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+ ARTIGO A avaliacao na educacao de infancia: as paredes das salas também falam! Exemplo de alguns instrumentos de apoio ‘Maria Jodo Cardona Escola Superior de Educagdo do Inst. Politécnico de Santarém . mjoao.cardona@ese.ipsantarem.pt Introducéo A avalago, coma Fungo carateristica do profesot, consist, bascamente, na eld Sobre o process educativo abrangendo vd- fos aspectos: objeto, Funcdes metodologia 2 aplcagtes (Rosales, 990.) Este vé- 195 ceferbcias tedricas que he esto sub- acertes,e que tem de se perspectivads 8 lun da evourio sciatic do sistema ecato, eda forma como tm vindo a ser concebidss a funcoes do escola 0 papel atibuido as agentes educativos. Na caso da educacza de infncia, 0 acto de analy, apesar deter sbjacente as mesmas questées que cos autos ives de ensino, caracteria-se por uma grande espectiida- de no devi 3 iad das erangas como também devido &indeinicao cuir que tem vind 3 caacteria este rive de ens. - compreenséo do processo de avai im- pce um reflec preva sobre o conceit de eserwohimento cucu. E so muta as figs pssives, Sendo estas reveladoras de ferents formas de concebero processo educatvo, Dervaro de diferentes teovias sobre o de- Senucvimento e aprerdizagem, de dferer- tos formas de conceber a orgrizai0 dos recuse das oportunidades de aprend- Zagem. assim como de diferentes juzos de valor sre o que € mais mportante que 3s crangas aprendam, os modelos curiclres ropestos para a educacio de finda cre respendem a rapresentagées ideas de pre misas tedcas, polis, pedagdics, que pretender obter deteminados resultados educativos [Spodeck e Brown, 199635 (De acrco com Artur dea Orden i985 Ba). ceserohimentocureulr da educarao de n- facia poders dfrereiar as bases do cura to lincirdo as metas deiidas de acardo com 2 forma como sda cercebidas a fungdes © 0 ‘desenvolvimento das cranes, os objects, ‘os contatos 3 orgie do trabala, eo falar de avaaco, temos assim que consi derar que esta pode inci restes diferentes slams, ou sja, podem ser avalos as concep em que se basa trabalha de glaificars, os objectives e contedos de- LO cotensde tdci de tinct finidose, ainda, a consequente organizagso do ambiente educativo, assim como as at vidades posses © o papel da/o educador/a ra sua dina 2 forma como a avaiagto & concebida tem sempre aver com a forma como é corcebiso © processo de deserwoimento cuir Fara Novos (rag2: 34), quando falaros de desenvolvimento cuicular no podermas neglgencior o contexto em que este se en cuadra, nomeadamente a forma como este € condcionado elas caracteristicas e dint micas insitucionais. O funconamento dos ‘spaces oganizacionas &esitante de ug «complexe mutplcidade de factores cue v50 desde a estrtura formal definda peas go- iicas educatvas at 3 dversidade das inte acces que se produzem no seu inter ‘A multipiidade de novasfungtes que casa ‘ver mais so exgdas aos professores pro Fessoras fazem com que o papel dafo edur cadorfa cada vex menos se restina & sala de aula, De acordo com esta perspectva, no casa especfica da educa deinf’ncia,en- tre deducatwo eo soil alos educadora/es so sempre condiconados pela caracerst- cas especicas dos esparos oganizacionas nde esto inseios, que deterinam as condiges da execico da pofissio e canse- uentement o proprio proesso de aprendi Zager e desenvahimento profssona| Quando flamos de avabyanhs qe conse rar. 0 que avai qual o contexte; quem vee i, porque & que se ava, coo Seal Esta pode incidr apenas em aspectos es- pce do processa de ensino/aprenciza- gem, estando mais centrada no ensino, ou na aprendizagem, sendo mais valorzato 0 processo ou 0$ resitados. Quanto 20 co. texto, avalago pode entra-se ra sla de aula ou abranger um nivel institucional mais amplo. A par desta questo, hd também que reflect sobre quem avai [nomeadamerte, cual o papel dao educador/a, das ciancas © os pais neste process) assim como sobre a metodologi utizada Em linhos geras, 3 avaliard0 inscrevese ‘uma sequéncia composta essencilente or tres fungbes: a recolha de nfoxmacso, sua interpretagdo a consequente adopco de decsdes que possbiitem o aperfecos- mento da aced0 educativa, Podenda cenirarse mais nos contertos, processos ou resuitados, & a avalagso que possiblita aos profssionais reflect e toma decisis fundamentals sobre 2s suas pr tices educativas [Parente, 2002: 25) A avalagio na educagio de infncia: alguns instrumentos de apoio Sendo uma competénciabasca doa educa dela € através da avaiagBo que este pode tecther informagées que Ihe pesitam re- Fonda as suas intevencdes, podendo esta ter vos tos de incidéncia,consoante 2, tiferentes deas de actuag30. Como & dito ro rato elaberado na Sequncia de um estudo ealzado em 1999 por ura equa da (OCDE relatvamente & eaiiade da educagio pré-escolar e dos cuidados para a primers infania em Portugal “Os profissonais de vem ser encrajados a reflec a avarer- “se ea asumir mao responssbidade pelo seu deservaimento profissiona (| com 0 objective de promoverem boas préticas de trabalho” (OCDE, 2000; 28] Neste sentido tim vino a ser defiidas vs ‘os tabalhos, nomeedamente. diferentes instumentos de observagio € andise que possibitam 2 autolvaliago do trabalho ducati nas suas diferentes vrtentes Tero em conta as actuis caracessicas cas pdticas da educagio de infra na sua avalago, as pincipats estratégias utizadas incdem na cservagalnliectado arbien- te educatvo, das ciancas e dos resultados das actnidades que v8o sendo realzadas Fstas estratégias pretendem propotionar informagdes que apoiem a/os profssionais ra mehora das suas interengSes eno pla- rneamenta do seu trabalho. Proportion aos educadores ¢ educators instumentos de apoio prs refleao da for mmacomoesta crgarizado 0 seu trabalho én so mpotante para ura maior ciao os fundamentos que es esto supcentes das suas mpicgbes anv! das prendza- 275 que propordonam 3 canas. TOU eh en nee ee ees Ca ns y Perea eee Tianna Idades das criangas do grupo eae rete ne Ce etd iti Ciena hearer) eee Dee tad Pert ae ees eee Observador/a ee ee eS Pen pert ed Ce en Pen’ Estes instumentos de trabalho foram con dos para serem utiizados pela/os educa orales para uma melhor reflexio das suas padticas educatvas, partindo da avaliagdo da forma como o espaco-tempo da sua sala de act Estes insru- tos de andlse tém vindo a ser utili dos na formagao, podenda funcionar coma ponto de partida para uma reflexio mais ‘aprofundada das catacteristicas @ que deve ‘obedecer a crganizago do trabalho na edu- G30 p-escolar Designados por Gui apresentacao de diferentes questoese pro postas de estratépas de observacao, Para uma utlizacio flexiel e adequada 8s ne cessdades dos. profisionals, estes foram concebidos de forma a poderem senvir de es, correspondem 3 base dconstrugdo de novos instrumen como finaidade properconar aos educadores e educedoras uma avalagao so bre a organizagao do espaco e do tempo da sua sala de actividades, se esta esté ou no de acordo com os objectivos pretends, estes putes estdo orgaizados da seguinte Numa 1 parte, pretende-se aval a pat cpagao que fl proporconada 8s crangas ra gotiaaio espaco-tempo definda durante a fase incial do ano lectivo, assim com a for ma coma esta hes fl (undo) explitada [Numa 2 parte, as questes apresentadas pretendem avalar 2 evolugio sofrida pela ‘iganiaaggo da sala apés a fase inci do ano escolar. Pretende-se propotcionar uma Feflexao sobre as fnaldades que estiveram subjacentes as diferentes alteracbes realza das e sobre as implcagoes que estas tveram nas praticas de trabalho Numa? parte, pretende-se a reaizacio de ura refledo mais detahada sobre a orga- rizagSo edstente no momento en que OS Buide sao utiizad Em relagso & aval espaco da sala, comeca por ser peda uma esquematizacao da sala e uma descrcao das actividades possives. A orgarizacao do es pagormateras determina as actividades que 13 coeros ease dentin Again ‘sto passives de serem diariamente escolh das peas ciangas e que wulgarmente as ed: catlorase educadores dencrinam por creas de actividades. Para metior avait a forma como estas eas esto argarizadas, 830 co locadas varias questoes, tendo em conta 0 equipamento existente ea estéerganizado, Quanto &s possbildades de escoha das crangas,s50 também colocadas questes relativamente& forma coma estas, 0 [ou ro) planeadas. aca melhor aval funconamento destas actividades passvels de serem diaiamente escolhidas elas crancas, numa 4? parte do lao, ¢ ropasta a sua observaga0 durante dduas manhis. Esta abservacao permite u mehr canhecimento dos compartamentos das ciangase também uma avahacao da fr mma como estas actividades estao a furcio- nar, quais S20 as mais e as menos escoidas elas crangas, senda importante afo educa dora reflec se estas escalhas no $30 cm Acionadas pela forma como a organizaglo co espaco-materiais esta delinds Em relogao & avalaggo da organizagio do smpo & também proposta uma descrigso 3 forma como afo educador/a considera (ue este esté rganizado. No entanto, para Lume andlse mais detalhada, €proposta 2 ‘alzacao de uma cbservacao de forma a ser possive cnfrontaraquilo que esta planeado com a que teamente acantece na pratica quotidana A andlse desta observagao permite uma mais precisa daquilo que de facto acontece, quais 0s tipos de actividades que o.aser mas (ou menos valoizads pela igarizagio da sequéncis cis, 0 tipo de actividades mais frequentes, 2 forma coma festd feta 2 atiulagSo entre as difeentes, formas de trabalho individuas, de grupo ea iniistva das criangas e da/o educador/a. O mesmo em rlagao a0 rimero de actividades texistentes ao longo da sequéncia dilia e 3 (desledequacio da sua duraao. So tamblm colocadas algumas questdes sobre o tempo de duragao do recreio e das actividades da rotina didra de tipo no 0s colt, amo por exemplo: 0 lanche, a das 8 casa de banho, 05 amos efiexao sobre qual éo papel da/o educator ‘a durante estes momentos. O mesmo rela ‘vamente aos tempos motos do dia, em que a cranca espera pelalo educador/a, ou pelo inicio das actividades. Estas questes visa roporcionar um conhecsmento mas prec relativamente & curacao destes momentos, ‘que por vezes so demasiado longos, sem ‘que alo educador/a tenha disso uma cara percep Pattindo s observacbes, numa 6? par te do guido, afo educaderla & questionado sobre as alteragges que necessita de realizar tenda em conta os abjectwos do seu Froje tade tabalbo 0s dois es terminam com um espaco de reflerdo sobre quai as prncpais dificuldades sentidas em relagdo & orgaizaclo do espaco do tempo. Parte-se do principio que uma 20 das dificuldades que afectam o seu trabalho permite ao educador uma maior refleao sobre estas, o que pode serum pas so importante para as poder uitrapassar Para uma maior compreensaa da dnmica fo furcionamento © da forma como esta siderou-se também i= mmateras expostos nas std organzada, portante aval CGUIAO PARA AVALIACAO DOS MATERIAIS EXPOSTOS NAS PAREDES DAS SALAS DE JARDIM DE INFANCI cee Peer Pern ieer ats een nr. Data de preenchimento da ficha: comee a VG eros tdcao dentin Agelon 15 cosenos de tars dain Agoler Carter