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ÍNDICE

Biohorta

Objectivos Pedagógicos do Curso------------------------------------------------------------3

1. Introdução----------------------------------------------------------------------------------------4

2. Fertilidade do Solo-----------------------------------------------------------------------------5

3. Técnicas Preventivas em agricultura Biológica----------------------------------------15

4. Estimativa de risco e nível económico de ataque-------------------------------------24

5. Luta Biológica----------------------------------------------------------------------------------26

6. Produtos Autorizados para protecção fitossanitária----------------------------------27

7. Bibliografia--------------------------------------------------------------------------------------28

Objectivos Pedagógicos do Curso de Biohorta

2

Biohorta

Pretende-se que no final deste curso os participantes sejam capazes de:

1ª Sessão: Planificar uma horta segundo as técnicas de Agricultura Biológica

2ª Sessão: Elaborar uma pilha de composto, verificar os parâmetros de compostagem e aplicar o composto

3ª Sessão: Planificar uma sebe

4ª Sessão: Planificar a colocação de armadilhas de forma a poderem proceder à Estimativa de Risco e correspondente NEA

5ª Sessão: Identificar as principais pragas da horta e as técnicas curativas de Agricultura Biológica aplicáveis em cada situação.

3

Biohorta

1. Introdução

A Agricultura Biológica (AB) é um sistema de produção agrícola (vegetal e animal) que procura a obtenção de alimentos de qualidade superior, recorrendo a técnicas que garantam a sua sustentabilidade, preservando o solo e o meio ambiente, evitando o recurso a produtos químicos de síntese e adubos facilmente solúveis e privilegiando a utilização dos recursos locais.

Na agricultura “convencionalsão muitos os problemas associados, nomeadamente causados pela aplicação de adubos químicos de síntese e pesticidas.

Aplicação de adubos químicos de síntese:

Poluição dos recursos hídricos;

Inibição da componente biológica do solo;

o

Maior desenvolvimento de pragas;

o

Diminuição da fertilidade do solo;

o

Aumento da erosão;

o

Aumento da dependência em relação aos adubos;

Qualidade dos produtos;

Aplicação de pesticidas.

Aplicação de pesticidas:

Poluição do solo;

Poluição dos recursos hídricos;

Contaminação dos alimentos;

Desiquilíbrios biológicos;

o

Desaparecimento de espécies;

o

Resistências;

Intoxicações;

Outros problemas:

Elevado consumo energético

Uso de plantas geneticamente modificadas

Produção animal intensiva

o Antibióticos, hormonas, etc.

4

2. Fertilidade do Solo

2.1 Constituição do solo

Biohorta

- Matéria Mineral Sólida ( fragmentos de rocha e minerais):

Textura ( proporção relativa de argila, limo, areia) depende da rocha- mãe

Estrutura pode ser melhorada por acção do agricultor ( cobertura do solo, sementeira de gramíneas, aplicação de matéria orgânica, mobilização em período de sazão, com alfaias de dentes). Afecta a permeabilidade/ drenagem do solo, o arejamento a compactação e mobilização e a germinação das raízes.

- Matéria Orgânica:

Tem efeitos sobre o aquecimento do solo, estrutura, capacidade de retenção de água, actividade microbiana, etc. É fundamental para a fertilidade do solo.

2.2 Biologia do solo

Um solo pode ter 5 ton de microorganismos/ha!

Minhocas

Fungos

Bactérias

Actinomicetas

Micorrizas Associação simbiótica de fungos com as raízes das plantas. Acontece espontaneamente na maioria das espécies vegetais.

Benefícios:

- Aumentam a absorção de P e outros nutrientes

(p.e., cobre, zinco,ferro)

- Aumentam a captação de água e a resistência das plantas à secura

- Produzem hormonas vegetais que promovem o

crescimento e a entrada em floração das plantas

- Melhoram a estrutura do solo

- Protegem a planta contra organismos patogénicos

Como favorecer as micorrizas:

-Aplicação regular de matéria orgânica

5

Nitratos em Água

Água para consumo humano:

Biohorta

-Não aplicação de adubos químicos P e N -Não aplicação de herbicidas e fungicidas -Mobilização para arejamento do solo

VMR Valor máximo recomendado 25 mg/l VMA Valor máximo admissível 50 mg/l

Estudo do ISA ( Batista et al, 1998) Região: Ribatejo e Oeste

55 furos de abastecimento público

55% : ≤ 25 mg/l 15% : 26 a 50 mg/l 20% : > 50 mg/l

2.3 Fertilização em AB

2.3.1

Aplicações regulares de matéria orgânica

Reciclagem de todas as matérias orgânicas da quinta, sem queimar os resíduos de cultura/compostagem/mulching

Siderações

Aplicação complementar de adubos orgânicos

2.3.2

Aplicação de correctivos e adubos minerais em formas insolúveis ou pouco

solúveis

Em pré-mistura nas camas dos animais ou nos compostos orgânicos, em aplicação de superfície, com ligeira incorporação

Quantidades moderadas ( controlo por análises de terra)

6

Biohorta

Quadro I Valores de pH preferidos pelas culturas

Cultura

pH

Cultura

pH

Cultura

pH

Cultura

pH

Abóbora

5,5-7

Cebola

6-7

Girassol

6-7,5

Rábano

6,1-

7,4

Acelga

6-7,5

Cenoura

5,7-7

Laranja

6-7,5

Repolho

6-7

Agrião

6-6,8

Centeio

5-6,5

Linho

5-7

Ruibarbo

5-6,8

Aipo

6,1-

Cevada

6,5-8

Luzerna

6,5-8

Rutabaga

5,5-7

7,4

Alface

5,5-7

Chicória

5-6,8

Maça

5,4-

Salsa

5,5-

7,5

6,8

Alho

5,5-8

Couve-

6-7,3

Marmelo

5,7-

soja

6-7

bróculo

7,2

Alho

6-6,8

Couve-

5,7-

melancia

5-6,8

Tabaco

5,5-

francês

Bruxelas

7,3

7,5

Amêndoa

6-7,5

Couve-flor

6-7,3

Melão

6-7

Tomate

5,5-

7,5

Amendoim

5,3-

Couve

5,5-

Milho

5,5-

Tremocilha

4-6

6,6

galega

6,8

7,5

Arroz

5-6,5

Couve

5,5-

Mostarda

5,5-

Trevo

6-7,5

Portuguesa

7,5

6,8

Alexandria

Aveia

5-7

Couve

5,5-

Nabo

5,5-

Trevo

5,6-7

Rábano

6,8

6,8

branco

Aveleira

6-7

Ervilha

6-7,5

Noz

6-8

Trevo

5,5-

encarnado

7,5

Banana

6-7,5

Escarola

5,6-

Oliveira

6-7,5

Trigo

6-7,5

6,7

Batata

4,8-

Espargo

6,2-

Pepino

5,7-

Videira

5,4-7

6,5

7,7

7,3

Batata

5-6,8

Espinafre

6,2-

Pera

5,6-

   

doce

7,6

7,2

Beringela

5,4-6

Espinafre

6-6,8

Pimento

7-8,5

   

NZ

Beterraba

6-7,5

Feijão

5,6-7

Quiabo

6-6,8

   

Castanha

5-6,5

Funcho

5-6,8

rabanete

5,5-7

   

doce

7

Biohorta

Quadro II Tolerância das hortícolas à salinidade e perdas de produção para diferentes valores de salinidade do solo.

Cultura

 

Diminuição da produção

 
 

0%

10%

25%

50%

100%

Beterraba

4

5,1

6,8

9,6

15

Bróculo

2,8

3,9

5,5

8,2

13,5

Tomate

2,5

3,5

5

7,6

12,5

Pepino

2,5

3,3

4,4

6,3

10

Melão

2,2

3,6

5,7

9,1

16

Espinafre

2

3,3

5,3

8,6

15

Couve

1,8

2,8

4,4

7

12

Batata

1,7

2,5

3,8

5,9

10

Milho doce

1,7

2,5

3,8

5,9

10

Pimento

1,5

2,2

3,3

5,1

8,5

Alface

1,3

2,1

3,2

5,2

9

Rabanete

1,2

2

3,1

5

9

Cebola

1,2

1,8

2,8

4,3

7,5

Cenoura

 

1 1,7

2,8

4,6

8

Feijão

 

1 1,5

2,3

3,6

6,5

2.3.3

Trabalho do solo sem reviramento em período de sazão

Trabalho superficial frequante: estimula bactérias fixadoras de livre azoto e limita perdas de água

Trabalho profundo mas sem reviramento

2.3.4

Boa rotação

Prados temporários de flora variada incluídos na rotação

Cereais: não mais de 2 anos seguidos no mesmo solo

Leguminosas de grão, sobretudo em quintas sem animais

Cultura sistemática de adubo verde entre duas culturas principais

Em horticultura: rotação de legumes e consociações

Em termos práticos o agricultor não tem que se preocupar com todos os parâmetros ao nível da fertilização. O carbono, o hidrogénio e o oxigénio não fazem parte do plano de fertilização, mas os restantes macronutrientes e os micro Fe, Zn, Mn, Cu e B já têm de ser muitas vezes aplicados. Em AB, quando é feita uma boa fertilização orgânica as carências de micronutrientes são raras. Mas muitas vezes os fertilizantes orgânicos são escassos ou caros e as carências podem surgir.

8

Biohorta

Quadro III Principais causas das carências de alguns nutrientes e plantas mais sensíveis.

Elemento

 

Causas de carências

 

Plantas mais sensíveis

Magnésio Exportação média: 20 a 100 kg/há

Excesso de calcário; excesso de amónio em solo ácido; excesso de potássio, sobretudo em solo húmido e ácido

Milho, sorgo, batata, beterraba, tabaco, macieira, videira, citrinos, nogueira, roseira

Enxofre Exportação média 30-100 kg/ha

 

Falta

de

matéria

Colza, couve, mostarda, alho, trevo, fava, feijão, ervilha, girassol, soja

orgânica;

solo

muito

ácido e pouco arejado;

 

solo

lixiviado;

solo

 

calcário

 

Ferro Exportação média:

Muito calcário activo; pH alto; excesso de ácido fosfórico em solo ácido, de cobre ou zinco.

Árvores de fruto, em especial os citrinos; tremoço; soja; feijão

0,5-1 kg/há

 

Cobre Exp. Média: 25-100g/ha

Rocha mãe

(granitos, basaltos); solos ácidos ou muito

pobre

Cevada, trigo, gramíneas forrageiras, ervilha,

milho,

batata,

alcalinos; excesso de azoto e potássio

pessegueiro, ameixeira, citrinos,pereira

Zinco

pH

alto,

excesso

de

Milho,

sorgo,

linho,

Exp.média:

100-300

fósforo;

tempo

frio

e

feijão,

fava,

batata,

kg/há

húmido

 

beterraba,

macieira,

 

pereira, damasqueiro

Boro Exp.Média: 60-200 kg/ha

Rocha-mãe pobre; pH alto; lixiviação pela água da chuva ou por rega excessiva

Beterraba, nabo, couve, tomate, leguminosas, girassol, árvores de fruto.

Manganês

 

pH

e

calcário

activo

Árvores de

fruto:

Exp

média:

150-600

altos; falta de matéria orgânica; excesso de cobre ou zinco

pessegueiro, cerejeira, macieira, pereira; aveia, cevada, trevo, ervilha, feijão, batata.

kg/ha

Molibdénio Exp.Média: 10-20 kg/ha

Solo ácido; solo neutro ou alcalino lixiviado

Melão,

pepino,

tomate,

leguminosas,

couve,

   

citrino, vinha

9

Biohorta

3. Técnicas Preventivas de Agricultura Biológica

A AB utiliza técnicas de forma a manter a produtividade do solo, a nutrir as plantas e a controlar insectos, infestantes e outros inimigos das culturas:

Rotações de culturas;

Consociações;

Compostagem;

Adubação verde;

Cobertura de solo;

Limitação natural;

3.1 Rotações

A rotação ds culturas tem uma grande importância em AB, e tem vindo a perdê- la na agricultura “convencional” devido à vulgarização dos adubos e pesticidas de síntese. A rotação é importante principalmente por razões de fertilização e sanidade das culturas, ou seja, na redução de pragas, doenças e infestantes.

Uma rotação obriga à divisão do terreno em folhas de cultura, em número igual ao dos anos da rotação, isto de maneira a que, em cada ano, todas as culturas da rotação sejam cultivadas.

Objectivos da rotação:

Exportação de nutrientes mais equilibrada;

Diversificar as substâncias libertadas pelas raízes e consequentemente diversificar a população microbiana;

Reduzir os ataques de pragas, doenças e infestantes;

Aumentar a biodiversidade.

Critérios para o estabelecimento de uma rotação:

Alternar culturas que tenham tipos de vegetação, sistemas radicais e necessidades nutritivas diferentes;

Não suceder plantas da mesma familia;

Não suceder plantas que sejam sensíveis às mesmas doenças.

10

Biohorta Quadro IV- Culturas precedentes favoráveis e desfavoráveis em rotação Familia/Cultura Precedente
Biohorta
Quadro IV- Culturas precedentes favoráveis e desfavoráveis em rotação
Familia/Cultura
Precedente favorável
Precedente a evitar
Compostas:
Alho,
alho
francês,
Alface, alcachofra
batata, cebola
Beterraba, couve, nabo,
as Compostas
Crúciferas:
Alho,
alho
francês,
Couve, nabo
cebola, espinafre
Abóbora, aipo, cenoura,
feijão, melão, pepino,
tomate, as Crucíferas
Cucurbitáceas:
Alho,
alho
francês,
Melão, Melancia, pepino
cebola
Abóbora , as
Cucurbitáceas
Liliáceas:
Crucíferas,
Beterraba,
milho,
Alho,
Alho
francês,
Cucurbitáceas,
Liliáceas
cebola
Leguminosas
Leguminosas:
Alho,
alho
francês,
Leguminosas
Ervilha, fava, feijão
cebola
Solanáceas:
Alho,
alho
francês,
Batata,
pimento, tomate
beringela,
cebola
Abóbora, melão, pepino,
Solanáceas
Umbelíferas:
Alho,
alho
francês,
Aipo, beterraba, cenoura
Aipo, cenoura
cebola, milho
Vantagens
 Aumento da fertilidade do solo e melhoria da fertilização das culturas;
 Eliminação
e/ou
diminuição
do
risco
de
pragas,
doenças
e
ervas
infestantes.
Inconvenientes
 Maior exigência em máquinas e em planeamento das operações culturais
e da própria rotação;
 Dificuldade em adequar as culturas tecnicamente mais aconselháveis à
procura do mercado.
11

3.2 Consociações

Biohorta

Consociação é uma técnica de cultivo de pelo menos duas espécies de plantas ao mesmo tempo no mesmo terreno com o objectivo de funcionarem como estímulo favorável uma em relação ao desenvolvimento da outra (melhorando a utilização dos nutrientes do solo, o combate a pragas através de alelopatia e efeito barreira ou evitando infestantes devido a sombreamento).

No Quadro V apresentam-se consociações favoráveis (S), desfavoráveis (N) e sem efeito conhecido( ).

   

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

1

Acelga

               

S

S

   

S

           

2

Aipo

   

S

 

S

N

     

S

   

S

N

         

3

Alface

 

S

         

S

S

S

S

 

S

 

S

 

S

S

S

4

Alho

   

S

     

S

   

N

N

 

N

 

S

     

S

5

Alho-

 

S

S

     

N

S

S

S

N

 

N

 

S

     

S

francês

6

Batata

 

N

       

N

   

N

N

S

S

N

   

N

 

N

7

Beterraba

     

S

N

N

 

S

 

S

   

S

N

S

 

S

   

8

Cebola

   

S

     

S

 

S

N

N

 

N

 

S

 

S

 

S

9

Cenoura

S

 

S

S

S

   

S

   

S

           

S

S

10

Couve

S

S

S

 

S

S

S

N

   

S

S

S

 

N

   

S

S

11

Ervilha

   

S

N

N

   

N

S

S

   

N

S

 

S

S

S

N

12

Espinafre

 

S

     

S

     

S

   

S

 

S

S

 

S

S

13

Feijão

S

S

S

N

N

S

S

N

S

S

N

S

 

S

S

S

S

S

S

14

Milho

 

N

S

   

N

N

     

S

 

S

     

S

 

S

15

Morango

   

S

S

S

 

S

S

 

S

 

S

S

       

S

 

16

Nabo

S

 

S

             

S

S

S

           

17

Pepino

 

S

S

   

N

S

S

   

S

 

S

S

     

N

 

18

Rabanete

S

 

S

         

S

S

S

S

S

 

S

 

N

   
19 Tomate S S S S N S S S N S S S
19
Tomate
S
S
S
S
N
S
S
S
N
S
S
S

12

Exercício Proposto

Biohorta

Preencha com um X nos espaços correctos a disposição de hortículas no terreno.

Plantas companheiras Alface couve tomate cebola pepino abóbora nabo fava feijão
Plantas companheiras
Alface
couve
tomate
cebola
pepino
abóbora
nabo
fava
feijão

3.3 Adubação Verde

A adubação verde é uma prática ancestral da fertilização do solo, pelo enterramento de plantas herbáceas semeadas propositadamente para o efeito.

Para escolher as espécies que se utiliza como adubo verde tem de se ter em conta:

Tipo de solo;

Clima;

Época da sementeira;

Cultura seguinte;

Tipo de cultura;

Disponibilidade de água.

Nota: É preferível semear espécies consociadas.

As plantas mais usadas como adubos verdes são as leguminosas com capacidade de fixação de azoto atmosférico na raiz pela acção da bactéria rizóbio.

Exemplos mais comuns em Portugal:

- tremoço, temocilha, fava

- ervilha, ervilhaca, chícharo,

- trevo

13

Trevo Biohorta Fava Quadro VI – Quantidades aproximadas de azoto fixadas pelas leguminosas Espécie Azoto

Trevo

Biohorta

Trevo Biohorta Fava Quadro VI – Quantidades aproximadas de azoto fixadas pelas leguminosas Espécie Azoto fixado

Fava

Quadro VI Quantidades aproximadas de azoto fixadas pelas leguminosas

Espécie

Azoto fixado (kg/ha)

Ervilha forrageira

174-195

Ervilhaca

111

Fava

177-250

Feijão

2-215

Grão de bico

23-84

Lentilhas

167-188

Lótus

49-112

Luzema

78-222

Meliloto

4

Soja

22-309

Trevo branco

128

Trevo branco ladino

164-187

Trevo encarnado

64

Trevo subterrâneo

58-183

Trevo violeta

68-113

A incorporação do adubo verde segue os seguintes passos:

1) Corte do adubo verde em floração/frutificação;

2) Secagem sobre o terreno a cultivar durante 2 a 3 dias;

3) Enterramento a 5-10 cm de profundidade com grade de discos, escarificador ou charrua.

A época de incorporação depende da cultura seguinte. A fase mais indicada é entre o final da floração e a frutificação do adubo verde, conforme as exigências em azoto da cultura seguinte (a fertilizar).

14

Biohorta

Quadro VII Classificação de culturas quanto à sua exigência em azoto

Muito exigente

Exigente

Pouco exigente

Melhoradora

(leguminosa)

(>120 kg/ha)

(75-120 kg/ha)

(<75 kg/ha)

 

Acelga

Aboborinha

Aipo-rábano

Ervilha

Agrião

Alcachofra

Arroz

Ervilhaca

Aipo-branco

Alface

Aveia

Fava

Alho

Alho-francês

Cerefólio

Feijão

Beringela

Cardo

Melão

Grão-de-bico

Batata

Cebola

 

Lentilha

Beterraba

Cebolinho

 

Luzema

Couve-de-

Cenoura

 

Trevos

Bruxelas

Couve-flor

Centeio

 

Outras leguminosas

Couve-repolho

Cevada

   

Endívia

Chicória

   

Espargos

Escarola

   

Milho

Espinafre

   

Morango

Nabo

   

Tabaco

Pepino

   

Tomate

Pimento

   
 

Rabanete, rábano

   
 

Trigo

   

Quanto às vantagens desta técnica podem ser de ordem física ou química.

Física

Protecção contra a erosão provocada pela chuva e pelo vento, principalmente em terrenos declivosos

Melhoria da estrutura do solo, facilitando o crescimento de raizes, a permeabilidade, a absorção de nutrientes.

Química

Retenção dos nutrientes no solo e aumento da parte assimilável desses nutrientes e a sua disponibilização para as culturas;

Fixação do azoto atmosférico no caso das plantas leguminosas, através da bactéria rizóbio que entra pela raiz da planta, com ganhos importantes para o solo e para a cultura

15

Biohorta

3.3.1 Adubação Verde em culturas perenes

Protege o solo contra a erosão; facilita a passagem de máquinas em períodos húmidos

Melhora a fertilidade do solo (estrutura, m.o, nutrientes); baixo custo

Cobertura temporária: pomares de sequeiro ou pouco irrigados

Solos pouco ácidos a neutros

Solos pouco ácidos a alcalinos

Solos neutros a alcalinos

Tremocilha

Gramicha, ervilhaca

Fava-miuda (solos argilosos alcalinos)

Centeio (solos ácidos arenosos), Azevém anual

Aveia

Cevada

Cobertura permanebte: regadio normal e regiões mais chuvosas (EDM):

trevo-branco, trevo violeta, luzerna, sanfeno: 3-4 cortes na Primavera/Verão

3-5 anos antes da instalação da cultura: adubação verde temporária

3.4 Compostagem

A compostagem é um processo biológico realizado pelos decompositores do

solo que consiste na fermentação, em presença do oxigénio do ar e humidade, de resíduos orgânicos, de forma a obter um correctivo rico em HÚMUS (Composto).

Como fazer uma boa compostagem

A fabricação de um bom composto começa no estábulo. Isto quando se usa

estrume. É preciso evitar as perdas gasosas ( azoto na forma de amoníaco) e líquidas ( azoto, potássio, fósforo, etc). Para isso é necessário:

Impermeabilizar o chão do estábulo ( para evitar o escoamento de urinas);

Manter o estrume no estábulo ou no soli bem compactado e húmido;

Adicionar fosfatos vegetais);

e

de

cálcio

/ou

dolomite

(

1kg/100kg

de

restos

Proteger o estrume da chuva, mantendo-o num recinto coberto ou cobrindo com um plástico;

16

Biohorta

Aproveitar o líquido de escorrimento do estrume, como fertilizante ( de alto valor).

Existem quatro aspectos principais a ter em conta para fabricar um bom composto

.

Relação carbono (C)/azoto (N) da pilha de compostagem deve ser de 60 partes / 1 parte, respectivamente (3 a 5 partes de palha e outros materiais vegetais grosseiros para uma de matéria orgânica fresca);

Temperatura da pilha deve atingir os 65º C (máx.) no prazo de uma semana (mínimo 50 º C). Quando há carbono a mais o composto aquece pouco;

Arejamento da pilha - 25 a 30 % do seu volume em ar (5% O2 min.);

Humidade da pilha - 55-65% de água em peso (uma gota espremida).

Vantagens da compostagem

- A temperatura alcançada (60 a 70º C) permite a destruição de sementes de infestantes e de oganismos patogénicos reduzindo a transmissão de doenças - Obtenção de um fertilizante rico em nutrientes e facilmente mineralizável, tornando disponíveis N, K , P e outros elementos utilizados pelas plantas.

- Favorecimento da estrutura e textura do solo através da adição de composto

- Activação da vida microbiana do solo

- Maior resistência das plantas às pragas e doenças

- Acção positiva sobre a qualidade dos vegetais

O composto está pronto a usar 2 a 12 meses depois ( dependendo da matéria prima) quando a temperaturan já baixou, e o material se transformou parcialmente ( 50 a 60%) em húmus, manchando a mão de preto quando apertado. Quando pronto não deve voltar a aquecer e a temperatura não deve ser superior à do solo em mais de 5º C.

17

Biohorta Uma aplicaão de 10 toneladas/hectare fornece cerca de 100 quilos de azoto, 60 a

Biohorta

Uma aplicaão de 10 toneladas/hectare fornece cerca de 100 quilos de azoto, 60 a 80 de fósforo e 80 a 100 de potássio.

Nota: A compostagem poderá também ser feita a partir de resíduos florestais

3.5 Cobertura do solo

A cobertura do solo é feita com materiais não vivos de origem vegetal (palha, erva secas, casca de árvore). Os materiais sintéticos também são autorizados em AB mas os mais aconselháveis são os vegetais.

Vantagens:

Combate a infestantes;

Diminuição da evaporação de água;

Fornecimento de nutrientes à cultura;

Manutenção do solo, evitando a erosão;

Melhoria da estrutura e permeabilidade do solo;

Melhoria na absorção de nutrientes;

Maior facilidade de circulação de máquinas.

Inconvenientes:

Aumento do risco de geada;

Custo de material e a exigência em mãode-obra na colocação do mesmo.

Em horticultura a cobertura vegetal deve ser nutritiva - mistura de palha ou casca de pinho (pobre em N) com adubo verde e outros restos verdes triturados

A cobertura vegetal é a prática mais positiva quando consideramos ao mesmo tempo a cultura e o solo. É de destacar que existe o risco de estragos com a cobertura de plástico, em especial devido aos ratos, cujos ataques são

18

Biohorta

superiores em pomares com plástico relativamente às que têm cobertura de casca de pinho.

3.6 Limitação Natural

Limitação natural integra qualquer factor físico, químico ou biológico que permite a protecção das culturas em Agricultura Biológica.

Promover a limitação natural é:

Promover uma fertilização equilibrada, evitando o excesso de azoto ou carências de minerais;

Criar alimento e abrigo para organismos auxiliares, vegetação espontânea ou semeada, sebes e muros de pedra, pequenos lagos, ninhos e comedouros para aves;

Evitar o uso de insecticidas, utilizando plantas repelentes ou armadilhas.

A existência de uma barreira física pode funcionar não só como protecção microclimática e dos factores abióticos do ecossistema da horta mas também como inibidor para a propagação de pragas.

19

Quadro VIII Exemplos de sebes

Biohorta

Nome

Nome

Altura (m)

Taxa

de

Tipo de solo

científico

crecimento

Uva espim

Berberis sp.

1,5-2

médio

Todos

Buxo

Buxus

0,5-3

Lento

Todos,

mas

sempervirens

prefere

L.

calcários

Eucalónia

Eucallonia sp.

1,5-2,5

Rápido

Muito

rústico

quanto

à

natureza

do

solo

Euonio

Euonymus

2-4

Médio

Prefere

japónica

húmidos

e

Thunb

profundos

Azevinho

Iiex aquifolium

3-9

Lento

Requer

solos

L.

ligeiros pouco

calcários

e

frescos

Loureiro

Lourus nobilis

3-6

Médio

Húmidos

L.

Rosmaninho

Lavandula sp.

0,4-1,2

Rápido

Prefere

os

bem drenados

Pitósporo

Pittasporum

2-4

Rápido

Todos

tobira

Espinho

de

Pyracantha

2-3

Rápido

Todos

fogo

coccirrea

Sanguinho

Rhamnus

1-4,5

Rápido

Todos, até os pedregosos

das sebes

alatemus L.

Azáleas

Rhododedron

1,5-4,5

Médio

Solos

ácidos

sp.

e

bem

drenados

Alecrim

Rosmaninus

0,5-1,5

Médio

Todos

mas

sp.

prefere

os

básicos

Teixo

Taxus

8-10

Lento

Todos

baccata L.

Tuia

Thuja

8-12

Médio

Prefere

solos

onentalis L.

argilosos

pouco

pesados

mas

prospera

em

quase todos

Colonaster

Cotoneaster

0,7-2

rápido

Bem

sp.

drenados

Pilriteiro

Crategus

2-3

rápido

Todos

oxyacantha L.

20

Biohorta

Ligustro

Ligostrum

2-5

rápido

Todos desde que não seja demasiado pobre

ovalifolia L.

Sempre-noiva

Spiraea sp.

0,5-1,5

rápido

Bem

drenados

e

orgânicos

Tamariz

Tamarix sp.

2-4

rápido

Todos até os

salinos

ou

totalmente

arenosos

Todos até os salinos ou totalmente arenosos A actividade predadora ou parasitóide dos auxiliares
Todos até os salinos ou totalmente arenosos A actividade predadora ou parasitóide dos auxiliares

A actividade predadora ou parasitóide dos auxiliares presentes naturalmente na cultura é também uma forma de limitação natural. Quando o auxiliar é criado e largado na cultura passamos à luta biológica. A eficácia ( em limitação natural) é variável, sendo por vezes suficiente para dispensar qualquer tratamento.

Quadro IX Árvores e arbustos favoráveis aos auxiliares e relação com pragas e respectivas culturas

Planta

Praga

Auxiliar

Abrunheiro, espinheira Prunus spinosa

Piolho-do-lúpolo Phorodon humuli

Antocorídios,

sirfídeos,

 

crisopas,himenópteros

Acer

 

Abelhas

Acer

pseudoplatanus

Alecrim

 

Abelhas

Rosmarinus

officinalis

Alfazema

 

Abelhas

Lavandula spp

Amieiro Alnus glutinosa

Psila

8diferente

Percevejos e outros predadores da psila

da

psila

da

 

pereira)

 

21

Biohorta

Aveleira Corylus avellana

 

Mirídeos,

antocorídeos,

 

joaninhas,

crisopas,sirfídeos

Buxo

 

Abelhas

Buxus

sempervirens

Caniço

Melanaphis donacis Hyalopterus pruni

Vários

Phragmites

australis

Carvalhos

Afídeos Hoplocallis pictus

Vários

Quercus spp.

Freixo Fraxinus excelsior

Psila (diferente da psila da pereira)

Cedidómeas, percevejos, predadores da psila

Hera

Afídeo:

Aphis

Sirfídeos, himenópteros, antocorídeos, crisopas

Hedera

hederae

canariensis

Giesta Cytisus scoparius

Afídeo:

Aphis

Vários

hederae

Carqueja Ulex europaeus

 

Abelhas

Sabugueiro Sambucus nigra

Afídeo

Aphis

Sirfídeos,

farinosa

himenópteros,

 

antocorídeos,

crisopas,

joaninhas,

abelhas

Exemplos de outros auxiliares

Batráquios - alimenta-se de insectos (coleópteros, ortópteros, himenóp-teros); Mamíferos - Ouriço caixeiro alimentam-se de insectos, moluscos e ratos; Aves - chapim azul alimentam-se de lagartas e insectos; Insectos Joaninhas alimentam-se de insectos (ex: pulgão);

azul – alimentam-se de lagartas e insectos; Insectos – Joaninhas – alimentam-se de insectos (ex: pulgão);
azul – alimentam-se de lagartas e insectos; Insectos – Joaninhas – alimentam-se de insectos (ex: pulgão);

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Exemplos de plantas que atraem auxiliares Biohorta Cebolinho; Hortelã; Sálvia; Lavandula 23

Exemplos de plantas que atraem auxiliares

Biohorta

Exemplos de plantas que atraem auxiliares Biohorta Cebolinho; Hortelã; Sálvia; Lavandula 23

Cebolinho; Hortelã; Sálvia; Lavandula

Exemplos de plantas que atraem auxiliares Biohorta Cebolinho; Hortelã; Sálvia; Lavandula 23
Exemplos de plantas que atraem auxiliares Biohorta Cebolinho; Hortelã; Sálvia; Lavandula 23
Exemplos de plantas que atraem auxiliares Biohorta Cebolinho; Hortelã; Sálvia; Lavandula 23
Exemplos de plantas que atraem auxiliares Biohorta Cebolinho; Hortelã; Sálvia; Lavandula 23

23

Biohorta

4 Estimativa do Risco e Nível Económico de Ataque

Nos fundamentos e práticas da AB, os tratamentos com pesticidas ( os autorizados em modo de produção biológica) só podem ser feitos em caso de perigo imediato de cultura. Para sabermos se uma praga ou uma doença está a pôr em risco a cultura temos de fazer a estimativa de risco. Precisamos também de saber se os prejuízos causados são superiores ao custo de tratamento, ou seja, se a praga ou doença atingiu o nível económico de ataque. Estes conceitos têm sido desenvolvidos principalmente em protecção integrada, tendo já em 1070 Baggiolini resumido a questão como se indica na figura

ESTIMATIVA DE RISCO

ESTIMATIVA DO CUSTO DO TRATAMENTO

24

Avaliação da intensidade de ataque da população

Factores de

nocividade

Bióticos-abióticos

Culturais-

económicos

PREJUIZOS

Directos/indirectos

Biohorta

Despesas

Pesticidas+aplicação

Efeitos secundários indesejáveis Desiquilibrios/resistên cia/resíduos tóxicos/acções tróficas

CUSTOS

Quadro X Nível económico de ataque de algumas pragas importantes em Portugal

Praga

NEA

Observação

 

Aranhiço

vermelho

-65% de folhas ocupadas -75% de folhas ocupadas -50% folhas ocupadas

-100

folhas (2×50

(P.ulmi)

árvores no terço inferior do ramo) -idem -idem

Macieira/Maio

 

Bichado da fruta (maçã, pêra) (Cydia pomonella)

3 adultos/semana ou 2% de frutos bichados

1

armadilha

delta

com

feromona/há

 
 

1000

frutos

(20

×

50

 

árvores)

 

Cicadela

ou

cigarrinha

100 ninfas por 100 folhas

100

folhas

(2

×

50

verde (Empoasca vitis)

cepas)

Mosca da azeitona (Bactrocera oleae)

 

Após primeiras capturas nas armadilhas

25

Biohorta

-azeitona para azeite

 

-10% azeitonas com larva viva -1% azeitonas com larva viva

-100

frutos

(2

×

50

 

árvores)

 

-azeitona para conserva

-idem

Mosca da fruta (Ceratitis capitata)

 

-20

-placa

amarela

 

com

adultos/armadilha/semana e primeiros frutos picados

feromona

 
 

-10

-garrafa mosqueira

 

adultos/garrafa/semana

 

Piolho

cinzento

da

2% de ramos atacados

100

ramos

(2

×

50

macieira (Dysaphis plantaginea)

árvores)

 

Piolho verde da macieira (Aphis pomi)

15% de ramos atacados

100

ramos

(2

×

50

árvores)

 

Piolho

verde

do

7% de ramos atacados

100

ramos

(2

×

50

pessegueiro Myzus persicae)

árvores)

 

Psila da pereira (Psylla pyrisuga)

 

15

a 20% de rebentos

100 rebentos

 

ocupados com ovos ou ninfas e mais de 30% de

 
 

adultos

Traça da uva (Lobesia botrana) -1ª geração -2ª e 3ª geração

   

Após

primeira

captura

nas armadilhas:

 

-200 ninhos/100 cachos -10% cachos atacados

-100

cachos

(2

×

50

cepas)

   

-idem

Com essa medição é possível saber não o NEA mas o momento a partir da qual a doença tem condições para se propagar na cultura se não houver tratamento. Nesse momento devemos tratar previamente.

5. Luta Biológica

Existe já uma gama bastante larga de auxiliares para a luta biológica com possibilidade de aquisição em Portugal. No Quadro são indicados os auxiliares disponíveis ( produtos comerciais) e as pragas por eles combatidas.

Quadro XI Pragas/Auxiliares

Praga

Auxiliar

Nome comum

Nome

Nome

fabricante

Importador

científico

comercial

Afídeos,

Aphis gossypii

Aphidipak,

Biolab

Biosani

26

Biohorta

piolhos

ou

 

Lisipak

   

pulgões

Aphidi-ret,

Eibol

Eibol

 

Aphido-ret,

Harmo-ret,

Lisi-ret

Aranhiço

 

Tetranychus

Fitopak

Biolab

Biosani

vermelho

urticae

Fito-ret

Eibol

 

Spirex

Koppert

Eibol

Cochonilha-

 

Planococcus

Criptopak,

Biolab

Biosani

algodão

citri

Leptopak,

Eibol

 

Crypto-ret,

Eibol

Lepto-ret

Cochonilha-

 

Iceria

Rodo-ret

Eibol

Eibol

icéria

purchasi

Lagarta

do

Heliothis

Tricopak

Biolab

Biosani

tomate

armigera

Mosca branca

Trialeurodes

Enpak,

Biolab

Biosani

das estufas

 

vaporariorum

Miripak,

Eibol

 

Encarsi-ret,

Koppert

Eibol

Macro-ret, En-

strip

Mosca branca

Bemisia

Macro-ret,

Biolab

Biosani

do

tabaco

tabaci

Miripak,

Eibol

 

Mundupak

Eibol

Mosca

da

Bactrocera

Opius

Econex

Não têm

azeitona

oleae

concolor

Moscas

 

Liriomyza

Diglipak,

Biolab

Biosani

mineiras

bryoniae

Digly-ret,

Eibol

 

Minex

Koppert

Eibol

Tripés

 

Frankliniella

Ambly-ret,

Biolab

Biosani

 

occidentalis

Levi-ret,

Ori-

Eibol

ret,

Levipak,

Koppert

Eibol

Tripex

A maior utilização da luta biológica verifica-se em hortícolas de estufa, mas

também pode ser posta em prática em ar livre e noutras culturas. Uma das mais importantes condições de eficácia é a utilização logo após o aparecimento da praga. Se fizermos as largadas dos auxiliares tarde já não evitamos algum prejuízo.

6. Produtos autorizados para protecção fitossanitária

27

Biohorta

Os produtos autorizados em AB são os que constam no Regulamento (CE) nº 1488/97, nº436/2001 e 473/2002. Mas o facto do produto constar no referido regulamento não é suficiente para que o mesmo possa ser utilizado numa determinada situação. Essa permissão depende de outros factores:

O tratamento só é autorizado se houver perigo imediato para a cultura, o que obriga o agricultor a fazer a estimativa de risco de ataque de pragas e doenças;

O tratamento só é autorizado de acordo com as condições de utilização indicadas no Reg. (CE) nº1488/97 e que são referidas no ponto 6.1

Os produtos só podem ser utilizados se estiverem homologados em Portugal;

Estas três condições criam algumas dificuldades aos agricultores, pelas seguintes razões principais:

As técnicas de estimativa de risco têm de ser aplicadas, o que obriga a uma maior atenção e conhecimento (embora também permita uma redução do número de tratamentos e dos respectivos custos);

Muitos dos produtos não estão homologados em Portugal, o que torna ilegal a sua utilização; é o caso dos seguintes: azadiractina, gelatina, lecitina, óleos vegetais, piretrinas para pulverização (para fumigação está homologado), quassia, rotenona, vírus da granulose e outros microorganismos (excepto Bacillus thuringiensis), sabão de potássio, calda sulfo-cálcica, óleo de parafina, permanganato de potássio.

6.1 Produtos Autorizados

Os produtos fitofarmacêuticos autorizados em agricultura biológica são os que constam a seguir:

Quadro XII - Produtos fitofarmacêuticos de origem vegetal ou animal

Produto (substância activa)

 

Descrição e condições de utilização

 

Azadiractina,

extraída

da

planta

Insecticida

Azadirachta indica

 

Cera de abelha

Protecção

de

feridas

de

poda

e

enxertia

gelatina

Insecticida

Proteínas hidrolisadas

 

Atractivo, apenas em combinação com outros produtos autorizados, ou estreme

lecitina

Fungicida

Óleos vegetais (ex. óleo de pinho, de

Insecticida

28

Biohorta

hortelã-pimenta, de alcavaria)

   

Piretrinas

extraídas

do

piretro

Insecticida

Chrysanthemum cinerariaefolium

Quassia extraída de Quassia amara

Insecticida, repulsivo

Rotenona extraída de Derris spp., Lonchocarpus spp., e Terphrosia spp.

Insecticida

7. Bibliografia

Ferreira, Jorge. (2002). Manual de Agricultura Biológica Fertilização e protecção das plantas para uma agricultura sustentável: AGROBIO Associação Portuguesa de agricultura Biológica

Trorez, Jean. (1998). Guia de Agricultura Biológica: Terra Viva

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