POLÍCIA MILITAR DA PARAÍBA

CENTRO DE EDUCAÇÃO
CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS

GILBERTO DA COSTA SILVA

O POLICIAL MILITAR NA SOCIEDADE À LUZ DOS DIREITOS HUMANOS:
desafios e possibilidades

PATOS
2015

GILBERTO DA COSTA SILVA

O POLICIAL MILITAR NA SOCIEDADE À LUZ DOS DIREITOS HUMANOS:
desafios e possibilidades

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
ao Centro de Pós-graduação e Pesquisa do
centro de Educação da PMPB como parte dos
requisitos para a conclusão do Curso de
Especialização em Gestão e Tecnologias
Educacionais.

Orientador(a): Profª. Msc. Elaine Cristine
Alves Pegado

PATOS
2015

mediante o embasamento nos direitos humanos.com Orientador (a): Profª. pois uma vez que o policial seja bem formado. Educador.(1998).Técnico em Segurança Pública formado no Terceiro Batalhão da PMPB. Palavras-chave: Policial militar. O desempenho do policial militar enquanto mediador de conflitos e educador possibilita a sociedade segurança pública. contribuindo para uma formação participativa da sociedade. tendo em vista. A temática em questão exige um aporte teórico que circunscreve a respeito de Balestreri. A escolha da temática justifica-se. educa e transforma a sociedade para a justiça e a humanização. (2009) entre outros. para um educador.(2004). a importância de uma base sólida e eficaz na sua formação voltada para didática dos direitos humanos. Msc. Nesse sentido surge a seguinte problemática.com RESUMO Este artigo apresenta um estudo referente à educação em direitos humanos conciliada ao desempenho profissional do policial militar na sociedade. pois a missão mais sublime do policial é promover a paz. dignidade e diálogo. Sociedade. Westphal. Nassaro. Tem como objetivo analisar os desafios e possibilidades da atuação do policial militar frente a sociedade. licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Vale do Acaraú e Aluno do Curso de Especialização em Gestão em Tecnologias Educacionais pelo Centro de Pós-Graduação e Pesquisa. retribuirá o bom tratamento a sociedade que seu público alvo. direitos humanos. Para tanto. e tratado com a devida humanidade cabível. Do contrário. Elaine Cristine Alves Pegado2 elainepegado@gmail. O referido profissional tendo uma relação com a sociedade pautada nos direitos humanos estabelece uma parceria humanística e conciliadora. surge revolta e desrespeito por parte da sociedade em relação ao militar. . O POLICIAL MILITAR NA SOCIEDADE À LUZ DOS DIREITOS HUMANOS: desafios e possibilidades Por Gilberto da Costa Silva 1 gilpmpatos@gmail. indo além do profissional da segurança pública. além de imprimir respeito da sociedade ao policial. Silva (2003). 1cabo da PMPB. a experiência do autor pouco mais de uma década intrínseco a referida corporação em perceber que a atuação do policial militar na sociedade embasada nos direitos humanos. quais os desafios e as possibilidades que o policial se depara perante a sociedade ao atuar fundamentado nos direitos humanos? O que fazer para formar os novos policiais a luz dos direitos humanos? Para responder a tal questionamento se realiza uma pesquisa de cunho bibliográfico e qualitativo.

da disciplina Metodologia do Ensino Superior. among others. . Aims to analyze the challenges and possibilities of action of the military police against society through the basement human rights. the author's experience to realize that the actions of the military police in society based on human rights.2Docente do curso de especialização em Gestão em Tecnologias Educacionais pela Polícia Militar da Paraíba em parceria com o Ministério da Justiça. dignity and dialogue. educates and transforms society for justice and humanization. Mestre em Economia Pela UFPB. Keywords: Military Police. what challenges and possibilities that the police are faced in society to act based on human rights? To answer this question account for a bibliographic and qualitative research. comes anger and disrespect by society in relation to the military. Society. Silva (2003). Otherwise. The issue in question requires a theoretical framework that circumscribes about Balestreri (1998). Nassaro (2004). bem como outras atividades correlatas. Westphal (2009). contributing to a participatory training of society. In this sense there is the following problem. for the most sublime mission of the police is to promote peace. for an educator. Human rights. The professional that having a relationship with society based on human rights provides a humanistic and conciliatory partnership. docente das FIP das disciplinas Direito e Legislação Social e Economia Política. Advogada. The issue of choice is justified in view. and print about the company police. Educator. ABSTRACT This paper presents a study related to education in human rights reconciled to the professional performance of the military police in society. The performance of the military police as a conflict mediator and educator enables public safety society. going beyond the professional public safety.

o policial como agente de segurança pública muitas vezes quando não mais é possível negociar no local dos fatos ocorridos tomar posse do papel de juiz e algumas vezes é forçado à decidir pela vida ou morte de alguém. Tal é a importância de um novo policial ou mesmo um mais antigo conhecer e estar fundamento nos direitos humanos a fim de que a sociedade. A luz de Balestreri (1998) discutiu-se a respeito das coisas de polícia dos destratos. atrelados a realidade profissional do policial e as ramificações no que compete suas responsabilidades sociais. a vida. sua importância de estar preparado para dar as respostas cabíveis nas diversas situações encontradas em uma comunidade são claramente necessárias. 4 INTRODUÇÃO O Policial Militar. agente cuja missão constitucional é preservar a ordem pública e exercer a polícia ostensiva possui entre outras uma ampla responsabilidade social. Para compreender esta linha de pensamentos e reflexões é necessário que sejam realizados alguns estudos no tocante a educação seja de modo geral seja na educação em direitos humanos. O policial identifica-se pela ostensividade de sua farda e reflete através dela a segurança que a comunidade espera no cumprimento de suas atividades. das desumanidades e humilhações que por muito tempo vem sendo . é o policial militar. Os policiais militares estão no cerne da sociedade seja na manutenção da ordem pública. e o cidadão a quem de direito é o público alvo que a polícia se organiza para cuidar do seu bem estar. seja no cumprimento do dever legal. É importante frisar que para o bom funcionamento destas estruturas e valores a formação dos policiais sejam norteadas para uma cultura mais humanista e que nos princípios dos cursos de formação o futuro policial receba a educação que ele usará no seu cotidiano profissional a fim de corroborar com a construção da cidadania e da dignidade humana. seja orientando e educando os populares a viver em harmonia. O primeiro contato do cidadão com uma autoridade policial mediante um conflito. a identidade da corporação a qual participa ganha altivez com a execução eficiente do trabalho do bom policial. portanto. Munidos de princípios norteadores e de valores fundamentais voltados para a proteção do bem maior.

Por meio deste trabalho observa-se a capacidade que o policial tem de não se deixar envolver nas ocorrências emocionalmente para que as resoluções sejam de imparciais e justas haja vista que a autoridade policial militar é a primeira dentre outras na mediação dos conflitos. gostei ou não gostei. O policial militar configurado também como sujeito. Outro enfoque apresentado e discutido é o papel do policial como educador da sociedade. Um sujeito é capaz de dizer: Concordo. 1 Policial Militar: um sujeito educador. haja visto estar relacionado com a comunidade que ele faz a guarda. .67): Sujeito: relaciona-se inteligentemente com a realidade. receber criticas a respeito do que seja melhor para convivência habitacional de todos. mas também. 5 chagadas e não cicatrizadas ao longo de alguns cursos de formações. mediador de conflitos. Segundo SILVA(2003. podem mudar de posicionamento nas suas tomadas de decisões. julgando-a e se posicionando. não concordo. não apenas como agente de segurança pública mais como coadjuvante da educação para a cidadania. ante a posição de concordar ou discordar dos fatos e procedimentos dirigidos a sua competência. Esse mesmo policial é um sujeito que bem mais da sua esfera de manutenção da ordem pública deve agir com inteligência e consciência de que o seu sim ou o seu não. também é um sujeito.p. não em todos. cidadão Entende-se que o policial militar agente de segurança pública dentre outras atribuições que lhes são dirigidas tais como pacificador. está inserido na sociedade como qualquer outra pessoa que possa opinar. promotor da paz. de modo que opte responsavelmente por suas decisões. que por sua vez são os primeiros passos na entrada de um indivíduo na corporação polícia militar.

eventos. O policial militar uma vez consciente de que é sujeito. há de por em prática suas qualificações de pedagogo da sociedade. e sempre. Conforme Gorczeviski.Tauchen (2008. Esta é a primeira dimensão e condição que deve se alimentar na razão de ser policial. de orientar com humanização a fim de trazer de volta a tranquilidade da comunidade e continuar a construção de um mundo melhor. Esta configuração de cidadão é uma característica que o policial deve carregar na sua bagagem profissional munido de propósitos que possa contribuir para o engrandecimento do seu habitat de trabalho e que outrora o beneficiará em algumas tomadas de decisões nas ocorrências corriqueiras que possam aparecer. 66) ser educador: hoje. Para dar continuidade a esta ótica faz-se necessário também configurar o policial militar como cidadão. de nortear. mas também pela responsabilidade de pacificar. O policial militar cidadão é aquele sujeito educador que está intrínseco aos acontecimentos programáticos de uma determinada comunidade. através do debate e da participação e na tomada de decisões políticas. de ouvir as partes. não apenas como o sujeito responsável por balizar a ordem pública. aquele que participa dos projetos. mas sim aquele que está aberto a sugestões para que possa julgar com responsabilidade e imparcialidade o que for necessário para o bem comum. 1. p. de ensinar. é ser portador de uma mensagem de esperança de que o ser humano pode ser modificado para melhor. e que também é um educador social.1 Educação em Direitos Humanos . Uma vez também que cidadão não implica dizer que é o dono da razão e não poderá usar de sua autoridade para impor aos demais cidadãos o que se deva fazer. desejos. 6 A sociedade clama por socorro. é o indivíduo que ostentado pela sua farda transmite uma sensação de segurança e tranquilidade para comunidade que se posta. p. clama pela polícia quando não consegue dar conta de resolver uma situação de desordem ou desequilíbrio social. Ainda segundo Silva (2003. 68): cidadão: é o indivíduo que participa ativamente na configuração do futuro de sua sociedade. sonhos que a comunidade aspira e pratica no seu cotidiano.

com a missão de conscientizar a todos uma dignidade humana. pois é parte integrante da dignidade humana e contribui para ampliá-la com conhecimento. entendidos como aqueles direitos fundamentais que o homem possui pelo fato de ser homem. pela dignidade que a ela é inerente. Todo ser humano deve ser tratado a luz desse direito. Esses direitos.políticos e sociais e para os direitos humanos. haja vista que o sistema de ensino norteia a formação do cidadão nos parâmetros civis. como confirma Westphal 2009. apresentam pilares fundamentais na construção do indivíduo humanizado e dignificado. De acordo com Westphal ( 2009. p. mais necessariamente pela visão antropológica. A sociedade na sua maioria não foi altamente educada a respeito dos direitos humanos. O tratamento humanizado independente de ser ou não pessoa de bem inserida na comunidade. São direitos que não resultam de uma concessão da sociedade política. a educação deve ser fator fundamental para a construção do estado democrático. E assume o status de direito humano. p. 02: Direitos Humanos são. Claude (1996. modernamente. Para a formação do cidadão. não descarta a pessoa que não está se encaixando socialmente. não só pela ótica jurídica. 7 Para falar nestes elementos que são essenciais na construção do educador policial intrínseco a sociedade. saber e discernimento. se faz necessário conhecer conceitos referentes a Educação em Direitos Humanos enquanto filosofia e postura teórica – metodológica ideia inserida nos diversos campos sociais que por sua vez. por sua própria natureza humana. Este deve ter uma responsabilidade de enquadrar-se na formação do Estado . p.02): Mas a ressalva maior está no que condiz ao sistema de ensino. politicamente devem ser tratados com sacralidade garantidos a todo ser humano independente da conduta que esteja configurada na sociedade.71) diz: A educação é valiosa por ser a mais eficiente ferramenta para o crescimento pessoal.

A instrução será gratuita. 2007. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL. pois o sistema de ensino deve contemplar a formação do cidadão. (WESTPHAL. em seu Capítulo III quando trata da educação e expõe a responsabilidade que o Estado deve dar nesta temática com o objetivo de construir um cidadão como agente transformador da sociedade. direito de todos e dever do Estado e da família. 8 Democrático. esta baseada no mérito.2 Educação dever do estado Uma sociedade que detém educação pelo menos de forma básica. A concepção dos direitos humanos já se é entendida por alguns que buscam conhecê-los nos diversos campos da educação. p. desenvolvendo uma visão moderna e bem fundamentada dos direitos civis. bem como a instrução superior. 93). Toda pessoa tem direito à instrução. e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. está aberta a compreender uma gama de situações corriqueiras presentes nos meios sociais habitáveis. consta no art. 2. 2009 p. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais.02). O estado tem o dever de promover e desenvolver condições para os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos entre eles a educação como diz a Magna Carta. A instrução elementar será obrigatória. 205 da Constituição Brasileira que: A educação. políticos e sociais. A instrução técnico profissional será acessível a todos. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. . pelo menos nos graus elementares e fundamentais. E o Artigo XXVI da Declaração Universal dos direitos Humanos reforça: 1. A instrução promoverá a compreensão. 1. e também uma consciência mais abrangente dos direitos humanos. Assim. a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos.

para que sua missão esteja focada a segurança da comunidade como diz o juramento quando incorporado a uma instituição Policial Militar: Ao ingressar na Polícia Militar da Paraíba. o lazer. prometo regular a minha conduta pelos preceitos da moral. É notório que a educação é um dos direitos fundamentais na construção do homem no que se refere a seus relacionamentos sociais e pessoais intrínsecos a grande sociedade. cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado e dedicar. 2007. a assistência aos desamparados. 2. . a saúde. O policial e sua missão Ante esses conceitos apresentados sobre educação. agente de manutenção da ordem pública. deparando-se à diferentes situações. promotor da paz. compete aos policiais militares. a proteção à maternidade e à infância. Está atrelado a uma conduta modelo que represente diante da sociedade. na forma desta Constituição (BRASIL. Falar dos direitos humanos e não inserir a educação nesse rol de direitos seria apresentar demagogia e utopia as realidades contemporâneas que a sociedade se depara no cotidiano. realizando atividades que não são necessariamente a sua competência. mesmo com o risco da própria vida O policial militar. à manutenção da ordem pública e à segurança da comunidade. a moradia. a segurança.me inteiramente ao serviço policial- militar. 9 Nesse contexto ao citar o art. cidadãos. referência de disciplina e ordem. que por diversas vezes as executa para assim balizar a ordem e tranquilidade pública. educadores e participantes de uma sociedade. 19). tem na sua missão o estrito cumprimento do dever legal e está sempre se relacionando com pessoas de diferentes comportamentos. p. a previdência social. sujeitos. 6º da Constituição Federal de 1998 que diz: São direitos sociais a educação. representar o estado com os princípios educacionais adquiridos sejam no âmbito familiar ou no âmbito escolar.

incumbe a execução de atividades de defesa civil. as polícias militares prestam serviços em diversas áreas de atendimento. com suporte no exercício da missão constitucional de “polícia ostensiva” e “preservação da ordem pública”.44): Em seu primeiro contato com as partes ele já pode conseguir pela presença. 2007. do artigo 144. além das atribuições definidas em lei. Entre os objetos e a natureza do trabalho das polícias militares podem ser destacados a busca constante e permanente pela pacificação nas relações sociais.57) ainda declara: .19).43) relata que: “buscando o ideal cumprimento de sua missão constitucional. muito além da esfera de fiscalização”. O bom policial “não se envolve na ocorrência” como preconizam os manuais e confirma a experiência profissional adotando postura neutral.p. faz-se necessário encaminhar pelo policial os envolvidos a delegacia para os procedimentos de caráter judiciais. evitar situações que certamente se agravariam. como um árbitro ao ouvir a versão das parte se buscando uma solução equilibrada mediante seu poder de argumentação. NASSARO ( 2004.p. que mediam a promoção de acordos ainda que informais. é aquela mesma autoridade que já inicia mediação propriamente dita ao agir com imparcialidade para apurar os fatos e ouvir as partes envolvidas com o objetivo de oferecer suporte para que seja feita a justiça desde o princípio de um possível conflito. conforme § 5º. argumentação e até aconselhamento. p. por meio da resolução dos conflitos diversos. Se não for possível apaziguar a situação ou a resolução dos ocorridos no local do fato. p. aos corpos de bombeiros militares. O policial militar sendo a primeira autoridade frente a um conflito seja de pequena ou grande gravidade que por diversas vezes não possa evitar mesmo com sua ostensividade permanente. (BRASIL. 10 Nassarro (2004. da Constituição Federal (CF) abaixo: Ás polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. desde que possível um desfecho no local dos fatos. palavra. E ainda como diz Nassaro ( 2004.

como menciona Balestreri. no Brasil. Irmana-se. 3 O Policial cidadão e representante do estado Outras vezes já foi dito que o policial é cidadão. . condição primeira. obstaculizando. A “lógica” da Guerra Fria. da qual todos os segmentos estatais são derivados.1998. tornando-se bizarra qualquer reflexão fundada sobre suposta dualidade ou antagonismo entre uma “sociedade civil” e outra “sociedade policial”. sequelas ideológicas persistem indevidamente. p. de um serviço à cidadania. 7). pela caracterização de uma infração penal que impõe outros registros (além daqueles providenciados na esfera do policiamento preventivo). Portanto não há. Mesmo após o encerramento desses anos de paranoia. Por isso não há exagero na afirmação de que o policial militar no primeiro atendimento de uma ocorrência já opera o direito.1998: O policial é. aliada aos “anos de chumbo”. Essa afirmação é plenamente válida mesmo quando se trata da Polícia Militar. assim. em algumas áreas. portanto. Sua condição de cidadania é. Este mesmo policial alimenta-se dessa cidadania como razão da construção do ser na sua primeira dimensão é coadjuvante na construção da sociedade civil e deve apresentar-se como ferramenta humana para ajudar combater o “inimigo interno”. (BALESTRERI. antes de eventual invocação da tutela jurisdicional O policial inicia uma gama de resoluções rápidas muitas fora da sua alça de competências na tentativa de intervir para a manutenção da ordem e da tranqüilidade da comunidade operante. antes de tudo um cidadão. e na cidadania deve nutrir sua razão de ser. a elucidação da real função policial. é que se encarregou de solidificar esses equívocos. constituindo-se “juiz do fato”. que é um serviço público realizado na perspectiva de uma sociedade única. igualmente. é sujeito e está inserido a comunidade como ser de relacionamentos diversos. uma “sociedade civil” e outra“ sociedade militar”. 11 Também é notório que a maioria dos registros de ocorrências em delegacias de polícia resulta do encaminhamento das partes por policiais militares quando não é mais possível a “solução pelo local”. a todos os membros da comunidade em direitos e deveres. em ferramenta para enfrentamento do “inimigo interno”. tentando transformar a polícia.

em seu contato mais imediato com a população. confirmado por Balestreri. por exemplo. assim. porta a singular permissão para o uso da força e das armas.tais quais exijam intervenção policial e também serve de modelo testemunhal da pessoa de bem. portanto. não realiza injustiças por distinções de classes. No passado. contudo.1998: Há. quando conscientemente explicitada através de comportamentos e atitudes. p. p. antecede as próprias especificidades de sua especialidade.1998. professores e especialistas em educação. um cidadão qualificado: emblematiza o Estado. Sendo a autoridade mais comumente encontrada tem. exercido por esse cidadão qualificado é. Seguindo esse contexto. jornalistas e policiais. O impacto sobre a vida de indivíduos e comunidades. portador de uma conduta imparcial que respeita as diferenças. à luz desses paradigmas educacionais mais abrangentes. 8). Além disso. esse papel estava reservado únicamente aos pais. advogados.1998. é um pleno e legitimo educador. Hoje é preciso incluir com primazia no rol pedagógico também outras profissões irrecusavelmente formadoras de opinião: médicos. O policial. 12 O estado tem muitos representantes indiretos a exemplo temos o policial militar. cor ou credos religiosos. ( BALESTRERI. o policial é um educador social intrínseco a comunidade. para os indivíduos de uma comunidade. que frente a população como agente de segurança pública e mantedor da ordem.1998: O agente de Segurança Pública é. no âmbito da lei. É o “porta voz” popular. sempre um impacto extremado e simbolicamente referencial para o bem ou para o mal-estar da sociedade. a missão de ser uma espécie de “porta voz” popular do conjunto de autoridades das diversas áreas do poder. precisa estar qualificado como cidadão. uma dimensão pedagógica no agir policial que. . É acobertado na lei pra usar se necessário a força e armas de fogo para conter os conflitos. como em outras profissões de suporte público. e deve educar munido de sua formação profissional. pois. ( BALESTRERI. Essa dimensão é inabdicável e reveste de profunda nobreza a função policial. a comunidade onde trabalha e habita contribuindo nesta dimensão de formar cidadania como ser de relações. o que lhe confere natural e destacada autoridade para a construção social ou para sua devastação. Os paradigmas contemporâneos na área da educação nos obrigam a repensar o agente educacional de forma mais includente. assim. como confirma Balestreri. 8).

o pedagogo que há em cada policial. Isso só é alcançável à partir de um patamar de “sentido existencial”. ( BALESTRERI. seja no campo pessoal ou profissional como forma de nutrir sua auto-estima. como reflexo de bem querer para si e para outrem. Com o policial não é diferente. o resultado será uma auto-imagem denegrida e uma baixa auto-estima. p. o caminho mais rápido e eficaz para a reconquista da abalada auto-estima policial. é permitir a ressignificação da importância social da polícia. que o policial não é diretamente educador por ofício. com a consequente consciência da nobreza e da dignidade dessa missão. seguramente.1998. o policial que detém tais princípios executa com nobreza e dignidade suas atividades corriqueiras com objetivo de alcançar o bom êxito nas suas peculiaridades 4 O policial Vestido da armadura da Moral Diga-se. A elevação dos padrões de auto-estima pode ser o caminho mais seguro para uma boa prestação de serviços. torna-se fonte de entusiasmo e motivação para o policial ostentar e defender sua instituição e dar continuidade a sua missão. mas. é fundamental que o cidadão policial sinta-se motivado e orgulhoso de sua profissão. Não podemos viver para fora o que não vivemos para dentro. testemunho. e a configuração do respeito mútuo mencionado por Balestreri. Note-se que os vínculos de respeito e solidariedade só podem constituir-se sobre uma boa base de auto-estima. como o professor de fato. Para tanto a importância de ter um bagagem de valores. transformando o homem e a mulher que a exercem em meros cumpridores de ordens sem um significado pessoalmente assumido como ideário. os vínculos que ele adquire junto a população a qual se relaciona é recíproco entre policial-sociedade. pois. Só respeita o outro aquele que se dá respeito a si mesmo. reflete sua . por excelência do seu exemplo. 9). Resgatar. conhecimentos técnicos e profissionais aliada a experiência. A experiência primária do “querer-se bem” é fundamental para possibilitar o conhecimento de como chegar a “querer bem o outro”. Se a função policial for esvaziada desse sentido.1998: O reconhecimento dessa “dimensão pedagógica” é. 13 Todo pessoa se satisfaz em receber elogios e ser reconhecido pelos seus atos. Em nível pessoal.

Essa mesma armadura que o policial se reveste a frente da sociedade. a luz de Balestreri. guarda e condução de malfeitores. o configura como protetor e norteador de princípios.10): “por essa razão é que uma intervenção incorreta funda marcas traumáticas por anos ou até pela vida inteira. Relata ainda Balestreri (1998. cabe intervir e orientar quanto aos princípios de civilidade independente da conduta desintegrada de algumas pessoas da sociedade. pedagógica.p. Diz Balestreri. proteger. é reflexo de um ser que cuida e se preocupa com seus filhos não só de maneira profissional mais com o objetivo de fazer o bem para o crescimento da cidadania e dignidade da pessoa humana. Não há exceção quando tratamos de princípios. possivelmente. e manter a ordem pública. mesmo quando está em questão a prisão. Ao contrário. Pela sua missão de zelar. dar exemplo de conduta fortemente baseada em princípios. o modelo de conduta que a comunidade vê no policial. a ação do bom policial pode enaltecer e marcar a vida dos indivíduos que participam diretamente ou indiretamente de alguma ação policial visível na comunidade satisfazendo ambas as partes. Alguns sociopatas não comungam com a ideia de paz e tranquilidade e por vezes repetidas manifestam-se na comunidade tentando quebrar a estrutura de civilização. mais marcante na vida da população do que a própria intervenção do educador por ofício.(1998. o professor”. que o policial carrega irrecusavelmente é.10): “essa dimensão testemunhal. o policial deve agir com a razão a frente da emoção. acima de tudo. 14 moral na população. ou mais ainda um paternalista comunitário. assim como a ação do “bom policial” será sempre lembrada com satisfação e conforto”. Esta moral é uma armadura intransferível e irrecusável ante o cidadão. Zelar pela ordem pública é. Ao Policial por sua vez. exemplar. Haja vista esta moral na sua carga de atribuições diante da sociedade. podem construir estigmas traumáticos nas pessoas envolvidas nas ocorrências e também nos observadores.p.1998 que fala: É essa mesma “visibilidade moral” da polícia o mais forte argumento para convencê-la de sua “responsabilidade paternal” (ainda que não paternalista) sobre a comunidade. quando no contato com os . moral e sua carreira profissional. Se o policial é capaz de transigir nos seus princípios de civilidade. de maneira coerente e correta pois as suas intervenções incorretas além de causar danos a sua conduta. assim.

p. a exemplo os sociopatas. deve estampar na sua identidade o amor pela corporação. com acobertar práticas abomináveis. confunde o imaginário popular e rebaixa-se à igualdade de procedimentos com aqueles que combate. 1998 p. (BALESTRERI. e os direitos humanos Segundo Yara (2011). como muitos assim intitulam os direitos humanos. A comunidade espera do policial agente de segurança pública a resolução dos conflitos. 10). a verdadeira identidade policial exige do sujeito um permanente zelo pela “limpeza” da instituição da qual participa. abona a violência. o policial contemporâneo está conectado a sociedade que é mutável a diferentes formas de comportamentos e espera que o policial também realize suas mudanças na atividade policial. executar os direitos humanos e suas atribuições junto a comunidade que ele atua. O policial contemporâneo que deseja apagar as estigmas truculentas. Ter identidade com a polícia. mais também não os carimba como os mocinhos. mas sim expressar a defesa da dignidade do policial. não pela estrutura humana que a representa. é notório que a perspectiva. costumes errôneos que foram cravados no nome da instituição no passado. conspurca a normalidade. È notório que esta justificativa não tira a desaprovação da conduta errônea de certos indivíduos. (BALESTRERI. não se podem confundir. 15 sociopatas. suas atividades e práticas. A polícia militar está embasada na preservação da ordem pública e a incolumidade das pessoas e do patrimônio. em momento algum. possui no cerne de suas atividades. . não é refletir do ponto de vista da “defesa do bandido”. aqui. Ao contrário. contamina-se com o que nega. Na visão de Balestreri (1998). 5 O policial. coisas essas desejáveis. cabe a polícia militar e outras forças exercer atividades de promoção da segurança pública. amar a corporação da qual participa. uma vez que deposita confiança no seu trabalho e sua capacidade de proceder. o que deseja mostrar acima de tudo é a conduta do policial na defesa da sua dignidade em executar sua missão. 10). Portanto. mas pela estrutura de valores que merece brio.1998.

5) Fundamentados na declaração universal dos direitos humanos é preciso valorizar e aplicar os direitos humanos na sua essência não apenas no que se refere ao público alvo do policial. Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra. 6 O policial e seus direitos humanos . Quem acoberta o espúrio permite que ele enxovalhe a imagem do conjunto da instituição e mostra. da justiça e da paz no mundo. 2009 p. mais generalizar a forma humana como este alvo para receber os direitos que lhe competem e que evidenciam a sua existência e proteger incontestável o bem maior. (UNIC RIO. acobertar estas espúrias segundo Balestreri (1998). o cidadão por excelência. a vida. O acobertamento de práticas espúrias demonstra. ao contrário do que muitas vezes parece. 16 Comungar com as ações e deixar-se corromper seguindo o modelo de práticas antigas de alguns membros policiais é manchar a imagem da instituição refletida através de suas atividades rotineiras. é demonstrar o absoluto desprezo pelas instituições policiais. 10). E o preâmbulo da Declaração Universal dos direitos Humanos reforça : Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade. Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito. e mostra de tal modo não ter respeito pela própria instituição que se insere e ostentar a ética da corporação. não ter qualquer respeito pelo ambiente do qual faz parte. à rebelião contra tirania e a opressão. (BALESTRERI. dessa forma. 1998 p. o mais absoluto desprezo pelas instituições policiais. como último recurso. de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum. para que o homem não seja compelido.

que de maneira automática alguns querem descarregar a desumanidade ora colhida no inimigo invisível que o policial irá enfrentar. a passar por tratamentos anti-pedagógicos que não fortificam nem mesmo dignificam o perfil do policial como ser humano nos dias de hoje. um dessabor daqueles que estão representando a instituição na formação. . o que na verdade não usará de fato os procedimentos e técnicas de guerrilhas haja visto que é um combatente urbano de paz e não de guerra. torturas psicológicas e destratos humanos. cidadão e sujeito também é humano e por sua vez merece igualdade de tratamento pois quem não tem nada na sua bagagem não poderá oferecer nada da mesma forma. entre outras. não em todas as escolas. 17 A polícia combate diversos conflitos sociais e psicológicos em vezes que ela se depara. o combatente absorve um rancor. em diversas partes do Brasil). (BALESTRERI 1998. Em muitas academias de polícia (é claro que não em todas) os policiais parecem ainda ser “adestrados” para alguma suposta “guerra de guerrilhas”. encontram no interior da corporação logo no principio tanta humilhação. p. Lá no início da sua preparação. (palavra usada referente especialmente aos cães) o policial é treinado para combater as guerrilhas como modelo do Exército Brasileiro. ser “afogado” na lama por superior hierárquico. o policial recebe ensinamentos que mais parecem “adestramentos”. 12) Na ótica deste minúsculo comentário desumano que alguns policiais seja militar ou até civis vivenciam nas suas formações. as vezes achando que são vocacionados a ser policial. sendo submetidos a toda ordem de maus-tratos (beber sangue no pescoço da galinha. comer fezes.(1998) quem cuida da polícia? Esse mesmo mediador de conflitos e balizador da tranquilidade pública. ainda na sua formação é forçado por vezes. ficar em pé sobre formigueiro.onde acaba refletindo na imagem da corporação. é chamada a cuidar dos piores dramas da população nos diversos campos e nisso reside um elemento que causa um certo desequilíbrio. à luz de Balestreri. força a qual é auxiliar. da sua formação. o cidadão. são só alguns dos recentes exemplos que tenho colecionado à partir da narrativa de amigos policiais. E para tanto.

A formação que ele receber dirá a sociedade a identidade que a instituição construiu para si própria. do respeito que o porta voz do povo. Como já foi dito em um momento anterior. mas igualmente nas artes didáticas e no relacionamento interpessoal. p. das escolas formativas de oficiais e soldados e dos institutos superiores de ensino e pesquisa. é sinônimo de utopia e demagogia. os futuros policiais são. tratar os malfeitores com respeito e igualdade. deve-se ressaltar a importância das academias de Polícia Civil. a fim de atiçar-lhes a raiva contra o “inimigo” (será. Aqui. aplicar os direitos humanos. da humanidade. nos programas escolares. o policial deva ser bem mais que um a força bruta que muitos costumam mencionar. está embasado e fundamento a luz dos direitos humanos para executar com qualidade a terna e árdua missão de promoção do bem estar e manutenção da paz almejada. são fundamentais para a geração de policiais que atuem com base na lei e na ordem hierárquica. 18 Por uma contaminação da ideologia militar (diga-se de passagem. se exigirá. “quem não tem nada na sua bagagem não poderá oferecer nada da mesma forma”. p.. que privilegiasse a formação do juízo moral. cada vez mais. (BALESTRERI 1998. Tanto se cobra do policial que seja o mais preparado mediador dos conflitos e o agente mais humanizado que a sociedade visivelmente convive. 12) Na visão de alguns policiais. mais na raiz da sua formação é preciso ser estudado e modificado as diversas formas de tratamentos impróprios que ele é submetido. seja através de suas intervenções junto aos policiais ingressantes. de conteúdos e metodologias na formação de ambas as polícias. técnicas.. preparando as nossas policias para receberem ou aumentarem os valores da ética. da moral. mesmo o de mais simples escalão. Do policial contemporâneo. Um bom currículo e professores habilitados não apenas nos conhecimentos técnicos. submetidos a violento estresse psicológico. mas também na autonomia moral e intelectual. muitas vezes. o uso de novas metodologias. discernimento de valores éticos e condução rápida de processos de raciocínio na tomada de decisões. ao menos em parte. O policial que segue o modelo do viés dos pensamentos bons. inseridos nos currículos. o cidadão?). pelo estabelecimento de um “núcleo comum”.] superação desses desvios poderia dar-se. (BALESTRERI 1998. presente não apenas nas PMs mas também em muitas polícias civis). 12). não se pode dar aquilo que não se tem. . as ciências humanísticas e a tecnologia como contraponto de eficácia à incompetência da força bruta. [. seja na qualificação daqueles que se encontram há mais tempo na ativa. nesse caso. como bases para a construção da Polícia Cidadã.

que através do bom policial o emblema da sua instituição ou corporação retira um pouco da imagem truculenta. Em outro momento deste trabalho foi relatado sobre o perfil do Policial contemporâneo. a sociedade não o considera como merecedor desses direitos como se o policial na sua integridade não detivesse para consigo os tais direitos e nas ocorrências consideradas mais simples ele muda de perfil de herói a vilão na ótica da comunidade. é um participante ativo de cidadania. foi destaque os relacionamentos harmoniosos e amistosos com os cidadãos. formados para aplicação dos direitos humanos ante a . faz entender que bem mais que um agente de segurança pública responsável em manter o equilíbrio da paz. mal educada e anti-social que a sociedade o estigmatiza. respeito. Seu papel de cidadão intrínseco a comunidade. Também é importante salientar outro desafio encontrado nos que nem sempre o policial é aceito diante da sociedade que opera seu trabalho. eficiência e profissionalismo apresenta a imagem institucional de tal forma que a enaltece diante da visibilidade da sociedade. que dentro das suas missões precisa resgatar e ostentar para si e para todos a consciência que seu papel social é bem mais importante que apenas tirar das ruas aqueles sociopatas e demais indivíduos que tentam desequilibrar a tranquilidade em geral. executando suas atividades para corroborar com a manutenção da ordem pública. Nesta ótica. e quando se fala em direitos humanos. as possibilidades e desafios ora encontrados no árduo cumprimento de sua missão à luz dos direitos humanos. Outro ponto que foi mencionado por meio desta pesquisa foi a forma que os policiais são preparados. mais pela excelsa necessidade de conviver em harmonia com os distintos populares de determinadas comunidades. 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS O propósito final deste trabalho foi ampliar o viés de pensamentos por meio de revisão bibliográfica apresentando o policial militar como educador da sociedade não por oficio. O reflexo de um policial que apresenta educação e está preparado para aplicar com humanidade.

os direitos humanos devem começar a ser aplicados em casa. a preparação desde os cursos de formação. Seria possível um entrosamento com a comunidade em quem ele opera suas atividades na intenção de ambos se ajudarem. constata-se que. neste caso no quartel ou nos centros de formação de policiais. no seu público alvo que seria o cidadão. constrangimentos psicológicos. Isso leva a repensar a ideia de que o policial frente ao cidadão possa querer descarregar seus sofrimentos encontrados nos cursos de formação que por ventura não carregam valor pedagógico. uma vez que sem o crédito na polícia a sociedade ficaria sem ninguém a recorrer nas situações que lhe oferecem um perigo iminente. o próprio policial recebe tratamentos desumanos. se respeitarem e conviverem em harmonia. Seria contraditório para a policia que é uma instituição que está a serviço da cidadania ser educada e treinada para a guerra de guerrilhas e apresentar-se diante do cidadão como se tivesse sido educado pela família. será possível nortear os policias contemporâneos a porta-se diante da sociedade como coadjuvantes da defesa do estado e do bem estar das pessoas. . A comunidade há de avaliar o policial de forma qualificada em algumas situações com o emblema de herói. ou até reciclagens contínuas na sua carreira profissional. humilhações por parte de alguns instrutores valendo lembrar que não são em todos as escolas de formação e nem todos os instrutores. Sugere-se que por meio da formação humanizada dos policiais. 20 sociedade. Será possível também ampliar a credibilidade das pessoas em poder contar com o policial para os vários conflitos que surgem no cotidiano. a priori. Se na sua identidade estiver marcada a grandeza da instituição a qual participa.

2004. ed. CHAMLIAN. A. . Acesso em: 03 jan.V. MACHADO. (Org. nº 42. João Gualberto de Carvalho Meneses. Inclusão e Cidadania: possibilidade e prática. OLIVEIRA. 2007.). E. NASSARO. BRASIL.org. Direitos Humanos: Coisa de Polícia – Passo fundo- RS. Adilson Luís Franco. São Paulo: Avercamp. 21 REFERÊNCIAS A Declaração Universal dos Direitos Humanos Disponível em: < http://www. Constituição Federal. In: Ecleide Cunico Furlanetto. Direitos humanos e cidadania. Paster Editora. SIQUEIRA JUNIOR. São Paulo: Polícia Militar do Estado de São Paulo. O policial militar operador do Direito. . 2015.dudh. 2007. 1998.Revista A Força Policial. Constituição da Republica Federativa do Brasil de 05 de outubro de 1988. Miguel Augusto Machado de. 8. L. BALESTRERI Ricardo Brisola. Potiguara Acácio Pereira. São Paulo: Revista dos Tribunais. 1a. Porto Alegre: Verbo Jurídico. CAPEC. Paulo Hamilton.br/arquivos/pdf/pne.pdf>. ed. A escola e o aluno: relações entre o sujeito-aluno e o sujeito- professor. 2007.

Revista Direitos fundamentais e democracia.br/scielo. n. FERNANDA A. volume 05 Curitiba – PR. São Paulo Perspec. .php?script=sci_arttext&pid=S0102- 8392000000100002&lng=pt&nrm=iso>. São Paulo. 2009. 22 SOBRAL. Disponível em: <http://www. Acesso em: 05 jan. WESTPHAL Fernanda Prince Sotero. 2000. Um Pilar Para O Exercício Da Cidadania E A Concretização Da Dignidade Da Pessoa Humana. 1. 14. DA FONSECA. Educação para a competitividade ou para a cidadania social?.Direitos Humanos Na Educação. scielo. v.. 2015 .

Master your semester with Scribd & The New York Times

Special offer for students: Only $4.99/month.

Master your semester with Scribd & The New York Times

Cancel anytime.