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O homem e a cruz

Certo dia um rapaz que fazia aulas de natao, notou um velinho


molhando os s na piscina mergulhou nela. Ele notou que esse mesmo
senhor repetia sempre as mesmas aes em todas as aulas, molhava os ps
antes de mergulhar.

Ento o rapaz, curioso, resolveu perguntar ao velho porque ele


sempre molhava os ps antes de cair na gua. Ele perguntou, e ento o
simptico senhor comeou a lhe contar uma histria, que era mais ou
menos assim.
Esta escola de natao existe h uns quarenta anos, e eu
sempre morei aqui do lado. Eu tinha mais ou menos sua idade
quando o antigo dono sempre me deixava nadar nessa mesma
piscina, quando eu quisesse. Eu entrava pela porta dos fundos. Todos
os dias eu vinha pra c.

Uma noite eu estava com uma insnia terrvel, j era umas trs
horas da madrugada e eu no conseguia dormir de forma alguma.

Resolvi ento ir para a piscina dar um mergulho. Abri a porta


dos fundos e percebi eu era a lua cheia, pois na poca, metade das
telhas era transparente e o galo estava semi- iluminado pelo luar.

Referi ento deixar as luzes apagadas. Subi no trampolim de


vinte metros, do qual nunca tinha pulado antes. L em cima na ponta
da prancha, respirei bem fundo e quando eu ia pular, notei na parede
de frente, que minha sombra tinha o formato de uma cruz, pois eu
estava de braos abertos e com o corpo ereto. Nisso comecei a
pensar na cruz em que Jesus morrera para nos salvar. Lembrei que
nunca fui muito religioso e o quanto eu deixava Deus em segundo
plano. Desci as escadas devagar refletindo sobre meus muitos
pecados. Sentei na beira da piscina e fiquei alo, sozinho, pensando.

Levantei-me e fui bem perto da borda, queria sentir como


estava a gua naquela noite. Quando enfiei os ps ali, senti um
arrepio por todo o corpo e aquele frio na espinha. Simplesmente me
ajoelhei e comecei a agradecer a Deus.

Naquela noite de lua cheia, o pessoal da limpeza havia


esvaziado a piscina.