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‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 96 Prof. Roberto Troncoso Aula 06 Da Organizagéo dos Poderes. Do Poder Judicidrio. Disposicées col ME eM el ed Justica. Dos Tribunais Regionais Federais e dos Juizes Federais. Dos SO oe ORL OR CIO ens roel BOER ee Roe eect oe I. DO PODER JUDICIARIO - DISPOSICGES GERAIS —— II, DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTICA (CN3)-——-—— IIT, DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) —--——— IV. DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA (ST3)———— VI. DOS TRIBUNAIS E JUiZES DO TRABALHO. VII. DOS TRIBUNAIS E JUIZES ELEITORAIS-—- VIII. DOS TRIBUNAIS E JUiZES DOS ESTADOS. IX, QUESTOES DA AULA X. GABARITO. XI. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA’— Ola futuros Técnicos do TJ/RJ! Prontos para o SEU salario de R$ 3,518.13 (nds sabemos que ¢ um Bouco mais do que isso rsrsrsrsrs) Na aula de hoje, estudaremos um assunto FUNDAMENTAL para a sua prova, afinal, 0 6rgdo no qual vocé iré trabalhar pertence a esse poder: o Poder Judiciario. Esse é um assunto bastante delicado para as aulas online, uma vez que a maioria das questées de prova cobra a literalidade da CF, sem muitas interpretagdes ou jurisprudéncia. Assim, vocé veré que os esquemas de hoje sero um pouco menos resumidos, com menos palavras-chave e mais transcrigdes do texto constitucional. Optei por fazer assim para que vocé ja va se acostumando com a letra da CF. Como sempre, faremos muitos exercicios da sua banca para que vocé treine muito e tenha uma viséo de todos os 4ngulos da matéria: seréo 102 questées comentadas! ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 1 CuK ‘BOs CONCURSOS TI/RD Aula 06 Prof. Roberto Trancose Comegaremos com a parte tedrica e os exercicios virgo na medida em que a matéria for explicada. Ao responder as questdes, leia todos os comentarios, pois foram feitas varias observacées além da mera resolucio da questéo. Na aula de hoje, teremos APENAS 68 paginas de contetido (teoria). O restante das paginas é dividido entre exercicios comentados, MUITOS esquemas e uma lista com as questées da aula. Dessa forma, apesar de o numero de paginas ser elevado, a leitura do material é bastante rapida e agradavel! Vocé notaré que alguns esquemas e respostas foram exaustivamente repetidos nos comentarios das questées. Isso nao é por acaso! Sugiro que vocé os revise varias vezes, para internalizar o conhecimento. Caso tenham alguma duivida, mandem-na para o férum. Vamos ent&o a nossa aula! ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 2 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso I. DO PODER JUDICIARIO - DISPOSICGES GERAIS 1, CONSIDERAGOES GERAIS Meu caro Técnico do TJ/RJ, vocé deve se lembrar do principio da separacao dos poderes, previsto no art. 2° da Constituigdo. Vamos revisar: Art. 2° - S80 Poderes da Unio, independentes e harménicos entre si, 0 Legislative, o Executivo e 0 Judiciario. Esse principio é importantissimo porque evita que o poder fique todo nas mos de uma sé pessoa, evitando, assim, arbitrariedades e excessos. Além disso, tais poderes séo INDEPENDENTES e HARMONICOS entre si. Ainda relembrando: 0 Brasil é um Estado Democratico de direito, ou seja, 0 Estado brasileiro é governado pelo povo (democrético) e também tem que obedecer as leis (de direito). Pois bem, a independéncia do Poder Judicidrio é a base do Estado de Direito, uma vez que ele efetua o controle dos atos dos outros poderes e faz com que a Constituicéio seja efetivamente cumprida, tanto pelo Estado quanto pelos particulares. A nossa Constituigéo trouxe ainda uma série de direitos fundamentais ligados ao Poder Judiciario, como o Principio da unicidade de jurisdigao (art. 5° XXXV), 0 principio do juiz natural (art. 5° XXXVII), a duracdo razoavel do processo (art. 5°, LXXVIII), 0 Tribunal do Juiri (art. 5°, XXXVIII), a presuncao da inocéncia (art. 5°, LVII), dentre outros. 2. SISTEMAS DE JULGAMENTO DE CONFLITOS Observe que existem dois sistemas diferentes em relagéio a quem tem a competéncia para realizar o julgamento dos conflitos. O sistema inglés, adotado pelo Brasil, é 0 sistema que prevé a unicidade de jurisdicao. Dessa forma, somente o Poder Judiciario tem a capacidade de fazer a coisa julgada e os conflitos administrativos NAO podem ser julgados definitivamente nesse ambito. Observe bem que um particular pode exigir seus direitos em ambito administrativo, exercendo, por exemplo, seu direito de petigéo. No entanto, as decisdes proferidas pelo Estado em Ambito administrative poderéo ser reformadas pelo Poder Judiciario. Assim, somente o Judiciario faz coisa julgada. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 3 30 Oni ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso O outro sistema de resolugéo de conflitos é 0 sistema francés, também chamado de contencioso administrativo. Nesse modelo, existem duas jurisdigdes: a comum, feita pelo Poder Judicidrio e a administrativa, feita em Ambito administrativo. Nesse modelo, as decisées proferidas em 4mbito administrativo possuem forga de coisa julgada administrativa. Lembre-se: o modelo adotado pelo Brasil € o modelo inglés, onde somente 0 Judiciario faz coisa julgada. 3. FUNCGES DO PODER JUDICIARIO O Poder Judiciario, assim como os outros poderes, possui uma fungdo tipica e também fungées atipicas. A funcdo tipica do Judiciério é a funcdo jurisdicional, ou seja, de dizer e aplicar o direito as controvérsias a ele submetidas. Por outro lado, 0 Judicidrio exerce, como fungées atipicas, a fungéo administrativa, quando atua enquanto Administragéo Publica (quando administra seus bens, servigos e pessoal, realiza licitagdes etc.) e a funcdo legislativa, quando produz normas gerais obrigatérias aplicveis no seu Ambito (ex: quando elabora seus Regimentos Internos). Esquematizando: ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 4 30 30 © Dos concunsos Ta/Rd Aula 06 Prof. Roberto Troncoso PODER JUDICIARIO Observasies Gerais, © 0 Poder Judicidrio independente ¢ a base do Estado de Direito * Varios direitos fundamentais si - Principio da unicidade de jurisdigao (art, 5° XXXV) relacionados ao Poder Judieiério | - Prinefpio do Juiz Natural (art, $° XXXVI) - Tribunal do Fini (art. 5°, XXXVI) ~ Presuneao da inoeéneia (art. 5°, LVI) ~ Duragao razodvel do processo (art. 5 - Outros LXXVII) - Unicidade de jurisdiga0 - = Os contlitos administratives NAO podem ser julgados definitivamente em ambito administrativo. © Sistema - Inglés { + Adotado pelo Brasil - Francés ou contencioso administrativo: [14 coisa julgada administrativa * Fungdes do (- Tipica (- Fungo jurisdicional (ou de julgamento) Indiciério = Dizer e aplicar 0 Direito as controvérsias a ele submetidas fa: Quando administra seus bens, servigos ¢ pessoal, realiza licitagdes ete, ~ Atipica { -Administrati Quando produz normas gerais, aplicdveis no seu amnbito - Ex: Regimentos Interuos dos Tribunais, (equiparanrse as Leis Ordinérias) ~ Legislativa { www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 5 ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso 4, ESTRUTURA DO PODER JUDICIARIO O art. 92 da Constituicgéo Federal estabelece quais séo os drgéos do Poder Judicidrio, Observe: Art. 92, Sao érados do Poder Judiciario: 1-0 Supremo Tribunal Federal; 1-4 0 Conselho Nacional de Justica; IT - 0 Superior Tribunal de Justica; III - os Tribunais Regionais Federais e Juizes Federais; IV - os Tribunais e Juizes do Trabalho; V - os Tribunais e Juizes Eleitorais; VI - os Tribunais e Juizes Militares; VII - os Tribunais e Juizes dos Estados e do Distrito Federal e Territérios. Antes de explicar como funciona a estrutura do Judicidtio, observe-a atentamente e depois, na medida em que eu for explicando, retorne ao quadro a seguir e visualize bem onde esta cada érgao. Soper Tit! de | waunatseedor (“| etn super do |soptarennal tar. Tustga-S1) Elatoral -13E Trabalho su Tena de tustca | Tribunal Regions | "agains | | “Eaadul™ nest Feder otorl e Jule Estadual, do Iefres e untas Dre Teritérioe bis Foters ‘detoraie ~ Além desses drgaos, também. integra o Poder Judieirio o Conselho Nacional de Justiga - CNJ, que nao possui competéncias jurisdicionais. Iuiesaiares No topo do Poder Judicidrio, esté o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é 0 “Guardiao da Constituigaéo” e é ele quem possui a Ultima palavra no que se refere a interpretaco constitucional. (volte agora e localize 0 STF no organograma). www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 6 ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncose Logo abaixo do STF, esto os quatro Tribunais Superiores: Superior Tribunal de Justiga (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Superior Tribunal Militar (STM). (volte agora e localize os Tribunais Superiores no organograma). O Poder Judiciario, para fins didaticos, se divide em duas esferas: federal e estadual. A esfera federal possui competéncias expressamente enumeradas na Constituiggo, enquanto as competéncias da esfera estadual sao residuais. A esfera federal se subdivide ainda em justica comum, que julga as causas consideradas ordindrias, e justiga especializada, que julga as causas relativas & justica do trabalho, eleitoral e militar. Na esfera federal, existem os chamados Tribunais de Superposicdo. Esses Tribunais sd aqueles onde, embora nao pertencam a nenhuma justica, suas decisées se sobrepdem as decisées proferidas pelos érgaos feriores (tanto da justiga comum quanto da especializada). O Brasil possui dois tribunais de superposicéo: 0 STF, que julga questdes relativas & Constituiggo Federal, e 0 STJ, que julga questées relativas as leis, assegurando a uniformizacéo na interpretagéo da legislagéo federal. Importante lembrar que o STJ ndo realiza o controle abstrato de constitucionalidade, realizando somente o controle difuso. (volte agora a0 quadro e identifique os Tribunais de Superposicéo). Existem, além dos tribunais de superposicdio, os Tribunais de Convergéncia. Eles possuem esse nome porque as causas processadas pelos juizos inferiores convergem para esses Tribunais. Os tribunais de convergéncia brasileiros so os seguintes: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justicga (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Superior Tribunal Militar (STM). Observe que 0 STF e © STJ so, ao mesmo tempo, tribunais de convergéncia e de superposigao. (volte agora e observe como os juizos inferiores convergem para os juizos superiores: os juizes e tribunais eleitorais convergem para o TSE, os juizes e tribunais do trabalho convergem para o TST, e assim por diante). Passando agora para o degrau mais inferior do organograma (e pulando os Tribunais de 2° grau), estéo os jufzes de primeiro grau ou primeira instancia. Esses juizes sdo érgdos singulares (isso mesmo! Um juiz é um ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 7 30 ONT DOS CONCURSOS TI/RI Aula 08 Prof. Roberto Trancose ORGAO do Poder Judicidrio!) e julgam monocraticamente, ou seja, apenas uma pessoa julga. E nos julzes de primeiro grau onde comeca a grande maioria dos processos do judicidtio. Assim, existem os juizes estaduais de primeiro grau, os juizes federais de primeiro grau e assim por diante. (volte agora e identifique os julzes de primeiro grau). Logo acima dos juizes de primeiro grau, est&o os Tribunais de segundo grau ou segunda instancia. Esses Tribunais, situados imediatamente acima dos juizos singulares, funcionam como instancia recursal destes. Assim, caso alguém “ndo fique satisfeito” com a sentenca que o juiz de primeiro grau proferiu, ele pode recorrer ao tribunal de segunda instancia para que sua sentenga seja reapreciada por este. Além de funcionarem como instancia recursal, os tribunais também possuem competéncias originarias, ou seja, existem alguns tipos de processo que ja se iniciam no ambito do tribunal, jamais passando pelo juiz singular. Portanto, os Tribunais possuem competéncias origindrias e recursais. (Volte agora e observe os tribunais de segundo grau). Uma informag&io que vocé deve sempre ter em mente é que, diferentemente dos juizos singulares, onde apenas uma pessoa julga, todos os tribunais sio 6rgdos colegiados, ou seja, existem varias pessoas julgando de maneira conjunta. Os membros dos tribunais possuem nomes diferentes, a depender do tribunal que atuam. Os julgadores dos Tribunais de Justiga Estaduais, por exemplo, séo chamados de desembargadores. Os desembargadores s&o “juizes que foram promovidos” a membros dos Tribunais de Justiga. Ja os membros dos Tribunais Superiores e do STF séo, em regra, chamados de Ministros. Por exemplo, um membro do STJ se chama Ministro do STJ, enquanto um membro do STF se chama Ministro do STF. Voltando a estrutura do Poder Judiciario, existe ainda o Conselho Nacional de Justiga (CNJ). Esse drg&o nao esta integrando o organograma acima porque ele nao possui fungdo jurisdicional, ou seja, o CNJ nao pode julgar causas no Judicidrio (n&0 pode dizer o direito), sendo um 6rg&’o eminentemente administrativo. “Mas ent&o para que serve o CNJ?” Esse orgéo tem a incumbéncia de realizar 0 controle da atuacéo administrativa e financeira do Poder Judicidrio e do ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 8 ‘DOS CONCURSOS TH/RI cumprimento dos deveres funcionais dos juizes. Dessa forma, 0 CNJ é um 6rgéo de controle INTERNO do Poder Judiciério (e n&o de controle externo!). Lembre-se que 0 érgdo maximo do judicidrio brasileiro é 0 Supremo Tribunal Federal e que o CNJ néo tem nenhuma competéncia sobre o STF ou seus ministros. Além disso, 0 CNJ teve sua constitucionalidade questionada e o STF entendeu que sua criacéio nao viola a Constituicéio (ADI 3.367/DF). Uma derradeira informagao importante sobre o CNJ: ele é um érgao do Poder Judicidrio como um todo e os Estados néo podem criar érgaéos estaduais de controle interno ou externo do Poder Judiciario (ADI 3.367). Observe a sumula 649 do STF: “E inconstitucional a criagéo, por Constituig&o estadual, de érgao de controle administrative do Poder Judicidrio do qual participem representantes de outros Poderes ou entidades.” Por fim, 0 STF e os Tribunais Superiores possuem jurisdiggo em todo o territério nacional (lembre-se que o CNJ n&o possui jurisdig&o) e estes e o CNJ (STF+Tribunais Superiores+CNjJ) tém sede na Capital Federal. Saindo da esfera federal e indo para a outra esfera: a esfera estadual. Esta possui competéncias néo enumeradas expressamente pela Constituigao. Assim, 0 que nao esta previsto na CF como federal sera de competéncia estadual, sendo, por isso, chamada de residual. Além disso, os Tribunais de Justiga Estaduais (TJEst) podem realizar tanto o controle difuso de constitucionalidade (frente a CF e a Constituicao Estadual) quanto o controle concentrado de constitucionalidade (somente frente & Constituigéo Estadual). Deve-se lembrar 0 fato de que n&o existe judicidrio municipal e que nao existem mais Tribunais de Alcada, sendo que seus membros passaram a integrar os Tribunais de Justica dos respectivos estados-membros, respeitadas a antiguidade e a classe de origem. Explicando melhor: os Tribunais de Alcada ERAM tribunais de 2 instancia, que julgavam processos em grau de recurso e que tinham por finalidade auxiliar 0 Tribunal de Justica de determinado Estado da Federacdo no julgamento dos processos. Além disso, cada Tribunal de Alcada tinha sua competéncia prépria e delimitada, ou seja, havia um rol de agdes que somente aquele Tribunal de Alcada poderia julgar. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 9 30 Oni ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso No entanto, como dito, esses tribunais foram extintos e seus membros passaram a fazer parte dos Tribunais de Justica Estaduais, respeitadas a antiguidade e a classe de origem. Esquematizando: Estrutura do Poder Judicirio ~ Supremo Tribunal Federal (STF) - Consetho Nacional de Justiga (CNT) - Superior Tribunal de Justiga (STI) - Tribunais Regionais Federais (RFs) ¢ Juizes Federais; - Tribunais ¢ Juizes do Trabalho (TRTs) - Tribunais e Juizes Eleitorais (TREs) Judicidrio (art, 92) Orgios do Poder - Tribunais e Juizes Militares - Tribunais e Juizes dos Estados e do Distrito Federal ¢ Temritérios.(TJEst) Suparior Tebunal de Tribunal Superior usta -ST1 ‘letoral-T3E [wate noes | [rwatege | [ onoampeat | [eaepon a Supceme Telbunal Federal sit superior Toul Mitr ‘st ‘sada Tet Federal TH itor TRE “rabalo TR oie do Janes nts ummm secs) oe Peceage| fone | sect Lo ee ~ Além desses draaos, também integra o Poder Judiciario o Conselho Nacional de Justica — CNJ, que no possui competéncias jurisdicionais www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 10 Esferas do Judiciirio 30 OS CONCURSOS TR Aula 05 Prof. Roberto Trancoso ‘Tem jurisdigao em todo _[~- STF oterritério nacional L- Tribunais Superiores ( - STJ Estadual -TST - TSE Tem sede na Capital Federal -STM + CNJ: Nao possui jurisdigaio ~ Competéneias enumeradas expressamente na CF +*Comum + Especializada { - Justiga do Trabalho Justiga Eleitoral Justiga Militar + Tribunais de (- Embora nio pertengam a nenkuma justiga, suas decisbes se Superposigiio | _sobrepGem as decisses proferidas pelos orgios inferiores (tanto da justiga comm quanto da especializada) - STF: questdes relativas & CF = STJ (/ - Questoes relativas as leis, ~ ‘Asseaurar a uniformizagao na interpretagio da legislagao federal ~ Nao realiza o controle abstrato de constitucionalidade ~ Somente realiza 0 DIFUSO + Tribunais de (— As causas processadas pelos jnizos inferiores convergem Convergéncia | para esses Tribunais -STF -STI -1ST -TSE -SIM - Competéneias residuais - Os TJ estaduais podem realizar o controle _f- Difuso (frente a CF e a CEst) Concentrado (s6 frente a CEst) - Nao existe judiciario municipal - Nao existem mais Tribunais de Algada: seus membros passaram a integrar os Tribunais de Justia dos respectivos estados-membros, respeitadas a antiguidade ¢ a classe de origem www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 1" ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso 5. O QUINTO CONSTITUCIONAL E OS ORGAOS ESPECIAIS Futuros Técnicos do T3/RJ, ainda quanto a organizac&o e estrutura do Poder Judiciério, a Constituicggo Federal contém duas importantes previsées: 0 quinto constitucional e os érgdos especiais. a) © QUINTO CONSTITUCIONAL é uma regra que assegura que os advogados e os membros do Ministério Publico participem da composiggo dos tribunais. Assim, alguns tribunais no séo compostos apenas de “juizes promovidos” (ou desembargadores, /embra-se?), sendo que um quinto dos membros desses érgéos sero advogados ou membros do Ministério Publico. Requisitos: para poderem fazer parte da composicao dos tribunais pelo quinto constitucional, os membros do Ministério Ptblico precisam ter mais de 10 anos de carreira e os advogados precisam de notério saber juridico, reputacdo ilibada e mais de 10 anos de atividade. Tribunais onde se aplica o quinto constitucional: o quinto constitucional nao se aplica a todos os tribunais, aplicando-se aos Tribunais Regionais Federais, Tribunais de Justica Estaduais, Tribunal Superior do Trabalho e Tribunais Regionais do Trabalho. Procedimento: 0 procedimento para que um advogado ou membro do Ministério Publico entre em um tribunal pelo quinto constitucional é bem simples: 1- Os érgaos representativos das respectivas classes (do MP ou da OAB) enviam ao tribunal uma lista séxtupla. 2-0 tribunal escolhe trés nomes dessa lista séxtupla, elaborando uma lista triplice e a envia ao chefe do executivo. 3- O chefe do executivo escolhe um dos trés nomes em 20 dias. b) A outra importante previséo constitucional acerca da estrutura e organizagéo do Poder Judicidrio é a possibilidade dos tribunais criarem um ORGAO ESPECIAL. Acompanhe o raciocinio: www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 12 30 ONT DOS CONCURSOS TI/RD Aula 06 Prof. Roberto Trancose 1- Um tribunal é a reuniao dos seus membros. Por exemplo, o STF é a reuni&o de todos os seus 11 Ministros, 0 STJ é a reunido de todos os seus 33 Ministros, e assim por diante. 2- Quando todos os membros de um tribunal se retinem ao mesmo tempo, eles estaréo reunidos em Plendrio, também chamado de Tribunal Pleno, ou simplesmente Pleno, (Ex: o Pleno do STF éa reuniao dos seus 11 Ministros, 0 Pleno do STJ € a reunido dos seus 33 Ministros etc.). 3-Para facilitar os trabalhos e acelerar a prestacSo jurisdicional, o tribunal pode se subdividir em 6rgéos fracionarios (Camaras e Turmas). Por exemplo, o STF se divide em duas turmas, cada uma com cinco Ministros. Esses érgdos fracionarios € que julgam a maioria dos processos, ficando a cargo do Pleno apenas as atribuicées mais importantes. 4- Em tribunais pequenos, como o STF, 0 Pleno funciona com agilidade. Agora imagine o Tribunal de Justica de Séo Paulo, que possui mais de trezentos desembargadores! Nesse caso, 0 Plendrio é um 6rg&o muito grande e pouco agil. Dessa forma, para acelerar ainda mais a atividade jurisdicional e administrativa dos tribunais que possuam mais de 25 julgadores, PODE (facultativo) ser criado um érgao intermedidrio, entre o Pleno e os 6rgaos fraciondrios, chamado de ORGAO ESPECIAL. Esse érgdo especial deverd possuir entre 11 e 25 membros e teré atribuicées juris nais e também administrativas. Por fim, metade das vagas nos érgdos especiais serao providas por eleic&o do Tribunal Pleno e a outra metade por antiguidade. 5-Vocé observou o termo “possibilidade"? Pois bem, a criagéo dos érgdos especiais é facultativa. 6- Observe 0 organograma abaixo: ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 13 30 OS CONCURSOS THR Aula 05 Prof. Roberto Trancoso Esquematizando: © Quinto constitucional + Orgto Especial - Provimento + Assegura que os advogados e os membros do Ministério Piblico participem da composigao dos Tribunais = 1/5 dos menibros do TRFs, dos TIEst, TST e TRTs serio membros do MP com mais de 10 anos de carreira ou advogados com notério saber juridico, reputagao ilibada e mais de 10 anos de atividade - Indicados em lista séxtupla pelos drgdos representatives das respectivas classes - O Tribunal recebe a lista séxtupla e elabora a lista triplice - O Executive escolhe um (da lista triplice) em 20 dias ~ Nao vale para os membros dos Tribunais superiores (exceto TST). ‘Valendo somente para ( - TST -TRT - TRE - TIES = Facultativo - Em tribunais com mais de 25 julgadores = Niimero de membros do érato especial - Mim 11 { Max 25 or antiguidade { ¥ por eleigo do tribunal pleno Jurisdicionais Delegadas do Tribunal Pleno > Atribuigdes £ Administrativas www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 14 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Avia 06 Prof. Reberto Troncoso 6. GARANTIAS INSTITUCIONAIS DO PODER JUDICIARIO A Constituico prevé algumas garantias ao Poder Judicidrio para preservar sua independéncia funcional. Essas garantias n&o séo privilégios ou beneficios exagerados, mas sim prerrogativas que asseguram a necessaria independéncia para o exercicio de suas fungdes. Primeiro, séo crimes de responsabilidade do Presidente da Republica os atos que atentem contra o livre exercicio do Judicidrio (CF, art. 85, II). Dessa forma, no pode o Presidente da Reptiblica limitar ou ferir a independéncia do Judicidrio, sob pena de cometer crime de responsabilidade. Segundo, a Constituigdo Federal profbe que as garantias do Judicidrio sejam disciplinadas por medida proviséria ou por lei delegada (CF, art. 62, § 1°, I, "c" + 68, § 1°, I). Esse mecanismo evita que o Presidente da Republica cometa abusos ao regular as garantias do Poder Judicidrio. Por fim, a CF prevé a autonomia administrativa e financeira do Poder Judiciério (art. 99). Por AUTONOMIA FINANCEIRA, entende-se o fato do Judiciério elaborar as sua prépria proposta orcgamentdria, obviamente, respeitada a Lei de Diretrizes Orgamentarias (LDO). Assim, é o préprio Judiciario quem decide como e quando gastar os seus recursos, evitando-se a interferéncia dos demais poderes. O encaminhamento das propostas orcamentarias deve ser feito: « Na Unido: pelos Presidentes do STF e dos Tribunais Superiores, com a aprovacao dos respectivos tribunais. « Nos Estados e DFT: pelos Presidentes dos Tribunais de Justiga, com a aprovagiio dos respectivos tribunais. Se os responsdveis nao encaminharem as respectivas propostas orcamentérias dentro do prazo estabelecido na LDO, 0 Executive considerara, para fins de consolidagéo da proposta orcamentaria anual, os valores aprovados na LOA vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados conjuntamente com os demais poderes na LDO. Além disso, se as propostas orcamentarias forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na LDO, o Executivo procedera aos ajustes para fins de consolidacao da proposta orcamentéria anual. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 15 30 ONT DOs CONCURSOS TI/RS Aula 08 Prof. Roberto Troncose Jé a AUTONOMIA ADMINISTRATIVA é garantida pelo poder que o Judiciério tem de se auto-organizar. Dessa forma, os demais poderes n&o podem interferir na organizac&o e estrutura do Poder Judicidrio. Assim, a Constituic&io garante que os tribunais podem: a) eleger seus érgdos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observancia das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competéncia e o funcionamento dos respectivos érgos jurisdicionais e administrativos; b) organizar suas secretarias e servicos auxiliares e os dos juizos que Ihes forem vinculados, velando pelo exercicio da atividade correicional respectiva; c) prover, na forma prevista nesta Constituic#o, os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdic&0; d) propor a criagdo de novas varas judicidrias; e) prover, por concurso de provas, ou de provas e titulos, os cargos necessarios 4 administracdo da Justica, exceto os de confianga; f) conceder licenga, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juizes e servidores que Ihes forem imediatamente vinculados; Ainda como pilar da autonomia administrativa, 0 Judiciério pode propor que o Legislativo elabore leis sobre sua organizag&o. Assim, compete ao STF, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiga propor ao Poder Legislativo (art. 96): a) a alteracao do numero de membros dos tribunais inferiores; b) a criagdo e a extingdo de cargos e a remuneragao dos seus servigos auxiliares e dos juizos que Ihes forem vinculados, bem como a fixagéo do subsidio de seus membros e dos juizes, inclusive dos tribunais inferiores, onde houver; c) a criagdo ou extingao dos tribunais inferiores; d) a alteracdo da organizacao e da divisdo jud www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 16 ub oso2u0iy oieqoy yo1d | sq/wi09'sossnauoasopaquod mmm “snpproypn! orsaip ep a ogSez|uniuo wp opsesme@ (p su0}agu sibungu sop OESUNXD no RSH wo ‘uoanoy 2puo 'sau0123 steunqua sop aaysnyouy“sazgnf sp 9 soaquaut sas ap oxpIsqas ‘op opSexy © 0109 waq Sope;noUIA was} Sy] an SoZ] Sop > saz|NnE SOSIsIaSsnas Sop opSeIdUNIUAL W9 SOHLED Ap OBSUNND w= OBEN &(q sso10123)u syeung}a sop soaquious ap osuinU op oBdedyE # (E soatyeis{80"T 1opog ov 1odoid ednsng ap steunqury soe 2 sououiadng speungls Soe JIS OIL 1 aqounejepaus \uo30) uy anb soanpyAses 9 Sazyn Soe 9 SOAqUIOU Sas w soWUaUUEEJE Sos; 2 SEA UDO} 39p90U00 (f ‘ebueyuoo ap so o39x9 “sny Up opdenRUTIPD p SOLIgSSSSOU SOE So “Solu 9 seaoid ap no ‘SeAo4d 9p os OUD JOM “EaNOA (9 ‘sepLoqpal sezea swaou ap ogbeiz> v aodosd (p sovdpstinf eanoadsas ep exjo.te> ap 2ynf ap soBsu9 so ‘opbyrunsuo.) easoU estaaid CuLsey eu “sDNoAT (9 [BuD!919409 apEPIANE ep O19!9Iaxa Ojad OpUL|ar ‘SopElNaWIA Wao} say] anb sozinf sop So a SAreITIXHE sOdIAIBS a SeUWIDDAS SENS swzZINERI (q. ‘soamensturupe 9 syeuo}rpsin{ sogtap sosoadses sop owaumeworouTy 09 eugad0d & 9430s opsodsip oud sep syenssoooud sonuese8 sep 2 ossaoo.x ap stUI0U SEP k]DUPAIASGO OD “SOLA SOURED: STAs sEIOGE|D 9 SOANDA SO¥EIO snaS HO} :atapod sfeunges] SO = | [enue eLuejususeds0 eisodoud ep ogseplyosuoo ap suyj exd saisnie soe gxopaooid oapinsexg 0 “Od eu sopejndnse. woo opsoesop two sepeyultuEoue w2l0y seyuaUIeiu0 seisodoud se 2g (OCT tt so10904 stewop so woo amuourEIURTuOD sopE|NKnSe SarLUA 50 UD ‘opsoae ap sopewsnfe ‘aqa8in yor] wu Sopesoid soaoqea so “Jone euuoUrE!y eisodoud ep oBSEprlOsuDD Zp su vied “psEIOpIstOo oxnnaxg 0 “OCT Ht optonjaqeass o7eid op ontap seyaryuatuesi0 stqsodo.d eaeaystUnUpy > z : 8 E 5 & B & O19] 188 aAap seLEjaLEdio seysodoud sep ojuaUTEYURLUEDU ~ OCT E opurnadsay - seyrpjustues.o seysodoad seudosd sens wesoqeje sreungisy, ~ wayooueuny S894 (UL 'sg Mey) o 1 § ‘Zo “ue ‘45) epeBajap 19] 400 no eLgstsoad ¥pipaus sod sepeE SIP UIEFDS OLEDIPHE Op st op 199 94H] 0 EaJWOD W>}UDIE anb sopE SO LOGUdaY EP a}UOPISIAd Op ap souSury seis ap o1pyouaxa o aed eyouapuadapuy euyssazou & unRunasse anb sexrieBo1iaid Us Seu ‘S01; os02u01) oUDqoy O14 90 e rath uraed se anb ogsqiod pesuodsoa ap sowti9 ov. aud ops ON, sosunoNo9 soa. OLgPIpNy A9pod op sweuoPnyNsuy seNUL.IED ONT ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso 7. ORGANIZACAO DA CARREIRA DO PODER JUDICIARIO Além da autonomia administrativa e financeira e das demais garantias institucionais, 0 Poder Judicidrio possui também uma forma peculiar de organizar a carreira dos membros dos tribunais e dos juizes. Primeiramente, a Constituigéo estabelece que o Estatuto da Magistratura seja uma Lei Complementar de iniciativa do STF e organize a carreira do Judicidrio. Além disso, a referida lei deveré observar alguns principios: * Cargo inicial: 0 cargo inicial de ingresso na carreira do Poder Judiciario seré o de juiz substituto e deve ser provido mediante concurso plblico de provas e titulos. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil deve participar em todas as fases do concurso e os candidatos devem comprovar, para tomarem posse, trés anos de atividade jurfdica. Por fim, ao nomear os aprovados para os cargos de juiz substituto, o tribunal deve obedecer rigorosamente a ordem de classificago no concurso. * Promogao: Uma vez tomado posse e exercendo a profisso, os juizes podem ser promovidos. Assim, a promogao dos juizes sera de entrAncia para entrancia e alternadamente, por antiguidade e merecimento, atendidas algumas normas. Meu caro Técnico do TJ/RJ, antes de estudarmos as normas para promogao dos juizes, vamos a algumas explicagdes: Os juizos de primeira insténcia séo divididos em comareas, que séo os limites territoriais da competéncia de um determinado juiz ou Juizo de primeira instancia. As comarcas s&o escalonadas em entrancias, assim, © juiz de direito toma posse nas entrancias iniciais e vai progredindo de entrancia em entrancia até chegar a entrancia final, que é 0 Ultimo degrau da primeira instancia (nado confundir instancia com entrancia!). Foi isso ent& que a Constituig&o quis dizer: o juiz seré promovido de entrancia para entrancia: das iniciais até as finais. Como exemplo, observe esse trecho, retirado do site www.wikipedia.ora,br, explicando como esté organizado o Poder Judiciério do Estado do Rio grande do Norte: ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 18 Oni ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Penk Raber Teoncoso © poder judicdvio € uma unidade euja principal fungio € avalin, controlar, exccutar © planejar todos 0s trabalhos de administracdo integrantes do sistema. Atualmente o diretor geral ¢ Claudio José Marinho da Lima. A sede esta localizada na Praga 7 de setembro. em ‘Natal =2 Representagdes deste poder estio espalhadas por todo o estado por meio de ‘Comarsas.termo jurdico que desiana uma divisto teriteralespeciica. que indica os limites teritoriais da competéncia de um determinado juiz ou Juizo de primeira instancia, No Rio Grande do Norte, Dos sessenta e cinco nmnicipios do estado com comarcas, trinta s40 (ao eles: Afonso Bezerra, Almino Afonso, Arez. Baraina, Campo Grande, Cruzeta, Extrenioz, Flovinia, Govemador Dix-Sept Rosado, Ipanguact, .....), vinte e cinco de (iastaladas nos municipios de Acari, Alexandria, Angicos. Apodi. Areia Branca, Cenguaretama, Caratibas. Goianinha, Jardim do Seridé, Jucurutu. Lajes, Luis Gomes, Macaiba, ....) © dez de (REG, este titimo com comarcas em Asst, Caicd, Ceart-Mirim, Currais Novos, Joo Camara, Macau, Mossor6, Natal. Nova Cruz e Pau dos Ferros. Ademais, como critérios de promocéo, devem ser observados a antiguidade e o merecimento. © Normas para a promogao: a) 6 obrigatéria a promogéio do juiz que figure por 3 vezes consecutivas ou 5 alternadas em lista de merecimento; b) a promocgdo por merecimento pressupde 2 anos de exercicio na respectiva entrancia e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antiguidade desta, salvo se no houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago; ¢) aferigéo do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercicio da jurisdicéio e pela frequéncia e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeigoamento; d) na apuracdo de antiguidade, o tribunal somente poderd recusar 0 juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois tercos de seus membros, conforme procedimento préprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votac&o até fixar-se a indicagdo; ) nao sera promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, nao podendo devolvé- los ao cartério sem o devido despacho ou decisao; * Acesso aos tribunais de segundo grau: Os juizes seréo promovidos até os tribunais de segunda instancia (e se tornaréo desembargadores) www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 19 CuK ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 08 Prof. Roberto Troncose por antiguidade e merecimento, alternadamente, apurados na ultima ou Unica entréncia; * Cursos oficiais de preparacéo, aperfeigoamento e promogéo de magistrados: sao etapa obrigatéria do processo de vitaliciamento (falaremos sobre o vitaliciamento um pouco mais tarde). * Aposentadoria e pensdo: a aposentadoria e penséo dos membros do judicidrio seguem a regra dos servidores publicos. + Residéncia do juiz titular: o juiz titular residiré na respectiva comarca, salvo autorizagao do tribunal. Isso garante uma melhor prestagao do Judicidrio, uma vez que evita que os juizes titulares morem em uma comarca e trabalhem em outra (morem em uma cidade e trabalhem em outra cidade, por exemplo). * Remocao, disponibilidade e aposentadoria do magistrado, por interesse pUblico: deverd ser fundado em decisdo por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do CNJ, assegurada ampla defesa. + Publicidade e motivagao das decisdes dos tribunais: via de regra, todas as decisdes do Judicidrio, tanto as administrativas quanto as jurisdicionais, so fundamentadas e publicas. Assim, todos os julgamentos so ptblicos, podendo ser acompanhados por qualquer pessoa. Excepcionalmente, a lei poderd limitar a publicidade para preservar o direito a intimidade. Além disso, as decisées administrativas dos tribunais seréo sempre motivadas e em sesséio publica, sendo que as decisées disciplinares so tomadas pela maioria absoluta de seus membros. + Atividade jurisdicional ininterrupta: o Poder Judicidrio deve exercer sua atividade jurisdicional (de dizer o direito) de forma continua e sem interrupgées. Assim, séo vedadas férias coletivas nos juizos e tribunais de segundo grau e, nos dias em que nao houver expediente forense normal, deve haver juizes em plant&o permanente. Observe que essa regra no se aplica aos Tribunais Superiores! Se aplicando somente aos de segundo grau. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 20 ONT DOS CONCURSOS TI/RI Aula 08 Namero de juizes: deve ser proporcional a efetiva demanda judicial e a respectiva populacdo. Essa previsdo serve para garantir a qualidade e a rapidez da prestac&o jurisdicional. Delegacgado aos servidores: os servidores (analistas e técnicos dos tribunais) recebero delegacdo para a pratica de atos de administracao e atos de mero expediente sem carater decisério. Assim, para agilizar os trabalhos, 0 juiz pode delegar a algumas pessoas (um Diretor de Secretaria, por exemplo) alguns atos sem cardter decisério. Distribuigéo de processos: também para garantir a agilidade da prestago jurisdicional, a distribuigéio de processos seré imediata, em todos os graus de jurisdig&o. Isso significa que os processos chegarao nas méos dos julgadores assim que derem entrada no tribunal. Subsidio: 0 valor maximo do subsidio de qualquer magistrado deve sempre respeitar 0 valor do subsidio dos Ministros do STF (0 teto da Administragao Publica). Além disso, existem algumas “regrinhas”: © O subsidio dos magistrades é sempre fixado ou alterado por lei especifica, observada a iniciativa privativa dos tribunais em cada caso; o E garantida a revisdo geral anual dos valores, sempre na mesma data e sem disting&o de indices; © € garantida a irredutibilidade dos subsidios, para que o Judicidrio nao sofra pressdes dos outros poderes. Deve-se ressaltar que essa irredutibilidade € nominal e nao real, ou seja, a irredutibilidade protege somente contra a redug&o do valor em si, no protegendo o “saldrio do juiz" da inflag&o, por exemplo. © Teto do subsidio Ministros dos Tribunais Superiores: 95% do subsidio dos Ministros do STF. o Subsidio dos demais magistrados: deve ser fixado em lei e seré, no maximo, 95% do subsidio dos Ministros dos Tribunais Superiores. Além disso, os valores dos subsidios seréo escalonados, em nivel federal e estadual, conforme as respectivas categorias da ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 2 DOs CONCURSOS TI/RS Aula 06 Prof. Roberto Troncoso estrutura judiciéria nacional, sendo que a diferenga entre a federal e a estadual sera de, no minimo 5% e no maximo 10%. Esquematizando: Organizagio da carreira do Poder Judiciario © Estatuto da Magistratwa: LC de iniciativa do STE © Ingresso na carreira (~~ Cargo inicial: jniz substituto ~ Medliante coneurso piiblico de provas e titnlos - Participagao da OAB em todas as fases ~ 3 anos de atividade juridica - Obedecendo-se. nas nomeagdes, 4 ordem de classificagio ~ Altemadamente, por antiguidade e merecimento * Promogao {: De entrancia para entrineia, ~ Atendidas as seguintes normas: a) € obrigatéria a promosio do juiz que figure por 3 vezes consecutivas ou S alternadas em lista de merecimento: b} a promocao por merecimento pressupde 2 anos de exercicio na respectiva entrancia ¢ integrar 0 juiz a primeira quinta parte da lista de antiguidade desta, salvo se nao houver com iais requisitos quem aceite o Ingar vago. ©) afetigao do [= desempenho ‘merecimento ‘|- critésios objetivos - produtividade - presteza no exercicio da jurisdigao, pela fiequéncia - aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeicoamento: 4) na apuracio de antignidade. o tribunal somente podera recnsar o juiz mais antigo pelo voto fiindamentado de dois tergos de seus membros, conforme procedimento proprio, ¢ assegurada ampla defesa, repetindo-se a volacdio até fixar-se a indicacto: €) nao sera promovido o juiz que. injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal. nao podendo devolvé-los ao cartério sem o devido despacha on decisao: * Acesso aos tribunais de segundo grau: por antipuidade ¢ merecimento. alternadamente, apurados na iiltima ou tiniea entrancia: © Cursos oficiais de preparagfio, aperfeigoamento e promogio de magistrados: sic etapa obrigatéria do processo de vitaliciamento © Aposentadoria e pensio: seaue a reara dos servidores piiblicos * Residencia do juiz titular: o juiz titular residiré na respectiva comarca, salvo antorizagao do tribunal * Ato de remogio, disponibilidade e aposentadoria do magistrado, por interesse pitblico: decisio por voto da MA, { - do respective tribunal ou - do CNT © Assegurada ampla defesa www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 22 30 30 © Dos concunsos TH/Rd Aula 06 Prof. Roberto Troncoso © Publicidade e motivagao (- Regra [ - Todas as decisdes sao fimdamentadas das decisdes ~ Todos os julgamentos sto piiblicos + Excegiio: A lei poderd limitar a publicidade para preservar 0 direito 4 intimidade - Decisdes administrativas (/- Motivadas dos tribunais - Sessao piibliea - As disciplinares sao tomadas pela MA de seus membros © Atividade jurisdicional _¢- Vedado férias coletivas nos juizos ¢ tribunais de segundo grau ininterrupta ~ Nao se aplica aos Tribunais Superiores! = Somente aos de segundo gra - Dias em que no houver expediente forense normal: juizes em plantao permanente © Néimero de juizes: proporcioual 4 efetiva demanda judicial e a respeetiva populagao © Delegagio aos servidores: os servidores receberio delegagio para a pritica de atos de administrago e atos de mero expediente sem cariter decisorio # Distribuigao de processos: seri imediata, em todos os graus de jurisdigao ‘© Subsidio (- Sempre observado o teto dos Ministros do STF - Fixado ou alterado por lei especifica, observada a iniciativa privativa dos tribunais em cada caso - Revisto geral anual [- Sempre na mesma data - Sem distingao de indices - Inredutibilidade dos subsidios (Nominal e nao real) ~ Ministros dos Tribunais Superiores: 95% dios Minisiros do STF - Demais magistrados (- Fixado em lei No maximo 98% dos Ministros dos Tribumai Superiores Escalonados, em nivel federal ¢ estadual, confonme as respeetivas categorins da estrutura judiciria nacional - Diferenga entre a federale a estadual_{ - Min 5% ~ Max 10% www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 23 ‘DOS CONCURSOS THRI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso 8. GARANTIAS DOS MAGISTRADOS A Constituigao prevé ainda trés garantias aos membros do poder judicidrio: vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsidios. A vitaliciedade é adquirida apés o cumprimento do estagio probatério de 2 anos e, uma vez adquirida, 0 magistrado sé perdera o seu cargo em virtude de sentenca judicial transitada em julgado. Assim, nem mesmo © Conselho Nacional de Justiga podera declarar a perda do cargo de magistrado que adquiriu a vitaliciedade. Vale lembrar que os magistrados ndo possuem vitaliciedade durante 0 estagio probatério e, durante esse periodo, a perda do cargo dependeré de deliberagdo do tribunal a que o juiz esta vinculado. Outra observag&o importante é que os Ministros do STF, dos Tribunais Superiores e os Magistrados que ingressam nos Tribunais federais ou estaduais pela regra do "quinto constitucional" adquirem vitaliciedade no momento da posse, no precisando cumprir 0 estagio probatério. Existe uma excecdo a vitaliciedade, onde o magistrado pode perder seu cargo por uma deciséo de um érgao estranho ao judicidrio: os Ministros do STF e os Conselheiros do CNJ poderdo perder seus cargos caso sejam condenados pelo Senado Federal nos crime de responsabilidade. J4 a Inamovibilidade assegura que os magistrados somente poderao ser removidos por iniciativa propria (e nao de oficio, por iniciativa de qualquer autoridade). Assim, a regra € que os magistrados somente podem ser removidos a pedido e nunca de oficio. No entanto, excepcionalmente, existem duas hipéteses de remogio contra a vontade do magistrado: 1- Quando houver interesse ptiblico, somente pela deciséo da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do CNJ e assegurada ampla defesa (art. 95, 11). 2- Determinagao do CNJ, a titulo de sancgdo administrativa, assegurada a ampla defesa (art. 103-B, §4°, III). www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 24 30 ‘DOS CONCURSOS, TI/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso Por fim, a irredutibilidade de subsidio garante que os magistrados nao poderSo ter seus “saldrios” reduzidos e objetiva evitar que a atuacéo do magistrado seja objeto de pressées, advindas da reducdo remuneratoria, garantindo a independéncia para o exercicio das fungées. Vale lembrar que a irredutibilidade é nominal e néo real. Esquematizando: - Adquirida apés o cumprimento do estégio probatério de 2 anos - Durante o estigio f - Nao hé vitaliciedade probatério - A perda do cargo dependeri de deliberagio do tribunal a que o juiz esté vinculado a) Vitaliciedade | - Uma vez adquirida, magistrado s6 perdera o seu cargo em vittude de senteuga judicial transitada em julgado - Nem mesmo o Consetho Nacional de Justiea poder declarat a perda do cargo de magistrado que adquirin a vitaliciedade - Ministros do STF, dos Tribunais Superiores e os Magistrados que ingressam nos Tribunais federais ou estadnais pela regra do "quinto constitucional" adquirem vitaliciedade no momento da POSSE - Excegio 4 vitaliciedade: os Ministros do SIF © Conselheiros do NI serio julgados pelo Senado Federal nos crimes de responsabilidade, podendo perder seus cargos = Assegura que os magistrados somente podertio ser removidos por iniciativa propria (e nao de officio, por iniciativa de qualquer autoridade) + Salvo (a) Por interesse pitblico b) Inamovibilidade ~ Por decisto F - Respectivo tribunal ou da MA dol - CNT ~ Assegurada ampla defesa Garantias dos magistrados b) determinagio do CNJ. a titulo de sangio ‘administrativa. asseeurada a ampla defesa - CF, art. 103-B, § 4°, IIT + art. 95, 11 ©) Inredutibilidade de subsidio: Objetiva evitar que @ atuagao do magistrado seja objeto de presses. advindas da redugio remmeratéria, garantindo a independéneia para o exercicio das fungdes. - A irredutibilidade nominal: nao é irreduribilidade real www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 25 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso 9. VEDACGES AOS MEMBROS DO JUDICIARIO A Constituigéo Federal, além de estabelecer a estrutura do Poder Judicidrio, suas garantias e organizacéo da carreira de seus membros, prevé também algumas vedacées aos membros do Poder Judicidrio. Essas vedacées tém a finalidade de assegurar maior imparcialidade ao exercicio da magistratura. As vedac6es so as seguintes: i. Exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou funcéo, salvo uma de magistério. Apesar do texto constitucional dizer “uma de magistério", 0 Supremo decidiu que o magistrados pode exercer mais de uma atividade de magistério, desde que haja compatibilidade. ii. Receber, a qualquer titulo ou pretexto, custas ou participagdo em processo. iii, Dedicar-se 4 atividade politico-partiddria. O magistrado néo pode sequer filiar-se a partido politico, devendo, afastar-se definitivamente da magistratura, mediante aposentadoria ou exoneragéio, caso decida pela atividade politico-partiddria. (TSE, Resolugéo N° 19.978 (25.9.97). Consulta N° 353 - DF, Relator: Ministro Costa Leite). iv. Receber, a qualquer titulo ou pretexto, auxilios ou contribuicées, ressalvadas excecées previstas em lei. v. Exercer a advocacia no juizo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorrido trés anos do afastamento do cargo. Essa vedacao, chamada de “quarentena”, evita o trafico de influéncia dentro do mesmo juizo, impedindo que um magistrado que se aposente atue como advogado no juizo ou tribunal do qual se afastou (pelo perfodo de 3 anos contado de sua aposentadoria). Esquematizando: ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 26 30 30 Dos concunsos Ta/RI Vedages aos membros do judicidrio Aula 06 Prof. Roberto Troncoso - Tem por intuito assegurar maior imparcialidade ao exercicio da magistratura i. Exereer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou fungi, salvo uma de magistério - Pode exercer mais de uma atividade de magistério, desde que haja compatibilidade ii. Receber, a qualquer titulo ou pretexto, custas ou participagao em processo iii, Dedicar-se @ atividade politico-partidaria ~ Para se filiar a partido politico, tem que se aposentar on pedir exoneragao. iv. Receber, a qualqu excegdes previstas em lei titulo ow pretexto, auxilios ou contribuigdes, ressalvadas y, Exercer a advocacia no juizo ou tribunal do qual se afastou, antes de decomido trés anos do afastamento do cargo ~ Evita o trafico de influéncia www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 7 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso EXERCICIOS (FCC - 2012 - TST - Técnico) Determinado Tribunal de Justiga estadual possui Orgao Especial composto por seu Presidente e mais 24 membros, provendo-se (A) 1/3 das vagas por antiguidade e 2/3 por eleic&o pelo Tribunal Pleno. (B) 2/3 das vagas por antiguidade e 1/3 por eleic&o pelos demais membros do Orgio Especial. (C) metade das vagas por antiguidade e a outra metade por eleigdo pelos demais membros do Orgao Especial. (D) 2/3 das vagas por antiguidade e 1/3 por eleigéo pelo Tribunal Pleno. (E) metade das vagas por antiguidade e a outra metade por eleic&o pelo Tribunal Pleno. Nossa resposta esta no art. 93, XI da CF: “nos tribunais com nimero superior a vinte e cinco julgadores, poderd ser constituido érgao especial, com o minimo de onze e o maximo de vinte e cinco membros, para o exercicio das atribuigdes administrativas e jurisdicionais delegadas da competéncia do tribunal pleno, PROVENDO-SE METADE DAS VAGAS POR ANTIGUIDADE E A OUTRA METADE POR ELEICAO PELO TRIBUNAL PLENO.” Gabarito: E. (FCC - 2012 - TST ~ Analista) Considere as seguintes hipéteses: I. Paulo, com 36 anos de idade, 6 advogado trabalhista renomado, de reputacdo ilibada, e exerce regularmente a sua atividade laborativa desde o ano de 2000 em escritério profissional situado em uma capital brasileira. II. Ricardo é membro do Ministério Publico do Trabalho, com 45 anos de idade e 8 anos de efetivo exercicio na carreira. Ill. Pedro, com 40 anos de idade, é advogado trabalhista renomado, de reputacio ilibada e exerce regularmente sua atividade laborativa desde o ano de 2004. E possivel recrutar e nomear como Juiz do Tribunal Regional do Trabalho: (A) Paulo € Pedro. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 28 3° anto Bo (B) Ricardo e Pedro. (C) Paulo e Ricardo. (D) Ricardo, apenas. (E) Paulo, apenas. Essa questao cobrou o glorioso QUINTO CONSTITUCIONAL, que é uma regra que assegura que os advogados e os membros do Ministério Pdblico participem da composigéo dos tribunais. Assim, alguns tribunais nao séo compostos apenas de “juizes promovidos”, sendo que um quinto dos membros desses é6rgos seréo advogados ou membros do Ministério Publico, Requisitos: para poderem fazer parte da composicio dos tribunais pelo quinto constitucional, os membros do Ministério Publico precisam ter mais de 10 anos de carreira e os advogados precisam de notério saber juridico, reputacdo ilibada e mais de 10 anos de atividade. Tribunais onde se aplica o quinto constitucional: o quinto constitucional nao se aplica a todos os tribunais, aplicando-se aos Tribunais Regionais Federais, Tribunais de Justiga Estaduais, Tribunal Superior do Trabalho e Tribunais Regionais do Trabalho. Primeira pergunta: o quinto constitucional se aplica ao TRT? Vimos que sim. Segunda pergunta: quem cumpriu os requisitos? - PAULO: ok - RICARDO: Nao possui 10 anos de carreira. - PEDRO: N&o possui 10 anos de atividade. Assim, somente PAULO podera ser nomeado juiz do TRT. Gabarito: E. (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judicidrio) Em 4 de junho de 2010, foi promulgada a Lei Complementar no 135, que, alterando parcialmente legislago preexistente, estabeleceu hipdteses de inelegibilidade que visam a www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 29 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 08 Prof. Roberto Troncose proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercicio do mandato. 0 Plenario do Supremo Tribunal Federal, em marco de 2011, por maioria de votos, deu provimento a recurso extraordinario, interposto em face de decisio do Tribunal Superior Eleitoral, que indeferira o registro de candidatura do recorrente ao cargo de deputado estadual nas eleigdes de 2010, para o fim de reconhecer que as alteracdes efetuadas pela lei em questdo nao se aplicariam as eleigées gerais daquele ano. A esse respeito, considere as seguintes afirmacées: I. © Supremo Tribunal Federal invadiu competéncia do Tribunal Superior Eleitoral, cujas decisées em matéria de direito eleitoral so irrecorriveis, por expressa determinacao constitucional. IL. A decisdo do Supremo Tribunal Federal n&o poderia ter gerado efeitos sobre as eleicdes gerais j4 realizadas, em decorréncia do principio constitucional da irretroatividade em face do ato juridico perfeito e da coisa julgada. III. A deciso do Supremo Tribunal Federal fez prevalecer o principio constitucional da anterioridade eleitoral, segundo o qual a lei que alterar 0 processo eleitoral entrara em vigor na data de sua publicacéio, ndo se aplicando a eleico que ocorra até um ano da data de sua vigéncia. Esta correto 0 que se afirma APENAS em a)Iell. b) 1. ©) Il. 4) MI. e) Ie Ill. Item I - ERRADO. Como pode o STF fazer algo contra a Constituigd0??? Item II - ERRADO. A questdo nao trouxe nada sobre coisa julgada (aliés, se 0 STF estava julgando, ainda ndo ha coisa julgada). Além disso, em regra, n&o pode haver ato juridico perfeito baseado em lei ou interpretagéo inconstitucional. Dessa forma, como néo ha ato juridico perfeito e nem coisa julgada, as decisées do Poder Jud sim retroagir. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 30 30 ‘DOS CONCURSOS THRI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso Item III - CERTO. Lei que altere o processo eleitoral entraré em vigor na data da sua publicacdo, mas nao afetara eleig¢ées que ocorram em até um ano da data da sua vigéncia. E 0 que afirma o art. 16 da CF88. Foi o caso da Lei da Ficha Limpa, trazida pela quest4o. Como ela foi aprovada a menos de um ano das eleicées de 2010, no se aplicaram nessas eleicdes as novas situagées de inelegibilidade por ela trazidas. Gabarito: D. (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciério) A Constituigéo da Reptiblica estabelece igualmente para membros do Poder Judiciério e do Ministerio Publico que a) os integrantes das carreiras deveréio residir na comarca da respectiva lotagao, salvo autorizacéio do Tribunal. b) @ vitaliciedade seré adquirida apés dois anos de exercicio da fungdo, dependendo a perda do cargo, inclusive nesse periodo, de sentenga judicial transitada em julgado. c) 0 exercicio da advocacia no juizo ou Tribunal do qual se afastaram é vedado antes de decorridos trés anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneracéo. d)o exercicio de atividade politico-partidaria € proibido, salvo excegdes previstas em lei. e) 0 ato de remogao por interesse piblico seré fundado em decisdo do érgao colegiado competente, pelo voto de dois tergos de seus membros, assegurada ampla defesa. Item A - ERRADO. Estad correto para os membros do Judiciario, mas para os membros do Ministério Publico, quem autoriza € 0 chefe da Instituigo, conforme §2° do art. 129. Item B - ERRADO. Tanto para os membros do Judi Ministério Publico, a vitaliciedade somente é adquirida apés dois anos de exercicio, ndo podendo perder o cargo (apés a vitaliciedade) senao por sentenga ju transitada em julgado. Nos dois primeiros anos de exercicio (antes da vitaliciedade), poder o juiz perder o cargo por deliberacao do tribunal ao qual esta vinculado, conforme o art. 95, I. rio quanto do ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 31 30 ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso Item C - CERTO. A Constituicgo veda expressamente que o juiz/membro do MP exergam a advocacia no juizo ou tribunal do qual se afastaram, antes de decorridos trés anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneracéo. As garantias e vedacdes relacionadas aos juizes e membros do MP sdo constantemente cobradas pela FCC! Item D — ERRADO. Essa vedacdo é absoluta (ndo admite excecdo), conforme art. 95, paragrafo tinico da CF88. Item E - ERRADO. 0 equivoco esta no quérum. No art. 93, VIII, lemos: “oe ato de remogio, disponibilidade e aposentadoria do magistrado, por interesse piiblico, fundar-se-4 em decis3o por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Consetho Nacional de Justica, assegurada ampla defesa”. Gabarit (FCC - 2012 - TRF - 28 REGIAO - Analista Judicidrio) A Fazenda Publica Federal, em virtude de sentengas judiciais transitadas em julgado, deve para Carlos, Plinio, Marcos, Flavio e Pompeu, cujos créditos séio respectivamente decorrentes de salério, de penséo, de restituicéo de imposto, de indenizacao por morte e de indenizag&o por invalidez. Segundo a Constituicéio Federal brasileira, no caso, 0s pagamentos desses débitos serdo realizados exclusivamente na ordem cronoldgica de apresentacdo dos precatérios e, em tese, NAO tera preferéncia, sobre os demais, 0 crédito de a) Pompeu. b) Carlos. c) Marcos. d) Plinio. e) Flavio. No §1° do art. 100, temos as situagées em que alguns débitos judiciais da Fazenda Publica (precatérios) seréo pagos com preferéncia sobre os demais. Entre eles, nao se encontra o caso da restituigdo de imposto, Gabarito: C. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 32 30 On! ‘DOS CONCURSOS THRI Prot RbertoToneose (FCC - 2012 - TJ-PE - Analista Judicidrio) Hércules, Presidente do Tribunal de Justisa, visando beneficiar seu filho Abr&o, burlou a ordem cronolégica e retardou a liquidagio regular do precatério de Otavio. Nesse caso, Hércules incorreu em a) ilicito administrativo e responderé perante a Assembleia Legislativa do respectivo Estado. b) ilicito administrativo e respondera perante a Corregedoria do respectivo Tribunal. c) crime comum e responderd perante o Orgao Especial do respectivo Tribunal. d) crime de responsabilidade e respondera, também, perante o Conselho Nacional de Justica. e) crime comum e responder perante a Assembleia Legislativa do respectivo Estado. Compreende ao disposto no §7° do art. 100. "O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidag&o regular de precatérios incorreré em crime de responsabilidade e responderd, também, perante o Conselho Nacional de Justiga”. Gabarito: D. (FCC - 2011 - TRF - 18 REGIAO - Analista Judicidrio) Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispora sobre o Estatuto da Magistratura, observados, dentre outros, os seguintes principios: a) 0 ato de remogéo do magistrado, por interesse publico, fundar-se-4 em decis&o por voto da maioria simples do respectivo tribunal, assegurada ampla defesa. b) os servidores do judiciério receberdio delegagio para a pratica de atos da administrac&o e atos de mero expediente sem carater decisério. c) ingresso na carreira, mediante concurs piblico de provas e titulos, com a participacéo da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Publico em todas as fases. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 33 30 ‘DOS CONCURSOS TH/RI 30 Aula 06 Prof. Roberto Troncoso d) as decisées administrativas dos tribunais seréo motivadas e em sesséo plblica, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria relativa de seus membros. e) a promoco, de entrncia para entrancia, por merecimento, pressupde um ano de exercicio na respectiva entrancia e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antiguidade desta, salvo se n&o houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago. Item A - ERRADO. 0 quérum correto é a maioria absoluta. Lembre-se de que ele pode ser removido pelo seu tribunal de origem ou pelo Conselho Nacional de Justica. Item B - CERTO. De acordo com o art. 93, XIV, os atos de administragao e de mero expediente poderdo ser delegados a servidores, néo precisando ser feitos por magistrados. Item C - ERRADO. O Ministério Pdblico no participa da realizagdo de concursos, somente a OAB. Item D - ERRADO. 0 correto seria maioria absoluta, de acordo com o art, 93, X. Item E - ERRADO. 0 erro esta no tempo de exercicio na respectiva entrancia, que deve ser de dois anos, segundo o art. 93, II, alinea “b”. Gabarito: B. (FCC - 2011 - TRE-RN - Técnico Judicidrio) Os julzes gozam da garantia da vitaliciedade, que, a) no primeiro grau, s6 sera adquirida apés trés anos de exercicio. b) no primeiro grau, sé sera adquirida apés dois anos de exercicio. c) seré sempre adquirida apés cinco anos de exercicio, independente do grau. d) seré sempre adquirida apés trés anos de exercicio, independente do grau. e) no primeiro grau, sé ser adquirida apés cinco anos de exercicio. A vitaliciedade € adquirida no primeiro grau, apés dois anos de exercicio, conforme o art. 95, I. Lembre-se de que os Ministros do STF, dos Tribunais Superiores e os Magistrados que ingressam nos ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 34 ‘DOS CONCURSOS TH/RI 10. 30 Aula 06 Prof. Roberto Troncoso Tribunais federais ou estaduais pela regra do "quinto constitucional" adquirem vitaliciedade no momento da posse, néo precisando cumprir 0 estagio probatorio. Gabarito: B. (FCC - 2011 - TRE-TO - Técnico Judicidrio) O Conselho Nacional de Justiga é um érgéo a) do Poder Legislativo. b) do Poder Judiciario. c) do Poder Executivo. d) independente de qualquer érg&o. e) vinculado ao Poder Legislativo e subordinado ao Executivo. O Conselho Nacional de Justicga foi criado pela Emenda Constitucional 45, de 2004, também chamada de “reforma do judiciario”. Tal emenda, entre diversas alteracées, inseriu no texto constitucional o CNJ como 6rgio do Poder Judiciario (art. 92, I-A). Gabarit (FCC - 2011 - TRT - 248 REGIAO (MS) - Técnico Judiciério) No tocante ao Poder Judiciario, 0 Estatuto da Magistratura é disposto por Lei a) ordindria, de iniciativa do Senado Federal. b) ordinéria, de iniciativa da Camara dos Deputados. c) complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. d) ordinéria, de iniciativa do Conselho Nacional de Justica. ) complementar, de iniciativa da Camara dos Deputados. © Estatuto da Magistratura é a lei que, dentre outros, organiza a carreira do Judiciério brasileiro. Segundo o art. 93, a iniciativa desta lei complementar é do Supremo Tribunal Federal. Gabarito: C. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 35 CuK ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 08 Prof. Roberto Troncose 11. (FCC - 2011 - TCM-BA - Procurador Especial de Contas) Os pagamentos devidos pela Fazenda Publica, em virtude de sentenga judiciéria, far-se-&o na ordem cronolégica de apresentagao dos precatérios, a) sem qualquer excec&o, e néo gozam de qualquer preferéncia os portadores de doenca grave e idosos, que apenas tém direito a prioridade de tramitacao do proceso nas fases de conhecimento e de execucio. b) mas os débitos de natureza alimenticia e aqueles de que s&o credores pessoas com 60 (sessenta) anos de idade ou mais na data da expedicéo do precatério, ou portadores de doengas graves, definidos na forma da lei, gozam de preferéncias autorizadas pela Constituicdo Federal. c) excluindo-se dessa regra os pagamentos de obrigagées definidas em lei, como de pequeno valor, o qual seré idéntico para todas as pessoas juridicas publicas. d) excluindo-se dessa regra apenas os titulares que forem completando 60 (sessenta) anos de idade, os quais, imediatamente, de oficio ou a seu requerimento, passaréo a gozar de preferéncia prevista na Constituic&o Federal. e) excluindo-se dessa regra somente os débitos de natureza alimenticia considerados de pequeno valor, o qual poderd ser varidvel para as diversas pessoas juridicas puiblicas. A alternativa B é a Gnica que traz corretamente as hipéteses de excegées a regra da ordem cronolégica da apresentag’o dos precatérios conforme o artigo 100, §§ 1° e 2°. Gabarito: B. 12. (FCC - 2011 - TRT - 192 Regido (AL) - Analista Judiciério) Conforme prevé a Constituigéo Federal, no tocante ao Poder Judiciério, durante a execugdio orcamentéria do exercicio, no poderé haver a realizagdo de despesas ou a assungao de obrigagdes que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orcamentarias, EXCETO se a) previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais. b) independentemente de prévia autorizacdo, forem para receber chefe de delegacao estrangeira em visita ao Supremo Tribunal Federal. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 36 ONT ‘DOS CONCURSOS TI/RD Aula 06 Prof. Roberto Troncoso c) independentemente de prévia autorizac&o, forem para receber o chefe do Poder Executivo em visita ao Supremo Tribunal Federal. d) independentemente de prévia autorizacdo, forem para homenagear o Presidente do Supremo Tribunal Federal por recebimento de prémio no exterior. e) independentemente de prévia autorizacdo, forem para realizar solenidade de despedida do Presidente do Supremo Tribunal Federal em exercicio no término do seu mandato no caso de aposentadoria por tempo de servico. Essa questéo virou um classico da FCC. Nao ha, na Constituicdo Federal, nenhuma previséo de procedimentos em relacdo a gastos de recepgdo e homenagens a chefes de missdo estrangeira e chefes de Poderes. A alternativa A é a Gnica de acordo com a CF88. Veja o art. 99, §5°: "Durante a execucdo orcamentaria do exercicio, no poderé haver a realizacio de despesas ou a assungéo de obrigacées que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orcamentérias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais.” Gabarito: A. . (FCC - 2011 - TRT - 142 Regio (RO e AC) - Analista Judiciério) No que concerne ao Poder Judicidrio, a Constituigo Federal estabelece a necessidade de ser observado 0 principio da alternncia quanto aos critérios de antiguidade e merecimento na promogiio de entrancia para entrancia, atendida, dentre outras, a seguinte norma: a) Nao seré promovide o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, podendo devolvé-los ao cartério sem o devido despacho ou deciso. b) A promoc&o por merecimento pressupée dois anos de exercicio na respectiva entrancia e integrar o juiz a primeira quarta parte da lista de antiguidade desta, salvo se nao houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago. c) Aferig&o do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercicio da jurisdicéio e pela frequéncia, sendo dispensével aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeigoamento. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 37 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncose d) Na apuracao de antiguidade, o tribunal somente podera recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de um terco de seus membros, conforme procedimento préprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votaciio até fixar-se a indicacéio. e) E obrigatéria a promog&o do juiz que figure por trés vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. Item A - ERRADO. A primeira parte esta certa, 0 juiz que retiver autos em seu poder além do prazo estipulado nao sera promovido. Mas ele n&o pode devolvé-los ao cartério sem o devido despacho ou decisao. Item B - ERRADO. 0 corretor seria “a primeira quinta parte” da lista de antiguidade. Item C - ERRADO. A Constituigéo cita “FREQUENCIA E& APROVEITAMENTO em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeigoamento” como critério para afericdo do merecimento. Item D - ERRADO. 0 juiz mais antigo sé sera preterido pelo voto fundamentado de dois tercos dos membros do tribunal, assegurada a ampla defesa, Item E - CERTO. E 0 que nos traz 0 art. 93, II, “a”. Se um juiz aparecer trés vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento, tera direito liquido e certo a promocao. Gabarito: E. 14. (FCC - 2011 - TRE-PE - Técnico Judicidrio) Aos Juizes é vedado o exercicio da advocacia no a) Tribunal do qual se afastou, antes de decorridos trés anos do afastamento do cargo por exoneracao. b) Juizo do qual se afastou, antes de decorridos cinco anos do afastamento do cargo por exoneracao. c) Tribunal do qual se afastou, antes de decorridos dez anos do afastamento do cargo por exoneracao. d) Juizo do qual se afastou, antes de decorrides cinco anos do afastamento do cargo por aposentadoria. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 38 30 onto 15. 16. 30 e) Tribunal do qual se afastou, antes de decorridos quatro anos do afastamento do cargo por aposentadoria. Nessa questdo, s6é precis4vamos saber por quanto tempo os juizes afastados do cargo ou aposentados ficam impedidos de advogar em seu tribunal ou juizo de origem. Conforme o art. 95, paragrafo Unico, V, 0 tempo é de trés anos. Isso € uma espécie de “quarentena” estabelecida pela CF88. Gabarito: A. (FCC - 2011 - TRE-PE - Analista Judiciario) Ao Poder Judicidrio 6 assegurada autonomia administrativa e financeira. Os tribunais elaborar&o suas propostas orcgamentérias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orgamentérias. O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete, no 4mbito da Unigo, a) ao Presidente da Republica, com aprovagao do Supremo Tribunal Federal. b) ao Presidente do Supremo Tribunal Federal com aprovacéio do Superior Tribunal de Justiga e do Tribunal Superior Eleitoral. ¢) aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a aprovacao dos respectivos tribunais. d) aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a aprovacao do Presidente da Republica. e) ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, com aprovagao da Ordem dos Advogados do Brasil. A resposta esta no art. 99, que trata das questées administrativas e financeiras do Poder Judiciério. No 4mbito da Uniéo, 0 STF e os Tribunais Superiores (STJ, TSE, STM e TST), com a aprovacao dos respectivos tribunais, encaminhardo a proposta do orgamento ao Presidente da Reptblica (responsavel por apresentar o projeto de lei orgamentaria ao Congresso Nacional). Gabarito: C, (FCC - 2011 - TCE-SP - Procurador) Ao assegurar a autonomia administrativa e financeira do Poder Judiciario, a Constituiggo da Republica prevé que ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 39 THR) Aula 06 Prof. Roberto Trancoso ‘DOS CONCURSOS TI/RI 30 Aula 06 Prof. Roberto Troncose a) os tribunais elaborardo suas propostas orgamentarias dentro dos limites estipulades pelo Poder Executivo na lei de diretrizes orgamentérias. b) 0 encaminhamento da proposta orgamentéria compete, no ambito dos Estados, aos Presidentes dos Tribunais de Justiga, com a aprovacéo dos respectivos tribunais. ¢) 0 encaminhamento da proposta orcamentaria compete, no ambito da Unido, ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, ouvidos os outros tribunais interessados. d) se as propostas orcamentérias do Poder Judicidrio forem encaminhadas em desacordo com os limites da lei de diretrizes orcamentérias, o Poder Legislative procederé aos ajustes necessdrios para fins de consolidagéo da proposta orcamentéria anual. e) durante a execugéo orgamentaria do exercicio, néo poderé haver a realizagéo de despesas ou a assuncdo de obrigacdes que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orcamentarias. Item A - ERRADO. A Constituicio afirma que os limites serao estipulados conjuntamente com os demais Poderes na LDO (art. 99, § 1°). Item B - CERTO. De acordo com 0 art. 99, §2°, II. Item C - ERRADO. o encaminhamento da proposta orgamentaria compete, no 4ambito da Unido, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a aprovacao dos respectivos tribunais (art. 99, §2°, I). Item D - ERRADO. Quem faz esse ajuste é 0 Poder Executivo, visto que € ele quem consolida a proposta que sera enviada para aprovacdo do Legislativo. A situagdo em questao é trazida pelo §4° do artigo 99. Item E - ERRADO. Pequena (ou grande) maldade da banca, que uma excegdo que o §5° do art. 99 traz. Segue a integra do dispositivo: “Durante a execugSo orsamentdria do exercicio, nao poderé haver a realizagao de despesas ou a assungio de obrigagées que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orgamentdrias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais” ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 40 ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 06 Roberto Troncoso Prof. Gabarito: B. 17. (FCC - 2010 - TRE-AL - Analista Judicidrio) Sobre o Poder Judicidrio ¢ correto afirmar: a) Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporé sobre o Estatuto da Magistratura. b) Um sexto des lugares dos Tribunais Regionais Federais sera composto de membros do Ministério Publico e de advogados, indicados em lista quintupla pelos érgdos de representacio das respectivas classes. c) Os juizes gozam de vitaliciedade, que, no primeiro grau, sé sera adquirida apés cinco anos de exercicio, dependendo a perda do cargo, nesse periodo, de deliberag&o do Supremo Tribunal Federal d) Somente pelo voto de um tergo de seus membros ou dos membros do respectivo érgao especial poderao os Tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Publico. e) A Unido, o Distrito Federal, os Territérios e os Estados criardio a justica de paz, remunerada, composta de cidaddos indicados pelo Congreso Nacional, com mandato de quatro anos e competéncia para, na forma da lei, celebrar casamentos. Item A - CERTO. O Estatuto da Magistratura, lei complementar que organiza a carreira dos membros do Judiciario, é de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, conforme o art. 93 da Constituicao. Item B - ERRADO. A questo tentou nos confundir trocando os nameros! Essa proporgdo de advogados e membros do MP sera de um quinto (€ © famoso quinto constitucional, disposto no art. 94), indicados em listas séxtuplas. Lembre-se de que o quinto constitucional se aplica aos seguintes tribunais: Tribunais Regionais Federais, Tribunais de Justi¢a Estaduais, Tribunal Superior do Trabalho e Tribunais Regionais do Trabalho. Item C - ERRADO. Dois erros aqui: Os juizes adquirem vitaliciedade apés dois anos de exercicio e podem perder o cargo, durante o estagio probatério, por deliberacdo do tribunal a que estiverem vinculados (e n&o do STF, como afirma a questo). ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 44 30 ‘DOS CONCURSOS TI/RI 18. 30 Aula 05 oberto Troncoso Item D — ERRADO. 0 item aborda a conhecida “reserva de plenario”. Para se declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato do Poder Publico em tribunais, € necessario o voto da maioria absoluta do plenario ou do 6rgao especial. Nao confunda érgao especial com érgao fracionario! Orgdos especiais podem (é facultativo) ser criados por tribunais com mais de 25 membros, tendo atribuigées jurisdicionais e também administrativas delegadas do Pleno. O érgao fracionario é uma subdivisao do Tribunal no intuito de acelerar a prestacSo da justica, e nao tem competéncia para declarar inconstitucionalidade de lei ou ato do Poder Publico. Item E - ERRADO. Os juizes de paz s&o eleitos pelo povo, conforme o art. 98, II. Gabarito: A. (FCC - 2010 - TRE-AC - Técnico Judicidrio) Em matéria de garantias aos juizes, considere: I. A que consiste na permanéncia na comarca em que é titular, salvo por motivo de interesse publico. II. A que implica na sua permanéncia no cargo, salvo entre outras situacées, por sentenga judicial transitada em julgado, exoneracéo a pedido ou aposentadoria. As hipéteses dizem respeito, respectivamente, a) a indisponibilidade e ao juizo natural. b) & vitaliciedade e a inamovibilidade. c) ao juizo natural e a inamovibilidade. d) a inamovibilidade e a vitaliciedade. e) & vitaliciedade e a seguranca juridica. A Constituigéo prevé trés garantias aos membros do poder judiciario: vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsidios. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 42 onto 19. 20. 30 A vitaliciedade é adquirida apés o cumprimento do estagio probatério de 2 anos e, uma vez adquirida, o magistrado sé perder4 0 seu cargo em virtude de sentenca judicial transitada em julgado. Ja a inamovibilidade assegura que os magistrados somente poderéo ser removidos por iniciativa prépria (e nao de officio, por iniciativa de qualquer autoridade). Cuidado, existem duas excecées! 1 - Quando houver interesse ptiblico, somente pela deciséo da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do CNJ e assegurada ampla defesa (art. 95, II). 2 - Determinagaéo do CN3J, a titulo de sangaéo administrativa, assegurada a ampla defesa (art. 103-B, §4°, III). Gabarit D. (FCC - 2010 - TRT - 128 Regidio (SC) - Técnico Judiciério) O Estatuto da Magistratura sera disposto por meio de lei a) ordinéria, de iniciativa do Superior Tribunal de Justiga. b) delegada, de iniciativa da Camara dos Deputados. c) ordindria, de iniciativa do Presidente da Republica. d) complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. e) ordinaria, de iniciativa do Senado Federal. Segundo o art. 93 da Constituicéo Federal, o estatuto da magistratura é uma lei complementar e sua iniciativa caberé ao Supremo Tribunal Federal. Gabarito: D. (FCC - 2010 - TRT - 228 Regido (PI) - Analista Judiciério) Quanto ao Poder Judicidrio, considere: I. © Conselho Nacional de Justica compde-se de treze membros com mandato de dois anos, vedada a reconducao. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 43 THR Aula 06 Prof. Roberto Troncoso ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 IL. O Procurador-Geral da Republica deverd ser previamente ouvido nas acdes de inconstitucionalidade e em todos os processos de competéncia do Supremo Tribunal Federal. III. Compete ao Superior Tribunal de Justica processar e julgar, originariamente, além de outras, a homologacéo de sentengas estrangeiras e a concesséio de exequatur as cartas rogatérias. IV. © numero de juizes na unidade jurisdicional seré proporcional a efetiva demanda judicial e 4 respectiva populacao. V. E vedado aos servidores a percepcaio de delegacdo para a pratica de atos de administracéio ou atos de mero expediente, ainda que sem carater decisério. Esta correto 0 que se afirma APENAS em a) TeV b) I, Le Ill. c) Il, Melv. d) IIL, IVev. e) Ilev. Item I - ERRADO. O Conselho Nacional de Justiga compée-se de quinze membros, conforme o art. 103-B da Constituicéo Federal. Item II - CERTO. Trata-se da literalidade do art. 103, §1° da Constituigao. O PGR deve ser ouvido em TODAS as acées do STF. Item III - CERTO. A carta rogatéria é um instrumento juridico de cooperagao entre dois paises. & similar a carta precatéria, mas se diferencia deste por ter carater internacional. A carta rogatéria tem por objetivo a realizacdo de atos e diligéncias processuais no exterior, como, por exemplo, audigéo de testemunhas. 0 exequatur significa “execute-se” ou “cumpra-se” e é dado pelo STJ. Assim, se algum pais envia uma carta rogatéria ao Brasil, quem dé a ordem de cumprimento éosTi. Item IV - CERTO. E 0 que nos traz o art. 93, XIII. Com isso, a CF procura a prestagao jurisdicional proporcional as demandas locais. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 44 30 ‘DOS CONCURSOS, TI/RD 30 Aula 05 Prof. Reberto Troncoso Item V - ERRADO. Atos administrativos e atos de mero expediente sem carater decisério poderéo ser delegados a servidores do Judiciario, para que os magistrados possam exercer sua atividade-fim (prestar a justica) com maior eficiéncia. Gabarito: C. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 45 ‘DOS CONCURSOS THRI Aula 96 Prof. Roberto Troncoso II. DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTICA (CNJ) 1, CONSIDERAGOES GERAIS O Conselho Nacional de Justiga (CNJ) foi criado pela Emenda Constitucional n° 45/2004 e possui sede na capital federal. O CNJ 6 um orgao administrativo, ou seja, néo possui fungdo jurisdicional e compete a ele realizar 0 controle da atuacéo administrativa e financeira do Poder Judiciario e do cumprimento dos deveres funcionais dos juizes. O CNJ é um orgdo de CONTROLE INTERNO do Judicidrio, ainda que possua, em sua composigéio, membros de fora do Poder Judicidrio. E isso mesmo que vocé entendeu! Existem membros de fora do Judiciario no CNJ! Ainda, 0 CNJ nao é érgao da Unido e sim do Poder Judicidrio nacional. Dessa forma, as Constituigdes Estaduais NAO podem criar 6rgéo de controle administrativo do Poder Judiciério do qual participem representantes de outros poderes ou entidades (Sumula 649 do STF). 2. COMPOSICAO DO CNJ © Conselho Nacional de Justiga é composte por 15 membros, para um mandato de dois anos, permitida uma recondugao. Os membros do CNJ so nomeados pelo Presidente da Repiblica apés aprovacéo da maioria absoluta do Senado Federal e nao ha limite de idade para que alguém seja membro deste Conselho. A composig&o do CNJ segue o quadro a seguir: NT ‘Orgao responsavel pela ‘Componente indicagao Presidente do STF ‘Idesembarpador de TI STF 1 juiz estadual 1 Ministro do STS J juiz de TRE STs 1 juiz federal Lt juizde RT 1st 1 membro do MPU_ J membro do MPE- Zadvogados Consetho Federal da OAB_ 2 cidaddos, de notdvel saber | Um pela Céimara e outro pelo juridico e reputagao ilibada Senado ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 46 30 ‘DOS CONCURSOS THRI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso Atencdo! Observe que o Conselho Nacional do Ministério Publico é composto de 14 membros e o CNJ de 15! Esse é um étimo "peguinha” de prova. © Presidente do CNJ é 0 presidente do Supremo Tribunal Federal, que seré substituido em suas auséncias e impedimentos pelo Vice-Presidente do mesmo Tribunal. Uma observacdo importante é que o presidente e o vice- presidente do STF n&o precisam ser aprovados pela maioria absoluta do Senado Federal, somente os demais membros. © Ministro do Superior Tribunal de Justica exerceré a funcdo de Ministro-Corregedor e ficaré excluido da distribuigfo de processos no Tribunal (ST3), competindo-lhe, além das atribuigdes que Ihe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura, as seguintes: I receber as reclamagées e dentincias relativas aos magistrados e aos servigos judiciarios; II exercer funges executivas do Conselho, de inspecéio e de correigdo geral; III requisitar e designar magistrados, delegando-Ihes atribuigées, e requisitar servidores de juizos ou tribunais, inclusive nos Estados e Distrito Federal e Territérios. O Procurador-Geral da Republica e o Presidente do Conselho Federal da OAB devem oficiar junto ao CNJ. Dessa forma, observe que os dois néo podem ser membros do Conselho Nacional de Justica, pois devem oficiar junto a ele. 3. FORO DE JULGAMENTO DOS MEMBROS DO CNJ O foro de julgamento dos membros do CNJ é o Senado Federal no caso de crimes de responsabilidade, e, por crimes comuns, no ha foro privilegiado, 4. ACGES CONTRA O CNJ Compete ao STF julgar as ages contra 0 CNJ e 0 CNMP. No entanto, a Corte Constitucional somente julga as acdes contra as manifestacdes do colegiado e nao de seus membros individualmente. Ademais, existe uma observac&o importante acerca desse dispositivo. Olhando 0 art. 102, I, r da CF, temos a impresséo que o STF é competente para julgar www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 47 30 ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso Aco Civil Publica contra atos do CNJ. No entanto, o STF jd decidiu que, nesse caso, 0 sujeito passivo é a UNIAO e nao 0 CN3J, pois este é um ORGAO do Poder Judicidrio (ACO 1680/AL e Pet 3986 AgR/TO). Ainda segundo o STF: "Por ébvio, essa néo é a interpretagao quando se cuide de mandado de seguranga, mandado de injungéo e habeas data contra atos do CNJ. Nessas hipsteses, 0 pélo passivo é ocupado diretamente por aquele Conselho ou pelo seu presidente, como autoridade impetrada, ainda que a Unido figure como parte. Isso diante da chamada personalidade judiciéria que é conferida aos érgaos das pessoas politico-administrativas para defesa de seus atos e prerrogativas nessas ages constitucionais mandamentais.” 5. ATRIBUIGOES DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTICA A Constituigéo atribui expressamente ao CNJ a competéncia para exercer 0 controle da atuacéo administrativa e financeira do Poder Judicidrio e do cumprimento dos deveres funcionais dos juizes. Assim, 0 Conselho Nacional de Justica nao tem ingeréncia na atividade jurisdicional dos juizes e Tribunais, somente nas atividades administrativas e financeiras. Quanto ao controle do cumprimento dos deveres funcionais dos juizes, o Supremo decidiu que a competéncia é originaria e concorrente com os tribunais. Assim, a atuag&o do CNJ nao esté condicionada a prévia atuacao das, corregedorias dos tribunais. Uma observagéo importantissima para a sua prova é que o CNJ néo tem nenhuma competéncia sobre 0 STF e seus ministros (ADI 3.367/DF). Observe a lista de atribuigdes do CN) trazidas pela Constituigdo, ressaltando-se 0 fato de que o estatuto da Magistratura pode criar novas atribuigdes, sendo essa lista exemplificativa: I - zelar pela autonomia do Poder Judicidrio e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no Ambito de sua competéncia, ou recomendar providéncias; Devido a este dispositive, 0 CNJ possui competéncia para expedir atos normativos primdrios, ou seja, edita atos com forca de LET (dentro da sua competéncia). www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 48 30 Orit DOs cONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso Il - zelar pela observancia do art. 37 e apreciar, de oficio ou mediante provocagSo, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ‘ou érgaos do Poder Judicidrio, podendo desconstitui-los, revé-los ou fixar prazo para que se adotem as providéncias necessdrias ao exato cumprimento da lei, sem prejuizo da competéncia do Tribunal de Contas da Unido; III - receber e conhecer das reclamagées contra membros ou 6rg&os do Poder Judicidrio, inclusive contra seus servicos auxiliares, serventias e drados prestadores de servicos notariais e de registro que atuem por delegac&o do poder ptiblico ou oficializados, sem prejuizo da competéncia disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remogcaéo, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsidios ou proventos proporcionais ao tempo de servigo e aplicar outras sangées administrativas, assegurada ampla defesa; IV - representar ao Ministério Publico, no caso de crime contra a administrac&o ptiblica ou de abuso de autoridade; V - rever, de oficio ou mediante provecagao, os processos disciplinares de juizes e membros de tribunais julgados ha menos de um ano; VI - elaborar semestralmente relatério estatistico sobre processos e sentengas prolatadas, por unidade da Federacdo, nos diferentes érgéios do Poder Judiciario; VII - elaborar relatério anual, propondo as providéncias que julgar necessérias, sobre a situagéo do Poder Judicidrio no Pais e as atividades do Conselho, 0 qual deve integrar mensagem do Presidente do STF a ser remetida ao Congresso Nacional, por ocasiéio da abertura da sesséo legislativa. Esquematizando: www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 49 Do Conselho Nacional de Justic¢a (CNJ) 30 TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Trancoso ~ Criado pela EC 45/04 ~ Sede: Capital Federal - E é1g30 ADMINISTRATIVO: nio possui jurisdigio - E 6rgao de CONTROLE INTERNO do Judiciario, mesmo tendo membros de fora do Poder Judicidrio ~Existem membros de fora do Judiciérie no CNT! - CNT nao é érgao da Unio e sim do Poder Judicistio nacional - As CEs NAO podem criar orgio de controle administrative do Poder Judiciario do qual participem representantes de outros poderes ou entidades (Stim. 649 do STF). = Composigao ( - 15 membros (Atencio! © CNMP sio 14 membros!) - Mandato: 2 anos - Recondugdo: aduitida uma recondugao ~ Nomeagao: Presidente da Repiiblica, apés aprovacao da MA do SF - Limite de idade: Nao ha ~ Se 0 drgao responsavel nao indicar no prazo: o STF escathe CNS ‘Componente ‘Orgao que indica Presidente do STF ‘idesembargador de TS STF 1 juiz estadual_ Auséncias e impedimentos: Viee-Presidente do STF PSTF e VPSTF NAO precisam ser aprovados pela MA do SF - Ministro do STJ /- Sera o Ministro-Corregedor ~ Nao recebe processos - Atribuigdes I receber as reclamacdes e demincias relativas aos magistrados e aos servigos judiciérios TI exereer fiangdes executivas do Conselho, de inspegio ¢ de correigao geral; II requisitar e designar magistrados, delegando-Ihes atribuigdes, e requisitar servidores de juizos ou tribunais, inclusive nos Estados e DFT - Além de outras estabelecidas pelo Estatuto da Magistrarura www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 50 30 © Dos concunsos TH/Rd Do Conselho Nacional de Justiga (CNJ) Aula 05 Prof. Roberto Trancoso ~ PGR e presidente da OAB { oficiardo perante 0 CNI no podem ser membros do CNI ~ Foro de julgamento { - Crimes de responsabilidade: Senado Federal - Crimes comuns: no possuem foro privilegiado ~ Ages contra o CNJ [- Julgadas pelo STF - Somente as manifestagdes do colegiado e no de seus membros individualmente ~ Atribuigdes ( - Lista exemplificativa: Estatuto da Magistratura pode incluir outras - Controle f- da atuaclo administrativa e financeira do Judic - do cumprimento dos deveres fancionais dos juizes ~ Jamais faz o controle jurisdicional: O CNT nao tem ingeréncia na atividade jurisdicional dos juizes e Tribunais, somente nas atividades administrativas e financeitas, ~ Competéncia é origindria e concorrente: a atuagio do CNI nao esta condicionada prévia atuagio das cortegedorias dos tribunais, - CNJ nfo tem nenhuma competénc (ADI 3.367/DF) sobre o STF e seus ministros I - zelar pela autonomia do Poder Judiviétio e pelo cumprimento do Estatuto da ‘Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, uo dmbito de sua competéncia, ou recomendar providencias; O CNJ possui competéncia para expedir atos normativos primarios, ou seja, edita atos com forga de LET II - zelar pela observancia do art. 37 e apreciar, de oficio ou mediante provocagao, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou 6rgaos do Poder Judiciario, podendo desconstitui-los, revé-los ou fixar prazo para que se adotem as providéncias necessarias a0 exato cumprimento da lei, sem prejuizo da competéncia do Tribunal de Contas da Unido; III receber e conhecer das reclamacées contra membros ou érgiios do Poder Judiciario. inclusive contra seus servigos auxiliares, serventias e Srgios prestadores de servigos notariais ¢ de registro que atuem por delegagdo do poder piiblico ow oficializados, sem prejuizo da competéneia disciplinar e correicional dos tribunais. podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remogio, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsidios ou proventos proporciouais ao tempo de servigo e aplicar outras sangées administrativas, assegurada ampla defesa: IV representar a0 Ministério Piblico, no easo de crime contra a administragao pibliea ou de abuso de autoridade: V rever, de oficio ou mediante provocagao, 03 processos disciplinares de juizes ¢ membros de tibunais julgados hi menos de um ano; ‘V1 elaborar semestralmente relatério estatistico sobre processos e sentengas prolatadas, por unidade da Federagao, nos diferentes érgaos do Poder Indicisrio: VII elaborar relatério anual, propondo as providéneias que julgar necesssirias, sobre a situagao do Poder Judicidrio no Pais e as atividades do Consetho, o qual deve integrar ‘mensagem do Presidente do STF a ser remetida a0 Congreso Nacional, por ocasido da abertura da sessao legislativa www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 51 ‘DOS CONCURSOS TH/RI 21. 22. 30 Aula 96 Prof. Reberto Troncoso EXERCICIOS (FCC - 2012 - TRF - 28 REGIAO - Analista Judicidrio) O Conselho Nacional de Justica compée-se de 15 membros com mandato de 2 anos, admitida 1 reconduco e seré presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Nas suas auséncias e impedimentos, o referido Conselho sera presidido pelo a) membro do Ministério Publico da Unido. b) Presidente do Superior Tribunal de Justica. c) Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal. d) Procurador-Geral da Republica. e) membro do Ministério PUblico Estadual. A questo cobrou o disposto no §1° do art. 103-B. Nos impedimentos e auséncias do Presidente do STF, 0 CNJ sera presidido pelo Vice- Presidente do Supremo Tribunal Federal. Gabarit (FCC - 2012 - TRT - 118 Regio (AM) - Técnico Judiciério) Paulo é Juiz do Trabalho em certa comarca. Xisto Juiz de um Tribunal Regional do Trabalho de determinada regido. Para Paulo e Xisto comporem o Conselho Nacional de Justica, nomeados pelo Presidente da Reptblica depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, eles deverdo ser indicados a) pelo Presidente do Senado Federal. b) pela maioria absoluta de todos os Presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho do Brasil. c) pelo Supremo Tribunal Federal. d) pelo Tribunal Superior do Trabalho. @) pelo Congresso Nacional. Nao é facil decorar de onde vém os membros do CNJ. Essa tabela nos ajudara! ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 52 Oni ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso 23. 24. 30 CNT ‘Orgao responsivel pela Componente inateagao Presidente do STF Tdesembargador de TS STF 2 advogados ‘Consetho Federal da OAB_ 2 cidadios. de notivel saber | Um pela Camara e outro pelo juridico e reputacao ilibada Senado Gabarito: D. (FCC - 2012 - TRE-CE - Analista Judiciério) Considerando que Jaime, Luis, Gustavo, Jorge e Joo ocupam, respectivamente, os cargos de Presidente da Republica, Presidente do Supremo Tribunal Federal, Procurador Geral da Republica, Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal e Presidente da Camara dos Deputados, 0 Conselho Nacional de Justica seré presidido por a) Jaime e, nas suas auséncias e impedimentos, por Jofo. b) Luis e, nas suas auséncias e impedimentos, por Jorge. c) Jorge. d) Gustavo. e) Jaime. O Presidente do STF sera também o Presidente do Conselho Nacional de Justica e sera substituido, em suas auséncias e impedimentos, pelo Vice-Presidente do STF. Gabarito: B (FCC - 2011 - TRE-RN - Técnico Judiciério) De acordo com a Constituigéo Federal brasileira, elaborar semestralmente relatérioestatistico sobre processos e sentengas prolatadas, por unidade da Federagdo, nos diferentes érgaos do Poder Judiciério, é competéncia www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 53 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso a) dos Tribunais de Justica locais. b) do Supremo Tribunal Federal. c) do Superior Tribunal de Justica. d) do Conselho Nacional de Justiga e) do Presidente da Republica através do Procurador Geral. O CNJ € um 6rgéo administrativo, ou seja, n&o possui funcao jurisdicional e compete a ele realizar o controle da atuacéo administrativa e financeira do Poder Judiciario e do cumprimento dos deveres funcionais dos juizes. Suas competéncias estado no art. 103-B, §4°, e outras podem ser dispostas no Estatuto da Magistratura. Entre as competéncias Constitucionais, temos no inciso VI do §4° a competéncia de elaborar semestralmente relatério estatistico sobre processos e sentencas prolatadas, por unidade da Federacao, nos diferentes érgaos do Poder Judiciario. Gabarito: D. 25. (FCC - 2011 - TRT - 48 REGIAO (RS) - Analista Judiciario) Com excecéo do Presidente e do Vice-Presidente, os demais membros do Conselho Nacional de Justiga sero nomeados pelo a) Presidente da Republica, apés a escolha ser aprovada pela maioria absoluta do Senado Federal. b) Ministro da Justiga, mediante prévia aprovacdo da escolha pela maioria simples do Congresso Nacional. c) Presidente do Supremo Tribunal Federal, apés a escolha ser aprovada pela maioria absoluta da Camara dos Deputados. d) Presidente da Republica, mediante prévia aprovacéo da escolha pela maioria absoluta do Congresso Nacional. e) Presidente do Supremo Tribunal Federal, apés ter a escolha sido aprovada pela maioria simples do Senado Federal. O Presidente do STF sera também o Presidente do Conselho Nacional de Justica e sera substituido, em suas auséncias e impedimentos, pelo ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 54 30 ‘DOS CONCURSOS TH/RI 26. 27. 30 Aula 05 Prof. Reberto Troncoso Vice-Presidente do STF. Como esses dois membros ja foram aprovados pelo Senado Federal para integrarem o STF, e a previséo vem diretamente da Constituigg0, 0 Senado Federal néo precisa aprovar novamente o nome do Presidente do STF para integrar o CNJ. Por outro lado, os demais membros daquele Conselho seréo nomeados pelo Presidente da Republica apés aprovacao da maioria absoluta do Senado Federal. Lembre-se: = CNJ: Composiga0 (~~ 15 membros (Atengao! O CNMP so 14 membros!) - Mandato: 2 anos ~ Recondugdo: admitida uma recondusaio ~ Nomeagio: Presidente da Repiiblica, apés aprovagao da MA do SF ~ Limite de idade: Nao ha - Se 0 dratio responsdvel mio indicar no prazo: o STF escolhe - NJ: Presidente (- Presidente do STF ~ Auséncias e impediments: Vice-Presidente do STF - PSTF e VPSTE NAO precisam ser aprovados pela MA do SF Gabarit (FCC - 2011 - TRE-TO - Técnico Judiciério) © Conselho Nacional de Justiga é um 6rgao a) do Poder Legislativo. b) do Poder Judiciario. c) do Poder Executivo. d) independente de qualquer érgao. e) vinculado ao Poder Legislative e subordinado ao Executive. © Conselho Nacional de Justica € um 6rgdo do Poder Judiciario, responsavel pelo controle da atuacio administrativa e financeira do referido Poder e do cumprimento dos deveres funcionais dos juizes, além de outras atribuicées conferidas pelo Estatuto da Magistratura. Gabarito: B. (FCC - 2011 - TRE-RN - Analista Judicidrio) Compete ao Conselho Nacional de Justica a) processar e julgar originariamente o litigio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a Unido, o Estado, o Distrito Federal ou o Territério. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 55 anto 28. 29. 30 b) processar e julgar originariamente a extradigao solicitada por estrangeiro. c) rever, de oficio ou mediante provocagao, os processos disciplinares de juizes e membros de tribunais julgados hd menos de um ano. d) processar e julgar originariamente, nas infragdes penais comuns, o Presidente da Republica e o Vice-Presidente. e) processar e julgar originariamente, nas infragdes penais comuns, os membros do Congresso Nacional. Importante sabermos que 0 CNJ nao tem competéncia jurisdicional, ou seja, ele ndo processar4 ou julgara autoridades, litigios ou acées. Entretanto, ele tem competéncia, entre outras do art. 103-B, de rever os processos disciplinares de juizes e membros de tribunais julgados ha menos de um ano, Lembre-se de que ele possui poderes de fiscalizagéo do cumprimento dos deveres funcionais dos juizes. Gabarito: C. (FCC/DPE-PR/Defensor Publico/2008) A Emenda Constitucional 45, na parte que criou 0 Conselho Nacional de Justica, violou, segundo julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal, a clausula pétrea da separacao dos poderes. O CNJ teve sua constitucionalidade questionada e o STF entendeu que sua criagdo nao viola a Constituigdo (ADI 3.367 /DF). Gabarito: Errado. (FCC/TRT 188 Regido/Técnico Judiciério/2008) Quanto ao Poder Judicidrio, 0 Conselho Nacional de Justiga é composto por quinze membros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e seis anos de idade, sendo (A) dois cidadaos, de notavel saber juridico e reputagao ilibada, indicados um pela Camara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. (B) trés juizes do trabalho, indicados pelo Tribunal Superior do Trabalho. (C) dois membros do Ministério Publico da Unido, indicados pelo Procurador- Geral da Republica. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 56 THR Aula 06 Prof. Reberto Trancoso Oye ‘DOS CONCURSOS TH/RI 30. 30 Aula 08 Prof. Roberto Troncose (D) dois membros do Ministério Publico estadual, escolhidos pelo Procurador- Geral da Republica dentre os nomes indicados pelo érgéo competente de cada instituicg&o estadual. (E) trés juizes federais, indicados pelo Superior Tribunal de Justica Vamos relembrar a composicio do CNJ? CN ‘Componente Orgao responsavel pela indicagao Presidente do STF Tdesemibargador de T7 sir PGR ‘Consetho Federal da OAB 2 cidadios, de notivel saber | Um pela Camara ¢ outro pelo juridico e reputagao ilibada Senado FIQUE ATENTO! Se vocé ainda n&o percebeu, essa questdo esta desatualizada. O comando da questéo diz que Conselho Nacional de Justica € composto por quinze membros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e seis anos de idade. Realmente, quando essa questo foi elaborada, estava correto. No entanto, devido a emenda constitucional n° 61/2009, NAO HA MAIS LIMITE DE IDADE PARA OS MEMBROS DO CNJ! Gabarito: A. (FCC - 2007 - TRF - 3? REGIAO - Analista Judiciério - Psicologia) O Juiz Federal que compée 0 Conselho Nacional de Justia é indicado pelo a) Superior Tribunal de Justica. b) Supremo Tribunal Federal. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 57 ‘DOS CONCURSOS THRI c) Presidente da Republica. d) Tribunal Regional Federal. e) Senado Federal. Segundo o art. 103-B, o juiz federal que compée o CNJ é indicado pelo Superior Tribunal de Justia. Gabarito: A. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 58 30 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Avia 96 Prof. Roberto Troncoso III.DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) 1, CONSIDERAGOES GERAIS Meus futuros Técnicos do TJ/RJ, vocés devem saber que o Supremo Tribunal Federal 6 0 maior tribunal do Poder Judicidrio brasileiro. £ ele 0 guardiao da Constituigdo, ou seja, 0 STF possui a ultima palavra no que se refere & interpretag&o constitucional. O Tribunal Maior, como também é chamado, é composto por 11 membros, chamados de Ministros. Os Ministros do STF sao nomeados pelo Presidente da Reptiblica apés aprovacéo da maioria absoluta do Senado Federal e tomam posse por ato do Presidente do Supremo Tribunal Federal. Como visto, os Ministros do STF adquirem a vitaliciedade no momento da posse, nao se submetendo ao estdgio probatério. Uma observag3o importante é que o Presidente da Republica é livre para escolher os Ministros do STF, desde que observados os seguintes requisitos previstos na Constituic&o: i, Idade entre 35 e 65 anos ji. Ser brasileiro nato (ndo pode ser naturalizado) iii. Ser cidad&o, no pelo gozo dos direitos politicos iv. Possuir notavel saber juridico e reputagio ilibada v. Os Ministros (sdo indicados pelo Presidente da Republica) devem ser aprovados pela maioria absoluta do Senado Federal. Observe que a Constituigéo ndo prevé que os Ministros do STF sejam membros da carreira judicidria ou do MP. Alids, n&o se precisa nem ser bacharel em Direito. Resumindo: Para que alguém se torne Ministro do STF, 0 seguinte procedimento deve ser seguido: 1) © Presidente da Republica indica seu nome, obedecidos os requisitos constitucionais; 2) O nome indicado pelo Presidente da Reptiblica deve ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 59 30 ONT ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncose 3) Nomeagao pelo Presidente da Republica 4) Posse por ato do Presidente do STF, © Supremo Tribunal Federal atua de duas formas: através do Plendrio e de suas duas Turmas. 0 Plendrio, como jé estudado, é a reunigo de todos os seus 11 Ministros e as Turmas possuem 5 Ministros cada uma. 0 Presidente do Supremo Tribunal Federal nao atua nas Turmas, somente no Pleno. © quérum de instalagdo da sesso no Supremo é de oito Ministros. Assim, para que um julgamento se inicie, € necessdria a presenca de pelo menos oito Ministros. Quanto ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, este é eleito diretamente pelos seus pares para um mandato de dois anos, vedada a reeleicao. Esquematizando: Do Supremo Tribunal Federal (STE) - Guardiio da Constituigao - Composigo f- 1] membros - Nomeados pelo Presidente - O Presidente ¢ livre para escolher, da Repubblica observados os requisites constitucionais - © PR nomieia, mas quem dé a posse é 0 PSTF ~ Adquire a vitaliciedade no momento da POSSE ~ Requisitos (i Idade entre 35 ¢ 65 anos ii, Ser brasileiro nato STF iii, Ser cidadao, no pelo gozo dos direitos politicos iv. Possuir otavel saber juridico e reputagio ilibada - Nao precisa ser membro da carreira judicidria ou MP - Nio precisa nem ser bacharel em Direito v. Aprovacaio da MA do Senado Federal ~ Atuagio [- Plendrio -2Turmas f - Cada uma com 5 Ministros - © PSTF nao integra nenhuma das turmas, atuando somente nas sessdes plendrias ~ Quérum de instalagio de sesso: 8 membros - Presidente do STF [- Fleito diretamente pelos Ministros do STF - Mandato de 2 anos - Vedado reeleigao www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 60 CuK ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 96 Prof. Reberto Troncoso 2. COMPETENCIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL As competéncias do STF estado elencadas nos artigos 102 e 103 da Constituigao Federal e podem ser originarias ou recursais. As competéncias origindrias séio aquelas onde o processo (a ag&o) nasce no Supremo. Assim, a acéo é processada e julgada somente pela Corte Constitucional, em uma tinica instancia. 0 rol das competéncias origindrias do STF é exaustivo (numerus clausus), ou seja, nao pode ser ampliado, a ndo ser por Emenda Constitucional. Antes de estudarmos as competéncias do STF, saiba que o Procurador-Geral da Republica, 0 “chefe do Ministério Publico da Unido”, atua em todos os processos de competéncia do Supremo Tribunal Federal. Estudaremos as competéncias originérias um pouco mais a frente. Por enquanto, quero dar a vocé uma visdo mais geral, antes de entrar na parte especifica, combinado? Jé as competéncias recursais séo aquelas onde 0 processo tem origem em outro érg&o do Poder Judicidrio e chega ao Supremo por meio de um recurso. Os dois tipos de recursos recebidos pelo STF sdo 0 recurso ordinario e o recurso extraordinério. recurso ordinario, ou comum, esta previsto no art. 102, II da Constituigéo e somente é cabivel nas seguintes hipteses: 1) O crime politico 2) 0 "habeas-corpus", 0 mandado de seguranca, o "habeas-data" e o mandado de injungéio decididos em unica instancia pelos Tribunais Superiores, se denegatéria a decisao. Observe que essa ultima hipétese possui trés requisitos: a) As acbes devem ter sido decididas em dnica instancia; b) As agdes devem ter sido decididas pelos Tribunais Superiores em sua competéncia originaria. Assim, se a aco tiver sido decidida pelos Tribunais Superiores em sua competéncia recursal, n&io caberd 0 Recurso Ordinario ao Supremo. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 61 Dos concunsos Ta/Rd Aula 96 Prof. Reberto Troncoso c) A decisio deve ter sido denegatéria (deve ter negado o pedido), com ou sem julgamento do mérito. O recurso extraordindrio (RE), por sua vez esta previsto no art. 102, III da Constituig&io Federal. Observe bem essa nomenclatura: nao é recurso especial, nem comum, nem ordindrio - é recurso extraordinério! + Recurso Especial - STJ » Recurso Extraordinario: STF E cabivel esse recurso nas causas decididas em Unica ou Ultima instancia, quando a decisdo recorrida: a) contrariar dispositivo da Constituigéo: sempre que alguma decis&o contrariar a CF, caberé o RE para que o STF reforme a decis&o recorrida e a Constituigéo seja cumprida. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal: sempre que uma sentenga declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal, caberé também o RE para que o STF proteja o ordenamento juridico, analisando se o ato normativo declarado inconstitucional realmente feria a Constituigdo. Assim, o STF possui sempre a Ultima palavra no que se refere a declaracao de inconstitucionalidade. ¢) julgar valida lei ou ato de governo local contestado em face da Constitui¢éo: por local, entenda Estadual ou municipal, ok? Dessa forma, caberé Recurso Extraordindrio sempre que uma decisao de um tribunal declarar que a lei ou ato do governo local séo VALIDOS frente a CF. E cabivel o recurso, pois se pode estar deixando de cumprir a Constituig&o corretamente. Por outro lado, caso a decisdo fosse pela inconstitucionalidade da lei ou ato local, ndo seria motivo de RE porque teriamos a certeza que a CF estaria sendo cumprida. d) julgar valida LEI local contestada em face de lei federal: nesse caso, o Supremo estara protegendo a federacdo. Antigamente, essa competéncia era do STJ. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 62 CuK ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncose Observe que se a deciséo “Julgar valido ATO de governo local contestado em face de lei federal” é caso de Recurso Especial no STJ € nao de Recurso Extraordinario. Fique atento! - Lei ou ato vs Constituicao: Recurso Extraordinario no STF. - LET local vs Lei Federal: Recurso Extraordinario no STF. - ATO local vs Lei Federal: Recurso Especial no ST). 0 recurso extraordinério possui ainda alguns requisitos: a) Prequestionamento da matéria: A controvérsia constitucional deve ter sido debatida e decidida por érgao do Judiciario; b) Ofensa DIRETA a CF: assim, nao cabe o RE se a ofensa for reflexa; e c) Repercussdo geral das questdes constitucionais: 0 STF somente pode negar o RE por auséncia de repercussao geral pelo voto de 2/3 dos membros. Ela deve ser analisada a cada caso, ainda que o STF jé tenha reconhecido a presenga de repercussdo geral da matéria em outro julgado (ARE 663.637/MG). Por fim, é preciso saber que é cabivel recurso extraordindrio contra decisdo proferida por juiz de primeiro grau nas causas de alcada, ou por Turma Recursal de Juizado Especial civel ou criminal (Sumula 640 STF) e também para apreciar a validade de direito pré-constitucional, tanto em confronto com a CF88 quanto com constituigées passadas. Esquematizando: www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 63 Ounce ‘DOS CONCURSOS TH/RI ula 06 Prot Roberto Trane - As competéncias do STF estao enumeradas nos arts. 102 e 103 da CP - 0 PGR atua em todos os processos de competéncia do STF a) Origindria (- Quando o STF processa e julga, originariamente, a matéria, em tniica instancia - O processo "nasce" no STF - Rol exaustivo (nemerus clausus) ~ Pode ser ampliado por Emenda Constitucional - CF, art. 102, Te 103 - Quando o STF aprecia a matéria a ele chegada mediante recurso ordinirio ou extraordinario i. Recurso Ordinario { 1) O crime politico Competéncias do STF CF, art. 102, IT 2) O HC, 0 MS, 0 HD e 0 MI decididos em instaneia linia pelos TS, se denegatéria a decisao b) Recursal - Decistio dos TS - Em competéncia ORIGINARIA dos TS ~ Se for recursal, nfo & do STF = Se a decisio for denegatoria (com ow sem julgamento do mérito) ii, Recurso ~ As causas decididas em tinica ou dltima instancia, Extraordinario/ quando a decisao reeorrida: (RE) 1) Contrariar dispositivo da Constituigao Federal CF, art. 102, | 2) Declarar a incoustitucionalicade de tratado ou lei federal 3) Iulgar vilida lei ou ato de governo local contestado em face da Coustituig#o Federal 4) Julgar valida LET local contestada em face de lei federal ‘OBS: Julgnr valid ATO de govemo local contestado em face de J federal é caso de Recurso Especial no STI = Requisitos (~ Prequestionamento da matéria doRE | - A controvérsia constitucional deve ter sido debatida e decidida por drz%0 do Judiciério - Ofensa Direta a CF (Nao cabe RE se a ofensa for reflexa) - Repercussio geral das questées constitucionais - O STF somente pode negar 0 RE por auséncia de repercussio geral pelo voto de 2/3 dos membros - deve ser analisado a enda easo, ainda que © STF ji tenha reconhecido a presenga de repercussio geral da matéria em outro jjulgado (ARE 663.637/MG) « Cabe (~ Contra decisao proferida por juiz de primeiro eran RE | nas causas de algada, ou por Turma Recursal de Juizado Especial civel ou criminal (Sim 640 STF) - Para apreciar a validade de dieito pré- constitucional, tanto em confronto com a CF88 quanto ‘CFs passadas www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 64 30 CuK ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 96 Prof. Roberto Troncoso 3. COMPETENCIAS ORIGINARIAS DO STF Agora que vocé jé tem uma visdo geral das competéncias do STF e jé sabe quais s&o as competéncias recursais, estudaremos as competéncias s da Corte Constitucional. As competéncias do STF (tanto as originarias quanto as recursais) séo as competéncias de tribunais mais cobradas em provas e, geralmente, quando sao cobradas, é exigido o texto literal da Constituigao. Mesmo assim, comentarei as competéncias uma a uma para garantirmos a nossa nota maxima na prova de Direito Constitucional! Isso sera trabalhoso, mas vai valer a pena! Pense agora no seu cargo de Técnico do TJ/RJ e no seu salario de R$ 3.518,13 e vamos la! + Papel de guardido da Constituicao Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituicao, cabendo-the: Observe que a Constituig&0 confere expressamente a guarda da Constituigdo ao Supremo Tribunal Federal. I- processar e julgar, originariamente: a) a ago direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normative federal ou estadual ea agao declaratéria de constitucionalidade de lei ou ate normative federal; p) 0 pedido de medida cautelar das acées diretas de inconstitucionalidade; § 1.° A arguicao de descumprimento de preceito fundamental, decorrente desta Constituicéo, serd apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei, Nesses trés dispositivos, a Constituicéo confere ao STF a competéncia para realizar o controle abstrato de constitucionalidade por meio das trés agdes elencadas: a ac&o direta de inconstitucionalidade (ADIN ou ADI), a acao declaratéria de constitucionalidade (ADECON ou ADC) e a arguicgdo de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). Além disso, observe que a ADI pode ter como objeto leis ou atos normativos federais ou estaduais. J4 a ADC pode ter como objeto apenas leis ou atos normativos federais e, por ultimo, a ADPF pode ter como objeto leis ou atos normativos federais, estaduais ou municipais. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 65 ONT Dos concunsos Ta/Rd Aula 96 Prof. Reberto Troncoso + Julgamento de remédios constitucionais © Supremo Tribunal Federal também é competente para julgar alguns remédios constitucionais, a depender da autoridade coatora ou do paciente. Observe: d) 0 "habeas-corpus", sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alineas anteriores; 0 mandado de seguranca e o "habeas-data” contra atos do Presidente da Reptiblica, das Mesas da Camara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da Unido, do Procurador-Geral da Reptiblica e do préprio Supreme Tribunal Federal; i) 0 habeas corpus, quando 0 coator for Tribunal Superior ou quando 0 coator ou 0 paciente for autoridade ou funciondrio cujos atos estejam sujeitos diretamente 4 jurisdicéo do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito 4 mesma jurisdic&o em uma Gnica instancia; @) © mandado de injungao, quando a elaboracao da norma regulamentadora for atribuicéo do Presidente da Reptiblica, do Congresso Nacional, da Camara dos Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma dessas Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da Unido, de um dos Tribunais Superiores, ou do préprio Supremo Tribunal Federal; « Julgamento de autoridades Antes de comecarmos a estudar essas competéncias, vocé deve saber que as autoridades podem cometer dois tipos de crime: Crimes comuns: sao crimes que podem ser cometidos por qualquer outra pessoa, como o homicidio, roubo etc. Saiba que somente o Judi julga crimes comuns. Crimes de responsabilidade: so os crimes cometidos em razéo do cargo que ocupam (ex. atentar contra o livre exercicio do Poder Judicidrio € crime de responsabilidade do Presidente). Podem julgar esse tipo de crime (em Ambito federal) 0 Judiciério e também o Senado Federal, quando se tratar de autoridades da alta cupula do Governo. Vamos ao texto da CF. Ao ler as duas préximas alineas, observe que a Constituig&o trata de trés niveis de autoridades: 1) Autoridades de alta ctipula (Presidente da Republica, PGR, Ministros do STF...); www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 66 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso 2) Autoridades imediatamente abaixo da alta ctipula (ministros de Estado, Membros do TCU e dos Tribunais Superiores...) € 3) Autoridades do terceiro escaléo (membros dos Tribunais de Contas estaduais e do MPU que oficiem perante os tribunais...). Assim, perceba que, GERALMENTE (existem excegées), as autoridades da alta ctipula sdo julgadas nos crimes de responsabilidade perante 0 Senado Federal e nos crimes comuns perante o STF. Jé as autoridades imediatamente abaixo da alta cuipula sao julgadas nos crimes comuns e de responsabilidade pelo STF. As autoridades do terceiro escaléo, por sua vez, séo julgadas nos crimes comuns e de responsabilidade pelo STJ. Agora sim, vamos ao texto da CF: b) nas infracées penais comuns, o Presidente da Reptiblica, 0 Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus préprios Ministros e 0 Procurador-Geral da Repiiblica; ¢) nas infragées penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aerondutica, ressalvado 0 disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da Unido e os chefes de missao diplomatica de cardter permanente; Uma observagao importante 6 que o STF somente julga o Presidente da Republica nos crimes comuns enquanto ele permanecer no cargo. Dessa forma, findo o mandato, os autos seréo remetidos para o juizo de primeiro grau. Os crimes de responsabilidade do Presidente da Reptiblica, por sua vez, so julgados pelo Senado Federal. Ademais, 0 Supremo Tribunal Federal nao poderé modificar a deciséo do Senado Federal em processo de apuracdo de crime de responsabilidade do presidente da Republica, sendo a deciséo do 6rg8o parlamentar definitiva. © STF pode anular o julgamento por ilegalidade ou intervir para que os acusados tenham o direito a ampla defesa e contraditério, por exemplo, mas n&o podem mudar o resultado do julgamento de “culpado” para “inocente”. Por fim, da leitura dos dispositivos anteriores, combinada com o art. 105, com © art. 52 e outros dispositivos da Constituig&o, chegamos ao seguinte quadro: www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 67 os CONCURSOS ‘Competéncias para julgamento de autoridades Autoridade Crime comum pe responsal Presidente da Replica SIF Senado Federal “Vice Presidente da Repiblien SIF Senado Federal Parlamentares Feerais STF Respectiva Casa Lepislativa Ministros do STF STF Senado Federal Procurador-Geral da Repiblica SIF Senado Federal ‘Membros do CNTe CNMP Depande da origem do carzo Senado Federat Ministrs de Estado e Comandantes das or ‘Nao conexor com PRe VPSTF Forgas Armadas Conexos com PR e VP: Senado AGU SIF Senado Federal ‘Mio conexos com FR e VPSTF Presidente do Basen ae Concxos com PR « VP: Senado Tribanais Superores (S17 STM TSE-TSI) oF STF a BREE Seas om om Tou oF oF TRE TRE TCE STON Su oT Tuiz de TRE (desembargadores Federals) St ST Taizes federis TRF TRF Governador de Estado 37 Na forma da Lar LOT9S0 Vice-Goverador de Fado Depende da CEst (em rear, THEW) | Depends de Lei federal Depatados estaduais Depend da CEst (ent resra, TEs) | Assembleta Caxisativa PG Tist ‘Assemblela Lepilativa Membros do MPE THEst THES Tribunal de Tustipa Militar «juizes de deito TER THES Desembargadores sir So De Conpeténcia da Tantiga em ets er Proprio: Chara dor Vereadoes Nos demas casos: TRF ou TRE ela Fonte Divete Consitucanal Descarapicads 7 cai. Por fim, vocé deve saber que o foro especial por prerrogativa de fungio (foro privilegiado) dos magistrados n&o se estende aos magistrados aposentados (RE 549.560/CE) + Julgamento de agées contra o CNJ e CNMP 1) as agées contra 0 Conselho Nacional de Justica e contra o Conselho Nacional do Ministério Publico; Compete ao STF julgar as agdes contra o CNJ ou o CNMP. No entanto, existe uma observag&o importante acerca desse inciso. Olhando o art. 102, I, r da www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 68 ONT ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso CF, tem-se a impresséo que o STF é competente para julgar Agdo Civi Piiblica contra atos do CNJ. No entanto, o STF ja decidiu que, nesse caso, 0 sujeito passivo é a UNIAO e no o CN3J, pois este é um ORGAO do Poder Judicidrio (ACO 1680/AL e Pet 3986 AgR/TO). © STF ainda diz que: “Por ébvio, essa no é a interpretacéo quando se cuide de mandado de seguranga, mandado de injungéo e habeas data contra atos do CNJ. Nessas hipdteses, 0 pélo passivo é ocupado diretamente por aquele Conselho ou pelo seu presidente, como autoridade impetrada, ainda que a Unio figure como parte. Isso diante da chamada personalidade judicidria que é conferida aos érgaos das pessoas politico-administrativas para defesa de seus atos e prerrogativas nessas agées constitucionais mandamentais.” + Julgamento de conflitos para protecéo da federacéo A Constituigdo prevé que o STF é competente para julgar os conflitos que colocam a federagéo em risco. Observe que a CF nao se preocupa com os municipios, mas somente com a Unido, os Estados, o DF e os Territérios: e) 0 litigio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a Unido, 0 Estado, 0 Distrito Federal ou o Territério: f) as causas e os conflitos entre a Uniao ¢ os Estados, a Unido e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administragSo indireta; 0) os conflitos de competéncia entre o Superior Tribunal de Justica e quaisquer tribunais, entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro tribunal; Conflitos ‘Quem julga? Unido, Estado, OF ou STF Estado estrangeiro ou Territério ‘organismo internacional contra [ Municipios ou pessoas | Juizes federais, cabendo residentes no pais recurso para o STI ‘Se colocar em risco 0 pacto Unido conts Inigo contra federativo: STF Estados/DF ‘Se Nao colocar em risco 0 Estados/DF contra pacto federativo: Justia Federal Confit de competéncias 4° | ou aiquer Tribunal STF Tribunais Superiores contra www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 69 ONT Dos concunsos Ta/Rd Aula 06 Prof. Roberto Troncoso + Demais competéncias g) a extradi¢&o solicitada por Estado estrangeiro; Quando um Estado estrangeiro solicita que o Brasil extradite uma pessoa estrangeira, 0 érgéo competente seré o STF. Recentemente essa competéncia ficou bastante evidente, no julgamento do caso Cesare Battisti. J) a revisde criminal e a agao resciséria de seus julgados; A reviséo criminal ¢ a ag&o propria para desconstituir a coisa julgada no Ambito penal e a agdo resciséria é a ac&o que desconstitui a coisa julgada no mbito civil. A regra & que as agGes rescisérias e as revises criminais contra decisdes de um tribunal s&o julgadas pelo préprio tribunal e 0 Supremo segue essa regra. 1) a reclamagao para a preservacao de sua competéncia e garantia da autoridade de suas decisées; Sempre que o STF profere alguma decisdo e esta néo é cumprida, cabe uma ago chamada reclamagdo, que serve para que a decisao seja efetivamente cumprida e seja assegurada a autoridade do STF. n) a ag&o em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados; m) a execuco de sentenca nas causas de sua competéncia origindria, facultada a delegacao de atribuicées para a pratica de atos processuais; ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 70 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 96 Prof. Reberto Troncoso EXERCICIOS 31. (FCC - 2012 - TRT - 6? Regido (PE) - Analista Judicidrio) Joao, brasileiro naturalizado, com 62 anos de idade, é nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Presidente da Repiblica, depois de aprovada sua escolha pela maioria absoluta do Congresso Nacional. Jodo n&o era juiz de carreira, atuava como advogado trabalhista e lecionava em uma Faculdade de Direito. A arguig&o publica a que fora submetido comprovou que tinha notavel saber juridico e reputacdo ilibada. Desta hipétese, conclui-se que 0 processo para a nomeacéo de Joao a) cumpriu os requisitos constitucionais exigidos para essa finalidade. b) cumpriu os requisitos constitucionais exigidos para essa finalidade, exceto quanto ao fato de Jodo nao ser juiz de carreira. ¢) n&o cumpriu os requisitos constitucionais exigidos para essa finalidade no tocante a condic&o de nacionalidade de Jodo e ao érgao que aprovou sua escolha, d) ndo cumpriu os requisites constitucionais exigidos para essa finalidade no tocante a condig&io de nacionalidade, profissdo e idade de Jodo, nem ao érgao que aprovou sua escolha. ) cumpriu os requisites constitucionais exigidos para essa finalidade, exceto quanto ao érg&o que aprovou sua escolha. Para ser indicado a Ministro do Supremo Tribunal Federal, Jodo precisa cumprir os seguintes requisitos: Idade entre 35 e 65 anos Ser brasileiro nato (nao pode ser naturalizado) Ser cidadao, no pelo gozo dos direitos politicos iv. Possuir notavel saber juridico ¢ reputagao ilibada v. Os Ministros (séo indicados pelo Presidente da Republica) devem ser aprovados pela maioria absoluta do Senado Federal. Observe que a Constituigéo nao prevé que os Ministros do STF sejam membros da carreira judicidria ou do MP. Alias, néo se precisa nem ser bacharel em Direito. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 71 30 ‘DOS CONCURSOS TI/RI 32. 33. 30 Aula 06 Prof. Reberto Troncoso Gabarito: C. (FCC - 2012 - TRE-CE - Analista Judicidrio) Tales, Ministro de Estado, e Igor, chefe de miss&o diplomatica de cardter permanente, cometeram, respectivamente, infracéo penal comum e crime de responsabilidade. Nesses casos sero processados e julgados a) originariamente pelo Supremo Tribunal Federal. b) originariamente pelo Superior Tribunal de Justiga. c) por meio de recurso extraordinario pelo Supremo Tribunal Federal. d) por meio de recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiga. e) por meio de recurso ordindrio pelo Supremo Tribunal Federal. Vamos ver um por um (art. 102, I, “c”): tro de Estado - Em crimes comuns, julgados no STF. Em crimes de responsabilidade, julgados também no STF, a nao ser que seja um crime de responsabilidade conexo com o Presidente da Reptblica ou o Vice-Presidente da Republica (vai para o Senado Federal). Chefe de missdo diplomatica permanente - Sdo julgados no STF nos crimes comuns e de responsabilidade. Gabarit (FCC - 2012 - TRE-CE - Analista Judicidrio) Tales, Ministro de Estado, e Igor, chefe de missio diplomatica de cardter permanente, cometeram, respectivamente, infrac&o penal comum e crime de responsabilidade. Nesses casos serdo processados e julgados a) originariamente pelo Supremo Tribunal Federal. b) originariamente pelo Superior Tribunal de Justica. c) por meio de recurso extraordindrio pelo Supremo Tribunal Federal. d) por meio de recurso especial pelo Superior Tribunal de Justica. €) por meio de recurso ordinario pelo Supremo Tribunal Federal. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 72 DOs CONCURSOS THR Aula 0 Prof. Roberto Tronco: As Competéncias do STF séo assunto muito comum nas provas da FCC. No art. 102 da Constituicéo, podemos encontrar as competéncias originérias (0 STF é 0 primeiro érgéo a conhecer do assunto) e recursais (via recurso ordindrio e extraordindrio) do Supremo. Esse artigo é muito importante para a sua prova! Segundo ele, o STF julga os Ministros de Estado por crime comum, assim como os chefes de missSo diplomtica de carater permanente (seja por crime comum ou de responsabilidade). Segue uma tabela para vocé fixar as competéncias para julgamentos de autoridades: Competéncias para julgamento de autoridades Autoridade Crime comum Grime de responsabilidade Presidente da Repiiblica STF ‘Senado Federal ‘Vice Presdente da Repiblica oF Senado Federal Parlamentares Federais StF Respectiva Casa Lepislativa “Ministros do STF ‘STF ‘Senado Federal. Procurador-Geral da Repiblica oF Sendo Federal ‘Memibros do CNT e CNMP ‘Depende da origem do cargo. Senado Federal ‘Ministros de Estado ¢ Comandantes das ‘STF ‘Nao conexos com PR ¢ VP: STF Forgas Armadas Conexos com PRe VP: Senado AGU oF Senado Federal ‘Nao conser com PRe VPrSTF eats al ‘Conexos com PR e VP: Senado Tribunais Superiores (STJ. STM, TSE .TST) STF ‘STF ‘Chefs de missiodipfomtica de carter or or permanente TCU STF TF TRE TRE TCE STO st st ‘Juiz de TRF (desembargadores federais) STI ‘STD Tuizes ederais TRF TRF ‘Governador de Evade sir Ya forma da Ler LOT SO Vice-Goverandor de Eaado Depends da Cit Centegra TE) | Depende de Lat federal Deputados estachais Depends da CEst (em regra. THEst) | Assembicia Lezislativa Par Test Assembleia Leaislativa “Membros do MPE TEst TIEst “Tribunal de Tasiga Miltar © juzes de delta TE Test Desembargadores st Si mctinn SEES ogee iaerise Nos demais casos: TRF ou TRE eid Gabarito: A. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 73 Oye OS CONCURSOS Ta/Rd Aula 06 Prof. Reberto Troncoso 34. (FCC - 2012 - TJ-PE - Analista Judiciario) O litigio entre a Franca e o Estado de Sergipe deverd ser processado e julgado, originariamente, pelo a) Tribunal de Justiga do Estado de Sergipe. b) Supremo Tribunal Federal. c) Superior Tribunal de Justiga. d) Tribunal Regional Federal. e) Congreso Nacional. Atencdo para os litigios envolvendo organismos internacionais ou estados estrangeiros! Se forem contra a Unido, Estados, DF e territérios, a agéo sera julgada no Supremo Tribunal Federal (art. 102, 1,"e”). Se forem contra Municipio ou pessoa domiciliada/residente no pais, a competéncia vai “Ia pra baixo” (juizes federais, conforme o art. 109, II). Vamos relembrar: Conflitos Quem juga? Unido, Estado, DF ou 5 STF Estado estrangeiro ou Territério ‘organismo internacional contra [ Municipios ou pessoas | Juizes federais, cabendo residentes no pais recurso para o STI Se colocar em risco 0 pacto Unigo contra federativo: STF Estados/DF ‘Se nao colocar em risco 0 Estados/DF contra pacto federativo: Justiga Federal Confiito de competéncias de Fo ase tribunal STF Tribunais Superiores contra Gabarito: B. 35. (FCC - 2012 - TRF - 28 REGIAO - Analista Judicidrio) As agdes contra o Conselho Nacional de Justiga e as acdes contra o Conselho Nacional do Ministério Publico sero julgadas originariamente pelo a) Supremo Tribunal Federal e pelo Tribunal Regional Federal competente, respectivamente. b) Superior Tribunal de Justica. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 74 30 ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncose c) Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justica, respectivamente. d) Superior Tribunal de Justia e pelo Supremo Tribunal Federal, respectivamente. ) Supremo Tribunal Federal. Compete ao STF julgar as agées contra o CNJ ou o CNMP. No entanto, existe uma observacéo importante. Na leitura do art. 102, I, “r” da CF, tem-se a impressdo de que o STF é competente para julgar Acdo Civil Publica contra atos do CNJ. No entanto, 0 préprio STF ja decidiu que, nesse caso, 0 sujeito passivo é a Unio e néo o CNJ, pois este é um 6rgao do Poder Judicidrio (ACO 1680/AL e Pet 3986 AgR/TO). Gabarito: E. 36. (FCC - 2012 - TRE-PR - Técnico Judiciério) Em 15 de dezembro de 2011, foi publicado no Didrio Oficial da Unido Decreto por meio do qual a Presidente da Repiiblica “resolve nomear Rosa Maria Weber Candiota da Rosa para exercer 0 cargo de Ministra do Supremo Tribunal Federal, na vaga decorrente da aposentadoria da Ministra Ellen Gracie Northfleet”. A esse respeito, diante do procedimento estabelecido na Constituicdo, relativamente a composigao do Supremo Tribunal Federal, considere as seguintes afirmagdes: I. A nomeag&o da Ministra para o Supremo Tribunal Federal pressupde o preenchimento de requisitos estabelecidos pela Constituicéo, relativos & sua idade, saber juridico e reputacao. I, © ato da Presidente da Republica acima referido dé inicio a um procedimento complexo, previsto para a nomeacéio de membros do Supremo Tribunal Federal. III. A nomeagao da Ministra para exercer cargo no Supremo Tribunal Federal deve ter sido precedida de aprovacdo pela maioria absoluta do Senado Federal. Esta correto 0 que se afirma em a) I, apenas. b) Il, apenas. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 75 30 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncose c) Le Ill, apenas. d) Ie III, apenas. e) I, ell. Item I - CERTO. Idade, saber juridico e reputacio séo realmente alguns dos requisitos para se ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Vamos revisa-los: i, Idade entre 35 e 65 anos ji. Ser brasileiro nato (n&o pode ser naturalizado) iii, Ser cidad3o, no pelo gozo dos direitos politicos iv. Possuir notavel saber juridico e reputac&o ilibada v. Os Ministros (sdo indicados pelo Presidente da Republica) devem ser aprovados pela maioria absoluta do Senado Federal. Item II - ERRADO. A nomeagio nao da inicio ao procedimento previsto para a escolha de um membro do STF. Na verdade, a nomeacao é um dos Ultimos passos na sequéncia de eventos. Vejamos as etapas deste 1) © Presidente da Republica indica seu nome, obedecidos os requisitos constitucionais; 2) © nome indicado pelo Presidente da Republica deve ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal. 3) Nomeagao pelo Presidente da Reptblica 4) Posse por ato do Presidente do STF. Item III - CERTO. O Senado Federal deveré aprovar a indicagdéo do Presidente da RepUblica pela maioria absoluta de seus membros. E a conhecida “sabatina” do Senado. Gabarito: C. 37. (FCC - 2012 - TRT - 112 Regido (AM) - Analista Judicidrio) Ricardo, Ministro de Estado, residente e domiciliado no Distrito Federal, foi denunciado por crime de estelionato, pela emisso de cheque sem fundos numa imobilidria na Cidade de Manaus, Estado do Amazonas, para a compra de um imével para o seu uso ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 76 30 ONT ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncose particular @ beira do Rio Amazonas. Ricardo, nos termos da Constituigéo Federal, ser processado e julgado a) originariamente pelo Superior Tribunal de Justica. b) originariamente pelo Supremo Tribunal Federal. c) em mbito administrativo pela Presidéncia da Republica, cujo processo seré decidido pelo Presidente da Repiiblica. d) pelo Tribunal de Justiga do Amazonas, competente em razéo do local da pratica do crime. e) pelo Tribunal de Justica do Distrito Federal competente em razéo do domicilio do Ministro. Nos crimes comuns, como o estelionato, os Ministros de Estado seréo julgados pelo STF. Isso também vale para os crimes de responsabilidade, desde que néo sejam conexos com crimes de responsabilidade do Presidente e Vice-Presidente da Republica. Se tivermos esta Ultima situagdo, o Ministro ser4 levado a julgamento no Senado Federal. Gabarito: B. 38. (FCC - 2011 - TRE-PE - Analista Judiciario) © Supremo Tribunal Federal poderd, de oficio ou por provocagéio, mediante decisdo de dois tergos dos seus membros, apés reiteradas decisées sobre matéria constitucional, aprovar simula que, a partir de sua publicagéo na imprensa oficial, ter efeito vinculante em relag&o aos demais érgdos do Poder Judiciério e & administracéo publica direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder sua revisio ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Segundo a Constituigéo Federal, do ato administrative ou decis&o judicial que contrariar a stimula aplicével ou que indevidamente a aplicar, caberd reclamaéio ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, a) anularé 0 ato administrativo ou cassara a decisdo judicial reclamada, e determinaré que outra seja proferida com a aplicacio da sumula, independentemente do caso, intimando 0 membro do Ministério PUblico competente a intervir. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 7 ONT ‘DOS CONCURSOS THRI Aula 06 Prof. Roberto Troncose b) manteré o ato administrativo ou a decisdo judicial, adequando-os 4 simula, que deveré sempre ser aplicada independentemente do caso, face seu poder vinculante. c) manteré o ato administrativo ou a decis&o judicial, adequando-os & simula, intimando 0 membro do Ministério PUblico competente para emitir parecer sobre a melhor adequacéo da sumula ao caso. d) manteré 0 ato administrativo ou a decisdo judicial por forca do Principio da Seguranga Juridica, aplicando a sumula em qualquer hipétese, intimando o Advogado Geral da Unido a intervir independentemente do caso. e) anularé 0 ato administrativo ou cassara a decis&o judicial reclamada, ¢ determinara que outra seja proferida com ou sem a aplicacio da stimula, conforme o caso. A questao cobrou o conhecimento da literalidade do art. 103-A, §3°. 0 que acontece em caso de desobediéncia a stimula vinculante (nao aplicagéo ou aplicagao indevida)? Em caso de ato administrativo, este sera anulado. Se for uma decisao judicial, o Supremo Tribunal Federal a cassaraé, determinando que a autoridade que a proferiu o faca novamente, desta vez de maneira adequada. Gabarito: E. 39. (FCC - 2011 - TRE-AP - Técnico Judicidrio) Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituigéo, cabendo-Ihe processar e julgar, originariamente, a) 0 pedido de medida cautelar das acdes diretas de inconstitucionalidade. b) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes € nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justica dos Estados e do Distrito Federal. c) 0s mandados de seguranga e os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronautica. d) os habeas corpus quando o coator for Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronautica, ressalvada a competéncia da Justia Eleitoral. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 78 30 onto 40. TRI Prof. Rok e) os conflitos de atribuigdes entre autoridades administrativas e judicidrias da Uni&o, ou entre autoridades judicidrias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da Unido. 0 Tronco: Item A - CERTO. Como guardiado da Constituigéo, o STF é o érgéo competente para julgar tanto a acdo direta de inconstitucionalidade quanto seus pedidos de medida cautelar. Item B - ERRADO. Governadores, nos crimes comuns, tem foro no STJ. © mesmo tribunal processar4 e julgaraé os desembargadores de tribunais estaduais nos crimes comuns e de responsabilidade. Item C e D - ERRADOS. Quando essas autoridades forem coatoras, 0 habeas corpus, habeas data e mandado de seguranga serao julgados pelo ST3, conforme art. 105, I. Item E - ERRADO. Os conflitos de atribuigées entre autoridades administrativas e judiciarias da Unido, ou entre autoridades ju: rias de um Estado e administrativas de outro, ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da Unido sdéo competéncia do STJ (art. 105, I, "g"). Gabarito: A (FCC/AJAA-TRE-TO/2011) © Supremo Tribunal Federal compée-se de nove Ministros, escolhidos dentre cidaddos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notavel saber juridico e reputagao ilibada. O STF é composto por 11 Ministros e nado 9, como afirma a questéo. Os demais requisitos esto corretos. Vamos relembrar os requisitos para que alguém se torne Ministro do Supremo: i. Idade entre 35 e 65 anos ii. Ser brasileiro nate (nao pode ser naturalizado) iii. Ser cidadao, no pelo gozo dos direitos politicos iv. Possuir notavel saber juridico e reputacio ilibada v. Os Ministros (sao indicados pelo Presidente da Republica) devem ser aprovados pela maioria absoluta do Senado Federal. Gabarito: Errado. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 79 ‘DOS CONCURSOS TH/RI 41. 42. 43. 44, Prof. Roberto Troneo (FCC/AJAA-TRE-TO/2011) O Supremo Tribunal Federal € composto por Ministros nomeados pelo Presidente da Republica, depois de aprovada a escolha pela maioria relativa do Congresso Nacional. Conforme paragrafo nico do artigo 101 da Constitui¢gado: "Os Ministros do Supremo Tribunal Federal seraéo nomeados pelo Presidente da Republica, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do SENADO FEDERAL.” Gabarito: Errado. (FCC/AJAA-TRE-TO/2011) © Supremo Tribunal Federal € composto por Ministros nomeados pelo Presidente da Republica, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Congreso Nacional. Conforme paragrafo nico do artigo 101 da Constitui¢gado: "Os Ministros do Supremo Tribunal Federal seraéo nomeados pelo Presidente da Reptiblica, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal e n&o do Congresso Nacional.” Gabarito: Errado. (FCC/TRF4/Técnico/2010) Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, guarda da Constituicéo, cabendo-lhe julgar em recurso ordinario o crime politico. A competéncia originaria para julgar os crimes politicos é dos juizes federais, conforme art. 109, IV. No entanto, caso haja recurso, néo sera o TRF quem o julgara e sim o Supremo Tribunal Federal, conforme art, 102, II, “b”. Gabarito: Certo. (FCC/TRF4/Técnico/2010) Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, guarda da Constituicéo, cabendo-lhe julgar em recurso ordinario a extradi¢&o solicitada por Estado estrangeiro A extradigdo é uma competéncia originéria do STF prevista no art. 102, I, “g” € néo uma competéncia recursal. Gabarito: Errado. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 80 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 08 Prof. Roberto Troncose 45. (FCC/TRF4/Técnico/2010) Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, guarda da Constituicé0, cabendo-Ihe julgar em recurso ordinario o litigio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a Unido, o Estado e o Distrito Federal. © litigio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a Unido, o Estado e o Distrito Federal 6 uma competéncia originaria do STF prevista no art. 102, I, “e” e ndéo uma competéncia recursal. Gabarito: Errado. 46. (FCC/TRF4/Técnico/2010) Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, guarda da Constituicéo, cabendo-lhe julgar em recurso ordinario as agées contra o Conselho Nacional de Justiga e contra o Conselho Nacional do Ministério Publico. As acées contra o Conselho Nacional de Justiga e contra o Conselho Nacional do Ministério Publico séo de competéncia originaria do STF e nao recursal, conforme art. 102, I, r. Gabarito: Errado. 47. (FCC/TRF4/Técnico/2010) Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, guarda da Constituicéo, cabendo-lhe julgar em recurso ordinario 0 pedido de medida cautelar das agées diretas de inconstitucionalidade. Tanto as acées diretas de inconstitucionalidade quanto os pedidos de cautelar nessas acées séo de competéncia origindria do STF, conforme art. 102, I, “a” e“p”. Gabarito: Errado. 48. (FCC/TRF4/Analista Administrativo/2010) E correto afirmar que os Deputados e Senadores so invioldveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniées, palavras e votos e, desde a expedicio do diploma, seréo submetidos a julgamento perante o (A) Tribunal Regional Eleitoral. (B) Superior Tribunal de Justica. (C) Tribunal Superior Eleitoral. (D) Supremo Tribunal Federal. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 81 30 onto 49. Prof. Reberto Troncoso (E) Tribunal Regional Federal. Compete ao Supremo Tribunal Federal julgar os parlamentares federais nos crimes comuns. Observe que os deputados federais e senadores s&o julgados pelas respectivas Casas Legislativas, no caso dos crimes de responsabilidade. Gabarito D. (FCC - 2009 - TCE-GO - Analista de Controle Externo) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente, a) a homologac&o de sentengas estrangeiras e a concessdo de exequatur as cartas rogatérias. b) os conflitos de atribuigdes entre autoridades administrativas e judiciérias da Unido, ou entre autoridades judicidrias de um Estado e administrativas de outro, ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da Unido. c)as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Municipio ou pessoa residente ou domiciliada no Pais. d) nas infragdes penais comuns, o Presidente da Republica, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus préprios Ministros e o Procurador- Geral da Reptiblica. e) a execugdo de sentenga nas causas de sua competéncia originaria, sendo vedada a delegacio de atribuigdes para a pratica de atos processuais. Item A - ERRADO. Essa competéncia realmente era do Supremo Tribunal Federal, mas a Emenda Constitucional 45/2004 transferiu-a para o STJ! Item B - ERRADO. Os conflitos de atribuicées entre autoridades administrativas e judiciarias da Unido, ou entre autoridades judiciarias de um Estado e administrativas de outro, ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da Unido sio competéncia do STJ (art. 105, I, "g"). Item C - ERRADO. As causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Municipio ou pessoa domiciliada ou residente no Pais s&o da competéncia dos juizes federais, conforme art. 109, II, “c”. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 82 onto 50. 51. 52. Prof. Reberto Troncoso Item D - CERTO. Conforme o art. 102, I, “b”. Item E - ERRADO. A execugéo da sentenga nas causas de sua competéncia origindria é privativa do STF, mas ele pode delegar atribuigées para a pratica de atos processuais, conforme o art. 102, I, “m". Gabarito: D. (FCC/Prefeitura Recife/Procurador Judicial/2008) De acordo com a Constituig&éo Federal, compete originariamente ao Supremo Tribunal Federal juigar as agdes contra 0 Conselho Nacional de Justica e contra o Conselho Nacional do Ministério Publico. Compete ao STF julgar as acgées contra o CNJ ou o CNMP. No entanto, existe uma observacdéo importante acerca desse inciso. Olhando o art. 102, I, “r” da CF, parece que o STF é competente para julgar Acao Civil Pdblica contra atos do CNJ. No entanto, o STF ja decidiu que, nesse caso, 0 sujeito passive é a UNIAO e nao o CNJ, pois este é um ORGAO do Poder Judiciario (ACO 1680/AL e Pet 3986 AgR/TO). Assim, o STF no julga acdo civil publica contra atos do CNJ. Gabarito: Certo. (FCC/TRE-SE/Técnico Judicidrio/2007) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar ¢ julgar, originariamente, nas infragdes penais comuns, os membros dos Tribunais Regionais Federais. Quem julga os membros dos TRFs, tanto nos crimes comuns quanto nos de responsabilidade é 0 STJ. Gabarito: Errado. (FCC/TRE-SE/Técnico Judiciério/2007) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente, nas infragdes penais comuns, o Procurador-Geral da Republica. © PGR é julgado pelo STF nas infracgées penais comuns e pelo Senado Federal nos crimes de responsabilidade. Gabarito: Certo. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 83 CuK ‘DOS CONCURSOS THRI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 84 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso Iv. DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA (STJ) 1, OBSERVAGOES GERAIS Meu caro Técnico do T3/RJ, 0 préximo tribunal estudado por nés serd o Superior Tribunal de Justiga (STJ). Este tribunal € 0 guardido do ordenamento juridico federal, enquanto o STF é 0 guardido da Constituicéo Federal. O STJ é composto de no minimo 33 Ministros, nomeados pelo Presidente da Republica, apés aprovacao da maioria absoluta do Senado Federal. Ademais, a composig&o do ST) deve seguir 4 seguinte regra: * 1/3 dos membros devem ser escolhidos entre juizes dos Tribunais Regionais Federais. Os juizes dos TRFs séo os membros dos TRFs, tribunais de segundo grau. Assim, apesar do nome “Juiz”, eles so os "desembargadores federais”. * 1/3 dos membros devem ser escolhidos entre os desembargadores dos Tribunais de Justiga dos Estados e DF. Nos dois primeiros casos, o préprio STJ elabora a lista triplice livremente e a envia ao Presidente da Reptiblica, que escolhera um dos nomes da lista triplice. * 1/3 dos membros sao divididos da seguinte forma: © 1/6 de advogados © 1/6 de membros do Ministério PUblico Federal, Estadual, do Distrito Federal e Tertitérios Para a escolha desse ultimo terco, cada instituicgo representativa das respectivas classes prepara lista séxtupla e a envia ao STI, que elabora lista triplice e envia ao Presidente da Repiblica, que escolhera dentre os nomes da lista triplice. Em todos os casos anteriores, 0 Senado Federal deve aprovar o nome do escolhido pela maioria absoluta dos votes e, apés a sabatina do Senado, o Ministro seré nomeado pelo Presidente da Republica. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 85 30 on OS CONCURSOS THR Aula 06 Prof. Roberto Troncozo Observe que, ao contrario do STF, os Ministros do ST] devem ser bacharéis em Direito, uma vez que sero ou magistrados, ou advogados ou membros do MP. Os requisitos para ser nomeado Ministro do Superior Tribunal de Justica so: Além disso, Ter idade entre 35 e 65 anos Ser brasileiro nato ou naturalizado (enquanto o STF é somente NATO) iii, Possuir notavel saber juridico e reputagao ilibada . Ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal funcionarao junto ao STJ: A Escola Nacional de Formagao e Aperfeigoamento de Magistrados, cabendo-Ihe, dentre = outras _funcGes, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promogao na carreira; © Conselho da Justica Federal, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisdo administrativa e orcgamentaria da Justica Federal de primeiro e segundo graus, como érgéo central do sistema e com poderes correicionais, cujas decisées tero carater vinculante. Esquematizando: www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 86 Once ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Roberto Troncoso Do Superior Tribunal de Justiga (STJ) ~ Eo guardifio do ordenamento juridico federal (0 SIF é 0 guarditio da CF) ~ No min 33 Ministros - Nomieados pelo Presidente da Repiiblica = Apés aprovacao da MA do Senado Federal - Deve segnir(i, 1/3 de juizes dos TRFs Superior Tribunal de Justica (STJ) ii, 1/3 de desembargadores dos TIEst ~ Nos 2 primeiros casos, o proprio STJ elabora a lista triplice livremente e a envia ao Presidente da Repiiblica. que escolhera um. - Composicio ili, 1/3 divididos[- 1/6 de advogados entre - 1/6 de membros do MP Federal, estaduais e do DE ~ Nesse caso, cada instituigao prepara lista séxtupla ea envia a0 STJ, que elabora lista triplice e envia ao PR - Ao contritio do STE, os ministros do STJ devem ser bacharéis em Direito. “una vez que serio ou muagistrados, ou advogados ou membros do MP ~ Requisitos (~- Brasileiro nato ou naturalizado (enquanto o STF é somente NATO) - Entre 35 ¢ 65 anos 30 - Possuir notavel saber juridico ¢ reputagao ilibada - Ser aprovado pela MA do Senado Federal ~ Apés aprovagdo do Senado Federal, o Ministro seré nomeado pelo Presidente da Repiiblica -Funcionarao_{ - A Escola Nacional de Formacio ¢ Aperfeigoamento de Magistrados. junto ao STI | cabendo-Ihe, dentre outras fiangdes, regulamentar os cursos oficiais para © ingresso e promogao na carreira: - 0 Conselho da Justiga Federal, cabeudo-Lhe exerver, na forma da lei, a supervisto administrativa e orgamentaria da Justiga Federal de primeiro segundo graus, como drgio central do sistema e com poderes comteicionais, cujas decisdes ter’io cardter vinculante. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 87 ONT Dos concunsos Ta/Rd Aula 06 Prof. Reberto Troncoso 2. COMPETENCIAS DO STJ As competéncias do Superior Tribunal de Justica est&o elencadas no artigo 105 da Constituigéo e, assim como as do Supremo Tribunal Federal, podem ser originarias, quando 0 processo “nasce” no STJ, ou recursais, quando o processo se origina em outros juizos € chega ao ST] por via de recurso. Para concursos, as competéncias mais importantes séo as do Supremo Tribunal Federal, sendo que as do STJ caem bem menos em prova e, quando s&o cobradas, as bancas normalmente exigem o texto literal da Constituic&o. Assim, comentarei apenas algumas das competéncias e transcreverei as restantes, para que vocé ganhe familiaridade com o texto constitucional. (ateng4o: vocé deve ler todas para a prova e nao apenas as que eu comentar! Pense no seu cargo maravilhoso de Técnico do TJ/RJ e no seu saldrio maravilhoso de 3.518,13 e manda brasa!). Competéncias origindrias do STJ Art. 105, Compete ao Superior Tribunal de Justiga: I - processar e julgar, ORIGINARIAMENTE a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes € nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justica dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municipios e os do Ministério Publico da Unigo que oficiem perante tribunais; Observe que o Superior Tribunal de Justica julga nos crimes comuns e de responsabilidade as autoridades do terceiro escaldo. b) 05 mandados de seguranga e os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronautica ou do préprio Tribunal; c) 05 habeas corpus, quando 0 coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alinea "a", ou quando o coator for tribunal sujeito & sua jurisdicao, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronautica, ressalvada a competéncia da Justica Eleitoral; Lembre-se: quanto aos Ministros de Estado e Comandantes das forgas armadas: se forem coatores: competéncia do STJ. Se forem pacientes: competéncia do STF. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 88 ONT DOS CONCURSOS Ta/Rd Aula 06, Prof. Reberto Troncoso d) 0s conflitos de competéncia entre quaisquer tribunais, ressalvado 0 disposto no art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juizes a ele nao vinculados e entre juizes vinculados a tribunais diversos; €) as revisées criminais e as ages rescisérias de seus julgados; Lembre-se que a regra 6 que o préprio Tribunal julgue as revisdes criminais e as aces rescisérias de seus julgados. f) a reclamagio para a preservacdo de sua competéncia e garantia da autoridade de suas decisées; Da mesma forma que cabe reclamagio ao Supremo para garantir que sua autoridade seja obedecida, cabe também reclamacéo ao STJ, para garantir que a autoridade do ST) seja obedecida. g) 08 conflitos de atribuigdes entre autoridades administrativas e judicidtias da Unido, ou entre autoridades judiciérias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste € da Unido; h) © mandado de injungao, quando a elaboragdo da norma regulamentadora for atribuigéo de érgéo, entidade ou autoridade federal, da administracao direta ou indireta, excetuados os casos de competéncia do Supremo Tribunal Federal e dos érgaos da Justica Militar, da Justica Eleitoral, da Justica do Trabalho e da Justica Federal; i) a homologacdo de sentengas estrangeiras e a concesséo de exequatur as cartas rogatérias; Um breve comentério quanto a ultima atribuico: até a Emenda Constitucional n° 45/2004, conhecida como a Reforma do Judiciario essa atribuicéo era do STF. No entanto, com a referida Emenda, ela foi transferida para o Superior Tribunal de Justica. Explicando melhor: A carta rogatéria é um instrumento juridico de cooperagdo entre dois paises. Ela é similar carta precatéria, mas se diferencia deste por ter carater internacional. A carta rogatéria tem por objetivo a realizacio de atos e diligéncias processuais no exterior, como, por exemplo, audigéo de testemunhas. Assim, se um juiz do exterior quer ouvir uma testemunha que esté no Brasil, por exemplo, ele manda uma carta rogatéria ao Brasil para que este faca a citiva dessa testemunha. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 89 ‘DOS CONCURSOS, TI/RD Aula 08 Prof. Roberto Troncose 0 exequatur significa “execute-se" ou “cumpra-se" e é dado pelo STJ. Assim, se algum pais envia uma carta rogatéria ao Brasil, quem da a ordem de cumprimento € 0 ST). Atenc&o: o STJ néo cumpre as cartas rogatérias, ele DA A ORDEM para que elas sejam cumpridas! Apés 0 exequatur, a rogatéria seré remetida do juiz federal do Estado em que deva ser cumprida (CF art. 109, X). Apdés executada, o juiz federal devolve a rogatéria ao STJ e este a encaminha de volta ao pais de origem. © mesmo ocorre com as sentengas proferidas no estrangeiro: o ST) homologa essas sentencas, mas quem as executa so os juizes federais (art. 109, X). Competéncias recursais do STJ © ST) aprecia dois tipos de recursos: o recurso ordindrio, ou comum e o recurso especial (muito cuidado para nao confundir com o recurso extraordinario do STF!). * Recurso Especial - STJ » Recurso Extraordinario: STF 0 recurso ordinario do ST) esta previsto no artigo 105, II da Constituigéo Federal: II - julgar, em RECURSO ORDINARIO: a) 05 "habeas-corpus" decididos em tinica ou ultima instancia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territérios, quando a deciséo for denegatéria; b) os mandados de seguranca decididos em dnica instancia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territérios, quando denegatéria a decisao; c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, ¢, do outro, Municipio ou pessoa residente ou domiciliada no Pais; www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 90 ‘DOS CONCURSOS TI/RI Aula 96 Prof. Reberto Troncoso J4 0 recurso especial esta previsto no artigo 105, III da Constituicéo Federal: IIT - julgar, em RECURSO ESPECIAL, as causas decididas, em Unica ou Ultima instancia, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territérios, quando a decisdo recorrida a) Contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigéncia; Observe que "Declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal” & caso de Recurso Extraordinario no STF * Contrariar ou negar vigéncia: STI * Declarar a inconstitucionalidade: STF b) Julgar vélido ATO de governo local contestado em face de lei federal; Observe que “ju/gar valida lei ou ato de governo local contestado em face d3 CF” € caso de Recurso Extraordinério no STF. Além disso: "julgar valida LEI local contestada em face de lei federal” é também caso de Recurso Extraordinario no STF. ‘ique atento! - Lei ou ato vs Constituicéo: Recurso Extraordinario no STF. ~ LEI local vs Lei Federal: Recurso Extraordindrio no STF. - ATO local vs Lei Federal: Recurso Especial no STJ. c) Dera lei federal interpretacdo divergente da que Ihe haja atribuido outro tribunal Esquematizando: www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, ot Competéncias do STS 30 ©) Dos concunsos TH/Rd Aula 06 Prof. Roberto Troncoso - Esto enumeradas uo art. 105 da CF a) Originarias by Recursais = Quando o STI é acionado diretamente, nas agdes em que eabe a ele o primeiro julgamento - CF, art. 105, 1 ~ Processar e julgar, originariamente: a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados ¢ do DF, ¢, nestes ¢ nos de responsabilidade, os dlesemargadores dos TIEst, os miembros dos TC dos Estados e do DF, os dos TRFs, dos TREs TRTs, os areatbros dos Cousellos ou TC dos Munisipios e os do MPU que ofisiem peraute tribunais; b) os MS € os HD contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeranantica ou do proprio STE c) os HC, quando 0 coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alinea "a", ou quando 0 coator for tribuial sujeito& sua jwisdigfo, Ministro de Estado ou Comandante da Marina, do Exéreito ou da Aeronautica, resalvada a comperéncia da Snstica Eleitora: 4) 0s conflitos de competéncia entre quaisquer tribunais, ressalvada 2 competéncia do STF. bem como entre tribunal e juizes a ele ndo vinculados e entre juizes vinculados a tribunais diversos: 2) as revisdes criminals e as agdes rescisérias de seus julgados: £) a reelamagio para a preservagho de sua competéneia e garantia da autoridade de suas decisdes: ) 0s conflitos de atribuigdes entre autoridades administrativas e judiciétias da Unito, ou entre autoridades Juiciarins de um Estado e administrativas de ontro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da Uniso: bh) 0 mandado de injungao, quando a elaboragao da norma regulamentadora for atribuisao de orgao. entidade ou autoridade federal, da administragao direta ou indireta. excetuados os casos de competéucia do STE e dos rads da Justiga Militar. da Justiga Eleitoral, da Justiga do Trabalho ¢ da Justiga Federal 1) a homologacao de sentencas estrangeiras ¢ a concessao de exequatur ds cartas rogatéris ~ Quando o STJ aprecia recursos ordinarios ou especiais, i. Recurso (1) Os habeas corpus decididos em tmica ou ultima instancia pelos TRFs Ordinario | ou pelos TIs, quando a decisio € denegatoria 2) Os mandados de seguranga decididos em tinica instan pelos TJs, quando denegatéria a decisio pelos TREs € 3) As causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado. e. do outro, Municipio ou pessoa residente ou domiciliada no Pais ~ CF, art. 105, IL = Quando a decisao recorrida, em nica ou ultima instinci Especial } 1) Contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigéneia (RESP) = Se for “Declarar a inconstiucionalidade de tratado on lei federal” serfi Reeurso Extraordinério no STF 2) Julgar vilido ATO de governo local contestado em face de lei federal = Se for “julgar wélida LED local contestada em face de lei federal ser Recurso Extraordinario no STF 3) Der a lei federal interpretacao divergente da que the haja atribuido outro tribunal ~ Somente eabe RESP em face de decisies proferidas por Tribunal de SEGUNDO GRAU: TRF ou TI ~ Nao cabe RESP contra decisto proferida pelas Turmas Recursais, (Srga0s de segundo grat dos jnizados especiais) (Stinmila 203 do STI) www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso 92 ‘DOS CONCURSOS TH/RI Aula 06 Prof. Reberto Troncoso EXERCICIOS 53. (FCC - 2012 - TRE-SP - Técnico Judicidtio) Nos termos da Constituigéo da Republica, compete ao Superior Tribunal de Justiga processar e julgar, originariamente, a)a acéo em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados. b) os desembargadores dos Tribunais Regionais Eleitorais, nos crimes comuns e de responsabilidade. c) as causas e os conflitos entre a Unido e os Estados, a Unido e o Distrito Federal, ou entre uns e outros. d) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Municipio ou pessoa residente ou domiciliada no Pais. e) 0s conflitos de competéncia entre Tribunais Superiores, ou entre estes e outro tribunal. Item A - ERRADO, Isso é competéncia do STF, conforme art. 102, I, “a. Item B - CERTO, Os desembargadores dos TREs sero processados e julgados no STJ em ambos os crimes, de acordo com o art. 105, I, “a”. Item C - ERRADO. A Constituicso prevé que o STF é competente para julgar os conflitos que colocam a federacéo em risco (veja art. 102, I, “f"). Observe que a CF nao se preocupa com os muni somente com a Unido, os Estados, o DF ¢ os Territérios. Item D — ERRADO. Essa competéncia é origindria dos Juizes Federais (art. 109, II), cabendo recurso ao ST). Item E - ERRADO. Os conflitos entre Tribunais Superiores ou destes com outros tribunais seréo competéncia do STF. Entre demais tribunais (inferiores), a competéncia é realmente do STJ. Gabarito: B. ‘www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 93 30 ‘DOS CONCURSOS, TI/RD aula 06 Prof. Roberto Troncor9 54. (FCC - 2012 - TJ-PE - Analista Judicidrio) A causa decidida, em ultima instancia, pelo Tribunal de Justiga do Estado de Pernambuco, quando a deciséo recorrida contrariar lei federal, seré julgada pelo a) Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinario. b) Superior Tribunal de Justica em recurso ordindrio. c) Superior Tribunal de Justiga em recurso especial. d) Supremo Tribunal Federal em recurso ordinério. e) Tribunal Regional Federal competente. Bela questéo! Além de nos cobrar quem realiza a guarda do ordenamento juridico federal, o item exige conhecimento sobre Assim como o STF é 0 chamado “o guardiao da Constituicao”, julgando a constitucionalidade, 0 STJ pode ser conhecido como “o guardiao das Leis Federais”, julgando a legalidade. E ele quem tem a Ultima palavra a respeito da aplicacéo das Leis Federais no pais. Quando outros tribunais proferirem decisées que contrariem Lei Federal, cabera recurso ao STJ, guardiao dessas leis. E esse recurso, sera ordinario ou especial? © recurso ordinario do STJ esta previsto no artigo 105, II da Constituicgéo Federal: II - julgar, em RECURSO ORDINARIO: a) 0s "habeas-corpus" decididos em Unica ou Altima instancia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territérios, quando a decisao for denegatéria; b) os mandados de seguranca decididos em nica instancia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territérios, quando denegatéria a decisao; ) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Municipio ou pessoa residente ou domiciliada no Pais; Ja o recurso especial esta previsto no artigo 105, III da Constituicéo Federal: www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso. 94 ONT Tos cones III - julgar, em RECURSO ESPECIAL, as causas decididas, em Unica ou Ultima instncia, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do 5S. Distrito Federal e Territérios, quando a decisio recorrida a; 2) Contrariar tratado ou lei federal, ou negar-Ihes vig THR Aula 06 Prof. Roberto Troncoso Observe que “Declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal" é caso de Recurso Extraordinario no STF + Contrariar ou negar vigéncia: ST * Declarar a inconstitucionalidade: STF b) Julgar valido ATO de governo local contestado em face de lei federal; Observe que “julgar valida lei ou ato de governo local contestado em face da CF € caso de Recurso Extraordinério no STF. Além disso: “julgar valida LEI local contestada em face de lei federal” é também caso de Recurso Extraordinario no STF. Fique atento! - Lei ou ato vs Constituicdo: Recurso Extraordindrio no STF. - LEI local vs Lei Federal: Recurso Extraordindrio no STF. - ATO local vs Lei Federal: Recurso Especial no STJ. ¢) Der a lei federal interpretacio divergent da que Ihe haja atribuido outro tribunal Gabarito: C. (FCC - 2012 - TRF - 28 REGIAO - Técnico Judiciério) Analise a seguinte situag&o hipotética: Xisto, membro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, & acusado de cometer crime, em tese, de responsabilidade e, portanto, seré processado e julgado originariamente a) pelo Supremo Tribunal Federal. b) pelo Tribunal de Justiga do Rio de Janeiro. c) pelo Superior Tribunal de Justica. d) pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. e) pela Camara dos Deputados. www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Roberto Troncoso, 95