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Reta Final Ética na Administração Pública Professor Lincoln Barros Assuntos da Rodada Ética e moral. Ética,

Reta Final Ética na Administração Pública

Professor Lincoln Barros

Assuntos da Rodada

Ética e moral. Ética, princípios e valores. Ética e democracia: exercício da cidadania. Ética e função pública. Ética no Setor Público. Decreto nº 1.171/ 1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal). Lei nº 8.112/1990 e alterações: regime disciplinar (deveres e proibições, acumulação, responsabilidades, penalidades) Lei nº 8.429/1992: disposições gerais, atos de improbidade administrativa.

ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

a. Questões (sem comentários)

  • 01. O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal

aplica-se apenas aos servidores públicos da Administração Pública direta do Poder

Executivo Federal.

  • 02. Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público

todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços

de natureza permanente, temporária ou excepcional, desde que com retribuição financeira.

  • 03. Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta

autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética.

  • 04. A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de suspensão e sua

fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus

integrantes, com ciência do faltoso.

  • 05. O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.

Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o

conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.

  • 06. A moralidade da Administração Pública se limita à distinção entre o bem e o mal,

ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
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  • 07. A função pública deve ser tida como exercício profissional, mas não se integra na

vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada não poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

  • 08. Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la,

exceto se contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública.

  • 09. Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao

setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra

a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos.

  • 10. É

dever

fundamental

do

servidor

público

ser

probo,

reto,

leal

e

justo,

demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o usuário do serviço público.

  • 11. É dever fundamental do servidor público ter respeito à hierarquia, porém sem

nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da

estrutura em que se funda o Poder Estatal.

  • 12. O servidor público pode deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu

alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister, desde que realize seu trabalho adequadamente.

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  • 13. Somente o servidor público com função de chefia pode desviar servidor público

para atendimento a interesse particular;

  • 14. A retirada de documentos da repartição pública somente pode ocorrer, sem estar

legalmente autorizado, por necessidade de serviço.

  • 15. É vedado ao servidor público apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele

habitualmente.

  • 16. Uma pessoa que não seja agente público pode, isoladamente, praticar um ato de

improbidade administrativa regido pela Lei 8.429/92, denominada Lei de Improbidade Administrativa.

  • 17. O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer

ilicitamente está sujeito às cominações da Lei de Improbidade Administrativa até o limite do valor da herança.

  • 18. Será passível de punição o agente que praticar ato de improbidade administrativa

contra o patrimônio de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual.

  • 19. As sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa possuem natureza

eminentemente civil e penal.

  • 20. A Lei 8.429/1992 listou um rol exaustivo de condutas em três grupos: atos que

importam em enriquecimento ilícito, atos que causam prejuízo ao erário e atos que

atentam contra os princípios da administração publica.

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  • 21. Constitui ato de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário aceitar

emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado

por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade.

  • 22. Conforme Lei 8.429/1992, independentemente das sanções penais, civis e

administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade que importam enriquecimento ilícito suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

  • 23. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário frustrar a

licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente.

  • 24. Os atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário alcançam

somente ação dolosa.

  • 25. O responsável pelo ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário

sujeito, entre outras cominações, à suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

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  • 26. Frustrar a licitude de concurso público constitui ato de improbidade administrativa

que causa lesão ao erário.

  • 27. Suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e pagamento de multa civil de

até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente são cominações passíveis de serem aplicadas ao servidor público que cometer ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração publica.

  • 28. Servidor que comete um ato de improbidade administrativa enquadrado nas três

modalidades tipificadas pela Lei 8.429/92 pode sofrer as sanções previstas para os três

grupos de atos de improbidade.

  • 29. De acordo com a Lei 8.112/90, é dever do servidor público cumprir todas as ordens

superiores.

  • 30. De acordo com a Lei 8.112/90, é dever do servidor público representar contra

ilegalidade, omissão ou abuso de poder.

31.

De

acordo

com

a

Lei

8.112/90,

o

servidor

responde

civil,

penal

e

administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições

  • 32. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo

independentes entre si. Entretanto, a responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou no caso de inexistência de provas.

  • 33. Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente

por dar ciência à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento

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desta, a outra autoridade competente para apuração de informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha conhecimento, ainda que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou função pública

34.

O

servidor

que

se

ausentar

do

serviço

durante

o

expediente,

sem

prévia

autorização do chefe imediato está sujeito à penalidade de advertência.

  • 35. É proibido ao servidor recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando

solicitado, bem como manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil.

  • 36. A pena de reincidência será aplicada quando o servidor infringir as seguintes

proibições: cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias.

  • 37. A penalidade de demissão será aplicada no caso de infringência da seguinte

proibição: participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, inclusive na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.

  • 38. A pena de demissão e incompatibilidade do ex-servidor para nova investidura em

cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos, será aplicada no caso de

cometimento da seguinte proibição: atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro.

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  • 39. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver

compatibilidade de horários, a acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico.

  • 40. A proibição de acumular

não

se

estende a

cargos,

empregos e funções em

fundações públicas.

  • 41. A acumulação de cargos públicos quando lícita independe de compatibilidade de

horários.

  • 42. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, exceto quando for

nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, devendo

optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade

  • 43. Advertência, suspensão, demissão; exoneração, cassação de aposentadoria ou

disponibilidade, destituição de cargo em comissão são penalidade disciplinares

previstas na Lei 8.112/90.

  • 44. A penalidade de suspensão não poderá exceder a noventa dias.

  • 45. Será punido com suspensão de até noventa dias o servidor que, injustificadamente,

recusar-se a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

  • 46. A penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de cinquenta

por cento por dia de vencimento ou remuneração, desde que haja conveniência para o serviço. Nesse caso, a suspensão será trocada pela multa e, assim, o servidor ficará

obrigado a permanecer em serviço.

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  • 47. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados,

após o decurso de cinco e dez anos de efetivo exercício, respectivamente, desde que o

servidor não tenha praticado, nesse período, nova infração. Todavia, o cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos,

  • 48. A pena de demissão será aplicada no caso abandono de cargo que representa a

falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o

período de doze meses.

  • 49. Quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou

disponibilidade, suspensão e destituição de cargo em comissão a prescrição ocorre em 5 (cinco) anos, a partir da data em que o fato se tornou conhecido.

  • 50. Em linhas gerais, os termos ética e moral são sinônimos.

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b. Questões (sem comentários)

  • 01. O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo

Federal aplica-se apenas aos servidores públicos da Administração Pública direta

do Poder Executivo Federal.

ERRADO! O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder

Executivo Federal aplica-se apenas aos servidores públicos dos órgãos da esfera federal do Poder Executivo (Administração Direta e Indireta), ou seja:

  • Órgãos e entidades do Poder Executivo Federal;

  • Autarquia;

  • Fundações públicas;

  • Entidades paraestatais;

  • Empresas públicas; e

  • Sociedades de economia mista.

  • 02. Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor

público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, desde que com retribuição financeira. ERRADO! Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira.

  • 03. Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta,

indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça

atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética.

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CORRETO! Nos termos do inciso XVI do Decreto nº 1.171/94, em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura.

04. A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de suspensão e sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

ERRADO! Nos termos do inciso XXII do Decreto nº 1.171/94, a pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

05. O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua

conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.

CORRETO! A questão explorou o conteúdo estampado no inciso II do Decreto nº 1.171/94, abaixo transcrito:

II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.

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  • 06. A moralidade da Administração Pública se limita à distinção entre o bem e o

mal,

ERRADO! A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. Em linhas gerais, fique com a seguinte ideia: ao agente público não basta observar apenas o princípio da legalidade, pois a moralidade também é um requisito de validade do ato administrativo. Além disso, a moralidade pode ser traduzida no equilíbrio entre a legalidade e a finalidade do ato.

  • 07. A função pública deve ser tida como exercício profissional, mas não se integra

na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada não poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

ERRADO! A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

  • 08. Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la,

exceto se contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da

Administração Pública.

ERRADO! Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.

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09. Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos.

CORRETO! Nos termos do inciso X do Decreto nº 1.171/94, deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos.

10. É dever fundamental do servidor público ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o usuário do serviço público.

ERRADO! É dever fundamental do servidor público ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum.

11. É dever fundamental do servidor público ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal.

CORRETO! De fato, nos termos da alíneas “h” do inciso XIV do Decreto nº 1.171/94, é dever fundamental do servidor público ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da

estrutura em que se funda o Poder Estatal;

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  • 12. O servidor público pode deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao

seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister, desde que

realize seu trabalho adequadamente.

ERRADO! É vedado ao servidor público deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister

  • 13. Somente o servidor público com função de chefia pode desviar servidor

público para atendimento a interesse particular.

ERRADO! É vedado ao servidor público desviar servidor público para atendimento a interesse particular. É vedado, por exemplo, uma chefia solicitar que um servidor subordinado efetue o pagamento de uma conta no banco ou realize uma

postagem de uma carta nos correios.

  • 14. A retirada de documentos da repartição pública somente pode ocorrer, sem

estar legalmente autorizado, por necessidade de serviço.

ERRADO! É vedado ao servidor público retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público; Observe que NADA justifica o servidor retirar da repartição, sem autorização, qualquer documento. Para retirar qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público, o servidor deve está legalmente autorizado.

  • 15. É vedado ao servidor público apresentar-se embriagado no serviço ou fora

dele habitualmente. CORRETO! De fato, nos termos da alínea “n” do inciso XV do Decreto nº 1.171/94, é vedado ao servidor público apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele

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habitualmente. Observe que a conduta está relacionada à embriaguez no serviço ou fora dele.

  • 16. Uma pessoa que não seja agente público pode, isoladamente, praticar um ato

de improbidade administrativa regido pela Lei 8.429/92, denominada Lei de

Improbidade Administrativa.

ERRADO! Uma pessoa que não seja agente público somente cometerá atos de

improbidade administrativa quando se observar alguma relação com agentes públicos.

Ou seja, isoladamente, essa pessoa não tem como praticar um ato de improbidade administrativa, porque a norma prevê as seguintes hipóteses:

A pessoa induz um agente público a praticar o ato de improbidade administrativa;

Ela pratica um ato de improbidade junto com um agente público; ou

Ela se beneficia de um ato de improbidade que não praticou.

  • 17. O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer

ilicitamente está sujeito às cominações da Lei de Improbidade Administrativa até o limite do valor da herança.

CORRETO! Nos termos do art. 5º da Lei 8.429/92, o sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações da LIA até o limite do valor da herança. Sendo assim, nesses dois casos somente (lesão ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito), é possível que o sucessor seja atingido pelas penalidades da Lei de Improbidade Administrativa até o limite do valor

da herança.

18.

Será

passível

de

punição

o

agente

que

praticar

ato de improbidade

administrativa contra o patrimônio de empresa incorporada ao patrimônio

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público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual. CORRETO! O art. 1º da Lei em comento diz respeito aos sujeitos passivos dos atos de improbidade administrativa, ou seja, todas as entidades que podem ser atingidas por atos dessa natureza. Em outras palavras, são as entidades contra as quais os atos de improbidade administrativa podem ser praticados. Assim, os atos de improbidade administrativa podem ser praticados contra (sujeitos passivos):

  • a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território;

  • empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual; e

  • entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.

19. As sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa possuem natureza eminentemente civil e penal.

ERRADO! Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo consideram que a Lei 8.429/1992 estabelece as sanções de natureza administrativa (perda da função pública, proibição de contratar com o Poder Público, proibição de receber do Poder Público benefícios fiscais ou creditícios), civil (ressarcimento ao erário, perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, multa civil) e política (suspensão dos direitos políticos).

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A Lei 8.429/1992 não estabelece sanções de natureza penal pela prática de atos de improbidade administrativa.

20. A Lei 8.429/1992 listou um rol exaustivo de condutas em três grupos: atos que importam em enriquecimento ilícito, atos que causam prejuízo ao erário e atos que atentam contra os princípios da administração publica. ERRADO! A Lei 8.429/1992 listou um rol exemplificativo de condutas em três grupos.

21. Constitui ato de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de

ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade.

ERRADO! A assertiva listou um ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito.

22. Conforme Lei 8.429/1992, independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade que importam enriquecimento ilícito suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

CORRETO! De acordo com o inciso I do art. 12 da Lei 8.429/1992, independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade que importam

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enriquecimento ilícito sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:

  • perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio;

  • ressarcimento integral do dano, quando houver;

  • perda da função pública;

  • suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos;

  • pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial;

  • proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

  • 23. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário

frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente.

CORRETO! De fato, frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo

indevidamente constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário.

  • 24. Os atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário

alcançam somente ação dolosa.

ERRADO! O art. 10 da Lei 8.429/92 menciona que atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário alcançam qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa. A doutrina e a jurisprudência consideram que é necessário demonstrar a existência do elemento subjetivo do ato, ou seja, o dolo ou a culpa. O dolo ocorre quando o agente possui a intenção de praticar a conduta prevista na lei. Por sua vez, a culpa ocorre quando ele atua com negligência, imprudência ou imperícia.

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Portanto, os atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário alcançam qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa. Por outro lado, os atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito e os que atentam contra os princípios da Administração Pública só admitem conduta dolosa.

25. O responsável pelo ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário sujeito, entre outras cominações, à suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

ERRADO! De acordo com o inciso II do art. 12 da Lei 8.429/1992 está o responsável pelo ato de improbidade que causam prejuízo ao erário sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:

  • ressarcimento integral do dano;

  • perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância;

  • perda da função pública;

  • suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos;

  • pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano; e

  • proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos;

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  • 26. Frustrar a licitude de concurso público constitui ato de improbidade

administrativa que causa lesão ao erário.

ERRADO! Frustrar a licitude de concurso público constitui ato de improbidade

administrativa que atenta contra os princípios da administração publica.

  • 27. Suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e pagamento de multa

civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente são

cominações passíveis de serem aplicadas ao servidor público que cometer ato de

improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração publica. CORRETO! Conforme inciso III do art. 12 da Lei 8.429/1992 está o responsável pelo ato de improbidade que atentam contra os princípios da administração publica sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:

  • ressarcimento integral do dano, se houver;

  • perda da função pública;

  • suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos;

  • pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente; e

  • proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

  • 28. Servidor que comete um ato de improbidade administrativa enquadrado nas

três modalidades tipificadas pela Lei 8.429/92 pode sofrer as sanções previstas

para os três grupos de atos de improbidade.

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ERRADO! De acordo com a professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, um ato de improbidade administrativa pode enquadrar-se em uma, duas ou nas tres modalidades tipificadas pela lei 8.429/92. Nesses casos, serão cabíveis somente as sanções previstas para a infração mais grave.

29. De acordo com a Lei 8.112/90, é dever do servidor público cumprir todas as ordens superiores. ERRADO! É dever do servidor público cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais.

30. De acordo com a Lei 8.112/90, é dever do servidor público representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.

CORRETO! De fato, é dever do servidor público representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder. Este dever deve ser exercido sempre que o servidor deparar-se com situações de ilegalidade, omissão ou abuso de poder. A representação será encaminhada pela via hierárquica, ou seja, o servidor público deve encaminhá-la para o seu superior imediato. Contudo, a apreciação será feita pela autoridade superior àquela contra a qual foi formulada a representação, assegurando-se ao representando ampla defesa.

31. De acordo com a Lei 8.112/90, o servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.

CORRETO! Nos termos do art. 121 da Lei 8.112/90, o servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. De início, é importante observar que este artigo objetiva reforçar às autoridades administrativas as naturezas das responsabilidades a que estão submetidos os servidores públicos.

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32. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si. Entretanto, a responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou no caso de inexistência de provas.

ERRADO! Nos termos do art. 125 da Lei 8.112/90, as sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria, conforme art. 126

da mesma Lei.

33. Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente por dar ciência à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade competente para apuração de informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha conhecimento, ainda que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou função pública.

CORRETO! De fato, nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente por dar ciência à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade competente para apuração de informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha conhecimento, ainda que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou função pública, conforme art. 126-A da Lei 8.112/90.

34. O servidor que se ausentar do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato está sujeito à penalidade de advertência.

CORRETO! De fato, a conduta descrita advertência.

na assertiva está sujeita à

pena de

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  • 35. É proibido ao servidor recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando

solicitado, bem como manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil.

CORRETO! De fato, é proibido ao servidor as duas condutas descritas na assertiva.

  • 36. A pena de reincidência será aplicada quando o servidor infringir as seguintes

proibições: cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa,

exceto em situações de emergência e transitórias.

ERRADO! Neste caso, a pena é de suspensão.

  • 37. A penalidade de demissão será aplicada no caso de infringência da seguinte

proibição: participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, inclusive na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.

ERRADO! Na qualidade de acionista, cotista ou comanditário não há aplicação de demissão, pois a Lei 8.112/90 traz como exceção.

  • 38. A pena de demissão e incompatibilidade do ex-servidor para nova investidura

em cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos, será aplicada no caso de cometimento da seguinte proibição: atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro.

CORRETO! A pena de demissão e incompatibilidade do ex-servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos, será aplicada no caso de cometimento das seguintes proibições:

a) valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;

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b) atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro.

39. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, a acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico. CORRETO! Vale registrar que de acordo com Constituição Federal, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, a acumulação:

  • de dois cargos de professor;

  • de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

  • de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.

40. A proibição de acumular não se estende a cargos, empregos e funções em fundações públicas.

ERRADO! A proibição de acumular se estende a cargos, empregos e funções em autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios.

41. A acumulação de cargos públicos quando lícita independe de compatibilidade de horários.

ERRADO! A acumulação, ainda que lícita, deve possuir compatibilidade de horários.

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  • 42. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, exceto quando

for nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, devendo optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade.

CORRETO! O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, exceto quando:

  • for nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, devendo optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade;

  • for remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva.

  • 43. Advertência, suspensão, demissão; exoneração, cassação de aposentadoria

ou disponibilidade, destituição de cargo em comissão são penalidade

disciplinares previstas na Lei 8.112/90.

ERRADO! Nos termos do art. 127 da Lei 8.112/1990 são penalidades disciplinares:

  • a) advertência;

  • b) suspensão;

  • c) demissão;

  • d) cassação de aposentadoria ou disponibilidade;

  • e) destituição de cargo em comissão; e

  • f) destituição de função comissionada.

    • 44. A penalidade de suspensão não poderá exceder a noventa dias.

CORRETO! De fato, a suspensão não poderá exceder a noventa dias. Conforme

art. 130 da Lei 8.112/1990, a penalidade de suspensão poderá ser aplicada nos seguintes casos:

  • a) reincidência das faltas punidas com advertência;

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b) violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão.

45. Será punido com suspensão de até noventa dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

ERRADO! O §1º do art. 130 da Lei 8.112/1990 determina que será punido com

suspensão de até quinze dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

46. A penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de cinquenta por cento por dia de vencimento ou remuneração, desde que haja conveniência para o serviço. Nesse caso, a suspensão será trocada pela multa e, assim, o servidor ficará obrigado a permanecer em serviço.

CORRETO! Permite o Estatuto dos Servidores que a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de cinquenta por cento por dia de vencimento ou remuneração, desde que haja conveniência para o serviço. Nesse caso, a suspensão será trocada pela multa e, assim, o servidor ficará obrigado a permanecer em serviço, conforme §1º do art. 130.

47. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de cinco e dez anos de efetivo exercício, respectivamente, desde que o servidor não tenha praticado, nesse período, nova infração. Todavia, o cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. ERRADO! nos termos do art. 131 Da Lei 8.112/90, as penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso de três e cinco anos

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de efetivo exercício, respectivamente, desde que o servidor não tenha praticado, nesse período, nova infração. Todavia, o cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos, conforme parágrafo único do art. 131 da referida Lei.

  • 48. A pena de demissão será aplicada no caso abandono de cargo que representa

a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses.

ERRADO. A pena de demissão será aplicada no caso abandono de cargo, entretanto, este decorre da ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos, conforme art. 138. Por outro lado, a inassiduidade habitual representa a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses, conforme art. 139.

  • 49. Quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou

disponibilidade, suspensão e destituição de cargo em comissão a prescrição

ocorre em 5 (cinco) anos, a partir da data em que o fato se tornou conhecido.

ERRADO! A prescrição ocorre a partir da data em que o fato se tornou conhecido, a saber:

a) em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão; b) em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; e c) em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.

  • 50. Em linhas gerais, os termos ética e moral são sinônimos.

ERRADO! apesar de serem etimologicamente semelhantes, a moral e a ética são distintas, tendo a moral um caráter prático imediato e restrito, visto que corresponde a

um conjunto de normas que regem a vida do indivíduo e, conseqüentemente, da

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sociedade, apontando o que é bom e o que é mal, influenciando os juízos de valores e as opiniões. Em contrapartida, a ética caracteriza-se como uma reflexão filosófica de caráter universalista sobre a moral, a fim de analisar os princípios, as causas, mas, também, as consequências das ações dos indivíduos para a sociedade.

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c. Gabarito

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