúolo, como alternativa ao metabolismo.
Esta zona adequada pode ser ampla para os
macronutrientes e tende a ser estreita para
os micronutrientes que atingem antes a
concentração critica tóxica, que é aquela
suficiente para acarretar redução de 10% no
crescimento.
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25 Aplicada - Módulo I
As leis da adubação
Lei da restituição: preconiza restituir ao solo os
nutrientes absorvidos pelas culturas e por elas
importados.
Lei do máximo: o excesso de um nutriente no
solo reduz a eficácia dos outros.
Lei do mínimo: A base da produtividade
A produção das culturas é limitada pelo nutriente
mineral menos disponível para as plantas
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26 Aplicada - Módulo I
Lei dos incrementos decrescentes: a adição de
doses crescentes ao solo não promove os
mesmos aumentos em produção.
Lei da interação: Cada fator de produção é
tanto mais eficaz quando os outros estão
perto do seu ótimo.
Lei da qualidade biológica: A adubação deve
ter como objetivo a melhoria da qualidade do
produto.
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27 Aplicada - Módulo I
27
Quando ocorre a deficiência de algum nutriente,
pode ser visualizado pela formação de “sintomas
de deficiência”. O quadro sintomatológico
depende principalmente de 2 fatores:
A função ou as funções do elemento;
A mobilidade do elemento na planta, ou seja se
ele é ou não redistribuído (remobilizado) de
partes velhas para as mais novas (em formação)
da planta.
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28 Aplicada - Módulo I
Os nutrientes podem ser classificados da
seguinte forma:
Móveis – N, P, K, Mg, Cl, e Mo (os
sintomas destes aparecem nas folhas velhas,
pois elas são retirados destas para serem
usados nas partes novas).
Pouco móveis – S, Cu, Fe, Mn, Ni, e Zn;
Muito pouco móveis – Ca e B.

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29 Aplicada - Módulo I
29
Antes do aparecimento dos sintomas de
deficiência, o metabolismo e o crescimento
já foram comprometidos de alguma forma,
de modo que um monitoramento dos teores
de nutrientes foliares ou do solo são
alternativas preventivas.

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30 Aplicada - Módulo I
30
Resumo nutrientes

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31 Aplicada - Módulo I
2. Nutrição da cana-de-açúcar

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Para que se tenha ótimos resultados de
produtividade segundo Malavolta (2006) a
vários aspectos a se considerar em relação às
exigências minerais das culturas , que são:

1. Exigências Totais: dependem da espécie , às


vezes da variedade, do tamanho da colheita,
admitindo-se igualdade na fertilidade do solo,
adubação, calagem e manejo;

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33 Aplicada - Módulo I
2. Quantidades no produto colhido:
evidentemente menores que as anteriores,
porém função dos mesmos fatores;

3. Quantidades para a produção unitária: é o


quociente da exigência total pela planta;

4. Exigência no ciclo: acumulação de nutrientes


no total de dias, meses ou anos do ciclo;
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34 Aplicada - Módulo I
5. Necessidade no ano agrícola: repartição dentro
do ano em função da fenologia ou fases de vida
da planta;

6. Mobilização de reservas: proporção das


necessidades para vegetação e produção
satisfeitas pela mobilização das reservas de
diversos órgãos da planta (das raízes, lenho,
folhas);

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35 Aplicada - Módulo I
7. Acumulação no fruto: marcha de acumulação
durante o crescimento do fruto até a maturação
e colheita;

8. Ciclagem: retorno de nutrientes em restos de


colheita, órgãos vegetativos mais velhos,
material podado.

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36 Aplicada - Módulo I
2. Nutrição da cana-de-açúcar

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Estudo de cada nutriente na cana-de-


açúcar.
Nitrogênio

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38 Aplicada - Módulo I
Nitrogênio
O nitrogênio influência a composição e o
desenvolvimento da cana-de-açúcar em muitos aspectos
e, o conhecimento destes efeitos é de grande
importância econômica. A recuperação do nitrogênio
na matéria seca total está positivamente relacionada
com a quantidade de nitrogênio aplicada, refletindo
imediatamente no aumento da concentração de
nitrogênio em todas as partes da planta e
particularmente nos tecidos foliares e adjacentes, mas
somente parte do nitrogênio aplicado no solo está
presente na planta Dillewijn (1952).
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39 Aplicada - Módulo I
A resposta à aplicação de nitrogênio é maior se a
cana estiver na fase de crescimento rápido e menor
conforme mais velha se encontra a planta.

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40 Aplicada - Módulo I
No caso específico da cana-de-açúcar, observou-se
que o acúmulo de N na planta está em redor de
150-200 kg/ha, na cana planta e 100-180 kg/ha
na soca, valor além do que é aplicado (40 no
plantio e 80 kg.ha-1 na soca).

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41 Aplicada - Módulo I
A contribuição da FBN (Fixação Biológica de
Nitrogênio) para a cultura da cana-de-açúcar tem
oscilado entre O e 60%, com média de 32%, de
acordo com Polidoro et al. (2001).

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42 Aplicada - Módulo I
De acordo com estes autores dentre as variedades
avaliadas, a RB 72-454 e a SP 80-1842
apresentaram elevado potencial para a FBN, nas
lavouras amostradas, no entanto, o manejo da
fertilidade do solo e a nutrição das plantas
apresentaram tendências de influenciar na
magnitude da contribuição, sendo necessário o
monitoramento do estado nutricional das plantas
principalmente o dos micronutrientes que, via de
regra, não são aplicados na cultura da cana-de-
açúcar.
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43 Aplicada - Módulo I
O molibdênio pode ser o principal deles por
interferir na nutrição nitrogenada da cana-de-
açúcar, restringindo o seu processamento
metabólico.

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44 Aplicada - Módulo I
Normal Deficiência de N

Figura Fonte: Internet

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45 Aplicada - Módulo I
Fósforo

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46 Aplicada - Módulo I
É um elemento vital na planta, indispensável para
diversas funções.
Em seu componente orgânico, lecitina, ele é
encontrado praticamente em todas as células
vivas. A distribuição do fósforo na cana-de-açúcar
coincide com o centro de grande atividade, ou
seja, o centro de crescimento e de assimilação do
carbono, com funções diferenciadas em cada caso.

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47 Aplicada - Módulo I
Considerável quantidade desse elemento está
presente no meristema apical e elongação celular,
além de na clorofila. O conteúdo de fósforo na
planta, aumenta nos internódios, conforme a
planta vai ficando mais velha, devido à
translocação desse elemento das folhas mais
velhas para os internódios que estão
amadurecendo.

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48 Aplicada - Módulo I
A cana tem grande habilidade para absorver
fósforo, mesmo quando está presente em
concentrações muito baixas no solo.
A maior necessidade de fósforo verifica-se, de
acordo com Cesnik; Miocque (2004) nos três
primeiros meses de vegetação, representando
mais do que 50% do fósforo absorvido pela planta
durante todo o seu ciclo.

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49 Aplicada - Módulo I
O pH da solução nutritiva tem marcada influência
sobre a velocidade de absorção do elemento.
Quando o pH diminui de 6,0 para 4,5, aumenta a
velocidade de absorção, enquanto a velocidade
diminui quando a solução fica neutra (pH=7,0)
ou ligeiramente alcalina (pH=7,5).

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50 Aplicada - Módulo I
Esse efeito do pH sobre a velocidade de absorção do
fosfato indica que a planta da cana-de-açúcar é hábil
para absorver fosfato na forma de íons H2P04- mas
praticamente não na forma dos íons HP04-. Isso
deve ter uma relação particular com a habilidade da
cana de absorver fósforo de fosfatos pouco solúveis
como a rocha fosfatada, cujo fósforo poderia estar
menos sujeito à fixação. Tem notável efeito sobre a
velocidade de perfilhamento. Mas o efeito do
fósforo sobre a fase inicial do perfilhamento nem
sempre está relacionado com um aumento final da
produtividade.
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51 Aplicada - Módulo I
Os internódios aumentam em comprimento e
diâmetro e as folhas ficam mais longas. Quando o
fósforo é aplicado em solos deficientes desse
elemento, normalmente o conteúdo interno da
planta aumenta, mas há exceções. Isso deve
ocorrer porque o fosfato é fixado pelo solo e não
permanece disponível às plantas. O fósforo não
parece ter efeito sobre a maturação da cana-de-
açúcar, de acordo com uma série de resultados de
experimentos

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52 Aplicada - Módulo I
Normal Deficiência P

Figura Fonte: Internet

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53 Aplicada - Módulo I
Potássio

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54 Aplicada - Módulo I
A planta de cana-de-açúcar é uma grande
apreciadora de potássio.
O potássio está relacionado com a síntese de
proteínas, com a fotossíntese, translocação, entre
outras.
O potássio afeta direta, ou indiretamente, todas as
atividades celulares das plantas.

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55 Aplicada - Módulo I
Devido à sua mobilidade, suas propriedades
especiais de condensação, sua radiatividade e
provavelmente também outras propriedades, este
elemento está envolvido em muitos processos
vitais e parece impossível especificar um único
processo particular com um papel especial do
potássio na fisiologia das plantas.

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56 Aplicada - Módulo I
O potássio auxilia na assimilação do carbono, na
transformação e translocação dos açúcares e na
formação do amido.
Influencia na síntese e translocação de proteínas.
Também está evidente que o potássio afeta a
transpiração.
Quase todo o conteúdo de potássio na planta é
prontamente solúvel em água e há grande
possibilidade para sua grande mobilidade.
O potássio migra das partes mais velhas para os
órgãos mais jovens da planta.
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57 Aplicada - Módulo I
O potássio atua como ativador de diversas enzimas
ligadas ao metabolismo de proteínas e
carboidratos.

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58 Aplicada - Módulo I
O potássio é o cátion principal encontrado no
citoplasma e, assim, equilibra as trocas aniônicas.
Está envolvido no controle da turgidez em células
especializadas.

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59 Aplicada - Módulo I
Normal Deficiência de K

Figura Fonte: Internet

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60 Aplicada - Módulo I
Os demais macronutrientes também
influem sobre o desenvolvimento da cana-de-
açúcar.
O Cálcio encontra-se, principalmente nos tecidos
meristemáticos e nas folhas verdes, estando
estreitamente relacionado com o crescimento e
desenvolvimento da planta.

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61 Aplicada - Módulo I
É o elemento que, provavelmente, em combinação
com os ácidos orgânicos, forma os sais que se
ligam às moléculas protéicas e ao sistema
enzimático.
O cálcio é necessário para a estrutura e
funcionamento normal da plasmalema, de acordo
com Anderson; Bowen (1992).

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62 Aplicada - Módulo I
O cálcio é de difícil translocação na planta, estando
ligado, diretamente à absorção do nitrogênio. Em
quantidades excessivas pode inibir a absorção do
potássio e reduzir a mobilidade de alguns
microelementos (DILLEWIJN, 1952).

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63 Aplicada - Módulo I
Quanto ao magnésio ele é facilmente translocável pela
planta, faz parte da composição da molécula de
clorofila e, de várias proteínas das plantas, ativando
enzimas envolvidas no metabolismo de
carboidratos, na síntese de ácido nucléico e aquelas
que atuam sobre substratos fosforilados, de acordo
com Anderson; Bowen (1992)
A cana-de-açúcar necessita de quantidades de
magnésio similares às do nitrogênio (DILLEWIJN,
1952),

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64 Aplicada - Módulo I
Altas aplicações de potássio podem induzir a
deficiências de magnésio, quando os níveis desse
elemento no solo são baixos.

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65 Aplicada - Módulo I
Enxofre Dillewijn (1952) salienta a importância do
S para a cana, embora a queima de madeira e óleo
combustível na atmosfera contribua para o
aumento dos teores desse elemento no solo, pois
as águas da chuva o arrastam em grande
quantidade, combinado com o oxigênio do ar.

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66 Aplicada - Módulo I
O Enxofre é de acordo com Anderson; Bowen
(1992), essencial para a síntese de aminoácidos,
proteínas e vitaminas.

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67 Aplicada - Módulo I
Os mesmos autores sugerem que as fontes de
enxofre podem ser diversas formas de sulfatos,
como o sulfato de amônio. Se o pH do solo for
superior a 6,0, o sulfato de amônio apresenta-se
como excelente fonte de nitrogênio e enxofre,
porém é de reação ácida.

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68 Aplicada - Módulo I
Micronutrientes

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Os micronutrientes são necessários em doses
mínimas pelas plantas, mas tão necessários como
os macronutrientes.
O Boro está presente em apenas 0,1 % da massa
seca da planta. Sua função, nas plantas, é ainda
pouco conhecida. Tem dificuldade de se translocar
na planta e a seca dificulta a sua assimilação

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70 Aplicada - Módulo I
Com relação à função desse elemento na planta,
Epstein; Bloom (2004) descreveram que o
consenso geral é que suas funções
quantitativamente mais importantes estão
relacionadas com a parede celular e com as
substâncias pécticas associadas a elas,
especialmente na lamela média.

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71 Aplicada - Módulo I
No solo o boro está presente na forma H3BO3, não
dissociado, sendo facilmente lixiviado, conforme
salientaram Anderson; Bowen (1992).
A sua deficiência é mais comumente observada em
solos com alta intensidade de infiltração de água
(solos arenosos, por exemplo). A calagem
excessiva pode provocar deficiência de boro.

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72 Aplicada - Módulo I
Os mesmos autores observaram que, sob condições
de toxicidade o boro acumula-se principalmente
nos tecidos mais velhos da planta. Sua absorção é
passiva, difundindo-se para as raízes até se
equilibrar com a solução do solo, podendo em
decorrência disso apresentar sintomas de toxidez
quando a concentração no solo é elevada

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73 Aplicada - Módulo I
O cobre é ativador do complexo enzimático da planta,
contribuindo com 0,001 % da matéria seca.
E de acordo com Epstein; Bloom (2004), o cobre é um
elemento de transição capaz de transferir elétrons, o
cobre funciona nessa transferência e na captura de
energia por proteínas e enzimas oxidativas.

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74 Aplicada - Módulo I
O ferro, sendo considerado um elemento essencial
à síntese de clorofila, com muitos fatores
influenciando na sua assimilação que ocorre com
maior severidade, portanto, na fase inicial da
brotação.
O excesso de cobalto, cobre, magnésio ou zinco ou
adubação fosfatada podem inibir a absorção do
ferro. O mesmo acontece quando a calagem é
pesada ou o solo é alcalino.
A disponibilidade de ferro para a planta é reduzida
também por altos teores de matéria orgânica no
solo.
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75 Aplicada - Módulo I
O manganês, segundo Dillewijn (1952) se acumula
principalmente nos tecidos meristemáticos, e
corresponde a 0,001 % da massa seca da planta.
Ele controla vários sistemas de óxido-redução nas
plantas e é ativador de várias enzimas, particularmente
aquelas envolvidas em reações no ciclo de Krebs e na
síntese de proteínas.

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76 Aplicada - Módulo I
O excesso de manganês pode provocar desequilíbrio na
relação Fe/Mn, provocando deficiência de Ferro.
A decomposição da matéria orgânica pode levar a
deficiência destes nutrientes se eles estiverem em
baixos teores no solo, bem como pH elevado. E, ao
contrário, quando o solo seca, a concentração deles
aumenta no solo, podendo provocar sintomas de
toxidez. A deficiência também pode estar associada
com altos teores de magnésio, cálcio e nitrogênio no
solo (ANDERSON; BOWEN, 1952).

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77 Aplicada - Módulo I
O molibdênio atua, na planta, na enzima redutase, que é
responsável pela redução do NO3- a NO2-, convertendo
o nitrogênio inorgânico em orgânico nas radicelas,
conforme descrevem os mesmos autores. O
molibdênio tem sua disponibilidade diretamente
relacionada com a elevação do pH do solo. O excesso
de nitrogênio provoca sintomas de deficiência de
molibdênio. Seu comportamento é justamente o
inverso de boro, cobre, ferro e manganês, cuja
disponibilidade é maior em solos ácidos.

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78 Aplicada - Módulo I
O zinco é essencial para a biossíntese do acido 3-
indol-acético (AIA), regulador do crescimento das
plantas. A atividade de várias enzimas também é
dependente da presença de zinco;
Os sintomas de deficiência, segundo relatam
Anderson; Bowen (1992) são aumentados com a
calagem e quando camadas do subsolo, pobres em
zinco, são expostas na superfície.

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79 Aplicada - Módulo I
O alumínio é tido como um elemento tóxico à
cana-de-açúcar, retardando o desenvolvimento
das raízes e da parte aérea. Os danos causados às
raízes, de acordo com Anderson; Bowen (1992)
assemelham-se aos causados por nematóides,
tornando as plantas altamente suscetíveis aos
estresses hídricos.

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80 Aplicada - Módulo I
A toxidez do alumínio pode ocorrer quando a
saturação em alumínio ocupa mais do que 30% da
CTC.

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81 Aplicada - Módulo I
Silício

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O Silício (Si) não é considerado entre o grupo de
elementos essenciais ou funcionais para o
crescimento das plantas. No entanto, de acordo
com Korndbrfer; Datinoff (1995) o crescimento e
a produtividade de algumas gramíneas tem
mostrado aumentos relevantes com o
crescimento da disponibilidade de silício para as
plantas, embora as suas funções ainda não tenham
sido plenamente esclarecidas.

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83 Aplicada - Módulo I
O silício aparece em altas concentrações na cana-
de-açúcar, podendo variar desde 0,14% nas
folhas mais novas, até 6,7% nos colmos e folhas
velhas. No Havaí, as folhas contendo menos do
que 0,5% de silício apresentam um sintoma.
denominado "Freckling“ (mosqueado, rajado),
sendo a sua causa bastante controvertida, ainda,
embora muitos pesquisadores o atribuem à falta
de silício e à desequilíbrios nutricionais.

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84 Aplicada - Módulo I
A ferrugem na canade-açúcar (Puccinia
melanocephala). pode ser atribuída à deficiência
de silício, sendo os sintomas mais severos nas
folhas mais velhas, ficando a área fotossintética
bastante comprometida, e bastando uma aplicação
de seis toneladas de silicato no solo fazem com
que os sintomas desapareçam.

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85 Aplicada - Módulo I
Os solos com baixos teores de silício (solos
altamente intemperizados) resultam na
disseminação rápida do mosaico, atraso na
maturação e diminuição nos teores de brix do
caldo. Mas os maiores benefícios estão na
produtividade, que segundo relatos, podem
aumentar entre 10 e 30%. Sobre os açúcares a
probabilidade de influência é menor.

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86 Aplicada - Módulo I
Nutrientes Com Funções Específicas

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Nutrientes que são elementos integrais de
compostos carbônicos
Nitrogênio
Enxofre

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88 Aplicada - Módulo I
Elemento essencial para a aquisição e utilização
de energia e para o genoma
Fósforo

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89 Aplicada - Módulo I
Nutrientes estruturalmente associados com a
parede celular

Cálcio
Boro
Silício

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90 Aplicada - Módulo I
Nutrientes que são constituintes integrais de
enzimas e outras entidades essenciais ao
metabolismo
Magnésio
Ferro
Manganês
Zinco
Cobre
Níquel
Molibdênio
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91 Aplicada - Módulo I
Nutrientes que servem para ativar ou controlar a
atividade de enzimas
K Potássio
Na Sódio
Cloro
Magnésio
Cálcio
Manganês

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92 Aplicada - Módulo I
Nutrientes Com Funções Não Específicas

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íons nutrientes que servem contra-Íons,
para cargas positivas ou negativas
K+, Na+, N03, CI, S04, Ca2+, Mg2+ Esses íons
servem contra-íons para aquelas cargas opostas,
assim como contra-íons para ligantes orgânicos.
íons nutrientes que servem como
principal osmótica celular
K+, Na+, N03, CI
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94 Aplicada - Módulo I
Papéis dos principais nutrientes nas
plantas

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Elementos Papéis
Nitrogênio Estimula a formação e desenvolvimento de gemas floriféras e
frutíferas; maior vegetação e perfilhamento; aumenta o teor de
proteína.
Fósforo Acelera a formação de raízes; aumenta a frutificação; apressa a
maturação dos frutos.
Potássio Estimula a vegetação e perfilhamento (gramíneas); estimula o
enchimento de grãos; promove o armazenamento de açúcar e
amido; aumenta a eficência do uso da água; aumenta a
resistência a seca, geadas, pragas e moléstias.
Cálcio Estimula o desenvolvimento das raízes; aumenta a resistência a
pragas e moléstias; maior pegamento das floradas.
Magnésio Colabora com o Fósforo
Enxofre Aumenta a vegetação e frutificação; aumenta o teor de óleos,
96
gorduras e proteínas. Prof. Valdecir Martins de Araújo - Agricultura
Aplicada - Módulo I
Elementos Papéis
Boro Colabora com o Cálcio; aumenta a granação

Cobre Aumenta à restência às doenças; menor esterilidade masculina


(cereais)
Ferro Fixação do Nitrogênio

Manganês Aumenta a resistência a algumas doenças

Molibdênio Fixação simbiótica do Nitrogênio


Zinco Estimula o crescimento e frutificação.

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97 Aplicada - Módulo I
“Não desista de seus objetivos
siga em frente, jamais recue diante
dos obstáculos, seja persistente
lute sempre, pois, quem luta
sempre alcança!”

Bom teste!!
Prof. Valdecir Martins
valdeciag@hotmail.com

Figura Fonte: Internet


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98 Aplicada - Módulo I