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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS

CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO MUSICAL

GESIEL DA SILVA

EDUCAÇÃO MUSICAL DENTRO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS: UM CAMINHO

PARA A PROFISSIONALIZAÇÃO

Barretos

2016

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

2

CENTRO DE EDUCAÇÂO E CIÊNCIAS HUMANAS

CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO MUSICAL

GESIEL DA SILVA

EDUCAÇÃO MUSICAL DENTRO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS: UM CAMINHO PARA A PROFISSIONALISAÇÃO

Monografia apresentada como Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Licenciatura em Educação Musical do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos.

Orientador: Vinícius Alves Sampaio e Silva

Coorientador: Prof. Dr. Glauber Santiago

Barretos

2016

3

DEDICATÓRIA

Este trabalho é dedicado, primeiramente a Deus que liberalmente dá sabedoria a todos que a desejam, e a minha querida família, Isanete e Maria Clara, esposa e filha, que de maneira tão dedicada abriram mão de um precioso tempo de convívio, para que este pudesse ser concluído.

4

AGRADECIMENTO

Às instituições que muito respeitosamente me auxiliaram na realização deste trabalho, nas pessoas de: Cap PM Ismael Alves de Oliveira, subcomandante do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo; Sub Ten PM Isaac Pavaneti dos Santos, mestre da Banda de Música Regimental do Comando de Policiamento do Interior 5, sediada em São José do Rio Preto, SP; Sub Ten PM Vanderlei Gonçalves de Souza Júnior, mestre da Banda de Música Regimental do Comando de Policiamento do Interior 3, sediada em Ribeirão Preto, SP; Sub Of Antônio Aparecido Delazari, mestre da banda de música do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins, SP. Por meio destas pessoas, quero agradecer a todos que gentilmente responderam este questionário, bem como os comandantes das referidas unidades militares. Um especial agradecimento a uma pessoa com a qual tenho pouco contato, mas que com seus contatos, me foi muito útil para a conclusão deste trabalho: 2º Ten PM Natanael Vicente.

5

RESUMO

Este é um relato de uma pesquisa sobre os motivos relevantes, os quais levam músicos que iniciaram seus estudos de música em igrejas evangélicas espalhadas pelo Brasil a se profissionalizarem. Embora não se tenha uma precisão de quantidade, é altamente expressivo o número de profissionais advindos destes locais de educação musical. A questão levantada aqui para estudo, é sobre as principais características das práticas pedagógicas musicais nas igrejas evangélicas, que influenciam tanto na profissionalização de músicos. O investimento na formação dos músicos dentro das igrejas é única e exclusivamente para o serviço do culto religioso, mas serve, deste modo, como um treinamento técnico para a ocupação social, cumprindo assim, um papel na sociedade como um formador de profissionais qualificados para um serviço que pouco, ou nada, tem a ver com a ideia inicial da formação musical destes. Para se obter um material aceitável para análise, o método empregado foi a revisão bibliográfica, ou documentação direta, que é a retirada de informações, sobre o tema em questão, mais precisamente, pesquisa quantitativo descritivo através de questionário, relacionando o levantamento dos números e sua relevância para o resultado final da pesquisa. Os questionários foram aplicados em quatro instituições de músicos profissionais: Banda de Música Regimental do Comando de Policiamento do Interior 3 e 5, Banda de Música do 37º Batalhão de Infantaria Leve, e Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Palavras-chave: Educação musical nas igrejas evangélicas. Músicos profissionais advindos de igrejas evangélicas. Censo de músicos em instituições musicais profissionais.

6

SUMÁRIO

SUMÁRIO

6

1. Apresentação

7

1.1 Justificativa

11

1.2

Objetivos

11

1.2.1 Objetivo geral

11

1.2.2 Objetivos específicos

12

 

2. Metodologia

12

2.1 Etapas

12

2.2 Onde e/ou de quem os dados foram coletados

13

2.3 Os instrumentos de coleta de dados

13

2.4 Resultado das questões

14

2.5 Análise das respostas

18

2.6

Cronograma

Erro!

Indicador não definido.

3.Considerações finais

24

Referências

25

Apêndice

27

7

1. Apresentação

Não há igreja evangélica no Brasil que por opção, não tenha uma sala de aula de música. Mesmo assim o seu frequentador aprende música, ainda que não tenha consciência disto, haja vista a execução do modelo informal de aprendizagem encontrada em todas as comunidades evangélicas.

Embora não exista um censo geral sobre o assunto, é fato que a grande maioria dos músicos profissionais brasileiros, tenham iniciado sua musicalização em igrejas evangélicas. Segundo FÁVARO:

Três de cada dez músicos da Orquestra Sinfônica do Paraná, por exemplo, frequentam alguma igreja evangélica. Dos catorze profissionais recém-contratados pela Sinfônica de Porto Alegre, quatro são evangélicos. Eles também representam uma gorda fatia de 35% dos músicos brasileiros da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). (Fávaro, p. 35. 2007)

Devido a tradição em formar músicos para o serviço do culto, as igrejas têm cumprido um papel de formadora de profissionais, que começam nestes ambientes, mas continuam seus estudos em locais de ensino de grande rendimento, como conservatórios renomados e instituições de ensino superior.

Muitas igrejas evangélicas possuem uma escola de música, que atende aos seus congregados em várias faixas etárias, mas também a pessoas da comunidade. Assim, as consequências do crescimento do número de evangélicos são muitas para o campo da música. (MARTINOFF, 2010, p. 68).

Como consequência, é comum um alto número de evangélicos nas principais salas de música do Brasil, seja de aula, ou de concerto. David Alves, professor de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, declara para FÁVARO (2007) que já teve classes em que 80% dos alunos vinham da mesma igreja. Na mesma reportagem, o autor ainda faz uma importante citação: “No Conservatório de Tatuí, no interior de São Paulo, que tem 3.000 alunos, quatro em cada dez estudantes de música clássica são evangélicos”. (Fávaro, p. 35.

2007).

Para FREITAS (2008), o diferencial na formação destes músicos, está relacionado ao modelo de ensino aprendizagem encontrado nas igrejas, ou seja, formal, informal e não formal:

8

Canto Congregacional Ensino Informal: O aprendizado é realizado de forma espontânea.

Canto Coral e Bandas de Música Ensino Não-formal: Ensino obtido através de muitos ensaios de preparação técnica vocal e instrumental.

Aulas de música nas Igrejas Evangélicas Ensino Formal: Aprendizado que ocorre nas salas de aula nas igrejas através de teoria musical e solfejo (p. 25).

Estes três aspectos são trabalhados simultaneamente na formação musical nas igrejas, o que não se vê nas escolas de formação conservatorial, que segue um modelo europeu de formação. Embora diversos locais de ensino da música, tenha estes modelos de ensino, as igrejas evangélicas, em sua maioria, apresentam estes três modelos concomitantemente, e é quase certo dizer que pelo menos dois informal e não formal são encontrados em todas as comunidades evangélicas no Brasil.

Este modelo de ensino aprendizagem focado no coletivo, não acontece nos conservatórios de um modo geral, e quando há, não é tão intenso como nas igrejas evangélicas.

A preparação de novos músicos, sempre influenciada pela premência de tempo, leva em conta este fato, e faz-se através do contato direto com o instrumento e com o

repertório: ao mesmo tempo, o jovem aluno recebe as noções teóricas fundamentais

(quase sempre simplificadas(

)

e trabalha a técnica. (Conde, Neves, 1985, p.48.)

Há ainda outra observação a ser feita sobre esta diferença:

O acesso ao instrumento de imediato, participando com que é possível fazer no

o

aprendizado prático e trazem estímulo ao aprendizado musical (Santos, 1991, p.11)

momento, em função das condições reais do sujeito (

)

proporcionam

E há também a participação do regente como professor, instrutor, preparador. Para ANDRADE (2006) a observação que os regentes fazem, segundo suas informações, se dá de maneira espontânea, intuitiva, interagindo com o que os alunos dizem ou fazem. Ainda que não relacionem esta forma de acompanhamento do trabalho com a avaliação formativa, os regentes estão, de fato, avaliando e também ensinando. Esta é uma forma de ensinar musicalmente.

9

Para André Muller RECK (2013), o anseio em atingir uma demanda cultural diferenciada, é algo característico dos evangélicos, ou seja, atingir o maior número de culturas possível. Para isto se utilizam de meios musicais para alcança-los, através de estilos e ritmos diversificados:

À essas reflexões percebe-se a necessidade de compreender a cultura evangélica como um fenômeno social não estático, ou seja, como culturas em formação e em negociação com outras culturas, tanto pela condição contemporânea das identidades culturais (HALL, 2006) como pelo processo de globalização, reconfigurado através de um sistema de informações promovido pelo avanço tecnológico. (p.7)

BLAZINA (2012), observou que os músicos formados nestes locais, não muito raro, voltam para transmitir seus conhecimentos adquiridos em outros locais de ensino, até mesmo de formação superior, ou adquiridos em locais de trabalho. Ela diz: “Estes músicos não se limitam hoje a apenas exercer a profissão de músicos; mas mantém o sentimento de devolver para a igreja um pouco do conhecimento adquirido ao longo de suas carreiras”.

A relação entre a música no serviço religioso, no culto em si, e a prática musical profissional rompeu uma barreira muito tênue que separava o sacro do secular. Embora a música sacra tenha sido o ideal no início da igreja reformada, a formação do músico para esta tarefa foi além do esperado. Com a qualificação do “servidor”, veio a oportunidade de viver profissionalmente do seu dom, ou seja, para a finalidade da adoração, se aprendeu, mas para a função social se qualificou.

As igrejas evangélicas estão mudando o comportamento dos brasileiros em vários aspectos o mais inesperado deles é uma maior aceitação da música clássica. Na última década, instrumentistas que tiraram os primeiros acordes em salas de aula improvisadas em igrejas, passaram a representar um percentual cada vez maior nas principais orquestras nacionais (Fávaro, p. 35. 2007).

Segundo profissionais da área de educação musical, há uma característica comum aos músicos advindos destes locais de ensino, “em geral, eles entram nas escolas com bom domínio técnico dos instrumentos, mas com pouco conhecimento de teoria musical (FÁVARO, 2007) ”. Isto se deve ao fato de que o “músico de igreja” aprende música para executar os hinos da igreja, sem muita necessidade, a princípio, de se ater a teorias e regras musicais mais aprofundadas.

10

Outro fato observado em pesquisa bibliográfica é uma mudança prática nas escolas de músicas tradicionais, ocorrido pela busca de uma quantidade cada vez maior de alunos que começam seus estudos em igrejas evangélicas. “O resultado dessa invasão é que o perfil dos alunos de música erudita está mudando’, diz João Guilherme Ripper, diretor da sala de concertos Cecília Meireles, no Rio de Janeiro” (FÁVARO, p. 35. 2007).

Para ALVES (2009), este crescente interesse pela música erudita está relacionado a história dos cristãos, que, em todo o mundo, tem sido a história de sua mensagem musicalizada. Das doxologias bíblicas ao canto congregacional. Do bucólico spiritual às refinadas cantatas orquestradas. Do místico gregoriano ao som polifônico de Bach.

Duas outras situações que não guardam relação com as igrejas evangélicas de um modo geral, foram observadas neste estudo: a situação econômica, e a atual situação da educação musical no Brasil. “Até a década de 70, predominavam nas salas de aula os jovens de classe média. A expansão das igrejas evangélicas nos anos 80 fez aumentar o número de estudantes de baixa renda” (FÁVARO,2007).

CAMARGO e FOGAÇA (1997) esclarecem que, no Brasil, desde a década de 1970, as igrejas evangélicas reuniam fiéis de todos os níveis de renda e grau de instrução, mas se expandiam mais nas camadas de baixa renda e menor escolaridade, onde mostravam maior penetração.

Era, todavia, entre os evangélicos históricos, como os batistas e presbiterianos, que

se encontrava a maior concentração de pessoas brancas, com maior renda e mais

educação, enquanto que no Estado de São Paulo, de 1980 a 1994, os evangélicos pentecostais que, entre outras características, valorizam os aspectos emocionais no culto apresentaram um crescimento de 7,2%, e os tradicionais (históricos), um crescimento negativo de -0,3% (CAMARGO e FOGAÇA,1997).

FREITAS (2008), faz uma observação que vem confirmar a posição de formador de mão de obra qualificada em que se tornou as igrejas evangélicas em nosso país, cumprindo assim, uma função social que nada tem a ver com a ideia original de formação de músicos, que, ainda é, a adoração no culto.

A ausência de um ensino musical efetivo nas escolas brasileiras limita tanto a

formação de profissionais como a de ouvidos treinados para apreciar a música, sendo também um fator que propicia a procura pelos estudos de música oferecidos pelas igrejas evangélicas. Pode-se afirmar que essas tornaram-se um dos raros locais

onde se investe em formação musical no Brasil (FREITAS, 2008, p 25).

11

Grande parte dos músicos profissionais, tiveram como iniciação musical, uma educação dentro das igrejas, em especial dentro de igrejas evangélicas. Surge então, o interesse em saber: Quais as principais características das práticas pedagógicas musicais nas igrejas evangélicas, que influenciam na profissionalização de músicos?

1.1 Justificativa

Esta formação musical dentro das igrejas, tem como ideia original, formar músicos para fins de contribuir na parte musical das próprias igrejas, mas serve, deste modo, como um treinamento técnico para a ocupação social, cumprindo assim, um papel na sociedade como um formador de profissionais qualificados para um serviço que pouco, ou nada, tem a ver com a ideia inicial da formação musical destes.

No passado, na ideia de fazer com que a bíblia, os preceitos religiosos, a fé em si, ficassem gravados na mente dos fiéis, o uso da música caberia de forma perfeita, porém, não havia “mão de obra”, ou seja, músicos, para tal tarefa, então era necessário a formação destes servidores. Assim começou a educação musical nas igrejas em geral, e desde então, seus métodos educacionais são diferenciados, tendo em vista a qualidade final de seus músicos, que em grande número se tornam músicos profissionais.

1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo geral

Descobrir

quais

características

comuns

se

destacam

na

formação

de

músicos

profissionais iniciados nas escolas de formação musical dentro das igrejas evangélicas.

12

1.2.2 Objetivos específicos

Analisar e avaliar resultados obtidos através de questionário quantitativo descritivo, ou seja, através do método de documentação direta sobre o assunto, com profissionais advindos destas “escolas”, são os objetivos deste trabalho.

2. Metodologia

O método empregado nesta pesquisa foi a revisão bibliográfica, ou documentação direta, sobre o tema em questão, diretamente no local dos fatos, ou em outras palavras, no campo de atuação dos profissionais da música que tiveram sua iniciação musical nas igrejas evangélicas, mais precisamente, pesquisa quantitativo descritivo através de questionário, relacionando o levantamento dos números e sua relevância para o resultado final da pesquisa.

2.1 Etapas

Este tema originou-se a partir da observação de semelhanças na formação de músicos profissionais advindos de escolas de músicas criadas em igrejas evangélicas, com um processo simplificado que se segue:

1 - Observação das semelhanças na formação inicial de músicos profissionais.

2 - Pesquisa material de textos acadêmicos, ou não, sobre o assunto.

3 - Coleta e catalogação de textos como referencial teórico.

4 - Elaboração de redação concatenando a literatura escolhida e ligando-os ao tema.

5 - Revisão bibliográfica sobre a metodologia de pesquisa e a escolha pelo questionário quantitativo descritivo.

6 - Elaboração do questionário como instrumento de coleta de dados.

13

2.2 Onde e/ou de quem os dados foram coletados

Este questionário de caráter quantitativo descritivo, foi enviado a quatro instituições que empregam músicos instrumentistas e cantores, quais sejam:

BMR - CPI 3: Banda de Música Regimental do Comando de Policiamento do Interior 3,

BMR CPI 5: Banda de Música Regimental do Comando de Policiamento do Interior 5,

BM37BIL: Banda de Música do 37º Batalhão de Infantaria Leve.

CMus: Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo

As duas BMRs estão sediadas, respectivamente, nas cidades de Ribeirão Preto, e São José do Rio Preto, BM37BIL na cidade de Lins, todas no estado de São Paulo, e CMus na capital paulista.

2.3 Os instrumentos de coleta de dados

O referido questionário trabalha com questões fechadas em perguntas com respostas múltiplas, e com respostas dicotômicas: “sim” ou “não”. A escolha das questões fechadas se deu pelos motivos elencados por CERVO, BERVIAN e SILVA, tanto para as fechadas quanto para as abertas:

As perguntas fechadas são padronizadas, de fácil aplicação, simples de codificar e analisar. As perguntas abertas, destinadas a obtenção de respostas livres, embora possibilitem obter dados ou informações mais ricos e variados, são codificadas e analisadas com mais dificuldade. (2007, p. 53)

Tendo em vista a distância, o envio dos questionários se deu por meio eletrônico, ou seja, por e-mail das instituições empregadoras destes músicos pesquisados. Esta correspondência foi enviada por meio eletrônico às instituições a fim de se evitar o que BARROS, nos alerta:

14

A aplicação por correios permite incluir um número maior de pessoas na amostragem, porém apresenta como desvantagem principal a baixa taxa de devolução (2007, p. 107).

As instituições a que me refiro, são quatro no total e estão localizadas em quatro

cidades distintas, e a escolha da comunicação eletrônica se dá, não só pelo fácil acesso de

todos os envolvidos, como também pelo baixo custo, irrisório, de sua execução. Outro fator é

o tempo dispensado para a realização e envio de respostas.

2.4 Resultado das questões

Recebida as respostas ao questionário enviado às instituições de músicos profissionais,

o que se percebe em relação a cada questionamento específico são as seguintes conclusões:

1 - Qual o total de músicos desta instituição, e destes, quantos iniciaram seus estudos de música em igrejas evangélicas, seja da maneira formal, em salas de aula ou locais para esta finalidade, ou de maneira não formal, através de ensaios de coro ou grupos de canto?

180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
BRM CPI-5
BRM CPI-3
BM37BIL
Cmus
Total
Total
19
15
20
121
175
Grupo Específico
14
6
16
103
139
Total
Grupo Específico

Figura 1 - Grupo total e específico

15

2 - Deste grupo específico, quantos iniciaram seus estudos musicais em igrejas pentecostais e igrejas tradicionais?

120 100 80 60 40 20 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral Pentecostais
120
100
80
60
40
20
0
BRM CPI-5
BRM CPI-3
BM37BIL
Cmus
Geral
Pentecostais
14
2
12
80
108
Tradicionais
0
4
4
23
31
Pentecostais
Tradicionais

Figura 2 Grupo específico: tradicionais e pentecostais

3 - Deste grupo específico de músicos iniciados em igrejas evangélicas, quantos têm, ou estão cursando, formação superior em música, seja em licenciatura, ou até mesmo bacharelado?

40 35 30 25 20 15 10 5   0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL

40

35

30

25

20

15

10

5

 

0

BRM CPI-5

BRM CPI-3

BM37BIL

Cmus

Geral

Formação superior 3 0 2 34 39

Formação superior

3

0

2

34

39

Figura 3 Formação superior

16

4 - Quantos são instrutores de música em sua comunidade evangélica atualmente, dentre o grupo com estudo superior e sem o mesmo?

60 50 40 30 20 10 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral Com
60
50
40
30
20
10
0
BRM CPI-5
BRM CPI-3
BM37BIL
Cmus
Geral
Com Formação
2
0
2
0
4
Sem Formação
2
2
6
42
52
BM37BIL Cmus Geral Com Formação 2 0 2 0 4 Sem Formação 2 2 6 42

Com Formação

BM37BIL Cmus Geral Com Formação 2 0 2 0 4 Sem Formação 2 2 6 42

Sem Formação

Figura 4 Instrutores de música com formação/sem formação

5 - Dentre o grupo específico, o modelo de ensino musical realizado em sua igreja à

época em que começou os estudos, foi determinante para a busca pela profissionalização?

120 100 80 60 40 20 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral Sim
120
100
80
60
40
20
0
BRM CPI-5
BRM CPI-3
BM37BIL
Cmus
Geral
Sim
6
0
10
103
119
Não
8
6
6
0
20
80 60 40 20 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral Sim 6 0 10

Sim

80 60 40 20 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral Sim 6 0 10

Não

Figura 5 Influência na profissionalização

17

6 - Dois fatores determinantes ao estímulo do aprendiz, é o contato imediato com

instrumento pretendido e a prática musical em grupo. Isto ocorreu no início de sua formação?

80 70 60 50 40 30 20 10 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus
80
70
60
50
40
30
20
10
0
BRM CPI-5
BRM CPI-3
BM37BIL
Cmus
Geral
Sim
9
6
3
46
64
Não
5
0
13
57
75
50 40 30 20 10 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral Sim 9 6

Sim

Não60 50 40 30 20 10 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral Sim 9

Figura 6 Instrumento e prática em grupo

7 - Quanto a influência de estilo musical, esta formação inicial deixou marcado a tendência ao estilo (quantidade):

140 120 100 80 60 40 20 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral
140
120
100
80
60
40
20
0
BRM CPI-5
BRM CPI-3
BM37BIL
Cmus
Geral
Erudito
5
0
1
7
13
Popular
9
6
15
96
126
Erudito
Popular

Figura 7 Influência no estilo: erudito, popular

18

8 - Quanto à qualidade, esta formação inicial foi:

140 120 100 80 60 40 20 0 BRM CPI-5 BRM CPI-3 BM37BIL Cmus Geral
140
120
100
80
60
40
20
0
BRM CPI-5
BRM CPI-3
BM37BIL
Cmus
Geral
Baixa
12
2
4
103
121
Mediana
2
4
11
0
17
Alta
0
0
1
0
1
Baixa
Mediana
Alta

Figura 8 Qualidade do ensino

2.5 Análise das respostas

Embora a pretensão tenha sido trabalhar com um universo de músicos profissionais bem maior, isto não foi possível por vários fatores, algumas instituições não responderam a comunicação inicial, outras se disponibilizaram mas não entregaram as respostas até o momento de fechamento do trabalho, e teve ainda instituições que se negaram a aceitar o questionário, por razões não muito claras, tendo em vista que o interesse maior de músicos no Brasil deveria sempre ser o de ajudar a todos e a tudo que se propõe melhorar o ensino de música em nosso país.

Ainda assim, temos um número total significativo de músicos profissionais pesquisados, 175, onde, dentre estes, se apresentam como iniciados na música em igrejas evangélicas um total de 139 (grupo específico), ou seja, 79% do total pesquisado, de onde vemos a relevância da educação musical nas igrejas evangélicas, como também a importância de se pesquisar sobre o tema.

19

Total de músicos questionados: 175

21% 79%
21%
79%

Grupo específico: 139Total de músicos questionados: 175 21% 79%

Figura 9 Total e específico (análise)

Destes 139 músicos, 108 (78%) iniciaram seus estudos em igrejas pentecostais, e 31 (22%) em igrejas tradicionais. De onde se deduz que a maioria dos locais de educação musical nas igrejas evangélicas estão neste subgrupo pentecostal, em sua maioria nas igrejas Assembleia de Deus e Congregação Cristã no Brasil.

Algo comum que separa a educação musical entre estas duas vertentes do protestantismo, pentecostal e tradicional, é que na maioria das igrejas pentecostais há o ensino formal de música, ou seja, nestes locais há um ensino de música realmente, com salas reservadas para esta finalidade, enquanto na maioria das igrejas tradicionais, como Batista e Presbiteriana, por exemplo, o músico aprende a tocar um instrumento em local diverso da igreja, ficando a educação musical nestes locais apenas com o ensino não formal, com ensaios de bandas, orquestras e coros.

22% 78%
22%
78%

Pentecostais: 108Tradicionais: 31

Tradicionais: 31Pentecostais: 108

Figura 10 Grupo específico: tradicionais e pentecostais (análise)

20

Outro fato que nos chama a atenção, é a baixa procura por formação musical em instituições superior de ensino. De um total de 139 músicos iniciados em igrejas evangélicas apenas “39” (28%) têm ou estão cursando formação superior em música.

28% 72%
28%
72%

Com/em formaçãosuperior: 39 Sem formação: 100

superior: 39

Sem formação: 100Com/em formação superior: 39

Figura 11 Formação superior (análise)

Dentre os 139 músicos do grupo específico, 56, são instrutores de música em suas comunidades evangélicas, ou seja, 40% dos músicos que aprendem música na igreja voltam para repassar o que aprendem na vida profissional.

40% 60%
40%
60%

Instrutores de música: 56Não instrutores: 83

Não instrutores: 83Instrutores de música: 56

Figura 12 Total de instrutores de música (análise)

21

Quanto aos instrutores com ou sem formação, dentre os 39 com formação superior, 4, ou seja, menos de 10% são instrutores em suas comunidades evangélicas; e entre os 100 sem formação, 52, ou seja, 52% também são instrutores. O que se retira destas porcentagens, é que o profissional com formação superior, nem sempre se acha capaz de retornar ao local de origem para repassar o que aprendeu, porém, há um interesse considerável entre aqueles que não têm formação superior, em repassar o conhecimento musical adquirido, fazendo com que o ensino musical nas igrejas evangélicas se sustente através dos tempos.

Grupo com/em formação

superior:39

10% 90%
10%
90%
Instrutores: 4 Não instrutor: 35
Instrutores: 4
Não instrutor: 35

Figura 13 Instrutores de música com/em formação (análise)

Grupo sem formação

superior:100

48% 52%
48%
52%

Instrutores: 52Não instrutores: 48

Não instrutores: 48Instrutores: 52

Figura 14 Instrutores de música sem formação (análise)

22

A grande maioria do grupo específico, 86%, responderam que o ensino musical que obteve na igreja foi fator determinante para a profissionalização, o que nos chama a atenção devido o alvo destes locais de formação ser o louvor no serviço religioso e não a profissionalização em si.

14% Sim: 119 Não: 20 86%
14%
Sim: 119
Não: 20
86%

Figura 15 Influência na profissionalização (análise)

Sabemos que, na maioria das igrejas, o aluno já começa com o instrumento pretendido, e com ensaios em grupo, o que melhora a percepção de tocar em grupo, mas quando indagados sobre estes dois aspectos da formação musical dentro das igrejas evangélicas, as respostas obtidas foram bem próximas do meio a meio. Algumas questões a serem observadas são que, os músicos que iniciaram em igrejas tradicionais, em sua maioria, começaram o ensino formal em conservatório ou com professores de música particular, o que já derruba o tocar em grupo inicialmente; os músicos advindos da Congregação Cristã no Brasil primeiramente têm que demonstrar uma boa leitura musical, uma boa prática de solfejo, para depois partir para a prática instrumental e consequente participação em grupo; os músicos da Assembleia de Deus e outras igrejas pentecostais, de imediato levam simultaneamente o solfejo e a prática instrumental e em grupo. São características que não interferem em nada no resultado final, pois a aprendizagem não formal virá em algum momento da formação musical destes músicos ainda em formação.

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Sim: 64 46% 54% Não: 75
Sim: 64
46%
54%
Não: 75

Figura 16 Instrumento e prática em grupo (análise)

Quanto a influência de estilo musical marcado pela formação inicial nestes locais de ensino, a maioria esmagadora, 91%, respondeu ter sido influenciado pelo estilo musical popular. Com exceção da Congregação Cristã no Brasil, todas as outras igrejas têm em seus grupos de louvor, bandas, orquestras, e coros, um grupo de base com teclado, guitarra, contrabaixo elétrico e bateria, o que leva a ritmos mais populares e deixa o músico de instrumento melódico mais livre, inclusive para improvisar, o que é muito comum na música popular.

9% 91%
9%
91%
Popular: 126 Erudito: 13
Popular: 126
Erudito: 13

Figura 17 Influência no estilo: erudito, popular (análise)

Foi colocado três opções sobre a qualidade desta formação musical inicial nas igrejas evangélicas: baixa, mediana e alta. Com exceção de um único músico que considera sua formação inicial de alta qualidade, 1% de um total de 139 pessoas, o restante ficou em mediana 12%, 17 pessoas, e baixa 87%, 121 músicos.

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Qualidade do ensino

12% 1% 87%
12%
1%
87%
Baixa: 121 Mediana: 17 Alta: 1
Baixa: 121
Mediana: 17
Alta: 1

Figura 18 Qualidade do ensino (análise)

Este resultado tem que ser observado com algumas reservas, pois é fácil olhar para trás e comparar com um músico, agora profissional, e ver falhas no sistema de ensino, mas, levando-se em consideração o grande número de sucesso destes locais de formação, não podemos dizer que são de baixa ou mediana qualidade, tendo em vista os resultados obtidos.

3.Considerações finais

Na busca de respostas sobre as características pedagógicas da formação musical dentro das igrejas evangélicas, que tanto forma mão de obra musical para orquestras e bandas de música profissionais, a proposta deste trabalho foi analisar as respostas obtidas através de questionário, e por meio de amostragem confirmar a alta porcentagem de músicos advindos destes locais de ensino. Iniciando através da resposta, sobre quantidade destes músicos, em quatro corporações musicais do Estado de São Paulo, capital e interior; a qualidade na formação destes, com curso superior ou não, e se estes são instrutores em escolas de formação dentro destas igrejas; e por fim como foi a qualidade desta formação inicial além dos motivos que determinaram em algum momento a busca pela profissionalização e se, esta formação inicial, teve influência no estilo musical atual.

Estas respostas, analisadas de modo a se obter as características comuns de ensino aprendizagem nas igrejas evangélicas de um modo geral, podem contribuir para uma mudança na metodologia de ensino aprendizagem em escolas de música na realidade atual do nosso país, quebrando pontos em que os tradicionais métodos de ensino se apegam

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apenas para se ater a uma tradição musical que não traz os mesmos resultados como os destes

locais de ensino musical em tela, ou seja, a grande quantidade de profissionalização.

Observa-se, através desta pesquisa, que o campo para mudanças é muito amplo no

que se refere a metodologia de ensino aprendizagem musical. Enquanto os evangélicos optam

em formar músicos diretamente para o exercício em seus cultos, com o instrumento musical

desde o início do aprendizado, com um alvo real, como os hinos e as músicas dos louvores,

normalmente apresentados nos cultos da noite, as escolas tradicionais se apegam a exercícios

de técnicas que são necessários, mas de um modo geral desestimulantes, faz com que o aluno

primeiro tenha uma desenvoltura técnica para depois começar a tocar as músicas.

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Apêndice

Este questionário tem por finalidade buscar entender, através de uma coleta quantitativa descritiva, quais fatores influenciam a busca pela profissionalização de músicos advindos de locais evangélicos de educação musical inicial.

Questões:

1 - Qual o total de músicos desta instituição, e destes, quantos iniciaram seus estudos

de música em igrejas evangélicas, seja da maneira formal, em salas de aula ou locais para esta finalidade, ou de maneira não formal, através de ensaios de coro ou grupos de canto?

Total:

Grupo específico:

2 - Deste grupo específico, quantos iniciaram seus estudos musicais em igrejas pentecostais e igrejas tradicionais?

Pentecostais:

Tradicionais:

3 - Deste grupo específico de músicos iniciados em igrejas evangélicas, quantos têm, ou estão cursando, formação superior em música, seja em licenciatura, ou até mesmo bacharelado?

4 - Quantos são instrutores de música em sua comunidade evangélica atualmente, dentre o grupo com estudo superior e sem o mesmo?

Instrutor com curso superior em música (completo ou incompleto):

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Instrutor sem formação superior:

5 - Dentre o grupo específico, o modelo de ensino musical realizado em sua igreja à

época em que começou os estudos, foi determinante para a busca pela profissionalização?

Sim:

Não:

6 - Dois fatores determinantes ao estímulo do aprendiz, é o contato imediato com

instrumento pretendido e a prática musical em grupo. Isto ocorreu no início de sua formação?

Sim:

Não:

7 - Quanto a influência de estilo musical, esta formação inicial deixou marcado a tendência ao estilo (quantidade):

Erudito:

Popular:

8 - Quanto à qualidade, esta formação inicial foi:

Baixa:

Mediana:

Alta: