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Geraldo Kindermann Prote: pRoTecio BE SISTEMAS PROTECAO DE SISTEMAS See Pv ELETRICOS DE POTENCIA conTeueo Volume B® Nomen: ‘i 788590 085362: Agradecimentos O autor agradece em especial * Ao Professor Rubipiara Cavalcante Fernandes, por ler cuidadosamente e dar importantissimas contribuigSes ao texto. + Aos engenheiros Everton Pizolatti Medeiros e Giovanni Baptista Fabris da ELETROSUL, pelas discussbes e ) conttibuigdes técnicas * Marcos Fisehborn, pela elaboragio da capa e Mauricio Sperandio pelo assessoramento de informatica % Aos intimeros alunos, da Graduagio & Pés-graduagiio, que contribuiram com desenhos. Agradecimento em especial a0 LABPLAN, principalmente aos professores, técnieos, analistas, mestrandos ¢ doutorandos, que de um modo ‘ou de outto sempre estiveram presentes na motivagio, contribuigaio € assessoramento na elaboragdo do livro. Apresentacao © Laboratério de Planejamento de Sistemas de Energia Elétrica ~ LabPlan, do Departamento de Engenharia Blétrica da Universidade Federal de Sania Catarina, tem por objetivos realizar ¢ promover o desenvolvimento de atividades de pesquisa, ensino ¢ extensio na drea de Sistemas de Energia Eléwrica (SEE) com énfase nos aspectos de planejamento e andlise, nos segmentos de gerago, transmissio e distribuigio. A atuagiio dos professores do LabPlan, desde a sua constituigao em 1992, tém envolvido ume diversidade de atividades © contribuigdes & sociedade que extrapolam em muito 0 escopo de atividades regulares nos cursos de graduagio ¢ pés-graduagdo em Engenharia Elétrica. Um aspecto de destaque nesta atuaglo tem sido a intensa intetagdo com os diversos agentes do setor elétrico brasileiro, realizada por meio de projetos de pesquisa ¢ desenvolvimento, de consultorias especializadas, cursos de aperfcigoamento © de especializagao, e publicagio de livros © artigos tecnicos. (© presente livro representa mais uma contribuigo do Professor Geraldo Kindermann para a sua extensa obra que inclui livros téenicos envolvendo publicagdes especificas nas areas engenbaria de soguranca, projetos elitricos e proteglo de sistemas elétricos de poténeia. Fspecifieamente, esta obra aborda dois temas de grantle relevancia, teleprotegio © proterdo de transformadores, devendo contribuir tanto para fins académicos como para profissionais técnicos e engenheiros. Scauindo a tradigo de suas publicagdes anteriores, o Professor Kindermann apresenta o desenvolvimento dos temas com grande riqueza diditica, sustentada por sua extensa oxperigncia académica ¢ pritica Tndubitavelmente, contribuiram para esse resultado os intimeros cursos ininistrados om universidades © empresas no Brasil, ¢ em diversos paises da América Latina e Affica, bem como os diversos trabalhos de consultoria séenica prostados & Agéncia Nacional de Energia Elétrica Hdemar Cassana Decker ‘Supervisor do LabPlan - URSC Prefacio Tondlo recebido nos cursos e palestras varias manifestagBes de apoio e receptividade de alunos, professores, tecnicos e engenheiros, no que diz respeito & aceitagio dos meus livros, e devido principalmente a caréncia de Dibliografia, foi o que me motivou a escrever esse livro de PROTECAO DE SISTEMAS ELE TRICOS DE POTENCIA ~ Volume 2 Creio ser este livro mais uma contribuigio, principalmente para a graduagéo da Engenharia Elétrica c de técnicos que queiram se aprofundar € conhecer a arte ¢ a filosofia de proteciio. O livro fi escrito numa seqiiéncia logica, em linguagem simples ¢ técnica, de modo a ser uma fonte de consulta acessivel aos técnicos da drea da Engenharia Elétrica. Todos os capitulos tm abrangéneia que cobre ¢ atende os requisitos para proporcionar um bom conhecimento na Area de protegto. O contedido desse volume 2 esti focado na Teleproteyio © Protegiio de Transformadores. Devido & complexidade da protepdo de sistemas elétricos de poténcia, este livro cobre somente uma parte, Portanto, pretende-se dar continuidace do conteiido no liveo de Protegio de Sistemas Elétricos de Poténcia, 3° volume, nos assuntos referentes a ProtegZo de Barras, de Reatores, de Capacitores, e de Maquinas Sincronas. O Autor indice Geral Capitulo I- ZONA DE PROTECAO 1.1 Zona de Protesio. 12 Relé de Sobretensio.... 1.3 Relé de Subtensfo...os sr 1 14. Proteydo de Sobretensio para a Terra de Sistemas Isolados wel Capitulo 1{— RELE DIFERENCIAL 21 Relé Diferencial... . fen 19 2.2 Relé Diferencial Comum rss a 20 23° Relé Diferencial Percentual..... 22 Capitulo I — TELEPROTECAO 3.1 Teleprotecio... oo 32 3.2. Fio Piloto .... 43. Protesio Diferencial no Transformador Monofisico... 97 3.3. Fibra Optica 44 Transformador Trifisico..... 103, 3.4 Cabo OPGW., 4.5 Protegdo Diferencial do Transformador Triffisico A = Yrsunmnen 104 3.5. Onda Portadora 46 Regra de Ligagdo dos TCs nos Transformadores Triffsi¢0$ usu 106 3.6 Microondas.. 4.7 Transformador Trifisico sem Rotagdo de Fase 107 4.7 Tipos de Sistemas de Toleproteyto 48 Transformador A -¥ si ine NOD 3.8 Sistema de Bloqueio por Comparagiio Direcional. 49 Ajuste do Relé Diferencial Percentual na Protepio do 3.9 Sistema de Desbloqueio por Comparagao Direcional Teese doh " vere 2 4.10 Enecpieacdo de Transformader... cecseor 3.10 Sistema de Bloqueio por Comparacao Direcional - Variant. 3.LL_ Transferéncia de Disparo Direto por Subalcance.. 3.12 Transferéncia de Disparo Permissivo por Subalcance 4.10.1 Bloqueio da Protegdo Diferencial... 4.10.2 Protege Diferencial com Atenuadores de Transitdrio 135 13S 3.13 Transferéncia de Disparo Permissivo por Subalcance com Acclovagdo 4.10.3 Relé Diferencial com Retengo por Harmanieas ss... 137 de Zona... seo sree OL 4.10.4 Relé Diferencial com uma Unidade de Bloqucio de Harménicas... 139 3.14 Transferéncia de Dispaco Permissivo por Sobraleance 62 4.10.5 Relé Diferencial Digital para Transformador ... seve 14] 3.15 Logica de Eco... 4.11 Transformador com Impedancia de Aterramento 142 3.16 Proteeio de Linha Morta 4.12. Protegdo Diferencial de Terra Resttita..... 2 3.17 Praca Alimentag0 ...snsnsnnersnnn 7 4.13 Protegdo do Transformador de Aterramento son sone 148 4.14 Proteydo de Carcaga do Transformador. seen se 148, 4.15 Relé Buchholz .. 180 4.15.1 Relé Buchholz do Comutador: 15S 4.16 Termémetzo ... 156 3.18. Protegio por Seqiiéneia Negativa sss 3.19 Falha de Disjumtor... “ 3.20 Fontes Intermedifrias 3.21 Relé de Freqiiéneia 3.22 Sistemas Espeeiais de Proteqdo. _ 4.17 Relé de Imagem Térmica.. 160 3.23 Esquema Regional de Alivio de Carga (ERAC). shee 87 4.18 Transformador Hermeticamente Fechado 2165 3.24 Esquema de Controle de Emergneia a... ot 4.19 Relé de Sibita PressB0nnnso 165 4.20 Valvula de Alivio de Pressao..... vee 167 Capitulo IV —PROTECAO DE TRANSFORMADOR 421 Nivel do Oleo..... 3 eter EDF 4.1 Introdugéo. . . 4.22 Relé de Sobre-Excitag0..ncsnnn sense LTO 4B Voanataidoe MeasSt68 wcu, - 4.23 Protegdo Contra Falha de Disjuntor de Transformador. 173 4.24 Desumificador de Ar ATS NN wv 1 4.25 Prote¢do do Transformador.... ronments nea TS APENDICE A NOMENCLATURA DA PROTEGAO....0 178 BIBLIOGRAFIA. ZONA DE PROTECAO Zona de Protecio Conforme aprescntado no item 3.33 da referencia [46], a protegio de primeira defesa é feita pela protegio principal (primiria) © em sogunda inscincia pela protegdo secundaria, que pode ser local por meio da protegio em réplica ox Temotamente por meio da protegdo de retaguarda (back-up). Dependendo da importincia e do porte do sistema elétrico, pode-se constituir a protegio principal em réplica (redundaneia), ou seja, classiticada em protesio primdiria © aliernativa, Neste case as protegbies sto idénticus, om sea, cexistem duas protegSes desempenhando fungdes idnticas com hierarquias trabathande com teleproteyio. Os equipamentos da proteygo primicia © da alternativa podem ser em réplica do mesmo fabricante ou de fabeicantes diferentes, No caso de haver duas protegdes, em que nio hi redundincia, ou seja, uma trabalha com teleproterdo (protecdo prima) © a outra com escalonamento por 2 Capitulo L zonas (protesdo secundaria), por exemplo. Neste caso, a proteeio principal e a 1* zone da protegii secundiria podem ser inclusive eoncorrentes. Os relés de protegdo primaria constituem a primeira linba de defesa, caso esta fathar, 08 relés da proterio alternativa, devem atuar, assim constituinda & segunda linha de defesa do sistema elétric. Cada protecdo principal e alterativa é efetuada cobrindo linhas ow trechos de linhas ou equipamentos do sistema, cuja cobertura é denominada de zona de atuaeao ou zona de seletividade da proterdo. Em relago & protegtio principal, deve-se cfetuar a protegio considerando: que haja supemposigo nas zonas de atuagio dos relés da protegdo principal; cada disjuntor esteja coberto (contide) em pelo menos por duas zonas de atuagio dos relés da protegio principal; sempre entre cada elemento ov conjunto de equipamentos deve existir pelo menos um disjuntor, Para exemplificar a figura 1.1.1 mostra a zona de aluaydo das protegées principais de partes de um sistema elétrico, Note que quando ocorre um defeito dentro de uma determinada zona, os relés que constituem a protego principal, devem desligar todos os disjuntores dentro de sua receptiva zona de atuago, Deste modo, para um defeito localizado dentro da superposi¢ao de duas zonas, todes os disjuntores das duas zonas devem ser destigados. Este esquema funciona adequadamente, mas tem um inconveniente que ovorre quando existit um Gefeito dentro da superposigao de duas zonas, e num local onde a abertura de alguns disjuntores € desnecesséria, Por exemplo, se um defeito ocorrer no ponto k do csquema da figura 1.1.1, desligaria os disjuntores 1, 2, 3, 46 5, enquanto que somente o desligamento do disjuntor 1 da barra A setia suficient, © inconveniente desse desligamento setia retirar um elemento nao defeituoso do sistema elétrico, Entretanto a probabilidade da ocorréncia desse defeito & muito pequena dado que a zona de superposigao & muito pequena e est préxima do disjuntor. Zona de Protegio 3 Protea do Protegtio do Geracore Yeanstormedor z aon fo LH Lo Figura 1.1.1 ~ Zona de Atuagao da Protecao Principal Um relé pode tet zona de atuagdo em que uma parte pertence protecdo principal ¢ a outta parte pertence & protecdo de retaguarda. Como exemplo, pode-se citar 0 caso da prote¢o convencional (escalonada por zona sem teleproter3o) feita com a utilizagao de relés de distincia (21), em que a 2* zona tem 20% da LIT na protege principal e 50% da proxima LT coberta pela protec de retaguards da 1* zona do relé a jusante da proxima barra 4 Capitulo 1 Na prética a zona de atuagao da protegtio principal se inicia no Tocal da instalagdo do TC ou dos TCs do circuito elétrice. Nos disjuntores pertencentes & superposi isto , 08 TCs estio posicionados de modo que o disjuntor fique no meio, conforme ilustrado na figura 1.1.2 =e So a 2 = I] be GI Figura 1.1.2 — Localizagio dos TCs Zona de Protegio 5 Cada conjunto de TCs slimenta relés de sistemas de protegao diferentes. Por exemplo, 0 disjuntor 1 esta coberto pelos TCs x ey. OTC y pertence a0 esquema diferencial (87) do conjunwo (ransformador & gerador s{ncrono), 0 TC x pertence a protecio diferencial (87) da Barra A. Salienta-se que os posicionamentos dos TCs apresentados na figura 1.1.2 seria o ideal em termos de entrelagamentos de zonas de protegdo, mas. na pratica & de alto custo e as empresas por motivos econdmicos utilizar 0 esquema apresentado na figura 1.1.5 Algumas vezes, como variante do esquema apresentado na figura 1.1.2, & também utilizados a instalagao dos TCs como mostrado na figura 113 Zona A LT Zona Figura 1.1.3 Cruvamento de TCs sem Abragar o Disjuntor Neste caso os TCs nio cobrem o disjuntor, isto &, 0 disjuntor esti coberto s6 pela protegio da zona B. Note que no esquema da figura 1.1.3 esti apresentado, também, 2 TCs separados, a que constitu em uma alternativa de alto custo. Na realidade, as empresas utilizam apenas um TC com varios enrolamentos independentes no secundario, assim nesse caso bastaria um enrolamento primério ¢ 2 enrolamenios secundirios. Para este propésito, convenciona-se que 0 simbolo apresentado na figura 1.14 corresponds a um TC com 1 enrolamento primério e 2 enrolamentos secuntirios. H ee ur ‘Zona 8 Figura 1.1.4— TC com um Enrolamento Primatio 2 Enrolamentos Seounditios 6 Capitulo 1 A fim de reduzir os cusios © a quantidade de TCs utilizados na conjugagio dos entrelagamentos das protegSes de barras, as empresas adotam esquemas de protegdes em que as ligagdes ficariam’ como as apresentadas na figura 1.1.5, Serato SA it st) © Qs TL Figura 1.1.5 ~ TCs com 2 Enrolamentas no Secundérios no Entrelagamento das Zonas de Protegdo com a Protegdo de Barras. EE Zona de Protegio Z Note que com esta configuragio economizou-se 7 TCs, 1.2 Relé de Sobretensio 0s relés de sobretensio operam quando a tensio elétrica ultrapassa um valor pré-ajustado. Recebe a denominago de fungio 59 pela nomenclatura ANSI. Ver apéndice A. 5 relés de sobretensio podem ser classificados em: a) Aspectos construtivos # Bletromecdnico; © Blettonico; * Digital b) Tempo de atuagio + Instantineo; + Temporizado, 0 Definido; © Tempo inverso. © relé de sobretensio eletromecinico, em relagio ao aspecto constritivo, € idéntico ao telé de sobrecomente tanto para a unidede instantinea quanto para a unidade temporizada. A unidade instantanea ea temporizada de tempo inverso estio apresentadas respectivamente nas figuras 1.2.1 ¢ 1.2.2. O conjugado (torque) do relé de sobretensiio é dado pela expressiio 12.1 Tronque =KV? Kota G24) Em que: V ~ € a tensio elétriea na bobina magnetizante do relé de sobretensio, 8 Capitulo 1 Figura [.2.2—Relé de Sobretenstio Temporizado (597) As unidades tém raps para possibititar a escola do ajuste mais indicado para a respectiva protegiio instantinea e temporizada a ser adotada para o sistema elérico em estudo, No relé de sobretensdo temporizado de tempo inverso escolhe-se uma curva Tempo x Tensto, conforme familia de curvas disponibilizadas pelo fabricante aptesentadas, na figura 1.2.3, por exemplo. Dependendo do porte da importancia do sistema elétriee a protegao de clevagao de tensiio pode ser efetuada utilizando-se um ou mais relés de sobretensio, Por exemplo, num sistema de grande porte, pode-se utilizar 3 relés de sobretensio, conectados enire fases ou entre fase ¢ terra. A figura 1.2.4 mostra uma ligagdo com relés de sobretensdo (59) entre fase ¢ terra Zona de Protegtio a ele go Sobretarsa0 Portoraabvaler #0 Tap dstade ra Figura 1.2.3 ~ Curva Tempo x Tensio do relé de Sobretenstio Figura 1.24~ Liga dos Relés de Sobreicnsao Instantancos ¢ Temporizados 9 10 Capitulo 1 © diagrama funcional de protegio de sobretenstio esti apresentado na figura 1.2.5. + 391 A 8 c i == rt Ser ae sis Figura 1.2.5 — Diagrama Funcional da Protegio de Sobreten: Pelo esquema apresentado na figura 1.2.5, a protegao de sobretensio 86 provocs o disparo no disjuntor quando: ® Ocorte uma sobretensdo nas 3 fases com a conseqiiente operacio das 3 unidades instantdneas, Os contatos das unidades instanténeas esto em série, portanto, somente com os fechamentos dos 3 contatos dos relés o disparo do disjuntor efetuado. Se ocorrer, por exemplo, uma sobretenstio em uma s6 fase, a unidade instantinea da fase correspondente fecha 0 seu contato, porém nao ocorre a operacio do disjuntor. @ Ocorre uma sobretensio em 1 on 2 fases que sc mantém por certo tempo provocando a operagao da unidade de sobretenstio temporizada. Note que os contatos das unidades temporizadas esto emi paralelo, portanto qualquer unidade gue atua provoca 0 dlisparo do disjunter. Os TPs podem também setem conectados em A para a ligagio dos relés entte fases. Apresentou-se aqui a protegio de sobretensio utilizando-se relés de sobretensio eletromecdinicos para possibilitar um melhor entencimento do funcionamento fisico do equipamento, mas atualmente utilizam-se telés Zona de Protegio, 1 igitais multifungio, em que a Fungo 59 jd ests incorporada, Geralmente, a fans 59 no relé digital € de tempo definido. Num relé de sobretenstio eletromeciinico & interessante obter a relagdo de tensio de atuagdo (pick-up) e a tensio de desoperagio (drop-out), conforme expresso 1.2.2. tensto de atuagao 49 Rel be tensdo de desoperagio 2.2) 2 OO= Note que a expresso 1.2.2, deve-se principalmente ao relé eletromeciinico, em que o fluxo magnético minimo gerado pela sobretensio que é sufictente para acionar a alavanca fechando 0s contatos é bem maior que 0 fluxo magnético gerado por uma tensto menor que cansegue soltar a alavanca do rele, abrindo-se os seus contatos. Pela expresso 1.2.2 este valor & sempre maior que 100%, Note que este problema intrinseco do relé eletromecdnico leva a um valor bem superior a 100%. ‘Quando ocorre uma sobretensio temporiria que provoca a operagao do relé de sobretensio instantaneo, pode muitas vezes permanecer 0 contato fechado mesmo com o retomo da tenso nominal do sistema. Por isso, deve- se sempre ter 0 cuidado para que a tensdo de desoperagio seja maior que a tensfio nominal do sistema, assim garantc-se o restabelecimento do relé de sobretensio instantineo. © felé de sobretensio digital no tem este problema, porque a relacio de tensio do pick-up ¢ drop-out & praticamente 100%. ‘A sobretensio no sistema elétrico pode provocar os seguintes problemas: @ Arcos elétricos entre condutores de uma linha transmissio; © Arcos elétricos nos isoladores; ® Aumento da corrente de fuga nos para-raios; © Esforgos maiores na isolagiv dos transformadoces; @® Esforgos maiores na isolagéo dos geradores sincronos; ® Aumento dos esforgos na isotagto eléirica dos equipamentos. 1.3 Relé de Subtensio © relé de subtensto, fungto de proteg%o 27, opera quando & temo iminui abaixo de um valor pré-ajustado, Construtivamente é idéntico 20 relé de sobretensio, mas sua operago ocorre somente quando ha uma redugao da tensao elétrica no circuito no qual est talado. AAs caracteristicas e esquemas de ligagdo sfio os mesmos da protego de sobretensio. A curva de temporizagao desse reté & mostrada na figura 13.1 t eran 1 Figuea 1.3.1 ~ Curva de Temporizagiio do Relé de Subtensio Os relés de subtensio sto idénticos aos telés de sobretensiio, mostrado na figura 1.2.1, com bobina magnetizante com varios saps paca possibilitar a escolha do percentual (%) da tensio ajustada para a qual o rele it atuar. A atuagdo é por ago da desoperagao (drop-out) da alavanca, Na operagio normal do sistema, a tensio nominal produz um fluxo magnético Zona de Protegao 13 que mantém atraida a alavanca (armadura) do relé, conforme ilustrado na figura 1.3.2 agrtcarto | aoRes 271 Figura 1.3.2 ~ Relé de Subtensio Instantneo (271) lo Operado A mola neste caso se mantém permanentemente tracionada. Quando fa tensfo elétrica do circuito diminui abaixo de uma valor ajustado, 0 fluxo magrético diminui e solta a alavanca, A mola que esta tracionada puxa a) alavanca de volta fechando © contado do relé, isto & coneretizando a ‘operagdo propriamente dita do relé de subtensio 27, Ver figura 1.3.3, Figura 1.3.3 —Relé de Subtenso Instantineo (271) Operado ) O relé de subtensao (27) € utilizado em varias situagdes na protegio do sistema elétrico, muitas vezes combinado com outros relés. Por exemple, —) utiliza-se © relé de sobrecorrente com monitoramento (permi subtensdo. Isto significa que a atuagao da protegio € combinada, is disjuntor $6 receberé dispato se houver atuagio dupla, do relé de zi 14 Capitulo L sobrecorrente 51 e do celé de subtensfio 271, © esquema apresentado na figura 1.3.4 mostra como se realiza a operacio desta protegtio, otc BARRA Figura 1.3.4 — Diagrama Unifilar e Esquematico em DC da Protegao de Sobrecorrente com Supervisio do Relé de Subtenso (51/27) 0 esquemitico em DC esté apresentado na figura 1.3. Figura 1.3.5 — Esquemético em DC da Protegdo de Sobrecorrente com Supervisdio do Relé de Subtensio (51/27) Na srepresentago numérica da ANSI (apéndice A), 0 relé de sobrecorrente temporizado com monitoramento de subienstio é denominado por 51/27. Outra variante, muito utilizada é a denominada de protegdo por relé de sobrecortente com restrigao de tensio, Neste caso, 0 torque de atuagao no relé de sobrecorrente eletromecinico é dependente da tensiio, que pode ser por subtensio ov sobretensio. Por exemplo, a figura 1.3.6 mostra 0 diagrama unifilar desta configurago por restrigio de subtensio. Zona de Prowecio 15 BARRA Figura 1.3.6 —Relé de Sobrecorrente com Restrigo de Subtensio (O esquemético em DC esta apresentado nu figura 1.3.7. + 50.0u 51 Figura 1.3.7 — Esquemético em DC © torque no relé de sobrecorrente eletromecdnico, ou seja, a sua corrente de atuago depende do tap escolhido c varia em fungao do valor da tensdo elétrica aplicada apés atuagao do relé 27, Isto é, a corvente de ajuste do relé de sobrecorrente varia de acordo com a tensio elétrica aplicada e pode ser daca pela expresso 1.3.1 Taj 50051 = TAD so vst“ (Var) 03.) Para o relé digital ou eletrénico, a corrente de ajuste varia de acordo coma expresso 1.3.2 1 untae 0300051 £ (Vz) (32) Em que: 16 Capitulo 1 f(Vx,) — Representa uma fungao que varia de acordo com o valor da tensdo sobre o relé 27. A corrente de ajuste do relé de sobrecorrente 50 ou 51 pode ser visualizada, por exemplo, na figura 1.3.8. auto ace creer Tap Alustado: Tenséio Nominal Figura 1.3.8 - Curva do Tyg versusiensio V Note-se que com o abixamento da tensio aumente-se a sensibilidade do relé de sobrecorrente, esta caracteristica é util em varios esquemas de protegio, principalmente os utilizados na partidas de maquinas rovativas A protegio por relé de sobrecorrente com restrigdo (dependéncia) de tensdo é denominada de S0V ou SIV. © eld digital de multifungdo contém varias fungBes incorporadas, inclusive a de sublensio 27 e a de sobretensto 59, A caracteristica de aluago com respeito 4 tensdo e & temporizagio so mostradas na figura 1339. Neste caso 0 celé opera quando a tensio sai da faixa de operagiio mostrada na figura 1,3.9, inclusive as temporizagées podem ser diferentes para as funebes 27 ¢ 59. ary, 69 Tensao Figura 1.3.9 —Caracterfstica de Atuagio do Relé de Teasio 27 ¢ 59 14 Protegio de Sobretensdo para a Terra de Sistemas Isolados Num sistema isolado ou aterrado com uma alta impedincia, geralmente para a protegio de defeito a terra, utiliza-se a tensio de seqiiéncia zero obtida por 3 TPs ligados em A aberto. A figura 1.4.1. ilustta esse esquema de ligacao. ABC | | | Ve %" Figura 1.4.1 ~ Relé de Sobretensiio Conectados nos Tetminais do A Aberto Neste tipo de sistema elétrico, quando ocorre um deleito om relagia 4 terra, haverd um desequilibrio de tensio com @ consegiiente geraclo de 18 Capitulo L tensiio de seqiiéncia zero. Assim, conforme descrito na referéneia [5], na ligagdo em A aberto aparecers uma tensdo de se nia zero com 0 valor de 3Vp que ativa o relé de sobretensio 59. Apesar de o relé ser de sobretensiio esta fungio de protegtio é denominada de 64 pela ANSI, dita também de protegio de terra ou de contato A terra. Por exemplo, no circuito de 13,8 KV dos servigos auxiliares de uma subestago, proveniente do tercidrio ligado em A do transformador de poténcia de 3 encolamentos, utiliza-se a proteyio de sobretensio mostrada na figura 1.4.1, Note que neste caso, em funcionamento normal, a tensfio no secundaio dos ‘TPs ¢ de 15/3 = 66,4 V. Em termos fasoriais, tem-se: V, = 66420 V V, = 66,42-120° V V, = 6642-240" V A tensiio sobre o-relé 59 &: Vaetsso = Va + Vp +V_ = 2070 Portanto em funcionamento normal do sistema elétrico a tensio no relé 59 6 nula, Havendo um defeito 4 tera, no sistema elétrico isolado, as tenses desequilibradas geram tenses de seqiéncia zero iguais e em fase n0 secundario dos TPs, ¢ 0 relé 59 ficard submetido a Vpetes = 3Vp = 3x 66,4 = 199,2V Desse modo 0 relé 59 deve ser ajustado com uma tensio bem menor, por exemplo: Vajustodo Rote 59 = Veominal <3Vo Na pratica, na figura 1.4.1, & necessario colocar em paralelo com 0 relé 59 uma resistineia elétrica (R) de estabilizaco, principalmente para minimizar as sobretensdes advindas da propria operagdo do relé e também para atenuar possiveis problemas de ferro-ressondncia tio comum neste tipo de circuito. 19 RELE DIFERENCIAL | 2.1 Relé Diferencial SS _| O relé diferencial € um dispositivo de protege de um equipamento que se bascia no principio da comparagiio de corrente elétrica de entrada e saida, podendo haver varius possibilidades de conexies, sendo simbolicamente tepresentada pela figura 2.1.1 Fronds i Hlementa =e — Protegida > Figura 2.1.1 - Prineipio da Protegio Diferencial A fungiio de protegao findamenta-se na (" Lei de Kirchhoff aplicada 40 equipamento, isto & TT 20 Capitulo U Koes = basa * he fg tana haan ay 0 dispositive de protegao vai atuar do seguinte modo: 8) Se Taw = las 2 comente 1, =0, ¢ 0 relé no atua, isto & 0 elemento protegido nio apresenta defeito. B) Se ign hua Taj me» 8 Proteeiio atua porque a difereaga de comente € maior que 0 ajuste no relé. Neste caso hi um defeito no elemento protegido A comparaco das correntes eiétricas & feita por meio de VCs. A protegao diferencial 6 largamente empregacla na: 4 Protegiio de transformadares de poténcia 4 Protegiio de cabos subterrdneos + Protegdo de méquinas sineronas + Protegio de barras + Protegiio de cubjculos metalicos 4 Protociio de linhas de transmissto curta A protegiio diferencial 6 denotada pelo nimero de fans 87. ‘Apresentam-se a seguir virias possibilidades do emprego da protecdo uilizando o relé 87, 2.2 Relé Diferen £ uma protegio em que se utiliza um relé de sobrecorrente 50 ou 51, fazendo a fungio 87. A figura 2.2.1 mostra o esquema genérico desta ) protecio, em que os TCs t8m relagdo 1:1. Comum Relé Diferencial a Rel Diferenciat a fuse ohCt Te i, => Elemento Ze _ tesla Droid — lets fists } eat Benen reig — — Figura 2.2.1 - Protegiio Diferencial Comum na Operagtio Normal do Sistema Elétrico No caso da figura 2.2.1 em que o sistema elétrico esti operando normalmente, isto é, alimentando uma carga, a8 correntes de entrada e saida so iguais & 0 relé no opera, Note que a protecio diferencial pode ser ampregada em sistemas elétricos radiais ¢ em anéis, sendo que sua zona seletiva de atuagio 6 entre os dois TCs, _A figura 2.2.2 apresenta 0 caso de um curto-cirenito fora da zona protegida pelos dois TCs. 1" i Plemen iy i=i, ae es a dio bana te mee do mek velo Figura 2.2.2 - Defeito Fora da Zona Protegida Supondo o sistema em anel, as correntes que supremo curto-cizcuito vém dos dois lades como mostra figura 2.2.2, mas como o defeito ocorreu. fora da zona protegida pela protegao diferencial, os dois TCs vém a mesma corrente I,, € 0 relé niio opera. Ja a figura 2.2.3 apresenta um curto-cireuito intemo a ligagao diferencia, aa 2 Capitulo Tr Relé Diferencial 2B ee aptloT Roe iene Este esquema de protegio utiliza um relé diferencial pereentual i y ee, 4 Ya apresentado na figura 2.3.1 bays FE Enero we is zt Protagi¢o 7 uf t - fu yi ir is BOBINA DE Nt q} BORINA DE , Figura 2.2.3 - Defeito Dentro da Zona Protegida esrnigao N2 ‘rERAGRO ) Se o sistema for radial a corrente i, = 0, se for em anel a cotrente )— i, seri uma corrente de curto-circuito. A corrente que passa pela bobina magnetizante do relé sera i, +1, ea proteg’o atuard, ) E importante observar que o uso das ligagSes anteriores & freqiiente, Apesar das ligagdes anteriores serem usadas, elas apresentam problemas na ocorréncia de elevado cutto-circuito fora da zona seletiva, mas muito ) prdximo a0 TC. Isto se da devide a: Figura 2.3.1 - Relé Diferencial Percentual ‘Note-se que: + Sco elemento protegiclo for um cabo subteniineo, uma maquina sincrona ou uma linha de transmissio curta, as correntes i, ¢ i, serto ignais 4 niio ser perfeito 0 casamento dos TCs; 4 saturagio dos TCs; + canegamento (burden) nos secunditios dos TCs, que causam. saturagao no ndcleo; + Sco clemente protegido for um transformador, as correntes i, ¢ i, sero determinadas pelas relagdes de transformacao do transformador ¢ que deverdo ser compensadas pelas relagdes de transformagio dos TCs e, se necesito, pelo emprega de TCs auxiliares. + outros problemas inerentes a0 equipamento protegido. As situagdes acima produzem ertos nos TCs, podendo provocar a ) atvagio indevida do relé de sobrecortente que esta fuzendo a fungao de protecdo 87 Para contornar esses problemas & melhor utilizar 0 telé diferencia pereentual, Relé Diferencial Percentual © esquema de protegio diferencial percentual apresentado pela figura 2.3.1 bascia-se na interago de duas bobinas, que sao: + Bobina de restrigdo, que tem uma derivagao central. O campo magnético gerado nesta bobina de restrigo atua atraindo um Embolo produzindo um torque negative, isto & contrério a0 torque de operagao. “| 24 Capitulo Ht + Bobina de operagio, cujo campo magnétieo atrai um émbolo que ploduz o torque positive. O telé 87 ind operar se o torque positive (r_) for superior a0 torque negative (c.). © funeionamento bisico do relé diferencial percentual da figura 2.3.1 baseia-se nos torques gerados nas bobinas de restrigdes e de operacéo. Para analisar melhor o funcionamento, apresentam-st os itens a seguir. fora da zona a) Operagio normal do sistema elétrico ou det protegida. Este 6 0 caso em que as correntes secundirias nos TCs do esquera da figura 23.1 so iguais (i, =i,). Nota-se que a bobina de restrigdo & composta de duas partes enroladas no mesmo sentido, portanto as correntes i, i, produzem um campo magnético concordante que atrai com bastante forga © émbolo, produzindo um forte torque negative. Ja na bobina de ‘operagio, a corrente resultante & i, -1, =O, ou seja, o torque seré mulo. Assim, o forte torque negativo (restrigio) garantité a nfo operagio do relé 87. b) Defeito interno entre os dois TCs. Quando 0 defeito (custo-circuito) ¢ interno, ou seja, dentro da zona jtada pelos dois ICs, as correntes i, e I, dirigem-se a0 ponto do defeito, Neste caso, tem-se a inversto da corrente 1, como mostra a figura 232. Para dar énfase ao funcionamento deste relé, supde-se que a corrente i, tenha 0 mesmo valor em modulo da corrente T,, deste modo, © campo magnético gerado pela corrente 1, na meia bobina de restrigdo, tem sentido oposto 40 campo criado pela corrente f,, assim, 0 campo magnético de restrigdo resultante € nulo, conseqilentemente nfo existe torque de restrigto. J& a corrente resultante i, +i, =2i,, passa totalmente pela bobina de , produzindo tum elevado torque positivo. Note que neste caso, © Relé Diferenci torque de operacdo & grande © o torque de resttigdo & nulo, ficando desse ‘modo, gerantida a operagao do rele. Elemento Protegido OBA DE BOBINA DE ‘oPERAGAO ) resTricao N2 EXO. Bsn Figura 2.3.2 - Defeito interno Esta € grande vantagem desse relé, que se traduz. em: 4 Defeitos extemos, o relé fortifiea a restrigio e enfraquese 2 operagio, garantindo a nao atuagao do relé. 4¢ Defeitos intemas, 0 relé enfraquece a restrigao ¢ fortifica a operacio, garantindo a atuagio do relé, © rele diferencial percentual (87) apresentado na figura 2.3.1 6 ropresentado pelo esquema da figura 23.3, em que aparece a bobina de ‘operagiio ea bobina de restrigo separacia em duas partes. Passa-se a obter a expresso analitica de operacio do relé diferencial percentual, considerando que as correntes i, ¢ 1, estio referencindas de acordo com as figuras 2.3.1 ¢ 2.3.3. Na bobina de restripfo, age a corrente resultante que é dada por ivi, 26 Capitulo 1 “2 fobina de B <3 oporacio b Bobinad de festngdes Figura 2.3.3 - Relé Diferencial Percentual (87) Para simplificar, utiliza-se apenas a média dos médulos individuais, isto é L cujo torque de restrigo sera dado por p (the } socits © (rages) | Frmctts ® (Panis [AF Na bobina de operagio, a corrente resultante é, I ce © para simplificar utiliza-se I crue cujo torque de operayao é dado por Fags (Pagans) (ha)? Portanto, desprezando-se a restrigio da mola restauradora, 0 torque resultante que age no balancim do relé diferencial percentual ¢ dado pela expresso 2.3.1, Relé Diferencial 27 Fet7 = Fopmste ~ Facan A-n yx, @3.) No limiar (£,4,57 = 0) do relé 87, tem-se: 0-0-1) -K,(LEE) \ 2 Lh = fe eh 232) 1 oS ¢ Fazendo-se, a ie tem-se K, 141 yoh=ateh 33) . +k Fazendo-se, y=Iy-Tz @ x=“, tem-se a expressio 233, reescrita como sendo a expresstio 2.3.4, que € uma equagdo de uma reta que passa pela origem dos cixos cartesianos y yaax - @34) Fazendo-se o grifico da expresso 2.3.3 de T,—1, em fungio de tom-se a figura 2.3.4 reta do limiar de operagio do relé 87 © eefeite da mola de restaumagao do relé sé apareceri para pequenas correntes de defeito, neste caso, sua aco esté representada na figura 2.3.4, em que a reta no passa pela origem, mas tem um pequeno desvio. — EE 28 Capitulo 1 Alle AZ _Liniar se oprago OPERA ~ coin a0 J afaito de, N ola NAO OPERA \ a te 2 Figura 2.3.4 - Curva de Operagio do Relé Diferencial Percentual Para o relé diferencial percentual, devem-se fazer dois ajustes: a) Ajuste da declividade (slope), que pode ser 4 $.2.25% para miquinas sincronas; # 10.2.45% para transformadores de poténcia. Deve-se obsorvar que se a declividade for de 25%, que couresponde a aga =0,25 © a =arctag0,25=14,04", Quanto anaior for a declividade, menor é a sensibiliade do rele, b) Ajuste do valor inicial ou pick-up do relé para compensar 0 efeito di mola de restaurago, seu valor tminimo ¢ limitude por &- em que K; representa o efeito da mola. Por exemplo, 0 ajuste do pickup ou corente minima de atuagdo do relé, pode ser 0.1.A ou 0,24, ouo valor recomendado pelo fabricante do rel, Pode-se também representar o relé diferencial percentual, em um gnifico da comente de retengao 1, em funedo da corrente de reten¢ao 1, Relé Diferencial 29 Para isso ¢ definido outro termo que ¢ a perventagem da comente iferencial 1, I, em relacto 4 menor das correntes de retengdo I, ou 1, Supondo-se que I, <1, assim a percentagem diferoncial “p” ¢ dada por: Desenvolvendo-se, tom-se: 100+p 1 2. im 35) Supondo-se que 1, <1, tem-se p= Desenvolvendo, tem-se 1-1 2.3.6) i00+p ao Usando-se no relé diferencial percentual, o perventual “p* de 10% e 25%, o gréfico da zona de atuapio do r2l6 é apresentado na figura 2.3.5. Nota-se que a reta superior da gravata é dada pela expresso 2.3.5 ¢a rela inferior pela expresstio 2.3.6 Assim, para qualquer operagio que produza um ponto dentro di regio hachurada o relé 87 no atua, Qualquer ponto de operagilo fora da gravata representa uma eorreate ciferencial além do ajustade no relé 87 e a protegio atua, De uma maneira geral na protegio de transformadores ou maguinas sincronas o relé 87 nfo afua diretamente no dispositive de abertura do disjuntor. © relé atua ativando o relé auxiliac de bloqueio (86), que providencia uma série de comandos, sendo ui deles o disparo da abertura do disjuntor ou disjuntores, conforme pode ser visualizado na figura 2.3.6. 30, Capitulo IL ein wt Be Deane + FY Zona Inoperante. ret Dn sal ay ‘0 400] al [42° 4 6 8 10 12 14 16 18 20 2 24 26 Figura 2.3.5 - Zona de Atuagao do Relé Diferencial Percentual em Forma de Grove ‘ : As H toners | Pe Hi @) Figura 2.3.6 - Diagrama Esquemitico da Protego Difereneial A figura 23.7 apresenta o diayrama esquemitico simplificado em DC da atuagio da protegio. Relé Diferencial 31 2 Figura 2.3.7 - Esquemético em DC da Protege Diferencial Percentval Em que: VM + limpada vermetha, indicando disjuntor fechado, VD + lampada verde, indicando disjuntor aberto. ‘As notagBes numéricas sto identificadas no apéndice A. Note que na proteso de linhas de transmissio com relés $0, 51, 21, 67, 32, utilizam-se TCs com fator de sobrecorrente de 20, com classe de exitidio de 10%. Os TCs utilizadas na protegao diferencial, os eros dos mesmos influenciam no ajuste do relé, portanto esses TCs devem ter preciso analisada para cada caso, © podem ser de classe de exatiddo de 2,5%, de 5% ou de 10%, Desse modo, em alguns casos, os TCs da protecdo diferencial devem ser methores do que os TCs das outras protegbes. Cee nnn nnn nn mene nnn nnn nn 32 TELEPROTEGAO 3.1 Teleprotesio A protegio que utiliza comunicayio entre os relés das barras adjacentes de uma linha de transmissio é denominada de teleprotegio. O principio bisico da teleprotegao & 2 utilizugio da protegao diferencial (87) a istincia, em que a transmissio do sinal de um relé ao outro é feita pelas vias de comunicagio, Do mesmo moclo da proteg4o diferencial, 0 techo supervisionado (selecionado) pata a protegio € compreendido enue os 2 relés, A figura 3.1.1 mostra simplificada ¢ esquematicamente a protegdo da linha de transmissio utilizando a teleprotozao. bara A ‘va do Gomunizarao Figura 3.1.1 ~ Teleprotegao 33 Teleprotegdo A filosofia da teleprotecio € a mesma de protegéo utilizada no sistema de energia elétrica, com o adicional que a contiabilidade da teenologia da comunicagao é fundamental. ‘A teleprotecdo basicamente utiliza 2 processos para a ago de desligamento do trecho em defeito. Os 2 processos so: 4 comunicago efetiva ou nao entre os relés, para o bloqueio do desligamento do disjuntor; + comunicagio entre os 2 relés, para o desligamento efetive dos disjuntores. Na teleprotesdo a necessidade de se utilizar a protego principal ¢ aliernativa é importante, possibilitando a garantia de seletividade de 100% da linha de transmissaio. Na teleproteedo as vias de comunicagio, conhecida como canais piloto, podem ser de varios tipos: + fio piloto; + onda portadora (Cartier); # mictoondas; 4 fibres dpticas do tipo: % cabo dielétrico de fibra éptica: £ cabo OPGW. Na (cleprotagio & imprescindive! que © meio de comunicagio tenha alta confiabilidade e alta velocidade. Isto porque a teleprotegio € um componente incorporado 20 sistema de protegao. Desse modo € importante considerar a seguranga do meio de comunicacao, principalmente quanto & sua exposigao fisica, Geralmente em linhas de transmisséio, 0 sistema de comunicagao abrange todo © comprimento da lisha, ficando exposto a toda sorte de riseos, inclusive o de vandalism, Os mecanismos das vias de comunicagio sto resumidamente apresentados a seguir. [3.2 Fie Piloto 34. Capitulo TU Fio piloto € um condutor fisico utifizado para conduzir (transmitir) sinal de comunicagao entre os sistemas de prote¢o instalados em cada terminal do elemento protegido. © condutor, meio de propagacdo, pode dependendo do tipo de protegio, ser © Figs telefnicos; © Cabos elétricas; © Fios nus, A comunicagzo por fio piloto é feita por um par de condutores, em que o sinal de transmissao pode ser efetivado (transmitide) por: © Corrente continwa (DC) © Corrente alternada (AC) em 60 fz; © ACem sinal de audio, © esquema de protegaio utilizando fio piloto mais indicado quando © elemento protegido for de pequonas dimensdes, tais como: ® Transformador; # Gerador sinerono; # Cabos elétricos, prineipalmente os subtersincos; # Linha de transmissfio curta, Pode-se utilizar 0 fio piloto para protecdo de linha de transmissio curta de até 30 ker, mas na pritica ndio & muito usado. No tipo de protegio por fio piloto, por exemplo, utiliza-se a mesma filosofia do relé difetencial (87) adotada no transformador de poténeia, sendo que neste caso a protegao diferencial 6 feita por 2 equipamentos de protegio instalados em cada terminal da linha dé transmissao. A figura 3.2.1 mostra a protegéo diferencial (87) de um transformador de poténcia, Substituindo 0 transformador por uma linha de transmissio & utilizando a protegio diferencial com o emprego de 2 relés em cada tetminal, tem-se a figura 3.2.2. Note que ao sc unirem os 2 relés da extremidade da linha de transmissiio, tém-se a constituigao do relé diferencial tradicional. ‘Teleprotegaio 35 m 3E a ap Sess Bobina de A» sorina co Restiggo 1 Restrgdio 2 Figura 3.2.1 ~ Protegao Diferencial do Transformador eo CS Sa eT (z eae Figura 3.2.2 ~ Protegdo com fio Pilota Identicamente & protego diferencia comum, nos relés da figura 3.2.2 as bobinas de resitig6es produzem ago para n nfo operagdo © ax bobinas de operagéo produzem agdo para a operagio da proteyio provocando 0 desligamento dos disjuntores. Simbolicamente a teleprotegao, com vias de comunicagio através do canal piloto com o uso de relés 87 cm cada terminal da linha de transmissio, E representada pelo esquema da figura 3.2.3. aus Boras _ [Wace Gaminact Figura 3.2.3 — Esquema Basico da Teleprotegio com Canal Piloto 36, Capitulo HL No esquema da figura 3.2.2, com o sistema elétrico operando em condigéo normal, as corTentes no circuit sccundiies dos 2 TCs slo apresentadas na figura 3.2.4, que é 0 mesmo caso para um curté-cireuito no ponte 1 te —— oy aL Figura 3.2.4 Operagtio Normal Nesse caso, com nio hé defeito na linha de transmissio, a corrente ¢ ‘a mesma no inicio e no final, desse modo, as correntes secundarias nos TCs so a5 mesmas ¢ no passa correntes pelas bobinas de operagio nos 2 relés das extromidades. As correntes passam somente pelas bobinas de resttiges garantindo a niio operagio dos relés, Uma caracteristica deste tipo de esquema de protegio é que na operagao normal do sistema cléirico sempre circula corrente pela cablagem do canal piloto, Assim, quando ocorre um defeito na cablagem do canal piloto, devidamente a protesio pode provocar © destigamento do elemento protegido, A figura 3.2.5 mostra o sentido das eorrentes elétricas para 0 aso de curto-cirouito na linha de transtissio. aera eras an Figura 3.2.5 ~ Curto-circuito na Linha de Transmissio Nesse caso de curto-cireuito na linha de transmissio, a tinalo de exemplo, supée-se que as correntes 1 ¢ I” sfo iguais em médulo. Assim, deduz-se que do passa corrente pela cablagem do fio piloto ¢ toda a corrente passa na bobina de operagiio de cada relé com o consegiiente cisparo dos disjuntores, em cada exiremo da linha de transmisséo, Na en Teleprotego 37 realidade as correntes de curto-circuito proveniente das barras Ae B no sao. iguais e pela cablagem do canal piloto passa a diferenga das correntes. Pode-se, também, efetuar o mesmo tipo de protegiio utilizando o esquema de protecdo por oposicdo de correntes, Neste tipo de protegio, er operagio normal do sistema clétrico, nfo passa corrente pela cablager do fio piloto, como mostra a figura 3.2.6. ana paras. inna do Treneriseso . rests pesto Figura 3.2.6-- Protegiio por Canal Pioto em Oposigdo na Operagdio Normal Hayendo um defeito na linha de transmissio, uma das correntes de curto-circuito inverte-se na exiremidade, © que, por sua vez, determina a condugio de corrente pela cablagem do canal piloto, com mostra figura 3.27. “potina de ao opera Figura 3.2.7 — Defeito na Linha de Transmissi0 ‘Neste exemplo da figura 3.2.7, foi considerado que i = i 3.3 Fibra Optica _ 38. Capitulo HL No esquema apresentado na figura 3.2.3 0 canal de comunicagao pode ser feito por um cabo dielétrico de fibra éptica, como esté representado na figura 3.3.1, ara Bara 1, nsdn 1 | QT} Figura 3.3.1 — Teleprotegio com Cabo de Fibra Optica Este esquema de teleprotecio é similar ao de fio piloto, em que 0 meio fisico da via de transmissdo € constitulde por um cabo de fibra éptica, Neste tipo de teleprotepdo, o sinal elétrico obtido no relé 87 & dirigido ao ‘ronsdutor fotoeléirico, que o transforma em um sinal luminoso equivalente © ssinal Juminoso, que tem ina freqféneia dentro do espectro do infravermetho, & transmitido pela fibra éptica ao outro terminal, assim se estabelece & comunicagio entre os relés dos terminais da linha de transmissdo. Com a informagdo das correntes aos 2 terminais da tinka de transmissio, ¢ de acordo com 0 esquema de proteyio adotado, os zelés podem: @ nfo operar; @ oporar; @ bloqnear a ago de desligamento do disjuntor remoto; @ petmitir o destigamento de um disjuntor remoto;, # bloquear o religamento, ‘As vantagens da utilizagdo da fibra éptica no esquema de protegao dda figura 3.3.1 si © 0 cabo de fibra Sptica nfo est sujeito a interferéncia celetromagnética ¢ eletrostiti Teleprotegio 39. © Rapidez na transmiisso do sinal luminoso; © Precisio nos dados transmitidos; © Disponibilizacio de varios canais de comunicagao possibilitando as realizagBes de outras fungdes, tais como: telefonia, medic, supervisio e controle, transmissdo de sinal de audio e de video, Prineipalmente para agées de seguranca do monitoramento do patio das subestagdes; Mudanga de ajustes de relés; © © Possibilidade de ages de autodiagnose na integridade do sistema de protegdo com respeito aos relés © das fibras épticas ¢ transmissdo do sinal; © Canal de comunicagiio dedicado e seguro para as agdes de transferéncia de sinal objetivando 0 bloqueio ou o disparo do Aisjuntor remoto; ® Pequena atenuacio do sinal transmitido cobrindo grandes distincias de comunicagao; © Separagio galvanica entre os circuitos clétzicos do sistema de protesio com o sistema de fibras épticas; © Grande largura de banda; © Extremamente leves. A fibra éptica ¢ constituida de um niicleo de silica, revestide com uma camada de silicone, Para confinar ainda mais 0s raios luminosos dentro do niicleo de silica da fibra éptica, hé nccessidade de aumentar o indice de refracio, Com esse propésito dopa-se a fibra com GeO; (didxido de germiinio) ¢ SiO; (didxido ée silicio). As fibras Spticas de acordo com 0 tipo de transmissio e indice de reftagio podem ser: + Fibra 6ptica monomodo, que utiliza diametros de 9 um ¢ 10 hm, com comprimento de onda (2) de 131 mm © 1550 nm, tem menor atenuagdo no sinal, & emprogada para grandes distincias de transmissio; Fibra éptica multimodo que se divide om: 40. Capitulo I indice degrau que tem dois indices de reftagdo, um ‘para o miicleo e ontro para a casca. Sao fibras grossas com diimetro de 100 ym a 850 ym. Sab empregadas em distincias curtas. indice gradual que apresenta indice de refragio variivel, a dimensio do niicleo é de 50 um, 62,3 pm e 100 wm, e da casca de 125 wm e 140 um. Podem ser usadas em majores distancias com atenuagées de | a 6 dBikm, ‘A fibra éptica multimodo, tem didmeiro do miicleo de 50 wm, 62,5 um e 200 pm, com comprimento de oncia da luz emitida na ordem de 650, 820 e 1300 nm. Os transdutores (conversores) fotoelétticos dos relés em cada terminal da linha de transmissdo devem ser compativeis, isto €, deve gerar sinais luminosos com o mesmo comprimento de onda. Os cabos de fibra éptica podem ser simples ou acompanhados de urn cabo (guia) de ayo. O cabo de fibra éptica com guia de aco possibilita langar o cabo em maiores vios entre torres de transmissio e resguarda de tensionamentos meeinicos nas fibras, ‘A petda de sinal na fibra Sptica & medida em 48. Deve-se considerar as perdas em dB em todo o sistema de transmissio do sinal de fibra éptica, concementes as emendas, fs conexdes € 05 cabos propriamente dito. Por exemplo, o cabo de fibra éptiea de 9,3 ym tem perdas de: 4 0,4 dBekm para }.= 1310 nm; + conecior, perdas de 2 dB/eonector; ¢ emenda, perda de 0.4 dB/emenda. A distincia de comunicagéo direta entre relés fica Timitada pela geragio de sinal no conversor ¢ pelas atenuagées de sinal no sistema de comunicagio. Estas limitagdes restringem a operagao direta entre relés em tomo de 50 km. Cabo OPGW (Optical Ground Wires) & um cabo condutor metilico, mente esto instalados os cabos de fibra éptica. Ver figura Fibra Otica MA Cabo de Fibra Otica Capa Aluminio Figura 3.4.1 ~Cabo OPGW ) 0 cabo OPGW é utilizado como cabo de eobertura (cube pita: ou cabo guarda) de uma linha de transmissio. Ver figura 3.4.2 Figura 3.4.2 ~ Cabo de Cobertura do tipo OPGW (O cabo de cobertura esté aterrado na torre de transmissiio. Assim, na! ocoréneia de uma descarga atmosfirica, 0 raio sera captaco pela parte tmetélica do cabo de cobertura, sera condurido até a torre mais proxitna, © a2 Capitulo Ut sera escoado a terra pelo aterramenio (contrapeso) do pé da torre. Esta condugao do raio nfo afeta a transmisso do sinal tuminoso dentro do nnicleo da Fibra dptica. © esquema da teleprotesio © da via de comunicagio & apresentado simbolicamente pela figura 3.4.3 ara ewe 6, Uni de Tareas » To rear pt | Coatsecormceno | ae | se Figura 3.4.3 — Teleprotego com Cabo OPGW Neste tipo de teleproteg#o a comunicagio entre os relés é feita pela teansmissio do sinal pelas fibras Opticas contidas no cabo OPGW, possibilitando efstuar varios esquemas de protego. Apenas para ilustragao, por exemplo, o cabo OPGW com 18 pares de fibras Opticas pode trafegar em cada par, 7560 canais, perlazendo no total 136.080 canais de comunicagit. A transmissio com OPGW pode cobrir grandes distincias com a introdugao de repetidora de sinal Desse modo, pode-se utilizar a transmiss¥o de sinal pela fibra ptica, para 0 uso da: ® Protegao; © Comunicagio telefOnica; © Transmissao de sinal de TV; © Comwunicasao via Internet; © Comunicagao do sistema de supervisio & controle; Teleprotegao 3. © Servicos para companhias telefénicas ou de TVs nio pertencentes empresa. Isto & podem-se comercistlizar os canais excedentes para empresas particulares, 3.5 Onda Portadora _ A transmissdo por onda portadora é feita utilizando 0 meio fisico, isto é, 0 proprio cabo condutor da linha de transmissao para a propagagio do sinal de comunicagio. O sinal a ser transferido é modulado na. onda portadora, é injetado na extremidade da linha de transmissio e recebido na outra extremidadle onde ¢ demodulado, isto é, 0 sina & separado dx onda portadora. Este sistema € conhecido por OPLAT ~ Onda Portadora sobre Linha de Alta Tensio. O esquema da figura 3.5.1 mostra os elementos bisicos da teleprotegdo com onda portadora (Sistema Carrier), Bobina de Bloqueio const do Bera TC de Carrer cemunicagao Una do T : s Treremsss0 BI L Taamisor Recap Camor Figura 3.5.1 —Teleprotegao Onda Portadora (Carrier) O sinal ¢ transmitido por uma onda portadora de alta freqiiéncia na cordem de 20 a 400 KHz, que se superpSe & corrente elétrica (60 Hz) da Tinka de transmissio. Cada sinal, com sua respectiva freqiiéncia, propaga-se independentemente como se o outro sinal nfo existisse, apenas seus efeitos so somadas. O receptor, no outro extremo da linha de transtnissio, quo esté 44. Capitulo IM sintonizado na freqiiéncia Carver, absorve apenas 0 sinal da onda portadore, sendo que a correspondents demodulagao extrai o sinat da informacdo, Para a finalidade de usar o sistema Carrier por onda portadora na teleprotecio, hé necessidade de apenas apresentar a figura 3.5.1 de modo ais simplificado, como mostra o desenho da figura 3.5.2, cose, x © Figura 3.5.2 ~ Sistema Carrier Em que T representa o transmissor e R 0 receptor da onda portadora Carrier, Os equipamentos que constituem o sistema de transmissio por onda portadora podem utilizar a tecnologia digital, porém a trunsmissio da onda portadora pela linha de transmissto € feita sempre no modo analégico © sistema completo da transmiss2o por onda portadora (Carrier), sucintamente é composto pelos seguintes equipamentos: 4 Bobina de bloqueio do Carrier; # Divisor Capacitivo de Potencial (DCPS); 4 Equipamento de sintonias 4 Transmissor Carrier; # Receptor Cartier; + Filtro da onda, © capitulo 2 da referencia [5] foi dedicado #0 equipamento DCPs contendo o seu funcionamento e utilizagao. ‘A aixa de fregiigneia utilizada para @ propagasio de sinal confinada na linha de transmissfio, em comparagaio com outras freqiéncins, & mostrade na figura 3.5.3. Teleprotegao 45. lo Nooo, sole ses wold sie rs a re sisie . Pere vere Fea Caio -— Figura 3.5.3 — Faixa de Freqiéneia Cartier Freqiigneias menores que 20 kHz prejudicam 0 acoplamento com 08 DCPS, ¢ para freqiiéacias maiores que 400 kHz as perdas de transmissio do sinal sio mais acentuadas ¢ também comega a haver interferéncias com os servigos de ridio. sistema de proteg3o que utiliza onda portadora (Cartier) depende muito di integridade dos condutores da linha de transmissio. Sendo prejudicados nos seguintes casos Abertura dos condutores da linha de transmissio; Curtos-cireuitos; Manobras de disjuntores; Interferéncias eletromagnéticas; Interferéncia eletrostatica. ©e808 6 Microondas Na transmiss2o por microondas o meio de propagacdo do sinal é pelo ar. O sinal é transmitido numa freqdéncia de 900 kHz a 20 MHz. O sinal de alta freqiiéncia da microonda € dirigido por antenas parabsticas de ponta & ponta, Por este motivo as antenas parabélicas devem estar colocadas em torres de comunicagdo para que sua visads tenha longo aleance. Ver figura 3.6.1 A faixa de freqiléncia deste sistema de comunicagio &: + Uff de 300 MHz a 3 GHz: # Microondas de 3 Glitz a 30 GHz. O sistema de comunicagao por microondas € muito eomplexo e caro AS antenas parabdlicas devem estar direcionadas umas em relaglo as outras, de modo que o sinal seja transmitido entre as torres de comunicagio 46 Capitulo UL até o seu destino final Em condigies favoraveis a mixima distdncia entre as torres pode ser de até 60 im, Antena Parabéiica Cabo Guia de Microondas. Equipamento de Transmissao Recepcéio Figura 3.6.1 — Torre de Comunicagdo de Microondas Este sistema softe influ’ncia das condigées atmosféricas, sendo um. problema para a fidelidade desse sistema de transmissio, principalmente para a teleprotegao. A vantagem desse sistema & que 2 comunicago independente dos efeitos das correntes de curtos-cireuitos na linha de ‘transmisso e das interferdncias eletromagnéticas geradas na subestagio. ‘Tipos de Sistemas de Teleprotesio. SS Os sistemas complexos de protegio que utilizam a técnica de comunicagio entre subsistemas de proteg’es sto conhecidos gencricamente por teleprotegio. As proterSes e as comunicagdes entre relés podem ser cfetuadas com 0 emprego de virias técnivas, denominadas: a) Sistema de Blogucio por Comparagdo Direcional ou Sistema de Compacacdo Direcional por Bloqueio — CDB - (Blocking), b) Sistema de Comparacdo Direcional por Desbloqueio - CDD - (Wablocking), Teleprotectio 4. ©) Sistema de Transferéncia de Disparo Direto por Subaleance (Direct Underreach Transfer Trip ~ DUTT); 4) Sistema de Tsansteréncia de Disparo Permissivo Por Subaleance (Permissive Underreach Transfer Trip PUTT); ©) Sistema de Transferencia de Disparo por Sobrealcance (Permissive Overreach Transfer Trip ~ POT). Existem virios sistemas de protego que utilizam os osquemas anteriores ou suas variantes, sendo que alguns sero apresentados nos itens a seguir. Neste tipo de esquema qualquer relé pode ser utilizado, sendo os mais usuais 0s relés 21, 67, 50, 51 38 Sistema de Bloqueio por Comparagao Direcional _| O sistema de bloqueio por comparagao direcional (CDB), conhecido também por Blocking, utiliza o sistema de comunicagao para enviar um sinal para bloquear, isto é, para no permitir a operagdo de abertura do disjuntor remoto adjacente. Por este motive, © sinal enviado pelo canal de comunicago ser utilizado para impedir a operagio de desligamento do disjuntor, mesmo que a protegao local queira abrir 0 disjuntor. O sinal 6 de bloqueio da abertura do disjuntor, dai advindo @ nome sistema de blogueio por comparacio direcional, Para o caso de protocio principal e alternativa, quando sc tém 2 sistemas de protecdo separados ¢ independentes por terminal da linha cle transmisséo, ¢ garantida a atuago da protec local, sem preocupagio com a obrigatoriedade da atuagio da protegao de rctaguarda remota, Pode-se utilizar © sistema de blogueio por comparagdo direcional (CBD), apresentado a seguir, cujo diagrama unifilar € mostiado na figura 3.8.1 2 Figura 3.8.1 — Diagrama Unifilar do Sistema Elétcico para a Protegio CDB 48 Capitulo UL No diagrama unifilar da figura 3.8.1 esti apresentado somente & protepdo priméria da LTqn de uma configurago em anel, Na bara A, 0 relé 2P esté direcionado no sentido da linha de transmissGo LTap ¢ sobrealcanga a barra remota B e vai até, por exemplo, a 40% da préxima linha de transmisséo, LTyo, ¢ 0 relé 21S (instantéineo) esti direcionado 20 sentido contririo (reverso) e aleanga a barra adjacente, barra 1D, como mostrado no esquema da figura 3.8.1. A filosofia do CDB ¢ que sempre que o relé 21S vé 0 defeito, um sinal de comunicagio é eaviado para a ouira barra para no deixar que 0 disjuntor abra, isto é, 0 sinal é enviado para BLOQUEAR a abertura do disjuntor da barra remota. Na protegdo da figura 3.8.1, as zonas de atvagio do relé 21 so designadas por P ¢ S, em que P significa protec pilotc ov principal S significa Start, ou seja, partida (disparo) do transmissor que cnvia um sinal pelo sistema de telecomunicagao para @ outra barra, © diagrama fimeional em DC do sistema de bloqueio por comparagdo direcional aplicado ao diageama unifilar da figura 3.8.1 esté mostrado na Figura 3.8.2. é Rolede 8 ‘Tempo 5 Tempo f | 7 1p é ‘ Re Sper 1A RC], as PARR] Figura 3.8.2 — Diagrama Funcional em DC do CDB Sistema de ‘Telecomunicacso Em que: 21 ~+ relé de distancia, Poder-se-ia utilizar um outro relé no Iugar do relé 2L, por exemplo, o relé $0 ou o relé 67; 21P + contato do relé 217; LCL nn nen eee nnn nnnnnnnnnnn nnn nnnn nnn nnn mmm mn mmm nnn Teleprotegio 49 21S ~ contato do relé 218; BA — bobina de abertura do disjuntor; ‘TR + transmissor, equipamento que envia o sinal de comunicagao para 1 barra remota: RC + receptor, equipamento que esté sintonizado para receber o sinal de comunicagdo enviado pelo transmissor da barra remota, Quando 0 receptor RC recebe o sinal de comunicagio, 0 seu contato RC abre; Relé de Tempo + fecha seu contato Ty quando transco:re 0 seu tempo ajustado. © tempo dle ajuste To = 6 a 20 ms. O tempo de ajuste Ty é um tempo muito baixo, mas deve ser maior que 0 tempo da propagacio do sinal de transmissio de uma barra a outra. Ou seja, Ty > Tempo de propagagao do sinal pelo sistema de telecomunicaco, Este tempo Th uitas vezes jd vem incorporado no equipamento fornecide pelo fabricante, ¢ esté fixado entre 15 a 20 ms. Passa-se a seguir u analisar a atuagio da protegdo para os deftitos assinalados no diagrama unifilar da figura 3.8.1 a) Defeito no ponto F; da linha LT xu. As protegdes das barras A e B, atuario com 0 acionamento dos seguintes contatos, smninal A # Fecha 0 contato 21P que enengiza o relé de tempo; # Transcorrido o tempo Ty, 0 relé de tempo fecha 0 seu contato Ta; # Odisjuntor A é destigado, inal B + Fecha 0 contato 21P que energiza o relé de tempo; + Transcorrido o tempo Ty, 0 relé de tempo fecha o sex contato To; ¢ O disiuntor B é destigado. Note que neste caso, nenhuma proteco 218 viu o defeito, portanto nenhum sinal de comunieagio foi enviado. 1b) Defeito no ponto F2. 30, Capitulo 1 Este defeito é fora de LTys, portanto nenhum disjuntor deve ser desligado, A seqligncia de atuagio da protego &a que segue: ‘Terminal B + Fecha instantaneamente 0 contato 21S; © Ativa-se o transmissor B, que envia um sinal pelo sistema de telecomunicagdo para o receptor A da barra A. ‘Terminal A © Fecha instantaneamente o contato do relé 21P; © Oreceptor A recebe o sinal do transmissor B e abre 0 seu contato RC. Note que 0 contato RC estando agora aberto, no seré mais, Possivel efetuar a operacdo de abertura do disjuntor A, isto é, 0 disjuntor A esté bloqueado; # O relé de tempo fecha 0 seu contato Ty no tempo To, Note que o tempo To > tempo da propagagao do sinal de comunicago entre as barras; # Odisjuntor A permanece fechado, em operagio normal © problema neste tipo de sistema de protegdo de bloqueio por comparagio direcional € que: @ Se houver vm deftito no sistema de telecomunicagio, de modo que o sinal seja emitido indevidamente, a abertura do disjuntor fica bloqueada, independents da atuagao da protec local, ® Se houver uma falha no sistema de telecomunicagio, de modo que 0 sinal transmitido 10 chegar no receptor remoto, poder haver atagio indevia de protegio local para deteito fora da linha de transmisséo, Fato este que geralmente ocorre neste tipo de esquema de protegao. Como nfo se sabe se hé defeito no sistema de telecomunicagiio, hi necessidade de uma constante vigilineia no sistema para garantir 0 seu eesempenho, esquema funcional apresentado na figura 3.8.2 é simplifieado, na realidade o esquema é mnais complexo e, pode-se citar que © receptor allo ‘Teleprotegio St promove a abertura do contato RC. Esta fungio & feita por um relé 85 auxitier, O funcionamemto bascia-se no esquema mostrado na figura 3.8.3. Sistema de Telecomunicagao Figura 3.8.3 —Relé 85 Quando o receptor recebe um sinal de comunicago, ativa o relé 85 que promove a aberture do contato RC. O relé 85 tem também outros contatos auxiliares NA ¢ NF, para realizar outras fung6es. Geralmente, provoca-se wn tetardo intencional no tempo de rearme do relé 85, a fim de evitar problemas na protegdio de linhas operando em paralelo. No esquema de protege apresentado, a seletividade & de 100% da Jinhua de transmissio com um tempo de atuagao de Tp, ——__— 4 pce 3.9 Sistema de Desbloqueio por Comparacio Direcional Sistema de protegio de desbloqueio por comparagio direcional (Unblocking) seré analisado em relagdo ao diagrama unifilar da figura 3.9.1 Figura 3.9.1 ~ Diagrama Unifilar Os relés de protegdo de cada barra tém direcionatidade para a linha de transmisso com sobreaicance da linha adjacente. 32. Capitulo IT A filosofia do sistema de proteqiio de desblogueio por comparagéo direcional (CDD) € manter um canal de comunicago sempre ativo © mantide numa freqiéncia chamada de guatda, Portanto, o sinal permanente no canal € indicativo que o canal de transmissiio de ‘elecomunicagiio esté fincionando em perfeito estado, isto ¢ importante porque € uma garantia de que quando houver defeito no sistema elétrico 0 canal de comunicagiio est pronto para enviar um novo sinal de desbloqueio cem uma nova freqléncia, diferente da freqiiéncia do canal guarda. O sinal de desbloqueio ¢ sempre no sentida de promover 0 desligamento do dis) untor. Na operagéo normal do sistema eléirico, no sistema de protegiio CDD, é sempre enviado, permanentemente, um sinal de guarda (na freqiiéncia guarda) entre os sistemas de protegio da barra A e B, que mantém aberto 0 contato que esti em série com a bobina de abertura do disjuntor, Havendo defeito no sistema ctétrica a protego troca a freqiiéucia do canal de comunicagio para freqiiéncia de desbloqueio, que ser enviada para a outra barra, uo sentido de permitir 0 desligamento do disjuntor remoto, Portanto a légica do CDD &: % Fregiiéncia de guarda significa operagio normal do sistema ¢ os disjuntores devem permanceem fechados; 4 Frogiiéncia de desbloqueio significa defeito no sistema elétrico & € disjuntores devem ser desligados. © esquema funcional do diagrama unifilar apresentado na figura 3.9.1 esti mostrado na figura 3.9.2. [ie peer rR] emma Soria I Figura 3.9.2 — Funeional em DC do CDD Teleprotecao 33 Se o sinal guarda esté em funcionamento & porque o sistema de telecomunicago esté em funcionamento normal ‘A. seguir apresenta-se a atuagio das protegSes para os defeitos assinalados no diagrama unifilar da figura 3.9.1 a) Defeito no ponto Fy dentro da LT4s. Os relés operam na seguinte seqiiéncia: rerminal A © Fecha o contata P do relé da barra A; * Ativa-se o transmissor A, que muda a freqigncia do sinal de comunicagio transmitido. A freqiigneia do sinal ¢ comutada da froqiiéncia de guarda para a freqiigncia de desbloqueio; # O receptor A recebe o sinal de comunivagdo na treqligncia de desdloqueio que foi enviada pelo transmissor B. O recepior A Fecha o seu contato RC; + Ativarse a bobina de abertura BA que promove o desligamento do disjuntor A. Terminal B 3 Seqiéncia igual a do terminal A. Observa-se que o sinal na freqiiéncia de desbloqueio provoca desbloqueio (permissio) de operagio de desligamento do disjuntor. ) Defeito no ponto F: fora da LT x. A seqiidncia de atuagio dos relés & Terminal B ‘A protecio deste terminal niio vé o defeito em Fs, portanto nada acontece. # 0 receptor B recede o sinal do transmnissor A na frogiiéncia de desbloqueio ¢ fecha o seu contato RC, mas nv hé operagzio do cisjuntor B porque o contato P permanece aberto, ‘Terminal A A protecio deste terminal vé o defeito Fe: 54 Capitulo TH © Fecha o contato P do relé A; + Ativa-se 0 transmissor A, que permuta a fregiiéncia do sinal que € enviado para a barra B. Note que nda hé operacdo do disjuntor A, porque o receptor A iio recebe sinal na freqiéncia de desbloqueio. Observagio: Este sistema de protego de desbloqueio por comparagio direcional (CDD) é mais simples que 0 CDB, é mais confidvel devido a existéncia permanente do sinal guarda. Normalmente 0 tempo de comnutagao do sinal de comunicagio dé-se em 5 ms. 3.10 Sistema de Bloqueio por Comparagio Direcional -) Variante | Este esquema & utilizado na protegio tradicional com relés de distincia que usuftui do sistema de comnicagao. Para assimilar com mais propriedade estes fundamentos, 0 diagrama unifilar da figura 3.10.1 mostra as zonas de atuagio do sistema de protegzio instalado nas barras A © B com sentido direcional para dentro da linha de transmissao, isto &, como indicado pelas setas sobre os TCs. Fo Diwcioal 87 os i o Fp bros 75 Figura 3.10.1 — Alcance das Zonas dos Relés 21 Neste esquema os relés de distancia 21 tém seus ajustes de zonas de atuagdo © suas correspondes temporizagdes indicadas no item 5,8 da referencia [46]. Alimeniado pelo mesmo TC, hi um relé de disténcia Teley reverso que deverd cobrir todo o circuito da linha de transmissio reversa (anterior). © esqueia funcional em DC de cada sistema de protego est apresentado na figura 3.10.2. +. tgnce = abce | me Bn 4 3 Roam ¥ oe Figura 3.10.2 ~ Esquema Funciona em DC do Sistema de Prot Bloqueio por Comparagio Direcional Em que: 2; ~ contutos NA ¢ NF da I* zona (instantinea) do relé de disténcia 21; Z_ + contato da 2 zona (temporizada = 2) do relé de distancia 21; 23 ~ contato da 3* zona (temporizada ~T5) do relé de distancia 21; ZR > contato da zona reversa de atuagHo (instantinea) do relé de distancia 21R; ‘TR + Transnissor do sinal Cartier para a barra remota; RC * Receptor do sinal Carrier proveniente da barra remota, Quando 0 Receptor RC recebe um sinal Carrier o seu contato RC abre instantaneamente; FD ~ contato da unidade direcional 67; To > € um tempo muito baixo, porém maior que o tempo da propagagio do sinal de transmisso Carrier de uma barra a outra, Ou seja, Ty > Tempo de ptopagaco do sinal Carrier, =0,4.00,5s + temporizagao da 2* zona do relé de distancia 21; 56 Capitulo ttt 21, Passa-se a analisar o funcionamento da proteyio de acardo com seu dliagrama funcional para alguns pontos assinalados na figura 3.10.1 ‘Ts = Is + temporizagio da 3* zona do relé de distin a) Defeito no ponto F do diagrama unifilar da figura 3.10.1. Os relés de protegao amram do seguinte modo: ‘Terminal % Fecham simultaneamente og contatos FD, Zs, Z2 ¢ Z; ¢ 0 contato Z\NF abre-se; Através dos fechamentos dos contatos FD ¢ Z; ovorte a stivagéo da bobina de abertura BA e o desligamento do disjuntor A. ‘Terminal B: © Fecham simultancamente os contatos FD, Z,, Zz ¢ Zs ¢ 0 contato Zi NF abre-se; % Através dos fechamentos dos contatos FD e Z) ocore a ativago da bobina de abertura BA € 0 desligamento do disjuntor B, Neste caso os 2 disjuntores A e B da LTas foram desligados (abertos) instantaneamente, Note que para este tipe de defelto dentro da linha de transmissi, na qual é visto pela 1* zona dos 2 relés terminais, nenhum sinal de comunicagio foi ativado pelo truasmissor TR, porque nenhum relé de distancia reverso viu o defeito ¢ os contatos ZR permaneceram abertos e ainda os contatos Z; NF foram abertos. Note que pelo esquema do diagrama funcional da figura 3.10.2, quando o defeito esta dentro da 1 zona, o rel de distancia atua prioritariamente ¢ instantaneamente no disparo do disjuntor, nfo havendo necessidade do sinal de comunicagio do Carrer, }b) Defeito no ponto F2 do diagrama unifilar da figura 3.10.1. Os relés de protegdo atuam do seguinte modo: % Fecham simultaneamente 08 contatos FD, Z1, Z) @ Zs @ 0 contalo ZiNE abre-se; 4 Ocorre a ativagio da bobina de abertura BA ¢ 0 desligamento do disjuntor A, 7 ‘Teleprotecio 31 ‘Terminal B 4 Feclam simultancamente os contatos FD, Zs ¢ Zs & Ativa-se o relé de tempo, que transcorrido o tempo Ty fecha 0 contato To, provocando o disparo do disjumtor B. © terminal A da linha de transmissio LT,» foi éestigado instantaneamente pelo disjuntor A e 0 terminal B foi aberio no terapo Ty que € muito baixo. Note que aqui também no houve necessidade do sistema de telecomunicagzo. «) Defeito no ponto F; do diagrama unifilar da figura 3.10.1. Os relts de protegiio atuam do seguinte modo: 1B 4 Fecha insiantaneamente 0 contato ZR; Ter 4 Ativa-se o transmissor TR que envia um sinal Carrier para o receptor A da barra A. Termin 4 Fecham simultaneamente os vontatos FD, Z1 ¢ Zs; 4 Ativa-se o relé de tempo; % O receptor RC reccbe sinal Carrier do transmissor TR da Barra B. Ao receber o sinal Cartier, 0 receptor RC abre 0 seu comtato RC; £ O relé de tempo no tempo Ty fecha o sext contato Ty, Note que agora nde ha desligamento do disjuntor porque sinal Carrier recebido pelo receptor abriu 0 contato RC antes do fechamento do contato Ty, Esta ago € que di o nome deste esquema de proteefo, ou seja, 0 sinal Carrier transmitido blogucou o disparo do disjuntor A. Observa-se aqui hd necessidade de ter-se Ta > ‘Tempo de propagagio do sinal Carrier da barra B até a barra A. isto 6, o receptor da barra A deve receber 0 sinal Currier ¢ abriv © comtato RC antes que o relé de tempo feche o seu contato To. ‘Algm do mais, o tempo Tp deve ser 0 menor possivel, porque ‘quando o relé da outra barra vé 0 defeito dentro de sua I* zone, esta informagao ¢ imediatamente passada via Cartior para que 0 38. Capitulo Tt relé da barra adjacente abra com certeza o seu disjuntor no tempo Tr, Observacaio 1: Para o defeito no ponto Fs, a protegio da 1° zona do relé B da LTac deve atuar instantaneamente, somente em caso de defeito desta Protecio, deve amar a 2* zona do relé 21 da barra A no tempo Ta, Observaciio 2: No esquema de bloqueio por comparagio direcional (CDB), ‘© sistema de telecomunicagio dedicado & protego nunca promove o disparo do disjuntor, atuando somente no sentido de bloquear o dispar do disjuntor, Portanto, quando hé um defeito no sistema de telecomunicagso a protecio toma-se a convencional Apresentasse a seguir outro tipo de protegio de bloqucio por comparacéo direcional (CDB) para um sistema de protoyao priméia © alternativa, comm zona de seletividade de 100% da linha de transmissdo e nfio hd tisco de disparo do disjuntor, porque a aciio do receptor niio consegue de modo algum provocar o disparo do disjuntor. 3.11 Transferéncia de Disparo Direto por Subaleance Transferéncia de disparo direto por subaleance aplicado a um sistema eléicico € quando o sinal de comunicagio ¢ utilizado para efetuar a operagio de desligamento direto do disjuntor. Este tipo de protegao também € coniecido por DUTT — Direct Underreach Transfer Trip. diagrama unifilar ¢ a zona de atuagio dos relés & 0 mesmo apresentado na figura 3.10.1, sendo que © esquema funcional em DC & mostraco na figura 3.11.1 Note que o sinal de transferéncia provoca o disparo do disjuntor. Neste esquema caso haja um defeito no sistema de comunicacde que provoque uma trunsmissdo indevida de sinal, o disjuntor da barra remota seré desligado, Uma variante deste esquema é a utilizagaa do disparo direto do isjuntor da barra remota, quando & necessario o desligamento de um equipamento que nfo tenha disjuntor préprio. Por exempio, & 0 caso do reator de linha nfo manobrivel (figuta 3.11.2) ou que tenha disjuntor proprio no lado terminal do aterramento.. Teleprotecio 59 Sistema de Telecomunicagao Figura 3.11.1 ~ Esquema Funcional do Sistema de Transferencia de Disparo Direto por Subaleance Bara Bera “Transertndla do Oisparo Ditto Vade Comnicgo Figura 3.11.2 — Transferéncia de Disparo para a Barra Remota Se ocorrer defeito no reator os 2 disjuntores deverdo ser desligados, sendo que o disjuntor remoto da batra A é disparado diretamente pelo sinal enviado pelo sistema de comunicagao da barra B. A figura 3.11.3 mostra uma fotografia de um reator de linha manobrivel com disjuntor no terminal do aterrainento. 3.12 Transferencia de Disparo Permissivo por Subalcance Este sistema de protepdo também € conhecido por PUTT - Permissive Underreach Transfer Trip. © sistema clétrico € 0 mesmo da figura 3.10.1 © 0 diagrama funcional esté apresentado ma figura 3.12.1 60 Capitulo IIL | . re are Toros at + 3% oH . | + 1] | ae . Figura 3.12.1 — Funcional do Sistema com Transferéncia por Disparo Permissivo de Subaleance E quase idéntico ao anterior, 86 que no esquema apresentado na figura 3.12.1 © disparo do disjuntor s8 ocorrerd com a permissdo da nidade | direcional que tem contato em séri¢ com 0 coniaio RC. Assim, 0 nome permissivo, neste caso, € dado pela unidade direcional, isto & © dispare s6 Teleprotegion 61 ser possivel se a unidade direcional permitic, Apesar da introdugio deste pequeno detalhe, jé se produz mais seguranca no esquema de protey assoviada & ieleprotegSo, Isio porque, se o sistema de comunicagao enviar por falha, engano ow erro huciano, wm sinal de disparo, o disjuntor nao ser acionado porque a unidade direcional no permit, [3.13 Transferéncia de Disparo Permissive por Subalcance | | com Aceleragio de Zo [2 oe |+-——_ Temoo af HH zt HHF-- Lore, Lb | Sistema de Telecomunicagaa a 3.13.1 ~- Funcional em DC Este esquema apresenta mais seguranga porque a permissividade ¢ feita pela unidade direcional ¢ pela 2' zona, Portanto $6 haverd disp Aisjuntor, se 3 condigies forem satisfeitas: do | + Recebimento do sinal de comunicagio emitido pelo ttansmissor | da barra remota; 4 Defeito na diregto da linha de transmissio protegida; + Defeito dentro da 2* zona. Este esquema € utilizado em linhas de transmissio média e longa distancia 62. Capitulo I 3.14 Transferéncia de Disparo Permissivo por Sobrealcance Este tipo de sistema de protegdo também € conhecido por POTT — Permissive Overreach Tranfer Trip. Para o mesmo sistema eléttico aptesentado na figura 3.10.1, cujo ddiagrama funcional pode, por exemplo, ser 0 da figura 3.14.1 it, nse rol Z 1 HE Hi Sistema de Tolecomunicayae Figura 3.14.1 —Funcional em DC do Esquema de Transferéncia de Disparo Permissivo de Sobrealcance Este esquema ¢ idéntico ao anterior, com a diferenga de que o dispuro do sinal de comunicagdo & feito pela unidade distincia da 2* zona cujo aleance vai até 50% da linha de transmissio remota, E utilizado em linha de transmissio curta, dada a dificuldade de acionar o sinal de comunicagao pela !* zona devido & imprecisao de se fazer o-ajuste para 80% da linha. & adequado neste sso ‘ajustar a 1* zona para 50% de linha. Observagio: Muitas empresas utilizam um sistema de protegao, em que 0 POTT tem zona de sobcealcance independente da 2* zona da protega0 normal. 3.15 Légica de Eco + Teleprotectio 6 ‘Na utilizagdo do sistema de protegio do tipo desbloqueio por comparagio direcional (CDD), como apresentado no item 3.9 a abertura do disjuntor s6 ocorre se houver recebimento do sinal de transmissdo enviado pela protecio de linha de transmissio da barra remota. Devido a esta filosofia do sistema CDD, este esquema de: protegao fica prejudicado quando 0 disjuntor ou a chave seccionadora estiver aberta em um terminal remoto de uma Tinba de transmissio de um sistema elétrico conectado em anel. Por exemplo, no esquema do diagrama unifilar da figura 3.15.1, em ‘que um terminal da Tinha de transmissio est aberto, — Figura 3.15.1 - Terminal B da Linha de Transmissiio Aberta Neste caso com o terminal B aberto e se ocorrer um curto-cireuito no ponto F, na logica do CDD 0 disjuntor A s6 abrird se receber um sinal de desbloqueio do terminal B. Mas como o tetminal B néo ve 0 defeito, renhum sinal de desbloqueio sera enviado ao terminal A. Ver figura 3.9.2. Por esse motivo, para possibilitar a abertura do disjuntor A, hé necessidade de se efetuar a ligica de eco. A légica de evo jé esti incorporada no esquema de protegio CDD atual. Esta lgica se basein no principio do eco, ou seja, @ sinal de transmissio enviado pelo canal A ao terminal B deveré retornar {nstantaneamente ou ap6s certo tempo ao terminal A. Por exemplo, no esquema de protegiio da figura 3.15.2, utiliza-se um rel6 de tempo, para envisr o sinal de volta a0 terminal A. Em que: S > contato aux ‘NF da chave secoionadora; 52 contato auxiliar NF do disjuntor; Ty contato do relé de tempo. 64, sale 1 Relioe Temps 8A Sistoma de Telecomunicagao Figura 3.15.2 - Esquema Funcional do CDD com Logica do Feo Em relagdo ao esquema de protedo da figura 3.15.2, na ocorréncia de um curto-circuito em F, a seqiéncia de atuagdo da protesiio & % Fecha 0 contato P do terminal Ay % Ativaese o transmissor A que envia um sinal de desbloqueia para o receptor B; % O receptor B recebe o sinal transmitido pelo transmissor A. O receptor B fecha o seus contatos RCs que ativa o relé de tempo do terminal B; % Transcorrido 0 tempo o relé de tempo fecha e seu contato Ty; % Com o fechamento do contato To ativa-se 0 transmissor B que envia um sinal de desbloqueio ao terminal A, Este sinal enviado € 0 ce % O receptor A recebe o sinal transmitido por Be fecha o seu contato Ri % Com o fechamento do contato RC, ativase a BA que promove a abertura do disjuntor A. Nota-se que 0 tempo Ty ajustado no relé de tempo € maior que os tempos de operngiio das protegdes normais com o disjuntor o4 seccionadora local fachadas. Este tempo Ty atrasa a abertura do disjuntor, sendo 0 principal problema da lgica de eco deste tipo de esquema da figura 3.15.2. Para contomar o problema apresentado e acelerar a abertura do disjuntor, na logica de eco, utilizam-se 05 contatos auxiliares do disjuntor & Teleprotegdo 6 das chaves seccionadoras que ativam diretamente o transtnissor para enviar 6 sinal de retomo para a barra remota. A logica de evo 36 sera ativada se 0 disjuntor ou a chave seceionadora estiver aberto, 0 diagram wnifilar de —— a figura 3.15.3 apresenta esta condigio. Sistema de Ur ‘Telecomunicagso Figura 3.15.3 — Légica de Eco Ativada pelos Contatos Auxiliares da Chave Seccionadora ou do Disjuntor Neste caso, nlio ha necessidade de se utilizar o relé de tempo, ¢ para um curto-cireuito em F, a seqiiéncia da atuagao da protesio é: + Oreld do terminal A vé 0 defeito e fecha o seu coiitato P; * Ativa-se o transmissor A que envia um sinal de desbloqueio a0 terminal B; + O receptor B recebe o sinal enviado pelo transmissor A. O receptor B fecha o seu contate RC; + Com © fechamento do coniato RC do terminal B, ativa-se 0 transmissor B que envia um sinal de volta ao terminal A (logica de eco); ‘+ © receptor A recebe o sinal enviado pelo terminal B e fecha o seu contato RC; + Ativa-se a BA coma conseqiente abertura do disjuntor A. A login de eco, apresentada na figura 3.15.3 6 melhor que a da figura 3.15.2, porque atua muito répido e s6 € ativada quando o disjuntor ou a chave soccionadora remota estiver abetto. Existem também outras l6gicas de cous utiizadas nos esquemas de protecio CDD. —— See 66, Capitulo 11 Teleprotecao 6 3.16 Protegao de Linha Morta _] | 27 estiver operado. Esta protego do relé de sobrecorente supervisionado pelo relé 27 & mostrada na figura 3.16.1 O rele 21 utiliza a medigao de Vf para a sua logica de atuagio. Nos casos de curtos-cireuitos muito préximos da barra, isto é, préximo do relé, a medigao Vy fica prejudicada, porque o valor de tensio 6 muito baixo. Para contomar este problema, 0 relé 21 dispde do tecurso da ago de meméria, que garante uma tenséo residual no relé quando a tensio cai a zero ou proxima de zero, Esta agdo de meméria possibilita a atuacio do relé 21 para curtos-circuitos muito préximos & barra. A ago da meméria no relé 21 sé & efetiva quando a linha de transmissdo esta energizada, isto é, com tensdo normal pré-falta. Quando uma linha de trunsmissio é desligada, 0 relé digital 21 mantém a agdo de meméria por um tempo de 0,1 a 2s A aco de meméria no relé 21 nilo 6 efetiva, quando a linha de transmissdo estiver sem tensfo (linha morta), que 6.0 caso da linka que ast aberta ou desenergizada, Se a linha estiver desenergizada, a aylo ‘meméria no relé 21 6 mula, Se a linha de transmissio aberta estiver com defeito do tipo curto-circuito, durante cnergizagio, ou seja, durante 0 fechamento do disjuntor, 0 relé 21 ficara prejudicado porque sua agio de meméria ests desativada, Satiente-se ainda, que durante a energizagto de uma Tinha de transmissio sob curto-circuito, o gradiemte de crescimento da comrente elétrica de curto-circuito & grande e o da tensio & muito baixo, prejudicando ainda mais a logica A do relé 21. Deste modo, os relés que tenham a logica de atuagao por comparagao por tensto elétrica para este tipo defeito nao sio adequados. Para este tipo de defeito de curto-circuito em linha morta (dead line) que esti sendo enetgizada, o relé de sobrecorrente 50 & 0 mais indicado, A protegio de fechamento sob falta de uma linha de transmissiio descnergizada, $6 entra em operagdo quando o disjuntor € fechado, © & efetuada por um relé de sobrecorrente 50 supervisionado pelo relé 27, € & desativada apés um certo tempo, geralmente de 500ms. Portanto, quando a linha esti morta, 0 relé 27 jd esté operado, e durante o fechamento do disjuntor, o relé de sobrecorrente 50 esta em prontidiio para operar ou nto, dependendo se ha ou nao defeito na Tinka de transmissio. O relé de sobrecorrente SOfSf (sobrecorrente de fechamento sob falta) s6 atua se a tensfio na linha de transmissio sob falta estiver baixa, isto €, enquanto o relé Barra A Barra e BIOS RR Figura 3.16.1 ~Relé 50 para Fechamento sob Falta de uma Linha de ‘Transmissfio Morta O esquemitico em DC 6 mostrado na figura 3.16.2. Figura 3.16.2 ~ Fsquema Funeional em DC Na figura 3.16.1 no esto apresentadas as outras protesdes de linha de transmission, Note que no esquema apresentado o relé de subtensio ndo é necessério na protegao de linha morta, Também, nfo foi apresentado aqui a direcionalidade da atuagio da protecao. Sempre que ocorrer a atuagdo da protegiio de linha morta, a fangdo dle religamento (79) do disjuntor deve ser bloqueada. Salienta-se que virias sao as causas de defeitos em linkas mortas, mas a mais comum ¢ a pior delas, € 0 esquecimento do aterramento tempordrio que foi utilizedo pela equipe de mamutengo na execugio de um setvigo na linha de transmissdo, A energizagio de uma linha de transmis com o aterramento temporirio conectado provoca um curto-cireuito triféisico de grande intensidade. TTS 3.17 Fraca Alimentagio 68 Capitulo Lit _—____] sistema eléticv softe eoutinggneias, em que linhas de transmissiio sio retiradas de operago, mudando-se a configuragdo da topologia da rede. Devido a esta estraiégia, muita vezes, alguns trechos ou linhas de transmissio ficam debilitadas quanto ao fornecimento de corrente elétrica para suprir umn curto-circuito na nova configuragdo da rede elétrica, Nesse caso, @ ocoméncia de um defeito provoca queda de tensio © a corrente de curto-circuito no so suficientes para provocar a atuagdo do relé 21 que esté ajustado para as condigies de pré-contigéncia. Isto é conhecido por fraca alimentagio (weak infeed). A fraca alimentagio ocorre também quando algum gerador de pequeno ports, devido a contingéncias, fica alimentanco setores isoladas do sistema elétrico. Assim, quando 0 weak infeed esti presente em alguma linha de transmisso do sistema elétrico, © emprego do sistema de desbloqueio por comparagio direcional (CDD) é prejudicado, Conforme item 3.9, no sistema de proteyao do tipo CD, o disjuntor de um terminal s6 seri aberto se receber sinal de comunicago do outro terminal, e como neste caso, o terminal fraco (weak infeed) no vé o defeito, nenhum sinal de comunicaso seré enviado, Portanto nenhum disjuntor seri abert. A figura 3.17.1 mostra uma linha de transmis sistema elétrico sob contingéneia que tenha weak infeed da barra B para a barra A. Perea Figura 3.17.1 — Terminal B com weak infeed Antes da contingéncia o relé 21B tem o alcanee PB(original) € com contingéncia, por exemplo, devido ao weak infeed, o alcance rmudow para PB weak infeed). Teleprotegdo 9. Na ocorréncia de um defeito em F, pela légica do CDD apresentado na figura 3.9.2, a atuagdo dos relés €: ‘Terminal 4: + Orelé 21 vé 0 defeito em F e fecha o seu contato P; ‘+ Otransmissor A é acionado, um sinal de comunieagdo é enviado ao terminal B. ‘Terminal B: + © receptor B recebe © sinal de comunicago enviado pelo terminal A c fecham os seus contatos RC. Note que o relé 21B nfo vé o defeito em F, portanto nenhum sinal de ‘comunicagao & enviado 2o terminal A. Assim, embora a protegiio da linha de ‘transmisso conectada & barra A tenba atuado, 0 seu contato RC permanece aberto porque nenhum sinal de comunicagio foi envindo da barra B, portanto o disjuntor A nio seré aberto. Portanto, devido ao weak infeed a linha de transmissio sob defeito, ndo seré desligada Para contomar este problema em linha de transmissfo que por motivo operacional venha a ficar com weak infeed, wtiliza-se uma variants ‘no esquema de protego CDD com o emprego do relé dé subtensio 27, Assim, quando ocorre um defeito tipo curto-cireuito, a tensdo na bara sofreré um afundumento da tensio elétrica com a atuagdo do relé de subtensio 27. No terminal fraco, que no caso & 0 terminal B, utiliza-se o telé de subtensio 27, conforme item 1.3 ¢ que esta aqui apresentado na figura 3.17.1, cujo diagrama esquemitico em DC € o da figura 3.17.2 Para um defeito que ocome em F no esquema da figura 3.17.1, a légica da aruagao da protegdo é: ‘Terminal A’ + Orelé 21 vé 0 defeito em F ¢ fecha 0 sou contato P; + Com o fechamento do contato P, ativa-se 0 transmissor A que ayia um sinal de cormunie: a0 terminal By + © receptor A recebe 0 sinal de comunicagdo enviedo pelo teansmissor B ¢ fecha 0 seu contato R | i) Capitulo TH * Com o fechamento do contato RC, a bobina de aberura BA é ativada provocando o desligamento do “Coan A be Lt] | | ==}s Figura 3.17.2 — Esquema DC para a Protegio de Terminal Fraco ‘Terminal B: + Orelé 21 nao vé o defeito em F; + © receptor B recebe o sinal de comunicagio enviado pelo transmissor A e fecham os seus contatos RCs; + Ocorte o afundamento da tensio elétrica e 0 relé de subtenstio ¢ eperado fechando 0 seu contato 27; © Com o fechamento dos contatos RC e 27 ativa-se: © abobina de abertura BA ¢ o disjuntor B é desligado; +o transmissor B que envia um sinal de comunicagiio 0 receptor A. Salienta-se que atualmente com 0s recursos modemos das tecnologias dos relés digitais, que esté imegrada ao sistetna de supervistio controle do sistema elétrico, & possivel com programagio adequaca efetivar automaticamente a mudanga do ajuste de alcance do relé 21 do terminal weak infeed, quando da ocorréncia de determinada contingéncia. Deste modo, a protegio de weak infeed com o relé de subtensio apresentada no cesquema da figura 3.17.3 nfo é necessétia. [3.18 Protegio por Seqiiéncia Negativa Teleprotegio a Quando ‘0 sistema opeta fora da normalidade a componente de segiiéncia negativa esti sempre presente. Os estudos e as anilises envolvendo a seqiiéncia positiva, negativa e zero esto apresentados na referencia [5]. A componente de seqiléncia negativa é dada pela expressio 3.18.1, 3.18.1) Deseavolvendo a expressilo 3.18.1 como indicado a seguir, chega-se ‘na expresso 3.18.2. fi, +421, +af, +7, -1,) eat +i (3.18.2) Deve-se utilizar coneades com TCs e TCs auxiliares, para se conseguir obter fisicamente a expresso 3.18.2, para que o rele eletromeciinico (46) seja seusibilizado pela seqiiéncia negativa. Assim, por exemplo, um desses esquemas é 0 apresentado na figura 3.18.1. Neste esquemia para que o relé de sobretensio 59 opere fazendo a fungio 46, € necessdrio que seja sensibilizedo pela componente de seqiiéneia negativa. Assim, a impedincia Z=R'+ |X deve ter médulo igual a R e Angulo de 60°, e tem-se Z=R'4jX= 2260" =RZ60° OT 2 Capitulo —|—-_Teleprotegio 2B Nos relés eletromeesinicos, a funglo 46 allo & utilizada devido a necessidade de sc construir ura relé proprio paca esta Fungo, inclusive com filtros adequados para se abter somente a componente de seqiiéncia negativa do sistema elétrica sob deteito Para os atuais relés digitais multifungdo, @ incorporayao da funga0 | 46, isto &, da seqtiéncia negativa & facilitada e disponibilizaca, © algoritmo interno do relé digital processa 0 médulo da expressio 3.18.1, obtendo-se a expresso 3.18.4. Gus4y tave=|Efao¥y vat O valor da Tuisag € somente seqiléncia negativa e se for maior que o valor ajustado, o relé 46 digital atua, Hsta protecdo € propria para defeito do tipo alta impediincia, inclusive para auxiliar ou funcionar como redundincia para defeito a terra de alta impedancia, a De todos os danos que a presenca da seqiiéncia negativa provoca no bis pianos, sistema elétrico, por exemplo, os mais criticos sdo 0s nos equipamentos que \ uutilizam niicleo de material ferromagnético no seu interior, tais como oh i | motores de indugio ¢ miquinas sincronas. A corrente de-seqiiéncia negativa es | eria um fluxo magnético que gira ao contritio da flux magnético original 88) de seqiiéncia positiva, atuando como freio magnético, provocando corrente Func 46 | induzida na freqiiéncia de 120 Hz, aquecendo os enrolamentos e 0 material 7 7 a do niicleo magnético do equipamento, i 3, — Esquema para de Seyiié 2 | Pigats 2.18 nee a Ie RnpsnOR Ce Sees Assim, @ comente de seqiitneia negativa na armadura da méquina sincrona iri dar origem a um campo girante, com a mesma velocidade, porém contrério ao campo criado pelo rotor, induzindo comrentes parasitas de freqiéncia dupla na massui metilier do rotor. Da mesma forma, uma componente do seqiiéncia zero na armadura int indwzir uma corrente na . i : | freqiigncia fundamental no rotor. Poste que eslas correntes vio eitcular Rotea6= nl, -1,)+ (lI 200° jes lb, de rotecgth ea aon we eioeetlntes, acetic at Considerando a expressio 3.18.2, tem-se: | caminho de baixa resisténcia, toda a superficie do rotor e seus componentes estardo sujeitos a uma forte clevagio de temperanira. As correntes. de = seqiiéneia neyativa produazitio vibragies no rotor que é pemicioso avs Rele46= ig G.183) wa vse: ro es em # ue Sel} | © enrvlamento do rotor da méquina sincrona € extremamente Portanto, de acordo com a expressdo 3.18.3 0 relé 46 & sensibilizade sensivel as componentes de seqiéncia negativa e zero, oriundas da eperacio pela componente de seqiiéncia nogativa desequilibrada ou de defeitos& tera Polo esquema da figura 3.18.1, 0 relé 46 vé Relé46 = Rii, -i,)+(i, -f, )RZ60° 4 Capinalo TH (3.19 Fatha de Disjuntor Sempre se apresentou que a atuagao do esquema de protocao finaliza com a abertura do disjuntor, deste modo, diz-se que a protegio atuou com sucesso, Porém, muitas vezes toda a protego atua adequadamente, mus por algum motivo a corrente de curto-circuito no é extinta, diz-se entéo que houve falha do disjuntor (Breaker Failure). A falha do disjuntor pode ocorrer de dois modos: a) Falha mecfiniea: ocorre quando os contatos mecinicos do disjuntor nto foram abertos ¢ a corrente de curto-circuito continua alimentando o defeito, Varios motivos causam fulhas mecdnicas, tais como: ® Soldaduras dos contatos; ® Defeito no dispositivo de liberagio dos mecanismos de abertnra dos contatos méveis do disjuntor, ® Falha na pressio do ar comprimido em disjuntores pneumaticos, ou perda de Gleo nos disjuntores hidriulicos ow problema na ‘mola do disjuntor; ® Problema na bobina de abertura do disjuntor, b) Ratha elétriea: As falhas de origem elétricas podem sei ® Falha na bobina de abertura do disjuntor; ® Fatha no meio fisico, isto é na rigidez dielétrica entre os contatos principais do disjuntor, Embora os contatos mecanicos do disjuntor estejam abertos, hid condugdo da corrente do curto- citcuito pelo arco elétrico entre os contatos, Isto ocorre devido & tum defeito na camara de extingdio do arco elétrico, Portanto, deve-se prever no esquema de protege, uma protegio adicional para falha do disjuntor, que deverd acionar a abertura de todos os disjuntores mais proximos de modo a isolar 0 techo sob curte-circuito do sistema elétrico, Os disjuntores mais proximos so geralmente os da barra na qual houve a falha do disjuntor. Por cxemplo, a figura 3.19.1, mostra um diagrama nnifilar de um sistema elétrico que pertence a um sistema em ancl Teleprotecdo 5 Figura 3.19.1 —Falha do Disjuntor Na figura 3.19.1 @ protecio para a falha do disjuntor 6 denominada de SO/62BF (ver apéndice A), que é executada pelo relé de sobrecorrente 50 associado com o relé de tempo 62. ‘Na ocorréncia de um curto-circuito em F, com a atuagao normal da protegdo os dois disjuntores 1 e 2 deveriio ser abertos de modo a retirar de operagdo a linha de transmissio. Se 0 disjtntor 2 atuar e o disjuntor 1 fathar, a protego contra falha ée disjuntor deve atuar e enviar um sinal de abertura (‘rip) para os disjuntores 3, 4 e 5, ou seja, a batra A deverd ser desconectada do sistema clétrico. Isto ocorrendo, perde-se a seletividade da protecio ¢ varios elementos serio desligados, inclusive bloqueando-se os respectivos religamentos. Se, entretanto, o disjuntor | abrir © ocorrer a fallia do disjuntor 2, a protest de falha do disjuntor 2 deverd desligar os disjuntores 6 e 7, ou seja, ‘a barra B ser desconectada, Apresenta-se na figura 3.19.2 um esquema simplificado da protegao de fatha do disjuntor. + [Freese ionF de Linha T= 62x BF Figura 3.19.2 — Protegao de Fatha do Disjuntor para Linha de Transmissiio 76, Capitulo LT Se ocorrer um defeito em F e, por exemplo, o disjuntor 1 fathar, a seqiléncia de atuagaio da protego na barra A é: % AtuagZo instantinea do relé de sobrecorrente SOBF; % Atuago da proteeio de linha de transmissio que energiza simultaneamente a bobina de abertura BA e 0 relé auxiliar 62X; a relé auxiliar 62X fecha 0 seu contato 62X; © Com 0 fechamento do contato 62X, ativa-se o relé de tempo 62BF; © Seo deftito nao for liminado depois de tanscorrido 0 tempo ajustado no relé de tempo 62BF, 0 seu contato 62BP sexi fechado; © Com o fechamento do contato 62BF, ativa-sc 0 relé de bloquein 86 da Burra A, que abriré de acordo com sua programacao os disjuntores 3, 4e 5. Salienta-se que o tempo ajustado no telé de tempo 62BF & menor que © tempo das protegdes de retaguarda remota para evitar maiores desligamentos, Existem varios esquemas de protegdo contra falba de disjuntor, 0 apresentado na figura 3.19.2 é um deles, Note-se que pelo esquema da figura 3.19.2, a atuagio do relé de sobrecorrente SOBF no garante a aniagio do relé de tempo 62BF. A atuagio do relé de tempo 62BF s6 & possivel com atuagio do SOBF e da protegdo especifica de linha. Getalmente 0 ajuste do SOBF & muito baixo, is vezes menor que a corrente de carga, portanto j4 opera atuado com a corrente normal de carga. Dai A necessidade de sua atuagio ser monitorada pela protegdo de linha, Muitas vezes, dependendo da configuragio do sistema elétrico, a protego conéra fatha do disjuntor, além de desligar os disjuntores adjacentes, deve também provocar a abertura de disjuntores remotos. A abertura de disjuntor remoto deve ser feita via comunicagio de sinal por transferéneia direta de disparo, Caso a subesiagio tenha protegdo principal e alternativa com 2 bobinas de abertura do disjuntor, o esquemitico em DC de fatha do disjuntor pode, por exemplo, sero apresentado na figura 3.19.3. Figura 3,19.3 — Bsquemético em DC da Fatha do Disjuntor Supondo que houve fatha do disjtntor a seqiiénein de atuagaio da protegtio & + As protegdes principais e alternativas fecham os contatos 21P ¢ 21A e 9 relé de sobrecomrente SOBF opera fechando 0 coatata SOBR; + Ativam-se a bobina de abertura BA e BA2 do disjuntor ¢ ativam-se também os relés auxiliares 62X c 62¥ que fecham os seus contatos 62X ¢ 62Y; de tempo 62BF; + Ativa-se or + Como o disjuntor falhou, © cutto-circuito ni é eliminado & transcorrido 0 tempo de ajuste do relé de tempo 62BF © sew contato é fechado; + Com o fechamento do contato 62B®, ativa-se o relé de bloqueio 86 que provoca o disparo (trip) dos respectivos disjuntores de modo a isolar 0 defeito (curto-circuito). Quando a protegio contra falha do disjuntor é acionada, perdc-se a seleiividade com varios desligamentos de linhas ou cargas elétricas n8o envolvidas pelo defeito. De todas as configuragSes de barras existentes, a configuragdo de barramentos de disjuntor e meio é a que menos softe com a perda de seletividade. Em um sistema de poténcia, o sistema de protegao tet sucesso se ‘opera adequadamente, finalizande com 2 abertura do disjuntor. Desse modo, todos os componentes do sistema de protegdo devem operar sem defeitos. Na realidade os componentes do sistema de protegdo apresentam a, | 2B Capitulo LT defeitos. A seguir, apresenta-se na tabela 3.19.1 as taxas de falha dos componentes do sistema de protegto, Sistema de Protecio Equipamento Tare de falha | | Disjuntor 47.16% TCeT? 047% Relé 474% Bateria 710% | Fiagdo 0.47% ‘Tabela 3.19.1 — Taxas de Falha do Sistema de Protegio Verifica-se que os elementos com maiores taxas de falha sfio 0 disjuntor e 0 sistema de alimentagao, 3.20 Fontes Intermediarias | rele de distincia 21 opera efetmando a medigio da impedncia que 6 obtida pela divisio da tensdo pela corrente clettica, de acordo com a expressiio 3.20.1 Veet Tra No caso de um sistema radial apresentado na figura 3.20.1, € considerando que o defeito em F ¢ ideal, isto é, sem resisténcia de contato, 8 impediincia vista pelo relé & proporcional ao comprimento da linha de transmissao e & dada por: Zeon = 20.1) Bara A, Figura 3.20.1 —Diagrama Unifilar de um Sistema Radial, “Teleprotegio ~ 6.202) Na expresso 3.20.2, a variével x representa o valor percentual na base unitéria correspondente a0 ponto de defeito na linha de transmissio. Se houver resisténcia de contato no local do defeito, a impedancia vista pelo relé 21 serd: ¥, X Zit + Reowaia teins Zoo = 2 2x27 + Regu el 2 Lesteiio Teeiito Portanto, pode-se verificar que a presenga de resisténcia de contato produz um subaleance do relé de distincia 21, dando uma incerteza da real zona de atuagio da protegao, ‘No sistema elétrico em anel, figura 3.20.2, as correntes de curtos- circuitos que alimentam o defeito vem das barras adjacentes, e considerando a resistencia de contato no local de defeito, 2 impedincia vista pelo relé de distancia é: Bora Bara 6 Zesaain = lp) Zeae 21 a =¥Zu + Roontto + Reonttol 7 | cn 9217 Rae Rane) (3.203) Note que pela expresso 3.2003, quando ccorre um deteito no local a x porcento da linha de transmissio, na verdade o relé 21 nfo esté vendo a impedincia xZjp mas sim xZ,z +Reonmo Rama i2), que para 0 A rclé, 0 ponto de defeito pareve estar mais distante, A parcela de impedéncia a 80. Capitulo 1 Rosa Eases devido 20 infeed, isto 6, da alimentagde do curto- circuito pela bara remota B, isto provoca um subalcance no relé, diminuindo a real zona de atuagio do mesmo. Portanto, devido a resisténeia de contato ¢ do infeed, nio se tem certeza da real zona de atuago do rele Resumindo pode-se coneluir que a zona de atuagdo do rele é influenciada pelos seguintes erros devido a: @ Infeed de corrente das barras temotas adjacentes do sistema elétrico; Erros dos TCs; Ervos dos TP: Exros intrinsecos do proprio relé; eOoee@ Eros devide 3 cortentes © as lensdes transitérias no momento do defeito; ® Presenga da componente DC no momento do curto-cireuito; ® No caso de DCPs, eros devido aos efeitos transitorios gerados por esses equipamentos © problema de subalcanee, produzido pelo infeed, ocorte também aa ‘zona ée retaguarda dos relés de distincia no sistema em anel, como mostra a figura 3.20.3. Curto- ireuto Figura 3.20.3 - Alimentagio Intermediaria, Teleproteeio 31 ‘Neste caso a impedancia vista pelo relé A & Orel D ve i Zesen =Zpa +%290 +¥Za0 5 Desse modo as 2" © 3* zonas dos relés de distincias, terdo seus alcances prejudicados pela alimentagio dos curtos-cireuitos pelas fontes intermedirias (infeed). Exemplo: Dado o diagrama unifilar da figura 3,20.4 cujo defeite ocorre no ponto F sem resisténcia de contato. ‘ 8 Tye 9270 ce i, = 30004 Figura 3.20.4 Diagrama Unifilar do Exemplo (0s relés das Barras Ae D tém os ajustes de 2* zona em: © Zana =1250 (ajuste até 50% da Tinka de twansmissio remota LTac) 82, Capitulo UL © Zarnep =1452 (ajuste até 50% da linha de transmissio remota LTsc) Para 0 curto-circuito em F, os relés 21 das barras A e D, verfio na 2° zona as seguintes impedincias: 3000 Zana =8+343( 0) 843445 =1552 : 2000, Zouy =1023+3( 2) Quando a freqiiéncia alcangar o valor fi © relé de freqiiéneia fecha o seu 0 contado fi; % Ativa-sco relé de tempo; % Quando a fiegiiéncia aleangar 0 valor fz 0 relé de freqiiéneia fecha o seu o contado f, Note-se que 0 contato f; fecha antes da atuaglo do relé de tempo; % Ativase o relé de bloqueio 86, que efetivars as suas agSes programadas Teleprotegio 85 b) dfeito COM Cees < Fj esse caso @ freqiiéncia cresce com uma taxa menor que a ajustue no relé de freqiiéncia e a atuagio da proteyio €: & Quando a freqiiéncia alcangar o valor f; o relé de freqiéncia fecha o sew contado f); DF Ativa-se 0 relé de tempo; > Transcorrido o tempo T ajustado no relé de tempo, abre-se 0 contato T, que a partir desse instante impossibilita a operacio do relé 86. Note-se que, até esse momento, a fteqligncia ainda ao alcangou a freqiiéncia £. Portanto, a partir desse ponto mesmo que @ freqléncia vonha a ultrapassar f; 0 relé 86 esiant desativado, Mostrou-se, no exemplo anterior, s6 a operucdo do relé de fregiiéncia com atuagao por taxa de variagio da freqliéncia, Na realidade na protecdo do sistema clétrico, utiliza-se mais um ajuste de freqiiéncia absoluta > f Assim, se no item b, a freqiiéneia crescer além do valor f; 0 relé 86 sera ativado. Geralmente as empresas do setor elétrico, utilizam os seguintes valores para os ajustes | f= 62H © = 62,5 Hz T=05s ¢ &=65 lz Hz os me 0 rele de frequen (deserito no item seguinte). € utilizado nos Esquemas Especiais de Protegiio cemas Pspeciais de Protecio 3s Sistemas Especiais de Protegdo (SEPs), silo sistemas automaticos le impkantados na geragao, transmissfio © distribuigdo de energia elétrica que, devido a uma ocorréacia de uma aedo forgada ou nia, agem com 0 objetivo de: en ' | 86 Capitulo | ) © Restaurar as condigdes operativas da geracio do sistema elétrico; © Restaurar as condigdes operativas do sistema elétticns © Restaurar os limites operatives de equipamentos do. sistema » | elétrico; » © Bvitar blecaute parcial ou total do sistema eléttico. | A aplicagio dos SEPs, baseiam-se em: | © Esquemas de Controle de Emergéncias (ECEs); | ‘€ Exquemas de Controle de Seguranga (ECSs) | Os SEPs, para fazer a ago de controle, necessitam dependendo da ) cestratégia de agi, de: | % informagdes de grandezas el6tricas de transformadores | paca instrumentos (TP e TC); | {% informagGes de grandozas nfo elétricas; % da topologia (configuragio) da rede elétrica; % estados (abertos/fechados) dos disjuntores, seccionadoras, chaves seletoras e outros dispositivos. Os SEPs intervém no sistema elétrico por meio do comandando de: + aberturw/fechamento de linhas de transmissio, geradores, transformadores, reatores, capacitores e outros; + permuta de compensadores e geradores sinetonos, i | ; | “+ rethigto/elevagao de poténeia de geradores: + alivio‘restauragio de cargas; © outras agdes, | A utilizagio dos esquemas SEPs, auférem ao sistema clétticos { coutras vantagens, que sto: | © pormitir maior utilizagio dos sistemas de geragio, transmnissto e distribuigio; © aumentar a confiabilidade da operagio do sistema inierligado; Teleprotecto 87 © prover protegio adicional a componentes do sistema elétrieo; © molhorar a seguranga do sistema, evitando tanto a propagacio de desligamentos em cascata quanto de distirbios de grande porte; © melhorar a qualidade de operagio do sistema elétrico interligado, 3.23 Esquema Regional de Alivio de Carga (ERAC) © sistema elétrico opera atingindo um estado de equilibrie de poténcia gerada © potéicia consumida, estabelecendo uma operagio em regime permanente em uma dada fiegiigncia. Se 0 objetivo & estabelecer uma freqiiéncia de operagio fixa, por exemplo, a de 60 Hertz, a geragio sempre deverd suprir a demanda nessa freqiiéncia. Assim, na operagio do sistema elétrico em regime permanente em 60 Hertz, a poténcia gerada & igual a poténcia consumnida, isto & vn te 3.23.1) Para manter 0 sistema elétrico operando na fregiléneia nominal, por exemplo, na de 60 Hertz, hi necessidade de agdes de controle, porque varias sfio as causas que podem mudar 0 equilibrio de poténcia na freqiiéncia desejada, Estas causas so: © Variagtio da carga conectada na rede elétrica; ® Mudanga na configuragdo da rede elétrica, devido & retirada sibita de linhas de transmnissdo, transformadores ou de outros equipamentos pela agio da protegzo; © Perda de geragio. © acompanhamente das cargas, da geragto e do sistema elétcico, & ‘monitorado pelos centros de eperagio das empresas de energia elétrica. As variagdes na freqiiéncia so constantemente monitoradas e as agbes de controle dos reguladores de velocidade na poténcia priméria, procuram sempre estabelecer a operagao do sistema elétrico na freqiiéncia nominal Na operagio normal do sistema elétrico, se ocorrer, por exemplo, perda de geracdo, © se a geragio remanescente ni for suficiente para suprit —_—F ee _<_ OE EE EEE EEO Eee 88 Capitulo 1 a demanda na freqiéncia de 60 Hertz, 0 novo balango de poténcia se dara numa freqiéncia inferior 2 nominal. © funcionamento do sistema elétrico numa fregiiéncia diferente da freqidneia nominal produz os seguintes efeitos: ® O balango de poténcia em 60 Hertz nko € conseguido; @ As-cargas operam fora das suas caracteristicas de projeto; ® Alteram as cameteristicas intrinsecas dos equipamentos de medigio, controle e protegao. ® Podem provocam danos nas pas das turbinas térmicas a vapor das unidades geradoras. Durante a operagio normal de um sistema elétrico, pode ocorrer perda de geragio. A perda de geragio pode ser: a) Perda de pequena geragio, Se ocorrer a perda de uma pequena geragiio, mas a gerugo remanescente tem capacidade de suprir a carga, nesse caso, as agdes dos reguladores auiomiticos de velocidade das unidades geradoras e do Controle ‘Automitico de Geragio (CAG), estabelecem as novas contribuicdes dos geradores para suprit 2 carga na freqiéncia de 60 Hertz. Como a ago dos reguladores de velocidade & lenta, em alguns casos pode hayer necessidade de um corte tempordio de cargas, com o objetivo de controlar a variagao da fecqiiéncia, apés entio, a recomposigo das cargas pode ser restabelecida. b) Perda de grande bloco de geragio. No caso de perda de grande bloco de geragdo, em que a capacidade de geragio remanescente nfo consiga suprir a demanda, hayerd ume diminuigao da freqiencia do sistema elétrico, isto € foo paraa bobina secundéria, sendo que X; representa o inicio da bobina que esté acoplada magneticamente com o Hy da bobina priméria ¢ X € 0 seu final ‘Assim, a posigfo das marcas de polaridade & identificada por Hy ¢ x Considerndo as caracteristicas normais de operagio do transformador, vale a expresso: Ny Vw iw ¥) N, Vw lw ay Mi (42.0) Em que: 4 > & 4 relagdo de transformagio do transformador Pelas convengdes representadas na figura 4.2.1, tem-se que @ Astensdes V, ¢ V, estiio cm FASE, ¢ esto relacionadas por Vy, =a, (422) + Ascorrentes i, ¢ {estilo em FASE, e sto dadas por i=al, (423) © cireuito da figura 42.1 pode ser representado pelos circuitos das figuras 42.20 4.2.3 Figura 4.2.2 Transformador Monofisico Figura 4.2.3 - Diagrama Unifilar Protegio de Transformador, 97 roteco Diferencial no Transformador Monofiisico Na utilizagio da protesio diferencial os TCs devem compensar as diferengas numéricas das correntes primérias e secundétias do transformador A figura 4.3.1 mostra um esquema de proteeao utilizando uma protegao diferencial percentual. Figura 4.3.1 - Protegiio Diferencial Percentual no Transformador Monofisico | No esquema da figura 4.3.1 deve-se observar as regras para a figagdo dos TCs ; 1) As ligagdes dos TCs devem seguir as mesmas seqiiéncias das | marcas de polaridade das bobinas primérias e secundarias do | transformador. 2) Os terminsis dos TCs com marcas de polaridade devem se conectat | as bobinas de restrigSes do relé 87 3) Dimensionar os TCs de modo que as correntes secundirias que passam pelas bobinas de restrigées sejam iguais em miduio ¢ | Angulo, ou seja As regras | € 2 fazem com que as correntes que passam nas bobinas de restrigdes esicjam em FASE, ¢ para garnntir que os médulos sojam iguais, deve-se fazer: Lah Es Capitulo 1V RTC, RIC, RTC, =a-RTC, (43. Em que ¢ RTC, € a relugdo de transformagtio do TC conectado 20 primario do transformador, # RIC, €2 relagdo de transformagiio do TC conectado no secundirio do transformador, Assim, desconsiderando-se os erros de cada TC, na operactio normal do transformador e em caso de defeitos fora da zona protegida pelos dois TCs, a corrente que passa na bobina de operagdo do relé 87 & mula, Apresentam-se a seguir alguns exemplos dessa protegio diferencial no transformador monotisico. Exemplo 4.3.1: Scja o diageama unifilar apresentado na figura 4.3.2 0 cireuito de um transformador monofiisico de 10 MVA que alimenta uma carga de 8280 KVA com fator de poténcia de 0,8 atrasado. Caleular: a) Acorrente clétrica na carga, $=vI 8280k = 13,8k -I) 1, = 600A }) A corrente no Jado primério do transtormador. Hi dois modos: 'b.1) No lado primario Protegio de Transformador, 99. sre, = 100 eget 5 i uuisky By S=VE .2) Pela relagdo de transformagdo do transformador ©) A relagio de transformagio di y, Nomi Viomioa 13,8 1,=60A TC2, de modo a se adequar a protesao diferencial pereentual, Pela expresso 4.3.1, tems L que: RTC, =a-RTC, iii do 02. _ 4 nn do TEL 0 5 5 Nn | 1 Pg capitsiory, | _Brotegtio de Tramsformador 101 ‘esse caso, a corrente nominal do primétio do TC: é um dado | a=25%=2.=0,25 informado na figura 4.3.2, ist0 & Lyinusow er =100 A. Assim 1 3 @) A corrente no secundario do TC). —4 RIC, ©) A corrente no secundario do TC. =aretg 2= 63,4" ss | | 1, _ 600 | Sendo que: i seins 703 Feet = Tp00 2 ie | gets Tyee | Actin > 25% =} = co relé atua 1) A corrente que passa na bobina de operagio do relé 87. | os | , : csin 21403") aioe ae = ‘A figura 43.3 mostra graficamente as correntes e suas inclinagdes Como a Tencsad ane = 0 0 relé ndo opera. (slope), - 2) © que acontece com um relé 87 que tem ajuste de 2A e lupeacin declividade de 25%, ua ovorréncla de um defeito interno de 200% 200A no transformador operando a vazio. | / Neste caso, 0s céloulos so os apresentados a seguir i L reso Figura 4.3.3 - Comrentes e suas Inclinagées } Treirigio = SA | A figura 4.3.4 apresenta a situagdo final do item g. 102 Capitulo 1V HwI3sEV afl Figura 4.3.4 - Defeito Intemo no Transformador Monofisico jcado em DC da atuacio = A figura 4.3.5 apresenta 0 esquema simp! da protecao. Figura 4.3.5 - Esquemitico em DC da Protest Diferencial Em que: VM ~ Kimpada vermelha, indicando disjuntor fechado ‘VD + limpada verde indicando dlisjuntor aberto Para outras notagdes numéricas ver apéndice A. Protegio de Transformador 103 E importante observar que na protecfio de linbas de transmissfio com relés 50, $1, 21, 67, 32, uilizam-se TCs com fator de sobrevorrente de 20, com classe de exatidio de 10%. J4 0s TCs para a protegio diferencial, os erros dos mesmos influenciam no ajuste do relé. Assim, os TCs mais adequados deveriam ser 0 de classe de exatiddo de 2,5%, Ou seja, os TCs da protegdo diferencial deveriam ter classe ce exatidio melhor do que os TCs das outras proteedes. Mesmo assim, os TCs de classe de exatidio de 10% siio utilizados na protegdo diferencial, nesse caso, se a corrente elétrica do defeito for pequena, o erro dos TCS ser pequeno, mas para um curto- cireuito de grande intensidade 0 erro poderd ficar em 10% para cada TC Assim, um TC pode ter erro de +10% ¢ o outro de -10%, 0 que acarreta para o relé 87, uma corrente diferencial com erro de até 20%. 4 Transformador Trifisico transformador trifésico opera como se fosse 3 transformadores monofisicos, podendo ser constituido por: # Banco de transformadares monofiisicos; * Transformador tifisice, montado sobre um mesmo niieleo magnético, que pode ser: © Nacleo envolvido; + Nacleo envolvente, A forma de ligagdo do transformador trifisico, em cada lado do cnrolamento, pode ser: © Emestrela (Y); * Em delta (A); + Em zig-zag, Destas_ligagdes resultam as mais diversas combinagdes que dependem do sistema elétrico adotado, £m relagdo ao ntimero de enrolamentos podem ser de: 104 Capitulo IV Protegio de Transformador 10s # Dois enrolamentos, chamados de primério © secundério, ou de Nos enrolamentes do lado primério ou secundrio dos transfor- alta ¢ baixa tensio. adores de pottncia ou dos TCs, ligados em AA, as correntes na linha estto ‘ p é cores na | # Trés enrolamentos, chamados de primério, secundirio e terciatio, dofasadas de +30? ¢ tem médulo {3 voaes maior que as correntes na f | snide alt, médine haa tenati do A.A figura 45.1, ilustra esse eas0 i + Oude mais enrolamentos. i pings = V3 £430 israee 4.5 Protegao Diferencial do Transformador Trifisico A-Y_ | fase do mesmo modo comio est apresentado no item 4.3. Pode-se adotar qualquer ligagto A ou ¥ nos secundarios dos TCs da protege diferencial. | Eniretanto, o mais utilizado € a ligagdo em Y quando os transformadores de poténcia nao produzem rotago angular nas suas correntes de entrada saida, Eiguray 4: [A protegao diferencial 87 no transtormador trifisico efetua-se fase a + 5.1 - Correntes de Linha e de Fase no Enrolamento em A Cuidado em especial deve-se ter no transformador trifisico ‘No caso da figura 4.5.1, sempre na operapio balanceada as correntes conectado em A - ¥, porque as correntes de linha no lado A esto de linha ¢ de fase sao dada pela expressilo 4.5.1. adiantadas ou atrasadas de 30°, 60°, 120°, 150° e 180° em rel | i BL430° (4s | correntes de linhas no lado Y. As correntes esto adiantadas ou atrasadas | ae, ey i dependendo da forma de ligayéo dos enrolamentos do lado A do As ligagées dos TCs devem seguir a mesma regra do item 4.3, 0 | transformador de poténeia | importante € que as comentes que fluem pelas bobinas de resirigdes do reté O deslocamento angular produz dois problemas: | 87 sejam as mesmas. ‘A regra fundamental para o funcionamento do relé 87 6 que ma condigio normal de operagéo ou de curtos-circuitos trifisicos, fora da zona de proterio, seja atencida a expressio 4.5.2, * Difecengas nas corentes no relé diferencial 87, que dependendo do seu ajuste pode operar para as condigoes de carga do transformador. | t @ Defasamento nas correntes das bobinas de restrigfo do relé = Peer lst tances iedatyerte, ae Na operagtio normal do sistema elétrico, as correntes nas bobinas de resttigdo do relé diferencial deve estar em fase, com mesmo modulo ¢ sol Angulo, desse modo os TCs devem compensa a: Se a condigao da expresso 4.5.2, nfio for satisteita o sistema de protecdo diferencial tem erro, isto é existe corrente passando na bobina de + Relagtio de transformagto do transformador. | operas do relé 87, que deve ser compensada pelo ajuste da sunsibilidade do tele + Rotagiio angular provocada pelo transformador A -Y. 106, Capitulo LV 4.6 Regra de Ligagiio dos TCs nos Transformadores Trifasicos | A seguir apresentam-se os pasos genéricos das conexdes dos TCs para as ligagSes mais simples de transformadores trifasicos de 2 enrolamentos que pode ser estendides a transformadores com n- cenrolamentos. 1° Passo: Desenham-se os enrolamentos primirios ¢ secundarios de modo ‘que as bobinas acopladas fiquem alinhadas, com as marcas de polaridaes para fora, como mostra a figura 4.6.1 ‘Transformador [er J 2 87 rene EL le * oe See Figura 4.6.1 - Transformador Trifésico de 2 Entolamentos 2° Passo: Conecta-se a linha de transmissio extema nos terminais com mareas de polaridades, conforme figura 4.6.2 Transformador Protegio de Transformadar 107 ‘Transformador Figura 4.6.3 ~‘TCs no mesmo Sentido dos Enrolamentos do Transformador 4” Passo: Em cada lado, conectar as marcas de polaridades do secundirio dos TCs nas respectivas bobinas de restrigdo do relé 87. Ver figura 4.6.4. Até este passo, tem-se a ligagio genérica dos terminais do transformador © dos TCs. As prOximas conexdes apresentadas a seguir ependetdo das ligagdes do transformador. Figura 4.6.2 - L's Conectada a0 Transformador Trifisico 3° Passo: Conecta-se os TCs de modo que suas marcas de polaridade acompanhem as marcas de polaridade dos encolamentos do transformador. Neste paso jé se colocam os 3 relés diferencial percentual, conforme ilustrado na figura 4.6.3 4.7 Transformador Trifisico sem Rotagio de Fase Nos casos de transformadores triffsicos em que as correntes de linha do lado primirio e secundétio, nfo apresentam deslocamento angular de fase, ou seja, tém deslocamento de 0°, as ligapdes dos TCs devern ser preferencialmente em Y nos dois lados. A ligago em ¥ é preferencial, mas, se houver problema de atuagdo da protegio diferencial para defeito 1f—terra fora da zona protegida, deve-se entdo utilizar outra ligagto. 108, Capitulo LV Transformador Tes aie Te Protegio de Transformador 09. ‘Transformador Figura 4.6.4 - Conexdes dos TCs Os transformadores que ter deslocamento angular de 0° so: + Y-¥ e AA + A-rigezay 5" Passo: Conectar os TCs em ambos Indos em Y ou em A, ¢ fechar as bobinas de operagdo dos relés 87 em Y. Ver Figura 4.7.1 para o caso de iransformador em ¥ ~¥. ‘No Ingae do tcansformador Y ~ ¥ da figura 4.7.1 poderia ser outro tipo de transformador, porém, com deslocamento angular de 0°. © esquema de protegiio da figura 4.7.1 nilo se aplica para transformadores ¥ — ¥ aterrados, dado que para um defeito monofisico a terra, fora da zona de protegio dos dois TCs, a protesto diferencial 87 atuaria, Nesse caso, sc os TCs forem ligadas em A. a protecdo seria adequada. lS Figura 4.7.1 - Transformador ¥ - ¥ com Deslocamento Angular de 0° O aterramento apresentado na figura 4.7.1 € feito por dois motivas: # Provocar um curto-cireuito franeo, caso haja defeito na isolagao interna dos TCs, deste modo garante-se a atuagao da protegao do local © Scguranga, para garantir que esta fiagdo © as catcagas dos TCs estejam no mesmo potencial referenciada a terra, ransformador A - Y No transformador A - Y, as correntes de litha no lado A. estto defasadas (adiantadas ou atrasadas) de 30’, 60°, 120°, 150” ¢ 180" em relagio &s correntes de linha do lado Y, a tabela 4.8.1 apresenta os detalhes dessas ligaydes. O desiocamento angular de 30°, 60°, 120°, 150° e 180° depende de ‘como os enrolamentos do A e do ¥ esto ligados. aaa. | 110 Capitulo TV Os TCs deverdo ser dimensionados v conectados de modo que suas ligagdes no secundério compensem as relagdes de transformagdes diferentes ¢ 08 deslocamentos angulares, de modo que nas bobinas de restrigdes do relé 87 cheguem correntes elétricas em fase Para atender estas condigbes, segue-se a regra ) Os secundatios dos TCs deverio estar conectados em ¥ no Indo A do transformador de poténcia, b) Os secundérios dos TCs deveriio estar conectados em A no lado Y¥ do transformador de poténcia. 0s secundérios dos TCs em A deveriio estar conectados do mesma ‘modo que 0 A do transformador de poténcia, isto ¢, as ligagdes nas marcas de polaridade serio as mesmas, Na figura 4.8.1, apresentase o diagrama unifilar da protegao diferencial do transformador de poténcia A - Y, va : +65 3| | E * 7 SHE = t © Figura 4.8.1 - Diagrama Unifilar da Proteedo Diferencial do Transformador A-¥ Assim continuando os passos do item 4.6, tem-se 0 5° Passo. 5? Passo: Fazer a conextio do transformador de poténcia, senda um lado em. Aeooutro cm Y. Ver figura 4.8.2 A figura 4.8.2 foi construida a partir da figara 4.6.4 seguindo a regra deste item, 09 TCs do lado A do transformador deverdo ser conectados em Y, exatamente como est apresentado na figura 4.8.3. Protecko de Transformador i ‘Transformador ‘Transtormador A - ¥ “Transformador Figura 4.8,3 - Ligagdes dos TCs no Transiormador A - ¥ 2, Capitulo IV Na figura 4.8.3 apresentam-se também as conexdes dos secundarios dos TCs no lado Y do transformador, que deverdo estar conectados em A seguindo a mesma seqiiéncia das suas marcas de polaridade. Assim, as bobinas secundérias dos TCs devem set uma réplica dos enrolamentos do lado A do transformador. Observa-se que em todas os esquemas das figuras 4.7.1 © 4.8.2, as bobinas de operago dos relés 87 esto conectadas em Y. (Outra maneira de efetuar as conexdes dos TCs no transformador A. - Y & seguir os sentidos das correntes de acorde com suas marcas de polaridade, tendo como objetive de atender a expresstio 4.5.2, om seja, as correntes nas bobinas de restriges devem scr iguais em fase ¢ em médulo. procedimento apresentado a seguir & geral, aplicado a qualquer tipo de conextio do transformador A - Y. ‘No procedimento apresentado na figura 4.8.4, lova-se em conta somente as ligagdes dos TCs e os sentidos das correntes, sem levar em consideragao a relagao de transformacio do transformador. As cotrentes no primério e secundério de qualquer transformador de poténcia ov nos TCs esifio sempre de acordo com as apresentadas nas figuras 4.2.1, 42.2 4.3.1, isto ¢, quando em um enrolemento a corrente elétrica entra na marca de polaridade no outro enrolamento a corrente sai pel marca de polaridade, de acordo com a figura 4.8.4. Tso i gn eb pe i Jo oly i . wil Figura 4.8.4 - Sentido das Correntes no Primério ¢ Secundério no i Transformador Os cntolamentos do transformador de _poténeia podem ser conectados de qualquer modo, como o exemplificado na figures 4.8.5, que Protecio de Transformador 113. mostra a mesma ligagio feita na figura 4.8.2, com os seus respectivos sentidos das correntes de cada lado. formadk Figura 4.8.5 - Conexiio do transformador A « ¥ No lado A, apticando-se a I” Lei de Kirchhoff, tem-se as correntes: -i, inti, etl, Os TCs na figura 48.5 podem ser colocados de qualquer modo, apenas 05 conjuntos de cada lado devem ser iguais ¢ coerentes, por exemplo, 608 TCs foram colocados no mesmo sentido do da figura 4.6.3, na qual se ropete aqui na figura 4.8.6, indieando os respectivos sentidos das corzentes. Note que as correntes nos secumdarios dos TCs nos lado de alta e de baixa do transformador nao so iguais, pode-se adequar as correntes de 2 modos a) Ligand os TCs em A no lado ¥ do transtormador. 6) Utilizando outro conjunio de TCs auxiliares intermediérios em qualquer ldo no sentido de adequar as coctentes nas bobinas de restrigdes dos relés 87, Primeiramente, em atengo a regra, deve-se conectar os secundérios dos TCs em Y¥ no Iado 2 do iransformador € concctar sus saidas nas respoctivas bobinas de restrigies dos relés 87, conforme ilustra a figura 487. Lid Capitulo LV ‘Transformador Figura 4.8.7-'£Cs em ¥no Lado A do Transformador de Poténcia Protec&o de Transformador 115 As correntes nas bobinas de restrigdes dos relés 87 devem ser iguais, deste modo a figura 4.8.7 mostra estas correntes. Deve-se conectar os secunditios dos TCs do lado Y do transformador de poténcia de modo a se obter as mesmas cotrentes na nas de restrigbes, Fazendo deste modo, obtém-se o diagrama da figura Figura 4.8.8 - Conexdes dos TCs no Lado ¥ do Transformador de Poténeia Como apresentado neste item © no item 44, 0s transformadores triffsicos podem ser concctados de modo que suas bobinas primétia e secundiria tenham diversas combinagSes que produzam deslocamentos, angulares nas correntes de linha no lado primério e secundario. Nos relés diferenciais convencionais as ligagdes dos TCs deve compensar a rotagdo angular produzida, podendo-se até utilizar TCs auxiliaces para compensar as discrepiincias de rolaydo de transformagio © compensa¢io adicional de rotagao angula Jé no caso de relé digital multifungao, a Ginica conexao dos TCs ¢ utilizada para suprit as diversas fungiio do relé, @ neste caso nfo hi nccessidade de se fazer a3 ligaydes fisicas da mesma conexio do 116 Capitulo 1V Protegao de Transformador 7. transformador protegido, Portanto, no relé digital deve-se entrar com a Transformador— ConexBerelieilocamenta Angular informagdo do transformador, especificando 0 tie de conexio de suas ——_ < bobinas primérla e secundaria, Desloca- mento Conexdes j Para vetificar as conexdes ¢ 0 deslocamento angular das correntes de =} ——| Angular | entrada e saida de um transformador, deve-se considerar 0 modelo aT _ apresentado na figura 4.8.9, onde as correntes de linha entram no lado ‘Yy0 i primério e saem no Tado secundétio ou vice-versa, i | Terminal do i Primario | ° | - | 0 ] | | 5 Bobinas | | 3 Primarias | 3 i. fo fo E | LoL]. | 5 | | & Bobinas | — 1 | F Secundarias | Dyl Yal | Terminal do | abc _| Secundario . fo |e | Figura 4.8.9 — Ligagto Genérica do Transformador |} 30° f | | ‘A soqiléncia de fase ¢ A, B eC, sendo que os respectivos fasores das | | correntes elétricas giram no sentido aati-horirio. Os terminais A, B ¢ C j podem também, serem denominados de H1, H2 e H3, ¢ os terminais a, b ec fo fe 4) 3) 5 de XI, X2eX3 | . Para a seqiléncia de fase, apresentada na figura 4.8.9, as correntes de - = 7 linha no lado primério esto adiantadas em relagao as correntes de linha no ° lado secundario, Assim, todas as conexdes e deslocamentos angulares estao 60! Baa Da ) apresentados na tabela 4.8.1. 7 120. Capitulo 1V -60° -30° ‘Tabela 4.8.1 — Conexdes ¢ Deslovamento Angular das Cottentes de Linha no tado Primiirio em Relagao as Correntes de Linha no lado Secundario de ‘Transformadores Triffsivos, aug, 08 Hesenbos da tabels 4.8.1 esto associados a> modelo da gua Na tabela 4.8.1, us duas letras associadas a um niimero, tém a soguinte convengit: , V Primeira letra, maiiscula, representa o primério do transformador, que pode ser: : ¢ D ~ primério em Delta (A) —— 4.9 Ajuste do Relé Diferencial Percentual na Protegio do Protegio de Transformador, 121 © Y ~ primério em estreta (¥) ¢ Z + primario em zig-zag Y Segunda letra, miniscula, representa o secundirio do transformador, que pode ser: 4 d> secundirio em A % y secundirio om ¥ © a secundirio em zig-zag Y Nimero, variando de zero até 11, que representa o destocamento angular das correntes de linia no lado primério em relagao as do lado secundirio, cujo valor é dado pela expressio: Deslocamento Angular = 30° - Nimero Por exemplo, um transformador trifasieo tem uma conexiio de suas bobinas primérias ¢ sccundiirias com a denominagio de DyS. Isto significa que o primario do transformador esta ligado em A e 0 secundlicio em ¥, € as correntes de finha no lado A esido adiantadas de 30° x 5 = 150" em relapdo 4s correntes de linha no lado Y. Transformador | ‘No esquema de protegio diferencial do transformador de poténcia as correntes secundiirias dos TCs devem alimentar 0 relé 87 de modo que as correntes nas bobinas de restrigdes sejam iguais. Na realidade, ay correntes que chegam ao relé 87, esto associadas a erros causados por: a) Discrepancia no casamento das TCs do lado de alta & baixa do transformador. Como os TCs estio vinculados aos que sto disponibilizados pelos fubricantes, deve-se escolher aqueles que ais se ajustam de acordo com as relagdes de transformaydo dos iransformadores de poténcia. 122 Capitulo tv | b) Eno dos TCs dado pela sua classe de exatidio de 2,5%, 5% ow | 10% principalmente no momento de correntes de curto-citcuito clevadas de acordo com 0 seu fator de sobrecorrenite (FS = 20), Este erro & devido & saturagao do niicleo magnético do TC ) Como 0 erro do TC ¢ de £2,5%, +5,0% ou +10,0%, se 05 dois TCs da mesma linha da protegdo diferencial operarem na pior condigao, isto é& um TC esti com otto de +2,5%, +5,0% ou +10,0% € © outro com emo de = 2,5%, ~5,0% ou ~10,0%, tem-se no relé 87 um erro total de 5%, 10% ou 20% Erros associados com a comutago dos taps dos transformadores 5 de poténcia, efetuados sem carga ou com carga, de modo manual ou, com controle pela superviséio local ou remota ou, regulagio automitica pelo relé 90, Para o relé 87, o ajuste deve ser feito na ) condigo de operago normal do transformador de poténcia, ot seja, com 0 tap do comutador na posi¢do central. Qualquer mudanga de ‘ap produz erro nas correntes diferenciais injetadas ) ‘no relé 87. O maximo erro ser quando 0 comutador esta com o ) seu tap na posigao limite de méximo ou minimo. Geralmente, 03 taps da comutagio tein variagdes de + 10,0% em relagao a tensio nominal do transformador de poténcia, Assim, o ajuste da ) sensibilidade ou da declividade do relé 87 deve ser além do erro introduzido pela comutagdo no seu maior limite. 4) Discrepancia dos taps nas bobinas de restrigdes do relé 87. Este erro, devido as diferengas nas correntes que chegam s bobinas de restrig¥es, pode set minimizado de dois modos: 4.1) Uso de TC auxiliar intermedidtio. Fste TC ajusta a corrente antes de entrar na bobina de restrigao do relé 87. \ €.2) Uso de taps no proprio rele 87. No caso do item d.2, deve-se escolher os taps nas bobinas de i restrigdes 0s mais proximos das condigées de operagdes do transformador de poténcia. Os raps disponiveis sao determinados | Protecio de Transformador 123, pelo fabricante. A figura 4.9.1 mostra os taps na bobina de restrigdo do relé 87. Pa Reig ‘pea Beso 2 Tae Te Figura 4.9.1 - Taps do Relé 87 Os taps so nominados em Ampéres que produzem a mesma forga magnetomottiz e o mesmo fluxo magnética de restrigdo. Por exemplo, tim relé tem os taps disponiveis nas bobinas de rest de: 2,9 -3,2.- 3,5- 3,8 - 4,2 - 4,6 - 5,0 - 8,7 A, escolhendo-se os laps de 5 A€3,5 A, temse o torque de restrigao nonimal do rele 81 ¢ se as correntes forem opostas o torque de restrigo ser nulo, ssa situagdo esté apresentada na figura 4.9.2. TapeSA Figura 4.9.2 - Taps na Bobina de Restrigao do Relé 87 Se as correntes que fluem pelo sistema elétrico forem maiores que 08 taps, pot exemplo, como mostradas na figura 4.9.3. © miiltiplo do rap na bobina de restrigio & dado pela expressio 49.1 (493) 124 Capitulo IV Protegio de Transformador 125 5A eres ® Erro devido & discrepincia das relagies de transformagso | dos dois TCs adjacentes da mesma fase do lado de alta ¢ de baixa do co transformador. | Feige can ® Err0 devido a classe de exatidio dos TCs. 555. s Scommpe® FxTo introduzido pela comutagiio maxima do Mail T@PSA TAP3SA 21,193 transformador. Figura 4.9.3 - Correntes maiores que os taps E1ype > Erro devido a diserepancia dos taps no rel. ‘Assim, para o caso apresentado na figura 4.9.3, tem-se os | + Fito introduzido como margem de seguranga. Fes seguintes miltiplos pata as bobinas de restrigdcs: | No final verifica-se na operagdo nominal do transformador de poténeia, com o objetive de preservar as condigées térmicas das bobinas de restrigdes © operacties do relé 87, as seguintes condigoes: » Acorrente na bobina de operagio do relé 87 nto deve ultrapassar | deSA. © miltiplo médio sera + A corrente na bobina de restrigdo do relé 87 nilo deve ultrapassar . de 10 ou 12 A, dependendo do fabricante Magn ES ras . eo | Exemplo 4.9.1: Apresenta-se 0 diagrama unifilar da figura 4.9.4, sso significa que a restrigdio € 12,15% maior que a sua restrigy | 40MVA nominal | 22kV ¢) Margem de seguranga. Feitas a5 consideragées (céleulos) dos erros, deve-se, ainda, deixar uma margem de seguranga para garantir a seletividade da atuagao do relé diferencial dentro da sua zona de proteso, A margem de seguranga ¢ geralmente de 5%, Assim o erro total (mismatch) & dado pela expresso 4.9.2. Eeqotota = ECs + classe exattso + Ecomutacho + Paps dole? + ESeuwemga Figura 4.9.4- Diagrama Unifilar 49d ina j Dados 126 c 60%120~ TCs dispontveis de 1 30120 ~5 A+ Classe 2,5H200 200% 400-5 A> Classe 2.511200 Relé 87 com taps disponiveis de: 2,9 - 3,2 -3,5-3,8-4,2-4,6-50-8,7.A a) Fazer a ligagio trifitar do esquema de protegiio. A ligagio esti apresentada na figura 4.9.5 I A Y¥. Figura 49.5 - Diageama Trifilar b) A corrente nominal na alta tensio do transformador de poténcia. Sonia =V5Vi lu HOM __ 97,477 Y- 66k ©) A corrente nominal na baixa tensio do transformador de poténcin. 10M he = Jag 7 202432 (no tap central) 4) Escolher © TC no lado A do transformador. ‘apitalo IV Protecdo de Transformador 127, TCyq == > classe 2,5H200 ©) Corrente no secundirio do TC do lado de A do transformador, 1 1 _ 87477 scan Re 120 5 GAS A Estes TCs esto conectados em Y, portanto, esta & a corrents que chega na bobina de restrigao do relé 87. 1) Escolher o TC no tado ¥ do transformador. A corvente na bobina de restrigto do reié 6 de 3,645 A. Esta corrente a de saida do TC em A no lado ¥ do transformadar de poténcia. Desse modo, a corrente dentro do A é: 364 3 Portanio © TC ides! seria aquele que passa para 0 secundécio 2,104A, portanto a relagiio de transformagao seria de: 282A 104.73 0 124,732 = S25:65 2,104 375 Este seria o TC ideal, mas dentro da disponibilidade ofertada pelo fabricante neste exemplo, deve-se escolher o mais proximo, no caso 0 $00, etasse 25200 3 2104 Van. RTC= 1 2) Corrente secundaria do TC no lado BY do transformador. 262,492 _ 5084 Como 0s secundirios destes TCs esto conectados em A a corrente ida (ou entrada) & de: 128 Capitulo Vv Ty dog = V3 3,28 =5,684 esta corrente que passa na outra bobina de restrigdo do relé 87. ‘h) Taps no relé 87. No relé 87, na operagio nominal do transtormador, chegam nas bobinas de restrigdes as seguintes comentes, que esto apresentadas na figura 4.9.6 Figura 4.9.6 - Taps do Relé 87 Note que as correntes verdadeiras nfo so exatamente iguais aos taps disponiveis pelo fabricante, portanto, deve-se escolher os faps part que as bobinas de restrigées fiquem equilibradas em termos de fluxo magnético, {sto ¢, tenham o mesmo multiplo em ambos os lados, ou sca (493) Dos Tups disponiveis: 2,9 -3,2-3,5-3,8-4,2-4,6- relé 87, deve-se fazer todas as combinapées possiveis de Taps, obtendo-se a rela apresentada na Tabela 4.9.1 35 [38 | 42 [46 | 50 29 [1000 | 1,103 [1.207 | 1310 | 1.448 | 1.586 | 1,724 | 3,000 32 1000 [1,094 | i.ra [1,313 | 1.438 | 1,563 | 2,719 Protegio de Transformador 129 35 [1.000 | t0a6 [ 1,200 [ 1.314 | 1,429 38 1.000 | 1.105 | 1211 | 1316 42 1000 | 1,095 | 1,190 [46 | [ 1,000 | 1,087 30 | 1,000 87 I Tabela 4.9.1 - Combinagdes dos Taps do Relé 87 Deve-se escolher a relagdo de Taps mais prbxima da expressiio 4.9.4, tal que as corrontes nas bobinas de restrigdes sejam as maiores ¢ mais proxima possivel dos Taps escolhidos. ‘Compatando-se 0 valor da expresstio 4.9.4 com os valores da Tabela 4.9.1, chega-se em: asecana = 5,684 > Tap? Toaigans = 3045A > Tapl = 3,2 Portanto, a escolha definitiva nas bobinas de resirigdes & Tapl = 3,2A € Tap 2= 5,0A. Note que 0s Taps nao foram exatamente obtidos pela relacio da expressfio 4.9.4, isto produz erro no relé 87, que deveré ser coberto pelo ajuste da sensibilidade do rele. 4) Krro total das correntes diferencias, i,1) Ervo da classe de exatido dos TCs. 5% +2,5% = 5,0% Feta oe eso = 1.2) Erro de comutagao do transfarmadar de poténcia, =10% Fcamaeto 1.3) Erro da discrepancia dos Taps no relé 87. 130 Capitulo tv. onisot _ 3,645 Tap! 3,2 M, Tessier Portanto, M; > Mz Taps do relé Spe do cee | 4) Erro total das correntes diferenciais no relé 87. | ero total = Eclassooxstisio *® Comutagao +E Taps dy els 87 + EScguranga 5% + 10% +0,26%+5% 20,26% i) Ajuste do relé 87. © ajuste da sensibilidade percentual do relé 87 deve ser maior que 0 erro total das correntes diferenciais, isto &: Sensibilidade > 20,26% Escolher o ajuste de sensibilidade disponivel pelo fabricante do rele Geralmente 05 ajustes de sonsibilidade so de: 25%, 30% e 45%, Portanto 0 ajuste de p = 25% no relé 87 esti adequado, caso o relé venha a atuar indevidamente pode-se passar 0 ajuste para 30% Se o rele for digital, o ajuste de “p”, dependendo do fabricante, pode, or exemplo, ser escolhido em uma faixa de 15 a 80% em degraus de 0,1%. Protecao de Transformador 131 k) Relé sem Taps disponiveis. Se 0 relé 87 ndo tem Taps disponiveis, deve-se ajustar as correntes nas bobinas de restrigdo pelo uso de TCs ausiliaces intermediétios. Pode-se posicionar os TCs auxilieres em qualquer lado, Geralmenie os TCs auxiliares silo autotransformadores de comrenté. Neste item, por exemplo, emprega-se TCs auxiliares do tipo autotransformador ligados em ¥, como mostra a figura 4.9.7 “Transtormader Figura 4.9.7 -TCs Auxiliares do Tipo Autotransformadores Deve-se ajustar os TCs auxiliares para adaptar as correntes exatas nas bobinas de restriges dos relés 87. Geralmente os TCs tipo autottansformadores tem 100 espiras, como mostra a figura 4.9.8. Boa Figura 4.9.8 TC Auxiliar Tipo Autottansformador 4.10 Energizacao de ‘Transformador 132 Capitulo tv Assim, no TC tipo autotransformador, tem-se: 100 2 n= 641% Desse modo, deve-se posicionar o cursor no secundario do TC tipo autotransformador em 64,17% do total de espiras, deste modo 0 erro do reig 87 & zero, Na realidade 0 secundiio do autottansformador & constituide de uma série de taps, portanto escolhe-se 0 tap disponivel mais préximo possivel de 64,17%, a pequena diferenga ser o exro no relé, Na energizagio ou magnetizagdo de um transformador de poténcia (figura 4.10.1) a corrente transitéria de magnetizag3o maxima pode atingir valores de 8 a 12 vezes a corrente nominal, =H t Figura 4.10.1 — Energizagao do Transformador ‘A corrente de magnetizagao (inrush) vai depender da posigio da tenisJo senoidal no instante do feckamento do disjuntor. A comemte de magnetizagao ou de inrush tem um alto conteido de harménicas, distibuidas conforme a Tabela 4.10.1 Corrente de /nrush Harménivas 2? harménica 63% ‘em relagio a fundamental Protecio de Transformador 133, 3° harménica 268% ‘a harmonica 3.1% 3° harminic 41% & harmbnica, 3.7% 7° harmonica 2.4% ‘Tabela 4.10.1 Corrente de Inrush Nota-se na energizaglio a predomindncia da 2° harménica. O primeito pico maximo de corrente de inrush pode atingir de 8 a 12 vezes o valor da corrente nominal do transformador, sendo que os pivos sucessivos caem rapidamente 1m tempo efetivo de 0,1 segundos = 6 cielos elstrieas. Interessante ¢ fazer uma comparagdo, para distinguir, a corrente de curto-eircuito da corrente de magnetizagio do transformador. As caracteristicas dessas duas correntes de curto-circuito © a de magnetizagao do transformador sao apresentadas a seguir: a) corrente de curto-circuito, ocomre numa freqiiéncia industrial de 60 Hz com algum contetido de harménicas nao proeminentes. A figura 4.10.2 mostra uma corrente senoidal em 60 Hl, Figura 4.10.2 ~ Corrente Elétrica Senoidal Na sealidade, a corrente de eurto-cireuito ¢ senoidal, evjos picos (valores maximos) vo decrescendo na forma exponencial [5], mas a distincia entre dois picos consecutivos se maniém em 8,33 ms, como mostra afigura 4.10.2, ' | 134 Capitulo IV Outra caracteristica fundamental & que as cortentes de curtos- circuitos 56 aparecem nas fuses envolvidas no defeito. b) a corrente de inrush ou de magnetizago do transformador possui forte conteido de harmdnicas, conforme apresentado na tabela 4.10.1, com predominio da 2° harménica ¢ 0 aspecto dessa corrente é variado, mas em geral é 0 mostrado na figura 4.10.3. Figura 4.10.3 —Corrente de Jnrush Esta corrente nos primeiros 6 ciclos (0,1 segundos) apresenta-se bem distoreida em decoréncia do alto contetido de harménicas, com predomindncia de 63% da 2° harmoni No primeiro ciclo 0 pico inicial pode atingir valores. clevados, voriando de 8 a 12 vezes da corrente nominal de transformador. Este valor inicial depende do(a): * Porte do transformador; 4 Porte do sistema elétrico; . Impedincia equivalente até o ponto da instalagto do transformador; ‘Tipo de material fercomagnético do micleo do transformador; 4 Bluxo magnético remanente no niicleo do transformador no instante de energizagao; + Valor da tensio elétrica no instante de energizagao. As correntes de inrush ocorrem nas 3 fases do lado da fonte de alimentagdo do transformader, postanto na protegio diferencial, os TCs do Protectio de Transformador 135 lado fonte sio submetidos a estas correntes, podendo fazer a protegao dliferencial atuar, Para evitar que a protegdo diferencial atue no instante de energizagio do transformador, pode-se: a) Bloquear a operardo do relé diferencial por 0,1 segundo durante a energizagio do transformador, b) Usar atenuadores de transitérios; ©). Utilizar relés diferenciais com retengdo de harménicas; 4). Utilizar relés digitais com légicas de detengao de harménicas. impodante ‘observer: que -nni case: de: kansfommadores: slevadones: acoplados a geradotes sincronos, a corrente de inrush nto & considerada, isto porque a energizagto do transformador € Feita de modo gradual. 4.10.1 Bloqueio da Protec’o Diferencial Para 0 caso de encrgizagto de transformador de pequeno porte ou de transformadores distantes dos geradores sincronos, pode-se simplesmente utilizar relé diferencia! temporizados Se em transformadores de grande porte ou localizados proximos & geragio, as protegdes diferenciais utilizadas so instantaness © ‘temporizadas, Nesse caso, durante a energizayao pode ocorrer a atuspio de protesdo instantinca, Pode-se, entfio, bloquear a proicedo instantanea durante a energizagio. Note-se que 0 recurso de bloguear a atuagio diferencial instantinea & um problema, no caso, da energizaglo ocorrer em sum transformador que tenba defeito intemo do tipo curto-cireuto, Porque, neste caso, a energizasio ocorrerd simultaneamente com 0 curto-circuito, & ‘9 tempo de bloqueio da protego instanténea, apesar de ser pequeno, 34 € 0 suficiente para produzir danos no transformador. Entao para contomar 0 problema apresentado, pode-se adotar a protesao diferencial propostas a seguir. | 4.10.2 Protecio Diferencial com Atenuadores de Transitérios 136 Capitulo LV No caso b do item 4.10, 0 uso de atenuadores de transitérios tem como base derivar a corrente na bobina de operagao do relé 87 durante o periodo de energizacao do transformador. A corrente de inrush no passa totalmente pela bobina de operacio, deste modo, estd se dessensibilizando temporatiamente o relé 87. Existem varios esquemas de protegao que utilizam a dessensibitizagio do relé 87. A titulo de exempliticagio, apresenta-se o esquema da figura 4.104. at at 7 fhe 2}4 = A spies Figura 4.10.4 —Esquema de Energizagto do Transformador com ‘Atenuador de Transitério © esquema funcional em DC esti apresentado na figura 4.10.5. mar Figura 4.10.5 ~ Esquema Funeional em DC da Protegao da Figura 4.104 O relé 87X 6 um relé auxitiar temporizado, este, quando desativado, tem 0 sett contato geralmente fechado. Quando o relé 87X & ativade, ele abre 0 seu contato depois de transcorrido o tempo ajustado e mantém 0 conlsto aberto enquanto permanecer ativado. © funcionamento do esquema da figura 4.104 di-se do seguinte modo: Protecio de Transformador 137 a) Supor disjuntores abertos e sem tensio no lado BT; b) Com tenstio nominal no lado AT, opera o relé 27 fechando seu contato 27AT; ©) Fechando-se 0 disjuntor 52 AT, energiza-se o transformador, a9 mesmo tempo contato auxiliar do disjuntor 52aAT fecha, ativando 0 relé auxihar 87X. Durante a energizagio do transformador, 0 contato 87X esti fechado e ocorre a derivagio de corrente na bobins de operacao do relé 87, dessensibilizando- se orelé de 2 a 3 vezes do seu valor ajustado; 4) Transcorrido 0 tempo ajustado no relé auxiliar 87X, 0 seu contato se abre, voltando ao ajuste original de sensibilidade do relé 87. Assim, durante 9 transitério de energizagio do transformador, o relé 87 ficou sensibilizado com um ajuste maior e nfo atuou para a corrente de inrush ©) O relé 87X permanceendo ativado mantém 0 scu contato 87X aberto; 8) Pode-se fechar‘o disjuntor 52 BT normalmente. Este esquema de protegao, também pode apresentar-problemas, caso a energizagao ocorra juntamente com um curto-circuito no transformador. 4.10.3 Relé Diferencial com Retengao por Harménicas Este relé possui um filtco que separa a comrente de 60 Hz das outras fregiiéncias. Assim, o relé pode distinguir 0 tipo de ocorréncia no ‘transformador, nos casos: # Sc houver um curto-circuito, tem-se a predomindncia da fundamental em 60 Hz e poueas harmdnieas. Nesse caso 0 relé diferencial deve operar normalmente. © Se for uma energiza¢do normal do transformador, haverd um gtande contetida de harménicas. Nese a protegao diferencial ndo deverd atuar } 138 Capitulo ty ‘Um esquema de relé diferencial dotado de restrigdes por harménieas 6 apresentado na figura 4.10.6. a i al Tiare? Domne Figura 4.10.6 —Relé Diferencial com Restrigdes por Harmdnicas O esquema da figura 4.10.6 é simbético, representando ume fase do transformador monofisico ou trifésico. Para entender 0 fumcionamento da protege diferencial com restrigo por harm@nicas, considera-se que o transformador esté fora de operag0, Ou seja, 0s dois disjuntores estio abertos. Na energizagio feeka-se somente um isjuntor, por exemplo, o do lado AT. Assim a seqiiéncia de operagdo &: © Haverd corrente de inrush 56 no lado de AT do transformador; © A corrente de inrush secundiria do TC de alta passard pela bobina de restrigdo | e pela bobina primaria do TC de operagao do relé diferencial; + No secundatio da bobina de restrigdo 1, a corrente de inrush sera retificada e passard totalmente na bobina de restri¢Zo resultante, criando um torque negativo; Protesio de Transformador 139 + A corrente de inrush secundaria do TC de operagao do relé diferencial tera dois caminhos: * A componente fundamental de 60Hz passari pelo filtro correspondente alimentando a bobina de operagio resultante, que cria um torque positive (+); © 0 restante da corrente de inrush, sem a parcela de 60Hz, passant pelo filtro de bloqueio de 60H, ¢ serd retificada na ponte de diodo e passard (alimentard) na bobina de restrigdo resultante, produzindo um torque negative (). Assim, na bobina de operacao resultante ¢ restrigo resultante, tem- Fpemre rete te = Tessa sti L sess otic 2s — one de oe etifieada torque de restrigdo é composto de duas parcelas: Teatgto = Tints + eng lgnaens) Assim, € weriso >> T open € © FEIE NO opera na energizacio da transformador. 4.10.4 Relé Diferencial com uma Unidade de Bloqueiode Harménica - Para monitorar o transformador no periodo de energizagao, pocle-se acoplat uma unidade de bloqueio por harmdnica no relé diferencial (87). No relé diferencial eletromecdnico serd adicionada uma unidade de supervisito da 2" harménica para bloquear a operaglo de proteso no caso de energizagio do transformador. Fstc esquema esti o apresentado aa figure 4.10.7. A protegio diferencial (87) ¢ mostrada s6 para a fase A, jé a unidade de bloqueio de 2* harménica é trifisiea, onde apenas as chegadas das fases Be C estdo indicadas 3 Capitule IV Figura 4.10.7 -Unidade de Bloqueio por 2° Harménica Acoplado ao Relé Diferencial (87) ‘O esqnema em DC esté apresentado na figura 4.10.8. Figura 4.10.8 — Esquema Funcional em DC do Esquema de Protegto da Figura 4.10.7 A unidade de restrigio por 2* harménica funciona do seguinte modo: + Quando sem cortente ou cm operagda mantén 0 sex contato (URH) fechado, A opetagao oooire quando a corrente de 120 Fz na bobina de restrigio for < 15% da corrente fundamental dese Circuito. a a © Quando a corrente de inrush no secundario do TC intermedisrio, tiver um contedido de 2° hannénica > 15% da fundamental, a reatiglo desoperato, arindo 0 contato (URM), bloqueando a atuago do relé 87, portanto o transformador de poténcia ndo sera desligado durante a sua energizagio. ‘A unidade instantinea mostrada no esquema de protegdo da figura 4.10.7 € um relé de sobrecorrente (50) que opera quando cone falta de grandes proporgdes no transformador, seu ajuste & 10 a 12 vezes 0 Tap do relé 87, 4.10.5 Relé Diferencial Digital para Transformador | (Os relés digitais para transformador podem funcionar por meio de algoritmos que processam as informagées das correntes na entrada ¢ na saida do transformador. Observar as diferengas das. correntes de curtos- cireuitos e das correntes de inrush no transformador, deserita no item 4.10. Para no operar indevidamente no periodo de encrgizagio do transformador, o$ relés digitais utilizam algoritmos internos, bascados mus diferengas das correntes de curtos-circuitos ¢ correntes de snrush, além do pardietto de ajuste. Pode-se, por exemplo, adotar um dos processos a seguir, efetuados nna corrente diferencial da operagdo: 4 Orel digital mede o contetido da 2* harménica, que comparada com fundamental, processa a sua légica de atuncto, + O scld diferencial digital mede 0 tempo decorride entre os picos sucessivos dx corrente diferencial da operasiio, para fazer a ligica de sua atuagao. ¢ 0 rele digital diferencial utiliza a transformada de Fourier sobre a corrente diferencial de operagdo, obtendo-o a fundamental ¢ 2° harmonica, Se a 2° harmonica for relativamente grande comparadn © relé no opera na energizagio do com a fundamental, transformador. , | 142. Capitulo IV Protegao de Transformador 143, =. eri Brvteg fio te Transformradog 0 | 4.11 Transformador com Impedineia de Aterramento Tranetormador No sistema elétricy, com transformador em Y aterrado, as ‘correntes de curto-cireuito 1®—terra so elevadas, produzindo danos no equipa- ) mento, Assim, para abaixar as correntes de curto-circuito I~ terra g : valores aceitiveis de modo a nao danificar o transformador, é comum iaserir uma resistencia eléitica no aterramento do Y. Ver figura 4.11.1 Curto thera | Tambor $ . ’ 1 | : = ) ° a Fe ee lle | Figura 4.11.2 - Corrente de Curto-Circuito no Sistema com Terra Restrita ; . i © esquema diferencial de terra restritu em wm transformador A - Y | aterrado é mostrado na figura 4.12.1 Transicxmadoe ) Figura 4.11.1 - Resisténcia de Aterramento ie rs ) Se houver em curto-cireuito 1 —terra,, por exemplo, como mostra a El 2 2 ) figura 4.11.2, a resisténcia (R) limitacd @ corrente de defeito a0 valor 3| ‘ 2 projetado, ou seja, a resisténcia (R) esté restringindo a corrente de defcito, a . - ) or isso, esta técnica € também conhecida por terra restrita ou terra u ag 2 ) resitingida, . A utilizaggo da téenica de terra restringida no transformador de poténcia prejudica © desempenho da protegio diferencial percentual (87) g = pata os casos de defeitos monofasicos internos no transformador. O relé 87 t pode fiear insensivel para estes defeitos. Pare contornar este problema, ) utiliza-se adicionalmente, a protegIa normal (87), 0 esquema conhecida Figura 4.12.1 « Protegdo Diferencial de Terra Restrita como protegao diferencial de terra restringida. Note que na saida do lado ¥ os 3 TCs esto conectados em paralelo, como demonstrado em [5] as correntes de saica do conjunto de ‘TCs em paralelo é constituida de corrente de seqhneia zero, que é a mesma corrente do terra do Y. Desse modo, na operagdo normal o reké 87 ndo ata, 14 ot Capitulo ty Protegao de Transformador 5 ‘# Y-A, com ou sem resisténcia de aterramento. Note que neste esquema nio ha necessidade do relé ser diferenciat percentual, pode simplesmente ser um relé de sobrecorrente, que neste caso, esta tazendo a tungao diferencial (87), ] ‘As protegdes utilizadas podem ser dos seguintes tipes: j a) Protegdo diferencial das fases a terra é do mesmo tipo wtlizado A figura 4.12.2, mostra a cireulagao de cortente no easo de defeitg | pa figura 4.12.1. A figura 4.13.1 apresenta a protegfo diferencia 1® ~ terra , no transformador. | no transformador de aterramento em zig-zag. Teantormador = 4 5 e . ETE — q 1 C ® l l o Sete“) = | Figura 4.12.2 —Defeito 1 — terra no Transformador Note que a corrente de defeito passa totalmente pela bobina de ‘Teasfoemaor operagiio do relé 87, ¢ 0 mesmo atua. fearenment| Neste ttansformador existe a proteg%o diferencial pereentual normal nio apresentada na figura 4.12.1, 05 3 TCs de protego diferencial de terra restrita podem ser 0s préprios TCs da medio. | 4.13 Protecao do Transformador de Aterramento | do Transformador de Aterramento em O funcionamento do transformador de aterramento, conectado a um. . Seas ii igus acecoarrente sistema eléttico isolado, pode ser visto com mais propriedade em [5] b) Prolosdo meiondiferncial & efeuada por relés de sobresorerte ‘ i ligados na saida dos secundérios dos TCs concctados em A. 0 transformador de aterramento conectado ao sistema pode também a AT3. ficar sujeito a defeitos, ¢ 0 disjuntor préprio deste circuito deve atuar. es ” Conforme [5], 03 transformadores de aterramento mais utilizados sto do tipo: Figura 4.13.1 ~Protegdo Diferen No lugar de 3 relés pode-se utilizar somente 2. Os relés 50/57 atuam | no disjuntor do transformador de aterramento. + Zig-zag, com ou som resisténcia de aterramento; | » & i c aS z oS 7 &) circa cae Ta A Disjuntor 1 Disjunior Transformador ‘Transfoemadoe de Atereamiento de Ateseamento Figura 4.13.2 —Protesio Meio-Diferencial do Transformador de Aterramento Figura 4.13.3 ~Defeito 1—ierra no Sistema Rlétrico Para compreender com mais propriedade o funcionamento desta fi r roteedo € necessério analisar o fluxo de corrente para diversos tipos de Pode-se, verifioar que as correntes nos sccundétios dos TCs fluem falhas, como por exemplo: dentro do A nenhuma corrente passa pelos relés 50/51, portanto a protecan no ama. 8) defeito 1 terra no sistema elétrieo; Com neste caso 0 defeito ndo & no transformador de aterramento € sua protegdo nfo deve aluar, outros relés no sistema deverdo eliminar 0 ©) defeito 20 no transformador de aterramento. defeito. b) defeito 1 —terra no transformador de aterramento; Para um defeito 1—serra no sistema elétrico, © faxo de corrente A\ figura. 4.13.4 mostra os sentidos das correntes para um curto- esti apresentado na figura 4.13.3, cireuito 1d — terra no circuito do transformador de aterramento, Cuno-creuito Base tersa “Teansformador Ae de Atceramento, | A Figura 4.13.4 Defeito 1— terra. no Transformador de Aterramento Neste caso dois relés iro atuar, promovendo a abertura do disjuntor do transformador de aterramento. Essa protegio também é adequada para atuar nos defeitos 2d e 3 no circuito do transformador de aterramento, Protegio de Transformador 149 defeito interno no ttansformador envolvendo a sua carcaga, a corrente de efeito total ou parcial flui para a terra, Terstomadee Figura 4.14.1 - Protegao de Carcaga do Transformador Como mostra a figura 4.14.1, todo o circuito elétrico conecta-se a0 ttansformador pelo isolador de bucha, inclusive 0 cabo de descida do alcrramento do neutro da ligagdo em ¥. O relé de sobrecorrente pode ser 0 50 ou 51, mas que neste tipo de ligacto est fazendo a fungaa 64. Quando houver qualquer defeito intemo envolvendo a carcaga do tansformador, a comente passard & terra através do TC, cuja comente secundiiia fara atuar 0 relé 64. Ver figura 4.14.2. 4.14 Protecaio de Carcaga do Transformador Para viabilizar esta protego todo 0 cireuito elétrico primirio secundlirio do transformador deve estar isolado da sua carcaga, como mostra a figura 4.14.1, @ na conexio da carcaga a terra, instala-se um TC conectado ao seu relé de sobrecorrente, Desse modo, quando ocorre um ‘ oll 150 Capitulo ly Caso o deftito ocorra fora do transformador, por exemplo, um curto cieeuito 1eb— terra na Tinha de saida da ligaco em Y, @ figura 4.14.3 mostra 0 trajeto das correntes de defeito, que no caso nao ser pereebido pelo relé 64. Figura 4.14.3 - Defeito Fora do Transformador Pequenas falhas no isolamento das bobinas & nas conextes internas do transformador provocam formagao de arcos elétricos © aquecimento local, causancio a decomposigao do Geo com a formagao de bolhas de gis, que se deslocam pata a parte superior do transformador. Estes © outros defeitos incipientes podem, com o decorrer do funcionamento do transformador, evoluir para defeitos mais graves, tal como curto-circuito interno. Portanto, hi necessidade de se detectar estes pequenos defeitos ineipientes, para que a equipe técnica da subestagzo possa programar a sua manuteno, © relé mais apropriado para detectar a presenga de gis © ripida movimentagio de éleo no transformador é 0 relé & gas conhecido como relé Buchholz, fungao 63. Protegio de Transformador 151 © relé Buchholz € instalado no duto que liga 0 transformador 20 reservat6rin, ou seja, a0 tanque de expansio na sua parte superior. Ver figura 4.15.1 Tanque de Oleo Relé Buchholz ‘Tranformador Calgo de #10mm, Figura 4.15.1 - tnstalago do Relé Buchholz © tanque de expanstio tem a finalidade de suprir pequenos vazamentos de éleo no transformador, de acomodar as dilatagées do leo produzido pela variagio da temperatura ambiente © as provocadas pelo aquecimente da operagao do proprio transformador. O nivel de dleo no tanque de expansio é indicado pelo medidor de nivel, fungZo 71. O tanque de expanstio mantém o tanque do transformador sempre cheio de dleo. A figura 4.15.1 mostra em detalles as partes intermas do relé Buchholz EEE EE EE EE eee —a 152 Capitulo IV Figura 4.15.2 -Relé Buchholz Defeito no interior no transformador ocorte sempre com a presenga de arco elétrico, que pode decompor lentamente ou rapidamenic 0 Olea mineral e 0 material isolante com pequena ou grande formagao de gases. Os gases formados sobem e passam através do relé Buchholz dirigindo-se a0 tangue de expansio do transformador. A seguir analisa-se o funcionamento para os dois tipos de defeites dentro do transformador; a) defeitos pequenos. Nos casos de defeitos intemos ineipientes, a decomposigao do éleo & lenta e ¢ pequena a formagao de gas, deste modo, lentamente as bolhas de gas sobem © sc alojam no pequeno compartimento G do reté Buchholz, Com a deposiso de gés no compartimento G, a béia B irk descer lentamente. A ampola D que contém merciirio (Hg) esté articulada com a béia B. Quando os gases no compartimento G atingem certo volume, a béia B desce inclinando a ampola D. O meretirio banha 68 contatos internos da ampola D, fechandy vs comtatos 3 e 4. Com 0 fechamento dos contatos 3 & 4, 0 relé Buchholz atua 0 alarme sonore © visual, sendo este passo denominado de IF estigio. O primero estégio no provoca o disparo (abertura) do disjuntor. A equipe de manutengao, através da tomeita A, recolhe 0 gas rearmando (restabelecendo) o rele. | Protegio de ‘Transformador 153 © gis recolhido é examinado por meio de processos fisicas, quimicos ¢ pela cromatografia, a fim de indicar o tipo de problema que esta focotrendo intemamente no transformador. A andlise do gis indica, por cexemplo, se houve a presenga de: L) Hy (hidrogénio) e C:Hz (hidrocarboneto) indicam arco entre partes construtivas, através do dlea. 2) Ha, Cia e CHs indicam arco com alguma deterioraciio do isolamento fendlico, isto & fultas no comutador de tapes. 3) Hp, CHy CzHs indicam um ponto quente nas juntas do nicleo, 4) Ha, CaHls, COp @ CsHs indicam ponto quente no enrolamento, Apesar de nilo ser recomendado, 0 téenicos de manutengao, através de proceso empirico mais simples, utilizam a pratica de colocar fogo no zis recolhido, Se 0 gis for intlamivel, pegard fogo, indicando que hi defeito intemo no transformador, Neste caso uma anzlise eromatogréfica do gis do relé Buchholz. ¢ do dleo do transformadlor, em laboratorio, se faz necessétio. Sc o gés no for inflamivel, nfo pegar fogo, neste caso o gas pode ser formado pelo ar ou pelo vapor da umidade contida no éleo, Indicando neste caso que bé uma entrada de ar no transformador ou que a silica-gel csteje seturada. Se a atuagdo do primeiro estigio do relé 63 esté ocorrendo com mais freqiiéncia ¢ em tempos menores, isto é um indicador que © defeito interno esti progredindo e a manutengio corretiva se faz necessiria, b) dofeitos de grande porte. Deftito de grande porte € caracterizado por um curto-cireuito intemo, devido a falha de isolagao, neste caso © curto-circuito ocorre juntamente com um arco elétrico de grande intensidade, provocando um rapid aquecimento do éleo na local e formagio de grandes bolhas de A Geralmente na decomposicio do leo, gera-se aproximadamente 90 ‘ems de gas por IkW liberado pelo arco elétrico do curto-ciseuite. [As bolhas de gis juntamente com o Gleo sobem © passam no rolé Buchholz, deflexionando a palhets F, curto-cireuitando os contatos 1 © 154. Capitulo LV 2, acionando © circuito do disparo do disjuntor. O UP estigio & ccaracterizado pelo fechamento dos contatos 1 e 2. A figura 4.15.3 mostra o esquema funcional em DC da protesio do transformador envolvendo 0 relé 63 + ere aie Estagio Eségio ro Figura 4.15.3 - Esquema Funcional em DC da Protegio 63, © relé Buchholz ainda tem mais uma fimglo de protecio complementar, que se por algum motivo ocorrer uma grande perda de dlco fno transformador, Neste caso, quando o nivel de dleo abaixa além da posicdo do rclé Buchholz, a béia Be a palheta F atuam, disparando a abertura do disjuntor. Esta ocorréncia se dard primeiro com a atuagdo do dispositivo de indicagao do nivel de dleo (71), ver item 4.21, ¢ 36 depois haverd # atuago do relé (63). Salienta-se que as falhas incipientes é uma grande preocupagao para 4 conservagdo dos materisis componentes da fubricagao do transformador. Portanto, geralmente falhas incipientes no transformador, pode ser diagnosticada com mais precisio com uma andlise cromatogrifica do dleo € dos gases recolhidos no relé Buchholz, As pequenas falhas incipientes podem ser motivadas por: ® Sobreaquecimento do dleo do transformador que pode ser total 0u localizada em um ponto de aquecimento; ® Descargas parciais (corona), que sto descargas elétricas que ocorrem sem dar origem a descargas discuptiva no local, ou scja, elas aparecem e desaparecem sem provocar @ formagio de arco elétrico permanente, As descargas parciais podem ocorrer de forma isolads ou de forma intermitente. Protecio de Transformador 155 © Falhas com pequenos arcos-elétticos, que ocortem devido a um pequeno defeito, ou devido a evolugdo das constantes descargas parciais que causaram comprometimento localizado na isolagao do material do transformador. Os pequenos arcos elétricos decompdem o material isolante ¢ 0 leo no local. Esses arcos dio origem aos curtos-circuitos no transformador. A figura 4.15.4 mostra a fotografia um relé Buchholz de um iransformador de poténcia, Os transformadores com regulagio de tens2o dispdem de comutagto automética sob carga (Load Tap Changing = LTC) que ¢ controlada pela fungdo (90) que efetua motorizadamente a mudanga de Tap do transformador. Q controle da mudanga de tap também pode ser feito pela programagio logica digital de comando a distincia. Cada mudanga de tp orescenta ou retica espiras da bobina de reguluedo do transformador. A mudanga do tap pode ser cfetuada na bobina priméria ou secundaria. 156 Capitulo Iv Como 0 dispositive de comutagSo opera processando muitos movimentos mectnicos para sfetuar a permuta de taps, podem ocorre: muitos defeitos de pequenas ou grandes proporgées, decompondo o éico gerando o gts. Por esse motivo, 0 mecanismo de comutagao ¢ instalado num reservatério (compartimento), a parte, dentro do tanque do transformador. Deste modo 0s defeitos no comutador nfo danificam os elementos da transformadot ¢ a equipe de manutengaa somente agiri na érea do tanque de commutagio, Portanto, somente para o dleo do tanque do comutador, seré colocado um relé Buchholz (63), Este relé Buchholz (63) é ligeiramente diferente do relé Buchoolz da figura 4.15.2, porque nao tem a camara G ea béia B. Deste modo 0 transformador de potéucia provide de comutacko ‘automética, tem dois relés Buchholz: um relé Buchholz, para o transformador; ‘sum relé Buchholz para o compartimento de comutagao, 4.16 Termémetro © termdmetro, fungdo 26, € utilizado para medir a temperatura no local da sua instalag@o dentro do transformador. Em relagao ao tipo de funcionamento o termémetro pode ser de 3 tipos: + A meroiirio liquide; + Asis ou liquido que é linearmente e aliamente expansivo com a temperatura; A ‘ermopar, que gera uma tensiio elétrica, que aciona um galvandmetro, cuja doffexdo indica a temperatura ou, no caso de tormOmetro digital, a tensio elétrica gerada é utilizada para 4 ‘medigio da temperatura No caso de aquecimento acentuado do leo, 0 termémetro aciona contatos auxiliares de I © II? estigios, para sinalizagao, acionamento da Protegio de Transformador 137 ventilagdo forcada ou da reffigeragio do dieo forgado, ¢ até o desarme do disjuntor. Dependendo do tipo de fabricagto o termémetro pode ser dos tipos: 4 Arrast2 do ponteiro ¢ cursor feito pela ‘expansio do mereiirio Liquide, ¢ Acraste do ponteiro ¢ cursor feito pela expansdo do fole acionado pela dilatagiio do gas ou liquido. 4 Acionado pelo galvanémetro, proporcionado pela pequena Giferenga de potencial gerada pelos 2 metais (termopar) distiatos colocados em temperatures diferentes. + Digital, cuja medida da temperatura é feita pela pequena diferonga de potencial gerada pelos 2 metais (termopar) distintes colocados cm temperaturas diferentes. [A figura 4.16.1 mostra um termémetro com bulbo, tubo eapilar & fole, movido com 0 principio da dilatagto do gas ou liquid. a + estilo ce Pest ts at i ‘escalaem vide! ‘re ane, Figura 4.16.1 - Termémetro a Gas on Liquido Atualmente com a tecnologia digital, pode-se ‘utilizar um dispositive com sensores do tipo termopar em varios pontos do transforraador, desse 158, Capitulo rv a etl modo pode-se ter as medidas diretas ou indiretas de temperatura nos seguintes pontos: + Ponto mais quente do dleo do transformador; + Ponto mais quente na bobina priméia do transformador: + Ponto mais quente na bobina secundétia do transformador; + Temperatura média do deo do transformador, + Temperatura ambiente, Geralmente no transformador 0 que determina 2 capacidade de transmisso de poténcia, isto € a sua poténcia nominal, é a limitagdo de temperature da classe do material da isolagao e do dco utilizado, O nivel de temperatura & estabelecido pelo grau de dissipagio da energia térmica gerada como perdas nos diversos componentes do ‘tansformador, de acordo com as exigéncias operativas do sistema elétrico, ‘Temperaturas altas que se mantém por muito tempo, produzem os seguintes problemas: ® Decompde o dleo, formando sobre © niicleo ¢ sobre os enrolamento primirio e secundério uma bora deida que prejudiea a reftigeragio ¢ ataca 0 material isolante. E a cada 10°C acima de 60°C, reduz aproximadamente & metade a vida ‘itl do dleo do transformador. A tabela 4.16.1 mostea a vida itil do dleo em relagao a temperatura de servigo do transformador, © Carbonizagdo lenta do material isolante, mndando suas caracteristicas fisicas c quimicas ¢ conseqientemente diminuindo « vida itil do transformador. Assim, deve-se ter um euidado, em especial no acompanhamento, contcole € monitoramento da temperatura do leo, dos enrolamentos primério e secundétio do transformador, De acordo com as normas, a temperatura maxima admissivel em Fegime permanente do material isolante utilizado no transformador é dada na tabela 4.16.2, Proteciy de Transformador 159 ieo Lsolante do Transformador Temperatura | Vida Ui do Oleo do Oleo oC 20 anos 70 TWanos xd rc 100°C 1,25 anos 10° Tmeses ‘Tabela 4.16.1 — Vida Util do Oleo do Transformador Estas so as temperaturas que pode ser atingidas nos pontos mais quentes do matetial isolante do transformador. Geralmente, 0 ponto mais quente no transformador esté localizado em: % No leo no ponto superior, também conhevide por “Top Oil”; % No enrolamenio nas primeiras espiras na parte superior do transformador, conhveida por “Tot Spot”. Devido as diftculdades de medigio de temperaturas nos pontos mais quentes, ajusta-se por seguranga os termémetros (26) a operar no LI? estigio ‘a.uma temperatura 10°C menor que o limite miximo (tabela 4.16.2) da sua isolagio mais fraca, 10) 26,juste testis ~ Trixima — No II® estigio, o relé 26, deve provocar o desligamento do disjuntor. itoramento fens que no transfornaor de gran pot, 0 mo du tenpannees dive ser gars da. mnde'e plese a ingle do trasfomnador, 160, Capitulo Iv Classe de | Exemplos de materials da isangAs. sm ‘Temperatura mitra, ° Algodo, soda ¢ papel no impregnads em deo, ane Algodio, seda e papel A impregnados ou imersos em 10s%c leo, ‘Mica, fibra de vidro e asbestos | ‘com alguma substancia 130°C aglutinantes, Mica, fibra de vidro e asbestos F ‘com substancias aglutinantes para a temperatura correspondent Iss'¢ Elastmeros de silicatos, ica, fbra de vidro e asbestos com substancias aglutinantes rf iglutinant Iso" adequadas & temperatura desta classe. H Materiais puros de mica, a porcelanas, vidro, quartzo & materiais inorgdnieos adequados. > 1808 Tabela 4.16.2 ~ Classificagdo ¢ Temperatura Maxima Admissivel dos Materiais Isolames O aquecimento acentuado no trans 7 ° no transformador, mais pro ns olay sti gor aorta Go rasformacor. savelhecimento da isolago pode ser diagnosticado fostats. cn ecm iaynosticado pelas norms como peeda da vidn til do transformador, Os aquecimentes no tansformador produzidos em dias distints Leann 8 terdo sous eftitos de perdas de vida dil [4.17 Relé de Tm: ica Protegio de Transformador 16t © relé de imagem térmica, fungo 49, € um relé que detecta & temperatura do ponto mais quente do transformador, operardo em reginis Somanente, mas em sobrecarga. O aqucsimento nos enrolamentos, do Pensformador é provocado pela corrente elétrica proveniente da sobrecarga tre sensores para caplar esta temperatura deveriam ser colocados no ponte fais quente do enrolamento. Devido a problemas de encapsulamento, do materi do isolamento na bobina do transformador, a colocagdo de sensores {eamions neste ponto fica impossibilitada. Deste modo, procura-se obter 8 temperatura do ponto mais quente do cnrolamento de modo inciret, dai 6 tome de imagem térmica. Existem varias maneiras do emprego desis pritica, Uma delas que é muito utilizada, usa um TC ra buch de ents do Piynsformader, e a corrente clética secundéria reflete as caracteristcas da Sobracarga no transformador. Faz-se ests corrente passar por uma resisienc Sterica que seja uma réplica do aquecimento gerado pelos enrolamentos do transformador. Deste Todo ha varios tipos de esquema que atendem esta fungao, um deles esta apresentado na figura 4.17.1 o Bache Pereoe spstor dortranstonador p= 3 -— a Ll fame LS oaueemenio 1 5S Basicamente 0 principio de funcionamento do relé de imagem téemtica 49 da figura 4.17.1, baseia-se na variagdo da resistencia elétrica com f variago da corrente “de carga, Quande hi uma sobracarga pe Figura 4.17.1 - Relé de Imagem Térmica Lisa Capitulo IV transformador 0 TC injeta no secundério uma cosrente correspondente, que passanclo pela resisténcia 1, produz. por dissipagao térmica um aqueciniento equivalente, clevando a temperatura do ambiente 3. Esta temperatura mais elevada que © normal provoca yatiag#o no valor da resisténcia 2, que desequilibra a ponte com bobinas cruzadas (4), fazendo defletic 0 seu ponteiro marcador. O relé 49 € constituido de 2 cursores de arraste, quando a sobrecarga atinge somente o I* cursor, isto é o I? estigio, a sinalizagao é indicada por meio de alarme sonoro, turinoso ou enviado sinal ao sistema de supervisdo, sinalizando a cxisténcia da sobrecarga, No F estigio nio é acionado a abertura do disjuntor. Ocorrendo uma forte sobtecarga no transformador, 0 desequiltbrio da ponte & mais acentuado, levando o cursor a atingir o IT? estigio, que dependendo da filosofia empregada pela empresa de energia eleirica, pode apenas sinalizar ou liberar a abertura do disjuntor, tirando o tzansformador de servigo, O diagrama esquemitico da atuaco do relé de imagem térmica ‘esta apresentado na figura 4.17.2. + ” Mesto engin Figura 4.17, Esquema de Atuagiio do Relé de Imagem Térmica Outro esquema mais simples é apresentado na figura 4.17.3. Este esquema ¢ idéntico ao da figura 4.17.1, apenas foi colocado um sensor (termémetro) no lugar di resisténcia elétrica equivalente ao aquecimento do enrolamento do transformador. Protegio de Transformador 163 eco vere Figura 4.17.3 - Relé de Imagem Térmica com Bulbo Sensor de ‘Temperatura © termémetro de bulbo pode ser de mereiirio ou a gis altamente expansivo com a temperatura, O funcionamento & simples, ow seja, a corrente secundiria aquece a resistencia equivalente ao enrolamento do transformador, 0 calor gerado eleva a temperatura do recipiente que serd detectada pelo termémetro, O termémetro, dependendo do tipo de fabricagdo, poder arrastar um cursor ou estender um fole, registrando a temperatura atual, e em caso de sobrecarga atuari o 1° ou o ID estagio, cexatamente como esté apresentado na figura 4.17.2. OTC pode ser instalado com mostra as figuras 4.17.1 ¢ 4.17.3 on estar localizado na bucha isolante ou fora do transformador, Fm transformadores de grande porte, pode-se levantar por meio de dados de fabricagde, da operagtio, histories © ensaios, todas as caracteristicas do compostamento térmico dos enrolamentos primérios © secundirios com respeito & sua operaglo, isto 6, a sua corrente de carga, de sobrecarga e petiodos operativos de emergéncia. Neste estudo investigative & levantada a curva exponencial de aquecimento que é semelhante a qualquer corpo que softe aquecimento, Assim, obtém-se os parimetros fundamentais que caracterizam a curva de aquecimento das bobinas do transformador, Nos modernos relés digitais (49) tem-se 0 recurso de parametrizagaia para a modelagem da respectiva curva do aquecimento das bobinas do —_ EE E___E_E_E_E_E____ EE EE EE eee | 164 Capitulo Iv ‘ransformador. Deste modo, ajusta-se o relé digital (49) para atuar em varios estgios de alarme, inclusive na abertura do disjuntor, se desejado. Deve-se salientar que esia técnica de parametriaar no relé digital, para simulagaa da desempenho de aquecimento do qualquer equipamento bem mais fécil em equipamentos que ndo utilizam dle como liquido relsigerante ¢isolante,tais como: @ Transformador a seco; @ Reatora miicleo de ar; © Banco de capacitores; @ Barras e linhas agreas de transmissdio; ® Cabos com isolamento a seco. Nos transformadores de grande porte a parametrizago ¢ mais r Pe r is complicada, devido a existéncia de: © Comntagio sob carga; @ Recursos de reftigerastio do transformador, tis coro: © Ventibagdo forgada em varios estigios; © Reftigeragto forgada a dleo: © Reftigeragio direcionada foryada a dlco, © Envelhecimento do material da isolagzo: © Degradagio do dleo. Apesar destas dificuldades, a tendéncia é de se consolidar cada ver mais esta pritica, porque produz as seguintes vantagens e beneficios: - % Possibilita a protesio do transformador; % Acompanhamento do desempenho do transformador pela equipe de supervisdo ¢ melhor controle da manutengao; ' Monitoramento da operacdo em sobrecarga, apés as eventuais, contingéncias; Protesao de Transformador 165 % Acompanhamento da real perda de vida util do material isolante do transformador. ee - | 4.18 Transformador Hermeticamente Fechado | Transformadores que tenham o tanque hermeticamente fechado nito possuem tanque de expansio, portanto nao é possivel a uilizacdo do relé Buchholz. A utilizagio de tanque hermeticamente enclausurado tem come objetivo principal evitar a contaminagao por umidade no 6teo miners, untilizado na isolagdo ¢ reftigeracto do transformador, Neste transformader, pode haver ou ndo, na parte superior uma camada de gis neutro sob presso. Geralmente o gas utilizado é o nitrogénio. Coma o 6leo esté confinado no tanque do transformador ¢ seu grau de expanstio é muito limitado, quando da ocorréncia de um defeito © para cvitar danos no tanque do transformador, utiliza-se & protegao por: 4 Relé de sibita presss © Valvula de alivio de pressto, 4.19 Relé de Sabita Pressiio Na figura 4.19.1 mostra-se 0 local da instalagio do relé de siibita pressao que é colocado na parede do tanque do transformador. A corrente elétrica que passa pelo transformador depends da operagio do sistema elétrico, Assim, as variag6es pequenss ou lentas das correntes provocam aquecimento do éleo que produ presses lentas, as quais passam pelo orificio equalizador © mantém a mesma pressio em ‘ambos os lados do diafragma do relé de subida pressfo, ¢ este no atua Havendo um sibito curto-citouito num ponto interno do transformador, que sempre se processa juntamente com um arco elétrico, gers-se neste ponto clevada energia calorifica que faz 0 dleo no local se texpandir violentamente provocando ondas mecinicas de pressiio que se propagam rapidamente pelo Hiquido (leo) do transformador. A. onda de pressio gerada chega primeiro na parede intems do diafragma do relé de iss Capitulo IV sibita presso que o empurra fechando 0 contato do relé, provocando o desligamento do disjuntor. craiose —_Sardomin | _pereire de | outers i Lote [oo ontie Figura 4.19.1 —Relé de Sibita Pressdio (20) ___ Oesquema funcional em DC da proteedo com relé de sibita presstio estd apresentado na figura 4.19.2 Figura 4.19.2 —Esquema Funei al em DC do Relé de Sibita Pressio Protecio de Transformador 167 Salicnta-se que quando relé de sibita pressdo opera, ativa-se o relé de bloqueio (86) que provoca a abertura do disjuntor © ae mesmo tempo desativa a operagdo de religamento do disjuntor | 4.20 Valvula de Alivio de Pressio _| Quando ocorre curto-circuito de grandes proporgdes no interior do transformador com liquide isolante a base de dleo mineral, press6es internas ¢e altissima intensidade podem danificar, estufar ou até explodir o tanque, ‘eausando sérios riscos ao redor e ao ser humano. © risco ao sedor, significa, por exemplo, que pode danificar outros equipamentos da subestaco, por este motivo colocam-se barreiras de concreto de protege (parede coxta fog0). Hla varios tipos de processos para evitar que violentissimas presses intemas no 6leo e no gis geradas no transformador venham danificar os seus componentes, todos eles utilizam valvulas de escape do dleo sob pressto, Os principais métodos so: 1. Valvula de alivio de pressao por mola; 2, Tipo tubo protetor com diafragma (vidro); 3. Tipo alavanca articulada. A figura 4.20.1 mostra a valvula de alivio de presséo por mola (63V8), Mola Ie 4 Diagrama (Tampa) es Figura 4.20.1 ~ Vilvula de Alivio de Pressiio por Mola Parede do Transformador a 168 Capitulo LV Esta vélvula tem um diaftagma, controladz por uma mola, que tampa um otificio na parte superior do transfrmador. Dentro do transformador, fem caso de defeito de grandes proporyées, principalmente os originados pelo arco elétrico, pressdes de altissima intensidade no dleo ¢ no gis sic rapidamente geradas, e quando a pressio ultrapassar a forca de fechamento da mola, abte-se 0 arificio, liberando dleo e gas na atmosfora, Esta situacao representa um risco ém potencial, porque a vilvula de alivio de pressao é, na verdade, uma valvula de escape. Com a liberagao do leo, a presséo interna abaixa, quando ficar menor que a pressdo da mola, o orificio de escape é fechado, Este fechamento & importante para garantir a estanqueidade do transformador, principalmente quando @ penetragdo de umidade, A valvula de alivio de pressio & constituida de contatos auxiliares que produzem sinalizagao e fecham o circuito do relé 86, O relé 86 acionado providencia a abertura do disjuntor, desconectando o transformador da rede de energia elétrica. O rearme s6 ¢ feito manualmente, Neste tipo de protegdo quando a vatvula de alfvio de pressao opera, 0 leo sai ¢ escoa pela canalcta ou por dentro de tubulngdo, @ é levado & caixa de contengio do transformador. ‘A prote¢io com tubo protetor com diaffagma esta apresentada na figura 4.20.2. Tub prietor —Tanque de Diagrams (sito Exparsso “Transormacor Figura 4.20.2 — Protegio com Tubo Protetor Protegio de Transformador 169. No final do tubo tem um diafragma ou um vidro que se rompe quando a ptessao ultrapassa 0,7 kefem®, liberando 0 dleo do transformador. Neste caso 0 61e0 sai pelo ‘tubo protetor, podendo colocar em isco & seguranga humana. 4.21 Nivel do Oleo © dispositive do nivel de deo (71) indica a posico do nivel de éteo deniro do tangue de expansio (reservatério) do transformador ¢ também coniémn contatos auxiliares que atuardo se o nivel do dleo atingir certo limite minimo especificado pelo fabricante ou pela empresa. A atuago do dispositive de nivel (71) sinaliza & equipe técnica de manutenga0 que o nivel de oleo esté baixo e uma vistoria se faz necessirio, Nesta vistoria verificam- se os possiveis vazamentos de éleo no transformador. Geralmente, os varamentos sto pequenos ¢ ocorrem principalmente nas juntas, flanges © vvalvulas, que sio monitoradas pelas equipes de manutengao da empresa. Em caso de vazamentos grandes, que acontecem repentinamente, 0 indicador de nivel de dlco e o relé Buchholz devem sinalizar e podem até promover a abertura do disjuntor. Ha varios dispositives indicadores do nivel de éleo, seado que © ais utilizado 0 do tipo indicador magnético de ima permanente que est apresentado na figura 4.21.1 Para garantir @ estenqueidade do tanque de expansio, para evitar possivel penetragdo de umidade, utilizamse entre a pared co tanque 2 imis permanentes. © ima | esti imerso no dle dentro do tanque de expansio € © ims 2 est no lado de fora. © acoplamento magnético € garantide pelos 2 ims. Quando o nivel do dteo abaixa, a boia desce, girando 0 eixo, fazendo o {mi I deflexionar, Pelo lado de fora do tanque o im& 2 deflexiona ‘acompanhando 0 imé 1. Solidério ao ima 2 o eixo gira deflexionando o sow ponieiro que marca na escalu calibrada o corresponde nivel do oleo. 0 indicador de nivel de 6leo fica localizado no alto do transtormador junto 20 tanque de expansto, portanto sua leitura ¢ feta & distinct. De acordo com figura 4.21.1, quando o nivel de dleo desce além de certo nivel ajustado, © ponisiro aciona um cursor que fecha um contato cleétrico, que ativa um Circuito de alarme sonoro ¢ visual na sala de controle da subestagao, Em