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O PODER DE SER LIVRE Quer mudar o Mundo? Tem uma ideia? Quer, apenas interagir?

O PODER DE SER LIVRE

Quer mudar o Mundo? Tem uma ideia? Quer, apenas interagir? Tudo isto é possível! Já não necessita de ocupar um banco, ou saltar do quinto andar para ser ouvido, basta que aquilo que diga ou faça seja importante para os outros e tudo isto é possível à distância de um clique.

outros e tudo isto é possível à distância de um clique. O BERRÃO UM OLHAR ATENTO

O BERRÃO

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O LIVRO DA MINHA VIDA

- H A R R Y

ATENTO E CONTEMPORÂNEO O LIVRO DA MINHA VIDA - H A R R Y P O

P O T T E R

naquele mundo mágico, que é ao mesmo tempo interessante, e n g r a ç a d o , d i v e r t i d o , p e r i g o s o , e n c a n t a d o , misterioso, mas no fundo… maravilhoso.

Eu gostei deste livro Nunca mais o vou esquecer Desta escola de magia Onde há muito a aprender.

À CO NVERSA

CO M

eu confio nos jovens, confio nos alunos de Murça, eu apenas peço que sejam mais ambiciosos e que lutem mais pelos seus objectivos e que procurem respeitar as pessoas mais velhas, porque é uma forma de se respeitarem a si próprios

velhas, porque é uma forma de se respeitarem a si próprios UM ATÉ JÁ As águas

UM ATÉ JÁ

As águas do rio Tinhela correm tristes porque já não ouvem a sua música são lágrimas de quem chora a sua partida.

MALESDA

ESCOLA PÚBLICA

Porque estávamos, quase

t o d o s , d e m a s i a d o acomodados no nosso "EU" e

nos interesses particulares, relevando para segundo

o s a s p e c t o s

relacionados com a função e um certo espírito de classe, não corporativo, mas sempre necessário.

p l a n o

PARA ALÉM DA ESCOLA

Quais são as funções actuaisda escola?

ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO

COM GARANTIA DE SOBREVIVÊNCIA

Ou temos a capacidade de nos unir no objectivo de crescer enquanto professores, enquanto alunos, enquanto pais, em suma, enquanto pessoas, ou então desbarataremos recursos e atingiremos, apenas, uma pálida imagem do que poderíamos ter sido

AGRUPAMENTO DE ESCOLS DE MURÇA

A memória e a coragem de resistir

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”- Martin Luther

King

“Não fomos feitos para viver como brutos, mas para seguir a virtude e o conhecimento, onde quer que nos levem e seja qual for o seu custo pessoal e

social.” Dante Alighieri

Tantos séculos entre estas duas frases! A permanência, contudo, desta realidade imutável e inevitável: a necessidade da busca, o querer na procura, para que nunca nos limitemos a ser rasteiros quando a elevação é possível. Por outro lado a coragem de falar, de erguer a verdade, para que nunca suje o seu manto na lama dos pobres de espírito. A necessidade de divergir da voracidade dos maus, para que a nossa voz perturbe o seu sono larvar. Quando estes espíritos nos mostram a evidência da nossa humanidade, a sua necessidade intemporal, recordo a missão da escola e a sua importância na busca do bem. Se a escola mostra o caminho e orienta a viagem, garante a nossa evolução

e estrutura a nossa responsabilidade. Mas a escola somos nós e, por isso, precisa do nosso agir, da nossa constância e da nossa consciência. Por isso a memória é tão

importante quanto o querer. Querer melhorar é bom, saber fazê-lo é ainda melhorar, fazê-lo com o respeito pelo esforço e pela arte dos nossos antepassados é

a suprema sabedoria.

Por tudo isto que, hoje e aqui, já se disse, não respeitar o passado é um acto de ingratidão e um reflexo de profunda ignorância.

É incrível que Dante, escritor, poeta e político italiano dos séculos XIII/XIV- tenha

sido, a essa distância, um espírito mais evoluído e completo que muitos seus congéneres do século XXI! Perante a boçalidade que hoje impera na nossa sociedade, estes homens são faróis e exemplos que nos ajudam a erguer da cloaca pútrida em que caímos ou para a qual fomos arrastados. Quando? Por quem? Cada um terá a sua resposta.

O Director do Agrupamento, José Alexandre Pacheco

qual fomos arrastados. Quando? Por quem? Cada um terá a sua resposta. O Director do Agrupamento,

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

01

FICHA TÉCNICA

Propriedade Agrupamento de Escolas de Murça http://www.avmurca.org

Coordenação José Alexandre Pacheco

Revisão Anabela Coelho Ana Paula Moura Humberto Nascimento

Projecto Editorial e Design Rosa Pais Leonida de Sá Gonçalves Emanuel Teixeira

Impressão

Servimira, Lda

Colaboradores Albertino Lousa; Ana Paula Esteves; António Ribeiro; Carmen Mesquita; Cátia Ribeiro; Diogo Nascimento; Emanuel Teixeira; Felisberto Fontela; Gonçalo Duarte; Jéssica Afonso; João Eduardo Lopes; José Alexandre Pacheco; José Carlos Lousa; José Pinto; Juliana Francisco; Leonida de Sá Gonçalves; Luisa Carvalho; Manuel Mofreita; Mariana Noverça; Marta Cunha; Milva Ribeiro; Mónica Alves; Pedro Azevedo; Rosa Pais; Ruben Moreira; Teresa Pinhel; Valéria Oliveira

Tiragem

200 Exemplares

nº 15 - Janeiro * Edição

2011

EDITORIAL

200 Exemplares nº 15 - Janeiro * Edição 2011 EDITORIAL O número do Jornal O Berrão

O número do Jornal O

Berrão que agora chega até vós, transporta

sua

n e c e s s á r i a e c o n t í n u a

actualização, com o objectivo de prestarmos um serviço cada vez

sem

prescindir da precisão e do rigor.

O novo grafismo e a introdução

secções enquadram-

se nessa filosofia.

Um jornal escolar deve reflectir dinamismo e a pertinência do trabalho desenvolvido nas diversas unidades educativas do

de novas

mais global e efectivo,

alguns desafios, relativos à

o

agrupamento. Neste sentido

inscreve o apelo repetido que

se

fazemos a toda a comunidade

educativa para que

neste projecto e, assim, possa

participe

abrir uma janela para mostrar a realidade do que somos e do que fazemos.

A nossa orientação, o nosso

objectivo é a contínua melhoria. Esta relaciona-se activamente com o conceito de “escola aprendente” que defendemos como condição da própria

melhoria e da sobrevivência da nossa Instituição. Todas as pessoas que participam na vida

escolar devem estar receptivas

ao saber e ser curiosas, devem

reflectir sobre o seu exercício funcional e adoptar novas soluções/estratégias de trabalho. Este é também o enquadramento que baliza o trabalho da equipa que produz este jornal. Penso, por isso, estarmos no caminho certo. É com orgulho que reconhecemos o trabalho já feito e a existência de uma vontade firme em continuar a melhorar. O caminho nunca chega ao fim e, nele, nunca podemos ficar parados. Aproveito para desejar a professores, alunos, pais,

a s s i s t e n t e s t é c n i c o s e

operacionais um bom ano de 2011, sempre com a consciência

de que todos podemos contribuir

i s s o , a t r a v é s d o

p a r a

cumprimento dos nossos deveres enquanto profissionais e enquanto cidadãos.

O Director

Recomeça Se puderes, Sem angústia e sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro, Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado, Vai colhendo Ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar

E vendo, Acordado, O logro da Aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga, Diário ,

XIII,27.12.77

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

02

CRÓNICA DE MALDIZER

E CONTEMPORÂNEO O BERRÃO BERRÃOO 02 CRÓNICA DE MALDIZER MALES DA ESCOLA PÚBLICA qual um extensos
E CONTEMPORÂNEO O BERRÃO BERRÃOO 02 CRÓNICA DE MALDIZER MALES DA ESCOLA PÚBLICA qual um extensos

MALES DA ESCOLA PÚBLICA

qual

um

extensos normativos

de fraseado

b o n i t o m a s ,

n a p r á t i c a ,

inconsequentes para uma efectiva

m u d a n ç a ,

p o r

i n c o m p l e t o s ,

c o n t r a d i t ó r i a s , i n e x e q u í v e i s

implementar, pela via legislativa, nossa actuação por princípios

mudanças em série,

vendaval de papel suportando coerência. Por isso, acordamos

demasiado tarde para a realidade da desorientação e instabilidade vivida nas escolas há uns anos atrás. Porque estávamos, quase todos, demasiado acomodados no nosso "EU" e nos interesses particulares, relevando

d i g n i d a d e p r o f i s s i o n a l e d e

exageradamente utópicos e mesmo a

H uns anos que verifico roçar a inconstitucionalidade em para segundo plano os aspectos

muitos casos. Onde são evidentes

gritantes constrangimentos de espírito de classe, não corporativo,

conhecimento factual da realidade mas sempre necessário. E porque

claramente, mas também nunca me das nossas escolas e do processo descoramos a necessidade de cada

explicaram de forma clara e objectiva, minimamente convincente, da sua pertinência, justiça ou melhoria de qualidade.

c o n s t r a n g e d o r a , p e r m a n e n t e

Sobre essas mudanças formei uma necessidade proceder a emendas, práticaspedagógicase didácticas.

ajustamentos e esclarecimentos, A escola pública também definha

quando da implementação ao nível

elites, pseudo conhecedoras de da aplicabilidade prática junto das razões menos claras, também

escolas. contribuíram, de forma decisiva,

escola real em gabinetes, via ofício,

fax ou telefone, ou quando muito em

ainda também, a escola, em muitos

perdesse parte da sua identidade e

gerida/orientada/coordenada/diri

terreno e, por isso, sofrem com o gida por tecnocratas subalternizados representantes, de forma, para mim,

e alinhados com uma ordem política e ideológica. Estão inebriados pela propalada ideia de que as escolas e

diapara dia. outros espaços educativos devem

Nos últimos anos, a escola pública obedecer objectivamente a dinâmicas escolasverificada nosúltimosanos.

d e f u n c i o n a m e n t o , g e s t ã o e

administração empresarial, cuja agir para evitar males maiores,

finalidade é produzir, em série e a baixos custos, um produto com as

deixou de ser uma referência características de "objecto pessoa". continuando à espera que outros

p o s i t i v a ,

professores em trabalhadores pouco dignificação da função docente e

pensantes face ao processo, de preferência servis e obedientes,

cívicos, a vivência democrática e a quando não, predispostos a serem idealistas lutadores pelas grandes

catequizados para uma ideologia política que pensa a escola como uma instituição de retaguarda, em vez de instituição de vanguarda social, vocacionada para o futuro através da m e l h o r i a d a s p e r f o r m a n c e s

cognitivas, afectivas e motoras dos HIERARQUIAS, dando as mãos,

alunos. devem predispor-se a respeitarem-se

responsabilidadetêmsentido.

A actual escola pública definha,

porque deixou de ser uma referência

de mérito e prestígio, por maioria de

Daí que tendam a transformar os

façam o que a cada um compete pela

cabendo a e qualquer professor, que disso se preze, não cruzar os braços

Aqui chegados, entendo ser tempo de

s e u s

porque, os professores, por outras

opinião, provavelmente polémica por ser desalinhada com umas muitas

relacionados com a função e um certo

modelo de funcionamento da escola

p ú b l i c a q u e n u n c a e n t e n d i

á

mudanças em catadupa no

educativo em geral, onde o futuro da sociedade deve ser estruturado. Cujo

r e s u l t a d o

a s s e n t a n u m a ,

um ser cada vez melhor e ser mais rigoroso no seu desempenho, quer ao nível das competências específicas, quer na aplicação de melhores

educação, que só sentem o pulsar da

visitas relâmpago para uma notícia

qualquer. Mas, certamente alinhada com outros tantos que estão no

actual pulsar real da escola, no seu dia-a-dia. E, por isso, como eu, sentem a escola pública a definhar de

definha, porque se transformou numa instituição com uma imagem cada vez mais degradada, mal vista e mal amada por quase todos, porque

e n q u a n t o

e s p a ç o

privilegiado de EDUCAÇÃO, onde as aprendizagens, a aquisição de competências, os princípios e valores

A escola pública definha porque, nos

para o "golpe de misericórdia" na

últimos anos, e infelizmente hoje gestão participada das escolas

c

a

s

o

s

,

f

o

i

e

permitindo assim que a escola

a

i

n

d

a

é

,

q u e ,

s e m

m a i s ,

o s

pouco clara, passassem a representar a entidade tutelar dos professores, o que eu considero ser o factor mais relevante da instabilidade das

resolução dos problemas que são de todos, tanto mais que o campo dos

c a u s a s e s t á p r a t i c a m e n t e despovoado. Neste contexto, mesmo que de forma idealista, proponho uma nova ordem paraa escolapública. «Todos os PROFESSORES e suas

culpa dos responsáveis pelas políticas da educação, que mais não fizeram que descredibilizar a escola obrigando os professores e a escola,

em geral, a fabricarem um sucesso A escola pública, também, definha mutuamente nos seus direitos e educativo socialmente ilusório e porque nós, os professores, temos deveres, constituindo-secomo

i r r e s p o n s á v e l ,

tido muita dificuldade em orientar a

a o

q u e r e r

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

03

CRÓNICA DE MALDIZER

parceiros, criando assim um movimento colectivo coeso e pragmático, centrado na melhoria d o s p r o c e s s o s e r e s u l t a d o s EDUCATIVOS precursores de sociedades mais justas, nem que para isso tenhamos de ser menos permissivos connosco e com todos os outrosqueconnoscointeragem."

PS - Para não "abusar" da paciência de

quem lê esta opinião

aqui, mas, se a liberdade de expressão não morrer entretanto, prometo "

voltar "uma opinião

participação dos pais e encarregados de educação e das instituições que, também, contribuem para o definhar da escola pública, ainda que, por vezes, de formanãodeliberada.

sobre a

, vou ficar por

José Pinto

PARA ALÉM DA ESCOLA

sobre a , vou ficar por José Pinto PARA ALÉM DA ESCOLA N d i a

N d i a s

q

c o r r e m

o s

escolas do país, levanta uma questão

e importante. Quais são as funções

u

actuaisda escola?

u

m

a s s u

n t o

A escola para além de ser um espaço

c

o

m

u

m

d e

de transmissão dos conhecimentos

conversa é a crise

científicos acumulados pelas

q

u

e

o

p

a í s

sociedades ao longo das gerações, de

atravessa.

Muito

educação cívica e cultural, é também

se tem falado das um espaço de partilha, ajuda

recíproca esolidariedade social. Para os que cumprem as suas funções

seus compromissos, existe cada vez nas escolas, esta é uma nova menospoder decompra. exigência que deve ser assumida. E

deve também, na minha opinião, ser vista como uma missão honrosa, digna e apreciável, pois as pessoas só pedem ajuda a quem confiam e onde sentem segurança para expor as suas

Este exemplo, muito embora possa dificuldades. não ser representativo de todas as

Pedro Azevedo

dificuldades que as instituições e as famílias enfrentam em cumprir os

A este propósito, noticiava há tempos um artigo de um jornal que existem escolas que abrem as portas ao fim de semana, e até mesmo nas férias, para servirem refeições aos seus alunos.

F

F

O nde se pretende demonstrar

sociedade

democrática e que afinal os

nossos alunos só têm direitos

que vivemos numa

Já por várias vezes me aconteceu

confrontado pelos alunos com o facto

de apenas serem mencionados os

deveres e nunca os seus direitos.

Respondo-lhes com a verdade e com a

realidade democrática e após

análise exaustiva da situação tive de

lhes dizer que:

1º Estudar não é um dever, é um direito

– sim a igualdade no acesso

escola/educação é um direito consagrado na Constituição da

à

uma

seus

ser

República Portuguesa e que se algum

cidadão ou cidadã fosse impedido/a

estudar veria nisso uma forma de

de

discriminação; dos Estados bem como das diferentes

2º Tratar com respeito qualquer Instituições Internacionais.

6º Permanece na escola durante o seu h o r á r i o – é u m d o s d i r e i t o s fundamentais dos alunos, pois nenhum cidadão pode ser privado de frequentar

membro da Comunidade Educativa uma escola.

que afinal são eles mesmos; Muito mais se poderia dizer, mas não

3º Trazer o Cartão de Estudante e a

Caderneta Escolar é um direito na maçudos, no entanto, não podemos

deixar de aconselhar os alunos a

consultar a legislação quer nacional,

a l g u n s o r g a n i s m o s

direito a ter uma nacionalidade - no i n t e r n a c i o n a i s – O N U , O C D E ,

perguntar às mulheres

direito a frequentar uma escola e o que em alguns países árabes estão

proibidas de tirar a carta de condução e de conduzir o que são direitos e deveres; aconselhamo-los ainda a perguntar às mulheres que há cem anos atrás lutavam pelo direito ao voto o que são deveres…. Ah e já agora, analisem com atenção que se passa em alguns países e pensem bem o que são deveres e o que são afinal - DIREITOS Ainda assim, importaria reflectir um

no desporto escolar, num clube, … pouco sobre esta problemática

5º Respeitar a propriedade dos bens – desde a declaração Universal dos

pretendemos ser exaustivos, nem

membro da Comunidade Educativa é um direito na medida em que só dessa forma podem exigir ser tratados com respeito e consideração por qualquer

medida em que é uma forma de identificar o estudante – é importante não esquecer que todo o indivíduo tem

caso todo o cidadão português tem

Cartão de Estudante é a prova disso mesmo; 4º Participar nas actividades escolares é também um direito, pois mais uma vez se algum aluno fosse impedido de participar em qualquer uma das actividades desenvolvidas na e pela escola, mais uma vez estaria a ser objecto de discriminação. Todo o aluno que o deseje tem o direito de participar

q u e r d e

UNICEF, … - e

debruçando-nos sobre o que são de facto e de direito, direitos dos alunos….

Direitos do Homem em França em Ah e direitos dos cidadãos. 1789, (1) que o direito à propriedade privada tem sido consagrado em todas Felisberto Fontela as Constituições e demais legislação

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

04

CRÓNICA DE MALDIZER

E CONTEMPORÂNEO O BERRÃO BERRÃOO 04 CRÓNICA DE MALDIZER D efendi recentemente, n o processo de

D efendi recentemente,

no

processo de construção do

Plano Anual de Actividades

do nosso agrupamento, que a

para além de um local de trabalho deverá ser uma unidade nuclear de formação e inovação. Sê-lo-á se houver

escola

lugar para uma aprendizagem

institucional, ou seja, se o meio e as relações de trabalho ensinarem, e a

organização enquanto

aprender, partindo da sua própria

história e memória como instituição.

competição que se adivinha para o

universo escolar, precisamos

inovação como algo ascendente,

conjunto

Na

a

desenvolver-se a partir da própria

escola. Neste contexto e, para

sobreviver, o nosso

precisa melhorar os seus resultados,

agrupamento

mesmo tempo que cumpre todas as outras finalidades de raiz sócio-

cultural que lhe estão acometidas.

melhoria escolar não pode ser ordenada ou prescrita, porque a sua efectivação depende de factores como o

ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO COM GARANTIA DE SOBREVIVÊNCIA

compromisso, iniciativa e implicação, professores, precisamos de alunos

que não são objecto de imposição mas de adesão ou construção partilhada no terreno. A agregação dos três factores

referidos, assumidos com as nossas próprio desenvolvimento e no

particularidades, permitirá a assunção da autonomia e a construção de uma

identidade, da nossa identidade. operacionais atentos e com um

desempenho técnico irrepreensível. Finalmente precisamos de pais irmanados com a escola, colaborantes na realização de propósitos partilhados.

Senge (1992), que contribuiu para Que fique claro: a melhoria dos

divulgar a expressão “organizações que a p r e n d e m ” , d e f i n i a - a s c o m o

organizações onde as pessoas unicamente do desempenho dos

aumentam constantemente a sua aptidão para criar os resultados que

desejam, onde se cultivam novos e no processo de avaliação. Nestas

expansivos padrões de pensamento, variáveis entra necessariamente a

docentes, mas de todo um conjunto de variáveis que devem ser tidas em conta

É bom que seja assim, pois desta forma

desenvolvimento dos seus pares. Precisamos igualmente de assistentes

dinâmicos, interessados na aquisição de informação, autónomos no seu tratamento, focalizados na busca do

seremos, cada vez mais, uma “escola que aprende”, que racionaliza os seus actos e reconstrói a sua acção. Peter M.

resultados e a diminuição do abandono escolar de uma escola não depende

onde a aspiração colectiva tem plena liberdade e onde as pessoas estão continuamente a aprender em conjunto. A consciencialização do serviço público

que prestamos na dupla vertente de comunidade educativa.

assunção das responsabilidades parentais, quer no relacionamento familiar quer no envolvimento na e s c o l a e n q u a n t o m e m b r o s d a

também o factor de união e o pólo propulsor da cultura colaborativa que

“escola”, onde antes só havia trabalho

p o s s í v e l c o m p r o f e s s o r e s

forma a criar conhecimento e a utilizá-

cultivar a instrução e formação de cidadãos é Ou temos a capacidade de nos unir no

o b j e c t i v o d e c r e s c e r e n q u a n t o p r o f e s s o r e s , e n q u a n t o a l u n o s ,

nos deve caracterizar para que haja enquanto pais, em suma, enquanto

pessoas, ou então desbarataremos

ao por células independentes. Isto só é recursos e atingiremos, apenas, uma

pálida imagem do que poderíamos ter sido. Isto tanto é válido para a escola como para o país. Director do Agrupamento,

lo. Para além do compromisso dos José Alexandre Pacheco

c o m p r o m e t i d o s , r e d e s e n h a n d o

A continuamente os contextos laborais de

APRENDER APRENDER APRENDER
APRENDER APRENDER APRENDER

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

BERRÃOO

O BERRÃO

05

CRÓNICA DE MALDIZER

O PODER DE SER LIVRE

O Homem é naturalmente

em

não

d e s s e m

a f i

n i d a d e s ,

com quem partilha a informação,

sociabilizante,

regime

vive

e

desenvolveram-se conceitos nas

podendo criar

grupos,

virtuais,

diversas redes sociais “reais” e

semelhantes aos que frequenta na

surgiu a sociedade da informação.

realidade, mas com possibilidades

E s p e r e m o s q u e e s t a ,

infinitas, onde o tema

mais

gradualmente, se transforme no

estranho possa ser

abordado

e

que alguns dizem que é a

tratado, por quem gosta e sabe

sociedade do conhecimento. A

d e s t e ,

s e m

i n i b i ç õ e s ,

o u

comunicação global, o poder de

preconceitos pré estabelecidos. Se

colocar informação no outro lado do Mundo, para todos os que desejem ver aparece com a Internet, mas milhões de terabytes

de

de informação, são difíceis consultar.

Então

de

ferramentas que nos

pesquisa,

surgem

os

motores

p u d é s s e m o s

suficiente para mudar os que nos

se

fossemos nós a ditar o queremos

que seja feito e percebido?

Fantástico, estaríamos a criar uma

nova

onde cada um conta, não uma vez de quatro em quatro anos, mas

todos os dias. Foi

premissa que se criaram as redes sociais virtuais e toda a Web 2.0. Quer mudar o Mundo? Tem uma ideia? Quer, apenas

interagir? Tudo isto é possível! Já não necessita de ocupar um banco, ou saltar do quinto andar para ser ouvido, basta que aquilo que diga ou faça seja importante para os outros e tudo isto é possível à distância de um clique. A Web 2.0 tem aplicações como o youtube, facebook, twitter, entre outras, que nos dão o poder de interagir, partilhar e

cada

com esta

rodeiam

e x p r e s s ã o

t e r

mais

e

ir

longe

dimensão

da

Democracia,

grupal

abdica, facilmente, da sua posição no grupo. Ao longo dos

tempos, a sociedade tem evoluído, na forma como interagimos, nos

e na importância

na p a r a d i g m a s

Humano

que

sociabilizamos

cada

Ser

tem

m u d a n ç a

d o s

civilizacionais, é claro que desde o princípio da Humanidade que nos

utilizando redes

organizamos

sociais, uma família, um bairro, um País, uma etnia, não são mais do

redes

sociais

de

que

grupos

de

l i d a

que

formam

interacção

b e m

c o m

e

relacionamento. Todo o Ser

Humano é diferenciador e

n ã o

normalização óbvia, logo a

s o m o s

o

grupo

se

no

grupo

c o m p o r t a m e n t o

diferente

quando estamos no grupo

ainda

diferente do grupo do jogo

E s t a s

características não fazem do Homem, um Ser incoerente,

e

m a s

d e

profissional,

nosso

c a d a

a

um Ser incoerente, e m a s d e profissional, nosso c a d a a

colocam,

quantidades de informação que,

nos impressionam, inicialmente, e nos confundem logo de seguida. Não interagimos directamente,

enormes

nas

mãos,

mas p o s s i b i l i d a d e d e p a r t i l h a r

a

cada

Ser

Humano

tem

m o m e n t o

diferentes,

com

identificamos,

estivermos

família,

do

que

o

ou

f u t e b o l .

consoante

o

qual

isto

é,

inseridos

nos

s e r á teremos

d i f e r e n c i a d o r adaptável.

O conceito de adaptação, mais do

q u e

sobrevivência e evolução, é um

desejo intrínseco a cada um de Nós

e resulta conjuntamente com a real

necessidade de se vivenciar várias

r e a l i d a d e s

diferenciados, construímos pontes

que

m e l h o r a r

Isto

começou há milhões de anos a

d o

desenvolvimento Humano e tem

a exponencial nos últimos dois mil

e

necessidades

d e

redefinir o nosso saber a instante.

Afinal, uma rede social, não é mais

onde

potenciamos todas as

que o mundo real nos propícia, dando-nos o verdadeiro poder de

nem menos que o lugar

vivências

u m a

n e c e s s i d a d e

e m

p l a n o s

cultivar

e n o s s a s

conhecimento e ideias, de forma

m u d a r

o

p e r c u r s o

d a

livre e democrática, no entanto

Humanidade,

nada

que

não

existe sempre um intermediário, o motor de pesquisa, a Google tem

façamos desde o princípio desta! Para quem queira perceber como

como premissa não influenciar as

funcionam estas

ferramentas,

escolhas, mas há sempre esse

p o d e r á

v i s i t a r

a

e

as

p á g i n a

factor e não é o utilizador que

www.avmurca.org

encontrará

controla todo o processo. Esta

informação

sobre

aplicações

ferramenta, elevou o potencial de

supra sitadas.

sociabilização/interacção a níveis nunca atingidos. E, se fosse o utilizador a escolher

Emanuel Teixeira

nos

permitem

e s t a s

d o

desejos.

i n í c i o

q u a n d o

evoluído

uma

velocidade

anos. Foram criadas estruturas que nos

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

BERRÃOO

O BERRÃO

06

PINTANDO A NOSSA TERRA

CONTEMPORÂNEO BERRÃOO O BERRÃO 06 PINTANDO A NOSSA TERRA O Clube de Arte organizou o workshop

O Clube de Arte organizou o workshop “Arte de saber

fazer com trapilho”, sob orientação

formadora Rita Santos, promovendo

assim uma aproximação a

materiais e técnicas de expressão, r e v e l a n d o i g u a l m e n t e u m aproximação a Professores e

a

da

diferentes

Encarregados de Educação.

O Clube pretende, deste modo, criar

um projecto de intervenção criativa e nosso objectivo é fazer com que o

trapilho ganhe uma nova utilidade, um novo significado. Apelamos, assim, a todos os alunos que

de um aluno - “vamos vestir as desfrutem desse prazer que é descobrir

árvores”. O trapilho ou trapo são fios

que resultam do desperdício de que a experiência do dia-a-dia de

alunos, professores e funcionários na escola, seja sempre uma paixão.

prontos a ser utilizados. Pensamos tratar-se da arte feminina na sua essência, utilizando o trapilho com Rosa Pais a técnica de crochet, malha e nós. Mas o

o que outros vossos colegas realizam e

artística, sem carácter permanente, no espaço da escola, utilizando o trapilho e outras fibras. Fazendo uso da expressão

camisolas ou outros algodões que são cortados, uniformemente, e estão

outros algodões que são cortados, uniformemente, e estão NAPOLEÃO UMA VIDA . Na maioria dos quadros
outros algodões que são cortados, uniformemente, e estão NAPOLEÃO UMA VIDA . Na maioria dos quadros

NAPOLEÃO UMA VIDA

.

Na maioria dos quadros que retratam o

NAgosto de 1769 na Córsega. imperador, aparece com a mão na

Era um homem de baixa estatura,

m

Era muito rigoroso em relação às suas refeições que não duravam mais de 15

.

excepção, porque eram tomadas em O Imperador Napoleão Bonaparte

a Foi um grande estratega no campo de batalha, mas um jogador de xadrez medíocre. Quando começava a perder

f

.

minutos.

cancro ou úlcera, não se sabe ao certo. A doença agravou-se quando Napoleão

barriga, talvez porque sofria de fortes dores de estômago, causadas por um

apoleão Bonaparte, militar e

político francês nasceu a 15 de

i

a

m

a

o

p

í

e

n

a

s

Domingo

l

i

1

,

era

5

8

.

uma

a

s

e

r

e

m

c

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s

t

i

g

a

d

o

s

e

d

c

o

n

t

a

v

a

4

8

a

n

o

s

morreu praticamente só, aos 52 anos de idade, no exílio na ilha de Santa Helena. O seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério "Les Invalides" em Paris.

uma

partida recorria a lances ilegais

para

a virar a seu favor. Mesmo, assim,

nunca era contestado pelos seus Diogo Nascimento adversários que morriam de medo de Turma Mais 6º ano

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

BERRÃOO

O BERRÃO

07

PINTANDO A NOSSA TERRA

SAÍDA DE CAMPO AO MORRO DE SÃO DOMINGOS, PELA TURMA DE JARDINAGEM

Tendo em conta a avaliação efectuada

com os alunos, pode concluir-se que a

mesma foi útil e globalmente positiva -

N Técnicas de Jardinagem e os objectivos foram cumpridos -, planos, e suas características –

elementos naturais, elementos físicos e elementos humanos -, a localização e orientação no espaço, através do sol e com recurso à bússola.”

E s t a a p r e c i a ç ã o r e f e r e - s e exclusivamente ao momento da saída de campo, dado que os alunos, no âmbito das respectivas disciplinas, elaboraram dois relatórios, tendo por

de

base

trabalho divulgado previamente. Albertino Lousa e Manuel Mofreita

murcense

opinião, “foi bom o que aprenderam

porque ficaram a conhecer um pouco

melhor a paisagem, utilizando diversos

o dia 5.11.2010 realizou-se a

saída de campo no âmbito das

disciplinas de Biologia, de

e

Planeamento

de

Espaços

Gestão

contribuindo para o reforço das competências a desenvolver na sala de a u l a . Q u a n d o q u e s t i o n a d o s a pronunciarem-se sobre a saída de

q u e s t i o n a d o s a pronunciarem-se sobre a

f i z e r a m

referências positivas dado que, na sua

c a m p o , o s

a l u n o s

Verdes, ao morro de São Domingos, sob

o tema “Caracterização da paisagem

e suas representações cartográficas”.

A saída de campo teve como objectivos:

1) caracterizar a paisagem murcense a SE do Morro de São Domingos, segundo três aspectos fundamentais: o

relevo e a geologia, a diversidade

biológica,

em

particular

a

sua

componente florística, e a actividade humana; 2) compreender a importância dos mapas topográficos como representação do real, utilizando para o efeito, a paisagem murcense.

as

orientações

do

guião

AUTOR E LIVRO DO MÊS

BE/CRE dá, mensalmente,

destaque a um autor e a uma

de

sensibilizar, despertar a curiosidade e divulgar obras e autores para desta

Adas suas obras no sentido

forma motivar para a leitura. Assim, ficam já aqui as sugestões para o

s e g u n d o

e m

p e r í o d o ,

Janeiro será dado destaque

a Inês Pedrosa e à sua obra A Menina

E m

Fevereiro será dado destaque Mia Couto e à sua obra Venenos de Deus,

q u e

r o u b a v a

g a r g a l h a d a s .

Remédios do Diabo. Em Março, a

Mário

 

de

Carvalho

com

Contos

V

a

g

a

b

u

n

d

o

s

e

e

m

Abril a

Daniel

Sampaio e à sua obra Tudo o que temos cá dentro.

e à sua obra Tudo o que temos cá d e n t r o .
e à sua obra Tudo o que temos cá d e n t r o .
e à sua obra Tudo o que temos cá d e n t r o .
e à sua obra Tudo o que temos cá d e n t r o .

Passem pela BE/CRE para conhecer melhor estes autores e as suas obras. Boas Leituras!

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

MUNDO VISTO POR

DIA DA RESTAURAÇÃO

AR nossa Escola assinalou o 1º de

Dezembro de 1640, dia da

a

e

s

t

a

u

r

a

ç

ã

o

d

Independência com uma exposição de

Ainda

trabalhos alusivos ao tema.

inserida nesta comemoração, a Turma do 6º A apresentou uma pequena

representação teatral, onde recreou Geografia de Portugal, com a

alguns momentos deste acontecimento histórico. Estas actividades decorreram

na BE/CRE e foram dinamizadas pelos docentes das disciplinas de História e

colaboração de Área de Projecto do 6º A.

de História e colaboração de Área de Projecto do 6º A. " Ninguém educa ninguém, ninguém

" Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens educam-se entre si, mediatizados pelo mundo» (Freire, P.1996)

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

FLAGRANTES

OS QUE SE VÃO DA LEI DA MORTE LIBERTANDO(1)

muito clara do que devia ser a Escola e a sociedade, enquanto formadoras das gerações mais novas e sobretudo como

com uma capacidade de forma de fazer uma sociedade mais Hoje tem sentido dizer que ficamos

trabalho incrivelmente acima do justa onde todos, mas todos mesmo mais pobres, afinal é preciso alguém que esteja atento, alerta e ele estava, porque sempre disponível, para crescer para aprender. Os alunos perderam um grande professor, o município perdeu um publicitário, todos nós perdemos um GRANDE AMIGO, um GRANDE ARTISTA, e acima de tudo perdemos O CIDADÃO. As águas do rio Tinhela correm tristes porque já não ouvem a sua música são lágrimas de quem chora a sua partida. Sim, porque afinal como dizia Fernando Pessoa que gostava de citar, “o Tejo não é mais belo que o rio que corre” (2) junto à casa onde ele morou… As várias gerações de alunos viam nele um líder, e um exemplo a seguir pelo seu empenho e dedicação e clareza das ideias. Procurou sempre projectar a Vila e o Concelho de Murça e por isso, certamente que a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, o Agrupamento de Escolas e muitas das Associações e Instituições do nosso Concelho com as quais colaborou lhe hão-de prestar uma justa e sentida homenagem. A família sabe o quanto sentimos a sua

partida … afinal é mesmo difícil dizer até sempre, J.M.

trabalho e no daqueles que o rodeavam. Gostava de passar despercebido, e de

“Os

vezes incompreendido, defendia desenvolver o seu trabalho de uma Lusíadas

Fernando Pessoa “Guardador

afincadamente as suas convicções, forma empenhada. Perfeccionista,

porque acima de tudo era democrata, estava sempre disposto a ouvir opiniões

e ideias ainda que diferentes das suas. rara hoje em dia, pensava sempre a Felisberto Fontela

gostava de saber como terminar aquilo que começava e acima de tudo, coisa

muitos outros ficam por realizar, alguns em projectos iniciados, outros, ainda, por iniciar.

H

omem íntegro, de convicções

f o r t e s ,

e r a a m i g o ,

companheiro e sobretudo

f o r t e s , e r a a m i g o ,

pudessem desenvolver as

suas

qualidades. Por isso, era exigente no

seu

normal. Do outro lado do Oceano trouxe a saudade e a juventude para além da permanente boa disposição. Muitas

(1)

(2)

Luís

Vaz

de

Camões

de Rebanhos

médio e longo prazo. Muito importante o que fez, mas fica a certeza que muito deixou por fazer, pois

disposição invejável estava sempre a vida é apenas o tempo para

realizarmos alguns sonhos e que,

pronto para o trabalho; tinha uma ideia

Sabia sempre dar uma palavra de alento e de certeza no mar de incertezas em que vivemos. De sorriso fácil, uma boa

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

BERRÃOO

O BERRÃO

10

PALADARES

DIA DE SÃO MARTINHO

adivinhas, provérbios, a lenda de S. Martinho em versos e fizemos jogos de

NFiolhoso e a escola do 1ºCEB

de Vilares festejaram o São Martinho No intervalo, chegaram à nossa escola

com os Encarregados de Educação. os meninos do pré-escolar. Como caruma e colocámos lá dentro as

Houve sardinha e carne assada estava um dia muito frio e sem sol famosas castanhas que estoiravam

fomos para dentro da sala ver um filme

feito no pote de ferro. ”Rei Leão”, fizemos a dramatização da Por fim, saltámos a fogueira, comemos

Texto colectivo 1ºciclo de Vilares lenda de S. Martinho, cantamos canções

N o d i a 1 1 d e N o v e m b r o , comemorámos na nossa escola o dia de S. Martinho, em conjunto com o pré- escolar do Fiolhoso. Até ao intervalo, pesquisámos

Teresa Pinhel

acompanhada do famoso caldo verde

provérbios. das tarefeiras e dos nossos pais, fizemos

uma grande fogueira com muita

com pão e caldo verde. Seguidamente, com a ajuda das senhoras professoras,

o

dia

11

-

de

de

Novembro

-

Infância

o

de

Jardim

muito.

as deliciosas castanhas e enfarruscámo-

Gostámos muito deste dia.

relacionadas com o S. Martinho e o nos todos.

Outono e dissemos provérbios. Enquanto, fizemos estas actividades estava a ser confeccionado o almoço. Comemos fêveras e sardinhas assadas

o almoço. Comemos fêveras e sardinhas assadas MARMELADA À MODA DA MINHA TERRA Ingredientes: 1Kg de
o almoço. Comemos fêveras e sardinhas assadas MARMELADA À MODA DA MINHA TERRA Ingredientes: 1Kg de
o almoço. Comemos fêveras e sardinhas assadas MARMELADA À MODA DA MINHA TERRA Ingredientes: 1Kg de

MARMELADA À MODA DA MINHA TERRA

Ingredientes:

1Kg de massa de marmelo 1Kg de açúcar Água q.b.

Modo de preparação:

Ee scolha os marmelos maduros com bom aspecto. Lave-os bem retire-lhe as sementes e o

meio (caroço) e alguma parte da pele que esteja escura. Coloque-os, numa panela, cortados em pequenos pedaços e ponha-os a cozer. Depois de cozidos, retire-os da água, escorra-os, e passe-os pelo passe-vite. Junte numa

panela o açúcar e a massa de marmelo, mexa bem e deixe ferver mais ou menos 3 a 5 minutos. Retire a marmelada do lume e coloque-a em tijelas (malgas ). Modo de conservação:

Exposta ao sol durante alguns dias e coberta com uma folha de papel vegetal ou congelada. Dica: se quitar à quantidade de açúcar o produto final fica com a mesma qualidade.

Engrácia Gomes

l f i c a c o m a m e s m a q u
l f i c a c o m a m e s m a q u

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

BERRÃOO

O BERRÃO

11

RADAR

PROJECTO eTWINNING

BERRÃOO O BERRÃO 11 RADAR PROJECTO eTWINNING A Turma de Francês do 10º ano está a

A Turma de Francês do 10º ano

está a participar num

(A e B)

p r o j e c t o

e T w i n n i n g

Geminação electrónica entre escolas. O projecto foi delineado, num encontro internacional eTwinning que decorreu de 15 a 17 de Outubro em Chantilly, França e que tinha por tema principal o desenvolvimento sustentável nas suas três vertentes, ambiental, económica e social. Partindo dessa ideia, as

professoras da escola francesa e da nossa escola encontraram pontos comuns que poderiam ser abordados ao longo do ano lectivo permitindo

da

trabalhar competências ao nível

utilização efectiva, em situação real de comunicação, da língua francesa, o que,

por experiência de projectos desenvolvidos anteriormente na nossa

escola, é uma fonte de motivação ao estudo desta língua. Depois do projecto

apresentado, mais duas escolas, uma acesso e que permitem a troca de

romena e uma turca, se juntaram e são agora quatro as escolas parceiras. Os participantes estão em fase de

conhecimento mútuo, pois cada aluno O projecto já foi aprovado ao nível

informação e interacção entre os alunos das quatro escolas.

que depois são colocados na plataforma comum do projecto a que todos têm

colocou na plataforma “Twinspace” a sua apresentação e uma fotografia da

t u r m a p a r a q u e t o d o s t r a v e m

conhecimento. A partir de Janeiro, jornal.

serão

conceito de “Desenvolvimento

Sustentável”

europeu, como comprova o certificado. Vamos, agora, trabalhar e daremos notícias nas próximas edições deste

Estes projectos são uma mais-valia para

a l u n o s

proporcionam experiências e vivências extremamente enriquecedoras. Poderão obter mais informações em http://www.etwinning.net/ Fiquem com o testemunho de Odile Quintin, Directora-Geral da Educação e da Cultura da Comissão Europeia:

p o i s

e

p r o f e s s o r e s ,

«A iniciativa eTwinning é uma verdadeira comunidade de práticas, aprendizagem, excelência e inovação em matéria de ensino, tanto a nível europeu

como mundial. Os professores participantes na eTwinning demonstraram a influência que a experiência de aprendizagem pode exercer nas crianças quando é enriquecida pela colaboração internacional e pelo

linguístico,

intercâmbio cultural e

utilizando ferramentas do século XXI.»

abordados

na

assuntos

sua

como

o

a

globalidade;

XXI.» abordados na assuntos sua como o a globalidade; industria agrícola das respectivas regiões e as

industria agrícola das respectivas regiões e as medidas ambientais que tomam (ou não) e o desenvolvimento sustentável na sua vertente social. Cada turma trabalha os dados dos seus meios

CLUBE ESCOLA AMIGA DO TEATRO

J

á

Teatro!!!

recomeçou

o

Clube

de

Na sequência do trabalho

dinamizado no ano passado e do sucesso que o Clube teve junto dos alunos e destes junto da c o m u n i d a d e e s c o l a r , a s professoras responsáveis têm o prazer de informar que o Clube voltou a fazer parte da oferta das actividades extracurriculares e

livres

ocupação de tempos

como

existentes na Escola e que, tal

aconteceu, no ano lectivo anterior,

Quartas-

continua a decorrer às

feiras, das 15:30h às 17h, na sala

A10.

O Clube pretende continuar a criar

um ambiente de divertimento e

Ana Paula Esteves (Professora)

descontracção,

vontade de alguns alunos. Marta Cunha (Assistente Social)

Este projecto tem como objectivo desenvolver o gosto pela representação e improvisação,

p r o m o v e r m o m e n t o s d e

espontaneidade, descoberta e criatividade, e colaborar em diversas actividades definidas pelo grupo, tais como produzir

e s p e c t á c u l o s a b e r t o s à comunidade escolar.

O grupo conta com 16 elementos, que já estão a trabalhar na reformulação e encenação de uma peça de teatro a ser apresentada no segundo período!

As responsáveis do Clube:

manifestado

por

e encenação de uma peça de teatro a ser apresentada no segundo período! As responsáveis do

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

12

RADAR

CHÁ COM LIVROS

omeçou um novo ano lectivo e

já nos

acompanha há quatro! É um

C projecto gratificante onde

o Chá com Livros

É um C projecto gratificante onde o Chá com Livros alunos e professores podem interagir e

alunos e professores podem interagir

e partilhar as suas leituras.

Este ano, o primeiro encontro do Chá com Livros realizou-se na BE/CRE quarta-feira, dia 27 de Outubro, no âmbito da comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares. Nesta edição do Chá com Livros, houve a adesão de novos leitores, o

q u e m o s t r a q u e n o n o s s o

Agrupamento os alunos demonstram

cada vez mais o gosto pela leitura. O que é bom, visto que o objectivo principal deste projecto está a ser

c u m p r i d o . N e s t a p r i m e i r a apresentação, foram divulgados livros sobre variadíssimos temas desde histórias educativas, ao

r o m a n c e ,

toxicodependência até ao drama. As

à

à

f a n t a s i a ,

a p r e s e n t a ç õ e s f o r a m m u i t o interessantes e muito saborosas, pois foram acompanhadas de biscoitos e

chá!

 

Valéria Oliveira

Nº 17

10ºA

Disse Goethe:

"A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas."

«CINCO E SETE», MUITAS AVENTURAS

as suas folhas." «CINCO E SETE», MUITAS AVENTURAS O desafio era “falar” do p r i

O desafio era “falar” do p r i m e i r o l i v r o q u e

me marcou. Comecei

a reflectir sobre a

proposta e cheguei à

conclusão que não numa língua ou noutra, estes livros

fizeram-me viver aventuras e mistérios que me transportavam para um imaginário em que eu era, também, heroína e vivia os dramas, os medos, os perigos dos meus “amigos” de aventuras. Passados muitos anos, e já lá vão treze

Claude, dos nomes da Ana, do David e do Júlio não me lembro agora), mas,

aos treze anos essa foi a minha língua, mas depois dos treze passei a lê-los em português, os nomes das personagens eram diferentes (nos “Cinco” o cão Tim, em francês era (e é) Dagobert, a Zé era

houve UM LIVRO a marcar a minha infância e por isso, não sei se estarei a fugir à proposta, mas dei- me conta que um período da minha vida, que começou pelos nove anos até cerca dos 14, foi marcado pela presença quase constante de Enid Blyton. Já não

pela presença quase constante de Enid Blyton. Já não sei se comecei pelo “Clube dos sete”

sei se comecei pelo “Clube dos sete” ou pelos “Cinco” mas sei que li, se não

todos, quase todos os títulos das duas meu filho então com sete anos e lá

colecções e ainda alguns títulos da colecção “Aventura” tudo da mesma autora. Durante este período, a

p r e f e r ê n c i a l i t e r á r i a p o r e s t a s

aventuras era apenas entrecortada

uma ou outra obra, geralmente de acampamentos, perseguições. Comprei

leitura obrigatória ou sugerida por

algum professor. êxito, as suas preferências foram para o produto nacional também relato de

As minhas recordações destas aventuras são já bastante ténues, já lá vão alguns anos! Mas lembro-me que preencheram muitas tardes quentes

Hoje, ao propor-me partilhar com os leitores do “Berrão” as minhas leituras,

das férias de verão e lembro-me relembrei os meus heróis, os meus

porque, coisa curiosa, a escritora estava constantemente a descrever os almoços, lanches e jantares das personagens, aquilo dava-me uma fome! Com alguma frequência, interrompia a leitura para ir comer. Ainda hoje quando se fala dos “Cinco” ou dos “Sete” regresso à infância e a essas férias em que devorava lanches e livros. Uma particularidade destes livros é a sua “universalidade”, comecei a lê-los em Francês, porque até

Boas leituras!

Dina Gomes

um para lhe abrir o apetite, mas sem

agora, voltei à secção infanto-juvenil de uma livraria para comprar livros para o

e s t a v a m “ O s c i n c o ” . F i q u e i entusiasmadíssima! (eu, porque o meu filho pouco interesse mostrou!). Num breve folhear, relembrei aventuras, f é r i a s , l a n c h e s , m i s t é r i o s ,

por

aventuras mas por terras lusas.

“amigos” de infância e foi muito bom!

a s , l a n c h e s , m i s t é

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

13

RADAR

O LIVRO DA MINHA VIDA - HARRY POTTER

BERRÃOO 13 RADAR O LIVRO DA MINHA VIDA - HARRY POTTER Embora tenha gostado de toda

Embora tenha gostado de toda a saga,

o livro de que mais gostei, na minha

vida, foi o Harry Potter e a Pedra Filosofal, da autora J. K. Rowling, editado pela “Editorial Presença”. Este é um dos livros mais vendidos de sempre, com mais de 400 milhões de livros vendidos. A escritora britânica que nasceu em Yate, uma cidade do

sudoeste Britânico, perto de Bristol, a 31 de Julho de 1965, construiu uma saga

de 7 livros (Harry Potter e a

Pedra

Filosofal – 1997; Harry Potter e a Câmara dos Segredos – 1998; Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – 1999; Harry Potter e o Cálice de Fogo

2000; Harry Potter e a Ordem da Fénix –

2003; Harry Potter e o

Príncipe

Misterioso – 2005 e Harry Potter e os Talismãs da Morte – 2007). A autora Desde o lançamento do primeiro volume, Harry Potter e a Pedra

Filosofal, em 1997, os livros

ganharam

grande popularidade e sucesso

comercial em todo o mundo, e deram

origem a filmes, videojogos e

muitos

outros produtos comerciais. Estreou,

em Portugal, no passado dia 18

de

Novembro a primeira parte do último

Harry Potter e os

filme da saga - Talismãs da Morte.

O meu livro preferido, Harry Potter e

a

Pedra Filosofal, tem 254 páginas. Comprei-o em 2009 e li-o em 4 dias, nos

primeiros tempos de férias de Verão

naquele

mundo

mágico,

que

é

ao

desse ano.

mesmo tempo interessante, engraçado,

Retrata o início da vida de Harry na

divertido,

m i s t e r i o s o ,

perigoso,

m a s

n o

encantado,

casa dos seus tios, pois os pais tinham

f u n d o …

m o r r i d o c o m u m d o s f e i t i ç o s imperdoáveis lançado por Voldmort.

maravilhoso.

ç o s imperdoáveis lançado por Voldmort. maravilhoso. Harry foi deixado por Dumbledor, Eu gostei deste

Harry foi deixado por Dumbledor, Eu gostei deste livro

McGonagall e por Hagrid no tapete da entrada da porta dos tios (tio Vernon e tia Petúnia) ainda muito pequenino. Harry tinha de aturar as birras do seu

primo Dudley e não só… Espero que este livro tenha despertado

Este livro descreve também o primeiro

ano de Harry Potter em Hogwarts, a sua escola de magia, onde aprende .

muitos feitiços. Conta

peripécias, que o ajudaram a ele e aos seus grandes dois amigos, Ron e Hermione, a salvar a pedra filosofal das mãos do feiticeiro mais poderoso desde há 100 anos: Lord Voldmort. Gostei muito desta narrativa porque fala de uma escola normal como as outras, mas que está envolta em muitos segredos ainda por descobrir. Atraiu- me o mundo mágico e fantástico com muito suspense, em que se desenrola toda a trama. Só me falta ler o último livro desta

imensas

Diogo Nascimento

a curiosidade de muitos e que o leiam, vão ver que vale a pena

Nunca mais o vou esquecer Desta escola de magia Onde há muito a aprender.

esquecer Desta escola de magia Onde há muito a aprender. colecção, e tenho intenção de o

colecção, e tenho intenção de o fazer brevemente, pois quando nós lemos estes livros, parece que entramos

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

BERRÃOO

O BERRÃO

14

RADAR

À CONVERSA COM

Q uais as disciplinas que mais gostava?

Detestava Matemática, porque até ao 5º

ano, que é o actual 9º ano, eu

Matemática e a partir daí é que íamos para letras ou ciências, não havia os cursos tecnológicos, não havia nada

disso que hoje há. Eu já

Matemática, acho que nunca acertei

problema

péssimo exemplo. Tirava com

alguma

tive

detestava

sou

na

minha

vida,

frequência 0 nos testes. Tive péssimos

uma vocação muito prematura, mas Escola?

desde muito novo que eu me orientei

para essa área. História, Português Filosofia eram as minhas áreas preferidas.

e

Foi uma decisão difícil, e as decisões

difíceis nunca são tomadas por uma só pessoa. Houve um desafio de um grupo de professores da Escola que me

para aqui. E forçou-me,

motivou-me e impulsionou-me para aceitar a ideia de criar uma Escola diferente da outra que existia, uma

um aula, porque teria de atender um Escola que dá mais mecanismos aos um

alunos, uma Escola que tenta criar mais respostas, um clima em que as pessoas

Sente saudades de dar aulas? “empurrou”

Sinto. Eu podia, estando aqui, dar aulas

a uma turma, só que poderia acontecer que, muitas vezes, não pudesse dar a

telefonema ou receber um pai, e os meus alunos seriam prejudicados, em

ou receber um pai, e os meus alunos seriam prejudicados, em professores, tive professores de relação

professores, tive professores de relação a outros alunos com outros se sintam bem, mas também de

professores de História. Portanto, eu responsabilização daqueles alunos que

optei por não prejudicar os meus

faziam entender aquilo. Gostava muito alunos, daí não ter nenhuma turma. ideia era, de facto, criar uma Escola

de Português, História, porque desde os 6/7 anos, segundo os meus pais, eu dizia que ia ser professor de História,

não se portam bem. Portanto, a minha

Matemática com o equivalente ao 12º ano, eram ex-alunos, e portanto não me

Mas tenho saudades. Eu gosto de ser

mais interessante com melhores

professor. resultados e julguei que não podia

O

que

levou

a

ser

Director

desta

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

O BERRÃO

BERRÃOO

15

RADAR

À CONVERSA COM

dizer que não a esse desafio.

Quais são as principais funções de um

parte escolar e termos uma escola nova. E, nesse sentido, foi-nos prometido que seríamos contactados e ainda não fomos. Portanto, o meu receio é que a crise retire dinheiro à parte escolar. Gostaria de deixar uma mensagem aos alunos desta Escola?

de turma, dos professores, da preparação para os exames), para Gostaria, uma mensagem muito

coordenadores de ciclo, dos directores

cada vez melhor, compete também aos

professores possam e devam ensinar a”promessa” de entrar na 4ª fase da

Director de Escola? alunos estudar

São muitas e variadas! A gestão da

escola, a motivação das estruturas

e d u c a t i v a s i n t e r m é d i a s , d o s

coordenadores

de departamento, dos

cada vez mais. Porque

eu vejo alunos de escolas do litoral a trabalhar muito mais do que os alunos que trabalham em Murça. E espero que os alunos aproveitem as oportunidades que têm (como, por exemplo, a sala de

componente disciplinar e uma outra melhorar os resultados. Quando os simples: eu confio nos jovens, confio

intervenção: eu tenho de presidir às

alunos não têm bons resultados a escola sofre. Não só os alunos, mas também a

tenho que estar nas reuniões do escola! Temos menos possibilidade de mais pelos seus objectivos e que

procurem respeitar as pessoas mais

buscar mais dinheiro. velhas, porque é uma forma de se

disciplinar compete ao Director. O que gostaria que os alunos fizessem

Acha que a escola pode vir a melhorar

em alguns aspectos? Gostaria que trabalhassem mais, que

Espero que sim! Espero bem que sim!

aproveitassem as oportunidades que

têm e que se esforçassem mais, pois Cátia Ribeiro Nº6

Jéssica Afonso Nº11

Milva Ribeiro Nº13

10ºA

respeitarem a si próprios e de passarem

fazer contratos de autonomia e de ir

reuniões do Conselho Pedagógico. Eu

nos alunos de Murça, eu apenas peço que sejam mais ambiciosos e que lutem

Conselho Geral. Enfim, toda a parte da direcção administrativa, pedagógica,

para melhorar os seus resultados? uma imagem de pessoas educadas.

E

u

t e n h o

m o t i v a d o

m u i t o s

o s

professores

da

escola,

para

que

os

uma pessoa quando pode ter um 20, não fica por um 12. Falta a ambição, vocês têm de ser ambiciosos. A crise afectou ou pode vir a afectar a Escola?

responsabilidades, porque embora os Pode, com certeza. Nós temos

q u e o s a l u n o s a s s u m a m m a i s

alunos de Murça não tirem piores notas que os alunos de outras escolas. Mas, também, tenho uma grande esperança

a i s alunos de Murça não tirem piores notas que os alunos de outras escolas.

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

BERRÃOO

O BERRÃO

16

RADAR

NATAL - ENCONTRO DE DEUS COM OS HOMENS

vão

surgindo

oásis,

fecundos

de

Emanuel (Deus-connosco), sentindo o

e

s p e r a n ç a ,

d e

s o l i d a r i e d a d e

e

calor de um gesto ou de um sorriso,

fraternidade,

de

e

oração,

de

trazido pelas mãos de uma criança.

e oração, de trazido pelas mãos de uma criança. N este mundo de egoísmo, f reconciliação

N este mundo de egoísmo,

f

reconciliação e paz. Nestes dias, em que a crise económica

nos preocupa, a melhor forma de reflectir o amor do Deus Menino do Presépio é o amor que podemos dar, em expressões variadas de solidariedade, a

amor fraterno, para a celebração do nascimento de quem precise de ajuda material ou

moral. Tal como o amor divino (do Presépio), que abraça o mundo, também o encantamento do Natal deverá passar pela criação de um elo de ligação com aqueles que estão tristes. Desta forma,

de

d

e

d e

r i n s e n s i b i l i d a d e ,

n

e

e

n

ç

a

,

i

d

i

Em todo o mundo cristão, o tempo de Natal é precedido de um tempo

( A d v e n t o ) d e e s p e r a n ç a , d e expectativa, de alegria e de preparação

Jesus. Neste período, ao contrário do mundo consumista que usa e abusa do espírito e da magia de Natal para

agressividade e violência, o que falta é

o

amor; falta o amor nas famílias, falta o

amor/solidariedade, o que sente e alivia as

carências amargas dos outros. Quando se convencerá toda a

tristezas e as

gente

responsável de que para consertar melhorar este mundo desorganizado

e propagandear as prendas e os

consciência da

necessidade de

é presentes ideais, os cristãos tomam

p r e c i s o c u i d a r d o h o m e m , reconhecendo-o como centro da criação? Só consertando o homem com a alimentação, a habitação, a assistência médica dignas e educação cuidada é

que se consertará este mundo. todas as suas limitações, erros e lutas.

faz homem e abraça a vida humana com

promover a fraternidade e a paz. viveremos o espírito de Natal!

O Natal é muito mais do que uma data,

Um Santo Natal para todos.

é mais do que a vivência de tradições; o

Natal é o acontecimento em que Deus se António Ribeiro

Ainda bem que, por esse mundo além,

Por isso vivemos a experiência do

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

BERRÃOO

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RADAR

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO BERRÃOO O BERRÃO 17 RADAR A FESTA DE NATAL DO AGRUPAMENTO

A FESTA DE NATAL DO AGRUPAMENTO

Nsintonia com o espírito natalício.

o dia 17 de Dezembro de 2010, decorreu, no Auditório Municipal de Murça, a festa de Natal do Agrupamento de

Escolas de Murça, onde reinou a harmonia, o convívio e a alegria partilhada entre todos os intervenientes em

N o dia 22 de Dezembro de 2010, o jantar de Natal do Agrupamento de Escolas de Murça decorreu de forma animada, no fim houve troca de prendas.

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RADAR

EQUIPA DO SPO

Aconstituída por:

equipa do Serviço de

Psicologia e Orientação é

Psicólogo: Pedro Azevedo Assistente Social: Marta Cunha Psicóloga: Mariana Noverça Mediadora Educativa: Juliana Francisco

O facto de termos uma equipa

multidisciplinar permite-nos acompanhar os alunos ao longo do seu percurso escolar contribuindo para identificar os seus interesses e aptidões, intervindo em áreas de dificuldade que possam surgir na relação de ensino-aprendizagem e

facilitando o desenvolvimento da sua identidade pessoal e a construção do seu próprio projecto de vida.

É nosso objectivo contribuir para o

sucesso educativo e para a aproximação entre a família, a escola e

o mundo do trabalho. Neste sentido, trabalharemos para fomentar o equilíbrio afectivo e emocional das nossas crianças e jovens e para que a educação escolar e extra-escolar dos mesmos se possa desenvolver da forma mais significativa possível. Para isso, contamos com o contributo de todos os elementos da Comunidade Educativa, principalmente dos Pais e Encarregados de Educação.

O que fazemos?

Para o presente ano lectivo propomo- nos trabalhar de acordo com os seguintes objectivos:

· Prestar apoio psicológico a todos os alunos e famílias que necessitem; · Disponibilizar um espaço e um tempo onde as famílias possam encontrar apoio e resposta para as

suas preocupações; · Permitir que os nossos alunos consigam obter melhores resultados escolares e que não abandonem a escola; · Acompanhar os nossos alunos incentivando-os para o investimento nos estudos ou para a entrada no mundo do trabalho; · Orientar os alunos para que encontrem o melhor caminho tendo por base as suas motivações e interesses, no que diz respeita à ida para a Universidade ou para o início de um percurso profissional; · Tornar a Escola um espaço significativo para os alunos.

Ficamos a aguardar sugestões para o desenvolvimento de outras actividades, tendo sempre por base a ideia de que este é um espaço de todos nós. A vossa opinião conta!

DIA DA LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA - 15 DE NOVEMBRO

conta! DIA DA LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA - 15 DE NOVEMBRO P ara assinalar desta língua. Seguiu-se

P ara assinalar desta língua. Seguiu-se uma breve Finalmente foi-lhes apresentado o

alfabeto da língua gestual portuguesa (Dactilologia Portuguesa) e, para terminar a sessão, os alunos puderam expressar algumas letras e palavras em

BE/CRE, através da contempla. Sugeriram palavras e língua gestual portuguesa. Esta

d i f e r e n ç a ,

este dia e no sentido de

alertar para a

a

J u l i a n a

introdução ao dicionário de língua gestual, onde os alunos puderam ver como manipulá-lo em português e nas

diversas línguas estrangeiras que ele já

visionaram a sua tradução em língua

aperceberem das diferenças, pois cada palavra tem um gesto específico conforme a nacionalidade, tal como o

D r . ª

Francisco membro gestual portuguesa e outras para se alunos, foi visível o seu entusiasmo.

da equipa, visitou a s s a l a s o n d e estavam a decorrer

aulas de línguas português é diferente do francês Portuguesa.

iniciativa agradou especialmente aos

Esperamos tê-los sensibilizado para a diferença. Aos alunos foi oferecido um marcador de livros com Dactilologia

também as palavras em língua gestual

alunos mais uma destes dois países são diferentes. língua – a Língua Gestual em português, francês, inglês e espanhol. C a d a v i s i t a c o m e ç o u c o m a apresentação de uma canção interpretada em língua gestual portuguesa, numa primeira fase, sem som para sensibilizar os alunos para o mundo da surdez. Os alunos tiveram dificuldade em identificar a canção por não dominarem a língua gestual tal como os surdos têm dificuldade em entender o mundo dos falantes. Viram novamente a canção, desta vez com som para se aperceberem da complexidade

para apresentar aos

mundo dos falantes. Viram novamente a canção, desta vez com som para se aperceberem da complexidade

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RADAR

ESCREVENDO

E CONTEMPORÂNEO BERRÃOO O BERRÃO 20 RADAR ESCREVENDO Ex.mo Senhor Director Do Zoo “Amigos entre os

Ex.mo Senhor Director Do Zoo “Amigos entre os animais”:

Sou o delegado da turma 6º H da Escola Napoleão Bonaparte, no centro de Paris. O assunto da carta é o seguinte:

O nosso professor de Ciências da Natureza, Alberto Pereira Silva Teixeira dos Santos, propôs-nos, à turma, ajudar os animais em vias de extinção, pela época do Natal. E aceitámos o desafio, de dizer «não à coinquinação florestal» e ajudar estes animais. Queremos que o dia hesterno acabe e comece um outro, brilhante e alegre para estes seres. O que agora nós estamos a pedir é que nos deixem alimentar e visitar, no dia de Natal, e em todos os dias dezanove de todos os meses, estes seres residentes em Leiria, Portugal. Também pedimos a colaboração do Zoo para a elaboração de cartazes e panfletos alertando para a importância da preservação das espécies. Agradecemos uma resposta rápida do mais exemplar Zoo de espécies ameaçadas do mundo.

Com os melhores cumprimentos, Diogo Nascimento

P.S. Se nos quiser contactar ligue para o número 977 459 200, ou então, envie-nos as suas respostas para o e-mail:

desnexprotectanimals_diogoh_11@diogo.desn.du

Aquarium, 1º de Dezembro de 50 a.C

Avé Júlio César!

Digníssimo Imperador, escrevo esta carta para o informar que a aldeia gaulesa continua irredutível. Perdemos mais uma batalha. Estes bárbaros gozam com o poder romano. Os nossos soldados ficam cheios de medo e quando atacam ficam todos pisados e com as armaduras amolgadas. Penso que, para os destruir devemos capturar o druída deles e roubar o segredo da poção mágica. Peço-lhe que me envie mais dinheiro e homens para a guerra. Só, assim, conseguirei preparar uma nova batalha para destruir aquela aldeia. Os gauleses que mais nos atormentam dão pelo nome de Astérix e Obélix, que se fazem acompanhar por uma fera selvagem. Viva Roma!

Com as devidas vénias, o vosso humilde centurião,

Claudius Venenus

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ACRÓSTICOS

Dia da BE/CRE vamos festejar

Informações vamos buscar

Até podemos estudar

DVD's podemos

Assistir

Biblioteca é onde

Invenções podemos fazer,

Brincar com jogos,

Livros podemos ler e

Imaginem!

Os textos podemos ler!

Encontramos

Computadores que podemos usar

Até tocar para entrar.

Escolas vamos ajudar e o

Silêncio respeitar

CD´s vamos usar

Outubro é um mês especial

Lembranças vamos deixar

Aqui com estes textos para

Relembrar mais tarde

Gonçalo Duarte nº 12 Rúben Moreira nº 16

mais tarde Gonçalo Duarte nº 12 Rúben Moreira nº 16 RADAR A ESCRAVATURA O “engenho”* de

RADAR

A ESCRAVATURA

O“engenho”* de açúcar no

Brasil, onde estavam escravos provenientes de Angola. Depois, dirigiu-se à “casa grande”* acompanhado por um “capitão-do- mato”* para falar com o senhor do “engenho”*.

padre António Vieira visitou

uma “sanzala” de um

Padre António Vieira: Senhor, estive

agora na “sanzala”* e vi como tratam

os escravos. O seu “Capitão-do-

Mato”* estava a chicotear um deles, só

porque parou de trabalhar para ir beber água.

É um tratamento desumano. Vivem

acorrentados, não se alimentam e não descansam.

Deus ama todas as suas criaturas e não irá perdoar quem assim trata os seus filhos!

Senhor do Engenho: O Senhor padre

acha que estes são filhos de Deus?

O senhor acha que estes selvagens

conhecem o sinal da cruz?

Padre António Vieira: Mas senhor, essa é a nossa missão. JESUS veio ao mundo para nos salvar. Nos também devemos salvar estas almas. Devemos torná-los cristãos!

Senhor do Engenho: Oh senhor Padre, estes animais não são como nós….acha que viviam melhor no mato?

Padre António Vieira: Mas porque é que os tem presos? Deus fez todas as suas criaturas livres!

Senhor do Engenho: Tem de ser assim, um escravo quando se revolta é capaz de nos comer vivos. E depois sabe como é, se estiverem livres fogem para o mato e ninguém os consegue apanhar.

Padre António Vieira: Eu estive bastante tempo ao pé dos escravos e são homens bons. Eles só fogem porque são maltratados.

Senhor do Engenho: Lá esta o senhor Padre com as suas teorias, mas aqui o que interessa e a produção de açúcar. Eu vim para este fim do mundo para fazer fortuna. Deixei a minha família no Minho e só quero enriquecer para voltar a Portugal. Acha que estou preocupado com estes selvagens?

Padre António Vieira: Senhor, lembre- se que a vida na terra é passageira. Deus verá com bons olhos se o senhor libertar os seus escravos. Pense nisso! O dinheiro não e tudo na vida!

*Sanzala – alojamento dos escravoa; *Casa-grande – casa do dono do Engenho; *engenho – nome dado a uma propriedade agrícola destinada à produção de açúcar; *capitão –do-mato – empregado encarregado de castigar e capturar os escravos fugitivos;

João Eduardo Lopes Turma Mais 6º ano

–do-mato – empregado encarregado de castigar e capturar os escravos fugitivos; João Eduardo Lopes Turma Mais

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RADAR

CONCURSO QUIZ DA CIÊNCIA 2011

abordagem de assuntos de especial relevo o Concurso Quiz da secundário, pretende-se integrar as

áreas curriculares de Matemática,

Aquando aplicados a situações

do real, desperta na generalidade dos

alunos elevado interesse e motivação para a estratégia do departamento atendendo a que 2011 é o Ano

Internacional da Química e da Floresta, pretende-se, de igual modo, relevar

acções, para cultivar nos alunos o gosto

sala de aula, são simuladas ou pela descoberta, pela ciência e pela essas temáticas no CQC.

investigação científica em geral, Neste momento, está um grupo de

estratégia definida para a melhoria dos

práticas ou jogos que envolvam a resultados escolares. Além disso, o regulamento do CQC, perspectivando-

se, assim, que o CQC 2011 possa ter o seu início em meados do 2º período. Na expectativa de que o CQC 2011 possa despertar interesse junto dos jovens da Escola Básica e Secundária de Murça,

CQC, sendo integralmente planeado,

trabalho do DMCE a organizar o

O CQC é um instrumento fundamental

no presente ano lectivo. Ciências Físico-Químicas, Ciências

Naturais e Informática. Além disso, e

Ciência (CQC), edição 2011, a relançar

natureza científica, sobretudo

acrescida. Veja-se, por exemplo, o que acontece quando, dentro ou fora da

d e s e n v o l v i d a s a c t i v i d a d e s experimentais, criadas actividades

resolução de problemas ou, ainda, quando, em situação de visita de

porque

contribui,

a

par

de

outras

executado e avaliado pelos docentes do

DMCE,

constitui-se como uma

oportunidade a r t i c u l a ç ã o

para

a

promoção

da

c u r r i c u l a r

i n t r a -

estudo ou saída de campo, os alunos são chamados a observar e a explicar determinados fenómenos. Ciente da importância do ensino das ciências para os nossos jovens, o

departamento de Matemática

e

Ciências Experimentais (DMCE) ciências.

definiu um conjunto de acções para o

corrente ano lectivo. Entre elas, assume ciclos do ensino básico e do ensino

departamental, para o trabalho divulgaremos oportunamente mais

cooperativo entre os docentes e para estimular novas abordagens das

informação sobre o assunto. Estejam atentos e boa sorte!

Perspectivado para os alunos dos 2º e 3º Albertino Lousa

das informação sobre o assunto. Estejam atentos e boa sorte! Perspectivado para os alunos dos 2º

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O BERRÃO

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RADAR

SE EU FOSSE UM BANDEIRANTE

De repente, apareceram milhares e E lá passamos a tarde naquilo…!

viajámos noites e dias, Vivemos acontecimentos e perigos mil

A viagem de Portugal ao Brasil

decorreu normalmente. Quando bifurcadas cá para fora; fazendo uma e deles nos safámos por uma “unha

desembarquei meti pés ao caminho até à Amazónia. Esta viagem demorou dois anos e cento e vinte e seis dias. Chegámos ao destino ao fim de 1547 paragens em locais muito rochosos, mas sem encontrarmos rigorosamente nada! eu e os meus cento e vinte e cinco homens. No início, parecia estar tudo calmo, mas

Pensámos e logo nos surgiu a solução:

Só nos faltava aparecer à frente um

viagem mais aventureira, que

nunca vou esquecer, foi a visita

à actual Teté, na Amazónia. A

las para um saco feito de linho. - Catrapumba!

milhares e milhares de serpentes que deitavam as suas ameaçadoras línguas

estimativa, eram à volta de 500.000. roxa”.

como as cobras têm medo da luz “bicho pão de cinco cabeças”!

despejámos o saco de meia arroba de pedras brilhantes e, passados alguns minutos começaram a fugir para todos os lados.

No dia seguinte, saímos rapidamente

Então, certo dia, quando já estávamos no coração da Amazónia, apareceu-nos um “homem-touro”: o Minotauro. Pés para que te quero! Diria que estávamos a correr a mais de 350 Km/hora, mas, com o susto, mexemo-nos apenas meio milímetro. Por incrível que parecça o Minotauro, ou lá o que era, acabou por desaparecer. Só sei que, de seguida, veio um tornado que perfurou a zona. - Sabem o que havia lá no fundo? - Toneladas e toneladas de diamantes… transportámos os pedras numa espécie de carros. O barco levou - os até ao reino. Quando apresentaram os diamantes ao Rei soaram as trombetas, abriram as cortinas, mas em vez de diamantes, estavam lá, nada mais, nada menos, que um conjunto de jacarés congelados num bloco de gelo que tinha derretido durante a viagem! Foi a barafunda total, até os homens mais valentes e bem armados do reino fugiram… Passaram muitos anos e os jacarés acabaram por voltar para a Amazónia, local onde ainda se encontram hoje… por isso, quando virem jacarés de 3 ou 4 metros de largura e 11 de comprimento têm de… fugir e bem rápido! Esta é uma história espantosa que nos dá uma valente moral: «O dinheiro não é tudo!».

Diogo Emanuel Sampaio Turma Mais 6º ano

não é tudo!». Diogo Emanuel Sampaio Turma Mais 6º ano quando escureceu, aí pelas dez horas

quando escureceu, aí pelas dez horas

da noite, eis que de repente apareceu um cão enorme todo pelado, com

de

intensa marcha, encontrámos um lago

cheio de jacarés e outras coisas que nem

do local. Passados 3 quilómetros

aguçados dentes caninos,

designado

se podem imaginar… construímos

uma

por chupa-cabras. Peguei num pau,

jangada de

paus

grossos

para

mergulhei-o numa colmeia e fiz lume o

atravessar o Amazonas, defendendo-

que espantou o canídeo, que se pôs em

nos como podíamos dos

ditos cujos

fuga. Na manhã seguinte, fomos até um

que cruzavam o nosso caminho:

 

monte cheio de pedras brilhantes, mas - Pumba! não valiosas, mesmo assim, recolhemo- - Pimba!

UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

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A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS

A vida é feita de escolhas?

Sim. Crescemos e temos as nossas vivências. Fazemos escolhas sem pensar. Seguimos sempre o caminho mais fácil, e, por vezes, esse não é o mais correcto. Há quem olhe para trás e não veja nenhum erro, nem em si, nem nos outros. Impossível! Todos erram, ou melhor, todos erramos. Erros pequenos, médios e

grandes. Há para todos os gostos. Os que afectam as pessoas, os que magoam, os que insultam e os que não têm perdão. Metade dos nossos erros, na vida, nascem do facto de sentirmos, quando devíamos pensar - e pensarmos quando devíamos sentir. Existe um remédio para qualquer culpa: reconhecê-la, tal como existe para o erro. Admiti-lo. Bom, mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com

RADAR

paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve, a quem arrisca e a quem luta por ele! A quem escolhe ser feliz, e a quem escolhe perdoar. E a vida é "muita" para ser insignificante…

Mónica Alves

(curso EFA- NS)

para ser insignificante… Mónica Alves (curso EFA- NS) P (dia 25 de Novembro), os elementos da

P(dia 25 de Novembro), os

elementos da equipa do Serviço de efeito, começámos por abordar o salientamos o forte envolvimento dos

alunos ao longo de todas as sessões, especialmente no debate.

a c t i v i d a d e

nas relações de namoro. Para este

ara assinalar o dia Mundial

alertar os jovens para a problemática da

associados

à

violência

nas

relações

Contra a Violência Doméstica violência doméstica, particularmente amorosas.

conceito de violência, explorando os vários tipos de violência, bem como as

D o b a l a n ç o d e s t a

Psicologia e Orientação realizaram sessões de sensibilização com os alunos

do Ensino Secundário nos tempos suas dinâmicas.

lectivos de Assembleia de Turma. Por fim, procurámos debater com os Juliana Francisco e

Mariana Noverça (SPO)

Esta sensibilização teve como objectivo

alunos alguns mitos que continuam

Contactos úteis: APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vitima

707200077 - 259375521 (APAV de Vila Real) www.apav.pt - apav.vilareal@apav.pt

Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica

800202148

Linha Nacional de Emergência Social

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UM OLHAR ATENTO E CONTEMPORÂNEO

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O BERRÃO

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MENTE SÃ EM CORPO SÃO

CONTEMPORÂNEO BERRÃOO O BERRÃO 24 MENTE SÃ EM CORPO SÃO a c t i v i

actividade

física e desportiva assume particular importância na

dimensão da saúde, ajudando ao

desenvolvimento de práticas e estilos

de vida mais saudáveis, hoje ainda mais

importante face ao problema do excesso de peso e da obesidade nas faixas etárias mais baixas. Assume também importância

dimensão cívica: a actividade física e

desportiva permite aos jovens um

contacto directo com elementos da

cultura desportiva essenciais para

das fronteiras do desporto e da escola –

a aprendizagem das

cooperação e da competição saudável,

dos valores da responsabilidade e do

espírito de equipa, do esforço

atingir metas desejadas ou da importância de cumprimento de objectivos individuais e colectivos. Como já tiveste oportunidade de verificar a Nossa escola, no presente ano lectivo vai dar continuidade ao projecto do Deporto Escolar, oferecendo a possibilidade de te inscrever numa das 5 modalidades existentes: Futsal, Natação, Dança Rítmica Expressiva, Ténis de Mesa e Atletismo, além de muitas outras actividades a nível interno que fazem parte do plano anual de actividades do grupo de Educação Física, que se irão desenvolver ao longo do presente ano lectivo.

para

da

lá

na

C omo é sabido a

regras

Algumas considerações sobre as modalidades do Desporto Escolar que daremos continuidade na próxima edição:

NATAÇÃO

A Natação é mais do que um desporto, é

a arte que o ser humano e outros prática do futebol, improvisando o jogo animais conseguem realizar dentro da em campos de basquetebol, com um

número menor de jogadores.

A outra versão refere que foi criado na

década de 1930, por Juan Carlos Ceriani. Chamava-se inicialmente futebol de salão, sendo fundido, na década de 1990, com o “futebol de cinco”, prática reconhecida pela Fédération Internationale de Football

água. É considerada uma das melhores

1940, pela dificuldade de alguns associados conseguirem campo para a

dificuldade de alguns associados conseguirem campo para a actividades físicas, pois praticamente todas as estruturas

actividades físicas, pois praticamente todas as estruturas musculares e esqueléticas são trabalhadas, além do grande benefício cárdio-vascular.

O objectivo de uma competição de

natação é determinar qual o nadador mais rápido. A regra básica separa o

modo pelo qual o atleta ganha impulso

na água em quatro estilos diferentes:

crawl (nado livre), costas, bruços e mariposa. Cada um desses estilos tem especificações sobre o posicionamento

do tórax do atleta e o movimento de

pernas e braços.

A

natação desportiva começou tornar-

se

popular a partir do século XIX.

A

piscina oficial de competições mede

50 metros. Deve conter 8 pistas, cada uma de 2,5 metros de largura. A profundidade deve ser igual ou

superior a 1,35 metros. A temperatura

de

uma piscina oficial não deve exceder

os

21º uma vez que é mais difícil a

respiração se a água estiver a uma temperatura muito alta.

FUTSAL

O Futsal é uma modalidade desportiva

relativamente nova comparada por

exemplo, ao voleibol, ao basquetebol e

ao futebol de campo. Há duas versões

para o seu surgimento. A primeira refere que o futsal surgiu na década de

Association (FIFA), chegando ao futsal actual.

O Brasil possui vários títulos em âmbito

mundial, sendo reconhecido como um

dos principais países a praticar o futsal.

A sua difusão deve-se à Educação Física

o futsal. A sua difusão deve-se à Educação Física escolar, que desenvolveeu nas suas áreas curriculares,

escolar, que desenvolveeu nas suas

áreas curriculares, principalmente pela existência de campos em quase todas

as escolas.

Futsal ou Futebol de Salão? São dois nomes para a mesma coisa? Na verdade, há diferenças entre futsal e futebol de salão e não é uma simples abreviação. O termo futsal, actualmente usado pela FIFA, foi inicialmente usado pela FIFUSA (Federação Internacional de Futebol de Salão) e passou a ser utilizado pela FIFA a partir de uma fusão entre o futebol de salão, praticado pela FIFUSA e o futebol de cinco, implantado pela FIFA, em 1990, com regras ligeiramente diferentes.

O Coordenador do Desporto Escolar Prof. José Carlos Lousa

IV DINASTIA

Assim D. João IV Novo rei de Portugal, Duque de Bragança, Seria governante leal.

Espanhóis não acharam justa Esta situação Com um ataque castelhano Guerra da Restauração.

Em Lisboa em 1755

Um grande terramoto ocorreu Marquês de Pombal Mandou cuidar dos vivos

E enterrar a gente que morreu.

Descobrem-se no Brasil Importantes minerais, Que permitiram construir Edifícios históricos monumentais.

Imperador Francês ordenou

Fechar portos aos navios Ingleses Mas com isto não respeitou

O povo e o interesse dos Portugueses.

Perante as ameaças

A rainha e o seu filho fugiram,

Mas Portugal lutou

E os franceses derrotou.

Em 1821 regressou a Portugal

O restaurador D. João VI,

Vindo pela revolução Liberal!

Diogo Nascimento

REINADO DE D. JOÃO V

Era um reino rico

De diamantes preciosos Sob lustres reluzentes

E tapetes valiosos.

Quadros e terrinas, centros de fruta

E também mobílias sem fim

Mesas luxuosas

E tecidos de cetim.

Nobres bem vestidos

Cabeleiras sem igual

E pinturas faciais

Que são feias e fazem mal!

Coches com talha dourada

Touradas, óperas e diversão…

O café, o chocolate e o rapé

Não podiam faltar na hora da refeição.

E acaba aqui este poema

Onde falo do reinado do quinto D. João. Um reinado muito rico

E com muita animação!

Diogo Nascimento

aqui este poema Onde falo do reinado do quinto D. João. Um reinado muito rico E

BERRÃOO

CONTEMPORÂNEOEOTENTAOLHARUM

BERRÃOO CONTEMPORÂNEOEOTENTAOLHARUM o nosso objectivo é a contínua melhoria. Esta relaciona-se activamente com o

o nosso objectivo é a contínua melhoria. Esta relaciona-se activamente com o conceito de “escola aprendente” que defendemos como condição da própria melhoria e da sobrevivência da nossa Instituição. Todas as pessoas que participam na vida escolar devem estar receptivas ao saber e ser curiosas, devem reflectir sobre o seu exercício funcional e adoptar novas soluções/estratégias

devem reflectir sobre o seu exercício funcional e adoptar novas soluções/estratégias A Ç MURDEESCOLSDEAMENTOAGRUP

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