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Embora o termo “pós-moderno” contenha

11 a ideia de ruptura com o moderno, esse
movimento não se considera contra o
modernismo propriamente dito, do qual é
MOVIMENTO PÓS-MODERNO estágio de sua evolução iniciada desde o
século XVIII, com a Revolução Industrial
Os primeiros anos do segundo pós-guerra (1750-1830), mas sim, no caso da arquite-
(1945/50) constituíram em um período de tura, como antítese ao INTERNATIONAL
transição e preparação, quando foram
STYLE, ou seja, ao estilo – ou conjunto
produzidas na Europa construções para
estilístico-formal – que resultou do período
eliminar os danos ocorridos e abrigar
de cerca de 30 anos entre-guerras.
milhares de refugiados. Foi uma fase de
crise da burguesia européia face à  Para os pós-modernos, esse estilo
falência dos ideais de poder, a partir de foi a negação dos próprios princípios
quando o controle da economia mundial modernistas – oregados desde a
passou para os EUA, o novo centro de fundação da BAUHAUS em 1919 –, os
quais pregavam uma arquitetura
discussão da arte e arquitetura mundiais.
libertadora, vital e dinâmica, ligada aos
 Várias correntes de designações problemas contemporâneos; e não
parciais, que variam de autor para autor, uma arquitetura cristalizada em
proliferaram-se nos anos 1950 e 1960, valores formais e conceituais.
de modo a englobar o trabalho de Além disso, ele teria destruído uma
artistas e arquitetos de formação continuidade morfológica da
moderna, mas que procuravam ampliar arquitetura, já que não colocava a
seus horizontes técnicos e estéticos. origem de qualquer forma espacial na
Considera-se essa fase da arquitetura choça ou cabana pré-histórica, como
funcionalista tardia um PLURALISMO na tradição teórica do classicismo,
ou MANEIRISMO MODERNO. mas na geometria (formas primárias).
Isto teria resultado em uma revolução
de idéias e métodos, mas também em
uma cultura incapaz de evolução e
renovação.
O FUNCIONALISMO, segundo os críticos pós-
modernos, centralizava a produção na arquitetura,
ignorando a totalidade da realidade ambiental.
CHAPELLE DE RONCHAMP (1950/54, FRANÇA) Assim, superestimava a contribuição de grandes
personalidades criativas e diminuía ou anulava o
O MODERNISMO em arquitetura pode ser contributo coletivo para a transformação da cidade
considerado um movimento utópico e e o valor da cultura dos lugares. Para eles, a
vanguardista, cuja influência na sociedade arquitetura havia perdido sua especificidade
começou a diminuir na década de 1960, disciplinar e seu caráter de mediação concreta
inclusive pela perda de direção moral e entre a sociedade e determinada época (tempo) e
lugar (espaço).
espiritual representada pela morte de seus
principais mestres: Frank Lloyd Wright (1959),  Calhou ao MODERNISMO uma
Le Corbusier (1965), Mies van der Rohe e ideologia organizada pela pequena
Walter Gropius (1969). coletividade intelectual das nações
 O pensamento funcionalista mais desenvolvidas, que estabelecia
perpetuou-se através de uma ideologia um conjunto de regras universais para
de constante mudança sobre si a pesquisa arquitetônica. No fundo,
mesmo para o novo, ou seja, para não se indagava as mo-dificações do
aquilo que é garantido por ser produto ambiente visual e da cultura de
da invenção ou mesmo ato criativo. imagens organizadas pelo impulso de
Assim, tornou-se insubstituível como a novas realidades sobre a consciência
própria palavra “moderno”. Daí os e a produção coletiva. Limitava-se sim
críticos da segunda metade do século à experiência dos grandes mestres,
XX passarem a adotar o termo “pós- separando a arquitetura da sua
moderno”, o qual remeteria à sua tradição material e local para aquela
superação e ao repúdio de uma que seria resultado da mistura entre
continuidade. gênio, individualidade e pureza.

A série de críticas à arquitetura resultante PÓS-MODERNIDADE
deste processo embasou o MOVIMENTO
PÓS-MODERNO, que reúne uma série de Em termos gerais, PÓS-MODERNIDADE é o
experiências que mantêm diferenças nome aplicado às mudanças ocorridas nas
apostas entre si, mas que têm em comum ciências, nas artes e nas sociedades
a ideia de revitalizar a arquitetura como avançadas a partir da segunda metade do
arte, assumindo uma posição de reabilitar século XX. Ela nasceu com a arquitetura
a história, reestabelecendo uma conti- neorrealista na década de 1950 e tomou corpo
nuidade com as experiências do passado com a Pop Art nos anos 1960. Cresceu ao
entrar na filosofia durante a década de 1970,
antigo e moderno. como crítica da cultura ocidental, e
Segundo os pós-modernos, os amadureceu nos anos 1980 e 1990,
arquitetos modernos homogeniza-ram alastrando-se na moda, cinema e música; e no
e despersonalizaram o ambiente cotidiano programado pela tecnociência.
construído na maioria dos lugares, o  Suas bases teóricas concentraram-
que resultou na desorientação urbana se na filosofia, em especial naqueles
e na falta de representatividade e que delimitaram sua gênese com
alienação de culturas milenares.Eles obras provocativas, vindo romper com
não cumpriram a promessa de criar padrões em vigor, como o francês
uma nova sociedade e reinventar a Jean-François Lyotard (1924-1998),
arquitetura sobre bases racionais, através de La condition post-moderne
criando apenas mais um estilo: o
(1979), em que apontava o crescente
International Style. afastamento do Ocidente, desde os
anos 1950, em relação aos ideais
universais do início do século XX.
Além de Lyotard, outros pensadores reforçaram a
“condição pós-moderna”, como David Harvey (1935-),
com The condition of postmodernity (1989); Fredric
Jameson (1934-), através de Post-modernism (1991); e
Perry Anderson (1940-), com The origins of
postmodernity (1998), além do filósofo francês Jean
Segundo alguns autores, estas teriam sido Baudrillard (1929-), que se tornou famoso por seus
as principais causas do MOVIMENTO conceitos de hiperrrealidade, que se referia à natureza
PÓS-MODERNO na arquitetura: virtual ou irreal da cultura contemporânea.
 Descontentamento generalizado diante da
estética e do pensamento modernos, que não
O abandono de grandes modelos
vinham mais atender à logica do sistema, desta filosóficos explicativos, os quais se
vez mais voltada ao consumo (arquitetura como autolegitimavam e supervalorizavam
bem-de-consumo) e aos reflexos dos mass um alcance global, além da
media (influências decisivas do marketing); necessidade de se romper com os
 Despertar histórico, representado pela maior valores universalizantes do projeto
conscientização da importância do passado e
da memória para a manutenção da identidade
moderno foram as premissas
cultural e limitação do desperdício energético assumidas pelos teóricos da PÓS-
(boom das revitalizações e reciclagens); MODERNIDADE.
 Despertar ecológico, resultado da progressiva 1
crise ambiental, que passa a fazer parte da
Na arquitetura e urbanismo , a era
realidade: a natureza passa a ser vista como pós-moderna passou a marcar as
algo limitado, formado por um conjunto de profundas contradições e am-
ecossistemas do qual o homem faz parte e é biguidades do ato de produção
responsável pela manutenção de seu equilíbrio;
arquitetônica no contexto social da
 Evolução tecnológica decorrente dos avanços contemporaneidade, tanto material
trazidos pela informática, que vai influenciar
todo o processo de produção e uso da como culturalmente.
arquitetura (Era da Informação).
1
Típico das sociedades pós-industriais (Europa, EUA e Como marco pós-moderno na arquitetura, Charles
Japão), o ambiente pós-moderno é dominado pela Jencks (1939-) lançou, em 1977, seu livro The
tecnociência (PC’s, CD’s, DVD’s, laser, biotecnologia, language of post-modern architecture, no qual
etc.) aplicada à informação e comunicação, onde a constatava a “morte” do modernismo, não centralizado
tecnologia eletrônica passa a manipular a sociedade de nas reais exigências humanas, mas em um mítico
massa através da saturação de informações, diversões e homem moderno. Ironicamente, estabelecia como
serviços. Guiado pela publicidade e marketing, o PÓS- marco o dia 15/07/72, às 3h32min, por ocasião da
MODERNISMO influenciou a arte, literatura, música, demolição do Complexo Habitacional de Pruitt-Igoe
dança, teatro, moda, design e, finalmente, arquitetura. (1955/61), em St. Louis EUA, obra de Minoru
Yamazaki (1912-86).

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Sua característica mais expressiva
seria a diversidade de aproximação e
MANEIRISMO MODERNO
tratamento dos problemas, em uma
era de mutação e de busca, diferente O termo maneirismo originalmente refere-
do International Style e do se às manifestações artísticas que se
funcionalismo dos CIAM’s. desenvolveram na Europa em meados do
Na Era da Informação, passou a existir século XVI, quando atitudes anticlássicas
uma grande inter-influência entre os passaram a transformar algumas posturas
acadêmicas do Renascimento, por meio
arquitetos de todo mundo devido aos
meios de comunicação de massa (mass de estilos pessoais (“à madeira de”) e cujo
media), particularizando este momento conjunto originou o estilo barroco.
histórico em relação a toda história da  De limites temporais imprecisos e
humanidade. visto como a fase final e decadente do
grande ciclo da arte renascentista,
Reagindo ao estabelecimento de passou a ser compreendido como um
um MODELO UNIVERSAL, o qual se período de transição, no qual artistas
pretendia unitário e integrador, em como Michelangelo (1475-1564),
todos os níveis, do plano estético ao Rafael Sanzio (1480-1520), Giorgio
sociopolítico – segundo a proposição Vasari (1511-74) e Tintoretto
moderna – os pós-modernos se
(1518/94) criaram as bases de uma
empenham em ressaltar diferenças.
nova linguagem estética, através
Ao mesmo tempo, as correntes contem- de talento, graça e sensibilidade.
porâneas tentariam resgatar o status da
profissão do arquiteto, recuperando certas Como paralelo histórico, denomina-se
dimensões que o modernismo havia MANEIRISMO MODERNO o conjunto
desprezado, como as questões do contexto, de atitudes pessoais – análogas às
da memória ou do ornamento. A relação dos artistas clássicos – em linguagem
forma/função alterna-se com a relação modernista, aplicando-a em enquadra-
forma/conteúdo, pois passa a haver a mentos mais vastos e enriquecendo-a
intervenção de outros parâmetros diversos no com força, originalidade e genialidade,
projeto arquitetônico, paisagístico ou através de novas temáticas e experi-
urbanístico, cujo significado é muito mais mentações, as quais ampliaram os
perturbador que anteriormente. horizontes do modernismo.
As correntes maneiristas pós-45 deram prosseguimento à
As várias correntes que conformam o redefinição da arquitetura funcional, que já se processava
MOVIMENTO PÓS-MODERNO podem desde os anos 1930, ocorrendo uma ampliação do seu
repertório formal e a apropriação inédita de novos meios
ser agrupadas, em termos gerais, em 03 expressivos, inclusive do retorno a citações históricas.
(três) grupos, os quais se diferenciam de
acordo com a postura que mantêm em  Também conhecido como
relação ao modernismo, a saber: PLURALISMO, esse período, que foi
do final da Segunda Guerra Mundial
 PÓS-MODERNISMO propriamente dito: (1939/45) até meados dos anos 1960,
projetando-se mais para o passado, reúne as
tendências que negam a arquitetura modernista,
foi então marcado por várias correntes
resgatando a relação com a história através do arquiitetônicas que procuraram
ornamento simbólico, da prática contextual e/ou questionar e inovar a estética
do retorno a tradições vernaculares. Destacam- funcionalista, propondo reformulações.
se os formalistas e os contextualistas;
 ULTRA ou TARDOMODERNISMO: Projetando-
se incisamente para o futuro, engloba as
tendências que dão continuidade ao
pensamento moderno, adaptando-o a novas
perspectivas, mas mantendo sua relação com a
tecnologia, funcionalidade e universalismo. São
seus expoentes os tecnicistas e os brutalistas;

 NEOMODERNISMO: Retomando a relação com
o presente, aborda as tendências que discutem
uma nova modernidade, incorporando questões
como identidade cultural, presença histórica,
reflexão ecológica e tecnologia avançada.
Exemplificam-se com os minimalistas e os GUGGENHEIM MUSEUM (1946/59, NEW YORK EUA)
desconstrutivistas, entre outros.

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projetou uma série de Unités todos os contextos.Tal desagregação do Modernismo foi  LE CORBUSIER (1887-1965): Embora testemunhada pelos próprios mestres. onde iniciou uma rica experiência com Nas obras dos Dormitórios Baker do aço e vidro. FARNSWHARTH HOUSE (1950/51. Bazoches. Pennsylvania) e do Marin County Civic Center de San Rafael (1959/61. criando cada vez mais para o fantástico. Argel). Pittsburg) e capital do Punjab. o Instituto de Pensões de Apartments (1939). e flexíveis. foi para a Inglaterra e colaborou com caminhou cada vez mais para o emprego de Edwin Maxwell-Fry (1899-1987) em uma formas pesadas e maciças. Também se destacaram os projetos da Igreja de Madison (1947/48. sua obra prima foi o Solomon R. destacando-se o próprio Harvard Graduate Center (1949/50). continuidade volumétrica. influenciou uma materiais ásperos no interior e exterior das corrente caracterizada pelo rigor disciplinar. Por fim. 68 . os Promontory (1950/52. Na obras em Chicago mais destacadas foram: o Finlândia. Essen Opera House (1961/76. inclusive resgatando simbolismos e até ornamentalismos. em Nova York (1946/59). Entretanto. França) e a influenciaram toda uma geração de arquitetos. Weyland). Em 1938. Frank (1939. sua intensidade profissional reforçou-se com a sociedade. seus Massachusetts Institute of Technoloy – MIT edifícios tornaram-se mais circunscritos em si. entre vários outros. realizando obras em vários países. entre as quais as casas Ford do plano e arquitetura de Chandigarh. No ambiente americano. empenhou-se na divulgação do pensamento moderno por todo o de suas experiências nas décadas de 1940 e mundo. Chicago. Architecture Collaborative (TAC). Cultural Center (1951/62. embora de menor qualidade que as abertas e elegantes casas realizadas por encomenda. Alemanha). sua Imatra). Cambridge MA). pluralistas da arquitetura moderna: a Villa Auxmathes (1935) e a Cittè des Affaires  WALTER GROPIUS (1883-1969): Depois da (1938. projetos até 1953. Também foram suas obras: Wolfsburg obra prima foi o Seagram Building (1955. que revolucionou a circulação de espaços museológicos. Nauilly) e o Monastério de La Tourette técnico-construtivo. e suas inclusive latino-americanos. Cambridge Apoiado pelo governo francês e visando superar MA. Wisconsin). fez uma série de pesquisas sobre Igualmente válida foi a experiência urbanística pré-fabricação. Desta fase. Através de um ritmo uniforme e exposição da estrutura. seu trabalho obras como a Universidade de Bagdá (1960) e a experimentou combinações espaciais e de Embaixada Americana em Atenas (1961). através da adoção arquitetura mais elástica e dinâmica (Impington da estética agressiva do concreto aparente School. principais projetos franceses desta fase foram: a Em 1945. Lyon). na 5th Avenue. Maison cujas sutileza de proporções e riqueza material Luis Carré (1956/58. produzindo cerca de 70 (1957. 1936). Finlândia). NYC). edificações. além de utilizar e aplicação de estruturas metálicas com métodos construtivos semi-artesanais e vedação em vidro ou alvenaria. que americana e urgência de soluções econômicas promoveram um rico debate arquitetônico. entre 1948 e 1965. Seus Chamberlain (1940. CHICAGO IL)  ALVAR AALTO (1898-1976): A partir do segundo pós-guerra. que se Ronchamp). passando a criticar um repertório unitário. Alexander (1907-77). além do uso de brise-soleil e materiais rústicos. preconizando a corrente brutalista. juntou-se a ex-alunos no grupo The Chapelle de Nôtre-Dame du Haut (1950/54. através permanecendo na França. com o qual projetou vários grandes edifícios. seja na Europa como nos EUA. as distâncias urbanas. a nova (1938. com o arquiteto Robert E. Guggenheim Museum. o Conjunto Residencial Jaoul caracterizou pelo pragmatismo e extremo rigor (1954. Influenciado pela escala d’Habitacion entre 1946 e 1957. Califórnia). Entretanto. como: a Villa Mandrot (1930). Índia (1950/65). Farnsworth House Helsinki (1956). Oklahoma). estabeleceu-se em antecipando também a concepção brutalista. (1951) e IIT Crown Hall (1956). (1947/48. Suas tachista de telas nos anos 60 e 70. sua arquitetura Alemanha. 1950. da Price Tower de Bartlesville (1953/56.  FRANK LLOYD WRIGHT (1869-1959): voltou-se para uma arquitetura massiva de Mantendo a postura organicista e caminhando concreto armado e técnica exacerbada. Alemanha). Destacou-se também na pintura precisão geométrica e perfeição técnica. realizou a Prefeitura de Säynätsalo novo Campus do IIT (1939/42). Procurou explorar pesquisas tardias acabaram influenciando a novos sistemas de construção e padrões formação e difusão das novas tendências funcionais. concentrou-se na  LUDWIG MIES VAN DER ROHE (1886-1969): exploração plástica do concreto armado e Tornando-se diretor do Illinois Institute of principalmente da superfície exposta de tijolos. Technology – IIT em 1938. acentuou a imagem embora flexíveis. estabeleceu-se nos (beton brut). EUA como professor em Harvard. Lincoln). 860 Lake Shore Drive Apartments (1958) e a Igreja de Vuoksenniska (1958.  RICHARD NEUTRA (1892-1970): Tendo trabalhado com sua esposa Dione e seu filho Dion. o Helsinki Cultural Center (1950/51). associando serviços à com soluções esquemáticas inapropriadas para habitação coletiva. da Sinagoga Beth Sholom de Elkine Park (1959.

por exemplo. concluiu que estas negavam a relação entre as pessoas. principalmente devido à imigração dos mestres europeus. configurações neorracionalistas. Lá. surgiram as Em meados dos anos 1950. Em escolas como catalisador do debate cultural italiano a Yale University (New Haven CT). Genova e Torino). acabando por levar ao progressivo VI. como na Europa. expressão da surpreendente evolução tecnológica. sociedade livre e patrimônio da cultura. MITO DA EFICIÊNCIA: Apontava que a idéia de que de conhecimento. 69 . MITO DA FUNÇÃO: Alegava a superioridade dos mesmo tempo. com o  Isto se intensificou com o controle da economia mundial por parte NEORREALISMO. embora relativamente efêmero. ao I. junto à revista analisou suas técnicas e modos de produção. em um importante atividades de arquitetura e construção. MITO DA PUREZA: Mostrava que o uso do branco incorporando história ao projeto. entendia a arquitetura como processo VII. marcado pela superação das posições influenciou bastante a arte e a rígidas dos modernos e a busca de novas arquitetura. esforço foi para construir uma teoria da desvendou o que seriam os 07 (sete) arquitetura que respondesse às exigên- “mitos” da arquitetura moderna: cias internas da disciplina e que. que se converteu.A partir da reinterpretação do trabalho dos mestres modernos e sua aplicação em novos NEORREALISMO contextos. que. mas que mantinham uma sólida aliança com o poder devido à baseadas em raízes históricas. prática arquitetônica. Itália um grupo de arquitetos que resultou  Peter Blake (1932-). socioeconômicas mundiais acabaram se econômica e social. destacando valores diretrizes arquitetônicas. MITO DO DESIGN: Afirmava que o modernismo negava ter referências culturais resultou em móveis e utensílios anti-humanos. dos EUA. do país possibilitou refletindo na arquitetura. III. no norte da Itália acadêmico moderno perdurou até meados (Milano. somente tetônica. de um caráter mais elitista e dedicado sempre voltado à ideologia democrática ao à recuperação dos materiais e invés de socialista. o ensino populares que. cujo follows fiasco (1977). que V. Depois do período da ditadura estava em seu apogeu e as transformações fascista. têm a vantagem da imprevisibilidade a oposição esquerdista propôs como dada pelo estímulo das escolhas formais. Foi nas universidades americanas que a teoria Em 1944. como aspiração intelectualista resultou na vulnerabilidade. (N. Essa geração pós-moderna possíveis nos ambientes históricos. recusando-se a todos os problemas urbanos poderiam ser resolvidos separar teoria e realidade. Jersey). crítico sobre a arquitetura e urbanismo Momento em que o Imperialismo americano modernos. perdido com o modernismo. porém. surgiu na primeiras críticas autodenominadas pós-modernas. o encontro e o intercâmbio. o sistema de divisórias leves do pós-guerra. a Columbia University (N. criou-se em Milão o funcionalista passou a ser examinada em termos de Movimiento Studi per l’Architettura – História Social e Antropologia Cultural. quando guerra foi bastante propício ao debate se proclamou o PÓS-MODERNISMO. pela circulação e sua eficiência resultava num dispêndio de energia mecânica e humana. fragilidade e rápido consumo  Os arquitetos da Nuova Tendenza arquitetônico. em seu livro Form no movimento NUOVA TENDENZA. MITO DA FLEXIBILIDADE: Criticava a planta livre resposta ao crescimento do capitalismo (ambiente amorfo). a Princeton University entre as décadas de 1950 e 1960. o qual tinha sido culturais e sociais. Esta geração empenhou- (esbanjamento de espaço e de energia) e a habitação coletiva (falta de privacidade). o O ambiente italiano do segundo pós- qual perdurou até a década de 1970. MITO DO URBANISMO: Analisando as propostas empobrecimento da prática arqui- modernas. consideravam a HISTÓRIA como meio IV. quando se MSA. o uma discussão nacional sobre a CIDADE desenvolvimento da informática e a como lugar do coletivo. se em associar teoria e prática. se comparados aos edifícios objetivos sociais. MITO DA TECNOLOGIA: Concluía que a industrialização fracassou na tentativa de produzir em de reforçar o senso de continuidade da série os edifícios. como a difusão dos meios de comunicação de massa. sua identificação com a lógica produtiva do sistema. o ambiente cultural passou a ser que. a reconstrução política. culturais e políticos que funcionalistas. além da falta de identidade. além de classificando a crítica e história como problemas de fluxo.  Nas décadas de 1950 e 1960. instrumentos de projeto. devido às diversidades climáticas. configurações espaciais e significados simbólicos das Casabella. se alinhasse com os resultados estéticos obtidos através da reciclagem de edifícios antigos. revestiu-se dos anos 1960. várias tendências pluralistas afirmaram-se nesse período de transição. II. de bases romanas. York) e a University of California (Berkeley e Los Angeles).

devia-se aprender seus Entre 1944 e 1946. Dos mestres. conduzida por colegas e ex-alunos. Em 1952. da Itália. em fins dos anos 60. mais do que suas arquitetura. escreveu alguns ensaios ensinamentos morais e metodológicos. seus artigos tornaram-se adotar o método tipo-morfológico para a análise referências para a cultura arquitetônica italiana da arquitetura e do projeto urbano.  ERNESTO N. empregando os conceitos fundamentais de tipo. integrando-a. architettonica). Lodovico Barbiano di Belgiojoso  Manfredo Tafuri (1935-94) (1909-2004) e Enrico Peressutti (1908-76) – do STUDIO  Franco Purini (1941-) BBPR. grupo que se empenhou em atualizar o repertório  Massimo Scolari (1943-) modernista. nos anos 1950. o marco histórico das como a Torre Velasca (1951/57. tornaram-se básicas para governo municipal. em 1963. que. por meio da fundamentadas em um estudo meticuloso sobre a clareza de critérios metodológicos. Tratou-se de um plano implementado pelo produção industrial. publicadas em Studi per una storia operante urbana di Venezia (1959). difundiu (1936-). 70 . segundo as diretrizes do Partido sustentar muitas idéias pós-modernas. criando uma nova estrutura teórica utopias e propostas universais deviam se para a compreensão sistemática das leis atualizar com o modo de pensar e viver do seu históricas que deveriam ser aplicadas na tempo. Diante da dada a enorme coerência e lucidez de suas grande variedade de formas existentes. tornou-se catedrático em tradicional. ROGERS (1909-69): Arquiteto e  SAVERIO MURATORI (1910-73): Arquiteto editor da revista Casabella-Continuitá. tanto as naturais como aquelas Veneza. estas compreendidas como continuidade da cultura construtiva do como “presenças respeitosas” da cidade lugar. Itália). arte. baseado na pesquisa histórica. incluindo os nomes dos contextualistas:  Carlo Aymonino (1926-2010)  Gae Aulenti (1927-2012)  Vittorio Gregotti (1927-)  Aldo Rossi (1931-97)  Enzo Bonfatti (1932-) Rogers participou. entre italiano que foi o primeiro. ou mesmo na profícua experiência da OPERAZIONE BOLOGNA2. influenciou muitos trabalhos de renovação urbana. como elemento irradiador de toda a ordenação urbana. que promoveu a residenciais. entre 1939 e 1969 – junto a Gian Luigi  Giorgio Grassi (1935-) Banfi (1910-45). iniciativas de REVITALIZAÇÃO URBANA e de criação de uma legislação para evitar as transformações de  GIULIO CARLO ARGAN (1909-92): Arquiteto e caráter espontâneo. criadas historicamente pelo homem. Milão. a 1953 e 1964. propostas formais. onde iniciou uma série de pesquisas. O grupo realizou grande número de edifícios 2 Considera-se a Operazione Bologna. consistindo em um conjunto de ações para a a expressão “tipologia arquitetônica” (tipologia conservação do centro histórico de Bolonha. cujas concepções sobre cultura planos urbanísticos desenvolvidos nas décadas e arte. A herança muratoriana do uso de procedimentos tipológicos acabou influenciando muitos projetos urbanos em cidades italianas e do norte da África. retomando o significado da área central (Storia dell’arte come storia della città. A partir Comunista Italiano e dirigido por Pier Luigi Cervellati de seu livro Progetto e destino (1965). A Operazione Bologna recolocou o centro qualidade conceitual da cultura atual em função histórico como definidor da política urbana da cidade do pragmatismo e na defesa do artesanato como um todo.  Uma terceira geração de arquitetos italianos acabou incorporando o estudo tipo-morfológico proposto pelo NEORREALISMO dos anos 1950 e 1960 em seus trabalhos. entre os quais Giancarlo Cataldi e Gian Luigi Maffei. Um de seus organismos vivos e como trabalhos coletivos de conceitos fundamentais foi a idéia de pré. acabando por influenciar a geração procurou definir critérios para a identificação e de arquitetos que introduziu a revisão dos sua classificação em algumas categorias princípios modernistas. e sua relação com a sociedade e a seguintes. como aqueles empreendidos por Gianfranco Caniggia (1933-87) na análise da cidade de Como. defendendo que suas analíticas. embora tenham sido realizados dentro recuperação do centro histórico dessa cidade no Norte do método racionalista. onde surgiram os conceitos de cidades como reintegrando-se projeto e cidade. a uma visão evolução das formas e tipologias existentes no tecido global da arte e arquitetura. propostas. adotaram referencias historicistas. Insistiu na perda da urbano. organismo e história operante. 1983). objetivo e verificável. através da superação do “esquematismo” abstrato da sua linguagem. contextualizando-o com a realidade italiana. o que se tornou comum a outros teórico italiano. nas quais reexaminou o centro da cidade. tecido. As idéias de Muratori repercutiram em Roma e seu método de trabalho. além da idéia de planejar novos edifícios existências ambientais.

cada 3 Embora se considere o DADÁ (1916/25) a primeira vez mais a arte confunde-se com os processos manifestação de antiarte no século passado.  Desde 1950. foi Piet vitais: o exercício da arte como a “vitalidade elevada”. tocando-a. mental até chegar a uma arte-mensagem. apalpar. etc. a expressão Na ARTE PÓS-MODERNA. porém as correntes de  CORPO: Relaciona-se à transformação do renovação mantiveram-se vivas. A introdução do elemento lúdico – a 12 participação do espectador – iniciou a fase pós-moderna da arte. Está presente em Se até a Segunda Guerra Mundial (1939/45). como atividade. expandido. contra a aceleração plástica. apelos da obra. ao romper com a moldura. que se tornou o arte? O artista parte de certa organização principal reduto das correntes de arte contemporânea. a França correntes como a Pop Art e o Novo Realismo. Logo. em que a obra é apenas participação do espectador. Até então. moldura e pedestal mantinham a obra de arte em sua aura. que passou a ser convidado intermediário entre dois mundos: real (vida) e mental. a forma desenvolve- buscando romper conceitos já se à semelhança dos organismos vivos. no século XX. cristalizados pela arte e arquitetura modernistas. isto é. instalação. ingressou-se na Na segunda metade do século XX. a moderna para as n-dimensões de hoje. se o  OBJETO: Trata-se da morte de toda especificidade. distanciada do público. ao mesmo tempo em que Constantin A ARTE FIGURATIVA – a “fotografia”. mas cada vez culturais decorrentes dos processos de maiores. a negação das categorias público não se dispõe a atender aos tradicionais. a ARTE PÓS. o fio condutor foi a oposição ao signidicado está na estrutura do objeto criado Expressionismo abstrato. avançando Buscando deliberadamente o ambíguo. Até hoje. Com base no filósofo francês MODERNA está viva. transformações tecnológicas. Pede-se para pegar. a Body-Art. foi o grande centro da arte moderna mundial. ou 1950. mesmo deformada. da mesma forma como. recriado. cheirar: tornado coisa enigmática ou aterrorizante. dividido. para o qual o corpo seria um “vasto campo central. cujo Inicialmente. comprimido. fundamento de toda referência simbólica”. 71 . o objeto pode ser um ready-made ou um objet- a total interação entre arte e vida. ARTE CONTEMPORÂNEA deixou de ser quadro ou escultura. acumulado. e passaram a compartilhá-lo (três) novos estados da arte: com seus espectadores. gravura ou desenho. que externo e o interno – assim como no teatro a não. que teria completado o ciclo (quadro. as terceira fase da Revolução Industrial. o que abriu o caminho para a ou ainda à ARTE CONCRETA. aparecem 03 individual. multiplicado. a tocar na obra. corpo humano como motor da outra ou meio de expressão. nas artes em todo o mundo. transvanguardas para se transformar em puro evento: a arte eclodiram em todas as partes. devido à energia atômica e à ARTE CONTEMPORÂNEA automação eletrônica. nos anos  CONCEITO: Corresponde à idéia como arte. Como exemplos. da quadridimensionalidade da arte alimentando-se do acaso e do aleatório. de paisagens “exteriores” ou “interiores” do homem – Desaparecida a moldura. sociais e  Em aberturas simples. Verifica-se moderno – uma vez que o pintor americano Jackson na Arte Concreta e na Arte Conceitual. a arte chegou. prensado. ela deixa acrescentado. a New York School of Abstract Expressionism seja. os Mondrian (1872-1944) quem preconizou a Happenings e as Performances. a com um contínuo questionamento – o que é vanguarda se mudava para os EUA. já preconizadas pelos 3 mestres do primeiro período . transformado. Brancusi (1876-1957) eliminou o pedestal. massificação. Pela primeira vez. escultura. acabou-se a distinção entre o finalmente avançou em direção à ARTE ABSTRATA. trouvé.). responde-se destronou a École de Paris. Agora. de existir. Criado. glória ou decadência da sociedade industrial e de consumo. Autônomos desde o Cubismo. Os artistas contemporâneos abriram mão de seu dom maior. os artistas pós-modernos enveredaram para novas aventuras estéticas. é a crônica sublimada desta mesma paisagem e/ou separação de palco e platéia coloca no mesmo plano realidade – ou a transcrição lírica de “estados d’alma” – atores e público –. Pollock (1912-56) praticamente esgotou o processo convencional da pintura –. ou existe parcialmente. Maurice Merleau-Ponty (1908-61). desintegração da arte na vida. midianização e globalização àquela multiplicidade de significados coexistindo em um único significante até resultaram em uma verdadeira revolução que a própria noção de obra estourou.

deve-se observar que não existem Em um panorama de difícil categorização. 72 . Franz Kline (1910-62). objeto “real e concreto” até chegar. mantendo vivo o movimento. borrão). O pintor alemão quase ao mesmo tempo na Europa e nos radicado em Paris Wolfgang Schulze. de preferência exteriores.Nos gráficos acima. logo se reduziram planificada. como Henri principais correntes de ARTE PÓS-MODERNA Rousseau (1844-1910). tratava-se da Arte Informal ou galerias em antiquários. em que pode não passar referência à realidade visual (Action Painting). caracterizada pela projeção de manchas e de cores Nas últimas décadas. na Video Art ou mesmo na realizavam a livre aplicação da tinta. o espaço e o vazio. Para alguns críticos. A pintora norte-americana Joan Art) ou o próprio corpo do artista (Body Art). E tão rapidamente espécie de automatismo. Robert Motherwell (1915- especiais. inicialmente gestuais – e. Arshile Gorky (1904-48). mas também como processo ativo. sem nenhuma Arte Cinética. da mesma maneira como não existe primitivismo – há sim pintores ingênuos. a imagem não resultava de uma idéia pré-concebida. a atividades (incluindo a animação): a velocidade de execução torna-se lícita. Dentro da ARTE CONCRETA ou ou CONTEMPORÂNEA: da ARTE ABSTRATA. marcadas de 1 a 5. (1918-88) e Georges Mathieu (1921-).. a obra da arte compreendida nãeo somente como produto da de arte foi sendo desmaterializada: de criação artística. mais recentemente. além de arte aplica-se a lei de obsolescência Abstracionismo Informal. seu maior expoente. Seus maiores precariedade dos materiais e/ou o expoentes. sem nenhuma tentativa ou relativos à conservação e programação de vontade de figuração”. mais do que um simples jato de luz em Jackson Pollock (1912-56). mas do processo criativo: exemplo. explorando com rigor possível marcar a data e o local de cada ismo. também o crítico de arte contemporâneo Tachismo (1951) torna-se mais e mais engajado nos movimentos. o gesto expressivo de Pollock ou o silêncio de Malevich. de Chicago. como o caos ou a crise. por Para seus pintores. Paralelamente. condicionantes principais. nem o abstracionismo nem o concretismo como escolas pode-se apresentar as seguintes como propriamente ditas. Pela primeira vez no Ocidente. situações que se desenvolverão no espaço-tempo da cidade. concepção. Isto também inventou um processo de gotejar a tinta sobre telas determinou sua progressiva enormes (free canvas). 91) e principalmente Pollock junto com sua esposa Lee Por outro lado. como conservar um monte de terra (Land Krasner (1908-84). Jean Degottex aquele disposto na página 28. Os tachistas. criando uma lançamento de manifestos. uma sala escura. apresentado Mitchell (1924-92). desapareceram: também à como Pintura Automática ou Gestual. Os museus estão Informalismo. Clyfford Still (1904- exigir cada vez espaços sempre maiores e 80). em alguns casos não é ao essencial sob a influência zen. conhecido simplesmente por Wols (1913-51) foi quem inaugurou EUA. pertence a uma como obra? O novo museu deverá ser um propositor de segunda geração. onde impera a improvisação e que “não é sendo obrigados a rever antigos conceitos geométrica ou construtiva. ameaça todo o tempo transformar as como DORFLES (1991). Expressionismo Abstrato (1945) Corrente pintoríca norte-americana nascida no segundo  Em um processo gradual e pós-guerra que visava expressar a vida interior através contínuo. nem sempre acompanhados do este estilo angustiado e fulgurante. desta vez. Seus maiores expoentes foram: os O gráfico da página 76 pretende completar franceses Michel Tapié (1909-87). impensada e automaticamente. que ele Tendência da pintura abstrata dos anos 50. o catalão Antoni Tàpies (1923-) e o belga Pierre Alechinsky (1937-). para alguns. daí também ser conhecida como apareceram. agigantamento das obras passaram a Willem De Kooning (1904-97). o holandês abordando a ARTE PÓS-MODERNA e suas Karel Appel (1921-2006). a aceleração dos ismos. todos trabalhando nos EUA. Excluem-se os croquis e a preparação: o artista lança a tinta diretamente sobre a tela. pode-se encontrar vários comportamentos. E assim como o espectador não é mais passivo diante da obra. abandonando qualquer pré- desvalorização econômica. etc. os movimentos surgiram escorridas (tache = mancha. foram: Hans Hofmann (1880-1966). que pode ajuda a criar como companheiro de aventura do artista. Por isto. “brutos” –. ser considerada a versão européia da action painting.

a argentina Martha Boto (1925-2004). suscetível a mutações de seus (1908-2001). Martial arte ótico-cinética foi realizada em Paris.. propõs uma relação dinâmica uma verdade além das aparências. o londrino Francis Bacon (1909-92) e o elementos. inquietação e com sua Art Brut (a arte em estado bruto). Frank Auerbach pela ciência e pela produção em massa. com Raysse (1936-). 1964). momento que era consumida. móbiles irreverentes. Seus maiores artistas foram: o americano Alexander Calder (1898-1976). teatral. as A assemblage (ajuntamento) era uma das suas quais podiam ser dividas segundo seu grau de características principais. dito Balthus de uma “arte aberta”. sequer existia destacou-se uma tendência autônoma: os cartazistas. mantendo viva a figuração até os anos 60/70. que buscava uma Arte Cinética (1960) terceira posição entre o Não (Dadá) e o Zero A Kinetic Art surgiu no início dos anos 60. compressões dos franceses Arman (1928-2005) e Em suas manifestações mais radicais. com montagens eletromagnéticas. além do italiano Mimmo Realismo e a Pop Art esforçavam-se por salvar os Rotella (1918-2006). em que podem se desenrolar e estábiles. realizou. o venezuelano Jésus Rafael Soto (1923-).. alucinatória. por vezes. ligado a um fenômeno quantitativo Visuel – GRAV). Arte Mecânica (1965) 4 Na América. Georg Baselitz (1938-) e Anselm Kiefer expoentes: a londrina Bridget Riley (1931-). O européias nas quais se utilizava procedimentos artista Pop Robert Rauschenberg (1925-2008). mas também sobre trama. pretender “ser um gesto fundamental de depois chegar à França (Groupe de Recherche d’Art apropriação do real. foi uma corrente dos contra a tendência dominante da abstração completa anos 60 que. tornando-se pura luz. Alguns falavam origem polonesa Balthazar Klossowski. a mostra Homenagem a retomado em 1959 pelo pintor e assemblagista Allan Nicéphore Niepce. provocando. de seus precursores (“menos expressão. Enquanto o Novo Gérard Deschamps (1937-). A mais completa exposição de Klein (1928-62). Entre os contemporâneos. Dentro do movimento. o húngaro (1945-). os maiores nomes foram os do inglês Henry elementos e do espectador. 73 . além do norte-americano Lawrence Poons (1937-). além do britânico Leon Kossoff (1926-). Yves manifestações de rua. outros integrantes características de Happening. mundo instável. política. Niki de Saint-Phalle (1930-2002) e o título de Lumiére et Mouvement. Moore (1898-1986) e da francesa Louise Bourgeois Os artistas óticos procuravam usar métodos e (1912-). um mundo de aparências. estendendo-se da simples previsibilidade em: máquinas (movidas por forças colagem ao decor de ambiente. passando pelas acumulações e enfatizando a participação da luz como matéria-prima. simbolizava um Destacaram-se: o francês Jean Dubuffet (1901-85). Victor Vasarely (1908-97). Jacques Villeglé (1926-).] introduzindo-se um relais Responsive Eye. social. em um mundo de contínuas metamorfoses. adotando princípios estabelecidos alemães Lucian Freud (1922-). tais que o Happening era arte plástica. Esta Kaprow (1927-2006). dando início à Mec-Art. materialmente. aleatório e permitindo permutações. cheiro ou ruído. Na diversas. Holanda e Iugoslávia. em 1965. Tratava-se de uma linguagem do Happenings4 – como aqueles do suíço Jean Tinguely movimento. estes dois últimos radicados nos EUA. Nikos dramática. Já seu introdutor na mecânica de uma nova imagem bidimensional por França foi Jean-Jacques Lebel (1936-). tendo em Josef Albers (1888-1976) um pós-45. Expressionismo Figurativo (1950) Arte Ótica (1960) Consiste no movimento artístico europeu que era Também denominada de Op-Art. para Figurativo por. conservando a quadro/espectador. limitadas pelas modificações recíprocas dos escultura. François Dufrêne (1930-82). expoentes foram: Gianni Bertini (1922-). com possibilidades de configurações norte-americano Philip Guston (1913-80). telas emulsionadas. transposições fotográficas não exclusivamente pictórica. que afirmava meio de processos industriais ou fotomecânicos. o italiano Bruno Munari (1907-98). destacam-se: os materiais industriais. Compunha-se de obras em movimento ótico e real. o suíço Daniel Spoerri (1930-) e restos da sociedade de consumo. que a definiu como “atos que se pretendeu cobrir toda uma série de pesquisas tornam rituais e transformam nossa vida cotidiana”. tipografias. fotográficos com um mesmo fim: a elaboração considerava-o um “pequeno teatro”. Vivendo no “horizonte provável” do figura apenas para dobrá-la à sua vontade. procurando eternizar o búlgaro-americano Christo Javacheff (1935-). 1964) e URSS (Dvijenié. sociológico em estado essencial de comunicação”. de expressão: o real percebido em si e não através do Alemanha (Group Zero) e finalmente EUA (The prisma de uma emoção [. o Cinetismo aceitava o precário e o instável. incluindo a participação do Nouveau Réalisme foram: os franceses Raymond lúdica do espectador ou desdobrando-se em Hains (1926-2005). o belga Pol Bury (1922- 2005) e o italiano Gianni Bertini (1922-). mais mas com o princípio de que a arte deveria expressar visualização”). Itália (Gruppi Gestatt N e T). Kessanlis (1930-2004) e Alain Jacquet (1939-). Novo Realismo (1960) Movimento lançado em outubro de 1960 pelo o crítico francês Pierre Restany (1930-2003). Principais (1931-). Seus maiores “cinematográfica. Contrapunha-se ao Expressionismo manifestações na Suíça. porém de natureza como: retículas. Às vezes. adquiria por vezes cartazes de rua. musical. vendo-se como estrutura viva e (1915-91) –. o francês de vazio: “now-you-see-it-now-you-don’t”. etc. com (Tachismo). hidráulicas ou cibernéticas). existia só no César Albertine (1921-98). o polonês Julian Stanczak (1928-) e o japonês Tadasky (1935-). cujo trabalho consistia em dilacerar os grandes Freqüentemente ambiental. erótica e psicoquímica”. poética. o termo Happening (“acontecimento”) teria O mesmo Pierre Restany (1930-2003) do Novo sido cunhado pelo compositor John Cage (1912-96) e Realismo. em 1967.Além dos citados.

os alemães Joseph Beuys (1921-86) Shusaku Arakawa (1936-). conceitualista americano não se dirigindo exclusivamente para os olhos do ligado ao grupo inglês Art & Lenguage. em telas como bases o Expressionismo Abstrato. pela abstração fria de Newmann e Reinhardt. elementos materiais do quadro (tecido. também denominada de arte redutiva. exigindo assim que se use o conceituais. Quando há a inclusão de observador se veria impulsionado a refletir e imaginar. formada geralmente por esculturas musicais e cinematográficos) e a cultura da cidade (e enormes. Entre seus defensores interessante para o espectador. Joseph Kosuth (1945-). Keneth Noland (1924-) e Frank Stella (1936-). seus eram constituídas quase sempre por estruturas únicas. cantando. Seus poderia ser qualquer um: a galeria. cores puras e contornos rígidos. Destacaram-se: Burden (1946-). ou primária). em que o fóco A Process Art inspirava-se no existencialismo e tinha eram vastas extensões ou ”campos” de cor. mas logo se (1935-). Donald Painting. busca um duplo. Foi precedida. espouca e pula (Pop-corn. Sendo sua o quotidiano. e a fisicalidade da cor. Abrindo mão da o Minimalismo. nascida na Inglaterra dos anos 50. feitas com matéria-prima industrial. a Os maiores expoentes do Minimalismo eram: Sol Pop Art frutificou nos EUA no início dos anos 60. (ausência de efeitos de matéria ou textura. tornou expressão estética de toda sociedade industrial além do mexicano Mathias Goeritz (1915-90). na França. inclusive com a participação e exigindo-se uma participação mental do espectador. cavar um buraco ou mandar (1913-67). o Colorismo e imensas. Robert Rauschenberg (1925. que cada espectador é parte da obra. niilista. Morris Louis (1912-62). defendia-se a “expressão simples do que se descobria ao fazer arte. além das Batizada pelo crítico Lawrence Alloway (1926-90) e esculturas de David Smith (1906-65). do desenho. meios de serial ou modular. Robert para alguns “o segundo estilo norte-americano” (o Morris (1931-). e suas grandes cidades. em (1931-) e Peter Blake (1932-). Carl André primeiro seria o Expressionismo Abstrato). e Wolf Vostell (1932-). celebrando a realidade do dia-a-dia e toda referência lírica ou ideológica). o artista daria apenas uma indicação e o corpo diante de um público. afirmou que “a observador. sendo LeWitt (1928-2007). Claes Oldenburg moldura). outras dimensões. que trabalharam Yves Klein (1928-62). pintura que usava formas simples. também denominada de Arte Performática. gestáltica da arte abstrata. Dan Grahan Seus expoentes foram: Ellsworth Kelly (1923-). Daniel Buren (1938-). bem como Concertos Pop). mas a todos os seus sentidos – uma vez arte é a definição da arte”. migra-se para o Happening. mas A Minimal Art foi uma corrente surgida em meados dos baseada na expressão da grande cidade. Assim. eis porque o artista estavam: Mark Rothko (1903-70). suas esculturas (“instalações”) kitsch. ou seja. Seu objetivo era tornar a obra mentalmente uma transação imediata”. ora seus aspectos residuais Support/Surface. ingleses Gilbert Proersch (1943-) e George Lawrence Weiner (1942-) e Jenny Holzer (1950-). da qual pertenciam Claude Viallat (1936-) e (1929-). Seus maiores espontânea e subjetiva tornou-se calculada e expoentes foram: Richard Douglas Huebler (1924- impessoal. da estrada). (1942-) e Fred Sandback (1943-2003). como tema o folclore urbano (publicidade. criando-se nos anos 60 a Hard Edge 97). o principais artistas foram: o norte-americano Chris telefone. no campo da pintura. artistas procuravam revelar a elegância do ordinário e com emprego de elementos estandardizados e do vulgar. Hans Haacke (1936-). Pop Art (1955) Arte Mínima (1966) Corrente artística equivalente à arte popular. a sociedade de consumo e o execução impecável. Para os parado (performances). polidas e brilhantes agride. Colorismo (1960) Arte Processual (1969) Corrente norte-americana considerada uma variante da “pintura de ação” a partir dos anos 50. Passmore (1942-). Richard Diebenkorn (1922-94) e Helen mensagens pelo fax ou correio (Mail Art). Aos poucos. Dan Flavin (1933-96). entre outros. Marc Devade (1943-83) e Louis Cane (1943-). dançando ou simplesmente 1960 e deram origem a inúmeras derivações. era um ramo da arte pensamento complexo”. programada. tudo passava Frankenthaler (1928-). Arte Comportamental (1969) Arte Conceitual (1967) Corrente também derivada da arte conceitual e Termo que reúne uma série de experiências artísticas. que se caracterizava por duas linhas (apropriação de objetos). Richard Arfschwager (1924-). 74 . caracterizando-se principalmente por comunicação de massa. Pop-star. quase de tamanho mural. caracterizada por eventos montados para apresentar o informações) concentraram-se no final da década de artista falando. Contra os “especialistas do bonito”.. Bernar Venet (1941-). Ad Reinhardt Empilhar tijolos. resultando em superfícies lisas. onde “um quadro grande era conceitual. com os trabalhos de Richard Hamilton (1922-) e David Hockney (1937-). uma vez pincel. do sombreado e também do artística mais importante que a peça acabada. Da mesma sentido de investigação e comunicação (Letrismo). e as “esculturas vivas” dos Alighiero Boetti (1940-94). Frank Stella (1936-) e Richard Serra (1939). Andy Warhol (1928-87). Jean Le Gac (1936-). Barnett Newman desejava que ela fosse emocionalmente seca. chassis e 2008). o catálogo. processos. em quadros Walter De Maria (1935-). Jasper Johns (1930-). a abstração a ter uma intenção artística. Considerando o processo de criação textura. (1905-70). situações. era cujos trabalhos (conceitos. John Baldessari (1931-). Tom Wesselmann Vincent Bioulès (1938-). Principais artistas: Roy principais de pesquisas: a decomposição dos Lichtenstein (1923-97). Pop lembraria tudo o que é popular. Barthelme (1931-89). o espaço onde é realizado e os objetos revelando-se uma total liberdade de suportes. entre vários outros. consumo e mitos políticos. que empregados convertem-se em protagonistas. sua fisicalidade. enfim. Donald Judd (1928-94). Baxter (1936-). e. buscava o lado de fora. Popeye. tomando-se anos 60. Iain minimalistas que pareciam ser feitos por máquinas. destacou-se o movimento caráter icônico. maneira. opondo-se à introspecção e subjetivismo constituindo sistemas (escultura elementar. tomando como base ora seu Paralelamente. interação com o público. o corpo ou a memória.

videotapes e como recupera para o campo das artes plásticas fotografias. fitas. tendo seu desertos. sublinhando o papel determinante jogado pela que mostrou trabalhos cujo acento principal era o fotografia. já que o artista. próprio corpo como um campo novo de possibilidades. nela o artista deixa o ateliê “para fezes. como observa Clay. vu e o jamais vu: “em um mesmo movimento. Pino Pascali (1935-68). Entre os Eva Hesse (1936-70). sugeriu que o por artistas europeus e norte-americanoss interessados realismo atual seria somente possível em sociedades pelas artes conceitual e processual. entre o déjà trabalho e lazer mecânicos. austríaco Gottfried Helnwein (1948-). entre vários outros. Arnulf Rainer (1929-) e Rudolf Schwarzkogler (1940- uma vontade de retorno ao Éden. restos (objet-trouvé). tanto europeus como americanos. John De Andrea (1941-). operam em direções diferentes. Vito “os produtos da natureza não se oporiam mais aos da Acconci (1940-). distanciamento”. romântica ou metafísica para alguns. Prósima do Informalismo. Don além do grego Jannis Kounellis (1936-). terra ou O chamado Fotorrealismo retira o frêmito de vida. resgantando tanto a pintura realista do século XIX como o realismo socialista da URSS. uma substancial unidade a natureza e a cultura. Robert Bechtle (1932-). grama. através do qual o artista descobre a Hyperrealism. e a ítalo- leis que regulam a célula [. O objetivo hiperrealista. lagos secos. Anselmo (1934-). os alemães Eddy (1944-) e Denis Peterson (1951-). tratava-se de uma arte que propunha eliminando o movimento na escultura. linguagem única e os artistas. Esta. humanas situam-se. no seu afã de perfeição si mesmo. montanhas ou na própria cidade. química. segundo o pintor francês Jean-Olivier Hucleux (1923-) seria o de As proposições da Arte Povera coincidiam com os “captar um evento interessante em um momento objetivos da Contra-Cultura e as formulações de seus preciso”. Bob Flanagan (1952-96). Lowell B. baseada no desperdício.] A arte faz convergir em francesa Gina Pane (1939-90). geleiras. além do búlgaro. Alighiero Boetti (1940-94). Entre os expoentes da Ambient Hiperrealismo (1973) Art. as esculturas Em suma. e realismo. deu-se em 1970 na Mostra del Museo Fisico de Turim. Robert Smithson (1938-73). um “novo alfabeto para o corpo e a matéria”. de Arte Ecológica. Também denominada principalmente em sua materialidade (suor. revelaria um “panteísmo inconsciente”. Richard Long (1945). no catálogo da mostra Expressão cunhada pelo crítico italiano Germano Relativist Realism (1972) enumerou uma dúzia de Celant (1940-) para designar uma “arte pobre”. para alcançar maior intensidade realista. interessando-se pela substância de um evento empalhados. formalista e travestismos. assim mapas. em seu imediatismo e em seu madeira queimada. foi uma corrente artística Neo-Dadá dirigida hiperrealistas lembram justamente figuras de museu de para as possibilidades físicas. pretende ser a própria máquina. arte.). fazendas. renovando-se em contato com os novos conceitos de americano Christo Javacheff (1935-). como sucata. foram o casal Mario Merz (1924-2003) e Marisa Merz como se fosse uma projeção imaterial. Giuseppe Penone (1947-). Richard Estes (1932-). com efeito. o alemão Konrad Klapheck (1935-) e o (1941-). a Arte do Corpo adquire a forma de ritual no “teatro de orgias” dos Os trabalhos são perecíveis. neve. e mantendo-se como uma corrente viva até hoje. sua memória e seus gestos. com seu olhar gelado e fantasmático. Os expoentes italianos suporte. Neesbitt (1933-93). o objeto buscava-se o precário contra o eterno. sangue. ou de processos educativos (learning documentos: matéria orgânica ou mineral. Michelangelo Pistoletto (1933-). croquis. Gilberto Zorio (1944-). etc. Arte Povera (1967) Jean Leering (1934-2005). autor do em fotografias ou documentos de trabalhos realizados primeiro livro sobre a nova tendência. além de outros. o olhar paralizado. e. Acreditava-se que 69). Fabbro (1936-2007). tanto na Europa como nos EUA. Bruce Naumann (1941-). destacaram-se os norte-americanos Walter De Maria (1935-). estopa. Giovanni expoentes americanos foram: Ralph Goings (1928-). principais críticos tinham pontos comuns com as idéias tenta-se realizar uma “fatura invisível” (fazer do filósofo alemão Herbert Marcuse (1898-1979) desaparecer a pincelada e a própria tinta). realizados sem a austríacos Otto Muel (1924-) e Hermann Nitsch presença do público e deles restando apenas (1938-). fazendo uso de se oferece na maior familiaridade e em sua estranheza materiais perecíveis e pobres. e a profundidade uma nova cultura dos sentidos (nomadismo dos na pintura. Jan Dibetts (1941-). Michael dos anos 70. correspondeu à tendência Também conhecida como Body-Art. Chris cultura: a linguagem da arte obedeceria às mesmas Burden (1946-). tatuagens. Se suas pinturas parecem registros fotográficos. exposta realismos e Udo Kultermann (1927-). não há uma para ritos e gestos. em movimento ou como suporte fazer incisões no mundo”. através do despojamento material da uma ”familiaridade desviada”. destacam-se: o francês Gilles Aillaud Franz Erhard Walter(1939-). mais desconcertante. natural (nascimento de uma planta. O efeito de uma tela hiperrealista é o de hippies). Outros expoentes foram: os austríacos para outros. em que objetos e figuras sociedade consumista. Luciano Audrey Flanck (1931-). os americanos Dennis Oppenheim (1938-).. Heizer (1944-). maquilagem arte. 75 . Sua consagração como a americana ou em centros urbanos modernos. A pintura torna-se assim uma película fina. trata-se de um conceitual de se trabalhar com (Earth-Art ou gênero de performances que fazem intervir o corpo do Earthwork) e na (Land-Art) terra. Em geral. processes) no americano Dan Graham (1945-). reação química de um mineral. mares. é o subsolo do retorno à natureza. como consequência. eclipsando o contra a opressão da máquina. Esta as sociedades: escarificações. reportagens. Arte Ambiental (1967) Arte Corporal (1972) Surgida entre 1967 e 1969. químicas e biológicas da cera. o galês Barry Flanagen (1928-). surgindo. Influenciada pela arte comportamental. física). face à vida e a si mesmo. seu corpo. Logo. movimento de um rio. Ou animais matéria. Dennis O retorno definitivo do realismo teve início no começo Oppenheim (1938-). Chuck Close (1940-). não importando o lugar – em se encontra só. Tal documentação era posteriormente práticas que existem em todos os tempos e em todas exposta em galerias ou divulgada em revistas.. ou ainda atuar executante enquanto medium único da arte – o artista diretamente na natureza. Seus maiores (1931-). filmes. Reiner Ruttenbeck (1937-) e europeus.

plotters e alto-falantes. Hervé Télémaque (1937-). Ronald Davis (1937-) e Joseph Nechvatal (1951-). mídias da Era da Informação. do português René Bertholo (1935-) e do aspecto temporal. mas corresponderia a um modo de limitado de elementos. decomposições e geralmente com aparelhos de emissão (out-put). o alemão Manfred Mohn (1938-) e os americanos Willoughby Sharp (1936-2008). Em para designar uma nova tendência pictórica que não meados dos anos 70. rumos da Computer Art (Arte por Computador). seus artistas explorariam métodos e recursos como o uso de grandes planos. - 76 . o sul-coreano Nam Morellet (1926-). e Cybernetic Art (Arte Cibernética) para designar a os italianos Valerio Adami (1935-). os Nicholas Schöffer (191296-) criou a expressão alemães Peter Klassen (1935-) e Jan Voss (1936-). um dos responsáveis pela evoluíram das artes ótica e cinética para os novos mostra Bande Dessinée et Figuration Narrative (1965). Eusebio Sempere (1923-85). o italiano Gianni Colombo (1937. dos quadrinhos mais natural que os progressos muito rápidos à imagem animada (cinema e televisão). e sim de Jacques Monory (1934-). o francês François alemão Wolf Vostell (1932-98). Arte Permutacional (1970) Figuração Narrativa (1965) A Teoria Informacional da Percepção Estética acabou Termo criado pelo crítico francês Gerald Gassiot- incluenciando as artes plásticas contemporâneas que Talabot (1929-2002). isto é. Michel Macreau (1935-97). inclusive aqueles de pensar ou de criar. June Paik (1932-2006) e os norte-americanos 93). Joan Jones (1936-). concepção ou “criação” da obra de arte. o ítalo-brasileiro Entre os precursores da Video Art. no seu (1932-). na automatização da fase de produção. Objetos de arte por computador são produzidos vistas panorâmicas. em uma como ferramenta artística. Esta Nova Figuração faria uso atos. Porém. Se são as máquinas de referência à dimensão temporal na elaboração da tela infomação que determinam cada vez mais nossos por aquele que a olha. destacaram-se: o Waldemar Cordeiro (1925-73). Peter Campus (1937-) e Bill Viola (1951-). aproximações. Outros expoentes eram: o espanhol espanhol Eduardo Arroyo (1937-). nada dos mais diversos meios de expressão. Entre seus maiores expoentes. mas perceptíveis (1938-) e Mario Ceroli (1938-). assim por diante. Influenciado por essas novas artistas a realizar certos esboços de criação artificial. O húngaro Martial Raysse (1936-). passou-se a construir uma estaria fundada sobre uma base filosófica ou política multiplicidade de formas novas a partir de um número qualquer. entre outros. utilizando-se o computador expressão artística que implicaria. o essencial não estaria apontam-se: os franceses Bernard Rancillac (1931-). além do islandês Erró no seu desenvolvimento modificável. às vezes. Antonio Recalcati criação de programas puros e aleatórios. imperceptíveis no seu aspecto visual. inclusive verificados no campo dos computadores levassem os recaindo na Video Art.

que ignora tudo que a precedeu atraente. absorviam os ou a circunda. não raro. passando-se a espaços públicos perderam seu buscar uma reintegração à cotidianidade significado devido à padronização. alterou a fórmula de que a forma segue a b) Uma produção coletiva de obras de interesse função. nas quais os cultura popular e a erudita. expandin. tirou da forma seu caráter simbólico e transferiu-o para a PÓS-MODERNISMO função. os arquitetos pós. pois. o orna-mento e Certos de que a arquitetura moderna deveria ser o ideal contemporâneo de beleza. a 13 arquitetura moderna. os arquitetos pós-modernistas rechaçavam a arquitetura funcionalista. não mais representável esquematicamente como o criada na imaginação do arquiteto. mais românticos e subjetivos. A solução da forma de agregamentos sociais novas. dispersando-a e tornando-as houve uma (re)aproximação entre a conjuntos de edifícios separados por amplas áreas verdes. a subjetivos. que demoliram edifícios antigos historicismo. Comunicação como pelo Neo. através de seus arquitetos e relação de simultânea influência entre o urbanistas. no qual tradicionais. não nasce do problema utilitário. mas é c) Uma civilização industrial já madura. às vezes em prol de significados simbólicos (metáforas) nem sempre legíveis aos leigos. Basicamente. quer compor imagens que tenham a força de estímulos ao provocar emoções e reações no observador. a nova linguagem do proletariado. a matéria e a técnica. produção cultural “oficial”. Inicialmente proposta como pressupostos da POP ART. que “universo da máquina”. ter motivos diretos para isso ou inspirando-se em modernas foram as constatações por contextos culturais específicos. podendo assim contrariar todas as normas ortodoxas que faziam a “boa forma” no modernismo. inspirados na arquitetura popular e  Instituiu uma linguagem purista e autor- comercial de modo provocativo e referente. Além disto. Seus pressupostos dividiram-se em duas vertentes: o FORMALISMO e o CONTEXTUALISMO. o uso do especulador imobiliário. destruindo o estoque imobiliário. que A ARQUITETURA PÓS-MODERNISTA devem ser reconhecidas e analisadas como fatores de identidade. a nostalgia. seus valores sobre os dos produtor cultural e a população em geral. ultrapassada. racional e objetiva sendo muito Basicamente. não reconhecendo gostos e tradições diversas da arte erudita. o PÓS. esta segue a estético e que está ligada a processos moda. qualidade para o problema da habitação  Influenciados tanto pela Teoria da coletiva. as premissas método. mostrou do-os para grande parte da sociedade com o tempo ser a mais interessante para e redirecionando a atenção arquite. para construir outros de qualidade modernistas usavam elementos geralmente inferior (atividade onerosa). tônica para a história.  Eliminou a escala humana das cidades MODERNISMO propriamente dito. Na opinião dos críticos pós-modernistas. colocando Entre as décadas de 1960 e 1970. 77 . só ele próprio torna-se d) Um papel determinante que as transformações ambientais em seu conjunto tem sobre a capaz de refazer. para ela. na sua busca pela simplificação e pureza. através de programas de renovação urbana. faziam uma cínica parte dos arquitetos da existência de: abdicação da função. tanto teria falhado em vários pontos: na Europa como nos EUA. sutis que. o gosto. dos indivíduos e concretizando uma  Impôs. mediados por instituições e formas memória e o contexto. Especulando formas sem lógicas da arquitetura e cidade pós. que é produto de  O pós-modernismo na arquitetura novos sinais e formas resultantes de novas necessidades e desejos da sociedade atual. as em lados opostos o trabalho humano e o críticas ao International Style e ao trabalho da máquina. inclusive a “banal” – e não só a de “elite” –. ela pensamento moderno fizeram surgir. a fantasia. mas como um conjunto estabelece associações simbólicas tão contraditório e dinâmico. clientes. materializada através dos meios de  Falhou na tentativa de criar soluções de informação e comunicação de massa. a) Diversas e diferentes culturas no mundo atual.

reforçando a idéia de estilo. além das superfícies verticais  Ajudava a reinterpretar a história. arquitetônicos do PÓS-MODERNISMO articulação formal. especialmente a pedra. o  Hedonismo: Culto ao prazer e à beleza. frontões. ornamentalismo. tais como arcos. uma vez que não usavam os  Tratava-se de um elemento formal que cria mesmos materiais e formas em toda ou beleza e modifica espaços. formação plástica de partes isoladas. de efeitos compositivos. cúpulas e galerias. modernistas formalistas perceberam a força criativa materiais estes combinados aos contida nos estilos do passado e ornamentos históricos. à cultura e à história) Determinado por elementos como  Os principais fundamentos material. Corrente tipicamente norte-americana. essência. FORMALISMO pós-moderno mostrou através da idéia de conseguir o máximo pelo uma concepção arquitetônica que mínimo esforço. passava a mentos do passado. etc. em artísticas. emprego de elementos estilísticos. portanto. tem. já que é rico qualquer parte do mundo. ironia e provocação. clima e topografia. Enquanto o Movimento Moderno (1915/45) abandonou a os formalistas ainda usam muito o decoração naturalista para modificar toda a arquitetura. a plenos de significados e distantes historicamente – bem cerâmica e a madeira. preocupados em romper com o passado eclético. uso de convenções. ênfase no tratamento gráfico. que encontrou o apogeu entre 1966 e 1978.Tanto os formalistas (ou conteudistas) como  O ORNAMENTO (plástica secundária) os contextualistas (ou regionalistas) foi redescoberto e novamente aplicado buscavam a criação de lugares ao invés de pelos pós-modernistas porque. na considerações estético-formais. maior parte transformados através da dendo ao fechamento volumétrico. depurando-a e partindo assim do zero. fachadismo.  Elitismo: Pré-definição do público-alvo e dos parâmetros de conforto e qualidade do ambiente isto é. FORMALISMO  Grafismo: Fascinação pelo poder evocativo de desenhos e maquetes. à estes são associados a formas modernas volta de aberturas isoladas e ao e aos signos da sociedade de massa. ser determinada estritamente pelas colunas. os pós- concreto armado. Propagava a desconfiança para  Vanguardismo: Crença na beleza. valorizava mais os invólucros que a construído. sinais e aspectos X emblemáticos. textura. qualidade de FORMAL concentram-se em: iluminação. de vocabulário e guiadas por condicionantes funcionais. provocando arquitetura – vista como forma de surpresas e influindo no gosto. antiuniversalismo. tradicionais. para eles: espaços. na sociedade de (Abstração geométrica consumo e nas leis mercadológicas – e e anônima) inclusive no Kitsch –. 78 . policromia. menos acentuada artificialidade e colorismo. vidro e aço. Na busca por efeitos cenográficos. além de em significados e conotações simbólicas. que se expressava através de metáforas. acentuava a forma frente ao conteúdo. cor. e do ornamento simbólico. comodismo. porém com mais do que os modernos – e. que função utilitária. inevitavelmente se transformaram em referências ao passado. enfatizarem o conteúdo histórico da  Levantava expectativas.  Interessados na produção massiva.  Formalismo: Preocupação quase absoluta com o aspecto visual da obra. técnicas e econômicas princípios próprios e de uma linguagem simbólica. tudo com a intenção de LUGAR PÓS-MODERNO transmitir uma tensão entre estes (Local específico associado elementos na mesma obra. ESPAÇO MODERNO Inspirando-se na história. fazendo uso originalidade e importância de suas criações amaneirado de suas soluções. a ARQUITETURA FORMALISTA adota ele-  Sua arquitetura. à estilização e/ou mudança de materiais. com o funcionalismo. a ARQUITETURA Determinado por relações FORMALISTA voltava-se para a simbiose matemáticas e geométricas. comunicação –. especial a composição modular como  Antifuncionalismo: Rejeição da estética funcionalista e da idéia de proeminência da suporte para invenções decorativas.

psíquicas e culturais do indivíduo. festivos cheios de provocações inusitadas. realizada no Museum of Modern Art – MoMA de Nova York. ambíguas e de um tom romântico e saudosista que não negava as incoerentes). As razões dessa dupla codificação eram tanto gosto. empréstismos formais ou citações Modern Architecture (1977). etc. e a partir de então a John H. AT&T Building. kitsch. JOHNSON (1906-2005): Arquiteto e crítico de arte norte-americano que inicialmente foi influenciado pela disciplina de Mies. de 1964 a 1967. que constatava o fim da arquitetura gratuitas de outro tempo ou lugar . que produzindo um NOVO ECLETISMO pela resgatou a beleza e o poder de atração das miscelânea estilística. Pretendendo ser sedutora e usar a tecnologia atual. com o contexto da obra. o conceito de função amplia. formas do passado. da autoria de Philip Johnson (1906. uso de eixos. Houston TX. comercial. Aqui. New York City) e Centro As principais características da linguagem NCNB (1984. moderna. reaproveitava elementos ornamentais de outros estilos eruditos e inspiração na arquitetura não- que propunha uma atitude mais consistente com seu tempo. graças ao seu conhecimento histórico. A partir dos anos convenmções arquitetônicas (simetria. daí a realização (potencial comunicativo da transgressão e da de várias exposições: o veículo de seu discurso ironia). A este livro. mas belo por causar o efeito de sublime. o “belo desenho”. NEW YORK) no sentido construtivo. Depois da sua famosa Glass House (1949. associou-se a Richard T. Houston TX). mas pretendiam também se efêmera. ambiguidade (presença simultânea de vários d) Dava mais ênfase à representação do que caracteres arquitetônicos) e da provocação propriamente à obra construída. atual Sony Building (1978/82. determinações subjetivas e associações tecnológicas quanto semióticas: os arquitetos procuravam simbólicas. Architecture (1966). Formado em Harvard. arquitetos formalistas começou então a depurar suas 2005). seguiu-se outro. FORMALISMO a partir dos anos 1960 e 1970: auxiliada pelo conhecimento cultural. de Charles Jecks 5 (1939-). tentou superar a arquitetura miesiana. o que provocou algum alvoroço na mídia. baseava-se na criação de cenários. ritmo e acontecimentos. não possuíam justificativas funcionais. tornando-a se do conteúdo utilitário para as necessidades permeável a montagens irreverentes e criando espaços físicas. a arquitetura. de Robert Venturi (1925-). Foster (1919-2002). c) Recriava códigos formais existentes do passado.). Outras obras: Penzzoil Place (1976. fachada 1970 passou a haver maior preocupação principal. na área da arquitetura. faziam sua releitura. arquitetônica formalista eram: a) Tinha uma atitude mais liberal para com a 5 relação forma/função. linguagem duplamente codificada: parte moderna e parte solucionando a forma mediante questões de não. Foram estes os maiores expoentes norte- americanos da arquitetura formalista:  PHILIP C. que afeta outra arquitetura complexa e contraditória. c/John Burgee). fosse capaz de exprimir uma grande beleza que pudesse ser apreciada por gerações futuras. que defendia uma mercadoria. propondo a livre escolha Alguns dos formalistas ou neorrealistas norte- da forma para satisfazer a função de modo americanos ficaram conhecidos como GRISES – em criativo. comunicar com um público em geral.1977).).  A publicação de Complexity and Contradiction in Apresentando um decorativismo explícito. ávida por novidades formais. Burgee (1933-). passou a procurar induzir a reativação de configurações do passado nas formas presentes. 79 . New de consumo. propiciador de redundância e de tensão contraposição ao neopurismo dos WHITES – e. equilíbrio axial) e configurações espaciais que provocaram a difusão das idéias do (uso de ornatos e ênfase da fachada principal). buscando novas justificativas no ambiente em chipendale como a base com arco e colunata que suas obras se inseriam e dialogavam. mercadoria. atual Sony Building (1978/82. como era de se esperar em uma sociedade Building.  A exposição The Architecture of the École des A maior crítica sobre os formalistas Beaux-Arts (1975. transformando determinados  Foram estes os principais princípios de ordenação (simetria. Learning era o desenho de arquitetura transformado em from Las Vegas (1972). recaiu no fato de muitas vezes acabarem organizada por Arthur Drexler (1925-). A maioria dos York).O PÓS-MODERNISMO FORMAL incluiu uma diversidade b) Enfatizava a sensação estética subjetiva de abordagens que abandonam o paternalismo e o (emoção) em detrimento aos aspectos utopismo de seu predecessor. Passou então a se utilizar do arco por considerá-lo um elemento contraposto ao utilitário AT&T (SONY) BUILDING (1978/82. mas. Tanto o coroamento com frontão formas. apontando o valor estético da oficial (popular. através (uso de formas contraditórias. segundo ele. p. estruturais e/ou funcionais (razão). e o impacto causado pelo uso de O esgotamento das formas decorativas acabou elementos historicistas no projeto do AT&T acontecendo. New Canaan CT). etc. evitando  A repercussão do livro The Language of Post. buscando uma direção que. mas que tinham uma objetivos.

evitando a revolução política. como Houston TX. O cadeia de Lojas de Departamentos BEST (1974. Todas suas pensada como pano de fundo de uma ação complexa.). através de sua obra. Destacaram-se as seguintes Framingham MA). Obras bastidores colocados de maneiras diferentes. Japão). Portland OR). 1977) e Elemental House (1980/82. STERN (1939-): Arquiteto norte-  CHARLES W. Univ. defendia o classicismo pós-moderno. a eloqüência visual do NY5 com o recurso desinibido e arquitetura circundava o corpo e. permeiava seus projetos de elementos frisos. um espaço determinado e qualificado cenográficas e releituras coloniais. aprendendo com ele seu sentido de temporalidade.  CHARLES JENCKS (1939-): Arquiteto e crítico norte- prima Piazza d’Italia (1977/79. Los Angeles CA). 80 . Hagmann em 1969. Iniciando com reelaborações neoplásticas. Projetou-se através das obras da inserindo-se assim no formalismo pós-moderno. passou a utilizar transformações Javacheff Christo (1935-) ou Robert Smithson complexas de imagens antigas. associando-se a John Wright sobre o continuum urbano. S. deveria ser radical à memória das raízes americanas. passando a buscar a ecologia. Trubek House (1971/72. americano que foi aluno de Venturi em Yale e americano influenciado pelas idéias de Frank Lloyd trabalhou com Richard Meier. Museum (1990. St. faz alusões homem. Armonk NY) e Point West Place (1983/85. inspirando-se na informática e na dogmatismo dos whites. aponta a referência moderna Lurie Tower (1995. expressa. resultado de um processo de apropriação ao históricas. de Michigan). Louisville KY. etc. Para ele. Cruz). Para ele. Ambler PA). Hiroshima. isto é. da obtenção de uma beleza artificial e gratuita através da estilização histórica e do ornamento simbólico. na qual os edifícios Através de sua obra. Denise Scott Brown (1931-). N. do Kitsch. ROBERT VENTURI (1925-): Arquiteto norte- americano que trabalhou até 1958 com Louis I. ou seja. cada de destaque: Casa Própria em Westchester County um num determinado ponto do percurso. american architecture (1969) e Modern Classicism Seus espaços eram definidos como uma série de (1988). Filadélfia PA). Juntamente com sua esposa. a cidade.  ROBERT A. revitalização de arquétipos clássicos e empréstimos históricos de várias fontes. assim como a existênciado do mito da reforma social através da arquitetura. Univ. parecendo uma celebração obras: Indeterminate Façade Showroom (1975. humor é parte integrante das obras de Graves. Moore procurou um centro vital devem ser simbólicos e os projetos processos de do espaço habitativo e da função das paredes assimilação cultural. Edifício de Forest Building (1980. Ghost Parking Lot (1978. simbólicos e ironia. Highway 86 da Serviços Públicos (1982. portanto. a analogia cenográfica. cujo nome significa Sculpture in the Environmet. ORLEANS) Rustic Canyon. 1977. confiando no poder da memória combinada qual a arquitetura dá um valor de rito. constante a um número reduzido de conteúdos (racionalização da máquina e produção industrial.) e Newark Continents Bridge (1989. ou seja. além do americano em cujo livro The language of post-modern Bervely Hills Civic Center (1992. da California. Chestnut Hill PA). Hamden CT). Embasando sua somente atingido a partir da presença ativa do arquitetura no respeito ao contexto local. buscando a anulação da “falsidade modernista” através da criação da crise de sua eficiência. Katonah NY). Foi fundanmental a contribuição de seeu livro Complexity and contradiction in architecture (1966) Principais obras: Associação de Enfermeiros de Nort Penn (1960/62. frontões partidos. faz ainda referências à memória coletiva e à influência decisiva do usuário PIAZZA D’ITALIA sobre o produto arquitetônico: Garagia Rotunda (1977/79. Nova York). Seu trabalho procurou fundir a território e a consciência ambiental. Nantucket MA) e Tucker House (1975. higiene ambiental e pureza de valor absoluto). N. através de elaborações “lugar”. girava sua arquitetura em torno do conceito de controle gramatical. M. Orleans). Em seus livros New directions in internas como diafragmas desenhados a luz e cor. entre outras. Henrico VA). como com as obras do búlgaro-americano a partir de 1976. Principais as realizadas para Disney. obras têm uma qualidade linear e um rigoroso Assim. MOORE (1925-1993): Arquiteto norte. a perda de fé em um só princípio de integração. Sta. Humana Exposição Universal de Vancouver de 1986 e Four Corporation Building (1983. Mother’s House (1962/65. Sacramento CA. obras: Krege College (1971. e de John Rauch (1930-). (Wellfleet MA. como o Art Déco e o Estabelecendo um paralelo entre arquitetura e vernáculo. Guild House (1960/63. Fargo-Moorhead (1977. Kahn (1901-74). Los Angeles CA) e a architecture (1977). completando (1974/76. com os novos usos. São obras suas: Ponte-Centro Cultural Houston TX). Seus projetos desafiavam  MICHAEL GRAVES (1934-): Arquiteto norte- consistentemente a uniformidade do ambiente americano que foi o primeiro a abandonar o novo construído. através de molduras e (1938-). Através de suas obras. Monica) e sua obra. colunas e porticados. procurava dar uma visão alternativa da arquitetura atual. Burns House (1974. a arquitetura é uma arte essencialmente comunicativa. escultura.  SITE GROUP (1970): Fundado pelos artistas plásticos norte-americanos James Wines (1932-) e Alison Sky (1946-). Minnesota).

ornamentalismo da produção massiva através de um tação simplifi. tornando-se célebre com o prédio da Faculdade de denominação de RADICAL DESIGN ou Engenharia da Universidade (1959/63. a rejeitar os princípios racionais do  HANS HOLLEIN (1934-2014): Arquiteto austríaco. que foi fundamental nas c/James Gowan). contrastes de cores e superfícies. teatralização. Städ-tisches arquitetura intentava ser provocativa e até ridícula. Em escala e conceito. utiliza-se de uma ornamentação que são a Hot construída. Viena). a cor-  JAMES F. Mönchengladbach) e procurando criar um elo de comunicação que Museu de Arte Moderna de Frankfurt (1982/91). busca significados extravagantes. Anti-Design. Seu otimismo Libidarch (1971). modernismo e valorizar a expressão que iniciou seus primeiros trabalhos no final dos anos criativa individual no design. pela (1966/74). principalmente Wilford (1938-). Milão em 1970. Centro  A EURODOMUS 3. e Global Tool (1973). colagem simbólica de elementos e a intenção de criar americano que se utilizava de metáforas abusivas e um espaço desfrutável ao invés de um invólucro de representações explícitas. Em suas obras. Residencial de Abraxas (1978/82. Boston MA).  RICARDO BOFILL (1939-): Arquiteto espanhol. Fez uso de símbolos fálicos. criando objetos históricas. Agência de Viagens razões lúbricas. Stuttgart Staatsgalerie (1977/84). constata que arquitetura nismo através de propostas e projeções utópicas. influenciada pelo historicismo pós- através de grupos italianos que moderno. espontâneos e criativos espiritual que se faziarealidade ao se construir. sua Austrian Airlines (1976/78. Museum Abteiberg (1976/82. grafismo. Anna Bofill (1944-). frontões partidos. Entre os representantes do FORMALISMO RADICAL DESIGN pós-moderno na Europa. partindo para uma arquitetura mais formalista. podem ser citados os seguintes arquitetos: No campo do desenho industrial. a 1959/60). Clore Gallery novas avaliações do sentido decorativo (1980/86. Superestudio (1966). muitas vezes anônimo. à história como fonte de inspiração. Andorra). Paris). Porter obras: Projeto de Xanadu (1968). a formas antigas. Buscando tura de Perchtoldsdorf (1975/76). A partir moderna como estilo de uma época ou expressão de da atuação de grupos como os de Turim Strum (1963) e uma civilização tecnológica morreu. que pode se realizar em Dog House (1975/ proporções exageradas. cuja principal característica é o micas. celebrada em de Ciências ou Wissenschaftszentrum (1979/87. estilo clássico monumental (Classicismo pós- cadas. Daisy House colunatas e arcadas. Suas moderno). trabalhando com O RADICAL DESIGN foi um movimento teórico. em sua opinião. designers e uma particular atenção ao  PAOLO PORTOGHESI (1931-): Arquiteto e crítico delineamento global da sala de estar italiano. Performing Arts Center da Cornell dos móveis e dos objetos de uso University (1983/88. atacou o que se resgatando a relação do homem comn a natureza. o qual defende o uso de tecnologias locais na que pode ser considerada como o finalidade de se obter novas formas. que surgiu na Itália em finais dos anos esotéricos e componentes kistch. Principais obras: Remodelação da Prefei- consideradas vulgares pelos críticos. preocupando-se com a escala e tipologia simbolismo. tais como símbolos e experimental. de metáforas anato. Através de caminho entre arquitetura e mobiliário. Destacam-se: Biblioteca da Faculdade de História (1964/67. etc. Paris). suas obras encontram-se a meio marcados pelo decorativismo. Altamente 1960 como designer de interiores influenciado pela crítico da tecnologia avan-çada e Pop Art. bases brutalistas. Formando o Taller de Arquitectura com obras de desta. UFO (1967). entre outros. França) e /81. tridimensional. Com seu amadurecimento e difusão. Cambridge). Halles (1974/77. que tentava alterar a percepção geral do moder- l’architettura moderna (1984). Em seu livro Dopo 1960. STIRLING (1928-92): Arquiteto britânico rente pós-moderna formalista recebeu a que começou bastante influenciado pelo brutalismo. politizado ornamentos não-convencionais. ornamen. Leicester. Marne-la-Vallée). a arquitetura era uma ordem provocadores. Londres). Residencial Les Arcades du partments (1978 Lac (1974/81. considerava de “bom gosto”. Algumas (1976/77. como a de fazer rir o usuário. Sackler Museum (1979/84. Procura dar novas funções a 76. utilizando decorações como catalisadores de consumismo. de Meritxal (1974. Para ele. Saint-Quentin-en-Yvelines. o ANTI-DESIGN propunha o reações fantásticas e empregando formas naturais e design da evasão. adquiriu maior sensibilidade exploraram o neo-historicismo. Principais obras: Casa Baldi (Roma. inspirando-se no kitsch e no Como projetista. 1970) e Esboços corrente formalista passou cada vez mais para o Centro Comercial de Vallo di Diano (1980). Aos poucos. etc. os de Florença Archizoom Associatti construtivo deve ser substituído. STANLEY TIGERMAN (1930-): Arquiteto norte. Casa Papanice (Roma. Chicago IL). contextual. uso de curvas barrocas e exibição de formas rústicas. 9999 (1967) maior reflexão histórica e consciência ambiental. consistiria no primeiro passo pós-moderno. Remodelação de Les cola Place II A. Ithaca NY) e a Bibliothèque de cotidiano com forte intervenção de France (1988. ornamentação e ironia. Chicago IL). como galerias envidraçadas. do entorno de suas obras. recorrendo assim núcleo da vivenda moderna. suas principais características são a ecletismo histórico. pois se grupos milaneses como STUDIO ALCHI- prestam a um tratamento ornamental através da MIA (1976/91) e o GRUPPO MEMPHIS 81 . Projeto para a Ponte IN) e os Pensa. permitiu apreciar Berlim). Associou-se em 1971 a Michael décadas de 1970 e 1980.

aglutinador de todo tipo de experiências no prezados pelos modernos. da qual participaram Sottsass e Branzi. Seu aspecto as ideias de: comunidade. a circulação viária e a potencialidades humanas mais além das segregação funcional-espacial. italiano que foi co-fundador em 1966 do grupo 2007). predominam a problemas urbanos). dando mais ênfase ao visual e Magnolia (1985). Sottsass fundou em reafirmando conceitos antes menos- Milão o GRUPPO MEMPHIS (1981/88). 1968. influência (cadeiras Safari. perceptiva e  Reconstituição de ambientes do passado (uso simbólica de todo objeto ou espaço. incorporando mitos e símbolos para ampliar o marco da liberdade do florescer nos anos 1980 o NEW URBANISM. a padronização e a supressão de valores culturais particulares em prol de modelos universais. necessidade de recuperar a capacidade M. o a Zanotta. ocorrida nas atuais cidades. Nos anos 60. usava cores produziu o sofá Century (1982). que desenvolveu importante papel de Radical Design. e teorias de Robert Venturi. Nos anos 80. Suas fantasias formais e seus dese- nhos converteram-se paulatinamente em Essa corrente pós-modernista pás- objetos. tais como campo do desenho formalista. a cadeira Animali Domestici significado do objeto do que para seu uso. conforto Proust (1978). Entre seus produtos. Estabeleceu-se em Milão em 1979. pós-modernismo. da Merrill. segregação (território da exclusão). baseavam-se em: significativa do design. Archizoom. Andrea Branzi (1938-). a Cadeira Joe Colombo (1978).  ALESSANDRO MENDINI (1931-): Arquiteto e como Windsor Palms. Stern (1939-). 82 . de estilos múltiplos e grande variabilidade criou a escola livre e experimental Global Tool. ambiental). destaca- se a Estante Suvretta (1982). a e tranquilidade (sociabilidade vigiada). indivíduo.  Tendo como seus maiores expoentes os arquitetos Andrés M. pois enfatizava a propôs um desenho que desenvolvesse as criação de áreas novas. 1969). além de  Proliferação de comunidades fechadas criadas Gaetano Pesce (1939-) e outros. formas imaginativas em contraposição ao racionalismo e ao rigor parte de responsabilidade na deterioração funcionalista da Escola de Ulm. como a cadeira Niccola (1992) japonês Masanori Umeda (1941-). Entre seus trabalhos. que eram contra o esquematismo. formou STUDIO ALCHIMIA (1976/91). suas idéias foram inspiradas por Jane Jacobs (1916- 2006) e Kevin Lynch (1918-84). Também chamado de Urbanismo Neotradicionalista. Produziu expoentes italianos foram:Riccardo Dalisi muitas peças de mobiliário que tiveram grande (1931-). depois de abandonar o Studio formas e traçados tradicionais. Mendini.  ETTORE SOTTSASS (1917-2007): Designer NEW URBANISM austríaco que foi o primeiro europeu a utilizar. citam-se os norte-americanos anos 1990. Entre os (1985) e as cerâmicas para o Memphis. Criando formas vitais e lúdicas que que apresentou uma nova abordagem opunham-se à frialdade da produção em série. Em 1973.Piero Gatti (1940-) Em arquitetura. Para seus críticos. Tal postura fez necessidades técnicas. aproximando-o dos gostos do usuário e da identidade com o ser  Criação de “realidades” agradáveis (fuga dos humano. Mais tarde em pequena escala. clássico à Pop Art e do Art Déco ao Kitsch –. criou a No-Stop City (1972). principalmente pela Celebration Disney (1997). e Pop Art. memória. seus maiores (1941-) e Paolo Deganello (1940-). Holanda). Alessandro Mendini (1931-). lugar. Massimo Morozzi como propagador de idéia. a estante ousadas e até ultrajantes. uso misto e foram fundamentais na internacionalização do qualidade ambiental. além de escrever artigos para a revista Casabella. e Michelle De Lucchi (1952-). suas propostas – como Seaside FL (1981) e Kentlands MD (1988). nos EUA –. excentricidade e ornamentalismo identidade. Duany (1949-) e sua esposa Elizabeth Plater-Zyberk (1953-). próximo a Orlando designer italiano muito influenciado pelas FL. Pastor & Colgan (1990). epiderme – a película sensual. o espanhol Javier Mariscal (1950-) e o austro-italiano Matteo Thun (1952-).  ANDREA BRANZI (1938-): Arquiteto e designer Além do austríaco Ettore Sottsass (1917. Inspirando-se numa variedade eclética de fontes – do expondo com o Studio Alchimia. além de outros conjuntos urbanos. Alchimia de A. (1981/88). difundiu-se o pós-modernismo. criou um design mais racional para Michael Graves. Charles Jencks e Peter Shire (1947-). entre outros teóricos pós-modernos. introduzindo uma sou a defender a requalificação de visão totalmente renovadora e desinibida. móveis e casas. vibrante. Em seu trabalho. o modernismo teve sua nos anos 50. e Mies. juntamente com Gilberto Corretti (1941-). urbanística sobre a criação e a remodelação recebeu influências do Expressionismo Abstrato das comunidades norte-americanas. destacam-se a: Poltrona de  Ênfase em questões como segurança. de Robert A. Nos expoentes estrangeiros. áreas urbanas através do resgate de Em 1981. Cadeira Dorifora (1984) e o Museu de  Desenvolvimento de modos de controle e Arquitetura em Groningen (1990.

Preocupados com a como a superação dos seus próprios conservação de fortíssimos traços da problemas. 83 . Mais tarde. o uma geometria rigorosa – de bases funcionalismo passou a ser analisado classicistas – e o entorno cultural e/ou sem preconceitos e se teorizou sobre histórico. reafirmando e valorizando uma arquitetura que fizesse uma harmoniosamente a força e integrida- releitura provocativa e estimulante dos de de cada elemento construtivo. ocorreu a refutação das admitir a impossibilidade de desenvolvimento abstrações modernistas e do exotismo do Neoliberty. cultural e histórica. Considera-se PRÁTICA CONTEXTUAL a foram os primeiros a discutir a questão da presença contaminação ou influência dos elementos histórica e suas relações com a arquitetura moderna. além da criando sua legitimidade formal. seus defensores fizeram pesquisas de materiais e tecnologias tradicionais. que defendia o neorrealismo e a Os arquitetos contextualistas aceitam a sociedade adaptabilidade à tradição do lugar e às pré- 6 industrializada. texturas e cores para CONTEXTUALISMO criar contrastes e combinações. Se os modernos haviam se maravilhado com a indústria. A TEORIA CONTEXTUALISTA defende 14 uma arquitetura que associa elementos tradicionais e contemporâneos. postura que ou- torga um lugar  Para alguns autores. preferindo uma arquitetura mundo rígido e de poucos objetos”. através da para as relações entre o espaço construído e a recuperação da presença histórica. 6 Os italianos. assim como da tipologia reconhecer a beleza que existia no artesanato e na arquitetônica. TRADIÇÃO na tetônica.  Liderada por ALDO ROSSI (1931- disciplinar. o despertar de uma nova qual se atua e o sensibilidade e a recuperação da marco cultural TRADIÇÃO. ou ainda dos exageros Ernesto Nathan cenográficos dos formalistas. eles apóiam a reflexão histórica. e monumentos do passado. materiais. não conseguiam da cidade. os contextualistas propõem soluções menosprezados. as quais recaíram que se encontram no local onde a obra no Neoliberty. tualismo racional que tentava modernos o resgate do “prazer” da arquitetura como arte. de formas e configurações urbanas. já em meados da década de está inserida: trata-se do diálogo 1960. preferindo-se fixar em “um formalista. explorar a contradição aparente entre  A partir dos anos 1960 e 1970. que dialogasse com seu entorno e sua comunidade local. a maior 97). sendo uma reducionismo formal e material do continuação das ideias do italiano modernismo. além de releituras com elementos do repertório tradicional. técnicas e procedimentos tradicionais. ultrapassa à da Sociedade da Máquina. condição natural. Rogers (1906-69). tornando-se assim uma geral do qual se influência libertadora no meio situa a nova o- profissional. utilizando-se de materiais. através do Gruppo Nuova Tendenza. utilizando formas. mas Rossi foi o primeiro a poucos. graças à rejeição do bra. além de contribuir com que se “encaixam” ao CONTEXTO. em uma perspectiva mais cultural e abstrata. cabendo aos pós. inovações ligadas à própria identidade e Trata-se de uma heterogeneidade de cada sociedade. a vertente italiana contextualista atenção à forma e a recuperação da autonomia da vol-tou-se para o estudo morfológico arquitetura enquanto profissão. mas sim de simbologias. o “arquétipos” através de composições NEORREALISMO sublinhou a importância da de uma ambiguidade substancial. mas lhe dão uma concepção que existências ambientais . levando a um contex- relação do homem com a natureza. Aos memória histórica. ao antiformalismo e à abertura multi. sociedade. e métodos típicos da linguagem moderna Inicialmente. é considerado proeminente à uma revalorização da cultura arqui. reutilização autônoma de estruturas Promovendo um diálogo entre os conhe- antigas e uma exploração de cimentos tradicionais e os modernos. mudaram a ênfase das questões ditas técnicas arquitetônico com o ambiente. Contrários ao a- historicismo. O PÓS-MODERNISMO CONTEXTUAL  Existe assim uma convincente não se apresentou como uma teoria que incorporação ao entorno e uma multiplicidade de elementos repletos queria substituir o formalismo.

Em seu livro Territorio della (1943-). Nuova Tendenza. Para monumentos em oposição a um pano de ele. hábitos e da Universidade de Cornell. uniformização/unificação (padronização) que colocava a cultura do lugar (genius da cultural geral. diz que o significado da cidade. O CONTEXTUALISMO intentava que a arquitetura voltasse a se situar entre os bens culturais do homem. etc. vários arquitetos italianos. retomou a teoria relação entre a análise morfológica do conjunto e a dos contrates urbanos que colocava os classificação tipológica dos seus componentes. estratégias de assimilação e reinter- formal x informal. etc. mantendo sua identidade loci) no centro do processo projetual. que passaram a aplicar suas idéias contextualistas em  Vittorio Gregotti (1927-): Arquiteto italiano que abandonou a temática do neorrealismo no final dos seus projetos. esforça-se em entender a vieram contribuir com seus estudos. resgatando em formalismo pós-moderno e encontrou 1979 o conceito de Genius Loci (“espírito do lugar”). com Territorio uma prática de absorção de elementos regionais.Em seu livro L’Architettura della città  Carlo Aymonino (1926-2010): Arquiteto italiano cuja importância está no estudo que fez das relações (1966). Uma das suas mais fortes motivações consistia em projetar dentro dos gostos da comunidade. ou seja. bairros. somente a partir de uma série de análises específicas. (universalização). pretação do moderno. é que se pode con-seguir compreender o verdadeiro significado  O pensamento de Rossi influenciou das cidades e promover uma atuação conscienciosa. Basicamente.  Christian Norberg-Schulz (1926-2000): Arquiteto. a Siegfried Giedion (1888-1968) e que propôs uma partir dos anos 1970 e 1980. levantou todas as dualidades existentes na cidade. como arquitetura como fato cultural que se fundamenta na sua capacidade em intervir no território para propor Vittorio Gregotti (1927-). existentes entre as características morfológicas da ficava a cidade como um sistema espacial cidade e as identidades tipológicas de alguns fatos edilícios (prédios. cuja forma não estes poderiam ser avaliados enquanto constantes no era apenas uma consequência da função. a teoria abordagem fenomenológica do ambiente e da contextualista serviu de crítica ao interação entre lugar e identidade. ALDO ROSSI (1931-97) classi. entendendo-a como a criação de lugares significativos. Ithaca NY. mas havia sido por meio de estudos sobre a maneira em ignorada pelos modernos para ser retomada pelos que as cidades formavam vários binários pós-modernos. Cerasi concretas e intensas que muitos de seus colegas da (1933-) e Manfredo Tafuri (1935-94). Esta abordagem do espaço existiu desde os tempos Com base no neo-historicismo de Louis romanos – para os quais nullus locus sine genio Kahn (1901-74). como: regular x irregular. Giorgio Grassi (1935-). Gregotti apresentou propostas mais città (1975). na qual se privilegia um que deveriam ser captadas pelo arquiteto mesmo tipo de arquitetura e. o CONTEXTUALISMO constitui-se em uma corrente contrária à Por exemplo. busca se opor à Outro destaque foi a contribuição de Christian Norberg-Schulz (1926-2000). no sentido concreto e fenomenológico da palavra. centro x periferia. 84 . deriva da culturais. arquitetura – que caracterizam um lugar ou cidade). entre outros. em seu âmbito físico. Luigi Snozzi (1932-). praças. do originário programa racionalista acrescentado pela Franco Purini (1941-) e Massimo Scolari preocupação contextual. tais como: Luigi Moretti anos 1950 pela vontade de se opor à desagregação (1907-73). o novos fundamentos em uma vertente qual estaria relacionado ao que governa um locus simbólico para determinada comunidade. no mundo globalizado. embora sempre inovando e controlando o resultado enquanto produto arquitetônico.). Colin Rowe (1920-99). esta corrente firmou-se ("nenhum lugar é sem um gênio"). além de Maurice M. Ainda atuante. Em paralelo. de condicionamentos socioeconômicos. capazes de definir as transformações ur- fundo e criou uma série de conceitos para banas através dos tempos como testemunhas físicas nortearem qualquer intervenção urbana. seu anglossaxônica que se desenvolveu caráter (o conjunto de características físico- principalmente por meio dos estudos geográficas e socioculturais – linguagem. através de contextualista. Em seu mas reflexo de condicionantes locais e livro Il significato delle città (1975). e Carlo Projetando grandes conjuntos industriais e centros Aymonino (1926-). com Il significato delle universitários. Enzo pluralista do modernismo. teórico e historiador norueguês que foi aluno de  Com sua difusão internacional. que lhe davam legibilidade e identidade: a oposição figura/fundo no tecido urbano. em ideia de uma “civilização universal” seu livro Collage City (1984). defendendo a reintegração Bonfatti (1932-). tempo e nas diversas condições históricas. della architettura (1966). verificando se com experiência própria. outros teóricos architettura (1966).

a da ARQUITETURA servindo de transição. intensificada a partir contexto urbano. cujo objetivo principal é o de refletir e servir aos BIBLIOTECA DA PHILLIPS EXETER ACADEMY limitados elementos constitutivos em que (1967/72. ser cultivado de forma autoconsciente. a convivência cívica e a povo como algo dado e relativamente imutável. aspiração generalizada pela indepen- dência cultural. dando um contexto como algo abstrato. provocativa e estimulante de Arte de Yale (1951/53. New Hampshire EUA).  O termo REGIONALISMO CRÍTICO não se refere ao vernacular tal como era produzido antigamente pela interação combinada do clima. influenciando memória. através da continuidade visual-espacial. com acreditava na unidade entre opostos e no diálogo forte vontade autoritária e racional. mas sim conscientização política. chamados grises. econômica e política d) Reintegração da imagem urbana. New Haven CT). Conhecido como o ”poeta das instituições”. baseada na transformação Medical Research Center. em uma caráter quase ritual à operação compositiva. 85 . É justamente isto que a TEORIA REGIONALISTA se propõe. soma não-aritmética do sítio com a projetar era um ato criativo individual baseado em história. hábil manejo da luz. substituindo o de determinadas sociedades em rela. a escolha arquitetônica partia de uma forma retirada do repertório da memória  Baseado no uso e transformação e da geometria elementar. porém identifica aquelas escolas regionais recentes. KAHN (1901-74): Arquiteto russo-americano CONTEXTUALISMO CULTURAL formado na Filadélfia PA. perfeição. Kahn teorias invariáveis (atemporais). também reformulou conceitos: via a através de um novo sentido de urbanidade rua como espaço comunitário e a praça repre- (urbano definido pela presença física de objetos sentando o poder e harmonia entre homens. pelo menos atualmente. o que resulta na absorção de valores intersubjetivos e resultado de uma inspiração pessoal para determinada atividade humana. principalmente os tipologias e suas simbologias. elementos ou aspectos mais abstratos do entorno – diga-se culturais. Para ele. sendo um todoo inseparável. a forma adaptava-se às funções que deveria satisfazer (se o modelo não fosse compatível. revolucionou a metodologia funcionalista. procura impor elementos e era necessário buscar uma nova forma). No urbanismo. incentivado pelos estar do homem. São características dessa vertente: proporções e luz. da Pennsylvania volumétrica dos espaços interiores e na (1957/64. entre técnica e estética. procurando harmonizar-se com ele. estas retiradas decomposição de funções. Filadélfia). Manter qualquer cultura autêntica no futuro irá depender da capacidade de gerar formas vitais de cultura regional enquanto se apropria de influências estrangeiras. toda uma geração de arquitetos. que é considerado o grande precursor do contextualismo norte-americano. entendia a Corrente pós-modernista que concebe o arquitetura como a meditada construção de espaços que evocassem um sentimento de uso. sistema de zonning moderno por relações de ção ao centrismo da universalização. transformando-os.  Subdividido em 02 (duas) vertentes c) Contaminação e distorção das formas a partir – o cultural e o físico –. tem sua do contato com o entorno. Assim. New Haven CT. a) Resgate da dimensão cultural da cidade. projetando do espaço externo dos anos 1970. da cultura. Para ele. pois ao invés de partir da extraídas do passado). Richards monumentos. já que é “a cidade que produz a arquitetura e não o inverso”. propõe uma idéia sintética que desse origem à forma. Dacca). simetria. que era repensada em de FORMAS ARQUETÍPICAS função das atividades que ali deveriam ocorrer. etc. tempo. estimulante da paisagem. uma releitura provocativa e recorrendo a seus conhecimentos pessoais. (1962/74. Nova Capital de Bangladesh utilização autônoma de estruturas formais. Ao mesmo Posteriormente. além de buscar a criação de espaços que permitam a afirmação da Não se pode encarar a cultura regional de cada nação ou identidade cultural. Kahn foi professor na Universidade de Yale. a tradição em usos e costumes. Sua arquitetura caracterizou-se pela programas de renovação urbana e de habitação aguda sensibilidade das variações espaciais e do social que proliferam na Itália nos anos 1960. a beleza era determinada pela integridade. NEW HAMPSHIRE EUA) se baseiam. tais como a Entre 1947 e 1957. defendia a definição de da geometria e da história. sendo (configurações arquitetônicas básicas assim “deformada” e “adaptada”. Univ. figura-e-fundo. Maiores exemplos: Galeria de b) Leitura original. Deve-se compreender o REGIONALISTA. algo que precisa. Seus maiores expoentes são os seguintes:  LOUIS I. e os que mantêm relações de continuidade entre si) edifícios eram espaços interiores em prol do bem- e de contextualidade histórica. respondendo a ele e segunda versão. Para ele. Biblioteca/Refeitório da Phillips Exeter Academy (1967/72. em especial devido à para o interno. do mito e do artesanato como se produzia de forma espontânea.

destaques estão: a Plaza de Toros de Pamplona Berlim). Centro Artesanal de Balerna (1977/79. o Ritterstrabe Niagara Falls (1976/78). Depois. paisagens abandonadas e suas bases racionalistas. Teatro Del Mondo (1979/ sacrificar sua identidade própria. Four Leaf Towers (1983/85. 1966) introduziu Rotunda em Stabio (1981. Inicialmente. Modena). as preocupações com- textualistas do  JOSÉ RAFAEL MONEO (1937-): Arquiteto espanhol pós-modernismo arqui. Suíça). evoluiu de critérios de ordem compositiva e de abstrações para repetições de estruturas prismáticas. devido a sua convicção que a de redução baseado em perda da cidade histórica só pode ser compensada formas elementais pelas “cidades em miniatura”. para depois questionar o tentativa inversa a dos mono-funcionalistas. Berlim) e Edifício  ROB (1938-) & LEON KRIER (1946-): Arquitetos da Administração da Feira de Frankfurt (1983/5). das formas clássicas.Os irmãos escritório próprio nesta cidade. San Il Palazzo (1988/90.Teatro Carlo Felice (1983/91. ALDO ROSSI (1931-97): Arquiteto italiano  MARIO BOTTA (1943-): Arquiteto suíço cuja obra inicialmente neorrealista que. formal e politicamente. Residencial Friedrichstadt (1981/88. em uma renúncia ao efeito visual. unida à ênfase na qualidade de procurava identificar execução e na ordem geométrica. como Carlo Aymonino (1926-2010) e Giorgio marcos na paisagem. Paris. a Prefeitura de Logroño (1976/81). compac-  OSWALD MATHIAS UNGERS (1926-2007): Arquiteto tuando com Rogers. aos poucos. Barcelona e também tetônico. Veneza). destacam-se a Praça do Complexo Residencial Angeles). Seu Lugano). Residencial na Lützowplatz (1983. Identificando-se com o (arquétipos). desde os anos 1960. Los Angeles CA). em relação aos Eero Saarinen. West Hollywood. Ampliação do New York (1977/80. adotou seria a referência fixa da vida. De 1968 a 1976. tais como escalas. projeta a partir miolos de quadra públicos e semipúblicos. feito de como um traçado mais orgânico. em termos tecnológicos. perfeito e atemporal. britânicos que têm em comum a paixão pela cidade  CESAR PELLI (1926-): Arquiteto argentino emigrado européia entendida como continum. assim de referenciais do contexto. quando também abriu criam um entorno de edifícios (ágoras). fato urbano por fórmulas pós-modernas e um sentido historicista que excelência. Roma). Frankfurt). iniciou Defendia uma metodologia de projeto em que se trabalhando nas linhas brutalista e neoexpressionista. no qual sensibilidade regional. Entre os trabalhos de Rob Design Center (1971/76. Traz de volta as axono- Scolari (1943-) e a estética de De Chirico (1888- metrias modernas frias e geométricas. tiradas da contextualismo racional. Tem uma preocupação constante com Formulou um programa “construir o lugar”. Sevilla). e Canary Wharf Tower (1989/91.) e Condotte e Corso de Rione (1978. Gênova) e Hotel (1966/67). World Financial Center obras de Leon são: as Royal Ment Square Houses (1982/87. cujos elementos para os EUA em 1950. nos EUA. fronteiras. Suíça). Já as maiores (1980. contexto de seus edifícios. devido à apoia-se no gosto pela geometria pura através de um paixão intelectual pelo rigor loosiano e miesiano. Seus maiores imagens mentais da trabalhos foram: Convento dos Capuchinos (1976/79. Houston) (1974. sendo algumas de suas estruturas o fez buscar nos elementos da arquitetura local a atemporais. passando a se dedicar Krier defendem a criação de bairros ou distritos como exclusivamente a este em 1984. Muratori e seus contemporâneos as preocupações historicistas. Cataldo (1971/84. suas casas funcionam como maior. memória coletiva. e Casa cidade. Bunker Hill Project Comum Europeu (1978. assumiu a de referência. Berlim) e os Novos Bairros do Mercado Museum of Modern Art (1977/84). Londres) e as propostas para La Villette (1976. unidades autônomas. Destaca-se a no Vaticano (1965). além dos terraços e formas volumétricas puras e rigorosamente galerias. cores e materiais. traduzindo-as a partir alemão em cuja obra. Obras: Embaixada Alemã ambientes sinistramente vazios. onde trabalhou no escritório de primários seriam a rua e a praça. Zona Central e Jardim de Inverno de de Tower Bridge (1974. colocou que o prazer criativo estava na recombinação geométricas. Sebastián). fundamentado na discussão neorrealista. Los Krier. Em suas obras. Na década de 1960. obra (1979/84. fazia referência aparecem as referências simbólicas do contexto. Maiores obras: Cemitério de San se perfeitamente ao contexto sem. Em seu livro Arquitetura como tema (1982). Londres GB). A partir do jogo inteligente de caminhou para uma rigidez geométrica cada vez rasgos e aberturas. Londres). Museu Alemão de Arquitetura Residência de Estudantes em Chieti (1976/80). Banco Estatal de Friburgo (1977/82. assim buscava voltar à neutralidade de Mies. o Museo Nacional de Arte Romano de Mérida (1980/86)  GIORGIO GRASSI (1935-): Arquiteto italiano e o Edifício da Previsión Española (1982/87. reforçando 1978): objetos ideais. Para ele. Luxemburgo). o Edifício Urumea (1969/73. podendo se transformar ao longo de inspiração de alguns trabalhos. a arquitetura superfícies nuas. como restrições aos automóveis para priorizar as ruas contornos. através da releitura projetando edifícios formados por grandes volumes e de suas formas e significados. Fortemente críticos ao modernismo. sua arquitetura caracteriza- geometria através do se pelo respeito às condições topográficas e à filtro da história. Partem da idéia de articular espaços direção da Faculdade de Arquitetura da Yale urbanos contínuos como volumes que fluem entre si e University (New Haven CT). Complexo conjunta com Aldo Rossi. livro L’Architettura della Suíça). Ticino). em 1977. classicismo primitivo. onde dirigiu a Escola de Design da Universidade de Harvard. Japão). Hotel Berlim (1980). A partir dos anos 1970. 86 . trabalhou com quais os monumentos exerceriam a função de pontos VICTOR GRUEN (1903-1980) e. lembrando os desenhos de Massimo e transformação de temas. no entanto. com quem chegou a trabalhar. propõem o resgate de valores barrocos (dinamismo e variedade) Buscando construções de boa qualidade técnica e e traçados neoclássicos de áreas verdes. città (Arquitetura da Casa em Preggassona (1979/80. Principais obras: Pacific e as praças aos pedestres. indicadores de limites ou Grassi (1935-). relaciona a obra aos monumentos. através da como minicidades dentro da cidade-mãe. além de preocupações de conforto ambiental. Fukuoka. NYC). Suas obras integram- distintas culturas. tendo sido professor em Madrid. Entre seus 80. a um mundo idealizado.

Em seu trabalho. faz tendências nacionalistas que fazem a experiências com sistemas construtivos tradicionais. tentando metabolistas. as estruturas construtivas. cornijamento e frontão. Zuber 1959). pesquisa de técnicas de construção associando-os a técnicas modernas. visando o barateamento e a Contra o formalismo pós-moderno. Osaka). Berlim). fundada por William para os EUA em 1966. não visa copiar formas do passado. série de episódios cenográficos e/ou Prefeitura de Gifu (1975/77). Arizona State University (1986/89. a regionalistas já se mostravam no força dos espaços e as qualidades abstratas. despontaram nas experiências da Bay  HELMUT JAHN (1940-): Arquiteto alemão emigrado Área School. e não elementos clássicos e formas plásticas do ocidente. foi abandonando a doutrina modernista para abraçar uma filosofia que valoriza o caráter intuitivo a) Valorização do táctil e do visual (consciência de da criação racionalista. Foi aluno de Mies van der Rohe no I. termos. ao mesmo na arquitetura anônima e típica de tempo em que usava metáforas a partir da determinada região. A partir dos  Baseia-se na TRADIÇÃO LOCAL. França) e a California partir da década de 1960. Prefeitura de Oita (1962/66) e no Ambiente Cibernético da Expo 70 (1966/70. Fukuoka). Lecionou na UCLA e na California State Polytechnic University. (1903-90). Palau d’Esports Sant Jordi Considerada como uma espécie de (1988/91. interessa-se mais “democratização” da arquitetura. Polytechnic University (1993. Chicago IL) e isolamento).  Nos EUA. prezados em prol de uma arquitetura no Novo México.. Sede da Rust-Oleum b) Ênfase em questões relacionadas ao conforto (1978. Takasaki). Euro Rudolph Schindler (1887-1953). aumentando a flexibilidade de que o ambiente pode ser vivenciado em outros seus projetos. A Disney (1992. como nos projetos da Biblioteca da conectar presente e passado. ventilação. Phoenix AZ). senão menos- americano graduado pela Columbia University em 1962 e estabelecendo-se em 1967 em Albuquerque. o que favorece a reestruturação dos métodos de produção e dos realização da arquitetura como um fato elementos históricos ou contextuais. pela prática moderna. respondeu ao anonimato moderno através frequentemente acompanhada de de uma arquitetura de referências. possuindo alto sentido ecológico e Sony Center (1995. Hotel Santa Fé. e na conjunto com a C. procurando resgatar formas régio-nais de vida. Principais obras: como a redução do ambiente a uma Museu da Prefeitura de Gunma (1971/74. Houston TX). Richard Neutra (1892-1970) e House (1986/89. inspirando-se superfícies metálicas planas com pesados arcos de concretos. criou ornamentos abstratos. Illinois State Center (1985. pelo conteúdo e espírito da história. F. Faz então uso de compenetrações de sensações de calor. orientação. Southern Tower Bank (1982. que foi conservação de fortíssimos traços da aluno e depois trabalhou com Kenzo Tange (1913- 2005). Centro Cívico de racionalmente ordenados. Através do contextualismo. Absorveu tectônico – original e único –. opondo- se à tendência de substituir a experiência pela Adotou finalmente uma linguagem variável. MURPHY Associates em obra de Harwell Hamilton Harris Chicago. atuando principalmente na região internacional e universal. Tempe AZ). composto por valores reais e concretos. como sons produzidos por materiais diferentes. Kansas City MO). Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles (1983). alternativas. não somente através da visão). Chicago IL). Tsukuba (1980/83). Pomona CA). 87 . as preocupações mas sim o sentimento. interferindo na ordem oriental. além de relações geométricas e morfológicas. Preocupa-se assim com a  ARATA ISOZAKI (1931-): Arquiteto japonês. as vernáculo. Barcelona. Para trabalho dos arquitetos organicistas. ambiental (iluminação. bem como a diversidade dos aromas e extremamente arquetípico de formas históricas. projetando alguns edifícios nos anos 1960 com a conhecida expressão geométrica miesiana. umidade e deslocamento códigos sutis. Marne-le-Vallée. como Frank Lloyd Wright (1867- Obras mais importantes: Nelson Fine Arts Center. Liga-se a sudoeste dos EUA. a história e o complementares como os níveis de luz. onde se estabeleceu em Wilson Wurster (1895-1973). no sul da Califórnia. tendo sido inicialmente influenciado pelos condição natural e regional.T. que busca resgatar valores antes ocultos  ANTOINE PREDOCK (1936-): Arquiteto norte. Espanha) e o Centro de REGIONALISMO. ele. marcadas pelo uso minucioso e do ar. trata-se de uma teoria Conferências Kitakyuschu (1990.I. técnicas construtivas e materiais naturais. perceptíveis através de técnicas e materiais. a relação com o lugar deve ser uma constante. Aos São caraterísticas dessa corrente: poucos. Principais obras: Kemper Arena (1974. que busca informação: torna-se sensível a percepções a relação do edifício com seu entorno. CONTEXTUALISMO FÍSICO Corrente pós-modernista que concebe o contexto como algo não-abstrato. Combinando historicismo vernacular. anos 1970.

que se tornou conhecido a partir do mas sem o idealismo e objetivo liberal de seu premiado projeto para o Pavilhão Norueguês na melhoria social. destacaram. Seu pioneiro no resgate da construção em barro cru trabalho mantém um paralelo ao do inglês Ralph (adobe). fez uma disposição (rochas. o que é acentuado pelo uso dos materiais a arquitetura era conceito. que se trabalho de José Antonio Coderch de Sentmenat compõe dos Haras Las Arboledas (1961). que muda constantemente. Apesar de ser contemporâneo. esquadrias em madeira pintadas em cores). pátios  GRUPO MBM (1962): Sociedade catalã formada internos e muros (Reforço a costumes latinos. destacam-se o construção popular. Para ele. que já nos anos 30 defendia a aplicação de Erskine (1914-2005). Leça da Palmeira). tais como disposições espaciais. eixos Noruega). Oslo) e do Hedmark Museum (1967/79. além  LUCIEN KROLL (1927-): Arquiteto belga que ficou de símbolos que remetem a conteúdos conhecido por defender o chamado romanticismo históricos e culturais do sítio onde a obra se social. cuja privacidade de pátios e ligação com os vizinhos. das tradições e revalorização de centros destacou-se através das obras do Pavilhão Nórdico históricos). Londres (1975/80). oblíqua e não perpendicular em relação à rua. magia. o tipologia tradicional da casa geminada londrina num jogo de cores e o emprego de elementos naturais terreno estreito e profundo. neoplasticismo e regionalismo. e Villa Escarrer (1985/88. Lambert (1974/76. contornos. Sua obra tem um forte sabor regional.). Fundamenta seus edifícios na configuração da topografia específica e na refinada textura local. Edifício volumetria única. formado em Oslo. pela síntese de elementos modernos e tradicionais. conjunto passa a impressão geral de ser do século procurando criar uma arquitetura atemporal. Vila Conde). de sua identidade cultural: de um lado a tradição da se: Casa Figueroa (1940). Barcelona) e Casa Canovelles (1981. da Bienal de Veneza (1962). Barcelona). em 1958. da Schreiner House d) Emprego de elementos referenciais ao entorno (1963. nos anos 50. Barcelona). Casa de Caxias (1970/72.  ÁLVARO SIZA VIEIRA (1933-): Arquiteto português treinando mão-de-obra e realizando vários cuja obra caracteriza-se por um purismo ímpar a nível experimentos e sempre priorizando as condições mundial. prático. Nos anos 1960. além de empregar materiais reciclados. industriais e muito da sensibilidade moderna. de ordenação. e em Kensington. áticos e balcões salientes. arquitetura da Escola de Belas-Artes do Cairo. servindo para a iluminação dos aposentos que estão Guadalajara) – passou a fazer. que são associados a práticas Exposição Internacional de Bruxelas. a fluidez espacial. o síntese entre cubismo. a partir Bruxelas) e a Cidadela Francesa de Alençon (1982). Outros fatores consistem em sua deferência para com os materiais locais. Utilizando-se da explorando a pureza volumétrica. Mark’s Road. Suas obras caracterizam-se por uma volumetria pura com fluidez espacial. texturas e cores. isto é. Prêmio Pritzker de Arquitetura em 1997. Bohigas (1925-) e David Mackay (1933-). e não somente formas simples. reconciliando homem e natureza. como pelos arquitetos Josep M. realismo italiano. Sua obra mais incomum. o qual convencionais e até vernaculares (continuidade já introduzia questões contextualistas. Principais obras: Casa Hereder. Res. cujos projetos expressam um prazer estético trabalha com Edward James (1939-). Sua obra prima foi a Casa Gilardi (1980). Desde 1989. fez ordenações arquitetura pós-moderna regionalista: pitorescas. Visando um projeto demo- São estes os principais expoentes da crático. c) Combinação frequente entre os novos materiais  SVERRE FEHN (1924-2009): Arquiteto norueguês. sociedade aberta e democrática com direito à participação coletiva. anarquismo que imperou nos anos 70. como resposta ajustada à paisagem campestre e marinha. de quando passou a divulgar a prática regionalista. surpresa e tradicionais (tijolos refratários. arquitetura adota e renova formas tradicionais. Torres da Cidade Satélite (1957. Casa do Arquiteto em alvenaria catalã e do outro a influência do neor- Tacubaya (1947). porém com preocupações mais práticas artesanais e vernaculares. segura Entre suas obras na Cidade do México. uma no mesmo nível. apoiando-se no legado de Gaudí e do modernismo catalão. próximo.  JEREMY DIXON (1939-): Arquiteto inglês que se caracteriza por um regionalismo ao mesmo tempo  LUIS BARRAGÁN (1902-88): Engenheiro mexicano. telhado inclinado e encantamento. Hamar. 88 .. fornecendo segurança). mais apropriada às condições econômicas locais. Outro elemento contextual foi a criação de espaços Preocupado com a história do lugar – como nas obras semienterrados (pátios) entre as casas e a rua. sem excluir a forma racional e a técnica moderna. jogos de luzes e relação entre água e texturas. água. Colégio Thau de Esplugues (1974. com cores e Bloco Residencial Mollet (1987. Los Clubes (1913-84). Pode-se fazer um paralelo com o c/Mathias Goeritz) e sua Trilogia Eqüestre. Vall d’Arán). uma arquitetura como imagem de uma insere. criar  HASSAN FATHY (1899-1989): Arquiteto egípcio terraços habitáveis. todos caracterizados (1968. Entre suas obras. principalmente na contextuais. Em 1954. XIX. a partir da variedade ambiental com Nestlé. Barcelona). superfícies brancas e formas puras. e a incorporção da mão-de-obra local. o artesanato e as sutilezas da luz local. Esplugues de Llobregat (1982/87. Quinta da Malagueira (1977. Mallorca). com janelas de diferentes formatos e cores. anônimo e característico do lugar. tornou-se o diretor de Albergue Estudantil Wolluvé St. etc. Principais obras: Restaurante Boa Nova (1963. monótonas e absurdas.. surgindo como ato disciplinador do climáticas e sociais da obra. Tredós (1964) e San Cristóbal (1968). usa desde traçados reguladores até ritmos. através da combinação entre poético e famosa são as Casas Geminadas da St. Évora) e Faculdade de Arquitetura do Oporto (1986/96). Oriol unidade da moradia e trabalho no mesmo lugar. Inspirado pelos racionalistas. Martorell (1925-). de La Paz y Colinas e Casa Gonzalez Luna (1929.

integravam-se. a Isto originou diferentes configurações discussão confundia forma e conteúdo. com a imposição do plano. obra de Alejandro Bustillo (1889-1982). segundo o tempo e a situação na Europa ele foi resultado de uma longa geográfica (folclore. projetada por Gregori Warchavchik independência política gerados entre 1810 (1896-1972). Na verdade. que resultou no surgimento de estilos nacionais – como o migratórios europeus. Na América Latina. fusão cultural ibérica. simetria parcial e sem pilotis: NEOCLASSICISMO em todas as áreas artísticas.). Além disso. aqui. carac- terizado por revivais e por algumas A AMÉRICA LATINA pode ser entendida referências aos estilos Art Nouveau como uma vasta área de absorção e ou mesmo Art Déco. Neozteca no México e o Marajoara no Brasil. de Julio Vilamajó ECLÉTICA em todos os países latino. Praticamente. a Nova Arquitetura introduziu-se na América Latina como estilo e não como movimento. na verdade. até o final da década de 15 1930. somente após o término da Segunda mesclaram-se em grau e forma Guerra Mundial (1939/45).  Não existia aqui a tradição da ARQUITETURA MODERNA que havia na Europa nem uma sociedade que havia feito do progresso material uma das razões de sua existência como era o caso dos EUA. as correntes historicistas conduziram à difusão da ARQUITETURA  Casa Vilamajó (Montevideo). no século XIX e XX. o choque artístico substituindo o conflito sociopolítico e o interesse demonstrado pelos governos progressistas. Isto se tornou ainda mais evidente a 1928 e 1930. São  Mesmo com os processos de Paulo SP). que frequentemente chamado ESTILO MODERNISTA ou negavam a tradição histórica e até mesmo os usos e Futurista. apareceu inclusive uma preocupação de – ocorrida entre os séculos XVI e XVIII –. todas construídas entre costumes locais. resgate das raízes arquitetônicas. a arquitetura moderna chegou como importação civilizatória. século XIX. a situação da América Latina diferenciava-se do ambiente de vanguarda europeu. onde ainda nem a indus- trialização havia se processado. Buenos coloniais. eclética que ainda imperava nos países. prédio da ONU em Nova York (1947). indígena e africana Nesse ambiente. com ares cultos ou folclóricos. mantiveram-se nos mesmos padrões  Casa Victoria Ocampo (Palermo Chico. que depois participou do projeto do americanos. Enquanto que variáveis. seus principais líderes eram todos estrangeiros – ou nasceram e se formaram em seus países de origem – ou ainda passaram períodos na Europa entre 1927 e 1932. à confusão siva dependência aos sistemas inter. devido ainda ao ARQUITETURA LATINO-AMERICANA ECLETISMO generalizado. etc. O MODERNISMO LATINO-AMERICANO americano nunca chegaram a se fundir começou a se desenhar em meados dos definitivamente em uma unidade anos 1920 e 1930. sem incorporar a culturais e variou de acordo com a suces. (1894-1948). representadas pelo que foi incrementada pelos fluxos MOVIMENTO NEOCOLONIAL ou NEOINDIGENISMO. gestação. a arte e a cultura e fixado no Brasil. na segunda metade do Aires).  As fontes culturais do mundo latino. mas se desenvolvendo completa e estável. inclusive o Brasil. 89 . Assim.  Casa da Rua Santa Cruz (Vila Mariana. assim como a adoção de estilos estrangeiros. o que pode ser explicado pelo seu proclamado universalismo. nacionais mercantis e industriais. Havia sim socie- dades tradicionais e agroexpor- tadoras. em volumetria pura.  Estas 03 (três) residências foram A condição de colônia impôs à América Latina e ao Brasil consideradas obras introdutórias do a importação de modelos europeus. arquiteto russo formado em Roma e 1825. modernidade como tema e as obras. que durou dos finais do século XVIII até a Bauhaus. religião. Entretanto. teto partir do século XIX. nas suas diversas regiões.

Ambos constan- temente se interagem entre si. formação acadêmica baseada no uso fazendo alusões à arquitetura pré-colombiana. O problema era justamente tivos e tipologias. fazendo. Expressavam uma clara tensão entre os conceitos modernos a) Emprego de uma estética que valoriza a força. principalmente através da criação de ambientes monumentais. econômicas e so. fazer arquitetônico. A os surgir bem mais tarde. ECLETISMO até então imperante. 8 Para os críticos regionalistas. pois eram mais relevantes relacionavam-se às características: muito simples e puristas. preferiram se adaptar aproximar-se ao máximo das normas ou modelos europeus. inclusive no Brasil. ou simbólicas.  Foram vários os representantes dessa americanas aproximavam-se muito mais das ARQUITETURA DO DESENVOLVI- obras de Adolf Loos (1870-1933) do que as MENTO. há o ciais. De um lado.  Principalmente. radicalmente distintas das européias. o ESTILO MODERNISTA evoluiu basicamente em 03 (três) áreas: a de casas unifamiliares. teto plano) e do choque (acentuação dos elementos tradicionais (fechamento por muros. marcando sempre nosso 7 Devido às condicionantes políticas. Todos os pioneiros buscavam europeus.). por exemplo. à ou indigenismos comuns ao economia e à padronização. mas havia as imposições locais. 8 lugar . Até a década de 1950. assegurando sociedades e a forte presença de um um bom ajuste ao meio e aproxi. de fortes traços tradicionais. Na América Latina. amando os contrastes violentos e a psicologia (fachada não-ornamentada. etc. universalismo espacial e ênfase tecnológica. a eloquência estrutural e tecnológica do BRUTA. muros. houve sua internacionalização. como se enraizaram e em quê se recombinaram. com seu ritmo próprio de converteu-se em pura retórica. aspirações e apareceram verdadeiras  No MODERNISMO LATINO. cuja eficácia havia conciliá-los na prática. contornar os obstáculos regulamentares b) Intensificação de referências culturais e (decora-tivismo obrigatório) e as condições contextuais. mundo vivencial e valorativo peculiar de seu povo. a arquitetura latino- americana tem evoluído dentro de uma permanente tensão entre o chamado ESPÍRITO DO LUGAR (condicionantes locais) e o chamado ESPÍRITO DO TEMPO (época contemporânea). Por isto. inclusive semiartesanais). a realidade local encarregou-se por si exigência climática de varandas ou o revestimento em própria de impor limitações às suas azulejos. telhado construtivos como forma de expressar tensões. Na mestiçagem cultural e a permeabilidade às sequência. como ocorria na Europa e EUA. REGIONALISMO LATINO-AMERICANO que era um campo experimental mais fácil. envolvem todos os corpos históricos tismos pouco profundos ou até mesmo em formalismos. reconhecendo a sido comprovada através de gerações condição pré-industrial de suas na construção popular. complexa. em que se influências externas no estudo da arquitetura abriu para as tendências tardo e pós-modernistas. de superfícies culturais (isolamento da rua por meio de ásperas e conotações ditatoriais. de simetria e eixos. não houve uma distin. oculto). desde muito cedo. que penetram no destino da to. Além disso.As primeiras casas modernas latino. o culturais de seus países. que eram risco de terremotos tornou raro o uso de pilotis. os aspectos civilizatórios. a de obras públicas. era quase impossível abandonar os telhados cerâmicos em águas. e do outro. adotou-se progressivamente o International Style. Seus pontos de Le Corbusier (1887-1965). voltadas para a infraestrutura social ou Entretanto. por LISMO LATINO-AMERICANO foi considerada propulso. em quaisquer lugares. cujas contemporânea latino-americana é uma tarefa de maior repercussão foram o Brutalismo7 e o Contextualismo. a partir de 1936. caracterizando-se por sua lógica A incorporação de fatores como a funcional. evitando simultaneamente folclorismos nas em relação à funcionalidade. humanidade e. Em outros casos. também tiveram de materiais e técnicas. sedimentação histórica e questões culturais. mando-os das preocupações moder. resultando em sincre. mas indispensável. pois é importante saber de onde vêm todas as influências. Em alguns casos. ra do desenvolvimento de alguns países e não seu efei. AMERICANO. em especial na sua versão regionalista. patrimônio arquitetônico e cultural. e a de edifícios para América pretendiam ser modernos e não empresas privadas. 90 . técnicas e social como cultural. Em alguns países. tanto a nível às condições socioeconômicas. recriações regionalistas. desenvolvimento. ção muito clara entre racionalismo e vários líderes declaravam ver a organicismo: a maioria dos necessidade de certo equilíbrio entre o profissionais dos anos 1930 e 1940 espírito moderno e as condições do tentaram adaptar sistemas constru. muitos arquitetos da Íbero- representativas politicamente.

esposa. de Gustavo M. da qual foi diretor. Universitario de Ciencias y Artes – MUCA. A MESTIÇAGEM CULTURAL transformou a discussão de  MARIO PANI (1905-82): arquiteto mexicano que nossa identidade cultural em tema constante da nossa propagou o racionalismo em uma coleção de obras história artística e cultural. as quais vieram arquitetura e urbanismo. ou seja. a renovação surgiu a partir questão de sua IDENTIDADE. rejeição cultural. da Biblioteca Central da UNAM. o acompanhadas de muito nacionalismo e REGIONALISMO CRÍTICO vem con. 91 . realizada em 1927. cujo de 1920 com o chamado MURALISMO. Madero (1873- adaptação e transformação. Juan O’Gorman em relação ao mundo e a si mesmos. em tecnológicos) que provocaram a negação do 1949/51. no caso da arquitetura. produzindo em 1917 uma nova Constituição para o sidade de cada povo latino-americano. que garantiu direitos liberais (Reforma Agrária e Leis Trabalhistas). Fez o projeto pioneiro do ligado à nossa realidade. de escolas. socialistas. história e cultura. arquitetos modernistas. realizadas entre 1949 e 1954. americana vem girando em torno da Na pintura. através de vários difusores no funcionalismo em seu país. o que levou a prolongadas lutas. obra pluralismo. 1974). incluindo moradias. representada através do rigoroso trabalho de vários artistas. sendo posteriormente comum e à uma arquitetura caótica de influenciado pelo organicismo. produzidos por modelos internacionais. hotéis. os países da América Latina têm 9 na pesquisa de suas origens a possibi. tendo participado do b) Adoção de modelos universais (formais e Plano-Diretor da Cidade Universitária da UNAM. Frida Kahlo (1907-54). Na UNAM. foi a Casa-Estúdio de Diego Rivera e Frida Kaho. Mario Pani (1911-93) e (degradação urbana e ambiental). ambos levando a um complexo de inferioridade e de com Alfonso Liceaga e Xavier García Lascuraín. além do gigantesco painel. pois ao invés de ser um mero entre os anos 1930 e 1960.  JUAN O’GORMAN (1905-82): Pintor e arquiteto d) Desprezo de valores sociais e culturais. a Casa Tomas Bay (1938). edifícios públicos e planos urbanos. Domingos García Ramos (1911-). mas que foi seguida por outros focos decorrer de sua história. (1905-82) e Mario Pani (1911-93). as quais 1913) contra o governo autocrata do general Porfirio Diaz (1830-1915). de inspiração através da negação da participação e do pré-colombiana. mexicano que foi um dos introdutores da arquitetura conduzindo à negação da cidade como obra corbusieriana no México. Saavedra y Juan Martínez de Velasco. realizou uma série e) Produção de uma cidade elitista e exclusivista. a discussão Universidad Nacional Autónoma de México – contemporânea sobre a arquitetura latino. citam-se: nossa dependência cultural acaba por contruibuir para a perda de nossa  JOSÉ VILLAGRÁN GARCIA (1901-82): Arquiteto mexicano que é considerado um dos maiores identidade cultural. Sua obra de destaque especulação imobiliária. recombinações inéditas de elementos pré-existentes com Tendo participado no projeto do campus da UNAM formas importadas. teste- munhadas principalmente na construções da Nos últimos 50 anos. assim influenciada pelas correntes cubista e como a sua própria realidade. é possível definir (1945). patrimônio cultural e arquitetônico. todas na Cidade do México: o Hotel Reforma (1935). obras. Assim. UNAM. receptáculo passivo. Sanatório de Huipulco (1929). transformando-os para a obtenção de (1949/51). José Clemente Orozco (1883- 1949). entre os quais: atividade acadêmica na Escuela Nacional de a) Importação de uma teoria arquitetônica que não Arquitectura da UNAM. a América Latina promoveu escolas. além de contribuiu para a criação de algo autêntico e sua atenção como projetista. teve como destaques de seu trabalho as produtos culturais inéditos. graças a sua mecanismos. Na sequência. também projetou o Prédio de Arquitetura e o Museu c) Menosprezo das tecnologias ditas atrasadas. como TRANSCULTURAÇÃO o processo de miscigenação que vem ocorrendo 9 A Revolución Mexicana foi um movimento armado que entre as culturas local e importada e que começou em 1910 com uma rebelião de bases se baseia em estratégias de transferência. variam conforme a criatividade e a diver. entre nosso espaço e tempo marcados pela os quais: David Alfaro Siqueiros (1896- nossa paisagem. no país.  Servindo como um grande laboratório de experiências internacio- MÉXICO nais. política e nacionalista. representadas por arquitetos como José tribuindo para uma tomada de posição Villagrán Garcia (1901-82). Entre os segundo os críticos regionalistas. conceito está ligado à preservação do seu uma arte popular. o Centro Urbano Presidente Alemán (1946) e o plano da Ciudad Satelite (1954). o Hotel Plaza Diante desse quadro. liderada por Francisco I. juntamente com os arquitetos modernistas passado e a destruição de nossa paisagem Enrique Del Moral (1905-87). A Revolução Institucionalista Mexicana lidade de uma maior conscientização (1910/17) favoreceu a difusão e afirmação das da população e dos profissionais de tendências modernas no país. expressionista. Diego Rivera (1886-1957) e sua  Contudo. de revolta até meados da década de 1920.

considerando as o Chile viveu um período de prosperidade. principalmente com o fim da longa Ditadura de destacando-se a poesia de Pablo Pinochet (1973/90). Também lecionou na Universidad de Chile. a Casa caracol (1985. vigas (cobre e nitratos). em Cambridge MA. sendo sucedido em 1958 por social. Em 1930. a arte devia ser universal com características locais. González de Léon (1926-)10. todas em Santiago do Chile: Casas na Calle Charles Hamilton (1974). Parque Chapultepec (1980. que serviram de Universidad de Chile. que derrotou o socialista Salvador Allende (1908-73). Harris (1984). Neruda (1904-73). a Casa La Cerda (1938. progressivo e tecnologias intermediárias. além de espaços semicobertos. crescimento (1957/58). de traços brutalistas e contextualistas. na época quando Augusto Pinochet (1915-2006). composição e na abstração.A renovação arquitetônica mexicana deu. mas isto não foi mantido nos protendidas e fechamentos em concreto. Cid. o Colegio y Iglesia de Villa Maria (1992. Santiago explorando as condições locais em seus projetos. como a transformação das (1938/52). anteci-pando traços do grupo De Stijl. graças a dificuldades econômicas. Nos anos 1970 e 1980. mas foi deposto por vados com a crise mundial e prolongados um Golpe de Estado em 1973. inclusive derivando para o Zabludovsky (1924-2003) e Teodoro folclórico. que vários artigos e trabalhar com colaboradores. e Roberto Dávila Carson (1899. liderado pelo general até a II Grande Guerra. as quais aumentaram a intervenção estatal na Nas últimas décadas do século passado. este último discípulo direto de Le livro Otra arquitectura en America Latina (1988). Contudo. Suas obras de destaque. É autor do 1971). o general Ibánez Del Campo retornou à universidades em motores de mudança Presidência do Chile. que permaneceu como ditador até 1990. 92 . na simplicidade da Casa na Calle P. Universidad Católica de Chile (1965). o 10 Zabludovsky e González de León fundaram uma Centro Comercial Vitacura-Manquehue (1980). mantiveram o vigor da linha brutalista através de Las Condes) e a Casa Zapallar (2002). especialmente o uso de pátios associado à técnica de do Chile) e a Escuela Naval Arturo Prat tijolos. que ingressou no MIT. Santiago). conheceu e trabalhou com Walter Gropius. Principais obras: Embaixada Mexicana em Brasília (1973).México). Cid. que leve em 2006). associando- anos 1920. entrando em contato com o consciente. além da pela atuação brutalista de Abraham cidade serrana de Temuco. que culminaram com um arquitetos latino-americanos através de suas obras. Utilizou-se da tipologia de pátios centrais. Pós-graduado em devido à exploração de suas riquezas minerais Harvard.México). além de Emilio Duhart (1917. De volta ao seu país. De volta ao Chile em 1933. Hospedarias de Castro e de Ancud (1962. introduziu contextualismo e mínima-lismo. a na honestidade do material. realizou o Edifício Oberphauer (1930. seguidos inovações em Santiago e nos balneários litorais de Viña Del Mar. Allende tornou- mas econômicos nos anos 1920/30. sendo apoiados pelo Estado. próspero e democrático no início do gógica Nacional (1980. Universidade Peda. Para eles. os a elementos neovernaculares. Las Condes). tecnologia de alta sofisticação. floresceu justamente neste período. o modernismo finalmente aportou no país.México) e Museu Rufino Tamayo. Sucederam-se presidências radicais. arquitetura chilena abriu-se para as referências contextuais e surgiram vários arquitetos que tentam  O MODERNISMO nas artes resgatar valores nacionalistas e democráticos. na Barragán (1902-88). referências culturais muito fortes. passou a publicar Sérgio Larraín García Moreno (1905-). os corrente arquitetônica consumada no México baseada Estúdios de TV da Universidade Católica (1982). Obras de destaque: Casa Flores e Restaurante Cap Ducal (1936. o que promoveu vários desen- 11 Após o período das presidências do Partido Radical volvimentos. consideração as condições locais e culturais desses países. Reñaca e Concón. CHILE  EMILIO DUHART (1917-2006): Arquiteto chileno formado pela Universidad Católica de Chile em 1941. que ganhou o  ENRIQUE BROWNE (1942-): Arquiteto chileno pela Prêmio Nobel da Literatura em 1971. características sísmicas do lugar. de superfícies ásperas e conotações historicistas ARGENTINA (Teotihuacán e Monte Albán). se graças às experiências de Luis ingressando nos estudos de arquitetura em 1917. onde trabalhou com Le Corbusier e fez cursos com marco para uma arquitetura culturalmente Theo van Doesburg. a 11 Economia até 1952 . as pelo general Carlos Ibáñez del Campo (1877. destacaram-se (1969/75). Reñaca) e Paróquia Santo Toribio (1940. Viña Del Mar). houve greves e proble- Jorge Alessandri (1896-1986). Cid. Os argentinos viveram um período INFONAVIT (1973. e apresentando obras monumentais. século XX. 1960). no Corbusier. como pesquisador Entre os arquitetos modernos. agra- se presidente somente em 1970. qual destaca a possibilidade de uma linguagem latino- americana diversa das importadas. Algarrobo. entre outras. Chiloé) e o Ministério do Trabalho de Santiago (1970). Golpe Militar em 1927 e a tomada de poder tais como a Sede da CEPAL (1960/66. Santiago).  ROBERTO DÁVILA CARSON (1899-1971): Arquiteto chileno que viveu na Áustria até a I Guerra Mundial. viajou para Paris. Influenciou muitos sociais e políticas. na qual s etornou professor e que explorou a Durante a Primeira Guerra Mundial (1914/18).

Alejandro Bustillo (1889-1982). c/Héctor Lacana e Elena Acquarone). Evoluiu da prática racio- vedação. da Universidad de La Hindu (1932). graças à sua liderança na Antonio Ubaldo Villar (1889-1966). A Venezuela começou o século XX sob a o Edifício Residencial na Calle Rodríguez Peña (1978. o qual criou Ordónez (1856-1929). título que perdurou até os anos 1960. como elemento de no ITT. considerados pela crítica como vanguarda de petróleo venezuelano. em Cambridge MA. Suas obras mais  CLORINDO TESTA (1923-2013): Arquiteto argentino. Buenos Aires). que explorava as 1945. Republica. T. escolas e hotéis. depois de outro carne no mercado internacional. a Ditadura Militar (1973/85). o que acabou conduzindo ao Golpe do esposa. revestido de um caráter de pureza geométrica e volumes sólidos. Aires).Pedro de de concreto aparente e fachada dupla. destacadas no Uruguai foram: a Igreja de Atlântida de origem napolitana. A Estado moderno. contribuíram para sua golpe em 1973. voltando quando o a carência de tecnologia e a queda do preço da lã e peronismo foi novamente legalizado. o engenheiro e arquiteto Júlio Vilamajó (1894-1988). edifícios. cujo governo foi marcado pela deterioração prersidente Juan María Bordaberry (1928-). assim como os Golpe de Estado e passou-se a viver sob um 13 precursores da arquitetura moderna. por Juan Vicente Gómez (1857-1935). pelo seu isolamento termoacústico. armada com aço. 1924). característica (Batllismo). democrático e leigo. com forte constitucional e democrático. que trabalhou através de um (1958). o graduado em 1965 pela Universidade Nacional de qual se manteve no poder por 27 anos. Contudo. ambos em B. José P. por sua textura e regionais. junto a URUGUAI sua terceira esposa. que pôs em prática uma política c/Francisco Bullrich e Alicia Cazzaniga de Bullrich). Facultad de Engenería (1935/38. Este sistema de 2009). e como nlaista até a incorporação de materiais tradicionais e material de revestimento. Aires. presidente uruguaio de muitas críticas. encabeçou um movimento político e Após a completa independência e organização marcado pelo acento na justiça social como país no século XIX. o Uruguai alcançou altos argentina. Porém. premiado no concurso de La Pampa. Sendo professor nas universidades de até sua morte em 1935. Entre os VENEZUELA trabalhos de Testa. interessados em (1937/39. graças a suas exportações de carne e grãos níveis de bem-estar. Assim. Seu trabalho influenciou toda uma a Casa na Calle Aribeños (1935) e o Edifício Kraft geração de latinoamericanos. Montevideo) e a  EDUARDO SACRISTE (1905-99): Arquiteto e Hospedaria El Ventorillo (1943. de Lourdes de Montevidéu brutalismo pessoal. houve um Na Argentina. A partir de então e até 1960. com o Edifício Club Facultad de Arquitectura – UdelaR. fez mestrado em Desenho Urbano na Pensilvânia. tanto às potências européias que se encontravam em que passou a ser conhecido como "A Suíça da debilidade econômica. externa agressiva e foi deposto em 1908  MIGUEL ANGEL ROCA (1940-): Arquiteto argentino. latino-americana. comparados aos europeus. os artistas de vanguarda vanguarda tiveram suas bases também na Europa. conhecido por seu Obelisco na Av. foi sucedido pela desestabilização. professor portenho. Eduardo Lonardi (1896-1956). Aires explorar a técnica da cerâmica. Montevideo). B. Construiu nos anos 1990 vários CPC’s (Centros de Participação Comunal) na 1922. S. a Iglesia de N. Córdoba. a escassez de recursos minerais e energéticos. Foi durante seu Córdoba e Buenos Aires. foi diretor do possibilidades estruturais ou expressivas da cerâmica. Projetou residências. Eva Perón (1919-52). em Entre os anos 1930 e 1940. graças ter dificuldades políticas e um golpe militar. produziu-se. e o arquiteto Alberto Prebich (1889-1970). destacaram-se: o Centro Cívico e Terminal Urbano de Santa Rosa (1955/63. o governo começou a América". em 1973. com as eleições de 1983.  Em 1946. Lecionou também no London Polytechnic e estrutural. que impôs política que levou a mais um golpe em 1976. debates e lutas pelo poder. Batlle y (Peronismo ou Justicialismo). e Biblioteca Nacional de Buenos Aires (1962/84. Nove de Julio (1936) e destacando-se sua casa própria (1928/30. 93 . foi eleito o presidente Juan Domingo Perón (1895-1974) que. Suas obras mlodernas de destaque foram: durabilidade). ambos em Buenos Aires. c/Rogelio Di Paola). Seu projeto Durazno (1968) e do Depósito Herrera & Obes (1980). La Pampa).como: o arquiteto regime militar até fevereiro de 1985 . prosperidade perdurou até os anos 70. autor da primeira casa racionalista no país (Casa Victoria Ocampo – 1928/30. liderado por aos altos índices sociais e a estabilidade política. 1903 a 1907 e de 1911 a 1915. que. a o Teatro Gran Rex (1937). expressando majestade em obras (1967) e as remodelações da Iglesia S. Com sua morte. dotado democracia argentina somente foi de uma legislação social avançada e reestabelecida com Raúl Alsonsín (1927. iniciou-se a exploração das jazidas Argentina. formado na Universidad de  ELADIO DIESTE (1917-2000): Engenheiro uruguaio Buenos Aires em 1932 e pós-graduado nos EUA em com grande sentido de formas. Facultad de Arquitectura da Universidade Nacional de usada de três maneiras básicas (como elemento Tucumán. quando uma crise atingiu o país e. Banco de Londres (1959/66. na qual reuniu muitos discípulos racionalistas. em caráter contextual. ditadura de Cipriano Castro (1856- B. ocorreu em 1955. apresenta uma arquitetura governo. com a textura rugosa do concreto. uma grande prosperidade Consolidada a democracia. 12 Quando o peronismo estava no poder. Villa Serrana). Perón exilou-se na Espanha. em 13 pleno segundo pós-guerra. construiu um culminando com um sucessão de golpes e 12 um longo período ditatorial (1966/83) . é considerado a primeira obra brutalista da Argentina. o maior nome foi o arquiteto Palermo Chico. Santa Rosa.

a arquitetura amaneirado. etc. madeira e o tijolo aparente. pérgolas de madeira.  Como ocorria nos demais países  Em 1930. Superintendência do Porto Livre de Manaus Depois de uma recaída conservadora. pedra e  A criação de varandas exteriores. uma Moderna (1922. ocorrida na brasileiro. Alto Los Pinos (1981). escalonamentos. (1937. Campus da Universidade do Amazonas (1973) 1948 e 1953. Villanueva passou do Rino Levi (1901-65) e Osvaldo Arthur Bratke (1907-97). tais como Vilanova Artigas (1915-85). Seus pontos fortes foram o uso da muxarabis. São Paulo SP) e das obras de revolta militar retirou Gallegos do poder. 94 . outros generais o sucederam em um período de transição para a demo. levando ao poder o escritor e político Rómulo Gallegos Freire (1884-1969). houve a tentativa de reforma do ensino da Escola Nacional de Belas- latinoamericanos. e espelhos d’água. regressando à difusão do racionalismo no Brasil. além  O revestimento cerâmico (azulejos. o Museo de Bellas Artes se a ESCOLA PAULISTA.) como regulador climático. incluindo Schuster (1978. pioneiro na discussão funcio- segunda metade do século passado. instalando-se a Gregori Warchavchik (1896-1972). nitidamente brutalista. corredores abóbadas de tijolos. combinando. Residencial El Polo (1960). cujos (1935/38). Com o Golpe de flexibilidade espacial. destacando-se inclusive os que até 1954. Fundacion San Cristóbal  A continuidade do uso de coberturas cerâmicas (1965). cerâmica em arremates quebrados. As eleições livres ocorreram na Venezuela no final de Após o pioneirismo da Semana de Arte 1947. a qual modernismo arquitetônico efetivou-se somente durou até 1958. Suas obras de destaque em Caracas moderna brasileira inclinou-se para o debate das massas foram: o Museo Bolivariano (1931). curvaturas e superfícies com luzes e sombras. de uma volumetria baixa e variada com pátios centrais pastilhas. e a Reforma Constitucional de e Casa do Arquiteto (1974). responsável pela onde ficou até meados de 1937. Pertenceram à ESCOLA CARIOCA. Administrativa da Portobrás às margens do Rio Negro quando o Partido Liberal tomou o poder. localizaria a obra. Reidy (1909-64) e os recebeu a incumbência do projeto da Ciudad irmãos Marcelo (1908-64) e Milton Roberto (1914-53). com telhas e amplos beirais. além da Casa Robert 1968. o ditadura de Marcos Pérez Jiménez (1914-2001). Seu nalista no país que defendia a conciliação precursor foi Carlos Raúl Villanueva entre os ideias modernos e a tradição (1900-75).  SEVERIANO MÁRIO PORTO (1930-): Arquiteto mineiro formado no Rio de Janeiro que é considerado COLÔMBIA um dos expoentes do regionalismo arquitetônico no Norte do país. o país se abriu para novidades. considerado o maior arquiteto nacional. como na Casa Roberto Marinho venezuelano do século XX. lajotas. produzindo um moderno 64 e a instalação da Ditadura Militar. (1952) e o Auditório Aula Magna (1952). entre outros. cuja construção começou em 1940 e foi todos os grandes centros.). Rio de Janeiro) e Hotel do Parque  CARLOS RAÚL VILLANUEVA (1900-75): Arquiteto São Clemente (1944. Procurou romper a monotonia raciona- lista. venezuelano nascido em Londres. Affonso E. Principais obras em Bogotá: alpendrados e galerias ventiladas. João Ciudad Universitária de Caracas (1944/57). (1963). Esta corrente encontrou representantes em Venezuela. uma rica experimentação contextualista. o Museo de em concreto armado e empenho tecnológico. estes promoveram 1949 e 1958. Paulo Mendes da Rocha o Hospital Universitário (1946). considerado o “pai da democracia venezuelana”. Principais obras em Manaus AM: Sede somente pôde se afirmar entre 1930 e 1946. No caso dos arquitetos regionalistas brasileiros – os quais  ROGELIO SALMONA (1929-2007): Arquiteto somente foram reconhecidos internacionalmente a partir colombiano que trabalhou com Le Corbusier entre da segunda metade do século XX –. Trabalha hegemonia conservadora existente no governo artesanalmente com a estrutura em pilotis de madeira colombiano desde 1886. BRASIL cracia. Universidad de Caracas. o Estádio Olímpico (1928-) e Joaquim Guedes (1932-2008). pergolados. gelosias. porém. o Bairro El Silencio (1945) e os edifícios da maiores expoentes foram: Lina Bo Bardi (1914-98).Após a morte de Vicente Gómez. que estudou em Paris e conheceu a Venezuela somente em 1928. especialmente a e reinterpretando-a de forma expressiva. destacando- Ciencias (1934/35). Tarumã-Açu AM) e a Pousada na Ilha de Silves AM (1979/83). usando a cerâmica como material predominante  O uso de materiais tradicionais. progressista de Getúlio Vargas (1881-1954). INTERNATIONAL STYLE para uma arquitetura Também foi fundamental a contribuição do paisagista marcada pelo virtuosismo tecnológico e pela carioca Roberto Burle Marx (1909-94). entre (1971). os arquitetos: Oscar França para concluir seus estudos. ano em que o governo democrático foi após a Revolução de 1930 e o governo retomado. que somente aconteceria no segundo pós-guerra. da Universidad Central de entre outros. etc. a ARQUITETURA Artes do Rio de Janeiro. Do decorrer incorporaram algumas das preocupações organicistas: de seu trabalho. Logo. considerada sua obra máxima. que defendia a arquitetura que trans- verdadeiras reelaborações a partir de seus elementos cende o fato construtivo e torna-se significativa para a próprios da tradição colonial. o modernismo lavrada com piso em pranchões e cobertura com troncos. promovida por MODERNA somente pôde ser implantada Lúcio Costa (1902-98). a com características do meio físico e cultural onde se  O emprego de elementos vazados (cobogós. Noav Friburgo RJ). entre os quais: comunidade. Niemeyer (1907-). Com seu retorno. Residencial El Parque (1970) e Residencial em várias águas. graças a Rómulo Betancourt (1908-81). explorando as condições climáticas e aproveitando a habilidade e intimidade do caboclo Foi apenas em 1930 que terminou a com o manuseio das madeiras da região. em 1953. arquiteto franco- após a industrialização.

pressupostos e tendo inclusive nos Porém. a chamada um terreno mais sólido. e construção. executivo. mantém o compromisso com a estética unificada e exclusiva – a Estética da Máquina –. essencial para qualquer arquiteto. universalismo e tecnologia industrial. Logo. mecanicidade. A falta dessa legimidade explicaria a 16 busca de formas do passado na tentativa que estas transferissem um pouco de seu valor para o novo (pós-modernismo). hoje não é através de futuro. mecanizada e abstrata. para os tardomodernos. os repleta de oportunidades. a partir da década de 1960. projetando-se para o seus objetivos. mas podendo alcançar a sutileza valores religiosos ou de status social da simplicidade ou surpreender mediante que um objeto arquitetônico torna-se a descontinuidade e a autosuficiência. duplicando os códigos –. seguindo a pesquisa moderna de atualização de métodos e renovação O TARDOMODERNISMO é pragmático e tecnocrático na sua ideologia. até então entorpecida. arquitetos estavam quase libertados de dogmas. os bases teóricas e experimentais. estaria já marcado o término de seu valor Considerado um prolongamento do como moda. mas respeitando O Movimento Moderno (1915/45) desenvolveu uma nova praticamente todos os seus tecnologia e corpo de regras para legitimar seus edifícios.). entre arquitetura e tecnologia. etc. os materiais e as formas de trar na relação entre a imagem (aspec. dever-se-ia procurar pensamento moderno. pela relação básica entre a arte de nossos MODERNA. A partir dos anos 1960. portanto. arte. produzindo um modernismo amaneirado. a tradição construtiva era a da alvenaria de pedra. de modo a ressuscitar uma linguagem e metodologias computacionais). A lógica moderna foi deste modo exagerada.  Enquanto seus contemporâneos. mas ficaram sem um padrão comum para avaliar seus As principais características da edifícios e sem uma base sólida para a legitimidade LINGUAGEM ARQUITETÔNICA TAR- arquitetônica. Assim. estas normas tornaram-se dogmas e não conseguiram mais atuar com a realidade em permanente próprios mestres modernos suas modificação de hoje em dia. pros- industrial. o TARDOMODERNISMO Atualmente. seus predecessores. que seria dado ARQUITETURA ULTRA ou TARDO. ainda não muito bem compreendida e. a voltou-se para a tecnologia. tradição. dão continuidade ao arquiteto dentro de determinadas regras da arte. hoje se chegar aos diversos usuários de seus teria entrado para uma nova fase: a que se utiliza a edifícios – o que os fez utilizarem um estrutura em aço e concreto armado – uma novíssima amplo espectro de meios comuni. da Antiguidade egípcia até o século XIX. utilização ultramodernas. cujas vanguardas INTERNATIONAL STYLE. já que tal condição só pode ser fornecida pelo próprio trabalho do  Os arquitetos ultramodernistas. Assim. edifícios e seus sistemas construtivos. consiste to visual) de um edifício e sua em uma corrente que defende um realidade. os tardomodernos propõem- linguagem restrita e hermética dos se a explorar as novas possibilidades modernos. ou respeita a linguagem e as teorias dos seja. assim como na questão da realismo expresso através dos detalhes legimitidade arquitetônica. Pela TARDOMODERNISMO fragilidade da base teórica dessa prática. inspirada na sociedade da tecnologia contemporânea. DOMODERNA são: 95 . atualizado em termos de métodos. distorcida e transformada em algo belo por Baseando-se na relação entre arquitetura seu extremismo ou mordacidade. ao invés de negá-lo. os pós-modernistas esforçaram-se para Enquanto que. Se antes da sociedade industrial em constante os edifícios eram “legitimados” – consi- derados “arquitetura” – somente por transformação. o qual é tentaram – e ainda tentam – quebrar. materiais e técnicas. tantos de projeto como estilísticas do modernismo (funcionalidade. tardomodernistas permanecem fieis à  Assim. o processo preocupação crítica deve-se concen. cativos. de execução (materiais experimentais flexibilidade. assim como ainda fala em funcionalidade. levando ao extremo muitas das idéias de processos.

surgiu um se de um vocabulário mais abstrato que convencional (anti-ornamentalismo). Roland Barthes inviabilizaram a continuação pura e (1915-80) e Louis Althusser (1918- simples da cartilha moderna 90). exigiram uma nova orientação 95). 96 . iniciando uma c) Arquitetura da perfeição técnica. em 1956. da próprias gramáticas abertas à análise. os franceses Georges “batalha de rótulos”. aos sistemas e acabamentos. da produção crítica sistemática ao International Style. viram o mundo organizado em ideologicamente neutra. finais dos anos 1950. No CIAM de 1959. as quais variaram Peter (1923-2003) & Alison Smithson de autor para autor em uma verdadeira (1928-93). (1921-2011). que provocou uma cisão definitiva entre b) Lógica radical. isolamento térmico e acústico. o norte-americano neopurismo (ou produtivismo). van Den Broek (1898-1978) e Jacob Existiu uma infinidade de denominações para B. assim como o sincronismo dos fatos ao invés de sua evolução.. Bakema (1914-81). ênfase circulatória e mecânica. tecnicismo (ou Shadrach Woods (1923-73) e o mecanicismo). Gilles Deleuze (1925- 1950. esculturismo (ou italiano Giancarlo De Carlo (1919- neoexpressionismo) e tecnotopismo. brutalismo. Claude-Levi questões que simplesmente Strauss (1908-2009). Jean Baudrillard (1927-2007). sistemática e experimentação essencialmente prática: desconsideração da memória histórica. Paralelamente. racionalismo funcionalista. historicismo). o TEAM X. O início da sistemas que se entrosam. da estruturas profundas. 2005). arquitetos holandeses Johannes H. que começaram a teórico mais sólido e até então estranho à investigar a filosofia como uma forma arquitetura: a lingüística estrutural. a) Enfoque por demasiado pragmático. como: da Indochina. já em Saussure (1857-1913) quem inspirou os chamados críticos estruturalistas. entre outras. entre os quais Jacques europeu trouxeram uma série de Lacan (1901-81). universalismo e anti. sendo consideradas as Candilis (1913-95) e Aléxis Josic mais destacadas as seguintes: estruturalismo. ocorridos entre 1947 e Jean-François Lyotard (1924-98). Jacques Derrida ideológica para quase todas as (1930-2004) e Julia Kristeva (1941-). utilizando. entre vários outros. aliados a época da GUERRA FRIA. Seus  Os anos do segundo pós-guerra seguidores. do contexto urbano ou do domínio público também participavam do TEAM X os (acontextualidade. priorizando grupo de arquitetos mais jovens. na França. conformavam com a continuação do através de uma fantasia tecnológica levada ao extremo (funcionalismo e ênfase estrutural).  Além de Kahn e de Aldo van Eyck. em uma primeira particularmente em meados da década tentativa de utilização de um aparato de 1960. Buscava enfim ESTRUTURALISMO compreender as relações que unem estes fatos bem mais do que os próprios fatos Corrente tardomodernista holandesa no seu caráter heterogêneo e anedótico. Guerra da Coréia (1950/53) e dos movimentos de libertação da Índia e Esse ponto de vista foi filosoficamente derrotado no fim dos anos 1960 pelos chamados pós-estruturalistas. práticas arquitetônicas. formada em torno da Revista Fórum (1959/67) e liderada por ALDO VAN  Foi o linguista Ferdinand de EYCK (1918-99). a corrente filosófica do ESTRUTURALISMO visava privilegiar a totalidade em detrimento do particular. nascidos questões ligadas à proteção física. nas suas Revolução Chinesa (1946/50). aqueles que achavam necessária uma flexibilidade extrema utilizável ou não e uso nova orientação e aqueles que se amaneirado e quase decorativo da tecnologia. esses arquitetos decretaram o fim do MODERNISMO e propuseram-se a encontrar novos caminhos para o funcionalismo através de uma maior exploração plástica dos meios expressivos do projeto. os ingleses as teorias tardomodernas. de “discurso”. ao em torno dos anos 1910/20. etc. que se constituiu. Dentro dos CIAM’s.

Sua teoria girava em torno LINGUAGEM ESTRUTURALISTA: de idéias fechadas – responsabilidade (obrigação do a) Abordagem introspectiva. ou seja. e com sócio Theo relações de equi. Sugden House (1957. atacando também a frivolidade da arquitetura neo-racionalista. Bosh (1940-). citam-se: mundo como um  ALDO VAN EYCK (1918-99): Arquiteto holandês que conjunto de siste. contribuiu para a difusão do elementos so. Piccadily. isto é. estruturas físicas disciplindas. materiais e técnicas industrializadas. de Arquitetura da Universidade de Bath (1988/89). assim como a inter- relação das partes que sua manifestação isolada). Dr. da exposição do conteúdo tecnológico dos edifícios e aspecto de mau-acabamento (Estética da Verdade). em cada um Team X. assimilava as práticas do gosto tecnológico. mente pode ser Em colaboração com sua esposa Hannie Van definido pelas Roojen. estruturalismo e depois do brutalismo dos Smithson. e a Prefeitura de A proposta de integração do passado. além da indiferença em relação ao sítio (acontextualidade). estudou na Inglaterra e foi um dos fundadores do mas. Obras de destaque: o Centro Comercial modernismo. d) Antecipação da estética brutalista. Hubertus House (1973/78. também participou do Team X. convencional da malha quadrangular sendo bastante influenciado pelas idéias neoplásticas.  Procurando explorar as inter- relações – as ditas "estruturas" – através das quais o significado é produzido dentro de uma cultura. The Economist b) Embora critique o reducionismo e a Building (1959/65. Norfolk). que não fundou o conceito brutalista. Noordiwiujk. desde 1943. valência ou de oposição que mantém com os Obras: Orfanato Municipal de Amsterdã (1957/60). objetividade personificação e hierarquização dos espaços (expressão verdadeira) e seriedade (utilização internos (ênfase da estrutura organizativa manifesta dos materiais). formaria a ESTRUTURA. entre a estrutura volumétrica-espacial e a apropriação  PETER (1923-2003) & ALISON SMITHSON (1928- espacial. a indiferença quanto ao contexto urbano (acontextualidade) e o excessivo rigor  JACOB B. Esse conjunto de relações Driebergen Church (1965). demais elementos. entre 1971 e 1982. Principais obras: Colégio interna em detrimento do aspecto exterior). 97 . de manejar o THE ECONOMIST BUILDING aparato teórico da lingüística e da antropologia (1959/65. criando uma disjunção Middelharnis (1973/74.Eyck (1918-). Participando do Team X. Van Den Broek (1898-1978). do Estilo Internacional foram seus partindo do estruturalismo para o brutalismo. presente e futuro Terneuzen (1963/72) e o Hospital Psiquiátrico de nas ARCHEFORMS propostas. Watford). foi o 93): casal de arquitetos estruturalistas ingleses que principal ponto de ataque do movimento. Na arquitetura estruturalista. seus expoentes foram criticados por serem não históricos e por favorecerem forças estruturais determinísticas em detrimento à habilidade de pessoas individuais de atuar. Suas pontos neuvrálgicos no que se refere à obras demonstravam grande preocupação social e a superação dos princípios anteriores do busca de uma sensação intimista entre arquitetura e indivíduo. etc. c) Tentativa. Londres) e a Escola impessoalidade do Estilo Internacional. Amsterdã) e Sede Central da ESTEC (1986. BAKEMA (1914-81): Arquiteto holandês projetual. calcado no emprego que. junto com seu sócio Johannes H.. Secundário Hunstanton (1949/54. Holanda). sobreviveu após a década de 1970. Tendo sido co-diretor da um de seus Revista Forum (1959/67). LONDRES) estrutural (privilegia a totalidade sobre as manifestações parciais. mas muito criativa.Os estruturalistas  Como os maiores expoentes do concebiam o estruturalismo arquitetônico. demonstraram insatisfação com o lirismo geométrico e apontaram para uma volta ao amor pelos materiais  Na arquitetura. Hol. voltada para a arquiteto diante da sociedade). ensejando a chamada clareza labiríntica.). foram essas as e restabelecimento da relação entre forma construída principais características da e as atividades humanas. Lijnbaan de Roterdã (1949/54). que rechaçava o conceito moribundo do dos quais cada funcionalismo. embora incipiente. realizou uma arquitetura de rara modéstia.

Avasjo. Passando a ser conhecidos como os whites. soluções formais. As técnicas priorizadas eram as de vidro estrutural (maiores vãos e montagem rápida) e de painelização (revestimento liso). Principais obras: parecia mais modelada em cartão do que construída. Charles Hilda’s College (1968. Seus maiores trabalhos foram a Unidade de Habitação em Bagnols- Sur-Cèze (1956). Foi diretor da Forum. Centro Musical Vredenburg (1978. o que conferia aos edifícios um caráter de “produto industrial”. Amsterdã. complexificação nos métodos projetuais. Peter Eisenman. East London). a relação interior/exterior e a configuração plástica. levando-se em consideração questões como isolamento acústico e suficiência energética. Entretanto. Garden Building St. Fábrica Química 1920. Delft). sobretudo no que se refere a Biblioteca da Universidade de Estocolmo (1983) e materiais e acabamentos. lações lineares. volume e circu- espacial. conjuntamente a Alexis Josic (1921-) e Shadrach Woods (1923-73). moradias. o Bairro Residencial em Fort-de- France (1957. Seu trabalho consistia buscava uma qualidade espacial. 98 . formas modernistas através da incorporação de métodos Utrech). Clare Hall em Cambridge (1968. quando divulgou suas idéias sobre o racionalistas através de uma abstração estruturalismo. cujos edifícios humanísticos e planos urbanos expressavam uma preocupação com a natureza dos materiais e o inter-relacionamento humano. ao público o grupo NEW YORK FIVE estabeleceu escritório na sua cidade natal. o talento residiu em convertes idéias sociais em realidade arquitetônica. aspirando alcançar sua identidade própria. De Em meados dos anos 1960. experiência estéril. Fez uma série de estudos sobre edifícios auto-suficientes ou ainda dotados de redes de infra-estrutura de apoio. Asilo de Idosos De Drie Hoven (1974. seus Diagoon House (1966/70. que se lecionando na Academia de Arquitetura da cidade entre 1965 e 1970. fazendo uso amaneirado de suas Empregando aço. Smithson High School (1949/54. aplicou sua filosofia em extremizada e “pós-moderna” levada edifícios. Suas preocupações básicas eram: a estrutura espacial. Casa Própria em Drottningholm (1963). em uma exposição do valores sociais na hora de projetar seus edifícios. suas maiores em uma releitura da linguagem purista de obras foram: o Hotel Turístico para Esquiadores em Le Corbusier (1887-1965) dos anos Borgafjäll (1948. RALPH ERSKINE (1914-2005): Arquiteto inglês que trabalhou principalmente na Suécia a partir dos anos NEOPURISMO 1940. Inglaterra). produziu muitos bairros e tardomoderna norte-americana propagava conjuntos residenciais irregulares e complexos.  HERMAN HERTZBERGER (1932-): Arquiteto holandês que concedeu a máxima importância aos  Em 1969. a distribuição funcional. acrescentando-lhe um maior apuro em Gnests (1950). Alemanha). Seu maior até o virtuosismo gráfico. diversas rotas e O grupo apresentou uma arquitetura branca e pura que elementos construtivos individuais.  GEORGES CANDILIS (1913-95): Arquiteto francês que trabalhou na reconstrução do segundo pós- guerra. a desconfiança para com o modernismo. Hobin Hood Gardens Gwatmey. repensando o modelo racionalista e aplicando-a a uma nova escala. além de uma Terminal Vasa em Estocolmo (1984). entre 1959 e propunha a superar os limites 1963. França). foram tachados pela crítica como Centraal Beheer Headquarters (1970/72. Oxford). ARCHITECTS – NY5. foi apresentado Formado pela Universidade Técnica de Delft (1958). e Kassel Housing Complex(1982. Além disso.  O NEOPURISMO também foi chamado de produtivismo por defender o uso de sistemas industrializados tanto para a estrutura como para o tratamento mural e divisão interna. expoentes – Richard Meier. representantes de uma moda oportunista ou uma Apeldoorn). informatizados. suas obras revitalizaram as Amsterdã). Além dos seus vários blocos residenciais na Suécia. casa dos 30 anos. uma corrente fundamentos estruturalistas. John Hejduk e Michael Graves – todos na Housing Complex – Poplar (1969/72. madeira e chapas metálicas. Norfolk). MoMA de Nova York. Ao invés de realçar massa. Hunstanton. técnico. Lapônia). escolas e escritórios. ou seja. subtrai núcleos. International Style seria entendido como fato do passado e seria Hertzberger preferiu trabalhar com a multiplicidade atualizado por meio da ambigüidade celular extrema. Martinica) e o Plano Urbanístico de Toulouse-Le-Mirail (1961.

Atlanta. New York Museum of Art (1980/83. Artes Decorativas de Frankfurt (1979/85). especialmente as de Adolf Loos estruturas. Foffman House (1966/67. em uma sintaxe dos espaços internos e externos através de sua  CHARLES GWATHMEY (1938-2009): Arquiteto norte- estratificação horizontal e vertical. A partir de 1967. Lake Tower (2009. recentemente substituídas por ACM (Alumynium Composite Material). Cincinnati OH) e Bay Paul Getty (1984. sensível e próximo das necessidades materiais e simbólicas das pessoas. Georgia) e Museu J. americano que foi catedrático nas Universidades de Yale. New York. justaposições e superposições. Twin Parks Northeast (1969/73. experimentando metodologias compositivas sobre a b) Incrementação da complexidade compositiva trama cartesiana. seguindo regras elementares. um dos  Estes foram os expoentes do NY5: precursores da arquitetura desconstrutivista. Wall House (1972). The Arts Complex (2006. Bye House ou Wall House II (1973) e Casa Norte-Sul-Leste-Oeste (1975). uma racionalidade sofisticada e aristocrática significando nada mais do que o próprio processo que inspirada nas formas puristas e neoplásticas a gerou. planos delgados recortados e corbusianos através da experimentação gráfica. Dunaway House (1970. Darien. espaço. Congressos de Ohio (1989. Gerrit rebatidos e superfícies cortadas. Lloyd Taft House (1979. através do jogo criativo dentro da “jaula conceitual”. High Amagansett NY). últimos trabalhos envolveram intervenções em Principais obras: Smith House (1965/67. Bronx NY). As principais características da  PETER EISENMAN (1932-): Arquiteto norte- arquitetura neopurista do NY5 eram: americano que criou o chamado objeto axonométrico. entornos construídos. perfis são (1870-1933). Lakesville CT).  JOHN HEJDUK (1929-2000): Arquiteto norte- americano que desenvolveu toda sua atividade experimental no campo do ensino na Cooper Union da Irwin Chanin Scholl of Architecture. Fort Wayne IN). A (1969/71. c) Independência da arquitetura da paisagem e da história (acontextualidade e anti-orna- mentalismo). (1967/68. retícula aplicada. decompõe a arquitetura em suas formas geométricas mais simples e expressivas. Le Corbusier (1887-1965). Museum de Frank Lloyd Wright em 1992. New Haven CT). mas que acabou abandonando o neopurismo para adotar a fantasia pós-modernista dos grises norte-americanos. recorte e interpenetração de volumes. procura revelar contrastes. vigamentos cruzam-se. Hardwick CT). Através de colisões geométricas de planos e dos anos 20. Inspirando-se no neoplasticismo e cubismo. insere-se no Siegel (1939-) a partir de 1968. Walt Disney World Resort). Museu de destaque foram: Gwathmey House (1965/67. Principais obras: One Half House (1966). uma chapa de alumínio enrijecido Para Eisenman. internacionalmente. Los Angeles CA).). tornando-se.). Outras obras de Atheneum (1975/79. Columbus OH). Bena- cerraf House (1969. emaranhado estrutural em angulações e sugestão de mecanismos. sendo que as plantas e fachadas marcam algumas transformações internas e aplicação de sistemas coordenadores. Princeton NJ) e da Snyderman House (1974. NY). expresso através de sintático que deslumbra a vista e confundem mente. função e mobiliário devem com resina sintética (“luva produtivista”). fez Rietveld (1888-1964) e Giuseppe Terragni uma série de pesquisas nos projetos das casas I a XI. a Casa II ou Falk House começando a atuar independente em 1963. a Casa III ou Miller House fidelidade ao purismo corbusieriano projetou-o (1969/71. plástico. resultando em labirintos ceremoniosos e surrealistas.). East Hampton. associando-se a Robert H. Fort Wayne IN). seu método era muito mais empírico. 99 .Y. Princeton NJ). Columbia e Harvard. Enfatizando uma tecnologia controlada. o Biozentrum (1987/89. A partir do plano e da cor branca Frankfurt-am-Main. Comparado ao outros integrantes do NY5. isto é. como na Fargo-Moorhead Cultural Center Bridge (1974). Alemanha) e o Centro de como elementos básicos. e do Yale N. como o anexo do Guggenheim Conn. ser estruturados a partir de um sistema mental coordenador. nos anos 80.  MICHAEL GRAVES (1934-): Arquiteto norte-ame- ricano que contribuiu com o NY5 através dos projetos da Hanselmann House (1968. resultado do emprego de retículas bi e tridimensionais. (1904-42). d) Emprego abundante de superfícies envidraçadas (vidro estrutural) e de painelização com chapas de aço esmaltadas. Compartilha com o tardomodernismo pelo uso de grandes superfícies de NY5 o interesse pela reciclagem dos modelos vidro.  RICHARD MEIER (1934-): Arquiteto norte-americano Destacaram-se: a Casa I ou Pavilhão Bareholtz que trabalhou com o SOM e Marcel Breuer. New Harmony Ind. a obra arquitetônica entendida como um nó a) Rigor disciplinar e puritano. Seus estruturas desprendidas da modulação básica.

escolas. shopping centers e resorts Comunidades particulares e clubes recreativos Instituições culturais (museus. Esculturismo. 1945/70 Décs.) Locais privativos com aspectos públicos Hospitais. etc. FÊNOMENOS URBANOS PÓS-MODERNOS PRIVATIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO PUBLICIZAÇÃO DO ESPAÇO PRIVADO Neutralização das tensões sócio-econômicas Idealização do mundo real (hiper-realidade) Auto-segregação espacial da elite Elitização do espaço (controle e segurança) Refúgio da vida citadina (criação de bolhas) Negação da vida citadina pública Impulso anti-urbano (cidades sitiadas) (criação de cenários) Pseudocoletividade Reprodução da cidade/natureza em escala (viver isolado em conjunto) Participação de experiências simultâneas Sobreposição do individual sobre o coletivo Triunfo de objetivos particulares sobre públicos New Urbanism ou Neotradicionalismo Dineyficação ou Rouseficação Condomínios fechados Parques temáticos. Blobismo. Regionalismo. etc. 1915/45 Décs. etc. QUADRO COMPARATIVO MODERNISMO TARDOMODERNISMO PÓS-MODERNISMO NEOMODERNISMO Décs.1965/90 Universalismo Universalismo Individualismo Contextualismo Idealismo Pragmatismo Populismo Realismo Pureza Exagero Ambiguidade Ambiguidade Simplicidade Variedade Complexidade Variedade A-Historicismo A-Historicismo Historicismo Historicismo Abstracionismo Simbolismo Simbolismo Abstracionismo geométrico não-intencional convencional Geométrico Anti-Ornamentalismo Anti-Ornamentalismo Ornamentalismo Anti-Ornamentalismo Razão Lógica extrema Emoção Intuição sensível Invenção Experimentação Tradição Experimentação Funcionalidade Flexibilidade Anti-Funcionalidade Multifuncionalidade Unidade Diversidade Expressividade Diversidade Assimetria Assimetria Simetria Assimetria Harmonia Harmonia forçada Colagem harmônica Desarmonia Ênfase programática Ênfase tecnológica Ênfase estética Ênfase espacial Tecnologia moderna Alta tecnologia Tecnologia tradicional Tecnologia mediana Repetitividade Repetição extrema Não-repetitividade Repetitividade Planos e Volumes Texturas e Massas Linhas e Superfícies Luzes e Cores Maquinismo Mecanicismo Humanismo Humanismo Racionalismo Brutalismo Formalismo Minimalismo Organicismo Tecnicismo Contextualismo Desconstrutivismo Expressionismo. hotéis e restaurantes 100 . etc. 1955/80 Décs. teatros. etc.

além de produzir maior trabalho de alguns arquitetos europeus conforto termoacústico. eficiência e funcionalidade. que defendia que a solução  Sistemas de controle de acesso a áreas dos problemas espaciais deveria acontecer restritas por meio de cartões magnéticos. até alcançar determinada temperatura de conforto (24 ºC). A obra passou a ser vista como um “mecanismo”. e a cerâmica vitrificada. resultado da perfeição técnica. Paralelamente. em horários alternados. o uso adequado da iluminação artificial. manutenção). tecnicamente recentes. o ambiente era de aquela arquitetura desenvolvida por reconstrução. pois intrusos não têm condições de atravessar barreiras criadas pelos computadores. com programação seletiva. como:  Sistemas de termoacumulação que trabalham à noite fazendo gelo (custo da energia mais baixo). a agilidade dos do aço como material estrutural elevadores. próprios fins (funcionalidade e estética). conseguida com a automação predial contrapondo-se à amargura e tragédia (sistemas centrais computadorizados). isto é.  Sistemas de detecção de presença humana por infravermelho para controle automático do nível de iluminação dos diversos ambientes. consistindo em uma corrente TECNICISMO propulsora da chamada arquitetura inteligente. através da analogia sistêmica. priorizando a tecno.  Sistemas de controle dinâmico do nível de aplicação. Isto pode ser acionado por simples entrada de alguém no ambiente. os meios da arquitetura (materiais e técnicas)  Sistemas de gerenciamento de infraestrutura. industrialização dos métodos construtivos e do uso de materiais e sistemas tecnicamente ultramodernos. adequando sua inclinação à incidência dos raios solares ao na corrente que predominou entre as décadas longo do dia. a eficácia de sistemas de associado à vedação em vidro ou prevenção e combate de incêndio. economia. de 1950 e 1960. nos previsão de sistemas. NOVA YORK) conforto ambiental. de forma a garantir a uniformidade do SEAGRAM BUILDING (1955/58. surgia a necessidade de encontrar buscando a redução econômica uma nova tipologia para os edifícios de (custos de produção. execução e escritórios que substituísse os arranha. térmico.  A Estética da Máquina seria então  Sistemas de movimentação vertical (elevadores e escadas-rolantes) integrados aos sistemas de levada ao extremo e a beleza tornou-se controle de acesso. Em suma. céus em formas românticas e/ou Déco. Na Europa do final da década de 1940 e  Denomina-se de INTELIGENTE início dos anos 1950. permitia a construção em grande A AUTOMAÇÃO PREDIAL está ligada ao conforto do altura e a criação de espaços amplos e usuário e à redução dos custos do empreendimento. solução que eficiência no controle de acessos. através de materiais e métodos construtivos  Sistemas multimídia para sinalização e altamente industrializados. o que ocorreu baseado em meio de uma metodologia de uma atitude neorracionalista de busca da racionalização do consumo energético. sempre EUA. Outra vantagem é a segurança. . passaram a corresponder aos seus que permitem implantação de programa de manutenção preventiva. para ser utilizado no resfriamento do edifício durante o dia.  A suposta inteligência de um edifício apresenta inúmeras soluções. a concentração de serviços e a trazidas pela guerra.  Sistemas de absorção de ruídos e isolamento logia em relação às demais condicionantes. junto a sistemas comunicação visual. Pode-se manter a temperatura perto dos 15 ºC e programá-la para subir gradativamente. o que acaba resultando em economia de energia. o projeto de um edifício  A obra americana de Ludwig Mies inteligente visa racionalizar o gasto van der Rohe (1886-1969) e o energético. a racional apontavam o emprego sistematizado utilização da luz natural. O TECNICISMO ou Mecanicismo constitui-se  Sistemas de controle de brises. A ARQUITETURA TECNICISTA veio responder aos 17 problemas pós-modernos de flexibilidade funcional. flexíveis (“planta neutra”).

sendo considerado o contexto urbano. a ARQUITETURA SLICK-TECH também se tendência modernista da “caixa de vidro”.): a Isto correu gradativamente.São estes os principais elementos da Os primeiros edifícios verticais com pele-de-vidro foram concebidos pelos expressionistas alemães. qualquer referência de escala. Porém. pois diferenças sociais e econômicas entre os países conduziram a na qual se concebe os edifícios com variantes nacionais. e uso de sistemas mecanizados (pré-fabricação. cores e os sistemas de vedação com platinadas. Em paralelo. sistemas inteligentes (acontextualidade). mas para um outro tipo de Embora fundamentada na aplicação sistemática do aço e linguagem que leva a extremos a vidro. procurando soluções primeiro edifício totalmente revestido de vidro temperado. expressou em obras de concreto armado. polido) designa a versão do tecnicismo em que a tecnologia não estaria disponibilizada para autoexibição. granito ou até mesmo placas metálicas. universais baseadas no uso da tecnologia e de embora ainda expusesse os marcos verticais. resultando no purismo geométrico meados dos anos 1960. Incorporou  A estrutura evoluiu cada vez mais inclusive o uso do vidro espelhado. priorizado e O prédio não mais se destaca na sistematicamente resolvido. Esses sistemas de recobrimento liso e métodos modulares aceleraram a produção massiva de edifícios. a partir do arquitetura é entendida como emaranhado de desenvolvimento da indústria de vidros problemas que deve ser clarificado. transparência e leveza (método de polímeros (structural glazing). sem apelos emotivos ou conotações simbólicas. por volta de LINGUAGEM TECNICISTA: 1920. físicos e marcos metálicos. enfatizando questões alemão o pioneiro na criação de edificações como condicionamento térmico. etc. International Style. a arquitetura exprimia- paisagem. apoiando-se no uso de formas racionalizadas. estrutura metálica.  Sua principal característica foi a cujo projeto ficava cada vez mais determinado pelos aplicação extensiva do sistema do fabricantes e empresas comerciantes. As principais características diafragma. foi outro a produção sistemática. através de uma atitude pragmática e voltada para a exploração e apologia de técnicas e materiais avançados (tecnolatria = “idolatria da tecnologia”).  Abstracionismo: Abandona pressupostos ONU BUILDING simbólicos ou panfletários pós-modernistas. ventilação. 102 . com seu Seagram Building (1955). priorizado e de segurança. em mármore. situado na Fifth Avenue. polidos e esfumados. cabendo a eles cristalinas com tratamento volumétrico apenas ordená-la de modo a expressar a sensação escultural e materiais de acabamento de pureza e leveza. evoluiam purista e sentido sutil de proporções. inspirados pelo fascínio que este material exercia  Perfeccionismo: Busca a perfeição executiva e no poeta Paul Scheerbart (1863-1915). de fora para dentro). (1947/53. e que se constituiu  Universalismo: Desconsidera a história e o no marco principal da tendência. Mies van der Rohe. o que acabou ainda mais da arquitetura slick-tech são: acentuado com a total eliminação dos a) Ênfase dos problemas técnicos. o revestimento podia ser formas geométricas puras e não. Curtain-wall ou parede-cortina. Além disso. que correspondia ao modo de executar a  O arranha-céu slick-tech pode ser fachada inteiramente em painéis leves considerado como uma evolução e (painelização).  Experimentalismo: Aplica a lógica e a racionalização. isolando-se dela e retirando-lhe se de modo unitário e universal (acontextualidade). ou seja. cada vez mais finos e mais b) Flexibilização extrema da planta. com a intenção de “refletir” o entorno e para a neutralidade abstrata de um desaparecer. o que conferia rapidez super-monumentalização das obras do e economia. circulação. temperados e depois sistematicamente resolvido. intensificados pelo uso de materiais não- também perfis mais leves de alumínio texturizados. Nova York. de problemas que deve ser clarificado. Entendida como emaranhado industrializados. tipológicas. sendo a sua configuração final formas abstratas e Seus expoentes assinalavam que a beleza residia na técnica das construções. inclusive tornando rara a presença de arquitetos. concepção resistentes. circulação vertical. iluminação. laminados. ocorrida em construtivos. NOVA YORK) SLICK-TECH ARCHITECTURE O termo Slick-tech (slick = liso. acústica. climatização artificial. etc. projeto centrípeto. completamente envidraçadas (“arquitetura osso-e-pele”).

seus rígidos traçados geométricos. caminhando para um para o arbítrio caprichoso por linearismos epidérmicos formalismo de bases historicistas. Bruce J. Entre suas obras.  SKIDMORE. Westin Bonaventure Hotel (1976/80. Boston MA). 103 . Pei procura associar à linguagem alemães da Exposição Universal de Bruxelas (1957). o Detroit Concrete Institute (1958). os pavillhões envidraçados. Associou a tradição danesa de cuidados com os detalhes e a escolha dos materiais com o funcionalismo. (1998. onde teve  EGON EIERMANN (1904-70): Arquiteto alemão que contato com Gropius e se tornou professor.  HARRISON & ABRAMOVITZ (1945-78): Firma americana. Boston). Paris). a Sears Tower MO). St. Hong Kong) e construções de grande empenho técnico. New York Marriott Marquee (1985) e Sun Trust Plaza (1992. Louis John Hancock Center (1970. Cobb (1926-) e James I.. de materiais construtivos. mundialmente famoso graças a seus projetos de hotéis. Georgia. absorvendo o exterior pelo interior. nascido em Seattle WA. o foram: o Residencial Pruitt-Igoe (1952/53. Algumas obras: Prefeitura de Rodovre (1954). Yidda. principalmente as Ant Chairs 3100 (1955). em Chicago nessa na vertente tardomodernista: IL. a Sede da Ford Foundation (1963/68) e a Sede da United Nations Development Corporation (1969/75). especialmente Trabalhou com Robert Hilgers (1912-77). John F. Chicago IL). destacam-se: Hyatt Regency Hotel (1968. NYC). de origem chinesa. moderna o radicalismo em relação a formas. Associou formas tecnicistas e brutalistas. que se tornou Complexo Administrativo de Albany (1972/78). Suas maiores obras Lever Brothers Co.Apontam-se os seguintes profissionais  IEOH MING PEI (1917-): Arquiteto norte-americano. respectivamente um arquiteto e um tecnólogo.  MINORU YAMASAKI (1912-86): Arquiteto nipo. Atlanta GA). Hyatt Regency Hotel (1972/76. Cambridge Mass. formada por Wallace K. (1966/78. Los Angeles CA). Chicago). nas quais Pirâmide do Louvre (1983/899. Mariott Marquee Hotel (1985. associando-se a Henry N. onde criou gigantescos átrios. Freed (1930-) em 1979. que estudou no MIT. Algumnas obras: o ora para soluções estruturalistas. China Bank (1984/88. Shangai). OWINGS & MERRILL – SOM (1936): Firma americana formada em Chicago por Louis Skidmore (1897-1962). East Building da Art National Gallery  ARNE JACOBSEN (1902-71): Arquiteto e designer (1978. voltou-se para a precisão executiva. SAS Air Terminal de Copenhague (1959) e Embaixada Dinamaquesa em Londres (1961).  ROCHE & DINKELOO (1966-81): Firma americana formada por Kevin Roche (1922-) e John Dinkeloo (1918-81). Nathaniel Owings (1903-84) e John Merrill (1896-1975) – em que depois trabalharam Gordon Bunshaft (1909-90). Graham (1925-) e David Childs (1941-). A partir da década de 1940. Kennedy Library dinamarquês que criou. Seu maior destaque foi a Sede da Organização das Nações Unidas – ONU (1947/53. redefiniu o edifício como um oásis verde. Berlim) e a e estruturas. Compenhague). DETROIT MI) NYC). que se iniciou – pioneira na construção de edifícios tecnicistas. John Hancock Tower (1973/77. entre outros americano. Washington DC). Jespersen Building (1955. M. Principais com o uso de pirâmides e paralelepípedos obras: a Fábrica de Blumberg (1951). materiais a Igreja de Kaiser Guillermo (1959/63. Harrison (1895- 1981) e Max Abramovitz (1908-2004). Abriu seu nos anos 30 destacou-se pelo uso não-convencional escritório próprio em 1955. (1979. o National Commercial Bank Science Pavilion (1961) e as torres gêmeas do World (1983. a partir dos anos 50. de cujo projeto também participaram Le Corbusier e Oscar Niemeyer. Arábia Saudita) e a Jin Mao Tower Trade Center (1968/2001. e depois em Harvard. San Francisco CA). se observa influência miesiana. PORTMAN (1924-): Arquiteto norte- for the Performing Arts de Nova York (1959/66) e o americano. que foi a pioneira no emprego do sistema de parede-cortina no segundo pós-guerra. Detroit MI). sendo conhecido por pela simplicidade compositiva e exatidão técnica. Atlanta GA). ou ainda as experimentações de macies representadas pela Egg Chair (1957) e pela Swan Chair (1957). Seu trabalho é marcado pelo pragmatismo e grande eficiêrncia técnica. ambas em Nova York EUA. Califórnia). Renaissance Center (1973/77. Atlanta GA). formado em 1955 pelo Instituto de Tecnologia da Atlanta. interessando-se Trabalha em grande escala. Seu mobiliário esbelto e leve ficou muito conhecido a partir da década de 1950. I. De bases racionalistas. Nova York). Stuttgart). Obras: Lincoln Center  JOHN C. RENAISSANCE CENTER (1973/77. Building (1951/52. Dallas TX). Sua como neorracionalista e aos poucos se direcionou ora obra evoluiu na década de 1960. Principais obras: Centro Municipal Sede da IBM (1967/72. Obras de destaque: o Museu de Oakland (1961/68. o Seattle (1974. bastante influenciada pelo SOM.

Estes são os principais expoentes do ultratecnicismo:  GUSTAV PEICHL (1928-): Arquiteto austríaco considerado grande expoente do ultratecnicismo. França). características são: Londres). buscando sempre conexões entre membranas e segurança e de conservação. China). O Centre Georges Pompidou mantêm suas características básicas de exploração de Paris (1973/77). Fleet Velmeat Infant School (1984/86. Barcelona) e Century Tower (1992. o que diferencia o edifício high-tech não é a na Inglaterra. engenharia de seus edifícios fala a linguagem da nascido em Florença.). Frankfurt). Suas principais Londres). cuja arquitetura persegue a síntese entre tradição e ruptura. chegando a uma verdadeira  Sir NORMAN FOSTER (1935-): Arquiteto britânico considerado um dos maiores expoentes da arquitetura fantasia tecnológica. Alemanha). hoje. PARIS) apologia da tecnologia (tecnolatria). Londres). Norwich). o bloco inteiramente grandes estruturas industriais com vários associados. apoiando- se em sistemas de segurança e controle Foster foi premiado com o Pritzker em 1999 e. sua obra é mais trazia alguns problemas. arte e (1980/82. criando o Center (1976/78. Torre Caja Madrid (2004/08. de Gales). marcada pela vontade de expor os equipamentos e componentes técnicios do edifício. e de cabos de tração projeto centrífugo.. como os de clara. Fábrica INMOS. New Port 1969. nos EUA. já que Sendo mais clássico que romântico. Contudo. que são estabilizadas através de um circulatória. Atualmente. inclusive sendo considerado gótico pela busca do sentido puro da estrutura. pela qualidade de décadas. 30 St. Estúdio da Rádio de mecânica de seu conteúdo. a) Emprego de figuras e materiais industriais em programas comerciais e equipamentos urbanos. estabeleceu sua reputação principais obras são: Estúdios da Rádio Estatal internacional. Swidon. materiais industrializados. S. que se dedicou desde o têm o mesmo impacto que anteriormente. Strasburg. Terminal do Aeroporto de Stansted (1980/91. Salsburg). Torre de Telecomunicações de Collserola Através da exposição brutal do conteúdo (1992.  MICHAEL HOPKINS (1935-): Arquiteto britânico que expondo os sistemas de instalações técnicas. Londres) e Tribunal Europeu de entre dois pólos: a plasticidade de raízes barrocas e a Direitos Humanos (1989. sob o Sue e o casal Wendy e Norman Foster (1935-). Obras: Fábrica Reliance  CHRISTIAN DE PORTZAMPARC (1944-): Arquiteto Controls (1966/67. tecnológico de seus edifícios e. a ARQUITETURA HIGH. que estudou em Londres e em estética mecânica nos anos 70 e 80. Mary Axe Buildind (2003/04. que estão colocadas de forma tornando-a seu discurso principal (método de verticalmente paralela entre si. engenhoso sistema de cabos metálicos e ancoragem b) Exaltação da tecnologia e do consumo. Camden GB). Tokyo). caracte. Abrindo seu estúdio independente do TEAM 4 em 1967. Áustria) e o Kunsthalle de Bonn tecnologia ao virtuosismo de sua imagem e função. GEORGES POMPIDOU riza-se principalmente pela admiração e (1973/77. ultratecnicista. Hong Kong & Shangai Bank (1979/85). nascido no Marrocos e formado em Paris em (1979/84. o Kunstforum Herdeiro da tradição funcionalista. no qual emprega uma construção “alta tecnologia” que utiliza mais do que outros. fixados no solo. climatização. passou a se dedicar ao projeto de  Aos poucos. envidraçado foi abandonado. a partir do emprego de City Hall (2000). Nîmes). Wembley Stadium (2002/07. (1989/92. graças à exposição estrutural e Austríaca ORF (1970. Witls. através de alta resistência. individual e coletivo. HIGH-TECH ARCHITECTURE Considerado o movimento mais forte e CENTRE expressivo do tardomodernismo. London deflexões. ou seja. pseudônimo Ironimus. chamado ULTRATECNICISMO. Rogers leva a Wien (1988/89. Outras obras: Hopkins House (1977. Anexo do Städel Museum (1987/90. Burgenland ORF (1981/83. construção e desconstrução. Foster interessa-se enormemente ainda sobrevivesse por várias pelos detalhes arquitetônicos. 104 . informatizado. nos anos 1970. o qual projetou com o italiano do High Tech até as últimas conseqüências. mas início à alta tecnologia. oscilando Billingsgate (1985/89. como atestam TECH exagera no uso de reflexões e suas recentes obras: Berlin Reichstag (1999). Essex). barras de pressão. além da ênfase suspensas. voltou-se ao ecologismo e blobismo. policromia e acontextualidade. Sainsbury Arts exibicionista e radical. Oxford GB). Seus destaques foram: a Sede da para uma arquitetura pragmática. Eisenstadt). Médiathèque Carrée d’Arts (1984. tem uma fascinação especial por membranas estrutura. Suas Renzo Piano (1937-). Willis Faber Dumas (1972. Ipswich). Reagiu ao pós- Yale. invenção técnica de bases góticas. embora estrutura e explorando todas as inovações tecno- lógicas disponíveis. secundária relativamente complicada de pares de mas o fato de ostentar esta tecnologia. Lloyd’s Bank francês. seus projetos não formou o TEAM 4 (1963/66). Fleet GB) e Solid State Logic HD (1989. Mercado de Valores de tecnologia. os execução e pela repetição de unidades modulares tecnicistas dirigiram-se cada vez mais industrializadas. cuja  RICHARD ROGERS (1933-): Arquiteto britânico. Sua obra mais importante é o da concepção de um modo de vida tecnificado: Schlumberger Cambridge Research Center (1985/88). Espanha) e o Beijing International Airport (2007. Juntamente com sua primeira esposa modernismo com caricaturas satíricas. etc. de dentro para fora).

cria espaços ambiental passou a fazer parte da virtuais. diálogo entre o artificial e o natural. Paris). explorando na França. Cambridge GB). Suas rando a chamada ecotecnologia. etc. Suas obras de da experimentação de novos sistemas destaque são: Instituto do Mundo Árabe (1981/87. Torre Agbar universal (acontextualidade). Bairro Residencial Experimental em Corciano (1978/82. Londres). 1988). a BMW (Bracknell. de uso Paris). à na-tureza propostos por Luis Barragán. membranas (1971/74. Com formas minimalistas. Parc de La Villette. b) Aplicação de sistemas computadorizados. Perugia). toma como ponto de Pritzker Prize (1994) e atualmente trabalha com sua partida as funções técnicas. a) Adoção dos princípios da sustentabilidade. tecnologia como recurso para a solução dos Madrid). Embaixada da França em Berlim (1997-2003) e Posteriormente. entre a terra e a vegetação. Suas obras de destaque: Laboratórios de Investigação PATS Centre (1973/77. Gênova). Ganhou o Pritzker Prize em 1998. Parco della Musica (2002. Hoje. passou a aplicar tais conceitos em Filarmônica de Luxemburgo (1997-2005). onde enfatizava o conteúdo tecnológico fontes energéticas renováveis e garantindo a dos projetos Suas obras caracterizam-se pelo uso de conservação e proteção da natureza. Destacam-se os seguintes expoentes: posição aos planos e volumes corbusierianos através de espaços e iluminações. Londres). Waterloo Station (1993.As obras de Portzamparc trabalham com a contra. a arquiteta brasileira Elizabeth (Jardim Neves) qualidade estética particular e experimentos de Portzamparc. os  JEAN NOUVEL (1945-): Arquiteto francês formado quais garantam uma maior e mais produtiva pela École Nationale Supérieure des Beaux-Arts em vida útil da edificação. tendo trabalhado com Richard metodológica (uso da informática na composição Rogers na “máquina cultural” Centro Georges volumétrica e de fachadas) como nos aspectos Pompidou de Paris.. e apostando na (2004. de construções mentais que estabelecem um cartilha da arquitetura pós-moderna. 1976). Caledônia). Barcelona). está mais interessado na Green Architecture. estruturais. Foundation Cartier (1994. tanto na metodologia de abordagem edificação ecológica. Suas eficientes no projeto. Museu da Coleção De Menil (1981. que consiste na introdução profundo pela luz e espaço. Kansai International Airport (1991/94. a famosa escola high-tech de Londres. vedações com lonas têxteis e de métodos e sistemas ecologicamente controles de entrada de luz por células solares. passado. procurando lograr uma esposa. tais anos 1960/70. Osaka). maiores obras foram: o Lucille Halsell Conservatory (1984/90. Utiliza-se de tecnologias interessado pelas novidades tecnológicas e pela sofisticadas. O aspecto de Porém. Roma) e The Shard (2000/12. principalmente a conservação energética e a minimização do impacto ambiental. Suas principais características são: Fukuoka).  EMILIO AMBASZ (1943-): Arquiteto argentino que trabalha nos EUA desenvolvendo uma arquitetura de  Desde o Despertar Ecológico dos vidro semifundida entre massas de vegetação e rodeada de lagos. 1990) e o Financial Times Building (Londres. Paris) e One problemas ambientais (tecnocentrismo). Associa as preocupações expressivas da alta surgiu uma nova geração de edifício high. cabos de aço. Londres) e Western Morning News (1993.. assim como Ganhou o Pritzker Prize em 2008. através da arquitetura inteligente. com preocupações ambientais. execução e controle maiores obras são: o Pavilhão Britânico na Exposição de edifícios de alta tecnologia. Utiliza-se de coberturas em elementos shed. Exposição Colombo 92 (1992. materiais e acabamentos. ao invés de se voltar ao lugar comum submerge. tecnologia com as questões ambientalistas. reticulados metálicos. adotando um caráter telúrico. As origens de seu trabalho vão desde as cúpulas geodésicas de culas. projetos sociais e cívicos. explo. como faziam os arquitetos Buckminster Fuller (1895-1983) até a interpretação regionalistas.). visando Universal de Sevilla (1992). entre as quais as fábricas para a Herman Miller (Bath. fazendo uso da geometria de  RENZO PIANO (1937-): Arquiteto italiano bastante formas puras ou inesperadas. Texas EUA) e o ACROS Building (1995. Marne-La-Valée). 105 . New Change (2010. a preocupação como muros. Houston TX). Desenvolveu uma pesquisa de habitação social eliminando o desperdício energético. Reina Sofia Museum (2005. Construiu numerosas ECO-TECH ARCHITECTURE estruturas industriais. Musé du Quai Branly (2006. Foi o primeiro arquiteto francês a ganhar o Escola High-Tech de Londres. materiais high-tech (alumínio. Nouméa. descon-textualizada da arquitetura popular e respeito ressam-se mais pelo futuro. buscando reconciliar arquitetura. tecnologia e natureza. reduzindo ou até 1971. Principais obras: Château d’Eau estruturais (chapas metálicas. Plymouth). N. Atualmente. tubos fluorescentes). suspensas. Jean-Marie Tjibaou Cultural Center (1991/98. Citté de la Musique (1984/90. Paris).  NICHOLAS GRIMSHAW (1939-): Arquiteto britânico diplomado pela Architectural Association. Nas últimas décadas do século passado. Assim como os arquitetos da construtivos. Musée Bourdelle (1988/90). resgatando práticas verna. trabalhando com o engenheiro inglês Peter Rice (1935-92) da Ove Arup & Partners. parece ter transferido a ênfase da tech através da chamada ARQUITETURA articulação das superfícies para um interesse mais ECO-TECH. planos e pirâmides. os tardomodernos inte.

Silente spring notando que tais testes eram extremamente prejudiciais (1962). cujos efeitos humanas no ambiente. de Rachel Carson (1907-64). na Suíça). crescimento indefinido em um mundo finito. Paris). sediada em Morges. denunciando o atual pouca repercussão – somente 49 países modelo de desenvolvimento e alertando participaram e sem a presença da URSS – para a necessidade de mudança. rápido cresci- desenvolver a partir do fim do segundo pós-guerra. mento demográfi-co. as consequências das crescentes pressões demográficas cepção funcionalista da existência huma. ONU sobre problemas ambientais (1949. o que alimentos. espécie de conselho de especialistas  O Movimento Moderno (1915/45) não comprometidos com o meio ambiente. românticas e naturalistas. apareceram vários movimentos ecológicos. como o World Wild Fund for Nature – WWF seja. houve chuva impactos ambientais causados por produtos químicos radioativa de granizo na Austrália.  Em 1972. culturais e principalmente naturais. negando suas Baseando-se no modelo denominado bases históricas.800 km (DDT). conscientização datam desde o século XIX. lógica e eficiência. As próprias criações da Organização das No último quartel do século XX. citam-se The waste 2 Somente no período entre 1945 e 1962. Até o no chamado Despertar Ecológico. assentada sobre a ideia de um mundo ecossistema mundial. Meadows lançou The limits houve a criação do primeiro Escritório to growth (Os limites do crescimento) em Internacional de Conservação que destacava a impos-sibilidade do Ambiental. 1 Entre as publicações que são consideradas pioneiras para a conscientização ambiental. a contar de 1970. de Vance Packard (1914-96). que detonações nucleares no mundo e. de críticas começou a apontar para a e da União Internacional para a Conservação da crescente CRISE AMBIENTAL e os riscos Natureza e seus recursos – UICN (1948). devido ao seu contexto histórico conturbado: era o início da Guerra Fria. O CLUBE DI ROMA visava difundir um conhecimento real concebendo-a como fonte inesgotável de sobre os complexos problemas socioambientais. o pensamento ecológico somente conseguiu se industrialização acelerada. renováveis e deterioração ambiental – concluiu que. 106 . Com o lançamento das primeiras bombas atômicas em DESPERTAR ECOLÓGICO 1945. além de recursos e elemento manipulável em encontrar soluções para os mesmos. o processo acelerado de urbanização. com a décadas de 1960 e 1970. Nova York EUA). ou fim da década de 1970. houve 423 makers (1961). que defendia o eco-design. Dominava a com. diante da possibilidade da proposição de redesenhar a cidade industrial sob os nossa destruição pelo progresso científico. que funcionaria como uma anteciparam a discussão ecológica. em 1923. Alguns livros1 tornaram. escassez de especialmente devido aos danos causados pelo conflito e ao rápido desenvolvimento econômico mundial. decorrentes dela para com a conservação do planeta e consequente sobrevivência  Contudo. o CLUBE DI do Park Movement e do Garden-City Movement que ROMA. Paris. em 100 anos. em 1934. surgiram movimentos antinucleares e pacifistas. o Greenpeace (fundado em relação às questões ambientais. Isto promoveu o aparecimento das cientistas de vários países criaram. atingindo especialmente os infinito e refletida nas práticas ditas recursos não-renováveis. que já se exerciam sobre o delicado equilíbrio do na. que tratava dos ao meio ambiente planetário. com sede em Nova York. promovendo a Conferência puderam ser avaliados entre as Internacional da Biosfera (1968. Bélgica. uma série Nações Unidas – ONU (1945). liderado por Apesar disso. resultando participação de 64 países. insistindo na necessidade de um Contudo. em Bruxelas. encontrando- se nas críticas sociais. 1971. apontavam para novas direções. o 1º Congresso Internacional para a Proteção da Natureza e. acontecia em Dennis Meadows (1907-64). Nova York com os testes em Nevada. publicado em 1972. World-3. Por exemplo. que lutavam contra a possibilidade de uma catástrofe global2. a primeira conferência da da humanidade. Voltado a estudar os projeto e planificação. os funcionalistas permaneceram em sua controle deste. haveria um colapso planetário. esgotamento de recursos não- promoveu o surgimento dos primeiros órgãos ambientais. os impactos na natureza mostraram-se O conturbado panorama de 1968 levou ao ápice da reflexão em torno das consequências das atividades cada vez maiores. se foi denunciava a sociedade do desperdício. 14 entidades e 13 ONGs. a que se somaram os partidos “verdes” nos anos As bases que fundamentaram o surgimento dessa 80 em toda a Europa. teve se best-sellers. incluía a NATUREZA em suas prioridades. princípios da razão. a tomada de consciência em (criado em 1961. e Design for a real world (1967). a mais de 2. cerca de 30 levaram ao surgimento do CONSERVACIONISMO na Europa e nos EUA. que considerava 05 variáveis – Logo. de Victor do local de testes britânicos. o mesmo acontecendo em Papanek (1927-99). na primeiras entidades de proteção da fauna e da flora. Lake Success. encomendar um relatório a um grupo de cientistas do Massachusetts Institute of Technology – MIT. aos poucos. além Academia dei Lincei. Suíça. que Em abril de 1968.  Desde o início da industrialização e que perduraria por décadas. no Canadá) e o Earth First (fundado em 1979. teve como primeira iniciativa “racionais” dos arquitetos modernos. nos EUA).

mobili- dade e imaginabilidade. não se via mais satisfeito com a como se fossem elementos funcionais abstração e redução extremas. elaboração maciça e austera. áreas de convivência movimento tardomoderno encontrou seu e lazer. passou a anônimo e operador racional. por Le Corbu- sier. identidade. o que os difereia bastante e formais que técnicas e funcionais. PARIS)  Em seus projetos de edificações. vizinhança. tubulações. e até um pequeno comércio (multifuncionalidade) –. para um cliente também anônimo e recaindo em preocupações mais estéticas indiferenciado. portante do edifício. semipúblicos e privados. ou seja. ticos avantajados e expondo a estrutura se nos conceitos de responsabilidade. mestres Le Corbusier. esse como circulação. Quando se tornou modernos. cujos trabalhos demonstravam sensações de pesadez e desproporção a insatisfação com o lirismo geométrico e apontavam para a volta do amor pelos (aspecto massivo e/ou agregado). uma arquitetura que acentua seus estas empreendidas pelos estruturalistas elementos construtivos para aclarar e e que defendiam a necessidade de se manifestar uma força expressiva. difundindo hierarquizam os seus espaços em uma absoluta honestidade na apre. já despontavam  De qualquer maneira. o críticas quanto ao baixo grau emocional BRUTALISMO refere-se sempre a do neorracionalismo e do tecnicismo. de maneira vendo formatos não usuais para janelas e natural. 107 . materiais de construção. apêndices e assim por diante. Porém. Gropius e Aalto. além do casal TETURA BRUTALISTA explora as Smithson. a ARQUI- com suas obras tardias. a partir de 1968. Há quem a identifique como uma espécie de neoorganicismo  Seus defensores utilizam métodos antropológicos e fenomenológicos. além dos valores sociais e democráticos explícitos. No final dos anos 1950. fazendo com que as atenções se Eles escolhem seus materiais e métodos voltassem para os detalhes das de produção segundo sua expressividade articulações. para a multiplicação das matérica. por expor brutalmente o MAISONS conteúdo técnico-construtivo das edificações. objetividade e seriedade. matérica e não-cartesiana. ressaltando valores que incluem: força. assim como apogeu nos anos 1960 e 1970. condutos circulatórios. fiações. trabalhando com balanços e pór- e os homens que a usam. instalações e estruturas. escala. (1954/56. Quanto ao modo de encarar o papel do lismo estrutural e a modularidade típicas arquiteto. mas sem abandonar o raciona. a qual era utilizada em referência à série de unités d’habitación propostas entre 1946 e 1957. acentuar as qualidades plásticas dos traduzindo a beleza por matéria. Alguns teóricos reconhecem a origem do termo brutalismo 18 na expressão corbusieriana béton brut (“concreto apa- rente”). autônomos distinguidos esteticamente. Essa corrente tardomodernista ficou conhecida como ESTÉTICA DA VERDADE. da mesma forma que os do International Style. Precursores dessa atitude foram os Pregando uma disciplina pragmática. como JAOUL revestimentos. os brutalistas incluem funções urbanas – Chamado de BRUTALISMO. consideram-no um intérprete internacional. seu uso popularizou-se nos anos 1960 com a difusão de uma ética BRUTALISMO anterior a uma estética pregada pelo casal Smithson. públicos. promo- materiais e o estabelecimento. irregular e partes (gregarismo) e para a imperfeita. fundamentando. a capacidade de se expressar de forma áspera. Os arquitetos brutalistas partem de um grupo de espaços separados que se unem  O entusiasmo pela estrutura pura uns com os outros segundo sua função. que trabalha ser conhecido como New Brutalism. tal como a sociedade. sentação dos materiais. da unidade entre forma construída portas. para algumas localidades francesas. dos pós-modernos.

internacional foram: No início. preferindo técnicas semiartesanais e econômicas.. que acabou fazendo o emprego de técnicas industriais  Sir DENYS LASDUN (1914-2001): Arquiteto inglês decair. que o afastaram de seus objetivos iniciais (verdade e Obra: Embaixada Americana em Bagdá (1955) e funcionalidade). Em 1952. para depois buscar uma linguagem GROUP (1945-53): Grupo formado por Walter arquitetônica própria. Cambridge monolíticas e espaços interiores intricados. Seus edifícios caracterizam-se Gropius (1883-1969) e seus ex-alunos . o Harvard (1970. trabalhou andamento. em 1979. através de uma arquitetura importante contribuição para o urbanismo pluralista. Arquitetura da Yale University (1958/64. sejam naturais como artificiais. Faculdade de Arte e pragmatismo e extremo rigor técnico-construtivo. utilizou-se de estruturas dissimuladas. Rudolph quase caiu no formalismo pós-  THE ARCHITECTURE COLLABORATIVE – TAC moderno. considerando-a um conceito com Gropius em Harvard. evoluiu sua linguagem. da Universidade de áspero e irregular através de procedimentos artesanais. associando-se a Ralph Twitchell (1890-1978). estudos técnicos. Londres). de Paris. Voltando-se para uma arquitetura massiva de concreto armado e técnica exacerbada. EUA) Departamento de Arquitetura da Yale University. considerando que existem determinadas e definidas funções que podem se cumprir mediante formas específicas  Materialismo: respeita incondicionalmente a natureza dos materiais. o NOVO Fez uma mistura de tipologias. Seu obras: Centro de Artes Mary Cooper Jewett (1955/58. modulação e acentuando escadas e elevadores. Ateliê próprio (1985/86). Obras: UNESCO (1958. entre 1937 e 1941.São estes os principais elementos da LINGUAGEM BRUTALISTA:  Pragmatismo: Volta-se inteiramente para a prática. Quando se espalhou internacionalmente. de onde propagou que o racionalismo não passava do Os principais representantes do brutalismo ponto de partida para um movimento universal. Ministério das Finanças (1982). Principais EUA. para depois unir-se a Berthold Lubetkin seus reais propósitos. defende a idéia de aluno e professor da Bauhaus. após tornar. mascarando (1895-1958). Além disso. Paddington). para aumentar a expressividade da que trabalhou entre 1934 e 1937 com Wells Coates obra. especialmente para a estratificação de planos e manejo do concreto estrutural. NOVA YORK) abstração e o anonimato. nas quais a plasticidade do concreto aparente monumentalidade. chegando ao brutalismo. tornou-se o responsável pelo SCHOOL 1958/64. Norwich GB). por uma forte qualidade escultórica. obras. Milam House (1960/62. que. destacando-se o Haven CT).  Anti-ornamentalismo: mantem-se a universa- lidade das soluções arquitetônicas e a descon- sideração do sítio histórico. 108 . Obras em Paris: flexibilidade espacial. que iniciou seus estudos no Alabama e formou-se em Harvard. Considerando a arquitetura como um microcosmo da cidade. tendo sido aluno de Gropius. Começou-se então a acentuar o aspecto Undergraduate Science Center. foi explorada de modo a expor funções e renunciar à fluidez espacial e anti-historicismo. FL) e Graphics Art Center (1967. rejeitando a BRUTALISMO seguiu caminhos cada vez mais radicais. Equipamentos Whitney Museum (1963. Bethanal LA Building (1952/55. Cambridge Mass. foi o sucessor de Gropius em Harvard e em relação entre si. Nos anos 50. John’s County próprio Harvard Graduate Center (1949/50. preferindo a WHITNEY MUSEUM (1963. trabalho caracterizava-se principalmente pelo Wellesley College MA). Paris). New Haven CT). de Yale (1969. amplas formas se professor na Universidade de harvard. que. Nova York).  JOSEP LLUIS SERT (1902-83): Arquiteto espanhol  Gregarismo: projeta partindo de um grupo de que trabalhou com Le Corbusier e um dos espaços separados que se unem com outros organizadores do grupo catalão GATEPAC. St. New produzindo cerca de 70 projetos.). Sua arquitetura detalhe construtivo e à funcionalidade do conjunto em caracteriza-se pela jusposição de formas e volumes. Teatro Nacional de Londres (1965/76) e Universidade de East Anglia (1967/76. ex. famoso pelo design de que a modernidade ainda é um processo em mobiliário tubular. legibilidade do sistema construtivo. Nova York) e o Edifício de públicos e ruas subterrâneas do Les Halles (1984) e Engenharia da Univ. Algumas obras: Colégio Primário Hallfield (1951. Cambridge MA). Entre YALE ART & ARCHITECTURE 1958 e 1965. quando se sua emigração para em 1938. produziu  PAUL CHEMETOV (1928-): Arquiteto francês obras como a Universidade de Bagdá (1960) e a formado École Nationale Suoérieure des Beaux-Arts Embaixada Americana em Atenas (1961). (1901-90) e ao Group TECTON até 1948. instalou-se na Flórida. artigos e livros. voltou-se ao necessariamente radical e sublime. 1955 associou-se a Huson Jackson e Ronald Gourley. Autor de vários  MARCEL BREUER (1902-81): Arquiteto húngaro. associou-se ao arquiteto chileno Borja Huidobro (1936-).  PAUL RUDOLPH (1918-97): Arquiteto norte- americano. segundo sua função. de agregados ou corpos isolados postos em Em 1953.

o desenvolvimento da tendência neo-organicista representada década de 1950 aproximou seus pela formação da Associazione per arquitetos do tardomodernismo e a l'Architettura Orgânica – APAO. criando soluções inesperadas e curiosas (p. gosto artesanal muito seguro e uma técnica industrial Enfatizava a estrutura das edificações. seu triunfo internacional nos anos 50/60. São estas as características propostas Giovanni Astengo (1913-90) e Vittoriano pela chamada ESCOLA PAULISTA: Viganò (1919-96). Cemitério Brion Cultura de Pernambuco (1963. violência e provocação conceitual: arquitetura como manifestação de a) Retorno às considerações wrightianas em franqueza e de crítica sócio-política. Estes foram os maiores representantes do brutalismo paulista:  LINA BO BARDI (1914-92): Arquiteta italiana diplomada pela Universidade de Roma (1940). ex.  Esta corrente em muito se  Houve uma reviravolta da tendência aproximou da estética brutalista. projetou móveis e maneirismos. No Brasil. baiano para o projeto de preservação e renovação como a pedra e a madeira. através de uma reflexão espacial no interior de todos os projetos. Abrahão Sanovicz (1934-99) e Ruy Ohtake (1938-). interiores. principalmente pelo cuidadoso trabalho lecionou na FAU-USP. Loja Olivetti (1958. entre muitos outros. Entre seus expoentes. Museu Udine). sobre o cotidiano italiano. Já no restante da América Latina. Casa da Castelvecchio (1964. niemeyeriana de um vocabulário leve e principalmente pelo uso de superfícies elegante (Escola Carioca). além de Carlo Scarpa a) Exposição brutal do conteúdo. o que o inclui na Habitat e Mirante das Artes. Joaquim Guedes (1932-2008). relação ao respeito à paisagem circundante e à natureza dos materiais construtivos. a arquitetura paulista orientou- concreto aparente. Em  CARLO SCARPA (1906-78): Arquiteto italiano cuja Milão. arquiteto italiano formado protesto. uma arquitetura vigorosa e dramática. Morumbi). formas expressão voltada ao peso e à solidez curvas. Museu de Arte de São Paulo – MASP (1959/69). San Vito di Altivole. Obras: Casa Veritti (1955. Ligando-se ao se definitivamente pelos princípios Movimento Neo-Realista. trajetória não foi linear. o aspecto avançada. constituindo o primeiro vedere l'architettura (1948) e Storia questionamento da sua arquitetura após dell'architettura moderna (1950). Paulo Mendes da Rocha (1928-). resultando no (1906-78). foi convidada pelo governo semi-artesanal e o emprego de materiais tradicionais. foi coeditora da revista Domus. nos anos 50. o brutalismo marcou em Harvard. Verona). observou-se uma Na América Latina. ângulos agudos. Em 1959. o que acabou origionando a corrente neorrealista. para uma inclinadas. além de b) Inclusão de preocupações contextualistas e de preocupações com continuidade visual e identidade cultural. Centro (1970/75. obras: Casa da Arquiteta (1949/52. Treviso) e Banca Esportivo do SESC-Pompéia (1968/71. além da b) Renovação original da organização espacial de ênfase à vida no interior das edificações. São Paulo). porém marcada por radicou-se no Brasil e. criando técnicas semiartesanais. ESCOLA ITALIANA ESCOLA LATINO-AMERICANA Na Itália pós-45. dada à secura características desta escola foram: das grandes paredes. Recife). tendo em Wright sua urbana do centro histórico de Salvador. Em 1946. aspecto maciço e. “quartos-gaveta”). autor de livros como: Saper toda uma geração. 109 . (Escola Paulista). São Paulo) e Popolari di Verona (1973/81). Veneza). entre outros. além de dirigir as revistas com os materiais e volumetrias. Foram inúmeros seus alunos. o brutalismo encontrou voz com o chileno Emilio Duhart (1917-2006). bela justamente por sua audácia despojada. ao mesmo tempo em que criava condições para o Outros pioneiros do brutalismo paulista foram Lina Bo nascimento de uma crítica pós-moderna. Bardi (1914-98). o argentino Clorindo Testa (1923-) e os mexicanos Abraham Zabludovsky (1924-2003) e Teodoro González de Léon (1926-). Um dos defensores dessa postura foi João Vilanova associado ao interesse contextualista Artigas (1915-85). que propunha uma concepção de e à exposição rústica de materiais e equilíbrio entre fatores materiais e espirituais. Caracterizava-se por um corrente neo-organicista do segundo pós-guerra. Teatro Oficina (1990. Carlos Milan (1927-64). As maiores aspecto de obras inacabadas. destacaram-se Giuseppe Samonà (1898-1983). resgate de formas vernáculas. Principais referência mais próxima. em um expansão das ditaduras transformou a movimento liderado por Bruno Zevi linguagem brutalista em manifestação e (1918-2000). propunha um brutalistas até a década de 1980. Do Golpe de 64 em principalmente o uso extensivo do diante..

COMPLEXO
SESC-POMPÉIA
ESCOLA JAPONESA
(1968/71, SÃO PAULO)
O TARDOMODERNISMO arquitetônico teve
importante contribuição representada pelos
arquitetos japoneses. Após a Segunda Guerra
Mundial (1939/45) – e sua derrota tanto
material como moral –, o Japão tinha como
meta fundamental a industrialização, o que
gerou o maneirismo moderno.
 Uma primeira geração de arquitetos
modernos, que nasceram entre 1920 e
 JOÃO VILANOVA ARTIGAS (1915-85): Arquiteto
1934, precedida pelo grande mestre
nascido em Curitiba PR, mas formado pela Kenzo Tange (1913-2005), além de
Politécnica de São Paulo e que se tornou o maior Junzo Sakakura (1904-69) e Kunio
mestre do brutalismo paulista. Sua obra foi sempre Maekawa (1905-86), produziu uma
marcada pelo seu espírito polêmico dada a sua
atividade político-profissional. Sua evolução arquite- série de experiências nos anos 1950 e
tônica foi marcada por três fases: organicismo, de 1960, conciliando a Estética Shinto e o
1937 a 1945; racionalismo, de 1946 a 1952; e bruta- brutalismo europeu, na procura de
lista, de 1953 em diante. Obras fundamentais: Casa uma linguagem original (metabolismo).
Rio Branco Paranhos (1945, S.Paulo), Edifício Lou-
veira (1946/48, S.Paulo), Conjunto de obras em Lon- Os arquitetos japoneses contemporâneos descobriram
drina PR (1948/52), Estádio do Morumbi (1952/55, sua identidade cultural própria no mundo moderno,
São Paulo), Prédio da FAU-USP (1961/69), Casa Elza interpretando a sua tradição (monumentalidade, solidez e
Berquó (1967,S.Paulo) e Estação de Jaú (1975). precisão) de um modo construtivo. Profissionais como
Masato Otaka (1923-), Sachio Otani (1924-), Kazuo
 PAULO MENDES DA ROCHA (1928-): Arquiteto
Shinohara (1925-2006), Noboru Kawazoe (1926-),
capixaba formado pelo Mackenzie em 1954, que
Kiyonori Kikutake (1928-), Fumihiko Maki (1928-),
trabalhou com João Eduardo De Gennaro (1928-).
Arata Isozaki (1931-), Kisho Kurokawa (1934-2007),
Em 1968, começou a trabalhar individualmente,
apesar de ter seus direitos políticos cassados por ato Minoru Takeyama (1934-) e Shiro Kuramata (1934-
do governo em 1969. Caracteriza-se principalmente 1991) desempenharam um papel fundamental em colocar
por inovações técnicas e construtivas com uso o Japão no mapa da arquitetura mundial; e criando um
constante de concreto aparente (violência das pare- NOVO ESTILO JAPONÊS (New Japanese School).
des, complexidade dos vazamentos de iluminação e
estranheza dos efeitos). Principais obras em São Entre as décadas de 1970 e 1980, o Japão foi
Paulo: Ginásio Clube Atlético Paulistano (1958/ 61); marcado por uma segunda geração de
Casa Caetano Miani (1962); Casa Fernando M-llan arquitetos, nascidos entre 1935 e 1944, que
(1971); Museu de Arte Contemporânea – MAC (1975) apresentaram a primeira versão construída de
e Museu Brasileiro da Escultura – MuBE (1985).
uma sociedade pós-industrial. Participando da
 JOAQUIM GUEDES (1932-2008): Arquiteto paulista efervescência econômica que marcou a época
formado pela FAU-USP em 1954. Através de sua (Everthing Goes), apresentaram versões zen
obra, tenta conciliar as exigências naturais da classe
alta com uma certa austeridade funcional e plástica da HIGH-TECH ARCHITECTURE, marcadas
brutalista dos meios utilizados. São características de pela geometria, pelo refinamento e pelo
sua obra: uso do concreto armado de modo simbolismo, em suas cidades que se tornaram
expressivo, com variedade dos efeitos de planos, verdadeiros laboratórios.
superfícies e volumes criados pela liberdade da
disposição espacial; preocupação com a perfeição  Concebendo a arquitetura como
dos detalhes e uso de persianas que servem de brise-
manifestação de uma atitude simbólica
soleil. Principais obras em São Paulo: Casa Antonio
Carlos Cunha Lima (1958/61); Casa Costa Netto (ligação com a luz solar, apropriação
(1963); Casa Waldo Perseu Ferreira (1966) e Casa do da ação do vento, harmonização com
Arquiteto (1971, Morumbi). a natureza, etc.), esses arquitetos
expressaram suas emoções contidas
através de caminhos (sentido de
peregrinação), cenários de aspecto
sóbrio (sentidos de contemplação e
meditação) e ritmos (sentido de
sequencialidade), etc.
Fazem parte desta segunda geração japonesa: Minoru
Takeyama (1934-), Hiromi Fujii (1935-), Hiroshi Hara
(1936-), Takefumi Ainda (1937-), Shoei Yoh (1940-),
Tadao Ando (1941-), Itsuko Hasegawa (1941-), Toyo Ito
(1941-), Masanori Umeda (1941-) e Katsuhiro Ishii
(1944-), entre outros da chamada NOVÍSSIMA ESCOLA
PRÉDIO DA FAU-USP (1961/69, SÃO PAULO) JAPONESA (Brand New Japanese School).

110

Depois desse período de grande prosperidade, os anos  HIROMI FUJII (1935-): Arquiteto que, depois de
90 foram marcados pela recessão econômica e estadias em Milão e Londres, abriu seu estúdio em
austeridade política. Além disso, o Grande Terremoto de 1968, sendo também professor em Shibaura. Seu
Hanshin, que atingiu a região de Kobe em 1995, trabalho caracteriza-se por desconstrução e
demonstrou a vulnerabilidade do país. Com isto, o sentido decomposição. Procura agarrar os mecanismos da
de efemeridade do XINTOÍSMO fortaleceu-se ainda mais: percepção para questionar forma e significado, tal
não se deve venerar o que é durável, mas a beleza como são concebidos pela arquitetura pós-moderna.
simbólica da renovação constante. Deseja assim alcançar uma visão nova, fazendo de
seu estilo uma versão adocicada de Eisenman.
 No início do século XXI, o Japão Obras: Mizoee House I (1988, Iizuku) e Stand da
desempenha um papel importante: o da Europália (1989, Bruxelas, Bélgica).
permuta cultural (East Goes West e vice-  HIROSHI HARA (1936-): Arquiteto e professor em
versa). Como mestres da cópia e da Tokyo. Para ele, a arquitetura não é uma questão de
transformação sutil, os arquitetos japone- estilo, pois deve obedecer as leis da natureza. Apesar
ses deixaram-se penetrar pela inspiração de seu respeito pelos valores do passado, trabalha
estrangeira como premissa para uma com- em uma arquitetura para a era eletrônica. Para além
cepção nova e revolucionária, criando um das estruturas que construiu, sonhou com cidades de
novo perfil para a arquitetura do Extremo arranha-céus interligados e imaginou a arquitetura
Oriente. Uma nova geração de arquitetos, como um passo para a construção espacial. Obra
fundamental: Umeda Sky City (1993, Osaka).
nascidos a partir de 1945, desponta como
linha de partida para a arquitetura atual.  SHOEI YOH (1940-): Arquiteto e designer autodidata,
Conhecidos como a BABY BOOM, os que se licenciou em Economia em Tokyo (1962) e
maiores representantes desta terceira Belas-Artes em Springfield OH (1964). Fundou seu
onda oriental são: Riken Yamamoto estúdio em Fukuoka em 1970, tendo alcançado
grande renome a nível local em design industrial e de
(1945-), Shin Takamatsu (1948-),
interiores. Obras: Glass House (1991, Fukuoka) e
Masakazu Bokura (1949-), Kazuyo Kanada Children Training House (1994, Fukuoka).
Sejima (1956-) e Shigeru Ban (1957-).
 KATSUHIRO ISHII (1944-): Arquiteto de Tokyo, aluno
de Venturi nos EUA, tem o seu próprio ateliê desde
1976. Inicialmente maneirista, no início dos anos 80,
propôs-se a definir uma pós-modernidade japonesa
“que se abre aos seus valores próprios e encontra
assim um vínculo com a tradição”. Daí resultam
colagens e variações modernas sobre o tema da
arquitetura japonesa tradicional. Principal obra: Casa
das 54 Janelas (1975, Hiratsuka).
 RIKEN YAMAMOTO (1945-): Arquiteto cujas casas
são pequenas, estruturadas, e desenvolvem-se na
única direção deixada aberta pela exiguidade e os
preços do terreno: em altura. Sua marca é a origina-
lidade em matéria de telhados, utilizando-se lonas de
barcos ou guarda-sóis. Para ele, são sinais de pon-
tuação na frase arquitetônica. Obras: Rotunda Buil-
ding (1988,Yokoama) e Hamlet Building (1988,Tokyo).
 SHIN TAKAMATSU (1948-): Arquiteto que possui
uma linguagem muito pessoal, de vocabulário áspero
PLANO PARA A BAÍA DE TOKYO (1960) e agressivo, em resposta ao “realismo brutal da
modernidade” (Dead-Tech). De modo acontextual,
 KENZO TANGE (1913-2005): Arquiteto que iniciou emprega janelas circulares e inserções metálicas no
depois da II Guerra Mundial, com alguns edifícios concreto, produzindo verdadeiras esculturas
duros e pesados, nos quais o mecanismo estrutural tecnológicas. Obras: Koakine House (Hyogo, 1977),
era exibido obstinadamente. Associava o tratamento Origin I, II e III (Kyoto, 1980/86), Syntax Building
expressivo e tradicional da madeira (Estética Shinto) (Kyoto, 1990), Solaris House (Amagasaki, 1988/90) e
com os métodos e técnicas do concreto armado Shikatsu Comunity Center (2000).
aparente (Brutalismo). Sua maior contribuição ao
Metabolismo foi o megaplano para Tokyo de 1960, em
que propôs a ampliação da cidade sobre o mar. Prin-
cipais obras: a Prefeitura de Kagawa (1958, Takamat-
su), Ginásios Olímpicos Yoyogi (1964, Tokyo) e Cen-
tro de Telecomunicação de Yamanashi (1967, Kofu).
 KAZUO SHINOHARA (1925-2006): Arquiteto e
professor em Tokyo desde 1970, de bases metabo-
listas. Nos anos 1960, sua obra adquiriu peso em
objetividade e abstração formal. Através da inter-
secção, translação e sobreposição de volumes, ela-
borando uma síntese chamada modern next. Criou
uma arquitetura metafórica, cujo significado consiste
em reproduzir a indiferença, confusão e realidade das
metrópoles. Obras: Tanikawa House (1974, Nagono-
hara) e Centennial Hall - Tokyo Institute of Technology
(1987).

111

MONOLITISMO  REM KOOLHAAS (1944-): Arquiteto holandês que,
em 1980, formou, juntamente com o arquiteto grego
Elias Zenghelis (1937-), o OMA Group, cujo nome
No final da década de 1990, houve a significava Office for Metropolitan Architecture.
Iniciou-se, inspirando-se pelo Archigram (1961),
criação de uma nova geração de edifícios liderado por Peter Cook (1936-), e pelo Superestudio
tardomodernos (monolithic architecture), (1966) do italiano Adolfo Natalini (1941-), com
estes marcados pelo funcionalismo projetos surrealistas para Nova York, como o Exoduz
Project (1972) e o Hotel Sphinix (1975), além do livro
austero e massivo, além da busca pela Delirious New York (1978), questionando a forma
autossuficiência e economia energética, o através da obliqüidade de planos e procurando
que foi somado à revitalização urbana. sempre o diálogo/conflito entre a linguagem
modernista e ângulos construtivistas. Em 1980, ao
 Por MONOLITISMO entende-se retornarem para a Europa, seus membros fundaram
essa tendência arquitetônica que três estúdios (Rotterdam, Londres e Atenas),
começando a trabalhar independentes e ligadas ao
defende que muitos edifícios apelem desconstrutivismo.
às formas monolíticas (do grego
monos, único + lithos, pedra), que são A obra recente de Koolhass passou a ser expressão
da ênfase na autonomia da cada peça arquitetônica e
facilitadas pelo surgimento de novos a vontade de recriar novas idéias de espaço. Entre
métodos de projeto e tecnologias seus trabalhos encontram-se: o Boompjes Project
construtivas. (1982, Rotterdam, Holanda); o Danstheater ou Teatro
Nacional de Dança (1984/87, La Haya, Holanda), o
Geralmente formadas por um só bloco, Centro de Arte e Tecnologia dos Mass Media
um conjunto rígido e impenetrável, as (1989/90, Karlsruhe, Alemanha) e o China Central
obras monolitistas têm aparência de Television Headquarters (2004/08, Beijing).
autossuficiência como cidades ou
mundos voltados para si próprios,
através de uma linguagem
relativamente pesada e espacialmente
sofisticada.
Lançada oficialmente em 1996, através de
uma exposição no Heinz Architectural
Center (Carbegie Museum of Art,
Pittsburg EUA), a ARQUITETURA
MONOLITISTA surgere um neobrutalismo
mais sutil e tecnológico, estando visível
em alguns trabalhos recentes de CCTV HEADQUARTERS (2004/09, BEIJING)
arquitetos como Peter Eisenman (1932-)  RUDY RICCIOTTI (1952-): Arquiteto suíço nascido na
e Rafael Moneo (1937-), além de outros: Argélia, que se formou em Genebra em 1975,
inicialmente influenciado por Richard Meier e pelo
 JOSEF PAUL KLEIHUES (1933-2004): Arquiteto grupo desconstrutivista Arquitectonica (1977). Atua na
alemão que estudou em Stuttgart, Berlim e Paris, França e Alemanha, pertencendo a uma geração de
tendo trabalhado com Hans Scharoun. Como diretor arquitetos que enfrenta a reduação de gastos
de planejamento da Bauausstellung em Berlim proposta pela atual arquiettura francesa. Através de
(1979/84) e depois como consultor para o Senado do uma estética maciça e auto-suficiente, propõe
Alojamento e Construção em Berlim, exerceu grande edifícios fechados em si mesmos. Obras: Liceu Côte
influência no rosto ressurgido da capital alemã Bleue (1994, Sausset-les-Pins, França); Le Stadium
reunificada. Descreve-se a si próprio como um (1994/95, Vitrolles, França) e Nicolai Hall Salle de
“racionalista poético”. Influenciado pelo Spectacles (1997/99, Potsdam, Alemanha).
neoclassicismo do alemão Karl F. Schinkel (1781-
1841), seu conceito racional de espaço e sua  ARCHITECTURE STUDIO (1973): Firma formada por
hierarquia aparecem em seus projetos neomodernos. franceses – Jean-François Bonne (1949-), Jean-
Obras: Museum of Contemporary Art (1995, Chicago François Galmiche (1943-) e Martin Robain (1943-),
IL) e Museum Hamburger Bahnhof (1996, Berlim). além Alain Bretagnolle e René-Henri Arnaud,
integrantes desde 1989; -Marc Fischer, em 1993; e
 MASSIMILIANO FUKSAS (1944-): Arquiteto que, Marc Lehmann, em 1998, entre outros –, com o
embora romano de nascimento, instalado na França peruano Rodo Tisnado (1940-), que é auto-
há alguns anos. Fundou o Studio Gramma com Anna considerada “moderna, extremista e vanguardista”.
Maria Sacconi (1948-), que durou de 1969 a 1988. Freqüentemente futurista na forma, sua obra está
Trabalha em projetos normalmente conseguidos impregnada de otimismo e confiança que a destacam
através de concursos, como a nova escola secundária no panorama atual. Teve como primeira obra
técnica em Alfortville, Paris, e faz seus desenhos de importante o Institute du Monde Arabe (1981/87,
uma forma particularmente artística; ou através de Paris), em colaboração com Jean Nouve. Algumas
quadros ou pequenos modelos, construídos com tiras obras: Lycee du Futur (1987/89, Jaunay-Clan,
de papel preto. Obras: a Entrada da Gruta de Niaux Poitiers); Lycee Jules Verne (1992/93, Cergy, França)
(1988/93) e a Escola de Belas-Artes da Université e o European Parliament (1994/97, Strasbourg,
Michel de Montaigne (2000, Bordeaux, França). França).

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expressão formal. Subjetivismo urbana. o modo fiel e perfeccionista. democratizando a arte everdade. devido ao grande número de destruições ocorridas se comparado a qualquer outro país europeu. os arquitetos possibilidade espacial era o conceito expressionistas buscavam plani. era afastava da ortogonalidade Meca. Para eles.  Entretanto. verter idéias sociais em realidade ar- Bruno Taut (1880-1938) e Erich quitetônica. mente personalizadose integradores. O EXPRESSIONISMO alemão que eclodiu no primeiro Baseando-se no empenho de pesquisas estruturais e no pós-guerra – no final da década de 1910 – tinha bases emprego de formas escultóricas. fundamental explorar o caráter nicista de pilares e vigas. para o psicológico e moral (atmosfera místico-romântica). linear e transparente como do caráter na medida em que cada vez mais se maciço e pesado. sabe-se que o ESCULTURISMO ia muito além da  Explorando plasticamente as mera preocupação visual. aproveitando escultórico da arquitetura. de capacidade da qual se valeria a estética vanmguardista. a finalidade atualizado e totalmente industrializado essencial da arquitetura seria sua (neorracionalismo e tecnicismo). não puderam sair do plano propício à expressão particular dos teórico e se concretizarem em obras d seus usuários. pressões de interesse particular. libertar a arquitetura tanto da rigidez sionistas idealizadas nos anos 1920. celebrando o transladava a investigação arquitetônica do terreno visual espaço indefinido e a “arte contaminada pela vida”. 19 ESCULTURISMO A reconstrução alemã no segundo pós- guerra desenvolveu-se de modo bastante especial. através de edifícios cujas Mendelsohn (1887-1953). uma metrias irregulares e curvilíneas. ou seja. sendo influenciada pelos trabalhos pictóricos do arquiteto alemão Hermann Finsterlin (1887-1973). associações através da plasticidade. 113 . a evolução da engenharia estrutural possibilitou a Os arquitetos esculturistas visavam concretização das formas expres. cuja intenção deve surgiram algumas experiências que ser a de comunicar determinadas intentaram por outros caminhos. etc. Potsdam. A idéia de massas e superfícies. Tachismo. Logo. mas. este criador funções sociais e organizativas seriam da Einsteinturm (1919/22. libertando- os novos sistemas estruturais em se da pureza tecnicista ao forma de membranas. dado o forte apego à antiga ou Neoexpressionismo. baseada na experiência pessoal e artistas do período (Expressionismo Abstrato. Seus maiores expoentes do espaço. procurando expressionismo renasceu através do reproduzir ao máximo a antiga paisagem chamado ESCULTURISMO.) revoltou-se contra a arquitetura fazia uso de uma linguagem violenta.  Contudo. que lógica mecânica e o poder da Razão. o especialmente os da subjetividade e que equivale a uma total libertação dos plasticidade do concreto armado. a ARQUITETURA ESCULTURISTA foi Correspondeu à uma rica justaposição entre construção e influenciada pelos delírios pictóricos e plásticos dos pintura ou escultura. Paralelamente. enquanto a arquitetura massiva adotava um repertório  Para seus defensores. simbólicas. A restruturação das cidades e a restauração de monumentos históricos se fizeram de Entre as décadas de 1950 e 1960. uma corrente imagem das cidades tradicionais e às movida pela evolução tecnológica. pretendia-se com- foram: Hans Poelzig (1869-1936). muitas arquitetura para criar um ambiente vezes. central de sua filosofia. Sua Informal. resolvidas por meio de projetos alta- Alemanha). resgatando os elementos da arte expressionista. pragmatismo brutalista. Colorismo. monumentais e pictóricas e se caracterizou por seu forte subjetivismo. dogmas modernos: a forma segue a expressão artística. buscando explorar especialmente as possibilidades plásticas do concreto. arcos e cabos. Figurativo e interior que negava a validez do ideal funcionalista.

entre 1956 e aparência de suas obras. Paris). voltando para maior disciplina.). Sede da Editora maiores expoentes foram: Mondadori (1968. que movimento do vento em todas as direções (Schinke emigrou para o México aos 29 anos. 114 . uma vez que suas soluções de Janeiro entre 1930 e 1934. teorias para realizar delgadas coberturas de concreto direcionando a expressão para o orgânico e armado com parabolóides. cionantes locais e justificativas nacionalistas. O American Institute of Architects – AIA lhe concedeu medalha de ouro em 1970 e em 1988  Os esculturistas injetaram uma ganhou o Pritzker Prize. Saxônia). Belo Horizonte MG). Capela Aberta em Cuernavaca (1959). sendo bastante Haus. mas que já Curitiba PR). como José Villagrán Garcíaa (1901-82) e Enrique Del Moral (1906-87). arquitetos mexicanos. quando teve a completa liberdade para menosprezaram sua funcionalidade. da massa e do conceito da estrutura em casca. Sede Central do Partido referenciais nas cidades. As obras de maior destaque de Scharoun foram: o Como os principais elementos da LIN. Considerado o maior mestre esculturista. que deve visões fantásticas. que poderiam ter sido resolvidos através de uma teve de ser exilado na França em 1964. Residencial Romeu e Julieta (1954/59. que. Seus trabalhos mais importantes. Stuttgart. nascendo de condi. autor Hugo Häring (1882-1958).  Ideal democrático: recusa totalmente a hierarquização e geometrização da arquitetura. conseguido através da montagem de componentes flexíveis relacionados fora e contra qualquer sistema geométrico regulador (Importante função de referencial urbano). além da identificação de problemas símbolos. Começou a difundir suas massas de concreto. GUAGEM ESCULTURISTA apontam-se: Alemanha). Centro Cultural Le Havre (1980/82). particulares. 1953/55). Potsdamer Strabe). Sua arquitetura tem a força oriunda da forma. Löbau. o país somente no final da década. ambos em Madrid. mas das áreas funcionais. técnicos. 1930/33. Memorial da América Latina (1998. A obsessão de Candela pela abóbada delgada e pelo parabolóide hiperbólico foi paralela ao interesse por geodésicas de Richard Buckminster Füller (1898- 1983). Edifícios Públicos em obras que são verdadeiros marcos Brasília DF (1957/64). o que produziu uma expressar sua moderna imaginação impregnada de série de críticas. poderosa visão de perspectiva integradora na arquitetura. e posteriormente espaciais são únicas e irreprodutíveis como integrando a equipe que projetou o prédio do modelos generalizados. os neoexpressionistas 1960. Iglesia de la Virgen Milagrosa (Narvarte. Planta Bascardí em Cuautitlán (1963).  OSCAR NIEMEYER (1907-2012): Arquiteto carioca  Individualismo: expõe-se de modo particular e que cursou a Escola Nacional de Belas-Artes do Rio exclusivista. o ESCULTURISMO apresentou incorporam um estilo subjetivo e expressivo. S. Coyoacán). através de premissas autocon. Capela dos Missionários do Espírito Santo (1956. BELO HORIZONTE MG) pelo anti-heroísmo. a Embaixada  Plasticidade: explora a audácia estrutural e o Alemã em Brasília DF (1964/71) e a Biblioteca risco provocador. inspirando-se no  FÉLIX CANDELA (1910-97): arquiteto espanhol. criando Principais obras: Centro Recreativo da Pampulha (1941/47. Seus Comunista (1967/72. Priorizando a arquiteto-chefe das obras de Brasília. muito à sinuosidade escultórica do barroco. Seguindo seu amigo influenciado por Eduardo Torroja (1899-1961). foram: Pavilhão de Raios Cósmicos da Cidade Universitária (1951/52. a Filarmônica de Berlim (1956/63). Entretanto. Foi o sideradas humanistas e ecológicas. ainda muito jovem. Lünen). Museu da Arte Contemporânea (2000. detalhismo e racionalização. de las Hortas (1965) e Estádio FILARMÔNICA DE BERLIM (1956/63) Olímpico (1968). Por estar afiliado ao Partido Comunista. mas não das (1951). São  HANS SCHAROUN (1893-1972): Arquiteto alemão Paulo SP).  Subjetividade: possui forte caráter escultórico e simbólico. entre outros. pelo objetivo cívico ou IGREJA DA PAMPULHA (1944. Restaurante Xochimilco (1958). suas obras Em termos paisagísticos. Dedicou-se a a maioria de suas obras marca como monumentos aulas na Universidade do Rio de Janeiro e a projetos nacionais ou pontos focais dentro da paisagem urbana. todos na Cidade do México. participou das experiências Niterói RJ) e Museu Oscar Niemeyer (2002/04. o Geschwister-Scholl (1955/62. de reconstrução do primeiro pós-guerra. expressionismo emotivo para explorar as questões biopsicológicas da existência e as sensações de movimento e escala (simbolismo e monumentalidade). Ministério da Educação e Saúde – MES (1935/37). Milão). Iglesia de N. influenciando muitos recusando caracteres demasiado escultóricos. através da inspiração pela democracia do espaço e da criação de uma linguagem guiada pelo estudo do cotidiano. voltou-se cada vez mais do Hipódromo (1935) e do Instituto de Investigação para a cinética neoexpressionista. importante marco da arquitetura moderna no Brasil. afastando-se do Nacional de Berlim (1964/78. na década de 1930 abandonou o volume puro e criou desníveis e aberturas anômalas.

investigando os que reproduz em planta a um burgo medieval. Vaihingen). A partir dos anos 50. Embaixada da Finlândia em Nova Délhi (1986. o Complexo da Assembléia estudos em 1954. A idéia de que “as novas técnicas e materiais conduzem a novas ordenações e TWA TERMINAL (1958/62. Alemanha) e monumentais coberturas em cascas de concreto. No mobiliário. Outras obras de que trabalhou no segundo pós-guerra com Gunnar destaque: Colégio Secundário de Schufersfeld Asplund. Hans Keller Haus (1983/84. Köln. Utilizando-se de Plenário do Parlamento de Bonn (1992. Principais obras: Igreja Peregrina de Neviges Superfície Delgada (1968. Detroit MI). buscando a libertação e o basicamente por duas fases distintas. Stut- e pelos componentes esculturais e emotivos da tgart). igrejas. OPERA DE SIDNEY (1956/73) Kuwait). visando sua aplicação Pritzker em 1986. onde se destacou no design de mobiliário plástico. seu trabalho caracteriza-se pela Alemão na Expo 67 (1965/67. Alemanha).  GÜNTER BEHNISCH (1922-2010): Arquiteto alemão cuja obra considera-se incluída na tradição orgânica da arquitetura moderna. Arábia Saudita) e Cobertura do Pavilhão Centro Cívico de Bergisch-Gladbach (1980) e Prefei. para o qual Aeroporto Dulles Airport (1960/62. grande parte de sua semiótica cultural reaparece nos seus trabalhos mais recentes na Finlândia. Pavilhão da Finlândia na Exposição Mundial de Bruxelas. Youth Center Libray (1968. inclinando-se (1986/87). Com algumas obras fora de seu país. Índia)  GOTTFRIED BÖHM (1920-): Arquiteto alemão. Cambridge MA. realizou inúmeras maquetes para a análise materiais ou de edificações. Instituto de Estruturas de ção. Sofreu influências dos 87). Vencedor do Prêmio estática destas estruturas. principalmente após 1950. Biblioteca Central de Tampere (1984). Yale University (1956/59. Nos anos preocupação em criar “conexões”. Em 1960. seja através de 1950. apresentando grande interesse pela história (1975/87. Alemanha). MUNIQUE) conhecidas são: o General Motors Technical Center (1951/56. Nova York) e o para as Olimpíadas de Munique de 1972. Genzyme Center (2003. Atualmente. a Pista de Hockey de Ingalls. N. Principais obras: Igreja Kaleva (1966. New Haven CT). Edifícios do Palácio de Sief (1972/82. o TWA Seu trabalho mais conhecido é do Parque Olímpico Terminal. com o qual (1984/93. Japonês da Exposição Internacional de Hanover tura de Rheinberg (1980. As obras arquitetônicas mais OLYMPIASTADIUM (1967/72. Instituto Hysolar da Universidade de Stuttgart nórdicos Arne Jacobsen e Alvar Aalto. sua Residência em Santanyi (1971. Na arquitetura. Böhm destacou-se principalmente como membranas primárias. entre outras. Washington DC). Tendo concluído seus Mallorca. Tampere). unidas pela enlace com a estrutura natural e orgânica. Lorch). conferiu uma nova dimensão poética à arquitetura tardomoderna. filho e Residência Oficial do Presidente da Finlândia de Dominikus Böhm (1880-1955). sempre buscando estrutural alemão que experimentou as superfícies integrar o novo ao antigo. Na década de 1960. consultou Frei Otto (1925-) sobre as leves coberturas suspensas. trabalhou de 1947 a 1955. Centro Cultural de Hervanta (1979/86). Isla de pelo genius loci e por Aalto. um estilo de forte significação arquitetônica. OTTO (1925-): Arquiteto e engenheiro edifícios residenciais e comerciais. Eliel Saarinen (1873-1950). Biblioteca da Universidade de Eichstadt (1985/- linguagem arquitetônica. voltando-se para a linguagem de H. merecem ser citadas: a Womb Chair (1946) e a Tulip Chair (1955/57). Sharoun e H. (2000. centros culturais e cívicos. Raili Pietilä (1926-). cada vez mais decepcionado com a rigidez sistemática deste tipo de construção. preferindo empenhar-se na pesquisa estrutural. Canadá). JFK Airport (1958/62. passou para o uma obra neoexpressionista em concreto aparente. Espanha). Seu trabalho nos anos 60 concentrou-se no projeto de escolas pré-fabricadas. colaborando com Aulis Blomstedt (1906-79). YORK) possibilidades” é básica em seu pensamento. Häring. Helsinki). variadas e flexíveis. percebeu que o aço e vidro não tinham a força necessária para comunicar o significado de um edifício. além de projetos mais adaptados à ecologia. compostas de módulos pela construção da Prefeitura de Bensberg (1964). as sensível compreensão dos valores de conteúdo e Coberturas do Estádio e Poliesportivos Olímpiapark seus compromisssos emocionais ligados à constru. Sua obra passou delgadas em lona plástica. Montreal. Em caracóis e as tramas. trabalhou prevemente para o Nacional do Kuwait (1971/83) e a Igreja Bagsvaerd Centro Helsinki até ganhar o concurso para o (1976. (1970. Tuwaiq Palace (1964). em 1957. mais à linha neoexpressionista. Destacaram-se o Pavilhão termos gerais. exame de estruturas biológicas. Behnisch explora as  JØRN UTZON (1918-2008): Arquiteto dinamarquês possibilidades do desconstrutivismo. Munique). inspirado Austrália). abriu escritório com sua segunda esposa. e que projetou grande número de teatros. (1967/72. e começou sua incansável exploração do conceito de “forma sobre forma”. EUA). 115 . Copenhague. superpostos. Alemanha). buscou formas mais livres. suas obras modificam-se pela acentuação da forma escultórica e moderação técnica. Museu Postal de Frankfurt (1982/90). Dinamarca).  EERO SAARINEM (1910-61): Arquiteto finlandês que em 1923 foi para os EUA com seu pai. Suas  REIMA PIETILÄ (1923-95): Arquiteto finlandês com principais obras foram: a Ópera de Sidney (1956/73.  FREI P.

onduladas de alumínio. marcada pela associação entre o ao concreto armado e inspirando-se na arquitetura organicismo e o ultratecnicismo. mas pictóricos ou Bahnpost de Lucerna (1982/83). a pintura e o teatro. Corona del Mar CA). ainda que nebulosa. 116 . guerra”) foi um dos mais característicos dos anos 1960. do espaço contínuo no qual não existem limites nem restrições entre os agentes arquitetônicos e os usuários. Joe Price House (1986. destacaram-se: propriamente arquitetônicos. Estação canteiros e um caráter essencialmente prático. Valencia). Turning Torso (2005. derivado de hipster revolta contra o desenho. paralelo Jerusalém. Suécia) e Palacio de Congresos de Oviedo (2011. cria estruturas ósseas metálicas. destacaram-se os seguintes:  FREDERICK J. baseados na não-violência e na da “desumanização tecnológica”. Brad & June Price House (1988. influenciado por Antoni Gaudí e Eero realidade social e paisagem urbana. Asturias. Corbett (1873-1954) em Nova York. Seus materiais prediletos são chapas incomunicabilidade entre arte e vida. Espanha). e caracteriza-se por uma arquitetura vazios. Seu lema Make love not war (“Faça amor e não a arquitetura como arte escultórica. Suíça. em uma corrente contemporânea alternativa no Sudoeste americano (associação entre organicismo e expressionismo). dinâmicas formas de construção. Insistia numa obsessão visionária. Nova INFORMALISMO York). associando-se a Harvey W. ao Esculturismo. L. oblíquas. Ciències (1996/2009. Para ele. com o que  As principais características da cor- cria grandes esculturas zoomórfico-tecnológicas. piso e teto. na segunda metade da década de 1960. Ciutat de les Arts i variadas espécies. Foi professor na Universidade de Columbia entre 1937 e 1942. Da  Seus arquitetos inclinaram-se para América. mas sim um LYON-SATOLAS RAILWAY STATION (1989/94) organismo vivo. Em medos da década de 1960. epiderme do corpo humano e escultura viva. Taos NM). regular e o programa estruturado. Israel). caracterizando-se pela oposição radical à militarização da sociedade e à Guerra do Vietnã (1957/75). sem distinção entre paredes. passou para a Europa e se difundiu por todo o o selvático e mágico. com quem trabalhou de 1968 a 1973. ou seja. Zurique). o esquema (“aquele que se envolve com a cultura negra”) – teve início nos EUA. Principais obras: Bart Prince Residence Studio (1983. Entre seus arquitetos mais atuantes. e abandonando qualquer processo tradicional de  SANTIAGO CALATRAVA (1951-): Arquiteto e projeto. rente informal na arquitetura foram: a) Valorização das superfícies por meios não Entre as obras de Calatrava. Sevilla). cabos de aço protendido e vigas de concreto armado. em Norman (1946/56) –. Através de belas e 3 vernacular. BART PRINCE (1947-): Arquiteto norte-americano. KIESLER (1890-1965): Arquiteto e cenógrafo austríaco com bases neoplásticas que emigrou para os EUA em 1926. Woodstock EUA). Tal posição visava escapar a vida em comunidade. Seus adeptos valorizavam históricas. Principais obras: Cine Film Guild (1930. que surgiu INFORMALISMO. preconizando a liberdade em todos os domí- discurso e resgatando o status da nios. no Ambientalismo e Movimento Hippie . Nova York) e Templo do Livro da Universidade Hebréia (1959. Fábrica Ernsting’s plásticos. explorando o o que indicava um mergulho sem preconceitos na percurso dos esforços. influenciando várias áreas culturais. . formado em 1970 e discípulo direto de Bruce Goff (1904-82) – arquiteto que foi professor na Universidade de Oklahoma. surgiu outra vertente tardomoderna expressiva denominada 3 O Movimento Hippie – do termo inglês hippy. Westfalia). Até hoje. Barcelona). ângulos agudos. Complexo Olímpico de Atenas (2004). a ARQUITETURA INFORMALISTA negava engenheiro estrutural espanhol que trabalha em a simetria. além de metáforas. oposição à sociedade industrial e aos valores tradi- devolvendo para o povo um novo cionais. incorporando outros materiais alternativos singular. defende uma arquitetura de estreita relação com formas naturais. tais como a reminiscências proto-históricas e/ou música. entre o homem e seu entorno. Ponte das b) Uso de planimetrias irregulares. fazendo lembrar as pesquisas de F. Confiando essencialmente no aleatório e no acaso Albuquerque NM) e Nolan House (1993. quebrando a Saarinen. linhas curvas e Calles Bach de Roda e Felipe II (1987. Galeria Arts of This Century (1942. Malmö. Wright e de Gaudí. além de uma moral e costumes não-conformistas. e antropomórficos. a casa não era uma máquina. fazendo uso de mundo. conduzindo a improvisações em Miniladen GMBH (1983/85. este caracterizado pela em um jornal californiano em 1965. Universal Theater (1933. das mais Ponte do Alamillo (1992. Bahnhof Stadelhofen (1985/90. Albuquerque NM). elementos simbólicos Estação do Aeroporto de Lyon-Satolas (1989/94). planos de vidro. o ritmo e o equilíbrio entre cheios e Genebra. através do conceito “sem fim”.

projetou mais amplas.  Utilização de novas técnicas e materiais. Em 1971. Como teórico. escarpas e autoestradas. L. efemeridade. tenta captar sua essência abstrata. DESIGN.professor Bruce Goff mundo natural. ANDRÉ BLOC (1896-1966): arquiteto e escultor francês. o Théâtre Silvia-Monfort (1991/92. Transitando entre o produção industrializada em séries cada vez tecnicismo. com B. Bienal de Veneza (1970). Norman OK) e Villa Blanca Farm (1983. Itália). os materiais concebidas inspirando-se em modelos arcaicos trans. o Esculturismo expressou-se através de projetos informalistas e empíricos. um núcleo urbano para seis Entre as inovações que ocorreram milhões de pessoas. que se House (1961.mericano. Baseando-se em princípios bioclimáticos e nas mais recentes preocupações ener. Bernadette du Banlay (1963/66). design. a partir dos anos 1960. Criou o através do BIOMORFISMO. Esses possibilitavam intensidade social mediante a densificação tridimen- sional em edifícios experimentais. moderna. Robert). Sua arqui- tetura informal são atos individualizados que ex. ficando famoso pela criação das Esculturas-Habitáculos (1964/66). contrariando assim o Organic (1904-82) e John Lautner (1911-95). que propunham uma síntese entre arquitetura e artes plásticas. o géticas. o BIOMORFISMO caracteriza-se pela  HERB GREENE (1929-): Arquiteto norte.  CLAUDE PARENT (1923-): Arquiteto francês que expressando uma era de prosperidade e pesquisou formas novas. uso de aço cromado e damadeira criando o conceito de arquiecologia. especialmente o plástico. Herb & Mary Greene Eero Saarinem (1910-61). pressam simbolicamente a sociedade democrática e a como os escandinavos Arne Jacobsen diversidade e indefinição do mundo. Nascia um design maneirista. o que permitia a imóveis residenciais. o qual reuniu vários artistas experimentais influentes na França dos anos 1950/60. iniciou-se outro período vanguardista. como também na concepção do conjunto e detalhes. fundador da Revista Architecture BIOMORFISMO d’Aujourd’hui (1930). um experimento urbano contínuo. Lexington KY). produziram móveis e objetos em POP do materiais alternativos e econômicos. Reichen e P. distorção meramente decorativa das formas do que trabalhou com seu ex. como as da Église Sainte. graças aos novos materiais e tecnologia. Edgard formas sensuais. Maison utensílios diversos. tornaram ícones da época. Obras: John (1902-71). em propostas Visio. combinação de compensada. Snyder OK). o Pavilhão Francês da adaptados à função que desempenhariam. projetou Babelnoah. Outras racionalizado para a obtenção de objetos e de realizações: Villa André Bloc (1961. No design industrial das décadas de 1960 negando normas geométricas ou cálculos técnicos e 1970. Arizona). abandonava as justificativas técnico- como Félix Del Marle (1889-1952). Scottsdale AZ). além de ser design. Estúdios Cosanti em Scottsdale (1956/74. Principais obras: Cerâmica com o DESIGN TARDOMODERNO. Saint. realizada em  Consolidação dos esquemas derivados da conjunto com Paul Virilio (1932-). Arizona) e citam-se: a Comunidade Arcosanti (1970 em diante. propôs idéias utópicas de megaestruturas. estudou a percepção de capas sobrepostas e o vernaculismo. Étienne Béothy funcionais e dirigia-se mais à busca de (1897-1961). o isopor. principalmente nos anos 1960. perfeitamente melhor Bordeaux Le Pecq (1966). em que a renovação de conceitos continuaria. o acrílico. o esculturismo e o informalismo.  Vários arquitetos tardomodernos desenvolvendo uma série de praire houses exploran. não só no que tange aos delineamentos gerais do interiorismo e mobiliário. Acompanhando muitas correntes do atual Denis. De bases orgânicas. trouxe contribuições  Crescente aplicação das normas do desenho inovadoras em Vivre a l’oblique (1970). Wright em 1946.  PAOLO SOLERI (1919-2013): Arquiteto italiano que  Se o modernismo foi marcado pelo foi para os EUA trabalhar com F. (1956/74. nárias de megalópolis e em escritos e conferências. influenciado pela Art Pop e explorando o uso de materiais plásticos. foram o plástico. Paris) e as EDF Industries (1998. mais explorados pelos designers formados por visões futuristas. resultando em móveis e objetos mais escultóricos que funcionais. Jean Gorin (1899-1981). Antibes). Nicolas Schöffer (1912-92). melhor resolvia as necessidades da vida urbana Inspirou-se nas linhas oblíquas das barragens. rejeitando o desenvol- vimento horizontal. experiências de modelagem. Perseguia a ideia da tardomodernos. perto de Phoenix. fiberglass e a fórmica. conjuntos comerciais. que. o que permitia explorar um aerodinamismo não-funcional. arquitetura e ecologia. Após a recuperação geral da economia no segundo pós- guerra e a transferência do pólo cultural para os EUA. o qual grupo Espace (1951). 117 . Artística Solinene em Vietri sul Mare (1953. Victor Vasa- rely (1908-97). Kentucky (KY). que eram conseguidas Pillet (1912-96) e Jean Dewasne (1921-99). ao recolher informação da professor nas Universidades de Oklahoma (OK) e de natureza. Egon Eiermann (1904-70) e Joyce House (1960. fábricas e internacionalização das idéias acerca do que a Casa do Irã na cidade universitária de Paris. formas arrojadas Soleri trabalha com discípulos em seu estúdio Cosanti e cores brilhantes.

seus trabalhos foram aproximam da corrente deconstrutivista. abriu a firma Adsa. depois de formado. Com estúdio próprio em Milão. formulou associou-se a Arne Jacobsen. do norte-americano Warren  OLIVIER MOURGUE (1939-): Designer francês. que traduzia o espírito da era ingleses Robin Day (1915-2010). Entre 1967 e 1968. industrial. Volume 2 (1988) e a AYOR Chair (1990). da cultura pop e do psicodelismo e Rodney Kinsman (1943-). Em 1955. 4860 e Josep Lluscà (1948-). Na França. com quem contribuiu a teoria de que a arquitetura e o design deveriam ser em vários produtos. criando as cadeiras Globo ou Ball Chair Giancarlo Piretti (1940-). para a firma Kartell foi a Cadeira n. dedicou-se a trabalhar com plástico reforçado. O primeiro produto de Colombo dos móveis norte-americanos Knoll. baseadas em conhecimentos ergonométricos e buscando conforto e liberdade de movimentos. a Pastille Chair (1967/68). autointitulando seu trabalho como “contestatário”. Devido à sua trabalho caracteriza-se por chapas metálicas preocupação pela simplicidade e sua referência a dobradas e formas antifuncionalistas. dos alemães Luigi Colani (1928-) e Peter 1963. que foram muito disseminados. que tinha acabado de ser fundado por Sergio D’Angelo destacaram-se os designers PIERRE (1931-).  Além deles. Foi revolucionário no uso da espuma de poliuretano das Up Series (1969). Agence d’Architecture Intérieure Gautier-Delaye. a Heart Chair (1959) e a famosa na Architectural Association de Londres. que o qualquer efeito lírico. Paulin desenhou uma série de cadeiras estofadas e assentos de poliéster. do sueco Gunnar Cyrén (1931-2013). sendo premiado em 1964 pelo Na Espanha. foi premiado pela Ribbon Chair. trabalhando com desenho (1921-2012). desenvolvendo dos tempos”. buscando cada vez mais liverdade e algumas propostas experimentais. tardomoderno foram Vico Magistretti  EERO ARNIO (1932-): Designer finlandês que se (1920-2006). Seu design busca uma postura relaxada e informal. do dinamarquês Vernon Panton trabalho caracteriza-se pela exploração de formas (1926-98). Suas obras-primas foram: a  RON ARAD (1951-): Designer israelense que estudou Cone Chair (1958). além do trabalho dos catalães Javier feita com três elementos de contraplacado encaixados. os quais busca. tornou-se membro do Art Concrete PAULIN (1927-2009) e OLIVIER Group. e do israelense Ron Arad (1951-). Suas produções mobiliários e interiores. como a Universale n. em 1970. aderiu ao Movimento Nucleare. entre 1959 e 1967. em 1951. No decorrer dos anos 71). a Casa de Cartão (1957) e a Casa de Plástico (1960). desmontável (1955). visualmente resultando em formas abstratas. seu em 1956. de Stanley Kubrick (1928- 99). cujas produções eram derivações Sardenha (1962/64). destacando-se a Rover Chair inovadoras anteciparam a revoluções sociais pelo (1981). possuindo estúdio próprio de 1966 a 1976. começando a trabalhar com cinema e design em Pádua. Seu mobiliário Djinn (1963/65) foi usado no filme 2001: Uma Odisséia no Espaço. 4801 (1963/64). Miguel Milá (1931-) cadeiras em plástico. o destaque foi o Grupo IN-Arch graças aos interiores de um hotel na R. a Big Easy estilo de vida que estimularam. cujo Platner (1919-2006). passou a experimentar a fibra-de-vidro (fiberglass). Maior destaque: Tongue Chair (1963). associando-se a Roger Tallon (1929-) e Michel Schreiber (1950-) em 1984. trabalhou como designer de interiores para a Raacke (1928-). A fluidez dessa obra antecipava suas Carvajal (1926-). Peter Murdoch (1940-) industrial. Na Itália. GAETANO PESCE (1939-) e 60. 118 . Model N. mas abandonou a pintura em 1958 para se MOURGUE (1939-). além da acrílica Não se pode ainda deixar de citar as contribuições dos Bubble Chair (1968).º 582. em 1950. JOE COLOMBO (1930. influenciado finlandeses Eero Aarnio (1932-) e Yrjö Kukkaouro pela sua estadia na Suécia e Finlândia (1958/61). como a casa expressão. Em 1968. dedicar inteiramente ao design. Fez vários simplesmente numerados. Abriu estúdio próprio One Off em 1981 no Herman Miller e patenteada em 1962. os (1965/67). como a Ant Chair (1951/52). Em (1933-). dos orgânicas e técnicas contemporâneas. outros nomes também  JOE COLOMBO (1930-71): Arquiteto e pintor milanês criaram produtos únicos.  GAETANO PESCE (1939-): Arquiteto e designer italiano que estudou em Veneza. Inspirando pela imagem mecânica e industrial. ou as flexíveis Tube Chair (1969/70) e maiores expoentes do design Multi Chair (1970). ram formas relaxantes e informais. juntou-se à firma Artfort. alinhando-o como Design Radical. dinamarquês que. uma “representação da realidade” e um “documento Montou seu próprio estúdio em 1955. e. projetou todo o mobiliário da Expo’70 de Osaka. O MoMa de Nova York  VERNON PANTON (1926-98): Arquiteto e designer fez uma exposição de suas obras em 1972. em Paris. formando-se Panton Chair (1959/60). Em 1975. Convent Garden. a Well Tempered Chair (1986/87). tornando-se um dos grandes expoentes do design britânico contemporâneo. que. Em 1973. (1963/65). produzida para a firma em 1979. fotografia e interiores. Angelo Mangiarotti estabeleceu em 1962.  PIERRE PAULIN (1927-2009): Designer francês que.

também produziu: Viagem ao fundo do mar (1964/68). Túnel do tempo (1966/67) e Terra dos gigantes (1967/70). No cinema. considerando mentos espaciais. que até hoje encontram nos materiais. Enfatizava assim uma metodologia pseudocientífica que incentivava escolhas libertadoras. O principal arquiteto futurista. Em 1966. como Mario Chiattone através de grupos de vanguarda. buscando em um A partir dos anos 1960. o uso de diagonais e a exploração da luz. a televisão e o cinema a que gerou inúmeras experiências partir da década de 1960. técnicas e ambientações muito sofisticadas. sua “força interior”. ambiente construído. A (1891-1957) e Virgilio Marchi (1895-1960). baseada em uma rede complexa de serviços de transporte (sobreposição de vias) e de circulação conjunto dessas propostas que. que influenciassem as realizações além das implicações ecológicas dos anos 1960 e 1970 ultratecnicistas. abolia o ornamento e apresentava construtivos. A TECNOTOPIA expandiu-se através dos mass media e em resposta à difusão do american way-of-life. enfim. visando a fundação de uma civilização urbana não-alienada. resposta ao descontentamento produzido Os artistas futuristas intentaram expressar pela situação da arquitetura e urbanística a vivência dinâmica do mundo cotidiano.  Objetivando a eficiência técnica. pela “captação” do ritmo postas por leis e normas. teóricas e inviáveis. Antonio Sant’elia (1888- rações fisicoespaciais com as possi. uma nova geração novo conceito dinâmico da realidade o de arquitetos apresentou a UTOPIA como princípio de uma nova estética. propôs várias perspectivas marcadas pela bilidades tecnológicas visionárias. serviram movimento. o que fez com ferias e problemas crescentes de transporte e circulação. querendo vencer a condição mecânica dos tardomodernas. 4 Entre 1965 e 1968. foi produzida a série televisiva de ficção científica Lost in Space (Perdidos no Espaço) e. criada por Gene Roddenberry (1921-91). acabando por a guerra um agente limpador da socie- influenciar toda a produção ficcional. especialmente influenciar muitos discípulos. toda e qualquer tradição. que se desenvolveu na Itália – como precursor da atitude tecnotópica de TECNOTOPISMO renovação total. o filme 2001. ligeireza e novidade constantes. 119 . do mesmo modo que levaram vários arquitetos a discutirem os modelos modernos e proporem obras futuríveis baseadas em surgissem novas fantasias formais e estruturas altamente complexas (megaestruturas). desenvolveu propostas uma visão tridimensional da metrópole.  Pode-se considerar o FUTURISMO 20 (1909/14) – movimento artístico do início do século XX. proliferação de peri. marcaria uma geração. particular da cada objeto. materiais e técnicas. com espaciais.  Denominou-se TECNOTOPIA o 1912/14). meios de comunicação de massa um amplo e crescente campo de incentivo. o 4 em especial. acabando por de espaços fantásticos. sua inclinação e na maioria. Irwin Allen (1916-91). Propondo o emprego de novos baseando-se em parâmetros técnico. entre inúmeros filmes e séries. associando as aspi. em 1968. dade. uma visão fantástica da cidade moderna (Città Nuova. mas que ainda estivesse associada à máquina. os arquitetos tecnotópicos transportaram- na para a questão de qualidade do A destruição da memória urbana. isto é. (elevadores de vidro). de germe do futuro. fenômenos. uma odisséia no espaço. era fascinada pelo dinamismo. seu produtor. arquitetura tecnotópica fez pesquisas  A arquitetura futurista repudiava sobre novas tecnologias e agencia. 1916). Clark (1917-) e dirigido por Stanley Kubrik (1928-99). dadas as limitações im. baseado nos escritos de Arthur C. sobre o movimento mecânico. elasticidade. que duraria até 1969 para depois reeditada em 1973 e através de várias derivações até hoje. Suas propostas. surgia a clássica saga de Star Trek (Jornada nas Estrelas).

circulações etc. resultando em seu caráter essen- cialmente utópico. que seriam potencialidades da estrutura metálica espacial e das agregados a estruturas primárias fixas. apoiava suas propostas nos conceitos fabricação (1935). como os de economistas. que consistia em uma através de encaixes.  Inspirado pelo problema da Foram estes os principais precursores da congestão urbana no Japão e tomando teoria tecnotópica na arquitetura: como base a idéia de que as leis  KONRAD WACHSMANN (1901-80): Arquiteto norte- tradicionais de forma e função americano. podem ser citadas: a Intrapolis (1960). d) Desconsideração dos demais pontos de vista alheios à arquitetura. intermináveis e delicados tecidos metálicos. estas cúpulas geodésicas. sociólogos. ideário utopista. matemático. flexíveis e extensíveis. Montreal. principalmente através da reciclagem de contemporâneos. Pavilhão c) Imagem de uma “fantasia” tecnológica na Americano na Expo 67 (1967/75. desenvolvida a partir de 1954. imediações. leis de automação e precisão como influências do elementos) e flexibilidade (mudança pensamento criativo. propõs constante de uso) constantes. Para ele. 120 . mudança eterna das coisas e a continuidade do eterno no transitório. Füller House (1946). subterrâneas ou suspensas ainda constitui um importante exercício de imaginação e criatividade arquitetônicas. Canadá). e as propostas do suíço alcunha de metabolistas.  RICHARD BUCKMINSTER FÜLLER (1895-1983): Engenheiro. um grupo de arquitetos Walter Jonas (1910-79). a Space City (1960/63). Israel. inspirando-se na herança da estética dever-se-ia criar conforme condições de shinto ou do xintoísmo. psicólogos. próxima a Tel Aviv. explorando especialmente as elementos secundários móveis. cartógrafo. as Habitat 67. A partir dos anos 1950. desenvolvendo sistemas de pré. mecanismos transitórios. ocorrida em Montreal. A iniciativa de vislumbrar o futuro através da arquitetura consiste em uma área de grande repercussão nos âmbitos da cultura arquitetônica contemporânea: projetar cidades intergaláticas. Portanto. métodos experimentais. o METABOLISMO em Harvard. Outras obras: Car (1937). de Em 1959. sua principal contribuição ao normalmente servindo à circulação e serviços. Previu sistemas modulares de de reciclagem (substituição dos coordenação. submarinas. Os metabolistas concebiam a arquitetura como algo móvel e efêmero. que inicialmente trabalhou com Gropius estavam obsoletas. a japoneses liderados por KIYONORI cidade de Ragnitz (1963/69). como o visão futura da cidade habitada pela Swimming Hotel Cairo (1972). nas quais a ordenação do tráfego seria seu elemento essencial. cuja forma deveria ser adaptável a uma sociedade igualmente em processo. tecnólogos e futu- rólogos. METABOLISMO  Entre as proposições tecnotópicas. Um caracterizaria por grandes estruturas destaque especial representou o modelo renováveis. ecologista e tas tecnotópicas foram: pensador norte-americano. deslizamentos ou aço. de Yona Friedman (1923-). que dedicou toda sua vida a) Proposição de espaços variáveis e flexíveis no criando soluções técnicas para problemas uso. de Günther KIKUTAKE (1928-2011) reuniu-se sob a Domenig (1934-). a Akro-polis Leisure City (1974) e a Kiryat Ono Leisure sociedade de massa. mas móveis e de “células” sintéticas produzidas supunha a existência de um complexo industrial nas industrialmente. a urbe deveria ser considerada um sistema aberto e dinâmico o que permitiria transformações periódicas. sistemas auto-reguláveis. Expo’67. unidade de habitação fabricada em série que exigia plamentos: emprego de películas pneumáticas um mínimo de infra-estrutura e serviços. propondo uma Justus Dahinden (1925-). Um de b) Criação de megaestruturas extensivas. conformação de seus ambientes arquitetônicos e urbanísticos: disposição de robôs acionados por computadores. idealizado pelo israelense quais permitiriam um processo de Moshe Safdie (1938-). concretizado na crescimento urbano orgânico. Cúpula Geodésica (1954). seus trabalhos mais difundido foi a proposta da formadas por paredes e pavimentos adaptáveis Dymaxion House (1929/32). que pregava a industrialização e mediante a multiplicação de células.As principais características das propos. que se City (1984). Canadá.

da “cidade agrícola” e da “cidade- Kurokawa (1934-2007). hama (1964/65). proposta do Living in a capsule (“Vivendo em uma cápsula”). criadas em 1966. mas que desprezava temas sociais e ambientais. Montreal).  KISHO KUROKAWA (1934-2007): Arquiteto japonês posivista de um progresso linear e contínuo. Tokyo) e o Palácio dos populacional e urbano. Em A forma dos responsáveis pela divulgação da coletiva (1964). através de sua obra. formado Foram estes seus principais expoentes: pelos grises. rigidamente separado das com elementos modernos (proporções racionais. alta tecnologia e da desconstrução. 121 . Maki abandonou as referências cidades fantásticas. Akira Shibuya (1925-). destacou-se como metabolista e na tentativa de relacionar antigos proposta mais original da ARQUITETURA signos japoneses (forma pesada e abaulada da METABOLISTA foi o conceito de espaço de cobertura. Arata Isozaki (1931-) e Kisho Project. Projetou alguns defendidos pelo crítico de arquitetura pavilhões metabolistas. Principais obras: Tentava utopicamente resolver o brusco crescimento Edifício Spiral (1982/85. Masato Ohtaka (1923-). Floating architectura (1973) e Community and civilization (computer cities). (1975). destinada a fazer propaganda comer- Yonago) e o Centro Cívico de Miyakonojo (1966). trazia desenhos e manifestos pop. fundir a tradição japonesa com a a chamar a atenção mundialmente por metodologia moderna. coberturas em cabos de aço. futuro. que foi bastante influenciado pela Pop Art e pelo neorrealismo norte-americano. os quais influenciaram muitos parede”. suas idéias contribuíram para se cipal de Arte de Nagoya (1987) e Museu Municipal de vislumbrar o futuro das megalópoles. quais.Assimilando perfeitamente o projeto iluminista. além daquelas relacionadas à dos japoneses de gerações mais recentes. combinando livremente elementos da de uma linguagem gráfica inusitada e provocativa. nos anos 60. Museu de Arte Moderna de Urawa (1982). tratava-se de uma proposta Suas principais obras são: Albergue Infantil de Yoko- reducionista das atividades humanas. que acabou envere-  FUMIHIKO MAKI (1928-): Arquiteto que rechaçou a dando-se como veículo de expressão princípio o modernismo ortodoxo e a obsessão das idéias de um grupo de arquitetos ocidental pela analogia mecânica. que procurou. também engenheiro e professor nas estruturais que técnico-formais. Instituto de Estudos no crescimento de seu país. Sendo o principal teórico do propor ambientes totalmente tecnificados metabolismo. por Youji Watanabe (1923-83). da “cidade flutuante”. que. que trouxe grande valorizasse os limites e os núcleos pré-existentes. escreveu Metabolism (1960). às de detalhes). através do Unabara Fumihiko Maki (1928-). Takara Pavilion (Expo’67. através tradicionalistas. em que convivem em conceito bem caro à arquitetura high-tech. caberia Muitas de suas obras exploram o conceito de engawa metabolizar as atividades de desempenho. cidades era causada pelo excesso de estímulos e falta de diálogo entre seus elementos. um Expo’70 de Osaka. cial nos EUA. sempre defensor do que chamava Mix Culture  Inicialmente. Bangkok. fazendo assim um maneirismo realista. por Akira Shibuya (1925-). oferecendo uma visão sedutora do Esportes de Fujisawa (1984). constatou que a ilegibilidade das revista e dos trabalhos do grupo. começou Universidades de Waseda e de Tokyo. graças ao enriquecimento e criatividade que contribuem para com a cidade e a era uma publicação contestatória arquitetura. monocromia e ausência unidades de serviço e instalações técnicas. totalmente baseada na carência espacial e Nakagin Capsule Tower (1972/74. Museu Muni- assim. faixas horizontais planas e alicerce amplo) eficiência máxima. Tailândia). Os participantes do grupo que mais se destacaram foram  Entre as propostas do Metabolism Kenzo Tange (1913-2005). em 1967. a de bases modernas. um (“espaço intermediário”). Tokoen Hotel no Balneário de Kaike (1964/66. Sua primeira um sistema que articulasse cada parte da cidade e exposição foi a Living City (1963). que tinha só duas páginas e periodicidade significado individual. transitórias e autorreguláveis. Arte Contemporânea de Hiroshima (1988). O ARCHIGRAM propunha Hoje. de uma ordenação humana e de irregular. De motivações mais sócio-  KIYONORI KIKUTAKE (1928-2011): Arquiteto culturais que arquitetônicas e mais japonês. Mesmo Japoneses (1985. por Kisho Kurokawa (1934-2007). ARCHIGRAM Grupo de arquitetos formado em torno da Archigram Magazine (1961). em 1970/72. a Revista Archigram (“miscelânea cultural”). Kazuo Shinohara (1925- Movement mais difundidas estão as idéias 2006). Assim. a partir de quando passou a exercer suas atividades em separado. Suas obras mais destacadas foram o: (Comic-strip+Pop Art+Science Fiction). especial- mente. Youji Watanabe (1923-83). polêmica ao ambiente londrino. como um organismo vivo.  Entretanto. junto com seus colegas. porém. Noboru Kawazoe (1926-). a concepções urbanísticas deveriam proceder de um publicação. as Através de um idealismo estético-tecnocrático. Tokyo). na inglês Reyner Banham (1922-98). harmonia os espaços público e privado.

na qual os homens edifícios inteligentes na forma de cápsulas gigantes seriam só um fio particular na “teia da vida”. Os principais projetos de PETER COOK (1936-) foram a  A DEEP ECOLOGY surgiu da tese Living Pod e a Capsule Tower (1964/66). Contra-Cultura e do Informalismo.  Empregando malhas neutras em diagonal. onde dispunha ruas comer- ECOLOGISMO ciais. Boulding (1910-93). Baseado na visão ecocentrista. em 1972. o que deveria exigir uma diminuição da natalidade por casamentos tardios. isto PLUG-IN CITY implicaria em maiores doses de trabalho e capital investido ao longo do tempo. 5 Essa proposta de “crescimento zero” foi defendida largamente por muitos cientistas da época. realizada entre os dias 5 (Dia Internacional do Meio Ambiente) e 16 de junho de 1972. Sua Plug-in econômico populacional. a Deep  Outras propostas do grupo foram o Ecology forneceu uma base filosófica e Cushicle Project (1966/67) de Mike Webb espiritual que seria ideal para um estilo de (1937-). Como marco desta tomada de consciência. em produção aritmética. epidemias e guerras. que constatava que. enquanto a produção de alimentos. restaria que a população crescia em progressão “apreciar a experiência”. Defendendo o “crescimento zero”. Peter Cook (1936-). na Exposição encontrando força junto ao advento da Universal de Osaka. tal termo foi criado pelo filósofo norueguês O ARCHIGRAM era inicialmente formado Arne Næss (1912-2009). na qual antigos autores. David Greene (1937-) e Mike Webb (1937-). o arquitetura tradicional era suprimido qual encontrava na Deep Ecology sua máxima por completo.  David Ricardo (1772-1823). reconhecendo propostas. tentava “redesenhar” a cidade moderna sob Fruto direto do Despertar Ecológico. Japão. surgida das cinzas de uma civilização pós-nuclear. por sua vez. assim como para o David Greene (1937-). que serviu de inspiração para o modelo de Meadows. profundo: o da consciência ecológica. como: Kenneth E. Logo. Seu formato derivava da combinação entre inseto e máquina. apresentada em 1970. sociedade industrial orientada para um desenvolvimento materialista. expressão. entre os quais: as edificações em forma de “células” deveriam ser acopladas. decorrente da pressão do crescimento populacional sobre os recursos limitados do planeta. por abstinência ou até mesmo por fome. contribui com as outra coisa do ambiente natural. as máquinas assumiriam o controle e às  Thomas R. esta última uma cidade ambulante. Forrester (1918-). com a por Warren Chalk (1927-1987). em uma interpretação literal da idéia de Le Questionando a cientificidade da Corbusier de que a casa era uma “máquina de morar”. formada por compõem essa rede. moradias e escolas. 122 . Suécia. Paul R. Dennis Crompton ecologia como ciência. Nos anos 1970. em Estocolmo. Ron intenção de ir além do simples nível factual da Herron (1930-1995). embasadas no desejo de se abandonar um modelo de vida dominante. Malthus (1766-1834). teve início a cooperação internacional a favor da conservação da natureza. O ecologismo acabou Pod. nasceu no uma ótica de acentuado aspecto começo da década de 1970 o movimento tecnoló-gico. Ehrlich (1932-) e Jay W. criadas entre 1964 e 1966. defendida por City (1964) constituía-se de uma grande trama. para um nível mais (1935-). defendendo (1964) assim o “crescimento zero” 5. este último criador do modelo chamado World-2. com o potencial limitado da terra. que apresentaram ao mundo comunidades alternativas. a ONU promoveu a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Homem – CNUMAH. Edward Goldsmith (1928-2009). da Instant City e da o valor intrínseco de todos os seres vivos que Walking City. o ECOLOGIS- MO não separava seres humanos ou qualquer RON HERRON (1930-95). que afirmava pessoas. geométrica. transformadas em matéria-prima. e a ARCHIGRAM crescente ativismo.no qual o conceito de conservacionista chamado ECOLOGISMO. móveis. além das dos limites físicos ao crescimento Trickling Towers e da Layer City (1978/82). a Inflatable Suit House (1968) de vida dito “ecológico”.

econômica e e mais de 3. nos quais se experimenta criar uma nova forma de de arquitetura seria a de produzir uma desenvolvimento do ambiente construído. sendo assim menos radicais que os neovernaculares. paisagem natural. ao (low technology) e aplicam cientificamente seus mesmo tempo em que se estabeleceu conhecimentos. a partir de c) ARQUITETURA SUBTERRÂNEA: propõe então reconhecidamente limitados. que coordenaria as ações de aceleraram o debate ecológico. junto a tecnologia contemporânea. inspirando-se em tocas de animais e recimento e difusão. ocorridas em 1973 e valorizando o papel dos povos indígenas e remanescentes de culturas antigas. de preferência da própria região. SENVOLVIMENTO. além de contemplar os do brasileiro Severiano Mario Porto (1930-). Reunindo cerca de 1.000 observadores. então menosprezadas pelo modernismo. materiais naturais e técnicas semiartesanais. Entre seus expontes. destacando-se os trabalhos da Escola Latinoamericana.200 NACULISMO consiste em uma retomada de valores do passado. que defende a preservação da memória e do reforço POUSADA DA ILHA DE SILVES AM (1979) de traços culturais. como é conhecido no Brasil. diferentes interesses dos países da comunidade internacional e conceituar b) ARQUITETURA REGIONALISTA: propõe uma conciliação entre o tradicional e o o que seria a ECOARQUITETURA. Buscando efeitos Passou-se a designar ARQUITETURA emocionais na continuidação de traçados e paisagens culturais. estes desde os anos 1970. os regionalistas transfor- ECOLÓGICA ou Ecoarquitetura a cor. viver induz a soluções social. o que passou a ter.  Neste evento. Gustav Peichl (1928-). arquitetos experimentam novas técnicas e agenciamentos que incluem a proteção de terra QUITETURA não pode ser vista como e outros materiais alternativos. maior gasto operacional. Embora amplamente disseminada Desde finais da década de 1970. moderno. ideológicas. o Programa das pesquisa por fontes energéticas alternativas e Nações Unidas para o Meio ambiente – PNUMA. como o uma corrente homogênea. Assim. o rados na prática corrente. várias derivações outras fontes informais. Quênia. como: destacaram-se: Gunnar Birkerts (1925-). mam materiais e formas existentes no entorno rente pós-moderna que defendia o uso de de suas obras. ou ainda defendendo reaproveitamento de estruturas. a busca de soluções ecológicas através de  Basicamente. de modo a minimizar seu efeito Eladio Dieste (1917-2000). incluindo os nomes do materiais que não agredissem o meio brasileiro Lúcio Costa (1902-98) e do uruguaio ambiente. 6 Criou-se o United Nations Environment Programme – Tais crises fizeram com que se iniciasse a UNEP ou. Emílio Ambasz (1943- propõe o resgate de práticas arcaicas até ) e Peter Vetsch (1945-). a ECOAR. a ecologicamente corretas. a intenção desse tipo espaços semienterrados. apoiando o uso de materiais renováveis. Fazendo inteiramente ao meio. reciclado). das condições naturais e reduzindo ao defende a integração entre edifício e máximo o impacto ecológico. Resgatando formas regionais. seus expoentes trabalham com tecnologias simples ambiente saudável e produtivo. sobre os recursos naturais. de modo que sejam incorpo- 6 um programa de ação mútua . o NEOVER- PNUMA. tirando proveito uma revisitação da arquitetura orgânica. em que a simplicidade do delegados. entre outros. além de alto custo ambiental. 1975. destacando-se as expe- desenvolvimento e proteção ao meio riências do egípcio Hassan Fathy (1899-1989) e ambiente. entre vários outros. adobe e madeira –. o REGIONALISMO é visto como um contextualismo físico. abalaram o sistema energético mundial considerando que estes teriam muito a – na maior parte fundado na energia obtida de ensinar sobre o que seria uma sociedade combustíveis fósseis por meio de verdadeiramente ecológica. Peter Noever (1941-). Gibson (1931- a) ARQUITETURA NEOVERNACULAR: ). pertencentes a 112 países. termoelétricas –. As crises do petróleo. em seu amadu. 123 . David F. levando a um cooperação e participação de todos os governos em novo modelo de progresso: o do ECODE- prol da preservação ambiental do planeta. pois é polymerbitumen (espuma feita de vidro possível identificar. traçaram-se os Baseando-se em experiências vernáculas – direitos da família humana a um meio como o uso da taipa. edificação que se adaptasse de menor impacto ambiental. da identidade local e da expressão artística popular. com sede em Nairobi. Seus defensores valo- Conferência de Estocolmo foi a rizam o mundo natural e as iniciativas indi- primeira tentativa de conciliação entre viduais de transformação na relação entre homem e natureza.

que ocupa uma área de 25 acres. 8 De fortes bases literárias . procurando Com o Despertar Ecológico da década de maximizar a interação humana e os acessos a 1970. Paolo Soleri britânico. que cunhou o termo energética e do Despertar Ecológico. A defesa do retorno do homem à natureza esteve sempre presente na evolução do pensamento utópico.  Embasadas pelas críticas empre. em 2005. de “arcologia” baseia-se na ideia de que a urbanização estaria reivindicando cada vez mais maior extensão da  A palavra ECOTOPIA foi utilizada Terra. por Living the good life (1954). em 7 1948. ornitologista e escritor naturalista combatendo as soluções bidimensionais. vem sendo fortemente marcadas pelos mecanismos construído. Desde 1970.000 pessoas visitam nos EUA que consistiu no aumento das migrações das anualmente Arcosanti. resultado da junção das palavras “arquitetura” e “ecologia”. Arcosanti – o experimento urbano contínuo de Solari para 6. da crise Paolo Soleri (1919-)2013. as UTOPIAS URBANAS eclodiram  Um dos grandes mentores do ECOTOPISMO dos seventies foi o arquiteto com o avanço da Contra-Cultura. que tinha forte apelo de bases contestatórias e literárias. Em Arcology: the city in the image of man (1970).000 pessoas –. 124 . Soleri descrevia os modos de crystal age (Uma era de cristal). através de (1973/75) abalou a ordem mundial. que foi sucedida. Paolo Soleri (1919-2013). Herbert Marcuse (1898-1979). incluindo as ideias de Henry D. a qual deveria ser usada de forma mais sábia e pela primeira vez em 1877 no livro A menos impactante. Cerca de 50. conturbados anos 1970. como o consumismo e as Helen (1904-95) e Scott Nearing (1883-1983). um edifício ainda em com pelas ideias difundidas desde os anos construção e suficientemente grande para 1950 por nomes como os do filósofo manter uma ecologia interna. o ECOTOPISMO ECOTOPISMO encontrou subsídios para se difundir como nova proposta de reintegração ho-mem/natureza e do Paralelamente à abertura interdisciplinar restabelecimento da harmonia ambiental. de modelo econômico capitalista e a situação catastrófica origem italiana. sua ambientais. que prenunciava. Betty MacDonald (1908-58) lançou The egg Thoureau (1817-62) e Ralph Borsodi (1886-1977). do compactação das cidades em três dimensões. o ecólogo Aldo Leopold (1886-1948) publicou A As pessoas passaram a achar que. embora tenha escrito sobre perseguir as questões de implosão humana e ornitologia e ruralismo. Hudson (1841-1922). A partir de então. voltando a viver no Robert Heilbroner (1919-2005) lançou Ecological campo como trabalhadores autônomos. assim como uma alta densidade populacional. através de macroestruturas que minimizariam alternativas de postura em relação ao o uso de energias. construindo sua Armageddon. manipulação e consumo. um sistema de trocas de bens e serviços. urbano naquele país. quando o colapso do Criado nos anos 1970 pelo arquiteto visionário. intensidade social mediante a densificação tridimensional em edificações visionárias. no qual iniciou uma série de projetos baseados em mais conhecido por seus romances princípios bioclimáticos. de origem argentina. vivendo na cidade. o casal negativos da vida moderna. Recusavam os aspectos contava sobre a mudança de seus autores. arcology (“arcologia”). passou a exóticos. Skinner (1904-90) e do sociólogo David Riesman (1909-2002). apologia e da sociedade de massa. além de se integrar à paisagem local. de Ernest Callenbach (1929-2012) marcaria definitivamente urbano e o amplo desenvolvimento do o início da utopia ecológica. as utopias ecoló-gicas foram as mais profícuas. O que ocorreu na área do planejamento lançamento de Ecotopia (1975). mas foi a partir da Revolução Industrial (1750-1830) e de suas consequências que passou a ser teorizada por meio dos Arcology (1970) ideais românticos e naturalistas. em Scottsdale AZ. assim projeto. como as fontes naturais de alimentação ou maior depois. entre as décadas de 1960 e 1970. além dos irmãos Percival (1904-89) e Paul Goodman (1911-72). cujos fundos retornam para a cidades em direção ao campo. para falhas do governo. um livro que contato com a natureza. revestindo-se de uma força sem igual na década de 1960. Sand County Almanac. o de alienação.1% dos 4060 acres – ou 16 km2 – previstos para o fenômeno social que correu entre os anos 1960 e 1970 projeto final. especialmente para descrever seu maior endidas pelo urbanismo humanista. and I. Os back-to-landers aspiraram pela uma cottage na área rural de Vermont. seis anos vida. uma profunda e comovente faltava-lhes familiaridade com os princípios básicos da declaração ambientalista. quando a crise do petróleo Passaram a viver em comunidades agrárias. abrindo seu estúdio H. apenas 1% concluído. estando. através de um forte êxodo sua construção. que se tornaria um bestseller ao contar a história de sua mudança para uma pequena fazenda. William estabeleceu-se nos EUA em 1956. do psicólogo Burrhus F. a ECOTOPIA passou a ser uma das serviços. Em 1970. Arcosanti. o conceito das metrópoles pareciam inevitáveis. 8 Em 1947. materiais construtivos e impactos acelerado avanço da tecnologia. os própria casa e produzindo seu próprio alimento. de alguma forma. ecologismo. equivalendo a menos Denominou-se Back-to-the-Land Movement 7 o de 0. e. que ficou Cosanti a 10 km de Phoenix. reconexão com o mundo natural.

de inúmeras incer- Atualmente. coercitiva da sociedade e da cultura. uma nova geração de arquitetos internacionais tenta redefinir os limites da profissão. enquanto outros. da produção industrial capitalista. de maneira abraçando o historicismo e o popu- reflexiva e consciente. acabou ultramodernistas. De da Razão no tempo e no espaço. ocorreu a NEOMODERNA. tezas. princípios do MODERNISMO perderam Alguns se voltaram com nostalgia sua energia criadora e crítica. na qual ser transcultural. a insegurança e o sentimento de Portoghesi (1931-) e cujo tema era La presenza del não-liberdade gerados pelo atual passato. A utopia lismo para justificarem suas escolhas social e cultural das vanguardas. sempre. renunciando muitas vezes o tecnológica da vida e a racionalização significado humano e social da arte. Recentemente. esta circunstanciada neste momento histórico único. a organizada pelo arquiteto e crítico italiano Paolo angústia. da tecnologia listas e. da produção corrente. mas do princípio raciona. a que chamou de ARQUITETURA  Segundo alguns autores. Aos De modo geral. tomaram múltiplos empréstimos e duzir indefinidamente uma ordem. formas dramati- e dos conhecimentos científicos. de signo estético-formais. do outro. Foi da contraposição dessas 02 (duas)  A partir de então. a saber: para o futuro –. e das idéias universais de justiça social e paz. Ao invés de criar e renovar desde o final da década de 1970. vertentes do Movimento Pós-Moderno nos acabaram adquirindo uma função (1945/80) que nasceram as trans- legitimadora regressiva e conser. a consciência da PÓS. os valores moder. projetaram-se para o integrada ao processo de colonização futuro. os pós-modernistas. os revolucionário e emancipador. já em 1980. o qual passou a impulsionar a criação de novos valores e a renovação Na segunda metade do século XX. a consciência moderna do poucos. citações para desvendar uma NOVA sendo assim integrados às exigências MODERNIDADE (New Modernity). estavam lançadas as bases de uma nova discussão sobre o ambiente arquitetônico internacional: a Nova Abstração. sempre apelando às téc-  A concepção racional da história como o triunfo nicas e materiais mais recentes. sua capacidade de desvendar. o teórico norte-americano Charles Jencks (1939-) chamava a atenção dos críticos para uma nova desenvolvimento tecnológico e social. vadora. MODERNIDADE ou Modernidade Tardia Observa-se que. produção que reestabelecia um equilíbrio de referências do passado e futuro. como um recurso a  A idéia de ruptura radical com a história e o mais para enriquecer a sua própria começo de uma nova era (Era da Máquina). histórica e/ou da relação humana com caracterizando-se mais por combinar a natureza. 125 . um lado. vanguardas contemporâneas que. criatividade. pensando através das lizador da nova tecnologia e de suas funções e afastando-se dos estereótipos legitimações éticas e/ou estéticas. privação da identidade histórica em benefício de uma nova identidade homogênea. na Bienale de Venezia. estes profissionais apresen-  A fé cega no progresso do desenvolvimento tam obras de linhas suaves e mínima- acumulativo e linear da indústria. está mais relacionada com a solidão. o futuro. assim como para o passado. mas de várias possibilidades. passaram a abordar a história início do século XX fundamentou-se em 03 da arquitetura moderna tal como a (três) pressupostos que hoje não seriam outros períodos anteriores – e também mais os mesmos. A crise da MODERNIDADE estaria no 21 niilismo (morte dos objetivos e perda de sentido) gerado pela civilização técnico- NEOMODERNISMO científica. camente fragmentadas e complexas. formada por signos Esta tendência contemporânea intentaria universalistas ou cosmopolitas. Para Jencks. arquétipos opostos. habitando uma espécie a integração já não vem da memória de firmamento arquitetonicamente puro. os das formas culturais. começaram a limitar e repro.

Em alguns países europeus. não há nenhuma ironia. tecnológicos. assim como não há nenhuma transgressão da relação forma/construção. algumas correntes geométricas. consiste em uma  Na passagem para o NOVO linguagem abstrata e antiornamental. através dos meios digitais ou informacionais. o  CONTEXTUALIDADE: Abandono de soluções supermaneirismo representado pela esterotipadas. 126 . Hoje. que se afirma cada vez mais. aos poucos. Isto vem transformar a própria noção de elementar e articulado. consistindo em um tipo de simbolismo cultural. de inspiração modernista. dados do que a produção física e cientização histórica e cultural) e da a. a materiais naturais e sentido de or- contextualização da obra passou a ser a denação) junto aos sistemas atuais. e se afastam dos arquitetos tardomodernos por buscaram condições locais e valores atuais nos projetos. procurando dialogar com finalmente superado. isto teve um social). prerrogativa fundamental. tornou-se o ponto de partida e de chegada cionalidade. todo. material. ornamentalismo recente. os neomodernos não fazem citações literais de estilos do passado. MILÊNIO. uma arquitetura atual e o passado  ABSTRACIONISMO: Emprego de formas histórico. mente vista como disciplina autônoma. progressos científico- de qualquer intervenção urbana. os neomodernos deixam-nas fluir livremente. a ênfase voltou-se para a síntese da imagística representacional organização dos fluxos intangíveis de dos arquitetos pós-modernistas (cons. passa a ser onde os por volumes e superfícies e/ou seus objetos produzidos se interligam organicamente em um fragmentos. voltando-se ao geometrismo eletrônico. cada qual tendo caminho para se reavaliar a relação entre características próprias (crítica aos dogmas modernos e seus maneirismos). Diferentemente dos pós-modernos. passado distante com a tradição moderna sem a adoção de simbolismos. potencialidades eletrôni- cas e sistemas de informação). através de um neomodernismo ou citações históricas. negando o universalismo. Onde aqueles escondiam as suas referências históricas ou culturais por trás de um imperativo funcional e tecnológico. definindo espaços espaço: se antes era visto como o local onde se produziam os produtos. inovadores e revolucionários (multifun- em seu conceito mais amplo e complexo.  Em suma.O NEOMODERNISMO baseia-se em Vive-se a transição da sociedade industrial (Era da Máquina) para uma pós-industrial (Era da Informação). Os neomodernos diferem-se dos modernos pelo seu maneirismo explícito de contextualidade. pois a CIDADE. modelos tradicionais (formas simples. abrindo-se o cada situação ou caso. a substituição do paradigma mecânico pelo abstratos. de suas combinações e contextualistas ousam reconciliar o fragmentações com a finalidade de produzir um meio ambiente de qualidade funcional e técnica. uma vez que suas obras estão repletas de relações com a contem- poraneidade. São estes os pontos fundamentais do pensamento neomodernista:  ANTIUTOPIA: Consciência do impacto limitado que a arquitetura tem sobre os gostos e preferências dos seus usuários e crença na obtenção de um ambiente construído de boa TENDÊNCIAS EUROPÉIAS qualidade não necessariamente através da via revolucionária.  Do mesmo modo. ou temas arquitetônicos mais universais e seja. propriação tecnológica da arquitetura tardomoderna (significação científica e Como era de se esperar. que dêem primazia ao funcionalismo restrito e às propostas arquitetura pós-moderna formalista foi tecnológicas utópicas. rebatimento direto na arquitetura: passam a coexistir cada vez mais os No momento em que a arquitetura é nova.

houve um enorme crescimento de centros de PLANO DO PORT OLIMPIC (1979/92. aquários. além do interesse por pesquisas difícil acessibilidade dos meios de transportes de apoio técnico-estruturais e urbano-paisagísticas. predominante no projeto de edificações. a arquitetura arquitetura de hoje apresenta o novo dentro de um norte-americana foi dominada pelo contexto de conscientização histórica. o que education e entertainment). entre minimalismo e maximalismo. fazendo com que a cada circunstância zaram e compatibilizaram esforços e surja uma teoria ou escola de pensamento investimentos. a esfera privada fenômeno do EDUTAINMENT (termo (investidores) e a participação da comu. porque permitem centro mundial da cultura arquitetônica a poupança e economia energética9. pesquisas espaciais. pelo início das contemporânea. pela afirmação do c) Interinfluência cada vez mais da arquitetura com consumismo e do american way-of-life. enfatizando a regionais ou internacionais. escultórica e à maior liberdade criativa. mente devido ao seu contínuo processo de esva. correntes intermediárias passaram a ser igualmente válidas. e. dos gigantescos navios de carga e da contextuais. produzindo obras de aspecto monolítico. obrigando alguns arquitetos a buscar materiais novos e menos dispendiosos. a arquitetura moderna é frequentemente universidades americanas que citada como uma das referências essenciais dos arquite- tos europeus. à inspiração Pop Art e pelo Movimento Psicodélico.Dentre os setores de maior recuperação de estruturas existentes. a interesse para a revitalização. Enquanto o modernismo promovia a eclodiram as teorias pós-modernas. foi nas Atualmente. sociais e econômicas. Entre as décadas de 1990 e 2000. fontes energéticas alternativas. contemporânea norte-americana:  Conexão da obra com a paisagem envolvente. seriam estas tação integrada de ações a curto. principal. (ferroviário e rodoviário). Em suma. 9 na direção de projetos com preocupações Na última década do século XX. ou ainda um maior grau de conforto do que novas estruturas. sem nenhuma se sobrepor à outra. BARCELONA) ciência e tecnologia. mais adequada. os EUA tornaram-se o de ideias tradicionais. intensificando assim o blico (viabilizadores). médio as principais tendências da arquitetura e longo prazos. arquitetura e ecodesign. partir da segunda metade do século XX. as demais artes plásticas.  No início do século XXI.  As principais tendências da arqui- tetura contemporânea européia são: TENDÊNCIAS NORTE-AMERICANAS a) Crescente recuperação de espaços antigos (revitalizações e/ou reciclagens). as políticas neoliberais ecológicas. garantiu a identificação de planos urba. não existe ainda um conceito nos e programas sociais que maximi. além da entre técnicas contemporâneas e materiais conteinerização.  Experimentações de associação entre passado ziamento. além do uso Como se sabe. pela entre tendências estéticas. norteando a implemen. reinventando a PLURALISMO. criado a partir da junção das palavras nidade (moradores e usuários). as áreas portuárias aplicação de materiais reciclados e a adoção de assumiram um papel estratégico na Europa. econômicas ou ambientais dos EUA têm dado forma à grande parte da sua arquitetura atual. b) Ênfase na modéstia. a na década seguinte. assim como de centros voltados a crianças e também Nasceu a colaboração entre o Poder Pú.  Na década de 1970. causado pelas dificuldades de acomodar as e presente. principal- européias em nível municipal. enquanto outros a se servirem habilmente de edifícios existentes. as questões sociais. invenção sob o argumento de uma novidade histórica. levando ao diálogo pela crítica ao International Style. Contudo. fizeram da revitalização mente para populações carentes e periféricas. na austeridade e na pureza passando os anos 1950 e 1960 a serem como princípios condutores da arquitetura marcados pela Guerra Fria. tecnológico e autossuficiente. no qual várias tradição de cada local. 127 . novas logísticas às suas limitadas instalações. urbana uma estratégia de agregação de valor à eco- nomia urbana das localidades e um instrumento  Desenvolvimento de pesquisas de eco- poderoso de atração de investimentos privados supra.

manifestações políticas. como leis e órgãos estatais ligados às lhoria de provisão de serviços. Miami. que passou a defender se propõe várias intervenções desenvolvidas em curto e médio prazo. aumentavam-se os conduziu ao fenômeno chamado de debates em relação ao EFEITO-ESTUFA. esta baseada nas e pela iniciativa privada. para se disseminar e ser incorporada pelos programas governamentais. mas sim mutuamente Exemplificada pela Universal Walk City dependentes. (1988. o Movimento Ambientalista tomou corpo a DISNEYFICAÇÃO partir da década de 1980 quando se perceberam as grandes desigualdades e Nos anos 2000. a grave situação grandes eventos profissionais ou familiares. seu conceito também se relaciona ao de – EMC. apoiadas economicamente pela Prefeitura uma nova ordem mundial. assinou-se a Convenção de Genebra principalmente pelas ruas. foi possível observar novos diferentes interesses por parte dos países fenômenos ocorrendo no espaço público. Somou- vida coletiva urbana.). isto devido ao desenvolvimento de VOLVIMENTO encontrou barreiras novas sociabilidades urbanas. uma nova vertente de 10 Intensificou-se a idéia de um projeto estratégico. incompatíveis. ao mesmo tempo em que ocorreu uma espécie de “publicização” do espaço  A idéia de ECODESEN- privado.Desde o último quartel do século XX. em que ou Humanismo Crítico. partir da idéia de sustentabilidade. hotéis. privatização. sendo representados Em 1979. etc. pois  Tradicionalmente. o AMBIENTALISMO substituição ao tradicional planejamento urbano. Cria-se uma “paisagem de por teóricos. interligariam meio ambiente e  Programação de atividades consumistas. ou seja. sonho”. que foi ideais” (hiper-realidades fechadas). a conservação do meio natural. Surgia. Boston (North End). em uma conferência parques e locais de lazer e circulação. deste modo. através da reprodução cênica de “mundos Desenvolvimento – CMMAD. objetivando Chelsea). Porém. de práticas políticas. a Qualidade do Ar. San Francisco. criou-se a Comissão  Criação artificial de um clima de perfeição e de Mundial sobre Meio Ambiente e normalidade. em sistem em espaços coletivos abertos no interior de áreas especial nos países industrializados. em pensamento ecológico. de alienação desenvolvimento definitivamente. praças. consideravam-se estava toda calcada em conceitos públicos os espaços abertos a todos – e ecológicos e conservacionistas. Baltimore. criada por Jon Jerde (1940-). o Protocolo de Helsinki sobre mesmo residenciais (condomínios horizontais e verticais). o que gerou uma qual passou a sofrer um processo de redefinição de conceitos. Logo. em um enfoque antropocentrista. aos ecocentrista dos neomalthusianos ou moldes dos parques temáticos do Walt ecologistas “profundos” foi confrontada Disney World. que AMBIENTALISMO ocorreram de forma gradual. sobre a Contaminação Aérea. iluminação e segurança10. DISNEYFICAÇÃO. a visão de temas arquitetônicos deslocados de seus locais geográficos originais. promovida pela ONU e. cabendo ao Poder Público fazer obras de me. em que se encontrava a poluição atmosférica. 128 . abertos de maneira aparentemente se a isto a descoberta em 1981 do buraco na irrestrita ao público e que funcionam como palco de CAMADA DE OZÔNIO (O3). cientistas e economistas. na crítica à sociedade de desenho urbano e arquitetônico. considerada o ápice de todo o pensamento novos espaços privados ou semiprivados. houve também vários processos de remodelação urbana nos EUA. SoHo e renováveis e tecnologias “limpas”. sociais e culturais –. Paralelamente. no ano seguinte. a e de valorização do prazer (hedonismo). e os trabalhos de restauro e adaptação acaba- Com o aparecimento das primeiras ONGs ram sendo realizados paulatinamente pelos próprios (organizações não-governamentais) assim usuários. que abrigam a conservacionista ampliado à escala global. quando as estruturas antigas foram sendo adquiridas e ocupadas por empresas e famílias. questões ambientais em todos os níveis. em 1983. responsável por uma série de estudos  Supressão de todos e quaisquer elementos negativos ou indesejáveis da vida coletiva (problemas sociais. fez com que se comerciais (shopping centers. o que levou à instalação de filtros e outras medidas de contenção da emissão de  A privatização do espaço público poluentes no ar. estabeleceu-se a Estratégia Mundial de Conservação Atualmente. Os melhores exemplos consumo e na preferência por recursos ocorreram em Nova York (Grenwich Village. cujo consumo visual somente os quais defendiam que conservação seria possível àqueles que detêm o poder e desenvolvimento não eram temas econômico e os meios de acessibilidade. de que se constituíam no locus democrático difícil aceitação em todos os países. museus. econômicas. Portland e Seattle. o processo de criação de lugares ceno-gráficos através  No início dos anos 1980. o ricos e dos pobres. atividades industriais. caracteriza-se por: Assim. Los Angeles CA). em 1983. etc. compostas por ações de produções reduzidas.) ou assinasse. con. que.

acredita que se manipulados A palavra “sustentável” relaciona-se àquilo que é capaz com cuidado. a “capa- distribuição de renda (economia ambiental). sociopolíticos e que a crise não está no  Em outros termos. para TABILIDADE equivale à persistência. alternativos de economia dirigidos às camadas e sociedades historicamente Pela primeira vez. certo nível de conservação ambiental e melhor Sustentabilidade seria. do ser humano e de sua tecnologia. 129 . estabelecendo apontam para a valorização da identidade como meta mundial o desenvolvimento e da vocação local. bem como os de clara a fragilidade do meio ambiente e. Publicado com o título Our common future (Nosso futuro comum).  Maior ameaça à camada de ozônio do planeta. A situação complicou-se em 1986. os desafios comuns e os esforços comuns da nível efetivo de bem-estar da coletividade. limitando o crescimento dos países ricos (economia ecológica).000 km 2 contíguos. a queda da mortalidade infantil. individual e conduziu a novas discussões que culminariam em ações coletivamente. enquanto o segundo florestas. RELATÓRIO BRUNDTLAND (1987). na realidade. e as inovações técnicas. sárias e desejáveis do sistema socio- Em paralelo à difusão do pensamento ambientalista. defender que este é necessário para superar a pobreza. além dos sucessos. Em termos sociais. combatê-la seriam necessários a equidade em um futuro aparentemente inde- social. mas sim no presente. à Gro Harlem Brundtland (1939-). apontava sustentabilidade econômico-ecológica e consideram a também como pontos negativos do pobreza um incentivador de problemas ambientais. a então primeira. o qual significa para com as gerações futuras. diferença entre ambos está no fato do primeiro vetar  Desaparecimento e empobrecimento das qualquer tipo de crescimento. deixando produção e de consumo. ao invés dos impactos garantiriam a sobrevivência destes e ambientais diminuírem. pode-se dizer que uma conhecido: um reator da Usina Nuclear de Chernobyl. desenvolvimento mundial as graves falhas diferenciando-se apenas no que se refere a o quê e em relação às questões de: quanto se deve conservar da natureza. tanto no presente como Este importante documento. de certas características neces- às culturas locais. 12 com seus prós e contras . devido ao  Voltados à busca de modelos Efeito-Estufa. políticos e econômicos. que procurou fazer um balanço do desenvolvimento mundial até então. A principal  Crescimento da erosão e desertificação do solo. na sociedade é sustentável quando ela é Ucrânia. eles se agravaram. o maior grau de alfabetização dos povos. no político e de seu meio ambiente. de seu desenvolvimento histórico  No ano seguinte. permitiriam um desenvolvimento com de sustentar. principalmente nos países não-desenvolvidos11  Aumento da temperatura da Terra. quando ocorreu o maior desastre nuclear até então Deste modo. cidade de um ecossistema atender às necessidades 12 das populações que nele vivem. o ambientalismo considera tais 13 recursos escassos. estaria mais relacionada ao que limita o crescimento em ministra da Noruega e também presidente da CMMAD. os AMBIENTALISTAS da SUSTENTABILIDADE. da tecnologia estava organizado em 03 (três) partes: as preocupações aplicada na utilização (uso e consumo) destes e do comuns. cada vez mais abrangentes. a partir de sua consequentemente. mas. tal estudo apontava como pontos positivos: a crescente expectativa de vida da humanidade. que decorrer da década de 1980. através do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.Tanto o ecologismo como o ambientalismo enfatizam a Contudo. além da solidariedade sustentável13 ou durável. a CMMAD e de seu ambiente natural. comprometer a capacidade das pró-ximas Recusando a teoria dos limites físicos. cultura. Isto seria então o divulgava seu diagnóstico. humanidade. o não-consumismo e a adequação finido. a ONU citava a questão marginalizadas. defendem que os limites são. bem-estar e conforto. que inclusive possibilitavam o aumento da produção de alimentos. a SUSTEN- futuro. a economia “suprir as necessidades do presente sem de recursos não-renováveis e a satisfação de necessidades básicas da população. suportar ou manter por si mesmo. o que do próprio ser humano. o que conduz a distintas políticas reais de conservação. função da dotação de recursos naturais. visando sua manutenção no futuro. 11 Enquanto os ecologistas defendiam a conservação do capital natural como condição da sobrevivência humana. gerações suprirem as de seu tempo”. em termos ecológicos. cujo nome fazia referência no futuro”. explodiu e a radioatividade condenou uma área capaz de definir seus padrões de de aproximadamente 10.

tais como energia e mais duráveis. livre mercado. R. o alemão Thomas Herzog ecotecnológicas. incluindo N. cones de papel acartonado. a LOT-EK Architects. reaproveitamento de resíduos e/ou materiais de Através de um processo de certificação demolição (“de segunda mão”). o expoentes foram os egressos da London que requer a pesquisa de locais para a compra Architectural Association. ventilação. defendem a classificação e produtos convencionais. defendendo a economia de (1941-) e o australiano Glenn Murcutt (1936-). reduzindo custos e EARTHSHIP BIOTECTURE. As etc. Grimshaw. reduzindo o desperdício ener- Stevens (1959-). etc. consideram que é possível superar os americanos Fey Jones (1921-2004) e Malcolm problemas ambientais com soluções Wells (1926-2009). c) ECO-TECH ARCHITECTURE: propõe o uso da preocupada principalmente com a redução ou alta tecnologia (arquitetura inteligente) para até mesmo eliminação do uso de energia contornar os problemas ambientais. eficiência e a segurança. incorporando ambiental. sempre priorizando a ambiental (iluminação. acreditam alto sentido ecológico e resgatando tanto que. seus defensores os impactos por meio de sistemas autogestores enfatizam questões relacionadas ao conforto e computadorizados. geralmente produzidos hierarquização de obras. que algo seja perdido. Jersey Devil Architecture e socioambientais. Em termos gerais. os quais são aplicados na construção sem ter havido principais vertentes da ARQUITETURA seu reprocessamento. Rogers e N. redução e reciclagem de rejeitos. Seus defensores. os cornucopianos (economia neoclássica). passou-se a autoconstrução e a construção com materiais considerar sustentável toda arquitetura que fabricados em escala. além de firmas como a gético. para haver algum progresso. sustentabilidade na arquitetura com contâiners portuários descartados. Foster. os riscos ecológicos e os impactos Design Coalision. assim como reprocessamento. assim como é preciso Como expoentes. citam-se: o brasileiro João sempre correr riscos. criando elétrica em prol de novas fontes. Seus maiores pela indústria.. orientação. inclusive com a garrafas PET. e prolongando sua vida útil. Com base nos Filgueiras Lima/Lelé (1932-2014). baseia-se na conservação e aumento da Uma versão da arquitetura alternativa é a chamada eficiência energética. Esse tipo de arquitetura emprega materiais ARQUITETURA SUSTENTÁVEL convencionais fora de mercado. sombreamento. prática que se tornou comum desde os anos 1970 em áreas suburbanas ou em locais de despejo a) ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA: propõe uma descontrolado de resíduos sólidos. como a eólica espaços tecnificados de modo que minimizem e a solar. Trata-se de uma reapropriação SUSTENTÁVEL são as seguintes: criativa. Entre seus defensores. esta última que trabalha  Assim. que utiliza “recursos limitados b) ARQUITETURA ALTERNATIVA: propõe o para satisfazer necessidades ilimitadas”. os quais não são visasse a produção de edificações e espaços sustentáveis em sua produção. Shigeru Ban (1957-) e Ross de um lugar. ECOLOGISMO AMBIENTALISMO SOCIOAMBIENTALISMO Difusão Décadas de 1970/1980 Décadas de 1980/1990 Décadas 1990/2000 Visão Ecocêntrica Tecnocêntrica Antropocêntrica Proposta Crescimento zero Crescimento eco-eficiente Crescimento sócio-eficiente Economia Ecológica Ambiental Social Conservação Total Crítica Supercrítica Desenvolvimento Estacionário Eco-desenvolvimento Desenvolvimento (países ricos) sustentável Arquitetura Eco-arquitetura Arquitetura Sustentável Green Architecture Neovernaculalismo Arquitetura Bioclimática Green Design Derivações Regionalismo Arquitetura Alternativa Arquitetura Saudável Arquitetura Subterrânea Eco-tech Architecture Bioarquitetura 130 . latas. a qual consiste na gerando produtos menos intensivos em reutilização de materiais de origem urbana. ação criativa de edificações que se adéquem ao clima local e à iluminação e ventilação naturais. de materiais. sendo um sistema híbrido entre os métodos de Entre os anos 1980 e 1990.). é necessário formas regionais como práticas tradicionais. pneus. salienta-se os nomes de Plinny urbanos adaptados às condições bioclimáticas Fisk III (1944-). isolamento. possuindo tanto arquitetos como engenheiros. entre outros.

desde os anos 1950. por exemplo. de bases concretistas). a qual aludia ou à literalidade e simplicidade. chapas de Como método de criação – ou rejeição cobre. cubos de poliestireno. desligada de definitivas”). com frequência no próprio campo que. Em buscando-se materiais já industrializados. na criação de “formas deixa de fora”. telas monocromáticas. cujos discípulos interessavam-se mais pela construção de objetos tridimensionais. redução da variedade visual em uma Conjugando esse cubo ao infinito. tal expressão acabou batizando uma mínimo possível de elaboração formal. as fronteiras são muito sutis. a cor. A busca de os artistas atuavam em várias tendências. criava obras artístico (surgimento das instalações) em cores plenas que se atinham Principais características da arte mínima: severamente ao mínimo (“telas  Arte neutra e assemântica. a luz. mais importante que as partes e que a se através de uma total abstração. arte mais contida. apresentaram uma somente com clareza. a pintura por campos de tornando a composição um fator cor (colorismo) e as artes sistêmicas. Na escultura minimalista. O ambiente converteu-se americano Ad Reinhardt (1913-67). pois com o meio ambiente. de modo que a obra podia ser “estado espiritual supremo”. ele propunha o REDUCIONISMO:  Utilização de formas geométricas simples. elementos mínimos acabou recaindo  De qualquer forma. –. onde reduzia  Emprego direto e sistemático de materiais industrializados. pode-se dizer sobre pesquisas de cor e tonalidade. tijolos refratários. despojada de referências não-essenciais e não. quando. esculpidas ou soldadas. por extensão. Reinhardt passou a criar singularidade. arte conceitual. etc. impressão de perfeito equilíbrio e  Começava-se assim a falar em produziam uma simetria visual que uma arte niilista ou negativa. estrutura. mas sim aquilo que se simetricamente. Nos EUA do início dos anos 1960. permutacional ou simétrica. como ferro galvanizado. Mark Rothko (1903-70) e Barnett introduzindo um cubo epistemológico Newman (1905-70). utilizando-se assim de um mínimo composição relacional fosse suprimida em de formas. Assim. sendo que muitos especialistas  Visava-se uma nova interpretação incluem na “onda mínima”. propósitos utilitários e afastada da função over painting (“pintura integral e ideológica de representação (total abstração e uniforme”). Partindo da chamada all. a superfície ou a relação suma. em Wollheim (1923-2003) usou o termo certo sentido. com ausência de toda metáfora e/ou MINIMALISMO significado. como  Esses escultores representavam o mínimo fundamental para um universo. os imagem ou ao nível de esforço artístico minimalistas transmitiam uma necessário para produzir tal redução. Ele acreditava escultóricas” reunidas e montadas. o maior precursor foi o 22 norte-americano David Smith (1906-65). alguns pintores expressionistas abstratos. a monotonia das MINIMAL ART para descrever os unidades determinadas modularmente objetos artísticos que possuíssem o o próprio oposto da liberdade. que as bases da pintura minimalista de superfície e textura e de volume e encontram-se nos trabalhos do norte. contraposição à Pop Art. ao pedestal. em que o todo fosse contaminada pela subjetividade. A arte deveria expressar.. não ardorosamente em reduzir a arte à havendo adesivos ou juntas. simplicidade e alto grau de acabamento. em vez de modeladas. o filósofo Richard rigidamente planejado – sendo. conteúdo mínimo de arte. a dos objetivos da pintura e da escultura. nenhuma base ou forma mais pura e. desmantelada. repetição de elementos (modulação) e neutralidade de superfícies. máximo imediatismo. a obra tem o Mais tarde. além da igualdade das partes. empilhada e armazenada. tubos fluorescentes. laminado a frio. aço estéticas. nunca se desviava de seu campo em janeiro de 1965. a nova corrente defendia uma forma de arte mais pura e livre de mistura que quaisquer Seu maior objetivo era o de criar obras de outras. em seqüência ou se coloca. dizia que “o que vale não é aquilo que puras e unitárias. com formas predominantemente cúbicas e prismáticas. rigor conceitual. na ARTE MÍNIMA. tinta industrial. usados de modo tão puro sua composição a puras “essências” quanto possível. crítica. 131 . Em menos importante do que a escala. favor de uma ordenação simples – Existem várias controvérsias dentro da progressiva. variações e expressões. tendência de vários artistas norte-americanos.

ao mesmo norte-americanos foram: Sol LeWitt tempo. em Movimento Pós-Moderno (1945/80). teórica e cerebral.  Acentua-se a artificialidade em considerado um de seus maiores contraposição com a natureza. a música. Mondrian. lembra mediante o pensamento racional). cujos maiores expoentes limite temporal. linear de unidades formais-funcionais. constituiam para a arquitetura. prática neomoderna por ser purista e proporcionando mudanças decisivas não só nas artes contextual. sua arquitetura passou a ser considerada de independência cultural. Gropius e Le Corbusier. de longe. Seus inimigos costumavam acusá- la de ser hermética. do que se concentra mais em problemas objeto artístico e reduzi-lo a estruturas primárias puras. arquiteto deve conhecer o limite físico Mesmo assim apresentou obras de grande de sua obra como uma espécie de originalidade. pode ser vivenciado pelos sentidos. principalmente a racionalidade. a lógica e a ordenação. recusando-se contudo a abandonar os aspectos emancipatórios e progressistas do legado arquitetônico moderno. como mostra-se como uma linguagem neutra. constituiu-se em da ingênua utopia dos primórdios do uma corrente que provocou muito mais Movimento Moderno (1915/45). que variam desde a topografia até o jogo da luz local. Desde as décadas de 1980 e 1990. o MINIMALISMO atingiu O MINIMALISMO ou Essencialismo na outras esferas da arte. desde os anos destaca a obra em relação à paisagem 1920. defendia o lema less is more circundante. na medida em que. “sensibilidade imaterial”. tanto em planta como em 14 O francês Yves Klein (1928-62) aproximou-se das volume. absoluto e como a racionalidade. Na arquitetura. ou ainda através da idealização de uma volumes primários simples ou da repetição “arquitetura do ar”. tanto na pintura como na escultura bases contextuais. de certo em certos momentos. essa depuração estimulada através da intuição e fazia parte dos pressupostos do rompendo com a pluralidade do modernismo como.  Sua natureza distancia a arquitetura Como a teoria minimalista rejeitava tanto da otimização normativa quanto quaisquer interpretações. O uso da geometria primária. a culminação dos pressupostos da modernidade. circulação de idéias do que propriamente Enfatiza a “forma do lugar”. a apenas organizativos (a emoção controla-se àquele mínimo que. Assim. Desde então se tornou uma das mais arquitetura e urbanismo aproxima-se da inflexíveis e influentes estéticas do nosso tempo. na exposição do gesto (“menos é mais”). em que. cor. Donald Judd (1928-94). valorizando. por exemplo. que somente evolui transformando-se por presentes em artistas e arquitetos de vanguarda como etapas em solução de continuidade (transculturalidade). ressonância material e perfeccionismo técnico Os arquitetos minimalistas fazem uso da geometria racional com formas claras e regulares. expressando-se através de (antropometrias: marcas de corpos nus besuntados de tinta). em que o obras. a elaboração industrial. Terragni. Dan Flavin (1933. minimalistas. econômica e política. através da liberação da cor Enfim. a  Os minimalistas diziam que se ARQUITETURA ESSENCIALISTA devia retirar os traços estéticos. a dança e a moda. tais concepção da arquitetura como algo imutável. umidade e deslocamento de ar). já permanente. pois veio resgatar valores modernistas. através da iluminação e sensações 14 96). caracterizam-se pela precisão e (telas em azul ou rosa). Loos. Robert Morris (1931-). forma.A partir da década de 1970. como a arquitetura. entre outros . 132 . pois se precursores. reinterpretados. arte. espacial. pois. ambientais de temperatura. ou seja. a lógica extrema e o purismo. mas em todos os campos artísticos. uma neomoderna. o tátil e o visual (o ambiente (1928-2007). composição e emoção. tem como aspiração uma forma Logo. casos. As partes se encaixam com um idéias minimalistas quando buscava a Ultrapassagem conhecimento e precisão que se adequam da Problemática da Arte (1959) e o acesso a uma à sociedade industrial (valor pragmático). da apropriação das energias pelo rigor construtivo (reestabelcimento da elementares (cosmogonias: pinturas a fogo) e vitais ordem). insere elementos regionais modo. a pureza das superfícies e a busca de imagens simples de Tende a ser uma “cultura mundial” paradoxalmente de apreciação imediata. e Frank Stella (1936-). opondo-se ao vernáculo local. em certos plásticas. enfatiza fatores específicos do lugar. Mies van der Rohe (1886-1969). em obras fundamental da arte clássica no caracterizadas por grande fluidez destaque figura/fundo.

A maioria apresenta um tanto contra o consumismo como o tradicionalismo compromisso com o uso de materiais romântico. japonês que começou a atuar independente a partir b) Elogia a tecnologia. (1937-). Shoei Yoh (1940-). a “sociedade rural”. Tadao Ando (1941-). cerâmica vitrificada e pedras  SHIRO KURAMATA (1934-91): Arquiteto e designer nobres). (1941-) e Toshiyuki Kita (1942-). principalmente aqueles para pós-modernistas. lembrando o neoplasticismo. através de seus materiais de 1965. porque é básico  TADAO ANDO (1941-): Arquiteto autodidata que parte e próximo. o que conduz ao emprego de materiais industrializados (aço inoxidável. aos pressupostos do da tradição japonesa da modéstia e da pureza. JAPONESA – em referência ao Novo Estilo Japonês enunciado pelos Premiado com o Pritzker em 1995 e considerado metabolistas e brutalistas orientais – esta como um dos arquitetos japoneses mais dotados de geração de arquitetos nascidos entre 1935 consciência regional. pela expressividade e pelo inerente ao caráter japonês. A partir essência do Japão. concebendo da natureza universal e arquetípica do classicismo. seu trabalho consiste em aplicar o vocabulário e as técnicas desenvolvidas por um e 1944.  TAKEFUMI AIDA (1937-): Arquiteto que se fundamenta em um estilo básico e próximo à Estética Shinto. produziu projetos para o sintéticos. policarbonato. Tokyo). Sua reputação cresceu a partir do tardomoderna. frontões retos e muros-janelas de quadrados subdivididos. entre outros. Matsuyama). como arcos semicirculares. zen budismo (busca da essência pela através de um neomodernismo minimal que protesta simplicidade). Takefumi Ainda Capela no Monte Rokko (1985/86. capazes de estimular a lembrança de suas formas mais intrínsecas. Fujii (1935-). em um hibridismo representado pela fusão entre o elemento construtivo sensível e a composição mínima. Destacou-se com o Nakamura Hospital (1994).Como características principais da linguagem minimalista podem ser citadas: a) Enfatiza a perfeição. pelo refinamento que emerge da luz como algo particularmente dos materiais. segundo ela. Suas compondo espaços neutros) e na exploração cadeiras mais famosas são: How High the Moon das qualidades mínimas da matéria. o que é traduzido por efeitos de Hoffmann (1985) e Miss Blanche Chair (1989). Kobe. Sapporo. Yamanashi Fruit Museum and Garden (1995) 133 . Nos anos 1980. A partir de uma os mass media. os maiores expoentes dessa segunda geração Complexo Residencial Rokko (1981/83. a ressonância material e pela perfeição técnica. além de repetitividade e padronização. Okayama). Itsuko Igreja de Tomamu (1985/88. Iniciou o seu próprio ateliê desde 1979. Toyo Sash tecnolátrico. Hokkaido) e Chikastu Hasegawa (1941-). fechado de estilos de vida individuais e diferenciação cuja arquitetura caracteriza-se pelo regional. ferro galvanizado. contrapondo-se à variedade Co. Esprit e Issey Miyake (1938-). a lógica e a obras: Kuwahara House (1980. vidro. alumínio. Ando vê o paradoxo da limpidez espacial geometrismo primário. Sumida Culture Factory proporções. associando a utilização de materiais industrializados convertidos em formas geométricas platônicas. Japão). galerias e industriais. para Vitra. pela inspirando-se naquilo que faz. Através da composição disciplinar de formas geométricas. Destacam-se o Motel em Shiobara (1975/76. no final da década. neomodernismo minimalista. suas casas como paisagens artificiais. que são convertidos em formas materiais tradicionais e simples – como a madeira e a platônicas e em respeito a valores orientais. Precedidos pelo arquiteto e designer Shiro Kuramata Principais trabalhos: Ueda House (1979. produziu um mobiliário de refinado senso c) Fundamenta-se no emprego de estruturas de claridade e espaço. e Kokuyo Co. buscando sempre harmonia e equilíbrio das Hospital (1986. Hiroshi Hara (1936-). por analogia. Matsuyama). carregados de valores  Denomina-se NOVÍSSIMA ESCOLA contemplativos orientais. que corresponde à segunda leva modernismo aberto e universalista em um domínio de arquitetos contemporâneos japoneses. (1934-91). Masanori Umeda Asuka Museum (1994. a austeridade e pureza do minimalismo à tecnicidade herdando dele a preferência pelos materiais high-tech. este metálicos. criando um novo estilo oriental. caracterizado pela grande fluidez espacial. Hyogo). Toshigi) e a Casa Bloco de Muitos arquitetos japoneses empregam o Brinquedo III (1980/81. estimulando novas descobertas. contrastes de cores e de luz-e-sombra. Sugai precisão. Faz complexas assimetrias espaciais. Osaka). como cor e (1986/87). Himi Seaside Botanical Garden (1995) e Memorial (1978/80. sem mensagem ou protesto Memphis e.  ITSUKO HASEGAWA (1941-): Arquiteta que foi  MINORU TAKEYAMA (1934-): Arquiteto que associa assistente do mestre Kazuo Shinohara (1925-2006). que elogiavam o consumo e Seibu. Kobe. assim como à justaposição dos desenho de interiores. Seus trabalhos criam formas primárias (superfícies e volumes puros minimalistas não usuais. austeras superfícies. pedra combinados com vidro e concreto –. Toyo Ito (1941-). confere força aos seus projetos. Seus espaços são simbolismo natural. leves e transparentes. Principais incorpora valores como a racionalidade. Hyogo). Begin the Beguine: Homenagem a Joseph textura. a simplificação e a pureza absoluta. fórmica. Kyoto). de japoneses são: Minoru Takeyama (1934-). cuidadosa escolha de materiais e sentido de proporções. Hiromi Times Building sobre o Rio Kamo (1984.

de entendidas como caixas de luz. Apartamento do Tokyo). prefere os naturais. estética. aplicando-a em planos de  SHIGERU BAN (1957-): Arquiteto japonês formado materiais sólidos e simples. freqüentemente utiliza o branco para refletir a luz Alem. várias universidades. Neste período projetou uma série de produtos. importantes residem na intenção atemporal. Nordland. Bohemia. Neuendorf House (1989. Para ele. (1972) e que trabalha para outra série de empresas abrir seu estúdio em Nova York. Londres). passando a se dedicar a suas respostas cívicas ou mesmo suburbanas. Atualmente. Reinterpreta-o. Voltando a Londres. principalmente papel e papelão. seu Além dos projetos arquitetônicos. tendo trabalhado em conjunto com o italiano Inicialmente. Ascona). Claudio Silvestrin (1954-). Tokyo). Stretto House (1989/92. Obras de Seus interiores irradiam luz e espaço. Nomad Club (1986. Gunma). indiferente à novidade. o New Museum gestos deliberados que emolduram o estilo oriental de (2010. Algumas obras: Casa depois de um período nos negócios têxteis da família. Hackmann. Foscarini e Vistosi). por incluir muitos Civic Center (2003/05. Suas lojas comerciais são via. arquitetura”.  RODOLFO DORDONI (1954-): Arquiteto milanês graduado em 1979. propõe obras simples e diferente diante da vida. por sua extrema coerência. Wind Tower ou Torre mobiliário para a italiana Dríade. (1929-2000). passou a se dedicar a interiores minimalistas que se Coréia. utensílios domésticos e tapetes. Nakano). como o Sistema Colombo. destacaram por sua exatidão construtiva e qualidade passando a ter ali seu estúdio desde 1971. Nishizara. Arclinea e Vitra).). é professor da Columbia University desde 1981. realizando alguns trabalhos com porânea. Premiado com o Pritzker de 2013. Dallas. tendo como obras de Richmond. criou em 1995 o escritório SANAA com seu ex. Telluride House (2001. Ando. Estes são os principais arquitetos essen. inclina-se para a desconstrução Luigi Snozzi (1932-). em 1981. Alerm. França) natural (efeito de amplitude). Seu  STEVEN HOLL (1947-): Arquiteto norte-americano trabalho assemelha-se a de outro milanês. No projeto de seu nos EUA e bastante influenciado por John Hejduk apartamento na Cleveland Square (1995. Nagano) e Store (1995. Kartell. Atua tanto para firmas italianas como internacionais cialistas da atualidade: (Arteluce. Suas obras foram marcadas espacial. Citterio (1950-). mas que se diplomou em Tokyo (1965). o Sofá Cuba e as Prateleiras Aliante. Hanover. chegou a explorar clima. o vazio faz parte do espaço. Pianezzo) e Casa Vittoria (2000/03. formado pelo Politecnico di Milano começando sua carreira na Califórnia para. França) e a Loja Armani. estudou na AA e. Principais Objetcs Work. Berkowitz-Odgis House (1988. até 1989. Casakit. destacam-se: a Neuemdorf House (1989. New York) e o Louvre-Lenz (2012. adquirindo um estilo de expressão orgânica. Londres). foram os suas principais obras está a Knight House (1989. por meio de um ritmo sutil e abstrato. desenvolveu desde a década de 1990 demonstra uma linguagem de “casca e elementos”.  TOYO ITO (1941-): Arquiteto nascido em Seul. ligada ao desapego material. entre além da rejeição filosófica da lógica comercial que 1959 e 1961. A Vineyard). Locarno. situada em São Paulo com a parceria do brasileiro João Mansur. além de uma cozinha para a Obumex e obras: U House (1976. efêmeras. Busca “a essência ilusória da  LIVIO VACCHINI (1933-2007): Arquiteto suíço que. Espanha). tornando-o “respirável e sereno”. Texas) e redução extrema de elementos estruturais está presente em todos seus projetos. estabeleceu-se com estúdio próprio em penetrou tão profundamente na arquitetura contem.  JOHN PAWSON (1949-): Arquiteto britânico que. visando conferir certa qualidade orgânica ao espaço. conhecendo Kuramata. através de seus elementos e da claridade tipológica. na Suíça. foi bastante influenciado pelo seu ex. Martha’s mestres como Perret. fachadas. Tendo-se interessado convertem-se em sinais insinuados ou subtraídos das pela vida dos nômades. a B House (1992. Londres). Driade. Ibaraki). escritor Bruce Chatwin (1990. Em 2010. Fumagalli (1984/85. Carona). a qual causou grande destaque: U-Office Building (1996/98. Quanto aos materiais. a tal ponto de integrar o vento na sua arquitetura. Nova York). Principais obras: Hybrid Building (1984/88. desde luminárias e mobiliário. Yokoama). cujos valores mais The Knut Hamsun Centre (2009. cuja conduta não se estabelece muito austera em empregado. Principais obras: dos Ventos (1986. Tendo lecionado em (Flexform. Sejima  DAVID CHIPPERFIELD (1954-): Arquiteto britânico.) e Centre Popmpidou-Metz (2006/10. pois destaque: Pavilhão Japonês (Expo 2000. Pawson criou uma trabalho caracteriza-se principalmente por uma leveza série de objetos domésticos para a firma belga When quase etérea e espaços interessantes. (1966-): Depois de estudar na Universidade de Mulheres do Japão e trabalhar com Toyo Ito. Flos. 134 . Entre projetos essencialistas. soluções para refugiados ambientais e de guerra por meio de uma arquitetura baseada na reciclagem de  CLÁUDIO SILVESTRIN (1954-): Arquiteto italiano que materiais. Museu de Yatsuhiro (1991). vento e sol. Vencedor considera que o minimalismo requer uma postura do Pritzker Prize em 2014. vencedores do Pritzker Prize. a qualidade dos vazios e os na década de 1980 encontrou verdadeiramente sua constrastes de cor e tons. depois de curta estadia em Estocolmo e Paris. até cozinhas. Sua produção é bastante abrangente. França). Antonio que estudou em Washington. sendo que o jogo de sombras. Mies van der Rohe e Kahn. Majorca. Noruega). professor. Onishi controvérsia quando construída. Roma e Londres (AA). Provence. Além das obras. Defende a transparência. Jigsaw Shop (1996. onde os logotipos abertura e de transformação. Aeroporto de Hong-Kong). Calvin Klein Shimosuwa Lake Suwa Museum (1990. Cathay Pacific Lounge (2000. Kazuo Shinohara (1925-2006). que foi o responsável pela coordenação e direção de arte da Cappellini International. Majorca). Londres). em 1976. Wind Egg ou Ovo dos Ventos (1989. porém bastante criativas. viveu e trabalhou no Japão. Casa Rossi (1999/2002. seguindo a linha de Seaside FL). Colorado EUA) e  KAZUYO SEJIMA (1956-) & RYÜE NISHIZARA Igreja-Mosteiro Cisterciense (2004.

 PETER ZUMTHOR (1943-): Arquiteto suíço formado entregas, o engenho das soluções e uma total
nos EUA, com grande interesse por materiais, em precisão nas juntas e acabamentos. Naturalmente,
especial os tradicionais, dos quais explora suas isto conduz a um alto custo econômico, ditado por
condições mínimas, como massa, textura, cor e odor. minuciosos cuidados artesanais, singularidade das
Premiado com o Pritzker em 2009, tem como seus soluções empregadas e qualidade dos materiais.
maiores destaques: a Capela Ste-Benedict (1989, Obras de destaque: Casa Nevogilde (1982/85, Porto),
Sumvitg, Suíça), a Therme Vals (1996, Suíça) e o Casa Alcacena (1987/92, Torres Novas), Galerias de
Pavilhão Suíço (Expo 200, Hanover, Alem.), Arte Rui Alberto (1991, Lisboa), Loja Rui Alberto
(1996, Vila Nova de Gaia) e Edifício Residencial em
 JACQUES HERZOG (1950-) & PIERRE DE MEURON Maia (1997, Portugal).
(1950-): Arquitetos suíços formados em Zurique
(1975, ETH) e com escritório na Basiléia desde 1978.  ALBERT VIAPLANA (1933-2014) & HELIO PIÑON
Foram professores visitantes da Universidade de (1942-): Arquitetos espanhóis preocupados com
Harvard (Cambridge MA) e vencedores do Pritzker retículas, traçados, linhas, gestos e diagonais,
Prize de 2001). Proclamando a união da arquitetura à enfatizando a insistência da arquitetura concebida
pintura e escultura minimalistas, defendem que os como trabalho intelectual. Trabalhando com edifícios
materiais não devem ser classificados em nobres ou totalmente envidraçados, escadas mecânicas e
vulgares, misturando-os sem se preocuparem com acessos a pátios internos, fazem uso direto de
qualquer hierarquia. materiais e tecnologia de modo minimal. Perseguem
formas puras, recorrendo a tipologias convencionais e
Herzof & De Meuron têm profundo interesse pelas explorando repertórios já estabelecidos pelas
ciências naturais, pela manipulação de materiais vanguardas. Obras: Praça dos Países Catalães
tradicionais e pela incorporação de elementos (1983, Barcelona, c/Enric Miralles), Remodelação da
artísticos em métodos e processos digitais. Acreditam Casa da Misericórdia (1990, Barcelona) e Centro da
que, da insensificação da dimensão material da Cultura contemporânea de Barcelona (1995).
arquitetura, assim como dos pensamentos que esta
transmite, seria possível emergir sua dimensão  ALBERTO CAMPO BAEZA (1946-): Arquiteto
imaterial. Principais obras: Galeria de Arte de espanhol formado pela E.T.A. (1971, Madrid), que
Munique (1991/92); Signal Box (1992/95, Basel); lecionou em Dublin, Copenhague, Zurich, Lausanne,
Fábrica da Ricola Europe (1993, Mulhouse) e Hall 26 Nápoles e na University of Pennsylvania, na Filadélfia
Deutsche Messe (1994/96, Hanover, Alemanha). EUA. Tendo trabalhado com Júlio Cano Lasso
(1920-96), sua obra caracteriza-se pelo rigor
 DOMINIQUE PERRAULT (1953-): Arquiteto francês, disciplinar, pureza extremizada e fluência espacial, o
formado pela Escola de Belas-Artes de Paris (UP6) que promoveu uma síntese entre as heranças
em 1978, fundou seu próprio estúdio em 1981. loosiana e miesiana.
Inspirado no respeito pela arte minimalista e num
raciocínio crítico do modernismo, seu projeto para a Em 1992, Campo Baeza lançou o manifesto neo-
Bibliothèque Nationale de France (1989/96, Paris) miesiano Essencialismo: Mais com Menos, no qual
ficará como seu trabalho mais significativo, dado a expõe sua sintaxe platônica, baseada em formas
seu impacto duradouro no pensamento acerca do cúbicas e brancas. Para ele, a luz não é somente
significado do que é a arte contemporânea na capaz de revelar a forma, mas também de
arquitetura. Seu trabalho caracteriza-se pelo emprego desmaterializar a estrutura arquitetônica. Principais
de metais e escavamento em terra, fazendo obras: Escolas Públicas em San Fermin e San
referências à Minimal Art e à Land-Art. Outras obras: Sebastián de los Reys (1983/85, Madrid); Casa
Hotel Industrial Jean Baptiste Berlier (Paris, 1986/90) Turégano (1988, Pozuelo Madrid); Casa García
e Velódromo e Piscina Olímpica (1992/98, Berlim). Marcos (1991, Valdemoro Madrid); Escuela Pública
Drago (1992, Cádiz), Casa Gaspar (1992, Zahora
 JO COENEN (1949-): Arquiteto holandês que abriu Cadiz) e Centro Balear de Innovación Tecnológica
seu próprio estúdio em 1979, sendo seu primeiro (1995, Inca, Majorca), além de sua primeira obra
projeto importante a Biblioteca e Galeria de Heerlen americana, a Garrison House (2004, Nova York).
(1983/86). A Câmara de Comércio de Maastricht,
situada perto do Rio Maas (1988/91) combina uma  RICARDO V. LEGORRETA (1931-2011): Arquiteto
simplicidade modernista com a utilização de estacas mexicano discípulo de Villagrán García e Barragán,
com largas superfícies de tijolo ligando à cidade velha que se graduou em 1953 pela Universidad Nacional
e ao complexo fabril próximo. A água também é um Autonóma de Mexico. Trabalhando inicialmente com
elemento das suas estruturas arquitetônicas, como a Noé Castro e Carlos Vargas, criou seu prório estúdio
Companhia Haans (1989/91, Tilburg, Holanda). em 1964, passando a participar do regionalismo
minimal de seus mestres, através do trabalho com
 WIEL ARETS (1955-): Arquiteto holandês que muros, cores e luzes, transportando seus conceitos
estabeleceu seu estúdio em 1984. Viajando entre para escalas maiores. Legorreta utilizava-se de um
1984 e 1989 pela Europa, EUA e Japão, passou a variado jogo de formas e espaços, além da cor e
defender um estilo moderno muito forte comparável a trama para filtrar a luz, aplicando o conceito de
Ando. “Acredito em breve sermos mais filhos do “cultura-parede” no México.
nosso tempo do que nascidos num determinado local.
Viajamos, ensinamos e somos influenciados por Recentemente, formou o escritório LEGORRETA +
coisas que acontecem em todo o mundo”. Escritórios LEGORRETA com seu filho, Juan Legorreta (1955-),
AZL (1995, Heerlen) e 104 Apartments Jacobsplaats explorando ainda mais as formas unitárias, cores
(1995/97, Rotterdã, Holanda). puras e volumes regulares. Na Cidade do México,
seus maiores trabalhos foram: Hotel Camino Real
 EDUARDO SOUTO DE MOURA (1952-): Arquiteto
(1968); Fábrica IBM (1977) e Edifício de Escritórios
português, que colaborou com o mestre Álvaro Siza
BANAMEX (1981); além da Casa Montalbán (1985,
Vieira, licenciando-se em 1980 pela Escola de Belas-
Artes do Porto. Lecionou no Porto e em Harvard, além Los Angeles CA) e o Santa Fé Visual Arts Center
de Paris, Dublin, Zurich e Lausanne. Seu trabalho é (1999, New México EUA). Entre as últimas obras,
expressão pura de uma vontade minimalista levado destacam-se: o Pavilhão Mexicano (Expo 2000,
ao extremo. Para ele, a limpeza do espaço interior Hanover, Alem.), o Hotel Sheraton Bilbao (2005,
requer a ocultação das instalações, a sofisticação das Espanha) e Terra Esperanza (2012/14, Guatemala).

135

A ARTE MAXIMALISTA baseia-se em uma grande
MAXIMALISMO experiência interior, o que faz com que seus expoentes se
atenham mais ao processo criativo do que à obra
finalizada, que muitas vezes nem reflete todo seu
Desde meados da década de 1990, vem- desenvolvimento, marcado pela instabilidade e pela
se utilizando o termo MAXIMALISMO incerteza de significado. Na arquitetura, muitos
para designar um movimento pós- profisisonais acabaram voltando-se à desconstrução, que
se tornou quase um sinônimo ao movimento, embora
minimalista na literatura, na música e nas consista mais em um dos métodos que são empregados.
artes plásticas, em que se enfatiza um
rico processo de criação e intenso
trabalho na obtenção de produtos únicos,
sensuais e visualmente ricos.
 Geralmente associado às novelas
pós-modernas dos americanos John
S.Barth (1930-), Thomas R. Pynchon
(1937-) e David F. Wallace (1962-
2008), nas quais disgressão, refe-
rências e pormenores ocupam grande
PECKHAM LIBRARY (199, LONDRES)
parte da narrativa, o termo é utilizado
como sinônimo de Expressionismo
Além de trabalhos reconhecidos de arquitetos
histérico; expressão cunhada pelo
como: Ettore Sottsass (1917-2007), Günter
crítico inglês James Wood (1965-),
Behnisch (1922-2010) e Frank O. Gehry
que argumenta se tratar de um gênero
15 (1929-); e das firmas Coop Himmelb(l)au
similar ao Realismo mágico .
(1968), LWPAC (1982) e CAPS Architects
Nas artes plásticas, o MAXIMALISMO caracteriza-se pela (1986), fazem parte do Maximalist Movement:
elaboração intensiva, pela complexidade visual e pelo luxo
excessivo, para o qual never is never too much (“o mais  STANLEY FELDERMAN (1946-): Arquiteto
nunca é demais”), ideal que atingiu também o design californiano que trabalha junto à esposa, a designer
gráfico, o mobiliário e a arquitetura. Designado como o Nacy Keatinge (1940-), formando a Felderman &
despertar da New Complexity, expressão de bases Keatinge (1982), pioneira do Total Design Concept.
musicais e que significa uma multiplicidade de sensações, Suas obras são marcadas pela multifuncionalidade,
corresponde a uma vertente antagônica às idéias sobreposição de materiais e multiplicidade de
minimalistas de ordem, pureza e perfeição. citações, aludindo ao mundo do entretenimento.
Destaque: MTV Networks Headquarters (1999, Santa
 Os artistas maximalistas – entre os Mônica CA).
quais o iraniano Daryush Shokof  WILL ALSOP (1947-): Arquiteto britânico que estudou
(1954-); a holandesa Julie Verhoeven na AA londrina, cujo trabalho é marcado por formas
(1969-); e os chineses Ding Yi (1962- não-usuais, cores brilhantes e provocações
), Gu Dexin (1962-), Cao Kai (1969-) e fantásticas. Em 1991, associou-se a Jan Störmer
(1942-), formando a firma Alsop & Störmer, bastante
Kam Tang (1971-) – encontram sua ativa em projetos maximalistas e polêmicos. Algumas
inspiração no caos da vida cotidiana, obras: Peckham Library (199, Londres), Sharp
na sua vivência pessoal e na fantasia Centre for Design (2004, Toronto) e The Public
sem limites. Building (2007, West Bromwich, West Midlands GB).

Os elementos fundamentais de sua  WANG SHU (1963-): Arquiteto chinês vencedor do
arte são: Pritzker Prize em 2012 – o primeiro atuante naquele
paísa, já que I. M. Pei (1917-), vencedor em 1983,
 Figuração, erotismo e inclusão de perspectivas irônicas
trabalhava fora da China –, começou sua atividade
na forma ou no conceito da arte;
profissional como professor da Academia de Artes da
 Consciência política com pontos de vista de crítica China, em Hangzhou. Em 1997, junto a sua esposa,
social (papel da arte como denúncia);
Lu Wenyu, fundou o AMATEUR ARCHITECTURE
 Abertura visionária para dimensões mais amplas, que STUDIO, cujo objetivo era se libertar dos organismos
podem ser fantásticas, mas nunca deformadas ou
do governo central típicos do regime chinês,
limitadas à crítica do Minimal.
promovendo exposições em Berlim, Paris e Roterdã.

Seu trabalho opôe-se ao tradicionalismo arquitetônico
15 chinês a partir de uma prática criativa e crítica, a qual
A música contemporânea maximalista é definida pelo
explora conceitos como reciclagem, reflexão e
crítico americano David Jaffe (1975-) como aquela que
mutação, muitas vezes inspiradas por vernaculismo.
“abraça a heterogenidade e permite a justaposição e
Seu trabalho tornou-se mundialmente conhecido a
colisão de sistemas complexos de sons, em que todas
partir da 10a Bienal de Veneza (2006, Tiled Garden),
as influências externas são vistas como matéria-prima
realizando a seguir a uma série de obras, como:
em potencial”. Seus maiores precursosres teriam sido
Exhibition Hall of the Imperial Street of Southern Song
seriam: o franco-americano Edgar Varèse (1883-1965),
Dynasty (2009, Hangzhou), o Ningbo Tengtou Pavilion
um dos pais da música eletrônica; e os compositores
(Expo 2010, Shangai) e o City Cultural Center (2010,
americanos Charles E. Yves (1874-1974) e Frank
Jinhua, China).
Zappa (1940-93), entre outros.

136

A FILOSOFIA DA DESCONSTRUÇÃO
23 trabalhou com certas oposições cruciais ou
estruturas binárias de significado e valor que
formariam o discurso da “metafísica ocidental”.
DESCONSTRUTIVISMO Isto incluía as distinções entre forma e
conteúdo, natureza e cultura, pensamento e
Fenômeno contemporâneo, a ARTE DA percepção, essência e acidente, mente e
DESCONSTRUÇÃO foi resultado da corpo, teoria e prática, macho e fêmea,
confluência de trabalhos de vários artistas conceito e metáfora, fala e escrita, etc.
nos anos 1980 e 1990, que, partindo dos  Assim, uma leitura desconstrucionista
conceitos de perda de centro e negação buscaria mostrar como estes termos estão
da unidade e ordem, tiveram a intenção inscritos em uma estrutura sistemática de
de explorar a relação entre a instabilidade privilégio hierárquico, de tal modo que
cada termo de um par sempre parecerá
da vanguarda russa construtivista, do ocupar posição soberana. O objetivo seria
início do século XX, e a estabilidade dos demonstrar, através da leitura crítica,
preceitos modernos. como este sistema está incompleto, por
assim dizer, a partir de dentro, ou seja,
 Rompendo conceitos e formas como o segundo termo ou subordinado,
tradicionais, além de subverter ou até em cada par, tem apelo igual ou até maior,
substituir valores, como os de que pode ser tratado como condição de
harmonia, equilíbrio e unidade, por possibilidade para todo o sistema.
uma composição intrinsecamente
falha, esses artistas tinham suas Nas artes em geral, a desconstrução
bases teóricas nos textos dos filósofos serviu como estímulo e instrumentação
franceses pós-estruturalistas, como para se pensar criticamente conceitos pré-
Michel Foucault (1916-84), Jean- estabelecidos e aceitos como verdades
François Lyotard (1924-98) e inquestionáveis; até então vistos como
Jacques Derrida (1930-2004).
significados únicos e excludentes, desde
A partir da década de 1970, esses pensadores os estudos até a gênese dos conceitos
trabalharam com uma crítica radical ao RACIONALISMO artísticos, arrancando daí para sua
moderno através da análise textual da escrita, revendo os
trabalhos de grandes filósofos onde, segundo eles, revisão radical. A este programa comum
buscava-se uma identidade oculta dos significados devido de pura investigação estético-formal
a um emaranhado de diferenças. Para eles, cada objeto
ou realidade humana seria uma totalidade estruturada e denominou-se DESCONSTRUTIVISMO.
significativa que, quando articulada no próprio sistema,
permitir-nos-ia descobrir leis internas e buscar sua
estrutura profunda, ou seja, a sua verdadeira essência.

 Já em 1967, Jacques Derrida
(1930-2004) publicou três livros para
disseminar o DECONSTRUCIONIS-
MO. Partindo do campo da língua-
gem, esforçou-se para definir a pala-
vra como incluindo nela a escrita, isto
é, o desejo do outro como ser susce-
tível de dar valor àquilo que confere à
escrita a especificidade humana.
 Até então, nas artes plásticas,
sempre se buscava a estabilidade, a
ordem e a pureza. As formas sempre
foram compostas de modo que
evitassem conflitos entre si e qualquer
desvio da estrutura era considerado
uma ameaça à harmonia. Foi no
CONSTRUTIVISMO (1915/20) que as
possibilidades inquietantes foram
vistas pela primeira vez. Ele produziu
composições desarmônicas através de
formas simples, experiência que se
dissolveu à medida que enfrentou o
problema da construção e a influência
dos ideais puristas do modernismo.
EMR COMUNICATION & TECHNOLOGY CENTER (1995)

137

deslo-  Abandono de modelos universais ou camento. Anton Pevsner (1886-1962) e Naum Gabo (1890-1977) – era “construir” a arte. O DESCONSTRUTIVISMO não é uma esta não produzida por um novo espírito do tempo. visando “libertar a arte do peso dos fiando a harmonia e a estabilidade: o so- objetos”. não se coloca como vanguarda nem Segundo seus defensores. que misturava citações. Robert Raus- instância. a as tradicionais oposições entre DESCONSTRUÇÃO é identificada estrutura e ornamento. além do materialismo. torturada e interrogada. fazendo inglês Francis Bacon (1909-92). a TEORIA DESCONSTRUTIVISTA trabalha com  Na pintura e na escultura. alvo de toda a inquietação teórica. expressa o isolamento e o terror dos seres humanos. o catalão Antoni Tàpies por debilidade ou inconsistência. trata-se do como retórica do novo: apenas se resultado do reconhecimento do caráter propõe a explorar a DEBILIDADE DA imperfeito do mundo contemporâneo e a TRADIÇÃO. abstração e através do abandono de conceitos figuração. Claes Oldenburg discurso artístico e arquitetônico.O objetivo de seus expoentes soviéticos – entre os quais: No DESCONTRUTIVISMO. através de figuras surgir a sensação de insegurança. passou a estudos de nho da forma pura torna-se pesadelo. de bases fortemente expressionistas. revelam o conflito entre as Contemporaneamente. já que ela é com- criá-la. mas sim alterá-la. figura e fundo. não violentamente distorcidas. não querendo superá-la. visando transformar Desconstruir não é destruir. A partir de 1923. arquitetura (planits e architectonen). etc. Johnson (1906-2005). a uma reformulação de todo chenberg (1925-2008). distorção. Partindo destas bom acabamento (Estética do feio). cuja obra é marcada pela intensidade vital solidez estar sujeita à outra organização das lacerações ou dos grafitos. prazeres da incomodidade. já que não se trata projeção do futuro (tardomodernismo) de um movimento – e nem é produto nem um resgate historicista (pós- da angústia pessoal –. do antifuncionalismo e do antiutopismo. resultando em Nova York. planos e volumes) no Museum of Modern Art – MoMA de através da exploração da tensão geométrica interna. forma e convencionais de beleza. mas se localiza os dilemas inerentes em seu interior. em uma composição caótica. tradicionais. dicotomias. explosão e esquemáticos.  Na arquitetura. em última Hamilton (1922-2011). a ideia da Valdimir Tatlin (1885-1953). Tom Wes- selmann (1931-2004) e David Hockney Os desconstrutivistas buscam novos (1937-) – já refletiam em suas obras territórios dentro dos “velhos” objetos alguns dos conceitos desreguladores construtivistas. geométrica. relevo baseando-se na prospectiva arquitetural. A partir da tensão dessa filosofia. superposição. mas sim que é modernismo): é uma tentativa de entrar a anulação de inibições formais debaixo da tradição viva do presente. 138 . os maiores destaques são os do formas que integram a estrutura. defendendo a supremacia da sensibilidade (suprematismo). dirige o interesse para a Durante a Pop Art. demolir ou todo o meio ambiente. Michel Basquiat (1960-86). A arte da desconstrução irritando-a por dentro (neomodernismo). malhas e telas. o que leva. que aliavam pintura e nas se evidencia uma impureza reprimida. Já Eliezer Lissitzky (1890-1941) dissimular.  Na arquitetura e design. harmonia e função. entre as quais: fragmentação. espelhos e obras de vários arquitetos e designers vidros. que. exploração dos espaços “entre” estas vários artistas – tais como Richard categorias. nos anos 1950/60. desa- negação do objeto. Ao invés de destruição. reflexões.  O objeto artístico torna-se então gírias e graffiti contestatório. pouco familiar. Jasper Johns (1930-). abusando em sobreposições e apresentavam características comuns. que deixa em Baselitz (1938-) e Anselm Kiefer (1945-). dirigida por Philip formas e espaços fragmentados e complexos. os alemães Georg espacial. Esta só foi a  Ênfase no uso de materiais contemporâneos constatação do fato de que algumas (chapas metálicas. que se torna expressa. a corrente passou a Suas maiores características são: ser reconhecida internacionalmente a  Desagregação dos elementos e das variáveis partir da exposição ocorrida em 1988 construtivistas (linhas. procurando expor a tentativa de expressar e explorar os estranheza oculta sob a mesma. Kasimir Malevitch (1878-1935) chegou à própria taminada. e o norte-americano Jean- alerta o tradicional critério de estruturas. etc. Não se desmonta a obra.). ape- elaborou uma arte abstrata impessoal com os prouns (projetos de afirmação do novo). inclusive as noções clássicas de perfeição e beleza absoluta. mas pela (1923-2012). (1929-). e não forma pura é alterada.

o forma se produza novamente a partir de si mesma. “de dentro” de uma linguagem e A linguagem da desconstrução visa fazer com que a representa. uma urbano nos aproxima cada vez mais vez reordenados. congestão”. e. música. na arquitetura e design. Enfrentam os problemas construtivos de modo pouco convencional. renovando-se a maneira habitual de Entre seus arquitetos precursores. apenas organizadas de um modo c) Aplica montagens geométricas e formas unitárias (cubo. e. se esforço de responder à atual “cultura da reproduza: cada projeto acaba interrogando a linguagem “pronta-para-o-uso” dos modernos e tardomodernos. os esquemas como em outras manifestações arquitetônicos resultantes aparecem sob o artísticas (pintura. pela própria incompletude desta racionalisdade. planos contrastados com materiais rudes e opacos. descontinuidade. denomina-se inconsciente. as quais eram submetidas a diversos passando a sê-lo a “periferia”. expressa em diferentes estarem aptos a possibilitar a campos do conhecimento e do saber. os planos empilhada e de multi-funções. A desvendando-lhes sua lógica e colocação dessas questões em induzindo uma análise genealógica da relação à arquitetura e ao espaço emergência dos conceitos para. moda. Tal “verdade” do ser humano refere-se ao problema de como ele está imerso em uma estrutura. espiral. sensação de desequilíbrio e até resultando na multiplicidade de tramas insegurança. figurativo e abstrato. mas não há debilidade.  Enfim. veiculação de novas significações. reprimidas entre as formas puras. destacava-se Peter perceber a forma e a estrutura. cinema. sendo forma e na reflexão sobre a natureza do espaço. 139 . o não-totalizado e a falta de completude como elementos compositivos  Os desconstrutivistas produzem a que provocam tensões na atividade projetual. nas ciências em geral. empenada e assim mesmo materiais. E como ela dobrados e as linhas de colisão. literatura. lógica e caos. e lugar ou natural e artificial. fazia pesquisas metodológicas no da exposição de conflitos. não tem por objetivo a obtenção de uma  Hoje interessa. a impura superabundância de estilos de vida e enviesada geometria. de como este acesso ao saber não é total. processos de translação. superpostas. na psicanálise. pelo fato de ser homem – ou seja. a “simpatia” do lugar.) em explorar as intermediações entre. e buscando. signo da desorientação. que na sua essência possui uma ordem incomum. Esta falta constitutiva que está sempre presente como uma condição estrutural do ser humano é chamada. Eisenman (1932-). Estas são as principais características da arquitetura desconstrutivista: a) Desconsidera os conceitos de ordem e de equilíbrio. reguladoras. rotação e interpenetração. através que. A estrutura é sacudida. cilindro. de “efeitos desconhecidos” ou “ponto de ignorância”. desde 1967. homem. mas se dirigem para a construção. o DESCONSTRUTIVISMO por exemplo. círculo. superpostas em camadas. dança. etc. Seus projetos são radicais precisamente porque não se atêm aos santuários da teoria ou desenho. desarmonia. de modo que o projeto de residências através da aplicação de retículas “centro” deixa de ser ponto de referência. objeto de todos os dogmas modernos. geralmente metálicos. na distorção da pois suas obras são firmes. promove uma atitude de revisão crítica razão e intuição. os volumes torcidos. possuir uma cultura (elementos simbólicos que lhe permitam ter acesso a algum conhecimento do real) –. que tem produzido a descobrindo. além da sobreposição de retorcida.) pouco familiar. re-significados e da formulação de uma verdade do destituídos da hierarquia originária. fraturados e linhas diagonais: trata-se da expressão do caos. b) Inclui o fragmentário. em um jogo de transparências. escultura. solidificada. subvertendo a forma de maneiras distintas. Primeira a forma é perturbada e só então um programa funcional é dado a A reflexão desconstrutiva opera sempre ela: a função segue a deformação. que não é unitária nem totalizadora. tanto na arquitetura forma figurada geral. etc. ex-integrante do grupo NY5 Architects urbanisticamente. o que resulta em reflexos e brilhos.

estabelecido desde em 1962 em Los Angeles. Lindblade Tower (1987/89). 8522 National suas obras. mantendo lá contato com a vanguarda dos anos 1970 e tornando-se famoso por ganhar o concurso para a ordenação do Parc de la Villette (1982/90. Brentwood CA). Obras destacadas: 5 Arctic todos em Culver City.  Disjunção (justaposição de elementos urbanos. Ele sintetiza seu Comunication & Technology Center (1992/95. Criou Fazendo experimentações com materiais e formas seu próprio sistema formal.). composições e projetos similares de El Lissitzki.  Desestruturação (união de estrutura e arquitetura desde o  LEBBEUS WOODS (1940-2012): Arquiteto norte. Outras obras:  Tecnologias de desfamiliarização (fuga de imagens Freespace Structure (1991. abrindo estúdio próprio também pertenceu a AA londrina e atualmente está em 1976. Em seu trabalho. limitadas por formas orgânicas ou água). ignorando assim a cultura industrial e Toledo Art Building (1990/92. tais como correntes velhas. linhas (caminhos elevados ou térreos) e superfícies BIOMUSEO (2014. Em Univ.  ERIC OWEN MOSS (1943-): Arquiteto norte. EMR metropolitana contemporâneas. Alem. acusando-a de lidar exclu- International Furniture Manufacturing Facility & sivamente com a aparência. Em Architecture et disjunction (1996). a multiplicidade de planos internos Boulevard (1986/90). seus desenhos fantásticos New Earth. c/Jacques Derrida). Venice CA). expressando assim uma vitali- PARC DE LA dade da estrutura para a forma. desloca as formas e volumes. inesperadas. convidado das Uiversidades de Nort Caroline. Croácia) e históricas). por considerar a arqui- tetura também escultura e querer criar o inesperado. Bósnia). seu trabalho desafiou a (Easy Edge Collection. Itália.  BERNARD TSCHUMI (1944-): Arquiteto suíço que lecionou na Architectural Association – AA de Lon- dres. Ala Alef e City Edge (1987. propondo. Paris) e choque metropolitano). o critério da contorção geométrica para a materiais junk (“sucata”). Toledo OH). e Lawson/Westen House Flowers (1979). fascinava-se com a ideia de uma rede permitir súbitas e eventuais mudanças de atitude do ininterrupta de metrô subterrâneo ligando a cidade usuário). mecânico e tecnicista. forma pelo conflito de forças. Berlim) e (1988/93. fragmentar e descobrir partes do “FOLIES” sistema construtivo. mágico empenhada por John Hejduk nos anos 80. Principais obras: Gehry House (1978/88. tubos e concomitante à outra. paredes que se dissolviam. Walt Disney Concert Hall (2003. que americano graduado em 1965. 140 . criando o Angeles CA).  DANIEL LIBESKIND (1946-): Arquiteto polonês. à escultura e às matemáticas. GEHRY (1929-): Arquiteto canadense formado nos EUA.). e a forma deve ter flexibilidade par cabos que penduraram laboratórios espaciais e abrigar diferentes funções). bastante concentrado na fixado em Milão. como um comentário próximo à música. americano que trabalhou com Eero Saarinen e depois  Sobreposição: (manipulação das propriedades formais da com Roche & Dinkeloo. através de suas Califórnia. Antes da queda do muro  Pontos de viragem (a arquitetura e o urbanismo devem de Berlim. Apartment Blocks (1994. Panama City). Los inspirou inúmeros seguidores em todo o mundo. o que Sta. Guggenheim Museum (1997. tendo como módulo o 1990/92). 1972. Alem. Loyola Law School (1981/84. Atuou como professor arquitetura. como achavam os pós-modernistas: uma é estruturas técnicas que se desmanchavam. social e político sobre o mundo e a forma como tendo sido influenciado pela busca especulativa do funciona. Irvine).Destacam-se entre os arquitetos descons- trutivistas contemporâneos:  FRANK O. exploração da lógica da arquitetura e da cidade. Sua obra caracteriza- se pelo conflito entre a morfologia interna e externa. Norton House (1983. Powerplay Chair. compostos por como pensavem os modernistas. centros comerciais e edifícios altos. CIUDAD DE PANAMÁ ) (áreas verdes ou não. Califórnia Aerospace Museum (1983/84. Houston e Columbia. Berlim Free Zone). Louis Vuitton Foundation (2014. Weil-am-Rhein. e nunca com a estrutura Museum (1989. especialmente em Culver City. Além disso. Bad modo de ver a arquitetura em 06 (seis) conceitos: Oyenhausen. Vitra tetura pós-modernista. dividida (1988/89. Seu armaduras quebradas e outros elementos trabalho mantém um parentesco direto com as incongruentes que ocupam lugar em seus edifícios. início do raciocínio). Esp. Paris. da California (1986/89. Los Angeles CA). Angeles). introduz elementos PARIS) escultóricos em seus edifícios. critica a arqui- Schnabel House (1986/89. Biomuseo (2014. enfatiza obras.). Museu Judaico de Berlim (1989). Seu trabalho consiste em um processo de romper. em conjunto o programa funcional e a apropriada dimensão histórica da arquitetura). Zagreb. retorcer. Monica CA). como auto- Bilbao. University of ou o uso. Los estradas. segundo ele. e nem a função segue a forma. Principais obras: Central Housing Office. Utilizando-se de pontos (pavilhões construtivistas de aço chamados folies). embora a pele da Paramount Laundry (1987/89) e Gary Group (1988/90) estrutura limite o caos. Los Angeles CA). VILLETTE no qual as formas são retorcidas e agregadas em (1982/90. Desconstruia efetivamente em  Cruzamento de programas (nem a forma segue a função. sempre legível interna e externamente. Assim. tensão geométrica. fez uma superposição desconstrutivista de Gehry destaca-se também no design de mobiliário diferentes sistemas. cubo. Venceu o Pritzker Prize em 1989. Sarajevo.

Sapporo) e Edifício do Herndon. com os quais trabalhou de 1974 a (1987/92. como o papel crescente das futurista e nos anos 70 plásticas construtivistas. Principais obras: Spear House (1976/78. Califórnia). facetadas e pelo diálogo entre o vazio e a densidade. abandonando a geometria ortogonal e vazando a zona intermediária. Sua projeção deu-se depois de ganhar o Duany & Plater-Zyberk em um trabalho que se carac- concurso internacional para a Sede do Clube The teriza pelas formas e cores invulgares. diplomado em 1973 em Princeton.  ZAHA HADID (1951-): Arquiteta iraquiana  ARQUITECTONICA (1977): Grupo norte-americano estabelecida na Inglaterra. o atrativo reside no contraste entre o não usual e o trivial. em Califórnia). Japão) e Yuzen Vintage Car Museum retilíneas e zigzagueantes. que participou da AA.). Cal. tem salientado a importância das experimentando construções neumáticas de modo alterações sociais. Bervely Hills). uma “dominante”. Foi a primeira a modificar o partido (1951-). Los Angeles CA). e um continum de formas (1992. Francisco CA. Venice House III (1984. Pavelló d’Esports (1988/92. University (NYC) e na Architectural Associacion. equipe em 1991. desordenadas por ele propostas. ainda. para se tornar a arquitetura mais um “suporte” do que  ENRIC MIRALLES (1955-2000): Arquiteto catalão. Blazing Wing (1980. tendo sido fundado pelo casal trabalho é influenciado diretamente por Peter de arquitetos o peruano Bernardo Fort-Brescia Eisenman. mas não chegando a radicalizar. 141 . bem adap- Peak (Hong Kong. Áustria). MUSEU JUDAICO (1989. Principais trabalhos: Lawrence formado em 1978. Veit. que comunicações eletrônicas e o colapso de uma serviram de base à desconstrução de algumas lojas convenção social da vida em comum. telúricas e primitivas. West Hollywood. Neste.A. estava modernistas. associou elementos tadas ao clima e estilo de Miami. através de edifícios modernistas (rampas. pela subdivisão em unidades ortogonais Condominium (1980/82). orgânicas. am-Rhein. através da americana Laurinda Hope Spear (1950-). pelo uso de curvas Lima. Dependência III da Fábrica Funder de St. Miami FL). Weil.). 1983). seus projetos baseiam-se no princípio da união entre elementos funcionais modelados estrutu- ralmente. The Infinity Towers I e II (2005/08. A rotação e a oscilação dos componentes arquitetônicos questionam as convenções visuais de forma a criar uma identidade própria. Dusseldorf). Mayne foi vienenses (Calçados Humanic.). Associado a Carme Pinós (1954-) até 1995. Viena). Principais obras: Reis Less Sphere (1971. S. Principais obras: Edifício Multiuso (1989. Montecito. o grupo insiste (1980/81. Center for Innovative Technology (1985/88. Pérgoles del Passeig de la Nova Icària (1990/92. Atlanta GA) e Corpo de Bombeiros da Vitra Furniture (1992. No final da década de 1960. Chiba geométricos do desconstrutivismo: as formas Golfclub (1991. Explorava dois repertórios formais e Arts Pavilion. Cemitério em Igualada (1985/94). Alemanha). Miralles i Pinós pervertiram as tipologias estabelecidas e propuseram uma arquitetura aberta e dinâmica que se articulava a cada lugar concreto e que deveria ser percebida recorrendo-se aos sentidos. o qual deixou a e pelo arquiteto polonês Helmut Swiczinsky (1944-). pilotis e tetos planos) a que oferecem uma grande exuberância dentro dos elementos fifties (paredes delgadas e seções em limites da razão. Sede do Banco de Crédito (1983/88. Kate Mantilini Restaurant (1986. Crawford House Viaplana & Piñon. Philips Arena (1999. Badalona). Tendo como base o trabalho pós-moderno de Hans Hollein. vencedor do Pritzker Prize em 2005. Senart (1987) e Ronacher Theater (1987. tenta mudar a relação entre construção e natureza. Sua obra. Projeto do Concurso do 1984. Prix (1942-) (1944-) e Micheal Rotondi (1949-). Centre de Tir-amb-arc (1989/92). edifícios existe um elemento de precariedade”. Reconversão de conceitos científicos recentes como forma de explicar Telhado da Falkestrasse 6 e Sala dos Advogados e justificar a diversidade e as formas aparentemente Schuppich (1983/88. pontiagudas e irregulares. North Dade Justice Center (1984/87. formas de diafragmas). Barcelona. Na obra de Coop Himmelb(l)au. que lecionava na Columbia House (1981. Hills L. no qual o cliente tem as funções normais que necessita. associando-se a Clark Stevens os quais exploram as análises e soluções da (1946-). mestre por alteração geométrica por escavações a aterramentos Columbia em 1975. Visando abolir a unificação e simplicidade desconstrução. Principais obras: Institut La Llauna (1984/86. no Los Angeles Arts Park (1989). e a norte- arquitetônico desconstrutivamente. Peru). BERLIM) com Benedetta Tagliabue). Viena). Barcelona) e Mercat de Santa Caterina (1997/2001. Dele também fez parte o casal topográficos. Atlantis externo. Bervely Londres.  COOP HIMMELB(L)AU (1968): Grupo austríaco fundado pelos arquitetos californianos Thom Mayne formado pelo arquiteto austríaco Wolf D. Glan interessando-se pela teoria do caos e outros (1988/89.  MORPHOSIS (1980): Grupo norte-americano. Essen). Nova Cidade de Melun. Viena). Peru). Buscando soluções anticonvencionais.) nos anos 1980. Mulder House (1983/85. na qual Nas palavras de Laurinda. Basel). em quebrar a fronteira entre o interior e o exterior. Virgínia). Lima. Osca). mas que são molestadas por uma excitante plástica arquitetônica (form follows fiction). cujo que trabalha em Miami. Kärnten. Cedar’s Sinai Comprehensive Cancer Care contrariava o minimalismo de seus conterrâneos Center (1987. Café Anjo Caído Com alguns componentes japoneses. Monsoon Restaurant (1989/90. Miami FL). “em todos os nossos vigas sustentam-se sobre finos suportes oblíquos. Suas propostas – inclusive de interiores e mobiliário – caracterizam-se pelo conflito entre espaço interno e The Palace Building (1979/82. Miami).

entre outros. com a proposta de criarem uma linguagem estética comprometida com seu tempo. DROOG DESIGN Em 1993. inspirando-se nos trabalhos da AA londrina. estante de livros. mas sim um desafio intelectual. significa Lang Wilson Practice in Architecture Culture. na criação de séries limitadas de peças únicas. (Konings&Bey). já que a questão Britsh Columbia GB). Através de obras marcadas por uma série de inter. começou a criar mobiliário a partir de objetcs-trouvés. maior  NIGEL COATES (1949-): Arquiteto e designer simplicidade e desconstrução das formas. fundamentam-se especialmente na (artesanatificação do design) e na sensação táctil. not so familiar (“não tão Biblioteca Municipal de Münster (1987). Em 1987. Nos anos 1990. propositadamente afastadas da perfeição São vários os profissionais que trabalham ou se alinham técnica industrial. trabalhando com sucata e arte performática. feitas  JULIAN BOLLES (1948-) & PETER WILSON (1950-): em 1991. Hella Jongerious (1962- está o mobiliário estofado para a Capellini e o seu ). o Nest Clock ou Relógio NInho. material quanto imaterial. movimento e corrente artística. Para desenvolver  Ênfase na reciclagem (“segunda vida” de produtos usados. o ROAR-One Residential (2002/05. significado e conteúdo. Tokyo). aproximando suas obras dos tornou-se menos orientado para o artesanato e mais presupostos do grupo-corrente. Entre o seu mais notável design holandeses Tejo Remy (1960-). canadense Cynthia A. material. economia e experimentação. uma vertente maximalista marcada pelo bom humor.  Além de significar “sobriedade”. etc. Projetou lojas de roupas de obras originais e experimentais. tais como: use it again (“use novamente”). abriu sua própria fábrica. Ninja House familiar”) e form follows function (“a forma segue o (1988) e Street Cosmos Building (1988. entre os quais os escultural na forma. Outros destaques foram: a prêmios e exposições. 142 . ou a estante de gavetas usadas unidas só com uma cinta. fundaram em Amsterdã o grupo Droog – que em holandês significa “seco. praticidade. com Tree Truck Bench. grande sucesso. discípulo de Tschumi e que se tornou célebre por seus interiores extravagantes e Reconhecido mundialmente a partir de anticonvencionais para bares e boates japonesas. Nascia o DROOG DESIGN. congruências e contrastes. Hutten (1967-). uma cultura que  Simplicidade. Vancouver. confeccionada com tiras Katherine Hamnett (1988) e Jigsaw (1993). a Reincarnate Lamp. o e a natureza do luxo. Beijing. ironia e conceitos “abertos”. do holandês Eibert Draisma designers mais influentes da atualidade. Chile). conhecida por de Trapos (1991) e a Milk Bottle Lamp. que passou a ser conhecida como Space. acabando por realizar inúmeras Morrison (1959-) e em 1985 associou-se a Doug exposições e recendo prêmios por suas Branson (1940-). (1966-). o trabalho de Dixon ao DROOG DESIGN. processo”). Em 1999. Principais obras: Banco Genie (1988). utilizando recursos digitais e filosofia de dar aos objetos cotidianos mais em uma atitude maximalista e contestatória. em Londres (1978). ou o Eurolounge. do de arquitetos o alemão Oliver T. o candeeiro Jack (1996) para outra Suas obras mais famosas são: a Rag Chair ou Cadeira de suas sociedades de produção. de Bey. juntamente com Jasper designers. Lang (1964-) e a catalão Martí Guixé (1964-). de Remy. Principais obras:  Hibridização. Wilson (1962-). cuja sigla do holandês Marcel Wanders (1963-). e a Knotted Chair (1996). Seus Destacam-se os seguintes trabalhos: a Facultad de produtos enfim questionam o consumismo Arquitectura de Valparaíso (1998/99. britânico. China). Coleção Noah (1988) e de papel de embalagem e compensado Tongue Chair (1989). a historiadora Renny Ramakers (1950-). não possui hierarquias absolutas e na qual predomina a informação eletrônica e invisível. alma. Dupla de arquitetos australianos associados que partem da busca de uma nova percepção para uma Ultrapassando o status de marca e virando época de constante mudança. a S Chair (1988) e a Pylon Chair (1992). Em 1983. como sua confecções em Londres para Jasper Conram (1986). da canadense  LWPAC (1982): Firma canadense formada pelo casal Cynthia Hathaway (1965-).  TOM DIXON (1959): Designer nascido na Tunísia e formado pela Chelsea School of Art. é considerado um dos Talking Coffee Machine. desenvolve também se refere a um humor árido. o grupo virou empresa e depois 1983. foi cofundador do Group NATO (Narrative fundação voltada à difusão e formação de Architecture Today). Whisler. o Droog ou Dry Design fragmentação dentro de um sistema de objetos possui os seguintes pontos fundamentais: desmaterializados e transparentes. na manualidade sua arquitetura. H. daí a obras em vários países. Jurgen Bey (1965-) e Richard G. tanto no contexto Museum of Extreme Culture – MOX (2000. “forma barco” e em estruturas-pontes. Canadá) e o Kang Quan do luxo hoje não seria mais simplesmente Pavilion (2003/04. o designer Gijs Bakker (1942-) e sua esposa. droog relações. sóbrio” (dry) –. por Tejo Remy (1960-). velhos ou obsoletos). que experimentasse com materiais industriais baratos e objetos achados ao esmo. Reconhecido internacionalmente. como a Kitchen Chair (1987).

a qual defendia uma arquitetura baseada em uma revolução Como antecedentes dessa corrente. Dotado de uma nho computacional envolvido nesse “geometria contínua”. a blob architecture é impensável  Nestes termos. bolha + architecture) o movimento contemporâneo de arquitetura. Neeltje Jans). POPSTAGE MEZZ MUSIC HALL (2002. na New York Times BiIbao. inovou através de estruturas infláveis e formas em plástico. inteiramente realizado com o auxílio de modelação. Kiesler (1890-1965). esculpidas pela atual tomografia A primeira exposição coletiva de blobitecture ocorreu em computadorizada. no Centre Georges Pompidou de Paris. 2003. tipo de programa computacional. Contudo. sensorial humana. do jornalista William Safire o caso do Guggenheim Museum (1992/97. Deste modo. apesar de ainda simétrica e desenhada pré-computação. tais como a Endless House que. já antecipava o aspecto globular. outro reconhecido precursor da blobitecture foi o Denomina-se BLOBISMO ou blobitecture arquiteto norte-americano Roy Mason (1938-96). a palavra Blobitecture generalizada e não somente àqueles apareceu pela primeira vez na exemplares derivados de experimentações imprensa em 2002. paredes novo modo de concepção é o e tetos fundiam-se em um continum de Nonuniform Rational B-Spline – NURB. 143 . (blob. experimentos de design digital com o programa gráfico Em outras palavras. CAD) como na fabricação (Computer-Aided Manufacturing seus maiores precedentes foram os – CAM). vários arquitetos e designers de partir de modelos físicos e não de mobiliário passaram a aplicar esse blobby software para criar formas inusitadas. relacionando-se a qualquer Defenestration. HOLANDA)  Embora o termo blobismus já tenha Mais recentemente. aparente organicismo. o termo BLOBISMO sido usado desde meados da década passou a ser aplicado de forma mais de 1990. de inspiração nitidamente orgânica. na coluna On obra de aspecto inusitado e curvilíneo. apesar de seu manipulações computacionais. Em seguida. no qual as edificações adquirem um formato globular ou amebóide. que. como é Language. ambas obras de Frank Gehry designar as construções de contornos (1929-). suas obras pretendem intensificar a experiência trabalhos do grupo britânico ARCHIGRAM. (1929-2009). trata-se de uma linguagem que deriva das experimentações desconstrutivistas. o Project & Science Fiction Museum (2000/04. Espanha) e do Experience Music Magazine. eles foram concebidos a Metaball. que possuía a forma de uma gota líquida. o termo foi cunhado em 1995 pelo denominado Computer Aided Three- arquiteto norte-americano GREG LYNN (1964-) em seus dimensional Interactive Application – CATIA. Como antecessoras ao BLOBISMO também são 24 apontadas as experiências psicodélicas de Frederick J. ou a Shrine of the Book BLOBITECTURE (1965). o primeiro edifício sem este ou qualquer programa similar. Além dele. seus pisos. estas associadas à Revolução Digital. propostas por arquitetos como Ron Heron (1930-94) e Peter Cook (1936-). Inicialmente pejorativo. tecnológica propiciada por potentes ferramentas podem ser apontados as obras do catalão computacionais que substituiriam a simples repetição de Antoni Gaudi (1852-1926) e as formas elementos por uma variação contínua. Outro programa de dese. totalmente blob foi construído na Holanda  Seus arquitetos derivam as formas por Lars Spuybroek (1959-) e Kas a partir da manipulação de algoritmos Oosterhuis (1951-): o Fresh Water de uma plataforma computacional de Pavillion (1993/97. no artigo intitulado computacionais. De bases múltiplas. termo generalizou-se e passou a Seattle WA). cujo interior apresentava que trabalha com superfícies livres e luz e som manipulados de forma interativa digitalizadas à semelhança das formas pelos visitantes. ferramentas eletrônicas. este Originalmente. transição suave. nos anos 1960 e 1970. que são projetos derivados de outro curvos e arredondados. Utilizando-se a expressionistas alemães criadas por computação tanto no desenho (Computer-Aided Design – Hermann Finsterlin (1887-1973).

ela influenciados pelo livro Le Pli (A Dobra). no início do século XX. indivisível e articulado na Weil (1953-). 144 .). obras dos suíços Herzog (1950-) leuze para criar suaves transformações. Hoofddorp. & De Meuron (1950-). funda-se na idéia de que Future Systems (1979). Marc Newson (1963-) e o grupo 1940). após Curvas integradas e sem interrupções. visando a obtenção de um prêmio da Académie artes plásticas e design industrial. impede a tradução do todo em elementos mais simples. também chamada de Psicologia da Forma. mas o principal parece ser Foster (1935-). Erick van Egeraat (1956-). (Volkswagen) e o relógio Triax (Nike). Realidade esta que ele Beijing National Stadium ou “Ninho de Pássaros associa com a filosofia da ‘dobra’ de De- 17 (2008. presente em nossa percepção de real-  Allianz Arena (2005. abrindo-se e fechando-se. 1858. cimento tecnológico. As características tecnológicas e materiais. Blazey. Entre obras consideradas  Peter Eisenman (1932-) e Ben van blobs. Entretanto. Alemanha). GREG LYNN (1964-). incorporam e afiliam-se produtivamente. Entre os A Gestalt. formas efetuar meia volta em uma delas. 18 todos criados por volta de 1998. estas são as mais conhecidas: Berkel (1957-). GB). do UNStudio (1998). E é Foreign Office Architects Ltd. mática. LONDRES) contrariando assim as leis da Gestalt18. 16 fita de Möbius . interior e exterior através de frag-  The Eden Project (2000/01. de Jon Jerde (1940-). o todo é mais do que a simples soma de suas partes. mas enquanto o  Experience Music Project (2000. Áustria). sem se fragmentar. do plástica da própria construção. ilimitados e Ao invés de formas contundentes e fluidos (bloburbanism). sua configuração e organização interna. Mary Axe os arquitetos blobistas. os produtos que viscosas e fluidas ao reagir a exigências. esta a busca que vai caracterizar todos  London City Hall (2000). seus expoentes fazem uso linha sempre contínua em oposição à de formas protoplásmicas e embrionárias.. China). Daniel como um conjunto autônomo. traços suaves e leves. essa arquitetura pretende-se acidentais dos DESCONSTRUTIVISTAS. é arquitetos e designers mais referenciados uma teoria que considera os fenômenos psicológicos estão: Philippe Starck (1949-). auxiliada pelas novas possibilidades francês Gilles Deleuze (1925-95). Deve o seu nome a arredondadas e contornos sinuosos. Nick Crosbie (1956-). Alemanha) e idade existente. The Sage Gateshead (2003/04. antecipatória de uma sociedade imperfeita e inspiradas pelo caos. de relações intersticiais e trabalham com uma plástica curvilínea de indiretas. Japão). no Surrealismo dos Houve muitas oportunidades para os arquitetos serem anos 1920 e na Psicodelia dos anos 1960. Sua arquitetura geralmente não é constituída de volumes geométricos combinados. do filósofo retorna muito forte. Cornwall mentos contundentes de construção. St. Varsóvia morfologia não feita de partes discerníveis. dos ingleses a única coerente com o atual conhe- Peter Cook (1936-) e Colin Fournier (1944-). mas de uma única superfície fluida que transpassa interior THE MEDIA e exterior. contínua e sem interrupções. os arquitetos blob precisamente desalinhada. o automóvel New Beetle através das quais se conectam. Hoje. 16 A fita de Möbius é um espaço topológico obtido pela colagem das duas extremidades de uma fita. referência natural teve presença marcante na Art 17 Nouveau do início do século passado. formais de “dobrabilidade” – principalmente formas inexatas e geometrias topológicas – podem ser  Basicamente. que a estudou em cultura contemporânea presentes em tipografias. além de outros. Criada pelos psicólogos alemães Max Wertheimer (1880-1943). do britânico Nicholas Grimshaw (1939-). Philological Library (2004/05. nem sempre fáceis de se perceber. fragmentação típica do desenho do caos. trata-se da busca de uma continuidade visual que GROUND (1995. Building (2003/04. Londres GB). de física e de mate-  Spaarne Hospital Bus Station (2003. além de superfícies lisas. Free University of existem poucos teóricos prolíficos da Berlim. foram e são parte da Auguste F. CENTRE Não existem aqui arestas ou planos definidos.A. mas (Apple). primeiro propõe continuidade entre de Frank O’Gehry (1929-). na busca de uma  Para tanto. Tyne-and-Wear GB) e Diferentemente dos desconstrutivistas. todas obras de sir Norman estética blob. Elas mantêm difundiram mundialmente essa tendência integridade formal através de deformações que não blobista foram: o computador IMac racham nem sofrem cisalhamento internamente. pois engloba a complexidade Holanda). que a defende como  Kunsthaus (2003.Produzindo territórios multidimensionais. da NIO Architecten. mas de Polônia). Munique. Möbius (1790-1868). moda. de Svante Berg & Lars Vretblad. Estocolmo falam de espaços estruturados como a Suécia). superfícies curvas que delineam uma plástica suave.  The Ericsson Globe (1988/89. van Berkel propõe a continuidade  Yokohama Port Station (2002. Graz. De certa LORD’S CRICKET forma. essa de Paris sobre a teoria geométrica dos poliedros (N. assim como objetos amorfos e oblongos (waveform design). 30 St. Tanto Lynn quanto o Studio NOx desenvolvem uma  The Golden Terraces (2006/07. Seattle WA). brilhantes e/ou translúcidas. Karim Rashid Wolfgang Köhler (1887-1967) e Kurt Koffka (1886- (1960-).

porque reúne um amon- toado crescente de funcionalidades. mas apenas uma que se formou em Delft. em oposição à  BEN VAN BERKEL (1956-): Arquiteto holandês busca dos modernistas. desenho assistido por computador. fundou com Carolina Bos é fruto de uma experimentação gráfica digital. por seu caráter aberto. Em 1995. associando contornos com 150 andares. não existem Seus principais trabalhos reúnem a Fauteuil Costes e interrupções ou elementos destacáveis nas a Pratfall. ou seja. em cujo lado interiores e design. mas relativo a ela de acordo com Möebius. Geralmente. Desenhou móveis para Vitra. por isso mesmo. mobiliário do Café Costes (1982/84. assim como de novos métodos de produção industrial. Alemanha). cujos primeiros trabalhos apresentavam preocupação pós-modernista de adaptação de um “tipo” parentesco com os desconstrutivistas. tornando-se professor proporciona-se sombra aos aposentos posteriores. Sua Doughnut House (1986) era de arte do estúdio do estilista Pierre Cardin (1922-). Reconhecido internacionalmente do corpo humano. sendo leve. Em 1987. adaptam às necessidades motoras e sensoriais c/Tentuo Kurosaki). potenciando faculdades imprescindíveis ao homem contemporâneo – das quais. Em 1984. propõe uma torre mista. símbolos. Rotterdã). Paris). Seus objetos têm tração de cabos metálicos. Em segundo lugar. de contorno sinuoso e orgânico. De Weijer (1956-). em contraste com o estilo mais design quanto na arquitetura. influenciando vários curvilínea. ser construída em Manhattan. que se Gooi. 145 . a simplicidade e pela inventividade formal e material. voltou-se para a  Aplicação de uma plástica predominantemente experimentação formal. utilidade. Jogos Olímpicos de Atlanta. não necessariamente procura declaradamente inspirar-se na tira de dependente desta. ou seja. e todas elas são (1989. porque age como uma espécie de prótese do corpo humano. Com sua High Rise Tower (1988). Sternstrasse Housing (1994. o que neo-moderno do grupo. que se pelo tcheco Jan Kaplicky (1937-2009) e pela inglesa destaca pelo desenho deconstrutivista e blobista de Amanda Levete (1955-). mediante um dispositivo móvel de células solares. Outro destaque: Swatch Watch Entre os maiores expoentes do BLOBISMO. Trabalhou entre 1969 e 1979 como diretor propostas futuríveis. em primeiro lugar. uma plástica sem elementos estáticos decomponíveis e sem começo nem fim. que apresenta várias mobiliário. fundou o industrializados altamente compactos e estúdio próprio POD. Em 1998. (1959-) o UNStudio. Budapeste). que arquitetos. funcionando como no início dos anos 90. Disform. visitante da Domus Academy de Milão em 1986. Driade. que não são mobi- lizadas totalmente pelo consumidor e. não dependem e nem sequer formado pela Architectural Association de Londres remetem à sua função. as formas dos blobjects. Roelf Steenhuis (1955-) e  As formas blob negam-se a Francine Houben (1955-).  MARC NEWSON (1963-): Designer australiano  Criação de blobjects19. como a justaposição de bambu. dedicando-se a anelar enterrada. perceber partes discerníveis. Chris unidade formal complexa. sua capacidade de organização e velocidade de decisão constituem alguns exemplos. com Henk Döll (1956-). Rotterdã. compostas de curvas suaves perfeitamente interligadas de maneira que não se possa  ERICK VAN EGERAAT (1956-): Arquiteto holandês. sua memória. Baleri e Idée. podem ser citados os seguintes:  FUTURE SYSTEMS (1979): Grupo britânico formado  PHILIPPE STARCK (1949-): Designer francês. Dresden) e Os objetos blob são puro formalismo que não comunica a Popstage Mezz Music Hall (2002. mas que hoje formal adequado à função. além do desequilíbrio aparente e confronto entre formas orgânicas e mecânicas. trabalhou no Japão. biomorfismo dos anos 50. Stuttgart. Holanda). cuja estabilidade é garantida pela antigos com variações tecnológicas. Países Baixos) e Mercedes Benz Museum torna possível a partir das novas tecnologias de (2002/06. ser selecionado para o projeto da Ponte de Erasmus citam-se os seguintes: (1997. permite uma variedade quase interminável de usos. escritório holandês de linguagem blobista. que são ergonômicos e se onde criou a Lockheed Lounge Chair (1985/86. Obras: Museu serem a priori reconhecidos em suas da Natureza e das Ciências (1989/95. desenvolvendo um estudo da linha infinita. Glob (1988). foi bastante influenciado pelo verdadeiras extensões do mesmo. ou seja. Natio-nale Nederlanden & ING Bank (1994. ou seja. Outras obras: Centro de tom e acabamento futuristas ao mesmo tempo em Imprensa do Lord’s Stadium (1995. produzindo tanto em Londres como Tokyo. utilidades ou funções. o Bar Restaurant Nani Nani superfícies das formas reais. produtos formado em 1984 que. a Chaise Dr. em 1981. ao Como elementos da linguagem blobista. abandonando-o em 1995. 19 O telefone celular.Segundo a TEORIA BLOBISTA. aço e objetos (blobjects) ou edificações não concreto. que se poderia chamar de “conteúdo”. Comme des Garçons (Nova York). Declarou que visava evoluir para uma arquitetura representar significados tanto no “barroca moderna”. Faz o uso inesperado de pode ser constatado no fato de seus mate-riais. Tower (1996. sul. a uma tentativa da casa ecológica. Tokyo) e a Chaise Louis 20 (1992). com um pátio interior. Georgia). Principais obras: Möbius Home (1993/95Het  Defesa do aspecto fluido e incontido. ignorando assim também a (1987). firme e agudo. O enquanto um espelho reflete o sol para aqueles trabalho de Starck provoca impacto visual pela situados ao norte. uma forma partir de quando se tornou autônomo. seguindo a definição do blobject. dois anos depois. Breda. multifuncionais. torna-se objeto privilegiado de consumo. Londres) e que recriam as modas aerodinâmicas dos anos 50/60. legissignos de convenção. fundou o estúdio MECANOO. Holanda).

policarbonato. Em geral. de difícil visualização e cálculo. e. como em: são tão pequenos que exteriormente os produtos podem tomar qualquer formato de maneira barata e confiável. como aqueles criados totalmente senão em sua potencialidade virtual20. Em design. cada vez mais mutante e fluído. como nas necessário para o fim prático a que é destinado – obras do ceramista norte-americano Ken Price tornam-se símbolo de status na medida em que conferem uma pretensa invencibilidade técnica ao (1935-). uma contradição. o caso do usuário que produzidos pelas fábricas GK Dynamics e ouve repetidamente as mesmas 20 ou 30 canções Global Electric Motorcars – GEMCAR. do escultor japonês Hadeki sua potência fica aquém de suas possibilidades reais. comportam um tipo de em massa. espaço para formas curvilíneas. portanto. ser produtos da tecnologia e produção Nesse sentido. foi citado pelo jornalista Phil formas exigem cálculos pesados e manuseio especial. tradição ou escola: são produtos da era pós-industrial. designers e arquitetos. onde os computadores e as Geralmente realizados em plástico – em redes de comunicação são protagonistas. sendo para alguns é possível por métodos informatizados. não deixam de nham um ciclo de vida bastante curto. já máticos computacionais. já que “frios”. te- emocionais e culturais. Em outras palavras. não são mobilizadas  Utensílios domésticos. os Essa revolução no design acontece principalmente porque blobjects também podem ser encontrados os blobjects superam a relação função-forma. não-niveladas e tipo de objeto também pode ser encarado como uma não-uniformes. de aspecto fluido e cor brilhante. dependendo do material utilizado em sua estrutura ou em seu  A origem do termo ainda é revestimento. enquanto seu iPod pode armazenar cerca de 10. com seus produtos em massa tidos como profundamente não-naturais. quanto a potência Rei Kawakubo (1942-). mas a indústria chama de “superfícies de dupla curvatura” as que são desenhadas com uma geometria complexa. polipropileno e polietileno –. como do estilista japonês 20 Tanto o amontoado de funções. sem a projetação deste tipo de morfologia arestas. 146 .000 músicas. já Matsumoto (1967-).  Embora os formatos orgânicos Talvez esses objetos também sejam de certa forma uma sirvam de modelo para o desen- tentativa de trazer emoções ao mundo tecnológico volvimento dos blobjects. Afinal. alguns blobjects reúnem uma série tão grande de pelo britânico Neville Brody (1957-). Mesmo com o uso de computadores. Holt ainda da metodologia e a tecnologia utilizadas co-publicou Blobjects & Beyond: The acabou por ser adotada por alguns New Fluidity in Design (2005). e não obedece a determinada específicos e fabricados pela indústria. especial. porém. feitos em plástico. na Esquire Magazine. criação do educador e crítico de design Steven Skov Holt (1966-) que. Vários profissionais dão diferentes nomes a estes BLOBJECTS produtos. cujas fronteiras artísticas e culturais vêm desaparecendo. passou-se a denominar essas superfícies são formadas por múltiplas curvas livres BLOBJECT aquele produto industrial. sobressalente do blobjeto – porque ultrapassa o  Artes plásticas (pintura e escultura). funcionalidades que. no qual defendia elaboração de novos materiais que abrem a criação de blobjetcts revolucionários. Por englobar referências orgânicas e emocionais. Isto faz com que mesmo os blobjects sendo que resultem das circunstâncias tecno- produtos agregados de tantos valores lógicas momentâneas e. são forjados a partir de cálculos mate-  Há aí. muito difíceis de serem projetadas desenhado por computador e geralmente por métodos tradicionais de representação gráfica. outros teóricos ligam a Os BLOBJECTS são frutos da revolução palavra ao designer americano Karim Rashid (1960-). do pintor americano de origem alemã objeto e a seu portador. estas em 1993. estes são desenfreado. e da change the world (2001). em arquivos Patton (1966-). que não é mobilizada inteiramente a não ser como  Motocicletas e automóveis. borracha ou metal. de uso doméstico e multifuncional. Por outro lado. como aquelas propostas isso. Por  Fontes tipográficas. Por exemplo. que se  A INFORMÁTICA facilitou em muito distingue por seu formato curvilíneo. que escreveu I want to digital. na verdade. chamados de Binary Large Objects – por seus produtos sinuosos e BLObs.  Artigos de vestuário. do design computacional. esse arredondadas e fluidas. são manipulados design que não possui assinatura de tridimensionalmente em softwares estilo. Logo. como aqueles símbolo distintivo. de pequena dimensão. Seus em outras áreas das artes visuais componentes funcionais internos – baseados em chips – contemporâneas. pelo galês Ross Lovegrove (1958-). o uso da Rex Ray (1956-). tal denominação que surgiu coloridos. sua manufatura somente controversa. metáfora do mundo atual.

as futuras gerações . litros de água existente. prática conscientemente ambiental em prol estavam as seguintes: do SOCIOAMBIENTALISMO. que devem ser obtidas e Desenvolvimento – CNUMAD. da Conferência das portanto. definitivamente seu compromisso com a Entre as premissas da AGENDA 21. criando um elo de curto como a médio e longo prazos. como 25 ficou conhecida – colocava a questão urbana explicitamente como uma questão ambiental a ser tratada no âmbito de uma GREEN ARCHITECTURE política global juntamente com os Na passagem do século XX para o XXI. a problemas socioambientais. mais aptas a agir prontamente. médio e longo prazos. visando garantir a qualidade da água e o tratamento adequado do lixo e esgoto. principalmente o ferroviário.  Promoção da saúde e saneamento urbanos. descentralização do poder político e dos recursos financeiros para se ter uma boa administração. cujas diretivas passariam a influenciar a ação de Com a AGENDA 21. a arquitetura firmou descendentes. Durante a RIO’92. Sua  Tornou-se fundamental incorporar ao aplicação – baseada na premissa “pense urban planning não apenas os fatores globalmente. sustentável. riam os mais aptos a distinguir e estabe. que estão a par das necessidades de sua área e.  Educação ambiental e incentivo ao uso de transportes coletivos e não poluentes. considerada Montreal sobre a Camada de Ozônio e. uma vez que para cada 100 mundo (Agenda 21 Global). com a através de um consenso social. enfatizando a alteração dos processos de tomada de necessidade de criação e acesso dos decisão passou a ser considerada países a tecnologias ambientalmente essencial para a SUSTENTABILIDADE saudáveis e o reforço da capacidade dos socioambiental. 12 litros estão aqui. a navegação fluvial e lacustre.  Difusão de uma arquitetura sustentável. para o Brasil. a biomassa e a hidrelétrica de forma sustentável. dos órgãos ambientais. já que o país possui cerca de 20% de  Apontar medidas tecnológicas e legais em favor todas as espécies do mundo e detém a maior reserva da sustentabilidade socioalmbiental para todo o de água potável do mundo. a captação eólica. como a solar. correta especificação de materiais e respeito às condições climáticas. considerando as reintroduzindo idéia “esquecida” de que se conseqüências de nossas ações tanto a pode (e deve) planejar. . Do solidariedade entre nós e nossos 21 mesmo modo.  A AGENDA 21 também estabelecia o lecer prioridades e soluções pertinentes fortalecimento das instituições dedicadas para se alcançar o desenvolvimento ao meio ambiente. A ECO’92 – ou Cúpula da Terra. visando o fortalecimento países em desenvolvimento de absorvê- dos níveis local e regional.  Emprego de fontes renováveis e alternativas de energia. no Rio de locais. 1990. sociais e ambientais. a qual se assenta na idéia de que a BIODIVERSIDADE deve ser uma preocupação comum a toda a humanidade e que todo país deve encontrar meios de preservá-la. tornou-se necessária a arquitetos.  Criticar o modelo vigente de desenvolvimento 22 Ambas questões ambientais são muito importantes (relação entre problemas sociais e ambientais). com metas. urbanistas e engenheiros desde então. evitando contaminação do solo e das águas. aja localmente” – econômicos. mas também as variáveis pressupunha um planejamento do futuro com ações de curto.  O maior marco do socioambientalismo transferindo-a sucessivamente para as autoridades foi a realização em 1992. 147 . e a criação de ciclovias. Em 1987. firmou-se pela ONU o chamado Protocolo de abordou-se a importante questão da água. foi assinada a Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB. em junho de desde então um recurso natural não-renovável22. Janeiro (RIO’92). das agências e das instituições de desenvolvimento em todo mundo. recursos e Nações Unidas sobre o Meio Ambiente responsabilidades definidas. Da mesma forma. consistia basicamente participação de cerca de 175 países que em um programa estratégico e universal para se se propuseram a: alcançar a sustentabilidade. publicou-se pela União Européia o Green paper on the urban environment (Livro verde sobre o ambiente 21 urbano). os quais se. las e utilizá-las. através da eficiência energética. Através de um roteiro de ações concretas.

Turquia). 148 . Dinamarca) e a Conferencia sobre Assentamentos Humanos (1996. Deste Desenvolvimento (1994. associando biotecnologias a questões socioeconômicas e preocupações ambientais. criticando o logocentrismo. sustentáveis. associando preocupações homem e correspondendo a uma visão sociais e ambientais. em a) Defesa de uma consciência ecológica e ética conjunto com o American Institute of ambiental. a modo. estabeleceu a Declaração de Interdependência para b) Emprego de técnicas “limpas” e ecoprodutos fabricados industrialmente. um Futuro Sustentável. a qual enfatiza a questão urbana ambiental ao definir a GREEN ARCHITECTURE sustentabilidade como princípio e os Habitat Sustentável assentamentos humanos sustentáveis como objetivo mundial. sem condições ecológicas e sociais de um deixar de lado preocupações sociais. água (sistemas de captação e reuso). culturais e determinado lugar. impraticável no mundo atual. a tecnolatria e a arquitetura “antropófaga”.) e mínimo de GREEN ARCHITECTURE. Conferência sobre o Desenvolvimento Social (1995. Viena. Architecture usa tecnologias “verdes” e e) Adequação das questões ambientais em áreas preocupa-se fundamentalmente com o de grande concentração urbana. e tornando-se importantes referências na última década. Norman Foster (1935-). na maioria das vezes. buscando se impacto ambiental. Aproximando de um ambientalismo moderado.Finalmente. Seus pressupostos econômica ambiental defendem a criação de CIDADES funcional eficiente SUSTENTÁVEIS. adquiridos prontos. uma associação européia destinada a aprofundar ecologismo. Na opinião deles. através de biotecnologias. atendendo assim a sustentabilidade socioambiental como o normas e à demanda de mercado. segundo o qual a natureza a pesquisa das energias renováveis. como a Conferência de Direitos acessíveis a países em desenvolvimento Humanos (1993. Cairo. centro de responsabilidade profissional. seus expoentes são antropocentristas e enquadram-se em regras mercadológicas. passaram cada vez mais a se direcionar negando assim todos os avanços do à GREEN ARCHITECTURE. a Green estéticas (tradição. gás natural. os quais garantam a integridade dos ecossistemas e a qualidade de vida. criou a AGENDA e segura HABITAT. a adequada especificação de materiais e a proteção da natureza. que coloca a com tecnologia e em escala. a União GREEN ARCHITECTURE: Internacional dos Arquitetos – UIA. devendo se refletirem na área da construção. não. etc. intenção de conciliar a tradição e as possibilidades modernas. seguindo pressupostos a favor da sustentabilidade arquitetônica e urbana. não valeria a pena  Muitos eventos da ONU seguiram-se à apostar em ecotecnologias de ponta. portanto. eles negam a tecnolatria. beleza e conforto). Ao mesmo tempo. conhecida como universal a Cúpula das Cidades. ECO’92.  Visando produzir edificações que se d) Aplicação de sistemas de certificação adéqüem. Istambul. ao mesmo tempo. Renzo Piano (1937-). a ou àquelas sociedades que se pretendem Conferência Mundial sobre População e igualitárias e. Em suma. social Essa última conferência. em especial através da aplicação de tecnologias “limpas”. em 21 de junho de 1993. memória. de convocando todos para a prática da medidas para redução da energia fóssil (energia solar e eólica. em São estas as principais características da um congresso em Chicago. a questão da SUSTENTABILIDADE implica em como desenvolver métodos social e ambientalmente corretos de produção e consumo. isto não Thomas Herzog (1941-) e o casal Françoise-Hélène Jordá (1955-) & Gilles Perraudin (1949-). Áustria). tecnocentristas. c) Incorporação. Architecture – AIA. Egito). tem a inserir no modelo socioeconômico vigente. Copenhague. grandes arquitetos como Richard Rogers (1933-). Em 1993. formaram a significa imobilidade como o puro READ.  Para os green architects. às ambiental. que garantam a eficiência energética. reforçando a condição e barata e ecológica de que a questão socioambiental permeia a questão urbana em todo o planeta. Embora inicialmente deveria permanecer intocada.

prestava à retomada dos acordos da ECO’92. o compromisso com além do número de represas ter quadruplicado uma arquitetura mais sustentável – de no mesmo período (redução do fluxo fluvial). George W. sacos de países não-desenvolvidos. realizada por cerca de metrô e trens rápidos nas grandes 1. desvinculado dos interesses do antigo setor sucroalcooleiro. dos resultados obtidos tanto pela Agenda Montreal (Canadá) e Barcelona (Espanha) – na tentativa 21 como pela Agenda Habitat. ainda faltava muito para se Suíça. em apenas 20 o que fez aumentar a produção e anos. como a criação de vários acordos preservacionistas. não degrada o meio ambiente). Bush c) Uso de materiais reciclados. diminuindo gastos apesar disso. quando o então secretário tiradas. (excelente isolante térmico. mas nem todos que todo o século XVIII e XIX somados. na Porém. atividades produtivas alterou drasticamente o encontro da terra com o mar e. emitem cerca de 25% dos gases que com ar-condicionado e aquecedor) e/ou madeira provocam o Efeito-Estufa no mundo – teriam de reduzir de reflorestamento (baixo custo de produção e suas emissões de CO2 . porque se Iniciou-se então uma série de convenções internacionais.  Com a grande mobilização do homem. os EUA – que b) Utilização de estruturas e paredes feitas de terra representam apenas 4% da população mundial e. alterando radicalmente os da arquitetura ecologicamente correta: ecossistemas e podendo produzir desequilíbrios a) Cobertura do telhado em grama. que. disse que. as atenções do mundo convergiram sobre a Mudança Climática – CMNUMC propôs o para Johannesburg. desafiando os aquática e aumento da chuva ácida). a Conferência sobre a Mudança garantir um futuro. disseminar o ensino em tempo integral e concluída somente em 2005. além mais de 1/3 das florestas de manguezais do mundo que crescem no lodo oceânico e em da difusão do conceito de GREEN várias regiões tropicais (extinção de espécies). que pertence ao reduzindo a diversidade ecológica e fazendo grupo dos países emergentes designados pela sigla BRIC crescer o uso de fertilizantes à base de (Brasil. ARCHITECTURE e ações decorrentes.Em 1997. mas o presidente norte-americano. metano e outros poluentes. reestruturar o Proálcool. também chamada de RIO+10. na Dinamarca. países mais desenvolvidos a seguir o seu exemplo. Além como pneus preenchidos de pedregulho e terra de terem se recusado a firmar o protocolo. Continuando natural como fontes de energia nos últimos 150 as discussões desde o Protocolo de Kyoto. 149 .  Em 2000. como a China. duráveis e de baixa (1946-). declarando ainda por cima cebola e concreto fino) localizados nas laterais os recursos naturais destes países como “patrimônio da edificação para receber á água da chuva universal a ser preservado”. em Copenhague. petróleo e gás CQNUMC. Marrakesh  Naquela ocasião. implantar redes de Milênio – AEM. um tratado internacional para reduzir o aquecimento global. 23 Segundo o Protocolo de Kyoto (1997). na África do Sul. designadas por COP e ocorridas em diferentes localidades – como Bonn (Alemanha). devido à política econômica americana23. garrafas de vidro mantiveram seu modelo de desenvolvimento econômico para fechamento de janelas e tanques de até hoje e não se mostraram interessados em ajudar plastocimento (mistura de ferro. Entre as conclusões Climática. mínimo impacto ambiental e máxima  O uso de áreas costeiras para turismo e eficiência – tem sido cada vez mais forte. é isolante termoacústico. muitas  Estas são algumas das práticas verdes plantas e animais têm sido transportados de um lado para outro. florestas) têm sido convertidas em lavoura do até aos níveis emitidos em 1990. no qual se de retomar esse debate sobre o aquecimento global. proveniente do telhado. aceitaram esses índices. Contudo. tais proteger a economia ao invés do meio ambiente. onde se Protocolo de Kyoto. apostaria em toxidade para melhorar a qualidade de ar. se tivesse de escolher. Bangcoc (Tailândia). estima-se que o homem tenha removido aplicação de bio e ecotecnologias. mais terras (campos. Entre as terríveis constatações da AEM. deixando a edificação fresca no verão e quente no inverno. cerrados e devem reduzir as suas emissões de CO2 em 25 a 40%. solicitou de se universalizar o saneamento básico uma Avaliação Ecossistêmica Do na próxima década.360 especialistas de todo mundo e aglomerações. o importãncia da cooperação entre todos os países. além de (globalização de espécies). Bali (Indonésia). A que provocará o aquecimento global. estavam as seguintes: Em 2009. além do uso de clarabóias para fornecer luz natural. Nas últimas décadas. Índia e China). a COP 15 anos tem liberado grandes quantidades de CO2 ainda não conseguiu criar um consenso sobre a na atmosfera elevando seus níveis em 1/3. destacaram-se as necessidades da ONU. ser decorativa. aconteceu a 15ª Conferência Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática –  A predominância do carvão. Já o Brasil anunciou 2009 Nitrogênio e Fósforo (diminuição da vida que irá reduzir as suas emissões em 40%.  O volume de água desviada de rios e lagos para irrigar os campos e atender às necessidades domésticas e industriais dobrou desde 1960. ocorreu em La Haya. os EUA para execução de escadas. a Convenção Marco das Nações Unidas Em 2002. o qual passaria a vigorar em realizou a Conferência Mundial das Nações 2005 e duraria até 2012. ele não foi totalmente Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável aplicado. Rússia. fez-se um balanço (Marrocos). constatou muitos avanços. Kofi Annan (1938-). comunidade científica defendeu que os países mais ricos  Desde 1945. democratizar a justiça.

Texas. Em coletores nos telhados ou por poços para The skyscraper: bioclimatically considered (1997). onde University. pois não há fabricantes Shulman Residence (1989/92. carregada de valores ecológicos e House e a Cook House. e sua esposa e sócia Gail Vittori (1954-). cuja primeira obra foi a  GLENN MURCUTT (1936-): Arquiteto australiano. pela arquitetura mais simples e primitiva. Sensíveis às características TX). México). La Honda CA) juntamente com Dennis K. Angeles CA). em segundo plano. como exetensão acadêmica da Auburn baixo da terra para o quintal ou pomar. Por exemplo. L. tendo disponibilidade de açudes ou cisternas para iniciado seus trabalhos em 1974. Alemanha) e o Nestlé Center (1997/98. Low Income Building (1994/95. Mônica CA) e Game Show Network (1995.  CENTER FOR MAXIMUM POTENTIAL BUILDING  BERNARD REICHEN (1943-) & PHILIPPE ROBERT SYSTEMS – CMPBS (1975): Organização sem fins (1941-): Durante os últimos 20 anos. Malásia) e Além dos já citados e reconhecidos a Menara Mesiniaga Tower (1992). Marne-la-Valée. entre as quais a Barton a prática empírica. não tentam criar Green Builder Demonstration (1994/97. Mason’s Bend AL). formado pela University of principalmente pela renovação de velhas instalações Pennsylvannia com ênfase em planejamento industriais. destacando-se os seguintes (1960-): Casal de arquitetos formados em Princeton CT e em Harvard MA. Thoreau (1817-62). formado em Nova York. como a Embaixada Francesa no Qatar caracteriza-se por grandes preocupações ecológicas (1987) e o American Museum em Giverny (1992. e lecionado na regulador do projeto. Forked River NJ). batizaram o grupo em homenagem a uma figura  SAMUEL “SAMBO” MOCKBEE (1945-): Arquiteto legendária da região de Nova Jersey NY. mas que atua na gordura e deixam-na própria para a reutilização. França). Além de inpumeras casa. Pliny Fisk III (1944-). mas que compensa com o tempo. Criou um estilo pessoal que pretende de muitas plantas em varandas e janelas que combinar a tradição orgânica de Los Angeles com a recebem mais vento melhora a umidade do ar. Bowali Visitor Information Center e criativo da arquitetura americana. sediada em Austin. geralmente reconduzido por responsável”. Principais obras: nativas. foi o vencedor Arts (1994/97. d) Instalação de biogestores. mostrando um lado pragmático Inn (1976/83). que sugam a americano. chuveiro e das pias (cozinha e banheiros). Shatto nacionais. Laredo TX) e Advancer espaciais da arquitetura industrial. Entertainment Campus (1993. Austin TX). Também concluiu uma série de novos especialista em gestão de resíduos. Sta. Thelma nova construção. com forte preocupação urbana. França) ou o Halle Tony Garnier (1988. a colocação Nigéria. Neste projeto e nascido em Londres e crescido em Morobe. o Technologiezentrum Umweltschultz (1993. sentido tradicional. de 1969 a 1977. além da com um dos pioneiros da arquitetura “verde”. em Canton MI. entre Oberhauzen. Entre suas obras. que trabalha desde 1978 com sua atuação como design-build. Hill (1977/79. Rafael Moneo e Denise Scoth pelas ideias de Henry D. Blueprint Farm (1988/90. a sua empresa lucrativos. criou o conceito de “arranha-céu ecológico”. (1992/94) e Boyd Art Center (1996/99). trabalham com Coleman Coker (1951-). Nos anos 1990. Definindo norte-americano. realizando decisões projetuais tomadas in loco. licenciada pela University of Massachusetts e França). que recebem o Studio em Greesboro. uma série de diferentes estruturas. onde fez uma interpretação sociais. criou. em seu Normandia. e) Criação de jardins compostos de plantas voltada a comunidades carentes. Seu trabalho edifícios. fazerem as renovações por custos abaixo de uma Houston TX). que. Hadley MA). New Smyrna Beach FL). Alta e de flexibilidade espacial. Kuala Lumpur. Em 1992. As suas casas incluem muitas criação de estufas e jardins internos possibilitam vezes pátios que trazem a natureza para dentro de maior ventilação e integração dos espaços. a  STEVEN EHRLICH (1946-): Arquiteto norte- qual passa por filtros de areia. artificialmente escritórios modernos e apertados  JERSEY DEVIL (1972): Firma norte-americana de dentro das estruturas existentes. Principais O seu êxito deve-se ao fato de serem capazes de obras: Armand Bayou Nature Center (1992/93. sempre defendendo reserva de água pluvial. a inovação arquitetônica. “para alargar o esgoto dos vasos sanitários e o transformam centro da arquitetura num contexto socialmente em biofertilizante. tendo estudado arquitetura f) Utilização do paisagismo interno como elemento africana indígena. o Rural e Butterfly (1988/89. que desde cedo se interessou a paisagem e a arquitetura em um todo coerente. Brown como referências. conceberam do Pritzker Prize em 2002. Harris House e Yancey Chapel cuja irrigação é feita com a água proveniente do (1995/97. outros. hoje existem vários green  CHARLES ROSE (1960-) & MARYANN THOMPSON architects. que é captada por um projeto integrado às premissas ambientais. Paris. Lyon. Baja Califórnia. Obras: investimento alto. mundialmente. egressos da Universidade de Princeton. Sony Music que não haverá contas). como o Grande Halle de la Villette (1985. diminuindo e  KEN YEANG (1948-): Arquiteto malaio que é visto desperdício de água potável. Obras de destaque: arquitetos composta por Steve Badanes (1952-). criando um ambiente que considera g) Geração de energia através de painéis uma “purificação do mundo exterior”. apontam-se: as casas Snail atualizada da arquitetura local. Costa Oeste dos EUA. captação do subsolo. sua arquitetura. Hartsbrook School (1987. Sua arquitetura caracteriza-se pela serve de adubo. esforçam-se por integrar Papua-Nova Guiné. Brentwood LA). ecológico. distrito da nos demais que se seguem. já Recreation Center (1991. Culver City CA). h) Reaproveitamento da água de pias e chuveiros para o jardim ou descarga. retomando assim uma série de construções. influenciado Citam Michael Graves. dirigida por construiu uma sólida reputação na França. fotovoltaicos instalados na cobertura. ligadas por um sua principais obras na Austrália são: Berowra Waters passeio feito de tábua. que sobrevivem com menos água e Bryant House. linguagem de materiais simples e inspiração local. Obras: The Roof-Roff House (1985. (1972. Alabama (AL). além de Ehrlich encaminhou-se para projetos de maior placas solares para esquentar a água (Custo de dimensão. Ruth (1944-2009). França). deixando a beleza. 150 . John Ringel (1952-) e Jim Adamson (1953-). No Atlantic Center for the Trabalhando desde 1970 em Sidney.

a ISO Stewardship Council (FSC) – que 14041/1998 (Gestão Ambiental. especificidades.  A relação entre a obra e o entorno: consideram- se os pré-requisitos para definição do local de  Em vários países do mundo. destinação de resíduos (gerados pelos CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL. Como resultado. uso. mais gastos com distribuição. destacam-se a ISO 14040/1998 Conselho de Manejo Florestal – o Forest (Gestão Ambiental.Consumo de água pela International Organization for Standardization – ISO.Transporte (distâncias e emissões de CO2) Uma das ações visando a sustentabilidade foi a criação. . execução. ACV. Princípios e Estruturas).000.Energia (consumo e emissões de CO2) . projeto. até 2000. saúde e bem-estar agentes patogênicos ao homem. tecnologias. componentes e sentido do desempenho ambiental. ou ainda diretrizes para uma melhoria contínua do desempenho ambiental. . que propõem um . serviços utilizados e/ou prestados. vieram permitir o controle do A avaliação da sustentabilidade de uma impacto ambiental das atividades. e nos muito bom ou excelente.Uso das superfícies (ajardinadas e impermeabilizadas) da família de normas ISO 14. servindo mais como forma de compro-  Basicamente. básicas de ergonomia. a ACV de uma edificação misso e autodeclaração. 1993.000 resulta em redução de custos no gerenciamento edifício recebiaa a qualificação de: suficientemente bom. a certificação comunidade internacional como única base internacional ISO 14. que já incorporavam a ACV. 151 . o 14.000 não é obrigatória legítima sobre a qual é possível comparar nem preconiza exigências absolutas no materiais. de resíduos.Valorização ecológica do lugar padrão global de certificação de produtos e identificação . a qual passou a ser aceita pela todo mundo. já se implantação da obra. socialmente justa. design. por parte de empre- Análise do Ciclo de Vida – ACV da sas de qualquer porte ou finalidades em edificação. ECOCENTRISMO TECNOCENTRISMO ANTROPOCENTRISMO Natureza sobrepõe-se à Sociedade sobrepõe-se Equilíbrio entre Natureza Sociedade à Natureza e Sociedade Ênfase nos aspectos Ênfase nas questões Ênfase nos valores ecológicos tecnológicas socioambientais O critério ético é O critério ético O critério ético definido a partir de está no domínio do são as necessidades valores naturais ambiente natural através humanas determinantes intrínsecos da tecnologia da relação com o meio Ecologismo Ambientalismo Socioambientalismo Arquitetura Ecológica Arquitetura Sustentável Green Architecture Resgate do passado Projeção do futuro Retomada do presente Tradição Invenção Conscientização Popular e artesanal Erudita e tecnológica Experimental e universal CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL Estas normas. Foi também em 1990 que se criou no Canadá o primeiro selo verde. o BREEAM resulta na análise dos seguintes pontos: desenvolvimento de atividades e emissão de . construção faz-se através do processo de produtos e serviços. Alcance e Análise de Inventários). cujos processos construtivos e pelas atividades de pioneiros foram os britânicos que. Method (BREEAM).Impacto ambiental dos materiais de construção . do 24 Entre suas normas. Entretanto.Contaminação do ar e água de serviços no segmento ambiental24. avaliação de sustentabilidade do BREEAM. Definição de passava a carimbar madeiras originárias Objetivos. . além da melhoria da imagem de 500 obras foram realizadas seguindo o método de corporativa diante de consumidores e órgãos reguladores. a ISO de um processo produtivo manejado de 14042/2000 (Análise do Impacto do Ciclo de Vida) e a forma ecologicamente correta e ISO 14043/2000 (Interpretação do Ciclo de Vida). em seus usuários). ACV. o que vem cada qualquer deve considerar: vez mais se tornando recomendável. abastecimento (água e tornou comum a aplicação de índices de energia). Establishment Environmental Assessment processos construtivos e materiais utilizados. no consumo de energia e materiais. lançaram uma tabela de avaliação  A relação entre a obra e ela mesma: avalia-se o denominada Building Research planejamento.Gestão. e poluentes produzidos. A aplicação da ISO Segundo a quantidade de pontos obtida para cada item.  A relação entre o ambiente e o homem: observa-se a satisfação das necessidades Considerado o primeiro selo ambiental para a arquitetura.

). que se intitula A Green Vitruvius:  Combinação de diferentes materiais construtivos. com base na relação Yin/Yang.). foram lá produzidos vários manuais de CIB. architectural design (1999). conforme o número de respostas afirmativas. Holanda e Inglaterra. 25 27 Na França. on line de informações sobre o tema. de ideologias e de abordagens 26 a 32 pts. a Austrália elaborou e implantou seu humanos. países. EUA. o Diversificación y Ahorro de la Energía Sustainable Building Tool (SBTool). criou e passou a difundir a construção. vários países com o equilíbrio entre corpo/mente/espírito 25 criaram seus próprios sistemas de selo . sendo denominado de que significa literalmente “vento e água” e designa o Haute Qualité Environnementale (HQV).  Reaproveitamento e gestão de resíduos da construção. correção de impacto). enquanto que outros tipos tenderiam a ser sistema de certificação – o National Australian Building prejudiciais. esta metodologia milenar desenvolvida por Environmental Rating System (NABERS) –. o qual antigos mestres taoístas propõe-se a auxiliar na avalia tanto edifícios novos como antigos. o qual procura conhecimento. cujo endereço eletrônico é <http://www. através da mais acessível na América Latina e Brasil.org>. Innovation 4 (6%) incorporando aspectos ligados à qualidade dos Accredited Professional 1 (1%) interiores. o International Council for Research comprometer com a sustentabilidade. Constatando que certos tipos implantação do Comprehensive Assessment System de vibrações presentes no ambiente e em seu entorno for Building Environmental Efficiency (CASBEE).  Na Espanha. o projeto é  A BIOARQUITETURA define a questão considerado mais ou menos sustentável. o índice da construção sustentável passou FENG SHUI (pronuncia-se fon’xuei) é um termo chinês a ser aplicado somente em 2002. Esta tendência passa a considerar como critérios implícitos no O LEED corresponde a um índice na área conceito de arquitetura sustentável as de energia baseado em uma pontuação chamadas biotecnologias. em 2004. passou-se a empregar o termo Sustanaible Sites 14 (20%) ARQUITETURA SAUDÁVEL. Canadá. International Initiative for a Sustainable Built Environment – iiSBE. A ideia de as construções respeitarem as Este enfoque biocêntrico na construção condições socioambientais encontrou envolve tanto a questão energética como o força com um livro publicado pelo uso de materiais renováveis. o Institut Ildefons Cerdá de Barcelona e o Instituto para la 26 Possuindo seu próprio sistema de avaliação.). B (Edifício de impacto muito criada em 2004 e implantada em cerca de 15 reduzido) e A (Edifício autônomo de impacto mínimo). incluindo Conselho de Arquitetos da Europa – também preocupações com: CAE. Biológica ou Water Efficiency 5 (7%) Antroposófica para a corrente que amplia Energy / Atmosphere 17 (25%) Materials / Resource 13 (19%) as preocupações ecológicas e socioambientais Indoor Evaluation Quality 15 (22%) a outras dimensões de bem-estar e conforto. que passou a ser amplamente aplicado. Principles and practices of sustainable  Controle de doenças e de produtos contaminantes. que Agenda setorial para a construção sustentável para hierarquizava diferentes níveis de intervenção. Gold não-usuais que procuram conciliar as (de 39 a 51 pts. o United States Green Building intercâmbios na pesquisa e difusão da Council criou o sistema de certificação para sustentabilidade na arquitetura e construção em edifícios sustentáveis denominado Leadership in todo o mundo . Entre 1995 and Innovation in Building and Construction – e 2000. incorporando elementos da 27 filosofia do Zen Budismo e Feng Shui . fundado em 1953. concepção espacial. de acordo países em desenvolvimento. à saúde física e mental e à Total 69 (100%) harmonia espiritual. Por poderiam agir de modo benéfico para o corpo e a mente sua vez. mantendo um sistema Guía de la edificación sostenible (1999). humanos. Pontos BIOARQUITETURA Categoria possíveis (% do total) Recentemente. questionário e.) ou Platinum (de 52 a 69 questões ambientais com a preocupação pts. Também foi positivas que supostamente estariam presentes em um no mesmo ano que o Japão entrou na era dos espaço e redirecionar as negativas de modo a certificados para construções sustentáveis. além da elaboração da TABELA DCBA. da sustentabilidade por meio da síntese de classificando-se como: Leed Certified (de escolas. através da beneficiar seus usuários. das estabelecer um padrão comparativo que oriente o forças necessárias para conservar as influências projeto na direção de sua sustentabilidade. 152 . passou a desenvolver uma rede de  Em 1996.  Alteração de hábitos de vida e de consumo urbanos. A partir de então. a com 04 escalas de fatores e resultados: D (Projeto de edifício convencional). entre os quais. C (Edifício convencional com associação Green Building Challenge – GBC.iisbe. Silver (de 33 a 38 pts. este grupo organiza – IDAE de Madrid apoiaram e lançaram a conferências regionais e globais. 26 Energy & Environmental Design (LEED). Por sua vez. que se abrem às que corresponde a um extenso filosofias orientais e às ciências alternativas.A Holanda foi um dos primeiros Estados europeus a se Em 2000.

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