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Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Design Prof. Charles Bezerra, Ph.D.

Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Design

Prof. Charles Bezerra, Ph.D.

Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Design

Prof. Charles Bezerra, Ph.D.

Alunos:

Luiz Henrique Cavalcanti Ericka Simona Thiago Chellapa Danielle Brunini Mayra Barroso Hugo Guimarães Ivan Barreto Gabriela Boeira Erimar Cordeiro Artur Mittelbach Daniel Farias Tâmara Baia Priscila Godoy Romero de Deus Danilo Fülber

Introdução

O Design no Brasil ainda não é entendido como uma atividade séria e respeitada. Muitos se dizem designers e não possuímos critérios concretos para diferenciar profissionais competentes dos não profissionais. O design brasileiro parece ter se aproximado bastante dos assuntos do sujeito (se confundido fundamentalmente e exclusivamente com arte, que é a síntese e a expressão deste sujeito) e se distanciado dos assuntos do objeto, do propósito, da funcionalidade e do método. Esta visão superficial e unilateral do design parece predominar entre designers e não-designers, e talvez por isso, estamos mergulhados, na maior crise que o design brasileiro já passou. Para a maioria das empresas brasileiras, o design está se tornando uma atividade badalada, porém, cosmética do final do processo de desenvolvimento, ao contrario de paises mais desenvolvidos, onde design é estratégico e em muitos casos já alcançou uma dimensão política. Nas escolas, o design está sendo ensinado não muito diferente do que se ensinava há 20 ou 30 anos atrás, não estamos vendo a multi-dimensionalidade de uma atividade que é extremamente dependente do diálogo com outras dimensões do conhecimento. A mídia especializada, está mais preocupada em definir 'a cara do design brasileiro' do que mostrar as diferentes opiniões. Como quem quer saber o tipo de fruta que vai dar, sem ter ainda plantado as sementes certas.

Bem, este trabalho nada mais é do que uma resposta a tudo isso. Acreditamos que só o restabelecimento do equilíbrio entre os assuntos do sujeito-objeto; e principalmente, a existência e dependência de métodos de design, farão com que o design brasileiro saia da situação que se encontra e assuma sua função de liderança no desenvolvimento do nosso país. Uma vez que o foco desta profissão estiver no desenvolvimento e uso de métodos mais eficientes e não na misteriosa busca por 'talentos', muitos dos problemas citados serão superados.

Os métodos apresentados neste catalogo estão divididos em três categorias, que correspondem ao movimento cíclico de solução de um problema de design; um problema que consiste essencialmente em conceber o mundo artificial, quer sejam, produtos, mensagens, ambientes, serviços ou software. Os métodos estão divididos em:

Métodos de Pesquisa em Design - métodos que visam a pesquisa e coleta de informações sobre o contexto do problema de design.

Métodos de Análise em Design métodos que visam a obtenção de insights tanto no entendimento do problema quanto na busca de soluções de design.

Métodos de Síntese em Design- métodos que visam a geração e representação de soluções de design.

Muitos destes métodos são adaptações de métodos de outras disciplinas e muitos foram concebidos pelos próprios alunos, porém todos possuem o mesmo objetivo de ser uma ferramenta de trabalho (teórica ou prática) para se entender e solucionar problemas de design.

Este catálogo é o resultado da disciplina Metodologia de Design da graduação do curso de design da Universidade Federal de Pernambuco, porém, ele não se encerra aqui, mas entendemos que este é simplesmente o começo de muitas outras ações neste sentido, no sentido do desenvolvimento de novos e eficientes métodos para a área do design.

Como a área do design está em meio a uma batalha, achamos que ações como esta são urgentes, por isso, resolvemos iniciar e incentivar a divulgação deste conteúdo mesmo que ainda não totalmente acabado, e de forma inteiramente gratuita.

Por fim, gostaríamos de lhe convocar para juntar-se a nós e contribuir conosco nessa mudança de visão em nossa área.

Boa leitura,

Charles Bezerra.

Métodos de Pesquisa

Para que pesquisar isso?

Tendências Culturais

Erimar Cordeiro

“Profetizar é extremamente difícil, especialmente quando se trata do futuro”

Provérbio Chinês

1886

Benz Patent Motor Car, primeiro automóvel produzido pela Mercedes

Motor Car , primeiro automóvel produzido pela Mercedes Em 1899, Charles Dueli bravateou que “tudo que

Em 1899, Charles Dueli bravateou que “tudo que

poderia ser inventado já o foi”. Quando o chefe do departamento de patentes dos EUA fez essa afirmação, ele desconsiderou o potencial criativo da mente humana, que chega a ser capaz até de conceber o futuro e sua cultura. Um pesquisador provido do conhecimento apropriado consegue indicar os caminhos que serão trilhados, com boas chances de acerto.

É possível saber as inclinações

da cultura, seja ela material ou imaterial, coletando as pistas disponíveis. Tal capacidade de enxergar o futuro rende prestígio e capital aos que conseguem exercê-la de forma eficaz e prudente. São os chamados “gurus” das tendências.

Para o design, esse conhecimento se reflete em projetar mais adequadamente para o futuro. São noções de como serão as relações

interpessoais e entre pessoas

e objetos que permitem aos

designers que projetem para o futuro e até concretizar alguns palpites, traduzindo-os na forma de objetos-conceito.

Preparação Neste processo, é importante saber o que se procura, mantendo o foco em determinados segmentos culturais e em certos patamares. A cultura, por sua própria definição, engloba o conhecimento e costumes de um povo, assim como os artefatos e suas funções. Então, é necessário saber quais aspectos estarão sendo trabalhados, contudo, sem

negligenciar os demais. Todos eles formam uma extensa e complexa rede, na qual se influenciam mutuamente. A questão dos patamares refere-se a qual grupo cultural

a pesquisa se refere, podendo ser pessoas de uma mesma

localidade, religião, classe social, poder aquisitivo, etc. Também é interessante definir

o alcance futuro da pesquisa,

o quão longe no tempo se pretende trabalhar.

Modo de Trabalho Considerando que a escala da proposta foi bem resolvida, várias abordagens podem ser empregadas para prosseguir com a pesquisa. O ponto

inicial é olhar para o passado:

a verificação histórica muitas

vezes revela fases que se repetem, quase com um padrão de tempo. Quanto mais específico for o tema da pesquisa, mais direta poderá ser a análise através do tempo. Uma análise da conjuntura social, política, demográfica e econômica (dentre outras) também ajuda na pesquisa; fontes como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) podem fornecer subsídios neste ponto. Informações importantes a serem obtidas nesta etapa é a existência de padrões, tipos de mudança ocorrida em cada época e a velocidade destas mudanças. Esse levantamento torna mais simples que se conjeture para onde as relações culturais estão caminhando. Qualquer especulação feita durante este ponto deve ser considerada ainda em estado bruto, que pode receber ajuda de técnicas de refinamento:

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Métodos de Pesquisa

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"Um bom

economista mistura

a questão técnica

especificamente, uma boa análise política, o cenário

externo e nariz, que

é sentir um

pouquinho isso que vocês chamam de intuição. Essa é a combinação para elaborar as projeções”

Roberto Troster

1930

770 Grand Mercedes, veículo mais prestigiado da história da empresa

Mercedes , veículo mais prestigiado da história da empresa Tendências Culturais Como e onde procurar informações

Tendências Culturais

Como e onde procurar informações

Erimar Cordeiro

Opinião de especialistas:

existem publicações em português de obras de renomados futurólogos como Alvin Toffler (Powershift), Jonh Naisbitt (Megatendências) e Michael Dertouzos (O Que Será?), além de entrevistas e artigos editados em várias publicações. Tais informações podem ser bastante relevantes.

Leitura especializada: ler publicações da área em foco, além de revistas e jornais informativos. Uma dica auxiliar é ler edições de meses ou até anos anteriores. Muitas dessas edições trazem perspectivas e previsões que podem ser facilmente confrontadas por um leitor do presente.

Confronto de idéias: nem toda informação a que se tem acesso é confiável. Muitos textos trazem informações parciais ou que seguem alguma doutrina. Ler textos que são claramente “de oposição” pode dar uma visão mais abrangente do assunto:

vale lembrar que a história quase sempre registra apenas a versão do lado vencedor.

Causa e Efeito: quando algo fica em evidência por um período mais acentuado, é válido saber o por quê. Isso permite fazer comparação histórica com outras causas similares e prever os possíveis efeitos no futuro, quando influências semelhantes se fizerem presentes novamente.

Tendências Enunciadas:

consiste em saber quais são as tendências já tidas como certas, mas o modo como vai se proceder necessita de monitoramento. Basear- se nas premissas de gurus não é um caminho pronto.

Sondar Eventos: eventos como a “São Paulo Fashion Week”, a feira alemã de informática “Cebit” ou o “Salão do Automóvel” de Detroit apresentam tendências para todo o ano, especificamente no setor. O importante é ver além do óbvio, o que essas tendências pontuais revelam em termos sociais.

Processo Antropológico:

os métodos usados na arqueologia, antropologia e sociologia podem ser ferramentas importantes no processo de design:

especular sobre a vida e os aspectos culturais através dos objetos. Embora os cientistas normalmente o façam para o passado, o design pode fazê-lo também para o futuro. Os métodos podem ser de grande valia para elucidar modos de vida.

Gerações: como as gerações de diferentes épocas se relacionam? Esta informação é muito susceptível à quantidade de pessoas em cada faixa etária. De que forma este tipo mudança vai afetar a distribuição de renda, que costumes cairão em desuso, quais voltarão a vigorar e outras informações podem ser obtidas com pesquisa de evolução populacional.

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“Difícil é escolher as direções do futuro que são prováveis. Minha maneira preferida para fazer isto, e que me serviu bem pelos últimos 30 anos, embora não seja infalível, é esta:

coloque em um recipiente as idéias mais agressivas e de tecnologia avançada que você pode imaginar (esta é a parte louca). Adicione então a sua melhor hipótese do que será útil para as pessoas no futuro (esta é a parte racional)

2003

SLK-Class Roadster, inovações também nos comandos

2003 SLK-Class Roadster , inovações também nos comandos Tendências Culturais Erimar Cordeiro Organizando as idéias

Tendências Culturais

Erimar Cordeiro

Organizando as idéias

E agora? Com esse refinamento, a visão do futuro próximo fica mais clara, já sendo exeqüível elaborar hipóteses com base em dados reais. Além de refinar, essas técnicas facilitam um cruzamento dos dados obtidos, permitindo uma visão mais clara das tendências. Uma forma de organizar essa pesquisa é uma linha do tempo, tendo cada evento significativo um marco nessa linha, bem como uma breve descrição. Quando a linha chega à atualidade, recebe as influências detectadas e tem uma ou mais continuações previstas, dependendo da quantidade de tendências formuladas. Este formato funciona como um lembrete durante as etapas seguintes do processo de design, além de ser uma forma de apresentação simples, de fácil entendimento e que contém os dados importantes, sendo as tendências praticamente autojustificáveis, pois a expectativa é embasada por fatos anteriores acrescidos de influências recentes. Esse formato pode ser suficiente para quem participou do processo ou tem afinidade na área, mas para outros públicos, é imprescindível um relato mais detalhado da metodologia empregada e dos resultados obtidos.

Ponto de Relexão Com a pesquisa bem encaminhada, é apropriado fazer algumas ponderações. Como em toda predição, as expectativas podem não se realizar.

Quanto mais longe no futuro se tenta ver, mais a visibilidade é atrapalhada pelo fator do caos. Além da falha intrínseca ao processo de predição, existem fatores que podem mudar radicalmente a forma de pensar e agir. Levando para âmbitos maiores, seria improvável pensar que depois do auge do conhecimento grego, o mundo ocidental se veria tão limitado durante mil anos pelas idéias da igreja católica, que começou clandestina no império romano. Tais mudanças bruscas revelam que por mais estudo prévio que se faça, deve-se contar também com o imprevisível. Embora esta última frase pareça contraditória, trata de conhecer a limitação deste método.

Modismos X Tendências Numa pesquisa sobre um tema tão complexo, fatalmente surgirão situações onde haverá a duvida: trata- se de um modismo passageiro ou tendência real? Principalmente nas cobiçadas áreas de vestuário e adornos, é até possível que uma tendência detectada seja suprimida por uma moda ditada. E engana-se quem pensa que isto só ocorre na área de moda: gestos, bordões, cores, aparelhos e muito mais podem ter uma efêmera popularidade por força da mídia. O modo mais simples de dirimir a dúvida é ir à fonte.

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Métodos de Pesquisa

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Comece misturar

esta salada. Se você tiver sorte, algo irá surgir com qualidades de ambas as partes. Agarre e faça funcionar, uma vez que a melhor maneira de prever o futuro é construí-lo. Esta forma de previsão combina idéias não-lineares com a noção linear

da utilidade”

Michael Dertouzos

futuro

Carro conceito: novos formatos e novo materiais para o futuro

conceito: novos formatos e novo materiais para o futuro Tendências Culturais Erimar Cordeiro Conhecendo e evitando

Tendências Culturais

Erimar Cordeiro

Conhecendo e evitando tropeços

A jornalista especializada em

moda, Alexandra Farrah, idealizou a mostra Filme Fashion, onde mostra os figurinos de 34 filmes que são assinados por famosos estilistas internacionais. E isso se reflete em moda nas ruas.

Pelas técnicas apresentadas,

percebe-se que uma tendência

é obtida pesquisando diversas

fontes e sobre assuntos variados. E no mesmo momento que a moda é fortemente influenciada e massificada por Hollywood, a tendência é se vestir subjetivamente, descobrindo um estilo individual.

Considerações Tentar repetir uma experiência bem sucedida, esperando obter os mesmos resultados quase levou a economia russa

à destruição, quando tentava

copiar o modelo americano. Alvin Toffler disse que “cada país e cada indústria [e por que não dizer, cada designer] tem de inventar suas próprias soluções, mas seria realmente estúpido não saber os que os outros estão fazendo”. Este pensamento reforça a idéia de que as tendências são indicativos, não certezas. Elas funcionam como apoio, não como guia infalível. O próprio futurólogo salienta que “é melhor ter um mapa precário do futuro do que não ter mapa nenhum”.

De todos os caminhos do futuro, é bom saber pelo menos, os mais prováveis.

Vale a Pena Consultar

BOCHEMBUZO, Daniela. Nadando contra a maré. Jornal da Cidade, Bauru, Agosto 2003. Disponível em:<http://www.jcnet.com.br /bauru107/107_003.php >. Acesso em: jan. 2004

FERRONI, Marcelo (2003, 22 de Dezembro). A Bíblia, reescrita pela ciência. Época, pp. 84-93.

QUINTES, Herica. Quando o figurino vale o ingresso. Falando em moda, Santos. Disponível em:

<http://www.pretinhobasico.c om.br/quando_o_figurino_val e_ingresso.htm>. Acesso em:

jan. 2004

MARTINS, Ivan. O futuro ficou previsível. ISTOÉ Dinheiro, n. 141, Maio 2000. Disponível em:<http://www.terra.com.br

/istoedinheiro/141/ecommerc

e/com141_01.htm >. Acesso em: jan. 2004

A arte de prever o futuro. Bom Dia Brasil, 3 de fevereiro de 2004. Disponível em:

<http://redeglobo3.globo.com

/bomdiabrasil/materias.jsp?id =30838>. Acesso em fev.

2004

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Métodos de Pesquisa

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Pesquisas Históricas

Relatando sobre as questões do método

Thiago Chellappa

Exemplo de formas baseadas em pesquisas históricas.

Vista abstrata do homem moderno; Opera House de Sydney, Austrália e a antiga e moderna, ao mesmo tempo Cingapura.

Desde os tempos remotos, mais precisamente as antigas civilizações, as sociedades buscavam a perpetuação dos conhecimentos a respeito de suas lendas, origens e produtos usando métodos tais como a divulgação oral, alguns eram ágrafos, e a escrita que felizmente com a intervenção de estudiosos veio ao encalce de nossa época. Entretanto havia formas mais práticas que requeriam menos trabalho braçal e o uso maior do poder de observação, técnica imprescindível aos designers modernos. Embora através da intuição alguns indivíduos conheciam de forma rudimentar o método enunciado abaixo não usavam-na de forma lógica, planejando e detalhando os

passos a serem seguidos nesse ciclo. Ou seja, ao pesquisar e analisar diversas formas execuções ou funções dessas veio a tona uma grande descoberta; o método de pesquisas históricas, que tem como grande virtude a possibilitação de trazer uma maior riqueza de conhecimentos à cerca da evolução das formas encontradas na natureza e como diversificar e ou facilitar o manuseio destas. “Uma vez que de antigos fósseis é possível criar elos e pontes que atravessam o tempo e espaço criando tecnologias inteligentes que visam a melhorar os recursos disponíveis das sociedades sedentas de saber”.

recursos disponíveis das sociedades sedentas de saber”. Metodologia do Design - Ddesign - UFPE - 2003.2

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Métodos de Pesquisa

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Pesquisas Históricas

Transformando o ambiente que residimos

Thiago Chellappa

Uso

As pesquisas históricas, como

a quase totalidade dos

métodos, possui estruturas lógicas de usabilidade que ao abordar esse tema foi visto que alguns passos poderiam ser estes:

Realizar um briefing, ou dossiê, cujo empenho principal seria a captação, coleta e pesquisa minuciosa sobre todos os aspectos possíveis do projeto ou produto em questão. Utilizando as mais sofisticadas tecnologias para a aceleração do processo.

A segunda etapa partindo da

premissa da primeira deveria ser a observação profunda dos dados coletados e das novas tendências do mercado, para haver uma sincronia de idéias que cumularia em projetos de grandes aspirações.

A etapa a seguir é a de tentar

amalgamar de forma coerente as idéias com enfoque na área histórica e a sua idealização projétil.

A qual temos como

interessantes exemplos as vestes e figurinos, cujos padrões em processo de

Exemplos de formas desenvolvidas ao longo do tempo. O veículo que em um século multiplicou por 7 sua velocidade e a garrafa que evoluiu do Art deco ao pós moderno .

e a garrafa que evoluiu do Art deco ao pós moderno . constate mudança, não alteram

constate mudança, não alteram de forma brusca as funções e o corte.

E também a aerodinâmica dos

carros de F1, que buscam inovações de diversas áreas

inclusive na fauna, sendo que

a parte frontal do veículo é

baseada na locomoção hidrodinâmica dos tubarões que locomovem-se em grande velocidade nesse meio, sem descuidar do trajeto que remete as décadas de 60 e 70 do século XX . “Nenhuma renovação estética profunda e verdadeira poderá ocorrer sem que esteja baseada em um sistema de valores”.

Variantes do método

O procedimento descrito ramifica-se em algumas variantes, causa qual das diversas perspectivas de aproveitamento. Uma vez que se os afins dos indivíduos designados podem ter diferente sentidos. Dentre elas algumas sobressaltam a vista como a técnica de imersão profunda de um indivíduo em uma determinada sociedade com diferentes padrões culturais das dele. Para pesquisar de forma íntima as nuances que serão observados para satisfazer um certo grupo de usuários . Além da imaginação semi- desvairada, que alguns intitulam brainstorming. No que diz respeito a formas conjeturada de pensamento guiadas para o início da exploração de como usuários comportam-se e também como seria a recepção de produtos e projetos baseados em pura intuitividade.

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Métodos de Pesquisa

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“Somente quem procura diariamente renovar-se e aperfeiçoar-se será capaz de transformar a nossa sociedade; ao mesmo tempo, somente aquele ansioso por compartilhar seus mais elevados bens com a comunidade como um todo de fato, com toda a humanidade será capaz de transformar a si mesmo”.

Pesquisas Históricas

Observando o processo de mudança

Thiago Chellappa

Antes do método

Faltava a riqueza de conhecimentos a cerca dos materiais mais versáteis para

o público alvo, baseada na

teoria da seleção natural de

Charles Darwin.

A não continuidade de

projetos era vista como uma questão de sorte, como algo

que

poderia ou não emplacar,

um

exemplo considerado

absurda hoje em dia, década de 60 ao início do século XXI, vista sob a ótica do planejamento.

O futuro consumidor oscila

entre pólos ilusórios e reais. como a tensão de duas

tradições culturais semelhante

a dança sobre um vulcão em erupção. Na vida diária, todo consumidor precisa de

decisões pessoais, espera-se

que

consumidores do século

XXI

dividam-se entre a casa

da necessidade econômica e

um castelo no ar.

Durante o método

É fato que a evolução

sistemática e qualitativa de projetos e produtos oriundos de diversas parte que formam

a aldeia global trouxeram

consigo algumas questões de ordem geopolítica ambiental, econômica e sócio religioso.

Com o processo de globalização a tendência da homogenização é contraposta

a individualização, com a

relevância de compreender as

características e necessidades

dos vários grupos de clientes

para poder atender de forma diferenciada e assim auxiliando-os e comunicando de forma universal, clara, intensa e focada mas capaz de penetrar nas barreiras culturais.

Depois do método

Superando limites éticos, a necessidade de se ter uma balança comercial positiva

impunha sobre alguns paises

a necessidade maior de

investir na divulgação em massa de seus produtos tentando traçar paralelos com culturas consumistas diferentes. Ex: A venda da Coca-cola na China com seus mais de um bilhão de consumidores.

As empresas devem globalizar

a tecnologia, otimizar os

processos de compras com fornecedores e o desenvolvimento de tecnologias com os mesmos, e manter estruturas globais que enxerguem o que todas as áreas estão fazendo. Assim sendo eles podem buscar oportunidades

mundiais e cruzar continentes, paises, regiões o mais rápido possível e apesar desta visão mundial se inserir no contesto cultura usando ferramentas de marketing e design que deveriam ser locais para obter

o diferencial competitivo.

Após haver um choque inicial

a tendência é a de ter-se um

período estável, tal visto em gráficos, para logo vir um superávit na venda dos projetos, baseados em pesquisas históricas e uma competição maior dos países inicialmente em prejuízo, ajudando a maior competitividade ao gerar

maiores chances no mercado profissional com a abertura das portas para cidadãos da aldeia global.

Os produtos serão mais ricos em detalhes possuindo funções distintas, havendo a integração das idéias da antiga escola Deutshe

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Pesquisas Históricas

Concluindo a idéia por trás do método

Thiago Chellappa

Werkbund e as novas tendências. Ex: Em um determinado estado americano quando da inserção de um porta copos no automóvel da companhia X, um mero detalhe, houve um estouro nas vendas do automóvel comprovando que detalhes fazem grande diferença, quando vistos sob o prisma das pesquisas dos hábitos locais da região.

O processo histórico é

denominado cíclico e também esse método o será, pois as renovações baseadas em idéias criativas oriundos dos estudos de casos, renova-se com o passar das décadas e retorna a antigas idéias que fazem parte do conceito cultural que abrange vários territórios.

Dados estatísticos comprovam a teoria de que ao aplicar o método de pesquisas históricas em produtos ou projetos de larga ou pequena escala, a tendência é a de satisfazer de forma positiva o saldo lucrativo alem de contribuir para uma maior disseminação de tradições de diferentes culturas.

Considerações

A partir da percepção do

panorama das tendências e também ao aliar conhecimentos sobre as diferentes perspectivas da evolução de formas e suas funções, sob o ponto de vista de quais materiais surtiriam o efeito desejado no que concerne o desenvolvimento

tecnológico entre outros. Espera-se que o sistema e o

processo metodológico seja de caráter somatório. Esta ultima decorrendo por sua vez do cruzamento de varias técnicas que deram origem as tendências atuais. Pode-se concluir também que

a relação do fragmentos

coletados entre si ao serem devidamente postos em sucessão permitem a constituição de um todo- seqüencial, catártico e lógico. Conseqüentemente permitindo um método de cunho dinâmico e em sintonia com a realidade circundante.

Referências

Bassi, Eduardo. “Globalização de Negócios”, São Paulo:

Cultura Editores Associados, Mai 1999.

Baxter, Mike. “Projeto de Produto, Guia Prático para o Designer de Novos Produtos” Vol.2, São Paulo: Edgar Blunder, Abr 1998.

Godard , Jean-Luc. Depoimento em La Tribune de Genève, Abr 1963.

Manzini, Ezio. Depoimento a Il Republica, Jun 1985.

Mumford, Lewis. Depoimento

a New York Times , Ago 1973.

ONU, Jan 1999. www.onu.com

Opacaowski, Horst W. Depoimento a Washington Post, Dez 1980

Porter, Michel E. “A vantagem competitive das nações”. Rio de Janeiro: Campos, Out

1993.

Vendo com olhos de usuário

Técnica de Imersão

Tâmara de Andrade Baía

Prepare sua equipe

O método de imersão no universo do usuário é um salto que trará novas visões para seu projeto.

O que jornalistas e atores já fazem com muito sucesso (cada um com aplicações específicas para sua área de atuação) nós, designers, fazemos com pouca freqüência: entender a mente do sujeito envolvido - no nosso caso, o usuário. Ainda não mensuramos, nem nos demos conta da riqueza que adotar um comportamento de usuário pode trazer às soluções de nossos projetos. Além de ser um recurso para conhecer as preferências dele, este método também é uma garantia de que o projeto resultará em sistemas, produtos e serviços eficientes

e mais do que satisfatórios.

A imersão é a técnica de

colocar-se, de fato, no lugar do outro. Ao contrário de especulações, vivenciar a rotina como se fôssemos outro alguém pode dar uma visão muito mais abrangente e verídica dos fatos - boa parte do que precisamos para um bom projeto. Grandes reportagens, as mais tocantes, foram feitas após uma imersão no universo das pessoas envolvidas. Bons atores também procuram conhecer mais sobre o mundo ao redor de seu personagem fazendo este tipo de pesquisa.

ao redor de seu personagem fazendo este tipo de pesquisa. Metodologia do Design - Ddesign -

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Métodos de Pesquisa

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Vendo com olhos de usuário

Técnica de Imersão

Tâmara de Andrade Baía

Grave suas informações

Esta é uma maneira prática de registrar rapidamente suas impressões para não perdê-las.

Uso

A técnica de imersão dá ao

designer informações bastante peculiares e abre novos caminhos de entendimento para buscar soluções. Ela é rica e pode ser útil para:

Entender as rotinas de execução de tarefas,

Detectar entraves do sistema do qual a tarefa faz parte,

Entender o que sente um usuário ao realizar sua atividade,

Dimensionar o grau de complexidade da atividade,

Sensibilizar o designer e motivá-lo a esforçar-se na busca de um resultado de qualidade.

Variantes

A depender do problema que

se vai estudar, algumas considerações sobre o lugar em que ocorrerá a imersão podem ser necessárias, como:

Num ambiente empresarial, as pessoas que lhe cercam podem não estar sempre disponíveis a dar informações, já que elas estarão absorvidas em seus trabalhos e podem não querer ser interrompidas.

Já em ambientes informais e domésticos, as informações podem ser obtidas com maior facilidade.

as informações podem ser obtidas com maior facilidade. A necessidade de se fazer a pesquisa em

A necessidade de se fazer a

pesquisa em ambientes mais formais - como no trabalho, por exemplo - deve ser

avaliada para não minimizar os resultados da técnica de imersão.

Antes

Defina o que você pretende estudar e de que tipo de informações você precisa. Isso otimizará o uso do tempo de que você dispõe e lhe servirá de diretriz para não perder o rumo.

Defina, também, o ambiente onde estas informações serão melhor obtidas.

Nos casos em que você tiver que interagir com pessoas, é preciso definir se o prévio conhecimento por parte delas sobre sua atividade de pesquisa influenciará nos seus resultados.

Caso não influencie, seja bastante transparente e explique quais os benefícios que virão em decorrência da pesquisa. Fazer com que os outros entendam a importância do seu trabalho pode favorecer resultados mais verídicos.

Em caso positivo, é preciso saber com quem será acordada sua presença naquele lugar. É preciso muita cautela neste caso e bom senso para não escantear a ética.

Durante

Lembre-se que ao usar este método, você estará invadindo

a atividade do usuário, ainda

que por uma boa causa. Por isso, é fundamental manter a

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Técnica de Imersão

Tâmara de Andrade Baía

Tarefas solitárias

Como bons entendedores de problemas, os designers podem cair na armadilha de achar soluções que um usuário não conseguiria.

discrição e prezar pela privacidade alheia. Seja curioso apenas o suficiente para dar andamento à sua coleta de informação. Converse bastante, mas saiba quando fazê-lo. Do contrário, você pode perder a credibilidade que se esforçou para conseguir.

No mais, esteja atento a todos os estímulos externos que podem interferir na atividade:

um chefe tenso a dar ordens, um ruído insistente que tira a concentração, uma mensagem de erro insistente na tela do computador. Mantenha a concentração no que faz e em tudo o que lhe diz respeito. A regra é aguçar a percepção para registrar na memória os estímulos externos.

Registro de impressões

Quando acabar o período de observação, apresse-se em registrar suas impressões a respeito do que aconteceu na sua experiência. É fundamental que esse registro seja feito o mais breve possível, pois quanto mais tempo levar entre o fim da imersão e o registro de impressões, mais informações serão perdidas. Para agilizar o registro, utilize-se de:

Gravadores,

Notas rápidas,

o registro, utilize-se de: Gravadores, Notas rápidas, Esboços. Todos integrando um só registro, como num

Esboços.

Todos integrando um só registro, como num brainstorm.

Evite:

Redigir longos textos - a princípio, eles podem tomar tempo e fazer com que se percam informações secundárias, além de dificultar a análise;

Desmembrar o registro em pedaços desconexos - isto também dificultará seu trabalho mais tarde;

Julgar a relevência da informação - esta é uma fase de análise posterior, por enquanto, detenha-se em captar informações.

Considerações

Apesar de dar uma contribuição muito significativa para o entendimento do ponto de vista do usuário, o método de imersão não anula o repertório de um designer, afinal, ele já possui conhecimentos sistematizados sobre a resolução de problemas. Logo, é impossível que durante a imersão, ele venha a esquecê-los. Para resultados mais verídicos, é preciso levar em consideração que:

Se a atividade é solitária, o designer pode utilizar-se de seu conhecimento e então se corre o risco de obter resultados falsos. Por exemplo: é preciso entender como os clientes de banco usam o sistema de automação via internet. Um designer habituado a

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Métodos de Pesquisa

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Vendo com olhos de usuário

Técnica de Imersão

Tâmara de Andrade Baía

projetar interfaces domina uma série de conhecimentos específicos que podem ser requeridos durante o uso do sistema. Mesmo que ele atente para o fato de que um usuário comum não saberia como proceder facilmente, ele pode terminar a tarefa fazendo uso de suas habilidades. E neste caso todo o proveito da imersão fica inutilizado.

Se, por outro lado, a atividade requer interação com outras pessoas, colocar- se no papel de usuário pode trazer novas informações que o designer não tinha porque não conhecia outros fatores externos. A presença do designer no papel de usuário, neste caso, torna-se uma chave para dar melhor encaminhamento ao projeto e a soluções mais adequadas.

O ideal para a aplicação do método é ter uma pequena equipe para executá-lo - com pessoas em separado ou em grupos menores, a depender da situação - porque, desta maneira, evita-se que a percepção de uma pessoa venha a distorcer o resultado final de impressões.

Referências

IDEO.com

“Bank Customer Service Strategy for Juniper Financial - Customer research and website architecture” Em: < http://www.ideo.com/ portfolio/re.asp?x=50093 >

IDEO.com

“Interaction Design”

Em: < http://www.ideo.com/ about/teams/info.asp?x=4 >

Patentes

Patente de Invenção, Patente de Modelo de Utilidade e Registro de Desenho Industrial.

de Modelo de Utilidade e Registro de Desenho Industrial. Pesquisa em Patentes Maíra Barroso O criador

Pesquisa em Patentes

Maíra Barroso

O criador e sua criação

Introdução

A sociedade moderna busca

incessantemente por novidades em todas as áreas, principalmente de bens de

consumo. Por isso, existe uma grande quantidade e variedade de produtos e de marcas disponíveis no mercado. Atualmente, o design se destaca como um dos principais fatores para o sucesso de uma empresa, desde o desenvolvimento de produtos e serviços até sua comercialização por meio da otimização de custos, embalagens, material promocional, padrões estéticos, identidade visual, adequação de materiais, fabricação e ergonomia. Além disso, também é um fator essencial de estratégia de planejamento, produção, marketing e agregação de valor aos produtos.

O investimento que as

empresas disponibilizam para criar um novo produto é alto, pois envolve pesquisas e testes e um grande número de profissionais de diversas áreas, genericamente

número de profissionais de diversas áreas, genericamente chamados de criadores, entre eles o Designer. Por outro

chamados de criadores, entre eles o Designer.

Por outro lado, a facilidade de se copiar tecnologias também

é muito grande o que acarreta

a necessidade de proteger os

direitos dos "criadores" de novos produtos. Existem diversas modalidades de proteção em função da natureza das criações. Se a criação for de natureza industrial, esta pode ser protegida como: Patente de Invenção, Patente Modelo de Utilidade, Registro de Desenho Industrial ou Registro de Marca.

O incentivo à criatividade e

à proteção aos direitos de

criação

Reconhecendo a importância da criatividade para o

desenvolvimento dos negócios

e a grande necessidade de

proteção aos direitos dos

criadores foi elaborado o PBD

- Programa Brasileiro do

Design. O objetivo deste programa, lançado pelo Governo Federal, é melhorar a qualidade e aumentar a competitividade dos bens e serviços nacionais, usando o

a competitividade dos bens e serviços nacionais, usando o Metodologia do Design - Ddesign - UFPE

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Métodos de Pesquisa

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Os direitos do inventor

Pesquisa em Patentes

Maíra Barroso

Programa Brasileiro de Design

Logomarca

design como diferencial e incrementando o interesse pelos investimentos em inovação.

O PBD estimula a cooperação

entre setores público e privado articulando um conjunto de subprogramas que, obedecendo a uma orientação estratégica única, são executados de maneira

descentralizada nos diferentes níveis pelos vários agentes econômicos e sociais.

O subprograma de

Normalização e Proteção Legal parte do pressuposto de que o design precisa ser incluído nas atividades de normalização técnica e nos serviços de informação e proteção legal e, para isso, procura aprimorar padrões e normas técnicas ligadas ao desenvolvimento de design de produtos, entre outros objetivos.

As Patentes no Brasil e no Mundo

Patente é um título de propriedade temporário outorgado pelo Estado, por

força de lei, ao inventor/autor ou pessoas cujos direitos derivem do mesmo, para que esta ou estas excluam terceiros, sem sua prévia autorização, de atos relativos

à matéria protegida, tais como

fabricação, comercialização, importação, uso, venda etc. Para se obter uma patente, deve-se depositar um pedido, perante a autoridade competente, respeitando um

um pedido, perante a autoridade competente, respeitando um procedimento padrão, baseado num sistema nacional, regional

procedimento padrão, baseado num sistema nacional, regional ou internacional.

Os Sistemas de Patentes Internacionais mais importantes são:

- Convenção Européia de Patentes

- Tratado de Cooperação de Patentes

- Convenção Euraziana de Patentes

- Organização Africana

Regional de Propriedade Industrial (ARIPO)

- Organização Africana de

Propriedade Industrial (AIPO)

Em paralelo aos sistemas internacionais de patentes, quase todos países do mundo possuem seu próprio sistema de patentes, que apresentam algumas diferenças significativas, que precisam ser consideradas. A validade de uma patente está limitada ao país que a concede. Existem acordos internacionais que auxiliam na proteção das patentes. Se a invenção não está protegida por uma patente ela poderá ser livremente produzida por quem tiver interesse - é o que se chama de "Domínio Público". Se uma invenção é patenteada em outro país, mas não é patenteada no Brasil, qualquer interessado poderá explorá-la. Mudanças importantes com relação a patentes estão em estudo no âmbito da OMC Organização Mundial do Comércio e da futura ALCA - Área de Livre Comércio das Américas. No Brasil, o pedido de patente deve ser requerido ao INSTITUTO NACIONAL DA

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“O Registro de Desenho industrial é um privilégio de mérito e deve ser encarado como prêmio de incentivo para o desenvolvimento da criatividade, do estilo e da arte, e não simplesmente um artifício para a exploração comercial.” Frederico Carlos da Cunha

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Maíra Barroso

Proteção aos direitos

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI, com base Leis da Propriedade Industrial (Lei 5.772/71, Lei 9.279/96 e

Decreto 1.355/94 - TRIP's).

A Propriedade Industrial,

regida pela Lei Nº 9.279, de 14 de maio de 1996, protege, através de patentes, as invenções e os modelos de utilidades e, através de registro, os desenhos industriais e os sinais distintivos, as marcas. Segundo esta Lei, é patenteável a invenção que atenda aos requisitos de

novidade, atividade inventiva

e aplicação industrial (Art. 8º)

e como modelo de utilidade o objeto de uso prático, ou parte deste, suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma ou disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação (Art.

9º).

O Instituto Nacional da

Propriedade Industrial - INPI, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria

e Comércio Exterior - MDIC,

tem por finalidade executar, no âmbito nacional, as normas que regulam a propriedade industrial, tendo em vista a sua função social, econômica, jurídica e técnica, bem como pronunciar-se quanto à conveniência de assinatura, ratificação e denúncia de convenções, tratados, convênios e acordos sobre propriedade industrial. Hoje, o INPI é o quarto maior depositante de marcas do mundo com mais de quatrocentas mil registradas e mais de novecentos e vinte mil processos cadastrados, possuindo um acervo de mais

de vinte e quatro milhões de documentos de patentes armazenados em seu banco de dados.

Planejamento da Pesquisa

A pesquisa de patentes deve ser precedida de um planejamento que assegure a qualidade dos seus resultados, compreendendo pelo menos as seguintes etapas:

1 - definir com clareza o

objeto da pesquisa de acordo com os sistemas de classificação utilizados internacionalmente para indexação de documentos de patentes, tais como:

a - IPC Classificação

Internacional de Patentes (Int.Cl.)

b - EC - Sistema de

Classificação Europeu

c - Sistema de Classificação

Derwent

d Sistema de Classificação do USPTO

e - Outros

2 identificar as fontes de

informações (livros, revistas, jornais, textos legais, profissionais, especialistas, acadêmicos, cientistas etc.), mediante:

a - consulta a trabalhos

anteriores

b - consulta a especialistas

3 - identificar os bancos de

dados oficiais de registro e controle de direitos de propriedade industrial nacionais e internacionais

4 - elaborar plano de trabalho

da pesquisa (fluxo lógico, físico, cronológico e financeiro)

5 - agendar encontros e visitas às fontes e especialistas

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Métodos de Pesquisa

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Pesquisa em patentes

Pesquisa em Patentes

Maíra Barroso

Implementação da Pesquisa

A ênfase, durante a pesquisa, deve ser dada à aplicação de metodologia de trabalho que assegure a cobertura de todas as fontes disponíveis e a adequada documentação dos resultados encontrados:

1 - leitura de livros, revistas, sites, jornais e textos legais

2 - consulta a especialistas

(universidades, consultorias e profissionais)

3 - consulta a bancos de dados especializados

(particulares e oficiais)

4 - consulta a instituições

oficiais de registro e controle no Brasil e no exterior:

a - Base de Patentes

Nacional Banco de Dados

INPI

b - Base de Patentes

Européias Banco de Dados

ESPACENET

c - Base de Patentes dos Estados Unidos

d - Base de Patentes

Japonesas - Banco de Dados ESPACENET

e - Outros

Análise dos Resultados

sistematização do resultado da pesquisa, agrupando os dados obtidos segundo categorias (autor, época, país, natureza (CIP), termos de classificação etc.) que facilitem a análise e a compreensão do resultado análise do resultado da pesquisa do ponto de vista dos seus objetivos conclusão e apresentação do resultado de forma que viabilize a tomada de decisão quanto à possibilidade de obtenção da patente

Considerações

O objetivo da pesquisa de

patentes é identificar a existência de produto (invenção ou utilidade)

idêntico ou semelhante ao que

já se desenvolveu, se está

desenvolvendo ou se pretende desenvolver. Uma pesquisa bem feita serve ainda para avaliar o estado da arte de uma tecnologia, a amplitude de um mercado e a estratégia da concorrência. Da qualidade da pesquisa e da tempestividade da sua elaboração depende o sucesso ou insucesso de um empreendimento.

Referências

E-MARCAS Propriedade

Intelectual

www.e-marcas.com.br Acesso em: Fev. 2004.

APPI - Agência Paranaense de Propriedade Industrial www.tecpar.br

Acesso em: Fev 2004. Ato Normativo Nº 129 de

05/03/1997

INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL. SEBRAE-MA www.sebraema.com.br PBD - Programa Brasileiro de Design www.design.mdic.gov.br Jornal Express www.jornalexpress.com.br www.brasilmarcasepatentes.c om.br Www.braxil.com.br

Estudo de leis: uma ferramenta para o designer

Pesquisa em Leis

Daniel Farias Ferreira

INPI e Planalto

Sites importantes no auxílio à pesquisa sobre leis e propriedade

Trabalhar com legislação não é fácil, principalmente se você não é um especialista da área, mas é necessário conhecer meios para pesquisar as leis, para que o designer saiba até onde pode interferir com seu trabalho, sem que haja implicações legais, e até éticas, decorrentes do desconhecimento. Conhecer normas sobre uso de marcas, imagens, patentes

e o registro das mesmas,

direitos autorais, entre outros,

é imperativo em diversos

casos, não só para executar um bom trabalho dentro da

legislação vigente, como também para resguardar os designers, e principalmente, seus clientes, de eventuais problemas. O custo para se trabalhar juntamente a um profissional especializado na área pode ser um entrave, mas dependendo do valor do projeto, deve ser considerado como investimento, pois muito mais oneroso seria enfrentar um processo por desrespeito a uma patente, por exemplo. Dar as diretrizes para que o estudo de leis no trabalho do designer seja o mais bem su-

estudo de leis no trabalho do designer seja o mais bem su- Metodologia do Design -
estudo de leis no trabalho do designer seja o mais bem su- Metodologia do Design -

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Otimizando o trabalho

Concentração e trabalho de equipe são importantes em uma boa pesquisa

Pesquisa em Leis

Daniel Farias Ferreira

Proteja-se pesquisando

cedido possível, sempre que este seja necessário, é o objetivo deste método de pesquisa.

Uso

Em geral, as regras jurídicas voltadas para o Design estão contidas no estudo do Direito Comercial. Não são todas

específicas para a área - não estão denominadas em matérias como “direito do Design”, por exemplo - mas tratam de assuntos referentes

à propriedade industrial.

As mais importantes “leis para Design” são relativas à propriedade intelectual, industrial, marcas, direitos autorais. Há leis regionais também importantes sobre impacto ambiental, poluição visual, entre outras.

O direcionamento da pesquisa

deve variar de acordo com o tema a ser pesquisado. Por exemplo: se o designer necessita conhecer normas sobre o impacto que seu trabalho vai provocar, em termos visuais, em determinada região, o mais correto é que ele comece sua pesquisa voltando-se para leis municipais, que o ajudarão a dirimir dúvidas em relação às implicações legais do seu tra-

dúvidas em relação às implicações legais do seu tra- balho. Do mesmo modo, um designer que
dúvidas em relação às implicações legais do seu tra- balho. Do mesmo modo, um designer que

balho. Do mesmo modo, um designer que possa, mesmo involuntariamente, infringir a norma ou a ética referentes às propriedades industrial, intelectual ou de marcas, deve cercar-se de todo o conhecimento possível para evitar isso, baseando-se nas leis vigentes, essas com impacto até mundial, em muitos casos. Como frisado anteriormente, o uso é que vai definir o modo e os locais de pesquisa.

Variantes do método

É universal a importância da pesquisa em leis para o Design, principalmente após o fenômeno, atualmente tão batido e debatido, da globalização. Com a queda de várias barreiras culturais e de reservas de mercado, é fato a possibilidade de se desenvolver trabalhos para outros países, onde muito provavelmente existirão diferenças em relação à maneira com que as leis são aplicadas. O que irá variar não é o método de pesquisa em si, mas o modo com que cada país ou grupo de países se relaciona com temas como propriedade e direitos autorais. No Brasil, Itália e Espanha, por exemplo, as relações de propriedade são relativamente parecidas, com poucas variações, que podem ser encontradas nos códigos civis de cada um desses países. Já nos Estados Unidos, as leis que cobrem essas questões são bastante severas, e citam também temas que não encontram proteção em outros países. Um exemplo é

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Defina a sua pesquisa

Pesquisa em Leis

Daniel Farias Ferreira

Conhecer normas e leis é imperativo não apenas para executar um bom trabalho, mas para resguardar os designers e seus clientes de eventuais problemas.

o conceito de “Mask Works”.

Entende-se por “ Mask Works”

criações novas, as quais se submetem a um regime peculiar de proteção. Algo

situado entre o direito autoral

e o de patentes.

Este conceito foi criado nos EUA em 1984, visando a proteção de pastilhas semicondutoras de circuito integrado, e protege principalmente a indústria de computação americana.

Para facilitar o trabalho de pesquisa, é interessante dividi-lo de maneira que se visualize cada uma de suas etapas. A seguir, uma sugestão do que pode ser feito em cada uma delas.

Antes da pesquisa

Procure ter bem claro quais são as suas reais necessidades. Anotações preliminares sobre o que vai ser pesquisado poupam tempo e direcionam a pesquisa de maneira mais otimizada.

Verifique se já não existe documentado o que você está procurando. O objetivo não é criar material, mas sim, ter a base necessária para um trabalho nem sempre agradável, que é o estudo de leis.

Se possível, procure a ajuda de um profissional da área que possa orientá-lo, tanto na pesquisa, quanto na interpretação do que for necessário.

Durante a pesquisa

Como se sabe, interpretar corretamente leis é uma missão difícil, então antes de tudo, é necessário concentrar-

se no que vai ser feito.

Anote as possíveis interpretações de um mesmo tema, para que possa fazer uma checagem com mais precisão posteriormente.

Procure livros e artigos relacionados ao assunto. Bons locais de pesquisa são o código civil e sites especializados em direito comercial. Na internet é fácil encontrar leis inteiras sobre o assunto.

Verificar atualizações nos temas e variações é sempre uma boa alternativa, pois dá embasamento para o trabalho.

Grupos de discussão são outra alternativa interessante. Pode-se conseguir acessoria gratuita em muitos casos.

Pesquise sempre as informações do INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial. As informações disponíveis para designers são sempre muito úteis.

Depois da pesquisa

Agora que o trabalho está praticamente concluído, o mais importante nesta etapa é documentar o que foi pesquisado. Catalogar o que for possível evitará um “retrabalho” no caso de ser necessária uma nova pesquisa sobre os mesmos temas. Além do mais, depois de um trabalho grande como é este, de pesquisa, dificilmente alguém vai querer fazê-lo de novo pelo mesmo motivo.

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Pesquisa em Leis

Daniel Farias Ferreira

Considerações

Há muito o Brasil participa dos eventos internacionais referentes à proteção da propriedade intelectual, sendo inclusive um dos países fundadores da chamada “Convenção de Paris”, que no Séc. XIX começou a traçar pontos importantes para a defesa da propriedade intelectual e industrial.

O que é um paradoxo enorme

em um país que é conhecido por não combater práticas como a pirataria, que atentam

claramente contra os propósitos da convenção. Surge então a necessidade de nós, designers, desenvolver- mos nosso trabalho dentro de

uma ótica norteada pela ética,

e amparados pela lei. Não

apenas por uma questão de consciência, mas para mudarmos este quadro, valorizando assim o nosso trabalho, e encarando-o com responsabilidade.

Referências

Ascensão, José de Oliveira, “Direito Autoral”, 2ª edição, Ed. Renoval.

Lima, João Ademar de Andrade, “Curso de Propriedade Intelectual para Designers”, Idéia Editora.

da Cunha, Frederico Carlos, “A Proteção Legal do Design - Propriedade Industrial”, Ed. Lucerna.

Botelho, Marcos César, “Da Propriedade Industrial e Intelectual”,

www1.jus.com.br/doutrina/tex

to.asp?id=3151

Oliveira, Lara Souza, “Lei 9279/96: Nova Lei de Propriedade Industrial”,

www1.jus.com.br/doutrina/tex

to.asp?id=619

Quirino, Antônio Kallil, “Marcas e Patentes”,

www1.jus.com.br/doutrina/tex

to.asp?id=618

www.jus.com.br

www.2ab.com.br

www.inpi.gov.br

www.planalto.gov.br

Lei 9279/96

Lei 9610/98

Código Civil Brasileiro

Revista ARC Design

O universo da marca

Estudo de Marcas

Romero de Deus

Coca - Cola

A marca Coca-Cola é uma das marcas mais conhecida no mundo.

Marca na sua definição e análise cruzam-se várias disciplinas. Para o Direito Co- mercial a marca é apenas um sinal que serve para distinguir os produtos ou serviços de uma espresa das outras. O Marketing evoluiu progres- sivamente para uma visão mais global, em que a marca exprime a estratégia espe- cífica desenvolvida em torno de um produto ou serviço. Na sua abordagem semiótica, Mollerup (1997, p.78-85) parte da concepção peirciana de sinal para chegar a uma definição de marca consiste

em três vertentes. A primeira seria dos sinais propriamente ditos (o nome da marca, o símbolo, etc). A segunda seria dos objetos a que os sinais se referem (o produto,a organi- zação, a sua missão) e final- mente a última seria os efei- tos que os sinais produzem nas pessoas que os desco- dificam. E para os designers, hoje , é uma necessidade ter uma visão geral em todos os universos em que a marca percorre.

visão geral em todos os universos em que a marca percorre. Metodologia do Design - Ddesign

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Estudo de Marcas

Romero de Deus

Marcas que representam status

As canetas Mont Blanc e os carros da Marca Mercedez invocam ao usuário um alto padrão de vida devidos os atributos e benefícios.

Modo de Trabalho

Conforme, foi mencionado na introdução, a marca habita vários caminhos. Por isso o estudo de marca é algo bastante complexo no sentido de dimensão da abordagem, por ser algo que esteja ligado a várias disciplinas. A orientação do estudo será baseada em tópicos de forma aleatória, pois a ordem da leitura não está presa em uma sequência. Agora, vale ressaltar, que são tópicos de assuntos co-relacionados e que o entendimento de um serve com uma parte do conhecimento geral do estudo.

Nome da Marca

Deve-se começar o estudo com a busca da origem do nome e o entendimento do mesmo. Cronologicamente, os nomes das marcas provinham dos nomes das famílias, de regiões, de abreviações e até mesmo siglas. Nos dias atuais, nada disso está sendo fator determinante na escolha do nome. O importante é que o nome possua uma boa pronúcia e seja de fácil memorização. O nome também pode trasmitir os

de fácil memorização. O nome também pode trasmitir os benefícios do produto, como observa-se no Xampu
de fácil memorização. O nome também pode trasmitir os benefícios do produto, como observa-se no Xampu

benefícios do produto, como observa-se no Xampu Seda e Adoçante Zerocal e também comunicar as qualidades dos produto, com é facilmente percebido no Detergente Brilhante. Leituras em livros de Marketing dão uma boa orientação estratégica na decisão da escolha dos nomes.

Forma da Marca

Nesta parte, vários fatores devem ser considerados. O trabalho começa como uma análise do conceito da marca, verificar se o desenho é compatível com o objetivo, história, missão e filosofia da empresa. No segundo instante, observar se as formas usadas, para representar graficamente a empresa, têm caraterísticas óticas perfeitas e personalidade marcante, ou seja, o grau de destaque em meio as demais do seu segmento. Por fim, é importante analisar se o desenho é compatível com as aplicações pretendidas em termos de processos e custos. Os elementos gráficos chamados também de elementos insti-tucionais estão dividos em quatro:

logotipo, símbolo, cor e alfabeto padrão. A utilização de cada um desses, segue uma série de conceitos, nor- mas e especificações. O livro Como criar identidades visuais para marca de sucesso explana bem estes assuntos.

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Estudo de Marcas

Romero de Deus

“Marca é um composto formado por um sinal, um objeto e um interpretante”*

Comunicação

A marca deve possuir um

canal de ligação entre suas

propriedades e o seu público.

A comunicação,

especificamente, a propaganda e a publicidade que tem essa função. A execução desta tarefa deve

ser bem planejada e por etapas.

Pesquisar sobre as caracte- rísticas e benefícios de um produto ou serviço e dos fatores que diferenciam serve como diagnóstico para realmente poder começar o trabalho bem focado.

Determinar a mensagem a ser transmitida e definir os objetivos a serem alcançados.

Escolher a mídia que será utilizada. A mídia é o canal de distribuição da mensa- gem. Cada campanha deve utilizar um tipo de mídia, por causa do direciona- mento do público alvo e também pela disponi- bilidade de verba.

Consumidor Conhecer e compreender, com profundidade e clareza, seu

consumidor e sua relação com

a marca e os produtos e

serviços que ela representa é promordial. Tudo que é cons- truído tem direcionamento para as necessidades e dese- jos do público alvo. A pesquisa

bem elaborada do público ajuda na eficiência da estra- tégia de comunicação e mar- keting da empresa.

Concorrência Quanto aos concorrentes, deve analisar quantos e quais são; qual a tecnlogia básica de cada um concorrente no mercado; qual a participação de cada concorrente no mercado; qual o tipo e nível de promoção dos concorrentes, verificar o orçamento gasto em publicidade de cada concorrente, ou seja, conhecer as marcas da con-corrência como se fossem a sua, sem superestimar a visão de comparar os pontos fortes e fracos.

Proteção

A marca é o único bem que

pertence a empresa que va- lorizacom o tempo. São altos

investimentos em marketing,

publicidade e design para torná-la conhecida entre os consumidores e diferenciar seus produtos e serviços da concorrência. O INPI é o único orgão que garante e permite, que o proprietário tenha direi- to de uso exclusivo em todo o país. O documento protege contra prováveis plagiadores.

O site www.inpi.gov.br possui

todos os passos para o processo de registro de marcas.

Considerações Por fim, é importante compreender que este método deve ser utilizado para obter informações sobre definição e as áreas que trabalham paralelamente ao design no estudo de marcas. Então para garantir uma maior eficiência este método utilize-o como guia de orientação de

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Estudo de Marcas

Romero de Deus

assuntos que devem ser estudados de forma mais profunda. Agora, o importante, é analizar a prática. Observando os processos com os grandes escritórios de design criam, gerenciam e protegem as marcas. Conhecer e entender as estratégias das principais campanhas publicitárias veiculadas na TV, estar sempre atenado com os materias promocionais e impressos informativos, analizar a mídia utilizada e entender o por que da escolha daquela mídia, reconhecer a linguagem de cada anúncio, ou seja, compreeder a marca em atividade. O design, hoje, está cada vez mais responsáveis por mais tarefas que transcedem do design e o importante é conhecer bem estas outras disciplinas que paralelamente estão entrando no nosso mundo.

Referências

KLOTER, Philip. Administração em Marketing.

STUNCK, Gilberto. Como criar identidades visuais para marcas de sucesso.

NIEMEYER,Carla. Marketing no design gráfico.

PETIT, Francesc. Marca

FRUTIGER, Adrian. Sinais e Símbolos.

Entendendo o consumidor

Observação

Erika Ferreira

Observar. Olhar com atenção, examinar detidamente, estudar. Observação como método de conhecimento, percepção e análise. Nos tempos de hoje, observação que tem sido bastante comentada e que tem estado presente em diversos segmentos das nossas vidas. Do entretenimento à observação como forma de conhecimento, sempre englobando questões de ética e privacidade, configura-se aqui como um método de pesquisa:

observação como forma de entender o consumidor, observação como diferencial; observação como fator de inovação e de sucesso. Não é de hoje, porém, que foi identificada a necessidade de inserir o usuário no desenvolvimento de produtos e serviços. Numa contínua busca por inovação e renovação, diversas empresas vêm atentando para a importância dessa inserção. Entendê-lo, porém, não é tarefa das mais simples. Assim como não o é a tarefa de observar (quando se tem o intuito de identificar necessidades). Tradicionalmente, oque se têm usado nessa busca pelo “entendimento do consumidor”, são métodos como entrevistas e focus groups. Falando em quantificar preferências entre opções ou soluções já existentes, esses métodos parecem funcionar bem. No entanto, eles se baseiam nas experiências, lembranças e habilidades descritivas das pessoas, longe do contexto dessas necessidades. Além disso, as pessoas geralmente não são boas “reportadoras” de seu próprio comportamento, tendem a dar respostas que acreditam ser esperadas, e costumam aceitar inadequações e deficiências em seu ambiente como naturais, por questão de

'hábito' ou costume. Observando diretamente, anula-se a dependência da memória do usuário, de sua habilidade descritiva ou da sua (in)capacidade de identificar necessidades. A observação por si só, contudo, nao pode guiar nem oferecer todas as informações necessárias. Oferecem ocasionais indicações, mas geralmente não dão acesso claro às razões e emoções das pessoas. Para melhor entender suas motivações, faz-se necessário combinar conhecimentos de várias áreas. Entrevistar pessoas depois das atividades observadas, por exemplo, têm sido complemento para entender o contexto no qual essas atividades acontecem. Com um foco fundamentalmente qualitativo, esta nova maneira de entender os consumidores, pela observação, tem como lógica encontrar e registrar os padrões de comportamento das pessoas. Já não basta apenas conhecê- las (transformando-as em estatística). É necessário descobrir o que fazem e por quê fazem, conectar as necessidades, desejos e características dos usuários; usar o conhecimento no desenvolvimento de produtos e serviços que se adequem aos seus desejos, obtendo assim, vantagem competitiva. Essa é uma crescente tendência entre as empresas, o novo caminho para a inovação: centrada no usuário, com a observação ocupando papel central no quesito pesquisa.

Entendendo o consumidor

Observação

Erika Ferreira

A Envirossell (pesquisa de marketing e comportamento), usando uma combinação de gravaçao de vídeo dentro da loja, e entrevistas interceptadas com usuários.

Variantes do método

Há diversas maneiras de se observar e de se combinar métodos de observação.

Como variantes do método de observação aqui considerado (a observação direta, pessoal

e com conhecimento e

consentimento do grupo observado), podemos considerar os chamados

“diários de vídeo ou foto” (que permitem que as pessoas documentem suas vidas para vídeo, câmeras e diários, para posterior análise), a técnica de observação “shadowing” (que não deixa de ser uma observação direta, mas que difere desta por desconsiderar

a atividade ou contexto,

interagindo pessoalmente), a imersão (na qual o observador se torna um membro do grupo, imergindo em seu contexto), e a controversa observação sem consentimento ou conhecimento dos entes observados (dados gerados a partir de gravações, entrevistas e vídeos, com pesquisadores sem serem notados. Acontece geralmente em supermercados e lojas de conveniência).

geralmente em supermercados e lojas de conveniência). Uso|Procedimentos Métodos de pesquisa social resultam em

Uso|Procedimentos

Métodos de pesquisa social resultam em uma rica descrição do comportamento das pessoas, interações, e condições do ambiente. Contudo, eles têm que ser integrados no processo e desenvolvimento do design, e devem focar nas necessidades (já que estas duram mais que qualquer solução específica as quais costumam se substituir, permanecendo praticamente as mesmas ao longo dos tempos).

Necessidades parecem óbvias depois de identificadas, não antes. Como já dito, as pessoas se habituam às dificuldades e, por isso, necessidades podem ser

difíceis de identificar. São necessárias, assim, ferramentas específicas; determinados procedimentos,

a fim de identificar estas

necesssidades (ainda não articuladas e não óbvias), e usá-las, transformando o conhecimento adquirido em soluções baseadas nessas necessidades reais

Antes do método

Nessa etapa, é importante determinar os objetivos da

pesquisa, o grupo de usuários

a ser observado, e os locais

específicos onde se dará a observação. Essas decisões dão à observação um melhor direcionamento e ajudam a

saber que questões perguntar

e que informação procurar.

! estabelecer as questões da pesquisa

-explicitar objetivos do estudo, as questões as quais a pesquisa deve responder.-

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Entendendo o consumidor

Observação

Erika Ferreira

! Definir o grupo a ser observado

- estudar grupos extremos pode

destacar necessidades que passariam despercebidas se fosse estudo realizado com a maioria. O produto Tang, por exemplo, foi originalmente criado como substituto ao suco de laranja para astronautas.-

! Pesquisar por dados ja estabelecidos.

- um conhecimento básico da situação ajuda a se saber o que buscar e como aproveitar melhor a observação -

! Pedir autorização

-observar com consentimento -

! Escolher ferramentas apropriadas para auxiliar na observação

- que tipos de informação serão importantes ao estudo, fáceis de capturar, e minimamente intrusivas nas atividades do usuário ?-

! Orientar as pessoas que serão observadas

- explicar o objetivo e a razão -

Durante o método

! Procurar por necessidades, não por soluções

- É preferível identificar que “o usuário precisa alcançar ítens na prateleira superior”, do que “o usuário necessita de uma escada”, por exemplo.-

! Não limitar a observação

- para não limitar a informação colhida -

! Coletar diferentes formas de dados

- Informações podem vir de diversas maneiras. Emoções, por exemplo, podem ser melhor

! Observar antes de questionar

- a intromissão inadvertida

pode fazer com que a pessoa mude seu comportamento e reconsidere suas atitudes -

! Evitar intromissões

- é importante ficar fora do caminho das pessoas tanto quanto possível, e sem direcionar suas atenções (com flash ou roupas inadequadas, por exemplo) -

! Procurar por dados não- verbais

- expressões faciais e a

linguagem do corpo informam bastante sobre atitudes e sentimentos das pessoas, bem como suas necessidades -

! Colher até mesmo os dados que pareçam menos importantes ou óbvios

- os pequenos detalhes , algumas vezes, se mostram como a chave para as necessidades de uma pessoa -

! Não guiar as questões

- ao invés disso, faz-se melhor uso de perguntas sem direcionamento, como : “porque vc está fazendo isso?”-

! Fazer uso das mídias

-fotografias, vídeos, anotações-

Depois do método

Uma vez que os dados foram coletados, o estágio final é organizá-los, revisando as questões da pesquisa (se os objetivos foram atingidos, se os aspectos determinados foram observados, se as necessidades foram reconhecidas). Identificadas as necessidades, deve-se:

! Documentar as necessidades observadas

Entendendo o consumidor

Observação

Erika Ferreira

Assim, a informação coletada

e organizada deve ajudar a

'refinar'o entendimento, através de uma posterior análise. Antes disso, porém, lembrar de agradecer pela colaboração (a quem compete), e dar retorno quanto aos resultados obtidos.

Considerações

Fazer uso da observação é dar passos para reverter os caminhos tradicionais e começar a inovar desde a captação da informação, recorrendo à investigação qualitativa e permitindo, assim, determinar-se necessidades não articuladas

e encontrar oportunidades de inovação.

A inovação centrada no

usuário estuda a fundo interesses, características e

estilos de vida, focando as

verdadeiras necessidades dos consumidores, ao invés de impor o que o mercado dita ou inovações tecnológicas que não atendem aos seus interesses. O resultado é uma realativa troca e diálogo entre a empresa e o usuário, apesar das questões sobre ética, invaão e privacidade postas em questão. Como exemplos de empresas que desenvolvem este tipo de trabalho e pesquisa, temos o IDEO, Jumpassociates, Doblin

e DSR-group.

Combinam sempre diversas técnicas, não se limitando à observação (esta, porém,

imprescindível). Fazem uso de observação direta, , estudos de câmeras, estudos com “usuários extremos”, imersão

de grupo

entre outros.

Referências

- Arnal, Luis, Un Big Brother en casa, Revista Expansión, México, Oct. 2003

-Patnaik, Dev, Robert Becker. Needfinding: The Why and How of Uncovering People's Needs, Design Management Journal, Vol. 10, No. 2, Spring 1999.

-Rayport, Leonard, Dorothy and Jeffrey F., Spark Innovation Through Empathic Design, Harvard Business Review, Nov 1, 1997.

O que é e qual sua finalidade

Pesquisa em Folclore

Priscila Lourenço Godoy

“O folclore é uma ciência de relação não só pela sua matéria, mas também pelo seu método”.

Richard Weiss

Folclorista

Manifestações folclóricas

De cima para baixo:

papangus, frevo, maracatu e xilogravuras (figuras em preto e branco).

O folclore vem do inglês folk,

que siginifica povo e lore, que

significa conhecimento, formando assim folk-lore, conhecimento ou sabedoria

popular. O termo passou a ser assim utilizado em 1846, quando o arqueólogo inglês, William John Thoms o propôs

à revista “The Atheneum” para designar o registro dos cantos, das narrativas, dos costumes e usos dos tempos antigos.

O folclore então, caracteriza-

se pelo conjunto de mitos, crenças, histórias populares, lendas, tradições e costumes

histórias populares, lendas, tradições e costumes que são transmitidos de geração em geração, fazendo
histórias populares, lendas, tradições e costumes que são transmitidos de geração em geração, fazendo
histórias populares, lendas, tradições e costumes que são transmitidos de geração em geração, fazendo
histórias populares, lendas, tradições e costumes que são transmitidos de geração em geração, fazendo

que são transmitidos de geração em geração, fazendo parte da cultura popular, da qual compartilham os membros de uma sociedade. Portanto, é a expressão cultural mais legítima, formadora e transformadora de um povo e está amparada pela Constituição Federal, no art. 215 que diz que: “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura natural, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais” e no art. 216 que diz que: “constituem patrimônio cultural brasileiro bens materiais e imateriais, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira nos que se incluem: as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico”.

A posição do Folclore, como ciência, é na grande árvore da Antropologia, a ciência do homem e da cultura, mais precisamente no ramo da antropologia que estuda as criações humanas, isto é, a cultura. Por isso, a sua posição exata é ao lado de outros aspectos da Antropologia Cultural, como a Arqueologia, a Antropologia

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O processo

Pesquisa em Folclore

Priscila Lourenço Godoy

“Uma parte de nós mesmos vive na idade moderna, enquanto a outra parte vive nos tempos medievais ou mesmo grego”.

Clayde Kluckhohn

Figura 1

Folclore representado pelo artesanato .

Figura 2

Ervas utilizadas na medicina herdada dos índios.

Social, a Lingüística etc.

Mas, e qual a finalidade do folclore para o design? O próprio conceito pode

responder. Já que o folclore é

a expressão de um povo e

nele consta a totalidade de técnicas, instituições, atitudes, motivações e sistemas de valores que um grupo conhece, nada melhor que ele para responder sobre uma determinada população para qual se pretende elaborar um projeto de design. É a partir

do folclore que se descobre, ou se percebe, a essência do público que se pretende alcançar, o que aumenta a obtenção de bons resultados na proposta que se pretende desenvolver. O folclore enunciará as maneiras de pensar, sentir e agir do grupo escolhido para pesquisa.

Procedimento

O procedimento consiste no

levantamento de dados sobre

a área, tema e grupo social, escolhidos para estudo.

Muitos estudiosos em pesquisas sobre o folclore aplicam o método histórico, onde se busca informções apenas na história. Outros a fazem dentro dos métodos

apenas na história. Outros a fazem dentro dos métodos sociológicos, quando há interesse simplesmente pelos
apenas na história. Outros a fazem dentro dos métodos sociológicos, quando há interesse simplesmente pelos

sociológicos, quando há interesse simplesmente pelos aspectos do comportamento da coletividade nas manifestações folclóricas. Outros ainda, buscam apenas pelo lado psicológico, a fim de

espelhar, no fato folclórico, a psicologia coletiva. Há, também, os que buscam métodos estéticos. Mas o fato folclórico devendo ser visto como um todo a sua realidade, só se terá pela busca com a aplicação dos métodos antropológicos e culturalistas, como recomenda

a Carta do Folclore Brasileiro,

naturalmente com a atenção devida a determinadas explicações que só se terão com o emprego de métodos pertinentes às ciências afins.

A investigação folclórica pode

ser feita através da coleta, do levantamento e da pesquisa.

Antes

Como a cultura, na qual se insere o folclore, engloba inúmeras outras menores áreas, é preciso se definir quais aspectos serão estudados com maior enfoque, mas sem desconsiderar os demais, que podem servir como base ou complemento para o(s) aspecto(s) considerado(s) de

maior relevância. A escolha da área de maior enfoque será definida pelo que será proposto no projeto que pretende ser elaborado, assim, será a área de atuação ou ligação direta em relação à proposta do projeto. Definido

o tema de estudo, é preciso

que o grupo que será estudado também o seja.

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Pesquisa em Folclore

Priscila Lourenço Godoy

“O folclorista se aproxima do povo e chega a compreender e a precisar não só a sua própria nação, mas também a humanidade em geral no mais profundo de sua alma e no mais remoto de seu passado”.

Kaarle Krohn

Folclorista

Durante

Aqui é a etapa em si de coleta

e levantamento de dados e

informações. As observações podem ser feitas manualmente, por meio de anotações ou desenhos, ou mecanicamente, com o uso de filmadoras, máquinas fotográficas, gravadores e etc.

As informações podem ser obtidas nas mais variadas fontes como: livros históricos, internet, noticiários, salas de bate-papo, inquéritos e entrevistas com pessoas do grupos selecionados e etc.

Os inquéritos, que consistem no envio a determinadas pessoas de um questionário com indagações sobre fatos folclóricos da região, são uma

forma precária de investigação já que o processo rende pouco

e o recebimento de respostas

é raro. Já a entrevista, é

talvez, na opinião de especialistas, a forma mais importante da pesquisa folclórica. Ela consiste em conversas com portadores de folclore para conhecimento de determinados fatos. Para uma boa entrevista é preciso saber inquerir, captando a confiança do entrevistado, não inbindo-o com perguntas complicadas e deixando clara a finalidade da entrevista.

Participações diretas na convivência e nos costumes do povo costumam ser uma rica fonte de informações, já que há maior veracidade dos fatos.

Consultas com governos ou consulados (se possível) também são válidas para levantamento de dados mais objetivos e possivelmente necessários.

Uma busca com especialistas, os folcloristas, que representam uma área dentro da Antropologia, e pela Sociologia também ajudam. A Antropologia pode fornecer informações a partir de materiais e objetos representativos do lugar e/ou do povo. Já a Sociologia, que é uma ciência que se ocupa especialmente da origem e do desenvolvimento das sociedades, pode fornecer vários subsídios importantes sobre o grupo escolhido. Conversar com pesquisadores ou ler pesquisas já feitas sobre o tema ou grupo também podem levantar informações importantes.

Um levantamento sobre algum simbolismo que caracterize a região e/ou o grupo de pessoas também deve ser analisado, pois deve dizer muito à respeito da história e costumes do lugar e/ou do grupo.

Depois

Depois do levantamento suficiente de dados, chega a hora de organizar as informações. As informações podem ser catalogadas por temas, por áreas de ciência, por importância ou qualquer outra maneira que venha a facilitar o trabalho e as consultas posteriores. As imagens colhidas também devem ser catalogadas de maneira que facilite uma consulta posterior. Com os dados em ordem, faz-se uma pesquisa por todo o material para se conhecer os fatos em todas as suas modalidades, sua morfologia e sua dinâmica, bem como as projeções que possuem.

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Pesquisa em Folclore

Priscila Lourenço Godoy

“Existem palavras que transportam idéias perenes. E, quando o que elas querem dizer começa a ser esquecido, ou começa a ser sepultado por outras palavras, então é o momento de voltar a elas. De recriá-las em cada tempo”.

Carlos R. Brandão,

Antropólogo

Se durante o processo de coleta e levantamento de dados alguém foi contactado, deve-se entrar em contato com o(s) mesmo(s) para agradecer a colaboração.

Considerações

Para numerosas sociedades e

até para as minorias culturais

e as populações autóctones,

em menor parte, as dimensões da cultura evoluem ao contato com outras culturas (transculturação), através das migrações, da mídia, e mais recentemente da internet. A mudança é fonte de riqueza, mas também de empobrecimento, já que, às vezes, por força de empréstimos, ou porque submetidas à fortes pressões de outras culturas, algumas até desaparecem. Por isto, cabe a um bom pesquisador

debater sobre a credibilidade

e a validade de alguns dados

colhidos que podem ser suscetíveis de dúvidas, como imagens vinculadas a uma região ou povo e a derivação de algum fato folclórico (houveram ou há influências externas atuando sobre ele?).

Depois de toda a pesquisa e com um bom acervo em mãos, a finalidade da mesma está cumprida. Já se tem fontes para a captação da essência que o folclore pode imprimir sobre um povo. Com isso, as respostas para as indagações relacionadas ao que se deseja propor com o projeto de design, podem ser respondidas.

Referências

Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Disponível em:

<http://www.unesco.org.br>.

Ministério das Relações Exteriores. Disponível em:

<http://www.mre.gov.br>.

Consulados. Disponível em:

<http://www.mre.gov.br/cons

ular>.

Embaixadas. Disponível em:

<Http://wwww.mre.gov.br/cer

imonial>.

Portal Brasileiro do Folclore e Artes Populares. Disponível em: <http://www.abrasoffa.or g.br>.

Folclore Brasileiro. Disponível em: <http:// www.ifolclore.co m.br>.

Folclore Brasileiro. Disponível em: <http://www.brasilfolclor e.hpg.com.br>.

Revista eletrônica de divulgação e registro da cultura popular brasileira. Disponível em: <http://www. Jangadabrasil.com.br>.

Acento - Semanario Cultural. Disponível em: <http:// kuber nesis.voznet.com.mx/acento>

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Detalhe sobre a imagem

A imagem retrata uma reuni’ao fe focus grupos.

Focus Grupos

O que é focus grupos?

Ivan Figueiredo Barreto

Devido à competitividade que se apresenta no mundo atualmente, os produtos e serviços tendem a ter uma maior dificuldade de aceitação no mercado de hoje. Portanto as pesquisas de mercado e de usuários se tornam cada vez mais necessárias para que uma nova idéia obtenha sucesso. Existem diversas formas de pesquisa para que uma nova idéia venha a ser mais competitiva e assim tenha mais chance de conseguir a sua fatia do bolo no mercado. Uma delas é o focus grupos. Essa prática

consiste em formar um grupo de seis à doze pessoas (potenciais usuários) além de um guia para a entrevista e um moderador. Depois de formado, o grupo vai discutir uma série de tópicos sobre o funcionamento ( pontos positívos e negatívos) de uma nova idéia, seja ela um novo produto ou serviço, com a finalidade de colher o máximo de informações para uma posterior implementação ou até mesmo melhoramento dessa idéia.

implementação ou até mesmo melhoramento dessa idéia. Metodologia do Design - Ddesign - UFPE - 2003.2

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Detalhes sobre imagens

As imagens dão exemplos de salas de reuni’oas que podem ser usadas em uma reunião de focus grupos.

Focus Grupos

Para que serve o focus grupos?

Ivan Figueiredo Barreto

Uso

O focus grupos é utilizado como metodo para coleta de informações qualitativas sobre uma nova idéia, amlgumas dessas informações são:

Mostrar a primeira impressão do público à essa nova idéia. Se esse grupo aprova a idéia ou não, para se ter uma noção da viabilidade da mesma.sobre uma nova idéia, amlgumas dessas informações são: Ouvir o que este usuário espera dese produto

Ouvir o que este usuário espera dese produto e também coletar possíveis sugestões desse grupo afim de melhorar o produto ou serviço.ou não, para se ter uma noção da viabilidade da mesma. Ter uma idéia de como

Ter uma idéia de como essa idéia vai ser utilizada.desse grupo afim de melhorar o produto ou serviço. Existem outras questões a serem levantadas em

Existem outras questões a serem levantadas em um focus grupos, entretanto essas questões devem ser escolhidas pelo(s) responsáveis da organização da reunião. Pois algumas delas vão depender de que informação se planeja alcançar através desse método.

informação se planeja alcançar através desse método. O fucus grupos é uma técnica muito importante para

O fucus grupos é uma técnica

muito importante para um processo de design porém ele não deve ser tomado como única finete para coleta de informações, pois apesar das utilidades citadas ao lado, o focus grupos apresenta algumas falhas, pois ele é feito com um número reduzido de pessoas e as informações coletadas podem se distanciar um pouco da realidade. Portanto é válido ressaltar que esse método visa apenas ter uma noção do contato com o usuário e não para saber como uma idéia vai ser de fato recebida no mercado.

Variantes do método

É muito importante lembrar-

se de que estes metodos podem sofrer algumas variações. Por exemplo, um focus grupos relcionados a um produto pode ter diversas diferenças dependendo do lugar onde fo feito. Outro fator que causa muita variação no focus grupos são as pessoas que participam do focus grupos. Se os participantes da reunião fugirem um pouco do padrão de usuário alvo pode acontecer de o focus grupos obter informaçoes

incompatíveis.

de o focus grupos obter informaçoes incompatíveis. Metodologia do Design - Ddesign - UFPE - 2003.2

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“Tenha em mente que a escolha dos usuários adequados é a chave para o sucesso de um focus grupos”.

Focus Grupos

Como organizar um focus grupos?

Ivan Figueiredo Barreto

Como todos os metodos de pesquisa, o focus grupos prescisa de uma fase de preparação. Essa fase se divide em três etapas:

Antes da reunião

Escolha as perguntas: as questões devem ser escolhidas seguindo uma ordem de importância, quais as

Escolha as perguntas: as questões devem ser escolhidas seguindo uma ordem de importância, quais as informações mais

relevantes para essa idéia.

O

questionário deve ter

aproximadamente 6 questões que devem ser discutidas em uma ou duas horas de reunião.

Escolha os candidatos:

Escolha os candidatos:

primeiro pergunte-se quem será o usuário desse nove

design; De que idade? Qual

a

classe social? O que ele

faz? Etc. Depois de selecionados os usuários convoque-os para a reunião. Lembre-se de que deve haver remuneração para os participantes.

Prepare o local: o ambiente deve estar de acordo com os candidatos. Aconselha- se que o lugar esteja organizado de forma que os entrevistados vejam uns aos outros. Exemplo: mesa redonda.

A reunião deve ser

A

reunião deve ser

registrada, de preferência

em vídeo.

Durante a reunião

Comece a reunião expondoregistrada, de preferência em vídeo. Durante a reunião Comece a discussão pelos tópicos mais importantes, deixe

Comece a discussão pelos tópicos mais importantes, deixe que o grupo debata sebre eles e se necessário coloque mais “lenha na fogueira”.em vídeo. Durante a reunião Comece a reunião expondo Cuidado com a meneir que o produto

Cuidado com a meneir que o produto é apresentádo pois você não está tentando vende-lo ainda, está apenas querendo saber se a idéia funciona. É bom também tomar cuidado com a falta de interesse do guia que apresenta a reunião, pois se ele demonstrar desinteresse na reunião acaba por desinteressar os participantes da mesma forma.eles e se necessário coloque mais “lenha na fogueira”. Lembre-se de que o moderador deve controlar

Lembre-se de que o moderador deve controlar o tempo da discussão dos tópicos, se a reunião tem 6 tópicos e duas horas para ser realizada então cada tópico deverá ser discutido em 20 minutos, mas pode variar de acordo com a relevância dos mesmos.acaba por desinteressar os participantes da mesma forma. Depois da reunião Depois da reunião colha os

Depois da reunião

Depois da reunião colha os dados dos participantes para o caso de haver necessidade de entrar em contato com eles. Lembre- se da remuneração dos entrevistados.de acordo com a relevância dos mesmos. Depois da reunião Organize os dados da forma mais

Organize os dados da forma mais conveniente possível.com eles. Lembre- se da remuneração dos entrevistados. a idéia e a finalidade da reunião. Seja

a idéia e a finalidade da

reunião. Seja o mais claro possível.

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Focus Grupos

Considerações finais

Ivan Figueiredo Barreto

Conclusões:

Com isso termina esse informativo sobre focus grupos. Depois de terminada a reunião é provavel que se tenha uma quantidade de informaçõoes suficiente para ter uma noção se aquela idéia tem chance de ser eficiente e se é capaz de agradar aos usuários. Entretanto como já foi dito antes essa prática lhes dá apenas uma noção se a idéia funciona e como funciona. Partir para a implementação da idéia baseada apenas nas informações colhidas com o focus grupos pode ser arriscado, portanto devem ser agrupadas outras formas de pesquisa antes de implementar a idéia.

Referências:

Focus Grroups de Richard A. Krueger e Marry Anne Casey.

Melhorimagem - Lisboa

Http://www.melhorimagem.

net4b.pt/

Receita de entrevista

Entrevista com Especialistas

Artur Mittelbach

"Podemos comparar uma entrevista desse tipo a utilizar um microscópio para estudar uma parte de um sistema."

Introdução

Hoje em dia temos nos deparado constantemente com sistemas nos quais infinitas variáveis atuam simultaneamente e se influenciam umas as outras com diversos graus de intensidade e profundidade. A atividade de design não foge a essa regra e, muito pelo contrario, é colocada face-a- face com situações deste tipo diariamente para tentar equacionar soluções que otimizem as atividades envolvidas.

Na busca por uma melhor compreensão de tais equações podemos contar com a ajuda valiosa de especialistas.

Especialistas são pessoas que possuem um entendimento profundo sobre uma parte dessa equação. Eles podem nos esclarecer diversas de nossas dúvidas se soubermos como compartilhar informações com eles. Podemos comparar uma entrevista desse tipo a utilizar um microscópio para estudar uma parte de um sistema, por exemplo: primeiro você precisa saber se precisa 'dessa profundidade toda', depois tem que saber exatamente onde olhar e por fim, tem que estar preparado para ler os dados.

Objetivos

Para que possamos compartilhar os conhecimentos destes especialistas temos que levar em consideração fatores que podem facilitar ou dificultar tal partilha. Este paper comenta algumas técnicas para maximizar a obtenção de conhecimento útil nessas entrevistas.

Procedimentos

Antes de qualquer coisa esteja certo dos benefícios que vai obter entrevistando um especialista. Esses benefícios devem se encaixar muito bem com seu projeto. O tempo de tais especialistas geralmente é extremamente valioso e você não deveria utilizá-lo levianamente.

Partindo do pressuposto que uma entrevista com um especialista irá contribuir significativamente para seu projeto, vá em frente e selecione a melhor forma de proceder com a entrevista. Mas, não procure os especialistas apenas para 'comprovar' seu ponto de vista, deixe que ele expresse toda a dimensão de seu conhecimento sobre o assunto, aceite as criticas e sugestões lembrando-se que a idéia é fazer um trabalho melhor, mesmo que o caminho seja mais árduo com as críticas.

Vários fatores são importantes para o sucesso de sua entrevista, separaremos em 3 as fazes para poder estruturar melhor as ações a serem tomadas 'antes, durante e depois' dela.

Seguem algumas sugestões para lhe auxiliar a realizar sua entrevista, porem, elas não são imutáveis ou definitivas, Você terá que ter o senso aguçado e uma boa dose de sabedoria para saber em quais situações essas dicas devem ser modificadas ou deixadas de lado.

Antes (preparação)

Esta fase precede a entrevista propriamente dita, é nela que você vai traçar os objetivos e

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Entrevista com Especialistas

Artur Mittelbach

Prepare os ingredientes

sua entrevista e preparar tudo que é necessário para ela. Esta etapa inclui preparar o material, o ambiente, um questionário, etc, e também preparar a você mesmo.

! Quem é o especialista adequado?

Para escolher que especialista se encaixa melhor em seu projeto leve em consideração além do conhecimento dele, seu interesse e disponibilidade.

Conheça o Universo de seu entrevistado

Descubra o que realmente aquela pessoa faz, quais são as aplicações de seu conhecimento e com que tipo de problemas ela está acostumada a lidar. Esse tipo de conhecimento lhe trará para perto do entrevistado de forma que você possa se comunicar melhor com ele.

Aprenda a 'língua' dele

Procure estar familiarizado com o linguajar e expressões técnicas para não precisar estar interrompendo a entrevista.

Estude as motivações dele

Quais coisas despertam nele

o desejo de trabalhar (ou de

falar). Veja como esses elementos podem trabalhar

junto ao seu projeto.

Escolha o formato da entrevista

O formato da entrevista vai

depender de vários fatores: o tipo de informação que você deseja obter, a facilidade para se encontrar com o entrevistado e a precisão dos dados a serem coletados. O formato do registro pode variar de gravação de vídeo,

áudio, registro escrito, questionário, ou até mesmo memória; porem se usar este ultimo registre suas notas assim que sair da entrevista enquanto a informação está fresquinha.

Assista a boas entrevistas

Também é bom você assistir a boas entrevistas, assim você começa a se familiarizar com o ritmo e outras sutilezas desta 'fina arte'.

Faça o contato na hora certa

Prepare-se, organize seu projeto antes de tomar suas decisões. Uma ação precipitada pode resultar num grande atraso no projeto ou mesmo sua invalidação. Dê particular importância ao 'momento do entrevistado', tente ter acesso ao momento atual dele: ele acabou de perder um projeto importante, ser promovido, de ter um filho. Imagine o melhor momento para entrar em contato.

1º contato: Seja claro e honesto

Quando entrar em contato com ele tente ser bastante objetivo quanto aos propósitos de seu projeto e à importância da participação dele. Pergunte se você não o está atrapalhando e se ele está disponível para a entrevista. Procure deixar que ele escolha o dia para que ela seja realizada.

Caso haja necessidade de maiores explicações a respeito de seu projeto, se ofereça para tirar qualquer duvida. Quanto mais tempo (interesse) ele tiver em conhecer o 'seu' universo, melhor.

Entrevista com Especialistas

Leve ao fogo por 45 minutos

Artur Mittelbach

Escolha o ambiente adequado

Escolha um ambiente para que a entrevista transcorra sem ser perturbada. Procure um lugar no qual o entrevistado não se sinta 'O dono do mundo', nem um 'prisioneiro'. Tente deixá-lo à vontade.

Durante

Tendo feito uma boa preparação você já garantiu grande parte do sucesso de sua entrevista. Quanto maior sua preparação mais capaz você se torna para extrair conhecimento útil para seu projeto.

Chegou a hora de você se encontrar com o especialista. Aqui temos mais algumas considerações para que você possa aproveitar o máximo desse momento:

Seja pontual

Seu convidado se dispões a ceder um pouco de seu tempo para você, então o mínimo que você pode fazer

é respeitar o acordo que

vocês estabeleceram. Utilize

esta e outras formas para mostrar respeito para com o conhecimento que a pessoa vai lhe passar.

Procure se vestir e comportar-se de acordo

Apesar de obvio, esse ponto

é normalmente esquecido.

Cheque qual a roupa e os modos adequados para ir ao local onde será realizada a entrevista.

Mostre-se interessado

Demonstre interesse pelo tema e pelo entrevistado, deixe claro que a entrevista é algo bastante valioso para você.

Ative as motivações dele

Faça com que seu entrevistado se sinta com vontade de lhe ajudar, se ele é uma pessoa que gosta de falar, deixe que ela fale, mesmo que fuja um pouco do assunto, se é uma pessoa objetiva, faça-lhe perguntas objetivas, se é uma pessoa idealista, diga-lhe como seu trabalho vai melhorar a vida das pessoas.

Crie ponte o seu universo e o dele

Para isto você terá que conhecer um pouco do universo dele de forma a fazer com que seus exemplos funcionem no universo dele e vice e versa.

Preste atenção à linguagem corporal

Pistas valiosas podem ser percebidas desta forma para lhe ajudar a conduzir e interpretar a entrevista.

Depois

Agora que já terminada a entrevista só resta mais alguns detalhes:

Agradeça e mantenha contato

Nunca é demais agradecer ao sujeito pela informação adquirida. Deixe claro o quanto foi proveitoso para você e esteja a disposição caso o entrevistado deseje mais informações sobre os resultados do projeto.

Transforme os dados em informação útil

Procure fazer o devido registro da entrevista. Passe a limpo os dados relevantes e estruture as informações para que possam ser facilmente acessadas mais tarde.

"As perguntas, então, não devem apenas expressar nossa curiosidade do mundo exterior, mas também colocar em cheque a validade da própria existência humana."

Entrevista com Especialistas

Bon appetit!

Artur Mittelbach

Variações

Dois elementos de importância fundamental são o 'ritmo' e a 'intensidade'. Através desses deles você pode despertar no entrevistado a emoção adequada para que melhores respostas sejam atingidas. Ritmo é mais fácil de ser percebido na passagem das perguntas entre assuntos: vida pessoal, vida profissional, trabalho atual, intrigas, etc. Criar blocos de perguntas correlatas é recomendado para focar a atenção do entrevistado num tema. A intensidade pode ser percebida pelo nível de profundidade que o entrevistador aplica. Entrevistadores mais intensos quase não dão espaço para o entrevistado respirar, tocando todos os pontos bons e ruins com a mesma força. Já os menos intensos procuram ser mais amenos e não colocar o entrevistado em 'sinucas de bico'. A intensidade e o ritmo que você deve usar são ditados pelo que você deseja extrair da entrevista e de acordo com cada entrevistado.

Debate (reflexões)

Porque perguntar? Uma pergunta tão 'ingênua' como esta pode levar a questionamentos fantásticos, indo da ciência à arte ou da filosofia à religião. Para os seres humanos o questionamento é uma ferramenta extremamente poderosa de conhecimento, o filosofo grego Sócrates expressa o expoente máximo na arte de formular questões. Através de sua maiêutica, Sócrates formulava seus questionamentos, apresentando perguntas em cima de perguntas até que os

'questionados' percebiam suas próprias verdades. As perguntas, então, não devem apenas expressar nossa curiosidade do mundo exterior, mas também colocar em cheque a validade da própria existência humana, e através de questionamentos fervorosos ir ao encontro da máxima : 'Conhece-te a ti mesmo', fazendo com que o caminho e o propósito de todos neste mundo sejam esclarecidos.

Conclusões

Conduzir uma entrevista com um especialista é uma excelente forma de adquirir informações especificas para solução de problemas. Porém também requer extrema habilidade para se organizar, ter em mão as perguntas certas e a forma de tratar o material adquirido. Para se preparar para a próxima entrevista, além do material contido neste paper, cheque as referências e faça uma lista com as técnicas podem lhe render os melhores resultados. Verifique se você deu a devida atenção a cada item da lista e procure avaliar como foi seu desempenho após á entrevista.

Referências

Dicas sobre como 'soltar o matraca' (inglês)

home.earthlink.net/~cassidy

ny/naldertip.htm

J. M. Cornwell fala sobre entrevistas (inglês)

www.theroseandthornezine.c

om/article42interview.html

Vida e Obra de Sócrates

www.mundodosfilosofos.com

.br/socrates.htm

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Métodos de Pesquisa

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Detalhe sobre a imagem

Troféu revista Quatro Rodas

1966

Engenharia Reversa

Hugo de Melo Guimarães

Coisa de criança

As crianças passam, na infância, por uma fase em que tudo tem de ter uma explicação. Por que o céu é azul? Como o camaleão muda de cor? Só que estas dúvidas não se limitam apenas ao mundo natural. Muitas vezes, o artificial criado pelo homem desperta ainda mais curiosidade dos pequenos do que coisas da natureza. Como os aviões voam? O que faz os carros se movimentarem? E a televisão? O rádio? E o

computador? Por mais completas que forem as respostas a essa perguntas,

dificilmente sossegará o imaginário infantil e sua sede por novas descobertas. Então, na primeira oportunidade que surgir, um liqüidificador quebrado, um “drive” de computador danificado que vai para o lixo, um mecanismo qualquer inutilizado, a criança o desmontará procurando entender plenamente como aquilo funcionava e assim ter uma resposta concreta aos seus questionamentos. Isto nada mais é do que fazer engenharia reversa. A engenharia reversa seria então nada mais do que o ato

Espaço sugerido para imagens grandes
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Infinitos usos

Engenharia Reversa

Hugo de Melo Guimarães

Detalhes sobre imagens

Imagem digitalizada;

Modelo matemático, calculado com UniCam.

de desmontar algum mecanismo existente para, tendo acesso ao seu interior, tentar entender o seu funcionamento. Podendo, após esta compreensão, haver ou não cópia de alguma parte, ou mesmo do mecanismo inteiro. Os pantógrafos são máquinas manuais que primeiro possibilitaram a engenharia reversa. Contudo, essas máquinas eram limitadas, pois somente eram capazes de usinar peças de pequenas dimenções. Com a crescente necessidade de copiar peças mais volumosas, desenvolveram-se máquinas maiores,que trabalhavam no sistema hidráulico e elétrico. Devido ao tamanho dessas máquinas, elas não mais podiam ser movidas manualmente.

Com o aprimoramento da tecnologia e a crescente necessidade de cada vez se copiar peças e engrenagens com mais perfeição e maior riquesa de detalhes, foram desenvolvidas copiadoras eletrônicas e “scanners” que emitem feixes de laser sobre a peça, capitando qualquer detalhe na superfície da peça com uma precisão centesimal.

Espaço sugerido para imagens pequenas Espaço sugerido para imagens pequenas
Espaço sugerido para
imagens pequenas
Espaço sugerido para
imagens pequenas

Várias possibilidades de uso

A utilização do processo da engenharia reversa é encontrado com freqüência nas seguintes indústrias, entre outras:

Indústria automobilística (recuperação de cabeçotes): Os cabeçotes danificados com fissuras na câmara de combustão, podem ser recuperados através de solda, digitalização e usinagem para acabamento.

Indústria de plástico e embalagens: Após análises de mercado, os protótipos iniciais necessitam constantemente de modificações. A digitalização permite a captura destas modificações e sua reprodução.

Indústria de brinquedos:

Novos projetos têm de estar sempre aparecendo num mercado de tão grande dinamismo como este. A digitalização ajuda e muito, para que a velocidade no desenvolvimento de novos projetos seja sempre elevada.

Indústria de calçados: Uma vez aprovados, os protótipos desenvolvidos pelos designers são digitalizados e usinados nos moldes para a fabricação.

Indústria aeronáutica: As formas complexas das pás das turbinas exigem soluções de digitalização muito rigorosas, durante os processos de fabricação ou na manutenção.

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O processo em si

Engenharia Reversa

Hugo de Melo Guimarães

“Ninguém avança copiando o atual estado das coisas.”

Tom Keller, executivo da IDEO

Odontologia: A digitalização oferece a solução para esta indústria no que diz respeito aos revestimentos, as próteses e as coroas dentárias, que exigem uma reprodução rigorosa nos moldes em material cerâmico.

Produção de moedas e medalhas: Normalmente são reproduzidas a partir de modelos em gesso. Como não se pode haver perda dos detalhes do

modelo original, as moedas

e

medalhas devem ser

digitalizadas com uma resolução de alta precisão.

Joalheria e bijuteria: Jóias

e

bijuterias são

freqüentemente fabricadas manualmente a partir de peças únicas e detalhadas.

Esta indústria coloca sérios desafios para as aplicações

e

sistemas de digitalização.

Próteses médicas:

Utilizando-se de técnicas de cópia, as articulações e membros artificiais podem ser produzidos de forma rápida e precisa.

O processo

Como muitas pessoas não possuem ou não estão dispostas a investirem em um sistema de digitalização e num sistema CAM para a tecnologia da engenharia reversa, o processo descrito aqui de como deve ser executado este método será o mais simples possível. Quase o processo infantil.

Antes do processo

Deve-se ter a mão todo o material necessário para a realização da engenharia reversa. Isto inclui todas as ferramentas que sejam

Necessárias para abrir e fechar, se preciso for, o mecanismo a ser analizado, bem como um bloco de anotações, caneta, gravador, máquina fotográfica, filmadora, paquímetro e trena. Tudo para que nem mesmo a mais sutíl informação deixe de ser coletada. E mais importante, é preciso ter em mente, de forma clara, a área de interesse de sua pesquisa, para que não se perca tempo com informações desnecessárias. Se você for desmontar um carro procurando entender seu

sistema de direção hidráulica,

o sistema de freio nada tem haver com isso.

Durante o processo

Por mais difícil que seja desmontar alguma parte da engrenagem, sempre mantenha a calma. O

nervosismo só vai atrapalhá-lo na hora de colher informações.

Lembre-se também de anotar passo-a-passo a seqüência em que o mecanismo foi desmontado, assim, se for preciso, saberá montá-lo novamente sem correr o risco

de alguma peça ficar sobrando ao final da remontagem. E ainda isso pode ser útil no entendimento exato de como

o mecanismo era construído, o

que se ligava ao que.

Anote, grave comentários próprios, tire medidas, filme e/ou fotografe tudo o que possa ser útil para futuras análises. Lembre-se de que uma análise precisa só poderá ser feita se a coleta de informações for bem realizada. E não se esqueça de manter seu foco em sua

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Métodos de Pesquisa

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Cuidado com as leis

Engenharia Reversa

Hugo de Melo Guimarães

Área de interesse, não perdendo tempo em tarefas desnecessárias.

Após o processo

Após arrumar a bagunça que certamente você fez, agrupe todos os dados coletados, mesmo os que pareçam irrelevantes. Só na fase de

análise se poderá ter certeza quanto a utilidade ou não de cada informação obtida. Faça também relatórios a partir de suas anotações e impressões

a respeito do mecanismo decomposto.

Variações

Além de usada para modelos mecânicos e engrenagens, o método da engenharia reversa

pode ser utilizado em diversos outros campos, como em jogos, na diagramação de livros e como técnica usada para recuperar informações dos documentos de softwares

e do seus códigos fonte, entre outros. Sempre com a

finalidade de tornar mais fácil

a compreensão dos sistemas.

Debate

Quando se trata de engenharia reversa, a questão ética está sempre presente. Envolvem-se diversas variáveis, entre elas partes de engrenagens (sistemas) protegidas por patentes. Muitos consideram este tipo de engenharia uma forma completamente anti-ética de espionagem industrial. Uma verdadeira pirataria. Em contrapartida, há quem considere a engenharia reversa um ótimo meio de incentivar a livre-concorrência entre empresas, fazendo-as procurar sempre aperfeiçoar seus produtos.

Descobrir informações secretas de produtos, antes que estes sejam lançados no mercado, não é, eticamente falando, um fato louvável. Porém, se alguém tem um telefone celular, por exemplo. Ele é dele, pagou por seu design, por suas funções, e por sua tecnologia. Então, por que não teria esta pessoa o direito de saber exatamente como seu celular funciona, fazendo-lhe uma engenharia reversa?

Como se trata de segredos industriais e de conhecimento, esta discussão está longe de acabar.

Considerações finais

A importância desse método é clara. Saber como os sistemas funcionam para melhor desenvolvê-los e, assim, poder satisfazer de forma mais plena seus usuários é essencial para o desenvolvimento de qualquer entidade, empresa ou nação. Deve-se apenas tomar as devidas precauções para que neste processo de engenharia reversa não se transgrida nenhuma lei autoral, de patentes ou qualquer outra.

Referências

www.mecanicatotal.com.br/En

g-Rev.htm

www.numaboa.com.br/inform

atica/oiciliS/index.php

www.unicam.com.br

Www.bematech.com.br

Procurando por engenharia reversa tanto no “google”, como no “Altavista” ou ainda no “Lycos” acha-se uma infinidade de sites sobre o assunto, incluindo informações sobre cursos.

Diagrama de Seqüência Operacional

Divisão do trabalho

Gabriela de Medeiros Boeira

Linha de produção

A linha de produção da VW foi otimizada para o relançamento do Fusca, em

1993.

Uma atividade bem organizada e compreendida pode trazer ganhos, tanto na forma de redução de custos e no aumentando da produtividade quanto na

diminuição do desgaste físico. Para tal, é preciso conhecer bem a cadeia produtiva, para

a partir desse conhecimento,

elaborar uma seqüência operacional baseada na divisão do trabalho em tarefas minimizadas.

É neste ponto que uma boa

pesquisa dessa seqüência de

afazeres revela sua

importância. Uma pesquisa bem elaborada permite um diagnóstico real da situação, permitindo que as etapas subseqüentes sejam melhor desempenhadas.

ANTES Nesse processo, é importante conhecer a atividade a ser documentada, verificando todas as etapas. Para isso, se faz necessária a divisão do trabalho em tarefas elementares, a fim que se possa produzir mais e melhor, com o mesmo esforço.

que se possa produzir mais e melhor, com o mesmo esforço. Metodologia do Design - Ddesign

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Diagrama de Seqüência Operacional

Levantamento de dados

Gabriela de Medeiros Boeira

“Nada é particularmente difícil se você dividir em pequenos trabalho”

Henry Ford

“Não encontre falhas, encontre soluções”

Henry Ford

Deve-se, também, procurar o executor da tarefa para definhar qualquer dúvida que exista sobre o processo, tendo em vista que ele tem sempre

Filmagem: neste processo a tarefa é realizada com o acompanhamento de câmeras de gravação. Utilizado para

conhecimentos de certas minúcias que escapam à fiscalização do melhor observador.

A divisão do trabalho é um imperativo de ordem natural, como muito bem aponta Fayol: “observa-se no mundo animal, onde, à medida que o ser é mais perfeito, possui maior variedade de órgãos encarregados de funções distintas”. Estes órgãos são agentes de trabalho do organismo animal, considerando em seu todo. Do mesmo modo, nas sociedades

DURANTE

um registro minucioso da tarefa;

Observação: neste procedimento, não há interferência de qualquer forma sobre a tarefa. É a pura observação do trabalho.

Dependendo das circunstancias, cada técnica é a melhor indicada (recomendada). Para tarefas mais simples pode-se utilizar uma observação, a medida que a complexidade aumenta deve-se utilizar métodos mais precisos como a filmagem.

humanas, quanto mais complexo é o corpo social (ofício), mais vasta e

DEPOIS

imperativa se torna a divisão do trabalho. Porém, é importante fazer uma advertência de que há maneiras racionais e modos impróprios de dividir a tarefa.

Após esse levantamento, a organização dos dados é simples. É coerente que sejam destacadas quais informações são mais pertinentes a pesquisa. Deste modo, é feita uma seleção do que será ou não utilizado, dependendo do

Narrativa;

Julgando que a divisão do trabalho foi eficiente, técnicas de levantamento de dados podem ser aplicadas. Essas técnicas devem realizar o

objetivo da investigação. Tendo finalizado isso, basta, agora, representá-los graficamente, por meio de:

registro do trabalho de forma imparcial e resoluta:

Topicos;

Entrevista: processo pelo

Pictogramas;

qual o interlocutor questiona o executor sobre a tarefa

Fluxograma;

realizada por ele;

Fotografias;

Fotografia: é o procedimento pelo qual o registro de cada etapa do processo é realizado através de fotografias;

Filmagem.

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Diagrama de Seqüência Operacional

Conclusão

Gabriela de Medeiros Boeira

Exemplos de representações gráficas

Acima um fluxograma, abaixo foto do programa culinário: Mais Você (filmagem).

abaixo foto do programa culinário: Mais Você (filmagem). Espaço sugerido para imagens pequenas CONCLUSÃO
Espaço sugerido para imagens pequenas
Espaço sugerido para
imagens pequenas

CONCLUSÃO

BIBLIOGRAFIA

MIRANDA, G. I. Mac-Dowell dos Passos. Organização e Métodos. Atlas. 1973

MOREIRA, Eduardo F. P. O que é Taylorismo. Brasiliense.

1995

FAYOL, Henri. Administração Industrial e Geral. Atlas. 1965

O método não tem por finalidade a resolução de problemas de qualquer natureza da cadeia produtiva. Porém, com o levantamento de dados, têm-se agora um conhecimento desta cadeia, permitindo, de forma consciente, a elaboração de um diagnóstico conveniente. A partir desta apreciação pode- se, então, fazer uma intervenção bem estruturada, escolhendo entre várias soluções, a melhor possível, portanto a mais eficaz.

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Walkman TPS-L2

Primeiro walkman. Desenvolvido pela Sony com base em analise dos produtos concorrentes e necessidades do mercado.

analise dos produtos concorrentes e necessidades do mercado. Análise dos competidores . Jogando com a concorrência

Análise dos competidores.

Jogando com a concorrência

Luiz Henrique Costa

Introduçao Xeque-mate.Conhecer as

características e atividades de seus concorrentes para prevenir perdas e otimizar suas ações e ganhos. Este princípio básico utilizado em praticamente todos os jogos de tabuleiros é também a base para poderosas teorias econômicas e sociais, John Forbes Nash Jr. e Michael Porter desenvolveram duas das teorias mais adotadas pelo mercado. Nash escreveu sobre a teoria dos jogos não cooperativos na qual, levando em consideração as potencialidades dos demais “jogadores” (concorrentes), uma seqüência de tomada de decisões pode ser antecipada, possibilitando assim um posicionamento otimizado frente à situação. Porter por sua vez desenvolveu a teoria da competitividade, nesta o conhecimento das tendências do mercado e das estratégias adotadas pela concorrência são essenciais no desenvolvimento de planos de negócios e devem preceder as decisões de inovação, base da competitividade.

É neste ponto que alcançamos

mais claramente o design. Uma intervenção ou projeto de design visa, primariamente, inovar e criar diferenciais, para

isso é imprescindível conhecer

a competição; seus pontos

fortes; pontos fracos; métodos; potenciais; o que fazem; como fazem. Conhecer

o produto ou serviço é

fundamental não apenas na implantação do novo projeto mas em sua idealização, como criar algo novo sem o conhecimento do que já foi

feito? Porque lançar um serviço em um mercado já saturado deste?

É considerando esta

importância que se apresenta este método, para orientar o

levantamento e a seleção de informações sobre os competidores e suas atividades nos mais variados mercados visando auxiliar no desenvolvimento de projetos de design.

Procedimento

Promover uma pesquisa da competição e seus produtos não é tão simples, a coleta de dados pode envolver fontes de

variadas naturezas, de jornais

à consulta com usuários.

Outro fator importante é a natureza da informação preterida, o que saber ? esta questão aparentemente óbvia ira determinar o melhor

caminho para a pesquisa.

Antes de dar inicio à descrição do método é valido ressaltar que a função deste é a coleta

e a organização de

informações, a analise e

reflexão acerca destes caberá

a uma etapa posterior à

pesquisa

Antes do método

Esta é a principal etapa da pesquisa. Embora o processo

de coleta de dados ainda não tenha começado é aqui que é definido todo seu

procedimento:

O que será pesquisado. Definir quais os dados de interesse para o projeto é essencial. Isto definira o rumo da pesquisa e quais fontes são mais úteis.

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Análise dos competidores.

O que procurar. Onde encontrar.

Luiz Henrique Costa

Imagem A. Exemplo de tabela pra auxiliar na organização dos dados recolhidos e suas referencias de pesquisa.

Onde fazer a busca. Uma vez definidos quais dados serão levantados deve-se definir que fontes os fornecerão mais rapidamente e com maior segurança. Revistas, jornais, internet, usuários, ex-funcionários, ate a própria publicidade do concorrente pode fornecer informação valiosa. O importante é saber a fonte certa para o seu tipo de informação.

Como organizar os dados. É essencial que, antes de pesquisar, seja definida uma maneira de organizar os dados coletados. Uma forma interessante é elaborar uma tabela com as empresas competidoras, as informações recolhidas e as fontes destas(imagen A). O Microsoft excel pode ser de grande utilidade neste ponto.

Durante o método Uma vez terminada a etapa de preparação e definidos os parâmetros e prioridades de pesquisa tem inicio a coleta de dados. Nesta etapa a qualidade e credibilidade da informação coletada devem ser os principais focos

De atenção. Uma pesquisa de competidores pode incluir vários caminhos:

Pesquisas em órgãos cadastrais do setor como prefeitura e associações de classe são úteis para um levantamento preciso das empresas que atuam no setor como concorrentes.

Consulta a publicações periódicas. Jornais,

revistas, folhetins

podem

fornecer informações sobre os acontecimentos mais recentes com o setor e seus integrantes.

Publicações especializadas ao contrario são fontes ricas em dados do mercado. Como estão os concorrentes, quais suas principais ações no campo, quais seus últimos lançamentos.

A web é uma ferramenta valiosa na busca de informações, embora os dados venham, em geral, segmentados, a internet proporciona chance de obter informação direto de fontes como ibge; fgv e outras instituições geograficamente inacessíveis.

 

Empresa A

Empresa B

Empresa C

Empresa D

Empresa E

Empresa F

 

Dado           

         

Dado 1

ReferênciaDado 1

Dado 2

           

Dado 3

           

Dado 4

           

Dado 5

           

Dado 6

           

Dado 7

           

Dado 8

           

Dado 9

           

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“A estratégia continua a ser uma arma decisiva. O posicionamento estratégico - fazer as coisas de um modo diferente da concorrência - é ainda mais fundamental, dada a cada vez maior dificuldade em manter vantagens operacionais.”

Porter, Michael

Análise dos competidores.

Ordem na casa. Organizando os dados.

Luiz Henrique Costa

O ponto de venda e o material publicitário dos competidores fornecem informações sobre o produto e imagem das demais empresas e do mercado.

Conversas com usuários e outras pessoas com conhecimento sobre os

competidores(ex-

funcionários, vizinhos, fornecedores, compradores) são ótimas para recolher informações a respeito do funcionamento das empresas e sua situação frente ao publico.

Dicas:

É essencial lembrar-se de tomar nota das referencias e fontes de pesquisa assim como do tipo de informação que essas possuem. Com a pratica lhe será possível estruturar um organograma de referencias de modo a agilizar suas pesquisas. Manter o foco durante uma pesquisa é fundamental. É fácil perder-se durante a coleta de dados e começar a captar material não útil. Atenção no tipo e utilidade da informação é fundamental. Utilizar gravadores nas conversas para não perder informação, a memória pode falhar. Lembre-se de avisar às pessoas que a conversa será gravada

Depois do método Após a coleta da informação é chegada a hora de organizá- la, torna-la o mais clara possível para a , posterior, analise:

A tabela sugerida no momento de preparação deste método pode ser de grande auxilio neste momento e pode se r utilizada como base para a organização dos dados.

A elaboração de gráficos é uma ótima ferramenta para apresentar os dados quantitativos.

O uso de imagens(fotos, modelos, desenhos) deve ser empregado desde que com motivos bem definidos.

As informações recolhidas em conversas devem ser transcritas e seguidas de explicações quanto a seu conteúdo.

Variações do método.

Este método de pesquisa não apresenta realmente variações na sua aplicação. O nível de profundidade da pesquisa é que pode dar moldes diferenciados às variadas ocasiões de uso. Uma pesquisa de competidores pode ter apenas caráter informativo e não necessitar de dados mais complexos sobre a situação econômica e funcionamento. Algumas situações podem exigir um direcionamento, seja para um competidor específico, seja para uma característica do mercado, por exemplo uma avaliação mais detalhada da empresa líder ou um levantamento das características dos pontos de venda dos competidores. Esses direcionamentos podem alterar o método tornando alguns meios de pesquisa mais eficiente e outros

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Análise dos competidores.

Pesquisa ou espionagem. Até onde ir.

Luiz Henrique Costa

dispensáveis,. O nível de aprofundamento da pesquisa de v ser determinado antes de inicia-la tendo em vista a estratégia da empresa e as necessidades informacionais a serem supridas.

Discussão.

Até que ponto deve-se ir na investigação dos concorrentes? Em que momento a ânsia por dados estratégicos esbarra na ética e no direito do sigilo? Conhecer os competidores é vital a um projeto, mas alguns jogadores exageram e ultrapassam o limite entre a pesquisa e a espionagem. Alguns profissionais defendem que o sigilo deve ser uma preocupação da empresa, estando os pesquisadores livres de qualquer limite ético.A maioria, entretanto, acredita que informações sobre a estratégia e projetos da empresa devem ser protegidas por lei. Legalmente, vários países adotam leis para cobrar para cobrir e proteger as empresas da espionagem industrial, enquanto outros não possuem qualquer parâmetro legal.

Conclusões

Por fim, é importante esclarecer que este método deve ser utilizado em combinação com outros para garantir uma maior eficácia. O mercado é formado por vários fatores e a competição e apenas um deles. Entretanto, como foi visto, Uma pesquisa de competidores bem realizada Pode fornecer informações fundamentais ao planejamento do projeto e

Revelar boas oportunidades de atuação. Uma pesquisa bem executada requer método, sim, mas apenas conhecer a metodologia não é suficiente,

é necessária atenção e

envolvimento em cada etapa do método, da preparação à organização dos dados recolhidos o empenho do pesquisador é fundamental.

Referências

Brasil, Luiz & Ritto. Estratégia

e design nas organizações,

Artigo, captado de http://www.portalqualidade .com/repositorio,em

27/01/2004.

Orssatto,Carlos H. , “A formulaçao das estratégias da empresa em um ambiente de aglomeração industrial”, Florianópolis, universidade federal de santa Catarina, abril 2002.

Fontenele,Gustavo sabóia,Azevedo,carvalho & silva,”teoria dos jogos e Michael porter- convergências teóricas, diferenças e aplicações à administração estratégica”. Caderno de pesquisas em administraçao, são Paulo, v.09, n°3, julho/setembro 2002, captado dehttp://grumari.unicarioca.e du.br/~almir/disc_est.htm em 02/02/2004

Oliveira, Djalma de Pinho Rebouças, “planejamento estratégico conceitos, metodologia, práticas.”, São Paulo/SP, Ed. Atlas, 2001

Baxter, Mike, “projeto de produto, guia pratico para o desenvolvimento de novos produtos”, São Paulo/SP , Ed. Edgar Blücher, 1998

O que é Usabilidade?

Testes de Usabilidade

Danielle Brunini

Quando aprendemos a dirigir, nosso conhecimento não fica preso a um modelo de carro específico: salvo raras exceções, somos capazes de

dirigir qualquer outro modelo. Porém, quantos de nós sabem programar videocassetes sem olhar para o manual ou conhecem todas as opções do telefone da empresa? Quando

o assunto é aprendizagem,

efetividade e adequação às características e capacidades físicas, cognitivas e emocionais dos usuários, estamos falando de questões de usabilidade.

A disciplina Usabilidade faz

parte da área do Design da Informação e apesar do atual súbito interesse sobre esse campo, há mais de 50 anos os ergonomistas vêm estudando os aspectos cognitivos do uso de produtos/serviços.

Fatores que definem algo como usável

A maneira mais comum de

saber se um produto/serviço é ou não usável é através de testes. Dentre os vários tipos e autores de testes que existem, podemos chegar a uma compilação de fatores que

serve para explicitar o conceito de usabilidade e definir seu

escopo:

Fácil aprendizagem

Com que rapidez um novato começa a usar o produto?

Com que rapidez um novato se

torna um iniciante avançado e mais tarde um usuário

competente?

Quanto de treino é preciso para ele chegar a cada estágio

desses?

Flexibilidade

Que tipos de erros (grandes,

medianos ou pequenos) são feitos pelos usuários em cada estágio?

Quantos erros eles o cometem repetidamente?

Quantas vezes os usuários não fazemo que queriam fazer porque entenderam mal o produto/serviço?

Quanto tempo eles levam para identificar o erro?

Quantos usuários conseguem identificar uma solução para o erro?

Quanto tempo eles levam para recuperarem-se de seu erro?

Facilidade de Uso

Quão fácil de usar é este produto/serviço?

Por quantas tarefas os usuários precisam passar em cada estágio do aprendizado?

Quanta informação prévia os usuários precisam para executar a tarefa?

Quão fácil é para um grupo de usuários utilizá-lo?

Velocidade de Uso

Quanto tempo os usuários levam para realizar uma série de tarefas?

Retenção x tempo

Quanto da interface o usuário consegue se lembrar depois de algum período de tempo?

Com que esforço o usuário pode reaprender o que esqueceu depois de um tempo?

Satisfação Subjetiva

Que tipo de experiência o produto/serviço proporciona aos usuários?

Quais foram os custos humanos aceitáveis, em termos de fadiga, stress, frustração, desconforto e satisfação?

Os Tipos de Testes

Testes de Usabilidade

Danielle Brunini

Os tipos de testes

Testes de usabilidade podem ser conduzidos em vários estágios do projeto. Existe uma variedade de tipos de testes de usabilidade que podem ser feitos. As metodologias podem ser divididas em duas grandes categorias: aquelas que coletam dados do usuário e aquelas que podem ser aplicadas sem a presença dos usuários, utilizando apenas especialistas na área, por exemplo. Dentre os mais comuns estão:

Cognitive Walkthrough:

uma abordagem que avalia o produto/serviço baseando-se na análise de ações que o

usuário precisa fazer para usar

o produto/serviço ou realizar uma tarefa.

Focus Groups: reúne um grupo de usuários para obter seus comentários, primeiras

reações em relação ao design,

e para discutir suas

preferências. Focus Groups podem ser úteis para aumentar o número de informações que podem não ter surgido durante entrevistas.

GOMS: é uma família de técnicas para modelar e descrever a performance de

Sala de observação de usuários

Este tipo de aparato pode ser usada no método de User Testing, por exemplo. Câmeras e cronômetros controlam a experiência dos usuários.

e cronômetros controlam a experiência dos usuários. acrônimo para Goals, Operators, Methods e Selection Rules.

acrônimo para Goals, Operators, Methods e Selection Rules.

Prototyping: envolve representação de desenvolvimento de um sistema para propósito de testes e pode envolver desde simples sketches até sistemas com completo funcionamento.

Task Analysis: avalia como o usuário final realmente utiliza o produto/serviço. Um analista determina objetivos e tarefas e, então, faz recomendações para aumentar a eficiência e fazer uma interface mais amigável.

Usability Inspection: revê um sistema baseando-se em guidelines de usabilidade. Experts, familiarizados com os assuntos de usabilidade, realizam uma inspeção de usabilidade.

User Testing: observa usuários interagindo com o produto/serviço. É pedido para os usuários que realizem certas tarefas, enquanto os especialistas os observam e tomam notas de suas ações.

Contextual Inquiry: uma técnica de pesquisa interpretativa usada para reunir e entender as necessidades dos usuários. Os dados podem ser conseguidos através de conversas com os usuários (atuais e em potencial) no contexto de seus dia-a-dias.

Comparison test: usuários comparam seu produto/serviço com o do concorrente ou com um projeto de design realizado (pelo próprio cliente) previamente.

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Métodos de Pesquisa

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Testes de Usabilidade

Danielle Brunini

Vantagens do Método

Note que não é condição determinante utilizar apenas um dos testes para cada projeto. Caso os resultados não sejam satisfatórios, mais de um deles podem ser utilizados. Os testes possuem características e propósitos específicos. Cabe ao designer entender qual o mais adequado a seu projeto.

Vantagens do método

Fazer projetos mais usáveis, definitivamente, toma mais tempo e esforço. No entanto, esse custo extra geralmente vale a pena, pois os ganhos financeiros são maiores A Usabilidade tem impacto direto com a qualidade. Produtos/serviços altamente usáveis criam usuários satisfeitos. Maior qualidade e clientes satisfeitos trazem inúmeros benefícios aos negócios e favorecem frente à concorrência. Cada vez mais, a usabilidade não é vista mais como questão de “luxo”, mas como plano básico estratégico ante à competição.

Os ganhos com uma pesquisa em usabilidade são vistos tipicamente nos seguintes fatores:

aumento da produtividade;

aumento das vendas;

aumento na satisfação dos clientes;

menor margem de erro na execução dos projetos;

diminuição no gasto de tempo e de custos (devido à prevenção de redesigns);

Diminuição de custos com manutenção e suporte.

Tradicionalmente a preocupação com a usabilidade só ocorre no final do ciclo de design, durante a avaliação do produto já finalizado. O objetivo do mercado não é a rapidez com que o produto/serviço chega ao consumidor, mas sim o dinheiro que traz, mais importante ainda, o tempo com que ele recobre os custos de desenvolvimento e começa

a gerar lucro. Testes de

Usabilidade são ferramentas que auxiliam o empresariado

a atingir este objetivo.

Que cuidados tomar na realização dos testes

Decida o propósito e o público alvo do

produto/serviço;

Procure diversificar ao máximo os tipos de

participantes, respeitando, claro, o público alvo já

acertado;

Não se esqueça de se

certificar com os participantes sobre seu nível de conhecimento sobre o

produto/serviço;

Procure envolver-se o menos possível nas respostas e/ou nas experiências;

Apresente instruções claras e objetivas aos participantes.

Notas finais

Os usuários e clientes estão cada vez mais exigentes. Quando a tecnologia chega ao ponto de satisfazer as necessidades básicas dos clientes, melhoras puramente tecnológicas perdem seu glamour. Cada vez mais, os clientes procuram facilidade

Notas Finais

Testes de Usabilidade

Danielle Brunini

de uso, eficiência, confiabilidade, preços baixos e conveniência. Eles precisam de tecnologias que simplifiquem suas vidas, e não que as compliquem.

Tem-se, então, a recomendação de que a usabilidade deve estar presente em pelo menos um dos estágios de desenvolvimento de um projeto de design. “O modo mais óbvio de obter informações sobre as atividades da tarefa relacionadas com as comunicações e interações das pessoas com os sistemas é observá-las ao realizar tomadas de informação, acionamentos, deslocamentos, comunicações e perguntar como e porque o fazem” (Ergodesign_Usabilidade,

2003).

Referências

Sites visitados em março de

2003:

Http://www.usabilidade.com/ar

tigo.asp?id=2http://www.same

erchavan.com/usability.htmh

Http://www.grc.nasa.gov/WW

W/usability/usabilitycss.html

Http://geocities.yahoo.com.br/

ergodesign_usabilidade/usabili

d.htm

http://www.usability.uk.com/b

enefits.htm

http://www.userdesign.com/us

ability_faq.html

Dinamização

Destaque

Danilo Fülber

Imagem 1

Texto com aplicação do método

Quando o designer analisa, deve ter um profundo conhecimento sobre os dados coletados, bem como o processo investigativo de pesquisa, uma vez que nessa etapa, cabe a ele dar o passo de conclusão.

A familiaridade com o assunto permite ao designer determinar quais são os pontos chaves sobre o trabalho das pesquisas realizadas, e desse modo, tem a capacidade de destrinxar as informações, atribuindo a elas uma espécie de hierarquia de

importância, através do uso adequado de um conjunto de ferramentas para o destacamento desses pontos.

Esse método de destaque, deve trabalhar paralelamente aos demais métodos de análise de dados, pois em conjunto, ele agiliza a assimilação, e dinamiza a leitura de grandes textos e inúmeras fontes de informação.

Nos últimos dias vovó não estava se sentindo muito bem.

Na quinta-feira ela teve que ser hospitalizada, pois sentia falta de ar, quase não conseguindo respirar. Ficamos todos preocupados, já temendo o pior. Na sexta-feira o médico nos avisou que a situação não era muito boa, o que se confirmou no sábado de manhã. Depois de uma crise, vovó faleceu um pouco antes do meio dia. Depois dos procedimentos legais, foi contratada uma agência funerária que tomou todas as providências necessárias para o sepultamento. O corpo foi trasladado diretamente para a capela, onde está sendo velado, na mesma capela onde ocorreu o velório de vovô. Todos os parentes estão

sendo informados do

às

sepultamento ,

que deverá ocorrer

17h 30min,

no

Cemitério da Santa Casa.

Metodologia do Design - Ddesign - UFPE - 2003.2

Métodos de Análise

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"Se você precisa de muitas palavras para dizer o que pensa, pense mais um pouco."

-Dennis Roch

Destaque

Danilo Fülber

Aplicações

A boa comunicação

Quando se destaca determinados pedaços de um texto, se desloca a atenção do leitor para aqueles pedaços específicos, e devido a isso é preciso ter uma grande noção sobre quais são os pontos a que se deseja chamar a atenção.

Geralmente os alvos de destaque são as idéias centrais daquele texto, para o caso de uma leitura informativa rápida, em outros casos, pode-se destacar citações de terceiros, ou até mesmo algum bloco de texto de um outro autor.

É importante lembrar que

para uma tarefa de análise, o texto não deve ser maçante, é preciso preservar o leitor do desgaste de uma leitura difícil.

O texto se torna mais fácil de ler se for dividido em colunas, sem grandes blocos, pois o leitor precisa de uma margem de descanço para seus olhos e mente, para uma melhor compreensão da mensagem a ser transmitida.

Sublinhar

É o método mais utilizado

devido a sua aplicação prática,

e de uso mais simples, pois

basta ter um lápis à mão. Em grandes blocos de texto, é usado para destacar pedaços de frases, que juntas compoem um resumo da mensagem.

Não sublinhe mais do que

duas linhas inteiras, porque se

o fizer, pode causar ao leitor uma confusão mental.

Alguns documentos tem hiperlinks sublinhados, nesse caso, o texto normal

destacado deve seguir algum outro método.

Itálico

Grandes blocos de texto em ttálico devem ser evitados, porque causam um desalinhamento no texto, dificultando a leitura.

A utilização mais comum do

método é em citações, e algumas vezes em palavras soltas, mas nesse segundo caso, não gera muito destaque.

CAIXA ALTA

Escrever uma frase inteira em letras maiúsculas é desapropriado, pois passa ao leitor a sensação de que as palavras estão sendo gritadas, o que gera desconforto.

O método é melhor

utilizado em títulos do que em corpos de texto propriamente, ou para destacar nomes e lugares.

Negrito

Um dos métodos mais utilizados, o negrito não é usado para destacar frases inteiras, ao invéz disso, ele destaca palavras separadas, que compõem o foco de pesquisa, ou a idéia central do texto.

Cores
Cores

A utilização de cores para

destacar o texto deve ser feita com cautela, caso contrário, o torna desagradável para a leitura.

Não se deve aplicar diversas cores, apenas um

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Métodos de Análise

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Destaque

Danilo Fülber

Considerações

número limitado. O Uso correto é para a divisão de pensamentos dentro de um mesmo texto, separando-o de acordo com o assunto relacionado.

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Mesmo marcar uma página pode ser um método valioso. Nesse caso, uma padronização na marcação das páginas é necessária. Pode-se usar um sistema de cores, ou numérico, ou o que preferir, o importante é sistematizar a marcação.

Ultimas palavras

A utilização do método apresenta resultado para um estudo prático e facilitado, permitindo ao leitor poupar tempo e energia, maximizando os resultados de análise.

Quando a análise é feita sobre uma fonte de pesquisa pública, no entanto, deve-se estar atento às boas maneiras, e evitar riscar, ou prejudicar de alguma forma a leitura posterior

Faça uma cópia do texto e risque-o à vontade, mas nunca no original, preservando assim o patrimônio público.

Referências

http://iscte.pt/Marketing/web design/fundo, texto e cores.htm

http://www.ufrgs.br/propesq/

SIC_2003.ppt

www.design_grafico.blogger.c

om.br/PortifolioDG_Wesley.pdf

MARCONI, M. de ª, LAKATOS, E.M. Técnicas de pesquisa. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1990.

Métodos de Análise

Problema das pontes de Konigsberg

Será possível a um cidadão sair de sua casa, passar por cada uma das 7 pontes apenas uma e uma só vez e retornar a sua casa?

Redes relacionais

Luiz Henrique costa

Redes, grafos e projetos

Introdução.

Da parte ao todo. Compreender a relação entre os agentes atuantes em um sistema é primordial para garantir o funcionamento apropriado deste, seja um produto,negocio, software ou material gráfico. Conseguir representar graficamente estas relações é um recurso eficiente para analisar adequadamente estas relações. Uma das formas para esta representação é a construção de redes relacionais, com estas redes é possível avaliar o comportamento de sistemas, seus pontos de maior importância, sua complexidade e identificar falhas e brechas para o aprimoramento deste sistema.

Construção As redes relacionais são construídas com base na teoria dos grafos e alguns de seus conceitos. A primeira referencia a esta teoria foi feita por Euler em 1735 sobre o problema das pontes de Koningsberg. O conhecimento desta teoria é importantíssimo, portanto, apresentaremos os seus conceitos principais antes de tratarmos objetivamente da construção das redes.

antes de tratarmos objetivamente da construção das redes. Teoria dos Grafos. O que é um grafo?

Teoria dos Grafos.

O

que é um grafo?

É

uma noção simples, abstrata

e

intuitiva, utilizada para

representar a idéia de alguma espécie de relação entre “objetos'. Um grafo geralmenteé representado através de um conjunto de vértices (ou nós) que significam os “objetos” e um conjunto de pares ordenados de vértices (arestas) configurando a relação imaginada. Alguns conceitos básicos da teoria dos grafos são de grande relevância para o processo de construção e analise das redes relacionais:

Dígrafo- um grafo torna-se um dígrafo quando o sentido das relações é considerado, neste caso a aresta direcionada é chamada arco.

Redes ou Networks- uma rede é um grafo direcionado (dígrafo) no qual valores são associados

aos vértices ou arcos. Estes valores podem representar custos, distancias, demandas, tempo, transito,

etc

.

Grafos planares- diz-se que um grafo é planar se for possível dispor seus vértices de forma que não haja cruzamento entre as arestas.

Percurso,Ciclo e circuito- o caminho entre dois vértices através das arestas é denominado percurso, caso os vértices sejam

Metodologia do Design - Ddesign - UFPE - 2003.2

Métodos de análise

1
1

Como monta uma rede?

Redes relacionais

Luiz Henrique costa

Teoria dos grafos.

Exemplos graficos para os conceitos apresentados.

coincidentes forma-se um ciclo. Se o grafo for orientado (dígrafo) o ciclo é chamado de circuito.

Grafo completo (clique)- clique é um grafo ou parte de um grafo estruturado de forma que o caminho mais curto entre quaisquer dois vértices é uma aresta que os interliga.

O bom entendimento destes conceitos fornecera as ferramentas necessarias para representar e compreender bem as redes construídas.

Montagem das redes Construir uma rede relacional nada mais é do que representar o funcionamento de um sistema através de suas partes e suas relações.as etapas para esta construção

estão relacionadas aos dois elementos que compõem as redes(vértices/elementos e arestas/relações) e sua representação.

O primeiro passo na construção de uma rede é a identificação de seus vértices, ou seja, a determinação de cada elemento atuante do sistema. Para facilitar esta identificação pode ser feito o uso de uma lista ordenada destes elementos.

Em seguida as relações entre estes elementos serão estabelecidas. O método mais eficiente para isto é organizar os elementos que possuem relação dois a dois.

Uma vez definidos os elementos e suas relações, chega-se à etapa de figuração ou representação gráfica.

Grafo Dígrafo Circuito 5 1 6 8 7 10 0 4 5 2 10 8

Grafo

Grafo Dígrafo Circuito 5 1 6 8 7 10 0 4 5 2 10 8 início
Grafo Dígrafo Circuito 5 1 6 8 7 10 0 4 5 2 10 8 início

Dígrafo

Grafo Dígrafo Circuito 5 1 6 8 7 10 0 4 5 2 10 8 início

Circuito

Grafo Dígrafo Circuito 5 1 6 8 7 10 0 4 5 2 10 8 início
5 1 6 8 7 10 0 4 5 2 10 8 início 0 2
5
1
6
8
7
10
0
4 5
2
10
8
início
0 2
5
7
9
8
2
0
15
3
10
3
fim

Grafo

Grafo

Rede ou

completo

planar

network