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OTIMIZAÇÃO DA ENGENHARIA CLÍNICA ATRAVÉS DO SISTEMA GOP OTMIZAÇÃO DA ATRAVÉS DO SISTEMA GOP JULIANO

OTIMIZAÇÃO DA ENGENHARIA CLÍNICA ATRAVÉS DO SISTEMA GOP

OTMIZAÇÃO DA

ATRAVÉS DO SISTEMA GOP

JULIANO F. S. MOURÃO

Contatos: djjulianom@gmail.com (31) 3054-8435 (31) 3332-1318 (31) 8730-1574

JULIANO FAGNER SOARES MOURÃO

OTIMIZAÇÃO DA ENGENHARIA CLÍNICA ATRAVÉS DO SISTEMA GOP

Belo Horizonte Fabrai

2009

JULIANO FAGNER SOARES MOURÃO

OTIMIZAÇÃO DA ENGENHARIA CLÍNICA ATRAVÉS DO SISTEMA GOP

Trabalho de Conclusão de curso apresentado ao curso de Sistemas de Informação da Faculdade Fabrai/Anhnaguera como requisito parcial para obtenção do título de Analista de Sistemas.

Belo Horizonte

Fabrai

2009

Orientador

Prof. Rodrigo Matos

Dedico esse trabalho a minha família, em especial minha mãe que me deu todo apoio para conquistar esta jornada.

AGRADECIMENTOS

Aos meus pais, Antônio Alves Mourão e Terezinha Soares Mourão pela formação e educação que me propiciaram. A minha atual esposa, Geórgia Ribas, pelo apoio, carinho e incentivo que sempre recebi. Aos meus amigos e colegas de classe que me deram apoio para enfrentar e chegar à conclusão deste trabalho. E em especial o meu mentor Engenheiro Homero Santiago Primola, que me ajudou e me orientou nesta jornada.

RESUMO

Este trabalho visa apresentar soluções para o controle das tecnologias médicas na área da saúde, utilizadas para aperfeiçoar processos gerados a partir de qualquer instância que possua um setor responsável pela gestão dessas tecnologias. É introduzido o histórico e conceitos sobre a Engenharia Clínica e a Tecnovigilância com seus campos de atuação. Com total embasamento, são apresentadas suas aplicações e soluções para os diversos problemas que envolvem o alinhamento para conquista de certificações de qualidade como ISO e ONA, e a continuação do controle operacional por todo ciclo de vida das tecnologias. Seguindo essa linha de trabalho é apresentado também o sistema GOP, que é utilizado como ferramenta essencial em aplicações diversificadas, seja na área hospitalar, industrial ou empresarial. E, principalmente, foi analisada a importância do controle de tecnologias médicas, com o propósito de aumentar a segurança de sua utilização pela sociedade.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 9

2 REFERENCIAL TEÓRICO 11

2.1 Histórico da Engenharia Clínica 11

2.2 Definição de Engenharia Clínica 12

2.3 Áreas de Atuação da Engenharia Clínica 15

2.4 Aplicação da Tecnovigilância na Engenharia Clínica 16

3 ABORDAGEM DO SISTEMA GOP

18

3.1 Características do Sistema GOP 18

3.2 Aplicações do Sistema GOP 20

3.3 Benefícios do Sistema GOP 24

3.4 Áreas de Atuação e Segmentações 31

3.5 Funcionalidades Básicas 32

3.5.1 Cadastro 32

3.5.2 Abertura de Ordens de Serviço 33

3.5.3 Ações Preventivas 35

3.5.4 Relatórios e Geradores de Indicadores 37

40

5 PERSPECTIVAS FUTURAS 41

43

7 REFERÊNCIAS 45

8 GLOSÁRIO DE TERMOS 46 ANEXOS 48

6 CONCLUSÃO

4 LIMITAÇÕES ATUAIS

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 13 - Tela de Cadastros de Usuários e Senhas 29 Figura 14 - Tela de Controle de Acesso dos Usuários 29 Figura 15 - Tela Filtros do Módulo Controle 30 Figura 16 - Áreas de Atuação 31

Figura 17 - Tela de Cadastro de Equipamentos/Imobiliário 33 Figura 18 - Tela de Abertura de Ordens de Serviço 34 Figura 19 - Tela Cadastro de Manutenções Preventivas 35 Figura 20 - Tela Busca de Preventivas 36 Figura 21 - Tela de Entrada de Dados para Relatórios 37 Figura 22 - Tela/Gráfico de MTBF de equipamentos 38 Figura 23 - Gráfico/Pesquisa de Satisfação dos Clientes 48 Figura 24 - Gráfico/Manutenções Corretivas/Solicitações por Setor 48

Figura 25 - Gráfico/Cronograma de Calibração Figura 26 - Gráfico/Cronograma de Preventiva

Figura 25 - Gráfico/Cronograma de Calibração Figura 26 - Gráfico/Cronograma de Preventiva

49

49

Figura 27 - Gráfico/Corretivas de Equipamentos e Acessórios 50 Figura 28 - Gráfico/Manutenção Corretivas por Períodos 50 Figura 29 - Gráfico/Incidência de Mau Uso 51

ABREVIAÇÕES

ABRAMAN

Associação Brasileira de Manutenção

ANS

Agência Nacional de Saúde

ANVISA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

BACKLOG

Calculo de Disponibilidade de Equipe

CMFR

Custo de Manutenção por Faturamento

CTIS

Centros de Terapia Intensivas

ECCO

Engenharia Clínica e Consultoria

EA

Equipment Avaliabitity/Disponibilidade do Equipamento

EUA

Estados Unidos da America

GOP

Gestor Operacional

IP

Indsponibility Process/Indisponibilidade de Processo

ISO

Organização Nacional para Normalização

MCC

Manutenção Centrada em Confiabilidade

MTBF

Mean Time Between Failures/Tempo Médio de Falha

MTTF

Mean Time To Repair/Tempo Médio de Reparo

ONA

Ordem Nacional de Acreditação Hospitalar

PGAQS

Programa de Garantia e Aprimoramento da Qualidade de Saúde

POP

Procedimento Operacional Padrão

SAC

Serviço de Atendimento ao Cliente

TCP/IP

Transmission Control Protocol/Internet Protocol

TI

Tecnologia da Informação

WEB

Word Wide Web

1 INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, a dependência do sistema de saúde diante da tecnologia para o desenvolvimento tem crescido exponencialmente, o uso dos sistemas de informação na área da saúde tem se tornado cada vez mais constante. Por se tratar de um tema atual e fundamental para essa questão, o trabalho em foco, tem a intenção de citar a implantação de um sistema voltado para o controle operacional das tecnologias médicas.

Uma das razões que merece destaque é a transparência provida à sociedade, garantindo a qualidade e confiabilidade dos prós diagnósticos gerados pelos equipamentos biomédicos e outras tecnologias. Segundo dados no site da ONA (Ordem Nacional de Acreditação), na década de 1990, surgem no Brasil iniciativas regionais relacionadas diretamente com a acreditação hospitalar, mais especificamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. O assunto acreditação começa a ser discutido com maior intensidade no âmbito do Ministério da Saúde, em junho de 1995, com a criação do Programa de Garantia e Aprimoramento da Qualidade em Saúde - PGAQS. Com isso, as instituições de saúde criaram um novo paradigma voltado para qualidade dos serviços prestados, relacionados às diversas conformidades diante das tecnologias médicas. 1 De acordo com essa evolução e percebendo a efetividade tecnológica por todos os profissionais da área da saúde, hospitais e clínicas, criaram instâncias para gerenciamento das tecnologias médicas, que levou o surgimento da área de Engenharia Clínica no Brasil. A Engenharia Clínica pode ser definida através do profissional que a exerce:

O engenheiro clínico é aquele profissional que aplica e desenvolve os conhecimentos de engenharia e práticas gerenciais ás tecnologias médicas, para proporcionar uma melhoria nos cuidados dispensados ao paciente (ANTUNES, 2002, p. 26).

A maioria dos hospitais disponibilizam um engenheiro elétrico ou um engenheiro civil, especializado em engenharia clínica, o qual é o responsável pelas instâncias físicas e tecnologias médicas. Segundo dados no site Folha On-line, no Brasil, esse profissional surgiu há pouco tempo. Esse tardio surgimento nos proporcionou um atraso de 30 anos em relação aos países mais desenvolvidos. Sendo assim, percebe-se um grande potencial deste novo profissional no sistema de saúde brasileiro. 2 A Engenharia Clínica é responsável por todo o ciclo de vida das tecnologias médicas. Cabe a esse setor administrar todos os processos de aquisição, testes, aceitação, recebimento, treinamento, manutenção e os demais assuntos referentes aos equipamentos biomédicos, também pode possibilitar a redução de custos,

1 www.ona.gov.br

2 www.folha.com.br

aumentando a eficácia dos procedimentos médicos auxiliados por essas tecnologias. Entretanto, o seu maior desafio é sincronizar esse trabalho de uma forma alinhada e normalizada, vinculadas às várias exigências impostas pelos órgãos acreditadores e reguladores. Atualmente, hospitais e clínicas disputam mercado, buscando certificados de qualidade através dos órgãos acreditadores ISO - Organização Internacional para Normalização e ONA - Organização Nacional de Acreditação, que são baseados nos principais órgãos reguladores: ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária e ANS Agência Nacional de Saúde. Diante de suas respectivas exigências, as instituições de saúde juntamente com suas instâncias de Engenharia Clínica, tem a obrigatoriedade de controlar todos os processos envolvem manutenção, aquisição e treinamento das tecnologias médicas, objetivando o cumprimento de todas as normas e etapas para acreditação. Mas como controlar de acordo com todos os padrões e normas, um grande volume de dados e processos, gerados por um hospital geral de grande porte, e com mais de mil equipamentos no seu parque tecnológico? Com base nesse problema, criou-se a necessidade de desenvolver um sistema de informação totalmente voltado para essa demanda. Um sistema de informação eficiente que, além de controlar, rastrear, automatizar, e administrar

grandes volumes de dados, também poderá gerar indicadores para tomada de decisões quanto à rotina dos processos e atividades a serem desenvolvidas. O objetivo deste trabalho é descrever o sistema Gerenciador Operacional – (GOP) cujas funcionalidades é facilitar e auxiliar o trabalho administrativo do engenheiro clínico e seus colaboradores, centralizando todas as informações numa única base de dados, permitindo o acesso rápido das tarefas e a automatização dos processos. Desenvolvido dentro de todos os padrões e normas atuais, o sistema é caracterizado pela sua robustez e foi baseado na Tecnovigilância, sendo capaz de operar automaticamente, organizando e gerando vários tipos de indicadores, com intuito de otimizar qualquer instância de Engenharia clínica.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

Este tópico busca descrever os conceitos de engenharia clinica, elucidando suas respectivas aplicações e objetivos.

2.1 HISTÓRICO DA ENGENHARIA CLÍNICA

Segundo Bronzino (1995), a Engenharia Clínica surgiu na década de 1960, nos EUA e nos países europeus, em função da rápida proliferação dos equipamentos biomédicos e pela necessidade de segurança no uso dessas tecnologias. Na década de 1970 a engenharia clínica alcançou uma presença significativa no mercado mundial, basicamente devido a três aspectos:

1. As gestões profissionais, convencidas de que para aumentar o volume das

operações e/ou serviços nos seus sistemas hospitalares deveriam dividir o país e, distritos de engenharia biomédica, com um engenheiro biomédico

chefe que supervisionasse todas as atividades de todos os engenheiros dos hospitais de cada distrito.

2. A criação de departamentos de engenharia clínica nos grandes centros

médicos a partir de 300 leitos. 3. A engenharia clínica foi um dos aspectos chave da qualificação da assistência médica através da criação de novas tecnologias ou da melhoria das tecnologias já existentes. (BRONZINO,1995, p.108)

No Brasil, a Engenharia Clínica introduziu-se com muito atraso em relação aos outros países mais desenvolvidos, isso ocorreu devido a vários fatores sócio- econômicos como a falta de estrutura tecnológica e outros investimentos na área. Dentre os fatores que mais contribuíram estão:

o alto custo de aquisição e manutenção dos equipamentos biomédicos;

a falta de uma política clara e efetiva para o setor;

a falta de flexibilidade do governo em reduzir impostos para importação dos equipamentos biomédicos;

a falta de incentivo para pequenas e grandes empresas que desenvolviam tecnologias médicas;

o baixo nível da qualidade técnica dos profissionais da área;

a falta de leis e definições quanto a padronização e normas no setor;

visão negligente na área da saúde vista por outros países;

desorganização no âmbito do sistema de saúde brasileira.

Devido a esse grande atraso, a área ainda sente vários reflexos negativos, principalmente com relação ao pessoal capacitado que falta no mercado, segundo dados do governo, divulgados na Folha On-Line, o Brasil precisa de 4000 engenheiros clínicos para suprir a necessidade atual. 3

2.2 DEFINIÇÃO DE ENGENHARIA CLÍNICA

Segundo Bronzino (1995), o grande e rápido avanço tecnológico na área médica, vivido nos últimos tempos, permitiu novas técnicas e novos produtos que contribuíram para a melhoria da qualidade de vida do ser humano, com isso, a medicina se beneficiou consideravelmente, evoluindo para uma proposta mais segura e inovadora, que busca através da tecnologia, reduzir cada vez mais os procedimentos invasivos e os tratamentos com drogas pesadas. É nesta área que temos a maior junção de tecnologias como a nano eletrônica, robótica, informática, radiação, ótica, bioquímica e biofísica, sendo aplicadas para total beneficio da saúde humana, objetivando a vontade inata de se viver mais, com menor sofrimento e com maior qualidade. Diante dessa proposta tecnológica, pode-se citar vários avanços nas áreas de terapia e diagnósticos, entre eles: os centros de terapia intensivas – (CTIS) onde encontramos vários tipos de equipamentos biomédicos como: ventiladores pulmonares, balão de contra pulsação aórtica, monitores multiparâmetros, bombas de infusão, analisadores de débito cardíaco continuo, incubadoras, fototerapias; centros cirúrgicos: aparelhos de anestesia, monitores bispectrais, aparelhos de circulação extra-corpórea, analisadores de gases, bisturis eletrônicos, focos prismáticos; área de diagnósticos por imagem: ultrasonografia, tomografia computadorizada, cintilografia, ressonância magnética; diagnósticos laboratoriais:

contadores de células, examinadoras eletrônicas em geral; esterilização de materiais: autoclaves parametrizadas, esterilizadora ultrasônica, esterilizadoras a base de peróxido de hidrogênio, entre outros. De fato esses grandes avanços proporcionados pelos equipamentos biomédicos às instâncias da saúde que contribuiu consideravelmente na melhoria do sistema de saúde mundial. Segundo Calilsj (1998), foi a partir dessa evolução tecnológica, entidades da saúde, perceberam a importância de se criar departamentos de engenharia clínica,

3 www.folha.com.br

para administrar e controlar as tecnologias médicas, com objetivo de aumentar o ciclo de vida dos equipamentos e certifica-los de acordo com todas as normas vigentes, além de incentivar, treinar e orientar todos os profissionais quanto a operação e o cuidado dos equipamentos.

quanto a operação e o cuidado dos equipamentos. Figura 1: Ciclo de vida dos equipamentos Fonte:

Figura 1: Ciclo de vida dos equipamentos Fonte: (ANTUNES, 2002, p. 51)

Atualmente, para gerenciar um parque tecnológico, de vasta competição e regulação em prol da qualidade quanto aos serviços médicos prestados, e de constantes avanços no desenvolvimento de novos equipamentos, confere à engenharia clínica criar estratégias e políticas com intuito de promover um desenvolvimento global na unidade hospitalar. Por isso, podemos dizer que:

A presença de engenheiros clínicos junto com profissionais de nível técnico dentro do ambiente hospitalar tornou-se indispensável, em especial, para acompanhar mais de perto os custos e a qualidade da manutenção dos equipamento. (ANTUNES, 2002, p. 48).

Em síntese, os principais objetivos da Engenharia Clínica definidos por Antunes (2002) são:

aumentar o ciclo de vida dos equipamentos biomédicos;

definir a compra certa de equipamentos através de análises e critérios

técnicos detalhados, promovendo processos sistemáticos de aquisição sob as demandas existentes e possíveis otimizações;

melhorar continuamente o arsenal tecnológico de suas instâncias;

garantir a manutenção dos equipamentos estabelecendo o rigor quanto

as corretivas, preventivas e calibrações;

garantir a integridade dos pacientes e operadores diante das falhas a

partir de planos estratégicos e outras condições;

promover treinamentos e ações educativas quanto a operação e o

cuidado correto dos equipamentos, com intuito de minimizar o mau uso dos mesmos garantindo a segurança dos envolvidos;

participar de todos os processos de alienação e os demais assuntos

referentes aos equipamentos médicos;

garantir a licenciatura dos equipamentos através da tecnovigilância

seguindo todas as normas e padrões exigidos;

colaborar

com objetivo de globalizar

conhecimento na unidade hospitalar;

gerar indicadores a partir de dados colhidos ao longo do ciclo de vida

dos equipamentos a fim de serem usados em pesquisas e estudos futuros;

com

informações

técnicas

criar uma imagem satisfatória dos hospitais e suas tecnologias médicas

perante a sociedade; Sendo assim, a utilização da Engenharia Clínica na área da saúde, tem se tornado algo essencial nos quesitos gestão e qualidade das tecnologias médicas, e também como solução face à complexidade do assunto que é exigido do profissional que a exerce.

2.3 ÁREAS DE ATUAÇÃO DA ENGENHARIA CLÍNICA

Segundo Antunes (2002), dentro de uma unidade hospitalar, podemos dizer que a Engenharia Clínica é a base de uma rede que interage e relaciona com vários outros setores, pessoas e entidades externas. Através dessa comunicação podemos dizer que existe um grande leque de ações vinculadas a cada um dos agentes envolvidos. Essa rede de contatos exige que o Engenheiro Clínico possua outras habilidades além do seu conhecimento técnico, por isso é necessário que o profissional seja comunicativo, simpático,

coerente, seguro e tenha capacidade de se relacionar bem com as pessoas

objetivando cativar os agentes que estão a sua volta.

objetivando cativar os agentes que estão a sua volta. Figura 2: Relacionamento com o setor de

Figura 2: Relacionamento com o setor de Engenharia Clínica Fonte: (BRONZINO, 1995, p. 56)

Conforme vários pontos já citados, o trabalho do engenheiro clínico se

destaca nas seguintes atuações, conforme Antunes (2002):

controlar

acessórios;

auxiliar na aquisição e realizar a aceitação das novas tecnologias;

manutenção

equipamentos (operadores);

Indicar, elaborar e controlar os contratos de manutenção preventivas

e corretivas;

executar a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos

biomédicos no âmbito da instituição;

controlar e acompanhar os serviços de manutenção executados por

empresas externas;

estabelecer medidas de controle e segurança do ambiente hospitalar,

no que se refere aos equipamentos biomédicos;

elaborar projetos de novos equipamentos, ou modificar os existentes,

de acordo com as norma vigentes;

estabelecer rotinas para aumentar a vida útil dos equipamentos

biomédicos;

auxiliar nos projetos de informação, relacionados aos equipamentos

biomédicos;

implantar e controlar a qualidade dos equipamentos de medição

inspeção e ensaios;

calibrar e ajustar os equipamentos biomédicos de acordo com os

treinar

dos

seus

o

patrimônio

para

dos

equipamentos

biomédicos

e

e

o

pessoal

(técnicos)

operação

padrões reconhecidos;

efetuar a avaliação da obsolescência dos equipamentos biomédicos

entre outros;

apresentar relatórios de produtividade de todos os aspectos

envolvidos com a gerência e com a manutenção dos equipamentos biomédicos conhecidos como indicadores de qualidade e/ou produção; (ANTUNES, 2002, p.50).

2.4 APLICAÇÃO DA TECNOVILIGILÂNCIA NA ENGENHARIA CLÍNICA

A tecnovigilância iniciou-se no âmbito de regras comunitárias européias e logo se destacou mundialmente, e por iniciar em um espaço fortemente econômico esse conceito progrediu velozmente. Segundo Antunes (2002), tecnovigilância é o conjunto de ações visando a segurança sanitária dos produtos comercializados para saúde. Em termos metodológicos, tecnovigilância é um estudo de uma série de casos definidos a partir da exposição„ ou a um risco comum, o uso de um dispositivo médico, resultando em agravo sério, com seqüela irreversível, ou reversível somente com intervenção. A segurança dos produtos sanitários de saúde, de acordo com os seus conceitos classificatórios, são: conformidade, eficiência e efetividade. Ainda conforme o autor:

Entende-se por conformidade, o cumprimento das normas técnicas que aplicam-se ao produto para a correta execução das funções prometidas. Eficiência é a resultante da utilização do produto em condições controladas e Efetividade é o processo obtido quando se está utilizando o produto durante os serviços de rotina diante dessa categorização de atributos do produto é que garante a segurança desse produto no mercado. (ANTUNES, 2002, p.27)

Através dessa classificação, podemos esclarecer a importância da Tecnovigilância na Engenharia Clínica, englobando suas fases extraídas a partir de estudos clínicos que se baseiam no princípio ético de que os pacientes que procuram os serviços de saúde para melhorar sua condição não sofram nenhum tipo de agravo por parte das tecnologias médicas. Segundo Antunes (2002), a manipulação de um equipamento biomédico pode apresentar um grau de risco podendo comprometer a integridade do paciente. Uma das principais funções da tecnovigilância é criar estratégias de prevenção para minimização de determinados riscos potenciais, a fim de evitar outros riscos equivalentes produzidos em outros locais, de outras formas e pelas mesmas causas.

Para precaução desses riscos, a tecnovigilância implanta um processo que

organiza regras de funcionamento com intuito de garantir a vigilância desses

acontecimentos fornecendo ações necessárias a fim de evitar qualquer evento

adverso ou inesperado que possa prejudicar a integridade dos agentes envolvidos.

A tecnovigilância também é aplicada logo que um equipamento torna-se ou

pode ser perigoso. Ela inclui aviso e registro das ocorrências adversas, os riscos de

incidente a partir da avaliação e análise das informações, as regras de prevenção

instruindo a utilização dos dispositivos e equipamentos biomédicos, além de

implantar todo o sistema de ações corretivas e preventivas.

Em síntese, os objetivos da tecnovigilância são:

reduzir a probabilidade de ocorrência, severidade e recorrência dos incidentes;

levantar as condições que levaram à ocorrência dos incidentes

dar subsídios às ações de investigação dos incidentes;

esclarecer o grau de responsabilidade entre os usuários, as instruções e os fabricantes;

divulgar informações referentes às ocorrências registradas, soluções encontradas e medidas de prevenção de possíveis recorrências;

promover estudos epidemiológicos, a fim de esclarecer queixas recomendadas de dificuldade no uso de rotina com potencialidade de causar agravos sérios;

fornecer informações estruturadas com a finalidade de educar, formar e atualizar os operadores e usuários de produtos;

colaborar para o desenvolvimento de definições e parâmetros, a partir da investigação de problemas relatados e em função dos avanços científicos e tecnológicos;(ANTUNES, 2002, p.31).

Segundo dados no site da ANVISA, parcerias com hospitais

formadores/universitários, criaram o projeto Sentinela, um grande núcleo de

tecnovigilância no Brasil, que visa transformar gradativamente um sistema passivo

de notificações voluntárias, em uma grande aliança de informações, com o propósito

de compartilhar todos os registros de incidentes, que posteriormente serão tratados

e estudados por vários especialistas envolvidos no assunto. 4

O principal objetivo do projeto é formar uma nova geração de profissionais de

saúde mais informada em segurança e evoluir para uma melhor gestão das

tecnologias médicas.

3 ABORDAGEM DO SISTEMA GOP

4 www.anvisa.com.gov.br

A partir de todos os tópicos relacionados em questão, o desenvolvimento

deste assunto tem a intenção de elucidar o sistema (Gestor Operacional) GOP que foi idealizado pelo engenheiro Homero Santiago Prímola. O sistema também foi baseado em todas as teorias e aplicações da Engenharia Clínica apresentadas até agora. Serão abordados e destacados os principais assuntos ligados ao software e todos os seus propósitos envolvidos.

3.1 CARACTERISTICAS DO SISTEMA GOP

O sistema GOP foi desenvolvido em linguagem de programação Delphi e

possui vários módulos que podem ser customizados de acordo com demandas específicas e outras interações.

A capacidade de controlar grandes volumes de dados em tempos significativos com bom desempenho em todas as suas tarefas, pode ser vista como uma das principais características do sistema GOP.

O sistema também é caracterizado pelos seus processos automatizados, que

funcionam a partir de contadores acoplados aos seus respectivos módulos, visando garantir a confiabilidade e a continuidade dos processos executados. Sua interface legível permite um bom entendimento pelo profissional que o opera. Organizado por browsers (navegadores), tabelas, menus e caixas de evento, o software permite rapidez na execução das tarefas. Ele também possui teclas de atalhos bem visualizados facilitando e agilizando os acessos mais importantes, além das configurações para ajuste de cor, estilo, tamanho de fonte e linguagem. Disponível na versão 3.0, o sistema foi construído de acordo com todos os padrões exigidos pelos órgãos vigentes (documentos, POPs, atas, notificações, etc.). Outro ponto forte do software é o conjunto de indicadores estatísticos, que são gerados a partir de todos os seus módulos. Provido de vários gráficos de diferentes tipos, o operador pode escolher o mais adaptável e defini-lo manualmente, permitindo melhor visualização gerencial de suas tarefas. Atualmente o software já funciona em várias instâncias de saúde em Minas Gerais e recentemente foi implantando no Hospital Belo Horizonte, onde vários testes já foram iniciados com o objetivo de controlar o maior número de áreas e

setores do hospital, atendendo todas as exigências de qualidade e normas voltadas para área da saúde. A figura 3 mostra a área de trabalho do sistema GOP.

A figura 3 mostra a área de trabalho do sistema GOP. Figura 3: Tela principal/Área de

Figura 3: Tela principal/Área de Trabalho do Sistema GOP 5

3.2 APLICAÇÕES DO SISTEMA GOP

O sistema GOP possui várias aplicações na esfera da Engenharia Clínica e outras áreas gerenciais, focando as maiores exigências de qualquer processo de qualidade adotado, porém o sistema possui vários módulos, que podem ser usados por diferentes aplicações de processos, etapas de controle e demandas mais específicas, sendo eles:

Módulo de Cadastro: aplica-se aos cadastros de patrimônio,

estruturas, setores, pessoas, fornecedores, documentação, procedimentos operacionais padrão (POPS), e principalmente o cadastro das tecnologias em geral (equipamentos médicos, eletrônicos, elétricos, mecânicos, pneumáticos e hidráulicos);

5 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Figura 4: Tela do Módulo de Cadastro/Cadastros 6 Módulo de Controle: aplica-se aos processos de

Figura 4: Tela do Módulo de Cadastro/Cadastros 6

Módulo de Controle: aplica-se aos processos de tecnovigilância, responsável pelo controle de manutenção (periodicidades de preventivas, aferições, calibrações e check lists dos equipamentos médicos e outras tecnologias), assim como na parte estrutural e patrimônio, controle de emissão de ordens de serviço, e controle de execução de tarefas relacionando tempo de serviço e hora/homem; A figura 5 mostra o módulo controle juntamente com a tela de consultas de periodicidades.

juntamente com a tela de consultas de periodicidades. Figura 5: Tela do Módulo Controle/Manutenção Preventiva

Figura 5: Tela do Módulo Controle/Manutenção Preventiva 7

6 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

7 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Módulo Financeiro: aplica-se ao controle de entrada e saída de

contas, incluindo vários planos de pagamentos, de modo que o gestor tenha todo o fluxo operacional registrado (compras, contas, insumos e contratos);

registrado (compras, contas, insumos e contratos); Figura 6: Tela do Módulo Financeiro/Controle de Contas 8

Figura 6: Tela do Módulo Financeiro/Controle de Contas 8

Módulo de Qualidade: gerir processos pertencentes ao módulo de qualidade;

Entende-se por qualidade nos processos, como a adequação das características inerentes aos processos com o completo atendimento aos requisitos do cliente e outras partes interessadas. (ROTHERY,1993, p.13)

8 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Figura 7: Tela do Módulo de Qualidade/Registro de Ordens de Serviço 9 Outros processos como

Figura 7: Tela do Módulo de Qualidade/Registro de Ordens de Serviço 9

Outros processos como os planos de ações, etapas de acreditação, registros de atas, medidores de satisfação, mapas de processo, abertura de ordens de serviço, SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) e outros, compõe o módulo de qualidade que satisfaz todas as normas atuais;

Módulo de compras: aplica-se ao controle de todas as aquisições

realizadas pela instituição, demandas de compra podem ser solicitadas diretamente pelos centros de custos cadastrados, possui ferramentas analíticas para melhor opção de compra, comparativos técnicos podem ser registrados juntos com relatórios, cotações, entrevistas técnicas, especificações, manuais e layouts. Além de controlar todo o fluxo orçamentário;

Módulo de Locação: aplica-se ao controle de locações de equipamentos médicos, tecnologias, ferramentas e estruturas, igualmente ao módulo de compras, os centros de custos cadastrados podem requisitar diretamente pelo sistema as suas demandas de locação destacando qual será o seu nível de urgência. Neste módulo o gerente também poderá acompanhar todo o custo

9 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

envolvido em cada processo de locação, além do controle de entrada e saída de todas as locações;

Módulo Estatístico: aplica-se ao controle estatístico gerado por todo

sistema, ou seja, cada módulo do sistema é associado ao módulo estatístico. Nele é possível visualizar diversos tipos e formas de gráficos que podem ser configurados manualmente ou automaticamente pelo sistema, através dessas concatenações o sistema permite extrair gráficos de todos os módulos;

o sistema permite extrair gráficos de todos os módulos; Figura 8: Gráfico de Análise Individual de

Figura 8: Gráfico de Análise Individual de Fornecedores (Gráfico gerado pelo Módulo Compras) 10

3.3 BENEFÍCIOS DO SISTEMA GOP

Vários benefícios podem ser obtidos através do sistema GOP. O principal deles, é o controle operacional, que é o proposto para solução do problema em questão, consequentemente o sistema irá proporcionar outros após a sua implementação. Entre esses benefícios, são apresentados aqui os mais importantes e aqueles que poderão aparecer no futuro:

Redução dos custos: o sistema obriga o gestor a seguir uma linha de exigência mais rígida, iniciando uma economia contínua através dos módulos: controle,

10 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

financeiro, compras, locação e qualidade, que também são associados aos outros módulos que contribuirão diretamente para a redução dos custos. Conforme o mapa de viabilidade apresentado na Figura 9 traçado por uma análise calculada através do consumo versus tempo, pode-se observar uma economia significativa após a implementação do sistema em uma instância hospitalar, permitindo a remuneração do investimento em menos de cinco anos.

VIABILIDADE ECONÔMICA

Consumo Realinvestimento em menos de cinco anos. VIABILIDADE ECONÔMICA Economia Cliente Amortização / CONSUMO Impostos

Economia Cliente Amortização / CONSUMO Impostos Remuneração Investidor Histórico do Consumo (Curva de
Economia
Cliente
Amortização /
CONSUMO
Impostos
Remuneração
Investidor
Histórico do Consumo
(Curva de Referência)
Consumo Real
1º Ano
2º Ano
3º Ano
4º Ano
5º Ano TEMPO
Perío
do
de
Impl
anta
ção

Figura 9: Mapa de Viabilidade Econômica 11

anta ção Figura 9: Mapa de Viabilidade Econômica 1 1 ∑ Distribuição do fluxo: o gestor

Distribuição do fluxo: o gestor poderá organizar todo o fluxo operacional, mapeando as rotinas de trabalho e estabelecendo uma ordem estratégica a fim de criar ações pró ativas de atendimento para solução dos problemas. Este benefício, por sua vez, é dado pela alta capacidade que o sistema tem de controlar e distribuir a carga operacional. Consequentemente, o gestor irá ganhar mais tempo aumentando a velocidade dos processos.

11 Mapa gerado a partir de sua implementação no Hospital Otaviano Neves 2006 a 2009, SANTIAGO, 2009

Conforme o diagrama na Figura 10, o sistema é capaz de determinar um fluxo para cada tipo de processo, otimizando de forma simples e organizada todas as tarefas relacionadas e produzindo uma visão sistêmica e hierárquica.

FLUXO DE GESTÃO DOS EQUIPAMENTOS T E C N O L O G I A
FLUXO DE GESTÃO DOS EQUIPAMENTOS
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Figura 10: Diagrama do fluxo da gestão dos equipamentos 12

Aumento da qualidade: através do módulo de qualidade o sistema é capaz de gerar uma rotina de atendimento mais eficiente, com o objetivo de garantir o cumprimento das tarefas, além de proporcionar mais qualidade nos processos e documentações (protocolos, atas, mapas, laudos, etc.). Uma das propostas do módulo de qualidade é criar o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), centralizando o atendimento em um único posto através de

12 Diagrama gerado a partir do módulo controle/processo gestão dos equipamentos SANTIAGO, 2009

um número chave, email ou via sistema on-line, essa forma de atendimento personalizado permite a aproximação com o cliente de forma intuitiva e protocolada.

IMPLANTAÇÃO DO RELACIONAMENTO COM CLIENTE ATRAVÉS DO SAC SAC – MANUTENÇÃO

Auto serviço via sistema on-line Email ou botão de chamada on line Voz sobre IP

on-line Email ou botão de chamada on line Voz sobre IP Ligações telefônicas Suporte de agentes

Ligações telefônicas Suporte de agentes

URA- unidade de resposta audível Fax

Suporte de agentes URA- unidade de resposta audível Fax Disposição de uma secretária para fazer os

Disposição de uma secretária para fazer os registros e acompanhamentos através do sistema GOP

Os clientes querem comunicar-se através do canal mais convenientes
Os clientes querem comunicar-se
através do canal mais convenientes

Visita pessoal

Correio tradicional

canal mais convenientes Visita pessoal Correio tradicional Figura 11: Diagrama do Fluxo de Atendimento 1 3

Figura 11: Diagrama do Fluxo de Atendimento 13

Conforme a Figura 11, podemos observar que o gestor. Terá uma visão em 360º, oferecendo agilidade, segurança e qualidade no atendimento. O módulo de qualidade também produz todo acompanhamento do histórico do atendimento: oportunidade, cobrança, contrato, consumo, suprimento, etc. Através do gerenciamento de atendimentos o gestor poderá controlar todas as informações, solicitações e reclamações, assegurando o retorno ao cliente através

13 Diagrama gerado a partir do módulo de qualidade/processo de relacionamento com o cliente, SANTIAGO, 2009.

de feedbacks. Além de monitorar do nível de satisfação do cliente, o sistema permite a integração com outras funções de negócio.

Confiabilidade: é uma das características do sistema GOP que também pode

ser considerado um dos seus principais benefícios. Sua forte robustez possibilita processar e armazenar um grande volume de dados com muita facilidade e transparência, o sistema também permite que o gestor cruze várias informações para extração de gráficos e relatórios oferecendo grande precisão nos resultados, além de oferecer integração aos bancos de dados mais confiáveis da atualidade.

aos bancos de dados mais confiáveis da atualidade. Figura 12: Tela do Módulo de Controle/Registros -

Figura 12: Tela do Módulo de Controle/Registros - Abertura de Ordens de Serviço Detalhada 14

Segurança das Informações: O sistema possui configurações de acessos e permissões. Essas configurações que funcionam via rede local, sob protocolo TCP/IP, permite que o gestor (usuário máster), controle através do sistema mãe a quantidade de módulos e telas que podem ser acessados pelos sistemas filhos (usuários de apoio). O sistema também possui um histórico para cada processo, sendo atribuído pelos seus respectivos módulos e protegido por senha. Qualquer tipo de consulta ou alteração fica registrado de acordo com o login do usuário. Outros operadores poderão realizar tarefas como cadastros, consultas, projeções ou cruzar de informações para extração de gráficos, somente com permissão do sistema mãe ou do usuário máster. O sistema também oferece um relatório de

14 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

segurança, podendo ser armazenado em seu banco de dados todos os registros não conformes e múltiplas tentativas não sucedidas.

não conformes e múltiplas tentativas não sucedidas. Figura 13: Tela de Cadastros de Usuários e Senhas

Figura 13: Tela de Cadastros de Usuários e Senhas 15

15 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Figura 14: Tela de Controle de Acesso dos Usuários 1 6 ∑ Velocidade: talvez seja

Figura 14: Tela de Controle de Acesso dos Usuários 16

Velocidade: talvez seja considerado um dos benefícios mais aparentes do sistema GOP. Por se tratar de um sistema desktop, o sistema GOP possui bom desempenho e alta velocidade no acesso aos dados e telas, possui baixo nível de processamento e pouco consumo de memória. O sistema oferece o conceito de auto intuição por parte dos usuários comuns possuindo pequenas instruções de uso, vários tipos de filtros para pesquisas, bom layout e ícones bem visualizados para acessos rápidos. A comunicação com o banco de dados também possui bom desempenho, comandos para consulta, exclusão e alteração são rápidos, possibilitando um ganho de tempo bem significativo para o gestor.

16 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Figura 15: Tela Filtros do Módulo Controle 1 7 ∑ Garantia da continuidade do controle

Figura 15: Tela Filtros do Módulo Controle 17

Garantia da continuidade do controle operacional: este benefício é oferecido pelos Módulos Controle e Estatístico. Por ser um sistema totalmente automatizado e atrelado aos seus processos, sua missão é controlar todos os procedimentos e tarefas de forma síncrona e protocolada, além de oferecer gráficos, registros detalhados e o monitoramento contínuo do controle operacional.

3.4 ÁREAS DE ATUAÇÃO E SEGMENTAÇÕES

Conforme citado, o sistema GOP vem atuando em várias áreas da saúde entre elas: hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios, empresas de manutenção hospitalar e futuramente poderá atuar na área da industria. Dentro dessas áreas podemos observar na Figura 16, que o sistema pode ser implementado em vários seguimentos.

17 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Limpeza e Manut. Dados Externa Telefonia Lay Elevador Out Limpeza es Manut. Interna Predial Manut.
Limpeza
e Manut.
Dados
Externa
Telefonia
Lay
Elevador
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Limpeza
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Manut.
Interna
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Manut.
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Controle
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Manutenção
Elétrica
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Manutenção
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Áreas
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Logístic
a

Figura 16: Áreas de Atuação do Sistema GOP 18

Em síntese, o sistema também pode atuar no controle dos seguintes seguimentos:

- Coleta de lixo;

- Logística;

- Manutenção elétrica, eletrônica, equipamentos médicos, mecânica, hidráulica, térmica, estrutural e externas;

- Paisagismo;

- Arquivos e documentos;

- Transporte;

- Limpeza externa e interna;

- Telefonia;

- Brigada de incêndio;

- Gestão de insumos;

- Controle de acesso;

- Meio ambiente;

3.5 FUNCIONALIDADES BÁSICAS

18 Fonte: Apresentação/ Áreas de atuação

3.5.1 CADASTRO

O sistema GOP permite vários tipos de cadastros entre eles são:

equipamentos, estruturas, mobiliário, fornecedores, planos de ações, documentos, colaboradores e centros de custo. Em todos os cadastros o operador poderá preencher os seus respectivos atributos relacionando-os com o tipo de cadastro selecionado. No caso de um cadastro do tipo recurso físico, um equipamento médico por exemplo, o usuário poderá cadastrá-lo adicionando o máximo de informações a partir de qualquer estágio do seu ciclo de vida, esse recurso permite que o gestor comece a controlar o equipamento desde o seu estado atual, ou seja, nas condições em que esse equipamento se encontra. A partir desses cadastros, são geradas informações que também serão utilizadas por outros módulos do sistema, como abertura de ordens de serviços, ações preventivas e relatórios.

de ordens de serviços, ações preventivas e relatórios. Figura 17: Tela de Cadastro de Equipamentos/Imobiliário 1

Figura 17: Tela de Cadastro de Equipamentos/Imobiliário 19

Conforme a Figura 17, podemos observar que o histórico de todos os

os seus atributos

cadastros armazenados

em uma tabela que contém todos

19 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

relacionados e também pode ser visualizada e ordenada de acordo com a preferência do usuário.

3.5.2 ABERTURA DE ORDENS DE SERVIÇO

Através dessa função que faz parte do módulo de qualidade, o gestor poderá registrar e controlar todas as ordens de serviços geradas diariamente. Em uma solicitação de manutenção, informações do equipamento são extraídas automaticamente do banco de dados através do seu número de patrimônio ou série, sendo ponto de partida para que o sistema forneça todas as informações relacionadas ao equipamento tais como: o setor onde ele está alocado, o nome do responsável pelo setor, oficina onde será consertado ou revisado e o número da ordem de acordo com o índice do banco de dados.

número da ordem de acordo com o índice do banco de dados. Figura 18: Tela de

Figura 18: Tela de Abertura de Ordens de Serviço 20

A mesma tela também possibilita destacar o nível de emergência da solicitação, o tipo de serviço sendo preventivo ou corretivo, e se a ordem é interna ou externa.

20 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

O registro de data e hora do chamado até o fechamento da ordem de serviço

será utilizado pelo módulo controle, que irá calcular o tempo de parada do equipamento MTBF (Mean Time Between Failures ou Tempo Médio de Falha) e a

hora técnica do profissional na execução do serviço calculados pela hora/homem e BACKLOG (Tempo necessário para executar trabalhos pendentes) Todo o histórico de ordens de serviço fica em uma tabela padrão igualmente ao módulo cadastro, destacando todas as ordens que estão fechadas (status- executada) e abertas (status-pendente) contribuindo para um feedback mais detalhado, além de ter várias opções de filtros para consultas.

O operador do SAC terá a opção de imprimir a ordem de serviço junto com o

POP do equipamento ou check list, facilitando o trabalho do profissional recente na instituição ou em experiência. Com relação ao fechamento das ordens de serviço a função permite que o técnico defina o defeito sendo por mau uso (queda, furo, ações externas) ou causas naturais (desgaste, falha, defeito de fábrica) essas informações também serão usadas pelo módulo estatístico, além de oferecer um campo de observação para outros relatórios. Junto com a função de ordens de serviço funcionam outras funções como a de cálculo de gastos e materiais, que podem ser somadas junto com a hora/homem e BACKLOG, resultando um montante completo de despesas. Um aspecto importante dessa função é a possibilidade de registrar itens conformes e não conformes referente as suas rotinas de manutenção, o sistema pode armazenar os lados e certificações apontando o motivo de sua não conformidade. Além de abrir ordens de serviço o operador também poderá suspendê-las ou tira-las de suspensão, que foi a solução encontrada para evitar redundâncias no sistema e registrar todo o ciclo da solicitação.

3.5.3 AÇÕES PREVENTIVAS

Considerada a função mais importante do sistema, pois é através dela que todos os seus processos de periodicidade das manutenções preventivas, aferições e calibrações, são gerados automaticamente pelo sistema.

Figura 19: Tela Cadastro de Manutenções Preventivas 2 1 Essa função permite ações preventivas e

Figura 19: Tela Cadastro de Manutenções Preventivas 21

Essa função permite ações preventivas e aferições de equipamentos, instalações, edificações e mobiliário. O operador pode extrair do banco de dados, todos os itens já cadastrados e definir a periodicidade junto com os dados indicando o tipo de preventiva sendo: sistemática, rotineira e programada. Através da inserção de dados tais como: o tempo em dias da periodicidade e a data da geração do procedimento. A partir daí o sistema automatiza todas as ações através dos seus contadores definindo a próxima data para preventiva ou aferição, salvando-as e envido-as para o histórico de ordens de serviço que possibilitará a visualização de todos os seus status de acordo com o ciclo do processo. Além dessa tela, o sistema oferece outra mais dinâmica onde o operador pode definir o plano de periodicidade por centro de custo, ou seja, a função permite programar e listar todos os itens que estão indicados para fazer os procedimentos de preventiva ou aferição de um determinado centro de custo (setor), ou a opção de programar e filtrar todos os procedimentos através de um calendário dinâmico.

21 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Figura 20: Tela - Busca de Preventivas 2 2 Um ponto interessante da função e

Figura 20: Tela - Busca de Preventivas 22

Um ponto interessante da função e sua versatilidade, ela aponta todas as rotinas que estão próximas do seu vencimento indicando um status de alerta, e se caso não for cumprida o operador tem a possibilidade de identificar e registrar o motivo pelo qual ela não foi realizada. O sistema também possui a opção para imprimir automaticamente todas as ordens diárias, obedecendo um padrão de prioridade que pode ser configurado na função Abertura de Ordens de Serviço.

3.5.4 RELATÓRIOS E GERADORES DE INDICADORES

Sistema GOP é provido de um plugin chamado T-Chart que oferece um pacote com vários formatos de gráficos e listas podendo ser customizados de acordo com a preferência do gestor. Além disso, o sistema é capaz de calcular grupos com grande quantidade de equipamentos e produz todos os relatórios em lista podendo ser visualizados e pesquisados por uma tabela dinâmica.

22 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Conforme dito anteriormente o sistema também é capaz de gerar vários

relatórios através do cruzamento de informações obtidas por outros módulos, e

também vários cálculos como o: MTBF, MTTF, EA, IP, CMFR e o BACKLOG que

são indicadores baseados no modelo MCC (Manutenção Centrada em

Confiabilidade) definidos pela ABRAMAN (Associação Brasileira de Manutenção).

pela ABRAMAN (Associação Brasileira de Manutenção). Figura 21: Tela de Entrada de Dados para Relatórios 2

Figura 21: Tela de Entrada de Dados para Relatórios 23

efetivo

planejamento e controle da manutenção e outros processos envolvidos são:

MTBF (Mean Time Between Failures ou Tempo Médio de Falha): esse

indicador é utilizado como um guia para estabelecer falhas entre tarefas de

manutenção no caso onde as taxas de falhas são constantes, esse indicador é

Segundo

Brito

(2008),

os

principais

índices

indicadores

para

o

calculado pelo sistema através da seguinte equação:

MTBF = número de intens X horas de operação número de intervenções de item

23 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Figura 22: Tela/Gráfico de MTBF de equipamentos 2 4 ∑ MTTF ( Mean Time To

Figura 22: Tela/Gráfico de MTBF de equipamentos 24

MTTF (Mean Time To Repair ou Tempo Médio de Reparo para um Item

Físico): esse indicador aponta o tempo que a equipe de manutenção demanda

para reparar e disponibilizar a máquina ou equipamento para o sistema

produtivo. Nesse período estão todas as ações envolvidas no reparo, sejam elas

de qualquer equipe de trabalho. O MTTF pode ser calculado pela seguinte

equação:

MTTF = somatório de horas em correções dos itens número total de falhas dos itens

EA (Equipment Availability ou Disponibilidade de Equipamentos): Trata da

relação entre a diferença do número de horas do período considerado (horas

calendário) com o numero de horas de efetiva operação dos equipamentos.

Neste indicador, considera-se apenas a efetiva disponibilização dos

equipamentos para o processo, que não são ponderadas as perdas ou

interferências diante do processo produtivo, decorrente de outros fatores de

manutenção, tais como interferências relacionadas com problemas de matéria-

prima ou eventos naturais, dessa forma o EA pode ser calculado pela seguinte

equação:

24 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

EA = horas calendário – horas manutenção – horas diversas X 100 hora calendário

IP (Process Indsponibility ou Indisponibilidade de Processo): identifica a

parcela de contribuição da manutenção da quantia que foi utilizada ou não foi

utilizada pelo processo produtivo, assim como a disponibilidade operacional. Este

indicador é muito utilizado entre as empresas, possibilitando aos gestores da

manutenção destacar qual sua interferência direta no seu processo produtivo e

quais foram os principais causadores de paradas facilitando a elaboração de um

plano de ação direcionado a atender diretamente o processo produtivo. É

também conhecido como Índice de Queda Direta, descrito como a probabilidade

de que um equipamento não esteja disponível para produzir. Esse indicador pode

ser calculado pela seguinte fórmula:

IP = horas calendário – horas manutenção x 100 horas calendário

CMFR (Custo de Manutenção por Faturamanto): identifica a relação entre o

custo total de manutenção (material, mão de obra, etc.) e o faturamento bruto da

empresa no período considerado. Neste indicador é verificado o volume dos

recursos aplicados de acordo com um indicador financeiro que é o faturamento,

porém bruto. É difundido para fornecer referencias sobre a relação entre diversos

segmentos por não necessitar de interpretações técnicas por parte da

manutenção. Este índice pode ser processado pelo próprio órgão de

contabilidade ou controladoria da empresa.

CMFR = somatório do custo de manutenção X 100 faturamento

BACKLOG: esse indicador informa o tempo necessário para que o equipamento

e colaboradores da manutenção trabalhe para executar suas atividades

pendentes. Deve ser considerada a aplicação de toda disponibilidade da equipe

sem o acréscimo de novas atividades, Essa ressalva deve ser feita em função da

dinâmica atividade de manutenção, pois relaciona a demanda de serviços com a

capacidade que a equipe tem para executá-las. Esse indicador é obtido pelo

somatório das horas necessárias de cada atividade dividida pelo somatório das

horas (H/h – Homem/hora) disponíveis em um dado período.

Backlog = somatório H/h total de serviços somatório H/h disponível na equipe

O objetivo primário para este indicador é que esteja próximo de zero,

identificando desta forma a ausência de retrabalhos ou horas “perdidas” na correção

de falhas com a mesma origem.

4 LIMITAÇÕES ATUAIS

Uma das principais limitações do sistema GOP é sua utilização apenas na

plataforma desktop, visto que o mesmo foi desenvolvido utilizando-se a linguagem

de programação Delphi.

Com o avanço das inovações tecnológicas, a redução do custo do hardware e

pela propagação da web cada vez mais presente no âmbito da informática, foi

identificada a principal e atual limitação do sistema GOP: a falta de acesso ao

sistema via internet. Com isso, verificou-se a necessidade de construir um sistema

via web para atender instituições públicas e privadas que possuem filiais e outras

bases que são dotadas de uma grande gama de informação e também pelo fator

logístico, possibilitando vários hospitais em diferentes regiões serem controlados por

uma única base.

Outra limitação do sistema, que também está ligado à demanda da Web, é a

falta de portabilidade com a tecnologia móvel, tal tecnologia permitirá maior

velocidade das informações e uma melhor logística. Muitos sistemas semelhantes

ao GOP, como o Dinamus e o WPD, usam a tecnologia móvel em busca de um

grande horizonte de benefícios, isso permitirá a autenticação digital através do

próprio celular ou dispositivos como Palm Tops, Smartphones e outros.

Um exemplo claro para a evolução do sistema, seria a abertura de ordens de

serviço que poderão ser enviadas pelo celular ou por outros dispositivos móveis.

Essa comunicação permitirá que o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) entre

em contato com o técnico, evitando que ele não perca tempo retornando a base para

pegar documentos. Ele também poderá retornar ao SAC protocolando de forma digital a conclusão do serviço através do seu dispositivo, seja de onde ele estiver. Diante dessas limitações, concluiu-se que a busca do aperfeiçoamento para que o sistema se mantenha alinhado com o mercado está totalmente ligado ao avanço da tecnologia em outras áreas, isso pode ser considerado fator determinante para as perspectivas futuras e na melhoria no seu processo de desenvolvimento.

5 PERSPECTIVAS FUTURAS

Em vista do crescimento das normas voltadas para qualidade em todas as áreas, uma das expectativas do sistema GOP seria a sua adaptação ou a sua customização voltada para indústria. A experiência do sistema na área hospitalar junto com as suas métricas desenvolvidas ao longo do tempo possibilitou a sua equiparação com um sistema de controle de manutenção industrial. Atualmente, como um hospital, as indústrias também possuem um parque tecnológico complexo e volumoso, o controle de manutenção dessas tecnologias também faz parte de uma rotina exaustiva que se não for auxiliada por um sistema de controle, o fabricante poderá está correndo vários riscos. Partindo dessas premissas, criou-se a expectativa de customização do sistema para área industrial, que pode ser considerada como ponto primordial para sua migração no futuro. Outras expectativas sugiram a partir de demandas mais modernas. Como já foi citado em relação as suas restrições e limitações, o sistema tem expectativa de ser migrado para funcionar na web e sob a tecnologia móvel. Essas melhorias podem ser consideradas importantes para o alinhamento do sistema com as exigências atuais de mercado. Além das expectativas e melhorias tecnológicas, o sistema também poderá ser ampliado para outros segmentos dentro da área hospitalar como: o controle de lixo, controle de poluentes, resíduos tóxicos, controle de energia, controle de insumos e almoxarifado. Esses outros seguimentos despertaram o interesse para que o sistema atenda demandas mais específicas como a conservação do meio ambiente, desperdício e outros fatores econômicos.

6 CONCLUSÃO

O surgimento da Engenharia Clínica no Brasil foi um grande marco na história da medicina. Devido a falta de critérios e informações pouco difundidas, a área sofreu um enorme atraso no âmbito biotecnológico. A partir de seu aparecimento nas instâncias da saúde, criou-se um grande avanço através dos conceitos da Engenharia Clínica. Dessa forma, muitas instituições públicas e privadas começaram a investir nessa área. Esses investimentos referem-se também as exigências dos planos de saúde e órgãos certificadores em prol de melhores condições e aumento de

qualidade. Muitas ferramentas como o sistema GOP estão sendo criadas atualmente e implementadas para vários tipos de aplicações. Foi utilizando essa nova filosofia que a Engenharia Clínica e a Tecnovigilância junto com os sistemas de informações, chamaram a atenção das grandes instituições, indústrias e dos governos que passaram a investir pesado nessa proposta, pois começaram a usar essa prática sistêmica como uma aliada importantíssima para o sucesso. A implementação do sistema GOP como proposta para solução dos problemas no hospital Belo Horizonte e em outras instituições, foi ponto de partida que proporcionou um meio importante para o gerenciamento das tecnologias médicas, pois as informações apresentadas contribuíram diretamente nos resultados que auxiliarão na tomada de decisões. Indica-se que através do sistema foram solucionados principalmente problemas onde os registros de periodicidade das manutenções não eram feitos de forma sincronizada e que agora são gerados sistematicamente diminuindo as chances de ocorrer erros ou atrasos, além da maximização das informações, geradas a partir de vários indicadores que antes não eram produzidos. Finalmente, com base nesses dados, pode-se concluir que o aparecimento da Engenharia Clínica em parceria com os sistemas de informação foi uma grande evolução na área da saúde, e seus conceitos têm-se aplicado em muitos seguimentos tais como: industrias, empresas especializadas no ramo, empresas de TI (Tecnologia da Informação) e outras instituições na área da saúde. A utilização do sistema GOP pode ser visto com uma alternativa que visa melhorar efetividade das tecnologias médicas com o intuito de obter resultados confiáveis, aumentar a viabilidade econômica e minimizar o risco de falhas.

7 REFERÊNCIAS

ABRAMAN. Associação Brasileira de Manutenção. Indicadores de Manutenção Disponível em: <http://www.abraman.com.br>. Acesso em: 9 nov. 2009.

ANTUNES, Elizabeth. Gestão da Tecnologia Biomédica Tecnovigilância e Engenharia Clínica. França: Acodess, 2002.

ANVISA, Agência Nacional de Vigilânica Sanitária. Projeto Sentinela Avança em BH, Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br>. Acesso em: 8 mai. 2008.

BRITO,

Abemecmg, 2008.

Jorge.

Planejamento

e

Controle

da

Manutenção.

Belo

Horizonte:

BRONZINO, Jd. The Biomedical Engineering Handlook. EUA: CRCPress, 1995.

CALILSJ, Teixera Ms. Gerenciamento de Manutenção de Equipamentos hospitalares. São Paulo: Fundação Peirópolis, 1998.

FOLHA, Folha On Line. RESENDE, Tatiane . Tecnologia na Área da Saúde. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em: 30 abr. 2008.

ONA, Organização Nacional de Acreditação Hospitalar. Disponível em:<http://www.ona.org.br>. Acesso em: 22 mai. 2008.

ROTHERY, Brian. ISO 9000. São Paulo: Makron Books, 1993.

SANTIAGO, Homero. Apresentação do Sistema GOP. Belo Horizonte: Única Engenharia, 2008.

8 GLOSSÁRIO DE TERMOS

Acreditação das Tecnologias Médicas: processo de certificação das tecnologias médicas através um órgão regulador ou certificadora.

Browsers: navegadores utilizados para navegação do programa.

Check List: procedimento que usa uma lista com vários critérios como propósito de checagem ou conferência

Delphi: programa que usa linguagem estruturada modular para programar softwares e sistemas.

Dinamus: Sistema para controle de tecnologias médicas

Engenharia Clínica: área da engenharia que é responsável pela gestão e controle do ciclo de vida das tecnologias Médicas.

Equipamentos Biomédicos: equipamentos para diagnóstico e auxilio a vida humana.

Feedback: procedimento que consiste no provimento de informação à uma pessoa sobre o desempenho, conduta ou eventualidade executada por ela e objetiva reprimir, reorientar e/ou estimular uma ou mais ações determinadas, executadas anteriormente.

Nanotecnologia: tecnologia que tem como principio básico a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos

Palm top: computador de dimensões reduzidas, dotado de grande capacidade computacional, cumprindo as funções de agenda e sistema informático de escritório elementar, com possibilidade de interconexão com um computador pessoal e uma rede informática sem fios - wi-fi - para acesso a correio electrónico e internet.

Parque Tecnológico: conjunto de equipamentos e tecnologias de uma instância.

Plugin: termo que significa "de encaixe", pode ser utilizado em quotidianas situações, como aparelhos electrónicos, máquinas ou softwares.

Smartphone: telefone celular com funcionalidades avançadas que podem ser estendidas por meio de programas executados em seu Sistema Operacional

Status: situação ou condição que se encontra a informação.

Tecnovigilância: conjunto de ações visando a segurança sanitária dos produtos comercializados para saúde.

T-Chart: plugin que contém um pacote com vários tipos de gráficos indicadores.

WPD: Sistema para controle de tecnologias médicas.

ANEXOS

WPD: Sistema para controle de tecnologias médicas. ANEXOS Figura 23: Gráfico/Pesquisa de Satisfação dos Clientes 2

Figura 23: Gráfico/Pesquisa de Satisfação dos Clientes 25

25 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

F

Figura 24: Gráfico/Manutenções Corretivas/Solicitações por Setor 26

Corretivas/Solicitações por Setor 2 6 Figura 25: Gráfico/Cronograma de Calibração 2 7 2 6

Figura 25: Gráfico/Cronograma de Calibração 27

26 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

27 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Figura 26: Gráfico/Cronograma de Preventiva 28

Figura 26: Gráfico/Cronograma de Preventiva 2 8 Figura 27: Gráfico/Corretivas de Equipamentos e Acessórios 2 9

Figura 27: Gráfico/Corretivas de Equipamentos e Acessórios 29

28 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009 29 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009

Figura 28: Gráfico/Manutenção Corretivas por Periodos 30

In cidê nc ia de Ma u

4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 CTI Adulto CTI Infantil BCO
4,5
4
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
CTI Adulto
CTI Infantil BCO
3° Andar
5° Andar
6° Andar
7° Andar
RX
PS
Laboratório
CME

Figura 29: Gráfico/Incidência de Mau Uso 31

30 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009 31 Fonte: Sistema operacional GOP, 2009