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A Gestão de Veículos com foco no controle ambiental: aplicação de ferramentas para redução do consumo de combustível com consequente queda da emissão de gases dos veículos da empresa TCA.

Resumo

Leandro Soares Barbosa¹ Cintya Amorim²

O consumo de combustíveis fósseis em automóveis, indústrias e na produção de eletricidade tem sido um dos principais agravantes à concentração de gases poluentes na atmosfera. Apesar da busca por novas tecnologias “limpas” a queima desses materiais com consequente lançamento de gases residuais ainda favorece o aumento da poluição atmosférica e, possivelmente, do efeito estufa. Assim como desencadeia e agrava doenças respiratórias na população humana, caracterizando- se também como um sério problema de saúde pública. Na busca por melhorias ambientais a TCA (Tecnologia em Controle Ambiental Ltda.) iniciou em 2011 a gestão de seus veículos por meio de um sistema de rastreamento via satélite. A iniciativa busca diminuir o consumo de combustível e assim reduzir também a emissão de poluentes veiculares.

Palavras-chave: Gestão de veículos. Controle Ambiental. Ferramentas de redução.

Emissões de gases.

¹ Pós Graduando em Gestão da Qualidade Integrada ao Meio Ambiente pela PUC Betim ² Mestranda em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina

1.

INTRODUÇÃO

O constante aumento no tamanho da frota de veículos mundiais tem, cada vez mais, contribuído diretamente para o aumento da temperatura da Terra. Esse fenômeno se dá devido ao crescimento, concomitante à frota, da emissão de gases poluentes oriundos dos automóveis. Apesar da crescente preocupação das empresas automobilísticas em diminuir a produção e emissão desses gases, a questão ainda mantém-se grave.

Em seu Boletim anual sobre os Gases de Efeito Estufa, a Organização Meteorológica Mundial, um órgão da ONU, informou que a concentração dos três principais gases de efeito estufa que causam o aquecimento global (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) chegou, nesse ano, a um nível recorde. O dióxido de carbono, responsável por 80 por cento do efeito do aquecimento global ao longo das últimas duas décadas, tem aumentado rapidamente com o uso de combustíveis fósseis (dentre esses, inclui-se o petróleo).

Estudos indicam que o aumento da concentração desses gases na atmosfera levará a profundas mudanças no clima de todo o planeta, tornando-o cada vez mais imprevisível. Cientistas da ONU afirmaram que o século atual ainda terá ondas de calor mais intensas, secas, inundações e tempestades maiores por causa do aquecimento global e insistiram que os países elaborem planos de gestão de desastres por causa da ameaça do aquecimento global.

Tendo em vista o cenário atual e futuro, organizações públicas e privadas vêm criando mecanismos de gestão ambiental na tentativa de contribuir para a redução dos poluentes emitidos para a atmosfera, dentre eles os oriundos de veículos automotores. O impacto discernível, mais claro, de uma decisão política foi a diminuição nos clorofluorcarbonetos, ou CFCs, os quais foram banidos devido a destruição causada por esses na camada de ozônio. Além disso, novas tecnologias capazes de fornecer fontes limpas de energia estão sendo estudadas a todo o momento, e em todo o mundo.

Apostando no viés conservacionista a TCA (Tecnologia em Controle Ambiental Ltda.), empresa do ramo de Consultoria Ambiental do município de Betim-MG, implementou em 2011 a gestão da sua frota de veículos a partir do rastreamento via satélite. Esse processo permite o monitoramento de parâmetros diretamente ligados ao consumo de combustível e consequente emissão de poluentes para a atmosfera, tais como distância percorrida (Km), velocidade mínima, máxima e média desenvolvida (Km/h).

A partir dos dados coletados, pretende-se realizar um estudo que demonstre a possível queda no consumo de combustível, devido a um uso mais eficiente do veículo em questão. O controle de velocidade, possível devido ao rastreamento, atrelado a uma melhor conscientização do profissional, proporciona um uso mais eficiente e econômico do veículo e, consequentemente, diminui a emissão de gases poluidores.

A partir disso, o presente estudo tem como objetivos demonstrar a ocorrência, no período analisado, de possível diminuição no consumo de combustível, bem como elaborar históricos dos veículos monitorados para futuramente traçar metas de redução do consumo de combustível e emissões atmosféricas dos veículos.

2.

REFERENCIAL TEÓRICO

A utilização das diversas formas de energia, com destaque às fontes fósseis, pelo homem tem sido uma das principais causas de danos ao meio ambiente. Os combustíveis fósseis são amplamente utilizados para diversos fins energéticos, como geração de energia elétrica, no transporte e também na indústria. Apesar do uso crescente de outras fontes energéticas, os combustíveis fósseis ainda são as principais fontes utilizadas em todo o mundo, especialmente como combustíveis para os meios de transporte. (MENDES, 2004).

Segundo Calvário (2008) a queima de combustíveis fósseis para a produção de energia (eletricidade, indústria e transportes) é a principal causa

apontada para o aquecimento global e as alterações climáticas. Em média, cerca de 75% das emissões de CO 2 nos últimos 20 anos resultaram da combustão de combustíveis fósseis. O relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, 2004) indica que as emissões globais anuais de CO 2 aumentarão 60% até 2030 se não houver mudanças significativas nas políticas energéticas.

Atualmente, o setor dos transportes é responsável por 21% das emissões globais de gases de efeito de estufa (GEE), e as projeções não são animadoras: a procura internacional por transporte de mercadorias pode triplicar até 2050 e aumentar 131% no transporte de passageiros. Ao mesmo tempo, as emissões no setor aumentarão 125%. O consumo final de energia no setor é de 31% hoje e deverá aumentar 20% na próxima década (CALVÁRIO, 2008).

A poluição do ar pode ser definida como a "alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas normais da atmosfera que possa causar danos reais ou potenciais à saúde humana, à flora, à fauna, aos ecossistemas em geral, aos materiais e à propriedade, ou prejudicar o pleno uso e gozo da propriedade ou afetar as atividades normais da população ou o seu bem estar". (HASEGAWA, 2001).

"Entende-se como poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que tornem ou possam tornar o ar: impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde; inconveniente ao bem-estar público; danoso aos materiais, à fauna e flora; prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e as atividades normais da comunidade". (BRASIL, 1990).

Segundo Houghton (2004) o efeito estufa é um processo que acontece quando uma parte da radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera, fazendo com que o calor fique retido, não sendo liberado para o espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância, no entanto, o que se pode tornar catastrófico é que esse processo se agrave, desestabilizando o equilíbrio energético no planeta e originando um fenômeno conhecido como aquecimento global.

Os centros urbanos concentram as principais vias de tráfego e os maiores

fluxos de veículos de uma região. É nesses locais onde ocorrem os grandes congestionamentos que contribuem ainda mais para o aumento da emissão de poluentes do ar. Segundo o Inventário de Fontes Emissoras de Poluentes Atmosféricos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (Feema, 2004), verificou-se que as fontes móveis são responsáveis por 77% do total de poluentes emitidos para

a atmosfera, enquanto as fontes fixas contribuem com 22%. (INEA RJ, 2011).

Segundo Mendes (2004), a expansão das frotas circulantes, associadas às características tecnológicas dos veículos mais antigos e dos combustíveis então em uso, além das deficientes políticas públicas de transporte em massa e mesmo os incentivos à produção e consumo de veículos acabou por acarretar uma elevação preocupante dos níveis de emissões automotivas. Este foi e continua sendo um problema apresentado não somente no Brasil, mas em todo o mundo, como mostra

a Tabela 1.

Tabela 1 Poluição Atmosféricas em algumas cidades do mundo, 1995 [µg/m³]

Particulados em

suspensão

Dióxido de Nitrogênio

Pais

Dióxido de Enxofre

Frankfurt Tóquio Cidade do Cabo Nova York Mumbai, Índia São Paulo Xangai Moscou Jacarta, Indonésia

11

36

45

18

49

68

21

-

72

26

-

79

33

240

39

43

86

83

53

246

73

109

100

-

-

271

-

Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators 2000 (Washington, DC 2000), 162-64

De acordo com a União Européia (European Commission, 2002), o tráfego rodoviário foi responsável por 63% do Monóxido de Carbono (CO), 39% dos Hidrocarbonetos (HC), 47% dos Óxidos de Nitrogênio (NOx) e 29% do Dióxido de carbono (CO 2 ) lançados na atmosfera. Medidas como a inovação tecnológica dos veículos e o uso de combustíveis mais limpos têm contribuído para uma significativa redução das emissões veiculares por quilômetro viajado.

Esse quadro confirma a condição dos veículos automotores rodoviários como grandes fontes emissoras de poluentes atmosféricos. Dentre estes estão incluídos

os chamados gases de efeito estufa (GEE) como CO 2 (dióxido de carbono), CH 4 (metano) e NO X (óxido nitroso) que são os principais vilões do efeito estufa e consequentemente do aquecimento global. (BRASIL, 2011).

Além de um problema ambiental, o aumento da emissão de gases poluentes é um forte agravante de más condições de saúde pública. Há evidências de que o dióxido de enxofre agrava as doenças respiratórias pré-existentes e contribui para seu aparecimento. O dióxido de nitrogênio pode dar origem às nitrosaminas, algumas das quais podem ser carcinogênicas. Também é um poderoso irritante, podendo causar sintomas semelhantes aos do enfisema. Os efeitos da exposição ao monóxido de carbono estão associados à diminuição da capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue. Foi demonstrado, experimentalmente, que a pessoa exposta ao monóxido de carbono pode ter diminuídos seus reflexos e acuidade visual e sua capacidade de estimar intervalos de tempo. Altos índices do poluente em áreas de fluxo intenso de veículos têm sido apontados como causa adicional de acidentes de trânsito. (INEA RJ, 2011).

Neste contexto, a redução das emissões atmosféricas é de essencial importância para a melhoria do ambiente circundante e, consequentemente da qualidade de vida dos habitantes. Esse retorno à boas condições pode ser alcançado mediante a implantação de medidas que modifiquem o padrão de utilização dos automóveis, quer seja pela redução do uso do mesmo, quer seja pela redução dos eventos que produzem altas taxas de emissões, como acelerações continuadas. O Clean Air Act de 1990, editado nos EUA (Cambridge Systematics, 2001) define que as medidas de controle de transporte (MCT) são aquelas que promovem a redução das emissões dos veículos, entre outros benefícios, com base na modificação do padrão de utilização dos automóveis.

Segundo Papacostas e Prevedouros (2001), até a década de 60 as decisões tomadas no setor público relacionadas a projetos de transporte eram geralmente baseadas na avaliação de capital e custos de operação das facilidades de transporte, frente às melhorias diretas esperadas nos níveis de serviço e tempos de viagem experimentados pelos usuários. A partir de então, indicadores como redução

do consumo de combustível e de emissões tornaram-se variáveis importantes nas tomadas de decisão relacionadas a novos projetos de transporte.

3.

ESTUDO DE CASO

3.1.

Pesquisa:

Levantamento de dados através do sistema on-line da GolSat, no período de fevereiro a setembro de 2011, de: dois veículos Uno Mille Way Economy 1.0 modelo 2010/2011 e dois veículos Kombi modelo 2010/2011;

Levantamento do consumo de combustível através dos recibos gerados em cada abastecimento dos veículos;

Análises dos parâmetros: velocidade média, quilômetros percorridos no mês, consumo mensal de combustível e consumo de combustível por quilômetro;

Após o levantamento de dados, os mesmos foram compilados e analisados via correlação através de tabelas e gráficos para melhor visualização e análise dos resultados obtidos.

3.2. Caracterização da empresa

Fundada em 2001, a TCA – Tecnologia em Controle Ambiental Ltda – tem sede em Betim (MG), cidade da região metropolitana de Belo Horizonte reconhecida nacionalmente pelo pólo industrial de destaque, composto pela Refinaria Gabriel Passos, pela Fiat Automóveis e empresas satélites. A localização estratégica faz com que a TCA seja uma prestadora de serviços de referência para diversos segmentos da economia. Em processo de certificação em ISO 9001, 14001 e

acreditação na ISO 17.025, a empresa oferece serviços na área de assessoria, consultoria e treinamento ambiental.

3.3. Análise do estudo de caso: Resultados e discussões

Os dados analisados demonstraram uma tendência à queda no consumo de combustível. Quando correlacionados os dados de velocidade média, quilometragem percorrida e consumo, observou-se períodos de redução no consumo de combustível assim como de aumentos subseqüentes (Tabelas 2, 3, 4 e 5). Os meses destacados nas tabelas supracitadas apresentaram maior redução no consumo de combustível por quilômetro, porém em períodos diferentes para cada um dos veículos.

Ao comparar o consumo de combustível por quilômetro dos veículos Kombi (1

e 2), observa-se menor variação nos dados do primeiro veículo com relação ao segundo (ver Gráficos 1 e 2).

Com relação aos veículos Uno (1 e 2), o panorama é semelhante. No entanto, o segundo apresenta menor variação no consumo de combustível por quilômetro se comparado ao primeiro (ver Gráficos 3 e 4).

Espera-se que com a continuidade do projeto e maior conscientização dos

profissionais associados, proporcione um uso mais eficiente dos veículos, e atrelado

a isso se obtenha uma maior constância na redução do consumo de combustível.

Concomitante a isso, é esperado a diminuição da emissão de poluentes oriundos dos veículos para a atmosfera.

Tabela 2 Dados referentes ao monitoramento de veículos: Kombi 1

Período/2011

V.m

Km

Cons. (l)

Cons. Km (l/Km)

Fevereiro

32

818,8

98,07

0,120

(conclusão)

Período/2011

V.m

Km

Cons. (l)

Cons. Km (l/Km)

Março

31

1.087,9

123,93

0,114

Abril

29

1.375,3

153,71

0,112

Maio

31

1.107,5

95,75

0,086

Junho

32

1.131,2

96,79

0,086

Julho

28

635,3

65,8

0,104

Agosto

33

876,8

99,75

0,114

Setembro

32

696,8

71,26

0,102

V.m = Velocidade média, Km = Quilômetros percorridos, Cons. = Consumo mensal, Cons. Km = Consumo por quilômetro

Tabela 3 Dados referentes ao monitoramento de veículos: Kombi 2

Período/2011

V.m

Km

Cons. (l)

Cons. Km (l/Km)

Fevereiro

29

1.161,3

187,89

0,162

Março

31

1.051,5

104,53

0,099

Abril

28

1.087,4

152,88

0,141

Maio

31

1.106,6

117,10

0,106

Junho

31

1.166,9

143,61

0,123

Julho

31

1.157,6

111,35

0,096

Agosto

30

1.520,8

189,95

0,125

Setembro

30

1.395,5

114,57

0,082

V.m = Velocidade média, Km = Quilômetros percorridos, Cons. = Consumo mensal, Cons. Km = Consumo por quilômetro

Tabela 4 Dados referentes ao monitoramento de veículos: Uno 1

Período/2011

V.m

Km

Cons. (l)

Cons. Km (l/Km)

Fevereiro

39

680,9

71,27

0,105

Março

37

1.131,4

109,40

0,097

Abril

38

979,2

112,20

0,115

Maio

39

887,8

74,94

0,084

Junho

39

1.052,3

114,86

0,109

Julho

40

1.010,3

108,01

0,107

Agosto

36

1.501,8

99,34

0,066

Setembro

39

1.414,9

114,05

0,081

V.m = Velocidade média, Km = Quilômetros percorridos, Cons. = Consumo mensal, Cons. Km = Consumo por quilômetro

Tabela 5 Dados referentes ao monitoramento de veículos: Uno 2

Período/2011

V.m

Km

Cons. (l)

Cons. Km (l/Km)

Fevereiro

37

1.075,9

130,63

0,121

Março

38

1.826,0

154,14

0,084

Abril

39

1.466,4

138,80

0,095

Maio

42

1.464,1

117,39

0,080

Junho

37

1.267,9

103,18

0,081

Julho

36

1.415,6

109,90

0,078

Agosto

39

1.822,1

145,04

0,080

Setembro

38

1.365,6

108,07

0,079

V.m = Velocidade média, Km = Quilômetros percorridos, Cons. = Consumo mensal, Cons. Km = Consumo por quilômetro

Apesar de os dados analisados não apresentarem variações lineares concisas, a linha de tendência demonstra redução, conforme o esperado (Gráficos 1, 2, 3 e 4).

0,150 0,140 0,130 0,120 0,110 0,100 0,090 0,080 0,070 0,060 0,050 0,040 0,030 0,020 0,010
0,150
0,140
0,130
0,120
0,110
0,100
0,090
0,080
0,070
0,060
0,050
0,040
0,030
0,020
0,010
0,000
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
2011
Período (meses)
Litros por Km

Gráfico 1: Kombi 1 – Variação do consumo de combustível por Km no período avaliado Fonte: Dados da pesquisa

0,200 0,190 0,180 0,170 0,160 0,150 0,140 0,130 0,120 0,110 0,100 0,090 0,080 0,070 0,060
0,200
0,190
0,180
0,170
0,160
0,150
0,140
0,130
0,120
0,110
0,100
0,090
0,080
0,070
0,060
0,050
0,040
0,030
0,020
0,010
0,000
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
2011
Período (meses)
Litros por Km

Gráfico 2: Kombi 2 – Variação do consumo de combustível por Km no período avaliado Fonte: Dados da pesquisa

0,120 0,110 0,100 0,090 0,080 0,070 0,060 0,050 0,040 0,030 0,020 0,010 0,000 Fevereiro Março
0,120
0,110
0,100
0,090
0,080
0,070
0,060
0,050
0,040
0,030
0,020
0,010
0,000
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
2011
Período (meses)
Litros por Km

Gráfico 3: Uno 1 – Variação do consumo de combustível por Km no período avaliado Fonte: Dados da pesquisa

0,130 0,120 0,110 0,100 0,090 0,080 0,070 0,060 0,050 0,040 0,030 0,020 0,010 0,000 Fevereiro
0,130
0,120
0,110
0,100
0,090
0,080
0,070
0,060
0,050
0,040
0,030
0,020
0,010
0,000
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
2011
Período (meses)
Litros por Km

Gráfico 4: Uno 2 – Variação do consumo de combustível por Km no período avaliado Fonte: Dados da pesquisa

Acredita-se que os resultados obtidos sejam devido aos poucos dados analisados, referente a apenas oito meses de monitoramento. Espera-se que com a continuidade do gerenciamento dos veículos e, consequentemente, maior número de dados, seja demonstrado uma redução significativa do consumo de combustível, bem como das emissões de poluentes para a atmosfera.

4.

CONCLUSÃO

O trabalho acima representa uma apresentação parcial dos resultados obtidos até o momento, tendo em vista que o projeto de monitorização encontra-se ainda em desenvolvimento e fornecerá, com maior tempo de gerenciamento, mais dados que levarão a um resultado final mais completo.

Apesar do número reduzido de dados, devido ao curto tempo de gerenciamento dos veículos, é possível verificar uma tendência de redução no consumo de combustível.

Espera-se que com a conscientização dos motoristas quanto a práticas corretas de condução dos veículos, evitando acelerações bruscas, trocas erradas de marcha, entre outras ações que acarretem aumento no consumo de combustível, além de depreciação dos veículos, os objetivos deste trabalho sejam alcançados e o mesmo se torne referência não só para as intuições privadas, como públicas, e também para a população de um modo geral.

Abstract

The consumption of fossil fuels in cars, industries and production of electricity has been a major aggravating the concentration of greenhouse gases in the atmosphere. Despite the search for new "clean" technologies burning these materials with consequent release of waste gases still favors the increase of air pollution and, possibly, the greenhouse effect. Just as triggers and aggravates respiratory diseases in humans, characterized also as a serious public health problem. In the search for environmental improvements TCA (Tecnologia em Controle Ambiental Ltda.) Began in 2011 the management of their vehicles through a satellite tracking system. The initiative aims to reduce fuel consumption and thus also reduce the emission of vehicle pollutants.

Keywords: Management of vehicles. Environmental Control. Reduction tools. Vehicle gas emissions.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosférica por Veículos Automotores Rodoviários. Brasília: MMA, 2011. Disponível em:

<http://www.antt.gov.br/inventario/documentos/inventarionacional20110209.pdf>

Acesso em: 31 out. 2011.

BRASIL. Resolução CONAMA nº 003, de 28 de julho de 1990. Diário Oficial da União, Brasília, 22 agosto 1990.

CALVÁRIO, Rita. Porque não vão os biocombustíveis salvar o planeta. Disponível em:

<http://www.esquerda.net/virus/index.php?option=com_content&task=view&id=34&It

emid=262008> Acesso em: 21 nov. 2011.

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statistical pocketbook. Luxembourg: Office for Official Publications of the European Communities, 2002.

HOUGHTON, John. Global Warming: The Complete Briefing de John Houghton. 3 ed. Cambridge Press, 2004.

INSTITUTO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE DO RIO DE JANEIRO (INEA RJ). Qualidade do ar. Disponível em: < http://www.inea.rj.gov.br/fma/qualidade-ar.asp> Acesso em: 22 nov. 2011.

IQBAL, K. S., HASEGAWA, K. Inland transportation system planning by life- cycle impact assessment: a case study 2nd report: single comparison index. Journal of Marine Science and Technology, 2001.

MENDES, Francisco Eduardo. Avaliação de Programas de Controle de Poluição Atmosférica por Veículos Leves no Brasil. Rio de Janeiro, 2004.

PAPACOSTAS, C.S.; PREVEDOUROS, P.D. Transportation engineering and planning. 3.ed. Upper Saddle River, N.J: Prentice Hall, 2011.