.

que tem espaço vazio. 3 anos Reprodução/Agradecimento Creche Central da Universidade de São Paulo (USP) ." "Vou desenhar aqui." "O cavalo ficou escondido debaixo disso tudo!" Joana.Sabia que eu sei desenhar um cavalo? Ele está fazendo cocô.

o ritmo. das posições. a imagem ou esquema de nosso corpo e por fim a palavra”.Chazaud (1976-31).. . a construção espacial.. “por uma maturação que integra o movimento. mas também o reconhecimento dos objetos.O desenvolvimento psicomotor se caracteriza.

vestir. no comportamento de compra da família. entre outros artigos. Por muito tempo. pois. com idade de dois aseis anos. 13 a 16 de outubro de 2 008 http://www.br/biblioteca/enegep2008_TN_STO_073_519_11444. 2006). a criança escolhe o que comer.abepro. A sociedade não estava consciente do fato de que as crianças são diferentes dos adultos em muitos aspectos. residente no centro urbano de Florianópolis. 2005). Brasil. Rio de Janeiro. Assim.“Já houve época na qual as crianças eram vistas apenas como “enfeites”. os filhos ficam menos tempo em presença dos pais e estes tentam compensar a falta cedendo a tod os os desejos dos filhos. (BEULKE. Lojistas confirmam esta tendência e o comércio varejista focado no segmento infantil ganha força. O problema de pesquisa deste trabalho é: “Qual o nível de influência do consumidor. ou seja.org. no marketing da segmentação em nichos. principalmente no que diz respeito às preferências e necessidades diárias. com relação a produtos de vestuários infantil?” XXVIII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO A integração de cadeias produtivas com a abordagem da manufatura sustentável. com a crescente participação da mulher no mercado de trabalho. criou- se um cenário bastantepropício ao aprofundamento dos estudos sobre comportamento do consumidor infantil (TRINDADE. Acrescenta-se a estes fatores o fato atual de que os pais querem oferecer aos filhos um padrão de vida melhor ou dar à criança o direito da última palavra. um indivíduo com processos psico-cognitivos e experiências apenas menos desenvolvidas do que um adulto. RJ. principalmente no que diz respeito ao consumo. no Brasil a criança é a soberana do lar.2002) Segundo Giacomini (1991). cada criança foi vista como uma miniatura de um adulto. Com o desenvolvimento da psicologia infantil e a tendência cada vez maior. inclusive para os adultos da casa. (FARINA.pdf EM 06/01/2014 .

assim. Muitas podem ser as prováveis causas da acentuada queda destes índices. pois vem acontecendo uma mudança substancial na influência e na participação dela nos processos de compra. fruto de sua “mesada”. serviços e marcas. segundo estudo realizado em 2. Em 1980 era de 38. temos acompanhado uma significativa diminuição na taxa de natalidade do brasileiro nos últimos vinte anos. Entretanto. acompanhar seus pais em suas compras. estamos deixando de ser o país das crianças. segundo este mesmo estudo. a participação das crianças na população estava em 29. o aspecto consumidor de uma criança tem início a partir do momento em que ela começa a conseguir manter-se sentada em seu carrinho de bebê e. Entretanto. Há dez anos.24%. portanto. as crianças não exercem apenas o papel de influenciadoras. apenas 8% das crianças influenciavam fortemente seus pais na decisão de compra. Temos apenas 504 anos de idade. quando gastam o próprio dinheiro. Além disso. faz todo sentido que a busca incessante das empresas pela fidelização de seus clientes comece bem mais cedo.9). Também gostamos muito de dizer que somos um país de jovens. daqui a dez anos. Segundo James Mcneal (1992. descobrí-las com precisão não parece ser tão relevante para o mundo dos negócios como o entendimento do que mudou no papel da criança como parte do processo de compra da família. Nada mais natural. mas crianças com um poder de influência cada vez maior nos processos de compras dos adultos à sua volta.60%. por outro elas estão cada vez mais participativas nos processos de decisão de compra das famílias das quais fazem parte. ao menos quantitativamente. Este é um mercado de alguns bilhões de dólares em todo o mundo.003 pelo InterScience. Também representam um importante mercado. Se por um lado temos menos crianças. olharmos as crianças como futuras consumidoras de diversos produtos. Contudo. E este . De acordo com o Censo Demográfico de 2. 49% participam deste processo de forma intensa e. Associado a isto.Pequenos Grandes Consumidores O Brasil é um país jovem. Elas hoje iniciam muito cedo suas vidas de consumidoras. este índice será de 82%. na compra de produtos e serviços.000. Hoje. Menos crianças. O adulto consumidor de amanhã é a nossa criança de hoje.

Menos crianças. Precisamos antes de começar a falar de planejamento de marketing. Nesta ótica.Mercado primário: onde as crianças têm seu próprio dinheiro e o gastam de acordo com suas necessidades e desejos.15). realizar uma boa reflexão a respeito de algumas questões éticas e culturais. Mercar para as nossas crianças é um trabalho que requer atenção. as crianças como consumidoras representam 3 mercados distintos: .aspx EM 06/12/2015 . 1992. estaremos tratando bem o nosso futuro. não podemos cair na armadilha de simplesmente adaptar técnicas e análises do “Marketing para Adultos” para o que podemos aqui chamar de “Marketing Infantil”. FONTE: http://www.espm. mix de marketing. .Mercado de influência: influência na compra dos adultos.Mercado futuro: futuros consumidores de produtos. .adulto guardará para sempre lembranças dos seus tempos de criança consumidora. Segundo James McNeal (1992. mas crianças com maior atuação no mercado. Por que não fazermos um Marketing com uma real responsabilidade para com estes pequenos grandes consumidores? Bibliografia: . com pós-graduação em comunicação pela ESPM e MBA em Gestão de Negócios pelo ITA/ESPM. Tratando bem nossas crianças. James U. posicionamento e segmentos de mercado. João Matta é engenheiro eletrônico formado pela USP. responsabilidade e constante reflexão. EUA: Editora Lexington Books. Entretanto.MCNEAL.br/ConhecaAESPM/AconteceNaESPM/ConteudoElemidia/Pages/PequenosGrandesConsumidores. serviços e marcas. crianças mais importantes para as empresas. Kids as customers: a handbook if marketing to children. É professor em gerência de comunicação com o mercado e consultor de marketing.