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Nova História Cultural

O terreno comum dos historiadores culturais pode ser descrito
como a preocupação com o simbólico e suas interpretações.
Símbolos, conscientes ou não, pode ser encontrados em todos os
lugares, da arte à vida cotidiana, mas a abordagem do passado em
termos de simbolismo é apenas um entre outras. Uma história
culturas das calças, por exemplo, é diferente de uma história
econômica sobre o mesmo tema, assim como uma história cultural do
Parlamento seria diversa de uma história política da mesma
instituição.

O período que vai entre 1800 e 1950 foi uma etapa que poderia
se chamar de “história cultural clássica”. Esse período inclui clássicos
como A cultura do Renascimento na Itália do historiador suíço Jacob
Burckhardt, publicado pela primeira vez em 1860, e Outono da Idade
Média (1919), do historiador holandês Johan Huizinga, dois livros que
defendem a ideia que o historiador recupera o “retrato de uma
época”. Esse período poderia também ser chamado de clássico no
sentido de foi um tempo em que os historiadores culturais
concentravam-se na história dos clássicos, um “cânone” de obras-
primas da arte, e davam início a seus famosos livros para entender
certas obras, colocando-as em seu contexto histórico: as pinturas dos
irmãos van Eyck, no caso de Huizinga, e as de Rafael no caso de
Burckhardt.

A diferença entre os historiadores culturais – Huizinga e
Burckhardt como fundadores – e os historiadores especializados em
arte ou literatura era que os historiadores culturais estavam
particularmente preocupados com as conexões entre as diferentes
artes. Eles concentravam-se no todo, mais que nas partes e
procuravam criar interconexões entre as obras e os seus respectivos
cenários históricos.

a nova história cultural. A NHC é a forma dominante de história praticada hoje. A palavra cultura serve para distinguir a NHC de outra de suas irmãs. A expressão “Nova História Cultural”. Ela segue um novo paradigma – no sentido do termo usado na obra de Thomas Kuhn sobre a “Estrutura das revoluções cientificas”. aqui o principal exemplo vem da tradição marxista na Inglaterra com as figuras de Raymond Williams e principalmente E. A palavra nova serve para distinguir a NHC das formas mais tradicionais. Com o período em que a história cultural ganhou adeptos entre os marxistas. um modelo para a prática normal da qual decorre uma tradição de pesquisa. mas os ensaios ali reunidos foram originalmente apresentados em um seminário realizado em 1987 na Universidade da California sobre “História francesa: textos e cultura”. o caso mais significativo é de Clifford Gertz com o seu “Interpretação da Cultura”. além de uma forte influencia advinda da aproximação de alguns antropólogos. a história social. fundamentalmente pela ampliação do leque de pesquisa para o historiador ao comparar com os primeiros passos da pesquisa associada a História da Cultura. ganhou espaço definitivo na tradição historiografia a partir de final dos anos 80 do século passado. Thompson. ou seja.P. em 1989 o historiador norte americano Lynn Hunt publicou um livro com esse nome que se tornou muito conhecido. ganhou essa pecha. .

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