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ESTATÍSTICA E PESQUISA IMOBILIÁRIA Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov GRADUAÇÃO Unicesumar
ESTATÍSTICA E PESQUISA IMOBILIÁRIA Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
ESTATÍSTICA
E PESQUISA
IMOBILIÁRIA
Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov

GRADUAÇÃO

Unicesumar

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; Chatalov , Renata Cristina de
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; Chatalov , Renata Cristina de
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; Chatalov , Renata Cristina de
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; Chatalov , Renata Cristina de

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; Chatalov, Renata Cristina de Souza

Estatística e Pesquisa Imobiliária. Renata Cristina de Souza Chatalov. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2016. 173 p.

“Graduação

- EaD”.

1. Estatística. 2. Pesquisa . 3. Imobiliária 4. EaD. I. Título.

ISBN 978-85-459-0200-3

CDD - 22 ed. 519 CIP - NBR 12899 - AACR/2

Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828

pelo bibliotecário João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828 Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor

Reitor Wilson de Matos Silva

Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho

Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho

Pró-Reitor de EAD Willian Victor Kendrick de Matos Silva

Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi

NEAD - Núcleo de Educação a Distância

Direção Operacional de Ensino Kátia Coelho

Direção de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha

Direção de Operações Chrystiano Mincoff

Direção de Mercado Hilton Pereira

Direção de Polos Próprios James Prestes

Direção de Desenvolvimento Dayane Almeida

Direção de Relacionamento Alessandra Baron

Gerência de Produção de Conteúdo Juliano de Souza

Supervisão do Núcleo de Produção de Materiais Nádila de Almeida Toledo

Design Educacional Camila Zaguini Silva

Projeto Gráfico Jaime de Marchi Junior José Jhonny Coelho

Editoração Thomas Hudson Costa Fernando Henrique Mendes

Revisão Textual Viviane Favaro Notari

Ilustração

André Luís Onishi

Bruno Pardinho

Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos.
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos.
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos.
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos.

Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos. A busca por tecnologia, informação, conhecimento de qualidade, novas habilidades para liderança e so- lução de problemas com eficiência tornou-se uma questão de sobrevivência no mundo do trabalho.

Cada um de nós tem uma grande responsabilida- de: as escolhas que fizermos por nós e pelos nos- sos farão grande diferença no futuro.

Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar assume o compromisso de democratizar o conhe- cimento por meio de alta tecnologia e contribuir para o futuro dos brasileiros.

No cumprimento de sua missão – “promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma

sociedade justa e solidária” –, o Centro Universi- tário Cesumar busca a integração do ensino-pes- quisa-extensão com as demandas institucionais

e sociais; a realização de uma prática acadêmica

que contribua para o desenvolvimento da consci- ência social e política e, por fim, a democratização do conhecimento acadêmico com a articulação e

a integração com a sociedade.

Diante disso, o Centro Universitário Cesumar al- meja ser reconhecido como uma instituição uni-

versitária de referência regional e nacional pela qualidade e compromisso do corpo docente; aquisição de competências institucionais para

o desenvolvimento de linhas de pesquisa; con-

solidação da extensão universitária; qualidade da oferta dos ensinos presencial e a distância; bem-estar e satisfação da comunidade interna; qualidade da gestão acadêmica e administrati- va; compromisso social de inclusão; processos de cooperação e parceria com o mundo do trabalho, como também pelo compromisso e relaciona- mento permanente com os egressos, incentivan- do a educação continuada.

como também pelo compromisso e relaciona- mento permanente com os egressos, incentivan- do a educação continuada.
Diretoria de Planejamento de Ensino Diretoria Operacional de Ensino Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está

Diretoria de Planejamento de Ensino

Diretoria de Planejamento de Ensino Diretoria Operacional de Ensino Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está

Diretoria Operacional de Ensino

de Planejamento de Ensino Diretoria Operacional de Ensino Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está

Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está iniciando um processo de transformação, pois quan- do investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou profissional, nos transformamos e, consequente- mente, transformamos também a sociedade na qual estamos inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportunidades e/ou estabelecendo mudanças capa- zes de alcançar um nível de desenvolvimento compa- tível com os desafios que surgem no mundo contem- porâneo.

O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo este processo, pois conforme Freire (1996):“Os homens se educam juntos, na transformação do mundo”.

Os materiais produzidos oferecem linguagem dialó- gica e encontram-se integrados à proposta pedagó- gica, contribuindo no processo educacional, comple- mentando sua formação profissional, desenvolvendo competências e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em situação de realidade, de maneira a inse- ri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal objetivo “provocar uma aproxi- mação entre você e o conteúdo”, desta forma possi- bilita o desenvolvimento da autonomia em busca dos conhecimentos necessários para a sua formação pes- soal e profissional.

Portanto, nossa distância nesse processo de cres- cimento e construção do conhecimento deve ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos peda- gógicos que o Centro Universitário Cesumar lhe possi- bilita. Ou seja, acesse regularmente o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fóruns e en- quetes, assista às aulas ao vivo e participe das discus- sões. Além disso, lembre-se que existe uma equipe de professores e tutores que se encontra disponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranqui- lidade e segurança sua trajetória acadêmica.

em seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranqui- lidade e segurança sua trajetória acadêmica.

AUTOR(ES)

AUTOR(ES)

APRESENTAÇÃO

ESTATÍSTICA E PESQUISA IMOBILIÁRIA

SEJA BEM-VINDO(A)!

Caro(a) estudante, é com muito prazer que apresentamos a você o livro que fará parte da disciplina de Estatística. A Estatística é uma ciência que se dedica ao desenvolvimen- to e ao uso de métodos para coleta, resumo, organização, apresentação e análise de dados. Temos inúmeros exemplos do uso da estatística para o desenvolvimento e para o bem-estar da sociedade, como: a previsão do tempo em uma região, as tendências em determinada eleição, a posição dos bancos dos trens em certa linha e até o hábito de lavar as mãos após usar o banheiro. Por essas ideias apresentadas, concluímos que sem estatística não há ciência.

O termo“Estatística”é usado, hoje, com alguns significados diferentes. Ele pode se referir

a meros registros de eventos que interessem ao administrador em geral; a uma sim-

ples medida estatística que seja obtida de uma amostra; a métodos estatísticos padro- nizados utilizados em pesquisa por amostragem ou à Ciência Estatística em geral, hoje, grandemente desenvolvida e com aplicação disseminada como auxiliar para as mais diferentes áreas de conhecimento.

De forma simplificada, podemos admitir que a Ciência Estatística tem como objetivo obter informações confiáveis sobre determinado fenômeno de interesse.

A Estatística está de forma muito presente na mídia, seja em jornais, revistas ou meios

de comunicação. Além disso, uma vez que está diretamente envolvida com pesquisa,

é a partir dela que as decisões são tomadas. Podemos dizer que a Estatística é uma

ferramenta para qualquer pesquisador na busca pelas respostas aos vários problemas relacionados ao meio em que trabalha. Entretanto, para que ela seja bem utilizada, é necessário conhecer seus fundamentos, seus princípios e suas ferramentas, para que possamos utilizá-la de forma adequada. É importante que o pesquisador desenvolva, também, um espírito crítico e de análise, para poder utilizar com precisão a estatística em suas tomadas de decisões.

Este material foi separado em cinco unidades, a saber. Na unidade I, falaremos do his- tórico da estatística, do método científico, das fases do meio estatístico, além da im- portância da pesquisa para o mercado imobiliário. E, para melhor compreensão, vamos trabalhar com as variáveis, definições de população e amostra, as principais técnicas de amostragens.

Na unidade II, falaremos sobre o estudo de tabelas e de gráficos, mais especificamente, leitura e construção de tabelas, aplicação e utilização de alguns tipos de gráficos. Pode- mos destacar que os gráficos, em seus mais variados tipos, traduzem, de forma rápida, os dados que se quer mostrar dentro de uma pesquisa. O intuito de todos os gráficos é sempre o mesmo: traduzir dados em informações que sejam visíveis e traduzíveis aos olhos do pesquisador e do público de forma geral. A utilidade dos gráficos e das tabelas também mostra sua importância, uma vez que a utilização dessas ferramentas é quase uma rotina nos meios de comunicação, com o objetivo de mostrar os resultados das pesquisas.

APRESENTAÇÃO

A unidade III mostra as medidas de posição e de dispersão. Essas medidas são am-

plamente empregadas dentro de pesquisas em nível científico e, também, nos pro- blemas mais simples do cotidiano. Dentre as medidas estatísticas, a principal e mais utilizada é a média, que representa o conjunto de dados como um todo. Também muito empregado como medida explicativa, podemos citar o desvio padrão, que mostra a variabilidade dos dados ou a dispersão deles. A média e o desvio padrão são medidas importantes em uma análise de dados, uma vez que uma representa o conjunto de dados propriamente dito e a outra mostra a dispersão dele, apontando, assim, se temos homogeneidade ou heterogeneidade nos dados da pesquisa.

A unidade IV trata das probabilidades. Estas podem tratar de eventos simples a ex-

tremamente complexos. De forma abrangente, elas tratam das chances de determi- nados fenômenos ocorrerem. A importância de se estudar probabilidades está na verificação de que alguns eventos ocorrem com uma facilidade maior que outros e, assim, podemos prever situações futuras sobre esses eventos.

Finalizando o material, a unidade V aborda as medidas de associação, mais especifi- camente, a correlação e a análise de regressão. Essas medidas nos mostram o grau de relação entre duas variáveis. A correlação informa a intensidade da relação e a análise de regressão mostra a quantidade de variação em uma por meio da variação em outra. Além disso, trabalharemos a aplicabilidade da estatística na pesquisa imo- biliária e a estatística aplicada ao mercado imobiliário.

Este material está bastante sintetizado, focando os pontos principais da Estatística, de modo a proporcionar encaminhamentos que possibilitem a compreensão dos conceitos, ao contrário do que muitas vezes é posto em se tratando de estudar Ma- temática e, especificamente, Estatística.

A resolução de tarefas é importante, desde que o(a) estudante procure fazê-la à

luz da teoria que ela contempla. Com isso, afirmo: será necessário, também, muito empenho de sua parte para a realização desse intenso trabalho. No decorrer de suas leituras, procure interagir com os textos, fazer anotações, responder as atividades de autoestudo, anotar suas dúvidas, ver as indicações de leitura e realizar novas pesqui- sas sobre os assuntos tratados, pois, com certeza, não será possível esgotá-los em apenas um livro.

Professora: Renata C. de Souza Chatalov

09

SUMÁRIO

UNIDADE I09 SUMÁRIO CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS 15 Introdução 16

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

15

Introdução

16

Histórico da Estatística

17

Método Científico

18

Fases do Meio Estatístico

21

A Importância da Pesquisa para o Mercado Imobiliário

24

Variáveis

26

População e Amostra

28

Amostragem

33

Definição do Número de Amostras

38

Uso da Estatística como Instrumento para Elaboração de uma Pesquisa

41

Considerações Finais

UNIDADE IIde uma Pesquisa 41 Considerações Finais NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA 47 Introdução 48

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

47

Introdução

48

Tabelas

50

Séries Estatísticas

52

Gráficos

59

Distribuição de Frequência

SUMÁRIO

UNIDADE IIISUMÁRIO MEDIDAS DESCRITIVAS ASSOCIADAS À VARIÁVEIS QUANTITATIVAS 75 Introdução 76 Medidas de Posição ou

MEDIDAS DESCRITIVAS ASSOCIADAS À VARIÁVEIS QUANTITATIVAS

75

Introdução

76

Medidas de Posição ou de Tendência Central

85

Medidas de Dispersão

93

Considerações Finais

UNIDADE IV85 Medidas de Dispersão 93 Considerações Finais PROBABILIDADES E O MERCADO IMOBILIÁRIO 101 Introdução

PROBABILIDADES E O MERCADO IMOBILIÁRIO

101

Introdução

102

Noções Básicas de Probabilidades

103

Probabilidades

116

Regras Gerais de Probabilidade

116

Distribuições de Probabilidades

120

Distribuições Discretas de Probabilidade

124

Distribuições de Probabilidades Contínuas

133

Considerações Finais

Discretas de Probabilidade 124 Distribuições de Probabilidades Contínuas 133 Considerações Finais

11

11 SUMÁRIO UNIDADE V CORRELAÇÃO E REGRESSÃO LINEAR E ESTATÍSTICA APLICADA AO MERCADO IMOBILIÁRIOS 141

SUMÁRIO

UNIDADE V

CORRELAÇÃO E REGRESSÃO LINEAR E ESTATÍSTICA APLICADA AO MERCADO IMOBILIÁRIOS

141

Introdução

142

Correlação

153

A Aplicabilidade da Estatística na Pesquisa Imobiliária

155

A Estatística aplicada ao Mercado Imobiliário

159

Considerações Finais

165

REFERÊNCIAS

169

GABARITO

A Estatística aplicada ao Mercado Imobiliário 159 Considerações Finais 165 REFERÊNCIAS 169 GABARITO
Professora Me. Renata C. de Souza Chatalov CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA
Professora Me. Renata C. de Souza Chatalov CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA
Professora Me. Renata C. de Souza Chatalov
CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA
PESQUISA E DA ESTATÍSTICA
EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS
I
Objetivos de Aprendizagem
■ Entender o significado e a importância da estatística em situações
cotidianas e para o gestor de negócios imobiliários.
■ Aprender as noções básicas de como realizar uma pesquisa.
■ Entender os diferentes tipos de amostragens.
UNIDADE

Aprender sobre as variáveis estatísticas.

Aprender sobre população e amostra.

Estudar os instrumentos para elaboração de uma pesquisa.

Plano de Estudo

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:

Histórico da Estatística

Método Científico

Fases do Meio Estatístico

A importância da Pesquisa para o Mercado Imobiliário

Variáveis

População e Amostra

Amostragem

Definição do Número de Amostras

Uso da Estatística como Instrumento para Elaboração de uma Pesquisa

■ Definição do Número de Amostras ■ Uso da Estatística como Instrumento para Elaboração de uma

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

INTRODUÇÃO

Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. INTRODUÇÃO 15 Olá aluno(a), nesta primeira

15

Olá aluno(a), nesta primeira unidade, você estudará alguns temas que são muito importantes para a estatística e que servirão de base para todo o desenvolvimento que está proposto neste livro e na nossa disciplina. Geralmente, as pessoas imaginam que a estatística é simplesmente uma coleção de números, ou que tem a ver apenas com censo demográfico, com a construção de tabelas ou de gráficos. Podemos dizer que a Estatística vai muito além disso e que, na verdade, ela é muito frequente na nossa vida. Como exemplos de aplicações de técnicas estatísticas, temos: a pesquisa elei- toral, a pesquisa de mercado, o controle de qualidade, os índices econômicos, o desenvolvimento de novos medicamentos, as novas técnicas cirúrgicas e de tra- tamento médico, as previsões meteorológicas, as previsões de comportamento do mercado de ações, dentre outros, isto é, tudo que se diz cientificamente com- provado, por algum momento, passa por procedimentos estatísticos. Portanto, podemos definir estatística como um conjunto de técnicas de aná- lise de dados, que é aplicável a quase todas as áreas do conhecimento e que nos auxilia no processo de tomada de decisão. Também, você verá que a estatística é uma ciência multidisciplinar que per- mite a análise de dados em todas as áreas e que fornece ferramentas para que sejamos capazes de transformar dados brutos em informações acessíveis e de fácil compreensão, de modo que possamos compará-los com outros resultados ou, ainda, verificar sua adequação a alguma teoria pronta. Abordaremos que a estatística tem uma base na formação do acadêmico, pois é de extrema importância para o desenvolvimento dos alunos; para saber observar as tabelas e os gráficos e usar essa ferramenta para a tomada de deci- sões dentro das organizações. Também, abordaremos a importância da estatística como ferramenta auxiliar para o gestor de segurança no trabalho. Então, aproveite bem esta unidade e lembre-se de que ela será um subsídio para toda nossa disciplina. Bons estudos! Prof. Renata

Introdução

esta unidade e lembre-se de que ela será um subsídio para toda nossa disciplina. Bons estudos!

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I HISTÓRICO DA

I

HISTÓRICO DA ESTATÍSTICA

Todas as ciências têm suas raízes na história do homem, não é mesmo? E a mate- mática, que é considerada a “ciência que une a clareza do raciocínio a síntese da linguagem”, originou-se do convívio social, das trocas, da contagem, com caráter prático, utilitário e empírico.

A estatística, que é um ramo da matemática aplicada, teve origem semelhante.

Nesse sentido, podemos afirmar que, desde que o homem deixou de ser nômade

e passou a ser sedentário, começaram as necessidades que exigiam o conheci-

mento numérico. Isso ocorreu porque Estados e governo, desde tempos remotos, precisaram conhecer determinadas características da população, efetuar a sua contagem e saber a sua composição ou os seus rendimentos.

Na Idade Média, colhiam-se informações, geralmente com finalidades tribu- tárias ou bélicas. A partir do século XVI, começaram a surgir as primeiras análises sistemáticas de fatos sociais, como batizados, casamentos, funerais, originando, assim, as primeiras tábuas e tabelas e os primeiros números relativos.

Já no século XVIII, o estudo de tais fatos foi adquirindo, aos poucos, feição cien-

tífica. Godofredo Achenwall batizou a nova ciência (ou método) com o nome de

Estatística, determinando o seu objetivo e suas relações com a ciência (CRESPO, 2009).

A partir daí, as tabelas tornaram-se mais complexas, surgiram as represen-

tações gráficas e o cálculo das probabilidades e a Estatística deixou de ser uma simples catalogação de dados coletivos para se tornar o estudo de como chegar

a conclusões sobre o todo (população), partindo da observação de partes desse

todo (amostra) (GUEDES et al., 2008). Também, podemos afirmar que quem está estudando a estatística pela pri- meira vez deve imaginá-la associada somente a números, tabelas e gráficos, que serão utilizados no momento de interpretar e apresentar os dados de uma pesquisa. Nesse sentido, mostraremos que não é bem assim, a estatística pode estar pre- sente nas diversas etapas de uma pesquisa, desde a sua concepção, planejamento até a interpretação de resultados, podendo, ainda, influenciar na condução do pro- cesso da pesquisa. Para isso, temos os métodos de pesquisa que vão nos orientar

a como pensar em uma pesquisa.

que vão nos orientar a como pensar em uma pesquisa. CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

MÉTODO CIENTÍFICO

e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. MÉTODO CIENTÍFICO 17 Segundo Crespo (2009), podemos

17

Segundo Crespo (2009), podemos dizer que método é um conjunto de meios dis- postos convenientemente para se chagar a um fim que se deseja. Desse método, podemos ter dois tipos: o experimental e o estatístico.

O método experimental pode ser definido como aquele que consiste em

manter constantes todas as causas (fatores), menos uma, e variar essa causa de

modo que o pesquisador possa descobrir os seus efeitos, caso existam.

Já o método estatístico pode ser definido como: diante da impossibilidade

de manter as causas constantes, admitem-se todas as causas presentes, variando-

-as, registrando essas variações e procurando determinar que influências cabem em cada uma delas (CRESPO, 2009). De acordo com Crespo (2009) e Barbetta, Reis e Bornia (2012), a estatística pode ser definida como: uma parte da matemática que nos fornece métodos e meios para coletas, organização, descrição, análise e interpretação dos dados, além de ser uma ferramenta auxiliar na tomada de decisões. Essa análise estatística tem como principal objetivo a tomada de decisões,

a resolução de problemas ou a produção de novos conhecimentos. Para melhor entendermos, vamos observar
a resolução de problemas ou a produção de novos conhecimentos. Para melhor
entendermos, vamos observar a figura que tem por intuito nos ajudar a enten-
der melhor esse processo.
Pesquisa
Dados
Informações
Novos conhecimentos,
novos problemas

Figura 01: Processo iterativo das pesquisas empíricas. Fonte: adaptada de Barbetta, Reis e Bornia (2012).

Ao analisarmos a figura 01, podemos concluir que, para pesquisarmos, precisa- mos, logo no início, definir e delimitar a pesquisa, coletar os dados, observar e analisar as informações, para, enfim, tirarmos as conclusões, que vão nos orien- tar nos processos decisórios. Além disso, podemos dizer que a estatística tem por objetivo fornecer métodos

e técnicas para que se possa lidar com situações de incerteza e pode ser subdivi- dida em três grandes áreas: descritiva, probabilística e inferencial.

Método Científico

incerteza e pode ser subdivi- dida em três grandes áreas: descritiva, probabilística e inferencial. Método Científico

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I A estatística

I

A estatística descritiva, também chamada estatística dedutiva, segundo

Guedes et al. (2008), preocupa-se em descrever os dados, tem como objetivo organizar, resumir e simplificar as informações, a fim de torná-las mais fáceis de serem entendidas, transmitidas e discutidas.

Como o nome indica, ela descreve os fenômenos de forma prática e aces-

sível, ou seja, por meio de tabelas, gráficos e medidas resumo, que veremos nas próximas unidades. Assim, podemos captar rapidamente, por exemplo, o sig- nificado de uma “taxa de desemprego”, de um “consumo médio de combustível por quilômetro” ou de uma “nota média de estudantes”.

Já a estatística inferencial (GUEDES et al, 2008) está fundamentada na teoria das

probabilidades e se preocupa com a análise desses dados e sua interpretação. Essa estatística objetiva “inferir” conclusões sobre a população, interpretando os dados colhidos de uma amostra. Para isso, utiliza amplamente a “Teoria das Probabilidades”, que é fundamental para avaliar situações que envolvam o acaso. A aplicação de méto- dos probabilísticos nos permite “quantificar” a importância do acaso. Assim, resultados obtidos por amostragem são “testados”, utilizando-se conhecimentos probabilísticos, a fim de se determinar até que ponto eles são significativos, isto é, não são obra do acaso.

FASES DO MEIO ESTATÍSTICO

COLETA DE DADOS

Para conhecermos certas características dos elementos de uma população (ou de uma amostra), precisamos coletar dados desses elementos, é nessa fase da pes- quisa que devemos ter determinados cuidados com o planejamento dos dados que precisam ser levantados, se teremos informações suficientes que atendam o objetivo da nossa pesquisa.

suficientes que atendam o objetivo da nossa pesquisa. CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 19 A coleta

19

A coleta de dados pode ser feita da forma indireta ou direta. A coleta direta

dos dados é feita sobre elementos informativos de registros obrigatórios, por

exemplo, registros de nascimento, registro de óbito, de casamento, de importação, de exportação, registro de alunos em um colégio, registro de censo demográfico.

A coleta de dados também pode ser indireta, quando é inferida de elementos

conhecidos (coleta direta) e/ou do conhecimento de outros fenômenos relacio-

nados com o fenômeno estudado.

outros fenômenos relacio- nados com o fenômeno estudado. População é definida como o conjunto de elementos

População é definida como o conjunto de elementos para os quais deseja- mos que as nossas conclusões sejam válidas, ou seja, o universo do nosso estudo. Enquanto a amostra é uma parte desses elementos.

Fonte: Barbetta (2014, p. 15).

CRÍTICA DOS DADOS

De acordo com Crespo (2009), após obtermos os dados, eles devem ser cuida- dosamente criticados, ou seja, verificar as possíveis falhas, com o objetivo de não cometermos erros grosseiros, que possam interferir nos resultados.

APURAÇÃO DOS DADOS

A apuração dos dados é a soma, o processamento dos dados obtidos e a dispo- sição deles, mediante critérios de classificação. Ainda, segundo Crespo (2009), essa apuração de dados pode ser manual, eletromecânica ou eletrônica.

Fases do Meio Estatístico

Crespo (2009), essa apuração de dados pode ser manual, eletromecânica ou eletrônica. Fases do Meio Estatístico

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I EXPOSIÇÃO OU

I

EXPOSIÇÃO OU APRESENTAÇÃO DOS DADOS

Os dados, após apurados, devem ser apresentados sob uma forma adequada, podendo ser tabelas ou gráficos, que tem como principal objetivo tornar mais fácil o exame daquilo que está sendo objeto de tratamento estatístico e, ainda, tornar melhor a compreensão dos dados a serem apresentados.

ANÁLISE DOS DADOS

Como já mencionamos anteriormente, o objetivo da estatística é tirar conclusões sobre o todo, a partir de informações obtidas por parte representativa do todo. Assim, realizadas as fases anteriores, fazemos uma análise dos resultados obti- dos. A seguir, segue o resumo das fases do meio estatístico (figura 02):

Coleta

de dados

Coleta de dados
Coleta de dados
fases do meio estatístico (figura 02): Coleta de dados Direta Indireta Interna Externa Listas/rol Tabelas Grá
Direta Indireta
Direta
Indireta
Interna Externa
Interna
Externa
Listas/rol Tabelas Grá cos
Listas/rol
Tabelas
Grá cos

Organizalçao de dados (Crítica)

Organizalçao de dados (Crítica)

Apresentação

dos dados

Organizalçao de dados (Crítica) Apresentação dos dados Análise e interpretação dos dados Figura 02: Resumo das

Análise e interpretação dos dados

Figura 02: Resumo das fases do método estatístico Fonte: adaptada de Crespo (2009).

do método estatístico Fonte: adaptada de Crespo (2009). CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 21 A IMPORTÂNCIA

21

A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA PARA O MERCADO IMOBILIÁRIO

Podemos afirmar, com toda a certeza, que a estatística está presente em todos os ramos de atividade, os quais fornecem dados que podem permitir compa- rações para se avaliar o comportamento daquilo que está sendo realizado. Por exemplo: as pesquisas de opinião pública, que aferem à audiência de um deter- minado programa; as pesquisas realizadas em época de eleições, que refletem os resultados nas urnas da preferência dos eleitores em relação aos candidatos. Isso é a aplicação da estatística. Um gestor de negócios imobiliários pode utilizar a estatística para procu- rar um imóvel para comprar ou alugar, contando com fontes confiáveis. Assim, para esse tipo de pesquisa, a estatística pode fazer toda a diferença.

de pesquisa, a estatística pode fazer toda a diferença. Por se tratar de um produto sujeito

Por se tratar de um produto sujeito à interferência de uma série de fatores, como localização e infraestrutura, os imóveis necessitam de ferramentas ca- pazes de medir resultados e fornecer dados atualizados constantemente.

Certos indicadores, como o de vendas e variação dos preços são capazes de simplificar o monitoramento do mercado imobiliário, possibilitando a me- lhor avaliação de riscos e oportunidades.

Pensando nisso, o site Agente Imóvel disponibiliza, gratuitamente, suas pró- prias ferramentas de pesquisa, mantendo dados sobre estatísticas e tendên- cias do mercado imobiliário nacional sempre atualizados.

A pesquisa pode ser refinada de acordo com cidades e bairros, mostrando indicadores como o preço médio anunciado e variação nos valores dos imó- veis, desde o mês anterior.

Saiba mais em: <http://www.agenteimovel.com.br/mercado-imobiliario/>. Acesso em: 23 ago.2015.

Fonte: A importância

(2011, online).

A Importância da Pesquisa Para o Mercado Imobiliário

Acesso em: 23 ago.2015. Fonte: A importância (2011, online). A Importância da Pesquisa Para o Mercado

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I Além disso,

I

Além disso, a estatística pode ajudar o gestor de negócios imobiliários em:

a. uma pesquisa de mercado: que tem por objetivo principal a coleta de informações junto ao público-alvo. Este pode ser o consumidor, o usuá- rio, os funcionários, dentre outros. A pesquisa de mercado deve ser feita para verificar a viabilidade de uma hipótese, para isso, podemos utilizar técnicas estatísticas para determinar o número de pessoas (amostras) a serem pesquisadas.

b. definição de um problema: aqui, é preciso levantar os motivos que o levaram a realizar a pesquisa. Qual é o problema que deve ser resolvido? Quais são as respostas que estamos procurando? Quais são os meus obje- tivos com a pesquisa?

c. definição da pesquisa em qualitativa ou quantitativa, ou quali-quan- titativa: a pesquisa qualitativa procura trabalhar com informações não estatísticas, levantadas por opiniões, observações de uso, experiência e hábitos, enquanto a pesquisa quantitativa busca trabalhar com dados mensuráveis e estatísticos.

d. aplicação de questionários e tabulação de dados: aqui, podemos usar técnicas estatísticas para melhor tabulação de dados, com questionários fechados, após tabulação, organizar os dados para apresentação em forma de gráfico ou tabelas.

e. analisar os dados: a estatística pode nos auxiliar na tomada de decisões, após a tabulação de dados, e nos levar a conclusões sobre determinados problemas.

f. avaliar o mercado: a estatística pode nos ajudar a analisar como anda o mercado imobiliário, por exemplo, nos indicando se o que está em alta é locação ou vendas, ou ainda a buscar clientes, a observar nossos con- correntes também.

a buscar clientes, a observar nossos con- correntes também. CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 23 Vejam como

23

do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 23 Vejam como é

Vejam como é importante para o gestor de negócios imobiliários o emprego da estatística, para que ela possa servir de ferramenta para nossas conclu- sões!

Fonte: o autor.

Além disso, segundo Rochadelli et al. (2007), a estatística é uma ciência que procura estudar e pesquisar tanto o levantamento de dados quanto o processa- mento desses para a quantificação da incerteza existente na resposta para um determinado problema e a tomada de decisões sob condições de incerteza, sob

o menor risco possível. A importância da estatística está presente em todos os segmentos ligados à pesquisa, de forma geral e abrangente. A maioria desses órgãos possui depar-

tamentos oficiais destinados à realização de estudos estatísticos. A estatística tornou-se responsável, nos últimos tempos, pelo desenvolvimento científico

e tecnológico, sendo que é a partir dela que analisamos dados e tomamos as

decisões. Ainda podemos dizer que ela fornece meios precisos e rigorosos na verificação e análise dos dados, transformando-os em informações claras e a partir das quais tomamos nossas decisões baseados em comprovações científi- cas e não em “achismos”. Dentre outros atributos, podemos dizer ainda que o estudo da estatística justifica-se pela necessidade de desenvolver pesquisas e pela utilização dos resul- tados, visando à comprovação de alguma hipótese e solução de algum problema. Ademais, atualmente, as empresas têm procurado admitir profissionais que tenham certo nível de conhecimento em estatística, pois esse conhecimento nas

técnicas de estatística tem resultado e diferença significativa nos processos deci- sórios. Torna-se fundamental para qualquer indivíduo ter conhecimentos básicos

e saber aplicá-los de maneira coerente, utilizando técnicas estatísticas nos dife- rentes casos que podem surgir.

A Importância da Pesquisa Para o Mercado Imobiliário

técnicas estatísticas nos dife- rentes casos que podem surgir. A Importância da Pesquisa Para o Mercado

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I VARIÁVEIS A

I

VARIÁVEIS

A

estatística fornece vários métodos para organizar e resumir um conjunto de dados

e,

com base nessas informações, tirar conclusões.

Todo fenômeno apresenta diversas variações, as quais devem ser analisadas sob diversos e diferentes aspectos, de modo que possamos compreendê-los e agir sobre eles. Assim, esse tópico, tem como objetivo apresentar os diferentes tipos de variá- veis com as quais vamos nos deparar ao estudar qualquer fenômeno. Define-se variável como: uma característica que possa ser avaliada, em cada elemento da população, sob as mesmas condições. Uma variável observada em um elemento da população deve gerar um e apenas um resultado (CRESPO, 2009). Por exemplo, cada fenômeno corresponde a um número de resultados possí- veis: para o fenômeno “sexo”, os resultados poderão ser “sexo masculino” e “sexo feminino”; para o fenômeno “número de filhos”, há um número de resultados pos- síveis, como 0, 1, 2, 3, 4, Um exemplo da área de administração: considere uma população formada pelos funcionários de determinada indústria. Podemos considerar variáveis como: tempo de serviço, salário, estado civil, idade, sexo, escolaridade, inteligência, peso, estatura, autoestima, grau de satisfação com o emprego, religiosidade etc. Como medir essas características? Devemos fixar uma unidade de medida (kg, cm, anos completos etc.) ou definir atributos (casado, solteiro, masculino, feminino, forte, fraco etc.)? Para descrever o grupo ou a amostra, há a necessidade de identificar o tipo dessa variável para definir a melhor metodologia de trabalho. Sendo assim, as variáveis podem ser qualitativas ou quantitativas. As variáveis qualitativas (ou categóricas) são definidas quando os seus valo- res são expressos por atributos (qualidades), por exemplo: sexo (masculino ou feminino), cor dos olhos (castanhos, pretos, verdes, azuis), cor dos cabelos (preto, loiro, ruivo). As variáveis qualitativas têm uma subdivisão em: qualitativas nominais ou qua- litativas ordinais. As variáveis qualitativas nominais: é quando não existe ordenação dentre as categorias, pode ser considerada uma característica única, por exemplo: sexo, cor dos olhos, fumante/não fumante, doente/sadio, nome de pessoas.

olhos, fumante/não fumante, doente/sadio, nome de pessoas. CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. As variáveis qualitativas

As variáveis qualitativas ordinais: existe uma ordenação entre as categorias, sendo esta considerada uma ordem hierárquica, por exemplos: grau de escolari- dade (1º, 2º, 3º graus), estágio da doença (inicial, intermediário, terminal), mês

, Também, temos as variáveis quantitativas, que são definidas quando seus valores são expressos em números, que podem ser subdividas em: quantitativas discretas ou quantitativas contínuas. As variáveis quantitativas discretas: são aquelas que podem assumir apenas um número finito ou infinito contável de valores, normalmente são o resultado de contagens. Como exemplos, podemos citar: número de casas de um bairro, número de cidades de um estado, número de apartamentos de um prédio, número de alunos matriculados no curso de negócios imobiliários no ano de 2013. As variáveis quantitativas contínuas: são aquelas variáveis que podem assumir qualquer valor em uma escala contínua, ou seja, são resultados de men- surações, em que, normalmente, são utilizadas medidas por meio de algum instrumento, como: peso (balança), altura (régua, trena), tempo (relógio). Resumindo (figura 03), temos:

de observação (janeiro, fevereiro,

dezembro).

25

Variáveis Qualitativas Quantitativas Nominal Ordinal Discreta Co ntínua
Variáveis
Qualitativas
Quantitativas
Nominal
Ordinal
Discreta Co ntínua

Figura 03: Variáveis e suas subdivisões Fonte: o autor.

Para melhor compreendermos as variáveis, vamos analisar os exemplos a seguir e classificar as seguintes variáveis em: qualitativa nominal, qualitativa ordinal, quantitativa discreta ou quantitativa contínua.

a. A altura de um prédio: quantitativa contínua (pois altura pode ser qual- quer valor dentro de uma escala).

b. Cor de uma residência: qualitativa nominal (pois cores de imóveis podem ser a que a pessoa decidir, o que é uma característica única).

Variáveis

nominal (pois cores de imóveis podem ser a que a pessoa decidir, o que é uma

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I c. Uma

I

c. Uma pessoa mora no terceiro andar de um prédio: qualitativa ordinal (pois temos uma sequência de andares em um prédio, primeiro andar, segundo andar, terceiro andar e assim por diante).

d. Número de corretores de imóveis no Estado do Paraná: quantitativa dis- creta (pois a variável analisada é a quantidade de pessoas e o seu resultado em números).

POPULAÇÃO E AMOSTRA

DEFINIÇÃO DE POPULAÇÃO E AMOSTRA

A estatística trabalha com dados, os quais podem ser obtidos por meio de uma população ou de uma amostra, definidas como:

População: conjunto de elementos que tem, pelo menos, uma caracte- rística em comum. Essa característica deve delimitar corretamente quais são os elementos da população que podem ser animados ou inanimados. Nas fórmulas, é representada pela letra “N” maiúsculo.

Amostra: subconjunto de elementos de uma população. Esse subcon- junto deve ter dimensão menor que o da população e seus elementos devem ser representativos da população. Nas fórmulas, é representada pela letra “n” minúsculo.

Para melhor entendimento, temos a figura 04, que apresenta uma ilustração sobre a população e a amostra:

apresenta uma ilustração sobre a população e a amostra: CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 27 População Amostra

27

População Amostra
População
Amostra

Figura 04: Representação de população e amostra Fonte: o autor.

Quando as informações desejadas estiverem disponíveis para todos os objetos da população, temos o chamado censo. Normalmente, é impraticável ou inviá- vel trabalhar com a população quando se faz estatística. Isso é devido a alguns fatores, como a restrição de tempo ou recursos e a população “infinita”, dentre outros. Como exemplo de censo, temos o censo demográfico (que envolve edi- ficações e habitantes), o censo industrial (que abrange indústrias) e o censo de mercadorias (que se classifica em comércio de mercadorias e comércio de valo- res). Como principais propriedades do censo, temos:

■ Admite erro processual zero e tem confiabilidade de 100%.

■ É caro.

■ É lento.

■ É quase sempre desatualizado.

■ Nem sempre é viável.

Os Parâmetros são características quantitativas da população, em geral desco- nhecidas, sob as quais se tem interesse. Exemplos:

■ Média populacional ( µ ).

■ Variância populacional (2 σ).

■ Tamanho da população (N).

■ Proporção populacional ( ρ ), dentre outros.

População e Amostra

(2 σ). ■ Tamanho da população (N). ■ Proporção populacional ( ρ ), dentre outros. População

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I Já a

I

Já a Estimação é a avaliação indireta de um parâmetro, com base em uma esti-

mativa (ou estimador). Como principais Propriedades da Estimação, temos:

■ Admite erro processual positivo e tem confiabilidade menor que 100%.

■ É barata.

■ É rápida.

■ É atualizada.

■ É sempre viável.

A partir do estudo do conjunto de dados obtido na amostra, faz-se uma extra-

polação dos seus resultados para a população toda. Essa extrapolação é chamada Inferência. Um exemplo pode ser dado, são as pesquisas de opinião pública sobre a intenção de votos em um candidato. A escolha das unidades que irão compor a amostra é feita por um processo denominado de Amostragem e esse pode ser feito de várias maneiras, depen- dendo do que se tem em mãos, por exemplo, do tamanho da população e do conhecimento que se tem dela.

do tamanho da população e do conhecimento que se tem dela. “É um erro básico teorizar

“É um erro básico teorizar antes de ter os dados”. Fonte: Sir Arthur Conan Doyle (1859 - 1930).

AMOSTRAGEM

A amostragem, segundo Barbetta (2014), é naturalmente utilizada em nossa vida

diária, por exemplo, para verificar o tempero de um alimento em preparação, pode- mos provar (observar) uma pequena porção. Estamos fazendo uma amostragem,

ou seja, extraindo do todo (população) uma parte (amostra), com o propósito de termos uma ideia (inferirmos) sobre a qualidade do tempero de todo o alimento.

sobre a qualidade do tempero de todo o alimento. CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 29 Em pesquisas

29

Em pesquisas científicas, em que desejamos conhecer algumas caracterís- ticas (parâmetros) de uma população, também podemos observar apenas uma amostra de seus elementos e, com base nos resultados da amostra, obter valo- res aproximados, ou estimativas, para os parâmetros de interesse. Esse tipo de pesquisa é usualmente chamado de levantamento por amostragem. Entretanto, a seleção dos elementos que serão efetivamente observados deve ser feita sob uma metodologia adequada, de tal forma que os resultados da amostra sejam suficientemente informativos para se inferir sobre os parâmetros populacionais. Por que utilizamos amostragem?

a. Economia: em geral, se torna bem mais econômico trabalhar-se somente com uma parte da população.

b. Tempo: em uma pesquisa eleitoral, a três dias de uma eleição presi- dencial, não haveria tempo suficiente para pesquisar toda a população, concorda? Mesmo se houvesse, teríamos que ter muitos recursos finan- ceiros em abundância.

c. Confiabilidade dos dados: quando se pesquisa um número reduzido de elementos, pode-se dar mais atenção aos casos individuais, evitando erros em respostas.

d. Operacionalidade: é mais fácil realizar operações de pequena escala. Um dos problemas típicos nos grandes censos (em que é pesquisada toda população) é o controle dos entrevistadores.

E QUANDO O USO DE AMOSTRAGENS NÃO É INTERESSANTE?

a. População Pequena: imagine que se queira saber a percentagem de mulhe- res em uma sala com dez alunos, antes de conhecer a turma. É intuitiva a necessidade de observar quase todos os estudantes da sala para se ter uma estimativa razoável. Em especial, a amostragem é obtida sorteando elementos da população (amostragem aleatória), mais vale o tamanho absoluto da amostra do que a percentagem que ela representa na população.

Amostragem

aleatória), mais vale o tamanho absoluto da amostra do que a percentagem que ela representa na

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I b. Característica

I

b. Característica de fácil mensuração: talvez, a população não seja tão pequena, mas a variável que se quer observar é de tão fácil mensuração que não com- pensa investir em um plano de amostragem. Por exemplo, para verificar a percentagem de funcionários favoráveis à mudança no horário de um turno de trabalho, podemos entrevistar toda a população no próprio local de trabalho.

c. Necessidade de alta precisão: segundo Barbetta (2014), a cada dez anos, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realiza um censo demográfico para estudar diversas características da população brasileira. Dentre essas características, tem-se o parâmetro número de habitantes no país. É um parâmetro que precisa ser avaliado com grande precisão, por isso, pesquisa-se toda a população.

PLANOS DE AMOSTRAGEM

Para elaboração de um plano de amostragem, é preciso ter bem definido o objetivo da pesquisa, a população a ser estudada, bem como os parâmetros que precisa- mos estimar para atingir aos objetivos da pesquisa. Em um plano de amostragem, deve constar a definição da unidade de amostragem, a forma de seleção dos ele- mentos da população e o tamanho da amostra. Para isso, temos várias técnicas de amostragem que podem ser utilizadas.

AMOSTRAGEM CASUAL OU ALEATÓRIA SIMPLES

Para se ter uma amostra casual simples, precisa-se de uma listagem com todos os elementos da população de origem. Os elementos que farão parte da amostra devem ser obtidos de forma totalmente aleatória, ou seja, por sorteio e sem restrição. É escrito cada elemento em um cartão e sorteado, assim, os participantes da amostra. Essa técnica de sorteio se torna inviável quando a população é significativa- mente grande. Nesse caso, é necessário o uso de tabelas de números aleatórios ou algoritmos que geram números aleatoriamente.

aleatórios ou algoritmos que geram números aleatoriamente. CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 31 Por exemplo:

31

Por exemplo: vamos obter uma amostra representativa para a pesquisa da estatura de 90 alunos de uma escola:

1. Numeramos os alunos de 01 a 90.

2. Escrevemos os números, de 01 a 90, em pedaços iguais de um mesmo papel, colocando-os dentro de uma caixa. Agitamos a caixa para mistu- rar bem os pedaços de papel e retiramos um a um, nome ou números que farão parte da amostra, nesse caso, foi 10% da população.

AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA

É utilizada quando os elementos da população se apresentam ordenados, sendo

a retirada dos elementos feita periodicamente para compor a amostra. O sor-

teio é feito de forma sistematizada. De posse de uma listagem de todos os elementos da população, estabelece- -se o intervalo de seleção: I = N / n. Em que:

I = intervalo. N = Número de elementos da população. n = Número de elementos da amostra. Em seguida, sorteia-se um número dentro desse intervalo. Esse será o número de ordem do primeiro sorteado da lista. Os demais sujeitos da amostra serão selecionados utilizando o intervalo I, a partir do primeiro número sorteado. Por Exemplo: para obter uma amostra de 5 alunos em uma turma de 32. Temos, portanto, N = 32 (número de elementos da população) e n = 5 (números de elementos da amostra), em que I = 32 / 5 = 6,4. Deve-se arredondar o valor de I sempre para baixo. Então, adotaremos I = 6. Para o primeiro elemento, o sorteio será feito entre os primeiros seis da lista. Se o sorteado for, por exemplo, o número 5, a amostra será formada pelos sujei- tos de números 5, 11, 17, 23 e 29.

Amostragem

for, por exemplo, o número 5, a amostra será formada pelos sujei- tos de números 5,

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I AMOSTRAGEM ESTRATIFICADA

I

AMOSTRAGEM ESTRATIFICADA

Nesse tipo de amostragem, a população deve ser dividida em subgrupos (estra- tos). Dentro de cada subgrupo, os indivíduos devem ser semelhantes entre si. Assim, pode-se obter uma amostra aleatória de pessoas em cada grupo. Esse pro- cesso pode gerar amostras bastante precisas, mas só é viável quando a população pode ser dividida em grupos homogêneos, devendo na composição da amostra serem sorteados elementos de todos os estratos. Quando os estratos possuem, aproximadamente, o mesmo tamanho, sor- teia-se igual número de elementos em cada estrato e a amostragem é chamada estratificada uniforme. Caso contrário, sorteia-se, em cada estrato, um número de elementos proporcional ao número de elementos do estrato, chamada amos- tragem estratificada proporcional. Por exemplo: um corretor possui 500 imóveis à disposição, há 420 à venda

e 80 para locação. Extrair uma amostra representativa de 10% dessa população:

o tipo de investimento (à venda ou locação) permite identificar 2 subconjuntos nessa população, que pode ser observada no quadro 01.

INVESTIMENTO

POPULAÇÃO

AMOSTRA (10%)

À venda

420

42

Locação

80

8

Total

500

50

Quadro 1: Imóveis para vendas e locações Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Então, a amostra com 50 elementos deve conter 42 imóveis à venda e 8 para locação.

AMOSTRAGEM POR CONGLOMERADO

Nessa amostragem, a população é dividida em diferentes grupos (conglomera- dos), extraindo-se uma amostra apenas dos conglomerados selecionados, e não de toda a população. O ideal seria que cada conglomerado representasse tanto quanto possível o total da população.

representasse tanto quanto possível o total da população. CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 33 Exemplo: estudar

33

Exemplo: estudar a população de uma cidade, dispondo apenas do mapa dos bairros. Numerar os bairros e colocar os pedaços de papéis numa urna. Retirar um pedaço de papel da urna e realizar o estudo sobre o bairro (conglo- merado) selecionado.

É importante saber que a amostra não pode conter vícios, ou seja, não ser

viesada ou tendenciosa. Deve ser selecionada com cuidado, aplicando a técnica de amostragem adequada com tamanho amostral (n) que seja informativo ao que consta na população. O tamanho da população pode ser obtido por fórmu- las encontradas facilmente na literatura ou pode ser dado pelo bom senso do pesquisador. O importante é que ele seja representativo da população. No caso da amostra não ser representativa da população, devemos ter cui- dado com o conjunto de dados, para que não haja grandes erros de inferência ou, então, não devemos fazer a inferência.

DEFINIÇÃO DO NÚMERO DE AMOSTRAS

Quando falamos em amostras, pode nos surgir uma dúvida: como pode uma amostra tão pequena representar a opinião de milhões de pessoas? É possível com apenas 1.200 entrevistas prever, com precisão, o resultado das eleições para governador de um estado? Por que eu nunca fui entrevistado? Também não conheço ninguém que tenha sido entrevistado. Contrário ao senso comum, o tamanho da amostra independe do tamanho da

população pesquisada. Uma amostra de 2.000 entrevistas pode ser usada para repre- sentar uma nação como um todo ou apenas um município, com a mesma precisão.

O universo de pessoas que necessitamos pesquisar para chegarmos a resul-

tados considerados confiáveis pode ser determinado a partir das técnicas de amostragem e pela Tabela Determinante do Tamanho da Amostra (TDTA), que oferece um nível de confiança de 95%, com margens de erro que podem variar de 5 a 10 pontos percentuais, para mais ou para menos (+/-), e com “Split” que varia de: 50/50 a 80/20 (CHAMUSCA; CARVALHAL, 2005).

Definição do Número de Amostras

menos (+/-), e com “Split” que varia de: 50/50 a 80/20 (CHAMUSCA; CARVALHAL, 2005). Definição do

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I O Split

I

O Split tem a ver com o nível de homogeneidade ou heterogeneidade da popu-

lação pesquisada. Utilizamos o Split 50/50 quando a população é heterogênea e

80/20 quando percebemos um bom nível de homogeneidade. Por exemplo: em uma pesquisa que tenha como alvo uma população de um município inteiro, que tem 30 mil habitantes, usamos um Split 50/50, porque, em uma cidade, existem

pessoas de diferentes níveis sociais, hábitos diversificados, enfim, é um universo de pesquisa bastante heterogêneo.

Já no caso de uma pesquisa que tenha por intuito investigar a população de

um bairro nobre do estado de São Paulo, que tenha a mesma quantidade de pes- soas (30 mil habitantes), usaremos o Split 80/20. Isso porque, ao delimitarmos um bairro nobre, pressupõe-se que as pessoas que ali moram são da mesma classe social, têm hábitos semelhantes, consomem produtos semelhantes, isto é, é uma popula- ção com um alto grau de homogeneidade (CHAMUSCA; CARVALHAL, 2005). Para aprendermos a determinar o tamanho da amostra, seguem alguns ter- mos para melhor entendermos esse processo, de acordo com o SEBRAE (2013):

a. O tamanho da população: significa o universo a ser pesquisado; quanto maior for a população, maior será o tamanho da amostra. Por isso, é muito importante definir bem o público-alvo.

b. Margem de erro ou erro amostral: identifica a variação dos resultados de uma pesquisa. Um erro amostral de 5% indica que os percentuais de respostas obtidas podem variar para mais 5% ou menos 5%. Esse percen- tual depende muito do tipo de produto ou negócio; se o produto a ser pesquisado no mercado for um medicamento para o combate de alguma doença, com certeza, será adotado o menor erro amostral possível.

c. Distribuição da população: quanto menos variada é a população, menor é a amostra necessária. Por exemplo, uma pesquisa realizada na cidade inteira requer uma amostra maior, por tratar-se de pessoas de todos os níveis sociais, do que uma pesquisa realizada em um bairro de alto padrão.

d. Nível de confiança: é uma medida estatística que indica a probabilidade de repetição dos resultados obtidos, caso a mesma pesquisa seja reali- zada novamente.

Para facilitar a sua pesquisa quantitativa, no quadro 02, você pode utilizar, para definir a sua amostra, segundo o universo a ser pesquisado:

definir a sua amostra, segundo o universo a ser pesquisado: CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 35 TABELA DETERMINANTE

35

TABELA DETERMINANTE DO TAMANHO DA AMOSTRA

O quadro a seguir indica três níveis de erro amostral: 3%, 5% e 10%. Cada um deles está subdivido em dois níveis de split diferentes. O split na tabela de amos- tragem demonstra o nível de variação das respostas na pesquisa, isto é, o grau de homogeneidade da população. Uma população mais homogênea corres- ponde a uma população que possua características semelhantes, como mesmo nível de renda, idade, sexo etc. Assim, um split de 50/50 indica muita variação entre as respostas dos entrevistados (população mais heterogênea). Já um split 80/20 indica uma menor variação nas respostas (população mais homogênea) (SEBRAE, 2013).

POPULAÇÃO

ERRO AMOSTRAL = +/- 3%

ERRO AMOSTRAL = +/- 5%

ERRO AMOSTRAL = +/- 10%

   

SPLIT

SPLIT

SPLIT

SPLIT

SPLIT 50/50

SPLIT 80/20

50/50

80/20

50/50

80/20

100

92

87

80

71

49

38

250

203

183

152

124

70

49

500

341

289

217

165

81

55

750

441

358

254

185

85

57

1.000

516

406

278

198

88

58

2.500

748

537

333

224

93

60

5.000

880

601

357

234

94

61

10.000

964

639

370

240

95

61

25.000

1.023

665

378

243

96

61

50.000

1.045

674

381

245

96

61

100.000

1.056

678

383

245

96

61

1.000.000

1.066

678

383

245

96

61

100.000.000

1.067

683

384

246

96

61

Quadro 02: Tabela determinante do Tamanho da Amostra FONTE: Gomes (2013, p.31).

Definição do Número de Amostras

61 Quadro 02 : Tabela determinante do Tamanho da Amostra FONTE: Gomes (2013, p.31). Definição do

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I Quando não

I

Quando não se tem noção do grau de homogeneidade da população, deve-se considerar um split de 50/50 (população mais heterogênea) para se alcançar um nível maior de confiança nas respostas. Para melhor entendermos, vamos fazer um

exemplo utilizando essa tabela para definir o número de amostras: O Sr. Cláudio

e a escolha da amostra. Após levantamento realizado na prefeitura do municí-

pio “X”, o Sr. Cláudio verificou que tinha um universo de 10 mil moradores na região onde seria montado o seu açougue. Verificando a tabela disponibilizada pelo SEBRAE, definiu sua amostra da seguinte maneira:

Universo a ser pesquisado: 10.000 pessoas Nível de confiança: 95% Concorrentes: Erro amostral Split: 80/20 (população mais homogênea) Amostra = 61 pessoas a serem entrevistadas. Mas como o Sr. Cláudio chegou a essa conclusão? Vamos lá. Primeiro, ele descobriu a população junto à prefeitura, que foi igual a 10.000 pessoas, também verificou seu split, que, nesse caso, por ser um bairro, ele con- siderou a população mais homogênea, ou seja, com perfil próximo, no que diz

respeito ao mesmo nível de renda, idade, sexo, dentre outros. Após isso, ele utilizou

a Tabela Determinante do Tamanho da Amostra, que ficou dessa forma (tabela 02):

POPULAÇÃO

ERRO AMOSTRAL = +/- 3%

ERRO AMOSTRAL = +/- 5%

ERRO AMOSTRAL = +/- 10%

SPLIT

SPLIT

SPLIT

SPLIT

SPLIT

SPLIT

   

50/50

80/20

50/50

80/20

50/50

80/20

 

100

92

87

80

71

49

 

38

 

250

203

183

152

124

70

 

49

 

500

341

289

217

165

81

 

55

 

750

441

358

254

185

85

 

57

 

1.000

516

406

278

198

88

 

58

2.500 748 537 333 224 93   60

2.500

748

537

333

224

93

 
2.500 748 537 333 224 93   60
60
60
 

5.000

880

601

357

234

94

 

61

 

10.000

964

639

370

240

95

 

61

 

25.000

1.023

665

378

243

96

 

61

25.000 1.023 665 378 243 96   61 CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 37 50.000 1.045

37

50.000

1.045

674

381

245

96

61

100.000

1.056

678

383

245

96

61

1.000.000

1.066

678

383

245

96

61

100.000.000

1.067

683

384

246

96

61

Quadro 02: Tabela determinante do Tamanho da Amostra FONTE: Gomes (2013, p.31).

Outros fatores fizeram o Sr. Cláudio utilizar essa tabela, pois ele não tinha como pesquisar um universo muito grande devido às restrições de tempo e dinheiro para se contratar um instituto de pesquisa ou profissionais do ramo. Elegeu, assim, uma variação maior nos resultados a partir de um NÍVEL DE CONFIANÇA de 95% e um erro amostral de 10%. Por tratar-se de um bairro cuja população tem um nível de renda semelhante, definiu um split 80/20, chegando a uma amos- tra de 61 pessoas a entrevistar. Ele tinha que levar em conta, também, a região geográfica que se desejava atuar e os horários da pesquisa: era necessário distribuir de forma equilibrada a aplicação do questionário, pois poderiam existir diferenças quanto ao público pesquisado: a aplicação do questionário deveria ser realizada em todo bairro, em diferentes horários, e não poderia ser concentrada em um único local. Além disso, Sr. Cláudio definiu alguns critérios (SEBRAE, 2013):

a. Turno da pesquisa: em um açougue, os clientes da parte da manhã são diferentes daqueles que compram à tarde em termos de produtos consu- midos, volume de compra e poder aquisitivo. Por isso, sua pesquisa seria aplicada pela manhã, à tarde e à noite.

b. Distribuição geográfica: em relação aos clientes potenciais, distribuiu a pesquisa pelas ruas do bairro e proximidades do açougue concorrente.

c. Amostra de fornecedores: quanto aos fornecedores, o Sr. Cláudio fez uma lista dos produtos que precisava adquirir e definiu, a partir da visita aos concorrentes e da lista disponibilizada pelo sindicato, cerca de nove fornecedores. Para a definição desses fornecedores, ele considerou alguns critérios: ao menos, três empresas para cada categoria de produto, região geográfica e porte delas.

Definição do Número de Amostras

três empresas para cada categoria de produto, região geográfica e porte delas. Definição do Número de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I d. Amostra

I

d. Amostra de concorrentes: com relação aos concorrentes, o número era limitado. Por ser uma pesquisa qualitativa, sabia que tinha que identificar seus concorrentes diretos, isto é, aqueles que seu público-alvo frequen- tava. Além do açougue de seu bairro, decidiu analisar alguns açougues próximos à região que mereciam ser visitados. Alguns moradores de seu bairro tinham o hábito de comprar em outros açougues nos arredores, quando voltavam do trabalho. Ao todo, o universo a ser pesquisado seria de quatro açougues.

Vejam que o Sr. Cláudio, cuidadosamente, definiu critérios em sua amostragem,

isso para que sua representatividade seja mais confiável e que essa pesquisa possa

o ajudar na sua tomada de decisão, o que o seu futuro açougue pode ter de dife- rencial para esse bairro e que ele possa ter muitos clientes.

USO DA ESTATÍSTICA COMO INSTRUMENTO PARA ELABORAÇÃO DE UMA PESQUISA

Vocês acabaram de ver, no tópico anterior, como podemos utilizar a estatística como ferramenta para definir uma amostra, agora, trabalharemos a estatística como instrumento para elaboração de uma pesquisa. A obtenção dos dados a partir dos questionários previamente pensados e a

tabulação dos resultados carecem de muito trabalho e dedicação por parte das pessoas envolvidas no processo de pesquisa. Entretanto, o passo que envolve maior empenho e, sobretudo, esforço ético-profissional é a interpretação dos dados. Não obstante, os princípios éticos e morais devem ter sido perseguidos desde

o início do processo, da formulação do questionário, para que seja possível se chegar a resultados válidos a partir de uma avaliação final igualmente ética (CHAMUSCA ; CARVALHAL, 2005).

final igualmente ética (CHAMUSCA ; CARVALHAL, 2005). CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

COMO ELABORAR UM QUESTIONÁRIO?

de 19 de fevereiro de 1998. COMO ELABORAR UM QUESTIONÁRIO? 39 Um dos instrumentos de pesquisa

39

Um dos instrumentos de pesquisa mais utilizados são os questionários, roteiros de entrevistas e formulário de avaliação.

O questionário é muito utilizado em pesquisas quantitativas, é um docu-

mento que traz, de forma estruturada e por escrito, um conjunto de perguntas

claras e objetivas a serem feitas aos entrevistados. Tem por objetivo garantir a uniformidade das respostas, de modo a poder padronizar os resultados com dados confiáveis e estatísticos (SEBRAE, 2013). Caso você esteja elaborando um questionário pela primeira vez, não se deve partir logo para as perguntas. O mais importante é determinar quais informações serão necessárias e importantes em sua pesquisa. Um bom questionário com- bina perguntas abertas e fechadas de maneira equilibrada, toma o menor tempo possível do entrevistado e atende aos objetivos da pesquisa.

Já quando se possui uma grande quantidade de entrevistados, é necessário

realizar uma pesquisa estruturada. Nesse caso, o questionário deve ser constru- ído com questões precisas e objetivas de fácil e rápida aplicação (o tempo da entrevista não deve passar de 10 minutos), facilitando a padronização e a inter-

pretação dos dados. Em casos de mais questões abertas, o número de entrevistados deve ser limi- tado e a duração poderá ser maior (SEBRAE, 2013)

Já para redigir as perguntas dos seus questionários, o SEBRAE (2013) nos

apresenta algumas dicas, tais como: a redação das questões deve ser simples, clara e, principalmente, objetiva; também, forneça instruções para os entrevis-

tados e tome cuidado com respostas óbvias e induzidas, assim, o resultado do seu trabalho pode não ter veracidade; procure evitar termos técnicos e palavras em outros idiomas, isso pode prejudicar no andamento da pesquisa. Além disso, após a elaboração das perguntas, é necessário levar em con- sideração se elas são longas demais, se o questionário é longo demais, se essas perguntas podem facilitar a tabulação dos dados.

Uso da Estatística como Instrumento para Elaboração de uma Pesquisa

perguntas podem facilitar a tabulação dos dados. Uso da Estatística como Instrumento para Elaboração de uma

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I RELATÓRIO FINAL

I

RELATÓRIO FINAL

O relatório final consiste na análise da pesquisa a partir dos resultados obser-

vados. Nele, devem constar as respostas para os objetivos definidos no início da pesquisa, a partir da apresentação detalhada de suas descobertas. A análise o ajudará no planejamento e na implementação de ações que con- tribuirão com o seu negócio. A decisão deve se basear na reunião e cruzamento de todos os dados obtidos, e não apenas em informações verificadas isolada- mente. O SEBRAE (2013) afirma que um relatório bem feito representa o esforço da pesquisa, por isso, ele deve conter os dados levantados e apresentados por meio de tabelas, gráficos e análises. Após sua análise e tomada de decisões, ele poderá ser utilizado como fonte de consulta.

TOMADA DE DECISÃO

Aqui nessa etapa, vamos utilizar bem as técnicas estatísticas, pois temos o resul- tado de uma pesquisa, já com os dados tabulados. A partir dos resultados obtidos com a realização da pesquisa, você pode tomar decisões mais acertadas. Essas decisões podem envolver a abertura de um novo negócio, a inclusão ou exclusão de produtos comercializados, definição do posicionamento da empresa no mercado, utilização de novas ações promocionais, anúncios na mídia, den- tre muitas outras. Podemos observar que as técnicas estatísticas podem ajudar na elaboração de uma pesquisa, além de nos orientar melhor a observarmos um cenário de mercado, isso pode ser utilizado pelo gestor de negócios imobiliários em uma pesquisa de mercado, por exemplo, para a aceitação de um novo condomínio,

de um novo empreendimento, como um novo shopping, dentre outros.

Diante disso, podemos observar a importância da pesquisa imobiliária, vimos que a estatística pode nos auxiliar para uma coleta de dados, para uma

amostragem, ferramentas que podem ajudar o gestor de negócios imobiliários em uma tomada decisão.

o gestor de negócios imobiliários em uma tomada decisão. CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA

CONCEITOS E IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DA ESTATÍSTICA EM NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. CONSIDERAÇÕES FINAIS 41 A Estatística é usada para

41

A Estatística é usada para coleta, organização, descrição e análise de informa-

ções obtidas em uma pesquisa, sendo que a estatística descritiva é utilizada para a descrição dos dados e o seu principal objetivo é transformar os dados brutos

em informações. Nesta unidade, vimos os principais conceitos utilizados dentro da estatística descritiva, tipos de amostras e a importância da utilização de gráficos e de tabe- las como forma de apresentação dos dados. Dos conceitos abordados, podemos destacar o censo, que é o processo que consiste no exame de todos os elementos da população e cujas medidas são chamadas de parâmetros. Portanto, podemos dizer que parâmetros são as medidas utilizadas quando estamos trabalhando com toda nossa população de estudo. Por exemplo, se coletamos dados da con- tagem do número de habitantes de uma região, então, a medida da contagem

se chama parâmetro. Entretanto, se utilizamos uma parte dessa população, não

temos um parâmetro, e sim uma estatística ou um estimador, portanto, um esti- mador é uma medida tomada em uma parte dessa população, mas não nela toda, embora esse estimador represente o parâmetro. Também, trabalhamos nesta unidade os conceitos de População e Amostra. População representada pela letra “N” pode ser definida como um conjunto de elementos que possuem alguma característica em comum. Como na maioria das

vezes é difícil ou custoso trabalharmos com população, utilizamos uma parte dela.

A essa parcela da população denominamos amostra, representada pela letra “n”.

Nesta unidade, foram discutidos os principais tipos de amostras utilizados nas pesquisas, sendo que a escolha deve ser feita de modo que as amostras repre- sentem, de fato, a população e de forma que sejam não tendenciosas. Além disso, o tamanho da amostra deve ser feito utilizando-se o bom senso ou cálculos adequados. Esse tamanho da amostra é obtido de acordo com o tipo de característica que se deseja estudar. Para cada tipo, existe uma fórmula adequada.

Considerações Finais

com o tipo de característica que se deseja estudar. Para cada tipo, existe uma fórmula adequada.
1. A Estatística pode ser definida como uma parte da matemática que se preocupa em

1.

A Estatística pode ser definida como uma parte da matemática que se preocupa em coletar, organizar, descrever, analisar e interpretar um conjunto de dados. Diante disso, defina estatística descritiva e estatística inferencial.

2.

Defina os termos a seguir:

População.

Amostra.

Censo.

Estimação.

Variáveis.

3.

Amostragem é a utilização de um processo para obtenção de dados aplicáveis a um conjunto, denominado universo ou população, por meio do exame de uma parte desse conjunto, denominada amostra. Diante disso, explique os principais tipos de amostras.

4.

Para representar os dados, temos as tabelas e os gráficos. Diante disso, comente as vantagens de apresentar resultados de pesquisa por meio de tabelas e gráfi- cos.

5.

Identifique a população em estudo e o tipo de amostragem a ser utilizado em cada alternativa:

a)

Uma empresa tem 3.414 empregados repartidos nos seguintes departamentos:

Administração (914), Transporte (348), Produção (1401) e Outros (751). Deseja- -se extrair uma amostra entre os empregados para verificar o grau de satisfação em relação à qualidade da refeição servida no refeitório.

b)

Um cabo eleitoral escreve o nome de cada senador do Brasil em cartões separa- dos, mistura e extrai 10 nomes.

c)

Um administrador hospitalar faz uma pesquisa com as pessoas que estão na fila de espera para serem atendidas pelo sistema SUS, entrevistando uma a cada 10 pessoas da fila.

d)

Para dar a porcentagem de defeitos das 3000 peças fabricadas por dia, a cada 6 peças, uma é retirada para teste.

43
43

43

43
43 Como faço para arredondar um número? Se o algarismo anterior ao da casa decimal que
43 Como faço para arredondar um número? Se o algarismo anterior ao da casa decimal que

Como faço para arredondar um número?

Se o algarismo anterior ao da casa decimal que você quer arredondar for maior ou igual a 5, devemos aumentar 1 na casa decimal escolhida para o arredondamento. Se o número for menor do que 5, é só tirarmos as casas decimais que não nos inte- ressam e o número não se altera.

Ex: 27,8+ 1,324+ 0,66 = 29,784

Neste caso, se quisermos apenas uma casa decimal após a vírgula, devemos escre- ver 29,8. Porém, se quisermos duas casas após a vírgula, devemos escrever 29,78.

Podemos também fazer o arredondamento antes de efetuar a operação:

Ex: 27,8+1,3+0,7 = 29,8

Atenção: Quando você fizer o arredondamento antes da operação, pode acontecer do último algarismo ser diferente do que encontraria se fizesse o arredondamento depois da operação.

Outro exemplo:

O comprimento de um fio vale 14269513 mm ou é da ordem de 1,43x10 7 mm. Note que usamos apenas dois algarismos após a vírgula, sendo que o último foi arredon- dado para “cima”, uma vez que 1,4269 está mais próximo de 1,43 que de 1,42.

Note também que, ao arredondarmos as casas decimais, perdemos muito da in- formação inicial, mas isso pode ser solucionado usando quantos algarismos forem necessários depois da vírgula, por exemplo, 1,4269513 x 107 mm reproduz o valor com toda a precisão inicial.

Fonte: Como faço

(online).

da vírgula, por exemplo, 1,4269513 x 107 mm reproduz o valor com toda a precisão inicial.

MATERIAL COMPLEMENTAR

MATERIAL COMPLEMENTAR A Estatística Fácil Antonio Arnot Crespo Editora: Saraiva Sinopse: Este livro apresenta todos
A Estatística Fácil Antonio Arnot Crespo Editora: Saraiva Sinopse: Este livro apresenta todos os tópicos
A Estatística Fácil
Antonio Arnot Crespo
Editora: Saraiva
Sinopse: Este livro apresenta todos os tópicos exigidos pelo
programa estabelecido para os cursos profissionalizantes da
rede de ensino particular e oficial, de forma acessível ao aluno,
dentro de um esquema de ensino objetivo e prático. O estudo é
complementado por exercícios em abundância com situações
práticas. Trabalha com estatística descritiva, probabilidades,
distribuições de probabilidades, correlação e regressão linear,
de forma prática e fácil linguagem.
Estatística Básica Geraldo Luciano Toledo; Ivo Izidoro Ovalle Editora: Atlas Sinopse: Este livro contém a
Estatística Básica
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Sinopse: Este livro contém a matéria fundamental para estudos
subsequentes no campo da estatística inferencial, além disso,
aborda os tópicos mais importantes da estatística básica.
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em: <http://www.youtube. com/watch?v=88KciJ1zfy0>. O Sebrae atua há mais de 40 anos em todo o país, sempre

O Sebrae atua há mais de 40 anos em todo o país, sempre com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas de micro e pequeno portes. Baseado nessa experiência, o Sebrae Minas lança uma série de manuais com temas gerenciais diversificados e abrangentes, buscando orientar os empreendedores quanto as suas dúvidas mais frequentes no processo de gestão de um pequeno negócio. Saiba mais sobre como Elaborar uma Pesquisa de Mercado no link disponível em: <http://wp.ufpel.edu.br/mlaura/files/2014/04/Como-elaborar-uma-pesquisa-de- mercado.pdf>.

no link disponível em: <http://wp.ufpel.edu.br/mlaura/files/2014/04/Como-elaborar-uma-pesquisa-de- mercado.pdf>.
Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA II Objetivos de Aprendizagem
Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA II Objetivos de Aprendizagem
Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
NOÇÕES BÁSICAS DE
ESTATÍSTICA
II
Objetivos de Aprendizagem
■ Entender as séries estatísticas.
■ Aprender como elaborar uma tabela.
■ Aprender a construir e a interpretar um gráfico.
■ Entender como elaborar uma distribuição de frequências.
UNIDADE

Plano de Estudo

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:

Tabelas

Séries Estatísticas

Gráficos

Distribuição de Frequência

você estudará nesta unidade: ■ Tabelas ■ Séries Estatísticas ■ Gráficos ■ Distribuição de Frequência

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

INTRODUÇÃO

Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. INTRODUÇÃO 47 Em uma pesquisa, geralmente,

47

Em uma pesquisa, geralmente, os dados são descritos e analisados com auxílio de técnicas estatísticas. As pesquisas precisam da Estatística para alcançar seus objetivos, principalmente, quando envolvem grande quantidade de informações que precisam ser resumidas. Como a estatística tem como um de seus objetivos demonstrar de forma sin- tética e clara os valores possíveis para as variáveis em estudo, é muito comum a apresentação desses resultados na forma de tabelas ou de gráficos. A organização dos dados em tabelas de frequências nos proporciona um meio eficaz de estudo do comportamento de características de interesse. Muitas vezes, a informação contida nas tabelas pode ser mais facilmente visualizada por meio de gráficos. Diante disso, nesta unidade, temos o objetivo de ensiná-lo(a) a construir as tabelas de distribuição de frequências, bem como interpretá-las. É muito impor- tante desenvolver tanto a habilidade de construir tabelas de frequência e seus gráficos quanto a de fazer uma leitura adequada deles. Nesta unidade, veremos as técnicas que nos permitem organizar, resumir e apresentar dados, de tal forma que possamos interpretá-los à luz dos objetivos da pesquisa. Essa parte do tratamento de dados é chamada Estatística Descritiva. É importante salientar que tabelas, séries e gráficos estão presentes em textos científicos, relatórios, anuários e outros documentos, as séries sintetizam nume- ricamente os aspectos mais relevantes da realidade pesquisada. Além disso, após a organização dos dados, a apresentação deles dá uma ideia do que está ocorrendo com a pesquisa. As formas mais comuns de apresentar dados estatísticos são por meio de gráficos e tabelas. Um dos objetivos da Estatística é sintetizar os valores que uma ou mais vari- áveis podem assumir e, para isso, ela consegue, inicialmente, apresentar por esses valores por meio de tabelas e gráficos, que irão nos fornecer rápidas e seguras informações a respeito das variáveis em estudo. Bons estudos! Prof. Renata

Introdução

nos fornecer rápidas e seguras informações a respeito das variáveis em estudo. Bons estudos! Prof. Renata

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II TABELAS Olá,

II

TABELAS

Olá, caro(a) aluno(a), nesta unidade, vamos trabalhar com as tabelas e gráficos, que são utilizadas para expor os dados após sua coleta e organização e que ser- vem para visualização dos dados que auxiliam na tomada de decisões. Tabela pode ser definida como: um quadro que resume um conjunto de observações (CRESPO, 2009). Toda tabela deve ser simples, clara, objetiva e autoexplicativa. Uma tabela compõe-se de:

a. Título: corresponde às informações mais complexas, respondendo as seguintes perguntas: O quê? Quando? Onde? É localizado no topo da tabela.

b. Cabeçalho: parte superior da tabela que especifica o conteúdo das colunas.

c. Corpo: conjunto de linhas e colunas que contém as informações sobre a variável de estudo.

d. Coluna indicadora: parte da tabela que especifica o conteúdo das linhas.

e. Linhas: retas imaginárias que facilitam a leitura no sentido horizontal de dados, que se inscrevem nos seus cruzamentos com as colunas.

f. Casa ou Célula: espaço destinado a um só número.

Ainda temos que considerar os elementos complementares da tabela, que são a fonte (origem dos dados), as notas e as chamadas (informações complementares). As tabelas deverão ser fechadas com traços horizontais nas bordas superior e inferior, enquanto que nas bordas esquerda e direita não. Dentro das tabelas podem haver traços verticais à separação das colunas no corpo da tabela ou entre as linhas. É conveniente, também, que o número de casas decimais seja padroni- zado. As tabelas devem obedecer à Resolução nº 886, de 26 de outubro de 1966, do Conselho Nacional de Estatística.

à Resolução nº 886, de 26 de outubro de 1966, do Conselho Nacional de Estatística. NOÇÕES

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Vejamos um exemplo a seguir:

de 19 de fevereiro de 1998. Vejamos um exemplo a seguir: 49 Cabeçalho Título Coluna Casa

49

Cabeçalho Título Coluna Casa ou TABELA 01: NÚMEROS MÉDIOS DE DIAS TRABALHADOS Célula DESCRIÇÃO NÚMEROS
Cabeçalho
Título
Coluna
Casa ou
TABELA 01: NÚMEROS MÉDIOS DE DIAS TRABALHADOS
Célula
DESCRIÇÃO
NÚMEROS MÉDIOS
Horas trabalhadas por dia
8 h/dia
Linhas
Dias trabalhados por mês
25 dias/mês
Horas trabalhadas por mês
200 h/mês (8x25)
Dias trabalhados por ano
300 dia/ano(25x12)
Horas trabalhadas por anos
2.000 h/ano
Rodapé
Fonte: dados ctícios – elaborados pelo autor.
Corpo

TABELAS SIMPLES

Uma tabela simples contém as diferentes categorias observadas de uma variável qualitativa e de suas respectivas contagens, em que representa apenas o valor de uma única variável (GUEDES, et al., 2008). O exemplo da tabela anterior (núme- ros médios de dias trabalhados) também é considerado uma tabela simples.

(título)

NÚMERO DE IMÓVEIS VENDIDOS NO CENTRO DE MARINGÁ - PR. (2002 – 2006)

ANO (CABEÇALHO)

NÚMERO DE IMÓVEIS VENDIDOS

2002

40

2003

59

2004

63

2005

69

2006

71

(coluna indicadora)

(corpo da Tabela)

TOTAL

302

(rodapé) Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Tabelas

indicadora) (corpo da Tabela) TOTAL 302 (rodapé) Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor. Tabelas

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II SÉRIES ESTATÍSTICAS

II

SÉRIES ESTATÍSTICAS

Chamamos de séries estatísticas toda tabela que apresenta a distribuição de um conjunto de dados estatísticos em função da época, do local ou da espécie. Ao variar um dos elementos da série, podemos classificá-la em: histórica (ou cronológicas), geográfica (ou territoriais) ou específica (ou categóricas).

SÉRIES CRONOLÓGICAS (HISTÓRICA)

Quando os valores da variável estudada é o fenômeno ao loco do tempo. Por exemplo:

Valores da tarifa de ônibus na cidade de Londrina - PR

ANOS

PREÇO MÉDIO (R$)

2001

2,48

2002

2,75

2003

2,89

2004

2,55

2005

2,65

2006

2,85

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Podemos observar que a variável estudada foi o preço médio da passagem de ônibus, no decorrer dos anos (variável tempo), portanto, essa série estatística é considerada cronológica.

SÉRIE GEOGRÁFICA (TERRITORIAL OU ESPACIAL)

Quando os valores observados da variável são discriminados de acordo com sua localização (ou região). Por exemplo:

variável são discriminados de acordo com sua localização (ou região). Por exemplo: NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 51 DURAÇÃO MÉDIA

51

DURAÇÃO MÉDIA DOS ESTUDOS SUPERIORES EM PAÍSES EUROPEUS NO ANO DE 2003

PAÍSES

NÚMERO DE ANOS

Itália

7,5

Alemanha

7,0

França

7,0

Holanda

5,9

Inglaterra

Menos que 4

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Observe que a variável estudada foi a média dos estudos superiores nos países (variável local), portanto, essa série estatística é considerada geográfica.

SÉRIES ESPECÍFICAS (CATEGÓRICAS)

Quando a variável é observada em determinado tempo e local, discriminada por especificações ou categorias. Por exemplo:

TIPOS DE IMÓVEIS VENDIDOS EM PONTA GROSSA – PR NO ANO DE 2010

IMÓVEIS

QUANTIDADE

Sobrados

50

Apartamentos

80

Casas

120

Total

250

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Observe que a variável estudada foi os tipos de imóveis vendidos em Ponta Grossa – PR; podemos observar que é específica daquela cidade, daquele ano, portanto, essa série estatística é considerada específica ou categórica.

Séries Estatísticas

cidade, daquele ano, portanto, essa série estatística é considerada específica ou categórica. Séries Estatísticas

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II GRÁFICOS Para
II
II

GRÁFICOS

Para representar resultados de uma pesquisa, além de tabelas, podemos utilizar os gráficos. Crespo (2009) define gráfico como uma forma de apresentação dos dados estatísticos, cujo objetivo é produzir, no investigador ou no público em geral, uma impressão mais rápida e viva do fenômeno. Portanto, o gráfico é uma figura utilizada na estatística para representar um fenômeno. Um gráfico dispõe tendências, os valores mínimos e máximos, as variações dos dados e, também, as ordens de grandezas dos fenômenos que estão sendo observados. Todo gráfico deve visar à clareza e à objetividade, além de ser fiel às informações pertinentes ao conjunto original de dados. Para compreendermos um gráfico, devemos obedecer a certos requisitos fundamentais, como:

a. Simplicidade: o gráfico deve ter detalhes de importância.

b. Clareza: o gráfico deve possibilitar uma correta interpretação dos valo- res representativos do fenômeno em estudo.

c. Veracidade: o gráfico deve expressar a verdade sobre o fenômeno em estudo.

Os principais tipos de gráficos são os diagramas, cartogramas e pictogramas. As representações gráficas fornecem, em geral, uma visualização mais suges- tiva do que as tabelas. Portanto, constituem-se em uma alternativa de apresentação de distribuição de frequências.

constituem-se em uma alternativa de apresentação de distribuição de frequências. NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

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GRÁFICO DE LINHA

e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GRÁFICO DE LINHA 53 O gráfico de

53

O gráfico de linha é composto por dois eixos: um vertical e outro horizontal, em que a linha mostra a evolução do processo ou fenômeno. O vertical representa o eixo x, enquanto o horizontal, o eixo y. Para exemplificar, temos a seguinte série estatística:

QUANTIDADE DE APARTAMENTOS VENDIDOS NO CENTRO DE MARINGÁ – PR. (2000-2005)

ANOS

QUANTIDADE

2000

39

2001

39

2002

53

2003

65

2004

69

2005

59

Total

324

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Colocando esses dados da tabela em um gráfico de linhas temos:

esses dados da tabela em um gráfico de linhas temos: Fonte: dados fictícios – elaborados pelo
esses dados da tabela em um gráfico de linhas temos: Fonte: dados fictícios – elaborados pelo
esses dados da tabela em um gráfico de linhas temos: Fonte: dados fictícios – elaborados pelo
esses dados da tabela em um gráfico de linhas temos: Fonte: dados fictícios – elaborados pelo

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Gráficos

esses dados da tabela em um gráfico de linhas temos: Fonte: dados fictícios – elaborados pelo

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II GRÁFICO DE

II

GRÁFICO DE COLUNAS

O gráfico de colunas é utilizado geralmente para representar as variáveis quali- tativas, no entanto, pode ser utilizado para representar variáveis quantitativas. Nesse gráfico, os retângulos são dispostos verticalmente ao eixo das abscissas. Para melhor visualizar, temos como exemplo a série estatística:

QUANTIDADE DE SOBRADOS VENDIDOS NO CENTRO DE LONDRINA – PR PELA IMOBILIÁRIA “X”

ANOS

QUANTIDADE DE SOBRADOS VENDIDOS

2010

18

2011

11

2012

10

2013

9

Total

48

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Na forma de gráfico de colunas:

– elaborados pelo autor. Na forma de gráfico de colunas: Fonte: dados fictícios – elaborados pelo

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Na forma de gráfico de colunas: Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor. NOÇÕES BÁSICAS DE

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

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GRÁFICO DE BARRAS

e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. GRÁFICO DE BARRAS 55 O gráfico de

55

O gráfico de barras difere do gráfico de colunas, pelo fato das barras serem apre- sentada na direção vertical. Temos como exemplo a série estatística:

QUANTIDADE DE CASAS ALUGADAS PELA IMOBILIÁRIA “Y” NO CENTRO DE PONTA GROSSA - PR

ANOS

QUANTIDADE

2000

39

2001

39

2002

53

2003

65

2004

69

2005

59

Total

324

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Na forma de gráfico de barras:

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor. Gráficos
Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.
Gráficos

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II No site

II

do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II No site do

No site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, você irá encon- trar várias tabelas e gráficos. As informações apresentadas são importantes para que nós, cidadãos, entendamos um pouco mais a respeito das nossas formas de organização e crescimento social. Além disso, na seção Canais Te- máticos, você poderá encontrar o Brasil em Síntese, que apresenta dados de nosso país relativos à população, educação, trabalho, dentre outros. Saiba mais em: <www.ibge.gov.br>.

Fonte: adaptado de IBGE (online).

GRÁFICO DE SETORES

Tipo de gráfico onde a variável em estudo é projetada em um círculo, de raio

arbitrário, dividido em setores com áreas proporcionais às frequências das suas categorias. São indicados quando se deseja comparar cada valor da série com

o total. Recomenda-se seu uso para o caso em que o número de categorias não

é grande e não obedece a alguma ordem específica. Por exemplo, temos a série estatística:

CAUSAS DE ACIDENTES DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

CAUSAS

PERCENTUAIS (%)

Falta do uso de EPI

25

Autoconfiança

30

Falta de Sinalização

10

Correria no Trabalho

25

Não soube responder

10

Total

100

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

responder 10 Total 100 Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor. NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonte: dados fictícios
184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Fonte: dados fictícios

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor 1 .

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor 1 . 57 Os diversos tipos de gráficos sempre

57

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor 1 . 57 Os diversos tipos de gráficos sempre
Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor 1 . 57 Os diversos tipos de gráficos sempre

Os diversos tipos de gráficos sempre têm o mesmo objetivo: mostrar os da- dos de forma resumida. O tipo de gráfico a ser utilizado depende da escolha e do objetivo do pesquisador.

PICTOGRAMAS

De acordo com Crespo (2009), o pictograma constitui um dos processos grá- ficos que melhor fala ao público, pela sua forma ao mesmo tempo atraente e sugestiva. A representação gráfica consta de figuras. Na confecção de gráficos pictóricos, temos que utilizar muita criatividade, procurando obter uma otimi- zação na união da arte com a técnica. Não é utilizado em trabalhos científicos. Seu principal uso está em revistas voltadas ao público em geral. Por exemplo:

1 O gráfico de setores só deve ser empregado quanto há, no máximo, sete dados.

Gráficos

em geral. Por exemplo: 1 O gráfico de setores só deve ser empregado quanto há, no

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Que tipo

II

do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Que tipo de
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Que tipo de

Que tipo de gráfico usar?

Para representar distribuições de frequências de variáveis qualitativas nomi- nais com poucas categorias, o gráfico de setores tem sido muito utilizado, principalmente devido a sua visualização.

Quando a variável é ordinal, gráficos de barras ou de colunas são mais in- dicados, porque permitem manter a ordem das categorias. Esses gráficos também são mais adequados quando se tem muitas categorias ou quando se quer dar mais destaque às categorias mais frequentes.

Fonte: Barbetta; Reis; Bornia (2010, p. 71).

A interpretação adequada de um gráfico ou tabela é fundamental para o entendi- mento da pesquisa. Ler o título de forma minuciosa e observar valores máximos, mínimos e suas variações são pontos fundamentais para uma interpretação adequada.

mínimos e suas variações são pontos fundamentais para uma interpretação adequada. NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 59 DISTRIBUIÇÃO DE

59

DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA

Quando temos um conjunto de dados com muitos valores, é recomendado que seja colocado em uma tabela de frequências, a seguir, aprenderemos como fazer uma distribuição de frequências de forma adequada.

TABELA PRIMITIVA

Vamos considerar a forma pela qual podemos descrever os dados estatísticos resultantes de variáveis quantitativas, como é o caso de notas obtidas pelos alu- nos de uma classe, estaturas de um conjunto de pessoas, salários recebidos pelos operários de uma fábrica etc. Vamos supor que resolvemos fazer uma coleta de dados referentes às esta- turas de quarenta alunos, que compõem uma amostra dos alunos matriculados no curso de negócios imobiliários, o que resulta em:

ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO CURSO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

166

160

161

150

162

160

165

167

164

160

162

168

161

163

156

173

160

155

164

168

155

152

163

160

155

155

169

151

170

164

154

161

156

172

153

157

156

158

158

161

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

A esse tipo de tabela, na qual os valores e/ou elementos não foram numerica- mente organizados, chamamos tabela primitiva.

Distribuição de Frequência

valores e/ou elementos não foram numerica- mente organizados, chamamos tabela primitiva . Distribuição de Frequência

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II ROL A

II

ROL

A partir dos resultados anteriores (estaturas de 40 alunos do curso de negócios imobiliários) – tabela primitiva –, é difícil nós averiguarmos em torno de que valor tende a se concentrar as estaturas, qual a menor ou qual a maior estatura ou, ainda, quantos alunos se acham abaixo ou acima de uma dada estatura (CRESPO, 2009). Depois de conhecidos os valores de determinada variável, é difícil formar- mos uma ideia exata do comportamento do grupo como um todo, a partir dos dados não ordenados. A maneira mais simples de organizar os dados é por meio de certa ordenação (crescente ou decrescente). A tabela obtida mediante a orde- nação dos dados recebe o nome de rol. O Rol é definido como uma organização dos dados, que pode ser em ordem crescente ou decrescente. Para fazermos as contagens desses valores para tabelas, fica mais fácil trabalharmos com dados crescentes (contando, também, quantas vezes eles se repetem). Vamos visualizar como ficou o Rol dos dados.

ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO CURSO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

150

154

155

157

160

161

162

164

166

169

151

155

156

158

160

161

162

164

167

170

152

155

156

158

160

161

163

164

168

172

153

155

156

160

160

161

163

165

168

173

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Veja, é bem melhor trabalharmos, agora podemos saber, com relativa facilidade e certeza qual é a menor estatura (173 cm), que a amplitude de variação (AT) foi de 173 – 150 = 23 cm (Maior valor do conjunto de dados menos o Menor valor do conjunto de dados) e, ainda, a ordem que um valor particular da vari- ável ocupa no conjunto.

ENTENDENDO A DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA

No exemplo que trabalhamos anteriormente, referente à Estatura de 40 alunos

FREQUÊNCIA No exemplo que trabalhamos anteriormente, referente à Estatura de 40 alunos NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 61 do curso

61

do curso de Gestão de Negócios Imobiliários, a variável em questão, estatura, será observada e estudada muito mais facilmente quando dispusermos valores ordenados em uma coluna e colocarmos, ao lado de cada valor, o número de vezes que aparece repetido (CRESPO, 2009). Chamamos de frequência o número de alunos que fica relacionado a um determinado valor da variável, ou seja, quantas vezes determinado valor se repetiu. Podemos obter, então, uma tabela que recebe o nome de distribuição de frequência:

ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO CURSO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

ESTATURAS (CM)

FREQUÊNCIA

150

1

151

1

152

1

153

1

154

1

155

4

156

3

157

1

158

2

160

5

161

4

162

2

163

2

164

3

165

1

166

1

167

1

168

2

169

1

170

1

172

1

173

1

Total

40

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Distribuição de Frequência

172 1 173 1 Total 40 Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor. Distribuição de Frequência

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Mas, se

II

Mas, se prestarem atenção nessa tabela, vejam que o processo dado é ainda incon- veniente, porque exige muito espaço, mesmo quando o número de valores da variável (n) é de tamanho razoável. Sendo possível, a solução mais aceitável, pela própria natureza da variável contínua, é o agrupamento dos valores em vários intervalos (CRESPO, 2009). Nesse caso, se um dos intervalos for, por exemplo, 154 158 (é um intervalo fechado à esquerda e aberto à direita, tal que: 154 ≤ x < 158), em vez de dizermos que a estatura de 1 aluno é de 154 cm, de 4 alunos, 155 cm, de 3 alunos, 156 cm e de 1 aluno, 157 cm, dizemos que 9 alunos têm estaturas entre 154, inclusive, e 158 cm. Dessa maneira, estaremos agrupando os valores da variável em intervalos, sendo que, em estatística, preferimos chamar os intervalos de classes. Chamando de frequência de uma classe o número de valores da variável pertencente à classe, os dados da tabela anterior podem ser dispostos como na tabela a seguir, deno- minada distribuição de frequência com intervalos de classe:

distribuição de frequ ência com intervalos de classe: ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO CURSO DE NEGÓCIOS

ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO CURSO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

ESTATURAS (cm)

FREQUÊNCIA

150

154150 4

4

154

158154 9

9

158

162158 11

11

162

166162 8

8

166

170166 5

5

170

174170 3

3

 

Total

40

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Ao realizarmos esse agrupamento dos valores da variável em classes, podemos observar que ganhamos em simplicidade, para perdermos em pormenores. O que realmente pretendemos com a construção dessa nova tabela, segundo Crespo (2009), é realçar o que há de essencial nos dados e, também, tornar possível o uso de téc- nicas analíticas para sua total descrição, até porque a estatística tem por finalidade específica analisar o conjunto de valores, desinteressando-se por casos isolados. Mas para construirmos essa tabela é simples assim? Precisamos seguir alguns passos essenciais.

construirmos essa tabela é simples assim? Precisamos seguir alguns passos essenciais. NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 63 OBS: Quando

63

OBS: Quando os dados estão organizados em uma distribuição de frequên- cia, são comumente denominados dados agrupados.

ELEMENTOS DE UMA DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA

Classes de frequência ou, simplesmente, classes são intervalos de variação da variável. As classes são representadas simbolicamente por i, sendo i = 1, 2, 3, k (em que k é o número total de classes da distribuição).

,

Assim, em nosso exemplo, o intervalo 154 |— 158 define a segunda classe (i = 2). Como a distribuição é formada de seis classes, podemos afirmar que k = 6, ou seja, o número de classes é igual a 6. Mas, para determinar tudo isso, quais são os passos para construção de uma tabela de distribuição de frequências com intervalo de classes? Veja a seguir. 1º Passo: Amplitude Total (AT): consiste na diferença entre o maior valor do conjunto de dados e o menor valor do conjunto de dados, portanto:

AT = X max X mín No nosso exemplo, temos: AT = 174 – 150 = 24

X mín No nosso exemplo, temos: AT = 174 – 150 = 24 AT = 24

AT = 24 cm

2º Passo: Determinar o número de classes (K): o número de classes deve ser representado por um número inteiro, pois indicará o número de linhas da tabela.

K

=

n ; em que n = número total de informações.

n ; em que n = número total de informações.

K

=

K = = 6,32 = arredondando = 6. Portanto, nossa tabela terá 6 classes.

= 6,32

= arredondando = 6. Portanto, nossa tabela terá 6 classes.

3º Passo: determinar a amplitude do intervalo de classes (h), que consiste

na diferença entre o limite inferior e o limite superior de uma classe.

entre o limite inferior e o limite superior de uma classe. h = amplitude do intervalo

h = amplitude do intervalo

AT = Amplitude total (calculada no passo 1)

K = número de classes (calculada no passo 2)

AT = Amplitude total (calculada no passo 1) K = número de classes (calculada no passo

Distribuição de Frequência

AT = Amplitude total (calculada no passo 1) K = número de classes (calculada no passo

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Portanto, a

II

Portanto, a diferença entre o limite inferior (li) e o limite superior (ls) da classe será igual a 4. Observação importante:

SIMBOLOGIA ENTRE LIMITES DE CLASSES

inclui os valores inferior e superiorObservação importante: SIMBOLOGIA ENTRE LIMITES DE CLASSES inclui o inferior e exclui o superior exclui o

inclui o inferior e exclui o superiorLIMITES DE CLASSES inclui os valores inferior e superior exclui o inferior e inclui o superior

exclui o inferior e inclui o superiorinferior e superior inclui o inferior e exclui o superior exclui os valores inferior e superior

exclui os valores inferior e superiore exclui o superior exclui o inferior e inclui o superior Agora que já sabemos todas

Agora que já sabemos todas as regras, vamos terminar de resolver o exercício, seguindo os quatro passos anteriores. Veja que nós organizamos o Rol, encontramos amplitude total (AT), deter- minamos o número de classes, determinamos a amplitude do intervalo de classes

e conferimos o último limite da classe, agora, vamos a nossa tabela de distribui- ção de frequências com intervalo de classes pronta:

ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO CURSO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

ESTATURAS (cm)

FREQUÊNCIA (fi)

150

154150 4

4

154

158154 9

9

158

162158 11

11

162

166162 8

8

166

170166 5

5

170

174170 3

3

 

Total

40

166 170 5 170 174 3   Total 40 Observem que temos 6 classes nessa tabela,

Observem que temos 6 classes nessa tabela, que foi determinado por igual

a 6,32, arredondado para 6. Utilizamos a simbologia |----- que significa que esta-

mos contando o limite inferior (Li) e excluindo o limite superior (Ls). Nosso intervalo de classes (diferença entre o Li e o Ls) é igual a 4, determinado anterior- mente. Após, contamos as frequências (fi), quantos valores foram determinados

para cada classe da tabela. Além disso, temos as colunas complementares da tabela de frequência, que são:

tabela. Além disso, temos as colunas complementares da tabela de frequência, que são: NOÇÕES BÁSICAS DE

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 65 a. Ponto

65

a. Ponto médio de classe (x i ): é o valor que representa os elementos de uma classe, utilizada principalmente para o cálculo da média. É a soma do limite inferior (de cada classe) com o limite superior, dividido por dois, como segue a fórmula abaixo:

Em que:

Xi

= ponto médio

Li

= Limite inferior

Ls

= Limite superior

Li = Limite inferior Ls = Limite superior OBS. importante: só existe ponto médio para tabelas

OBS. importante: só existe ponto médio para tabelas de distribuição de frequências com intervalo de classes.

Por exemplo: na Tabela ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO CURSO DE

NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS, queremos saber o ponto médio da classe

1, basta aplicá-lo na fórmula, então, temos: (150 + 154)/2 = 152

b. Frequência relativa (f r ou f r %): é a proporção dos dados que aparece em cada classe, dada pela expressão abaixo:

que aparece em cada classe, dada pela expressão abaixo: Em que: Fr(%) = Frequência relativa em

Em que:

Fr(%) = Frequência relativa em percentual

Fi

= Frequência da classe

n

= número total de elementos (ou somatória da frequência)

c. Frequência acumulada (F ac ): é a representação da frequência absoluta (f i ) de forma acumulada.

d. Frequência Relativa Acumulada (FR ac ): é dada pela divisão da frequência acumulada pelo número total de elementos da série em porcentagem (%).

da frequência acumulada pelo número total de elementos da série em porcentagem (%). Distribuição de Frequência

Distribuição de Frequência

da frequência acumulada pelo número total de elementos da série em porcentagem (%). Distribuição de Frequência

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Em que:

II

Em que:

FRac(%) = Frequência relativa acumulada em percentual

Fac = Frequência acumulada

n = número total de elementos (ou somatória da frequência)

Para resolver, vamos colocar as colunas complementares na tabela?

ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO CURSO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

ESTATURAS (cm)

FREQUÊNCIA (fi)

FR(%)

FAC

FRAC(%)

Xi

150

154150 4 10 4 10 152

4

10

4

10

152

154

158154 9 22,5 4+9 = 13 32,5 156

9

22,5

4+9 = 13

32,5

156

158

162158 11 27,5 13+11 = 24 60 160

11

27,5

13+11 = 24

60

160

162

166162 8 20 24+8 = 32 80 164

8

20

24+8 = 32

80

164

166

170166 5 12,5 32+5 = 37 92,5 168

5

12,5

32+5 = 37

92,5

168

170

174170 3 7,5 37+3 = 40 100 172

3

7,5

37+3 = 40

100

172

Total

40

100

   

972

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Observe que:

a. Na coluna FAC (frequência acumulada), o último valor é igual ao total da somatória de fi, ou seja, igual ao número de elementos, nesse exem- plo, igual a 40.

b. Na coluna FR(%), a somatória de todos os números é igual a 100.

c. Na coluna FRac(%), o último elemento da somatória é igual a 100.

Então, veja que, após essas dicas, tem como tirarmos prova real se nossa tabela está correta ou não, mas, para isso, faça sempre um bom ROL, pois, se errar no ROL, você pode errar todos os dados da tabela.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE UMA DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIAS

Uma distribuição de frequência pode ser representada graficamente pelo histo- grama, polígono de frequência e pelo polígono de frequência acumulada.

pelo histo- grama, polígono de frequência e pelo polígono de frequência acumulada. NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 67 a) Histograma:

67

a) Histograma: é formado por um conjunto de retângulos justapostos, cujas

bases se localizam sobre o eixo horizontal, de tal modo que seus pontos médios

coincidam com os pontos médios dos intervalos de classes.

coincidam com os pontos médios dos intervalos de classes. Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.
coincidam com os pontos médios dos intervalos de classes. Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.
coincidam com os pontos médios dos intervalos de classes. Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

b) Polígono de Frequência: é um gráfico em linha, sendo as frequências mar-

cadas sobre perpendiculares ao eixo horizontal, levantadas pelos pontos médios dos intervalos de classe. Por exemplo:

pelos pontos médios dos intervalos de classe. Por exemplo: Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Fonte: dados fictícios – elaborados pelo autor.

Podemos observar que os dados, quando agrupados em tabelas de frequências ou apresentados sob a forma de gráfico, facilitam a visualização dos resultados, o que nos permite fazer uma avaliação mais facilmente.

Distribuição de Frequência

a visualização dos resultados, o que nos permite fazer uma avaliação mais facilmente. Distribuição de Frequência

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II CONSIDERAÇÕES FINAIS

II

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Vimos, nesta unidade, que tabelas e gráficos são bem utilizados para apresenta-

ção de resultados de pesquisas e que esses recursos são bastante utilizados para representar resultados de pesquisas e informações de forma organizada. Com eles, podemos visualizar um grande número de informações numéricas em um pequeno espaço, o que facilita a leitura, a interpretação e a utilização des- ses resultados. Além disso, é importante salientar que tabelas e gráficos fazem parte do nosso cotidiano, como gráficos e/ou tabelas encontrados em jornais, revistas, propa- gandas de banco, contas de luz e folhetos informativos. É comum, por exemplo,

a gente ver os telejornais apresentarem gráficos, mostrando o crescimento ou a diminuição da intenção de voto na época das eleições. Aprendemos que uma tabela é um quadro organizado em linhas e colunas, que resumem um conjunto de informações, e que ela tem algumas característi-

cas, como o título, que nos indica o assunto referente à tabela; o cabeçalho, que indica o que cada coluna contém; o corpo da tabela, que é a parte onde estão inseridos os dados da tabela; o rodapé, que pode apresentar a fonte que é a ori- gem dos dados ou, também, serve para complementar dados a fim de não deixar as tabelas carregadas. Os gráficos fornecem, em geral, uma informação mais sugestiva que as tabe- las, pois eles podem ser visualizados mais rapidamente e dele podemos tirar conclusões a partir de sua interpretação. Além disso, nesta unidade, trabalhamos com as distribuições de frequências, que é um método de se agrupar dados em classes, de modo a fornecer a quanti- dade (e/ou a percentagem) de dados em cada classe. Com isso, podemos resumir

e visualizar um conjunto de dados sem precisar levar em conta os valores indi- viduais. Nessas tabelas, temos as colunas complementares que nos auxiliam a visualizar os valores e nos auxiliam na interpretação dos dados.

que nos auxiliam a visualizar os valores e nos auxiliam na interpretação dos dados. NOÇÕES BÁSICAS

NOÇÕES BÁSICAS DE ESTATÍSTICA

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69 1. O gráfico a seguir apresenta os dados de uma enquete realizada por um instituto

1. O gráfico a seguir apresenta os dados de uma enquete realizada por um instituto de pesquisa (hipotético). Cada entrevistado foi abordado em um centro urbano e foi feita a seguinte pergunta: Dos possíveis meios de transportes (automóvel, avião, trem, bicicleta e barco), em sua opinião, qual o mais seguro? Foram entre- vistas 590 pessoas, em um período de 2 semanas. Observe o resultado da pes- quisa a seguir e responda as perguntas:

o resultado da pes- quisa a seguir e responda as perguntas: Gráfico 01: Meios de Transporte

Gráfico 01: Meios de Transporte Mais Seguros. Fonte: Dados fictícios

a) Na opinião dos entrevistados, qual o meio de transporte mais seguro, dentre os listados?

b) Na opinião dos entrevistados, qual o meio de transporte menos seguro?

c) Quantas pessoas consideram o avião como sendo o mais seguro?

d) Apenas 20 pessoas disseram que a bicicleta é menos segura do que o automó- vel. Qual foi o número de pessoas que escolheram a bicicleta como mais segura?

2. Observe a tabela a seguir: TABELA 01 – UNIDADES ESCOLARES (ENSINO FUNDAMENTAL) ANOS QUANTIDADE

2. Observe a tabela a seguir:

TABELA 01 – UNIDADES ESCOLARES (ENSINO FUNDAMENTAL)

ANOS

QUANTIDADE

2002

189.900

2003

190.345

2004