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RELATO DO PROJETO METODOLOGIA DE APRENDIZAGEM: “O

MUNDO LETRADO”

Autora: JANE FRACASSI
Professora licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Educação de Alta Floresta – UNIFLOR. Assistente Social
bacharel em Serviço Social pela Universidade Norte do Paraná --UNOPAR. Psicopedagoga pós-graduada pela
Faculdade de Sinop – FASIPE. Pós- graduada em Arte pela Faculdade de Sinop-- FASIPE
Janefracassi@hotmail.com

ESCOLA ESTADUAL PAULO FREIRE – MUNICÍPIO DE SINOP/MT.
Área de atuação: Sala de Recurso e Atendimento Educacional Especializado.

.

Introdução

O processo de leitura envolve vários aspectos, incluindo não apenas características do
texto e do momento histórico em que ele é produzido, mas também características do leitor e
do momento histórico em que o texto é lido. O modelo baseia-se na aprendizagem da leitura
por meio do processo de interação entre o leitor, a obra e o contexto no qual estão inseridos.
É nessa perspectiva que a criança como um ser em constante transformação, sujeita ao
tempo histórico e que está inserida e que por isso sofre influências do meio cultural no qual
está arraigada, transformando-se, portanto, em um agente de sua cultura e de sua história.
O projeto surgiu após o diagnóstico realizado, com os alunos do primeiro ciclo,
terceira frase, percebendo que apenas três alunos sabiam ler, decidimos realizar o projeto com
o intuito de desenvolver a prática da leitura e o sistema de escrita. Identificamos a temática a
ser desenvolvida, colocamos os temas nos quadros e os alunos decidiram qual temática
desenvolveria o projeto, conforme relatos do mesmo no final deste.
Diante da perspectiva de que a leitura é fundamental no desenvolvimento do ser
humano e que a escola possui um papel importante na promoção do hábito da leitura é que a
experiência aqui retratada volta-se para a questão do ensino da leitura dos variados gêneros
literários.

Desenvolvimento

Em termos sociais mais amplos, o letramento é apontado como sendo produto do
desenvolvimento do comércio, da diversificação dos meios de produção e da complexidade

Novas palavras são criadas (ou a velhas palavras dá-se um novo sentido) quando emergem novos fatos. novas ideias. novas maneiras de compreender os fenômenos. pois integra simultaneamente velocidade e precisão na decodificação do material escrito. enfim. dentro de uma visão dialética. como o aparecimento da máquina a vapor. ser chamados de texto. Neste sentido. uma vez que é não é muito antiga. levando em consideração a surpreendente diversidade de fenômenos que podem.crescente da agricultura. exige de qualquer leitor. configuradas quer por palavras. Ao mesmo tempo. só a análise da velocidade não é interessante. alfabetizado e mesmo letrado e iletrado. críticas e sensíveis por parte dos leitores tornam-se. hoje. O principal objetivo da leitura é a compreensão do material escrito. componentes ativos na consolidação de qualquer leitura. (Soares. expressões e formas simbólicas. Letramento é uma palavra recém chegada ao vocabulário da Educação e das Ciências Linguísticas. apreciações interpretativas. pois crianças que leem muito rápido e cometem muitos erros têm prejuízos na compreensão leitora.38). Ainda não há um consenso na literatura sobre a fluência de leitura. a fluência de leitura pode ser medida como o número de palavras lidas corretamente por minuto considerada uma medida híbrida. p. analfabeto. Nas Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa para a Educação Básica (2006. 2003. que pode ser definida como a tradução do texto para a linguagem falada com boa velocidade e sem erros de decodificação. Neste sentido. do telescópio.26) diz que: . portanto. Essa constante "atuação" se faz necessária para que haja a produção de múltiplas possibilidades de leitura e para que essas se multipliquem e se tornem novas a cada experiência de "confronto" e de interação textual. e da sociedade industrial como um todo. que depende de vários fatores. Assim. a compreensão das mais diversas linguagens. a prática concreta de libertação. alfabetização. cada vez mais. torna-se uma causa de transformações históricas profundas. outras do mesmo campo semântico sempre nos foram familiares como analfabetismo. quer por imagens. da imprensa. o Letramento causa e consequência do desenvolvimento. Sendo. Da mesma forma. alfabetizar. sendo a identificação de palavras uma condição necessária. A competência leitora pode ser verificada a partir das rotas utilizadas para leitura e da fluência de leitura. p. É uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Se a palavra letramento nos causa estranheza. um caráter reflexivo e um papel mais do que ativo.

2013). em geral. sem um contexto que desperte questionamentos e estimule respostas e reações nos leitores-apreciadores. não possui muito acessos às leituras. através dos sons e imagens coloridas. brincadeiras. fábula. poesia. ilustração. como oferecidas pelo conto. seu conhecimento de mundo. 2013. o professor (a) ter essa prática como rotina na sala de aula. Com essa preocupação há necessidade de projetos nas escolas que contemplam a leitura. (FÁVERO. e estas devem estar presentes diariamente na vida das crianças. texto instrucional. numa perspectiva de interação. ela deve ser uma prática usada por todos no convívio . na atual conjuntura. texto e contexto. No entanto. cabe. jornal. A compreensão isolada do texto em si tende a eliminar a dinâmica ou relação entre leitor. carregadas de significados e de sentidos que contribuam para o seu ser/estar no mundo. então. lenda. parlenda. O leitor constrói e não apenas recebe um significado global para o texto: ele procura pistas formais. Professores da Educação Infantil desde do Berçário já devem utilizar o livro para estimular os bebês. folheto. 01). texto. principalmente das escolas públicas. formula e reformula hipóteses. artigo. Bons livros poderão ser presentes e grandes fontes de prazer e conhecimento. aceita ou rejeita conclusões. percebe-se a necessidade da aplicação coerente de atividades que despertem o prazer de ler. A formação de um leitor (pleno) deve valer-se. não sabiam identificar os gêneros. biografia. Mais do que isso. notícia. pela poesia. propaganda. usa estratégias baseadas no seu conhecimento linguístico e na sua vivência sociocultural. cantiga. compreende-se que a leitura é um processo que não se restringe ao âmbito escolar. torna-se cada vez mais difícil conceber qualquer texto isoladamente. escritor onde a escola proporcionar essa prática às mesmas. Quando a imaginação não é formada e alimentada de maneira válida por vias sadias. Palavras pesquisadas: gênero. e. carta. conto. crônica. trava-língua. poema. poderá ser uma excelente conquista para toda a vida”. rótulos. Nesse sentido. ou seja. (SANTOS. pode se perverter em compensação degradante. autor. O pensar no projeto se deu ao percebermos que os alunos não tinham muito conhecimento. noticia. p. história em quadrinhos descrição. revista. visto que a maioria das crianças. “Descobrir estes sentimentos desde bebezinhos. bilhete. cantiga. não deve ser encarada como o único meio para obtenção de conhecimentos. pela pintura. levar em consideração que o sonho e o imaginário são excelentes instrumentos para a criança se desenvolver de forma equilibrada e harmoniosa. pela música e por qualquer forma de arte. Ao analisar a leitura e contação de histórias como instrumento de desenvolvimento integral do indivíduo. Deve-se também. desde bebês. pois. então pesquisamos com o uso dos dicionários e no final de cada pesquisa um diálogo sobre o assunto. de vivências sistemáticas de leitura.

bem como a descoberta de vários gêneros textuais que até então desconhecidos por muitos alunos da turma. propomos uma forma de ensino com base na leitura literária. Trava-línguas. em que os alunos possam socializar suas interpretações e estabelecer relações com outras leituras. mostrando-lhes a importância da leitura e o prazer pela mesma. ajudando-os a interpretar e a argumentar a favor de seu ponto de vista. pois a literatura trata de sentimentos. Incluímos projeto na rotina. realizamos a votação do nome do mesmo. RELATOS DO PROJETO Após decidirem o tema. será possível despertar no aluno o prazer de ler. pelo abstrato. com leituras diárias e conversas sobre as leituras. pois é pelo distante. Com os maiores. para suas mais diversas interconexões e alcance social. Ao tratar do imaginário. Enviamos à autorização as famílias sobre o uso de imagem. trabalhar fluência leitora na escola é o desafio proposto para ampliar a experiência dos alunos com os textos e colaborar na compreensão do que se lê. apresentações relacionadas aos gêneros. a literatura não tende a ser vista como fuga da realidade para o seu leitor. as atividades de leitura devem estar presentes em toda a escolaridade. Conclusão Em virtude dessa concepção de criança. o Projeto “O Mundo Letrado” contribuiu para o aprendizado das crianças. o nome foi sugerido pelos alunos. Portanto. portfólio. Decidimos o produto final. sensações e situações que vinculam fantasia e realidade. Os gêneros a serem trabalhados: Cantigas. além da permanência da leitura diária compartilhada ou pelo professor. os projetos e sequências didáticas de leitura aparecem com mais frequência. De modo geral. constantemente presentes em nossa própria vida. observa-se que. Par lendas. voltada. a leitura ainda é desenvolvida a partir de influências de muitos modelos tradicionais ou concepções errôneas de leitura. definindo os dias. Neste sentido. começando com as turmas menores. principalmente.humano. junto ao meio social. não se detendo apenas na busca de novos conhecimentos e sim. Entretanto. aos nossos olhos. suporte fundamental da atividade de leitura. Trabalhar a argumentação é outro ponto que precisa ser ampliado nas escolas. Texto . em muitas escolas. Daí a necessidade de repensar o ensino e de buscar uma nova dinâmica de leitura. pelo que se afasta do real que o sujeito trabalha essas sugestões exteriores.

produção escrita. mas que não devemos ficar triste. com as fábulas O gato. A primeira tarefa do projeto foi à ficha de identificação realizada com a ajuda dos responsáveis. mas veio o agricultor e da um tiro nela. a maioria dos alunos disse que conhecia a literatura. o mesmo apresentou como proposta o livro Como as histórias se espalham pelo mundo. sobre os pais de ambos. “A raposa planta uvas”. O corvo e a raposa (ESOPO) realizamos a interpretação. Apresentamos a fábula A raposa e as uvas. Bilhete. muito fizeram essa relação aos desenhos animados que reproduzia as histórias do mesmo. Com a leitura do título. “A mãe natureza não gosta. História em quadrinhos. mas escreveu isso escondido da mãe e que iria apagar. “Emília” e “Visconde”. pois é crime. foi um dos melhores momentos da atividade. e acreditar sempre em Deus”. “Ela leva uma lição de moral”. “Eu já fui pescar”. “A raposa cuida das uvas”. Quando mostramos a capa do livro os alunos já sabiam identificar. Na ilustração o que a raposa esta fazendo?” . eles interagiram diante da situação conversamos sobre essa temática. UNS. ortografia ANS.” Mas é correto fazer uso de armas? “Não. o galo e o ratinho. E nós devemos pegar as coisas dos outros? “Não apenas emprestar”. alguns manifestaram opiniões certeiras. e não podemos matar os animais”. “o agricultor a mata. pois tinha medo de apanhar” os demais colegas começaram a fazer perguntas. Ao serem questionadas sobre se sabiam o que iria se ler. Fizemos o desenho do que os alunos entendiam em relação ao projeto O mundo letrado. E do aluno Renan: “Que queria morar com o pai. adjetivos. “pois nem sempre a vida é como queremos que os adultos cometam erros. “Quer comer uvas. Convite. Cada temática foi uma etapa do projeto. INS. Alguns relatos foram colocados sobre o “Saci”. A segunda etapa do projeto trabalhou com o gênero textual fábulas. os animais são dela”. ENS. recordamos da fala de uma aluna “Ana Lívia”: “Que dizia que o seu maior sonho era ver o pai”. pois uma aluna começou a contar a historia do “leão e o Rato”.instrucional. E ainda com a Fábula A raposa e as uvas. Apresentado a tabela com os gêneros que seriam preenchidos de acordo com o que iria sendo trabalhado. No outro dia os alunos leram os dados de cada ficha. comecemos os questionamentos. plural. Ao mostrar as ilustrações. o que vocês acham que acontece com a raposa? “Ela morre”. NOS. Poesia. Conto. “pois pegar alheias é roubo”. “Monteiro Lobato”. Carta.Tentando pegar uvas”. “A raposa rouba as uvas do agricultor”. Em relação ao autor três alunos fizeram uma relação aos “negros à escravidão” e lógico bingo. ligar. Trabalharmos usando o livro didático. No item que relacionavam outros títulos de fábulas. Lenda. então foi o momento deles contarem historias: “O patinho feio” e “Chapeuzinho Vermelho’’. mas . ‘“Meu pai já foi caçar um porco do mato”. com atividades de completar.” O que o título A raposa e as uvas quer dizer? RESPOSTAS: “A raposa gosta de uvas”. pois faz parte do nosso cotidiano contar histórias e elencar essas situações.

Em relação como a raposa reagiu ao ver as uvas e depois de inúmeras tentativas e “nós como agimos nas situações difíceis?”. Com o interesse que as crianças demonstraram. poderia ser água na boca. PORQUINHOS. muita fome e fome não é tanto. e que a raposa ficou com raiva por não ter conseguido comer as uvas. modificamos um pouco a sequência. Na questão se houvesse um diálogo na fabula a raposa pediria para o dono do vinhedo umas uvas. Conversamos com eles sobre as atividades realizadas no dia anterior. pois queria comer uvas”.ela não contou na ordem. PATO. onde parcialmente se confirmaram. “ela estava sozinha”. Quanto a expressão “lambeu os beiços “. O LOBO E O GALO. “A RAPOSA QUE CONVERSAVA COM AS UVAS. O RATO E O LEÃO. A GALINHA BOTA OVOS DE OURO. Confrontamos as hipóteses levantadas. Nos exercícios de substituição de palavras a outra palavra que poderia ser usada no lugar de “faminta” foi fome e a diferença entre faminta é muita. pois ele só venderia. uma terceira aluna disse: “espere não é assim não” os demais se calaram e a mesma concluiu a historia com começo. “Às vezes desistimos apesar de que não é o certo”. os três momentos da narrativa..” Recapitulamos toda a historia e construímos uma lista de títulos de historias conhecidas pelos alunos: SITIO DO PICA . os relatos foram. cada um disse o animal de estimação que possui realizamos a somatória. os demais começaram a intervir. A lista de personagens: “REI. me ajude derrube umas uvas. TRÊS PORQUINHOS. fizemos uma tabela no quadro e uma impressa. sua reação foi lamber os lábios”. CHAPEUZINHO VERMELHO. LEÃO. pois eles puderam expor um bom repertório de historias. MACACO. e nos ensinamentos da fábula. em seguida pedimos que prestassem muita atenção para poderem identificar quem eram os personagens da historia e como agem. O PATINHO FEIO. Ao conversar sobre os personagens da historia e sobre os alimentos que os mesmo consomem. PINTINHO. TIGRE. O dono do vinhedo não daria. RATO. . Ao terminarmos a leitura alguns já disseram que já havia ouvido a mesma. nesse mesmo momento direcionamos a tabela dos animais que os mesmos têm em casa. estou faminta. (rimos muito essa hora) e assim teria que mudar o nome da história. ou um! Na expressão “quem quiser essas uvas pode levar” disse eu não quero mais uvas. fizeram uma relação ao desenho animado “Tom e Jerry” quê mesmo com as dificuldades Tom nunca desiste. Leitura texto informativo sobre a Raposa. o pé de uva ficaria com dó de deixaria cair umas uvinhas. eles gostaram muito dessa parte também..PAU – AMARELO. entreguemos uma folha para cada um e pedimos que desenhasse uma historia que eles lembrassem. “Disseram “que a raposa foi na plantação do agricultor”. ou a raposa falaria com o pé de uva. A FORMIGA E A CIGARRA”. “ela virou uma herbívora. LOBO. meio e fim. “carnes” e “uvas”. nome região que predomina e alimento e suas características.

Interpretação escrita da Raposa e as uvas apresentaram também a historia da Magali e as uvas para comparar. RAPOSA”. fizemos a dobradura da cantiga o cravo e a rosa. após cada criança recebeu uma palavra da historia e montamos um cartaz na sala com as mesmas. A tabela dos animais de estimação e as frutas preferidas dos alunos. Confeccionamos as fichas de leitura com outras fábulas. EMILIA. aproveitamos a situação para dar ênfase nessas situações rotineiras. Escolhemos as cantigas a serem trabalhadas: O cravo e a rosa. os alunos “não concordam que essa atitude. podre. Após a leitura da moral da historia (desprezar o que não se consegue conquistar é fácil). Nesse momento podia se perceber a desinibição dos alunos a imitar a cena. Realizamos a atividade Você encontrou palavras acentuadas na cantiga? “Circule-as.” e “Procure outras palavras acentuadas em . meio e fim. ouvimos o CD delas. O pintor de Jundiaí. Listamos as cantigas conhecidas pelos alunos. ela cansada e indo embora. E a atividade de montar a história. Houve grande participação e interação das crianças na construção da mesma. cachorros. Após completamos as palavras faltosas. mas que não podia citar nomes.MÔNICA. as crianças adoraram se divertiram muito e para finalizar nossa sequência didática desenhemos e escrevemos como a raposa teria feito para pegar as uvas. recortamos as tiras e colocamos as cantigas na ordem certa. Fizeram o desenho da história da Raposa e as uvas. Na terceira etapa trabalhamos as cantigas desenvolvemos uma sequência didática e uso do livro didático com as temáticas cantigas. apresentamos diversas cantigas. FLORZINHA. montando a historia elencando inicio. Eu sou podre. Imitaram também. Eu sou podre. cantamos. pois sabíamos que iria se referir a dois alunos da sala. patos e pássaros tentando pegar uvas”. a raposa tentando pegar as uvas. Se realmente ela estivesse disposta a alcançá-las. pois recontaram a historia todas com começo meio e fim. Dialogamos sobre o mesmo. Outro momento muito interessante foi o de paráfrases. “leões. Foi muito proveitosa a atividade as crianças viveram a historia por alguns minutos como se fizessem parte da mesma. Construímos uma maquete. (adoramos). Confeccionamos as fichas de leitura sobre cantigas. Apresentamos um texto informativo sobre a cidade Jundiaí. quanto a verem uma situação parecida. bingo. Escolhemos as cantigas para a apresentação O pintor de Jundiaí. confeccionamos os cartazes da cantiga. A história em tiras fora da ordem e os mesmos numeraram as fichas e colocaram na ordem em seus cadernos. depois de digitada foi entregue as palavras. realizamos desenho sobre as cantigas. realizamos a tarefa de casa coletando os dados sobre as cantigas que seus familiares conheciam. podre e o cravo e a rosa. levamos vários tipos de matérias para sala e direcionamos que deveriam construir um vinhedo onde teria acontecido a historia. fizemos a Interpretação das cantigas relacionadas acima. vacas. pois não devemos desprezar o que não temos”. GALO. os alunos interagiram.

O pintor de Jundiaí e por fim cantamos a cantiga e depois contamos quantas palavras repetidas tinha e discriminamos na tabela abaixo. ocorreram convites. Apresentamos diversos modelos de convites. Na quinta parte do projeto trabalhamos com os gêneros textuais bilhete e convite. após fizemos a interpretação dos convites. fizemos ditado de palavras que compõe a cantiga o pintor de Jundiaí: Pintor. se já tinham recebido algum convite. Na atividade de lista das lendas conhecidas. Tinta. jogar bola. Curupira. Grafite. Reunião. Água. Dialogamos sobre a temática. Mula-sem-cabeça.jornais e revistas. Fizemos um desenho da cantiga. Iniciamos a conversa instigando os alunos sobre o que já sabiam de um convite. Escolhemos a lenda a ser trabalhada (interpretação) O negrinho Pastoreiro e o Curupira. Rolo. Bacia. para piquenique. Fizemos o desenho da lenda que os alunos achavam mais engraçada. percebia que os alunos que ainda não sabem ler. quais os tipos de convite que eles conheciam. também realizamos um ditado com as seguintes palavras. Curupira e Lobisomem. baladas. Confeccionamos o cartaz (convite). no sitio do Pica-Pau amarelo”. Tinta. também realizaram atividade de forma oral e os colegas os ajudaram a escrever. ciranda cirandinha. Pesquisamos a palavra lenda no dicionário. Aniversário de 15 anos. Quadro. Saci-pererê. Entregamos a cantiga embaralhada para colocar na ordem correta. Nessa atividade percebemos a ausência da família. e logo mais a atividade de completar as palavras com as silabas faltosas. Iara. Lobisomem. Produção textual( imagine o que o saci esteve em sua casa). mas não desistimos. passear. fizemos atividade de completar as palavras faltosas. após fizemos atividade de tarefa de casa com os responsáveis listando as lendas que seus familiares ouviam na infância. Uma das alunas disse: “O saci faz travessuras eu já assisti na TV. Realizamos brincadeiras de corre cutia. até para apreciar a apresentação do projeto O . Rolo. Fita. Pincel. Ouve um grande envolvimento dos alunos principalmente na atividade de produção de texto. Formatura. Gralha azul. confeccionamos as fichas de leitura com as lendas já digitadas. no outro dia. O boto cor-de-rosa. Papel. a mais conhecidas são Saci. Aniversário. as mais conhecidas é o saci e curupira. Espátula. a lenda percebeu que alguns alunos conseguiam recordar de algumas. Lápis. em seguida a atividade de escrever frases utilizando as seguintes palavras: Pintor. festa. Recorte-as e cole-as no seu caderno. Lixa. os mesmo escreveram o nome dos personagens das lendas. eles deixaram a imaginação fluir. adoleta. listamos no quadro. Casa. realizamos também atividade com alfabeto móvel com os alunos que ainda necessita aprender a aquisição da escrita. Cada dia da semana realizamos a leitura de uma lenda: O negrinho Pastoreiro. poucos alunos conseguiram fazer. A quarta etapa do projeto trabalhou com o gênero textual lendas. Realizamos a produção de texto em dupla (convite). Cola. Foram muito divertido. Pincel. Casamento.

lógico que realizamos a intervenção explicando sim que pode ser usado pelos adultos. Na conversa informal. 154 a 161. pois tínhamos que achar os alunos que mais encaixariam nos papeis .Mundo letrado. Na sétima etapa nos divertimos muito.. singular e plural. também utilizamos o livro didático( pag. 167 a 169). depois realizamos outra conversa sobre isso. pois a maioria dos familiares conheciam os mesmo contos que os alunos. desafio de descobrir de que conto faz parte o trecho. Interpretação do modelo de um bilhete. acróstico. coloque os quadrinhos nas partes faltosas. e também realizar uma atividade com seus familiares. Mostramos algumas cartas. após escolheram qual conto gostariam de dramatizar. e auto . Conversamos sobre as cartas como um meio de comunicação. Realizamos a Interpretação do conto João e Maria e A bela e a fera. e confecção do cartaz. os contos que eles conheciam. envelope. Mesmo assim aconteceram situações inusitadas. Aproveitamos para listas contos conhecidos. e atividade do bilhete confuso. frases e pontuação. gênero masculino e feminino. Assistimos DVD dos contos mais tradicionais. numere de acordo com a ordem correta. ligue as frases aos desenhos correspondentes. fez tipo um teste e que avaliava a era os próprios alunos criando um clima de autonomia. muito bom. pois quem nunca mandou um bilhete. Cruzadinha do conto.palavra forme frase com os desenhos relacionados ao conto. viajar nas historias. Usamos o livro didático LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO (pag. com interpretação. logo uma aluna destacou que quem escreve bilhete é que quer namorar. Outra atividade que houve surpresas foi na que tinha que completar as partes faltosas nos bilhetes usando a imaginação e a atividades dos códigos. 90. desenho quadriculado. 162 a 165) Na sexta etapa do projeto foi com gênero textual carta. Produção textual bilhete. a Conversamos com a turma causado um debate na sala e explicando “que tudo tem sua fase e que ainda são crianças e que não devem pensar em namorar nessa faixa etária e sim viver a infância”. a conversa se aprofundou. Essa atividade foi um encanto. atividade código de letras. E ainda os ensaios para a apresentação do conto: A Bela e a Fera vêm despertar muito interesse pela leitura e interação entre os alunos. pois até bilhete de amor surgiu. O conto é uma arte de aprender. Apresentar a sequência para se escrever uma carta. escreva o nome dos objetos do castelo. com o livro didático ( pg. pois os contos é algo magnífico. eles elencaram os nomes de diversos contos que já tinham ouvido. 129) com o conto A roupa nova do rei. quebra-cabeça. que foi muito proveitosa. mas que a principal função do bilhete é um meio de comunicação. caça. quando levamos na quinta etapa do projeto percebemos que os alunos se identificaram muito com essa temática. produção texto. interpretação e produção de texto “Uma carta ao papai Noel”. atividade do bilhete ao pai da bela e um final da historia diferente. nome dos nomes embaralhados. Confeccionamos o envelope da carta.

e para os alunos que não sabem ler colocamos o banco de dados. Isto ou aquilo (Cecília Meireles). Trabalho com o livro didático (pag. realizamos a lista dos autores de poesia que os alunos já ouviram falar. Poemas que constroem imagens Escova de dente. Mandamos como tarefa de casa fazer a lista de poesia que seus familiares conheciam.avaliação. Portuguesa. desenho relacionado à poesia. essa atividade nos levou a refletir. 200) leitura do poema Voa ou não voa. depois de seca. As borboletas. uma viaje na imaginação. Confeccionamos as fichas de leitura. trava-línguas e piadas. ficaram lindo as atividades. em seguida listamos as poesias que já conheciam. Apresentação e leitura do livro Poesia na varanda Sonia Junqueira (FNDE) as crianças amaram. realizamos atividades de completar as palavras faltosas nas parlendas. realizou atividade de tarefa de casa pesquisa sobre parlendas e trava- línguas que seus familiares conhecem. e descobrimos as . pois cada aluno aprendeu uma trava-língua ou uma parlenda e apresentaram mesmo os que ainda não dominavam a leitura. em seguida a leitura de diversas parlendas.184. pois pouco tem o habito de ler poesias. Na nona etapa a poesia. das mesmas. Distribuímos uma parlenda ou trava-língua em todos os alunos para que apresentasse a mesma na sexta-feira dentro da sala de aula. sentido das palavras. pintando a mãozinha deles e colocando na folha sul fite. Poemas cheios de musicalidade. essa atividade foi um sucesso. por incrível que pareça apenas uma aluna citou a A bailarina. realizaram atividades de interpretação. desenhamos de acordo com cada fala. escreveram a parlenda dedo mindinho. poemas que brincam com as palavras. Na oitava etapa do projeto trabalhamos com parlendas e trava-línguas apresentaram e realizaram a leitura do livro O que é que não é? Cesar Cardoso (FNDE) mostrando que esses gêneros fazem parte da temática folclore. Conversamos sobre a diferença de parlendas e trava línguas. Confeccionamos um cartaz sobre trava-língua e parlenda escolhida pelos alunos. O cavalinho. interpretação do mesmo. Depois fizemos atividades de desenho sobre as parlendas e trava-língua. depois a Leitura e apresentação do livro Isto é um poema que cura os peixes Jean-Pierre Siméon (FNDE). formamos frases. Abusamos com a arte. fizeram Caça-palavras e recortamos e colamos as palavras formando a parlenda. Poemas que parecem brincadeiras Pega-pega. fizemos uma lista das parlendas e trava-línguas que os alunos já conheciam . realizamos também o desenho do trava-língua na técnica pintura com giz de cera no papel camurça. Realizamos atividade de substituir a figura pelas palavras correta realizamos também uma tarefa de casa com pesquisa com a família sobre as parlendas e trava-línguas que cantavam em sua infância. Escolhemos os trava-línguas e as parlendas a serem apresentadas na culminância do projeto: Dedo mindinho. no outro dia apresentamos várias poesias e poemas e realizamos a escolha das poesias a serem trabalhadas: A bailarina (Cecília Meireles). Fábrica de poesia.

Foi feita o painel. E trouxe muitas melhorias. pois não deixa de serem instrucionais também. receitas médicas. Será a solidificação do aprendizado adquirido. fizemos Cruzadinha e Caça palavras. Falamos também dos rótulos. entreguei o texto explicando como se faz o brinquedo o bilboquê. A alegria estampada no rosto de cada aluno. bulas. para enfeitar nossa sala. conversamos sobre os diversos textos instrucionais que existem. desenho. Na décima etapa realizamos atividades com texto instrucional. produção de uma historia em quadrinhos. é decorar a sala e ainda não gostam que retirem os cartazes antigos segundo uma aluna “Assim a sala fica bonita. um encanto o empenho dos alunos nessa atividade. São Paulo: Global. todas as crianças falam que queriam estudar aqui. mas aprender a amar a leitura é um prazer. completar os balões. veio somar com amplitude do projeto. a história em quadrinhos. REFERÊNCIAS COLOMER. O projeto “O mundo letrado”. cada aluno confeccionou um. bulas. tivemos vários momentos de leitura. interpretação de tirinhas e historia em quadrinhos. Apresentamos manuais. durante o projeto. receitas de culinária.palavras faltosas. pois aprender a ler é um fato. Confeccionamos os cartazes de duas poesias. interpretação da receita. teve alguns momentos que fiquei preocupada com a poluição visual. numa fase em que ler é tão gostoso me deixa vulnerável a essa mudança. a proximidade da família a escola. Outra atividade que os alunos adoram. atividades com gráficos e as cores preferidas.. Utilizamos o papel para fazer o convite para o encerramento do projeto a décima primeira etapa. os convites de papel reciclado. confeccionamos fichas de leitura e um cartaz com rótulos. também envolveu a turma de forma constante. ensaios. Teresa.. com varias apresentações de gêneros textuais. Momentos inesquecíveis podemos recordar. e o quadro que tínhamos apenas três alunos que sabiam ler no inicio do não letivo inverteu-se. pois a mesma demonstrou que precisamos conviver em grupo em diversas situações. em seguida fomos para a prática. . Mas a receita que mais fez sucesso foi a do papel reciclado. Andar entre livros: a leitura literária na escola. depois respondemos a interpretação. fez morada na sala de aula do terceiro ano. 2007.”. receitas. que esta com data marcada para dia seis de novembro de dois mil e treze. Circulamos as palavras que inicia com a mesma letra (borboleta) Separamos silabas. os alunos tomaram gosto pela leitura. mas contrariar os alunos. Um ultima etapa do projeto é a culminância do mesmo. fizemos um cartaz da receita de bolo de laranja.

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