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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

0 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA Estação de

Estação de Tratamento de Efluentes em uma Indústria Cervejeira

Disciplina: Controle da Poluição Alunos: Iury Sousa Pedro Hugo Profª: Silvana Calado

Recife, 22 de Junho de 2010

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Sumário

  • 1. Introdução 02 ___________________________________________________________________

  • 2. Características do Efluente

    • 2.1. Esgoto doméstico 03 ______________________________________________________

    • 2.2. Cervejaria 03 ____________________________________________________________

  • 3. Fluxograma 06 __________________________________________________________________

  • 4. Direcionamento dos Resíduos 07 ____________________________________________________

  • 5. Projeto da ETE

    • 5.1. Tratamento Preliminar e Primário

      • 5.1.1. Gradeamento 07 _________________________________________________

      • 5.1.5. Peneiramento 10 _________________________________________________

      • 5.1.3. Caixa de Desarenação

  • 10

    __________________________________________

    • 5.1.2. Caixa de Gordura 11 ______________________________________________

    • 5.1.4. Precipitação Química com o uso de Coagulantes (Correção de pH) 13 _______

    • 5.1.6. Decantadores 15 _________________________________________________

    • 5.2. Filtro Biológico 17 _______________________________________________________

    • 5.3. Digestor de Lodo 21 ______________________________________________________

    • 5.4. Remoção da Umidade do Lodo 23 ___________________________________________

    • 6. Eficiência e Investimentos 24 _______________________________________________________

    • 7. Conclusão 25 ___________________________________________________________________

    • 8. Referências Bibliográficas 25 _______________________________________________________

    2

    1.

    Introdução

    Em todas as indústrias existe a formação de resíduos sólidos, líquidos e gasosos que devem ser corretamente manipulados e processados de modo a se obter o menor impacto possível para o meio ambiente. Dependendo do processo da indústria um dos tipos de efluente vai prevalecer. Nas cervejarias, os resíduos líquidos provêm, em sua maioria, das máquinas de lavar garrafas, das dornas de fermentação, do bolo das centrífugas, da lavagem dos panos dos filtros-prensa e das descargas das máquinas de pasteurização. As descargas do pasteurizador e das lavagens das garrafas acontecem periodicamente, ocorrendo, geralmente, no encerramento do período semanal de fabricação. Os outros efluentes são contínuos durante o período de fabricação. Com a crescente preocupação com a qualidade dos corpos de água que atuam como receptores destes efluentes, existe um maior empenho em construir estações de tratamento com o máximo de eficiência dentro da disponibilidade de recursos necessários. O projeto de uma estação de tratamento é função principalmente das características do efluente, no caso das cervejarias as características do efluente são muito semelhantes as do esgoto doméstico e por isso estas estações apresentam projetos com pontos em comum. O objetivo deste trabalho é dimensionar as unidades de uma estação de tratamento no sentido de reduzir a quantidade de matéria orgânica e sólidos suspensos provenientes do processo, de acordo com as características do efluente de uma indústria cervejeira, para um posterior despejo com elaboração de um fluxograma e um balanço de DBO.

    3

    • 2. Características do Efluente

    2.1.Esgoto doméstico

    A fábrica em questão funciona normalmente 16 h/dia com um total de 150 trabalhadores, sendo 120 operários, 60 por cada turno de 8 horas (2 turnos) e 30 são funcionários, 15 por cada turno de 8 horas (2 turnos).

    De acordo com as normas NBR 7229 tem-se, em 8 horas, que:

    Tabela 1 - Quantidade diária de esgoto doméstico.

     

    Vazão per capita (l/dia)

    Contribuição per capita (g/dia)

    Funcionários

    50 x 8 / 6 = 66,67

    35 x 8 / 6 = 46,67

    Operários

    70

    40

    Vazão e Contribuição para funcionários:

    Vazão (funcionário) = Vazão per capita x funcionários = 66,67 l/dia x 30 = 2000,1 l/dia Contribuição (funcionário) = Contribuição per capita x funcionários = 46,67 g/dia x 30 = 1400,10 g/dia

    Vazão e Contribuição para operários:

    Vazão (operário) = Vazão per capita x operário = 70 l/dia x 120 = 8.400 l/dia Contribuição (operário) = carga per capita x operário = 40 g /dia x 120 = 4.800 g/dia

    DBO e Vazão de esgoto doméstico:

    3 2. Características do Efluente 2.1.Esgoto doméstico A fábrica em questão funciona normalmente 16 h/dia com
    3 2. Características do Efluente 2.1.Esgoto doméstico A fábrica em questão funciona normalmente 16 h/dia com

    2.2.Cervejaria

    Adotou-se uma cervejaria de produção diária de 150.000 l em 16h/dia de funcionamento.

    A cada 1000 l de cerveja produzida, têm-se um consumo específico de água de 8-20 m 3 /dia.

    Então:

    Vazão mínima = 1200 m 3 /dia = 13,89 l/s Vazão máxima = 3000 m 3 /dia = 34,71 l/s

    É importante ter-se uma avaliação confiável da vazão máxima, uma vez que influi diretamente no dimensionamento das unidades do tratamento, cujas dimensões devem ser calculadas em função da vazão máxima do dia de maior contribuição. Adotou-se uma carga de DBO de 1.000 mg/dia para o efluente industrial (BRAILE, P. et al, 1979). DBO do efluente industrial:

    4

    1 litro de efluente

    --------- 100.000 litros de efluente ---------

    1.000 mg/dia

    x x = 10 x 10 7 mg/dia = 100.000 kg/dia (carga máxima de DBO)

    Nas cervejarias que possuem anexa, a fábrica de malte, dois tipos de despejos são caracterizados: grãos de cevada em suspensão, além de sólidos sedimentáveis, provenientes das impurezas da matéria-prima. Possuem cor e turbidez não muito elevadas e pH variando na faixa de 7 a 8, podendo, às vezes, alcançar 10 ou 11 durante a lavagem dos tanques de molhamento com solda cáustica. Sob o ponto de vista químico, os despejos da maltaria contêm, principalmente, legumina, fibrina, maltose e arabinose.

    Tabela 2 - Origem e composição dos diferentes tipos de resíduos da cervejaria.

    Fase de

    fabricação

    Origem do resíduo

    Composição

    Cozimento

    Resto de mosto e lavagem

    Solução aquosa de açúcares, dextrina, proteínas,

    dos equipamentos

    taninos, resinas.

    Fermentação

    Lavagem dos tanques

    Álcool etílico, gás carbônico, ácidos, aldeídos,

    cetonas, ésteres, gorduras, bactérias.

    Maturação

    Fundo das cubas

    Líquido enriquecido de proteínas e produtos

    derivados de sua degradação.

    Além desses, pode-se esperar no efluente: restos de papéis (celulose) dos rótulos das garrafas, amido, fermento decantado ou centrifugado, terra de diatomáceas e uma pequena quantidade de cerveja proveniente dos interstícios do fermento rejeitado e das garrafas quebradas durante a pasteurização. Todos esses despejos se caracterizam pela elevada DBO e são ricos em proteínas que se decompõem rapidamente, provocando fortes odores. Dada a complexidade das transformações existentes nos diversos estágios de fabricação da cerveja e a natureza das matérias-primas, a composição química e microbiológica do efluente de uma cervejaria é muito variada. A DBO depende do volume de água utilizado.

    Métodos de tratamento atualmente utilizados

    Os efluentes provenientes das dornas de fermentação, das dornas de envelhecimento e dos processos de recuperação de levedura, são os mais trabalhosos do ponto de vista do tratamento. Em relação aos demais despejos, alguns podem ser removidos por peneiras, outros são convenientemente diluídos, de modo que sua carga poluidora, muitas vezes, torna-se insignificante em comparação com os demais. O tratamento das águas residuárias das cervejarias e maltarias pode ser realizado por processos semelhantes aos empregados na depuração dos esgotos domésticos, graças ao seu elevado conteúdo de matéria orgânica e de nutrientes. Às vezes, entretanto, há falta de nitrogênio. Antes do tratamento biológico é feito um tratamento químico para aliviar a parte biológica, como por exemplo, precipitação química com sulfato ferroso e cal ou silicato de sódio. É muito comum o emprego de decantadores primários, com tempo de detenção inferior a 1 hora, suficiente para a precipitação, de modo a satisfazer às disposições legais para certas classes de corpos receptores. O tratamento em separado dos despejos de cervejarias é freqüentemente feito por filtração biológica, lodos ativados e, em um limitado número de casos, por tratamento anaeróbio. A filtração biológica permite atingir remoção de DBO superior a 90% (nominal), numa taxa da ordem de 150 l/m 3 dia. Este processo é, no entanto, sensível a rápidas alterações de pH e choques de cargas orgânicas. Também o processo por lodos ativados permite uma redução desta ordem.

    5

    Características do efluente total:

    Vazão máxima total = Vazão doméstica + Vazão máxima industrial = 0,12 l/s + 34,71 l/s = 34,83 l/s Vazão mínima total = Vazão doméstica + Vazão mínima industrial = 0,12 l/s + 13,89 l/s = 14,01 l/s

    Principais parâmetros de importância no efluente de cervejaria:

    • - DQO ou DBO;

    • - Óleos e graxas;

    • - Sólidos sedimentáveis;

    • - pH.

    Para o nosso processo, a DBO foi de 1000 mg/L; os sólidos sedimentáveis e óleos/graxas (CETESB, 1992), foi de, respectivamente, 305 mg/L e 200 mg/L.

    Tabela 3 - Características típicas dos principais sistemas de tratamento de esgotos.

     

    Eficiência na remoção (%)

    Requisitos

     

    Tempo de

    Quantidade

    Sistema de

    tratamento

    DBO

    N

    P

    Coliforme

    Área

    Potência

    Custo de

    implantação

    detenção

    hidráulico

    de lodo a ser tratado

    s

    (m 2 /hab)

    (W/hab)

    (US$/hab)

    total (dias)

    (m 3 /hab.ano)

    Tratamento

    preliminar

    0 – 5

    ~0

    ~0

    ~0

    <0,001

    ~0

    2 – 8

    -

    -

    Tratamento

    primário

    35

    40

    10

    25

    10

    20

    • 30 0,03

    – 40

    0,05

    ~0

    20 – 30

    0,1 – 0,5

    0,6 – 13

    Filtro

    80

    30

    30

               

    biológico de

    alta carga

    90

    40

    45

    – 90

    • 60 0,3- 0,45

    0,5 – 1,0

    40 – 70

    Não aplicável

    1,1 – 1,5

    6

    • 3. Fluxograma da ETE

    Esgoto Bruto Grades Peneiramento Caixa de Areia Medidor de Vazão Caixa de Gordura
    Esgoto Bruto
    Grades
    Peneiramento
    Caixa de Areia
    Medidor de Vazão
    Caixa de Gordura

    Tanque de

    Equalização

    6 3. Fluxograma da ETE Esgoto Bruto Grades Peneiramento Caixa de Areia Medidor de Vazão Caixa
    Decantador Primário Filtros Biológicos Decantador Secundário
    Decantador Primário
    Filtros Biológicos
    Decantador Secundário
    6 3. Fluxograma da ETE Esgoto Bruto Grades Peneiramento Caixa de Areia Medidor de Vazão Caixa
    6 3. Fluxograma da ETE Esgoto Bruto Grades Peneiramento Caixa de Areia Medidor de Vazão Caixa
    Corpo Receptor
    Corpo Receptor

    Biodigestor

    6 3. Fluxograma da ETE Esgoto Bruto Grades Peneiramento Caixa de Areia Medidor de Vazão Caixa
    Secagem do Lodo
    Secagem do Lodo

    Figura 1 – Fluxograma da ETE

    Todas as unidades, com exceção da caixa de gordura, do tanque de correção de pH, do medidor de vazão e do leito de secagem são construídos em duplicata, operando em paralelo para garantir o funcionamento da estação mesmo quando os equipamentos estiverem em manutenção. Alguns

    7

    equipamentos, nesse caso, operarão sobrecarregados, mas em caráter provisório, não comprometendo, assim, o funcionamento eficiente do projeto.

    • 4. Direcionamento dos resíduos

    4.1.Gradeamento

    O material removido deverá ser imediatamente afastado das instalações de gradeamento e encaminhado ao seu destino final, de modo a evitar inconvenientes na circunvizinhança das unidades. Esse material, antes de ser transportado, receberá óxido de cálcio (cal), evitando a emanação excessiva de odores desagradáveis ou elevada proliferação de insetos em torno dos locais ou recipientes utilizados para a disposição final do material removido. Este, na forma seca ou úmida, deverá ser encaminhado para locais sob controle das autoridades sanitárias, onde será incinerado. Recomenda-se a utilização do gás produzido no digestor da estação de combustível.

    4.2.Caixa de Areia

    Como a instalação é isenta de dispositivos de lavagens de areia, esta será encaminhada para o aterro sanitário mais próximo.

    4.3.Caixa de Gordura

    A gordura removida será enterrada nas imediações próximas.

    4.4.Peneiramento

    O material retido nas peneiras será direcionado para um aterro sanitário.

    • 5. Projeto da ETE

    5.1.Tratamento Preliminar e Primário

    5.1.1. Gradeamento

    Constitui-se na primeira etapa de remoção de sólidos e o seu objetivo é reter materiais grosseiros em suspensão e sólido flutuantes. O objetivo, além da remoção é de proteger os equipamentos subseqüentes e evitar obstruções que poderiam vir a ser causadas por estes materiais. As grades podem ser classificadas como finas, médias e grosseiras de acordo com as dimensões da seção transversal da barra. Além disso, podem ser simples ou apresentarem limpeza mecanizada. A espessura e o espaçamento entre as grades são função das características do seu efluente. A grade média será a escolhida para o caso já que uma grade fina poderia apresentar problemas devido aos plásticos e rótulos presentes no efluente e uma grade grosseira acabará por permitir a passagem de objetos pequenos, no caso, principalmente tampas. Serão escolhidas grades simples, uma vez que o efluente não possui grande quantidade de sólidos grosseiros, não havendo, portanto necessidade de outro tipo mais sofisticado.

    8

    Dimensionamento das grades

    O primeiro passo para o dimensionamento das grades é o cálculo das alturas das lâminas para as vazões máximas, médias e mínimas (H) no medidor Parshall:

    H

       

    1

    Q   K

    n

    Onde K e n são funções da garganta do medidor da calha Parshall.

    Depois é necessário o cálculo do rebaixo do medidor da calha Parshall, no caso de haver uma caixa de areia.

    Área útil:

    Au

    Q

    V

    Z

    Q

    máz

    H

    min

    Q

    min

    H

    máx

    Q

    máx

    Q

    min

    Eficiência:

    E

    a

    a

    t

    , onde a é o espaçamento entre barras e t é a espessura das mesmas.

    Área Total considerando escoamento montante a grade:

    Cálculo de Velocidades:

    V o

    Q

    Au

    S

    Au

    E

    A velocidade através das barras correspondente a vazão máxima. Se considerarmos que a obstrução máxima é de 50% podemos obter a velocidade V o como sendo o dobro da calculada, teremos então a perda de carga para esta obstrução que será calculada adiante.

    Perda de carga:

    v V E

    0

    h

    f

    1.43

    2

    V

    o

    v

    2

    2 g

    ; g = 9,8 m/s 2

    h' h

    máx

    h

    f

    D 0.1

    Onde D é o diâmetro da canalização de chegada, que no nosso caso foi convencionado com 0,2m.

    Largura: Comprimento: ,
    Largura:
    Comprimento:
    ,

    h

    máx

    H

    máx

    Z

    b

    S

    h

    máx

    Sendo o ângulo que a grade forma com o eixo vertical, tem a função de aumentar a capacidade de

    retenção dos sólidos grosseiros na grade. O valor escolhido foi de

    45

    o

    Quantidade de barras:

    n

    b mm

    tmmamm

    Espaçamento entre barras (externo e lateral): e b nt n 1a

    Tabela 4 - Valores do dimensionamento das grades.

    9

    Vazão (l/s) 34,83 Q máx 24,42 Q med 14,01 Q min
    Vazão (l/s)
    34,83
    Q máx
    24,42
    Q med
    14,01
    Q min
     

    W

    (pol)

    n

    K

    3

    1,547

    0,176

     
     

    Altura (m)

     

    H máx

    0,350922

     

    H med

    0,278952

    H min

    0,19478

     
     

    Dimensionamento de Grades

     
     

    Z

    0,089711

     

    a =

    3/4"

    t = 3/8"

     

    t = espessura

    Au (m 2 )

    0,05805

     
     

    a = abertura entre barras

     

    E

    0,666667

    S (m 2 )

    0,087075

    b (m)

    0,333351

     

    V

    o

    0,6

    Obstrução da grade de 50%. V o será o dobro no cálculo

    (m/s)

     

    da perda de carga

    v (m/s)

    0,4

    f (m)

    h

    0,093388

    --------------------------

    h máx (m)

    0,261211

    h' (m)

    0,654599

    D = 0,2 m (convenção)

    C (m)

    0,925743

    Ângulo 45 0

     

    n

    11,67603

    12

    e (mm)

    66,65061

    9 Vazão (l/s) 34,83 Q máx 24,42 Q med 14,01 Q min W (pol) 3 1,547

    Figura 2 - Grades

    10

    • 5.1.2. Peneiramento

    A principal finalidade da peneira é remover sólidos grosseiros suspensos das águas residuárias

    com granulometria superior a 0,25 mm. Há dois tipos de peneiras: a estática e a rotativa.

    Na estática, o efluente flui na parte superior, desce pela tela e cai pelas malhas para dentro, onde

    é recolhido e direcionado para a unidade subseqüente, enquanto os sólidos grosseiros deslizam na

    tela inclinada, sendo empurrados pelo próprio líquido, e são recolhidos na parte inferior. Para

    dimensionamento, é recomendável consultar tabelas de fabricantes, utilizando a vazão máxima de

    projeto, sendo também aconselhável consulta prévia ao fabricante para confirmação das dimensões,

    indicando o tipo de água residuária e a fenda da malha a ser utilizada no projeto.

    Podem ser instaladas recebendo o efluente por recalque ou por gravidade, estando situada antes

    ou após o tanque de equalização. Podem ser dimensionadas pela taxa de aplicação, que varia com a

    abertura da tela e também com o tipo de efluente, a concentração de sólidos a serem removidos,

    temperatura e viscosidade. Para altas concentrações de sólidos orgânicos, poderá ser removido de

    15 a 25% da DBO em suspensão grosseira.

    Dimensionamento

    A taxa de aplicação foi obtida da tabela 3.1 do Alves Nunes, página 83, que fornece as taxas das

    peneiras estáticas ou rotativas fabricadas pela ETA – Engenharia de Tratamento de Água Ltda.

    Adotou-se uma peneira estática de 0,75 mm de abertura, à qual corresponde uma taxa de

    aplicação (I) de 25 m 3 /m 2 h

    Área da tela (A):

    10 5.1.2. Peneiramento A principal finalidade da peneira é remover sólidos grosseiros suspensos das águas residuárias

    Onde:

    I = taxa de aplicação = 25m 3 /m 2 h para uma peneira estática de abertura 0,75mm

    Q = vazão máxima do afluente = 125,388 m 3 /h

    Comprimento e Largura da peneira (L, B):

    Considerando o comprimento da peneira conforme catálogo da ETA - Eng. De Tratamento de

    Águas Ltda, L = 2,0 m. Logo:

    10 5.1.2. Peneiramento A principal finalidade da peneira é remover sólidos grosseiros suspensos das águas residuárias

    Existe um valor tabelado para a largura que será adotada, que é o valor imediatamente superior

    a esse valor de 2,51 m. Como não dispomos desse valor, não podemos dizer a real largura que essa

    peneira teria.

    • 5.1.3. Caixa de Areia

    O objetivo principal da caixa de desarenação ou caixa de arreia é a retenção de substâncias

    inertes, como areias e sólidos minerais sedimentáveis, originárias de águas residuárias, que provêm

    11

    da lavagem de pisos ou dos esgotos sanitários. Esta remoção é importante para proteger bombas,

    válvulas de retenção, registros e canalizações, evitando entupimento e abrasão.

    As caixas podem ser simples, geralmente usadas em pequenas e médias estações, ou

    mecanizadas, empregadas nas grandes estações. É muito comum se encontrarem caixas em câmara

    dupla, que permite a retirada de uma para limpeza, enquanto o efluente flui pela outra, que fica

    sobrecarregada, sendo mais indicada a limpeza em horários de menores vazões. O isolamento de

    uma das caixas se faz pelo fechamento das comportas existentes na entrada e saída da caixa.

    A velocidade recomendada de projeto é de 0,15 a 0,40 m/s, sendo 0,30 20% o mais adotado.

    Para mantê-la num valor constante faz-se uso de um medidor de vazão à jusante, podendo ser uma

    calha de Parshall.

    A areia é bombeada diariamente sob água, por meio de um removedor de areia, que a retira da

    canaleta de armazenagem.

    Dimensionamento

    11 da lavagem de pisos ou dos esgotos sanitários. Esta remoção é importante para proteger bombas,

    Figura 3 - caixa de areia de câmara dupla.

    Largura:

    b

    Q

    max

    h

    max

    . V

    Onde V é a velocidade pretendida nos canais e h max e Q max são valores anteriormente calculados.

    b = 0,03483/(0,261211*0,30) = 0,44 m

    Comprimento: L = 22,5 * h max (19)

    L = 5,88 m

    Profundidade adotada: H caixa = 0,60 m

    Taxa de escoamento superficial (I): deve estar entre 600 e 1200 m 3 /m 2 dia.

    h f z H h max max
    h
    f
    z
    H
    h
    max
    max

    Figura 4 - Grade, caixa de areia e calha Parshall

    • 5.1.4. Caixa de Gordura

    A caixa de gordura tem a função de reter gorduras e materiais que flotam naturalmente. Seu

    princípio de funcionamento é diferença de densidade entre a água e as gorduras.

    A remoção da gordura tem as seguintes finalidades:

    Evitar obstruções dos coletores;

    Evitar aderência nas peças especiais da rede de esgotos;

    12

    Evitar acúmulo nas unidades de tratamento provocando odores desagradáveis e perturbações

    no funcionamento dos dispositivos de tratamento;

    Evitar aspectos desagradáveis nos corpos receptores.

    O líquido deve ter permanência tranqüila durante o tempo em que as partículas a serem

    removidas percorram desde o fundo até a superfície líquida. O tempo de detenção é, em geral, de 3

    a 5 minutos se a temperatura do líquido está abaixo de 25ºC e pode chegar a 30 minutos para

    líquidos acima desta temperatura.

    A caixa deve ser retangular, com duas ou mais cortinas, uma próxima à entrada para evitar

    turbulência do líquido, e a outra próxima à saída. Em um dos lados da caixa deverá haver uma calha

    para a remoção da gordura.

    A caixa de gordura foi empregada devido ao fato de se ter um efluente doméstico, com alto

    conteúdo de gordura reunido ao efluente industrial, que também contém quantidades relevantes de

    gorduras provenientes das lavagens de garrafas e dos tanques de fermentação.

    A separação da gordura permite maior eficiência às fases subseqüentes e melhoria no

    tratamento do lodo, se for reunida a este.

    Dimensionamento

    A m

    2

    3

    Q m h

    (

    /

    )

    v m h

    (

    /

    )

    Onde: Q é vazão máxima afluente = 34,83 l/s = 125,388 m 3 /h; v é a velocidade mínima de ascensão

    das partículas de menor tamanho = 4 mm/s, a taxa de aplicação será de 14,4 m³/m²h.

    Substituindo os valores temos para área da caixa de gordura (A) = 8,71 m 2 .

    A velocidade pode ser obtida num cilindro graduado:

    v m h

    (

    /

    )

    (

    H m

    )

    t h

    (

    )

    Onde: H é a altura do líquido no cilindro e t é o tempo de ascensão das partículas.

    Volume da caixa: V caixa = L x B x H

    Onde: L= comprimento da caixa de gordura = 1,5 x B

    B= largura da caixa de gordura.

    A = L x B,

    L = 1,5 x B A = 1,5 B 2

    B = 2,41m; L = 3,61 m

    Para 16 h de funcionamento diário, tem-se:

    V caixa = Q x t x 1,25

    Onde: Q = Vazão máxima (m³/h)

    t = Tempo de detenção (h)

    Considerou-se a utilização de 75% da capacidade de uso da caixa de gordura e 5 minutos de tempo

    de detenção (faixa de 3 a 5 minutos).

    Com isto, obtém-se:

    13

    V caixa = 125,388 x (5/60) x 1,25 = 13,06 m³

    Da equação: V caixa = L x B x H, com o volume, largura e comprimento já encontrados, calculamos o

    valor de H (profundidade)

    H = 1,50 m.

    h h 1 2 H L
    h
    h
    1
    2
    H
    L
    B
    B

    h 1 = H/3 h 2 = H/2

    Figura 5 – Caixa retentora de gordura

    • 5.1.5. Precipitação Química com o Uso de Coagulantes (Correção de pH)

    O tratamento físico-químico por coagulação / floculação de águas residuárias decorrentes dos

    processos industriais têm sido empregados, na maioria das vezes, a nível primário, precedendo o

    tratamento biológico de depuração, objetivando reduzir a carga orgânica afluente,

    conseqüentemente, obtendo-se menores dimensões destas unidades. A finalidade principal é a

    remoção de poluentes inorgânicos, matérias insolúveis, metais pesados, matérias orgânicas não

    biodegradáveis, sólidos em suspensão, cor, etc. O tratamento físico-químico por coagulação /

    floculação difere muito pouco dos sistemas de tratamento de água bruta para abastecimento público,

    onde sua concepção básica consiste transformar em flocos, impurezas em estado coloidal,

    suspensões e, posteriormente, removê-los em decantadores.

    Para a floculação, usam-se coagulantes químicos como sais de alumínio e ferro que reagem com

    a alcalinidade contida ou adicionada nas águas residuárias, formando hidróxidos que desestabilizam

    colóides e partículas em suspensão pela obtenção do ponto isoelétrico.

    A precipitação também pode ser feita pela variação de pH, sem floculação: apenas aumentando

    o pH é possível precipitar metais pesados, por exemplo. Quando se usa cal, o produto formado é o

    CaCO 3 que atua como coagulante, que consegue precipitar certas proteínas, lignina (substância

    solúvel glicoprotéica).

    Sempre é necessário pesquisar o pH ótimo em que a solubilidade do sólido é mínima e a

    precipitação é máxima. Quando a elevação passa desse ponto os sólidos se tornam solúveis. Às

    vezes pode-se empregar simultaneamente a cal com sais de ferro e alumínio, ou até mesmo com

    polieletrólitos, objetivando obter melhor sedimentação de sólidos precipitáveis pela floculação e

    pela formação de insolúveis. A adição de cal eleva o pH, podendo este ficar muito além do ponto

    ótimo de coagulação, o que implica consumo maior de coagulante. Nem todos os precipitantes

    podem ser empregados para qualquer efluente. A natureza dos resíduos, custos e a disponibilidade

    dos precipitantes são fatores também considerados importantes.

    Correção de pH

    A correção de pH decorre da necessidade de pH ótimo para coagulação. Nos sistemas

    biológicos aeróbios a faixa ideal de pH situa-se entre 6,5 e 8,5, para crescimento normal dos

    microrganismos. Nos sistemas anaeróbios, devido à maior sensibilidade das bactérias

    metanogênicas às variações de pH, a faixa ideal é mais estreita, entre 6,3 e 7,8. Às vezes é possível

    14

    o lançamento no setor biológico de efluentes com pH alcalino, acima destas faixas, devido ao efeito

    tampão conferido pelo sistema carbônico: CO 2 , HCO 3 - e CO 3

    -2

    .

    A correção de pH é uma solução técnica e econômica, pois, além dos coagulantes serem mais

    caros que os ácidos, são necessárias dosagens menores de corretivos.

    Reações:

    (

    Ca OH

    )

    2

    H SO

    2

    4

    CaSO

    4

    2

    H O

    2

    CaCO

    3

    2

    HCl

    CaCl

    2

    H O

    2

    (2)

    NaOH HCl

    NaCl

    H O

    2

    (3)

    NaOH HNO

    3

    NaNO

    3

    H O

    2

    (4)

    2

    NaOH

    H SO

    2

    4

    Na SO

    2

    4

    2

    H O

    2

    (1)

    (5)

    Dimensionamento do Tanque de Mistura

    Volume de equalização (Veq):

    14 o lançamento no setor biológico de efluentes com pH alcalino, acima destas faixas, devido ao
    14 o lançamento no setor biológico de efluentes com pH alcalino, acima destas faixas, devido ao

    Onde:

    Q e = vazão máxima na entrada;

    Q s = vazão máxima na saída

    Tempo de detenção (t):

    14 o lançamento no setor biológico de efluentes com pH alcalino, acima destas faixas, devido ao

    Dimensões do tanque (H e L):

    14 o lançamento no setor biológico de efluentes com pH alcalino, acima destas faixas, devido ao
    14 o lançamento no setor biológico de efluentes com pH alcalino, acima destas faixas, devido ao
    14 o lançamento no setor biológico de efluentes com pH alcalino, acima destas faixas, devido ao

    Onde:

    H = profundidade do tanque = 2 m

    L = largura da seção quadrada

    Volume total do tanque (V t ):

    14 o lançamento no setor biológico de efluentes com pH alcalino, acima destas faixas, devido ao

    Onde:

    V min = volume mínimo, cuja profundidade é 1,0 m

    Potência do agitador (P):

    15

    O agitador é um aerador flutuante.

    15 O agitador é um aerador flutuante. Onde: D = densidade de potência = 10 W/m

    Onde:

    D p = densidade de potência = 10 W/m 3 .

    5.1.6. Decantadores

    Quando no efluente os sólidos sedimentáveis são muito consideráveis, podendo ser recolhidos

    sem coagulação, a decantação é dita simples ou primária, aliviando as unidades subseqüentes com

    cargas menores, trazendo economia em relação ao uso de coagulantes.

    Os decantadores são dimensionados em função das taxas de escoamento, conforme o tipo e as

    características do efluente. As taxas empregadas para efluentes industriais são bem menores que as

    empregadas em tratamento de água para abastecimento público. Geralmente estas taxas se situam

    ente 25 e 30 m 3 /m 2 dia para decantadores secundários que recebem efluentes floculados ou de

    tanques de aeração. No caso de sistemas de lodos ativados, as taxas de escoamento aplicadas são

    menores que 24 m 3 /m 2 dia. Os decantadores usados ultimamente são ditos de alta taxa. Neles, são

    empregados módulos ou placas que diminuem a turbulência, reduzindo consideravelmente o

    número de Reynolds para valore abaixo de 250. Neste caso, as taxas situam-se ente 60 e 75

    m 3 /m 2 dia.

    Existem vários tipos de decantadores, entre eles, os mecanizados, em que o lodo é removido

    mecanicamente com auxílio de raspadores de fundo, comum para médias e grandes estações, e os

    não mecanizados com remoção hidráulica de lodo, através de cargas hidrostáticas que não devem

    ser inferiores a 1,5 m. De acordo com o escoamento pode-se classificar os decantadores como tendo

    escoamento horizontal, usualmente com pequena profundidade e comprimento muito grande em

    reação a largura e como tendo escoamento vertical com aplicação por baixo, cujo líquido efetua

    movimento ascendente. Existem, além desses, decantadores do tipo compacto, efetuando, ao mesmo

    tempo, floculação e decantação.

    Com relação ao tempo de detenção, este não deve ser utilizado como parâmetro para

    dimensionamento de decantadores, a não ser que sejam utilizados coagulantes. Neste caso,

    dependendo das características do efluente podem ser utilizados tempos entre 0,5 e 1,5 horas. A

    altura pode ser adotada e, posteriormente, é verificado o tempo de detenção, excluindo, entretanto a

    altura referente ao volume de lodo.

    O lodo é recolhido no fundo dos decantadores e direcionado a uma caixa e posteriormente

    recalcado para adensamento, digestores, filtros prensa ou leitos de secagem, conforme a

    concentração em que se encontra. Nos decantadores não mecanizados, o fundo deverá formar um

    ângulo de 60 o com a horizontal e a tubulação de descarga de lodo deverá ser de no mínimo de 150

    mm. Segundo Imhoff, os decantadores com capacidade inferior a 1000 m 3 devem ser, de

    preferência, retangulares ou cônicos. O decantador escolhido foi um decantador retangular com

    retirada mecânica do lodo.

    Dimensionamento do decantador primário simples

    Critérios adotados:

    C = comprimento do decantador = 20 m

    Relações adotadas no Brasil: C/L = 4/1

    15 O agitador é um aerador flutuante. Onde: D = densidade de potência = 10 W/m

    C/H = 5,6/1

    C = 4L

    C = 5,6/H

    16

    Dimensões do decantador (L e h):

    L = C/4 = 20/4 = 5 m (dentro do limite de 1,5 a 7,2 m)

    H = C/5,6 = 20/5,6 = 3,57 m (dentro do limite de 2,4 a 3,6 m)

    Onde:

    L = largura dos decantadores

    H = profundidade dos decantadores

    Área do decantador (A):

    A = L x C = 5 x 20 = 100 m 2

    Taxa de escoamento superficial (I):

    16 Dimensões do decantador (L e h): L = C/4 = 20/4 = 5 m (dentro

    Onde:

    Q s = vazão máxima de saída do tanque de equalização

    A taxa de escoamento está dentro do limite para uma sedimentação simples, de 5 a 80 m 3 /m 2 dia.

    Volume do decantador (V dec ):

    V dec = C x L x H = 20 x 5 x 3,57 = 357 m 3

    Velocidade de sedimentação (v):

    V

    5

    /

    cm s

     

    20

    v

    0,25

    /

    cm s

    v

    20

    Onde:

    V = velocidade crítica de arrastamento das partículas = 5 cm/s.

    A velocidade de sedimentação é menor do que 0,75cm/s de acordo com a literatura.

    Tempo de retenção (t):

    16 Dimensões do decantador (L e h): L = C/4 = 20/4 = 5 m (dentro

    5.2.Filtros Biológicos

    A ação dos filtros biológicos, como o nome sugere, é de origem biológica e depende de aeração.

    A grande profundidade permite a redução da área e melhora a ventilação, em especial com o uso de

    granulometria mais grosseira que a encontrada em solos arenosos naturais.

    Como material de construção empregam-se pedras resistentes às intempéries, escória britada,

    tufos de lava e peças cerâmicas ou de plástico, dos quais a pedra britada é o mais comum. Algumas

    17

    semanas após o início do funcionamento os fragmentos se recobrem de películas mucilaginosas

    povoadas por bactérias, principalmente, no interior das quais se processam os fenômenos de

    depuração. Assim, a atividade se verifica na superfície revestida (área molhada) dos fragmentos.

    Esta película ativa aderente às pedras não tem mais do que 2 a 3 mm de espessura, pois o oxigênio

    não consegue penetrar mais profundamente. Nas camadas mais profundas se verificam os

    fenômenos de putrefação. O principal fenômeno atribuído ao processo é a adsorção, cuja eficiência

    é mantida pela ação de microorganismos que dependem da ação contínua, desse modo, percebe-se

    que as pedras de superfície áspera aceleram o início do funcionamento biológico. Nos filtros

    biológicos de alta capacidade a aspereza das pedras não tem influência sobre a eficiência, pois a

    película biológica deve ser removível pelo arrastamento para fora do filtro. O tempo de percolação

    varia segundo a taxa de aplicação e está situado entre 20 e 30 minutos. Durante a percolação, uma

    parte da matéria viva ou morta, bem como parte das substâncias elaboradas, é arrastada pela

    corrente líquida e pode ser identificada no efluente sob a forma de flocos em suspensão, permitindo

    que os filtros em funcionamento normal estejam sempre em condições ótimas.

    Os chamados filtros biológicos de baixa capacidade são aqueles no qual o efeito de

    arrastamento é muito fraco. Os sólidos formados ficam aderentes às pedras em sua maior parte e são

    constantemente recobertos por novas camadas dos mesmos sólidos, fazendo com que o lodo

    orgânico fique retido no filtro, onde deve ser estabilizado, tomando parte no consumo de oxigênio.

    Algumas películas são arrastadas das camadas superiores, mas ficam retidas nas inferiores, somente

    alguns farrapos são arrastados para o exterior do filtro. Nos filtros de alta capacidade os fragmentos

    do meio filtrante são recobertos por tênues películas biológicas, uma vez que todo o excesso é

    arrastado para baixo e, uma vez postos em movimento, são diretamente conduzidos para a canaleta

    de efluente. O lodo, de elevado teor de água e fácil decomposição, tem maior volume que nos filtros

    de baixa capacidade.

    O filtro de alta capacidade consegue depurar maior volume de esgoto com mesmo volume de

    material filtrante, uma vez que não cabe ao filtro a operação de estabilização do lodo – sua principal

    característica é a inexistência de lodo em seu interior, responsável pelos baixos teores de nitrato

    (oriunda da decomposição aeróbia do lodo retido). A extensão da superfície recoberta de películas

    biologicamente ativas em 1m 3 de filtro depende da granulometria do meio. É comum a adoção de

    valores entre 2 e 8 cm., sendo que uma granulação menor deve ser mais eficiente por apresentar

    maior superfície coberta: a metade do tamanho das pedras corresponde o dobro da superfície, mas

    deve-se reconhecer que, a partir de um determinado tamanho dos fragmentos há um limite, abaixo

    do qual não é mais possível haver espaço para a camada, bem como para a passagem de ar e água. É

    conveniente manter a mesma granulometria em toda a profundidade do filtro, com exceção das

    camadas inferiores, que podem ter maior diâmetro médio, pois assim servirão de suporte às

    camadas superiores e permitirão o emprego de maiores aberturas nas placas do fundo.

    A altura dos filtros está relacionada com o tamanho das pedras e com a finalidade de ventilação,

    da mesma forma que tem relação com a concentração dos esgotos, sendo tanto maior a altura

    quanto maior a concentração, a fim de aumentar a extensão de percolação bem como a o tempo de

    detenção e também a capacidade de depuração. A construção da soleira do filtro deve ser de forma

    que permita a água escoar facilmente, sem permitir a sedimentação dos sólidos, prevendo também a

    livre circulação do ar, de baixo para cima, sendo comum o uso de fundos falsos (uma placa superior

    sustentando o meio filtrante, perfurada por fendas ou orifícios, uma placa inferior dotada de

    canaletas para escoamento de água e, entre as duas, o espaço para ventilação). Acima da superfície

    livre são colocados equipamentos para a distribuição dos esgotos, dos quais os distribuidores

    rotativos promovem maior uniformidade na distribuição, com o único inconveniente de obrigar os

    filtros a terem seção circular em planta, com o conseqüente desperdício de terreno entre as

    unidades. São indispensáveis em unidades de alta carga, e podem ser movimentados pela reação

    provocada pela saída dos jatos de água através dos orifícios existentes nos braços ou por meio de

    motores elétricos, com velocidade de rotação de 0,3 a 5 rpm. Quanto maior a taxa de aplicação

    superficial, maior deve ser o número de braços do distribuir.

    18

    18 Figura 6 - Filtro biológico com distribuidor rotativo. Às vezes não é necessário retirar o

    Figura 6 - Filtro biológico com distribuidor rotativo.

    Às vezes não é necessário retirar o lodo do efluente dos filtros biológicos. No caso de águas

    receptoras de velocidade considerável, este lodo é inofensivo e pode até aumentar o plâncton, com

    isto aumentando autodepuração, mas se este se depositar no fundo do leito do curso de água, entrará

    rapidamente em decomposição, sendo assim, geralmente é exigido, principalmente no caso de

    filtros de alta capacidade, o emprego de decantadores secundários, cujo tempo de detenção é de 1,5

    a 2,5 horas e devem possuir sistema contínuo de remoção de lodo. Este lodo se assemelha ao lodo

    ativado, mas se encontra em estado de estabilização muito mais avançada. Sua disposição mais

    conveniente é a digestão após a mistura com o lodo dos decantadores primários, aumentando a

    quantidade de lodo digerido em 50%, da mesma forma que o gás. Assim, os digestores e os leitos de

    secagem deverão ter suas dimensões aumentadas proporcionalmente.

    Pode-se adotar um valor de 3,0 m 3 /m 2 dia, nos filtros de alta capacidade para a taxa de

    aplicação volumétrica. A importância dessa taxa advém do fato de ser esta a expressão do efeito de

    lavagem, muito necessário, no caso. A fim de que se tenha um arrastamento eficiente do lodo, a taxa

    não pode cair a abaixo de um determinado valor, em geral aceito com sendo 0,8 m 3 /m 2 dia. Não são

    reportados limites superiores.

    Com a recirculação consegue-se não somente agir sobre a altura dos filtros a fim de se

    conseguir a taxa de aplicação e o grau de depuração necessário, mas ainda também os benefícios

    adicionais. O efluente recirculado junta ao afluente certa quantidade de nitratos, oxigênio,

    organismos vivos, rejuvenesce o esgoto bruto, geralmente eleva o pH, elimina o cheiro e estimula o

    tratamento, além de permitir maior eficiência de ação das camadas inferiores do filtro. Pode-se

    melhorar a ação da recirculação pela inclusão dos decantadores primários no ciclo, aumentando a

    capacidade destes em proporção adequada.

    A questão da aplicação intermitente do esgoto tem importância muito grande na operação de

    filtros biológicos.

    Dimensionamento do Filtro biológico de Alta Carga:

    Razão de Recirculação:

    18 Figura 6 - Filtro biológico com distribuidor rotativo. Às vezes não é necessário retirar o

    Onde:

    r = 0,5 a 3,0 = 2,0 (adotou-se 2)

    Q r = vazão de esgoto recirculado;

    Q a = vazão de esgoto afluente à unidade

    Fator de recirculação (F):

    19

    F

    1 r

    1

    r

    10

    2

    1

    2,0

    1

    2,0

    10

    2

    2,08

    Seleção da Taxa de Escoamento:

    I mín = 0,8 m/h

    I adotado = 1,8 m/h

    Recirculo:

    19 F  1  r    1  r 10   

    A taxa de escoamento está acima do valor mínimo (0,86 > 0,80)

    Área do Filtro Biológico (A t ):

    19 F  1  r    1  r 10   

    Onde:

    Q s = vazão máxima de saída do tanque de equalização

    Diâmetro do Filtro (D):

    19 F  1  r    1  r 10   

    Volume do filtro:

    O tempo de retenção (t r ) recomendado é de 1,5 a 2,5 horas. Foi utilizado t r = 2 horas.

    V = Q s x t r = 83,59 m 3 /h x 2h = 167,18 m 3

    Altura do filtro biológico:

    19 F  1  r    1  r 10   

    Obs) O Filtro Biológico de Baixa Carga tem as mesmas dimensões do filtro biológico de alta carga.

    Dimensionamento do decantador secundário

    Critérios adotados:

    C = comprimento do decantador = 20 m

    Relações adotadas no Brasil: C/L = 4/1

    19 F  1  r    1  r 10   

    C/h = 5,6/1

    C = 4L

    C = 5,6/h

    20

    Dimensões do decantador (L e h):

    L

    = C/4 = 20/4 = 5 m (dentro do limite de 1,5 a 7,2 m)

     

    h = C/5,6 = 20/5,6 = 3,57 m (dentro do limite de 2,4 a 3,6 m)

     

    Onde:

    L

    = largura dos decantadores

     

    h = profundidade dos decantadores

     

    Taxa de escoamento superficial (I):

    Para decantador secundário, I deve ser entre 25 a 30 m 3 /m 2 dia.

    Considerando que a taxa de escoamento superficial seja 25 m 3 /m 2 dia, o que é o mesmo de 1,5625

    m

    3 /m 2 h (considerando 16 h de trabalho), tem-se:

     
    L = C/4 = 20/4 = 5 m (dentro do limite de 1,5 a 7,2 m)
     
     

    Onde:

    Q s = vazão máxima de saída do tanque de equalização.

    Volume do decantador (V dec ):

     

    V

    dec = A x h = 53,50 x 3,57 = 191 m³

     

    Velocidade de sedimentação (v):

     

    V

    5

    /

    cm s

     

    20

    v

    0,25

    /

    cm s

    v

    20

     

    Onde:

    V

    = velocidade crítica de arrastamento das partículas = 5 cm/s.

    A velocidade de sedimentação é menor do que 0,75cm/s de acordo com a literatura.

    Tempo de retenção (t):

    20 Dimensões do decantador (L e h): L = C/4 = 20/4 = 5 m (dentro

    5.3.Digestor de lodo

    A digestão do lodo pode dar-se de duas formas. A primeira forma se dá por fermentação ácida e

    é indesejável devido à lentidão com que se desenrola e a redução de lodo insignificante, além das

    características inconvenientes como odores desagradáveis e formação de espuma. A segunda forma

    se dá com a conveniente maturação do lodo resultando no desprendimento de gás carbônico,

    nitrogênio e, sobretudo metano. Não ocorre alteração de pH que permanece constantemente um

    pouco acima de sete. As reações são inodoras. É a denominada fermentação alcalina.

    São duas as fases em que se desenvolve a estabilização. Inicialmente ácidos orgânicos são

    formados e depois são gaseificados, formando metano e gás carbônico. Paralelamente a isto se

    mantém a reação alcalina. Pode haver problemas com a predominância da fase ácida quando se

    21

    adicionam quantidades excessivas de matéria orgânica ou quando há queda de temperatura. No

    início da operação todos os digestores passam pela fase de fermentação ácida.

    Em função da presença de oxigênio livre, a digestão pode ser classificada como digestão

    aeróbia ou anaeróbia. A diferença está nos organismos que digerem a matéria prima, que podem ser

    aeróbicos, anaeróbicos ou facultativos.

    No caso a estação de tratamento de efluentes em questão o digestor escolhido será o digestor

    anaeróbio. As finalidades de um digestor anaeróbico são destruir ou reduzir a níveis previamente

    estabelecidos os microorganismos patogênicos; estabilizar substâncias instáveis e matéria orgânica

    do lodo; reduzir o volume de lodo através da liquefação, gaseificação e adensamento; dotar o lodo

    de características favoráveis a redução de umidade e permitir o uso posterior deste lodo como

    húmus ou condicionador de solos ou agente recuperador de solos degradados.

    Características dos digestores

    As características dos digestores visam a execução das seguintes operações:

    Digestão de lodo cru;

    Retenção e encaminhamento dos gases;

    Permitir a remoção do material resultante da liquefação e sua recondução para o processo;

    Permitir a remoção de lodo cru e sua condução para fase posterior de redução de umidade;

    Permitir recirculação de gases e/ou lodo de forma a acelerar a digestão;

    Permitir ajustes de temperatura a fim de se obter temperatura de projeto;

    No caso, foi escolhido um digestor de único estágio, cilíndrico com tampa fixa.

    As vantagens em usar um digestor anaeróbico é o menor custo operacional, que em longo prazo

    pode compensar o maior custo de implantação quando comparado com o digestor aeróbico; a menor

    necessidade energética que o digestor aeróbico, em especial devido a preocupação com a crise

    energética; permite o reaproveitamento de gás, o que não ocorre em digestores aeróbicos e permite

    que a remoção de umidade de lodo nas etapas subseqüentes seja mais eficiente devido a melhor

    filtrabilidade.

    Dimensionamento

    Vazão de lodo (Q l ):

    Q l = Q s (l/h) x V lodo (l/l) x Carga Horária (h/dia) = 83590 x 0,1 x 16 = 133744 l/dia

    Onde:

    Q s = vazão máxima de saída do tanque de equalização = 55,89 m 3 /h = 55890 l/h;

    V lodo = volume de lodo gerado nos decantadores = 100 ml de lodo/l de efluente

    Massa de lodo em Kg/dia (M L ):

    21 adicionam quantidades excessivas de matéria orgânica ou quando há queda de temperatura. No início da

    Onde:

    C S = concentração de sólidos no lodo = 1%

    Diâmetro do Digestor:

    Para digestor mecanizado com rapadores de fundo, a seção horizontal deverá ser circular.

    22

    22 Onde: C = carga de sólidos adotados em 40 kg/m dia. Volume do lodo digestor
    22 Onde: C = carga de sólidos adotados em 40 kg/m dia. Volume do lodo digestor

    Onde:

    C = carga de sólidos adotados em 40 kg/m 2 dia.

    Volume do lodo digestor por dia (V dl ):

    22 Onde: C = carga de sólidos adotados em 40 kg/m dia. Volume do lodo digestor

    Onde:

    C’ S = concentração de sólidos no lodo igual a 4% após a digestão = 40 kg/m 3 .

    5.4.Remoção da Umidade do Lodo

    1

    Os lodos removidos dos esgotos nas estações de tratamento são normalmente submetidos ao

    processo de digestão. A digestão deste lodo é normalmente realizada por meios aeróbicos ou

    anaeróbicos, tendo a finalidade de dotar o lodo de um grau de tratamento técnico e economicamente

    viável à sua utilização ou disposição final, sem alterar, além dos parâmetros recomendáveis, as

    condições sanitárias favoráveis à proteção do meio ambiente que se pretende preservar. O

    tratamento da fase líquida e os processos de estabilização do lodo geram um material de alto teor de

    umidade, tornando imperiosa sua desidratação caso haja necessidade de qualquer operação

    subseqüente do tratamento, tendo em vista ainda o transporte do lodo para qualquer fim.

    Muitas vezes a secagem natural do lodo não pode ser praticada, por insuficiência de área, por

    condições meteorológicas desfavoráveis, ou mesmo pela excessiva quantidade de lodo produzido,

    obrigando o maior emprego de mão de obra. Nesses casos, típicos das estações de tratamento de

    médio e grande porte, utiliza-se equipamentos para secagem mecanizada, capazes de produzir um

    lodo seco, a que se chama de “torta de lodo”, com cerca de 20 a 30% de teor de sólidos.

    Entre as opções típicas tem-se:

    Filtros a vácuo;

    Filtros prensa;

    Filtros de esteira;

    Centrífugas.

    Destes, os filtros a vácuo caíram em desuso, pela relativa baixa eficiência de remoção da

    umidade, necessidade de floculantes, dificuldades operacionais, e elevado custo. Os demais

    equipamentos competem entre si com peculiaridades que os tornam mais ou menos vantajosos, de

    acordo com a situação típica do lodo a tratar e das condições de destino final.

    Na escolha do tipo de equipamento, os seguintes fatores principais devem ser estudados:

    Características típicas de equipamento;

    Facilidades ou dificuldades de operação e manutenção;

    Custo do equipamento;

    Consumo de energia;

    Local de destino final;

    Massa e volume produzido de torta seca

    23

    Impactos ambientais; etc.

    No caso do trabalho, foi escolhido um filtro-prensa de placa, que é um equipamento muito

    utilizado nessa desidratação do lodo, apresentando torta de matéria seca na ordem de 25 a 35%. Sua

    operação não é contínua, efetuando as prensagens em bateladas. O tempo de filtração pode durar

    cerca de 4 horas, considerando a carga, filtração propriamente dita e descarga, podendo efetuar até

    seis ciclos por dia. A filtração é realizada por meio de telas de pano filtrante ajustadas entre placas

    retangulares verticais em série com orifícios para saída do líquido. O lodo é encaminhado a entrada

    da alimentação e distribuído pelos espaços existentes entre as placas, onde é submetido a uma

    pressão de até 15Kg/cm 2 . O líquido intersticial se separa da massa de lodo, passa pela tela e pelos

    orifícios das placas e é posteriormente recolhido, retornando para o tanque de equalização. Logo

    após a prensagem, a torta é recolhida após a abertura das placas caindo dentro de containers ou

    esteiras transportadoras, e daí, para seu destino final.

    Alguns filtros são dispostos de sistema de ar comprimido, que é aplicado no final da filtração,

    provocando uma sobrepressão na torta, expulsando o líquido intersticial, obtendo assim uma torta

    com menos teor de umidade.

    Na operação são utilizados cal e cloreto férrico ou polieletrólito, a depender do tipo de

    tratamento. O dimensionamento é feito em função do volume de lodo a ser desidratado.

    Dimensionamento

    Volume diário de Lodo (V l ):

    23  Impactos ambientais; etc. No caso do trabalho, foi escolhido um filtro-prensa de placa, que

    Onde:

    M L = massa do lodo

    C s = concentração da torta (adotada em 30%)

    Capacidade do filtro-prensa (C):

    23  Impactos ambientais; etc. No caso do trabalho, foi escolhido um filtro-prensa de placa, que

    Onde n é o número de ciclos por dia, sendo geralmente 4 ciclos.

    • 6. Eficiência e Investimentos

    Para o tratamento proposto seria necessário estipular a área para a construção de todas as etapas

    dimensionadas, saber também o gasto de energia, além dos custos de implantação, seria o

    “investimento requerido para a proposta apresentada”.

    Tabela 5 - Características dos sistemas de tratamento proposto.

    Sistema de Tratamento

     

    Requisitos

    Curso de Implantação

    Área (m 2 /hab)

    Potência (W/hab)

    (US$/hab)

    Tratamento Preliminar

    < 0,001

    ~ 0

    2 – 8

    Tratamento Primário

    0,03 – 0,05

    ~ 0

    20 – 30

    Tratamento Secundário

    0,30 – 0,45

    0,5 – 1,0

    40 – 70

    24

    Tratamento Terciário

    2,0 – 5,0

    0,2 – 0,6

    10 – 30

    Através do tratamento discriminado na tabela 5, pode-se estimar a eficiência de remoção de

    DBO, SS e óleos/graxas, fazendo uso de um balanço de massa que é exposto na tabela 6.

    Tabela 6 - Balanço de massa de DBO, SS e óleos/graxas.

     

    Eficiência na Remoção (%)

     

    Quantidade Final

    Etapas de Tratamento

    DBO

    SS

    Óleos/graxas

    DBO

    SS (ml/l)

    Óleos/graxas

     

    (mg/l)

    (mg/l)

    Grade / Caixa de Areia

    0 – 5

    35

    -

    950

    198,25

    200

    Peneiramento

    15 – 25

    5

    -

    712,5

    188,34

    200

    Caixa de Gordura

    -

    -

    85

    712,5

    188,34

    30

    Tanque de Equalização

    -

    -

    -

    712,5

    188,34

    30

    Decantador Primário

    30 – 40

    35

    -

    427,5

    122,42

    30

    Filtro Biológico de Alta

    80

    – 90

    65 – 92

     

    64,1

    36,73

    30

    Carga

    -

    Filtro Biológico de Baixa

    85

    – 93

    65 – 92

     

    6,4

    11,02

    30

    Carga

    -

    Decantador Secundário

    30 - 40

    65

    -

    3,8

    3,86

    30

    Para o filtro de alta carga, utilizou-se um percentual de remoção de 85%, e para o de baixa

    carga, 90%. Para as demais etapas de tratamento, considerou-se a eficiência de remoção máxima.

    Para a remoção de sólidos suspensos, considerou-se um valor de 70% de remoção nos filtros.

    Tabela 7 - Eficiência do tratamento proposto.

    Parâmetros

    Efluente antes do tratamento

    Efluente depois do

    Eficiência (%)

    tratamento

    DBO

    1.000 mg/l

    3,8 mg/l

    99,6

    SS

    305 mg/l

    3,86 mg/l

    98,7

    Óleos/graxas

    200 mg/l

    30 mg/l

    85

    • 7. Conclusão

    Pode-se concluir com o trabalho que o tratamento

    proposto foi satisfatório, visto que a

    eficiência da ETE (avaliando os três principiais parâmetros) DBO ficou dentro dos valores

    permitidos para que o efluente possa ser lançado num curso hídrico de classe 2 sem prejudicá-lo.

    • 8. Referências Bibliográficas

      • - Imhoff, Klaus R.; Imhoff, Karl R., Manual de tratamento de águas residuárias, Edgard Blücher, São Paulo, 1986.

      • - Nunes, José A., Tratamento físico-químico de águas residuárias industriais, 2ª edição, Editora J. Andrade, Aracaju, 1996.

      • - Jordão, E. P.; Pessoa, C. A., Tratamento de Esgotos Domésticos, 3ª edição, ABES, Rio de Janeiro, 1995.

      • - Braile, P.M., Cavalcanti, J.E.W.A, Manual de Tratamento de Águas Residuárias Industriais, São Paulo, 1979.

      • - Sperling, M.V., Introdução a Qualidade das Águas e ao Tratamento de Esgotos.

      • - CETESB, Nota técnica sobre tecnologia de controle: Fabricação de cervejas e refrigerantes, NT- 24, CETESB, São Paulo, 1992.- 27p.