Você está na página 1de 18

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DE NOTÁRIOS E REGISTRADORES

Porto Alegre, 30 de janeiro de 2017.

AD VERITAS – ADVOCACIA – Advogados Wanderley Marcelino e Vera Lúcia Fritsch Feijó – Advogados Wanderley Marcelino e Vera Lúcia Fritsch Feijó

Assunto: DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DE NOTÁRIOS E REGISTRADORES. UMA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO: BASE DE INCIDÊNCIA. SUJEITO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DE NOTÁRIOS E REGISTRADORES. UMA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO: BASE DE INCIDÊNCIA. SUJEITO ATIVO.

I – CONSULTA FORMULADA: TERMOSE LIMITES.

1. O INSTITUTO DE ESTUDOS DE PROTESTOS DO RIO GRANDE DO SUL

– IEPRO-RS e COLÉGIO REGISTRAL, entidades associativas que congregam

registradores públicos e notários deste Estado, dirigiu consulta acerca da

Contribuição Sindical, sublinhando os questionamentos, nos termos a seguir

postos em destaque:

A.

Qual a natureza jurídica da contribuição sindical?

 

B.

O

valor

da

contribuição

sindical

pode

ser

estabelecido

por

decisão

assemblear sindical?

 

C.

Qual

a

entidade,

e

de

que

grau,

está

legitimada

a

cobrar

a

contribuição sindical?

 

D.

O recolhimento do valor da contribuição é compulsório?

 

E.

Em que classe de contribuintes (empresa, empregado, profissionais liberais) inserem-se registradores e notários?

F.

Além do SINDIREGIS e do SINDINOTARS no RS alguma outra entidade sindical poderá exigir o pagamento da contribuição?

G.

Para notários e registradores, qual a base de cálculo e alíquotas, se

for

o

caso,

ou

como

se

obtém

o

valor

a

ser

pago

por esses

serventuários?

 

H.

Outras considerações que reputarem convenientes e oportunas.

 

2.

As

indagações

são

de

extrema

pertinência

e

refletem

a

preocupação desses profissionais quanto ao recolhimento da referida

contribuição àquele que detém indubitável legitimidade para sua cobrança.

II – ORIGEM DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. COMPETÊNCIA DA UNIÃO.

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

3. A Constituição de 1937, a exemplo da Carta Del Lavoro, dotou as

associações sindicais, pessoas jurídicas que exerciam funções delegadas de

poder público, da prerrogativa de impor contribuições obrigatórias a todos os

membros da categoria, associados ou não. Esse poder tributário sindical teve

sua matriz constitucional no artigo 138 da Carta política de 1937, dependente

de regulamentação infraconstitucional. No âmbito infraconstitucional esse

poder resultou inscrito na alínea “f” do artigo 3º do referido Decreto-Lei nº

1.402/39.

4. Dispondo sobre o pagamento e a arrecadação dessas contribuições,

e, assim, regulamentando o disposto à letra “f” do artigo 3º, do Decreto-lei nº

1.402/39, foi editado o Decreto-Lei nº 2.377, de 8 de julho de 1940, que

passou a denominar dita contribuição como “imposto sindical”.

5. A Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei

5.452, de 1º de maio de 1943, aproveitou o texto do Decreto-Lei 2.377, sem

transpô-lo tal e qual (vide arts. 578 a 600). Corresponde a isso que a força

normativa daquela alínea estava vinculada à instituição superveniente do

imposto sindical, consubstanciado no então Decreto-Lei nº 2.337, de 8 de julho

de 1940.

6. Os artigos 578, 579 e 580, da CLT, sob a égide da Constituição de

1937, ao disciplinarem, infraconstitucionalmente, a contribuição sindical,

tiveram origem nos já referidos decretos-lei 1.402/39 e2.377, especialmente

nesse último, tanto que a redação dos dispositivos da CLT reproduzem,

praticamente, à literalidade, os dispositivos daquele decreto-lei, como revela o

seguinte cotejamento:

 

Decreto-Lei 2.377/40

CLT

Art.

-

As contribuições devidas

Art. 578 - As contribuições devidas aos Sindicatos pelos que participem das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas

aos

sindicatos

pelos

que

participem

das

categorias

econômicas

ou

profissionais

representadas

pelas

referidas

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

entidades, consoante as alíneas a do art. 38 e f do art. 3º do decreto- lei nº 1.402, de 5 de julho de 1939, serão, sob a denominação de ‘imposto sindical’, pagas e arrecadadas pela forma estabelecida neste decreto-lei.

pelas referidas entidades serão, sob a denominação do "imposto sindical", pagas, recolhidas e aplicadas na forma estabelecida neste Capítulo.

Art.

-

O

imposto

sindical

é

Art. 579 - A contribuição sindical é devida por todos aquêles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão ou, inexistindo este, na conformidade do disposto no art. 591.

devido

por

todos

aqueles

que

participarem

de

uma

determinada

categoria

 

econômica

ou

profissional,

 

em

favor

da

associação

profissional

legalmente

reconhecida

 

como

sindicato

representativo

da

mesma

categoria.

 

Art. 3º - O imposto sindical será pago de uma só vez anualmente, e consistirá:

Art. 580. A contribuição sindical será recolhida, de uma só vez, anualmente, e consistirá:

7. Com o advento da Carta de 1967 a constitucionalidade da

“contribuição sindical” ficou imune a qualquer dúvida, pois o seu art. 159, § 2º,

estabeleceu; “entre as funções delegadas a que se refere este artigo,

compreende-se a de arrecadar, na forma da lei, contribuições para o custeio

da atividade dos órgãos sindicais e profissionais, e para a execução de

programas de interesse das categorias por eles representadas” (com a EC nº 1

passou a ser o art. 166, tal e qual).

8. Percebe-se, a toda evidência, pelo desdobramento das regras

relativamente à instituição da Contribuição Sindical (ou imposto sindical), que

dita tributação teve como matriz constitucional o artigo 138 da Constituição de

1937, inserida, na ordem jurídica infraconstitucional pela alínea “f” do artigo

3º do Decreto nº 1.402, de 5 de julho de 1939 (“São prerrogativas dos

sindicatos

‘f’ impor contribuições a todos aqueles que participam das

profissões ou categorias representadas’) e ulteriormente regulamentada pelo

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

Decreto-Lei nº

denominação de “imposto sindical” (Ver artigo 2º do Decreto-Lei 2.377) 1

2.377,

de

8

de

julho

de

1940,

que

a

instituiu,

com

a

9. Como enfatizou José Martins Catharino, em obra citada, pp. 51-2,

em “01.05.1943, o maior acontecimento: o Dec.-lei n. 5.452 aprovou a

Consolidação das Leis do Trabalho, que entrou em vigor no dia 10.11 do

mesmo ano, verdadeiro código e consolidação, cujo Título V foi dedicado à

Organização Sindical (arts. 511 a 620)”.

10. Arremata José Catharino: “À CLT foi incorporado o texto do Dec.-

lei n. 1.402/939, bem como o das leis sindicais posteriores, com modificações

de pequena monta”.A conclusão lógica a que se chega é de que a redação da

alínea “e” do artigo 513 da CLT, posto constituir a reprodução da alínea “f” do

artigo 3º do Decreto-Lei nº 1.402, de 5 de julho de 1939, ficou vazia de

conteúdo jurídico, sem respaldo constitucional, já que a força normativa do

dispositivo do qual se originara se esvaziara com a instituição superveniente do

imposto sindical, mais tarde convertida em contribuição sindical.

11. Os sindicatos não possuem a prerrogativa de instituir ou fixar

valores relacionados com a contribuição sindical. Como ensina José Martins

Catharino, em sua festejada obra, “Tratado Elementar de Direito Sindical”, São

Paulo, LTr, 1977:

“O art. 166, caput e § 1º, da atual CF 2 , não admite possa a associação sindical exercer poder tributário delegado. O que nele está permitido, ‘na forma da lei’ é ‘a associação profissional ou sindical’ ser agente arrecadadora de ‘contribuições para o custeio da atividade dos órgãos sindicais e profissionais e para a execução de programas de interesse das categorias por eles representadas”. (Página 307)

Mais adiante, arrematou:

“O

EC/1969, ao introduzir na CF/1967 o

que

restaurou

a

constitucionalidade

da

atual §

‘contribuição

2º,

I,

do

seu

sindical’

a

art. 21. Nele,

foi

1 “O imposto sindical é devido, por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, em favor da associação profissional legalmente reconhecida como sindicato representativo da mesma categoria”).

2 CF de 67 com a redação dada pela EC nº 1 de 1969

2 CF de 67 com a redação dada pela EC nº 1 de 1969 P RAIA

P RAIA DE B ELAS P RIME O FFICES - A V . B ORGES DE M EDEIROS , 2500, CONJ . 1411 – CEP 90110-150 – P ORTO A LEGRE , RS.

TELEFONES (051) 3573-9903 E 3573-9904 - E- MAIL :

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

entretanto, não está prevista a delegação de tributar ou ‘instituir’ a ‘contribuição sindical’ mas o poder da União impô-la, diretamente.

“Firmadas as premissas constitucionais, alguns artigos da CLT, pré- existentes, não mais têm qualquer sentido. P. ex. o 513, e: ‘impor ’

sentido nem eficácia”.

contribuições

Nem

’;

578: ‘as contribuições devidas aos sindicatos

12. Significa dizer que a alínea “e” do artigo 513 da CLT não tem força

normativa, porquanto mera transliteração da alínea “f” do artigo 3º do

mencionado Decreto-Lei nº 1.402/39, norma infraconstitucional que deu

origem ao imposto sindical, regulamentado, como já se disse, pelo Decreto-Lei

nº 2.377/40, que resultou incorporado na CLT a partir do artigo 578.

13. Com o advento da Constituição Federal de 1988 nenhum debate a

respeito pode ser travado, na medida em que a mesma atribuiu à União

competência exclusiva para “instituir contribuições sociais, de intervenção no

domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,

A contribuição

sindical é alcançada pelo aludido dispositivo constitucional.Os sindicatos,

portanto, há muito não mais detêm competência para impor contribuições de

natureza tributária à categoria de sua representação, posto ser da União tal

múnus (CF, artigo 24, I).

como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas

”.

14. Ademais disso, pelo artigo 149 da Constituição Federal, compete

“exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no

domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,

como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto

nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º,

relativamente às contribuições a que alude o dispositivo”.

Constituição

Federal de 1988, fica neutralizado qualquer embate acerca de eventual

competência de os sindicatos legislarem sobre a Contribuição Sindical.

15. Portanto,

à

vista

da

legislação

de

regência

e

da

III –NATUREZA JURÍDICA DA CONTRIBUIÇÃO SINICAL.

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

16. A Contribuição Sindical tem natureza tributária e de imposição

compulsória, instituída por lei, obrigando a todas as categorias econômicas e

profissionais, e das profissões liberais, como revela o artigo 578 da CLT:

“Art. 578. As contribuições devidas aos Sindicatos pelos que participem das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas pelas referidas entidades serão, sob a denominação do ‘imposto sindical’, pagas, recolhidas e aplicadas na forma estabelecida neste Capítulo”.

17. A reforçar a natureza tributária da contribuição sindical e por isso

mesmo de imposição coativa, o Código Tribunal Nacional pontua, nas

disposições finais e transitórias, artigo 217, inciso I, sua incidência e

exigibilidade, in verbis:

“Art. 217. As disposições desta Lei, notadamente as dos arts 17, 74, § 2º e 77, parágrafo único, bem como a do art. 54 da Lei 5.025, de 10 de junho de 1966, não excluem a incidência e a exigibilidade:

I - da ‘contribuição sindical’, denominação que passa a ter o imposto sindical de que tratam os arts 578 e seguintes, da Consolidação das Leis do Trabalho,

sem

de

prejuízo

do

disposto

no

16

da

Lei

de

11

de

IV – CRITÉRIO LEGAL PARA AFERIÇÃO DA BASE IMPONÍVEL DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. REGIME JURÍDCO EBASE DE INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO DE REGISTRADORES E NOTÁRIOS.

18. O critério para se encontrar a base imponível da contribuição em

relação aos contribuintes em geral acha-se inscrito no artigo 580 da CLT, a

constituir regra geral:

Art. 580 - A contribuição sindical será recolhida, de uma só vez, anualmente, e consistirá:

I - na importância correspondente à remuneração de 1 (um) dia de trabalho, para os empregados, qualquer que seja a forma da referida remuneração; (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 09-12-76, DOU 10-12-76)

profissionais

liberais, numa importância correspondente a 30% (trinta por cento) do maior

II

-

para

os

agentes

ou

trabalhadores

autônomos

e

para

os

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

valor-de-referência fixado pelo Poder Executivo, vigente à época em que é devida a contribuição sindical, arredondada para Cr$ 1,00 (um cruzeiro) a fração porventura existente; (Redação dada pela Lei nº 7.047, de 1º-12-82)

III - para os empregadores, numa importância proporcional ao capital social da firma ou empresa, registrado nas respectivas Juntas Comerciais ou órgãos equivalentes, mediante a aplicação de alíquotas, conforme a seguinte Tabela progressiva: (Redação dada pela Lei nº 7.047, de 1º-12-82)

19. Os

autônomos

e

os

profissionais

liberais,

organizados

em

sociedade empresária, também são contribuintes obrigatórios da contribuição

sindical, pela modalidade adotada pelos empregadores em geral, in verbis:

"§ 4º Os agentes ou trabalhadores autônomos e os profissionais liberais, organizados em firma ou empresa, com capital social registrado, recolherão a contribuição sindical de acordo com a tabela progressiva a que se refere o item III”. (Destaques nossos).

20. A CLT prevê uma terceira hipótese para se obter a base de

incidência do tributo a estabelecer como base imponível “o valor resultante da

aplicação do percentual de 40% (quarenta por cento) sobre o movimento

econômico registrado no exercício imediatamente anterior” para as

“entidades ou instituições” que não estejam obrigadas ao registro de capital

social. Essa orientação está inserta no § 5º do artigo 580 da CLT, que diz:

§ 5º - As entidades ou instituições que não estejam obrigadas ao registro de

capital social considerarão como capital, para efeito do cálculo de que trata

a Tabela progressiva constante do item III deste artigo, o valor resultante da

aplicação do percentual de 40% (quarenta por cento) sobre o movimento econômico registrado no exercício imediatamente anterior, do que darão conhecimento à respectiva entidade sindical ou à Delegacia Regional do Trabalho, observados os limites estabelecidos no § 3º deste artigo. (Incluído

pela Lei nº 6.386, de 09-12-76, DOU 10-12-76)

21. Impõe sublinhar, para que se evite interpretação apressada e

equivocada, que notários e registradores não são alcançados pelo que

dispõem os §§ 4º e 5º antes transcritos. Por quê? Porque registradores e

notáriosnão estão organizados em sociedades empresárias nem tampouco se

enquadram na tipificação inscrita no § 5º do mesmo artigo 580 da CLT, a

saber:“entidades ou instituições que não estejam obrigadas ao registro de

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

capital social”. Não há como enquadrar registradores e notários, pessoas

naturais, profissionais do direito, como entidades ou instituições.

22. Afastada a aplicabilidade dos supratranscritos §§ 4º e 5º surge a

grande indagação. Onde enquadrar registradores e notários para efeito de se

obter a base de cálculo da contribuição sindical?

23. Dada natureza jurídica dessa atividade pública, praticada

pelapessoa natural, profissionais do direito, cujo ingresso na atividade registral

ou notarial se dá através de concurso de provas e títulos, a eles deve ser

aplicada a regra de exigibilidade de que trata o artigo 580, inciso II, da CLT,

que será abaixo melhor explicitada. Referido dispositivo não é aplicável às

pessoas físicas, mas, às pessoas jurídicas.

24. Os Notários e Registradores não se enquadram como sociedades

empresárias nem como agentes ou trabalhadores autônomos ou como

“entidades ou instituições”.Na forma do disposto no artigo 236 da Constituição

Federal os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado,

cujo ingresso se dá através de concurso público de provas e títulos (§ 3º).

Desde logo se extrai que a norma constitucional está se referindo a pessoas

físicas.

25. A Lei 8.935/94, que regulamentou o artigo 236 da Constituição

Federal especifica, expressamente, no seu artigo 3º que notários e

registradores são profissionais do direito, daí porque a delegação recai sobre

pessoa natural, e não sobre uma sociedade empresária, entidades ou

instituições,in litteris:

Art. 3º - Notário, ou tabelião, e oficial de registro, ou registrador, são

o

exercício da atividade notarial e de registro.

profissionais

do

direito,

dotados

de

pública,

a quem

é

delegado

26. Acerca do regime jurídico de notários e registradores pede-se vênia

para reproduzir parte do elucidativo voto proferido pelo Ministro do STF Carlos

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

Britto, nos autos da ADI 3.151, julgada em 8-6-05, DJ de 28-4-06,que com sua

inegável proficiência sedimenta a natureza e regime jurídico desses

profissionais, sublinhando que a delegação só poderá recair sobre pessoa

natural,in verbis:

"Regime jurídico dos serviços notariais e de registro: a) trata-se de atividades jurídicas próprias do Estado, e não simplesmente de atividades materiais, cuja prestação é traspassada para os particulares mediante delegação. Traspassada, não por conduto dos mecanismos da concessão ou da permissão, normados pelo caput do art. 175 da Constituição como instrumentos contratuais de privatização do exercício

dessa atividade material (não jurídica) em que se constituem os serviços públicos; b) a delegação que lhes timbra a funcionalidade não se traduz, por nenhuma forma, em cláusulas contratuais; c) a sua delegação somente pode recair sobre pessoa natural, e não sobre uma empresa ou pessoa mercantil, visto que de empresa ou pessoa mercantil é que versa

a Magna Carta Federal em tema de concessão ou permissão de serviço

público; d) para se tornar delegatária do Poder Público, tal pessoa natural há de ganhar habilitação em concurso público de provas e títulos, não por adjudicação em processo licitatório, regrado pela Constituição como antecedente necessário do contrato de concessão ou

de permissão para o desempenho de serviço público [ ]”

27. Esse mesmo raciocínio, a sublinhar o regime jurídico dos

registradores públicos e notários, o ilustrado Ministro Carlos Ayres Brito

reafirmou tal regime nos autos da ADI 3.089, de fevereiro e 2008, sublinhando

a locução “pessoa natural”em contraposição à “empresa”, com expressa

referência ao meio legal para a sua delegação, in litteris:

“III – a delegação que lhes timbra a funcionalidade não se traduz, por nenhuma forma, em cláusulas contratuais.Ao revés, exprime-se em estipulações totalmente fixadas por lei. Mais ainda, trata-se de delegação que somente pode recair sobre pessoa natural, e não sobre uma “empresa” ou pessoa mercantil, visto que de empresa ou pessoa mercantil é que versa a Magna Carta Federal em tema de concessão ou permissão de serviço público;

“IV – para se tornar delegatária do Poder Público tal pessoa natural há de ganhar habilitação em concurso público de provas e títulos. Não por adjudicação em processo licitatório, regrado pela Constituição como antecedente necessário do contrato de concessão ou de permissão para

o desempenho de serviço público” (destaques no original).

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

28. Esse lapidar raciocínio jurídico exposto e que passou a compor os

acórdãos proferidos nos autos da ADI 3.151, de junho de 2005, e ADI 3.089, de fevereiro de 2008, reforça sobremaneira o regime jurídico dos registradores e notários, em simetria com o que dispõe o artigo 236 da Constituição Federal e o artigo 3º da Lei 8.935/94, já antes sublinhados, de que são profissionais do

Direito, e que a delegação só pode recair sobre pessoa natural.

29. Disso se extrai de forma inequívocaque a delegação de notários e

registradores somente pode recair sobre pessoa natural cuja habilitação se dá através de concurso de provas e títulos.Em sendo pessoa natural, profissional do direito,ipso facto, pessoa física, tais agentes não podem ser enquadrados como sociedade empresária nem como “entidades ou instituições” para efeito de se obter a base de incidência da contribuição sindical.Como referido essas entidades ou instituições são pessoas jurídicas de direito privado, qualquer daqueles listadas nos incisos I, III, IV e V do artigo 44 do Código Civil, as quais não se confundem com regime jurídico de notários e registradores, pessoa

natural por excelência.

30. Não se argumentem com raciocínios inscritos em raras demandas

judiciais em que o Julgador, com vistas a sustentar sua convicção, tenha atribuído a notários e registradores feições empresariais, não se lhes atribuindo a qualificação de profissionais liberais. Enunciados que não possuem

efeito revocatório do artigo 236 da Constituição Federal e do artigo 3º da Lei 8.935/94, como também não infirma a assertiva lógico-jurídica dos acórdãos prolatados nos autos das ADIs 3.151 e 3.089, antes postos em destaque.

31.

Ora,

registradores

e

tomando

notários

como

não

são

pressuposto

sociedade

na

equação

empresária,

silogística

não

se

que

enquadram

de

como

profissionais

liberais,

organizados

em

sociedade

empresária”

nem

como

entidades

ou

instituições”,e

que

a

delegação

lhes é

outorgada

pela via do

concurso

público

de

provas

etítulos,tais

profissionais

devem

ser

enquadrados,

para

efeito

de

se

obter

o

valor

efetivo

da

contribuição

sindical,

pela

maior

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

proximidade formal e material, na categoria das profissões liberais.

Corresponde a isso que o critério legal que mais se aproxima da categoria

dosnotários e registradores é aquele inscrito no artigo 580, inciso II, da CLT, in

litteris:

Art.

580.

A

contribuição

sindical

será

recolhida,

de

uma

vez,

anualmente, e consistirá:

[

]

Il - para os agentes ou trabalhadores autônomos e para os profissionais liberais, numa importância correspondente a 30% (trinta por cento) do maior valor-de-referência fixado pelo Poder Executivo, vigente à época em que é devida a contribuição sindical, arredondada para Cr$ 1,00 (um cruzeiro) a fração porventura existente.

32. Com a extinção do MVR e a instituição de índices substitutivos as

Confederações estão adotando critérios de atualização pelos índices oficiais

que reflitam, efetivamente, a desvalorização da moeda nacional. A

Confederação Nacional das Profissões Liberais adota o critério de atualizar o

MVR usando os indicadores supervenientemente instituídos e substitutivos do

MVR e publica, anualmente, o valor atualizado da contribuição sindical dos

agentes ou trabalhadores autônomos e dos profissionais liberais. Igual linha

seguem a Confederação Nacional das Indústrias e a Confederação Nacional do

Comércio que, apoiadas nas normas que trataram do MVR, sua extinção,

indicadores e índices substitutivos supervenientes, atualizam anualmente a

tabela de contribuição sindical por indicador oficial, procurando não refugir às

normas insertas na CLT.

33. Consequente a eventual equívoco na equalização dos números e na

análise das normas que instituíram indicadores substitutivos do MVR, as três

Confederações mais conhecidas do País, CNI, CNC e CNPL não chegaram a um

consenso quanto ao valor do índice substitutivo do MVR, tanto que em 2017 a

CNI o fixou em R$ R$ 205,05; a CNC, em R$ 358,03 e a CNPL em R$ 264,00.

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

34. Por força do que se acha estatuído em lei, não constitui

prerrogativa das entidades sindicais fixar o valor da contribuição sindical através de assembleia geral, posto instituída e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada, sem liberdade de fixação pelas entidades, dado o seu caráter de parafiscalidade, não restando qualquer

disponibilidade às entidades sindicais para sua fixação ou instituição de critérios estranhos ao que se acha estipulado na legislação de regência. Os valores são atualizados por indicadores oficiais, de regra o INPC.

35. Impõe que se destaque que na forma do disposto no artigo 583 da

CLT o recolhimento da contribuição sindical desses profissionais realizar-se-á no mês de fevereiro de cada ano.

V – O SUJEITO ATIVO – O CREDOR - DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL EM RELAÇÃO AOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES PÚBLICOS.

36. Não deve remanescer a menor dúvida de que o sujeito ativo da

compulsória contribuição sindical é o sindicato por excelência, que se poderia chamar, em tese, como entidade sindical de primeiro grau (ver CLT artigo 577). As confederações e as federações são identificadas na CLT como entidades de grau superior 3 ou de segundo grau a caracterizar suas diferenciações, cuja legitimação para cobrança da contribuição sindical se dá excepcionalmente, ou seja, na inexistência de sindicato, ou na inexistência de sindicato e federação simultaneamente.

37. Na identificação do sujeito ativo dessa contribuição impõe destacar

que os sindicatos são instituídos por categorias econômicas ou profissionais, enquanto as Federações se formam com a união de no mínimo cinco sindicatos

(CLT, artigo 534), ao passo que a Confederação, o ápice da pirâmide sindical brasileira, organizar-se-ácom no mínimo três federações. Enquanto os sindicatos representam, na sua área de atuação, as categorias econômicas ou

3 Art. 533 - Constituem associações sindicais de grau superior as federações e confederações organizadas nos termos desta Lei.

e confederações organizadas nos termos desta Lei. P RAIA DE B ELAS P RIME O FFICES

P RAIA DE B ELAS P RIME O FFICES - A V . B ORGES DE M EDEIROS , 2500, CONJ . 1411 – CEP 90110-150 – P ORTO A LEGRE , RS.

TELEFONES (051) 3573-9903 E 3573-9904 - E- MAIL :

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

profissionais, as federações representam os sindicatos e as confederações, as

federações.

38. O sujeito ativo da contribuição sindical são os sindicatos,

entidades sindicais de primeiro grau. Nessa perspectiva, vale lembrar que essa

contribuição é arrecadada pelos estabelecimentos bancários e repassada à

Caixa Econômica Federal (CLT, artigo 586) que faz o rateio às entidades

sindicais em conformidade com o que dispõe o artigo 589 da CLT.

39. No caso específico das categorias econômicas, onde se enquadram

os sindicatos da representação categorial de registradores e notários, o rateio

observa o seguinte critério legal:

a) 5% (cinco por cento) para a Confederação;

b) 15% (quinze por cento) para a Federação;

c) 60% (sessenta por cento) para o Sindicato

d) 20%

(vinte

por

cento)

para

a

Conta

Especial

CEES.

Emprego

e

Salário

40. A CLT contém disciplina específica acerca da legitimação de cada

uma das entidades sindicais para a cobrança da contribuição sindical e seu

ulterior crédito através do rateio pela CEF, ex vi legis da Portaria 188/2014 do

Ministério do Trabalho e Emprego. TABELA DE RATEIO DA CONTRIBUIÇÃO

SINDICAL PATRONAL

Fonte: CLT Artigos 589, 590 e 591 e Portaria 188/2014 do MTE.

SINDICATO

FEDERAÇÃO

CONFEDERAÇÃO

CEES

(%)

(%)

(%)

(%)

60

15

5

20

60

20

NÃO TEM

20

60

NÃO TEM

NÃOTEM

40

NÃO TEM

NÃO TEM

NÃO TEM

100

NÃO TEM

60

20

20

NÃO TEM

80

NÃO TEM

20

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

NÃO TEM

NÃO TEM

20

80

60

NÃO TEM

5

35

41. A legitimação para a cobrança é excepcionalmente outorgada à

Federação quando inexistente sindicato na base territorial do contribuinte. A

Confederação só se legitima para essa mesma cobrança nos casos de não existirem sindicato e federação simultaneamente. Isso se acha elucidado no quadro acima que trata do rateio da contribuição sindical.

42. Embora a Tabela acima tenha por escopo esclarecer os critérios

oficiais de rateio dos valores arrecadados da contribuição sindical, ela serve de parâmetro para identificar em que circunstâncias as entidades de grau superior

estariam legitimadas a promover a cobrança da supradita contribuição sindical. Sempre que houver sindicato representativo da categoria econômica (que é o caso) tão-somente o sindicato possui imanente legitimidade para promover a cobrança da contribuição sindical, consoante já se pontuou.

43. Nessa perspectiva, afirma-se que, existente sindicato

representativo da categoria na base territorial do contribuinte,a contribuição

sindical não poderá ser recolhida em favor da Federação ou da Confederação.

44. O recolhimento da contribuição sindical obedece a regras próprias

para sua efetividade, tanto que ao Sindicato é concedido, pelo Ministério do Trabalho e Emprego um código sindical. Esse código é obtido pelo Sindicato após a abertura, junto à CEF, de conta corrente para “Depósitos da Arrecadação da Contribuição Sindical”, de acordo com o disposto no art. 588 da CLT. O gerenciamento do código sindical compete ao Ministério do Trabalho e Emprego e é através desse Código, cujos dígitos identificam cada uma das entidades sindicais, que a CAIXA procede ao rateio dos valores depositados.

45. In casu, o sujeito ativo da Contribuição Sindical de Notários e

Registradores no Estado do Rio Grande do Sul é, respectivamente, o SINDICATO DOS NOTÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – SINDINOTARS, e o

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ

WANDERLEY MARCELINO

ADVOGADOS

SINDICATO DOS REGISTRADORES PÚBLICOS DO ESTADODO RIO GRANDE DO SUL – SINDIREGIS.

46. O recolhimento da contribuição sindical à Federação ou à

Confederação, embora existente sindicato na base territorial do contribuinte, implicará inadimplemento do pagamento do tributo, sujeito às consequências e

ônus legalmente previstos na legislação de regência (CLT, artigo 600).

VI – CONCLUSÃO.

47. Não se desconhece o fato de que a categoria econômica dos

registradores públicos e notários não encontra efetiva regulamentação na Consolidação das Leis do Trabalho acerca de seu efetivo enquadramento sindical enquanto seu regime jurídico. Contudo, à vista da legislação posta em destaque, não remanesce dúvida de que o SINDINOTARS e o SINDIREGIS são os sindicatos legitimados à cobrança da contribuição sindical de notários e registradores no Estado do Rio Grande do Sul. A existência desses sindicatos afasta a excepcional legitimidade para a cobrança dessa exação à Federação

correspondente.

48. Ainda que não se tenha dispositivo claro e expresso que identifique

a base de incidência da contribuição sindical de notários e registradores

públicos ou o critério para se estabelecer o valor efetivo da contribuição sindical, a legislação de regência oferece mecanismos que orientam uma adequação razoável e racional com a atividade que esses profissionais exercem.

49. Pelo que avulta da legislação celetista, conjugada com o que dispõe

o artigo 236 da Constituição Federal e artigo 3º da Lei 8.935/94, não se

configura jurídico pretender atribuir a notários e registradores o regime de contribuintes que tenham natureza empresarial, ou qualificá-los como ‘entidades ou instituições’, pessoas jurídicas por excelência, para forçar a aplicação do § 5º do artigo 580 da CLT e assim fazer incidir a tabela progressiva

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

de que trata o item III do referido artigo 580 a exercentes de profissão pessoa

natural.

50. Tratando-se de profissionais do Direito, pessoas naturais,

investidas na atividade profissional através de concurso público de provas e

títulos, afigura-se inegavelmente razoável que se adote a regra inserta no

artigo 580, II, da Consolidação das Leis do Trabalho que, consoante se deduziu,

é a que mais se aproxima da atividade desses profissionais, na medida em que

todas as normas que tratam de seu regime jurídico os identificam como

‘profissionais liberais’. Referido dispositivo que está assim redigido:

Art.

anualmente, e consistirá:

580.

A

contribuição

sindical

será

recolhida,

de

uma

vez,

[ ]

Il - para os agentes ou trabalhadores autônomos e para os profissionais liberais, numa importância correspondente a 30% (trinta por cento) do maior valor-de-referência fixado pelo Poder Executivo, vigente à época em que é devida a contribuição sindical, arredondada para Cr$ 1,00 (um cruzeiro) a fração porventura existente.

devidamente

atualizado pelos indexadores e índices dele substitutivos, e sobre ele aplicar

30% para se obter o valor da contribuição sindical de notários e registradores.

51. Deve-se,

então,

tomar

o

maior

valor

de

referência,

52. As Confederações sindicais, na divulgação de suas tabelas de

contribuição sindical para o exercício 2017 fixaram valores diferenciados, entre

si, como valor base, que consiste na atualização do MVR, a saber: CNI, R$

205,65; CNPL, R$ 264,00; CNC, R$ 358,39 e CNR, R$ 321,43. A contribuição dos

notários e dos registradores públicos corresponde a 30% desse valor base. A

Confederação Nacional das Profissões Liberais fixou o valor de R$ 264,00 a

contribuição sindical da categoria econômica de sua representação para o

exercício de 2017.

das

respondida no corpo o presente parecer, quais sejam:

53. Cada

uma

indagações

suscitadas

pelos

consulentes

foi

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

A. Qual a natureza jurídica da contribuição sindical? O pagamento é obrigatório? Resposta. Trata-se de um tributo e o seu pagamento é compulsório.

B. O valor da contribuição sindical pode ser estabelecido por assembleia sindical? Dada a sua natureza jurídica de tributo, o seu valor está vinculado à legislação. O que se atualiza pela aplicação pura e simples do indicador correspondente é o MVR.

C. Qual a entidade, de que grau, digamos, está legitimada a cobrar a contribuição sindical? O sindicato, entidade sindical de primeiro grau, é o legitimado para a cobrança da contribuição sindical, o sujeito ativo por excelência. São raras as hipóteses em que essa legitimidade é transferida ou à Federação ou à Confederação.

D. O recolhimento do valor da contribuição é compulsório? Sim.

E. Em que classe de contribuintes (empresa, empregado, profissionais liberais) se inserem registradores e notários? Como não se caracterizam como sociedade empresária, e, sobretudo, porque não são pessoas jurídicas de direito privado, mas, pessoa natural, o enquadramento mais racional é aquele derivado do artigo 580, II da CLT na qualificação de ‘profissionais liberais’.

F. Além do SINDIREGIS e do SINDINOTARS no RS alguma outra entidade sindical poderá exigir o pagamento da contribuição? Não. Os únicos legitimados para a cobrança são essas duas entidades sindicais.

G. Para notários e registradores, qual a base de cálculo e alíquotas, se for o caso, ou como se obtém o valor a ser pago por esses serventuários? Utiliza-se o critério inscrito no referido artigo 580, II, da CLT.

H. Outras considerações que reputarem convenientes e oportunas.

VERA LÚCIA FRITSCH FEIJÓ WANDERLEY MARCELINO ADVOGADOS

54. O presente estudo, com suporte na doutrina, jurisprudência e,

sobretudo, na legislação de regência, dispositivos específicos da CLT, permite que se oriente a adoção dos seguintes procedimentos:

A) Buscar, através da intermediação das associações representativas de notários e registradores, a emissão das guias de recolhimento junto aos sindicados legitimados ao recebimento;

B) não disponibilizadas as guias, abre-se para notários e registradores a busca de medidas judiciais para imputar o pagamento aos credores legitimados, pelo valor obtido conforme os mecanismos constantes no presente parecer.

Atenciosamente,

mecanismos constantes no presente parecer. Atenciosamente, P RAIA DE B ELAS P RIME O FFICES -
mecanismos constantes no presente parecer. Atenciosamente, P RAIA DE B ELAS P RIME O FFICES -