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NG1:

 Direitos  e  Deveres      |  DR3:  Contexto  Institucional  


Tema:  Democracia  representativa  e  participativa  
Competência:  Reconhecer  o  núcleo  de  direitos  fundamentais  típico  de  um  Estado  
Democrático  contemporâneo  

 
Leia   atentamente   o   Preâmbulo   da   Constituição   da   República   Portuguesa,   aprovado   em   2   de  
Abril  de  1976:  

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo
português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação


revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes


direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma
Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência


nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares
da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para
uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção
de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

Guião de Visionamento do Documentário

“Portugal, um retrato social – Cidadãos: direitos políticos e sociais”

Ficha Técnica
Título “Portugal, um retrato social – Cidadãos: direitos políticos e sociais” (5º Episódio

Data 2007
Realizadores António Barreto e Joana Pontes (emitido pela RTP)

O vídeo documenta o contexto político e social dos portugueses antes da Revolução


de 25 de Abril de 1974, mostrando as profundas diferenças entre homens e,
principalmente, entre homens e mulheres. Ao mesmo tempo, procuram fazer um
Sinopse
enquadramento da actual situação social dos cidadãos portugueses à luz da
Constituição da República Portuguesa.
Será que os direitos e garantias conseguidos no papel foram facilmente colocados em
prática? Conseguiu a justiça acompanhar os progressos e adaptar-se à nova
sociedade, respondendo aos direitos dos cidadãos? Ainda que os direitos dos
cidadãos estejam garantidos, será que na prática todos temos os nossos direitos
assegurados?
Duração   58:45  min.  

Governo da República Portuguesa


 

Seguem-­‐se   alguns   direitos   dos   cidadãos   garantidos   pela   actual   Constituição   da   República  
Portuguesa.   Cada   um   dos   direitos   está   devidamente   identificado   pelo   número   do   artigo   e  
respectivo  ponto.    

1)   Identifique   situações   retratadas   ao   longo   do   documentário   em   que   se   verifique   o  


incumprimento   desses   direitos   no   período   pré   25   de   Abril   e/ou   pós   25   de   Abril.   Para  
cada  direito/grupo  de  direitos  deverá  registar  um  exemplo  prático  do  incumprimento  
dos  mesmos.  

Direitos
Artigo 2.º
(Estado de direito democrático)

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania


popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e
na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e
interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e
cultural e o aprofundamento da democracia participativa.

Artigo 10.º
(Sufrágio universal e partidos políticos)
1. O povo exerce o poder político através do sufrágio universal, igual, directo,
secreto e periódico, do referendo e das demais formas previstas na
Constituição.
Artigo 49.º
(Direito de sufrágio)
1. Têm direito de sufrágio todos os cidadãos maiores de dezoito anos, ressalvadas
as incapacidades previstas na lei geral.

Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer
direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,
língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas,
instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
Artigo 59.º
(Direitos dos trabalhadores)
1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania,
território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:

a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se


o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência
condigna;

Direitos (continuação)
2

Governo da República Portuguesa


Artigo 37.º
(Liberdade de expressão e informação)
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela
palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de
informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem
discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer
tipo ou forma de censura.

Artigo 41.º
(Liberdade de consciência, de religião e de culto)
1. A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável. Ninguém pode
ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos
por causa das suas convicções ou prática religiosa.

Artigo 51.º
(Associações e partidos políticos)
1. A liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em
associações e partidos políticos e de através deles concorrer democraticamente
para a formação da vontade popular e a organização do poder político.

Artigo 59.º
(Direitos dos trabalhadores)
1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território
de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:

b) A organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a


facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a
vida familiar;

2. Leia  atentamente  o  seguinte  excerto  retirado  do  documentário:    


“As  leis  têm  um  poder  razoável,  mas  limitado,  o  que  possui  verdadeiramente  poder  é  as  pessoas  
convencerem-­‐se  que  as  coisas  devem  ser  de  outra  maneira  e  isso  leva  tempo.  O  facto  de  ainda  
cair   um   peso   muito   grande   do   que   são   as   responsabilidades   familiares   sobre   a   mulher   e   de  
haver,   uma   altura   em   que,   de   facto,   as   mulheres   estão,   por   natureza,   limitadas   durante   algum  
tempo  (filhos),  isso  acaba  por  ter  uma  influência  grande  na  capacidade  respectiva  de  mulheres  e  
homens   intervir   tal   como   os   homens   na   actividade   profissional.   Encontra   nas   universidades   um  
número  muito  elevado  de  mulheres,  assim  como  na  base  das  profissões,  por  vezes  entradas  não  
muito   diferentes   dos   homens,   embora   a   maternidade   potencial   tenha   sempre   alguma  
intervenção,   mas,   depois,   partir   de   certa   altura,   se   as   mulheres   optarem   apenas   por   uma   vida  
profissional   as   coisas   são-­‐lhe   mais   fáceis,   mas   se   querem   ter   uma   vida   familiar   semelhante  
ainda  há  uma  grande  desigualdade  muito  grande  entre  homens  e  mulheres.  Por  isso,  considero  
que   a   admissão   de   que   a   sociedade   tem   interesse   que   isso   se   faça   de   uma   forma   harmoniosa  
para   homens   e   mulheres   é   muito   importante   para   o   estatuto   das   mulheres.   Encontra-­‐se   nos  
graus  superiores  das  profissões  uma  grande  ausência  de  mulheres.”  (Leonor  Beleza,  Jurista).    

2.1.  Comente  criticamente  o  excerto  à  luz  da  problemática  do  distanciamento  entre  direitos  
garantidos  (na  teoria)  e direitos assegurados (na prática) – texto aprox. 25 linhas.  

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