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Estágio dos Solicitadores 22/05/2015
Estágio dos Solicitadores
22/05/2015

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IRS MAIS VALIAS Clara Gariso Departamento de Formação – Câmara dos Solicitadores 2

IRS

MAIS VALIAS

Clara Gariso

Departamento de Formação Câmara dos Solicitadores

2

Características do imposto • Pessoal • Directo • Periodico • Progessivo • Sobre o Rendimento

Características do imposto

Pessoal

Directo

Periodico

Progessivo

Sobre o Rendimento

Rendimento Bruto de cada categoria - Deduções específicas de cada categoria = Rendimento Líquido de

Rendimento Bruto de cada categoria

-

Deduções específicas de cada categoria

=

Rendimento Líquido de cada categoria

de cada categoria = Rendimento Líquido de cada categoria Englobamento Rendimento Colectável (coefieciente familiar)
Englobamento
Englobamento

Rendimento Colectável (coefieciente familiar)

x

Taxas

=

Colecta

+

Tributação autónoma

=

Colecta Total (coefieciente familiar)

-

Deduções à colecta

-

Retenções na Fonte e pagamentos por conta

=

IRS a pagar ou receber

Câmara dos Solicitadores

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Categorias de Rendimentos: Categoria A - Rendimentos do trabalho dependente; Categoria B - Rendimentos empresariais

Categorias de Rendimentos:

Categoria A - Rendimentos do trabalho dependente;

Categoria B - Rendimentos empresariais e profissionais;

Categoria E - Rendimentos de capitais;

Categoria F - Rendimentos prediais;

Categoria G - Incrementos patrimoniais;

Categoria H - Pensões.

Mais valias

Mais valias
MAIS VALIAS • Rendimentos abrangidos – art. 9.º • As mais-valias , conforme definidas no

MAIS VALIAS

Rendimentos abrangidos art. 9.º

As mais-valias, conforme definidas no art. 10º (art. 9º n.º 1 al. a))

As indemnizações que visem a reparação de danos não patrimoniais, excetuadas as fixadas por decisão judicial ou arbitral ou resultantes de acordo homologado judicialmente (art. 9º n.º 1 al. b))

As indemnizações que visem a reparação de danos emergentes não comprovados e de lucros

cessantes, considerando-se neste último caso como tais apenas as que se destinem a ressarcir os benefícios líquidos deixados de obter em consequência da lesão (art. 9º n.º 1 al. b))

As importâncias auferidas em virtude da assunção de obrigação de não concorrência, independentemente da respetiva fonte ou título (art. 9º n.º 1 al. c))

Os Acréscimos patrimoniais não justificados, nos termos previstos nos art. 87º, 88º ou 89º-A da

Lei Geral Tributária (art. 9º n.º 1 al. d))

As indemnizações devidas por renúncia onerosa a posições contratuais ou outros direitos inerentes contratos relativos a bens imóveis (art. 9º n.º 1 al. e)

MAIS VALIAS • As mais-valias – conceito • As mais-valias correspondem a ganhos ou rendimentos

MAIS VALIAS

As mais-valias conceito

As mais-valias correspondem a ganhos ou rendimentos de carácter

ocasional ou fortuito, e que não decorram de uma atividade do SP

especificamente destinadas à sua obtenção, mas relativamente aos quais o princípio da capacidade contributiva determina a sua

sujeição a imposto.

MAIS VALIAS • Factos geradores de mais-valias – art. 10.º • Alienação onerosa de direitos

MAIS VALIAS

Factos geradores de mais-valias art. 10.º

Alienação onerosa de direitos reais sobre bens imóveis - n.º 1 al. a)

A afetação de quaisquer bens do património particular a atividade empresarial / profissional - n.º 1 al. a))

Alienação onerosa de partes sociais e de outros valores mobiliários, incluindo: a remição e amortização com redução de capital de partes sociais; a extinção ou entrega de partes sociais das sociedades fundidas, cindidas ou adquiridas no âmbito de operações de fusão, cisão ou permuta de partes sociais; o valor atribuído em resultado da partilha, bem como em resultado da liquidação, revogação ou extinção de estruturas fiduciárias (); o reembolso de obrigações e

outros títulos de dívida; o resgate de unidades de participação em fundos de investimento e a

liquidação destes fundos - n.º 1 al. b)

Alienação onerosa da propriedade intelectual ou industrial ou de experiência adquirida no sector comercial, industrial ou científico, quando o transmitente não seja o seu titular originário - n.º 1 al. c)

Cessão onerosa de posições contratuais ou outros direitos relativos a bens imóveis - n.º 1 al. d)

Operações relativas a instrumentos financeiros derivados, exceto os da alínea q), n.º 2, art. 5º - n.º 1 al. e)

MAIS VALIAS • Exclusão de tributação – regime transitório categoria G • De acordo com

MAIS VALIAS

Exclusão de tributação regime transitório categoria G

De acordo com o art. 5.º do DL 442-A/88, os ganhos que não estavam sujeitos ao imposto de mais-valias só ficam sujeitos a IRS se a

aquisição dos bens ou direitos de que provêm foram adquiridos após

01/01/1989 (entrada em vigor do CIRS).

De entre os ganhos de alienação de imóveis só estavam sujeitos àquele imposto os relativos aos terrenos para construção.

MAIS VALIAS • Mais-valias de imóveis – base do imposto 1. Constituem mais-valias tributadas pelas

MAIS VALIAS

Mais-valias de imóveis base do imposto

1. Constituem mais-valias tributadas pelas regras da categoria G os ganhos que, não sendo considerados rendimentos empresariais e

profissionais, de capitais ou prediais, resultem de (art. 10º n.º 1 al.

a)):

2. Alienação onerosa de direitos reais sobre bens imóveis;

3. Afetação de quaisquer bens (móveis e imóveis) do património particular a atividade geradora de rendimentos empresariais e profissionais exercida em nome individual pelo seu proprietário;

MAIS VALIAS • Mais-valias de imóveis – Momento em que os ganhos se consideram obtidos

MAIS VALIAS

Mais-valias de imóveis Momento em que os ganhos se consideram

obtidos art. 10.º, n.º 3 Os ganhos resultantes da alienação onerosa de direitos reais sobre imóveis consideram-se, em regra, obtidos no momento dessa alienação.

Porém, nos casos de promessa de compra e venda ou permuta, presume- se que o ganho é obtido logo que verificada a tradição (entrega) ou posse dos bens ou direitos objeto do contrato (al.a)).

Nos contratos de permuta de bens presentes por bens futuros, a

tributação apenas ocorre no momento da celebração do contrato que formaliza a aquisição do bem futuro, ou no momento da sua tradição, se anterior (al. c))

MAIS VALIAS • Mais-valias de imóveis – Momento em que os ganhos se consideram obtidos

MAIS VALIAS

Mais-valias de imóveis Momento em que os ganhos se consideram

obtidos art. 10.º, n.º 3 Na afectação de bens do património particular a actividade geradora de

rendimentos empresariais e profissionais exercida pelo seu proprietário, o

ganho só se considera obtido no momento de ulterior alienação onerosa de bens em causa ou da ocorrência de outro facto que determine o apuramento de resultados . (al. b)).

Tal diferimento da tributação assenta do facto de apenas serem tributadas as mais-valias realizadas e aquelas transferências não se traduzem numa verdadeira transmissão jurídica, pelo que não se considera haver, no

momento, lugar a realização efetiva de mais-valias.

MAIS VALIAS • Mais-valias de imóveis – Momento em que os ganhos se consideram obtidos

MAIS VALIAS

Mais-valias de imóveis Momento em que os ganhos se consideram

obtidos art. 10.º, n.º 3

Na afetação de bens imóveis (o regime é idêntico para a afetação de

bens móveis) do património particular a atividades empresariais e

profissionais, o modo de tributação é o que esquematicamente se segue:

MAIS VALIAS Câmara dos Solicitadores 16

MAIS VALIAS

MAIS VALIAS Câmara dos Solicitadores 16
MAIS VALIAS • Mais-valias de imóveis – Momento em que os ganhos se consideram obtidos

MAIS VALIAS

Mais-valias de imóveis Momento em que os ganhos se consideram

obtidos art. 10.º, n.º 3

Como da afetação referida em B não resulta a realização efetiva de

ganhos, a tributação é diferida para C. É apenas neste momento (C)

que contribuinte é devedor de uma prestação de imposto sobre o

somatório da mais-valia gerada entre A e B (mais-valia particular) e

entre B e C (mais-valia empresarial ou profissional).

O valor de realização para a determinação dos ganhos verificados entre A e B e o valor de aquisição na determinação dos ganhos

verificados entre B e C é o valor de mercado do bem no momento B.

Mais-valias de imóveis – Cálculo da mais-valia – art. 10.º, n.º 4 e art. 50.º

Mais-valias de imóveis Cálculo da mais-valia

art. 10.º, n.º 4 e art. 50.º e 51.º

de imóveis – Cálculo da mais-valia – art. 10.º, n.º 4 e art. 50.º e 51.º

Câmara dos Solicitadores

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Mais-valias de imóveis Cálculo da mais-valia Valor de aquisição

art. 45.º e art. 46.º

MAIS VALIAS • No caso de alienação de bens imóveis, considera-se valor de aquisição aquele

MAIS VALIAS

No caso de alienação de bens imóveis, considera-se valor de aquisição aquele

que foi determinado para efeitos de liquidação de Imposto do Selo ou do IMT,

consoante os bens imóveis tenham sido adquiridos a título gratuito ou a título oneroso, respetivamente.

Não tendo havido lugar à liquidação dos referidos impostos, considera-se valor de

aquisição, o valor que lhes serviria de base, determinado de acordo com as

regras próprias constantes dos respetivos códigos.

Tratando-se de imóvel construído pelo próprio, o valor de aquisição será o correspondente ao valor patrimonial inscrito na matriz ou ao valor do terreno,

acrescido dos custos de construção devidamente comprovados, caso este seja

superior àquele (art. 46º n.º 3).

No caso de transferência para o património particular do titular de rendimentos da categoria B, de bens imóveis afetos à sua atividade, considera-se valor de aquisição o valor de mercado à data da transferência (art. 29º n.º 3).

MAIS VALIAS • Imóveis adquiridos através do exercício do direito de opção de compra no

MAIS VALIAS

Imóveis adquiridos através do exercício do direito de opção de

compra no termo da vigência de contrato de locação financeira imobiliário, considera-se valor de aquisição:

de contrato de locação financeira imobiliário, considera-se valor de aquisição: Câmara dos Solicitadores 21

MAIS VALIAS

Mais-valias de imóveis Cálculo da mais-valia: Valor de realização

art. 44.º

MAIS VALIAS • Na troca , o valor atribuído aos bens ou direitos recebidos (ou

MAIS VALIAS

Na troca, o valor atribuído aos bens ou direitos recebidos (ou o valor

de mercado se superior) acrescido ou diminuído do dinheiro a receber ou a pagar - art. 44º n.º 1 al. a)

No caso da expropriação, o valor da indemnização - art. 44º n.º 1 al.

b)

No caso da afetação de bens do património particular do titular de

rendimentos da categoria B à sua atividade, o valor de mercado - art.

44º n.º 1 al. c) Nos restantes casos, o valor da contraprestação - art. 44º n.º 1 al. f)

Valor de realização – art. 44.º No caso de direitos reais sobre bens imóveis ,

Valor de realização art. 44.º

No caso de direitos reais sobre bens imóveis, prevalecerão, quando

superiores, os valores por que os bens houverem sido considerados para efeitos de liquidação IMT ou, não havendo lugar a esta liquidação, os que devessem ser considerados caso fosse devido (art. 44º n.º 2).

O disposto no n.º 2 não é aplicável se for feita prova de que o valor de

realização foi inferior ao ali previsto. Esta prova deve ser efetuada de acordo com o procedimento previsto no artigo 139.º do Código do IRC, com as necessárias adaptações.

Nos casos em que são efetuados ajustamentos, positivos ou negativos, ao

valor de realização, e se à data em que for conhecido o valor definitivo tiver decorrido o prazo para a entrega da declaração de rendimentos a que se refere o artigo 57.º, deve o sujeito passivo proceder à entrega de declaração de substituição durante o mês de janeiro do ano seguinte

Artigo 139.º CIRC: Prova do preço efetivo na transmissão de imóveis • 1 - …

Artigo 139.º CIRC: Prova do preço efetivo na

transmissão de imóveis

1 - . se o sujeito passivo fizer prova de que o preço efetivamente praticado nas transmissões de direitos

reais sobre bens imóveis foi inferior ao valor patrimonial tributário que serviu de base à liquidação do

imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis.

2 - Para efeitos do disposto no número anterior, o sujeito passivo pode, designadamente, demonstrar que os custos de construção foram inferiores aos fixados na portaria a que se refere o n.º 3 do artigo 62.º do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, caso em que ao montante dos custos de construção deverão acrescer os demais indicadores objetivos previstos no referido Código para determinação do valor patrimonial tributário.

3 - A prova referida no n.º 1 deve ser efetuada em procedimento instaurado mediante requerimento dirigido ao diretor de finanças competente e apresentado em janeiro do ano seguinte àquele em que ocorreram as transmissões, caso o valor patrimonial tributário já se encontre definitivamente fixado, ou nos 30 dias posteriores à data em que a avaliação se tornou definitiva, nos restantes casos.

4 - O pedido referido no número anterior tem efeito suspensivo da liquidação, na parte correspondente ao valor da diferença positiva prevista

Mais-valias de imóveis – Valor sujeito a tributação art. 43º n.º 2 • O saldo

Mais-valias de imóveis Valor sujeito a tributação

art. 43º n.º 2

O saldo anual, positivo ou negativo, apurado entre as mais-valias e as menos-valias resultantes da alienação onerosa de bens imóveis que

se enquadrem na categoria G do IRS, é considerado apenas em 50%

do seu valor.

• Mais-valias de imóveis – exclusão de tributação por reinvestimento – art. 10.º, n.º 5,

Mais-valias de imóveis exclusão de tributação por reinvestimento art. 10.º, n.º 5, 6 e 7

Mais-valias de imóveis – exclusão de tributação por reinvestimento • Ganhos provenientes da transmissão

Mais-valias de imóveis exclusão de tributação

por reinvestimento

Ganhos provenientes da transmissão onerosa de imóveis destinados à habitação própria

permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, não são considerados como

rendimento se se verificarem, cumulativamente, as seguintes condições (art. 10º n.º 5 al. a)):

1. O valor de realização, deduzido da amortização de eventual empréstimo contraído

para a aquisição do imóvel, seja reinvestido na aquisição da propriedade de outro

imóvel, de terreno para construção de imóvel e ou respetiva construção, ou na

ampliação ou melhoramento de outro imóvel exclusivamente com o mesmo destino (habitação própria permanente do SP ou do seu agregado familiar) situado em território português ou no território de outro Estado membro da UE/EEE;

O reinvestimento seja efetuado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses

2.

posteriores contados da data da realização;

3. O sujeito passivo manifeste a intenção de proceder ao reinvestimento, ainda que parcial, mencionando o respetivo montante na declaração de rendimentos respeitante ao ano da alienação.

Mais-valias de imóveis – exclusão de tributação por reinvestimento – art. 10.º, n.º 5, 6

Mais-valias de imóveis exclusão de tributação por

reinvestimento art. 10.º, n.º 5, 6 e 7

A lei condiciona, no entanto, a exclusão aos seguintes factos:

No reinvestimento por aquisição de outro imóvel para habitação: que o imóvel adquirido seja afecto a habitação do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, até decorridos 12 meses após o reinvestimento ( art . 10º n .º 6 al. a))

Mais-valias de imóveis – exclusão de tributação por reinvestimento – art. 10.º, n.º 5, 6

Mais-valias de imóveis exclusão de tributação por

reinvestimento art. 10.º, n.º 5, 6 e 7

Reinvestimento parcial do valor de realização

A

mais-valia

não

tributável

será

proporcional

efetuado - art. 10º n.º 7

ao

reinvestimento

No caso de pretender reinvestir o valor de realização, ou parte dele, deverá o SP mencionar, na declaração do ano de alienação, o valor que tenciona reinvestir, comprovando nessa e nas declarações dos 2 anos seguintes, os reinvestimentos efetuados (art. 10º n.º 5 al. c) e 57º n.º 4).

Mais-valias de imóveis – exclusão de tributação por reinvestimento - Art. 11.º da Lei n.º

Mais-valias de imóveis exclusão de tributação por

reinvestimento - Art. 11.º da Lei n.º 82-E/2014, de 31/12

(Leida Reforma do IRS),

A exclusão de tributação prevista no n.º 5 do artigo 10.º do CIRS é

extensível às situações em que o valor de realização seja aplicado na amortização de eventual empréstimo contraído para a aquisição do imóvel alienado. Nestes casos, quando o valor de realização seja apenas

parcialmente aplicado na finalidade aí prevista, a exclusão de tributação

abrange somente a parte proporcional dos ganhos correspondentes àquela aplicação. Este regime não se aplica se, à data da alienação, o

sujeito passivo for proprietário de outro imóvel habitacional.

No sentido de evitar eventuais abusos, este regime transitórios aplica-se às alienações de imóveis ocorridas nos anos de 2015 a 2020, em que os

contratos de empréstimo tenham sido celebrados até 31/12/2014.

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Mais-valias de imóveis - dedução de perdas (saldo negativo entre as mais e as menos-valias)

Mais-valias de imóveis - dedução de perdas (saldo

negativo entre as mais e as menos-valias) art. 55.º, n.º 1,

al. c)

A percentagem (50%) do saldo negativo a que se refere o n.º 2 do

artigo 43.º (ou seja, respeitante às transmissões efectuadas por residentes previstas nas alíneas a) (imóveis), c) (propriedade

intelectual ou industrial ou de experiência adquirida no sector

comercial, industrial ou científico) e d) (Cessão onerosa de posições contratuais ou outros direitos inerentes a contratos relativos a bens imóveis) do n.º 1 do artigo 10.º) só pode ser reportada aos 5 anos

seguintes àquele a que respeita, deduzindo-se aos resultados líquidos da mesma categoria. A dedução é efetuada relativamente a cada titular de rendimentos

Câmara dos Solicitadores

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Mais-valias de imóveis – englobamento e taxas • Residentes: • O saldo entre as mais-valias

Mais-valias de imóveis englobamento e taxas

Residentes:

O saldo entre as mais-valias e as menos-valias resultantes da alienação e afectação de imóveis é englobado em 50% (art. 43º n.º 2). A taxa de tributação é a que resulta do englobamento dos rendimentos das diversas

categorias, nos termos legais (tabela de taxas do art. 68º).

Não residentes:

Estas mais-valias são tributadas à taxa especial de 28% (taxa de tributação

a final), nos termos do art. 72.º n.º 1, a) não se aplicando a exclusão de

50% prevista no art. 43.º, n.º 2.

Opção pelo englobamento para residentes noutro Estado membro da

União Europeia ou do Espaço Económico Europeu ()

Mais-valias mobiliárias

Mais-valias mobiliárias – base do imposto • Alienação onerosa de partes sociais e de outros

Mais-valias mobiliárias base do imposto

Alienação onerosa de partes sociais e de outros valores mobiliários,

incluindo:

Operações relativas a instrumentos financeiros derivados, com

excepção dos rendimentos de swaps considerados como rendimentos

de aplicação de capitais (art. 10º n.º 1 al. e)) Operações relativas a certificados, com excepção das remunerações

consideradas como rendimentos de aplicação de capitais (art. 10º n.º

1 al. g)) Cessão

prestações

de

créditos,

prestações

acessórias

onerosa

e

suplementares (art. 10º n.º 1 al. h))

Mais-valias mobiliárias – base do imposto • Na determinação da data de aquisição de partes

Mais-valias mobiliárias base do imposto

Na determinação da data de aquisição de partes sociais e outros valores mobiliários, será de atender ao seguinte:

Para os valores mobiliários de idêntica natureza deve ser utilizado o critério FIFO

( first in, first out); ou seja, face a valores mobiliários da mesma natureza e que

confiram idênticos direitos, considera-se que os valores mobiliários alienados

são os adquiridos há mais tempo (art. 43º n.º 4 a. d));

Os obtidos por incorporação de reservas ou por substituição é de considerar a data dos valores que lhes deram origem (art. 43º n.º 4 a. b));

Nas permutas de partes sociais de capital, nas condições referidas no n.º 5 do art.

73º e n.º 2 do art. 77º, ambos do CIRC, o período de detenção corresponde ao somatório dos períodos em que foram detidas as partes de capital detidas e as recebidas em troca, aplicando-se nos casos de fusão ou cisão a mesma regra,

com as necessárias adaptações (art. 43º n.º 4 a. e) e f)).

Mais-valias mobiliárias - apuramento da mais valia – art. 10.º, n.º 4 e art. 51.º

Mais-valias mobiliárias - apuramento da mais

valia art. 10.º, n.º 4 e art. 51.º

No caso da alienação de partes sociais e valores mobiliários, a mais

valia ou menos-valia é igual a:

mobiliários, a mais valia ou menos-valia é igual a: As despesas a adicionar ao valor de

As despesas a adicionar ao valor de aquisição deverão estar devidamente comprovadas e revelarem-se necessárias à aquisição ou alienação (art. 51º al. b)).

Mais-valias mobiliárias Valor de aquisição – art. 48.º • Cotados em Bolsa • Custo documentalmente

Mais-valias mobiliárias Valor de aquisição

art. 48.º

Cotados em Bolsa

Custo documentalmente provado ou, na sua falta;

O da menor cotação nos 2 anos anteriores à data da alienação se outro mais baixo não for declarado;

Não cotados em Bolsa

Custo documentalmente provado;

Valor nominal (na falta de custo documentalmente provado);

Planos de opção sobre valores mobiliários para trabalhadores : O quantitativo que

tiver sido considerado como valor do bem ou do direito no momento do exercício da opção;

O preço de subscrição ou de exercício do direito para a generalidade dos subscritores ou dos titulares do direito ou o valor de mercado;

Mais-valias mobiliárias art. Valor de realização – .º 44.º e art. 52.º • Considera a

Mais-valias mobiliárias

art.

Valor de realização

.º 44.º e art. 52.º

Considera a AT que o valor de realização será o seguinte, quando

superior ao declarado:

Acções e outros valores mobiliários cotados em bolsa: o valor da

cotação à data da transmissão ou, em caso de desconhecimento

desta, o da maior cotação do ano a que se reporta a alienação (art. 52º n.º 2 al. a));

Acções ou outros valores mobiliários, não cotados em bolsa e quotas

sociais: será o que lhe corresponder, com base no último balanço (art. 52º n.º 2 al. a)).

Mais-valias mobiliárias: Valor sujeito a tributação • Artigo 43.º n.º 3 - o saldo anual,

Mais-valias mobiliárias: Valor sujeito a tributação

Artigo 43.º n.º 3 - o saldo anual, positivo, apurado entre as mais-valias e as

menos-valias resultantes das operações previstas na alínea b) do n.º 1 do artigo 10.º, é considerado em 50% do seu valor quando relativo a micro e pequenas empresas não cotadas nos mercados regulamentado ou não

regulamentado da bolsa de valores.

Consideram-se micro e pequenas empresas as entidades definidas, nos termos do anexo ao Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6/11 (empresas que

empregam menos de 250 pessoas e cujo volume de negócios anual não

excede 50 milhões de euros ou cujo balanço total anual não excede 43 milhões de euros).

Nos restantes casos, o saldo positivo é sujeito a tributação pela totalidade

• Um exemplo… MAIS VALIAS Câmara dos Solicitadores 41

Um exemplo…

MAIS VALIAS

MAIS VALIAS • Enunciado: • A, residente em Leiria, PT, vendeu em Janeiro por €

MAIS VALIAS

Enunciado:

A, residente em Leiria, PT, vendeu em Janeiro por 130.000 o apartamento onde vivia, que havia adquirido no ano de 2006 por 55.000,00, tendo suportado encargos notariais no valor de 300,00 e uma comissão paga a uma imobiliária no valor de 3.600,00. Na data da alienação amortizou o que restava do empréstimo que tinha contraído para a aquisição deste apartamento, no valor de 30.000.

Em Fevereiro do mesmo ano adquiriu novo imóvel destinado a habitação, para sua casa de férias,

no valor de 150.000, com recurso ao crédito no valor de 105.000,00.

No ano anterior, António vendeu um imóvel no qual apurou uma menos valia fiscal de 5.000 (menos-valia antes de aplicação do art. 43.º, n.º 2).

A possuía um lote de 3.000 ações do BANCO BEE que adquiriu nas seguintes datas: 1.000 em

Janeiro de 2008, por 1,50 cada; as restantes em Agosto de 2011, por 2,25 cada. Em Maio A vendeu metade das ações por 2,00 cada.

Supondo: coef desv. Moeda:1,12

Resolução: • Venda do apartamento • O ganho obtido com a venda do apartamento configura

Resolução:

Venda do apartamento

O ganho obtido com a venda do apartamento configura um rendimento da Categoria G Incrementos Patrimoniais (al. a), n.º 1, art. 9º) Mais-Valias (art. 10º), uma vez que se trata da alienação onerosa de bens imóveis (al.

a), n.º 1 do art. 10º).

O ganho a tributar é constituído pela diferença entre o valor de realização

(art. 44º n.º 1 f) e n.º 2) e o valor de aquisição (art. 46º n.º 1), nos termos do art. 10º, n.º 4, al. a).

O valor de aquisição será atualizado em função dos coeficientes de

correção monetária (art. 50º, n.º 1) já que decorreram mais de 24 meses entre a data da compra e a da alienação.

Ao valor de aquisição serão somadas as despesas inerentes à aquisição

(art. 51º a) encargos notariais e a comissão paga à imobiliária.

Por memória: Valor realização:130.000 € Valor aquisição: € 55.000,00 € Encargos: 3600,00 € +300 €

Por memória:

Valor realização:130.000Valor aquisição: 55.000,00Encargos: 3600,00+300Amort. Empréstimo: 30.000Nova aquisição: 150.000Crédito contraído: 105.000menos valia fiscal de 5.000

Resolução:

Venda do apartamento

Mais-valia do apartamento = 130.000 [(55.000 x 1,12) + 300 + 3.600]= 64.500

Nos termos do art. 43.º, n.º 2, tratando-se da mais-valia de um imóvel apenas será considerada em 50% (64.500 x 50%) 32.250.

O reinvestimento neste caso não é relevante dado que foi concretizado num novo imóvel para férias e não para habitação própria e permanente art. 10.º, n.º 5

A menos-valia apurada no ano anterior foi reportada em 50% para os 5 anos

seguintes pelo que será deduzida este ano (art. 55.º, n.º 5).

Logo, o António terá um rendimento da categoria G de englobamento obrigatório no valor de: 32.250 2.500 = 29.750.

Valores a inscrever no anexo G da Dec. Mod. 3

Resolução: • Venda das ações • Os ganhos obtidos com a venda de ações são

Resolução:

Venda das ações

Os ganhos obtidos com a venda de ações são considerados rendimentos da Categoria G - Incrementos Patrimoniais (al. a), n.º 1,

art. 9º) Mais- Valias (art. 10º), uma vez que se trata da alienação

onerosa de partes sociais (al. b), n.º 1 do art. 10º) . Dado que as ações não foram todas adquiridas ao mesmo tempo, vamos calcular a mais-valia separadamente, sendo que devemos

considerar que as ações vendidas foram as adquiridas há mais tempo,

nos termos do art. 42.º, n.º 6, al. d). Assim, A vendeu 1.500 ações, das quais as 1000 que comprou em 2008 e mais 500 das que

comprou em 2011.

Venda das ações: A possuía um lote de 3.000 ações do BANCO BEE adquiriu nas

Venda das ações:

A possuía um lote de 3.000 ações do BANCO BEE

adquiriu nas seguintes datas: 1.000 em Janeiro de 2008, por 1,50 cada; as restantes em Agosto de 2011, por 2,25 cada. Em Maio A vendeu metade das ações por 2,00 cada.

que

Valor de aquisição total = 1.500 (1000x1,5) + 1.125 (500x2,25) = 2.625

- (art. 48.º, al. a), por aplicação do FIFO

Valor de realização total = 2,00 x 1.500 = 3.000 (art. 44.º, n.º 1, al. f))

Resultado : mais-valia = 3.000 2.625 = 375 (art. 10º n.º 4 al. a)).

Não se aplica, neste caso, a exclusão de 50% do art. 43.º, n.º 3, uma vez que as acções são de uma empresa cotada e que não é uma micro e pequena empresa.

Assim, este ganho será tributado no âmbito da categoria G à taxa especial de 28% prevista no art. 72º, n.º 1, al. c) do CIRS, podendo haver opção por englobamento caso A pretenda, conforme previsto no art. 72.º, n.º 8.

Fonte: Formação OTOC

Câmara dos Solicitadores

46

Fonte: Formação OTOC

CIRS

• Obrigada…. Câmara dos Solicitadores 48

Obrigada….