Comentário

-Artigo com potencial, porém como é um artigo de caráter bibliográfico, as referencias
precisam ser atuais, muitos informações precisam ser revisadas para o ano de 2016. Acredito
que haja falta de referencias em alguns pontos, na seção 2.3, por exemplo. Na seção
considerações finais, poderá fazer um resumo dos principais pontos apresentados no trabalho;
e respaldar com alguma outra fonte de referência.
-Inseri algumas outras informações no corpo do artigo.

1. Introdução

Diante de um cenário de crise energética e também econômica na qual o Brasil
vivencia, a indústria e a sociedade empresarial buscam soluções e alternativas para driblar
essa situação de incerteza financeira.
Este trabalho consiste em uma pesquisa bibliográfica em artigos e trabalhos de cunho
acadêmico, cientifico e tecnológico sobre como as empresas e industrias fazem o
gerenciamento dos recursos energéticos próprios e a gestão sustentável.
Sendo assim são apresentadas informações referentes as pesquisas realizadas com a
finalidade de chegar a resultados satisfatórios em relação ao be(o)m uso do gerenciamento dos
recursos energéticos das industrias do mais diversos ramos, como por exemplo as indústrias
têxteis, de mineração e petroquímica que são as maiores consumidoras de energia e também
poluidoras.

2. Relação entre a crise energética e a indústria com foco na sustentabilidade

De acordo com Batista (2014) a atual crise energética atual é proveniente da
combinação de três fatores: interferência política, falta de chuvas e atrasos de investimentos.
Zonta e Adame (2015) ressaltam que é importante considerar que a falta de água não se dá
pura e simplesmente porque os rios, lagos, mananciais e outros, estão secando devido a
fatores climáticos, o poder público é responsável pela captação, tratamento e distribuição da
água.
Segundo EPE (2014), a indústria é responsável por consumir 35% (dados referentes a
2012) da energia nacional, ficando em primeiro lugar, à frente do setor de transporte,
residencial, energético, comércios e serviços e agricultura, respectivamente.
Conforme apresentado no gráfico da figura 1, o consumo de energia é um indicador do
ritmo das atividades industriais, sendo essa inter-relação o principal motivo do aumento do

o uso não eficiente dos recursos hídricos.. as hidrelétricas apresentam algumas desvantagens. recentemente.consumo de energia no período apresentado (ANEEL. 2015). as hidrelétricas são as principais responsáveis pela geração de energia no país. tais como eliminação da fauna e flora (devido ao alagamento de grandes áreas). de maneira geral – no nível local nem sempre essas são as causas –. entre 1998 e 2007 (Fonte: ANEEL. Observando a figura 2. As principais causas de desabastecimento no país são. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). . consenso científico a respeito dos efeitos adversos do clima como determinante exclusivo da crise hídrica. altos custos de investimentos e longos tempos de construção. Outro fator negativo para as hidrelétricas é a crise hídrica. além de efeitos sobre a população local (possível deslocamento. entretanto. (1998). 2008). Não há. órgão criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) para estudar o problema das mudanças climáticas. bem como a eventual falta de investimentos e de políticas públicas adequadas no setor (CERQUEIRA et al. de acordo com Boarati et al. 2008). alertou. favorecimento a proliferação de mosquitos devido a água parada). Figura 1: Variação do PIB e do consumo de energia. Entretanto. que a seca e a crise hídrica de vários países seriam influenciadas pelas mudanças climáticas.

Objetivando contornar cenários de crise energética. dentre as diversas consequências da crise hídrica. tem-se a eólica. como as indústrias sempre tendem a otimizar gastos. Dentre as fontes de energia renováveis. 2012). Eficiência energética é um conceito que está ligado à minimização de perdas na conversão de energia primária em energia útil. prejudicando não só a própria indústria. As perdas ocorrem para qualquer tipo de energia. Tarallo (2015). a indústria pode recorrer a algumas possibilidades. 2015) Além disso. estas vêm buscando por . os conceitos de eficiência energética e energias renováveis são os pilares de políticas de sustentabilidade energética (CEMIG. mas também o mercado consumidor. e outras. em alguns segmentos da indústria o peso da energia final no produto produzido pode atingir até 60% do custo total de produção. 2. novas fontes renováveis de energia e busca da autossuficiência. um dos setores mais afetados diante de crises energéticas é o industrial.1 Auto-suficiência Industrial A autossuficência se refere à característica de não ser dependente de algo exterior. maremotriz. mecânica ou elétrica (SOLA e KOVALESKI. Sendo a energia um fator de custo. geram mais custos aos processos produtivos que são repassados aos custos finais dos produtos. solar. como o uso mais eficiente da energia. ressalta que ações para tentar contorná-la. 2004). desta forma. De maneira geral.Figura 2: Capacidade instalada de geração elétrica (Fonte: MME. seja térmica. Sendo assim. conforme citado por MME (2011). como por exemplo a construção de poços e/ou compra de água.

marés atmosféricas e outros. mas. Não há dúvidas que. O uso de energias renováveis pelas indústrias é uma ação estratégica que exige planejamento e responsabilidade ambiental.000. 2010).00 e com uma vida útil de mais de 20 anos. porém algumas destas tecnologias são muito caras e o intervalo de retorno é bastante longo. Por isso. as especificações de energia são mostradas na figura abaixo: .1 Energia Eólica Define-se como sendo a energia cinética das massas de ar provocadas pelo aquecimento desigual na superfície do planeta. 2006). as empresas que utilizam algumas fontes de energias renováveis são mais bem vistas pelo mercado. as energias renováveis neste caso se encaixariam perfeitamente como solução. em relação aos custos. fabricado pela XZERES Wind. as empresas que consomem bastante energia requerem retornos imediatos. Os aerogeradores modernos de tecnologia recente têm se firmado como uma forte alternativa na composição da matriz energética de diversos países. (RODRIGUES. Os cata-ventos e embarcações a vela são formas bastante antigas de seu aproveitamento. mas que ao mesmo tempo são capazes de suprir toda a necessidade diária de produção e consumo. além da vontade é preciso uma boa gestão empresarial que saiba ter uma visão futurística com relação ao consumo de energia da empresa. De acordo com a National Renewable Energy Laboratory (XXXX. Contudo. (MINERVA.formas alternativas e de baixo custo. quais tipos são as mais recomendadas? Abaixo temos os tipos mais indicados de energia. ele pode produzir até 40% a mais de energia do que alguns aerogeradores da mesma categoria. 2. Além da radiação solar também têm participação na sua formação fenômenos geofísicos como: rotação da terra. além disso. custando cerca de R$ 435. além de amplo envolvimento e conhecimento quanto aos recursos provenientes da natureza.1. temos como exemplo: um aerogerador XZERES 442SR 10 kW.

este tipo de aerogerador conseguirá produzir uma quantidade que varia de 500 kWh há 2700 kWh. pois. podemos aproveitar apenas cerca de 9 horas de sua fonte. agora imaginemos uma grande quantidade desses aerogeradores. além disso. Assim. permitindo seu uso em aplicações térmicas em geral. 2010).2 Energia Solar Energia da radiação solar direta. obtenção de eletricidade e energia química. Tipo de casa Quantidade de Preço (R$) Produção Mensal pessoas (kWp) . varia principalmente do tamanho e da complexidade da instalação. algumas características deixam a desejar. porém. Além disso. dependendo do local instalado. este tipo de energia necessita apenas de um grande espaço para que seja construído. porém. 2. Segyndo a empresa Portal Solar que vende placas fotovoltaicas. 2016). que pode ser aproveitada de diversas formas através de diversos tipos de conversão.1. fonte de energia bastante abundante e disponível para todos. tornando excelente opção energética. Desta forma. temos a seguinte tabela de preço abaixo: TABELA 1. há ainda as irregularidades que impedem a passagem de luz (nuvens) e a baixa densidade de energia limitam as possibilidades de aproveitamento direto dessa energia. obtenção de força motriz diversa. dependendo da localidade na qual as placas solares são instaladas. o investimento seria bastante alto.Tabela de preços médios da Energia Solar residências.Figura 3: Variação da potência e da quantidade de energia produzida em função da velocidade do vento (Fonte: XZERES Wind. (MINERVA. quanto aos custos. claramente seria impactante o retorno energético no futuro. podem ter maior ou menor eficiência energética.

Outra fonte é a biomassa que consiste da energia química.000 – 20. o site sugere alguns preços para Usinas de Energia Solar Fotovoltaica.processo que utiliza a radiação solar como fonte energética . onde a base primária são os vegetais. Plantas. por isso. não sendo indicada. estamos analisando a nível industrial. 2010) Embora ainda muito restrito. Porém. A inundação de áreas para a construção de barragens gera problemas de realocação das populações ribeirinhas.5 Casa média Até 4 25.000 10 Fonte: Portal Solar. (MINERVA.1. A energia hidráulica.é distribuída e armazenada nos corpos dos seres vivos graças a grande cadeia alimentar.500 5 Mansões Mais de 5 70.5 5 25 30 120 Fonte: Portal Solar.Tabela de preços médios da Energia Solar para Industrias. a energia hidrelétrica não está isenta de impactos ambientais e sociais.Casa pequena Até 2 15.000 – 32.000 – 80. apesar de ser uma fonte de energia renovável e não emitir poluentes. comunidades indígenas e pequenos agricultores. animais e seus derivados são biomassa. Alguns tipos de energias têm os seus contrastes. Como as indústrias sempre têm um consumo diário de energia bastante elevado e nenhuma empresa acredita-se que não queira agredir o meio ambiente.500 – 46. de acordo com o mesmo fornecedor.000 3 Casa grande Até 5 36. tanto em países desenvolvidos como em países em . então algumas dessas fontes renováveis não se encaixam bem nas políticas ambientas. foi uma das primeiras fontes de energia. 2. porém. Quantidade de Energia (MW) Preço em milhões (R$) 1 6 – 6.3 Motivos das outras fontes renováveis não são utilizadas.000 1. estes estão listados abaixo: TABELA 2 . na qual consiste da obtenção da energia elétrica pelo aproveitamento do potencial hidráulico. o uso de biomassa para a geração de eletricidade tem sido objeto de vários estudos e aplicações. (2016). produzida pelas plantas na forma de hidratos de carbono através da fotossíntese . (2016). Então.

Durante muito tempo. ocasionados de atividades organizacionais demonstrando apor meio de valores monetários ou absolutos as quantidades ou consumos de recursos naturais ocorridas. A produção de energia elétrica a partir desta fonte não produz gases responsáveis pelo efeito estufa. etc. 2. e em zonas onde seja possível atingir estratos magmáticos. 2015). pelo desenvolvimento. No entanto. uso intensivo de defensivos agrícolas. 1999). 2002) Os principais entraves ao maior uso da biomassa na geração de energia elétrica são a baixa eficiência termodinâmica das plantas e os custos relativamente altos de produção e transporte. aplicação e aprimoramento de novas e eficientes tecnologias de conversão energética da biomassa (CORTEZ ET AL. Esses entraves tendem a ser contornados. devido os custos. Devido à necessidade de se obterem quantidades cada vez maiores de energia. e o que durante muito tempo foi visto como fonte inesgotável de recursos disponíveis para servir às necessidades do homem agora passa a ser uma inquietação. Incluindo aspectos socioambientais. foi desenvolvida uma forma de aproveitar esse calor para a produção de eletricidade. já que os recursos são limitados. Entre outras razões. as empresas foram capazes de produzir riqueza sem se preocupar com as questões ambientais e sociais.3 Constatações do setor industrial que faz o gerenciamento energético e ambiental Diante de um cenário de sustentabilidade ambiental e por conseguinte econômica a energia elétrica é um suprimento de altíssima necessidade de qualquer indústria ou empresa. onde existam águas ou rochas a temperaturas elevadas. O que torna bastante desvantajoso para as indústrias é a necessidade de a indústria ter que estar localizada sobre uma área de constante atividade vulcânica. com os avanços tecnológicos advindos após a revolução industrial. Logo cabe a elas comprometer-se com a formulação de caminhos alternativos para baixo consumo de energia com foco em fontes renováveis (COLLE et al. estão à busca de fontes mais competitivas de geração e a necessidade de redução das emissões de dióxido de carbono.desenvolvimento. sendo uma energia sustentável. porém. (ANEEL. a atividade humana passou a causar mais impacto negativo ao meio ambiente. A situação global de degradação ambiental e miséria social. sendo verificadas e analisadas reflexos de ações de gerenciamento ambiental (RODRIGUES et al. perda de biodiversidade. Indicadores de desempenho ambiental tem a finalidade de atenuação de impactos ambientais. Porém é inviável ainda. visando primeiramente o lucro e o seu crescimento econômico.. 2016). a médios e longos prazos. A energia geotérmica ou energia geotermal é a energia obtida a partir do calor proveniente do interior da Terra. tem exercido pressão para que . criação de monoculturas.

com exceção dos Estados Unidos. Entretanto. requerendo geração máxima. Em virtude do atual regime de tarifas.exista uma reformulação nos conceitos de negócios. optam pela contratação do fornecimento de energia elétrica pelo regime de tarifa horo-sazonal (tarifa azul e tarifa verde). ou seja. para que as organizações se tornem ecológica e socialmente sustentáveis (CORAL. 2015). A partir da análise da redução de emissões de gases de efeito estufa. os produtos são medidos em valores ou unidades físicas de massa. os processos de transformação têm a energia como principal insumo e seu produto também são medidos em termos de energia. cujo indicador avaliado e a capacidade de auto geração de energia. em termos econômicos. pretende-se abordar a temática de controle de impacto ambiental das transformações energéticas industriais. houve um aumento significativo no número de empresas que. A vulnerabilidade dos processos industriais ao fornecimento de energia justifica a temática de segurança energética. sendo verificadas e analisadas reflexos de ações de gerenciamento ambiental (RODRIGUES et al. ocasionados de atividades organizacionais demonstrando apor meio de valores monetários ou absolutos as quantidades ou consumos de recursos naturais ocorridas. sendo o indicador correspondente à difusão das energias renováveis. 2015). e de outros poluentes. vários países contribuem para a geração de resíduos de construção civil sendo maior do que estimativas de geração de resíduos sólidos domésticos (BERTOL. por razões econômicas e segurança. Exemplificando: em determinado processo tem-se a energia como insumo e seu produto medido por dólares ou toneladas. a rigor. a única definição precisa de eficiência energética. Indicadores de desempenho ambiental tem a finalidade de atenuação de impactos ambientais. No entanto. Todos esses resíduos formam uma . 2002). Finalizando as temáticas agrupadas. colaborando dessa forma para mitigar os impactos ambientais advindos de diversas usinas de geração de energia. incluindo a cogeração da mesma. pois utilizam grupos geradores para o fornecimento de energia elétrica nos horários de ponta. a geração torna-se ociosa. O consumo de energia no Brasil apresenta-se de forma desproporcional. Informações apontam que. reduzindo seus custos com o consumo de energia elétrica. e em outros de baixa solicitação. Sendo que o setor industrial e um dos grandes consumidores de energia. como termelétricas e das hidrelétricas. Esta é a abordagem termodinâmica. já que respondem por quase metade de toda a demanda manufatureira por energia elétrica. que é. A modalidade da matriz energética das indústrias. acarretando períodos críticos de consumo. são avaliadas as iniciativas relativas à conservação de energia e a eficiência energética nos processos industriais.

produção de carvão etc. Nesse sentido surge a ideologia da construção civil. 2010) A utilização da energia está voltada sempre para a geração de impactos causados ao meio ambiente e ao desenvolvimento. 2015).problemática em ambientes urbanos. para se tornarem ecologicamente sustentáveis. Uma solução para esses problemas seriam o desenvolvimento e implantação de tecnologias que procurem diminuir. assim como o uso de resíduos como o de materiais secundários e com a coleta de deposição de resíduos inertes. O objetivo fundamental de qualquer organização é obter o maior retorno possível sobre o capital investido. Os mais diversos tipos de atividades industriais que existem. impactando sobre fatores bióticos e qualidade da agua e ar. em relação ao ser humano. A medida em que a humanidade usa a energia. utiliza-se de ferramentas disponíveis para estar à frente dos concorrentes. Neste sentido os impactos do uso da energia. na qual a principal responsável pela emissão de diversas formas de poluentes. que são as questões do meio ambiente natural e as questões sociais. embasada na prevenção e diminuição de resíduos a partir da criação de técnicas e tecnologias limpas e do uso de materiais recicláveis. Para que as organizações possam contribuir para a sustentabilidade devem modificar seus processos produtivos. Numa relação das empresas com o meio ambiente. reutilizar e reciclar resíduos (BERTOL. outros começam a fazer parte da responsabilidade das empresas. podem ser: impactos relativos à saúde. hídrica e do solo. 2002). quando for necessário. 1997). Por conta disso a necessidade de um estudo para modelar um sistema de gerenciamento que possam . como mineração. Para tanto. aos ecossistemas e atmosféricos. Isto implica em construir sistemas de produção que não causem impactos negativos e mesmo estejam contribuindo para a recuperação de áreas degradadas ou oferecendo produtos e serviços que contribuam para a melhoria do desempenho ambiental dos consumidores e clientes de uma indústria (CORAL. além dos fatores econômicos e estruturais. e o segundo é a poluição atmosférica. No entanto. quanto negativamente. é a indústria. ela modifica seu ambiente. na qual o descarte indevido pode ocasionar vários impactos socioambientais e econômicos. com as mudanças em sentido global. obtendo maiores margens e fatias de mercado. (UDAETA. possuem particularidades com relação ao seu funcionamento e por conseguinte seu impacto no ambiente. (SENAI/SEBRAE/GTZ. onde o primeiro é a depleção de recursos naturais que consiste na utilização desses recursos por meio de processos de degradação. Martine (1996) aponta dois elementos. tanto positivamente.

MEDEIROS. NETO. LUCATO. 1999). BESSANT. citado por Camargo et al (2014). . Ate o final da década de 1980. deste percentual 22% e 26% são oriundos da indústria de ferro e aço. criando politicas e praticas para tornar o mundo mais sustentável. cerca de 25% de minerais não metálicos e aproximadamente 18% de produtos petroquímicos. pode ser compreendido como sendo a implementação de estratégias que objetivam captar benefícios de saúde ocupacional ou ambiental por meio da redução de emissões. 2014. JEANRENAUD. Com isso procuramos fazer uma abordagem bibliográfica de como as indústrias (ou empresas do ramos industrial) executam a gestão do uso da energia. Dentro dessa perspectiva. Conforme a Empresa de Pesquisa Energética – EPE (2012) apud Camargo et al (2014). por conta disso as gestões públicas investiram em implementação de grandes projetos de geração e distribuição energética. LUCATO. o modelo adotado de planejamento energético mundial. sendo que a inovação pode atuar diretamente nesse aspecto. Segundo Camargo et al (2014) a energia é um fator primordial para o desenvolvimento da humanidade. (SCHENINI.apreciar as preocupações com a competitividade empresarial e com os aspectos ambientais e sustentáveis. 2004 apud COSTA. NETO. as industrias consomem cerca de 1/3 do total da energia global. 2014) O fornecimento de bens e serviços alternativo. visava apenas suprir a demanda energética.8% do total de energia gerada no país. 2014 apud SEEBODE. parcerias novas e diversidade na forma de trabalho. mesmo que existam poucas iniciativas voltadas às pequenas empresas de forma centralizada. que podem auxiliar a desencadear uma nova era de desenvolvimento econômico. Segundo dados do IEA (2012). reciclagem e ainda da otimização de maneira efetiva da utilização da energia e da água. 2000 apud COSTA. Neto. no Brasil a indústria consome cerca de 35. Senai RS (2013) citado por Costa. (CAMARGO et al. 2012). o conceito de produção mais limpa. que passa a ser usado no ambiente industrial. mas ainda é discutido de forma não muito geral no Brasil e mundialmente. Lucato. (VERFAILLE. é responsável por 22% das emissões de dióxido de carbono (CO2). A questão do desenvolvimento sustentável é um assunto bastante discutido e crescente atualidade. BIDWELL. adicionados a mais diversas formas de abordagens eficientes para o gerenciamento de energia e de recursos. A maior parte dos estudos e pesquisas relacionadas se limita as grandes instituições. com natureza de projeto piloto para conscientizar e sensibilizar a sociedade empreendedora. (SILVA. 2014).

pdf>. Estes aspectos seriam os mais fundamentais direcionamentos das decisões de investimentos em eficiência energética. M. XVII Seminário de Administração. G. Novembro de 2007.SHAYANI. SANTOS. Caroline Rossetto et al. Referências AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL). Considerações Finais Este trabalho foi dividido basicamente em três etapas. a falta de recursos profissionais capacitados e conhecimentos técnicos dobre o gerenciamento da utilização energética. 3. 2014. e em segundo lugar o setor de transportes com cerca de 30%. Liu et al (2012) apud Camargo et al (2014) existem uma série de barreiras nas organizações que dificultam a implantação de programas de gestão energética. Acesso em 21 de junho de 2016. Hidrelétricas e Termelétricas a Gás Natural. infere-se deste trabalho. BOARATI 1988. BARUFI. busca cada vez mais otimizar os recursos de consumo (energia) e gerencia os resíduos provenientes de suas atividades. ISSN 2177-3866.br/arquivos/>. R. BOARATI. M. Clara B. O acesso limitado ao capital.. Disponível em: <http://www2.. GESTÃO DO USO DE ENERGIA E DESEMPENHO INOVADOR SUSTENÁVEL NA CADEIA DE SUPRIMENTOS DA INDÚSTRIA MINERAL: O CASO DAS EMPRESAS ALUMÍNIOE FERRO-NÍQUEL. 2016. L. bem como a harmonia social como consequência. E.gov.globo. Em contra partida. 2008.com.. H. R. Edmilson S. Disponível em: <http://sistema. a falta de recurso financeiro. o aspecto que motiva a industrias a adotarem um programa de gestão energética que é: a minimização de custos com a economia de energia. buscando a melhoria e desenvolvimento sustentável e ambiental. GALVÃO.sendo um dos países mais consumidores. agropecuária e de serviços. BATISTA. Brasília: ANEEL. Auto-suficiência energética e desenvolvimento: o comércio de gás natural entre Brasil e Bolívia. 2006.. 3ª ed.semead. H. CAMARGO. Com base nessa perspectiva. Atlas de Energia Elétrica no Brasil. Entenda a crise do setor elétrico. onde foram discutidos assuntos a respeito da posição da indústria em relação à crise energética. o setor industrial mais poluente e consome mais energia.. . C. Hidrelétricas e Termelétricas a Gás Natural Estudo Comparativo Utilizando Custos Completos. Cristiane R. Acesso em: 14 Jun. a partir das pesquisas bibliográficas realizadas. IDE. setor energético. J. a autossuficiência industrial e também a constatação bibliográfica de como a indústria executa os gerenciamentos industrial e sustentável perante a situação deficitária de energia. UDAETA.br/17semead/resultado/trabalhosPDF/484. Estudo comparativo Utilizando Custos Completos. A..com/economia/entenda- crise-no-setor-eletrico-11977540#ixzz343CfCgRs>. Acesso em 21 de junho de 2016. UNICAMP.aneel. Disponível em:<http://oglobo. seguido pelos setores de residências.

br/. et al. 2014. Maria P. meio ambiente e desenvolvimento: verdades e contradições.. 2016. . CO2 emissions from fuel combustion: highilights. Inovação tecnológica e eficiência energética.uevora. Balanço Energético Nacional 2012. EPE: Rio de Janeiro. LOPES. Geraldo Cardoso de Oliveira. MENDONÇA. Análise de uma estratégica ambiental adotada na gestão energética: estudo de caso na perdigão S/A – GO.ufsc.com. U. AVALIAÇÃO DOS PADRÕES DE COMPETITIVIDADE À LUZ DO DESENVLVIMENTO SUSTENTAVEL: O CASO DA INDÚSTRIA TROMBINI PAPEL E EMBALAGENS S/A EM SANTA CATARINA – BRASIL. A Crise Hídrica e suas Consequências. Elisa. A. Marcela A. Elpidio Moreira. GESTÃO DO USO DE ENERGIA E DESEMPENHO INOVADOR SUSTENÁVEL NA CADEIA DE SUPRIMENTOS DA INDÚSTRIA MINERAL: O CASO DAS EMPRESAS ALUMÍNIOE FERRO-NÍQUEL. NIU..leg. 2014. F. GESTÃO DO USO DE ENERGIA E DESEMPENHO INOVADOR SUSTENÁVEL NA CADEIA DE SUPRIMENTOS DA INDÚSTRIA MINERAL: o caso das empresas alumínioe ferro-níquel. ENERGIA EÓLICA. T.aedb. 2014. População. Disponível em: <http://www. INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA).iea.. MACIEL.pt/odimeteosol/energias. 1996. 2002. Journal of Cleaner Production.pdf>. In III CONVIBRA. 1999. MARTINE. 2016.minerva. Belo Horizonte: Cemig. Disponível em: <http://repositorio. 1999. G.br/mercado/Documents/S %C3%A9rie%20Estudos%20de%20Energia/DEA%2010-14%20Consumo%20de%20Energia%20no %20Brasil. Paulo S.pdf>. ISSN 2177-3866.CERQUEIRA.br/seget/arquivos/artigos14/28820285. Acesso em 23 Jun. 2ª edição. 43f. Consumo de Energia no Brasil: Análises Setoriais. P.senado. M. SHISHIME. Wagner Cezar. M. Série: Estudos da Eficiência Energética. Acesso em 16 de abril de 2015. et al. Monografia (Pós-Graduação MBA em Energia Elétrica). XVII Seminário de Adm. LIU. p79-89. 2008. 2012. XVII Seminário de Administração.2008.. 2012. Tese de Doutorado (Programa de Pós-graduação em engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina). BAO.pdf>. NOTA TÉCNICA DEA 10/14. <http://www. In:_____. 2014. COSTA. 1999.pt/odimeteosol/energias. ISSN 2177-3866. 93f. 2014.Sustentabilidade energética industrial. Monografia. Brasília: Núcleo de Estudos e Pesquisas/CONLEG/Senado. 2016. D. In:_____. 2012. Lavras. ______.br/estudos.htm>. 26. Acesso em 23 Jun.. In XXIX encontro nacional de engenharia de produção. 2012. NETO. A survey study of energy saving activites of industrial companies in Taicang. ISSN 2177-3866. S. Disponível em:<http://www.uevora.gov. COMPANHIA ENERGÉRTICA DE MINAS GERAIS (CEMIG).br/xmlui/handle/123456789/80867>.org/publications/freepublications/publication/co2highlights.epe. Modelo de planejamento estratégico para a sustentabilidade empresarial. Acesso em 20 junho de 2016. Tese (Doutorado em Engenharia da Produção). C. <http://www. UFSC: Florianópolis. Alternativas Energéticas: uma visão Cemig. GESTÃO DO USO DE ENERGIA E DESEMPENHO INOVADOR SUSTENÁVEL NA CADEIA DE SUPRIMENTOS DA INDÚSTRIA MINERAL: O CASO DAS EMPRESAS ALUMÍNIOE FERRO-NÍQUEL. EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). LUCATO. Neudoxa V. G. MARTINS. Unicamp: Campinas. In:_____. Sustentabilidade empresarial: conceito e indicadores. LOPES. Acesso em 13 de jun. Disponível em: <http://www.minerva. X. Acesso em 20 de junho de 2016.htm>.cemig. 2002. Acesso em 20 de julho de 2016. 282f. XI Simpósio em Gestão e Tecnologia. Disponível em: www. In:_____. Avaliação de Ecoeficiência da Implantação da Produção Mais Limpa em uma Indústria Têxtil. EPE: Rio de Janeiro. Carlos R. 2009..Ano base 2011: Síntese do Relatório Final. n. Acesso em 23 Jun. CORAL. Universidade Federal de Santa Catarina: Florianópolis. XVII Seminário de Administração. 2006. ENERGIA GEOTERMAL <http://www. Universidade Federal do Rio Janeiro – RJ.

com. In:_____. SOLA. Pedro Carlos.xzeres. G. D. 4. 2015. PLANO NACIONAL DE EFICIENCIA ENERGÉTICA: Premissas e Diretrizes Básicas. Avaliação de Ecoeficiência da Implantação da Produção Mais Limpa em uma Indústria Têxtil. D. Acesso em 21 de junho de 2016. R&B Managamente. XI Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia. SILVA. 2011. v. 2004. S. p. USP: São Paulo. XI Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia. I Seminário de direito público. A crise hídrica – Por que está faltando água em parte do Brasil?. Managing innovation for sustainability.html>.br/xmlui/handle/123456789/80867>. XVII Seminário de Administração. C. XI Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia.com. Acesso em 14 Jun. R. Disponível em: <http://repositorio.pdf>.ufsc. Acesso em 20 de julho de 2016. Avaliação de Ecoeficiência da Implantação da Produção Mais Limpa em uma Indústria Têxtil.br/noticias/negocios/a-crise-hidrica-e-os-impactos-na-logistica/99139/>. MME. n. 2004.. 195-206. 2003. Consumo de energia por Setor. n. PLANEJAMENTO INTEGRADO DE RECURSOS ENERGÉTICOS – PIR – PARA O SETOR ELÉTRICO (pensando o desenvolvimento sustentável).org. KOVALESKI.com/wind-turbine-products/xzeres- 442sr-small-wind-turbine/. D.abepro.br/portal/uploads/8f6b04ca-53f8-492c. Centro Nacional de Tecnologias Limpas – SENAI/UNIDO/INEP: Porto Alegre.administradores.br/biblioteca/enegep2004_enegep0702_1061. Yasmim. 3. Disponível em: <http://www.MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA (MME). In:_____. Disponível em <http://site. 15.usp. In:_____.edu. 2014. 2014. Environmental management in Brazilian companies. In____. J. Antônio Vanderley Herrero. AVALIAÇÃO DOS PADRÕES DE COMPETITIVIDADE À LUZ DO DESENVLVIMENTO SUSTENTAVEL: O CASO DA INDÚSTRIA TROMBINI PAPEL E EMBALAGENS S/A EM SANTA CATARINA – BRASIL.S. 2000. MEDEIROS.pdf>. 2016 ZONTA. XZERES 442SR Small Wind Turbine. BESSANT.br/seminario/arquivos/20150715013325. GESTÃO DO USO DE ENERGIA E DESEMPENHO INOVADOR SUSTENÁVEL NA CADEIA DE SUPRIMENTOS DA INDÚSTRIA MINERAL: O CASO DAS EMPRESAS ALUMÍNIOE FERRO-NÍQUEL. 1999. A.ajes. SERVIÇO NACIONAL DA INDÚSTRIA (SENAI-RS). Disponível em: <http://www. 2012. Acesso em: 23 Jun. Acesso em 21 de junho de 2016. Miguel Edgar Morales.. ______. Brasília: MME. UDAETA. p. 2014. BIDWELL.portalsolar. JEANRENAUD. ISSN 2177-3866. João Luiz. Eficiência energética nas indústrias: cenários & oportunidades. TARALLO.> Acesso em 23 Jun. UFSC: Florianópolis. XXIV Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Management of Environmental Quality. 2014. ADAME. Tese de Doutorado (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo). H. Crise hidríca e os impactos na logística. 42. ABEPRO: Florianópolis. Acesso em 19 de junho de 2016. WBCSD –World Business Council for Susteianble Development: Geneva. PORTAL SOLAR. Alcione.. 1997. Disponível em:<http://www. Disponível em: < http://seeds.pdf>. Avaliação de Ecoeficiência da Implantação da Produção Mais Limpa em uma Indústria Têxtil. Tese de Doutorado (Programa de Pós-graduação em engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina).. Décio.. 2015. VERFAILLE. Disponível em: <http://www. . v. 380-388. 2016 SCHENINI.br/quanto-custa-a-energia-solar- fotovoltaica. Measuring ecoefficiency – a guide to reporting company performance. Implementação de Produção mais Limpa. SEEBODE. 2016.

br/index. Acesso em 28 de dezembro de 2016. . Disponivel em: < http://bibliodigital.1719>. Acesso em: 28 dezembro 2016. 2015. 2016. 2010. Acesso em 27 de dezembro de 2016.php/gestao_ambiental/article/view/3004>. RODRIGUES. Diara Andréia Tiecher et al.doi. n. Disponível em: <http://www.v15i1. 1.fieb.COLLE. n.org. 1. Brasília. 60-91. Florianópolis.org/10. Disponível em: <http://dx. Disponível em: <http://portaldeperiodicos. Andréia Marize et al.br:8080/xmlui/handle/123456789/3867>. Resvista Gestão & Sustentabilidade Ambiental.pdf>. SENAI/SEBRAE/GTZ.unisul. p.br/Adm/Conteudo/uploads/Livro-Gestao-de- Residuos_id_177_xbc2901938cc24e5fb98ef2d11ba92fc3_2692013165855 . 69 fl.unijui. Florianópolis. Ijuí. 2015. Estudo dos impactos da reutilização de resíduos da construção civil. 15. 5.edu. Gestão de resíduos na construção civil: redução. BERTOL. Mariane. 01-134.14488/1676- 1901. Acesso em 26 de dezembro de 2016. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL INDUSTRIAL: elaboração de um referencial metodológico. p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – Unijuí. v. v. reutilização e reciclagem. VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE UMA CALDEIRA PARA COGERAÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DA BIOMASSA. Revista de Produção Online. 2015.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful