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Livro da Fé
para
Criança§

EDITADO POR - ILUSTRADO POR

William Jo Bennett Michael Hague
EDITORA
� NOVA
FRONTEIRA

TRADUÇÃO
Ricardo Silveira

EDITORA
NOVA
FRONTEIRA

O Livro da Fé
para Crianças

2 . Rua Bambina.com. Santos -Literatura infanto-juveniL I.Fax: (21) 2537-2659 http://v. CDD 226. H. Catalogação-na-fonte Sindicato Nacional dos Editores de Livros.RJ. ilustrado por Michacl Hague . Direitos de edição da obra em língua portuguesa adquiri. RJ L 762 O livro da fé para crianças I editado por William J.xo Dwziele Cajueiro Ana Carolina Merabel Andrea Hecksher Janaína Senna Mareio Araujo Shahira Mahmud Revisão Carlos Maurício da Silva Neto Diagrama ç ão Luiz Cláudio Costa CIP-Brasil. 2002 iL Tradução de: The children's book of faith ISBN 85-209-1304-0 L História sagrada. 2. Orações-Literatura infanto:juvenil.A. J 943-. . New York. 25 . seja eletrônico. Agenciado por Linda Michaels Limited.dos p ela EDITORA NovA FRONTEIRA S. Bennett. Todos os direitos reservados.A. NY. Wi lliam J. 3. Todos os direitos reservados. sem a permissão do detentor do copirraite.-Rio de Janeiro : Nova Fronteira.novafronteira. [tradução Ricardo Silveira].com. Hagu e MichaeL IIL Silveira. Bennett Ilustrações © 2000 by Michael Hague Publicado originalmente por Simon & Schuster.rww. (William John).. Ricardo. em qualquer forma ou meio. EDITORA NOVA FRONTEIRA S. gravação etc. lnternational Literary Agents.B rasil Tel: (21) 2537-8770 .Botafog o 22251-050 - Rio de Janeiro .br Equipe de produção Lei/a Name Jzahel Alei.br e-mail: sac@novafronteira.Título original: THE CHILDREN'S OOOK OF FAITH Texto © 2000 by William J. de fotocópia.46-053.9505 CDU 22. Nenhuma parte desta obra p ode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo sim ilar. Bennett .

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Introdução 7
Daniel na cova dos leões 11
.1' O que Deus prometeu 15
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Onde há amor, Deus ali está 16
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� A filha do capitão 23 k
Nos confins do mar 24

A lenda de São Cristóvão 28
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Orações matinais 34

A cura do paralítico 36

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O chamado de Sarnuel 39
Çz O menino e o anjo 43
A ovelhinha perdida 47
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O vigésimo terceiro salmo 51
O Gigante Egoísta 52 i..r
Babuska 60
Prece de agradecimento 62
A história da "Graça maravilhosa" 64
O passeio de Santo Agostinho à beira do mar 68
Urna luz a nos guiar 71
O menino que trouxe luz para um mundo de trevas
O manto de São Martinho
Faze de mim um instrumento da tua paz
Miriam e o cesto flutuante
Ele há de ouvir
A semente
Minha dádiva 89
Por que os sinos tocaram 90
Amar Jesus 95
Preces para dormir 96
Pai-nosso 98

Introdução

A lguém um dia disse que no auge de toda nobre empreitada humana
encontra-se uma torre apontando para Deus. Encontram-se torres no
topo dos grandes pináculos da história - a fundação da democracia, o
nascimento do movimento em prol dos direitos humanos modernos, a
luta contra o totalitarismo. Encontram-se torres coroando os esforços
cotidianos de inúmeras vidas - pessoas que largam seus próprios afazeres
para prestar ajuda ao próximo, casais que compartilham sua força entre
si, pais e mães que abrem mão de suas próprias necessidades para
satisfazerem as dos filhos.
Num mundo que parece sempre cheio de desventuras, a [é produz o
bem em quantidades impressionantes. Ela é a rocha sobre a qual se
erigem tantas virtudes: honestidade, coragem, generosidade, dedicação,
responsabilidade c autocontrole. É um chamado à bondade, à decência,
ao perdão e ao amor. Ancorando a noção que temos de certo e errado, a
fé impede-nos de vagar à deriva. Eleva-nos para além de nossos limites
e oferta-nos uma noção mais ampla de intuitos em nossa jornada pela
vida.
Os pais ajudam os filhos a aprenderem sobre
a fé de várias maneiras consagradas pelo tempo.
Rezam e lêem as escrituras juntos, em família.
Celebram os dias santos. Vão à igreja ou ao
templo e lá participam de atividades. Pri­
mordialmente, os pais ensinam através do
exemplo.
As histórias que contamos às crianças
pequenas também podem ajudar. Os textos
deste livro visam a inspirar corações e
mentes jovens, a ajudá-los a compreender a
fé. Nestas páginas, encontramos exemplos

de pessoas que buscam forças das alturas, acreditando que Deus as
ajudará com as pequenas e grandes tardas da vida. Vemos essa gente
pronta a atender ao chamado de Deus e a se firmar em devoção a Ele.
Ao ler e conversar sobre a fé, os pais ajudam seus filhos a aprenderem
que Deus os ama, que se preocupa com o que fazem, que os criou para
a bondade.
Mais uma vez Michael Hague empunhou seu pincel para dar brilho
a verso e prosa. Suas belissimas ilustrações iluminam como a luz dos
vitrais. Michael sabe alçar o imaginário das crianças e convocar seus
pensamentos aos céus. Sua arte, de maneira muito própria, glorifica a
Deus.
Ao organizar este livro, voltei-me para a tradição judaico-cristã por
algumas razões simples. Como a maioria dos norte-americanos, sou
cristão e presto o melhor serviço ao leitor quando lhe participo o que sei
e creio. Essa tradição é um acervo precioso que deu à luz instituições
políticas livres e delineou ideais nacionais. Está nos fundamentos da
civilização ocidental. A escolha do material não visa, de forma alguma,
fazer pouco ou colocar em dúvida qualquer outra fé. A liberdade de
reverenciarmos conforme nos convém é, a meu ver, uma grande dádiva
de Deus.
Nossas aspirações c desejos podem nos voltar para coisas erradas.
Nossa cultura tende a nos desviar de uma vida de fé, chegando até a
instigar em nós um certo torpor espiritual. Servem de chamariz para as
crianças a televisão, o cinema, o computador, o rádio, as revistas, e até
mesmo alguns livros. Todo pai atento sabe disso e, às vezes, se desespera.
Flannery O'Connor, escritor de fé profunda, advertiu que "você precisa
fazer tanta pressão quanto a época que o pressiona". A boa nova é:
quando os adultos fazem pressão contra os aspectos mais sombrios de
nossos tempos, acontecem coisas boas para os jovens. Espero que este
livro auxilie os pais nessa tarefa e fale às crianças como criaturas de
Deus que estão começando uma jornada
espiritual. Seu propósito é o de ajudar os
jovens a aprenderem que pertencemos
ao Todo Poderoso, e que precisamos
tentar viver de um modo que O glori­
fique. Espero que, para você e seus
filhos, este livro seja como uma peque­
na torre a apontar para Deus.

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O Livro da Fé para Criança§ .

.

deixando boa parte do reino da Babilônia a seu encargo. ninguém deverá dirigir suas preces a deus algum. .Queremos fazer uma lei nova para que todos saibam da sua grandeza . Era muito sábio.Vamos usar s u a fé e m Deus para derrotá-lo - concluíram entre si. balançando a cabeça. H á muito tempo.Com tanta grandiosidade. . vivia um homem chamado Daniel.concordou Dario. Foram então ao rei Dario c o encheram de elogios e bajulações. três vezes ao dia.Daniel na co va do s leões Eis um de nossos maiores exemplos de alguém que se manteve inabalável em sua fé. -Certo! Isso também é verdade -respondeu o rei. Isso encheu de inveja muitos outros nobres da corte. abria a janela para olhar na direção de Jerusalém.Durante trinta dias. Daniel ia para o quarto. Eles sabiam que. sua cidade natal. .prosseguiram. e orava a Deus. . tão sábio que o rei Dario resolveu colocá-lo a seu serviço. que passaram a procurar uma maneira de voltar o rei contra ele.Isso mesmo! Vocês têm razão .Vossa Majestade é um grande rei. tiveram uma idéia. . .É quem nos provê de tantas coisas boas -disseram-lhe. na Babilônia. Enfim. muito sábio - disseram-lhe. somente . Mas Daniel era tão honesto c bom que não conseguiram encontrar defeito algum nele. não há quem se compare! .

Agora.disseram-lhe os nobres. sem pedir conselhos a Daniel. Seus inimigos o vigiavam de perto e viram Daniel se ajoelhar para fazer suas orações. e o decreto se espalhou por todo o reino. Daniel soube da nova lei. . nenhuma pessoa poderia venerar ninguém senão o próprio re1. Vossa Excelência não fez uma lei dizendo que se alguém oferecesse alguma prece. Então. . -É verdade . Daniel reza três vezes para Deus. -Ó rei Dario. quando o sol se pôs. ó grande rei.Todos os dias.Mas não pode . seria jogado na cova dos leões? . abria a janela que dava para Jerusalém c oferecia suas preces ao Senhor. . .bradou o rei. deixar de rezar significava trair sua fé em Deus. Foram imediatamente falar com o rei. . .Pois há um homem que não obedece à lei .Vossa Excelência fez a l e i de maneira que não p u d e s s e ser modificada. ele assinou a nova lei. e faça com que não seja modificada. Durante trinta dias. não! . No seu entender. .A lei foi feita e deve ser cumprida. procurou uma maneira �12 . O rei era um homem vaidoso e ficou satisfeito com a idéia de uma lei que o colocasse acima até mesmo dos deuses. O rei ficou desolado com o que fizera. mas.Então. vou modificar a lei. Até o fim do dia.disse o rei.Daniel. pois amava Daniel e sabia que ninguém poderia assumir o seu lugar no reino.ao rei.perguntaram. Quem rezar a algum deus será lançado aos leões. todo dia ele ia três vezes a seu quarto.disseram­ lhe. ainda assim. escreva e assine a lei. Não conseguia evitar.

que Deus o salvaria. dizendo: -Ó rei.de salvar-lhe a vida. Muito entristecido. O rei Dario [oi para o palácio. Deus me enviou um anjo para proteger-me. mas estava tão triste que não conseguiu comer nem ouvir a música de que tanto gostava. Na manhã seguinte. . Eles não lhe fizeram mal algum durante toda a noite porque ele havia confiado. chamou. . Eles não me machucaram porque Deus viu que eu não havia cometido erro algum. e o jogaram lá dentro.indagou. onde ficavam os leões. pois passou a noite inteira pensando no pobre Daniel. no fundo do seu coração. ó rei! O rei espiou dentro do fosso e viu Daniel de pé entre os leões famintos. E não cometi erro algum contra Vossa Excelência. e fechou as bocas dos leões. Depois. E das profundezas escuras da cova surgiu a voz de Daniel. Conduziram Daniel até a boca de um fosso enorme. colocaram uma pedra imensa tampando a abertura do fosso. Tampouco conseguiu dormir. a quem você serve com tanta fé. . mas. Com a voz muito pesarosa. os nobres lembraram-lhe novamente que a lei precisava ser cumprida. Partiu o lacre e retirou a pedra. não esperando ouvir alguma resposta senão os rugidos dos leões. ao cair da noite. o salve .Talvez o seu Deus. levantou-se bem cedo e foi até a cova dos leões. o seu Deus o manteve a salvo?.Ó Daniel. O rei a lacrou com seu selo de modo que ninguém ousasse retirá-la dali para libertar Daniel.disse-lhe Dario. o rei mandou buscar Daniel e ordenou que ele fosse lançado à cova dos leões.

Daniel reassumiu seu elevado posto no reino. . . dilacerando-os até não sobrar nada além dos ossos. Então Dario enviou um recado a todos do reino. c manteve a fé no Senhor. o s criados pegaram o s nobres que haviam tramado contra Daniel e os jogaram no fosso. dizendo que deveriam louvar a Deus.Pois Ele é o Deus vivo. e Seu reino não terá fim - decretou. E m seguida. Os leões famintos saltaram sobre eles. Mandou seus criados retirarem Daniel da cova. O rei Dario ficou radiante. e o bom homem foi trazido são c salvo. sob o comando do rei.

Alegria sem tristeza. E Amor que não mais termina. Paz sem ansiedade. Deus não prometeu Um céu sempre a brilhar. Solidariedade inabalável. Clemência para as provações. Luz para a estrada. Mas Deus prometeu Forças para a jornada.O que Deus pro meteu A. . Deus não prometeu Sol sem tempestade. Descanso para o trabalho. Ajuda lá de cima. Flores no caminho Pela vida sem cessar.) ANNIE JOHNSON FLINT É bom lembrar deste poema quando Deus nos dá uma cruz para carregar.

como eu iria me comportar? . mas não havia ninguém. Apagou a lamparina c foi se deitar. . Martin esfregou os olhos.ponderou. pois eu virei. Através de uma janelinha. Uma noite. sem se dar conta. quando acabou seu trabalho. Então.ouviu. . ouviu novamente a voz: . caiu no sono. Leu a respeito do homem que convidou o Senhor para jantar em sua casa mas não O tratou bem. porém não soube dizer se ouvira as palavras em sonho ou acordado. apoiou a cabeça sobre os braços cruzados e. . de repente. uma voz chamando-o de perto. vtvta um sapateiro chamado Martin. Ele tinha uma minúscula oficina no porão de uma casa. Martin tirou os óculos.Martin! . colocou-os sobre a Bíblia e pôs-se a refletir.Martin! Olhe para a rua amanhã.O nde há amo r. colocou-a sobre a mesa e sentou-se para ler a Bíblia. Numa pequena cidade da Rússia. Então. O sapateiro despertou do sono e indagou: .Quem está aí? Virou-se c olhou na direção da porta.Se o Senhor viesse à minha casa. Martin pegou a lamparina. podia ver os pés de quem passava. Deus ali está rc LEON TOLSTOJ Eis aqui um homem bom que vivencia o Evangelho.

.perguntou. percebeu que Martin não parava de olhar pela janela.Bem. comecei a cochilar e. para ser mais exato.Está esperando alguém? . . Martin foi até a porta e o chamou.Entre e se aqueça um pouco . ele entrou e foi se sentar junto ao fogo. Virei amanhã. 1 7i@ . Ficou olhando para a rua enquanto trabalhava.respondeu Stephen. não . quando estava lendo minha Biblia.Na verdade. Muitos sapatos diferentes passearam por ali." Tenho vergonha de admitir. Depois. .Cambaleante. e depois do café foi se sentar à janela. . mas agora não paro de achar que o bom Senhor está chegando. . de repente. Precisava parar para descansar a toda hora. Na manhã seguinte. Estava velho e enfraquecido. pois não tinha mais forças. Enquanto tomava chá quente. levantou-se cedo e rezou. Seu trabalho era tirar a neve das ruas com a pá. Logo veio u m h o m e m chamado Stephen.disse.Martin respondeu.Meus ossos estão doendo. . acho que ouvi alguém sussurrar: "Espere por mim. sabe de uma coisa? Ontem à noite. ouvi alguém me chamar pelo nome. . .Tenho certeza de que está com frio. M a r t i n o reconheceu pelas botas surradas.Deus o abençoe .

. Martin a levou para perto do fogo e deu-lhe um pouco de sopa e pão. .Querida! Venha cá. Logo passou uma mulher com calçados de camponesa. Martin foi até a porta e a chamou. com um bebê no colo. Ela parecia estar sentindo muito frio. mas vai servir para enrolar o bebê.Pegue . �18 .Ele se foi.Obrigado. . Martin foi ver se encon­ trava alguma coisa. Enquanto a moça se alimentava.disse. . . Coloque seu filho num lugar quente. Martin olhou pela janela e viu que era uma desconhecida.Está velho e surrado. Voltou trazendo um cobertor.Você me deu alimento e conforto para o corpo e a alma. Martin. Suas roupas estavam em farrapos. malvestida. e ela mal tinha com que cobrir o bebê. . porém atendeu e entrou com ele no minúsculo cômodo. Stephen terminou de tomar o chá em silêncio e se levantou para ir embora. -A mulher ficou surpresa ao ouvir o sapateiro chamar. Saia do fl"io.disse. e Martin voltou a se sentar à janela para trabalhar. e sua roupa era muito leve.

Mas a mulher o viu e conseguiu agarrá-lo pela manga da camisa. Ela começou a puxar-lhe o cabelo. Eu vou pagar por ela. um garoto de boné esfarrapado correu para perto dela. .disse Martin. A senhora o soltou. a gritar. . .Agora. . e colocou o saco de maçãs no chão. senhora.Ai.gritava o menino. . Martin correu até a porta c saiu à rua. .disse a mulher com lágrimas nos olhos. amigo . me solta .Abençoado seja. O menino começou a chorar e a pedir desculpas. despediu-se e foi embora.disse com firmeza.Tudo bem .Deixe o menino. surgiu uma senhora. . Passado algum tempo. O menino tentou escapar. Depois de ter se aquecido o bastante.Peça desculpas a ela . e o menino. Ela parou para descansar em frente à janelinha. mas Martin o impediu. Ele não vai fazer isso de novo. minha senhora. Naquele exalo momento. Eu vi quando você pegou a maçã. com um saco de maçãs às costas.Eu não fiz nada. . MarUn apartou os dois. tome uma maçã. pegou uma maçã e tentou escapar. .E não faça isso de novo.

o menino pulou à sua frente e disse: -Deixe que eu carrego para a senhora. Ao abri-la.É um menino ainda .Eu deveria entregar esse moleque à polícia . A mulher assentiu com a cabeça e colocou o saco nas costas do menino. Em seguida. ele pensou ter ouvido passos atrás de si. de repente. Virou-se e teve a impressão de que havia alguém na penumbra no canto do quarto. - Afinal.Deus nos manda perdoar. Martin entrou e se sentou para trabalhar. soltando um suspiro. .disse Martin. Depois de consertar uma bota. .disse a mulher.disse a mulher das maçãs. colocou a lamparina sobre a mesa e pegou a Bíblia na prateleira. guardou as ferramentas e varreu o assoalho. -É verdade . c os dois partiram juntos. Estou indo para lá também. Uma voz sussurrante lhe disse: . isso é coisa de criança. Quando ela ia erguer o saco para colocá-lo às co tas. o sonho de ontem lhe veio à mente. Logo começou a escurecer. . Só depois que eles sumiram de vista. e. então ele acendeu a lamparina e trabalhou até um pouco mais tarde.

Ele colocou os óculos e voltou a ler a Bíblia. e tu me deste de beber. e Martin o acolhera. ele leu: Eu tinha fome.Martin. -Sou eu -disse a voz.disse a voz novamente. No topo da página. E do canto escuro surgiu Stephen. 21 !li:: . Eu era um desconhecido. você não me conhece? .disse a voz mais uma vez. A alma de Martin se refez. e os dois também desapareceram. . .Quem é? . ele leu: Ao fazer o que fizeste por um dos meus mais distantes innãos.Sou eu . Então Martin compreendeu que seu sonho se realizara. Surgiram a mulher idosa e o menino com a maçã.murmurou Martin.Sou cu . E do canto escuro surgiu a moça com o bebê no colo. o fizeste por mim. e tu me deste de comer. . que sorriu e desapareceu como uma nuvem. Alguns versos adiante. O Salvador de fato viera até ele naquele dia. e tu me convidaste a entrar. Ambos sorriram e também desapareceram. A moça sorriu e o bebê soltou risadinhas. Eu tinha sede.

.

Até mesmo os mais fortes! O mar rugia. Nos calamos.Assim como está na terra. E fomos romper lindo dia No porto. . com medo. a salvo. Sentados na escuridão. Cada qua] com suas preces. FTELDS Quando alguém demonstra fé em Deus. E os marujos estremecem. No inverno. É o fim! . e as ondas Conversavam com a Morte. Sua filha pegou-lhe a mão E se pôs a sussurrar: . Agora reanimados. A filha do capitão &· }AMES T. as tormentas Destroem e não deixam rastro.diz o capitão. É um pavor quando o capitão grita: . Perigo em alto-mar. 23 A» . ancorados. A montoados na cabine. Meia-noite e a tempestade. Deus no mar há de estar! Demos vivas à menina. Dormir? Nem pensar. outros poderão segui-lo.Vamos perder o mastro.

Em meio à escuridão do céu.a grandiosa Aurora Boreal - pipocavam em tons de vermelho e azul. . No s co nfins do m a r -� HANs CHRISTIAN ANDERSEN O título desta belíssima história vem do Salmo 139. Atravc::.sando o gelo c a névoa. A lguns navios tinham sido mandados para o Pólo Norte a fim de descobrir o que havia por lá. Uma vasta planície de gelo se espalhava em torno dos navios. eles enveredaram cada vez mais para o norte. de tamanho suficiente para que dois ou três deles pudessem se esgueirar lá para dentro. e a neve se acumulava sobre o mar congelado. Uma longa noite se estenderia por semanas a fio. Os exploradores construíram casinhas de neve em forma de cúpulas. Deus estará conosco aonde formos. os fogos da natureza. O inverno havia começado. O sol se pusera e os exploradores não tornariam a vê-lo durante muito tempo.

Diariamente lia passagens dela. O mais jovem trazia consigo seu grande tesouro: a Bíblia que a avó lhe dera. Os exploradores ficaram muito satisfeitos em poderem usar as peles como camas para se aquecerem dentro de suas casas de neve. enquanto lá fora ficava cada vez mais frio. ainda penduradas nas árvores. e ali deitado na cama pensou nessas palavras que tanto o reconfortavam: "Se tomo as asas da alvorada para habitar 25 )'RI . Toda noite. surgiram esquimós com seus trenós cheios de peles de animais para trocar. sabiam que era hora de se recolher. Pelo relógio. Sabiam que era outono em sua terra natal e pensavam no sol c nas folhas vermelhas e douradas. Numa ocasião. c dois deles já tinham deitado para dormir. guardava-a sob o travesseiro.

e uma luz iluminou sua cama. O rapaz abriu os braços.os confins do mar. As pradarias . mesmo lá teu caminho me guia. Um passarinho cantarolava na gaiola pendurada na janela de sua casa. Soprava uma leve brisa de verão. pareceu ouvir músicas que. Priineiramente. um anjo cujos olhos traziam o brilho do amor. tua mão me sustenta. O ninho da cegonha estava vazio. mas ainda havia maçãs na macieira selvagem. verdejantes c as florestas outonais de sua terra natal era o que havia ao seu redor. �26 . Ele ergueu a cabeça e viu que a deslumbrante luz branca vinha das enormes asas de um anjo que o olhava. vieram os sonhos. O anjo parecia ter surgido das páginas da Bíblia. em sua casa. Com o sono." Essas palavras de fé estavam em seus lábios quando ele fechou os olhos e adormeceu. e sua avó lhe dava de comer tal como ele mesmo costumava fazer. Assobiava a cantiga que ele lhe havia ensinado. e as paredes da casa de neve desapareceram como névoa que se dissipa ante a luz do dia. tinha adorado. embebidas na quietude dos raios solares.

riram e choraram ao ler a carta. Deus estava com ele. A bela filha do ferreiro tirava água do poço.. e riu e chorou com elas. mas a Bíblia estava sob sua cabeça. do próprio Pólo Norte. com o espírito a vaguear pelo mundo dos sonhos. a velha senhora a chamou. onde se encontrava agora o neto. mostrando­ lhe uma carta que chegara das terras frias do norte. As duas mulheres. enquanto a fé e a esperança lhe enchiam o coração. Na carta. mesmo nos confins do mar. a velha e a jovem. e seu lar estava com ele. elas leram as seguintes palavras: "Mesmo nos confins do mar. a salvo sob a mão protetora de Deus. sob as asas do anjo. e o jovem explorador. a tudo viu e ouviu. e o anjo fechou as asas que envolveram o rapaz adormecido como um macio véu protetor.. que dormia entre o gelo e a neve." As palavras soaram como a música mais doce e solene. O sonho acabou. Assim que acenou para a avó. Tudo estava escuro no interior da casinha de gelo. em voz alta. tua mão me sustenta. .

de tão alto e forte.) �28 . Vossa Majestade me aceita? O rei o acolheu calorosamente em seu castelo. Conseguia carregar qualquer fardo e por isso l h e deram o nome de C r i stóvão.Se Vossa Majestad e o teme. Há n1 uito tempo viveu u1n hmnem que.Desejo servir somente ao rei mais poderoso. estava o Príncipe do Mal. Então foi para o castelo de um rei muito rico c poderoso . pois só quero servir ao mais grandioso de todos os do minadores. . . . Assim Cristóvão partiu em busca de seu novo amo. (N. sentado sobre uma pedra enorme. • São Cristóvão é aquele que conduz a Cristo.Devo encontrá-lo. que s i gnifica "o Carregador " .Cristóvão falou com desdém. . Cristóvão tinha muito orgulho de sua força e resolveu servir apenas ao i m perador mais poderoso do mundo. Mas um dia ele viu o rei estremecer ante o nome de Satã.A l e n d a d e S ã o C r i s tó v ã o * Deveríamos colocar as forças que Deus nos deu a serviço de Deus e de nossos companheiros de jornada.Temo Satã pois e]e é o Príncipe do Mal . e Cristóvão o serviu fielmente durante vários anos.disse o rei.disse Cristóvão. . ­ Disseram-me que ele domina o mundo . Viajou durante muitos dias até que chegou à tardinha a uma floresta escura. ele deve ser mais poderoso .E. Ali.Grande monarca! . Cristóvão lhe perguntou por que estava com medo. Não é à toa que no Brasil ele é o padroeiro dos motoristas. parecia u m gigante.

.

.indagou. Satã saiu do seu caminho para contorná-la a distância. quando viajavam juntos. Um dia. Resultava e m causar problemas para os outros a cada minuto. vou dar-lhe muito o que fazer.Por que fez isso? . . .Pois o encontrou.admitiu Satã. . Mas Cristóvão cumpria as ordens por acreditar que estava servindo ao rei mais forte.Estou em busca daquele que controla o mundo - anunciou destemidamente Cristóvão. pois Satã raramente se prestava a tanto trabalho. depararam-se com uma cruz mal talhada à beira da estrada.Não gosto de passar perto de cruz . . O trabalho não era agradável. e só voltou à estrada depois de deixar a cruz bem para trás. - Terno aquele cujo sinal ela representa.perguntou Cristóvão. passando por cima de pedras e pelo matagal. .Que bom! -gargalhou Satã. . O coração de Cristóvão saltou de júbilo.Qual é o nome dele? . I mediatamente. Venha comigo.

Vou mostrar-lhe como servi-lo. um velho eremita. mas a esperança e a coragem nunca o abandonaram.respondeu Satã -.Não ouso dizer seu nome . . Enfim. pois não há barco que possa com essas águas . encontrou u m homem.Vários viajantes perderam a vida aqui. Ele ficará sabendo do seu serviço. .Este não é o caminho . . porém alguns o chamam de Príncipe da Paz. . Viajou muito.Se conseguir encontrá-lo.Vou deixá-lo e passarei a servir a ele. com muita correnteza. que parecia saber como encontrar o Príncipe da Paz.Este príncipe difere de todos os demais. . . ele deve ser mais poderoso que você - Cristóvão falou. . estará servindo ao Príncipe da Paz. Outra vez.Onde ele está? Se ele desejar. .S e o teme.disse. Ele conduziu Cristóvão à margem de um rio largo.o eremita falou tranqüilamente.disse ao ancião. partiu em busca de um novo amo. .Se você ficar nesta margem e levar as pessoas até a outra. pois não conhecia o caminho. matarei todos os seus inimigos. vou servi-lo . 3 1 2Q1 . Cristóvão contou-lhe a respeito de sua busca.

querendo saber se o Príncipe da Paz realmente conhecia seu trabalho. Então. Sempre o encontravam à porta da cabana.Cristóvão. pronto para carregá-los até o outro lado sobre seus ombros largos. Entretanto. Voltou para a cama e se deitou novamente. me leve para o outro lado do rio. Ele pegou o cajado e desceu a margem do rio. mas não viu ninguém. pois certamente não haveria viajante algum numa noite como aquela. Lá chegando. ouviu um chamado baixinho. c ficou à espera dos viajantes. E ouviu o chamado novamente. Mas aqueles a quem ajudava tornavam-se seus amigos e ele nunca se sentia solitário. Ano após ano ele trabalhou.Cristóvão. . e suspirava. Às vezes ficava intrigado. Cristóvão construiu uma cabana à margem do rio e cortou um cajado bem forte para guiar seus pés entre pedras submersas. Cristóvão deitou-se para dormir na cabana. Parecia-lhe estranho estar servindo daquele modo. . você me levaria para o lado de lá do rio? Ele foi até a porta e olhou para fora. encontrou uma criança que implorou: @\ 3 2 . Uma noite chegou uma violenta tempestade de chuva com vento. e nenhum viajante perdeu a vida. ao fechar os olhos.

com força. Afinal. . A água batia contra seu corpo c o vento rugia em seus ouvidos. A correnteza estava mais rápida do que nunca. o Carregador de Cristo. Cada passo era mais difícil que o anterior. estava só à beira do rio. até o ponto onde começou a temer que ambos afundassem. o Carregador. atingiu a outra margem. .Cristóvão. Cristóvão conhecia os perigos do rio numa tetnpestadc como aquela.disse a voz doce. São Cristóvão caiu de joelhos e rezou em silêncio. arfante. Quando abriu os olhos. me leve para o outro lado do rio ainda hoje à noite.E en­ trou devagar no rio. . Seu forte cajado se curvava quando ele se apoiava para prosseguir. Cristóvão. mas sim São Cristóvão.Eu sou Aquele a quem você prometeu servir. cansado e a salvo.Tive a impressão de estar carregando o peso do mundo inteiro. pegou o cajado e voltou para o trabalho de ajudar viajantes até o fim de seus dias.Quem é você. À medida que foi se aprofundando nas águas. Então ele a colocou sobre os ombros e grilou: . Levantou-se. e cuidado­ samente retirou a criança dos ombros.falou. meu menino? . . mas a criança o estava esperando. pois eu o aceitei como fiel servidor. Acaso não sabia que neste trabalho humilde e árduo de ajudar tantos viajantes cansados você estava me servindo todo o lempo? E de agora e1n diante não será apenas Cristóvão.Segure-se em mim. . meu pequeno.Não me conhece? . Cristóvão sentiu o fardo ficando cada vez n1ais pesado. . . e o rio nunca lhe parecera tão largo.

A sermos tranqüilas. modestas e singelas. pelo repouso e o sono. Pai. obedientes. E por todas as coisas que neste mundo eu mais amo. Todos nós. sempre as mais belas. recusar. Ainda peço que me guie em mais um empreendimento E abençoe o meu trabalho e o meu divertimento. em qualquer circunstância. sinceras e boazinhas. Amém. manteremos distância. devemos buscar. O que for certo. Do que for mau. . O r a ç õ e s ma ti n a i s Pela manhã. Gentis. a oração é a chave que nos abre para as bênçãos de Deus. obrigado. ajude-nos. A escolhermos palavras. Senhor. O que for errado. Amém. as criancinhas.

minha força e meu redentor. Amém. 35 /Xj) . Amá-lo com mais pureza. Três coisas. Ó Senhor. Amém. Senhor. todo santo dia. Com mais presteza servi-lo. eu pediria: Conhecê-lo com mais clareza.Que as palavras de minha boca e a meditação de meu coração Recebam a Sua acolhida.

Chegaram quatro homens carregando um amigo em cima de uma esteira. lsus viveu e ensinou durante algum tempo em Cafarnaum. Eis a história de um homem que se salva pela fé de seus amigos. podem ocorrer miLagres. Este homem estava muito doente c não podia se mover. A multidão transbordava para o quintal e até mesmo para a rua. uma cidade perto do Mar da Galiléia. cometeram um ato de . Então. uma multidão se dirigiu à casa onde ele estava para ouvir suas palavras. Mas a ansiedade para ver Jesus era tanta que sequer pensaram em voltar atrás. Logo a casa se encheu de gente. A cur a d o p a r a l í t i c o Quando temos fé. Os quatro amigos logo perceberam que não conseguiriam atravessar a multidão com ele do jeito que estava. Um dia.

sussurraram entre si. com toda a delicadeza. 3 7 ZtJ) .Esse sujeito nunca vai andar. Subiram ao topo da casa. Quatro rostos surgiram de um buraco no telhado. disse ao paralítico: . Sabia que os outros quatro no telhado acreditavam nele e que não duvidavam que pudesse curar o amigo.Levanta. Logo desapareceram. Jesus sorriu quando viu o homem paralisado sendo abaixado na esteira. o povo todo olhou para cima. e quatro pares de mãos começaram a baixar o doente para dentro da casa. Em seguida. pega tua esteira e vai para casa. pois subitamente o cômodo se encheu de luz. exatamente onde estava Jesus. . levando consigo o amigo. A multidão prendeu a respiração. Por causa da fé inabalável demonstrada por eles. N a casa abarrotada de gente. De dentro da casa. puseram-se a retirar algumas telhas. .Quem esse tal de Jesus pensa que é? . houve quem debochasse.esperteza e ousadia.

Pôs-se de pé. de repente. . . E assim continuaram a se espalhar notícias das curas e dos ensinamentos de Jesus.gritaram todos. pararam de sussurrar e ficaram boquiaber­ tos. Mas. . de uma vez só. estava se mexendo. O doente. E ficou bom. que momentos antes era incapaz de se mover. que se abriu para sua passagem.Louvado seja Deus! .Nunca vimos coisa igual antes. pegou a esteira onde estivera deitado e atravessou a multidão.

Ana era grata pelas muitas bênç ãos de sua vida. Era a época em que as pessoas começavam a aprender que todas as boas coisas são dadas por Deus. Mas havia uma coisa que não tinham: filhos. Tinha uma boa casa e um ótimo marido chamado Elcana. pois sabia serem a maior bênção de todas. Deus enviou um filhinho para Ana e Elcana. Menino forte e sadio. O c h a m a d o d e S a mue l Não podemos ouvir a voz de Deus com nossos ouvidos. Ana sabia disso também.Fala. Existia uma mulher chamada Ana que vivia numa região acidentada cha1nada Efraim. pois ele veio para atender as preces de sua mãe. Eles o chamaram de Samuel e o amaram muito. Ana adorava crianças. Samuel cresceu rápido. Precisamos estar prepatados pata atender a seu chamado. e criavam ovelhas. e pedia a Deus que lhe desse um filho. Entris ­ tecia-se ao pensar que sua casa era tão vazia e quieta. Eles p l a nta v am trigo e uva. Senhor. pois teu servo escuta. como fez Samuel: . Depois de algum tempo. mas sim com nossos corações. era sempre um conforto para o pai e a mãe. c que não havia vozes de meninos ou meninas. 39&) . deixando logo de ser u m bebê.

Um certo ano, quando Samuel ainda era menino, Ana
decidiu que já era hora de ele começar a aprender a servir ao
Senhor. Então, levou-o ao templo de Silo para ele ser instruído
como padre. Seu coração sofreu ao separar-se do filho, porém
sabia que ele aprenderia coisas maravilhosas morando na
casa de Deus durante algum tempo. Deu-lhe um agasalho
para vestir e, a cada ano, quando vinha visitá-lo, trazia-lhe
outro maior, que tecia com as próprias mãos.
O templo era um lugar grande e tranqüilo, muito diferente
da casa de Samuel, que ficava na colina com vinhedos e árvores
floridas. Mas o sacerdote, que se chamava Eli, era um homem
muito bom. Cuidava muito bem de Samuel e lhe ensinou a
obedecer à lei de Deus.
Eli envelheceu bastante e sua vista ficou tão fraca que ele
quase não enxergava mais. Samuel dava todo jeito que podia
para ajudá-lo com as obrigações. Uma lamparina ficava acesa
no templo todas as noites. Samuel era responsável por mantê­
la acesa durante toda a noite. Ele vigiava a lamparina e dormia
no grande templo.
Que lugar solitário para um menino passar a noite! Era
muito quieto e escuro, a não ser pela luz da lamparina. As
pilastras altas projetavam no chão sombras compridas, que
tremelicavam e pareciam quase vivas. Samucl conseguia ser
corajoso c não sentir muitas saudades da mãe durante o dia,
quando o sol brilhava c tudo estava claro. Mas, à noite, era
como toda criança. Às vezes tinha medo do escuro.

Uma noite já deitado ouviu uma voz chamando:
, ,

- Samuel! Samuel!
- Eslou aqui - respondeu.
- Ele pulou da cama e foi alé Eli.
- Estou aqui - disse. - Você n1e chamou.
- Não o chamei, Samuel - disse o velho. - Volte para a
cama.
Então, Samuel voltou a se deitar, mas logo ouviu nova-
menle a voz.
- Samuel! Samuel!
Correu outra vez para Eli, acordando-o.
- Estou aqui - disse. - Você me chamou.
- Não o chamei. Volte para a cama - disse Eli.
Samuel voltou para o templo escuro e se deitou, tentando
dormir, mas pela terceira vez ouviu a voz o chamar.
- Samuel! Samuel!
- Eli, Eli, estou aqui. Você me chamou - gritou enquanto
corria para o quarto do velho padre.
Desta vez, Eli compreendeu que fora a voz de Deus falando
com Samuel. Então, disse ao menino:
- Volte para a cama; se Ele o chamar, responda: "Fala,
Senhor, pois teu servo o escuta." - Então, Samuel voltou
para a cama.
Deus o chamou mais uma vez:
- Samuel! Samuel!

4 1 l!JJ

Samuel respondeu, corajosamente, conforme Eli dissera­
lhe para fazer.

- Fala, Senhor, pois teu servo o escuta.
Então, Deus falou com Samuel no te m plo, durante u m
longo período, contando-lhe coisas maravilhosas.
Samuel prestou bastante atenção. Quando a voz calou, ele
não sentia mais medo, nem solidão. Agora sabia que nunca
estava só, pois Deus estava com ele, mesmo no e sc u ro Dormiu
.

sem medo até o amanhecer quando chegou a hora de abrir
,

as portas da casa do Senhor.
Samuel cresceu corajoso e bom, conforme as esperanças
de sua mãe. Tornou se um homem sábio, pois Deus lhe falava
-

com freqüência, e era conhec ido por todo canto corno u m
grande profe ta .

. . . que o escutava das alturas. Tenho certeza de que fica tão satisfeito como se você fosse o próprio papa na Igreja de São Pedro. um monge passou.disse. enquanto Teócrito cantava em seu trabalho.Não tenho dúvida de que Deus escuta seu louvor. Teócrito estava feliz em seu trabalho. Varria o chão. de tarde e de noite. mas seu espírito era forte e ele estava sempre cantando. 43 � .Espero poder. a entoar os espirituosos hinos da Páscoa. Seus dias eram cheios e o trabalho era árduo. louvar a Deus na Igreja de São Pedro . De manhã.cantava Teócrito. mas a idéia de cantar na grande catedral. meu filho .Louvado seja Deus . e lavava pratos e pegava lenha. Sua feliz cantoria lhe alegrava o próprio coração e o coração de quem estivesse por perto. • • o m e n i n o e o a nJ O Deus escuta cada um de nós. Esta história se baseia em u m poema do grande poeta inglês Robe1't Browning. Um dia. iluminou-lhe o rosto. E alegrava a Deus. ele cantava enquanto trabalhava. um dia. em Roma. em Roma. E mbora fosse apenas u m menino. antes de morrer. O monge ficou tão tocado pela doçura e êxtase daquele canto que parou para escutar um pouco.Muito bem. Teócrito precisava ganhar a vida.disse. .

.

o anjo Gabriel tirou o disfarce. 45� . Mas isto ele não conseguiu. e tentou também entoar seus cânticos de louvor.disse Deus. e até o anjo Gabriel descobriu que não conseguia preencher totalmente o lugar do menino. mas é perfeito demais . Então.Não é o mesmo cantar de Teócrito.disse consigo mesmo. o anjo Gabriel abriu as asas e baixou à terra. Conseguiu fazer o trabalho do menino sem dificuldades. mas acontece que o anjo Gabriel entreouviu o desejo. . O canto de louvor entoado por Teócri to é tão agradável que ele bem poderia. Teócrito já não estava mais em seu lugar de sempre.Por que será que não estou ouvindo a voz do pequeno Tcócrito a cantar enquanto trabalha? Ouvindo isso. um dia. O anjo o havia levado a Roma de modo que pudesse crescer e se tornar o novo papa para enfim cantar na Igreja de São Pedro. Sinto falta da minha vozinha humana. Ora. assumindo seu lugar da melhor maneira que pôde. Ninguém consegue substituir de fato outro alguém. . Mas logo Deus disse: .Que idéia maravilhosa! . Na manhã seguinte. . ser um papa maravilhoso. .Estou ouvindo um canto de louvor. Tornou-se u m menino como Teócrito.

ele e o novo papa foram lado a lado para o céu. Jamais entoou os cânticos de louvor a Deus na Igreja de São Pedro. . mas foi tudo um erro. Sem você. em Roma.explicou.A sua voz me parecia fraca. . o novo papa. Teócrito. mas ninguém pôde assumir seu lugar na antiga casa. e ele estava prestes a entoar seu canto de louvor a Deus na grande catedral. Gabriel voou para Roma e parou acima da cúpula da Igreja de São Pedro.Saí da minha esfera angelical para fazer o seu trabalho . . . Volte à sua infância e entoe novamente os seus cantos de louvor a Deus. Agora. . Não fiz bem. Era Páscoa.Volte comigo para a antiga casa e o velho trabalho.Gabriel lhe disse -. anos mais tarde. . e envelheceu em sua própria casa. quando morreram. o grande coro não foi o mesmo. Você poderia ser um grande papa.Eu o tirei de seu trabalho e o transformei no papa en1 Ron1a . Ele sentiu falta do seu pequeno canto de louvor.Todas as vozes da terra se erguem em coro maravilhoso ao ouvido de Deus. Porém. Teócrito havia crescido: era um homem adulto. entretanto eu não consegui substituir seu canto. E assim Teócrito voltou a ser o menininho que cantava feliz enquanto trabalhava.

Ele os mantinha afastados. abria a porteira do cercado e elas saíam atabalhoadamente. antes de fechar a porteira. . Passava o dia mordiscando a relva. A ovelhinha era a mais nova de seu rebanho.tentava dizer ao pastor do rebanho. com pouca lã ainda e as perninhas finas. Quando o sol começava a baixar por trás da colina. c brincando pela campina. o bom pastor conduzia seu rebanho de volta para o cercado. Havia lobos nas montanhas das redondezas à espera de uma boa oportunidade para capturar urna delas. E. sempre contava para ver se havia cem ovelhas. Era u m bom pastor. não daria conta de tantas ovelhas. todos contam. Era tão pequenina. aco nc hegada à pelagem espessa da mãe. Toda manhã. onde passava o dia a vigiá-las. embora tivesse cem ovelhas no rebanho. caso contrário.Cuide de mim . O pastor compreendia e ficava de olho nela. c bebendo água do riacho. 4 7 )!3) . A ovelhinha perdida Aos olhos de Deus. Ele então as conduzia para um pasto verdejante no alto de uma colina. - Sou pequena demais e ainda fraquinha para cuidar de mim mesma. À noite. dormia no cercado. Esta história se baseia em Lucas 15:3-7.

Estava tão escuro que ele mal podia enxergar. Qualquer outro pastor teria voltado. Hav ia apenas noventa e nove. a chuva encha rcava sua capa e as pedras cortavam-lhe os pés.lhes a direção com o cajado. além da tempestade. mais atrapalhadas que nunca. em evitar que a tempestade as apanhasse E logo se . Soltaram balidos enquanto desciam a colina. talvez achasse que un1a ovelha pequena como aquela não seria perda tão grande. Mas o bom pastor havia prometido cuidar dela. As ovelhas ficaram assustadíssimas. apontando. preocupado. o bom pastor partiu. deitadinha à beira da estrada. ouvira o uivo dos lobos. e chuva gelada. Lembrou-se também que. Ele as foi chamando pelos nomes que lhes dera. O pastor olhou para as ovelhas trêmulas ali dentro e logo se deu conta de qual se perdera na tempestade. avistou o cercado . Mas o pastor as conduziu com calma. Um dia. O vento soprava frio. sem saber para onde ir. gélida e assustada. Se não fosse u m bom pastor. prosseguiu até encontrá-la. primei­ ramente. Enquanto as ovelhas passavam pela porteira. para encontrar a ovelhinha . ele as foi contando. enfrentando o vento e a chuva. Desse 1nodo. . uma a uma . Mas só pensou no frio que ela estaria sentindo com sua lã tão escassa no meio da tempestade. Então. houve uma tempestade com vendaval. Uma tempestade num lugar alto é algo terrível. e raios cruzando o céu.

.

Noventa e nove é quase cem . e ele amava todas. . Ela estava com frio demais para andar.Que diferen­ ça faria uma ovelhinha tão pequena num rebanho tão grande? O bom pastor sabia.disseram. Ele a levou com todo o cuidado. como uma mãe leva o próprio bebê. Eles ficaram intrigados com tanta alegria. . A pequenina que se perdera era uma das suas ovelhas. O pastor a pegou no colo. Ele ficou muito feliz quando chegou ao cercado. Convidou os vizinhos para partilharem de sua alegria por não ter perdido uma ovelha sequer do rebanho. .

faz-me transbordar a taça.o vigesimo terceiro s almo . seu cetro e seu cajado me confortam. e Ele cuidará de nós. . . Prepara-me a mesa diante de meus inimigos: unge-me de óleo a cabeça. Ainda que cu caminhe pelo vale das trevas da morte. não temerei mal algum: pois o Senhor está comigo. A bondade e a misericórdia me acompanharão em cada dia de minha vida: e habitarei para sempre a casa do Senhor. nada me faltará. . O Senhor é meu pastor. Em verdes campos me faz descansar: conduz-me a águas tranqüilas. Recupera minha alma: leva-me pelo caminho da retidão em seu nome. Nós pertencemos a Deus.

. então. . . v i u crianças brincando no jardim. e não as impeça.gritou rispidamente e as crianças saíram correndo. Era um Gigante muito egoísta. muito agradável.O jardim é meu .disse o Gigante. pois delas é o reino de Deus. as crianças ficaram sem ter onde brincar. .MARCOS 1 0 : 1 4 Toda tarde.Era uma felicidade brincar lá dentro! . Era u m belo jardün.O que estão fazendo aqui? . lindas flores e doze pessegueiros com botões cor-de-rosa e perolados. Ele fora visitar seu amigo Ogro e só retornou sete anos depois. a passear em torno do muro e conversar sobre a beleza do jardim. .Que alegria! Que felicidade!. O G igante Egoísta � OsCAR WILDE Deixem vir a mim as criancinhas. . ao voltarem da escola. Ao chegar.gritavam elas. . as crianças costumavam ir ao jardim do Gigante para brincar. con1 gra1na verdinha e macia. a não ser eu.elas diziam. U m dia o Gigante voltou. Ele então construiu um muro alto ao redor e pendurou uma placa: Proibida a entrada . Propriedade particular. Puseram­ se.Ninguém pode brincar aqui. Assim.

.

. - . Os passarinhos não queriam cantar j á que não havia crianças ali.disse o Gigante Egoísta.' ·� . As únicas pessoas que ficaram satisfeitas com isso foram a Neve c a Geada.Não consigo e n te n d e r por que a Primavera está demorando tanto para chegar . chegou a primavera. Elas disseram: . A Neve cobriu o gramado com seu grande manto branco e a Geada pintou todas as árvores de prateado. Convidaram o Vento do Norte e o Granizo para ficarem ali com elas também. de modo que vamos viver aqui o ano inteiro./ passarinhos esvoaçando por todo canto. Somente no jardim do Gigante Egoísta ainda era inverno.. e as árvores esqueceram de florescer. Então.. com flores brotando e .A Primavera esqueceu do jardim dele.

Mas a Primavera não vinha nunca. acordado. e o Vento do Norte e o Granizo e a Geada e a Neve dançavam entre as árvores. Norte parou de uivar. Numa certa manhã. Era só um passarinho cantando diante de sua janela. lá era sen1pre Inverno. mas há tanto tempo não ouvia nenhmn cantar em seu jardin1 que aquela música soou como a mais bela do mundo. . o Granizo parou de dançar por entre as copas das árvores e o Vento do( . nem o Verão. nem o Outono. fi . quando ouviu uma música encantadora. Assim. Então. o Gigante estava deitado na cama.�/ � _ .Ele é egoísta demais .diziam.Espero que o tempo mude.

e ali se encontrava um menininho. Estava de fato sentido com o que havia feito. Ele disse: . O G igante o pegou gentilmente com as mãos e o colocou em cima da árvore. pois seus olhos estavam cheios de lágrimas e ele não viu o G i gante chegando. seu coração se derreteu. Ele era tão pequeno que não alcançava os galhos. e as flores despontavam no gramado.disse o Gigante. Era o canto mais afastado do jardim. de agora en1 diante. e o jardim voltou novamente ao inverno. Mas. quando o vira1n. E a . Somente o menininho não correu. as crianças haviam entrado no jardim e estavam. A pobre árvore ainda estava coberta de gelo e neve. dando voltas em torno da árvore. e chorava amargurado. Que cena maravilhosa! Só num trechinho ainda era inverno. .Como eu tenho s i d o egoísta! Agora sei por que a Primavera não queria vir para c á .Acho que a Primavera chegou afinal . Então. Os passarinhos revoavam por todo lado. sentadas nos galhos das árvores. Quando o G igante olhou para fora de casa. O que ele viu? U1na cena maravilhosa! Através de um pequeno buraco no muro. Vou c o locar aquele pobrezinho no alto d a árvore e depois vou derrubar o muro para que o meu jardim seja. as crianças ficaram tão assustadas que saíram correndo. ele desceu as escadas e foi para o jardim. un1 par­ que para as crianças brincarem sempre. e pulou da cama para olhar. As árvores ficaram tão felizes com a sua volta que se encheram de flores.

Ele Q /} foi embora. noitinha se despediram do Gigante. e lhe deu um beijo. Mas as crianças disseram que não sabiam onde ele morava e que nunca o tinham visto antes. voltaram correndo. ele pegou um enorme machado e derru- o bou o muro. . quando viram que o Gigante 6 o deixara de ser malvado. . e j unto o o com eles veio a Primavera. .disse o Gigante... e o menino abraçou o Gigante com os braços peque- ninos. e os passa- rinhos vieram pousar nela e se puseram a cantar. crianças .o Gigante falou.dizia sempre. Toda tarde.Como eu gostaria de revê-lo! . Então. aquele o que eu coloquei em cima da árvore? . O Gigante ficou muito triste. as crianças vinham para brincar com o Gigante. O Gigante sentia saudades do seu amiguinho.Mas onde está o seu companheirinho.disseram as crianças. Os anos se passaram e o Gigante ficou velho e � .O jardim é de vocês a partir de agora. Mas o menininho que o Gigante tinha amado não foi visto novamente em lugar algum. a () Os outros meninos.Não sabemos . quando as aulas terminavam. As crianças brincaram por ali o dia inteiro e à o . arvore imediatamente desabrochou.Não deixem de dizer para ele voltar amanhã . ov () . o <3 . .

pois sabia que era apenas a Primavera adormecida e que as flores estavam simplesmente descansando. olhou pela janela enquanto se vestia. Mas as crianças são as mais belas de todas. O Gigante saiu correndo cheio de alegria para o jardim. Cruzou o gramado e se aproximou do menino. �58 . havia uma árvore coberta de flores brancas. i frágil. N o canto mais afastado do jardim. De repente.. seu rosto se enrubesceu de raiva e ele falou: . Então. Dizia: . com frutas prateadas presas a eles. viu uma maravilha. e havia marcas de dois pregos também em seus pezinhos. Não podia mais bri ncar.Tenho 1nuitas flores lindas. Não detestava o Inverno agora. Numa certa manhã de inverno. ficava sentado numa imensa poltrona. Os galhos estavam dourados. Quando chegou bem perto. e lá embaixo estava o menininho a quem tinha amado.Quem ousou machucá-lo? As mãos do menino exibiam marcas de dois pregos. assistindo às brincadeiras das crianças e admirando o jardim.

Pois estas são as marcas do Amor. .respondeu o menino. E. quando vieram brincar no jardim.Quem é você? . . .Uma vez você me deixou brincar em seu jardim. todo coberto de flores brancas.Diga­ me. as crianças encontraram o Gigante morto embaixo da árvore. O menininho sorriu para o Gigante e lhe disse: .Quem ousou machucá-lo? .De forma alguma! .gritou o Gigante. o Paraíso. Hoje você irá comigo ao meu jardim. . . de tarde.Uma eslranha sensação de espanto se apossou dele e o Gigante se ajoelhou diante da criança. . pois vou pegar a minha grande espada e liquidar quem fez isso.

dizem que Babuska deixa presentes nas casas das boas crianças na véspera do Natal. Tarde assim. Mas seus olhos ternos são. Babuska está perto do fogo Numa noite fria e escura.Babuska. A vela apagada pelo vento ainda permite Que os três juntos ela consiga ver. Esta antiga história nos lembra que. quem pode s er? Corre para abrir a tranca de madeira (Medo ela não há de ter). A cabana é aconchegante e segura. se nos surge uma chance de servir a Deus. As barbas são brancas. . THOMAS Na Rússia. Ela ouve batidas à porta. a quentura. junte-se a nós e vamos Estas dádivas Lhe entregar. Os cabelos brancos são compridos. B a bus k a lf\ EDJTH M. vien1os de longe. Os ventos uivantes só atiçam Do fogo. A ventania agita a neve lá fora. Chegamos para lhe contar: Esta noite nasceu um Príncipe Que o n1undo Ele há de mudar. . na lareira. Venha. devemos aproveitá-la. pela idade E pela neve que cai na escuridão. Reluzem naqueles rostos desconhecidos Como estrelas na imensidão.

O caminho encontraria. empunhando o cajad o. os três vão embora. meus senhores. que frio! Está nevando e ventando. E velha assim.Deve ser um pouco mais longe . uns brinquedos Para a Criança vou levar. De cajado na mão. E. Bem cedo vou acordar. eu não irei. Mas ninguém o sabia.E Ele está aqui? . vou . A todos que encontrava. nem por onde começar. De manhã. Desaparecem na borrasca. . Babuska Resolveu a neve enfrentar. se eu tivesse indagado. com a bendita luz. Babuska vai longe. Mas. Remoendo sua insensatez.Então.Ai. talvez! . Por cima de cada criança meio escondida Atrás dos travesseiros tão branquinhos : .mas ela suspira e conclui: . Quando a neve se acumula aos montes.Ao amanhecer.Babuska estremece à porta: . preciso andar ainda mais um pouquinho. E ainda se diz na véspera do Natal. o can1inho perguntava.Não. ainda tenho o que andar.Muito me agradaria ir também Para conhecer o pequeno príncipe Que um dia há de ser Rei. E m toda porta ela é vista Com um ar ressabiado na fronte! E m toda porta. De cajado em punho e cesta na mão. Atrás da Criança. Babuska volta pra junto do fogo. ademais. Sem dizer nada. deixa presentes. .quem sabe? ­ Aqueles três ultrapassar.dizia. E se curva. de vez. a murmurar baixinho. . 61� .

. Amém. Sua mão nos alimenta . Então. Todas essas coisas. tanta fartura. Prece de agradecimento A tudo dê graças. Amém. . Senhor. Deus é bom. Nos são enviadas das alturas. ó Senhor.I TESSALONICENSE 5: 1 8 Deus é grande. agradecemos ao Senhor. Por todo o Teu amor.Obrigado! Dá-nos. Nos dá a comida que nos sacia. nosso pão de cada dia.

. Sua vontade tentemos realizar. 6 Senhor. Abençoa-nos.Obrigado. . Pelo Cristo nosso Senhor. Amém. Mais ainda por Teu Filho eterno. Amém. por nosso lar. e essas dádivas Tuas. Pai. Pais e mães bons e sinceros. Que abundantes recebemos.

isso modifica nossas vidas. O navio emitiu um grunhido horroroso . Joh n Newton se agarrou à grade para se salvar. ele pensou na vida que levara. Quando o retribuímos. Raramente v ia algo de bom no . insensível. rompe o poder do pecado e nos liberta para fazer o bem. Ondas gigan­ tescas varriam o convés c q uase o arrastavam para o mar. A h i s tór i a d a " G r a ç a m a r av i l h o s a " Deus nos dá seu amo'"' mesmo quando não o merecemos. Agarrado à grade. como se estivesse prestes a sucun1bir sob a espuma das águas. Sabia-se um homem mau. O vento zunia e surrava as velas alquebradas.

só tinha olhos para o que era ruim. Mentira a vida inteira para os amigos} fugira do dever} e caçoara de Deus. O navio era cha­ coalhado pelas ondas enormes. O mar batia forte e relâmpagos riscavam o céu. "Morreretnos todos afogados. John nunca se preocupou com o que acontecia aos escravos. Um negócio cruet horrível! Os marinheiros pegavam homens} mulheres e crianças da África e os acorrentavam. pensou John. Agora. Os marujos correram para as bombas e tentara1n retirar a água} mas o mar continuava vencendo. Só pensava em si. John era marinheiro e trabalhava para o tráfico negreiro. a tempestade terrível o assolava na escuridão da noite.mundo. "Vamos naufragar'}. fazendo-o rodopiar e abrindo-lhe um rombo no casco." . Uma montanha d'água se quebrou contra o barco. levavam-nos para serem vendidos como escravos na América. Depois.

Sabia que Deus o an1ava. que é adorado pelo mundo afora nos dias de hoje. E escreveu este hino de agradecimento e louvor. Pensava nos escravos que transportara acorrentados no navio. Os ventos se dissiparam e as nuvens começaram a se abrir. e se arrependeu de seu pecado. como sacerdote. as ondas imensas foram abrandando. Um pensamento pipocou em sua mente: um ensinamento que sua 1nãe lhe passara ainda em criança. Com a ajuda de Deus. "Como posso ajudar a endireitar as coisas?"." "Será que Deus seria capaz de amar alguém como eu?" John pensou. Mas nunca conseguia esquecer o passado. Ela dissera: "Deus te an1a. . rogou. Começou a falar com todos sobre o horror daquela prática. John não pôde evitar a pergunta: "Por que Deus iria salvar um miserável como eu? Talvez queira que eu faça alguma coisa. mas podia tentar evitar que ou1ros navios ingleses o fizessem. ele bradou ao vento: . intrigado. Então. John pensava cada vez mais na tempestade. Tentando apanhar um pouco de fôlego. a Inglaterra aprovou uma lei que proibia o tráfico de escravos. John Newton levou no coração o fascínio de que Deus o salvara dos caminhos tortuosos. Olhando para as estrelas. O navio se inclinou violentamente.Senhor. tende piedade de nós. Até o fim de seus dias. Aos poucos. voltou para a Inglaterra e dedicou-se a servir a Deus. Tenha fé em Deus. trabalhou duro e. afinal. desistiu da vida no mar. mas não naufragou. John sabia que não poderia trazer de volta todas aquelas pessoas vendidas como escravos." Com o passar dos anos. Sabia que Deus o estava chamando para ser um homem melhor.

labor.Graça maravilhosa Salvou a mim. o infeliz. Estava cego. Promessas me fez o Senhor. acreditei! Perigo. 6 7 í!fiJ . ardil. Pela graça. Mais preciosa ainda foi quando. Pela primeira vez. agora soube. Será meu escudo e pendor Durante minha aventurança. Não mais perdido entre os vis. ao lar retornarei. Nele fio a esperança. Tudo isso atravessei . E pela graça meus temores deixei. Valeu-me a graça até aqui. A graça fez meu coração temer.

as gaivotas pairavam no ar. Com a brisa que soprava. Era capaz de passar horas a fio ponderando sobre a criação de Deus e seus caminhos misteriosos. O dia estava lindo. . ou o sol reluzente. praticamente sen1 nuve1n algun1a no c é u .:rar com Deus. As ondas vinham bater alegremente na praia. Estava imerso em pensan1entos. Santo Agostinho caminhava à beira do mar. Um dia. Mas Santo Agostinho não percebeu de fato o azul do céu. Adorava ler e estudar. Por que Deus deixa coisas ruins acontecerem de vez em quando? Por que não podemos vê-lo? Onde fica o paraíso? Eram questões difíceis. ou o chamado das gaivotas. mas Santo Agostinho esperava ser capaz de compreender o grande desígnio de Deus se pensasse nelas com afinco. O sol dourado refletia na água.O passeio de S anto Agostinho à beira do mar Esta lenda nos lembra que há muilas coisas que podemos aprender e saber. mas também há coisas que devemos dei. e adorava pensar em Deus. Queria saber a resposta para todo tipo de pergunta. S anto Agostinho foi um dos homens mais sábios e cultos . cha1nando un1as às outras.

Por mais que jogue água. Depois de algum tempo. Não cansava de jogar água lá dentro. quem já foi à praia sabe que a areia não contém a água. O 1nenininho estava trazendo um balde de água após o outro para dentro do buraco que cavara. Então. mas não conseguiu descobrir as respostas. ele encontrou um menino que havia cavado um buraco na areia. você nunca irá conseguir encher o buraco. Se você cava LUll buraco e joga água dentro dele. a água simplesmente é chupada pela areia no fundo do buraco. começou a ficar triste e até um pouco chateado por não conseguir compreender tantas coisas que Deus faz. e voltava correndo para pegar mais.- Pensou muíto. depois voltava correndo para trazer mais. enchia um balde de água e o trazia para jogá-la no buraco. Quanto mais pensava. Depois. O menino ia até o mar. Santo Agostinho o observou à distância durante algum tempo. menos sabia. foi até ele e perguntou: . Ora.

pois se apercebeu de que muitos dos atos de Deus devem continuar sendo um mistério para nós.disse Santo Agostinho com u m sorriso. Quando Santo Agostinho levantou a cabeça e abriu os olhos. .Está certo . tranqüilamente. Toda a tristeza deixou seu coração. Santo Agostinho compreendeu a verdade daquelas palavras simples. Não podemos entendê-los. meu filho? O menino não se surpreendeu com a pergunta e respondeu: . Ele abaixou a cabeça. Então reparou que não fora uma criança que lhe falara.Não dá para fazer isso. fechou os olhos e deu graças. De repente. . tal qual é impossível verter todo o enorme oceano dentro de um buraco na areia. O menino olhou para ele.disse o n1enino. . que se encheu de alegria.Mas isso é impossível . estava só com o mar e a areia e o céu. precisamos ter fé e acreditar. . .Vou jogar toda a água do mar dentro desse buraco. mas sim um belo anjo. Então.Da mesma forma que não dá para entender todos os mistérios de Deus. por n1ais que tentemos. Para nós é impossível conhecer todo o plano de Deus.O que você está fazendo. .

mas.Salmo 1 1 9: 1 O 5 Numa noite. além do facho de luz. .Todo o resto está escuro. Uma luz a nos guiar • Tua palavra é lâmpada para meus pés e luz para meu caminho. uma menininha e seu pai estavam caminhan­ do por uma estrada do interior. Ora viam-se os vultos sombrios das árvores e dos arbustos à beira da estrada. 71� . sem dúvida. mas também sabemos que Deus nos dará luz suficiente para toda a jornada.disse a menininha. . mas nos leva adiante.Por quê? .disse o p a i . . passo a passo. Pouco a pouco. . Não nos mostra tudo que queremos saber. a luz os manteve na estrada. ora não havia nada exceto a vastidão dos campos. A nossa fé é como uma luz que podemos carregar conosco. foi lhes mostrando o caminho até que chegaram em casa sãos e salvos. .ela respondeu. A menina levava uma lanterna que iluminava o caminho por onde iam andando. talvez só consigamos ver um pedaço do caminho adiante.Mas se continuarmos andando.perguntou o pai. . E. . Ela nos dá coragen1 e nos ajuda a encontrar o nosso caminho na vida. Quando temos fé.Porque a luz só mostra um pedaço do caminho . tudo era escuridão.Estou com medo .É verdade . a luz seguirá conosco e nos ajudará a ver para onde estamos indo até o fim da nossa jornada. Era o tipo de noite em que a lua e as estrelas se escondem por trás das nuvens. um passo de cada vez.

Sua fé. Há n1uito tempo. Todos n o v i l a r e j o d e C o upvray tomavam co nta d o menininho cego. ou a grama verde. O menino que trouxe luz p ara um mundo de trevas Louis Braille não descansou até encontrar uma fonna de alfabetizar os cegos. ou as páginas de um livro. !?:A 72 . mas você precisa ter fé.Por que Deus precisou m e tornar cego? .Louis perguntou. crianças cegas não podiam ir à escola como os outros meninos e meninas. Não podia ver o céu azul. Prestavam atenção às batidas de sua bengala e sorriam quando o viam chegar. . Mas Louis era cego desde os três anos de idade. coragem e dedicação mudaram a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Interrompiam seus afazeres para ajudá-lo a atravessar a rua ou a dobrar uma esquina.Eu não sei. o jovem Louis Braille queria ler. Mais do que qualquer outra coisa. Vivia nu1n mtmdo de trevas. Louis costumava sentar-se para conversar com o bom padre no jardim da paróquia local. Aj udavam-no a contar quantas batidas da bengala eram necessárias para chegar ao mercado ou ao fim da cidade. O padre respondeu: . E u acredito que Deus tenha alguma coisa especial para você fazer na vida. Padre Palluy lia histórias da Bíblia e lhe d i zia sobre o que fazer para ser corajoso. O padre Palluy fo i conversar com o diretor da escola. Morria de vontade de abrir um livro depois de outro para conhecer todas as maravilhosas histórias que eles traziam.

Merece utna chance. o padre Palluy lhe trouxe uma novidade ünportante. já foi fazendo às novas professoras a pergunta que vinha fervilhando em sua mente. Louis mal pôde acreditar no que ouviu.Eu vou aprender a ler? . como seus colegas. Queria ser capaz de ler livros e escrever carta . Um dia. O padre disse: . . Então. Ele vai arranjar um jeito. Louis viajou com o pai para Paris. e o padre os ajudou a conseguir dinheiro para pagar as mensa­ lidades. Como irá acompanhar as aulas? Padre Palluy retrucou: . Implorou para que seus pais o mandassem para essa escola maravilhosa. O diretor contestou: . não conseguirá lê-los. Logo que chegou. Louis conseguia se lembrar de tudo. Ainda assim. não estava totalmente satisfeito com seus estudos.Louis é um menino inteligente. e ]ogo estava entre os primeiros de sua turma. Prestava bastante atenção à professora.Mas se ele não consegue ver os livros.Existe uma escola para crianças cegas em Paris. onde o menino começou a estudar no Instituto Nacional para Crianças Cegas. Aprende rápido. e os colegas de classe se revezavam na leitura do material para ele. Assim.Dê-lhe uma chance. Eles têm um livro especia] que os cegos conseguem ler. aos dez anos de idade. Louis começou a freqüentar a escola com outros meninos c meninas do vilarejo. .

Às vezes. Até que certo dia Louis soube d e u m sistema elaborado por um oficial do exército francês que consistia em pontos e traços marcados em alto-relevo sobre o papel que servia para os soldados enviarem mensagens à noite. Mas era urna leitura desajeitada e lenta. empenhou-se ao máximo nos estudos e aprendeu rapidan1ente em sua nova escola. E n t retanto. Louis rezava: . Louis ficou decepcionado. os alu­ nos cegos conseguiam reconhecer palavras e frases. O que você busca é impossível . pensando e repensando o problema. tentar. "E se eu criar um padrão de minúsculos pontos em alto-relevo n1arcados em uma folha de papel.Por favor. passava noites acordado. Mas Louis tinha prometido a Deus jamais desistir. Lembrava-se de algumas palavras que o padre Palluy lera para ele na Bíblia: "Que haja luz!" Está claro que Deus deseja que a luz do conhecimento brilhe para todos. Talvez esse tipo de escrita pudesse ajudar os cegos a ler. . As professoras tinham feito alguns livros com letras gran­ des e m alto-relevo.diziam- lhe alguns dos colegas. Com sua audição apurada.Você está desperdiçando seu tempo com esses sonhos. e experimentar idéias diferentes. não parou de pensar se haveria um jeito de fazer os cegos aprenderem a ler. e até mesmo escrever. Passava horas a fio no órgão da igreja vizinha. À medida que os anos foram passando. Gostava espe­ cialmente de música e aprendeu a tocar órgão. dedos ágeis e memória aguçada. que sirva de suporte para as letras?" . ajude-me a encontrar uma forma de alfabetizar os cegos. tocando hinos e música sacra. Deus. Nenhuma delas funcionava. tornou-se um bom músico. Uma idéia prontamente surgiu em sua mente. E não parava de pensar. Tateando as letras com os dedos.

Cegos do mundo inteiro começaram a utilizar o sistema dos pontos ressaltados de Louis Braille para ler e escrever e aprender. até que acabava caindo no sono em c i m a das ferramentas e dos papéis. aprontou um código para todas as letras do alfabeto.Agora v a m o s ver se fun c i o n a . Ele foi correndo para o quarto e perfurou várias vezes uma folha com um palitinho. os dedos poderão ler rapidamente. . A notícia de sua idéia foi se espalhando de um país para outro. meses a fio. Senhor. E trabalhou. Ele caiu de joelhos. Só preciso de um padrão diferente para cada letra. os livros tornaram-se parte de suas vidas.É isso! . . Agora haverá um toque de luz para aqueles que vivem num mundo de trevas. . Afinal. . Ele abriu as portas do conhecimento para aqueles que não podem ver. Finalmente.Obrigado. Depoi� virou a página ao avesso e correu os dedos sobre os relevos. . procurando e testando novos padrões.Perfurou u m a seqüência d e letras e leu e m voz alta. Louis levou anos trabalhando para aperfeiçoar seu método. baixou a cabeça e sussurrou: . tudo por causa de um menino que manteve a fé e dedicou a vida a encontrar um caminho. Ficava acordado até tarde.Se os padrões forem suficientemente pequenos.Meu nome é Louis Braille. por atender às minhas preces.gritou. correndo seus dedos sobre os relevos no papel: .

O m anto d e S ão M artinho Esta famosa história de Martinho de Tours. pedindo esmolas. Tremendo de frio. Algumas pessoas chegavam a mudar de lado da rua para não terem de passar perto dele. Pequenas multidões se acoto­ velavam no mercado e as n. Quase não tinha o que vestir. conversavam entre si. na cidade de Amiens. ouviu-se o cavalgar de cavalos se aproximando pela estrada. encontrava­ se um mendigo esfarrapado. Todos esta­ vam encasacados contra o frio cortante. se passa na época do Império Romano. Ela nos faz recordar que Deus quer que compartilhemos uns com os outros. na França. mantinha a mão esticada. Os comerciantes. De repente. Os ventos de inverno sopravam forte e formavam­ se flocos de gelo nas árvores.1as estavam tomadas pelo barulho de passos esmigalhando a neve enrijecida. em seguida um mercador rico com pressa de chegar em casa. Ezia muito frio e nevava naquele dia. depois uma jovem criada procurando a patroa. Os soldados do imperador voltavam para o C! 7 6 . Passou um jovem estudante imerso em seus próprios pensamentos. cada qual à porta de sua loja. Ninguém lhe dava muita atenção. santo padroeiro da França. Ao lado de um portão nas muralhas da cidade. Passavam sem lhe dispensar sequer un1 olhar.

E m seguida. Ele afrouxou do pescoço o grande manto militar que trazia sobre os ombros e o segurou no ar com uma das mãos. Com a outra. Alguns dos jovens ofi­ ciais riram de Martinho quando ele se juntou. Os soldados passaram por ele sem interromper o galope. e m b a i nhou a espada. Não tinha dinheiro em sua bolsa. depositou uma das meta­ des sobre os ombros do mendigo. Então. puxou as rédeas do cavalo. com uma palavra gentil. Martinho tentou imaginar como poderia ajudá-lo. mas sentiu que precisava fazer alguma coisa. Riam e brincavam entre si. pensando nas lareiras quentes que os esperavam no quartel. Quando cruzaram o portão da cidade. Não pôde evilar o desespero no olhar do homem. sacou a espada e cortou o agasalho ao meio. com o manto rasgado sobre os ombros. Inclinou-se na sela e. ocorreu-lhe uma idéia. Uma sombra de tristeza tomou seu rosto quando viu o pobre mendigo congelando de frio. Somente u m deles.interior da cidadela depois de circundarem as muralhas. jogou a outra metade do agasalho sobre os pró­ prios ombros e partiu a galope atrás dos compa­ nheiros. Enquanto via os camaradas se afastarem em suas garbosas n1ontarias. e lançavam olhares orgulhosos ao povo que parava para vê-los passar a galope. o mendigo trêmulo estendeu a mão. um jovem soldado chamado Martinho. ao resto do gru- .

. no qual viu Jesus no céu.po.Senhor. por que está usando u1n tnanto rasgado? - perguntou-lhe u m dos anjos. C! 78 . Martinho teve u m sonho. Mas outros desejaram ter pensado em fazer o mesmo que ele fizera.Esta roupa foi Martinho quem me deu. Jesus respondeu: . e o Salvador estava usando a metade do manto de um soldado romano. delicadamente.Quem lhe deu isso? E. . cercado de uma companhia de anjos. Naquela noite.

faze de mim um instrumento da tua paz. Significa fazer o desejo de Deus. Fa z e d e m i m u m • instrumento da tua p az Confonne nos faz lembrar esta prece. Pois é dando que se recebe. que eu semeie amor. luz. perdão. Onde houver mágoa. Onde houver ódio. E onde houver tristeza. esperança. fé. . Onde houver trevas. É morrendo que tornamos a nascer novamente para a vida eterna. Ó Divino Senhor. júbilo. Amar mais do que ser amado. É perdoando que se é pe rd o ado. Onde houver dúvida. Onde houver desespero. Compreender mais do que ser compreendido. a fé significa fazer. Senhor. permite que eu busque consolar mais do que ser consolado.

coragem que preczsamos. :1:1\ 8 0 . Era um trabalho extenuante. os hebreus eram escravos do rei do Egito. fazendo tijolos e construindo grandes templos. Nossa fé nos dá a . C01n essa crueldade. Deus nos conclama a grandes atos de bravura . que era chamado Faraó. Naquela época. Então. ele fez algo terrível : ordenou que todo bebê nascido e m lar hebreu deveria ser tirado de casa e jogado no rio Nilo. quando o povo hebreu vivia nas terras do Egito. As mães e os pais choravam amargurados e tentavam esconder seus filhos dos soldados do Faraó. M í r i a m e o c e s t o fl u t u a n t e O Livro do Êxodo conta como Moisés condu ziu o povo hebreu à liberdade no Egito. eles continuavam crescendo. Embora levassem uma vida dura. Inicia cçm a maravilhosa história de uma menininha q ue resga ta seu irmão ainda bebê. Esta história se passa há muitíssimos anos. trabalhavam arduamente para o Faraó. As vezes. em número e força. abrindo valas. Do nascer ao pôr-do-sol. e isso amedrontava o Faraó. arando o solo. O Faraó passava os dias na janela do palácio assistindo aos hebreus trabalharem sob o sol forte. e eles sofriam muito. esperava conter o crescimento daquele povo.

. salve o meu precioso bebê. Depois. perto da margem. Ela era u m a menina valente e esperta.Observe o bebê para ver o que acontece. os soldados o levariam.Ó Deus . . para que a água não se infiltrasse. flutuar na correnteza do rio. Foram até o rio e recolheram um bocado de juncos e teceram u m cesto. . cobriram-no de lama e betmne. oculto pelo junco alto. uma hebréia chamada Iocheved deu à luz u m lindo menininho. Sabia que. . manteve o bebê escondido dos soldados do Faraó.n o dentro d o cesto. E ele se foi. Quando terminaram. então. se ouvisse1n seu choro. ela se apavorava. em segurança. e pusera m . e gostava do i rmãozinho mais do que qualquer coisa neste mundo. beijaram o n e n é m .rogava -. Nesse momento. Durante três tneses. que deixara1n. locheved e Mírian1 tran1aram j untas u m plano secreto.lochevcd disse à filha. qual uma pequena arca. Mas toda vez que passava alguém.Quero que você fique aqui u m pouco . Acontece que Iocheved também tinha uma fi l h i n h a chamada Míriam.

Dois bracinhos se esticaram em sua direção. pobrezinho. Então. U m a das criadas d a princesa entrou no rio e trouxe o cesto para a margem. - Está com fome. . que Deus estava olhando por seu irmãozinho. é um bebê hebreu! . Passado algum tempo. no fundo do coração. . De repente. seguida pelas criadas. Os passarinhos revoavam pelos arredores.Ela sorriu e secou as lágrimas daquele rostinho lindo. . fazendo o junco sussurrar e suspirar. aten­ ciosamente. Soprava uma brisa tranqüila ao longo da margem. conteve o fôlego. A filha do Faraó estava vindo para o rio con1 suas criadas. Míriam ficou observando. A bela princesa caminhou pela margem do rio. conversando e rindo. Ela olhou para o rostinho minúsculo c se encheu de piedade c amor pelo lindo menino. traga aquele cesto para cá . . sabendo. O coração de Míriam disparou. espiou e. vinha se banhar.exclamou a princesa.Rápido. ela ouviu vozes e passos. a princesa egípcia avistou algo flutuando em meio ao junco. Sem sair de seu esconderijo. Logo acima. . A princesa se inclinou sobre o cesto e escutou um gemido de bebê.ordenou a uma de suas criadas.Ora. O cestinho balançava em paz na superfície da água. u m enorme crocodilo soltou um ronco mas não se aproximou. em seguida.Quero ver se tem alguma coisa dentro. Míriam se escondeu atrás de uma moita e ficou de guarda.

Ela cantava c brincava com ele.perguntou à filha do Faraó. e o ajudou a aprender a andar. Sua irmã.Pegue essa criança c a amamente para mim .disse a princesa. Ela foi correndo para casa e contou à mãe tudo o que havia se passado. Míriam reuniu toda a sua coragem c saiu do esconderijo. c depois voltara1n para onde estava a princesa. Sentiu o coraçãozinho batendo através da manta. Míriam permanecia escondida em sua moita. . . pois ele estava sob a proteção da princesa do Egito.disse a princesa. locheved pegou o bebê no colo c o abraçou com carinho. a falar e a fazer todas as coisas que os bebês precisam aprender.Posso tentar encontrar uma hebréia para dar de mamar ao bebê e cuidar dele. A princesa parecia ser uma boa 1nulher. os soldados egípcios não ousavam ir à casa de locheved.Pode . Sob os cuidados e o carinho da própria mãe. estava sempre presente também. . Decerto não deixaria o bebê morrer. o bebê cresceu forte e saudável. Então. Elas se abraçaram e beijaram. Ninguém poderia fazer mal ao seu filho agora. O coração de Míriam se encheu de alegria. 83 ?JJ . . a própria filha do Faraó. tentando pensar em alguma coisa. . e mal conseguiu conter as láglimas. Daquele momento em diante. com a voz clara c firme.Vou pagá-la pelo serviço. princesa? .Vá encontrar uma ama-de­ leite para mim. Míriam.

tendo ao lado a corajosa e sábia irmã Míriam. A princesa o tratava como se fosse seu próprio filho e o chamou de Moisés. Muitos anos mais tarde. Embora tenha se criado entre egípcios. Eram apenas pobres escravos. . o bebê foi morar no palácio real. Mais crescido. mas ele os amava pois serviam ao Senhor. já adulto. Conduziu-os do Egito de volta para sua terra natal. Moisé s sempre amou seu próprio povo. Moisés se tornou um grande líder do povo hebreu.

E l e h á d e O UV I r • /"'1 JANE TAYLOR Deus nos ouve mais facilmente quando nos esforçamos para lhe falar. E escuta quando uma lhe suplica Qual pai carinhoso lhe enxuga o pranto . tanto. Sen1pre estará pronto a escutar Mesmo a menor delas a orar. Deus é tão bom que há de ouvir O que humildemente u m a criança lhe pedir. Seu próprio Livro sagrado indica: Ele ama as criancinhas. .

a menininha espiou pela porta de sua casa e disse: . . sementinha. Num aconchegante dia de outono.perguntou a menininha. Mas a semente respondeu: . Você vai ter de pedir a outra pessoa.Ainda estou gelada e com frio. E a pobre sementinha não conseguiu crescer.Ao chão duro onde estou . vamos. .Então eu vou pedir . Depois de esperar pacientemente durante semanas e meses a fio.Ora. cresça. �86 .Você vai ter de pedir a outra pessoa. coberto de folhas verdes e flores amarelas. deitando uma espessa manta branca sobre o chão.disse a menininha.A quem? . . chão. até que seu talo esteja grande. uma menininha jogou uma semente num buraco no solo. mas elas são alimentadas e aguadas pela todo-poderosa mão de Deus. será que você pode amolecer para que a minha sementinha se aqueça e se tome uma flor? Mas o chão respondeu: . cobriu-a e esperou que sua flor crescesse. cresça logo. . Todas as boas dádivas à nossa volta nos são enviadas dos céus. .A quem? . Não demorou muito e as neves do inverno chegaram. cresça.disse a semente.Chão. A semente Conforme diz um hino: Nós aramos os campos e espalhamos na terra as boas sementes.perguntou a menininha.

nuvens.Você vai ter de pedir a outra pessoa.Sol. .disse a menininha.disse a menininha. será que você pode derreter para que o chão amoleça.disse a menininha. será que vocês podem ir embora para que o sol saia.perguntou a menininha.Você vai ter de pedir a outra pessoa.Ao vento que nos sopra .Você vai ter de pedi r a outra pessoa. .A quem? . . .Nuvens.perguntou a menininha. e o chão amoleça. À s nuvens que me cobrem . para que a minha sementinha se aqueça e se torne uma flor? Mas a neve respondeu: . sol. . . . e a neve derreta.Então eu vou pedir . para que a minha sementinha se aqueça e se torne uma flor? Mas o sol respondeu: . . neve. .perguntou a menininha. . para que a minha semen­ tinha se aqueça e se tome uma flor? Mas as nuvens responderam: .Ao sol que me derrete . . será que você pode sair para que a neve derreta.À neve que me cobre .disse o chão. .disse a neve.Então eu vou pedir . .Então eu vou pedir .Neve. e o chão amoleça.dissera1n as nuvens. .A quem? .disse o sol.A quem? .

Então eu vou pedir . . e a neve derreter. . que faz tudo crescer . .Eu deveria ter pensado nisso.Deus . para que a minha sementinha se aqueça e se torne uma flor? E Deus sorriu para a menininha.A Deus. será que você pode pedir ao vento que sopre para que as nuvens vão embora. e o chão amolecer. Então ela se ajoelhou. Começava a soprar uma brisa quente.A quem? . juntou as mãos e rezou.Vento. Ela tornou a olhar pela porta de casa. e a neve derreta. . e o chão amoleça.Você vai ter de pedir a outra pessoa.disse a menininha. o sol estava saindo. vento. . e o sol saia.disse o vento. para que a minha sementinha se aqueça e se tome uma flor? Mas o vento sussurrou em seu ouvido: . . E não demorou até que sua flor nascesse. e o sol possa sair.disse a menininha.Então cu vou pedir . a neve estava derretendo c o chão amolecendo e ficando verde. . .perguntou a menininha. As nuvens se foram.ela pediu -. será que você pode soprar para que as nuvens vão embora.

Mas. Daria a minha contribuição. .ATOS 3 : 6 Pobre como sou. Fosse eu um sábio. mas o que tiver eu darei. Daria uma ovelha. . o que posso Lhe dar? Darei o 1neu coração. Minha dádiva �> CHRISTINA RossETII Ouro e prata não Lenho. O que posso Lhe dar? Fosse eu um pastor.

Foram pendurados ali quando se construiu a igreja centenas de anos antes.l A tos de bondade não passam despercebidos lá em cima. com trepadeiras subindo pelas paredes até onde se podia enxergar. 90 . Quando a maior e melhor oferta era colo­ cada no altar." RAYMOND ALDE. e que nenhuma das ofertas era grande o suficiente para merecer a música dos sinos. que eles estavam tão altos que os anjos conseguiam fazê-los balançar. Havia quem dissesse que o vento os tocava. também. mas havia quem dissesse.Po r que o s s i n o s t o c aram . cvs. na véspera do Natal. todos da cidade traziam à igreja suas ofertas para comemorar o nascimento do menino Jesus. Durante muito tempo. Mas o fato foi que se passaram anos a fio sem que ninguém os ouvisse tocar. E xistia nun1 país d istante uma igreja maravilhosa com uma torre de pedra cinza. as vozes dos sinos de Natal começavam a soar em meio à música do coro. Mas agora dizia-se que as pessoas estavam menos atentas aos presentes que traziam para o menino Jesus. ficavam os sinos de Natal da igreja. . Na torre.?. Havia um velho morador dos arredores da igreja que dizia que sua mãe falava em tê-los ouvido quando menina. mesmo que não sejam vistos pela multidão aqui embaixo. e eram os sinos mais bonitos do mundo.

Tente chegar ao altar sem atrapalhar as pessoas e coloque esta moeda de prata como minha oferta quando ninguém estiver olhando.Não . Na véspera do Natal estava fazendo um frio de amargar. num vilarejo do interior.Veja esta pobre mulher! Vai morrer congelada se ninguém cuidar dela.E você não vai à festa de Natal? .gritou o irmão. e seu irmãozinho. sem conseguir conter na garganta um engasgo desapontado.'. Experimentou esfregar-lhe neve no rosto. mas os dois meni­ nos partiram para assistir à comemoração de Natal.disse Pedro. . Pois bem. Mas. em seguida. Era uma pobre mulher que havia caído. . Estavam prestes a entrar na cidade quando viram algo escuro sobre a neve à margem do caminho e saíram de seu trajeto para olhar.disse. a vários quilômetros de distância da cidade. que sequer conseguiu entrar em algum lugar para buscar abrigo. ele mandou o irmãozinho entrar correndo na cidade e piscou com força para conter as lágrimas enquanto ouvia o 9 1 /. Estava tão doente e com tanto frio. mas ela nem se mexeu. haviam caminhado tanto que já avistavam as luzes da cidade à frente. O povo ainda vinha para o allar na véspera do Natal. se levantou. embora a missa fosse maravilhosa e as ofertas abundantes. Ficou olhando para ela em silêncio um instante e. Antes do cair da noite. cada um tentando trazer presentes melhores que os demais. embora ninguém de fato desse algo que realmente quisesse para si. . .'\> . A igreja se enchia de gente que achava que talvez os sinos pudessem er ouvidos novamente. . eles resolveram ver a belíssima comemoração. Então. viviam um menino. Num ano. Pedro se ajoelhou ao lado dela e puxou-lhe o braço. com alguns solitários flocos de neve no ar.Não adianta.Você terá de ir para a igreja sozinho.Sozinho? . irmãozinho . chamado Pedro. somente o barulho do vento se ouvia nas alturas da torre de pedra.

como os demais. Todos diziam que ela jamais estivera tão iluminada e linda. Ouviu-se um murmúrio por toda a igreja quando as pessoas viram o rei tirar da própria c abe ça a brilhante coroa real. esplendor da n1úsica e das comemorações do Natal para ficar naquele campo isolado na neve. sentiu a terra vibrar ao seu redor. cheios de ouro que as pessoas mal podi am com eles. a enorme igreja estava realmente des­ lumbrante. as pessoas levaram seus presentes para o al tar Houve quem trouxesse jóias maravilhosas. Depois da missa. Quando o órgão tocou c o povo cantou. E por fim veio o rei. . na esperança de ganhar o tinir dos sinos de Natal. c colocá­ la sobre o altar como presente de honra ao menino Jesus.barulho cada vez mais distante de suas pegadas es m igalh ando a neve à l u z do c re p ú s c ul o Era muita dureza perder o . as paredes reverberaram com o som. i ncrustada de diamantes e outras pedras preciosas. lá fora da cidade. e o pequeno Pedro. cestos tão . Um grande escritor levou um livro que vinha prep aran do havia anos. N aquela noite.

Os presentes estavam sobre o altar. As comemorações chegaram ao fi m. De repente. Algumas chegaram até a dizer que nunca tinham acreditado de fato na história dos sinos e duvidavam que eles algum dia tivessem tocado. ecoou pelos ares. e o coro começou a entoar o hino de encer­ ramento. que estava parado em seu lugar. o organista parou de tocar. baixinho n1as com toda clareza. c todos olharam para o velho pastor.Na certa vamos ouvir os sinos agora . 9 3 1"'1· . o tilintar dos sinos da torre. Mas só se ouviu o vento frio na torre. mas quando apurara1n os ouvidos para escutar. levantando a mão para pedir silêncio. e as pessoas ficaram sacudindo suas cabeças. .disseram. Ninguém na igreja fez barulho algun1.

absolutamente imóveis por alguns i n stantes. E n tão se levantaram j untas e olharam para o altar a fim de ver que presente extraordinário havia despertado os sinos inertes. que havia percorrido silenciosamente o corredor quando ninguén1 estava olhando c colocado a moedinha de prata de Pedro no altar. que as pessoas continuaram sentadas dentro da igreja. de notas tão doces como nunca se ouvira antes. . Mas tudo que os mais próximos conseguiram enxergar foi a mi núscula figura do irmãozinho de Pedro. Tão distante mas tão clara foi a música. surgindo e desaparecendo sob os céus.

. bem aqui. igual a Ti. Olha por esta criança. Para que todos os meus dias de amor Entoem lindos cantos de louvor. o Jesus. 95 � . Põe minha mãozinha na Tua. Vive no meu coração. Amar Jesus A"' CIIARLES WESLEY A fé nos ensina a sermos bons enquanto crescemos. Guia meus pezinhos na rua. com Tua humildade e esperança. Faze-me temo. E o mundo em mim possa sempre ver O Sagrado Menino Jesus renascer.

Pai Celestial. Caso eu morra antes de acordar. Rogo ao Senhor minha alma assistir. Preces p ara dormir Na hora de dormir. Rogo ao Senhor minha alma levar. Que Teus anjos iluminados e puros Façam da minha uma noite segura! Amém . Amém. Recebe este filho como Teu protegido. atende meu pedido. Agora me deito para dormir. as preces são a chave que fecha nosso dia e nos relembra dos cuidados de Deus.

Abençoado Senhor. nada sinto. Leva de nós os pecados. Mas. Ele escuta minhas preces. afinal! Amém. O Pai cuida do filho De dia e depois que anoitece. no claro ou escuro. Abençoa os amigos que nos amam. Faze-nos bons e gentis. Amém. Nada ouço. Sempre atento ao meu lado. O brilho da glória não vejo. E que os Teus anjos sagrados Nos guardem o sono. agradecemos Por todos os Teus cuidados. . Resguarda-os de todo mal. eu pressinto: Deus está por perto.

Pai-nosso Qual Cristo nos ensinou. Amém. Mas livrai-nos do mal. R nosso que estais no céu. Venha a nós o Vosso reino. atrevemo-nos a dizer. Seja feita a Vossa vontade. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. _____ Tradução correta do latim para o português *Dívidas **Os nossos devedores �98 . Perdoai as nossas ofensas* Assim como nós perdoamos A quem nos tem ofendido**. Santificado seja Vosso nome. . Assim na terra como no céu. Não nos deixai cair em tentação. .

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I Jl FRONTEIRA Loja.O Livro da JPé ]para Criança§ DANIEL A COVA D O S LEÕES '" 0 Q U E DEUS PROMETEU ONDE HÁ AMOR. DEUS ALI ESTÁ " A FILHA DO CAPITÃO NOS CONFINS D O MAR ' A LENDA D E SÃO CRISTÓVÃO ORAÇÕES MATINAIS ' A C U RA D O PARALÍTICO 0 CHAMADO DE SAMUEL " 0 MENINO E O ANJO .209. SEMPRE Cupom: UM BOM LIVRO 9 78 .MAR UMA LUZ A NOS GUIAR 0 MENINO QUE TROUXE LUZ PARA UM MUNDO DE TREVAS 0 MANTO DE SÃO MARTINHO FAZE DE MIM UM INSTRUMENTO DA TUA PAZ MíRIAM E O CESTO FLUTUANTE ELE HÁ DE OUVIR "' A SEMENTE MINHA DÁDIVA " POR QUE OS SINOS TOCARAM AMAR JESUS ' PRECES PARA DORMIR PAI-NOSSO Â - EDITORA ISBN 85. 1 304-0 Data:_/_L. A OVELHI HA PERDIDA � 0 VIGÉSIMO TERCEIRO SALMO 0 GIGANTE EGOÍSTA ' BABUSKA PRECE DE AGRADECIMENTO � A HISTÓRIA DA "GRAÇA MARAVILHOSA" 0 PASSEIO DE SANTO AGOSTINHO À B E I RA DO . NOVA .

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