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MINIST ÉRIO DA EDUCA ÇÃO UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS PATO BRANCO Coordenação do Curso de Engenharias

3 ZEROS REAIS DE FUNÇÕES REAIS OU SOLUÇÕES DE EQUAÇÕES ALGÉBRICAS E TRANSCENDENTES

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Índice de ilustrações

FIGURA 1: Interpreta ção Geométrica do M étodo da Bissecção

6

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Sumário

Capitulo 3

4

3 ZEROS REAIS DE FUN ÇÕ ES REAIS

4

a)

método da bissec ção

4

3.1

METODO DA BISSEC ÇÃ O OU PESQUISA BIN Á RIA

4

 

3.1.1

Interpretação geométrica do método da Bissecção

6

3.1. 2 Convergência

6

3.1.3

Processo de Parada

7

b)

mé todo da falsa posição ou p égaso

9

3.2. M ÉTODO REGULA FALSI OU FALSA POSI ÇÃ O OU P ÉGASO

9

c) M étodo de Newton

17

3.4

M ÉTODO DE NEWTON ou NEWTON­RAPHSON

17

 

3.4.1 Descri ção

17

3.4.2 Interpretação Geométrica

18

d)

M étodo das Secantes

21

3.5

M ÉTODO DAS SECANTES

21

 

3.5.1

Descri ção

21

3.6

Exercicios

22

ANEXO

 

29

REFERENCIAS

30

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CAPITULO 3

3 ZEROS REAIS DE FUN ÇÕES REAIS

a) m étodo da bissec ção 3.1 METODO DA BISSECÇÃO OU PESQUISA BINÁRIA

BURDEN(2003, p.44), esta técnica é baseada no teorema do valor intermediário, chamado

de método da bissecção.

BURDEN (2003, p.9) Teorema – Se f є C [a,b] e k é qualquer numero entre f(a) e f(b) então

existe um número c em (a,b) para o f(c)=k.

STEWART(2010, p.114) O teorema do valor intermediário afirma que uma função contínua

assume todos os valores intermediários entre os valores da função f(a) e f(b).

entre os valores da função f(a) e f(b). • fonte:

fonte: http://www.uff.br/webmat/Calc1_LivroOnLine/figs_calc1_cap06/cap06_fig54.gif

Por exemplo uma menina que pesa 3 kg ao nascer e 40 kg ao fazer 15 anos deve ter pesado

exatamente 30 kg em algum instante da vida, sendo que o peso é uma função contínua do

tempo.

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1. Mostre que existe uma raiz da equação 4x 3 -6x 2 +3x-2=0 entre 1 e 2.

raiz da equação 4x 3 -6x 2 +3x-2=0 entre 1 e 2. solução : f(1)=-1 f(2)=12

solução : f(1)=-1 f(2)=12 , então pode-se escrever f(1)f(2)<0 , então existe f(c)=0, isto, é y=k ou para k=0. Descrição:

BARROSO (1987, p.106), seja f(x) uma função contínua no intervalo [a;b] e f(a)f(b)<0.

Divide-se o intervalo [a;b] ao meio, obtém-se xo havendo dois subintervalos [a,xo] e [b,xo],

Ε estará presente no intervalo onde a função tem sinais opostos nos pontos

então a raiz

extremos , ou seja f(xo)f(a)<0 ou f(b) f(xo) <0.

O intervalo [a1,b1] que contem a raiz Ε é dividido ao meio e obtém-se o ponto x1.

O processo se repete até que se obtenha uma aproximação da raiz exata , com Ε tolerância desejada.

Na figura 1 tem-se o grafico da interpretação geométrica do método da bissecção.

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3.1.1 Interpretação geom étrica do mé todo da Bissecção

çã o geom é trica do m é todo da Bissec çã o FIGURA 1: I

FIGURA 1: Interpretação Geométrica do Método da Bissecção

3.1. 2 Convergência

Em alguma etapa do processo tem-se a raiz exata Ε ou seqüência infinita de intervalos

encaixados a1 ,b1 ,a2 ,b2

,an ,bn ,

tal

que f(a n )f(b n ) <0

n = 0 , 1, 2, 3,

Como cada itera ção o intervalo [a;b] é dividido ao meio, na n­ ésima itera ção o comprimento

do intervalo ser á de :

b n a n = b a

2

n

ou

x n x n 1 ∣≤ϵ (épsilon)

então:

b a

2 n 1

≤

|x n x n 1 |= b a

2 n + 1

substituindo

|x n x n 1 | por

ba

2 n+1

em

ou

para calcular o numero de itera ções (n) isola­se a variável (n ), aplica­se o logaritmo neperiano ou natural (ln)

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n

ln b a

ln 2

1

,

ou seja para um intervalo dado [a,b] s ão necess ários no mínimo, n itera ções para se calcular a raiz

Ε com toler ância

ϵ

.

Os pontos extremos inferiores a1,a2,

os pontos extremos superiores b1,b2,

ent ão existe um limite comum:

,an

,bn

formam uma sequ ência mon ó tona crescente limitada e

formam uma sequ ência mon ó tona decrecente limitada,

lim an =lim bn

n→∞

n→∞

Escrevendo limite na expressão

raiz da equação f(x)=0.

f (Ε) f (Ε)≤0 , onde f (Ε)=0 , o que significa que E é uma

3.1.3 Processo de Parada

Segundo BARROSO (1987, p.106), existem tres critérios que podem ser avaliados para uma

aproximação da raiz exata

E

critério

1 :

f xn∣

critério

2:

x

n x

n1 ∣

critério

3:

x

n x x n

n1 

e compara-se com a tolerância

erro absoluto

erro relativo

Para BURDEN (2003, p.46), podem surgir dificuldades quando da utiliza ção de qualquer

um desses crit érios de interrup ção.

FRANCO (2009, p.67-68) , é necessário ter cuidado sobre o critério 1, nesse teste satisfeito não

implica necessáriamente que x k1 esteja próximo da raiz procurada .

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1) f x =x 3 ln x onde a única raiz é x=1. Calculando para

longe da raiz menor é o valor de f(x). No critério 2

x n x n1 ∣ chamado de erro absoluto, se esses números forem muito grandes e a tolerância

for muito pequena, pode não ser possível calcular a raiz com uma precisão tão exigente. 2)f(x)=(x-1)(x-2000) , pode-ser verificar que o numero de iterações é muito maior para o critério do erro absoluto. Por que a raiz que esta sendo procurada tem módulo grande é muito mais difícil tornar o erro absoluto menor que a tolerância desejada. O intervalo a=1999 e b=2002 k=16 iterações x16= 2000,0001 x15=1999,99998 erro relativo :1,1*10^-7 erro absoluto : 2,2*10^-5

quanto mais

x= 2,4,8,16,32

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b) m étodo da falsa posi ção ou p égaso

3.2. M ÉTODO REGULA FALSI OU FALSA POSI ÇÃ O OU P ÉGASO

Descrição:Descrição:

SegundoSegundo BARROSOBARROSO (1987,(1987, p.118),p.118), sejaseja f(x)f(x) umauma funçãofunção continuacontinua nono intervalointervalo [x[x oo ;x;x 11 ]] ee f(xf(x oo ))

f(xf(x 11 )) << 0.0.

CLAUDIO(1989,CLAUDIO(1989, p.150)p.150) ,, esteeste métodométodo particionaparticiona oo intervalointervalo [a;b][a;b] nana intersecçãointersecção dada retareta

queque uneune osos pontospontos (a;f(a)(a;f(a) ee (b;f(b))(b;f(b)) comcom oo eixoeixo x.x.

BARROSOBARROSO (1987,(1987, p.118)p.118) ComoComo existeexiste umauma raizraiz nesteneste intervalointervalo asas sucessivassucessivas aproximaçõesaproximações

xx 22 ,x,x 33 , ,

destadesta raizraiz podempodem serser obtidasobtidas pelapela formulaformula dede recorrencia:recorrencia:

x n 1 = x n f x n 1 − x n 1 f x n

f

x n 1 − f x n

parapara n=1,2,3, n=1,2,3,

* o intervalo encontrado é possível realizar a seguinte operação: média aritmética do intervalo [a;b], contanto que preserve f(a)*f(b)<0. Na figura 3 tem-se Interpretação gráfica do método Regula Falsi ou Falsa Posição:

figura 3: m étodo da falsa posição

Falsa Posição: figura 3: m é todo da falsa posi çã o fonte:

fonte:http://fairuzelsaid.files.wordpress.com/2010/11/regula-falsi.png

Para obter a fórmula de recorrencia é determinar a equação da reta que passa pelos os dois pontos

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(a;f(a)) e (b;f(b)).

y-yo = m(x-xo)

m= f (b)− f (a) ba

0 f (a)= f (b)− f (a) ba

fazendo y=0 ( corta o eixo x para calcular a raiz)

(xa) x n = a f ( b )− b f ( a ) f ( b )− f ( a )

3.3Exercícios

1) Calcular pelo menos uma raiz das equações, usando os seguintes métodos:

i) método da bissecção

ii) método da falsa posição

a) f(x) = x 2 +ln(x) com ε < 10 -3 .

gráfico: y=-x 2 e g(x)=ln(x)

com ε < 10 - 3 . gráfico: y=-x 2 e g(x)=ln(x) * nota foi utilizado

* nota foi utilizado a planilha de calculo , ela utiliza todos as casas após a virgula.

* pode-se construir tambem os graficos g(x)=-x 2 e

h(x)=ln(x).

sendo a ( negativo) e b(positivo) pode utilizar a lógica se :

se (fx<0,média, caso contrário a)

se ( fx >0,média , caso contrário b)

Busca do intervalo aonde existem possíveis raízes.

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x

f(x)

0,1

-2,2926

0,5

-0,4431

0,7

0,1333

1,7

3,4

Calculo do numero de iterações

a=0,6

b=0,7

ε<10 -3

n=5,64

método da bissecção

 

n

a

b

(a+b)/2

fx=x² +ln(x)

erro absoluto

criterio de

 
 

0

0,6000

0,7000

 

0,6500

­0,0083

parada

1

0,6500

0,7000

0,6750

0,0626

0,0250continue

2

0,6500

0,6750

0,6625

0,0272

0,0125continue

3

0,6500

0,6625

0,6563

0,0095

0,0062continue

4

0,6500

0,6563

0,6531

0,0006

0,0032continue

5

0,6500

0,6531

0,6516

­0,0038

0,0015continue

6

0,6516

0,6531

0,6523

­0,0016

0,0007pare

a

 

0,6

 

-0,1508

 

f(x)=x^2+ln(x)

 

b

 

0,7

 

0,1333

   
                 

criterio

de

n

a=xo

 

fa

b=x1

fb

x

fn

erro absoluto

parada

 

1 0,6000

 

-0,1508

   

0,7000

0,1333

0,6531

0,0005

   
 

2 0,6000

 

-0,1508

   

0,6531

0,0005

0,6529

0,0000

0,0002

pare

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b) ARENALES (2008, p.124) f(x)=ln(x) -sen(x) , com precisão de

ϵ≤0,0001

p.124) f(x)=ln(x) -sen(x) , com precisão de ϵ≤ 0,0001 Prof. Jorge Roberto Grobe 01/04/2015 11:00:45 CN24NB
p.124) f(x)=ln(x) -sen(x) , com precisão de ϵ≤ 0,0001 Prof. Jorge Roberto Grobe 01/04/2015 11:00:45 CN24NB

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a

2,2

-0,0200

método da falsa posição f(x)=ln(x)-sen(x)

 

b

2,3

0,0872

 

criterio

de

n

a-

fa

b+

fb

x

fn

erro absoluto

parada

0 2,20000

 

-0,02004

2,30000

0,08720

 

2,21869

 

-0,00044

1 2,21869

-0,00044

2,30000

0,08720

2,21910

-0,00001

0,00041 continue

2 2,21910

-0,00001

2,30000

0,08720

2,21911

0,00000

0,00001 pare

 
 

método da bissecção

 

f(x)=ln(x)-sen(x)

 
 

condição: f(a)*f(b)<0

 

a(-)

 

2,2

-0,02004

 

b(+)

 

2,3

0,08720

 

f(x)=ln(x)-sen(x)

 

criterio de

     

parada

0,0001

n

a (-)

b (+)

(a+b)/2

f(x)

erro absoluto

 

erro

 

0 2,20000

2,30000

 

2,25000

 

0,03286

   
 

1 2,20000

2,25000

 

2,22500

 

0,00622

 

0,02500

continue

 

2 2,20000

2,22500

 

2,21250

 

-0,00695

 

0,01250

continue

 

3 2,21250

2,22500

 

2,21875

 

-0,00038

 

0,00625

continue

 

4 2,21875

2,22500

 

2,22188

 

0,00292

 

0,00312

continue

 

5 2,21875

2,22188

 

2,22031

 

0,00127

 

0,00156

continue

 

6 2,21875

2,22031

 

2,21953

 

0,00045

 

0,00078

continue

 

7 2,21875

2,21953

 

2,21914

 

0,00004

 

0,00039

continue

 

8 2,21875

2,21914

 

2,21895

 

-0,00017

 

0,00020

continue

 

9 2,21895

2,21914

 

2,21904

 

-0,00007

 

0,00010

pare

c) y=e cos(x) + x 3 -3 =0

com precisão menor que 10 -3

( x ) + x 3 -3 =0 com precisão menor que 10 - 3 Prof.

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CAMPUS PATO BRANCO Coordenação do Curso de Engenharias método da bissecção   a 1,1 -0,0950 y

método da bissecção

 

a

1,1

-0,0950

y=exp (cos ( x ))+ x 3 3

 

b

1,2

0,4027

 

criterio

de

 

n

a-

b+

x=(a+b)/2

y

erro

parada

 

0

1,1000

1,2000

1,1500

0,3428

1

1,1000

1,1500

1,1250

0,3182

0,0250 continue

 

2

1,1000

1,1250

1,1125

0,3071

0,0125 continue

3

1,1000

1,1125

1,1063

0,3017

0,0062 continue

4

1,1000

1,1063

1,1031

0,2991

0,0031 continue

5

1,1000

1,1031

1,1016

0,2979

0,0016 continue

6

1,1000

1,1016

1,1008

0,2972

0,0008 pare

 
 

metodo da falsa posição

 
 

a

1,1

-0,0950

b

1,2

0,1647

 

criterio

de

n

-a

fa

b+

fb

xk

fxk

erro

parada

 

0 1,1000

-0,0950

1,2000

0,1647

1,1366

-0,0087

1 1,1366

-0,0087

1,2000

0,1647

1,1398

-0,0007

0,0032 continue

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d) f(x) =0,1x 3 -e 2x +2=0 com precisão menor que 10 -3

e) y= ln(x-1) + cos(x-1)

f) y=e x cos x5 com precisão menor que 10 -4

g) f(x)=x cos(x) -2x² +3x-1com precisão menor que 10 -5

2) (aplicações praticas) GILAT (2008, p.111) Um circuito RLC

indutor L e um capacitor C conectados em serie com uma fonte de tensão alternada V.A amplitude

consiste em um resistor R, um

com precisão menor que 10 -2

i m

é dada por:

i m =

v m

R 2 +[ω∗L

(ω∗C) 2 ] onde ω ( ômega) , a frequencia angular , está

1

relacionada à frequencia f por ω=2πf. Determine f para um circuito com R=140Ω, L=260 mH,

C=25 μF, v m =24 V e i m =0,15 A. Use o metodo da bissecção.

Resposta: 15000000 π 2 f 2 1300000 π 3 f 3 +1=0 raiz =3,6728063

2 − 1300000 π 3 f 3 + 1 = 0 raiz =3,6728063 fonte:

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c) Método de Newton

3.4 M ÉTODO DE NEWTON ou NEWTON­RAPHSON

3.4.1 Descrição

Para BARROSO (1987, p.122), a função f(x) contínua no intervalo [a;b] e

ϵ o seu único zero

neste intervalo ; as derivadas f ' x ≠0 e f ' ' x devem ser contínuas.

BURDEN (2003, p.59) , seja

x ∈[a , b ] uma aproximação de p tal

que

px

(p=x) é pequeno , considere o polinômio de Taylor expandido em torno de

f ' x ≠0 e

x

:

f x= f x f ' xxx f ¨ xxx 2 ⋯

2

para f(x)=0 e como

fica menor ainda

de Taylor, isolando a variável p tem-se:

px

é pequeno então quando eleva a potencia 2, 3,4 e assim por diante

ou seja tende a zero, então despreza-se as derivadas de ordem 2, 3 na expansão

f x

px

f ' x

Como o processo

é

iterativo

:

f x n

x n1 =x n f ' x n para n=0,1,2,

BURDEN (2003, p.60), as desigualdades aplicadas com técnica de parada dada no método da

Bissecção são aplicáveis ao método de Newton.

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3.4.2 Interpretação Geomé trica

Na figura 4 tem-se interpretação geométrica do Método de Newton:

50 f(x) 40 30 20 10 0 xk xo x1 ­10 ­2 ­1 0 1
50
f(x)
40
30
20
10
0
xk
xo
x1
­10
­2
­1
0
1
2
3
4

FIGURA 4: Interpretação Geomé trica do M étodo de Newton

fonte : www.labspot.ufsc.br/~campagno/numerico/Aula_6.doc

Conforme BARROSO (1987, p.124) traça-se reta tangente a partir de xo até encontrar uma raiz

perto xk. Geometricamente tem-se:

f

xo

tg = f ' xo = xox1

f ( x n )

f ' (x n )

3.4.3 Escolha de xo

x n+1 =x n

f

( x1)

tg β= f '( x1)= x1x2

por indução:

Pode­se encontrar um ponto x que n ão perten ça ao intervalo [a,b] e o m étodo pode n ão convergir.

É condição suficiente para a convergencia do m étodo de Newton que derivada primeira e segunda seja n ão nulas e preservem o sinal em (a,b) e xo seja tal que

f(xo) f''(xo)>0.

Caso n ão for poss ível pesquisar outro intervalo.

A derivada segunda estuda a concavidade da curva para cima ou para baixo.

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Nota:

Escolha de xo :

compara as derivadas primeira

|f ' (a)|e|f ' ( b)| qual tiver o

maior valor absoluto é

ponto inicial ou seja quanto maior esse valor melhor.

Cuidado com o ponto de inflex ã o aonde a curva muda de sentido ou seja a derivada segunda (concavidade da curva f''(x) >0 ou f”(x)<0).

da curva f''(x) >0 ou f”(x)<0). f(x)=ln(x-1)-cos(x-1) x f(x) f'(x) f”(x)

f(x)=ln(x-1)-cos(x-1)

x

f(x)

f'(x)

f”(x)

   

1,01

-3,605220186

99,990000167

-10000,99995

2,2

0,5446793113

-0,098705753

-1,056802199

2,24

0,5399076641

-0,139332387

-0,975160488

3

0,277000344

-0,409297427

0,1661468365

é ponto inicial

2,9

0,3185643193

-0,419984298

0,0462812566

2,8

0,3605845702

-0,418292075

-0,081439881

não é ponto inicial

2,7

0,4017837568

-0,403429516

-0,217176267

   

4,4

0,256977239

0,5496587491

0,8802930023

 

comparação das derivadas

   
 

f'(3)

-0,4093

 
 

f'(2,8)

-0,4183

 

o que for maior em modulo das derivadas é o ponto xo? nem sempre, pois neste intervalo tem ponto de inflexão entre 2,8 e 2,9 pois a curva mudou de sentido e de concavidade

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Convergência :

BARRROSO (1989, p.125), sendo

este limite existe , pois a sequencia { xn} é limitada e monótona.

Ε=lim xn

x

a<

Ε <b

Escrevendo lim na

expressão:

x n1 =x n

f x n

f ' x n

lim

x

→∞ n+1 =lim x→∞ x n lim

x

Ε=Ε− f

(Ε)

f ' (Ε)

f

(x n )

f

' (x n )

x→∞

f (Ε)=0

Como a função tem apenas um zero no intervalo [a,b] conclui-se que

Ε =E.

ARENALES(2008, p.89) um método iterativo apresenta convergencia quadrática se

onde k é chamada constante assintótica de proporcionalidade, onde

e i+1 =∣x i +1 x

são erros cometidos nas iteraçoes correspondentes.

e i =∣x i x

e

lim e i+1

2 =k

e i

FRANCO (2006, p.79), como o m étodo de Newton a convergencia é quadratica, isto significa que a

.

quantidade de d ígitos corretos duplica à medida que os valores da sequencia se aproximam de

x

Essa correção n ão acontece em relação às primeiras itera çõ es realizadas.

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d) Método das Secantes

3.5 M ÉTODO DAS SECANTES

3.5.1 Descrição

Para CLAUDIO (1989, p.169), neste método parte-se de duas aproximações iniciais xo e x1 e

determina-se a reta que passa por (xo, f(xo)) e (x1,f(x1)).

A intersecção dessa reta com o eixo x=0 determina a proxima iteração x2. Continua-se o processo a

partir de x1 e x2.

Para obter o processo iterativo substitui-se a derivada primeira no método de Newton por uma

secante:

x i1 =x i

f x i

f x i − f x i1 (1) com a substituição da derivada primeira.

x i x i1

Neste método não necessita-se que exija troca de sinal da f no intervalo

A formula (1) foi transformada em :

x i+1 = x i f (x i1 )−x i1 f ( x i )

f

( x i1 )− f (x i )

para i=1,2

[ x i x i1 ]

Na figura 4 observa-se interpretação geométrica do método da secante:

FIGURA 4: Interpretação Geomé trica do M étodo da Secante

Interpreta çã o Geom é trica do M é todo da Secante Prof. Jorge Roberto Grobe

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Fonte:Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/92/Secant_method.svg/351p

x-Secant_method.svg.png.

Ordem de convergencia da secante

Este método é mais rápido que a iteração linear ou bissecção, mas pode ser mais lento que o método

de Newton.

3.6 Exercicios

3)FRANCO (2009, p. 110 ) Uma loja de eletrodom ésticos oferece dois planos de financiamento

para um produto cujo pre ço avista é de $162,00.

plano A: entrada de $22 + 9 presta ções iguais de $26,50.

plano B: entrada de $22 + 12 prestaçõ es de $21,50.

qual dos dois planos apresenta a menor taxa de juros, sendo portanto melhor para o

consumidor ?

F ó rmula:

1(1+ j) P

j

= VF

PM

j=taxa de juros p= numero de presta ções VF= valor futuro(d ívida)­entrada

PM(= prestação mensal

fazendo x=1+j

e

k = PM VF e j=x-1

kx p1 −k1∗x p 1

plano A : p(x) =5,2830*x 10 ­ 6,2830*x 9 +1 =0 resposta: 12,25%

x n+1 =x n

f ( x n )

f ' (x n

formula do mé todo de Newton
)

solu ção: existe uma raiz entre [1,1 e 1,2]

f(1,1)=­0,1122

f(1,2)=1,2920

condi ção inicial ; f(xo)*f”(xo)>0

f'(x)=52,83*x^9­56,547*x^8

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f''(x)=475,47*x^8­452,376*x^7

 

f”(1,1)= 137.65932

f”(1,2)=423.4890

 

ent ão xo=1,2

 
 

MÉTODO DE NEWTON

 
         

erro

menor

 

que

ou

igual

n

xn

f(xn

f'xn)

10^-3

 

0 1,2000

 

1,2920

29,4494

 
 

1 1,1561

 

0,3535

14,4629

 

0,0439

 

2 1,1317

 

0,0735

8,7158

 

0,0244

 

3 1,1233

 

0,0070

7,0811

 

0,0084

 

4 1,1223

 

0,0001

   

0,0010

   

método das secantes

 

a

 

1,1

 

-0,1122

 

f

( x )=5,283x 10 6,283x 9 +1 x i+ 1 = x i f (x i1 )x i1 f ( x i )

f

( x i1 )− f ( x i )

b

1,2

 

1,2920

i

xi-1

f(xi-1)

xi

f(xi)

 

x(i+1)

 

erro

erro menor ou igual a 10^-3

 

1 1,1000

 

-0,1122

 

1,2000

1,2920

x2

 

1,1080

   
 

2 1,2000

 

1,2920

 

1,1080

-0,0809

x3

 

1,1134

0,0054

continue

 

3 1,1080

 

-0,0809

 

1,1134

-0,0541

x4

 

1,1244

0,0110

continue

 

4 1,1134

 

-0,0541

 

1,1244

0,0150

x5

 

1,1220

0,0024

continue

 

5 1,1244

 

0,0150

 

1,1220

-0,0018

x6

 

1,1222

0,0003

pare

Plano B: p(x) =6,5116*x 13 ­ 7,5116*x 12 +1 =0 resposta: 10,96%

 

solu ção: existe uma raiz entre [1,1 e 1,2]

 

f(1,1)=­ 0.0948

f(1,2)=3.6955

 

condi ção inicial ; f(xo)*f”(xo)>0

f'(x)=84.6508*x^1290.1392*x^11

f''(x)=1015.8096*x^11 991.5312*x^10

 

f''(1,1)=326.4468

f''(1.2)=1408.2505

ent ão xo=1,2

 

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MÉTODO DE NEWTON

       

erro

menor

n

xn

f(xn)

f'(xn)

que 10^-3

 

0 1,2000

3,6955

85,0132

 
 

1 1,1565

1,1103

38,4326

 

0,0435

 

2 1,1276

0,2862

19,9298

 

0,0289

 

3 1,1133

0,0490

13,3509

 

0,0144

 

4 1,1096

0,0027

11,8983

 

0,0037

 

5 1,1094

0,0000

   

0,0002

 

método das secantes

 

a

1,1

-0,0948

f

( x )=6,5116x 13 7,5116x 12 +1

 

b

1,2

3,6955

                 

erro

menor

que

i

xi-1

f(xi-1)

xi

f(xi)

x(i+1)

erro

10^-3

 

1 1,1000

-0,0948

1,2000

3,6955

x2

x2

1,1025

   
 

2 1,2000

3,6955

1,1025

-0,0725

x3

x3

1,1044

0,0019

continue

 
 

3 1,1025

-0,0725

1,1044

-0,0544

x4

x4

1,1100

0,0056

continue

 
 

4 1,1044

-0,0544

1,1100

0,0076

x5

x5

1,1093

0,0007

pare

4) Calcular pelo menos uma raiz das equações, usando os seguintes métodos:

i) método de Newton

ii) método das secantes

a) BURDEN (2003, p.67)

e x +2 x +2cos ( x )−6=0 para 1x 2 com precisao de 10 -5

solução 1:

x

y

0

­2,0000

0,25

­1,9373

0,75

­1,8250

1

­1,7011

1,25

­1,4586

1,5

­1,0233

1,75

­0,3046

2

0,8068

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­1,0233 1,75 ­0,3046 2 0,8068 Prof. Jorge Roberto Grobe 01/04/2015 11:00:47 CN24NB 11 a edi çã

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método de newton

 
 

e x +2 x + 2cos( x )−6=0 para 1x 2

 
 

f(x)

f''(x)

condição inicial

 

xo

 

1 -1,701114

1,877904

nao

 

xo

 

2 0,806762

8,341463

sim

 

f

' (x)=e x 2 x ln(2)−2sen (x )

 

f

' ' ( x )=−2cos( x )+e x + ln (2)ln (2) 2 x

 
           

criterio

de

n

xn

fxn

derivada

Xn+1

erro

parada

0

2,000000

 

0,806762

5,397174

 

1,850521

   

1

1,850521

 

0,088245

4,248669

 

1,829751

 

0,020770

continue

2

1,829751

 

0,001508

4,104028

 

1,829384

 

0,000367

continue

3

1,829384

 

0,000000

4,101501

 

1,829384

 

0,000000

pare

 

e x +2 x +2cos(x )−6=0 para 1x 2

 

xo

 

1 -1,701114

 

xi

 

2 0,806762

i

               

criterio

de

xi-1

f(xi-1)

xi

fxi

f(x)

erro

parada

1

1,000000

-1,701114

2,000000

0,806762

x2

1,678308

-0,545674

   

2

2,000000

0,806762

1,678308

-0,545674

x3

1,808103

-0,085739

0,129794

continue

3

1,678308

-0,545674

1,808103

-0,085739

x4

1,832298

0,011985

0,024196

continue

4

1,808103

-0,085739

1,832298

0,011985

x5

1,829331

-0,000215

0,002967

continue

5

1,832298

0,011985

1,829331

-0,000215

x6

1,829383

-0,000001

0,000052

continue

6

1,829331

-0,000215

1,829383

-0,000001

x7

1,829384

0,000000

0,000000

pare

b) ln x1cos x1=0 para 1,3x 2.

precisao de 10 -5.

] 11:00:48 CN24NB 11 a ediçã o
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solução:

1

f ' x= x1 senx1

f ' ' (x)= ( x1) −1 2 cos ( x1)

método de Newton

y=ln(x-1)+cos(x-1)

y f”(x)

condição inicial

a

1,3

-0,248636

b

2

0,540302

n

xn

f(xn)

-0,95801 xo

-5,62830 xo

f'(xn)

x