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7-1

Cap´ıtulo 7

˜

FUNC¸ OES DE SINGULARIDADE

Para tra¸car os diagramas de esfor¸cos solicitantes atrav´es das equa¸c˜oes diferenciais de equil´ıbrio, deve-se integrar a express˜ao do carregamento. Os exemplos apresentados at´e agora consideram apenas carrega- mentos distribu´ıdos ao longo de toda a viga, estando os apoios, as cargas concentradas e os momentos puros aplicados nas extremidades da viga e tratados atrav´es das condi¸c˜oes de contorno. As fun¸c˜oes de singularidade permitem o tratamento de carregamentos descont´ınuos, tais como for¸cas e momentos pontuais, assim como a presen¸ca de apoios em qualquer se¸c˜ao da viga e n˜ao apenas nas extremidades. Como exemplo, considere a viga da Figura 7.1 submetida `a a¸c˜ao das for¸cas e momentos concentrados indicados. Verificam-se as seguintes express˜oes para o momento fletor ao longo das quatro se¸c˜oes distintas,

M

M

M

M

=

=

= R Ay x P 1 (x a) + M b = R Ay x P 1 (x a) + M b + P 2 (x c)

R Ay x R Ay x

P 1 (x

a)

0 x a a x b

b x c

c

x L

As express˜oes anteriores podem ser escritas numa unica´

equa¸c˜ao como,

M = R 1 < x 0 > 1 P 1 < x a > 1 +M b < x b > 0 +P 2 < x c > 1

(7.1)

(7.2)

b > 0 + P 2 < x − c > 1 (7.1) (7.2) Figura 7.1:

Figura 7.1: Viga submetida a for¸cas e momentos concentrados.

7-2

Para isso, introduz-se a seguinte fun¸c˜ao simb´olica,

<

<

x

a

x a

> n =

> 0 =

0

(x a) n

se 0 <x<a

se

a<x<

0

1

se 0 <x<a

se a<x<

n > 0

(7.3)

(7.4)

Observa-se que a express˜ao < x a > n n˜ao existe, ou seja, ´e nula at´e x atingir a. Para x>a, a express˜ao torna-se o binˆomio (x a) n ou 1, respectivamente para n > 0 e n = 0. Al´em disso, tem-se a seguinte regra para a integra¸c˜ao de < x a > n ,

< x a > n dx =

<xa>

n+1

n+1

< x a > n+1

n 0

<

n

0

(7.5)

Esta nota¸c˜ao permite representar uma for¸ca concentrada atrav´es de um termo < x a > 1 e o momento puro como < x a > 2 , conforme ilustrado na Figura 7.2. Desta maneira, a integridade do carregamento da viga na Figura 7.1 ´e expressa como,

q(x) = P 1 < x a > 1 +M b < x b > 2 +P 2 < x c > 1

(7.6)

sendo as rea¸c˜oes de apoio, neste caso, tratadas como condi¸c˜oes de contorno.

apoio, neste caso, tratadas como condi¸c˜oes de contorno. Figura 7.2: Nota¸c˜ao simb´olica para < x −

Figura 7.2: Nota¸c˜ao simb´olica para < x a > n .

Para demonstrar tal fato, considere a fun¸c˜ao h n (x) na vari´avel independente x dada por,

h n (x) =

1 e nx

1 +

(7.7)

onde n ´e um n´umero inteiro. Para cada valor de n, tem-se uma fun¸c˜ao distinta, como, por exemplo,

n = 1

n = 20

h 1 (x) =

1 e x

1 +

h 20 (x) =

1

1 + e 20x

n = 5

h 5 (x) =

1

1 + e 5x

n

= 100

h 100 (x) =

1

1 + e 100x

7-3

1 0.8 0.6 0.4 0.2 -4 -2 2 4
1
0.8
0.6
0.4
0.2
-4
-2
2
4
1 0.8 0.6 0.4 0.2 -4 -2 2 4
1
0.8
0.6
0.4
0.2
-4
-2
2
4
1 0.8 0.6 0.4 0.2 -4 -2 2 4
1
0.8
0.6
0.4
0.2
-4
-2
2
4
1 0.8 0.6 0.4 0.2 -4 -2 2 4
1
0.8
0.6
0.4
0.2
-4
-2
2
4

Figura 7.3: Gr´aficos de h n (x) para n = 1, 5, 10, 20.

estando alguns gr´aficos de h n (x) ilustrados Figura 7.3. Logo, observa-se que h n (x) ´e uma fam´ılia com infinitas fun¸c˜oes definidas pelo parˆametro n. Desta forma, pode-se imaginar h n (x) como uma fun¸c˜ao de duas vari´aveis, n e x 1 ou seja, h n (x) = h(n, x). Torna-se interessante analisar o comportamento da sequˆencia de fun¸c˜oes h n (x) obtidas ao se variar o parˆametro n. Verifica-se que a express˜ao em (7.7) possui os seguintes valores limites:

x 0 h n =

2 1 x →∞⇒ h n = 1

x → −∞ ⇒ h n = 0

A defini¸c˜ao original da fun¸c˜ao de Heaviside ou de passo unit´ario H(x), mostrada na Figura 7.4a), ´e dada por,

H(x) =

1

0

se

se

x > 0 x < 0

´e dada por, H ( x ) = 1 0 se se x > 0 x
´e dada por, H ( x ) = 1 0 se se x > 0 x
´e dada por, H ( x ) = 1 0 se se x > 0 x
´e dada por, H ( x ) = 1 0 se se x > 0 x
´e dada por, H ( x ) = 1 0 se se x > 0 x

(7.8)

Figura 7.4: Fun¸c˜ao de Heaviside: a) H(x); b) H(x a)

Assim,a partir desta defini¸c˜ao e dos gr´aficos da Figura 7.3, verifica-se que o limite das fun¸c˜oes h n (x) para x → ∞ ´e a fun¸c˜ao de Heaviside, ou seja,

7-4

A partir da´ı, o termo < x a > 0 pode ser expresso como,

< x a > 0 = H(x a) = 1

para x>a

(7.10)

Por sua vez, a fun¸c˜ao delta de Dirac ´e definida usualmente como,

δ(x) =

0

+

ou ainda,

δ(x x 0 ) =

 

se

x

= 0

se

x = 0

0

se

=

x

+

se x

=

0

x 0

A seguinte propriedade do delta de Dirac ´e v´alida,

+

−∞ δ(x x 0 )f (x)dx = f (x 0 )

(7.11)

(7.12)

Esta defini¸c˜ao de δ(x) n˜ao coincide com o conceito cl´asico e fun¸c˜ao, sendo v´alida no sentido de fun¸c˜ao generalizada, a qual constitui-se numa extens˜ao da an´alise cl´assica de fun¸c˜oes. No entanto, pode- se empregar a fam´ılia de fun¸c˜oes h n (x) e utiliz´a-las para definir o delta de Dirac como uma fun¸c˜ao generalizada. Para isto considere a derivada da express˜ao (7.7),

d 1 h n (x) = dh n (x)

dx

=

e nx (1 + n e −nx ) 2
e nx (1 +
n e −nx ) 2
( x ) = d h n ( x ) dx = e nx (1 +
( x ) = d h n ( x ) dx = e nx (1 +
( x ) = d h n ( x ) dx = e nx (1 +

(7.13)

Figura 7.5: Delta de Dirac: a) δ(x); b) δ(x x o ).

Tomando-se novamente a sequˆencia ou a fam´ılia de fun¸c˜oes d 1 h n (x) e variando-se o parˆametro n tem-se, por exemplo,

n

n

1

e x (1 + e x ) 2

= 1 d 1 h 1 (x) =

2

= 20 d 1 h 2 0(x) =

0

e 20x (1 + e 20x ) 2

5

n = 5 d 1 h 5 (x) =

e 5x (1 + e 5x ) 2

100

n = 100 d 1 h 100 (x) =

e 100x (1 + e 100x ) 2

A Figura 7.6 ilustra os gr´aficos das fun¸c˜oes d 1 h n (x) para v´arios valores de n. Verifica-se, ent˜ao, que

as derivadas de h n (x),`a medida que n cresce, aproximam a defini¸c˜ao do delta de Dirac. Logo,

lim

n→∞

dh n (x)

dx

= δ (x)

(7.14)

7-5

0.25 1.2 0.2 1 0.8 0.15 0.6 0.1 0.4 0.05 0.2 -4 -2 2 4
0.25
1.2
0.2
1
0.8
0.15
0.6
0.1
0.4
0.05
0.2
-4
-2
2
4
-4
-2
2
4
2.5
5
2
4
1.5
3
1
2
0.5
1
-4
-2
2
4
-4
-2
2
4

Figura 7.6: Derivadas de h n (x) para v´arios valores de n.

No entanto, a partir de (7.4), tem-se que o limite de h n (x) para n → ∞ ´e a fun¸c˜ao de Heaviside. Logo,

lim

n→∞

dh n (x)

dx

=

d

dx

d

n h n (x) = dx H(x) = δ (x)

lim

(7.15)

onde for poss´ıvel trocar a ordem do limite com a deriva¸c˜ao, pois pela pr´opria defini¸c˜ao (7.7), a fam´ılia de fun¸c˜oes h n (x) ´e continuamente diferenci´avel.

xa n assume o

valor +, ou seja, tem-se uma singularidade neste ponto, surgindo, da´ı, a denomina¸c˜ao de fun¸c˜oes de

singularidade. Derivando a express˜ao (7.10) e utilizando (7.15) vem que,

Como < x a > n = (x a) n para x>a, observa-se que para x = a a express˜ao

1

d

dx <

d

x a > 0 = dx H(x a) = δ(x a) =< x a > 1

(7.16)

Logo, a intensidade da carga concentrada P 1 da viga na Figura 7.1 pode ser escrita como,

q(x) = P 1 < x a > 1 = P 1 δ(x a) = P 1

Analogamente, a intensidade do momento M b ser´a dada por q(x) = M b < xb > 2 . Para comprovar tal fato, considere a derivada segunda de h n (x), ou seja,

d

2

dx

2

h n (x) =

n

2

2n 2

e nx (1 + e nx ) 2

e 2nx (1 + e nx ) 3

(7.17)

2

d

dx 2 h n (x), estando os gr´aficos para v´arios

valores de n ilustrados na Figura 7.7. A medida que n cresce, estas fun¸c˜oes aproximam a derivada do delta de Dirac, pois

Novamente, variando-se n tem-se a fam´ılia de fun¸c˜oes

d

dx δ (x) =

d

dx

d

dx H(x) =

d

dx

d

dx

n lim h n (x) = lim

n→∞

d

2

dx 2 h n (x)

(7.18)

7-6

0.1 2 0.05 1 -4 -2 2 4 -4 -2 2 4 -1 -0.05 -2
0.1
2
0.05
1
-4
-2
2
4
-4
-2
2
4
-1
-0.05
-2
-0.1
10
40
5
20
-4
-2
2
4
-4
-2
2
4
-5
-20
-10
-40
2
d
Figura 7.7: Gr´aficos de
2 h n (x) para n = 1, 5, 10, 20.
dx

A partir de (7.17) e da Figura 7.7, verifica-se que a derivada segunda da fun¸c˜ao de Heaviside, ou

ainda a derivada primeira do delta de Dirac, aproxima o efeito de um momento concentrado em torno da

origem. A partir de (7.16), tem-se que,

d

d

2

d

dx < x a > 1 = dx 2 H(x a) = dx δ(x a) =<

x a > 2

Verifica-se que < x a > 2 possui uma singularidade em x = a. Desta maneira, as fun¸c˜oes de singularidade s˜ao empregadas para denotar a intensidade q(x) do carregamento ao longo da viga, como por exemplo, na express˜ao (7.6) para a viga da Figura 7.1.

7.0.8

Exemplos

A

seguir apresentam-se as express˜oes da intensidade do carregamento para v´arios casos.

1)

da intensidade do carregamento para v´arios casos. 1) • carregamento : q ( x ) =

carregamento:

q(x) = q 0 < x L

2

> 0 = 0

q 0 (x L ) = q 0

2

0 <x< L

x > L

2

2

7-7

• carregamento:   −q 0 0 <x< L 2 q(x) = −q 0 <
• carregamento:
 −q 0
0 <x< L
2
q(x) =
−q 0 < x − 0 > 0 +q 0 < x − L
> 0 −F <x − 3 L > −1 =
 
−F(x − L
L
3
0
2 <x<
L
4
2
4
) −1
3
4 L<x<L
4

neste caso, o termo q 0 < x o > 0 implica que a carga distribu´ıda est´a presente ao longo de todo o comprimento da viga. Como q 0 atua somente at´e x = L/2, torna-se necess´ario somar o termo

q 0 < x L L/2 <x<L.

2

> 0 de tal forma que a resultante em termos da carga distribu´ıda seja nula no trecho

3)

> −1 −M 1 < x − L > −2 +M 2 < x −
> −1 −M 1 < x − L
> −2 +M 2 < x − 3 L > −2 −F 2 < x − 3 L > −1
2
4
4
0 <x< L
4

4 ) 1

L

4

L

2

3

4

<x< L

<x<

L<x<L

L

2

3

4

carregamento:

q(x) = F 1 < x L

4

  q(x)=0

  L

q(x) =

  L ) 1 M 1 (x L

F 1 (x

4

F 1 (x

2 ) 2

 
F 1 (x L ) 1 M 1 (x L ) 2 + M 2 (x 3 L) 2 F 2 (x 3

4

2

4

4 L) 1

4)

( x − L ) − 2 + M 2 ( x − 3 L )

7-8

carregamento:

x q(x) = − q 0 < x − 0 > 1 = − q
x
q(x) = − q 0
<
x − 0 > 1 = − q 0 (x − 0) 1 = −q 0
L
L
L
5)
carregamento:
0 <x< L q(x) = − q 0 < x − L > 1 =
0 <x< L
q(x) = − q 0
<
x − L
> 1 = 0
2
− 2q 0
L
L
2
< x − L
> 1
<x<L
2
L
2
2
6)
carregamento:
2
2
q(x)
= − q 0
< x − L
> 1 + q 0
<
x − 3 L
> 1 +q 0 < x − 3 L > 0
L
3
L
3
3
0
0 <x< L
3
L
2
− q 0 (x − L )
<x<
q(x) =
L
3
3
3 L
3
2
2
2
− q 0 (x − L ) 1 + q 0 (x − 3 L) 1 + q 0 (x − 3 L) 0
3 L<x<L
L
3
L
3
3
L
novamente o termo −3 q 0
<
x −
> 1 implica que a carga distribu´ıda est´a presente no trecho
L
3

2

3 L<x<L. Para isso, soma-se o termo 3 q 0 a qual ´e anulada somando q 0 < x 3 L >.

2

L

2

< x 3 L > 1 , resultando ainda numa carga constante

7-9

7-9 • carregamento : q ( x ) = − q 0 < x − L
7-9 • carregamento : q ( x ) = − q 0 < x − L
7-9 • carregamento : q ( x ) = − q 0 < x − L

carregamento:

q(x) = q 0 < x L

3

> 0 + q 0

L

3

< x L

3

2

> 1 q L < x 3 L > 1

0

2

3

q(x) =

0

q 0 (x L ) 0 + q 0 (x L

3

L

3

) 1

3

q 0 + q 0 (x L ) 1 q 0 (x 3 L) 1

L

3

L

2

3

3

0 <x< L

3

3 L

3 L<x<L

L

2

<x<

3

2

neste exemplo, a carga distribu´ıda desejada no trecho L

constante de intensidade q 0 < x L

3

3

<x<

3 2 L ´e dada pela soma de uma carga

> 1 . No entanto, deve-se

> 0 com o termo linear q 0

L

< x L

3

3

8)

q considerar ainda a subtra¸c˜ao da express˜ao 0 < x − 3 2 L >
q
considerar ainda a subtra¸c˜ao da express˜ao
0
<
x −
3 2 L > para que a resultante no intervalo
2
L
3
3 2 L<x<L seja nula.

carregamento:

q(x) = F <x L

4

> 1 +q 0 < x L

4

> 0 F <x 3 L > 1 q 0 < x 3 L > 0

4

4

q(x) =

0

F <x L

4

F <x L

4

> 1 +q 0 < x L

4

> 1 +q 0 < x L

4

> 0

> 0 F <x 2L

4

> 1

0 <x< L

4

L

4

3

4

L

L<x<L

3

<x<

4

observa-se que deve-se subtrair o termo q 0 < x 3 L > 0 para que a intensidade da carga seja nula

no trecho

4

3

4

L<x< L 4 .

7-10

9)

carregamento:

q(x) = q 0 < x L

2

10)

> 0 =

q ( x ) = − q 0 < x − L 2 10) > 0
0 0 <x< L 2 L −q 0 <x<L 2
0
0 <x< L
2
L
−q 0
<x<L
2

carregamento:

q(x) = q 0 < x L

2

> 0 +R By < x L

2

> 1 = 0

q 0 + R By (x L

2

) 1

0 <x< L

2

L

2

<x<L

condi¸c˜oes de

11)

contorno: V y (x = L)=0 M z (x = 0) = 0 M z (x = L)=0

• carregamento: q(x) = −sen πx + R Ay < x − L > −1
• carregamento:
q(x)
= −sen πx + R Ay < x
− L
> −1 +R By < x − 3 L > −1
L
4
4

q(x) =

  sen πx

L

sen πx + R Ay (x L

L

4

) 1

  sen πx + R Ay (x L ) 1 + R By (x 3

L

4

4 L) 1

0 <x< L

4

L

4

3

4

L

L<x<L

3

<x<

4

7-11

condi¸c˜oes de contorno: V y (x = 0) = 0 M z (x = 0) = 0 V y (x = L)=0 M z (x = L)=0

7.0.9 Exerc´ıcios Resolvidos

1. Tra¸car os diagramas de esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.8.

esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.8. Figura 7.8: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do

Figura 7.8: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do exerc´ıcio 1.

(a) Equa¸c˜ao do carregamento: q(x) = q 0 < x L

(b) Condi¸c˜oes de contorno: V y (x = L)=0

2

>

0

M z (x = L)=0

(c)

Integra¸c˜ao da equa¸c˜ao diferencial: d 2 M

dx

2

1 a integra¸c˜ao (cortante): V y = dM z

2 a integra¸c˜ao

dx

= q 0 < x L

2

= q 0 < x L

2

< x L

2

>

> 1 +C 1 > 2 +C 1 x + C 2

0

(momento fletor): M z = q 0

2

(d)

Determina¸c˜ao das constantes de integra¸c˜ao V y (x = L) = q 0 (L L ) + C 1 = 0 C 1 = q 0 L M z (x = L) = q 0 (L L ) 2 + q 0 L L + C 2 = 0 C 2 = 3

2

2

2

2

2

8

(e) Equa¸c˜oes finais

q 0 L 2

for¸ca cortante: V y = q 0 < x L

momento fletor: M z = q 0

2

> 1 +q 0 L

2

< x L

2

> 2 +q 0 L x 3 q 0 L 2

2

8

2

(f)

Diagramas da for¸ca cortante e momento fletor: para L = 2m e q 0 = 50N tem-se os diagramas abaixo.

V y (x V y (x

V y (x L + ) = q 0 L

0 + ) = q 0 L

2

L )

2

= q 0 L

2

2

2

V y (x L )=0

M z (x M z (x

M z (x L + ) = q 0 L 2

0 + ) = 3

8

L )

2

2

q 0 L 2

= q 0 L 2

8

8

M z (x L )=0

7-12

70

Vy(x)[N]

60

50

40

30

20

10

0

-10

-20

0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2

x[m]

20

Mz(x)[N.m]

0

-20

-40

-60

-80

-100

0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2

x[m]

2. Tra¸car os diagramas de esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.9.

esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.9. Figura 7.9: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do
esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.9. Figura 7.9: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do

Figura 7.9: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do exerc´ıcio 2.

(a) Equa¸c˜ao do carregamento: q(x) = F <x L

(b)

(c)

2

>

1

Condi¸c˜oes de contorno: M z (x = 0) = 0 M z (x = L)=0

Integra¸c˜ao da equa¸c˜ao diferencial: d 2 M

dx

2

1 a integra¸c˜ao (cortante): V y = dM z

dx

= F <x L

2

= F <x L

2

>

> 0 +C 1

1

2 a integra¸c˜ao (momento fletor): M z = F <x L

2

> 1 +C 1 x + C 2

(d)

Determina¸c˜ao das constantes de integra¸c˜ao

M z (x =

M z (x = L) = F L + C 1 L +0=0 C 1 = F

0) = F (0) + C 1 (0) + C 2 = 0 C 2 = 0

2

2

(e) Equa¸c˜oes finais

for¸ca cortante: V y = F <x L

2

> 0 + F

2

momento fletor: M z = F <x L

2

> 1 + F x

2

(f) Diagramas da for¸ca cortante e do momento fletor:

diagramas abaixo.

V y (x V y (x

0 + ) = F

2

L )

2

= F

2

V y (x L + ) = F

2

2

V y (x L ) = F

2

M z (x M z (x

M z (x L ) + = F L

0 + )=0

L )

2

2

= F L

4

4

M z (x L )=0

para L

=

2m

e

F

= 50N tem-se os

7-13

Vy(x)[N]

30

20

10

0

-10

-20

-30

35 Mz(x)[N.m] 30 25 20 15 10 5 0 -5 -10 0 0.2 0.4 0.6
35
Mz(x)[N.m]
30
25
20
15
10
5
0
-5
-10
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2

x[m]

0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.2 1.4 1.6 1.8 2 x[m] 1
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1.2
1.4
1.6
1.8
2
x[m] 1

3. Tra¸car os diagramas de esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.10.

esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.10. Figura 7.10: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do
esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.10. Figura 7.10: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do

Figura 7.10: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do exerc´ıcio 3.

(a) Equa¸c˜ao do carregamento: q(x) = F <x L

(b)

2

>

1

Condi¸c˜oes de contorno: M z (x = 0) = M M z (x = L) = M

(c)

Integra¸c˜ao da equa¸c˜ao diferencial: d 2 M

dx

2

= F <x L

2

1 a integra¸c˜ao (cortante): V y = dM z

dx

= F <x L

2

2 a integra¸c˜ao (momento fletor): M z = F <x L

2

>

> 0 +C 1

1

> 1 +C 1 x + C 2

(d)

Determina¸c˜ao das constantes de integra¸c˜ao M z (x = 0) = F (0) + C 1 (0) + C 2 = M C 2 = M M z (x = L) = F L + C 1 L + M = M C 1 = 2M + F

2

L

2

(e) Equa¸c˜oes finais

for¸ca cortante: V y = F <x L

2

> 0 2M

L

+ F

2

momento fletor: M z = F <x L

2

> 1 +( 2M + F )x +

L

2

M

(f)

Diagramas da for¸cacortante e do momento fletor: para L = 2m, F = 50N e M = 10Nm tem-se os seguintes diagramas.

V y (x V y (x

V y (x L + ) = 2M F

0 + ) = 2M + F

L

2

L )

2

=

2M

L

+ F

2

2

L

2

V y (x L ) = 2M F

L

2

M z (x M z (x

M z (x L + ) = F L

0 + ) = M

L )

2

2

= F L

4

4

M z (x L ) = M

7-14

30

Vy(x)[N]

20

10

0

-10

-20

-30

-40

-50

30 Mz(x)[N.m] 25 20 15 10 5 0 -5 -10 -15 0 0.2 0.4 0.6
30
Mz(x)[N.m]
25
20
15
10
5
0
-5
-10
-15
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2

x[m]

0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2

x[m]

4. Tra¸car os diagramas de esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.11.

esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.11. Figura 7.11: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do
esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.11. Figura 7.11: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do

Figura 7.11: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do exerc´ıcio 4.

(a)

Equa¸c˜ao do carregamento:

q(x) = q 0 < x 0 > 0 +R By < x L

2

(b) Condi¸c˜oes de contorno: V y (x = 0) = 0

(c)

Integra¸c˜ao da equa¸c˜ao diferencial: d 2 M

dx

2

> 1 = q 0 + R By < x L

2

> 1

M z (x = 0) = 0

M z (x = L)=0

= q 0 + R By < x L

2

> 1

1 a integra¸c˜ao (cortante): V y = dM z

2

= q 0 < x 0 > 1 +R By < x L

2

< x 0 > 2 +R By < x L

2

dx

a

integra¸c˜ao

(momento fletor): M z = q 0

2

(d)

Determina¸c˜ao das constantes de integra¸c˜ao V y (x = 0) = 0 + 0 + C 1 = 0 C 1 = 0 M z (x = 0) = 0 + 0 + C 2 = 0 C 2 = 0

M z (x = L) = q 0 L 2

+ R By L

2

2

= 0 R By = q 0 L

(e) Equa¸c˜oes finais

for¸ca

cortante: V y = q 0 x + q 0 L<x L

2 >

0

momento fletor: M z = q 0 x 2 + q 0 L<x L

2

2

> 1

> 0 +C 1 > 1 +C 1 x + C 2

7-15

(f) Diagramas da for¸ca cortante e do momento fletor: para L = 2m e q
(f) Diagramas da for¸ca cortante e do momento fletor:
para L
=
2m e
q 0
= 50N
, tem-se os
seguintes diagramas.
V y (x
V y (x
V y (x
→ 0 + )=0
M z (x
→ 0 + )=0
→ L − )
= −q 0 L
M z (x
→ L − )
= −q 0 L 2
2
2
2
4
L + ) = q 0 L
M z (x
L + ) = −q 0 L 2
2
2
2
4
V y (x → L − )=0
M z (x → L − )=0
Vy(x)[N]
15
Mz(x)[N.m]
60
10
5
40
0
20
-5
0
-10
-15
-20
-20
-40
-25
-30
-60
-35
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2
x[m]
x[m]

5. Tra¸car os diagramas de esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.12.

esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.12. Figura 7.12: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do

Figura 7.12: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do exerc´ıcio 5.

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

Equa¸c˜ao do carregamento: q(x) = q 0 < x 0 > 0 = q 0

Condi¸c˜oes de contorno: M z (x = L)=0

Restri¸c˜ao adicional (r´otula): M z (x = L )=0

2

Integra¸c˜ao da equa¸c˜ao diferencial: d 2 M

dx

2

1 a integra¸c˜ao (cortante): V y = dM z

dx

=

= q 0 x + C 1

q 0

2 a integra¸c˜ao (momento fletor): M z = q 0 x 2 + C 1 x + C 2

2

Determina¸c˜ao das constantes de integra¸c˜ao

M z (x = L) = q 0 L 2 + C 1 L + C 2 = 0 2C 1 L + 2C 2 = q 0 L 2

2

M z (x = L ) = q 0 L 2 + C 1 L + C 2 = 0 4C 1 L + 8C 2 = q 0 L 2

2

8

2

Resolvendo o sistema com as duas equa¸c˜oes anteriores, tem-se C 1 =

4 3 q 0 L e C 2 = q 0 L 2

4 .

7-16

(f) Equa¸c˜oes finais

for¸ca cortante: V y = q 0 < x 0 > 1 +

momento fletor: M z = q 0

4 3 q 0 L

< x 0 > 2 +

3

4

q 0 Lx q 0 L 2

4

2

(g)

Diagramas da for¸ca cortante e momento fletor: para L = 2m e q 0 = 50N , tem-se os diagramas.

Vy(x)[N]

80

60

40

20

0

-20

-40

V y (x V y (x V y (x → 0 + ) = →
V y (x
V y (x
V y (x
→ 0 + ) =
→ L − )
3 4 q 0 L
M z (x
0 + ) = −q 0 L 2
4
= q 0 L
M z (x
L − )=0
2
4
2
L + )
= q 0 L
M z (x
→ L + )=0
2
4
2
V y (x → L − ) = −q 0 L
M z (x → L − )=0
4
Mz(x)[N.m]
20
10
0
-10
-20
-30
-40
-50
-60
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
1.4
1.6
1.8
2
x[m]
x[m]

6. Tra¸car os diagramas de esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.13.

esfor¸cos solicitantes para a viga indicada na Figura 7.13. Figura 7.13: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do

Figura 7.13: Fun¸c˜oes de singularidade: viga do exerc´ıcio 6.

(a)

(b)

(c)

Equa¸c˜ao do carregamento:

q(x) = q 0 < x 0 > 0 +R Ay < x L

4

> 1 +R By < x 3 L

4

> 1

Condi¸c˜oes de contorno: M z (x = 0) = 0 V y (x = 0) = F M z (x = L)=0 V y (x = L) = F

Integra¸c˜ao da equa¸c˜ao diferencial:

d 2 M

dx

2

= q 0 < x 0 > 0 +R Ay < x L

4

> 1 +R By < x 3 L > 1

4

1 a integra¸c˜ao: cortante V y = dM z

2 a integra¸c˜ao:

= q 0 x + R Ay < x L

=

q 0 x 2 + R Ay

2

<

4

> 0 +R By < x 3 L > 0 +C 1

4

x L

4

> 1 +R By

<

x 3 L

4

dx

momento fletor M z

+C 1 x + C 2

> 1

7-17

(d)

Determina¸c˜ao das constantes de integra¸c˜ao

V y (x = 0) = q 0 (0) + R Ay (0) + R By (0) + C 1 = F C 1 = F