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Sérgio Ricardo da Mata, Helena Miranda Mollo e Flávia Florentino Varella (orgs.). Anais do 3º.

Seminário Nacional de História da Historiografia: aprender com a história? Ouro Preto: Edufop,
2009. ISBN: 978-85-288-0061-6

Subaltern Studies: Pós-colonialismo e Desconstrução
Muryatan Santana Barbosa1

Subaltern Studies é o nome comumente dado ao Grupo de Estudos Subalternos
do Sul da Ásia, fundado em fins dos anos 1970, na Índia. Trata-se, originalmente, de um
grupo de intelectuais indianos interessados na revisão da história do seu país, desde uma
perspectiva pós-nacional específica: subalterna e pós-colonial. Tal intento, segundo o
idealizador do grupo, o historiador Ranajit Guha, teria um sentido complementar. Isso
porque, para desvelar a realidade do fenômeno subalterno seria necessária uma nova
historiografia, que rompesse com os paradigmas eurocêntricos da historiografia indiana
de cunho modernista: nacionalista ou colonialista.
Desde tal perspectiva, o grupo conquistou larga influência na historiografia
contemporânea, assim como entre intelectuais ligados as áreas de Estudos Culturais,
Sociologia da Cultura e de crítica pós-colonial, sobretudo, no campo literário, a partir da
obra de intelectuais indianos como Hommi Bhabha e Gayatri Spivak. A principal obra
de divulgação do trabalho do grupo foi a coletânea A Subaltern Studies reader (1997,
primeira edição: 1982).
Parte do reconhecimento alcançado pelo Subaltern Studies está, sem dúvida,
associado as inovações teórico-metodológicas que os pesquisadores do grupo tiveram
que realizar para construir esta nova historiografia indiana. Neste ensaio, faz-se uma
análise crítica, resumida, deste projeto, focando o paradoxo aí presente entre crítica pós-
colonial, marxismo ocidental e desconstrução, em particular, foucaultiana.
Os trabalhos de Ranajit Guha são especialmente importantes nesta linha de
investigação. Nos prefácios às edições de Subaltern Studies Reader, Guha observa que
o nascimento do grupo de “Estudos Subalternos” se coloca, teoricamente, como uma
resposta ao fracasso da modernização indiana, resultante dos projetos nacionalistas pós-
descolonização nacional. Para isto, Guha e seus discípulos viram na discussão sobre a
subalternidade a possibilidade de fundar uma historiografia pós-nacionalista, interessada
em mostrar os pressupostos eurocêntricos e os regimes de poder engendrados na
modernização indiana, nas mais variadas escalas. Neste intento é que teria ressurgido,
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Professor universitário, mestre em Sociologia e doutorando em História Social pela FFLCH/USP. É
membro do NEACP (Núcleo de Estudos sobre África, Colonialidade e Cultura Política) e editor da
Sankofa: revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana. E-mail para contatos:
murybarbosa@usp.br/murybarbosa@hotmail.com.

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pois. uma proximidade de investigação e de conteúdo. Vê-se. ainda que remodelada. com o intento explicito de retirar os aspectos marcadamente historicistas do seu pensamento. Diz ele que. Para isto. teria sido soterrado pela expansão da racionalidade instrumental da modernização pós- independência nacional (Guha. entretanto. por exemplo. aqui. só ocorreu quando o discurso nacionalista das elites indianas foi remodelado pelos subalternos. uma evidente inspiração gramsciniana. em especial. dialogando com a história social inglesa de E. ter-se-ia formulado uma nova dominação. Segundo diz. esta herança é mediada por outras. mais difusas. um país em que a sociedade política exerceu uma dominação através dos aparatos de repressão aos subalternos. pois. É justamente este saber subalterno. ISBN: 978-85-288-0061-6 por exemplo. que os Estudos Subalternos visariam destacar em sua re-escritura da história indiana. lá. Guha pretendeu reescrever a história das insurreições camponesas na Índia colonial desde uma perspectiva de longa duração. 2009. o Estado Moderno. no principal livro de Ranajit Guha: Aspectos elementares da insurreição camponesa na Índia colonial (1983). Seminário Nacional de História da Historiografia: aprender com a história? Ouro Preto: Edufop. 1997: xviii). É aí evidente. Neste livro. entre 1783 e 1900. ao contrário do que ocorreu na Europa Ocidental. Cristopher Hill e Eric Hobsbawm. Este saber. supostamente enterrado pela História tradicional. Isto ocorre. a herança de Gramsci é ali absorvida criticamente. Ou seja. Sua efetivação. todavia. por exemplo. analisou a experiência de cento e dez insurreições populares durante o período referido. desta feita. aparece de forma indireta. na esfera dos micro-poderes. que aproxima o trabalho de Guha aos trabalhos clássicos da historiografia inglesa sobre a classe trabalhadora naquele país. que a inspiração gramsciana. Anais do 3º. a importância de Antonio Gramsci para o grupo. especialmente em E. Thompson (Formação da classe 2 . P. Em muitos trabalhos dos Estudos Subalternos. segundo Guha. Tal situação só teria mudado com a ascensão do movimento de descolonização liderado pelo Congresso Nacional Indiano. Thompson. em uma tentativa um tanto quixotesca. Há. Gramsci ajudaria entender a especificidade da dominação do Estado Colonial na Índia.Sérgio Ricardo da Mata. Helena Miranda Mollo e Flávia Florentino Varella (orgs. como práxis política.). Todavia. Aí. P. hegemônica. de Guha. teria existido como uma dominação sem hegemonia. Colonial. buscava averiguar “formas comuns ou idéias gerais na consciência rebelde” dos envolvidos. desde sua própria visão de mundo. entretanto. Para Guha.

e. pelo contrário. seria procedente a assertiva de Arfir Dirlik (1997). Anais do 3º. não se observa no ensaio de Ranajit Guha. Como foi dito. Assim sendo. etc). o sentido essencial da diferença que estes julgam ter também com a referida historiografia clássica inglesa. segundo a qual os Estudos Subalternos seriam apenas uma vertente local da tradição historiográfica inglesa.). um sentido linear de narratividade. ISBN: 978-85-288-0061-6 trabalhadora. Guha diz que esta estaria reproduzindo. que só poderia ser definida em termos muito gerais. Assim. Helena Miranda Mollo e Flávia Florentino Varella (orgs. em Subaltern Studies. esta crítica de Guha e seus colegas. ao criticar a historiografia tradicional (nacionalista) indiana. segundo o historiador indiano. suprimindo a real heterogeneidade de tais insurreições subalternas. em verdade. quiçá a mais importante. funcionários públicos. isto explicaria a diferença de interpretação entre eles. cuja genealogia. 1963) e em E. que tal interpretação simplifica as possíveis diferenças epistemológicas existentes entre o trabalho pós-colonial dos Estudos Subalternos (no caso de Guha) e o dos referidos historiadores ingleses. Uma destas diferenças. a Gramsci. uma narrativa de pretensão linear. implicitamente. uma diferença substancial a ser colocada. No prefácio a Subaltern Studies. equivocadamente. também. Os trabalhadores. diz respeito a construção da temporalidade na narrativa histórica. 2009. Em que consiste tal diferença interpretativa? Uma explicação possível é atribuir tal diferença a uma questão de especificidade do “objeto de estudo”. Penso. com sua historicidade própria. seria derivada dos discursos de repressão advindos dos poderes contra-insurgentes (magistrados. Existe. Ou seja. Seminário Nacional de História da Historiografia: aprender com a história? Ouro Preto: Edufop. Entretanto. todavia. poder-se-ia imaginar que a classe trabalhadora inglesa teria uma experiência de luta projetiva. por esta mediação. enquanto que a indiana não. Há. a descrição de uma resistência heterogênea. de viés nacionalista. creio que aí pode-se observar. se coloca contra a história tradicional indiana. se estaria. 3 . entretanto. Tal fato faz com que não se possa observar no trabalho de Guha (1983) uma historia sobre a “formação” da classe trabalhadora indiana. Como observa Michael Denning (2005: 47). diferentemente do que poder-se-ia averiguar das narrativas clássicas da historiografia inglesa sobre o assunto. policiais. como Thompson e Hobsbawm (entre outros) e Guha trabalham com épocas e lugares distintos. Deste modo. Hobsbawm (Rebeldes primitivos. 1968.Sérgio Ricardo da Mata. sobre a classe trabalhadora indiana. 1981).

baseadas neste principio metodológico. daí sua gênese estruturalista. supostamente. em Aspectos elementares da insurreição camponesa da Índia. 2009. ISBN: 978-85-288-0061-6 Apontando para esta problemática. só poderia ser identificada com a desconstrução das formais pelas quais certas categorias modernas -.). Neste sentido. Dipesh Chakrabarty (2002: 14-15). Seminário Nacional de História da Historiografia: aprender com a história? Ouro Preto: Edufop. Como afirma Chakrabarty (2002). Defende ele que esta seria. publico x privado. pois esta possibilitaria. É discutível o quanto as análises interpretativas da Escola Subalterna. Helena Miranda Mollo e Flávia Florentino Varella (orgs. tal contribuição seria devedora da percepção pós-colonial de que a subalternidade. conforme trabalhadas por E. a contribuição essencial dos Estudos Subalternos para as ciências humanas. no que tange a hermenêutica textual. No caso de Guha. em particular. Rejeitando o historicismo inerente a tal categorização. enquanto fenômeno social. Hobsbawm. este ancora sua análise das relações de poder inerentes às praticas discursivas. do seu projeto arqueológico) no trabalho do historiador indiano. Em especial.Sérgio Ricardo da Mata. trouxeram. pode-se observar que a diferença teórico- metodológica assinalada reflete. o historiador da Escola Subalterna. Esta examinaria as relações dos subalternos com as elites. desconstrucionista. presente nos Estudos Subalternos – ainda que implicitamente – é uma característica própria desta historiografia pós-colonial. e as possíveis estruturas elementares do imaginário coletivo destas revoltas.organizariam a compreensão do passado. Anais do 3º. que visa desvelar como tais categorias 4 . cidadania. uma marcante presença foucaultiana (em particular. Guha e seus colegas defendem. Esta aproximação entre marxismo e desconstrução. em ultima instância. com os trabalhos do “primeiro Foucault”. como raça. a busca da subalternidade. uma melhor análise do historiador das fontes históricas e da história das relações de poder inerentes a tais narrativas. Segundo este outro historiador indiano. Para isso. deles entre si. Dipesh Chakrabarty (2002) é um dos poucos a explicitar tal posição. Estado-Nação. classe. algo de novo em relação aos trabalhos clássicos da historiografia inglesa. Vigiar e Punir (1975). apontando para uma indisfarçável simpatia de Guha. supostamente. de inspiração gramsciana é mediada por uma interpretação de viés desconstrucionista. no plano metodológico. etc . Guha observa que o trabalho do historiador deveria reconstruir uma hermenêutica própria das práxis rebeldes. Por isto. de fato. destaca as críticas que Guha estabelece a noção de “revoltas primitivas” e/ou “pré-politicas”. nesta obra. uma radicalização da inter-disciplinariedade.

Spivak. para além das narrativas fundadas no mito da modernidade. por este procedimento metodológico. questiona sua efetividade teórica e política. como Spivak. veio do historiador Dipesh Chakrabarty. em vestígios cada vez mais sutis de resistência. concomitantemente. de viés pós-estruturalista. a tarefa dos Estudos Subalternos. de fato. Chakrabarty questiona a opinião corrente que a historiografia indiana contemporânea esteja conseguindo. poder-se-ia captar. Alguns intelectuais ligados aos Estudos Culturais.). ISBN: 978-85-288-0061-6 modernas condicionaram uma percepção linear da temporalidade dos discursos sobre o passado. no trabalho da ensaísta indiana Gayatri C. Anais do 3º. não se fixando em uma única instância. Nestes. criar uma nova historiografia: pós-colonial e subalterna. como Pode o subalterno falar? (1988) e Estudos Subalternos: desconstruindo a historiografia (1986). 2009. no estudo do discurso e da textualidade.Sérgio Ricardo da Mata. segundo o autor. por exemplo. Pode-se observar tal fato. Esta seria. Helena Miranda Mollo e Flávia Florentino Varella (orgs. Spivak analisa a busca da subalternidade como uma questão estratégica importante para a crítica contemporânea. geralmente de caráter literário. a subalternidade enquanto heterogeneidade objetiva. Derrida)2. gradativamente. 5 . Não existe uma tradução exata para o termo. A subalternidade revisitada. potencialmente essencialista. A razão fundamental para isto. os levou. em ensaios como. seria que os Estudos Subalternos e o pós-colonialismo contemporâneo ainda não teriam criado uma postura 2 Por este termo. Spivak. supostamente. por ser. O pós-colonialismo e o artifício da História (1997. Uma das primeiras tentativas de repensar esta crescente aproximação do pós- colonialismo com a hermenêutica textual. 1988a). original 1992) e Provincializando a Europa (2000). Sua força seria justamente esta indefinição (Hall. o filósofo francês pretendeu traduzir o duplo movimento do signo lingüístico que é diferenciado ao mesmo tempo em que difere. vê-se constrangida a defender a subalternidade. assim como outros autores contemporâneos da crítica pós-colonial. que dificilmente poderiam ser acusados de essencialismo (Spivak. afinal. Nestes ensaios. porém. a tornar-se uma linha auxiliar da critica literária contemporânea. É interessante observar como esta aproximação de Guha e outros intelectuais indianos ligados a Escola Subalterna com a desconstrução. Segundo Chakrabarty. enquanto différence (neologismo criado pelo filósofo J. Seminário Nacional de História da Historiografia: aprender com a história? Ouro Preto: Edufop. tem utilizado o termo para se referir a uma espécie de essência transgressora. para além da lógica dicotômica dos discursos. 2003). Desta posição dúbia.

para o historiador indiano. etc) que colonizaria o mundo da vida. Sobre isto. pois sua trajetória seria marcadamente autônoma. Este fato é importante porque. Deste modo. não nega a cientificidade das ciências humanas.subalterna . Defende Chakrabarty que a superação deste equívoco deveria propiciar um olhar científico que reconhecesse a importância prática destes fenômenos sociais. ele se referiria a um projeto que desvele a heterogeneidade do meio social. seria a trajetória e o pensamento político do líder da Independência Nacional Indiana: Mohandas (Mahatma) Gandhi. entender-se-ia a subalternidade como um caso particular da reconstrução das diferenças supostamente existente na realidade social. Helena Miranda Mollo e Flávia Florentino Varella (orgs. ISBN: 978-85-288-0061-6 adequada diante dos fatos sociais sobre os quais a ciência social teria pouco a dizer. 2009. o historiador indiano defende a necessidade de uma visão teórica que vise “provincializar a Europa”. resquícios do passado. pois.continuaria se reproduzindo corriqueiramente na contemporaneidade. dar-lhes vez e voz. que revelariam como esta vivência cultural . ainda que contemporaneamente não passível de objetivação pelas ciências sociais. aspectos da vida social indiana. Com isto. este projeto complementaria a perspectiva tradicional da Escola Subalterna. Sua posição. seja foucaultiana ou derridariana. em relação às premissas do pensamento político moderno. sobretudo em relação às praticas culturais. modernidade. independente de sua existência aparentemente incompreensiva. provincializando a idéia hiper-real de “Europa” (enquanto local da racionalidade. Gandhi poderia ser visto como um exemplo da práxis subalterna. Em particular. 6 . Segundo o historiador indiano. Dever-se-ia. Buscando demonstrar o seu ponto de vista. para Chakrabarty. Um dos exemplos mais importantes desta vivência subalterna. a teoria desconstrucionista. um posicionamento colonialista sub-reptício dos cientistas sociais. mas fenômenos ontologicamente contemporâneos. Revelar-se-ia. em Provincializando a Europa. é fundamental afirmar que tais práticas não seriam. teria pouco a dizer. ainda que inexplicáveis à sua teorização. Para Chakrabarty. aí. pois. nem ressurgimento do pensamento místico.Sérgio Ricardo da Mata. Neste sentido. mas defende um caráter de incompletude destas.). segundo o autor. Seminário Nacional de História da Historiografia: aprender com a história? Ouro Preto: Edufop. neste sentido. Chakrabarty cita. Anais do 3º. ciência.

Seminário Nacional de História da Historiografia: aprender com a história? Ouro Preto: Edufop. O que interessa a Chakrabarty. há de se destacar um objetivo comum a estes autores: a tentativa de estabelecer uma epistemologia pós-colonial alternativa ao paradigma eurocêntrico. Uma posição próxima. fora do contexto indiano. Gandhi teria retomado o khadi ressignificando-o como uma postura de vida. a partir do khadi. Também Nandy vai buscar em Gandhi muito da sua inspiração para seus escritos.). mas uma postura contemporânea ancorada em densa vivência cultural. seja em sua tendência contra-hegemônica. ontem e hoje. de acordo com os ideais de simplicidade e purificação. Anais do 3º. em livros como O inimigo íntimo (1983). Nandy ressalta os aspectos da vida e do pensamento de Gandhi que concretizaram uma práxis supostamente autônoma de libertação diante do discurso ocidental. Interessa-lhe ressaltar. neste particular. O khadi na cultura indiana simboliza o ideal de purificação e simplicidade. seja em sua tendência hegemônica. não é defender tal idéia. todavia. para aqueles influenciados pelo gandhismo. Segundo o sociólogo indiano. Nos anos 1910 e 1920. Time Warps (2002). o khadi tornou-se sinônimo da capacidade de se sacrificar ao extremo pelos interesses do povo. segundo Chakrabaryy. Neste sentido. é discutível o quanto esta prática poderia tornar-se uma regra a- temporal da política. por exemplo. Apesar da diferença nas abordagens citadas. 7 . que busca re-estabelecer a crítica tradicional indiana . Helena Miranda Mollo e Flávia Florentino Varella (orgs. seja material ou espiritual. vem sendo elaborada. com isto. colonial. ISBN: 978-85-288-0061-6 Uma destas práticas gandhianas que Chakrabarty usa como exemplo é a do khadi. a aparente confusão entre publico e privado da pratica política não é apenas uma ausência de verdadeiros princípios cidadãos. a vida particular de um representante do Estado ou um político seria vista como parte integrante de sua missão pública. em sua releitura do líder indiano. como na história indiana. pelo ensaísta indiano Ashis Nandy. a de Chakrabarty. engendrada na cultura indiana. Assim como Chakrabarty. Neste contexto. esperar algo em troca. 2009. Esta parece ser de fato uma contribuição original da crítica pós-colonial ao pensamento social contemporâneo. pelo menos. na crítica metropolitana ao Ocidente. de modo paralelo. etc.Sérgio Ricardo da Mata. Evidentemente. É vivência para o povo.não moderna – ao Ocidente. sem. O selvagem Freud e outros ensaios (1995). tratar-se-ia de uma visão de mundo autônoma. essenciais ao hinduísmo. nem advogar sua efetividade como postura ética. Nandy dá o nome de “tradicionalismo critico” há esta práxis independente.

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