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PROPOSTAS DA ADUFRGS-Sindical

1 – Tema 4 – Estatuto do PROIFES, Federação e alterações do


Estatuto do PROIFES,Fórum

TESE – proposição de estrutura organizativa ao PROIFES-Federação


alternativa às propostas A e B.
José Carlos Freitas Lemos

OBJETIVO: Alcançar uma forma de estrutura organizativa que reforce o


caráter federativo do PROIFES-Federação.
JUSTIFICATIVA: O debate ocorrido pelo PROIFES e pelas Associações
Docentes presentes na APUFSC, Florianópolis, em 23 de junho de 2010, teve como um
alvo central de críticas as estruturas organizativas das duas propostas estatutárias
apresentadas pelo PROIFES (A e B). Tornou-se claro pelas muitas falas de todo o Brasil
que a questão da estrutura organizativa é uma das questões fundamentais a serem
construídas em conjunto para que se torne efetivamente viável o projeto de uma
Federação.
A primeira estrutura organizativa apresentada pelo PROIFES (A) propõe uma
Diretoria Executiva como instância máxima. Um formato com o qual estamos
acostumados em algumas de nossas Associações Docentes e que mostramos dificuldade
de superar. No formato proposto, a opção privilegia demasiadamente um pequeno grupo
diante do tamanho de uma entidade federativa.
A segunda estrutura organizativa apresentada pelo PROIFES (B) vai a um outro
extremo, e propõe como instância máxima um Congresso Federativo, correndo o grande
risco de repetir os famigerados Congressos da Andes.
Dessa maneira, a tese aqui é que as duas estruturas organizativas propostas
fragilizam o espírito federativo.
PROPOSTA – Inverter os dois níveis mais altos da estrutura organizativa da
proposta estatutária A e aproximá-la do funcionamento formal que conhecemos do tipo
de algumas “Reitorias x Conselhos Universitários”. O argumento é que, na perseguição
do espírito federativo, um Conselho Federativo, composto por um representante
indicado por entidade filiada cumpriria melhor o nível de instância máxima da
Federação. Nesse grande Conselho (pois o objetivo da Federação é ser maior possível)
seriam eleitos os representantes da Diretoria Executiva.
Algumas propostas de texto dentro deste espírito reformadoras da versão
estatutária A:
Capítulo ...
Do Conselho Federativo
Art. ... O Conselho Federativo - CONFE - é o órgão máximo de função
normativa, deliberativa e de planejamento da Federação de Sindicatos de Professores do
Ensino Superior Público Federal - PROIFES.
Art. ... o Conselho Federativo é integrado:
I. Pelo Presidente do PROIFES-Federação, como Coordenador geral, com voto
de qualidade, além do voto comum;
II. Pelo 1.º Vice-Presidentes e pelo 2.º Vice-Presidente do PROIFES-Federação;
III. Por um representante indicado por cada uma das entidades filiadas.
Art. ... Compete ao Conselho Federativo:
I. estabelecer as diretrizes da Federação e supervisionar sua execução em
consonância com o disposto neste Estatuto da Federação;
II. Convocar plebiscito sempre que considerado necessário, no qual terão direito
a voto todos os sindicalizados do PROIFES, Federação.
III. A decretação de greve pelo PROIFES, Federação, deverá ser
necessariamente ser precedida por aprovação em plebiscito, no qual terão direito a voto
todos os sindicalizados do PROIFES, Federação.
IV. Mudanças no Estatuto do PROIFES, Federação, deverão ser propostas pelo
Conselho Federativo, e serão consideradas válidas se aprovadas por maioria simples em
plebiscito convocado especificamente com essa finalidade, no qual terão direito a voto
todos os sindicalizados do PROIFES, Federação ...

Capítulo ...
Da Diretoria Executiva
Art. ... A Diretoria Executiva é o órgão executivo que coordena e supervisiona
todas as atividades federativas.
Parágrafo 1.º A Diretoria Executiva do PROIFES, Federação é composta por
membros eleitos dentre os representantes das entidades filiadas no âmbito do Conselho
Federativo.
Parágrafo 2.º A Diretoria Executiva do PROIFES-Federação (Presidente, vices-
presidentes e diretores) será na forma da lei, segundo normas definidas pelo Conselho
Federativo.
Art. ... A Diretoria Executiva compreende 9 membros assim distribuídos:
I. Bloco da Presidência (3 membros Diretores: Presidente, 1.º Vice-Presidente e
2.º Vice-Presidente do PROIFES-Federação);
II. Bloco da Administração (4 membros Diretores)
III. Bloco das Finanças (2 membros Diretores).
Art. ... Compete à Diretoria Executiva a realização anual de um Congresso, de
caráter não deliberativo, a ser convocado pela Diretoria Executiva com antecedência
mínima de 60 dias, com o objetivo de debater temas de interesse dos sindicalizados.

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2 – Tema 6 – Segurança Jurídica

Prof. Lúcio Hagemann

TESE - Um dos grandes problemas que assolam o funcionalismo público em geral nos
dias de hoje, é o da insegurança jurídica. Questões funcionais já resolvidas, às vezes até
há mais de dez anos voltam a ser objeto de decisões do Tribunal de Contas da União
(TCU) e da Advocacia Geral da União (AGU), sendo que nenhuma destas instâncias
tem competência para decidir sobre os casos em que se arvoram como instâncias
decisórias.
Estas questões geram além de uma grande insatisfação, uma enorme insegurança
jurídica para todos os que tem funções no serviço público que vivem constantemente
ameaçados nos seus direitos.
Que o PROIFES junto com outras entidades sindicais continue a advogar junto
ao Congresso Nacional por uma legislação que coíba esses órgãos de uma excessiva
atuação, que exorbitam as suas competências.
Prof. Lúcio Hagemann
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3 – Tema 1 – Carreira Docente – perspectivas e encaminhamentos.

Silvana Jung de Stumpfs / ADUFRGS /UFRGS

TESE - Manter um foro de discussão permanente buscando maior entrosamento entre


as CPPDs ( como é chamada na UFRGS a Comissão Permanente de Pessoal Docente,
cujos membros são eleitos pelos seus pares, os professores, e que está vinculada ao
Gabinete do Reitor) de cada Universidade e as associações de professores, para dialogar
sobre novas legislações propostas, como a de professor associado e do plano de carreira.
Esta integração é importante tanto para a avaliação da Universidade como para as
questões relacionadas com a carreira docente.Também propomos a busca do
fortalecimento destas Comissões nas instituições que participam do nosso sindicato
valorizando o professor como parte do tripé que é base das universidades:
PROFESSOR,ALUNO,COMUNIDADE.

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4 – TEMA 1 – CarreiraDocente – perspectivas e encaminhamentos.

TESE - Carreira docente: condições de trabalho/infra-estrutura


adequadas devem ser priorizadas?
Professora Ana Paula Ravazzolo
FAVET – UFRGS
Julho/2010Ana Paula
O tema “condições de trabalho” é de ampla abrangência. Refere-se, de uma maneira
geral, aos direitos do trabalhador. É o termo utilizado na Convenção 151 da OIT,
recentemente ratificada pelo Congresso Nacional através do Decreto 206. No texto em
questão, Parte IV, Artigo 7°, consta:

“Quando necessário devem ser tomadas medidas adequadas às condições nacionais para
encorajar e promover o desenvolvimento e utilização dos mais amplos processos que
permitam a negociação das condições de trabalho entre as autoridades públicas
interessadas e as organizações de trabalhadores da função pública ou de qualquer outro
processo que permita aos representantes dos trabalhadores da função pública
participarem na fixação das referidas condições.”

Ao realizar uma busca no Google com as palavras “condições de trabalho funcionários


públicos”, além da definição da Wikipédia, encontra-se a Lei N° 8.112, de 11 de
dezembro de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos. Em
Direitos e Vantagens (Título III) encontramos capítulos referentes a Vencimento e
Remuneração, Vantagens, Férias, Licenças, Afastamentos, Concessões, Tempo de
Serviço, mas nenhum que faça referência às garantias de condições de trabalho/infra-
estrutura. A única menção que poderia relacionar-se ao assunto é no Título II (Do
Provimento), Capítulo I, Seção IV, Artigo 15, onde consta: “Exercício é o efetivo
desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança
................................
§ 3° À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou
designado o servidor compete dar-lhe exercício.”

A interpretação do texto acima poderia ser a de que para o exercício de suas atividades,
o funcionário deveria dispor das condições necessárias. O tema de infraestrutura como
tal não é contemplado. Poderíamos pensar que tal premissa esteja implícita e seja de
tamanha obviedade que não haveria a necessidade de uma legislação específica. Não é o
que demonstram alguns fatos de conhecimento público. As condições de infra-estrutura
desempenham papel essencial no desenvolvimento das atividades docentes e a ausência
ou a inadequação das mesmas pode ter conseqüências nefastas. O desenvolvimento de
aulas práticas, por exemplo, exige condições adequadas, sob o risco de expor alunos e
professores ao perigo. Poder-se-ia optar pelo cancelamento das aulas, devido às
condições inadequadas, o que acarretaria prejuízo à qualidade do ensino. O professor
poderia, ainda, recorrer a outras fontes de financiamento para manter uma infra-
estrutura adequada ao ensino, como o oferecimento de prestação de serviços, cursos de
especialização e até mesmo, emendas parlamentares. Nem todos concordam com os
diferentes mecanismos disponíveis e sua utilização para manutenção de suas atividades.
Concluindo, a progressão dos docentes é dependente quantitativa e qualitativamente das
atividades por eles desenvolvidas. É de suma importância que tenhamos conhecimento
das condições de trabalho/infra-estrutura dos professores do ensino superior público
para que possamos negociar e garantir não somente um ensino de qualidade, mas
igualmente a tranqüilidade e plenitude no exercício das atividades docentes.

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5 – Tema 5: Previdência Complementar

TESE - A aposentadoria dos professores que ingressaram após 2004

Prof ª Maria Cristina da Silva Martins


Secretária da ADUFRGS-SINDICAL

Esta tese dá continuidade ao tema que defendi, como delegada eleita pela
ADUFRGS-Sindical, no V Encontro Nacional do Proifes-Sindicato, em agosto de 2009.
Na ocasião, fiz uma exposição dos atuais problemas em relação à aposentadoria dos
servidores que ingressaram no Serviço Público Federal a partir de 2004, chamando a
atenção do Proifes sobre a necessidade da atuação sindical da nossa entidade sobre o
tema, que é um dos mais importantes a respeito de nosso futuro profissional.
Apenas para relembrar, os servidores que ingressaram a partir 2004 não contam
com uma aposentadoria integral, mas sim com uma aposentadoria que será calculada
por uma média de 80% das melhores contribuições (melhores salários), sendo o teto
salarial atrelado ao do INSS, que hoje é de R$ 3.038,99. Outra desvantagem, pela nova
legislação, é que não há mais paridade salarial com os servidores da ativa, ou seja,
depois de aposentados, os servidores terão reajuste salarial somente quando aumentar o
valor do salário mínimo. Por isso, é preciso que seja revista a nossa contribuição para a
Previdência Social, porque pagamos o mesmo percentual de quem vai se aposentar com
o salário integral. Em nome da estabilidade de emprego, somos privados do Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço, que os trabalhadores da iniciativa privada possuem. Se
pudéssemos nós também poder contar com o FGTS, essa seria uma maneira de
compensar a perda da aposentadoria integral.
Mantenho o ponto de vista de que o Proifes deve agir em defesa dos nossos
interesses a fim de garantir uma aposentadoria justa aos professores federais. As
Universidades Federais sempre foram núcleos de excelência na formação de
profissionais de todas as áreas de conhecimento. Precisamos manter a qualidade de
ensino e de formação dos profissionais brasileiros. Para tanto, além do atrativo de uma
boa carreira, o professor-pesquisador do serviço público federal precisa vislumbrar uma
aposentadoria digna.
Proponho-me a ser novamente a porta-voz dos interesses dos professores que
ingressaram após 2004, pois o tema está longe de se esgotar. Na verdade, só agora é que
passou a ser efetivamente discutido. Alternativas e estratégias para tratar da questão só
virão por meio de debates, troca de idéias, tratativas políticas etc. Nesse sentido, o
Encontro Nacional é o espaço de que dispomos para levar nossas demandas, analisá-las
e discuti-las. Assim é que surgirão os encaminhamentos objetivos do Proifes na defesa
dos direitos dos seus associados. No caso específico, em benefício dos professores que
se enquadram na situação aqui descrita.

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