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Alberto Merchede

NOÇÕES DE MÚSICA

PARA INICIANTES NO CANTO CORAL

(Noções teóricas e exercícios práticos de ritmos)

NOÇÕES DE MÚSICA

PARA INICIANTES NO CANTO CORAL

Alberto Merchede

NOÇÕES DE MÚSICA

PARA INICIANTES NO CANTO CORAL

(Noções teóricas e exercícios práticos de ritmos)

BRASÍLIA-DF, novembro de 2014

Reconhecimento especial ao Regente Fernando de Almeida Barros, graduado em música pela Uni- versidade Estadual Paulista-UNESP com vasta experiência no canto coral, e ao estudante de re- gência da UnB, Mauricio Doff Sotta, que me honra- ram com suas prestimosas contribuições, ao parti- ciparem da revisão deste trabalho na sua fase preparatória

Agradeço a Deus e a minha mãe, ao meu pai (in me- moriam) à minha esposa, filhos, noras, genros, netos e bisneta, a quem dedico este trabalho.

De nada ou quase nada vale o talento se não usado a serviço do próximo, em causa agra- dável a Deus. É recomendado que “O dom que cada um recebeu ponha-o a serviço dos outros, como bons administradores da tão di- versificada graça de Deus” (1 Pdr 4,10)

Sumário

APRESENTAÇÃO

7

PARTE I - NOÇÕES ELEMENTARES

8

1.

SOM - DEFINIÇÃO, CARACTERÍSTICAS E PROPRIEDADES (ALTURA, DURAÇÃO,

INTENSIDADE E TIMBRE)

8

2.

MÚSICA DEFINIÇÃO E ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

11

3.

NOTAÇÃO MUSICAL

12

4.

NOTAS MUSICAIS

13

5.

ESCALAS - ASCENDENTE E DESCENDENTE

14

6.

PAUTAS OU PENTAGRAMA - LINHAS COMPLEMENTARES SUPERIORES E INFERIORES15

7.

CLAVES

18

8.

VALORES

23

9.

PROPORCIONALIDADE ENTRE OS VALORES

25

10.

LIGADURA - PONTO DE AUMENTO

27

11.

COMPASSO - ANDAMENTO - METRÔNOMO

29

11.1.

COMPASSO E TEMPO

29

11.2.

GRUPOS ALTERADOS (QUIÁLTERAS)

35

11.3.

ANDAMENTO

37

11.4.

METRÔNOMO

38

12.

TOM E SEMITOM

39

13.

SINAIS DE ALTERAÇÃO

40

14.

FERMATA OU SUSPENSÃO - LINHA DE OITAVA

41

14.1.

FERMATA

41

14.2.

LINHA DE OITAVA

41

15.

SINAIS DE ARTICULAÇÃO - “LEGATO” e “STACCATO”

42

16.

SINAIS DE REPETIÇÃO: “DA CAPO”, “RITORNELLO”, etc

43

17.

ABREVIATURA

44

18.

SINAIS DE INTENSIDADE

46

19.

VOZES

47

PARTE II - PRÁTICA DE RITMO

50

20. MOVIMENTOS RÍTMICOS

50

21. MOVIMENTOS COMBINADOS COM EMISSÃO DE SOM

51

22. USO DE FIGURAS DE SOM

53

23. USO DE FIGURAS DE SILÊNCIO (PAUSAS)

55

24. USO DE FIGURAS PONTUADAS

56

25. USO DE FIGURAS DE VALORES MENORES

58

26. USO DA BARRA DE DIVISÃO, FÓRMULA DE COMPASSO E BARRA DUPLA FINAL

62

27. MARCAÇÃO RÍTMICA COMBINADA COM TEXTO ( COM A LETRA DA MÚSICA)

65

APÊNDICES

68

APÊNDICE Nº 1

68

APÊNDICE Nº 2

69

APÊNDICE Nº 3

71

Bibliografia

72

APRESENTAÇÃO

Este trabalho destina-se a oferecer aos principiantes do canto coral conhecimentos teóricos elementares e variadas formas de exercí- cios práticos de marcação de ritmo, para que possam exercitar suas habi- lidades com maior segurança e compreensão. Ao final de cada capítulo ou de cada tópico, são oferecidas para resolução algumas tarefas, visando à avaliação do conhecimento obtido.

O trabalho foi organizado a partir do material disponível, acumu- lado ao longo da experiência do autor como auxiliar de regente no Coral da Paróquia de São Francisco de Assis, na Asa Norte, em Brasília-DF. Em face da diversidade de níveis culturais e de escolaridade dos participan- tes do coral, a obra foi preparada em forma de manual, numa linguagem e forma de expressão e organização tal que permita atender a todos, facili- tando-lhes a compreensão.

O manual encontra-se dividido basicamente em três assuntos:

noções elementares, prática de ritmo e tópicos complementares. Este úl- timo destina-se a quem deseja aprofundar-se um pouco mais.

Há também seção específica (em forma de apêndice) contendo informações complementares e interessantes, tais como comparação das claves, mensuração do andamento e extensão das vozes humanas.

Esperamos que o trabalho venha a constituir-se num instrumento útil para a capacitação do coralista, fortalecimento do seu desempenho e participação consciente no conjunto coral.

PARTE I - NOÇÕES ELEMENTARES

1. SOM - DEFINIÇÃO, CARACTERÍSTICAS E PROPRIEDADES (ALTURA, DU-

RAÇÃO, INTENSIDADE E TIMBRE)

O som é definido como a vibração capaz de impressionar o órgão auditivo (o

ouvido). É transmitido no ar, ou em outro meio condutor, por ondas sonoras em todas as direções, em forma de círculos concêntricos, semelhantemente ao que ocorre na água tranqüila quando uma pedra é atirada. A parte da Física que trata dos sons é a

acústica (do grego: acuo=ouço) . A velocidade do som, no ar, à temperatura de 15º C,

é de 340 metros por segundo (m/s); À temperatura de 0º C, é de 333 m/s; Na água, a velocidade é de 1.450 m/s; em ferro, 4.900 m/s; e em vidro, 5.600 m/s. (ELLME- RICH,1977, p.17)

Como se vê, o som é transmitido no ar ou em outro meio condutor (água, ferro etc.). Para produção e percepção do som é necessário: um corpo sonoro (o instrumen- to ou a voz, no caso da música); um meio excitador das vibrações (o arco, no caso do violino); um meio transmissor (geralmente o ar) e um órgão de audição.

O som é uma forma de comunicação: a comunicação sonora. Ele pode ser mani-

festado sob forma de ruído e som musical. O som musical se expressa por meio de instrumentos musicais; da voz etc. Já o ruído varia de acordo com a procedência, co- mo por exemplo, provindo da Natureza (trovão, cachoeira etc.); animal (miado do gato); humano (palmas) etc. A diferença é que o som musical é agradável ao ouvido.

As quatro propriedades do som são: altura, duração, intensidade e timbre.

Estamos tratando da altura quando costumamos dizer que o som está grave (grosso) ou agudo (fino) e não, quando dizemos que está em maior ou menor volume.

A altura diz respeito ao número de oscilações ou vibrações do corpo sonoro. Quanto à

altura, o som pode ser grave, médio ou agudo. O ouvido humano percebe sons na faixa aproximada de 16 a 30.000 vibrações duplas por segundo. Segundo Priolli(1978, p.62), são considerados musicais os sons que se situam na faixa de 16 a 4.224 vibra- ções duplas, ou 32 a 8448 vibrações simples. Acima ou abaixo dessa faixa os sons perdem sua qualidade musical e são considerados ruídos.

A altura varia de acordo com o número de vibrações e com a dimensão do corpo

sonoro. Quanto maior for o número de vibrações, mais agudo é o som; quanto menor, mais grave é o som. Por outro lado, quanto mais volumoso ou denso for o corpo sono- ro, mais grave será o som, e vice-versa.

Assim, tomemos, para exemplo, duas cordas esticadas com a mesma tensão, tendo diâmetros iguais e feitas com o mesmo material. Se a primeira tiver a metade do tamanho da segunda, a menor produzirá o dobro de vibrações da maior. Agora, se tensão, material e tamanho foram iguais, e uma delas tiver a metade do diâmetro da outra, a mais fina produzirá o dobro de vibrações da mais grossa. Esta é, portanto, a influência da dimensão do corpo sonoro na altura do som. O número de vibrações de uma corda varia ainda em função da densidade do material e, também, de acordo com

a tensão com que é esticada. Uma vez que as notas musicais guardam entre si pro-

porcionalidade quanto ao número de vibrações, esse princípio é utilizado na fabricação de instrumentos e na produção de música por meio do computador.

Duração é o tempo durante o qual a produção do som se prolonga. Na música, conforme veremos mais adiante, a duração relativa de cada nota é determinada de acordo com a figura que a representa (breve, semibreve, colcheia etc.)

Estamos tratando de intensidade quando di-

zemos que o som está forte ou fraco. A intensidade depende da energia contida na onda sonora. Varia também em função da distância.

A intensidade do som, segundo ELLMERICH (1977, p. 19), é medida em “phon”

(na Alemanha) ou “decibel” (Estados Unidos). O decibel – décima parte do bel tem essa denominação em homenagem a Alexander Graham Bell, inventor do telefone

(1876). A escala de intensidade é a seguinte:

Intensidade é o “volume” do som.

0 limite mínimo de audição;

10

conversa em voz baixa;

20

jardim tranquilo;

30

rua sem tráfego;

60

intensidade média em grandes armazéns;

70

tráfego intenso em grandes cidades;

90

ruido de pneumático estourado ( a 3,5 m de distância);

120 motor de avião a 6 m de distância

130 limite máximo de audição.

O timbre, por sua vez, diz respeito à natureza do copo sonoro (apito, tipo de ins-

trumento, buzina etc.). Os corpos sonoros produzem certo número de vibrações cha- madas “harmônios”. Cada corpo tem seus “harmônios” característicos, cuja combina- ção forma o timbre, que é a cor do som, seu colorido. O timbre é a personalidade do som; é a propriedade que permite distinguir dois sons produzidos por diferentes ins- trumentos ou vozes, mesmo que tenham idêntica altura e mesma intensidade. É a ca- racterística individual do som; é a “caixa de ressonância” da fonte produtora do som

Exercícios propostos

1. Preencha os espaços pontilhados:

a) Som é a

b) A parte da Física que trata dos sons é a

c) O som é transmitido em meios condutores, tais como

capaz de impressionar o

,

,

,

2. Diga qual a principal diferença entre ruído e som musical.

3. Quais são as propriedades do som?

4. Quando dizemos que o som está muito forte (barulhento), estamos tratando da al- tura ou do volume(intensidade)?

5. Relacione as colunas:

(

) Som forte, volumoso

( 1

) Timbre

(

) Cor do som, seu colorido

(

2 ) Intensidade do som

(

) Som alto, fino, agudo

( 3 ) Altura do som

(

) Natureza da fonte sonora (voz, instrumento etc)

(

) Som fraco, com pouco volume

(

) Som grosso

6. O que é decibel e para que serve?

2.

MÚSICA DEFINIÇÃO E ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

Entre as mais variadas definições de música ao longo da história algumas bas- tante pitorescas destacamos a de ELLMERICH (1977; p.20), que se utiliza de dois fatores “o primeiro é de ordem artística porque a música é a arte na manifestação do belo por meio dos sons. O segundo, é científico, porque a produção e combinação dos sons são regulados por leis científicas”. Dentro dessa dicotomia, abordaremos inicial- mente conceitos da música como arte, para depois aprofundarmo-nos nos aspectos científicos de sua produção.

Os quatro elementos fundamentais da música são: melodia, harmonia, ritmo e timbre.

A melodia consiste na sucessão de sons, formando o sentido musical. É como um assobio. Ela é horizontal. A harmonia compreende a execução de variados sons ouvidos ao mesmo tempo, observadas as leis que regem os agrupamentos de sons simultâneos. O ritmo é o movimento dos sons regulados pela sua maior ou menor du- ração. O timbre, conforme já foi definido, está ligado à natureza do corpo sonoro. Re- presenta o colorido do som.

Exercícios propostos

1. Quais as duas abordagens de música adotadas por ELLMERICH?

2. Assinale (f) para a proposição falsa e (v) para a verdadeira:

(

) A harmonia representa a cor do som

(

) O ritmo compreende a execução de variados sons ouvidos ao mesmo tempo

(

) A melodia compreende a sucessão de sons

(

) A harmonia é horizontal, como um assobio

3.

NOTAÇÃO MUSICAL

Para se reter a música, de modo a reproduzi-la posteriormente, pode-se fazer is- so por meio sonoro (gravando seus sons), ou gráfico (escrevendo-a). Para escrevê-la usam-se diversos sinais. O conjunto de sinais gráficos que servem para escrever a música é chamado notação musical. Os principais sinais gráficos são:

-

as notas;

-

a

pauta;

-

as claves;

-

as figuras;

-

os compassos; e

-

as alterações.

Cada um desses sinais será objeto de abordagem específica.

Exercícios propostos

1. A “memorização” da música pode ocorrer por meio

2. Assinale (v) para sentença verdadeira e (f) para falsa

ou

(

)

Para se escrever a música não usados meios sonoros

(

)

Notas, claves, figuras e timbre são alguns sinais gráficos usados para escrever

 

a

música

(

)

Compassos, figuras, claves e notas são alguns dos sinais gráficos empregados na escrita musical.

3. O que você entende por notação musical?

4.

NOTAS MUSICAIS

Para representação dos sons musicais são utilizados monossílabos chamados notas musicais. As notas musicais são: DO-RE-MI-FA-SOL-LA-SI, assim dispostas segundo a ordem de altura, ou seja, da mais grave, que é a nota DO, para a mais aguda, que é a nota SI.

Esses monossílabos, segundo consta, foram extraídos do Hino de São João Ba- tista, mediante aproveitamento da primeira sílaba de cada verso, por Guido D’Arezzo, monge beneditino e musicista da província de Ferrara (Itália), na primeira metade do Século XI.

Os versos são os seguintes:

Em latim

UT queant laxis REsonare fibris MIra gestorum FAmuli tuorum SOLve poluti LAbili reatum Sancte Ioanes

Tradução 1

Para que teus servos Possam cantar em plena voz O maravilhoso dos Teus feitos Purificai-lhes Os lábios poluidos Ó São João

A primeira sílaba UT, como era difícil de ser cantada, foi substituída pelo DO, por Giovanni Batista Doni, em 1640, utilizando a primeira sílaba do seu sobrenome

Observe-se que o SI é formado pelas iniciais das palavras do último verso Sancte Ioannes.

Exercícios propostos

1. Escreva os monossílabos representativos das notas musicais, na ordem de altura, ou seja, da mais grave para a mais aguda.

2. Qual a origem dos monossílabos?

3. Desde o início sempre foram esses os monossílabos ou ouve alguma modificação?

sílaba dos versos em la-

, que, por dificuldade de

4. Complete: Os monossílabos foram extraídos da tim. Inicialmente, começavam com o monossílabo

ser cantado, foi modificado para

, palavra extraída das iniciais do nome de

1 Belmira Cardoso e Mário Mascarenhas, Curso Completo de Teoria Musical e Solfejo, 5ª ed. Irmãos Vitale, s/d. Vol I, pag 185.

5.

ESCALAS - ASCENDENTE E DESCENDENTE

Repetindo-se o primeiro dos monossílabos representativos das notas musicais, que é o DO, completam-se as oito notas que constituem a escala natural:

DO - RE - MI - FA - SOL - LA - SI - DO

Essa escala, na forma como está escrita, está também disposta de acordo com a altura das notas, partindo da mais grave para a mais aguda, ou seja, da mais baixa para a mais alta, num movimento de “subida”. É a escala ascendente.

Quando as notas estão dispostas em ordem inversa, isto é, da mais aguda para a
Quando as notas estão dispostas em ordem inversa, isto é, da mais aguda para a
mais grave, assim: DO-SI-LA-SOL-FA-MI-RE-DO, num movimento de descida,
recebe o nome de escala descendente. Esquematicamente essas escalas seriam re-
presentadas da seguinte maneira:
DO
SI
SI
LA
LA
SOL
SOL
FA
FA
MI
MI
RE
RE
DO
DO

Na prática, cada uma dessas notas pode ser alterada para cima ou para baixo, mediante a colocação do sinal de alteração, sobre o qual adiante será comentado.

Exercícios propostos

1. Escreva as notas que formam a escala natural

2. Assinale (v) para a sentença verdadeira e (f) para a falsa

(

) A escala ascendente é composta de oito notas sucessivas, começando na mais grave e terminando na mais aguda

(

) A escala ascendente é composta de sete notas sucessivas (DO-RE-MI-FA-SOL- LA-SI), começando na mais grave e terminando na mais aguda

(

) A escala descendente é composta de sete notas sucessivas, começando na mais grave e terminando na mais aguda

(

) A escala descendente é composta pelas seguintes notas SI-LA-SOL-FA-MI-RE- DO

(

) A escala descendente é composta por oito notas sucessivas, começando na mais aguda e terminando na mais grave

6.

PAUTAS OU PENTAGRAMA - LINHAS COMPLEMENTARES SUPERIORES E

INFERIORES

A música moderna é escrita em um conjunto de cinco linhas paralelas e eqüi-

distantes, formando entre si quatro espaços. Essas cinco linhas são chamadas pauta ou pentagrama. As notas são escritas tanto nas linhas como nos espaços.

As linhas e espaços são contados de baixo para cima. Exemplo:

linhas e espaços são contados de baixo para cima. Exemplo: A pauta às vezes é insuficiente

A pauta às vezes é insuficiente para comportar todos os sons que o ouvido hu-

mano é capaz de captar. Ela não comporta sons mais agudos nem os mais graves. Por isso, para representar esses sons que ultrapassam o limite das cinco linhas, acrescen- tam-se pequenas linhas na parte superior e na inferior, como prolongamento da pauta.

Essas linhas adicionais são chamadas linhas complementares superiores e linhas complemenares inferiores. As notas são escritas nessas linhas complementares e também nos espaços por elas formados. As linhas e os espaços complementares su- periores são contados de baixo para cima e os inferiores, de cima para baixo, confor- me mostra o exemplo a seguir. A quantidade de linhas complementares não é limitada, mas na prática não é comum ultrapassar cinco.

Exemplo de linhas complementares:

não é limitada, mas na prática não é comum ultrapassar cinco. Exemplo de linhas complementares: 15

Exercícios propostos

1. Numerar a segunda coluna de acordo com a primeira:

1 DO-SI-LA-SOL-FA-MI-RE-DO (

2 Notas, pautas, claves, figuras, etc.

3 Conjunto de cinco linhas paralelas e eqüidistantes

4 Notas musicais

5 DO-RE-MI-FA-SOL-LA-SI-DO

(

(

(

(

)

)

)

)

)

Pentagrama ou pauta Escala descendente São os monossílabos que repre- sentam os sons musicais: DO-RE- MI-FA-SOL-LA-SI Escala ascendente Sinais gráficos: notação musical

2. Nos exercícios a seguir, preencha o parêntese com um “V”, se achar que a afirmati- va é verdadeira; Se achar que é falsa, preencha com um “F” e, neste caso, mostre qual seria a situação correta.

(

)

Escala ascendente: DO-RE-MI-FA-SOL-LA-SI

(

)

Escala descendente: DO-SI-LA-SOL-MI-FA-RE-DO

(

)

Exemplo nº 1 de pentagrama

(

)

Exemplo nº 2 de pentagrama

nº 1 de pentagrama ( ) Exemplo nº 2 de pentagrama ( ) Designação das linhas
nº 1 de pentagrama ( ) Exemplo nº 2 de pentagrama ( ) Designação das linhas

(

)

Designação das linhas e espaços

) Designação das linhas e espaços

(

)

Linhas e espaços complementares - exemplo nº 1:

) Linhas e espaços complementares - exemplo nº 1:

(

)

Linhas e espaços complementares - exemplo nº 2:

( ) As notas representativas dos sons musicais são expressas por meio de mo- nossílabos

(

) As notas representativas dos sons musicais são expressas por meio de mo- nossílabos

(

)

A escrita musical é feita somente nas linhas do pentagrama

(

)

A pauta ou pentagrama é um dos sinais gráficos que constituem a notação musical.

7.

CLAVES

A pauta por si só não é suficiente para identificar a nota que nela figura, como

também não é suficiente para se saber a posição, ou seja, a altura onde determinada nota deve ser escrita. Não é possível, por exemplo, dizer o nome da nota que está escrita na pauta a seguir, se ela é um DO ou SOL ou qualquer outra nota, tampouco se pode determinar, por exemplo, em que posição deve ser escrita a nota RE.

por exemplo, em que posição deve ser escrita a nota RE. A identificação das notas na

A identificação das notas na pauta só é possível, pois, com a presença da CLA-

VE, que é o sinal colocado no princípio da pauta e serve para dar nome às notas e de- terminar sua altura na escala.

Há 3 tipos de clave, que são:

Clave de Sol.sua altura na escala. Há 3 tipos de clave, que são: Clave de Fa Clave de

Clave de Fana escala. Há 3 tipos de clave, que são: Clave de Sol. Clave de Do. A

Clave de Do.Há 3 tipos de clave, que são: Clave de Sol. Clave de Fa A clave não

A clave não é escrita em qualquer linha da pauta. Ela é escrita somente em linhas

específicas. Diz-se que a clave assina-se em determinada linha da pauta.

A clave de SOL é escrita unicamente na segunda linha;

A clave de FA é escrita na 3ª e na 4ª linhas;

A clave de DO é escrita na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas.

Os dois pontinhos que aparecem nas claves de FA e de DO servem para indicar a linha da pauta a que elas se referem, já que podem ser assinadas em mais de uma linha. No caso da clave de SOL, que atualmente só é assinada na 2ª linha, não há ne- cessidade dos pontinhos identificadores.

Vejamos como é que se dá nome às notas. No caso da clave de sol, como ela é assinada na 2ª linha, isso indica que as notas que estiverem escritas na segunda linha recebem o nome de SOL.

estiverem escritas na segunda linha recebem o nome de SOL . Partindo dessa nota é que

Partindo dessa nota é que se pode identificar a posição das demais, consideran- do que as notas ocupam linhas e espaços na pauta. Por exemplo, de acordo com a escala ascendente, a nota seguinte ao SOL (subindo), ou seja, aquela que vem logo depois do SOL, é o LA. Então, na pauta, a posição do LA também vem logo depois da posição do SOL. Portanto, a posição seguinte à da linha onde está o SOL, subindo, é

segundo espaço. Então, é aí que deve ser escrita a nota LA, conforme mostra o dese- nho a seguir:

escrita a nota LA , conforme mostra o dese- nho a seguir: Da mesma forma, as

Da mesma forma, as notas ascendentes depois do LA, que são SI-DO-RE- MI, etc. escrevem-se da seguinte maneira:

são SI-DO-RE- MI , etc. escrevem-se da seguinte maneira: De modo semelhante, as notas descendentes ,

De modo semelhante, as notas descendentes, após o SOL, ou seja, FA-MI- RE-DO etc., são assim representadas:

, ou seja, FA-MI- RE-DO etc., são assim representadas:  Vejamos exemplo de outras notas que

Vejamos exemplo de outras notas que formando duas escalas (ascendente e descendente):

notas que formando duas escalas (ascendente e descendente): Do mesmo modo, a clave de FA na

Do mesmo modo, a clave de FA na quarta linha indica que toda nota coloca- da na 4ª linha é FA.

linha indica que toda nota coloca- da na 4ª linha é FA . Como no caso

Como no caso anterior, também aqui é a partir dessa nota, que se identificam as demais. Por exemplo, a nota SOL que, na escala ascendente, vem logo depois desse FA, é escrita na pauta na posição subseqüente, que é o quarto espaço, conforme mostrado a seguir:

que é o quarto espaço, conforme mostrado a seguir: Outro exemplo de uso da clave de

Outro exemplo de uso da clave de FA contendo duas escalas (ascendente e des- cendente):

Geralmente a clave de SOL é empregada para indicar as notas mais agudas da música

Geralmente a clave de SOL é empregada para indicar as notas mais agudas da música e a clave de FA, as notas mais graves. Essas duas claves, a de SOL e a de FA (na quarta linha) são as mais usadas. São empregadas para as vozes e para a maior parte dos instrumentos. Por exemplo, no canto coral, os cantos das vozes femininas, que são vozes mais agudas, são escritos na clave de SOL e o das vozes masculinas, geralmente na de FA.

Para termos idéia da posição comparativa dessas duas claves, com relação à al- tura das notas, vejamos o exemplo a seguir, que parte de uma nota DO profundamente grave para a voz humana e, cobrindo 3 escalas, vai até um DO extremamente agudo:

e, cobrindo 3 escalas, vai até um DO extremamente agudo: Igual procedimento exemplificado para as claves

Igual procedimento exemplificado para as claves de SOL e de FA são adotados para a clave de DO, que é escrita na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas

Outros exemplos:

Clave de FA na terceira linha:

4ª linhas Outros exemplos: Clave de FA na terceira linha: Clave de DO na primeira linha:

Clave de DO na primeira linha:

de FA na terceira linha: Clave de DO na primeira linha: Clave de DO na terceira

Clave de DO na terceira linha:

de DO na primeira linha: Clave de DO na terceira linha: No Apêndice nº 1 são

No Apêndice nº 1 são apresentados esquemas comparativos de todas es- sas claves.

Exercícios propostos

1. Escreva o nome das seguintes notas:

Exercícios propostos 1. Escreva o nome das seguintes notas: 2. Escreva, nas pautas a seguir (sem
Exercícios propostos 1. Escreva o nome das seguintes notas: 2. Escreva, nas pautas a seguir (sem
Exercícios propostos 1. Escreva o nome das seguintes notas: 2. Escreva, nas pautas a seguir (sem
Exercícios propostos 1. Escreva o nome das seguintes notas: 2. Escreva, nas pautas a seguir (sem
Exercícios propostos 1. Escreva o nome das seguintes notas: 2. Escreva, nas pautas a seguir (sem
Exercícios propostos 1. Escreva o nome das seguintes notas: 2. Escreva, nas pautas a seguir (sem
Exercícios propostos 1. Escreva o nome das seguintes notas: 2. Escreva, nas pautas a seguir (sem

2. Escreva, nas pautas a seguir (sem incluir linhas complementares), as no-

tas indicadas:

a) DO, MI, RE, SI

e FA

a) DO, MI, RE, SI e FA b) DO, SI, LA, MI (mais grave) e MI(mais

b) DO, SI, LA, MI (mais grave) e MI(mais aguda) e SOL

e FA b) DO, SI, LA, MI (mais grave) e MI(mais aguda) e SOL c) RE,

c) RE, MI, SOL(mais grave), SOL(mais aguda) e FA

e FA b) DO, SI, LA, MI (mais grave) e MI(mais aguda) e SOL c) RE,

8.

VALORES

Sabemos que as notas têm durações diferentes. Utilizemos o exemplo de uma música bem conhecida, o Hino Nacional Brasileiro: “Ouviram do Ipiranga as margens

plácidas

que a da sílaba “ci”. Experimente cantar e confira. Esta última nota (“ci”), portanto, é pronunciada mais rapidamente do que a outra.

Para representar as diferentes durações dos sons musicais é necessário que as notas sejam escritas de diferentes formas. Essas formas diversificadas são chamadas figuras ou valores. Há duas espécies de figuras: aquelas que indicam a duração do som e as que indicam a duração do silêncio. As mais usadas figuras representativas da duração do som são:

Observe-se que a nota representativa da sílaba “plá” tem duração maior do

”.

Figuras de som

“plá” tem duração maior do ”. Figuras de som  N o m e s 

Nomes

Semibreve

mínima

semínima

colcheia

semicolcheia

fusa

Além dessas figuras existem outras pouco usadas, tanto de maior como de me- nor duração. É o caso da breve, máxima, longa, semifusa e quartifulsa ou tremifusa. As três primeiras foram pouco a pouco deixadas de ser usadas. Segundo PRIOLLI (1978;p.14), essas figuras só aparecem em trechos de autores antigos, pois os moder- nos não as usam mais. São assim representadas.

.

Figuras de som

Nomes

representadas. . Figuras de som  N o m e s  Máxima Longa Breve As

Máxima

Longa

Breve

As partes que compõem um figura são:

Máxima Longa Breve As partes que compõem um figura são: De um modo geral, abaixo da

De um modo geral, abaixo da terceira linha as figuras são desenhadas com as hastes para cima; quando estiverem colocadas acima da terceira linha, as hastes ficam para baixo. Desenhadas na terceira linha, as figuras podem ter as hastes para cima ou para baixo.

As notas com bandeirola, quando juntas, são ligadas por traço, que é a barra de união, usada em vez da bandeirola conforme a seguir ilustrado:

usada em vez da bandeirola conforme a seguir ilustrado: Da mesma maneira, as pausas , que

Da mesma maneira, as pausas, que são figuras indicativas do silêncio, também são representadas de acordo com sua duração, por diferentes sinais. Vejamos:

A , escrita sob a quarta linha da pauta, equivale à pausa A , escrita

A , escrita sob a quarta linha da pauta, equivale à

pausa

A , escrita sob a quarta linha da pauta, equivale à pausa A , escrita acima
A , escrita sob a quarta linha da pauta, equivale à pausa A , escrita acima

A , escrita acima da terceira linha da pauta, equivale à

pausa

escrita acima da terceira linha da pauta, equivale à pausa A equivale à pausa A pausa
escrita acima da terceira linha da pauta, equivale à pausa A equivale à pausa A pausa

A equivale à

pausa

linha da pauta, equivale à pausa A equivale à pausa A pausa A pausa A pausa

A pausa

A pausa

A pausa

equivale à equivale à equivale à
equivale à
equivale à
equivale à

Exercícios propostos

1. Diga, com as suas palavras, o que entende por figuras ou valores.

2. Complete: as figuras indicam a duração do

3. Preencha as linhas em branco com o nome da respectiva figura de som:

ou do

Figuras de som

Nomes

figura de som: ou do Figuras de som  Nomes  4. Complete, desenhando na linha

4. Complete, desenhando na linha em branco a figura de som correspondente:

A pausa

A pausa

A pausa

A pausa

A pausa

A pausa

equivale à

, escrita acima da terceira linha da pauta, equivale à

equivale à

equivale à

, escrita sob a quarta linha da pauta, equivale à

equivale à

9.

PROPORCIONALIDADE ENTRE OS VALORES

Conforme foi mencionado, as maneiras com que são escritas as notas musicais é que representam a maior ou menor duração do som ou do silêncio. As figuras com que são representados os sons mantêm entre si relação de proporcionalidade.

É a seguinte a relação de proporcionalidade: cada figura dura o dobro da subse-

qüente. Entre as notas mais usadas, a de maior duração é a semibreve, que é tida como unidade. De acordo com a relação de proporcionalidade ela vale o dobro da sub- seqüente, que é a mínima, ou seja:

vale o dobro da sub- seqüente, que é a mínima, ou seja: = + Para melhor

=

vale o dobro da sub- seqüente, que é a mínima, ou seja: = + Para melhor

+

o dobro da sub- seqüente, que é a mínima, ou seja: = + Para melhor compreensão

Para melhor compreensão da proporcionalidade, admitamos, a título meramente didático, que em determinado trecho musical executado sem mudar de velocidade, a semibreve dure 4 segundos; então nesse mesmo tempo durarão duas mínimas, pois cada uma será executada em 2 segundos. A semínima, por sua vez, duraria 1 segun- do; a colcheia, meio segundo, e assim por diante.

A mínima, por sua vez, dura o dobro da semínima; a semínima dura o dobro da

colcheia; a colcheia, o dobro da semicolcheia e assim sucessivamente:

= +
= +

= +

= +
= +
= +

= +

= +
= +
= +

= +

= +
= +
= +

= +

= +

Quadro comparativo da proporcionalidade entre as figuras

Quantidade

Desenho da figura

Nome

Quantidade Desenho da figura Nome 1 Semibreve 2 Mínima 4 Semínima 8 16 32 Fusa Colcheia

1

Semibreve

Quantidade Desenho da figura Nome 1 Semibreve 2 Mínima 4 Semínima 8 16 32 Fusa Colcheia
Quantidade Desenho da figura Nome 1 Semibreve 2 Mínima 4 Semínima 8 16 32 Fusa Colcheia

2

Mínima

Quantidade Desenho da figura Nome 1 Semibreve 2 Mínima 4 Semínima 8 16 32 Fusa Colcheia
Quantidade Desenho da figura Nome 1 Semibreve 2 Mínima 4 Semínima 8 16 32 Fusa Colcheia
Quantidade Desenho da figura Nome 1 Semibreve 2 Mínima 4 Semínima 8 16 32 Fusa Colcheia
Quantidade Desenho da figura Nome 1 Semibreve 2 Mínima 4 Semínima 8 16 32 Fusa Colcheia

4

Semínima

8 16 32 Fusa
8
16
32
Fusa

Colcheia

Semicolcheia

As pausas guardam igualmente a mesma relação de proporcionalidade na sua duração. Por exemplo

= +
= +
= +
= +
de proporcionalidade na sua duração. Por exemplo = + = + = + Uma pausa de
de proporcionalidade na sua duração. Por exemplo = + = + = + Uma pausa de

= +

Uma pausa de semínima equivale a duas de col-

Uma pausa de semínima equivale a duas de col-

cheia

Uma pausa de colcheia equivale a duas de semi- colcheia

Uma pausa de colcheia equivale a duas de semi- colcheia

Uma pausa de semicolcheia equivale a duas de fusa

Uma pausa de semicolcheia equivale a duas de fusa

Alguns autores chamam as figuras de som de figuras positivas ou valores positi- vos e as pausas de figuras negativas ou valores negativos. Entretanto essas designa- ções são contestadas por outros. Preferindo não entrar nessa polêmica, continuare- mos utilizando os termos figura, figura de som, valor e pausa ou figura de pausa ou de silêncio.

Exercícios propostos

1. Preencha a linha em branco

+ =

+

+ =

=

+ =

+

+ =

=

+ =

+

+ =

=

+ =

+

+ =

=

+ =

+

+ =

=

2. Preencha as linhas em banco com o desenho da figura correspondente

+ =
+ =
linhas em banco com o desenho da figura correspondente + = + = + = +

+ =

em banco com o desenho da figura correspondente + = + = + = + +

+ =

em banco com o desenho da figura correspondente + = + = + = + +

+ +

banco com o desenho da figura correspondente + = + = + = + + +

+ +

3. Diga o que você entende por figura positiva e figura negativa.

10. LIGADURA - PONTO DE AUMENTO

LIGADURA

A ligadura é uma linha curva (semicircular) colocada por cima ou por baixo das fi-

guras de nota. Quando essas notas forem de mesma altura elas fundem-se como se fossem uma só, ou seja, os sons ligados não devem ser pronunciados ou executados nota por nota. Neste caso, apenas a primeira nota é emitida; as demais são seu pro- longamento, formando um só valor. Por exemplo:

seu pro- longamento, formando um só valor. Por exemplo: A ligadura pode também abranger notas de

A ligadura pode também abranger notas de alturas diferentes. Neste caso, é so-

mente para efeito de execução instrumental ou vocal. As notas compreendidas dentro

da ligadura devem ser pronunciadas sem interrupção. Por exemplo:

devem ser pronunciadas sem interrupção. Por exemplo: PONTO DE AUMENTO Ponto de aumento é o ponto

PONTO DE AUMENTO

Ponto de aumento é o ponto colocado à direita da figura, para indicar o aumento de metade de sua duração. Ou seja, o ponto representa a metade do valor da nota. Aritmeticamente, se a figura tem duração de quatro segundos, por exemplo, o ponto acrescer-lhe-á dois, passando a figura pontuada a durar 6 segundos ( 4 + 2).

passando a figura pontuada a durar 6 segundos ( 4 + 2). No exemplo acima o

No exemplo acima o ponto acrescenta à figura a metade do valor desta. Como a metade da mínima é a semínima, então a figura pontuada passaria a valer a mínima ligada a uma semínima, ou seja:

passaria a valer a mínima ligada a uma semínima, ou seja:  Outros exemplos: = =

Outros exemplos:

a mínima ligada a uma semínima, ou seja:  Outros exemplos: = = = As pausas

=

=a mínima ligada a uma semínima, ou seja:  Outros exemplos: = = As pausas também

=

a mínima ligada a uma semínima, ou seja:  Outros exemplos: = = = As pausas
a mínima ligada a uma semínima, ou seja:  Outros exemplos: = = = As pausas
a mínima ligada a uma semínima, ou seja:  Outros exemplos: = = = As pausas

As pausas também podem ser pontuadas:

== Podem ser colocados dois ou mais pontos à direita da figura. Nesse caso, cada

== Podem ser colocados dois ou mais pontos à direita da figura. Nesse caso, cada ponto

= = Podem ser colocados dois ou mais pontos à direita da figura. Nesse caso, cada
= = Podem ser colocados dois ou mais pontos à direita da figura. Nesse caso, cada

Podem ser colocados dois ou mais pontos à direita da figura. Nesse caso, cada ponto adicional vale a metade do antecedente. No exemplo aritmético anterior, se a duração da nota é de quatro segundos, o primeiro ponto valerá dois e o segundo ponto valerá um. Então a nota com os dois pontos passará a durar 7 segundos

(4+2+1).

Exemplo:

os dois pontos passará a durar 7 segundos (4+2+1). Exemplo: = Os exemplos mostram que tanto

=

dois pontos passará a durar 7 segundos (4+2+1). Exemplo: = Os exemplos mostram que tanto podem

Os exemplos mostram que tanto podem ser usadas figuras de som pontuadas como figuras ligadas, desde que a soma dos valores seja a mesma.

Exercícios propostos

Usando a ligadura, preencha os espaços da direita com as figuras equivalentes à figu- ra pontuada da esquerda.

a ligadura, preencha os espaços da direita com as figuras equivalentes à figu- ra pontuada da
a ligadura, preencha os espaços da direita com as figuras equivalentes à figu- ra pontuada da
a ligadura, preencha os espaços da direita com as figuras equivalentes à figu- ra pontuada da
a ligadura, preencha os espaços da direita com as figuras equivalentes à figu- ra pontuada da
a ligadura, preencha os espaços da direita com as figuras equivalentes à figu- ra pontuada da
a ligadura, preencha os espaços da direita com as figuras equivalentes à figu- ra pontuada da
a ligadura, preencha os espaços da direita com as figuras equivalentes à figu- ra pontuada da

11. COMPASSO - ANDAMENTO - METRÔNOMO

11.1. COMPASSO E TEMPO

O trecho musical é dividido em partes que são chamadas compassos. Essas partes são separadas por linhas verticais que cortam a pauta. Essas linhas são cha- madas barras ou travessão. Exemplo:

Barra ou travessão

madas barras ou travessão. Exemplo: Barra ou travessão Para separar trecho musical é utilizado travessão duplo

Para separar trecho musical é utilizado travessão duplo. Quando colocado no fi- nal da peça, chama-se pausa final.

Quando colocado no fi- nal da peça, chama-se pausa final . Cada compasso é dividido em

Cada compasso é dividido em partes ou movimentos chamados tempos. Trata- se daquilo que na execução musical costuma-se chamar de pulsação. Os tempos têm acentuação forte e fraca.

Embora as figuras guardem relação de proporcionalidade entre elas, sua duração no entanto é indeterminada. Ou seja, a mínima dura o dobro da semínima; esta, por sua vez, dura o dobro da colcheia, e assim por diante. Mas quanto tempo efetivamente (segundos, minutos, etc.) duram? Esse espaço de duração é determinado por meio do tempo, e medido pela fixação da “velocidade” da música, que é o andamento. Esse assunto será objeto de tratamento mais adiante (Capítulo 11.3-ANDAMENTO).

Assim, se for estabelecido que a semínima tenha duração de 1 tempo, por exem-

plo; então a mínima valerá dois tempos, já que proporcionalmente a mínima (

) vale o

dobro da semínima ( ). Neste exemplo, ainda, a semibreve ( ) duraria 4 tempos, já que equivale a quatro semínimas, e assim por diante.

Os compassos formados por dois tempos (duas pulsações) são chamados biná- rios; formados por três tempos, são ternários; e por quatro tempos, quaternários.

A figura cuja duração preenche todo o compasso é chamada unidade de com- passo. Semelhantemente, aquela figura que sozinha preenche o tempo é camada unidade de tempo.

Os símbolos indicativos da quantidade e dos valores que devem preencher cada compasso denominam-se signos de compasso. São colocados no início da pauta e podem ser representados por uma fração ordinária; por letra; por um número ou por número e figura, conforme será exemplificado adiante. No caso da fração, mais co- mumente utilizada, o numerador indica a quantidade de tempos de cada compasso. Exemplo:

mais co- mumente utilizada, o numerador indica a quantidade de tempos de cada compasso . Exemplo:
mais co- mumente utilizada, o numerador indica a quantidade de tempos de cada compasso . Exemplo:
mais co- mumente utilizada, o numerador indica a quantidade de tempos de cada compasso . Exemplo:
Compasso binário Compasso ternário Compasso quaternário E o denominador indica qual é a figura que
Compasso binário Compasso ternário Compasso quaternário E o denominador indica qual é a figura que
Compasso binário Compasso ternário Compasso quaternário E o denominador indica qual é a figura que

Compasso binário

Compasso ternário

Compasso quaternário

E o denominador indica qual é a figura que será contada para preencher cada tempo. Por exemplo, o compasso indicado pela fração 2/4 significa que será preenchi- do por duas figuras nº 4, que é a semínima (conforme será relembrado adiante)

Quando essa figura é simples (não pontuada), trata-se do compasso simples. Quando pontuada, trata-se do compasso composto.

COMPASSO SIMPLES

que a semibreve é tida

como unidade, ou seja, é a número 1. Ela é subdividida em 2 mínimas; estas, portanto são nº 2. A mínima, por sua vez, é subdividida em 2 colcheias e assim por diante. Re- lembrando:

Foi mencionado, quanto à figura indicativa do compasso

Foi mencionado, quanto à figura indicativa do compasso Porque Porque Porque 000 0 Porque Porqu e

Porque

Porque mencionado, quanto à figura indicativa do compasso Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto,

Porquequanto à figura indicativa do compasso Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto, vejamos

000

0

à figura indicativa do compasso Porque Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto, vejamos

Porque

Porque

Porque

do compasso Porque Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto, vejamos nos exemplos abaixo
do compasso Porque Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto, vejamos nos exemplos abaixo
do compasso Porque Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto, vejamos nos exemplos abaixo
do compasso Porque Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto, vejamos nos exemplos abaixo
do compasso Porque Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto, vejamos nos exemplos abaixo
do compasso Porque Porque Porque 000 0 Porque Porqu e Porque Portanto, vejamos nos exemplos abaixo

Portanto, vejamos nos exemplos abaixo como são preenchidos os compassos com as unidades de tempo indicadas:

Portanto, vejamos nos exemplos abaixo como são preenchidos os compassos com as unidades de tempo indicadas:
Portanto, vejamos nos exemplos abaixo como são preenchidos os compassos com as unidades de tempo indicadas:

Os compassos a seguir podem também ser indicados da seguinte maneira:

=a seguir podem também ser indicados da seguinte maneira: = = = = Às vezes, no

=a seguir podem também ser indicados da seguinte maneira: = = = = Às vezes, no

seguir podem também ser indicados da seguinte maneira: = = = = = Às vezes, no

=

podem também ser indicados da seguinte maneira: = = = = = Às vezes, no denominador,

=

=podem também ser indicados da seguinte maneira: = = = = Às vezes, no denominador, em

podem também ser indicados da seguinte maneira: = = = = = Às vezes, no denominador,
podem também ser indicados da seguinte maneira: = = = = = Às vezes, no denominador,
podem também ser indicados da seguinte maneira: = = = = = Às vezes, no denominador,

Às vezes, no denominador, em vez de número coloca-se a própria figura:

denominador, em vez de número coloca-se a própria figura : Na prática raramente ocorre que cada

Na prática raramente ocorre que cada compasso seja preenchido exclusivamente com figuras que representam unidade de tempo. Elas podem ser diferentes, desde que sua soma obedeça o que indica a fração ordinária.Exemplificando:

Já que

o que indica a fração ordinária.Exemplificando: Já que , o compasso Outro exemplo: pode ser assim

, o compasso

a fração ordinária.Exemplificando: Já que , o compasso Outro exemplo: pode ser assim preenchido: QUADRO DE
a fração ordinária.Exemplificando: Já que , o compasso Outro exemplo: pode ser assim preenchido: QUADRO DE

Outro exemplo:

pode ser assim preenchido:

que , o compasso Outro exemplo: pode ser assim preenchido: QUADRO DE COMPASSOS SIMPLES a) Compassos

QUADRO DE COMPASSOS SIMPLES

a) Compassos Binários

Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC)
Unidade de
tempo (UT)
Unidade de
compasso (UC)
QUADRO DE COMPASSOS SIMPLES a) Compassos Binários Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC) 31
QUADRO DE COMPASSOS SIMPLES a) Compassos Binários Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC) 31
QUADRO DE COMPASSOS SIMPLES a) Compassos Binários Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC) 31
QUADRO DE COMPASSOS SIMPLES a) Compassos Binários Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC) 31
QUADRO DE COMPASSOS SIMPLES a) Compassos Binários Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC) 31

b) Compassos Ternários

Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT)
Unidade de
Unidade de
compasso (UC)
tempo (UT)
Ternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT) c) Compassos Quaternários Unidade de tempo (UT)
Ternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT) c) Compassos Quaternários Unidade de tempo (UT)
Ternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT) c) Compassos Quaternários Unidade de tempo (UT)
Ternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT) c) Compassos Quaternários Unidade de tempo (UT)
Ternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT) c) Compassos Quaternários Unidade de tempo (UT)

c) Compassos Quaternários

Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC)
Unidade de
tempo (UT)
Unidade de
compasso (UC)
Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC) MARCAÇÃO DE COMPASSO SIMPLES Marcar o compasso é
Unidade de tempo (UT) Unidade de compasso (UC) MARCAÇÃO DE COMPASSO SIMPLES Marcar o compasso é

MARCAÇÃO DE COMPASSO SIMPLES

Marcar o compasso é indicar os tempos por meio de movimento, geralmente ba- tendo com as mãos ou com o pé, de maneira a manter a uniformidade do andamento da música. Os movimentos de marcação do compasso simples de um modo geral são feitos nos sentidos indicados pelas setas abaixo:

Compasso binário

1º tempo

2º tempo

1º tempo

Compasso ternário

3º tempobinário 1º tempo 2º tempo 1º tempo Compasso ternário 2º tempo Compasso quaternário 4º tempo 1º

2º tempo1º tempo 2º tempo 1º tempo Compasso ternário 3º tempo Compasso quaternário 4º tempo 1º tempo

Compasso quaternário

Compasso ternário 3º tempo 2º tempo Compasso quaternário 4º tempo 1º tempo 2º tempo 3º tempo

4º tempo

1º tempo

tempo 2º tempo Compasso quaternário 4º tempo 1º tempo 2º tempo 3º tempo COMPASSO COMPOSTO Os

2º tempo

3º tempo

COMPASSO COMPOSTO

Os compassos compostos são representados por unidade de tempo expressas por meio de uma figura pontuada. As frações indicativas desses compassos têm como numerados 6, 9 e 12. No compasso composto, diferentemente do simples, o numera-

dor não indica a quantidade de figuras que representam o tempo. Ele indica a quanti- dade de terços do tempo. Vejamos o que isso quer dizer.

Tomemos como exemplo o compasso 6/4 a seguir, que pode ser preenchido por 6 semínimas ou 2 mínimas pontuadas:

ou
ou
ser preenchido por 6 semínimas ou 2 mínimas pontuadas: ou Embora ambas as formas estejam corretas,

Embora ambas as formas estejam corretas, no entanto, como se trata de um compasso composto, a unidade de tempo não é a figura simples (semínima), mas a pontuada ( a mínima pontuada). Observe que a quantidade de figuras pontuadas (du- as) é igual ao numerador da fração dividido por 3 (2 = 6: 3).

No compasso composto o numerador, portanto, indica a quantidade de terços que entram em cada compasso. Para achar essa quantidade de terços, ou seja, a quantidade de tempos representados por figuras pontuadas, divide-se o numerador por 3, como foi mostrado.

6

÷:

3

=

2

Compasso binário

4

9

÷

3

=

3

Compasso ternário

8

12

÷:

3

=

4

Compasso quaternário

4

E qual é a figura pontuada que irá preencher cada tempo? é só dividir o denomi-

nador por 2. Assim, por exemplo, no compasso 6/8, a figura será a semínima (4),pois 8:2 = 4. Voltando o exemplo anterior, calculemos:

6

÷

3

=

2

Compasso binário

4

÷

2

=

2

Mínima (unidade de tempo pontuada)

Portanto, a fração 6/4 indica um compasso que deve ser preenchido por duas unidades de tempo iguais à mínima pontuada:

por duas unidades de tempo iguais à mínima pontuada: O compasso composto 12/8 é um compasso

O compasso composto 12/8 é um compasso quaternário (12: 3 = 4) cuja unidade

de tempo é a semínima pontuada ( 8 : 2 = 4)

(12: 3 = 4) cuja unidade de tempo é a semínima pontuada ( 8 : 2

QUADRO DE COMPASSOS COMPOSTOS

Compassos Binários

Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT)
Unidade de
Unidade de
compasso (UC)
tempo (UT)
Binários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT) Compassos Ternários Unidade de Unidade de som(UC)
Binários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT) Compassos Ternários Unidade de Unidade de som(UC)
Binários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT) Compassos Ternários Unidade de Unidade de som(UC)

Compassos Ternários

Unidade de Unidade de som(UC) * tempo (UT)
Unidade de
Unidade de
som(UC) *
tempo (UT)

* Unidade de som e não unidade de compasso, porque inexiste fi- gura única que preencha o com-

porque inexiste fi- gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de
porque inexiste fi- gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de
porque inexiste fi- gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de
porque inexiste fi- gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de

.

Compassos Quaternários

Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo (UT)
Unidade de
Unidade de
compasso (UC)
tempo (UT)
gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo
gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo
gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo
gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo
gura única que preencha o com- . Compassos Quaternários Unidade de Unidade de compasso (UC) tempo

Os compassos compostos são marcados de forma idêntica aos simples, podendo se subdividir cada tempo em 3 movimentos:

Os compassos compostos são marcados de forma idêntica aos simples, poden- do, ser facilitada marcando-se também os terços de tempo (PRIOLLI; 1978a, p.98)

Compasso binário 2º tempo 1º tempo
Compasso binário
2º tempo
1º tempo

Compasso ternário

1º tempo

3º tempo 2º tempo
3º tempo
2º tempo
Compasso quaternário 4º te mpo 3º tempo 2º tempo 1º tempo
Compasso quaternário
4º te mpo
3º tempo
2º tempo
1º tempo

COMPASSOS CORRESPONDENTES - Exemplos

Pelo que foi mostrado, temos, por exemplo, o compasso binário simples, re-

temos, por exemplo, o compasso binário simples, re- presentado pela fração 2/4, em que a unidade

presentado pela fração 2/4, em que a unidade de tempo é a e temos o compasso

Essa correspondên- cia é estabelecida multiplicando ou dividindo o numerador por 3 e o denominador por 2. Seguem exemplos de transformação de compasso simples em composto e vice- versa.

Partindo do compasso simples para chegar ao composto

Compasso

Unidade

Multiplica-

Compasso compos- to correspondente

Unidade

Simples

de tempo

ção por 3/2

de tempo

3  3 9
3  3 9

3

3

9

3  3 9

4

2

8

2  3 6
2  3 6

2

3

6

2  3 6

8

2

16

4  3 12
4  3 12

4

3

12

4  3 12

2

2

4

Partindo do compasso composto para chegar ao simples

Compasso

Unidade

Multiplica-

Compasso compos- to correspondente

Unidade

Simples

de tempo

ção por 3/2

de tempo

9

9 9 ÷ 3

9

÷

3

9 9 ÷ 3
9 9 ÷ 3

8

8

÷

2

6

6 6 ÷ 3  

6

÷

3

6 6 ÷ 3  
 

16

16

÷

2

12

12 12 ÷ 3

12

÷

3

12 12 ÷ 3
12 12 ÷ 3

4

4

÷

2

11.2. GRUPOS ALTERADOS (QUIÁLTERAS)

Quiálteras são grupos de figuras que aparecem em maior ou em menor número do que deviam, com relação à unidade de tempo ou de compasso estabelecidas no signo de compasso. Sobre os valores alterados coloca-se, para destacá-los, um núme- ro indicando a quantidade de figuras sob um arco, sob uma chave ou somente o núme- ro. Por exemplo:

um arco, sob uma chave ou somente o núme- ro. Por exemplo: Observe que, em vez
um arco, sob uma chave ou somente o núme- ro. Por exemplo: Observe que, em vez

Observe que, em vez de duas colcheias necessárias para preencher o compasso, há três, que estão indicadas pelo correspondente número representativo da quantidade de figuras. Isto quer dizer, no caso do exemplo, que deverão ser executadas três notas no mesmo espaço de tempo em que seriam executadas duas.

As quiálteras podem ser aumentativas e diminutivas. Aumentativas, quando apa- rece nota a mais do que deveria; diminutiva, quando aparece nota a menos. Por exemplo:

Situação normal

quando aparece nota a menos. Por exemplo: Situação normal Situação normal Situação alterada por quiáltera
quando aparece nota a menos. Por exemplo: Situação normal Situação normal Situação alterada por quiáltera

Situação normal

a menos. Por exemplo: Situação normal Situação normal Situação alterada por quiáltera aumentativa Situação

Situação alterada por quiáltera aumentativa

normal Situação alterada por quiáltera aumentativa Situação alterada por quiáltera diminutiva Note que, no

Situação alterada por quiáltera diminutiva

aumentativa Situação alterada por quiáltera diminutiva Note que, no caso da quiáltera diminutiva, deverão ser

Note que, no caso da quiáltera diminutiva, deverão ser executadas duas notas no mesmo espaço de tempo em que seriam executadas três.

Outro exemplo de quiáltera diminutiva:.

notas no mesmo espaço de tempo em que seriam executadas três. Outro exemplo de quiáltera diminutiva:.
notas no mesmo espaço de tempo em que seriam executadas três. Outro exemplo de quiáltera diminutiva:.

11.3.

ANDAMENTO

Andamento é o grau de velocidade da execução musical, ou seja, é o movimento rápido ou lento dos sons. É expresso por palavras, em geral em italiano, colocadas no inicio do trecho nusical. A velocidade exata por minuto é determinada por meio do uso de um aparelho de medição chamado metrônomo, sobre o qual será mais adiante abordado. Também podem ser empregados softwares desenvolvidos para a operar com música.

Os andamentos são classificados em três grupos: lentos, moderados e rápidos.

1 - LENTOS:

- Grave

- Largo

- Lento

-Adágio

- Larghetto

2 - MODERADOS:

- Moderado

- Andante

- Andantino

- Allegretto

3 - RÁPIDOS

- Allegro

- Vivace

- Vivo

- Presto

- Prestíssimo

Essas expressões às vezes aparecem seguidas de outros termos (também italia- nos), que as modifica ou esclarece, tais como: assai (bastante); molto (muito), piu (mais), meno (menos), animato (animado), non troppo ( não muito).

No decorrer da execução os movimentos podem ser momentaneamente modifi- cados. Essas modificações são expressas pelas palavras:

1. Para apressar o andamento:

Accellerando

accel.

Afretando

affret.

Stretto stret Stringendo

Incalzando

incalz.

Animando

2. Para retardar o andamento:

Allargando

allarg.

Rallentando

rall.

Ritenuto

Ritardando

ritard.

São utilizados ainda outros termos, com os seguintes significados:

À vontade

Ad libitum

A Piacere

andamento à vontade do executanteos seguintes significados: À vontade Ad libitum A Piacere Comodamente Rubato - indica inexatidão de movimento,

Comodamente

Rubato -

indica inexatidão de movimento, caracterizado pela alternância entre

apressado e vagaroso. Andamento à vontade do executante;

A tempo - para retornar ao andamento anterior;

Come prima - como no começo; Vuota - pausa geral; Attacca subito - continua sem interrupção; Tenendo ou tenuto - a nota deve ser bem sustentada

Tempo primo

 

tempo

volta ao 1º andamento

In

tempo

11.4.

METRÔNOMO

METRÔNOMO ( do grego metron= medidor e nomos= lei) é o aparelho que per-

mite determinar matematicamente o andamento da música. Geralmente, tem a forma de uma pirâmide e contém em sua base um mecanismo que faz oscilar um pêndulo. Essa oscilação é graduável, podendo aumentar ou diminuir de velocidade. Para medir a quantidade de oscilações por minuto o aparelho é dotado de uma escala graduada.

O metrônomo foi inventado por Winkel e mais tarde aperfeiçoado por Mäelzel (1816),

daí a freqüente citação M.M. ( Metrônomo Mäelzel).

A indicação quantitativa da velocidade vem colocada no início da peça musical e,

às vezes, no seu decorrer. É feita da seguinte maneira:

indica que a peça deve ser executada com a velocidade de 120 se-

mínimas por minuto. O metrônomo, portanto, deve ser ajustado para essa veloci-

O metrônomo, portanto, deve ser ajustado para essa veloci- = 120 dade, de modo que a

= 120

dade, de modo que a cada oscilação do pêndulo seja executada uma semínima.

a cada oscilação do pêndulo seja executada uma semínima. Neste caso, com base na proporcionalidade entre

Neste caso, com base na proporcionalidade entre as figuras, a mínima ( ) deve- rá corresponder a duas oscilações, pois dura o dobro da semínima. Quanto às colcheias, devem ser executadas duas, a cada oscilação, já que a colcheia dura a metade da semínima. E assim por diante.

O andamento “allegro”, por exemplo, vai de 132 a 138 oscilações por minuto. A

quantidade de oscilações correspondentes a cada uma das expressões indicativas do andamento está exposta no Apêndice nº 2.De acordo com os três grupos os anda- mentos podem ser assim expressos:

- Lentos - de mais ou menos 40 tempos por minuto a 72;

- Moderados - de mais ou menos 72 tempos por minuto a 120; e

- Rápidos - de mais ou menos 120 tempos por minuto a 208.

Tratamento mais detalhado sobre o uso do metrônomo será dispensado mais adiante, na parte prática.

12. TOM E SEMITOM

sons sucessivos, usado na músi-

ca ocidental. Diz-se que o semitom é o menor intervalo de som perceptível ao ouvido

humano.

TOM é o intervalo entre dois sons sucessivos formado por dois semitons. Repre- senta, portanto, a "soma" de dois semitons.

SEMITOM é o menor intervalo entre

dois

Essas distâncias de tom e semitom, na escala natural são as seguintes. Entre as notas
Essas distâncias de tom e semitom, na escala natural são as seguintes. Entre as
notas MI e FÁ e entre as notas SI e DO a distância é de um semitom (conforme mos-
tram as setas a seguir). As demais notas sucessivas guardam entre si distância de um
tom, conforme mostra o gráfico abaixo
DO
1
tom
RE
1
tom
MI 1 semitom
FA
1
tom
SOL
1
tom
LA
1 tom
SI
1 semitom
DO

13. SINAIS DE ALTERAÇÃO

Mesmo sem mudarem de nome, as notas podem sofrer alterações ascenden- tes ou descendentes, tornando-se, assim, mais agudas ou mais graves.

Essas alterações, que podem ser de tom ou de semitom, são indicadas pelos si-

são

nais de alteração ou acidentes. São as seguintes:

cinco os sinais de alteração, cujas funções

(sustenido) - eleva um semitom;seguintes: cinco os sinais de alteração, cujas funções (sustenido) - eleva dois semitom; (bemol) - abaixa

(sustenido) - eleva dois semitom;alteração, cujas funções (sustenido) - eleva um semitom; (bemol) - abaixa um semitom; (dobrado bemol) -

(bemol) - abaixa um semitom;- eleva um semitom; (sustenido) - eleva dois semitom; (dobrado bemol) - abaixa dois semitons e

(dobrado bemol) - abaixa dois semitons e- eleva dois semitom; (bemol) - abaixa um semitom; res, fazendo a nota voltar à altura

res, fazendo a nota voltar à altura primitiva.abaixa um semitom; (dobrado bemol) - abaixa dois semitons e (bequadro) - anula qualquer dos quatro

(bequadro) -

anula

qualquer

dos quatro acidentes anterio-

Exemplos: o FA# representa a elevação da nota FA em um semitom, tornando- a, portanto, mais aguda; O LAb representa o abaixamento da nota LA em um semi- tom, tornando-a mais grave.

Utilizando as alterações ascendentes e descendentes de semitom (# e b) na es- cala natural, pode-se observar que as suas notas musicais compreendem intervalos de doze semitons, conforme mostrado no Capítulo “31 Escalas cromática e diatônica”

14. FERMATA OU SUSPENSÃO - LINHA DE OITAVA

14.1. FERMATA

Fermata é um sinal constituído por uma curva com um ponto (

é um sinal constituído por uma curva com um ponto ( ou colocado acima ou abaixo

ou

é um sinal constituído por uma curva com um ponto ( ou colocado acima ou abaixo

colocado acima ou abaixo de uma nota prolonga sua duração mais tempo do que o valor estabelecido . A fermata, portanto, não tem duração determinada, depende da interpretação do executante ou do regente.

Pode-se indicar a maior ou menor sustentação do som assinalando mediante anotação das as palavras “curta” ou “longa”. Exemplo:

curta

das as palavras “curta” ou “longa”. Exemplo: curta longa Suspensão é o sinal de fermata colocado

longa

Suspensão é o sinal de fermata colocado sobre uma pausa. Exemplo:

14.2. LINHA DE OITAVA

colocado sobre uma pausa. Exemplo: 14.2. LINHA DE OITAVA A linha de 8ª serve para evitar

A linha de 8ª serve para evitar que se escrevam linhas complementares. É colo- cada acima ou abaixo da pauta, para indicar que a nota ou grupo de notas por ela abrangidos deve ser executado uma oitava acima ou abaixo do que está escrito. Para indicar a abrangência da linha de 8ª, é colocada na última nota a ser “oitavada” uma linha vertical, ou então, a expressão “in loco”. Por exemplo:

Em cima:

Como se escreve:

“in loco”. Por exemplo: Em cima : Como se escreve: Em baixo : Como se escreve:

Em baixo:

Como se escreve:

Em cima : Como se escreve: Em baixo : Como se escreve: Como deve ser executado

Como deve ser executado

Em cima : Como se escreve: Em baixo : Como se escreve: Como deve ser executado

Como deve ser executado:

Em cima : Como se escreve: Em baixo : Como se escreve: Como deve ser executado

15. SINAIS DE ARTICULAÇÃO - “LEGATO” e “STACCATO”

Articulação é a maneira de atacar os sons, refere-se à sua emissão e encadea- mento. São sinais de articulação o “legato” e o “staccato”.

O “legato” (palavra italiana que significa “ligado”) indica que se deve passar de um

som para o seguinte sem interrupção alguma, pronunciando (ou executando) a nota em toda a sua duração. É indicado pela ligadura, que é uma linha curva colocada aci- ma ou abaixo das notas abrangidas ou pela grafia da palavra “legato”. Exemplo:

abrangi das ou pela grafia da palavra “legato”. Exemplo: O “ staccato ” (palavra também italiana
abrangi das ou pela grafia da palavra “legato”. Exemplo: O “ staccato ” (palavra também italiana

O “staccato” (palavra também italiana que significa ”destacado”) indica que as no-

tas devem ser executadas destacadamente, isto é, separadamente. Há 3 espécies de “staccato”empregados com mais freqüência: o simples; o brando ; e o seco ou marte- lado.

a) O “staccato”simples é representado por um ponto colocado em cima ou embai-

xo das notas e retira-lhes a metade do valor. Exemplo:

Como é escrito:

e retira-lhes a metade do valor. Exemplo: Como é escrito: ] Como deve ser executado: b)

]

Como deve ser executado:

valor. Exemplo: Como é escrito: ] Como deve ser executado: b) O “staccato” brando ou “meio

b) O “staccato” brando ou “meio-staccato” (chamado também de destacado doce

ou portato) , além do ponto contém uma ligadura. Retira da nota apenas um quarto do seu valor, ou seja, cada nota é executada de forma um pouco mais longa do que o

“staccatto” simples, embora ainda com sua duração incompleta. Exemplo:

Como é escrito:

com sua duração incompleta. Exemplo: Como é escrito: Como deve ser executado: c) O “staccato” seco

Como deve ser executado:

Exemplo: Como é escrito: Como deve ser executado: c) O “staccato” seco ou martelado é indicado

c) O “staccato” seco ou martelado é indicado por um ponto prolongado que retira três quartos do valor da nota, ou seja, a nota dura apenas um quarto do seu valor nor- mal. Por exemplo:

Como é escrito:

quarto do seu valor nor- mal. Por exemplo: Como é escrito: Como deve ser executado: O

Como deve ser executado:

mal. Por exemplo: Como é escrito: Como deve ser executado: O ponto indicativo do “staccato” é

O ponto indicativo do “staccato” é chamado ponto de diminuição, porque retira da

nota parte do seu valor.

O traço horizontal colocado acima ou abaixo da nota indica que ela deve ser sus- tentada com maior intensidade. Exemplo:

colocado acima ou abaixo da nota indica que ela deve ser sus- tentada com maior intensidade.

16.

SINAIS DE REPETIÇÃO: “DA CAPO”, “RITORNELLO”, etc

Para evitar o trabalho de se escrever diversas vezes o mesmo trecho, utilizam-se sinais de repetição, de modo a permitir que o trecho, escrito uma só vez, seja executa- do repetidamente. Os principais sinais utilizados para se repetir um trecho ou parte dele são: a expressão “Da capo” ou “DC”; o sinal “ritornello”; as expressões “1ª vez e

o sinal “ritornello”; as expressões “1ª vez “ e “2ª vez”; o sinal ou a expressão

“2ª vez”; o sinal ou a expressão “al segno” e o sinal .

O “da capo” – expressão italiana que significa “da cabeça”, “do início” – é coloca-

do no fim do trecho ou parte dele para indicar que se deve voltar ao início. Pode ser

dele para indicar que se deve voltar ao início. Pode ser indicada abreviadamente D.C. Às vezes

indicada abreviadamente D.C. Às vezes vem seguido do sinal ou da expressão “al segno”. Neste caso, o “da capo al segnoindica que se deve voltar ao início e continuar

até o lugar onde se encontra o sinal

tor indicar, normalmente a “Coda” ou onde estiver a palavra “fim”.

e

indica que ao chegar nele deve-se repetir o trecho desde o início ou desde o ponto em que se encontra outro sinal de “ritornello” em posição contrária, conforme mostram as ilustrações sucintas a seguir.

pulando, em seguida, para onde o composi-

sucintas a seguir. pulando, em seguida, para onde o composi- O sinal “ ritornello ” consiste
sucintas a seguir. pulando, em seguida, para onde o composi- O sinal “ ritornello ” consiste

O sinal

ritornello” consiste em duas barras ou barra dupla com dois pontos

” consiste em duas barras ou barra dupla com dois pontos Ritornello: repetir desde o início

Ritornello: repetir desde o início

dupla com dois pontos Ritornello: repetir desde o início Ritornello: compassos indicados repetir somente os dois

Ritornello:

compassos indicados

repetir

somente

os

dois

As expressões “1ª vez” e “2ª vez” são utilizadas quando, ao se executar um tre-

o final difere do que foi executado na 1ª vez. Observe o exemplo a

cho pela 2ª vez, seguir:

Como é escrito:

o exemplo a cho pela 2ª vez, seguir: Como é escrito: Deve ser executado na ordem

Deve ser executado na ordem em que se lê a frase: “Pedro foi apóstolo de Cristo.

João foi também”.

(também chamado sinal de volta, sinal de salto ou sinal de pulo) é co-

locado onde há uma barra dupla ou travessão dobrado e é utilizado quase sempre em combinação com o “da capo”. Serve para indicar o saldo ou pulo para o lugar onde se

acha outro sinal igual. Exemplo:

O sinal

o lugar onde se acha outro sinal igual. Exemplo: O sinal Como se escreve: Deve ser

Como se escreve:

se acha outro sinal igual. Exemplo: O sinal Como se escreve: Deve ser executado na ordem

Deve ser executado na ordem em que se lê a frase: “O sinal de salto indica um pulo para o outro sinal igual”

17. ABREVIATURA

Para economizar tempo e evitar as inúmeras repetições, principalmente no caso da música manuscrita, foram criados os sinais de abreviatura que representam repeti- ção de idéias ou processos gráficos musicais, como repetição de notas, de grupos de notas, compassos e compassos em silêncio. Alguns autores incluem entre eles a linha de oitava, os sinais de repetição, a forma alternativa de exprimir os compassos (em

a forma alternativa de exprimir os compassos (em vez da fração ordinária), quais sejam , ,
a forma alternativa de exprimir os compassos (em vez da fração ordinária), quais sejam , ,

vez da fração ordinária), quais sejam , , 4, etc. Serão aqui tratados os se- guintes sinais de abreviatura:

a) abreviatura de compasso, que é representada por duas linhas inclinadas com

dois pontos e indica a repetição do compasso anterior. Quando a repetição ocorre mui- tas vezes costuma-se numerá-los, para facilitar a execução. Por exemplo:

Como é escrito:

Como deve ser executado:

Como é escrito :

ou assim :

Como deve ser executado:

Como é escrito : ou assim : Como deve ser executado : b) A abreviatura de
Como é escrito : ou assim : Como deve ser executado : b) A abreviatura de

b) A abreviatura de compasso de silêncio, que é representada por um traço na

forma a seguir mostrada e com número indicando a quantidade de compassos de si-

lêncio (compassos de espera) :

Como é escrito:

Como deve ser executado:

de espera) : Como é escrito: Como deve ser executado: c) O compasso “vuoto” ou compasso
de espera) : Como é escrito: Como deve ser executado: c) O compasso “vuoto” ou compasso

c) O compasso “vuoto” ou compasso vago, que é indicado pela expressão “vouto”, colocada acima ou abaixo da figura de pausa. Usa-se também uma fermata, acompanhada da referida expressão. Por exemplo:

fermata, acompanhada da referida expressão. Por exemplo: ou d) abreviatura de notas ou de movimentos ,

ou

fermata, acompanhada da referida expressão. Por exemplo: ou d) abreviatura de notas ou de movimentos ,

d) abreviatura de notas ou de movimentos, em que se utiliza um, dois, três, etc. traços oblíquos. Por exemplo:

Como é escrito:

Como deve ser executado:

Como é escrito:

Como deve ser executado:

Como é escrito:

Como deve ser executado:

ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: e) A abreviatura representada por pequeno (s)
ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: e) A abreviatura representada por pequeno (s)
ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: e) A abreviatura representada por pequeno (s)
ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: e) A abreviatura representada por pequeno (s)

e) A abreviatura representada por pequeno (s) traço (s) sob a nota ou cor-

tando a haste. Indica que a nota deve ser repetida para completar o compasso com figuras cuja quantidade de colchetes corresponde ao número traços, ou seja, se for um traço é a colcheia; dois traços a semicolcheia, e assim por diante.

Como é escrito:

Como deve ser executado:

Como é escrito:

Como deve ser executado:

ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: e) Abreviatura em que se empregam pontinhos
ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: e) Abreviatura em que se empregam pontinhos
ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: e) Abreviatura em que se empregam pontinhos

e) Abreviatura em que se empregam pontinhos ou números, que servem para

indicar a quantidade de notas a serem repetidas:

.

Como é escrito:

Como deve ser executado:

que servem para indicar a quantidade de notas a serem repetidas: . Como é escrito: Como

f) A abreviatura por meio da expressão “simile”, que indica repetição do movimen- to. Por exemplo:

Como é escrito:

Como deve ser executado:

Como é escrito:

Como deve ser executado:

ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: Na abreviatura de quálteras coloca-se sobre a
ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: Na abreviatura de quálteras coloca-se sobre a
ser executado: Como é escrito: Como deve ser executado: Na abreviatura de quálteras coloca-se sobre a

Na abreviatura de quálteras coloca-se sobre a figura a indicação do número de vezes que ela deve ser repetida:

a indicação do número de vezes que ela deve ser repetida: . 18. SINAIS DE INTENSIDADE

.

indicação do número de vezes que ela deve ser repetida: . 18. SINAIS DE INTENSIDADE Sinais

18. SINAIS DE INTENSIDADE

Sinais de intensidade expressam a dinâmica da música, seu colorido, compreen- dendo os sons fortes e fracos. Quase sempre a intensidade é indicada por palavras italianas, às vezes abreviadas, e por sinais gráficos, como por exemplo:

Por palavras:

Piano ( p ) - suave Mezzo piano ( mp ) meio suave Pianíssimo ( pp ) suavíssimo Forte ( f ) Forte Mezzo forte ( mf ) Meio forte Morendo Desaparecendo o som Smorzando ( smorz .) Extinguindo o som Diminuendo ( dim ) - Decrescendo o som Rinforçando (rinf .) reforçando o som Crescendo ( cresc.)

nal

Por sinais gráficos O crescendo pode ser indicado pelo sinal

sinais gráficos O crescendo pode ser indicado pelo sinal e o diminuendo pelo si- Para acentuar-se
sinais gráficos O crescendo pode ser indicado pelo sinal e o diminuendo pelo si- Para acentuar-se

e o diminuendo pelo si-

Para acentuar-se o som de determinada nota coloca-se, sobre ela, o sinal ou .

,
,

19. VOZES

Voz é o som produzido pelas vibrações das cordas vocais. O órgão vocal funcio- na como um instrumento de sopro mecânico, em que os pulmões e a traquéia repre- sentam o fole.

Na respiração ocorre a entrada de ar para os pulmões, enchendo-os. No movi- mento respiratório entram também em ação o diafragma e o peito com toda sua mus- culatura. Na expiração, ocorre a saída de ar dos pulmões ( do fole). Esse ar é em- purrado para fora, atravessando a laringe, onde se situam duas pregas cartilaginosas chamadas “cordas vocais”. Nessa passagem é que, ao comando do cérebro, ocorrem as vibrações das cordas, produzindo o som. Entram também os órgãos de articulação da linguagem, como a faringe, os lábios, os dentes, o véu palatino e as fossas nasais cavidades orais e nasais que constituem a caixa de ressonância superior e o peito, que é a caixa de ressonância inferior. Essas caixas de ressonância formam o timbre, que é a qualidade que caracteriza cada voz. É pelo timbre que se pode distinguir a voz de uma pessoa no meio de outras.

O conjunto de sons (do mais grave ao mais agudo) que um cantor pode emitir sem esforço é chamado extensão. Normalmente uma pessoa tem a extensão de 13 ou 14 tons.

Tessitura ou registro é o conjunto de sons que mais convém a uma voz. É a parte central da extensão em que o cantor consegue, sem muito esforço, o máximo de efei- to.

As vozes humanas são divididas em três categorias: infantis (ou brancas); femini- nas e masculinas (ambas, vozes adultas).

As vozes infantis (ou brancas) podem ser:

Femininas

{ - Sopranino

- Contraltino

Masculinas

{ -Tenorino

- Contraltino

As vozes adultas (femininas e masculinas) subdividem-se em:

Femininas

{ - Soprano

-Contralto

-Meio-soprano

Masculinas

{ -Tenor

-Baixo

-Barítono

Diapasão é a altura da voz na escala musical. O diapasão pode ser grave, médio e agudo.

Grave

-

-

contralto

baixo

-

-

Médio

meio-soprano

barítono

Agudo

-

-

soprano

tenor

Esses pares são chamados vozes correspondentes. A distância entre cada voz e sua correspondente é de uma oitava. Ou seja, a distância entre o contralto e o baixo, entre o meio-soprano e o barítono e entre o soprano e tenor é de uma oitava.

Quarteto vocal é o conjunto de 4 vozes cantando a um só tempo. O quarteto pode ser formado por vozes iguais: só femininas ou só masculinas. Pode também ser quar-

teto misto, constituído por vozes masculinas e femininas, ao mesmo tempo. O quarteto vocal clássico é composto por soprano, contralto, tenor e baixo.

Na escrita musical moderna, de um modo geral, são utilizadas apenas duas cla- ves para todas as vozes: a de sol, para as vozes femininas; e a de fá na quarta linha, para as vozes masculinas. Em algumas peças a parte do tenor é escrita na clave de sol e cantada uma oitava abaixo.

Os limites dos registros vocais não são absolutos. Dependem de cada pessoa. Algumas vozes normalmente desenvolvidas pelo estudo de canto, são capazes de ul- trapassar o limite tido como normal. São as vozes solistas. A caracterização de cada uma dessas vozes, bem como a ilustração de sua tessitura encontra-se adiante expos- tas.

Soprano

-

-

-

ligeiro

lírico

dramático

-

-

-

Tenor

ligeiro

lírico

dramático

-

-

Barítono

brilhante

dramático

Baixo 2

-

-

cantante

profundo

O Apêndice .nº 3 mostra a escala geral da extensão das vozes, desde a masculi-

na mais grave até a feminina mais aguda, abrangendo três oitavas e meia. Observe que a distância entre cada voz consecutiva (baixo e barítono, por exemplo) é de dois tons ou de um tom e meio.

A seguir estão expostas as tessitura de cada uma das vozes de acordo ELLME-

RICH (1977; p.197-198):

TIMBRE

CARACTERÍSTICA

TESSITURA

Voz agudíssima; timbre fra- co, porém de grande agili- dade. Ex.: “Rosina”no “Bar- beiro de Sevilha”.

Soprano lírico Voz mais forte; timbre doce. Ex.: “Butterfly” da “Madame Butterfly”.

por

(do italiano: sopra =

Soprano ligeiro

cima;

linha

do

canto superior)

Soprano dramático

Voz

forte;

timbre

metálico.

Ex.:

“Tosca”

da

ópera

do

mesmo nome.

 

Meio-soprano

Voz intermediária entre o agudo e o grave. Ex.: “Car- men” da ópera do mesmo nome.

Contralto

Voz feminina mais grave; timbre escuro.Ex.: “Azucena” de “II Trovatore”.

timbre escuro. Ex.: “Az u cena” de “II Trovatore”. 2 Há autores p.ex. CARDOSOe MASCARENHAS(1974;p.97) que
timbre escuro. Ex.: “Az u cena” de “II Trovatore”. 2 Há autores p.ex. CARDOSOe MASCARENHAS(1974;p.97) que
timbre escuro. Ex.: “Az u cena” de “II Trovatore”. 2 Há autores p.ex. CARDOSOe MASCARENHAS(1974;p.97) que
timbre escuro. Ex.: “Az u cena” de “II Trovatore”. 2 Há autores p.ex. CARDOSOe MASCARENHAS(1974;p.97) que
timbre escuro. Ex.: “Az u cena” de “II Trovatore”. 2 Há autores p.ex. CARDOSOe MASCARENHAS(1974;p.97) que

2 Há autores p.ex. CARDOSOe MASCARENHAS(1974;p.97) que incluem entre o cantante e o profundo a classificação baixo cômico

Tenor ligeiro (do italiano: tenere = sustentar o canto firme)

Voz pouco forte; alcança no- tas agudas. Ex.: “Almaviva”, no “Barbeiro de Sevilha”.

Tenor lírico

Tenor dramático

Voz mais forte; timbre suave. Ex.: “Rodolfo”, em “La Boème”.

Voz

Ex.: “Turiddu”, em

leria Rusticana.

forte; timbre metálico.

“Caval-

Barítono Lírico ( do grego baris e do latim tonus = voz in- termediária)

Barítono dramático Voz mais forte e timbre metá- lico. Ex.: “Rigoletto”, da ópera do mesmo nome.

Voz intermediária entre o agudo e grave. Ex.: “Esca- millo”, na “Carmen”.

Baixo cantante

Voz grave, timbre suave. Ex.:

“Salvador Rosa”, da ópera do mesmo nome.

Baixo profundo

Voz bem grave e mais forte que a anterior. Ex.: “Zaras- tro”, de “Flauta Mágica”

a anterior. Ex.: “Zara s- tro”, de “Flauta Mágica” ( soa 1 oitava abaixo) ( soa

( soa 1 oitava abaixo)

s- tro”, de “Flauta Mágica” ( soa 1 oitava abaixo) ( soa 1 oitava abaixo) (

( soa 1 oitava abaixo)

s- tro”, de “Flauta Mágica” ( soa 1 oitava abaixo) ( soa 1 oitava abaixo) (

( soa 1 oitava abaixo)

s- tro”, de “Flauta Mágica” ( soa 1 oitava abaixo) ( soa 1 oitava abaixo) (
s- tro”, de “Flauta Mágica” ( soa 1 oitava abaixo) ( soa 1 oitava abaixo) (
s- tro”, de “Flauta Mágica” ( soa 1 oitava abaixo) ( soa 1 oitava abaixo) (
s- tro”, de “Flauta Mágica” ( soa 1 oitava abaixo) ( soa 1 oitava abaixo) (

PARTE II - PRÁTICA DE RITMO

20. MOVIMENTOS RÍTMICOS

Nos exercícios de treinamento rítmicos aqui apresentados, os movimentos de marcação podem ser feitos batendo-se com a mão sobre a carteira ou sobre a mesa ou batendo os pés no chão de forma alternada (pé direito - pé esquerdo - pé direito - pé esquerdo) tanto sentado como em pé. Pode-se também marcar o ritmo andando em passos regulares.

A trajetória da “batida” da mão, para marcação do ritmo, pode ser representada na forma do gráfico a seguir. Observe o percurso do movimento da mão indicado pela linha pontilhada, no sentido das setas. A mão desce; toca na superfície da carteira, que é indicada pela linha horizontal. Depois, conforme mostram as setas, a mão sobe novamente. Esse movimento é repetido de maneira uniforme e rítmica, conforme mos- tra a outra figura.

superfície

e rítmica, conforme mos- tra a outra figura. superfície toca O gráfico a seguir mostra a

toca

O gráfico a seguir mostra a repetição do movimento de tocar na superfície, para marcação do ritmo. Estão representadas, como se vê, quatro toques ou batidas. Con- vém alertar para o fato de que, embora pareça que as “batidas” estão se movimentan- do horizontalmente, na verdade elas ocorrem sempre no mesmo lugar. O movimento é tão somente vertical, ou seja, a mão sobe e desce, tocando à superfície em um mesmo lugar. A apresentação, no gráfico a seguir, é feita de forma horizontal para facilitar a visualização.

1ª batida 2ªbatida
1ª batida
2ªbatida
3ª batida 4ª batida
3ª batida
4ª batida

Outra forma de representação dessas quatro batidas seria a seguinte, onde o contato da seta com a linha pontilhada representa o momento da batida

superfície

batida

batida

batida

batida

a linha pontilhada representa o momento da batida superfície 1ª batida 2ª batida 3ª batida 4ª

Pode-se, no lugar da seta, simplesmente representar cada movimento por um traço, da seguinte maneira:

batida

batida

batida

batida

Exercício nº 1

Marcar 12 batidas rítmicas, na forma indicada, ou seja, batendo com a mão so- bre a carteira, sobre a mesa ou sobre a perna ou então, marcar com os pés, parado ou andando, mas sempre em intervalos iguais. Repetir diversas vezes, até acostumar-se com a regularidade dos movimentos.

10ª

11ª

12ª

21. MOVIMENTOS COMBINADOS COM EMISSÃO DE SOM

Exercício nº 2

Agora vamos introduzir, junto com a batida, a emissão de um som, conforme mostra o gráfico a seguir, onde a linha horizontal representa o som. Por ser contínua, ela indica emissão ininterrupta do som, que pode ser um assobio, ou a pronúncia de

, etc. Procurar manter sempre a

qualquer vogal: “aaaaaa mesma altura do som. ”; “iiiiiii ”: “uuuuu som batida
qualquer vogal: “aaaaaa
mesma altura do som.
”;
“iiiiiii
”:
“uuuuu
som
batida

Exercícios nº 3

As batidas continuam sendo feitas uniformemente, como nos exercícios anterio- res. O som, no entanto deverá ser emitido apenas durante as batidas unidas por traço. Observe que a duração do som é representada pelos espaços entre os traços.

a) O som dura desde a primeira batida até antes da segunda, ou seja, a segunda batida é feita em silêncio. E a terceira também. Observe-se que o som dura apenas um espaço.

1ª 2ª batida batida
batida
batida

batida

b) O som dura dois espaços, vai desde a segunda batida até antes da quarta, ou

seja, a quarta batida é feita em silêncio. E a quinta também

a quarta batida é feita em silêncio. E a quinta também c) O som dura três

c) O som dura três espaços, vai desde a primeira batida até antes da quarta e

depois dura mais dois espaços, indo desde a sétima batida até antes da nona

espaços, indo desde a sétima batida até antes da nona Nos exemplos seguintes continuar procedendo da
espaços, indo desde a sétima batida até antes da nona Nos exemplos seguintes continuar procedendo da

Nos exemplos seguintes continuar procedendo da mesma maneira:

d)

d)    
d)    
 
d)    
 

10ª

11ª

12ª

e)

e)  
 
e)  
e)  

f)

f)    
 
f)    
 
f)    
f)    

g)

g)  
g)  
g)  
 
g)  
g)  
g)  
g)  

h)

h)
h)
h)
h)
h)
h)
h)
h)

i)

i)  
i)  
i)  
i)  
 
i)  

j)

j)  
j)  
 
j)  
j)  
j)  
j)  
j)  

k)

k)    
 
k)    
k)    
k)    
 
k)    

l)

l)    
 
l)    
 
l)    
l)    
l)    

m)

m)    
m)    
 
m)    
 
m)    
m)    

n)

n)

o)

o)

22. USO DE FIGURAS DE SOM

Passemos a representar as batidas e o som por figuras, em vez de traços. Antes, recordemos a proporcionalidade entre a duração das figuras de som.

A igualdade

entre a duração das figuras de som. A igualdade = + Significa que o tempo utilizado

=

entre a duração das figuras de som. A igualdade = + Significa que o tempo utilizado

+

entre a duração das figuras de som. A igualdade = + Significa que o tempo utilizado

Significa que o tempo utilizado para se pro-

nunciar uma semibreve (

que o tempo utilizado para se pro- nunciar uma semibreve ( ) daria para pro- nunciar

) daria para pro-

nunciar duas mínimas( ). Em outras palavras, a semibreve dura mais que a mí- nima, o dobro dela.

Essa proporcionalidade ocorre, conforme já foi estudado, com relação às outras figuras. Por exemplo:

foi estudado, com relação às outras figuras. Por exemplo: = + = + = + =

=

+estudado, com relação às outras figuras. Por exemplo: = = + = + = + De

estudado, com relação às outras figuras. Por exemplo: = + = + = + = +

=estudado, com relação às outras figuras. Por exemplo: = + + = + = + De

com relação às outras figuras. Por exemplo: = + = + = + = + De

+

com relação às outras figuras. Por exemplo: = + = + = + = + De

=

com relação às outras figuras. Por exemplo: = + = + = + = + De

+

com relação às outras figuras. Por exemplo: = + = + = + = + De

=

com relação às outras figuras. Por exemplo: = + = + = + = + De

+

relação às outras figuras. Por exemplo: = + = + = + = + De acordo

De acordo com essa proporcionalidade, o número de batidas correspondentes a cada figura passa a ser o seguinte:

=

= Duração = 1 batida

Duração = 1 batida

=

= Duração = 2 batidas

Duração = 2 batidas

=

= Duração = 4 batidas

Duração = 4 batidas

Obedecendo a essa mesma proporcionalidade, a colcheia corresponde a meia batida, ou seja, em cada batida são executadas duas colcheias:

ou seja, em cada batida são executadas duas colcheias: + = Duração = 1 batida Da

+

ou seja, em cada batida são executadas duas colcheias: + = Duração = 1 batida Da

=

Duração = 1 batidaou seja, em cada batida são executadas duas colcheias: + = Da mesma maneira, cada batida

Da mesma maneira, cada batida corresponde a quatro semicolcheias, pois em cada batida são executadas quadro semicolcheia, assim:

em cada batida são executadas quadro semicolcheia, assim: + + + = Duração = 1 batida

+

+ +

cada batida são executadas quadro semicolcheia, assim: + + + = Duração = 1 batida Vamos

+

batida são executadas quadro semicolcheia, assim: + + + = Duração = 1 batida Vamos representar

=

batida são executadas quadro semicolcheia, assim: + + + = Duração = 1 batida Vamos representar

Duração = 1 batida

Vamos representar por figuras o seguinte exemplo:

I

1 batida Vamos representar por figuras o seguinte exemplo: I Observe-se que o som é emitido
1 batida Vamos representar por figuras o seguinte exemplo: I Observe-se que o som é emitido

Observe-se que o som é emitido durante quatro batidas (três espaços); a seguir, é interrompido durante uma batida e volta a ser emitido durante mais uma batida (sex- ta). Como visto, as três últimas batidas não são acompanhadas do som. Para repre- sentar por figuras, utilizaremos duas fileiras de figuras, a de cima para o som e a de baixo para as batidas temos:

1ª 2ª 3ª 4ª Exercícios nº 4 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª  batidas A

Exercícios nº 4

batidas

A exemplo dos exercícios anteriores, agora pratiquemos as batidas e a emissão de som utilizando as figuras, conforme segue:

a)

b)

c)

d)

e)

f)

agora pratiquemos as batidas e a emissão de som utilizando as figuras, conforme segue: a) b)
agora pratiquemos as batidas e a emissão de som utilizando as figuras, conforme segue: a) b)
agora pratiquemos as batidas e a emissão de som utilizando as figuras, conforme segue: a) b)
agora pratiquemos as batidas e a emissão de som utilizando as figuras, conforme segue: a) b)
agora pratiquemos as batidas e a emissão de som utilizando as figuras, conforme segue: a) b)

23. USO DE FIGURAS DE SILÊNCIO (PAUSAS)

Em vez de deixar em branco os espaços que indicam a ausência de som, vamos representá-los pelas respectivas pausas. Lembrando o que foi estudado sobre pau- sas, temos, para as três figuras aqui utilizadas:

A , escrita sob a quarta linha da pauta, equivale à pausa

A , escrita sob a quarta linha da pauta, equivale à

pausa

A , escrita sob a quarta linha da pauta, equivale à pausa
A , escrita acima da terceira linha da pauta, equivale à pausa

A , escrita acima da terceira linha da pauta, equivale à

pausa

A , escrita acima da terceira linha da pauta, equivale à pausa
A equivale à pausa

A equivale à

pausa

A equivale à pausa

Exercícios nº 5

Nos exercícios seguintes, as batidas continuam sendo feitas uniformemente, como nos anteriores. O som, no entanto, deverá ser emitido apenas onde há figuras de som e obedecendo sua duração. As pausas, no entanto, em vez de estarem represen- tadas apenas por espaços em branco, estão simbolizadas pelas figuras respectivas.

a)

b)

c)

d)

e)

f)

tadas apenas por espaços em branco, estão simbolizadas pelas figuras respectivas. a) b) c) d) e)
tadas apenas por espaços em branco, estão simbolizadas pelas figuras respectivas. a) b) c) d) e)
tadas apenas por espaços em branco, estão simbolizadas pelas figuras respectivas. a) b) c) d) e)
tadas apenas por espaços em branco, estão simbolizadas pelas figuras respectivas. a) b) c) d) e)
tadas apenas por espaços em branco, estão simbolizadas pelas figuras respectivas. a) b) c) d) e)
tadas apenas por espaços em branco, estão simbolizadas pelas figuras respectivas. a) b) c) d) e)

24. USO DE FIGURAS PONTUADAS

Conforme foi estudado em capítulo anterior, o ponto colocado à direita da nota serve para aumentar seu valor. É por isso que é chamado de ponto de aumento. Ele aumenta a nota na metade do seu valor. O diagrama abaixo mostra como isso ocorre:

Então,

. metade de
.
metade de

como metade de

mostra como isso ocorre: Então, . metade de como metade de , então:  duração: 6

,

então:

duração: 6 batidas duração: 6 batidas

Do mesmo modo,

duração: 3 batidas duração: 3 batidas

Esse mesmo efeito existe sobre as pausas. Por exemplo:

Esse mesmo efeito existe sobre as pausas. Por exemplo: = = = = Exercício nº 6

=

Esse mesmo efeito existe sobre as pausas. Por exemplo: = = = = Exercício nº 6
=
=

=

Esse mesmo efeito existe sobre as pausas. Por exemplo: = = = = Exercício nº 6

=

mesmo efeito existe sobre as pausas. Por exemplo: = = = = Exercício nº 6 Continuar

Exercício nº 6

Continuar marcando o ritmo, com batidas regulares, conforme mostra a segunda fileira de notas Quanto ao som, será emitido de acordo com as figuras da primeira filei- ra, obedecendo sua duração, tanto no caso das figuras de som, como nas pausas.

a)

b)

c)

da primeira filei- ra, obedecendo sua duração, tanto no caso das figuras de som, como nas
da primeira filei- ra, obedecendo sua duração, tanto no caso das figuras de som, como nas
da primeira filei- ra, obedecendo sua duração, tanto no caso das figuras de som, como nas

d)

e)

d) e) 57 Merchede
d) e) 57 Merchede

25. USO DE FIGURAS DE VALORES MENORES

Lembrando a proporcionalidade entre os valores,

MENORES Lembrando a proporcionalidade entre os valores,  1 batida  1 batida temos: Duas ou

1 batida

a proporcionalidade entre os valores,  1 batida  1 batida temos: Duas ou mais figuras

1 batida

temos:

Duas ou mais figuras com cauda podem ser unidas por traços, da seguinte ma-

neira:

cauda podem ser unidas por traços, da seguinte ma- neira: Exercício nº 7 O exercício a

Exercício nº 7

O exercício a seguir representa a emissão do som por figuras de valor menor do que as figuras da batida. Como se observa, a cada batida deve ser pronunciado mais de um som. Podemos utilizar qualquer monossílabo, por exemplo “lá”.

utilizar qual quer monossílabo, por exemplo “lá”. Observe que, para a primeira batida, fazem- se duas

Observe que, para a primeira batida, fazem-se duas emissões de som (“lá”-”lá”); para a segunda, igualmente. A terceira batida corresponde a apenas um “lá”.

Para exercitar com essas figuras de valores menores, conforme o exercício pre- cedente, é interessante recorrer ao diagrama utilizado no início do Capítulo 20- MOVIMENTOS RÍTMICOS, que representa os movimentos da batida sobre uma super- fície. Utilizando o mesmo diagrama pode-se facilitar o treinamento, da seguinte manei- ra: o primeiro “lá” corresponde à primeira batida. É pronunciado junto com a batida; o segundo “lá” deve ser pronunciado por ocasião do levantamento da mão, quando ela chega ao seu ponto mais alto. O terceiro “lá”, já coincide com a segunda batida. O quarto ”lá”, da mesma forma que o segundo, é pronunciado quando do levantamento da mão. O quinto e último, já demora o dobro dos anteriores, pois tem a mesma dura- ção da batida. Esses procedimentos estão representados no diagrama a seguir:

2º “lá” 4º “lá ” 1º “lá” 3º “lá” 5º ”lá”
2º “lá”
4º “lá ”
1º “lá”
3º “lá”
5º ”lá”

Exercício nº 8

No caso do uso da semicolcheia, cada batida equivale a quatro figuras de som, por exemplo:

cada batida equivale a quatro figuras de som, por exemplo: Observe que a cada batida –

Observe que a cada batida nas duas primeiras pronunciam-se quatro monos- sílabos “lá”, ou seja, “lá-lá-lá-lá”. Para facilitar a execução do exercício pode-se adotar o seguinte procedimento, adiante representado graficamente:

- O 1º “lá” é pronunciado por ocasião da 1ª batida;

- O 2º “lá”, quando a mão estiver subindo, no meio do percurso da subida;

- O 3º “lá”, quando a mão atinge o ponto máximo da subida;

- O 4º “lá”, quando a

mão estiver descendo, no meio do

percurso da descida;

3º “lá” 7º “lá ” 2º “lá” 4º “lá” 6º “lá” 8º “lá” 1º “lá”
3º “lá”
7º “lá ”
2º “lá”
4º “lá” 6º “lá”
8º “lá”
1º “lá”
5º “lá”
9º ”lá”

Outros exercícios, inclusive com o uso de pausas. Lembrar, antes, as seguintes equivalências das figuras de silêncio (ou pausas):

equivalências das figuras de silêncio (ou pausas): a.1) Notação: a.2) Esquema de marcação:  

a.1) Notação:

a.2) Esquema de marcação:

 

1º “

2º “

3º “

Esquema de marcação:   1º “ lá ” 2º “ lá ” 3º “ lá ”
Esquema de marcação:   1º “ lá ” 2º “ lá ” 3º “ lá ”
Esquema de marcação:   1º “ lá ” 2º “ lá ” 3º “ lá ”
Esquema de marcação:   1º “ lá ” 2º “ lá ” 3º “ lá ”
Esquema de marcação:   1º “ lá ” 2º “ lá ” 3º “ lá ”

silêncio

silêncio

silêncio

b.1) Notação:

b.1) Notação:

b.2) Esquema de marcação:

b.2) Esquema de marcação: 2º “ lá ” 3º “lá” 5º “ lá ” 6º “lá”

2º “

3º “lá”
3º “lá”

5º “

6º “lá”
6º “lá”

8º “