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Centro Cultural

Normas

Reforma

1. NBR 16.280 - Reforma

Detalhes e atribuições da NBR 16.280:

O proprietário
— Antes de começar a obra, deve contratar profissional responsável (arquiteto
ou engenheiro) e encaminhar ao responsável legal pela edificação — o síndico
— o plano de reforma;
— Durante o período que durar a obra, deve garantir que a obra atenda aos
regulamentos da legislação e do prédio
— E depois de terminada a obra, deve atualizar o manual de uso do edifício
incluindo o que foi modificado pela sua reforma. Nos prédios onde não houver
esse manual, caberá ao proprietário fazer um novo identificando tudo o que foi
feito.

O profissional
— Cabe ao arquiteto ou engenheiro contratado para tocar a obra, fazer um
plano de reforma, que deve detalhar os impactos nos sistemas e
equipamentos; entrada e saída de materiais; horários de trabalho; projetos e
desenhos descritivos; identificação de atividades que gerem ruídos;
identificação dos profissionais; planejamento de descarte de resíduos.

O síndico
— Antes da obra começar, tem o dever de receber as propostas de reformas;
encaminhá-las para análise técnica e legal e, então, com base nesta análise,
responder à solicitação de obra nos seguintes termos e justificativas: aprovada;
aprovada com ressalvas, rejeitada. Também deve autorizar a entrada de
insumos e pessoas contratadas, assim como comunicar aos demais moradores
sobre as obras aprovadas.
— Durante a realização de obras na edificação, deve verificar se a obra está
sendo feita dentro do descrito no plano de reforma e, caso note qualquer
condição de risco iminente à edificação, tomar as medidas legais necessárias.
- Após o fim da obra, deve vistoriar as condições em que foi finalizada; receber
do proprietário do imóvel, um termo de encerramento e os manuais

arquivar toda a documentação. toda e qualquer alteração que vise recuperar. . furos e aberturas. . cancelar as autorizações para entrada de insumos e prestadores de serviço.org. ventilação. especialmente as crianças e adolescentes. deve-se pensar em criar um novo espaço. http://www.br/escritorios-arquitetura/noticias/norma-nbr-16280-novas-regras- para-reformas-312895-1.Hidrossanitário. que comporte todos os visitantes. aquelas que têm um arquiteto ou engenheiro responsável. . Já obras que envolvam quebra-quebra só mesmo com profissionais ou empresas especializadas. exaustão. .Prevenção e combate a incêndio.Automação. salas para cursos e reuniões.asp Como criar um centro cultural Um centro de cultura deve ser criado com vistas ao crescimento populacional da região que. espaço para exposições e convivência e área administrativa. É importante ter espaço ambientado para acolher a todos os públicos. As unidades culturais devem contemplar coleções de documentos em diversos suportes.Qualquer obra que possa afetar a estrutura como. São elas: .asbea.Esquadrias e fechamento de varandas. quanto maior for. maior deverá dispor de serviços oferecidos pelo centro.Revestimentos. preferencialmente no interior da região. A reforma A norma estabelece como reforma. uso ou segurança. Também cabe ao síndico. remoção ou acréscimo de paredes.Instalações elétricas e a gás. . inclusive aqueles de regiões mais afastadas. Quando ocorrer de a região crescer de tal maneira que o centro de cultura tenha dificuldades para receber os visitantes. . e que não sejam de manutenção.atualizados. . alterações que impliquem no aumento ou redução de carga. . além de disponibilizarem auditório.Instalação de ar-condicionado. apenas pequenos reparos como pintura ou rebaixamento de teto com gesso não precisariam de arquiteto ou engenheiro. bem como atividades direcionadas .Impermeabilização. melhorar ou ampliar as condições de habitabilidade. Ou seja.

a equipe. Estes serviços permanentes são quase uma garantia de público. Os espaços destinados a acervos são. equipamentos e decoração devem estar adequadas e serem de fácil acesso para incentivar o visitante a usufruir do espaço. O centro de cultura. não serão concretizadas. por isso. Em geral. tendo pouca relação tem com o cotidiano das pessoas. Já a entidade está sempre em movimento. por isso os serviços são mais avaliados do que os produtos. As bibliotecas. onde a governamental. não há fiscalização por parte da população. sendo ou não governamental. por não ter verba fixa. A diferença entre ação governamental e ação entidade. com isso. O perfil do centro de cultura deve ser heterogênio como o seu público. A participação da sociedade é ponto chave dessa ação para que as atividades culturais atinjam plenamente os objetivos traçados. a cultura é mais entendida como ação eventual e festiva. são seus participantes que buscam os recursos. que pode ser multiprofissional. quando é ativa. A formação do acervo precisa ser realizada partindo de um estudo da comunidade e deve atender a duas exigências: a demanda pressentida e a necessidade de obras fundamentais. A expectativa do público com relação ao centro de cultura é imprecisa. caso contrário. é necessário um profissional com foco no visitante. contudo. em geral. Aspectos administrativos e sociais Para os centros de cultura e qualquer outra unidade que atenda ao público. O tempo de funcionamento também é discutido. Dessa forma são mais flexíveis que as entidades governamentais. afastando parte dos visitantes que. deve trabalhar buscando despertar a interação e a reflexão nos visitantes. O centro de cultura não tem concorrente. Os grupos paralelos ao governo realizam mais ações que o próprio governo. faz-se necessário que exista um mediador que anime a comunidade a participar com frequência das ações culturais. muitas vezes com menos recursos.a estes públicos. tendo recursos realiza ações. os mais procurados. os espaços. A maneira de expor os acervos. por não dependerem de ações jurídicas e. é de interesse público. sim dos esforços dos associados aos grupos. mas também pelas qualidades intrínsecas deste profissional. mas para a ação comum de pessoas com objetivos afins”. As atividades culturais exercem influência sobre os indivíduos à medida que proporciona-lhes novas visões e perspectivas. geralmente têm por administradores profissionais devotos à perfeição da ordem. em especial. acabam vendo o acervo como um espaço intocável. a contribuição do Estado sobre estas atividades é mínima e. pois a eficiência do serviço irá depender dos recursos humanos. visto que não gera lucro. pois um centro de cultura “não se desenha para indivíduos isolados. contudo. a disposição dos terminais de computadores. não apenas pela qualificação. pois os centros culturais e bibliotecas são vistos como . A satisfação do cliente é o ponto mais importante. em termo de qualidade.

Disponível em: <http://travesseirosuspensoporfiosdenylon. TCC arquitetura centro cultural. A biblioteca. aulas para profissionais. 2014. todo indivíduo. os visitantes se sentirão acolhidos a um ambiente que lhes proporcione interação e a oportunidade de discussão. Maga. Informar •Dar acesso informacional à comunidade Discutir •Permitir a reflexão Criar •Gerar novos conhecimentos Atingindo estes três objetivos. Largura: 745 pixels. 75. e agregando valor à comunidade através de suas ponderações e experiências. deve ser renovada.com/watch?v=zhw569gawc0>.youtube.3 KB. Ricardo.repartições públicas que estão fechadas nos horários em que poderiam ter grandes picos de atendimento.br/2011/08/blog- post_29. Disponível em: <http://www. A postura de repartição pública deve ser abandonada para considerar as necessidades e anseios da comunidade. como serviço permanente do centro cultural.com. Fernando Pessoa e a cultura. tornando-os melhores cidadãos. Acesso em: 15 mar. Portanto. Luís. Cotia: Ateliê Editorial. independente da classe social. qual seria o número ideal de alunos numa sala de aula de ballet? . 2014. 2012. aulas abertas. será mais autônomo em suas reflexões. Referências CAMPUS. HIRAMA. ou seja. Acesso em: 15 mar. MILANESI. deixando de lado a alienação das mídias de massa.blogspot. Travesseiro suspenso por fios de nylon. Maringá 2012. Formato JPEG. 2001. 2003 Qual o número ideal de alunos para uma sala de aula de ballet? Em condições normais. In: LEE. A casa da invenção: biblioteca centro de cultura. Igor Hideo. traçando os objetivos do centro cultural. desconsiderando aulas especiais.html>. em turmas do dia a dia. Altura: 345 pixels.

na área destinada ao público. 8.R. sugere-se a divisão de alunos em grupos. é recomendável que haja um adulto para cada oito crianças em sala.O número ideal seria que não fossem mais de vinte estudantes numa classe.. Mas uma quantidade muito grande de alunos numa mesma classe faz com que a atenção do professor seja desviada e aconteçam falhas. com a atenção devida com salas cheias. e os assentos para P.O. sendo no mínimo um assento e recomendável dois assentos de acompanhante. atendendo às seguintes condições: a) estar localizados em uma rota acessível vinculada a uma rota de fuga.M.R.) NOTA Em edifícios existentes. c) estar localizados junto de assento para acompanhante..O. f) ser identificados por sinalização no local e na bilheteria.R. Tabela 8 — Espaços para pessoa em cadeira de rodas e assentos para P.1.1 Quantidade dos espaços para P.R. ou P.R. e P. A quantidade dos espaços deve estar de acordo com a tabela 8. Os adultos extras não precisam ser professores.M. auditórios e similares Os cinemas.O. recomendando-se que seja nos diferentes setores e com as mesmas condições de serviços.M. Para fazer os exercícios os alunos precisam de espaço adequado.C. podem ser agrupados. Auditório ABNT NBR 9050:2004 © ABNT 2004 ─ 8. e assentos para P. .C. os quais exigem maior movimentação.2. conforme 5. boa visibilidade e acústica. espaços reservados para P. b) estar distribuídos pelo recinto.R.C. teatros.R. Sempre que possível os espaços devem ser projetados de forma a permitir a acomodação de P.eP.P. Claro que sempre é importante contar com o bom senso. Com relação a estudantes com menos de 8 anos de idade.2.M. quando for impraticável a sua distribuição por todo o recinto.D com no mínimo um acompanhante. to tamanho da sala e do tipo de aula que está sendo dada. Não tem como tratar de cada aluno. e) estar instalados em local de piso plano horizontal. teatros. E também há o problema de espaço. Deve haver espaço suficiente na barra para acomodar todos os estudantes da classe.4. d) garantir conforto. embora isso dependa muito do tamanho do estudo. g) estar preferencialmente instalados ao lado de cadeiras removíveis e articuladas para permitir ampliação da área de uso por acompanhantes ou outros usuários (P.R. segurança.M.R. auditórios e similares devem possuir. assentos para P. Em casos de exercícios de centro.1. os espaços para P.2 Locais de reunião 8.1 Cinemas.C. e assentos para P.

C.1 Em cinemas.15 m do piso conforme figura 146.2.M.2.C.M.R. e os assentos para P.2 Localização dos espaços para P.O. e dos assentos para P. em cinemas — Exemplo 8.R.R. conforme figura 147.C. auditórios ou similares.2 Em teatros.R. a distância mínima para a localização dos espaços para P.© ABNT 2004 ─ 8. Figura 146 — Ângulo visual dos espaços para P. deve ser calculada de forma a garantir a visualização da atividade desenvolvida no palco. a localização dos espaços para P. .M.C. deve ser calculada traçando-se um ângulo visual de no máximo 30º a partir do limite superior da tela até a linha do horizonte visual com altura de 1.2.R.2.1.R. e P.R. 8. e assentos para P.1.1.2.

visual com altura de 1. e P.O.1.O.15 m do piso da localização do espaço para P. e assentos para P.1.C.C.Exemplo 8. e assentos para P.2.R. ─ Todos os direitos reservados Figura 148 — Anteparos em arquibancadas — Vista lateral .R. em teatros — Exemplo 8. e P.C.1. A altura do piso do palco deve ser inferior à L. conforme figura 148.2. devem estar localizados junto aos corredores e de preferência nas fileiras contíguas às passagens transversais.Figura 147 — Ângulo visual dos espaços para P. sendo que os apoios para braços no lado junto aos corredores devem ser do tipo basculantes ou removíveis.3 Dimensões dos espaços para P.R.4 Quando existir anteparo em frente aos espaços para P.M.C.).15 m do piso.5 Os assentos para P.R.2.R. 8.R. . conforme figura 152..3 A localização dos espaços deve ser calculada traçando-se um ângulo visual de 30º a partir do limite superior da boca de cena até a linha do horizonte visual (L.1.H.M.R.H.M. sua altura e distância não devem bloquear o ângulo visual de 30º medido a partir da linha visual padrão com altura de 1.2.2. 8..2. conforme figura 147.15 m do piso até o limite inferior da tela ou local do palco onde a atividade é desenvolvida.2. com a altura de 1.

2. devem ter largura equi valente à de dois assentos adotados no local e possuir um espaço livre frontal de no mínimo 0.2. c) inclinação máxima de 1:10 (10%) para vencer alturas superiores a 0.R. em fileira intermediária 8.3. devem ser garantidas faixas de no mínimo 0.3 Os assentos para P. este pode ser vencido através de rampa com as seguintes características: a) largura de no mínimo 0.1 Quando houver desnível entre o palco e a platéia.1. conforme figuras 149 a 151.1 O espaço para P.4.60 m. devem estar deslocados 0.3.1. 8. b) inclinação máxima de 1:6 (16. devem possuir um espaço livre frontal de no mínimo 0.1.60 m.66%) para vencer uma altura máxima de 0. conforme figura 152. e P.1. Quando os espaços para P.60 m.O. 8.C. Figura 149 – Espaços para PCR na primeira fileira Figura 151— Espaços para P. atrás ou em ambas posições. 8.R.O.4 Palco e bastidores Uma rota acessível deve interligar os espaços para P.80 m por 1. Figura 152 — Assentos para P.R.2 . estiverem localizados em fileiras intermediárias.30 m de largura.3.90 m. d) ter guia de balizamento.30 m de largura atrás e na frente deles.C. deve possuir as dimensões mínimas de 0.8.60 m.2.2. ao palco e aos bastidores. conforme figura 152.1. — Exemplo 8.R. acrescido de faixa de no mínimo 0. localizada na frente.1. não sendo necessária a instalação de guarda-corpo e corrimão.R.R.C.4.C. Estes assentos devem suportar uma carga de no mínimo 250 kg.20 m.2. Os espaços para P.30 m em relação à cadeira ao lado para que a pessoa em cadeira de rodas e seus acompanhantes fiquem na mesma direção.C.2.M.R.2 Os assentos para P.M.

100 ....2....3 O desnível entre o palco e a platéia deve ser indicado com sinalização tátil de alerta no piso...200 ...2... Sempre que possível. porém discreto e fora do campo visual da platéia.....100 ..1...2. 8.14...150 ....2. conforme 5.....3. b)A aplicação desta Norma não excluem as recomendações básicas referentes às demais condições de conforto......2....tribuna..sala de espera .................750 ....1...visando o conforto da comunidade Procedimento IEC-225 Octave..4...NORMAS COMPLEMENTARES Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 10151Avaliação de ruído e maré as habitadas.150 .. NBR 5413/1992 – Iluminância de interiores 5..... 8.4..500 ...2 Auditórios e anfiteatros ..8.....3....750 NÍVEIS DE RUÍDO PARA CONFORTO ACÚSTICO 1. 300 . 2... 8..... Notas: a)As questões relativas a riscos de danos à saúde em decorrência do ruído serão estudada sem normas específicas.....platéia ....2 Locais de exposições Todos os elementos expostos para visitação pública devem estar em locais acessíveis...... Quando somente existir um camarim de uso unissex.... 8..8..1...Esta rampa pode ser substituída por um equipamento eletromecânico.. conforme 6.... rampa ou equipamento eletromecânico de acesso ao palco devem se situar em local de acesso imediato.8..1...6 Dispositivos de tecnologia assistiva Devem ser disponibilizados dispositivos de tecnologia assistiva para atender no palco as pessoas com deficiência visual e pessoas com deficiência auditiva.. 300 .......150 .200 ...half-octavesnd h i r d - o .4 O local no palco destinado a intérprete de Libras deve atender a 5..5 Camarins Pelo menos um camarim para cada sexo deve ser acessível. 8.1. este deve ser acessível.........2 e 6..bilheterias ..OBJETIVO Esta Norma fixa os níveis de ruído compatíveis com o conforto acústico em ambientes diversos.. conforme seção 7....

c t a v e b a n d f i l t e r s i n t e n d e d f o r t h e a n a l y s i s o f s o u n d and vibrations IEC - 651 Sound level meters .

DEFINIÇÕES Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3. 3.1 Pressão sonora ponderada A em pascals (P A ) V a l o r e f i c a z ( R M S ) d a p r e s s ã o s o n o r a d e t e r m i n a d a p e .1 a 3.3.4.

3.l o u s o d o c i r c u i t o p o n d e r a d o A . c o n f o r m e a IEC 651`.2 Nível pressão sonora em decibels (L P ) O nível da pressão sonora é dado pela expressão: dB P P log 10 L 2 o 10 P .

onde: P = valor eficaz da pressão. em pascals P o = pressão sonora de referência (20 Pa) 3.3 Nível de pressão sonora ponderado A P L em decibels (A) O nível de pressão sonora ponderado A P L é dado pela expressã o: .