Você está na página 1de 250
[seepage eon HELY! COLECAG APRENDER iin, Helvéio Leper, Bs69— Esads de Ferro Helvéci Lapertosa rina. Belo Hoxzont Edtora UEMG. 1988. BNET HELVECIOLAPERTOSA BRINA, Profesor Asjumo do Dept. de “Engenharia e Vide Comune ‘Transparee ESTRADAS DE FERRO 1 Via Permanente 2 Btigio duora Aeeoxads 8 SE UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Reitor: Cid Velino Vive-Reitor Carlo Américo Fatini EDITORA WMG Consetho Baitorial Presidente: Sdn Maria de Melo Queitoz “Artes: Alvaro Apocalypee Lets: Ronald Gaver Camargo Giéncias Humanase Socais: Joaquim Carlos Salgado Ciencias Exatas: Roberto de Maria Nunes Mendes (Cincins Bioléyicas: Angelo Barbose M. Machatio Reitorat Marin Efioia Lage de Resende ‘Caps: Marte Menezes [ditoragio: Cléuda Teles de Menezes Teixeira ‘Apoio Financetc: PROED/SESU/MEC Tnmpresso no Brasil ISBN: 85-7041-048-4 © Copyright 1988 ~ Helvécio Laperosa Brins 18 edisfo LTC= 1979 Reimpreseso— 1983 ) evitar a penetragdo do lasto na plataforma; ©) aumentar a resisténcia do leito a erosfo e & penetraeTo Ua Agia, concortend, pois, ‘ara uma boa évenagem da via; 1) permits relativaelestcidade 20 apoio do lastro, para que via permanente rigid. Sendo o lattro um material até certo ponto caro ¢ de grande consumo (cerca de 1,5 m? por metro correne) es veze de diffe obtenglo, a uillzagdo do sublastro, com rateral mis barato e encontrado nas proximidades do local de emprego, trax grande economia & superestuurs ferrovidra, além de methorer consideravelmente o padrfo ‘dcnio da via permanent ebaratear a manutengZo da mesma. sie 3.1.1 Mateval para Sublastio (© material para sblattro deve obedecer aproximadamente is seguintes earacteris ticas: 4) IG (Kndice de Gropo) — igual 20 (2e10); 8) LL (limite de Liquidez) —méximo 35; 6) IP (Indice de Pasticidade) — maximo 6: 1d) materiel que se enquadre, de prefecincia, no grupo AI de clussificagto de solos HRB (Cighway Research Board); 6) expanido mdse 13; 1) CBR (lice de Suporte Californie) ~ mimo de 30 0 sublastro deverd ser compactado de modo a obterse peso especiico aparente conespondente 2 100% do obtido n0 ensaio de proctor. ‘No caso de nfo se encontrar, nas proximidades da ferrovia, material que satisfaga especificasées acima, poderse-d adotar a solugfo de misturar doi solos ou de aum solo om areis ou agrepado, desde que esse procedimento nZo venha encazecer demasiado 0 (Risto do siblastre, Outro recurve tena a skoyso de solo wethovado com cimento, d= scordo com as expecificagdes DNER ES — P09 ~ 71. 3.1.2 Edpessara do Sublastro [A espessura do sublastro deverd ser tal que a distiibuipfo de pressbes através do mesmo acarete, na sa base (plataforma), uma taxa de trabalho compativel com a ¢aps- cidade de suporte da mesma “Geralmente, um sublastro de 20 (vints) cm seré suficlene, conforme mestraremos no cfleulo de altura do lastro, 3.2 LASTRO s.sstro¢ o elemento da superestrutura da estrada de fero situado entre os dormentes eo sublastroe que tem por fungBes principals: 2) distrtbuir coaveniontemente sobre a plataforna (sublastro) os esforgossesultantes das ‘argte des vefeulos, produzindo uma taxa de trabalho menor na plataforma; 2) formar um suport, até corto limite elistico,atenvando as tiepidagSes resutantes da paseagem dos vtevlos; 6) sobrepondo.se 2 plataforma, suprimic sues irepularidades, formando uma superficie ‘continu e uniforme para gs dormentese trilhos; 4) impedir os deslocamentos dos dormentes, quer no sentido longitudinal, quer no trans versa 6) facilitar drenager da superestruturs. Para bem desempenhar as suas fungSes, 0 lastro deve ter as seguintes qualidedes: 4) suficiente resiet8ncia nos esforgos transmitidos pelos dormentes; 1) possuirelasticidade limitada, para abrandar os choques; (der dimenstes que permitam sua interposigG0 entre 0s dormentes © ababxo dos mesmas, prcondicndo a deprossBor da plataforma ¢ permitinda 1m perfeto nivelamento dos trillhos; 4) ser resatente a0s agentes atmosféricos; 1 deve se francamente permeével, pars permitir uma boa drenagem, {) no produzie po, cas0 eonttinio tomar incémodo aos pessageiros,além de prejudicar fo material rodente, 3.2.1 Materiais para Lastro 4) Terra = £0 mais barato, mas também o pior. E ftequente = égua saturéda, provocando destivelamento na linha, chegando a causar acWentes sos trens, Uma linha desnivelada € 0 que se chama, na prética ferro vidtia, “linha laquenda’” e € a ross frequente cause de desea entes, 2) Areia = Tem a qualidade de ser poco compressvel e permedvel, Entretanto, 6 facilmente levada pela gua, Tem sinda o incoveniente de produzit fums poeita de gros multo daros (quartz) que, introduzindose fenire a partes moveis dos ve(culos, produz 0 desgaste dos mesmos. 6) Cascalno —-—"E um time tipo de lastro, principalmente quando quebrado, for. mando areas vias, E, 3s vezes,usado como se encantra nas “casa Theirae” mas, para as linhas de’ maior trifego, deve 0 cascalho ser lavado, para separslo da Cera eimpurezas, d) Esotrias —— Algumas esosries de usinab metalrgicas, tem dureza o resistincia ‘suficiente para serem empregadss como lastro © sf0 utlizadas nas Tinhas peéximas das usinas. 1 Pedra britada — Eo melhor tipo de lastro, por ser resstent, inalterdvel 20s ageates stmosftrices permedvel, permitindo um perfeito nivelameato (Gocatia) do lastro, E limitadamente elistico ¢ nfo produz porra, Devese escolher ¢ pedra britada de rochas duras. As principaisrockas utiizadss para a britagem sio: arenito; eledro; mésmore; delomita; micaxisto; quartzito; diosito; basalt; dabase; granito; gneiss. AS fu, sem senipee stendein as epeciicayes tuate edotadas ne escalha da pedra para last, 3.2.2 Especificagies Seguiternos, tanto quanto possivel, as especifiagdes da AREA (American Reitway Engineering Assocation), que sio adotadas em nosso pas: 42) Peso expectfico minimo: 2,7 >) Resisténcia & ruptura: 700 kalem?. Para esse ensaio, fazemse cubos de S em de arests, ‘que sfolevados 4 uma maquina de compress. €) Solubitidace — Tomas 7dm? de pedra,que¢ titurada lavada. Coloca-e em wm vaso ea amostra 6 agtada no perfodo de 48 horas, durante cinco minutos, eada 12 horas de interval, Se houver desclorasio, a pedra é considerada solivele impropria. 1d) Absorgio ~ Colocando-se una amostrs com aproximdamonte 230 gramas (1/2 iba) rmerguitaga em agua, cUrante certo tempo, o aumento de peso naw everd itrspasar 28 grid ©) Substincias nocivas — A quantidade de substincias nocivas ¢ torres de arg, nfo deve ultrapassar 1% (determinasio pelo método MBS és ABNT). JD) Granulometria ~ As pedras de astro no devem ter grandes dimensbes, pois ness caso fanclonariam como “cunhse” eo nivelamento seria pouco drivel por outzo lato, - fténcia A deterioragfo quando expostas 20 tempo, Neste grupo Inciuemse também as “suadeiras de let", com grande percentagem de albamo ou “branco”. 'A denominapfo madeira branca deve-e prineipamente a0 fato de su fll apocse cimento ¢ nfo tanto por eausa da cor. ‘Devido a escaster cada vox maior das chamadas madeicas deli, com predomindncia e cerne, passouse a utilizar pare dormentes, madeirasbrances, que, entretanto, requerem tum rafamento quinico, com preservativos, para evitar 0 régido apodrecimento da ma- dea © ttamento quimico da madeira aumenta sua reslsténcia x0 apodrecimento mas fngo alera suas qulidades mecinicas, Daf ser indspensével, antes de tudo, selecionat as ‘apécies a serem tratadas, de modo 2 possusrem um mfaimo desejgvel de rsisténcia me- ‘dniea. Como vimos, um bom fndice dessa resistencia & o peso especiticn, 0 que faz com {que no seja converiente o tratamento quimico de madeiras com peso espectfico absixe 7IP0S DE DORMENTES ~ 25 4 0,70 ke/dm®, pois, provavelmente, © dormense seria Inutlizado, em vistude de seu desgaste mocinico, muito antes do apodrecimento, recomendivel, na obtengfo de dormentes de madeira branca, destinados 20 tra- tamento, conservar o maximo de albumo bem distibu‘do nasegiotransvera, poisesteé a patte do lenho mais permedvel aos preservatives. O dormente ideal para tratamento é ‘aquele que apresenta uma distrbuiefo uniforme de alburno em todas asf ‘Considers que u ecte a impregnaeio, os dormentes consttu(dos exclusivamente dessa parte do lenho sf0 gerl- mente poco indicados para a pritica de preservagdo. ‘Esecificamos abaixo, sogdestipieas de dormentes, com indicaggo da porsbilidsde de impregnagio (Fig, 7). 42.15 Cawsas do Apodrecimento da Madeira Os principals agentes biolicos causadores da destrulo da madera sfo os fungos ¢ alguns insetos, ‘0s fungos constituem una clase 3 parte, no reino vegetal diferem dos demas por ‘serem desprovidos de ratze, ¢ da eapacidadeé de fxar 0 carbono doar, o que caracteriza as plantas superiors ‘So destituidas de clorofila assim obrigados a vver ou parasitando os sees vivos ‘ou & usta de materia orgnica fislologicamente morta, 26 — ESTRADAS DE FERRO 0 ciclo evolutivo do Fungo inci se através do “esporo”,verdadsira semente mvcros- ‘bpica produrida pes fatificagfo do fungo e que levada pelo vento incidindo sobre uma pega de madeira em condigées favordveis (temperatura, umidade eat), germina, eitindo iniciaimente um flamento, que se chama “hifa”. Este se ranifica, formando o “miceio", que constitus o corpo vegetative do Fungo. ‘0 fungo pode permanezer inativo durante alguns anos e depois recuperar sus vital- dade a0 restabolcer as condigdes favordvei i ctadas. ‘0 desenvolvimento do “mnicelio” serf tanto mais vgoroso, quanto mas favoréveis orem as condigdes do meio, sendo suas exigéncias fundamentais: material nutritive = ‘umidade = temperatura seago (oxigénio) 4) Material Nutritivo ~ Néo posendo, como as plantas superiores,retirar da atmosfera 0 ‘carbono necessrio-20 seu metabolism, of fungos necessttam aurir do material que (05 hospeds, of elementos carbonados indispensives & sua sobrevivéncia. Na madeira fencontrazt#e, com relativs abundincia, materials aniliceosesacarideos ena sua falta, ‘0s fungos segregim enzimas e fermentos que dsintegram a ligiinaeceiulose, que $60 saneformadas em produtor assimilivels, F neses operacso de “desmontagémn” que consiste 0 ataque do fungo a madeire Explicase assim 2 pouca dusabilidade do alburno, camada que armazena a reserva ruttitiva das plantas, 4 0 come contém resinas tanino que repelem o fungo, dat sua durabilidade, 1) Umidade — A umidade ¢ um dos requisites esencias para a germinagfo dos espors. Praticamente nenhum fungo apodrecedar pode se dasenvalver, quando o t2or de umi- dade for inferior a 20%, Neste teor de wmidade, as paredes da clula anda nfo estab com pletamente sauradas © qualquer molécula de dgua que entre em contato com a madeira 6 retida, n£0 ficanda dgua dspontvel para 0 desenvolvimento do Fungo. 6) Temperatura — Para a maoria dos fungos quase ao hd erescimento abaixo de 2°C, sendo que a temperatura 6tima esté entre 25° e 30°C, Nas baixas temperatures, apesat {de nfo haver creteimento do fungo, ee continua vivo; 0 quand lat exprsiyg0 pro Tongada a temperaturs extremamente balxas haverf a morte desses miroorganismos.. Por outo lado, a quase totalidade dos fungos presenta prandesensbiidade tempe- ratura acima da “tima”, ap6s determinado perfodo de exposigfo. A capacidade de ‘esisténcia a0 ealor, entzetanto, varia conforma espécie de fungo, Em geralo fungo ‘no resist a tempersturaacima de 55°C, com tempo de exposigdo prolongado. 4) Acragio — 0 fungo necessita de oxigénlo, ou sea de certa quantidade de ar atmosfé- ico para a8 reagdes de oxidagdo de seu metabolismo. Em geal, podese afirmar que devese tet 20% do volume da madeira ocupado por ar,a fim de que 0 fungo se desen. volve normalmente. T1POS DE DORMENTES ~ 27 Do mesmo modo como se pode constatar “a pros” a reisténeia mecinica da ma- eica, poderaed determinar proviamente a sua resisténcia 20 epodrecimento, colocendo amostas da espéce a estudar, om letos spropriados de apodrecimento, ‘Alguns agentes cousedoree da detraipHo das madeiras sfo 0 cupim, 2 formiga ‘outros tipos de insetosj6 que o: mesmo alimentamse do material retirado da made 4210 Instamento Quurmco dos Dormentes ~ Frevervusinus Tasivs Pera evita ¢proifragdo dos fungose insets, principalmente os primeios,teremos ‘que agi sobre 0 aimento dor mesmos, jé que no poderemos eliminar 0s outros fatores Gus a favorecem. Assim, o tratamento dos dormentes consiste em tomar t6xico 208 fungos o alimento dos mesmo. ‘Os antistpticn usiizados pom sr dvididos em: = preservatives oleosos = preservativoshidrossoldves <) Freservativos Olzosos — Os principais so: — Creosoto —E um 6leo obsido da destilago do aeatrfo da hulha, Como sabemot a destilagfo da hulha nos 4&: gases, éguas amoniscais, alestrdo ¢ res(duos solids. Por sua vez, 8 destlaglo do aleatréo fornece 6leos leves, médios © pe- sados. Entre estes tiltimos encontrase © ereosoro. Como as usnas siderangicas, em ‘eral, utlizam “coque” (carvdo de pedra) em seus fornos, obtém como subproduio ‘0 creosato, que 6 enti vendido a pregos convenientes, para vérias finalidades ¢ entre ‘estas, para o tatamento quimico dos dormentes, (0 creototo ¢ um éleo de cor escura © odor caracterfstico. Os compostos integrantes 40 ereosoto variam conforme 2 origem do alcatrao e conforms o método de destlapfo, 0s hidrocarbonetos formam 90% do volume do creosoto. Menos de 5% correspondem 208 dcidos de alcattdo (naftol fenl, cresol xilenol) ¢ 3 a 5% sfo representados pels ‘bases do aeatrto. Existem especificepSes para o creosoto, sendo uma das principals a da AWPA (American Wood Preservation Association) que prescrevem: — 0 creosoto devers ser um destilado derivado inteiramente do alcatrio produzio pela 3 kel, Oensio deri. cia fo lve a resultados conosivos €reaiado mas tulad dosumento. ) Ensaio de Dureza Brinll Utdizese uma exfera de 10mm de diimeto € um esforgo de 3.000 kg, durante sfguns segundos Osadice de durera Brill send de: pa =f 200 endo Ses impimia na sper do tether sa 22 wt VFB) (ver Fig. 29), eves ter DB> 210 kg/mm? [paros trio comune de ap0- carbone, Py 50 ~EsTRADAS DE FERRO Da dures Brn pode dedi o valor proximate d cit pt, pel expressio: R=0,35 DB gina? ‘A duteza do tho 6 uma propriedade importante, pare que o mesmo possa supor- tar 0 desgaste provocado pelo atrito das rodas dos veculos,principalmente nas curva, ‘Veremos, mais adiante, os recursos uilizados para se umentat a duteza dos tailhos. D) Ensaio Microgrfico ‘Consist em atacar a supefice Interna de um eorpo-decova, com lodo em suo leodica ou, maiscomumente,com umasolugfode dco pfericeem icon, sabmetendo depois a $0580 ao exame do'microsedpio, 0 estudo da microgafa do ago permite caracteriar as Inclusbes (mati estanhs), zonas de diferente concenng de at- bono, estrtura de gros demasiado grosos, sus superficie Esse ensaio¢faulatlvoe tem cater dccumento, 4) Enso Macrogriico Destinase a mostrar macroesrutura do ag, to é, su homogeradade quince E feo stacandoae a mpesficie do ago por tn resto, ca wlotate de coonso Aepente dos elementos do mesmo, O exam da corso 6 feito simples vst ou com uma lupa, sem necessidade portanto de micoscepo ‘Sto empregatos 0 resttvo de Heyn (cloreto auplo de cobre ¢ amomo em agua esidata)¢ 0 reatvo de Bauman (brometo de prata). Eases reagera diferentemente com or diversox componentes do ago, revelando defeitossm si distribu, como segregates, incluses et (ver Fig. 25), Figs CCLASSIFICAGAO DOS TRILHOS ~51 2) Composigio Quimica ‘De acordo com as nornas ds ASTM, sf feitas anlises om limalhas retiradas das aortas provenientes dt panel, represtotativas de um dos tés primers ¢ um dos {ads dltinos lingotes cheios de cada corside, para determinagio das porcentagens de carbono e manganés. As percentagens de ésforo, enxofie e sieio so determinades ‘em apare uniformemente misturade, provenientes das amostres. A média dos valores tencanteados deve obedece aot limite estabelecids paras compasigso quimica. 0) Enauo de Enthe e Fratura (Os thor fabrieados pela CSN, na usina de Volta Redonda, £0 submetidos 20 cnssio acima refeido, pra controle das condies interns do =f, ‘Um corpo de prova tepresentativo da extremidade de topo do trilho de topo de ‘cada Tingle, que tonha passado no enstio de choque,¢ entalhado e fraturado, Se 2 fratura de qualquer corpo de prova exibirtriness, esfoliagdes, cavdades, matéia e- ttanha interposta, de uma esteutara brilkante ou de granulagio fina, otro de topo represetado pelo corpo de prova,¢classficado como trilho X. Mediante acordo prévio entre o compradar ¢ 2 vsina e com o objetivo de eliminar 1 dassifcagio trlho X, extipala.se © ensaio progresivo de entalhe e fratura, Neste fnsaio, um corpo-de-prova representativo da extremidade superior do tailho de topo {cada lingote e que tenha passido no enssio de choque,é entalhado e fraturado, Gam we verificat as condig6es internss do ago. Se se obtiver urna fratura livre de defe- for intemos, em umm ponto que permita 0 aproveitamento do trilho num comprimento cette, este tho @ os demats do ingoce S20 actos. Caso eutriiv, tubo € jee tado ¢ un novo corpo-de-prova 6 cortado de sia extremidade de bate para representar fo segundo telho do lingote, Este © os trilhossubseqientes do lingote podero ser sub- tmetigos a este ensaio progressvo, até que se atinjs rm atures. 5.6 CLASSIFICAGAQ DOS TRILHOS ‘A AST (American Society for Testing Matera) estabelece o seguint eitéio na lasificagio dos thos: 2) Trion? 1 ~ tilhoisento de qualquer defit, 5) Trtho X — tlhe que, no ensaio de entahe e fatura, apresentou trinca, esfoliasf0, cavidades, materia estranha interposta cu uma estrutura brfhante ov de granulagfo fina £6) Tetho a 2 — tho que nfo contém imperfegSes de superficie em tal dinero ou de tal cater que, no jlgamento 40 inspetor, nfo se tornem mprOprias 20 uso. ‘Tihs dos tipos AAR (American Association Railvey) ou AREA, que chegam 3s prensa retifieadoras com dobras agudss ov com empeno maior que 0 indicado por {uma fecha centr superior a 150mm nos talhos de comprimento padrfo de 12m ‘ou uma fecha cental superior a 100 am nos tellhos de comprimento padrf0.de 10m. ‘Thos ASCE (American Society Civil Engineering) que chegtm as prensa rei adores com dobras apudas ou com tm empeno maior que oindicado por uma flecha ‘ental superior a 160 mm os thos de comprimento paéigo de 12.m ou uma fe- ‘cha central superior a 127 mm, nos thos de comprimento pao de 10m, 2 ~ ESTRADAS OE FERRO 5.7 MARCAS DE CLASSIFICACAO ‘A fim de permitir uma identificagto dos tris quanto A sua qualidade e compara- ‘9f0 das posses avarias que venham a ter com as quslidades roveladas nos ensals, cada tipo de trio contsm marcas caracteristcas, que podem ser de dos tipos: 4) Na alma dos thos sat marcas vém da laminapdo e sfo reproduzias pelo giro dos eindrs da lami. nagao. As ineapoes so as sepuintes: De um lado da alma, fo estampados a marca da usina, pas, 2 indicegzo de que ‘9 refriamento foi controlade (RC), 0 tipo de forme de azo referente 2 abricagto (= Thomas, B = Bessemer; M = Martin; E = Elétco; SM = Siemens Martin), tipo do tho (quanto a peso) ¢ 0 ano e més da fabricapZo, Exemplo: ‘GSN ~ Brasil ~ RC — SM —TR-45 — 1975 — mt (abr) Do oato lado da alma do triho ¢ identificado o nimero da corid, a letra indica. tiva a posigdo do triho no lingote e ntimero do lingote par ordem do Uingotamento Exemple: 380195 ~ C ~ 15 (C — Significa terceiro tro do lingote), Poder ter alnds uma fecha diigida para a extremidade do tho correspondente & cabees do lingote. (*) D) De wo%do com a dassifvay 0 do ills, x ASTM eabelee ws mgulnte nares Ue classifies Trilho 09 1 — com comprimento padto encomendado pertencente = uma cords ‘jo teor de carbono se encontra nos cinco pontos superores da percentagem de carhono da faxaespeciticada, term ambas a ponts pintadas em azul ~ Trifio n? 1 — em comprimentos menores que 0 padrfo encomendado (wilhos ccurtos), tem ambas as extremidades pintadas de verde, = Tutho a? 1 ~ no comprimento pair¥o encomendado o pertencente a uma corida cexjo teor de carbono se encontra na parte baixa da faixa expocificada, nfo leva ‘qualquer identificaedo por cor. Tritho n@ 2 ~ tem auas extremidades pintadas de branco ¢ leva 0 algaismo “2” estampado em ambas a foes extremss, — Trio X — Tem as suas extremidadespintadas de marrom e leva a letra Xestam= [pada em ambas as faces extremes. ~ Telho “A (19 tio de cada lingots) — Tem ambss extremidades pintadas de amare CConforme o tipo de triho acima descriminado, deve-se observat © sequinte eui- ado, 20 empregsio na tnha: ~ Trilho sem cor — pode ser empreyado em qualquer linha, mas de preferéncia em rangente, ‘Trtho topo azul — deve ser emprepndo de peferéncia em curv DEFEITOS 008 TRULNOS ~53 = Tuo topo verde (cutto) ~ pode ser empregado em qualquer linha, ~ Trlho topo anareio (19 tho do Lingote) ~ nfo deve ser empregado onde a ins ego for dite. = Taihe topo branco ~ 36 deve ser empregsdo em linhas pare tren de baixa veloc ade ou em desvios, = Telho topo marrom — s6 deve ser empregado em ramaissecundarios ou desvios. 58 DEFEITOS DOS TRILHOS: 0s defeitor dos those, is vezes, em conieqiéncs, sua fratra, constituem sssunto de grande importincia na operasao fertovira, par afetarem nzo so sua economia como sus seguranga. ‘Sua economia, porque o desgaste ou avarlas prematuras matcam posidamente & cexplorapdo feroviria, Sua seguranga porque uma frature de wilo pode acaretar aiden. tes de graves proporgSes, sobretudo em trens de pasar. Dat o Interesse emi “= conhecer bem esses defeitos, afm de evtidos, ou Bs suas conseqncias, Estes podem ser de dois pas: Defeitos de fabrcacfo © efeitos originados em service, 58.1 Defeitos de Fabrcagzo 4) Verio (bol de contraps0) — Quando o ago comesa a se esta, sua sliiicaa st far primeiramente no contato com as pszedes © a parte superior, expostss aa sr. A parte Lquida fica, asim, com um entoltéio nipide, Continuando a soidifiass0, nota-se na parte superior, do lingote, por efeito de conttagio da massa, um vizio. [Numa fase mais adiantada deta, eso vaio toma a forms ebaica ou prams com 6 ‘erties para Baixo, Enfic, depots do lingote inairamentesoidfcsdo, flea um pe- ‘qveno vazio ne sia parte superior, O tamanho deste vaio vaia de scordo com 0 volume do ingot. E um defeito grave, porque durante alaminaso as paredes do vario nfo se sldam, ‘eando uma tence ou fenda,diminuindo a esstacla da pe Pera evitar este defito, pode-se cortar a parte superior do lingote, mas tal price ‘tem 0 inconveniente de diminuir muito 0 seu tamarho, Ua solugdo melhor sré ‘apter no port superior do lingate, © que oe chame um “matelote”, ito 4, ume faploie de expansdo 08 aitarento, feito com aia ou agi refratéia, md condutore 4 calor, Desse modo, o vazio vem se formar nesse “masslote", nfo sacrifleando assim o lingate, Exe suplemento, o “masselote”, € cortado, evtando @ defeto no Tingote, ') SegregngSies — Consste nt localizapio de impurezes, principslmente no centro do Tingote, destruidoras de sua homogencidade e formadas em geral por compestos de ferro e manganée; scat, 6xidos e sulfates defer e mange "As imporecas fo sendo impelidas para 0 centro do ingote i medida que a soli ‘ago progrde, A segregacfo desr6l 3 homogeneidade qusinica do lngote e cur 58 ESTRADASOE FERRO ase, de prefecéncia, prSximo a0 “vazio”. Nas segregagdes predominam os compostos de fsforo © enxofte, que ao duror ¢ quebradigos, pejudicando, pols, as qualidades ‘mecinicas do lingote, podendo ser causa de fisturas cu fendas, sobretudo no trata ‘mento mecizico da pega, 'No triho « segrepagdo se localize na repifo pantliada, conforme mostra a Fg. 26 A identiicagio das sgregagtes pode ser feita mesmo a “olho nu” ou através de snscrogratias {6 Inclusbes — Inclusdes nfo metilieas aparecem no 270, provindas de diversas fonts. ‘Os produtos da desonidacdo sfo « principal fonte das inclusSes no aco e estas, ris numerosts 880 a8 de SIO, ¢ Al,0,. Ambassfo insoliveis no ao, altamente infu sivels e formam partfeulas muito pequenas, que com difeuldade sobei pela massa de ko Liquide. Flas se Formam im fente tarde ne prncesne de fabriagaa de aga nie Sem, portanto, de pouco tempo pars verem eliminadss Jo metal. Tnelusbes 280 metalicas entram também no a¢0, proveniemtes da excoria do Forno, do revestimento da sleia edo revestinento'da panels, (© ponto onde as inclustes se segregam ¢ mustas vezes o ponto de partida pars uma fends interna da pega, particularmente perigota por ser de difell descobert, ‘Sfo sempre uma fonte potencial de enfraquecimento do azo porque, somente pela sua presenga, quebram a homogeneidade do metal. Existem também as inelusSer gusowas, dovidas 40s gases que flcam na masa do lingote e formam, ao passar pelos laminadores, bolhasslongadas que podem dar Iogat DEFEITOS DOS TRILMOS —55 |A presenga das incusSes pode ser em grande parte eliminada por uma desoxidaglo « pritca de lingoteamento convenientes, Pode se fazer uma “corrida” limpa e mantéa, limpa, desoxidando-a no forno ou Fazendo no forno a maior desoxidsedo possivel. <) Fissuras transversis — So pequenss cavidades formadas no final dt laminagio, que ‘podem dar onipem, posteriormente, quando o talho esiver sob carga, a uma fratura ‘A AREA define uma fssura transeersal como “uma fissure progresiva com inicio sum centro cnstalino o8 nicleo, localizado na parte interna do boleto, do qual se pro- pga para o exterior com uma superticie erredondada ou oval, brilhante ou escura, Ise, sibstancialmente em anguloreto 0 comprimento do trilho”. Segundo os técnicos franceses exta se origina do que cles chamam mancha oval ‘Quando a fisuraexté ao agvel do bole, dando uma escamagio ou mesmo ruptura ‘em forma de concha, os americanos chamaména de shelling (© perigo originado pela presenga das fasures transverse levou a AREA a invests. g6es prolongadss ¢ 0s reultados indicacam que a presenca de mindsculssfendas cap lites nos tenor laminador ¢ as posedas cargas rodantes a que tas dreas dos txilhos cestfo sujlta, durante 0 s0rvigo, 0 of dois principals fatores no desenvotvimento ¢ propssaeio das fssuras traneversas internat. A hipétese mals generalizada para expli+ (era origem desse defeito € que estas fissaras provém de tensdes intemss de tragd0 fque se desenvolvem durante o reefriemento doe trifhes, quando 0 nécleo central esté evades a nated ns interne om setae sisticn, ferecend® Trace rsitincia A tragso, “Tendo em vista 0 grande perigo que esss defeitos oferecem a0 trafego dos tens, foram pesquisados procesos para detectar dofeits internos nos trlhor, apos a sua fabricapdo, Depois de vérios anos d= pesqusasintensivas,patrocinades pela AREA, © Dr. Elmer A. Sperry desenvolvew um aparelho que permite a localizagfo da fissure swansversal. © detector Sperry consiste em se pasar ums coments elétiea de aproximadamente 3000, em baixa volugem, através do txlho, gerando um campo magnético no Doieto do trtha, No ponte onde exist um defeitointemo, oeixo do campo é desvia- do ¢ as linha de fluxo se destorcem no ponto de encontro do defeito, Uma bobina ‘tne trafega a0 Tongo do boieto amplifca a distoreto, regstrando-s aum gréfico do parciho regstrador, ao mesmo tempo em que uma pistola com tta marca na elma {do trilho a posto exata do defeto, aie sparatha detector Sperry localiza, além das fssoras trarsversais, os outros efeitos internos i etados, que porvonturaexistirem no tho. Existem stuelmente outror aparelios detectores de defeito, que utlizam 0 som, como 0 sontal fabrcado pela MATISA (Sui). Neste apareiho, conforme explica Sea fabricante, um projetor de quartzo exvia através do trlho, patindo da superficie de rolemento, um feixe sonoro voricl, perfeltamente divghdo, de freqhéacia moéu- lada, Apts a reflexio, a face infetioe do patim, ax vibragGes ultrasonoras voltam 20 cristal emisor, Ente Sal 6 transmitido 2 um altovlante, sendo a corrente de sada Aplicada simaltanearente« um miliamperfmetro, Teme, assim, também um controle “isval, além do contiole sitive, Tode fala existonte na mass do trilho om exame modifica a istebuigo das frequéncias de ressonanca,¢ por conseguinte, a tonaidade 46 ESTRADAS DE FERKO 6 8 intensidade do som perceptivel, porque a altra dese som é devido a distincla entre 0 quarzo © & primeira superficie de rflexSo encontcada peo fixe ultra-sonoco om sua tata, 2) Deleitor de laminaco ~ Esses defitor s50 perceptives & simples vista, no fim da laminagdo ¢ nfo tm influéncia na seguranga. Consisten fequentemente em ondula: es seberbas, pregarcte. ‘582 AvariasOriginadas em Servigo 4) Deformagso das pontas Devido sos choques ¢ Mexses nas juntas, em virtude do desnivelamento dos dor rentes desut dltimas, costuma ozorter & deformaséo permanente das pontas Gos trhos, que cam mais babes. Se a manutenglo da via nfo mantiver bem niveladas o dormentes dss juntas, além do defeio epontado, pode ovorrer a fadiga do metal e fraturas junto aos furos onde so colocados ox parafusos, 1) Autotémpers superficial E um fendmeno provocado peta patinayfo das rodas das locomotivase, 88 vezes, pelo efeto de facet ensepiea provocada pela fenagem; «cama superficial Jo metal Se aquecee depois esfriase rapidamente em conto can 0 ar, produzindo uma tém- peta superficial, que produe pequense fissures supertciis, dando um aspecto de “pele 4e cobra”. Esastrincas, eventualmente, podem se propagat para o interior 4 th, £9 Fecoemento do metal na superficie da boleto uma deformagio permanente, produzida por um trabalho mecinieo afro, devido 40 martelamento das carpas. Esse escoamento acarteta um aumento aparente na di ‘mensdo do boleto do trithoe rebarba muma das extremidades, ) Desgaste da alma e do patin por apZo quiinca Determinadss mercadorias transportadas pela estrade de fro podem provorar, por ataque cufmico, o desgaste do ago (enxotie, sl, sire, caro com alta percen. {agem de ensofre etc). [Nas proximidades do mar, # chamada “maresa”, costuma atacar ot trilhee, Nos ‘nes tds, também se observa osteque dos thos por oxida, 6) Desgaste dos tihos por atito Este despssto se dé principalmento nas cuvas, scentuandose nas de pequeno rai, devido 20 strito dos frisos das rode. Nas estradas de ferro com transports pesados (sineiosprincipalmente), tem sido a principal causa de desgaste de trthos, obrigando 2 freqlentes substituigdes dos ilhos. ‘Como veremos a seguir, vérastentativas tlm sido fetes no sentido de aumentst & resisténca do tho 20 desgate por atsito. {fp Dexgete ondulatsrio 0 teiho adquire ondulapdes de fiagdes de milimewo, atingindo até algns mile TRILMOS ESPECIAIS —57 [A causa desse desgaate € pouco conhecida, mias parece ser origina pelasvbrapSes produzias nos trilhos, durante & passagem das rodas dos veiculos,fazendo varir © sau de adettnelse pressfo nos pantos de contato Isto acarteta uma variagZ0 na velo ‘dade angular da rods e em conseqincia, uma stie de desizamentos elementares, ‘que produzem no trlho o desgaste ondulatério, Exe tivo de deseaste. nfo earrets pogo 20 tréfego, mas toma o trlho excessta- mente ridoso, na pastazem dos trens, duninuindo o confor dos pasagezos 1) Festus dos thos ‘As fraturas dor tailhos so origina ndrmalmente por defeitos interns, 4 men- cionados, principalmente as fissures, mas podem orginarse também em virtude do cnvethecimento do tro por “fadiga” do meta. 1H vimos 0s meios de que se dspte atualmente para detectar os dfelts Internos, 59) TRILHOS ESPECIAIS [As cargis por eixo cada vex mais pesades (locomotivas de 180 te vagbes de 1201), cos tens em tragSo miltipl, com compasigo de alta tonelagem, passram 2 exigir thos de maior resistncia a0 desgaste, a Fm de evita as constatessubsttuigbes desse elemento da superesteutua das ferrovss, princpalments nas curva de pequenos ralos com 0 con- seaente encarvcimento da opera farovidi, Podese langar mio de dois meios para aumentar a vida Util dos thos, no que se referesobcetuda 40 desgaste: 2) Fazendo 0 tratamento térmico ds thos ») Utilzando.se 350s especiis arose). ‘Veja, resumidamente,exda um deses meios, 5.9.1 Tratamento Térmico dos Acos Se, por um lado, 2 quantidade do carbone influi sobre 2 estrturacristaling do ago, por euro lado a temperatura x ve ¢levado 0 mesmo e avelocidade de resfeamento subveqJente determinam s estrutua cristina eas caracteristicas fina do mesmo, [Nos agos normalmente resfriados, a ferrita (Feo live) © perita, constituem os componentes norms; « pelta 6 um agregado de léminas altenadas de feria ¢ cemen- ta oO). ‘Consideremos um ago com menos de 0.9% de earbono, por exemplo, um ago pare tui, Néo se produz nenkuma modiicagfo em sua estrutura até 720? (temperature critia infer), A partir dessa temperatura, a pelita (Cesta, mals eemenita) comega a te transformar em “solugio sola” e, a partir da temperatura critic superior (800°) ‘ado testa mais que uma solugi0 slide chamada austenite, que € FesC, disolvido no ferta 7 (Forma aotrépica do ferra na qual os Stomos do cubo units do ferro sfe loca: lizados em cada vértice eno centro de cada face do cube). [A partic de 800°C wm resfeimento muito Tento (estrutura de recozimento) penmi- tird a separagfo normal da feria ¢ da pedita, em proporgtes varives segundo 0 con teddo de earbono do ago, Esta cristlieagGo dard Um "apo dace” © os thos de apo “50 ESTRADAS DE FERRO carbon com este evtrutura nfo possuem mais que uma dureza natural, corespondente ‘tsa proporgto de carbono, Mas, 360 resfriamento ¢ acclerado, mergulhando-s 0 ago bruscamente num lquigo filo (témpera), 0 estado de solugHo sélida se mantém, nio se obtendo no entanto a aste- nite, mes sim 2 mortensita, que embore muito duca € frig, Um resfiamento menos Ihruscn deed mn xtrtita denominads moostite, menos dura e pouco fel ‘No estégio sequinte, fwendo.se um “recozimento” apés a “témpera”, obtémse uma estrutura chamada sorbitice, que 4 grande durezae grande tenacidede. ‘Como sebemos, esse tratamento (cecorimento apés 2 tempera) é 0 que se chama revenido, Ese ulm tatamento vis a obter um ago eapaz de tesistir cco no caso dos trhos, a0 desgarte por arto ¢ aos choques excepcionas. (© totamento térmico dos tallhos tend a dar & supertice de rolamento dos trithos ‘ume esrutura sordticg, através de uma “tempera, eguida de um “recocimento”, sto é, Uullizando o calor reside! exittente no conjunta do perfil do trilho para ateuar oeito a témpera, deixando-oresfrar normaimente, obtendo-se oefito de revenido ara tanto, sobre a mesa do laminador, um ventilador insufla ar comprimido mistu- ado com dgua pulveriada, Num curto intervalo de tempo, a cabeya do iio st resftia ‘ruscaments ¢ depos 0 calor residual reaqueces mesma, deixando se, em seguia,resiriar lentamente, 1s tclhos asim tratados adquirem, em sua cabeya, um aumento de resisténcta & ‘ragio, éa ordem de 15 kg/mm” e um aumento de 40 = 60 pontos no mémero da duteza Brinel, podendo, ent, ter sua vide Wil bastante aumentads, 59.2 Tihos de Agos4ign 0s aposcarbono industtais comuns no so apenas liga de ferro caxbono, mas contém outros elementos que exercem iniuéncia sobre as propriedades do ago acabado. Se esses elementos entram em quantidades maiores, de modo a melhorarconsiersvel- mente as propriedades fisicas do ago, ese passa a chamarse orodiga, No caso especial dos thos, of apoeliga devem conter elementos que permitam aumentara sua resisténci, sobrotudo 20 desgast, [No estégio acul de desenvolvimento da sderugla do ago, sabe se que os prncipas elementos que concortem para aumentar a resistencia do ago, sobretudo a0 desgaste, sio ‘0 manganés ¢ © cromo, O silo também tem sido ompregado, por contribuir pata 0 saumanto ds sretGnciadrupeure ‘A tecnologia dor agoeiga continua em evelugfo, esto sendo experimentads nas cstradss de fero visioetipor de agosliga, na tentative de se conseguir um tilho de maior vide dil e que suporte as alts cargesatuclmente er uso, bem como grande intensidade Ge trsfgo. 'No Bras, + Companhia Siderdepca Nacional fabricatriho de ayo cromosmanganés, ‘que ext sendo experimentado nas nossasferrovas epossui a seguinte composi: Carbone — 065 2 0.86% Manganés — 0800 130% Crome — 0703120% Fesfora ~ 01035 (maxima) A SECHO TRANSVERSAL DOS TRILNOS 68 (sensei neses thos revelaram os eguintes indices — Limite de resistnciatragfo ~ 100 kg/mn* Limite de escoamento ~ 58 kg/mm (mimo) ‘Alongamento percentual em 50 mm ~ 8% = Dates Briel (na superficie de rolamento) ~ 300 a 348 (média de 315 e no m‘nimo 80) Este tipo de trtho foi colocado em servigo em fins de 1972 0 seu comportarento até 0 momento ¢ plenamente satisfato Plas carateristicasfsices reveladas nos ensios, veriica se que a dureza do tritho ‘ficou considerevelmente aumentada em relspZ0 26 trios de ago 60" hd mais facilidade da roda subir nas juntas, se houverdiscordncia no alinha- mento des pontas dos trilhose se B-<.60°,feclitase 4 sublda nos tethos,provocando o escxesamento Fig 27 0 —esrRanas 06 FERRO 5.101. Retagdes entre as Dimensées da Sesd0 Transversal Conforms jé foi explicado péginss atti, procurou-se dat a0 tilho a forma de du- plo “T", por ser'e mais convenient, em vists do trabalho que © mesmo desempenhs na Entretanto, pare tornélo mais apto a resistir a esse trabalho de modo econdmico, devese estudar a sua segao de modo a se ter a melhor éistbuigio da massa entre suas tds partes: eabega (boleto), alma e pati, 0 boleto do trtho esta sueito a desgaste lateral e verticalmente; sua largura ce sua altura e sf0 estabelecidas para atender do melhor modo a0 trabalho « que esté sujeita ‘aquela parte do trio, O desgaste lateral, como sabemos, € mais acentuado mis curves, ‘A altura e do boleto (Fig, 28) dove ser superior a0 exigido pelas condipses de soguranga, 2 fim de atender a0 despaste, que pode atingr até 12 mm em vies principals e 15 mm em vias secundérias. A largura do Doleto deve guardar com sua altura uma Felagdo tal que @ desgase lateral nfo obrigue a substtuigfo do ttko antes que 9 mesmo teahe atingtdo limite de despaste vertigal. A relapho cle € de aproximadamente 1,6 21,8 ‘A altura ft deve ser estudada, de modo a que o telho possa suport elesticamente 5 cargas, mesmo depois de desaparecer a parte do boleto que se desgastou, A quantidade Ge metal do peril deve ser tal, que o desgaste do boleto sejaatingido ao inesmo tempo ‘que o despaste por oxidaeso das outtas partes, alma e pati, ‘A relagao entre a alvura do who fe a lergura do patim {tembém € importante, porque 0 trtho esté sujeito a um esforgo vertical Pe a um esforgo lateral F, (Fig. 29) © este ultimo provocs um momento de reviramento éo trilho-F, h, que & combatido, slém do momento resistente devido a fixagZo do tilho, pelo momento P 1/2 (toman dose 0s momentos em relaedo a extremidade do patim). A rélagfo ideal b/l., ext entre Te 1,1, Todos os perfis do ASCE tém hil = 1 “| — vescaste A SEGAO TRANSVERSAL 00S TRILHOS ~ 61 e | Ft Para maios faclidade de aminagio © evita defeitos devidos a desigual resfiiamento das diversas partes dos tailhos, esforgase por realizar uma distribulgde de metal, cio uni- forme quanto possvel, entre suas diversas pares, Em ger, cémae: eabega — 408 42% alma — 22a 18% patim — 384 40%, 5.10.2 Momento de Inéria ¢ Coeficiente de Utidade © momonto de indesia da vogEo transversal dos erhoe ¢ fornectdo, geralmente, pelos catélogos dos fabricantes. Pode-e determing, caso nfo se tena esse dado, divi- dindo-e a segdo transversal em figuras geoméricas de M. I. conbecidas,e aplicendo-se a ‘conhecida expresso: I=lo+s-2 Aproximadamente, © M. I, € 6 médulo de reslsténcla flexso podem ser determi nados peas expresses: J -=0,13-8-18,sendo'S a secfo tariversal do telho eh sua altura e W-=0254027 -h, sendo W o modulo resistente &flexso. DURABILIDADE DOS TRILMOS ~ LIMITES DE USO —~ 69 62 ESTRADAS DE FERRO Chama-se coefciente de utiidade a elagfo: i salflelal lal — |e al ele|= w : [ a/88)s/si2] $/3) = 13 Sl eig/as|" c= santo W 0 méduo essen & lento ¢ p 0 peso do tito em quogrames E BS/5/815| 2 |x) 5 be) 8/8 |3 por metro near ‘0 conficente de ulidads c, serve para se compara dls pets dterentes de thos agl8lsis| el] lst slalelctsls naturaimente,o que ter mals valor parse serd 0 mal econtmico, pls ter menor pebo I a(85/(3/8] 3]8| aif} 2l2|e\a\$ pata o mesmo valor de W.e logo, menor custo, | 38/8)5 eel | 5.1 TIPOS DE TRILHHOS FABRICADOS NO BRASIL I alaalzis{g) fh alt slglsles's Damos a seguir um quadro, contenéo as caracteristicas dos trilhos fabricados n0 E SS 15/8 ]8| * 2] 8 Brat, pela Usina de Volta Redon, da Companhia icertpies Nacional (CSW), padeo- t +4 nizados pela ABNT (PB-12): I ziglelel ale! _Isl lalelebia 2(33/s]2\2) 2)2| s|8) 2] 5] 2128)" ‘$12 DURABILIDADE DOS TRILHOS — LIMITES DE USO | BS = Sn ee eee | OTH ; limite de uso dos trihos, isto ¢, saberse até que limite pode set permitido o desgeste dos \ slggizisiel 18) al gin] & tuilhos, sem sfetar a sepicanea da circulasfo, E um sssunto de grande importéncia, pois . BRISA) S|] als a) se vem afetar muito de perto« economia dx exploragia ferrovidi, tendo em vista oto do mate, comade oo caste do ose sbatulgior 7 gilel lel led ls a ‘Vsias indicates ts adds, ara se fcar exe Limit, dlalsglZel2] 12) .( -lSlslsel2 Algumas estradss de ferro admitem 0 limite de 12 mm do, desgaste vertical do bo- A/T (Sea S/S) F ais] S)S]s) 818) teto pars lahat prncipat © 15 1 20 mm paa nas secundaria, Para 0 despat lateral IL o boleto, admitem que o angulo de desgaste (@, na Fig. 30) possa atingir de 32 a 34°. zl le Bs el ls! a (© ngulo 6 ¢ medio a partir da extremidace A do boleto, A'perda de peso admitida & 2{g3/Sis8] o/@! alg slzsjaelF de 10% para trilhos até 45 kg/m e 15 a 20% para trilhos mais pesados. ARTS S Pal = aL els] *| ‘De um modo feral, ¢acelta como limite de deagate ums perda de 25% ds rea do stile 0. 2 zlls3 toe Je sleals|szgea|_ & eI a gea|| a| 2 é 2 | i 5 i 3] g\s/e ge $la-/2 2) Hels| 2 2]2el¢ 5g) ale al: g i 4 44 alae 2) gle g g)34) El a2 £ 2|2"|2) Fe x0 Por outa lado, pode-se relacionatesatsticamente perda de peso dos thos, em fungf0 do némero de toneladas que circlaram sobre os memos, Desse mode, pode ‘prever qual seria vide St do tho. ‘Como exemplo, citaremos duss indicagdes, ‘A primera, devido « Wellington, que sp6: peequises nas fecrovias americanas, coneluiu que, para bons trios (composiefo nomal) o desgaste medio ¢ de O.S libra de eto por “rau” da curva (americano) para cada 10.000.000 (dez milhbes) de toneladas (orton) por jarda de telho. A conclusfo da Wellington pode ser wraduzia pela expresso’ ‘Ap=0,5 G Bijid para cada 10,000,000 de shor-ton Convertendo para unidades métwices e substiulndo © grau pelo rafo da curva em metros, teremes: p=. taj, endo ap per do peso gin Roo dace en mete, Esa perda de posorefere.s & passagem de 9,072,000 toneladae méticas de carta. Colocando, agora, a perda de peso em fang da perda de érea do baleto, eremos: ap= EAs paso do trtho em kya. Trea do perf do trlho em ent sendo § © AS = perda do droa do boleto, Aceitandoe como méximo de desgaste 25% de drea do boleto, eree-4 0 valor rximo para Ap: Pps, = 025 «E+ Sy sendo Sa dea do boleto do who, ‘Assim sendo, a tonslagem que vl fornscsr a vida tl do tho sent, em méais pu 9.972.000 AP pi ‘ap $22 osu mie dcr nevo endo Ap [A determinasfo do desgasie do boleto, 8S, poderé ser ixada, conhecendo-se 0 eseno da spo transversal do trlho e por tds processor diferentes: 4) Utllzandose o spsreiho Unicel Contorograph, uma espécle de pantgrafo que de- senha o contorno da segdo do trio em uso e fabrcado pela Workington Iron end Stet Co, Fg 31), 0) Pelo “apareho de Richtor” (Fig, 32) 1) Pox meio de “moldes” de gess0, que constitu um procesto simples, na falta dos apare- hos antetioes, Fig. 32 (66 — ESTRADAS DE FERRO ‘A segunda indicagfo que daremos, referents & vida util dos tilhos, ¢ a citada pela AREA om 1962: T, = 0,545 WD™*°* em que: 1, = total de toneladas brutas que o tho suportaré(short-ton) W = peso do trilho em Bid (B= censaace snusi em munoes de vonsisdas rus, Considerando que T, € dado ‘em short-ion, para 30 ter 0 valor om tonsladas méticas,dvide-s por 1,1, ist mane rear Desse modo, a vida do tio em anos seré: tr Tr ssa expressfo 6 vida para tangentes ou curvas com raios superiores a 1 800m, segundo dados dos americanos, Para raios inferiores a ese limite, 2 redugdo na “vida wei”, segundo a experiéncia americana, ser dada pels tabelsabsixo: aio rao}. | usar | ars | saz | aay | sao | aor | 250} a7 ‘Conferme citamos anteriormente, © problema do desgaste dos trilhos para ferrovias de tragego pesado (reas de minésios) assume cardter de grande importincia na economia ferrovisria, ‘Vimor que, podese melhorar a resisténcia do trio ao desgaste, utlizando thos 4 agorliga ou fazendo o tratamento térmico do boleto, Tratase, entetanto, de recursos {que eumentam consideravelmente o custo dos tiles. ‘Aconzelhae, ainda, a lubrifiapfo dos trilhos, (parte lateral interna do bole), por rio de lubrificadores de linha, colocados em pontosestraticos, de modo a ubsiicar fem vévias curvas préxlmes, 2 face lateral interna do boleto, Melhor ainda seria adotar a Inbrificagso dos frisos dae rodas da locomotivs, lubriicagfo esea que ¢ trnsmitida 203 tethos, diminuindo 0 éesgaste dos mesmos. ‘A “inseriga0” dot truques dos viculos nas curas tem também grande importincia no que se refere 20 desgasi dos withos, havendo necessidade, portanto, de se ter cvidado na lubrificagdo dos “pratos dos pedes", onde se apa acaixa dos vages ‘Guure ponto a considerar & a questfo da dureza do aro dss rodas. E do consenso geral que 08 aros devem ter dureza um pouco inferior & dos trifhos ‘pois, como sabemes,¢ possivel tornear os aro, refazendo o perfil dos mesmos, sem que Tala substtulego dos triho, por demals onerosa, DILATAGO 0S TRILMOS ~ 67 Outro aspecto relcionado com a vida dos withos ¢ 2 pressfo de contato rods. tritho, que vai depender do tipo do trlho e do dimetro da toda. Examinaremos ese axpecto quando trstermes da escolha do tipo de trilho em fungSo das eargas 8 porta, 5.13 DILATAGAO DOS TRILHOS Os trithos s80 furados nas ponta, nos locals onde se adaptam as tales de juncéo. + Aizmeten qe rm pate, fim de periitiew dilate Sendo ja folga das juntas, tem-se J=allty ~t)+9002em que J ~funte de dilaregao ‘& = 0,0000115, 0 coeficiente de dilatago dos trthos fy = femperatura maxima 2 que estardsujlto o trilho tg = temperature de asentamento do tithe 1 = comprimento éo tro, A parcela 0,002 ¢ introduzida como corregfo, levando.se em conta a dificuldade de se obfervarrigorosamente a “olga” na colocara0 dos trlhos (Fig. 33). “Adiultivse aqui a lore dilsapao dos tallhos, © que 0 OcorTe em casos especial, ceunfonne unstraceinos no estado de acldagem doe tithes, no capriue sgainte, (0 dimetro do orificiod do tro deverd se: bina fem que B 6 0 dldmetzo do parafuso © jx, © Valor da dlatagéo maxima, ito 6,2 flgs ‘aleulada para a variagfo méxima de temperatura (nix —tmnin) 80 ttl, Para se dar a folga cometa, no aseentamento do tho, eré que vr conhecida por tanto a temperatura da mesmo, no momento da colocaséo ¢ a temperatura méxima que polerd iting. Isto ye obtém por meio de termémetros propria, colocados em vm furo Sentro do boleto de um pedago de trlho posto nas proximidades do local, ou utlizando ‘um fermémetra com im, que s@ coloca na superficie do tro e mede rapidamente wa temperatura, Ese termmetto ¢ fabricado pela firma “eletroermite”, Em ger, as me- ‘didas sfo fetus previarente, a cada hora, durante as 24 hores do dis, em varias €pocas ‘Com 0 conhecimento previo das temperaturas méximas, por trecho de ferrovia, pote-se ocpinizar ums tabels, que facta a colocaggo da “foigs nas juntss” quando se ‘ai fazer 0 axentamento do nhs. era s saber a posigfo do primeiro furo do til, s partir da porta, quando se necesita fazer nova furgfo em trlhos que tiveram suas pontas cortadss, procede-t do modo seguint: seado dy 0 dtimeto do fire do eho; bo digmetro do narfue;¢ x dstincs dex Suro ds ties ‘lea Sintncts dor contin dos pamioe) ex dite qu se procita (ent do peel Tuo 3 ‘hemidade do tilho) ew dines enze © cele do Taro do rtho eo cents do paraiso, tea (6 ESTRADAS DE FERKO 4 Masx=$ 1 $a-¥ 1 1 $G-H=F@+b-9) 5.16 ACESSORIOS DOS TRILHOS 5.14.1 Tatas 6e Jungso Como vimos, 0 trilhos so fabricados, geralmente, nas éimensbes de 10,1204 18 ‘metros, Of thos de malor comprimento trarjam dificudades, no a6 na laminapio come nos trangporter dentro dat usina ¢ destas aos pontos de embarque. ara estabelecer & continuldade dos wrthos, sf0 colocados nas pontas dos mesmos duas pops de af0, chamadas tales de juneo, pescionadas de um e outro lado do tho fe apertadss pelos parafusos, contra a parte inferior do boleto e a parte superior do pati. Existem doit ipo prinipals de talas de jungHo: isa ou nervutada, ea em can toneica” Figs. 34635). ACESSORI05 008 TRILHOS ~68 70 ESTRADAS DE FERRO [As talas era cantoneica ou a nervurada tém 0 objetivo de oferecer maior inéreia, ‘eformando-se com mais difculdade. Existem talas com quatro furos€ tlss com seis ros Estes ltimas 0 uma junta ‘mais firme eadaptam se methor & curvature nas cures. ‘Tal como se dé com os trthor, a Forma ess dimensbes das tals podem varar dentro de certos limites ¢ geralmente s30 padronizadas pelas “assocasSes técnicas” ou mesmo polis suns de fei0,¢ de scorde com os tpes de thos ‘No Bras, as tals de jung fabricadas pela Usina de Volts Redonda da Companhia ‘Siderdrpics Nacional obedecem is especficagées americanss da ASCE (Amerisen Society ‘Givil Engincering) © AREA (Smericen Ralway Engineers Association) e sfo designados convencionalmente por TJ 25, TJ 32, TS 37, TJ 45, 11 57 e TI 68, onde os mimerosin- icam 5 tipos de trilhos. [AS ‘alas de jangdo si0 Sabricadas por laminasZo a quente de tarugos de forma retangolar, numa arje de cllindros, até ating a forma de segz0 projetada. Como 10 aso dor trlhos so fixadas as percentagens de carbono ¢ outros componentes do 250 (Ger catlogo da C52), ‘Slo retiredos da barre laminada corpos de prova para os enssios de trago e dobra- mento, Neste Ultimo enstio o compo de prova deve resists a um dobramento a fri, af 1180, sem apresentar triness na parte externa da porgze dobrada, ‘Um ensaio de tragfa e um de dobramento devem ser feito para cada comida, 5.14.2 Porafusos 0s parafusos que apertam as talas de jungZ0 conta a poitss dos trlhos sto simples parafusos comuns, com pores, tendo promo A cabeca uma “goa” oval, que se encaixt fa tla e tem por objetivo evtar que © parafuso gir, a ser apertado pela porca, stm ser necessiio seguro, 'A porca é apertada por uma chave de comprimento suflelent, para que 0 operéio ‘poss trabalhar de ps. O comprimento éa chave¢entretanto limitado, para que o “torque” no “espane” a rosea do paraiso, (O diémetro do parafuro vara, conferme o tipo do tail, ACESSARIOS 00S TRILMOS —71 5.14.3 Arruelas ara impedir que 0 parafuso se afouxe com t trepidagdo ma passagem dos tens, devese colocarenite a tate a porca do parafuso uma arrucla, que dard malor presi pores "a aruela mais ues € a do tipo Grower (Fig. 36). 1s ariel tipo Grower absorv wbracGese, mesmo quando se dé um ligeto aftouxa- mento da pore, mantém o aperto desea, 5.14.4 Placas de Apoio Para aumentar a area de apoio do tthe no dormente, intoduzse entre este € aque, uma chapa de ago, comt 0s furos neosssris i passagem dos elementos de fxapio do tho a0 domente, Esta “placa de apoto" prolonga a vida do dormente, pos além de proporcionar uma melhor distrbvigGo de carge sobre o mesmo, evita 2 tendéncia do patim do tilho ée ‘cortar o dormente, nas arestas externas do pati, Fea ‘Atém disso, a placa tem nervaas (Fig, 37), onde se encosta 0 patim, de tal modo que 0 esforgo transversal Avia € transmitido a toda a pregagZo pela placa de apoio, No ‘caso da austncia da placa, sO progapfo externa suportaria oesforo transversal AA placa de apoto tem geralments incinasio de 1:20 (tg = 0,05) para 0 lado de entro dos thos, sendo esta dispensada entio, na entahegso do dormente, [Esa Inclinaggo fazvenecessria para que o trio fique incinada do mesmo modo {que 0 aro ds rodas, que tem conicidade de 1:20, conforme eiclareceremos no ponto seguinte ‘As dimensbes da placa de apoio variam com 2 fargura do patim do tritho ¢ com 0 peso do material rodante, Existom especiicagdes como as da ASTM (American Society for Testing Materials), que sio obedecidas pela usina de Volta Redonda, da Companhia Siderargica Nacional (ver catdlogo da CSN), As placas de apoio fabricadas pela CSN recebem as designagSes de PA 25, PA 32, A317, PA 45 ePA 57, conforme o tipo de trilno correspandente. 5.14.5. Accsbrios de Fixapso Eases acesoriot sf0 05 elementos necssirio & FkepS0 do tritho 20 dotmnente ou & placa de apoio do tro, Quando tratamos dos dormentes de apo e de concreto,eetudemos alguns tipes de fixapdo. Velamos, agora, os tipos de fess, principalmente para os dormentes de ms. era, Inicisimente, pode-se dividir os tipos de ixagio em rigidase flexes. Estas times se diferenciam das primeiras por terem a propriedade de absorverem chogues vbrag6es, Bor melo de um ou mals elementos lxiteie se compare melhor do que ae fiagSor rigidas ‘Como exemplo de fixapes rgidas temos o prego de Unk (ou grempo de lin) € 0 tirefond, 4) 0 prego de linha ou grampo de linha constitu 0 tipo mais comum de fixagZ0 do twitho, E gerumente de seg retanguar, terminado em cunha e cravado & gopes de Fy 38 ACESSORIOS DOS TRILHOS - 79, rmarreta, em foro previamente prepara, cujo diimetro deve ser ligeiramente menor que © ditmetro do cireulo circunscrito 3 segd0 do prego, a fm de dar a necessiris presfo no dormente. A cabega do prego de linha apresenta uma sallénca, que se poi no patim do teilho e tem ne parte inferior & mesma inclinasfo do patim, No sentido perpendicular d saiéncia cima mencionads, o prego dspbe de duas “orelhas” ‘para permitr 0 seu arrancamento, por meio de “slavanca pé-de-cabra” (Fig. 38). (© prego # o menos efiiente dos tipos de fix=¢20, pals fureionando como “cunhs™ na madeira eria tendéncia de rachar 0 dormente, Algm disso, oferece pouca resis- ‘éncia 20 arrancamento (aproximadamente 2 200 kg) e em deierminadas madeira, ‘com fibres tsas, © prego costuma subir, debxando uma folga entre ele ¢ 0 patim do tlhe, 5) O tirefond (Fig, 39) € uma especie de parafuso de “rosea-soberba", em cuja cabega se Pode adaptar uma chave especial ou o eabegote da méquina “titefonadeira”, por meio a qual se sparafusa 0 riefond na madeira, no furo previamente preparado, A cabeca do trefond tem uma base alargada, em forma de aba de chapéu, que ns face inferior tem a mesma inclinagéo do patim do trio, de modo a adaptarse 20 74 ~ESTRADAS DE FERRO ‘mesmo. O tirefond ¢ um tipo de fxagfo superior ao prego, pois sendo aparafusado, fica mais soliria com a madeira do dorments, saree menos as fibrat desta € oferece uma ressncia 20 arancamento bem superior (aproximadamente 7 000k). © furo do dormente fica hermeticamente fechado pelo trond, impecindo a entiads e dgua, 0 que nem sempre aconteze com 0 prego, Para ‘um melhor aproveitamento do dormente, tual fezerat a “pregacfocrvzada”, ‘om posigdes desencontradas (interna e extetnamente no mesmo trlho) a fim de per. Iii nova pregagio, em posiio simétrica, quando primeia we afrouxar (Fig. 40) PREGO REGO Pie 40 Finagbeselistios — Existem diversstipes de ages listcas cua efiiénea € muito superior As fxapOes raids J citadas, As prncipais fo 4) Fixasf0 tipo K ou GEO ‘um dos melhores tipos de fxajdo, Consite em ums placa de ago fxada 20 dor- ‘mente por meio de srefonse composta de nerves, nas quas se encaixam a etdejas os parafuss, que apertam oma castanha conta o patim do tho. Entre castanha 3 porea dot parafusos sio colocadas uma ou mai aruels, o que toma a fade listen (Fig, 41 € 42). ACESSORIOS DOS TRILHOS ~78 Feat 76 ESTRADAS DE FERRO 1) Grampo eléticn dupio Em uso principalmente na Alemanha ¢ ex lias de wéfego medio, possi dvas hastescravaas no dommente ou enceixadasna placa de epoio, (Figs. 43 « 44). Figs ACESSORIOS DOS TAILMOS —77 ©) Grampo clstico simples (Elastic Rail Spike) um tipo de grampo fabricado cor ago de moa, tendo uma haste que penetra na ‘ade, de s0980 quadrade © a parte superior formando uma mola que fixa 0 pam éo tho, tensionando-o,apés os ukimos gelpes do malo. Peas A parte superior, tenionada, oferece uma presfo de sproximadamente 400 quilos sobre o pati. Essa presso ésufciente pare imped os deslocamentos longitudinale o tho, funcionando, pos, como “tensor” (ig. 45). 1) Fixagfo Pandrol um tipo de fixagfo modema, fabrieada na Ingaterca ¢ que consste em um _rampo fabricado com ayo de mela, temper e revenido. ase grampo se encalca ns furos da placa de apoio, de tipo especial (Fig. 46). 78 ~ESTAADAS DE FERRO Fig 46 . 5.14.6 Retensores de Tritho, Para impedir 0 deslocamento dos tilhos no sentido longitudinal (fonéenene que serd estudado no ponto seguinte),utilizase um acessrio denominado retenor, oe tem or finalidade transferir aos dormentes 0 esforgo longitudinal que tende a delocar Iniho. Para tanto, o retensor, que é preso 20 patim do tulho por presdo, fica encestade 4 face vertical do dormente, transmitindo a exte os esforgoslongitudinas, Extends o ormente engastado no lstro, a sua movirentapdo fia imped A tipo de ratensor mais eficicuts ¢ 9 FAIR, coloeado s0b pressfo no patim do trtho, conforme mosttam as Figs, 47 « 48. O ‘etensor FAIR, apresenta-se sob duas formas semelhantes: © Fair Te o Fa V, mprimento Méximo Os thos so considerados curtor, quando a folgas nas juntas sf suficientes para Permitir a diatasso e contragdo dos mesmos, isto ¢, nos trios curtos os trilhosadjacen- tes nfo exeroem, entre si, presses através dos seus topos enema através des tla Trithos longos sfo aqueles em que a folga nas junta 6 insuficente para pesmitir ¢ Ailatasdo, acaretando, em conseqdéncia, tensSes internat de trapo ou compressg0 nos ‘Triho continuo 6 aquele em que, além da condisgo de trlho longo, tem um com- Drimento tal, que em sua parte central existe uma extensfo fixa que nio'sedilata © em ‘estado de tensfo mixima, Observese que nio filamos em diatapfo Ihre, pois esta quase sempre nfo existe, De um modo geral 2 fixapfo dos trthos © 0 pesto das talas de jungio impedem essa Aistasdo le, principalmente nos casos de sorem usadas ixapSes elistcas.Entretanto, a linha assentada com fixagdo rigida (orepos de linha ou trefonds) eam tlag mal apertacon, ‘bem como linhss mal conservadas, se aproximm da condicio de distugso livre, Atvaimente, a tendéncia 6 de se chamar tho longo sokiado(t.-.) ace tilhos que obedecem & conditgo especificads para os tilhos contiauos e & essa'a denominasto gue adotaremos doravante. Allis, isto € justificdvel, pois, na prtiea, razamente se came ‘Prem as condigbes de tio longo, dentro da conceituaeio dads no inicio, furcionando. 4 vis soldadas, em gerl, como “trlhos continues”, que agora passamos a chammar de ‘rihos logos sldados. 6.3.3.1 Teoria da Dietagdo Limitada Antigamente, limitavese 0 comprimento dos utthos na via férrea, baseandose na tori da disagso livre, para que as folgss nas juntas no fossern exageradas. Acontece, ‘eniretanto, que o airto ttho-domentedastro impede esss WatagSo livre e era tensbes internas de compressfoe treo nos tris, 0 atrto ttho-dormente ¢ de grande valor 2ly sendo I — 24) 0 trecho fixo, sem diatapéo, Poderemos fazer o sguinte diagrama tedrico elacionando 0 comprimento do tilho as tensdes Fig. 55) S méx.= Ext (tage ou compr.? Fig. 8s SOLOAGEM DOS TRILHOS —82 © valor de R (resstEncia da junta) poderd ser neligencindo, no caro de tees mal apertadase lbriicedas ou no caso de juntas especais de diatagio, colocadas no extrema dotls, ‘Tanto 0 valor de R como de devem ser pesquisados,experimentalmente, pata cada ‘ipo de superestruture de va Povieremos indica os soguints valores pata ena rsisténcas 4) Nas forroviasalems, Sehremam clta os saguintes valores (“Técnica ¢ Economia na Via rermanente"): R= 5.000 kg ~ val méaio pare superestrutura "GEO". 7 = Aleglem/trthodormente de madeira - 5 gem/teilho-dormente de concreto 7 = 6kglom/trihodormente de ago (Resisténcias em cada fila de tio). 2) Para os Extalos Unidos, segundo as experiéncias da AREA Dormentes de madeira, com retensonamento slternado: {680 2907 k/dormante e por teil, Dormentes de madeira, com retensonamento consecutvo: S172 $44 ka/dormentel tho, ‘Para. as ferrovinsitlianas, Corin indica 0 valor: 307 kgimetro de telho, 4) Garcia Lomas indica 0 valor: 1600 kgim de via ou sefa 300 kglmetrd de tio com dormente de madera €) Para © Brasil a "Sofreral” indicou os seguintes valores 1300 kg/dormente 2 700 kgldormente e scordo com 0 estado do astro, 0 que equitale 150 8 350 quilograma/dormente € or tlk. ‘Como vemos, os vslores s£0 dtcrepantes, pois dependem do tipo da superesrutura vi, princpalmente do astro, 43.2.2 Comprimento Minimo do Triluo Longo Soliado (ts) Conforms vimos no item anterior, 2 condiggo da taho longo é stsete quando 1% senda tg = SEOBL=R Para calcula eso compsimento sino, frmosiicdmente que fiat interao a varagfo de omperetara At Vamor chamar de tye 0 limite méximo de temperatura, fay 0 Tinie inferior € {em temperatura de colosasE0 do tho, isto ¢, temperatura do tho, quando o mene fixado aos dormentes sem tensSes ¢ apertados is tale, Era temperatura, comrespon. dente &auséncia de tensbes costums chamarse femperanur neuina 34 ~ESTRADAS OE FERRO Para que 0 intervalo de vaiagZ0 entre = temperatura de colocagdo do tetho e 08 limites mésimo ¢ minimo de temperatura sejam menores (e por consegulate stems), ‘temperatura de colocagto dee estar prOxima da temperatura médi tg eine a Fatroent, tendo. om vst sot sala tue 0 eto do compreafo(devido & flanbagem) de que o de tegfo par estabelecet om interval dena do qual poles {a2eroesentamento do tL. (ao invts deo tar meine temperatura asenttoents), sceitase como temperatura de colcayéo os valores eat SES? Isto quer dizer que o interval permitid para asentament det. vai enteo& limites de tg ety 410% OF vores limites tac © tg, vem ser obtdosem cada rel, de scordo com a {atigfoclimatoléica,faenioe aeitura de tempertura dos ros (6 nfo da teers, ‘ura ambiente), por longo perfodo de tempo e durante as 2 horas do la ‘Conforms indiamos, existe teumetionprpcios para ones leitures, Na falta de dados mas precios, pode-e admits para Bra a veragd0 + 10° a +60" ‘Ness hipotese teiamos: tn EO ae etg a 354 Se Sha aor st Logo o ntervalo de coloegio seré en ue: te = 38° ena Bascando-¢ nese “interalo de coloca;0" de whos longossoldedos (1), vamos leur 38 tensdes miximas de compressio e de trgf0 nos tailhos, na regdo corel de barra: Batnoe ~€) “mis. ~ 2.100.000 tafe? x 0000115 (60 & mix, = 608,75 kafem* (compresfo) emix = Ba ~ tain) 9% ann, = 2.100.000 x 0,0000115 (45° 10") max, 7 845,25 kal (trap40) Como vemos, sts tenses so plenamente satsatcias, (Yames, # iulo de exemple, calcular 0 comprimento ménimo do teitho longo sl- ado (1.6) Baro sopuinte caso: 35°) SOLDAGEM DOS TRILHOS —95 4) Trio TR 37 (§ = 47,29 on*) 5) Resisténcia longitudinal tilho-docmente astro = 200 ke/dormente/triho, ©) Nimero de docmentes por quilometeo de linha: 1.750 4) Vamos desprezar a resisténca das talat de jung ) Fixasio a prego de linha Extremidade do tho que se dilata (staf limitads) Stabs £0) (comprasio) (0 valor der (cesisténcia por metro de tlhe) srs pn 200 200 TOO as9 OST 350 kg/m " 8158 47,29 x21 x 108 x 115 x 10-7 (60°35) 350 EntGo, concluise que'os techos extzemat do triho longo que dilatam sfo de 81,58 m ns compresao e 114,21 m ne tego, quando se atingr a temperatura mis, [Neste caso, ocomprimento minimo do trilho longo seta: fe 2x 14216 = 228m, ‘Tratando-se de fcagio a “prego de linha” a resisténcia longitudinal trlho-dommente secs inferior & renténcla dormentelasto, Assim senda, seté necesirio procederae 40 ‘etensionamento das pontas dos thos, Esse retensionamento ted a dus fialidaes: 4) faze: com que o trilno longo soléado ({..s.) tenha realmente o comprimento calcula: do (= 228 mp, isto 6 evtando a transmissfo da presfo a outra barra de ts, atrarés os topos dos trios. 1) Na fave do trap dos tehos, quando temperatura ating o valor de ta itbuie 08 esforgo por todos ox dormentes do tino, a0 Saves de concentra of siforgor 05 patafusos ds alas, o que podria ocsionar ocialhment dos mesmos. Por outro Indo, se houver uma fraturano trio (0 que pode ocorrer nas babes temp ‘aturas) a sogdes dos lados da fratua nfo ce afstardo exageradamente, Vamos deterninar esse retensonament: 96 ~eSTRADAS DE FERRO Considerando que as extremidades ques movimentam tém no méximo 114 m, 0 numero de dormentes a retensionar se m7 FS = 200 dormenies [Newes 200 dormentes, em cede extremidade do trio longo sldado (ts) tersed fave eolocar em cada fla trios, dois reteuaouey “ern CaINa", IO €, Hts deus faooe vertiais dos darmentes, © mimero total de retensores em cada extremidade det. 5, sed entdo: 200% 4 = 800 retensores, ‘Cada par de wriho longo soldado (t 1.5.) exit, entio,s6 nas extremidades que se ‘iovimentam, 1 600 retensoes, Na parte central do ¢ 1.5. doves também eolocer retensores, no caso e isha com fixagto diet, «fm dese evtar que, ma ccomneia de uma fatura, a sepbes se pase, estando o tro tricionado. Nesse caso os retensores poderko ser alternation ou, estoy saltando.se dois dormentese tetensionande um, em “esixa™ 6.3.3.3 Diatagdo Limiiada das Pxtremtiades do Trio Longo Soldado ‘envorstrmon, NOs wens anteriores, que no ts. s6as extremidadestém movimen- {agfoe vimos como s calcula os comprimentos extremes qu datum, CConwém ssbermos agora qual 0 slongamento que softer on comprimentos do ti ‘ho tz agora conhecides, com as varagdes de temperatura, “Tomemos una soso da barra, studs §distincia x do extremo (Fig, 56). A vatingéo de comprimento dU de um elemento dx situado a uma distinc x da Junta, ser a soma de distagdo lve, consequncla da vatlagio de temaperatore at o SOLDAGEM Dos TauHMos 97 4 contrapgo disse mesmo elemento, devido as Forgas de sentido contrtsio (seagfo das tala do leer0), ‘A varisgfo de comprinento Ai, conforme jévimos ¢ dada por NI ans Para aman de wz vrono ect x was Mas N, a carga nocma i sepio , seré SEant—re (desprezando.s areagzo das tala de jungioe tendo ro mesmo significado anterior) ‘Substtuindo e valor de N na expressfo de JU, vem: at eax ~ fe xe een caf sete at Integrando: E onl, - 5 ny — 2 o as, no pont de equirio das dus frs, onde nfo hi mas movimentagso, teremos: Mg ESadt @ ett ~ sindo ern topo, abt ~ HL, substintndocm (1) CConctute que valor da junta entre dos tilho longo (desprezandose a reap R as tales) sorts pau= oy O aor de “U" pote se posto d outa forma: 2) ase = 25224, ue rte) nd — —ae 198 ~ ESTRADAS DE FERRO et (ES0A9? _ ESetae Yeas SS SS Esa? ye on Ge ty Seo pode pind apo R pote por atk ‘railatanda, Om 8 Beg sendo: “eentrsindo Nes cuo U= BS Gp fe +0. 0 destocamento da extremidade comegs quando a vanagio de Temperature ultrapasiar “9”, Aplicando 0 edleulo de pare o exemplo anterior, teemos: rh 350 x 114? TES” Tbe 10h xa7ae = OOH 20 8 Fg, = 46 om. Esta € a abertura maxima entre dois trlhos longos'soldados (1.1.8), admitindo que @ ssientarento foi feito no limite superior do lnteralo(45"). Se a colocato w dae ‘numa temperature meno, nutmeg mss diatna Para grandes intevlos de temperamra, como a0 caso da Barop, foram projtades Junta espciis,colocaist nas extremidsdes dos tx, que permitem smpla rowineaee 80 ds pont, sem deixar um nterao ns juntas (Tipo autho), 62.34 Qual o Comprimento Maximo dos Trilhes Longos Soldados? Do estudo anterior, conctutse que nada impede que se construe uma linha férrea ‘om os sah todos soldados,contiusmente do inicio ao final da vit, desde que ve fomem os euidades que adiant indicaremos, quanto a evtarse a “lambegem” danke Entretanto, existem pontos singulaes'na vi, como cx sparelnoe de mdange de ‘1, obras deere ete, que exigem uma junta de dlataszo, A eseaba Go comprimento dot. poe ser esaeleida, por enemplo, em nso de ranbes de ordem econdimica, Sabese que o custo de soldagem ¢ transporte des bores st © local do emprego cresce i medida que aumenta o comprimenta das bares, Polece {nfo estabelecer um comprimento tal, que eso cuta sea coberto pela economia re con, servagdo das juntas, Segunto calculos tecentes esse comprimento ve situava em tome de 246 metros. Naa impede, entetento, qué esas bares, de 216: slam soléadas ite, ‘Por processo alumsnotémico,passando.s a baras maior, (A peta tem indiedo, por outro Tado, no ser convenienteutlicar txts longos selésdos com comprimento préximo do “rnimo” (,), pos nfo se aprcncts toate SOLOAGEM DOS TRILHOS ~ 9 mente dss vantagens do tilho longo, lerse-ia maiores extensOes a retensionar,maiores ‘techs “insteis”, maior nimero de juntas ¢ com possblidade de distibuiglo de tends {de modo asimetrico nos tethos. 6335 Comerimento Mésimo dos Triltas Curtos, com Livre Ditetaio Em links fees de pao inferior ema consereadae, pode nfo ser conveniente ‘optarae pelo tao Long tldado, . Cebe aqui, ef, anaiar qual sera 0 comprinento maximo dos “trios cutos" Vamos sda live dita, ques aproxima da realidad, no caso de inhas de conseregfo deficient e com tals ml apertadas. . ‘Admitiemos, também, que se obser oatevalo de temperstara(¢.=",) pana olocag dos ties uma fos mxima de 18 ram. ‘Adotandos o mesmo intvaloadmlido nes cxemplos anteriores, to € L . © etme 1 Utes camrera) opis TSR IO" GO=35) Gitatagzo) ops coma Ti aH Cd [Nas condig6es indicadas, erseda que optar pelo emprego de telhos de 36 m, sol- ando-se trég trilhos de 12 m ou dois trilhos de 18 m, Deve-se entretanto observar que, para temperatuas intermestis, ent 35° e 45°, 0 comprimento da barr soldada tn site ‘poderdvariar, em fangdo da temperatura no momento da soldagemn, (6.34 Flambogem da Via. Cuidados especias na lia com thos longos soldados De acordo com 0 estudo feito nos itens anteriores, ficou suficlentemente demons. ‘trado.que noha limite para o coraprimento do tho Longo coldado, 100 - ESTRADAS DE FERRO Entretanto, cumpre examinar a questio da flexfo lateral (lambagem) ito ¢, se a via, em seu conjunto, formada peles dues fils de trlhos ixados gor dormentes, rsiste A flambegem, Esta pode ocorrer no plano horizontal ou vertical, Felizmente, ¢ urn fend- ‘meno que ovorte raras vezes, sendo mais diffe a flambagem no sentido vertical, Ressaltese que nfo é apenas a linha com ts que est sujeita & Nlambagemn. Tam- ‘bém vias de trios curtos, com as talas nas juntas excessivamente apertadas ou com insu ficiéncia de folga podem adquirir deformar6es (sinuosidades), em virude da lembagem. 'No caso de lastros bem dimensionados, com banqueta (“ombro”) suficiente, er ithe evouer o fenduene, © professor Gethard Schramm (ver bibliografis) indica verificagdo da possiblidade de flambagem em ret seguinte expressfo, para a ——— ver at E-Sof fem que: levaglo de temperatura, acima da temperatura nevis (temperatura em que o tho se apresenta sem tenses) isténcia a0 deslocamento transversal da isha em k/em; ‘momento de inércia da via, no plano horizontal, em em*; ert0s de alinhamento da vis, em em (anda de flambagesn). ‘As demais letras tém os mesmos significedos jé indieados. Substituindo, na expressfo dads, as constantes: B= 2,15 10% © a= 00000115, ficaré ‘A maior dificuldade na aplicacdo da férmula reside na escotha 40 valor para ry (Gesistincia transversal da via) que sord obtida experimentaimente CCitemos alguns valores indicados por diversos autores: 4) Schramm indica, para 2s linhas na Alemanha (dorraentes de madeirs): = linha ~ sem enchimento de lastro — 3,2 elem = peril padrs0 ce lastr0 solto — 6.3, — perfil padrfo de Iastro adensado & compactado nas ombreitas,sinds sem tréfego ~ 7,0 ~ perfil padido de lastro adensado e compsctado nas ombreiras, porém com bastante tudfego ~9 kglem, valor anterior pode sting até 16,0 com ancoragem especial no topo de cada oxmente, ') Segundo experiéncias de M. Bentot © Roger Soneville (Bolletin de "Association Internationale du Congres des Chemin de Fer — fevereiro/1956) a reisténca lateral, para dormentes de madeira, tem os seguints valores SoLDAGEM 008 TAILHOS ~ 101 ~~ 5,8 kafem ~ perfil de lastro padrfo com banqueta (ombro) de 25 4.35 cm, ~ 10.2 kglem no caso de banqueta elevada 8 cm em relagfo i altura do dormente, ©) Garcia Lomas (ver bibliogafia) indice 08 valores: ~ 2,2.kglem de vis, para linha tecém-ssventada e ~ 2,6 kglem linha consolidada, sobre lastio de pedra (domientes de madeira), ladies ainda este autor que, para linhas que se encontram em reviio (mazlutengd), ‘sto ¢, parialmente lastradas, a resisténcia cai para 1,3 kglem, A) Covini(hibiografiacitads) indica 0 Valo 2,57 hye para arenstencia transversal da vi, Quanto ao valor de J, momento de inert no plano horizontal, seu valor minimo, seré J = 2 sendo 1, 0 momento de inércia de cada trtho, no sentido horizontal, Fase valor, no qual se despreza # inéreia do “quatro” da via, 6 0 geralmente adotado nos cdleulos, Quanto a / — deficiéncis de alinhamento de via, Schramm (obra citads), indica ‘como valor mais desfavorével, devido & deficiéncia no alithamento, f= 2.5 em, Nas curas, 1 flambagem pode ocorrer, segundo 0 professor Gevhard Scheamm, quand . R< 4000) 102, Scat sa” 139275 0 valor f— deficénets de atizhamento, pa ltakas bem conservadas (que admitem © trtho longo soldado) pode ser tomado com 5,0 em, ‘Com relagéo 90 faio minima pare permitir 0 talho longo soléado, os estudos de ‘Roger Soneville (SNCF) indicam que, além de uma linha com bos conservagia, boa resis. ‘éncia dinimics (trithos bem dimensionados, bom lastro, com perf! adequado.e dormen. tos pesados) c consolidads, deve-se te p> 2Sbtn028- ¢ Em que: R = naio ménimo em metros; = sepfo do triho em mm; At = elevagfo de tomperaturs acima da temperatura neutra; 4. = esparamento entre os dormentes, em metros; T= sesiténcia esttica ce cada dormente (medide) em kg; € = covficiente de seguranca, que o autor aconssIha tomar de trés a quatro, conforme a velocidade, 0 valor de T ¢ também indicado pelo autor, para dormente de madeira: ~ Perfil normal da SNCF, com linha estabilizada, benqueta de 90 centimetros(além do tritho) — 340 i. : ~ Linha guamecida de lato até o nivel superior dos dormentes ~ 410 kg, ~ Usha suamecia como anteriormente, mas com lastro oftocm acima da eabega 40 dormente, na bangueta ~ 600 kg. 102 - eSTRADAS DE FeARO 9 mesmo autor informa que, no caso de linha em fase de conservasd0, etn que o lasto fol “socado™ recentemente, 0 valor pole cst a 280 kg (imediatamente pcs a 30. catia meciniea), 290 kg (48 horas apes) © 170 ke (logo apés a “socara” e parcaimente ‘Sesquarectda). A flambagem vertical davis € mais did de corre, mas deve sr venice, ‘A possbilidade da tinha com t1.s.5¢ deformer no sentido vertical fo eracttizada Por um conctitointroduzido por Roget Sonevlle, chamado “ator de instabiidade”e que ‘eu por expresso toi Em qu = peso do tila em kgim P= peso do dormente com os acessories de fea = expagamento entre darmentes em mets. Para 2s condigbes da Sh Tvs, = 018. F (ferroviasfancesas) éadotado 0 valor 0,18, enti Considsrandose, entetanto, que ese valor 0,18 fol estabelecido para es condigies As wi peters © concigoes clumatoligicas da Prana, a eomparagio pare outiss cone digesters que ser feta rlacionendo-se com a varagdo de tempeveture Sonevlle ula, enid0,outso coneeito, ode instabildade tmica, A instabilicde tetrnica se vbtém, multiplicanda o fator de inseabidade pela varie G8 Se temperatura entte « neutra e 2 maxis, Para a Franga, essa vacagdo'€ Go 46° Entio, chamando de Ip fotor de instabllidade tmica, terion: 1p=46 x08 =83 Entdo, ese ator poders ser comparado para outros tpos de via, com outrasvarapdes de temperatura, Cumpre resaltar que nfo seria conveniente 0 asentamento de via em temperatras ‘mais elevades, para diminvir 0 valor de Ty, pois incorerismos no isco de ter slevades tensbes de tageo, Exemplifcando, para o caso de vie permanente de bitela de metro com trlhos TR 37.1 750 dowmentes por guddmetzee fina Sv «pegs teramase ~ peso do dormente ~ 530k ~ eso da fixagz0 (inclusive placa de apoio) — 710 ke Total ~ 60,0 kg ~ espayamento entre dormentes: 057 m ~ Bl, = 60 — 35 25" SOLDAGEW DoS TAILHOS — 108 Ents 5p = 023 25= 5,76 ‘Vese que o valor encontrado ¢ plenamentesutistateio 648 Concersasfo da Linha com Trlhos Longes Soldados Alguns cuidados terfo que ser observados na conservagy da via com trios longos soldados, Existem servigos na conservapdo que Zo modifioun aestabilidadedost.1.s.¢ podem ser exerutados em qualquer temperatura dos uilhos. A temperatura, na gual w fet a fixapHo do tril, dentro do intervslo de “temperatura nesta”, chamese “temperatura de referéncla” e deve set conhecida pelo encarrepado da conserva;io do echo, AS operaptes que podem ser executadas « qualquer temperatura sfo aquelas que nfo acarretam qualquer deslocamento dos dormentese ndo desguarnecem a va, Tedos 08 ‘wabalhos que diminuam a estabilidade dos trlhos longos saldados #6 poderdo ser exe- cetaios no intervalo de temperature: (28) ¢ (or45%) ‘Apenas nos casos em que a “socaria” e “puxamento” slo executedos por méguinas esadas esses limites poderto ira (ir 28%) © Gr 15%) Nos casos de sbsofuta necesidade de execucto desses servigos fora dos ntervales mencio. nado, hd necesidade de se restringe a velocidade dos wens, Apés a execugfo de qualquer tabatho que diminua a estabildade da va (levante, ou deslocamentos, ou desguarmecimentos), #6 s¢ pode consderéla novamente tabi, ‘ada, apcs a pasagem de detecminada tonelagem sobre a mesma, Ese periodo chamase “pectodo de estabilizagfo" Segundo indieaga0 dos engenheitos da SOFRERAIL (Franga) o peiodo de estab "agfo ¢ de 20,000 toneiadss para vias com dotmentes de concreto e 100,000 tonelades tas vas com dormentes de madeira. ‘Contorme j& saentamos, o defeito mais sério que pode occrter em ttecho cam ‘thos longos soldadas € a deformss0 no plane horizontal, por flambageon, ‘As iurmas de manutengfo deverdo exercer toda viglincis, para slicitararestrigf0 de velocidade ou supresséo do tréfego, se apaecer exe defeito¢ depois perquisr a casa 4o fendmera e corgi. 6.3.6 Métodos de Soldagem (0s trios poderto ter soldados em “estaleiros” ou in stu, [A soldagem em estaleiro poderd se feta pelo proceste eetico € pelo processo oxlaceténieo, 108 €sTAaDAS DE FERRO 6.36.1 Soldagem Elerica de Topo Este provesio, bem como o “oxiacediénico™, tem a vantegem de ser todo automs- tico, executado por maquina fina e independendo, pois, de pericia do operidor, Consiste em clevarse a temperatura des pontss dos trios 2 umm valor tal que a soldagem se faz por presso, apds 2 quae Fuso das pons, Empregase por iso uma corrente de balva nein, « de muito fort intonaidede — 12.000 amperes no pré-aquecimento e 60.000 ampéres no pusitop, prods por um transformador especial ‘Um dos thos fea fixo,enquanto que 0 ava 6 dotado de movimento alternative, sproximando- ¢ afasandose 0 trlho fixo; fonna-se entdo 0 “arcowvaltsico", ene ay <éuas pontas dos trilhos, 0 "seo", no inicio ds operagio fracamente perceptive, incia um processo de aquecimento das pont, que progriderepidamente com 0 sumento de intensidade do falseamento, Quando 2s pontas dos thos comegam a se fund, 0 movimento aterrativo se con- ‘ere em continuo, o metal oxidado superficialmente ditente'o aquecimento decaparece ‘© 08 vapors metdicosimpedem o aceso de ae, por conseguint, 2 oxdapto. Quando se consumis certo comprimento de metal (8a 10 mm), sldamse os tithes Por aproximagao ¢ presfo,eujo valor ¢ de 500 a 600 kglem?. Apost operagio de slda pramen de, & feo 0 tment temo desma eps oe eben 9 sarrepamento das baras¢ feito utilizando se uma estrutura com roletes, onde 0s tuihos corcem para serem carrogados nos vaghesadredepreparados, 6.362 Soldagern Oxiaceilénica Ente provesso, que € © mais modetno, fol sperfeigeado nos Estados Unidos. E tame bém chamado de “soldagem unifisice”, porque toda s operagdo ¢ exccutads na fae “sols” do material, Nao ha fusfo das bordas a serem soldadase a operasZo se seallza lemperaturarelativamente mais basa. O aquecimento das pontas 6 produzido por uma série de charies priféricas de oxiaceileno. As dass pants dos thos s€0 comprimidas uma de eneontro 4 outa, com una pressfo superior a 200 kglem?. Quando tempers, ‘ra do metal stings 1,150°, que esté muito abaixo de linha *wolidus", a presto conn {ante exeicida produ um encaleamento das duas ponte dos trihos. Depois de um certo ‘tempo em que a temperatura é mantida, « solda deinads para estar ésutmetide» tate ‘mento térmico (normalizasSo), 6.36.3 Processo de Soldegem insta — Abuminotéonica Erte processo basiase na propriedade que tem o alum(nio de se combinarrapida- ‘mente com o oxiginio dos Oxides metilicas, fonmando Gxido de alumiaiae iberando o Iota. A reagfo quimica em que se baela 0 process € a segunce 3 Feu + 841444105 + 9Fe A reagéo tem lugar env ata temperatura, aeima de 3.000°C e’necesita, para inte, de wm calor na temperatura de 800 @1.000°C, proseguindo depois rpidamente, até ‘ombinaga0 total do alumni com 0 oxigéno,liberandoo fero, SOLDAGEW 908 TRUHOS — 105 Para a opera de sodagom, empreg-ie 0 dxide de ferro granular pé de alum’ i, que vem corretamente misturados da fdbvica,constituinde cada “porgdo de solda”, 8 quantidade que dard pare a soldagem da junta de determinado tipo de tho. O 350 liquido resultante da reago mencionada ¢ denominado termita;0 6xido de aluminio © 0 ‘fo liguido se separam por difeenca de densidade, fcanda o Oxido de alumfnio, mais ‘eve, na part superior do “eadinko”” Ne sldagem aluminoténica, tome a egulnte operagdat: 4) preparo das ponts dos thos ~ as duas extremidedes dos hos dever esta lips, alinhadas e com uma folga de 12.4 15 mm. b) Nivelamento — 2s pontas dos.trifhos devem fear sole de fxapdo, pelo menos nos ‘uGs primeiros domentes ecalgadss de modo a ficarem lgetamente levantadas, corn uma dfeenga de 1a 2 mm, na extremidade de uma ria de 1m de eomprimet. 6) Colocagio da férma — uma forma préfabricads € colocads na junta, envolvendo as uss pontss doe tailor, ©) Colocasio do “eadinho” ~ sobre um tripe proprio ¢ ssventado 0 “eadinho”, com forro de material refratério, com um pino de vedago na sus parte Inferior, que serd “Datido" pare o interior, nd momento da “corsa”, Dentro do cadiho se coloca & porefo de slda”. ‘As formas que sfv colocadss nas pontes dos thos sZ0 febrcadas proviamente, uslizando-se umn mira de aeia le quart, Avian de form» reate deen et Aluino funcionande como lgente. ‘Apts cclocada a mistura em um molde de chapa, para provocar o eu endureci- ‘mento répido que permite retiréta do molée, d-se um jato de CO; no material dentro deste, Esta aplicgo dd 3 fOrma uma rigiez ineil que permite zetiréla do molde Anse injetado 0 CO,, de »seguinte reas: MaSiOs +00; Nay CO, +8i05 ‘A descarga de CO, € feta em dois sos segundos, ‘Apos a retirada do mold, forma ¢ submetia 3 secagem, que pode se “zo at” por 48 horas ou em estufa propria, na temperatura de 60°C, depois elevada a 150°C, du. ‘ante uma hora, quando estad conclu a secagem da forma, ‘Pre squecimento ~ ¢ 2 mais importante operagfo da soldagem sluminotérmica, Utli- ase para ata operagdo uri magarico que queime o gis propeno-butano no oxigéxio, 0 présaquarimantn termina quando or topor dos thos sleangem aproxmacamest 950°C e atinge s colorapso vermelha caacter‘stica 4) Reso ¢ sangramento ~ terminado o prt aquecimonto, inflame. a msturacolocada 10 cedinho, por meio de fésforo proprio e uma vex eompletada a reagdo (o que ® nota através de Geulos) faze 0 “sangramento”, batendo para dentio do eadinho o pin ‘edador, o que acaretaa comida de “terme” pata dentro de ferme, A reap dura de 15.420 segundos. ‘iy Decoridescineo minutos ap6s a “comida, retiram tas forms ¢iniciase 0 “acaba ‘monto” da solda s quent. As rebarbas de aZ0sTo reiadas cam a ferramenta chamada “cortaquente, batida com marrets de 4 kg 109 ~ esreapas.o€ FERSO ‘ Esmerlamento ~ o scabamento finl da sola consiste no esmerlament, feito com esmerladeir propria e com a solda fia, A execugéo de uma solda pode set fete em 26 minutos ¢ © consumo de miode. obra ¢ de aproximadamente-4 Hb/solda em series bem orgenivado, 6.3.64 Compragéo entre 0s Procesios de Soldagem Os trés process se equivalem em perso técnica, sendo que asoldagem em esta: lero, por set automatca, tem a vantagern de independer da percia dos exeeutores como ‘po caso da sokda auminctérmics. Esta lta € de fil exseuso, ras talves ve foe, Gade indwza os executores § tentadva de obter maior produsdo, com rsco da eficgncis Go prosesso, ‘A-brande vantagom da soldagem aluminotémmica € a posibilidade de execugd0 na linha, depois dos trios asentados. Quanto aos custos, apesar do muior investmento na soldagem em estaleiro em ‘elapdo &aluminctérmica,o daquela fea menor do que desta, cm vrtude do costo clvado da porgdo de sold, 64 ARRASTAMENTO DOS TRILHOS or arastarento 0 carnamonoewhee tne ow dotveanenohne tiuhl atertente sin eer Esse deslocamento se dé principalmente no sentido dos ‘tens, Nas linhas de vis daplsem gut 0 ieg fz em um sd sno em catia, o santo ee mente ua 0 es; ns ins i neo hon caret sos dot ened ea, doo canichament ite ipercep tel Ee ¢ aot nosso thee a, 1 port exes, ed toes auluces el Ot tie ode, te 4 restaca que # hago ofeae & peor I eden ecade plane cermin a pio nema ie Stn alot anon ne ot donments, como apoio tor einen, gn fase te cg rl eh oem aienta, YS Pe Derg, he ‘As juntas do ios pede «fog em emda tsho imu uments rer polo. Os pret de ina ou efons dasa a mus se lee ne ‘ato dts deeitsidetiicn fenmeno “wratannane des ion Ascauss dau aataente om pl wees @) Movimento de repteto ~ 0 tuilho esi esto a um movimento de reptupo (mov 2) 0 ato dos fins das rods nos teihos prods & tondéncla a arastédo no endo da ©) A spo dos ion dos veut, prosuzindo uma componente no tsi, qe oempura ‘no sentido do movimento do trem, “ ™ ARRASTAMENTO DOS TRILHOS ~ 107 ) Os choques que as extremidades dos trilhos rscebem, 20 passarem os vefculospelas juntas, provoeam um arrastamento no sentido da mancha, €) O esforgo trator das iocomotias, devido & “aderéncia” no tho, produz uma compo- ‘nente no trlho que o empurra para tis. Esta é nica causa de arastamento de sentido ccomréso as demas, No caso dos treshos em ramps, os trilhos comem principdlmente no sentido des. condente, isto ¢, da parte da cota mais alta para a mals baixe,devido & aplicegfo dos fieios na decid, além do esforgo trator ma eubide, Hid oxoopbes, entretanto. Jd se observou na pritica alguns casos em que os tethos 1 delocam no sentido ascendente, por ranbes locas (rampa eurts, pds uma descida Tonga). DA dliatagto dos thos, conforme jf estudamce, produz uma movimentagdo dos mes- ‘mos, que independe do movimento dos tens, © arastamento, dos trios produz os deftitos jf apontados na via permanente, ‘aumentando os custos de conservado, devendo, pois, ser combatido, 6.4.1 Retensionamente para Comboter o Caminhamento dos Tilhos, 0 processo usado para evita oarrastamento dos thos 6 emprego dor retensores, sctssrio que jf fol por née estudedo, Este evita o esminhamenta das tihos,transfo: "indo 20 lasto, através dos dormentes, 0 eaforgo resultant, ‘Conforme vimos no estudo dos acess6xis dos trilhos, 0 retensor mals efiiente €0 ‘ipo FAIR, consttutdo de uma s6 pega e que # piende a0 tho per presfo, Neando encostado d face vertical da dorments. ‘Vimos que 2s extremidades dos trilhos longos sfo retensionadss, para combeter & ‘movimentaeto decorrente da diatagfo. Entre as duas extemidades que se movimentam, isto ¢, na pare fixe do triho longo soldado, deve fazer um retensionamentoadicional, ‘fo x6 para imped 0 “arrasumento”, como também para protegero trlho, contra uma ‘eventual fretura,impedindo o afastamento dos dois lados da fratura, no caso da meama ‘estar no estado de tensio de tragfo (baixa temperatura). Ese retensionamento adicional,s6 pode sr feito baseandose em critris prtieos, usual, na parte central do tithe longo soldado (t.1.s) fazer © retensionamento em “caixa” aItemadamente, ov mesmo retensionando um dormente e saltando dois, confor re as condigbes da va, CAPITULO 7 ee forces que atsem sobre vie e wes claificyas, Cleo dos momentos fletore Esco= ‘na do rilho a empregw. Tensio no contato rode tik. a ‘7.1 ESFORGOS QUE ATUAM SOBRE A VIA E SUA CLASSIFICACAO ‘Teoricamente, a va fre s6 deveria suportar os exforgsresultantes dos pesos dos vetculos © 2 forga centrifuge exerida por ests, nas cutas,Porém, a apf0 do esfersor normals ¢ modified pelos anormais, que desempenham tim papel impoctante a te tincia de vin € dcrivam das caranterisicasinerentes & mesma © em telagso com as prt Potemos entSo,em primeira aproxinago, dvi 0 esfoxso em: Nonmais {coe verticais forga centrifuga ‘Anonmais fdevidos propre vin evidos 30 material rodante io 26 pars condisfo de sepuranga da via, mas também por razses de economia, dove se exigr uma va de maor resstinciae por consegunte de msior durayso, O peifeito conhecinento dos esforgos que stuam sobre a via seri, no 3 paca melhor dimensiona 0s elementos que a compdem, como também para identifica 02 Aefeltos que sparecem e cori os mediante um serio bem prosramo de manulenZo, Poderemos também dvidir os exforgs que atuam sobre ava ems ‘exfotgs vers ~ esforgs longitdinais — esforgostranversi 7.1 Esforgos Verticals ‘0.0% que tém a dingZ0 normal 20 plao dos tilhos: 6) Conga esttica ~ ¢ 2 carga oxiginada pelo peso dos veeulos. $6 exit, quando os vei: alos estverem parados sobre a via, pois, no movimento, as cargs vertcaissf0 dnd: ESFORGOS QUE ATUAM SOBRE 4 VIA € SUA CLASSIFICAGAO ~ 109 1) orgs centrifuga vertical ~ qualquer masse exctntrica do material rodante e dotada de movimento de roto vai petar uma Forza centifug vertical que, com as vars _qbes de poxgdes, ora diminui a carga ora a aumenta,osasonando choges cuja inten sade éproporcional ao quadrido da veloidade. 2) Movimento de galone — em vente das iereguleidades davis ,prinsipalmente no caso e juntas *paraela” e defeimoss, orginase um movimento em um plano vertical paralelo aos tlhos, ue sobrecaregs ora um exo dinteto, ora um eixotraseeo ) Movimento de repidaeZ0 — 6 um movimento semelhante 20 anterior, ocasionado pot lnegularidades da via, mas no qual as molut dos traques dianeio eteseito 20 com Primidas so mesmo tempo, ocssionsndo uma “WrepidagSo” que sobrecareea todos ©) Movimento de Balenga ou ruls — também devido is ireguardades da via, @ comm Donte: BIA Valor de Superelnacdo om Fungo de Becentrcidae da Resuliante ‘Temos,sucessivamente 8.14 CiteioPrtico para Uso dos Mestre de Linha Conforme foi exposto nes péginas anteriores, a superclevasto deve ser calclada de roferneia pets eitrios racionaisindicadon.E Oui, entietanto, que ox meses de Ia feaham um proceso préticoe répido, para casos de emorgéncis, até que os edleuos ded ntvos seam fetos pelo engenheio, Para tanco uulizasetma corda, cvs ech sj igual &superelevagdo Ie send fa Mecha de curva €x cout, 2. By Foganoe: = BY sos_esroaoasoerenno VeLOCrOAD® Lime nas cURVAS = 197 suai hg = 18 em pea abil de 1,60:m 6 = 10 m para bitoade 100. cea in = 10 ; a Um modo rcional sera determina hg, pra que hae estabiiade do veealo parado sobre a curva (Fig. 67). ou = (SE | Adotando o eitério de | ‘cart: Exemplificendo, para a bitola de 1,60.¢ 1,00 metro (Vipin, = 80 ¢ 50 respective: seni). 1 zeigt VBE a 80 i om : (ito 1,60.m) 6=0229% [EIDE 55 17 ‘As componentes do peso sero: 6= 0183 x 50= 9,16 m (Pitta 1,00 m) Poosa e Pena ‘Tomando-s os momentos em rlagio a0 tilho interno teremos 8.2 VELOCIDADE LIMITE NAS CURVAS ~Pewa(2 3 ‘A velocidade méxima com que um trem pode percorrer uma curva é Fungo, como Mem veoro(E -)- (3-9) vimos,€0 aio ds cura eds supesovago dada mesma. Esa welocdade denmninase Yeloctade tte Se nas expresses jd dedundas pare spsrelevaio prin colocamos 0 valor de ax, 4elocadecospondent ea veloiese limite. Ta eaaeie eat Para que haj seguranga Exe diverse enti, todos emptcos, Nas erovas europa, ese valor’. | Me=nhtr smo vara de 18 218 om itl 144m), Me~Powa oP A hon ‘Algons suores incicam part yg 10% d itl -)-or hn A norma brasileita diz que “a superelevacio em milimetro jabranger excepcio- B mente 2123 woe» tl denser mee Tatum tr Se Tas ompun abtolsdemetes top om pus stdnce 1m ibe ‘As extadas de fero braeiras em geal, adotam 138 ~ eSTRADASDE FERRO ou, segundo « excentricidade: van BG) Exemplificando, para as bitolas de 1,60.me 1,00me adotando a primera das uas expressbes de hay, teremos: ogame 1 2 paras bitola de metro: i= 42 (198 osdJeontsm h Entio, sdotendo hye, = 0,10, teemos n>? ' Fapamos agora m= 3 para abitela de 1,60 m: 18, teremoe n>3 Estabeleigo, entfo, valor de aie poese determina 0 valor da velocidade unite nas curs, pet cntéio de seguania€ Ge confrte: 4) Pelo crterio da seguranga Dond VELOCIDADE LIMITE NAS CURVAS — 139 Donde se tra: saclolie te) 2) Pelo eritrio do eonforto: BY: Vimos qu bing, = SSP — Bh Donde Vege =/127 (28+). ve Exemplificando, para a bitolas de 1,60 ¢ 1,00, 4) Criterio da soguranga: 7 s Yate al ut Veni, = 4808 (bitols 1,60 m) «par abitols de metro 1968 010 010 , “2% Vax ™ fa 2 fxs} VE V=42VR (bitola de 1,00 m) 9) Creo do conforto Vue = y EOC) Veni. = 4,5 VR (bitota 1,60 m) Veg, wg TOO 0,855), Vote Hee) VR Voix 43-0 (bitols 1,00 m) 140 ~ ESTRADAS DE FERRO Estabelecidos ot valores da velocidad méxima om fungio da spersievagZo méxime sotada, em eada techo da estrada de ferro, como jé dssemor, estabeleces 0 valor da velosidade maxima, em funeio do rao minimo dese techo e terfamos: [van =kvR] 83 VELOCIDADE MINIMA DOS TRENS DE CARGA QUE TRAFEGAM NA MESMA ‘VIA DOS TRENS DE PASSAGEIROS Vimos que, para os tens répidos, utlizamet 0 valor de Vinge, masa superlevagfo éticareduz o valor da terica, dentro de certos exttrae, de modo atendet também sos ‘wens lento, Entretanto, em linhas que trafegam tens de passaeios com alta velocidad, a men- cionada ciinugio do valor da superelevaydo pode ser insufcinte,acaretando 0 pei de tomsbamento e factitando os descarilsmentos dos cargusizoe para o lado extctno das ‘curvas, em vrtude do alivio de peso no trilho extern, Ha necesidade, entfo, de ge estabelecer um valor minimo para os tensde cara, que chamazemos Vay. Procurando esse valor pela Fig. 68, tree AF =Psena—P, araP neve ik VELOCIDADE MINHA DOS TRENS DE CARGA ~ 149 tomar (ee) ix) cresan(8-dp (Bt) (mando. oF momento en relays a eh iter) Hi = altura do centro de gavidade em selagz0 20 tho intemo: Hy = Heh, E Fagamos Me = nr: B tesa) °(3-}-( ae) Donde, sucessvamente: ‘A velocidade minima, pare que haja seguranca contre tombamento para 0 lado Interno,¢ no caso mais desfvorave, isto é, numa curva com a supersleva5f0 hy, er Yam yin ( Ba - iat) we Cato 0 fntervaln de veld Vain Vn 8 mit poop 2 8 arevelios ‘m que circular a velocidades bem mls baeas do que os wens de passages, poderia x 2) Faoditar aise dos vefulos es eve, confor van mara, i q 85.2 Valor da Supedargun, N [Na prdtca,o valor da supedtargur vaca entre 1a em, i a = Exists xmas pric que dzo a superarguraem fongio do rio da cum: b 6 £-— 0012 (como timive ae s my upedargra em metto Fe70 ajo de curva em mets. sta formula 44 $ = 0 para R = 500 m, sdmitindo pole que afm de $00 m de aio . fo sed supetargura curva - ‘ ues Term: Raio da rode extema r+ Lig $000 mam em | z em aque 4 aio da roda interna r ey z ‘5 = supelargura em milimetro R= sioem motos | Rajo da ca 0 eho extre A supelagura ¢coloeata,dslocandose oth intro afm de grant conte Ret ‘nuidade ds curva do trilho externo, que guia as rodas diantelras, 2 la distibidejrafo de 1 mmjneto deeomprinent chegandoa0,Smmineuo | cana no tthe ‘nas linhas para altas velocidades; o comprimento da distribuigao da superlargura se mede } ee ne a aa 4 partir do ponto de tangéneia (PT), nas curvas sem transigfo, ou eno 2 parte de um =| Bs cudespren . ponte anterior a0 EC, quando a curva tem transi¢%o, atingindo seu valor total no EC. RS, 04 desprezando Sem presenga de Rt 8.5.3 Relagfo entre 0 raio da curva e # folga tote (Jogo da via mals superlargura) para Rd sate nin baja escoregamento da rod exteona:cje f= fala tote ene 9 todc © om tihor arn que aio hale excoreamento, deveremos ter 1. = Jono avi en rete S = superlrgura a_r(e+3)2 = raioda roda (n0 plano de rolamento) an(re 7 b = bitola 2) 180 2 = raioda cana, no cent da via = angulo central correspondents a uma rotagéo da roda r(c s) 5 1. = ngilodeinclinas20 do aoe (fp = 1:20 0.05) ae(--£1p) 2 ‘Temos (Fig, 70}: 3%) 780, 146 ~ ESTRADAS DE FERRO Dividindo membro 2 membro: : rehyy net 2 z ® ne Don et 1 A tet 2b ou = Me como f=j+8 S zor say ‘Vejamos, como exemplo, qual © ralo que seria necessrio, para nf haverescorrega> mento da rods, no seguinteeae0 3 = 092m j= 0pism 50m 10m = 2405x100 ag Re“gpzrogis ~ 6 ‘86 INSCRICKO DOS VEICULOS NAS CURVAS CCitamos, no item anterior, que ums das finalidades da supedargur 6 farSltar a insripio dos vefeulos nas curves. Veremos agore como esta se veifice¢ wus relagéo com, amperargura, ‘NSCAICKO DOS VE/CULOS NAS CURVAS - 147 © problema da inscrigfo dos vefculos nas canvas consist, em tltims andlse, na InscrgGo de um retangulo, cio lado maior 6 & base rigida Ao vetcule, Denomina.se base rida de um vesculo a dstincia enze os eixos extremos, invari velienteparaelos, CConforme a relagfo entre a base efgida de um veiculo eo ralo da curva, ¢ também 4 ag6es dinimicas do mesmo sobre a vi, o vefelo poders tomar vias posses diferen- tes que vamos examiner 86.1 Inseigfo Limite ou Inscrgfo Obrigada Neste caso, os fis das rodasextremasestfo em permanente contato com os tritho, conforme mostra a Fig. 71, eriando um atrito que vai aurpentar a reisténie de cura, Ese tipo de inscrgfo nZo poderd ser aceito notmalmente, pois feilitaia o descenil. ‘mento na curva, S0 excepcionalmente, em pétos de serigo¢ com velocidade muito redu. id, poder aeiaedmitirorafo mfnime que daria ese tipo de inscrigo, Fen Fen ‘Como 0 friso da roda esté sempre “avangado” em relag80 a0 aro, a base rigid secé afetada do segmento 1, mostrado na Fig. 72, valor de w,tira.se da Fig. 72; Donde x= VD Em que D 0 dimetro ds roda, medida a6 o iso e ma altura do mesmo, Vejamos qual a relapo entre a folgn fe 0 alo da curva pare permits a “inscrgo ime", Sela p a base rigida do vereulo, medida de contro a centro das tees de contato das oda sobre os trilhot. Ro nao da curva no centro da via ed & datincia entre as faces externas dos feso8 Aas rodas (gabarito do rodeiro). ‘Da Fig. 71 tremor: Gtheh shes sendo S a supesargura da via,}6 definida; e f © fy as fechas Entio: S= ff, ~(—d) Goto davis) i) a INSCRIGAO 00S VEICULOS NAS CURVAS - 149 Temos ainda: (232) =5 an -5)= 2m zy (Gesprzonsn ty f,* em presence), Teno, cendramente: §G@R4)= oR . on f= 2208 a2) g= = uj a(+ ) sutra em 1 drt g= ©4220? HEH? 1208 (0-8) ono od 2 e-8 Subtituindo 0 valor de Dm: (+ 200m (a2) — @—2vbmy" e+) 1@-=) ;