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Finanças Públicas

Federalismo Fiscal

Descentralização fiscal:Distribui a Função Alocativa. (Funções Distributiva e Estabilizadora são do governo central)

Charles Tiebout:Concorrência entre governos locais revela preferências

por bens públicos, estimulando inovação (eficiência econômica). Pressupõe mobilidade.

Wallace Oates:Cooperação vertical aumenta eficiência. Federalismo fiscal

é meio termo ideal entre centralização e descentralização totais.

Roger Gordon:Descentralização traz externalidades.

Federalismo Fiscal Ótimobaseia-se nas 3 teorias. Procura:

Maximizar benefícios da concorrência.

Dividir responsabilidades entre os níveis de governo.

Minimizar externalidades negativas.

Critérios para definição de competências tributárias

1. Exportabilidade:deve ser centralizado. (ICMS vai contra)

2. Mobilidade da base tributável:deve ser centralizado. Em geral são complexos, representando economias de escala. Administração localizada e facilitaria sonegação. (Recursos naturais são imóveis mas tributação deve ser centralizada)

3. Associação ao benefício provido:ente que oferece o serviço (Brasil: taxas

e contribuições de melhoria)

4. Viabilidade administrativa:ente que tenha capacidade financeira (IPTU em municípios muito pequenos é inviável)

Critérios para definição de responsabilidades (função alocativa)

Escala geográfica-espacial:Particularizações admitidas

Escala econômico-financeira: Viabilidade das escalas de produção

Descentralização

Centralização

Mais precisão

Mais uniformidade, padrão mínimo

Mais cooperação social

Mais controle macro

Estímulo à inovação

Grandes investimentos

Autonomia reduz rivalidades

Favorece redistribuição de renda

Fortalece democracia

Decisões sobre o gasto no mesmo nível das decisões sobre a política

Finanças Públicas

Federalismo Fiscal no Brasil

Processo desorganizado e não planejado:Após crise de 80 e fim da ditadura, entes menores exigam maior descentralização tributária, que foi acontecendo ao longo dos anos 80 e 90, por meio de ECs.

Tendência municipalista:Principalmente após CF88, municípios foram os mais beneficiados com repasses. Municípios pequenos ainda mais, o que é um convite à criação de municípios. 3/4 dos 25% do ICMS vai para municípios mais produtores, que às vezes são muito pequenos.

Descentralização forçada:Descentralização tributária não foi acompanhada de descentralização das competências (Estados ficaram com competência residual). Governo central abandonou programas, sem transferência formal aos estados e municípios, que acabaram forçados a assumir (saúde foi o exemplo mais marcante).

Distorções e desperdícios:Não houve redistribuição de de estruturas, capital, recursos humanos.

Perda de receita da Uniãoque criou tributos menos eficientes (contribuições sociais e CPMF) e elevou alíquotas.

Tensão federativa dos anos 90

DRU (FSE + FEF):Diminuiu temporariamente vinculação das receitas da União. (1994 prorrogados até hoje).

Lei Kandir:Com problemas no BP, União convenceu estados a dar isenção de ICMS exportação. Transferências do Tesouro aquém da receita perdida. (1996)

Renegociação das dívidas estaduais:Mesmo favoráveis aos Estados, comprometeu transferências.

Tentativa de Reformas Tributárias:FHC propôs extinção de impostos e IVA federal, rejeitado pelos estados.

Pilares do Federalismo Fiscal equilibrado

1. Equilíbrio das competências tributárias

2. Equalização fiscal (transferências)

3. Cooperação financeira para programas sociais

Finanças Públicas

Transferências Intergovernamentais

Desequilíbrio vertical:Disparidades entre níveis.

Mais encargos podem ser descentralizados que tributos.

Mudanças na renda afetam entes de forma diferente:

União tem altaElasticidade-renda da base tributária:a arrecadação aumenta mais rápido se a renda aumenta. Est./Munic. tem altaElasticidade-renda dos gastos:os gastos aumentam mais rápido se a renda aumenta.

Desequilíbrio horizontal:Disparidades no mesmo nível.

Equalização fiscal = Equalização vertical: Transferências

Incondiciona

Sem contrapartida

Reduz desequilíbrio vertical e horizontal.

l

Condicional

Sem contrapartida

Condiciona destinação.

Com contrapartida (limitada ou ilimitada)

Subsídio a externalidades positivas. Proporcional ao investido na destinação.

Transferências no Brasil

Transferências constitucionais

IRRF

100%

100%

IOF

30%

70%

Novo imposto

20%

 

ITR

 

50% (100%)

CIDE Combustíveis

29%

25%*

IPI

10%

25%*

IR + IPI (48%)

21,5% + 3%

22,5% + 1%

Arranjos federativos: Acordos cooperativos de provisão compartilhada. (Estado-Estado, Estado-Município, Município-Município)

Finanças Públicas

Dominância Fiscal e Monetária

Dominância monetária:Política fiscal segue a Política monetária.

Bacen (autoridade monetária) determina:

Juros (SELIC)

Previsão de crescimento da BM

Oferta de títulos públicos

Dominância fiscal:Política monetária segue a Política fiscal.

Tesouro (autoridade fiscal) determina:

Orçamento

Previsão de déficits/superávits

Bacen monetiza a dívida pública com

Senhoriagem (emissão de moeda)

Emissão de títulos

Bacen perde controle sobre Inflação, ocasionada pelo desequilíbrio fiscal.

No Brasil

Oliver Blanchard (2004):Dominância fiscal

Gadelha e Divino (2008):Dominância monetária. Havendo superávit primário, estabiliza-se relação Dívida/PIB e juros torna-se irrelevante para a política fiscal. Há credibilidade de ambas as políticas (independência), porém frágil, devido ao histórico da moratória.

Finanças Públicas

Renegociação da dívida dos estados

De 1995 a 1998 (Plano Real), estados e municípios passaram a ter déficts primários devido a:

Aumentos dos gastos com funcionalismo e reajustes salariais.

Regras favoráveis de aposentadoria e legislação estadual que premiava inatividade.

Então governo federal determinou:

1. Fim do uso de bancos estaduais para financiamento

2. Controle sobre AROs

3. Inibição de precatórios

4. Privatização de estatais estaduais

5. Renegociação das dívidas mobiliárias

Renegociação

Federalização das dívidas estaduais

Juros real de 6% aa

Correção pelo IGP-DI

30 anos

Retenção automática de FPE e impostos estaduais

2015: Mudança na legislação impacta União em 3 bilhões

Juros caiu para 4%

Correção pela menor entre IPCA ou SELIC

Finanças Públicas

(In)Sustentabilidade atuarial da Previdência

RGPS + RPPS somam 53% da despesa de custeio (GND 3).

RGPS + RPPS + Assistência Social somam 62% da despesa de custeio (GND 3).

O

déficit do RGPS ultrapassa 40 bilhões por ano e tende a crescer.

A

projeção para 2050 é de déficit de 3 trilhões.

O

déficit do RPPS já ultrapassa 1 trilhão por ano e tende a crescer.

Motivos:

Envelhecimento da população:

Menos gente pagando mais aposentadorias, que duram mais tempo.

Aposentadoria por TC:

Só 4 países no mundo tem essa regra. Como a CF não coloca regra de idade mínima, a idade média de aposentadoria é 54 anos.

Regras diferenciadas:

Mulheres: Compensação pela maternidade

Privilégios no setor público:

Remuneração maior para o aposentado (extinto) Aposentadoria com base no último salário (extinto) Regimes favorecidos (militares e professores)

Finanças Públicas

FBKF (Investimento)

No longo prazo (pleno emprego), o crescimentodepende de:

Investimento: aumento da capacidade produtiva

Tecnologia: aumento da produtividade

Investimento público

Induz Investimento privado. Economias de escala externas: expansão e integração do mercado interno.

Eleva produtividade total do setor privado.

Reduz custos do setor privado.

Pode constituir demanda autônoma para capacidade ociosa.

Nos Anos 70 (II PND) e anos 90 (privatizações) não houve esse impulso.

1950 a 1980:crescimento altíssimo

A partir de 1980

Crise da dívida externa: interrompeu fluxos de poupança externa

Déficit fiscal: prejudicou poupança interna

A partir de 1997: mesmo crescendo arrecadação bruta, investimento público do

governo federal quase não cresceu.

Crescimento do superávit primário

Crescimento dos repasses

Crescimento das despesas sociais

2003:0,31% PIB

2010: 1,31% PIB

2013:1,27% PIB

2014:1,19% PIB considerando MCMV como custeio e 1,48% considerando MCMV como Inversão financeira

Motivos para o baixo investimento público:

Baixo crescimento do PIB

Juros altos

Real valorizado (não mais)

Concorrência asiática

Marcos regulatórios deficientes

Finanças Públicas

Pouca segurança jurídica

Burocracia

Má gestão dos investimentos públicos

Rigidez do orçamento

Ajustes fiscais cortam mais investimentos que custeio

Investimento público das estatais(em 2013)

Investiram 140% mais que a União.

Cerca de 95% financiados com recursos próprios.

90% dos investimentos das estatais foram da Petrobrás.

Finanças Públicas

TOE (Teorema do Orçamento Equilibrado)

Orçamentoé a Política fiscal (tributação e gastos).

Equilibradoquando T = G.

TOE - Choque equilibrado no orçamento (orçamento equilibrado ou não) Se T = G (variação equilibrada), o aumento de renda será Y. k=

É uma política fiscal compensatória.

1

1−ci+ct+m

= 1

Política fiscal via gastos é mais intensa que via tributação. Mesmo aumentando gasto e tributo no mesmo montante, renda aumenta. Impactos na proporção inversa à propensão marginal a consuumir.

Finanças Públicas

Avaliação privada de projetos

Juros compostos Para comparar valores, é preciso levar ambos à mesma data (data focal).

VF = VP x (1 + j)

t

VPL (valor presente líquido do negócio)

VPL = VPE - VPD (valor atual das entradas menos os dos desembolsos).

Utiliza a TMA ou C

K para trazer o fluxo futuro a valor presente.

TIR (taxa interna de retorno):

Taxa de retorno que torna o VPL = 0. É o juros real do investimento ou rentabilidade do investimento.

C

OP (custo de oportunidade):

Em regra, utiliza-se o retorno de um investimento seguro (selic).

TMA (taxa mínima de atratividade):

Em regra, utiliza-se o retorno de um investimento seguro (selic).

C

K (custo de capital):

Juros pagos para ter acesso aos recursos necessários ao projeto.

Decisão por investir no projeto:

TIR > C

TIR > C

TIR > TMA

OP

K

Escolha entre projetos:

Maior VPL, com TMA, no mesmo horizonte de tempo (método mmc).

Maior TIR menos realista pois considera que fluxos positivos podem ser reinvestidos com a mesma taxa de retorno.

Menor prazo de Payback Não desconta fluxos futuros (payback simples). Ignora distribuição dos fluxos futuros. Ignora fluxos após recuperação do investimento.

TIRdo fluxo de caixa incremental > TMA

Finanças Públicas

Método TIR vs. Método VPL

Interseção de Fischer: VPL

X = VPL

Y

Gráfico Juros x VPLs, a interseção das curvas mostra os juros em que os VPLs se igualam.

Calcula-se a partir da equação da VPL de um terceiro fluxo, que é a diferença dos fluxos dos projetos comparados (fluxo de caixa incremental).

Quando juros (TMA) < interseção de Fischer há conflito entre os métodos pois o projeto com maior TIR terá menor VPL.

Avaliação social de projetos

Mercados reais tem falhas. Falhas causam distorções nos preços de mercado.

Análise Social

Análise privada

Ótica da sociedade

Ótica do empresário

Custos e Benefícios sociais

Custos e Retornos financeiros

C

OP dos fatores de toda a socied.

C

OP dos seus fatores

Subsídios e tributos são irrelevantes

Subsídios e Tributos afetam decisão

Usa preços e taxas sociais

Usa preços e taxas de mercado

Preço-sombraé o preço de equilíbrio na concorrência perfeita. Dependendo da metodologia pode ser diferente do preço social.

Projeto

Bom pra sociedade

Ruim pra sociedade

Bom para empresário

-

com ou sem intervenção

Ruim para empresário

com intervenção

-

Finanças Públicas

Equidade Fiscal

Regressividade do sistema tributário brasileiro:

Elevada participação dos tributos indiretos (regressivos) na arrecadação.

Progressividade dos tributos diretos não suplanta regressividade.

Renda Original

Rendimentos

Renda Inicial

(+) Benefícios

Renda Disponível

(-) Tributos diretos

Renda Pós-tributação

(-) Tributos diretos

Renda final

(+) Benefícios em dinheiro

Entre 2003 e 2009: Impacto distributivo do gasto social

Aumento significativo na diferença Renda Final - Renda Original

Diminuição do grau de concentração de renda (Gini baixou para 0,48)

Impacto distributivo da tributaçãoé negativo (concentrador).

Finanças Públicas

Justificativas teóricas para Intervenção

Reduzir ineficiênciasdo mercado (função alocativa)

Redistribuir renda(função distributiva)

Paternalismo:Indivíduos tomam decisões ruins que tem um custo social, portanto Estado deve impedir, controlar certas decisões de consumo. (Trade-ff Paternalismo X Libertarianismo)

Alocação de bens públicos

Escolha Pública

Regra da maioria Partido ou político com mais votos representa a escolha de quais bens públicos devem ser providos.

Regra da unanimidade (Erik Lindahl) Provisão eficiente deriva de consenso sobre as quantidades e preços dos bens públicos que cada um aceita pagar e usar. O preço de Lindahl (individual) é a parcela de imposto que excede o custo (individual) de provisão.

Finanças Públicas

Exemplos de Política Econômica

Modelo de determinação simultânea da renda e taxa de juros

Mercado monetário (Curva LM no gráfico Renda x Juros) Aumento Renda > Aumenta Demanda por moeda > Aumenta Juros Mercado de bens (Curva IS no gráfico Renda x Juros) Aumento Juros> Diminui Investimento > Diminui Renda.

Política Fiscal expansiva

1. Aumenta Gastos > Aumenta Renda

2. Reduz Tributos > Aumenta consumo > Aumenta Renda

Câmbio flutuante- INEFICAZ Aumento Renda > Aumento juros > Entrada de capitais > Diminui Câmbio > Diminui BC > Diminui Renda

Câmbio fixo - EFICAZ Aumento Renda > Aumento juros > Entrada de capitais > Bacen Aumenta Oferta de moeda > Diminui juros > Aumenta Renda

O déficit público causado pela política fiscal expansiva leva o governo a colocar mais títulos públicos no mercado para se financiar. Com a maior oferta, agentes exigirão melhor remuneração (juros).

Dinamiza a economia. Por outro lado deteriora contas públicas e reduz investimento privado (crowding out, efeito deslocamento)

Política Monetária expansiva

1. Aumenta Oferta de moeda > Diminui Juros> Aumenta Renda

Câmbio flutuante- EFICAZ Diminuição juros > Saída de capitais > Diminui Oferta de divisas > Desvaloriza Câmbio >Aumenta BC > Aumenta Renda

Câmbio fixo - INEFICAZ Diminuição juros > Saída de capitais > Bacen Diminui a Oferta de moeda > Aumenta Juros > Diminui Renda

Política Cambial

Finanças Públicas

Modelo keynesiano (extremo)

O governo deve aumentar a Demanda agregada pois a Oferta agregada (reta

horizontal) acompanhará, e por isso não haverá inflação.

Modelo clássico

O governo não deve aumentar a Demanda agregada pois há pleno emprego e a

Oferta agregada (reta vertical) não aumentará, e por isso haverá inflação.

Modelo intermediário (mais realista)

O governo pode aumentar a Demanda agregada, o que causará aumento do

emprego de fatores. O maior emprego de fatores pode causar: aumento do custo e redução da produtividade, que refletem em inflação.

Curva de Phillips Relaciona Taxa de Desemprego x Taxa de Inflação Representa o Trade-off no curto prazo. Desemprego (OA > DA) > Deflação

π = −β(μ−μ )

N

Inflação = Elasticidade da Inflação ao desemprego (diferença entre o desemprego e a taxa natural de desemprego)

Curva de Phillips aumentada pelas expectativas e choques de oferta

π = π

E −β −

μ )

N

+

ε

Finanças Públicas

Inflação

3 Fontes

1) Inflação de Demanda

OA < DA: Desemprego abaixo da taxa natural gera Inflação.

2) Inflação de Custos

Exemplos:

Choque do petróleo

Desvalorização cambial

Aumentos salariais

Aumento de tarifas públicas

Quebra de safra agrícola

3) Expectativa de Inflação

1.

Expectativas adaptativas:

Inflação inercialé quando a inflação se mantém constante, com base na inflação de um período anterior causada apenas pelas expectativas. Versão aceleracionista da curva de Phillips:Para manter desemprego em um ponto fixo abaixo do desemprego natural, a inflação será cada vez mais alta. Taxa de sacrifício:No combate à inflação, quanto produto se perde na redução de 1% da inflação.

2.

Expectativas racionais

Finanças Públicas

CEPAL

Teoria tradicional:Livre comércio + Mobilidade de capitais levaria ao desenvolvimento uniforme dos países (Teoria das vantagens comparativas). Países com escassez de capital o atrairiam com maior remuneração, levando ao acúmulo uniforme de capital pelo mundo.

Teoria Cepalina = Teoria estruturalista

Deterioração dos termos de troca.

Centro: exportam manufaturas (maior elasticidade-renda)

Periferia: exportam matérias-prima (menor elasticidade-renda)

Industrializaçãopor aumente a Produtividade do trabalho

1. Produção de Bens de capital (inviável no primeiro momento)

2. Importação de Bens de capital

a. Estímulo às Exportações (pode deteriorar termos de troca)

b. Substituição de Importações (penalizando importações de bens de consumo)

Limites à industrialização

Limites monetário-financeiro:

Poupança: magnitude, custos de transferência

Distribuição de renda deve adequar demanda à nova oferta.

Limites físicos:

Tecnologia: Importação

Equilíbrio dos setores: Evitar que o êxodo rural prejudique setor de bens primários. Evitar estrangulamentos (demandas derivadas excessivas = choques de oferta) que causam inflação ou piora da BC.

Infraestrutura: Integrar mercado interno, Infraestrutura de energia e cidades para as populações industriais.

Fatores sociais: mercado de trabalho obtido mediante êxodo rural (quantidade) e educação + saúde (qualificação)

Ondas de Investimento

Ampliação da capacidade produtiva

Aumento da utilização da capacidade

Esgotamento natural ou Extrangulamentos externos

Diminuição da utilização da capacidade

Finanças Públicas

Economia Brasileira

Fases

Até 1930 Economia agroexportadora

1930 - 1961

Substituição de Importações

1962 - 1967

Crise dos anos 60 PAEG: Reformas institucionais

1968 - 1973

Milagre econômico Endividamento externo

1974 - 1979

II PND Endividamento externo

1980 - 1985

Crise dos anos 80 Processo de ajuste externo

1986 - 1993

Políticas de combate à inflação

1994 -

Plano Real

Finanças Públicas

Justificativas para a intervenção do Estado

Os serviços públicos, especialmente os de infraestrutura, são a base para o desenvolvimento de outras atividades, podendo ser providos pelo setor privado sob autorização e regulamentação estatal (modelo norte-americano) ou por empresas públicas (modelo europeu, predominante atualmente).

Monopólios naturais

Setores com economias de escala e mercados com acesso restrito por determinações legais ou limitações tecnológicas ou de capital.

Nesses casos Estado evitaria a perda de eficiência decorrente da ausência de concorrência.

Bens públicos

Bens públicos são não rivais e não excludentes, o que faz com que os agentes não revelem as quantidades e preços a que estão dispostos, inibindo o interesse do setor privado.

Bens meritórios

Alguns serviços de importância para o desenvolvimento humano e bem-estar social podem ser providos pelo Estado, ressaltando sua função distributiva.

Finanças Públicas

Economia Brasileira

PSI