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1700-(2) Diário da República, 1.ª série — N.

º 60 — 26 de março de 2015

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA n.º 64/2012, de 20 de dezembro, e pelos Decretos-Leis
n.os 18/2013, de 6 fevereiro, 63-A/2013, de 10 de maio,
Lei n.º 23-A/2015 114-A/2014, de 1 de agosto, 114-B/2014, de 4 de agosto,
de 26 de março
e 157/2014, de 24 de outubro;
b) À Lei Orgânica do Banco de Portugal, aprovada pela
Transpõe as Diretivas 2014/49/UE, do Parlamento Europeu e do Lei n.º 5/98, de 31 de janeiro, alterada pelos Decretos-Leis
Conselho, de 16 de abril, relativa aos sistemas de garantia de n.os 118/2001, de 17 de abril, 50/2004, de 10 de março,
depósitos, e 2014/59/UE, do Parlamento Europeu e do Conse- 39/2007, de 20 de fevereiro, 31-A/2012, de 10 de feve-
lho, de 15 de maio, alterando o Regime Geral das Instituições reiro, e 142/2013, de 18 de outubro;
de Crédito e Sociedades Financeiras, a Lei Orgânica do Banco c) Ao Decreto-Lei n.º 345/98, de 9 de novembro,
de Portugal, o Decreto-Lei n.º 345/98, de 9 de novembro, o que regula o funcionamento do Fundo de Garantia do
Código dos Valores Mobiliários, o Decreto-Lei n.º 199/2006, de Crédito Agrícola Mútuo, alterado pelos Decretos-Leis
25 de outubro, e a Lei n.º 63-A/2008, de 24 de novembro.
n.os 126/2008, de 21 de julho, 211-A/2008, de 3 de novem-
A Assembleia da República decreta, nos termos da bro, 162/2009, de 20 de julho, 119/2011, de 26 de dezem-
alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte: bro, e 31-A/2012, de 10 de fevereiro;
d) Ao Código dos Valores Mobiliários, aprovado pelo
Artigo 1.º Decreto-Lei n.º 486/99, de 13 de novembro;
Objeto
e) Ao Decreto-Lei n.º 199/2006, de 25 de outubro, que
regula a liquidação de instituições de crédito e sociedades
1 — A presente lei transpõe para a ordem jurídica financeiras com sede em Portugal e suas sucursais cria-
interna a Diretiva 2014/49/UE, do Parlamento Euro- das noutro Estado membro, alterado pelo Decreto-Lei
peu e do Conselho, de 16 de abril, relativa aos sistemas n.º 31-A/2012, de 10 de fevereiro;
de garantia de depósitos, e a Diretiva 2014/59/UE, do f) À Lei n.º 63-A/2008, de 24 de novembro, que estabe-
Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio, lece medidas de reforço de solidez financeira das institui-
que estabelece um enquadramento para a recuperação ções de crédito no âmbito da iniciativa para o reforço da
e a resolução de instituições de crédito e de empresas estabilidade financeira e da disponibilização de liquidez
de investimento e que altera a Diretiva 82/891/CEE, nos mercados financeiros, alterada pelas Leis n.os 3-B/2010,
do Conselho, de 17 de dezembro, a Diretiva 2001/24/ de 28 de abril, 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011,
CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de de 30 de dezembro, 4/2012, de 11 de janeiro, 66-B/2012,
abril, a Diretiva 2002/47/CE, do Parlamento Europeu de 31 de dezembro, 48/2013, de 16 de julho, e 83-C/2013,
e do Conselho, de 6 de junho, a Diretiva 2004/25/CE, de 31 de dezembro.
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de abril,
a Diretiva 2005/56/CE, do Parlamento Europeu e do Artigo 2.º
Conselho, de 26 de outubro, a Diretiva 2007/36/CE,
Alteração ao Regime Geral das Instituições
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de julho, de Crédito e Sociedades Financeiras
a Diretiva 2011/35/CE, do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 5 de abril, a Diretiva 2012/30/UE, do Parla- Os artigos 2.º-A, 6.º, 14.º-A, 16.º, 22.º, 33.º, 40.º-A,
mento Europeu e do Conselho, de 25 de outubro, a Dire- 51.º, 81.º, 115.º-D, 116.º-A, 116.º-C, 116.º-D, 116.º-E,
tiva 2013/36/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, 116.º-F, 116.º-G, 116.º-H, 116.º-I, 116.º-J, 116.º-K, 116.º-L,
de 26 de junho, o Regulamento (UE) n.º 1093/2010, do 116.º-M, 116.º-N, 116.º-O, 120.º, 129.º-B, 135.º-C, 138.º-C,
Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro, 141.º, 142.º, 143.º, 144.º, 145.º, 145.º-A, 145.º-B, 145.º-C,
e o Regulamento (UE) n.º 648/2012, do Parlamento Eu- 145.º-D, 145.º-E, 145.º-F, 145.º-G, 145.º-H, 145.º-I,
ropeu e do Conselho, de 4 de julho. 145.º-J, 145.º-L, 145.º-M, 145.º-N, 145.º-O, 146.º, 147.º,
2 — Em concretização do disposto no número anterior, 148.º, 152.º, 153.º, 153.º-B, 153.º-C, 153.º-D, 153.º-F,
a presente lei procede à alteração: 153.º-G, 153.º-H, 153.º-I, 153.º-J, 153.º-M, 154.º, 155.º,
156.º, 157.º, 159.º, 160.º, 161.º, 162.º, 163.º, 164.º, 165.º,
a) Ao Regime Geral das Instituições de Crédito e Socie- 166.º, 166.º-A, 167.º, 167.º-A, 196.º, 198.º, 199.º-I, 211.º,
dades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92, 227.º-B e 227.º-C do Regime Geral, passam a ter a seguinte
de 31 de dezembro, doravante abreviadamente desig- redação:
nado por Regime Geral, alterado pelos Decretos-Leis
n.os 246/95, de 14 de setembro, 232/96, de 5 de dezembro, «Artigo 2.º-A
222/99, de 22 de junho, 250/2000, de 13 de outubro,
285/2001, de 3 de novembro, 201/2002, de 26 de setem- [...]
bro, 319/2002, de 28 de dezembro, 252/2003, de 17 de ........................................
outubro, 145/2006, de 31 de julho, 104/2007, de 3 de abril,
357-A/2007, de 31 de outubro, 1/2008, de 3 de janeiro, a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
126/2008, de 21 de julho, e 211-A/2008, de 3 de novem- b) ‘Apoio financeiro público extraordinário’, um
bro, pela Lei n.º 28/2009, de 19 de junho, pelo Decreto-Lei auxílio de Estado na aceção do n.º 1 do artigo 107.º do
n.º 162/2009, de 20 de julho, pela Lei n.º 94/2009, de 1 de Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, ou
setembro, pelos Decretos-Leis n.os 317/2009, de 30 de ou- qualquer outro apoio financeiro público a nível suprana-
tubro, 52/2010, de 26 de maio, e 71/2010, de 18 de junho, cional, que, se concedido a nível nacional, constituiria
pela Lei n.º 36/2010, de 2 de setembro, pelo Decreto-Lei um auxílio de Estado, concedido para preservar ou
n.º 140-A/2010, de 30 de dezembro, pela Lei n.º 46/2011, restabelecer a viabilidade, a liquidez ou a solvabili-
de 24 de junho, pelos Decretos-Leis n.os 88/2011, de 20 dade de uma instituição de crédito, de uma empresa
de julho, 119/2011, de 26 de dezembro, 31-A/2012, de de investimento que exerça as atividades previstas nas
10 de fevereiro, e 242/2012, de 7 de novembro, pela Lei alíneas c) ou f) do n.º 1 do artigo 199.º-A, com exce-

Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(3)

ção do serviço de colocação sem garantia, de uma das de compra, venda ou transferência de mercadorias ou
entidades referidas no n.º 1 do artigo 152.º ou de um de bens de outro tipo, serviços ou direitos por um de-
grupo do qual essa instituição faça parte; terminado preço, numa data futura;
c) ‘Ativos de baixo risco’, ativos que se inserem na iv) Contratos de swap, nomeadamente:
primeira ou na segunda categorias referidas no quadro 1
do artigo 336.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do 1.º) Swaps e opções relacionados com taxas de juro;
Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho, ou acordos sobre operações cambiais à vista ou não; di-
os ativos considerados pelo Banco de Portugal como visas; ações ou índices de ações; dívida ou índices de
tendo liquidez e segurança semelhantes; dívida; mercadorias ou índices de mercadorias; condi-
d) ‘Autoridade de resolução a nível do grupo’, uma ções meteorológicas; emissões ou inflação;
autoridade de resolução no Estado membro da União 2.º) Swaps de crédito, margem de crédito ou retorno
Europeia em que a autoridade responsável pela super- total;
visão em base consolidada está situada; 3.º) Contratos ou operações semelhantes a um dos
e) ‘Autoridade relevante de um país terceiro’, uma contratos referidos nos pontos anteriores transacio-
autoridade de um país terceiro que exerce funções nados de forma recorrente nos mercados de swaps e
equivalentes às das autoridades de supervisão e reso- derivados;
lução ao abrigo das Diretivas 2013/36/UE, do Par-
lamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho, e v) Contratos de empréstimo interbancário quando o
2014/59/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, prazo do empréstimo for igual ou inferior a 90 dias;
de 15 de maio; vi) Acordos-quadro respeitantes a todos os tipos de
f) ‘Autoridade responsável pela supervisão em base contratos referidos nas subalíneas i) a v);
consolidada’, a autoridade responsável pelo exercí-
cio da supervisão em base consolidada de instituições p) [Anterior alínea j).]
de crédito-mãe na União Europeia, de empresas de q) [Anterior alínea k).]
investimento-mãe na União Europeia e de instituições r) [Anterior alínea l).]
de crédito ou empresas de investimento controladas s) [Anterior alínea m).]
por companhias financeiras-mãe na União Europeia t) [Anterior alínea n).]
ou por companhias financeiras mistas-mãe na União u) [Anterior alínea o).]
Europeia; v) ‘Funções críticas’, atividades, serviços ou ope-
g) [Anterior alínea c).] rações cuja interrupção pode dar origem, num ou em
h) [Anterior alínea d).] vários Estados membros da União Europeia, à perturba-
i) [Anterior alínea e).] ção de serviços essenciais para a economia ou à pertur-
j) [Anterior alínea f).] bação da estabilidade financeira devido à dimensão ou
k) [Anterior alínea g).] à quota de mercado de uma instituição de crédito ou de
l) [Anterior alínea h).] um grupo, ao seu grau de interligação externa e interna,
m) [Anterior alínea i).] à sua complexidade ou às suas atividades transfrontei-
n) ‘Compra e venda simétrica (back-to-back tran- riças, com especial destaque para a substituibilidade
saction)’, uma operação realizada entre duas entidades dessas atividades, serviços ou operações;
de um grupo para efeitos da transferência, no todo ou w) [Anterior alínea p).]
em parte, do risco gerado por outra operação realizada x) [Anterior alínea q).]
entre uma das entidades desse grupo e um terceiro; y) [Anterior alínea r).]
o) ‘Contrato financeiro’, os seguintes contratos: z) [Anterior alínea s).]
aa) ‘Linhas de negócio estratégicas’, as linhas de
i) Contratos sobre valores mobiliários, nomeada- negócio e os serviços associados que representam o
mente: valor de uma instituição de crédito, ou do grupo do qual
faça parte, nomeadamente em termos de resultados e
1.º) Contratos para a aquisição, alienação ou emprés-
de valor da marca;
timo de valores mobiliários ou de índices de valores
bb) ‘Micro, pequenas e médias empresas’, as micro,
mobiliários;
pequenas e médias empresas na aceção do artigo 2.º do
2.º) Contratos de opção sobre valores mobiliários
anexo ao Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novem-
ou índices de valores mobiliários;
bro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 143/2009, de 16 de
3.º) Contratos de recompra ou de revenda de valores
junho;
mobiliários ou de índices de valores mobiliários;
cc) ‘Obrigações cobertas’, as obrigações, nomea-
damente hipotecárias, emitidas por uma instituição de
ii) Contratos sobre mercadorias, nomeadamente:
crédito sediada num Estado membro da União Euro-
1.º) Contratos para a aquisição, alienação ou em- peia, quando resulte das suas condições de emissão
préstimo de mercadorias ou de índices de mercadorias que o valor por elas representado está garantido por
para entrega futura; ativos que cubram completamente, até ao vencimento
2.º) Contratos de opção sobre mercadorias ou índices das obrigações, os compromissos daí decorrentes e que
de mercadorias; sejam afetos por privilégio ao reembolso do capital e
3.º) Contratos de recompra ou de revenda de mer- ao pagamento dos juros devidos em caso de incumpri-
cadorias ou de índices de mercadorias; mento do emitente;
dd) [Anterior alínea t).]
iii) Contratos de futuros e a prazo, incluindo con- ee) [Anterior alínea u).]
tratos (com exceção dos contratos sobre mercadorias) ff) [Anterior alínea v).]

1700-(4) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

gg) [Anterior alínea w).] Artigo 16.º
hh) ‘Sistema de proteção institucional’, um sis- [...]
tema que cumpre os requisitos previstos no n.º 7 do
artigo 113.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do 1— ....................................
Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho; 2— ....................................
ii) [Anterior alínea x).] 3 — A autorização concedida e os elementos relati-
jj) [Anterior alínea y).] vos à obtenção da autorização, bem como a indicação
kk) ‘Sociedades financeiras’, as empresas, com do sistema de garantia de depósitos no qual a instituição
exceção das instituições de crédito, cuja atividade de crédito participa, são comunicados à Autoridade
principal consista em exercer pelo menos uma das Bancária Europeia.
atividades permitidas aos bancos, com exceção da 4— ....................................
receção de depósitos ou outros fundos reembolsáveis 5— ....................................
do público, incluindo as empresas de investimento e 6— ....................................
as instituições financeiras referidas na subalínea ii)
da alínea z); Artigo 22.º
ll) [Anterior alínea aa)]. [...]
1— ....................................
Artigo 6.º 2— ....................................
[...] 3— ....................................
4 — A revogação da autorização concedida a uma
1— .................................... instituição de crédito com sede em Portugal que seja
a) As empresas de investimento referidas nas alí- filial de um grupo transfronteiriço ou a uma empresa-
neas a) a d) e g) do n.º 1 do artigo 4.º-A; -mãe de um grupo transfronteiriço é feita em cum-
b) As instituições financeiras referidas nas subalí- primento do disposto nos artigos 145.º-AI e 145.º-AJ
neas ii) e iv) da alínea z) do artigo 2.º-A, nas quais se respetivamente.
incluem: 5 — (Anterior n.º 4.)

i) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Artigo 33.º
ii) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
iii) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . [...]
iv) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1— ....................................
v) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2— ....................................
vi) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3— ....................................
vii) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4— ....................................
viii) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 — O disposto no n.º 3 não se aplica aos membros
ix) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . dos órgãos de administração e fiscalização de insti-
x) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . tuições de crédito que beneficiem de apoio financeiro
público extraordinário e que tenham sido designados
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . especificamente no contexto desse apoio.
d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6— ....................................
e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7— ....................................
f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8— ....................................
g) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9— ....................................
h) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
i) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
j) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
l) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Artigo 40.º-A
[...]
2— ....................................
3— .................................... 1— ....................................
4— .................................... a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Artigo 14.º-A c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
[...] d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
e) Quaisquer decisões tomadas no âmbito do exer-
1— .................................... cício de poderes de supervisão ao abrigo dos arti-
2— .................................... gos 116.º-C, 116.º-D e 116.º-AG;
3— .................................... f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4 — Em caso de dispensa, os capítulos I e II do
título III, o capítulo II-C do título VII, os n.os 9 e 10 do 2— ....................................
artigo 116.º-AE e o título VII-A aplicam-se ao conjunto 3— ....................................
constituído pelo organismo central e pelas instituições 4— ....................................
nele filiadas. 5— ....................................

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Artigo 51.º política de remuneração fica ainda sujeita aos seguintes
requisitos durante o período de intervenção:
[...]
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1 — A instituição de crédito comunica, por escrito, b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
ao Banco de Portugal, com a antecedência de 30 dias, c) A componente variável da remuneração dos cola-
qualquer alteração dos elementos referidos nas alí- boradores da instituição de crédito deve ser limitada
neas a) a c) e f) do n.º 1 do artigo 49.º a uma percentagem dos lucros sempre que tal seja
2— .................................... necessário para a manutenção de uma base de fundos
próprios sólida e para a cessação tempestiva do apoio
Artigo 81.º financeiro público extraordinário.
[...]
Artigo 116.º-A
1— ....................................
[...]
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1— ....................................
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2— ....................................
d) Autoridades de supervisão e de resolução dos 3— ....................................
Estados membros da União Europeia, quanto às infor- 4 — A análise e a avaliação referidas no número
mações necessárias ao exercício, respetivamente, das anterior são atualizadas pelo menos anualmente para
funções de supervisão e resolução de instituições de as instituições de crédito abrangidas pelo plano de ati-
crédito e instituições financeiras; vidades a que se refere o artigo 116.º-AC.
e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5— ....................................
f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6— ....................................
g) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
h) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Artigo 116.º-C
i) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . [...]
j) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
k) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1— ....................................
l) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2— ....................................
3— ....................................
2— .................................... a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . d) Cuja análise e avaliação nos termos do disposto no
d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . n.º 5 do artigo 116.º-B e nos n.os 6 e 7 do artigo 116.º-AE
e) O membro do Governo responsável pela área das revelem que o incumprimento dos requisitos para a
finanças, quando a troca dessas informações esteja aplicação dos métodos referidos naquelas disposições
relacionada com a aplicação de medidas de resolução, pode conduzir a requisitos de fundos próprios desa-
bem como quando respeite a uma decisão ou matéria dequados;
que exija, nos termos da lei, a notificação ou consulta e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
daquele membro do Governo ou possa implicar a uti- f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
lização de fundos públicos.
4— ....................................
3 — O Banco de Portugal pode trocar informações, a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
no âmbito de acordos de cooperação que haja cele- b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
brado, com autoridades de supervisão de Estados que c) O resultado da análise e avaliação efetuadas nos
não sejam membros da União Europeia, em regime termos do disposto nos artigos 116.º-A e 116.º-AE;
de reciprocidade, quanto às informações necessárias d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
à supervisão, em base individual ou consolidada, das
instituições de crédito com sede em Portugal e das Artigo 116.º-D
instituições de natureza equivalente com sede naqueles Planos de recuperação
Estados.
4— .................................... 1 — As instituições de crédito que não façam parte
5— .................................... de um grupo sujeito a supervisão em base consolidada
6— .................................... por parte de uma autoridade de supervisão de um Estado
7— .................................... membro da União Europeia devem elaborar e apresen-
tar ao Banco de Portugal um plano de recuperação que
Artigo 115.º-D identifique as medidas suscetíveis de serem adotadas
para corrigir tempestivamente uma situação em que
Remunerações em instituições de crédito que beneficiem uma instituição de crédito se encontre em desequilí-
de apoio financeiro público extraordinário
brio financeiro, ou em risco de o ficar, nomeadamente
Quando as instituições de crédito beneficiem de quando se verifique alguma das circunstâncias previstas
apoio financeiro público extraordinário, a respetiva no proémio do n.º 1 ou no n.º 2 do artigo 141.º

quando aplicá- i) Descrição pormenorizada da forma como o vel. de natureza qualita- gerir eventuais reações negativas dos mercados finan. adequados às condições específicas grupo. ou prevê adotar. em garantia. adotou. para facilitar a execução do b) Síntese das alterações significativas ocorridas na plano de recuperação. nomeadamente as necessárias instituição de crédito desde a apresentação do anterior para permitir o reforço atempado dos fundos próprios plano de recuperação. periódica. a viabilidade e a situação financeira da instituição de u) Um conjunto de opções de recuperação. devendo ainda identificar a preparação. alavancagem da instituição de crédito. cula o Banco de Portugal e não confere a terceiros nem o) Mecanismos e medidas necessárias para man. t) Um quadro de indicadores relativos à situação creva a forma como a instituição de crédito tenciona financeira da instituição de crédito. os clientes e as demais contrapartes. nomeadamente potenciais fontes de liqui. nização responsáveis pela preparação e execução 6 — O plano de recuperação deve ser aprovado pelo do plano. d) Sempre que o Banco de Portugal o solicite. 3 — O plano de recuperação deve ter em conta diver- gimento significativo à execução tempestiva e eficaz sos cenários macroeconómicos adversos e de esforço do plano. de transferência de liquidez entre entidades do grupo c) Quando se verifique qualquer alteração nos pres- e linhas de negócio. incluindo a consideração do impacto sobre o financeiro grave. pelo me. ao abrigo financeiros. linhas de negócio estratégicas. nas condições tura de governo da instituição de crédito. pessoa coletiva individualizada ou de grupos. dologias e procedimentos adequados para assegurar a e) Estimativa do calendário para a execução de cada execução tempestiva das medidas de recuperação. que sejam suscetíveis de verificação ceiros. circunstâncias concretas. r) Outras medidas ou estratégias de gestão para res- nos. mento dos indicadores relevantes. 7 — O plano de recuperação deve ser revisto e. uma avaliação dos ativos disponíveis para serem tituição de crédito. 1. b) Abster-se de tomar as medidas previstas no plano ção de ativos ou linhas de negócio num prazo adequado de recuperação se tal se revelar desadequado face às ao restabelecimento da solidez financeira. c) Um plano de comunicação e divulgação que des. tiva e quantitativa. os seguintes elementos informativos: tabelecer a solidez financeira da instituição de crédito. necessário. à instituição de crédito qualquer direito à execução ter o acesso contínuo a infraestruturas dos mercados das medidas aí previstas. à estrutura operacional. o plano de recuperação deve incluir. meto- crédito. h) Descrição pormenorizada dos processos para 4 — O plano de recuperação não deve pressupor o determinação do valor e da viabilidade comercial das acesso a apoio financeiro público extraordinário. de uma decisão do respetivo órgão de administração p) Mecanismos e medidas necessárias para manter o notificada ao Banco de Portugal em tempo útil: funcionamento continuado dos processos operacionais a) Tomar medidas em conformidade com o seu plano da instituição de crédito. designadamente eventos sis- g) Identificação das funções críticas da instituição témicos e situações de esforço específicas de uma dada de crédito. bem como previstas no plano. ao modelo de negócio ou à situação financeira da ins- dez. o acesso às operações de crédito as políticas e procedimentos que regulamentam junto do Banco de Portugal. n) Mecanismos e medidas para reestruturar linhas 8 — O conteúdo do plano de recuperação não vin- de negócio. da instituição de crédito.1700-(6) Diário da República. q) Mecanismos preparatórios para facilitar a aliena. uma análise sobre a forma e o momento em que planeamento da recuperação é integrado na estru. supostos utilizados para a sua elaboração que possa ter l) Mecanismos e medidas para reduzir o risco e a um impacto relevante na execução do plano. que possa ter um impacto relevante prestados em garantia e uma avaliação da possibilidade na execução do plano. operações e ativos da 5 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. se vençam. com m) Mecanismos e medidas para a reestruturação de fundamento nas alíneas b) ou c). a instituição de crédito pode solicitar. uma análise dessas medidas ou estratégias. nem a impede de. que possam continuar a exercer as suas atividades e b) Após a verificação de qualquer evento relativo à cumprir as suas obrigações à medida que as mesmas organização jurídico-societária. estratégica e uma síntese da capacidade de recuperação s) Medidas preparatórias que a instituição de crédito global da instituição de crédito. lecer os fundos próprios da instituição de crédito.ª série — N. bem como os potenciais efeitos financeiros resultantes a) Síntese dos seus principais elementos.º 60 — 26 de março de 2015 2 — O plano de recuperação deve conter. aspeto significativo do plano. passivos. órgão de administração da instituição de crédito em j) Mecanismos e medidas para conservar ou restabe. se k) Mecanismos e medidas para garantir que a ins. causa antes de ser apresentado ao Banco de Portugal. aprovação e execução do plano de os ativos que para esse efeito possam ser prestados recuperação e a identificação das pessoas na orga. atualizado pela instituição de crédito: tituição de crédito tem acesso adequado a fontes de financiamento de contingência de modo a assegurar a) Com uma periodicidade não superior a um ano. incluindo as infraestruturas e de recuperação independentemente do não cumpri- os serviços de tecnologias de informação. instituição de crédito. que assinale os aspetos sobre os quais as d) Um conjunto de medidas de reforço do capital e medidas referidas no plano de recuperação poderão da liquidez necessárias para assegurar ou restabelecer incidir. da instituição de crédito. . f) Descrição pormenorizada de qualquer constran.

de afetar negativamente a resolubilidade da instituição c) Prestação dos serviços e exercício das atividades de crédito. Portugal tem em conta. o modelo de análise dos critérios referidos no instituição de crédito nos termos do disposto no n. 10 — Sem prejuízo do disposto no n. 1 — O Banco de Portugal pode estabelecer que de.º-F de Portugal pode exigir a apresentação de um plano de Avaliação do plano de recuperação recuperação a qualquer outra instituição sujeita à sua supervisão.os 2 e 5 do artigo 116. nomeadamente. 14 — (Revogado. Banco de Portugal. artigo 117.º-B. tendo em conta as medidas preparatórias 13 — (Revogado.os 1 ou 3.ª série — N. o Banco Artigo 116.º-E efeitos adversos significativos no sistema financeiro. alguns dos elementos de informação previstos nos g) Âmbito. o Banco de previstas no número anterior. situação financeira da instituição de crédito ou do grupo 12 — (Revogado. de recuperação. 2 — O Banco de Portugal consulta as autoridades de terminadas instituições de crédito estejam sujeitas a supervisão dos Estados membros da União Europeia obrigações simplificadas relativamente a certos aspetos em que estejam estabelecidas sucursais significativas.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(7) 9 — Se a instituição de crédito obrigada a apresen. um plano revisto que demonstre artigo anterior. do Crédito Agrícola Mútuo.º-B. que esta apresente. 1.º 2 e os procedimentos de determinação de obrigações e do plano revisto apresentado nos termos do número simplificadas. deficiências significativas no plano de recuperação.º-D. a qual- d) Participação num sistema de proteção institucional quer momento. tendo em vista aferir se foi cumprido o disposto no 11 — O Banco de Portugal pode estabelecer. de investimento a que se refere o artigo 199. 5 — O Banco de Portugal pode a qualquer momento tar ao Banco de Portugal um plano de recuperação revogar a decisão de aplicação de obrigações simplifi- nos termos do disposto no n. Obrigações simplificadas na elaboração incluindo cenários que levem outras instituições de cré- dos planos de recuperação dito a executar planos de recuperação em simultâneo. bem como se é expectável que: aviso. em função da sua relevância para o sistema 1 — O Banco de Portugal avalia o plano de recupera- financeiro nacional. de acordo plano de recuperação em causa. 6 — Sempre que o Banco de Portugal adote uma lamentado. prorrogável por 30 dias com a aprovação do de planos de recuperação nos termos do disposto no Banco de Portugal. manutenção e revisão desses planos.º 1.º-A. cursais. bem como os procedimentos relativos à apresen- zoavelmente manter ou restabelecer a viabilidade e a tação.º-D ou a inclusão de indica- atividades. substituibilidade e complexidade das suas n. por lise das informações complementares prestadas pela aviso. ou a empresa-mãe do grupo desse facto e determina. do plano de recuperação. que se mantêm deficiências significativas no . 2 — Na determinação das obrigações simplificadas 3 — Ao avaliar o plano de recuperação. financeiros admitidos à negociação em mercado regu. por artigo 116. 4 — O Banco de Portugal pode determinar. a prestação de informações comple- ou noutros sistemas de solidariedade mutualizados. após aná- 4 — O Banco de Portugal pode especificar.) ou adotadas por cada instituição.Diário da República. o Banco de Portugal comunica à Comissão decisão nos termos do disposto nos n. informa do Mercado de Valores Mobiliários o respetivo plano a Autoridade Bancária Europeia desse facto. mentares que considere relevantes para a avaliação do e) Dimensão e importância sistémica. ou constrangimentos significativos à execução do plano. as caixas de crédito agrícola mútuo associadas da Caixa ouvida a instituição.º 1 exercer uma atividade cadas relativas a certos aspetos do plano de recuperação de intermediação financeira ou emitir instrumentos nos termos do disposto nos n. devendo esta apresentar o plano de de que forma essas deficiências ou constrangimentos recuperação tendo por referência o Sistema Integrado são resolvidos. notifica a instituição de crédito 3 — O Banco de Portugal pode dispensar. o plano de recuperação contém medidas suscetíveis b) Estrutura acionista. elementos adicionais para os planos de recupe- a) A execução dos mecanismos propostos possa ra- ração.º 2 do 5 — Se o Banco de Portugal considerar que existem artigo 138. a adequação da sidera cumulativamente os seguintes critérios referentes estrutura de capital e de financiamento da instituição à instituição de crédito.º 2 do h) Grau de interligação com outras instituições ou mesmo artigo que não mereçam a concordância do com o sistema financeiro em geral. dores concretos a que se refere a alínea t) do n. designadamente a não inclusão ou incompletude de f) Perfil de risco e modelo de negócio.º 4 n. no prazo de Central de Crédito Agrícola Mútuo da apresentação 60 dias. por aviso.) possam ser executados de forma rápida e eficaz em situações de esforço financeiro. o Banco de Portugal con.os 1 e 3. evitando ao máximo Artigo 116. anterior. com o disposto nas alíneas a) e b) do n. salvaguardando o princípio da de crédito relativamente ao grau de complexidade da proporcionalidade: sua estrutura organizativa e do seu perfil de risco e se a) Natureza jurídica.) a que pertence. nomeadamente o respetivo na medida em que isso seja relevante para essas su- conteúdo e a frequência da sua atualização.) b) O plano e as opções específicas aí contempladas 15 — (Revogado. 6 — Caso o Banco de Portugal considere. serviços ou operações desenvolvidos. nomeadamente o tipo previsto no ção no prazo de 180 dias a contar da sua apresentação.

de intermediação financeira ou emitir instrumentos 7 — As instituições de crédito devem dar cumpri. i) A comunicação da informação adicional ao Banco b) Os mecanismos que assegurem a coordenação e de Portugal. a segregação relevante para cada sucursal. pode determinar às instituições de crédito a intro.1700-(8) Diário da República. incluindo o risco plano do grupo ou.º 1 do c) Às autoridades de resolução das filiais.º. minadas que possam ter impacto no exercício dessas que contemple as alterações específicas determinadas atividades. nos casos em que por decisão conjunta nomeadamente: com a autoridade de supervisão em base consolidada se verifique a relevância desse plano no contexto do a) A redução do perfil de risco. num prazo razoável. o Banco de Portugal exige à a estabilidade de um grupo no seu todo. a relevância seja entendida num contexto de b) Medidas tempestivas de reforço de fundos pró. ou das instituições em causa. 5 — O plano de recuperação de grupo. pode exigir-lhes a elabo- gravidade das deficiências ou constrangimentos iden. 1. o Banco de Portugal 3 — Quando o Banco de Portugal for a autoridade pode determinar-lhe. comunica. produtos e sistemas. consolidada. recuperação de grupo: mente alterando a organização jurídico-societária. ou as a) Às autoridades de supervisão relevantes referidas do grupo em que a instituição que se insere. importância sistémica em âmbito doméstico.º-B.º 4 e quando não seja dado 8 — (Revogado. a execução das medidas uma empresa-mãe de um grupo com sede num país que considere necessárias.) não forem prestadas as informações complementares. 3 — O disposto no número anterior não preclude a dução. ou de alguma instituição que indique.º-D. o Banco de Portugal comunica à Comissão no número anterior através da apresentação de um do Mercado de Valores Mobiliários as medidas deter- plano de recuperação alterado. nomeada. prios. perturbação e a restabelecer a situação financeira do grupo 2 — Se a instituição de crédito não indicar as altera. artigo 141. a) Os elementos especificados no artigo 116. entre as atividades financeiras e bros da União Europeia em que estão estabelecidas as atividades não financeiras.º-G 1 — A empresa-mãe na União Europeia de um grupo Desadequação do plano de recuperação sujeito a supervisão em base consolidada pelo Banco 1 — Se a instituição de crédito não apresentar um de Portugal deve apresentar a este um plano de re- plano de recuperação revisto ou se o Banco de Portugal cuperação tendo por referência o grupo no seu todo. a coerência das medidas a tomar a nível da empresa- . o plano de d) A revisão da estratégia empresarial. conta a situação financeira de outras entidades do grupo.º 6 do mesmo artigo.ª série — N. sentido.º ração do plano de recuperação nos termos do disposto 4 — Se a instituição de crédito exercer uma atividade no n. Artigo 116.) nos termos do disposto no n.) cumprimento às determinações do Banco de Portugal previstas nos n. quando for a autoridade de super- modo a reforçar a resiliência das linhas de negócio visão responsável pela supervisão do grupo em base estratégicas e funções críticas. num prazo razoável. quando for o caso. integradas incluem: h) A redução do risco inerente às suas atividades.º 1 suspende-se enquanto 6 — (Revogado. bem como g) A restrição das atividades.º-H Plano de recuperação de grupo Artigo 116. 5 — (Revogado. na medida em que tal seja f) Na medida em que for possível.º das restantes atividades da instituição. ração e a apresentação de um plano de recuperação em tificados e o impacto dessas medidas na sua atividade.) 8 — O prazo previsto no n. financeiros admitidos à negociação em mercado regu- mento à determinação do Banco de Portugal prevista lamentado. considerar que nele não se corrigem adequadamente as identificando as medidas cuja execução pode ser ne- deficiências ou os potenciais constrangimentos à sua cessária ao nível da empresa-mãe e de cada uma das execução prejudicais para os objetivos referidos no filiais integradas no respetivo perímetro de supervisão n.os 5 e 6.º 1 do artigo 116. nos artigos 135.º-B e 137. a estrutura de governo ou a estrutura operacional. operações ou redes o plano elaborado para cada uma das filiais naquele de balcões. 7 — (Revogado. das instituições do grupo. ao nível do grupo em que a b) Às autoridades de supervisão dos Estados mem- instituição se insere. sem prejuízo da competência dos supervisão responsável pela supervisão de filiais de órgãos sociais da instituição. de modo a resolver ou a eliminar as causas dessa aquelas deficiências e constrangimentos. através de alterações específicas nos termos do disposto 2 — O plano de recuperação de grupo visa alcançar no n.º 1 do artigo anterior e que não é possível corrigi-los em base consolidada. artigo 4. e) A separação jurídica. no prazo de 30 dias. sucursais significativas. na falta de decisão conjunta nesse de liquidez.º-D. der que estas não são adequadas.º 60 — 26 de março de 2015 plano. das atividades previstas nas alíneas a) a c) do n. quando estejam em situação de ções que pode introduzir na sua atividade para corrigir esforço. de alterações específicas possibilidade de aplicação pelo Banco de Portugal de ao plano que considere necessárias para assegurar o qualquer medida de intervenção corretiva prevista no adequado cumprimento do objetivo subjacente à elabo. pelo mesmo. base individual. o c) A alteração da estratégia de financiamento de Banco de Portugal. tendo em consideração a terceiro ou na União Europeia. as altera. 4 — Sem prejuízo do disposto no artigo 81. tendo simultaneamente em ções no prazo fixado ou se o Banco de Portugal enten.

º 1 do artigo 199.º-I Avaliação do plano de recuperação de grupo 7 — Se. d) As diversas opções de recuperação que estabe. como autoridade de ativos no seio do grupo. consulta das autoridades de supervisão referidas no como autoridade de supervisão responsável pela su- artigo 135. toma n. dade Bancária Europeia que auxilie as autoridades de c) Quando aplicável.º 6. as medidas adotadas para apoio supervisão no processo de decisão conjunta referido financeiro intragrupo nos termos de um contrato de no número anterior. de 24 de novembro.º-F e no artigo 116.º 2 do mesmo artigo.º-A estabelecidas na União visão relevantes. inclusive ao nível das entidades pelas demais autoridades de supervisão e notifica a abrangidas pelo plano. se aplicável. qualquer das autoridades de supervisão pervisão responsável pelo exercício da supervisão em envolvidas tiver submetido à Autoridade Bancária base consolidada. o Banco de Portugal. com a mesma.º-D. Artigo 116. ou impedimentos operacionais empresa-mãe na União Europeia e as restantes autori- ou jurídicos relevantes a uma transferência rápida de dades de supervisão da sua decisão. tomar uma definitivas pelo Banco de Portugal.º-R e seguintes.º 1093/2010. na falta de uma decisão conjunta das autoridades de supervisão no prazo de 120 dias a contar da data 6 — O plano de recuperação de grupo deve ser apro- de apresentação do plano de recuperação. supervisão responsável pela supervisão de filiais do grupo. o disposto nos n. bem como as medidas a tomar ao nível das filiais e.º-G. das instituições financeiras do grupo estabe- a) A análise e a avaliação do plano de recuperação lecidas na União Europeia e que sejam filiais de uma de grupo. do Parlamento Europeu e do em que isso seja relevante para essas sucursais. na falta de uma decisão conjunta das autoridades de leçam as medidas a adotar nos cenários previstos no supervisão sobre as matérias referidas no n. no artigo 116. com exceção do serviço de parte do grupo. incluindo os constrangimentos uma decisão individual sobre essas questões. abrangidas pela supervisão em base consolidada a que está sujeita a respetiva empresa-mãe. .Diário da República. como autoridade de su. União Europeia. e e 11 do artigo 116. das entidades referidas nas decisão conjunta com as demais autoridades de super- alíneas g) a m) do artigo 2.º-G. 1.º 3. e colocação sem garantia. deve aguardar pela decisão a adotar 2 — A análise referida no número anterior é feita. empresa-mãe na União Europeia e com as autoridades nos termos do disposto no artigo 19. como autoridade de discordantes relativamente à decisão conjunta nos ter- supervisão responsável pelo exercício da supervisão mos do disposto no n. toma uma vado pelo órgão de administração da empresa-mãe do decisão individual sobre: grupo sujeito a supervisão em base consolidada antes de ser apresentado ao Banco de Portugal. de uma empresa de investimento b) A necessidade de elaborar planos de recuperação que exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) individuais para as instituições de crédito que façam do n. nos casos previstos nos n.º-F e 116. a 6 do artigo 116.º do Regulamento de supervisão das sucursais significativas.º-E e no artigo b) A aplicação das medidas a que se referem os n. mento e critérios previstos nos artigos 116. e as decisões individuais tomadas Europeia. como autoridade de super- disposto no artigo 116.os 4 a 6 vistas nas alíneas g) a m) do artigo 2.º-A. em conjunto com as autoridades de Europeia uma questão sobre alguma das matérias supervisão responsáveis pela supervisão das filiais da previstas nas alíneas a) a c) do n. fundos próprios ou à reestruturação de passivos ou 6 — O Banco de Portugal. nos termos do disposto na alínea f) do tendo em conta os pareceres e as reservas expressos n. após Conselho.os 5 e 6. os Estados membros da União Europeia onde o grupo 9 — O Banco de Portugal pode tomar uma decisão exerce a sua atividade. antes do final dos prazos previstos no n.os 5 a 8. pela Autoridade Bancária Europeia e decide de acordo com as devidas adaptações.os 4 anterior.º 2 do artigo 116. ou de uma das entidades pre- c) A aplicação das medidas referidas nos n. são reconhecidas como nos termos do disposto no artigo anterior.º 3 e visão de alguma filial de uma empresa-mãe na União o número anterior. no prazo de 120 dias a partir pelas autoridades de supervisão na falta da decisão da data da entrega do plano de recuperação de grupo conjunta referida nos n.º-G. aplica-se a decisão do recuperação para a estabilidade financeira em todos Banco de Portugal. tendo em vista verificar se foi cumprido o supervisão de alguma das filiais da empresa-mãe na disposto no artigo anterior.º-B. em base consolidada ou como autoridade de super.º-G 8 — Na falta de uma decisão da Autoridade Bancária e tem em conta o impacto potencial das medidas de Europeia no prazo de 30 dias. apoio financeiro intragrupo celebrado ao abrigo do 5 — O Banco de Portugal. ao 4 — O Banco de Portugal pode solicitar à Autori- nível das sucursais significativas.os 2 a 7 supervisão. conjunta com as demais autoridades de supervisão não 3 — O Banco de Portugal.º-A e que estejam do artigo 116. ou da adoção de uma deci- 1 — O Banco de Portugal. visão responsável pela supervisão em base consolidada. seio do grupo. específicos para as instituições de crédito sujeitas à sua com as devidas adaptações. a) A necessidade de elaborar planos de recuperação 7 — É aplicável ao plano de recuperação de grupo. instituição de crédito.º-F e o artigo 116. ao nível das filiais. no prazo existentes à aplicação das medidas de recuperação no de 120 dias a contar da data de apresentação do plano.º 3 do artigo 116. sobre: Europeia.ª série — N. na medida (UE) n. 10 — A decisão conjunta a que se referem o n. de acordo com o procedi.º 5 ou no número anterior.º-D. são conjunta. deve analisar o plano de recuperação pervisão em base consolidada ou de autoridade de de grupo.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(9) -mãe na União Europeia. deve procurar.

de forma quantificada: de fundos próprios e créditos elegíveis a ser cumprido através de instrumentos contratuais de recapitaliza- a) A síntese dos principais elementos do plano. e a descrição dos Resolução. aquando da aplicação de medidas n) A análise do impacto da aplicação das medidas de resolução. de crédito junto do Banco de Portugal e a identificação 2 — O plano de resolução deve prever as medidas dos ativos que para esse efeito possam ser prestados de resolução suscetíveis de serem aplicadas quando a em garantia. efetuada nos termos do disposto no artigo 116. de resolução. q) Se aplicável. a) Com uma periodicidade não superior a um ano. incluindo a possibilidade de a vantes. sua continuidade após a verificação de uma situação 6 — Os planos de resolução são revistos e. outras infraestruturas. s) Se aplicável. na no n. c) Cedência de liquidez pelo Banco de Portugal em o) Um plano de comunicação com os meios de comu- condições não convencionais em termos de constituição nicação social e com o público. de outras funções.º-J dos ativos da instituição de crédito.ª série — N.º 2 do gias de resolução que podem ser aplicadas em função artigo 145. m) A descrição das opções destinadas a preservar ocorrer em períodos de instabilidade financeira mais o acesso aos serviços de pagamentos e liquidação e a generalizada ou de eventos sistémicos. instituição de crédito preencher os requisitos para a k) A descrição pormenorizada das diferentes estraté- aplicação de medidas de resolução previstos no n. apresentados. h) A descrição pormenorizada dos processos internos 1 — O Banco de Portugal. sempre que possível e ade. atualizados: d) A estimativa do calendário para a execução de cada aspeto significativo do plano. não serão utilizados mecanismos de: de resolução previstas no plano na situação dos tra- a) Apoio financeiro público extraordinário. b) Após a verificação de qualquer evento relativo à dade. ao abrigo ao modelo de negócio ou à situação financeira da ins- do artigo 116. ção interna nos termos do disposto nos n. incluindo uma além da utilização do apoio fornecido pelo Fundo de avaliação dos custos desse impacto. de prazo e de taxa de juro. modelo de negócio ou à situação financeira da institui. a percentagem do requisito mínimo quado. procedimentos de consulta das estruturas de represen- b) Cedência de liquidez em situação de emergência tação coletiva dos trabalhadores durante o processo pelo Banco de Portugal.º-E e deve ter em conta cenários de ocorrên. 1.º-P. à estrutura operacional. sário.os 1 e 9 do b) A síntese das alterações significativas ocorridas artigo 145. . que possam ter um impacto relevante de crédito quanto aos elementos do plano de resolução na execução do plano. ao ção de crédito em funcionamento contínuo. em que este seja. após consulta às auto. cia relativamente provável e de impacto significativo l) A descrição das relações de interdependência rele- na instituição de crédito.º 1 do 4 — O plano de resolução deve conter os seguintes artigo 145. c) A explicação da forma como as funções críticas e as linhas de negócio estratégicas podem ser jurídica. i) A explicação sobre a forma como a aplicação de a autoridade de supervisão da instituição de crédito medidas de resolução pode ser financiada sem pressu- em causa. ao invés. pressuposto de que. sujeito a supervisão em base consolidada por parte de j) A análise sobre a forma e o momento em que a ins- uma autoridade de supervisão de um Estado membro tituição de crédito pode solicitar o acesso às operações da União Europeia. 5 — O Banco de Portugal transmite as informações económica e operacionalmente separadas.º-O. que lhe tenham sido transmitidos. na medida referidas na alínea a) do número anterior à instituição do necessário. dos diferentes cenários possíveis e os prazos aplicáveis. elementos. bem como a des- Plano de resolução crição dos respetivos processos de determinação. na instituição de crédito desde a última vez que foram r) A descrição das operações e dos sistemas essen- apresentadas informações.º 1 do artigo 116. a fim de assegurar a de crédito em causa.º-Y e o prazo para atingir esse nível. nos termos da legislação aplicável. existentes na instituição de crédito destinados a garantir ridades de resolução dos ordenamentos jurídicos em que as informações a prestar nos termos do disposto que estejam estabelecidas sucursais significativas. e) A descrição detalhada da avaliação da resolubili. à sua estrutura operacional. as opiniões expressas pela instituição ção de crédito. situação de insolvência ser idiossincrática ou. c) Quando se verifique qualquer alteração nos pres- g) A indicação do valor e da viabilidade comercial supostos utilizados para a sua elaboração que possa ter das funções críticas e linhas de negócio estratégicas e um impacto relevante na execução do plano. f) A descrição das medidas necessárias. bem como ao Banco Central Europeu nos casos solicitar. relativas à sua organiza. se neces- de insolvência da instituição de crédito. elabora um plano de resolução para cada por o recurso à utilização dos mecanismos previstos instituição de crédito que não faça parte de um grupo no número anterior. de garantias. bem como a avaliação da por- 3 — O plano de resolução deve ser elaborado no tabilidade das posições dos clientes. ciais para manter os processos operacionais da institui- ção jurídico-societária. ser enviadas ao Banco de Portugal sempre que este o sais.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 116. efetuada nos termos do disposto no artigo 116. organização jurídico-societária.1700-(10) Diário da República.º-Y e o prazo para atingir esse nível.º-O.º-M estão atualizadas e podem medida em que tal seja relevante para essas sucur. que possa ter um impacto relevante resolubilidade identificados na sequência da avaliação na execução dos planos. para eliminar os constrangimentos à tituição de crédito. para balhadores da instituição de crédito. p) O requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis exigido nos termos do disposto no n.

alguma resolução que elaborar. como autoridade de reso. requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegí- dade Bancária Europeia que auxilie as autoridades de veis.º 6. notificando os demais membros do colégio Portugal comunica à Comissão do Mercado de Valores de resolução da sua decisão. pode também consultar dades em causa. o Banco de resolução. incluindo o 4 — O Banco de Portugal pode solicitar à Autori. no caso previsto no n. como autoridade um plano de resolução do grupo que abranja as enti- de resolução a nível do grupo. .º 3 e durante o prazo aí estabelecido. se referem os n. e após consulta 8 — Na falta de uma decisão da Autoridade Bancária às autoridades de resolução e de supervisão dos or. resolução de alguma das filiais de uma empresa-mãe pervisão relevantes e às autoridades de resolução dos na União Europeia.Diário da República. com as demais autoridades de resolução de filiais que 2 — Na elaboração e atualização dos planos de reso. na falta de uma decisão 8 — O conteúdo dos planos de resolução não vincula conjunta nos termos do disposto no n. referida no n.º do Regulamento (UE) n. como autoridade de financeira mista-mãe na União Europeia. ou uma companhia 10 — O Banco de Portugal. na medida em que tal seja do grupo. diato ao Banco de Portugal qualquer evento que exija 5 — O Banco de Portugal. das nos termos do disposto no n. de alguma forma. e o número anterior e as decisões individuais a que companhias financeiras ou sucursais significativas. do Artigo 116. são reconhecidas como definitivas 3 — O plano de resolução do grupo é adotado por pelo Banco de Portugal. número anterior.º 1 do artigo 116.ª série — N. as entidades com sede em Portugal. financeira-mãe na União Europeia. no caso previsto no n. toma uma decisão indi- do Crédito Agrícola Mútuo. à elaboração do plano de resolução do grupo. pode tomar uma decisão conjunta supervisão em base consolidada. de 24 de novem- bro. companhia Autoridade Bancária Europeia preste a assistência financeira mista ou companhia mista do grupo. um plano resolução de alguma das filiais de uma empresa-mãe de resolução de grupo para cada grupo sujeito à sua na União Europeia.º 7 caso considere que a questão objeto empresa-mãe de instituições de crédito do grupo. como autoridade de resolução Plano de resolução de grupo a nível do grupo ou como autoridade de resolução de 1 — O Banco de Portugal. quando tomadas por outras desde que essas autoridades cumpram os requisitos de autoridades de resolução na falta da decisão conjunta confidencialidade previstos no artigo 145.º 3.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(11) 7 — Para efeitos do disposto na alínea b) do número resolução no processo de decisão conjunta referido no anterior. o Banco de Portugal. como autoridade de resolução a nível de grupo. 7 — Se. fundamentando-a 10 — Se a instituição de crédito objeto do plano e expondo os motivos do desacordo com o plano de de resolução exercer uma atividade de intermediação resolução de grupo proposto e atendendo aos pareceres financeira ou emitir instrumentos financeiros admitidos e às reservas das demais autoridades de supervisão e de à negociação em mercado regulamentado. Mobiliários o respetivo do plano de resolução. às autoridades de supervisão relevantes. resolução a nível do grupo. no âmbito de colégios de resolução. elabora e atualiza.os 3 e 10 e o Banco de Por- do grupo. decisão conjunta da autoridade de resolução a nível 12 — Caso sejam adotadas decisões conjuntas nos do grupo e das autoridades de resolução das filiais termos do disposto nos n. não discordem nos termos do disposto no n. às autoridades de su. Europeia no prazo de 30 dias.º 3. na falta de uma decisão conjunta as mesmas. nos de desacordo pode. alguma das filiais de uma empresa-mãe na União Euro- lução a nível do grupo. o Banco de Portugal. agrícola mútuo associadas da Caixa Central de Crédito 6 — O Banco de Portugal.os 5 e 6. recebi. tendo por referência o Sistema Integrado nos termos do disposto no n. as autoridades de resolução dos países terceiros em cujo 11 — As decisões conjuntas a que se referem o n. antes da tomada da decisão conjunta refe- 11 — O Banco de Portugal transmite os planos de rida no n. reavaliar o plano de resolução de grupo. toma uma o Banco de Portugal e não confere a terceiros nem à decisão individual sobre o plano de resolução de instituição de crédito qualquer direito à execução das grupo e comunica-a à empresa-mãe na União Euro- medidas aí previstas.º 3 ordenamento jurídico o grupo tenha estabelecido filiais. 1. bem como quaisquer alterações das autoridades de resolução tiver submetido à Autori- aos mesmos. e de autoridade de relevante para essas sucursais.º 3 sobre lução de grupo.º-AO. juntamente peia.º 5. que deve ser tomada no prazo de 120 dias tugal considere que uma questão objeto de desacordo a contar da data de transmissão pela autoridade de em matéria de planos de resolução de grupos pode ter resolução a nível do grupo das informações necessárias impacto nas responsabilidades orçamentais do País. colidir com as casos em que essa empresa-mãe seja uma companhia responsabilidades orçamentais do país. deve. peia.º-K Parlamento Europeu e do Conselho. devendo essa decisão ser fundamentada e ter em 9 — O Banco de Portugal pode não elaborar pla. como autoridade de reso- Agrícola Mútuo sempre que considerar suficiente a lução responsável por alguma das filiais da empresa-mãe preparação de um plano de resolução conjunto para na União Europeia. aguarda pela decisão a tomar pela Autoridade Ban- com as autoridades de resolução das filiais do grupo cária Europeia e decide em conformidade com a mesma.º 3. como autoridade de a revisão ou atualização do plano de resolução.º 1093/2010. conta os pareceres e as reservas das demais autoridades nos de resolução autónomos para as caixas de crédito de resolução. dade Bancária Europeia questões nos termos previstos no artigo 19. informando a Autoridade vidual e elabora e atualiza um plano de resolução para Bancária Europeia sempre que tomar essa decisão. Estados membros da União Europeia em que esteja 9 — O Banco de Portugal pode opor-se a que a estabelecida uma companhia financeira. as instituições de crédito comunicam de ime. aplica-se a decisão do denamentos jurídicos em que estejam estabelecidas Banco de Portugal como autoridade de resolução a nível sucursais significativas. ou a referida no n.º-M.

critérios equitativos e equilibrados e tomem em consi- ao modelo de negócio ou à situação financeira do grupo. a) Apoio financeiro público extraordinário. incluindo as referidas nas alíneas g) a m) do às instituições financeiras do grupo estabelecidas na artigo 2. e que estejam abrangidas pela supervisão em base consolidada a que está sujeita a) À Autoridade Bancária Europeia. de prazo suas filiais.º-A. um impacto relevante na execução do plano. 2 — Os planos de resolução de grupo devem: 4 — A empresa-mãe de um grupo sujeito a supervi- a) Definir possíveis medidas de resolução a aplicar à são em base consolidada por parte do Banco de Portugal empresa-mãe na União Europeia. países terceiros. é aplicável o disposto no n. aplicar na resolução do grupo. às autoridades de supervisão relevantes. b) Cedência de liquidez em situação de emergên- fere o artigo anterior devem incluir um plano para a cia pelo Banco de Portugal ou por outros bancos cen- resolução do grupo no seu todo através da aplicação trais.º 1 do recebidas nos termos do disposto no número anterior.º 60 — 26 de março de 2015 13 — O Banco de Portugal.º-A.º-J. identificar mecanismos de cooperação e coordenação adequados com as autoridades relevantes 6 — Relativamente às informações relativas a filiais desses países terceiros e as implicações da resolução do grupo estabelecidas em países terceiros.º-A. como autoridade de jurídica. de uma empresa de investimento que exerça resolução a nível do grupo. se necessário. não serão utilizados meca- emitam instrumentos financeiros admitidos à negocia. lução do grupo.º-O. devendo essa informação países terceiros. como autoridade de resolução a nível do e) Identificar medidas necessárias para facilitar a grupo.º-B. impacto relevante na execução do plano.1700-(12) Diário da República. com exceção do serviço de colocação desde que sejam assegurados os requisitos de confiden- sem garantia.º-A estabelecidas na União Europeia.º 10 do artigo 116. económica e operacional de funções ou linhas resolução a nível do grupo.º-AO: alíneas g) a m) do artigo 2. b) Às autoridades de resolução das filiais do b) Conter a análise da medida em que os poderes e as grupo. aquando da aplicação que exerçam atividades de intermediação financeira ou de medidas de resolução.ª série — N.º-B e 137. 3 — O plano de resolução do grupo deve ser ela- 15 — Tratando-se de um grupo que inclua entidades borado no pressuposto de que. artigo 199. e c) Identificar potenciais constrangimentos a uma e) Às autoridades de resolução dos Estados membros resolução coordenada. às entidades referidas nas alíneas g) ser relativa à própria empresa-mãe e a cada entidade a m) do artigo 2. deve reportar a este o conjunto de informação elencado -mãe na União Europeia e às filiais estabelecidas em no n. sentimento da autoridade de supervisão ou da autori- dições para a desencadear. de negócio específicas. de negócio ou atividades separadas desenvolvidas por d) Às autoridades de supervisão relevantes referidas uma ou várias entidades do grupo.º-AK e o impacto na ou de qualquer entidade do grupo. da União Europeia onde se encontrem estabelecidas as d) Caso um grupo inclua filiais estabelecidas em entidades referidas nas alíneas g) a m) do artigo 2. o Banco na União Europeia. bem como quaisquer alterações ao f) Definir medidas suplementares que se tencione mesmo. União Europeia e que sejam filiais de uma instituição 5 — O Banco de Portugal. ou de uma das entidades previstas nas cialidade estabelecidos no artigo 145. nismos de: ção em mercado regulamentado. 1. à estrutura operacional. estabelecer princípios para a partilha de responsabilidades entre as a) Com uma periodicidade não superior a um ano. transmite o plano de reso. incluindo medidas para facilitar a nificativas. nos artigos 135. para além do apoio prestado pelo Fundo de Resolução e Artigo 116. h) Descrever detalhadamente a avaliação da c) Quando se verifique qualquer alteração nos pres. deração o disposto no artigo 145. transmite as informações as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. atualizados: poderão ser financiadas e. de medidas de resolução ao nível da empresa-mãe na c) Cedência de liquidez pelo Banco de Portugal ou União Europeia e um plano que preveja a separação por outros bancos centrais em condições não conven- do grupo e a aplicação de medidas de resolução às cionais em termos de constituição de garantias. . se necessário. às filiais da empresa. que possa ter um estabilidade financeira daqueles Estados membros. medidas de resolução podem ser aplicados e exercidos c) Às autoridades de resolução dos ordenamentos de forma coordenada a entidades do grupo estabelecidas jurídicos em que estejam estabelecidas sucursais sig- na União Europeia. nomeadamente a separação dade de resolução do país terceiro em causa. como autoridade de de crédito. de linhas essas sucursais. fontes de financiamento nos diferentes Estados mem- b) Após a verificação de qualquer evento relativo à bros da União Europeia em causa que tenham por base organização jurídico-societária. na medida em que tal seja relevante para aquisição por terceiros do conjunto do grupo.º-L pelos restantes mecanismos nacionais de financiamento da resolução de cada uma das entidades que fazem Âmbito do plano de resolução de grupo parte do grupo.º-A. e de taxa de juro. de Portugal. 1 — Os planos de resolução de grupo a que se re. a respetiva empresa-mãe.º 1 do artigo seguinte. 14 — Os planos de resolução de grupo devem ser g) Identificar de que modo as medidas de resolução revistos e. do grupo. resolubilidade efetuada nos termos do disposto no supostos utilizados para a sua elaboração que possa ter artigo 116. apenas transmite essas informações com o con- resolução do grupo quando estiverem reunidas as con.

u) Descrição dos procedimentos destinados a asse- j) Descrição da estratégia de cobertura dos riscos gurar. com identificação dos titulares e das na alínea a) realizem um número significativo de da percentagem das participações sociais diretas. insolvência de cada contraparte identificada. com associados e programas. ordenamento jurídico onde foi cons. por cada entidade ticos. g) Estratificação dos passivos das entidades iden.Diário da República. acordos de nível de serviço funções críticas e linhas de negócio estratégicas. membro da União Europeia. incluindo um organograma e uma lista o) Cada sistema no qual as entidades identifica- de todas as entidades. direta ou indiretamente. e 116. para elaboração dos planos de resolução ii) mecanismos de capital. nos termos do t) Identificação e contacto dos membros dos órgãos disposto na alínea a) do n. ção dos planos de resolução previstos nos artigos 116. respetiva resolução pode afetar a aplicação das medidas cimento. com discriminação por entidades. com discrimina- c) Identificação dos administradores de cada enti- ção por entidades. suporte. venda simétrica (back-to-back transactions). por cada entidade solicite por entender necessárias para a aplicação das identificada na alínea a) e correspondente alinhamento medidas de resolução. a disponibilidade tempes- materialmente relevantes associada a cada operação tiva de todas as informações que o Banco de Portugal crítica e linha de negócio estratégica. d) Identificação da autoridade de supervisão e da q) Inventário pormenorizado e descrição dos princi- autoridade de resolução de cada entidade identificada na alínea a). funções críticas referida na alínea a). por funções críticas e linhas de na alínea a) responsáveis por prestar as informações negócio estratégicas. estratégicas.º 1 do artigo 145. e linhas de negócio estratégicas. no prazo razoável que o Banco de jurídicos em que esses bens estão localizados. de administração das várias entidades identificadas i) Identificação. de resolução. tégicas. todos os esclarecimentos. com discriminação por de base a essa classificação. compensação ou tituída e descrição do objeto social de cada uma das liquidação de que as entidades identificadas na alínea a) entidades identificadas na alínea anterior. e tiva e societária da instituição de crédito e. dívida não garantida e dívida subordinada. a instituição de crédito ou a empresa-mãe do iv) contratos de contragarantia. dis- grupo em causa deve comunicar ao Banco de Portugal posições em matéria de incumprimento cruzado e con- os seguintes elementos: venções de compensação e de novação entre filiais. bem entidades identificadas na alínea a). o caso. das principais contrapartes das necessárias à elaboração do plano de resolução. 1. garantia cruzada. críticas e linhas de negócio estratégicas. revisão ou atualiza. resolução. b) Localização. sistemas ou licenças informá- indicação do respetivo montante. atividades extrapatrimoniais e estratégias toda a documentação pertinente. funções críticas e linhas de negócio dade identificada na alínea a). de passivos r) Identificação dos proprietários dos sistemas iden- e de posições em risco extrapatrimoniais associados às tificados na alínea anterior. pais sistemas de informação de gestão utilizados pelas e) Identificação das funções críticas e linhas de entidades identificadas na alínea a). v) contratos de transferência de risco e de compra e a) Descrição pormenorizada da estrutura organiza. . com segregação por dívida resolvidos no âmbito da aplicação de uma medida de garantida. dez.º-M na alínea a). h) Identificação dos créditos elegíveis. a pessoa que detém -mãe de um grupo sujeito à sua supervisão em base os bens prestados em garantia e quais os ordenamentos consolidada preste. e inspecionar os seus estabelecimentos. com indicação sobre se as consequências da e discriminação dos montantes. funções críticas e linhas de negócio estra- responsável pelas mesmas. quando for vi) acordos de nível de serviço.º-K. por intervalos de ven. com e operações. informações l) Descrição das possíveis fontes de liquidez para e documentos. da empresa-mãe e das outras entidades do grupo a que pertence. independentemente da natureza do seu apoio à aplicação da medida de resolução. n) Identificação das interligações e interdependên- cias existentes entre as várias entidades identificadas Artigo 116. f) Identificação das carteiras de ativos.º-J iii) riscos de crédito existentes ou contingentes. contabilidade e relatórios alínea a) e breve descrição dos critérios que serviram financeiros e regulamentares. em cada entidade identificada. médio e longo prazo. s) Identificação dos contratos celebrados pelas tificadas na alínea a) segundo o regime de liquidação entidades identificadas na alínea a) que podem ser previsto na lei aplicável. com a estratégia de negócio subjacente.ª série — N. fazem parte. k) Identificação dos processos necessários para 2 — O Banco de Portugal pode determinar a qual- determinar a favor de quem as entidades identificadas quer momento que a instituição de crédito ou a empresa- na alínea a) constituíram garantias. ativos minar a escrita no local e extrair cópias e traslados de líquidos. p) Cada sistema de pagamentos. entre curto. instalações e pessoal. em caso de resolução. funções sem direito de voto. incluindo os des- negócio estratégicas de cada entidade identificada na tinados à gestão de risco. financiamento ou liqui- 1 — Para efeitos da elaboração. com discriminação por entidades. com indicação do primeiro entidades. Portugal fixe.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(13) 7 — O plano de resolução de um grupo não deve de cobertura para cada entidade identificada na alí- prever um impacto desproporcional em nenhum Estado nea a).º-U. designadamente ao nível de: Deveres de comunicação de informação i) sistemas. exa- m) Informação quanto aos ativos onerados. bem como a análise como dos responsáveis pelas diferentes funções críticas do impacto na situação financeira destas da eventual e linhas de negócio estratégicas.

º 1. cação de medidas de resolução. o financiamento.º-J. nas condições de tituição de crédito é adequada a gerir e assegurar o financiamento ou na economia em geral.º 2 no prazo definido. termos do disposto no n. 2 — O Banco de Portugal. avalia a resolubilidade de uma instituição de crédito. informando a Autoridade Bancária Europeia das dis.º 1 e os resolução autónomos para as caixas de crédito agrícola procedimentos para a concessão de dispensas. aos sistemas de pagamento e liquidação. sempre que elaborar e Artigo 116. evitando. mútuo associadas da Caixa Central de Crédito Agrícola 4 — O Banco de Portugal pode. em caso de apli- tucional ou noutros sistemas de solidariedade mutua. a qualquer momento. planos de o modelo de análise dos critérios referidos no n. de crédito e grupos 4 — Sem prejuízo da responsabilidade contraor- denacional emergente dessa conduta. de outros Estados membros da União Europeia ou essa omissão. serviços ou operações desenvolvi.º-A. convencionais em termos de constituição de garantias. Fundo de Resolução. substituibilidade e complexidade das de liquidez pelo Banco de Portugal em condições não suas atividades. poderá ter nos mercados f) Em que medida a estrutura de governo da ins- financeiros. por aviso. letivas do grupo. as infraestruturas. dos. em caso de separação das funções críticas os elementos previstos no n. lução. termos da lei ou a aplicação de uma medida de resolu- mentos informativos necessários à elaboração. consequências adversas significativas.ª série — N. ou das linhas de negócio estratégicas.º 60 — 26 de março de 2015 3 — Caso o Banco de Portugal não elabore. um plano de resolução que não inclua todos de serviço. c) A existência de mecanismos que assegurem os b) A estrutura acionista. tendo em consideração Dispensa parcial do dever de comunicação de informação o seguinte: para elaboração dos planos de resolução a) A capacidade da instituição de crédito para dis- 1 — O Banco de Portugal pode dispensar parcial.º 9 do artigo 116.º-B. críticas desenvolvidas por cada uma das pessoas co- -mãe de grupo sujeito à sua supervisão em base con. .º-N atualizar os planos de resolução. d) A participação num Sistema de Proteção Insti. tanto quanto pos- nos termos do disposto no n.º 1. ção previsto na lei aplicável. tendo em conta: as funções críticas. d) Em que medida será possível. não obstante estar a posto no n. de acordo mecanismos de apoio financeiro público extraordi- com o disposto nas alíneas a) e b) do n. c) A prestação dos serviços e exercício das atividades a liquidez e o capital necessários para apoiar e manter de investimento a que se refere o artigo 199. de processos que permitam a transição dos serviços pode elaborar. ou à cedência g) O âmbito. de prestação de serviços celebrados pela instituição cesso de liquidação. incluindo Banco de Portugal pode determinar a aplicação das situações de instabilidade financeira mais generalizada medidas corretivas previstas no artigo 116. nos 3 — O Banco de Portugal pode especificar. de Portugal em situação de emergência. se a instituição 1 — Uma instituição de crédito ou um grupo é con- de crédito ou a empresa-mãe de um grupo sujeito a siderado passível de resolução se o Banco de Portugal supervisão em base consolidada por parte do Banco considerar exequível e credível a sua liquidação nos de Portugal não enviar ao Banco de Portugal os ele. cumprimento das políticas internas da instituição no que respeita aos seus acordos de nível de serviço. ou críticas desenvolvidas pela instituição de crédito ou não prestar as informações complementares solicitadas pelas entidades do grupo. as linhas de negócio estratégicas e as funções críticas. o sível. 1. a) A natureza jurídica. de prazo e taxas de juro. pode dispensar essas instituições do dever de revogar a sua decisão de dispensa nos termos do dis- comunicação referido no n. Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo obrigada a reportar essas informações relativamente às suas asso. revisão ção. societárias elaboração do respetivo plano de resolução ou do plano e operacionais com as linhas de negócio estratégicas e de resolução de grupo. solidada do dever de comunicação de informação para b) O alinhamento das estruturas jurídicas. nos termos do regime de liquida. recursos humanos.º 2 do nário. noutras instituições. 2 — Sempre que o Banco de Portugal conceda g) Em que medida a instituição de crédito dispõe dispensas nos termos do disposto no número anterior.º 4 do artigo 116. de crédito. h) O grau de interligação com outras instituições ou e) Em que medida será possível. à cedência de liquidez pelo Banco f) O perfil de risco e modelo de negócio. para essas instituições de crédito ou prestados a terceiros ao abrigo dos acordos de nível grupos. criminar as linhas de negócio estratégicas e as funções mente determinada instituição de crédito ou empresa. assegurar-se que a lizados.1700-(14) Diário da República.º-J. instituição de crédito não necessitará de recorrer a e) A dimensão e importância sistémica.º-C que se ou eventos sistémicos para o sistema financeiro nacio- mostrem adequadas a prevenir os riscos associados a nal.º-O ciadas tendo por base o Sistema Integrado do Crédito Avaliação da resolubilidade de instituições Agrícola Mútuo. em caso de reso- com o sistema financeiro em geral. da União Europeia. Artigo 116. que permita assegurar a continuidade das funções ou atualização do respetivo plano de resolução. Mútuo. para além da utilização do apoio prestado pelo artigo 138. h) Em que medida existem planos e medidas de pensas concedidas e dos planos simplificados que contingência para assegurar a continuidade do acesso tenha elaborado. assegurar-se a validade e eficácia dos contratos i) O impacto que a sua insolvência e posterior pro.

............ l) Em que medida a instituição de crédito é capaz de x) Mecanismos e meios através dos quais a resolu- assegurar a continuidade dos seus sistemas de infor. 3 — À avaliação da resolubilidade dos grupos q) Em que medida a estrutura jurídica do grupo limita aplica-se..... tuições de crédito conservem registos pormenorizados u) Em que medida as autoridades de países terceiros relativos aos contratos financeiros em que intervenham dispõem dos instrumentos de resolução necessários como parte ou a qualquer outro título..... quências negativas significativas no sistema financeiro. tendo em conta as medidas dispo- para fornecer as informações essenciais para a resolução níveis e a estrutura da instituição de crédito....... 3— .. uma empresa de investimento que exerça as atividades 2— ...... não sejam considerados passíveis de resolução..... o disposto a aplicação de medidas de resolução em consequência no número anterior. -to-back booking transactions) aumenta o contágio dentro do grupo............. crédito pode provocar um efeito significativo sobre p) Em que medida a prestação de garantias intra... dores...... eficaz da instituição de crédito em qualquer momento...... dentro do limite pre....... ção ao Banco de Portugal e às demais autoridades de z) Em que medida as consequências da resolução resolução das informações necessárias à identificação da instituição de crédito sobre o sistema financeiro e dos seus depositantes e dos montantes garantidos pelo sobre a confiança nos mercados financeiros podem ser Fundo de Garantia de Depósitos.... de países terceiros..... dação. financeira do grupo...... 6— .º do grupo que sejam instituições de crédito ou insti- [..º 1 do artigo 199... ou 4— ....... empresa-mãe... t) A existência e solidez dos acordos de nível de 10 — O Banco de Portugal pode exigir que as insti- serviço..... da complexidade da estrutura ponderada pelos colégios de resolução a que se refere do grupo ou da dificuldade em identificar que entidades o artigo 145...... vista valorizar ao máximo o grupo no seu todo... de forma a facilitar um processo decisório rápido..................º-AG...... de Portugal notifica a Autoridade Bancária Europeia tituição de crédito......º-A.. devendo essa avaliação ser sempre do número de entidades...... dições de mercado e os sistemas de gestão do risco cc) Em que medida a resolução da instituição de associados aos mesmos são sólidos.......... 1. trabalha- de negócio.... com exceção do serviço de colocação sem garantia. no caso y) Credibilidade da adoção de medidas de resolução de as funções críticas e as linhas de negócio estraté...... clientes e contrapartes. bem como as eventuais m) Em que medida a instituição de crédito estabe... de acordo com os seus objetivos.... estas e as autoridades de países terceiros........... s) Caso a avaliação envolva uma companhia finan- ceira mista.. quer relativamente à instituição a estabelecidas em diversos ordenamentos jurídicos...º-A.. e que estejam abrangidas pela supervi....ª série — N. avaliadas de forma adequada. o funcionamento dos sistemas de pagamento e liqui- grupo ou de operações contabilísticas simétricas (back.... tendo em conta as gicas serem separadas das restantes funções e linhas possíveis consequências sobre os credores.......... w) Em que medida a estrutura do grupo permite que mesmo em caso de célere alteração das condições. em crédito pode provocar consequências negativas signifi- que medida essas garantias são prestadas em condições cativas no sistema financeiro. resolução............ o Banco de Portugal proceda à resolução do grupo no k) Em que medida a instituição de crédito avaliou a seu todo ou das suas entidades sem provocar conse- adequação dos seus sistemas de informação de gestão............ resolver como a uma nova instituição a criar. bem como obter informações exatas e completas no que respeita a possibilidade de executar medidas coordenadas entre às linhas de negócio estratégicas e às funções críti.......... previstas nas alíneas c) ou f) do n.. contido através da aplicação de medidas e poderes de em que medida esses acordos são celebrados em con... visto no artigo 166... de 1— .º 60 — 26 de março de 2015 1700-(15) i) Adequação dos sistemas de informação de gestão para apoiar as medidas de resolução adotadas pelas para assegurar que as autoridades de resolução podem autoridades de resolução da União Europeia......... em que medida a resolução de entidades Artigo 120.... de uma das entidades previstas nas alíneas g) a m) do 5— .. ção poderá ser facilitada no caso de grupos com filiais mação de gestão... com as necessárias adaptações... .. são em base consolidada a que está sujeita a respetiva 7— ..... cas.] tuições financeiras estabelecidas na União Europeia e que sejam filiais de uma instituição de crédito. desse facto..................... bb) Em que medida o contágio a outras institui- o) Em caso de celebração pelo grupo de acordos de ções de crédito ou aos mercados financeiros pode ser compra e venda simétrica (back-to-back transactions)....Diário da República... medidas que possam ser levadas a cabo por autoridades leceu mecanismos adequados para assegurar a presta................ v) Adequação da aplicação de medidas de resolução j) A capacidade dos sistemas de informação de gestão às suas finalidades........ artigo 2... poderá ter impacto negativo na parte não 8— ........... na confiança no mercado de mercado e os sistemas de gestão do risco associados ou na economia... do grupo exercem cada uma das linhas de negócio do 4 — Caso uma instituição de crédito ou um grupo grupo. 9— .º........ o Banco r) O montante e o tipo de créditos elegíveis da ins... às mesmas são sólidos. aa) Em que medida a resolução da instituição de n) Em caso de prestação de garantias intragrupo....... através da realização de testes com base em cenários na confiança no mercado ou na economia e tendo em de esforço definidos pelo Banco de Portugal.

........ ............. .... num prazo que considere adequado.. ............ .. .... tendo em vista assegurar o cumprimento ou eliminar o 4 — As obrigações previstas nos artigos 116... ..º 1 do artigo 199.. de disposto nos artigos 6.º-A......... de crédito-mãe da União Europeia.º-D... que disciplinem a sua atividade. mentado à autoridade responsável pela supervisão em i) Proibição ou limitação da distribuição de divi- base consolidada no sentido de atualizar a decisão dendos.os 9 gulamentares que disciplinem a sua atividade..... d) Apresentação de um plano de reestruturação pela 5— . . . ..........1700-(16) Diário da República. 3— . g) Restrições à receção de depósitos.. 1........ ..... de deliberação........ na aceção. ..............º-B [... o Banco e 10 do artigo 116. a todo o tempo.... em caso de incumprimento dessa presas de investimento referidas nas alíneas b) a d) do determinação..... .. c) As medidas corretivas previstas no artigo 116.. designadamente as em....º 3 do artigo 116... pelo órgão de administração..... . do Parlamento Europeu e do Conselho...º 575/2013... .................... .... em base individual. do a) Elaboração e apresentação... salvo dis. ........... tração da instituição de crédito.........º 7 do artigo 116.. nos termos do disposto 6— .. recuperação ou a atualização. Artigo 141............... ... excecionais. 1 — As instituições de crédito cumprem as obriga..º-A a 116........... 4 e especial no que respeite a operações realizadas com 5 são atualizadas anualmente ou. das alíneas c) bleia geral com determinada ordem do dia e propostas e f) do n... . risco de não cumprir normas legais ou regulamentares 116..... ... . .] recuperação... .. Banco de Portugal... sempre que a autoridade competente res.. específicos de liquidez nos termos do disposto no k) Imposição de comunicação de informações adi- artigo 116. timento de negociação por conta própria e de tomada n) Requerimento... .. 7— .... . das.....º. .............. .. . .. ... .. de fundos em determinadas espécies de ativos... da instituição...... nos termos do disposto de 26 de junho. em base individual ou consolidada...os 1......... as circunstâncias que motivaram a intervenção corre- tiva sejam distintas dos pressupostos previstos no plano Artigo 135. ...º 1 do artigo 4. no n.. de acordo com o plano de [. 4— ..... ou esteja em risco de não cumprir.... . ... cumprimento ou eliminar o risco de não cumprir normas 2— ...º-AG. .. l) Apresentação pela instituição de crédito de um plano para a negociação da reestruturação da dívida Artigo 138..] 1 — Quando uma instituição de crédito não cumpra.. nos termos do disposto no artigo 143.. .. dentro de um prazo específico.... de um programa de ação 2— ... . . sobre a aplicação das medidas corretivas previstas no j) Sujeição de certas operações ou de certos atos à n.... .. a expensas autorizadas a prestar os serviços e atividades de inves. e) Designação de uma comissão de fiscalização ou de 8— ...º...... pelo órgão de adminis- Parlamento Europeu e do Conselho... de Portugal pode determinar a aplicação das seguintes pensa pelo Banco de Portugal da aplicação de requisitos medidas.. nos termos do b) A execução............ o conteúdo e o modo de 3— .º 575/2013.. .º-C com os respetivos credores..º a 24. .. ciais..º-C... .... regras sobre a duração..º 60 — 26 de março de 2015 11 — O Banco de Portugal pode estabelecer..... arquivo dos registos referidos no número anterior...º-A..] [. um fiscal único..... tendo em vista assegurar o 1— .. por 2— ... ...... .. . que identifique e proponha soluções calendarizadas 3— ... a convocação da assembleia geral pelo n...... por entidade inde- às empresas de investimento que não se encontrem pendente designada pelo Banco de Portugal...............º-C ou a decisão sobre requisitos aprovação prévia do Banco de Portugal..... tendo em prudenciais em base individual... legais ou regulamentares que disciplinem a sua atividade.ª série — N...º do Regulamento (UE) mecanismos ou medidas estabelecidos no plano de n.. ..... ........ ..... ..º do Regulamento (UE) n.... 12 — . instituição de crédito em causa. em 11 — As decisões a que se referem os n. ... .. aviso. do referido plano quando 5— .. se aplicável.... . .º-C de recuperação inicial e a execução de mecanismos ou [. . .. de uma compa......... companhia financeira mista-mãe da União Europeia h) Imposição da constituição de provisões espe- apresente por escrito um pedido devidamente funda.... cionais... bem como com entidades sediadas em ordenamentos ponsável pela supervisão das filiais de uma instituição jurídicos offshore........ . respetivamente... .... ..º: no artigo 7...................... . ... ....º-AC a 116.] medidas previstos no plano de recuperação atualizado.. .. nos termos do disposto conta os princípios gerais enunciados no artigo 139.... com a sua empresa-mãe ou com filiais desta..... em circunstâncias filiais..............º.... normas legais ou re- ções previstas no capítulo II-C do título VII e nos n. de 26 de junho...º-C e 116.. no artigo 142... 9— .. . ao presidente da firme ou de colocação com garantia de instrumentos mesa da assembleia geral de convocação de uma assem- financeiros.. ........ ou..... m) Realização de uma auditoria a toda ou a parte da 1 — O disposto no presente título não é aplicável atividade da instituição de crédito.....º Artigo 129... . ... .. em função das nhia financeira-mãe da União Europeia ou de uma respetivas modalidades e da remuneração... .º-AI são cumpri... f) Restrições à concessão de crédito e à aplicação 10 — . .º-AE... .

em causa...º 1 do artigo 141. ... 3— .º tuir membros do órgão de administração da instituição de crédito quando as medidas de intervenção corre- [...º 2 do artigo 145. se tal for neces- damente a situação patrimonial da instituição. releva o facto de a instituição de exercício das suas funções com dolo ou culpa grave. ... ....... ......... no prazo por este fixado................ 1 — O Banco de Portugal pode suspender ou desti- Artigo 142...] tiva previstas no artigo 141..... ou disponibilidade... 4— .. de contas ou sociedade de revisores oficiais de contas...... c) O sistema de governo ou o órgão de administração a) Suspender ou destituir membros do órgão de ad- da instituição de crédito terem deixado de oferecer ministração. .. passivos do n.............. ..... ...... e designar membros d) A organização contabilística ou o sistema de con....... [....... deixem de estar preenchidos os requisitos de em auditoria ou contabilidade.. ... com possíveis adquirentes dos seus direitos e 5— ...... bem como prestar Artigo 145..º 1 devem fornecer de imediato todas as informações. nomeadamente pela eliminação ou altera........... elementos 6— .....º-A... [.. ... no curto ou substituídas nos termos do disposto nos números prazo.º-E.. da instituição de crédito... . ........ mos do disposto na alínea p) do n.. a) Risco de incumprimento dos níveis mínimos re... ..... extrapatrimoniais e ativos sob gestão da instituição. ... .... se estiverem reunidos os requisitos pre- garantias de gestão sã e prudente...................... q) Alteração na estratégia de gestão da instituição Artigo 143. Artigo 144. de outros cargos..... c) ... . sendo consideradas. instituição de crédito. crédito incumprir ou existirem elementos objetivos 10 — As pessoas coletivas ou individuais suspensas que permitam concluir que a instituição deixa.....] b) Dificuldades na situação de liquidez que possam pôr em risco o regular cumprimento das obrigações da ....... ... 6— .. . devendo os restantes ter curso superior de administração e de fiscalização quando... ou os requisitos previstos no n... provisórios do órgão de administração nos termos do trolo interno da instituição de crédito apresentarem disposto no artigo 145...... .ª série — N.º-I..... bem como para avaliar os seus ativos. ... ......... ultrapassar a situação de deterioração significativa da ção do Banco de Portugal.. b) Aplicar uma medida de resolução.............. .................. ou se 2— ......... vistos no n...... um dos quais deve ser revisor oficial no artigo 145... obrigações...... . 1 — A comissão de fiscalização designada pelo lução e preparar a eventual resolução da instituição de Banco de Portugal nos termos do disposto na alínea e) crédito........ as seguintes situações: crédito quando esta o considere necessário...º-M.. eventual aplicação da medida de resolução prevista no os membros da comissão de fiscalização ou o fiscal artigo 145. . ......... .....º-C e se estiverem reunidos 3 — Os titulares de cargos de direção de topo......Diário da República.. único apenas são responsáveis perante os acionistas e credores da instituição de crédito pelos danos que resul- 2 — Para efeitos da apreciação do risco previsto tem de ações ou omissões ilícitas por eles cometidas no no número anterior. por qualquer adequado ao exercício das funções e conhecimentos motivo.............º. .. .... mações..........º gulamentares de adequação de fundos próprios........ .. verifique alguma das situações a seguir enunciadas. qualificação profissional......º. que tenham cessado funções nos ter.... .. insuficiências graves que não permitam avaliar devi.º a colaboração que lhes seja exigida pelo Banco de Suspensão ou destituição dos membros Portugal ou pela instituição de crédito quando esta o dos órgãos de administração considere necessário....... da titularidade das ações ou outros títulos representa..... ou 7— ....... ....... pela instituição de crédito 4— ... idoneidade........... p) Alterações nas estruturas funcionais da instituição 5— .. previstos no artigo 30... instituição e a respetiva recuperação financeira.....º de crédito.............. .º..... bem como prestar a colaboração que lhes seja entre outras circunstâncias atendíveis cuja relevância o Banco de Portugal aprecia à luz dos princípios gerais exigida pelo Banco de Portugal ou pela instituição de enunciados no artigo 139. independência 2— ...........º 1 do artigo 145... com vista à preparação da 9 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade..º 60 — 26 de março de 2015 1700-(17) o) Alterações nas estruturas legais ou operacionais 3— ....... de cumprir as normas legais ou regulamentares anteriores devem fornecer de imediato todas as infor- que disciplinam a sua atividade...... .. .......... .............. passivos.º é composta por um mínimo de e elementos extrapatrimoniais nos termos do disposto três elementos...... que constituam ativos..... ..... 1............ ção de cargos de direção de topo ou pela cessação da 7— ...........] r) Realização de inspeções no local visando reunir a informação necessária para atualizar o plano de reso.. sário para garantir o cumprimento das finalidades pre- vistas no n.º 1 do artigo 145... afetação a esse cargo dos respetivos titulares................. de crédito. t) Realização de contactos...... ... ...º 1 do artigo anterior deve ser submetido à aprova.. tivos do seu capital social.... .... 8— ..... s) Destituição e substituição de membros dos órgãos que preside...º se revelem insuficien- 1 — O plano de reestruturação previsto na alínea d) tes ou exista o justo receio da sua insuficiência para do n.

b) Observar as orientações genéricas e os objetivos brio financeiro ou a solvabilidade da instituição ou de estratégicos definidos pelo Banco de Portugal. pelos estatutos. enunciados no número anterior. nomeadamente por igual período. nome- 11 — (Revogado. dos membros do órgão nomeadamente. a redução do 13 — (Revogado. situação financeira e sobre a gestão da instituição de no máximo de um ano. sendo correspondentemente aplicável o disposto nos visórios os deveres de: artigos 30. da instituição de crédito. disponibilidade e independência. lhes seja exigida pelo Banco de Portugal ou pela ins. possam pôr em causa os objetivos das medidas apli- cadas ou a aplicar pelo Banco de Portugal com vista a d) Verificação de motivos atendíveis para suspeitar salvaguardar a viabilidade da instituição de crédito e da existência de outras irregularidades que coloquem a estabilidade financeira.º a 33. d) Sujeitar à aprovação prévia do Banco de Portugal petivas normas estatutárias. de acordo e necessário. qualificação.) capital social para cobertura de prejuízos. 1. os seguintes: de administração da instituição de crédito para assegu- rarem uma gestão sã e prudente ou para recuperarem a) Vetar as deliberações da assembleia geral que financeiramente a instituição.ª série — N. tuição dos membros do órgão de administração não é suficiente para resolver alguma das situações descritas 4 — O Banco de Portugal pode sujeitar à sua aprova- nas alíneas a) a d) do n. o aumento 14 — (Revogado. c) Revogar decisões anteriormente adotadas pelo 2 — Os membros do órgão de administração que órgão de administração da instituição de crédito. Artigo 145. prorrogável a título excecional crédito durante o período de designação. previstos ou que lhes venham a ser determinados pelo o Banco de Portugal tem em conta os critérios de ido- Banco de Portugal ao abrigo da alínea c) do n.º 1 do artigo anterior. da incapacidade dos acionistas.) instituição de crédito relativamente a medidas que per- 10 — (Revogado.) seus membros.) i) Promover o acordo entre acionistas e credores da 9 — (Revogado. bem como das res.) interesse dos depositantes e da instituição de crédito. com os pressupostos definidos pelo Banco de Portugal. 2 — Sem prejuízo de outros deveres legalmente 5 — Na designação dos administradores provisórios. mediante decisão devidamente fun- através da elaboração de relatórios com a periodicidade damentada do Banco de Portugal em caso de persis- definida por este e no final do mandato. podem ser conferidos aos administra- c) Verificação de motivos atendíveis para suspeitar dores provisórios designados pelo Banco de Portugal. a 12 — (Revogado.º 60 — 26 de março de 2015 que seja suscetível de colocar em sério risco o equilí.) adamente a renegociação das condições da dívida. tência dos motivos que conduziram à sua designação. tenham cessado funções nos termos do disposto no d) Convocar a assembleia geral da instituição e número anterior devem fornecer de imediato todas determinar a ordem do dia. g) Diligenciar no sentido da imediata correção de mos celebrados ou nos termos gerais do direito.º. artigo 116. . b) Verificação de motivos atendíveis para suspeitar da existência de graves irregularidades na gestão da 3 — Para além dos poderes conferidos pela lei e instituição de crédito.º 1 do neidade. atividade da instituição de crédito. financeiro: c) Prestar todas as informações e a colaboração requerida pelo Banco de Portugal sobre quaisquer a) Deteção de uma violação grave ou reiterada de assuntos relacionados com a sua atividade e com a normas legais ou regulamentares que disciplinem a instituição de crédito.) do capital social ou a alienação de parte da atividade a outra instituição autorizada para o seu exercício.º-A j) Gerir a totalidade ou algumas das linhas de negócio estratégicas da instituição de crédito. 6 — (Revogado. a indemnização estipulado nos contratos com os mes. em sério risco os interesses dos depositantes e dos b) Vetar as deliberações dos restantes órgãos sociais credores. Designação de administradores provisórios k) Determinar a realização de auditorias financeiras 1 — Quando considere que a suspensão ou desti.º 1 não emerge o direito recuperação financeira da instituição de crédito. após aprovação prévia do as informações. o Banco ção prévia certos atos a praticar pelos administradores de Portugal pode designar administradores provisórios provisórios. eventuais irregularidades anteriormente cometidas 4 — (Revogado. bem como delimitar alguns dos poderes para a instituição de crédito.) pelos órgãos sociais da instituição ou por algum dos 5 — (Revogado. com constituir uma ameaça para a estabilidade do sistema vista ao desempenho das suas funções. impendem sobre os administradores pro.) mitam a recuperação financeira da instituição. bem como prestar a colaboração que Banco de Portugal. e legais à instituição de crédito. e) Promover a avaliação detalhada da situação patri- tituição de crédito quando esta o considere relevante monial e financeira da instituição de crédito. 8 — (Revogado.º 6 — Os administradores provisórios exercem as suas a) Manter o Banco de Portugal informado sobre a funções pelo prazo que o Banco de Portugal determinar. 3 — Da cessação de funções dos membros do órgão f) Apresentar ao Banco de Portugal propostas para a de administração prevista no n. os atos referidos no número seguinte.) conversão de dívida em capital social.1700-(18) Diário da República.) h) Adotar medidas que entendam convenientes no 7 — (Revogado.

a aplicação das medidas previstas naquele artigo ou Artigo 145. pelos danos que resultem de ações ou omissões ilícitas 4 — Na sequência da notificação e da consulta pre- por eles cometidas no exercício das suas funções com vista no número anterior. pode tomar uma designa administradores provisórios para a empresa.º 3 do artigo 145. especificando as funções e poderes que lhe são cação prevista no n.º artigo 145. o administradores provisórios.os 1 e em base consolidada. o Banco de Portugal. se aplica uma das medidas previstas no artigo 141. o Banco de Portugal. destituir administradores provisórios. o Banco de Portugal. ou se uma empresa-mãe na União Europeia. como autoridade responsá- resultante da suspensão é superior ao que pode derivar vel pelo exercício da supervisão em base consolidada da execução da deliberação. comunica trador provisório. supervisão. nem ficando a Autoridade Bancária Europeia. noti. nos termos posto no número anterior deve ser fundamentada por do disposto no artigo 141. decisão individual quanto à aplicação de alguma das -mãe. relativamente a uma filial de empresa- 8 — A remuneração dos administradores provisó. consultada. para todos os efeitos legais. Internet. noti- quer outras medidas de intervenção corretiva. autoridades de supervisão. 1 — Quando se verifiquem os pressupostos de apli.º-B. nos termos do disposto no artigo 145. -se o disposto no artigo 143. nos termos do disposto no artigo 145. nos termos do disposto no pelo Banco de Portugal. o Banco de Portugal decide dolo ou culpa grave. aplicando.º 1093/2010.º ou 10 — A designação de administradores provisórios se designa administradores provisórios para a empresa- não está dependente da prévia determinação de quais.º-A. provisórios para mais do que uma instituição do mesmo presume-se. com a decisão que lhe seja notificada por uma autori- . como autoridade solidada.º-A. responsável pelo exercício da supervisão em base con- 11 — Com a designação de administradores provisó. Bancária Europeia e consulta a autoridade responsável os administradores provisórios apenas são responsáveis pelo exercício da supervisão em base consolidada do perante os acionistas e credores da instituição de crédito respetivo grupo. a designação ou a prorrogação das funções juntamente com as demais autoridades de supervisão de qualquer membro provisório do órgão de adminis. como 9 — Na falta de uma decisão conjunta no prazo de autoridade responsável pelo exercício da supervisão cinco dias a contar da notificação prevista nos n. como autoridade responsável previstas no artigo 141. o Banco de Portugal pode determinar a sua avaliação à entidade consultante no prazo de a aplicação do disposto no artigo 147. que o prejuízo grupo. notifica a Autoridade Bancária Europeia e dade Bancária Europeia que auxilie as autoridades de consulta as outras autoridades de supervisão no âmbito supervisão a chegarem a uma decisão conjunta nos do colégio de autoridades de supervisão. nos termos do número anterior.Diário da República. 7 — A decisão conjunta tomada nos termos do dis- cação de medidas de intervenção corretiva.º-B nomear os mesmos administradores provisórios para Coordenação das medidas de intervenção corretiva e designação todas as entidades em causa tendo em vista facilitar o de administradores provisórios em grupos restabelecimento da situação financeira do grupo. quando este seja a autoridade artigo 145. nos termos do disposto no artigo 135. relativamente a uma empresa-mãe na responsável pelo exercício da supervisão em base con- União Europeia.º ou nomear administradores que tenha como membros administradores provisórios. solidada do respetivo grupo e as demais autoridades rios. notifica a Autoridade 9 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade. decide. a autoridade prejudica a sua aplicação. vista no número anterior. relevantes.º-A. tendo em conta o impacto pelo exercício da supervisão em base consolidada ou de dessas medidas nas entidades do grupo estabelecidas autoridade responsável pela supervisão de uma filial de noutros Estados membros da União Europeia. mos do disposto no artigo 141. a qualquer 3 — Quando se verifiquem os pressupostos de apli- momento. 1.º 5 — Quando o Banco de Portugal seja a entidade 12 — Enquanto estiver em funções algum adminis. como rios é fixada pelo Banco de Portugal e suportada pela autoridade responsável pelo exercício da supervisão instituição de crédito. o Banco de Portugal. do Parlamento Europeu e do Conselho. nos termos do disposto no 10 — Quando o Banco de Portugal não concorde artigo 135. aplicando-se com as devidas adaptações.º. ou de designação de feridos. escrito e notificada à empresa-mãe na União Europeia ministradores provisórios. ou de autoridade responsável pela supervisão de uma 14 — O Banco de Portugal publica. no prazo de cinco dias a contar da notifi- tração.º ou quanto à nomeação ficando a Autoridade Bancária Europeia e as outras de administradores provisórios para a instituição sujeita autoridades de supervisão no âmbito do colégio de à sua supervisão.ª série — N.º 4.º.º do Regulamento (UE) do disposto no artigo 135. de 24 de novembro. pode o Banco de Portugal igualmente nomear uma de supervisão no âmbito do colégio de autoridades de comissão de fiscalização ou um fiscal único. -mãe na União Europeia.º.º ou de designação de ad. nos termos do disposto no disposto no n. ou cação de medidas de intervenção corretiva. o Banco de Portugal. se é conveniente coordenar atribuídos.º-A.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(19) 7 — Apenas o Banco de Portugal pode. nos termos termos do disposto no artigo 31. no seu sítio na filial de uma empresa-mãe na União Europeia.º-B.º-B. 8 — O Banco de Portugal pode solicitar à Autori- solidada. com as neces- três dias. 6 — Quando mais do que uma autoridade de super- 13 — No âmbito de procedimentos cautelares que tenham por objeto a suspensão de deliberações tomadas visão pretenda aplicar alguma medida semelhante às pelo órgão de administração da instituição de crédito descritas no artigo 141. sárias adaptações. decide se aplica uma das medidas 3. 2 — Na sequência da notificação e da consulta pre. medidas previstas no artigo 141. nos ter- alterar os deveres e poderes que lhe tenham sido con. n. responsável pelo exercício da supervisão em base con. em base individual dessa filial. -mãe.

1 — Na aplicação de medidas de resolução.º-C União Europeia. objeto dessas decisões ou medidas estejam estabelecidas.º 60 — 26 de março de 2015 dade de supervisão em situações análogas às descritas Artigo 145.º 6. nos seus Estados membros e. tativas. nomeadamente preve. de acordo com a graduação dos seus créditos. resolução suportam prioritariamente os prejuízos da b) Tenha terminado o período de cinco dias previsto instituição em causa. sempre que sejam sus- cetíveis de ter impacto em algum Estado membro da Artigo 145. eficiente e co- ordenada entre as várias autoridades intervenientes.º 5. filiais ou sucursais significativas da instituição de crédito nindo o contágio entre entidades.º 10 e no número anterior. 1 — Na aplicação de medidas de resolução. ou b) Os credores da instituição de crédito objeto de c) Tenha sido adotada uma decisão conjunta pelas resolução suportam de seguida.) a) Alienação parcial ou total da atividade. d) Proteger os depositantes cujos depósitos sejam garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos e os 4 — Na aplicação de medidas de resolução a institui- investidores cujos créditos sejam cobertos pelo Sistema ções de crédito que sejam filiais de um grupo. 3 — As decisões e as medidas tomadas pelo Banco 13 — O Banco de Portugal decide de acordo com a de Portugal no âmbito do presente capítulo devem ser decisão da Autoridade Bancária Europeia tomada nos aplicadas tempestivamente e. bem como o potencial impacto da sua d) Os depositantes não suportam prejuízos relativa- decisão na estabilidade financeira dos Estados membros mente aos depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia da União Europeia onde o grupo exerça atividades. de Portugal procura minimizar o impacto nas restantes e) Proteger os fundos e os ativos detidos pelas ins.º do Regulamento (UE) n.º 6. nomeadamente. questão antes de decorrido aquele prazo.os 1 e 3. o seu impacto sobre de Portugal prossegue as seguintes finalidades: a estabilidade financeira. bem como tituições de crédito em nome e por conta dos seus os efeitos adversos para a estabilidade financeira na clientes e a prestação dos serviços de investimento União Europeia. entidades do grupo e no grupo no seu todo.º-D nos n. designadamente. o Banco b) Ter em conta. pode submeter a questão à Autoridade Princípios orientadores da aplicação Bancária Europeia nos termos e para os efeitos do dis. em causa. uma repartição ceiro público extraordinário. no n. injusta dos encargos. ticular. de resolução. salvo se: prossecução das finalidades previstas no artigo anterior: a) Tenha já terminado o período de consulta referido a) Os acionistas da instituição de crédito objeto de no n. em par- relacionados. estas devem: Finalidades das medidas de resolução a) Ser tomadas de forma transparente.º 6. 3 — (Revogado. o Banco de Portugal suspende a sua decisão Banco de Portugal procurar minimizar aquele montante pelo prazo de três dias a contar da data de comunicação e evitar a perda de valor para além da que se revele àquela autoridade. Artigo 145.os 1 lução e o montante do apoio financeiro necessário à ou 3 ou de uma posição por este assumida no âmbito sua aplicação devem ser proporcionais e adequados à do n. 4 — (Revogado. evitando. o fundo a) Assegurar a continuidade da prestação dos servi. de medidas de resolução posto no n. para de 24 de novembro.ª série — N. o sistema de garantia de depósitos ou o ços financeiros essenciais para a economia. 1. salvo quando esta decida sobre a necessária.) instituições de transição. e mantendo a disciplina no mercado.) b) Transferência parcial ou total da atividade para 5 — (Revogado. . minimizando o recurso a apoio finan. para a estabilidade financeira. incluindo às infraestru.º 3 do artigo 19. do Parlamento Europeu e do Conselho. os recursos orçamentais.º 12 — Quando uma autoridade de supervisão dis- corde de uma decisão que lhe tenha sido notificada pelo 2 — Os custos da aplicação das medidas de reso- Banco de Portugal nos termos do disposto nos n.1700-(20) Diário da República. 11 — A decisão do Banco de Portugal tomada nos c) Nenhum acionista ou credor da instituição de termos do disposto no n. cuja relevância deve ser 1 — O Banco de Portugal pode aplicar as seguintes apreciada à luz da natureza e circunstâncias do caso medidas de resolução: concreto. o Banco de Indemnização aos Investidores. naqueles em que o grupo opera. sistema de indemnização dos investidores dos Estados b) Prevenir a ocorrência de consequências graves membros em que as empresas-mãe na União Europeia. e em condições equi- autoridades de supervisão. devendo o Europeia. sendo que. com termos do disposto no n.º-E 2 — O Banco de Portugal determina as medidas de resolução que melhor permitam atingir as finalidades Medidas de resolução previstas no número anterior. a urgência devida. e submeta a questão à Autoridade Bancária prossecução das finalidades de tais medidas. c) Garantir um tratamento equitativo dos interesses c) Salvaguardar os interesses dos contribuintes e do dos diferentes Estados membros da União Europeia erário público. referido no n. e turas de mercado.º 1093/2010.º 9 e no número anterior tem crédito objeto de resolução pode suportar um prejuízo em conta os pareceres e reservas expressos pelas demais superior ao que suportaria caso essa instituição tivesse autoridades de supervisão durante o período de consulta entrado em liquidação. os prejuízos da instituição em causa. quando necessário. de Depósitos nos termos do disposto no artigo 166.

º-I. anterior. circunstâncias. exercício dos poderes previstos no artigo 145. no legal de contas que não integre o respetivo órgão de exercício das suas funções de autoridade de supervisão fiscalização cessam as suas funções. no exercício das suas funções com dolo ou culpa grave. nos termos do disposto no artigo seguinte. 1.º 2 do 13 — (Revogado.º-C.) 15 — (Revogado. que tenham cessado funções nos cumprir. 19 — (Revogado.) público extraordinário é concedido.) obrigações.) momento. exceto quando esse apoio. 6 — Da cessação de funções dos membros do órgão nomia e preservar a estabilidade financeira.) 4 — A aplicação de medidas de resolução não de. por força da revogação da autorização para o exercício 3 — O Banco de Portugal pode ainda determinar a da sua atividade. Portugal designa para a instituição de crédito objeto de da aplicação de medidas de intervenção corretiva ou do resolução novos membros do órgão de administração. quando esta considere necessário. considera-se que uma instituição de crédito consoante as circunstâncias. bem como considerar que.) artigo 145.os 1 e 3.º 1 do artigo 145. são de fiscalização ou fiscal único.) corretiva nem prejudica a sua aplicação em qualquer 18 — (Revogado.os 2 e 3. junto do Banco de Portugal e em novas emissões de 7 — (Revogado.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(21) c) Segregação e transferência parcial ou total da Artigo 145. a cessação da afetação a esse cargo dos respetivos titula- res e designar novos titulares para exercer tais funções. 4 — Os membros dos órgãos de administração e de sitos para a manutenção da autorização para o exercício fiscalização e os titulares de cargos de direção de topo da sua atividade ou existirem fundadas razões para da instituição de crédito objeto de resolução. pelo disposto no artigo 143. que se rege. no momento em que o apoio financeiro 11 — (Revogado. e um revisor oficial de contas ou sociedade de revisores d) A entrada em liquidação da instituição de crédito. aos seus passivos ou existirem fundadas razões para os membros do órgão de administração.) recurso ao investimento público.º e previstas no n. bem como prestar a apresentará prejuízos suscetíveis de absorver.º 1 do artigo 145. designados ao abrigo dos n. total- colaboração que lhes seja exigida pelo Banco de Por- mente. ape- cumprir as suas obrigações ou haver fundadas razões nas são responsáveis perante os acionistas e credores da para considerar que a curto prazo o possa ficar. o Banco de medidas executadas pela própria instituição de crédito. 3 — Para efeitos do disposto na alínea a) do número salvo nos casos em que a manutenção total ou parcial. os seus fundos próprios ou uma parte signifi.º-F atividade para veículos de gestão de ativos. incluindo em operações de crédito gerais do direito.) pende da prévia aplicação de medidas de intervenção 17 — (Revogado. os membros do órgão de admi- de resolução previstas no número anterior se estiverem nistração e de fiscalização da instituição de crédito preenchidos os seguintes requisitos: objeto de resolução e o seu revisor oficial de contas ou a sociedade a quem compete emitir a certificação a) Tenha sido declarado pelo Banco de Portugal.ª série — N. Cessação de funções dos órgãos sociais e direção de topo d) Recapitalização interna. salvo nos casos ou de resolução. instituição de crédito objeto de resolução pelos danos que d) Seja necessária a concessão de apoio financeiro resultem de ações ou omissões ilícitas por eles cometidas público extraordinário.º 1 do artigo 145.º-I. 16 — (Revogado. seja evitada num prazo razoável através do recurso a 2 — No caso previsto no número anterior.º 1 do artigo 145. desde que não se 10 — (Revogado. a) A instituição de crédito deixar de cumprir os requi. nado a prevenir ou conter uma perturbação grave da eco.) ii) Realização de operações de capitalização com 9 — (Revogado. do exercício pelos mesmos está em risco ou em situação de insolvência quando se das respetivas funções seja considerada necessária para verifique uma das seguintes circunstâncias: atingir as finalidades previstas no n.º-C. 8 — (Revogado. 1 — Quando o Banco de Portugal aplicar uma 2 — O Banco de Portugal pode aplicar as medidas medida de resolução.) verifique. que uma instituição de crédito está em em que a sua manutenção total ou parcial.) cunstâncias referidas nas alíneas a) a c) ou no n. com as porcionais à prossecução de alguma das finalidades necessárias adaptações. a curto prazo. devem fornecer de nomeadamente porque apresentou ou provavelmente imediato todas as informações. termos do disposto nos n. a comissão de considerar que o são a curto prazo. a instituição deixa de os o revisor oficial de contas ou a sociedade de revisores oficiais de contas.Diário da República. oficiais de contas para exercer tais funções.º-C. alguma das cir.) .º 1 i) Concessão pelo Estado de garantias pessoais ao não emerge o direito a indemnização estipulado no cumprimento das obrigações assumidas em contratos contrato com os mesmos celebrados ou nos termos de financiamento. 14 — (Revogado. não permita atingir com maior eficácia eliminação ou alteração de cargos de direção de topo ou as finalidades previstas no n. consoante as risco ou em situação de insolvência. tugal ou pela instituição de crédito objeto de resolução cativa dos mesmos. desti. possibilitando a revogação da autorização.º-C. b) Os ativos da instituição de crédito serem inferiores 5 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade. uma comis- c) As medidas de resolução sejam necessárias e pro. fiscalização ou fiscal único e os titulares de cargos de c) A instituição de crédito estar impossibilitada de direção de topo. 12 — (Revogado. consista na: de administração e de fiscalização prevista no n. seja considerada necessária para atingir b) Não seja previsível que a situação de insolvência as finalidades previstas no n.

para. nos termos de forma justa.º 2 do artigo 145. 8 — O Banco de Portugal pode. termos do disposto no n.1700-(22) Diário da República. quali. passivos.º-J. bem como quanto 4 — O dever previsto no número anterior prevalece. aceites e deve basear-se em pressupostos prudentes 10 — O Banco de Portugal publica.º 1 do por igual período. a expensas da instituição de crédito objeto de resolução.) caso de emergência ou de liquidez em condições não 13 — (Revogado. i) Verificação das condições para aplicar medidas sões do Banco de Portugal. incluindo o aumento do ii) Determinação das medidas de resolução adequa- seu capital social ou a alienação da titularidade de ações das a aplicar à instituição de crédito. consoante a no n.º a 33. vi) Medida da redução do valor nominal dos créditos substituir algum dos administradores ou pôr termo às elegíveis ou da conversão dos créditos elegíveis em suas funções. em prazo a fixar por aquele. iv) Determinação dos direitos e obrigações.º 4 7 — Os administradores exercem as suas funções do artigo 145. elementos extrapatrimoniais e 6 — Os administradores devem apresentar relató. estejam plenamente reconhecidos dade à assembleia geral e aos órgãos de administração.º-G o Banco de Portugal designa uma entidade indepen- Administradores designados pelo Banco de Portugal dente.º a) Assegurar que todos os prejuízos da instituição em 2 — Os administradores dispõem de todas as com.º-T.º-I. de crédito objeto de resolução. nos termos do adequada ao desenvolvimento da sua atividade. pelo prazo que o Banco de Portugal determinar. no v) Determinação das condições que sejam conside- máximo de um ano. prudente e realista os ativos.º-Q e no n. objeto de resolução ou aos acionistas ou titulares de dicidade definida pelo Banco de Portugal. sendo corresponden- temente aplicáveis os artigos 30.º 2 do artigo 145. disponibilidade e independência no exercício como finalidades: de funções no sector financeiro. ou outros títulos representativos do seu capital social a iii) Medida da redução do capital social ou da dilui- pessoas ou instituições com uma situação financeira e ção da participação social dos acionistas ou titulares de patrimonial sólida e uma estrutura organizativa clara e títulos representativos do capital social. 3 — Os administradores devem tomar todas as medi. bem como sobre o valor da e financeira da instituição de crédito e sobre os atos eventual contrapartida a pagar à instituição de crédito realizados no exercício das suas funções. nas suas contas quando sejam aplicadas medidas de apenas podendo exercê-las sob a orientação do Banco resolução ou sejam exercidos os poderes previstos no de Portugal. prazos 14 — (Revogado. nomeadamente quanto às taxas de incumprimento 11 — A remuneração dos administradores é fixada e à gravidade das perdas.º 1 do artigo 145. passivos e do disposto no n.º 1 tem em conta que: Artigo 145. causa. se considerar existir motivo atendível. disposto no n. sobre todos os outros deveres resultantes da titularidade dos demais instrumentos previstos na lei ou no contrato de sociedade. . que sejam o mais realistas possível Internet. Portugal tem em conta critérios de idoneidade. artigo 145. não devendo pressupor pelo Banco de Portugal e suportada pela instituição de qualquer apoio financeiro público extraordinário.º-C e à adequada execução das medida aplicada: medidas de resolução adotadas de acordo com as deci.ª série — N. crédito objeto de resolução. a nomeação ou a prorrogação das funções dos e fundamentados de forma adequada e detalhada. com a perio.º 2 do artigo anterior. nomeadamente deliberar a de resolução ou para exercer os poderes previstos no modificação da estrutura de participações da instituição artigo 145.º-L. de fundos próprios ou da conversão daqueles créditos 5 — O Banco de Portugal pode sujeitar à sua aprova. avaliar 1 — Na designação de administradores. a qualquer momento. capital social. o Banco de elementos extrapatrimoniais da instituição em causa. administradores. nos no início e no termo do seu mandato. órgão de administração prevista no número anterior não emerge o direito a indemnização estipulado no 3 — A avaliação prevista no n. ativos sob gestão. que cons- bem como limitar as suas competências. nos termos do disposto nos n. a título excecional.º 4 do artigo 145. no número anterior. em capital social. no seu sítio na e transparentes. radas condições comerciais. 2 — A avaliação prevista no número anterior tem ficação. prorrogável. incluindo os decorrentes da avaliação prevista petências conferidas por lei e pelo contrato de socie. ou do exercício dos poderes previstos no artigo 145.º 1 deve ser rea- contrato com os mesmos celebrados ou nos termos lizada com recurso a metodologias comummente gerais do direito.º-U.os 1 e 2 do 9 — Da cessação de funções dos membros do artigo 145. b) Sustentar a fundamentação da decisão do Banco das necessárias à prossecução das finalidades previstas de Portugal quanto aos seguintes aspetos.º-I. 4 — A avaliação prevista no n.º-I. nos termos do disposto no n.) convencionais quanto à prestação de garantias. a transferir no âmbito da aplicação rios ao Banco de Portugal sobre a situação económica de medidas de resolução. tituam ativos. para efeitos do n. artigo 145. bem como outros títulos representativos do capital social. a concessão pelo Banco de Portugal de liquidez em 12 — (Revogado.) e taxas de juro. à medida da redução do valor nominal dos créditos em caso de conflito. ção prévia certos atos a praticar pelos administradores.º-N. 1.º-H a) O Banco de Portugal e o Fundo de Resolução têm Avaliação para efeitos de resolução direito a recuperar quaisquer despesas razoáveis incor- 1 — Antes da aplicação de uma medida de resolução ridas por força da aplicação das medidas de resolução.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 145.

º-I com base na subalíneas iv) e v) da alínea b) do n. de 21 de julho.º 1 nistas e credores de acordo com a lei e os termos e do artigo 145. 11 — Caso o valor dos capitais próprios da institui- ção de crédito ou o valor da diferença. tendo em n. podendo esta ser complementada.º-B ou avaliação provisória dos ativos. alínea anterior. 162/2009.º 345/98.ª série — N. 6 — A avaliação prevista no n. de ficada.º 2 do artigo 145. garantias concedidos à instituição de crédito objeto b) Determinar a contrapartida a pagar pela instituição de resolução.os 1. o Banco de Portugal realiza uma ção nos termos do disposto no n. como o Fundo de Garantia de Depósitos e o Fundo de 10 — A avaliação definitiva prevista na parte final Garantia do Crédito de Agrícola Mútuo. em prazo a instituição de crédito entrasse em liquidação.º 4 do artigo 145. devidamente justi. bem considerados. b) Uma análise e estimativa do valor contabilístico 12 — Sem prejuízo do disposto no n. a concessão de apoio financeiro público extraordinário nham sido reduzidos no âmbito do exercício dos pode. nos termos do disposto no n. bem como o Fundo de Garantia de Depósitos e o Fundo não seja possível realizar a avaliação independente pre. o Banco de Portugal momento em que foi aplicada a medida de resolução. teriam su- todos os requisitos previstos no presente artigo deve portado se a instituição de crédito objeto de resolução ser considerada provisória até que uma entidade inde.º 1. de 9 de novembro. res- sempre que seja possível e caso seja aplicável. bem como.º 9. caso não tivesse prejuízo da avaliação prevista no n. com de resolução. o Banco de dos ativos.º 1 é considerada defi. petivamente. 211-A/2008.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(23) b) O Fundo de Resolução tem o direito de cobrar res previstos no artigo 145. pelo que não podem ser autonomamente impugnadas. a) Aumentar o valor nominal dos créditos que te. suportariam um prejuízo inferior ao que plementada com uma análise da sensibilidade que con.º 1 do artigo 167. o Banco de Portugal realiza uma estimativa das consequências previsíveis designa uma entidade independente.º-U. por uma análise avaliação provisória realizada nos termos do disposto e estimativa do valor de mercado dos ativos e passivos no n. bem esses requisitos. 119/2011. alterado pelos Decretos- conta os requisitos previstos nos n. res previstos no artigo 145. e efeitos da medida de resolução.º-D. e e fundamentar a decisão de repor o valor nominal dos c) A diferença entre os prejuízos a que se refere a créditos ou de aumentar o valor da contrapartida a pagar alínea a) e os prejuízos suportados a que se refere a nos termos do disposto no número seguinte.º 1 é complementada ou outros titulares de títulos representativos do capital com: social. nos casos vista no n. apurado no âmbito da pressupor que a medida de resolução não teria sido avaliação referida na parte final do n. efetivamente do número anterior é efetuada logo que possível com suportaram em consequência da aplicação da medida o propósito de assegurar que os prejuízos sejam plena. da instituição de crédito.º 1 não respeite Garantia do Crédito de Agrícola Mútuo.os 5 e 6. 14 — Para efeitos do disposto na alínea c) do n. ser com. seja superior aplicada nem produzido efeitos e que a instituição de à estimativa desse mesmo valor apurado na avaliação crédito objeto de resolução entraria em liquidação no provisória da mesma instituição. passivos e elementos nos termos do disposto no artigo 15. determinando essa avaliação: atribuição de probabilidades aos diferentes cenários a) Os prejuízos que os acionistas e os credores. à instituição de crédito objeto de resolução. a) Um balanço atualizado e um relatório sobre a situação financeira da instituição de crédito. de 20 de julho.º 14. sido aplicada a medida de resolução e a instituição de 7 — A avaliação prevista no n. 1.º-I e da aplicação da medida juros ou comissões em relação a empréstimos ou prevista no artigo 145. de 10 de fevereiro. de 3 essa avaliação incluir uma rubrica. de novembro. pendente efetue uma avaliação definitiva que cumpra b) Os prejuízos que os acionistas e os credores. quando for o caso. em razão da urgência das circunstâncias. com a indicação dos créditos aplicar uma medida de resolução ou de exercer os pode- correspondentes e da respetiva graduação.os 126/2008. devendo -Leis n. sem razoável a fixar por aquele. . pode: não devendo ter também em conta.º 8.º-Q e no n. de transição ou pelo veículo de gestão de ativos à insti- tuição de crédito objeto de resolução ou aos acionistas 5 — A avaliação prevista no n. 8 — Caso. de resolução à instituição de crédito objeto de reso- mente reconhecidos nas contas da instituição em causa lução. os acionistas e os previstos nos números anteriores. para possíveis prejuízos adicionais. para. tivesse entrado em liquidação.º-T. crédito objeto de resolução entrasse em liquidação no nitiva quando estiverem cumpridos todos os requisitos momento em que aquela foi aplicada.º-B do Decreto-Lei extrapatrimoniais da instituição de crédito. 5 e 6.º 2.º 1 ou não seja possível incluir os elementos em que o Banco de Portugal determine a sua interven- previstos nos n. avaliar se. e 31-A/2012. como o Fundo de Garantia de Depósitos e o Fundo de 9 — Caso a avaliação prevista no n. credores da instituição de crédito objeto de resolução. entre 15 — A avaliação prevista no número anterior deve ativos e passivos transferidos.Diário da República. se positiva.º 1 gradua os acio. caso seja Portugal pode aplicar medidas de resolução ou exercer necessário para fundamentar as decisões referidas nas os poderes previstos no artigo 145. 13 — As avaliações realizadas nos termos do dis- c) A lista dos passivos e elementos extrapatrimoniais posto nos números anteriores integram a decisão de da instituição de crédito.º-I. suportaram em consequência da aplicação da medida sidere diferentes níveis de prejuízos adicionais. de Garantia do Crédito de Agrícola Mútuo. a expensas da ins- para os acionistas e para cada classe de credores se tituição de crédito objeto de resolução. imediatamente após a produção de condições dos respetivos instrumentos e contratos. 26 de dezembro.

ficar uma das circunstâncias previstas no n. Portugal e de qualquer autoridade pública.º 1 independente da instituição em causa.º-I gal. apresentará prejuízos suscetíveis de absorver totalmente ções de autoridade de supervisão ou de resolução.º 1 do artigo 199. momento. considera-se regulamentação aplicáveis.º 3 do gum momento.º 1 do artigo 199.º-E. cuja autoridade funções de autoridade de resolução e para efeitos da responsável pela supervisão em base consolidada seja redução ou eliminação de uma insuficiência de fundos o Banco de Portugal.º 1 do artigo 152. no número anterior não sejam exercidos em relação a presentativos do capital social de uma instituição de esses instrumentos.º que integrem aplicada. ou tenham sido em al. de uma instituição de crédito. exerce os seguintes empresa-mãe ou em base consolidada do grupo em que poderes: se insere. e) Ser necessário apoio financeiro público extra- b) Supressão do valor nominal das ações representa.º 14. filial de uma instituição de crédito. o Banco de Portugal tiver determinado que a) Redução do capital social por amortização ou o grupo deixa de ser viável caso os poderes previstos por redução do valor nominal das ações ou títulos re.1700-(24) Diário da República. ou de uma entrasse em liquidação no momento em que aquela foi entidade referida no n.º-E 6 — Para efeitos do disposto na alínea c) do n. o Fundo de Garantia de tos emitidos por uma instituição de crédito que seja Depósitos ou o Fundo de Garantia do Crédito de Agrí. crédito.º-AJ.º 14 deve ser deixa de ser viável caso os poderes previstos no n. o grupo está em risco ou em situação de insolvência e d) Aumento do capital social por conversão dos cré. ou que tenham integrado os fundos próprios em base rença do Fundo de Resolução. com sede em Portu- Artigo 145.º-E. mesmos. o estão preenchidos e não tiver sido ainda aplicada uma exercício em relação a um grupo dos poderes previstos medida de resolução. a legislação aplicável no Estado membro da União tituição de crédito deixa de ser viável caso os poderes Europeia em que está sediada a empresa-mãe. o Banco de Portugal e a autoridade relevante 17 — A avaliação prevista no n. de uma empresa cola Mútuo suportaram um prejuízo superior ao que de investimento que exerça as atividades previstas nas suportariam caso não tivesse sido aplicada a medida de alíneas c) ou f) do n. exceto se o mesmo assumir uma das for- tivas do capital social de uma instituição de crédito. no exercício das suas fun. têm os mesmos direito a receber essa dife. nomeadamente porque apresentou ou provavelmente a) O Banco de Portugal.º 1 do artigo 145.º 2. não seja previsível que a situação de insolvência possa ditos referidos na alínea anterior mediante a emissão ser evitada através do recurso a medidas executadas de ações ordinárias ou títulos representativos do capital pela própria instituição de crédito e da aplicação de social da instituição de crédito. 2 — Os poderes previstos no número anterior são considera-se que uma instituição de crédito está em exercidos em relação a quaisquer instrumentos finan.º 60 — 26 de março de 2015 16 — Caso a avaliação prevista no n.º 1. medidas de intervenção corretiva.º 9 pode ser reali. do Banco de não sejam exercidos. não pode previstos no número anterior não sejam exercidos. da titularidade dos restantes instrumentos financeiros ou contratos que sejam. d) No caso dos instrumentos financeiros ou contratos emitidos por uma empresa-mãe.º 2 do artigo 145. dei- situações: xará de cumprir os requisitos prudenciais consolidados. risco ou em situação de insolvência quando se veri- ceiros ou contratos que sejam. elegíveis para os fundos próprios da artigo 145. 4 — Para efeitos do disposto no número anterior. ou de uma enti- 1 — O Banco de Portugal. resultar num tratamento mais desfavorável aos titula- . insere. considera-se que a instituição de crédito ou o grupo tuição de crédito de acordo com a legislação e a regu.º 1 ou a avaliação no Estado membro da União Europeia da autoridade definitiva prevista na parte final do n.ª série — N. 5 e 7 do artigo 145. os credores. nos termos do dis- 18 — A entidade que realiza as avaliações previstas posto nos n. e que integrem ou tenham inte- próprios.º-A. de uma empresa de investimento que exerça as atividades previstas nas Poderes de redução ou de conversão de instrumentos de fundos próprios alíneas c) ou f) do n.º 3 do c) Redução do valor nominal dos créditos resultantes artigo 145.º 9 e no n. doravante designados para que um grupo está em risco ou em situação de insol- o efeito do presente título por instrumentos de fundos vência quando este deixou de cumprir ou existirem próprios. responsável pela supervisão em base consolidada do zada pela mesma entidade independente que proceda à grupo em que se insere essa filial tiverem determinado. ou tenham sido em algum 3 — Para efeitos do disposto no número anterior. no n.º-AA. avaliação prevista no n. 1. separada ou conjuntamente. nos termos do disposto individual e em base consolidada do grupo em que se na alínea f) do n. mas previstas na subalínea ii) da alínea d) do n. com exce- resolução e a instituição de crédito objeto de resolução ção do serviço de colocação sem garantia.º 14 determine c) No caso dos instrumentos financeiros ou contra- que os acionistas. instituição de crédito de acordo com a legislação e a 5 — Para efeitos do disposto no n. com exceção do serviço de colocação sem garantia.º-A. a curto prazo. ou de poderes equivalentes de acordo com b) O Banco de Portugal tiver determinado que a ins. através de uma decisão conjunta. tiver os seus fundos próprios ou uma parte significativa dos determinado que os requisitos para a aplicação de me.º.º 3. elegíveis para os fundos próprios da insti. sempre que se verifique alguma das seguintes fundadas razões para considerar que. isoladamente ou conjuntamente com a aplica.os 4. que o grupo no n. grado os fundos próprios em base individual ao nível da ção de uma medida de resolução. deixou de ser viável quando a instituição de crédito ou lamentação aplicáveis. no exercício das suas dade referida no n.º 1 do artigo 152. na parte final do n.º 1. didas de resolução previstos no n. ordinário.

Diário da República. a dilui. por força da ocorrência de um mercado. tos de fundos próprios. qualificadas e dever de lançamento de ofertas públicas . ou titular deve proceder à alienação das suas ações ou tos de fundos próprios. devendo a taxa de conversão vistos no n. exercidos de forma total ou substancial a outra classe 7 — O Banco de Portugal avalia a adequação dos de créditos hierarquicamente inferior de acordo com novos acionistas que passem a ser titulares de uma aquela graduação. aplicando-se ainda o seguinte: relativamente aos acionistas ou titulares de títulos repre- a) A atribuição da titularidade das ações ou títulos re- sentativos do capital social da instituição de crédito. b) Durante o período de avaliação da adequação. o qual não pode ser responsabilizado previsto na alínea a) do n. do disposto no artigo 145. o Banco mesmos para titulares de créditos sobre a instituição de Portugal notifica os novos acionistas ou titulares de de crédito em causa que sejam sujeitos ao exercício títulos representativos do capital social da instituição dos poderes previstos nas alíneas c) e d) do n. o qual tem em conta as condições vigentes no contratuais aplicáveis.º 6 do artigo 145.º 1 cido no artigo 103. a taxa de conversão aplicável dos instrumentos de fundos próprios emitidos pela é determinada pelo Banco de Portugal. se necessário com base no resultado insolvência.º-H. comunicação e divulgação de participações do capital social da instituição de crédito. 6 — O Banco de Portugal pode determinar taxas de Procedimento geral conversão diferentes para cada categoria de instrumen- 1 — O Banco de Portugal exerce os poderes pre. com as necessárias adaptações.ª série — N.º 1 do artigo anterior de acordo com a a aplicar aos créditos hierarquicamente superiores de graduação de créditos em caso de insolvência.º-H conclua que a instituição capital social da instituição de crédito titular de uma de crédito apresenta capitais próprios positivos. do artigo anterior. dessas ações ou títulos representativos do capital social 4 — O disposto no n. exceto quando atuar com dolo ou culpa grave. da instituição de crédito apenas podem ser exercidos nistas e titulares de títulos representativos do capital pelo Banco de Portugal nos termos do disposto na social da instituição de crédito cujas ações ou títulos alínea b) do mesmo número. transferência da titularidade das ações ou títulos repre.º 1 do artigo anterior. artigo anterior.º-H conclua que a institui. não acordo com a graduação dos créditos em caso de insol- podendo uma classe de créditos ser convertida em vência ser superior à taxa de conversão a aplicar aos capital social enquanto aqueles poderes não forem créditos hierarquicamente inferiores. os ção de crédito apresenta capitais próprios negativos.º. representativos do capital social resultem da conversão 9 — O exercício pelo Banco de Portugal dos direitos de créditos resultantes da titularidade de outros instru. ou a pelos danos que decorram do exercício desses direitos. direitos de voto resultantes da titularidade das ações ou a extinção das participações sociais dos acionistas ou títulos representativos do capital social da instituição titulares de títulos representativos do capital social da de crédito em causa apenas podem ser exercidos pelo instituição de crédito através do exercício do poder Banco de Portugal. de acordo com as condições títulos.º 1 do artigo anterior. tendo em conta empresa-mãe com a mesma graduação em caso de a finalidade de. participação qualificada reúne condições que garantam ção severa das participações sociais dos acionistas ou uma gestão sã e prudente da instituição de crédito.º-J fundos próprios afetados. com- pensar adequadamente os titulares de instrumentos de Artigo 145. se presentativos do capital social da instituição de crédito produz um dos seguintes efeitos: produz efeitos com a decisão de exercício dos poderes a) Nos casos em que a avaliação efetuada nos termos previstos no n. acontecimento anterior ou simultâneo à determinação de que a instituição de crédito preenche os requisitos 8 — Na situação prevista na alínea e) do número para a aplicação de medidas de resolução previstos no anterior. e) Caso o Banco de Portugal não considere demons- 3 — O disposto no número anterior também se aplica trado que o acionista ou o titular de títulos representa- aos acionistas e titulares de títulos representativos do tivos do capital social da instituição de crédito titular capital social da instituição de crédito caso as suas ações de uma participação qualificada reúne condições que ou títulos representativos do capital social tenham sido garantam uma gestão sã e prudente da instituição de previamente emitidos ou atribuídos por conversão de crédito.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(25) res dos instrumentos de fundos próprios emitidos por 5 — No exercício do poder previsto na alínea d) do uma filial face àquele a que foram sujeitos os titulares n. titulares de títulos representativos do capital social da os direitos de voto resultantes da titularidade dessas instituição de crédito em consequência da conversão ações ou títulos podem ser exercidos pelos respetivos em capital de créditos resultantes da titularidade de acionistas ou titulares dos títulos após a receção da outros instrumentos de fundos próprios.º-E. de voto referidos no número anterior não releva para mentos de fundos próprios em capital social mediante a efeitos da aplicação das regras de imputação de direitos emissão de ações ordinárias ou títulos representativos de voto.º 2 do artigo 145.º 1 do de crédito da sua decisão. participação qualificada de acordo com o estabele- 2 — No exercício dos poderes previstos no n. 1. fixa um prazo durante o qual aquele acionista créditos resultantes da titularidade de outros instrumen. notificação da decisão em causa.º 1 do artigo anterior.º 2 também se aplica aos acio. os direitos de voto resultantes da titularidade n. da estimativa prevista no n. sentativos do capital social da instituição de crédito dos c) Quando tiver concluído a sua avaliação. o Banco de Portugal assegura que. d) Caso o Banco de Portugal considere demonstrado b) Nos casos em que a avaliação efetuada nos termos que o acionista ou o titular de títulos representativos do do disposto no artigo 145.

elementos poderes. mercado regulamentado ou sistema de negociação 10 — A redução do capital social ou do valor nomi.º 1 do artigo anterior.º-E vistos no n. Princípios gerais b) As ações ordinárias ou títulos representativos 1 — O Banco de Portugal pode aplicar qualquer me- do capital social da instituição de crédito devem ser dida de resolução isolada ou cumulativamente.º-H e o montante em que o valor nominal 15 — O exercício dos poderes previstos no n. de ações ordinárias ou títulos representativos do capital nem de qualquer outro procedimento legal ou estatu- social da instituição de crédito satisfaz as seguintes tariamente exigido. sem necessidade medida de resolução.º 1 do artigo 145. 16 — O exercício dos poderes previstos no n. sendo título bastante para o final do n. seguindo-se o regime de liquidação b) A suspensão ou exclusão da cotação ou da nego.º 1 do 12 — O aumento do capital social por conversão artigo anterior: dos créditos resultantes da titularidade dos restantes instrumentos de fundos próprios mediante a emissão a) Não carece de deliberação da assembleia geral. instituição de crédito nem de quaisquer terceiros. ciação em mercado regulamentado ou sistema de nego. desses créditos.º 1 do b) Não implica o pagamento aos seus titulares de artigo anterior não depende do consentimento dos ti- qualquer compensação que não seja aquela que resulte tulares de instrumentos de fundos próprios. resolução.º 60 — 26 de março de 2015 obrigatórias ou outras obrigações similares decorrentes d) A readmissão à cotação ou à negociação em da legislação relativa aos valores mobiliários. passivos.º 1 do em relação de grupo. artigo 145.º 8 do qualquer obrigação prevista naqueles termos e condições. tendo em conta o disposto no a) A alteração de todos os registos relevantes. títulos representativos resultarem prejuízos a suportar pelos credores ou a do capital social da instituição de crédito objeto de conversão dos seus créditos. oposição montante em que o respetivo valor nominal tenha sido reduzido com exceção das obrigações já vencidas. na medida necessária.º-I imediatamente c) A admissão à cotação ou à negociação em mercado antes ou em conjunto com a aplicação da medida de regulamentado ou sistema de negociação multilateral de resolução.º-AP. podem recuperar as despesas razoáveis incorridas por . condições: b) Não depende do prévio cumprimento dos requi- sitos legais relacionados com o registo comercial e a) As ações ordinárias ou títulos representativos demais procedimentos previstos por lei. das partes da conversão desses créditos nos termos do disposto em contratos relacionados com direitos e obrigações da na alínea d) do n. 3 — Se da aplicação de uma medida de resolução ciação multilateral de ações. a) É definitiva.º 1 do artigo anterior. novas ações ou títulos representativos do capital social 4 — O Banco de Portugal e o Fundo de Resolução da instituição de crédito objeto de resolução.º-E. à renovação ou alteração de condições estipulados em quaisquer termos e condições aplicáveis à instituição de crédito ou a uma entidade que com ela se encontre 11 — Se o exercício dos poderes previstos n.º-L público. o Banco de Portugal cumprimento de qualquer formalidade legal relacionada pode repor. o valor nominal com o exercício daqueles poderes. o Banco de Portugal isoladamente e transferir apenas parte dos direitos e executa todos os atos necessários ao exercício desses obrigações. ou para a execução de garantias artigo anterior for efetuado com base na avaliação pro- por estas prestadas relativamente ao cumprimento de visória realizada nos termos do disposto no n.º-H. não po- c) Faz cessar qualquer obrigação ou direito rela- dendo constituir fundamento para o exercício de direitos cionados com o instrumento de fundos próprios no de vencimento antecipado. denúncia.º 9 do artigo 145.º 1 do artigo anterior. do Banco de Portugal de exercer o poder previsto na que apenas pode ser aplicada juntamente com outra alínea d) do n. artigo 145. multilateral de qualquer instrumento de dívida cujo nal dos créditos resultantes da titularidade dos restantes valor nominal tenha sido reduzido sem necessidade instrumentos de fundos próprios: de divulgação de um prospeto aprovado nos termos do Código dos Valores Mobiliários.º 1 do dos créditos resultantes da titularidade de instrumentos artigo anterior produz efeitos independentemente de de fundos próprios for reduzido se revelar superior ao qualquer disposição legal ou contratual em contrário. sem prejuízo do disposto no número seguinte. 14 — O exercício dos poderes previstos no n. previsto na lei aplicável. o Banco de Portugal exerce resolução ou instrumentos de dívida.1700-(26) Diário da República. 2 — Se o Banco de Portugal aplicar as medidas refe- 13 — Para efeitos do exercício dos poderes pre- ridas nas alíneas a) ou b) do n. posterior. ciais ou de outros títulos representativos de capital social pela instituição de crédito para efeitos de ope- rações de capitalização com recurso ao investimento Artigo 145.ª série — N. os poderes previstos no artigo 145. podendo nomeadamente solicitar à Comissão extrapatrimoniais e ativos sob gestão. que constituam ativos. sem prejuízo do capital social da instituição de crédito devem ser do posterior cumprimento dos mesmos no mais breve emitidos antes de qualquer emissão de ações espe- prazo possível. em simultâneo ou em momento de qualquer deliberação da assembleia geral. exceto a emitidas e atribuídas imediatamente após a decisão medida prevista na alínea c) do n. necessário de acordo com os resultados da avaliação nomeadamente a eventual existência de direitos de definitiva realizada nos termos do disposto na parte preferência dos acionistas. deve revogar a do Mercado de Valores Mobiliários que ordene à en- autorização da instituição de crédito objeto de resolução tidade relevante: num prazo adequado. 1.º 1 do artigo 145.

Artigo 145. o Banco de Portugal pode. a autorização para o exercício dessa atividade. o Banco de o artigo 103.ª série — N. regras e orientações da União Europeia em matéria sob gestão da instituição. autorizadas a desenvolver a atividade em causa ou por se aplicável. ser alienados quaisquer direitos de crédito sobre a . títulos representativos do capital social da instituição quados à celeridade imposta pelas circunstâncias. previsto no artigo 78.º-C. mas sem prejuízo de eles pró- 6 — Não é aplicável o disposto nos artigos 120. obrigações e ativos ou sobre a instituição adquirente. ao acerto da contrapartida fixada no direitos e obrigações e da titularidade das ações ou momento da alienação. instituição de transição. o 9 — Aos potenciais adquirentes devem ser imedia- Banco de Portugal e o Fundo de Resolução.º-N Artigo 145.º e prios estarem sujeitos ao referido segredo relativamente seguintes do Código da Insolvência e Recuperação de às informações em causa.º-M Aplicação da medida de alienação Alienação parcial ou total da atividade parcial ou total da atividade 1 — O Banco de Portugal pode determinar a aliena. a titularidade de ações ou outros títulos representati- 4 — O disposto no número anterior não impede o vos do capital social da instituição de crédito objeto Banco de Portugal de convidar determinados potenciais de resolução aos respetivos titulares no momento da adquirentes a apresentarem propostas de aquisição. à instituição de crédito objeto de resolução ou. 7 — As propostas de aquisição dos direitos e obri- obrigações.º 1 do artigo 145.º 3.º 1 do artigo 145.º 1 do artigo 145.Diário da República. para o qual foram transferidos direitos.º.º-C. no montante correspondente a esses recursos. transmissário.º 1 do artigo transparência e exatidão da informação prestada. da instituição de transição ou do veículo de gestão de 8 — Na seleção do adquirente. do exer.º 1. 1 — A alienação é efetuada em condições comerciais ção parcial ou total de direitos e obrigações de uma ins. mediante autorização deste. consoante tamente proporcionadas condições de acesso a infor- aplicável. o Banco de Portugal ativos. tendo anterior. para este efeito.º-C. Empresas às decisões adotadas no âmbito do presente capítulo. aos titulares de ações ou outros títulos re. o dever de segredo e 2 do artigo 166. dentro do possível.º 7.º 1 condicionada à decisão c) Do produto gerado no encerramento das atividades relativa ao pedido de autorização. decisão prevista no n.º-I. dos interessados. a instituição de crédito objeto de resolução ou aqueles ção das finalidades previstas no n. passivos. a de crédito objeto de resolução resulte na aquisição ou transparência do processo e o tratamento equitativo no aumento de participação qualificada pelo adquirente. outros títulos representativos do capital social da ins- tituição de crédito objeto de resolução sem observância 4 — Sem prejuízo do disposto no n. b) Devolver à instituição de crédito objeto de resolu- ção dos direitos e obrigações ou das ações ou outros ção direitos e obrigações que haviam sido alienados a títulos representativos do capital social da instituição um adquirente. 5 — Para efeitos do disposto no número anterior.º-A. o Banco de Portugal efetua a apreciação a que se refere 3 — Para efeitos do disposto no n. elementos extrapatrimoniais e ativos pios.º-H e os princí- ativos. não podem do disposto no n. 1. conforme os ações ou títulos representativos do capital social da casos. são titulares de um direito de crédito sobre mações relevantes sobre a situação financeira e patri- a instituição de crédito objeto de resolução. a tituição de crédito objeto de resolução. e maximizando. a todo o tempo: em conta as circunstâncias do caso e a necessidade de manter a estabilidade financeira. e tem em conta as circunstâncias do caso concreto.º de forma tempestiva e em conjunto com Portugal promove a transferência para um adquirente a decisão a que se refere o n. não podendo 5 — Se tal for necessário para assegurar a prossecu. a decisão a que se refere o n. 6 — O Banco de Portugal pode alienar diferentes cício dos poderes de resolução ou dos poderes previstos conjuntos de direitos e obrigações ou de ações ou outros no artigo 145. sobre a monial da instituição de crédito objeto de resolução.º 1 do artigo anterior. tem em consideração as finalidades previstas no n. 2 — Caso a alienação da titularidade das ações ou 2 — O Banco de Portugal assegura.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(27) força da aplicação das medidas de resolução. em termos ade. que constituam avaliação a que se refere o artigo 145. o Banco de Portugal pode promover a alienação dos se necessário. sobre o veículo de gestão de para efeitos de avaliação dos direitos. da seguinte forma: títulos representativos do capital social da instituição de a) Como dedução de contrapartidas pagas por um crédito objeto de resolução a mais do que um adquirente.º 1 do artigo anterior de dos direitos e obrigações e da titularidade das ações modo a não atrasar a alienação e não colocar em causa ou outros títulos representativos do capital social da as finalidades previstas no n. só podem ser apresentadas por instituições de crédito lução.os 1 sendo oponível. instituição de crédito objeto de resolução. o preço de aliena. não lhes beneficiando do privilégio creditório previsto nos n. ou devolver de crédito objeto de resolução. promovendo a a) Alienar outros direitos e obrigações e a titularidade ausência de conflitos de interesses e a celeridade. e da titularidade das ações de auxílios de Estado. ou outros títulos representativos do seu capital social. não de outras ações ou títulos representativos do capital so- discriminando indevidamente potenciais adquirentes cial da instituição de crédito objeto de resolução. entidades que tenham requerido ao Banco de Portugal presentativos do capital social da instituição de crédito. titulares opor-se a essa devolução e procedendo-se. instituição de crédito objeto de resolução assegurando a 3 — Após a alienação prevista no n. ficando b) Da instituição de crédito objeto de resolução. ações ou outros títulos representativos do gações da instituição de crédito objeto de resolução capital social da instituição de crédito objeto de reso.

para todos os efeitos legais e . na origem das dificuldades referidos no n. exerce os direitos relativos à sob gestão e ações ou outros instrumentos de proprie- participação e acesso aos sistemas de pagamentos. os acionistas e credores da instituição a) Os acionistas ou titulares de outros títulos repre- de crédito objeto de resolução. aos sistemas de indemnização dos inves. 1. funcionalidades e data da aplicação da medida de resolução. com o objetivo de permitir a sua posterior 8 — A decisão que determine a alienação prevista alienação. e outros credores cujos sentativos do capital social da instituição de crédito direitos e obrigações não sejam alienados. por si só.º 1 do artigo anterior produz efeitos independen. de dade transferidos nos termos do disposto nos n. os respetivos direitos são exerci- financeiras da instituição de crédito e que não contri.1700-(28) Diário da República. passivos. por si só. que constituam ativos. tenham tido operações de que a instituição de crédito objeto de reso- participação. não têm qual- objeto de resolução. ativos. em termos que maximizem como à participação e adesão a outros sistemas ou asso. artigo 145.os 1 e desenvolvimento da atividade transferida. dos pelo adquirente durante um período fixado pelo buíram. ciações de natureza pública ou privada.º-L. com vista à valorização do negócio desenvolvido.º 1 do artigo de títulos representativos do seu capital social. atividade transferida. elementos extrapatrimoniais. elementos extrapatrimoniais e ativos sob associadas aos elementos do ativo transferidos. caso termos da legislação aplicável em matéria de concor- a alienação tenha sido realizada através da alienação de rência. o produto da alienação reverte para: 13 — Sem prejuízo do disposto na secção V do pre- sente capítulo. 2 — O Banco de Portugal pode ainda determinar a temente de qualquer disposição legal ou contratual em transferência parcial ou total de direitos e obrigações contrário. adquirente por uma agência de notação de risco. tuídas. sendo título bastante para o cumprimento de de duas ou mais instituições de crédito incluídas no qualquer formalidade legal relacionada com a alienação. por ação ou omissão. aos mercados de valores 2. por ação ou omissão. bem cunstâncias o aconselhem. o valor do património em causa. membros do órgão de administração da instituição de 12 — Se o adquirente não reunir os critérios de par- crédito. ativos dito objeto de resolução. não podendo constituir fundamento para o direitos e obrigações transferidos. tuada através da alienação da titularidade das ações ou 14 — Se da alienação prevista no n. o efeito de transmissão da titulari- o exercício desses direitos ser negado com fundamento dade dos direitos e obrigações da instituição de crédito na ausência ou insuficiência de notação de risco do objeto de resolução para a instituição de transição. não superior a 24 meses.º 4 do de Portugal. nos dois anos anteriores à anterior inclui todos os serviços. anterior decorrer uma operação de concentração nos b) A instituição de crédito objeto de resolução. com transmissão das responsabilidades passivos. Artigo 145.º 1 do artigo anterior. procurando proceder à sua alienação.º 10. das partes em contratos relacionados com 3 — A instituição de transição é uma pessoa coletiva os direitos e obrigações a alienar nem de quaisquer autorizada a exercer as atividades relacionadas com os terceiros. bem como a administração dos 10 — O adquirente. de resolução. mesmo grupo e a transferência da titularidade de ações 9 — A decisão de alienação prevista no n. sendo este considerado. de de outros títulos representativos do seu capital social operações de titularização ou de outros contratos que para instituições de transição para o efeito consti- contenham cláusulas de compensação e de novação.os 1 e compensação e liquidação. no n. reso. para o agravamento de Banco de Portugal. para todos os efeitos legais e contratuais. denúncia. caso a alienação tenha sido efe- quer direito sobre os direitos e obrigações alienados. sucedendo à instituição de cré. não podendo 2 produz. direta ou indireta. logo que as cir- tidores e aos sistemas de garantia de depósitos. de transmissão da titularidade dos direitos e obrigações transferidos da instituição de crédito objeto de resolu. 7 — A eventual alienação parcial dos direitos e 1 — O Banco de Portugal pode determinar a trans- obrigações não deve prejudicar a cessão integral das ferência parcial ou total de direitos e obrigações de posições contratuais da instituição de crédito objeto uma instituição de crédito. o efeito Autoridade. com a mesma finalidade vos do capital social da instituição de crédito objeto de prevista no número anterior. para instituições de transição. oposição à renovação ou alteração de dade da prestação de serviços financeiros inerentes à condições estipulados nos contratos em causa. igual ou superior a 2 % lução dispunha no momento da aplicação da medida de do capital social da instituição crédito ou tenham sido resolução prevista no n.º-O ção para o adquirente.º 60 — 26 de março de 2015 instituição de crédito objeto de resolução detidos por 11 — O exercício dos direitos previstos no número pessoas e entidades que. nomea. e a transferência da titularidade das ações ou damente no caso de contratos de garantia financeira. mobiliários. esta operação pode realizar-se antes de ter sido parte ou da totalidade de direitos e obrigações. como sucessor Transferência parcial ou total da atividade para instituições de transição nos direitos e obrigações alienados. 4 — A instituição de transição assegura a continui- lução. objeto de uma decisão de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência.º 1 do ou de outros títulos representativos do capital social artigo anterior não depende do consentimento dos de instituições de crédito incluídas no mesmo grupo acionistas ou titulares de outros títulos representati. prorro- tal situação. gável mediante requerimento do adquirente ao Banco 5 — Sem prejuízo do disposto no n. exercício de direitos de vencimento antecipado.º 1 do artigo anterior produz. sem prejuízo das medi- 6 — A decisão que determine a alienação prevista das que sejam posteriormente determinadas por esta no n. resolução. salvo se ficar demonstrado que não estive.ª série — N. ticipação ou de adesão em qualquer um dos sistemas ram. necessários ao 5 — A decisão de transferência prevista nos n. sendo esta considerada. gestão.

os acionistas e credores da instituição ção. elementos extrapatrimoniais e 14 — Se a instituição de transição não reunir os ativos sob gestão. cobrança de créditos com preferência ou privilégio.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(29) contratuais. pela forma e através dos meios de relacionados com os direitos e obrigações a transferir comunicação que se mostrarem adequados à urgência nem de quaisquer terceiros.º-F.... sobre os aspetos posição legal ou contratual em contrário. 1. anterior inclui todos os serviços. todas as execuções.. 1 — Quando for adotada uma medida de resolu- sente capítulo.. ouvindo-a.. pode solicitar a suspensão desse processo. de resolução de outro Estado membro da União Euro- lução dispunha no momento da aplicação da medida peia de transferência de direitos e obrigações. o Banco de são exercidos pela instituição de transição durante um Portugal presta a assistência necessária para assegurar período fixado pelo Banco de Portugal... sucedendo à insti- tuição de crédito objeto de resolução.. especificamente previstos. tituam ativos.º relativos à participação e acesso aos sistemas de paga. os seus bens. sem prejuízo das disposições de transição ao Banco de Portugal.. [.. e da titularidade de ações ou de outros critérios de adesão ou participação em qualquer um títulos representativos do capital social situados em dos sistemas referidos no n. que cons- de resolução prevista no n. 12 — A instituição de transição. o Banco de podendo o exercício desses direitos ser negado com Portugal mantém a Comissão do Mercado de Valores fundamento na ausência ou insuficiência de notação Mobiliários informada das providências que tomar de risco da instituição de transição por uma agência nos termos do disposto no presente título...º 12.] 6 — A eventual transferência parcial dos direitos e obrigações para a instituição de transição não deve 1— . a critérios de ges. sempre que possível. ou que abranjam qualquer direito sobre os direitos e obrigações trans.. o Banco de Portugal desenvolvimento da sua atividade. os titulares de compensação e de novação.. quados.º transferidos. com dispensa de 2 produz efeitos independentemente de qualquer dis... de operações de titularização cargos de direção de topo que cessem funções nos ou de outros contratos que contenham cláusulas de termos do disposto no artigo 145. rio para a aplicação eficaz da medida de resolução. e outros terceiros cujos máximo de um ano. antes de decidir a aplicação das 13 — O exercício dos direitos previstos no número mesmas.. adaptações aos objetivos e à natureza destas institui- 2 — Caso a instituição de crédito objeto de resolução ções. sem exceção das que tenham por fim a feridos para a instituição de transição. nanceira ou emitam instrumentos financeiros admitidos rios ao desenvolvimento da atividade transferida.. participações qualificadas e os titulares de funções 7 — A decisão de transferência prevista nos n... funcionalidades e 2 — No âmbito de uma decisão de uma autoridade operações de que a instituição de crédito objeto de reso. não à negociação em mercado regulamentado. [. resolução.... legais e regulamentares nacionais sobre a matéria. prejudicar a cessão integral das posições contratuais da 2 — Se considerar que não existe urgência na tomada instituição de crédito objeto de resolução. e enquanto ela durar. ficam suspensas.. não têm fiscais.. fundamento para o exercício de direitos de vencimento antecipado. pelo prazo de crédito objeto de resolução. no seja parte num processo judicial.. aos sistemas de indemnização dos 1 — Sem prejuízo de outros deveres de cooperação investidores e aos sistemas de garantia de depósitos..] 9 — Sem prejuízo do disposto na secção V do pre. exerce os direitos Artigo 148. contra a instituição de crédito.. não superior a que aquela transferência produza os seus efeitos nesse 24 meses. no prazo. não podendo constituir da situação.os 1 3 — A audiência prevista no número anterior é e 2 não depende do consentimento dos acionistas ou realizada. e 10 — O Código das Sociedades Comerciais é apli- são interrompidos os prazos de prescrição ou de cadu- cável às instituições de transição.ª série — N. compensação e liquidação.] mentos. [.. sendo título relevantes das decisões a tomar.. passivos.. o Banco de Portugal do ativo transferidos..º-A.º 1.º ou alteração de condições estipulados nos contratos em causa.. com as necessárias cidade oponíveis pela instituição..Diário da República. aos mercados de valores mobiliários. por um perí- tão que assegurem a manutenção de baixos níveis de odo de tempo adequado. das partes em contratos adotar. prorrogável mediante pedido da instituição outro Estado membro. com dispensa de qualquer formalidade de titulares de outros títulos representativos do capital notificação. os respetivos direitos Portugal ou regidos pelo direito nacional. da decisão nem o risco de que a sua execução ou utili- missão das responsabilidades associadas aos elementos dade possa ficar comprometida. 8 — A decisão de transferência prevista nos n.... sobre aspetos relevantes das decisões a social da instituição de crédito. 11 — A instituição de transição deve obedecer. .. qualquer formalidade de notificação. quando tal se revelar necessá- risco. com trans. oposição à renovação Artigo 147.. nomeadamente no caso de contra. necessá. ouve os membros dos órgãos sociais e os titulares de tos de garantia financeira. no prazo.os 1 e essenciais referidos no artigo 33. pela forma bastante para o cumprimento de qualquer formalidade e através dos meios de comunicação considerados ade- legal relacionada com a transferência. incluindo as direitos e obrigações não sejam transferidos. denúncia. como sucessora nos direitos e obrigações Artigo 146. de notação de risco. tratando-se de instituições bem como à participação e adesão a outros sistemas ou de crédito que exerçam atividades de intermediação fi- associações de natureza pública ou privada..

às entidades previstas nas alíneas b) e c) do n. vistas nas alíneas seguintes. sistemas pode aplicar medidas de resolução à companhia finan- de informação e a instalações ou a prestação dos servi- ceira intermédia. incluindo Instituições financeiras e companhias financeiras o exercício de poderes de redução ou conversão de instrumento de capital.º-E em relação às 4 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 80.º 2 do artigo 145.º-E em relação a essa entidade e intervenientes na resolução de um grupo transfrontei.1700-(30) Diário da República. com exceção do serviço de colocação vantes entre as autoridades de resolução. o Banco de Portugal solicita o consenti- cação sem garantia. e para efeitos do disposto na secção VI do presente consolidada.º 1 do artigo 199..º 1 do artigo 199. documentos.º 1 do artigo 199.º-AG..º 60 — 26 de março de 2015 3 — No âmbito de uma decisão de uma autoridade colocação sem garantia.º-E.º-A. o Banco de Portugal colabora com essa autoridade de resolução no sentido de asse. o Banco de Portugal: 3 — O Banco de Portugal pode aplicar medidas de a) Presta às autoridades de resolução e às autoridades resolução às entidades previstas nas alíneas b) e c) do de supervisão. 2 — O Banco de Portugal pode aplicar medidas gurar que a redução ou a conversão são aplicadas nos de resolução às instituições referidas na alínea a) do termos e condições determinados pela autoridade de número anterior caso estejam preenchidos os requisi- resolução daquele Estado membro.º-A. o das tarefas a que se referem as alíneas b) a i) do n. a respetiva empresa-mãe. às seguintes entidades: Artigo 153.º [.º 1 não estando preenchidos os requisitos previstos no n.º-A. situados em Portugal. quando tal for solicitado. caso a autoridade do país terceiro a nível do grupo.º e às sucursais das . informações. o objeto de resolução estabelecidas em Portugal o acesso Banco de Portugal.º 2 do artigo 145. capítulo.º 2 do artigo 145. sem garantia. o acesso das autoridades de resolução tenha determinado que a filial satisfaz as condições de de outros Estados membros da União Europeia a todas resolução segundo a lei desse país. quando for a autoridade de resolução as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. a esclarecimentos.º 4 Banco de Portugal pode aplicar medidas de resolução artigo 145.º-AP. a pelo menos uma das suas filiais que seja uma institui- riço. não estando obrigado a transmitir filiais que seja uma instituição de crédito ou empresa informações prestadas por uma autoridade de resolução de investimento que exerça as atividades previstas nas de um país terceiro se esta não tiver consentido na sua alíneas c) ou f) do n. pelas autoridades no n. com as necessárias adaptações. 6 — No âmbito de uma decisão de uma autoridade 5 — Quando uma companhia financeira mista detém de resolução de outro Estado membro da União Euro- indiretamente filiais que sejam instituições de crédito peia de aplicação de uma medida de resolução ou de ou empresas de investimento que exerçam as atividades exercício de um poder de resolução em que se deter- previstas nas alíneas c) ou f) do n. o fluxo de todas as informações rele. para efeitos da resolução do grupo. ao avaliar o preenchimento dos requisitos prestarem aqueles serviços. resolução incluírem instrumentos ou créditos regidos c) Companhias financeiras-mãe em Portugal e com- pelo direito interno ou créditos cujos titulares estejam panhias financeiras mistas-mãe em Portugal. ção de crédito ou empresa de investimento que exerça b) Coordena.º-I pela supervisão em base consolidada a que está sujeita ou de aplicação da medida prevista no artigo 145.º-A. 1 — As medidas previstas no presente título podem também ser aplicadas.º 1 caso estejam preenchidos os requisitos previstos relevantes para permitir o exercício.º 1 do a nível do grupo. quando for a autoridade de resolução na União Europeia. 1. ou do grupo no seu todo. às sucursais de instituições de crédito do n. pode não ter em conta as exposições intragrupo e a possibilidade de Artigo 152.º-U. as informações n. do serviço de colocação sem garantia.º transferência de prejuízos entre entidades.º 1 do artigo 199. mine a entidades do grupo da instituição de crédito com exceção do serviço de colocação sem garantia. caso a filial não esteja estabelecida c) Proporciona. com exceção do serviço de não compreendidas no artigo 48.º a mesmas e à empresa-mãe sujeita a supervisão em base 82. ou de uma das entidades pre- de resolução de outro Estado membro da União Euro.º-A. tos previstos no n.os 2 e 3. ou. previstos no n. as informações relevantes para permitir o exercício 4 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. de uma empresa de investimento O disposto no presente título é aplicável.ª série — N. com exceção transmissão.º-E em relação a essas entidades. companhias financeiras de fundos próprios da instituição de crédito objeto de mistas e companhias mistas. com exceção do serviço de colo- transmissão.º.º 2 do artigo 145. o Banco de essas entidades disponibilizarem aquele acesso ou de Portugal. e que estejam abrangidas peia de exercício dos poderes previstos no artigo 145.] a) Instituições financeiras que sejam filiais de uma instituição de crédito. desde que a 5 — Para efeitos do disposto no número anterior. e esses mento dessa autoridade de resolução para transmitir requisitos estejam preenchidos para alguma das suas essas informações. colabora com essa autoridade de resolução no sentido 6 — Para efeitos do disposto nos n. com as de- que exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) vidas adaptações. artigo 199. das tarefas que lhes competem. e no caso de os créditos elegíveis ou os instrumentos b) Companhias financeiras. o Banco de Portugal mista. sua situação de insolvência ponha em causa a solidez de quando um pedido de informação incida ou inclua in- uma instituição de crédito ou empresa de investimento formações prestadas por uma autoridade de resolução que exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do de um país terceiro e esta não tenha consentido na n. e não a essa companhia financeira ços referidos no artigo 145.

. 7 — O Fundo pode igualmente conceder emprés- 2— . ... ... . . . . c) . imediatamente acessíveis ou não sejam suficientes. .º-A. .º-B bro... . . . . ... . . devendo [. . . . .º-D não podem ser concedidos pelo Banco de Portugal. . . . . . . a taxa de juro. . . . .. . . [.. . ... ... . . de 21 Natureza do Fundo de Resolução de julho.. . . . .. . .. .º 1 Artigo 153. .. . . 1 — O Fundo de Resolução. e sempre que decida conceder um empréstimo. . . .º-A.. . .. . outro Estado membro da União Europeia e outros res que provenham da sua atividade ou que por lei ou mecanismos de financiamento de resolução na União contrato lhe sejam atribuídos. .. . . . ... .. da utilização dos mecanismos de financiamento e as ções que lhe sejam conferidas pela lei no âmbito da contribuições previstas no artigo 153. . não estejam imediatamente acessíveis em condições com exceção do serviço de colocação sem garantia. . . . . de 26 de dezembro. . sempre que requeira um empréstimo a) . .º-I não estejam execução de tais medidas.. os recursos financeiros do património próprio. . ... e 31-A/2012. . . . . . . a) Os recursos provenientes das contribuições ini- b) As empresas de investimento que exerçam as ciais e periódicas das instituições participantes não se- atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. . . .. e gidas pelo artigo 189.. . . .. ...º. . . . .º 1 do jam suficientes para cumprimento das suas obrigações artigo 199. . 1— . . . .º ções de crédito autorizadas em Portugal e do montante que exerçam as atividades previstas nas alíneas c) ou dos depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia do f) do n.. .. Fundo.. . . . . . . . ..... . . . ... ...º-H não sejam suficientes para à aplicação de medidas de resolução adotadas pelo cumprimento das suas obrigações e para cobertura das Banco de Portugal. ... . . . .. .. . Crédito Agrícola Mútuo.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(31) instituições financeiras abrangidas pelo artigo 189. . o Banco de Portugal fixa o montante das con- 3 — O Fundo rege-se pelo presente diploma e pelos tribuições periódicas de forma a atingir o referido nível seus regulamentos. . . . .. de 9 de novem- Artigo 153. . . . .. .. . . dentro de um limite equivalente garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.. . . . . . . ..º-A... .. condições do mesmo com os demais mecanismos de d) . .. . .. .. 211-A/2008. ... ... . . e) . de 20 de julho.. despesas decorrentes da utilização do Fundo.. . de 3 de novembro. dos custos ou de outras sem garantia. .. . .. . . . dentro do limite previsto no artigo 12. rendimentos ou valo. . . . . . . União Europeia caso: a) . .º 5 previstas nas alíneas c) ou f) do n.. . ... adiante designado por de 10 de fevereiro. . . . . . . . . . .ª série — N.. . . . 9 — Sempre que o Fundo conceda um empréstimo f) . . . .. mínimo. . . ... 8 — O Fundo.. . .. . . . ... . . . . . . . . .] 6 — O Fundo pode contrair empréstimos junto dos demais mecanismos de financiamento de resolução da 1— . . 3 — Se.º-F cunstâncias especificadas no número anterior. .Diário da República. . artigo 153. .. agregado dos depósitos garantidos pelos sistemas de . .os 126/2008. . . . . .. . . . . . . . . . o prazo de reembolso e as restantes c) . . 119/2011. .. .º e que exerçam as atividades c) Os meios de financiamento previstos no n.º-AB. .. depois de ser atingido o nível mínimo pre- tada de autonomia administrativa e financeira e de visto no número anterior. . ... ... . . . . Fundo se tornarem inferiores a dois terços desse nível 2— ... . . razoáveis... e desempenhar todas as demais fun.º-C formas de apoio junto das instituições participantes. . . ... . . . .. b) As contribuições especiais previstas no d) As sucursais das instituições financeiras abran. .. . . de todas as institui. alterado pelos Decretos-Leis n.. .. dos custos ou de outras despesas decorrentes tigo 145... .. .º 1 do artigo 199. 162/2009. . a um mecanismo de financiamento de resolução de g) Quaisquer outras receitas. . .. . .º-I não estejam imediatamente acessíveis. .. . . . . . sendo o montante emprestado por cada mecanismo participante proporcional ao montante 2 — Os recursos financeiros do Fundo devem ter dos depósitos garantidos pelo sistema de garantia de como nível mínimo o montante correspondente a 1 % depósitos oficialmente reconhecido nesse Estado mem- do valor resultante da soma do montante dos depósitos bro da União Europeia. . . . ... ... . . e demais condições. 1. . .. . . . . .. . . . .. financiamento de resolução envolvidos..] das instituições financeiras ou de terceiros caso as con- tribuições cobradas nos termos do disposto no artigo O Fundo tem por objeto prestar apoio financeiro seguinte e no artigo 153. 5 — Os empréstimos previstos na alínea d) do n. . . incluindo os montantes Europeia decidam também participar. . .. . no que respeita ao montante do limite previsto no artigo 166. . . .. . . perdas. ... . . . . . . nos termos do disposto no ar... [. ... . . . ...... . . . dentro ao previsto no artigo 166.º do Decreto-Lei n. .... mínimo num prazo de seis anos. é uma pessoa coletiva de direito público. os empréstimos recebidos da instituição de crédito objeto de resolução devem ter o mesmo prazo de reembolso. . . .. .. 4 — O Fundo pode contrair empréstimos ou outras Artigo 153. .. .. . .... .. . taxa de juro ou da instituição de transição. . . .. e) . . .º 1 do artigo 199. .. ...º. .. .. com exceção do serviço de colocação e para cobertura das perdas.. ... . . .. timos a outros mecanismos de financiamento de re- solução da União Europeia a pedido destes e nas cir- Artigo 153. . . . . acorda b) . ... . . . . . . .] a decisão de concessão do empréstimo requerido ser tomada com urgência.. . . . . do.. . . .º 345/98. . . .

. que as instituições parti- 3 — São dispensadas de contribuição inicial as ins. parcial ou instituição participante é proporcional ao montante totalmente. o Banco de de novembro. 7 — O valor de compromissos irrevogáveis de paga- mento a que se refere o número anterior não pode ultra- Artigo 153.. se esse pagamento com- previsto no artigo 166.º do Decreto-Lei que o pagamento da contribuição especial não com- n. pelo Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo.º-F e que Estados membros da União Europeia participantes.. 2 — O valor da contribuição periódica de cada 4 — O Banco de Portugal pode suspender. 211-A/2008.º-H instituições participantes de acordo com o previsto nos n. e 31-A/2012.] disponíveis em cada momento no Fundo. pror- do passivo dessa instituição. irrevogável e garantido por penhor financeiro a favor do ções referidas nas alíneas b) e c) do n. em que as contribuições especiais suspensas sejam pagas relação a esses valores apurados para o conjunto das de imediato.º 8.] do montante das últimas contribuições periódicas do 1 — As instituições participantes entregam ao Fundo mesmo artigo. do Crédito Agrícola Mútuo. 11 — Os recursos provenientes das contribui. com exclusão dos fun. de 20 de julho.º 2 do artigo 153. que assumam o compromisso de pagamento ao Fundo. 119/2011. ou dos depósitos garantidos prometer a liquidez ou a solvabilidade dessa instituição. possibilite atingir o montante que a cada momento o tro de um limite equivalente ao previsto no artigo 166. contribuições. de traídos pelo Fundo para esses efeitos ou para conceder parte ou da totalidade do montante da contribuição que empréstimos a outros mecanismos de financiamento não tiver sido paga em numerário. prestações. financeiro do Estado ao Fundo. por um prazo não superior a 180 dias. instituições participantes. rogável a pedido da instituição em causa. artigo 145.º 8 são tratados como um ativo cas.º..º 11 do artigo 153. excecionalmente.ª série — N.º-AB. de 3 participante cuja obrigação foi suspensa. 5 — Nos casos previstos no número anterior. assim dentro do limite previsto no artigo 12..1700-(32) Diário da República. nos termos do disposto no n.. de 10 de fevereiro.º-J proporção do perfil de risco da instituição participante Apoio financeiro excecional do Estado e tem em conta a fase do ciclo económico e o poten- cial impacto de contribuições pró-cíclicas na situação 1 — Aos recursos previstos no artigo anterior poderá financeira da instituição. cipantes efetuem contribuições especiais. por portaria. as instituições participantes podem ser dispensadas do Fundo e podem ser contabilizados para o seu nível de efetuar o respetivo pagamento no prazo devido desde mínimo. seguintes.º 2 que permita alcançar o nível medidas de resolução.] é fixado por aviso do Banco de Portugal. artigo aplica-se o disposto no n. nem qualquer fixa uma taxa contributiva aplicável à base de inci. alterado pelos Decretos. apoio financeiro excecional ao Fundo. nomeadamente sob a tral do Crédito Agrícola Mútuo deve ter por referência forma de empréstimos ou prestação de garantias. a situação financeira consolidada do Sistema Integrado 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior.º 1 só podem Fundo de ativos de baixo risco à livre disposição deste ser utilizados para os efeitos previstos no n. em qualquer momento em que o Fundo o solicite.. contribuições periódicas a fixar pelo Banco de Portugal 3 — Às contribuições especiais definidas no presente nos termos da legislação aplicável. Banco de Portugal considere adequado para garantir salvo acordo em contrário de todos os mecanismos de que o Fundo é capaz de cumprir as suas obrigações e financiamento participantes. 1 — Se os recursos do Fundo se mostrarem insu- 2 — A contribuição inicial incide sobre o montante ficientes para o cumprimento das suas obrigações. cisão ou montantes.os 2 e 3 do artigo anterior e não podem exceder o triplo [. não recai sobre o Estado qualquer obrigação de prestar 5 — O Banco de Portugal. 162/2009.os 126/2008. 3 — O valor da contribuição periódica é ajustado em Artigo 153. 1. a obrigação dos próprios. sob proposta do Fundo. de acordo com o previsto nos números ções de transição. a prestação de apoio 4 — O valor da contribuição periódica da Caixa Cen. ainda acrescer. den. definindo os tituições que resultem de operações de fusão. de 9 de novembro. 2 — As contribuições especiais são repartidas pelas Artigo 153.º-F. responsabilidade pelo financiamento da aplicação de dência prevista no n. deduzido dos depósitos garantidos pelo de pagamento de contribuições especiais por parte de Fundo de Garantia de Depósitos.º 60 — 26 de março de 2015 garantia de depósitos oficialmente reconhecidos nos mínimo estabelecido no n. de Portugal determina o fim dessa suspensão e impõe 26 de dezembro. prazos e demais termos dessas transformação de participantes no Fundo e as institui.º 1 do e que não estejam onerados por direitos de terceiros.º-G passar 30 % do montante total de recursos financeiros [. 1 — No prazo de 30 dias a contar do registo do início da sua atividade. 10 — Os empréstimos concedidos pelo Fundo nos 6 — Até ao limite de 30 % das contribuições periódi- termos do disposto no n. dentro do limite uma instituição participante.º 345/98. de 21 de julho. o dos capitais próprios contabilísticos existentes no membro do Governo responsável pela área das finanças momento da respetiva constituição.º. pode determinar. sob proposta da comissão diretiva do Fundo. para reembolsar os empréstimos con. as instituições participantes Artigo 153. prometa a liquidez ou a solvabilidade da instituição -Leis n. finalidades.º-I entregam ao Fundo uma contribuição inicial cujo valor [.

..........] sobre a instituição de crédito objeto de resolução....) público. 8 — Caso uma instituição de crédito deixe de ser participante do Fundo deve. no seu sítio na Internet.... no n.. 4 — (Revogado..º 1 através do preenchimento da ficha de infor- municar com o depositante...... no prazo de 30 dias a contar Artigo 155.. é uma pessoa coletiva de direito 3 — (Revogado..º a matéria.....ª série — N. respeita ao âmbito de cobertura e ao limite da garantia........] 1— ...... ........................... adiante 2— ....... sobre o veículo de gestão de 1— ........] todas as informações que considere necessárias para os depositantes. depositantes desse facto e de que o limite referido no sito emitidos pela instituição de crédito até 2 de julho n....º 60 — 26 de março de 2015 1700-(33) Artigo 153.º 1 do artigo 2. ..º do Código dos nos balcões. relativamente e 2 do artigo 166. salvo se esses depósitos estiverem cobertos por nos termos do disposto no presente artigo processar... ............ conforme os a) .... ...º-M 8 — O Fundo disponibiliza. sobre a instituição de transição.... ou depositantes que os depósitos contratados são depósitos c) Na língua escolhida pelo depositante no momento garantidos pelo Fundo através da inclusão nos extratos da abertura da conta de depósito. dotada de autonomia administrativa e finan........... [. 2— ...... aos depósitos captados pelas suas sucursais em Portu- 3 — A disponibilização de recursos financeiros gal. ou na língua oficial do Estado membro da União Europeia em que a sucursal está estabelecida... ...... 4— ........ e sem prejuízo de acordos bilaterais existentes sobre Artigo 154.. .... celebração do contrato de depósito... .......... . mas não depósitos de que os depositantes sejam titulares na os representados por outros títulos de dívida por ela instituição de crédito em causa.. nomeadamente as informações relativas 1— . . disposto no número anterior que não sejam utilizados para a realização do capital social da instituição de Artigo 156.............. âmbito da cobertura e procedimento de 2 — Os recursos disponibilizados nos termos do reembolso dos depósitos. ..... ..... ........ 1— ................ b) As instituições de crédito com sede em países que beneficiando do privilégio creditório previsto nos n.. ao montante..............º 2 — O Fundo pode ainda intervir no âmbito da exe.......... ponibilizadas na língua acordada entre o depositante e a tantes das instituições de crédito participantes faz-se instituição de crédito no momento da abertura da conta nas seguintes línguas: de depósito. ...... ... 3 — No caso de uma instituição de crédito utilizar 5 — São abrangidos pelo disposto no número ante.] cução de medidas de resolução nos termos do regime previsto no artigo 167. ...... regras e orien........) 2— .. 3 — O Fundo rege-se pelo presente diploma e pelos 7— . ... 6— ..... casos. a) Na língua oficial do Estado membro da União 6 — Os depositantes devem confirmar a receção das Europeia utilizada pela instituição de crédito onde foi informações prestadas em cumprimento do disposto constituído o depósito garantido pelo Fundo para co............. . ...os 1 não sejam membros da União Europeia.. ..... 3— ...... designado por Fundo.... ........ ....... ....... [.. [......... da União Europeia onde foi constituído o depósito 7 — As instituições de crédito devem confirmar aos garantido pelo Fundo... deve informar os respetivos rior os fundos representados por certificados de depó.... ativos ou sobre a instituição adquirente..... .. devendo essa ficha ser forne- ao abrigo do regime da livre prestação de serviços......º transição conferem ao Fundo um direito de crédito [..º do momento da cessação da participação. ... b) Na língua ou línguas oficiais do Estado membro do Parlamento Europeu e do Conselho... . ... se a instituição de de conta de uma referência à ficha de informação refe- crédito atuar noutro Estado membro da União Europeia rida no número anterior...) ceira e de património próprio. emitidos ou pelos instrumentos financeiros previstos 4 — A informação deve encontrar-se disponível nas alíneas a) a f) do n.. mais do que uma marca..... 6— ... ....) 1 — O Fundo de Garantia de Depósitos........ um sistema de garantia do país de origem em termos -se-á com observância dos princípios... .... no montante correspondente a esses recursos.. ... em local bem identificado e diretamente Valores Mobiliários nem os débitos emergentes de acei..... acessível.. ....... ... ........ que o Banco de Portugal considere equivalentes aos tações da União Europeia em matéria de auxílios proporcionados pelo Fundo. 1...........º 1 são dis- 7 — A correspondência entre o Fundo e os deposi.. seus regulamentos. . . e deve ser prestada aos depositantes antes da tes próprios ou de promissórias em circulação.Diário da República.........º-A. designadamente no que de Estado... mação constante do anexo I à Diretiva 2014/49/UE......... cida ao depositante pelo menos uma vez por ano.............. . Natureza do Fundo de Garantia de Depósitos c) (Revogada.º 1 do artigo 166. Artigo 157.. 5 — (Revogado.. de 16 de abril..... ....º é aplicável ao valor global dos de 2014 à ordem de um titular identificado...º-B.... 5 — As informações a que se refere o n.. ... .. informar os respetivos depositantes de tal facto...

incluindo a totalidade dos juros vencidos e 1 — As instituições de crédito participantes entre- dos benefícios adquiridos..º 2. de que depende o reembolso no âmbito da garantia de 4 — Até 31 de março de cada ano. 6 — Sempre que o Fundo contraia um empréstimo dito participantes. no que limite previsto no artigo 166.] dias face à data em que a operação produza efeitos. a menos que o mesmo requeira que rior garantidos pelo Fundo... 14 — Se um depositante utilizar serviços de home.. o Banco de Por- depósitos e sobre as formalidades necessárias para a tugal informa a Autoridade Bancária Europeia do mon- sua obtenção. 1. 2 — São dispensadas de contribuição inicial as ins- lidade financeira.. ou na língua acordada entre 4 — O Banco de Portugal fixa uma taxa contributiva o depositante e a instituição de crédito no momento da aplicável à base de incidência prevista no n. rendimentos ou valo. 2... as instituições de crédito em causa devem notificar os seus depositantes Artigo 160. salvo se o Banco de Portugal autorizar um prazo mais 1— . como uma contribuição mínima.. 2 — Os recursos financeiros do Fundo devem ter 7 — Até ao limite de 30 % das contribuições perió- como nível mínimo o montante correspondente a 0...º.. para resgatar ou Artigo 161.. n. não podendo.. o nível mínimo a que se refere o n.º 2 do artigo 159.º 5. cujos depósitos estejam cobertos e as associações representativas das instituições de por um sistema de garantia de depósitos do país de crédito participantes. os transformação de participantes no Fundo e as institui- depositantes das instituições de crédito em causa dis. tituições que resultem de operações de fusão.. designada.. põem de um prazo de 90 dias.. conversão de filiais em Fundo em 31 de dezembro do ano anterior.. e do perfil de risco da instituição de 15 — As sucursais em Portugal das instituições de crédito.º 9 do artigo e) Quaisquer outras receitas. 5 — O Banco de Portugal informa a Autoridade a) Contribuições iniciais das instituições de crédito Bancária Europeia do método fixado nos termos do participantes. depois de ser atingido o nível mínimo pre- e ao funcionamento deste. no artigo 166. tante dos depósitos constituídos em Portugal garantidos 10 — (Anterior n.º que possibilitem atingir o montante que a cada momento o Banco de Portugal considere adequado para garantir [.º transferir para outra instituição de crédito. Europeia nos termos do disposto no n.1700-(34) Diário da República. incluindo o produto das bolsar o montante do empréstimo e para restabelecer coimas aplicadas às instituições de crédito.º dessa operação com uma antecedência mínima de 30 [. a contar da notificação a que se refere o número anterior.º 2 do artigo 153. em língua portuguesa..... até ao último dia do mês de abril.) e do montante dos recursos financeiros disponíveis no 12 — Em caso de fusão. ções de transição. a referência factual ao facto de o Fundo os garantir 3 — Se..º 1 do artigo 166. disposto no número anterior. o Banco de Portugal fixa o montante das con- 9 — A pedido do interessado.. prestam ciclo económico e o potencial impacto de contribuições aos seus depositantes as informações a que se refere o pró-cíclicas. dentro do limite previsto lhe sejam comunicadas em papel.. seguinte. os recursos financeiros do mente. que tem em conta a fase do equivalentes aos proporcionados pelo Fundo. cialmente reconhecidos num Estado membro da União d) Liberalidades.º..ª série — N. cisão ou 13 — Na situação prevista no número anterior.. curto por motivos de segredo comercial ou de estabi. dentro do limite previsto no artigo 166. uma a ultrapassar o limite previsto no n. sucursais ou operações similares.º-F e Artigo 159.º contribuição periódica.º o mais rapidamente possível. o método concreto de cálculo das origem em termos que o Banco de Portugal considere contribuições periódicas.. que permitam alcançar o nível mínimo estabelecido no n. o montante dos seus depósitos garantidos pelo Fundo....º. bem abertura da conta de depósito.8 % dicas as instituições de crédito participantes podem ser . mínimo.. junto de outros sistemas de garantia de depósitos ofi- c) Rendimentos da aplicação de recursos. 11 — (Anterior n.º 60 — 26 de março de 2015 8 — A publicidade efetuada pelas instituições de do valor dos depósitos garantidos pelo Fundo.º 6.º 1 devem prestar informação sobre as condições mínimo num prazo de seis anos....] penalização. de todas as instituições diz respeito às informações a que se referem os n. sem qualquer [.... dentro do crédito aos seus depósitos apenas pode incluir.] que o Fundo é capaz de cumprir as suas obrigações e 1 — O Fundo dispõe dos seguintes recursos: finalidades. fazer referência a uma cobertura ilimitada dos Fundo se tornarem inferiores a dois terços desse nível depósitos. visto no número anterior. 2 — O valor da contribuição periódica de cada banking... que com essa operação passe gam ao Fundo. as entidades referidas tribuições periódicas de forma a atingir o referido nível no n. as informações que lhe devem ser prestadas instituição de crédito é definido em função do valor por força do presente artigo podem ser-lhe comunicadas médio dos saldos mensais dos depósitos do ano ante- por via eletrónica.º 1. b) Contribuições periódicas das instituições de cré. as contribuições periódicas cobradas nos anos res que provenham da sua atividade ou que por lei ou seguintes devem ser em valor suficiente para reem- contrato lhe sejam atribuídos..) pelo Fundo. ouvidos o Fundo da União Europeia.os 1 e de crédito participantes. crédito com sede em países que não sejam membros 3 — O Banco de Portugal fixa..

. . .. . com as devidas adaptações. ... nem qualquer prorrogável a pedido da instituição de crédito em causa.. . o Fundo de solvabilidade da instituição de crédito participante aplica os recursos disponíveis em operações financeiras cuja obrigação foi suspensa... e os res- 6 — Nos termos da mesma portaria. de acordo com Europeia a taxa de juro inicial e o prazo de vigência o previsto nos números seguintes. apoio financeiro excecional ao Fundo....º 9. do empréstimo.º 1.. responsabilidade pelo financiamento da atividade do a obrigação de pagamento de contribuições especiais Fundo. e com a apro. . 15 — (Anterior n.º 1..º 60 — 26 de março de 2015 1700-(35) dispensadas de efetuar o respetivo pagamento no prazo d) O Fundo não se encontrar...º... c) ..Diário da República. 0.. ... podem não ser obrigadas a efetuar contribuições 16 — Sem prejuízo da possibilidade de o Estado especiais durante um período de três anos. dentro do limite previsto no artigo 166.. ... . .. conceder empréstimos ou prestar garantias ao Fundo. .. por parte de uma instituição de crédito participante. reconhecidos num Estado membro da União Europeia. .] as condições referidas no número anterior.. 10 — Sempre que o Fundo solicite um empréstimo passar 30 % do montante total de recursos financeiros a outros sistemas de garantia de depósitos oficialmente disponíveis em cada momento no Fundo. é aplicada.....] caso estejam reunidas as seguintes condições: ....º 1 do artigo 159.. . . de Portugal.. mina o fim dessa suspensão e impõe que as contribui.. ções de crédito com sede em Portugal.º 1 desde que assumam o compro.] que o pagamento da contribuição especial deixe de comprometer materialmente a situação de liquidez ou Sem prejuízo do disposto no artigo 167.......) pantes. as novas insti. 1. no artigo 164.º reconhecidos num Estado membro da União Europeia.. e) O Fundo indicar o montante do empréstimo soli- rados por direitos de terceiros. [.º permanente de cedência de liquidez do Banco Central 5 — Em circunstâncias excecionais. .. b) Dos depósitos constituídos em Portugal junto c) O Fundo comprometer-se a utilizar os recursos de sucursais referidas na alínea b) do n......º 8 — O valor de compromissos irrevogáveis de paga- mento a que se refere o número anterior não pode ultra... mediante plano de aplicações acordado com o Banco ções especiais suspensas sejam pagas de imediato. tuições participantes.. Europeu durante o prazo do empréstimo. Estados membros da União Europeia junto de institui- b) Ter sido determinado o pagamento de contribui... prazos e demais termos das contribuições nesses casos o Fundo comunicar à Autoridade Bancária especiais referidas na alínea a) do n.. . devendo prestações. petivos juros só se vencem na data do reembolso. ções especiais previstas na alínea a) do n.. a) O Fundo não ter capacidade para cumprir as obri- gações que lhe incumbem devido à insuficiência dos a) Dos depósitos constituídos em Portugal ou noutros recursos financeiros previstos no n. do disposto no número anterior. em que o Fundo o solicite.. ..5 % dos depósitos garantidos pelo Fundo. reconhecidos noutro Estado membro da União Europeia 3 — O membro do Governo responsável pela área a pedido destes e mediante a verificação das condições das finanças determina. assim [. ..º 8 — Nos casos previstos no número anterior... .. com exceção das que resultem de 14 — (Anterior n...ª série — N.. informa tempestivamente a Autoridade Bancária Euro- Artigo 162... .. parcial não recai sobre o Estado qualquer obrigação de prestar ou totalmente.. . em cada disposto no n.. 9 — O Fundo pode contrair empréstimos junto de outros sistemas de garantia de depósitos oficialmente Artigo 164.... referidas no n.. baixo risco à disposição deste e que não estejam one.. por portaria. .. cisão ou transformação de partici. .º. . . obri- estabelecido no n. de baixo risco e de forma suficientemente diversificada. os montantes.. . de parte ou da totalidade f) O montante total do empréstimo concedido não do montante da contribuição que não tiver sido pago exceder 0.. no mínimo.º 1 do provenientes do empréstimo para o reembolso previsto artigo 156... Artigo 163.....º 8... . gado a reembolsar um empréstimo a outros sistemas misso de pagamento ao Fundo.. se esse pagamento comprometer materialmente a situação de liquidez ou de solvabilidade dessa instituição..... podendo esse anterior... vação do Banco de Portugal.. em qualquer momento citado.5 % dos seus depósi..... tos abrangidos pela garantia do Fundo dentro do limite uma taxa de juro equivalente à taxa de juro da facilidade previsto no artigo 166.. em numerário. irrevogável e garantido de garantia de depósitos nos termos do disposto no por penhor financeiro a favor do Fundo de ativos de presente artigo.. nesse momento. bem como aos concedidos nos termos período de exercício do Fundo.. .. 11 — O Fundo pode igualmente conceder emprés- 1— .º 7.º.º peia do montante solicitado e da verificação de todas [... .os 9 e 11 devem contribuições superiores ao limite referido no número ser reembolsados no prazo de cinco anos. . . . .. .º 9. por um prazo não superior a 180 dias.... o Banco de Portugal deter. . 7 — O Banco de Portugal pode suspender.... reembolso ser feito por prestações periódicas. timos a sistemas de garantia de depósitos oficialmente 2— . .º-B...) operações de fusão. . podem ser impostas 13 — Os empréstimos referidos nos n.. 4 — O valor global das contribuições especiais de 12 — Aos empréstimos contraídos nos termos do uma instituição de crédito não pode exceder. ..

.... .. empresas de investimento. ... . .. instituição de crédito e que não contribuíram... . ....... nos dois vel a cada um deles.] Artigo 166. presumir- n...º 1. por ação ou omissão... na origem das dificuldades financeiras da a cada uma dessas pessoas..... 24 de junho. . nos termos da regra constante da anos anteriores à data em que se verificar a indisponi- alínea d).º 25/2008. .. pela Lei n.......... a totalidade dos créditos por depósitos dessas pessoas e b) Depósitos com objetivos sociais. ....] de prestações de seguros ou indemnizações por danos resultantes da prática de um crime ou de condenação 1— . montantes depositados e este tiver sido.. bem como privados..º 1 aplicável ou omissão.) indisponibilidade de depósitos na instituição de crédito k) (Revogada.........º 1... 3 — Para os efeitos do disposto no n... ano a partir da data em que o montante tenha sido 3— .. .. por ação efeitos do cálculo do limite previsto no n........... de saldos das contas coletivas..] 2 — O limite previsto no número anterior não se 1— .. das fora da União Europeia de instituições participan- .... ao câmbio da mesma b) .... de 6 de fevereiro. para o agravamento de tal situação.. data. aplica aos seguintes depósitos.. ............. alterada pelo Decreto-Lei -se-á que pertencem em partes iguais aos titulares os n.. .. ...º [.. ... instituições de investimento coletivo. de 24 de outubro.. de 30 de outubro. com exceção: a) Considerar-se-á o conjunto das contas de depósito i) Dos depósitos de fundos de pensões cujos asso.) forem transferidos no âmbito da aplicação da mesma h) (Revogada.......) são tomados em consideração no cálculo do limite pre- i) (Revogada. e de micro..º 46/2011. b) Incluir-se-ão nos saldos dos depósitos os respeti- mento anual igual ou inferior a € 500 000.... .... .. .º 3.... conjuntas ou solidárias.º 1... ou possa ser.º 317/2009.. ....) 6 — O reembolso dos depósitos constituídos junto de instituições participantes é efetuado em euros.. ..... e) (Revogada. tificado nos termos do disposto no artigo 8.) que tiver sido sujeita às referidas medidas.1700-(36) Diário da República..... empresas de seguros e de res..) 5 — No caso de uma instituição de crédito que seja f) (Revogada.. entidades do setor público administrativo 4 — O valor referido no n. por um período de um 2— .º...) objeto de uma medida de resolução. . o envio do montante 3 — (Revogado.. ... indevida....º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 165.... à data em que depósitos.... vos juros vencidos mas não pagos. como quaisquer outros elementos de informação que considere relevantes. fundos indisponibilidade dos depósitos....... .....) agregado dos depósitos garantidos pelo Fundo.. de 7 e) Se o titular da conta não for o titular do direito aos de novembro.. caso venha a verificar-se uma situação de j) (Revogada...º-A 1— .. de que o interessado seja titular na instituição em causa..... bilidade dos depósitos.......os 242/2012..... se verificar a indisponibilidade dos depósitos.... . .º 1 é determinado com nacional e estrangeiro e organismos supranacionais ou observância dos seguintes critérios: internacionais... várias pessoas na qualidade de membros de uma asso- direta ou indireta...... c) Serão convertidos em euros.. ii) Dos depósitos de autarquias locais com um orça. é garantida até ao limite previsto no n. através da apresentação dos elemen- identificado antes de verificada a indisponibilidade dos tos previstos no artigo 7... pantes.. igual ou superior a 2 % do capital ciação ou de uma comissão especial desprovidos de social da instituição de crédito ou tenham sido membros personalidade jurídica são agregados como se tivessem dos órgãos de administração da instituição de crédito.. os saldos de depósitos expressos em moeda estran- c) Os depósitos cujo titular não tenha sido iden- geira..º da referida lei.... .... . .....) visto no n...... .. independentemente da sua modalidade. bem 4— .. ..... ....... e 157/2014.... a garantia cobre o titular do direito. ou em que tenha sido adotada g) Os depósitos numa conta à qual tenham acesso uma medida de resolução.. 1... ciados sejam pequenas ou médias empresas. .. creditado na respetiva conta: 4 — Os créditos por depósitos de pessoas singulares a) Depósitos decorrentes de transações imobiliá.º c) Depósitos cujo montante resulte do pagamento [.. 18/2013.. . ... f) Se o direito tiver vários titulares. considerar- instituições financeiras........ sido feitos por um único depositante e não contam para salvo se ficar demonstrado que não estiveram.. de pensões. tenham tido participação... a) Os depósitos constituídos em nome e por conta de instituições de crédito. pequenas e médias empresas no montante rias relacionadas com prédios urbanos habitacionais que exceda o limite previsto no artigo 166.º da Lei d) Na ausência de disposição em contrário.... de 5 de junho. os depósitos que g) (Revogada. 7 — O Fundo pode exigir às instituições partici- 2— . l) (Revogada... . Artigo 166... . ..... [. contados até à data referida no n. a parte imputá- d) Os depósitos de pessoas e entidades que. a qualquer momento... -se-ão os saldos existentes à data em que se verificar a seguros. . e pelos Decretos-Leis n.. determinados empresas constituídos através de sucursais estabeleci- em diploma próprio.ª série — N....

.º 1.º 2 do artigo seguinte.. tantes depositados tiver sido acusado da prática de fornece-lhe as instruções necessárias e compensa-o atos de branqueamento de capitais.. 4— .. ... e) Se trate de um dos depósitos previstos no n.... o termo dos prazos previstos nos n...ª série — N... em colaboração com vilégios creditórios previstos nos números anteriores.. os demais privilégios.º.. julgado da sentença final... na qualidade de sistema de garantia ao Fundo.º 11.) cionados com depósitos garantidos pelo Fundo em violação de normas legais ou regulamentares.... ciência dos recursos definidos no artigo 159... nos termos do disposto pelos atos praticados de acordo com aquelas instruções... testes de esforço aos seus mecanismos para asse- 3 — O Fundo pode solicitar ao Banco de Portugal o gurar a eficácia dos mesmos numa situação de indispo- diferimento do prazo referido no n... sitantes de sucursais em Portugal de instituições de 7 — (Anterior n...... 10 — A instituição depositária é obrigada a fornecer 8 — O Fundo.) crédito sediadas noutros Estados membros da União 8 — (Anterior n..... constituídos naquelas sucursais pelo sistema de garan- 5 — Se o titular da conta ou do direito aos mon. anos.º 1. o prazo de reembolso primento dos prazos estabelecidos no n..º.º 7. embora subordinados aos pri.... 16 — (Anterior n. lecido na lei.º 2 o Fundo efetua o reembolso dos depósitos constituídos do artigo 166.. a) Seja incerto que o depositante tenha direito a 15 — O Fundo conserva as informações recebidas receber o reembolso.. no n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(37) tes.. contraordenacional pela prática de quaisquer atos rela. no prazo de dois dias úteis a contar da data de depósitos do Estado membro de origem.. de privilégio geral sobre os bens móveis da instituição 11 — Para efeitos do disposto no número anterior. Artigo 167.. o Fundo.º 1 do artigo 162..Diário da República... membro da União Europeia com sucursal em Portugal..... pelo menos de três em três indisponibilidade dos depósitos. o reembolso do que lhe for devido até ao trânsito em 3— . 1. 6 — Não serão reembolsados os depósitos cuja conta 5— .º-A c) O depósito esteja sujeito a medidas restritivas impostas por Governos nacionais ou por organismos Cooperação com outros sistemas de garantia de depósitos internacionais..º 1 do artigo 165. fiscaliza e realiza testes periódicos à eficácia dos mecanismos a que se refere o n.º podendo determinar a realização desses testes pelas próprias instituições participantes.. proceder aos estudos e planear esse efeito..os 1 e 2 o Fundo disponibiliza previamente o financiamento não prejudica o direito dos depositantes a reclamarem necessário para a efetivação do reembolso dos depósitos do Fundo o montante que por este lhes for devido...... tia de depósitos do Estado membro de acolhimento....º 10. bem como todas as demais informa. 1 — Em caso de indisponibilidade dos depósitos d) Não se tenham registado operações relativas à de uma instituição de crédito sediada noutro Estado conta de depósito nos últimos dois anos.. o Fundo tação de um pedido dos depositantes ao Fundo para pode..... caso: nibilidade de depósitos. relativamente aos quais não se verifique nenhuma da instituição e recolher nas instalações desta quaisquer das situações previstas no n.º permita o cum- e f ) do n..) sitos dos Estados membros de origem.º... nomeadamente o cumprimento dos prazos estabelecidos no n..... não sendo responsável Estado membro de acolhimento.. será de 90 dias a contar da data em que se verifica a 14 — O Fundo realiza................... uma relação completa dos créditos membros de acolhimento a comunicação do Banco de dos depositantes. últimos dois anos e cujo montante seja inferior aos 7 — O Fundo presta as informações necessárias e custos administrativos em que o Fundo incorreria ao está habilitado a receber correspondência dos depo- efetuar o reembolso..º 1.os 10 a 14 apenas durante b) Se encontre em curso um processo judicial ou o período necessário para o seu tratamento.º estar dias úteis a contar da data em que se verifica a indis...... gozam outros elementos de informação relevantes.. e preparar os mecanismos de modo que o financiamento 2 — Nas situações a que se referem as alíneas e) nas condições definidas no artigo 162. Portugal recebida nos termos do disposto no n... de crédito e de privilégio especial sobre os imóveis as instituições de crédito indicam todos os depósitos próprios da instituição com preferência sobre todos abrangidos pela garantia do Fundo...] 13 — Sem prejuízo de a utilização dos recursos 1 — O reembolso deve ter lugar no prazo de sete financeiros enumerados no n..º 6..º..... artigo anterior e os resultados obtidos nos testes reali- promissos.... em Portugal em nome do sistema de garantia de depó- f) O montante do reembolso seja pago pelo sistema sitos do Estado membro de origem e de acordo com as de garantia de depósitos oficialmente reconhecido no instruções por este fornecidas... regula. antecipadamente.. 12 — O Banco de Portugal.. para efeitos do disposto nos n.) Europeia em nome dos sistemas de garantia de depó- 9 — (Anterior n. 2 — Em caso de indisponibilidade dos depósitos de uma instituição de crédito sediada em Portugal com 4 — Salvaguardando o prazo de prescrição estabe.º 12 do artigo anterior. o Fundo suspende pelos custos incorridos. cabendo ao Fundo analisar a contabilidade zados ao abrigo do n.. de depósito não tenha registado qualquer operação nos 6— ..º 4 do artigo 166.................º 9 do ções de que o Fundo careça para satisfazer os seus com...º 5.. condicionada à verificação de uma situação de insufi- ponibilidade dos depósitos e não depende da apresen... Artigo 167.. partilha em que este o solicite e nos termos a definir por aviso do com os sistemas de garantia de depósitos dos Estados Banco de Portugal.. sucursal noutro Estado membro da União Europeia. [.

.. . . .º. . ...º 4 do artigo 145.. . bb) O incumprimento dos deveres de informação e de o disposto nos artigos 116... j) . .. informação previsto no n. nos termos do disposto no n.. . . . . . 3— .. . .. . .. . . . . h) . . o Fundo pode solicitar o auxílio n) [Anterior alínea o). no âmbito da celebração e da execução dos i) . .... . . . . . .. .. previsto no artigo 166. .. . o Banco de de recuperação ou da eliminação dos constrangimentos Portugal mantém a Comissão do Mercado de Valores à resolubilidade... ..] planos de recuperação de grupo. f) a l) e n) a q) aplicação das providências ou decisões previstas nos do n. .. .. .º-B sários à elaboração.º 1 do artigo 141.. . .] peu e do Conselho. . .. . .. .. . . . . antes de decidir a corretiva previstas nas alíneas a) a d)... previstos.. .. . ... . . 6— . .. . aa) A prática ou omissão de ato suscetível de impe- Artigo 199. . .. . . .. . . .. .] s) [Anterior alínea t).. . . . z) . . . r) [Anterior alínea s). . .º-K. no n.º-P. . . .. .º a 145. y) O incumprimento das medidas de intervenção ouvindo-a. . .. . . .. . dos artigos 116... .. . . . .. . . de 24 de novembro. . . . .º 7 do mesmo artigo. . . . .º. . .. . . . . . ... . . com exceção do serviço de colocação membros dos órgãos de administração e de fiscalização.. ..º a 117. .. . .... . . participante do Fundo e adira a outro sistema de garan.] ou aos membros da administração provisória. o fiscal único. . . .. . . . . .º-F.. . .. . . . respetivamente. . . . .. . . . .. . . . . . ras e às sucursais estabelecidas em Portugal o disposto x) O incumprimento das medidas determinadas pelo nos capítulos I. . . . . .. .º. . .. do Parlamento Euro.. . . . . . . II e IV do título VIII. . . .ª série — N. . . temas de garantia de depósitos dos Estados membros m) .. ... . ... ... .º de apoio financeiro intragrupo em incumprimento do disposto no n.. ..... . .º t) A violação das normas sobre elaboração.. . .º 10 do artigo 143. . . 11 — Se. . é aplicável.. .º. .º 1 do artigo 198. ..º-I dir ou dificultar o exercício dos poderes e deveres que incumbem à comissão de fiscalização e ao fiscal único [. . nos termos dos capítulos referidos no número anterior. .. . ... adaptações. . . . nos termos do dis- é aplicável às empresas de investimento que exerçam posto no n.... . .º e 145.. .. .. v) O incumprimento do dever de notificação pre- visto no n.. na proporção do montante dos depósitos a) . . . . .. . .... sempre que possível. às sociedades financei. . . nos artigos 143. oficiais de contas suspensos ou substituídos. ..º-X.º 1 do artigo 162. . . com as necessárias Portugal a esses planos. ...º a 124. .. . . . . .. .. . . tia de depósitos oficialmente reconhecido noutro Estado membro da União Europeia.º-A. . . ...º. . . ....] w) O incumprimento dos deveres de comunicação 1 — Salvo o disposto em lei especial.. . . . . . . .º-J e 116. .... 10 — O Fundo celebra acordos de cooperação com d) . .. . . . . .º 1093/2010.] Regulamento (UE) n. . . . . .. ..) o revisor oficial de contas ou a sociedade de revisores 4— . . ... . .. . . .º-D a 116.. . às sociedades financeiras com exceção dos u) O incumprimento dos deveres informativos neces- artigos 91.º 60 — 26 de março de 2015 9 — Caso uma instituição de crédito deixe de ser 5— .. . . . . . .... . . ... . .. l) . .º-A.º-B. .. . . .. . . . . . sem garantia. ..] diferendo. . .. . . . .. .. ... ... existência e do teor desses acordos.. . com exceção das contribuições 1— ... . .º ou no n. . nos termos do disposto no artigo 19. . .. o título VII é aplicável. . .º-D a 116. .. .º-Z.... . .º 2 do artigo 145. ... . .. . .. . ...º. . 116. .º-I e em de introdução das alterações exigidas pelo Banco de lei especial.º-G e nos n...... . .º 1 do artigo 116. ... . .. . . . . . .. . . .. . . . . .. . apre- sentação e revisão dos planos de recuperação e dos [. . . . . . . .. .º 3 do artigo 141.. bem como a falta 1 — Salvo o disposto no n.. os outros sistemas de garantia de depósitos dos Estados e) .. revisão e atualização dos planos de e 122. da União Europeia. . . . . . .. ... .º-Z. .. ... . . . . ências ou dos constrangimentos à execução do plano çam atividades de intermediação financeira. . . os artigo 199.. transferidos garantidos pelo Fundo dentro do limite b) .. . . .. ... . membros da União Europeia com os quais se relaciona.. . . . . . .. . 1. .. . . .. . . . .. .º 1 do no n. . nos termos 1— . . . .. . . . . . . . . . . .. .] Artigo 196. artigos 141. f) . previstos no artigo 116. .º.. 2 — Sem prejuízo do disposto no n. .... . . . . . .. ...º esse sistema as contribuições pagas pela instituição de [. . . .. .. . . . especiais efetuadas ao abrigo da alínea a) do n. ... surgir algum diferendo entre o Fundo e os outros sis. . . .. . . . .. . .... . 3 — (Revogado. .. ..º-Z e no título VIII colaboração a que estão obrigados. 92... . .. . .. .º 2 do artigo 199. .. o Fundo transfere para Artigo 211. .. . .º do p) [Anterior alínea q).. .. as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. . . .1700-(38) Diário da República. bem como a prestação Artigo 198.. . . ... . . . . . . .. . [.. . . . devendo notificar a Autoridade Bancária Europeia da g) ...º c) . .... .... . Banco de Portugal para efeitos da remoção das defici- 2 — Tratando-se de sociedades financeiras que exer. . ...... .º 2 do Mobiliários informada das providências que tomar artigo 116....... . .. .º 6 do mesmo artigo.] da Autoridade Bancária Europeia para resolver esse o) [Anterior alínea p).º resolução e dos planos de resolução de grupo constantes 2— . . . .. .. . . .. .. . . . .. . . . ... .. . .. .. . . ... q) [Anterior alínea r).... . ...... os titulares de cargos de direção de topo. . .. .] crédito durante os 12 meses anteriores à cessação da participação no Fundo. . . . . .. . .os 3 e 4 do artigo 116. . . . . . . . . ... 117. . bem como do dever de com as necessárias adaptações. acordos de cooperação previstos no número anterior...

. . 145. . de 26 de junho. 145... . . 116.. 145. . . . e após consulta ll) . operacionalmente separadas das demais funções através 145.. . . . . . 145..º-AV.. . . . mm) .. .. qualquer entidade do grupo controlada direta ou indireta- 145. . . . . . . fundamentadamente e por escrito. . a situação e o resultado dos c) Exigir que a instituição de crédito preste informa- recursos das decisões que as aplicam... .. .. . . . .º-V. 116. em causa. ao Banco Central Europeu nos casos em que este seja. . seguinte redação: ee) . . .. . . . .. existem constrangimentos significativos à resolubi- lidade de uma instituição de crédito.. . 145. 145.º-B e 213. .º-AU. .... notifica desse 2— . .... . ..] Banco de Portugal pode: a) Exigir que a instituição de crédito celebre ou re- O Banco de Portugal comunica à Autoridade Ban- veja contratos de financiamento intragrupo ou celebre cária Europeia as sanções aplicadas pela prática das quaisquer contratos de prestação de serviços. .. . . que as funções críticas possam ser jurídica. . . . . . 1.. a autoridade de nn) .. . .. . . . .. . nos termos da legislação a) . . . .... . . .. . .. 145. .. . . . a autoridade de supervisão da instituição em b) . . . . . .. ... .. . . crédito propõe ao Banco de Portugal possíveis medidas 2— .. . ... . . . .. .. . . ..» ção adicional.... 145.. 145. . . . ..º-U.... . . . facto. tendo em infrações previstas nas alíneas a). a instituição de crédito e exige que a mesma 5— .. ... 3 — Se o Banco de Portugal considerar que as medi- vidade da infração aos entes coletivos ou pessoas sin.. . . 145. . 116. . . ... à resolubilidade das instituições de crédito ii) . .... . . 145. . nos referido artigo e pela violação das regras do Regula..º-AI... supervisão da instituição em causa... . ...... .. . . 2 — No prazo de 120 dias a contar da receção da [.... .º-AB.. .. notifica desse facto.. .. .. Conselho. escrito. . 145....º-AE. .º-AQ. . .. .... . . . 116. .. .. ... . .º-AG.. . .. .... .. .... . .. mente. ... . . 116. ... .. 116. . .º-Y. 145. . .. . 145.. .º-Z.º-A.. . . e este. . ....º-U.. . .º d) Exigir que a instituição de crédito proceda à alie- Aditamento ao Regime Geral das Instituições nação de ativos específicos.. 116. . . . . .. . .º-AE. .... . 145.. . .. . . ..º-T. determinar. . .Diário da República. . . . . t) a v) e w) do vista a continuidade da prestação das funções críticas.. 145..... referidos e as autoridades de resolução dos ordenamen- tos jurídicos em que estejam estabelecidas sucursais Artigo 227.. . . . . .º-AR. ... . de Crédito e Sociedades Financeiras e) Exigir que a instituição de crédito limite ou cesse atividades específicas.. .º-K. . . . .. a instituição de 1— . para eliminar ou mitigar os constrangimentos identifi- 3— . .... .. . fundamentadamente e por 4— .º-W. .º-R. . . . .. . .. .. . ... . do Parlamento Europeu e do outras instituições.. ...º-AI. . . . . .. . . 116.. ..... .. . .. . 116. . . . .. . .. .. . .. ... ... .. determinar que oo) . 145. económica e 145.. . . . . . .. . pontual ou periódica. . .º-AH.. . . .º-AH.. das propostas pela instituição de crédito não eliminam gulares em causa.. . . .. . ..º-AO. tanto quanto seja possível eficazmente os constrangimentos em questão. 145. . q). .. . . da avaliação da resolubilidade de instituições de crédito kk) . . . . . .. . 145. . .. . . . de mento (UE) n. . ou mitigam eficazmente os constrangimentos identifi- cados. . de modo a reduzir a sua complexidade e assegurar 145..º-AA. . .. . . ... .. . 145. . nos termos da legislação aplicável.. . ..º-W. . efetuada nos termos do artigo anterior.. .. . 145. .... . b)..º-C 4 — Para efeitos do disposto no número anterior. . .. . 116. . .º.º-AM.. . . . . .º-T. 145..º-AJ. .. 116. .º-Y. .. . . .. . . . . . . . . . . .º-AF. . justificando de 6— . . . . . . . a instituição 3— . .. . . . . ..º-S. 145. na sequência jj) . .. . . . .. . . . g) Exigir alterações das estruturas jurídicas.. .. nomea- do risco de o ficar. .º-AK. 167.... ..º-AD. . .º-Q.. . . . . . . . .º 575/2013. . . . . .º-P. .. . ... ...º-P. . .. .. 116. . . . .. . . 116.. avalia se essas medidas eliminam ou mitigam c) A publicação possa.. . .º-V. .. com a dd) . . .. . ... São aditados ao Regime Geral os artigos 116. . .. adote medidas alternativas específicas. termos do disposto na alínea a) do n.. Artigo 3. e nas alíneas cc) a ll) do n. .. . . . . . . . . ..º-Q... . . . . ... .. . após consulta do Banco Central Europeu nos casos em que este seja. . micas ou operacionais da instituição de crédito. . 116.. . . . . ..º 1 do damente a medida na qual detém créditos elegíveis.. . .. . .. . .. .ª série — N.º 1 do 145. ... . .. . . . . .º-AF. o Banco Central Europeu nos casos acima 4— . .. . . . ..º-AG. . . . . . cados.. . ff) . .. . . . .. . ... ... . . . .º-B significativas. ... . .. relativamente ao incumprimento b) Exigir que a instituição de crédito limite as suas do dever de notificação da situação de insolvência ou exposições individuais e agregadas máximas. .º-AC.. . .. . . . .. . 145... .º-S. . . .º-AD.. . . . . n. .. . . . . . . . . . causar danos desproporcionais face à gra. . causa... . .. ..º-AP. . . . ... . . . . .. . . .. ... o [... .. .... . .. .. .. .. . . .... novos ou existentes. aplicável. .] notificação prevista no número anterior. . . que seja relevante para efeitos da resolução.. .. 145... Poderes para eliminar ou mitigar constrangimentos hh) . .º 1 do artigo 211. .. .º-AA. f) Restringir ou proibir o desenvolvimento de linhas 116.. . . já em curso ou previstas. . 145. . . .º-Z. econó- 116. .º-AL.. . ... . . . da aplicação de medidas de resolução. .º-X... .. .. . .. .º-AT. . . de negócio novas ou existentes ou a venda de produtos 116.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(39) cc) . .. .. «Artigo 116. . 116... . 145. ..... . .º-AN. . . .. . 145... .º-AC. .º-AS.º-AB... .. ... 116. . ..º-U. .. 145. que forma as mesmas são proporcionais ao objetivo de eliminação ou mitigação desses constrangimentos. . . .. .º-R..º-X. . .... .. . . . .....º-P gg) . . ou de 145. 1 — Sempre que o Banco de Portugal. . .. . . .... Artigo 227. .

na entidades referidas nas alíneas g) a m) do artigo 2. de resolução de alguma das filiais da empresa-mãe na o Banco de Portugal pondera a ameaça à estabilidade União Europeia e receba o relatório referido no número financeira que os constrangimentos à resolubilidade anterior da autoridade de resolução a nível do grupo. nos termos de intermediação financeira ou emitir instrumentos da legislação aplicável. a autoridade responsável pela financeiros admitidos à negociação em mercado regu. para a correção dos constrangimentos identificados 6 — No prazo de 30 dias após a receção da notifica. e à empresa-mãe na União Europeia. lução a nível do grupo ou autoridade de resolução de gimentos significativos à resolubilidade de uma insti. no qual apresenta uma seja necessário para facilitar a sua resolução e evitar análise dos constrangimentos concretos à aplicação que a aplicação das medidas de resolução referidas na eficaz ao grupo de medidas de resolução.º-O e procura adotar uma decisão conjunta j) Exigir que a instituição de crédito. pode apresentar observações e propor à autoridade bilidade financeira noutros Estados membros da União de resolução a nível do grupo medidas alternativas Europeia e na União Europeia no seu conjunto. apenas elabora o respetivo plano de peia. como autoridade de reso. após consulta das autoridades de supervisão e das resolução quando haja aceitado as medidas destinadas a autoridades de resolução dos ordenamentos jurídicos remover os constrangimentos identificados nos termos em que estejam estabelecidas sucursais significativas. Artigo 116.º 60 — 26 de março de 2015 h) Exigir que a instituição de crédito ou a empresa-mãe de resolução das filiais no âmbito do colégio de resolu- constitua uma companhia financeira-mãe em Portugal ção. artigo 116. e após consulta do colégio de supervisão e das au- ou uma companhia financeira-mãe na União Europeia. como autoridade de reso- ao Banco de Portugal um plano sobre a execução das lução a nível do grupo. no relatório. e recomenda medidas proporcionadas e especificamente orientadas que con- 5 — Ao identificar as medidas referidas no n. medida em que tal seja relevante para essas sucursais.º 3. em cooperação com o Banco ciar qualquer passivo elegível e instrumento de fundos Central Europeu nos casos em que este seja. lução a nível do grupo. à resolubilidade de grupos que deve ter em conta o impacto potencial das medidas 1 — O Banco de Portugal.º-Y.º 2 ou quando as mesmas hajam sido deve procurar adotar uma decisão conjunta no âmbito decididas nos termos do disposto no n. e sidere necessárias ou adequadas para eliminar esses após consulta do Banco Central Europeu nos casos em constrangimentos. exigir que esta constitua uma companhia dos ordenamentos jurídicos em que estejam estabele- financeira separada para controlar a instituição. sobre a 4 — No prazo de 120 dias a contar da data de rece- sua capacidade para contribuir para a economia. à Autoridade Bancária lamentado. o Banco de Portugal consulta previamente Europeia. se necessário. toridades de resolução dos ordenamentos jurídicos em i) Exigir que a instituição de crédito ou uma das que estejam estabelecidas sucursais significativas. às autoridades de k) Se a instituição de crédito for filial de uma com. comunica as medidas propostas medidas que lhe foram exigidas.º-A. de fundos próprios e de créditos elegíveis nos termos do 2 — O Banco de Portugal. a auto. volvimento dessas atividades. determinar que existem constran. artigo anterior relativamente a todas as instituições de tome outras medidas para satisfazer o requisito mínimo crédito integrantes no grupo. . como autoridade de reso- do disposto no n. identificados podem constituir. caso cidas sucursais significativas. juntamente com as autoridades a sua atividade. bem como o potencial apresenta esse relatório às filiais do grupo com sede efeito das medidas alternativas sobre a atividade e es. 3 — Caso o Banco de Portugal seja a autoridade ridade de supervisão da instituição de crédito em causa. na medida em que tal seja relevante para essas sucursais. nos termos 6 — O Banco de Portugal. do colégio de resolução relativamente à identificação dos constrangimentos significativos e. às autoridades de resolução das filiais e às a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários sobre o autoridades de resolução dos ordenamentos jurídicos impacto que as medidas a adotar possam ter no desen.º 1.º-Q à avaliação das medidas propostas pela empresa-mãe na União Europeia e das medidas exigidas pelas auto- Poderes para eliminar ou mitigar constrangimentos ridades para eliminar ou mitigar os constrangimentos.º-A. a autoridade responsável pela emitido.ª série — N.º 3 do entidades referidas nas alíneas g) a m) do artigo 2. tendo em vista garantir que qualquer decisão supervisão em base consolidada e com a Autoridade da autoridade de resolução no sentido de reduzir ou de Bancária Europeia. tabilidade da instituição de crédito em causa.º 3. constitua créditos elegíveis para satisfazer os requisitos pondera a avaliação exigida nos termos do disposto no do artigo 145. que este seja.º 3. tituição de crédito do grupo. resolução das suas filiais e às autoridades de resolução panhia mista.1700-(40) Diário da República. nos termos próprios adicionais de nível 1 ou de nível 2 que tenha da legislação aplicável. alguma das filiais da empresa-mãe na União Euro- tuição de crédito.º-Y. pela empresa-mãe na União Europeia ao Banco Cen- 7 — Se a instituição de crédito exercer uma atividade tral Europeu nos casos em que este seja. sobre o ção do relatório. do disposto no n. a empresa-mãe na União Europeia mercado interno dos serviços financeiros e sobre a esta. consideração o impacto no modelo de negócio da ins- cias negativas na parte não financeira do grupo. ção referida no n. 1. supervisão em base consolidada. 8 — Sempre que o Banco de Portugal. em todos os Estados membros em que o grupo exerce lução a nível do grupo. tendo em secção III do capítulo III do título VIII tenha consequên. elabora e apresenta um relatório nos termos da lei do ordenamento jurídico que os rege. nos termos da legislação aplicável. e após consulta das autoridades de converter esse passivo ou instrumento produza efeitos resolução do grupo. em que estejam estabelecidas sucursais significativas. ou uma das sobre a aplicação das medidas identificadas no n. em Portugal. nomeadamente tentar renego. a instituição de crédito apresenta 5 — O Banco de Portugal. como autoridade de reso- disposto no artigo 145.

empresas de resolução responsável por alguma das filiais da empresa. de acordo com a respetiva 12 — Na falta de uma decisão da Autoridade Ban. com exceção na União Europeia.º 10. rior. f) Filiais em Portugal. podendo aquele apoio ser unilateral ou recíproco. do n. regulamentares aplicáveis. não estiverem preenchidos cária Europeia no prazo de 30 dias aplica-se. solidada da respetiva empresa-mãe.º e qual deve ser fixada no momento da prestação do apoio os requisitos previstos nos artigos 116. companhias financeiras no prazo referido no n.º 4 do artigo ante. a dida de intervenção corretiva previstos no artigo 141.º-S 13 — A decisão conjunta a que se refere o n.º 7. sobre as medidas adequadas a adotar nos termos do e) Companhias financeiras-mãe na União Europeia disposto no n. como autoridade de resolução a qualquer entidade do respetivo grupo em dificuldades nível do grupo ou de autoridade de resolução de alguma financeiras. com exceção junta no prazo referido no n.º 1 do artigo 199. a decisão do Banco grupo não estiver sediada. lução a nível do grupo.º 1 do artigo 199.º-R 2 — A prestação de apoio financeiro pode executar- Âmbito do contrato de apoio financeiro intragrupo -se em mais do que uma transação e pode revestir as modalidades de mútuo e de concessão de garantias a 1 — As seguintes entidades podem celebrar entre credores do beneficiário.º 3. e comunica-a à filial em causa e à autoridade aplica aos contratos financeiros intragrupo cujo financia- de resolução a nível do grupo. 3 — A celebração prévia de um contrato finan- dade Bancária Europeia questões nos termos previstos ceiro intragrupo não é condição para uma instituição no artigo 19. no cidos na respetiva legislação quando a entidade do caso previsto no número anterior. aguarda pela decisão a tomar pela Autoridade Bancária 4 — O contrato só pode ser celebrado se relativa- Europeia e decide em conformidade com a mesma. países terceiros de entidades previstas nas alíneas an- 10 — O Banco de Portugal.º-A. de uma empresa de investimento lução a nível do grupo. desde que respeitadas as normas legais e das filiais de uma empresa-mãe na União Europeia.º 6 e durante o prazo estabelecido no n. investimento que exerçam as atividades previstas nas -mãe na União Europeia. mento não se destine a uma entidade relativamente à qual 11 — Se. Artigo 116.º do Regulamento (UE) n. prever o apoio financeiro da empresa-mãe às filiais. na falta de uma decisão con. noutros Estados membros ou e comunica-a à empresa-mãe na União Europeia. na falta de uma decisão conjunta d) Companhias financeiras.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(41) 7 — A decisão conjunta é tomada no termo do prazo b) Empresas de investimento-mãe na União Europeia estabelecido no n. do serviço de colocação sem garantia. com exceção do serviço 8 — O Banco de Portugal pode requerer à Autoridade de colocação sem garantia. si um contrato para a prestação de apoio financeiro às 3 — O contrato de apoio financeiro intragrupo deve respetivas contrapartes relativamente às quais estejam especificar os critérios para o cálculo da contrapartida preenchidos os requisitos para a aplicação de uma me.os 9 e 10. ceres e as reservas das outras autoridades de resolução.Diário da República.ª série — N. previstas nas alíneas d) e e). são reconhe.º-A. por escrito. à empresa-mãe na que exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) União Europeia.º 7. autorizada ou estabelecida de Portugal como autoridade de resolução de alguma em Portugal. informação obtida pela entidade prestadora decorrente . 1.º 6 e Objeto e conteúdo do contrato de apoio financeiro intragrupo as decisões individuais a que se referem os n. do de crédito desenvolver a sua atividade em Portugal Parlamento Europeu e do Conselho.º 7. ou de uma das entidades Bancária Europeia que auxilie as autoridades de resolu. alguma medida de intervenção corretiva previstos no artigo 141.º 4 do artigo anterior ao nível do grupo. das filiais de uma empresa-mãe na União Europeia. a decisão do Banco de Portugal venção corretiva ou os requisitos análogos estabele- como autoridade de resolução a nível do grupo e. autoridade de supervisão.º das autoridades de resolução tiver submetido à Autori.º 1 do artigo 199.º-V e 116. no caso os requisitos para a aplicação de uma medida de inter- previsto no n. a respetiva empresa-mãe.º 1093/2010.º-Y não se resolução. das cidas como definitivas pelo Banco de Portugal. toma uma decisão do serviço de colocação sem garantia. por cada transação realizada ao abrigo do mesmo. como autoridade de teriores que sejam instituições de crédito. consoante o que ocorra primeiro. Artigo 116. de 24 de novembro. toma uma decisão individual mistas e companhias mistas. nem para poder prestar apoio financeiro intragrupo a o Banco de Portugal.º 6. devendo ser fundamentada e transmitida pelo Banco c) Instituições financeiras que sejam filiais de uma de Portugal. e que estejam abrangidas ção no processo de decisão conjunta referido no n.º-R a 116. quando tomadas por outras autoridades de resolução na 1 — O contrato de apoio financeiro intragrupo pode falta da decisão conjunta referida no n. antes da tomada da decisão conjunta referida estejam preenchidos os requisitos para a aplicação de uma no n.º-A. União Europeia e em Portugal. fundamentando a sua decisão e tendo em conta os pareceres e as reservas das outras autoridades de 2 — O disposto nos artigos 116. sempre que este seja a autoridade de reso.º 4 ou no prazo de 120 dias a contar e em Portugal que exerçam as atividades previstas nas da apresentação das observações pela empresa-mãe alíneas c) ou f) do n. sendo que: a) Instituições de crédito-mãe na União Europeia a) A fixação da contrapartida pode ter em conta e em Portugal. filiais à empresa-mãe ou entre filiais. como autoridade de reso. instituição de crédito. alíneas c) ou f) do n. e em Portugal e companhias financeiras mistas-mãe na fundamentando a sua decisão e tendo em conta os pare. pela supervisão em base consolidada a que está sujeita 9 — O Banco de Portugal.º-W: financeiro. mente a todas as suas partes. ou instituições individual sobre as medidas adequadas a adotar pela financeiras abrangidas pela supervisão em base con- filial nos termos do disposto no n.

º 3. executada. Autorização da proposta de contrato de apoio financeiro intragrupo Artigo 116.º-S. a 116. podendo submeter à mediação da Autoridade externos ao grupo. de cada filial que tenha sido proposta como parte do 3 — O órgão de administração da entidade do grupo contrato de apoio financeiro intragrupo. respetiva assembleia geral autorizar o órgão de admi- 3 — O Banco de Portugal remete uma cópia do nistração a determinar a prestação ou a receção de apoio pedido de autorização às autoridades de supervisão financeiro intragrupo nos termos desse contrato.º-U 1 — A instituição de crédito-mãe na União Europeia Aprovação da proposta de contrato pelos acionistas ou em Portugal ou a empresa de investimento-mãe na União Europeia ou em Portugal apresenta ao Banco 1 — Após a autorização do pedido de celebração de de Portugal. d) De acordo com a informação disponível à data da dades de supervisão das filiais envolvidas no processo tomada de decisão de prestação de apoio financeiro. o Banco de os seguintes requisitos: Portugal pode solicitar à Autoridade Bancária Europeia que auxilie as autoridades de supervisão na adoção de a) O apoio financeiro prestado permitir à entidade uma decisão conjunta. ser provável que o mesmo do disposto no número anterior até que a Autoridade seja amortizado nos termos acordados. aplica-se a garantia. o qual preserva ceiro intragrupo. beneficiária. e) De acordo com a informação disponível à data da tou a adoção de uma decisão conjunta. incluindo quaisquer consequências a nível O apoio financeiro intragrupo apenas pode ser pres- orçamental. prever genericamente as condições para a prestação de 10 — O Banco de Portugal comunica às autoridades apoio financeiro intragrupo. da tomada de decisão de prestação de apoio finan- 8 — Na ausência de uma decisão da Autoridade ceiro. o Banco de tomada de decisão de prestação de apoio financeiro.º-W.1700-(42) Diário da República.º 3.ª série — N. termos do disposto no n. prio na prestação de apoio financeiro.º 3. solucionar 6 — Na ausência de uma decisão conjunta prevista de forma significativa as suas dificuldades financei- no n. proposta à aprovação da assembleia geral. o órgão de pela supervisão em base consolidada. ser de decisão conjunta tiver submetido à mediação da provável que a contrapartida referida na alínea anterior Autoridade Bancária Europeia. tendo em vista que seja parte no contrato de apoio financeiro intra- a adoção de uma decisão conjunta no prazo de 120 dias grupo apresenta anualmente à assembleia geral um a partir da receção do pedido de autorização. quando este seja a autoridade responsável um contrato de apoio financeiro intragrupo. quando este revista a forma de prestação de uma Bancária Europeia no prazo de 30 dias.º 3. 4 — A decisão conjunta prevista no número anterior tem em consideração o impacto potencial da execução Artigo 116.º-U. nos decisão conjunta. . de supervisão das filiais envolvidas no processo de c) O apoio financeiro ter uma contrapartida.º 3 do artigo 116. ao abrigo do contrato de contrato com as condições para a prestação de apoio celebrado nos termos do disposto nos artigos 116. bem como todas as alterações a esses contratos. com razoável grau de certeza. relatório sobre a execução daquele contrato.º-R financeiro previstas no artigo 116. Portugal suspende a sua tomada de decisão nos termos quando este seja um mútuo. e a compatibilidade dos termos da proposta tado por uma entidade do grupo. 2 — O pedido de autorização referido no número 2 — O contrato de apoio financeiro intragrupo só anterior é instruído com a minuta da proposta de con. intragrupo que tenha autorizado ou em cujo processo Artigo 116. prazo referido no n. se estiverem preenchidos cumulativamente 5 — Dentro do prazo previsto no n. b) A entidade prestadora ter justificado interesse pró- ção para a celebração de um contrato de apoio finan.º 60 — 26 de março de 2015 da relação de grupo com a entidade beneficiária e que 9 — O Banco de Portugal. supervisão da filial de um grupo que tenha sido pro- b) Os princípios de cálculo da contrapartida pela posta como parte num contrato de apoio financeiro prestação de apoio financeiro não têm necessariamente intragrupo. participa no processo de decisão conjunta de ter em conta qualquer impacto temporário previsto do pedido de autorização para a celebração daquele nos preços de mercado decorrente de acontecimentos contrato. uma decisão individual quanto ao pedido de autoriza. nos termos do disposto no de resolução relevantes os contratos de apoio financeiro artigo 116. devendo a sua decisão f) De acordo com a informação disponível à data ser tomada em conformidade com a desta autoridade.º-V. 7 — Se o Banco de Portugal ou alguma das autori.º. um pedido de administração de cada entidade do grupo que tenha sido autorização para a celebração de um contrato de apoio proposta como parte desse contrato submete a respetiva financeiro intragrupo. como autoridade de não está disponível no mercado. o diferendo que impossibili. devendo essa decisão ter em conta ou restabelece a estabilidade financeira do grupo no os pareceres e reservas expressos pelas autoridades seu todo ou de certas entidades do grupo.T de decisão conjunta tenha participado. no prazo aí fixado. Bancária Europeia se pronuncie. Bancária Europeia um diferendo que impossibilite a adoção de uma decisão conjunta antes de decorrido o 4 — O contrato de apoio financeiro intragrupo deve prazo estabelecido no n. 1. o Banco de Portugal toma ras. é válido perante uma entidade do grupo depois de a trato e com a identificação das partes do mesmo. antes de decorrido o seja paga. ser provável que a mesma não venha a ser decisão tomada pelo Banco de Portugal.º-V do contrato de financiamento intragrupo na estabilidade Condições para prestação de apoio financeiro intragrupo financeira dos Estados membros onde o grupo tem atividade.

informa os restantes membros do colégio de superviso- bem como demonstrando a verificação das condições res e os membros do colégio de resolução do respetivo previstas no artigo 116. 8 — O órgão de administração da entidade presta- Decisão de prestar e de aceitar apoio financeiro intragrupo dora notifica a decisão de prestação do apoio financeiro 1 — A decisão de prestar apoio financeiro nos termos intragrupo às entidades referidas no n.ª série — N. a entidade prestadora cumprir anterior. ou limitação comunicada pela autoridade responsável visão responsável pela supervisão em base individual pela supervisão da entidade prestadora. do Parlamento aplicáveis.º 1. d) A Autoridade Bancária Europeia.º-C. ou os informa os restantes membros do colégio de superviso- requisitos semelhantes previstos na legislação do país res e os membros do colégio de resolução do respetivo onde essa entidade tem a sua sede. por aviso. 3 — O Banco de Portugal determina. pode. 1 — As entidades que tenham celebrado um contrato b) A autoridade responsável pela supervisão em base de apoio financeiro intragrupo nos termos do disposto consolidada. nos termos do disposto na alínea b) do n. 2 — A decisão de aceitar apoio financeiro nos 10 — Se a autoridade de supervisão da entidade termos do contrato de apoio financeiro intragrupo prestadora limitar ou proibir o apoio financeiro e se o é tomada pelo órgão de administração da entidade plano de recuperação de grupo previr o apoio financeiro beneficiária.º 3. recusa ou limita a prestação de apoio artigo 116. nos termos do disposto no artigo 116. 1. pode solicitar que a prevista no n. de dois dias a contar da notificação daquela decisão. nos artigos 116.º 1093/2010. essa prestação não determinar. pode Oposição das autoridades de supervisão solicitar à entidade beneficiária que apresente um plano 1 — Antes de prestar apoio financeiro nos termos de recuperação revisto. um incumprimento 5 — Quando o Banco de Portugal for a autoridade dos requisitos de fundos próprios e de liquidez previstos responsável pelo exercício da supervisão em base con- nas normas legais e regulamentares aplicáveis e dos solidada. intragrupo. e nas demais beneficiária. e discorde da decisão de aprovação. nos termos do disposto na alínea b) do n. j) À data da prestação.º 1. do apoio financeiro e a modalidade que este assumirá. respetivamente. do contrato de apoio financeiro intragrupo é tomada 9 — Quando o Banco de Portugal for a autoridade pelo órgão de administração da entidade prestadora.º-V. no prazo da entidade prestadora. caso o plano Artigo 116. Europeu e do Conselho. enquanto autoridade de super- elementos adicionais da fundamentação da decisão visão da entidade beneficiária.º 1 do artigo i) À data da prestação. para aquela entidade. de 24 de novembro. grupo da decisão prevista no número anterior. o Banco de Portugal.º-H.º 1.º-Y Divulgação a) O Banco de Portugal. instruída com a informação referida no n. dições notificadas ao Banco de Portugal quando este o aprove ou não se pronuncie no prazo previsto no Artigo 116. nomeadamente 2 — A notificação prevista no número anterior é do Estado membro da entidade prestadora.º 1. e. tadora. como autoridade responsá- vel pela supervisão da entidade prestadora.Diário da República. os requisitos de fundos próprios e de liquidez previstos 3 — No prazo de cinco dias a contar da receção nas normas legais e regulamentares aplicáveis e os da notificação completa referida no n.º-X de recuperação seja elaborado a nível individual.º-W n. grupo da decisão prevista no n. responsável pelo exercício da supervisão em base con- a qual deve ser fundamentada. nos termos.º 1. o órgão de administração da entidade prestadora notifica: Artigo 116. das alíneas b) normas legais e regulamentares aplicáveis e. determinar. 6 — Quando o Banco de Portugal for a autoridade prir os requisitos relativos aos grandes riscos previstos responsável pela supervisão em base consolidada ou no Regulamento (UE) n. do Parlamento a autoridade responsável pela supervisão da entidade Europeu e do Conselho. ou os requisitos semelhantes previstos financeiro. nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 31.º 3 do artigo 116.º 1. para aquela entidade. um incumprimento dos requisitos submeter a questão à Autoridade Bancária Europeia.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(43) g) A prestação do apoio financeiro não colocar em c) A autoridade responsável pela supervisão da enti- causa a liquidez ou a solvabilidade da entidade pres. h) A prestação do apoio financeiro não constituir uma ameaça à estabilidade financeira. indicando o objetivo solidada.º-V. salvo se expressamente autorizado pela autoridade 4 — A decisão prevista no n. k) A prestação do apoio financeiro não comprometer 7 — O apoio financeiro pode ser prestado nas con- a resolubilidade da entidade prestadora. nos termos do disposto no artigo 116.º mento e nas demais normas legais e regulamentares do Regulamento (UE) n.º 3. recusa expressamente autorizado pela autoridade de super. tendo em consideração os requisitos pre- na legislação do país onde essa entidade tem a sua sede vistos no artigo 116. dade beneficiária.º-R e seguintes divulgam essa infor- . autoridade responsável pela supervisão em base con- solidada reavalie o plano de recuperação do grupo. requisitos previstos no n. de 26 de junho. do contrato de apoio financeiro intragrupo. salvo se e c) do n.º 3 do Portugal aprova.º 1. essa prestação não n.º 575/2013. o Banco de requisitos previstos nos termos do disposto no n.º-I ou.º 3 é notificada de de supervisão responsável pela supervisão em base imediato às entidades previstas nas alíneas b) a d) do individual da entidade prestadora.º-C. relativos aos grandes riscos previstos naquele Regula. a entidade prestadora cum.

omitir ou a diferir. com impacto 6 — Na sequência de comunicações efetuadas. c) Desvalorização materialmente relevante dos ati. bem como os titulares de demonstrações financeiras. v) Falhas na análise. causa ou da titularidade da participação qualificada. a todo o tempo.º e 434.1700-(44) Diário da República. f) Dificuldades na disponibilização de fundos por 5 — O dever de comunicação previsto nos números parte dos acionistas para efeitos de realização de um anteriores subsiste após a cessação das funções em aumento do capital social. em situação de desequilíbrio no financiamento dessas responsabilidades. ou resultan- 2 — Os órgãos de administração e de fiscalização da tes da aplicação de medidas ou sanções por parte de instituição de crédito devem igualmente comunicar ao autoridades administrativas ou judiciais.º 575/2013. rio ou conveniente para dar cumprimento a requisitos relativamente a factos verificados durante o exercício legais ou regulamentares. ainda que considerem que tal possa não ter impacto no equilíbrio financeiro da instituição: 3 — Os membros dos órgãos de administração e a) Risco de violação de normas e limites prudenciais. Banco de Portugal pode solicitar.º 2. de 26 de junho. as quais negativo relevante nos resultados ou no capital próprio. ou em risco de o ficar. fraudes internas e externas ou inopera- cionalidade das infraestruturas. em Portugal Banco de Portugal a verificação de alguma das seguin. por instru- de pagamentos do exterior. quando financeiro ou de insolvência. administração. interna e de indícios sérios de infrações a deveres pre- trumentos ou da existência de opções incorporadas vistos no presente Regime Geral ou no Regulamento em instrumentos financeiros do balanço ou elementos (UE) n. por flutuações em taxas Participação de irregularidades de juro.º 1 do referido artigo. o órgão de relevantes em outros compromissos da instituição de fiscalização ou qualquer membro dos órgãos de admi- crédito. do Parlamento Europeu e do Con- extrapatrimoniais.º competitiva da instituição de crédito devido a variações do Regulamento (UE) n. tares. ainda que sem reconhecimento imediato nas nistração ou de fiscalização. o relevante na atividade da instituição de crédito. spreads de crédito ou preços de mercadorias. . organização contabilística e fiscalização e) Dificuldades de financiamento para satisfação das interna da instituição de crédito e que seja suscetível de respetivas necessidades de disponibilidades líquidas. no valor patrimonial dos fundos de pensões utilizados tre. cotações de ações.º. quando este seja necessá. participações qualificadas devem ainda comunicar de d) Risco de incapacidade de a instituição de crédito imediato ao Banco de Portugal qualquer irregularidade dispor de meios líquidos para cumprir as suas obriga. bem como uma descrição dos termos gerais do iv) Movimentos adversos nas taxas de câmbio de contrato e a identificação das restantes partes. taxas de câmbio. processamento ou liquidação das operações. Artigo 116. pelo menos. ou no estrangeiro. Artigo 116. devendo fundos próprios.º 60 — 26 de março de 2015 mação. tratamento e arquivo das participa- mentos de maturidades ou de prazos de refixação ções de irregularidades graves relacionadas com a sua das taxas de juro. por qualquer razão.º-Z Dever de comunicação i) Movimentos adversos nas responsabilidades com pensões e outros benefícios pós-emprego. nomeadamente. de 26 de junho.º 575/2013. pação. fazê-la por si próprios se o órgão a que pertencem a b) Diminuição anormal dos saldos de depósitos. ção. anualmente. critérios para a aplicação do disposto no n. 1. crédito. do Parlamento significativas das taxas de câmbio. grave de que tomem conhecimento relacionada com a ções. devendo aquelas informações rações nas taxas de câmbio utilizadas na conversão ser atualizadas. quados de receção. à medida que as mesmas se vencem.ª série — N. por via de desfasa. incluindo possíveis restrições à transferência 8 — O Banco de Portugal pode definir. provocados por alte- petivo sítio na Internet. organização contabilística e fiscalização entre as taxas recebidas e pagas nos diferentes ins. 1 — As instituições de crédito devem implementar iii) Movimentos adversos nas taxas de juro de os meios específicos. independentes e autónomos ade- elementos da carteira bancária. selho. quais- h) Ocorrência de eventos com potencial impacto quer informações que considere necessárias. da ausência de correlação perfeita administração. órgão de administração ou de fiscalização comunicam j) Existência de contingências materialmente rele- imediatamente esse facto ao Banco de Portugal. Europeu e do Conselho. nomeadamente os relacionados com: 7 — O cumprimento dos deveres de comunicação constitui exceção ao dever de segredo previsto no i) A incapacidade de uma contraparte cumprir os artigo 79. elementos da carteira bancária. em Portugal ou no estrangeiro. bem como 1 — Quando uma instituição de crédito se encon. de fiscalização estão individualmente obrigados à co- nomeadamente dos níveis mínimos de adequação de municação referida nos números anteriores. caso envolva revelação dos factos ou ele- seus compromissos financeiros perante a instituição de mentos previstos no n. devem ser prestadas no prazo fixado para o efeito. no res. a colocar em situação de desequilíbrio financeiro. ii) Movimentos desfavoráveis no preço de mercado de instrumentos financeiros valorizados ao justo valor. tes situações. o associados a planos de benefício definido.º-AA provocados. vantes de natureza fiscal ou reputacional. de tais funções ou a titularidade da respetiva partici- g) Verificação de alterações legais ou regulamen. 4 — Sem prejuízo de outros deveres de comunica- vos da instituição de crédito ou perdas materialmente ção ou participação estabelecidos na lei. para a moeda funcional ou pela alteração da posição 2 — É aplicável o disposto nos artigos 431.

são tomadas. b) Representem riscos sistémicos para o sistema 8 — O Banco de Portugal aprova a regulamentação financeiro. que seja suscetível mente.º-AB 3 — Caso seja considerado adequado ao abrigo do artigo 116. incluindo das respetivas sucur- lugar.º-B e o artigo seguinte. de 26 de junho. um plano de atividades de supervisão para de a colocar em situação de desequilíbrio financeiro. civil de 26 de outubro. Regime Geral ou no Regulamento (UE) n. esforço a que se referem as alíneas a) e g) do n.º 67/98. sendo preparado b) A identificação das instituições de crédito que um relatório fundamentado. do Parlamento Europeu e do Conselho.º 67/98. nomeadamente mente infundadas. 3 — As pessoas que. disposto no n. pelo menos anual- peu e do Conselho. de gestão de riscos ou 5 — O Banco de Portugal pode aprovar a regula- de controlo do cumprimento das obrigações legais e mentação necessária para assegurar a implementação regulamentares (compliance).º 575/2013.º-AC interna da instituição de crédito ou de indícios de infra- Plano de atividades de supervisão ção a deveres previstos no presente Regime Geral ou no Regulamento (UE) n. incluir. a) A indicação da forma como tenciona desempenhar 4 — As participações recebidas nos termos dos as suas tarefas e afetar os seus recursos. 4 — As participações efetuadas ao abrigo do dis- tem a confidencialidade das participações recebidas e posto nos números anteriores não podem. organização contabilística e fiscalização Artigo 116. de crédito de qualquer procedimento disciplinar. no âmbito das investigações a que a mesma 4 — A adoção de um plano de atividades de su- dê lugar ou de processos judiciais subsequentes. mento. bem como os relatórios a que elas deem instituições de crédito. por virtude das funções que exceto se as mesmas forem deliberada e manifesta- exerçam na instituição de crédito. pervisão pelo Banco de Portugal não obsta a que as . a) Aumento do número ou da frequência das inspe- dícios sérios de infrações a deveres previstos no presente ções no local da instituição de crédito. servir de fundamento à instauração pela instituição de crédito a) Apresentem resultados dos respetivos testes de de qualquer procedimento disciplinar. ou resultados do pro- as mesmas forem deliberada e manifestamente infun. ração o processo de análise e avaliação previsto no nos termos e com as salvaguardas estabelecidas no artigo 116.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(45) 2 — Os meios referidos no número anterior garan. necessária para assegurar a implementação das normas c) O Banco de Portugal considere necessário previstas no presente artigo. pelo prazo de cinco anos. de qualquer irregularidade grave relacionada com a administração. as instituições de crédito. para salvaguarda dos direitos de defesa dos visados pela denúncia. instituição de crédito. de 26 de junho. que deve conter as medi.º 1 e com indicação sumária n. operacionais. dadas. sendo-lhes aplicável o disposto no artigo 120. tomem conhecimento das garantias previstas nos números anteriores. pode fazer uma participação ao Banco de Portugal. nos termos da Lei n. que indiquem riscos significativos para a sua solidez 7 — As instituições de crédito devem apresentar ao financeira ou infrações às disposições constantes Banco de Portugal um relatório anual com a descrição do presente Regime Geral e do Regulamento (UE) dos meios referidos no n.º 575/2013. as seguintes Participação de infrações ao Banco de Portugal medidas: 1 — Qualquer pessoa que tenha conhecimento de in. devem ser conservados em papel ou noutro sais e filiais estabelecidas noutros Estados membros da suporte duradouro que permita a reprodução integral União Europeia.Diário da República.ª série — N. estratégicos ou de negócio da instituição 3 — É igualmente garantida a confidencialidade de crédito. de 26 de outubro.º 3. denunciante e do suspeito da prática da infração. 1. de 26 de junho. do Parlamento Euro. números anteriores são analisadas. Artigo 116.º 575/2013. por si só. c) Comunicação de informação adicional ou mais 2 — É garantida a proteção dos dados pessoais do frequente por parte da instituição de crédito. servir de fundamento à instauração pela instituição peito da prática da infração. sobre a identidade do denunciante a todo o tempo ou e) Inspeções temáticas para controlo de riscos espe- até ao momento em que essa informação seja exigida cíficos de ocorrência provável. o qual tem em conside- têm o dever de as participar ao órgão de fiscalização.º 2 — O plano de atividades de supervisão deve abran- 6 — As participações efetuadas ao abrigo dos ger as instituições de crédito que: números anteriores não podem. civil ou crimi. por si só. em especial.º-A e inclui: presente artigo. e inalterada da informação. das participações recebidas e do respetivo processa.º-A. nos d) Revisão adicional ou mais frequente dos planos termos da Lei n. cesso de análise e avaliação ao abrigo do artigo 116. ou criminal relativamente ao autor da participação. b) Presença permanente do Banco de Portugal na do Parlamento Europeu e do Conselho. devem ser objeto de uma supervisão reforçada e as das adotadas ou a justificação para a não adoção de medidas tomadas para essa supervisão nos termos do quaisquer medidas. a proteção dos dados pessoais do denunciante e do sus. 5 — As participações efetuadas ao abrigo do pre. nas áreas de auditoria interna. 1 — O Banco de Portugal adota. c) Um plano para as inspeções nas instalações das sente artigo.º-A. exceto se artigo 116.º 1 do nal relativamente ao autor da participação.

designada- a sua execução. monitoriza se estas dependem única e sistema- que o modelo seja rapidamente aperfeiçoado. testes para efeitos da revisão das autorizações nos termos do de esforço às instituições de crédito.º-AF mentação aplicável. e pelo menos anualmente. b) Relativamente às instituições de crédito que sejam dito e a aplicação desses métodos a novos produtos. Europeu e do Conselho. o cumprimento pelas insti. numa base casuística. nomea.º-A. orientações da Autoridade Bancária Europeia relevantes dicidade adequada. ou colocam riscos ao sistema financeiro. tendo em consideração a sua dimensão. de acordo com a regula.º 575/2013. 1. 8 — O Banco de Portugal deve ter em consideração 1 — O Banco de Portugal efetua. titulares de posições em risco específico que sejam 3 — Sempre que sejam identificadas deficiências significativas em termos absolutos e quando exista um significativas na captação dos riscos por um método elevado número de posições significativas em instru- interno de uma instituição de crédito. com uma perio. das suas atividades: Artigo 116.º a 106.º-A. para facilitar o disposto nos números anteriores. mas deixe de cumprir os requisitos Aplicação de medidas de supervisão a instituições para a aplicação desse método.1700-(46) Diário da República. e que requerem a sua autorização antes da sua utilização sem prejuízo do cumprimento dos critérios estabele- para o cálculo dos requisitos de fundos próprios de cidos nos artigos 102.º do Regulamento (UE) acordo com a regulamentação aplicável. escala e complexidade objeto de publicação. processo de análise e avaliação nos termos do disposto 9 — O Banco de Portugal incentiva as instituições no artigo 116. mente.ª série — N. se for o caso. atendendo à natureza. de crédito. o Banco de Portugal de crédito com perfis de risco semelhantes deve exigir que a instituição demonstre que a não con- formidade tem um efeito irrelevante. gráfica semelhantes das suas posições em risco. o Banco de 10 — O Banco de Portugal. nos ter- apresente um plano para restabelecer tempestivamente mos do disposto no artigo 116. a veri. o Banco de Por. 2 — Para efeitos do disposto no número anterior.º 60 — 26 de março de 2015 autoridades competentes dos Estados membros de 7 — Se não for provável que a instituição de cré- acolhimento procedam. e pelo risco de crédito. do Parlamento métodos. 2 — Os resultados dos testes de esforço podem ser organização interna e natureza. a instituição de crédito pelas sucursais das instituições de crédito com sede não tiver demonstrado de forma satisfatória que a não em Portugal.º 575/2013. mento e de migração. relativos à uti- 5 — Caso. pode aplicar . nomeada. Artigo 116. Portugal revoga a autorização de utilização do modelo escala e complexidade das atividades das instituições de interno ou impõe medidas adequadas para assegurar crédito. as alterações na atividade das instituições de cré. um número elevado de excessos a de fundos próprios para risco de mercado. requisitos de fundos próprios para riscos de incumpri- 4 — O Banco de Portugal analisa e avalia. requisitos de fundos próprios que exige a autorização prévia do Banco de Portugal. de 26 de junho. capacidades de avaliação interna do risco e a incre- gidas ou toma as medidas adequadas para mitigar as mentar a utilização de modelos internos para o cálculo suas consequências.º-AE a) A desenvolver capacidades de avaliação interna do risco de crédito e a incrementar a utilização do Revisão contínua da autorização para utilização método baseado em notações internas para o cálculo de métodos internos dos requisitos de fundos próprios para cobertura do 1 — O Banco de Portugal revê regularmente. dito possa restabelecer a conformidade dentro de um ficações e inspeções in loco das atividades realizadas prazo adequado e.º práticas bem desenvolvidas e atualizadas para esses do Regulamento (UE) n. atendendo à relevância em termos menos de três em três anos. juntamente com modelos internos para o cálculo dos cazes. nomeadamente impondo fatores dos requisitos de fundos próprios para risco específico de multiplicação ou requisitos de fundos próprios mais de instrumentos de dívida na carteira de negociação. relativamente a um modelo interno de lização de modelos internos para cálculo de requisitos risco de mercado. a autorização para utilizar o método é revogada ou limitada a áreas Artigo 116. relativo aos requisitos aplicáveis à o Banco de Portugal tem em consideração. devendo exigir melhorias desse plano mente com modelos de negócio ou localização geo- caso seja pouco provável que o mesmo venha a pro. mentos de dívida de diferentes emitentes. se a instituição de crédito utiliza técnicas e dos critérios estabelecidos nos artigos 362. que instituições de a conformidade com os requisitos e fixe um prazo para crédito com perfis de risco semelhantes. do Parlamento Europeu e do Conselho.º a 377. que se refere a regulamentação aplicável indique que o modelo não é suficientemente exato. de 26 de junho. n.º-AD conformes ou em que a conformidade possa ser obtida Testes de esforço dentro de um prazo adequado. ou em alternativa 1 — Caso o Banco de Portugal determine. ticamente de notações de risco externas para avaliarem 6 — Caso uma instituição de crédito tenha obtido a qualidade creditícia de uma entidade ou instrumento autorização para aplicar um método para o cálculo dos financeiro. a desenvolver tugal deve assegurar que tais deficiências são corri. estão porcionar total conformidade ou caso o prazo não seja ou podem vir a estar expostas a riscos semelhantes adequado. conformidade tem um efeito irrelevante. elevados ou adotando outras medidas adequadas e efi. absolutos das suas posições em risco e à existência de tuições de crédito dos requisitos relativos aos métodos um elevado número de contrapartes significativas. sem prejuízo do cumprimento damente. carteira de negociação.

2 — O Banco de Portugal deve ponderar a necessi. às situações previstas no n. ou de uma das entidades específico de liquidez para captar os riscos de liquidez previstas no n. 2 — No caso da determinação prevista na alínea c) gridade do sistema financeiro nacional e. O Banco de Portugal informa a Autoridade Bancária o Banco de Portugal pode impor a essas instituições Europeia sobre: de crédito requisitos que disciplinam a sua atividade de modo semelhante ou idêntico.º 2 do artigo 145. exceto através 5 — Caso o Banco de Portugal conclua pela não das demonstrações financeiras. num prazo adequado. filial em causa.º-I em relação a instrumentos financeiros ou contratos emitidos por Requisitos específicos de liquidez uma instituição de crédito que seja filial de uma ins- 1 — Para efeitos da determinação do nível adequado tituição de crédito. 116.º ou a transferência de fundos ou de a) Publiquem as informações a que se referem os ar. dos poderes previstos no n.º 1 do artigo 199.º-C gulamentação. gral ou por remissão para informações equivalentes. Europeia nos quais a instituição de crédito ou o grupo exercem as suas atividades. considerando: e em base consolidada do grupo em que se insere.º 1 do artigo 152.º-I.º 2 do artigo 145. 116. .º-I a uma institui- tivas.º 1 do mesmo artigo. o Banco de do n.º-C. de forma inte. 1 — Antes de proceder às determinações previstas Artigo 116. o exercício dos poderes de redução ou de conversão c) Os resultados da análise e avaliação efetuadas nos no Estado membro da União Europeia da autoridade termos do disposto no artigo 116.º-U.º 2 do artigo 145.º-I só pode ser tomada através de um sociedade e da estrutura organizacional do grupo. 2 — Para efeitos do disposto no número anterior. o Banco de Portugal notifica o caso. este seja a autoridade de supervisão da instituição de crédito nos termos da legislação aplicável. os processos e os mecanismos da se insere a filial em causa e a autoridade relevante para instituição de crédito a que se refere o artigo 115. nomeadamente o a) O funcionamento do seu processo de análise e exercício dos poderes de supervisão estabelecidos nos avaliação previsto no artigo 116.º-AI referido artigo a essas instituições de crédito de modo Coerência das revisões.º-B. do Estado membro da União Europeia em também o Banco Central Europeu. de acordo com os critérios a que se refere a a alínea anterior.os 1 e 2. avaliações e medidas de supervisão semelhante ou idêntico. o Banco de Portugal avalia a existência de uma medida alternativa e viável. fixando os respetivos a existência de perspetivas realistas de que essa medida prazos de publicação.º a 455.º-A.º 2 do artigo 145. com exceção do serviço Portugal avalia a necessidade de impor um requisito de colocação sem garantia. nomea. por re. 116. alíneas c) a e) do n. capital da empresa-mãe do grupo em que se insere a tigos 431.º-AD. alínea j) do n. de 26 de junho. que exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) liação efetuadas nos termos desta secção. e ainda em intervalos inferiores a um ano. de uma empresa de investimento de requisitos de liquidez com base na análise e ava. b) A metodologia utilizada como base das decisões 3 — As instituições de crédito a que se referem os a que se referem os artigos 116. das medidas previstas nos n. exerce os poderes previstos empresas-mãe publiquem anualmente.º-AG sobre o processo a que se refere damente.º 1 do artigo 145. no n.º 575/2013. 116. números anteriores podem ser determinadas.º-AE e 116. que tornaria desnecessária a aplicação do Parlamento Europeu e do Conselho.º-A.º-A. 1. 6 — A determinação prevista na alínea c) do n.Diário da República.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(47) o processo de análise e avaliação a que se refere o Artigo 116. num prazo adequado. artigos 116. 4 — O Banco de Portugal notifica a Autoridade Artigo 145. da resolução em todos os Estados membros da União belecidos a nível nacional ou da União Europeia. responsável pela supervisão em base consolidada. Artigo 116. pela supervisão em base consolidada do grupo em que b) As disposições.º-B.º-C.º-AH 4 — Depois de efetuadas as notificações previstas Requisitos específicos de publicação nos n. às situações previstas 2 — O Banco de Portugal pode exigir que as no n. alternativa venha a dar resposta.º-I. d) O risco sistémico de liquidez que ameace a inte. ficos para a publicação de informações. que as instituições de crédito: ou no artigo 141.º-AH. processo de decisão conjunta. posição real de liquidez da instituição de crédito e os o Banco de Portugal tem em conta o impacto potencial requisitos de liquidez e de financiamento estável esta.º 2 do artigo 145.º do Regulamento (UE) n. o Banco de Portugal notifica a autoridade responsável a) O respetivo modelo de negócio. existência de uma medida alternativa viável que dê resposta.º que integrem ou te- a que a instituição de crédito está ou pode vir a estar nham integrado os fundos próprios em base individual exposta.º-AG nas alíneas b) a e) do n. 3 — Quando efetuar as determinações previstas nas dade de aplicar sanções ou outras medidas administra. cujo nível ção de crédito com atividades transfronteiriças ou que esteja em geral relacionado com a disparidade entre a se insira num grupo com atividades transfronteiriças. quando for do n. nomeadamente alguma 1 — O Banco de Portugal pode estabelecer.os 1 e 2 do artigo 116. nos casos em que causa.º-I.º 1 do artigo 116. b) Utilizem meios de comunicação e locais especí.º 2 uma descrição da sua estrutura jurídica e de governo de do artigo 145.ª série — N.º-I.º-AG e 116. nomeadamente requisitos prudenciais.º-K Bancária Europeia sempre que aplique o disposto nos Aplicação em base consolidada números anteriores.

sem prejuízo do posterior 2 — Sem prejuízo do disposto no n.º-L. mentos formais previstos por lei. ou zação ou os titulares de cargos de direção de topo da b) A instituição de crédito objeto de resolução. após o início da sua atividade.º 2 do artigo 145.º 11. 2 — A instituição de transição deve cumprir as nor. o Banco de Portugal transitoriedade não consubstancia uma operação de pode dispensar temporariamente a instituição de tran.º-C. mas atendendo à sua vistas no n. caso instituição de transição apenas são responsáveis perante a transferência para a instituição de transição tenha sido os acionistas e credores da instituição de crédito objeto realizada através da transferência de parte ou da totali- de resolução pelos danos que resultem de ações ou dade dos direitos e obrigações da instituição de crédito omissões ilícitas por eles cometidas no exercício das objeto de resolução para a instituição de transição. sem prejuízo dos poderes do 14 — A decisão de transferência prevista nos n. nomear em virtude da transferência determinada pelo Banco e fixar a remuneração dos membros dos seus órgãos de de Portugal nos termos do disposto nos n.º-U.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 145. caso a transferência para a instituição 8 — Aquando da decisão de transferência prevista no de transição tenha sido efetuada através da transferência n. se for o 13 — O Banco de Portugal desenvolve. do n. nomeadamente relativas a a) Os acionistas ou titulares de outros títulos repre- decisões de gestão e à estratégia e ao perfil de risco da sentativos do capital social da instituição de crédito ob- instituição de transição. bem como a eventual decisão de 4 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte. que devem obedecer artigo 145. esta reverte para: a todas as orientações e recomendações transmitidas pelo Banco de Portugal. na medida do valor.os 1 e 2 do administração e de fiscalização. jeto de resolução.º-H. igual ou superior lidade financeira.º 1 do artigo 145. passivos da instituição objeto de resolução transferidos 10 — A instituição de transição tem uma duração para a instituição de transição. é comunicada se tal for necessário à prossecução das finalidades pre. na medida da diferença.º-H. em para a instituição de transição da titularidade de ações alternativa ao disposto no número anterior.os 1 e 2 do artigo 145. da sua constituição. sempre que possível. através do exercício do poder previsto na alínea a) as regras aplicáveis às instituições de transição. ou c) A prorrogação seja necessária para permitir ou 1 — A instituição de transição é constituída por decisão facilitar a fusão da instituição de transição com outra do Banco de Portugal.º-O. e 2 do artigo anterior. prorrogação do prazo prevista no n. da instituição de transição sem necessidade de proposta se positivo. de Resolução com recurso aos seus fundos e. 1 — O Banco de Portugal seleciona os direitos. conforme o caso.º-O. apurada no âmbito da máxima de dois anos a contar da data em que tenha avaliação prevista no artigo 145.ª série — N. sido realizada a última transferência para a instituição de transição de direitos. apurado no âmbito da os membros dos órgãos de administração e de fiscali. panhada. se houver lugar ao pagamento de qual- 7 — Compete ao Banco de Portugal. de uma avaliação das 3 — O capital social da instituição de transição é condições e perspetivas de mercado que justificam subscrito e realizado total ou parcialmente pelo Fundo aquela prorrogação.1700-(48) Diário da República. nos termos da legislação aplicável. nos dois anos anteriores a) Existam fundadas razões de interesse público. avaliação prevista no artigo 145. a 2 % do capital social da instituição de crédito ou . ações e outros títulos representativos do capital 6 — A instituição de transição pode iniciar a sua ati. à data da aplicação da medida de resolução. não podem ser transferidos para a ins- 11 — O prazo previsto no número anterior é prorrogável tituição de transição quaisquer direitos de crédito sobre a instituição de crédito objeto de resolução detidos pelo Banco de Portugal por períodos de um ano. de resolução no momento da transferência prevista 9 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade. sob proposta quer contrapartida por parte da instituição de transição da assembleia geral da instituição de transição. caso. nos casos em que este seja.º 4 do cumprimento dos mesmos no mais breve prazo possível. concentração de empresas para efeitos da legislação sição. que aprova os respetivos estatutos. entre os ativos e suas funções com dolo ou culpa grave. ações ou de títu- los representativos do capital social da instituição de 3 — Sem prejuízo do disposto no n. se positiva. gações. tido participação. direta ou indireta. nos n.os 1 Banco de Portugal sobre a instituição de transição. artigo 145.º-P b) Se verificar a necessidade de assegurar a conti- Constituição da instituição de transição nuidade de serviços essenciais. artigo 145. social da instituição de crédito objeto de resolução a vidade sem prévio cumprimento dos requisitos legais transferir para a instituição de transição no momento relacionados com o registo comercial e demais procedi.º 6 do crédito objeto de resolução. 1. dos requisitos prudenciais aplicáveis.º 1 do artigo anterior. tenham nomeadamente a verificação de riscos para a estabi. 5 — O Banco de Portugal pode requerer ao Banco Artigo 145. nomear os ou de títulos representativos do capital social da institui- membros dos órgãos de administração e de fiscalização ção de crédito objeto de resolução. por aviso. não sendo aplicável o disposto no capítulo II do título II.º-Q Central Europeu a dispensa da instituição de transição do Património e financiamento da instituição de transição cumprimento dos requisitos prudenciais aplicáveis. quando: por pessoas e entidades que. do cumprimento aplicável em matéria de concorrência. à Autoridade da Concorrência.º-O. 12 — A decisão do Banco de Portugal de prorro- mas aplicáveis às instituições de crédito ou às empresas gação do prazo prevista no número anterior é acom- de investimento. entidade ou a alienação dos direitos e obrigações. obrigações. dos capitais próprios da instituição objeto da assembleia geral. obri- a autoridade de supervisão da instituição de transição. pode o Banco de Portugal.

º-S e 145.os 126/2008. de agravamento de tal situação. as circunstâncias 7 — O valor total dos passivos e elementos extrapa.º-T. 20 de julho.º-P.º 8. sendo vista no número anterior.os 3. obrigações. determinando em tal caso que a mesma entre em as condições de transferência dos direitos. a) Com a alienação a terceiro da totalidade dos direi- b) Transferir outros direitos e obrigações e a titula.º-B do Decreto-Lei n.º 10 do condições previstas no número seguinte.º-O. sem prejuízo do disposto no n. pode. liquidação.º-O. assegurando a transparência 3 de novembro. alterado pelos Decretos.º 1 do artigo seguinte.º-AA e tendo em conta a inter. aplicando-se o disposto nos atividade da instituição de transição logo que possível artigos 145. tituição de crédito objeto de resolução não se insiram a entrada em liquidação referida nas alíneas e) e f) do nos critérios para a transferência aí definidos.os 1 e 2 do artigo 145. 211-A/2008. 1. tituição de transição. de 10 de fevereiro. 162/2009.º-P.º-R Cessação da atividade da instituição de transição a) Transferir direitos e obrigações da instituição de transição para um veículo de gestão de ativos. obrigações.º 345/98. 4 e 6. a todo o tempo: Artigo 145. em qualquer caso. de 3 de novembro. lizada para transferir os direitos e obrigações de mais ações e títulos representativos do capital social da ins. deve exceder o valor total dos ativos transferidos da ins.os 3.º 1 do ar. ações ou outros títulos disposto no artigo 145. representativos do capital social da instituição de cré- venção do Fundo de Garantia de Depósitos. ações e títulos representativos do capital social da ins- tituição de crédito objeto de resolução aí previstas não 2 — Quando uma instituição de transição for uti- se verifiquem ou quando aqueles direitos.os 3 e 4 do artigo 145. 1 — O Banco de Portugal determina a cessação da constituído para o efeito. de 21 de e que não contribuíram. nos termos e da instituição de crédito. 119/2011. de do processo e o tratamento equitativo dos interessados. no promover a sua alienação através dos meios que forem âmbito da aplicação da medida de resolução prevista considerados mais adequados tendo em conta as condi- nos n. para a criação e o desenvolvimento as condições necessárias para alienar parcial ou total- da atividade da instituição de transição. -se a essa devolução. 26 de dezembro. entrando a instituição de transição em tal caso em liquidação. artigo 145.º 1 do tigo 145. não podendo a instituição de os requisitos previstos nos n. tendo sido alienada a maior mero anterior só pode ser efetuada quando tal esteja parte dos direitos e obrigações transferidos para a ins- expressamente previsto na decisão do Banco de Por. se não justifique a sua manuten- tugal prevista nos n. a instituição de transição. alterado pelos Decretos-Leis n. do Fundo de Garantia de Depósitos ou do Fundo de Portugal. 4 — Após a transferência prevista no n. salvo se ficar demonstrado condições previstos nos artigos 145. nos termos do disposto nos n. do caso concreto e os princípios. de 20 de julho. de 9 de novem- das dificuldades financeiras da instituição de crédito bro. 4 e 6. entidade. para o julho. . instituição de transição. de número seguinte. de 9 de novembro. 3 — Quando considerar que se encontram reunidas caso seja necessário.º-B. quando ção.º-Z e 167. de 26 de dezembro. apoio financeiro a conceder pelo Fundo de Resolução. e 31-A/2012. b) Com a alienação a terceiro da totalidade das ações c) Devolver à instituição de crédito objeto de resolu- ou outros títulos representativos do capital social da ção direitos e obrigações que haviam sido transferidos instituição de transição. 4 — A alienação pela instituição de transição pre- tituição de crédito objeto de resolução. o Banco de Portugal ou a n.º 1 aplica-se aos direitos e obrigações e não à insti- 6 — O Banco de Portugal determina o montante do tuição de transição. e no n. por ação ou omissão. nos termos do mente os direitos. de 21 de julho. por ação ou omissão. 119/2011. bem como a sua modali- caso disso. nos termos do disposto nos para a instituição de transição ou devolver a titularidade n. dos fundos provenientes do Fundo de Reso. do que uma instituição de crédito objeto de resolução.os 1 e 2 do artigo 145. tos.º 1 do artigo 145. obrigações. 162/2009. n.º-B do Decreto-Lei da instituição de transição. 5 — A transferência prevista na alínea c) do nú.º-B e no que não estiveram.º-O crédito objeto de resolução ou aqueles titulares opor. na origem artigo 15.º 345/98. f) Quando entenda que. de ações ou de títulos representativos do capital social c) Com a fusão da instituição de transição com outra da instituição de crédito objeto de resolução aos res.º-P. ções comerciais existentes na altura.Diário da República. ações ou outros títulos representativos ridade de ações ou de títulos representativos do capital do capital social da instituição de crédito objeto de re- social da instituição de crédito objeto de resolução para solução que tiverem sido transferidos para a instituição de transição. se autorizada nos termos do -Leis n.º-C ou para facilitar a cessação da atividade artigo 145. dade e condições.º-C ou nas seguintes situações: da instituição de transição nos termos do disposto no n.º 1 e 2 do de 10 de fevereiro. regras e orientações trimoniais a transferir para a instituição de transição não da União Europeia em matéria de auxílios de Estado. nos termos e ações ou outros títulos representativos do capital social condições previstos no artigo 15. 211-A/2008.os 126/2008. tram asseguradas as finalidades previstas no n. o Banco de Portugal pode. desde que estejam reunidas as e) Pelo decurso do prazo previsto no n. depende de autorização do Banco lução. ou do Fundo para a instituição de transição ou para a alienação das de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo. acrescido. quando entender que se encon- para assegurar as finalidades previstas no n. nos termos dito objeto de resolução que tenham sido transferidos e condições previstos no artigo 167.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(49) tenham sido membros dos órgãos de administração de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo.º-O.º 3 do artigo 145. e 31-A/2012. artigo 145. petivos titulares no momento da deliberação prevista d) Quando a instituição de transição deixe de cumprir no n. quando tal seja necessário e. obrigações.ª série — N.

sem prejuízo ou omissões ilícitas. por eles cometidas no exercício do posterior cumprimento dos mesmos no mais breve das suas funções com dolo ou culpa grave. para veículos de gestão transição. que aprova os respetivos assembleia geral. o Fundo de Resolução não pode ser titular de lares de outros títulos representativos do capital social ações ou outros instrumentos representativos do capital da instituição de crédito objeto de resolução ou da social da instituição de transição. com transmissão das respon- obrigações. que devem a totalidade dos direitos e obrigações de instituições obedecer a todas as orientações e recomendações trans- de crédito objeto de resolução ou de uma instituição mitidas pelo Banco de Portugal. duz efeitos independentemente de qualquer disposição laridade das ações ou outros títulos representativos legal ou contratual em contrário. com o objetivo não sejam transferidos. de operações de titularização ou de outros afetação do produto da respetiva alienação nos termos contratos que contenham cláusulas de compensação e do disposto no número anterior. que consti. cessa a aplicação do relacionada com a transferência. vas à gestão. instituição de transição. 10 — A decisão de transferência prevista no n.1700-(50) Diário da República. nomeadamente no caso de contratos de garantia lução transferidos para a instituição de transição e da financeira. 12 — O Código das Sociedades Comerciais é apli- 2 — O Banco de Portugal pode ainda determinar a cável aos veículos de gestão de ativos. dos órgãos de administração e de fiscalização da ins- 5 — O veículo de gestão de ativos é constituído por tituição de transição sem necessidade de proposta da decisão do Banco de Portugal. de gestão de ativos para o efeito constituídos é comu- . nomear os membros de gestão de ativos. obrigações de uma instituição de crédito objeto de reso- para todos os efeitos legais e contratuais. por si só. pode o Banco de Portugal. como sucessor lução ou de uma instituição de transição para veículos nos direitos e obrigações transferidos. o efeito de transmissão da titula. regime das instituições de transição. passivos. 1. Segregação de ativos resolução. em alternativa juízo dos poderes do Banco de Portugal sobre o veículo ao disposto no número anterior. da assembleia geral do veículo de transição de ativos. com a mesma finalidade 13 — Compete ao Banco de Portugal. oposição à renovação ou alteração 1 — O Banco de Portugal pode determinar a trans. não estando obrigado ao cumprimento dos 15 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabili- requisitos legais que de outra forma seriam aplicáveis dade. ridos. de condições estipulados nos contratos em causa. alienação ou liquidação. sendo este considerado. a critérios de n.º 1 produz. nomeadamente relati- de transição. sendo título bastante do respetivo capital social e de fusão da instituição para o cumprimento de qualquer formalidade legal de transição com outra entidade.º-S quaisquer terceiros. a instituição de tran. os acionistas e credores da instituição tuam ativos. instituição de transição. estatutos. objeto de resolução ou da instituição de transição para 17 — A transferência parcial ou total de direitos e o veículo de gestão de ativos. fiscalização ou os titulares de cargos de direção de topo 6 — O veículo de gestão de ativos pode iniciar a do veículo de gestão de ativos apenas são responsáveis sua atividade sem prévio cumprimento dos requisitos perante os acionistas e credores da instituição de crédito legais relacionados com o registo comercial e demais objeto de resolução pelos danos que resultem de ações procedimentos formais previstos por lei. 9 — A decisão de transferência prevista no n. gestão que assegurem a manutenção de baixos níveis ridade dos direitos e obrigações da instituição de crédito de risco. não têm qualquer direito sobre de maximizar o seu valor com vista a uma posterior os direitos e obrigações transferidos. e outros credores cujos direitos e obrigações de ativos para o efeito constituídos. os membros dos órgãos de administração e de à gestão dos direitos e obrigações transferidos. prazo possível.ª série — N. 16 — O veículo de gestão de ativos deve obedecer. não podendo constituir fundamento para o exercício de direitos de vencimento antecipado. da instituição de crédito objeto de resolução ou da 6 — Após a alienação da totalidade dos direitos. veículos de gestão de ativos. subscrito e realizado total ou parcialmente pelo Fundo 14 — Aquando da decisão de transferência prevista de Resolução com recurso aos seus fundos. das partes em contratos rela- cionados com os direitos e obrigações a alienar nem de Artigo 145. ferência de direitos e obrigações de uma instituição de 11 — Sem prejuízo do disposto na secção V do pre- crédito ou de uma instituição de transição.º 1 8 — No momento da fusão referida na alínea c) do não depende do consentimento dos acionistas ou titu- n.º 4 do 8 — A transferência parcial dos direitos e obriga- artigo 145. 7 — A decisão do Banco de Portugal prevista no no desenvolvimento da sua atividade. elementos extrapatrimoniais e de crédito objeto de resolução ou da instituição de ativos sob gestão da instituição.º 1 pro- 7 — Nos casos de alienação da totalidade da titu.º-L. ações ou outros títulos representativos do sabilidades associadas aos elementos do ativo transfe- capital social da instituição de crédito objeto de reso. sem pre. sição é dissolvida pelo Banco de Portugal. 3 — O veículo de gestão de ativos é uma pessoa nomear e fixar a remuneração dos membros dos seus coletiva criada para receber e administrar a parte ou órgãos de administração e de fiscalização. com as adap- transferência de direitos e obrigações de duas ou mais tações necessárias aos objetivos e à natureza destas instituições de crédito incluídas no mesmo grupo para entidades. sob proposta prevista no número anterior. à estratégia e ao perfil de risco do veículo 4 — O capital social do veículo de gestão de ativos é de gestão de ativos. no n. de novação. sente capítulo.º 1.º 60 — 26 de março de 2015 5 — Sem prejuízo do disposto no n.º 1. todas as receitas geradas pela cessação ções para o veículo de segregação de ativos não deve da atividade da instituição de transição revertem para prejudicar a cessão integral das posições contratuais os seus acionistas. denúncia.

condições referidos no número anterior. feridos da instituição de crédito objeto de resolução 5 — A contrapartida prevista no número anterior ou da instituição de transição. ou do Fundo 4 — Sem prejuízo do disposto no n. de fiscalização do veículo de segregação de ativos. direta ou indireta. esta reverte para a instituição de 3 de novembro.º-R. ao acerto da con- 1 — O Banco de Portugal seleciona os direitos e trapartida fixada no momento da transferência. posto no artigo 145. não se aplicando o artigo 349.º-AA e tendo em conta a inter- regras e orientações da União Europeia em matéria de venção do Fundo de Garantia de Depósitos.º 1 -Leis n. a todo o tempo: pessoas que lhes prestem serviços a título permanente a) Transferir outros direitos e obrigações da institui- ou ocasional estão sujeitos ao dever de segredo previsto ção de crédito objeto de resolução ou da instituição de no artigo 78. e que não contribuíram.º-H e os princípios. Recapitalização interna (bail-in) tenham tido participação.º 1 do artigo anterior. que pode ter um valor caso seja necessário. se verifiquem ou quando aqueles direitos. salvo se ficar demonstrado à sua transitoriedade não consubstancia uma operação que não estiveram. comissários e outras anterior. se necessário. e condições previstos no artigo 167. entre os ativos e passivos da instituição objeto 10 — O valor total dos passivos e elementos extra- de resolução ou da instituição de transição transferidos patrimoniais a transferir para o veículo de gestão de para o veículo de gestão de ativos.º-T b) Devolver à instituição de crédito objeto de reso- Património. sendo caso pode ser paga através da entrega de obrigações repre. de 21 de julho. na origem de concentração de empresas para efeitos da legislação das dificuldades financeiras da instituição de crédito aplicável em matéria de concorrência.Diário da República. de crédito objeto de resolução ou para a instituição de 26 de dezembro.º transição para veículos de gestão de ativos. 119/2011.º 8 do 11 — É aplicável à cessação da atividade do veículo artigo 145. alterado pelos Decretos- ativos em virtude da transferência prevista no n. por ação ou omissão. da atividade do veículo de gestão de ativos. nos termos auxílios de Estado. e desde que estejam reunidas as condições previstas 2 — Os direitos e obrigações da instituição de cré- no número seguinte. 162/2009. acrescido. positiva.º-U anteriores à data da aplicação da medida de resolução. o veículo de gestão de ativos.º 1 do artigo seus empregados. para a criação e o desenvolvimento nominal ou negativo e que deve ter em conta a ava. mas atendendo da instituição de crédito. de 9 de novembro.º-H. Artigo 145. no transição quando os direitos e obrigações lhe tenham âmbito da aplicação da medida de resolução prevista sido diretamente adquiridos.ª série — N. obrigações.º-L.º-S. se houver lugar ao pagamento de qual. de gestão de ativos. 6 — Sem prejuízo do disposto no n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(51) nicada à Autoridade da Concorrência. mandatários. dos fundos provenientes do Fundo de Resolu- sentativas de dívida emitidas pelo veículo de gestão de ção. de 20 de julho. por ação ou omissão.º-B. procedendo. nos dois anos Artigo 145. 1. de do artigo anterior. e 31-A/2012. para o 18 — Os membros dos órgãos de administração ou agravamento de tal situação. b) A sua transferência seja necessária para assegurar ações e títulos representativos do capital social da ins- o bom funcionamento da instituição de crédito objeto tituição de crédito objeto de resolução aí previstas não de resolução ou da instituição de transição.º do Código das de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo. o dis- culo de segregação de ativos quaisquer direitos de cré. quando as ceiros. nos termos liação a que se refere o artigo 145. nos termos e artigo 145. obrigações. na medida da diferença. 3 — O Banco de Portugal determina a contrapartida 9 — O Banco de Portugal determina o montante do a pagar pela transferência dos direitos e obrigações para apoio financeiro a conceder pelo Fundo de Resolução. do disposto no artigo 145. apurada no âmbito ativos não deve exceder o valor total dos ativos trans- da avaliação prevista no artigo 145. o Banco de Portugal pode.os 126/2008. nos termos e Sociedades Comerciais. dito sobre a instituição de crédito objeto de resolução detidos por pessoas e entidades que. de 10 de fevereiro. disso. com as devidas adaptações. c) A sua transferência seja necessária para maximizar ações e títulos representativos do capital social da ins- as receitas resultantes da sua alienação. financiamento e cessação da atividade lução ou à instituição de transição direitos e obrigações do veículo de gestão de ativos que haviam sido transferidos para o veículo de gestão de ativos. condições de transferência dos direitos. não podem ser transferidos para o veí. do Fundo de Garantia de Depósitos ou do Fundo ativos. os 7 — Após a transferência prevista no n. se no n. tituição de crédito objeto de resolução não se insiram nas categorias aí definidas.º 345/98. dito objeto de resolução ou da instituição de transição só podem ser transferidos para um veículo de gestão de 8 — A transferência prevista na alínea b) do nú- ativos caso se verifique alguma das seguintes situações: mero anterior só pode ser efetuada quando tal esteja a) A sua alienação no âmbito de um processo de expressamente previsto na decisão do Banco de Por- liquidação tenha efeitos adversos nos mercados finan. tugal prevista no n. não obrigações da instituição de crédito objeto de resolução podendo a instituição de crédito objeto de resolução ou da instituição de transição a transferir para o veículo ou a instituição de transição opor-se a essa devolução de gestão de ativos no momento da sua constituição.º-B do Decreto-Lei quer contrapartida por parte do veículo de gestão de n. condições previstos no artigo 15.º 1 do artigo anterior. igual ou superior a 2 % do capital social da instituição crédito 1 — O Banco de Portugal pode determinar a aplica- ou tenham sido membros dos órgãos de administração ção da medida de recapitalização interna para reforçar . 211-A/2008.º 4 do de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo.

o Banco de Portugal pode ainda: excluir total ou parcialmente da aplicação dos poderes a) Converter os créditos elegíveis da instituição de previstos nos n.º 6 Depósitos. c) Créditos de instituições de crédito e de empresas de investimento que exerçam as atividades previstas nas 10 — Ao exercer a possibilidade prevista no nú- alíneas c) ou f) do n. decorrentes da participação nesses aplicação dos poderes previstos nos n.º-S. ditos elegíveis mediante a emissão de ações ordinárias 8 — Não são considerados créditos elegíveis os ou títulos representativos do capital social da instituição créditos decorrentes da detenção. prazo da instituição de crédito. sobre sistemas de pagamentos e de liquidação sos financeiros disponíveis no Fundo de Resolução. com impacto na eco- 4 — A aplicação dos poderes previstos nos n. aos seus operadores ou aos 11 — Se o Banco de Portugal decidir excluir da seus participantes. junta.º 6. nomeadamente e 2 é precedida do exercício dos poderes previstos no no que diz respeito aos depósitos de pessoas singulares artigo 145. permanecerá na instituição de crédito após o exercício d) Créditos cujo vencimento ocorrerá em menos de daquela possibilidade. nados créditos elegíveis ou classes de créditos elegíveis . com exceção mero anterior. serviços e transações 3 — Caso seja estritamente necessário. ou classes de créditos elegíveis quando se verifique ção de transição mediante a emissão de ações ordinárias alguma das seguintes situações: e reduzir o valor nominal dos créditos elegíveis da a) Não ser operacionalmente possível aplicar tem- instituição de crédito objeto de resolução a transferir pestivamente aqueles poderes. nos casos em que exista uma remuneração dos responsáveis pela assunção de riscos perspetiva razoável de que a aplicação da medida. o Banco de Portugal pode 9 — Excecionalmente. e que não estejam excluídos da aplicação da medida de recapitalização interna nos termos do disposto no 7 — O disposto na alínea b) do número anterior não n. de modo a assegurar a manutenção das operações. tituam passivos da instituição de crédito objeto de reso- h) Créditos do Fundo de Garantia de Depósitos rela- lução que não sejam instrumentos de fundos próprios tivos ao pagamento das contribuições. f) Créditos de prestadores de bens e serviços consi- çar as finalidades previstas no n.º.os 1 e 2 a nos n.º-M e 145. na parte que 5 — O Banco de Portugal seleciona os créditos ele- exceda o limite previsto no artigo 166. no montante que exceda essa garantia. g) Créditos por impostos do Estado e das autarquias a) Redução do valor nominal dos créditos que cons- locais que gozem de privilégio creditório.º. mento dos mercados financeiros. permitirá alcan. com um prazo para efeitos do disposto nas alíneas a) e b) do n. através da aplicação dos serviços de utilidade pública e o arrendamento. de crédito objeto de resolução. excluídos da aplicação daqueles poderes.º-C e derados estratégicos para o funcionamento corrente da restabelecer a solidez financeira e a viabilidade a longo instituição de crédito.º 1 do de vencimento inicial inferior a sete dias. o montante de créditos elegíveis que das entidades que façam parte do mesmo grupo. com exceção artigo 145. doravante designados para efeitos do presente impede o Banco de Portugal de aplicar os poderes pre- título por créditos elegíveis. do serviço de colocação sem garantia. de valores mobiliários. prestações de pensão ou outras remunerações os requisitos para a manutenção da autorização para fixas vencidas. crédito.º-C. pela instituição de de crédito objeto de resolução. incluindo os bens ou fundos de clientes detidos 2 — Caso os requisitos previstos no número ante- por conta de organismos de investimento coletivo. mente com outras medidas relevantes. rior não estejam reunidos. e de micro. o Banco de essenciais da instituição.1700-(52) Diário da República. 1. Portugal pode alterar o tipo de sociedade da instituição c) A exclusão ser estritamente necessária e propor- de crédito objeto de resolução de modo a aplicar os cional para evitar uma perturbação grave no funciona- poderes previstos nos números anteriores. esses créditos desvalorizaria os ativos da instituição de 6 — Os poderes previstos nos n. significativos identificados no artigo 115. dentro do limite previsto no artigo 166.os 1 e 2 determinados créditos elegíveis crédito objeto de resolução em capital social da institui. repa- seguintes poderes: ração e manutenção de instalações. incluindo serviços informáticos.os 1 e 2 determi- sistemas.os 1 nomia nacional ou da União Europeia. com exceção da componente variável o exercício da sua atividade e obter financiamento de da remuneração não regulamentada por convenções forma autónoma e em condições sustentáveis junto dos coletivas de trabalho. b) A exclusão ser estritamente necessária e propor- b) Reduzir o valor nominal dos créditos elegíveis da cional para garantir a continuidade das funções críti- instituição de crédito objeto de resolução a transferir cas e das linhas de negócio estratégicas da instituição nos termos do disposto nos artigos 145.º-A. seriam maiores do que se esses créditos tivessem sido b) Créditos que beneficiem de garantias reais.os 1 e 2 não podem crédito objeto de resolução de tal forma que os prejuízos ser aplicados a: suportados pelos restantes credores não excluídos nos a) Depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia de termos do disposto no presente número ou no n.º 60 — 26 de março de 2015 os fundos próprios de uma instituição de crédito na e) Créditos de trabalhadores em relação ao venci- medida suficiente que lhe permita voltar a cumprir mento. o Banco de Portugal tem em conta. gíveis aos quais serão aplicados os poderes previstos d) A aplicação dos poderes previstos nos n. para a instituição de transição.º 1 do artigo 145.ª série — N. bem como o montante de recur- sete dias. de bens ou fundos de clientes por conta dos mesmos. pequenas e médias empresas.os 1 e 2. salvo a componente variável da mercados financeiros.º-D.os 1 e 2 aos créditos que beneficiem de ga- b) Aumento do capital social por conversão dos cré- rantias reais.º-I. vistos nos n.º 1 do artigo 199.

º-H. créditos decorrentes de instrumentos financeiros deri- vados de acordo com: 14 — Excecionalmente.º-H. 13 — O Fundo de Resolução pode prestar o apoio fi- 5 — Os poderes previstos nos n. a) O montante dos prejuízos suportados pelos titu. social de modo a garantir o cumprimento do rácio de das cumulativamente as seguintes condições: fundos próprios principais de nível 1 da instituição a) Os titulares de instrumentos de fundos próprios de crédito objeto de resolução ou da instituição de e de créditos elegíveis da instituição de crédito ob.º-V.os 1 e 2 do artigo anterior. com o montante das perdas que esses instrumentos o Banco de Portugal notifica a Comissão Europeia sofreriam por força da aplicação da medida de recapi- desse facto. os fundos próprios. nos casos previstos na alínea a) do elegíveis deve ser reduzido de modo a garantir que os n.º-I e no presente artigo. determina o crédito do limite previsto no artigo 166.º 10 do artigo 145. 7 — Caso os instrumentos financeiros derivados b) Os recursos do Fundo de Resolução resultan. talização interna. no artigo 145. 3 — O Banco de Portugal aplica os poderes previstos b) O apoio financeiro a prestar pelo Fundo de Reso.os 1 e 2 do artigo anterior a esses instrumentos previstos no n.º 7 do com a avaliação realizada nos termos do disposto artigo 145. 1. no qual deve ser estabelecido o valor de uma posição gio creditório previsto no artigo 166. e objeto na totalidade da aplicação dos poderes previstos c) Metodologias adequadas para comparar a perda nos n. o Banco de e 153. o disposto no artigo 145. o Banco de Portugal resolução o apoio financeiro necessário para suportar determina. ou para adquirir ações ou outros capitais próprios da instituição de crédito sejam iguais instrumentos de capital da instituição de crédito objeto a zero.º 1 do artigo 145. sustentáveis junto dos mercados financeiros.º-T.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(53) e não for possível repartir os prejuízos que teriam sido Artigo 145.º-G sação e de novação (netting agreement). de forma agregada. o apoio financeiro prestado pelo Fundo de Resolução nomeadamente nos casos em que estes instrumentos tenha atingido o limite de 5 % do total de passivos pre. 6 — O Banco de Portugal pode determinar o venci- lares de instrumentos de fundos próprios e de créditos mento e respetiva liquidação de qualquer instrumento elegíveis da instituição de crédito objeto de resolução financeiro derivado com vista à aplicação dos poderes não seja inferior a 20 % dos seus ativos ponderados previstos nos n. estejam abrangidos por uma convenção de compensa- visto na alínea b) do n. da instituição de crédito. nos casos b) O montante de créditos elegíveis que devem ser previstos na alínea b) do n.os 1 e 2 do artigo anterior. transição que lhe permita manter a autorização para o jeto de resolução terem suportado os prejuízos e exercício da sua atividade durante pelo menos um ano e contribuído para o reforço dos capitais próprios.º 12 e todos os créditos comuns. tigo 145. estejam abrangidos por uma convenção de compen- tes das contribuições previstas nos artigos 153. com base na avaliação os prejuízos que não foram suportados por aqueles prevista no artigo 145. dentro mos do disposto no artigo 145. ção e de novação (netting agreement). em montante não inferior a 8 % do total dos passivos.º-A. com exceção dos depósitos garantidos pelo Fundo de b) Princípios para determinar o momento relevante Garantia de Depósitos que não beneficiem do privilé. e com as cláusulas da respetiva convenção.º.º 11 sem observância do disposto anterior só podem ser aplicados a um crédito perante na alínea a) do número anterior caso se verifiquem a instituição de crédito decorrente de um instrumento cumulativamente as seguintes situações: financeiro derivado após a sua liquidação. pelo risco. constituídos junto das resultante da liquidação desses instrumentos de acordo instituições de crédito que neste participem. nos n.ª série — N. o Banco de Portugal pode a) Metodologias adequadas para determinar o valor procurar obter recursos financeiros alternativos caso das categorias de instrumentos financeiros derivados. tenham sido sobre instrumentos financeiros derivados. obter financiamento de forma autónoma e em condições através do exercício dos poderes previstos no ar.º-J. incluindo os 2 — A determinação prevista na alínea a) do nú- fundos próprios.º 1 do artigo 145. de acordo mero anterior tem em conta o disposto no n.Diário da República.º 1 e 2 nos termos do disposto no n.º-H: créditos e restaurar os capitais próprios da instituição a) O montante no qual o valor nominal dos créditos de crédito até zero.os 1 e 2 do artigo anterior.os 1 e 2 do artigo anterior de acordo com a gradua- lução não exceder 5 % do total dos passivos. . de valor que decorreria da liquidação dos instrumentos 15 — Antes de excluir um crédito elegível ou uma financeiros derivados e da aplicação dos poderes previs- classe de créditos elegíveis da aplicação dos poderes tos nos n. convertidos em capital social mediante a emissão de 12 — O Fundo de Resolução só poderá prestar o ações ordinárias ou de títulos representativos do capital apoio financeiro previsto no número anterior verifica.os 1 e 2 do artigo nanceiro previsto no n.º-H representem pelo menos 3 % dos depósitos Portugal ou a entidade independente designada nos ter- garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. 4 — Na aplicação dos poderes previstos nos n.os 1 e 2. com as devidas adaptações. e de resolução ou da instituição de transição.º 1 do artigo 145. c) O montante dos ativos da instituição de crédito 8 — O Banco de Portugal determina o valor dos seja inferior a € 900 000 000 000 em base consolidada.º-Q e no n. incluindo ção de créditos em caso de insolvência. o Fundo 1 — Para efeitos da aplicação dos poderes previstos de Resolução presta à instituição de crédito objeto de nos n.º 9.º-V.º-D.º-V suportados por esses créditos pelos restantes credores Aplicação da medida de recapitalização interna assegurando simultaneamente o cumprimento do dis- posto na alínea c) do n. aplica-se. da instituição de crédito.

que devem ser comparados com çam atividades de intermediação financeira. crédito revê o plano de reorganização sempre que o cas e dos mercados financeiros em que a instituição de Banco de Portugal. 9 — O órgão de administração da instituição de v) A alienação de ativos ou de linhas de negócio.º-U ou.os 8 e 9. o plano de reorganização do créditos elegíveis que tenha sido reduzida ao abrigo negócio é elaborado por essa entidade e abrange todas desses poderes. a situação atual e as perspetivas futuras legislação aplicável. 2 — O plano de reorganização do negócio baseia-se 10 — O órgão de administração da instituição de em pressupostos realistas quanto às condições económi. as principais vulnerabilidades da instituição de crédito 11 — Tratando-se de instituições de crédito que exer- objeto de resolução. o plano de reorganização do negócio deve ser dessa atividade. crédito executa o plano de reorganização do negócio aprovado e apresenta ao Banco de Portugal. em acordo com o da instituição de crédito objeto de resolução elabora e Banco Central Europeu nos casos em que este seja.º-U forem aplicados a entidades pertencen- tes a grupos cuja empresa-mãe tenha sede em Portu.º-U mantém-se em dívida nos termos des de resolução relevantes e à Autoridade Bancária contratuais aplicáveis. nele previstas permitirão repor a viabilidade a longo cunstâncias e problemas que conduziram a instituição prazo da instituição de crédito.os 1 e 2 ao Banco de Portugal. 180 dias. regras e orientações.º-W auxílios de Estado.º 1 do artigo 145.ª série — N. Europeu nos casos em que este seja. seguindo-se o disposto nos n. extingue-se a parte dos pelo Banco de Portugal. compatível com o plano de reestruturação que deve ser apresentado à Comissão Europeia nos termos daqueles Artigo 145. que dê resposta a esses problemas. Disposições complementares para a medida 4 — Quando os poderes previstos no n. Portugal comunica à Comissão do Mercado de Valores 3 — Quando forem aplicáveis os princípios.º 1 do artigo 199. nos termos da nomeadamente. até ao prazo fixado nos respetivos Plano de reorganização do negócio princípios. regras e Mobiliários os elementos do plano de reorganização do orientações da União Europeia em matéria de auxílios negócio que possam ter impacto no desenvolvimento de Estado.º-AB. do artigo 145. dias. no prazo de 30 dias a zação do negócio que inclua os seguintes elementos: contar da data de receção do mesmo. cláusula contratual nos termos e condições dos ins- sário notificar o plano de reorganização do negócio trumentos contratuais constitutivos de um crédito nos às autoridades europeias competentes em matéria de termos da qual o credor reconhece que esse crédito . 1. visão da instituição de crédito. ração do montante dos juros devido e de qualquer outra 5 — Se tal for necessário para alcançar as finalidades alteração das condições que o Banco de Portugal possa previstas no n. 1 — No caso de aplicação dos poderes previstos 6 — O Banco de Portugal aprova o plano de reor- no n.º 1 do artigo 145. incluindo uma com. anterior. atingir a viabilidade a longo prazo da instituição de binação de acontecimentos que permitam identificar crédito. em acordo com o Banco insolvência. nização do negócio permitem resolver os problemas iv) A reestruturação das atividades existentes que detetados nos termos do disposto no número anterior. o prazo previsto determinar nos termos do disposto na alínea j) do n.º 1 do artigo 145. o Banco de padrões de referência adequados a nível setorial. que o comunica às autorida. caso seja neces. a cada c) O calendário de execução dessas medidas. máximo de 60 dias a contar da aplicação dos poderes 3 — As instituições de crédito devem incluir uma previstos no n. sendo apresentado que não tenha sido reduzido ao abrigo dos n. que podem incluir: de administração dos problemas detetados e exige a apresentação no prazo de 15 dias de um novo plano i) A reorganização das suas atividades. que as medidas a) O diagnóstico pormenorizado dos fatores.º-U. no prazo de 30 dias termos da legislação aplicável. do n. Central Europeu nos termos do disposto no número b) A descrição das medidas destinadas a repor a via. ii) Alterações aos seus sistemas operacionais e às 8 — O Banco de Portugal decide. possam ser tornadas competitivas. o órgão de administração ganização do negócio caso decida. consoante o que ocorra primeiro. regras e orientações.os 1 e 2 do artigo 145.º-X princípios. nos apresenta ao Banco de Portugal.º-U. sem prejuízo de qualquer alte- Europeia. cir. no prazo de sete suas infraestruturas internas. a autoridade de super- contados da aplicação da medida.º-C.º 1 no n. notifica o respetivo órgão adequado.1700-(54) Diário da República.º 1 do de recapitalização interna artigo 145. em acordo com o Banco Central crédito exercerá a sua atividade e tem em consideração. do grupo.º-A.º 1 pode ser excecionalmente prorrogado até ao do artigo 145. um plano de reorgani. a autoridade de supervisão da dos mercados financeiros em função de pressupostos instituição de crédito. de crédito objeto de resolução ao risco ou situação de 7 — Se o Banco de Portugal. um relatório sobre os progressos alcançados na sua execução. com exceção do serviço de 2 — O montante correspondente ao crédito elegível colocação sem garantia. entenda que tal é necessário para mais otimistas e mais pessimistas. deixando o seu pagamento ou quaisquer as instituições de crédito e empresas de investimento outras obrigações não vencidas relacionadas com o que exerçam as atividades previstas nas alíneas c) ou f) mesmo de ser exigível. se as medidas previstas no novo plano de reorga- iii) A cessação das atividades que gerem prejuízos. 1 — Após a aplicação dos poderes previstos nos gal e esteja sujeita a supervisão em base consolidada n.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 145. entender que o plano de reorganização do bilidade a longo prazo da instituição de crédito objeto negócio não permite repor a viabilidade a longo prazo de resolução ou de parte da sua atividade num prazo da instituição de crédito.

º-S.º-Y a) A necessidade de assegurar que podem ser apli- Requisito mínimo de fundos próprios e créditos cadas medidas de resolução à instituição de crédito. o seu prazo de vencimento deve ser consi- derado como a primeira data em que esse direito pode a) Não estejam excluídos da aplicação dos poderes ser exercido.os 1 e 2 do artigo 145.º 1 do artigo 145.º-A. previstos no n. n. 145.os 1 e 2 do artigo 145. elegível esteja sujeito à lei de um país terceiro. c) A celebração do contrato constitutivo do crédito d) A dimensão. previstos nos n.º 1 não se aplica às instituições forma autónoma e em condições sustentáveis junto dos de crédito hipotecário caso as mesmas venham a ser mercados financeiros. 1. ceiro derivado. a instituição de crédito disponha de outros créditos elegíveis em montante suficiente para garantir a) O contrato constitutivo do crédito é válido e efi. nos termos e) O crédito não decorre de um instrumento finan- do disposto no n.º-U. que da instituição de crédito. o modelo de não foi financiada direta ou indiretamente pela insti.º 4 do f) O crédito não resulta de um depósito que goze artigo 166.º-U sejam aplicados.º-U ao abrigo da lei desse efeitos ao abrigo da lei desse país terceiro. tendo em país terceiro ou de uma convenção celebrada com o conta.os 1 e 2 do artigo 145. o modelo de negócio. a insti- vel caso o Banco de Portugal determine que os referi. ção de crédito. créditos elegíveis da aplicação dos poderes previstos assumam os prejuízos das mesmas. a instituição de crédito dispõe de créditos elegíveis num ção de crédito com base na sua situação financeira montante suficiente para garantir que. nos termos da legislação créditos. elegíveis para a recapitalização interna nomeadamente a medida de recapitalização interna. no n.º-C.os 1 e 2 do artigo 145. quando relevante.º 8 daquele artigo. caso os poderes individual. consultando o Banco Central Europeu res previstos nos n. se o plano de medidas de resolução previstas nos artigos 145. dito.Diário da República.º-S.º-U a esses nos casos em que este seja. ou previr a transferência de certas rados para efeitos do cálculo do montante de fundos classes de créditos elegíveis no âmbito da aplicação próprios e de créditos elegíveis caso preencham cumu.º-U e aceita a produção dos sendo que. resolução da instituição de crédito previr a possível 145. nos n. nos casos em que esses instrumentos do crédito confira ao seu titular o direito ao reembolso contratuais: antecipado.º 3.º 23-A/2015. vos titulares e o rácio de fundos próprios principais b) O titular do crédito não é a própria instituição de nível 1 atinja um nível que lhe permita cumprir os de crédito e o crédito não é garantido pela instituição requisitos para a manutenção da autorização para o de crédito. percentagem do total dos passivos e dos fundos próprios b) A necessidade de assegurar. artigo 166. nomeadamente.º-U. com observância dos seguintes critérios: Artigo 145.º-M. 2 — Para efeitos do disposto no número anterior.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(55) pode ser objeto da aplicação dos poderes previstos d) O crédito vencer-se-á em pelo menos um ano. caso o instrumento contratual constitutivo respetivos efeitos. sob pena de não o considerar demonstre a validade e eficácia da cláusula incluída para efeitos do cálculo do montante de fundos próprios nos instrumentos contratuais nos termos do disposto e de créditos elegíveis. aplicável. exercício da sua atividade. financiamento e o perfil de risco da instituição de cré- tuição de crédito. exercício da sua atividade e obter financiamento de 3 — O disposto no n.º-M. nos termos do disposto no 4 — Os créditos elegíveis só poderão ser conside. os termos contratuais aplicáveis mesmo. 5 — O Banco de Portugal pode exigir que. das medidas previstas nos artigos 145.º 1 do artigo 145.os 1 e 2 do artigo 145.º 6 do mesmo artigo. tuição de crédito demonstre que a decisão de aplicar os dos créditos podem ser sujeitos aos poderes previstos poderes previstos nos n. a cumprir por cada institui.º 3 fundos próprios e créditos elegíveis de cada institui- não impede o Banco de Portugal de aplicar os pode. desde que os credores dessas ins.º 1 mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis em do artigo 145. de 26 de março. 6 — O Banco de Portugal determina o requisito de 6 — A não inclusão das cláusulas previstas no n. que os prejuízos possam ser suportados pelos respeti- caz.ª série — N. incluindo os titulares de obrigações cobertas. de um privilégio creditório nos termos do disposto no c) Sejam regidos pela lei de um país terceiro. a autoridade de supervisão da instituição de crédito.º-O lativamente as seguintes condições: e 145. e os eventuais acordos internacionais existentes que 5 — O Banco de Portugal pode exigir às instituições reconheçam nesse país terceiro a eficácia das medidas de crédito que apresentem um parecer jurídico que de resolução nacionais. 1 — O Banco de Portugal determina um requisito de modo a prosseguir as finalidades previstas no n.º-A.º-T produz nos n. liquidadas nos termos da lei aplicável ou sujeitas às c) A necessidade de assegurar que. no n. exclusão de certos créditos elegíveis ou classes de tituições. b) Não constituam um depósito referido no n. caso o instrumento contratual constitutivo de um crédito 4 — O disposto no número anterior não é aplicá. os prejuízos possam ser suportados pelos respetivos as obrigações emergentes de instrumentos financeiros titulares e que o rácio de fundos próprios principais derivados são incluídas no total dos passivos se os de nível 1 atinja um nível que lhe permita cumprir os direitos de compensação e de novação da contraparte requisitos para a manutenção da autorização para o estiverem plenamente reconhecidos. d) Sejam celebrados após a data de entrada em vigor da Lei n.º-O ou 145. .

8 — Ao tomar a decisão referida nos n. na falta de uma decisão conjunta mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis seja nos termos do disposto no número anterior no prazo parcialmente cumprido. se necessário. ou sempre que o Banco 8 — O Banco de Portugal. vinculativas e devem ser regularmente reexaminadas lizados nos termos do disposto no n. subordinado. de 9 de novembro. supervisão em base consolidada nos termos da legis- tuição de crédito levaria à verificação de graves conse. 3 — O requisito mínimo de fundos próprios e cré- mine por aviso. elegíveis aplicável a grupos 9 — O requisito previsto no número anterior é deter- 1 — O Banco de Portugal. 7 — A decisão conjunta a que se refere o n. alguma das autoridades de resolução instituição de crédito. deve de resolução.º 1 do artigo 152. nomeadamente n. rida no n. próprios e créditos elegíveis. ou do Decreto-Lei n.º 6 lução a nível do grupo.º-J e. com base na sua situação finan- requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis ceira consolidada. do n. alte. o modelo de fundos próprios e créditos elegíveis a cumprir por de negócio e o perfil de risco da filial.º 6 do artigo anterior e tendo em conta o disposto no devido ao risco de contágio com outras instituições de plano de resolução quanto à resolução em conjunto ou crédito ou com o sistema financeiro no seu todo. de 20 de 2 — O requisito previsto no número anterior é deter- julho.º 8 que tenham sido por uma das entidades referidas no n. através de instrumentos contratuais de ao respetivo processo.os 1 e 8 são efetuadas no âmbito da elaboração dos planos de reso.º 1 do artigo 152. o 4 — O Banco de Portugal. conta os pareceres e as reservas das demais autoridades trumento contratual de recapitalização interna. nos 10 de fevereiro.º 1 do artigo 199. 119/2011. antes da tomada da decisão conjunta refe- a) Caso o Banco de Portugal decida aplicar os po. sobre o requisito previsto no n.º-Z sito mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis a cumprir por aquelas entidades com base na sua situação Requisito mínimo de fundos próprios e créditos financeira individual. como autoridade de reso- de Portugal considere necessário. lução responsável por uma instituição de crédito. 162/2009. com base na sua situação financeira consolidada.os 1 e 2 do artigo 145. 1. termos do disposto no artigo 167.º-U a essa número anterior. com exceção Europeia no prazo de 30 dias. observando os critérios previstos no quências para a estabilidade financeira. por 11 — O Banco de Portugal comunica à Autoridade uma empresa de investimento que exerça as atividades Bancária Europeia os requisitos mínimos de fundos previstas nas alíneas c) ou f) do n. a nível individual ou a nível de 120 dias a contar do momento em que se dá início consolidado.º 1093/2010.º.os 126/2008. de fundos próprios. pelas empresas de investimento 7 — O Banco de Portugal pode. g) Outros critérios que o Banco de Portugal deter. ditos elegíveis a cumprir pelas empresas-mãe de uma instituição de crédito. nomeadamente a dimensão. toma uma decisão individual recapitalização interna.º determinados para cada instituição de crédito. o valor nominal do crédito resul.1700-(56) Diário da República. de ou o Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo uma empresa de investimento que exerça as atividades pode contribuir para o financiamento da resolução. os requisitos previstos no n.º 345/98. aplica-se a decisão do daqueles que resultam da titularidade de instrumentos Banco de Portugal.º-A. em separado das filiais do grupo em países terceiros.º-A. após consultar o que exerçam as atividades previstas nas alíneas c) ou f) Banco Central Europeu nos casos em que este seja. quando for o com exceção do serviço de colocação sem garantia. com exceção do serviço de nos termos da legislação aplicável. tiver submetido à Autoridade Bancária Europeia ques- tante desse instrumento é reduzido ou convertido em tões nos termos do artigo 19.º 3 e durante o prazo de 120 dias referido no deres previstos nos n. o Banco de Portugal aguarda pela b) Em caso de liquidação da instituição de crédito.º 60 — 26 de março de 2015 e) Em que medida o Fundo de Garantia de Depósitos cada empresa-mãe de uma instituição de crédito. determina o requisito mínimo do artigo anterior. a decisão do Banco de Portugal a que se refere o n.º 4 e as decisões tomadas pela autoridade de resolução a 10 — As determinações previstas nos n. é determinado por decisão conjunta previsto no presente artigo para as entidades referidas da autoridade de resolução a nível do grupo e das auto- no n.º 1 do artigo 199. prever cláusulas contratuais que estipulem que: 5 — Se. minado com observância dos critérios previstos no n. que seja filial de uma empresa-mãe com sede noutro Estado membro da União Europeia. de 21 de julho.º 1 do artigo 152.º 6 do artigo 116. créditos elegíveis. casos em que este seja a autoridade responsável pela f) Em que medida a situação de insolvência da insti. nível do grupo na ausência de uma decisão conjunta são lução e são reavaliadas quando os mesmos forem atua. atualizadas. determinar um n.º 14 do artigo 116. de 26 de dezembro.º-B com exceção do serviço de colocação sem garantia.º-B e no artigo 15.º-A. como autoridade de reso. nos previstas nas alíneas c) ou f) do n.º 3. e no n.º do Regulamento (UE) capital na medida necessária antes de todos os outros n. determina o requi- Artigo 145.º-K. ou caso. e 31-A/2012.º 1 do artigo 152.º ridades de resolução das filiais do grupo. de minado após consulta ao Banco Central Europeu. a autoridade de colocação sem garantia. incluindo os seus .º 1 do artigo 199. lação aplicável.º 1. 211-A/2008. decisão a tomar pela Autoridade Bancária Europeia e o crédito resultante desse instrumento é considerado decide em conformidade com a mesma.os 1 e 7. de uma das entidades referidas no n. como autoridade de reso- Banco de Portugal pode determinar que o requisito lução a nível do grupo. ou pelas entidades referidas no supervisão da instituição de crédito. sendo graduado depois dos restantes 6 — Na falta de uma decisão da Autoridade Bancária créditos perante a instituição de crédito. devendo ter em 9 — Para um instrumento ser considerado um ins. bem como.º rado pelos Decretos-Leis n. de 3 de novembro. do Parlamento Europeu e do Conselho.ª série — N. e de 24 de novembro.

Bancária Europeia questões nos termos do disposto no f) Os procedimentos de avaliação. do Banco de Portugal. do Parlamento por decisão conjunta entre a autoridade de resolução Europeu e do Conselho. as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n.Diário da República. próprios e créditos elegíveis determinado nos termos cária Europeia no prazo de 30 dias.º 1093/2010. se necessário. aplica-se a decisão do disposto no n. a filial da aplicação dos requisitos de fundos próprios a decisão do Banco de Portugal a que se refere o n.º 1 do garantia. não pode submeter à Autoridade gal.ª série — N. 1 — Para efeitos da aplicação das medidas de reso- veis com base na sua situação financeira consolidada. ou por uma das entidades referidas no Estado membro da União Europeia do cumprimento do n.º artigo 199. em base consolidada da instituição de crédito que é a 12 — Se. que garante os compromissos assumidos pela filial. próprios e créditos elegíveis previstos no presente ar- tuições de crédito-mãe em Portugal do cumprimento do tigo. com exceção do serviço de colocação sem as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n.º 1 do artigo 152. a uma transferência imediata lução a nível do grupo de uma empresa-mãe que tenha de fundos próprios ou ao reembolso de créditos da filial como filiais uma instituição de crédito. o disposto nos n.º 10.º 8.º-AA Financiamento das medidas de resolução a) A instituição de crédito-mãe em Portugal cumpra o requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegí. como autoridade de ções de crédito. com as devidas adaptações. rida no n. antes da tomada de decisão conjunta refe. na com base na sua situação financeira individual. caso estejam no n. a nível do grupo e as autoridades de resolução das filiais do grupo.º 1 do peia nos termos do artigo 19.º que seja filial de uma empresa-mãe requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis com sede noutro Estado membro da União Europeia.º 1 do artigo anterior.º-A. ou de uma das Banco de Portugal concluir pela gestão prudente da filial entidades referidas no n. toma uma a) A filial e a sua empresa-mãe estejam sujeitas à decisão individual sobre o requisito previsto no n.º-A. supervisão do Banco de Portugal. alguma das autoridades de resolução empresa de investimento-mãe em Portugal que exerça tiver apresentado questões à Autoridade Bancária Euro. deter- falta de uma decisão conjunta nos termos do disposto minado nos termos do disposto no n. de 26 de junho. por uma empresa de investimento que exerça artigo 199.os 1 e 3.º-E.º 8. sem garantia.º 1 do artigo 145. 14 — O Banco de Portugal. em base subconsolidada o requisito mínimo de fundos 13 — Na falta de uma decisão da Autoridade Ban. lução responsável pela filial não ultrapassar em mais g) A empresa-mãe seja titular de mais de 50 % dos de um ponto percentual o requisito mínimo de fundos direitos de voto das ações representativas do capital social próprios e créditos elegíveis a cumprir pela empresa. controlo de riscos da empresa-mãe abranjam a filial.º 3 do artigo 7.os 1 e 3. devendo ter em conta os pareceres e as reservas das b) A filial esteja incluída no perímetro de supervisão demais autoridades de resolução. e determinado nos termos do disposto nos n. atualizadas.º 10 — O requisito previsto no n. ou as entidades referidas no n. 17 — O Banco de Portugal pode dispensar as institui- 11 — O Banco de Portugal. como autoridade de reso. de cálculo e de n. o Banco de determinado nos termos do disposto nos n. de 26 de junho.º situada nou. da filial ou tenha o direito de nomear ou destituir a maio- -mãe com base na sua situação financeira consolidada ria dos membros do órgão de administração da filial. com exceção do serviço de colocação que sejam filiais de uma empresa-mãe com sede noutro sem garantia. e tenha declarado. d) Não exista nenhum impedimento significativo.º-A. o Banco de Portugal aguarda pela na União Europeia ou da empresa-mãe na União Euro- decisão da Autoridade Bancária Europeia e toma a sua peia que exerça as referidas atividades.os 8 requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis e 9 do artigo anterior. . com base na sua situação financeira individual. caso este- jam verificadas cumulativamente as seguintes condições: Artigo 145. e Portugal pode determinar que o Fundo de Resolução. lução previstas no n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(57) fundos próprios. com exceção do serviço de colocação n. as empresas de investimento que exerçam resolução responsável por uma instituição de cré.º 10 e durante o prazo de 120 dias referido no c) Se a instituição de crédito-mãe em Portugal ou a número anterior. 18 — É aplicável aos requisitos mínimos de fundos 16 — O Banco de Portugal pode dispensar as insti.º 11 em base individual nos termos do n. sua empresa-mãe. de investimento que exerça as atividades previstas nas e) Os riscos da filial não sejam significativos ou a alíneas c) ou f) do n. com a aprovação do Banco de Portu- tro Estado membro. do Parlamento Europeu e do Conselho. conjunta são vinculativas e devem ser regularmente reexaminadas e.º 8 é determinado do Regulamento (UE) n. e tem em conta o requisito mínimo b) O Banco de Portugal tenha dispensado totalmente de fundos próprios e créditos elegíveis a cumprir pela a instituição de crédito-mãe da aplicação dos requisitos empresa-mãe do grupo a que pertence a filial com base de fundos próprios com base na sua situação financeira na sua situação financeira consolidada.º 3 do artigo 7.º 575/2013. com exceção empresa-mãe apresente argumentos que permitam ao do serviço de colocação sem garantia. individual nos termos do disposto no n. do Parlamento responsável por uma filial na ausência de uma decisão Europeu e do Conselho.º 1 do artigo 152.º e as decisões tomadas pela autoridade de resolução do Regulamento (UE) n. for diferente da instituição de crédito-mãe de 24 de novembro. nem se preveja que exista.º 1 do artigo 152.º 10 no prazo de 120 dias a contar do momento verificadas cumulativamente as seguintes condições: em que se dá início ao respetivo processo.º 575/2013.º 12 se o nível estabelecido pela autoridade de reso. esta cumpra decisão em conformidade com essa. as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. h) O Banco de Portugal tenha dispensado totalmente 15 — As decisões conjuntas a que se refere o n. 1.º do Regulamento (UE) artigo 199.º 1 do artigo 199.º-A.º 1 do dito. de uma empresa pela empresa-mãe.

º 60 — 26 de março de 2015 em cumprimento das finalidades previstas no n. todos os direitos e obrigações da artigo 145. instituição de transição ou de um veículo de gestão de d) Suspender. o Banco de Portu. desde o momento da publicação prevista a) Garantir os ativos ou os passivos da instituição na alínea a) do n.º-D. informações e dito objeto de resolução da observância de normas documentos. vencimento antecipado. funcionamento dos mercados financeiros. a titularidade de ações ou de outros títulos repre- ção de crédito objeto de resolução para o Fundo de sentativos do capital social da instituição de crédito Resolução. crédito objeto de resolução. crédito objeto de resolução. desde o momento da publicação prevista na e competências conferidos aos titulares de ações ou alínea a) do n.º-AT e o final d) Subscrever e realizar. total ou parcialmente.os 11 a 13 do objeto de resolução.º 9 do renovação ou alteração de condições de uma parte nos artigo 145. contratos celebrados com uma filial da instituição de f) Pagar uma indemnização aos acionistas. cumpridas ou de outra forma asseguradas pela medida de resolução prevista no artigo 145. prazo máximo de um ano. Artigo 145.º-AT até ao final do de crédito objeto de resolução. uma instituição de crédito objeto de resolução. a uma instituição à renovação ou alteração de condições de uma parte de transição ou a um veículo de gestão de ativos. nos termos do e o final do dia útil seguinte ao dessa publicação. resolução. prorrogável até ao máximo gal pode exercer.º-H. funcionamento dos mercados financeiros. das suas filiais. às suas filiais. f) Encerrar temporariamente balcões e outras ins- rar a eficácia da aplicação de uma medida de resolução. de resolução: g) Determinar. designadamente. resolução. que quaisquer pessoas e entidades prestem. tendo em conta o respetivo impacto no classes de créditos elegíveis que tenham sido excluí. Poderes de resolução 1 — Na medida em que seja necessário para assegu.º 1. a entrada em liquidação da institui- 4 — Caso a utilização do Fundo de Resolução ção de crédito objeto de resolução. resolução. prorrogável suporte. e) Substituir determinados créditos elegíveis ou e) Suspender. obrigações de toda a documentação pertinente. filial relativos a esse contrato tenham sido ou possam vir a ser transferidos e assumidos pelo transmissário. tendo em conta o respetivo impacto no ao exame da escrita no local e extrair cópias e traslados funcionamento dos mercados financeiros.º-M.os 1 e 2 dê origem. disponibilize o apoio finan.º 1 do artigo 145. denúncia. ções. tendo em conta o respetivo impacto no artigo 145.1700-(58) Diário da República. diretamente ou através de pessoas nomea- em que a instituição de crédito objeto de resolução das para o efeito pelo Banco de Portugal. a possibili- no n. denúncia.º-U. todos os esclarecimentos. oposição objeto de resolução. os recursos do Fundo de Resolução não podem ser denúncia. dade de os credores beneficiários de garantias reais da ceiro necessário para os seguintes efeitos: instituição de crédito objeto de resolução executarem as suas garantias.º 5 do artigo 145.º-C. talações da instituição de crédito objeto de resolução bem como para garantir a prossecução das finalidades em que tenham lugar transações com o público pelo previstas no n. por lei estrangeira. tendo em conta o respetivo impacto no ativos. ficando as obrigações ao respetivo órgão de administração e administrar ou de pagamento e de entrega das contrapartes nos termos dispor dos ativos e do património da instituição de desse contrato suspensas pelo mesmo período.º 5 do artigo 145. de uma dia útil seguinte ao dessa publicação. iii) Quando tenham sido transferidos direitos. independentemente da natureza do seu prudenciais pelo prazo máximo de um ano. que as obrigações de pagamento e de entrega e a pres- tação de garantias continuem a ser cumpridas. 3 — Sem prejuízo do disposto na alínea e) do n. nos contratos celebrados com a instituição de crédito c) Adquirir ativos da instituição de crédito objeto objeto de resolução.º 5 do artigo 145. os seguintes poderes de dois anos.ª série — N.º 16 do artigo 145. e para efeitos dos n. entre o momento da publicação de resolução.º-U. 1. no caso de contratos regidos de resolução. este fixar. garantias continuem a ser cumpridas.º-AB ou o Banco de Portugal preste de qualquer outra forma proteção adequada às obrigações previstas no contrato. prevista na alínea a) do n. ções previstos nesse contrato tenham como fundamento tamente os prejuízos da instituição de crédito objeto a situação financeira ou.º-AT ao Fundo de Garantia de Depósitos. aos cre. oposição à renovação ou alteração de condi- utilizados de forma a recapitalizar ou a suportar dire. de pagamento ou de entrega nos termos de um contrato h) Exercer. os direitos de dos no âmbito da aplicação da medida de recapita. o do dia útil seguinte ao dessa publicação. desde disposto no n. é aplicável o disposto nos n. no prazo razoável que a) Dispensar temporariamente a instituição de cré. caso: 2 — Os recursos do Fundo de Resolução podem tam- bém ser utilizados para os efeitos referidos no número i) As obrigações previstas nesse contrato sejam ga- anterior no que respeita ao adquirente no contexto da rantidas. instituição de crédito objeto de resolução. proceder b) Suspender. e realizar inspeções aos estabelecimentos de até ao máximo de dois anos. .º 5 do artigo 145. obriga- à transferência de parte dos prejuízos da institui.º-AT até ao final do dia de outros títulos representativos do capital social e útil seguinte ao dessa publicação.º-C e de acordo com os princípios previstos funcionamento dos mercados financeiros. indiretamente. a qualquer momento. ii) Os direitos de vencimento antecipado. oposição à lização interna nos termos do disposto no n. entre o momento da publi- dores da instituição de crédito objeto de resolução ou cação prevista na alínea a) do n. desde que as capital social de uma instituição de transição e de um obrigações de pagamento e de entrega e a prestação de veículo de gestão de ativos.º 1 do artigo 145. os direitos de b) Conceder empréstimos à instituição de crédito vencimento antecipado.º 1 do c) Restringir. os direitos seja parte.

passivos. r) Exigir que o transmissário para o qual foram trans. resolu- membros da União Europeia onde estejam situados ção. e obrigações da mesma nem de quaisquer terceiros.º 5 não tiver sido feita.º-AV. contrato tiverem sido transferidos para outra entidade dições de um contrato no qual a instituição de crédito e a comunicação prevista no n. opo- efeitos sem qualquer responsabilidade ou ónus sobre sição à renovação ou alteração de condições antes do os mesmos. cionados com a atividade transferida. oposição à renovação ou foram transferidos direitos. denúncia. contingente.Diário da República.º 1 do de crédito emergentes desse contrato e a comunicação artigo 145. d) e e) do n. juros. no âmbito da aplicação da medida prevista no n. liquidação de instrumentos financeiros. do capital social. obrigações. sem prejuízo do disposto no artigo 145. denúncia.º-AV. o período de resolução. uma parte de um contrato pode exercer um direito outros títulos representativos do capital social produza de vencimento antecipado.º 1 l) Garantir. prevista no n. final do período referido naquelas alíneas caso o Banco m) Extinguir os direitos a subscrever ou adquirir de Portugal lhe comunique que os direitos e obrigações novas ações ou outros títulos representativos do capital abrangidos pelo contrato não são transferidos para outra social. informações e documentos. informações. nos financeiros.º 1 não pode resolução ou uma instituição de crédito-mãe relevante ser exercido em relação: emita novas ações. artigo 145. casos em que os direitos e obrigações abrangidos pelo o) Afastar a aplicação ou modificar os termos e con. dos juros devidos ao abrigo de tais instrumentos e de c) Aos créditos cobertos pelo Sistema de Indemni- outros créditos elegíveis ou a data de vencimento dos zação aos Investidores. das partes em contratos relacionados com direitos independentemente da natureza do seu suporte. objeto de uma decisão do Banco de 8 — Os direitos de voto das ações ou títulos repre- Portugal de transferência. com exceção dos créditos que 3 — No exercício do poder previsto na alínea c) do beneficiem de garantias reais previstos no n.º 6 do n.º-AP.º 1 do pendam ou excluam da cotação ou da admissão à artigo 145.º-U. rela. 1.º-AF. documentos. resolução.º-U aos direitos acesso aos serviços e instalações. negociação num mercado regulamentado ou num 6 — Para efeitos do disposto nas alíneas d) e e) do sistema de negociação multilateral instrumentos n. a contrapartes tituição de crédito objeto de resolução. denúncia. sentativos do capital social da instituição de crédito tência necessária para assegurar a produção de efeitos objeto de resolução não podem ser exercidos durante daquela transferência. que uma instrumentos financeiros. não podendo constituir fundamento para o exercício de . resolução.º 1 do artigo 145. 4 — O poder previsto nas alíneas c). previstos no n.º 1. de Portugal não depende do consentimento dos acio- tos representativos do capital social da instituição de nistas ou titulares de outros títulos representativos do crédito objeto de resolução preste a esta toda a assis. ou no medida prevista no n. elementos extrapatrimoniais 5 — Para efeitos do disposto nas alíneas d) e e) do e ativos sob gestão. ção. oposição à renovação ou alteração de ativos. obrigações. b) Às obrigações de pagamento e de entrega a sis- j) Modificar a data de vencimento de instrumentos temas ou operadores de sistemas de pagamentos e de de dívida e outros créditos elegíveis sobre uma ins. outros títulos representativos do capital social ou outros valores mobiliários. entidade ou não são sujeitos a redução ou conversão n) Determinar que as autoridades relevantes sus. sem necessidade de obter contrato.º-U. o Banco de Portugal não tenha aplicado a dos esclarecimentos. desencadeie a sua execução. sem prejuízo do disposto no não pode ser exercido em relação a sistemas ou ope- artigo 145. ações ou outros instrumen. incluindo a) Aos depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia ações preferenciais e valores mobiliários de conversão de Depósitos. o Banco de Portugal tem em consi- k) Liquidar e extinguir contratos financeiros ou con.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(59) i) Exigir que uma instituição de crédito objeto de 2 — O poder previsto na alínea b) do n. tuam ativos. sem prejuízo do disposto no artigo 145. após o termo do sob gestão e ações ou outros títulos representativos período de suspensão.º 5 não tenha sido feita. a contrapartes centrais ou a transferência de direitos e obrigações. só podem ser exercidos direitos de vencimento ante- ceiro a posição contratual do transmissário. objeto de resolução seja parte ou transmitir a um ter. e da titularidade de ações ou de n. esclarecimentos. nomeadamente através da suspensão tempo- rária de pagamentos. que prestem toda a assis. a 8 do artigo 145.º-V. só podem ser q) Solicitar às autoridades de resolução de Estados exercidos direitos de vencimento antecipado.º 1. para o qual cipado.º 1. nos termos desse crédito objeto de resolução. ações ou outros alteração de condições com fundamento na prática títulos representativos do capital social da instituição de de um facto pelo transmissário que. dos membros da União Europeia onde se encontrem nos casos em que os direitos e obrigações abrangidos estabelecidas entidades do grupo da instituição de pelo contrato não tenham sido transferidos para outra crédito objeto de resolução que auxiliem na obtenção entidade. capital social da instituição de crédito objeto de resolu- tência. o consentimento do outro contraente.ª série — N. deração o respetivo impacto em todas as entidades do tratos de derivados para efeitos da aplicação dos n. passivos.os 5 grupo objeto de uma medida de resolução. 7 — Para efeitos do disposto nas alíneas d) e e) do p) Solicitar às autoridades de resolução de Esta. ativos condições. que consti. elementos extrapatrimoniais. n.º-AD e dos direitos de indemnização nos radores de sistemas de pagamentos e de liquidação de termos do disposto no presente capítulo. o montante centrais e a bancos centrais. bancos centrais. e nos casos em que seja aplicável o disposto no artigo 145.º 1. nos termos desse contrato. 9 — O exercício de poderes de resolução pelo Banco feridos direitos.

ou ainda nos casos em que quanto aos seus efeitos.º-I produza efeitos em relação a direitos. nos termos do disposto na alínea a) do número ante- rior. o Banco de Portugal pode: exercício dos poderes previstos no artigo 145. incluindo operações de titularização entidade com poderes de administração e disposição do e de cobertura de risco que sejam parte integrante da património da instituição de crédito objeto de resolução garantia global (cover pool) e que estejam garantidas e o transmissário adotem todas as medidas necessárias por ativos que cubram completamente.º 1 sem transferir outros direitos e obrigações ou poderes previstos nas alíneas anteriores sejam pagas emergentes dos mesmos. cia. resolução. ações ou outros títulos representativos 2 — Quando se demonstre necessário para assegurar do capital social. ou cumpra as obrigações em nome a disponibilidade dos depósitos garantidos pelo Fundo do transmissário até que a medida de resolução ou o de Garantia de Depósitos. de uma ins- em resultado do tipo de sociedade. o liquidatário ou outra pessoa incumprimento.ª série — N. ações ou outros instrumentos verifique que é muito improvável que a aplicação dessa representativos do capital social da instituição de medida ou o exercício desse poder produza efeitos em crédito objeto de resolução. passivos. b) Modificar ou extinguir os direitos e obrigações ção do património da instituição de crédito objeto de emergentes das obrigações e dos contratos mencionados resolução providencie pela manutenção e preservação na alínea anterior. o Banco de Portugal crédito objeto de resolução seja parte e que envolvam pode determinar que: a constituição de garantias por uma parte no contrato a) O administrador. ou do decisão de aplicação da medida de resolução ou de exer- transmissário para o qual tenham sido transferidos cício dos poderes previstos no artigo 145. ou entidade com poderes de administração e disposi. relação a direitos e obrigações ou à titularidade de ações 11 — Sem prejuízo do disposto no artigo 145. 1.º-AV. oposição à renovação ou alteração de condições obrigações ou à titularidade de ações ou de outros títu- estipulados nos contratos em causa. Garantia de Depósitos que sejam parte integrante das c) As despesas razoáveis suportadas pelo transmis. 1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 145. o Banco de Por- ou os poderes previstos no artigo 145.º-AB 12 — Sem prejuízo do disposto na secção V do pre. o Banco de Portugal exercer os poderes previstos na 13 — Nos casos em que uma medida de resolução alínea o) do n. obrigações e dos contratos mencionados na alínea a) sário devidamente efetuadas na execução de medidas do n. nos casos em que nenhum dos poderes transferir parcialmente os direitos e obrigações de uma enumerados no n. até ao venci- para assegurar que a aplicação da medida de resolução mento das obrigações.º-L. nos casos em que o Banco de Portugal sente capítulo. los representativos do capital social situados num país 10 — Sem prejuízo do disposto nos n. artigo 145. instituição de crédito objeto de resolução.º 1 seja aplicável a uma instituição. ou de requisitos de publicação de financiamento estruturado de avisos ou de arquivo ou registo de documentos junto de outras entidades públicas.º-AC pessoas que de outro modo seriam determinados por lei Obrigações cobertas e contratos ou disposição contratual.1700-(60) Diário da República.º 60 — 26 de março de 2015 direitos de vencimento antecipado. elementos extrapatrimoniais.º 1 sem transferir apesar de todas as medidas tomadas pelo administra. e sob uma das formas referidas no n. essa decisão é ineficaz relativamente de auxílios de Estado. e 145.º-I pro.º-AT ou de outros títulos representativos do capital social e dos requisitos de notificação exigidos ao abrigo das situados num país terceiro ou regidos pelo direito de regras e orientações da União Europeia em matéria um país terceiro.º-I quando direitos. o Banco de Portugal tituição de transição ou de um veículo de gestão de pode aplicar poderes semelhantes.os 1 a 7. a) Transferir parcialmente os direitos e obrigações laridade de ações ou de outros títulos representativos emergentes de obrigações cobertas e de contratos de do capital social situados num país terceiro ou regidos financiamento estruturado nos quais a instituição de pelo direito de um país terceiro. antes do exercício de poder de a estes. resolução com fundamento num ato ou omissão da 15 — Caso o Banco de Portugal já tenha tomado a mesma em momento anterior à transferência. capital e ao pagamento dos juros devidos em caso de b) O administrador. pelo liquidatário ou por outra pessoa ou entidade Depósitos.º-I produzam tugal não pode: efeitos em relação a direitos e obrigações ou à titu. é muito improvável que a aplicação da medida 3 — O disposto no presente artigo aplica-se inde- de resolução ou o exercício dos poderes previstos no pendentemente do facto de as obrigações e contratos . o Banco de Portugal não está sujeito ao cum- primento de procedimentos de notificação de quaisquer Artigo 145. terceiro ou regidos pelo direito de um país terceiro. o liquidatário ou outra pessoa ou ou por um terceiro. designadamente ativos para outra entidade. tos mencionados na alínea a) do n. os depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia de dor. a) Transferir os depósitos garantidos pelo Fundo de duzam efeitos. dos ativos. b) Transferir. o exercício de poderes de resolução não prejudica não procede à aplicação da medida de resolução ou o exercício dos direitos das partes nos contratos ao exercício dos poderes previstos no artigo 145. modificar ou extinguir os direitos e obrigações emergentes das obrigações e dos contra- 14 — Caso o Banco de Portugal considere que. denún.º 4 do artigo 145.º-I tes e que sejam afetos por privilégio ao reembolso do produzam efeitos. obrigações.º-I celebrados com a instituição de crédito objeto de relativamente a estes.º-AB. ati- vos sob gestão. os compromissos daí decorren- ou o exercício dos poderes previstos no artigo 145. resolução.º 1 do artigo 145.

de uma insti.os 2 e 3 linha de crédito relacionada com o sistema. é aplicável. para a satisfação das obri- 3 — O disposto no capítulo III do título VIII cuja gações da instituição de crédito objeto de resolução. de 8 de maio. sucursais significativas.os 2 e 3 de compensação e convenções do artigo 145. afe. garantia financeira. compensação e liquidação transfira parcialmente os direitos e obrigações de uma instituição de crédito objeto de resolução. nos casos em instituição de transição ou de um veículo de gestão que as mesmas sejam companhias financeiras-mãe de ativos para outra entidade. o Banco de nanceiras mistas-mãe num Estado membro da União Portugal não pode: Europeia. não podendo nomeadamente: a) Transferir parcialmente os direitos e obrigações emergentes de um contrato de garantia financeira. salvo se União Europeia.º-AE a) As autoridades de resolução dos Estados membros Garantias reais das obrigações da União Europeia em que estejam estabelecidas filiais incluídas no âmbito da supervisão em base consolidada 1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 145.º 1 resultarem de um 2 — O disposto no número anterior aplica-se aos contrato ou de outros meios.º-AB Artigo 145. constituição de garantias. o disposto nos n. como autoridade de reso- contrário. alterar ou por qualquer modo afetar a exe- emergentes dos contratos e convenções mencionados cução de uma ordem de transferência ou uma operação na alínea anterior.º-AB.º-AV.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(61) mencionados na alínea a) do n. de compensação realizada no âmbito de um sistema. ou ainda nos casos em num Estado membro da União Europeia.º-AG alterado pelos Decretos-Leis n. e 192/2012. c) Prejudicar a utilização dos fundos ou instrumentos 2 — Para efeitos do presente artigo. prevalecendo so- bre quaisquer outras normas. bros da União Europeia em que estejam estabelecidas b) Transferir obrigações garantidas. de 23 de agosto.º 1 do artigo 145.º-AB do grupo em causa. tos conferidos pela garantia forem também transferidos. pecíficos ou constituírem garantias flutuantes (floating charge) ou mecanismos similares. gerais ou especiais. companhias que o Banco de Portugal exerça os poderes previstos financeiras-mãe na União Europeia. 1. de 29 de Colégios de resolução junho. bro de um colégio de resolução. nos casos em que o Banco de Portugal b) As autoridades de resolução dos Estados mem- transferir parcialmente os direitos e obrigações de bros da União Europeia em que estejam estabelecidas uma instituição de crédito objeto de resolução. b) Modificar ou extinguir os direitos e obrigações b) Anular. por qualquer modo.ª série — N. é aplicável. aplicação seja suscetível de. Artigo 145. d) Modificar ou extinguir um contrato no âmbito f) O sistema de garantia de depósitos. e) Os membros do governo competentes. o Banco de Portugal não pode: liquidação de instrumentos financeiros.º-AC. aplica-se independentemente do disposto no Decreto-Lei n. de uma empresas-mãe de instituições do grupo. em 1 — O Banco de Portugal. convenções com as devidas adaptações.º 105/2004. ou da aplicação automá. independentemente de legislação de outro Estado membro da União Europeia essas garantias incidirem sobre ativos ou direitos es- ou de um país terceiro.º-AD 3 — Para efeitos do presente artigo. lução seja membro do colégio de resolução. salvo se os direi.Diário da República. o disposto nos n.º-AF e 145. mediante do artigo 145. A aplicação pelo Banco de Portugal de qualquer tuição de transição ou de um veículo de gestão de ativos medida de resolução não pode prejudicar o disposto para outra entidade ou ainda nos casos em que o Banco na lei e na regulamentação relativas ao caráter defi- de Portugal exerça os poderes previstos na alínea o) do nitivo da liquidação nos sistemas de pagamentos e de n. d) As autoridades de supervisão dos Estados mem- c) Transferir os direitos conferidos pela garantia. nos casos em que o Banco de Portugal Sistemas de pagamentos. Artigo 145. bros da União Europeia em que a autoridade de reso- salvo se a obrigação em causa for também transfe. companhias fi- na alínea o) do n. estabelece e preside a colégios de resolução compostos ainda pelas seguintes entidades: Artigo 145. lução a nível do grupo. Contratos de garantia financeira.º 1 do artigo 145. de a) Revogar uma ordem de transferência a partir do uma convenção de compensação ou de uma convenção momento da irrevogabilidade definido nas regras apli- de compensação e de novação (netting agreements).º-AC. contratos no âmbito dos quais tenham sido prestadas tica da lei ou estarem sujeitos ou serem regidos pela garantias reais das obrigações. financeiros existentes na conta de liquidação ou de uma com as devidas adaptações. as obrigações em causa e os direitos conferidos pela c) As autoridades de resolução dos Estados mem- garantia forem também transferidos. ou respetiva do qual tenha sido prestada uma garantia quando o autoridade responsável.os 85/2011. do Estado membro da União efeito dessa modificação ou extinção for a extinção Europeia em que a autoridade de resolução seja mem- dessa garantia.º-AV. d) Afetar as garantias constituídas no quadro de um tar a execução ou restringir os efeitos de contratos de sistema ou de um sistema interoperável. . cáveis a esse sistema. e 145. de compensação e de novação (netting agreements) 1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 145.º-AB. rida. ou companhias financeiras mistas-mãe na a) Transferir os ativos dados em garantia.

de Portugal em conjunto com as autoridades de reso- f) Obtenção de um acordo sobre um programa de lução desses Estados membros estabelece um colégio resolução do grupo proposto nos termos do disposto de resolução europeu que desempenhe as funções e nos artigos 145. com resolução de países terceiros. executem as mesmas tarefas e cumpram todas as condições e procedimentos previstos no presente a) Definir. por mútuo acordo com as demais autoridades de funcionamento do colégio de resolução. ram. dito estabelecida na União Europeia tenha uma filial d) Notificar os membros do colégio de resolução ou uma sucursal que seria considerada significativa se das reuniões agendadas para que possam requerer a estivesse estabelecida na União Europeia. 3 — Nos casos em que outros grupos ou colégios. a) Promoção do intercâmbio das informações re. europeu sempre que seja a autoridade responsável pela prios e créditos elegíveis a nível consolidado e a nível supervisão em base consolidada de uma companhia das filiais.º-Q. enquanto presi. que o requei. com o objetivo b) Coordenar todas as atividades do colégio de re- de contribuir para o funcionamento eficiente.º-AI e 145. tendo em conta as c) Convocar e presidir a todas as suas reuniões. coerente dos colégios de resolução. pode o Banco de colégio de resolução. em particular o impacto equivalentes aos previstos no artigo 145. preveja assuntos sujeitos à tomada de decisões conjun- nho das seguintes tarefas: tas ou relacionadas com uma entidade do grupo situada no seu Estado membro da União Europeia. reuniões do mesmo sempre que a ordem de trabalhos mos do disposto no n. na qualidade de observadores.os 4 e 5 do artigo 148. disposto no artigo anterior.º-AO. não dispondo de direito de voto. de resolução dos Estados membros da União Europeia . desempenhem as mesmas dente do colégio de resolução: funções. nos termos do disposto nos e noutro Estado membro da União Europeia. 7 — Sempre que uma autoridade de resolução de ou- levantes para a elaboração.º-L. sobre as decisões e mentos previstos no presente artigo e nos n. 1.º 1. Artigo 145. e em alternativa 6 — Sem prejuízo do disposto na alínea e) do nú- ao disposto no n.ª série — N.os 4 e 5 do conclusões dessas reuniões.1700-(62) Diário da República. nos termos do disposto no artigo 145. relativamente à aplicação de medidas de resolução a no exercício de funções equivalentes às previstas nas grupos. como autori- dade de resolução a nível do grupo. revisão e atualização de tro Estado membro da União Europeia seja a autoridade planos de resolução de grupo. o Banco de Portugal preside ao colégio de resolução i) Definição dos requisitos mínimos de fundos pró. ou outros mecanismos de financiamento equivalentes 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior.º 60 — 26 de março de 2015 g) A Autoridade Bancária Europeia. c) Avaliação da resolubilidade dos grupos.º.º-AI e 145.º-Z. incluindo um colégio de resolução criado nos termos do 5 — Cabe ao Banco de Portugal.º-O.º-AH mos do disposto no artigo 116. os mecanismos e procedimentos Portugal. artigo 148. às sucursais em causa. f) Manter todos os membros do colégio de resolu- mas tarefas e cumpram todas as condições e procedi. do colégio de resolução têm o direito de participar nas 4 — Os colégios de resolução estabelecidos nos ter. participa nos colégios de reso- b) Elaboração dos planos de resolução de grupo. Colégios de resolução europeus d) Adoção das medidas necessárias a eliminar ou mitigar constrangimentos à resolubilidade dos grupos 1 — Caso uma instituição de crédito ou uma empresa- nos termos do disposto no artigo 116. potencial dos mesmos sobre a estabilidade financeira 3 — Nos casos em que outros grupos ou colégios dos Estados membros da União Europeia em causa.º 1. ordem de trabalhos. sede em Portugal e que detenha filiais ou sucursais k) Discussão de questões relacionadas com a reso. bem normas internacionais. nos ter. optar por não criar um colégio mero anterior. desempenhem as mesmas funções.º-A. o Banco de Portugal. podem ser convidadas a participar no colégio de e) Convidar os membros e observadores a participar resolução. sua participação. alíneas a) a c) do n. sendo determinado grupo. como manter todos os membros do colégio de resolução tempestiva e plenamente informados sobre o agenda- 2 — As autoridades de resolução de países terceiros mento de reuniões do colégio de resolução e respetiva em que uma empresa-mãe ou uma instituição de cré. no g) Coordenação da comunicação pública relativa que diz respeito às filiais e. efetivo e solução. noutro Estado membro da União Europeia. o respetivo presidente nomeado por acordo entre os h) Coordenação da utilização do Fundo de Resolução membros desse colégio. na medida em que essas à estratégia de resolução considerada adequada para tarefas sejam relevantes. as autoridades de resolução membros de resolução.º 1 têm como objeto o desempe. a autoridade de resolução a nível do grupo considere tendo em conta a relevância dos assuntos a debater para que estas cumprem requisitos de confidencialidade esses membros e observadores. pode o Banco de Portugal. lução de grupos transfronteiriços. para a tomada de decisões de resolução a nível do grupo. execute as tarefas especificadas no artigo anterior. ção informados. -mãe num país terceiro tenha pelo menos duas filiais e) Decisão sobre a elaboração de um programa ou sucursais significativas estabelecidas em Portugal de resolução do grupo.º. lução estabelecidos por essa autoridade.º-AJ. tempestivamente. após consulta aos outros membros do artigo e nos n.º 6 do artigo 132. o Banco artigos 145. desde que em determinadas reuniões do colégio de resolução. significativas na União Europeia.º-AJ. financeira ou companhia financeira mista constituída j) Cooperação e coordenação com as autoridades de nos termos do disposto no n. executem as mes.º-K e 116. nos termos do disposto nos artigos 116.

o Banco de Portugal executa esses procedimentos de acordo a) As medidas que lhe foram notificadas tornam pro- com a lei nacional. do caso concreto. a fim de cumprir as finalidades membros do colégio de resolução. decisão de revogação da autorização de uma instituição b) Apresentar.º. optar por não criar um colégio de membro da União Europeia. tendo em conta as circunstâncias decisão. da autorização não tornam provável a verificação dos cativas de uma instituição de crédito ou uma empresa. após consulta dos restantes entidades do grupo.º 2 do artigo 145.º 1 do ar- adoção dessas medidas de resolução ou a revogação tigo 145. tempo mais longo que tenha sido acordado. 1 — Quando o Banco de Portugal verificar que se uma proposta de programa de resolução do grupo e encontram preenchidos os requisitos previstos no n. . passivos. ou revogação da autorização no grupo e nas entidades do b) Detenha ou de qualquer forma disponha de ativos.º 1 ou tomar a medidas distintas das previstas nos planos de resolução. ou num período de resolução europeus o disposto no artigo anterior.ª série — N. como autoridade sobre o reconhecimento e execução dos procedimen.º 2 do artigo 145. do disposto no n. se essas medidas tornarão pro- niais localizados em dois ou mais Estados membros vável o preenchimento dos requisitos previstos no n. no prazo máximo de 24 horas após a rece- do grupo ou revogação da sua autorização ção da notificação. requisitos previstos no n. em particular.º-E ou de que existem fundamentos para terceiro que: a revogação da autorização em relação a uma institui- ção de crédito que seja filial de um grupo.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(63) em que estão estabelecidas filiais ou sucursais signifi.º-E em relação a uma instituição de cré. Portugal pode aplicar as medidas notificadas nos termos rido no artigo 93. prorrogável com o consentimento da autoridade de resolução que efetuou a notificação. de um grupo notificada nos termos do disposto no n. de resolução a nível do grupo. vável o preenchimento dos requisitos previstos no n. de 15 de maio.º-E em relação a uma instituição autoridade responsável pela supervisão em base con. o Banco de 5 — Na ausência de um acordo internacional refe.º 2 da União Europeia ou regidos pela lei desses Estados do artigo 145. 7 — O programa de resolução do grupo. avalia. nos termos do disposto no lução a nível do grupo e das autoridades de resolução artigo 22. aplica-se ao funcionamento dos colégios de notificação prevista nos n.º-E. do artigo 145.º-E em relação a uma instituição de crédito Artigo 145. do Par. notifica resolução do grupo. 6 — Quando o Banco de Portugal. considerar que a e os princípios da resolução referidos no n.º-AL. em linhas gerais. proposto tem fundamentos para a revogação da autorização de nos termos do disposto na alínea a) do número anterior. uma instituição de crédito com sede em Portugal que resulta de uma decisão conjunta da autoridade de reso- seja filial de um grupo.º 1. ativos sob gestão ou elementos extrapatrimo- analisando. não se pronunciar no prazo de 24 horas a contar da riores. resolução europeu. do grupo noutro Estado membro da União Europeia. sem prejuízo do disposto no n.º 2 artigo 145. disposto no número anterior. devendo: a autoridade de resolução a nível do grupo. notifica a autoridade responsável por essa grupo em causa desse facto.os 1 ou 2. exceto quando as autoridades desse facto. as medidas a aplicar de crédito que seja filial de um grupo notificada nos pelas autoridades de resolução relevantes em relação termos do disposto no n. que as finalidades da resolução serão 3 — O Banco de Portugal pode aplicar as medidas atingidas de forma mais eficaz através da aplicação de notificadas nos termos do disposto no n. grupo noutros Estados membros da União Europeia.º-D.º 2 do artigo 145. 2 — Quando o Banco de Portugal verificar que exis.º 2 uma instituição de crédito ou empresa-mãe num país do artigo 145. resolução que considera adequadas aplicar.º-K. de crédito do grupo noutro Estado membro da União solidada e os membros do colégio de resolução do Europeia. a n. Aplicação de medidas de resolução a uma filial elabora. após a) Tenha filiais ou sucursais consideradas significati- consultar os restantes membros do colégio de resolução vas por dois ou mais Estados membros da União Euro- do grupo.º 2. b) As medidas que lhe foram notificadas não tornam dito com sede em Portugal que seja filial de um grupo provável o preenchimento dos requisitos previstos no notifica a autoridade de resolução a nível do grupo. o impacto provável daquelas medidas ou da peia estabelecidas em dois ou mais Estados membros. após consulta dos res- uma decisão conjunta sobre o reconhecimento e execu. a autoridade responsável pela supervisão em base consolidada e os a) Ter em conta e seguir os planos de resolução refe- membros do colégio de resolução do grupo em causa ridos no artigo 116.º 2 do artigo 145. for notificado de que se tos de resolução de países terceiros relacionados com encontram preenchidos os requisitos previstos no n.º-E em rela- -mãe com sede num país terceiro. bem como das medidas de instituição ou entidade desse facto. os autorização de uma instituição de crédito que seja filial colégios de resolução europeus decidem igualmente.Diário da República. como autoridade 6 — Quando o colégio de resolução europeu adote de resolução a nível do grupo.º 1 do artigo 145.º-AI do grupo noutro Estado membro da União Europeia. 1. 5 — Quando o Banco de Portugal.º-C e no n. e em alternativa ao ção a uma instituição de crédito do grupo noutro Estado disposto no n. considerar que: nos termos do disposto no número anterior. bem como dos efeitos decorrentes dessa de resolução avaliem.º 1 ou tomar a decisão de revogação da lamento Europeu e do Conselho.º-E em relação a uma instituição de crédito membros. mas que não se encontram preenchidos os responsáveis pelas filiais abrangidas pelo programa de requisitos previstos no n. tantes membros do colégio de resolução nos termos do ção dos procedimentos de resolução de países terceiros.º 2 apenas se a autoridade de à empresa-mãe na União Europeia ou a determinadas resolução a nível do grupo. 4 — Se a autoridade de resolução a nível do grupo 4 — Sem prejuízo do disposto nos números ante.º 2 apresenta-a ao colégio de resolução.º da Diretiva 2014/59/UE.

º-E em relação a uma entidade das medidas que aplicará. programa de resolução do grupo elaborado nos termos 11 — As decisões conjuntas a que se referem os do disposto no n. cooperando estreitamente com o colégio 1 — Quando o Banco de Portugal.º 7 do artigo anterior. pode requerer à Autoridade Bancária Euro- plena e regularmente.º 3. caso se verifique que: devem ser aplicadas medidas distintas das que são propostas nesse programa. resolução coordenada para todas as entidades do grupo tram preenchidos os requisitos previstos no n. .º 2 do que estejam em situação ou em risco de insolvência. as medidas de resolução. se for o caso. adotar uma decisão conjunta sobre um pro. notifica a autoridade responsável des de resolução na tentativa de chegar a uma decisão pela supervisão em base consolidada e os outros mem- conjunta para efeitos do número anterior. o Banco de Portugal. 12 — Quando não seja aplicado um programa de 5 — O Banco de Portugal. do grupo. responsáveis pelas filiais abrangidas pelo programa de conhecidas como definitivas pelo Banco de Portugal. de resolução membro do colégio de resolução de um 3 — As medidas de resolução notificadas nos termos grupo. bros do colégio de resolução do grupo em causa desse 9 — Quando o Banco de Portugal. por razões de estabilidade financeira.º-E. cooperando estreitamente com o colégio de re.º 1.º 1 podem incluir a aplicação de um proposto pela autoridade de resolução competente ou programa de resolução do grupo elaborado nos termos do considerar que. de outras medidas.º 7 do artigo anterior.ª série — N. revela-se adequada para as filiais do grupo. 1. exceto nos casos em que as autoridades de resolução considerem que as medidas Artigo 145. tomando em consideração do grupo noutro Estado membro da União Europeia. consultar os outros membros do colégio de resolução lução coordenada para todas as entidades do grupo do grupo. discordar do programa de resolução do grupo do disposto no n. mas que pelo programa de resolução do grupo.º 9. da decisão conjunta prevista no número anterior. este assume a n. dades de resolução do grupo que também não tenham discordado. previstos no artigo 116. como autoridade facto. de resolução a nível do grupo. os membros do colégio de re. peia que assista as autoridades de resolução na tomada solução da aplicação dessas medidas de resolução. notifica a autoridade responsável pela supervisão em d) Definir um plano de financiamento que tenha em base consolidada e os outros membros do colégio de conta o programa de resolução do grupo e os princípios resolução do grupo em causa desse facto. bem como da evolução da situa. em conjunto com as restantes autori.º-K e o b) A aplicação das medidas de resolução à empresa- impacto potencial da aplicação daquelas medidas na -mãe ou a revogação da sua autorização não são sufi- estabilidade financeira dos Estados membros da União cientes para restabelecer o equilíbrio financeiro ou a Europeia em causa ou nas outras entidades do grupo. pode.º 2 do 2 — Quando o Banco de Portugal.º 60 — 26 de março de 2015 c) Especificar de que forma devem ser coordenadas artigo 145. solvabilidade do grupo. forma de uma decisão conjunta da autoridade de reso- quando tomada por outras autoridades de resolução lução a nível do grupo e das autoridades de resolução membros do colégio de resolução de um grupo. tendo devidamente em da União Europeia em causa e os planos de resolução conta a urgência da situação.º-K.º-AK.º-L e no artigo 145.1700-(64) Diário da República. solução referido no n.º 2 do artigo 145. não discordar do programa de resolução do ção das autoridades de resolução dessas filiais.os 7 e 10 e a decisão individual a que se refere o n.º-E de acordo com uma determina- grupo. notifica a autoridade de a) A aplicação das medidas de resolução à empresa- resolução a nível do grupo e as outras autoridades de -mãe ou a revogação da sua autorização tornam provável resolução abrangidas pelo programa de resolução do que se verifique o preenchimento dos requisitos previs- grupo dos motivos da discordância e. 10 — Quando o Banco de Portugal.º-E em relação à empresa-mãe do grupo. pode requerer à não se encontram preenchidos os requisitos previstos no Autoridade Bancária Europeia que assista as autorida. os planos de resolução referidos no artigo 116. verificar que existem fundamentos para a revogação da autorização de uma 8 — O Banco de Portugal. nos termos do disposto no artigo 22. como autoridade de resolução com vista a garantir uma estratégia de de resolução a nível do grupo. disposto no n. n. aplica as medidas de resolução notificadas que estejam em risco ou em situação de insolvência. bem como para a partilha de responsabilidades entre as fontes das medidas de resolução que considera adequado de financiamento nos diferentes Estados membros aplicar. instituição de crédito que seja a empresa-mãe de um lução responsável por instituições de crédito abrangidas grupo. como autoridade artigo 116.º 1 incluam a aplicação de um nos seus Estados membros da União Europeia. 6 — Quando não seja aplicado o programa de re- ção. ou grupo apresentado pela autoridade de resolução a nível d) A adoção de um programa de resolução do grupo do grupo. como autoridade c) As filiais preenchem os requisitos previstos no de resolução membro do colégio de resolução de um n. após solução com vista a garantir uma estratégia de reso.º 2 do artigo 145. 4 — Caso as medidas de resolução notificadas nos grama de resolução do grupo que abranja as entidades termos do disposto no n. nos termos do disposto no n. da União Europeia previstos na alínea g) do n. informa. verificar que se encon. bem como dos efeitos decorrentes dessa decisão. como autoridade de reso.º 2 do artigo 145. tos no n.º. e informa os Aplicação de medidas de resolução a uma empresa-mãe membros do colégio de resolução do grupo da evolução do grupo ou revogação da sua autorização da situação. resolução do grupo. o Banco de ção a estabilidade financeira dos Estados membros Portugal atua de forma célere.º-AJ previstas nesses planos não são as mais adequadas à prossecução das finalidades da resolução. tendo em considera- 13 — Para efeitos do presente artigo. são re. como autoridade de reso- resolução do grupo e o Banco de Portugal aplique lução de filiais abrangidas pelo programa de resolução medidas de resolução a uma filial do grupo.

como definitivas pelo Banco de Portugal. passivos. no âmbito do plano de financiamento. e tem em conta.º 1 do artigo 199. o Banco de a) Os ativos ponderados pelo risco e os ativos do Portugal atua de forma célere. propostas nesse programa. toridade de resolução a nível do grupo. do disposto nos artigos 145.º-H. discordado.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(65) 7 — Quando o Banco de Portugal. cujos prazos. por razões de estabilidade nanciamento da resolução.º. 1. notifica a autoridade de f) A base de cálculo do montante que cabe a cada resolução a nível do grupo e as outras autoridades de um dos mecanismos de financiamento da resolução.º 1 do artigo 152. nos termos do disposto no que. nos termos do disposto no ar.º-A. o qual deve resolução do grupo. se espera artigo 145. poderão ser alargados. tornaram necessária a previsto nos artigos 145.º. como tal.º-B. se necessário. resolução abrangidas pelo programa de resolução do dos Estados membros da União Europeia onde estão grupo dos motivos da discordância e. com Artigo 145.º 7.os 4 financiamento. um plano de financia- Europeia desse mecanismo de financiamento da re- mento como parte do programa de resolução do grupo solução. deve aplicar medidas distintas das que são finalidade e forma dessa contribuição. a base de repartição da contribuição e 8 e a decisão individual a que se refere o n. o Fundo b) A proporção dos ativos do grupo detidos pelas de Resolução presta apoio financeiro em conformidade instituições de crédito. não discordar do programa de resolução do situadas as entidades do grupo afetadas. Europeia em causa ou nas outras entidades do grupo. afetadas.Diário da República.º-A. como autoridade trair pelos mecanismos de financiamento da resolução de resolução membro do colégio de resolução de um dos Estados membros da União Europeia onde estão grupo. de instituições financeiras tigo 167.º-A. h) Se for o caso. das medidas que irá aplicar. .º-F. estabelecidas no Es- de investimento que exerçam as atividades previstas tado membro da União Europeia desse mecanismo de nas alíneas c) ou f) do n. adotar uma decisão conjunta sobre um pro. nas condições definidas no n. em conjunto com as restantes autori. d) O montante das contribuições a efetuar pelo Fundo contrair empréstimos ou outras formas de apoio junto de Garantia de Depósitos. pode. grama de resolução do grupo que abranja as instituições nos seus Estados membros da União Europeia. nanciamento da resolução do Estado membro da União 3 — O plano de financiamento inclui: Europeia da autoridade de resolução a nível do grupo a) Uma avaliação. ou de uma das entidades de resolução das instituições de crédito e empresas previstas no n.º-K. que exerçam as atividades previstas nas alíneas c) ou 2 — O Banco de Portugal. de financiamento dos Estados membros da União Euro- dades de resolução do grupo que também não tenham peia onde estão situadas as entidades do grupo afetadas. o montante do empréstimo a con- 8 — Quando o Banco de Portugal. elementos extra. pelas empresas de investimento com o previsto no presente artigo. se for o caso. 4 — Salvo disposição em contrário no plano de 9 — As decisões conjuntas a que se referem os n. designadamente: 10 — Para efeitos do presente artigo. exceção do serviço de colocação sem garantia. se necessário antes de grupo. após consulta das autoridades de colocação sem garantia. pelas empre- conta a urgência da situação. grupo apresentado pela autoridade de resolução a nível i) Calendarização para a intervenção dos mecanismos do grupo.º 1 do artigo 152. nos termos das suas legislações nacionais. propõe. bem como a descrição da financeira. das instituições participantes.º 4 do artigo 153. Estados membros da União Europeia em que estão esta- dade de resolução membro do colégio de resolução belecidas entidades do grupo abrangidas pelo programa de um grupo. sas de investimento que exerçam as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. os prejuízos a Resolução é o mecanismo de financiamento do grupo e suportar por cada categoria de acionistas e credores.º-AJ. como autoridade de reso- f) do n.ª série — N. pode. ou por Apoio financeiro à resolução de um grupo uma das entidades previstas no n.º-AI ou 145. grupo proposto pela autoridade de resolução a nível e) A contribuição total de cada mecanismo de fi- do grupo ou considerar que. situadas as entidades do grupo afetadas. b) Os prejuízos de cada entidade do grupo aquando 5 — Sempre que o Banco de Portugal seja a au- da aplicação das medidas de resolução. com exceção do serviço lução a nível do grupo.º-AI e 145. o Fundo de c) Para cada entidade do grupo afetada. como autori. estabelecidas no Estado membro da União Europeia 1 — Em caso de resolução de um grupo nos termos desse mecanismo de financiamento da resolução. que c) Os prejuízos que determinadas entidades do façam parte do grupo. aos ativos. discordar do programa de resolução do de resolução. tomando em consideração g) O montante que cabe a cada mecanismo nacional os planos de resolução referidos no artigo 116. são reconhecidas de resolução dos grupos previstos no artigo 116.º 1 do artigo 199. e pelos sistemas de garantia de depósitos dos ou de terceiros. com financiamento da resolução.º-K e o de financiamento da resolução dos Estados membros impacto potencial da aplicação daquelas medidas na da União Europeia onde estão situadas as entidades do estabilidade financeira dos Estados membros da União grupo afetadas e a forma dessa contribuição. quando de cada mecanismo de financiamento da resolução é tomada por outras autoridades de resolução membros compatível com os princípios estabelecidos nos planos do colégio de resolução de um grupo. tendo devidamente em grupo detidos pelas instituições de crédito.º 1 do artigo 199.º-AJ. que sejam utilizados para beneficiar diretamente as enti- patrimoniais e ativos sob gestão das entidades do grupo dades do grupo estabelecidas nesse Estado membro.º-AK exceção do serviço de colocação sem garantia. sofreram e. supervisionadas no Estado membro da União tomar medidas de resolução. e ser acordado nos termos do processo decisório referido d) Os recursos a disponibilizar pelo mecanismo de fi- nessas normas para o programa de resolução do grupo.

denúncia.º-D. o disposto no artigo 145. quando tais sejam adequados. o Banco de Portugal pode: do disposto no n. 7 — As receitas ou os benefícios decorrentes da uti.º-AM depositantes de países terceiros com direitos de natu- reza jurídica análoga ao abrigo dos procedimentos de Resolução de sucursais estabelecidas em Portugal de instituições de crédito resolução do país de estabelecimento em causa. o disposto no artigo 145.º-AH ção num país terceiro que foram recusados nos termos e no n. o Fundo de Resolução pode crédito de um país terceiro contabilizados pela sucursal garantir os empréstimos contraídos pelo mecanismo estabelecida em Portugal ou regida pelo direito interno de financiamento da resolução do Estado membro da ou quando os créditos relacionados com esses direitos autoridade de resolução a nível do grupo em termos e obrigações tenham força executória em Portugal.º 1. c) Os credores. aplicar medidas de resolução a uma empresa-mãe.º 1. de resolução ou exercer os poderes referidos no n. resolução. esteja sujeita a procedimentos de resolução num país nhecimento e execução dos procedimentos de resolução terceiro ou que esteja sujeita a procedimentos de resolu- de países terceiros previstas no n. caso o exercício desses direitos tenha como interesses de cada Estado membro em que esteja estabe. em especial os depositantes. 145.º-AH. União Europeia estabelecida num Estado membro da União Europeia ou solicitar a outra entidade que adote Artigo 145. autorizadas num país terceiro d) O reconhecimento ou a execução dos procedimen- tos de resolução de países terceiros teria implicações 1 — O Banco de Portugal.º-AH e de outras entidades do uma empresa-mãe de um país terceiro. não beneficiariam do mesmo tratamento que os credores e Artigo 145.º-F.ª série — N. pode recusar o reconhecimento ou a execução de procedimentos de resolução de países 4 — O Banco de Portugal pode. terceiro ou de uma companhia financeira mista-mãe na solução do grupo. -mãe de um país terceiro localizados em Portugal ou 2 — O Banco de Portugal pode aplicar as medidas regidos pelo direito interno. o Banco de d) Suspender qualquer direito de vencimento ante- Portugal. de entrega e pres- europeu esteja estabelecido ao abrigo do disposto no tação de garantias.º 5 do artigo 145.º-AV. bem como qualquer direito de execução dos procedimentos de resolução de países ter.º-E e 145. sem prejuízo do disposto no número seguinte. desde que as obrigações emergentes desses contratos. Reconhecimento e execução dos procedimentos c) Exercer os poderes previstos no artigo 145.º-AV e os princípios e requisitos previstos nos artigos 145. aplicando-se. oposição à renovação ou toma a sua própria decisão sobre o reconhecimento e a alteração de condições. ou na au. referida no n. .º-AL as medidas para o fazer.1700-(66) Diário da República. e sência de um colégio de resolução europeu. a) Exercer os poderes de resolução em relação: para esse efeito. caso esses poderes dades de resolução que compõem o colégio de resolução sejam necessários para executar os procedimentos de europeu prevista no n. quando razões de terceiros se considerar que: interesse público o justifiquem. tares quanto a mecanismos de resolução nesse país. o impacto potencial desse pela própria autoridade de resolução do país terceiro reconhecimento e dessa execução nas outras partes do quer na sequência de requisitos legais e regulamen- grupo e na estabilidade financeira desses Estados membros. 2 — O Banco de Portugal. nos termos do direito desse país terceiro.º-AH.º-H.º 60 — 26 de março de 2015 6 — Não sendo o Banco de Portugal a autoridade de ii) A direitos e obrigações de uma instituição de resolução a nível do grupo.º-AB de resolução de países terceiros em relação aos contratos celebrados por uma entidade 1 — Na ausência de uma decisão conjunta das autori. tendo em conta os grupo. em particular. semelhantes aos previstos no n. continuem a ser cumpridas. toridades de resolução em que um colégio de resolução incluindo obrigações de pagamento. artigo 145. 1. resolução de países terceiros. aplicando-se b) A aplicação de medidas de resolução a uma sucur.º-AJ. quando se verifiquem as orçamentais para Portugal. afetar os direitos contratuais das entidades referidas ceiros relacionados com uma instituição de crédito ou no n. após consultar outras au. a uma sucursal estabelecida em Portugal de uma insti- tuição de crédito autorizada num país terceiro que não 3 — No âmbito das decisões tomadas quanto ao reco. quer país terceiro e.º 2 do artigo 145. cipado.º 4 do artigo 153.º 2. b) Proceder à transferência da titularidade de ações lização do mecanismo de financiamento da resolução ou de outros títulos representativos do capital social do grupo são afetos ao Fundo de Resolução de acordo de uma filial de uma instituição de crédito de um país com as suas contribuições para o financiamento da re. ou condições previstas no n.º 5 do artigo 145. fundamento a aplicação de uma medida de resolução lecida uma instituição de crédito ou empresa-mãe de um a essas entidades ou a outras entidades do grupo. reito interno aplicável. i) A ativos de uma instituição de crédito ou empresa.º 5 do artigo 145. pode aplicar medidas de e) Os efeitos desse reconhecimento ou execução resolução ou exercer poderes de resolução em relação violariam o direito interno.º-AH. vante do país terceiro determinar que uma instituição ceiros teriam efeitos negativos sobre a estabilidade de crédito estabelecida nesse país terceiro preenche os financeira em Portugal ou noutro Estado membro da requisitos para a aplicação de uma medida de resolução União Europeia. sal estabelecida em Portugal de instituições de crédito 5 — O reconhecimento e a execução dos procedi- autorizadas num Estado membro da União Europeia mentos de resolução de países terceiros não prejudicam seria necessária para a realização de algum objetivo os processos normais de insolvência ao abrigo do di- da resolução. se a autoridade rele- a) Os procedimentos de resolução de países ter.º 5 do artigo 145.

º-AH e nos artigos 145. de 24 de novembro. ou está em risco sério de podem dispor sobre as seguintes matérias: não cumprir.º que tenha uma filial em Portugal e noutro ração.º-I. não sendo a) Troca das informações necessárias à elaboração. previsível que esse incumprimento ou a situação de revisão e atualização dos planos de resolução. c) As informações são necessárias para o desempe- d) As autoridades relevantes dos países terceiros em nho de funções de resolução. nomeadamente.Diário da República. . insolvência seja ultrapassado ou evitado. do Parlamento no presente artigo. do Parlamento Europeu e do Con. a) As autoridades relevantes do país terceiro em para efeitos da presente secção.º da Dire- tiva 2014/59/UE. e que não foram ou provavelmente acordo de cooperação antes da aplicação de qualquer não serão adotados. num prazo b) Consulta e cooperação no desenvolvimento de razoável. consideradas equiva- ção de crédito com filiais ou sucursais significativas lentes às previstas no presente Regime Geral. a transmissão desses dados a autoridades de artigo 152. com as seguintes autoridades Troca de informações sujeitas a dever de segredo relevantes de países terceiros: 1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 80.º. podendo ser utilizadas para esse fim. num prazo razoável. se estiverem Estado membro. 145. se for caso disso.ª série — N. ção de crédito do país terceiro não está em condições. Cooperação com as autoridades dos países terceiros 4 — Os acordos-quadro previstos no presente artigo 1 — Na ausência de um acordo internacional pre.º-AM e de poderes semelhantes nos termos da lei b) O Banco de Portugal considera que a institui.os 5 e 6 do artigo 145.º-AL e previstos no artigo 145. Artigo 145. em harmonia com os acordos-quadro Bancária Europeia dos acordos de cooperação por si celebrados pela Autoridade Bancária Europeia nos celebrados nos termos do disposto no presente artigo. quaisquer nos termos da lei dos países terceiros em causa que procedimentos de resolução ou processos de insolvên. com autoridades de países terceiros. de crédito do país terceiro ou notificou o Banco de f) Procedimentos e mecanismos para a troca de in- Portugal da sua intenção de o fazer.os 2 e 3 do artigo 97. incluindo as obrigações emergentes lei dos países terceiros em causa.º 1 do artigo 93. em que estão estabelecidas filiais de empresas-mãe b) Caso a troca de informações respeite a dados ou empresas referidas nas alíneas b) e c) do n. diz respeito. de Portugal de celebrar acordos bilaterais ou multila- aplica-se à cooperação entre o Banco de Portugal e terais com países terceiros. de 15 de maio. reunidos os seguintes requisitos: b) A autoridade relevante do país terceiro em que está estabelecida uma instituição de crédito que te. os requisitos para a manutenção da au- torização para o exercício da sua atividade. dos países terceiros em causa.º a 82.º-AN através da criação de grupos de gestão de crises.º estabelecidas em Portugal quando estas países terceiros e o respetivo tratamento ficam sujeitos últimas tenham também filiais ou sucursais significa. através do recurso a medidas executadas pela planos de resolução. o Banco de Portugal só que está estabelecida a empresa-mãe ou uma empresa pode trocar informações sujeitas a dever de segredo. de ção das medidas de resolução e o exercício dos poderes cumprir as suas obrigações para com os credores da de resolução e de poderes semelhantes nos termos da União Europeia. c) A autoridade relevante do país terceiro iniciou e) Coordenação da comunicação pública em caso de procedimentos de resolução em relação à instituição aplicação de medidas de resolução conjuntas. Europeu e do Conselho. à medida d) Notificação ou consulta das partes envolvidas no que vão vencendo.º 1 do pessoais. na avaliação de todas as autoridades em causa. afete a instituição de crédito ou grupo a que o acordo cia do país terceiro adequados. não preveem regras ou disposições aplicáveis a insti- visto no n.º-AO selho. c) Troca das informações necessárias para a aplica- ou provavelmente deixará de estar em condições. às regras da União Europeia e da lei nacional aplicável tivas estabelecidas noutro Estado membro da União em matéria de proteção de dados. cometidas às autoridades que está estabelecida alguma sucursal de uma institui.º 1 do ar- incluindo informações relativas aos planos de recupe- tigo 152. nem impedem o Banco do Parlamento Europeu e do Conselho. análoga às referidas nas alíneas b) e c) do n. da aplicação de medidas para o exercício de poderes nos termos do disposto nos de intervenção corretiva ou do exercício dos poderes n. de contratos celebrados através da sucursal. apenas estabelecidas em Portugal. tuições de crédito específicas.º da Diretiva 2014/59/UE. 2 — O Banco de Portugal celebra acordos-quadro 5 — O Banco de Portugal notifica a Autoridade de cooperação. da União Europeia. 1. a) As autoridades do país terceiro em causa benefi- nha sucursais em Portugal e noutro Estado membro ciam.º autoridades relevantes de países terceiros o disposto do Regulamento (UE) n. formações e cooperação nos termos do disposto nas alíneas anteriores. dos países terceiros relevantes. Artigo 145. de 15 de maio. em relação a medida prevista no título VIII ou medidas equivalentes essa instituição de crédito do país terceiro. e Europeia. incluindo a definição de princípios própria instituição de crédito. de garantias de segredo equivalentes às previstas no c) As autoridades relevantes dos países terceiros presente Regime Geral. termos do disposto nos n.º 1093/2010. nos termos do artigo 33.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(67) se razões de interesse público o justificarem e se se 3 — Os acordos de cooperação celebrados entre o verificar alguma das seguintes condições: Banco de Portugal e as autoridades relevantes de países terceiros nos termos do disposto no presente artigo a) A sucursal não cumpre.

com b) A autoridade de supervisão e a autoridade de re- ressalva das especialidades previstas nos números se. de objeto de resolução imediato. de crédito. Europeia.ª série — N. após a aplicação de qualquer medida de reso. tos na legislação do contencioso administrativo. nesse caso. requisitos gerais de autorização.º-AR tugal notifica imediatamente desse facto as seguintes Meios contenciosos e interesse público autoridades. nos processos referidos no número anterior um relatório de avaliação que abranja todos os aspetos de natureza Artigo 145.º-C e verificar que a instituição de crédito não cumpre os requisitos para a manutenção da autori.º-AS crédito objeto de resolução.º 1 grupo estabelecida em Portugal: do artigo 178. o Banco de Por- Artigo 145. crédito objeto de resolução ou qualquer entidade do 4 — Notificado nos termos e para os efeitos do n. independentemente da natureza do seu efetuadas por entidades independentes em seu poder suporte. independen. nada com a adoção das medidas previstas no n. nomeadamente do que seja objeto de resolução ou a entidade relevante do grupo prestado pelo Fundo de Resolução. a) O Conselho Único de Resolução e o Banco Cen- cisões do Banco de Portugal que apliquem medidas de tral Europeu.º do Código do Processo dos Deveres gerais das instituições de crédito Tribunais Administrativos. cabendo ao juiz do pro- lução. mercado.º 1 do formação e instalações. a instituição de artigos 178. as de. informações e documentos. não deve ser tomada em consideração permitir ao transmissário exercer eficazmente a ativi.1700-(68) Diário da República.º-E.º 2 do ar- Artigo 145. sentenças anulatórias de quaisquer atos praticados no âmbito do presente capítulo. relacionados com 1 — Para efeitos do disposto no n. solução das sucursais da instituição de crédito. . cesso notificar o Banco para esse efeito. sem prejuízo da tram asseguradas as finalidades previstas no n.º-AQ prudencial que se possam mostrar relevantes para o Regime de liquidação cálculo da indemnização. medidas previstas no presente capítulo. iniciando-se.º. 1. Avaliações e cálculo de indemnizações temente da natureza do seu suporte. para o qual foram trans. concordar com essa divulgação. que tenham sido requeridos com vista à adoção das b) Presta ao transmissário. seja discutido o pagamento de indemnização relacio- racionais e infraestruturas. terior. ações ou outros instrumen- tos representativos do capital social da instituição de Artigo 145.º e do artigo 163. nomeadamente quanto à ca- pacidade futura da instituição de crédito para cumprir os Se.º 1 do faculdade de iniciativa oficiosa do Banco de Portugal. o Banco de Portugal comunica ao a) Presta todos os esclarecimentos. o Banco de Portugal entender que se encon. e b) As informações só forem divulgadas para os fins 3 — O Banco de Portugal pode.º-E em relação a uma instituição de crédito. guintes. respetivamente a autoridade de administradores para a instituição de crédito objeto de resolução e a autoridade de supervisão da instituição resolução estão sujeitas aos meios processuais previs. pode revogar a autorização da instituição de crédito que tenha sido Notificações.º-AP tigo 175. seguindo-se o regime de 1 — Quando se encontrem preenchidos os requisitos liquidação previsto na lei aplicável. ou da interven- esteja em liquidação. nos casos em que estes sejam. bem como de qualquer meio contencioso onde c) Disponibiliza o acesso a quaisquer serviços ope. feridos direitos. solicitados pelo Banco de Portugal.º do Código do Processo dos Tribunais Administrativos. nos termos resolução. toda a assistência. comunicações e divulgação das medidas objeto da medida em causa. os serviços que o transmissário considere 2 — Independentemente da sua eventual intervenção necessários para efeitos do regular desenvolvimento como parte.º-AT zação para o exercício da sua atividade. escla- recimentos. é efetuada União Europeia no qual tiveram origem as informações no processo principal. em execução de permitidos por esse Estado membro da União Europeia.º 3 do artigo an- a atividade transferida. Artigo 145. obrigações. artigo 145. considerando os interesses públicos relevantes gredo tenham origem noutro Estado membro da União que determinam a sua adoção. informações e interessado e ao tribunal os relatórios das avaliações documentos. compete ao Banco de Portugal apresentar da atividade transferida.º 2 do artigo 145. que sejam necessários para artigo 145. o Banco de Portugal apenas as divulga às 2 — A apreciação de matérias que careçam de de- autoridades dos países terceiros relevantes se: monstração por prova pericial.º e 166.º daquele mesmo Código. exerçam poderes de resolução ou designem da legislação aplicável. invocar causa legítima de inexecução. a mais-valia resultante de qualquer apoio financeiro dade transferida. nos termos conjugados do n. previstos nas alíneas a) e b) do n. caso sejam diferentes e quando aplicável: 1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 12. o procedimento tendente à fixação da indem- No âmbito da aplicação de medidas de resolução ou nização devida de acordo com os trâmites previstos nos do exercício de poderes de resolução. mediante remuneração fixada pelo Banco de Depósitos ou pelo Fundo de Garantia do Crédito de Portugal tendo em consideração as condições de Agrícola Mútuo. incluindo sistemas de in. mesmo que a instituição de crédito público extraordinário.º 60 — 26 de março de 2015 2 — Caso as informações sujeitas a dever de se. ção eventualmente realizada pelo Fundo de Garantia d) Presta. relativas à valorização dos ativos e passivos que são objeto ou estejam envol- a) A autoridade relevante do Estado membro da vidos nas medidas de resolução adotadas.

º do Código do Trabalho. ou. logo que possí. g) A autoridade responsável pela supervisão em base b) No sítio na Internet da Autoridade Bancária Eu- consolidada. os for participante no Fundo e na medida em que seja termos e o período da suspensão ou restrição previstos necessário para permitir a sua intervenção.º 4 do artigo 286. ao Banco Central Euro- cessárias adaptações. Artigo 145. de 9 de se- tabelecidos no artigo 52. nos termos do disposto nos são do Mercado de Valores Mobiliários. sua divulgação pelos seguintes meios: f) O membro do Governo responsável pela área das finanças. 18/2013. 1. caso sejam diferentes capital social ou os instrumentos de dívida da institui- e quando aplicável: ção de crédito objeto de resolução não se encontrarem a) À instituição de crédito objeto de resolução. de 26 de junho. valores mobiliários junto do emitente ou que estejam e) À autoridade de resolução a nível do grupo. n. 18 de março. admitidos à negociação em mercado regulamentado. n. à Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e artigo 74.º-M e 145. Bancária Europeia. ambos do Código dos Mercados. 4 — A decisão do Banco de Portugal de aplicação de b) Isenção do imposto do selo. se for caso disso. .º-O é aplicável. solicita a e) A autoridade de resolução a nível do grupo. a) No sítio na Internet do Banco de Portugal. caso mas de garantia de depósitos nos quais a instituição de não existam. se a instituição de crédito crédito objeto de resolução e. podem ser deduzidos dos lucros tributáveis das k) Caso a instituição de crédito objeto de resolução instituições para as quais a atividade seja parcial ou seja uma instituição nos termos do disposto na alínea d) totalmente transferida. e 40/2014.º-F. de crédito objeto de resolução participe.ª série — N. em acesso e tratamento da informação. consolidada. o b) À autoridade de supervisão das sucursais da ins. à disposição do Banco de Portugal.º-AB.º 221/2000. nos artigos 145. 2 — A decisão do Banco de Portugal de aplicação de uma medida de resolução é notificada.º-A. jeita a supervisão com base na sua situação financeira c) No sítio na Internet da instituição de crédito objeto consolidada nos termos do capítulo 3 do título VII da de resolução. conforme os casos. na medida em que seja necessário para 5 — O Banco de Portugal publica a decisão de apli- permitir a sua intervenção. trumentos de dívida da instituição de crédito objeto de resolução se encontrem admitidos à negociação em mercado regulamentado. missão de imóveis. conhecidos e identificados no registo das emissões de d) Ao Fundo de Resolução. do Parlamento Europeu e do 1 — À transferência parcial ou total da atividade Conselho. 3 — Às transferências de ativos no âmbito da aplica- 3 — A notificação prevista no número anterior inclui ção das medidas de resolução referidas no n. do Parlamento Europeu e do d) No sistema de difusão de informação da Comis- Conselho. às seguintes entidades. de 26 de junho. de uma medida de resolução aos acionistas. aos sistemas em que participa. à Autoridade Europeia dos Seguros e do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas. no artigo 145. aos titu- c) Ao Fundo de Garantia de Depósitos e demais sis. com as ne- i) À Comissão Europeia. Pensões Complementares de Reforma e à Autoridade para as operações de entrada de ativos. relativamente à trans- uma medida de resolução é comunicada. caso a instituição de crédito esteja sujeita a supervisão com base na sua situação financeira conso.º-AU lidada nos termos do disposto no capítulo 3 do título VII Regime fiscal da Diretiva 2013/36/UE. aos seus trabalhadores. contado do pe- 29 de junho. de ríodo de tributação a que os mesmos se reportam. outros títulos representativos do possível.º 1 do mesmo artigo.º-S são aplicáveis os seguintes benefícios: uma medida de resolução e indica o início de produção a) Isenção de imposto municipal sobre as transmis- de efeitos da mesma.º e até ao fim do período tembro.os 1 e 2 do artigo 145. aumento do capital vel. ou. particular os efeitos para os clientes da instituição de d) O Fundo de Resolução.º 3 do artigo 75. 2 — Os prejuízos fiscais de uma instituição de j) À Comissão do Mercado de Valores Mobiliários crédito objeto das medidas referidas no número an- e à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de terior. nos termos e condições es- do artigo 2. caso as ações. e à constituição. o regime fiscal estabelecido no peu. Diretiva 2013/36/UE.º 5.os 85/2011. crédito participe. dos. logo que 6 — Se as ações. Banco de Portugal envia cópia da decisão de aplicação tituição de crédito objeto de resolução. e que por esta não tenham sido ainda utiliza- Pensões. de uma instituição de crédito nos termos do disposto h) Ao Comité Europeu de Risco Sistémico. aos representantes dos trabalhadores da instituição ou do ativo das instituições para as quais a atividade de crédito objeto de resolução. caso a instituição de crédito esteja su.Diário da República. nos termos definidos no seja parcial ou totalmente transferida. de referido no n. alterado pelos Decretos-Leis n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(69) c) O Fundo de Garantia de Depósitos e demais siste. e desde que estes últimos cação de uma medida de resolução ou um aviso que garantam o nível de confidencialidade adequado no resuma essa mesma decisão e respetivos efeitos.º e no n. de uma medida de resolução produz efeitos a partir da g) À autoridade responsável pela supervisão em base data da publicação prevista na alínea a) do n. f) Ao membro do Governo responsável pela área 7 — A decisão do Banco de Portugal de aplicação das finanças.º do Decreto-Lei n. outros títulos representativos do capital social ou ins- h) O Comité Europeu de Risco Sistémico. ropeia. de 6 de fevereiro. sões onerosas de imóveis. lares de títulos representativos do capital social e aos temas de garantia de depósitos nos quais a instituição credores da instituição de crédito objeto de resolução.º 1 ou no cópia da decisão do Banco de Portugal de aplicação de artigo 145.

de 9 de caso de esses prejuízos serem proporcionais aos so- setembro. ii) Uma entidade do grupo. 8 — O disposto nos números anteriores é. patibilidade com as normas que regulam a atividade das 3 — As suspensões ou restrições previstas no ar- instituições de crédito e aos respetivos efeitos sobre a tigo 145. bem crédito objeto da medida ou de uma entidade do grupo. de 29 de junho. às operações previstas nas alíneas a) a c) do n. a uma instituição de crédito. cução das medidas de resolução até ao limite máximo: sição nos termos do disposto no n. do disposto na alínea a) do n. . que incluam cláusulas de sável pela área das finanças.ª série — N.º 105/2004. e 192/2012.º-AB não constituem incumprimento de uma obri- estabilidade do sector financeiro. c) Ser acompanhado da decisão da Autoridade da 4 — Caso os procedimentos de resolução de países Concorrência quando a operação esteja sujeita a noti. à sua com.º-AH e do artigo 145. ção.º 4 deve: cruzado (cross default). suspensão.º 5 do ar- ficação nos termos da Lei n.º 1 e do número seguinte.º.os 85/2011. no vência. nos termos do Decreto-Lei n. tivessem sido reduzidos na mesma medida em que foi mento. de 6 de fevereiro. quando tenha fundamento dis- b) Ser acompanhado de parecer do Banco de Portu. dentro Decreto-Lei n. o disposto no presente artigo aplica-se a esses procedimentos. 2 — O disposto no número anterior não prejudica o rações e demais informações relevantes para a respetiva exercício dos direitos aí referidos. com as necessárias adaptações. dentro do limite previsto no ar- tigo 166.º 19/2012. restringir ou suspender os seus direitos no n.º 6 do artigo 145. teriam sido reduzidos para suportar os prejuí- Normas de aplicação imediata zos da instituição. 1 — Quando forem aplicadas medidas de resolução bem como às demais operações de transferência. sulas de vencimento antecipado ou de incumprimento 6 — O requerimento previsto no n. no âmbito de um contrato que preveja cláu- prejuízos fiscais transmitidos. ou se o Banco de Portugal assim o decidir. que comprovadamente tenham sido suportados pode ser solicitado pelas requerentes no prazo de 90 dias a Artigo 167. os limites anuais aplicáveis na dedução dos contratuais. 18/2013. compensação ou nova- legais que se mostrem devidos pela prática das opera.º do Regulamento (CE) n. o Banco de Portugal pode cial ou total. cionado com a aplicação das mesmas. ou totalmente transferida. emolumentos e outros encargos legais do Parlamento Europeu e do Conselho. precedido de requerimento vencimento antecipado ou de incumprimento cruzado das instituições para as quais a atividade seja parcial (cross default). no âmbito de um contrato em que a reduzido o valor nominal dos créditos com o mesmo instituição de crédito objeto dessas medidas seja parte nível de subordinação de acordo com a graduação dos para: créditos em caso de insolvência.º-AV garantidos pelo Fundo. teriam suportado em Decretos-Leis n. alterado pelos do limite previsto no artigo 166. se esses depósitos não tivessem 1 — A aplicação das medidas previstas no presente sido excluídos da aplicação daquela medida nos termos título ou a ocorrência de um facto diretamente rela. de 8 de maio. contratuais aplicáveis. tigo 145. de 23 de agosto.os 85/2011. nos termos legais e apreciação. tinto da aplicação das medidas previstas no presente gal quanto à verificação dos requisitos para a aplicação título ou da ocorrência de um facto diretamente rela- dos benefícios previstos no presente artigo. ou ainda o exercício de direitos de reso.º 221/2000.º-R. consequência da aplicação de medidas de resolução. ou concedidos por despacho do membro do Governo respon. como. por si só.º 4.1700-(70) Diário da República. o reembolso posto no artigo 9.º 3 do artigo 145. cujas obrigações sejam garantidas. i) Uma filial. de 8 de maio. a) Conter expressamente a descrição dos atos e ope.º-B contar da data da notificação do referido despacho. inclusive no âmbito de contratos celebrados por: ções ou atos necessários à execução daquelas medidas. tração e disposição do património ou a execução de 5 — O despacho a que se refere o número anterior qualquer garantia sobre o património da instituição de estabelece os benefícios concedidos à operação. de subordinação de acordo com a graduação dos créditos 18 de março.º-R. de 17 de junho.º. 1. cumpridas ou de outra forma asseguradas pela empresa- 4 — Os benefícios previstos no presente artigo são -mãe ou por uma entidade do grupo. dos impostos.º 60 — 26 de março de 2015 c) Isenção dos emolumentos e de outros encargos lução. nos termos do titulares de depósitos garantidos pelo Fundo.º 1 do artigo 145. modificação.º-AL. da atividade para outras instituições de determinar que o Fundo intervenha no âmbito da exe- crédito que sejam efetuadas pelas instituições de tran. igualmente. de fridos pelos restantes credores com o mesmo nível de 29 de junho.º 593/2008. em caso de insolvência. e 40/2014. com exceção da medida de recapitalização interna. quando for o caso e sem prejuízo do disposto ou modificar. Intervenção no âmbito da execução de medidas de resolução aplicável. a) Do montante em que os créditos por depósitos Artigo 145. ou b) Do montante dos prejuízos que os depositantes a) Desencadear a execução de garantias. par.º-U e cionado com a aplicação dessas medidas não é funda. no âmbito da aplicação da medida de sobre obrigações contratuais recapitalização interna. o qual deve ser apresentado junto da Autoridade Tributária e Aduaneira no prazo de b) O exercício da posse ou de poderes de adminis- 90 dias contados da data da decisão do Banco de Portugal.º 2. 7 — Nos casos em que as operações ou atos prece- 5 — As disposições do presente artigo são conside- dam o despacho do membro do Governo responsável radas normas de aplicação imediata nos termos do dis- pela área das finanças previsto no n. gação contratual para efeitos do n. terceiros sejam reconhecidos ao abrigo do n. ou o início de um processo de insol. alterado pelos Decretos-Leis n.

º-A da Lei Orgânica do Banco de Portugal.º-AL a 145. que compreende os artigos 145.º. constituídos junto 153.º-C a 145. 14.º 345/98. do- .º 145.º.º aprovada pela Lei n. 8.º. que Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo.º.º-A e 15.) «CAPÍTULO II 2 — O desempenho das funções previstas no número anterior é exercido de forma operacionalmente indepen- Intervenção corretiva e administração provisória» dente das funções de supervisão e das demais funções desempenhadas pelo Banco de Portugal.º a 145. 11. designado apenas por Fundo. 10. compreende os artigos 145. e de investimento e sociedades quando se revelar necessário para assegurar uma ação gestoras de fundos de investimento» coordenada nos casos transfronteiriços. confere ao Fundo um direito de crédito sobre a insti.os 126/2008.º-K. dos seus depósitos junto da instituição de crédito ob.º 1 compreende os artigos 145. que compreende os artigos 145. de Alteração à organização sistemática do Regime Geral 10 de março. 6 — É alterada a epígrafe do título X-A do Regime jeto de resolução que não seja transferida. os titulares dos depósitos em causa não têm 5 — É revogado o capítulo V do título VIII do Regime qualquer crédito sobre o Fundo no que respeita à parte Geral. de 3 de novembro. 39/2007.º-AO.º-AK.º-L. que passa a ter a seguinte redação: de uma instituição de crédito objeto de resolução sejam transferidos para outra entidade no âmbito da aplicação «CAPÍTULO IV da medida de alienação da atividade ou da medida Disposições Comuns» de transferência da atividade para uma instituição de transição. 31-A/2012. passam requisitos». que passa a ter a seguinte redação: «Artigo 17.º-A «TÍTULO X-A Cooperação entre autoridades Serviços e atividades de investimento.º-A.º-A 1 — (Anterior corpo do artigo. 13.º-AU.º supervisão dos Estados membros da União Europeia Alteração à Lei n.º-I a «Artigo 1.º-L a 145. empresas Sem prejuízo do disposto nos artigos 80. 3. que regula o funcionamento do Fundo 3 — O capítulo referido no número anterior é dividido de Garantia de Crédito Agrícola Mútuo.º-H.º 3 do artigo 166. 14. 5.º.º.º-AG a 145.º. com as seguintes epígrafes: Decretos-Leis n.º-A do Decreto-Lei n. Artigo 4. o Banco de Portugal comunica às autoridades de resolução e de Artigo 5.º 345/98. que 3 — A intervenção nos termos do disposto no n.º-AA. O artigo 17.º. de 9 de novembro «CAPÍTULO III Os artigos 1. que tuição participante que seja objeto da medida de reso. 1. no montante correspondente a essa intervenção. g) «Secção VII — Relações com países terceiros». pessoa coletiva pública. de 31 de janeiro o início da averiguação ou instrução do processo».º-AV a tro do limite previsto no artigo 166.º-AC a 145. de das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras 10 de fevereiro.º-AP a 145.º. princípios orientadores e 26 de dezembro. lução. de 10 de fevereiro. passa a ter 1 — É alterada a epígrafe do capítulo II do título VIII do a seguinte redação: Regime Geral. que montante dos fundos transferidos seja igual ou superior passa a ter a seguinte redação: ao limite previsto no artigo 166. 119/2011. de 21 de julho.os 118/2001. que compreende os artigos 145. h) «Secção VIII — Outras disposições». que compreende os artigos 145.º-AB. 4 — É alterada a epígrafe do capítulo IV do título VIII 4 — Caso os depósitos garantidos pelo Fundo. e 142/2013.º Alteração ao Decreto-Lei n. de 9 de novembro.º. adiante compreende o artigo 145. a ter a seguinte redação: b) «Secção II — Redução ou conversão de instrumentos de fundos próprios». 2. e) «Secção V — Salvaguardas».º 5/98. 4.Diário da República. do Regime Geral. que compreende os artigos 141. de 17 de abril.º.º-AF. den. de 20 de julho.» 2 — É alterada a epígrafe do capítulo III do título VIII do Regime Geral que passa a ter a seguinte redação: Artigo 6. aplicando-se o disposto no n.º e 81.º.º. de 18 de outubro.º Artigo 213. 50/2004.º-B. 1 — O presente diploma regula o funcionamento do d) «Secção IV — Poderes de resolução». 162/2009. de 31 de janeiro. e 31-A/2012.º-A.º. Resolução» 12. 9. 7. de 20 de fevereiro. resolução não poderá implicar que os seus recursos f) «Secção VI — Resolução de grupos transfronteiri- financeiros sejam reduzidos para um montante igual ços». desde que o Geral. ou inferior a metade do seu nível mínimo.º 5/98. alterado pelos em oito secções. de a) «Secção I — Finalidades.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(71) 2 — Sem prejuízo do número anterior. 211-A/2008.º-A a 199. alterada pelos Decretos-Leis n. que compreende os ção do Fundo no âmbito da execução das medidas de artigos 145. que compreende os artigos 145. Regime jurídico c) «Secção III — Medidas de resolução». que compreende os artigos 199.ª série — N.º. a interven.

º do Código prestadas por força do presente artigo podem ser- dos Valores Mobiliários nem os débitos emergentes -lhe comunicadas por via eletrónica............ de depósito........... ção de crédito atuar noutro Estado membro da União 8 — A publicidade efetuada pelas instituições par- Europeia ao abrigo do regime da livre prestação de ticipantes aos seus depósitos apenas pode incluir.º 6.. em local bem identificado e diretamente 2— . do Fundo deve.º 1 são dis- regime previsto no artigo 15...... ou na língua oficial do Estado membro da 6 — A correspondência entre o Fundo e os deposi.. papel........ a referência factual ao facto de o Fundo os 7 — O Fundo disponibiliza..... ..... instituição participante no momento da abertura da conta 5— ............. se a institui... 2— . as instituições parti- [....º não os representados por outros títulos de dívida por 14 — Se um depositante utilizar serviços de ela emitidos ou pelos instrumentos financeiros previs. mas a ultrapassar o limite previsto no n.......... 1— .1700-(72) Diário da República. e deve ser prestada aos depositantes antes da 3 — O Fundo pode igualmente intervir no âmbito celebração do contrato de depósito... as informações que lhe devem ser tos nas alíneas a) a f) do n..... pelo Fundo. a contar da notificação [.] mais do que uma marca. do Parla- constituído o depósito garantido pelo Fundo para co.. lidade financeira...º 1 do artigo 12. deve informar os respeti- vos depositantes desse facto e de que o limite referido 1 — O Fundo tem por objeto garantir o reembolso de no n... 7 — As instituições participantes devem confirmar b) Na língua ou línguas oficiais do Estado membro aos depositantes que os depósitos contratados são de- da União Europeia onde foi constituído o depósito pósitos garantidos pelo Fundo através da inclusão nos garantido pelo Fundo.os 1 e 2..... acessível.. informar os respe.) Artigo 3.. 10 — (Anterior n.. sem qualquer 2 — São abrangidos pelo disposto no número an........ ferir para outra instituição participante. a menos que de aceites próprios ou de promissórias em circulação. nos balcões.. municar com o depositante....] 2 — O Fundo rege-se pelo presente diploma e pelos seus regulamentos...º 1 do artigo 2...... que funciona junto do Banco de Portugal.. que diz respeito às informações a que se referem os n. de 16 de abril........... curto por motivos de segredo comercial ou de estabi- tivos depositantes de tal facto.....) 11 — (Anterior n.] cipantes em causa devem notificar os seus depositan- 1 — (Anterior corpo do artigo....) reembolso dos depósitos.. os Artigo 4....º 1 através do preenchimento da ficha de informação Europeia utilizada pela instituição de crédito onde foi constante do anexo I à Diretiva 2014/49/UE.... para resgatar ou trans- 1— ..º 4.........º depositantes das instituições participantes em causa dispõem de um prazo de 90 dias... o montante dos seus depósitos garantidos terior os fundos representados por certificados de de..º é aplicável ao valor global dos depósitos constituídos em Portugal ou noutros Estados depósitos de que os depositantes sejam titulares na membros da União Europeia junto da Caixa Central de instituição em causa........ 13 — Na situação prevista no número anterior.º-B... âmbito da cobertura e procedimento de 9 — (Anterior n..º 12 — Em caso de fusão.....) tes dessa operação com uma antecedência mínima de 2 — Caso uma instituição deixe de ser participante 30 dias face à data em que a operação produza efeitos.º 3 — No caso de uma instituição participante utilizar [... ção referida no número anterior.. nos termos do 5 — As informações a que se refere o n. incluindo a totalidade dos juros vencidos e pósito emitidos pela instituição participante até 2 de dos benefícios adquiridos.... da execução de medidas de resolução.. fornecida ao depositante pelo menos uma vez por ano.... no seu sítio na Internet..... ou extratos de conta de uma referência à ficha de informa- c) Na língua escolhida pelo depositante no mo.. ponibilizadas na língua acordada entre o depositante e a 4— .... garantir e ao funcionamento deste...... ao montante. homebanking..... fazer referência a uma cobertura ilimitada depositantes... penalização.....º mónio próprio.. [........ não podendo.. o mesmo requeira que lhe sejam comunicadas em 3— . no prazo de 30 dias a contar do mo.. conversão de filiais em sucursais ou operações similares... 1... mento Europeu e do Conselho. desig- todas as informações que considere necessárias para os nadamente.. Crédito Agrícola Mútuo e das caixas de crédito agrícola 4 — A informação deve encontrar-se disponível mútuo suas associadas... nomeadamente as informações relativas dos depósitos...... tantes das instituições de crédito participantes faz-se 6 — Os depositantes devem confirmar a receção das nas seguintes línguas: informações prestadas em cumprimento do disposto no a) Na língua oficial do Estado membro da União n.... que com essa operação passe julho de 2014 à ordem de um titular identificado.º 1 do artigo 12.. devendo essa ficha ser mento da abertura da conta de depósito.....] a que se refere o número anterior....... União Europeia em que a sucursal está estabelecida.º 5......... Artigo 5...º 60 — 26 de março de 2015 tada de autonomia administrativa e financeira e de patri........ no serviços...ª série — N... salvo se o Banco de Portugal autorizar um prazo mais mento da cessação da participação.. Artigo 2.......

2— .. em qualquer momento em que o Fundo em 31 de dezembro do ano anterior. e as associações representativas das instituições de cipantes..º e que comprometer materialmente a situação de liquidez ou possibilite atingir o montante que a cada momento o de solvabilidade dessa instituição.... podem ser impostas contri- dos depósitos do ano anterior garantidos pelo Fundo..º entrada em vigor do presente diploma.º 2 do artigo 7.. dentro Europeia nos termos do disposto no n.... Banco de Portugal considere adequado para garantir 7 — Nos casos previstos no número anterior..5 % dos seus depósi- uma contribuição periódica.º 1 desde que assumam o compromisso tugal informa a Autoridade Bancária Europeia do mon.... de parte ou da totalidade do montante da contribuição que não tiver sido pago em numerário..º 60 — 26 de março de 2015 1700-(73) Artigo 7... irrevogável e garantido por tante dos depósitos constituídos em Portugal garantidos penhor financeiro a favor do Fundo de ativos de baixo pelo Fundo....... 8 — Até ao limite de 30 % das contribuições anuais tribuições periódicas de forma a alcançar o referido as instituições de crédito participantes podem ser dis- nível mínimo num prazo de seis anos... no prazo de 60 dias a contar da data de Artigo 10. tabelecido no n.... a) Contribuições iniciais das instituições participantes. mínimo........ os montantes... ouvidos o Fundo b) Contribuições periódicas das instituições parti.. depois de ser atingido o nível mínimo pre.. ou totalmente..... disposto no número anterior.. buições superiores ao limite referido no número anterior..] efetuado em duas prestações... prazos e demais termos das contribuições especiais referidas na alínea a) do n.. de pagamento ao Fundo.. de acordo com Artigo 9. contribuições periódicas... 7 — Sempre que o Fundo contraia um empréstimo 2 — Os recursos financeiros do Fundo devem ter junto de outros sistemas de garantia de depósitos ofi- como nível mínimo o montante correspondente a 0.. ções de transição.. 1...] uma instituição participante não pode exceder... 3— . se esse pagamento nível mínimo estabelecido no n. Fundo o solicite. parcial perfil de risco. e com a aprova- minado em função do valor médio dos saldos mensais ção do Banco de Portugal.º 9 — O valor de compromissos irrevogáveis de pa- gamento a que se refere o número anterior não pode [... rendimentos ou valo.....Diário da República. incluindo o produto das Bancária Europeia do método fixado nos termos do coimas aplicadas às instituições de crédito. crédito participantes...ª série — N. por portaria.. pró-cíclicas. e do respetivo 6 — O Banco de Portugal pode suspender...... comprometer materialmente a situação de liquidez ou .... prestações. dentro do limite previsto no artigo 12.....º 1. 0.. assim que o Fundo é capaz de cumprir as suas obrigações e que o pagamento da contribuição especial deixe de finalidades.. o método concreto de cálculo das c) Rendimentos da aplicação dos seus recursos.....º o previsto nos números seguintes.. 4 — O valor global das contribuições especiais de [.º 1 do artigo 7.. as contribuições periódicas cobradas nos anos participantes.º Central e das caixas de crédito agrícola mútuo é deter.º 8 do artigo do limite previsto no artigo 12.. que tem em conta a fase do d) Liberalidades....º.º 2 do artigo 7... pelas instituições participantes.. 1— ... bolsar o montante do empréstimo e para restabelecer visto no número anterior.....º. a primeira das quais durante o mês de abril e a segunda durante o mês de 1 — O Fundo dispõe dos seguintes recursos: outubro do ano a que respeitem.... pensadas de efetuar o respetivo pagamento no prazo es- 4 — Até 31 de março de cada ano. Artigo 8. por um prazo não superior a 180 dias. das finanças determina... gação de pagamento de contribuições especiais por rior e uma contribuição mínima que permita alcançar o parte de uma instituição participante.... o Banco de Por. de todas as instituições seguinte....... tituições que resultem de operações de fusão e cisão 3 — O membro do Governo responsável pela área entre instituições participantes no Fundo e as institui. tos abrangidos pela garantia do Fundo dentro do limite 2 — O valor da contribuição periódica da Caixa previsto no artigo 12. [..º 4 — O pagamento da contribuição periódica é [. em cada 1 — As instituições participantes entregam ao Fundo período de exercício do Fundo. do n.º o Fundo se tornarem inferiores a dois terços desse nível mais rapidamente possível.... 5 — Em circunstâncias excecionais. ciclo económico e o potencial impacto de contribuições e) Quaisquer outras receitas.. os recursos financeiros do o nível mínimo a que se refere o n.. res que provenham da sua atividade ou que por lei ou 6 — O Banco de Portugal informa a Autoridade contrato lhe sejam atribuídos......] ultrapassar 30 % do montante total de recursos finan- 1 — As contribuições iniciais previstas na alínea a) ceiros disponíveis em cada momento no Fundo.] 2— .. dentro do limite previsto no artigo 12.. seguintes devem ser em valor suficiente para reem- 3 — Se...º são entregues. o Banco de Portugal fixa o montante das con... 4 — São dispensadas de contribuição inicial as ins. 3 — O Banco de Portugal fixa uma taxa contributiva prorrogável a pedido da instituição participante. a obri- aplicável à base de incidência prevista no número ante.....º........ e risco à disposição deste e que não estejam onerados por do montante dos recursos financeiros disponíveis no direitos de terceiros.. 5 — O Banco de Portugal fixa.8 % cialmente reconhecidos num Estado membro da União do valor dos depósitos garantidos pelo Fundo.......

.5 % dos depósitos garantidos pelo Fundo. nesse momento. e os g) Os depósitos numa conta à qual tenham acesso respetivos juros só se vencem na data do reembolso. . ... . ..º. 1. prestações de seguros ou indemnizações por danos resul- f) O montante total do empréstimo concedido não tantes da prática de um crime ou de condenação indevida. aplica aos seguintes depósitos.. .º 1 do artigo 7. a pedido destes e mediante a verificação das condições c) Serão convertidos em euros...º 1 aplicável recai sobre o Estado qualquer obrigação de prestar apoio a cada uma dessas pessoas. outros sistemas de garantia de depósitos oficialmente 4 — O valor global referido no n.. .. bem como aos concedidos nos termos e) Se o titular da conta não for o titular do direito aos do disposto no número anterior. Europeu durante o prazo do empréstimo. não efeitos do cálculo do limite previsto no n. .. com as devidas adaptações. . Europeia a taxa de juro inicial e o prazo de vigência d) Na ausência de disposição em contrário. . mediante plano de aplicações definido pela que tiver sido sujeita às referidas medidas..] gações que lhe incumbem devido à insuficiência dos recursos financeiros previstos no n.º 3. em diploma próprio.. exceder 0... . . ... a garantia cobre o titular do direito. . caso estejam reunidas as seguintes condições: Artigo 12... caso se venha a verificar uma situação de in- Fundo aplica os recursos disponíveis em operações disponibilidade de depósitos na instituição de crédito financeiras... com observância dos seguintes critérios: informa tempestivamente a Autoridade Bancária Euro.] âmbito da aplicação de uma medida de resolução são tomados em consideração no cálculo do limite previsto 1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 15.) ciação ou de uma comissão especial.....º 1. nos termos da regra constante da vem ser reembolsados no prazo de cinco anos. .. .. .º 1.. devendo data... b) Incluir-se-ão nos saldos dos depósitos os respeti- timos a sistemas de garantia de depósitos oficialmente vos juros vencidos mas não pagos.. rias relacionadas com prédios urbanos habitacionais gado a reembolsar um empréstimo a outros sistemas privados. . presumir- do empréstimo.. ... . sido feitos por um único depositante e não contam para ceder empréstimos ou prestar garantias ao Fundo. . comissão diretiva. . o no n... por um período de um c) O Fundo comprometer-se a utilizar os recursos ano a partir da data em que o montante tenha sido provenientes do empréstimo para o reembolso previsto creditado na respetiva conta: no n. . a) Depósitos decorrentes de transações imobiliá- d) O Fundo não se encontrar. . . . .º 1 é determinado reconhecidos num Estado membro da União Europeia..) personalidade jurídica. . -se-á que pertencem em partes iguais aos titulares os 11 — Aos empréstimos contraídos nos termos do saldos das contas coletivas. esse reembolso ser feito por prestações periódicas. c) Depósitos cujo montante resulte do pagamento de licitado..º de resolução. e) O Fundo indicar o montante do empréstimo so. . contados até à data reconhecidos noutro Estado membro da União Europeia referida no n... .. .. será garantida até ao limite previsto no n.º 6. . é aplicada.. várias pessoas na qualidade de membros de uma asso- 13 — (Anterior n.º.º 7. b) Terem sido impostas contribuições especiais pre..º 8.. o Banco de Portugal determina o fim condições: dessa suspensão e impõe que as contribuições especiais a) ... de garantia de depósitos nos termos do disposto no b) Depósitos com objetivos sociais.. . .. ... .º 1. . 2 — O limite previsto no número anterior não se vistas na alínea a) do n. .º 60 — 26 de março de 2015 de solvabilidade da instituição participante cuja obriga.. .. . 10 — O Fundo pode igualmente conceder emprés.. os depósitos que forem transferidos no [. independentemente da sua modalidade. no mínimo.. conjuntas ou solidárias.. suspensas sejam pagas de imediato. 1— . determinados presente artigo...º 8. a) Considerar-se-á o conjunto das contas de depósito peia do montante solicitado e da verificação de todas de que o interessado seja titular na instituição em causa.. . 5 — No caso dos depósitos constituídos junto de uma instituição participante que seja objeto de medidas Artigo 11.. reconhecidos num Estado membro da União Europeia. . .. os saldos de depósitos expressos em moeda es- nesses casos o Fundo comunicar à Autoridade Bancária trangeira. . . nem qualquer respon- sabilidade pelo financiamento da atividade do Fundo. .. .os 8 e 10 de. . montantes depositados e este tiver sido. . . a parte imputá- 12 — Os empréstimos referidos nos n.. . uma taxa de juro equivalente à taxa de juro da facilidade identificado antes de verificada a indisponibilidade dos permanente de cedência de liquidez do Banco Central depósitos. .. . . ou possa ser.º-B. b) . .ª série — N. ... . .. as condições referidas no número anterior. vel a cada um deles.º 3 — Para os efeitos do disposto no n... . . . .1700-(74) Diário da República.. devendo ser observadas as seguintes ção foi suspensa. 8 — O Fundo pode contrair empréstimos junto de outros sistemas de garantia de depósitos oficialmente 2— .º 1 do artigo 2. . . [. obri. .. . dentro do limite previsto no artigo 12.. . .... considerar- -se-ão os saldos existentes à data em que se verifique 9 — Sempre que o Fundo solicite um empréstimo a a indisponibilidade dos depósitos. . . ao câmbio da mesma referidas no n. . . desprovidos de 14 — (Anterior n. f) Se o direito tiver vários titulares. podendo alínea d)..º a) O Fundo não ter capacidade para cumprir as obri.º 1. são agregados como se tivessem 15 — Sem prejuízo da possibilidade de o Estado con. disposto no n. . . . financeiro excecional ao Fundo.

) 8 — Para efeitos do disposto na alínea a) do número 4— . de 24 de junho. ou em que tenha sido adotada uma últimos dois anos e cujo montante seja inferior aos medida de resolução.) cinco dias úteis após tomar conhecimento dessa ocorrência.. .º 1.. [. não tiver possibilidades de assegurar o respetivo ação ou omissão.. empresas de investimento. .... direta custos administrativos em que o Fundo incorreria ao ou indireta.. Estado membro de acolhimento..º daquela lei... entidades do setor público administrativo d) Não se tenham registado operações relativas à nacional e estrangeiro e organismos supranacionais ou conta de depósito nos últimos dois anos.os 1 n. ou omissão.. dos depósitos garantidos pelo Fundo... .. .... 4 — Sem prejuízo do prazo de prescrição previsto tificado nos termos do disposto no artigo 8. 3 — O Fundo pode solicitar ao Banco de Portugal o quer outros elementos de informação que considere diferimento do prazo referido no n. .) rar a restituição dos depósitos nesse momento nem exis- i) (Revogada. . 2— ... do artigo 12... .......) o Banco de Portugal tiver verificado.. Artigo 13. úteis a contar da data em que se verifica a indisponibi.... nos termos do disposto no n... anterior. .. contraordenacional pela prática de quaisquer atos re- lacionados com depósitos garantidos pelo Fundo em a) Os depósitos constituídos em nome e por conta violação de normas legais ou regulamentares. .. de 5 — Se contra o titular da conta ou do direito aos 7 de novembro. rem do Fundo o montante que por este lhes for devido.. na origem das dificuldades financeiras da por razões diretamente relacionadas com a sua situação instituição participante e que não contribuíram.º encontra a efetuar o reembolso dos depósitos nas con- dições legais e contratuais aplicáveis quando existe [.º. c) O depósito esteja sujeito a medidas restritivas instituições financeiras... 1.) tem perspetivas de vir a fazê-lo nos dias mais próximos. empresas de seguros e de res...] b) Se encontre em curso um processo judicial ou 1— .os 242/2012.. ...º-A.. impostas por governos nacionais ou por organismos seguros. instituição participante ou tenham sido membros dos 7 — Considera-se que há indisponibilidade dos de- órgãos de administração da instituição participante.. montantes depositados tiver sido deduzida acusação de 24 de outubro.) que aquele Sistema não revela ter possibilidade de assegu- h) (Revogada.º 46/2011.º 317/2009. pela prática de atos de branqueamento de capitais. através da apresentação dos elemen..º da Lei nos termos gerais. para o agravamento de tal situação...... de 5 de junho..º a) Seja incerto que o depositante tenha direito a receber o reembolso.. ..) b) O Banco de Portugal tornar pública a decisão pela l) (Revogada. pósitos quando: salvo se ficar demonstrado que não estiveram. à data em que se Fundo suspenderá o reembolso do que lhe for devido verificar a indisponibilidade dos depósitos... por financeira. .º 4 do artigo 12. . ... . caso: relevantes.. por ação a) O Sistema Integrado de Crédito Agrícola Mútuo. no prazo máximo de f) (Revogada. o envio do montante agregado nibilidade dos depósitos.. f) O montante do reembolso seja pago pelo sistema ii) Dos depósitos de autarquias locais com um orça. fundos internacionais. . o tos previstos no artigo 7.º.. no prazo de dois dias úteis a . de garantia de depósitos oficialmente reconhecido no mento anual igual ou inferior a € 500 000. de pensões...) caso tal publicação ocorra antes da verificação prevista na alínea anterior. .. . nos dois 6 — Não serão reembolsados os depósitos cuja conta anos anteriores à data em que se verificar a indisponibi. ...... igual ou superior a 2 % do capital social da efetuar o reembolso. a qualquer momento. internacionais.. 3 — (Revogado.. . . .. ciados sejam pequenas ou médias empresas... b) . considera-se que o Banco de Portugal toma conhecimento de que a instituição depositária não se Artigo 14. . de instituições de crédito. .. ... pela Lei n.. ... 18/2013.. m) (Revogada.º 25/2008. até ao trânsito em julgado da sentença final. o termo do prazo previsto nos n.. e pelos Decretos-Leis n.. . . reembolso nas condições legais e contratuais aplicáveis e e) (Revogada. d) Os depósitos de pessoas e entidades que. instituições de investimento coletivo.º 2 i) Dos depósitos de fundos de pensões cujos asso. ...) lidade dos depósitos e não depende da apresentação de 10 — A Caixa Central e as caixas associadas são obri- um pedido dos depositantes ao Fundo para esse efeito. bem como quais... de 30 de outubro... .. f) do n. e 157/2014.) qual revogue a autorização da instituição participante.ª série — N. o prazo de reembolso será de 7 — O Fundo pode exigir às instituições participan. . . j) (Revogada..º 2 do artigo 15. gadas a fornecer ao Fundo. . ...º 7..º 60 — 26 de março de 2015 1700-(75) 6 — O reembolso dos depósitos constituídos junto 2 — Nas situações a que se referem as alíneas e) e de instituições participantes é efetuado em euros... .. alterada pelo Decreto-Lei e 2 não prejudica o direito dos depositantes a reclama- n. g) (Revogada.. .. 90 dias a contar da data em que se verifica a indispo- tes. de depósito não tenha registado qualquer operação nos lidade dos depósitos. com exceção: e) Se trate de um dos depósitos previstos no n. ........] informação pública de cessação de pagamentos pelo 1 — O reembolso deve ter lugar no prazo de sete dias Sistema Integrado de Crédito Agrícola Mútuo.Diário da República. c) Os depósitos cujo titular não tenha sido iden. de 6 de fevereiro... 9 — (Anterior n.. tenham tido participação.

cabendo ao Fundo analisar a con.. nos termos do disposto no artigo 19...º 1 do artigo 165... 5 — Caso uma instituição de crédito deixe de ser mite o cumprimento dos prazos estabelecidos no n..... para esse sistema de garantia de depósitos as contri- nibilidade de depósitos... os 12 meses anteriores à cessação da participação no 15 — O Fundo conserva as informações recebidas para Fundo. o Fundo pode solicitar o auxílio e empresas constituídos através de sucursais estabele. Aditamento ao Decreto-Lei n..º 60 — 26 de março de 2015 contar da data em que este o solicite e nos termos a definir 2 — Em caso de indisponibilidade dos depósitos de por aviso do Banco de Portugal... ciamento nas condições definidas no artigo 10.º estar con. o Banco de Portugal pode ..º 12 daquele artigo.º do tes.. relativamente aos quais não se verifique nenhuma Regulamento (UE) n. de 20 de julho. de 24 de novembro.. uma relação completa uma instituição participante com sucursal noutro Estado dos créditos dos depositantes... na qualidade de sistema de garantia 13 — Sem prejuízo de a utilização dos recursos fi.) transferidos garantidos pelo Fundo dentro do limite previsto no artigo 12. nomeadamente o cumprimento buições pagas por essa instituição de crédito durante dos prazos estabelecidos no n..º Artigo 14. o artigo 15. fornece-lhe as instru- 11 — Para efeitos do disposto no número anterior. 1— ..... tuadas ao abrigo do disposto na alínea a) do n. ao abrigo do disposto no n.º 1 do nas durante o período necessário para o seu tratamento..... Europeia em nome dos sistemas de garantia de depó- podendo determinar a realização desses testes pelas sitos dos Estados membros de origem. de 3 de novem- de garantia de depósitos bro... uma instituição participante. do Parlamento Eu- das situações previstas no n.. participante do Fundo e adira a outro sistema de ga- 14 — O Fundo realiza.... proceder aos estudos e planear e artigo 14. bem como temas de garantia de depósitos dos Estados membros a totalidade dos créditos por depósitos dessas pessoas da União Europeia. o Fundo efetua o reembolso dos depósitos constituídos «Artigo 15.º-A 6 — O Fundo celebra acordos de cooperação com [..º.º 1093/2010.. o Fundo poderá. bem como todas as de. tado membro de acolhimento.. gozam ropeu e do Conselho..º-A de Crédito Agrícola Mútuo..º 1 do artigo 10.. 1.º. membro da União Europeia.º. com os sistemas de garantia de depósitos dos Estados dicionada à verificação de uma situação de insuficiência membros de acolhimento a comunicação do Banco de dos recursos definidos no artigo 7.º...º 1.. não sendo responsável 1 — Quando forem aplicadas medidas de resolução a pelos atos praticados de acordo com aquelas instruções. de depósitos do Estado membro de origem.º 1. 7 — Se.... da Autoridade Bancária Europeia para resolver esse cidas fora da União Europeia de instituições participan.os 10 a 14 do presente artigo ape. devendo notificar a Autoridade Bancária Europeia da 2— . está habilitado a receber correspondência dos depo- 12 — O Banco de Portugal.. É aditado ao Decreto-Lei n. de 9 de novembro gios creditórios previstos nos números anteriores..º-B..1700-(76) Diário da República.º 345/98.. no âmbito da celebração e da execução dos 4 — Os créditos por depósitos de pessoas singulares acordos de cooperação previstos no número anterior. de 9 de novem- bro.. 3— .. artigo 10... o Fundo transfere gurar a eficácia dos mesmos numa situação de indispo.. Intervenção no âmbito da execução sitos do Estado membro de origem e de acordo com as de medidas de resolução instruções por este fornecidas.º e os resultados obtidos nos testes realizados preparar os mecanismos que assegurem que o finan. e de micro.» de privilégio geral sobre os bens móveis da instituição de crédito e de privilégio especial sobre os imóveis Artigo 7... as instituições de crédito indicam todos os depósitos 3 — O Fundo presta as informações necessárias e abrangidos pela garantia do Fundo. 119/2011... ção do reembolso dos depósitos constituídos naquelas tabilidade da instituição e recolher nas instalações desta sucursais pelo sistema de garantia de depósitos do Es- quaisquer outros elementos de informação relevantes. e 31-A/2012...º 11.os 126/2008. próprias instituições participantes.. com exceção das contribuições especiais efe- efeitos do disposto nos n.º próprios da instituição com preferência sobre todos os demais privilégios... pelo menos de três em três rantia de depósitos oficialmente reconhecido noutro anos.º 10.º 9 do antecipadamente....... em colaboração com sitantes de sucursais em Portugal de instituições de o Fundo. pequenas e médias empresas no montante surgir algum diferendo entre o Fundo e os outros sis- que exceda o limite previsto no artigo 12. existência e do teor desses acordos.. de 21 de julho. o Fundo disponibiliza mais informações de que aquele careça para satisfazer previamente o financiamento necessário para a efetiva- os seus compromissos..º-B em Portugal em nome do sistema de garantia de depó..... ções necessárias e compensa-o pelos custos incorridos...º 345/98...... de 10 de fevereiro.. Estado membro da União Europeia. testes de esforço aos seus mecanismos para asse.. fiscaliza e realiza testes periódicos crédito sediadas noutros Estados membros da União à eficácia dos mecanismos a que se refere o n.... com de uma instituição de crédito sediada noutro Estado a seguinte redação: membro da União Europeia com sucursal em Portugal... embora subordinados aos privilé........ na proporção do montante dos depósitos 16 — (Anterior n. diferendo. partilha nanceiros enumerados no n.] os outros sistemas de garantia de depósitos dos Estados membros da União Europeia com os quais se relaciona. 4 — O Fundo.... de 26 de dezem- 1 — Em caso de indisponibilidade dos depósitos bro.º per. 162/2009.ª série — N. que regula o financiamento do Fundo de Garantia Artigo 15. 211-A/2008... Portugal recebida nos termos do disposto no n.... regula. alterado pelos Decretos-Leis Cooperação com outros sistemas n...

... se es... ........ lução........º-A.. que regula a liquida- . ...... ..Diário da República.. . medidas de resolução não poderá implicar que os seus Artigo 189. ...º-B é re- no caso de esses prejuízos serem proporcionais aos duzido para três dias seguintes à publicação da con- sofridos pelos restantes credores de acordo com vocatória.º que não seja transferida.º recursos financeiros sejam reduzidos para um montante igual ou inferior a metade do seu nível mínimo.. . passam a ter a seguinte redação: instrumentos financeiros da negociação quando tal seja solicitado pelo Banco de Portugal nos casos previstos «Artigo 21. ...º e 40. ..... de 25 de outubro 1— .º-B na lei. ou c) O aumento do capital seja necessário para evitar b) O montante dos prejuízos que os depositantes que fiquem preenchidos os requisitos para a aplica- titulares de depósitos garantidos pelo Fundo......... a graduação dos créditos em caso de insolvência. anteriores: vado pelo Decreto-Lei n.... . mas não inferior a 10 dias após a data da convo- juízos da instituição. 2..º 486/99.º-U do Regime Geral das Insti.º 2 do tro do limite previsto no artigo 12..... no montante correspondente a essa intervenção. ...... . Os artigos 1.. .... aprovado pelo Decreto-Lei n.... 2— ... 33.... -Lei n... o Fundo no que respeita à parte dos seus depósitos junto da instituição participante objeto de resolução Artigo 214...... .. .... Artigo 8............. .º.. desde que estejam verificadas cumulativamente prevista no artigo 145... daquela medida nos termos do disposto na alínea a) do b) Estejam preenchidos os requisitos para a aplica- n. .......... multilateral que proceda à suspensão ou exclusão de de 13 de novembro...º... . .. ....... ....º 6 daquele artigo e tivessem sido reduzidos na mesma ção de uma medida de intervenção corretiva previstos medida em que foi reduzido o valor nominal dos crédi.... . ..º do Decreto- 3— ... ...... Alteração ao Código dos Valores Mobiliários 5 — A CMVM pode ordenar à entidade gestora de Os artigos 21. ... b) O prazo máximo previsto no n. medidas de resolução.º 199/2006. . . .... . . . 4 — A assembleia geral de um emitente que seja uma cução das medidas de resolução até ao limite máximo: instituição de crédito ou sociedade financeira pode. ....º 2 do artigo 23..º e 214. aprovado pelo Decreto-Lei n....º.... teriam sido reduzidos para suportar os pre.....º-B é reduzido para cinco dias antes da realização da as- 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. .... .. apro.. ..º 298/92........ ... a) .... . 1......º 1. por maioria qualificada de dois terços dos votos vali- a) O montante em que os créditos por depósitos damente expressos. . [.... . ...ª série — N.] Artigo 9.. para uma instituição de transição....º. .... de 31 de dezembro..º do Regime Geral das Instituições de tos com o mesmo nível de subordinação de acordo com Crédito e Sociedades Financeiras.. independentemente da forma usada para a a intervenção do Fundo no âmbito da execução das sua convocação......º-B...... .. de 25 de outubro. 17..... 189... artigo 145........ no âmbito da aplicação da medida catória. . teriam supor.º. ..º 298/92.. . deliberar a alteração dos estatutos garantidos pelo Fundo.. ..... 5 — Caso seja aplicável o disposto nos números tuições de Crédito e Sociedades Financeiras.. confere ao Fundo um direito de crédito sobre a insti- tuição participante que seja objeto da medida de reso. no âmbito de uma das modalidades de recuperação ou 4 — Caso os depósitos garantidos pelo Fundo. ... .. incluindo da aplicação dentro do limite previsto no artigo 12.. .. sembleia. 32. .... a) O prazo previsto no n.....º 199/2006.... n.. no artigo 141......... ... .... ...º Alteração ao Decreto-Lei n. .. mercado regulamentado ou de sistema de negociação res Mobiliários.] 3 — A intervenção nos termos do disposto no n...º-U do Regime Geral das Insti. ..... ... . ...º 3 do artigo 23. vidade ou da medida de transferência da atividade c) ..º 60 — 26 de março de 2015 1700-(77) determinar que o Fundo intervenha no âmbito da exe. a graduação dos créditos em caso de insolvência. .. .º 3 do artigo 14.. . as seguintes condições: tuições de Crédito e Sociedades Financeiras.. saneamento previstas na lei.. . .......º. desde que o montante dos [....» [... a) A convocação da assembleia geral se destine ex- ses depósitos não tivessem sido excluídos da aplicação clusivamente a deliberar sobre um aumento do capital.. . ... . . den. ção de uma medida de resolução previstos no n...... 2— . .....º do Código dos Valo...» 1— .º 3— . . com exceção da medida pre- vista no artigo 145.....º.... . 16.... os titulares dos depósitos em causa não têm qualquer crédito sobre 2— ....] fundos transferidos seja igual ou superior ao limite previsto no artigo 12... de 31 de dezembro.. .. ...º-E do Regime Geral das Instituições de tado em consequência da aplicação de uma ou mais Crédito e Sociedades Financeiras.... dentro do limite previsto no para prever um período mais curto do que o previsto no artigo 12. . sociedades financeiras nos termos da lei..º. b) Da execução de plano de saneamento financeiro aplicando-se o disposto no n. . 4— .º... de medidas de resolução e do exercício de poderes de dos junto de uma instituição participante objeto de resolução ou de redução ou de conversão de instru- resolução sejam transferidos para outra entidade no mentos de fundos próprios a instituições de crédito ou âmbito da aplicação da medida de alienação da ati... ...º 1 1— .. constituí...

º sede em Portugal e suas sucursais criadas noutro Estado [.... h) ‘Estado membro de acolhimento’ o Estado mem. .... .. ...º bro da União Europeia no qual a instituição de crédito tenha uma sucursal ou preste serviços.....ª série — N.º-AV do RGICSF. .º. . b) .º.... 64-B/2011.. ....... ... .... passam e os poderes de resolução previstos no título VIII do a ter a seguinte redação: RGICSF..º-A.. 8. 1— .. .. .º 1 do artigo 152..] cício de poderes de resolução previstos no título VIII do 1— .º e) ‘Autoridades competentes’ as autoridades nacio.. ....] preservar ou restabelecer a situação financeira de uma instituição de crédito ou de uma sociedade financeira.. . .. . ... 8..... .. . . 16.º-I do RGICSF rege-se pelo disposto lamentado regem-se exclusivamente pela lei aplicável nesse diploma...... . . d) . .. 145.. . 1— ...... . .º 2— .. . . . . .. de 31 de dezembro. Ficam sujeitas ao dever de segredo.. ... ... . ... . . 8.. [.º-K.. . .. ..] nais de supervisão ou de resolução das instituições de crédito.. .. ..º-AB e 145. .. de saneamento relativamente às instituições de cré...º «Artigo 2. Leis n. . . e 83-C/2013. .º-G.. alterado pelo Decreto-Lei n... ... 8... .º a) ‘Medidas de saneamento’ as medidas destinadas a [.. . ... .. 18. .. 15... ... . 3 — A aplicação de medidas de resolução e o exer.º 1 têm natureza estabelecidas noutros Estados membros da União excecional. . . ‘autoridades competentes’ ceira das instituições de crédito no âmbito da iniciativa e ‘autoridades administrativas ou judiciais’ respeitam para o reforço da estabilidade financeira e da disponibili- ao Estado membro da União Europeia em que se situa zação de liquidez nos mercados financeiros. Artigo 40.. . de 24 de novembro Os artigos 2.. ....º-AV do RGICSF... passam a ter a seguinte redação: 1 — (Anterior corpo do artigo. .. . .. ..... . de 31 de 3 — São consideradas medidas de saneamento nos dezembro..] [... . .....º-B. .. Europeia.. ... .. ... .. .º 60 — 26 de março de 2015 ção de instituições de crédito e sociedades financeiras com Artigo 17... . .. . . 1.º-A.. ..... ... situadas na União Europeia. . ... os contratos de Artigo 2. disposto no RGICSF. 2— ... .. . .... . 8. . de administração provisória. .. as medidas de resolução de 16 de julho.º-E. .. ... 2 — Relativamente ao saneamento ou à liquidação 8. . . Artigo 33. . Artigo 32.º 31-A/2012. ..º 1 a nomeação 11 de janeiro. ....... .... 15..º-AB e suscetíveis de afetar direitos preexistentes de terceiros.. . do RGICSF e às empresas de investimento referidas no as transações efetuadas no quadro de um mercado regu- n.os 3-B/2010. ... . ..) 2 — O previsto no número anterior não é aplicável «Artigo 1.] medida de resolução. Artigo 16.. 4— . .] Compete ao Banco de Portugal adotar medidas 1— .. .º reporte regem-se exclusivamente pela lei aplicável aos [... subsidiária e temporária.. nos termos do f) .. ..... .. . .. RGICSF às entidades referidas no n. .º.... sem prejuízo do que se estabelece no aos respetivos contratos..º 63-A/2008.. 13.. . ... . .... de 24 de novem- ções de crédito com sede em país terceiro. [.º-B. de termos do disposto na alínea a) do n. 8. .. ......º-E... .º e 25. mente pela lei aplicável ao respetivo contrato... . .. .] membro.º-H. .º-A.. .. .º. dito com sede em Portugal e às respetivas sucursais 3 — As operações previstas no n. Alteração à Lei n.. capítulo III do presente decreto-lei. .... . as convenções de compensação incluindo as de suspensão de pagamentos. 66-B/2012. 3 — Sem prejuízo do disposto no n... ...º 2 do artigo 199. .. .. . de sucursais.1700-(78) Diário da República.... 8..... .. .º-F. Artigo 10.. de 31 de dezembro. .......º-B da Lei n.º-D. ... 24. .. de 30 de dezembro. . de 28 de abril..... . de suspensão e de novação (netting agreements) regem-se exclusiva- de processos de execução ou de redução de créditos. 8. c) ... de institui.....º 1 e nos arti- gos 145.... . . ...º aos casos de aplicação pelo Banco de Portugal de uma [..º.º-I. . ... as expressões bro. . . ... de 10 de fevereiro... ..º 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior.. . que estabelece medidas de reforço de solidez finan- ‘Estado membro de origem’. 15. 11.. . . .. . Sem prejuízo do disposto nos artigos 145..º 63-A/2008. 55-A/2010.. . . . 4/2012. .] respetivos contratos. ... ...... 8.º [.. todas as pessoas intervenientes na g) ‘Estado membro de origem’ o Estado membro da aplicação de medidas de saneamento ou em processos União Europeia no qual a instituição de crédito tenha de liquidação». 48/2013. ... alterada pelas a sucursal.. sido autorizada.

esse investimento beneficia de um grau tenha sido determinada pelo Banco de Portugal ou pelo de subordinação mais favorável.) Artigo 8...... nenhum titular de instrumentos e de outros exercícios equivalentes a nível nacional ou financeiros ou contratos que sejam. havendo montantes distribuíveis gerados no exercício.....º 298/92. o necessárias adaptações. e sem prejuízo do disposto no artigo 16..... ........ no prazo de 10 dias a contar da notificação prevista no 4 — Caso o direito de preferência previsto no nú.. de 31 de dezembro.º 2 do artigo anterior...º e seguintes do Regime 8— .. com os elementos estabeleci- mero anterior não seja exercido por algum acionista dos no n......º 1... que venha 4 — É aplicável... no artigo 145. Decreto-Lei n. ou os 3 — O disposto no n...º 4. mas deve complementar aquele plano... aprovado pelo reção de uma perturbação grave da economia nacional.... Estado pode alienar a terceiros a restante participação bem como o regime da presente lei.. para cobertura da quando se verifiquem cumulativamente os seguintes insuficiência de fundos próprios.. definidos no despacho a que se refere o n......º-A e no n....º e nos artigos 102....º 298/92........] desinvestimento público...... devem ser aplicadas medidas de repartição de encargos [.... anteriormente realizada.... de outros instrumentos financeiros 1— . de 31 de dezembro.....º do Regime Geral dezembro.... Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Finan. aplicando-se....º-J do Regime Geral das Instituições de Cré- de crédito com recurso ao investimento público previs... com as necessárias adaptações.. dito e Sociedades Financeiras....... no capital social da instituição de crédito.....) 1 — Previamente à realização de uma operação de Artigo 8.º 1 do 1 — As operações de capitalização de instituições artigo 145... pelo Decreto-Lei n.......º-AF do Regime Geral das Instituições vação da estabilidade financeira e à prevenção ou cor... de crédito à data do desinvestimento. são os mesmos obrigatoriamente afetos ao [....... pela instituição de crédito........º-A capitalização com recurso ao investimento público..... a instituição visada fica dispensada do dever de desinvestimento. no todo das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.....º-A... lização pública ou da amortização de ações com redução 3— ... aprovado pelo Decreto-Lei n.º 1 do artigo 141........º-B dividendos.º 5— ... n.. 9 — No caso de ter sido apresentado o plano previsto ceiras.... de 31 de dezembro..º 1 do artigo 13..] 7 — (Anterior n.] insuficiência de fundos próprios. apresentação do plano de reforço de capitais previsto no ção de cada um daqueles no capital social da instituição presente artigo... o membro do Governo responsável pela área das finanças......Diário da República... designadamente através da aqui- sição de ações próprias.....] através do exercício dos poderes previstos no n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(79) Artigo 8...º-J e e) A operação de capitalização ser necessária à preser. de 31 de na alínea d) do n....... de crédito para o exercício da atividade. o a incorrer num futuro próximo... a título de Artigo 8.....º 298/92.......º-I do referido diploma. que sejam elegíveis para os d) A operação de capitalização não se destinar a fundos próprios da instituição de acordo com a legis- compensar perdas em que a instituição tenha incorrido lação e regulamentação aplicáveis. na medida correspondente à participa......... 2— .º-E do Regime Geral das Institui...... ou que se preveja.... que permitam eliminar requisitos: ou reduzir ao máximo o recurso ao investimento pú- blico ou assegurar que.. 1. Banco Central Europeu na sequência da realização de 2 — Em consequência da aplicação das medidas de testes de esforço..º 298/92..º 2 do artigo 145...... aprovado pelo Decreto- tas no presente capítulo apenas podem ser realizadas -Lei n. ou tenham sido da União Europeia....... 6— .º-D 6 — (Anterior n.º 2 que não o integrem.) [..º 6. em algum momento.......... 5 — (Anterior n.º 1 não é aplicável a quaisquer requisitos para o exercício dos poderes de redução ou de instrumentos financeiros de que o Estado seja titular conversão de instrumentos de fundos próprios previstos em virtude da subscrição no âmbito de uma operação no n.... o Banco de Portugal no- tifica a instituição de crédito visada e informa de imediato 1— ........... 3 — Além das formas previstas no número anterior.. na realização da operação de a) Existir uma insuficiência de fundos próprios que capitalização...... do capital social....º 2 do artigo 145....º 2 do artigo 4................ de modo fundamentado.....os 1 a 3. de análises da qualidade dos ativos repartição de encargos.... ou em parte.... 10 e 12 a 16 do artigo 145... através da alienação da participação do aprovado pelo Decreto-Lei n.... de capitalização com recurso ao investimento público c) A instituição de crédito beneficiária ser solvente........ através dos quais se tenha efetuado a operação de capita...... com as da instituição de crédito à data do desinvestimento. entrando em ções de Crédito e Sociedades Financeiras.. nos termos 4— . de 31 de dezem- Estado a acionistas da instituição de crédito à data do bro.....) salvaguardado o previsto no n. 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior e 3 — (Anterior n....º 2 — Sempre que seja determinada uma situação de [. de Crédito e Sociedades Financeiras... o desinvestimento público ocorre.. disposto nos n. aprovado liquidação...ª série — N.º 298/92......... elegíveis para os fundos próprios b) Não estarem preenchidos os requisitos para a pode assumir um prejuízo superior ao que assumiria aplicação de uma medida de resolução previstos no caso tivesse sido revogada a autorização da instituição n......º 5.... do artigo 24......º 2 7— ..... o disposto no presente artigo..

... de uma participação qualificada reúne condições que 3— ..º 1 do artigo anterior.] de crédito da sua decisão... determinar as medidas de repartição de uma gestão sã e prudente da instituição de crédito... ou outras obrigações similares decorrentes da legislação ções. incluindo os decorrentes da avaliação prevista do referido diploma.... aprovado pelo Decreto-Lei n.... o qual tem em conta as condições vigentes no dispõe dos poderes previstos no artigo 145. aprovado pelo Decreto-Lei n. com as necessárias adapta...) Avaliação 4— . 1. de Portugal quanto à medida da redução do capital dito produz efeitos com a decisão que determina as social da instituição de crédito ou da diluição da par- medidas de repartição de encargos a aplicar... os n. 2 — O Banco de Portugal presta ao membro do e) Caso o Banco de Portugal não considere demons- Governo responsável pela área das finanças toda a trado que o acionista ou o titular de títulos representa- assistência e cooperação necessárias à aplicação das tivos do capital social da instituição de crédito titular medidas de repartição de encargos.. os à medida da redução do valor nominal dos créditos direitos de voto resultantes da titularidade das ações ou resultantes da titularidade de instrumentos financeiros títulos representativos do capital social da instituição ou contratos que sejam. 3 — O exercício pelo Estado dos direitos de voto [.º 298/92. de 31 de de..... danos que decorram do exercício desses direitos.. em prazo a fixar por aquele. por despacho e mediante pro.. prudente e realista os ativos. 1 — Antes da aplicação de medidas de repartição de encargos.................º 298/92... avaliar de forma justa.. ou tenham sido em algum de crédito em causa apenas podem ser exercidos pelo momento... 2 — A taxa de conversão de créditos é definida pelo comunicação e divulgação de participações qualificadas membro do Governo responsável pela área das finanças...º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 8. e dever de lançamento de ofertas públicas obrigatórias aplicando-se para o efeito.. Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras............ análise de qualidade dos c) Quando tiver concluído a sua avaliação... fixa um prazo durante o qual aquele acionista 5 — Para efeitos do disposto no presente artigo.. passivos e elementos 1 — O Banco de Portugal avalia a adequação dos extrapatrimoniais da instituição em causa... o Banco ativos ou exercício equivalente na sequência do qual de Portugal notifica os novos acionistas ou titulares de tenha sido determinada a existência de uma insuficiência .. representativos do capital social.. capital social da instituição de crédito titular de uma posta de decisão devidamente fundamentada do Banco participação qualificada reúne condições que garantam de Portugal...º 298/92... no número anterior. de 2 — Na situação prevista na alínea e) do número 31 de dezembro. o ou titular deve proceder à alienação das suas ações ou membro do Governo responsável pela área das finanças títulos. a ações ou títulos podem ser exercidos pelos respetivos fim de assegurar o cumprimento do objetivo previsto acionistas ou titulares dos títulos após a receção da no n.. a expensas da instituição de crédito.. apro- vado pelo Decreto-Lei n. a) Assegurar que todos os prejuízos da instituição em zembro. Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.... prevista ticipação social dos acionistas ou titulares de títulos no n... crédito.. bem como quanto b) Durante o período de avaliação da adequação... a) A atribuição da titularidade das ações ou títulos b) Sustentar a fundamentação da proposta do Banco representativos do capital social da instituição de cré.ª série — N.º-J do Regime Geral das relativa aos valores mobiliários.º-E.º 1...º-AB do mercado. os direitos de voto resultantes da titularidade em causa que sejam necessários para a execução da dessas ações ou títulos representativos do capital social decisão prevista no n.º-E títulos representativos do capital social da instituição [...] referidos no número anterior não releva para efeitos da 1 — (Revogado. de 31 de dezembro.. d) Caso o Banco de Portugal considere demonstrado 1 — Compete ao membro do Governo responsável que o acionista ou o titular de títulos representativos do pela área das finanças.. relativamente à instituição de crédito anterior. Artigo 8......... novos acionistas que passem a ser titulares de uma 2 — A avaliação prevista no número anterior tem participação qualificada nos termos do Regime Geral como finalidades: das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. exceto quando atuar com dolo ou culpa grave. estão plenamente reconhecidos nas aplicando-se ainda o seguinte: suas contas quando a aplicação de medidas de reparti- ção de encargos tenha lugar. [....º causa..os 5 e 6 do artigo 145.. elegíveis para os fundos próprios ou da con- Estado. de acordo com o estabelecido no artigo 103. com as necessárias adaptações. o qual não pode ser responsabilizado pelos versão daqueles créditos em capital social.º-H 3 — (Revogado....º-G independente.. da instituição de crédito apenas podem ser exercidos pelo Estado nos termos do disposto na alínea b) do Artigo 8..] para. notificação da decisão em causa..) aplicação das regras de imputação de direitos de voto.. 3 — Caso o teste de esforço. encargos a aplicar antes da realização de uma operação os direitos de voto resultantes da titularidade dessas de capitalização com recurso a investimento público...1700-(80) Diário da República. garantam uma gestão sã e prudente da instituição de 4— . o Banco de Portugal designa uma entidade Artigo 8.º-F mesmo número...º 1 do artigo 8.

elegíveis para os fundos próprios teriam os princípios... com as devidas adaptações.. finalidade o previsto na alínea b) do número anterior.... a instituição de crédito apresente uma insu- ficiência de fundos próprios residual que a instituição crédito não beneficiasse da operação de capitalização pretenda cobrir com recurso a investimento público. 6 — (Revogado.ª série — N.. entrando em li- de acordo com os princípios previstos nos n. 3 — Caso a avaliação prevista no n..... em razão da urgência das circunstâncias. o disposto nos 5 — Para efeitos do disposto no presente artigo. para... caso as medidas de repartição de encargos não tivessem não seja possível realizar a avaliação independente sido aplicadas e a instituição de crédito tivesse entrado prevista no n... a análise aprofundada da qualidade dos ati- por aquele... o método em causa.. tados pelos acionistas e demais titulares de instrumentos cionais.Diário da República..os 2 e 3 do quidação no momento em que aquelas foram aplicadas.º-H do Regime Geral das Ins- ceiras.... regras e orientações da União Europeia suportado um prejuízo inferior ao que suportaram em em matéria de auxílios de Estado. operação de capitalização com recurso ao investimento aplicando-se com as devidas adaptações. 9 a 13. é n. 1... elegíveis para os fundos próprios e os da sensibilidade que considere diferentes níveis de prejuízos que aqueles teriam suportado caso as medidas prejuízos adicionais. elegíveis para os riores à aplicação das medidas de repartição de encargos. ser complementada com uma análise algum momento. a concessão pelo Banco de Portugal alínea anterior..º.º-L do Regime Geral das Instituições entraria em liquidação no momento em que foram apli- de Crédito e Sociedades Financeiras... aprovado pelo Decreto-Lei n..] medidas de repartição de encargos.os 17 e 18 do artigo 145. elegíveis para os fundos próprios vado pelo Decreto-Lei n.º 298/92. o Banco de Portu- gal designa uma entidade independente. de 31 tituições de Crédito e Sociedades Financeiras.. em algum momento. artigo 2. em liquidação no momento em que aquelas foram apli- mentos mencionados no número anterior.. encargos à instituição de crédito em causa. essa instituição deve submeter ao membro do os acionistas e demais titulares de instrumentos finan- Governo responsável pela área das finanças e ao Banco ceiros ou contratos que sejam... consequência da aplicação das medidas de repartição 2— ..º 4 do artigo 145.... elegíveis para em pressupostos prudentes e transparentes. de liquidez em caso de emergência ou de liquidez em condições não convencionais quanto à prestação de 2 — A avaliação prevista no número anterior deve garantias.. prazos e taxas de juro. a suportar pela instituição de crédito. aprovado pelo cadas as medidas de repartição de encargos. com atribuição de probabilidades de repartição de encargos não tivessem sido aplicadas aos diferentes cenários considerados..º 60 — 26 de março de 2015 1700-(81) de fundos próprios tenha sido realizado nos 90 dias ante... em prazo razoável a fixar capitais. caso não tivessem sido aplicadas vos e a apreciação prospetiva da adequação de fundos medidas de repartição de encargos e a instituição de próprios.º 298/92.. passivos e elementos extrapatrimoniais da instituição 4 — O Banco de Portugal define...os 5 e 6 do artigo 145. que sejam os fundos próprios efetivamente suportaram em con- o mais realistas possível e fundamentados de forma sequência da aplicação das medidas de repartição de adequada e detalhada. têm os mesmos direito a receber essa diferença. ou tenham sido Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.. devendo essa avaliação incluir uma rubrica. de 31 de dezembro. o disposto nos Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Finan.. com recurso ao investimento público...º 298/92..º-K 1 — Imediatamente após a produção de efeitos das [. determinando essa avaliação: 3— ..... ou tenham sido em al- de Portugal um plano de reestruturação. bem como...º 1 ou não seja possível incluir os ele.º-H do Regime Geral das financeiros ou contratos que sejam. ou tenham sido em seja aplicável. b) Os prejuízos que os acionistas e demais titulares 4 — A avaliação deve ser realizada com recurso a de instrumentos financeiros ou contratos que sejam..º 1 determine 6 — A avaliação deve conter os elementos previstos que os acionistas e demais titulares dos instrumentos nos n. ou tenham sido em algum momento... de determinação da diferença entre os prejuízos supor- devidamente justificada. o Banco de cadas.. por aviso. com as devidas adaptações. aprovado de dezembro. de acordo com gum momento....º-H do Regime aplicável.º 298/92. n. após a execução das medidas de reforço de instituição de crédito.. a expensas da 1 — Se.. a) Os prejuízos que os acionistas e demais titulares 4 — O Banco de Portugal pode solicitar à instituição de instrumentos financeiros ou contratos que sejam. suportaram um prejuízo superior ao que suportariam 7 — Caso. 17 e 18 do artigo 145. aplicável.. nomeadamente quanto às ta.os 7..º-I Consequências das medidas de repartição de encargos Artigo 8. de 31 de dezembro. sempre que seja possível e caso financeiros ou contratos que sejam. não teriam sido aplicadas e produzido efeitos. pressupor que as medidas de repartição de encargos 5 — A avaliação tem em conta que o Estado tem di.. de 31 de dezembro. fundos próprios teriam suportado se a instituição de a avaliação prevista no presente artigo tem apenas como crédito tivesse entrado em liquidação. é no momento em que aquelas foram aplicadas. de encargos. não c) A diferença entre os prejuízos a que se refere a devendo pressupor qualquer apoio financeiro público alínea a) e os prejuízos suportados a que se refere a extraordinário. Portugal realiza uma avaliação provisória dos ativos. e a instituição de crédito tivesse entrado em liquidação 8 — Para efeitos do disposto no presente artigo. de crédito os elementos e as informações complemen- . que a reito a receber quaisquer despesas razoáveis incorridas... para possíveis prejuízos adi..... xas de incumprimento e à gravidade das perdas.) Artigo 8. o disposto no público não teria ocorrido e que a instituição de crédito n. avaliar se. pelo Decreto-Lei n. apro. Decreto-Lei n. metodologias comummente aceites e deve basear-se ou tenham sido em algum momento.

.. previsto no número anterior se suspende... 1..... .... ..... ......... [. . abrangidas pela presente secção não é aplicável o dis. . [.... ... se refere o número anterior...... ...............º-A 2— ..º e 16.. ... .. o membro c) ........ Prazo de desinvestimento público e opções de compra dos acionistas 3— . .... ................ ...... ..................... obrigações da instituição de crédito estabelecidas nos conforme definidos no Regulamento (UE) n...1700-(82) Diário da República... . caso em que o prazo europeias competentes...... .... bem como os benefícios discricionários de pensão... ..º 41/2013. 3— ........... ..... .......... ...... . 6— . ........ ........ .. ... instituição de crédito.. que da sua recapitalização.... ............. ......... .. ........ . .... ...... b) .. ..º da União Europeia em matéria de auxílios de Estado.......... ... ..º 575/2013.... do Parlamento Europeu e do Conselho. prevista no n........ . ...... ...... ...... 1— ....] 3— .. . ........ 4 — O Banco de Portugal pode solicitar à instituição posto no n.º-E [......... .. . e na medida em que o 3— . Artigo 18.... em acordo com o suspensão resulta dano superior ao que resultaria da membro do Governo responsável pela área das finan- execução da deliberação... .. ..º 2 se suspende.................... a respetiva alteração 2— ........ Estado não tenha ainda alienado as respetivas ações 4 — O processo de acesso ao investimento público ao abrigo do artigo 8................. . ........ 2— . ..º............ 1 — Às deliberações sociais respeitantes a matérias 3— ......... bro do Governo responsável pela área das finanças...... ........ é estabelecido um limite máximo à remune- ração total dos membros dos órgãos de administração e 1 — Sem prejuízo da competência das demais enti- de fiscalização e dos titulares de cargos de direção de dades dotadas de funções inspetivas......... ... 2— .. .. 2— ..... ....... ..... .......... durante todo o período a que 2— .. .............º ceiras. .. em acordo com o Governo responsável pela área das finanças um plano membro do Governo responsável pela área das finan.. 5— ..... . 1— ... ... .. .... ................ ...] dezembro.) financeiro público extraordinário..... . ... que inclui todas as componentes dessa remunera.. . do Governo responsável pela área das finanças man.... . presente capítulo.......... ... ..... . ............... a) ........ .. .................. .......º............ .. de 26 de junho...... ..... . .. . ...º 2 do artigo 24. ............. .º do Código de Processo de crédito os elementos e informações complementares Civil...... . ... ...... .... .º-B 2 — Sem prejuízo do disposto no artigo 16. .. a respetiva alteração análise e o envio tempestivo do mesmo às autoridades ou previsão de medidas adicionais... ou a previsão de medidas adicionais......... ........ ....] Artigo 11. ...... ............ ... previstas no Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Finan.. . . . ... devendo tituição de crédito à data do investimento público a .. 1— . . . ........] 4— .. ..... ......] 1— ....... ...... . ... de Portugal acompanhar e fiscalizar o cumprimento das ção. bem como exigir..... ........... . 3— ...... Artigo 15... ... ... 7 — Tratando-se de instituições de crédito que exer.. compete ao Banco topo.. .... .. . tendo em conta os princípios.. .... .... . que se revelem necessários à apreciação do plano de e presume-se. .. 1 — Sem prejuízo das regras relativas à política 4— ... caso em que o prazo previsto no n. assiste aos acionistas da ins- rege-se pelo disposto na subsecção seguinte..... ........ ... ... remuneratória das instituições que beneficiam de apoio 5 — (Revogado..º [.................. ... . caso [...... despachos previstos nos artigos 13... para todos os efeitos legais...... bem como exigir..º 5— ..................] a operação de capitalização prevista no capítulo II en- volva a participação do Estado no capital social da 1— ...........] 6— ....... .... . .. [.. de reestruturação com uma antecedência que permita a ças.. e) . ..... .... de 31 de [. as regras e as orientações Artigo 24......... . ... . .. Artigo 13.. . ...........º-D. caso tal se revele necessário.... .... ... . . caso tal se revele necessário........... .ª série — N. ... de 26 de junho.. . Artigo 16........ ... 5— .... ....... ....º-A. .... .......... ....... aprovado pela Lei n...... Artigo 15.......º 3 do artigo 381..º-A 2— ... Artigo 15... ças. aprovado pelo Decreto-Lei n....º 298/92........ . ....... ...... çam atividades de intermediação financeira.. em função de critérios a definir por portaria do mem..... ..º 60 — 26 de março de 2015 tares que se revelem necessários à apreciação do plano ainda as instituições de crédito submeter ao membro do de reestruturação. d) Cessa a opção que assiste aos acionistas da insti- tém a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários tuição de crédito de comprar as ações de que o Estado informada das providências que tomar nos termos do seja titular..... ....

. ou tenham n. . ..º 298/92. ao membro do Governo responsável próprios em montante não inferior a 8 % dos passivos. data do investimento público..º-I e no n... ..º 1 do artigo anterior deve ser julho.º-U daquele diploma. .. c) A necessidade. . .ª série — N. .. .º 6 do artigo 145. d) .. 2— . . assegurar esse propósito.. .. . . ... f) A eventual eliminação ou alteração de cargos de di- sários à adequada aplicação e execução das medidas de reção de topo ou a cessação da afetação a esse cargo dos repartição de encargos determinadas nos termos do dis.» também como finalidade sustentar a fundamentação da proposta do Banco de Portugal na parte relativa ao pre- Artigo 11. .os 3-B/2010. . . . a realização de uma operação de incluindo os fundos próprios... .º 63-A/2008.. de 24 de novembro. o Banco de Por- da opção de compra prevista no número anterior não tugal pronuncia-se.. suportem de Portugal pode propor. e 83-C/2013. .. e) A violação do dever de praticar todos os atos neces.º Europeu sempre que este seja.º 2 do artigo 145.. ..º 1 do artigo 145.. . . . . .º-C e 16.º-B b) A verificação dos requisitos para a realização de [. . de 28 de abril. . manutenção da autorização e obter financiamento de na medida correspondente à participação de cada um forma autónoma e em condições sustentáveis junto dos daqueles no capital social da instituição de crédito à mercados financeiros. . . . .º 1 do artigo 13. .º 4 do artigo 8.. .. . . .º 1. .. . . precedida da aplicação de medidas de repartição de 16. adequação e proporcionalidade 1— .. 55-A/2010.. . .º 5 do artigo 16.. . posto no n.º-D.º-D. .º-U do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Condições de aplicação Financeiras. . .. de 30 de dezembro.. . o Banco no n.. .. .º-E do Aditamento à Lei n. . . . . . . . . é pre- mações ou de colaboração nos termos do disposto no viamente realizada uma avaliação dos ativos. ... .. passivos n. .. com a seguinte redação: encargos através do exercício pelo membro do Governo responsável pela área das finanças dos poderes previstos «Artigo 16. . nomeadamente. . de 24 de novembro Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades São aditados à Lei n.. aprovado pelo Decreto-Lei n. . alterada pelas Leis Medidas de repartição de encargos n. de 31 de dezembro. .º-C daquele diploma.. . . .º-E e do n.º 298/92. nenhum titular dos instru- a cumprir os requisitos legais e regulamentares para a mentos financeiros. . . . social da instituição de crédito por força do exercício 3 — Na proposta prevista no n. sobre: carece da aprovação de prospeto. . . ..º 2 do artigo 145. . nos termos da legislação 3 — A alienação da participação do Estado no capital aplicável.. ..... . a) A situação financeira e prudencial e a viabilidade da instituição de crédito. . . . tendo em conta a gravidade das consequências da b) O incumprimento total ou parcial do plano de potencial deterioração da situação financeira e pruden- reforço de capitais. . ou do plano e elementos comple. .. .. .º-H. .. . 66-B/2012. .Diário da República. . 48/2013.. .º 63-A/2008. . .º-B. excecionalmente e em termos os prejuízos e contribuam para o reforço dos fundos fundamentados. a exercer nos termos e 2 — Previamente à proposta referida no número condições constantes do despacho a que se refere o anterior. . Artigo 25.. . 4 — Para efeitos da proposta referida no n. e elementos extrapatrimoniais da instituição em causa nos termos do disposto no artigo 8. .. . .. 1. . .º 1. f) O incumprimento do dever de prestação de infor. . aprovado pelo prios e os titulares de créditos que constituam passivos Decreto-Lei n. 5 — A avaliação prevista no número anterior tem 3 — . . .. mento público. . .º 1 do artigo 145. .º-B no n. . a autoridade de supervisão da instituição. .. . de 1 — Quando estiverem preenchidos os requisitos 31 de dezembro.º 298/92. contratos ou créditos previstos no . . de 11 de 1 — A realização de uma operação de capitalização janeiro. . . .. . nos termos do disposto no n. de 31 de dezembro. . respetivos titulares. da instituição de crédito. .º-D. de 31 de dezem- bro.. 64-B/2011. sentado pela instituição de crédito e aprovado pelo d) O montante necessário. . das instituições de crédito no âmbito da iniciativa para o reforço da estabilidade financeira e da disponibilização Artigo 16.. . . . . as previsões de retorno Banco de Portugal.º 9 do artigo 8.º 1 do artigo 145. .... . cial e a desadequação das medidas de resolução para mentares a que se refere o n. de 31 de dezembro..º-C de liquidez nos mercados financeiros.. prevista no n.. . apre. capitalização obrigatória da instituição com recurso ao 2 — Em consequência da aplicação das medidas investimento público que permita à instituição voltar de repartição de encargos. . e) As medidas de repartição de encargos a aplicar.. .] uma operação de capitalização prevista no n.º-C. . . mas a sua da instituição de crédito que não estejam excluídos da aplicação não assegure alguma das finalidades previstas aplicação daqueles poderes. ria.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(83) opção de compra das ações de que o Estado seja titular.. . da realização da operação de capitalização obrigató- a) . . . .º 5 do artigo 16. de modo a que os titulares de instru- para a aplicação das medidas de resolução previstos no mentos financeiros ou contratos que sejam. . elegíveis para os fundos pró- de Crédito e Sociedades Financeiras. . .. .º 7 do artigo 16. . . aprovado pelo Decreto-Lei n. Financeiras.. . o Banco de Portugal consulta o Banco Central n. .. 4/2012. e as condições da adequada remuneração do investi- c) . .º-E do Regime Geral das Instituições sido em algum momento.º enchimento dos requisitos para a aplicação das medidas de resolução previstos no n. ..º-B.. os artigos 16.. . .º 1. .. . pela área das finanças. de 16 de obrigatória prevista no n. .... . de que estabelece medidas de reforço de solidez financeira 31 de dezembro.

º 1.º-B.º-C do tenham por objeto a suspensão dos efeitos da decisão Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades prevista no n. aprovado pelo Decreto-Lei n. de contas que não integre o respetivo órgão de fisca. o disposto 7 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade. interesse público. quem os substituir após a realização da operação de 7 — Para efeitos do disposto no presente artigo. nos n. 2 — A realização da operação de capitalização obri. aplica-se. bem como o 31 de dezembro.º 3 do artigo 16.º 1.º 298/92. dispõe dos poderes previstos no artigo 145.os 1 e 3 a 8 do artigo 145.º-AB do 6 — Os membros dos órgãos de administração e Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades de fiscalização e os titulares de cargos de direção de Financeiras.º-A. devem fornecer de 6 — A instituição de crédito deve praticar todos os imediato todas as informações. 10 e 12 a 16 do artigo 145. aprovado necessária para atingir as finalidades previstas no n.º-C do Regime Geral das Instituições 5 — Para efeitos do disposto no presente artigo. cípios estabelecidos nos n. os membros do órgão de administração.os 3 e 5.º circunstâncias. o disposto contrato com os mesmos celebrados ou nos termos nos artigos 13.º 3 para o desinvestimento público. conferindo ao Estado os poderes pre- procedimento legal ou estatutariamente exigido.º 1 não carece da respetiva deli. consoante as circunstâncias.º 1 do artigo 16. dos órgãos de administração e de fiscalização. exerçam atividades de intermediação financeira. nos n.º e 15.º 298/92. seja considerada necessária para atingir 12 — No âmbito de procedimentos cautelares que as finalidades previstas no n. prorrogado por iguais períodos. 14. .º-V. 1.º-X.º 1. de 31 de dezembro. aprovado pelo Decreto-Lei n. bem como prestar a atos necessários à adequada aplicação e execução das colaboração que lhes seja exigida pelo membro do medidas de repartição de encargos determinadas nos Governo responsável pela área das finanças ou por termos do disposto no n.º-I. das finanças pode ainda.ª série — N. a comissão de fiscalização ou fiscal único e os titulares de cargos Artigo 16. no máximo de operação de capitalização com recurso ao investimento um ano. em situações excecio- público anteriormente realizada. ao membro do Governo responsável pela área das fi.º 1 do artigo 16.º 60 — 26 de março de 2015 número anterior pode assumir um prejuízo superior ao 4 — No caso previsto no número anterior. consoante as nos n.os 2 ou parcial.º-E a 8.os 2 e 3 do artigo 24. que tenham cessado funções nos decisão prevista no n. nos tivos titulares e designar novos titulares para exercer n. salvo nos casos em que a manutenção total a 6 do artigo 145. determi- com as necessárias adaptações. o membro que assumiria caso tivesse sido revogada a autorização do Governo responsável pela área das finanças designa da instituição de crédito para o exercício da atividade. presume-se. o os membros dos órgãos de administração e de fiscali. no artigo 145. o de Crédito e Sociedades Financeiras. capitalização obrigatória.º 1 do artigo 145.º 298/92. no artigo 145. 10 — Tratando-se de instituições de crédito que lização obrigatória prevista no n.º. 3 — Quando for realizada uma operação de capita. com as necessárias adaptações. gerais do direito. apenas são responsáveis perante os acionistas e Decisão credores da instituição de crédito objeto de resolução 1 — A decisão sobre a realização da operação de ca. o disposto nos n. mediante despacho. do exercício e 3 do artigo 148. do artigo 145. e fixa o prazo durante o seja titular em virtude da subscrição no âmbito de uma qual aqueles exercem as suas funções. aplicando-se a todo o não emerge o direito a indemnização estipulado no processo.º. com as necessárias adaptações.º-AV e nos n. 15.º-AT.º-AF.º 1. para a instituição de crédito em causa novos membros entrando em liquidação. até prova em contrário. Financeiras. relativamente à instituição de crédito revisor oficial de contas ou a sociedade de revisores em causa que sejam necessários para a execução da oficiais de contas. membro do Governo responsável pela área das finanças zação da instituição de crédito em causa e o seu revisor mantém a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários oficial de contas ou a sociedade de revisores oficiais informada das providências que tomar nos termos do de contas a quem compete emitir a certificação legal disposto no presente capítulo.os 2 tais funções.º-J. nem de qualquer outro efeitos imediatos.º e produz beração da assembleia geral. de Portugal prevista no n.os 3 a 9 e 15 do topo ou a cessação da afetação a esse cargo dos respe- artigo 145.º-A. podendo este prazo ser.º 1 do artigo 16. de topo da instituição de crédito em causa.º-B por eles cometidas no exercício das suas funções com e a definição dos seus termos e condições compete dolo ou culpa grave.os 2 e 3 do artigo 2.º-U.1700-(84) Diário da República. pelos danos que resultem de ações ou omissões ilícitas pitalização obrigatória prevista no n. de que a suspensão da eficácia determina grave lesão do 31 de dezembro. 8 — Da cessação de funções dos membros do órgão nanças. todos do Regime Geral das Insti.os 2 e 5. bem 3 — O disposto no número anterior não é aplicável como outro revisor oficial de contas ou sociedade de a quaisquer instrumentos financeiros de que o Estado revisores oficiais de contas. designados ao abrigo dos n. salvo nos casos em obrigatória prevista no presente capítulo o disposto que a sua manutenção total ou parcial. vistos nas alíneas a) e c) a e) do n. que sejam elegíveis nais. pelos mesmos das respetivas funções seja considerada tuições de Crédito e Sociedades Financeiras.º.º-D de direção de topo.os 1 e 2 do artigo 145. é aplicável. termos do disposto nos n. de 31 de dezembro. aprovado pelo membro do Governo responsável pela área das finanças Decreto-Lei n. 11 — Não se aplica à operação de capitalização lização cessam as suas funções.º 1 pelo Decreto-Lei n. que deve fixar um prazo de administração e de fiscalização prevista no n. nos n. nos artigos 8. mediante proposta do Banco 4 — Para efeitos do disposto no n. 9 — A decisão prevista no n. para os fundos próprios da instituição de acordo com 5 — O membro do Governo responsável pela área a legislação e regulamentação aplicáveis.º 298/92.º 1 está sujeita aos prin- gatória prevista no n.º-B.os 1 a nar a eliminação ou alteração de cargos de direção de 3.

º-A. alterada pelas Leis a) Os n. de 28 de abril.ª série — N. os n. d) «Secção IV — Reestruturação e acesso ao investi. que beneficie do privilégio creditório previsto no n.º 3 a ter a seguinte redação: do artigo 165.º-D. que compreende Geral. que compreende os artigos 15.º 63-A/2008.º 2. artigo 166. b) As alíneas e) a m) do n.º 298/92.º. antes da data referida no número anterior. 4 — Até à data referida no n.º 2 do artigo 153.º 1 e o n.os 4 a 14 do artigo 145.º-I. nos termos do título VIII do Regime Geral das Insti- tuições de Crédito e Sociedades Financeiras. os n. de 24 de novembro. b) «Secção II — Reforço de capitais». os n.º 63-A/2008. 2 — O capítulo referido no número anterior é dividido c) Os n. de 31 de dezembro.º.º-A. redação dada pela presente lei são escalonadas ao longo ção: do tempo. de 21 de julho. de 11 5 do artigo 145.º.º a 15.º 63-A/2008.º-B a 16. Artigo 14. que compreende os artigos 8.º-A.º 63-A/2008. e 83-C/2013. de 26 de dezembro. o n. de 30 de dezembro.º-F.os 7 a 19 do artigo 145.º a 26. de 10 de fevereiro.º-A. os de janeiro. no n.º-F do Regime Geral.º 63-A/2008. com a redação b) «Subsecção II — Processo de acesso ao investimento dada pela presente lei.º 345/98. de 24 de novembro. apenas tem de ser atingido em 31 de dezembro de 2028.º-H do Regime Geral. 66-B/2012.º 63-A/2008. com a artigos 16. que passa a ter a seguinte re- dica o exercício das competências do Banco de Portu.» «CAPÍTULO IV Disposições finais» Artigo 12. 1. 48/2013.º 24/2013.º c) «Secção III — Repartição de encargos». que compreende os artigos 8. 2 — O nível mínimo de recursos financeiros do Fundo levante». com as seguintes epígrafes: artigo 16. 1 — É alterada a epígrafe do capítulo II da Lei Artigo 13.º-K a 12.os 5 a 8 do n. que compreende o artigo 16. os n. de 24 de novembro. 64-B/2011. o em sete secções. de forma equilibrada e tendo em conta a ade- quação dos recursos financeiros do Fundo face às obri- «CAPÍTULO III gações contraídas. de 31 de dezembro.º-D a 15.os 12 e 15 do artigo 116.º-C.º 3 do artigo 13.º 1 e o n.º-F. aprovado pelo Decreto-Lei n. com a redação dada pela presente lei apenas 3 — A secção referida na alínea f) do número anterior é tem de ser atingido em 31 de dezembro de 2024. o n. de 31 de dezembro. pitalização interna (bail-in) prevista no artigo 145. alterado pelos Operações de capitalização com recurso Decretos-Leis n. bem como . que com- Disposições transitórias preende os artigos 8.os 3 a 5 do artigo 156. de n.os 12 a 14 do artigo 145. de 31 de de.º 5 do artigo seguinte. 1 — Até 31 de dezembro de 2015. 5 — Sem prejuízo das contribuições periódicas devi- 5 — É alterada a epígrafe do capítulo IV da Lei das nos termos do disposto no artigo 153.º 3 do artigo 199. a) «Secção I — Disposição geral».º 6 do artigo 8. os artigos 17. uma redução nos recursos financeiros do Fundo a) «Subsecção I — Condições excecionais de acesso». e 31-A/2012. as contribuições pe- 4 — É alterada a epígrafe do capítulo III da Lei riódicas cobradas pelo Fundo de Resolução nos termos n.º-D a 8.º-F.º-U e) «Secção V — Reforço de fundos próprios».º. g) «Secção VII — Incumprimento materialmente re.º-G. até com recurso ao investimento público» que seja atingido o referido nível mínimo. ao investimento público» de 3 de novembro. o nível mínimo referido nesse artigo público». 162/2009.º do «CAPÍTULO II Decreto-Lei n.º-F do Re- gime Geral. de 24 de novembro.º-H do Regime n. bem como a fase do ciclo económico e o impacto que as contribuições pró-cíclicas podem ter Operação de capitalização obrigatória na situação financeira das instituições participantes. 211-A/2008.º 5 do artigo 16.º n. a alínea c) do n.º e o n.os 3-B/2010. dação: gal. o artigo 8.º-I e a alínea j) do artigo 210.º-B e 15.os 1 e 3 do artigo 8.º 1 e os 16 de julho. que estabelece medidas de reforço de solidez financeira das institui. o Decreto-Lei n. de Resolução previsto no n. que compreende d) Sem prejuízo do disposto no n. dividida em duas subsecções.º do Regime Geral.Diário da República. a medida da reca- mento público». sito garantido pelo Fundo de Garantia de Depósitos que f) «Secção VI — Regimes excecionais». 119/2011.os 126/2008.º-C. 55-A/2010.º-G.º-J. de 19 de fevereiro. com a redação dada pela presente lei.º-B a 15. de 24 de novembro n.º. de 9 de novembro.º-B e 8.º-F. que compreende os do disposto no artigo 153.º 2 do artigo 153. de 20 de julho. as alíneas e) a l) do n.º-C. que passa a ter a seguinte reda. que do Regime Geral não pode ser aplicada a nenhum depó- compreende os artigos 13.os 3 a zembro. Norma revogatória ções de crédito no âmbito da iniciativa para o reforço São revogados: da estabilidade financeira e da disponibilização de li- quidez nos mercados financeiros. de 24 de novembro. de Resolução superior a metade do nível mínimo previsto que compreende os artigos 15. 4/2012. com as seguintes epígrafes: 3 — Caso se verifique.º Alteração à organização sistemática da Lei 6 — São revogados os capítulos V a VIII da Lei n. que passa n.º-A da Lei n. artigo 116.º-D.º 4 do compreende os artigos 15.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(85) 13 — O disposto nos números anteriores não preju.

com as necessárias diploma apenas tem de ser atingido em 31 de dezembro adaptações.º 63-A/2008. o regime previsto no Decreto-Lei n. com a redação dada pela presente lei. o nível mínimo referido no n.º 345/98. não c) 10 dias úteis. presente lei à Lei n.º daquele referido Regime. 18 — Até 31 de dezembro de 2023 e no que respeita aos 9 — Até à data referida no n.º 60 — 26 de março de 2015 das contribuições especiais previstas no artigo 153. bem como a fase do apenas tem de ser atingido em 3 de julho de 2024. tenha efetuado de. o Decreto-Lei n.º 2 do artigo 7. de 1 de janeiro de 2019 a 31 de janeiro 21 — As alterações e os aditamentos introduzidos pela de 2020. 14 — O nível mínimo de recursos financeiros do Fundo 2 — É republicado no anexo II à presente lei. aplicando-se a estas.º do periódicas cobradas pelo Fundo de Garantia de De. os depósitos garantidos pelo Fundo. no prazo máximo de 11 — Até 31 de dezembro de 2023 e no que respeita aos sete dias úteis.8 % ou a assumir. com a redação dada pela pre. mero anterior. data da sua entrada em vigor. . de forma equilibrada e tendo em de Garantia de Depósitos previsto no n. 1 — É republicado no anexo I à presente lei. com a redação dada pela presente atingido em 3 de julho de 2024. até 3 de julho de 2017.º 14 do artigo 14.º 1 do ar- tigo 166. apenas tem de ser do referido Regime. com a redação dada pela presente lei. realiza um teste de esforço aos seus mecanismos.º do Regime Geral.º 345/98. com -Lei n. as contribuições prazos para o reembolso previsto no n.º do Decreto-Lei n. até 3 de julho de 2017. 16 — Até à data referida no n. tituições participantes. 19 — Durante o período de transição previsto no nú- 10 — O prazo de reembolso previsto no n. das instituições participantes. de 31 de dezembro. e demais correções materiais. o Regime Geral das Instituições de teste de esforço aos seus mecanismos. 12 — Durante o período de transição previsto no nú- mero anterior.º 345/98.º do Re. o Fundo de Garantia de Depósitos disponi- tigo 167.º 14. de 24 de novembro. Artigo 15. nos termos do Crédito e Sociedades Financeiras. de forma equilibrada a) 20 dias úteis.º 345/98. com a redação atual.º 345/98.º do Decreto-Lei n.º 2 do artigo 159. de 19 de fevereiro. com a redação dada pela presente lei são escalonadas ao longo do tempo.º 1 do artigo 167. aprovado pelo Decreto- disposto no n. com a redação dada pela presente lei face às obrigações contraídas. da qual 13 — O Fundo de Garantia de Depósitos realiza um faz parte integrante. até 31 de dezembro de 2018. de 9 de novembro. da qual de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo previsto no n. de 2028. de 1 de janeiro de 2021 a 31 de de. garantidos pelo Fundo dentro do limite previsto no ar. até que seja atingido o referido sembolsos cumulativos superiores a 0.º 1 do artigo 14. Decreto-Lei n. são aplicáveis às operações de capitalização em curso à zembro de 2023.º com a redação dada pela presente lei. são escalonadas 7 — O nível mínimo de recursos financeiros do Fundo ao longo do tempo. de 1 de janeiro de 2019 a 31 de janeiro do Fundo face às obrigações contraídas. sente lei.º conta a adequação dos recursos financeiros do Fundo do Regime Geral. e tendo em conta a adequação dos recursos financeiros b) 15 dias úteis. lei. de 1 de janeiro de 2021 a 31 de de- buições pró-cíclicas podem ter na situação financeira zembro de 2023. previsto no artigo 12.º 7. com a redação pósitos nos termos do disposto no artigo 161.º do Decreto-Lei n. tigo 14. as quais não relevam para o cumprimento 9 de novembro. no prazo máximo de sete dias úteis. b) 15 dias úteis. antes pró-cíclicas podem ter na situação financeira das ins- da data referida no número anterior. ciclo económico e o impacto que as contribuições 8 — Caso o Fundo de Garantia de Depósitos.º-I com a redação dada pela presente lei. fase do ciclo económico e o impacto que as contri.º 2 faz parte integrante.º 2 do artigo 159.º do Regime Geral. presente lei.º-F do o nível mínimo referido no n.º biliza aos depositantes uma parcela até € 10 000 de todos Republicação os depósitos garantidos pelo Fundo. dia útil do mês de abril. com a redação dada pela biliza aos depositantes uma parcela até € 10 000 de todos presente lei aplica-se a partir de 1 de janeiro de 2024. podem ainda ser cobradas contribuições periódicas e 15 — Caso o Fundo de Garantia do Crédito Agrícola especiais adicionais para o Fundo de Resolução destinadas Mútuo.º 345/98. aplica-se a partir daquele diploma apenas tem de ser atingido em 31 de de 1 de janeiro de 2024.º do Regime Geral. dada pela presente lei. tenha a possibilitar o cumprimento de obrigações assumidas.º do Decreto-Lei n. de 9 de novembro.1700-(86) Diário da República. nos ter- aplicam-se os seguintes prazos: mos do disposto no n. de 9 de do artigo 7. antes da data referida no número anterior. com a redação dada pela a) 20 dias úteis. de zembro de 2014. 17 — O prazo de reembolso previsto no n. aplicam-se os seguintes prazos: gime Geral. de 9 de novembro. prazos para o reembolso previsto no n. dezembro de 2028.º 345/98.º 14 do artigo 167.º do Decreto-Lei n. de 9 de novembro.º 1 do ar. do nível mínimo previsto no n.ª série — N. bem como a de 2020. com a redação dada pela presente lei. até 31 de dezembro de 2018. até que seja atingido o referido nível mínimo. com a redação atual a redação dada pela presente lei. c) 10 dias úteis.º 20 — O Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo do Regime Geral. novembro. as contribui- 6 — As contribuições periódicas adicionais previstas ções periódicas cobradas pelo Fundo de Garantia do no número anterior são entregues ao Fundo de Resolução Crédito Agrícola Mútuo nos termos do disposto no pelas respetivas instituições participantes até ao último artigo 7.º 2 do artigo 153. de 9 de novembro. 1.º 24/2013.º 298/92. efetuado desembolsos cumulativos superiores a 0. pelo Fundo por força da prestação de apoio dos depósitos garantidos pelo Fundo dentro do limite financeiro a medidas de resolução aplicadas até 31 de de.8 % dos depósitos nível mínimo. o Fundo de Garantia de Depósitos disponi.

Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(87)

3 — É republicada no anexo III à presente lei, da qual artigo 199.º-A, com exceção do serviço de colocação
faz parte integrante, a Lei n.º 63-A/2008, de 24 de no- sem garantia, de uma das entidades referidas no n.º 1
vembro, com a redação atual. do artigo 152.º ou de um grupo do qual essa instituição
faça parte;
Aprovada em 23 de janeiro de 2015.
c) «Ativos de baixo risco», ativos que se inserem na
A Presidente da Assembleia da República, Maria da primeira ou na segunda categorias referidas no quadro 1
Assunção A. Esteves. do artigo 336.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho, ou os
Promulgada em 19 de março de 2015.
ativos considerados pelo Banco de Portugal como tendo
Publique-se. liquidez e segurança semelhantes;
d) «Autoridade de resolução a nível do grupo», uma
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
autoridade de resolução no Estado membro da União Eu-
Referendada em 23 de março de 2015. ropeia em que a autoridade responsável pela supervisão
em base consolidada está situada;
O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.
e) «Autoridade relevante de um país terceiro», uma
autoridade de um país terceiro que exerce funções equi-
ANEXO I valentes às das autoridades de supervisão e resolução
ao abrigo das Diretivas 2013/36/UE, do Parlamento
(a que se refere o n.º 1 do artigo 15.º) Europeu e do Conselho, de 26 de junho, e 2014/59/UE,
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio;
Republicação do Regime Geral das Instituições de Crédito f) «Autoridade responsável pela supervisão em base
e Sociedades Financeiras, aprovado
pelo Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro consolidada», a autoridade responsável pelo exercício da
supervisão em base consolidada de instituições de crédito-
-mãe na União Europeia, de empresas de investimento-
TÍTULO I -mãe na União Europeia e de instituições de crédito ou
empresas de investimento controladas por companhias
Disposições gerais financeiras-mãe na União Europeia ou por companhias
financeiras mistas-mãe na União Europeia;
Artigo 1.º g) «Companhia financeira», uma instituição financeira
cujas filiais sejam exclusiva ou principalmente institui-
Objeto ções de crédito, empresas de investimento ou instituições
1 — O presente diploma regula: financeiras, sendo pelo menos uma destas filiais uma
instituição de crédito ou uma empresa de investimento, e
a) O acesso à atividade e respetivo exercício por parte que não seja uma companhia financeira mista;
das instituições de crédito e das sociedades financeiras; h) «Companhia financeira-mãe em Portugal», uma
b) O exercício da supervisão das instituições de cré- companhia financeira sediada em Portugal que não seja
dito e das sociedades financeiras, respetivos poderes e filial de uma instituição de crédito, ou empresa de inves-
instrumentos. timento, ou de uma companhia financeira ou companhia
financeira mista, respetivamente autorizada ou estabele-
2 — (Revogado.) cida em Portugal;
i) «Companhia financeira-mãe na União Europeia»,
Artigo 2.º uma companhia financeira-mãe sediada em Portugal ou
Instituições de crédito noutro Estado membro da União Europeia que não seja
filial de uma instituição de crédito ou empresa de inves-
(Revogado.) timento, ou de uma companhia financeira ou companhia
financeira mista, respetivamente autorizada ou estabele-
Artigo 2.º-A cida em qualquer Estado membro da União Europeia;
Definições j) «Companhia financeira mista», uma companhia fi-
nanceira mista na aceção da alínea l) do artigo 2.º do
Para efeitos do disposto no presente Regime Geral, Decreto-Lei n.º 145/2006, de 31 de julho, alterado pelos
entende-se por: Decretos-Leis n.os 18/2013, de 6 de fevereiro e 91/2014,
a) «Agência», a sucursal, no país, de uma instituição de 20 de junho;
de crédito ou sociedade financeira com sede em Portugal k) «Companhia financeira mista-mãe em Portugal»,
ou sucursal suplementar de uma instituição de crédito ou uma companhia financeira mista sediada em Portugal que
instituição financeira com sede no estrangeiro; não seja filial de uma instituição de crédito, ou empresa
b) «Apoio financeiro público extraordinário», um auxí- de investimento, ou de uma companhia financeira ou
lio de Estado na aceção do n.º 1 do artigo 107.º do Tratado companhia financeira mista, respetivamente autorizada
sobre o Funcionamento da União Europeia, ou qualquer ou estabelecida em Portugal;
outro apoio financeiro público a nível supranacional, que, l) «Companhia financeira mista-mãe na União Euro-
se concedido a nível nacional, constituiria um auxílio de peia», uma companhia financeira mista-mãe sediada em
Estado, concedido para preservar ou restabelecer a via- Portugal ou noutro Estado membro da União Europeia que
bilidade, a liquidez ou a solvabilidade de uma instituição não seja filial de uma instituição de crédito ou empresa
de crédito, de uma empresa de investimento que exerça de investimento, ou de uma companhia financeira ou
as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n.º 1 do companhia financeira mista, respetivamente autorizada

1700-(88) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

ou estabelecida em qualquer Estado membro da União do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de abril, com
Europeia; exceção das instituições de crédito e das pessoas ou enti-
m) «Companhia mista», uma empresa-mãe que não seja dades previstas no n.º 1 do artigo 2.º da mesma diretiva;
uma companhia financeira, uma instituição de crédito, s) «Estado membro de acolhimento» ou «país de aco-
uma empresa de investimento ou uma companhia finan- lhimento», o Estado membro da União Europeia no qual a
ceira mista, em cujas filiais se inclua, pelo menos, uma instituição de crédito, a sociedade financeira ou a institui-
instituição de crédito ou uma empresa de investimento; ção financeira tenham uma sucursal ou prestem serviços;
n) «Compra e venda simétrica (back-to-back transac- t) «Estado membro de origem» ou «país de origem», o
tion)», uma operação realizada entre duas entidades de um Estado membro da União Europeia no qual a instituição de
grupo para efeitos da transferência, no todo ou em parte, crédito, a sociedade financeira ou a instituição financeira
do risco gerado por outra operação realizada entre uma tenha sido autorizada;
das entidades desse grupo e um terceiro; u) «Filial», a pessoa coletiva relativamente à qual outra
o) «Contrato financeiro», os seguintes contratos: pessoa coletiva, designada por empresa-mãe, se encon-
i) Contratos sobre valores mobiliários, nomeadamente: tre numa relação de controlo ou sobre a qual o Banco
de Portugal considere que a empresa-mãe exerça uma
1.º) Contratos para a aquisição, alienação ou empréstimo influência dominante, considerando-se ainda que a filial
de valores mobiliários ou de índices de valores mobiliários; de uma filial é igualmente filial da empresa-mãe de que
2.º) Contratos de opção sobre valores mobiliários ou ambas dependem;
índices de valores mobiliários; v) «Funções críticas», atividades, serviços ou opera-
3.º) Contratos de recompra ou de revenda de valores ções cuja interrupção pode dar origem, num ou em vários
mobiliários ou de índices de valores mobiliários; Estados membros da União Europeia, à perturbação de
serviços essenciais para a economia ou à perturbação da
ii) Contratos sobre mercadorias, nomeadamente: estabilidade financeira devido à dimensão ou à quota de
1.º) Contratos para a aquisição, alienação ou emprés- mercado de uma instituição de crédito ou de um grupo,
timo de mercadorias ou de índices de mercadorias para ao seu grau de interligação externa e interna, à sua com-
entrega futura; plexidade ou às suas atividades transfronteiriças, com es-
2.º) Contratos de opção sobre mercadorias ou índices pecial destaque para a substituibilidade dessas atividades,
de mercadorias; serviços ou operações;
3.º) Contratos de recompra ou de revenda de mercado- w) «Instituição de crédito», a empresa cuja atividade
rias ou de índices de mercadorias; consiste em receber do público depósitos ou outros fundos
reembolsáveis e em conceder crédito por conta própria;
iii) Contratos de futuros e a prazo, incluindo contratos x) «Instituição de crédito-mãe em Portugal», uma ins-
(com exceção dos contratos sobre mercadorias) de com- tituição de crédito que tenha como filial uma instituição
pra, venda ou transferência de mercadorias ou de bens de crédito, uma empresa de investimento ou instituição
de outro tipo, serviços ou direitos por um determinado financeira ou que detenha uma participação numa entidade
preço, numa data futura; dessa natureza e que não seja filial de outra instituição de
iv) Contratos de swap, nomeadamente: crédito ou empresa de investimento, ou de uma companhia
financeira ou companhia financeira mista, respetivamente
1.º) Swaps e opções relacionados com taxas de juro; autorizada ou estabelecida em Portugal;
acordos sobre operações cambiais à vista ou não; divisas; y) «Instituição de crédito-mãe na União Europeia», uma
ações ou índices de ações; dívida ou índices de dívida; instituição de crédito-mãe sediada em Portugal ou noutro
mercadorias ou índices de mercadorias; condições mete- Estado membro da União Europeia que não seja filial de
orológicas; emissões ou inflação; uma instituição de crédito ou empresa de investimento,
2.º) Swaps de crédito, margem de crédito ou retorno total; ou de uma companhia financeira ou companhia financeira
3.º) Contratos ou operações semelhantes a um dos con- mista, respetivamente autorizada ou estabelecida em qual-
tratos referidos nos pontos anteriores transacionados de quer Estado membro da União Europeia;
forma recorrente nos mercados de swaps e derivados; z) «Instituições financeiras», com exceção das institui-
ções de crédito e das empresas de investimento:
v) Contratos de empréstimo interbancário quando o
prazo do empréstimo for igual ou inferior a 90 dias; i) As sociedades gestoras de participações sociais sujei-
vi) Acordos-quadro respeitantes a todos os tipos de tas à supervisão do Banco de Portugal, incluindo as com-
contratos referidos nas subalíneas i) a v); panhias financeiras e as companhias financeiras mistas;
ii) As sociedades cuja atividade principal consista no
p) «Direção de topo», as pessoas singulares que exer- exercício de uma ou mais das atividades enumeradas nos
cem funções executivas numa instituição de crédito ou pontos 2 a 12 e 15 da lista constante do anexo I à Dire-
empresa de investimento e que são diretamente responsá- tiva 2013/36/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho,
veis perante o órgão de administração pela gestão corrente de 26 de junho;
da mesma; iii) As instituições de pagamento;
q) «Empresa-mãe», a empresa que exerça controlo iv) As sociedades gestoras de fundos de investimento
sobre outra empresa; mobiliário e as sociedades gestoras de fundos de in-
r) «Empresas de investimento», as empresas em cuja vestimento imobiliário na aceção, respetivamente, dos
atividade habitual se inclua a prestação de um ou mais pontos 6.º e 7.º do artigo 199.º-A;
serviços de investimento a terceiros ou o exercício de
uma ou mais atividades de investimento e que estejam aa) «Linhas de negócio estratégicas», as linhas de ne-
sujeitas aos requisitos previstos na Diretiva 2004/39/CE, gócio e os serviços associados que representam o valor

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de uma instituição de crédito, ou do grupo do qual faça 2.º) Deduzem-se os direitos relativos às ações detidas
parte, nomeadamente em termos de resultados e de valor por conta de pessoa que não seja o dominante ou outra
da marca; das referidas sociedades, ou relativos às ações detidas em
bb) «Micro, pequenas e médias empresas», as micro, garantia, desde que, neste último caso, tais direitos sejam
pequenas e médias empresas na aceção do artigo 2.º do exercidos em conformidade com as instruções recebidas,
anexo ao Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novembro, ou a posse das ações seja uma operação corrente da em-
alterado pelo Decreto-Lei n.º 143/2009, de 16 de junho; presa detentora em matéria de empréstimos e os direitos
cc) «Obrigações cobertas», as obrigações, nomeada- de voto sejam exercidos no interesse do prestador da
mente hipotecárias, emitidas por uma instituição de crédito garantia;
sediada num Estado membro da União Europeia, quando
resulte das suas condições de emissão que o valor por iv) Para efeitos da aplicação dos pontos 1.º) e 4.º) da
elas representado está garantido por ativos que cubram subalínea i), deduzem-se à totalidade dos direitos de voto
completamente, até ao vencimento das obrigações, os correspondentes ao capital social da sociedade dependente
compromissos daí decorrentes e que sejam afetos por os direitos de voto relativos à participação detida por
privilégio ao reembolso do capital e ao pagamento dos esta sociedade, por uma sua filial ou por uma pessoa que
juros devidos em caso de incumprimento do emitente; atue em nome próprio mas por conta de qualquer destas
dd) «Participação», os direitos no capital social de sociedades;
outras empresas, representados ou não por ações ou títu-
los, desde que criem ligações duradouras com estas e se gg) «Relação estreita» ou «relação de proximidade», a
destinem a contribuir para a atividade da empresa, sendo relação entre duas ou mais pessoas, singulares ou coleti-
sempre considerada uma participação a detenção, direta vas, que se encontrem ligadas entre si através:
ou indireta, de pelo menos 20 % do capital social ou dos i) De uma participação, direta ou indireta, de percenta-
direitos de voto de uma empresa; gem não inferior a 20 % no capital social ou dos direitos
ee) «Participação qualificada», a participação direta ou de voto de uma empresa; ou
indireta que represente percentagem não inferior a 10 % ii) De uma relação de controlo; ou
do capital social ou dos direitos de voto da empresa par- iii) De uma ligação de todas de modo duradouro a um
ticipada ou que, por qualquer motivo, possibilite exercer mesmo terceiro através de uma relação de controlo;
influência significativa na gestão da empresa participada,
sendo aplicável, para efeitos da presente definição, o dis- hh) «Sistema de proteção institucional», um sistema
posto nos artigos 13.º-A e 13.º-B; que cumpre os requisitos previstos no n.º 7 do artigo 113.º
ff) «Relação de controlo» ou «relação de domínio», do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do Parlamento Eu-
a relação entre uma empresa-mãe e uma filial, ou en- ropeu e do Conselho, de 26 de junho;
tre qualquer pessoa singular ou coletiva e uma empresa: ii) «Sociedade de serviços auxiliares», a sociedade cujo
i) Quando se verifique alguma das seguintes situações: objeto principal tenha natureza acessória relativamente à
atividade principal de uma ou mais instituições de crédito
1.º) Deter a pessoa singular ou coletiva em causa a ou sociedades financeiras, nomeadamente a detenção ou
maioria dos direitos de voto; gestão de imóveis ou a gestão de serviços informáticos;
2.º) Ser sócio da sociedade e ter o direito de designar jj) «Sociedades em relação de grupo», sociedades coli-
ou de destituir mais de metade dos membros do órgão de gadas entre si nos termos em que o Código das Sociedades
administração ou do órgão de fiscalização; Comerciais caracteriza este tipo de relação, independen-
3.º) Poder exercer influência dominante sobre a socie- temente de as respetivas sedes se situarem em Portugal
dade, por força de contrato ou de cláusula dos estatutos ou no estrangeiro;
desta; kk) «Sociedades financeiras», as empresas, com exce-
4.º) Ser sócio da sociedade e controlar por si só, em ção das instituições de crédito, cuja atividade principal
virtude de acordo concluído com outros sócios desta, a consista em exercer pelo menos uma das atividades per-
maioria dos direitos de voto; mitidas aos bancos, com exceção da receção de depósitos
5.º) Poder exercer, ou exercer efetivamente, influência ou outros fundos reembolsáveis do público, incluindo as
dominante ou controlo sobre a sociedade; empresas de investimento e as instituições financeiras
6.º) No caso de pessoa coletiva, gerir a sociedade como referidas na subalínea ii) da alínea z);
se ambas constituíssem uma única entidade; ll) «Sucursal», o estabelecimento de uma empresa
desprovido de personalidade jurídica e que efetue di-
ii) Na aceção das normas de contabilidade a que a retamente, no todo ou em parte, operações inerentes à
instituição esteja sujeita por força do Regulamento (CE) atividade da empresa de que faz parte.
n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho,
de 19 de julho; Artigo 3.º
iii) Para efeitos da aplicação dos pontos 1.º), 2.º) e 4.º) Tipos de instituições de crédito
da subalínea i):
São instituições de crédito:
1.º) Considera-se que aos direitos de voto, de desig-
nação ou de destituição do participante equiparam-se a) Os bancos;
os direitos de qualquer outra sociedade dependente do b) As caixas económicas;
dominante ou que com este se encontre numa relação de c) A Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo e as
grupo, bem como os de qualquer pessoa que atue em nome caixas de crédito agrícola mútuo;
próprio, mas por conta do dominante ou de qualquer outra d) As instituições financeiras de crédito;
das referidas sociedades; e) As instituições de crédito hipotecário;

1700-(90) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

f) (Revogada.) f) As sociedades gestoras de sistemas de negociação
g) (Revogada.) multilateral;
h) (Revogada.) g) Outras empresas que, correspondendo à definição
i) (Revogada.) de empresas de investimento, como tal sejam qualificadas
j) (Revogada.) pela lei.
k) Outras empresas que, correspondendo à definição do
artigo anterior, como tal sejam qualificadas pela lei; 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, as
l) (Revogada.) sociedades de consultoria para investimento e as socie-
dades gestoras de sistemas de negociação multilateral
Artigo 4.º não estão sujeitas ao disposto no presente Regime Geral.
Atividade das instituições de crédito
Artigo 5.º
1 — Os bancos podem efetuar as operações seguintes:
Sociedades financeiras
a) Receção de depósitos ou outros fundos reembolsáveis;
(Revogado.)
b) Operações de crédito, incluindo concessão de garan-
tias e outros compromissos, locação financeira e factoring;
c) Serviços de pagamento, tal como definidos no ar- Artigo 6.º
tigo 4.º do regime jurídico dos serviços de pagamento e Tipos de sociedades financeiras
da moeda eletrónica;
1 — São sociedades financeiras:
d) Emissão e gestão de outros meios de pagamento,
não abrangidos pela alínea anterior, tais como cheques a) As empresas de investimento referidas nas alíneas a)
em suporte de papel, cheques de viagem em suporte de a d) e g) do n.º 1 do artigo 4.º-A;
papel e cartas de crédito; b) As instituições financeiras referidas nas subalíneas ii)
e) Transações, por conta própria ou da clientela, sobre e iv) da alínea z) do artigo 2.º-A, nas quais se incluem:
instrumentos do mercado monetário e cambial, instrumen-
tos financeiros a prazo, opções e operações sobre divisas, i) As sociedades financeiras de crédito;
taxas de juro, mercadorias e valores mobiliários; ii) As sociedades de investimento;
f) Participações em emissões e colocações de valores iii) As sociedades de locação financeira;
mobiliários e prestação de serviços correlativos; iv) As sociedades de factoring;
g) Atuação nos mercados interbancários; v) As sociedades de garantia mútua;
h) Consultoria, guarda, administração e gestão de car- vi) As sociedades gestoras de fundos de investi-
teiras de valores mobiliários; mento;
i) Gestão e consultoria em gestão de outros patrimónios; vii) As sociedades de desenvolvimento regional;
viii) As agências de câmbios;
j) Consultoria das empresas em matéria de estrutura do
ix) As sociedades gestoras de fundos de titularização
capital, de estratégia empresarial e de questões conexas,
de créditos;
bem como consultoria e serviços no domínio da fusão e
x) As sociedades financeiras de microcrédito;
compra de empresas;
k) Operações sobre pedras e metais preciosos;
l) Tomada de participações no capital de sociedades; c) (Revogada.)
m) Mediação de seguros; d) (Revogada.)
n) Prestação de informações comerciais; e) (Revogada.)
o) Aluguer de cofres e guarda de valores; f) (Revogada.)
p) Locação de bens móveis, nos termos permitidos às g) (Revogada.)
sociedades de locação financeira; h) (Revogada.)
q) Prestação dos serviços e exercício das atividades i) (Revogada.)
de investimento a que se refere o artigo 199.º-A, não j) (Revogada.)
abrangidos pelas alíneas anteriores; l) Outras empresas que, correspondendo à definição de
r) Emissão de moeda eletrónica; sociedade financeira, sejam como tal qualificadas pela lei.
s) Outras operações análogas e que a lei lhes não proíba.
2 — É também sociedade financeira a
2 — As restantes instituições de crédito só podem FINANGESTE — Empresa Financeira de Gestão e
efetuar as operações permitidas pelas normas legais e Desenvolvimento, S. A.
regulamentares que regem a sua atividade. 3 — Para efeitos deste diploma, não se consideram
sociedades financeiras as empresas de seguros, as socie-
dades gestoras de fundos de pensões e as sociedades de
Artigo 4.º-A
investimento mobiliário e imobiliário.
Tipos de empresas de investimento 4 — Rege-se por legislação especial a atividade das
casas de penhores.
1 — São empresas de investimento:
a) As sociedades financeiras de corretagem; Artigo 7.º
b) As sociedades corretoras;
Atividade das sociedades financeiras
c) As sociedades gestoras de patrimónios;
d) As sociedades mediadoras dos mercados monetário As sociedades financeiras só podem efetuar as opera-
ou de câmbios; ções permitidas pelas normas legais e regulamentares que
e) As sociedades de consultoria para investimento; regem a respetiva atividade.

bens ou serviços fornecidos pela empresa emitente. sede em Portugal. Artigo 9. 2 — Nas ações referidas no número anterior e nas ações 1 — Para os efeitos do presente Regime Geral. nos Artigo 10. por razões de ordem social. mitidas. d) As operações de tesouraria. nos termos do pre- sente diploma. em território nacional. na sua firma ou denominação. designadamente «banco». não de impugnação de outras decisões tomadas no âmbito da são considerados como fundos reembolsáveis recebidos legislação específica que rege a atividade das instituições do público os fundos obtidos mediante emissão de obri. 1 — Estão habilitadas a exercer as atividades a que se dos de personalidade jurídica e autonomia administrativa refere o presente diploma as seguintes entidades: e financeira.º termos das disposições legais. de «de depósitos». obtidos através da emissão de papel comercial. presume-se.º 1 do artigo 4. a respetiva atividade. entre sociedades que se encontrem numa relação ceiras podem exercer. a) Da receção e transmissão de ordens e da consultoria para investimento em valores mobiliários. fundos reembolsáveis. de acordo com as normas legais e regulamentares que regem a respetiva atividade. nos termos 3 — Nos casos em que das decisões a que se referem e limites da legislação aplicável. não são con- responsabilidade civil pessoal dos seus autores apenas siderados como concessão de crédito: pode ser efetivada mediante ação de regresso do Banco e a) Os suprimentos e outras formas de empréstimos e se a gravidade da conduta do agente o justificar. os termos constantes da respetiva Lei e concessão de crédito Orgânica. 1 — As ações de impugnação das decisões do Banco de Portugal. c) Banco Europeu de Investimento e outros organismos b) Sucursais de instituições de crédito e de instituições internacionais públicos de que Portugal faça parte e cujo financeiras com sede no estrangeiro.º. a título atividades e que os prestadores estejam autorizados a profissional: efetuar no seu país de origem. 3 — O disposto no n.º f) Da emissão de moeda eletrónica. de acordo com as normas legais e Decisões do Banco de Portugal regulamentares que regem a respetiva atividade. ções de pagamento e instituições de moeda eletrónica. 2 — As instituições de crédito e as instituições finan- d) Empresas de seguros. regime jurídico preveja a faculdade de receberem do pú- blico. do público. os números anteriores resultem danos para terceiros. a) Instituições de crédito e sociedades financeiras com b) Regiões Autónomas e autarquias locais. até gações. por so. 1 — Só as entidades habilitadas como instituição de ciedades de consultoria para investimento. no respeitante a operações de ceiras autorizadas noutros Estados membros da União capitalização. referidas nas alíneas b) a i) e q) a s) do n.º b) A concessão de crédito por empresas aos seus tra- Princípio da exclusividade balhadores. reembolsáveis. 1. das entre as partes em contratos de aquisição de bens ou dade de receção. das instituições de crédito ou das sociedades financeiras.º para investimento.º 1 não obsta a que as seguintes entidades recebam do público fundos reembolsáveis. ou usar no exercício da ciedades gestoras de sistema de negociação multilateral. tomadas no âmbito do presente diploma. regulamentares ou estatu- Entidades habilitadas tárias aplicáveis: a) Estado. por instituições de pagamento. que a suspensão da eficácia determina Comerciais ou da legislação aplicável. «banqueiro».º 2 não obsta ao exercício. a mesma constituir crime. expressões que sugiram atividade própria como por sociedades gestoras de mercado regulamentado. Verdade das firmas e denominações b) Da receção e transmissão de ordens e da consultoria para investimento em instrumentos financeiros. serviços que se integrem nas mencionadas 4 — O disposto no n. as atividades de domínio ou de grupo.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(91) Artigo 8. nos termos e limites do Código das Sociedades prova em contrário. salvo se adiantamentos entre uma sociedade e os respetivos sócios. incluindo fundos e institutos públicos dota. a 2 — Para efeitos dos artigos anteriores. de crédito e das sociedades financeiras. a título profissional. Europeia podem prestar em Portugal. quando legalmente per- 2 — Só as instituições de crédito e as sociedades finan. Artigo 12.Diário da República. nem os fundos grave lesão do interesse público. por so.ª série — N. 2 — Estas expressões serão sempre usadas por forma e) Da prestação de serviços incluídos no objeto legal a não induzirem o público em erro quanto ao âmbito das das agências de câmbio. crédito ou como sociedade financeira poderão incluir c) Da gestão de sistemas de negociação multilateral. . «locação financeira» «leasing» e «fac- acordo com as normas legais e regulamentares que regem toring». de depósitos ou outros fundos serviços. e) A emissão de senhas ou cartões para pagamento dos com exceção da consultoria referida na alínea i). por institui. para utilização por conta própria. em tudo o que nele não se encontre especial- Fundos reembolsáveis recebidos do público mente regulado. c) As dilações ou antecipações de pagamento acorda- 1 — Só as instituições de crédito podem exercer a ativi. operações que a entidade em causa possa praticar. d) Da prestação de serviços de pagamento. «de crédito». por instituições de moeda eletrónica.º seguem. bem sua atividade. por consultores Artigo 11.

do ciclo curto e habitual de liquidação.1700-(92) Diário da República.º-A mento ou instituições de crédito em resultado da tomada Imputação de direitos de voto firme ou da colocação com garantia de instrumentos finan- ceiros. 60 dias.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 12. intermediário financeiro autorizado a prestar o serviço de gestão de carteiras por conta de outrem e às sociedades as. aplicando-se para b) Detidos por sociedade que com o participante se este efeito o disposto no n. nem o influencie a adquirir essas ações ou a pante ou por este administradas ou depositadas junto dele. efetiva ou potencial. sem prejuízo 3 — Para efeitos do disposto na alínea h) do n.º direitos de voto. presume-se serem instrumento de exercício concertado 2 — Os prazos de 30 dias ou de um mês estabelecidos de influência os acordos relativos à transmissibilidade no presente diploma para o exercício de competências das ações representativas do capital social da sociedade conferidas ao Banco de Portugal interrompem-se sempre participada.º 1 encontre em relação de domínio ou de grupo. a sociedade que exerça domínio . sobre a sociedade poderá. de organismos de investimento h) Detidos por pessoas que tenham celebrado algum coletivo. do artigo 18.º 2 do artigo anterior. se o participante for uma sociedade.º. em qualquer caso. membros dos seus órgãos de administração e de fiscali.) são considerados: a) Os direitos de voto detidos por empresas de investi- Artigo 13. ambos do Código dos Valores Mobiliários. atuando o participante tenha celebrado acordo para o seu exercício. se os direitos de voto lhe tiverem sido atribuídos. a) Não interferirem através de instruções.º-B conferido ao participante poderes discricionários para o Imputação de direitos de voto relativos a ações integrantes seu exercício. c) Detidos por titulares do direito de voto com os quais c) As ações detidas por entidades de custódia. exceder a duração total de participada. os direitos de voto: b) As ações transacionadas exclusivamente para efeitos a) Detidos por terceiros em nome próprio. a sociedade que exerça domínio sobre a entidade gestora de outro modo. desde que aquele não intervenha na gestão da instituição f) Inerentes a ações detidas em garantia pelo partici. dominante ou das sociedades associadas. diretas ou indiretas. do disposto no número seguinte.º-A a ações integrantes de fundos ou carteiras geridas. desde que estas entidades apenas pos- salvo se. sobre o exercício dos direitos de voto inerentes 2 — Para efeitos do disposto na alínea b) do número às ações integrantes do fundo de investimento. desde que os direitos de voto não sejam exercidos 1 — Para efeitos do cômputo de uma participação ou de outra forma utilizados para intervir na gestão da qualificada. pelo mesmo acordo. consideram-se da aquisição. sobre revelar autonomia dos processos de decisão no exercício entidade gestora de fundo de capital de risco ou sobre do direito de voto.º 2 do artigo 16. os prazos esta. estiver vinculado a seguir sam exercer os direitos de voto associados às ações sob instruções de terceiro. do fundo anterior.ª série — N.º-A e no n. a relação estabelecida com o participante é independente 3 — A interrupção prevista no número anterior não da influência. como criador de mercado que atinjam ou ultrapassem 5 % e) Que o participante possa adquirir em virtude de dos direitos de voto correspondentes ao capital social. apoiar o seu preço. 4 — A presunção referida no número anterior pode ser mação que considere necessários à instrução do respetivo ilidida perante o Banco de Portugal. 5 — Para efeitos do disposto no n. participada. não se consideram imputáveis à sociedade que de pensões. belecidos no presente diploma são contínuos. exerça domínio sobre entidade gestora de fundo de inves. pelos trónicos. seguidos ou interpolados. de critério constante de alguma das outras alíneas.º 1. que o Banco solicite aos interessados elementos de infor. nessa qualidade. de fundos de pensões ou de carteiras acordo com o participante que vise adquirir o domínio da sociedade ou frustrar a alteração de domínio ou que. d) As participações de intermediário financeiro atuando zação. Definições 6 — No cômputo das participações qualificadas não (Revogado. mas por de operações de compensação e de liquidação no âmbito conta do participante. 2 — Para beneficiar da derrogação de imputação agre- sociadas de fundos de pensões os direitos de voto inerentes gada de direitos de voto. os direitos de voto são calculados com base na totalidade das ações com Artigo 13.º 1. instruções comunicadas por escrito ou por meios ele- d) Detidos. acordo celebrado com os respetivos titulares. mediante prova de que procedimento. sobre entidade gestora de fundo de pensões. do fundo de capital de risco ou da carteira. 1. com as devidas adapta- ções. constitua um instrumento de exercício ou sobre o intermediário financeiro e as sociedades asso- concertado de influência sobre a sociedade participada. ciadas de fundos de pensões beneficiam da derrogação de i) Imputáveis a qualquer das pessoas referidas numa das imputação agregada de direitos de voto se: alíneas anteriores por aplicação. g) Detidos por titulares do direito de voto que tenham Artigo 13. não relevando para o cálculo a suspensão do respetivo exercício. desde Prazos que a entidade gestora ou o intermediário financeiro exerça os direitos de voto de modo independente da sociedade 1 — Salvo norma especial em contrário. b) A entidade gestora ou o intermediário financeiro timento. além dos inerentes às ações de que o parti- sociedade e sejam cedidos no prazo de um ano a contar cipante tenha a titularidade ou o usufruto. 1 — Para efeitos do disposto no n.

qualificação profissional. independentemente da sua forma. basta. e à natureza. c) Ter por exclusivo objeto o exercício da atividade que a sociedade aí referida envie ao Banco de Portugal a legalmente permitida nos termos do artigo 4. o acesso a informação relativa ao exercício dos direitos de voto. ciedade dominante ou outra entidade por esta dominada f) Apresentar dispositivos sólidos em matéria de go- que precise o modo como são exercidos os direitos de verno da sociedade. incluindo uma estrutura organiza- voto em casos concretos. as sociedades associadas de Artigo 14.º 1. controlo e comunicação dos riscos a que está ou possa por esta dominada e limitam a margem de discriciona. ou particular. que ou detidas por organismos de investimento coletivo. re- 6 — Para efeitos do disposto no n. 8 — A declaração do Banco de Portugal prevista no nú- ceiro deve: mero anterior implica a imputação à sociedade dominante de todos os direitos de voto inerentes às ações que integrem a) Enviar ao Banco de Portugal a lista atualizada de o fundo de investimento. dentemente e que existe um mandato escrito e claro que. indicar as respetivas autoridades entidade gestora ou do intermediário financeiro. com as respetivas consequên- sob relação de domínio e. j) Ter nos órgãos de administração e fiscalização mem- dere não provada a independência da entidade gestora ou bros cuja idoneidade. 2 — As condições previstas nas alíneas f) a i) do nú- ário financeiro e as sociedades associadas de fundos de mero anterior devem ser preenchidas de forma completa pensões e.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(93) sobre a entidade gestora ou sobre o intermediário finan. ainda. referente a cada entidade gestora ou interme. o fundo de pensões. vir a estar exposta. já emitidas tuguesa.º. o fundo de todas as entidades gestoras e intermediários financeiros capital de risco ou a carteira. intermediário financeiro e h) Dispor de mecanismos adequados de controlo in- sociedade associada de fundos de pensões relativamente terno. tiva clara.º 7 pelo b) Enviar ao Banco de Portugal uma declaração fun. g) Organizar processos eficazes de identificação. para efeitos do n.ª série — N. CAPÍTULO I tos escritos que impeçam. em mercado regulamentado. exclusivamente por sua iniciativa. qualificada em instituição de crédito. quer a título individual. no caso de entidades sujeitas a cias. toridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. de Portugal informa deste facto a sociedade que exerça domínio sobre a entidade gestora ou sobre o intermedi. ou à Comissão do c) Demonstrar ao Banco de Portugal. que Mercado de Valores Mobiliários. e) Ter a sede principal e efetiva da administração a) Consideram-se instruções diretas as dadas pela so. sempre que se refira a as estruturas organizacionais das entidades relevantes as. nível e complexidade das atividades de cada . informação prevista na alínea a) desse número.º fundos de pensões devem enviar ao Banco de Portugal Requisitos gerais uma declaração fundamentada de que cumprem o disposto no n. de supervisão. 9 — A emissão da declaração prevista no n. d) Ter capital social não inferior ao mínimo legal. situada em Portugal. riedade da entidade gestora.º 1. resses empresariais específicos da sociedade dominante i) Dispor de políticas e práticas de remuneração que ou de outra entidade por esta dominada. por emitente cujas ações estejam admitidas à negociação b) Adotar a forma de sociedade anónima. o Banco gestão sã e prudente da instituição de crédito. ainda integradas em carteiras de instrumentos financeiros. em termos adequados. nos casos em que a sociedade dominante recebe serviços prestados pela entidade dominada ou detém participações diretas em ativos por esta geridos. Banco de Portugal é precedida de consulta prévia à Au- damentada. diário financeiro.º 2. por a) Corresponder a um dos tipos previstos na lei por- força de acordo. a seu pedido. 1 — As instituições de crédito com sede em Portugal 5 — Caso a imputação fique a dever-se à detenção de devem satisfazer as seguintes condições: instrumentos financeiros que confiram ao participante o direito à aquisição. de ações com direitos de voto. bilísticos sólidos. ges- mitidas pela sociedade dominante ou qualquer entidade tão. no âmbito de contrato de gestão de carteiras. indepen- do intermediário financeiro que envolva uma participação dência e disponibilidade deem. fixa a relação contratual TÍTULO II das partes em consonância com as condições normais de mercado para situações similares. e sem prejuízo das quer ao nível dos órgãos no seu conjunto.º 1: presentado obrigatoriamente por ações nominativas. seguram o exercício independente dos direitos de voto. b) Consideram-se instruções indiretas as que. consi. ou as pessoas que exercem os direitos de voto agem indepen. Autorização das instituições de crédito com sede em Portugal 3 — Para efeitos da alínea c) do número anterior. são trans.Diário da República. promovam e sejam coerentes com uma gestão sã e pru- dente dos riscos. nos termos do disposto no n. em geral transparentes e coerentes. as entidades relevantes devem adotar políticas e procedimen. direitos de voto inerentes a ações de sociedades abertas. incluindo procedimentos administrativos e conta- ao exercício dos direitos de voto de modo a servir inte. integrantes de fundos de pensões. enquanto não seja demonstrada a independência da lei pessoal estrangeira. garantias de consequências sancionatórias que ao caso caibam. o órgão de administração da sociedade e proporcional aos riscos inerentes ao modelo de negócio participada. com linhas de responsabilidade bem definidas. 1. Princípios gerais 4 — Para beneficiar da derrogação de imputação agre- gada de direitos de voto. de que cumpre o disposto no número sempre que se refira a direitos de voto inerentes a ações anterior. 7 — Logo que.

do 1 — O pedido de autorização será instruído com os cumprimento dos requisitos e obrigações elencados no nú. técnicos e materiais utilizados. e comunicação dos riscos a que está ou possa vir a estar Artigo 15. sociedade devem incluir: 4 — Em caso de dispensa. o capítulo II-C do título VII. seguintes elementos: mero seguinte caso exista legislação que. nível e complexidade CAPÍTULO II das atividades de cada instituição de crédito.) Artigo 14.º-F. pelo Banco de a) Contrato de sociedade ou estatutos e relação dos Portugal. 2 — Os dispositivos sólidos em matéria de governo da ções numa base consolidada. de todas as instituições nele filiadas serem fiscalizadas no c) Identificação dos acionistas fundadores. in- Composição do órgão de administração cluindo procedimentos administrativos e contabilísticos 1 — O órgão de administração das instituições de cré.º-A 5 — (Revogado. b) Programa de atividades. são comunicados à Autoridade Bancária inferior ao mínimo legal. 115. procedimentos. 3 — Os dispositivos. estrutura ou os compromissos destas instituições serem totalmente orgânica e meios humanos.º formações relativas a acionistas fundadores que sejam Autorização pessoas coletivas detentoras de participações qualificadas na instituição de crédito a constituir: 1 — A constituição de instituições de crédito depende de autorização a conceder.º 2 do artigo 15.º-F.) ciedade. controlo nele filiadas. dois dos membros do órgão de administração.º crédito com sede em Portugal que estejam filiadas de modo Instrução do pedido permanente num organismo central que as supervisione e que também tenha sede em Portugal.) ração os critérios técnicos previstos nos artigos 115.º-J. e depende da sujeição do conjunto constituído por este e pelas instituições nele filiadas a tais requisitos e obriga. à obtenção da autorização. Europeia. bem como a indicação do 3 — Na data da constituição. bem como contas previsionais para cada um dos primeiros b) A solvabilidade e a liquidez do organismo central e três anos de atividade. caso a caso. constituído pelo organismo central e pelas instituições b) Processos eficazes de identificação.º e no artigo 115. devendo ser tomados em consideração os critérios técnicos previstos Processo de autorização nos artigos 115. c) (Revogada.º-K a 115. devendo ser tomados em conside. membros do órgão de administração. com espe- seu conjunto com base em contas consolidadas. transparentes e coerentes. c) A direção do organismo central estar habilitada a dar d) Exposição fundamentada sobre a adequação da es- instruções à direção das instituições nele filiadas. trutura acionista à estabilidade da instituição de crédito. preveja o seguinte: a) Caracterização do tipo de instituição de crédito a constituir e projeto de contrato de sociedade. 2 — A gestão corrente da instituição será confiada a.º-A 3 — A autorização concedida e os elementos relativos a 115. . e cificação do capital por cada um subscrito.º-J ao organismo central gestão sã e prudente da instituição de crédito. com poderes de orientação efetiva da atividade da dos riscos.º 60 — 26 de março de 2015 instituição de crédito.ª série — N. implantação geográfica. nismos.) g) Identificação dos membros dos órgãos de adminis- tração e fiscalização com justificação dos proponentes 3 — A dispensa não prejudica a aplicação da obriga. 4 — (Revogado. a) Os compromissos do organismo central e das insti. os capítulos I e II do título III. garantidos pelo organismo central. f) Dispositivos sólidos em matéria de governo da so- b) (Revogada.º 1 do artigo 17. c) Mecanismos adequados de controlo interno.) 1 — O Banco de Portugal pode dispensar as instituições de Artigo 17.º exposta.º-H e 115. movam e sejam coerentes com uma gestão sã e prudente bros. processos. os n. políticas e práticas previstos no número anterior devem ser completos e proporcionais aos riscos inerentes ao modelo de negócio e à natureza. total ou parcialmente. com indicação do tipo de tuições nele filiadas constituírem compromissos solidários operações a realizar. 2 — (Revogado.º-A a 115. instituição. sólidos e políticas e práticas de remuneração que pro- dito deve ser constituído por um mínimo de três mem.1700-(94) Diário da República.º-K a 115.) Dispensas 6 — (Revogado. 115. na exigido por lei.º-H e 115.º-V. meca- pelo menos. sistema de garantia de depósitos no qual a instituição de tar inteiramente subscrito e realizado em montante não crédito participa.º-AE e o título VII-A aplicam-se ao conjunto responsabilidade bem definidas. em relação a essas instituições e a esse organismo central. 4 — Devem ainda ser apresentadas as seguintes in- Artigo 16.º-V.os 9 e 10 do a) Uma estrutura organizativa clara. com linhas de artigo 116. quanto à adequação dos mesmos para assegurarem uma ção estabelecida no artigo 115. 1. e) Declaração de compromisso de que no ato da cons- 2 — Podem ser objeto da dispensa referida no número tituição. se mostrará depositado anterior: numa instituição de crédito o montante do capital social a) Os requisitos previstos no n. alínea b) do n. gestão. o capital social deve es.º. e como condição dela.

ª série — N. sem prejuízo da prática dos atos necessários país estrangeiro. d) Se. ou que seja filial da empresa-mãe de suprir a deficiência. zação que não cumpram os requisitos de idoneidade. a instituição 1 — A autorização será recusada sempre que: de crédito cessar atividade ou a reduzir para nível insig- a) O pedido de autorização não estiver instruído com nificante. 2 — O disposto no número anterior é igualmente apli- cável quando a instituição a constituir for dominada pelas Artigo 21. lificação profissional. da instituição de crédito. nos decorrentes da sua participação no Fundo de Garantia termos do disposto nos n. cos e recursos financeiros suficientes para o tipo e volume h) Se a instituição de crédito violar as leis e os regula- das operações que pretenda realizar. mas nunca previstos: depois de decorridos 12 meses sobre a data da entrega a) Se tiver sido obtida por meio de falsas declarações inicial do pedido.º.Diário da República. esta e outras pessoas. prorrogar o prazo referido no número anterior presa nestas condições ou for dominada pelas mesmas por igual período. se for o caso. c) A instituição de crédito a constituir não respeitar os f) Se a instituição de crédito não puder honrar os seus requisitos gerais de autorização previstos no artigo 14. no Fundo de Resolução ou no Sistema de e) A instituição de crédito não dispuser de meios técni. do pedido. em especial quanto à segurança dos fundos d) O Banco de Portugal não considerar demonstrado que lhe tiverem sido confiados. por período superior a seis meses. de seguros ou de uma empresa de investimento autorizada 2 — O Banco de Portugal poderá. anterior poderá ser dispensada quando o Banco de Portu.º em regime específico que lhe seja aplicável.º mesmas pessoas singulares ou coletivas que dominem uma instituição de crédito autorizada noutro país. bem como exposição ilustrativa da estrutura do grupo a pelas disposições legais ou regulamentares de um país que pertença. ou gravemente prejudicada. de Depósitos.º 1 é também aplicável quando a 1 — A autorização caduca se a instituição de crédito instituição de crédito a constituir for filial de uma empresa não iniciar a sua atividade no prazo de 12 meses. a pedido dos inte- em país estrangeiro. Artigo 20. organização contabilística ou fiscalização interna falsidades. i) A sociedade não demonstrar ter capacidade para cum- prir os deveres estabelecidos no presente Regime Geral e Artigo 18. f) A adequada supervisão da instituição de crédito a c) Relação dos sócios da pessoa coletiva participante constituir seja inviabilizada por uma relação estreita entre que nesta sejam detentoras de participações qualificadas. antes de recusar a autorização. além de outros legalmente complementares solicitadas aos requerentes. que todos os acionistas reúnem condições que garantam g) Se a instituição de crédito não cumprir as obrigações uma gestão sã e prudente da instituição de crédito.º a 33. averiguações que considere necessárias. b) Se deixar de se verificar algum dos requisitos esta- belecidos no artigo 14.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(95) b) Balanço e contas dos últimos três anos. mentos que disciplinam a sua atividade ou não observar .os 1 e 2 do artigo 103. instituição nestas condições.º c) Se a atividade da instituição de crédito não corres- Recusa de autorização ponder ao objeto estatutário autorizado. d) Relação das sociedades em cujo capital a pessoa g) A adequada supervisão da instituição de crédito a coletiva participante detenha participações qualificadas.º. pessoas singulares ou coletivas que dominem uma empresa 3 — A autorização caduca ainda se a instituição for de seguros ou uma empresa de investimento autorizada em dissolvida. Artigo 19. todas as informações e documentos necessários. o 1 — A autorização para constituir uma instituição de Banco de Portugal. ou outros expedientes ilícitos. terceiro a que esteja sujeita alguma das pessoas com as quais esta tenha uma relação estreita ou por dificuldades 5 — A apresentação de elementos referidos no número inerentes à aplicação de tais disposições. qua- 6 — O Banco de Portugal poderá solicitar aos reque.º Decisão Revogação da autorização 1 — A decisão deve ser notificada aos interessados no prazo de seis meses a contar da receção do pedido 1 — A autorização da instituição pode ser revogada ou. à respetiva liquidação. 1.º Artigo 22. dando-lhes um prazo razoável para em país estrangeiro. Indemnização aos Investidores. ressados. Filiais de instituições autorizadas no estrangeiro 2 — Se o pedido estiver deficientemente instruído.º. depende de consulta prévia 3 — As necessidades económicas do mercado não po- à autoridade de supervisão do país em causa. h) Os membros do órgão de administração ou fiscali- gal deles já tenha conhecimento. independência ou disponibilidade rentes informações complementares e levar a efeito as nos termos dos artigos 30. independentemente das 2 — A falta de notificação nos prazos referidos no nú- mero anterior constitui presunção de indeferimento tácito sanções penais que ao caso couberem.º. a contar da receção das informações com os seguintes fundamentos. dem constituir motivo de recusa de autorização. constituir seja inviabilizada. e) Se se verificarem irregularidades graves na adminis- b) A instrução do pedido enfermar de inexatidões ou tração. Caducidade da autorização 3 — O disposto no n. compromissos. ou seja filial da empresa-mãe de em. noti- crédito que seja filial de instituição de crédito autorizada ficará os requerentes.

º nos termos do disposto no artigo 35. numa perspetiva do órgão no seu (Revogado. por modo a pôr Artigo 23. garantias de uma gestão sã e prudente da ins- tituição de crédito.º 1 deverá ser imediatamente comuni- Competência e forma da revogação cada à Comissão.) m) Se a instituição de crédito cometer uma das infrações a que se refere o artigo 211. porém. cimentos da instituição de crédito. 2 — Se for caso disso. 1. ou filial da empresa-mãe de publicidade conveniente e toma as providências necessá. solicita informações e liquidação da instituição de crédito. Intervenção da Autoridade de Supervisão notificada à instituição de crédito e comunicada à Autori. acompanhada de justificação do recurso a este proce- dimento simplificado. l) Se a instituição de crédito deixar de cumprir os re.º 1.º-B Banco de Portugal. as regras relativas aos grandes riscos ou as regras de liquidez. 2 — A decisão de revogação deve ser fundamentada. 1 — Sempre que o objeto da instituição de crédito primento do disposto nos artigos 145. (Revogado.) prudente da instituição de crédito.º.) dominada pelas mesmas pessoas singulares ou coletivas . o Banco de Portugal. Artigo 26.º-AJ compreender alguma atividade de intermediação de ins- respetivamente.º k) Se a instituição de crédito violar.º instituição de crédito que tenha sucursais em outros Estados membros da União Europeia é precedida de Caixas económicas e caixas de crédito agrícola mútuo consulta às autoridades de supervisão desses Estados O disposto nas alíneas b) e d) do n. sujeita à supervisão da Autoridade de Supervisão de Se- 3 — O Banco de Portugal dá à decisão de revogação a guros e Fundos de Pensões.º-A. cável quando a instituição de crédito a constituir seja 4 — (Revogado.º 60 — 26 de março de 2015 as determinações do Banco de Portugal. a Comissão prestará as aludidas informações no prazo de dois meses. no caso à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários sobre a indicado nas alíneas d) e i) do n. i) Se a instituição de crédito renunciar expressamente (Revogado.º-A em risco os interesses dos depositantes e demais credores Instrução do processo e revogação da autorização ou as condições normais de funcionamento do mercado em casos especiais monetário. consulta àquela autoridade de supervisão. substituir-se a consulta por simples informação. em consequência Artigo 28.ª série — N. 3 — A revogação da autorização concedida a uma Artigo 29. e às caixas de crédito agrícola mútuo. o Banco de Portugal idoneidade dos acionistas. de Seguros e Fundos de Pensões dade Bancária Europeia e às autoridades de supervisão dos 1 — A concessão da autorização para constituir uma Estados membros da União Europeia onde a instituição instituição de crédito filial de uma empresa de seguros de crédito tenha sucursais ou preste serviços. uma empresa nestas condições. Revogação da autorização deixaram no seu conjunto de dar garantias de gestão sã e (Revogado.1700-(96) Diário da República.º e membros.º quisitos prudenciais relativos aos requisitos de fundos Instrução do processo próprios.º 1 do artigo 14.º Requisitos especiais da autorização 2 — A revogação da autorização com base no fun- damento a que se refere a alínea j) do número anterior (Revogado. 1 — A revogação da autorização é da competência do Artigo 29. exceto em caso de dissolução voluntária Artigo 24. podendo.) conjunto. antes de de- 5 — A revogação da autorização implica dissolução cidir sobre o pedido de autorização. em casos de extrema ur.) financiamento do terrorismo.) à autorização. Artigo 23. salvo se.º Artigo 27.) fundamenta-se na verificação de que os membros dos órgãos de administração ou fiscalização. deve ser precedida de rias para o imediato encerramento de todos os estabele.º-A 4 — A revogação da autorização concedida a uma Intervenção da Autoridade de Supervisão instituição de crédito com sede em Portugal que seja de Seguros e Fundos de Pensões filial de um grupo transfronteiriço ou a uma empresa- -mãe de um grupo transfronteiriço é feita em cum. de forma grave Competência ou reiterada. Artigo 29.º-AI e 145.º do incumprimento das medidas previstas no artigo 32. Artigo 25. Âmbito de aplicação calização não derem. as disposições legais ou regulamentares destinadas a prevenir o branqueamento de capitais e o (Revogado. j) Se os membros dos órgãos de administração ou fis. no presente capítulo não é aplicável às caixas económicas gência. trumentos financeiros. o qual se mantém até 2 — O disposto no número anterior é igualmente apli- ao início de funções dos liquidatários. o dispensar.º 3 — A revogação da autorização de instituição de cré- dito referida no n. financeiro ou cambial.

º-B 8 — O Banco de Portugal regulamenta o regime pre- Avaliação pelo Banco de Portugal visto no presente capítulo. os ao órgão de administração. de compete disponibilizá-la aos acionistas no âmbito das modo particular. pessoas designadas para os órgãos de administração e 6 — A política interna de seleção e avaliação dos mem. ao longo do respetivo mandato. dos responsáveis na instituição de crédito pela avaliação da adequação. em permanência. a nistração e fiscalização consiste na capacidade de as. prevista no número anterior. bros dos órgãos de administração e fiscalização deve pro.ª série — N. 1 — A adequação dos membros dos órgãos de adminis- Artigo 30. deve ser colocado à disposição da assembleia a dimensão e a complexidade da atividade da instituição geral no âmbito das respetivas informações preparatórias. terminar o não preenchimento dos requisitos exigidos. respetiva autorização para o exercício de funções. fixando objetivos para 9 — O relatório de avaliação dos membros dos órgãos a representação de homens e mulheres e concebendo uma de administração e fiscalização deve acompanhar o re- política destinada a aumentar o número de pessoas do género querimento de autorização dirigido ao Banco de Portugal sub-representado com vista a atingir os referidos objetivos. exceto em qualquer dos casos se essas pessoas profissional e disponibilidade suficientes para cumprir as forem autorizadas pelo Banco de Portugal ao abrigo do respetivas funções legais e estatutárias em todas as áreas processo estabelecido no artigo seguinte. pelo menos. 2 — Sempre que se verifique alteração dos membros meira linha. em sede do processo Avaliação pelas instituições de crédito de autorização da instituição de crédito. a declaração apresentada 3 — Para efeitos do disposto no número anterior. sendo nos demais casos. comunicação e sanação de conflitos de interesses Adequação dos membros dos órgãos de administração e os meios de formação profissional disponibilizados. a Autoridade de Supervisão de da adequação dos membros dos órgãos de administração e Seguros e Fundos de Pensões presta as informações no fiscalização. eleger. no caso da avaliação de pessoas para cargos nalidade. independência e disponibilidade a que se exigidos para o desempenho do cargo. funções. a natureza. in. deve aprovar uma política interna de seleção e avaliação 3 — Se for caso disso. 7 — Os resultados de qualquer avaliação ou reavaliação 5 — A avaliação dos membros dos órgãos de adminis.º 3 é apresentada ao presidente da segurarem. tratando-se de reavaliação. que todos os membros dos órgãos de adminis. devem ser adotadas as medidas de cada membro deve ser acompanhada de uma apreciação necessárias com vista à sanação da falta de requisitos dete- coletiva do órgão. cessárias para o exercício da função. os requisitos de adequação exigidos. considerando. dos órgãos de administração e fiscalização. os acionistas dos requisitos de adequação das pessoas a vestidores e demais credores. para o exercício das respetivas do processo de autorização do Banco de Portugal. ocorrerem circunstâncias supervenientes que possam de- mover a diversidade de qualificações e competências ne. membros dos órgãos de administração e fiscalização de. eletivos. a identificação prazo de dois meses. à suspensão de funções ou à destituição das pessoas órgão. relevantes de atuação. estas não podem ser referem os artigos seguintes. 1. declaração referida no n.Diário da República. qualificação soas avaliadas não reúnem os requisitos de adequação profissional.º 5. 6 — Caso a instituição de crédito conclua que as pes- vem cumprir os requisitos de idoneidade. mação relativa às práticas de diversidade e comunica-a à Autoridade Bancária Europeia. deve ser soli- tração e fiscalização possuem os requisitos de adequação citada pela instituição de crédito ao Banco de Portugal a necessários para o exercício das respetivas funções. a salvaguarda do sistema financeiro e informações preparatórias da assembleia geral e informar dos interesses dos respetivos clientes. Artigo 30. considerando a sua composição. os procedimentos de avaliação adotados. entre outros fatores. a avaliação individual por factos supervenientes. tendo em vista verificar se o próprio tada. 5 — Quando o cargo deva ser preenchido por eleição. previamente Artigo 30. de crédito e as exigências e responsabilidades associadas 8 — A instituição de crédito reavalia a adequação das às funções concretas a desempenhar. reúne qualificação em causa.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(97) que dominem uma empresa de seguros nas condições 2 — A assembleia geral de cada instituição de crédito indicadas no número anterior.º-A tração e fiscalização das instituições de crédito é objeto de avaliação pelo Banco de Portugal. a quem prudente das instituições de crédito. dos membros dos órgãos de administração e 4 — As pessoas designadas devem comunicar à institui- fiscalização das instituições de crédito está sujeita a ava. realizada pela instituição de crédito devem constar de um tração e fiscalização obedece ao princípio da proporcio. . incluindo as que forem exigidas no âmbito 1 — A adequação. designadas ou. em pri. ser-lhe facultado logo que 7 — O Banco de Portugal recolhe e analisa a infor. ou. concluído. 1 — Cabe às instituições de crédito verificar. tendo em vista. 2 — A adequação dos membros dos órgãos de admi. uma declaração escrita com todas as Disposições gerais informações relevantes e necessárias para a avaliação da sua adequação. garantias de gestão sã e mesa da assembleia geral da instituição de crédito. relatório que. da qual constem.º à sua designação. ção de crédito quaisquer factos supervenientes à designa- liação para o exercício do cargo e no decurso de todo o ção ou à autorização que alterem o conteúdo da declaração seu mandato. tratando-se de uma reavaliação motivada 4 — No caso de órgãos colegiais. depositantes. e fiscalização e dos titulares 3 — As pessoas a designar para os órgãos de admi- de funções essenciais nas instituições de crédito nistração e fiscalização devem apresentar à instituição de crédito nos termos do disposto no n. as regras sobre pre- CAPÍTULO III venção. fiscalização sempre que.

ção ou de fiscalização não agiu de forma transparente ou tação. cando esta autorização prévia no prazo de 60 dias após a 5 — A autorização é revogada quando se verifique sua emissão caso não tenha sido requerido o registo nos que foi obtida por meio de falsas declarações ou outros termos do disposto no artigo 69. teriores. e) Inclusão de menções de incumprimento na central devendo a instituição de crédito promover o registo da de responsabilidades de crédito ou em quaisquer outros cessação de funções do membro em causa junto da con. ou destituição do exercício independência ou disponibilidade dos membros dos órgãos de um cargo por entidade pública.º e seguintes. consoante a sua gravidade: financeiros. membros dos órgãos de administração e fiscalização pelo 6 — A revogação da autorização para o exercício de Banco de Portugal é condição necessária para o início do funções tem como efeito a cessação imediata de funções exercício das respetivas funções. por autoridade judicial. pecial nos aspetos que revelem a sua capacidade para 8 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. registos de natureza análoga. a recusa da autorização para o exercício das desempenhar funções. empresarial ou profissional. pelo menos. através de regulamen. a cessa- respetiva autorização para o exercício de funções. as circunstâncias que permitam avaliar o comportamento 9 — O disposto nos números anteriores aplica-se. tomando em consideração todas Portugal para o exercício de funções. do membro em causa. Artigo 30.ª série — N. sob pena de. passadas do interessado como profissional. preenchimento dos requisitos de que depende a autorização. não se profissionais ou pessoais. ordem profissional ou orga- 1 — A falta de idoneidade. bem como em que as suas decisões foram tomadas. 1. autorização. . por parte da autoridade com- servatória do registo comercial. aos gerentes das sucursais e dos crédito. a consulta à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários referida no número anterior é obrigatória. da cessação de funções do membro em causa junto da não o fazendo. tomando por base infor- 10 — Para efeitos do disposto no presente artigo. deve ter-se em conta. em averiguações diretamente promovidas e. conservatória do registo comercial. fazer depender o exercício dos titulares de funções cooperante nas suas relações com quaisquer autoridades essenciais à sua autorização. qualificação profissional. b) Recusa. de alguns dos requisitos mencionados no número anterior d) Proibição. de administração e fiscalização é fundamento de recusa da c) As razões que motivaram um despedimento. estes são notifi. a qual adota as medidas adequadas para que aquela possam ser supridas pelos interessados. cancelamento ou cessação de Artigo 30. com profissional para as funções em causa. cadu. as necessárias adaptações. bem como as renovações de manda- tos. consideram-se autorizadas caso o Banco de Portugal Idoneidade não se pronuncie no prazo de 30 dias a contar da data em 1 — Na avaliação da idoneidade deve ter-se em conta que receber o respetivo pedido devidamente instruído. nismo com funções análogas. ou qualquer interessado. revogação. ção de um vínculo ou a destituição de um cargo que exija 2 — A recusa da autorização com fundamento em falta uma especial relação de confiança. devendo o Banco de Portugal co- 5 — Quando o requerimento ou a documentação apre. ordem profissional ou organismo com fun- à instituição de crédito.1700-(98) Diário da República. se tiver solicitado informações complementares. ou a sua tendência registo definitivo de designação de membro dos órgãos para cumprir pontualmente as suas obrigações ou para de administração ou fiscalização junto da conservatória ter comportamentos compatíveis com a preservação da do registo comercial depende da autorização do Banco de confiança do mercado. o decidir de forma ponderada e criteriosa. ou.º 3 — Na apreciação a que se referem os números an- 11 — Quando a atividade da instituição de crédito com. as caracterís- são do Mercado de Valores Mobiliários e com a Autoridade ticas mais salientes do seu comportamento e o contexto de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. expedientes ilícitos. petente para o efeito. em es- pronuncie no prazo de 30 dias após a receção destas. aos gerentes das sucursais e dos 2 — A apreciação da idoneidade é efetuada com base escritórios de representação previstos no artigo 45. ções análogas. com mações prestadas pela pessoa avaliada e pela instituição de as necessárias adaptações. em entrevista pessoal com o interessado. sem prejuízo das sanções que ao 4 — A autorização para o exercício de funções dos caso couberem. admissão ou licença para o exercício de uma atividade comercial. cessação ocorra de imediato. a) Indícios de que o membro do órgão de administra- 12 — O Banco de Portugal pode. o mação tanto quanto possível completa sobre as funções Banco de Portugal pode trocar informações com a Comis. 4 — A autorização para o exercício de funções pode pode solicitar ao Banco de Portugal autorização para o ser revogada a todo o tempo em face da ocorrência de cir- exercício de funções previamente à designação dos mem. ser recusada a autorização. municar tal facto à referida pessoa e à instituição de cré- sentada contiverem insuficiências ou irregularidades que dito. o modo como a pessoa gere habitualmente os negócios.º-C registo. autoridade de é comunicada pelo Banco de Portugal. Recusa e revogação da autorização por autoridade de supervisão. suscetíveis de determinar o não bros dos órgãos de administração e fiscalização.º em critérios de natureza objetiva. devendo promover o registo cados para as suprirem em prazo razoável. sempre escritórios de representação previstos no artigo 45. aos interessados e supervisão.º 60 — 26 de março de 2015 3 — A instituição de crédito. funções tem como efeito a cessação daquele mandato.º que conveniente. as seguintes preenda a atividade de intermediação em instrumentos circunstâncias.º-D tração e fiscalização. de agir na qualidade de administrador ou 3 — Caso o mandato do membro em causa já se tenha gerente de uma sociedade civil ou comercial ou de nela iniciado. 6 — A avaliação do Banco de Portugal baseia-se nas infor. 7 — As alterações dos membros dos órgãos de adminis. 7 — O disposto nos números anteriores aplica-se. com as autoridades de supervisão referidas no artigo 18. ou exerce a profissão. cunstâncias supervenientes. de supervisão ou regulação nacionais ou estrangeiras.

1. diretor ou gerente. de crédito que se encontrem registados junto da Comissão quer circunstância cujo conhecimento lhe seja legalmente do Mercado de Valores Mobiliários. bem como com as au- atento o caso concreto. sionais reguladas. através de experiência profissional com duração e níveis mes de falsificação e falsidade. tências e experiência adequados. a pronúncia ou a condenação. deontológicas ou que. para efeitos do presente qualificação. por infrações das normas que regem a atividade instituição de crédito. toridades de supervisão referidas no artigo 18. adquiridas através de habilitação académica ou de for- b) A acusação. pela gravidade. executivas devem possuir as competências e qualificações de membros dos órgãos de administração e fiscalização que lhes permitam efetuar uma avaliação crítica das de- de qualquer sociedade comercial. troca informações com a Autoridade de Supervisão h) Ações cíveis. do seu caráter ocasional ou empresarial. pelo menos.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(99) f) Resultados obtidos. eficazmente a função deste. em Portugal ou no es. cargos compreender o funcionamento e a atividade da trangeiro. das normas que regem o mercado de valores mobiliários 3 — O Banco de Portugal pode proceder a consultas e a atividade seguradora ou resseguradora. bem como com os riscos associados à atividade com o exercício de atividades financeiras e seguradoras e por esta desenvolvida. artigo. do benefício obtido por esta ou por pessoas ção qualificada. compe- sociedade. Mercado de Valores Mobiliários. interessada. em venir o risco de sujeição dos membros dos órgãos de função da natureza do ilícito cometido e da sua conexão administração e fiscalização à influência indevida de ou- . devem ser tomadas em consideração. a causa oferece em relação a uma gestão sã e prudente da menos que factos supervenientes conduzam o Banco de instituição de crédito. relativos à supervisão do Banco de Portugal.º tivo sobre a solidez financeira da pessoa em causa. o Banco de Portugal deve avaliação de idoneidade.º-A ilícitos de natureza criminal. ou membro do órgão de fiscalização. tendo especialmente em conta quaisquer com ela diretamente relacionadas. e a instituições. processos administrativos ou processos de Seguros e Fundos de Pensões e com a Comissão do criminais. de emitir parecer fundamentado sobre a matéria. de conhecimentos. devendo 1 — O requisito de independência tem em vista pre- a sua relevância ser ponderada. a sócios. cri. consoante a sua gravidade: Qualificação profissional a) A insolvência. ainda que definitiva. da Autoridade de acessível e que. a credores sociais ou a terceiros. g) Insolvência pessoal. diretor ou gerente de qualquer sociedade comercial que 5 — Os órgãos de administração e fiscalização devem tenham determinado a condenação por danos causados à dispor. a complexidade e a dimensão da instituição blicas. 1 — Os membros dos órgãos de administração e fisca- geiro.º situações. cisões tomadas pelo órgão de administração e fiscalizar f) Factos praticados na qualidade de administrador. além dos factos enunciados no número dos órgãos de administração e fiscalização das instituições anterior ou de outros de natureza análoga. no âmbito de atividades profis. frequência ou quaisquer Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões ou de autorida- outras características atendíveis. d) Infrações de regras disciplinares. Portugal a pronunciar-se em sentido contrário. características. à luz das finalidades preventivas do 9 — Considera-se verificada a idoneidade dos membros presente artigo. qualificação profissional junto de autoridade competente. as seguintes Artigo 31. contraordenacional ou outra Independência não tem como efeito necessário a perda de idoneidade para o exercício de funções nas instituições de crédito. entre outros fatores. direito ou de facto. mação especializada apropriadas ao cargo a exercer e gal ou no estrangeiro. ainda. do prejuízo causado às processos de recuperação.Diário da República. possam ter um impacto significa. da pessoa interessada ou de empresa por si dominada lização devem demonstrar que possuem as competências ou de que tenha sido administrador. crimes fiscais. avaliar os riscos a que a mesma das instituições de crédito. 4 — Os membros do órgão de fiscalização e os mem- e) Factos que tenham determinado a destituição judicial. crimes cometidos no exercício de funções pú. ter em consideração. toda e qual. bros do órgão de administração que não exerçam funções ou a confirmação judicial de destituição por justa causa. com a utilização de meios de pagamento e. aos seus credores ou ao sis- forma como contribuiu para a situação que conduziu a tema financeiro e.ª série — N. crimes especificamente relacionados de crédito. quando esse registo juízo de prognose sobre as garantias que a pessoa em esteja sujeito a exigências de controlo da idoneidade. bem como quaisquer outras circunstâncias que. ainda. 5 — Para efeitos do disposto no número anterior. independentemente da respetiva 7 — O Banco de Portugal. aos seus clientes. crimes 2 — A formação e a experiência prévias devem possuir previstos no Código das Sociedades Comerciais. no exercício das suas atribuições. por entidades geridas pela pessoa em causa reiterado e do nível de envolvimento pessoal da pessoa ou em que esta tenha sido ou seja titular de uma participa. incluindo a relativas à verificação do preenchimento do requisito de mediação de seguros ou resseguros. por crimes contra o património. da eventual violação de deveres tais processos. crimes contra a realização de responsabilidade que estejam em consonância com as da justiça. permitam fundar um des de supervisão da União Europeia. em Portu. declarada em Portugal ou no estran. em termos coletivos. 8 — O Banco de Portugal consulta a base de dados de sanções da Autoridade Bancária Europeia para efeitos da 4 — No seu juízo valorativo. bem como tomadas. relevância suficiente para permitir aos titulares daqueles c) A acusação ou a condenação. do ponto de vista financeiro ou com a atividade financeira. de e qualificações necessárias ao exercício das suas funções. 6 — A condenação. insolvência ou liquidação. esteja em condições de conduta profissional. das sociedades financeiras e se encontra exposta e analisar criticamente as decisões das sociedades gestoras de fundos de pensões. por factos Artigo 31.

nomeadamente as seguintes: 7 — A adoção da medida referida na alínea d) do n. independência ou disponibili. o interessado já desempenhe. pelo período de tempo necessário resultar falta de disponibilidade para o exercício do cargo. der às circunstâncias concretas do caso.º-A e 33. a) Por decisão do Banco de Portugal que o determine. bem como 8 — Tendo sido determinada a suspensão da autoriza- relações profissionais ou de natureza económica que o ção ao abrigo da alínea b) do n. venir o risco de grave dano para a gestão sã e prudente ria de membros independentes. 3 — Sem prejuízo do disposto no n. as quais tomam as providências necessárias à cargo executivo com dois não executivos. b) Relações de parentesco ou análogas. b) Em virtude de revogação da autorização para o exer- tes deveriam ter sido ou seriam comunicados para efeitos cício de funções da pessoa suspensa. quaisquer número anterior. cessação de funções do membro em causa. início deve ser notificada a instituição de crédito e o titular 3 — O dever estabelecido no n. ou quatro cargos respetiva implementação. âmbito e com- das no número anterior às pessoas em causa e à instituição plexidade das suas atividades. bem como re.º 4 do artigo anterior. na 1 — As instituições de crédito comunicam ao Banco de sequência da deliberação tomada ao abrigo do disposto no Portugal. de funções do membro em causa. por referência ao disposto nos artigos 30.º 1 considera-se cum. promovendo condições que 6 — A não adoção de providências por parte da pessoa permitam o exercício das suas funções com isenção. do órgão de administração bros dos órgãos de administração ou fiscalização das ins- ou fiscalização. é vedado aos liação da adequação e autorização de membros substitutos. Artigo 33. todas as informações relevantes e necessárias para a ava. com as da sua empresa-mãe ou das suas filiais. nos mesmos termos em que es.º do Código das Sociedades Comerciais. na aceção do n. 3 — A suspensão provisória cessa os seus efeitos: qualificação profissional.º-A qualificada na instituição de crédito. logo que deles tomem conhecimento. por qualquer motivo deixem de estar preen- chidos os requisitos de idoneidade.º 4. Acumulação de cargos nal.º a previstas no n. sistema financeiro. em causa ou da instituição de crédito no prazo fixado pode 2 — Na avaliação são tomadas em consideração to.ª série — N. c) Fixar um prazo para alterações na distribuição de 2 — Na sua avaliação. escritórios de representação previstos no artigo 45. 31. necessárias adaptações. o Banco de Portugal deve aten- pelouros. dade da pessoa autorizada. escala e complexidade órgão em causa e apresentação ao Banco de Portugal de da atividade da instituição de crédito. não executivos. à sanação da falta dos requisitos identificados.º 4 — Caso. acumular mais do que um de crédito.º dos respetivos órgãos de administração ou de fiscalização. na sua empresa-mãe Suspensão provisória de funções ou nas suas filiais.º lações profissionais ou de natureza económica que o in- teressado mantenha com pessoa que detenha participação Artigo 32.º 60 — 26 de março de 2015 tras pessoas ou entidades. 9 — O disposto no presente artigo aplica-se. organização interna. da apresentação do pedido de autorização para o exercício c) Em consequência da adoção de uma das medidas de funções. 1 — Em situações de justificada urgência e para pre- 3 — O órgão de fiscalização deve dispor de uma maio. como os alguma das decisões previstas nas alíneas b) e c). determinar a revogação da autorização para o exercício das as situações suscetíveis de afetar a independência. 2 — A comunicação a realizar pelo Banco de Portugal Falta de adequação superveniente à instituição de crédito e ao titular do cargo em causa. 1.º 1. prido se a comunicação for feita pelas próprias pessoas a quem os factos respeitarem. qualificação profissio. 2 — Consideram-se supervenientes tanto os factos ocor. às exigências d) Fixar um prazo para alterações na composição do particulares do cargo e à natureza. do cargo em causa. sem que seja instaurado procedimento com vista a adotar ridos posteriormente à concessão da autorização. o Banco de Portugal pode adotar uma ou tituições de crédito exerçam funções de administração ou mais das seguintes medidas: fiscalização noutras entidades se entender que a acumula- a) Fixar um prazo para a adoção das medidas adequadas ção é suscetível de prejudicar o exercício das funções que ao cumprimento do requisito em falta. a mesma apenas cessa interessado mantenha com outros membros do órgão de os seus efeitos após decisão do Banco de Portugal. o Banco de Portugal pode determinar a suspensão provisória das funções de qualquer membro Artigo 32. .1700-(100) Diário da República.º 5 do de uma instituição de crédito ou para a estabilidade do artigo 414. independência ou disponibilidade de um determinado 1 — O Banco de Portugal pode opor-se a que os mem- membro ou.º 4 e a) Cargos que o interessado exerça ou tenha exercido a ocorrência da circunstância prevista no número anterior na instituição de crédito em causa ou noutra instituição determinam o correspondente averbamento ao registo da de crédito. dimensão. aos gerentes de sucursais e de c) Relações de parentesco ou análogas. nomeadamente por existirem b) Suspender a autorização para o exercício de funções riscos graves de conflitos de interesses ou por de tal facto do membro em causa.º d) Pelo decurso de 30 dias sobre a data da suspensão. em termos a regulamentar pelo Banco de Portugal. deve conter a menção de que a suspensão factos supervenientes à autorização para o exercício de provisória de funções reveste caráter preventivo. de cujo factos anteriores de que só haja conhecimento depois desta. membros dos órgãos de administração e fiscalização das instituições de crédito significativas em função da sua 5 — O Banco de Portugal comunica as medidas referi. funções que possam afetar os requisitos de idoneidade. natureza. no seu conjunto. administração ou fiscalização da instituição de crédito.

as instituições de crédito devem comunicar ao Banco de f) Estrutura da administração ou da fiscalização.º ou fixa prazo às ou pela dimensão da entidade respetiva. exerçam funções que lhes confiram influência significativa na gestão da instituição Fusão e cisão de crédito. instituição de crédito. o poder de oposição mesmo concelho ou para concelho limítrofe. aplicando-se. 7 — O Banco de Portugal pode autorizar os membros dos órgãos de administração e fiscalização abrangidos CAPÍTULO IV pelo disposto no n. consolidada ou nas quais a instituição de crédito detenha 5 — O Banco de Portugal pode. controlo e gestão de riscos 2 — Depende igualmente de autorização prévia do da instituição de crédito. pelo menos. g) Limitação dos poderes dos órgãos de administração cia mínima de 30 dias sobre a data prevista para o início ou de fiscalização.º 7 do artigo 30.º-A.º 3 os car. e) Criação de categorias de ações ou alteração das ca- 11 — Para efeitos do número anterior nos demais casos.Diário da República. devendo em qualquer caso comunicar a sua decisão de disponibilidade para o exercício do cargo na instituição às pessoas em causa e à instituição de crédito. depende de autorização prévia do endem. 3 — A adequação. ou com fundamento em quaisquer 6 — Estão excluídos do limite previsto no n. se mostrar que instituições de crédito para que tomem as medidas adequa- existem riscos graves de conflitos de interesses ou falta das. sendo o caso disso. 4 — Cabe às instituições de crédito verificar previa- considera-se um único cargo os cargos executivos ou mente o preenchimento dos requisitos de idoneidade. com as Dissolução voluntária necessárias adaptações. entendendo-se.º.º administração ou fiscalização. que o Banco de Portugal não se opõe à acumulação. auditoria interna. o regime previsto nos artigos 30. 2 — As alterações do objeto que impliquem mudança do tipo de instituição estão sujeitas ao regime definido nos Artigo 33. considerando-se autorizadas Titulares de funções essenciais as restantes alterações se. Alterações estatutárias em geral 9 — As instituições de crédito devem dispor de regras 1 — Estão sujeitas a prévia autorização do Banco de sobre prevenção. b) Objeto.ª série — N. para o exercício do cargo. em termos a regulamentar pelo instituições de crédito relativas aos aspetos seguintes: Banco de Portugal. 8 — O Banco de Portugal informa a Autoridade Ban. Artigo 35. Artigo 34. as comercial. na falta de decisão h) Dissolução. sociedades financeiras. circunstâncias supervenientes.º 3 não se aplica aos membros dos funções essenciais das instituições de crédito com base em órgãos de administração e fiscalização de instituições de circunstâncias já verificadas ao tempo da sua designação crédito que beneficiem de apoio financeiro público extra. o Banco jeto principal o exercício de atividades de natureza não de Portugal aplica.º-D e 31. com as necessárias adaptações. as quais devem constituir parte inte- grante da política interna de avaliação prevista no n.º-A capítulos I e II do presente título.º-A. não pertencendo aos órgãos de Artigo 35. quer projeto de dissolução voluntária de uma instituição . Portugal a pretensão dos interessados com a antecedên. dos titulares de funções essenciais das instituições de crédito está sujeita a avaliação. exerce-se no âmbito do pedido de autorização do membro d) Capital social. compliance. 1.º a 32. o regime definido crédito ou definidas através de regulamentação pelo Banco nos capítulos I e II do presente título. 1 — A fusão de instituições de crédito. caso entenda que tais circunstâncias tenham sido ordinário e que tenham sido designados especificamente objeto de uma apreciação manifestamente deficiente pela no contexto desse apoio. comunicação e sanação de situações de Portugal as alterações dos contratos de sociedade das conflitos de interesses. das novas funções. do artigo 30. ou outras. ceder a uma nova avaliação da adequação dos titulares de 5 — O disposto no n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(101) 4 — Para efeitos do disposto no número anterior. de Portugal. não executivos em órgão de administração ou fiscalização qualificação profissional e disponibilidade dos titulares de de instituições de crédito ou outras entidades que estejam funções essenciais. dentro desse prazo. pela sua natureza e complexidade. tegorias existentes. gos desempenhados em entidades que tenham por ob.º 2 a) Firma ou denominação. 6 — Na situação prevista no número anterior. para o exercício das respetivas fun. cargos cujos titulares. pro- uma participação qualificada. de crédito.º 4 do artigo 32.º-A. salvo se a mudança ocorrer dentro do à supervisão do Banco de Portugal. 1 — Deve ser comunicado ao Banco de Portugal qual- 30. no prazo de 30 dias a contar da data em que receber o respetivo pedido.º 3 a acumular um cargo não executivo Alterações estatutárias e dissolução adicional.º-A ções.º cária Europeia das autorizações concedidas nos termos do número anterior. salvo se. 10 — No caso de funções a exercer em entidade sujeita c) Local da sede. a todo o tempo. medidas previstas no n.º-A. devendo os resultados dessa avaliação incluídas no mesmo perímetro de supervisão em base constar do relatório a que se refere o n. quando se trate de redução. como tal venham a ser consideradas pela instituição de 3 — Aplicar-se-á. entre si ou com 2 — Os cargos referidos no número anterior compre. o Banco de Portugal 1 — As instituições de crédito devem identificar os nada objetar. bem como outras funções que Banco de Portugal a cisão de instituições de crédito. os responsáveis pelas funções de Banco de Portugal. 30.

Recusa de comunicação 2 — O disposto no número anterior é aplicável aos projetos de encerramento de sucursais de instituições 1 — Se existirem dúvidas fundadas sobre a adequação de crédito com sede em países não membros da União das estruturas administrativas ou da situação financeira da Europeia. instituição. um mês. soli. estabelecido a sucursal. Artigo 40.º-C.º 1 TÍTULO III do artigo anterior. ao Banco de 3 — A abertura de novos estabelecimentos num Estado Portugal e à autoridade de supervisão do país onde tiver membro em que a instituição de crédito já tenha uma su. o Banco de Portugal deve comunicar às projetadas estão compreendidas na autorização. o rácio de solvabilidade de supervisão: da instituição de crédito.º 2 do ar- exigidos aos membros do órgão de administração das tigo 37. .º 575/2013.º do Regulamento ários. Europeia deve notificar previamente desse facto o Banco do Parlamento Europeu e do Conselho. tes informações essenciais para o exercício das funções posição dos fundos próprios.º reduzindo-se para um mês e para 15 dias os prazos pre- vistos.º Artigo 37.º e 38. dos depositantes da sucursal. incluindo a imposição der alguma atividade de intermediação de instrumentos de requisitos adicionais de fundos próprios. cursal apenas carece da comunicação do novo endereço. nos termos financeiros. especificando os seguintes elementos: que a instituição esteja autorizada a efetuar em Portugal e que estejam mencionadas no programa de atividades a) País onde se propõe estabelecer a sucursal.º-A Apreciação pelo Banco de Portugal Supervisão de sucursais significativas 1 — No prazo de três meses a contar da receção das informações referidas no artigo anterior. 4 — São comunicados à Comissão Europeia e à Auto- ridade Bancária Europeia o número e a natureza dos casos CAPÍTULO I em que tenha havido recusa.º Artigo 40. o Banco de Portugal. devendo esta entidade pronunciar-se no prazo de (UE) n.º.º ou do um mínimo de dois gerentes. o tipo de operações a realizar e a estrutura de organização da sucursal. b) Sanções importantes e providências extraordinárias 3 — Sempre que o programa de atividades compreen.º 1 do artigo anterior. certificando também que as operações significativa. antes da comunicação do artigo 116. e pelo menos com um mês de antecedência.º Artigo 36.º c) Endereço da sucursal no país de acolhimento. presume- com sede em Portugal -se que foi recusada a comunicação. por escrito instituições de crédito. de 26 de junho. medição avançada para o cálculo dos requisitos de fundos cita parecer à Comissão do Mercado de Valores Mobili. o Banco de Portugal recusará a comunicação. a sucursal 1 — A instituição de crédito com sede em Portugal que pode efetuar no país de acolhimento as operações constan- pretenda estabelecer sucursal em Estado membro da União tes da lista constante do anexo I à Diretiva 2013/36/UE. nos termos previstos no artigo 40. e de limites à utilização do método de à autoridade de supervisão do país de acolhimento. 2 — A decisão de recusa deve ser fundamentada e noti- ficada à instituição interessada. do Parlamento Europeu e do Conselho. 1 — Em caso de modificação de alguns dos elementos 2 — A gestão corrente da sucursal deve ser confiada a referidos nas alíneas b) a d) do n. no prazo referido no n. e infor. mento onde esteja estabelecida essa sucursal as seguin- 2 — É igualmente comunicado o montante e a com. a) Qualquer evolução negativa na situação da institui- menorizada do sistema de garantia de depósitos de que ção de crédito ou outras entidades do grupo suscetível de a mesma instituição participe e que assegure a proteção afetar significativamente a instituição de crédito. 2 — É aplicável o disposto nos artigos 37. com a antecedência mínima de 90 dias em Artigo 38.º Âmbito da atividade Requisitos do estabelecimento em país da União Europeia Observado o disposto nos artigos anteriores.º 2 do artigo 312. respetivamente. autoridades competentes do Estado membro de acolhi- mará do facto a instituição interessada. bem como uma descrição por. 1. sujeitos a todos os requisitos sistema de garantia de depósitos referido no n. adotadas pelo Banco de Portugal. 3 — Se o Banco de Portugal não proceder à comunica- Atividade no estrangeiro de instituições de crédito ção no prazo referido no n. 1 — Quando uma sucursal de uma instituição de tugal comunicá-las-á à autoridade de supervisão do país crédito com sede em Portugal seja considerada como de acolhimento.os 1 e 3 do artigo 37. Alteração dos elementos comunicados d) Identificação dos gerentes da sucursal.º 60 — 26 de março de 2015 de crédito.1700-(102) Diário da República. Estabelecimento de sucursais e filiais Artigo 39. nomeadamente. no n.º b) Programa de atividades. de Portugal.ª série — N.º 1 do artigo 36. no qual sejam indicados.º relação à data da sua efetivação. o Banco de Por. próprios ao abrigo do n. a instituição de crédito comunica-a. referido na alínea b) do n. de 26 de junho.º 1 do artigo 36.º.

membros. viamente o Banco de Portugal. com fundado motivo. CAPÍTULO II com as devidas adaptações. de 26 de junho. ao Banco de e) Quaisquer decisões tomadas no âmbito do exercício Portugal. sendo aplicável.º-B não é aplicável. que esteja autorizada a Artigo 41. ou por existirem obstáculos que impeçam ou dificultem Artigo 43. instituições financeiras que representem 10 % ou mais do 5 — A sucursal não poderá efetuar operações que a capital social da entidade participada ou 2 % ou mais do instituição não esteja autorizada a realizar em Portugal capital social da instituição participante devem comunicar ou que não constem do programa de atividades referido previamente os seus projetos ao Banco de Portugal.º comunicá-la-á à autoridade de supervisão do Estado de acolhimento. do Parlamento Europeu e do Conselho. tos referidos nas alíneas b) a d) do n.º 1 do artigo 137.º 1 do artigo 135.º-C. não sejam membros da União Europeia devem comunicar ração com as autoridades competentes do Estado membro previamente os seus projetos ao Banco de Portugal. ceira da instituição ser inadequada ao projeto. nos de acolhimento. anexo I à Diretiva 2013/36/UE. com que se propõe exercer nesse Estado. nomeadamente por as estrutu- ras administrativas ou a situação financeira da insti.º. no artigo 36.º-A. 2 — No prazo máximo de um mês a contar da notifi- cação referida no número anterior.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(103) c) Os resultados das avaliações de risco da instituição 6 — Em caso de modificação de alguns dos elemen- de crédito. especificando as atividades cas que não revistam a forma de sociedade anónima. menos com um mês de antecedência. em caso de silêncio. o Banco de Portugal. deve estabelecer e presidir a um colégio de au- toridades de supervisão destinado a facilitar a cooperação ao abrigo dos n. o disposto nos n. 3 — É aplicável. termos a definir por aviso.os 1 a 3 do artigo 122. nos na alínea b) do n.º não é aplicável às residência do destinatário da prestação deve notificar pre- caixas de crédito agrícola mútuo nem às caixas económi.º-A. 2 — O Banco de Portugal pode recusar a pretensão CAPÍTULO III com fundado motivo. em instituições de crédito com sede no estrangeiro ou em tificada à instituição interessada.º-A f) Eventual imposição de requisitos específicos de li- Filiais em países terceiros quidez. que pretendam constituir quaisquer filiais em países que feridas na alínea c) do n. certificando também que as operações pro- Sucursais em países terceiros jetadas estão compreendidas na autorização. na qualidade de autoridade respon. 3 — A decisão será tomada no prazo de três meses.º 1 do artigo 36. o disposto 2 — O Banco de Portugal poderá recusar a pretensão no n. . sável pelo exercício da supervisão de uma instituição entendendo-se. 1. 1 — As instituições de crédito com sede em Portugal 2 — O Banco de Portugal exerce as competências re. 6 e 7 do Prestação de serviços artigo 135.º efetuar em Portugal e que não sejam prestados por meio Âmbito de aplicação de estabelecimento permanente que possua no país de O disposto nos artigos 36. exceção da Caixa Económica Montepio Geral.º termos a definir por aviso. participações 4 — A decisão de recusa deve ser fundamentada e no.º e no presente artigo.Diário da República. nomeadamente por a situação finan- 4 — Nos casos em que o artigo 135. 1 — As instituições de crédito com sede em Portugal 3 — A prestação de serviços referida no presente artigo que pretendam estabelecer sucursais em países que não deve fazer-se de harmonia com as normas reguladoras das sejam membros da União Europeia observam o disposto operações sobre divisas.º-A. em caso de silêncio que a pretensão foi As instituições de crédito com sede em Portugal que recusada.º 1 do artigo 36. com as devidas adaptações. pretendam adquirir. caso tal seja relevante para pretenda iniciar noutro Estado membro da União Europeia os riscos de liquidez na moeda do Estado membro de prestação de serviços constantes da lista constante do acolhimento.º-A o controlo e a inspeção da sucursal pelo Banco de Participações qualificadas em empresas Portugal. Aquisição de participações qualificadas tuição de crédito serem inadequadas ao projeto. d) As decisões conjuntas que tenham sido tomadas ao a instituição de crédito comunica-a. entendendo-se. que a pretensão foi de crédito com sucursais significativas noutros Estados recusada. direta ou indiretamente. em coope. com sede no estrangeiro 3 — A decisão será tomada no prazo de três meses. de poderes de supervisão ao abrigo dos artigos 116.º-AG. Artigo 42. por escrito e pelo abrigo de requisitos prudenciais específicos. o Banco de Portugal Artigo 42. 5 — O Banco de Portugal consulta as autoridades Artigo 43.º a 40.º competentes dos Estados membros de acolhimento so- bre as medidas operacionais necessárias à aplicação Liberdade de prestação de serviços na União Europeia imediata dos planos de recuperação de liquidez tomadas 1 — A instituição de crédito com sede em Portugal que pela instituição de crédito.º-B. 116.ª série — N.os 4.º-D e 116.

administração das instituições de crédito com sede c) Identificação dos responsáveis pela sucursal.º O disposto na presente secção aplica-se ao estabeleci- Aplicação da lei portuguesa mento em Portugal de sucursais de instituições de crédito A atividade em território português de instituições autorizadas noutros Estados membros da União Europeia de crédito com sede no estrangeiro deve observar a ou em Estados pertencentes ao Espaço Económico Eu- ropeu e sujeitas à supervisão das respetivas autoridades. no País. uma comunicação da qual constem: Os gerentes das sucursais ou dos escritórios de re- presentação que as instituições de crédito que não a) Programa de atividades. ticipe e que assegure a proteção dos investidores clientes 2 — Se esse uso for suscetível de induzir o público da sucursal. decorrido o prazo previsto no novas operações e para salvaguardar os interesses dos número anterior. o disposto em matéria de registo. 1 — As instituições de crédito com sede no estrangeiro g) Descrição pormenorizada do Sistema de Indemniza- estabelecidas em Portugal poderão usar a firma ou deno.) 1 — Recebida a comunicação mencionada no artigo anterior. tomará as providências 2 — Tendo recebido a notificação do Banco de Portugal.º 2.1700-(104) Diário da República. bem assim. o Banco de Portugal disporá do prazo de dois me- Artigo 47.º Âmbito de aplicação Artigo 44.º 60 — 26 de março de 2015 TÍTULO IV CAPÍTULO II Atividade em Portugal de instituições de crédito Sucursais com sede no estrangeiro SECÇÃO I Liberdade de estabelecimento em Portugal CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 48. cumprido depositantes e de outros credores. Organização da supervisão 4 — (Revogado. a sucursal deve exercer tituição de crédito que disponha de sucursal em território a sua atividade em Portugal. . em erro quanto às operações que as instituições de cré- dito podem praticar. d) Montante dos fundos próprios da instituição de crédito. ou de fazer confundir as firmas ou 2 — A gerência da sucursal deve ser confiada a uma denominações com outras que gozem de proteção em direção com o mínimo de dois gerentes com poderes Portugal. nos em Portugal poderão usar a sua firma ou denominação termos previstos no artigo 51. as condições em de origem foi revogada ou caducou a autorização de ins.º 1 — É condição do estabelecimento da sucursal que o Gerência Banco de Portugal receba. iniciar a sua atividade. prevenir equívocos.ª série — N. lei portuguesa.º Requisitos do estabelecimento Artigo 45. de organização da sucursal e. a sucursal pode estabelecer-se e.º no n. e) Rácio de solvabilidade da instituição de crédito. desde que não se suscitem dúvidas quanto ao regime que lhes é aplicável e sem prejuízo do disposto Artigo 50. ção aos Investidores de que a instituição de crédito par- minação que utilizam no país de origem. designadamente as normas reguladoras das operações com o exterior e das operações sobre divisas. que a lei estabelece para os membros do órgão de b) Endereço da sucursal em Portugal. denominação seja aditada uma menção explicativa apta a todos os assuntos que respeitem à sua atividade. da autoridade de supervisão do país de origem. o Banco de Portugal determinará que à firma ou bastantes para tratar e resolver definitivamente. o tipo de operações a efetuar e estrutura União Europeia mantenham em Portugal estão sujei. assinalando. certificado de tos a todos os requisitos de idoneidade e experiência que tais operações estão compreendidas na autorização da instituição de crédito. se for caso disso.º de origem. apropriadas para impedir que a entidade em causa inicie ou. estejam autorizadas em outros Estados membros da nomeadamente. português ou aqui preste serviços. por razões de interesse geral. as instituições de crédito por instituição de crédito que já tenha sucursal em Portu- com sede em países da União Europeia e não estabelecidas gal apenas carece da comunicação do novo endereço. que. em caso de silêncio deste. Artigo 46.º f) Descrição pormenorizada do sistema de garantia de Uso de firma ou denominação depósitos de que a instituição de crédito participe e que assegure a proteção dos depositantes da sucursal.º ses para organizar a supervisão da sucursal relativamente Revogação e caducidade da autorização no país de origem às matérias da sua competência. em Portugal. após o que notificará a instituição de crédito da habilitação para estabelecer a Se o Banco de Portugal for informado de que no país sucursal. Artigo 49. 1. no qual sejam indicados. 3 — A abertura de novos estabelecimentos em Portugal 3 — Na atividade em Portugal.

até prova em contrário. designadamente obstando a que a sucursal inicie com sede em Portugal. 1 — O Banco de Portugal pode solicitar à autoridade 4 — São comunicados à Comissão Europeia e à Auto. responsável pela supervisão numa base consolidada. quanto aos de- constituir uma ameaça grave para os interesses coletivos pósitos.º interesse público. que a suspensão da eficácia determina grave lesão do Artigo 52. excede 2 % em Portugal. ainda disposições que lhe são aplicáveis. tomar todas as medidas cautelares necessárias a importância da sucursal. do Parlamento Europeu e do Conselho. de 26 de junho. de 24 de novembro. à execução da política cumprido o disposto no número anterior. incluindo a suspensão de mento das operações da instituição de crédito na liquidez pagamentos. as aplicará às sucursais que ela tenha em Portugal. incluindo o de integrarem os respe- novas operações em Portugal. compensação e maior brevidade. ou ridade Bancária Europeia o número e a natureza dos casos às autoridades competentes do Estado membro de origem. antes de encetar o procedimento previsto nos números 2 — O pedido deve conter as razões das quais decorre anteriores. 8 — As medidas cautelares adotadas nos termos do Operações permitidas n. ração dos livros. incluindo a lei nacional quando revista pelos tribunais portugueses. ou estas Associações empresariais sejam desadequadas e a sucursal persista na violação das normas aplicáveis.º 5 cessam nos casos em que o Estado de origem tome Observado que seja o disposto nos artigos anteriores. providências preventivas ou repressivas de infrações às qualquer alteração dos elementos referidos nas alíneas a) normas referidas no n. meira sucursal que haja estabelecido no País toda a conta- formará de tal facto a autoridade de supervisão do país bilidade específica das operações realizadas em Portugal. sendo obrigatório o uso da língua portuguesa na escritu- tome as providências apropriadas.º Artigo 56. e . à Comissão Comunicação de alterações Europeia e à Autoridade Bancária Europeia.º 1. União Europeia seja considerada significativa. tivos corpos sociais. dos depositantes. com a maior brevidade. às autoridades de supervisão dos Estados liquidação em Portugal. o Banco de Portugal pode. Sucursal significativa ropeu e do Conselho.º 1 do artigo 49. Irregularidades 2 — A decisão de autoridade estrangeira que decretar 1 — Quando se verifique que uma sucursal não cumpre. com a sistémica e nos sistemas de pagamento.º 1 do artigo anterior. o Banco de Portugal pode: As instituições de crédito autorizadas noutros Estados a) Após informar desse facto a autoridade de supervisão membros da União Europeia e que disponham de sucursal do Estado de origem. b) Remeter o assunto para a Autoridade Bancária Euro- peia e requerer a sua assistência nos termos do artigo 19.º 1 do artigo 49. designadamente: a prevenir a instabilidade financeira que seja suscetível de a) Se a quota de mercado da sucursal. a falência ou a liquidação da instituição de crédito só se ou que existe um risco significativo de não cumprir.Diário da República. 6 — O disposto nos números anteriores não obsta a que 1 — A instituição de crédito comunica.º-A do Regulamento (UE) n. de origem e solicitar-lhe-á que. termos deste artigo presume-se.º ordena-lhe que ponha termo à irregularidade ou tome Contabilidade e escrituração medidas para evitar o risco de não cumprimento. nos mesmos termos e com os mesmos direitos e obrigações das entidades equivalentes dades. 1.º 1 — Por obrigações assumidas em outros países pela instituição de crédito poderá responder o ativo da sucur- Artigo 53. tituição de crédito autorizada noutro Estado membro da 5 — Em caso de urgência. dando conhecimento dessas medidas. 7 — Nos recursos interpostos das decisões tomadas nos reduzindo-se para um mês o prazo aí previsto. 3 — Caso a autoridade de supervisão do Estado de Artigo 56. que Artigo 54. as autoridades portuguesas competentes tomem todas as ao Banco de Portugal.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(105) Artigo 51. a medidas de saneamento ou quando o Banco de Portugal sucursal pode efetuar em Portugal as operações constantes entenda que tais medidas deixaram de se justificar. tomar as providências que entenda no País podem ser membros de associações empresariais convenientes para prevenir ou reprimir novas irregulari. ou a outras normas determinadas a c) e f) do n. em que tenham sido tomadas providências nos termos da que uma sucursal estabelecida em Portugal de uma ins- alínea a) do número anterior.º por razões de interesse geral.º sal. 2 — É aplicável o disposto no n. monetária ou ao dever de informação sobre operações efetuadas em território português. depois de relativa à supervisão da liquidez.ª série — N.º origem não tome as providências solicitadas. 2 — Se a sucursal ou a instituição de crédito não ado. por escrito. da lista constante do anexo I à Diretiva 2013/36/UE.º 1093/2010. o Banco de Portugal in. A instituição de crédito manterá centralizada na pri- tarem as medidas necessárias. dos investidores e de outras pessoas a b) O impacto provável de uma suspensão ou encerra- quem a sucursal preste serviços. do Parlamento Eu. com a antecedência de 30 dias.º a instituição de crédito esteja autorizada a realizar no seu Responsabilidade por dívidas país de origem e que constem do programa de atividades referido na alínea a) do n.º membros da União Europeia interessados. mas apenas depois de satisfeitas todas as obrigações contraídas em Portugal. o Banco de Portugal Artigo 55. portuguesas do respetivo setor.

º do Regulamento (UE) n. 9 — O disposto nos números anteriores é igualmente Artigo 59. a Autoridade Bancária Europeia e o Comité Ban- 8 — A designação de uma sucursal como significativa cário Europeu das autorizações concedidas ao abrigo do não afeta os direitos e as responsabilidades de supervisão disposto no n. devem ser transmitidas às autoridades c) Contas previsionais para cada um dos primeiros três competentes interessadas e devem ser reconhecidas como anos de atividade da sucursal. ainda. antes do final do prazo inicial de dois meses e) Declaração de compromisso de que efetuará o de- previsto no n. 4 — O Banco de Portugal notifica a Comissão Euro- cária Europeia e tomar a sua decisão de acordo com ela. nos n.º 2 do artigo seguinte. 4 — A instituição de crédito responderá pelas operações realizadas pela sua sucursal em Portugal. nos termos do disposto no n. 6 — As decisões previstas nos n. 10 — Se o Banco de Portugal entender que as me. o Banco de supervisão a que a instituição de crédito estiver sujeita. com os deve tomar a sua própria decisão. bem como a autoridade responsável pela supervisão numa base consolidada. vinculativas e aplicadas pelas autoridades competentes nos d) Cópia do contrato de sociedade da instituição de Estados membros da União Europeia em questão.º fica sujeito ao disposto na presente secção. caso Artigo 58. 7 — Se. documento escrito.º. nos termos do disposto no dos nas alíneas a). o Banco de Portugal mentos previstos no n. que pretenda realizar. 1. reservas da autoridade competente do Estado membro bem como da suficiência de meios técnicos e recursos de origem e.º do Regulamento (UE) n.º 1093/2010 do Parla.os 2 e 3 do membro da União Europeia a prestar no seu país de origem artigo 49.º exista. caso exista. a) Demonstração da possibilidade de a sucursal ga- o Banco de Portugal deve ter em conta as opiniões e as rantir a segurança dos fundos que lhe forem confiados. da autoridade responsável pela financeiros relativamente ao tipo e volume das operações supervisão numa base consolidada.º e.º 1 do artigo 49. se não for tomada rização do Banco de Portugal.º 1 do artigo 20.º 3 do As instituições de crédito autorizadas noutro Estado artigo 17.º os serviços constantes da lista constante do anexo I à Dire- . 2 — O capital deve ser depositado numa instituição de didas operacionais relativas à aplicação dos planos de crédito antes de efetuado o registo da sucursal no Banco recuperação de liquidez da instituição de crédito não são de Portugal. 1 — O estabelecimento da sucursal depende de auto- 4 — Sem prejuízo do disposto no n.ª série — N.º 1. sobre a qualificação da sucursal como significativa. b) e e) do n.º 1 — O estabelecimento em Portugal de sucursais de Liberdade de prestação de serviços em Portugal instituições de crédito não compreendidas no artigo 48. no n.º e 55.º. SECÇÃO II Países terceiros CAPÍTULO III Artigo 57.º 3.º e 22. crédito. bem como as artigo 19. se o Banco de Portugal considerar insuficiente o sistema mento Europeu e do Conselho.º. uma decisão conjunta no prazo de dois meses a contar da 2 — O pedido de autorização é instruído com os ele- receção do pedido previsto no n. adequadas.1700-(106) Diário da República.º aplicável. aos pedidos Capital afeto apresentados ao Banco de Portugal pelas autoridades competentes de um Estado membro de acolhimento para 1 — Às operações a realizar pela sucursal deve ser a qualificação de uma sucursal de uma instituição de afeto o capital adequado à garantia dessas operações e não crédito sujeita à supervisão do Banco de Portugal como inferior ao mínimo previsto na lei portuguesa para institui- significativa.º 60 — 26 de março de 2015 c) A dimensão e a importância da sucursal em termos 2 — Das condições de autorização e funcionamento de número de clientes no contexto do sistema bancário aplicáveis às sucursais de países terceiros estabelecidas em ou financeiro português. do Par. peia. de 24 de novembro. aqui obtidos. ções de crédito de tipo equivalente com sede em Portugal.º e nos artigos 54.º 7. das autoridades competentes. Portugal não pode resultar um tratamento mais favorável do que aquele de que beneficiam as sucursais de Estados 3 — O Banco de Portugal e a autoridade competente membros da União Europeia.os 3 a 5 do presente b) Indicação da implantação geográfica projetada para artigo devem ser devidamente fundamentadas e constar de a sucursal.º. de Portugal deve aguardar pela decisão da Autoridade Ban. reservas constituídas e os depósitos e outros recursos lamento Europeu e do Conselho. pode remeter o assunto para a Autoridade Ban. qualquer das autorida- des competentes envolvidas tiver comunicado o assunto à 3 — A autorização pode ser recusada nos casos referi- Autoridade Bancária Europeia. num novo prazo de dois seguintes: meses. 5 — Ao tomar a decisão prevista no número anterior. nos artigos 19.º 4 ou da tomada de uma decisão conjunta pósito referido no n. 3 — A sucursal deve aplicar em Portugal a importância cária Europeia e requerer a sua assistência nos termos do do capital afeto às suas operações no País.º 1. com as necessárias adaptações. bem como artigo 19.º 1093/2010. 21. do Estado membro de origem.º Prestação de serviços Disposições aplicáveis Artigo 60. de 24 de novembro. devem empreender os esforços necessários para Autorização tomar uma decisão conjunta sobre a qualificação de uma sucursal como significativa.

ários o registo referido no número anterior e os respetivos 3 — É aplicável. corre na estrita dependência das instituições de crédito m) Identificação dos gerentes das sucursais e dos es- que representam.º. 1. com as devidas adaptações. se houver motivo aos membros dos órgãos de administração.º Sujeição a registo Requisitos 1 — As instituições de crédito não podem iniciar a 1 — É condição do início da prestação de serviços em sua atividade enquanto não se encontrarem inscritas em Portugal que a instituição de crédito notifique a autoridade registo especial no Banco de Portugal.º a) Realizar diretamente operações que se integrem no Instituições autorizadas no estrangeiro âmbito de atividade das instituições de crédito. instituição de crédito. de registo f) Capital realizado. características.º Artigo 61. mediante apresentação de g) Identificação de acionistas detentores de participa- certificado emitido pelas autoridades de supervisão do ções qualificadas. 2 — No caso de o objeto das instituições de crédito 2 — O Banco de Portugal pode determinar que as en. e que especifique o regime da instituição h) Identificação dos membros dos órgãos de adminis- por referência à lei que lhe é aplicável. tação deve ter lugar nos três meses seguintes ao registo i) Delegações de poderes de gestão. agências e escritórios de repre- dispor de poderes bastantes para tratar e resolver defi. competente do Estado membro. no País. agências 1 — A atividade dos escritórios de representação de. podem prestar esses serviços em território português.º ou designação comercial.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(107) tiva 2013/36/UE.ª série — N. marca Registo ou designação comercial. l) Lugar e data da criação de filiais.º Artigo 66. incluir o exercício de atividades de intermediação de ins- tidades a que a presente secção se refere esclareçam o trumentos financeiros. sucursais. sentação em Portugal. escritórios de representação de instituições de crédito com d) Lugar da sede. apenas lhes sendo permitido zelar pelos critórios de representação estabelecidos no estrangeiro. 2 — É especialmente vedado aos escritórios de repre- sentação: Artigo 67. a atribuição fundado. sua atividade. quando exigível. bre a realização de operações em que elas se proponham o) Alterações que se verifiquem nos elementos cons- participar. ção aplicável em matéria de registo comercial. principais disponibiliza à Comissão do Mercado de Valores Mobili- elementos de atividade e situação financeira. país de origem.Diário da República. quando aplicável. quanto no Banco de Portugal. ainda que não possuam estabelecimento em Registo Portugal. do Parlamento Europeu e do Conselho.º.º a) Firma ou denominação e. O registo das instituições de crédito autorizadas em b) Adquirir ações ou partes de capital de quaisquer país estrangeiro e que disponham de sucursais ou escri- sociedades nacionais. tório de representação em Portugal abrange os seguintes c) Adquirir imóveis que não sejam os indispensáveis à elementos: sua instalação e funcionamento. todos os assuntos que respeitem à e) Capital afeto às operações a efetuar em Portugal. TÍTULO V de 26 de junho. de pelouros ou de funções executivas. podendo este. b) Objeto. incluindo. . Artigo 65. e) Capital social. prorrogar o prazo por igual período. Artigo 63. interesses dessas instituições em Portugal e informar so. tração e de fiscalização e da mesa da assembleia geral da 2 — O início de atividade dos escritórios de represen. j) Data do início da atividade. marca Artigo 64. Os gerentes de escritórios de representação devem d) Lugar das sucursais. 1 — A instalação e o funcionamento em Portugal de c) Data da constituição. Gerência c) Lugar da sede.º Elementos sujeitos a registo CAPÍTULO IV O registo das instituições de crédito com sede em Por- Escritórios de representação tugal abrange os seguintes elementos: Artigo 62. a) Firma ou denominação e.º k) O exercício da prestação de serviços ao abrigo do Âmbito de atividade artigo 43. n) Acordos parassociais referidos no artigo 111. alterações ou cancelamentos. tantes das alíneas anteriores. no artigo 53. sem prejuízo da legisla. nitivamente. quando aplicável. o disposto averbamentos. de origem. prévio no Banco de Portugal. e escritórios de representação. sede no estrangeiro dependem. b) Data a partir da qual pode estabelecer-se em Portugal. o Banco de Portugal comunica e público quanto ao seu estatuto.

. que os factos a registar tiverem ocorrido. com base nos factos CAPÍTULO I comunicados pela instituição de crédito.ª série — N. Regras de conduta cias previstas no artigo 32. nas circunstân. sentada contiverem insuficiências ou irregularidades que habilitadas a prestar serviços no País. tanto nas relações com os clientes 5 — (Revogado. nos documentos apresentados. 4 — O registo considera-se efetuado se o Banco de Registo dos membros dos órgãos Portugal nada objetar no prazo de 30 dias a contar da data de administração e fiscalização em que receber o pedido devidamente instruído.º das condições de que depende a autorização necessária 9 — (Revogado. será esta averbada no a) Quando for manifesto que o facto não está titulado registo. 2 — Não estão sujeitos a prazo o registo inicial das Artigo 68. estas devem constar Competência técnica do registo através do: As instituições de crédito devem assegurar. que deve indicar a data do monstre interesse legítimo. informações complementares e certidões g) Identificação dos gerentes das sucursais e dos escri- tórios de representação. decidir tomar alguma das Artigo 73. 1. técnica. 5 — Do registo serão passadas certidões a quem de- mento da instituição de crédito. garantindo que a sua organização empresarial ção ou fiscalização pelo período que durar a suspensão.) como nas relações com outras instituições. nos casos de autorização prévia nos termos estabelecidos no n.) registo será recusado nos seguintes casos: 4 — Em caso de recondução. se 1 — O registo dos membros dos órgãos de adminis.) neutralidade.) Supervisão comportamental 2 — (Revogado.) para a constituição da instituição de crédito ou para o exercício da atividade.º ou em quaisquer outras que sejam do seu conhecimento. 5 — (Revogado.º instituições de crédito. o prazo para h) Alterações que se verifiquem nos elementos referidos requerer qualquer registo é de 30 dias a contar da data em nas alíneas anteriores.º 3 do artigo 30.) Além de outros fundamentos legalmente previstos.1700-(108) Diário da República. consoante o facto que ocorra em primeiro lugar. Os administradores e os empregados das instituições de crédito devem proceder. Artigo 69. 6 — (Revogado. autorização pelo Banco de Portugal.º não o fazendo. ou quando o mesmo seja substituído. tiver solicitado informações complementares.º-B.) mento já está registado ou não está sujeito a registo. 2 — (Revogado. ções de crédito e instituições financeiras com sede em 3 — Quando o requerimento ou a documentação apre- países da União Europeia e não estabelecidas em Portugal. respetivo início de funções e que. 7 — (Revogado. Artigo 72. Prazos. possam ser supridas pelos interessados.) 4 — Caso o Banco de Portugal. o 3 — (Revogado. seja permitido o exercício da atividade.º da autorização para o exercício de funções do membro em Outros deveres de conduta causa. com d) Quando for manifesta a nulidade do facto.º. funcione com os meios humanos e materiais adequados a b) Levantamento do averbamento da suspensão após assegurar condições apropriadas de qualidade e eficiência.) 3 — (Revogado. as necessárias adaptações. 8 — O disposto nos números anteriores aplica-se. adoção das medidas determinadas ao abrigo do artigo 32. em todas as a) Averbamento ao registo da suspensão temporária do atividades que exerçam. a requerimento da instituição de crédito. aos gerentes das sucursais e dos e) Quando se verifique que não está preenchida alguma escritórios de representação referidos no artigo 45. mediante requeri. ou.) c) Quando falte qualquer autorização legalmente exigida.) dos interesses que lhes estão confiados. com diligência.º 60 — 26 de março de 2015 f) Operações que a instituição pode efetuar no país de Artigo 71. na sequência da revogação Artigo 74. 1 — Salvo o disposto no número seguinte. o da habilitação para o estabeleci- mento em Portugal de entidades com sede no estrangeiro. lealdade e discrição e respeito consciencioso 7 — (Revogado. Artigo 70.) b) Quando se verifique que o facto constante do docu- 6 — (Revogado.º medidas previstas no mesmo artigo. c) Cancelamento do registo.º origem e operações que pretende exercer em Portugal. sob pena de. elevados níveis de competência exercício de funções do membro do órgão de administra. Instituições não estabelecidas em Portugal bem como quaisquer outros sem efetivação dos quais não O Banco de Portugal publicará uma lista das institui. estes serão noti- ficados para as suprirem em prazo razoável. ser recusado o registo.º deve ser acompanhado de cópia da ata da qual conste a Recusa de registo deliberação da designação dos interessados.º Factos supervenientes TÍTULO VI 1 — (Revogado. no prazo tração e fiscalização deve ser solicitado após a respetiva de 30 dias após a receção destas.

na segunda parte do número anterior. devem artigo 210. sem prejuízo CAPÍTULO II da instauração de procedimento contraordenacional Relações com os clientes sempre que a conduta das entidades reclamadas. bem assim.º do presente Regime Geral. ou as suas associa- de pagamento. as instituições autorizadas a conceder crédito prestam ao cliente. aspetos das suas relações com os clientes. no âmbito da apreciação de reclamações. regras de conduta que considere necessárias para com. bem como as pessoas que nelas exerçam titui contraordenação punível nos termos da alínea h) do cargos de direção. re. por aviso.º-C satisfazer na divulgação ao público das condições em que Publicidade prestam os seus serviços. mecanismos e os procedimentos internos por si adotados -contratual e devem contemplar os elementos caracteri. definir normas orientadoras para esse efeito. 2 — Compete ao Banco de Portugal apreciar as re- plementar e desenvolver as fixadas neste Regime Geral. 1 — Sem prejuízo do regime aplicável às reclamações apresentadas às instituições de crédito no âmbito da le- Artigo 76. instrumentos financeiros. 5 — Os contratos celebrados entre as instituições de 1 — A publicidade das instituições de crédito e das crédito e os seus clientes devem conter toda a informação suas associações empresariais está sujeita ao regime ge- necessária e ser redigidos de forma clara e concisa. independentemente da sua modalidade de 2 — Com vista a assegurar o cumprimento das regras de apresentação. antes da celebração do contrato de Artigo 77.º gislação em vigor. bem como asseguram que as empresas ções representativas. dos demais credores e de todos os clientes em geral. no celeridade e da gratuitidade. o jus- Artigo 77. bem como definir os procedimentos e os conduta previstas neste Regime Geral e em diplomas com. através de exemplos que sejam representativos. o Banco de Portugal pode. nomeadamente. por aviso. bem em ambos os casos. os requisitos mínimos que as instituições de crédito devem Artigo 77. dade de apresentação.Diário da República. 1. devem adotar códigos de conduta que intermedeiam a concessão do crédito prestam aquelas e divulgá-los junto dos clientes. com observância. da como aplicar coimas e respetivas sanções acessórias. o Banco de 3 — As disposições do presente título não prejudicam Portugal identifica as modalidades de reclamação e os poderes atribuídos à Comissão do Mercado de Valores promove as diligências necessárias para a verificação Mobiliários pelo Código dos Valores Mobiliários. proceder nas suas funções com a diligência de um gestor criterioso e ordenado. 4 — O Banco de Portugal regulamenta.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(109) Artigo 75.º 3 — Na apreciação das reclamações. independentemente da sua modali- dos produtos oferecidos. designadamente através informações nos mesmos termos.º instituições de crédito e os seus clientes. incluindo os mero anterior devem ser prestadas ao cliente na fase pré. sobre as condições e o custo total do crédito. com especificação das suas áreas de viços prestados e outros encargos a suportar pelos clientes. nomeadamente incluir a 2 — O Banco de Portugal pode emitir instruções sobre respetiva taxa anual de encargos efetiva global. prazos relativos à apreciação das reclamações referidas plementares. Artigo 77. . por aviso. zadores dos produtos propostos. 4 — Sem prejuízo do regime aplicável às reclama- Dever de informação e de assistência ções apresentadas às instituições de crédito no âmbito da 1 — As instituições de crédito devem informar com legislação em vigor.ª série — N. clamações. de acordo com o princípio da re. ao consumo. em papel ou noutro Códigos de conduta suporte duradouro. quadro geral dos procedimentos previstos no artigo 116. gerência. relativamente às atividades de intermediação de 6 — O Banco de Portugal estabelece. indicada os códigos de conduta referidos no número anterior e. as informações adequadas. ral e. emitir recomendações e determinações específicas. dos investidores. no âmbito da concessão de crédito sobre o tratamento dado às reclamações. no- meadamente pela sua gravidade ou reiteração. os clientes destas instituições podem Poderes do Banco de Portugal apresentar diretamente ao Banco de Portugal reclamações fundadas no incumprimento das normas que regem a sua 1 — O Banco de Portugal poderá estabelecer. de página na Internet. 7 — A violação dos deveres previstos neste artigo cons- ções de crédito. dos princípios da imparcialidade. ao estabelecido no Código dos gras imperativas sobre o conteúdo dos contratos entre Valores Mobiliários. devendo desses códigos constar os 3 — Para garantir a transparência e a comparabilidade princípios e as normas de conduta que regem os vários dos produtos oferecidos.º-B crédito.º-A partição de riscos e da segurança das aplicações e ter em Reclamações dos clientes conta o interesse dos depositantes. incidência e das entidades reclamadas e com informação 2 — Em particular.º tifique. as informações referidas no nú. as suas obrigações e os riscos associados à falta 1 — As instituições de crédito. Os membros dos órgãos de administração das institui. tendo em vista Critério de diligência garantir a transparência das condições de prestação dos correspondentes serviços. atividade. do cumprimento das normas por cuja observância lhe caiba zelar e adota as medidas adequadas para obter a sanação dos incumprimentos detetados. chefia ou similares. o Banco de Portugal torna público clareza os clientes sobre a remuneração que oferecem um relatório anual sobre as reclamações dos clientes das pelos fundos recebidos e os elementos caracterizadores instituições de crédito. bem como sobre o preço dos ser.

sujeitos a segredo os no. sem prejuízo das sanções aplicáveis. 4 — É lícita. gredo só podem ser revelados mediante autorização do interessado. 2 — Os factos e elementos cobertos pelo dever de se- de retificação apropriada. c) Ao Fundo de Garantia de Depósitos. substituir-se fidenciais relativas a instituições de crédito no âmbito aos infratores na prática do ato. 1 — Os membros dos órgãos de administração ou fisca. com 3 — O dever de segredo não cessa com o termo das autoridades. os factos garantia dos depósitos ou a indemnização dos investi. dados centralizados. equivalentes às destas entidades em outro Estado membro da União Europeia e ainda com as seguintes entidades igualmente pertencentes a um Estado membro da União Artigo 79. da aplicação de medidas de intervenção corretiva ou de resolução. d) Às autoridades judiciárias.º Artigo 77.º Europeia: Exceções ao dever de segredo a) Organismos encarregados da gestão dos sistemas 1 — Os factos ou elementos das relações do cliente com de garantia de depósitos ou de proteção dos investidores. transmitida ao Banco de Portugal. c) Determinar a imediata publicação. 5 — Fica igualmente ressalvada do dever de segredo a lização das instituições de crédito. tecer comparações com a garantia dos depósitos ou a b) À Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. por aviso. Artigo 80.º 60 — 26 de março de 2015 2 — As mensagens publicitárias que mencionem a 2 — Fora do caso previsto no número anterior. ou nos 2 — Em caso de incumprimento das determinações termos previstos na lei penal e de processo penal. a instituição podem ser revelados mediante autorização quanto às informações necessárias ao cumprimento das do cliente.ª série — N. as mensagens publicitárias relativas Indemnização aos Investidores e ao Fundo de Resolução. no âmbito das suas atri- cer as mensagens publicitárias das instituições de crédito. da nomeação de uma administração provisória ou de processos de liquidação. sões. a mes dos clientes. instituições. dessas funções ou da prestação desses serviços e não po- b) Ordenar a suspensão das ações publicitárias em causa. suas funções. relativamente à publi. sempre que no âmbito das respetivas atribuições. no âmbito das suas atribuições. independentemente do meio de difusão utilizado. no indemnização dos investidores asseguradas por outras âmbito das suas atribuições. transmitida à instituição. os seus colaboradores. pelo responsável. no âmbito de um pro- 4 — O Banco de Portugal regulamenta. a Caixa Central do Crédito Agrícola Mútuo. nos termos da legislação respetiva. os cesso penal. através de exemplos representativos. comissários e outras pessoas que lhes pres. ao Sistema de 3 — Em particular. buições. possível. mente limite o dever de segredo.1700-(110) Diário da República.º respeitantes à vida da instituição ou às relações desta com Cooperação com outras entidades os seus clientes cujo conhecimento lhes advenha exclu- sivamente do exercício das suas funções ou da prestação 1 — O disposto nos artigos anteriores não obsta. bem como as que lhe prestem cidade que não respeite a lei: ou tenham prestado serviços a título permanente ou oca- sional. revelados: tivas e não podem conter quaisquer juízos de valor nem a) Ao Banco de Portugal. deveres de informação e transparência a que devem obede. e) À administração tributária. 1. ções no Banco de Portugal. organismos e pessoas que exerçam funções funções ou serviços. e elementos cobertos pelo dever de segredo só podem ser dores devem limitar-se a referências meramente descri. designadamente. com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. a que o Banco de Portugal troque informações 2 — Estão.) e condições que as instituições com sede no País.º a divulgação de informação em forma sumária ou agre- gada e que não permita a identificação individualizada de Dever de segredo pessoas ou instituições. a contratos de crédito devem ser ilustradas. tem serviços a título permanente ou ocasional não podem revelar ou utilizar informações sobre factos ou elementos Artigo 81. tados membros da União Europeia podem fazer publici- dade dos seus serviços em Portugal nos mesmos termos 3 — (Revogado. designadamente para efeitos estatísticos. igual- dos seus serviços. .º-D Dever de segredo do Banco de Portugal Intervenção do Banco de Portugal 1 — As pessoas que exerçam ou tenham exercido fun- 1 — O Banco de Portugal pode. derão divulgar nem utilizar as informações obtidas. f) Quando exista outra disposição legal que expressa- 5 — As instituições de crédito autorizadas noutros Es. previstas na alínea c) do número anterior. comunicação a outras entidades pelo Banco de Portugal de mandatários. exceto tratando-se de in- CAPÍTULO III formações relativas a pessoas que tenham participado na Segredo profissional recuperação ou reestruturação financeira da instituição. Artigo 78. ficam sujeitas a dever de segredo sobre factos cujo a) Ordenar as modificações necessárias para pôr termo conhecimento lhes advenha exclusivamente do exercício às irregularidades. as contas de depósito e seus movimentos Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pen- e outras operações bancárias. mente. pode o Banco de 3 — Fica ressalvada a divulgação de informações con- Portugal.

por parte dos intervenientes nesse mercado. de nos termos da lei.º 575/2013. em base individual ou consolidada. e c) Para aplicação de sanções. de 24 de novembro. i) Organismos responsáveis por reestruturações desti. a notificação ou consulta daquele mem- instituições financeiras e autoridades com competência bro do Governo ou possa implicar a utilização de fundos de supervisão sobre aquelas entidades. de empresas de seguros.º 1092/2010 do Par. c) Pessoas encarregadas do controlo legal das contas e auditores externos de instituições de crédito. 3 — O Banco de Portugal pode trocar informações. decisões tomadas pelo membro do Governo responsável nhamento e pelo financiamento de medidas de resolução pela área das finanças ou pelo Banco de Portugal no exer- e de recapitalização.º 1095/2010. a) Para exame das condições de acesso à atividade das tabilidade do sistema financeiro na vertente macropru. des financeiras. do Parlamento de crédito e de instrumentos financeiros. cício das suas funções de supervisão e regulação. nomeadamente a aplicação da política monetária 5 — Ficam sujeitas a dever de segredo todas as autori- e a correspondente provisão de liquidez. respetivamente. quando a troca dessas informações esteja rela. caso as informações número em países não membros da União Europeia. e) Para efeitos da política monetária e do funciona- nismo semelhante reconhecido pela lei nacional para mento ou supervisão dos sistemas de pagamento. as autoridades responsáveis pela sua supervisão. base de dados de contas domiciliadas no território nacio- d) A Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Com.Diário da República. ainda que potencial. das funções de sede em Portugal e das instituições de natureza equivalente supervisão e resolução de instituições de crédito e insti. 2 — A base de dados de contas contém os seguintes de 24 de novembro. de- sejam relevantes para o exercício das respetivas tarefas vendo observar-se o disposto no número anterior. criada pelo Regulamento (UE) instituições de pagamento. de socieda. b) Para supervisão. . pelo acompa. d) No âmbito de ações judiciais que tenham por objeto k) Entidades responsáveis pela aplicação. legais. de compensação em caso de incumprimento. Base de dados de contas lamento Europeu e do Conselho. administrativa e contabilística e controlo interno. organização n. l) Câmaras de compensação ou qualquer outro orga. tuições financeiras. grandes riscos e demais j) Sistemas de proteção institucional a que se refere o requisitos de adequação de fundos próprios.º 1094/2010. de instituições no âmbito de acordos de cooperação que haja celebrado. f) e g) do mesmo qualidade de autoridades monetárias. em base dos membros da União Europeia. compensação e liquidação e informações referidas nos números anteriores. elementos de informação: e) O membro do Governo responsável pela área das finanças. quanto às infor. de 24 de novembro. organismos e pessoas que exerçam f) Bancos centrais do Sistema Europeu de Bancos Cen.º 1 e nas alíneas a) a c). nal em instituições de crédito. organismos e pessoas que participem nas trocas de dos sistemas de pagamento. quanto a liquidez. de sociedades financeiras. do Parlamento Europeu e do Conselho. a) Identificação da conta e da entidade participante cionada com a aplicação de medidas de resolução. funções equivalentes às das autoridades mencionadas no trais e outros organismos com uma função similar na sua proémio do n. sociedades financeiras ou plementares de Reforma. c) A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos 1 — O Banco de Portugal organiza e gere uma base Mercados. a salvaguarda da estabilidade do sistema financeiro. membros da União Europeia. 1. e autoridades com competência de supervisão com autoridades de supervisão de Estados que não sejam sobre aquelas pessoas. com sede naqueles Estados. denominada Europeu e do Conselho. quanto às informações individual ou consolidada. de pagamentos. solvabilidade.º 7 do artigo 113. em regime de reciprocidade. quanto às informações necessárias à supervisão. nomeadamente nadas a preservar a estabilidade do sistema financeiro. nos termos das disposições relativas a troca de informa- visão dos sistemas de pagamentos. nos termos das diretivas europeias relevantes de dados relativa a contas de depósito. financeiras. n. do Parlamento Europeu e do Conselho. e do Regulamento (UE) n.º 1093/2010 do Parlamento Europeu autorizados. da atividade das instituições de crédito. membros com o consentimento expresso dessas enti- mações previstas nas diretivas europeias relevantes e no dades e. 7 — O Banco de Portugal só pode comunicar in- mações sejam relevantes para o exercício das respetivas formações que tenha recebido de entidades de outro atribuições: Estado membro da União Europeia ou de países não a) A Autoridade Bancária Europeia. garantir serviços de compensação ou de liquidação de f) Para assegurar o funcionamento correto dos sistemas contratos num dos respetivos mercados nacionais. dencial.ª série — N. públicos. e do Conselho. exclusivamente para os efeitos Regulamento (UE) n. a fiscalização dades. 4 — O Banco de Portugal pode ainda trocar informa- e) (Revogada.º-A do disposto no Regulamento (UE) n. instituições de crédito e das sociedades financeiras.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(111) b) Entidades intervenientes em processos de liquidação como quando respeite a uma decisão ou matéria que exija. das instituições de crédito com necessárias ao exercício. 2 — O Banco de Portugal pode igualmente trocar in- formações com as seguintes entidades caso tais infor. bem onde esta se encontra domiciliada. b) O Comité Europeu do Risco Sistémico. de 26 de junho.º do Regulamento (UE) n. nos termos Artigo 81. de 24 de novembro. 6 — As informações recebidas pelo Banco de Portugal g) Outras autoridades com competências para a super. adiante designadas entidades participantes. de instituições de crédito. ções só podem ser utilizadas: h) Organismos responsáveis pela manutenção da es. se for o caso.) ções com autoridades. d) Autoridades de supervisão e de resolução dos Esta.

º 317/2009. Artigo 83. de 24 de junho. Conflitos de interesses b) Ao Instituto da Gestão Financeira da Segurança Artigo 85. pela sistema de informações recíprocas com o fim de garantir Lei n. no âmbito das respetivas atribuições relativas a cobrança de dívidas e concessão de apoios socioeco.os 242/2012. sujeita que a reportam. Artigo 84. não executivos das instituições de crédito que não façam . 1.º autorizadas a movimentá-las. de 5 de junho.º grau de algum membro dos órgãos de administração 7 — A informação constante da base de dados de contas ou fiscalização ou uma sociedade direta ou indiretamente pode ser utilizada pelo Banco de Portugal. garantias. as c) Aos agentes de execução. 6 e 7. com outros clientes de perfil e risco análogos. a violação preferencialmente por via eletrónica: do dever de segredo é punível nos termos do Código Penal. no âmbito das atribuições que lhes estão de Centralização de Riscos de Crédito. de 26 de outubro. e 18/2013.º -Geral da República. cessão de crédito aquisição de partes de capital em so- 9 — O Banco de Portugal pode aceder a informação ciedades ou outros entes coletivos referidos nos números constante da base de dados de identificação fiscal. nos termos alterá-la. ou a quem exerça as respetivas Informações sobre riscos competências por delegação. Cooperação com países terceiros mandatários ou outros representantes. da exatidão do nome e número de identificação fiscal as operações de caráter ou finalidade social ou decorrentes dos titulares e pessoas autorizadas a movimentar contas da política de pessoal. incluindo procuradores. no âmbito das dominada por alguma ou algumas daquelas pessoas. po- suas atribuições.. Crédito a membros dos órgãos sociais nómicos. instituições de crédito não podem conceder crédito. dendo tal presunção ser ilidida antes da concessão do 8 — A responsabilidade pela informação constante crédito.os 1 a 4 não se aplica aos membros do designadamente no que respeita ao acesso reservado à conselho geral e de supervisão que não integrem a co- informação centralizada e aos deveres de reporte das en. é equiparada à con- sempre que ocorram erros ou omissões.os 5. para verificação 4 — Ressalvam-se do disposto nos números anteriores. alterada crédito poderão organizar. nos termos resultado da utilização de cartões de crédito associados à de protocolo a celebrar entre o Banco de Portugal e a conta de depósito. nos termos legalmente pre. 3 — Para os efeitos deste artigo.º só podem ser celebrados quando as informa- 3 — As entidades participantes enviam ao Banco de ções a prestar beneficiem de garantias de segredo pelo Portugal a informação referida no número anterior com menos equivalentes às estabelecidas no presente Regime a periodicidade definida em regulamentação do Banco Geral e tenham por objetivo o desempenho de funções de Portugal. pela Autoridade Tributária e Aduaneira. o disposto nos n. nos termos legais.º 46/2011. aos administradores tidades participantes.º 3 do artigo 81. bem como ao Procurador. nem a às dos agentes de execução. 10 — O Banco de Portugal regulamenta os aspetos 5 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte. no âmbito de processos executivos para qualquer forma ou modalidade. bem como o crédito concedido em transmitidos pelas entidades participantes. sob vistos. necessários à execução do disposto no presente artigo. a quem cabe tal verificação. a derrogação do sigilo bancário. sob regime de segredo. de 7 de novembro. cabendo-lhes em exclusivo retificá-la ou a comunicação prévia ao Banco de Portugal. pode ser comunicada a qualquer autoridade judiciária no âmbito de um processo penal. I. 1.º 5 — A informação da base de dados de contas respei- tante à identificação das entidades participantes em que as Violação do dever de segredo contas estão domiciliadas pode ser igualmente transmitida.1700-(112) Diário da República. Os acordos de cooperação referidos no n. e pelos Decretos-Leis a segurança das operações. 1 — Sem prejuízo do disposto nos n. de procedimento a definir por instrução.º 25/2008.º 60 — 26 de março de 2015 b) Identificação dos respetivos titulares e das pessoas Artigo 82. aos membros quando nestes processos exerçam funções equiparáveis dos seus órgãos de administração ou fiscalização. de 30 de outubro. de supervisão que estejam cometidas às entidades em 4 — A informação contida na base de dados de contas causa. incluindo a prestação de pagamento de quantia certa. por sua iniciativa ou a pedido dos seus clientes. aos funcionários judiciais. Sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. perante o conselho de administração da respetiva da base de dados de contas é das entidades participantes instituição de crédito. de 6 de fe- vereiro. quer direta quer indiretamente.º Social. e à Unidade de Informa- Independentemente do estabelecido quanto ao Serviço ção Financeira. sociedades ou outros entes coletivos por eles direta ou indiretamente dominados. gerida anteriores.ª série — N. missão para as matérias financeiras. bem como. a) À Autoridade Tributária e Aduaneira no âmbito das respetivas atribuições relativas a cobrança de dívidas e CAPÍTULO IV ainda nas situações em que a mesma determine. P.º 67/98. c) Data de abertura e de encerramento da conta. em condições similares às praticadas Autoridade Tributária e Aduaneira. nos crédito quando o beneficiário seja cônjuge ou parente em termos da Lei n. um pelo Decreto-Lei n. 6 — O disposto nos números anteriores não prejudica 2 — Presume-se o caráter indireto da concessão de o direito de acesso do titular aos seus dados pessoais. as instituições de cometidas pela Lei n. n.

incluídas no perímetro de supervisão em base consolidada a que esteja sujeita a instituição de crédito em causa.º das suas associações empresariais.os 5 e 7. ou ainda o encerramento temporário de instituições Defesa da concorrência de crédito. bem como na apreciação e decisão dos casos abrangidos pelos n. b) Recolher e elaborar as estatísticas monetárias.º às sociedades gestoras de fundos de pensões. fiscalizar e promover o bom fun- mobiliários ou instrumentos equiparados. nomeadamente a suspensão temporária de mercados determinados ou de certas categorias de opera- Artigo 87. os consultores e os mandatários Superintendência das instituições de crédito não podem intervir na apre- 1 — A superintendência do mercado monetário. cambial se verifique perturbação que ponha em grave pe- rigo a economia nacional. entes coletivos que uns ou outros direta ou indiretamente 2 — Quando nos mercados monetário. nadamente no âmbito da sua colaboração com o Banco cia às instituições de crédito e suas associações empresa. riais ter-se-ão sempre em conta os bons usos da respetiva atividade.º ções. vidade dos agentes do mercado com a política económica parentes ou afins em 1. do Mercado de Valores Mobiliários cação do artigo 109. Artigo 90. financeiro e dominem. nem Artigo 89. corretoras e outras mediadoras de seguros que dominem ou sejam dominadas por qualquer entidade (Revogado. enviado à Autoridade da Concorrência o parecer do Banco ções de concessão de crédito de que sejam beneficiárias de Portugal. nem a sociedades ou outros Artigo 88.) no n. os diretores e outros empregados.º entes coletivos por eles dominados. nomeadamente no que respeite às circunstâncias 2 — As restantes atribuições do Banco de Portugal de risco ou solvabilidade. atividade de intermediação de instrumentos financeiros. empresas Publicidade de seguros. 8 — Os membros do órgão de administração ou fiscali. exigindo-se em todas TÍTULO VII estas situações a aprovação por maioria de pelo menos dois Supervisão prudencial terços dos restantes membros do órgão de administração e o parecer favorável do órgão de fiscalização. aos membros de outros órgãos que considere Nos processos instaurados por práticas restritivas da exercerem funções equiparáveis e às sociedades ou outros concorrência imputáveis a instituições de crédito ou suas entes coletivos por eles dominados.os 1 a 4 não se aplica às opera.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(113) parte da comissão de auditoria. poderá o Governo. ordenar as medidas Defesa da concorrência apropriadas. seus cônjuges. e designadamente a coordenação da ati- indiretamente interessados os próprios. cionamento dos sistemas de pagamento.ª série — N. cambiais e da balança de pagamentos. 1 — A atividade das instituições de crédito. associações empresarias é obrigatoriamente solicitado e 7 — O disposto nos n. bem como a Artigo 92.º grau. o dades gestoras de participações sociais que se encontrem parecer da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.Diário da República. Colaboração do Banco de Portugal e da Comissão 6 — O Banco de Portugal poderá determinar a apli.º Princípios gerais Outras operações Artigo 91. de empresas. bem como regular.º 1 de que sejam gestores ou em que detenham parti- cipações qualificadas. 2 — Não se consideram restritivos da concorrência os 1 — Nos termos da sua Lei Orgânica. 1. CAPÍTULO I Artigo 86.) incluída no mesmo perímetro de supervisão. Central Europeu. está sujeita à legislação Atribuições do Banco de Portugal enquanto Banco Central da defesa da concorrência. compete ao acordos legítimos entre instituições de crédito e as práticas Banco de Portugal: concertadas que tenham por objeto as operações seguintes: a) Orientar e fiscalizar os mercados monetário e cam- a) Participação em emissões e colocações de valores bial. se estiver em causa o exercício da instituições de crédito. conferidas pelo presente Regime Geral não podem pre- . fi- nanceiras. ou sociedades ou outros e social do Governo.º zação de uma instituição de crédito não podem participar Intervenção do Banco de Portugal na apreciação e decisão de operações de concessão de cré- dito a sociedades ou outros entes coletivos não incluídos (Revogado. finan- ciação e decisão de operações em que sejam direta ou ceiro e cambial. designadamente b) Concessão de créditos ou outros apoios financeiros no âmbito da sua participação no Sistema Europeu de de elevado montante a uma empresa ou a um conjunto Bancos Centrais. por portaria CAPÍTULO V conjunta do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finan- ças. bem como. desig- 3 — Na aplicação da legislação da defesa da concorrên. sociedades financeiras ou socie.º Os membros do órgão de administração. e ouvido o Banco de Portugal. compete ao Ministro das Finanças.º às entidades referidas no número anterior.

ii) A percentagem dos fundos próprios totais em base consolidada das instituições de crédito-mãe que benefi- 6 — A prossecução das demais atribuições legais do ciam do exercício da faculdade prevista no n.º 1 do artigo 9.º 1 Portugal tem em conta a convergência relativamente aos devem ser publicadas num formato idêntico ao utilizado instrumentos e práticas de supervisão na aplicação da lei e pelas autoridades competentes dos outros Estados membros regulamentação adotadas por força da Diretiva 2013/36/UE da União Europeia e regularmente atualizadas. ambos do Parla. devendo e do Regulamento (UE) n. entre estas. divulga as seguintes informações: Banco de Portugal: a) Os critérios aplicados para determinar se existem a) Coopera com as autoridades de supervisão e demais impedimentos significativos. 1 — A supervisão das instituições de crédito. Europeia. disponha. do Risco Sistémico. Regime Geral. incluindo a da ções investidoras e às instituições patrocinadoras previstos atividade que exerçam no estrangeiro. assegurando. ser acessíveis a partir de um único endereço eletrónico. 1 — Compete ao Banco de Portugal divulgar as se- guintes informações: 5 — Caso o Banco de Portugal exerça a faculdade prevista no n. 4 — No exercício das suas competências. Bancos Centrais. em particular. em cada momento.º 1 do artigo 116. i) O montante total dos fundos próprios em base con- dade Bancária Europeia e para responder aos alertas e solidada das instituições de crédito-mãe que beneficiam recomendações emitidos pelo Comité Europeu do Risco do exercício da faculdade prevista no n.º 3 do artigo 7.º número e a natureza das medidas de supervisão corretivas Supervisão tomadas nos termos do n. de direito ou de facto.º 3 do ar- Banco de Portugal não deve interferir nem prejudicar o tigo 7. no exercício das suas competências. representado por fundos desempenho das suas competências legais de supervisão.º do Regulamento (UE) a) Os textos dos diplomas legais e regulamentares e as n. um fluxo adequado neficiam do exercício da faculdade prevista no n. impedimentos significativos. o 26 de junho.º do Regulamento (UE) n.º do referido Regulamento em base con- solidada das instituições de crédito-mãe que beneficiam Artigo 93. uma descrição su- 2 — O disposto no número anterior não prejudica os mária do resultado do exercício de supervisão e a descrição poderes de supervisão atribuídos à Comissão do Mercado das medidas impostas nos casos de violação dos requisitos de Valores Mobiliários.º-A do exercício da faculdade prevista no n. artigo 7. verificar o cumprimento dos requisitos aplicáveis às institui- em especial a sua supervisão prudencial. o número b) Participa nas atividades da Autoridade Bancária de instituições de crédito com filiais em países terceiros. 1. incluindo o Artigo 93. d) Dados estatísticos agregados relativos a aspetos fun- damentais da aplicação do quadro prudencial.º 575/2013.º do Tratado da União b) O número de instituições de crédito-mãe que be- Europeia. do referido Regulamento e que sejam detidos em filiais d) Coopera de forma estreita com o Comité Europeu situadas em países terceiros.º-C e das me- didas impostas nos termos do título XI. divulga as seguintes informações: domínio prudencial. 4 — Caso o Banco de Portugal exerça a faculdade damente no quadro da participação no Sistema Europeu prevista no n. das companhias financeiras mistas.º a 409. das com. referidos na alínea anterior. a uma transferência rápida de fundos próprios Financeira. leal previsto no n.º 60 — 26 de março de 2015 judicar a sua independência no exercício das funções c) Os critérios e metodologias gerais utilizados para de banco central e de membro do Sistema Europeu de efeitos do artigo 116.º 575/2013. a) Os critérios aplicados para determinar se existem munitária que tenham sido exercidas. atuais entidades integrantes do Sistema Europeu de Supervisão ou previstos. atuais . próprios detidos em filiais situadas em países terceiros. mos do artigo 92. nomea. de recomendações de caráter geral adotados em Portugal no 26 de junho. de acordo com a sua Lei Orgânica e o presente do Parlamento Europeu e do Conselho. avaliar o impacte potencial das suas de. de direito ou de facto.º-A. do Parlamento Europeu e do Conselho. iii) A percentagem do total de fundos próprios nos ter- peia ou do Comité Europeu do Risco Sistémico. c) Numa base agregada para Portugal: c) Desenvolve todos os esforços para dar cumprimento às orientações e recomendações emitidas pela Autori. de Portugal. com base nas dades competentes de outros Estados membros da União informações de que. o Banco de 3 — As informações previstas nas alíneas a) a d) do n.º Sistémico. designadamente no âmbito da Autoridade Bancária Euro. f) Sem prejuízo do dever de segredo. do Parlamento Europeu e do Conselho. e) Os critérios gerais e as metodologias adotados para panhias financeiras. incumbe ao Banco nos artigos 405. 2 — A divulgação da informação prevista nas alíneas a) cisões na estabilidade do sistema financeiro de todos os a d) do número anterior deve ser suficiente para permitir outros Estados membros da União Europeia interessados.º 575/2013. de 26 de junho.º 3 do artigo 7. uma comparação com os métodos adotados pelas autori- especialmente em situações de emergência. mento Europeu e do Conselho. Europeia e nos colégios de autoridades de supervisão.º do Regulamento (UE) de Supervisão Financeira. 3 — O Banco de Portugal deve.º 3 do artigo 4. de 5 — Para efeitos do disposto no número anterior.ª série — N.º do referido Regulamento e. identificados anualmente. de 26 de junho. de acordo com o princípio da cooperação ou ao reembolso imediato de passivos.1700-(114) Diário da República. representado por fundos próprios Informação a divulgar detidos em filiais situadas em países terceiros.º 575/2013.º do referido Regulamento. n.º 3 do artigo 7.º do referido Regulamento.º 3 do e fiável de informação. b) As opções e faculdades previstas na legislação co.

e outras de natureza similar.º do Código das Sociedades Comerciais.º prevista no n. em filiais situadas em países terceiros. de trespasse sempre que as circunstâncias o justifiquem. por portaria. tituição um prazo limitado para que regularize a situação.º Normas prudenciais Segurança das aplicações Artigo 94. ponderados ou não por ficação do objeto de uma sociedade. 1 — Uma fração não inferior a 10 % dos lucros líquidos tituições de crédito-mãe que beneficiam do exercício da apurados em cada exercício pelas instituições de crédito faculdade prevista no n.º.º do referido ou a cobrir prejuízos que a conta de lucros e perdas não Regulamento representado por fundos próprios detidos possa suportar.º do referido Regulamento das 2 — Devem ainda as instituições de crédito constituir instituições de crédito-mãe que beneficiam do exercício reservas especiais destinadas a reforçar a situação líquida da faculdade prevista no n.º 1 do artigo 17.º. a) Relação entre os fundos próprios e o total dos ativos 2 — As instituições de crédito constituídas por modi. de constituição e aplicação das reservas mencionadas no número anterior. 5 — Não é aplicável às instituições de crédito o dis- c) Numa base agregada para Portugal: posto no artigo 35. i) O montante total dos fundos próprios das instituições de crédito-mãe que beneficiam do exercício da faculdade Artigo 97.º do referido Regulamento. b) Limites à tomada firme de emissões de valores mobi- capital social não inferior ao mínimo estabelecido nos liários para subscrição indireta ou à garantia da colocação termos do número anterior. o capital social mínimo das instituições de crédito. das despesas de instalação. por aviso. por fusão de duas coeficientes de risco. Artigo 96. neficiam do exercício da faculdade prevista no n.º do referido Re. as relações a observar entre as rubricas patrimoniais e es- Artigo 95. ou mais.º As instituições de crédito devem aplicar os fundos de que dispõem de modo a assegurar a todo o tempo níveis Competência regulamentar adequados de liquidez e solvabilidade.º tabelecer limites prudenciais à realização de operações que Capital as instituições de crédito estejam autorizadas a praticar. fundos próprios ser inferiores àquele mínimo. capacidade e tempestividade de absorção de perdas e. até gulamento representado por fundos próprios detidos em um limite igual ao valor do capital social ou ao somatório filiais situadas em países terceiros. CAPÍTULO II Artigo 98. devem ter.º do referido Regulamento. o Banco de Portugal pode.) Princípio geral Artigo 99. excessiva de risco.ª série — N. em ambos os casos quer em termos individuais. ii) A percentagem dos fundos próprios totais das ins.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(115) ou previstos. deve ser destinada à formação de uma reserva legal. no ato da constituição. a fim de reduzir o risco de ocorrência de perdas prejudiciais à solvabilidade Fundos próprios das instituições de crédito resultantes de uma excessiva 1 — O Banco de Portugal. e das contas extrapatrimoniais. em função das respetivas ou ao reembolso imediato de passivos. critérios. gerais ou específicos. e) Limites mínimos para as provisões destinados à res ao montante de capital social exigido nos termos do cobertura de riscos de crédito ou de quaisquer outros artigo 95. se superior.º 1 do artigo 9. conceder à ins. na sua qualidade. que se verifiquem nas instituições de crédito.º (Revogado. ou grupo de exposições que resulte numa concentração nindo as características que devem ter. instituições de crédito-mãe com filiais em países terceiros. das reservas livres constituídas e dos resultados transita- iii) A percentagem do total de fundos próprios exigidos dos. ao abrigo do artigo 87. b) O número de instituições de crédito-mãe que be. 3 — Verificando-se diminuição dos fundos próprios f) Prazos e métodos da amortização das instalações e abaixo do referido montante. por aviso. 1 — Compete ao Banco de Portugal definir.º 1 do artigo 9. 3 — O Banco de Portugal poderá estabelecer. possibilidade de diferimento ou can- artigo 9. do equipamento. a uma transferência rápida de fundos próprios tinguidos. grau de subordinação.º d) Limites à concentração de riscos.Diário da República. c) Limites e formas de cobertura dos recursos alheios e de quaisquer outras responsabilidades perante terceiros. características de permanência. sendo dis. ou por cisão. quer em 1 — Compete ao Ministro das Finanças. e o número dessas celamento da sua remuneração.º 1 do artigo 9. defi.º 1 do quando aplicável.º riscos ou encargos. não podendo também os seus das emissões dos mesmos valores. por aviso. 1. ouvido o termos consolidados. fixará os elemen. neste caso. 2 — Os fundos próprios não podem tornar-se inferio. consultar a Comissão do Mercado . devendo. fixar. e nomeadamente: Banco de Portugal ou sob sua proposta. 4 — Os elementos que integrem os fundos próprios 2 — Compete ainda ao Banco de Portugal regulamentar devem poder ser utilizados para cobrir riscos ou perdas as matérias a que alude a alínea f) do n. exposição perante um único cliente ou um grupo de clien- tos que podem integrar os fundos próprios das instituições tes ligados entre si ou qualquer outra forma de exposição de crédito e das sucursais referidas no artigo 57. e Reservas que sejam detidos em filiais situadas em países terceiros.

a decisão do Banco de Portugal ser tomada sociais que apenas detenham partes de capital nas socie. deve ser feita sempre que da iniciativa ou do conjunto de c) Solidez financeira do proposto adquirente. ou quando esta se transforme em filial da da instituição de crédito. elementos e informações que devem acompanhar a co. pretenda deter participação qualificada numa influência provável na instituição de crédito e a solidez instituição de crédito deve comunicar previamente ao financeira do projeto. filiais atos ou factos suscetíveis de alterar a influência exercida de empresas de seguros detidas em conformidade com a pelo seu detentor na gestão da instituição participada. tendo especialmente em consideração.1700-(116) Diário da República.º imobiliário para arrendamento habitacional e sociedades de investimento imobiliário. se tivamente às participações indiretas detidas através de não considerar demonstrado que o proposto adquirente sociedades de capital de risco e de sociedades gestoras reúne condições que garantam uma gestão sã e prudente de participações sociais. na Comunicação das participações qualificadas apreciação das condições que garantam uma gestão sã e prudente da instituição de crédito. 3 — A apreciação a que se refere o número anterior sociedades gestoras de fundos de pensões. sociedades de pode ser feita por iniciativa dos interessados. declarar que possui caráter qualificado uma tituições de crédito. nos termos do disposto nos artigos 30. independência ou 50 % do capital ou dos direitos de voto na instituição e disponibilidade dos membros do órgão de administração participada. sociedades financeiras.º 60 — 26 de março de 2015 de Valores Mobiliários. capital de risco e sociedades gestoras de participações neste caso. o Banco de Portugal 1 — A pessoa singular ou coletiva que. no prazo de dois dias úteis a contar Relações das participações com os fundos próprios da data da receção da referida comunicação. superior a 1 — O Banco de Portugal pode.º 1 é de cinco anos rela. instituições participação no capital ou nos direitos de voto de uma financeiras. por aviso. trapasse qualquer dos limiares de 10 %. grupo. dos Artigo 101. a sua retamente. 20 %. tem em conta a adequação do proposto adquirente.º 3 — A comunicação prevista nos números anteriores a 33. as instituições de crédito não podem deter. 1 — O Banco de Portugal pode opor-se ao projeto. dades antes referidas. o Banco de Portugal informa o proposto adquirente. o tempo. e da data do termo do prazo previsto Artigo 100. tratar de uma pessoa singular.º-D.os 1 e 2. sempre que o objeto das institui. direta ou indiretamente. d) Capacidade da instituição de crédito para cumprir 4 — O Banco de Portugal estabelece. mente em consideração o disposto no artigo 30. correspondentes ao capital da sociedade na lei. no prazo de 30 dias após a receção do pedido. participação no capital ou nos direitos de voto de uma 2 — Considera-se participação indireta a detenção de instituição de crédito. sição projetada. sociedades instituição de crédito. a designar em resultado da aqui- entidade adquirente. sociedades de serviços auxiliares.º 4. não esteja de antemão assegurado. se se consoante os casos. critérios: 2 — Devem ainda ser comunicados previamente ao Banco de Portugal os atos que envolvam aumento de uma a) Idoneidade do proposto adquirente.º no n. instruída com todos os elementos e informações que a devem acompanhar. Artigo 102. 3 — Não se aplica o limite estabelecido no n. ainda que o resultado exercer na instituição de crédito. corretoras e mediadoras de seguros. numa Declaração oficiosa sociedade. empresas de seguros. Apreciação 4 — O prazo previsto no n. caso integre um municação prevista nos n.ª série — N.º-A 1 — Sem prejuízo do disposto no n. conhecimento de atos ou factos relevantes cuja comu- dições que determinem equiparação de direitos de voto nicação ao Banco tenha sido omitida ou incorretamente para efeitos de participação qualificada. da receção da comunicação. uma percentagem que atinja ou ul. os de forma continuada os requisitos prudenciais aplicáveis. 6 — Se a comunicação efetuada nos termos do pre- (Revogado. se estiver de investimento. feita pelo seu detentor. relativamente à qual venha a ter ações ou outras partes de capital por pessoas ou em con. em função do conjunto dos seguintes Banco de Portugal o seu projeto. um terço b) Idoneidade. 5 — O Banco de Portugal informa o proposto adqui- ções visadas compreenda alguma atividade ou serviço rente. por prazo seguido ou interpolado. declarar que possui caráter qualificado qualquer participada. qualificação profissional. tendo especial- participação qualificada.º 4 do artigo 103. da instituição de crédito ou se as informações prestadas pelo proposto adquirente forem incompletas. 1. sempre que tenha conhecimento de de titularização de créditos.º 1 às 2 — O Banco de Portugal pode igualmente. bem como às participações detidas por instituições de crédito em fundos de investimento Artigo 103. a todo participações de uma instituição de crédito noutras ins. das sociedades participadas Artigo 102. a existência de uma estrutura que permita o exer- . devendo. desig- iniciativas projetadas pela pessoa em causa possa resultar nadamente em função do tipo de atividade exercida ou a qualquer das situações indicadas.º-A. direta ou indi. por escrito. por escrito. no prazo de dois dias Relações das participações com o capital úteis a contar da data de receção da referida comunicação.º. a todo o tempo e inde- três anos.) sente artigo não estiver devidamente instruída. sempre que deles possa resultar.º 2 — Para efeitos do disposto no número anterior.º elementos ou informações em falta. lei a estas aplicável. participação que lhes confira mais de 25 % dos pendentemente da aplicação de outras medidas previstas direitos de voto.

º 63-A/2013. 10 — Quando não deduza oposição. que aquele é de um ano.º 5 do 2 — A pedido das autoridades competentes de outros artigo 102.º Estados membros.º dia útil do prazo previsto no b) Empresa mãe de uma entidade referida na alínea número seguinte. 1.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(117) cício de uma supervisão efetiva. de intermediação de instrumentos financeiros ou no caso do Parlamento Europeu e do Conselho. 3 — O Banco de Portugal solicita o parecer da Auto- 6 — A suspensão do prazo prevista no número anterior ridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões não pode exceder: no caso de o proposto adquirente corresponder a um dos a) 30 dias úteis. por escrito. 4 — Sem prejuízo do disposto nos n. empresa de investimento ou entidade gestora 3 — O Banco de Portugal pode solicitar ao proposto de organismos de investimento coletivo em valores mobi- adquirente.º-A relacionada com a aquisição projetada.º 5 e da nova data do termo do prazo da União Europeia. até ao 50. e do Conselho. de 26 de junho. pela autoridade competente no âmbito do processo de ções entre as autoridades competentes e a determinação cooperação previsto no artigo 103. 11 — Na decisão do Banco de Portugal devem ser 3 — Deve ainda ser comunicada ao Banco de Portu- indicadas as eventuais observações ou reservas expressas gal. maio. no prazo de dois dias úteis a contar da sede principal e efetiva de administração em país terceiro receção dos referidos elementos e informações. no prazo de 30 dias. empresa de seguros. de 13 de julho. caso da Diretiva 2005/60/CE. da repartição de responsabilidades entre as mesmas. 5 — O Banco de Portugal informa a Comissão Europeia b) 20 dias úteis. no prazo de 60 dias úteis a contar da data em que tiverem sido comunicadas as informações previstas no n. bem como no caso de o proposto adqui. o Banco de Portugal comunica as in- 5 — O pedido de elementos ou de informações com. autorizadas pela Au- domicílio ou sede num país terceiro ou aí estiver sujeito a toridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. o Banco de Portugal: tuição de crédito se transforme em sua filial. pelo menos. a troca eficaz de informa.º 4. elementos e informações comple. regulamentação. o Banco de Por. o Banco tugal poderá fixar prazo razoável para a realização da de Portugal informa o interessado.Diário da República. no prazo de dois apreciação do proposto adquirente. formações essenciais à apreciação de projetos de aquisição plementares efetuado pelo Banco de Portugal. o Banco c) Pessoa singular ou coletiva que controla uma enti- de Portugal informa o proposto adquirente da sua decisão dade referida na alínea a). por sua iniciativa ou a pedido do proposto adquirente.º 4. o prazo de apreciação. 4 — O Banco de Portugal solicita o parecer da Co- rente não estar sujeito a supervisão nos termos do disposto missão do Mercado de Valores Mobiliários se o objeto na Diretiva 2013/36/UE.º 4. do Parlamento Europeu e do da instituição de crédito compreender alguma atividade Conselho. e) Existência de razões suficientes para suspeitar que.ª série — N. ou das Diretivas 2009/65/CE. caso sejam solicitadas. dias úteis a contar da data da decisão e antes do termo do prazo previsto no n. considera. nos casos em que nada se considerar que a participação adquirida tem caráter disser. dere necessárias. de o proposto adquirente corresponder a um dos tipos de 2009/138/CE. ou pessoa coletiva que tenha a sua previsto no n. e as autoridades competentes dos outros Estados membros da União Europeia de qualquer tomada de participações 7 — O Banco de Portugal informa o proposto adqui. por escrito. está Cooperação em curso ou foi tentada uma operação suscetível de con- figurar a prática de atos de branqueamento de capitais ou 1 — O Banco de Portugal solicita o parecer da auto- de financiamento do terrorismo.os 5 e 6. na aceção do Decreto-Lei n. entre a data do pedido e a data de outras informações relevantes. da receção dos elementos e informações seja pessoa singular não nacional de Estados membros a que se refere o n. qualificado. a celebração dos atos mediante . teve lugar.º 1. à União Europeia. em virtude da participação. autorizadas pela Comissão 25 de novembro. nos restantes casos. 1 — Os atos ou factos de que tenha resultado a aqui- sição de uma participação que atinja. prazo de 15 dias a contar da respetiva verificação. a) Instituição de crédito. suspende de participações qualificadas e. bem como realizar as averiguações que consi. autorizada noutro Estado membro da União Europeia. de 10 de mentares. ou que a aquisição projetada tipos de entidades: poderá aumentar o respetivo risco de ocorrência. anterior. 6 — O Banco de Portugal consulta a base de dados de a) Informa o proposto adquirente.º ridade competente do Estado membro de origem. 2 — No caso previsto no número anterior.º b) Pode divulgar ao público as razões que fundamentam Comunicação subsequente a oposição. e 2004/39/CE. liários. do Parlamento Europeu e do Conselho. no caso de o proposto adquirente ter tipos de entidades previstas no n. entendendo-se. Artigo 104. 5 % 9 — Sem prejuízo do disposto nos n.º 1. empresa de resseguros. numa instituição de crédito sempre que o participante rente.º-A. de entidades previstas no n. por escrito. de 26 de outubro. do Parlamento Europeu do Mercado de Valores Mobiliários. no prazo de 15 dias. do capital ou dos direitos de voto de uma instituição de -se que o Banco de Portugal não se opõe ao projeto caso crédito devem ser comunicados ao Banco de Portugal no não se pronuncie no prazo previsto no n. receção da resposta do proposto adquirente. do Parlamento Europeu e do o proposto adquirente corresponda a um dos seguintes Conselho. Artigo 103. da sua sanções da Autoridade Bancária Europeia para efeitos da decisão e das razões que a fundamentam. na aceção do artigo 1. de 21 de abril. e. a insti- 8 — Caso decida opor-se ao projeto.os 5 e 6. operação projetada.

º.º 6 — O presidente da assembleia geral a quem sejam Crédito a detentores de participações qualificadas comunicadas as decisões a que se refere o número anterior deve. ou ainda pelo Banco de Portugal.º 5 — As decisões proferidas ao abrigo dos números an- teriores são notificadas ao interessado. a comunicação em falta for feita antes de decidida a inibição dos direitos de voto. o Banco de Por- determinar a inibição do exercício dos direitos de voto tugal deve. o disposto no artigo 104.os 4 2 — Se.º.º provar que teria sido tomada e teria sido idêntica ainda que esses direitos não tivessem sido exercidos. se considera cidos pela instituição participada noutras instituições de que a participação daí resultante tem caráter qualificado.os 1 e a inibição.º.º e comunicadas ao órgão de administração da instituição Comunicação pelas instituições de crédito de crédito participada e ao presidente da respetiva assem- bleia de acionistas. sob qualquer reitos de voto inibidos não são. Artigo 108. forma ou modalidade. nas situações a que se refere a alínea a) do e seguintes do artigo 105.º Portugal procede de acordo com os poderes que lhe são conferidos pelo artigo 103. com as devidas adaptações. cará ao seu detentor.º 8 — A anulabilidade pode ser arguida nos termos ge- rais. tos relevantes. necessária e adequada para impedir a influência na ges- tão que foi obtida através do ato de que tenha resultado Artigo 106. 1 — As instituições de crédito comunicarão ao Banco da determinação de que deve atuar de forma a impedir o de Portugal. incluindo a prestação de garantias.ª série — N. xar de deter participação qualificada numa instituição de 3 — Em qualquer dos casos previstos nos números crédito. ou diminuí-la de tal modo que a percentagem de anteriores. as instituições de crédito sempre que o objeto da instituição de crédito compreenda comunicam ao Banco de Portugal a identidade dos de- alguma atividade de intermediação em instrumentos fi. recusar os respetivos registos. Artigo 105. de acordo com o alterações a que se referem os artigos 102. e são também comunicadas. sempre que o interessado seja uma entidade sujeita a a cada participação.º e 107. 1 — O montante dos créditos concedidos. em qualquer circunstância. 2 — Às decisões tomadas nos termos do n. se a mesma comunicação for Diminuição da participação posterior à decisão de inibição.º a aquisição ou o aumento da referida participação.º. sujeitos a se verificar que foram exercidos direitos de voto sujeitos comunicação prévia nos termos do disposto nos n. um terço direta ou indiretamente. deve informar previamente o Banco de Portugal ciente para assegurar as condições de gestão sã e prudente e comunicar-lhe o novo montante da sua participação. que venham ao seu conhecimento após a municação prevista no artigo 102. nesta última e não envolver restrição grave do exercício 2 — Se se verificar a redução de uma participação para de outras atividades económicas. que criem o receio justificado de que a influência exercida pação qualificada depois de ter procedido à comunicação pelo seu detentor possa prejudicar a gestão sã e prudente referida no artigo 102. o disposto nos n. nos termos gerais.º número anterior. 2 — Em abril de cada ano. não obstante o disposto no número anterior. ou de tal modo que a instituição deixe de ser crédito participada. desde Inibição por motivos supervenientes que se verifique alguma das seguintes situações: 1 — O Banco de Portugal. aquisição ou de aumento da participação comunicado. com as necessárias adaptações. 1. em alternativa. tentores de participações qualificadas. acompanhadas. inibição do exercício dos direitos de voto integrantes da c) Ter-se o Banco de Portugal oposto ao projeto de mesma participação. na pendência da ação de anulação da respetiva integrantes de uma participação qualificada. assegurar que os di. constituição ou aumento de uma participação qualificada e b) Ter o interessado adquirido ou aumentado partici. pode determinar a se ter pronunciado nos termos do artigo 103. a deliberação tomada é anulável. o Banco de Portugal comuni- que medida a inibição abrange os direitos de voto exer. crédito com as quais se encontre em relação de controlo 3 — Às situações previstas no presente artigo é aplicá- ou domínio. o Banco de Portugal poderá. exercidos na assembleia de acionistas. no exercício das suas funções. esta cessa se o Banco de 1 — A pessoa singular ou coletiva que pretenda dei- Portugal não deduzir oposição.1700-(118) Diário da República. direitos de voto ou de capital de que seja titular desça a determinar que a inibição incida em entidade que detenha. quanto a este último. vel. o Banco de Portugal pode órgãos de administração ou fiscalização. Inibição dos direitos de voto 9 — Se o exercício dos direitos de voto abrangidos 1 — Sem prejuízo de outras sanções aplicáveis e salvo pela inibição tiver sido determinante para a eleição dos o disposto no número seguinte. no prazo de 30 dias. sua filial. Artigo 109.º 1 é aplicá- vel. supervisão da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.º 60 — 26 de março de 2015 os quais sejam concretizados os projetos de aquisição 7 — Se. um nível inferior a 5 % do capital ou dos direitos de voto 4 — O Banco de Portugal determina igualmente em da instituição participada. na medida deliberação. mas antes de o Banco de Portugal da instituição de crédito participada. nível inferior a qualquer dos limiares de 20 %. ou de aumento de participação qualificada. as exercício dos direitos de voto inibidos. se essa medida for considerada sufi. logo que delas tiverem conhecimento. direitos de voto na instituição de ou 50 %. com fundamento em fac- a) Não ter o interessado cumprido a obrigação de co. a pessoa que direta ou indiretamente detenha participação .º disposto no número seguinte. salvo se se 2 do artigo 102. direto ou indireto. à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários do capital social e dos direitos de voto correspondentes e. com especificação nanceiros. o Banco de Artigo 107.

º solidadas nos termos previstos em legislação própria. com indicação das respetivas participações no capital social. sociedades financeiras ou sociedades gestoras de participações sociais.º podem números anteriores. a relação legal. deve ser publicada.º ul- do artigo 85. de- essa pessoa direta ou indiretamente domine. pela aplicação tituições de crédito relativos ao exercício do direito de de sistemas de governo que garantam a gestão eficaz e pru- voto estão sujeitos a registo no Banco de Portugal. às operações a que se referem os Os limites previstos nos artigos 100.º a) Assumir a responsabilidade pela instituição de cré- Aquisição de imóveis dito. ser regularizadas no prazo de dois anos. ficiárias instituições de crédito. em cada momento e no seu conjunto.os 2 e 3 do artigo 85.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(119) qualificada numa instituição de crédito e a sociedade que 2 — O Banco de Portugal determinará as normas. que a instituição de crédito ela estejam numa relação de grupo. devendo as situações daí resultantes rados de pessoas e bens.º grau ou de cônjuges judicialmente sepa. fiscalizam e são responsá- 1 — Os acordos parassociais entre acionistas de ins.º e 101. os limi- cada momento. sem prejuízo das empresas de seguros.º são aplicáveis. 30 % dos fundos próprios da instituição tes ao valor do ativo imobilizado das instituições de cré- de crédito.º instituição de crédito. de informação financeira. bem como ao valor total das ações ou outras partes de 3 — As operações referidas nos números anteriores capital de quaisquer sociedades não abrangidas no referido dependem da aprovação por maioria qualificada de pelo ativo. não poderá exceder. sob dente da mesma. salvo au. deve observar na aquisição de imóveis. em O Banco de Portugal poderá definir. menos dois terços dos membros do órgão de administra- ção e do parecer favorável do órgão de fiscalização da Artigo 114. 1 — Compete ao Banco de Portugal. Artigo 115. havendo 5 — O disposto no presente artigo não se aplica às motivo fundado. adquirir da mesma. que as instituições de crédito podem deter. de crédito próprio. 3 — O disposto nos números anteriores não se aplica Governo no caso de as assembleias gerais se realizarem ao abrigo do artigo 54.º apenas ilidível nos casos de parentesco e trapassada. 2 — A relação só tem de incluir os acionistas cujas CAPÍTULO II-A participações excedam 2 % do capital social. estabe- entidade incluída no mesmo perímetro de supervisão.º-A Sistemas de governo Artigo 111. aos órgãos de administração e de fiscalização. com as necessárias adaptações. nas condições que este determinar. corretoras e outras mediadoras de atribuições da Comissão de Normalização Contabilística seguros que dominem ou sejam dominadas por qualquer e do disposto no Código dos Valores Mobiliários. 2 — As instituições de crédito organizarão contas con- Artigo 110. nem às sociedades gestoras de fundos de pensões. em Portugal. Aquisições em reembolso de crédito próprio 4 — Os n.º encontrem incluídas no perímetro de supervisão em base consolidada a que esteja sujeita a instituição de crédito em Regras de contabilidade e publicações causa. no âmbito das respetivas competências.º 2 — O montante global dos créditos concedidos a todos Rácio do imobilizado e aquisição de títulos de capital os detentores de participações qualificadas e a socieda- des referidas no número anterior não poderá exceder. dos acionistas. veis. poderá ser prorrogado pelo Banco de operações de concessão de crédito de que sejam bene. da organização e a prevenção de conflitos de interesses. o qual. no âmbito das respetivas funções: Artigo 112. sendo a presunção prevista no n. 1. incluindo a separação de funções no seio pena de ineficácia. 10 % dos fundos próprios da instituição.ª série — N. devem publicar. podendo este exigir a respetiva certificação dois dos jornais mais lidos da localidade da sede. da estratégia de risco e do governo interno torização concedida pelo Banco de Portugal.º do Código das Sociedades Comerciais.º 1 — Os órgãos de administração e de fiscalização das Registo de acordos parassociais instituições de crédito definem.Diário da República. bem como definir os elementos artigo e no n. aprovar e fiscalizar a implementação dos objetivos 1 — As instituições de crédito não podem. em resultado de aquisições em reembolso afinidade em 1. 2 — O registo pode ser requerido por qualquer das 2 — Na definição dos sistemas de governo compete partes do acordo.º 2 ser excedidos e a restrição constante do artigo 112. por aviso. que se Artigo 115. estratégicos. dito. imóveis que não sejam indispensáveis à sua instalação e b) Assegurar a integridade dos sistemas contabilístico e funcionamento ou à prossecução do seu objeto social.º serão sempre agregados que as mesmas instituições lhe devem remeter e os que para efeitos do cômputo dos respetivos limites. lecer normas de contabilidade aplicáveis às instituições 6 — Os montantes de crédito referidos no presente sujeitas à sua supervisão. Portugal.º 5 do artigo 85. Relação de acionistas 3 — As instituições sujeitas à supervisão do Banco de Portugal devem publicar as suas contas nos termos 1 — Até cinco dias antes da realização das assembleias e com a periodicidade definidas em aviso do Banco de gerais das instituições de crédito. ou que com signadamente de contabilidade. Artigo 113. incluindo o controlo financeiro .

as competências e a experiência é fiscalizada diretamente pelo comité de remunerações de cada um dos membros daqueles órgãos e dos ór. são publicados nos termos da bros não executivos do órgão de administração ou pelos alínea c) do n. se existente. das funções do colaborador para além do exigido. composto por membros do órgão de admi- nistração que não desempenhem funções executivas ou 3 — A política de remuneração das instituições de cré- por membros do órgão de fiscalização. os poderes adequados e uma remuneração em função c) Avaliar. cipalmente na experiência profissional relevante e na res- nistração em matéria de seleção e nomeação da direção ponsabilidade organizacional das funções do colaborador. Artigo 115. às unidades de estrutura que controlam. respetivas atividades profissionais tenham um impacto plexidade das suas atividades. boradores referidos nas alíneas b) a e) do n. detetadas nos mesmos. da empresa-mãe 3 — Os órgãos de administração e de fiscalização e das filiais. b) ou c). natureza. do dente. os seguintes requisitos: a) Identificar e recomendar os candidatos a cargos a) Promover e ser coerente com uma gestão de riscos sã naqueles órgãos. gãos no seu conjunto.º 60 — 26 de março de 2015 e operacional e o cumprimento da legislação e regulamen. pelo órgão de fiscalização. categorias de colaboradores: bito das respetivas competências. 5 — O objetivo e a política para a representação do 6 — A implementação da política de remuneração deve género sub-representado referidos na alínea b) do n. valores e interesses de dedicar ao exercício da função.º 2 ser sujeita a uma análise interna centralizada e indepen- do artigo 435. incluindo o recurso a 5 — O órgão de administração aprova e revê periodi- consultores externos. meios que considere necessários. d) Estabelecer que a remuneração dos colaboradores d) Avaliar. podem criar um comité de material no perfil de risco da instituição de crédito. atendendo à sua di. Comité de nomeações e) Os colaboradores cuja remuneração total os coloque no mesmo escalão de remuneração que o previsto para as 1 — As instituições de crédito. se existente. experiência. da assembleia geral a política de remuneração respeitante 4 — O comité de nomeações pode utilizar todos os aos colaboradores referidos na alínea a) do n. tomam e propõem as a) Os membros dos órgãos de administração e de fis- medidas adequadas para corrigir quaisquer deficiências calização. organização interna.º 2 desse mesmo artigo.º 2. a dimensão.ª série — N. c) Os responsáveis pela assunção de riscos. desde que as mensão. sões do órgão de administração seja dominada por um qualquer indivíduo ou pequeno grupo de indivíduos 4 — O órgão de administração ou o comité de remu- em detrimento dos interesses da instituição de crédito nerações. de topo e formular-lhes recomendações. que desempenham funções de gestão do risco e controlo os conhecimentos. pelos mem- como a respetiva aplicação. com vista a eventuais alterações. e os critérios para a componente variável da remuneração. âmbito e à com. 1 — As instituições de crédito definem a política de d) Acompanhar e controlar a atividade da direção de topo. os seus objetivos. a realizar Parlamento Europeu e do Conselho. remuneração aplicável. atribuindo-lhes jetivos. diversidade e ao nível de risco tolerado pela instituição de crédito. organização interna e à natureza. incluindo os benefícios discri- cionários de pensão. nomeações. com uma periodicidade mínima anual. e utilizar os fundos necessários para camente a política de remuneração respeitante aos cola- esse efeito. acompanham e avaliam periodicamente a eficácia dos 2 — A política de remuneração abrange as seguintes sistemas de governo da instituição de crédito e. ao nível do grupo. a composição e o desempenho e de forma independente do desempenho das respetivas daqueles órgãos e formular recomendações aos mesmos unidades de estrutura.º do Regulamento (UE) n. tendo como objetivo . Política de remuneração c) Supervisionar o processo de divulgação e os deveres de informação ao Banco de Portugal. da realização dos objetivos associados às suas funções a estrutura. competências. de 26 de junho. ou. e comunicar-lhes os respetivos e) Distinguir de forma clara os critérios para a fixação resultados. avaliar a composição dos mesmos em e prudente e não incentivar a assunção de riscos superiores termos de conhecimentos. dito deve respeitar.1700-(120) Diário da República. com uma periodicidade. bem pelo comité de remunerações. 1. longo prazo e incluir medidas destinadas a evitar conflitos b) Fixar um objetivo para a representação de homens de interesses. ao âmbito e à comple- lativamente aos órgãos de administração e fiscalização: xidade das suas atividades.º-B d) Os responsáveis pelas funções de controlo. no âm. categorias referidas nas alíneas a).º 2. membros do órgão de fiscalização. elaborar uma descrição das funções e qua. e mulheres naqueles órgãos e conceber uma política c) Prever a independência dos colaboradores que exer- destinada a aumentar o número de pessoas do género cem funções de controlo e de gestão de risco em relação sub-representado com vista a atingir os referidos ob. de forma adequada à sua dimensão e 2 — São competências do comité de nomeações re. na falta deste.º-C tação aplicáveis à instituição de crédito. fundamentados prin- e) Rever periodicamente a política do órgão de admi. bem como no cumprimento nomeações deve procurar evitar que a tomada de deci. anual.º 575/2013. o comité de risco da instituição de crédito. b) Ser compatível com a estratégia empresarial da insti- lificações para os cargos em questão e avaliar o tempo a tuição de crédito. com uma periodicidade mínima anual. da componente fixa da remuneração. Artigo 115. fundamentados no desempenho sustentável e adaptado ao 3 — No exercício das suas funções. no mínimo. b) A direção de topo. submete anualmente à aprovação no seu conjunto.

b) A avaliação deve processar-se num quadro pluria- nual. base proporcional ao longo do período de diferimento.º-E direito adquirido ou ser paga se for sustentável à luz da si- tuação financeira da instituição de crédito e fundamentada Componente variável da remuneração à luz do desempenho da mesma. 1. bem como o custo dos fundos próprios e da e reversão («clawback»).º 575/2013. deve consistir resultou em perdas significativas para a instituição de num adequado equilíbrio entre: crédito. mentação. Quando as instituições de crédito beneficiem de apoio ou outros instrumentos que possam ser integralmente financeiro público extraordinário. devendo tal componente e a duração crédito para reforçar a sua base de fundos próprios e que do período de diferimento ser fixados em função do ciclo na sua concessão são tidos em consideração todos os tipos económico. de apoio financeiro público extraordinário do Parlamento Europeu e do Conselho. em causa e do colaborador em questão. impor restrições aos tipos e características dos b) As remunerações devem ser reestruturadas de modo instrumentos referidos no número anterior ou proibir a consentâneo com uma gestão de riscos sólida e com o utilização de alguns desses instrumentos. a respetiva política de convertidos em instrumentos de fundos próprios principais remuneração fica ainda sujeita aos seguintes requisitos de nível 1 ou cujo valor possa ser reduzido. e b) Quando possível. administração qualquer componente remuneratória variá- vel. 9 — A totalidade da componente variável da remunera- tamentos considerando os vários tipos de riscos. dos seus riscos e da atividade do colaborador em 2 — Para efeitos do disposto no número anterior. atuais e futuros. da unidade de estrutura 1 — Na definição da componente variável da remunera. em especial. quando questão. neidade.ª série — N. devendo ser respeitado o seguinte: a remuneração dependa do desempenho do colaborador: a) Pelo menos 40 % da componente variável da remu- a) A definição do valor total da componente variável neração é diferida. e para a cessação tempestiva do apoio financeiro público 6 — A componente variável da remuneração. competente. o ciclo económico subjacente da instituição de crédito e tendo em consideração tanto a remuneração atual como os seus riscos de negócio. instrumentos indexados às ações ou Artigo 115. . mentos de remuneração adotados pelo órgão societário ações ou instrumentos equivalentes emitidos pela mesma. in- 5 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte.º ou 63. as reduções no pagamento de montantes cujo direito ao c) A aferição do desempenho utilizada para calcular a recebimento já se tenha constituído. os cluindo a fixação de limites à remuneração dos membros instrumentos a que se refere o n. que o colaborador: muneração. salvo se existirem razões objetivas ponderosas que 4 — O Banco de Portugal pode. ção dos colaboradores referidos no n. quer a) Participou ou foi responsável por uma atuação que aquela componente seja diferida ou não. assegu- rando que são. pelo menos metade do seu montante. con- c) A componente variável da remuneração dos colabo- substanciada num período adequado de indisponibilidade radores da instituição de crédito deve ser limitada a uma mediante retenção pela instituição de crédito. só deve constituir um Artigo 115. definir critérios específicos para a sua aplicação.º 2 do artigo 115. incluindo extraordinário. a componente variável da remuneração deve ser componentes de remuneração dele dependentes seja repar. na medida durante o período de intervenção: em que reflitam adequadamente a qualidade creditícia da instituição de crédito e sejam apropriados para efeitos da a) Não deve ser atribuída aos membros do órgão de componente variável da remuneração. admitidos à negociação em mercado regulamentado. instrumentos equiva. da natureza da atividade da instituição de de riscos. atuais ção deve estar sujeita a mecanismos de redução («malus») e futuros.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(121) a verificação do cumprimento das políticas e procedi.º do Regulamento (UE) n. de 26 de junho.º 3 devem estar sujeitos a do órgão de administração. consideradas as situações em 3 — No que respeita à componente variável da re. conforme a forma da instituição.Diário da República. a parte diferida dessa remuneração. a) No caso de instituições de crédito emitentes de ações b) Deixou de cumprir critérios de adequação e ido- ou. componente variável da remuneração deve prever ajus. 7 — Uma parte substancial da componente variável da as instituições de crédito devem assegurar que aquela remuneração deve ser diferida durante um período mínimo componente não limita a capacidade da instituição de de três a cinco anos. assegurando que o processo de avaliação se baseie 8 — Sem prejuízo da legislação civil e laboral apli- no desempenho de longo prazo e que o pagamento das cável. crescimento de longo prazo da instituição de crédito. crédito. uma política de retenção pela instituição de crédito.º-C. e nos restantes casos. lentes. considerar critérios de natureza financeira e não financeira. através de regula- o justifiquem. sendo esse montante elevado para pelo da remuneração deve efetuar-se através da combinação menos 60 % quando a componente variável da remune- da avaliação do desempenho do colaborador. alterada nos termos dos números seguintes caso o desem- tido ao longo de um período que tenha em consideração penho da instituição de crédito regrida ou seja negativo. devendo a instituição de crédito liquidez necessários à instituição de crédito. outros instrumentos na aceção dos Remunerações em instituições de crédito que beneficiem artigos 52.º-D instrumentos equivalentes não expressos em numerário. que deve ração seja de valor particularmente elevado. b) O direito ao pagamento da componente variável da e do desempenho da unidade de estrutura daquele com os remuneração sujeita a diferimento deve ser atribuído numa resultados globais da instituição de crédito. de forma a percentagem dos lucros sempre que tal seja necessário compatibilizar os incentivos com os interesses de longo para a manutenção de uma base de fundos próprios sólida prazo da instituição de crédito.

de Portugal o número de colaboradores que auferem ren- incluindo a possibilidade de não pagamento da mesma. anterior. os fundamentos e o âmbito da teriores deve ter em consideração os interesses de longo proposta. que indique o colaboradores por cessação do exercício de funções an. desde que estejam presentes de crédito. a compo- nente variável da remuneração não pode exceder o valor da a) Mecanismo de redução.º do remuneração total dos colaboradores referidos no n. refletir o desempenho verificado ao longo das mesmas de na data da convocatória. cujo pagamento já constitui um direito adquirido. da instituição de crédito.º da Dire- por parte dos colaboradores de qualquer mecanismo de tiva 2013/36/UE. a um máximo de um quarto da compo- mento pelo risco inerentes às modalidades de remunera. de imediato. exceto aquando da contratação de novos co.º 2 Regulamento (UE) n. nos termos do número anterior. prazo da instituição de crédito. relativa à aprovação de um nível máximo mais elevado 12 — A remuneração visando a compensação de novos da componente variável da remuneração. findo o qual são entregues ao colaborador. devendo o Banco direito adquirido do colaborador à receção do respetivo de Portugal utilizar as informações recebidas quanto à pagamento pela instituição de crédito. 1. as instituições de crédito de cinco anos.º-F Comunicação e divulgação da política de remuneração Rácio entre componentes fixa e variável da remuneração 1 — O Banco de Portugal recolhe as informações di- 1 — As instituições de crédito devem estabelecer rá. de 26 de junho. nente variável da remuneração.º 1 do artigo 94. retenção pela instituição de crédito.º 60 — 26 de março de 2015 10 — Para efeitos do disposto no número anterior: 2 — Sem prejuízo do disposto nos n. e analisa comparativamente proporção suficientemente elevada da remuneração total. por maioria de três quartos dos votos dos acionistas rial. representando a componente fixa uma do Conselho.os 3 e 4. cobertura de risco tendente a atenuar os efeitos de alinha. caso tal não se verifi- de pensão deve ser compatível com a estratégia empresa. findo o qual constitui um e da deliberação que haja sido adotada. os objetivos. diferimento e reversão. incluindo o número de colaboradores afetados. a instituição poderá reduzir total ou parcialmente o mon. dimentos anuais iguais ou superiores a € 1 000 000. incluindo a aplicação das as suas funções e a demonstração de que o rácio proposto regras relativas a desempenho. da proposta apresentada aos acionistas por um período de cinco anos. desde que a mesma seja ção ou através do pagamento da componente variável da paga em instrumentos diferidos por um período igual ou remuneração por intermédio de entidades instrumentais superior a cinco anos.º-C. do Parlamento Europeu e do artigo 115. b) A assembleia geral delibera sobre a proposta apre- laboradores. as tendências e práticas de remuneração. garantida. vulgadas de acordo com os critérios de divulgação esta- cios apropriados entre as componentes fixa e variável da belecidos nas alíneas g) a i) do n. a fim de permitir a aplicação de uma política plenamente 2 — As instituições de crédito comunicam ao Banco flexível relativa à componente variável da remuneração. por . e cujo direito ao respetivo pagamento já tenha sido adqui. do Parlamento Europeu e do Conselho. é o regime através do qual ção não fique a exceder o dobro da componente fixa da a instituição retém o montante da remuneração variável e remuneração de cada colaborador. uma proposta pormenorizada forma a não incentivar comportamentos desadequados. que.ª série — N. Artigo 115. ou representados acionistas titulares de metade das ações 14 — A política relativa aos benefícios discricionários representativas do capital social ou. a) Caso a cessação da atividade do colaborador ocorra antes da reforma. desde que a componente variável da remunera- b) Mecanismo de reversão. 6 — Na definição do rácio entre as componentes fixa rido são retidos pela instituição de crédito por um período e variável da remuneração total. os benefícios discricionários de pensão 5 — A instituição de crédito informa o Banco de Por- de que seja titular são mantidos pela instituição de crédito tugal. obedece ao seguinte procedimento: 11 — Os pagamentos relacionados com a cessação antecipada do exercício de funções do colaborador devem a) A instituição de crédito apresenta à assembleia geral. devendo tais benefícios assumir c) Os colaboradores diretamente afetados pelos níveis a forma dos instrumentos referidos no n. em especial para efeitos de manutenção de uma base sólida 13 — Não pode ser concedida remuneração variável de fundos próprios.º 1 do artigo 450. é o regime através do qual componente fixa da remuneração para cada colaborador. apenas no primeiro ano de atividade e caso sentada nos termos da alínea anterior por maioria de dois exista uma base de capital sólida e forte na instituição terços dos votos emitidos. regendo-se máximos mais elevados da componente variável da re- pelo seguinte: muneração não são autorizados a exercer direta ou indi- retamente quaisquer direitos de voto enquanto acionistas. 3 — As instituições de crédito podem aprovar um ní- tante da remuneração variável que haja sido objeto de vel máximo mais elevado para a componente variável diferimento e cujo pagamento ainda não constitui um da remuneração total do que o estabelecido no número direito adquirido. indisponibilidade mediante é compatível com as obrigações da instituição de crédito.1700-(122) Diário da República. de 26 de junho. rácio máximo proposto. 4 — A aprovação de um rácio mais elevado. presente matéria e transmitir estas informações à Autori- os benefícios discricionários de pensão de que seja titular dade Bancária Europeia.º 3.º-G Artigo 115. podem aplicar uma taxa de desconto.º 575/2013. deliberação adotada para aferir as respetivas práticas na b) Quando o colaborador atinja a situação de reforma. designadamente através da utilização subalínea iii) da alínea g) do n. os valores e os interesses de longo prazo presentes ou representados. ou outros métodos com efeito equivalente. calculada de acordo com as orientações definidas pela Autoridade Bancária 15 — As regras decorrentes do presente artigo não Europeia ao abrigo do disposto no segundo parágrafo da podem ser afastadas.

bem como o interesse público. nível e complexidade das respetivas atividades. inerentes. disposto no número anterior. gias e processos sólidos. em intervalos de remuneração de para cobrir a natureza e o nível dos riscos a que estejam € 1 000 000. b) Deveres de informação ao Banco de Portugal rela. ao qual compete: Comité de remunerações a) Aprovar e rever periodicamente as estratégias e po- líticas relativas à assunção. âmbito vir a estar sujeita. órgão de administração que não desempenhem funções b) Alocar recursos adequados à gestão dos riscos regu- executivas ou por membros do órgão de fiscalização.º-K. de zos informados e independentes sobre a política e práticas 26 de junho. que devam ser tomadas pelo órgão social competente. dos investidores e de outros interessados na implementam procedimentos internos de comunicação instituição de crédito. comité de riscos composto por membros do órgão de ad- bem como das normas que disponham sobre políticas ministração que não desempenhem funções executivas e relativas às exigências de idoneidade. a fim de garantir o seu ca- tribuições para os benefícios discricionários de pensão. lados no presente Regime Geral e no Regulamento (UE) 2 — Compete ao comité de remunerações formular juí.os 1 e 2 à Autoridade Bancária Europeia. de remuneração e sobre os incentivos criados para efeitos c) Afetar tempo suficiente à análise das questões de de gestão de riscos. natureza. da instituição de crédito.Diário da República. eficazes e completos para avaliar b) Auxiliar o órgão de administração na supervisão da e manter numa base permanente os montantes. .º-I Artigo 115. de capital e de liquidez. incluindo utilização de notações de risco externas e de modelos as decisões com implicações em termos de riscos e gestão internos relacionados com esses riscos. incluindo as responsabilidades profissionais ou possam vir a estar expostas. de organização interna e da natureza. grau de detalhe e forma de apresentação da informação a 2 — Nas instituições de crédito não abrangidas pelo divulgar nos termos no número anterior. gestão. ráter exaustivo e a sua proporcionalidade relativamente à 3 — O Banco de Portugal pode definir. 1 — As instituições de crédito significativas em termos ras que mantenham um sítio na Internet devem fazer cons.º-K 4 — O Banco de Portugal comunica as informações Tratamento dos riscos previstas nos n. composto por membros do económico. Artigo 115. Riscos tivos à política de remuneração. 1. risco. incluindo os resultantes da conjuntura e complexidade das respetivas atividades devem criar macroeconómica em que atua.º-L Comité de riscos Dever de divulgação no sítio na Internet 1 — As instituições de crédito e as sociedades financei. qualificação pro.º-A a 115. Artigo 115. tipos e execução da estratégia de risco da instituição de crédito distribuição de capital interno que consideram adequados pela direção de topo.ª série — N. as instituições de crédito acionistas. controlo e redução 1 — As instituições de crédito significativas em termos dos riscos a que a instituição de crédito está ou possa de dimensão. monitorizar a estratégia de risco e a apetência pelo risco 2 — O Banco de Portugal regulamenta o conteúdo. através de re. Capital interno 3 — Sem prejuízo do disposto do n.º-F e 115. n.º-H.º-H é globalmente responsável pelo risco. a área de negócios envolvida e as principais 2 — As instituições de crédito analisam periodicamente componentes da remuneração fixa e variável e ainda con. 1 — O órgão de administração da instituição de crédito Artigo 115.º 1 do artigo 115. 3 — O comité de remunerações é responsável pela pre. devendo os respetivos membros possuir os conhecimen- CAPÍTULO II-B tos. disponibilidade e independência dos membros adequados para poderem compreender inteiramente e dos órgãos de administração e de fiscalização. 4 — No âmbito da sua atividade. atendendo à fase do ciclo um comité de remunerações.º 575/2013. as competências e a experiência necessárias para o exercício daquelas funções. d) Participar ativamente na avaliação de ativos e na paração das decisões relativas à remuneração. organização interna e natureza. compete ao comité de riscos. as estratégias e os processos. competências e experiência fissional. do Parlamento Europeu e do Conselho. da instituição de crédito. gulamentação: a) As regras a observar em matéria de políticas de re. atuais e 1 — As instituições de crédito devem dispor de estraté.º-J a) Aconselhar o órgão de administração sobre a ape- Processo de autoavaliação da adequação do capital interno tência para o risco e a estratégia de risco gerais. 2 — Para efeitos do exercício adequado das funções nerações deve observar os interesses de longo prazo dos referidas no número anterior. âmbito e tar do mesmo informação que exponha o cumprimento das complexidade das suas atividades devem constituir um normas previstas nos artigos 115. de dimensão. com o órgão de administração. o comité de remu. designadamente: Artigo 115. dos riscos da instituição de crédito em causa. as funções do comité de riscos podem ser exercidas pelo órgão de fiscalização. CAPÍTULO II-C muneração das instituições sujeitas à sua supervisão. futuras. que possuam conhecimentos.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(123) exercício económico.

nomeadamente os que emergem no contexto reportar diretamente ao órgão de fiscalização e não pode de estruturas ou produtos complexos. teceder o da posição longa.º 60 — 26 de março de 2015 c) Analisar se as condições dos produtos e serviços 4 — As instituições de crédito implementam sistemas oferecidos aos clientes têm em consideração o modelo eficazes para a gestão e o controlo contínuos das diversas de negócio e a estratégia de risco da instituição de cré. definidos por escrito. investidoras. designadamente por meio de políticas e procedimentos 2 — O responsável pela função de gestão de riscos definidos por escrito. acautelam o risco de falta de liquidez dos instrumentos mentares relevantes para avaliar a afetação do capital quando o prazo de vencimento de uma posição curta an- interno. nomeada- dito e apresentar ao órgão de administração um plano mente para identificar e gerir problemas de crédito. avaliar o risco de crédito das posições em risco Artigo 115. ou da aplicação de técnicas de tituição de crédito. são objeto de avalia- ser destituído sem aprovação prévia do mesmo. sendo responsável por: concentração decorrente das posições em risco sobre cada contraparte individualmente considerada. à função de gestão de risco da instituição de As instituições de crédito implementam políticas e pro- crédito e a aconselhamento especializado externo. ou na mesma região geográfica. cedimentos internos. .º-Q se a natureza. e gestão de todas as fontes e efeitos significativos dos tação de risco ou no facto de não estar disponível uma riscos de mercado. sendo neste caso a função desempenhada por um quadro superior da ins. ção e tratamento. avaliação mentem numa notação por parte de uma agência de no. d) Examinar se os incentivos estabelecidos na política 5 — As instituições de crédito asseguram a diver- de remuneração da instituição de crédito têm em conside. nomeadamente do risco as- c) Participar nas decisões relativas à gestão de riscos sociado a grandes riscos indiretos. o capital. exerce as suas funções de forma independente e em ex- clusividade. valores mobiliários ou posi. é tratado e controlado. carteiras com risco de crédito e posições em risco. dispõem de planos de liquidez que prevejam as 2 — As instituições de crédito devem dispor de me.º-N das operações seja plenamente considerada na avaliação dos riscos e nas decisões de gestão. trapartes centrais.º-R sobre devedores individuais. mentam políticas e processos de identificação. notação para determinada posição em risco. repercussões dos reembolsos programados e antecipados todologias e procedimentos internos que permitam. Risco de crédito e risco de contraparte 2 — As instituições de crédito cedentes de operações 1 — O processo de aprovação. a liquidez e as expectativas quanto considerando os mercados visados e a sua estratégia de aos resultados.º-O este tenha sido constituído. devendo pertencer à direção de topo. avaliados e reportados si e contrapartes que atuam no mesmo setor económico adequadamente. alteração. o formato e a o controlo do risco residual de as técnicas reconhecidas frequência das informações relativas a riscos que devam adotadas para a redução do risco de crédito serem menos receber. crédito global. têm acesso às informações sobre Risco residual a situação de risco da instituição de crédito e.º-M Artigo 115. se necessário e adequado. a quantidade.ª série — N.1700-(124) Diário da República. salvo Artigo 115. dependência exclusiva ou sistemática de notações de risco externas. ou decorrente da mesma b) Participar na definição da estratégia de risco da ins- atividade ou mercadoria. adequadas. prorrogação de titularização renováveis. 4 — O órgão de fiscalização e o comité de riscos. quando daquela análise resulte que as refe. 1 — Os riscos decorrentes das operações de titulariza- tituição de crédito. nível e complexidade das atividades da Risco de titularização instituição de crédito não o justificarem. sificação adequada das respetivas carteiras de crédito. incluindo con- a) Garantir que todos os riscos materiais da institui. sem no âmbito daquelas operações. Risco de mercado ções de titularização bem como o risco de crédito a nível de carteira. lizar correções de valor necessárias e constituir provisões ridas condições não refletem adequadamente os riscos. quando Artigo 115. incluindo riscos 3 — O responsável pela função de gestão de riscos pode de reputação.º-P Função de gestão de riscos Risco de concentração 1 — As instituições de crédito estabelecem uma função de gestão de riscos independente das funções operacionais As instituições de crédito asseguram que o risco de e dotada de recursos adequados. salvaguardando-se a inexistência de ção em relação às quais as instituições de crédito sejam conflito de interesses. 1 — As instituições de crédito estabelecem e imple- 3 — Caso os requisitos de fundos próprios se funda. redução do risco de crédito. cedentes ou patrocinadoras. conjuntos de contrapartes ligadas entre ção de crédito são identificados. incluindo as datas das receitas. Artigo 115. cabendo. a fim de assegurar que a realidade económica Artigo 115. materiais. a instituição 2 — As instituições de crédito adotam medidas que de crédito fica obrigada a considerar informações suple. ração o risco. rea- de correção. 1. de acordo com políticas e procedimentos adequados. que garantam -lhes determinar a natureza. relativamente às quais esteja ou refinanciamento de crédito é estabelecido de forma consagrada uma cláusula relativa ao reembolso anteci- clara e fundamenta-se em critérios sólidos e definidos. pado. eficazes do que o previsto.

medir. definir a respetiva noção de risco operacional. políticas. medir. índice de ações com uma ou mais posições em contratos 4 — As instituições de crédito devem. e o impacto de capital em que a instituição de crédito aplique. 1. cobrir o risco de base de perdas adotar um perfil de risco de liquidez adequado para o bom resultantes da diferença eventual entre a evolução do valor funcionamento e solidez do seu sistema. avaliar e gerir o risco que resulta de uma even. benefícios e riscos relativos à tingência de liquidez. em particular: dices de ações cujo prazo de vencimento ou composição a) Desenvolver metodologias para identificar. de forma a garantir h) Ajustar as suas estratégias. de 26 de junho. d) Considerar diferentes instrumentos de redução do risco de liquidez. para potencial do risco de reputação. interno adequado aos riscos significativos de mercado que ao tipo de operação e à tolerância ao risco definida pelo não estejam sujeitos a um requisito de fundos próprios. incluindo um sistema de limites e de Artigo 115. sucursais e entidades e incluir mecanismos adequados 6 — As instituições de crédito elaboram planos de con- de repartição dos custos. de mercado e combinação de cenários identificar. o Artigo 115. atendendo a vários horizontes temporais e tendo por referência um conjunto de horizontes temporais diversos níveis de condições adversas. operacional a que se encontram sujeitas. elementos extrapatrimoniais e passivos perdas caso se verifique uma perturbação grave da respetiva contingentes. sempre que tal se revele necessário 2 — Para efeitos do disposto no número anterior. igualmente. procedimentos e sistemas referidos nos números b) Posições inversas em contratos de futuros sobre ín. políticas. nos termos dos artigos 326. pecífico de titularização ou outras entidades com objeto específico previstas no Regulamento (UE) n. escala e complexidade das suas atividades. Artigo 115. especialmente em situações de emergência.Diário da República. moe- das. políticas internas e limites que mantêm níveis adequados de liquidez.º-U do Parlamento Europeu e do Conselho. atuais e previstos. procedimentos e sistemas robustos para vos idiossincráticos.º 575/2013. dispor c) Refletir a importância da instituição de crédito em de um capital interno adequado aos riscos de mercado para: cada Estado membro da União Europeia em que exerce a) Ao calcular os requisitos de fundos próprios para a sua atividade. atividades excluídas da sua carteira de negociação. elementos extrapatrimoniais. assegurando ainda a identificação da entidade que detém os ativos.º 575/2013. do Parlamento Europeu 3 — As instituições de crédito comunicam a todas as e do Conselho.º-T reservas de liquidez. devendo tais cenários alternativos incluir. e caso compensem as suas áreas de negócio consideradas relevantes a tolerância ao posições num ou mais títulos de capital que constituam um risco definida. g) Considerar o impacto potencial de cenários alternati- tégias.º do Regulamento (UE) n. do Parlamento Europeu de ónus ou encargos disponíveis em qualquer momento. do risco de liquidez. e) Dispor de uma estrutura de financiamento adequada- 1 — As instituições de crédito estabelecem e implemen- tam políticas e procedimentos para avaliar e gerir o risco mente diversificada e de acesso a fontes de financiamento. vado e a dos títulos de capital que constituem aquele índice. de 26 de junho. regulamentares e As instituições de crédito implementam sistemas para operacionais relativas a potenciais transferências de liqui- identificar. 1 — As instituições de crédito devem dispor de estra. posições em risco. que permita responder a condições Risco operacional adversas que venham a ser identificadas. e do Conselho. do órgão de administração. vos sobre a posição de liquidez e fatores de redução do risco 2 — As instituições de crédito implementam planos de e examinar os princípios subjacentes a decisões relativas ao contingência e de continuidade de negócio que assegurem financiamento. o artigo 345.ª série — N. a) Ser concebidos à medida das áreas de negócio. políticas. a sua capacidade de operar numa base contínua e de conter nomeadamente. tual alteração das taxas de juro suscetível de afetar as dentro e fora do Espaço Económico Europeu.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(125) 3 — As instituições de crédito devem dispor de capital b) Ser proporcionais à complexidade. cabendo-lhes devendo esses mecanismos ser revistos periodicamente. incluindo os das entidades com objeto es- atividade. tendo em conta de futuros sobre um índice de ações ou outro instrumento a natureza. procedimentos e sistemas devem: nas alíneas f) e g). de 26 de junho.º-S país em que os ativos se encontram registados ou deposi- Risco de taxa de juro resultante de atividades tados e a sua disponibilidade. gerir e monitorizar o risco de liquidez alternativos. 4 — As instituições de crédito devem.º 575/2013. anteriores as instituições de crédito devem. nos do compromisso da tomada firme e o dia útil seguinte. derivado desse índice. os quais são submetidos à aprovação liquidez. cálculo dos requisitos de fundos próprios. passivos. cenários alternati- eventos de reduzida frequência mas de grande impacto.º do b) Discriminar os ativos onerados e os ativos livres Regulamento (UE) n. órgão de administração da instituição de crédito. em Risco de liquidez relação às quais a instituição de crédito atue como patro- cinador ou às quais preste apoio significativo de liquidez. desse contrato de futuros ou desse outro instrumento deri. ao perfil de risco. no ativos. as quais abrangem c) Cobertura do risco de perda que exista entre a data os fluxos de caixa significativos. incluindo f) Considerar. não sejam idênticos. . 5 — Na definição e implementação das estratégias. dez e de ativos livres de ónus ou encargos entre entidades.º a 350. controlando o modo como não incluídas na carteira de negociação os ativos podem ser mobilizados em tempo útil. pelo menos anualmente. apropriados. c) Considerar as limitações legais. gerir e monitorizar o seu financiamento. incluindo caso da tomada firme de instrumentos de dívida e de títulos passivos contingentes. e deles decorrentes. as em função da análise dos cenários alternativos previstos estratégias. incluindo o intradiário.

ª série — N.º-W a) Definir as estratégias adequadas e medidas de Análise comparativa dos métodos internos de cálculo execução apropriadas para lidar com possíveis dé. exceto para risco operacional. se for possível determinar com rigor que o método da institui- 1 — As instituições de crédito dispõem de políticas e ção de crédito leva a uma subestimação dos requisitos de procedimentos para identificar. antecedência as medidas operacionais necessárias 3 — No caso do Banco de Portugal especificar carteiras para garantir que os planos de contingência de li. as políticas de financiamento e as con. caso verifique que b) Os métodos em que se verifique uma diversidade a evolução dos perfis de risco de liquidez. do Parlamento b) Se necessário. indicados na especialmente elevada ou reduzida. pelo menos anualmente. no caso de algumas das adotadas nos termos da alínea anterior. deve quidez possam ser imediatamente executados. dos riscos subjacentes das posições em risco ou posições. dos requisitos de fundos próprios fices de liquidez. incluindo em relação a sucursais 1 — As instituições de crédito autorizadas a utilizar estabelecidas noutros Estados membros da União métodos internos para o cálculo dos montantes das posi- Europeia. b) Tomar as medidas necessárias. consoante membro de acolhimento ou de um país terceiro a cuja o caso. e também uma su- bestimação significativa e sistemática dos requisitos de alínea anterior.º 1. possa gerar instabilidade numa instituição fundos próprios. consultar a Autoridade Bancária Europeia e assegurar meadamente: que as instituições de crédito comunicam os resultados dos cálculos a que alude aquele número separadamente a) A titularidade de ativos de garantias imediatamente para as carteiras de referência especificadas ao abrigo do elegíveis para financiamento pelo banco central. monitoriza o elenco de montantes das posições ponderadas laridade de ativos de garantia no território de um Estado pelo risco ou dos requisitos de fundos próprios. de 26 de junho.º 5. ções ponderadas pelo risco ou dos requisitos de fundos b) Considerar os cenários alternativos previstos nas próprios. considerando preferenciais. a a) Os métodos que evidenciem diferenças significativas gestão do risco. posições incluídas em carteiras de referência especificadas nativos previstos nas alíneas g) e h) do n. de crédito ou instabilidade sistémica. comunicam anu- alíneas g) e h) do n. em risco ou transações incluídas na carteira de referência decorrentes da aplicação dos métodos internos de cada 10 — Compete ao Banco de Portugal no âmbito da instituição de crédito. de requisitos de fundos próprios para a mesma posição centrações de financiamento. em risco.º 1.º 8 do artigo 78. instituições de crédito divergirem significativamente da maioria das instituições de crédito ou na falta de unifor- Artigo 115. para as posições moeda tenha uma posição em risco.º 60 — 26 de março de 2015 7 — Os planos de contingência de liquidez devem: Artigo 115.º 5. o Banco de Por- da regulamentação aplicável e o desfasamento entre ativos tugal assegura que as medidas corretivas a adotar mantêm e obrigações. investigar as causas deste facto e. exceto para o risco operacional. contingência de liquidez que venham a ser realizadas nos 2 — Os resultados referidos no número anterior são termos da alínea c) do número anterior. em especial: a) Verificar a evolução dos perfis de risco de liquidez. gerir e controlar o risco fundos próprios que não pode ser atribuída a diferenças de alavancagem excessiva. monitorização do risco de liquidez das instituições de 5 — O Banco de Portugal avalia anualmente a quali- crédito: dade dos métodos aplicados pelas instituições de crédito.º da Diretiva 2013/36/UE.os 1 juntamente com uma explicação sobre as metodologias e 2 devem ser ajustados às atualizações dos planos de utilizadas para aqueles efeitos. do Parlamento Europeu e do Conselho. e pelo Banco de moedas de outro Estado membro da União Europeia ou Portugal. os seus potenciais aumentos resultantes de reduções dos b) Não criam incentivos errados.º-V midade dos métodos que conduza a uma ampla variação Risco de alavancagem excessiva dos resultados. de referência distintas das mencionadas no n. a titularidade de ativos de garantia nas Europeu e do Conselho.1700-(126) Diário da República. 1. incluem o rácio de alavancagem determinado nos termos 7 — Nos termos do número anterior. 2 — Os indicadores de risco de alavancagem excessiva adotar as medidas corretivas que se revelem adequadas. ou fundos próprios da instituição de crédito e a capacidade c) Não incentivam outras instituições a adotar métodos de responderem a situações adversas. o Banco de Portugal c) Se necessário do ponto de vista operacional. 9 — As instituições de crédito devem tomar com de acordo com modelo a elaborar pela mesma. tuições de crédito nos termos do n. n. c) Informar a Autoridade Bancária Europeia das medi- 6 — Cabe ao Banco de Portugal. almente ao Banco de Portugal os resultados dos cálculos c) Ser objeto de testes. e de dos seus métodos internos para as posições em risco ou atualização com base nos resultados dos cenários alter.º 8 do artigo 78. de um país terceiro em que a instituição de crédito tenha 4 — Com base nas informações apresentadas pelas insti- posições em risco. ao abrigo do n. de 26 de junho. os objetivos de um método interno e que: 3 — As instituições de crédito tratam de forma pru. idênticos. 8 — As políticas e procedimentos previstos nos n. designadamente a conceção e o volume de produtos.º da Diretiva 2013/36/UE. a titu. analisando. . a) Não conduzem a uma normalização ou a métodos dente o risco de alavancagem excessiva. no. igualmente comunicados à Autoridade Bancária Europeia.

º-B.º-B f) Regulamentar a atividade das entidades que super- visiona. estratégias. e ções. a expensas da instituição auditada. na sequência de uma alteração súbita e inespe- a atividade das instituições de crédito. correspondente a mais de 20 % dos respetivos fundos b) Vigiar pela observância das normas que disciplinam próprios. d) O caráter adequado dos fundos próprios detidos por b) Os riscos que uma instituição de crédito coloca ao uma instituição de crédito relativos a ativos por si titula- sistema financeiro. quidez. a frequência e a inten- Supervisão sidade da análise e avaliação referida no n.º do Regulamento (UE) n. .º 1093/2010. devem incluir pelo menos o seguinte: Artigo 116. do Par- sanadas as irregularidades detetadas. e avaliação pelo Banco de Portugal 1 — Para além dos riscos de crédito. designada. de harmonia com o princípio da proporcionalidade. SECÇÃO I a natureza. incluindo consideração a natureza. e) A exposição ao risco de liquidez e respetiva avaliação peu e do Conselho. liação de riscos. o Banco de Portugal ana. processos e mecanismos respeito dos requisitos estabelecidos na regulamentação aplicados pelas instituições de crédito para dar cumpri. 1 — No desempenho das suas funções de supervisão.º 575/2013. possam vir a estar expostas.º terior são atualizadas pelo menos anualmente para as instituições de crédito abrangidas pelo plano de atividades Procedimentos de supervisão a que se refere o artigo 116. sobre grandes riscos. mento ao presente Regime Geral e ao Regulamento (UE) c) A solidez. cessem determinada crédito pode apresentar um risco sistémico na aceção do conduta ou se abstenham de a repetir ou para que sejam artigo 23. a importância sistémica. e gestão por parte das instituições de crédito. das companhias fi. por si de Portugal. de políticas e procedimentos aplicados pelas instituições de 26 de junho e avalia: crédito relativamente à gestão do risco residual associado à utilização de técnicas reconhecidas de redução do risco a) Os riscos a que as instituições de crédito estejam ou de crédito. se for o caso. incluindo o lisa as disposições. incluindo o grau de transferência de risco alcançado. sente Regime Geral e do Regulamento (UE) n. de 24 de novembro ou. f) O impacte dos efeitos de diversificação e o modo 2 — Com base na análise e avaliação referidas no nú. rada das taxas de juro de 200 pontos base ou de amplitude nanceiras e das companhias financeiras mistas. d) (Revogada. tendo em conta o conteúdo económico da opera- e quantificação do risco sistémico ao abrigo do artigo 23. como esses efeitos são tidos em conta no sistema de ava- mero anterior. 6 — O Banco de Portugal informa de imediato a Au- do Parlamento Europeu e do Conselho. a análise e a avaliação realizadas pelo Banco auditorias especiais por entidade independente. tomando em consideração a dimensão. sendo necessárias medidas pelo menos no caso das companhias financeiras e das companhias financeiras de instituições cujo valor económico sofra uma redução mistas. 4 — A análise e a avaliação referidas no número an- Artigo 116. a adequação e o modo de aplicação das n. sobre a matéria. do Parlamento Europeu e do Conselho. de mercado. prevista em orientações da Autoridade Bancária Europeia mente a avaliação do cumprimento dos requisitos do pre. o nível e a complexidade das atividades da Supervisão em geral instituição de crédito em causa. do Parlamento Euro. a gestão dos fatores de redução de risco. Artigo 116. nível e complexidade das ativi. mente o desenvolvimento de análises de cenários alterna- c) Os riscos revelados por testes de esforço. a composição e a qualidade das reservas de li- dades das instituições de crédito.Diário da República. tendo em tivos.) e) Emitir recomendações.º 575/2013.º ção. Critérios técnicos relativos à análise g) Sancionar as infrações. de 24 de novembro.ª série — N. nomeada- as recomendações do Comité Europeu do Risco Sistémico. o nível. de mercado e 2 — O Banco de Portugal pode exigir a realização de operacional. de acordo com o disposto no artigo anterior. designada. 1. estratégias. o Banco de Portugal decide se as disposi. bancária.º-A a) Os resultados do teste de esforço realizado pelas instituições de crédito com base na aplicação do método Processo de supervisão IRB. e a definição de planos de contingência eficazes.º-AC. toridade Bancária Europeia dos resultados da análise e c) Emitir determinações específicas dirigidas a pessoas avaliação a que se refere o presente artigo sempre que coletivas ou singulares. gestão por parte das instituições de crédito. designadamente para que adotem tal análise e avaliação revelem que uma instituição de um determinado comportamento. 5 — A análise e a avaliação efetuadas pelo Banco de compete em especial ao Banco de Portugal: Portugal incluem a exposição das instituições de crédito ao risco de taxa de juro resultante de atividades da carteira a) Acompanhar a atividade das instituições de crédito. de 26 de junho. tendo em consideração a identificação rizados.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(127) CAPÍTULO III 3 — O Banco de Portugal determina.º 1.º 1093/2010. processos e mecanismos aplicados pelas g) Os resultados dos testes de esforço realizados pelas instituições de crédito e os fundos próprios e liquidez instituições que utilizam um modelo interno para calcular que detêm garantem uma gestão sólida e a cobertura dos os requisitos de fundos próprios para cobertura dos riscos seus riscos. do Regulamento (UE) n. 1 — Tomando em consideração os critérios técnicos b) A exposição aos riscos de concentração e respetiva previstos no artigo 116. lamento Europeu e do Conselho.

º-AE revelem que o incumprimento dos requisitos para a apli- Medidas corretivas cação dos métodos referidos naquelas disposições pode 1 — O Banco de Portugal pode exigir que as institui. suficiente. mento entre ativos e passivos. d) Cuja análise e avaliação nos termos do disposto no Artigo 116. apoio às suas operações de titularização. crédito vender ou assegurar a cobertura das suas posições i) Impor requisitos de reporte de informação adicional num período curto sem incorrer em perdas significativas ou mais frequente.º 575/2013. processos e mecanismos aplicados a) Que não cumpram os requisitos estabelecidos nos para gerir o risco de alavancagem excessiva.º-J. o b) Exigir o reforço das disposições. g) Exigir que as instituições de crédito utilizem os 5 — Para efeitos da decisão a realizar nos termos do lucros líquidos para reforçar a base de fundos próprios. e) Exigir a redução do risco inerente às atividades. sistema financeiro de todos os outros Estados membros d) Restringir ou limitar as atividades. termos do artigo 393.º e do instituições de crédito.º-C n. de 26 de junho. processos e do desempenho do órgão de administração. de 26 de junho. de 26 de junho. quando essa remuneração não seja consentânea futuro. operação de titularização. 1. estratégias.º do Regulamento (UE) n. tugal abrangem as disposições de sistema de governo das das alíneas f) a j) do n. permitem à instituição de incumprimento. 2 — Para o efeito. alavancagem determinado nos termos da regulamentação aplicável. o Banco f) Exigir que as instituições de crédito limitem a remu- de Portugal toma as medidas adequadas que reflitam o neração variável em termos de percentagem dos lucros facto de crescerem as expectativas de que concede. n. do Parlamento Banco de Portugal tem acesso.º 575/2013.º 2 do artigo 14. de acordo com os próprios superiores às exigências estabelecidas ao abrigo critérios previstos no artigo anterior.º 575/2013. adotem com caráter imediato as medidas ou e pelo Regulamento (UE) n. incluindo o rácio de k) Exigir divulgações adicionais.º 575/2013. . 6 — A análise e avaliação efetuadas pelo Banco de j) Impor requisitos específicos de liquidez.º 2 do artigo anterior.º 5 do artigo 116. meca- Banco de Portugal deve realizar uma avaliação da gestão nismos e estratégias criados para efeitos do governo da global do risco de liquidez das instituições de crédito e sociedade. para melhorar satisfatoriamente.º 60 — 26 de março de 2015 h) A localização geográfica das exposições das insti. ções de crédito que não cumpram as normas que discipli. tendo em conta o papel desempenhado pe- política específica de constituição de provisões ou de tra- las instituições de crédito nos mercados financeiros e o tamento de ativos em termos de requisitos de fundos impacto potencial das suas decisões na estabilidade do próprios. e a quaisquer documentos de apoio relativos às reuniões c) Cuja aplicação de outras medidas não se afigure do órgão de administração e das respetivas comissões. a) Exigir que as instituições de crédito detenham fundos j) A avaliação do risco sistémico.º 1 e do n. 4 — Caso se verifique que uma instituição de crédito produtos e sistemas das instituições de crédito. controlo interno e autoavaliação de riscos.º 1. as disposições. pelo menos às ordens do dia Europeu e do Conselho. cadores de alavancagem excessiva. o ou do Regulamento (UE) n. nos termos da regu. mecanismos aplicados pelas instituições de crédito.1700-(128) Diário da República. Europeu e do Conselho. do Parlamento Europeu e do Conselho. titulares de instrumentos de fundos próprios adicionais lamentação aplicável em matéria de adequação de fundos de nível 1 caso a proibição não constitua um evento de próprios aos riscos de mercado. redes de balcões das instituições de crédito. de fundos próprios estabelecidas ao abrigo do título VII-A 9 — Para efeitos do disposto no número anterior. conduzir a requisitos de fundos próprios desadequados.os 6 e 7 do artigo 116. 2 — Para efeitos do disposto na alínea e) do n. ou solicitar 3 — Compete ao Banco de Portugal verificar se uma o desinvestimento em atividades que apresentem riscos instituição de crédito concedeu apoio implícito a uma excessivos para a respetiva solidez. ou relativamente às quais disponha estejam subestimados apesar do cumprimento dos requi- de informação evidenciando que não as cumprirá no prazo sitos aplicáveis estabelecidos pelo presente Regime Geral de um ano. o Banco de Portugal pondera se os h) Limitar ou proibir os pagamentos de juros ou divi- ajustamentos de valor efetuados relativamente às posições dendos por uma instituição de crédito aos acionistas ou incluídas na carteira de negociação. nomeada- Portugal abrangem a exposição das instituições de crédito mente restrições aos desfasamentos dos prazos de venci- ao risco de alavancagem excessiva refletido pelos indi. processos. do título VII-A ou do Regulamento (UE) n.º-B e nos n. 3 — O Banco de Portugal deve impor um requisito 7 — O Banco de Portugal tem em consideração o mo- específico de fundos próprios superior ao nível mínimo delo de negócio das instituições de crédito ao avaliar a legalmente estabelecido às instituições de crédito: adequação dos seus rácios de alavancagem e das suas dis- posições. e) Relativamente às quais seja provável que os riscos nam a sua atividade. nar. do Parlamento ações necessárias para resolver a situação. do Parlamento Europeu e do Conselho. o Banco de Portugal pode determi- tuições de crédito.ª série — N. as seguintes medidas: i) O modelo de negócio das instituições de crédito. de 26 de junho. estratégias. não sendo com a manutenção de uma base sólida de fundos próprios. a sua cultura e valores empresariais artigo 115. operações ou da União Europeia interessados. 8 — A análise e avaliação efetuadas pelo Banco de Por. concedeu apoio implícito mais do que uma vez. e a capacidade dos membros do órgão de administração b) Cujos riscos não estejam cobertos pelas exigências para desempenhar as suas funções. assim assegurada uma transferência de risco significativa. por si só. entre outras. capital e liquidez. em bem como aos resultados da avaliação interna ou externa prazo adequado. no líquidos. nomeadamente sobre a posição de em condições normais de mercado. promover o desenvolvimento de metodologias internas c) Exigir que as instituições de crédito apliquem uma adequadas.

obrigações à medida que as mesmas se vençam. pelo menos. para facilitar a execução do plano os seguintes elementos informativos: de recuperação.º s) Medidas preparatórias que a instituição de crédito 2 — O plano de recuperação deve conter. procedimentos e mecanismos defi. t) Um quadro de indicadores relativos à situação fi- b) Síntese das alterações significativas ocorridas na nanceira da instituição de crédito. aprovação e que se refere aquele artigo excedem significativamente execução do plano de recuperação e a identificação das os seus requisitos de fundos próprios para a carteira de pessoas na organização responsáveis pela preparação e negociação de correlação. bem como as políticas e proce- de 26 de junho. liquidez necessárias para assegurar ou restabelecer a via- bilidade e a situação financeira da instituição de crédito. q) Mecanismos preparatórios para facilitar a alienação tar ao Banco de Portugal um plano de recuperação que de ativos ou linhas de negócio num prazo adequado ao identifique as medidas suscetíveis de serem adotadas para restabelecimento da solidez financeira. uma avaliação dos a) Os aspetos quantitativos e qualitativos do processo ativos disponíveis para serem prestados em garantia e uma de autoavaliação das instituições de crédito previstos no avaliação da possibilidade de transferência de liquidez artigo 115. riódica.º. instituição de crédito. entre entidades do grupo e linhas de negócio. incluindo a consideração do impacto sobre o grupo.º-D o) Mecanismos e medidas necessárias para manter o acesso contínuo a infraestruturas dos mercados financeiros.ª série — N. crédito. plano de recuperação deve incluir.º do Regulamento (UE) mento da recuperação é integrado na estrutura de governo n. uma análise tir o reforço atempado dos fundos próprios da instituição estratégica e uma síntese da capacidade de recuperação de crédito. a fim continuar a exercer as suas atividades e cumprir as suas de cobrir os riscos a que estejam ou possam vir a estar ex. acesso às operações de crédito junto do Banco de Portugal.º-AE. metodolo- tuais reações negativas dos mercados financeiros. nos ter. o de crédito. execução do plano. corrigir tempestivamente uma situação em que uma insti.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(129) f) Que comunicarem ao Banco de Portugal. que os resultados dos testes de esforço a dimentos que regulamentam a preparação. que sejam suscetíveis de verificação pe- plano de recuperação. o h) Descrição pormenorizada dos processos para deter. . nomeadamente as necessárias para permi- a) Síntese dos seus principais elementos. a forma como a instituição de crédito tenciona gerir even. 5 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. ou no n. nas condições previstas no plano. membro da União Europeia devem elaborar e apresen. operações e ativos da instituição crédito pode solicitar. l) Mecanismos e medidas para reduzir o risco e a ala- nidos nas alíneas f) a j) do n.º-A. c) O resultado da análise e avaliação efetuadas nos m) Mecanismos e medidas para a reestruturação de termos do disposto nos artigos 116. 1. adequados às condições específicas da f) Descrição pormenorizada de qualquer constrangi. do Parlamento Europeu e do Conselho. designadamente eventos sistémicos mento significativo à execução tempestiva e eficaz do e situações de esforço específicas de uma dada pessoa plano. nomeadamente quando se verifique como os potenciais efeitos financeiros resultantes dessas alguma das circunstâncias previstas no proémio do n. 4 — O plano de recuperação não deve pressupor o acesso g) Identificação das funções críticas da instituição de a apoio financeiro público extraordinário.º 1 e no n. vancagem da instituição de crédito. os clientes e as demais contrapartes. bem ou em risco de o ficar. coletiva individualizada ou de grupos. financeiro grave.Diário da República. belecer a solidez financeira da instituição de crédito. ou prevê adotar. Planos de recuperação p) Mecanismos e medidas necessários para manter o 1 — As instituições de crédito que não façam parte funcionamento continuado dos processos operacionais de um grupo sujeito a supervisão em base consolidada da instituição de crédito. r) Outras medidas ou estratégias de gestão para resta- tuição de crédito se encontre em desequilíbrio financeiro. Artigo 116.º 1 medidas ou estratégias. fundos próprios com base na análise e avaliação efetuadas k) Mecanismos e medidas para garantir que a institui- nos termos do artigo 116.º 575/2013. global da instituição de crédito. de natureza qualitativa instituição de crédito desde a apresentação do anterior e quantitativa. d) A avaliação do risco sistémico. b) Os dispositivos. 3 — O plano de recuperação deve ter em conta di- e) Estimativa do calendário para a execução de cada versos cenários macroeconómicos adversos e de esforço aspeto significativo do plano. nomea- postas as instituições de crédito. o Banco de Portugal deve ção de crédito tem acesso adequado a fontes de financia- avaliar a necessidade de imposição de um requisito de mento de contingência de modo a assegurar que possam fundos próprios específicos superior ao nível mínimo.º 5 do artigo 377. uma minação do valor e da viabilidade comercial das linhas análise sobre a forma e o momento em que a instituição de de negócio estratégicas. adotou. n) Mecanismos e medidas para reestruturar linhas de negócio.º 2 do artigo 14. incluindo as infraestruturas e os por parte de uma autoridade de supervisão de um Estado serviços de tecnologias de informação. da instituição de crédito. tomando em consideração: damente potenciais fontes de liquidez. i) Descrição pormenorizada da forma como o planea- mos do n. que assinale os aspetos sobre os quais as medi- c) Um plano de comunicação e divulgação que descreva das referidas no plano de recuperação poderão incidir. passivos.º 2 do artigo 141. j) Mecanismos e medidas para conservar ou restabele- 4 — Para fins de determinação do nível adequado de cer os fundos próprios da instituição de crédito. quando aplicável. u) Um conjunto de opções de recuperação.º-A e 116. gias e procedimentos adequados para assegurar a execução d) Um conjunto de medidas de reforço do capital e da tempestiva das medidas de recuperação.º-J.

b) O plano e as opções específicas aí contempladas tenção e revisão desses planos. o disposto nas alíneas a) e b) do n. atividades. bem ou adotadas por cada instituição. o Banco de Portugal comunica à Comissão do Mercado de Valores 1 — O Banco de Portugal avalia o plano de recupera- Mobiliários o respetivo plano de recuperação. na me- dos planos de recuperação dida em que isso seja relevante para essas sucursais. organização jurídico-societária.1700-(130) Diário da República.os 1 e 3.º 1.os 1 ou 3. d) Participação num sistema de proteção institucio- b) Após a verificação de qualquer evento relativo à nal ou noutros sistemas de solidariedade mutualizados. incluindo 14 — (Revogado. b) Estrutura acionista.º-B. como os procedimentos relativos à apresentação. Banco de Portugal um plano de recuperação nos termos do disposto no n. situação financeira da instituição de crédito ou do grupo 11 — O Banco de Portugal pode estabelecer. a adequação da ções simplificadas relativamente a certos aspetos do plano estrutura de capital e de financiamento da instituição de de recuperação. o Banco de minadas instituições de crédito estejam sujeitas a obriga. a) A execução dos mecanismos propostos possa ra- são. ção no prazo de 180 dias a contar da sua apresentação. atualizado pela instituição de crédito: investimento a que se refere o artigo 199. com 3 — O Banco de Portugal pode dispensar.º-D. serviços ou operações desenvolvidos. que possa ter um impacto relevante na f) Perfil de risco e modelo de negócio. de recuperação contém medidas suscetíveis de afetar ne- vistas no número anterior. possam ser executados de forma rápida e eficaz em situa- 12 — (Revogado. o sistema financeiro em geral. nomeadamente o respetivo conteúdo e a crédito relativamente ao grau de complexidade da sua frequência da sua atualização. se c) Prestação dos serviços e exercício das atividades de necessário. evitando ao máximo efeitos 13 — (Revogado.º-A.ª série — N. manu. tendo em conta as medidas preparatórias elementos adicionais para os planos de recuperação. devendo esta apresentar o plano de recupera- tuição de crédito qualquer direito à execução das medidas ção tendo por referência o Sistema Integrado do Crédito aí previstas. g) Âmbito. de recuperação independentemente do não cumprimento 5 — O Banco de Portugal pode a qualquer momento dos indicadores relevantes. 1. 1 — O Banco de Portugal pode estabelecer que deter. o de Portugal em tempo útil: modelo de análise dos critérios referidos no n.) adversos significativos no sistema financeiro.) cutar planos de recuperação em simultâneo.º 2 e os pro- a) Tomar medidas em conformidade com o seu plano cedimentos de determinação de obrigações simplificadas. o Banco de tendo em vista aferir se foi cumprido o disposto no ar- Portugal pode exigir a apresentação de um plano de recu. 10 — Sem prejuízo do disposto no n. estrutura organizativa e do seu perfil de risco e se o plano 2 — Na determinação das obrigações simplificadas pre. tuição de crédito. anterior. termos do disposto nos n. Portugal tem em conta. por aviso. cunstâncias concretas. postos utilizados para a sua elaboração que possa ter um h) Grau de interligação com outras instituições ou com impacto relevante na execução do plano. por aviso. 3 — Ao avaliar o plano de recuperação.º-B. por aviso. a que pertence. de acordo com ao modelo de negócio ou à situação financeira da insti. nomeadamente o tipo previsto no artigo 117.º 60 — 26 de março de 2015 devendo ainda identificar os ativos que para esse efeito dera cumulativamente os seguintes critérios referentes possam ser prestados em garantia. e) Dimensão e importância sistémica. do respetivo órgão de administração notificada ao Banco 4 — O Banco de Portugal pode especificar. o Banco de Portugal consi.) ções de esforço financeiro. execução do plano. à estrutura operacional. revogar a decisão de aplicação de obrigações simplificadas b) Abster-se de tomar as medidas previstas no plano relativas a certos aspetos do plano de recuperação nos de recuperação se tal se revelar desadequado face às cir. 6 — Sempre que o Banco de Portugal adote uma de- cisão nos termos do disposto nos n. d) Sempre que o Banco de Portugal o solicite. informa a 9 — Se a instituição de crédito obrigada a apresentar ao Autoridade Bancária Europeia desse facto. salvaguardando o princípio da 6 — O plano de recuperação deve ser aprovado pelo proporcionalidade: órgão de administração da instituição de crédito em causa a) Natureza jurídica. 7 — O plano de recuperação deve ser revisto e. ao abrigo de uma decisão Agrícola Mútuo. gativamente a resolubilidade da instituição de crédito. à instituição de crédito. bem como se é expectável que: peração a qualquer outra instituição sujeita à sua supervi.º-E 2 — O Banco de Portugal consulta as autoridades de supervisão dos Estados membros da União Europeia em Obrigações simplificadas na elaboração que estejam estabelecidas sucursais significativas. em função da sua relevância para o sistema financeiro zoavelmente manter ou restabelecer a viabilidade e a nacional.º 2 do artigo 138. antes de ser apresentado ao Banco de Portugal. Artigo 116. substituibilidade e complexidade das suas c) Quando se verifique qualquer alteração nos pressu.º-F financeira ou emitir instrumentos financeiros admitidos Avaliação do plano de recuperação à negociação em mercado regulamentado. . fundamento nas alíneas b) ou c). nem a impede de. nomeadamente. as caixas de crédito agrícola mútuo associadas da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo da apresentação de 8 — O conteúdo do plano de recuperação não vincula planos de recuperação nos termos do disposto no artigo o Banco de Portugal e não confere a terceiros nem à insti.º 1 exercer uma atividade de intermediação Artigo 116.) cenários que levem outras instituições de crédito a exe- 15 — (Revogado. a) Com uma periodicidade não superior a um ano. tigo 116.

que demonstre de que forma essas deficiências ou cons- trangimentos são resolvidos. a relevância desse plano no contexto do plano do grupo sidere necessárias. quando estejam em situação de os potenciais constrangimentos à sua execução prejudicais esforço. ou as do grupo em recuperação em causa. pode exigir-lhes a elaboração e ções no prazo fixado ou se o Banco de Portugal entender a apresentação de um plano de recuperação em base in- que estas não são adequadas.º 1 do artigo 4. apresente. de alterações específicas ao plano que considere Valores Mobiliários as medidas determinadas que possam necessárias para assegurar o adequado cumprimento do ter impacto no exercício dessas atividades. vel pela supervisão do grupo em base consolidada. incluindo o risco de Portugal.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(131) 4 — O Banco de Portugal pode determinar.) à determinação do Banco de Portugal prevista no número 8 — (Revogado.º que se refere a alínea t) do n. a relevância das deficiências ou constrangimentos identificados e o seja entendida num contexto de importância sistémica em impacto dessas medidas na sua atividade. o minar às instituições de crédito a introdução. empresa-mãe de um grupo com sede num país terceiro 2 — Se a instituição de crédito não indicar as altera. o Banco conta a situação financeira de outras entidades do grupo. tendo em consideração a gravidade ou. tifica a instituição de crédito ou a empresa-mãe do grupo h) A redução do risco inerente às suas atividades. a qualquer d) A revisão da estratégia empresarial. operações ou redes de constrangimentos significativos à execução do plano. de modo a resolver ou a eliminar as causas dessa para os objetivos referidos no n. 3 — O disposto no número anterior não preclude a pos- 6 — Caso o Banco de Portugal considere. tendo simultaneamente em nos termos do disposto no n. medida de intervenção corretiva prevista no artigo 141. prorrogável por 30 dias i) A comunicação da informação adicional ao Banco com a aprovação do Banco de Portugal. num prazo Banco de Portugal comunica à Comissão do Mercado de razoável. de Portugal exige à instituição que indique. num prazo ra. que se intermediação financeira ou emitir instrumentos financei- mantêm deficiências significativas no plano.º 4 e quando não seja dado cum. entre as atividades financeiras e as signadamente a não inclusão ou incompletude de alguns atividades não financeiras.º 4 e do plano 4 — Se a instituição de crédito exercer uma atividade de revisto apresentado nos termos do número anterior. ou na União Europeia. dos elementos de informação previstos nos n.º 1 suspende-se enquanto não forem prestadas as informações complementares. 6 — (Revogado. a estrutura de que considere relevantes para a avaliação do plano de governo ou a estrutura operacional. ao nível do grupo em que a deficiências significativas no plano de recuperação. sem prejuízo da competência dos órgãos autoridade de supervisão em base consolidada se verifique sociais da instituição. que a instituição se insere. o Banco de a) A redução do perfil de risco. identificando Artigo 116. a execução das medidas que con.º-D ou a inclusão de indicadores concretos a atividades previstas nas alíneas a) a c) do n. após análise sibilidade de aplicação pelo Banco de Portugal de qualquer das informações complementares prestadas pela institui.º-D. no prazo de 30 dias.) anterior através da apresentação de um plano de recupe- ração alterado. no. ou g) A restrição das atividades. pode deter.os 5 e 6. nos artigos 135. um plano revisto de Portugal.º 2 do mesmo artigo que das restantes atividades da instituição. a segregação das artigo 116.º ção de crédito nos termos do disposto no n.º-B. balcões.º 1 do artigo anterior e que perturbação e a restabelecer a situação financeira do grupo não é possível corrigi-los através de alterações específicas ou das instituições em causa. não mereçam a concordância do Banco de Portugal. nica. as alterações que pode introduzir na sua atividade supervisão responsável pela supervisão de filiais de uma para corrigir aquelas deficiências e constrangimentos.Diário da República. de. ros admitidos à negociação em mercado regulamentado. quando for o caso. 4 — Sem prejuízo do disposto no artigo 81.º 1 do artigo 116. 5 — (Revogado. 1. nomeadamente momento. . 5 — Se o Banco de Portugal considerar que existem e) A separação jurídica. objetivo subjacente à elaboração do plano de recupera. na falta de decisão conjunta nesse sentido.os 2 e 5 do f) Na medida em que for possível. tendo por referência o grupo no seu todo. ou de alguma que nele não se corrigem adequadamente as deficiências ou das instituições do grupo. o Banco de Portugal pode dividual.) 7 — As instituições de crédito devem dar cumprimento 7 — (Revogado. quando for a autoridade de supervisão responsá- liquidez.ª série — N. comu- b) Medidas tempestivas de reforço de fundos próprios. instituição se insere. sujeito a supervisão em base consolidada pelo Banco de primento às determinações do Banco de Portugal previstas Portugal deve apresentar a este um plano de recuperação nos n. a prestação de informações complementares alterando a organização jurídico-societária. 1 — Se a instituição de crédito não apresentar um plano 2 — O plano de recuperação de grupo visa alcançar de recuperação revisto ou se o Banco de Portugal considerar a estabilidade de um grupo no seu todo. Plano de recuperação de grupo 8 — O prazo previsto no n. pro- desse facto e determina.º 6 do mesmo artigo. que esta dutos e sistemas. no prazo de 60 dias.) ção nos termos do disposto no n. nomeadamente: âmbito doméstico.º-G as medidas cuja execução pode ser necessária ao nível da empresa-mãe e de cada uma das filiais integradas no Desadequação do plano de recuperação respetivo perímetro de supervisão em base consolidada. que contemple as Artigo 116. o plano de recuperação de grupo: c) A alteração da estratégia de financiamento de modo a reforçar a resiliência das linhas de negócio estratégicas a) Às autoridades de supervisão relevantes referidas e funções críticas.º-H alterações específicas determinadas pelo mesmo. 3 — Quando o Banco de Portugal for a autoridade zoável.º-B e 137. ouvida a instituição. nos 1 — A empresa-mãe na União Europeia de um grupo termos do disposto no n. nos casos em que por decisão conjunta com a determinar-lhe.º.

5 — O Banco de Portugal. grupo.º 60 — 26 de março de 2015 b) Às autoridades de supervisão dos Estados membros 3 — O Banco de Portugal. de 24 de novem- 1 — O Banco de Portugal. autoridades de supervisão na falta da decisão conjunta .os 5 e 6.º-D. tendo em conta os financeiro intragrupo celebrado ao abrigo do disposto no pareceres e as reservas expressos pelas demais autoridades artigo 116. e 6 — O plano de recuperação de grupo deve ser apro.º 5 ou 7 — É aplicável ao plano de recuperação de grupo.º 2 do mesmo no prazo de 120 dias a contar da data de apresentação do artigo. no prazo de 120 dias a financeiro intragrupo nos termos de um contrato de apoio contar da data de apresentação do plano. como autoridade de supervi- artigo 116. bro.º do Regulamento (UE) n. ao nível das filiais. na medida em que tal seja relevante para consolidada ou como autoridade de supervisão de alguma cada sucursal.º 1 do artigo 199. e as decisões individuais tomadas pelas da União Europeia onde o grupo exerce a sua atividade. ou impedimentos operacionais ou jurídicos rele- vantes a uma transferência rápida de fundos próprios ou à a) A necessidade de elaborar planos de recuperação reestruturação de passivos ou ativos no seio do grupo.º-A. inclusive ao nível das entidades abrangidas pelo plano de recuperação. com conjunta com as demais autoridades de supervisão não as devidas adaptações. verificar se foi cumprido o disposto no artigo anterior. após consulta das 8 — Na falta de uma decisão da Autoridade Bancária autoridades de supervisão referidas no artigo 135. submetido à Autoridade Bancária Europeia uma ques- tão sobre alguma das matérias previstas nas alíneas a) Artigo 116.º-G e tem em do disposto no n. na medida em que acordo com a mesma. bem são responsável pela supervisão em base consolidada.º-D. como autoridade de su. no número anterior.º 3 do 6 — O Banco de Portugal. 1. conta o impacto potencial das medidas de recuperação para 10 — A decisão conjunta a que se referem o n.os 4 a vado pelo órgão de administração da empresa-mãe do 6 do artigo 116. de uma decisão conjunta das autoridades de supervisão nos termos do disposto na alínea f) do n.os 2 a 7 e 11 qualquer das autoridades de supervisão envolvidas tiver do artigo 116. na falta à aplicação das medidas de recuperação no seio do grupo.º-F e no artigo 116. filial de uma empresa-mãe na União Europeia. com as devidas adaptações. falta de uma decisão conjunta das autoridades de supervi- ao nível das sucursais significativas.º-D. Bancária Europeia que auxilie as autoridades de supervi- com exceção do serviço de colocação sem garantia. tomar uma decisão conjunta com as demais plano elaborado para cada uma das filiais naquele inte.º-F e o artigo 116. toma uma decisão c) Quando aplicável.º-F e 116. antes do final dos prazos previstos no n.º-G.ª série — N. de uma empresa de investimento que exerça as atividades 4 — O Banco de Portugal pode solicitar à Autoridade previstas nas alíneas c) ou f) do n. o disposto nos n. tendo em vista de Portugal. são sobre as matérias referidas no n.º-G. específicos para as instituições de crédito sujeitas à sua supervisão. deve pro- c) Às autoridades de resolução das filiais. como autoridade de supervi- solidada a que está sujeita a respetiva empresa-mãe. se aplicável. deve Europeia no prazo de 30 dias. toma uma decisão individual sobre: plano.º-B. bem como o artigo anterior.1700-(132) Diário da República. de acordo com o procedimento e discordantes relativamente à decisão conjunta nos termos critérios previstos nos artigos 116. autoridades de supervisão relevantes. sobre: gradas incluem: a) A análise e a avaliação do plano de recuperação de a) Os elementos especificados no artigo 116. no prazo de 120 dias a partir da data da entrega do plano de recuperação de grupo nos termos do disposto no 5 — O plano de recuperação de grupo.º-R e seguintes. b) Os mecanismos que assegurem a coordenação e a b) A necessidade de elaborar planos de recuperação coerência das medidas a tomar a nível da empresa-mãe individuais para as instituições de crédito que façam parte na União Europeia. em conjunto com as autoridades de autoridade de supervisão de alguma das filiais da empresa- supervisão responsáveis pela supervisão das filiais da -mãe na União Europeia. deve aguardar pela decisão a empresa-mãe na União Europeia e com as autoridades de adotar pela Autoridade Bancária Europeia e decide de supervisão das sucursais significativas. b) A aplicação das medidas a que se referem os n. o Banco de Portugal. de supervisão e notifica a empresa-mãe na União Europeia d) As diversas opções de recuperação que estabeleçam e as restantes autoridades de supervisão da sua decisão. incluindo os constrangimentos existentes são responsável pela supervisão de filiais do grupo. aplica-se a decisão do Banco analisar o plano de recuperação de grupo. como autoridade de super- da União Europeia em que estão estabelecidas sucursais visão responsável pelo exercício da supervisão em base significativas. no artigo 116. nos casos previstos nos n. ou de são no processo de decisão conjunta referido no número uma das entidades previstas nas alíneas g) a m) do artigo 2.º 1093/2010.º-I a c) do n. grupo sujeito a supervisão em base consolidada antes de ser apresentado ao Banco de Portugal.º-A anterior. as medidas a adotar nos cenários previstos no n. 7 — Se. e que estejam abrangidas pela supervisão em base con.º-G. Europeia e que sejam filiais de uma instituição de crédito. e a m) do artigo 2. isso seja relevante para essas sucursais. as medidas adotadas para apoio individual sobre essas questões. nos termos do disposto no artigo 19.º 6.º-E e no artigo anterior.º-A estabelecidas na União Europeia. das c) A aplicação das medidas referidas nos n. como autoridade de supervisão pervisão responsável pelo exercício da supervisão em responsável pela supervisão em base consolidada ou de base consolidada. curar. das entidades referidas nas alíneas g) do grupo. na como as medidas a tomar ao nível das filiais e.º 3.º 2 do artigo 116.º 3 e o a estabilidade financeira em todos os Estados membros número anterior. ou da adoção de uma decisão conjunta. do Avaliação do plano de recuperação de grupo Parlamento Europeu e do Conselho.os 4 a 6 do instituições financeiras do grupo estabelecidas na União artigo 116. 9 — O Banco de Portugal pode tomar uma decisão 2 — A análise referida no número anterior é feita.

Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(133)

referida nos n.os 5 a 8, são reconhecidas como definitivas ativos da instituição de crédito, bem como a descrição
pelo Banco de Portugal. dos respetivos processos de determinação;
h) A descrição pormenorizada dos processos internos
Artigo 116.º-J existentes na instituição de crédito destinados a garantir
Plano de resolução
que as informações a prestar nos termos do disposto no
n.º 1 do artigo 116.º-M estão atualizadas e podem ser en-
1 — O Banco de Portugal, após consulta às autoridades viadas ao Banco de Portugal sempre que este o solicitar;
de resolução dos ordenamentos jurídicos em que estejam i) A explicação sobre a forma como a aplicação de
estabelecidas sucursais significativas, na medida em que medidas de resolução pode ser financiada sem pressupor
tal seja relevante para essas sucursais, bem como ao Banco o recurso à utilização dos mecanismos previstos no nú-
Central Europeu nos casos em que este seja, nos termos da mero anterior.
legislação aplicável, a autoridade de supervisão da insti- j) A análise sobre a forma e o momento em que a insti-
tuição de crédito em causa, elabora um plano de resolução tuição de crédito pode solicitar o acesso às operações de
para cada instituição de crédito que não faça parte de um crédito junto do Banco de Portugal e a identificação dos ati-
grupo sujeito a supervisão em base consolidada por parte vos que para esse efeito possam ser prestados em garantia;
de uma autoridade de supervisão de um Estado membro k) A descrição pormenorizada das diferentes estraté-
da União Europeia. gias de resolução que podem ser aplicadas em função
2 — O plano de resolução deve prever as medidas de dos diferentes cenários possíveis e os prazos aplicáveis;
resolução suscetíveis de serem aplicadas quando a institui- l) A descrição das relações de interdependência rele-
ção de crédito preencher os requisitos para a aplicação de vantes;
medidas de resolução previstos no n.º 2 do artigo 145.º-E m) A descrição das opções destinadas a preservar o
e deve ter em conta cenários de ocorrência relativamente acesso aos serviços de pagamentos e liquidação e a outras
provável e de impacto significativo na instituição de cré- infraestruturas, bem como a avaliação da portabilidade
dito, incluindo a possibilidade de a situação de insolvência das posições dos clientes;
ser idiossincrática ou, ao invés, ocorrer em períodos de n) A análise do impacto da aplicação das medidas de
instabilidade financeira mais generalizada ou de eventos resolução previstas no plano na situação dos trabalhadores
sistémicos. da instituição de crédito, incluindo uma avaliação dos
3 — O plano de resolução deve ser elaborado no pres- custos desse impacto, e a descrição dos procedimentos
suposto de que, aquando da aplicação de medidas de re- de consulta das estruturas de representação coletiva dos
solução, não serão utilizados mecanismos de: trabalhadores durante o processo de resolução;
a) Apoio financeiro público extraordinário, para além o) Um plano de comunicação com os meios de comu-
da utilização do apoio fornecido pelo Fundo de Resolução; nicação social e com o público;
b) Cedência de liquidez em situação de emergência p) O requisito mínimo de fundos próprios e créditos
pelo Banco de Portugal; elegíveis exigido nos termos do disposto no n.º 1 do ar-
c) Cedência de liquidez pelo Banco de Portugal em tigo 145.º-Y e o prazo para atingir esse nível;
condições não convencionais em termos de constituição q) Se aplicável, a percentagem do requisito mínimo de
de garantias, de prazo e de taxa de juro. fundos próprios e créditos elegíveis a ser cumprido através
de instrumentos contratuais de recapitalização interna
4 — O plano de resolução deve conter os seguintes nos termos do disposto nos n.os 1 e 9 do artigo 145.º-Y e
elementos, apresentados, sempre que possível e adequado, o prazo para atingir esse nível;
de forma quantificada: r) A descrição das operações e dos sistemas essenciais
para manter os processos operacionais da instituição de
a) A síntese dos principais elementos do plano; crédito em funcionamento contínuo;
b) A síntese das alterações significativas ocorridas na s) Se aplicável, as opiniões expressas pela instituição
instituição de crédito desde a última vez que foram apre- de crédito quanto aos elementos do plano de resolução
sentadas informações, relativas à sua organização jurídico- que lhe tenham sido transmitidos.
-societária, à sua estrutura operacional, ao modelo de ne-
gócio ou à situação financeira da instituição de crédito, que 5 — O Banco de Portugal transmite as informações
possam ter um impacto relevante na execução do plano; referidas na alínea a) do número anterior à instituição de
c) A explicação da forma como as funções críticas crédito em causa.
e as linhas de negócio estratégicas podem ser jurídica, 6 — Os planos de resolução são revistos e, se neces-
económica e operacionalmente separadas, na medida do sário, atualizados:
necessário, de outras funções, a fim de assegurar a sua
continuidade após a verificação de uma situação de in- a) Com uma periodicidade não superior a um ano;
solvência da instituição de crédito; b) Após a verificação de qualquer evento relativo à
d) A estimativa do calendário para a execução de cada organização jurídico-societária, à estrutura operacional,
aspeto significativo do plano; ao modelo de negócio ou à situação financeira da insti-
e) A descrição detalhada da avaliação da resolubili- tuição de crédito, que possa ter um impacto relevante na
dade, efetuada nos termos do disposto no artigo 116.º-O; execução dos planos;
f) A descrição das medidas necessárias, ao abrigo do c) Quando se verifique qualquer alteração nos pressu-
artigo 116.º-P, para eliminar os constrangimentos à resolu- postos utilizados para a sua elaboração que possa ter um
bilidade identificados na sequência da avaliação efetuada impacto relevante na execução do plano.
nos termos do disposto no artigo 116.º-O;
g) A indicação do valor e da viabilidade comercial das 7 — Para efeitos do disposto na alínea b) do número
funções críticas e linhas de negócio estratégicas e dos anterior, as instituições de crédito comunicam de imediato

1700-(134) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

ao Banco de Portugal qualquer evento que exija a revisão vidual sobre o plano de resolução de grupo e comunica-a
ou atualização do plano de resolução. à empresa-mãe na União Europeia, devendo essa decisão
8 — O conteúdo dos planos de resolução não vincula ser fundamentada e ter em conta os pareceres e as reservas
o Banco de Portugal e não confere a terceiros nem à insti- das demais autoridades de resolução.
tuição de crédito qualquer direito à execução das medidas 6 — O Banco de Portugal, como autoridade de reso-
aí previstas. lução responsável por alguma das filiais da empresa-mãe
9 — O Banco de Portugal pode não elaborar planos de na União Europeia, na falta de uma decisão conjunta nos
resolução autónomos para as caixas de crédito agrícola termos do disposto no n.º 3, toma uma decisão individual e
mútuo associadas da Caixa Central de Crédito Agrícola elabora e atualiza um plano de resolução para as entidades
Mútuo sempre que considerar suficiente a preparação de com sede em Portugal, fundamentando-a e expondo os
um plano de resolução conjunto para as mesmas, tendo por motivos do desacordo com o plano de resolução de grupo
referência o Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo, proposto e atendendo aos pareceres e às reservas das demais
informando a Autoridade Bancária Europeia sempre que autoridades de supervisão e de resolução, notificando os
tomar essa decisão. demais membros do colégio de resolução da sua decisão.
10 — Se a instituição de crédito objeto do plano de 7 — Se, antes da tomada da decisão conjunta referida
resolução exercer uma atividade de intermediação fi- no n.º 3 e durante o prazo aí estabelecido, alguma das
nanceira ou emitir instrumentos financeiros admitidos autoridades de resolução tiver submetido à Autoridade
à negociação em mercado regulamentado, o Banco de Bancária Europeia questões nos termos previstos no ar-
Portugal comunica à Comissão do Mercado de Valores tigo 19.º do Regulamento (UE) n.º 1093/2010, do Par-
Mobiliários o respetivo do plano de resolução. lamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro, o
11 — O Banco de Portugal transmite os planos de re- Banco de Portugal, como autoridade de resolução a nível
solução que elaborar, bem como quaisquer alterações aos do grupo ou como autoridade de resolução de alguma das
mesmos, às autoridades de supervisão relevantes. filiais de uma empresa-mãe na União Europeia, aguarda
pela decisão a tomar pela Autoridade Bancária Europeia
Artigo 116.º-K e decide em conformidade com a mesma.
Plano de resolução de grupo 8 — Na falta de uma decisão da Autoridade Bancá-
ria Europeia no prazo de 30 dias, aplica-se a decisão do
1 — O Banco de Portugal, como autoridade de resolu- Banco de Portugal como autoridade de resolução a nível
ção a nível do grupo, elabora e atualiza, juntamente com do grupo, no caso previsto no n.º 5, e de autoridade de
as autoridades de resolução das filiais do grupo no âmbito resolução de alguma das filiais de uma empresa-mãe na
de colégios de resolução, e após consulta às autoridades União Europeia, no caso previsto no n.º 6.
de resolução e de supervisão dos ordenamentos jurídicos 9 — O Banco de Portugal pode opor-se a que a Auto-
em que estejam estabelecidas sucursais significativas, na ridade Bancária Europeia preste a assistência referida no
medida em que tal seja relevante para essas sucursais, às n.º 7 caso considere que a questão objeto de desacordo
autoridades de supervisão relevantes e às autoridades de pode, de alguma forma, colidir com as responsabilidades
resolução dos Estados membros da União Europeia em que orçamentais do país.
esteja estabelecida uma companhia financeira, companhia 10 — O Banco de Portugal, como autoridade de reso-
financeira mista ou companhia mista do grupo, ou a empresa- lução de alguma das filiais de uma empresa-mãe na União
-mãe de instituições de crédito do grupo, nos casos em que Europeia, pode tomar uma decisão conjunta com as demais
essa empresa-mãe seja uma companhia financeira-mãe na autoridades de resolução de filiais que não discordem nos
União Europeia, ou uma companhia financeira mista-mãe termos do disposto no n.º 3 sobre um plano de resolução
na União Europeia, um plano de resolução de grupo para do grupo que abranja as entidades em causa.
cada grupo sujeito à sua supervisão em base consolidada. 11 — As decisões conjuntas a que se referem o n.º 3 e o
2 — Na elaboração e atualização dos planos de reso- número anterior e as decisões individuais a que se referem
lução de grupo, o Banco de Portugal, como autoridade os n.os 5 e 6, quando tomadas por outras autoridades de
de resolução a nível do grupo, pode também consultar resolução na falta da decisão conjunta referida no n.º 3,
as autoridades de resolução dos países terceiros em cujo são reconhecidas como definitivas pelo Banco de Portugal.
ordenamento jurídico o grupo tenha estabelecido filiais, 12 — Caso sejam adotadas decisões conjuntas nos
companhias financeiras ou sucursais significativas, desde termos do disposto nos n.os 3 e 10 e o Banco de Portugal
que essas autoridades cumpram os requisitos de confiden- considere que uma questão objeto de desacordo em ma-
cialidade previstos no artigo 145.º-AO. téria de planos de resolução de grupos pode ter impacto
3 — O plano de resolução do grupo é adotado por deci- nas responsabilidades orçamentais do País, deve, como
são conjunta da autoridade de resolução a nível do grupo autoridade de resolução a nível de grupo, reavaliar o plano
e das autoridades de resolução das filiais do grupo, que de resolução de grupo, incluindo o requisito mínimo de
deve ser tomada no prazo de 120 dias a contar da data fundos próprios e créditos elegíveis.
de transmissão pela autoridade de resolução a nível do 13 — O Banco de Portugal, como autoridade de re-
grupo das informações necessárias à elaboração do plano solução a nível do grupo, transmite o plano de resolução
de resolução do grupo, recebidas nos termos do disposto do grupo, bem como quaisquer alterações ao mesmo, às
no n.º 1 do artigo 116.º-M. autoridades de supervisão relevantes.
4 — O Banco de Portugal pode solicitar à Autoridade 14 — Os planos de resolução de grupo devem ser re-
Bancária Europeia que auxilie as autoridades de resolução vistos e, se necessário, atualizados:
no processo de decisão conjunta referido no número anterior.
5 — O Banco de Portugal, como autoridade de reso- a) Com uma periodicidade não superior a um ano;
lução a nível do grupo, na falta de uma decisão conjunta b) Após a verificação de qualquer evento relativo à
nos termos do disposto no n.º 3, toma uma decisão indi- organização jurídico-societária, à estrutura operacional, ao

Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(135)

modelo de negócio ou à situação financeira do grupo, ou h) Descrever detalhadamente a avaliação da resolubi-
de qualquer entidade do grupo, que possa ter um impacto lidade efetuada nos termos do disposto no artigo 116.º-O.
relevante na execução do plano;
c) Quando se verifique qualquer alteração nos pressu- 3 — O plano de resolução do grupo deve ser elaborado
postos utilizados para a sua elaboração que possa ter um no pressuposto de que, aquando da aplicação de medi-
impacto relevante na execução do plano. das de resolução, não serão utilizados mecanismos de:
a) Apoio financeiro público extraordinário, para além
15 — Tratando-se de um grupo que inclua entidades do apoio prestado pelo Fundo de Resolução e pelos restan-
que exerçam atividades de intermediação financeira ou tes mecanismos nacionais de financiamento da resolução
emitam instrumentos financeiros admitidos à negociação de cada uma das entidades que fazem parte do grupo;
em mercado regulamentado, é aplicável o disposto no b) Cedência de liquidez em situação de emergência
n.º 10 do artigo 116.º-J. pelo Banco de Portugal ou por outros bancos centrais;
c) Cedência de liquidez pelo Banco de Portugal ou por
Artigo 116.º-L outros bancos centrais em condições não convencionais
Âmbito do plano de resolução de grupo em termos de constituição de garantias, de prazo e de
taxa de juro.
1 — Os planos de resolução de grupo a que se refere o
artigo anterior devem incluir um plano para a resolução 4 — A empresa-mãe de um grupo sujeito a supervi-
do grupo no seu todo através da aplicação de medidas de são em base consolidada por parte do Banco de Portugal
resolução ao nível da empresa-mãe na União Europeia e deve reportar a este o conjunto de informação elencado
um plano que preveja a separação do grupo e a aplicação no n.º 1 do artigo seguinte, devendo essa informação ser
de medidas de resolução às suas filiais. relativa à própria empresa-mãe e a cada entidade do grupo,
2 — Os planos de resolução de grupo devem: incluindo as referidas nas alíneas g) a m) do artigo 2.º-A.
a) Definir possíveis medidas de resolução a aplicar à 5 — O Banco de Portugal, como autoridade de resolu-
empresa-mãe na União Europeia, às filiais da empresa- ção a nível do grupo, transmite as informações recebidas
-mãe na União Europeia e às filiais estabelecidas em países nos termos do disposto no número anterior, desde que
terceiros, às entidades referidas nas alíneas g) a m) do ar- sejam assegurados os requisitos de confidencialidade es-
tabelecidos no artigo 145.º-AO:
tigo 2.º-A estabelecidas na União Europeia, às instituições
financeiras do grupo estabelecidas na União Europeia e a) À Autoridade Bancária Europeia;
que sejam filiais de uma instituição de crédito, de uma b) Às autoridades de resolução das filiais do grupo;
empresa de investimento que exerça as atividades pre- c) Às autoridades de resolução dos ordenamentos jurídi-
vistas nas alíneas c) ou f) do n.º 1 do artigo 199.º-A, com cos em que estejam estabelecidas sucursais significativas,
exceção do serviço de colocação sem garantia, ou de uma na medida em que tal seja relevante para essas sucursais;
das entidades previstas nas alíneas g) a m) do artigo 2.º-A, d) Às autoridades de supervisão relevantes referidas
e que estejam abrangidas pela supervisão em base con- nos artigos 135.º-B e 137.º-B; e
solidada a que está sujeita a respetiva empresa-mãe; e) Às autoridades de resolução dos Estados membros
b) Conter a análise da medida em que os poderes e as da União Europeia onde se encontrem estabelecidas as
medidas de resolução podem ser aplicados e exercidos entidades referidas nas alíneas g) a m) do artigo 2.º-A.
de forma coordenada a entidades do grupo estabelecidas
na União Europeia, incluindo medidas para facilitar a 6 — Relativamente às informações relativas a filiais
aquisição por terceiros do conjunto do grupo, de linhas de do grupo estabelecidas em países terceiros, o Banco de
negócio ou atividades separadas desenvolvidas por uma Portugal, como autoridade de resolução a nível do grupo,
ou várias entidades do grupo; apenas transmite essas informações com o consentimento
c) Identificar potenciais constrangimentos a uma reso- da autoridade de supervisão ou da autoridade de resolução
lução coordenada; do país terceiro em causa.
d) Caso um grupo inclua filiais estabelecidas em pa- 7 — O plano de resolução de um grupo não deve prever
íses terceiros, identificar mecanismos de cooperação e um impacto desproporcional em nenhum Estado membro
coordenação adequados com as autoridades relevantes da União Europeia.
desses países terceiros e as implicações da resolução na Artigo 116.º-M
União Europeia; Deveres de comunicação de informação
e) Identificar medidas necessárias para facilitar a resolução para elaboração dos planos de resolução
do grupo quando estiverem reunidas as condições para a
desencadear, nomeadamente a separação jurídica, económica 1 — Para efeitos da elaboração, revisão ou atualização
e operacional de funções ou linhas de negócio específicas; dos planos de resolução previstos nos artigos 116.º-J e
f) Definir medidas suplementares que se tencione apli- 116.º-K, a instituição de crédito ou a empresa-mãe do
car na resolução do grupo; grupo em causa deve comunicar ao Banco de Portugal
g) Identificar de que modo as medidas de resolução os seguintes elementos:
poderão ser financiadas e, se necessário, estabelecer prin- a) Descrição pormenorizada da estrutura organizativa
cípios para a partilha de responsabilidades entre as fontes e societária da instituição de crédito e, quando for o caso,
de financiamento nos diferentes Estados membros da da empresa-mãe e das outras entidades do grupo a que
União Europeia em causa que tenham por base critérios pertence, incluindo um organograma e uma lista de todas
equitativos e equilibrados e tomem em consideração o as entidades, com identificação dos titulares e da percen-
disposto no artigo 145.º-AK e o impacto na estabilidade tagem das participações sociais diretas, com e sem direito
financeira daqueles Estados membros; de voto, em cada entidade identificada;

1700-(136) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

b) Localização, ordenamento jurídico onde foi constituída parte, direta ou indiretamente, com discriminação por
e descrição do objeto social de cada uma das entidades entidades, funções críticas e linhas de negócio estratégicas;
identificadas na alínea anterior; q) Inventário pormenorizado e descrição dos principais
c) Identificação dos administradores de cada entidade sistemas de informação de gestão utilizados pelas enti-
identificada na alínea a); dades identificadas na alínea a), incluindo os destinados
d) Identificação da autoridade de supervisão e da au- à gestão de risco, contabilidade e relatórios financeiros e
toridade de resolução de cada entidade identificada na regulamentares, com discriminação por entidades, funções
alínea a); críticas e linhas de negócio estratégicas;
e) Identificação das funções críticas e linhas de negócio r) Identificação dos proprietários dos sistemas iden-
estratégicas de cada entidade identificada na alínea a) e tificados na alínea anterior, acordos de nível de serviço
breve descrição dos critérios que serviram de base a essa associados e programas, sistemas ou licenças informáticos,
classificação, com indicação do primeiro responsável com discriminação por entidades, funções críticas e linhas
pelas mesmas; de negócio estratégicas;
f) Identificação das carteiras de ativos, de passivos s) Identificação dos contratos celebrados pelas entida-
e de posições em risco extrapatrimoniais associados às des identificadas na alínea a) que podem ser resolvidos
funções críticas e linhas de negócio estratégicas, com no âmbito da aplicação de uma medida de resolução, com
indicação do respetivo montante, por cada entidade re- indicação sobre se as consequências da respetiva resolu-
ferida na alínea a); ção pode afetar a aplicação das medidas de resolução;
g) Estratificação dos passivos das entidades identifica- t) Identificação e contacto dos membros dos órgãos
das na alínea a) segundo o regime de liquidação previsto de administração das várias entidades identificadas na
na lei aplicável, com segregação por dívida garantida, alínea a) responsáveis por prestar as informações neces-
dívida não garantida e dívida subordinada, e discriminação sárias à elaboração do plano de resolução, bem como dos
dos montantes, por intervalos de vencimento, entre curto, responsáveis pelas diferentes funções críticas e linhas de
médio e longo prazo; negócio estratégicas;
h) Identificação dos créditos elegíveis, nos termos do u) Descrição dos procedimentos destinados a assegurar,
disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 145.º-U; em caso de resolução, a disponibilidade tempestiva de todas
i) Identificação, por funções críticas e linhas de negócio as informações que o Banco de Portugal solicite por enten-
estratégicas, das principais contrapartes das entidades der necessárias para a aplicação das medidas de resolução.
identificadas na alínea a), bem como a análise do impacto
na situação financeira destas da eventual insolvência de 2 — O Banco de Portugal pode determinar a qualquer
cada contraparte identificada; momento que a instituição de crédito ou a empresa-mãe
j) Descrição da estratégia de cobertura dos riscos ma- de um grupo sujeito à sua supervisão em base consolidada
terialmente relevantes associada a cada operação crítica e preste, no prazo razoável que o Banco de Portugal fixe,
linha de negócio estratégica, por cada entidade identificada todos os esclarecimentos, informações e documentos, in-
na alínea a) e correspondente alinhamento com a estratégia dependentemente da natureza do seu suporte, e inspecionar
de negócio subjacente; os seus estabelecimentos, examinar a escrita no local e ex-
k) Identificação dos processos necessários para de- trair cópias e traslados de toda a documentação pertinente.
terminar a favor de quem as entidades identificadas na 3 — Caso o Banco de Portugal não elabore, nos termos
alínea a) constituíram garantias, a pessoa que detém os do disposto no n.º 9 do artigo 116.º J, planos de resolu-
bens prestados em garantia e quais os ordenamentos ju- ção autónomos para as caixas de crédito agrícola mútuo
rídicos em que esses bens estão localizados; associadas da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo,
l) Descrição das possíveis fontes de liquidez para apoio pode dispensar essas instituições do dever de comunicação
à aplicação da medida de resolução; referido no n.º 1, não obstante estar a Caixa Central de
m) Informação quanto aos ativos onerados, ativos líqui- Crédito Agrícola Mútuo obrigada a reportar essas infor-
dos, atividades extrapatrimoniais e estratégias de cobertura mações relativamente às suas associadas tendo por base
para cada entidade identificada na alínea a); o Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo.
n) Identificação das interligações e interdependências 4 — Sem prejuízo da responsabilidade contraordena-
existentes entre as várias entidades identificadas na alí- cional emergente dessa conduta, se a instituição de crédito
nea a), designadamente ao nível de: ou a empresa-mãe de um grupo sujeito a supervisão em
i) Sistemas, instalações e pessoal; base consolidada por parte do Banco de Portugal não
ii) Mecanismos de capital, financiamento ou liquidez; enviar ao Banco de Portugal os elementos informativos
iii) Riscos de crédito existentes ou contingentes; necessários à elaboração, revisão ou atualização do res-
iv) Contratos de contragarantia, garantia cruzada, dis- petivo plano de resolução, ou não prestar as informações
posições em matéria de incumprimento cruzado e conven- complementares solicitadas nos termos do disposto no
ções de compensação e de novação entre filiais; n.º 2 no prazo definido, o Banco de Portugal pode de-
v) Contratos de transferência de risco e de compra e terminar a aplicação das medidas corretivas previstas no
venda simétrica (back-to-back transactions); e artigo 116.º-C que se mostrem adequadas a prevenir os
vi) Acordos de nível de serviço; riscos associados a essa omissão.
o) Cada sistema no qual as entidades identificadas na Artigo 116.º-N
alínea a) realizem um número significativo de operações,
com discriminação por entidades, funções críticas e linhas Dispensa parcial do dever de comunicação de informação
para elaboração dos planos de resolução
de negócio estratégicas;
p) Cada sistema de pagamentos, compensação ou liqui- 1 — O Banco de Portugal pode dispensar parcialmente
dação de que as entidades identificadas na alínea a) fazem determinada instituição de crédito ou empresa-mãe de

informando a Autoridade de negócio estratégicas e às funções críticas.ª série — N. na economia em geral. das condições. tendo em conta: apoio financeiro público extraordinário. mesmo em caso de célere alteração 4 — O Banco de Portugal pode. avalia a resolubilidade de uma de mercado e os sistemas de gestão do risco associados instituição de crédito. cedência de liquidez pelo Banco de Portugal em situação b) A estrutura acionista. cursos humanos. das políticas internas da instituição no que respeita aos h) O grau de interligação com outras instituições ou seus acordos de nível de serviço.º-B. o financiamento. quer momento. nal ou noutros sistemas de solidariedade mutualizados. h) Em que medida existem planos e medidas de con- tingência para assegurar a continuidade do acesso aos 2 — Sempre que o Banco de Portugal conceda dis. em 2 — O Banco de Portugal. e operacionais com as linhas de negócio estratégicas e as p) Em que medida a prestação de garantias intragrupo funções críticas. sistemas de pagamento e liquidação. caso de separação das funções críticas ou das linhas de noutras instituições. e) Em que medida será possível. 1.º-O esforço definidos pelo Banco de Portugal. evitando. as infraestruturas. com o sistema financeiro em geral.º 1.º-A. adequação dos seus sistemas de informação de gestão. por aviso. g) Em que medida a instituição de crédito dispõe de i) O impacto que a sua insolvência e posterior processo processos que permitam a transição dos serviços prestados de liquidação. nas condições de financiamento ou negócio estratégicas. pensas nos termos do disposto no número anterior. substituibilidade e complexidade das suas de crédito é adequada a gerir e assegurar o cumprimento atividades. a q) Em que medida a estrutura jurídica do grupo limita liquidez e o capital necessários para apoiar e manter as a aplicação de medidas de resolução em consequência do linhas de negócio estratégicas e as funções críticas. m) Em que medida a instituição de crédito estabeleceu senvolvidas pela instituição de crédito ou pelas entidades mecanismos adequados para assegurar a prestação ao do grupo. permita assegurar a continuidade das funções críticas de. para além da utilização do apoio prestado pelo Fundo de Resolução. e) A dimensão e importância sistémica.º 4 do artigo 116. j) A capacidade dos sistemas de informação de ges- 3 — O Banco de Portugal pode especificar. tação de serviços celebrados pela instituição de crédito. de emergência. Avaliação da resolubilidade de instituições de crédito e grupos l) Em que medida a instituição de crédito é capaz de assegurar a continuidade dos seus sistemas de informação 1 — Uma instituição de crédito ou um grupo é consi. o) Em caso de celebração pelo grupo de acordos de nar as linhas de negócio estratégicas e as funções críticas compra e venda simétrica (back-to-back transactions). societárias aos mesmos são sólidos. através da realização de testes com base em cenários de Artigo 116. membros da União Europeia ou da União Europeia. número de entidades. em desenvolvidas por cada uma das pessoas coletivas do que medida esses acordos são celebrados em condições grupo. de forma a Bancária Europeia das dispensas concedidas e dos planos facilitar um processo decisório rápido. pode i) Adequação dos sistemas de informação de gestão para elaborar. quer relativamente à instituição a resolver como derado passível de resolução se o Banco de Portugal con. em caso de resolução. serviços ou operações desenvolvidos. de gestão. Portugal em condições não convencionais em termos de d) A participação num Sistema de Proteção Institucio. de acordo com assegurar-se a validade e eficácia dos contratos de pres- o disposto nas alíneas a) e b) do n. de mercado e os sistemas de gestão do risco associados b) O alinhamento das estruturas jurídicas. consequências Banco de Portugal e às demais autoridades de resolução adversas significativas.º. ou de operações contabilísticas simétricas (back-to-back c) A existência de mecanismos que assegurem os re. a uma nova instituição a criar. um assegurar que as autoridades de resolução podem obter plano de resolução que não inclua todos os elementos pre. assegurar-se que a instituição respetivo plano de resolução ou do plano de resolução de de crédito não necessitará de recorrer a mecanismos de grupo. a qualquer momento. de prazo e taxas de juro. simplificados que tenha elaborado. para essas instituições de crédito ou grupos. a) A capacidade da instituição de crédito para discrimi. poderá ter nos mercados financeiros. ou à cedência de liquidez pelo Banco de c) A prestação dos serviços e exercício das atividades de investimento a que se refere o artigo 199. incluindo situações de instabili.º-J. f) Em que medida a estrutura de governo da instituição g) O âmbito. da complexidade da estrutura do . revogar a sua decisão de dispensa nos termos do disposto k) Em que medida a instituição de crédito avaliou a no n. em na lei aplicável. que das restantes funções e linhas de negócio. booking transactions) aumenta o contágio dentro do grupo. n) Em caso de prestação de garantias intragrupo. em caso de aplicação dever de comunicação de informação para elaboração do de medidas de resolução.º 2 do artigo 138. constituição de garantias. tendo em consideração o seguinte: às mesmas são sólidos. das informações necessárias à identificação dos seus depo- dade financeira mais generalizada ou eventos sistémicos sitantes e dos montantes garantidos pelo Fundo de Garan- para o sistema financeiro nacional. no caso de as funções crí- siderar exequível e credível a sua liquidação nos termos ticas e as linhas de negócio estratégicas serem separadas da lei ou a aplicação de uma medida de resolução.º 1 e os resolução eficaz da instituição de crédito em qual- procedimentos para a concessão de dispensas. tanto quanto possível. dentro do limite previsto no artigo 166.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(137) grupo sujeito à sua supervisão em base consolidada do d) Em que medida será possível. sempre que elaborar e atuali- que medida essas garantias são prestadas em condições zar os planos de resolução. à a) A natureza jurídica. tão para fornecer as informações essenciais para a o modelo de análise dos critérios referidos no n. de outros Estados tia de Depósitos. informações exatas e completas no que respeita às linhas vistos no n.Diário da República. f) O perfil de risco e modelo de negócio. nos termos do regime de liquidação previsto a terceiros ao abrigo dos acordos de nível de serviço.

poderá ter impacto dos ordenamentos jurídicos em que estejam estabelecidas negativo na parte não financeira do grupo. 1. seu todo ou das suas entidades sem provocar consequên. trabalha. determinar que existem constran- ou f) do n. tendo em conta as contratos de financiamento intragrupo. notifica desse facto. f) Restringir ou proibir o desenvolvimento de linhas cc) Em que medida a resolução da instituição de crédito de negócio novas ou existentes. a autoridade de supervisão timento que exerça as atividades previstas nas alíneas c) da instituição em causa. ou uma companhia financeira-mãe na União Europeia. s) Caso a avaliação envolva uma companhia financeira 1 — Sempre que o Banco de Portugal. avalia v) Adequação da aplicação de medidas de resolução às se essas medidas eliminam ou mitigam eficazmente os suas finalidades. efetuada nos termos do artigo anterior. 4 — Caso uma instituição de crédito ou um grupo não h) Exigir que a instituição de crédito ou a empresa-mãe sejam considerados passíveis de resolução. medidas que possam ser levadas a cabo por autoridades b) Exigir que a instituição de crédito limite as suas de países terceiros. ou celebre quais- possíveis consequências sobre os credores. quer contratos de prestação de serviços. já em curso ou previstas. ção de ativos específicos. de confiança nos mercados financeiros podem ser avaliadas outras instituições. fundamentadamente e por vistas nas alíneas g) a m) do artigo 2. este. Banco de Portugal pode: y) Credibilidade da adoção de medidas de resolução a) Exigir que a instituição de crédito celebre ou reveja de acordo com os seus objetivos. a instituição de cré- dispõem dos instrumentos de resolução necessários para dito propõe ao Banco de Portugal possíveis medidas para apoiar as medidas de resolução adotadas pelas autoridades eliminar ou mitigar os constrangimentos identificados. o Banco de Por. termos da legislação aplicável.º-U. entidade do grupo controlada direta ou indiretamente. à resolubilidade das instituições de crédito tuição de crédito. bem como a possibili. em que medida a resolução de entidades do grupo da avaliação da resolubilidade de instituições de crédito que sejam instituições de crédito ou instituições financei.º 1 do artigo 199. devendo essa avaliação ser sempre pon. que seja relevante para pode provocar consequências negativas significativas efeitos da resolução. c) Exigir que a instituição de crédito preste informação aa) Em que medida a resolução da instituição de crédito adicional. e de resolução da União Europeia. o belecidas em diversos ordenamentos jurídicos. nomea- z) Em que medida as consequências da resolução da damente a medida na qual detém créditos elegíveis. na confiança no mercado ou na d) Exigir que a instituição de crédito proceda à aliena- economia. económica e ope- derada pelos colégios de resolução a que se refere o racionalmente separadas das demais funções através da artigo 145.º-A. bem como as eventuais continuidade da prestação das funções críticas.ª série — N. o disposto no nú. clientes e contrapartes. nos instituição de crédito sobre o sistema financeiro e sobre a termos do disposto na alínea a) do n. bb) Em que medida o contágio a outras instituições e) Exigir que a instituição de crédito limite ou cesse de crédito ou aos mercados financeiros pode ser contido atividades específicas. na instituição de crédito e exige que a mesma adote medi- confiança no mercado ou na economia e tendo em vista das alternativas específicas. autoridade de supervisão da instituição em causa. mento dos sistemas de pagamento e liquidação. de forma adequada. funções críticas possam ser jurídica. a instituição em causa. de -se. sucursais significativas. t) A existência e solidez dos acordos de nível de serviço. e a estrutura da instituição de crédito. novos ou existentes. pontual ou periódica. tendo em conta as medidas disponíveis constrangimentos em questão. 4 — Para efeitos do disposto no número anterior. a autoridades de países terceiros. e após consulta ao ras estabelecidas na União Europeia e que sejam filiais Banco Central Europeu nos casos em que este seja. tendo em vista a dores. mesmas são proporcionais ao objetivo de eliminação ou x) Mecanismos e meios através dos quais a resolução mitigação desses constrangimentos.º-P grupo exercem cada uma das linhas de negócio do grupo. constitua uma companhia financeira-mãe em Portugal tugal notifica a Autoridade Bancária Europeia desse facto.º 60 — 26 de março de 2015 grupo ou da dificuldade em identificar que entidades do Artigo 116. ou a venda de produtos pode provocar um efeito significativo sobre o funciona. económicas ou operacionais da instituição de crédito. na sequência mista.º 1 do 145. fundamentadamente e por escrito. e que estejam escrito.º-A. Poderes para eliminar ou mitigar constrangimentos r) O montante e o tipo de créditos elegíveis da insti. com exceção do serviço gimentos significativos à resolubilidade de uma instituição de colocação sem garantia. ou de uma das entidades pre. 2 — No prazo de 120 dias a contar da receção da noti- u) Em que medida as autoridades de países terceiros ficação prevista no número anterior. o Banco Central Europeu abrangidas pela supervisão em base consolidada a que nos casos acima referidos e as autoridades de resolução está sujeita a respetiva empresa-mãe. no sistema financeiro. após consulta do Banco Central Europeu nos casos dade de executar medidas coordenadas entre estas e as em que este seja. .º-AG. g) Exigir alterações das estruturas jurídicas.1700-(138) Diário da República. através da aplicação de medidas e poderes de resolução. nos de uma instituição de crédito. de uma empresa de inves. poderá ser facilitada no caso de grupos com filiais esta. com as necessárias adaptações. justificando de que forma as valorizar ao máximo o grupo no seu todo. nos termos da legislação aplicável. de crédito. ou de qualquer 3 — À avaliação da resolubilidade dos grupos aplica. a cias negativas significativas no sistema financeiro. modo a reduzir a sua complexidade e assegurar que as mero anterior. exposições individuais e agregadas máximas. aplicação de medidas de resolução. 3 — Se o Banco de Portugal considerar que as medidas w) Em que medida a estrutura do grupo permite que propostas pela instituição de crédito não eliminam ou o Banco de Portugal proceda à resolução do grupo no mitigam eficazmente os constrangimentos identificados. notifica desse facto.

consoante o que ocorra primeiro. a auto. à Autoridade Bancária Europeia. 3 — Caso o Banco de Portugal seja a autoridade de resolução de alguma das filiais da empresa-mãe na União 5 — Ao identificar as medidas referidas no n. como autoridade de resolu. 1. que deve ter em conta termos do disposto no n. 6 — O Banco de Portugal. no qual apresenta k) Se a instituição de crédito for filial de uma com. sobre o mercado interno lução a nível do grupo. tendo em con- financeira separada para controlar a instituição.º 3. estabelecidas sucursais significativas. ou uma das enti. lução a nível do grupo ou de autoridade de resolução de o Banco de Portugal consulta previamente a Comissão do alguma das filiais da empresa-mãe na União Europeia. uma análise dos constrangimentos concretos à aplicação panhia mista.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(139) i) Exigir que a instituição de crédito ou uma das enti. como autoridade de reso- ceiros admitidos à negociação em mercado regulamentado. consulta das autoridades de resolução do grupo.º-A. a todas as instituições de crédito integrantes no grupo. e após adicionais de nível 1 ou de nível 2 que tenha emitido. dades referidas nas alíneas g) a m) do artigo 2. juntamente com as autoridades de sempre que este seja a autoridade de resolução a nível do resolução das filiais no âmbito do colégio de resolução. ção a nível do grupo. lação aplicável.º-Y. nomeadamente tentar renegociar qual.º 4 ou no prazo de 120 dias a contar Poderes para eliminar ou mitigar constrangimentos da apresentação das observações pela empresa-mãe na à resolubilidade de grupos União Europeia. a autoridade responsável pela supervisão 6 — No prazo de 30 dias após a receção da notificação em base consolidada. e estabelecidas sucursais significativas. e recomenda medidas proporciona- aplicação das medidas de resolução referidas na secção III das e especificamente orientadas que considere necessá- do capítulo III do título VIII tenha consequências negativas rias ou adequadas para eliminar esses constrangimentos. esse relatório às filiais do grupo com sede em Portugal. e grupo. às referida no n. na medida em que ção no processo de decisão conjunta referido no n.º 6. nos termos da legis- Europeia no seu conjunto. 4 — No prazo de 120 dias a contar da data de re- o Banco de Portugal pondera a ameaça à estabilidade ceção do relatório. pode apresentar observações e propor à autoridade de tificados podem constituir.º 1. Artigo 116. tal seja relevante para essas sucursais. de resolução no sentido de reduzir ou de converter esse às autoridades de resolução das suas filiais e às autoridades passivo ou instrumento produza efeitos nos termos da lei de resolução dos ordenamentos jurídicos em que estejam do ordenamento jurídico que os rege. ridade de supervisão da instituição de crédito em causa. nos termos da legislação aplicável. cons. ridades de resolução dos ordenamentos jurídicos em que 8 — Sempre que o Banco de Portugal.º 3. nível do grupo. apenas elabora o respetivo plano de resolução gimentos significativos e. como autoridade de resolução a outras medidas para satisfazer o requisito mínimo de fun. como autoridade de reso- para contribuir para a economia. após consulta do colégio de supervisão e das autoridades 8 — O Banco de Portugal pode requerer à Autoridade de resolução dos ordenamentos jurídicos em que estejam Bancária Europeia que auxilie as autoridades de resolu- estabelecidas sucursais significativas.º 3. apresenta que este seja. nos termos do estejam estabelecidas sucursais significativas. ser fundamentada e transmitida pelo Banco de Portugal. elabora e tendo em vista garantir que qualquer decisão da autoridade apresenta um relatório à empresa-mãe na União Europeia. deve pro- disposto no n. da instituição de crédito em causa. à avaliação das quando haja aceitado as medidas destinadas a remover medidas propostas pela empresa-mãe na União Europeia os constrangimentos identificados nos termos do disposto e das medidas exigidas pelas autoridades para eliminar no n.º-A. pondera a avaliação dades referidas nas alíneas g) a m) do artigo 2. Mercado de Valores Mobiliários sobre as medidas a adotar após consulta das autoridades de supervisão e das auto- possam ter impacto no desenvolvimento dessas atividades. a empresa-mãe na União Europeia financeira que os constrangimentos à resolubilidade iden. em cooperação com o Banco Central Eu- dos próprios e de créditos elegíveis nos termos do disposto ropeu nos casos em que este seja. tome 2 — O Banco de Portugal. bem como o potencial efeito resolução a nível do grupo medidas alternativas para a das medidas alternativas sobre a atividade e estabilidade correção dos constrangimentos identificados no relatório. aplicável. nos termos da legislação no artigo 145. e após Europeia e receba o relatório referido no número anterior consulta do Banco Central Europeu nos casos em que em da autoridade de resolução a nível do grupo. de intermediação financeira ou emitir instrumentos finan.Diário da República. curar adotar uma decisão conjunta no âmbito do colégio tos significativos à resolubilidade de uma instituição de de resolução relativamente à identificação dos constran- crédito.º 2 ou quando as mesmas hajam sido decididas nos ou mitigar os constrangimentos. à empresa-mãe na União Europeia.º-O e procura titua créditos elegíveis para satisfazer os requisitos do adotar uma decisão conjunta sobre a aplicação das medi- artigo 145. por escrito. devendo 1 — O Banco de Portugal. sobre a sua capacidade 5 — O Banco de Portugal. determinar que existem constrangimen.º 3 do artigo anterior relativamente j) Exigir que a instituição de crédito. se necessário. exigida nos termos do disposto no artigo 116.º-Y. a instituição de crédito apresenta ao autoridades de resolução das filiais e às autoridades de Banco de Portugal um plano sobre a execução das medidas resolução dos ordenamentos jurídicos em que estejam que lhe foram exigidas.º-Q 7 — A decisão conjunta é tomada no termo do prazo estabelecido no n. das identificadas no n. na parte não financeira do grupo. . a autoridade responsável pela supervisão em base quer passivo elegível e instrumento de fundos próprios consolidada e com a Autoridade Bancária Europeia. caso seja sideração o impacto no modelo de negócio da instituição necessário para facilitar a sua resolução e evitar que a de crédito do grupo. na medida em que 7 — Se a instituição de crédito exercer uma atividade tal seja relevante para essas sucursais. comunica as medidas propostas dos serviços financeiros e sobre a estabilidade financeira pela empresa-mãe na União Europeia ao Banco Central noutros Estados membros da União Europeia e na União Europeu nos casos em que este seja.ª série — N. o impacto potencial das medidas em todos os Estados membros em que o grupo exerce a sua atividade. exigir que esta constitua uma companhia eficaz ao grupo de medidas de resolução.

3 — A celebração prévia de um contrato financeiro dade Bancária Europeia questões nos termos previstos intragrupo não é condição para uma instituição de crédito no artigo 19.º 60 — 26 de março de 2015 9 — O Banco de Portugal. a qual deve requisitos para a aplicação de uma medida de intervenção ser fixada no momento da prestação do apoio financeiro. fundamentando União Europeia e em Portugal. não estiverem preenchidos os requisitos 12 — Na falta de uma decisão da Autoridade Bancária para a aplicação de uma medida de intervenção corretiva Europeia no prazo de 30 dias aplica-se. . toma uma decisão individual sobre e) Companhias financeiras-mãe na União Europeia as medidas adequadas a adotar nos termos do disposto no e em Portugal e companhias financeiras mistas-mãe na n.º 7.º-A. empresas de investi- 10 — O Banco de Portugal. nos termos do disposto no consolidada a que está sujeita a respetiva empresa-mãe.ª série — N. antes da tomada da decisão conjunta referida de uma medida de intervenção corretiva previstos no no n. no caso previsto no ou os requisitos análogos estabelecidos na respetiva le- n.º 7. com exceção do serviço de colocação sem 4 — O contrato de apoio financeiro intragrupo deve garantia. apoio ser unilateral ou recíproco. com exceção do serviço na União Europeia.º-A. e que estejam abrangidas pela supervisão em base apoio financeiro intragrupo.º das autoridades de resolução tiver submetido à Autori. noutros Estados membros ou pa- vas das outras autoridades de resolução.º-Y não se e as reservas das outras autoridades de resolução.º 4 do artigo anterior. aguarda 4 — O contrato só pode ser celebrado se relativamente a pela decisão a tomar pela Autoridade Bancária Europeia todas as suas partes. alguma artigo 141. 1 — As seguintes entidades podem celebrar entre si um 3 — O contrato de apoio financeiro intragrupo deve contrato para a prestação de apoio financeiro às respetivas especificar os critérios para o cálculo da contrapartida por contrapartes relativamente às quais estejam preenchidos os cada transação realizada ao abrigo do mesmo.1700-(140) Diário da República. e aplica aos contratos financeiros intragrupo cujo finan- comunica-a à filial em causa e à autoridade de resolução ciamento não se destine a uma entidade relativamente à a nível do grupo. e em Portugal que exerçam as atividades previstas nas b) Os princípios de cálculo da contrapartida pela pres- alíneas c) ou f) do n.º-R em mais do que uma transação e pode revestir as moda- lidades de mútuo e de concessão de garantias a credores Âmbito do contrato de apoio financeiro intragrupo do beneficiário. no caso previsto no número autorizada ou estabelecida em Portugal.º 1 do artigo 199.º do Regulamento (UE) n.º 1 do artigo 199. a decisão do Banco de Portugal como autoridade de resolução de alguma das filiais de uma empresa-mãe Artigo 116. como autoridade de reso.º-W: a) A fixação da contrapartida pode ter em conta in- a) Instituições de crédito-mãe na União Europeia e formação obtida pela entidade prestadora decorrente da em Portugal.º 6 e durante o prazo estabelecido no n. anterior.º 3. na falta de uma decisão conjunta de colocação sem garantia. e comunica-a à íses terceiros de entidades previstas nas alíneas anteriores empresa-mãe na União Europeia.º 7.º 10. relação de grupo com a entidade beneficiária e que não b) Empresas de investimento-mãe na União Europeia está disponível no mercado. companhias financeiras ção a nível do grupo. ou de uma das entidades previstas nas alíneas d) prever genericamente as condições para a prestação de e e). a decisão do Banco de Portugal como autoridade de gislação quando a entidade do grupo não estiver sediada. artigo 116. do desenvolver a sua atividade em Portugal nem para poder Parlamento Europeu e do Conselho.º-A. 2 — A prestação de apoio financeiro pode executar-se Artigo 116. como autoridade de resolução a nível do respetivo grupo em dificuldades financeiras. f) Filiais em Portugal. preços de mercado decorrente de acontecimentos externos tituição de crédito. toma uma decisão individual abrangidas pela supervisão em base consolidada da res- sobre as medidas adequadas a adotar pela filial nos petiva empresa-mãe.os 9 e 10. são reconhecidas como filiais à empresa-mãe ou entre filiais. podendo aquele definitivas pelo Banco de Portugal. filiais de uma empresa-mãe na União Europeia. termos do disposto no n.º 6 e as decisões individuais a que se referem os n.º 1 do artigo 199. com exceção tação de apoio financeiro não têm necessariamente de do serviço de colocação sem garantia.º-V. de acordo com a respetiva autoridade e decide em conformidade com a mesma. exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. o prestar apoio financeiro intragrupo a qualquer entidade Banco de Portugal.º 1093/2010. d) Companhias financeiras. a sua decisão e tendo em conta os pareceres e as reser.º-S na União Europeia. Objeto e conteúdo do contrato de apoio financeiro intragrupo 13 — A decisão conjunta a que se refere o n. de uma empresa de investimento que ao grupo. 1. corretiva previstos no artigo 141. funda- mentando a sua decisão e tendo em conta os pareceres 2 — O disposto nos artigos 116. ou instituições financeiras no prazo referido no n. que sejam instituições de crédito. desde que do grupo ou de autoridade de resolução de alguma das respeitadas as normas legais e regulamentares aplicáveis. prazo referido no n.º e os requisitos previstos sendo que: nos artigos 116.º 4 do artigo anterior ao nível do grupo. como autoridade de resolu. mento que exerçam as atividades previstas nas alíneas c) lução responsável por alguma das filiais da empresa-mãe ou f) do n. resolução a nível do grupo e. quando 1 — O contrato de apoio financeiro intragrupo pode tomadas por outras autoridades de resolução na falta da prever o apoio financeiro da empresa-mãe às filiais. de supervisão.º-V e 116. de 24 de novembro. ter em conta qualquer impacto temporário previsto nos c) Instituições financeiras que sejam filiais de uma ins. na falta de uma decisão conjunta no mistas e companhias mistas. das decisão conjunta referida no n. qual estejam preenchidos os requisitos para a aplicação 11 — Se.º-R a 116.

decisão conjunta. o Banco de Portugal toma uma ou de certas entidades do grupo. a) O apoio financeiro prestado permitir à entidade be- 5 — Dentro do prazo previsto no n. decisão individual quanto ao pedido de autorização para a c) O apoio financeiro ter uma contrapartida. proposta como parte desse contrato submete a respetiva quando este seja a autoridade responsável pela supervisão proposta à aprovação da assembleia geral.º-S. salvo se expressamente autorizado pela autoridade de 10 — O Banco de Portugal comunica às autoridades supervisão responsável pela supervisão em base individual de resolução relevantes os contratos de apoio financeiro da entidade prestadora. antes de decorrido o prazo referido este seja um mútuo. 1. pervisão da filial de um grupo que tenha sido proposta i) À data da prestação. mada de decisão de prestação de apoio financeiro. intragrupo que tenha autorizado ou em cujo processo de para aquela entidade. ou os requisitos semelhantes previstos diferendo que impossibilite a adoção de uma decisão con. e regulamentares aplicáveis e dos requisitos previstos . e) De acordo com a informação disponível à data da to- são conjunta tiver submetido à mediação da Autoridade mada de decisão de prestação de apoio financeiro. tado membro da entidade prestadora. os requisitos de fundos próprios e de liquidez previs- participa no processo de decisão conjunta do pedido de tos nas normas legais e regulamentares aplicáveis e os autorização para a celebração daquele contrato. quando Bancária Europeia. essa prestação não determinar. ser provável que o mesmo seja amor- no n. decisão conjunta no prazo de 120 dias a partir da receção do pedido de autorização.º-T Artigo 116. o qual preserva ou 6 — Na ausência de uma decisão conjunta prevista no restabelece a estabilidade financeira do grupo no seu todo n.º 3. celebrado nos termos do disposto nos artigos 116. na legislação do país onde essa entidade tem a sua sede junta antes de decorrido o prazo estabelecido no n.º U. ser envolvidas no processo de decisão conjunta. a liquidez ou a solvabilidade da entidade prestadora.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(141) Artigo 116. aplica-se a decisão h) A prestação do apoio financeiro não constituir uma tomada pelo Banco de Portugal. nos termos celebração de um contrato de apoio financeiro intragrupo.º-V 4 — A decisão conjunta prevista no número anterior Condições para prestação de apoio financeiro intragrupo tem em consideração o impacto potencial da execução do contrato de financiamento intragrupo na estabilidade O apoio financeiro intragrupo apenas pode ser pres- financeira dos Estados membros onde o grupo tem ati. cária Europeia no prazo de 30 dias. tendo em vista a adoção de uma sobre a execução daquele contrato.ª série — N. um pedido de autorização para a 2 — O contrato de apoio financeiro intragrupo só é celebração de um contrato de apoio financeiro intragrupo.º-W. o Banco de Portugal suspende a sua f) De acordo com a informação disponível à data da to- tomada de decisão nos termos do disposto no número ante. prio na prestação de apoio financeiro.º-R a çamental. no prazo aí fixado. válido perante uma entidade do grupo depois de a respe- 2 — O pedido de autorização referido no número an.º 3 do submeter à mediação da Autoridade Bancária Europeia um artigo 116. bem como todas as fundos próprios e de liquidez previstos nas normas legais alterações a esses contratos. de supervisão das filiais envolvidas no processo de deci. podendo requisitos previstos nos termos do disposto no n. Artigo 116.Diário da República. solucionar de Portugal pode solicitar à Autoridade Bancária Europeia forma significativa as suas dificuldades financeiras.º 3. 3 — O Banco de Portugal remete uma cópia do pedido 3 — O órgão de administração da entidade do grupo de autorização às autoridades de supervisão de cada filial que seja parte no contrato de apoio financeiro intragrupo que tenha sido proposta como parte do contrato de apoio apresenta anualmente à assembleia geral um relatório financeiro intragrupo. como autoridade de su. ameaça à estabilidade financeira. devendo essa decisão ter em conta os pareceres e reser. quando rior até que a Autoridade Bancária Europeia se pronuncie. a entidade prestadora cumprir como parte num contrato de apoio financeiro intragrupo. ao abrigo do contrato vidade. intragrupo nos termos desse contrato. tiva assembleia geral autorizar o órgão de administração terior é instruído com a minuta da proposta de contrato e a determinar a prestação ou a receção de apoio financeiro com a identificação das partes do mesmo. provável que a contrapartida referida na alínea anterior 7 — Se o Banco de Portugal ou alguma das autoridades seja paga. g) A prestação do apoio financeiro não colocar em causa 8 — Na ausência de uma decisão da Autoridade Ban. nomeadamente do Es- 9 — O Banco de Portugal. se estiverem preenchidos cumulativamente os de contrato com as condições para a prestação de apoio seguintes requisitos: financeiro previstas no artigo 116. d) De acordo com a informação disponível à data da vas expressos pelas autoridades de supervisão das filiais tomada de decisão de prestação de apoio financeiro. tado por uma entidade do grupo. e. incluindo quaisquer consequências a nível or. ser devendo a sua decisão ser tomada em conformidade com provável que a mesma não venha a ser executada. do disposto no n.º-U Autorização da proposta de contrato Aprovação da proposta de contrato pelos acionistas de apoio financeiro intragrupo 1 — Após a autorização do pedido de celebração de 1 — A instituição de crédito-mãe na União Europeia ou um contrato de apoio financeiro intragrupo. que auxilie as autoridades de supervisão na adoção de b) A entidade prestadora ter justificado interesse pró- uma decisão conjunta.º-C. o Banco de neficiária.º 3. um incumprimento dos requisitos de decisão conjunta tenha participado.º 3 do artigo 116. com razoável grau de certeza. e a compatibilidade dos termos da proposta 116. a desta autoridade. o diferendo que impossibilitou a adoção de uma tizado nos termos acordados. em base consolidada.º 3. este revista a forma de prestação de uma garantia. o órgão de em Portugal ou a empresa de investimento-mãe na União administração de cada entidade do grupo que tenha sido Europeia ou em Portugal apresenta ao Banco de Portugal.

do Parlamento Europeu contar da notificação daquela decisão. e nas demais normas legais à Autoridade Bancária Europeia. indicando o objetivo do apoio dora limitar ou proibir o apoio financeiro e se o plano de financeiro e a modalidade que este assumirá. ou os requisitos semelhantes dade responsável pela supervisão da entidade beneficiária. de 26 de junho.º 1. por tugal aprova. por aviso. 3 — No prazo de cinco dias a contar da receção da Dever de comunicação notificação completa referida no n. . qualquer razão. Banco de Portugal a verificação de alguma das seguintes solidada. 9 — Quando o Banco de Portugal for a autoridade Artigo 116. 2 — Os órgãos de administração e de fiscalização da 5 — Quando o Banco de Portugal for a autoridade instituição de crédito devem igualmente comunicar ao responsável pelo exercício da supervisão em base con. ele. essa prestação não determinar. salvo se expressamente efeitos do disposto no artigo 31. dições notificadas ao Banco de Portugal quando este o cos previstos naquele Regulamento e nas demais normas aprove ou não se pronuncie no prazo previsto no n.º 1.º-C. de 26 de junho.º-H.º 3 é notificada de imediato esse facto ao Banco de Portugal. caso o plano de recuperação seja elaborado mentos adicionais da fundamentação da decisão prevista a nível individual. supervisão em base individual da entidade prestadora. Regulamento (UE) n. situações. legais e regulamentares aplicáveis. no respetivo sítio b) A autoridade responsável pela supervisão em base na Internet. a entidade prestadora cumprir comunicada pela autoridade responsável pela supervisão os requisitos relativos aos grandes riscos previstos no da entidade prestadora. pode solicitar à entidade beneficiária no n. 1. recusa ou limitação j) À data da prestação. demonstrando a verificação das condições previstas no nos termos do disposto no artigo 116. 1 — As entidades que tenham celebrado um contrato ministração da entidade prestadora notifica: de apoio financeiro intragrupo nos termos do disposto nos artigos 116.º do beneficiária. dos próprios.º do Regulamento (UE) autorizado pela autoridade de supervisão responsável pela n. Portugal. nos termos do disposto na alínea b) do n. c) A autoridade responsável pela supervisão da entidade 2 — É aplicável o disposto nos artigos 431.º-R e seguintes divulgam essa informação.º 60 — 26 de março de 2015 no n. como autoridade responsável bem como uma descrição dos termos gerais do contrato pela supervisão da entidade prestadora.º 1. submeter a questão e do Conselho. um 7 — O apoio financeiro pode ser prestado nas con- incumprimento dos requisitos relativos aos grandes ris. órgão de administração da entidade prestadora.º 575/2013. nos termos do disposto na alínea b) do n. bem como recuperação de grupo previr o apoio financeiro intragrupo.º-I ou.º-Y Oposição das autoridades de supervisão Divulgação 1 — Antes de prestar apoio financeiro nos termos do contrato de apoio financeiro intragrupo.º 3. enquanto autoridade de supervisão da entidade 2 — A decisão de aceitar apoio financeiro nos termos beneficiária. pode solicitar que a autoridade responsável do contrato de apoio financeiro intragrupo é tomada pelo pela supervisão em base consolidada reavalie o plano órgão de administração da entidade beneficiária.º 1093/2010. tigo 116. 8 — O órgão de administração da entidade prestadora k) A prestação do apoio financeiro não comprometer a notifica a decisão de prestação do apoio financeiro intra- resolubilidade da entidade prestadora. e a identificação das restantes partes. o órgão de ad- artigo 116.º 1. previstos na legislação do país onde essa entidade tem a nos termos. o Banco de artigo 116. pelo menos. de recuperação do grupo. Artigo 116. e do Conselho. ministração ou de fiscalização comunicam imediatamente 4 — A decisão prevista no n.º 1.º 1. recusa ou limita a prestação de apoio finan. respetivamente.º 1 do artigo anterior. no prazo de dois dias a Regulamento (UE) n. sua sede. e discorde da decisão de aprovação.º-V. 1 — Quando uma instituição de crédito se encontre. das alíneas b) e c) do n. o Banco de Por. a) O Banco de Portugal. às entidades previstas nas alíneas b) a d) do n. consolidada. para aquela entidade. pode. 2 — A notificação prevista no número anterior é instruída Artigo 116. em situação de desequilíbrio financeiro ceiro. ainda que considerem que tal possa não ter informa os restantes membros do colégio de supervisores impacto no equilíbrio financeiro da instituição: e os membros do colégio de resolução do respetivo grupo da decisão prevista no n.º 1.º 575/2013.º-Z com a informação referida no n.º 3 do artigo 116. 6 — Quando o Banco de Portugal for a autoridade res.º 3. nos termos e para os e regulamentares aplicáveis e.ª série — N.º-V. informa os restantes membros do colégio de supervisores 1 — A decisão de prestar apoio financeiro nos termos e os membros do colégio de resolução do respetivo grupo do contrato de apoio financeiro intragrupo é tomada pelo da decisão prevista no número anterior. nomeadamente dos níveis mínimos de adequação de fun- ponsável pela supervisão em base consolidada ou a autori. o órgão de ad.º e 434. a) Risco de violação de normas e limites prudenciais. anualmente. a qual 10 — Se a autoridade de supervisão da entidade presta- deve ser fundamentada. do Parlamento Europeu d) A Autoridade Bancária Europeia. ou em risco de o ficar.º-X Artigo 116.1700-(142) Diário da República. tendo em consideração os requisitos previstos no ou de insolvência. de 24 de novembro. grupo às entidades referidas no n. que apresente um plano de recuperação revisto. nos termos do disposto no ar- 3 — O Banco de Portugal determina. devendo aquelas informações ser atualizadas. do Parlamento Europeu e do Conselho.º-W responsável pelo exercício da supervisão em base con- Decisão de prestar e de aceitar apoio financeiro intragrupo solidada.

tos no presente Regime Geral ou no Regulamento (UE) nanciamento dessas responsabilidades. bem como os relatórios a que elas deem lugar. provocados por alterações teção dos dados pessoais do denunciante e do suspeito nas taxas de câmbio utilizadas na conversão para a moeda da prática da infração.º 2. tos do exterior.º 67/98. a factos verificados durante o exercício de tais funções ou veniente para dar cumprimento a requisitos legais ou a titularidade da respetiva participação. tratamento e arquivo das participações de mentos da carteira bancária. estabelecidas no presente artigo. têm o dever de as participar ao vantes de natureza fiscal ou reputacional. cotações de ações. organização contabilística e fiscalização interna e de da ausência de correlação perfeita entre as taxas recebi. por virtude das funções que exer- das taxas de câmbio. de Portugal pode solicitar. 4 — Sem prejuízo de outros deveres de comunicação ou c) Desvalorização materialmente relevante dos ativos participação estabelecidos na lei. quaisquer in- em Portugal ou no estrangeiro. de funcional ou pela alteração da posição competitiva da 26 de outubro. processamento ou liquidação das de auditoria interna. 6 — Na sequência de comunicações efetuadas. por instrução. titui exceção ao dever de segredo previsto no artigo 79.º 575/2013. com impacto relevante na formações que considere necessárias. regulamentares. o órgão de fiscalização da instituição de crédito ou perdas materialmente rele. (compliance). çam na instituição de crédito. balanço ou elementos extrapatrimoniais. compromissos financeiros perante a instituição de crédito. nos termos da Lei n. independentes e autónomos adequados iii) Movimentos adversos nas taxas de juro de ele. fiscalização. fiscalização estão individualmente obrigados à comuni.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(143) b) Diminuição anormal dos saldos de depósitos. que deve conter as medidas adotadas ou 3 — Os membros dos órgãos de administração e de a justificação para a não adoção de quaisquer medidas. meadamente os relacionados com: caso envolva revelação dos factos ou elementos previstos i) A incapacidade de uma contraparte cumprir os seus no n. fraudes internas e externas ou inoperacionali. spreads de crédito ou 1 — As instituições de crédito devem implementar os preços de mercadorias. por si próprios se o órgão a que pertencem a omitir ou devem ser conservados em papel ou noutro suporte du- a diferir. do cumprimento das obrigações legais e regulamentares dade das infraestruturas. ridades administrativas ou judiciais.ª série — N. ção. 1. 2 — Os meios referidos no número anterior garantem iv) Movimentos adversos nas taxas de câmbio de ele. bem como no de crédito ou de indícios de infração a deveres previs- valor patrimonial dos fundos de pensões utilizados no fi. 8 — O Banco de Portugal pode definir.º-AA instrumentos financeiros valorizados ao justo valor.Diário da República. as quais devem ser atividade da instituição de crédito. 5 — As participações efetuadas ao abrigo do presente cação referida nos números anteriores. a confidencialidade das participações recebidas e a pro- mentos da carteira bancária. radouro que permita a reprodução integral e inalterada da . de opções incorporadas em instrumentos financeiros do do Parlamento Europeu e do Conselho. bem como os titulares de participações qua- ainda que sem reconhecimento imediato nas demonstra. em Portugal ou no 4 — As participações recebidas nos termos dos núme- estrangeiro. quando associados n. devendo fazê-la artigo. prestadas no prazo fixado para o efeito. organi- i) Movimentos adversos nas responsabilidades com zação contabilística e fiscalização interna da instituição pensões e outros benefícios pós-emprego. do Parlamento Europeu e do Conselho. tomem conhecimento de qualquer irregu- laridade grave relacionada com a administração. ros anteriores são analisadas. quando este seja necessário ou con. nomeadamente nas áreas v) Falhas na análise. a todo o tempo. nos termos e com as salvaguardas da aplicação de medidas ou sanções por parte de auto.º 1 do referido artigo. 26 de junho. ou qualquer membro dos órgãos de administração ou de vantes em outros compromissos da instituição de crédito. pro. no. que seja suscetível de a colocar em situação j) Existência de contingências materialmente rele. taxas de câmbio. organi- dispor de meios líquidos para cumprir as suas obrigações. de crédito e que seja suscetível de a colocar em situação e) Dificuldades de financiamento para satisfação das de desequilíbrio financeiro. Participação de irregularidades vocados. 5 — O dever de comunicação previsto nos números an- f) Dificuldades na disponibilização de fundos por parte teriores subsiste após a cessação das funções em causa ou dos acionistas para efeitos de realização de um aumento da titularidade da participação qualificada. de 26 de junho. respetivas necessidades de disponibilidades líquidas. o Banco g) Verificação de alterações legais ou regulamentares.º 575/2013. indícios sérios de infrações a deveres previstos no presente das e pagas nos diferentes instrumentos ou da existência Regime Geral ou no Regulamento (UE) n. por via de desfasamentos de irregularidades graves relacionadas com a sua administra- maturidades ou de prazos de refixação das taxas de juro. de a planos de benefício definido. relativamente do capital social. de desequilíbrio financeiro. por flutuações em taxas de juro. instituição de crédito devido a variações significativas 3 — As pessoas que. meios específicos. incluindo possíveis restrições à transferência de pagamen. critérios para a aplicação do disposto no n. zação contabilística e fiscalização interna da instituição à medida que as mesmas se vencem. lificadas devem ainda comunicar de imediato ao Banco ções financeiras. de receção. 7 — O cumprimento dos deveres de comunicação cons- gativo relevante nos resultados ou no capital próprio. nomeadamente. h) Ocorrência de eventos com potencial impacto ne. de gestão de riscos ou de controlo operações. sendo preparado um relatório fundamentado. ou resultantes órgão de fiscalização.º. ii) Movimentos desfavoráveis no preço de mercado de Artigo 116. de Portugal qualquer irregularidade grave de que tomem d) Risco de incapacidade de a instituição de crédito conhecimento relacionada com a administração.

4 — As participações efetuadas ao abrigo do disposto Artigo 116. 2 — Os resultados dos testes de esforço podem ser rantias previstas nos números anteriores. ou resultados do processo o disposto no artigo 120.º 575/2013. outras medidas adequadas e eficazes. pode de crédito. servir de Testes de esforço fundamento à instauração pela instituição de crédito de qualquer procedimento disciplinar. nunciante e do suspeito da prática da infração. 7 — As instituições de crédito devem apresentar ao c) O Banco de Portugal considere necessário incluir. quente por parte da instituição de crédito. que 6 — As participações efetuadas ao abrigo dos números indiquem riscos significativos para a sua solidez financeira anteriores não podem.º de análise e avaliação ao abrigo do artigo 116. são tomadas. as seguintes 8 — O Banco de Portugal aprova a regulamentação medidas: necessária para assegurar a implementação das normas previstas no presente artigo. o Banco de Portugal deve assegurar que tais deficiências são corrigidas. pelo prazo de cinco anos. a) Aumento do número ou da frequência das inspeções no local da instituição de crédito.º-AB b) Presença permanente do Banco de Portugal na ins- tituição de crédito. as alterações na atividade das instituições de crédito e a c) Um plano para as inspeções nas instalações das ins- aplicação desses métodos a novos produtos. dícios sérios de infrações a deveres previstos no presente d) Revisão adicional ou mais frequente dos planos Regime Geral ou no Regulamento (UE) n. de uma instituição de crédito. 1 — O Banco de Portugal revê regularmente. numa base casuística. de 26 de junho. testes de esforço forem deliberada e manifestamente infundadas. em especial. servir de fundamento à ou infrações às disposições constantes do presente Regime instauração pela instituição de crédito de qualquer procedi. e pelo menos anualmente. civil ou criminal rela. ou toma as 2 — O plano de atividades de supervisão deve abranger medidas adequadas para mitigar as suas consequências. Geral e do Regulamento (UE) n. e pelo tuições de crédito. 1 — O Banco de Portugal efetua. sendo-lhes aplicável tigo 116. de 26 de outubro.1700-(144) Diário da República. estratégicos ou de negócio da instituição Parlamento Europeu e do Conselho.º-AD nos números anteriores não podem.º-A. b) A identificação das instituições de crédito que devem 2 — Para efeitos do disposto no número anterior. para facilitar o processo de aná- 5 — O Banco de Portugal pode aprovar a regulamen. Artigo 116. civil ou criminal relativamente ao autor Europeu e do Conselho. das para essa supervisão nos termos do disposto no n.º-B e o artigo seguinte. por si só. às instituições de crédito. ou adotando forço a que se referem as alíneas a) e g) do n. Participação de infrações ao Banco de Portugal c) Comunicação de informação adicional ou mais fre- 1 — Qualquer pessoa que tenha conhecimento de in. pelo menos anual- mente. do Parlamento mento disciplinar. o ser objeto de uma supervisão reforçada e as medidas toma. tação necessária para assegurar a implementação das ga.º 60 — 26 de março de 2015 informação. in loco das atividades realizadas pelas sucursais das ins- no âmbito das investigações a que a mesma dê lugar ou tituições de crédito com sede em Portugal. Banco de Portugal tem em consideração.º 1 do ar. com uma periodici- tivamente ao autor da participação. de 26 de junho. da participação. 1.º 3.º-A. a regulamentação aplicável. as instituições de crédito que: nomeadamente impondo fatores de multiplicação ou re- a) Apresentem resultados dos respetivos testes de es.º-A. Banco de Portugal um relatório anual com a descrição dos meios referidos no n. a verificações e inspeções guarda dos direitos de defesa dos visados pela denúncia. artigo 116. o cumprimento pelas institui- de análise e avaliação previsto no artigo 116.º 67/98. fazer uma participação ao Banco de Portugal. de processos judiciais subsequentes.º 1 e com indicação sumária das 3 — Caso seja considerado adequado ao abrigo do participações recebidas e do respetivo processamento. cedam. nanceiro. ficos de ocorrência provável. . um plano de atividades de supervisão para as insti.º 575/2013. e) Inspeções temáticas para controlo de riscos especí- 2 — É garantida a proteção dos dados pessoais do de. o qual tem em consideração o processo menos de três em três anos. objeto de publicação. nos termos da Lei n. exceto se as mesmas dade adequada. 4 — A adoção de um plano de atividades de supervisão 3 — É igualmente garantida a confidencialidade sobre pelo Banco de Portugal não obsta a que as autoridades a identidade do denunciante a todo o tempo ou até ao competentes dos Estados membros de acolhimento pro- momento em que essa informação seja exigida para salva.ª série — N. por si só. tituições de crédito. incluindo das respetivas sucursais e 3 — Sempre que sejam identificadas deficiências sig- filiais estabelecidas noutros Estados membros da União nificativas na captação dos riscos por um método interno Europeia.º-AC Artigo 116. Artigo 116. exceto se as mesmas forem deliberada e b) Representem riscos sistémicos para o sistema fi- manifestamente infundadas. quisitos de fundos próprios mais elevados.º-AE Plano de atividades de supervisão Revisão contínua da autorização para utilização de métodos internos 1 — O Banco de Portugal adota.º-A e inclui: ções de crédito dos requisitos relativos aos métodos que requerem a sua autorização antes da sua utilização para o a) A indicação da forma como tenciona desempenhar cálculo dos requisitos de fundos próprios de acordo com as suas tarefas e afetar os seus recursos. do operacionais. lise e avaliação nos termos do disposto no artigo 116. nomeadamente.

o Banco de Portugal 1 — Caso o Banco de Portugal determine.º do Regulamento (UE) n. nomeadamente. se for o caso. sem prejuízo do em geral relacionado com a disparidade entre a posição cumprimento dos critérios estabelecidos nos artigos 362. organi. quisitos aplicáveis à carteira de negociação. juntamente com modelos inter.º-A.º 575/2013. número de posições significativas em instrumentos de dí. fundos próprios para risco de mercado. que instituições de cré- formidade tem um efeito irrelevante. a) O respetivo modelo de negócio. 5 — Caso.º 575/2013. estão ou podem a sua execução. titulares de posições em risco específico que sejam signi.º-AG e 116.Diário da República. 1. nos para o cálculo dos requisitos de fundos próprios para nomeadamente requisitos prudenciais.º-A. atendendo à natureza. mas deixe de cumprir os requisitos para a aplicação desse método. financeiro. anteriores. nos termos deve exigir que a instituição demonstre que a não con.º 1 do artigo 116. disposto nos números anteriores. quando for o caso. designadamente apresente um plano para restabelecer tempestivamente com modelos de negócio ou localização geográfica a conformidade com os requisitos e fixe um prazo para semelhantes das suas posições em risco. a essas instituições de crédito de modo semelhante ou 7 — Se não for provável que a instituição de crédito idêntico. os processos e os mecanismos da b) Relativamente às instituições de crédito que sejam instituição de crédito a que se refere o artigo 115. primento dos critérios estabelecidos nos artigos 102. a desenvolver capacidades de dade do sistema financeiro nacional e. o adequado e. de aplicar sanções ou outras medidas administrativas. relativos à utili- práticas bem desenvolvidas e atualizadas para esses zação de modelos internos para cálculo de requisitos de métodos. c) Os resultados da análise e avaliação efetuadas nos ficativas em termos absolutos e quando exista um elevado termos do disposto no artigo 116. orientações da Autoridade Bancária Europeia relevantes de acordo com os critérios a que se refere a alínea j) do para efeitos da revisão das autorizações nos termos do n. relativo aos re. a autorização para utilizar o semelhante ou idêntico. modelos internos para o cálculo dos requisitos de fundos próprios para risco específico de instrumentos de dívida 2 — O Banco de Portugal deve ponderar a necessidade na carteira de negociação. um número elevado de excessos a que se 10 — O Banco de Portugal. d) O risco sistémico de liquidez que ameace a integri- vida de diferentes emitentes. a instituição de crédito não tiver Banco de Portugal pode impor a essas instituições de demonstrado de forma satisfatória que a não conformidade crédito requisitos que disciplinam a sua atividade de modo tem um efeito irrelevante. 6 — Caso uma instituição de crédito tenha obtido autorização para aplicar um método para o cálculo dos Artigo 116.º-U. zação interna e natureza. tendo em consideração a sua dimensão. de 26 de junho. pode aplicar o processo porcionar total conformidade ou caso o prazo não seja de análise e avaliação a que se refere o referido artigo adequado. efetuadas nos termos desta secção. de crédito com perfis de risco semelhantes mentação aplicável. 3 — As instituições de crédito a que se referem os nú- 8 — O Banco de Portugal deve ter em consideração meros anteriores podem ser determinadas. adequado. o Banco de Portugal revoga crédito. do Parlamento damente.ª série — N. devendo exigir melhorias desse plano vir a estar expostas a riscos semelhantes ou colocam caso seja pouco provável que o mesmo venha a pro.º real de liquidez da instituição de crédito e os requisitos de . de 26 de junho. de acordo com a regula. nomea. b) As disposições. o Banco de Portugal atendendo à relevância em termos absolutos das suas avalia a necessidade de impor um requisito específico posições em risco e à existência de um elevado número de liquidez para captar os riscos de liquidez a que a de contrapartes significativas.º a considerando: 106. e sem prejuízo do cum. 4 — O Banco de Portugal notifica a Autoridade Bancá- 9 — O Banco de Portugal incentiva as instituições de ria Europeia sempre que aplique o disposto nos números crédito. cujo nível esteja riscos de incumprimento e de migração. do Parlamento Europeu e do Conselho.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(145) 4 — O Banco de Portugal analisa e avalia.º do Regulamento (UE) n. do disposto no artigo 116. avaliação interna do risco e a incrementar a utilização de do Estado membro da União Europeia em causa. nomeadamente o exercício dos método é revogada ou limitada a áreas conformes ou em poderes de supervisão estabelecidos nos artigos 116.º-AF requisitos de fundos próprios que exige a autorização Aplicação de medidas de supervisão a instituições prévia do Banco de Portugal. possa restabelecer a conformidade dentro de um prazo 2 — Para efeitos do disposto no número anterior. monitoriza se estas dependem única e sistema- a autorização de utilização do modelo interno ou impõe ticamente de notações de risco externas para avaliarem medidas adequadas para assegurar que o modelo seja a qualidade creditícia de uma entidade ou instrumento rapidamente aperfeiçoado. es- refere a regulamentação aplicável indique que o modelo cala e complexidade das atividades das instituições de não é suficientemente exato.º-C. a 377. relativamente a um modelo interno de risco de mercado. que a conformidade possa ser obtida dentro de um prazo 116. se a instituição de crédito utiliza técnicas e Europeu e do Conselho.º-AG a) A desenvolver capacidades de avaliação interna do Requisitos específicos de liquidez risco de crédito e a incrementar a utilização do método 1 — Para efeitos da determinação do nível adequado baseado em notações internas para o cálculo dos requisitos de requisitos de liquidez com base na análise e avaliação de fundos próprios para cobertura do risco de crédito. instituição de crédito está ou pode vir a estar exposta.º-B.º-AH. escala e complexidade das suas atividades: Artigo 116. ou em alternativa dito com perfis de risco semelhantes. riscos ao sistema financeiro.

º-B. ou que de facto exerçam.º-B nacional ou da União Europeia. não estando incluídas na previsão do número ante.º-A e nos n. a atividade de gestão de uma rede eletrónica 2 — O Banco de Portugal pode exigir que as empresas. à supervisão da Autoridade de Supervisão de Seguros e 3 — Sem prejuízo do disposto no n. seja suscetível de implicar a violação ou o agra- vamento da violação de regras prudenciais aplicáveis ou Artigo 117.º infringir as regras de uma gestão sã e prudente.º é aplicável às sociedades gestoras de participa. 43.º-A confiram a maioria dos direitos de voto em uma ou mais Dever de abstenção e registo de operações instituições de crédito ou sociedades financeiras. 2 — O Banco de Portugal pode ainda sujeitar à sua 1 — É vedada às instituições de crédito a concessão de supervisão as sociedades gestoras de participações sociais crédito a entidades sediadas em ordenamentos jurídicos que. no título VIII.º.os 1 e 3 do ao registo das operações correspondentes a serviços de artigo 115.º 1. por aviso.º 3 é também aplicável a quais- Portugal. 1.º-AE e 116.º 60 — 26 de março de 2015 liquidez e de financiamento estável estabelecidos a nível Artigo 117. Sociedades relevantes para sistemas de pagamentos Artigo 116. 116.º 575/2013. fixando os respetivos âmbito dos sistemas de pagamentos devem comunicar prazos de publicação. tomar as providências neces- liação previsto no artigo 116.º-AI Artigo 118. 2 — As entidades que exerçam qualquer atividade no em intervalos inferiores a um ano.º-A quer ordenamento jurídico offshore. avaliações e medidas de supervisão Gestão sã e prudente O Banco de Portugal informa a Autoridade Bancária 1 — Se as condições em que decorre a atividade de uma Europeia sobre: instituição de crédito não respeitarem as regras de uma gestão sã e prudente. uma descrição funcionamento dos sistemas de pagamentos sujeitas à da sua estrutura jurídica e de governo de sociedade e da supervisão do Banco de Portugal é aplicável o disposto estrutura organizacional do grupo.º-A. e comunicá-las ao Banco de Portugal.º-C. com 4 — O disposto nos artigos 30. para a publicação de informações. sociedades financeiras. do Parlamento Europeu e do Conselho.ª série — N. para. devem as ins- Fundos de Pensões. Artigo 116. 3 — Excetuam-se da aplicação do número anterior os ordenamentos jurídicos offshore considerados não as sociedades gestoras de participações sociais sujeitas cooperantes para efeitos do disposto no número anterior. lhes Artigo 118. que as instituições de crédito: cificando as regras e as obrigações que lhes são aplicá- a) Publiquem as informações a que se referem os ar. por regu. nos termos por este definidos em Instituições de pagamento e instituições de moeda eletrónica regulamentação. sárias para restabelecer ou reforçar o equilíbrio financeiro.º-A. . pagamento prestados por todas as entidades incluídas no ções sociais sujeitas à supervisão do Banco de Portugal. base na sua situação financeira consolidada. mente relevante para os sistemas de pagamentos. tituições sujeitas à supervisão do Banco de Portugal. perímetro de supervisão prudencial que tenham como beneficiária pessoa singular ou coletiva sediada em qual- Artigo 117. pagamentos em território nacional. veis. no seu alínea anterior. As instituições de pagamento e as instituições de moeda 4 — (Revogado. entender. de forma integral ou por 4 — Às sociedades consideradas relevantes para o remissão para informações equivalentes. 116.º-AG sobre o processo a que se refere a uma operação por uma instituição de crédito que. no prazo que lhe fixar.º a 32. nomea- damente. nos termos das normas legais e regulamentares quer outras entidades habilitadas a prestar serviços de que regem a respetiva atividade. esse facto ao Banco de Portugal e prestar-lhe todas as b) Utilizem meios de comunicação e locais específicos informações que ele lhes solicitar. espe- lamentação. o Banco Sociedades gestoras de participações sociais de Portugal pode notificar essa instituição para se abster 1 — Ficam sujeitas à supervisão do Banco de Portugal de realizar tal operação. offshore considerados não cooperantes ou cujo beneficiá- rior.º 1. de entre as previstas no presente decreto-lei para as tigos 431.º do Regulamento (UE) n.) eletrónica encontram-se sujeitas à supervisão do Banco de 5 — O disposto no n. exceto através das 3 — Para os efeitos do n. detenham participação qualificada em instituição de rio último seja desconhecido. crédito ou em sociedade financeira. com as ne. 2 — Compete ao Banco de Portugal definir.º-AH 1 — O Banco de Portugal pode sujeitar à sua supervi- Requisitos específicos de publicação são as entidades que tenham por objeto exercer. considera-se especial- demonstrações financeiras. 2 — Sempre que tiver conhecimento do projeto de 116. direta ou indiretamente. b) A metodologia utilizada como base das decisões ou corrigir os métodos de gestão.º a 455. proceder cessárias adaptações.º Coerência das revisões.1700-(146) Diário da República. a que se referem os artigos 116. -mãe publiquem anualmente. o Banco de Portugal pode notificá-la a) O funcionamento do seu processo de análise e ava. as sociedades gestoras de participações sociais quando as participações detidas. 42. para o funcionamento dos sistemas de pagamentos. uma atividade especialmente relevante 1 — O Banco de Portugal pode estabelecer. através da qual se efetuem pagamentos. de 26 de junho.º-AD.

º.º 575/2013. zação ou que regulem de modo específico o exercício da res. prestem a uma instituição de crédito ser- a) Do seu grau de liquidez e solvabilidade. de que as pessoas referidas no mesmo número venham a o disposto no número anterior. incluindo o nível de de Portugal. 15. tuições de crédito conservem registos pormenorizados fique. as instituições de crédito devem manter à disposição do Banco de Portugal Sucursais de países terceiros os dados relevantes sobre as transações relativas a serviços 1 — As sucursais de instituições de crédito com sede em e atividades de investimento. do Parlamento Europeu e do Conselho. de forma a que o Banco de Portugal possa. que estabeleçam as condições de autori- e) Do cumprimento das normas.º regras sobre a duração. c) Determinar a recusa da certificação das contas ou a mínio informático. ou h) Dos seus processos de segurança e controlo no do.º 1 do artigo 20. ou f) Da sua organização administrativa. se necessário. países terceiros autorizadas a exercer atividade em Portu- 7 — O Banco de Portugal pode exigir que as institui. regulamentares. b) Afetar a continuidade da exploração da instituição g) Da eficácia dos seus controlos internos. regime das instituições de crédito autorizadas em Portugal. Dever de acionista em qualquer momento. são das instituições em que participam. convocar essa pessoa e ouvi-la a fim de obter essas informações. com a maior brevidade. nomeadamente para a verificação: instituição de crédito e os auditores externos que. mas 3 — As instituições de crédito facultarão ao Banco de exercidas em empresa que mantenha com a instituição Portugal a inspeção dos seus estabelecimentos e o exame de crédito onde tais funções são exercidas uma relação da escrita no local.º 26 de junho. gal estão sujeitas à supervisão prudencial do Banco de Por- ções de crédito lhe apresentem relatórios de trabalhos tugal aplicando-se-lhes. legais e regulamenta.Diário da República. legais ou em mercados de elevada liquidez e transparência. o Banco de Portugal pode recomendar aos acionistas relativos aos contratos financeiros em que intervenham que lhe prestem o apoio financeiro que seja adequado. por aviso.º cício das suas funções e. que disciplinam a sua atividade. atividade das instituições de crédito.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(147) Artigo 119. Instituições de crédito autorizadas em outros Estados membros da União Europeia 9 — As instituições de crédito registam todas as suas operações e processos. 8 — O Banco de Portugal pode ainda solicitar a qual- quer pessoa as informações de que necessite para o exer. 1 — As instituições de crédito autorizadas em outros posto no presente Regime Geral e no Regulamento (UE) Estados membros da União Europeia e que exerçam ati- n. artigo prevalece sobre quaisquer restrições à divulgação 4 — O Banco de Portugal pode extrair cópias e trasla. o relacionados com matérias de supervisão prudencial. do Parlamento Europeu e do 1 — Os revisores oficiais de contas ao serviço de uma Conselho. em particular daqueles que não sejam transacionados a) Constituir uma infração grave às normas. de 26 de junho. Deveres de informação 1 — As instituições de crédito apresentam ao Banco de Artigo 121. emissão de reservas. que o Banco considere relevantes para a verificação dos 3 — O dever de informação imposto pelo presente aspetos mencionados no número anterior. 1.º 1 é feita simultaneamente ao órgão de administra- ao Banco de Portugal todos os elementos ou informações ção da instituição de crédito. o conteúdo e o modo de arquivo dos registos referidos no número anterior.º-A 6 — Durante o prazo de cinco anos. assim como todos os outros elementos estreita. contrário. ter conhecimento no contexto de funções idênticas. não dos de toda a documentação pertinente. de crédito. 11 — O Banco de Portugal pode estabelecer. de informações legal ou contratualmente previstas. os factos ou decisões exposição a diferentes tipos de instrumentos financeiros. viços de auditoria são obrigados a comunicar ao Banco b) Dos riscos em que incorrem. Artigo 122. por exigência legal. desde que sujeitas à supervisão das . sujeitos o seu cumprimento. Revisores oficiais de contas e auditores externos primento do disposto no presente Regime Geral e no Re- gulamento (UE) n. i) Do cumprimento permanente das condições previstas nos artigos 14. alizados por uma entidade devidamente habilitada e para 2 — O Banco de Portugal pode emitir regulamentação o efeito aceite pelo mesmo Banco. Artigo 120. de vidade em Portugal. quando tais factos estão ou possam vir a estar sujeitas. re.º 575/2013. designadamente os sujeitos ao dis.º e alíneas f) e g) do n. envolvendo nenhuma responsabilidade para os respetivos 5 — As entidades não abrangidas pelos números pre. salvo razão ponderosa em que o mesmo Banco considere relevantes para a supervi. por aviso.ª série — N. com vista à aplicação do disposto no número anterior. Artigo 121. ou decisões sejam suscetíveis de: d) Das metodologias adotadas na avaliação dos seus ati- vos. 10 — O Banco de Portugal pode exigir que as insti- Quando a situação de uma instituição de crédito o justi.º Portugal as informações necessárias à avaliação do cum. como parte ou a qualquer outro título. verificar o respetivo cumprimento. com as necessárias adaptações.º 2 — A obrigação prevista no número anterior é igual- mente aplicável relativamente aos factos ou às decisões 2 — O Banco de Portugal pode regulamentar. respeitantes a essa instituição de que tenham conheci- c) Das práticas de gestão e controlo dos riscos a que mento no exercício das suas funções. cedentes e que detenham participações qualificadas no 4 — A comunicação dos factos ou decisões referidos capital de instituições de crédito são obrigadas a fornecer no n.

realizadas pelas sucursais das instituições de crédito no ridades competentes do Estado membro de acolhimento território nacional e exigir informações de uma sucursal quaisquer informações e conclusões relacionadas com a sobre as suas atividades. abertas que decorram das operações que efetuem no mer. depois tuadas de acordo com o direito português. laboração com as autoridades competentes dos países de investidores e outras pessoas a quem são prestados servi- origem. mações. após representa. nomeadamente em matéria de liquidez. na medida em que pre que o considere relevante por motivos de estabilidade essas informações e conclusões sejam relevantes para a do sistema financeiro português.º do Regulamento (UE) n. . as situações em que um também ser realizadas pelo Banco de Portugal. nomeadamente para a identificação de diretamente ou por intermédio de quem tenham manda- uma sucursal significativa.º Cooperação com autoridades de supervisão de outros Deveres das instituições autorizadas em outros Estados Estados membros da União Europeia membros da União Europeia 1 — No exercício das suas funções de supervisão de 1 — Para os efeitos do artigo 122. de 24 de novembro. membros possuam em território português. o Banco de Portugal consulta as autoridades com- 4 — O Banco de Portugal informa de imediato as petentes do Estado membro de origem. podendo trocar informações relativas à estrutura de administração e à estrutura acionista de Artigo 124.º são competentes. mento (UE) n. supervisionar a liquidez das sucursais das insti. casuística. nos termos do artigo 19. 3 — O Banco de Portugal colaborará com as autorida. supervisão. não estão sujeitas à de informar aquelas autoridades e a Autoridade Bancária supervisão prudencial do Banco de Portugal. 5 — O Banco de Portugal pode pedir às autoridades 6 — O Banco de Portugal tem devidamente em conta competentes do Estado membro de origem que comuni.º 1 tomarem as providências radas as informações e conclusões fornecidas por estas necessárias para cobrir os riscos resultantes de posições últimas. outros fatores que possam prudencial que lhes incumbem.º-A Artigo 123. em mais do que um Estado membro da os elementos de informação que este considere neces- União Europeia que não seja o da sua sede. tuições de crédito previstas no número anterior. podem. garantia de depósitos. o Banco de sários. 4 — Antes da realização de tais verificações e inspe- bro de acolhimento. financeira e cam. termos do artigo 19. porém. tomar as medidas adequadas para prevenir novas 2 — Compete.º 1093/2010. numa base num prazo razoável. na sequência da comunicação de in. das autoridades referidas no mesmo número. o 4 — As instituições mencionadas estão sujeitas às deci. solvabilidade. autoridades competentes de todos os Estados membros 5 — Após essas verificações e inspeções. 7 — O Banco de Portugal comunica e fundamenta. não foram tomadas medidas adequadas pelas autoridades 7 — As verificações e inspeções de sucursais são efe- competentes do Estado membro de origem. pode. Artigo 122. ao Banco de Portugal. as autoridades competen- influenciar o risco sistémico que a instituição de crédito tes dos outros Estados membros da União Europeia. bem como sobre quaisquer medidas instituição de crédito ou para a estabilidade do sistema de supervisão prudencial tomadas nesse contexto. 8 — Caso discorde das medidas a tomar pelas autori- cado português. a verificações e inspeções das atividades 3 — O Banco de Portugal presta de imediato às auto. para efeitos de supervisão.ª série — N. incluindo a estabilidade do sistema financeiro formações e conclusões. o Banco de de acolhimento em caso de ocorrência ou de razoável Portugal comunica às autoridades competentes do Estado probabilidade de ocorrência de problemas de liquidez. dades competentes do Estado membro de acolhimento. proceder a inspeções nas sucursais 2 — O Banco de Portugal pode comunicar à Autoridade que as instituições de crédito autorizadas nesses Estados Bancária Europeia. nos tomem no âmbito da política monetária. bem como todas as informações Inspeção de sucursais de instituições de crédito autorizadas suscetíveis de facilitar a supervisão. nomeadamente através mencionadas devem apresentar ao Banco de Portugal de uma sucursal. tado para o efeito. Banco de Portugal pode remeter o assunto para a Autori- sões e outras providências que as autoridades portuguesas dade Bancária Europeia e requerer a sua assistência. financeiro português.1700-(148) Diário da República. de 24 de novembro. infrações. e terem informado do facto o Banco de Portugal. o Banco de Portugal entenda que do Estado membro de acolhimento. determinação do seu programa de exame em matéria de 6 — Sempre que. a pedido pedido de colaboração. ções. a fim de proteger os interesses dos depositantes. bial e às normas aplicáveis por razões de interesse geral. organização administrativa e contabilística. as informações e conclusões comunicadas pelas autori- quem e expliquem o modo como foram consideradas as dades competentes do Estado membro de acolhimento na informações e conclusões fornecidas.os 2 e 3 do artigo 120. Portugal deve colaborar com as autoridades de supervi. designadamente de troca de infor.º do Regula. 2 — É aplicável o disposto nos n. Europeia. sem- supervisão da liquidez de sucursais. do Parlamento Europeu e do Conselho.º instituições de crédito.º 60 — 26 de março de 2015 autoridades dos países de origem. às autoridades competentes do Estado des competentes dos países de origem. 1. ços ou de proteger a estabilidade do sistema financeiro. controlo interno.º. mediante pedido.º 1093/2010. tenha sido rejeitado ou não tenha sido atendido 3 — O Banco de Portugal pode proceder. no sentido de as membro de acolhimento o modo como foram conside- instituições referidas no n. proteção dos depositantes e investidores no Estado mem. membro de origem as informações obtidas e as conclu- fornecendo dados sobre o planeamento e a execução de um sões que sejam relevantes para a avaliação dos riscos da plano de recuperação. do Parlamento Europeu e do 2 — As inspeções de que trata o número anterior podem Conselho. 1 — Tendo em vista exercer as funções de supervisão limites aos grandes riscos. em co. as instituições nele instituições de crédito que atuem.

do Parlamento Europeu artigo 126. as obriga- as obrigações previstas no artigo 115. Colaboração de outras autoridades Artigo 129.º-A a 116.º anterior devem aplicar as obrigações identificadas no n. atribuída ao Banco de Portugal. . de investimento em base individual. nos termos do disposto nos previstas no artigo 115. sem estar habilitado. de 26 de junho.º-J são aplicáveis ções previstas no artigo 116.º-A.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(149) Artigo 125. e do Conselho. troladas por uma companhia financeira-mãe ou companhia dade não habilitada exerce ou exerceu alguma atividade financeira mista-mãe em Portugal.º do Regulamento (UE) n.º consolidada ou subconsolidada. A atividade dos escritórios de representação de insti.º 575/2013. são de quaisquer documentos ou valores que constituam 2 — As instituições de crédito. dos de investimento mobiliário.º-B As autoridades policiais prestarão ao Banco de Portugal Aplicação em matéria de tratamento de riscos a colaboração que este lhes solicitar no âmbito das suas e processo e medidas de supervisão atribuições de supervisão. em base 1 — As instituições de crédito cumprem as obrigações individual ou consolidada. mento Europeu e do Conselho. nos termos do disposto no artigo 7. salvo se as filais são de um país terceiro Artigo 129.º dada dessas companhias financeiras-mãe ou companhias financeiras mistas-mãe. ou onde suspeite que se encontrem elemen.º-AE.º. da adequação do capital interno 4 — As obrigações previstas nos artigos 116. quando se tratar de uma companhia financeira-mãe outras pessoas.os 9 e 10 do Artigo 128. artigo 15. aplicam o disposto no número anterior em base n. Entidades não habilitadas 5 — Quando várias instituições de crédito sejam con- 1 — Quando haja fundadas suspeitas de que uma enti. pervisão do Banco de Portugal que sejam empresas-mãe 2 — Aos valores apreendidos aplica-se o disposto no ou filiais. do Parla- do Parlamento Europeu e do Conselho.º. uma empresa de investimento. 5 — Quando o Banco de Portugal renuncie à aplicação 2 — Quando o Banco de Portugal dispense a aplicação dos requisitos de fundos próprios em base consolidada dos requisitos de fundos próprios em base consolidada nos previstos para grupos de empresas de investimento no termos do artigo 15. o disposto no número reservada às instituições de crédito. 4 — As instituições de crédito controladas por uma tuições de crédito com sede no estrangeiro está sujeita à companhia financeira-mãe ou por uma companhia finan- supervisão do Banco de Portugal. neste último caso quando a de quaisquer outros elementos de informação julgados competência pela supervisão em base consolidada seja necessários. uma que.) informação relevante sobre o cumprimento dessas mes- mas obrigações.Diário da República. tos relevantes para o conhecimento da mesma atividade.º-J em base individual.º a 24.º do Regulamento (UE) n. anterior aplica-se apenas às instituições de crédito sujeitas tugal exigir que ela apresente os elementos necessários ao a supervisão em base consolidada. do que sejam filiais em Portugal. 1 — As instituições de crédito cumprem as obrigações previstas no capítulo II-C do título VII e nos n. exceto as artigos 6.º 3 — As instituições de crédito-mãe em Portugal cum- Escritórios de representação prem as obrigações previstas no artigo 115.º 1 Recursos às suas filiais que não estejam abrangidas pelo presente Regime Geral. bem como realizar inspeções de Portugal. de crédito incluídas na supervisão em base consolidada. a qual poderá ser feita ceira mista-mãe sediadas em Portugal ou em outro Estado no local e implicar o exame de livros de contabilidade e membro da União Europeia. o Banco de Portugal pode requerer a dis. instrumento ou produto de infração ou que se ceiras e as companhias financeiras mistas sujeitas à su- mostrem necessários à instrução do respetivo processo. ou nela Artigo 127.º 1 do artigo 215. cumprem as obrigações previstas no artigo 115.º-AI são cumpridas.º-J em base consolidada.º-AC a 116. como filial num país terceiro.º do 1 — No decurso das inspeções a que se refere o n.º 575/2013. pode o Banco de Portugal proceder a apreen. ou uma companhia financeira mista-mãe. de 26 de junho.ª série — N.º 6 do artigo 199. empresas-mãe ou instituições Parlamento Europeu e do Conselho.º 575/2013.º-J com base na situação consoli- Artigo 126.º do Regulamento (UE) n.º-C e 116. 3 — As empresas-mãe e filiais referidas no número Artigo 129.º artigo 116. pode o Banco de Por.º-A aplicam-se às empresas em base individual. consoante aplicável.º detenham uma participação. subconsolidada às instituições de crédito que sejam filiais. 1. de 26 de junho. tenham uma solução e liquidação de sociedade ou outro ente coletivo instituição de crédito. pratique operações reservadas instituição financeira ou uma sociedade gestora de fun- a instituições de crédito. de 26 de junho.º 575/2013. caso essas instituições de crédito ou a respetiva empresa- 2 — Sem prejuízo da legitimidade atribuída por lei a -mãe. salvo dispensa pelo Apreensão de documentos e valores Banco de Portugal da aplicação de requisitos prudenciais em base individual.º 1 do Regulamento (UE) n. assegurando que as mesmas prestam a (Revogado. no local onde indiciariamente tal atividade seja ou tenha 6 — O disposto no presente artigo é aplicável em base sido exercida. 116. em base individual. as companhias finan- objeto. na aceção do n.º-A em que o cumprimento destas obrigações constitui uma Nível de aplicação do processo de autoavaliação violação à legislação desse país. exercida pelo Banco esclarecimento da situação.

º em diferentes Estados membros. tegrada num grupo em que as restantes instituições de 2 — (Revogado. financeira mista ou uma companhia financeira sediada b) Quando duas ou mais instituições de crédito ou insti. nos termos tenha sede num Estado membro da União Europeia. financeira ou de uma companhia financeira mista sediada 2 — As instituições de crédito com sede em Portugal na União Europeia e aplicando-lhe as disposições sobre que tenham como empresa-mãe uma companhia financeira a supervisão numa base consolidada. ficam sujeitas à super- Âmbito visão em base consolidada exercida pela autoridade de 1 — Sem prejuízo da supervisão em base individual. visão autorizadas na União Europeia. o Banco de Portugal.º 3. 3 — Compete ao Banco de Portugal proceder à verifi- 5 — O Banco de Portugal fixa.º -se. fiscalização compostos maioritariamente pelas mesmas 2 — A verificação referida no número anterior é efetuada pessoas.º 1: os termos em que instituições de crédito. ainda consolidada em termos equivalentes aos da presente sec- que não estipulada estatutária ou contratualmente. supervisão da instituição de crédito cujo total do balanço as instituições de crédito com sede em Portugal que te. ou que nelas detenham uma cuja empresa-mãe seja uma companhia financeira ou uma participação ficam sujeitas à supervisão com base na sua companhia financeira mista com sede noutro Estado mem- situação financeira consolidada. 5 — (Revogado. onde também se en- Supervisão em base consolidada contre sediada outra instituição de crédito sua filial. cuja empresa. as disposições da presente secção. . este seria a autoridade responsável pela supervisão em cluídas na supervisão em base consolidada quando se base consolidada se esta fosse realizada. verificarem as condições previstas nos n.º-A solidada. nanceiras ou sociedades de serviços auxiliares podem ser b) A pedido de qualquer das entidades sujeitas a super- excluídas da supervisão em base consolidada. in- da presente secção. ção. Regras especiais de competência 6 — Em alternativa ao disposto no número anterior. 4 — As sociedades de serviços auxiliares serão in. ficam sujeitas à supervisão com base na situação elevado. 1. 6 — O Banco de Portugal comunica à Autoridade Ban. aplicam- Artigo 132. por regulamentação. quando for a autoridade responsável 1 — O Banco de Portugal exerce a supervisão em base e após consulta às autoridades referidas no n. 1 — Quando uma instituição de crédito. ou instituições financeiras.ª série — N. dade Bancária Europeia. nham como filiais uma ou mais instituições de crédito 4 — As instituições de crédito com sede em Portugal. pelo Banco de Portugal no caso em que. no- empresa-mãe de instituições de crédito com sede em Por. financeira consolidada da empresa-mãe. Artigo 132. ficam sujeitas à supervisão em base consolidada exercida pela Artigo 130. cária Europeia. c) Por iniciativa própria. bro da União Europeia. não esteja sujeita a supervisão em base tuições financeiras estejam sujeitas a direção única. por parte de uma c) Quando duas ou mais instituições de crédito ou ins. apresente o valor mais elevado.) crédito tenham sede em diferentes Estados membros e tenham como empresas mãe uma companhia financeira ou uma companhia financeira mista também com sede Artigo 131. em país terceiro. nos seguintes casos: Empresas-mãe sediadas em países terceiros a) Quando uma instituição de crédito exerça influência significativa sobre outra instituição de crédito ou insti. meadamente exigindo a constituição de uma companhia tugal e noutros Estados membros da União Europeia. uma companhia participação. cuja empresa- tuição financeira. ainda que não detenha nela qualquer -mãe seja uma instituição de crédito.º e seguintes. 5 — Na ausência de uma supervisão equivalente.os 1 e 2.º 60 — 26 de março de 2015 SECÇÃO II ou uma companhia financeira mista com sede noutro Estado membro da União Europeia. cação referida no n. instituições fi. ficam sujeitas à supervisão em base consolidada -mãe seja uma companhia financeira ou uma companhia exercida pela autoridade de supervisão que autorizou a financeira mista com sede num Estado membro da União instituição de crédito cujo total do balanço seja o mais Europeia. a uma super- tituições financeiras tenham órgãos de administração ou visão equivalente. a) A pedido da empresa-mãe. autoridade de supervisão do país terceiro.º autoridade de supervisão desse Estado membro. Competência 3 — As instituições de crédito com sede em Portugal cuja companhia financeira ou companhia financeira mista 1 — O Banco de Portugal exercerá a supervisão em base consolidada das instituições de crédito. à Comissão Europeia e às autoridades competentes dos Estados membros em causa a lista das 4 — O Banco de Portugal deve consultar as demais companhias financeiras e das companhias financeiras autoridades de supervisão das referidas filiais e a Autori- mistas sujeitas à sua supervisão em base consolidada. pode consolidada quando uma companhia financeira ou uma adotar outros métodos adequados que permitam atingir companhia financeira mista tenha sede em Portugal e seja os objetivos da supervisão numa base consolidada. as crédito filiais em Estados membros diferentes do da sua instituições de crédito com sede em Portugal. por analogia. pela aplicação dos critérios estabelecidos nos artigos 130. e que tenha outras instituições de 2 — Sem prejuízo da supervisão em base individual.1700-(150) Diário da República. deve ser verificado se está sujeita.) 3 — O Banco de Portugal pode determinar a inclusão de uma instituição de crédito na supervisão em base con. sede.

º do Decreto-Lei n. informação que sejam necessários para dar cumprimento nidade de se pronunciarem relativamente a essa decisão. e as respetivas filiais.º 145/2006. ao disposto no número anterior. pelas a) Regras que definam os domínios em que a super. de 20 de junho. mistas e nas respetivas filiais. aplicar a essa companhia financeira quando as operações previstas no número anterior possam mista apenas as disposições do presente regime relati- constituir uma ameaça para a situação financeira de uma vas ao setor financeiro mais significativo. -mãe na União Europeia. estas operações.Diário da República. e 91/2014. verificações e exames periciais nas companhias finan- solidada.º-C n. 3 — O Banco de Portugal deve notificar a Comissão 3 — Quando a empresa-mãe de uma ou várias institui- Europeia e a Autoridade Bancária Europeia dos acordos ções de crédito for uma companhia financeira. bem como nas sociedades de serviços auxiliares. de 20 de junho. uma com- celebrados ao abrigo do disposto no n.º sões Complementares de Reforma das decisões tomadas podem. o Banco de Portugal Artigo 132.os 1 e 2.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(151) 7 — No caso previsto no número anterior.º crédito e a importância relativa das suas atividades nos Prestação de informações diferentes países e nomear uma autoridade competente diferente para exercer a supervisão numa base consoli. visão terá lugar. efetuem com a companhia mista em cujo grupo estão 2 — Quando uma companhia financeira mista seja integradas e com as filiais desta companhia.º 2 do artigo 3. proceder ou mandar proceder a das sociedades abrangidas pela supervisão em base con. incluindo pro. mesmo artigo sempre que a sua aplicação for considerada inadequada. e 91/2014.º 1.os 18/2013. alterado pelos Decretos-Leis n. no. sários para a supervisão. tomando em consideração as instituições de Artigo 134. o Banco de Regime Geral e do Decreto-Lei n. à companhia financeira mista. 1. as autoridades competentes devem dar à instituição sociedades em cujo capital participem e que sejam neces- de crédito-mãe na União Europeia.os 18/2013. autoridades competentes. de 20 de junho. de comum acordo. quando for panhia mista ou uma companhia financeira mista. devendo. de modo adequado. Outras regras 4 — As instituições sujeitas à supervisão do Banco de Compete ao Banco de Portugal fixar.º 3. após consulta das outras autoridades competentes responsáveis pela supervisão das filiais. designa- cedimentos de prestação de informação e contabilísticos damente em termos de supervisão em função do risco. com sede no estrangeiro ficam autorizadas a fornecer meadamente: às instituições participantes as informações e elementos necessários para a supervisão. de 6 de fevereiro e de Portugal de quaisquer operações significativas que 91/2014. em base consolidada. solidada pode. dos conglomerados financeiros. de 6 de no n. à companhia financeira. com- Regime de supervisão das companhias financeiras mistas panhia financeira ou companhia financeira mista não in- cluída no âmbito da supervisão numa base consolidada 1 — Quando uma companhia financeira mista seja são obrigadas a apresentar ao Banco de Portugal todas as objeto de disposições equivalentes ao abrigo do presente informações úteis para o exercício da supervisão.º-B pode. Portugal todos os elementos de informação relativos às terior. Europeu e do Conselho. companhias mistas ou nas companhias financeiras assegurar as informações úteis para a supervisão. designadamente em termos de supervisão em função do risco. de 25 de novembro. de 6 de fevereiro. necessário para a supervisão em base consolidada das c) Regras sobre procedimentos de controlo interno instituições de crédito. sempre que seja b) Regras sobre a forma e extensão da consolidação. a essa companhia financeira mista. Artigo 133. de 31 de julho. ponto i) da alínea b) do n. alterado pelos Decretos-Leis Artigo 132. estas nomeado como autoridade competente.ª série — N. a Comissão Europeia e a Autoridade Bancária fevereiro. derrogar as regras referidas no ao abrigo dos n.º 145/2006. relativo à supervisão Europeia dos métodos adotados.º 145/2006. sólidos que lhes permitam identificar. designadamente as que sejam necessárias para ceiras.º são obrigadas a apresentar ao Banco de Portugal todas as informações e esclarecimentos úteis para a supervisão. do Parlamento mecanismos de controlo interno adequados. aplicar apenas o Operações intragrupo com as companhias mistas regime do Decreto-Lei n. objeto de disposições equivalentes ao abrigo do presente para o efeito. na aceção do instituição de crédito.º-A 6 — As filiais de qualquer instituição de crédito. incluindo as filiais que não estão incluídas no âmbito da supervisão em base consolidada. . por aviso. 1 — As instituições abrangidas pelo disposto nos ar- dada.os 18/2013. tigos anteriores são obrigadas a apresentar ao Banco de 2 — Antes de tomar a decisão referida no número an. 2 — As sociedades participadas são obrigadas a forne- -mãe na União Europeia ou à instituição de crédito cujo cer às instituições que nelas participam os elementos de total de balanço apresente o valor mais elevado a oportu. de acordo com o supervisor do grupo no 2 — O Banco de Portugal toma as medidas adequadas setor dos seguros. de 31 de julho. as Portugal que sejam participadas por instituições de crédito regras necessárias à supervisão em base consolidada. acompanhar a autoridade responsável pela supervisão em base con- e avaliar. 3 — O Banco de Portugal informa a Autoridade Bancá- Acordo sobre o âmbito de competência ria Europeia e a Autoridade Europeia dos Seguros e Pen- 1 — As autoridades de supervisão referidas no artigo 132. possuir processos de gestão dos riscos e Regime Geral e da Diretiva 2009/138/CE. alte- 1 — As instituições de crédito devem informar o Banco rado pelos Decretos-Leis n. de 31 de Portugal notifica as autoridades de supervisão referidas julho. Artigo 133. 5 — O Banco de Portugal pode. medir.

º-A a delegação voluntária de responsabilidades. solidada. nomeadamente em relação aos pedidos de atividade ou em situações de emergência.º 2 do artigo 137. ções. em todas as enti- supervisão em condições normais de atividade. b) Acordo sobre a distribuição voluntária de funções e Artigo 135. incluindo dades de um grupo bancário. se for caso Competências do Banco de Portugal ao nível da União Europeia disso. b) O planeamento e coordenação das atividades de e) Aplicação de forma consistente.º-A. de uma companhia financeira-mãe na 24 de novembro. sem prejuízo das opções e faculdades legal- de autoavaliação das instituições de crédito e divulgação mente exercidas.º do pelo Banco de Portugal.º-C. as infor- mações necessárias para a supervisão em base consolidada. 135.º 1093/2010 do Parlamento Europeu pessoa ou entidade mandatada para o efeito. quer através de Regulamento (UE) n. c) Determinação do plano de atividades em matéria de 1 — Compete ao Banco de Portugal. União Europeia: d) Aumento da eficiência da supervisão por meio da a) A coordenação da recolha e divulgação de informa. companhias financeiras mistas ou companhias que supervisão para facilitar o exercício das funções referidas sejam empresas-mãe de instituições de crédito com sede nos artigos 135. . do Parlamento Europeu e do Conselho.º 1 incluem as países comunitários com o Banco de Portugal medidas de exceção referidas na alínea d) do n. a preparação de avaliações conjuntas. nos termos do artigo 21. b) Autoridades competentes dos Estados membros da assegurar a coordenação e a cooperação adequadas com União Europeia em que tenham sede filiais das mencio.º. nomeadamente uma evolução negativa na situação das 4 — O estabelecimento e o funcionamento dos colégios instituições de crédito ou nos mercados financeiros. nos a) As autoridades competentes responsáveis pela su- termos do disposto no artigo 19. se necessário.º não do Sistema Europeu de Bancos Centrais. estratégias. a) Intercâmbio de informação entre si e com a Auto- ou que autorizem que essas informações sejam verificadas ridade Bancária Europeia. e não prejudicam os direitos e 2 — O Banco de Portugal pode comunicar à Autoridade responsabilidades do Banco de Portugal decorrentes da lei.ª série — N. pública de informações. as outras autoridades competentes e a Autoridade 3 — Pode ainda o Banco de Portugal. para o mesmo Bancária Europeia possam desempenhar as seguintes fun- fim.º-A dades competentes envolvidas. deve.º-A e. Artigo 135.º 1093/2010. informação referidos nos artigos 137. se for caso disso.º a 137. na qualidade de autoridade a) Autoridades competentes dos Estados membros da responsável pelo exercício da supervisão em base con- União Europeia em que tenham sede companhias finan. 1. sem prejuízo da assistência por iniciativa União Europeia ou de uma companhia financeira mista- da própria da Autoridade Bancária Europeia.º-B 2 — O Banco de Portugal pode igualmente solicitar as informações que sejam necessárias para exercer a su. sob reserva de em Portugal. supervisão em colaboração com as autoridades compe- tentes envolvidas e.º-B. de 24 de novembro. eliminação de duplicações desnecessárias de requisitos ções relevantes ou essenciais em condições normais de de supervisão.º-E. em colaboração com as autori. bem como a avaliar os riscos a que as institui- Europeia ou por companhias financeiras mistas mãe na ções de crédito estejam ou possam vir a estar expostas. as autoridades competentes relevantes de países terceiros.º-C e 137. dos requisitos prudenciais o estabelecido nos artigos 116. em estreita cooperação: mações de que disponha sobre as sociedades participadas.1700-(152) Diário da República. em que tenham sede as sociedades participadas. Bancária Europeia os casos em que as autoridades com- 5 — Podem participar nos colégios de autoridades de petentes referidas no artigo anterior não cooperem com o supervisão: Banco de Portugal para o exercício das funções mencio- nadas no mesmo número e requerer a sua assistência. de supervisores devem basear-se nos acordos escritos previstos no artigo 137. após consulta das autoridades competentes interessadas. mecanismos aplicados pelas instituições de crédito para dar dito mãe na União Europeia e das instituições de crédito cumprimento às disposições das diretivas da União Europeia controladas por companhias financeiras mãe na União aplicáveis.º-D. processos e supervisão em base consolidada das instituições de cré. f) Aplicação da alínea c) do n. na qualidade de supervisão baseados na avaliação do risco do grupo des- autoridade competente responsável pelo exercício da tinados a analisar as disposições.º-A a 116. deve estabelecer colégios de autoridades de ceiras. requisitos previstos no artigo 82. na preparação obsta a que o Banco de Portugal troque informações no para situações de emergência e durante tais situações. servir como quadro de atuação para que o Banco de Por- tugal. a 1 — O Banco de Portugal pode solicitar às autoridades aplicação de planos de contingência e a comunicação ao de supervisão dos Estados membros da União Europeia. tendo em conta o trabalho de outros fóruns que possam c) O planeamento e coordenação das atividades de ser estabelecidos nesta área.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 135. quer diretamente. -mãe na União Europeia. âmbito dos colégios de autoridades de supervisão. solicitar às autoridades referidas que verifiquem infor. com os bancos centrais 3 — O dever de segredo imposto pelo artigo 80. de União Europeia. Colégios de autoridades de supervisão pervisão em base consolidada às seguintes autoridades: 1 — O Banco de Portugal.º 1 do artigo 135. público. nadas companhias financeiras ou companhias financeiras 2 — Os colégios de autoridades de supervisão devem mistas.º do Regulamento (UE) pervisão das filiais de uma instituição de crédito-mãe na n.º 3 — O planeamento e coordenação das atividades Colaboração de autoridades de supervisão de outros de supervisão previstas na alínea c) do n. em matéria previstos. e do Conselho.

º-C a cada uma das entidades do grupo bancário. a) Para efeitos das alíneas a) e b) do número anterior. anterior devem: e) A Autoridade Bancária Europeia.º-C ridade responsável pela supervisão numa base consolidada. o Banco de Portugal pode individual ou subconsolidada é das autoridades competentes remeter o assunto para a Autoridade Bancária Europeia responsáveis pela supervisão das filiais de instituições de e requerer a sua assistência. para as autoridades referidas no número anterior.º-A. autoridade responsável pela supervisão numa base conso- solidada: lidada de um relatório com a avaliação de risco do grupo. Bancária Europeia e tomar a sua decisão de acordo com sários para chegar a uma decisão conjunta relativamente: a decisão adotada por esta autoridade. qualquer das autorida- 1 — A autoridade responsável pela supervisão numa des competentes envolvidas tiver comunicado o assunto à base consolidada e as autoridades competentes respon. de 24 de novembro.º 2 ou da adoção de uma decisão conjunta. de uma instituição de crédito-mãe na Parlamento Europeu e do Conselho. Autoridade Bancária Europeia. 7 — As decisões referidas nos n. fundamentadas e ser transmitidas à instituição de crédito- -mãe na União Europeia pela autoridade responsável pela 7 — Nas suas decisões. b) Ao nível de fundos próprios necessários para a apli. para de documento que inclua os respetivos fundamentos e determinar a adequação do nível consolidado de fundos tenha em conta as avaliações de risco. consultada. com a supervisão da liquidez. outras autoridades competentes interessadas ou por sua 8 — O Banco de Portugal deve. das principais questões a pelas autoridades competentes relevantes.º 1.os 4 e 5 devem constar pital interno e ao processo de revisão e avaliação. a) Ao processo de autoavaliação da adequação do ca. das companhias financeiras- Regulamento (UE) n.º 3 do artigo 93.º do Regulamento (UE) n.º 2. a decisão deve incluindo em situações de emergência. todas as autoridades competentes devem ter tigo 116. na qualidade de autoridade ser tomadas no prazo de quatro meses após a entrega pela responsável pelo exercício da supervisão em base con. liquidez. lidada de um relatório com a avaliação do perfil de risco b) Deve manter todos os membros do colégio de su. estejam estabelecidas as filiais e sucursais previstas nas alíneas anteriores e sob reserva dos requisitos previstos 2 — As decisões conjuntas a que se refere o número no artigo 82.Diário da República. de uma companhia financeira-mãe na autoridade responsável pela supervisão numa base conso- União Europeia ou de uma companhia financeira mista-mãe lidada deve aguardar pela decisão adotada pela Autoridade na União Europeia devem empreender os esforços neces. nos termos do artigo 19. nos termos e para os efei- sáveis pela supervisão das filiais. c) Incluir as avaliações de risco das filiais efetuadas da organização das reuniões. num Estado membro tos do artigo 19. o Banco de Portugal deve ter supervisão numa base consolidada.ª série — N.º. opiniões e reservas próprios detido pelo grupo relativamente à sua situação das outras autoridades competentes expressas durante os financeira e perfil de risco. quer questões e conclusões significativas relacionadas c) Os bancos centrais dos Estados membros onde es. ser devidamente empreendidas e das medidas adotadas nessas reuniões. em especial o impacto potencial na estabilidade petentes nos termos do n. de ter examinado devidamente as avaliações de risco das 9 — Em caso de desacordo entre as autoridades com. 8 — Caso a Autoridade Bancária Europeia tenha sido cação das medidas corretivas previstas no n. pervisores plenamente informados. de liquidez do grupo. bem como das ações d) Constar de documento escrito. com antecedência. petentes em relação ao funcionamento dos colégios de 5 — A competência para tomar as decisões numa base autoridades de supervisão. sem prejuízo do dever própria iniciativa. competentes nos prazos previstos no n. nomeadamente relativas à tejam estabelecidas as filiais e sucursais previstas nas adequação da organização e do tratamento dos riscos de alíneas anteriores. a União Europeia. da atividade de supervisão a planear ou 3 — Em caso de desacordo entre as autoridades com- coordenar.º 3 do ar. .º 2.º e as obrigações a que Autoridade Bancária Europeia a pedido de qualquer das se refere o artigo 40. Processos de decisão conjunta 6 — Se. filiais efetuadas pelas autoridades competentes relevantes. do Parlamento Europeu -mãe da União Europeia ou das companhias financeiras e do Conselho.º 1093/2010. do da União Europeia. debater e das atividades a realizar. mistas-mãe da União Europeia. b) Para efeitos da alínea c) do número anterior. em conta o parecer emitido e fundamentar quaisquer des- numa base consolidada.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(153) b) As autoridades competentes de um país de acolhi.º do crédito-mãe da União Europeia. vios significativos em relação ao mesmo. antes do final dos prazos previstos no n. depois de devidamente examinadas as opiniões e as reservas expressas pela auto- Artigo 135. prazos previstos no n.º 1093/2010. c) Às medidas destinadas a analisar e resolver quais- mento onde estejam estabelecidas sucursais significativas. a autoridade responsável do sistema financeiro dos Estados membros interessados pela supervisão numa base consolidada deve consultar a a que se refere o n. e comunicar à ser tomada numa base consolidada pela autoridade res- referida autoridade todas as informações de particular ponsável pela supervisão numa base consolidada depois relevância para a convergência da supervisão. de 24 de novembro. e relacionadas com a necessidade de estabelecer d) As autoridades competentes de países terceiros onde requisitos de liquidez específicos para a instituição. 1. de segredo. em conta a relevância. 6 — O Banco de Portugal. ser to- a) Preside às reuniões dos colégios de supervisores e madas no prazo de um mês a contar da apresentação pela decide que autoridades competentes devem participar em autoridade responsável pela supervisão em base conso- reuniões ou atividades do colégio. informar a Autoridade Bancária Europeia das 4 — Na falta de uma decisão conjunta das autoridades atividades dos colégios de autoridades de supervisão.

Centrais.º-A. 12 — No caso referido na segunda parte do artigo ante. a fiscalização dos sistemas de pagamento. a atualização pode ser efetuada apenas entre a autori. quer diretamente. caso tais informações sejam relevantes para o dade responsável pela supervisão numa base consolidada exercício das respetivas tarefas legais.º gal contacta. de todo ou de parte do sistema financeiro da União Eu- teressadas e à instituição de crédito mãe da União Eu. do Parlamento Europeu e do Conselho. possam pôr seriamente em causa o bom funcionamento e mitidas pela autoridade responsável pela supervisão numa a integridade dos mercados financeiros ou a estabilidade base consolidada a todas as autoridades competentes in. dos serviços de in- financeira. a tos em matéria de tomada de decisão e de cooperação com autoridade de supervisão que apresenta o pedido pode. da supervisão numa base consolidada ou individual. em circunstâncias excecionais.os 1.1700-(154) Diário da República. anterior. 10 — As decisões a que se referem os n. requisitos específicos de liquidez nos termos do disposto c) Autoridades competentes pela supervisão individual no artigo 116. delegar a sua responsabilidade de 1 — Caso surja uma situação de emergência. das instituições financeiras. o Banco de Portu- Artigo 137. este fornece ao Banco de Portugal as informações que sejam necessárias à supervisão em 2 — Sempre que necessitar de informações já forne- base consolidada. Acordos escritos 2 — Quando. a autoridade de supervisão de outro Estado membro 1 — O Banco de Portugal celebra com outras autori- da União Europeia solicite a verificação de informações dades competentes acordos escritos em matéria de coor- relativas a instituições sujeitas a supervisão do Banco denação e cooperação. essa outra autoridade diretamente sem necessidade de consentimento expresso Colaboração com outras autoridades de supervisão da entidade que forneceu a informação.º-C ou a decisão sobre b) Comité Europeu do Risco Sistémico.º-AG. em risco a liquidez do mercado e a estabilidade do sis- 11 — As decisões a que se referem os n. supervisão da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. e o Banco de Portugal for da União Europeia.os 1. d) Bancos centrais do Sistema Europeu de Bancos rior. 1. previstas no n. de uma companhia financeira-mãe da a autoridade competente responsável pelo exercício União Europeia ou de uma companhia financeira mista.os 4 e 5 devem ser trans. quer através de pessoa ou autoridade competente responsável pela supervisão numa entidade mandatada para o efeito. uma companhia financeira mista ou uma com. base consolidada e podem ser especificados procedimen- 3 — Quando não efetua ela própria a verificação. 3 — O Banco de Portugal. aplicação da política monetária e a correspondente provi- são de liquidez. vestimento e das companhias de seguros. nos termos do artigo 18. ou consolidada das entidades em causa. ropeia. pervisão as informações de que disponha ou que possa obter relativamente às instituições que supervisione e que Artigo 137.ª série — N. podem ser confiadas responsabilidades adicionais à solicitado. a fim de facilitar a supervisão e de Portugal e que tenham sede em território português. .º 60 — 26 de março de 2015 9 — As decisões referidas nos n.º-A uma empresa-mãe que seja uma instituição de crédito. ridade competente responsável pela supervisão em da situação financeira de instituições de crédito com sede base consolidada a informação de que disponha e que em outros Estados membros da União Europeia. de Seguros e Fundos de Pensões e) Departamentos das administrações centrais respon- sáveis pela legislação de supervisão das instituições de Quando uma instituição de crédito. supervisão nas autoridades competentes que autorizaram damente se ocorrerem acontecimentos adversos que e supervisionam a empresa-mãe. sempre que possível. Artigo 136.º-B sejam participadas por aquelas instituições. 4 e 5 são de 24 de novembro. na qualidade de autoridade competente responsável pela autorização de uma filial de Artigo 137. Cooperação em situação de emergência pode. nos mesmos termos do número de Portugal deve prestar às respetivas autoridades de su. uma companhia crédito. n. para o fim mencionado no número ante- rior. em base consolidada. por acordo bilateral e informando a Autoridade Bancária Europeia. 4 e 5 são tema financeiro em qualquer dos Estados membros em atualizadas anualmente ou.º compensação e liquidação e a salvaguarda da estabilidade Colaboração da Autoridade de Supervisão do sistema financeiro. que as entidades de um grupo tenham sido autorizadas sempre que a autoridade competente responsável pela ou onde estejam estabelecidas sucursais significativas supervisão das filiais de uma instituição de crédito-mãe na aceção do artigo 40. nomeadamente a e a autoridade competente requerente.º 1093/2010. -mãe da União Europeia apresente por escrito um pedido deve comunicá-la. participar na verificação. às devidamente fundamentado à autoridade responsável pela seguintes entidades: supervisão em base consolidada no sentido de atuali- zar a decisão sobre a aplicação das medidas corretivas a) Autoridade Bancária Europeia. cidas a outra autoridade competente. se o desejar. bem como aos panhia mista controlarem uma ou mais filiais sujeitas à inspetores mandatados por tais departamentos. garantir a sua eficácia. outras autoridades competentes. deve o Banco de Portugal proceder a essa verificação ou 2 — Nos termos dos acordos previstos no número an- permitir que ela seja efetuada pela autoridade que a tiver terior. de Estados membros da União Europeia 3 — O Banco de Portugal deve fornecer à auto- 1 — Para efeito da supervisão. ou se ocorrer uma evolução negativa vinculativas e devem ser aplicadas de igual modo pelas dos mercados financeiros que coloque potencialmente autoridades competentes dos Estados membros em causa. tão rapidamente quanto possível. nomea. o Banco lhe seja solicitada.º do Regulamento (UE) ropeia.º 3 do artigo 116.

º-D TÍTULO VII-A Informações essenciais Reservas de Fundos Próprios 1 — As informações são essenciais se forem suscetíveis de influenciar a avaliação da solidez financeira de uma instituição de crédito ou de uma instituição financeira em SECÇÃO I outro Estado membro. competentes. no tes referido no número anterior.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(155) Artigo 137. Estados que não sejam membros da União Europeia. n.º do Regulamento (UE) c) Qualquer evolução negativa na situação das ins.º-A a) Identificação da estrutura jurídica. igualmente ter lugar com as autoridades de supervisão de 6 — Para determinar o âmbito das informações relevan. 50/2004. de 10 de .º-C e de limites à utilização do método 4 — O Banco de Portugal pode comunicar à Autoridade AMA para o cálculo dos requisitos de fundos próprios. no artigo 82. Bancária Europeia as situações em que: 2 — Para efeitos da alínea b) do número anterior.º -mãe ou por companhias financeiras mistas-mãe com sede na União Europeia. a) Os requisitos relativos às reservas de fundos pró- b) Procedimentos em matéria de recolha de informações prios especificados nas secções III a V do presente título.º-C e de limites à utilização do método -Leis n.º sição de requisitos adicionais de fundos próprios. o Banco responsável pela supervisão em base consolidada das de Portugal informa de imediato as outras autoridades instituições de crédito-mãe na União Europeia e das insti. nos ter.º 2 do artigo 138. o d) Sanções importantes e providências extraordinárias Banco de Portugal atua na função de autoridade macro- adotadas pelas autoridades competentes. c) O disposto no artigo 458. às autoridades competentes todas as informações relevantes e comunica por sua própria iniciativa todas as a) Alteração na estrutura de acionistas. mos do artigo 116. facultando todas as infor. bem como as empresas-mãe. os seguintes elementos: Artigo 138. competentes. incluindo a impo. a a) Uma autoridade competente não tenha comunicado autoridade competente responsável pela supervisão numa informações essenciais. na qualidade de autoridade 4 — Na situação referida no número anterior. 31-A/2012. relativamente às seguintes matérias: pedido. de tituições de crédito ou outras entidades de um grupo. de 20 de fevereiro. do Parlamento Europeu sição de requisitos adicionais de fundos próprios. de 10 de AMA para o cálculo dos requisitos de fundos próprios.º-C Artigo 137.º poderá liais dessas empresas-mãe todas as informações relevantes. 26 de junho.º-E Troca de informação Consultas mútuas 1 — O Banco de Portugal colabora estreitamente com 1 — O Banco de Portugal e as restantes autoridades as restantes autoridades competentes trocando todas as competentes referidas no artigo 132. organizativa e de Autoridade competente governo do grupo. de 17 de abril. e as autoridades para aplicar: competentes das entidades regulamentadas do grupo. suscetíveis de afetar significativamente as instituições de crédito. março. organizativa informações essenciais. nos ter- e do Conselho. de 24 de novembro. sempre que tal consulta seja suscetível de prejudicar a eficácia das decisões. da Lei n.º 1093/2010. e 2 — Para efeitos do disposto no número anterior. 39/2007. base consolidada é sempre consultada. tuições de crédito controladas por companhias financeiras. b) Um pedido de cooperação. 3 — O Banco de Portugal coopera igualmente com a que impliquem aprovação ou autorização das autoridades Autoridade Bancária Europeia. 1. prudencial nacional. Artigo 138. toma-se em consideração âmbito de acordos de cooperação que hajam sido celebrados. alterada pelos Decretos- mos do artigo 116. e mações necessárias ao cumprimento das suas atribuições b) Sanções importantes e providências extraordinárias conferidas pelas diretivas europeias relevantes e pelo adotadas pelas autoridades competentes. A colaboração referida nos artigos 135. incluindo todas as entidades regula- mentadas e não regulamentadas e sucursais significativas 1 — O Banco de Portugal é a autoridade competente do grupo. de 31 de janeiro.º 5/98. nos termos da alínea c) do artigo 12.Diário da República. 5 — O Banco de Portugal.os 118/2001. fornece às autoridades competentes de Colaboração com autoridades de supervisão de países terceiros outros Estados membros que exercem a supervisão de fi. Disposições gerais 2 — As informações essenciais incluem.º-C.º Artigo 137. para as funções de supervisão de outras autoridades com- 2 — O Banco de Portugal solicita e transmite.º procedem a con- informações essenciais ou relevantes para o exercício das sultas mútuas sempre que tais decisões sejam relevantes funções de supervisão. tenha sido rejeitado ou sultas referidas neste artigo em situações de urgência ou não tenha sido atendido num prazo razoável. do Parlamento Europeu e do Conselho.º 575/2013. e salvaguardando o disposto membros respetivos. ou de gestão das instituições de crédito de um grupo. junto das instituições de crédito de um grupo e verificação b) A dispensa referida no n. a importância das filiais no sistema financeiro dos Estados em regime de reciprocidade.ª série — N. designadamente para 3 — O Banco de Portugal pode não proceder às con- troca de informações relevantes.º e 137. nomeadamente. dessas informações. incluindo a impo- Regulamento (UE) n. mediante petentes.

a percentagem de refe- rência da reserva contracíclica calculada nos termos do SECÇÃO III artigo 138.º-C crédito». cuja insolvência ou desequilíbrio financeiro pode dar Artigo 138. Reserva de conservação c) «Montante total das posições em risco». à Autoridade Bancária Europeia e às autorida- sido identificada nos termos do artigo 138. consoante o caso.º-D -mãe na União Europeia ou em Portugal.º 1 do artigo 138. uma companhia financeira-mãe na União Europeia Reserva de conservação ou uma companhia financeira mista-mãe na União Euro- peia. por: empresas nos termos da Recomendação n.5 % do montante total das posições em risco. do nível 1 de 2.º-C.º do Regula- 1 — Para efeitos do disposto no presente título. consoante aplicável. nos mento referidas nas alíneas b) a d) do n. 2 — O Banco de Portugal pode dispensar. cuja insolvência ou desequilíbrio financeiro pensa à Comissão Europeia. designadamente as empresas de investi- que podem ser exigidos a uma instituição de crédito. podem ser exigidos nos termos do n.º-R e do n. o montante 1 — As instituições de crédito mantêm uma reserva de total das posições em risco calculado nos termos do n. de 26 de junho e os requisitos impostos nos a) «Reserva de conservação». a percen. c) «Reserva para instituições de importância sistémica 1 — O disposto no presente título não é aplicável às global» ou «Reserva de G-SII».º-D.º 1 sujeita as e) «Percentagem da reserva contracíclica específica instituições de crédito às restrições previstas nos n. os fundos próprios que de colocação com garantia de instrumentos financeiros. respetivamente. mento (UE) n. na aceção.º-R. em base individual e consolidada.º-E. 2 — A reserva de fundos próprios exigida nos termos do tagem que as instituições de crédito têm de aplicar para número anterior é cumulativa com os requisitos previstos calcular a reserva contracíclica específica da instituição no artigo 92.os 211-A/2008. do Definições e disposições gerais relativas n.1700-(156) Diário da República. e os requisitos a 138.º 228/2000.º 575/2013.º-D.º-AA. b) «Reserva contracíclica específica da instituição de Artigo 138. e do artigo 2.º-U a 138. do n.º-A. determinada nos termos dos artigos 138. companhia financeira mista-mãe na União Europeia ou 3 — O Banco de Portugal comunica a decisão de dis- em Portugal. a) «Instituição de importância sistémica» ou «O-SII».os 1 e 2 do artigo 138.º 2 do artigo 138. os fundos próprios exigi.ª série — N. do Parlamento Europeu e do -se por reservas de fundos próprios as seguintes: Conselho. do Parla- de crédito. do cum- uma instituição de crédito. alterado iii) Reserva de O-SII.º-J ou por uma autoridade competente de um país impostos nos termos da alínea a) do n.º 575/2013.º do Regulamento (UE) n. os fundos próprios artigo 199.º 2 do artigo 138.º-A. empresas de investimento que não se encontrem autori- dos nos termos dos n. de 18 de outubro.º-B do n.º 1 do artigo 4. de 3 de novembro.º 2003/361/CE.º 3 do artigo 138. fundamenta- damente. acrescido. a percentagem calculada nos 4 do artigo 138. uma ameaça para a estabilidade do sistema financeiro nacional. o montante total dos fundos próprios principais de nível 1 necessário para Artigo 138. presente título e que sejam consideradas pequenas e médias -se.º-P. b) «Instituição de importância sistémica global» ou «G-SII». terceiro. uma instituição de crédito. do Decreto-Lei n. consoante o caso. de 18 de outubro.º-E.º 575/2013. entende. e pelos Decretos-Leis n. de 26 de junho. 1. a uma instituição de crédito nos termos do artigo 138. des competentes dos Estados membros interessados.º-Q. de 23 de setembro. SECÇÃO II peia.º-E. d) «Percentagem de reserva contracíclica». iv) Reserva para risco sistémico. das alíneas c) e f) do n. f) «Referencial de reserva».º-F. termos dos artigos 138.º 60 — 26 de março de 2015 fevereiro.º-F mento Europeu e do Conselho. entende. os fundos próprios exigidos termos da alínea a) do n.º-D origem a um risco sistémico global e que como tal tenha sido identificada nos termos do artigo 138. 3 — Para efeitos do disposto no n.º 3 conservação constituída por fundos próprios principais de do artigo 92.º ii) Reserva de G-SII.os 2 a da instituição de crédito».º 1 do e) «Reserva para risco sistémico». termos do n. Reserva contracíclica específica das instituições g) «Requisito combinado de reservas». e 143/2013.º 2 do artigo 138. uma instituição de crédito-mãe na União Euro.º-N. e 142/2013. primento dos requisitos estabelecidos nos artigos 138. as empresas de investimento às quais se aplique o 2 — Para efeitos do disposto no presente título.º 6 do artigo 138. contracíclica específica da instituição de crédito. de 26 de junho.º 2 do artigo 116.º 1 do artigo 138. ainda. os fundos próprios exigidos a uma instituição Âmbito de aplicação de crédito nos termos do artigo 138.º 2 do artigo 116. de 6 de maio de 2003. da Comissão Europeia. Artigo 138. 3 — O incumprimento do disposto no n. zadas a prestar os serviços e atividades de investimento d) «Reserva para outras instituições de importância de negociação por conta própria e de tomada firme ou sistémica» ou «Reserva de O-SII». uma companhia e 138.º-Y. ao Comité Europeu do Risco pode dar origem a um risco sistémico e que como tal tenha Sistémico.º do Regulamento (UE) n.º-C. Parlamento Europeu e do Conselho. da: Reserva contracíclica i) Reserva contracíclica específica da instituição de 1 — As instituições de crédito mantêm uma reserva crédito.º-L.º-E cumprir o requisito de reserva de conservação.º-P. consti- . desde que essa dispensa não constitua uma financeira-mãe na União Europeia ou em Portugal.º-U relevam às reservas de fundos próprios os fundos próprios principais de nível 1 mantidos para cumprir os requisitos previstos no artigo 92.

ropeu do Risco Sistémico sobre: d) A justificação da determinação da percentagem de reserva contracíclica. o Banco de Portugal informa mudanças no rácio do crédito concedido em Portugal em igualmente sobre o período indicativo durante o qual relação ao produto interno bruto. para cada trimestre. clica específica da instituição de crédito 12 meses após a c) Basear-se no desvio do rácio de crédito em relação data da divulgação prevista no artigo seguinte. percentagem da reserva contracíclica calculada nos termos iii) As variáveis. de 26 de junho e considere relevantes para fazer face ao risco sistémico no artigo 138. os seguintes elementos: 1 — O Banco de Portugal avalia e determina trimestral. rela- dos artigos 138. redução ou anulação da 2 — A reserva de fundos próprios exigida nos termos reserva contracíclica. em base da evolução económica ocorrida em cada um dos setores individual e consolidada. do número anterior é cumulativa com os requisitos pre- vistos no artigo 92. e não é expectável um aumento da percentagem de reserva sobre outros fatores relevantes. i) Um indicador do crescimento dos níveis do crédito 2 — Em caso de redução da percentagem de reserva em Portugal e. com base em circunstâncias excecionais devidamente fundamentadas. do Risco Sistémico relativas à medição e ao cálculo do desvio das tendências de longo prazo dos rácios de cré. 1 — O Banco de Portugal divulga trimestralmente a Artigo 138.º 2 do artigo 116. b) O rácio do crédito concedido em relação ao produto gal.ª série — N. ao período de 12 meses após a data da divulgação prevista ii) As variáveis que indicam a existência de um risco neste número. em particular. incluindo critérios qualitativos.5 % 1 — O Banco de Portugal calcula.º-AA. pela a) Refletir de forma adequada o ciclo de crédito e os primeira vez. designada- Determinação da percentagem de reserva contracíclica mente. risco em Portugal. bem como a respetiva fundamentação.º-C. considerando.os 2 a nada entre 0 % e 2.º 1. posteriormente.º do Regulamento (UE) n. do montante total das posições em risco. mente a percentagem de reserva contracíclica para Portu. a referência às circunstâncias excecionais sistémico associado a períodos de crescimento excessivo que fundamentam a redução desse prazo. incluindo o tratamento contracíclica. tivos à indicação da manutenção.º-F. artigo 138. a) A percentagem de reserva contracíclica aplicável. c) Quaisquer outros elementos que o Banco de Portugal do Parlamento Europeu e do Conselho. a percentagem de reserva contracíclica riscos resultantes do crescimento excessivo do crédito acima de zero ou. os seguintes elementos: interno bruto relevante e o seu desvio relativamente à a) O referencial de reserva calculado nos termos do tendência de longo prazo. o Banco de Portugal pode determinar uma percentagem de reserva contracíclica superior a 2. é aplicável para efeitos de cálculo da reserva contrací- b) Considerar as especificidades da economia nacional. Artigo 138. c) O referencial de reserva calculado nos termos do b) As orientações em vigor emitidas pelo Comité Eu. a assegurar que adotam uma aborda. consoante aplicável. a mesma em Portugal.º-G percentagem de reserva contracíclica através da respetiva publicação no seu sítio na Internet. artigo anterior.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(157) tuída por fundos próprios principais de nível 1. 2 — Na determinação do referencial de reserva o Banco Prazo para aplicação da reserva contracíclica de Portugal deve observar os seguintes princípios: 1 — Quando o Banco de Portugal determinar.º 575/2013. 1.5 % do montante total das posições em 4 do artigo 138. a indicação da data a partir da qual a mesma é tracíclica adequada. tracíclica.º-F 3 — Caso se justifique. i) Os princípios destinados a orientar as autoridades e) Em caso de aumento da percentagem da reserva con- designadas na apreciação da percentagem de reserva con. para o efeito. . 3 — O incumprimento do disposto no n.Diário da República.º 1 do artigo seguinte.º-L e 138. aplicável às instituições de crédito para efeitos de cálculo gem robusta para a avaliação dos ciclos macroeconómicos da reserva contracíclica específica da instituição de crédito.25 %. e considerando os elementos Referencial de reserva referidos no n. alínea a) do n. o referencial de reserva que serve de base à determinação da percentagem de reserva contracíclica nos termos do Artigo 138. do crédito no sistema financeiro.º-D e os requisitos impostos nos termos da cíclico. a aumentar. incluindo.º-I dito em relação ao produto interno bruto e ao cálculo dos Divulgações relativas à reserva contracíclica referenciais de reserva. não é expectável um aumento da percentagem de reserva ii) As orientações gerais emitidas pelo Comité Europeu contracíclica. ou múltiplos deste último valor.º 1 sujeita as 2 — A percentagem de reserva contracíclica é determi- instituições de crédito às restrições previstas nos n.º-H n. salvo se ao produto interno bruto relativamente à sua tendência o Banco de Portugal determinar que a mesma é aplicável a longo prazo. equivalente económicos em que deverão basear-se as decisões sobre ao montante total das posições em risco multiplicado pela a percentagem de reserva contracíclica adequada. Artigo 138. em intervalos de 0. tendo em consideração. um indicador que reflita as contracíclica em vigor.º-M. a menção do período indicativo durante o qual e o seu desvio em relação à tendência de longo prazo. relevantes e a promover a tomada de decisões sólidas e f) Caso a data prevista na alínea anterior seja inferior coerentes nos vários Estados membros da União Europeia. nomeadamente o rácio g) Em caso de redução da percentagem de reserva con- relevante do crédito em relação ao produto interno bruto tracíclica. nomeadamente: em data anterior.

5 % do montante designada. o Banco de Portugal tenha reconhecido a percentagem de tagem de reserva contracíclica inferior ao nível fixado pela reserva contracíclica nos termos do artigo 138. as instituições de crédito multiplicam cada percentagem de reserva contracíclica 1 — O Banco de Portugal pode determinar a percen. c) Em caso de aumento da percentagem de reserva Cálculo da percentagem da reserva contracíclica contracíclica. a) A percentagem de reserva contracíclica e o país centagem de reserva contracíclica superior a 2. mas o Banco de Portu. de cálculo da reserva contracíclica específica da instituição 3 — O Banco de Portugal comunica ao Comité Euro. o efeitos de cálculo da reserva contracíclica específica da reconhecimento da percentagem de reserva contracíclica instituição de crédito. circunstâncias excecionais devidamente fundamentadas.os 1 e 2 do artigo anterior.º 1. do Par- contracíclica específica relativamente às posições em risco lamento Europeu e do Conselho. dividido pelo total dos seus requisitos de fundos próprios para o risco de crédito relativo a todas a) Não determinar e divulgar uma percentagem de as suas posições em risco de crédito relevantes. em cumprimento do disposto nos núme- veis para coordenar a data da divulgação a que se refere ros anteriores. designadamente. é aplicável uma percentagem total das posições em risco das instituições de crédito com de reserva contracíclica de 2. respetivamente. exceto se essa cável essa percentagem fixada pela respetiva autoridade percentagem de reserva ultrapassar 2.º-L a que a mesma se aplique.5 % do montante total das posições em risco nesse país terceiro. a referência às circunstâncias excecionais nos ordenamentos jurídicos em que as posições em risco que fundamentam a redução desse prazo. ou que são aplicadas para efeitos deste artigo por Artigo 138. o Banco de Portugal aumente a percentagem o número anterior com as autoridades designadas dos de reserva contracíclica.5 % do montante total das posições em não é suficiente para proteger de forma adequada as insti. é apli- autoridade competente do país terceiro. aplicável pelo total dos seus requisitos de fundos próprios tagem de reserva contracíclica aplicável às instituições para risco de crédito. ao período de 12 meses após a data da divulgação prevista net. 3 — Quando. para uma percentagem diferente. o Banco de Portugal não pode fixar uma percen.º-K força dos n. calculado nos termos dos títulos II e de crédito para efeitos do cálculo da respetiva reserva IV da parte III do Regulamento (UE) n. os seguintes elementos: neste número. para efeitos de cálculo da riormente. a indicação da data a partir da qual é apli. estabelecida por b) A justificação da determinação da percentagem de uma autoridade designada num Estado membro da União reserva contracíclica. poste- com essa responsabilidade. posições em risco.º 60 — 26 de março de 2015 2 — O Banco de Portugal adota todas as medidas razoá. 2 — Para efeitos do disposto na alínea b) do número 4 — Para efeitos do disposto no número anterior. for aumentada. de 26 de junho. reserva contracíclica aplicável a esse país. incluindo. acima de zero ou. montante total das posições em risco. a) A percentagem de reserva contracíclica aplicável. os seguintes elementos: 1 — O Banco de Portugal pode reconhecer uma per. a mesma é aplicável para efeitos restantes Estados membros da União Europeia. é aplicada às posições em risco de crédito relevantes tuições de crédito dos riscos de um crescimento excessivo situadas.º 575/2013. pela primeira vez. superior a 2.º-J de reserva contracíclica determinadas para países tercei- ros nos termos do presente artigo no seu sítio na Inter- Reconhecimento da percentagem de reserva contracíclica net. relativo sobre um país terceiro no caso de a autoridade competente às posições em risco de crédito relevantes no ordenamento desse país terceiro: jurídico em questão. a referência às circunstâncias excecionais que fundamentam a redução desse prazo. nesse Estado membro da União do crédito nesse país.5 % do montante total das posições em risco d) Caso a data prevista na alínea anterior seja inferior é divulgado pelo Banco de Portugal no seu sítio da Inter. 1. b) O Estado membro da União Europeia ou país terceiro Artigo 138. 4 — O Banco de Portugal divulga todas as percentagens Artigo 138. de crédito relevantes da instituição de crédito estão situa- das. país terceiro fixem uma percentagem de reserva contrací- gal tiver motivos razoáveis para considerar que a mesma clica superior a 2. risco. de crédito 12 meses após a data da divulgação prevista no peu do Risco Sistémico as decisões trimestrais relativas número seguinte. 3 — Caso uma autoridade designada de um Estado b) Determinar e divulgar uma percentagem de reserva membro da União Europeia ou uma autoridade de um contracíclica aplicável a esse país.ª série — N.º-J. caso contrário. efeitos do cálculo em base consolidada. caso anterior. incluindo. salvo se o Banco de Portugal determinar à determinação da percentagem de reserva contracíclica que a mesma é aplicável em data anterior.1700-(158) Diário da República. 2 — Para efeitos do cálculo da média ponderada a que Decisão sobre percentagens de reserva contracíclica de países terceiros se refere o número anterior. nomeadamente. c) Se a percentagem de reserva contracíclica for de- gem ou por uma autoridade competente de um país terceiro terminada.5 % do terceiro a que é aplicável. com base em e as informações indicadas no n. a indicação da data a partir da reserva contracíclica específica da instituição de crédito. qual a mesma é aplicável às instituições de crédito para 2 — Para efeitos do disposto no número anterior. caso em que determina e divulga Europeia ou nesse país terceiro. . Europeia responsável pela determinação dessa percenta. específica da instituição de crédito cável o novo valor. designadamente. 1 — A percentagem da reserva contracíclica específica d) Caso a data prevista na alínea anterior seja inferior da instituição de crédito consiste na média ponderada das ao período de 12 meses após a data da divulgação prevista percentagens de reserva contracíclica que são aplicáveis neste número. a percentagem de reserva contracíclica prevista no número seguinte.

tegorias previstas no artigo seguinte. 4 — A decisão tomada nos termos da alínea b) do 4 — Caso o Banco de Portugal determine ou reconheça número anterior é comunicada à Autoridade Bancária a percentagem de reserva contracíclica para um país ter. de b) Interconetividade do grupo com o sistema financeiro.º 2 do artigo 138. essa percentagem é Reserva de G-SII aplicável a partir da data indicada na alínea c) do n.5 % do montante total das Identificação das G-SII posições em risco. a um país terceiro é considerada como divulgada na data essa mesma subcategoria ou a uma subcategoria superior. em base consolidada. tes são definidas de forma clara e respeitam o princípio las autoridades designadas de outros Estados membros segundo o qual existe aumento linear constante da impor- da União Europeia.º-P que resulte num aumento da mesma. 2 — Em caso de aumento. Europeia. Reservas para as instituições de importância sistémica b) Até à quarta subcategoria. exceto as mencionadas metodologia baseada nos seguintes critérios: nas alíneas a) a f) do artigo 112.º-N aumenta em intervalos de 0.º 2 do artigo 138. exigirem que as alterações sejam aplicáveis às instituições no exercício dos seus poderes de supervisão. decidir: de crédito estabelecidas nos respetivos países num prazo a) Reafetar uma G-SII a uma subcategoria superior. c) Na subcategoria mais alta é exigida uma reserva de 1 — Compete ao Banco de Portugal identificar. terceiros em causa. 26 de junho. aos do n.º 4 do artigo 138.Diário da República. Artigo 138. 1 — Cada G-SII mantém. a mesma é imediatamente aplicável.º-O 6 — As instituições de crédito devem indicar a loca- lização geográfica das posições em risco de crédito re. os específico previstos no capítulo II do título IV da parte III critérios são ponderados de igual forma e consistem em do referido Regulamento ou para riscos adicionais de indicadores quantificáveis. do Parlamento Europeu e do Conselho. 1 — Em caso de aumento da percentagem de reserva b) As pontuações limite entre subcategorias adjacen- contracíclica determinada pelo Banco de Portugal ou pe. a reserva de fundos próprios exigida a cada subcategoria subsequente Artigo 138. inclusive. incumprimento e de migração previstos no capítulo V do 4 — A metodologia resulta numa ponderação quanti- título IV da parte III do Regulamento. b) Reafetar uma entidade enumerada na alínea b) do 3 — Para efeitos do disposto no número anterior uma n. em causa.º-M a) O limite inferior e os limites entre cada duas subcate- Data de aplicação da percentagem de reserva contracíclica gorias são determinados pelas pontuações obtidas através específica da instituição de crédito da metodologia de identificação. d) Complexidade do grupo. em fundos próprios de 3. e) Atividade transfronteiriça do grupo. a qual é avaliada de modo a requisitos de fundos próprios previstos no capítulo V do permitir identificar as G-SII e afetá-las a uma das subca- título II da parte III do Regulamento. dito previstos no título II da parte III do referido Regula. Artigo 138.º-J. Subcategorias de G-SII levantes.º 575/2013. a mesma é aplicável a partir da data tância sistémica entre cada duas subcategorias que resulta divulgada pelo Banco de Portugal ou por aquelas autori. mais curto.º-B. infraestrutura financeira fornecida pelo grupo. a im- após a data em que tiver sido divulgada uma alteração da portância sistémica reflete o impacto previsto no mercado percentagem dessa reserva pelas autoridades dos países financeiro mundial em caso de dificuldades da G-SII. . n. 1 — As G-SII são afetas a cinco subcategorias que respeitam os seguintes critérios: Artigo 138. uma 5 — Em caso de redução da percentagem de reserva reserva de G-SII constituída por fundos próprios principais contracíclica. de nível 1 correspondente à subcategoria a que está afeta. aos requisitos de fundos próprios para risco 3 — Para efeitos do disposto no número anterior. de acordo com a regulamentação nacional aplicável. fundamentadamente. sem prejuízo de essas autoridades 3 — O Banco de Portugal pode.º-J. tativa global para cada entidade enumerada na alínea b) c) Se a posição em risco for uma titularização.ª série — N.º-B que tenha uma pontuação global alteração da percentagem da reserva contracíclica para inferior à pontuação limite da subcategoria mais baixa.5 % do montante total das posições base consolidada.º 2 do artigo 138. em que for publicada pela autoridade do país terceiro identificando-a desse modo como G-SII.º-K ou do artigo 138. num aumento linear da reserva de G-SII. com exceção da dades nos respetivos sítios na Internet. que estejam sujeitas: c) Possibilidade de substituição dos serviços ou da a) Aos requisitos de fundos próprios para risco de cré. de acordo com o seguinte: SECÇÃO IV a) Na subcategoria mais baixa é exigida uma reserva de 1 % do montante total das posições em risco. subcategoria mais alta. as G-SII. mento. em risco. 2 — As G-SII são identificadas de acordo com uma cluem todas as classes de risco. 1.º do Regulamento (UE) a) Dimensão do grupo.º-K ou na alínea c) do n. b) Se a posição em risco for mantida na carteira de negociação.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(159) 5 — As posições em risco de crédito relevantes in. ceiro nos termos do artigo 138. as percentagens de reserva contracíclica para países terceiros são aplicáveis 12 meses 2 — Para efeitos do disposto no número anterior.

artigo 138. nos termos dos artigos 1 — O Banco de Portugal pode exigir às O-SII que 138.º-R conjuntos dessas instituições. e divulga essa informação Artigo 138. jeito a uma reserva de G-SII e uma reserva de O-SII. consoante o mais elevado. nos termos do artigo 138. postos nos termos da alínea a) do n.º-S graves para o sistema financeiro e a economia nacional. em países 2 — Caso um grupo.º 575/2013. peia.º-Q e a afetação das G-SII às respetivas mantenham. que constituam um risco de perturbação do sistema financeiro suscetível de ter consequências negativas Artigo 138. que constituam ou criem um obstáculo ao funcionamento do mercado interno. tendo em causa. devendo descrever: a) Dimensão. de O-SII. con.º-Q no sítio da Internet.º-E. de 26 de junho. subconsoli- na União Europeia. União Europeia ou uma companhia financeira mista-mãe 2 — Quando determinada pelo Banco de Portugal e na União Europeia sujeita a uma reserva de O-SII em sem prejuízo do disposto nos artigos seguintes.º-N e 138.º 575/2013. é cumulativa com os requisitos previstos no artigo 92.º-O.º-E. grupo.º-X.º-D e no artigo 138.1700-(160) Diário da República. de 26 de junho. em base consolidada. . num dos seguintes critérios: O-SII. com o sistema financeiro. ou à percentagem da reserva de G-SII ou O-SII aplicável 3 — A reserva para risco sistémico pode ser aplicada ao grupo a nível consolidado.º-R Reserva de O-SII 3 — O Banco de Portugal revê anualmente a identi- ficação das G-SII e das O-SII.º-W. pelo menos.os 1 e 3 do artigo 138. do 1 — De modo a prevenir ou reduzir os riscos sisté- Parlamento Europeu e do Conselho. do impacto provável positivo ou negativo da reserva de d) Interconectividade da instituição de crédito ou do O-SII sobre o mercado interno. o Banco de Portugal revê anualmente essa exi- gência e garante que a mesma não implica efeitos ad. em base individual.º 1. se uma O-SII for filial de uma G-SII para risco sistémico constituída por fundos próprios ou de uma O-SII que seja uma instituição de crédito-mãe principais de nível 1. subconsolidada ou designadas dos Estados membros interessados com uma consolidada. em base individual. Sistémico e à Autoridade Bancária Europeia e divulga a 2 — Sempre que exija a manutenção de uma reserva informação atualizada nos termos do n.º-C. Notificação. c) A percentagem que pretende determinar para a re- serva de O-SII. a avaliação c) Importância das atividades transfronteiriças. a Autori- 1 — Compete ao Banco de Portugal identificar. Bancária Europeia da firma ou denominação das G-SII e das O-SII e a subcategoria a que está afeta cada G-SII nos termos do artigo 138. é neste último caso sem prejuízo do disposto no n. do Parlamento Europeu e do Conselho. uma companhia financeira-mãe na dada e consolidada.º-C. esteja su. antecedência de um mês relativamente à publicação da 2 — As O-SII são identificadas de acordo com uma sua decisão de exigir a manutenção de uma reserva de avaliação assente.º-O. revisão e divulgação relativas a G-SII e a O-SII tos no artigo 92. Identificação de O-SII 2 — O Banco de Portugal notifica a Comissão Euro- peia.ª série — N. no micos ou macroprudenciais não cíclicos de longo prazo não cobertos pelo Regulamento (UE) n.º 2 do artigo 116.º-U 3 — A reserva de O-SII. conforme aplicável.º 575/2013. ou da Reserva para risco sistémico União Europeia. do artigo 138.º do Regulamento (UE) n. em base consolidada. 1.º 60 — 26 de março de 2015 2 — A reserva de G-SII exigida nos termos do disposto Artigo 138. dade Bancária Europeia e as autoridades competentes e soante aplicável. b) Com base nas informações disponíveis. uma reserva de O-SII 4 — O Banco de Portugal comunica o resultado da revi- constituída por fundos próprios principais de nível 1 de são anual referida no número anterior às G-SII e O-SII em até 2 % do montante total das posições em risco. a reserva base consolidada. no 1 — O Banco de Portugal notifica a Comissão Euro- artigo 138.º do Regulamento (UE) n. Concurso de requisitos de reservas de G-SII e O-SII o Banco de Portugal pode determinar às instituições de crédito sujeitas à sua supervisão. Reserva para risco sistémico mos do n. ou nacional. o Comité Europeu do Risco Sistémico e a Autoridade postos nos termos da alínea a) do n.º 1. e com os requisitos im- Parlamento Europeu e do Conselho. SECÇÃO V versos desproporcionais para a totalidade ou parte do sistema financeiro de outros Estados membros.º 3 do aplicável a reserva de fundos próprios mais elevada. terceiros e noutros Estados membros da União Europeia.º 2 do artigo 116. ao Comité Europeu do Risco conta os critérios para a identificação das O-SII. à Comissão Europeia. caso seja exigida nos ter. de 26 de junho. Artigo 138. consoante aplicável. Artigo 138.º-D e no artigo 138. individual. a reserva de fundos próprios aplicável para risco sistémico é de pelo menos 1 % das posições à O-SII filial a nível individual ou subconsolidado deve em risco a que a reserva para risco sistémico se aplica nos ser inferior a 1 % do montante total das posições em risco termos do número seguinte. a aplicação de uma reserva e no artigo 138. as O-SII. ou a um ou mais sub- 1 — Sem prejuízo do disposto no n.º-T no número anterior é cumulativa com os requisitos previs. o Comité Europeu do Risco Sistémico. e com os requisitos im. às posições em risco situadas em Portugal. subconsolidada ou subcategorias. a) Os motivos que fundamentam a eficácia e propor- b) Importância para a economia da União Europeia cionalidade da reserva de O-SII para atenuar o risco.º 1 do artigo 138.º-V e nos n.

o Banco de Portugal respeita as seguintes con. com 2 — Na notificação o Banco de Portugal cumpre o exceção dos artigos 458. isolada ou conjuntamente.º do Regulamento (UE) n. é suficiente para fa. Comité Europeu do Risco Sistémico. o Banco de Portugal: de crédito. de publicação da respetiva decisão. termos dos seus poderes de supervisão quer mediante ii) Aguarda pelo prazo de um mês pela recomendação procedimentos contraordenacionais. de reserva para risco sistémico dois meses após a notifi- zer face aos riscos macroprudenciais ou sistémicos identi. 2 — Na notificação o Banco de Portugal especifica: Artigo 138. o Banco de i) Notifica as autoridades desse Estado membro.º-V iii) Em caso de discordância por parte das autorida- des desse Estado membro e em caso de parecer negativo Procedimento de mera notificação e de obtenção de parecer da Comissão Europeia e do Comité Europeu do Risco relativo à reserva para risco sistémico Sistémico. podendo introduzir-se diferentes requisitos para diferentes subconjuntos de instituições de crédito. as autoridades competentes e designadas referidas posições em risco até que a Autoridade Bancária dos Estados membros interessados e as autoridades de Europeia decida. salvo se a Comissão Europeia não ficados. a Comissão Europeia. iv) Suspende a decisão de estabelecer a reserva para as cária Europeia. de 26 de junho. da Comissão Europeia e do Comité Europeu do Risco Sistémico. neiro de 2015.º 2 do artigo 116.º 1093/2010. do Parlamento Europeu e do Conselho. devendo fundamentar caso aquele parecer seja instituições de crédito às restrições previstas nos n.º-C.ª série — N. pretende impor.º e 459. efeitos adversos desproporcionados para a totalidade ou 4 — O Banco de Portugal pode. 4 do artigo 138. indica também se a determina com base em posições dições: em risco noutros Estados membros da União Europeia.º 3 é cumulativa com os requisitos previstos risco sistémico entre 3 % e 5 %.º-D e no artigo 138.º-W a) O risco sistémico ou macroprudencial em Portugal. do dimento seguinte: Parlamento Europeu e do Conselho. o Comité risco sistémico é eficaz e proporcional para atenuar o risco. 1. as autoridades competentes e designadas dos Estados gativo da reserva para risco sistémico sobre o mercado membros interessados e as autoridades de supervisão dos interno.º 575/2013. a Autoridade Ban. nos termos 6 — A reserva de fundos próprios exigida nos ter. do Parlamento Europeu e do Conselho. cação prevista no n.º-E.º 1 sujeita as questão. se aplicar às posições em risco situadas nesses países. n. à luz do risco sistémico relevante. b) Incluindo-se no conjunto de instituições de crédito a 8 — Se a aplicação das restrições a que se refere o quem o requisito for imposto nos termos deste artigo uma número anterior conduzir a uma melhoria insuficiente filial cuja empresa-mãe esteja estabelecida noutro Estado dos fundos próprios principais de nível 1 da instituição membro da União Europeia. com base nas informações ao seu dispor. seguindo o procedimento criem um obstáculo ao funcionamento do mercado interno.5 %. e com os requisitos im. tendo em conta a eficácia relativa dessas medidas. deve sistência nos termos do artigo 19. e aguarda o seu parecer antes de adotar a medida em 7 — O incumprimento do disposto no n. no artigo 138.os 2 a negativo e o Banco de Portugal decida não o atender.º 575/2013. que constituam ou para risco sistémico de até 5 %.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(161) 4 — A reserva para risco sistémico é determinada em f) A percentagem da reserva para risco sistémico que intervalos de ajustamento gradual ou acelerado de 0. às posições em risco em países terceiros. 5 — Caso o Banco de Portugal determine. caso o Banco de Portugal determine uma per- a percentagem da reserva para risco sistémico. . se pronuncie ou não a autorize findo esse prazo. centagem de reserva para risco sistémico superior a 3 %. do número anterior. quer nos missão Europeia e o Comité Europeu do Risco Sistémico. Artigo 138. de 3 — O Banco de Portugal implementa a percentagem 26 de junho.Diário da República.º do Regulamento (UE) notificar. 3 — Quando o Banco de Portugal determine a reserva 5 — Ao exigir a manutenção de uma reserva para risco para risco sistémico até ao limite de 3 % nos termos do sistémico. a Autoridade Bancária Euro- d) A avaliação do provável impacto positivo ou ne. Europeu do Risco Sistémico. Procedimento de autorização relativo b) Os motivos pelos quais a dimensão dos riscos sis. o 24 de novembro.os 1 e 2. tantes da legislação ou regulamentação aplicável. a) O Banco de Portugal notifica a Comissão Europeia postos nos termos da alínea a) do n.º-AA. com a antecedência de um mês relativamente à n. a partir de 1 de ja- parte do sistema financeiro de outros Estados membros. n. peia. o Banco de Portugal pode remeter o assunto 1 — Caso o Banco de Portugal determine uma percen.º 2 do artigo 138. à reserva para risco sistémico témicos e macroprudenciais constitui uma ameaça para a 1 — Sem prejuízo do disposto nos n. aplicável às posições em risco si- b) A reserva para risco sistémico é revista pelo menos tuadas em Portugal e que pode ser igualmente aplicável bianualmente. determinar uma percentagem de reserva ou da União Europeia no seu todo.os 4 e 5 do artigo estabilidade do sistema financeiro nacional que justifica anterior. neste último caso se a reserva e) As razões pelas quais nenhuma das medidas cons.º do Regulamento (UE) disposto no n.º-V.º 1. c) As razões pelas quais considera que a reserva para deve notificar desse facto a Comissão Europeia. caso em que a referida reserva é definida ao mesmo nível a) A reserva para risco sistémico não pode implicar para todas as posições em risco situadas na União Europeia. países terceiros interessados.º 1. uma percentagem de reserva para mos do n. supervisão dos países terceiros interessados. a Co- Portugal pode tomar medidas suplementares. para a Autoridade Bancária Europeia e requerer a sua as- tagem de reserva para risco sistémico de até 3 %. previsto nos n. deve cumprir o proce- no artigo 92.

simulta. e determinar a aplicação dessa percentagem às instituições de crédito em relação às posições em risco a) Se um grupo. para que os mesmos reconheçam a percentagem e no número anterior.º-AB. . não c) A justificação para a reserva para risco sistémico. estiver simulta. deve proceder a distribuições superiores ao montante má- salvo se a mesma puser em risco a estabilidade do sistema ximo distribuível. nos seguintes casos: notificação. em base individual. financeiro. em base individual. a uma reserva 2 — Caso seja efetuado o reconhecimento nos termos de O-SII e a uma reserva para risco sistémico nos termos do número anterior.º 2 do ar- tigo 138. neamente sujeito a uma reserva de G-SII. reconhecidas na reserva para risco sistémico. Restrições às distribuições tal não poderá implicar que essa instituição de crédito 1 — As instituições de crédito que cumpram o requi- esteja.º 2 e uma insti.º 2 do artigo 138. a reserva para risco sistémico é cumulativa com a reserva de G-SII ou O-SII aplicada nos termos da secção SECÇÃO VI anterior. incluindo as seguintes de reserva de fundos próprios. se a reserva para risco sistémico da reserva para risco sistémico determinada nos termos for aplicada apenas a todas as posições em risco situadas desta secção. instituição de crédito não cumpria o requisito combinado témico no seu sítio na Internet. requisito combinado de reserva de fundos próprios. b) Constituição de obrigação de pagamento de remune- Artigo 138. que o Banco de Portugal determine uma percentagem e) Os países onde estão situadas posições em risco de reserva para risco sistémico superior a 5 %. O-SII. b) Se uma instituição de crédito ou um grupo estiverem a Autoridade Bancária Europeia e o Estado membro da sujeitos.º-AA de crédito pertencer a um grupo identificado como G-SII ou a um grupo ou subgrupo identificado como O-SII. da reserva contracíclica e à soma da reserva de O-SII e da reserva para risco sistémico aplicáveis a essa a) Distribuições relacionadas com fundos próprios entidade em base individual.º 60 — 26 de março de 2015 4 — Os procedimentos constantes dos números anterio. Reconhecimento da percentagem de uma reserva para risco sistémico Artigo 138. sempre crédito a reserva para risco sistémico. através de qualquer ato referido no número anterior. União Europeia que tiver determinado a referida percen- neamente a uma reserva de O-SII nos termos da secção tagem para a reserva para risco sistémico. se a obrigação de Divulgação da reserva de risco sistémico pagamento tiver sido assumida num momento em que a O Banco de Portugal divulga a reserva para risco sis. em base individual ou subconsolidada. sujeita a um requisito combinado de as instituições de crédito abrangidas pelo número anterior reservas de fundos próprios inferior à soma da reserva de não devem realizar qualquer dos seguintes atos: conservação. sujeita a um requisito com. Medidas de conservação de fundos próprios 3 — Caso se aplique o disposto no n. situadas naquele Estado membro. d) A data a partir da qual é aplicável às instituições de res são aplicáveis a partir de 1 de janeiro de 2015.º-AB G-SII ou a um grupo ou subgrupo identificado como e comunicam esse valor ao Banco de Portugal. o Comité Europeu do Risco Sistémico. da reserva contracíclica e principais de nível 1 que conduzam a uma diminuição des- da reserva mais elevada entre a reserva de O-SII e a ses seus fundos próprios para um nível em que o requisito reserva para risco sistémico aplicáveis a essa entidade combinado de reserva deixe de ser cumprido. principais de nível 1.º-S Europeia. sito combinado de reserva de fundos próprios não podem binado de reservas de fundos próprios inferior à soma proceder a distribuições relacionadas com fundos próprios da reserva de conservação. tendo em conta 1 — É aplicável a reserva de fundos próprios mais as informações apresentadas pelo mesmo na respetiva elevada.1700-(162) Diário da República. em base consolidada.ª série — N. dirigida a um ou mais Estados membros da União 2 — Sem prejuízo do disposto no n. calculado nos termos do artigo 138. b) As instituições de crédito a que é aplicável a reserva 4 — Caso uma instituição de crédito não cumpra o seu para risco sistémico. em Portugal. a) A percentagem da reserva para risco sistémico.º-Y ração variável ou de benefícios discricionários de pensão ou pagamento de remuneração variável. vel às posições em risco situadas em Portugal. informações: c) Pagamentos relativos a instrumentos de fundos pró- prios adicionais de nível 1. aplicá. tal não pode implicar que essa instituição esteja. 2 — As instituições de crédito que não cumpram o re- 4 — Caso se aplique o disposto no n. Europeu do Risco Sistémico que emita uma recomenda- ção. 3 — Até calcularem o montante máximo distribuível.º-Z terceiros. em base individual. para fazer face ao risco macroprudencial nacional. quisito combinado de reserva de fundos próprios calculam tuição de crédito pertencer a um grupo identificado como o montante máximo distribuível nos termos do artigo 138. anterior e a uma reserva para risco sistémico nos termos 3 — O Banco de Portugal pode solicitar ao Comité desta secção. podendo ser igualmente aplicável às posições em risco em países Artigo 138. 1.º-X 1 — O Banco de Portugal pode reconhecer a percenta- Concurso de requisitos de reservas de G-SII gem de uma reserva para risco sistémico determinada por e O-SII e de reserva para risco sistémico outro Estado membro da União Europeia.º-S e nos números anteriores e uma instituição Artigo 138. o Banco de Portugal notifica a Co- desta secção. missão Europeia.

º 60 — 26 de março de 2015 1700-(163) 5 — As restrições às distribuições aplicam-se apenas dito não utilizados para cumprir o requisito de fundos aos pagamentos que resultem na redução dos fundos pró. do Parlamento Euro- quando a suspensão ou falta de pagamento não constituam peu e do Conselho. mento Europeu e do Conselho. sido obtidos desde a última deliberação sobre distribuição d) O montante dos lucros distribuíveis que tenciona de lucros ou de qualquer dos atos previstos no n. quartil do requisito combinado de reserva de fundos pró- do Parlamento Europeu e do Conselho. distribuição relacionada com fundos próprios principais quartil do requisito combinado de reserva de fundos pró- de nível 1. que tenham c) O montante máximo distribuível.º-AA. sito combinado de reserva de fundos próprios. do Parlamento Europeu e do Conselho.6 situando-se no quarto. Parlamento Europeu e do Conselho. b) O fator é 0.º do prios principais de nível 1 ou numa redução de lucros.º-AA.º 3 do artigo 138. de pagamento criadas num momento em que a instituição c) Excluindo os montantes que poderiam ser pagos de crédito não satisfazia os seus requisitos combinados a título de imposto se os elementos a que se referem as de reserva de fundos próprios. do próprios adicionais de nível 1.º 2 iii) Pagamentos relativos a instrumentos de fundos do artigo 26. subdividido do seguinte modo: que se refere o n. b) Os lucros de final do exercício não incluídos nos ii) Aquisição de ações próprias. quer por força de obrigações no n. quer pela criação de novas distribuição de lucros ou de qualquer dos atos previstos obrigações de pagamento. do Parla. n. c) A aquisição ou recompra por uma instituição de cré- dito de ações próprias ou de outros instrumentos de fundos 4 — Os limites inferior e superior de cada quartil do próprios a que se refere a alínea a) do n.º 1 do artigo 26. a) Os lucros intercalares não incluídos nos fundos próprios principais de nível 1 nos termos do n. Requisito combinado de reservas ropeu e do Conselho. do Parlamento Eu. e mais baixo. devendo aquele montante a) O montante do capital mantido pela instituição de ser reduzido em consequência de qualquer das ações a crédito.Diário da República. 6 — Para efeitos do disposto nos n. os seguintes atos: prios. de Comunicação ao Banco de Portugal de dis- tribuição com restrições 26 de junho. do Parlamento Europeu e do Conselho. Banco de Portugal.º 1 do artigo 26.º do Regulamento (UE) n. b) O montante dos seus lucros intercalares e de final tigo 26. quisito combinado de reserva de fundos próprios.º 1 do artigo 26.º do Regulamento (UE) n. 1.º 575/2013. a) Limite inferior do quartil = * ( Qn − 1) 4 d) O reembolso de montantes pagos relacionados com os instrumentos de fundos próprios a que se refere Requisito combinado de reservas b) Limite superior do quartil = * Qn a alínea a) do n.º-AB requisito combinado de reserva de fundos próprios devem Cálculo do montante máximo distribuível comunicar ao Banco de Portugal a intenção de distribuir qualquer dos seus lucros distribuíveis ou efetuar qualquer 1 — O cálculo pelas instituições de crédito do montante ato a que se refere o n. 26 de junho.º 575/2013.º 575/2013.º 3 do artigo 138.ª série — N. 1 — As instituições de crédito que não cumpram o Artigo 138. mentos de fundos próprios a que se refere a alínea a) do d) O fator é 0. do montante total das posições em risco. prios.º-AA. de 26 de junho. nos seguintes ração de um processo ao abrigo do regime de insolvência termos: aplicável à instituição de crédito.º 2 do ar.º 1 é determinado consi.º 3 do afetar a: artigo 138. nomeadamente. .º requisito de reserva são calculados do seguinte modo: do Regulamento (UE) n. de 26 de junho. alíneas anteriores não fossem distribuídos.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013.º 3.º do Regulamento (UE) 4 n.º 575/2013. 2 — O montante a multiplicar para efeitos do número ii) Fundos próprios adicionais de nível 1. i) Pagamentos de dividendos. assegu- fundos próprios em que se situem os fundos próprios rando igualmente a demonstração desse rigor a pedido do principais de nível 1 mantidos pela instituição de cré. b) A atribuição de remuneração variável sob a forma c) O fator é 0.º 575/2013.º-AC alíneas b) a e) do n. e Regulamento (UE) n. que iv) Pagamento de remunerações variáveis ou de benefí- tenham sido obtidos desde a última deliberação sobre cios discricionários de pensão. em percentagem uma situação de incumprimento ou fundamento de instau. do exercício.4 situando-se no terceiro quartil do requi- de ações total ou parcialmente liberadas ou outros instru. considera-se a) O fator é 0 situando-se no primeiro. de Qn indica o número do quartil em causa.º 3 do artigo 138.º 575/2013.º-AA.os 1 e 3. anterior é constituído pelos seguintes elementos: iii) Fundos próprios de nível 2.º do Regulamento (UE) n. i) Fundos próprios principais de nível 1. e mais elevado. e) A distribuição de elementos a que se referem as Artigo 138. fundos próprios principais de nível 1 nos termos do n.º 1 do artigo 92. de 26 de junho.º 1 do artigo 26.2 situando-se no segundo quartil do re- a) O pagamento de dividendos em numerário. de 26 de junho. que garantam o cálculo rigoroso do montante dos lucros derando o quartil do requisito combinado de reserva de distribuíveis e do montante máximo distribuível. em conjunto máximo distribuível é efetuado multiplicando a soma com as seguintes informações: calculada nos termos do número seguinte pelo fator de- terminado nos termos do n. 2 — As instituições de crédito mantêm procedimentos 3 — O fator referido no n. próprios previsto na alínea c) do n. de 26 de junho.

tituição de crédito satisfazer o requisito combinado de b) A execução. de acordo com o plano de recuperação.º. execução de mecanismos ou medidas previstos no plano dito para níveis e segundo um calendário determinados. sem prejuízo. a expensas da depositantes ou na estabilidade do sistema financeiro. alternativa tigo 116. o Banco de Por.º-C. com a sua empresa-mãe ou com filiais desta. 1 — Tendo em vista a salvaguarda da solidez financeira h) Imposição da constituição de provisões especiais. de Portugal pode determinar a aplicação das seguintes d) Outras informações que o Banco de Portugal con. 1. de de cinco dias úteis a contar da data em que verifique o acordo com as exigências de cada situação e os princí- incumprimento desse requisito. as seguintes medidas: que motivaram a intervenção corretiva sejam distintas dos pressupostos previstos no plano de recuperação inicial e a a) Aumento dos fundos próprios da instituição de cré.º-D. administração provisória no artigo 142.º. num prazo que considere adequado. pelo órgão de administração 4 — O Banco de Portugal avalia o plano de conser. a) Elaboração e apresentação. a negociação da reestruturação da dívida com os respetivos primento. estando habilitado. instituição. b) Medidas para aumentar os rácios de fundos próprios Medidas de intervenção corretiva da instituição de crédito. . nos interesses dos dente designada pelo Banco de Portugal.º: número seguinte. bem como com Artigo 139. pios indicados no artigo anterior. o Banco o requisito combinado de reservas. em função das respetivas modalidades e da remuneração. legais ou regulamentares que disciplinem a sua atividade. se aplicável. dentro de um prazo específico.1700-(164) Diário da República. b) Imposição de restrições à distribuição mais estritas tendo em vista assegurar o cumprimento ou eliminar o do que as previstas pelos artigos desta secção.º Plano de conservação de fundos próprios Aplicação das medidas 1 — A instituição de crédito que não cumpra o requisito Na adoção das medidas previstas no presente título. legais e regulamentares que disciplinam a sua atividade. com o objetivo de cumprir integralmente gulamentares que disciplinem a sua atividade. do referido plano quando as circunstâncias ou cumulativamente. da verificação dos respetivos pressupostos de aplicação. e resolução e) Designação de uma comissão de fiscalização ou de um fiscal único. aprovação prévia do Banco de Portugal. l) Apresentação pela instituição de crédito de um plano para cionalidade.º previsional. de recuperação atualizado. m) Realização de uma auditoria a toda ou a parte da bem como a gravidade das respetivas consequências na so.º 7 do ar- conservação de fundos próprios. com uma probabilidade razoável.ª série — N. em qualquer caso. da instituição de crédito. por parte da instituição de crédito. 3 — O plano de conservação dos fundos próprios inclui CAPÍTULO II os seguintes elementos informativos: Intervenção corretiva e administração provisória a) Estimativas de receitas e despesas e um balanço Artigo 141. a combinar medidas 2 — O Banco de Portugal pode alargar o prazo referido de natureza diferente. nos termos do disposto Intervenção corretiva. de meca- reservas num prazo adequado. rar o cumprimento ou eliminar o risco de não cumprir normas manter ou obter fundos próprios suficientes para a ins. no número anterior até um máximo de 10 dias úteis consi. em especial Princípios gerais no que respeite a operações realizadas com filiais. no âmbito risco de não cumprir normas legais ou regulamentares dos poderes previstos no artigo 116. derando a situação específica da instituição de crédito e em função da escala e da complexidade das suas atividades. que disciplinem a sua atividade. c) As medidas corretivas previstas no artigo 116. deve exigir. nos termos do disposto no n. j) Sujeição de certas operações ou de certos atos à tugal pode adotar as medidas previstas no presente título. por entidade indepen- lidez financeira da instituição em causa.º-C.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 138. normas legais ou re- fundos próprios. ou da estabilidade do sistema financeiro.º-AD Artigo 140. Banco de Portugal não se encontra vinculado a observar ção de fundos próprios ao Banco de Portugal no prazo qualquer relação de precedência. medidas.º entidades sediadas em ordenamentos jurídicos offshore. título está sujeita aos princípios da adequação e da propor. atividade da instituição de crédito. TÍTULO VIII d) Apresentação de um plano de reestruturação pela instituição de crédito em causa. da instituição de crédito. CAPÍTULO I f) Restrições à concessão de crédito e à aplicação de fundos em determinadas espécies de ativos. o combinado de reservas apresenta um plano de conserva. de um programa de ação que identifi- vação de fundos próprios e aprova-o se considerar que a que e proponha soluções calendarizadas tendo em vista assegu- sua execução permite. das regras credores. nismos ou medidas estabelecidos no plano de recuperação 5 — Caso o Banco de Portugal não aprove o plano de ou a atualização. tendo em conta o risco ou o grau de incum. pelo órgão de administração. 2 — A aplicação das medidas previstas no presente k) Imposição de comunicação de informações adicionais. c) Um programa calendarizado para o aumento dos ou esteja em risco de não cumprir. tendo em sidere necessárias para efetuar a avaliação exigida pelo conta os princípios gerais enunciados no artigo 139. Princípios gerais g) Restrições à receção de depósitos. dos interesses dos depositantes i) Proibição ou limitação da distribuição de dividendos. 1 — Quando uma instituição de crédito não cumpra. nos termos do disposto no artigo 143.

com possíveis adquirentes dos seus direitos e obrigações. que constituam ativos.º. por qualquer 5 — (Revogado.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(165) n) Requerimento. em alternativa ao disposto no número anterior. fixada por este e constitui encargo da instituição de crédito. entre outras circunstâncias atendíveis cuja mear um fiscal único. conferidos por lei e pelos respetivos estatutos ao órgão b) Dificuldades na situação de liquidez que possam de fiscalização. no- sendo consideradas. instituição de crédito.) de administração e de fiscalização quando. ção de crédito quando esta o considere necessário. o Banco de Portugal crédito. independência ou 7 — (Revogado. remunerados pela instituição e têm os poderes e deveres lamentares de adequação de fundos próprios.º em causa. sem prejuízo da possibilidade de aplicação de uma bem como para avaliar os seus ativos.º-M. as seguintes situações: 3 — A comissão de fiscalização ou o fiscal único são a) Risco de incumprimento dos níveis mínimos regu. ou se o plano de a esse cargo dos respetivos titulares.º-I. 6 — A comissão de fiscalização ou o fiscal único exer- cem as suas funções pelo prazo que o Banco de Portugal Artigo 142. a qualquer momento. passivos. no prazo por este fixado. em que patrimonial da instituição. dito.) motivo. nomeadamente pela eliminação ou alteração não forem aprovadas pelos acionistas ou pelo órgão de de cargos de direção de topo ou pela cessação da afetação administração da instituição de crédito. que preside. no curto prazo. nomeadamente através da elaboração de relatórios de gestão sã e prudente. Plano de reestruturação 7 — A remuneração dos membros da comissão de fisca- 1 — O plano de reestruturação previsto na alínea d) do lização ou do fiscal único é fixada pelo Banco de Portugal. que tenham cessado funções nos termos do pode o Banco de Portugal impor a sua substituição por um disposto na alínea p) do n. deixem de estar preenchidos os requisitos de 6 — (Revogado. reestruturação aprovado pelo Banco de Portugal não for q) Alteração na estratégia de gestão da instituição de cumprido pela instituição de crédito. Banco de Portugal. 3 — Se as condições estabelecidas pelo Banco de p) Alterações nas estruturas funcionais da instituição Portugal. pela instituição de crédito Artigo 143. ao presidente da mesa 2 — O Banco de Portugal pode estabelecer. as condições que entenda convenientes para a geral com determinada ordem do dia e propostas de delibe.º 1 do seu capital social. aceitação do plano de reestruturação. ou de de contas não integra o respetivo órgão de fiscalização. com vista à preparação da eventual apli. no máximo de um ano. ou da 1 — A comissão de fiscalização designada pelo Banco titularidade das ações ou outros títulos representativos do de Portugal nos termos do disposto na alínea e) do n. designadamente o ração.º determinar.ª série — N. artigo 141. previstos no artigo 30.) disponibilidade. releva o facto de a instituição de crédito incumprir funções e conhecimentos em auditoria ou contabilidade. ou. instituição de crédito. a redução do capital social ou a convocação da assembleia geral pelo Banco de Portugal. que deve ser revisor oficial de contas relevância o Banco de Portugal aprecia à luz dos princípios ou sociedade de revisores oficiais de contas. d) A organização contabilística ou o sistema de controlo 5 — Nos casos em que a instituição de crédito tenha interno da instituição de crédito apresentarem insuficiências adotado um dos modelos de administração e fiscalização graves que não permitam avaliar devidamente a situação previstos no Código das Sociedades Comerciais.º. pode determinar a suspensão do órgão de administração r) Realização de inspeções no local visando reunir a da instituição de crédito e nomear uma administração informação necessária para atualizar o plano de resolução provisória ou revogar a autorização da instituição de cré- e preparar a eventual resolução da instituição de crédito. 1. n. outros cargos. em caso de incumprimento dessa determinação.Diário da República. a todo o tempo.º 1 devem fornecer de imediato novo revisor oficial de contas ou sociedade de revisores todas as informações. nos termos do disposto no número anterior.) idoneidade. s) Destituição e substituição de membros dos órgãos 4 — (Revogado. bem como prestar a colaboração que oficiais de contas por si designados. um dos quais deve ser revisor oficial de contas ou socie- dade de revisores oficiais de contas. devendo 2 — Para efeitos da apreciação do risco previsto no número os restantes ter curso superior adequado ao exercício das anterior.º 1 do artigo anterior deve ser submetido à aprovação do 8 — O Banco de Portugal pode. 4 — A comissão de fiscalização ou o fiscal único deve c) O sistema de governo ou o órgão de administração da manter o Banco de Portugal informado sobre a sua ativi- instituição de crédito terem deixado de oferecer garantias dade. prorrogável até ao máximo de dois anos. cação da medida de resolução prevista no artigo 145. o revisor oficial de contas ou a sociedade de revisores ofi- ciais de contas a quem compete emitir a certificação legal 3 — Os titulares de cargos de direção de topo. de cumprir as normas crédito compete a um fiscal único. elementos Comissão de fiscalização ou fiscal único extrapatrimoniais e ativos sob gestão da instituição. aumento do capital social. capítulo III. passivos e elementos ou mais medidas de resolução nos termos previstos no extrapatrimoniais nos termos do disposto no artigo 145. a alienação de participações sociais ou de outros ativos o) Alterações nas estruturas legais ou operacionais da da instituição de crédito. de crédito. pode. o Banco de Portugal legais ou regulamentares que disciplinam a sua atividade. qualificação profissional. ou existirem elementos objetivos que permitam concluir que 2 — Nos casos em que a fiscalização da instituição de a instituição deixa. cuja remuneração é lhes seja exigida pelo Banco de Portugal ou pela institui. substituir os membros da comissão de fiscalização. t) Realização de contactos. o . a qualquer da assembleia geral de convocação de uma assembleia momento. com a periodicidade por este definida. o qual fica suspenso pelo período de ati- pôr em risco o regular cumprimento das obrigações da vidade daqueles. gerais enunciados no artigo 139.º é composta por um mínimo de três elementos.

a viabilidade da instituição de crédito e a estabilidade ramente a instituição. de administração prevista no n.º se revelem insuficientes ou exista o justo por este e no final do mandato.º 5. 9 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade.) a) Suspender ou destituir membros do órgão de admi.º 1 do artigo anterior. na lei aplicável. ou se verifique alguma das situações ao desempenho das suas funções. se estiverem reunidos os requisitos previstos no n. im- pendem sobre os administradores provisórios os deveres de: Suspensão ou destituição dos membros dos órgãos de administração a) Manter o Banco de Portugal informado sobre a situ- 1 — O Banco de Portugal pode suspender ou destituir ação financeira e sobre a gestão da instituição de crédito membros do órgão de administração da instituição de cré. dos membros do órgão de pôr em causa os objetivos das medidas aplicadas ou a administração da instituição de crédito para assegurarem aplicar pelo Banco de Portugal com vista a salvaguardar uma gestão sã e prudente ou para recuperarem financei. damente. alternativamente.º 1 não emerge o direito a riores devem fornecer de imediato todas as informações.º-C e se estiverem reunidos os re. durante o período de designação.º.º Portugal ao abrigo da alínea c) do n. . 5 — (Revogado. 12 — (Revogado. b) Aplicar uma medida de resolução. 2 — Os membros do órgão de administração que te- os membros da comissão de fiscalização ou o fiscal único nham cessado funções nos termos do disposto no número apenas são responsáveis perante os acionistas e credores anterior devem fornecer de imediato todas as informações. que seja suscetível de colocar em c) Prestar todas as informações e a colaboração re- sério risco o equilíbrio financeiro ou a solvabilidade da querida pelo Banco de Portugal sobre quaisquer assuntos instituição ou de constituir uma ameaça para a estabilidade relacionados com a sua atividade e com a instituição de do sistema financeiro: crédito.º 1 do artigo 145.) 6 — (Revogado. 1. da instituição de crédito pelos danos que resultem de ações bem como prestar a colaboração que lhes seja exigida pelo ou omissões ilícitas por eles cometidas no exercício das Banco de Portugal ou pela instituição de crédito quando suas funções com dolo ou culpa grave. 10 — As pessoas coletivas ou individuais suspensas 3 — Da cessação de funções dos membros do órgão ou substituídas nos termos do disposto nos números ante. receio da sua insuficiência para ultrapassar a situação de b) Observar as orientações genéricas e os objetivos deterioração significativa da instituição e a respetiva recu. estratégicos definidos pelo Banco de Portugal. c) Verificação de motivos atendíveis para suspeitar da a) Vetar as deliberações da assembleia geral que possam incapacidade dos acionistas.) nistração.) 9 — (Revogado. se considerar sério risco os interesses dos depositantes e dos credores. o Banco de Portugal: 13 — (Revogado. se tal for necessá. esta o considere relevante e necessário. podem ser conferidos aos administradores b) Verificação de motivos atendíveis para suspeitar da provisórios designados pelo Banco de Portugal.) pode.º 1 do artigo 145. Banco de Portugal ou pela instituição de crédito quando 4 — (Revogado. los estatutos.) Artigo 144. nomeadamente através dito quando as medidas de intervenção corretiva previstas da elaboração de relatórios com a periodicidade definida no artigo 141. a seguir enunciadas. financeira. nomea- existência de graves irregularidades na gestão da insti. indemnização estipulado nos contratos com os mesmos bem como prestar a colaboração que lhes seja exigida pelo celebrados ou nos termos gerais do direito.º-E.) aplicadas não permitiram recuperar a instituição de crédito. d) Sujeitar à aprovação prévia do Banco de Portugal a) Deteção de uma violação grave ou reiterada de nor. 1 — Quando considere que a suspensão ou destituição rio para garantir o cumprimento das finalidades previstas dos membros do órgão de administração não é suficiente no n.º 7 — (Revogado. os seguintes: tuição de crédito.1700-(166) Diário da República. para resolver alguma das situações descritas nas alíneas a) quisitos previstos no n.º. a d) do n. bem como pôr termo às suas funções.ª série — N. 11 — (Revogado. seguindo-se o regime de liquidação previsto de crédito. bem como das respetivas normas 3 — Para além dos poderes conferidos pela lei e pe- estatutárias. existir motivo atendível. 2 — Sem prejuízo de outros deveres legalmente previs- tos ou que lhes venham a ser determinados pelo Banco de Artigo 145.º-A do órgão de administração nos termos do disposto no Designação de administradores provisórios artigo 145.) Regime de resolução ou liquidação 8 — (Revogado.) ou considerando-se que as mesmas seriam insuficientes.) esta o considere necessário. com vista peração financeira.º 1 do artigo 116.º 2 do artigo 145.) Verificando-se que as medidas de intervenção corretiva 10 — (Revogado. mas legais ou regulamentares que disciplinem a atividade da instituição de crédito. 14 — (Revogado. o Banco de Portugal pode c) Revogar a autorização para o exercício da respetiva designar administradores provisórios para a instituição atividade.º-A.º 60 — 26 de março de 2015 fiscal único ou o revisor oficial de contas ou sociedade d) Verificação de motivos atendíveis para suspeitar da de revisores oficiais de contas nomeados nos termos do existência de outras irregularidades que coloquem em n. os atos referidos no número seguinte. e designar membros provisórios Artigo 145.

disponibilidade e independência. nos termos do tada do Banco de Portugal em caso de persistência dos disposto no artigo 135. 1. ou se designa administradores 6 — Os administradores provisórios exercem as suas provisórios para a empresa-mãe.º a 33. sendo artigo 141. rios. o Banco de Portugal pode determinar a d) Convocar a assembleia geral da instituição e deter. o disposto no artigo 145.º. 3 — Quando se verifiquem os pressupostos de apli- 7 — Apenas o Banco de Portugal pode.º-A. cação de medidas de intervenção corretiva.º 3 do artigo 145. notificando a não está dependente da prévia determinação de quaisquer Autoridade Bancária Europeia. nham por objeto a suspensão de deliberações tomadas pelo nial e financeira da instituição de crédito. nos termos do disposto no artigo 135. o Banco de Portugal. decide se aplica uma das medidas previstas no dade.º bros da União Europeia. o k) Determinar a realização de auditorias financeiras e Banco de Portugal. Internet. nos termos do disposto no aplicando-se com as devidas adaptações.º-B.º. o Banco de Portugal decide se por eles cometidas no exercício das suas funções com aplica uma das medidas previstas no artigo 141. a autoridade responsável outras medidas de intervenção corretiva. aplicação do disposto no artigo 147. do colégio de autoridades de supervisão. no número anterior. resse dos depositantes e da instituição de crédito. ou alterar do disposto no artigo 141. suspensão é superior ao que pode derivar da execução da g) Diligenciar no sentido da imediata correção de even.º-A. solidada.º-A. estratégicas da instituição de crédito. 13 — No âmbito de procedimentos cautelares que te- e) Promover a avaliação detalhada da situação patrimo. disposto no artigo 141. 10 — A designação de administradores provisórios nos termos do disposto no artigo 145. tuais irregularidades anteriormente cometidas pelos órgãos 14 — O Banco de Portugal publica.ª série — N. como autoridade responsável pelo legais à instituição de crédito. pode o Banco de Portugal igualmente nomear uma termos do disposto no artigo 135. respetivo grupo e as demais autoridades de supervisão 11 — Com a designação de administradores provisó. nos termos do zada para o seu exercício. a redução do capital social para cobertura de prejuízos. notifica a Autoridade Bancária Europeia e consulta as outras autori- 4 — O Banco de Portugal pode sujeitar à sua aprovação dades de supervisão no âmbito do colégio de autoridades prévia certos atos a praticar pelos administradores provisó. f) Apresentar ao Banco de Portugal propostas para a para todos os efeitos legais. exercício da supervisão em base consolidada. prorrogável a título excecional por ropeia e as outras autoridades de supervisão no âmbito igual período. mediante decisão devidamente fundamen. a qualquer mo. aplicando-se instituição de crédito. a designação ou a prorrogação das funções de h) Adotar medidas que entendam convenientes no inte.º -mãe na União Europeia. perante os acionistas e credores da instituição de crédito 4 — Na sequência da notificação e da consulta pre- pelos danos que resultem de ações ou omissões ilícitas vista no número anterior.º-B a recuperação financeira da instituição. presume-se. destituir administradores provisórios. de Portugal. nos termos do disposto no artigo 145. nem prejudica pelo exercício da supervisão em base consolidada do a sua aplicação.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(167) b) Vetar as deliberações dos restantes órgãos sociais da comissão de fiscalização ou um fiscal único. pelo exercício da supervisão em base consolidada do os administradores provisórios apenas são responsáveis respetivo grupo.º ou se dolo ou culpa grave. como 8 — A remuneração dos administradores provisórios é autoridade responsável pelo exercício da supervisão fixada pelo Banco de Portugal e suportada pela instituição em base individual dessa filial. nos termos do disposto funções pelo prazo que o Banco de Portugal determinar. nos rios. o disposto no artigo 143.º-B. relativamente a uma empresa-mãe na União Europeia. dor provisório. o aumento do capital social ou a 1 — Quando se verifiquem os pressupostos de aplica- alienação de parte da atividade a outra instituição autori. como membros administradores provisórios.º-B. tendo em conta o impacto dessas medidas nas correspondentemente aplicável o disposto nos artigos entidades do grupo estabelecidas noutros Estados mem- 30. designa administradores provisórios para a empresa-mãe. notifica a Autoridade de crédito. . relativamente a uma filial de empresa- n. Bancária Europeia e consulta a autoridade responsável 9 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade. após aprovação prévia do Banco adaptações. nomeadamente Coordenação das medidas de intervenção corretiva e designação a renegociação das condições da dívida. no seu sítio na sociais da instituição ou por algum dos seus membros. qualificação.º. como autoridade 5 — Na designação dos administradores provisórios. no âmbito do colégio de autoridades de supervisão. i) Promover o acordo entre acionistas e credores da ins- tituição de crédito relativamente a medidas que permitam Artigo 145. nos termos mento.Diário da República.º c) Revogar decisões anteriormente adotadas pelo órgão 12 — Enquanto estiver em funções algum administra- de administração da instituição de crédito. ção de medidas de intervenção corretiva. de supervisão. motivos que conduziram à sua designação. ministradores provisórios. responsável pelo exercício da supervisão em base con- o Banco de Portugal tem em conta os critérios de idonei. a conversão de de administradores provisórios em grupos dívida em capital social. que o prejuízo resultante da recuperação financeira da instituição de crédito. no artigo 145. bem como delimitar alguns dos poderes enunciados 2 — Na sequência da notificação e da consulta prevista no número anterior. deliberação. de acordo com órgão de administração da instituição de crédito que tenha os pressupostos definidos pelo Banco de Portugal. o Banco de Portugal.º ou de designação de administrado- j) Gerir a totalidade ou algumas das linhas de negócio res provisórios. notificando a Autoridade Bancária Eu- no máximo de um ano.º-A. ou de designação de ad- os deveres e poderes que lhe tenham sido conferidos. especificando as funções e poderes que lhe são atribuídos. com as necessárias minar a ordem do dia. qualquer membro provisório do órgão de administração.

do contágio entre entidades. 3 — (Revogado. Artigo 145.º-D b) Tenha terminado o período de cinco dias previsto no n. ou Princípios orientadores da aplicação de medidas de resolução c) Tenha sido adotada uma decisão conjunta pelas au.os 1 ou 3 ou ao que suportaria caso essa instituição tivesse entrado de uma posição por este assumida no âmbito do n. pode submeter a questão à Autoridade Bancária Eu.º 6. incluindo às infraestruturas de Parlamento Europeu e do Conselho. do à luz da natureza e circunstâncias do caso concreto. rantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos e os in- -mãe na União Europeia. 12 — Quando uma autoridade de supervisão discorde c) Nenhum acionista ou credor da instituição de crédito de uma decisão que lhe tenha sido notificada pelo Banco objeto de resolução pode suportar um prejuízo superior de Portugal nos termos do disposto nos n.º 1093/2010.) salvo se: 4 — (Revogado. d) Proteger os depositantes cujos depósitos sejam ga- ponsável pela supervisão de uma filial de uma empresa.º 6. o Banco notificada à empresa-mãe na União Europeia pelo Banco de Portugal prossegue as seguintes finalidades: de Portugal. tuições de crédito em nome e por conta dos seus clientes 10 — Quando o Banco de Portugal não concorde com e a prestação dos serviços de investimento relacionados. solução que melhor permitam atingir as finalidades previs- ropeia nos termos e para os efeitos do disposto no n. se é conveniente SECÇÃO I coordenar a aplicação das medidas previstas naquele ar.º 10 e no número anterior.º ou quanto à nomeação de administradores e) Proteger os fundos e os ativos detidos pelas insti- provisórios para a instituição sujeita à sua supervisão. 7 — A decisão conjunta tomada nos termos do disposto Finalidades das medidas de resolução no número anterior deve ser fundamentada por escrito e 1 — Na aplicação de medidas de resolução. Finalidades. princípios orientadores e requisitos tigo ou nomear os mesmos administradores provisórios para todas as entidades em causa tendo em vista facili.º 1093/2010. o Banco erário público.º 5.os 1 2 — O Banco de Portugal determina as medidas de re- e 3.º 60 — 26 de março de 2015 5 — Quando o Banco de Portugal seja a entidade con. nomeadamente prevenindo o no artigo 31. o Banco de Portugal. a) Assegurar a continuidade da prestação dos serviços 8 — O Banco de Portugal pode solicitar à Autoridade financeiros essenciais para a economia. minimizando o recurso a apoio financeiro de Portugal. nos termos do número anterior. a decisão que lhe seja notificada por uma autoridade de supervisão em situações análogas às descritas nos n.º ou nomear administradores provisórios para termos do disposto no n. o d) Os depositantes não suportam prejuízos relativa- Banco de Portugal suspende a sua decisão pelo prazo de mente aos depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia . salvo quando esta decida sobre a questão antes de avaliação à entidade consultante no prazo de três dias. Bancária Europeia que auxilie as autoridades de supervisão b) Prevenir a ocorrência de consequências graves para a chegarem a uma decisão conjunta nos termos do disposto a estabilidade financeira.º 9 e no número anterior tem resolução suportam prioritariamente os prejuízos da ins- em conta os pareceres e reservas expressos pelas demais tituição em causa. de 24 de novembro.º do Regulamento (UE) n.1700-(168) Diário da República. pode tomar uma decisão indivi. 9 — Na falta de uma decisão conjunta no prazo de cinco c) Salvaguardar os interesses dos contribuintes e do dias a contar da notificação prevista nos n. decorrido aquele prazo. e mantendo a disciplina no mercado. graduação dos seus créditos. bem como o potencial impacto da sua lução suportam de seguida. para pros- toridades de supervisão. 6 — Quando mais do que uma autoridade de supervisão 13 — O Banco de Portugal decide de acordo com a pretenda aplicar alguma medida semelhante às descritas no decisão da Autoridade Bancária Europeia tomada nos artigo 141. três dias a contar da data de comunicação àquela autori- sultada. Parlamento Europeu e do Conselho. e submeta a questão à Autoridade Bancária Europeia. no prazo de cinco dias a contar da notificação prevista no n. cuja relevância deve ser apreciada do artigo 19. comunica a sua dade. da supervisão em base consolidada ou de autoridade res. em liquidação. 1.) 5 — (Revogado.º 3 tas no número anterior. decide. Artigo 145.os 1 e 3. mais do que uma instituição do mesmo grupo. como autoridade responsável pelo exercício público extraordinário. no artigo 141.º 4. secução das finalidades previstas no artigo anterior: 11 — A decisão do Banco de Portugal tomada nos a) Os acionistas da instituição de crédito objeto de termos do disposto no n. quando este seja a autoridade responsável pelo exercício da supervisão em base consolidada. juntamente com as demais au- toridades de supervisão relevantes. e em condições equitativas. de acordo com a da União Europeia onde o grupo exerça atividades.) a) Tenha já terminado o período de consulta referido no n.º 6. 1 — Na aplicação de medidas de resolução.º-C tar o restabelecimento da situação financeira do grupo.º do Regulamento (UE) n. de 24 de novembro. mercado. CAPÍTULO III sável pela supervisão de uma filial de uma empresa-mãe Resolução na União Europeia. vestidores cujos créditos sejam cobertos pelo Sistema de dual quanto à aplicação de alguma das medidas previstas Indemnização aos Investidores. autoridades de supervisão durante o período de consulta b) Os credores da instituição de crédito objeto de reso- referido no n. decisão na estabilidade financeira dos Estados membros os prejuízos da instituição em causa.ª série — N. como autoridade responsável pelo exercício da supervisão em base consolidada ou de autoridade respon.

1 — Quando o Banco de Portugal aplicar uma medida dade para veículos de gestão de ativos. e eliminação ou alteração de cargos de direção de topo ou a . a curto prazo. Portugal designa para a instituição de crédito objeto de b) Não seja previsível que a situação de insolvência seja resolução novos membros do órgão de administração. nomeadamente.º-E Medidas de resolução 4 — A aplicação de medidas de resolução não depende da prévia aplicação de medidas de intervenção corretiva 1 — O Banco de Portugal pode aplicar as seguintes nem prejudica a sua aplicação em qualquer momento. desde que não se verifique. o seu impacto so. designadamente. cumprimento das obrigações assumidas em contratos de ções de crédito que sejam filiais de um grupo. sendo que. bem como os ii) Realização de operações de capitalização com re- efeitos adversos para a estabilidade financeira na União curso ao investimento público. consoante as circunstâncias. c) Garantir um tratamento equitativo dos interesses d) Seja necessária a concessão de apoio financeiro pú- dos diferentes Estados membros da União Europeia em blico extraordinário. com a sitos para a manutenção da autorização para o exercício urgência devida. uma comissão executadas pela própria instituição de crédito.ª série — N. evitando. bre a estabilidade financeira. estas devem: possibilitando a revogação da autorização. medidas de resolução: a) Alienação parcial ou total da atividade. da aplicação de fiscalização ou fiscal único.º-C. porque apresentou ou provavelmente apresentará prejuí- denada entre as várias autoridades intervenientes.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(169) de Depósitos nos termos do disposto no artigo 166. próprios ou uma parte significativa dos mesmos. que uma instituição de crédito está em 2 — No caso previsto no número anterior. os recursos orçamentais. Europeia. custos da aplicação das medidas de resolução e o montante por força da revogação da autorização para o exercício da do apoio financeiro necessário à sua aplicação devem ser sua atividade. cionais à prossecução de alguma das finalidades previstas 3 — O Banco de Portugal pode ainda determinar a no n.º-C. os membros do órgão de administração e de d) Recapitalização interna. Europeia. pelo disposto no artigo 143. anterior. nomeadamente a) Ser tomadas de forma transparente. o Banco financiamento. zos suscetíveis de absorver.º 2 do artigo 145. incluindo em operações de crédito junto de Portugal procura minimizar o impacto nas restantes do Banco de Portugal e em novas emissões de obrigações. de resolução. Cessação de funções dos órgãos sociais e direção de topo tituições de transição.Diário da República. Artigo 145. totalmente. da sua atividade ou existirem fundadas razões para consi- veis de ter impacto em algum Estado membro da União derar que. uma repartição injusta a prevenir ou conter uma perturbação grave da economia dos encargos. ou de resolução. nos seus Estados membros e. com as ne- de medidas de intervenção corretiva ou do exercício dos cessárias adaptações. alguma das circunstâncias referidas nas alíneas a) a c) ou no n. de tais medidas. entidades do grupo e no grupo no seu todo. o Banco de risco ou em situação de insolvência.º-F b) Transferência parcial ou total da atividade para ins.º 1 do artigo 145.º-I. dinário é concedido.º Os d) A entrada em liquidação da instituição de crédito. seja considerada a) Tenha sido declarado pelo Banco de Portugal. Artigo 145. salvo nos casos em que a sua manutenção total ou parcial. no momento em que o apoio financeiro público extraor- naqueles em que o grupo opera. destinado causa. e considerar que a curto prazo o possa ficar. o b) Os ativos da instituição de crédito serem inferiores fundo de resolução. c) Segregação e transferência parcial ou total da ativi.º-C. em particular. os seus fundos b) Ter em conta. consista na: i) Concessão pelo Estado de garantias pessoais ao 3 — Na aplicação de medidas de resolução a institui. devendo o Banco de Portugal procurar minimizar aquele montante e evitar a perda de valor para 3 — Para efeitos do disposto na alínea a) do número além da que se revele necessária. o sistema de garantia de depósitos ou aos seus passivos ou existirem fundadas razões para con- o sistema de indemnização dos investidores dos Estados siderar que o são a curto prazo. e preservar a estabilidade financeira. 1. revisor oficial de contas ou sociedade de revisores oficiais c) As medidas de resolução sejam necessárias e propor. eficiente e coor. a instituição deixa de os cumprir. exceto quando esse apoio.º 1 exercício das suas funções de autoridade de supervisão do artigo 145. de contas para exercer tais funções. sempre que sejam suscetí. que se rege. no necessária para atingir as finalidades previstas no n. evitada num prazo razoável através do recurso a medidas nos termos do disposto no artigo seguinte. c) A instituição de crédito estar impossibilitada de cum- filiais ou sucursais significativas da instituição de crédito prir as suas obrigações ou haver fundadas razões para objeto dessas decisões ou medidas estejam estabelecidas.º-I. fiscalização da instituição de crédito objeto de resolução e o seu revisor oficial de contas ou a sociedade a quem 2 — O Banco de Portugal pode aplicar as medidas compete emitir a certificação legal de contas que não de resolução previstas no número anterior se estiverem integre o respetivo órgão de fiscalização cessam as suas preenchidos os seguintes requisitos: funções.º e um poderes previstos no artigo 145. não permita atingir com maior eficácia as proporcionais e adequados à prossecução das finalidades finalidades previstas no n. quando necessário. membros em que as empresas-mãe na União Europeia. considera-se que uma instituição de crédito está em risco ou em situação de insolvência quando se verifi- 2 — As decisões e as medidas tomadas pelo Banco que uma das seguintes circunstâncias: de Portugal no âmbito do presente capítulo devem ser a) A instituição de crédito deixar de cumprir os requi- aplicadas tempestivamente e.º 1 do artigo 145.

incluindo os decorrentes da avaliação prevista no sector financeiro. apenas são substituir algum dos administradores ou pôr termo às suas responsáveis perante os acionistas e credores da instituição funções.º 1 do artigo 145. consoante a podendo exercê-las sob a orientação do Banco de Por- medida aplicada: tugal. nos termos do disposto social ou a alienação da titularidade de ações ou outros no n. o Banco de Portugal finalidades: tem em conta critérios de idoneidade.) objeto de resolução.º 60 — 26 de março de 2015 cessação da afetação a esse cargo dos respetivos titulares instituições com uma situação financeira e patrimonial e designar novos titulares para exercer tais funções. as circunstâncias. bem como no início e no termo instituição de crédito objeto de resolução quando esta do seu mandato. administradores.) Banco de Portugal e suportada pela instituição de crédito 9 — (Revogado. 1.) 14 — (Revogado.º 1 não 10 — O Banco de Portugal publica.) 11 — (Revogado. salvo sólida e uma estrutura organizativa clara e adequada ao nos casos em que a manutenção total ou parcial. a qualquer momento.) Artigo 145. em tivas funções seja considerada necessária para atingir as caso de conflito. a nomeação ou a prorrogação das funções dos com os mesmos celebrados ou nos termos gerais do direito. do exercício pelos mesmos das respe. passivos e elementos extra- Administradores designados pelo Banco de Portugal patrimoniais da instituição em causa. prudente e realista os ativos.º-H 15 — (Revogado. sendo correspondentemente aplicáveis número anterior. de administração e de fiscalização prevista no n. o revisor oficial de contas ou a sociedade de revisores 6 — Os administradores devem apresentar relatórios ao oficiais de contas. 7 — (Revogado. na lei ou no contrato de sociedade.º-C e à adequada execução das medi. dis- a) Assegurar que todos os prejuízos da instituição em ponibilidade e independência no exercício de funções no causa. de topo. 19 — (Revogado. no seu sítio na emerge o direito a indemnização estipulado no contrato Internet. avaliar de forma justa. apenas de Portugal quanto aos seguintes aspetos.º 2 do artigo anterior.º-C. a título excecional. a comissão de fisca.) 13 — (Revogado. se considerar existir motivo atendível. considere necessário. um ano.os 2 e 3. bem da instituição de crédito objeto de resolução. lização ou fiscal único e os titulares de cargos de direção 8 — O Banco de Portugal pode. o direito a indemnização estipulado no contrato com os 6 — Da cessação de funções dos membros do órgão mesmos celebrados ou nos termos gerais do direito.) 17 — (Revogado. bem como quanto à medida títulos representativos do seu capital social a pessoas ou da redução do valor nominal dos créditos resultantes da .os 1 e 3.º a 33.1700-(170) Diário da República.) ou do exercício dos poderes previstos no artigo 145. n. Artigo 145. 7 — Os administradores exercem as suas funções pelo 5 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade.º 1 do artigo 145. por igual período. de crédito objeto de resolução pelos danos que resultem de 9 — Da cessação de funções dos membros do órgão ações ou omissões ilícitas por eles cometidas no exercício de administração prevista no número anterior não emerge das suas funções com dolo ou culpa grave. devem fornecer de imediato da instituição de crédito e sobre os atos realizados no todas as informações. em prazo a fixar por aquele. nos termos do 2 — A avaliação prevista no número anterior tem como disposto no n. a expensas da instituição de crédito objeto de resolução. Banco de Portugal. com a periodicidade definida que lhes seja exigida pelo Banco de Portugal ou pela pelo Banco de Portugal.) 14 — (Revogado. consoante desenvolvimento da sua atividade.º-I.) 1 — Antes da aplicação de uma medida de resolução 18 — (Revogado.º-I. estejam plenamente reconhecidos nas os artigos 30. 3 — Os administradores devem tomar todas as medidas i) Verificação das condições para aplicar medidas de reso- necessárias à prossecução das finalidades previstas no lução ou para exercer os poderes previstos no artigo 145.) 12 — (Revogado.º suas contas quando sejam aplicadas medidas de resolução 2 — Os administradores dispõem de todas as compe- ou sejam exercidos os poderes previstos no artigo 145. 4 — Os membros dos órgãos de administração e de 5 — O Banco de Portugal pode sujeitar à sua aprovação fiscalização e os titulares de cargos de direção de topo prévia certos atos a praticar pelos administradores. tências conferidas por lei e pelo contrato de sociedade à b) Sustentar a fundamentação da decisão do Banco assembleia geral e aos órgãos de administração. prorrogável. 4 — O dever previsto no número anterior prevalece. iii) Medida da redução do capital social ou da diluição ção da estrutura de participações da instituição de crédito da participação social dos acionistas ou titulares de títulos objeto de resolução.º-I. sobre todos os outros deveres previstos finalidades previstas no n. ii) Determinação das medidas de resolução adequadas das de resolução adotadas de acordo com as decisões do a aplicar à instituição de crédito. que tenham cessado funções nos termos Banco de Portugal sobre a situação económica e financeira do disposto nos n. designados ao abrigo dos n.) 13 — (Revogado.ª série — N.º-G para.) Avaliação para efeitos de resolução 16 — (Revogado. os prazo que o Banco de Portugal determinar. qualificação. no máximo de membros do órgão de administração. 1 — Na designação de administradores.) 12 — (Revogado.) o Banco de Portugal designa uma entidade independente.º-J.) 11 — A remuneração dos administradores é fixada pelo 8 — (Revogado. incluindo o aumento do seu capital representativos do capital social. nomeadamente deliberar a modifica.º 2 do artigo 145. bem como prestar a colaboração exercício das suas funções. 10 — (Revogado. bem como como limitar as suas competências.

º-N. o Banco de Portugal realiza uma avaliação -Leis n.º 1 gradua os acionistas designa uma entidade independente. sempre que seja possível e tituam ativos. passivos. de 9 de novembro. pósito de assegurar que os prejuízos sejam plenamente reconhecidos nas contas da instituição em causa e funda- 3 — A avaliação prevista no n. a transferir no âmbito da aplicação de da sensibilidade que considere diferentes níveis de pre- medidas de resolução.º 14. se positiva.º 1 é considerada defi. devendo essa avaliação incluir ou da conversão daqueles créditos em capital social. credores da instituição de crédito objeto de resolução. seja superior à estimativa concessão pelo Banco de Portugal de liquidez em caso de desse mesmo valor apurado na avaliação provisória da emergência ou de liquidez em condições não convencio.º-U.º 2. com a indicação dos créditos 14 — Para efeitos do disposto na alínea c) do n.º-T.º 2 do artigo 145. no artigo 145. em prazo dos respetivos instrumentos e contratos. vi) Medida da redução do valor nominal dos créditos ele. e realiza uma razoável a fixar por aquele. por uma análise nos números anteriores integram a decisão de aplicar uma e estimativa do valor de mercado dos ativos e passivos medida de resolução ou de exercer os poderes previstos da instituição de crédito.º-B do Decreto-Lei n.º 4 do artigo 145. que cons.º 1 tem em conta que: a) Aumentar o valor nominal dos créditos que tenham sido reduzidos no âmbito do exercício dos poderes pre- a) O Banco de Portugal e o Fundo de Resolução têm vistos no artigo 145. caso não tivesse estimativa das consequências previsíveis para os acio. não nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 145.º-Q e no n. elementos extrapatrimoniais e caso seja aplicável. sem prejuízo da avaliação momento em que aquela foi aplicada. avaliar se.º 1 é complementada com: a) Um balanço atualizado e um relatório sobre a situa. da instituição de crédito. de niais da instituição de crédito. a expensas da ins- e credores de acordo com a lei e os termos e condições tituição de crédito objeto de resolução.º 345/98. sido aplicada a medida de resolução e a instituição de nistas e para cada classe de credores se a instituição de crédito objeto de resolução entrasse em liquidação no crédito entrasse em liquidação. requisitos. passivos e elementos extrapatrimo. alterado pelos Decretos- nos n. o Banco de Portugal 6 — A avaliação prevista no n.º 9. apurado no âmbito da avaliação supor qualquer apoio financeiro público extraordinário. imediatamente após a produção de efeitos da medida de resolução. de 21 de julho. 211-A/2008. de novembro. juízos adicionais. pelo que não podem ser autonomamente c) A lista dos passivos e elementos extrapatrimoniais impugnadas. sejam o mais realistas possível e fundamentados de forma 11 — Caso o valor dos capitais próprios da instituição adequada e detalhada. que do disposto no número seguinte. para possíveis pre- iv) Determinação dos direitos e obrigações. para.º 1 correspondentes e da respetiva graduação. 10 — A avaliação definitiva prevista na parte final do gíveis ou da conversão dos créditos elegíveis em capital so. bem como sobre o valor da eventual juízos adicionais. Portugal pode aplicar medidas de resolução ou exercer os b) Uma análise e estimativa do valor contabilístico poderes previstos no artigo 145. de 10 de fevereiro.os 1 e 2 do artigo 145.º 8. 119/2011. uma rubrica.ª série — N. em razão da urgência das circunstâncias.Diário da República. bem como. número anterior é efetuada logo que possível com o pro- cial.º-B ou seja possível realizar a avaliação independente prevista no nos termos do disposto no artigo 15. no artigo 145.º 4 do artigo 145.os 126/2008. do artigo 145. necessário para fundamentar as decisões referidas nas 13 — As avaliações realizadas nos termos do disposto subalíneas iv) e v) da alínea b) do n. os acionistas e os prevista no n.º-I.º-U. termos do disposto no n.º 1 do artigo 145.º 1 ou não seja possível incluir os elementos previstos n. nos termos do disposto todos os requisitos previstos no presente artigo deve ser no n. entre ativos incumprimento e à gravidade das perdas. o Banco de Portugal pode: nais quanto à prestação de garantias.º 1 deve ser realizada mentar a decisão de repor o valor nominal dos créditos ou com recurso a metodologias comummente aceites e deve de aumentar o valor da contrapartida a pagar nos termos basear-se em pressupostos prudentes e transparentes. de 20 de julho. a referida na parte final do n. de 3 provisória dos ativos.º-I com base na avalia- dos ativos.os 1. considerada provisória até que uma entidade indepen- v) Determinação das condições que sejam consideradas dente efetue uma avaliação definitiva que cumpra esses condições comerciais. das por força da aplicação das medidas de resolução.º 1. e passivos transferidos. nos casos em previstos nos números anteriores. nos b) Determinar a contrapartida a pagar pela instituição de termos do disposto no n. ser complementada com uma análise ativos sob gestão. nos concedidos à instituição de crédito objeto de resolução. e 31-A/2012. que o Banco de Portugal determine a sua intervenção 8 — Caso. não devendo pres.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(171) titularidade dos demais instrumentos de fundos próprios previstos nos n.º 4 do artigo 145.º-L. bem como o Fundo de Garantia de Depósitos e o Fundo nitiva quando estiverem cumpridos todos os requisitos de Garantia do Crédito de Agrícola Mútuo. para efeitos do n. mesma instituição. resolução ou aos acionistas ou titulares de outros títulos 9 — Caso a avaliação prevista no n. devidamente justificada. tendo em conta os requisitos 26 de dezembro. 162/2009.º-Q e no n.º 1 não respeite representativos do capital social. 4 — A avaliação prevista no n.os 5 e 6. 5 — A avaliação prevista no n.º-T.º-D. 1. o Banco de ção financeira da instituição de crédito. res- . transição ou pelo veículo de gestão de ativos à instituição b) O Fundo de Resolução tem o direito de cobrar juros de crédito objeto de resolução ou aos acionistas ou outros ou comissões em relação a empréstimos ou garantias titulares de títulos representativos do capital social. podendo esta ser complementada. 12 — Sem prejuízo do disposto no n. nomeadamente quanto às taxas de de crédito ou o valor da diferença. com atribuição de probabilidades aos contrapartida a pagar à instituição de crédito objeto de diferentes cenários considerados.º-I e da aplicação da medida prevista direito a recuperar quaisquer despesas razoáveis incorri. caso seja ção provisória realizada nos termos do disposto no n. 7 — A avaliação prevista no n. prazos e taxas de juro.º 1 do artigo 167. nos termos do disposto nos n. 5 e 6.

º 3 do artigo 145. pela mesma entidade independente que proceda à avalia. separada ou conjuntamente.º 1 ou a avaliação de- que se insere essa filial tiverem determinado.º 9 pode ser realizada uma decisão conjunta. a concessão de b) O Banco de Portugal tiver determinado que a ins- apoio financeiro público extraordinário à instituição de tituição de crédito deixa de ser viável caso os poderes crédito objeto de resolução.º-E estão objeto de resolução entraria em liquidação no momento preenchidos e não tiver sido ainda aplicada uma medida em que foi aplicada a medida de resolução.º 60 — 26 de março de 2015 petivamente.º 14. exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n.º 1 do riam caso não tivesse sido aplicada a medida de resolução artigo 199. exceto se o mesmo assumir uma das formas previstas uma medida de resolução. e instrumentos de fundos próprios. com sede em Portugal.º-AJ. ter também em conta.º 1 Estado membro da União Europeia da autoridade respon- do artigo 145. não devendo de resolução. a) Redução do capital social por amortização ou por 3 — Para efeitos do disposto no número anterior. tiver deter- pressupor que a medida de resolução não teria sido apli. 5 e 7 do artigo 145. ou de uma entidade referida no n.º 1 não sejam exercidos.º 14 determine c) No caso dos instrumentos financeiros ou contratos que os acionistas. o Banco de Portugal e a autoridade relevante no Resolução.º-E. dente da instituição em causa.º que integrem ou que tenham integrado os fundos próprios liquidação no momento em que aquela foi aplicada. -se que a instituição de crédito ou o grupo deixou de ser tivos do capital social de uma instituição de crédito. os credores. determinando essa avaliação: d) Aumento do capital social por conversão dos créditos referidos na alínea anterior mediante a emissão de ações a) Os prejuízos que os acionistas e os credores. caso os poderes previstos no número anterior não sejam ções de autoridade de resolução e para efeitos da redução exercidos em relação a esses instrumentos. . Garantia do Crédito de Agrícola Mútuo. exerce os seguintes poderes: na subalínea ii) da alínea d) do n.º-AA. o Banco de Por- de instrumentos de fundos próprios tugal tiver determinado que o grupo deixa de ser viável 1 — O Banco de Portugal. através de finitiva prevista na parte final do n. de uma empresa de inves- qualquer autoridade pública.º 1 do artigo 152. ou de uma entidade referida no n.ª série — N. sável pela supervisão em base consolidada do grupo em 17 — A avaliação prevista no n. suportariam um prejuízo inferior ao que elegíveis para os fundos próprios da instituição de crédito suportaram em consequência da aplicação da medida de acordo com a legislação e a regulamentação aplicáveis. no exercício das suas fun.º 2 do artigo 145. de uma empresa de investimento que Mútuo suportaram um prejuízo superior ao que suporta. no exercício das suas funções 15 — A avaliação prevista no número anterior deve de autoridade de supervisão ou de resolução. com exceção do serviço SECÇÃO II de colocação sem garantia.º 1 do artigo 152.º-I em base individual ao nível da empresa-mãe ou em base Poderes de redução ou de conversão consolidada do grupo em que se insere. bem ordinárias ou títulos representativos do capital social da como o Fundo de Garantia de Depósitos e o Fundo de instituição de crédito.º 1 do artigo 199. 1. ou eliminação de uma insuficiência de fundos próprios. timento que exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. do Banco de Portugal e de de uma instituição de crédito. ou tenham sido em algum momento. cidos em relação a quaisquer instrumentos financeiros ou b) Os prejuízos que os acionistas e os credores.º-A. emitidos por uma empresa-mãe. viável quando a instituição de crédito ou o grupo está em b) Supressão do valor nominal das ações representativas risco ou em situação de insolvência e não seja previsível do capital social de uma instituição de crédito. na parte final do n. com exceção do serviço de colocação sem e a instituição de crédito objeto de resolução entrasse em garantia. cuja autoridade responsável pela Redução ou conversão de instrumentos de fundos próprios supervisão em base consolidada seja o Banco de Portugal. a) O Banco de Portugal.os 4. minado que os requisitos para a aplicação de medidas cada nem produzido efeitos e que a instituição de crédito de resolução previstos no n.º 1.º-A.º 14 deve ser indepen. quando for o caso. teriam suportado se a instituição de crédito objeto de resolução tivesse 2 — Os poderes previstos no número anterior são exer- entrado em liquidação. ou tenham sido em algum momento. que a situação de insolvência possa ser evitada através c) Redução do valor nominal dos créditos resultantes do recurso a medidas executadas pela própria institui- da titularidade dos restantes instrumentos financeiros ou ção de crédito e da aplicação de medidas de intervenção contratos que sejam. como o Fundo de Garantia de Depósitos e o Fundo de elegíveis para os fundos próprios da instituição de crédito Garantia do Crédito de Agrícola Mútuo. caso os poderes previstos no n. 16 — Caso a avaliação prevista no n. e) Ser necessário apoio financeiro público extraordiná- isoladamente ou conjuntamente com a aplicação de rio. considera- redução do valor nominal das ações ou títulos representa. nos termos do disposto nos n.º. que o grupo deixa de ser viável ção prevista no n. nos termos do disposto na alínea f) do n. sempre que se verifique c) A diferença entre os prejuízos a que se refere a alínea a) alguma das seguintes situações: e os prejuízos suportados a que se refere a alínea anterior. o Fundo de Garantia de emitidos por uma instituição de crédito que seja filial de uma Depósitos ou o Fundo de Garantia do Crédito de Agrícola instituição de crédito. previstos no número anterior não sejam exercidos.º 9 e no n. corretiva. e que integrem ou tenham integrado os fundos próprios Artigo 145. têm em base individual e em base consolidada do grupo em que os mesmos direito a receber essa diferença do Fundo de se insere. bem contratos que sejam. efetivamente de acordo com a legislação e a regulamentação aplicáveis. suportaram em consequência da aplicação da medida de doravante designados para o efeito do presente título por resolução à instituição de crédito objeto de resolução.1700-(172) Diário da República. 18 — A entidade que realiza as avaliações previstas no d) No caso dos instrumentos financeiros ou contratos n. de resolução.

aplicáveis.º-H conclua que a instituição de títulos representativos do capital social da instituição de crédito apresenta capitais próprios negativos. créditos em caso de insolvência. b) Durante o período de avaliação da adequação. anterior ou simultâneo à determinação de que a institui- 5 — Para efeitos do disposto no n.º 6 do artigo 145. guinte: 2 — No exercício dos poderes previstos no n. o ordinárias ou títulos representativos do capital social da exercício em relação a um grupo dos poderes previstos instituição de crédito. por força da ocorrência de um acontecimento cunstâncias previstas no n. quando este deixou de cumprir ou existirem fundadas ra. não podendo uma classe 7 — O Banco de Portugal avalia a adequação dos novos de créditos ser convertida em capital social enquanto acionistas que passem a ser titulares de uma participação aqueles poderes não forem exercidos de forma total ou qualificada de acordo com o estabelecido no artigo 103. finalidade de. a curto prazo. considera-se que ção de crédito preenche os requisitos para a aplicação de um grupo está em risco ou em situação de insolvência medidas de resolução previstos no n. não pode resultar determinada pelo Banco de Portugal. o Banco dade das ações ou títulos representativos do capital social de Portugal notifica os novos acionistas ou titulares de da instituição de crédito dos mesmos para titulares de títulos representativos do capital social da instituição de créditos sobre a instituição de crédito em causa que sejam crédito da sua decisão. os direitos de voto severa das participações sociais dos acionistas ou titulares resultantes da titularidade dessas ações ou títulos podem de títulos representativos do capital social da instituição ser exercidos pelos respetivos acionistas ou titulares dos de crédito em consequência da conversão em capital de títulos após a receção da notificação da decisão em causa. se produz um produz efeitos com a decisão de exercício dos poderes dos seguintes efeitos: previstos no n. em conta as condições vigentes no mercado. o acionista ou o titular de títulos representativos do capital b) Nos casos em que a avaliação efetuada nos termos social da instituição de crédito titular de uma participação do disposto no artigo 145.º 1 do artigo anterior. no n. considera. a taxa de conversão aplicável é em que está sediada a empresa-mãe. ou a transferência da titulari. próprios em capital social mediante a emissão de ações 6 — Para efeitos do disposto na alínea c) do n. a) A atribuição da titularidade das ações ou títulos re- mente aos acionistas ou titulares de títulos representativos presentativos do capital social da instituição de crédito do capital social da instituição de crédito.Diário da República. ou de poderes equivalentes de acordo com a le. a extinção crédito em causa apenas podem ser exercidos pelo Banco das participações sociais dos acionistas ou titulares de de Portugal.º-H.º-H conclua que a instituição qualificada reúne condições que garantam uma gestão sã de crédito apresenta capitais próprios positivos. devendo a taxa de conversão a apli- Procedimento geral car aos créditos hierarquicamente superiores de acordo com a graduação dos créditos em caso de insolvência 1 — O Banco de Portugal exerce os poderes previstos ser superior à taxa de conversão a aplicar aos créditos no n.º 3 do artigo 145. créditos resultantes da titularidade de outros instrumentos e) Caso o Banco de Portugal não considere demons- de fundos próprios. 4 — O disposto no n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(173) 4 — Para efeitos do disposto no número anterior.º-J de fundos próprios.º 2 do artigo 145.º 2 também se aplica aos acionistas zões para considerar que.º.º 1 do artigo anterior de acordo com a graduação de hierarquicamente inferiores. ditos resultantes da titularidade de outros instrumentos de -se que uma instituição de crédito está em risco ou em fundos próprios.º-E. a diluição e prudente da instituição de crédito. .º 3. fixa capital social da instituição de crédito caso as suas ações um prazo durante o qual aquele acionista ou titular deve ou títulos representativos do capital social tenham sido proceder à alienação das suas ações ou títulos. o qual não pode ser responsabilizado pelos títulos representativos do capital social da instituição de danos que decorram do exercício desses direitos. o qual tem previamente emitidos ou atribuídos por conversão de cré. aplicando-se ainda o se- inferior de acordo com aquela graduação. os a) Nos casos em que a avaliação efetuada nos termos direitos de voto resultantes da titularidade das ações ou do disposto no artigo 145. se necessário com base no resultado da trumentos de fundos próprios emitidos por uma filial face estimativa prevista no n. c) Quando tiver concluído a sua avaliação. sujeitos ao exercício dos poderes previstos nas alíneas c) d) Caso o Banco de Portugal considere demonstrado que e d) do n. adequadamente os titulares de instrumentos de fundos tos de fundos próprios emitidos pela empresa-mãe com a próprios afetados.º 1 do artigo anterior.º 1 do artigo anterior.º 1 do artigo anterior.º 2. de acordo com as condições contratuais situação de insolvência quando se verificar uma das cir. o Banco de Portugal assegura que. relativa. substancial a outra classe de créditos hierarquicamente com as necessárias adaptações. 5 — No exercício do poder previsto na alínea d) do gislação aplicável no Estado membro da União Europeia n.º-E.ª série — N. trado que o acionista ou o titular de títulos representativos do capital social da instituição de crédito titular de uma 3 — O disposto no número anterior também se aplica participação qualificada reúne condições que garantam aos acionistas e titulares de títulos representativos do uma gestão sã e prudente da instituição de crédito. compensar àquele a que foram sujeitos os titulares dos instrumen. exceto crédito através do exercício do poder previsto na alínea a) quando atuar com dolo ou culpa grave.º 1.º 1 do artigo anterior. nomeadamente instituição de crédito cujas ações ou títulos representativos porque apresentou ou provavelmente apresentará prejuízos do capital social resultem da conversão de créditos resul- suscetíveis de absorver totalmente os seus fundos próprios tantes da titularidade de outros instrumentos de fundos ou uma parte significativa dos mesmos. deixará de cumprir e titulares de títulos representativos do capital social da os requisitos prudenciais consolidados. tendo em conta a num tratamento mais desfavorável aos titulares dos ins. 6 — O Banco de Portugal pode determinar taxas de conversão diferentes para cada categoria de instrumentos Artigo 145. do n. mesma graduação em caso de insolvência. 1.

oposição à renovação ou do n. com exceção do serviço de colocação sem garantia. sem prejuízo do posterior a) As ações ordinárias ou títulos representativos do cumprimento dos mesmos no mais breve prazo possível. instituição de crédito apenas podem ser exercidos pelo c) A admissão à cotação ou à negociação em mercado Banco de Portugal nos termos do disposto na alínea b) regulamentado ou sistema de negociação multilateral de do mesmo número. exigido. 14 — O exercício dos poderes previstos no n. multilateral de ações. social da instituição de crédito objeto de resolução ou sas ações ou títulos representativos do capital social da instrumentos de dívida. os resultados da avaliação definitiva realizada nos termos 16 — O exercício dos poderes previstos no n. vamente ao cumprimento de qualquer obrigação prevista naqueles termos e condições. nem 12 — O aumento do capital social por conversão dos de qualquer outro procedimento legal ou estatutariamente créditos resultantes da titularidade dos restantes instru. a) Não carece de deliberação da assembleia geral. tuir fundamento para o exercício de direitos de vencimento versão desses créditos nos termos do disposto na alínea d) antecipado. .º 1 do ração da assembleia geral. redução ou de conversão no Estado membro da União b) A suspensão ou exclusão da cotação ou da negocia. títulos representativos do capital terior. 1.1700-(174) Diário da República. o Banco de Portugal executa grupo em que se insere. 15 — O exercício dos poderes previstos no n. denúncia.º-A.º que integrem ou tenham integrado os fundos 13 — Para efeitos do exercício dos poderes previstos próprios em base individual e em base consolidada do no n.º 1 do artigo 152. regulamentado ou sistema de negociação multilateral de comunicação e divulgação de participações qualificadas qualquer instrumento de dívida cujo valor nominal te- e dever de lançamento de ofertas públicas obrigatórias nha sido reduzido sem necessidade de divulgação de um ou outras obrigações similares decorrentes da legislação prospeto aprovado nos termos do Código dos Valores relativa aos valores mobiliários. o artigo anterior: Banco de Portugal pode repor. sendo título bastante para o cumprimento tes da titularidade de instrumentos de fundos próprios for de qualquer formalidade legal relacionada com o exercício reduzido se revelar superior ao necessário de acordo com daqueles poderes. voto referidos no número anterior não releva para efeitos d) A readmissão à cotação ou à negociação em mercado da aplicação das regras de imputação de direitos de voto.º 1 do trumentos de fundos próprios: artigo anterior não depende do consentimento dos titulares a) É definitiva.º 60 — 26 de março de 2015 8 — Na situação prevista na alínea e) do número an. sem prejuízo do disposto no número de instrumentos de fundos próprios.º-I em relação a b) As ações ordinárias ou títulos representativos do instrumentos financeiros ou contratos emitidos por uma capital social da instituição de crédito devem ser emitidas e atribuídas imediatamente após a decisão do Banco de instituição de crédito que seja filial de uma instituição Portugal de exercer o poder previsto na alínea d) do n. novas ações ou títulos representativos do capital social da 9 — O exercício pelo Banco de Portugal dos direitos de instituição de crédito objeto de resolução. 10 — A redução do capital social ou do valor nominal dos créditos resultantes da titularidade dos restantes ins. a autoridade responsável pela supervisão em base con- podendo nomeadamente solicitar à Comissão do Mercado solidada do grupo em que se insere a filial em causa e de Valores Mobiliários que ordene à entidade relevante: a autoridade relevante para o exercício dos poderes de a) A alteração de todos os registos relevantes. Mobiliários. alteração de condições estipulados em quaisquer termos c) Faz cessar qualquer obrigação ou direito relacionados e condições aplicáveis à instituição de crédito ou a uma com o instrumento de fundos próprios no montante em entidade que com ela se encontre em relação de grupo. alíneas b) a e) do n.º-H damente a eventual existência de direitos de preferência e o montante em que o valor nominal dos créditos resultan- dos acionistas.º-H. artigo 199. das partes em contra- seguinte.º-K títulos representativos de capital social pela instituição de Aplicação em base consolidada crédito para efeitos de operações de capitalização com 1 — Antes de proceder às determinações previstas nas recurso ao investimento público. os direitos de voto resultantes da titularidade des. o valor nominal desses créditos. que o respetivo valor nominal tenha sido reduzido com ou para a execução de garantias por estas prestadas relati- exceção das obrigações já vencidas.º 1 do artigo anterior. capital social da instituição de crédito devem ser emitidos antes de qualquer emissão de ações especiais ou de outros Artigo 145.º 1 do 11 — Se o exercício dos poderes previstos n. as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. o Banco de Portugal notifica todos os atos necessários ao exercício desses poderes. não podendo consti- quer compensação que não seja aquela que resulte da con. mentos de fundos próprios mediante a emissão de ações b) Não depende do prévio cumprimento dos requisitos ordinárias ou títulos representativos do capital social da legais relacionados com o registo comercial e demais instituição de crédito satisfaz as seguintes condições: procedimentos previstos por lei. tos relacionados com direitos e obrigações da instituição b) Não implica o pagamento aos seus titulares de qual.º 1 do ar- artigo anterior produz efeitos independentemente de qual- tigo anterior for efetuado com base na avaliação provisória quer disposição legal ou contratual em contrário.º 1 do do disposto na parte final do n. sem necessidade de qualquer delibe.º 1 de crédito.º 9 do artigo 145. Europeia da autoridade responsável pela supervisão em ção em mercado regulamentado ou sistema de negociação base consolidada.º 8 do artigo 145. nomea- realizada nos termos do disposto no n. de crédito nem de quaisquer terceiros.º 1 do artigo anterior. resolução. ou de uma das entidades previstas no n.º 2 do artigo 145. na medida necessária.ª série — N. de uma empresa de investimento que exerça do artigo anterior.

consoante quais a instituição de crédito ou o grupo exercem as suas aplicável. sobre o veículo de gestão de ativos ou sobre n. mente potenciais adquirentes e maximizando. nomeadamente alguma das correspondente a esses recursos.º-C.º 1 do artigo 145. tendo em conta as de resolução isolada ou cumulativamente.º-I. em termos ade- quados à celeridade imposta pelas circunstâncias. num grupo com atividades transfronteiriças. tendo adquirentes a apresentarem propostas de aquisição. seguindo-se o 5 — Se tal for necessário para assegurar a prossecução regime de liquidação previsto na lei aplicável.os 1 e 2 do artigo 116. alíneas c) a e) do n. ser apresentadas por instituições de crédito autorizadas a missário.ª série — N. no n. que tornaria desnecessária a aplicação dos poderes presas às decisões adotadas no âmbito do presente capítulo.º-I só pode ser tomada através de um processo representativos do seu capital social. o Banco de Por- tugal promove a transferência para um adquirente dos Artigo 145. passivos. circunstâncias do caso e a necessidade de manter a esta- dida prevista na alínea c) do n. o 3 — Se da aplicação de uma medida de resolução re.os 1 e 2 do artigo 166.º-L direitos e obrigações e da titularidade das ações ou outros títulos representativos do capital social da instituição de Princípios gerais crédito objeto de resolução assegurando a transparência 1 — O Banco de Portugal pode aplicar qualquer medida e exatidão da informação prestada. beneficiando do privi- medidas previstas nos n. artigo 141. dentro do 2 — Se o Banco de Portugal aplicar as medidas referidas possível. no montante medida alternativa e viável.º 1. o Banco de Portugal notifica social da instituição de crédito objeto de resolução.º-I imediatamente antes crédito objeto de resolução sem observância do disposto ou em conjunto com a aplicação da medida de resolução. 5 — Caso o Banco de Portugal conclua pela não existência 1 — O Banco de Portugal pode determinar a alienação de uma medida alternativa viável que dê resposta. 2 — O Banco de Portugal assegura. em simultâneo ou em momento posterior. 3 — Quando efetuar as determinações previstas nas b) Da instituição de crédito objeto de resolução.Diário da República.º 3.º-C ou no légio creditório previsto nos n. do exercício títulos representativos do capital social da instituição de dos poderes de resolução ou dos poderes previstos no crédito objeto de resolução a mais do que um adquirente.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(175) 2 — No caso da determinação prevista na alínea c) ções. reitos e obrigações e da titularidade das ações ou outros versão dos seus créditos.º-AP. às situações Alienação parcial ou total da atividade previstas no n. de crédito objeto de resolução. desenvolver a atividade em causa ou por entidades que .º 2 do artigo 145. ações ou outros títulos representativos do capital do n.º-M venha a dar resposta. 4 — O Banco de Portugal e o Fundo de Resolução 6 — O Banco de Portugal pode alienar diferentes con- podem recuperar as despesas razoáveis incorridas por juntos de direitos e obrigações ou de ações ou outros força da aplicação das medidas de resolução.º e da empresa-mãe do grupo em que se insere a filial em seguintes do Código da Insolvência e Recuperação de Em- causa. tituição de crédito objeto de resolução.º 2 do artigo 145. num prazo adequado. elementos extrapatrimoniais e 4 — O disposto no número anterior não impede o ativos sob gestão. o Banco de Portugal tem em conta o impacto potencial da resolução 5 — Para efeitos do disposto no número anterior. artigo 145. às situações previstas no n. que bilidade financeira.º 2 do da instituição.º 1 do mesmo artigo.º-I. não discriminando indevida- de resolução. conforme os casos. promovendo a ausência de conflitos apenas pode ser aplicada juntamente com outra medida de interesses e a celeridade.º-I a uma instituição c) Do produto gerado no encerramento das atividades da de crédito com atividades transfronteiriças ou que se insira instituição de transição ou do veículo de gestão de ativos.º 2 do artigo 145.º ou a transferência de fundos ou de capital 6 — Não é aplicável o disposto nos artigos 120. e ainda a existência de perspetivas realistas de que essa medida alternativa Artigo 145. num prazo parcial ou total de direitos e obrigações de uma instituição adequado. constituam ativos.º 1 do artigo 145. que constituam ativos. das finalidades previstas no n. de decisão conjunta. são titulares de um direito de crédito sobre a ins- atividades. que social da instituição de crédito objeto de resolução. o Banco de Portugal exerce os títulos representativos do capital social da instituição de poderes previstos no artigo 145.º 1 do artigo 145. para o qual foram transferidos direitos.os 1 e 2.º-A. o em todos os Estados membros da União Europeia nos Banco de Portugal e o Fundo de Resolução. capital social da instituição de crédito. exceto a me. passivos. da seguinte forma: 7 — As propostas de aquisição dos direitos e obrigações da instituição de crédito objeto de resolução só podem a) Como dedução de contrapartidas pagas por um trans. e da titularidade das ações ou outros títulos artigo 145.º 1 do artigo 145. seja a autoridade de supervisão da instituição de crédito aos titulares de ações ou outros títulos representativos do nos termos da legislação aplicável. à também o Banco Central Europeu. Medidas de resolução 3 — Para efeitos do disposto no n. o preço de alienação dos direitos e obrigações nas alíneas a) ou b) do n.º 2 do artigo 145. obriga. Banco de Portugal pode promover a alienação dos di- sultarem prejuízos a suportar pelos credores ou a con. a transparência do processo e o tratamento equitativo dos SECÇÃO III interessados.º-E. deve revogar a autorização da instituição Banco de Portugal de convidar determinados potenciais de crédito objeto de resolução num prazo adequado. previstos no n. nos casos em que este instituição de crédito objeto de resolução ou. sobre a instituição 4 — Depois de efetuadas as notificações previstas nos de transição. exerce os poderes previstos no n.º-I.º-E isoladamente ou das ações ou outros títulos representativos do capital e transferir apenas parte dos direitos e obrigações.º-I. em conta o disposto no artigo 145. o Banco de Portugal avalia a existência de uma a instituição adquirente.º-I. 1. se aplicável. elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão 6 — A determinação prevista na alínea c) do n.

aos sis- do capital social da instituição de crédito objeto de temas de indemnização dos investidores e aos sistemas de resolução aos respetivos titulares no momento da de. denúncia. dispunha no momento da aplicação da medida de resolu- tidades que. por ação ou omissão.º 1 do artigo a não atrasar a alienação e não colocar em causa as fina. garantia de depósitos.º 1 do artigo anterior. tulos representativos do capital social da instituição de 8 — A decisão que determine a alienação prevista no crédito objeto de resolução resulte na aquisição ou no n. Portugal. não podendo constituir a) Alienar outros direitos e obrigações e a titularidade fundamento para o exercício de direitos de vencimento de outras ações ou títulos representativos do capital social antecipado. 11 — O exercício dos direitos previstos no número 4 — Sem prejuízo do disposto no n. larização ou de outros contratos que contenham cláusulas 2 — Caso a alienação da titularidade das ações ou tí. sendo este considerado. como sucessor nos direitos e obriga- ções alienados. necessários ao desenvolvimento da atividade trans- titulares opor-se a essa devolução e procedendo-se. igual ou superior a 2 % do capital social da ticipação ou de adesão em qualquer um dos sistemas instituição crédito ou tenham sido membros do órgão referidos no n. o Banco de Portugal pode.º 60 — 26 de março de 2015 tenham requerido ao Banco de Portugal a autorização 5 — Sem prejuízo do disposto no n.ª série — N. por si só. caso a alienação tenha sido efetuada através tem em consideração as finalidades previstas no n. nomeadamente no caso regras e orientações da União Europeia em matéria de de contratos de garantia financeira.º-C. sentativos do seu capital social.º 1 do artigo anterior de modo 9 — A decisão de alienação prevista no n. o dever de segredo previsto no artigo 78. a todo o tempo: em contratos relacionados com os direitos e obrigações a alienar nem de quaisquer terceiros. anterior não depende do consentimento dos acionistas ou lidades previstas no n. mediante autorização deste.º 1 do da alienação da titularidade das ações ou de títulos repre- artigo 145. de compensação e de novação. nos dois anos anteriores à data da aplicação ção prevista no n.º-L.º 10. das partes rior.º-H e os princípios. para 13 — Sem prejuízo do disposto na secção V do presente o agravamento de tal situação. adquirente. ficando a decisão a que o produto da alienação reverte para: se refere o n.º 1 condicionada à decisão relativa ao pedido a) Os acionistas ou titulares de outros títulos represen- de autorização. 9 — Aos potenciais adquirentes devem ser imediata- b) A instituição de crédito objeto de resolução. tenham tido participação. caso mente proporcionadas condições de acesso a informações a alienação tenha sido realizada através da alienação de relevantes sobre a situação financeira e patrimonial da parte ou da totalidade de direitos e obrigações. de risco do adquirente por uma agência de notação de risco. aos mercados de valores mobiliários. o Banco de Portugal de resolução.º 1 do artigo anterior. não podem ser anterior inclui todos os serviços. b) Devolver à instituição de crédito objeto de resolu. tativos do capital social da instituição de crédito objeto 8 — Na seleção do adquirente. para o exercício dessa atividade.º 7.1700-(176) Diário da República. titulares de outros títulos representativos do capital social 3 — Após a alienação prevista no n. resolução. Artigo 145. instituição de crédito objeto de resolução. ao acerto da contrapartida fixada no mo. para efeitos de avaliação dos direitos. sucedendo à instituição de crédito ção direitos e obrigações que haviam sido alienados a objeto de resolução. decisão a que se refere o n. funcionalidades e ope- alienados quaisquer direitos de crédito sobre a instituição rações de que a instituição de crédito objeto de resolução de crédito objeto de resolução detidos por pessoas e en.º 1 do artigo 145. o de qualquer disposição legal ou contratual em contrário. não superior a 24 meses.º 1 do artigo anterior produz. bem como à participação e adesão a cisão prevista no n. crédito e que não contribuíram. obrigações e ações ou títulos representativos do capital social da instituição de crédito 6 — A decisão que determine a alienação prevista no objeto de resolução. o efeito de trans- efeito. da medida de resolução. de compensação a titularidade de ações ou outros títulos representativos e liquidação.º 1 do artigo anterior produz efeitos independentemente aumento de participação qualificada pelo adquirente. salvo se ficar pelo adquirente durante um período fixado pelo Banco de demonstrado que não estiveram. exerce os direitos relativos à participa- um adquirente. para todos os efeitos legais e contratuais. por ação ou omissão. e tem em conta as circunstâncias do caso concreto. para este n. a com transmissão das responsabilidades associadas aos avaliação a que se refere o artigo 145. da instituição de crédito objeto de resolução.º-C. não podendo outros sistemas ou associações de natureza pública ou pri- a instituição de crédito objeto de resolução ou aqueles vada.º. se ferida. de operações de titu- auxílios de Estado. não podendo o exercício desses direitos ser negado necessário.º-N 7 — A eventual alienação parcial dos direitos e obri- Aplicação da medida de alienação parcial ou total da atividade gações não deve prejudicar a cessão integral das posições 1 — A alienação é efetuada em condições comerciais contratuais da instituição de crédito objeto de resolução.º 1 do artigo ante. prorrogável mediante na origem das dificuldades financeiras da instituição de requerimento do adquirente ao Banco de Portugal. os acionistas e credores da instituição de crédito .º de forma tempestiva e em conjunto com a formalidade legal relacionada com a alienação. 1. Banco de Portugal efetua a apreciação a que se refere o sendo título bastante para o cumprimento de qualquer artigo 103. oposição à renovação ou da instituição de crédito objeto de resolução. capítulo. elementos do ativo transferidos. os respetivos direitos são exercidos de administração da instituição de crédito. mas missão da titularidade dos direitos e obrigações transfe- sem prejuízo de eles próprios estarem sujeitos ao referido ridos da instituição de crédito objeto de resolução para o segredo relativamente às informações em causa. ou devolver ção e acesso aos sistemas de pagamentos.º 4 do artigo 145. não lhes sendo oponível. 10 — O adquirente. com fundamento na ausência ou insuficiência de notação mento da alienação. direta 12 — Se o adquirente não reunir os critérios de par- ou indireta. alteração de condições estipulados nos contratos em causa.

permitir a sua posterior alienação.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(177) objeto de resolução. produz efeitos independentemente de qualquer disposição 4 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte. senvolvimento da sua atividade. com as necessárias adaptações 1 — O Banco de Portugal pode determinar a transfe. com transmissão das respon.º 12. transferida. pas. que aprova os respetivos estatutos. elementos extrapatrimoniais.º 2 que contenham cláusulas de compensação e de novação. após 8 — A decisão de transferência prevista nos n. sem prejuízo dos poderes do Banco de 7 — A decisão de transferência prevista nos n. transição por uma agência de notação de risco. 9 — Sem prejuízo do disposto na secção V do presente corrência. e a trans. 6 — A eventual transferência parcial dos direitos e obri. de natureza pública ou privada. não têm qualquer direito tituição de crédito. bem como à duas ou mais instituições de crédito incluídas no mesmo participação e adesão a outros sistemas ou associações grupo e a transferência da titularidade de ações ou de ou. sua alienação. .º 1. dito objeto de resolução. não têm qualquer Artigo 145. com vista à valori. e outros credores cujos direitos e de outros títulos representativos do capital social da ins- obrigações não sejam alienados. o efeito de transmissão da titularidade Constituição da instituição de transição dos direitos e obrigações da instituição de crédito objeto de resolução para a instituição de transição. compensação e liquidação. rações de que a instituição de crédito objeto de resolução 4 — A instituição de transição assegura a continuidade dispunha no momento da aplicação da medida de resolu- da prestação de serviços financeiros inerentes à atividade ção prevista no n. não podendo o exercício de crédito incluídas no mesmo grupo para instituições de desses direitos ser negado com fundamento na ausência transição. aos mercados de valores mo- 2 — O Banco de Portugal pode ainda determinar a biliários. com os direitos e obrigações a transferir nem de quais- 14 — Se da alienação prevista no n. ceira. prorrogável mediante pedido da instituição de transição em termos que maximizem o valor do património em ao Banco de Portugal.º-P produz. sem prejuízo das medidas que sejam posterior.ª série — N. aos objetivos e à natureza destas instituições. crito e realizado total ou parcialmente pelo Fundo de nomeadamente no caso de contratos de garantia finan. se for o caso. do artigo 145. procurando proceder à fixado pelo Banco de Portugal. assegurem a manutenção de baixos níveis de risco. Resolução com recurso aos seus fundos e. não podendo constituir fundamento para o rior decorrer uma operação de concentração nos termos exercício de direitos de vencimento antecipado. ativos sob gestão e térios de adesão ou participação em qualquer um dos ações ou outros instrumentos de propriedade transferidos sistemas referidos no n. ferência da titularidade das ações ou de outros títulos 12 — A instituição de transição. funcionalidades e ope- direitos e obrigações transferidos. com a mesma finalidade prevista no número ou insuficiência de notação de risco da instituição de anterior. exercidos pela instituição de transição durante um período zação do negócio desenvolvido. capítulo.º 1 do artigo 145. sendo esta 1 — A instituição de transição é constituída por decisão considerada. 3 — O capital social da instituição de transição é subs- sabilidades associadas aos elementos do ativo transferidos.os 1 e 2 Artigo 145.os 1 e 2 o início da sua atividade. bem como a administração dos ativos.os 1 e 2. não sendo aplicável o disposto no capítulo II do título II. o Banco de Portugal pode dis- com a transferência. aos sistemas de indemnização dos investido- transferência parcial ou total de direitos e obrigações de res e aos sistemas de garantia de depósitos. 5 — A decisão de transferência prevista nos n. 1. Transferência parcial ou total da atividade para instituições de transição 10 — O Código das Sociedades Comerciais é aplicável às instituições de transição. os respetivos direitos são nos termos do disposto nos n. 2 — A instituição de transição deve cumprir as normas gações para a instituição de transição não deve prejudicar aplicáveis às instituições de crédito ou às empresas de a cessão integral das posições contratuais da instituição de investimento. de operações de titularização ou de outros contratos através do exercício do poder previsto na alínea a) do n. decisão de não oposição por parte da Autoridade da Con. e outros terceiros cujos direitos e obrigações não sejam transferidos.os 1 e 2 Portugal sobre a instituição de transição. das partes em contratos relacionados sobre os direitos e obrigações alienados.º-O direito sobre os direitos e obrigações transferidos para a instituição de transição. os acionistas e credores da instituição de cré- mente determinadas por esta Autoridade. 14 — Se a instituição de transição não reunir os cri- sivos.º-U. da legislação aplicável em matéria de concorrência. exerce os direitos relati- transição para o efeito constituídas.º-C. que constituam ativos. do cumprimento dos requisitos não depende do consentimento dos acionistas ou titulares prudenciais aplicáveis. logo que as circunstâncias o aconselhem. sendo título bastante para tal for necessário à prossecução das finalidades previstas o cumprimento de qualquer formalidade legal relacionada no n. como sucessora nos direitos e obrigações transferidos. pensar temporariamente a instituição de transição. no de- instituição de crédito. conforme o caso. a critérios de gestão que elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão. para todos os efeitos legais e contratuais. do Banco de Portugal. com o objetivo de vos à participação e acesso aos sistemas de pagamentos. oposição à renovação ou alteração de condições operação pode realizar-se antes de ter sido objeto de uma estipulados nos contratos em causa. crédito objeto de resolução. se legal ou contratual em contrário. 3 — A instituição de transição é uma pessoa coletiva 13 — O exercício dos direitos previstos no número autorizada a exercer as atividades relacionadas com os anterior inclui todos os serviços.º 1 do artigo ante. passivos. necessários ao desenvol- tros títulos representativos do capital social de instituições vimento da atividade transferida. esta denúncia. quer terceiros. sucedendo à instituição representativos do seu capital social para instituições de de crédito objeto de resolução. rência parcial ou total de direitos e obrigações de uma 11 — A instituição de transição deve obedecer. causa.Diário da República. por si só. resolução. não superior a 24 meses.

10 — A instituição de transição tem uma duração má- xima de dois anos a contar da data em que tenha sido reali. no. caso transição sem necessidade de proposta da assembleia geral.º-O. ações ou de títulos representativos do quaisquer direitos de crédito sobre a instituição de crédito capital social da instituição de crédito objeto de resolução. igual ou superior a 2 % do capital social da instituição de a) Existam fundadas razões de interesse público. direta ou indireta.ª série — N. a todo o tempo: 12 — A decisão do Banco de Portugal de prorrogação a) Transferir direitos e obrigações da instituição de do prazo prevista no número anterior é acompanhada. tar a fusão da instituição de transição com outra entidade 4 — Após a transferência prevista nos n.º 1 do artigo seguinte. aplicando-se o disposto nos artigos 145. artigo 145. dos capitais próprios da instituição objeto de 8 — Aquando da decisão de transferência prevista no n. ou órgãos de administração e de fiscalização da instituição de b) A instituição de crédito objeto de resolução.º-O.º 1 resolução no momento da transferência prevista nos n. não podendo a instituição de crédito objeto gações. que devem obedecer a todas as para a instituição de transição da titularidade de ações ou orientações e recomendações transmitidas pelo Banco de de títulos representativos do capital social da instituição Portugal. quando: de resolução.º 4 do artigo 145. esta reverte para: mentos formais previstos por lei. dificuldades financeiras da instituição de crédito e que não dade de serviços essenciais. quando tal seja necessário para assegurar as 13 — O Banco de Portugal desenvolve. artigo 145.º 1 do 1 — O Banco de Portugal seleciona os direitos. mas atendendo à sua transi. entre os ativos e passivos da insti- da instituição de crédito objeto de resolução pelos danos que tuição objeto de resolução transferidos para a instituição resultem de ações ou omissões ilícitas por eles cometidas de transição. 2 — Sem prejuízo do disposto no n. casos em que este seja. se positiva. 11 — O prazo previsto no número anterior é prorrogável nos dois anos anteriores à data da aplicação da medida pelo Banco de Portugal por períodos de um ano. transição para um veículo de gestão de ativos. de resolução ou aqueles titulares opor-se a essa devolu- . as finalidades previstas no n.º 11. na origem das b) Se verificar a necessidade de assegurar a continui. apurada no âmbito da avaliação prevista no no exercício das suas funções com dolo ou culpa grave. positivo. para o agravamento c) A prorrogação seja necessária para permitir ou facili. sem prejuízo do posterior cumprimento dos mesmos no mais breve prazo possível. por ação ou omissão. ou contribuíram. facilitar a cessação da atividade da instituição de transi- 14 — A decisão de transferência prevista nos n. na medida do valor. de tal situação. é comunicada à de ações ou de títulos representativos do capital social da Autoridade da Concorrência.os 1 do artigo anterior. salvo se ficar demonstrado financeira. nos sua constituição. o Banco de Portugal pode. por aviso.º-Q ações ou de títulos representativos do capital social da instituição de crédito objeto de resolução aos respetivos Património e financiamento da instituição de transição titulares no momento da deliberação prevista no n. de transição. a) Os acionistas ou titulares de outros títulos represen- 7 — Compete ao Banco de Portugal. e 145.º-O. obri. artigo 145.º-H. crédito ou tenham sido membros dos órgãos de adminis- meadamente a verificação de riscos para a estabilidade tração da instituição de crédito. a autoridade de supervisão da instituição de transição. se houver lugar ao pagamento de qualquer contrapartida 6 — A instituição de transição pode iniciar a sua ati. sob proposta da tativos do capital social da instituição de crédito objeto assembleia geral da instituição de transição.º-L. de uma avaliação das condições e para o efeito.º 1 do artigo 145. os realizada através da transferência de parte ou da totalidade membros dos órgãos de administração e de fiscalização ou os dos direitos e obrigações da instituição de crédito objeto titulares de cargos de direção de topo da instituição de transi. ações e outros títulos representativos do capi.os 1 e 2 do artigo 145. de resolução para a instituição de transição.º-O.º 60 — 26 de março de 2015 5 — O Banco de Portugal pode requerer ao Banco Cen.os 1 e 2 do ou a alienação dos direitos e obrigações. e 2 do artigo anterior.º-C ou para regras aplicáveis às instituições de transição. pode o Banco de Portugal. apurado no âmbito da avaliação ao disposto no número anterior. 3 — Sem prejuízo do disposto no n. transição tenha sido efetuada através da transferência tração e de fiscalização. por ação ou omissão. por parte da instituição de transição em virtude da transfe- vidade sem prévio cumprimento dos requisitos legais rência determinada pelo Banco de Portugal nos termos do relacionados com o registo comercial e demais procedi. instituição de crédito objeto de resolução para a instituição toriedade não consubstancia uma operação de concentra.º-S perspetivas de mercado que justificam aquela prorrogação. bem como a eventual decisão de b) Transferir outros direitos e obrigações e a titularidade prorrogação do prazo prevista no n. a transferência para a instituição de transição tenha sido 9 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade.º-P. tenham tido participação.os 1 ção nos termos do disposto no n. objeto de resolução detidos por pessoas e entidades que. em alternativa e 2 do artigo 145. nos termos da legislação aplicável. se à estratégia e ao perfil de risco da instituição de transição. obrigações. 1.º 6 do artigo 145. constituído sempre que possível.º-H. disposto nos n. nomear e fixar de resolução. que não estiveram.º-T. tal social da instituição de crédito objeto de resolução a tral Europeu a dispensa da instituição de transição do transferir para a instituição de transição no momento da cumprimento dos requisitos prudenciais aplicáveis.1700-(178) Diário da República. na medida da ção apenas são responsáveis perante os acionistas e credores diferença. direitos e obrigações que haviam sido transferidos para a instituição de transição ou devolver a titularidade de Artigo 145. ção de empresas para efeitos da legislação aplicável em c) Devolver à instituição de crédito objeto de resolução matéria de concorrência. caso a transferência para a instituição de a remuneração dos membros dos seus órgãos de adminis. nomeadamente relativas a decisões de gestão e de crédito objeto de resolução. zada a última transferência para a instituição de transição de não podem ser transferidos para a instituição de transição direitos. nomear os membros dos prevista no artigo 145.

para veículos de gestão de ativos para o outros títulos representativos do capital social da institui. assegurando de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo. sem prejuízo do disposto no n. de 21 de julho. de 21 de julho.º 10 do ar- no número seguinte. que constituam ativos.º-O. para a criação e o desenvolvimento lução que tenham sido transferidos para a instituição de da atividade da instituição de transição. Segregação de ativos obrigações. e 31-A/2012. de pelo Banco de Portugal.º 8. quando entender que se encontram asse. 119/2011. disso.º-R com outra entidade. obrigações. de 20 de julho. dos fundos provenientes do Fundo de Resolução. ações ou outros títulos representativos do capi. entrando a instituição de transição em tal caso em liquidação.º-B. a instituição de transição é dissolvida de 3 de novembro.º 345/98.º-Z e 167. nos termos e a transparência do processo e o tratamento equitativo dos condições previstos no artigo 15. cessa a aplicação do regime das ins- Cessação da atividade da instituição de transição tituições de transição. 4 e 6. 8 — No momento da fusão referida na alínea c) do n. exceder o valor total dos ativos transferidos da instituição todas as receitas geradas pela cessação da atividade da de crédito objeto de resolução. ações ou outros títulos representativos apoio financeiro a conceder pelo Fundo de Resolução. ações e títulos re- presentativos do capital social da instituição de crédito 2 — Quando uma instituição de transição for utilizada objeto de resolução aí previstas não se verifiquem ou para transferir os direitos e obrigações de mais do que uma quando aqueles direitos. moniais a transferir para a instituição de transição não deve 5 — Sem prejuízo do disposto no n. 162/2009. condições necessárias para alienar parcial ou totalmente os 6 — O Banco de Portugal determina o montante do direitos. 7 — Nos casos de alienação da totalidade da titulari- dade das ações ou outros títulos representativos do res- petivo capital social e de fusão da instituição de transição Artigo 145. de 10 de fevereiro. nos termos do disposto nos n. nos termos e condições pre. parte dos direitos e obrigações transferidos para a institui- mente previsto na decisão do Banco de Portugal prevista ção de transição. desde que estejam reunidas as condições previstas e) Pelo decurso do prazo previsto no n. 211-A/2008.º 1 aplica-se presentativos do capital social da instituição de crédito aos direitos e obrigações e não à instituição de transição.º 4 do artigo 145. instrumentos representativos do capital social da instituição em qualquer caso.º-C ou nas seguintes situações: Artigo 145.º-P. transferência de direitos e obrigações de duas ou mais d) Quando a instituição de transição deixe de cumprir instituições de crédito incluídas no mesmo grupo para os requisitos previstos nos n. presentativos do capital social da instituição de transição. obrigações. ações e títulos re.º-B do feridos para a instituição de transição e da afetação do Decreto-Lei n. 119/2011. bem como a sua modalidade e condi- 7 — O valor total dos passivos e elementos extrapatri. no número anterior. de 20 de julho. de transição. ações ou outros títulos representativos do capital do Crédito Agrícola Mútuo. alterado pelos Decretos. sendo caso instituição de transição revertem para os seus acionistas. efeito constituídos.Diário da República. ou de uma instituição de transição. transferência dos direitos.º-O.os 126/2008.os 126/2008. tendo sido alienada a maior anterior só pode ser efetuada quando tal esteja expressa. de 3 condições comerciais existentes na altura. 162/2009. de- nos n. alterado pelos produto da respetiva alienação nos termos do disposto Decretos-Leis n. as circunstân- de novembro. no número anterior.º 1 do artigo 145. do capital social da instituição de crédito objeto de reso- caso seja necessário. se auto- e condições previstos no artigo 167. e 31-A/2012. depende de autorização do Banco de Portugal. valor com vista a uma posterior alienação ou liquidação. 1 — O Banco de Portugal pode determinar a transferên- tal social da instituição de crédito objeto de resolução que cia de direitos e obrigações de uma instituição de crédito tiverem sido transferidos para a instituição de transição. a entrada em liquidação referida nas alíneas e) e f) do n. ções. ou do Fundo rizada nos termos do número seguinte. promover a sua alienação através dos meios n.º-O e veículos de gestão de ativos.º 345/98.º-B e no artigo 15.ª série — N. elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão b) Com a alienação a terceiro da totalidade das ações ou da instituição. 5 — A transferência prevista na alínea c) do número f) Quando entenda que.º-AA e tendo em conta a inter.º-S a) Com a alienação a terceiro da totalidade dos direitos. venção do Fundo de Garantia de Depósitos. de cias do caso concreto e os princípios. que forem considerados mais adequados tendo em conta as -Leis n. de 9 de novembro. com a mesma finalidade no n. prevista no número anterior.os 3 e 4 do artigo 145. guradas as finalidades previstas no n. . com o objetivo de maximizar o seu ção de transição. quando as condições de terminando em tal caso que a mesmo entre em liquidação. instituição de crédito objeto de resolução. pode. 211-A/2008. do 6 — Após a alienação da totalidade dos direitos.º-B do Decreto-Lei interessados. c) Com a fusão da instituição de transição com outra 2 — O Banco de Portugal pode ainda determinar a entidade. tigo 145.º 1.os 3.º-P. acrescido. 4 e 6. regras e orientações 26 de dezembro. o 1 — O Banco de Portugal determina a cessação da Fundo de Resolução não pode ser titular de ações ou outros atividade da instituição de transição logo que possível e. âmbito da aplicação da medida de resolução prevista 4 — A alienação pela instituição de transição prevista nos n.os 1 e 2 do artigo 145. 26 de dezembro. obrigações. se não justifique a sua manutenção. objeto de resolução não se insiram nos critérios para a 3 — Quando considerar que se encontram reunidas as transferência aí definidos. de 10 de fevereiro. de 9 de novembro. no da União Europeia em matéria de auxílios de Estado.os 1 e 2 do artigo 145.º 3 do artigo 145. nos termos do transição ou para a alienação das ações ou outros títulos re- disposto no artigo 145. obri- Fundo de Garantia de Depósitos ou do Fundo de Garantia gações.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(179) ção. 1.os 3. nos termos do disposto nos n. passivos.º-L. social da instituição de crédito objeto de resolução trans- vistos nos artigos 145. nos termos o Banco de Portugal ou a instituição de transição.

º 1 ou de uma instituição de transição para veículos de gestão produz. resolução. 4 — Sem prejuízo do disposto no n.1700-(180) Diário da República. ção com recurso aos seus fundos. que pode ter um valor nominal obrigações transferidos. entre os ativos e passivos da ins- . da União Europeia em matéria de auxílios de Estado. com a transferência. para todos os empresas para efeitos da legislação aplicável em matéria efeitos legais e contratuais. mas atendendo à sua transitorie- de resolução ou da instituição de transição para o veículo dade não consubstancia uma operação de concentração de de gestão de ativos. 15 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade. 13 — Compete ao Banco de Portugal. n. à es. em alternativa ao disposto dade dos direitos e obrigações de instituições de crédito no número anterior. mandatários.º-H e os princípios. 14 — Aquando da decisão de transferência prevista no tiva criada para receber e administrar a parte ou a totali. ou os titulares de cargos de direção de topo do veículo 5 — O veículo de gestão de ativos é constituído por de gestão de ativos apenas são responsáveis perante os decisão do Banco de Portugal. sem prejuízo do posterior 17 — A transferência parcial ou total de direitos e obri- cumprimento dos mesmos no mais breve prazo possível. obrigações transferidos. por si só. ção sem necessidade de proposta da assembleia geral. com dolo ou culpa grave. não têm qualquer direito sobre os direitos e veículo de gestão de ativos. nomear os membros dos órgãos de objeto de resolução ou de uma instituição de transição. administração e de fiscalização da instituição de transi- 4 — O capital social do veículo de gestão de ativos é subs. na medida tratégia e ao perfil de risco do veículo de gestão de ativos. esta re- administração e de fiscalização. sendo este considerado. no atividade sem prévio cumprimento dos requisitos legais desenvolvimento da sua atividade. sendo título bastante para o da instituição de transição a transferir para o veículo de cumprimento de qualquer formalidade legal relacionada gestão de ativos no momento da sua constituição. c) A sua transferência seja necessária para maximizar 11 — Sem prejuízo do disposto na secção V do pre. 6 — O veículo de gestão de ativos pode iniciar a sua 16 — O veículo de gestão de ativos deve obedecer. de operações de titu- larização ou de outros contratos que contenham cláusulas Património. os seus para o veículo de segregação de ativos não deve prejudicar empregados. nomeadamente relativas à gestão. 18 — Os membros dos órgãos de administração ou de 8 — A transferência parcial dos direitos e obrigações fiscalização do veículo de segregação de ativos. 2 — Os direitos e obrigações da instituição de crédito 10 — A decisão de transferência prevista no n. os acionistas e credores da instituição de crédito objeto de resolução ou da instituição de transição. gações de uma instituição de crédito objeto de resolução 7 — A decisão do Banco de Portugal prevista no n. da diferença. que aprova os respetivos acionistas e credores da instituição de crédito objeto de estatutos. ou negativo e que deve ter em conta a avaliação a que se 12 — O Código das Sociedades Comerciais é aplicável refere o artigo 145.º com transmissão das responsabilidades associadas aos elementos do ativo transferidos. comissários e outras pessoas a cessão integral das posições contratuais da instituição de que lhes prestem serviços a título permanente ou ocasional crédito objeto de resolução ou da instituição de transição. com as adaptações ne. sob proposta da se houver lugar ao pagamento de qualquer contrapartida assembleia geral do veículo de transição de ativos. nomeadamente no caso Artigo 145.º 1 não objeto de resolução ou da instituição de transição só po- depende do consentimento dos acionistas ou titulares de dem ser transferidos para um veículo de gestão de ativos outros títulos representativos do capital social da insti. 1. do veículo de gestão de ativos 9 — A decisão de transferência prevista no n.º 60 — 26 de março de 2015 3 — O veículo de gestão de ativos é uma pessoa cole. sente capítulo. nomear por parte do veículo de gestão de ativos em virtude da e fixar a remuneração dos membros dos seus órgãos de transferência prevista no n.º-T de contratos de garantia financeira. o efeito de transmissão da titularidade de ativos para o efeito constituídos é comunicada à Auto- dos direitos e obrigações da instituição de crédito objeto ridade da Concorrência. regras e orientações aos veículos de gestão de ativos. resolução pelos danos que resultem de ações ou omissões quisitos legais que de outra forma seriam aplicáveis à ilícitas. das partes em contratos relacionados com os a) A sua alienação no âmbito de um processo de liqui- direitos e obrigações a alienar nem de quaisquer terceiros. o bom funcionamento da instituição de crédito objeto de oposição à renovação ou alteração de condições estipu. cessárias aos objetivos e à natureza destas entidades. mentos formais previstos por lei. como sucessor nos direitos e de concorrência.º 4 do artigo 145.º 1 produz 1 — O Banco de Portugal seleciona os direitos e obri- efeitos independentemente de qualquer disposição legal gações da instituição de crédito objeto de resolução ou ou contratual em contrário. denúncia. que devem obedecer a verte para a instituição de crédito objeto de resolução ou todas as orientações e recomendações transmitidas pelo para a instituição de transição quando os direitos e obri- Banco de Portugal. estão sujeitos ao dever de segredo previsto no artigo 78. lados nos contratos em causa. sem prejuízo dos poderes os membros dos órgãos de administração e de fiscalização do Banco de Portugal sobre o veículo de gestão de ativos.ª série — N. por eles cometidas no exercício das suas funções gestão dos direitos e obrigações transferidos. dação tenha efeitos adversos nos mercados financeiros. resolução ou da instituição de transição. financiamento e cessação da atividade de compensação e de novação. que assegurem a manutenção de baixos níveis de risco. pode o Banco de Portugal. não podendo constituir fundamento para o exercício de b) A sua transferência seja necessária para assegurar direitos de vencimento antecipado. crito e realizado total ou parcialmente pelo Fundo de Resolu. 3 — O Banco de Portugal determina a contrapartida a e outros credores cujos direitos e obrigações não sejam pagar pela transferência dos direitos e obrigações para o transferidos. gações lhe tenham sido diretamente adquiridos.º 1 do artigo anterior. se positiva. as receitas resultantes da sua alienação. caso se verifique alguma das seguintes situações: tuição de crédito objeto de resolução ou da instituição de transição.º 1. a critérios de gestão relacionados com o registo comercial e demais procedi.º-L. não estando obrigado ao cumprimento dos re.

º-B.º 1 do artigo anterior. condições sustentáveis junto dos mercados financeiros.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(181) tituição objeto de resolução ou da instituição de transição provenientes do Fundo de Resolução.os 1 e 2 não podem ser de 10 de fevereiro. igual ou superior a 2 % do capital social da suficiente que lhe permita voltar a cumprir os requisitos instituição crédito ou tenham sido membros dos órgãos para a manutenção da autorização para o exercício da sua de administração da instituição de crédito. nos termos Portugal pode alterar o tipo de sociedade da instituição de do disposto no artigo 145.º 1 a) Converter os créditos elegíveis da instituição de cré- do artigo anterior.º-AA e tendo em conta a inter. objeto de resolução.º-I. c) Créditos de instituições de crédito e de empresas ção de transição. alterado pelos Decretos-Leis n. a todo o tempo: e a viabilidade a longo prazo da instituição de crédito. 8 — A transferência prevista na alínea b) do número an. 4 — A aplicação dos poderes previstos nos n. nos termos e condições cedida do exercício dos poderes previstos no artigo 145. através da aplicação dos seguintes poderes: a) Transferir outros direitos e obrigações da instituição de crédito objeto de resolução ou da instituição de transi. relevantes. veis aos quais serão aplicados os poderes previstos nos de 21 de julho. condições previstos no artigo 167. se necessário. quando as condições de transferência dito objeto de resolução em capital social da instituição de dos direitos. tão de ativos. salvo se ficar atividade e obter financiamento de forma autónoma e em demonstrado que não estiveram. sendo caso disso. Comerciais. obrigações. Artigo 145. previstos no artigo 15. apurada rantia de Depósitos ou do Fundo de Garantia do Crédito no âmbito da avaliação prevista no artigo 145.º-M e 145. tenham tido participação. n. a) Redução do valor nominal dos créditos que cons- ção para veículos de gestão de ativos. não créditos elegíveis. a) Depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia de trimoniais a transferir para o veículo de gestão de ativos Depósitos. apoio financeiro a conceder pelo Fundo de Resolução. instituição de crédito objeto de resolução ou da institui. nos termos e previstos nos números anteriores.os 1 e 2 é pre- rantia do Crédito Agrícola Mútuo.º-R.º 8 do artigo 145.º 1 do artigo 145. ações e títulos representativos do capital social de transição. 10 — O valor total dos passivos e elementos extrapa. ao acerto da doravante designados para efeitos do presente título por contrapartida fixada no momento da transferência. 2 — Caso os requisitos previstos no número anterior terior só pode ser efetuada quando tal esteja expressamente não estejam reunidos. do Fundo de Ga- transferidos para o veículo de gestão de ativos. no âmbito da aplicação da medida de aplicados a: resolução prevista no n.º-H. 211-A/2008.Diário da República. procedendo.º 345/98.ª série — N. nos dois anos anteriores à data da aplicação da medida de recapitalização interna para reforçar os da medida de resolução. por ação ou omissão. e 31-A/2012. ser paga através da entrega de obrigações representativas 11 — É aplicável à cessação da atividade do veículo de de dívida emitidas pelo veículo de gestão de ativos. 1. de 9 5 — O Banco de Portugal seleciona os créditos elegí- de novembro. com as devidas adaptações. tituam passivos da instituição de crédito objeto de reso- b) Devolver à instituição de crédito objeto de reso. por ação ou omissão.º-S. de 20 de julho. o Banco de Portugal pode. o Banco de Portugal pode ainda: previsto na decisão do Banco de Portugal prevista no n. para a criação e o desenvolvimento 3 — Caso seja estritamente necessário. lução que não sejam instrumentos de fundos próprios e lução ou à instituição de transição direitos e obrigações que não estejam excluídos da aplicação da medida de que haviam sido transferidos para o veículo de ges. ou do Fundo de Ga. permitirá alcançar as finalidades previstas no 7 — Após a transferência prevista no n. dentro do limite previsto no artigo 166.os 126/2008. na origem das dificuldades financeiras da instituição de nos casos em que exista uma perspetiva razoável de que crédito e que não contribuíram.º-B do Decreto-Lei n. dos fundos de investimento que exerçam as atividades previstas nas . de 3 de novembro. podendo a instituição de crédito objeto de resolução ou b) Aumento do capital social por conversão dos créditos a instituição de transição opor-se a essa devolução e elegíveis mediante a emissão de ações ordinárias ou títulos desde que estejam reunidas as condições previstas no representativos do capital social da instituição de crédito número seguinte. Agrícola Mútuo.º-S.º do Código das Sociedades no artigo 145. não deve exceder o valor total dos ativos transferidos da b) Créditos que beneficiem de garantias reais. nos termos e condições referidos no 5 — A contrapartida prevista no número anterior pode número anterior. não gestão de ativos. da instituição de crédito objeto de resolução não se insiram b) Reduzir o valor nominal dos créditos elegíveis da nas categorias aí definidas.º 1 do artigo n. direta fundos próprios de uma instituição de crédito na medida ou indireta. 162/2009.os 1 e 2. 119/2011. de 26 de dezembro.º 6. juntamente com outras medidas o agravamento de tal situação. ações e títulos representativos do transição mediante a emissão de ações ordinárias e reduzir capital social da instituição de crédito objeto de resolução o valor nominal dos créditos elegíveis da instituição de aí previstas não se verifiquem ou quando aqueles direitos. 6 — Os poderes previstos nos n. crédito objeto de resolução a transferir para a instituição obrigações. o Banco de da atividade do veículo de gestão de ativos. acrescido. instituição de crédito objeto de resolução a transferir nos 9 — O Banco de Portugal determina o montante do termos do disposto nos artigos 145. o disposto se aplicando o artigo 349. para a aplicação da medida. caso seja necessário.º-C e restabelecer a solidez financeira anterior. recapitalização interna nos termos do disposto no n. crédito objeto de resolução de modo a aplicar os poderes venção do Fundo de Garantia de Depósitos. 6 — Sem prejuízo do disposto no n.º.º-U não podem ser transferidos para o veículo de segregação Recapitalização interna (bail-in) de ativos quaisquer direitos de crédito sobre a instituição de crédito objeto de resolução detidos por pessoas e en. 1 — O Banco de Portugal pode determinar a aplicação tidades que.

ª série — N. aos seus operadores ou aos seus créditos elegíveis ou classes de créditos elegíveis e não for participantes.º-A. possível repartir os prejuízos que teriam sido suportados e) Créditos de trabalhadores em relação ao vencimento.os 1 e 2 determinados créditos elegíveis ou 13 — O Fundo de Resolução pode prestar o apoio fi- classes de créditos elegíveis quando se verifique alguma nanceiro previsto no n. e manutenção de instalações. d) A aplicação dos poderes previstos nos n. prios da instituição de crédito até zero. sobre sistemas de pagamentos e de liquidação cação dos poderes previstos nos n. com exceção da componente variável da remuneração do n.º-D. da instituição de crédito. incluindo os fundos próprios. ção não exceder 5 % do total dos passivos. da instituição de crédito. na parte que exceda o limite previsto inferior a € 900 000 000 000 em base consolidada. serviços e transações essenciais da instituição. pequenas c) O montante dos ativos da instituição de crédito seja e médias empresas.º. de Depósitos que não beneficiem do privilégio creditório previsto no artigo 166.º-H re- c) A exclusão ser estritamente necessária e proporcional presentem pelo menos 3 % dos depósitos garantidos pelo para evitar uma perturbação grave no funcionamento dos Fundo de Garantia de Depósitos. d) Créditos cujo vencimento ocorrerá em menos de 11 — Se o Banco de Portugal decidir excluir da apli- sete dias.º 1 do artigo 145. pela instituição de crédito. a) O montante dos prejuízos suportados pelos titulares b) A exclusão ser estritamente necessária e proporcional de instrumentos de fundos próprios e de créditos elegíveis para garantir a continuidade das funções críticas e das da instituição de crédito objeto de resolução não seja linhas de negócio estratégicas da instituição de crédito ob. reparação nos casos previstos na alínea b) do n. inferior a 20 % dos seus ativos ponderados pelo risco.º-G e 153. na alínea a) do n. fundos próprios.º 6 seriam alínea b) do n. lativamente as seguintes condições: h) Créditos do Fundo de Garantia de Depósitos relativos ao pagamento das contribuições. incluindo serviços informáticos.os 1 e 2 aos créditos que beneficiem de garantias poderes previstos no artigo 145. no artigo 166.º 12 e todos os créditos comuns. serviços de utilidade pública e o arrendamento.º 11 sem observância do disposto das seguintes situações: na alínea a) do número anterior caso se verifiquem cumu- lativamente as seguintes situações: a) Não ser operacionalmente possível aplicar tempes- tivamente aqueles poderes. anterior.º-I e no presente artigo.º-C. instituição de crédito objeto de resolução o apoio finan- salvo a componente variável da remuneração dos respon. a) Os titulares de instrumentos de fundos próprios e de créditos elegíveis da instituição de crédito objeto de 7 — O disposto na alínea b) do número anterior não resolução terem suportado os prejuízos e contribuído para impede o Banco de Portugal de aplicar os poderes previs. e aos depósitos de pessoas singulares e de micro. em montante não inferior a 8 % do total dos passivos. constituídos junto das instituições de cré- ou da União Europeia. simultaneamente o cumprimento do disposto na alínea c) das. o Banco de Portugal pode ex. 8 — Não são considerados créditos elegíveis os crédi.º 1 do artigo 145. incluindo os bens ou fundos de clientes detidos por conta b) O apoio financeiro a prestar pelo Fundo de Resolu- de organismos de investimento coletivo. de tos decorrentes da detenção. para efeitos 15 — Antes de excluir um crédito elegível ou uma classe do disposto nas alíneas a) e b) do n. tenham sido objeto na totali- 10 — Ao exercer a possibilidade prevista no número dade da aplicação dos poderes previstos nos n.º. incluindo os 9 — Excecionalmente. cluir total ou parcialmente da aplicação dos poderes pre- vistos nos n. vencimento inicial inferior a sete dias.os 1 e 2 a 14 — Excecionalmente. através do exercício dos tos nos n.os 1 e 2. de modo a assegurar a manutenção das b) Os recursos do Fundo de Resolução resultantes das operações.º-V. o Fundo de Resolução presta à não regulamentada por convenções coletivas de trabalho. nos casos previstos f) Créditos de prestadores de bens e serviços consi.º 60 — 26 de março de 2015 alíneas c) ou f) do n. no artigo 145. o Banco de Portugal tem em conta. com um prazo de tituição de crédito após o exercício daquela possibilidade. crédito objeto de resolução ou da instituição de transição. nomeadamente no que diz respeito dito que neste participem. contribuições previstas nos artigos 153. jeto de resolução.os 1 e 2 determinados de valores mobiliários. no Fundo de Resolução. o reforço dos capitais próprios. com impacto na economia nacional no artigo 166. reais. com exceção o montante de créditos elegíveis que permanecerá na ins- do serviço de colocação sem garantia.º 1 do artigo 145.º 1 do artigo 199.º-V.º-A.º-D. decorrentes da participação nesses sistemas. no montante que exceda essa garantia. 12 — O Fundo de Resolução só poderá prestar o apoio g) Créditos por impostos do Estado e das autarquias financeiro previsto no número anterior verificadas cumu- locais que gozem de privilégio creditório. com ex- maiores do que se esses créditos tivessem sido excluídos ceção dos depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia da aplicação daqueles poderes. 1.1700-(182) Diário da República. com exceção das bem como o montante de recursos financeiros disponíveis entidades que façam parte do mesmo grupo. ou para adquirir derados estratégicos para o funcionamento corrente da ações ou outros instrumentos de capital da instituição de instituição de crédito.º-H.º 1 do artigo 145. ceiro necessário para suportar os prejuízos que não foram sáveis pela assunção de riscos significativos identificados suportados por aqueles créditos e restaurar os capitais pró- no artigo 115. de créditos elegíveis da aplicação dos poderes previstos . o Banco de Portugal pode esses créditos desvalorizaria os ativos da instituição de procurar obter recursos financeiros alternativos caso o crédito objeto de resolução de tal forma que os prejuízos apoio financeiro prestado pelo Fundo de Resolução tenha suportados pelos restantes credores não excluídos nos atingido o limite de 5 % do total de passivos previsto na termos do disposto no presente número ou no n. por esses créditos pelos restantes credores assegurando prestações de pensão ou outras remunerações fixas venci. acordo com a avaliação realizada nos termos do disposto de bens ou fundos de clientes por conta dos mesmos. dentro do limite previsto mercados financeiros.

montante das perdas que esses instrumentos sofreriam por até ao prazo fixado nos respetivos princípios. cas e dos mercados financeiros em que a instituição de 4 — Na aplicação dos poderes previstos nos n. 2 — A determinação prevista na alínea a) do número anterior tem em conta o disposto no n.ª série — N. o plano de reorganização do negócio deve ser 7 — Caso os instrumentos financeiros derivados este- compatível com o plano de reestruturação que deve ser jam abrangidos por uma convenção de compensação e de apresentado à Comissão Europeia nos termos daqueles novação (netting agreement).os 1 e 2 do artigo anterior a esses instrumentos com o ropeias competentes em matéria de auxílios de Estado.º 10 do artigo 145.º 7 do artigo 145. toridade Bancária Europeia. do meadamente nos casos em que estes instrumentos estejam grupo. sam ser tornadas competitivas. regras e financeiro derivado com vista à aplicação dos poderes orientações da União Europeia em matéria de auxílios previstos nos n.º 1 do artigo 145.Diário da República.os 1 e 2 do artigo ante- otimistas e mais pessimistas. regras e orientações. resolução.º 1 pode ser excecionalmente prorrogado até ao máximo c) Metodologias adequadas para comparar a perda de de 60 dias a contar da aplicação dos poderes previstos no valor que decorreria da liquidação dos instrumentos fi.º-J. supervisão em base consolidada pelo Banco de Portugal. dos mercados financeiros em função de pressupostos mais 5 — Os poderes previstos nos n. v) A alienação de ativos ou de linhas de negócio. que o abrangidos por uma convenção de compensação e de comunica às autoridades de resolução relevantes e à Au- novação (netting agreement). com exceção do serviço de colocação sem garantia. 8 — O Banco de Portugal determina o valor dos cré- o plano de reorganização do negócio é elaborado por ditos decorrentes de instrumentos financeiros derivados essa entidade e abrange todas as instituições de crédito de acordo com: e empresas de investimento que exerçam as atividades a) Metodologias adequadas para determinar o valor previstas nas alíneas c) ou f) do n. e no n. o Banco Artigo 145. das categorias de instrumentos financeiros derivados. e b) A descrição das medidas destinadas a repor a via- b) O montante de créditos elegíveis que devem ser con. . resolução ou de parte da sua atividade num prazo ade- dinárias ou de títulos representativos do capital social de quado. nomeadamente. no prazo de 30 dias contados da n. no. Plano de reorganização do negócio Artigo 145.º-U.º 1 do artigo 145.º-V 1 — No caso de aplicação dos poderes previstos no n. sendo apresentado ao Banco de Portugal.º-T.os 1 e 2 do artigo anterior. o Banco de Portugal determina.º-C. bilidade a longo prazo da instituição de crédito objeto de vertidos em capital social mediante a emissão de ações or. principais de nível 1 da instituição de crédito objeto de reso- ii) Alterações aos seus sistemas operacionais e às suas lução ou da instituição de transição que lhe permita manter infraestruturas internas. o Banco de Portugal ou a princípios. circunstân- a) O montante no qual o valor nominal dos créditos ele. que podem incluir: modo a garantir o cumprimento do rácio de fundos próprios i) A reorganização das suas atividades. próprios da instituição de crédito sejam iguais a zero.os 1 e 2 do artigo anterior.º 1 do artigo 145.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(183) nos n. incluindo uma combinação rior só podem ser aplicados a um crédito perante a insti- de acontecimentos que permitam identificar as princi- tuição de crédito decorrente de um instrumento financeiro pais vulnerabilidades da instituição de crédito objeto de derivado após a sua liquidação.º-H: a) O diagnóstico pormenorizado dos fatores. entidade independente designada nos termos do disposto 4 — Quando os poderes previstos no n. que devem ser comparados com padrões de 6 — O Banco de Portugal pode determinar o venci- referência adequados a nível setorial. consoante o que ocorra primeiro. regras e força da aplicação da medida de recapitalização interna. o órgão de administração da ins- Aplicação da medida de recapitalização interna tituição de crédito objeto de resolução elabora e apresenta 1 — Para efeitos da aplicação dos poderes previstos nos ao Banco de Portugal.º 9. um plano de reorganização do ne- de forma agregada. aplica-se. do artigo anterior. o prazo previsto no instrumentos financeiros derivados. orientações.º-U no artigo 145. a autorização para o exercício da sua atividade durante pelo iii) A cessação das atividades que gerem prejuízos.os 1 e 2 do artigo anterior de acordo com a graduação em pressupostos realistas quanto às condições económi- de créditos em caso de insolvência. caso seja necessário notificar nanceiros derivados e da aplicação dos poderes previstos o plano de reorganização do negócio às autoridades eu- nos n. menos um ano e obter financiamento de forma autónoma e iv) A reestruturação das atividades existentes que pos- em condições sustentáveis junto dos mercados financeiros.º 1 do artigo 199. b) Princípios para determinar o momento relevante no 5 — Se tal for necessário para alcançar as finalidades qual deve ser estabelecido o valor de uma posição sobre previstas no n.º-W de Portugal notifica a Comissão Europeia desse facto. com as devidas adaptações. aplicação da medida.º-H determina o crédito resultante da liqui- forem aplicados a entidades pertencentes a grupos cuja dação desses instrumentos de acordo com as cláusulas da empresa-mãe tenha sede em Portugal e esteja sujeita a respetiva convenção.º-Q c) O calendário de execução dessas medidas.º-U ou. 1. a situação atual e as perspetivas futuras o disposto no artigo 145.º 1 do artigo 145. e n. com base na avaliação prevista no gócio que inclua os seguintes elementos: artigo 145.º-A. mento e respetiva liquidação de qualquer instrumento 3 — Quando forem aplicáveis os princípios. n.os 1 e 2 crédito exercerá a sua atividade e tem em consideração. 3 — O Banco de Portugal aplica os poderes previstos 2 — O plano de reorganização do negócio baseia-se nos n.os 1 e 2 nos termos do disposto no n. cias e problemas que conduziram a instituição de crédito gíveis deve ser reduzido de modo a garantir que os capitais objeto de resolução ao risco ou situação de insolvência. de Estado.

extingue-se a parte dos créditos a) O contrato constitutivo do crédito é válido e eficaz.os 1 e 2 do artigo 145. previstos nos n. Central Europeu nos casos em que este seja. que as medidas nele previstas permitirão repor a viabilidade a longo prazo da instituição 4 — O disposto no número anterior não é aplicável caso de crédito. a cada 180 dias. um relatório sobre os progressos alcançados na sua execução.º-U.º 4 do zação do negócio caso decida. em acordo com o Banco podem ser sujeitos aos poderes previstos nos n.os 1 as seguintes condições: e 2 do artigo 145. e) O crédito não decorre de um instrumento financeiro sula contratual nos termos e condições dos instrumentos derivado. de compensação e de novação da contraparte estiverem 11 — Tratando-se de instituições de crédito que exer. crédito.º-S. que. 4 — Os créditos elegíveis só poderão ser considerados Disposições complementares para a medida para efeitos do cálculo do montante de fundos próprios de recapitalização interna e de créditos elegíveis caso preencham cumulativamente 1 — Após a aplicação dos poderes previstos nos n.os 8 e 9. vel. plenamente reconhecidos.º-X prejuízos das mesmas. in- cluindo os titulares de obrigações cobertas. data de receção do mesmo.ª série — N. tigo 145. nos termos c) Sejam regidos pela lei de um país terceiro.º-U ao abrigo da lei desse país terceiro ou de rior. a primeira data em que esse direito pode ser exercido.º-U mantém-se em dívida nos termos contratuais d) O crédito vencer-se-á em pelo menos um ano. a cumprir por cada instituição de casos em que este seja. caso o instrumento contratual constitutivo do crédito tante dos juros devido e de qualquer outra alteração das confira ao seu titular o direito ao reembolso antecipado. nos termos do crédito demonstre que a decisão de aplicar os poderes disposto no n. notifica o respetivo órgão de administração crédito que apresentem um parecer jurídico que demonstre dos problemas detetados e exige a apresentação no prazo a validade e eficácia da cláusula incluída nos instrumentos de 15 dias de um novo plano que dê resposta a esses contratuais nos termos do disposto no n. b) Não constituam um depósito referido no n. sem prejuízo de qualquer alteração do mon. no prazo de 30 dias a contar da da Lei n. não vencidas relacionadas com o mesmo de ser exigível. artigo 145. 145. aplicação dos poderes previstos nos n. mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis em per- dito revê o plano de reorganização sempre que o Banco centagem do total dos passivos e dos fundos próprios da de Portugal.os 1 e 2 do artigo 145.º-U. a instituição de previstos nos n.os 1 e 2 do artigo 145.º 3 não 8 — O Banco de Portugal decide. çam atividades de intermediação financeira.º 23-A/2015.º-O ou dessa atividade. crédito com base na sua situação financeira individual. seguindo-se o rivados são incluídas no total dos passivos se os direitos disposto nos n. problemas.º-U a esses créditos.º-AB. nos termos da legislação aplicá. o Banco de Portugal determine que os referidos créditos 7 — Se o Banco de Portugal.os 1 e 2 do ar. 1 — O Banco de Portugal determina um requisito 10 — O órgão de administração da instituição de cré. as entenda que tal é necessário para atingir a viabilidade obrigações emergentes de instrumentos financeiros de- a longo prazo da instituição de crédito. nos casos em 5 — O Banco de Portugal pode exigir que. condições que o Banco de Portugal possa determinar nos o seu prazo de vencimento deve ser considerado como termos do disposto na alínea j) do n.º-A.º-T produz efeitos ao . caso o ins- que esses instrumentos contratuais: trumento contratual constitutivo de um crédito elegível a) Não estejam excluídos da aplicação dos poderes esteja sujeito à lei de um país terceiro.º-M.º-U e aceita a produção dos respetivos efeitos. 6 — A não inclusão das cláusulas previstas no n.º 1 não se aplica às instituições de Portugal comunica à Comissão do Mercado de Valores crédito hipotecário caso as mesmas venham a ser liqui- Mobiliários os elementos do plano de reorganização do dadas nos termos da lei aplicável ou sujeitas às medidas negócio que possam ter impacto no desenvolvimento de resolução previstas nos artigos 145.1700-(184) Diário da República. em acordo com o Banco artigo 166. b) O titular do crédito não é a própria instituição de cré- deixando o seu pagamento ou quaisquer outras obrigações dito e o crédito não é garantido pela instituição de crédito.º 60 — 26 de março de 2015 6 — O Banco de Portugal aprova o plano de reorgani. Artigo 145. a autoridade de supervisão da d) Sejam celebrados após a data de entrada em vigor instituição de crédito. 2 — Para efeitos do disposto no número anterior. entender que o plano de reorganização de negócio não uma convenção celebrada com o mesmo. assumam os Artigo 145. o Banco de 3 — O disposto no n.os 1 e 2 do artigo 145. contratuais constitutivos de um crédito nos termos da qual f) O crédito não resulta de um depósito que goze de um o credor reconhece que esse crédito pode ser objeto da privilégio creditório nos termos do disposto no artigo 166. 1. em acordo com o Banco Central Europeu nos instituição de crédito. 145. 3 — As instituições de crédito devem incluir uma cláu.º 3.º 6 do mesmo artigo.º-Y 9 — O órgão de administração da instituição de crédito Requisito mínimo de fundos próprios e créditos executa o plano de reorganização do negócio aprovado elegíveis para a recapitalização interna e apresenta ao Banco de Portugal. c) A celebração do contrato constitutivo do crédito não 2 — O montante correspondente ao crédito elegível foi financiada direta ou indiretamente pela instituição de que não tenha sido reduzido ao abrigo dos n. do negócio permitem resolver os problemas detetados nos termos do disposto no número anterior.º 1 do artigo 145. impede o Banco de Portugal de aplicar os poderes previs- se as medidas previstas no novo plano de reorganização tos nos n. elegíveis que tenha sido reduzida ao abrigo desses poderes. da legislação aplicável.os 1 e 2 do Central Europeu nos termos do disposto no número ante. permite repor a viabilidade a longo prazo da instituição 5 — O Banco de Portugal pode exigir às instituições de de crédito. de 26 de março. desde que os credores dessas instituições. no prazo de sete dias. a autoridade de supervisão da instituição de crédito. sendo aplicáveis.º-A.

º 14 nutenção da autorização para o exercício da sua atividade do artigo 116.Diário da República. e medidas de resolução à instituição de crédito. nomea. a previstos nos n.º nos termos do disposto no número anterior no prazo de . o Banco damente. ou previr a transferência de certas classes de créditos elegíveis no âm.º-A. atra- sob pena de não o considerar para efeitos do cálculo do vés de instrumentos contratuais de recapitalização interna.os 126/2008. as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n.º-Z bito da aplicação das medidas previstas nos artigos 145.º-U a essa instituição autoridade de supervisão da instituição de crédito. alterado pelos em base consolidada nos termos da legislação aplicável. 211-A/2008. ou sempre que o Banco de Portugal e obter financiamento de forma autónoma e em condições considere necessário. de e tendo em conta o disposto no plano de resolução quanto 26 de dezembro. montante de fundos próprios e de créditos elegíveis. ou pelas entidades referidas no n. observando os critérios previstos no n. sustentáveis junto dos mercados financeiros. nado após consulta ao Banco Central Europeu. se o plano de resolu.º 1 do artigo 152. sendo graduado depois dos restantes créditos perante b) A necessidade de assegurar.º 6 do artigo 116. com exceção daqueles que resul- a instituição de crédito dispõe de créditos elegíveis num tam da titularidade de instrumentos de fundos próprios.º-U sejam aplicados. os certos créditos elegíveis ou classes de créditos elegíveis da requisitos previstos no n. para cada instituição de crédito.º 8 daquele artigo. 3 — O requisito mínimo de fundos próprios e créditos cias para a estabilidade financeira. nos termos da legislação aplicável.º 1 do artigo 199. como autoridade de reso- garantir que os prejuízos possam ser suportados pelos lução a nível do grupo. com exceção do serviço de colocação por aviso.º 1 do artigo 152. nos termos resolução a nível do grupo e das autoridades de resolução da legislação aplicável. deve prever fundos próprios e créditos elegíveis de cada instituição de cláusulas contratuais que estipulem que: crédito. de 9 de novembro. a nível individual ou a nível consolidado. ou de uma das financiamento e o perfil de risco da instituição de crédito. o modelo de ção do serviço de colocação sem garantia. ou o Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo pode 2 — O requisito previsto no número anterior é determi- contribuir para o financiamento da resolução.º 345/98. com base na sua situação financeira consoli- 7 — O Banco de Portugal pode.os 1 e 7. termos do disposto no n. que a instituição de crédito. pelas empresas de investimento que exerçam com o sistema financeiro no seu todo. caso os poderes previstos no n. 1. de 10 de fevereiro.º. bem como.º-O e 145. nado. 11 — O Banco de Portugal comunica à Autoridade c) A necessidade de assegurar que. Requisito mínimo de fundos próprios e créditos 145. como autoridade de reso- fundos próprios e créditos elegíveis previsto no presente lução a nível do grupo. quando relevante.os 1 e 8 são efe- prejuízos possam ser suportados pelos respetivos titulares tuadas no âmbito da elaboração dos planos de resolução e e que o rácio de fundos próprios principais de nível 1 atinja são reavaliadas quando os mesmos forem atualizados nos um nível que lhe permita cumprir os requisitos para a ma. tendo em conta. ção de crédito levaria à verificação de graves consequên.º-B do em que este seja a autoridade responsável pela supervisão Decreto-Lei n. determinar um requisito mínimo de 4 — O Banco de Portugal. e 31-A/2012.º com base na e) Em que medida o Fundo de Garantia de Depósitos sua situação financeira consolidada. 9 — Para um instrumento ser considerado um instru- 6 — O Banco de Portugal determina o requisito de mento contratual de recapitalização interna. o valor nominal do crédito resultante desse ins- observância dos seguintes critérios: trumento é reduzido ou convertido em capital na medida a) A necessidade de assegurar que podem ser aplicadas necessária antes de todos os outros créditos elegíveis. é determinado por decisão conjunta da autoridade de Central Europeu nos casos em que este seja. de uma em- os requisitos para a manutenção da autorização para o presa de investimento que exerça as atividades previstas exercício da sua atividade.º 1 do artigo 145.º S. fundos próprios e créditos elegíveis a cumprir por cada pais de nível 1 atinja um nível que lhe permita cumprir empresa-mãe de uma instituição de crédito. na falta de uma decisão conjunta artigo para as entidades referidas no n. a autoridade de supervisão da das filiais do grupo.º-M.º-K. montante suficiente para garantir que.º-A. 119/2011.º 8 que tenham sido determinados aplicação dos poderes previstos no n. nos ter. Bancária Europeia os requisitos mínimos de fundos pró- ção da instituição de crédito previr a possível exclusão de prios e créditos elegíveis.º 1 do g) Outros critérios que o Banco de Portugal determine artigo 199.º 1 do artigo 152. de modo a pros. nos casos mos do disposto no artigo 167. o modelo de negócio. grupo em países terceiros. sem garantia. de 21 de julho. Artigo 145. com de crédito. os termos contratuais aplicáveis e os eventuais de Portugal pode determinar que o requisito mínimo de acordos internacionais existentes que reconheçam nesse fundos próprios e créditos elegíveis seja parcialmente país terceiro a eficácia das medidas de resolução nacionais. nas alíneas c) ou f) do n. a instituição de crédito disponha de elegíveis aplicável a grupos outros créditos elegíveis em montante suficiente para 1 — O Banco de Portugal.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(185) abrigo da lei desse país terceiro. nomeadamente devido elegíveis a cumprir pelas empresas-mãe de uma instituição ao risco de contágio com outras instituições de crédito ou de crédito. b) Em caso de liquidação da instituição de crédito. 162/2009. instituição de crédito.º 6 do artigo anterior de 3 de novembro.º-B e no artigo 15.º-U. entidades referidas no n. consultando o Banco Central Europeu nos casos a) Caso o Banco de Portugal decida aplicar os poderes em que este seja. cumprido. com exce- d) A dimensão. nomeada. crédito resultante desse instrumento é considerado subordi- seguir as finalidades previstas no n.º 1 do artigo 145. determina o requisito mínimo de respetivos titulares e o rácio de fundos próprios princi.º-J e no n. 8 — Ao tomar a decisão referida nos n. Decretos-Leis n. o mente a medida de recapitalização interna. os 10 — As determinações previstas nos n. nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 145.º-C. de 20 de julho. após consultar o Banco dada. à resolução em conjunto ou em separado das filiais do f) Em que medida a situação de insolvência da institui.os 1 e 2 do artigo 145. quando for o caso.

de 26 de junho. 1.º-A. na falta de uma decisão verificadas cumulativamente as seguintes condições: conjunta nos termos do disposto no n. em base consolidada da instituição de crédito que é a sua 12 — Se. incluindo os seus fun- de fundos próprios com base na sua situação financeira dos próprios. ou de uma das entidades referidas Parlamento Europeu e do Conselho. 14 — O Banco de Portugal.º do próprios e créditos elegíveis a cumprir pela empresa-mãe Regulamento (UE) n.º 3 e durante o prazo de 120 dias referido no número filiais uma instituição de crédito. se necessário. empresa-mãe. toma uma decisão individual sobre o requisito pervisão do Banco de Portugal. no n. vinculativas e devem ser regularmente reexaminadas e.º 3. e tem em conta o requisito mínimo de fundos individual nos termos do disposto no n. do Banco de Portugal a que se refere o n.os 1 e 3. atualizadas.º uma empresa de investimento que exerça as atividades que sejam filiais de uma empresa-mãe com sede noutro previstas nas alíneas c) ou f) do n.º 60 — 26 de março de 2015 120 dias a contar do momento em que se dá início ao 13 — Na falta de uma decisão da Autoridade Bancá- respetivo processo. nomeadamente a dimensão.º-A.º 8 é determinado por 17 — O Banco de Portugal pode dispensar as institui- decisão conjunta entre a autoridade de resolução a nível do ções de crédito. se necessário. empresa-mãe com base na sua situação financeira conso- 7 — A decisão conjunta a que se refere o n. ção responsável por uma instituição de crédito. as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. caso es- entidades referidas no n.º situada noutro Estado membro. por uma 16 — O Banco de Portugal pode dispensar as insti- empresa de investimento que exerça as atividades previstas tuições de crédito-mãe em Portugal do cumprimento do nas alíneas c) ou f) do n. como autoridade de resolu- 5 — Se.º que seja filial tejam verificadas cumulativamente as seguintes condi- de uma empresa-mãe com sede noutro Estado membro ções: da União Europeia. deter- que seja filial de uma empresa-mãe com sede noutro Es- minado nos termos do disposto no n. deter- 9 — O requisito previsto no número anterior é determi- minado nos termos do disposto nos n.º 1. alguma das autoridades de resolução empresa de investimento-mãe em Portugal que exerça tiver apresentado questões à Autoridade Bancária Eu. por uma filial na ausência de uma decisão conjunta são atualizadas. ou por uma das com base na sua situação financeira individual.º 1 do ropeia nos termos do artigo 19. ou requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis por uma das entidades referidas no n.1700-(186) Diário da República.º 1 do artigo 199. do colocação sem garantia. garantia. ceres e as reservas das demais autoridades de resolução. com exceção do serviço de do artigo 19.º-A.º 1 do artigo 152.os 1 e 3.º 3 do artigo 7. não o Banco de Portugal aguarda pela decisão a tomar pela pode submeter à Autoridade Bancária Europeia questões Autoridade Bancária Europeia e decide em conformidade nos termos do disposto no n. determina o requisito mínimo de fun- a) A instituição de crédito-mãe em Portugal cumpra o dos próprios e créditos elegíveis a cumprir por aquelas requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis entidades com base na sua situação financeira individual.º 4 e as decisões 15 — As decisões conjuntas a que se refere o n. o modelo de a instituição de crédito-mãe da aplicação dos requisitos negócio e o perfil de risco da filial.º 1 do artigo 152.º 8.º 8.º 10 no prazo de 120 dias a contar do momento em que se dá início ao respetivo a) A filial e a sua empresa-mãe estejam sujeitas à su- processo. subconsolidada o requisito mínimo de fundos próprios e .º 1 do artigo 152. com exceção do serviço de colocação sem solução responsável por uma instituição de crédito.º 10 e durante o prazo de 120 dias referido no c) Se a instituição de crédito-mãe em Portugal ou a número anterior.º-A. esta cumpra em base decisão em conformidade com essa. devendo ter em conta os pare.ª série — N.º 1093/2010. a tomadas pela autoridade de resolução a nível do grupo decisão do Banco de Portugal a que se refere o n. como autoridade de re- artigo 199. Banco de Portugal. por garantia. timento que exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou tido à Autoridade Bancária Europeia questões nos termos f) do n.º 1 do artigo 152. pela autoridade de resolução responsável pela filial não 6 — Na falta de uma decisão da Autoridade Bancária ultrapassar em mais de um ponto percentual o requisito mí- Europeia no prazo de 30 dias. a decisão lidada determinado nos termos do disposto nos n. de uma empresa de inves- anterior. for diferente da instituição de crédito-mãe na de 24 de novembro. 8 — O Banco de Portugal.º 11 e as na ausência de uma decisão conjunta são vinculativas e decisões tomadas pela autoridade de resolução responsável devem ser regularmente reexaminadas e. as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n.º 1 do artigo 199.º do Regulamento (UE) artigo 199. ou as entidades referidas no n. do Parlamento Europeu do grupo a que pertence a filial com base na sua situação e do Conselho. Estado membro da União Europeia do cumprimento do com exceção do serviço de colocação sem garantia.º 575/2013. toma uma decisão individual sobre o ria Europeia no prazo de 30 dias.º 1 do artigo 199. as empresas de investimento que exerçam grupo e as autoridades de resolução das filiais do grupo. antes da tomada de decisão conjunta refe.º do Regulamento (UE) n.º com base na sua situação financeira individual. de 24 de novembro. caso estejam tado membro da União Europeia.º 12 se o nível estabelecido com a mesma. com exceção do serviço de colocação sem n. com exceção requisito mínimo de fundos próprios e créditos elegíveis do serviço de colocação sem garantia. financeira consolidada. 10 — O requisito previsto no n. antes da tomada da decisão conjunta referida ção a nível do grupo de uma empresa-mãe que tenha como no n. previsto no n.º 1093/2010. como autoridade de resolu. rida no n. do Parlamento Europeu e do Conselho. alguma das autoridades de resolução tiver subme. o Banco de Portugal aguarda pela União Europeia ou da empresa-mãe na União Europeia decisão da Autoridade Bancária Europeia e toma a sua que exerça as referidas atividades.º 6 do b) O Banco de Portugal tenha dispensado totalmente artigo anterior. e nado com observância dos critérios previstos no n. aplica-se a decisão do requisito previsto no n.º 10.º 1 do 11 — O Banco de Portugal. devendo ter em conta os pareceres e as b) A filial esteja incluída no perímetro de supervisão reservas das demais autoridades de resolução. com base na sua situação financeira consolidada. aplica-se a decisão do Banco nimo de fundos próprios e créditos elegíveis a cumprir pela de Portugal.º-A.

juízos da instituição de crédito objeto de resolução. que garante os compromissos assumidos pela filial. tendo em conta o respetivo impacto no mento das finalidades previstas no n. aos credores contratos celebrados com uma filial da instituição de cré- da instituição de crédito objeto de resolução ou ao Fundo dito objeto de resolução.º-AA desde o momento da publicação prevista na alínea a) do n. em cumpri. ficando as obrigações de pagamento 1 — Para efeitos da aplicação das medidas de resolução e de entrega das contrapartes nos termos desse contrato previstas no n. 1.ª série — N.º-AT até ao final do dia a) Garantir os ativos ou os passivos da instituição de útil seguinte ao dessa publicação.º-C funcionamento dos mercados financeiros. prorrogável até ao máximo 18 — É aplicável aos requisitos mínimos de fundos de dois anos. pode determinar que o Fundo de Resolução. objeto de resolução da observância de normas prudenciais pelo prazo máximo de um ano. à trans- fundos próprios ou ao reembolso de créditos da filial pela ferência de parte dos prejuízos da instituição de crédito empresa-mãe.º 575/2013. continuem a ser cumpridas. a uma instituição de transição renovação ou alteração de condições de uma parte nos ou a um veículo de gestão de ativos. de cálculo e de con. com a aprovação do Banco de Portugal.os 1 e 2 dê origem. às suas filiais. empresa-mãe apresente argumentos que permitam ao Banco de Portugal concluir pela gestão prudente da filial SECÇÃO IV e tenha declarado. tendo em conta o respetivo impacto no de créditos elegíveis que tenham sido excluídos no âmbito funcionamento dos mercados financeiros. designadamente.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(187) créditos elegíveis determinado nos termos do disposto no de forma a recapitalizar ou a suportar diretamente os pre- n. nos termos do disposto no n.º-M.º 9 do artigo 145.º 1 do artigo 145. funcionamento dos mercados financeiros. objeto de resolução para o Fundo de Resolução.º do Regulamento (UE) n.º-U.º 5 do artigo 145. contratos celebrados com a instituição de crédito objeto c) Adquirir ativos da instituição de crédito objeto de de resolução.º-AB trolo de riscos da empresa-mãe abranjam a filial. e como para garantir a prossecução das finalidades previstas h) O Banco de Portugal tenha dispensado totalmente no n. oposição à renovação ou alteração de condi- . resolução. g) A empresa-mãe seja titular de mais de 50 % dos Poderes de resolução direitos de voto das ações representativas do capital social 1 — Na medida em que seja necessário para assegurar da filial ou tenha o direito de nomear ou destituir a maioria a eficácia da aplicação de uma medida de resolução.º-U.º-AT até ao final do dia útil seguinte Financiamento das medidas de resolução ao dessa publicação. o disposto nos n.Diário da República.º 16 prevista na alínea a) do n. alínea a) do n. nem 4 — Caso a utilização do Fundo de Resolução para se preveja que exista. o capital seguinte ao dessa publicação.º 1 do artigo 145. denúncia. Poderes de resolução f) Os procedimentos de avaliação.º 5 do artigo 145. Artigo 145. é aplicável e) Os riscos da filial não sejam significativos ou a o disposto nos n. próprios e créditos elegíveis previstos no presente artigo. pagamento ou de entrega nos termos de um contrato em que a instituição de crédito objeto de resolução seja parte.º-C. recursos do Fundo de Resolução não podem ser utilizados denúncia. e) Substituir determinados créditos elegíveis ou classes e) Suspender. denúncia. crédito objeto de resolução.º-AT e o final do dia útil d) Subscrever e realizar. resolução. total ou parcialmente.º 1 do artigo anterior. o Banco de Portugal suspensas pelo mesmo período.º 3 do artigo 7.os 11 a 13 do artigo 145. entre o momento da publicação prevista na resolução.º-AT e o final do artigo 145. Artigo 145. cumpridas ou de outra forma asseguradas pela medida de resolução prevista no artigo 145. caso: bém ser utilizados para os efeitos referidos no número i) As obrigações previstas nesse contrato sejam ga- anterior no que respeita ao adquirente no contexto da rantidas. c) Restringir.os 8 e 9 do funcionamento dos mercados financeiros. instituição de crédito objeto de resolução. desde que as obrigações social de uma instituição de transição e de um veículo de de pagamento e de entrega e a prestação de garantias gestão de ativos. das suas filiais. a uma transferência imediata de efeitos dos n. desde que as obrigações de pagamento e de entrega e a prestação de 2 — Os recursos do Fundo de Resolução podem tam. os seguintes poderes de resolução: em base individual nos termos do n.º 1 do ar. tendo em conta o respetivo impacto no tuição de transição ou de um veículo de gestão de ativos.º-E. renovação ou alteração de condições de uma parte nos f) Pagar uma indemnização aos acionistas. de uma insti. resolução.º-H. entre o momento da publicação de Garantia de Depósitos. b) Suspender.º 1 do artigo 145. garantias continuem a ser cumpridas. de os credores beneficiários de garantias reais da insti- tigo 145. os direitos de b) Conceder empréstimos à instituição de crédito objeto vencimento antecipado. a possibilidade e de acordo com os princípios previstos no n.º-D. de 26 de junho. desde o momento da publicação prevista na alínea a) do n.º 1. 3 — Sem prejuízo do disposto na alínea e) do n. o Banco de Portugal pode exer- a filial da aplicação dos requisitos de fundos próprios cer. os direitos de da aplicação da medida de recapitalização interna nos vencimento antecipado. do dia útil seguinte ao dessa publicação. d) Não exista nenhum impedimento significativo. tendo em conta o respetivo impacto no com as devidas adaptações. oposição à termos do disposto no n. oposição à de resolução. indiretamente. bem dos membros do órgão de administração da filial.º 5 do artigo 145. obrigações de artigo anterior. os ii) Os direitos de vencimento antecipado. do Parlamento Europeu a) Dispensar temporariamente a instituição de crédito e do Conselho. d) Suspender.º 5 do artigo 145. disponibilize o apoio financeiro necessário tuição de crédito objeto de resolução executarem as suas para os seguintes efeitos: garantias.

obrigações. que constituam ativos. documentos. património da instituição de crédito objeto de resolução. relacionados com a atividade da escrita no local e extrair cópias e traslados de toda a transferida. e nos casos em que seja aplicável o disposto no ar- ao abrigo de tais instrumentos e de outros créditos elegí. h) Exercer. uma parte de um contrato pode exercer um direito e dos direitos de indemnização nos termos do disposto no de vencimento antecipado. a qualquer momento. sem prejuízo do disposto no artigo 145.os 5 a financeiros.º 6 do artigo 145.º-AF. esclare- realizar inspeções aos estabelecimentos de uma institui.º 60 — 26 de março de 2015 ções previstos nesse contrato tenham como fundamento transferidos direitos.º-AD n. cimentos. prorrogável até ao máximo de dois anos. nos termos desse contrato. n. filial relativos a esse contrato tenham sido ou possam vir informações. que quaisquer r) Exigir que o transmissário para o qual foram trans- pessoas e entidades prestem. assegurar a produção de efeitos daquela transferência.º 5 não tiver sido feita. e ações ou outros títulos representativos do capital social. diretamente ou através de pessoas nomeadas 2 — O poder previsto na alínea b) do n. d) e e) do n. com de uma medida de resolução. oposição presente capítulo. .º-U. oposição à renovação ou alteração dições de um contrato no qual a instituição de crédito de condições com fundamento na prática de um facto pelo objeto de resolução seja parte ou transmitir a um terceiro transmissário que. passivos.º-AP. o Banco de Portugal tem em consideração veis ou a data de vencimento dos juros. independentemente da natureza do seu suporte. e da titularidade lhe comunique que os direitos e obrigações abrangidos de ações ou de outros títulos representativos do capital pelo contrato não são transferidos para outra entidade ou social produza efeitos sem qualquer responsabilidade ou não são sujeitos a redução ou conversão no âmbito da ónus sobre os mesmos.º 1. documentação pertinente. ções da instituição de crédito objeto de resolução em que objeto de uma decisão do Banco de Portugal de transfe- tenham lugar transações com o público pelo prazo máximo rência. aos Investidores. membros da União Europeia onde estejam situados ativos. todos os esclarecimentos. só multilateral instrumentos financeiros.º 1 não pode para o efeito pelo Banco de Portugal. ser exercido em relação: tências conferidos aos titulares de ações ou de outros títu- los representativos do capital social e ao respetivo órgão a) Aos depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia de administração e administrar ou dispor dos ativos e do de Depósitos. o) Afastar a aplicação ou modificar os termos e con. independentemente ção de crédito objeto de resolução. representativos do capital social da instituição de crédito tos. exceção dos créditos que beneficiem de garantias reais 4 — O poder previsto nas alíneas c).ª série — N. b) Às obrigações de pagamento e de entrega a sistemas i) Exigir que uma instituição de crédito objeto de reso. tigo 145. incluindo ações preferen. pode ser exercido em relação a sistemas ou operadores de k) Liquidar e extinguir contratos financeiros ou con. que prestem toda a assistência necessária para de um ano. iii) Quando tenham sido transferidos direitos. ativos sob gestão f) Encerrar temporariamente balcões e outras instala. ou operadores de sistemas de pagamentos e de liquidação lução ou uma instituição de crédito-mãe relevante emita de instrumentos financeiros. todos os direitos e obrigações da resolução que auxiliem na obtenção dos esclarecimentos. a titularidade de ações ou de outros títulos re. ou outros valores mobiliários. para o qual foram a sua execução.º 1 do artigo 145. j) Modificar a data de vencimento de instrumentos de dívida e outros créditos elegíveis sobre uma instituição de 3 — No exercício do poder previsto na alínea c) do crédito objeto de resolução.º 1. p) Solicitar às autoridades de resolução de Estados gações. podem ser exercidos direitos de vencimento antecipado.º-V. passivos. sem necessidade de obter o consen- crédito objeto de resolução.1700-(188) Diário da República.º 1 do artigo 145. nos n) Determinar que as autoridades relevantes suspendam casos em que os direitos e obrigações abrangidos pelo ou excluam da cotação ou da admissão à negociação num contrato tiverem sido transferidos para outra entidade e mercado regulamentado ou num sistema de negociação a comunicação prevista no n. e timento do outro contraente. previstos no n. que uma transferência de direitos e à renovação ou alteração de condições antes do final do obrigações. 8 do artigo 145. obri. ou no acesso aos serviços e a ser transferidos e assumidos pelo transmissário. ações ou outros títulos a situação financeira ou.º-AV. sistemas de pagamentos e de liquidação de instrumentos tratos de derivados para efeitos da aplicação dos n. Banco de Portugal preste de qualquer outra forma proteção q) Solicitar às autoridades de resolução de Estados adequada às obrigações previstas no contrato. elementos extrapatrimoniais. denúncia. proceder ao exame da natureza do seu suporte. denúncia. aplicação da medida prevista no n. 5 — Para efeitos do disposto nas alíneas d) e e) do l) Garantir. os direitos e compe. ações ou outros instrumentos fixar. e objeto de resolução preste a esta toda a assistência. ou o instalações. elementos período referido naquelas alíneas caso o Banco de Portugal extrapatrimoniais e ativos sob gestão. 1.º 1 não previstos no n. desencadeie a posição contratual do transmissário. c) Aos créditos cobertos pelo Sistema de Indemnização ciais e valores mobiliários de conversão contingente. nomeadamente o respetivo impacto em todas as entidades do grupo objeto através da suspensão temporária de pagamentos. no prazo razoável que este feridos direitos. informações e documentos.º-U. a contrapartes centrais ou a bancos centrais. membros da União Europeia onde se encontrem estabele- presentativos do capital social da instituição de crédito cidas entidades do grupo da instituição de crédito objeto de objeto de resolução. sem prejuízo do disposto no artigo 145. resolução. obrigações. outros títulos representativos do capital social bancos centrais. a entrada em liquidação da instituição de objeto de resolução.º 1. informações e documen. g) Determinar. o montante dos juros devidos n. a contrapartes centrais e a novas ações. m) Extinguir os direitos a subscrever ou adquirir novas 6 — Para efeitos do disposto nas alíneas d) e e) do ações ou outros títulos representativos do capital social. resolução. no caso de contratos regidos por representativos do capital social da instituição de crédito lei estrangeira.

um país terceiro. após 14 — Caso o Banco de Portugal considere que. é muito improvável que a aplicação da medida de resolução. denúncia. só podem ser exercidos direitos de vencimento an. das obrigações. pelo liquidatário ou por outra pessoa ou entidade tativos do capital social da instituição de crédito objeto nos termos do disposto na alínea a) do número ante- de resolução não podem ser exercidos durante o período rior.º-I produzam efeitos.º-AV. resolução. o Banco previstos no artigo 145.ª série — N. ativos sob gestão.º-I produza efeitos em relação a direitos. em resultado ou de um veículo de gestão de ativos para outra entidade. ativos que cubram completamente. o termo do período de suspensão. ações ou outros instru. nos casos ou cumpra as obrigações em nome do transmissário até em que os direitos e obrigações abrangidos pelo contrato que a medida de resolução ou o exercício dos poderes não tenham sido transferidos para outra entidade.os 1 a 7. até ao vencimento segurar que a aplicação da medida de resolução ou o exercí.º 4 do artigo 145.º-AT e SECÇÃO V dos requisitos de notificação exigidos ao abrigo das regras e orientações da União Europeia em matéria de auxílios de Salvaguardas Estado. sem prejuízo do disposto no artigo 145. o Banco de Portugal não está sujeito ao cumprimento de procedi. a decisão de aplicação da medida de resolução ou de 10 — Sem prejuízo do disposto nos n. os compromissos daí decorrentes e que cio dos poderes previstos no artigo 145. oposição à renovação ou alteração de condições. o exer. antes do exercício de poder de resolução. 11 — Sem prejuízo do disposto no artigo 145.º-U aos direitos de crédito emergentes desse devidamente efetuadas na execução de medidas ou pode- contrato e a comunicação prevista no n. em contratos relacionados com direitos e obrigações da não procede à aplicação da medida de resolução ou mesma nem de quaisquer terceiros. 145. ou ainda nos casos em que o Banco de Portugal exercer os deres semelhantes. crédito objeto de resolução. poderes previstos na alínea o) do n. resolução. das formas referidas no n. tecipado. o liquidatário ou outra pessoa ou ao pagamento dos juros devidos em caso de incumpri- entidade com poderes de administração e disposição do mento. dor. 1.º-L. nos termos desse contrato.º 1 do artigo 145. essa decisão é ineficaz relativamente mentos representativos do capital social da instituição de a estes. do tipo de sociedade. Artigo 145. património da instituição de crédito objeto de resolução b) Modificar ou extinguir os direitos e obrigações emer- providencie pela manutenção e preservação dos ativos.º-I produzam efeitos. das partes país terceiro ou regidos pelo direito de um país terceiro. ações ou outros títulos representativos do capital social. o liquidatário ou outra pessoa ou ou por um terceiro.º-AC mentos de notificação de quaisquer pessoas que de outro Obrigações cobertas e contratos de financiamento estruturado modo seriam determinados por lei ou disposição contratual. ou do transmissário para o qual tenham sido situados num país terceiro ou regidos pelo direito de transferidos direitos. gentes das obrigações e dos contratos mencionados na passivos. de resolução ou o exercício dos poderes previstos no 9 — O exercício de poderes de resolução pelo Banco de artigo 145. o Banco de Portugal pode aplicar po.º 1 seja aplicável a uma instituição. antecipado. sejam afetos por privilégio ao reembolso do capital e b) O administrador.º-AB e registo de documentos junto de outras entidades públicas. ou de requisitos de publicação de avisos ou de arquivo ou 1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 145. crédito objeto de resolução.Diário da República.º 1. elementos extrapatrimoniais.º-I quando cício de poderes de resolução não prejudica o exercício verifique que é muito improvável que a aplicação dessa dos direitos das partes nos contratos celebrados com a medida ou o exercício desse poder produza efeitos em instituição de crédito objeto de resolução com fundamento relação a direitos e obrigações ou à titularidade de ações num ato ou omissão da mesma em momento anterior à ou de outros títulos representativos do capital social transferência. 13 — Nos casos em que uma medida de resolução ou o Banco de Portugal não pode: os poderes previstos no artigo 145. Portugal não depende do consentimento dos acionistas ou obrigações ou à titularidade de ações ou de outros titulares de outros títulos representativos do capital social títulos representativos do capital social situados num da instituição de crédito objeto de resolução.º-I fundamento para o exercício de direitos de vencimento relativamente a estes. oposição à renovação ou 15 — Caso o Banco de Portugal já tenha tomado alteração de condições estipulados nos contratos em causa.º 5 não tenha sido res previstos nas alíneas anteriores sejam pagas sob uma feita. de uma instituição de transição dos no n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(189) 7 — Para efeitos do disposto nas alíneas d) e e) do n. incluindo operações de titularização entidade com poderes de administração e disposição do e de cobertura de risco que sejam parte integrante da património da instituição de crédito objeto de resolução e o garantia global (cover pool) e que estejam garantidas por transmissário adotem todas as medidas necessárias para as. nos casos em que o Banco de Portugal transferir 12 — Sem prejuízo do disposto na secção V do presente parcialmente os direitos e obrigações de uma instituição de capítulo. alínea anterior. nos casos em que nenhum dos poderes enumera.º-I produzam efeitos a) Transferir parcialmente os direitos e obrigações em relação a direitos e obrigações ou à titularidade de emergentes de obrigações cobertas e de contratos de ações ou de outros títulos representativos do capital social financiamento estruturado nos quais a instituição de situados num país terceiro ou regidos pelo direito de um crédito objeto de resolução seja parte e que envolvam país terceiro. designadamente quanto aos seus efeitos. exercício dos poderes previstos no artigo 145. denúncia.º-AV. o Banco de Portugal pode determinar que: a constituição de garantias por uma parte no contrato a) O administrador. apesar de todas as medidas tomadas pelo administra- 8 — Os direitos de voto das ações ou títulos represen.º 1 c) As despesas razoáveis suportadas pelo transmissário do artigo 145.º-AB. . obrigações. de Portugal não tenha aplicado a medida prevista no n. não podendo constituir ao exercício dos poderes previstos no artigo 145.

. compensação e de novação (netting agreements).º-AB e A aplicação pelo Banco de Portugal de qualquer me- 145.os 85/2011. gações emergentes das obrigações e dos contratos men- cionados na alínea a) do n.º-AV. bros da União Europeia em que estejam estabelecidas ou ainda nos casos em que o Banco de Portugal exerça os empresas-mãe de instituições do grupo. é aplicável.º 1 resultarem de um contrato ou de mecanismos similares. crédito objeto de resolução. de uma instituição de transição b) As autoridades de resolução dos Estados mem- ou de um veículo de gestão de ativos para outra entidade. em contrário.º-AC.º-AB. tigo 145. mediante alínea anterior.1700-(190) Diário da República.º-AD Artigo 145.º 60 — 26 de março de 2015 2 — Quando se demonstre necessário para assegurar b) Transferir obrigações garantidas. ou constituírem garantias flutuantes (floating charge) ou nados na alínea a) do n. a) Transferir parcialmente os direitos e obrigações b) Anular.os 2 e 3 do ar- membro da União Europeia ou de um país terceiro. salvo a) Transferir os depósitos garantidos pelo Fundo de Ga. o disposto nos n.º 1 do artigo 145. gerais ou especiais. de Garantia de Depósitos. prevalecendo sobre quaisquer outras Colégios de resolução normas. com d) Afetar as garantias constituídas no quadro de um as devidas adaptações. 3 — O disposto no capítulo III do título VIII cuja apli- cação seja suscetível de.º 1 do artigo 145. financeiras mistas-mãe na União Europeia. alterado pelos Artigo 145. convenções de compensação Sistemas de pagamentos.os 2 e 3 do ar. para a satisfação das obrigações da instituição de crédito objeto de resolução. de 29 de junho. de 8 de maio. modificar ou extinguir os direitos e obri. rantia de Depósitos que sejam parte integrante das obrigações d) Modificar ou extinguir um contrato no âmbito do e dos contratos mencionados na alínea a) do n. de 23 de agosto. por qualquer modo. 1 — O Banco de Portugal. garantias incidirem sobre ativos ou direitos específicos dentemente do facto de as obrigações e contratos mencio. salvo se os direitos a disponibilidade dos depósitos garantidos pelo Fundo conferidos pela garantia forem também transferidos.º-AE resolução compostos ainda pelas seguintes entidades: Garantias reais das obrigações a) As autoridades de resolução dos Estados membros 1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 145.º-AC. compensação e liquidação e convenções de compensação e de novação (netting agreements) 1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 145.º-AG Decretos-Leis n.ª série — N. o Banco de Portugal pode: c) Transferir os direitos conferidos pela garantia. companhias financeiras mistas-mãe obrigações em causa e os direitos conferidos pela garantia num Estado membro da União Europeia. nos casos em que o Banco de Portugal transfira dida de resolução não pode prejudicar o disposto na lei parcialmente os direitos e obrigações de uma instituição de e na regulamentação relativas ao caráter definitivo da crédito objeto de resolução. nos casos em que poderes previstos na alínea o) do n. as mesmas sejam companhias financeiras-mãe num Estado o Banco de Portugal não pode: membro da União Europeia. e dessa modificação ou extinção for a extinção dessa ga- b) Transferir. se a obrigação em causa for também transferida. de ção de uma ordem de transferência ou uma operação de uma convenção de compensação ou de uma convenção de compensação realizada no âmbito de um sistema. outros meios. com sujeitos ou serem regidos pela legislação de outro Estado as devidas adaptações. nos casos em que o Banco de Portugal transferir incluídas no âmbito da supervisão em base consolidada parcialmente os direitos e obrigações de uma instituição de do grupo em causa. afetar a SECÇÃO VI execução ou restringir os efeitos de contratos de garantia Resolução de grupos transfronteiriços financeira.º 1 sem trans. não podendo nomeadamente: ou ainda nos casos em que o Banco de Portugal exerça os a) Revogar uma ordem de transferência a partir do mo- poderes previstos na alínea o) do n. de uma instituição de transição liquidação nos sistemas de pagamentos e de liquidação de ou de um veículo de gestão de ativos para outra entidade instrumentos financeiros. e 192/2012. ou da aplicação automática da lei ou estarem 3 — Para efeitos do presente artigo.º 105/2004. estabelece e preside a colégios de Artigo 145. tratos no âmbito dos quais tenham sido prestadas garan- tias reais das obrigações.º 1 sem transferir os depósitos 2 — O disposto no número anterior aplica-se aos con- garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Artigo 145. qual tenha sido prestada uma garantia quando o efeito ferir outros direitos e obrigações emergentes dos mesmos. 2 — Para efeitos do presente artigo. c) Prejudicar a utilização dos fundos ou instrumentos b) Modificar ou extinguir os direitos e obrigações financeiros existentes na conta de liquidação ou de uma emergentes dos contratos e convenções mencionados na linha de crédito relacionada com o sistema.º-AV. rantia. salvo se as na União Europeia. 1. como autoridade de reso- lução a nível do grupo. alterar ou por qualquer modo afetar a execu- emergentes de um contrato de garantia financeira. o disposto nos n. sistema ou de um sistema interoperável. mento da irrevogabilidade definido nas regras aplicáveis o Banco de Portugal não pode: a esse sistema. ou companhias forem também transferidos.º-AB. é aplicável.º-AB e da União Europeia em que estejam estabelecidas filiais 145. tigo 145.º-AF Contratos de garantia financeira. constituição de garantias. companhias financeiras-mãe a) Transferir os ativos dados em garantia. aplica-se independentemente do disposto no Decreto-Lei n. independentemente de essas 3 — O disposto no presente artigo aplica-se indepen.

ticipação. na medida em que essas tarefas sejam relevantes. d) As autoridades de supervisão dos Estados membros a) Definir. às artigos 145.º-O. sobre as decisões e con- do grupo considere que estas cumprem requisitos de confi. cio de funções equivalentes às previstas nas alíneas a) a c) tes para a elaboração. 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. o Banco de Portugal e) Decisão sobre a elaboração de um programa de re. por essa autoridade. b) Elaboração dos planos de resolução de grupo.º-Z. nos termos do disposto no artigo 116. Estado membro da União Europeia. 1. e) Convidar os membros e observadores a participar 2 — As autoridades de resolução de países terceiros em em determinadas reuniões do colégio de resolução. sucursais em causa. desde que a autoridade de resolução a nível informados. mente à aplicação de medidas de resolução a grupos. bem autoridade responsável.º 6 do artigo 132. de reuniões do colégio de resolução e respetiva ordem de g) A Autoridade Bancária Europeia.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(191) c) As autoridades de resolução dos Estados membros 5 — Cabe ao Banco de Portugal. e em alternativa ao disposto no n.º-A. tenha filiais ou sucursais significativas na União Europeia. em conjunto com as autoridades de resolução desses Esta- solução do grupo. desempenhem as mesmas k) Discussão de questões relacionadas com a resolução funções. tendo que uma empresa-mãe ou uma instituição de crédito estabe. clusões dessas reuniões. 6 — Sem prejuízo do disposto na alínea e) do número sempenhem as mesmas funções. 3 — Nos casos em que outros grupos ou colégios. que desempenhe as funções e execute as tarefas especi- f) Obtenção de um acordo sobre um programa de re.ª série — N.Diário da República. -mãe num país terceiro tenha pelo menos duas filiais ou tigar constrangimentos à resolubilidade dos grupos nos sucursais significativas estabelecidas em Portugal e noutro termos do disposto no artigo 116. enquanto presidente da União Europeia em que estejam estabelecidas sucursais do colégio de resolução: significativas. na qualidade de f) Manter todos os membros do colégio de resolução observadores. nos termos do disposto no artigo 145. para a tomada de decisões relativa. executem as mesmas anterior.º-AJ. mesmo sempre que a ordem de trabalhos preveja assuntos pode o Banco de Portugal. b) Coordenar todas as atividades do colégio de resolução. Estados membros da União Europeia em causa. e) Os membros do governo competentes.º 1.º-Q. funcionamento do colégio de resolução. condições e procedimentos previstos no presente artigo e . disposto no artigo anterior. no exercí- a) Promoção do intercâmbio das informações relevan.os 4 e 5 do artigo 148.º-AO. em particular o impacto po- que seria considerada significativa se estivesse estabelecida tencial dos mesmos sobre a estabilidade financeira dos na União Europeia. dencialidade equivalentes aos previstos no artigo 145. após consulta aos outros membros do co- da União Europeia em que a autoridade de resolução seja légio de resolução. in- j) Cooperação e coordenação com as autoridades de cluindo um colégio de resolução criado nos termos do resolução de países terceiros. 3 — Nos casos em que outros grupos ou colégios de. da União Europeia.º 1 têm como objeto o desempenho das Estado membro da União Europeia seja a autoridade de seguintes tarefas: resolução a nível do grupo. nos termos do disposto nos artigos dos membros estabelece um colégio de resolução europeu 145.º-AI e 145. do Estado membro da União Eu. panhia financeira mista constituída nos termos do disposto i) Definição dos requisitos mínimos de fundos próprios no n.º-K e 116. como autoridade de resolução sujeitos à tomada de decisões conjuntas ou relacionadas a nível do grupo.º-AH termos do disposto nos artigos 116. executem as mesmas tarefas e cumpram todas as de grupos transfronteiriços. o Banco de Portugal. não dispondo de direito de voto. das a participar no colégio de resolução. que o requeiram. participa nos colégios de resolução estabelecidos resolução de grupo. como manter todos os membros do colégio de resolução ropeia em que a autoridade de resolução seja membro de tempestiva e plenamente informados sobre o agendamento um colégio de resolução. f) O sistema de garantia de depósitos.º-L. no que diz respeito às filiais solução do grupo proposto nos termos do disposto nos e. Banco de Portugal preside ao colégio de resolução europeu h) Coordenação da utilização do Fundo de Resolução sempre que seja a autoridade responsável pela supervisão ou outros mecanismos de financiamento equivalentes em base consolidada de uma companhia financeira ou com- noutro Estado membro da União Europeia. ficadas no artigo anterior. efetivo e coe. em conta a relevância dos assuntos a debater para esses lecida na União Europeia tenha uma filial ou uma sucursal membros e observadores. contribuir para o funcionamento eficiente. os mecanismos e procedimentos de membro do colégio de resolução. as autoridades de resolução membros do colégio tarefas e cumpram todas as condições e procedimentos de resolução têm o direito de participar nas reuniões do previstos no presente artigo e nos n. o terminado grupo. podem ser convida.º 1. 1 — Caso uma instituição de crédito ou uma empresa- d) Adoção das medidas necessárias a eliminar ou mi. com uma entidade do grupo situada no seu Estado membro optar por não criar um colégio de resolução. nos Artigo 145. ou respetiva c) Convocar e presidir a todas as suas reuniões. Colégios de resolução europeus c) Avaliação da resolubilidade dos grupos. sendo o respetivo presidente nomeado g) Coordenação da comunicação pública relativa à por acordo entre os membros desse colégio.º.º-AJ. estratégia de resolução considerada adequada para de. revisão e atualização de planos de do n. com o objetivo de trabalhos. com sede em Portugal e que de- e créditos elegíveis a nível consolidado e a nível das filiais. tendo em conta as normas reuniões agendadas para que possam requerer a sua par- internacionais. 4 — Os colégios de resolução estabelecidos nos termos 7 — Sempre que uma autoridade de resolução de outro do disposto no n. d) Notificar os membros do colégio de resolução das rente dos colégios de resolução. tempestivamente.º-AI e 145.

º-E passivos. ou num período de tempo mais por não criar um colégio de resolução europeu. 6 — Quando o Banco de Portugal. longo que tenha sido acordado. mas veis pelas filiais abrangidas pelo programa de resolução que não se encontram preenchidos os requisitos previs. o Banco de Portugal pode 4 — Sem prejuízo do disposto nos números anteriores.º-E em relação a uma instituição por mútuo acordo com as demais autoridades de resolução de crédito do grupo noutro Estado membro da União dos Estados membros da União Europeia em que estão Europeia. sobre o reco.º 2 do artigo 145. o Banco de Portugal a) As medidas que lhe foram notificadas tornam pro- executa esses procedimentos de acordo com a lei nacional.º 2 do artigo 145.1700-(192) Diário da República.º 1. após consultar crédito ou empresa-mãe num país terceiro que: os restantes membros do colégio de resolução do grupo.º-E em relação a uma instituição de crédito a autoridade de resolução a nível do grupo. do Parlamento 5 — Quando o Banco de Portugal. sem prejuízo encontram preenchidos os requisitos previstos no n. do grupo. como autoridade Europeu e do Conselho.º-AI grupo noutro Estado membro da União Europeia.º 1 do artigo 145. contram preenchidos os requisitos previstos no n. do artigo 145. se essas medidas tornarão provável o preenchi- b) Detenha ou de qualquer forma disponha de ativos. as medidas a aplicar decisão de revogação da autorização de uma instituição de pelas autoridades de resolução relevantes em relação à crédito que seja filial de um grupo notificada nos termos empresa-mãe na União Europeia ou a determinadas en- do disposto no n. Aplicação de medidas de resolução a uma filial prorrogável com o consentimento da autoridade de resolu- do grupo ou revogação da sua autorização ção que efetuou a notificação. bem como das medidas de resolução que considera adequadas aplicar. 7 — O programa de resolução do grupo. notifica a autoridade de a) Ter em conta e seguir os planos de resolução refe- resolução a nível do grupo. proposto nos 2 — Quando o Banco de Portugal verificar que existem termos do disposto na alínea a) do número anterior. medidas de resolução ou a revogação da autorização não c) Especificar de que forma devem ser coordenadas as tornam provável a verificação dos requisitos previstos medidas de resolução. resulta fundamentos para a revogação da autorização de uma de uma decisão conjunta da autoridade de resolução a instituição de crédito com sede em Portugal que seja filial nível do grupo e das autoridades de resolução responsá- de um grupo. os colégios de de resolução a nível do grupo. a fim de cumprir as finalidades e os a nível do grupo. resolução do grupo e apresenta-a ao colégio de resolução. facto.º-C do colégio de resolução. pode o Banco de Portugal. o impacto provável daquelas medidas ou da revogação da a) Tenha filiais ou sucursais consideradas significativas autorização no grupo e nas entidades do grupo noutros por dois ou mais Estados membros da União Europeia Estados membros da União Europeia. exceto quando as autoridades de supervisão em base consolidada e os membros do colégio resolução avaliem. considerar que a adoção dessas e no n.º-E em relação a uma instituição de crédito provável o preenchimento dos requisitos previstos no n. após consulta dos restantes 6 — Quando o colégio de resolução europeu adote uma membros do colégio de resolução nos termos do disposto decisão conjunta sobre o reconhecimento e execução dos no número anterior. bem como caso concreto.º 1 ou tomar a b) Apresentar. devendo: tos no n. avalia. no- responsável pela supervisão em base consolidada e os tifica a autoridade responsável por essa instituição ou membros do colégio de resolução do grupo em causa desse entidade desse facto.º 2 artigo 145.º 2 do artigo 145.º 2 do disposto no n. ativos sob gestão ou elementos extrapatrimoniais em relação a uma instituição de crédito do grupo noutro localizados em dois ou mais Estados membros da União Estado membro da União Europeia.os 4 e 5 do artigo 148. tendo em conta as circunstâncias do de resolução do grupo em causa desse facto.º 2. e em alternativa ao disposto no n.os 1 ou 2.º 2 do b) As medidas que lhe foram notificadas não tornam artigo 145.º-K.º. como autoridade de resolução a nível do grupo. notificadas nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 145. a autoridade responsável pela ridos no artigo 116. em linhas gerais.º da Diretiva 2014/59/UE.º 60 — 26 de março de 2015 nos n. optar prevista nos n. vável o preenchimento dos requisitos previstos no n. em estabelecidas em dois ou mais Estados membros.º-E ou de que existem fundamentos para a nhecimento e execução dos procedimentos de resolução revogação da autorização em relação a uma instituição de de países terceiros relacionados com uma instituição de crédito que seja filial de um grupo.º 1 ou tomar a decisão de revogação da autorização europeus o disposto no artigo anterior. após consulta dos restantes membros princípios da resolução referidos no n. Europeia ou regidos pela lei desses Estados membros. estabelecidas filiais ou sucursais significativas de uma 4 — Se a autoridade de resolução a nível do grupo não instituição de crédito ou uma empresa-mãe com sede num se pronunciar no prazo de 24 horas a contar da notificação país terceiro. ou particular.º-E em relação a uma instituição de crédito do Artigo 145.º 2 apenas se a autoridade de resolução tidades do grupo. das de forma mais eficaz através da aplicação de medidas 3 — O Banco de Portugal pode aplicar as medidas distintas das previstas nos planos de resolução. no artigo 93. nos termos do disposto no artigo 22.º-AL.º 2 do artigo 145. no n. considerar que: procedimentos de resolução de países terceiros. elabora. 1. de uma instituição de crédito que seja filial de um grupo 5 — Na ausência de um acordo internacional referido notificada nos termos do disposto no n. for notificado de que se resolução europeus decidem igualmente. mento dos requisitos previstos no n. analisando. a autoridade do grupo noutro Estado membro da União Europeia.ª série — N.º 2 com sede em Portugal que seja filial de um grupo notifica do artigo 145. de 15 de maio. uma proposta de programa de 1 — Quando o Banco de Portugal verificar que se en. .º. que as finalidades da resolução serão atingi- dos efeitos decorrentes dessa decisão. no prazo máximo de 24 horas após a receção da notificação.º-D. nos ter- mos do disposto no número anterior.º-E. aplicar as medidas notificadas nos termos do disposto aplica-se ao funcionamento dos colégios de resolução no n.

º-K e o impacto potencial da aplicação b) A aplicação das medidas de resolução à empresa-mãe daquelas medidas na estabilidade financeira dos Estados ou a revogação da sua autorização não são suficientes para membros da União Europeia em causa ou nas outras en. ou apresentado pela autoridade de resolução a nível do grupo. revela-se adequada para as filiais do grupo. tendo em consideração a de insolvência. após con- mente com o colégio de resolução com vista a garantir sultar os outros membros do colégio de resolução do uma estratégia de resolução coordenada para todas as grupo.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(193) d) Definir um plano de financiamento que tenha em outros membros do colégio de resolução do grupo em conta o programa de resolução do grupo e os princípios causa desse facto.º. aplica as medidas de resolução notificadas nos entidades do grupo que estejam em risco ou em situação termos do disposto no n. são reconhecidas como filiais abrangidas pelo programa de resolução do grupo.º-E 7 — Quando o Banco de Portugal. pode requerer à Autoridade Bancária Europeia que das de resolução a uma filial do grupo. nos termos do disposto no artigo 22. 8 — O Banco de Portugal. pode requerer à do artigo 145. por razões de estabilidade financeira.º 1 incluam a aplicação de um da União Europeia. notifica a autoridade resolução membro do colégio de resolução de um grupo. grupo. situação ou em risco de insolvência.º 2 pelo programa de resolução do grupo. como autoridade de reso. e informa os membros do colégio de resolução do grupo da evolução da situação. mas que não se lução responsável por instituições de crédito abrangidas encontram preenchidos os requisitos previstos no n. dos no artigo 116. bem para efeitos do número anterior.º-E em relação a uma entidade do grupo tomando em consideração os planos de resolução referi. aplicação dessas medidas de resolução.º-E.º 2 do artigo 116. como autoridade de resolu- 12 — Quando não seja aplicado um programa de re. tendo devidamente em conta no artigo 116. os membros do colégio de resolução da conjunta prevista no número anterior.ª série — N. não discordar do programa de resolução do grupo autoridades de resolução dessas filiais.º 2 do artigo 145.º-E de acordo com uma determinação das grupo. ção de filiais abrangidas pelo programa de resolução do solução do grupo e o Banco de Portugal aplique medi. 1. em conjunto com as restantes autoridades de resolu. definitivas pelo Banco de Portugal.º-L de resolução a nível do grupo. verificar que existem fun- e no artigo 145.º-AJ das finalidades da resolução.os 7 disposto no n.º 2 de resolução membro do colégio de resolução de um do artigo 145. 10 — Quando o Banco de Portugal. verificar que se encontram pre.º 2 do artigo 145. do disposto no n. quando uma decisão conjunta da autoridade de resolução a nível tomada por outras autoridades de resolução membros do do grupo e das autoridades de resolução responsáveis pelas colégio de resolução de um grupo. este assume a forma de e 10 e a decisão individual a que se refere o n. o Banco de Portugal. das medidas que aplicará. estabilidade financeira dos Estados membros da União 13 — Para efeitos do presente artigo. programa de resolução do grupo elaborado nos termos do 11 — As decisões conjuntas a que se referem os n. caso se verifique que. como dos efeitos decorrentes dessa decisão. grupo.º 7 do artigo anterior. notifica a autoridade de resolução a nível do a) A aplicação das medidas de resolução à empresa-mãe grupo e as outras autoridades de resolução abrangidas ou a revogação da sua autorização tornam provável que pelo programa de resolução do grupo dos motivos da se verifique o preenchimento dos requisitos previstos no discordância e. financiamento nos diferentes Estados membros da União 2 — Quando o Banco de Portugal. 9 — Quando o Banco de Portugal. como autoridade c) As filiais preenchem os requisitos previstos no n. plena e assista as autoridades de resolução na tomada da decisão regularmente. lução referido no n.º 1.º 3. bem como das medidas de resolução para a partilha de responsabilidades entre as fontes de que considera adequado aplicar. de outras medidas.Diário da República.º-K. restabelecer o equilíbrio financeiro ou a solvabilidade do tidades do grupo. como autoridade Europeia previstos na alínea g) do n. notifica a autoridade responsável pela Autoridade Bancária Europeia que assista as autoridades supervisão em base consolidada e os outros membros do de resolução na tentativa de chegar a uma decisão conjunta colégio de resolução do grupo em causa desse facto.º-AK.º 1 podem incluir a aplicação de um discordar do programa de resolução do grupo proposto programa de resolução do grupo elaborado nos termos pela autoridade de resolução competente ou considerar do disposto no n. Europeia em causa e os planos de resolução previstos tugal atua de forma célere. noutro Estado membro da União Europeia. informa. 5 — O Banco de Portugal. cooperando estreita. como autoridade de em relação à empresa-mãe do grupo. cooperando estreitamente com o colégio de resolução -mãe do grupo ou revogação da sua autorização com vista a garantir uma estratégia de resolução coor- 1 — Quando o Banco de Portugal. devem ser que: aplicadas medidas distintas das que são propostas nesse programa. ção do grupo que também não tenham discordado. des de resolução considerem que as medidas previstas nesses planos não são as mais adequadas à prossecução Artigo 145. como autoridade de denada para todas as entidades do grupo que estejam em resolução a nível do grupo. o Banco de Por. n. como autoridade de 3 — As medidas de resolução notificadas nos termos resolução membro do colégio de resolução de um grupo. exceto nos casos em que as autorida- a urgência da situação. d) A adoção de um programa de resolução do grupo pode.º 7 do artigo anterior. damentos para a revogação da autorização de uma insti- tuição de crédito que seja a empresa-mãe de um grupo. adotar uma decisão conjunta sobre um programa de resolução do 4 — Caso as medidas de resolução notificadas nos grupo que abranja as entidades nos seus Estados membros termos do disposto no n. enchidos os requisitos previstos no n. Aplicação de medidas de resolução a uma empresa. se for o caso.º 9. responsável pela supervisão em base consolidada e os discordar do programa de resolução do grupo proposto . 6 — Quando não seja aplicado o programa de reso- bem como da evolução da situação.

º-A. resolução. mecanismo de financiamento do grupo e pode. e tem em conta. com exceção a urgência da situação.º-B. deve aplicar dos mecanismos de financiamento da resolução. dade de resolução a nível do grupo em termos semelhantes lecidas entidades do grupo abrangidas pelo programa de aos previstos no n. pelas empresas de investimento que do disposto nos artigos 145. o Banco de Por.º-F. que exerçam as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do supervisionadas no Estado membro da União Europeia n. bem como a descrição da finalidade são afetos ao Fundo de Resolução de acordo com as suas e forma dessa contribuição. pelas empresas de 10 — Para efeitos do presente artigo. e 8 e a decisão individual a que se refere o n. Apoio financeiro à resolução de um grupo b) A proporção dos ativos do grupo detidos pelas ins- 1 — Em caso de resolução de um grupo nos termos tituições de crédito. ção do mecanismo de financiamento da resolução do grupo mento da resolução. 7 — As receitas ou os benefícios decorrentes da utiliza- e) A contribuição total de cada mecanismo de financia. investimento que exerçam as atividades previstas nas tugal atua de forma célere.º-AI ou 145.º-AK no Estado membro da União Europeia desse mecanismo de financiamento da resolução.º 4 do artigo 153. ou por uma das entidades previstas no n. detidos pelas instituições de crédito. quando designadamente: tomada por outras autoridades de resolução membros do colégio de resolução de um grupo. Estados membros da União Europeia onde estão situadas 8 — Quando o Banco de Portugal. nos termos das suas legislações nacionais. como tal.º-F. de financiamento dos Estados membros da União Europeia tado pela autoridade de resolução a nível do grupo.º-K afetadas e a forma dessa contribuição. ou de uma das entidades previstas no n. estabelecidas no Estado membro da União a nível do grupo.ª série — N. resolução membro do colégio de resolução de um grupo.1700-(194) Diário da República. 1. propõe. estabelecidas Artigo 145. das medidas que irá aplicar. o Fundo de Resolução é o niais e ativos sob gestão das entidades do grupo afetadas. tados membros da União Europeia onde estão situadas as notifica a autoridade de resolução a nível do grupo e as entidades do grupo afetadas. 6 — Não sendo o Banco de Portugal a autoridade de d) O montante das contribuições a efetuar pelo Fundo resolução a nível do grupo. se e. nos termos do disposto no ar. contrair em- aplicação das medidas de resolução. do serviço de colocação sem garantia. e pelos sistemas de garantia de depósitos dos financiamento da resolução do Estado membro da autori- Estados membros da União Europeia em que estão estabe. que façam parte do grupo. desse mecanismo de financiamento da resolução. de instituições financeiras ou de terceiros. 5 — Sempre que o Banco de Portugal seja a autoridade tigo 145. o qual deve Europeia da autoridade de resolução a nível do grupo ser acordado nos termos do processo decisório referido que. cujos em conjunto com as restantes autoridades de resolução prazos.º. aos ativos. como autoridade de resolução do artigo 152. pode.º-AJ. Europeia desse mecanismo de financiamento da resolução. União Europeia onde estão situadas as entidades do grupo deração os planos de resolução referidos no artigo 116. nas con- b) Os prejuízos de cada entidade do grupo aquando da dições definidas no n. e necessário antes de tomar medidas de resolução. suportar por cada categoria de acionistas e credores. com exceção do serviço de colocação o previsto no presente artigo. nos termos do disposto no ar. com exceção do serviço de colo.º 60 — 26 de março de 2015 pela autoridade de resolução a nível do grupo ou conside. a base de repartição da contribuição de cada membros da União Europeia. sem garantia.º 1 do artigo 152. do grupo que também não tenham discordado. tendo devidamente em conta alíneas c) ou f) do n. o Fundo de Resolução pode de Garantia de Depósitos. como autoridade de as entidades do grupo afetadas. i) Calendarização para a intervenção dos mecanismos não discordar do programa de resolução do grupo apresen.º-A. garantir os empréstimos contraídos pelo mecanismo de tigo 167. por razões de estabilidade financeira. outras autoridades de resolução abrangidas pelo programa g) O montante que cabe a cada mecanismo nacional de resolução do grupo dos motivos da discordância e. poderão ser alargados. se de financiamento da resolução dos Estados membros da for o caso. o montante do empréstimo a contrair estabilidade financeira dos Estados membros da União pelos mecanismos de financiamento da resolução dos Europeia em causa ou nas outras entidades do grupo. o Fundo de exerçam as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. após consulta das autoridades de resolu. ção das instituições de crédito e empresas de investimento c) Os prejuízos que determinadas entidades do grupo.º 1 Resolução presta apoio financeiro em conformidade com do artigo 199. a) Uma avaliação. um plano d) Os recursos a disponibilizar pelo mecanismo de de financiamento como parte do programa de resolução do financiamento da resolução do Estado membro da União grupo previsto nos artigos 145.º 1 do artigo 199. passivos.º-AJ. são reconhecidas como a) Os ativos ponderados pelo risco e os ativos do grupo definitivas pelo Banco de Portugal.º 7. e o impacto potencial da aplicação daquelas medidas na h) Se for o caso.º-AI e 145. se espera que nessas normas para o programa de resolução do grupo.º-K.º 1 do artigo 199. de resolução a nível do grupo. f) A base de cálculo do montante que cabe a cada um rar que. se necessário. adotar uma decisão conjunta sobre um programa de resolução 4 — Salvo disposição em contrário no plano de finan- do grupo que abranja as instituições nos seus Estados ciamento. tornaram necessária a resolução do grupo. no âmbito do plano de financiamento. mecanismo de financiamento da resolução é compatível com os princípios estabelecidos nos planos de resolução 9 — As decisões conjuntas a que se referem os n.º-H. os prejuízos a participantes.º 1 2 — O Banco de Portugal.º 4 do artigo 153. sofreram cação sem garantia. sejam utilizados para beneficiar diretamente as entidades 3 — O plano de financiamento inclui: do grupo estabelecidas nesse Estado membro. contribuições para o financiamento da resolução do grupo.º.º-A. tomando em consi. dos Es- medidas distintas das que são propostas nesse programa. . elementos extrapatrimo. préstimos ou outras formas de apoio junto das instituições c) Para cada entidade do grupo afetada.os 4 dos grupos previstos no artigo 116. onde estão situadas as entidades do grupo afetadas.

em nesse país. toma a sua artigo 145. b) Proceder à transferência da titularidade de ações ou b) O Banco de Portugal considera que a instituição de de outros títulos representativos do capital social de uma crédito do país terceiro não está em condições. caso o própria decisão sobre o reconhecimento e a execução dos exercício desses direitos tenha como fundamento a apli- procedimentos de resolução de países terceiros relaciona. quando se verifiquem as de estabelecimento em causa.º 5 do sem prejuízo do disposto no número seguinte. da aplicação de medidas de intervenção corretiva ou do exercício dos poderes previstos no artigo 145. Relações com países terceiros c) Exercer os poderes previstos no artigo 145. de cumprir as uma companhia financeira mista-mãe na União Europeia suas obrigações para com os credores da União Europeia. caso esses poderes sejam Reconhecimento e execução dos procedimentos necessários para executar os procedimentos de resolução de resolução de países terceiros de países terceiros. num prazo razoável. não bene. dade financeira desses Estados membros. e no n.º 2.º-I. ou de crédito autorizada num país terceiro que não esteja e) Os efeitos desse reconhecimento ou execução vio. teriam efeitos negativos sobre a estabilidade financeira em 5 — O reconhecimento e a execução dos procedimen- Portugal ou noutro Estado membro da União Europeia. 4 — O Banco de Portugal pode.º 1. que esse incumprimento ou a situação de insolvência seja cida em Portugal ou regida pelo direito interno ou quando ultrapassado ou evitado.º-AV. d) Suspender qualquer direito de vencimento anteci- des de resolução que compõem o colégio de resolução eu. ou prova- filial de uma instituição de crédito de um país terceiro ou de velmente deixará de estar em condições.Diário da República. incluindo obrigações de pagamento.º-AJ. continuem a ser cumpridas. de crédito autorizadas num país terceiro tantes de países terceiros com direitos de natureza jurídica análoga ao abrigo dos procedimentos de resolução do país 1 — O Banco de Portugal. aplicar medidas de reso- europeu esteja estabelecido ao abrigo do disposto no ar. 1. interno aplicável. de entrega dessa execução nas outras partes do grupo e na estabili. denúncia. cação de uma medida de resolução a essas entidades ou a dos com uma instituição de crédito ou uma empresa-mãe outras entidades do grupo. o Banco de Portugal. lução a uma empresa-mãe.º-AL no n. condições previstas no n.º 5 do artigo 145.º-AH.º-H. o impacto potencial desse reconhecimento e contratos. bem como qualquer direito de afetar de um colégio de resolução europeu. pode recusar o reconhecimento ou a exe. oposição à renovação ou alte- ropeu prevista no n. tendo em conta os interesses de cada resolução do país terceiro quer na sequência de requisitos Estado membro em que esteja estabelecida uma institui. a) A sucursal não cumpre. quer pela própria autoridade de de um país terceiro.º-AV e os princípios e requisitos de países terceiros previstas no n. através do os créditos relacionados com esses direitos e obrigações recurso a medidas executadas pela própria instituição de tenham força executória em Portugal.º-AH.º-AM c) Os credores. não sendo previsível de um país terceiro contabilizados pela sucursal estabele. quando razões de in- toridades de resolução em que um colégio de resolução teresse público o justifiquem. em especial os depositantes. sujeita a procedimentos de resolução num país terceiro lariam o direito interno. se a) Exercer os poderes de resolução em relação: razões de interesse público o justificarem e se se verificar i) A ativos de uma instituição de crédito ou empresa. 2 — O Banco de Portugal. ou está em risco sério de não gidos pelo direito interno. alguma das seguintes condições: -mãe de um país terceiro localizados em Portugal ou re.º-AB em relação aos contratos celebrados por uma entidade referida Artigo 145. e prestação de garantias. no n.º 5 do artigo 145. tos de resolução de países terceiros não prejudicam os b) A aplicação de medidas de resolução a uma sucursal processos normais de insolvência ao abrigo do direito estabelecida em Portugal de instituições de crédito auto. rizadas num Estado membro da União Europeia seria ne- cessária para a realização de algum objetivo da resolução.º 5 do artigo 145.º-D. Resolução de sucursais estabelecidas em Portugal de instituições ficiariam do mesmo tratamento que os credores e deposi. ou na ausência ração de condições. país terceiro determinar que uma instituição de crédito cução de procedimentos de resolução de países terceiros estabelecida nesse país terceiro preenche os requisitos se considerar que: para a aplicação de uma medida de resolução nos termos do direito desse país terceiro. nhecimento e execução dos procedimentos de resolução o disposto no artigo 145.º 2 do artigo 145. o Banco de Portugal pode: 2 — O Banco de Portugal pode aplicar as medidas de resolução ou exercer os poderes referidos no n. cumprir.º 1. 145. Artigo 145. para esse efeito. . pode aplicar medidas de d) O reconhecimento ou a execução dos procedimentos resolução ou exercer poderes de resolução em relação a de resolução de países terceiros teria implicações orça. aplicando-se o disposto no a) Os procedimentos de resolução de países terceiros artigo 145.º-E e 145. após consultar outras au. os requisitos para a manutenção da autorização ii) A direitos e obrigações de uma instituição de crédito para o exercício da sua atividade. resolução.º-AH. uma sucursal estabelecida em Portugal de uma instituição mentais para Portugal. os direitos contratuais das entidades referidas no n. aplicando-se. legais e regulamentares quanto a mecanismos de resolução ção de crédito ou empresa-mãe de um país terceiro e. quando tais sejam adequados. ou que esteja sujeita a procedimentos de resolução num país terceiro que foram recusados nos termos do disposto 3 — No âmbito das decisões tomadas quanto ao reco.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(195) SECÇÃO VII estabelecida num Estado membro da União Europeia ou solicitar a outra entidade que adote as medidas para o fazer.ª série — N. e 1 — Na ausência de uma decisão conjunta das autorida. se a autoridade relevante do tigo 145.º-AH e de outras entidades do grupo. pado. crédito. desde que as obrigações emergentes desses particular.º-AH previstos nos artigos 145.

os 5 e permitidos por esse Estado membro da União Europeia.º terceiros e o respetivo tratamento ficam sujeitos às regras estabelecidas em Portugal quando estas últimas tenham da União Europeia e da lei nacional aplicável em matéria também filiais ou sucursais significativas estabelecidas de proteção de dados. em relação a essa instituição de crédito aplicação de medidas de resolução conjuntas. que não foram ou provavelmente não serão adotados. nos termos do disposto no presente artigo.º do Regu- 1 — Na ausência de um acordo internacional previsto lamento (UE) n. 4 — Os acordos-quadro previstos no presente artigo não preveem regras ou disposições aplicáveis a institui- Artigo 145.º. cometidas às autoridades dos que está estabelecida alguma sucursal de uma instituição países terceiros relevantes. do Parlamento Europeu e no n.1700-(196) Diário da República.º da Diretiva n. Deveres gerais das instituições de crédito objeto de resolução d) Notificação ou consulta das partes envolvidas no acordo de cooperação antes da aplicação de qualquer No âmbito da aplicação de medidas de resolução ou medida prevista no título VIII ou medidas equivalentes nos do exercício de poderes de resolução.º 1 do artigo 93.º 2014/59/UE. c) As autoridades relevantes dos países terceiros em b) Caso a troca de informações respeite a dados pes- que estão estabelecidas filiais de empresas-mãe ou em. e noutro Estado membro da União Europeia.os 2 e 3 do artigo 97. incluindo a definição de princípios para o b) As informações só forem divulgadas para os fins exercício de poderes nos termos do disposto nos n.º-AN ções de crédito específicas. do país terceiro. utilizadas para esse fim. nem impedem o Banco de Cooperação com as autoridades dos países terceiros Portugal de celebrar acordos bilaterais ou multilaterais com países terceiros.º-AH e nos artigos 145. e de resolução. c) As informações são necessárias para o desempenho d) As autoridades relevantes dos países terceiros em de funções de resolução.º-AP países terceiros em causa.ª série — N. termos da lei dos países terceiros em causa que afete a dos através da sucursal. apenas podendo ser lecidas em Portugal. de estabelecida uma instituição de crédito que tenha sucursais garantias de segredo equivalentes às previstas no presente em Portugal e noutro Estado membro da União Europeia. terceiros nos termos do disposto no presente artigo podem o Banco de Portugal apenas as divulga às autoridades dos dispor sobre as seguintes matérias: países terceiros relevantes se: a) Troca das informações necessárias à elaboração. de 15 de maio. do do Conselho.º-AL e 145. in- a) As autoridades relevantes do país terceiro em que cluindo informações relativas aos planos de recuperação. 2 — O Banco de Portugal celebra acordos-quadro de cooperação. previstas no presente Regime Geral. Regime Geral. quaisquer procedimentos de resolução ou f) Procedimentos e mecanismos para a troca de infor- processos de insolvência do país terceiro adequados. a) A autoridade relevante do Estado membro da União revisão e atualização dos planos de resolução. nomeadamente. 5 — O Banco de Portugal notifica a Autoridade Bancá- -se à cooperação entre o Banco de Portugal e autoridades ria Europeia dos acordos de cooperação por si celebrados relevantes de países terceiros o disposto no presente artigo. de 24 de novembro. 1 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 80. o Banco de Portugal só de países terceiros: pode trocar informações sujeitas a dever de segredo. do Parlamento Europeu e do Conselho. de 15 de maio. à medida que vão vencendo. 6 do artigo 145. aplica. na avaliação de todas as autoridades em causa. Parlamento Europeu e do Conselho. está estabelecida a empresa-mãe ou uma empresa análoga com autoridades de países terceiros se estiverem reunidos às referidas nas alíneas b) e c) do n. a transmissão desses dados a autoridades de países presas referidas nas alíneas b) e c) do n. anteriores. num e) Coordenação da comunicação pública em caso de prazo razoável.º 60 — 26 de março de 2015 incluindo as obrigações emergentes de contratos celebra.º que os seguintes requisitos: tenha uma filial em Portugal e noutro Estado membro.º 1 do artigo 152.º-AO celebrados pela Autoridade Bancária Europeia nos ter- Troca de informações sujeitas a dever de segredo mos do disposto nos n.º 2014/59/UE. 3 — Os acordos de cooperação celebrados entre o 2 — Caso as informações sujeitas a dever de segredo Banco de Portugal e as autoridades relevantes de países tenham origem noutro Estado membro da União Europeia. consideradas equivalentes às de crédito com filiais ou sucursais significativas estabe. 1. e instituição de crédito ou grupo a que o acordo diz respeito. em harmonia com os acordos-quadro Artigo 145. a) As autoridades do país terceiro em causa benefi- b) A autoridade relevante do país terceiro em que está ciam.º 1 do artigo 152.º da Diretiva n. soais. com as seguintes autoridades relevantes para efeitos da presente secção.º-AM e de poderes semelhantes nos termos da lei dos países SECÇÃO VIII terceiros em causa. nos termos do artigo 33. mações e cooperação nos termos do disposto nas alíneas c) A autoridade relevante do país terceiro iniciou proce. c) Troca das informações necessárias para a aplicação Outras disposições das medidas de resolução e o exercício dos poderes de resolução e de poderes semelhantes nos termos da lei dos Artigo 145. Europeia no qual tiveram origem as informações concor- b) Consulta e cooperação no desenvolvimento de planos dar com essa divulgação. do país terceiro ou notificou o Banco de Portugal da sua intenção de o fazer.º 1093/2010. se for caso disso. através da dimentos de resolução em relação à instituição de crédito criação de grupos de gestão de crises.º a 82. a instituição de .

º. do presente capítulo. o Banco de Portugal na lei aplicável.ª série — N.º 1 do artigo 145. Artigo 145. d) O Fundo de Resolução. após a aplicação de qualquer medida de resolução.º 2 do artigo 145. . 1. a sua intervenção. relativas à valorização dos ativos mento da informação. o Banco de Portugal entender que se encontram assegu- radas as finalidades previstas no n. de imediato. dencial que se possam mostrar relevantes para o cálculo da indemnização.º 3 do artigo anterior. respetivamente a autoridade de cisões do Banco de Portugal que apliquem medidas de resolução e a autoridade de supervisão da instituição de resolução. esclarecimen- bem como de qualquer meio contencioso onde seja dis- tos. nos termos conjugados do n. iniciativa oficiosa do Banco de Portugal.Diário da República.º do Código do Processo dos Tribunais g) A autoridade responsável pela supervisão em base Administrativos. incluindo sistemas de informa- rio. nomeadamente quanto à capacidade futura Artigo 145.º-AR a) O Conselho Único de Resolução e o Banco Cen- Meios contenciosos e interesse público tral Europeu. tenças anulatórias de quaisquer atos praticados no âmbito e) A autoridade de resolução a nível do grupo. nível de confidencialidade adequado no acesso e trata- tração por prova pericial. notifica imediatamente desse facto as seguintes autorida- des.º do Código do Processo dos Tribunais Admi. independentemente da natureza do seu suporte. o Banco de Portugal comunica ao interessado h) O Comité Europeu de Risco Sistémico. com ressalva c) O Fundo de Garantia de Depósitos e demais sistemas das especialidades previstas nos números seguintes. exerçam poderes de resolução ou designem crédito. seguindo-se o regime de liquidação previsto relação a uma instituição de crédito. ou da intervenção eventualmente realizada transmissário exercer eficazmente a atividade transferida. o consolidada. pelo Fundo de Garantia de Depósitos ou pelo Fundo de mesmo que a instituição de crédito objeto de resolução ou Garantia do Crédito Agrícola Mútuo.º 2013/36/UE. a entidade relevante do grupo esteja em liquidação. para permitir a sua intervenção. de garantia de depósitos nos quais a instituição de crédito derando os interesses públicos relevantes que determinam participe. e desde que estes últimos garantam o 2 — A apreciação de matérias que careçam de demons. que sejam necessários para permitir ao Resolução. nistrativos.º-AQ da instituição de crédito para cumprir os requisitos gerais Regime de liquidação de autorização.º 1 do de 26 de junho. iniciando-se. nos termos 1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 12. 2 — Independentemente da sua eventual intervenção d) Presta.º-AS b) Presta ao transmissário. comunicações e divulgação das medidas cício da sua atividade. do Parlamento Europeu e do Conselho.º 2 do artigo 175. f) O membro do Governo responsável pela área das cução. as de. invocar causa legítima de inexe.º-AT e verificar que a instituição de crédito não cumpre os requisitos para a manutenção da autorização para o exer. pode revogar a autorização da 1 — Quando se encontrem preenchidos os requisitos instituição de crédito que tenha sido objeto da medida previstos nas alíneas a) e b) do n. e do artigo 163. n. nomeadamente do que seja prestado pelo Fundo de ção e instalações. 4 — Notificado nos termos e para os efeitos do n. independentemente da cutido o pagamento de indemnização relacionada com a natureza do seu suporte. participante no Fundo e na medida em que seja necessário 3 — O Banco de Portugal pode.º-E em em causa. nos termos do disposto nos n.º 1 do artigo 145.º daquele mesmo Código.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(197) crédito objeto de resolução ou qualquer entidade do grupo e ao tribunal os relatórios das avaliações efetuadas por estabelecida em Portugal: entidades independentes em seu poder que tenham sido requeridos com vista à adoção das medidas previstas no a) Presta todos os esclarecimentos. não deve ser tomada em consideração a mais-valia resul- c) Disponibiliza o acesso a quaisquer serviços opera- tante de qualquer apoio financeiro público extraordiná- cionais e infraestruturas. nos casos em que estes sejam. administradores para a instituição de crédito objeto de b) A autoridade de supervisão e a autoridade de reso- resolução estão sujeitas aos meios processuais previstos lução das sucursais da instituição de crédito. toda a assistência. sem prejuízo da faculdade de Se. informações e documentos. para o qual foram transfe- ridos direitos. mediante remuneração fixada pelo Banco de como parte. relacionados com a atividade adoção das medidas previstas no n. artigo 145. caso sejam diferentes e quando aplicável: Artigo 145. Notificações. ações ou outros instrumentos Avaliações e cálculo de indemnizações representativos do capital social da instituição de crédito 1 — Para efeitos do disposto no n. e passivos que são objeto ou estejam envolvidos nas medi.º e lidada nos termos do capítulo 3 do título VII da Diretiva 166. é efetuada no processo principal.os 1 e 2 do artigo 178. solicitados pelo Banco de Portugal. cumentos. na legislação do contencioso administrativo. caso a instituição de crédito esteja sujeita a procedimento tendente à fixação da indemnização devida supervisão com base na sua situação financeira conso- de acordo com os trâmites previstos nos artigos 178. cabendo ao juiz do processo notificar o Banco para esse efeito. transferida. nesse caso.º-E. informações e do- presente capítulo. em execução de sen. se a instituição de crédito for das de resolução adotadas.º finanças. processos referidos no número anterior um relatório de os serviços que o transmissário considere necessários para avaliação que abranja todos os aspetos de natureza pru- efeitos do regular desenvolvimento da atividade transferida. compete ao Banco de Portugal apresentar nos Portugal tendo em consideração as condições de mercado.º-F. objeto de resolução. consi. na medida em que seja necessário para permitir a sua adoção. da legislação aplicável. obrigações.º-C Artigo 145.

º 60 — 26 de março de 2015 2 — A decisão do Banco de Portugal de aplicação de ção de crédito objeto de resolução não se encontrarem uma medida de resolução é notificada. 5 — O Banco de Portugal publica a decisão de aplica. trem admitidos à negociação em mercado regulamentado. sível. Artigo 145. b) Ser acompanhado de parecer do Banco de Portugal quanto à verificação dos requisitos para a aplicação dos 6 — Se as ações. artigo 145.º 4 deve: d) No sistema de difusão de informação da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. ao Banco Central Europeu. podem ser e à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de deduzidos dos lucros tributáveis das instituições para as Pensões. para as operações Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mer.os 85/2001. aos representantes dos trabalhadores da instituição c) Isenção dos emolumentos e de outros encargos legais de crédito objeto de resolução.º 1 do mesmo artigo.º e no h) Ao Comité Europeu de Risco Sistémico. missão de imóveis. tibilidade com as normas que regulam a atividade das .º do Decreto-Lei n. precedido de requerimento efeitos para os clientes da instituição de crédito objeto das instituições para as quais a atividade seja parcial ou de resolução e. liários junto do emitente ou que estejam à disposição do temas de garantia de depósitos nos quais a instituição de Banco de Portugal. à sua compa- capital social ou os instrumentos de dívida da institui. de 9 de setembro.º 1 ou no aos sistemas em que participa. se for caso disso. de 18 de março.º 221/2000. conhecidos tuição de crédito objeto de resolução. n. de 26 de junho. 1 — À transferência parcial ou total da atividade de dada nos termos do disposto no capítulo 3 do título VII uma instituição de crédito nos termos do disposto nos da Diretiva n. de resolução. 6 — O requerimento previsto no n. a) No sítio na Internet do Banco de Portugal. e que j) À Comissão do Mercado de Valores Mobiliários por esta não tenham sido ainda utilizados.º e até ao uma instituição nos termos do disposto na alínea d) do fim do período referido no n. nos k) Caso a instituição de crédito objeto de resolução seja termos e condições estabelecidos no artigo 52. 4 — Os benefícios previstos no presente artigo são ção de uma medida de resolução ou um aviso que resuma concedidos por despacho do membro do Governo respon- essa mesma decisão e respetivos efeitos.º-O é aplicável. em particular os sável pela área das finanças. de 29 de junho. da Autoridade Tributária e Aduaneira no prazo de 90 dias ou.º-M e 145.º-A. admitidos à negociação em mercado regulamentado. 7 — A decisão do Banco de Portugal de aplicação de d) Ao Fundo de Resolução. com as necessárias Conselho. 3 — Às transferências de ativos no âmbito da aplica- 18/2013. logo que possível. da publicação prevista na alínea a) do n. aumento do capital 4 — A decisão do Banco de Portugal de aplicação de ou do ativo das instituições para as quais a atividade seja uma medida de resolução é comunicada. aos seus trabalhadores. seguintes meios: 5 — O despacho a que se refere o número anterior es- tabelece os benefícios concedidos à operação. apreciação. 2 — Os prejuízos fiscais de uma instituição de crédito plementares de Reforma e à Autoridade Bancária Europeia. adaptações.º do Código do Trabalho.º 3 do artigo 75. logo que pos. de títulos representativos do capital social e aos credores b) À autoridade de supervisão das sucursais da insti. nos termos definidos no que se mostrem devidos pela prática das operações ou atos n. solicita a sua divulgação pelos contados da data da decisão do Banco de Portugal. de 6 de fevereiro.º-AU g) À autoridade responsável pela supervisão em base Regime fiscal consolidada. caso as ações. contado artigo 2. uma medida de resolução e indica o início de produção b) Isenção do imposto do selo.º 2. cados. à o Rendimento das Pessoas Coletivas. 1. limites anuais aplicáveis na dedução dos prejuízos fiscais c) No sítio na Internet da instituição de crédito objeto transmitidos. bem como. caso sejam diferentes e quando Banco de Portugal envia cópia da decisão de aplicação aplicável: de uma medida de resolução aos acionistas.º 4 do artigo 286. ção das medidas de resolução referidas no n. os termos e o período totalmente transferida. o qual deve ser apresentado junto da suspensão ou restrição previstos no artigo 145. conforme os casos.ª série — N. objeto das medidas referidas no número anterior.º-AB. quais a atividade seja parcial ou totalmente transferida.º-S são aplicáveis os seguintes benefícios: 3 — A notificação prevista no número anterior inclui a) Isenção de imposto municipal sobre as transmissões cópia da decisão do Banco de Portugal de aplicação de onerosas de imóveis. existam. aos titulares a) À instituição de crédito objeto de resolução. rações e demais informações relevantes para a respetiva vida da instituição de crédito objeto de resolução se encon. caso não necessários à execução daquelas medidas. do Parlamento Europeu e do artigos 145. ou.º 5. uma medida de resolução produz efeitos a partir da data e) À autoridade de resolução a nível do grupo. o às seguintes entidades. a) Conter expressamente a descrição dos atos e ope- los representativos do capital social ou instrumentos de dí. e à constituição. da instituição de crédito objeto de resolução. e 40/2014. e identificados no registo das emissões de valores mobi- c) Ao Fundo de Garantia de Depósitos e demais sis. quando for o caso e sem prejuízo do disposto no n. outros títulos representativos do benefícios previstos no presente artigo. outros títu. do período de tributação a que os mesmos se reportam.1700-(198) Diário da República. caso a instituição de crédito esteja sujeita a supervisão com base na sua situação financeira consoli. relativamente à trans- de efeitos da mesma. o regime fiscal estabelecido no artigo 74. alterado pelos Decretos-Leis n. parcial ou totalmente transferida. ambos do Código do Imposto sobre i) À Comissão Europeia. à Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Com.º 2013/36/UE. os b) No sítio na Internet da Autoridade Bancária Europeia. f) Ao membro do Governo responsável pela área das finanças. crédito objeto de resolução participe. de entrada de ativos.

e 40/2014. cujas obrigações sejam garantidas. de 29 de junho. normas de aplicação imediata nos termos do disposto no mente tenham sido suportados pode ser solicitado pelas artigo 9. contra pridas ou de outra forma asseguradas pela empresa-mãe a instituição de crédito.º-R.º 593/2008. por um período de e disposição do património ou a execução de qualquer tempo adequado. ou ainda o exercício de direitos de resolução. no âm. de 18 de março. de prazo. ou modificar. o reembolso dos impostos. de 29 de junho.º 221/2000.º-AV os membros dos órgãos sociais e os titulares de cargos de direção de topo que cessem funções nos termos do Normas de aplicação imediata sobre obrigações contratuais disposto no artigo 145.º-AH e do artigo 145. de um ano.º-R. corrência quando a operação esteja sujeita a notificação 4 — Caso os procedimentos de resolução de países nos termos da Lei n. ou se o Banco de 7 — Nos casos em que as operações ou atos precedam Portugal assim o decidir. ficação do referido despacho.º-A. alterado pelos ção. nos termos do Decreto-Lei n. compensação ou novação. tratando-se de instituições de exercício dos direitos aí referidos.º 3 do artigo 145. 1 — Sem prejuízo de outros deveres de cooperação 2 — O disposto no número anterior não prejudica o especificamente previstos.º 105/2004. não havendo lugar a audiência prévia dos interessados.Diário da República. da medida ou de uma entidade do grupo. das finanças previsto no n. terceiros sejam reconhecidos ao abrigo do n. com as necessárias adaptações. sobre os aspetos relevantes das decisões si só. de 6 de fevereiro.º 5 do ar- tigo 145. 8 — O disposto nos números anteriores é. pela forma e através dos meios de crédito objeto dessas medidas seja parte para: comunicação considerados adequados.ª série — N.º bito de um contrato que preveja cláusulas de vencimento Cooperação antecipado ou de incumprimento cruzado (cross default). da atividade para outras instituições de crédito abrigo do presente título são consideradas urgentes nos que sejam efetuadas pelas instituições de transição nos termos e para os efeitos do disposto na alínea a) do n. 1. sobre aspetos relevantes das decisões a adotar.º-F. no Decretos-Leis n. mento Europeu e do Conselho. ou que abranjam os seus bens. todas as execuções. Artigo 147. tigo 145. de 8 de maio. 1 — Quando for adotada uma medida de resolução.º-AB não constituem incumprimento de uma obri- c) Ser acompanhado da decisão da Autoridade da Con. de 17 de junho.º 1 do termos do disposto no n. nos termos do zada. sem prejuízo da faculdade prevista no número seguinte. 2 — Caso a instituição de crédito objeto de resolução seja parte num processo judicial. o disposto no presente artigo o despacho do membro do Governo responsável pela área aplica-se a esses procedimentos.º do Regulamento (CE) n. quando tenha fundamento distinto ceira ou emitam instrumentos financeiros admitidos à ne- da aplicação das medidas previstas no presente título ou gociação em mercado regulamentado. que incluam cláusulas de preferência ou privilégio. suspensão.º 19/2012. ou exceção das que tenham por fim a cobrança de créditos com ii) Uma entidade do grupo. Artigo 148.º aplicável. CAPÍTULO IV 2 — Se considerar que não existe urgência na tomada Disposições comuns da decisão nem o risco de que a sua execução ou utilidade possa ficar comprometida. sem ou por uma entidade do grupo. artigo 103. que se mostrarem adequados à urgência da situação. igualmente. incluindo as fiscais. inclusive no âm. e 192/2012. 5 — As disposições do presente artigo são consideradas emolumentos e outros encargos legais que comprovada. ficam suspensas.º 1 e do número seguinte. bem como às demais operações de transferência. por de notificação. ou o início de um processo de insolvência.º-AL. quando tal se revelar necessário para a garantia sobre o património da instituição de crédito objeto aplicação eficaz da medida de resolução. informada das providências que tomar nos termos do dis- . de 9 de setembro. pelo prazo máximo i) Uma filial.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(199) instituições de crédito e aos respetivos efeitos sobre a 3 — As suspensões ou restrições previstas no ar- estabilidade do setor financeiro.º 4. cum.os 85/2011. 3 — A audiência prevista no número anterior é reali- a) Desencadear a execução de garantias. nos termos legais e crédito que exerçam atividades de intermediação finan- contratuais aplicáveis. o Banco de Portugal pode b) O exercício da posse ou de poderes de administração solicitar a suspensão desse processo.º 1 do artigo 145. restringir ou suspender os seus direitos contratuais.os 85/2011.º do Código do Procedimento Administrativo. com dispensa de qualquer formalidade de notifica- Decreto-Lei n. às operações Caráter urgente das medidas previstas nas alíneas a) a c) do n. o Banco de Portugal da ocorrência de um facto diretamente relacionado com mantém a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários a aplicação das mesmas. Artigo 146. com dispensa de qualquer formalidade com a aplicação dessas medidas não é fundamento. e são interrompidos os prazos vencimento antecipado ou de incumprimento cruzado de prescrição ou de caducidade oponíveis pela instituição. no prazo.º 18/2013. do Parla- requerentes no prazo de 90 dias a contar da data da noti. no âmbito de um contrato em que a instituição de a tomar. gação contratual para efeitos do n. o Banco de Portugal ouve Artigo 145. Suspensão de execução e prazos modificação. parcial 1 — As decisões do Banco de Portugal adotadas ao ou total. alterado pelos Decretos-Leis n. (cross default). e bito de contratos celebrados por: enquanto ela durar. de 8 de maio. pela forma e através dos meios de comunicação 23 de agosto. os titulares de participações 1 — A aplicação das medidas previstas no presente qualificadas e os titulares de funções essenciais referidos título ou a ocorrência de um facto diretamente relacionado no artigo 33.

sem prejuízo das disposições legais e regula.º dos próprios da instituição de crédito objeto de resolução incluírem instrumentos ou créditos regidos pelo direito Filiais referidas no artigo 18. e da titularidade de ações ou de outros títulos representativos do capital social situados em Portugal Artigo 150. o fluxo de todas as informações relevantes artigo 199.º interno ou créditos cujos titulares estejam situados em Antes da decisão de aplicação de qualquer medida Portugal. sejam aplicadas as san- ativos. que constituam obsta a que. e Artigo 152. sob gestão.º-E em relação às mesmas e à toridade de resolução para transmitir essas informações. caso estabelecidas em Portugal o acesso a esclarecimentos. quando for a autoridade de resolução a exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. 1. quando for a autoridade de resolução a guintes. de uma empresa de investimento que b) Coordena. passivos. prevista no presente título às filiais previstas no artigo 18.º-I ou exercer a faculdade atribuída naquele artigo ao administrador de aplicação da medida prevista no artigo 145. ou de uma das entidades previstas nas alíneas se- c) Proporciona. ou. não estando preenchidos os requisitos previstos no n. e que estejam abrangidas pela supervisão em base nível do grupo. companhias financeiras formações relevantes para permitir o exercício das tarefas mistas e companhias mistas. artigo 145. ouvindo-a.º a 82. tituição de crédito. o Banco de Portugal colabora com essa autori.º ou regidos pelo direito nacional. o acesso das autoridades de resolução de consolidada a que está sujeita a respetiva empresa-mãe.ª série — N. o Banco de Portugal: Instituições financeiras e companhias financeiras a) Presta às autoridades de resolução e às autoridades 1 — As medidas previstas no presente título podem de supervisão. caso de os créditos elegíveis ou os instrumentos de fun. a) Instituições financeiras que sejam filiais de uma ins- das tarefas que lhes competem. Artigo 151.º 1 do artigo 199.º 1 serviços. com as neces- 3 — No âmbito de uma decisão de uma autoridade de sárias adaptações.º 4 artigo 145. b) Companhias financeiras. em caso de infração. membro.º antes de decidir a aplicação das mesmas.º 2 do artigo 145. competindo ao Banco de Portugal de exercício dos poderes previstos no artigo 145. garantia.º 2 . não sendo possível.º do Código de mentares nacionais sobre a matéria. pelas autoridades seguintes entidades: intervenientes na resolução de um grupo transfronteiriço. Procedimento e Processo Tributário aplica-se.º-A. as informações também ser aplicadas. outros Estados membros da União Europeia a todas as in. quando um pedido de informação incida ou inclua infor. documentos.º 1 do nível do grupo. a filial não esteja estabelecida na União Europeia. 2 — O Banco de Portugal pode aplicar medidas de mações prestadas por uma autoridade de resolução de um resolução às instituições referidas na alínea a) do número país terceiro e esta não tenha consentido na transmissão.º 2 6 — No âmbito de uma decisão de uma autoridade de do artigo 145.os 1 e 2 do artigo 218.º-AG. não estando obrigado a transmitir informações prestadas 3 — O Banco de Portugal pode aplicar medidas de re- por uma autoridade de resolução de um país terceiro se solução às entidades previstas nas alíneas b) e c) do n. a que se referem as alíneas b) a i) do n.º 1 esta não tiver consentido na sua transmissão.º-U. c) Companhias financeiras-mãe em Portugal e compa- nhias financeiras mistas-mãe em Portugal. caso a informações. Aplicação de sanções 2 — No âmbito de uma decisão de uma autoridade de resolução de outro Estado membro da União Europeia A adoção de medidas ao abrigo do presente título não de transferência de direitos e obrigações. 4 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 80. elementos extrapatrimoniais e ativos ções previstas na lei.º 60 — 26 de março de 2015 posto no presente título. imediatamente depois. às relevantes para permitir o exercício. e no judicial. caso estejam preenchidos os requisitos previstos no n. empresa-mãe sujeita a supervisão em base consolidada.º-A.º-AP. anterior caso estejam preenchidos os requisitos previs- o Banco de Portugal solicita o consentimento dessa au. O disposto nos n. o Banco de Portugal Levantamento e substituição das penhoras efetuadas presta a assistência necessária para assegurar que aquela no âmbito de processos de execução fiscal transferência produza os seus efeitos nesse outro Estado membro. dade de resolução no sentido de assegurar que a redução º ou.º. tos no n. Artigo 149. sempre que possível. autoridade de resolução no sentido de essas entidades o Banco de Portugal pode aplicar medidas de resolu- disponibilizarem aquele acesso ou prestarem aqueles ção às entidades previstas nas alíneas b) e c) do n. 5 — Para efeitos do disposto no número anterior. sistemas de informação e autoridade do país terceiro tenha determinado que a filial a instalações ou a prestação dos serviços referidos no satisfaz as condições de resolução segundo a lei desse país. quando tenham lugar e enquanto decorram resolução de outro Estado membro da União Europeia medidas de resolução. o Banco ou a conversão são aplicadas nos termos e condições de. o Banco de Portugal colabora com essa 4 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. de Portugal deve informar as autoridades competentes do terminados pela autoridade de resolução daquele Estado país estrangeiro acerca das medidas adotadas. com do grupo da instituição de crédito objeto de resolução exceção do serviço de colocação sem garantia. quando tal for solicitado.1700-(200) Diário da República. com exceção do serviço de colocação sem entre as autoridades de resolução.º para efeitos do disposto na secção VI do capítulo anterior. com as necessárias adaptações.º-E em relação a essa entidade e a pelo menos resolução de outro Estado membro da União Europeia de uma das suas filiais que seja uma instituição de crédito aplicação de uma medida de resolução ou de exercício de ou empresa de investimento que exerça as atividades pre- um poder de resolução em que se determine a entidades vistas nas alíneas c) ou f) do n.

por convocação do presidente. cabendo ao presidente voto de qualidade. Artigo 153.º 1 do artigo 199. adiante designado por 5 — O exercício das funções previstas no presente Fundo. 6 — Para efeitos do disposto nos n. desde que autorizados para o efeito no ato de Natureza do Fundo de Resolução nomeação. com funções de consulta e assessoria a esse órgão. por este designado. dotada artigo não é remunerado.º-A. renováveis até ao máximo de quatro mandatos. 2 — O Fundo tem sede em Lisboa e funciona junto do outras entidades cuja presença seja considerada neces- Banco de Portugal.º-C 8 — O conselho consultivo é integrado por represen- tantes das instituições participantes no Fundo previstas Objeto do Fundo de Resolução no artigo anterior. b) As empresas de investimento que exerçam as ativida- 5 — Quando uma companhia financeira mista detém des previstas nas alíneas c) ou f) do n. para efeitos da resolução do grupo. com as devi. responsável pela área das finanças.º Artigo 153.º 1 do artigo 199.º-E. o Banco de d) As sucursais das instituições financeiras abrangidas Portugal.º que exerçam de Portugal. a) As instituições de crédito com sede em Portugal. com exceção Artigo 153.º e que exerçam as atividades previstas nas medidas de resolução à companhia financeira intermédia. tos sujeitas à supervisão do Banco de Portugal. de Crédito Agrícola Mútuo. vestimento que exerça as atividades previstas nas alí- neas c) ou f) do n. com exceção e não a essa companhia financeira mista.º-A.º-A. ões. sária. 3 — O Fundo rege-se pelo presente diploma e pelos 7 — O Fundo dispõe igualmente de um conselho con- seus regulamentos. podendo acumu- Artigo 153.º 1 do artigo 199.º-A de Portugal e o membro do Governo responsável pela Regime geral de recuperação de empresas e proteção de credores área das finanças. que preside. é uma pessoa coletiva de direito público.ª série — N. com exceção do serviço de colocação sem garantia. alíneas c) ou f) do n. Não se aplica às instituições de crédito o regime geral 2 — As deliberações da comissão diretiva são tomadas relativo aos meios de recuperação de empresas e proteção por maioria dos votos dos membros presentes nas reuni- de credores. c) As sucursais de instituições de crédito não compre- vistas nas alíneas c) ou f) do n.º 1 do b) Um membro designado pelo membro do Governo artigo 199. a) Um membro do conselho de administração do Banco ções financeiras abrangidas pelo artigo 189. tiva. que a sua situação de insolvência ponha em causa a so.º-E em relação a essas entidades.Diário da República.º-A. O Fundo tem por objeto prestar apoio financeiro à 9 — O exercício das funções dos membros do conselho aplicação de medidas de resolução adotadas pelo Banco consultivo não é remunerado.º 2 do artigo 145.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(201) do artigo 145. 3 — O Fundo obriga-se pela assinatura de dois mem- TÍTULO VIII-A bros da comissão diretiva. 1 — O Fundo de Resolução. pode não ter em conta as exposições intragrupo e a possibilidade de transferência de 2 — Ficam dispensadas de participar no Fundo as cai- prejuízos entre entidades. nos termos do disposto no artigo 145. c) Um membro designado por acordo entre o Banco Artigo 153. com endidas no artigo 48. 1. 1 — O Fundo é gerido por uma comissão diretiva com- das adaptações. e desempenhar todas as demais funções que lhe sejam lidez de uma instituição de crédito ou empresa de in.os 2 e 3.º-D do serviço de colocação sem garantia. de autonomia administrativa e financeira e de património 6 — Podem participar nas reuniões da comissão dire- próprio. o Banco de e) As sociedades relevantes para sistemas de pagamen- Portugal. públicas ou privadas. do serviço de colocação sem garantia. incluindo o exercício de poderes xas de crédito agrícola mútuo associadas da Caixa Central de redução ou conversão de instrumento de capital. indiretamente filiais que sejam instituições de crédito ou com exceção do serviço de colocação sem garantia. pode aplicar pelo artigo 189.º-A. conferidas pela lei no âmbito da execução de tais medidas.º-A. e esses requisitos estejam preenchidos para al- guma das suas filiais que seja uma instituição de crédito 1 — Participam obrigatoriamente no Fundo: ou empresa de investimento que exerça as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n.º 1 do artigo 199. Artigo 153.º-AB.º-B lar as suas funções com quaisquer outras. desde de Portugal. às sucursais de instituições de crédito não posta por três membros: compreendidas no artigo 48. as atividades previstas nas alíneas c) ou f) do n. 4 — Os membros da comissão diretiva exercem as Fundo de Resolução suas funções por mandatos de três anos. vistos no n.º 1 do artigo 199. sultivo de apoio à comissão diretiva.º-E Sucursais de instituições não comunitárias Comissão diretiva do Fundo de Resolução O disposto no presente título é aplicável. ao avaliar o preenchimento dos requisitos pre.º. exceção do serviço de colocação sem garantia. . empresas de investimento que exerçam as atividades pre.º e às sucursais das institui. ou do grupo no Instituições participantes do Fundo de Resolução seu todo. sem direito de voto.

º 8 são tratados como um ativo do Mútuo.º 1 só podem ser utilizados novembro. União Europeia caso: a) Os recursos provenientes das contribuições iniciais Artigo 153. 162/2009. dos cus- aviso do Banco de Portugal. 1. também participar.º-F concessão do empréstimo requerido ser tomada com urgência. de 20 de julho. 119/2011. dentro de um limite equivalente ao previsto pelo Fundo de Garantia de Depósitos. as instituições participantes entregam ao no artigo 153.os 126/2008.º-H e periódicas das instituições participantes não sejam su. 5 — Os empréstimos previstos na alínea d) do n.º-H não sejam suficientes para cumprimento Fundo uma contribuição inicial cujo valor é fixado por das suas obrigações e para cobertura das perdas. salvo acordo em contrário de todos os previsto no artigo 166. incluindo os montantes recebidos da pelo sistema de garantia de depósitos oficialmente recon- instituição de crédito objeto de resolução ou da instituição hecido nesse Estado membro da União Europeia. dentro do limite previsto no artigo 12. o prazo de reembolso e as restantes condições do a) As receitas provenientes da contribuição sobre o mesmo com os demais mecanismos de financiamento de setor bancário.1700-(202) Diário da República. e 31-A/2012. Contribuições periódicas das instituições participantes ficientes para cumprimento das suas obrigações e para cobertura das perdas. para dezembro. dentro de transição.º 8.º 345/98. cisão ou 6 — O Fundo pode contrair empréstimos junto dos transformação de participantes no Fundo e as instituições demais mecanismos de financiamento de resolução da de transição. de 21 de julho. acorda a taxa de juro. das Contribuições iniciais das instituições participantes instituições financeiras ou de terceiros caso as contribui- 1 — No prazo de 30 dias a contar do registo do início ções cobradas nos termos do disposto no artigo seguinte e da sua atividade. taxa de juro e demais condições. prazo de reembolso. b) Contribuições iniciais das instituições participantes. de todas as instituições de crédito mecanismos de financiamento participantes. não estejam imediatamente acessíveis. devendo a decisão de Artigo 153. União Europeia a pedido destes e nas circunstâncias es- pecificadas no número anterior.º-I não estejam imediatamente acessíveis ou capitais próprios contabilísticos existentes no momento não sejam suficientes. de um limite equivalente ao previsto no artigo 166. tugal fixa o montante das contribuições periódicas de forma a atingir o referido nível mínimo num prazo de seis anos. resolução envolvidos. sempre que requeira um empréstimo e 1 — O Fundo dispõe dos seguintes recursos: sempre que decida conceder um empréstimo. de 26 de para os efeitos previstos no n. alterado pelos Decretos. de 10 de fevereiro. Recursos financeiros do Fundo de Resolução 8 — O Fundo. 211-A/2008.º. g) Quaisquer outras receitas. depois de ser atingido o nível mínimo previsto no esses efeitos ou para conceder empréstimos a outros me- número anterior. -Lei n.ª série — N. contribuições periódicas a fixar pelo Banco de Portugal b) As contribuições especiais previstas no artigo 153. rendimentos ou valores sendo o montante emprestado por cada mecanismo partici- que provenham da sua atividade ou que por lei ou contrato pante proporcional ao montante dos depósitos garantidos lhe sejam atribuídos. de 9 de novembro. de 3 de ridas nas alíneas b) e c) do n.º 5 não tuição participante é proporcional ao montante do passivo estejam imediatamente acessíveis em condições razoá. sob proposta da comissão tos ou de outras despesas decorrentes da utilização dos diretiva do Fundo. os recursos financeiros do Fundo se tornarem canismos de financiamento nos termos do disposto no inferiores a dois terços desse nível mínimo. 9 — Sempre que o Fundo conceda um empréstimo a c) Contribuições periódicas das instituições partici- um mecanismo de financiamento de resolução de outro pantes. o Banco de Por- n. dessa instituição. autorizadas em Portugal e do montante dos depósitos 10 — Os empréstimos concedidos pelo Fundo nos ter- garantidos pelo Fundo de Garantia do Crédito Agrícola mos do disposto no n.º.º do Decreto. e 2 — O valor da contribuição periódica de cada insti- c) Os meios de financiamento previstos no n. mecanismos de financiamento e as contribuições previstas 2 — A contribuição inicial incide sobre o montante dos no artigo 153. de financiamento de resolução na União Europeia decidam e) Rendimentos da aplicação de recursos. reembolsar os empréstimos contraídos pelo Fundo para 3 — Se. os empréstimos devem ter o mesmo f) Liberalidades.º-I nos termos da legislação aplicável.º 1 do artigo 145. Fundo e podem ser contabilizados para o seu nível mínimo. Estado membro da União Europeia e outros mecanismos d) Importâncias provenientes de empréstimos. com exclusão dos fundos próprios. tituições que resultem de operações de fusão.º 1 não 3 — São dispensadas de contribuição inicial as ins- podem ser concedidos pelo Banco de Portugal. 11 — Os recursos provenientes das contribuições refe- -Leis n. dentro do limite no artigo 166.º 60 — 26 de março de 2015 10 — A organização e o funcionamento do conselho 7 — O Fundo pode igualmente conceder empréstimos consultivo são regulamentados por portaria do membro a outros mecanismos de financiamento de resolução da do Governo responsável pela área das finanças.º-AB.º-G 4 — O Fundo pode contrair empréstimos ou outras formas de apoio junto das instituições participantes. no que respeita ao montante agregado dos depósitos garanti- 2 — Os recursos financeiros do Fundo devem ter como dos pelos sistemas de garantia de depósitos oficialmente nível mínimo o montante correspondente a 1 % do valor reconhecidos nos Estados membros da União Europeia resultante da soma do montante dos depósitos garantidos participantes. dos custos ou de outras despesas 1 — As instituições participantes entregam ao Fundo decorrentes da utilização do Fundo. da respetiva constituição. de- veis. duzido dos depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia . Artigo 153.º.

dentro do limite previsto no artigo 166.º-O do artigo anterior e não podem exceder o triplo do montante Despesas das últimas contribuições periódicas do mesmo artigo.º-N do Governo responsável pela área das finanças pode de- terminar. instituição adquirente. regras e orientações da União Europeia em matéria de auxílios de Estado.º-I termos do disposto no presente artigo processar-se-á com Recursos financeiros complementares do Fundo de Resolução observância dos princípios. . do Fundo.º do Decreto-Lei n. a) Os valores a pagar no âmbito do apoio financeiro à 4 — O Banco de Portugal pode suspender.º-P a liquidez ou a solvabilidade dessa instituição. beneficiando do privilé- disponíveis em cada momento no Fundo.º-L situação financeira consolidada do Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo. Apoio financeiro excecional do Estado lho.º-F. Serviços do Fundo de Resolução 5 — Nos casos previstos no número anterior. a obrigação de rentes da aplicação de medidas de resolução. didas de resolução. nomeadamente sob a forma 3 — O valor da contribuição periódica é ajustado em de empréstimos ou prestação de garantias. definindo os montan. a prestação de apoio fi- conjunto das instituições participantes.º-F e que possibilite necessárias à viabilização de empréstimos a contrair pelo atingir o montante que a cada momento o Banco de Portu. 2 — As contribuições especiais são repartidas pelas insti- tuições participantes de acordo com o previsto nos n. 1 — Se os recursos do Fundo se mostrarem insuficien- tes para o cumprimento das suas obrigações. 6 — Até ao limite de 30 % das contribuições periódicas. mediante plano de aplicações acordado com o ções. parcial ou aplicação de medidas de resolução pelo Banco de Portugal. irrevogável e ga.ª série — N. tral do Crédito Agrícola Mútuo deve ter por referência a Artigo 153. que as instituições participantes Aplicação de recursos do Fundo de Resolução efetuem contribuições especiais. de 9 de novembro.º-J alterado pelos Decretos-Leis n. pror. por um prazo não superior a 180 dias. pessoais ou reais.os 1 e 2 do artigo 166.º.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(203) de Depósitos. Constituem despesas do Fundo: 3 — Às contribuições especiais definidas no presente artigo aplica-se o disposto no n.º 345/98. de 26 de dezembro. rantido por penhor financeiro a favor do Fundo de ativos 2 — Os recursos disponibilizados nos termos do dis- de baixo risco à livre disposição deste e que não estejam posto no número anterior que não sejam utilizados para onerados por direitos de terceiros. o Banco de Portugal deter. sobre o veículo de gestão de ativos ou sobre a mento a que se refere o número anterior não pode ultra. gio creditório previsto nos n. de 10 1 — Aos recursos previstos no artigo anterior poderá de fevereiro. Artigo 153. dentro do limite previsto no artigo 12. sob proposta do Fundo. de 21 de ju. resolução. não e tem em conta a fase do ciclo económico e o potencial recai sobre o Estado qualquer obrigação de prestar apoio impacto de contribuições pró-cíclicas na situação finan. 211-A/2008. de 3 de novembro. de 20 de julho. de parte ou da totalidade do mon. prazos e demais termos dessas contribui. 162/2009. se esse pagamento comprometer Artigo 153. Banco de Portugal.º 11 do artigo 153. no montante passar 30 % do montante total de recursos financeiros correspondente a esses recursos.º 2 do artigo 153. bilidade pelo financiamento da aplicação de medidas de 4 — O valor da contribuição periódica da Caixa Cen. Disponibilização de recursos as instituições participantes podem ser dispensadas de efetuar 1 — O Fundo disponibiliza os recursos determinados o respetivo pagamento no prazo devido desde que assumam pelo Banco de Portugal para efeitos da aplicação de me- o compromisso de pagamento ao Fundo. proporção do perfil de risco da instituição participante 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. pagamento de contribuições especiais por parte de uma instituição participante. estabelecido no n. 1. assim que o pagamento da contribuição especial não comprometa O Banco de Portugal assegura os serviços técnicos e a liquidez ou a solvabilidade da instituição participante administrativos indispensáveis ao bom funcionamento cuja obrigação foi suspensa. o membro Artigo 153. financeiras. transição. gal considere adequado para garantir que o Fundo é capaz Artigo 153.os 2 e 3 Artigo 153. Crédito Agrícola Mútuo. financeiro excecional ao Fundo. ção de crédito objeto de resolução. de acordo com o previsto nos números seguintes. em qualquer momento a realização do capital social da instituição de transição em que o Fundo o solicite. Outros mecanismos de financiamento 5 — O Banco de Portugal. 119/2011.º-M de cumprir as suas obrigações e finalidades. 3 — A disponibilização de recursos financeiros nos Artigo 153.º-A. nem qualquer responsa- ceira da instituição. sobre a instituição de 7 — O valor de compromissos irrevogáveis de paga.Diário da República. em relação a esses valores apurados para o ainda acrescer. nanceiro do Estado ao Fundo. O Fundo aplica os recursos disponíveis em operações tes. excecionalmente. totalmente. Por portaria do membro do Governo responsável pela fixa uma taxa contributiva aplicável à base de incidência área das finanças pode ser determinado que as instituições prevista no n. prestações. por portaria. conferem ao Fundo um direito de crédito sobre a institui- tante da contribuição que não tiver sido paga em numerário. e 31-A/2012. b) As despesas administrativas e operacionais decor- rogável a pedido da instituição em causa. mina o fim dessa suspensão e impõe que as contribuições ou dos depósitos garantidos pelo Fundo de Garantia do especiais suspensas sejam pagas de imediato.º 2 que permita alcançar o nível mínimo participantes disponibilizem garantias. Fundo.os 126/2008. conforme os casos.

) . devam ser restituídos pela Plano de contas do Fundo de Resolução instituição de crédito e consistam em disponibilidades mo- O plano de contas do Fundo será organizado de modo a netárias existentes numa conta ou que resultem de situações permitir identificar claramente a sua estrutura patrimonial transitórias decorrentes de operações bancárias normais. acrescido de eventuais remunerações. salvo se esses depósitos estiverem cobertos por um sistema 1 — O Fundo tem por objeto garantir o reembolso de garantia do país de origem em termos que o Banco de depósitos constituídos nas instituições de crédito que de Portugal considere equivalentes aos proporcionados nele participem.º todas as informações que considere necessárias para os depositantes. nado por Fundo. Fundo de Garantia de Depósitos 8 — O Fundo disponibiliza. uma terceira entidade. pelo Fundo. se a instituição de crédito atuar noutro Estado membro da União Europeia ao abrigo TÍTULO IX do regime da livre prestação de serviços.º 1 do artigo 2.º-Q 3 — O Fundo pode. seguintes línguas: a) Na língua oficial do Estado membro da União Eu- Artigo 153. ouvido o Banco de Portugal. de cobertura e ao limite da garantia. autorizadas a receber depósitos. incluindo aquelas em que o reembolso do capital.º-R -se por depósito os saldos credores que. previsto no artigo 167. é uma pessoa coletiva de direito público. 7 — A correspondência entre o Fundo e os deposi- zembro do ano anterior e acompanhados do parecer do tantes das instituições de crédito participantes faz-se nas Conselho de Auditoria do Banco de Portugal.º-T de investimento. Artigo 154. 6 — Não são abrangidos pelo disposto no n. acordado com a instituição de crédito ou com membro do Governo responsável pela área das finanças. designadamente no que respeita ao âmbito 2 — O Fundo pode ainda intervir no âmbito da exe.º-S ordem de um titular identificado.º 4 os saldos credores ou créditos que resultem de quaisquer operações Artigo 153. bolso dos depósitos. mas não os representa- dos por outros títulos de dívida por ela emitidos ou pelos Fiscalização do Fundo de Resolução instrumentos financeiros previstos nas alíneas a) a f) do O Conselho de Auditoria do Banco de Portugal acom. os regulamentos pelo Fundo. relacionadas com o reembolso de depósitos. por portaria e sob proposta da comissão União Europeia onde foi constituído o depósito garantido diretiva. nomeadamente as informações relativas ao Natureza do Fundo de Garantia de Depósitos montante. e o seu funcionamento e a registar todas as operações 5 — São abrangidos pelo disposto no número anterior realizadas. n. 4 — Para efeitos do disposto no presente título.º do Código dos Valores Mobiliários nem panha a atividade do Fundo. c) (Revogada.º-B. adiante desig.º não sejam membros da União Europeia.º-U ropeia utilizada pela instituição de crédito onde foi cons- Regulamentação do Fundo de Resolução tituído o depósito garantido pelo Fundo para comunicar com o depositante. 1 — Participam obrigatoriamente no Fundo: 3 — O Fundo rege-se pelo presente diploma e pelos a) As instituições de crédito com sede em Portugal seus regulamentos. O membro do Governo responsável pela área das fi. zela pelo cumprimento os débitos emergentes de aceites próprios ou de promis- das leis e regulamentos e emite parecer acerca das sórias em circulação.ª série — N. igualmente. 1.º património próprio. nas condições legais e contratuais aplicáveis. para aprovação. entende- Artigo 153. relativamente Objeto aos depósitos captados pelas suas sucursais em Portugal. prestar assistência Períodos de exercício do Fundo de Resolução financeira ao Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo quando os recursos financeiros deste se mostrem Os períodos de exercício do Fundo correspondem ao insuficientes para o cumprimento das suas obrigações ano civil. e sem prejuízo de cução de medidas de resolução nos termos do regime acordos bilaterais existentes sobre a matéria. Instituições participantes 2 — O Fundo tem sede em Lisboa e funciona junto do Banco de Portugal. b) Na língua ou línguas oficiais do Estado membro da nanças aprova. dotada de autonomia administrativa e financeira e de Artigo 156. contas anuais. o Fundo apresenta ao pecífico.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 153. os fundos representados por certificados de depósito emi- tidos pela instituição de crédito até 2 de julho de 2014 à Artigo 153. b) As instituições de crédito com sede em países que Artigo 155. ou necessários à atividade do Fundo. c) Na língua escolhida pelo depositante no momento da abertura da conta de depósito. no seu sítio na Internet. âmbito da cobertura e procedimento de reem- 1 — O Fundo de Garantia de Depósitos. relatório e contas referidos a 31 de de.1700-(204) Diário da República. apenas Relatório e contas do Fundo de Resolução é garantido ao abrigo de um compromisso contratual es- Até 31 de março de cada ano.

depositante pelo menos uma vez por ano. causa devem notificar os seus depositantes dessa operação tes ao Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo. cujos depósitos estejam cobertos por um do artigo 166. de forma facilmente incluindo a totalidade dos juros vencidos e dos benefícios compreensível. que com essa operação passe a ultrapassar o aos sistemas de garantia de que beneficiem os depósitos limite previsto no n. a contar da notificação a que se Dever de informação refere o número anterior. pela área das finanças. as entidades referidas no 3 — (Revogado. captados em Portugal por sucursais de instituições de 11 — O Banco de Portugal define.ª série — N. âmbito banking. 15 — As sucursais em Portugal das instituições de 3 — No caso de uma instituição de crédito utilizar mais do que uma marca. renováveis até referência factual ao facto de o Fundo os garantir e ao ao máximo de quatro mandatos.º 1 através do preenchimento da ficha de informação este designado.º 1. do Parla. as instituições de crédito em captados pelas caixas de crédito agrícola mútuo pertencen. 6 — O Fundo de Garantia de Depósitos coopera com 10 — As instituições de crédito devem comunicar ao outros organismos ou instituições que desempenhem fun.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(205) 2 — (Revogado. a suas funções por mandatos de três anos. garantidos pelo Fundo através da inclusão nos extratos de 2 — As deliberações da comissão diretiva são tomadas conta de uma referência à ficha de informação referida por maioria dos votos dos membros presentes nas reuni- no número anterior. no que diz 4 — Os membros da comissão diretiva exercem as respeito às informações a que se referem os n. designado pela associação que em Portugal represente as 7 — As instituições de crédito devem confirmar aos instituições de crédito participantes que. em língua balcões.º 2014/49/UE. as informações que lhe devem ser prestadas por de cobertura e prazo máximo de reembolso. Portugal devem prestar ao público. força do presente artigo podem ser-lhe comunicadas por 2 — As instituições de crédito devem. prestam aos seus depo- 4 — A informação deve encontrar-se disponível nos sitantes as informações a que se refere o n. desde que autorizados para o efeito no ato de nomeação. a instituição de crédito no momento da abertura da conta bração do contrato de depósito.º que recebem. ou na língua oficial do Estado membro da União Europeia em que a sucursal está estabelecida. designadamente. 12 — Em caso de fusão. crédito com sede em países que não sejam membros da positantes desse facto e de que o limite referido no n.) 9 — A pedido do interessado.) sobre as formalidades necessárias para a sua obtenção.Diário da República. públicas ou privadas.º 1 União Europeia. 5 — As informações a que se refere o n. deve informar os respetivos de. Banco de Portugal os termos e condições dos depósitos ções análogas às suas no âmbito da garantia de depósitos. e um terceiro mento Europeu e do Conselho.º instituição de crédito no momento da abertura da conta de Comissão diretiva depósito. ou na língua acordada entre o depositante e sível. dito aos seus depósitos apenas pode incluir. via eletrónica. no seu conjunto. conversão de filiais em sucur- 7 — Rege-se por lei especial a garantia dos depósitos sais ou operações similares.º 1 devem prestar informação sobre as condições de que 4 — (Revogado. salvo se o Banco de ticipante do Fundo deve. sendo o presidente um elemento informações prestadas em cumprimento do disposto no do conselho de administração do Banco de Portugal. 13 — Na situação prevista no número anterior. 3 — O Fundo obriga-se pela assinatura de dois mem- 8 — A publicidade efetuada pelas instituições de cré. respetivos depositantes de tal facto.) depende o reembolso no âmbito da garantia de depósitos e 5 — (Revogado. nomeadamente as respetivas identificação 14 — Se um depositante utilizar serviços de home- e disposições. .º é aplicável ao valor global dos depósitos sistema de garantia de depósitos do país de origem em de que os depositantes sejam titulares na instituição de termos que o Banco de Portugal considere equivalentes crédito em causa. bros da comissão diretiva. não podendo. em que a operação produza efeitos. de igual modo.º de um prazo de 90 dias. em local bem identificado e diretamente aces. com uma antecedência mínima de 30 dias face à data 8 — Caso uma instituição de crédito deixe de ser par.º 1 são dis- ponibilizadas na língua acordada entre o depositante e a Artigo 158. a menos que o mesmo requeira que lhe informar os respetivos depositantes sempre que os depó- sejam comunicadas em papel. todas as informações pertinentes relativas adquiridos. outro nomeado pelo ministro responsável constante do anexo I à Diretiva n. bem como os respetivos montante. captados junto do público que se encontrem abrangidos designadamente no que respeita à garantia de depósitos pelo âmbito de cobertura do Fundo. portuguesa. de 16 de abril. de depósito. sitos se encontrem excluídos da garantia. referência a uma cobertura ilimitada dos depósitos. 1. no prazo de 30 dias a contar Portugal autorizar um prazo mais curto por motivos de do momento da cessação da participação. em sua representação. para resgatar ou transferir para outra instituição de crédito. os de- positantes das instituições de crédito em causa dispõem Artigo 157. e deve ser prestada aos depositantes antes da cele. 1 — O Fundo é gerido por uma comissão diretiva com- 6 — Os depositantes devem confirmar a receção das posta por três membros.os 1 e 2. devendo essa ficha ser fornecida ao ões. informar os segredo comercial ou de estabilidade financeira.º 1 do artigo 166. por n. fazer suas funções com quaisquer outras. aos proporcionados pelo Fundo. o modo e a periodicidade da comunicação prevista noutros Estados membros por sucursais de instituições de no número anterior. sem qualquer penalização. por aviso. podendo acumular as funcionamento deste. depositantes que os depósitos contratados são depósitos detenham o maior volume de depósitos garantidos. os ele- crédito com sede noutros Estados membros ou captados mentos.) n. crédito com sede em Portugal. cabendo ao presidente voto de qualidade. 1 — As instituições de crédito que captem depósitos em o montante dos seus depósitos garantidos pelo Fundo.

estabelecido no n.º 1.º 2.º. irrevogável e garantido por no número anterior. participantes. incluindo o produto das coimas seguintes devem ser em valor suficiente para reembolsar aplicadas às instituições de crédito. uma contri. por portaria.º. Artigo 161. sária. saldos mensais dos depósitos do ano anterior garantidos 4 — O valor global das contribuições especiais de uma pelo Fundo. sob proposta Contribuições periódicas da comissão diretiva do Fundo. cialmente reconhecidos num Estado membro da União e) Quaisquer outras receitas.ª série — N. e do montante passar 30 % do montante total de recursos financeiros dos recursos financeiros disponíveis no Fundo em 31 de disponíveis em cada momento no Fundo. de acordo com o previsto nos ção de crédito é definido em função do valor médio dos números seguintes. Artigo 162.º se mostrem insuficientes para o cumprimento da sua atividade. informa a Autoridade Bancária Europeia do montante dos 8 — O valor de compromissos irrevogáveis de paga- depósitos constituídos em Portugal garantidos pelo Fundo. b) Importâncias provenientes de empréstimos. e instituição de crédito não pode exceder. depois de ser atingido o nível mínimo previsto de pagamento ao Fundo. a) Contribuições especiais das instituições de crédito.º. 1. bem como Artigo 159. finanças determina. o montante do empréstimo e para restabelecer o nível mínimo a que se refere o n. o potencial impacto de contribuições pró-cíclicas. o Banco de Portugal numerário. 4 — O Banco de Portugal fixa uma taxa contributiva aplicável à base de incidência prevista no n. a) Contribuições iniciais das instituições de crédito 5 — O Banco de Portugal informa a Autoridade Ban- participantes. que permitam alcançar o nível mínimo estabelecido no n.8 % do valor 7 — Até ao limite de 30 % das contribuições perió- dos depósitos garantidos pelo Fundo.º Recursos financeiros complementares Contribuições iniciais 1 — Quando os recursos do Fundo previstos no ar- 1 — No prazo de 30 dias a contar do registo do início tigo 159. as contribuições periódicas cobradas nos anos trato lhe sejam atribuídos.º o mais 2 — Os recursos financeiros do Fundo devem ter como rapidamente possível. sem direito de voto.º-F e que pos- Recursos financeiros sibilitem atingir o montante que a cada momento o Banco 1 — O Fundo dispõe dos seguintes recursos: de Portugal considere adequado para garantir que o Fundo é capaz de cumprir as suas obrigações e finalidades. o risco à disposição deste e que não estejam onerados Banco de Portugal fixa o montante das contribuições pe. mento a que se refere o número anterior não pode ultra- dentro do limite previsto no artigo 166. no artigo 166. que tem em conta a fase do ciclo económico e outras entidades cuja presença seja considerada neces. sob proposta do Fundo. ticipantes. ainda. rendimentos ou valores Europeia nos termos do disposto no n. até ao último dia do mês de abril. cisão ou transformação de participantes no Fundo e as instituições 2 — Aos recursos previstos no número anterior podem.º uma contribuição mínima.º . junto de outros sistemas de garantia de depósitos ofi- d) Liberalidades. guinte.º 9 do artigo se- que provenham da sua atividade ou que por lei ou con. de todas as instituições de crédito dispensadas de efetuar o respetivo pagamento no prazo participantes. 6 — Sempre que o Fundo contraia um empréstimo c) Rendimentos da aplicação de recursos. acrescer: a) Empréstimos do Banco de Portugal.º 60 — 26 de março de 2015 5 — Podem participar nas reuniões da comissão dire.º Artigo 160. tituições que resultem de operações de fusão. de parte ou da totalidade do prazo de seis anos. o método concreto de cálculo das contribuições tiva. montante da contribuição que não tiver sido pago em 4 — Até 31 de março de cada ano. dezembro do ano anterior.º 2 do artigo 153. os recursos financeiros do Fundo se penhor financeiro a favor do Fundo de ativos de baixo tornarem inferiores a dois terços desse nível mínimo. os montantes. em cada período do perfil de risco da instituição de crédito. cária Europeia do método fixado nos termos do disposto b) Contribuições periódicas das instituições de crédito no número anterior. prazos e demais termos das contribuições especiais refe- 2 — O valor da contribuição periódica de cada institui.º 1 desde que assumam o compromisso 3 — Se. de exercício do Fundo. buição periódica. periódicas. em qualquer momento em riódicas de forma a atingir o referido nível mínimo num que o Fundo o solicite. por direitos de terceiros. podem ser utilizados os seguintes entregarão ao Fundo uma contribuição inicial cujo valor meios de financiamento: será fixado por aviso do Banco de Portugal. dentro do limite dicas as instituições de crédito participantes podem ser previsto no artigo 166.º 2 do artigo 159.1700-(206) Diário da República. de transição.5 % dos seus depósitos abran- 3 — O Banco de Portugal fixa. as instituições de crédito participantes das suas obrigações. 1 — As instituições de crédito participantes entregam 3 — O membro do Governo responsável pela área das ao Fundo.º b) Empréstimos ou garantias do Estado. nível mínimo o montante correspondente a 0. 2 — São dispensadas de contribuição inicial as ins. ridas na alínea a) do n. dentro do limite previsto no artigo 166. prestações. por convocação do presidente. ouvidos o Fundo e as gidos pela garantia do Fundo dentro do limite previsto associações representativas das instituições de crédito par. 0.

Artigo 164. às quais tenha sido proferida uma condenação penal. obrigado a reembolsar um empréstimo a outros sistemas de garantia Depósitos garantidos de depósitos nos termos do disposto no presente artigo. Depósitos excluídos da garantia 11 — O Fundo pode igualmente conceder empréstimos a sistemas de garantia de depósitos oficialmente reconhe. podem ser impostas contribuições sável pela área das finanças pode ser determinado que superiores ao limite referido no número anterior. parcial ou totalmente. uma taxa de juro equivalente à taxa de juro da facilidade i) Dos depósitos de fundos de pensões cujos associados permanente de cedência de liquidez do Banco Central sejam pequenas ou médias empresas. especiais previstas na alínea a) do n. nem qualquer 9 — O Fundo pode contrair empréstimos junto de ou. apoio financeiro excecional ao Fundo. assim que d) Serem objeto de reembolso num curto período de o pagamento da contribuição especial deixe de compro. c) (Revogada.º condições referidas no número anterior. com as devidas adaptações. caso estejam reunidas as seguintes condições: Artigo 163. o reembolso: f) O montante total do empréstimo concedido não ex- ceder 0. tran- .º d) O Fundo não se encontrar. Aplicação de recursos ções que lhe incumbem devido à insuficiência dos recursos Sem prejuízo do disposto no artigo 167.5 % dos depósitos garantidos pelo Fundo.º Estados membros da União Europeia junto de instituições de crédito com sede em Portugal.º. cisão ou transformação de participantes. fundos de pensões. entidades do setor público administrativo nacional e es- 12 — Aos empréstimos contraídos nos termos do dis. reconhecidos num Estado membro da União Europeia.º 1. não recai sobre o Estado qualquer obrigação de prestar sas sejam pagas de imediato. insti- n. 8 — Nos casos previstos no número anterior. ser reembolsados no prazo de cinco anos. dentro a) Dos depósitos constituídos em Portugal ou noutros do limite previsto no artigo 166. pagamento comprometer materialmente a situação de c) Visarem exclusivamente a satisfação de necessidades liquidez ou de solvabilidade dessa instituição. podendo esse reembolso ser feito por prestações periódicas. nesse momento. Europeu durante o prazo do empréstimo. nhecidos num Estado membro da União Europeia.º 9. aplica os recursos disponíveis em operações financeiras b) Ter sido determinado o pagamento de contribuições de baixo risco e de forma suficientemente diversificada. 1. venientes do empréstimo para o reembolso previsto no artigo 164. seguintes condições: 7 — O Banco de Portugal pode suspender.º a) O Fundo não ter capacidade para cumprir as obriga. por um prazo não superior a 180 dias. a) Apenas serem concedidos quando possa estar em rogável a pedido da instituição de crédito em causa. com exceção das que resultem de ope. é aplicada. dos empréstimos previstos nos n. a causa a estabilidade do sistema financeiro. o Fundo financeiros previstos no n.º 9.º 2 devem observar cumulativamente as durante um período de três anos. 1 — Excluem-se da garantia de reembolso: cidos noutro Estado membro da União Europeia a pedido a) Os depósitos constituídos em nome e por conta de destes e mediante a verificação das condições referidas no instituições de crédito. as novas institui.Diário da República. suspensão e impõe que as contribuições especiais suspen.º. imediatas e urgentes de financiamento.º 1 do artigo 156.º-B. O Fundo garante. meter materialmente a situação de liquidez ou de solvabi- lidade da instituição de crédito participante cuja obrigação 16 — Sem prejuízo da possibilidade de o Estado foi suspensa. empresas de seguros e de resseguros. bem como aos concedidos nos termos com exceção: do disposto no número anterior. obrigação de pagamento de contribuições especiais por b) Serem realizados nas condições definidas na Lei parte de uma instituição de crédito participante. devendo nesses casos o tuições financeiras. necessárias à viabilização ções participantes.) informa tempestivamente a Autoridade Bancária Euro- peia do montante solicitado e da verificação de todas as Artigo 165. empresas de investimento. e com a aprovação 14 — Por portaria do membro do Governo respon- do Banco de Portugal. e os respe. tigo 166. 10 — Sempre que o Fundo solicite um empréstimo b) Dos depósitos constituídos em Portugal junto de a outros sistemas de garantia de depósitos oficialmente sucursais referidas na alínea b) do n. posto no n. tempo. ii) Dos depósitos de autarquias locais com um orça- 13 — Os empréstimos referidos nos n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(207) 5 — Em circunstâncias excecionais. 15 — Os empréstimos do Banco de Portugal previstos podem não ser obrigadas a efetuar contribuições especiais na alínea a) do n. trangeiro e organismos supranacionais ou internacionais.º.ª série — N. pror. mediante plano de aplicações acordado com o Banco de c) O Fundo comprometer-se a utilizar os recursos pro.os 1 e 2. as instituições de crédito participantes disponibilizem 6 — Nos termos da mesma portaria. até aos limites previstos no ar- e) O Fundo indicar o montante do empréstimo solicitado. b) Os depósitos decorrentes de operações em relação tivos juros só se vencem na data do reembolso.os 9 e 11 devem mento anual igual ou inferior a € 500 000. pessoais ou reais. rações de fusão. Fundo. responsabilidade pelo financiamento da atividade do tros sistemas de garantia de depósitos oficialmente reco.º. o Banco de Portugal determina o fim dessa conceder empréstimos ou prestar garantias ao Fundo. se esse Orgânica do Banco de Portugal.º 1 do artigo 159. garantias. no mínimo. Fundo comunicar à Autoridade Bancária Europeia a taxa instituições de investimento coletivo. de juro inicial e o prazo de vigência do empréstimo. Portugal.

pela Lei n. tituição de crédito. 2 — O limite previsto no número anterior não se aplica 2 — Os créditos que gozam de privilégio creditório nos aos seguintes depósitos. presumir- dois anos anteriores à data em que se verificar a in. i) (Revogada. a garantia cobre o titular do direito. conjuntas ou solidárias. para o g) Os depósitos numa conta à qual tenham acesso várias agravamento de tal situação. após a efetivação depósitos garantidos pelo Fundo. por um período de um ano a termos do número anterior têm preferência sobre todos partir da data em que o montante tenha sido creditado na os demais privilégios. que exceda o limite previsto no artigo 166. de a) Considerar-se-á o conjunto das contas de depósito 5 de junho.º-A Artigo 166. dificuldades financeiras da instituição de crédito e é garantida até ao limite previsto no n. da mesma instituição de crédito.) de uma comissão especial desprovidos de personalidade f) (Revogada. do valor global dos saldos em dinheiro de cada positária e de privilégio especial sobre os imóveis próprios titular de depósito. 4 — Caso haja uma decisão judicial de não reconheci.º 60 — 26 de março de 2015 sitada em julgado. rentes do apoio financeiro prestado para a aplicação de medidas de resolução. bem como . do capital social da instituição de crédito ou tenham identificado antes de verificada a indisponibilidade dos sido membros dos órgãos de administração da ins. referida lei. gozam 1 — O Fundo garante o reembolso. por ação ou omissão. -se-á que pertencem em partes iguais aos titulares os saldos disponibilidade dos depósitos. de outubro. b) Incluir-se-ão nos saldos dos depósitos os respetivos de 6 de fevereiro. e pelos independentemente da sua modalidade. ou em que tenha sido das contas coletivas. até ao limite de € 100 000. servância dos seguintes critérios: c) Os depósitos cujo titular não tenha sido identificado nos termos do disposto no artigo 8.º da no n. benefício do Fundo. de 30 de que o interessado seja titular na instituição em causa. pela prática de atos de branqueamento 4 — O valor referido no n. diploma próprio. dos depósitos. determinados em segurança social. titulados pelo Fundo e pelo Fundo de Resolução decor- tantes da prática de um crime ou de condenação indevida.º 46/2011. com exceção dos privilégios por respetiva conta: despesas de justiça.1700-(208) Diário da República.) limite previsto no n. Decretos-Leis n. 4 — Os créditos por depósitos de pessoas singulares -se-ão os saldos existentes à data em que se verificar a e de micro. na origem das cada um deles. depósitos. a operação de reembolso é revertida em tros elementos de informação que considere relevantes. tenham tido par. os depósitos que l) (Revogada). 18/2013. d) Os depósitos de pessoas e entidades que.º 1 aplicável a cada uma dessas pessoas. através juros vencidos mas não pagos. por instituição de de privilégio geral sobre os bens móveis da instituição de- crédito. direta ou indireta.) 5 — No caso de uma instituição de crédito que seja k) (Revogada. bem como quaisquer ou- do reembolso. de 24 de outubro. alterada pelo Decreto-Lei n. e) Se o titular da conta não for o titular do direito aos ticipação. pequenas e médias empresas no montante indisponibilidade dos depósitos. contados até à data referida da apresentação dos elementos previstos no artigo 7. salvo se ficar demonstrado que f) Se o direito tiver vários titulares. os saldos de depósitos expressos em moeda estrangeira. o Fundo suspende a efetivação do reembolso ao tiver sido sujeita às referidas medidas. de 7 de novembro. por ação ou omissão.os 242/2012. 3 — Para os efeitos do disposto no n.) 7 — O Fundo pode exigir às instituições participantes.) jurídica são agregados como se tivessem sido feitos por um g) (Revogada. igual ou superior a 2 % montantes depositados e este tiver sido. à data em que se verificar a indisponibilidade c) Serão convertidos em euros. e 157/2014. 3 — O regime dos privilégios creditórios previsto nos c) Depósitos cujo montante resulte do pagamento de números anteriores é igualmente aplicável aos créditos prestações de seguros ou indemnizações por danos resul. pessoas na qualidade de membros de uma associação ou e) (Revogada.º 317/2009. a parte imputável a não estiveram.º 1 é determinado com ob- de capitais.º 1. caso venha a verificar-se uma situação de indis- a verificação de alguma das situações previstas no número ponibilidade de depósitos na instituição de crédito que anterior. de 24 de junho. dos privilégios por créditos laborais a) Depósitos decorrentes de transações imobiliárias dos trabalhadores da instituição e dos privilégios por cré- relacionadas com prédios urbanos habitacionais privados. forem transferidos no âmbito da aplicação da mesma são tomados em consideração no cálculo do limite previsto 2 — Nos casos em que existam dúvidas fundadas sobre no n. 1. instituições participantes é efetuado em euros.º 1. nos d) Na ausência de disposição em contrário.º 1. a qualquer momento. dentro do limite previsto no artigo 166.º 3.ª série — N.) j) (Revogada. nos termos da regra constante da alínea d). depositante em causa até ser notificado de decisão judicial 6 — O reembolso dos depósitos constituídos junto de que reconheça o direito do depositante ao reembolso.º da Lei n.º Privilégios creditórios Limites da garantia 1 — Os créditos por depósitos abrangidos pela garantia do Fundo.º.) objeto de uma medida de resolução. que não contribuíram.º 25/2008. considerar.º. ditos fiscais do Estado. o envio do montante agregado dos mento do direito à cobertura pelo Fundo.) único depositante e não contam para efeitos do cálculo do h) (Revogada. autarquias locais e organismos de b) Depósitos com objetivos sociais. Artigo 166. 3 — (Revogado. adotada uma medida de resolução. ou possa ser. ao câmbio da mesma data.

nos termos do disposto no n. caso: recolher nas instalações desta quaisquer outros elementos de informação relevantes.) geral sobre os bens móveis da instituição de crédito e de privilégio especial sobre os imóveis próprios da institui.º 1. sitantes na medida dos reembolsos que tiver efetuado.º 1. cácia dos mecanismos a que se refere o n. nomeadamente o cumprimento dos prazos judica o direito dos depositantes a reclamarem do Fundo estabelecidos no n. fora da União Europeia de instituições participantes.º.º 1 do artigo 165.º.º.º 10. não sendo responsável pelos atos praticados máximo de cinco dias úteis após tomar conhecimento de acordo com aquelas instruções. de depósitos. 1.º permita o cumprimento dos pra- membro de acolhimento. dade dos depósitos e não depende da apresentação de um 10 — A instituição depositária é obrigada a fornecer pedido dos depositantes ao Fundo para esse efeito. 3 — O Fundo pode solicitar ao Banco de Portugal o cabendo ao Fundo analisar a contabilidade da instituição e diferimento do prazo referido no n.º. da garantia de depósitos. bem como todas as demais informações de dos depósitos. 7 — Considera-se que há indisponibilidade dos depó. que a instituição não mostra ter pos. amento de capitais. que o Fundo careça para satisfazer os seus compromissos. do artigo seguinte. a) Seja incerto que o depositante tenha direito a receber 11 — Para efeitos do disposto no número anterior. o termo dos prazos previstos nos n. o Banco de Portugal Efetivação do reembolso comunica ao Fundo qualquer situação verificada numa 1 — O reembolso deve ter lugar no prazo de sete dias instituição de crédito que torne provável o acionamento úteis a contar da data em que se verifica a indisponibili. gozam de privilégio c) (Revogada. uma relação completa dos créditos dos dias a contar da data em que se verifica a indisponibilidade depositantes. relati. tituições participantes. pelo menos de três em três anos.os 1 e 2 não pre. o Fundo pode.º 2 zos estabelecidos no n. as o reembolso. caso tal publicação ocorra antes da verificação prevista vamente aos quais não se verifique nenhuma das situações na alínea anterior. não tiver efetuado em nome do sistema de garantia de depósitos do Estado o respetivo reembolso nas condições legais e contratuais membro de origem e de acordo com as instruções por este aplicáveis e o Banco de Portugal tiver verificado. período necessário para o seu tratamento. dessa ocorrência. 13 — Sem prejuízo de a utilização dos recursos finan- d) Não se tenham registado operações relativas à conta ceiros enumerados no n.º 4 do artigo 166. o Fundo a) A instituição depositária. fiscaliza e realiza testes periódicos à efi- normas legais ou regulamentares. no prazo fornecidas. instituições de crédito indicam todos os depósitos abran- b) Se encontre em curso um processo judicial ou con. em colaboração com o com depósitos garantidos pelo Fundo em violação de Fundo. efetuar o reembolso dos depósitos nas condições legais e contratuais aplicáveis quando existe informação pública Artigo 167. regula. anteci- artigo 166. 15 — O Fundo conserva as informações recebidas 5 — Se o titular da conta ou do direito aos montantes de. previstas no n.os 10 a 14 apenas durante o positados tiver sido acusado da prática de atos de branque. 6 — Não serão reembolsados os depósitos cuja conta de depósito não tenha registado qualquer operação nos últimos Artigo 167.º de cessação de pagamentos pela instituição. 14 — O Fundo realiza.Diário da República.º-A dois anos e cujo montante seja inferior aos custos adminis. cursal noutro Estado membro da União Europeia. o Fundo suspende o reembolso do que 16 — O Fundo ficará sub-rogado nos direitos dos depo- lhe for devido até ao trânsito em julgado da sentença final. nacionais. o Fundo .º 60 — 26 de março de 2015 1700-(209) a totalidade dos créditos por depósitos dessas pessoas e b) O Banco de Portugal tornar pública a decisão pela empresas constituídos através de sucursais estabelecidas qual revogue a autorização da instituição depositária. traordenacional pela prática de quaisquer atos relacionados 12 — O Banco de Portugal. o prazo de reembolso será de 90 Banco de Portugal.º 1. padamente. considera-se que o Banco de Portugal toma conhe- embora subordinados aos privilégios creditórios previstos cimento de que a instituição depositária não se encontra a nos números anteriores.º 1 do artigo 162. Cooperação com outros sistemas de garantia de depósitos trativos em que o Fundo incorreria ao efetuar o reembolso. 8 — Para efeitos do disposto na alínea a) do número an- ção com preferência sobre todos os demais privilégios. 9 — Caso se mostre adequado. ao Fundo. 1 — Em caso de indisponibilidade dos depósitos de sitos quando: uma instituição de crédito sediada noutro Estado membro da União Europeia com sucursal em Portugal. 2 — Em caso de indisponibilidade dos depósitos de sibilidade de restituir os depósitos nesse momento nem uma instituição de crédito sediada em Portugal com su- tem perspetivas de vir a fazê-lo nos dias mais próximos. o montante que por este lhes for devido. podendo c) O depósito esteja sujeito a medidas restritivas im.ª série — N. determinar a realização desses testes pelas próprias ins- postas por Governos nacionais ou por organismos inter. por razões diretamente rela. terior.º estar condicio- de depósito nos últimos dois anos. proceder aos estudos e planear e preparar os f) O montante do reembolso seja pago pelo sistema de mecanismos de modo que o financiamento nas condições garantia de depósitos oficialmente reconhecido no Estado definidas no artigo 162. para efeitos do disposto nos n. efetua o reembolso dos depósitos constituídos em Portugal cionadas com a sua situação financeira.º 2 do recursos definidos no artigo 159. testes de esforço aos seus mecanismos para assegurar a 4 — Salvaguardando o prazo de prescrição estabelecido eficácia dos mesmos numa situação de indisponibilidade na lei. gidos pela garantia do Fundo. nada à verificação de uma situação de insuficiência dos e) Se trate de um dos depósitos previstos no n. no prazo de dois dias úteis a contar da data 2 — Nas situações a que se referem as alíneas e) e f) em que este o solicite e nos termos a definir por aviso do do n.

o Banco de Portugal pode determinar que o Fundo intervenha no âmbito da execução Artigo 171. aplicando-se de acolhimento a comunicação do Banco de Portugal re.º 3 do artigo 166.º. das leis e regulamentos e emitirá parecer acerca das contas ção.1700-(210) Diário da República.º 12 do artigo anterior.) credores com o mesmo nível de subordinação de acordo 5 — (Revogado. desde que o montante dos fundos transferidos abrigo da alínea a) do n. para aprovação.º.º das medidas de resolução até ao limite máximo: Fiscalização a) Do montante em que os créditos por depósitos garan.º.º do Regulamento (UE) n. O Conselho de Auditoria do Banco de Portugal acom- tidos pelo Fundo. Plano de contas Artigo 167. Artigo 169. do Parlamento Europeu e do Conselho. zelará pelo cumprimento teriam sido reduzidos para suportar os prejuízos da institui. sur. constituídos junto de uma n.º 9 do artigo anterior 4 — Caso os depósitos garantidos pelo Fundo. instituição de crédito objeto de resolução sejam transferi- 9 — Caso uma instituição de crédito deixe de ser parti. fornece-lhe as instruções cia da aplicação de medidas de resolução.º-A. lares de depósitos garantidos pelo Fundo. do Fundo.º-B O plano de contas do Fundo será organizado de modo a permitir identificar claramente a sua estrutura patrimonial Intervenção no âmbito da execução de medidas de resolução e o seu funcionamento e a registar todas as operações 1 — Quando forem aplicadas medidas de resolução realizadas.º 1 do artigo 162. da medida de recapitalização interna. a uma instituição de crédito. dentro do limite quelas sucursais pelo sistema de garantia de depósitos do previsto no artigo 166. a intervenção do habilitado a receber correspondência dos depositantes de Fundo no âmbito da execução das medidas de resolução sucursais em Portugal de instituições de crédito sediadas não poderá implicar que os seus recursos financeiros sejam noutros Estados membros da União Europeia em nome reduzidos para um montante igual ou inferior a metade dos sistemas de garantia de depósitos dos Estados mem. no âmbito da celebração e da execução dos acordos de cooperação previstos no número anterior. interna. 6 — (Revogado.º gir algum diferendo entre o Fundo e os outros sistemas Períodos de exercício de garantia de depósitos dos Estados membros da União Europeia. panhará a atividade do Fundo. bros de origem.º 10 — O Fundo celebra acordos de cooperação com Serviços os outros sistemas de garantia de depósitos dos Estados membros da União Europeia com os quais se relaciona.) 7 — O Fundo presta as informações necessárias e está 2 — Sem prejuízo do número anterior. o disposto no n. os titulares da União Europeia. O Banco de Portugal assegurará os serviços técnicos devendo notificar a Autoridade Bancária Europeia da e administrativos indispensáveis ao bom funcionamento existência e do teor desses acordos.º 6 do artigo 145. no âmbito da aplicação da medida de recapitalização anuais.º Artigo 168. da instituição de crédito objeto de resolução que não seja com exceção das contribuições especiais efetuadas ao transferida. Artigo 170. dos para outra entidade no âmbito da aplicação da medida cipante do Fundo e adira a outro sistema de garantia de de. o Fundo transfere para esse sistema as dos depósitos em causa não têm qualquer crédito sobre contribuições pagas pela instituição de crédito durante os o Fundo no que respeita à parte dos seus depósitos junto 12 meses anteriores à cessação da participação no Fundo. no caso de esses 3 — (Revogado. relatório e contas . o Fundo pode solicitar o auxílio da Autoridade Os períodos de exercício do Fundo correspondem ao Bancária Europeia para resolver esse diferendo.º 1093/2010. de alienação da atividade ou da medida de transferência pósitos oficialmente reconhecido noutro Estado membro da atividade para uma instituição de transição.º-U e tivessem sido reduzidos Relatório e contas na mesma medida em que foi reduzido o valor nominal dos créditos com o mesmo nível de subordinação de acordo Até 31 de março de cada ano. partilha com os participante que seja objeto da medida de resolução.) com a graduação dos créditos em caso de insolvência. ou Ministro das Finanças. 11 — Se. dentro do e os resultados obtidos nos testes realizados ao abrigo do limite previsto no artigo 166. 1.º 60 — 26 de março de 2015 disponibiliza previamente o financiamento necessário para b) Do montante dos prejuízos que os depositantes titu- a efetivação do reembolso dos depósitos constituídos na. Artigo 172.) prejuízos serem proporcionais aos sofridos pelos restantes 4 — (Revogado. se esses depósitos não tivessem sido excluídos da aplicação daquela medida nos termos do disposto na alí. mos do disposto no artigo 19. teriam suportado em consequên- Estado membro de acolhimento.º do montante dos depósitos transferidos garantidos pelo Fundo dentro do limite previsto no artigo 166.º. com exceção necessárias e compensa-o pelos custos incorridos. na proporção seja igual ou superior ao limite previsto no artigo 166.º nea a) do n. dentro do limite previsto no artigo 166. ano civil. 3 — A intervenção nos termos do disposto no n. o Fundo apresentará ao com a graduação dos créditos em caso de insolvência.º de 24 de novembro.ª série — N. cebida nos termos do disposto no n. no sistemas de garantia de depósitos dos Estados membros montante correspondente a essa intervenção.º 1 8 — O Fundo. do seu nível mínimo. na qualidade de sistema de garantia de confere ao Fundo um direito de crédito sobre a instituição depósitos do Estado membro de origem. nos ter.

º aplica-se ao estabelecimento. (Revogado. com a anuência do mesmo Banco. b) Se as atividades em questão forem efetivamente (Revogado. Artigo 179. de 26 de junho.º.º 15 da lista constante do anexo I à Diretiva n. sejam filiais de uma ou O título II é aplicável.º Sucursais de sociedades financeiras filiais de instituições de crédito em Estados membros da União Europeia Requisitos gerais 1 — O disposto no artigo 36.º 2 do artigo 23. 1.) dos fundos próprios da sociedade financeira.) 2 — Compete ao Ministro das Finanças fixar as remu- nerações dos membros da comissão diretiva. 3 — Se uma sociedade financeira que beneficie do Artigo 180.º a 40.º (Revogado.º 1 do artigo 37. gozem de regime legal que lhes permita o exercício ção da alínea b) e da última parte da alínea d) do n. a composição e os requisitos (Revogado.º disposto no presente artigo deixar de preencher algumas das condições referidas.º.º 2 — Da comunicação referida no n.) exercidas em território português. por portaria Administração e fiscalização e sob proposta da comissão diretiva. quando estas Regime das sociedades financeiras sociedades financeiras. o Banco de Portugal informará Regime especial do facto as autoridades de supervisão dos países onde a (Revogado.) base consolidada a que estiver sujeita a respetiva empresa- -mãe ou cada uma das empresas-mãe.º 3 do artigo 16. Artigo 183. c) Se as empresas-mãe detiverem 90 % ou mais dos Artigo 176.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(211) referidos a 31 de dezembro do ano anterior e acompa. solidariamente garantes dos compromissos assumidos pela filial.º 1 do de uma ou mais atividades enumeradas nos pontos 2 a 12 e artigo 14. Recusa de autorização d) Se as empresas-mãe assegurarem.º 1 — O Ministro das Finanças aprovará. nomeadamente Artigo 178.) f) Se a filial estiver também sujeita a supervisão em base individual. em especial no Caducidade da autorização que respeita às atividades em questão.º-A ciedades financeiras com sede em Portugal. e do n. Artigo 177.º direitos de voto correspondentes ao capital da filial.º nhados do parecer do Conselho de Auditoria do Banco Sociedades gestoras de fundos de investimento de Portugal.Diário da República. do n. por sua vez.º. com as necessárias adaptações.º e) Se a filial for efetivamente incluída.) Sociedades financeiras CAPÍTULO II CAPÍTULO I Atividade no estrangeiro de sociedades financeiras com sede em Portugal Autorização de sociedades financeiras com sede em Portugal Artigo 184. Artigo 173. a contento do Banco de Portugal. (Revogado. os regulamentos necessários à atividade do Fundo.º 2013/36/UE. às várias instituições de crédito que estejam sujeitas à lei por- sociedades financeiras com sede em Portugal com exce. na supervisão em (Revogado. ao controlo de grandes riscos e à limitação de participações Revogação da autorização noutras sociedades. tuguesa. de sucursais de so- Artigo 174.) sociedade tenha estabelecido sucursais.º (Revogado.º Artigo 174. e preencham cumulativamente as seguintes condições: Artigo 175. do n.º Alterações estatutárias TÍTULO X (Revogado.º no que se refere ao cálculo do rácio de solvabilidade. a gestão prudente da filial e se decla- (Revogado.º 3 do artigo 22.º 1 do artigo 37. Artigo 181. no n. em Estados membros da União Europeia.º a) Se as empresas-mãe forem autorizadas como insti- Autorização tuições de crédito em Portugal.ª série — N.º do Parlamento Europeu e do Conselho.) Regulamentação Artigo 182. .) rarem.) e nos artigos 38.º Competência e forma da revogação deverá constar o montante.

º noutras sociedades. de origem. Intervenção da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários nos termos exigidos pela legislação comunitária.º-A é aplicável ao estabele- membros da União Europeia cimento das sucursais referidas no número anterior. em especial no Sucursais de outras sociedades no estrangeiro que respeita às atividades em questão.º e) Se a filial for efetivamente incluída. passado a gestão prudente da filial e se declararem.º.º CAPÍTULO III Outras sucursais Atividade em Portugal de instituições financeiras 1 — Rege-se pelo disposto nos artigos 44.1700-(212) Diário da República.º o estabelecimento em Portugal de sucursais de instituições financeiras com sede no estrangeiro não abrangidas pelo artigo anterior e que correspondam a um Artigo 188. 3 e 4 do artigo 122. gozem de regime que lhes permita exercer uma ou mais das atividades enumeradas A autorização para o estabelecimento.º. Sempre que o objeto da sociedade financeira que pre. a contento das 61.º 1 do autoridades de supervisão do Estado membro de origem. por instituições c) Se as empresas-mãe detiverem 90 % ou mais dos financeiras que preencham as condições referidas no direitos de voto correspondentes ao capital da filial. a) Se as empresas-mãe forem autorizadas como insti- tuições de crédito no Estado membro a cuja lei a filial se Artigo 191. atividade de intermediação de instrumentos financeiros. e preencham cumulativamente mais amplos do que os legalmente estabelecidos para as as seguintes condições: instituições de tipo equivalente com sede em Portugal.º a 47.os 1.º constitui a empresa-mãe da instituição financeira titular Prestação de serviços noutros Estados e um atestado. feitas as necessárias missão do Mercado de Valores Mobiliários. Prestação de serviços b) Se as atividades em questão forem efetivamente exercidas em território do mesmo Estado membro. da autoridade de supervisão do país alguma atividade de intermediação de instrumentos fi. com as necessárias adaptações. nomeadamente não sejam abrangidas pelo artigo anterior e pretendam no que se refere ao cálculo do rácio de solvabilidade. de nos pontos 2 a 12 e 15 da lista constante do anexo I à sucursais referidas no artigo anterior não será concedida Diretiva n. devendo a comunicação mencionada no n.º a 59. n. Artigo 190.º 1 do artigo 188.º 2013/36/UE. quando 1 — Rege-se pelo disposto nos artigos 44. de sucursais de institui. comunicação da qual constem as informa- nanceiros. 2 — É aplicável. em Portugal.º é aplicável. às filiais referidas no presente artigo. com as necessárias adap- condições.º.º e com sede no estrangeiro 57.º e 190. em Portugal. de 26 de junho. 2 — É condição do estabelecimento que o Banco de tende estabelecer sucursal no estrangeiro compreender Portugal receba. o Banco de Portugal solicita parecer da Co. na supervisão em base consolidada a que estiver sujeita a respetiva empresa- As sociedades financeiras com sede em Portugal que -mãe ou cada uma das empresas-mãe.º 1 do artigo 49. 4 — O disposto nos n. dos fundos próprios da instituição financeira. b) e c) do n. solidariamente garantes dos provativo de que se verificam as condições referidas no compromissos assumidos pela filial.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 185.º 3 do artigo 184. artigo 188. com a anuên. artigo 61.º tureza de filial de instituição de crédito ou de filial comum Âmbito de atividade de várias instituições de crédito. devendo esta adaptações. ao estabelecer sucursais em país estrangeiro observarão o controlo de grandes riscos e à limitação de participações disposto no artigo 42. ções financeiras sujeitas à lei de outros Estados membros da União Europeia quando estas instituições tenham a na. com- cia das mesmas autoridades. do Parlamento Europeu e do de modo a permitir exercício de atividades em termos Conselho.º Artigo 189. preencha as condições referidas no n. passado pela autoridade de supervisão do membros da União Europeia país de origem. o rácio de solvabilidade consolidado da instituição de crédito que Artigo 187. ções mencionadas nas alíneas a). f) Se a filial estiver também sujeita a supervisão em base Artigo 186.º ser acompanhada de certificado.º encontrar sujeita. comprovativo da verificação das condições referidas no número anterior. 1.º a 56. no País.º 1 do artigo 184.º 1 do presente artigo.º dos tipos previstos no artigo 6.º Sucursais de filiais de instituições de crédito de Estados 2 — O disposto no artigo 29.º e d) Se as empresas-mãe assegurarem. ficam sujeitas ao regime dos artigos 189.º as sucursais que tenha estabelecido em território português obedece ao disposto no artigo 43.º as mesmas se proponham exercer em Portugal alguma o estabelecimento. tações.º .º individual pelas autoridades do Estado membro de origem.º e 46. À prestação de serviços. o montante pronunciar-se no prazo de dois meses. pela autoridade de supervisão do país de origem.ª série — N.º e nos nhada por comprovativo do preenchimento daquelas artigos 123.º é aplicável o disposto nos artigos 60. devendo a comu.º e 124. 1 — A prestação de serviços noutro Estado membro 3 — Se uma instituição financeira deixar de preencher da União Europeia por uma sociedade financeira que alguma das condições previstas no n.º nicação do Banco de Portugal aí prevista ser acompa. o n.

º trumentos financeiros referidos no n. instrumentos financeiros referidos no n. o Banco de Portugal exigir a prestação das b) A execução de ordens.º Serviços e atividades de investimento: de voto de sociedade financeira não abrangida pelo a) A receção e transmissão. que preste serviços ou disponha de escritório individualizada.º 3.º-Z. 3 — Quando uma instituição financeira com sede no d) A gestão de carteiras. a supervi. numa base discricionária e estrangeiro.º.º-A tações.º e usar dos poderes previstos no c) A negociação por conta própria de um ou mais ins- artigo 106. o título VII é aplicável.º-I e em lei CAPÍTULO I especial. ouvindo-a. exerça no País atividade clientes.º-B. instrumentos financeiros referidos no n. sempre que essas carteiras incluam um ou mais de intermediação de instrumentos financeiros. ordens relativas a um ou mais instrumentos financeiros nos termos previstos no artigo 104.º a 124. com as necessárias adapta- ções. situação.º Escritórios de representação Supervisão A instalação e o funcionamento.º a 90.º Artigo 197.º não Definições estão sujeitas ao disposto nos artigos 102. no âmbito de mandato conferido pelos de representação em Portugal.º a 64. 2 — Tratando-se de sociedades financeiras que exer- Outras disposições çam atividades de intermediação financeira.º.º a 111.º 2 — As sociedades financeiras previstas nas suba.º 5 do artigo 102. por conta de clientes.Diário da República.º 1 do artigo 6.) critórios de representação de instituições financeiras com sede no estrangeiro regulam-se. com as necessárias adap. Registo sempre que possível. de título X-A comunicar esse facto ao Banco de Portugal. Artigo 197.º.º a sua atividade enquanto não se encontrarem inscritas em 145. às TÍTULO X-A normas contidas nos artigos 73.º 3. é aplicável. por conta de clientes. 116.º feridas no artigo anterior incluir o exercício de ativi- dades de intermediação de instrumentos financeiros.º ploma.º e 125. relativas informações a que se refere o n. (Revogado. Disposições gerais 92.º tação.º e o a um ou mais instrumentos financeiros referidos no n.º biliários informada das providências que tomar nos termos dos capítulos referidos no número anterior.º Serviços e atividades de investimento. por regulamen- Artigo 193. são dessa atividade compete igualmente à Comissão do e) A consultoria para investimento em um ou mais Mercado de Valores Mobiliários.º gestoras de fundos de investimento Supervisão prudencial 1 — Salvo o disposto no n. com as necessárias adaptações. . Artigo 199. o disposto no 1 — Salvo o disposto em lei especial. Artigo 199.º as necessárias adaptações. 117. pelo disposto nos artigos 62. empresas de investimento e sociedades Artigo 196. as sociedades finan- ceiras estão sujeitas. os termos em que sujeita as sociedades financeiras Intervenção da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários aos requisitos do título VII-A. de es.º 2 do artigo 199.º-B e 122. n. com as devidas adaptações. registo especial no Banco de Portugal.º. antes de decidir a aplicação das 1 — As sociedades financeiras não podem iniciar a providências ou decisões previstas nos artigos 141.º 3. às sociedades financeiras e às sucursais estabelecidas em Portugal o disposto nos capí- CAPÍTULO IV tulos I.ª série — N.º 3.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(213) Artigo 192. podendo. nesta referidos no n.º-D a 116. com as necessárias adaptações. No caso de o objeto das instituições financeiras re- Artigo 198.º a 117. o Banco de Portugal mantém a Comissão do Mercado de Valores Mo- Artigo 194.º 3.º 3 do artigo 103. em Portugal.º 2 — É aplicável. é Intervenção corretiva e administração provisória aplicável. entende-se por: devendo os adquirentes de participações iguais ou superiores a 10 % do capital social ou dos direitos 1. com artigo 186.º-A líneas vii) a x) da alínea b) do n. o disposto nos artigos 65. 1.º Reservas de fundos próprios O Banco de Portugal pode determinar.º Remissão Em tudo o que não contrarie o disposto no presente di- Artigo 195. às sociedades financeiras com exceção dos artigos 91. II e IV do título VIII. Para os efeitos deste título. as sociedades financeiras regem-se pela legislação Regras de conduta especial aplicável. Salvo o disposto em lei especial.º a 72.

recebe e transmite empresas de investimento com sede em Portugal rege-se. sendo que os serviços auxiliares Autorização de empresas de investimento com sede em Portugal só podem ser prestados conjuntamente com um serviço e ou atividade de investimento. incluindo. por pelas mesmas pessoas singulares ou coletivas que domi.º.º 1 do artigo 36. sob a responsabilidade total e incondicional de uma de investimento com sede em Portugal única empresa de investimento em cujo nome atua.º e b) O capital das empresas de investimento que adotem no n.1700-(214) Diário da República. da Diretiva n. coloca ins. de 21 de abril.º e nos trumentos financeiros e ou presta um aconselhamento artigos 39. do Parlamento Europeu e do tigo 199. tadas as autorizações para a constituição ou aquisição de g) A gestão de sistemas de negociação multilateral. gestão de organismos de investimento coletivo.º. sendo a f) O artigo 33. ou suspensas as apreciações dos respetivos pe- anexo I da Diretiva n. no mínimo.º-D. g) Por decisão da Comissão Europeia podem ser limi- de instrumentos financeiros referidos no n.º 3. bro de acolhimento se o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários se pronunciarem em Artigo 199. a sociedade cuja atividade habitual consista na do Mercado de Valores Mobiliários.º 1 do artigo 43. com as necessárias adaptações. de 21 de abril. de 26 de junho.º e no n.º 2 do artigo 43. com ou sem garantia. f) As notificações previstas no n. a) As notificações referidas no n. no ar. data da sua implementação.º.º 2004/39/CE. n.º.) 5. 1.º 2013/36/UE. O título II é aplicável.º 60 — 26 de março de 2015 f) A tomada firme e a colocação. a sociedade cuja atividade habitual consista na transmitidas à autoridade de supervisão do Estado mem- gestão de organismos de investimento imobiliário. didos de autorização.º 2004/39/CE.º-D 4. . ropeu e do Conselho. do Parlamento Europeu e do Artigo 199. é substituída pela referência Autorização de empresas de investimento aos serviços e atividades de investimento e aos servi- com sede em Portugal ços auxiliares constantes das secções A e B do anexo I à Diretiva n.º-J é também Conselho.º Serviços auxiliares: os indicados na secção B do terceiros. 40. pro.º 1 do artigo 43. em caso c) Não é aplicável o disposto no n.º (Revogado. afirmativo. qual a empresa de investimento é membro nos termos timento. com as modificações seguintes: aos clientes ou clientes potenciais relativamente a esses instrumentos financeiros ou serviços. com acolhimento é informada das modificações que ocorram as seguintes modificações: no sistema referido na alínea c). a um ativo financeiro de uma CAPÍTULO III parte e a um passivo financeiro ou instrumento de capital Atividade na União Europeia de empresas de outra parte. do Parlamento Eu.º-F.º 1 do artigo 37. os instrumentos re.os 2 a 4 do artigo 199. com a antecedência mínima de um mês face à nem uma empresa de investimento autorizada noutro país. o disposto no n.º 2004/39/CE.º com as modificações previstas neste empresa de investimento nestas condições. nos n.º ou do timento autorizada noutro país.º «Sociedade gestora de fundos de investimento mo.º 1 do artigo 43.ª série — N.º 1 do artigo 36.º devem incluir indicação sobre a a forma de sociedade anónima deve ser representado por intenção de a empresa de investimento recorrer a agentes ações nominativas. ao Banco de Portugal e à e) (Revogada. participações qualificadas em empresas de investimento dominadas por pessoas coletivas ou singulares de países 2.º.º 1 do artigo 37.º.º Instrumentos financeiros: qualquer contrato que dê origem.º e no 6. escrito.º-C Conselho.º 1 do artigo 36.º-A e 43. ainda que já apresentados. ou dominada número. a referência às ope- rações constantes da lista constante do anexo I à CAPÍTULO II Diretiva n. instruções ou ordens de clientes relativamente a serviços com as necessárias adaptações.º «Sociedade gestora de fundos de investimento imo. vinculados no Estado membro de acolhimento e.º aplica-se sem prejuízo do disposto em comunicação transmitida à autoridade de supervisão do lei especial. Estado membro de acolhimento. 3. d) Nos artigos 39.º é acompanhada dos esclarecimentos necessários sobre o 1 — (Revogado. ou filial de empresa-mãe de n. n.º devem ser feitas também à Comissão biliário». a) Não é aplicável a alínea b) do n. d) O disposto no artigo 18.º é também aplicável quando g) Em caso de modificação de alguns dos elementos a empresa a constituir seja filial de uma empresa de inves.º 97/9/CE.º 3 do artigo 16. a empresa de investimento comunicá-la-á.os 1 a 3 do artigo 38.º-B sentido favorável à pretensão.) Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.º Agente vinculado: a pessoa singular ou coletiva Atividade na União Europeia de empresas que. b) As comunicações e as certificações referidas no 7. e nos n.º. de 3 de março. simultaneamente. Artigo 199.) sistema de indemnização aos investidores autorizado do 2 — No âmbito da prestação de serviços de inves. do Parlamento Europeu e do Conselho.º 5 do artigo 199. comunicados nos termos do n. do Parlamento Europeu e do Conselho.º 1 do artigo 37. aplicável às instituições de crédito. 1 — O estabelecimento de sucursais e a prestação de ser- move serviços de investimento e ou serviços auxiliares viços em outros Estados membros da União Europeia por junto de clientes ou clientes potenciais. Regime jurídico c) A comunicação referida no n. pelo disposto no artigo 36.º só poderão ser biliário».º e 43. de investimento com sede em Portugal feridos na secção C do anexo I da Diretiva n. de investimento ou instrumentos financeiros.º 1 do artigo 14. no n. a identidade destes. de 21 de abril. e) A autoridade de supervisão do Estado membro de às empresas de investimento com sede em Portugal.

º-A é aplicável apenas às para todos os efeitos.º. de 21 de abril. a prestar os serviços de investimento de negociação por 4 — Para efeitos dos números anteriores. 47. é substituída pela referência assegurar que aquela ponha termo à situação irregular. n. o Banco de Portugal ou a Comissão território português. sendo que os serviços auxiliares ser comunicada à autoridade de supervisão do Estado só podem ser prestados conjuntamente com um serviço e membro de acolhimento.º e 60. e 61.º. ao estabele- 5 — Se. na aceção. de empresas de investimento tomadas pela autoridade competente do Estado membro com sede em outros Estados membros da União Europeia de origem.º 2 do artigo 50. em Portugal. de 21 de abril. 6 — As medidas adotadas ao abrigo do número anterior Artigo 199. 49. de 21 de abril. c). a empresa de investimento persistir na irregu- 1 — O estabelecimento de sucursais e a prestação de laridade.º 2004/39/CE. Mercado de Valores Mobiliários. entende-se como que estas infringem disposições legais ou regulamentares autoridade de supervisão do Estado membro de origem cuja verificação não cabe à autoridade de supervisão do aquela que. e) e f) do n.Diário da República. o Banco de Portugal ou causa.º 1 do ou regulamentares cuja verificação cabe à Comissão do artigo 49. estão a ser Atividade.º.º. 1. do Mercado de Valores Mobiliários forem notificados de 3 — Para efeitos do presente artigo. de empresas de investi. a pedido desta.º 2004/39/ 2 — O recurso a um agente vinculado estabelecido em CE.º do número anterior é exercida pela Comissão do Mercado e no n.) ponha termo à irregularidade. f) (Revogada. do Parlamento Europeu e do de Valores Mobiliários toma as medidas adequadas para Conselho. por empresas de investimento com de Valores Mobiliários. pelo disposto nos adequadas que se revelem necessárias para proteger os artigos 44. 4 — Caso a sucursal não adote as medidas necessárias rações constantes da lista constante do anexo I à nos termos do número anterior. 2 — Se. gularidade. d) Nos artigos 52.º-A.º 2004/39/CE.º 1 do artigo 61. intenção de a empresa de investimento recorrer a agentes 3 — O recurso a um agente vinculado estabelecido vinculados em Portugal. nomeadamente. 1 — Se o Banco de Portugal ou a Comissão do Mer- cado de Valores Mobiliários tiverem motivos claros e demonstráveis para crer que.os 1 e 2.º a 49.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(215) h) Na sequência da comunicação a que se refere o n. n. de serviços e atividades de investimento bro de acolhimento e à Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados. do Parlamento Europeu e do do artigo 43.º.º 2 à Diretiva n. de 26 de junho. ou atividade de investimento.º da Diretiva n. podendo. infringidas disposições legais ou regulamentares da com- mento com sede em outros petência do Estado membro de origem. e) (Revogada. a referência às ope.º-F são comunicadas pela Comissão do Mercado de Valores Irregularidades quando esteja em causa a prestação Mobiliários à autoridade de supervisão do Estado mem. para todos os efeitos. a identidade dos agentes vinculados pode Conselho. .º. artigos 46. tenha sido designada como ponto de contacto nos a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários tomam termos do artigo 56. dos mercados.º.º 1 do artigo 49.º 2013/36/UE. em Portugal. nos arti. 3 — Quando se verificar que uma sucursal que exerça buída à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.º devem incluir indicação sobre a de Valores Mobiliários. e).º. toma as medidas -se. do Parlamento Europeu e do Conselho. petente do Estado membro de origem. 50. ao estabelecimento de uma sucursal empresas de investimento que se encontrem autorizadas da empresa de investimento nesse Estado membro. entende-se conta própria e colocação com tomada firme de um ou como autoridade de supervisão do Estado membro de mais instrumentos financeiros. devem notificar Estados membros da União Europeia desse facto a autoridade de supervisão competente. relativamente à atividade CAPÍTULO IV em Portugal de empresas de investimento com sede em outros Estados membros da União Europeia. g) e h) h) As comunicações previstas no n.º do artigo 199. i) O disposto no artigo 56. atividade em Portugal não observa as disposições legais b) Não são aplicáveis as alíneas d).º a 56. a Comissão do Mercado Diretiva n. respetivamente. noutro Estado membro da União Europeia é equiparado.º da Diretiva n. com as necessárias adaptações. após informar a autoridade com- sede em outros Estados membros da União Europeia rege. interesses dos investidores ou o funcionamento ordenado gos 52.) acolhimento a que se referem as alíneas b).º 2. tiver sido designada como ponto de contacto nos termos do artigo 56. no Estado membro da União Europeia em Estado membro de acolhimento. Europeia em causa.) ções à autoridade de supervisão do Estado membro de g) (Revogada. devendo a Comissão Europeia ser informada a) A competência conferida ao Banco de Portugal nos sem demora das medidas adotadas. aos serviços e atividades de investimento e aos servi. relativamente a empresas de investimento com cimento de uma sucursal da empresa de investimento em sede em Portugal.os 1 e 2 do artigo 61.º e nos n. apesar da iniciativa prevista no número ante- Artigo 199.º. é atri. no n.º.) 2 — A competência para a transmissão das informa. acolhimento aquela que. designadamente em face da insuficiência das medidas Atividade.º. impedir que essas com as seguintes modificações: empresas de investimento iniciem novas transações em Portugal.º-A e 60. no Estado membro da União das alíneas c) e f) do ponto 1.º e 46. o Banco de Portugal ou a Comissão do Mercado serviços. do Par- as medidas necessárias e adequadas para pôr fim à irre. lamento Europeu e do Conselho. Portugal é equiparado. em Portugal. informando a autoridade competente do Estado membro ços auxiliares constantes das secções A e B do anexo I de origem da natureza dessas medidas.ª série — N.º. esta determina-lhe que c) (Revogada.º-E rior. 54.

bem como os pedidos de informação 3 — (Revogado. ordem pública nacionais. 4 — Se o Banco de Portugal tiver conhecimento 2 — Para o exercício das suas competências na supervi- de que atos contrários às disposições que regulam os são das matérias a que se refere o n.º-A. dade competente de outro Estado membro a transmissão de didas adequadas para impedir ou sancionar novas irregu.1700-(216) Diário da República. para efeitos estatísticos. comunica à Comis. impedir que a sucursal inicie a) Essa inspeção ou transmissão de informação for novas transações em Portugal. o Banco de Portugal noti- e operações realizadas fora de mercado regulamentado fica desse facto a autoridade competente requerente.º-A e 102.ª série — N. de outros Estados. 5 — Se o Banco de Portugal receber notificação aná. 5 — (Revogado. relativo às matérias constantes do n. que 4 — (Revogado. à execução de mesmas pessoas perante os tribunais portugueses. declarar que estas não podem ser divulga- das sem o seu consentimento expresso.º 1 do artigo 199. a apresentação perió- notificante. ao tratamento de ordens de clientes. apesar das medidas adotadas nos termos do Artigo 199.º-I Remissão CAPÍTULO V 1 — O disposto nos artigos 35. às sociedades gestoras de fundos de investimento mobiliário Artigo 199. aos deveres gerais de informação.º é aplicável a to- tidades as informações que tenha recebido de autoridades das as empresas de investimento autorizadas em outros Es- de supervisão de Estados membros da União Europeia tados membros da União Europeia.º-H número anterior. de Valores Mobiliários podem exigir às empresas de in- são do Mercado de Valores Mobiliários os resultados vestimento autorizadas em outros Estados membros da das diligências efetuadas e outros desenvolvimentos União Europeia que tenham estabelecido sucursal em relevantes para efeitos da sua transmissão à autoridade Portugal.º 6 do artigo 199. 7 — As comunicações e medidas adotadas pelo Banco de Portugal ou pela Comissão do Mercado de Valores Mo. operações.º-D a 116.º-F.º 6 do artigo 199. sendo outorgada à Co- desde que as primeiras não tenham condicionado essa missão do Mercado de Valores Mobiliários a competência divulgação.º 2 do artigo 122.º a 124. o disposto nos artigos 116.) destas autoridades que lhe tenham sido dirigidos. Cooperação com outras entidades 2 — Sem prejuízo do disposto no n. após informar a autoridade 1 — O Banco de Portugal pode recusar a uma autori- competente do Estado membro de origem. Recusa de cooperação sições legais ou regulamentares. b) Estiver em curso ação judicial ou existir uma decisão tivas ao registo das operações e à conservação de docu. caso em que tais informações apenas podem neles conferida ao Banco de Portugal. se necessário. a segurança ou a a Comissão Europeia das medidas adotadas.º 60 — 26 de março de 2015 5 — Se. a serviços e atividades de investimento estejam a ser ou Comissão do Mercado de Valores Mobiliários pode. 1 — O disposto nos artigos 122. tros Estados membros da União Europeia que tenham esta- comunica tais atos à Comissão do Mercado de Valores belecida sucursal em Portugal. à informação sobre ofertas de preços firmes 2 — Em caso de recusa. exigir às empresas de investimento com sede em Portugal. a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários pode.º.º Cooperação com outras entidades a 111.º 3 são as rela. 1.º como deram o seu acordo. ordens nas melhores condições.) sejam da competência do Banco.º-A.º-J informações apenas podem ser trocadas para os fins aos quais o Banco deu o seu acordo. e entendido o âmbito ser divulgadas para os fins aos quais essas autoridades de competências definido pelo n. caso em que tais Artigo 199. ou de sistema de negociação multilateral e à informação fornecendo-lhe informação tão pormenorizada quanto à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários sobre possível.º-F.) 2 — O Banco de Portugal pode. Outras competências das autoridades de supervisão 3 — O Banco de Portugal pode transmitir a outras en. sem prejuízo de atuação no bem como as informações que para os mesmos efeitos pode âmbito dos seus poderes. relati- tenham sido praticados por entidades não sujeitas à vamente às empresas de investimento autorizadas em ou- sua supervisão no território de outro Estado membro. tomar as me. informando sem demora suscetível de prejudicar a soberania. as informações que receba de autoridades competentes com exceção do serviço de colocação sem garantia.º é também aplicável às empresas de investimento. a sucursal persistir na violação das dispo. dica de relatórios sobre as suas operações efetuadas em . CAPÍTULO VI biliários ao abrigo do presente artigo são comunicadas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários à Autori. Artigo 199.º-A. 42. Outras disposições dade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados. 6 — As disposições a que se refere o n.º 1 do artigo 198.) informações. transitada em julgado relativamente aos mesmos atos e às mentos. na transmissão de 6 — (Revogado. competente desse Estado.º-G e à tomada de participações nestas mesmas empresas. 3 — O Banco de Portugal e a Comissão do Mercado loga à prevista no número anterior. verificar os procedimentos Mobiliários para efeitos de notificação da autoridade adotados e exigir as alterações que considere necessárias.º-Z e no título VIII é apli- 1 — A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários cável às empresas de investimento que exerçam as ativida- deve encaminhar de imediato para o Banco de Portugal des previstas nas alíneas c) ou f) do n. informações ou a colaboração em inspeções a sucursais se: laridades e. 43.

1. não podendo findo esse prazo o Banco de Portugal nada objetar.º são transmitidas à de investimento. pelo disposto no artigo 36.º e no artigo 43.º-H. das condições iniciais de autorização. acolhimento caso haja alteração: f) O prazo relevante para efeitos do disposto no n. o anterior consideram-se autorizadas no prazo de um mês Banco de Portugal pode solicitar a entidades prestadoras a contar da data em que o Banco de Portugal receba o pe- de serviços de telecomunicações. ou iii) Dominada pelas mesmas pessoas singulares ou c) As comunicações e as certificações referidas no n. 4 — Estabelecimento de sucursais e a prestação de serviços em outros Estados membros da União Europeia Artigo 199.º 3 do artigo 16. a entidade em causa invocar qualquer regime de segredo.º. empresa do artigo 37.º 1 do artigo 40.º. a) As notificações referidas no n. timento mobiliário seja membro e sobre os dados relativos timento. 70. ao previsto na alínea e) do n.º deve participações qualificadas em empresas de investimento ser efetuada no prazo de dois meses. a que alude o artigo anterior. ou a operadores de serviços de Internet registos de contactos telefónicos e de transmissão de dados existentes. 3 — As alterações referidas na alínea g) do número 5 — Nos termos do disposto no número anterior.) f) A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários in- e) O artigo 33. com as modificações seguintes: 1 — Às sociedades gestoras de fundos de investimento mobiliário e às sociedades gestoras de fundos de inves. a sociedade gestora a constituir seja: ii) Os esclarecimentos necessários sobre os sistemas de garantia dos quais a sociedade gestora de fundos de inves- i) Filial de uma sociedade gestora. no n.º 1 do artigo 14. d) (Revogada. ii) Descrição dos procedimentos e regras estabelecidos ções. com as necessárias adapta. com as necessá- mobiliário e das sociedades gestoras rias adaptações. e no timento imobiliário aplica-se o disposto no presente tí. i) Descrição dos procedimentos de gestão de riscos. de rede fixa ou de rede dos artigos 69. ainda.º 2 do artigo 122.º aplica-se sem prejuízo do disposto em forma a autoridade competente do Estado membro de lei especial.º 2 e do n. estendendo-se o âmbito das seguintes elementos: competências do n.º-C a 199. quando as circunstâncias específicas do no âmbito das suas atribuições e competências em matéria pedido o justificarem. das alíneas a) a c) do n. a que se re- terceiros.º e de serviços de telecomunicações. prorrogável por mais três meses por da sociedade gestora de fundos de investimento mobiliá- decisão do Banco de Portugal. o Banco de Portugal.º. o Banco de Portugal pode requerer de modo da alínea i) do n. interessada no prazo de dois meses. n.º.º e no n.º 2 do artigo 43.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(217) território português. após parecer favorável do Banco de Portugal que se pro- c) Por decisão da Comissão Europeia podem ser limi.º. empresa restrições aos tipos de OICVM que a sociedade gestora de investimento. n. 2 — O título II é aplicável. mobiliário e às sociedades gestoras de fundos de investi- mento imobiliário com sede em Portugal.ª série — N.º-A e dos do Mercado de Valores Mobiliários e incluir ainda os artigos 199. a contar da notificação rio ou de quaisquer restrições aos tipos de OICVM que a .º 2 do artigo 43.º a 34. às sociedades gestoras de fundos de investimento para o tratamento de reclamações.º 4 do artigo 17.º a 111.º 4. nomeadamente as 4 — No âmbito da prestação de serviços e atividades de alterações quanto a informações prestadas nos termos investimento.º-L por sociedades gestoras de fundos de investimento mo- Regime das sociedades gestoras de fundos de investimento biliário com sede em Portugal rege-se. de que gestoras desse facto prorrogar o prazo por mais um mês. dominadas por pessoas coletivas ou singulares de países e) A fundamentação da decisão de recusa. nos artigos 38.º.º. ao requerente. com as seguintes b) Dos elementos que acompanham a notificação pre- modificações: vista no n. e no n. b) O disposto no artigo 18.º devem ser feitas também à Comissão tulo. e autorizada noutro país. petente que autorize a solicitação a entidades prestadoras dos artigos 20.º 1 coletivas que dominem uma sociedade gestora. no n.º 1 do artigo 43. ou iii) O âmbito da autorização concedida e as eventuais ii) Filial de empresa-mãe de sociedade gestora. mento pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.º é de três meses a contar da data da receção i) Das informações relativas ao âmbito da autorização do pedido completo. tadas as autorizações para a constituição ou aquisição de d) A comunicação referida no n. 30. instituição de crédito ou empresa de autoridade de supervisão do Estado membro de acolhi- seguros autorizada noutro país.º devem constar ainda: a) Não é aplicável o n. podendo.º. instituição de crédito ou empresa de de fundos de investimento está autorizada a gerir.º.º 1. seguros autorizada noutro país. com exceção do ponto 5 do artigo 199.º.º. nuncia no prazo de 20 dias.º. instituição de crédito ou empresa de seguros ao sistema de indemnização aos investidores.º e 102. ou dido. de política monetária. das alíneas b) e c) do devidamente fundamentado à autoridade judiciária com. deve ser notificada à instituição didos de autorização.º 2 do artigo 38.º. ainda que já apresentados. salvo se considerar necessário devido às circunstân- a operadores de serviços de Internet registos de contactos cias específicas do caso e após ter notificado as sociedades telefónicos e de transmissão de dados existentes. da alínea h) do artigo 66.º 1 do artigo 36. fere o n.º 1 do artigo 19.º é também aplicável quando i) Os elementos adicionais referidos na alínea anterior.º. solicitar as informações que para os g) As sociedades gestoras devem notificar previamente mesmos efeitos pode exigir às empresas de investimento o Banco de Portugal de quaisquer alterações substanciais com sede em Portugal.º 1 do de fundos de investimento imobiliário artigo 37.º móvel. empresa de inves. 39. e necessite para o exercício das suas funções. ou suspensas as apreciações dos respetivos pe.Diário da República.º 1 do artigo 37.º 1 do artigo 37.º. de rede fixa ou móvel.

º 2011/61/UE. à Comissão do Mercado de a) As notificações referidas no n. do Parlamento Europeu e do dicar à empresa qualquer alteração ou complemento em Conselho.º nuncia no prazo de 20 dias e só têm lugar se a Comis- e 61. é substituída pela referência à comunicá-lo-á previamente à Comissão do Mercado de atividade e serviços enumerados nos n. de 8 de junho.º Valores Mobiliários. quer junto da sociedade mobiliário.º são transmitidas à serviços. no n. relação às informações que tiverem sido comunicadas nos h) A comunicação a que se refere o n.º e no n. b) Não são aplicáveis as alíneas d). iv) As eventuais restrições aos tipos de OICVM que a f) Nos artigos 39. ou imediatamente. que se pro- adaptações. de 26 de junho.º. a referência às operações sociedade gestora de fundos de investimento mobiliário constantes da lista anexa à Diretiva n.º 1 do artigo 53. a referência às operações cons.º da Diretiva n. organismos de investimento alternativo.os 2 e 3 do artigo 6. 39. a referência às ope.º. membros da União Europeia rege-se. de serviços nos Estados membros de acolhimento a partir do Parlamento Europeu e do Conselho. do Parlamento Europeu e do Conselho.º escrito.º. a Co- tivos ao sistema de indemnização aos investidores. ser efetuada no prazo de dois meses. 7 — As sociedades gestoras podem iniciar a prestação dos nos n.º e 60.º. com pelo menos um mês de antecedência para o tratamento de reclamações.ª série — N.º 1 do artigo 36.º 2013/36/UE. sendo caso disso. do Parlamento tantes da lista constante do anexo I à Diretiva n. a sociedade gestora em Portugal rege-se pelo disposto no artigo 36.º.º. da data em que sejam informadas da transmissão à autori- e) As normas a que se refere o n.º a 56.º.º.º 2013/36/UE. dos Estados membros de origem.º 1 de fundos de investimento mobiliário comunicá-lo-á. dos no anexo I da Diretiva n. com a antecedência mínima de um mês face à e no artigo 43. o disposto no Regime Geral dos missão do Mercado de Valores Mobiliários. missão do Mercado de Valores Mobiliários informá-las-á de todas as providências que tenham sido adotadas nos g) Nos artigos 39.º devem ser feitas também à Comissão de supervisão do Estado membro de acolhimento. no iii) Os dados relativos aos sistemas de indemnização caso de alterações previstas. 46.º.º 2013/36/UE. nos artigos 38. das ações publicitárias e as que regulam a comercialização 8 — Recebida a comunicação prevista na alínea e) do de unidades de participação de fundos de investimento n.º 6 do artigo 53. do está autorizada a gerir. de declaração e de publicação. cuja atividade habitual consista na gestão de gestora de fundos de investimento mobiliário. de 13 de julho. e continuará a cumprir. e) A comunicação prevista no n. podendo esta. 53. 60. 47. em relação à data da respetiva produção de efeitos. do Parlamento Europeu e do que se refere o n. em Portugal. ao Banco de Portugal e à Comissão do Mercado de Valores ii) A descrição dos procedimentos e regras estabelecidos Mobiliários. de 26 de junho. de 13 de julho. deve ser notificada à instituição também constar: interessada no prazo de dois meses.º 1 do artigo 43.º.º e 43. por sociedades gestoras de fundos autoridade de supervisão do Estado membro de acolhi- de investimento mobiliário com sede em outros Estados mento pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.º 1 do artigo 40. no caso aos investidores.º 1 5 — O estabelecimento de sucursais e a prestação de do artigo 37. é substituída pela referência à atividade e serviços enumera. quer junto da autoridade competente do peia por sociedades gestoras de fundos de investimento Estado membro de acolhimento. Europeu e do Conselho. Parlamento Europeu e do Conselho. ao Banco de Portugal e à autoridade n.º 1 do artigo 61. 1.º. 6 — O estabelecimento de sucursais e a prestação de de modo a permitir que a Comissão Europeia se pronuncie serviços em outros Estados membros da União Euro- sobre a alteração. com as modificações seguintes: data da sua implementação.º. e de alterações imprevistas. ou que a sociedade gestora não .º são dade competente desse Estado membro das comunicações as normas de conduta. um mês antes de a mesma produzir efeitos. no n. do Mercado de Valores Mobiliários.º.º.º 2 do artigo 38.º deve ser feita também à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.º. ou por sociedades i) Em caso de modificação do plano de atividades a gestoras de fundos de investimento imobiliário com sede que se refere o n.º.º deve artigo 49.º. b) As comunicações e certificações referidas no n. violação do disposto no Regime Geral dos Organismos formação.º 5 e verificando-se que as alterações previstas implicam mobiliário ou de ações de sociedades de investimento uma gestão do organismo de investimento alternativo em mobiliário.º 1 do c) A comunicação referida no n.os 2 e 3 do artigo 6.º 2009/65/CE.º 1 do artigo 40. e a pedido destas.º e 61. c) Dos elementos que acompanham as notificações d) A fundamentação da decisão de recusa.º e 43. por do artigo 37. artigos 46. atualizando a certificação f) Na medida em que tal se mostre necessário para o referida na alínea c). é substituída pela referência à atividade e serviços enumera- d) Nos artigos 52.º. in- da Diretiva n.º 1 do artigo 37.º 2009/65/CE.º 1 do artigo 43. a que se re- à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários deve fere o n.º 1 do artigo 40. pelo disposto nos artigos 44. Organismos de Investimento Coletivo. rações constantes da lista constante do anexo I à g) Em caso de modificação do plano de atividades a Diretiva n.º. 49.º 1 do artigo 50.º 2 do artigo 43. exercício das competências das autoridades de supervisão ii) Nos sistemas de garantia bem como nos dados rela.1700-(218) Diário da República. as que regem a forma e o conteúdo previstas na alínea b) do número anterior. termos do n.º e no Valores Mobiliários.º a 51.º é atribuída à Co. bem como as relativas às obrigações de in. de 26 de junho. de Investimento Coletivo.º 60 — 26 de março de 2015 mesma está autorizada a gerir. a sociedade gestora Conselho.º termos do n.º é feita i) A descrição dos procedimentos de gestão de riscos. e) e f) do n. com as necessárias após parecer favorável do Banco de Portugal. com as modificações seguintes: são do Mercado de Valores Mobiliários considerar que a a) A competência conferida ao Banco de Portugal nos gestão do organismo de investimento alternativo cumpre.

é punido com se oponham. .º com o disposto no Regime Geral dos Organismos de In- Atividade ilícita de receção de depósitos vestimento Coletivo. incluindo no que respeita a conflitos de interesse. 1. ou c) Se verifique que a sociedade gestora não cumpre Artigo 200. após consulta de investimento mobiliário e das sociedades gestoras de ao Banco de Portugal. por conta própria ou alheia. O disposto no presente título é aplicável. Disposição penal cias referidas no número anterior. pena de prisão até 5 anos. a proibição expressa da portuguesa. nomeadamente no que respeita SECÇÃO I às regras de conduta.º 3 do artigo 8. às regras prudenciais e de supervisão b) Factos praticados em território estrangeiro de que e às obrigações de notificação.º-A de investimento mobiliário cuja atividade habitual consista Desobediência na gestão de organismos de investimento alternativo e sociedades gestoras de fundos de investimento imobiliário 1 — Quem se recusar a acatar as ordens ou mandados com sede em outros Estados membros da União Europeia legítimos do Banco de Portugal. de gestão de riscos. emanados no âmbito das deve ser precedida de notificação à Comissão do Mercado suas funções. em relação a tais entidades. incluindo. incluindo no que deve tomar as medidas que se adequem à situação em respeita a conflitos de interesse. Aquele que exercer atividade que consista em receber rios informa imediatamente as autoridades competentes do público. previstas na legislação causa. fundos de investimento imobiliário com sede noutro Es- dade gestora de que as alterações previstas não podem tado membro da União Europeia que exerçam atividades ser adotadas. Disposições gerais 13 — As sociedades gestoras de fundos de investimento mobiliário e as sociedades gestoras de fundos de investi.os 11 e 12.Diário da República.º. portuguesas. CAPÍTULO I b) Ocorram alterações imprevistas com as consequên.º 6. salvo tratado ou convenção em contrário. por sociedades gestoras de fundos Artigo 200. obstáculos à de Valores Mobiliários contendo os elementos previstos: sua execução incorre na pena prevista para o crime de desobediência qualificada. se o Banco de Portugal ou fun- a) No artigo 60.º. bem como indivíduos que. vendo ainda assegurar que a sociedade gestora está apta a se encontrem em alguma das situações previstas no n. tratando-se de prestação de serviços. mobiliário e as sociedades gestoras de fundos de inves- timento imobiliário com sede em Portugal que exerçam CAPÍTULO II as atividades referidas na alínea g) do n. ou criar.º. a Comissão 15 — As atividades das sociedades gestoras de fundos do Mercado de Valores Mobiliários deve. 11 — O estabelecimento de sucursais e a prestação de serviços. Artigo 201.º 1 cumprir as obrigações e normas relativas à constituição e do artigo 203. e outros fundos reembolsáveis 10 — A Comissão do Mercado de Valores Mobiliá.º 3 e na alínea f) do n. se necessário. em Portugal. independen- ropeia mediante o estabelecimento de uma sucursal ficam temente da nacionalidade do agente. b) Nas alíneas a) a c) do artigo 49. de. aos seguintes factos sujeitas à lei portuguesa no que respeita à sua organização. tratando-se do 2 — Na mesma pena incorre quem não cumprir.º mento imobiliário com sede em Portugal que exerçam a Aplicação no espaço atividade de gestão de organismos de investimento cole- tivo no território de outro Estado membro da União Eu. ao funcionamento de todos os organismos de investimento c) Factos praticados a bordo de navios ou aeronaves coletivo por si geridos. ficultar ou defraudar a execução das sanções acessórias ou medidas cautelares aplicadas em processo de contra- 12 — As sociedades gestoras de fundos de investimento ordenação. ou nelas detenham participações sociais.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(219) cumpre com as regras que lhe são aplicáveis. di- estabelecimento de sucursal. depósitos ou dos Estados membros de acolhimento da sociedade outros fundos reembolsáveis. por qualquer forma. do cumprimento das regras referidas nos n. aos procedimentos a) Factos praticados em território português. quando: TÍTULO XI a) A sociedade gestora proceda às alterações previstas Sanções em violação dos termos da notificação feita pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ao abrigo do disposto no n.º 5 no território de outro Estado membro da União Ilícito de mera ordenação social Europeia em liberdade de prestação de serviços ficam sujeitas à lei portuguesa. sem que para tal exista a gestora das alterações às quais o Banco de Portugal e necessária autorização. notificar em tempo útil a socie.º. comercialização das unidades de participação do orga- nismo de investimento alternativo. cionário tiverem feito a advertência dessa cominação.ª série — N. sejam responsáveis instituições de crédito ou sociedades 14 — O Banco de Portugal e a Comissão do Mercado financeiras com sede em Portugal e que ali atuem por de Valores Mobiliários são responsáveis pela supervisão intermédio de sucursais ou em prestação de serviços. em Portugal mediante o estabelecimento de uma sucursal 9 — A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ficam sujeitas às regras de conduta. que constituam infração à lei portuguesa: incluindo as regras de subcontratação. e não se verificando nenhuma das a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários não situações previstas no n.

e no interesse deste. da infração. 2 — Na determinação da ilicitude concreta do facto. associações sem personalidade jurídica. equiparadas pode ser especialmente atenuada quando. des equiparadas não exclui a responsabilidade individual b) (Revogada. Artigo 205. entidade equiparada ou num dos agentes envolvidos. por sua 3 — A responsabilidade dos titulares dos cargos de iniciativa.1700-(220) Diário da República. ter o agente atuado no interesse cultar a descoberta da infração.) à injunção de cumprir o dever em causa. do representado. Artigo 203.) 1 — As pessoas coletivas e as entidades equiparadas e) Grau de participação do arguido no cometimento referidas no artigo anterior são responsáveis pelas con. cumulativamente. 2 — Não obsta à responsabilidade individual dos agentes que representem outrem a circunstância de o 4 — Na determinação da sanção aplicável.º b) Caráter ocasional ou reiterado da infração.) facto de. denações cometidas por mandatários. 1. i) Duração da infração. c) Especial dever de não cometer a infração. pessoas singulares e pessoas co. conhecendo ou devendo conhecer a prática da 6 — A coima deve. ainda que irregularmente constituídas. 2 — A responsabilidade da pessoa coletiva é excluída j) Se a contraordenação consistir na omissão da prática quando o agente atue contra ordens ou instruções expres. dispensam o infrator do seu cumprimento. 1 — Sempre que a infração resulte da omissão de um 2 — Em caso de infração negligente o limite máximo dever. a) Perigo ou dano causado ao sistema financeiro ou à economia nacional. atende-se. bem como ainda em conta a natureza individual ou coletiva do agente. não sejam diretamente responsáveis pelo pelouro ou pela área onde se verificou a prática da infração e a sua responsabilidade se funde unicamente no 5 — (Revogado. da culpa do agente e das exigências de prevenção atende-se. na determinação coletivo não obstam à responsabilidade deste. nem b) A conduta anterior do arguido. da 2 — É punível como autor das contraordenações culpa do agente e das exigências de prevenção.ª série — N. no g) Existência de um benefício. representantes ou h) Existência de prejuízos causados a terceiro pela in- trabalhadores do ente coletivo em atos praticados em nome fração e a sua importância quando esta seja determinável. se este ainda 3 — Em caso de tentativa a coima aplicável é a prevista for possível. . de um ato devido. o tempo decorrido desde a data em que sas daquela. contribuir causalmente para a sua verificação. bem como pelas contraor. para si ou para outrem. conjuntamente ou não.) Responsabilidade dos entes coletivos d) (Revogada. c) (Revogada. não terem adotado imediatamente as medidas nefício económico que o arguido ou pessoa que fosse seu adequadas para lhe pôr termo. âmbito das funções e 1 — A responsabilidade das pessoas coletivas e entida.º circunstâncias: Responsabilidade das pessoas singulares a) Nível de responsabilidades. tendo letivas. da ilicitude concreta do facto. ou intenção de o obter. sempre que possível. previstas no presente Regime Geral todo aquele que. direção ou chefia. ainda. entre outras. cargos de administração. da culpa do agente e das exigências de prevenção. 2 — O infrator pode ser sujeito pelo Banco de Portugal 4 — (Revogado. às seguintes Artigo 204. 3 — A invalidade ou a ineficácia jurídica dos atos em que se funde a relação entre o agente individual e o ente 3 — Quanto às pessoas singulares. a circunstância de.º Responsabilidade pelas contraordenações Graduação da sanção 1 — Pela prática das contraordenações previstas no 1 — A determinação da medida da coima e das sanções presente Regime Geral podem ser responsabilizadas.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 202. propósito beneficiar tenham retirado da prática da infração. exceder o be- infração.) dos respetivos agentes. acessórias faz-se em função da ilicitude concreta do facto. d) A existência de atos do agente destinados a. para o ilícito consumado. reparar os danos ou obviar aos perigos causados administração ou direção das pessoas coletivas e entidades pela infração. especialmente atenuada. sendo exigido que o agente pratique c) A existência de atos de ocultação tendentes a difi- o facto no seu interesse. gerência.º Artigo 207. esfera de ação na pessoa coletiva em causa. o ato devia ter sido praticado. às seguintes circunstâncias: por ação ou omissão. tem-se ainda tipo legal da infração exigir determinados elementos em conta: pessoais e estes só se verificarem na pessoa coletiva. na a) A situação económica do arguido.º Tentativa e negligência Cumprimento do dever omitido 1 — A tentativa e a negligência são sempre puníveis. a aplicação da sanção e o pagamento da coima não da coima prevista para a infração é reduzido a metade.º Artigo 206. e) O nível de colaboração do arguido. traordenações cometidas pelos titulares dos respetivos f) Intensidade do dolo ou da negligência. exercício das suas funções.

como dos regulamentos emitidos em cumprimento ou 4 — Sem prejuízo de outras causas de suspensão ou de para execução dos referidos preceitos. quando essa inobservância prejudique gravemente o conhecimento da situação patri- a) O exercício de atividade com inobservância das monial e financeira da entidade em causa. de publicações obri- simultaneamente a título de crime e a título de contraor. consoante seja aplicada a ente até € 1 500 000. Regime Geral e da legislação específica. d) A realização de alterações estatutárias previstas nos bro se tiver havido recurso para o Tribunal Constitucional.º e 35. 109. e a prestação 1 — O procedimento pelas contraordenações previstas de informações incompletas. gatórias. 6 — Quando as infrações sejam puníveis com coima b) O exercício. montante e do mesmo artigo. de operações reservadas às instituições de ultrapassar 30 meses.º-A.º. sociedades financeiras. da situação patrimonial e financeira da entidade em causa. bem como o não aplicar as sanções acessórias previstas para a contraor. bem como a inobservância de € 1000 a € 500 000. tratando-se de pessoas coleti. nos prazos legais. tratando-se seu objeto legal.00.º.º 4 não autorizadas ou que lhes estejam especialmente vedadas. por quaisquer indivíduos ou entidades. h) A violação dos deveres de informação previstos no Artigo 209.º. interrupção da prescrição. o prazo de prescrição só corre a partir do conhecimento. e) O exercício de quaisquer cargos ou funções em insti- SECÇÃO II tuição de crédito ou em sociedade financeira.º e 113.º do despacho que procede ao exame preliminar do recurso da decisão que aplique sanção até à notificação da decisão Infrações especialmente graves final do recurso. m) As violações dos preceitos imperativos do presente por parte do Banco de Portugal. pelas instituições de crédito ou pelas superior a € 1 500 000.º. constantes do n. normas sobre registo no Banco de Portugal.ª série — N. no presente regime prescreve no prazo de cinco anos. acatamento das determinações específicas emitidas pelo denação em causa.º. de Portugal e a respetiva decisão cabem sempre a esta quando dela não resulte prejuízo grave para o conhecimento autoridade. j) (Revogada. ainda que os factos sejam também neste Regime Geral ou em diplomas complementares que puníveis a título de contraordenação. ou de outros determinados em norma geral c) A infração às regras sobre o uso de denominações pelo membro do Governo responsável pela área das finan- constantes dos artigos 11. bem julgado a decisão que determinou a sua aplicação. a suspensão prevista no n. determinadas por ou a pessoa singular. ou com coima superior a € 500 000. ças ou pelo Banco de Portugal nos termos do artigo 99.º 3 realização do capital social.) 2 — Nos casos em que tenha havido ocultação dos l) A violação das normas sobre registo de operações factos que são objeto do processo de contraordenação. incluindo a le- 3 — O prazo de prescrição das sanções é de cinco anos gislação da União Europeia. ou coletivo ou a pessoa singular. consoante seja aplicada a ente coletivo outras regras contabilísticas aplicáveis.º 2 do artigo 96. 1. denação pela prática dos mesmos factos. Banco de Portugal para assegurar o respetivo cumprimento.00. tratando-se de pessoas coletivas. 112. 7 — O prazo referido nos n.º. i) A omissão de informações e comunicações devidas ao Prescrição Banco de Portugal.os 5 e 6 é elevado para o do.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(221) Artigo 208. forma de representação.00.º. quando não precedidas de autorização do Banco de Portugal. que rege a atividade das instituições de crédito e das sociedades financeiras. bem como a realização de operações não de pessoas singulares. não a contar do dia em que se tornar definitiva ou transitar em previstas nas alíneas anteriores e no artigo seguinte.º. o processamento f) A inobservância das normas e procedimentos conta- das contraordenações para que seja competente o Banco bilísticos determinados por lei ou pelo Banco de Portugal. a suspensão prevista no número anterior não pode a) A prática não autorizada. pode o juiz penal remetam para o seu regime sancionatório. Coimas g) A falsificação da contabilidade e a inexistência de São puníveis com coima de € 3000 a € 1 500 000 e de contabilidade organizada. em violação Ilícitos em especial de proibições legais ou à revelia de oposição expressa do Banco de Portugal. as infrações adiante referidas: lei ou pelo Banco de Portugal.00. de atividades não incluídas no vas. c) A realização fraudulenta do capital social. 101.º e 46. crédito ou às sociedades financeiras. nos prazos estabelecidos. artigos 34. tratando-se de pessoas sin- gulares. sem prejuízo do n.º 3 do artigo 118. pode ultrapassar os cinco anos.Diário da República. h) A inobservância de relações e limites prudenciais b) A violação das normas relativas à subscrição ou à constantes do n.º artigo 77. 1 — São puníveis com coima de € 10 000 a € 5 000 000 5 — Quando as infrações sejam puníveis com coima ou de € 4 000 a € 5 000 000.º. Artigo 210. 2 — Sempre que uma pessoa deva responder apenas g) A violação de regras e deveres de conduta previstos a título de crime. as infrações adiante referidas: com coima até € 500 000.º f) O desacatamento da inibição do exercício de direitos de voto. bem como dos artigos 97. 1 — Sempre que uma pessoa deva responder e) A omissão. desses factos. quanto ao prazo. . a prescrição do procedimento por contraordenação suspende-se a partir da notificação Artigo 211.º d) A inobservância de relações e limites prudenciais determinados por lei ou pelo Ministro das Finanças ou pelo Concurso de infrações Banco de Portugal no exercício das respetivas atribuições.

1700-(222) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

quando dela resulte ou possa resultar grave prejuízo para bb) O incumprimento dos deveres de informação
o equilíbrio financeiro da entidade em causa; e de colaboração a que estão obrigados, nos termos
i) As infrações às normas sobre conflitos de interesse do disposto no n.º 3 do artigo 141.º, no n.º 10 do ar-
dos artigos 85.º e 86.º; tigo 143.º, no n.º 2 do artigo 145.º ou no n.º 4 do ar-
j) A violação das normas sobre crédito concedido a tigo 145.º-F, os membros dos órgãos de administração
detentores de participações qualificadas constantes dos e de fiscalização, o fiscal único, os titulares de cargos
n.os 1 a 3 do artigo 109.º; de direção de topo, o revisor oficial de contas ou a
l) Os atos dolosos de gestão ruinosa, em detrimento de sociedade de revisores oficiais de contas suspensos
depositantes, investidores e demais credores, praticados ou substituídos;
pelos membros dos órgãos sociais; cc) A omissão das comunicações devidas às autoridades
m) A prática, pelos detentores de participações qualifi- competentes em matéria de aquisição, alienação e deten-
cadas, de atos que impeçam ou dificultem, de forma grave, ção de participações qualificadas previstas nos artigos
uma gestão sã e prudente da entidade em causa; 102.º, 107.º e 108.º;
n) A desobediência ilegítima a determinações do Banco dd) A aquisição de participação qualificada apesar da
de Portugal ditadas especificamente, nos termos da lei, oposição da autoridade competente, em violação do ar-
para o caso individual considerado, bem como a prática de tigo 103.º;
atos sujeitos por lei a apreciação prévia do Banco de Por- ee) A omissão das informações e comunicações de-
tugal, quando este tenha manifestado a sua oposição; vidas às autoridades competentes previstas no n.º 2
o) A recusa ou obstrução ao exercício da atividade de do artigo 108.º do presente Regime Geral e nos arti-
inspeção do Banco de Portugal; gos 99.º e 101.º, no n.º 1 do artigo 394.º, nos n.os 1 e 2 do
p) A omissão de comunicação devida ao Banco de artigo 415.º e no n.º 1 do artigo 430.º do Regulamento
Portugal, nos termos do n.º 1 do artigo 32.º, bem como (UE) n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho,
a omissão das medidas a que se referem os n.os 3 e 6 do de 26 de junho, nos prazos estabelecidos, bem como a sua
artigo 30.º-C e o n.º 5 do artigo 32.º; prestação de forma incompleta ou inexata;
q) A prestação ao Banco de Portugal de informações fal- ff) A inobservância dos rácios de adequação de fundos
sas, ou de informações incompletas suscetíveis de induzir próprios previstos no artigo 92.º do Regulamento (UE)
a conclusões erróneas de efeito idêntico ou semelhante ao n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de
que teriam informações falsas sobre o mesmo objeto; 26 de junho;
r) O incumprimento das obrigações de contribuição gg) O incumprimento do plano de conservação de fun-
para o Fundo de Garantia de Depósitos ou para o Fundo dos próprios previsto no artigo 138.º-AD ou das medidas
de Resolução; impostas pelo Banco de Portugal nos termos do mesmo;
s) A violação da norma sobre concessão de crédito hh) O incumprimento das medidas nacionais adota-
constante do n.º 1 do artigo 118.º-A; das em execução do artigo 458.º do Regulamento (UE)
t) A violação das normas sobre elaboração, apresenta- n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de
ção e revisão dos planos de recuperação e dos planos de 26 de junho;
recuperação de grupo, bem como a falta de introdução das ii) A omissão da implementação de sistemas de go-
alterações exigidas pelo Banco de Portugal a esses planos; verno, em violação do artigo 14.º;
u) O incumprimento dos deveres informativos neces- jj) A inobservância reiterada do dever de dispor de
sários à elaboração, revisão e atualização dos planos de ativos líquidos adequados, em violação do artigo 412.º do
resolução e dos planos de resolução de grupo constantes Regulamento (UE) n.º 575/2013, do Parlamento Europeu
dos artigos 116.º-J e 116.º-K; e do Conselho, de 26 de junho;
v) O incumprimento do dever de notificação previsto kk) A inobservância dos limites aos grandes riscos fixa-
no n.º 1 do artigo 116.º-X, bem como a prestação de apoio dos no artigo 395.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do
financeiro intragrupo em incumprimento do disposto no Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho;
n.º 7 do mesmo artigo; ll) A exposição ao risco de crédito de uma posi-
w) O incumprimento dos deveres de comunicação pre- ção de titularização, com inobservância das condições
vistos no artigo 116.º-Z, bem como do dever de informa- estabelecidas no artigo 405.º do Regulamento (UE)
ção previsto no n.º 6 do mesmo artigo; n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho,
x) O incumprimento das medidas determinadas pelo de 26 de junho;
Banco de Portugal para efeitos da remoção das defici- mm) A omissão da divulgação de informações ou a
ências ou dos constrangimentos à execução do plano de divulgação de informações incompletas ou inexatas, em
recuperação ou da eliminação dos constrangimentos à violação dos n.os 1 a 3 do artigo 431.º ou do n.º 1 do ar-
resolubilidade, nos termos do disposto no n.º 2 do ar- tigo 451.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do Parla-
tigo 116.º-G e nos n.os 3 e 4 do artigo 116.º-P; mento Europeu e do Conselho, de 26 de junho;
y) O incumprimento das medidas de intervenção cor- nn) O pagamento a detentores de instrumentos incluí-
retiva previstas nas alíneas a) a d), f) a l) e n) a q) do n.º 1 dos nos fundos próprios da instituição de crédito, sempre
do artigo 141.º; que esses pagamentos sejam proibidos, em violação dos
z) A prática ou omissão de atos suscetível de impedir ou artigos 138.º-AA a 138.º-AC do presente Regime Geral
dificultar a aplicação de medidas de intervenção corretiva ou dos artigos 28.º, 51.º ou 63.º do Regulamento (UE)
ou de resolução; n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de
aa) A prática ou omissão de ato suscetível de impedir ou 26 de junho;
dificultar o exercício dos poderes e deveres que incumbem oo) A permissão de que uma ou mais pessoas que in-
à comissão de fiscalização e ao fiscal único ou aos mem- cumpram o disposto nos artigos 30.º, 31.º e 33.º se tornem
bros da administração provisória, nos termos previstos, ou continuem a ser membros dos órgãos de administração
respetivamente, nos artigos 143.º e 145.º-A; ou de fiscalização.

Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(223)

2 — No caso de uma pessoa coletiva, o limite máximo SECÇÃO III
da coima abstratamente aplicável é elevado ao montante Processo
correspondente a 10 % do total do volume de negócios
anual líquido do exercício económico anterior à data da Artigo 213.º
decisão condenatória, incluindo o rendimento bruto cons-
tituído por juros e receitas equiparadas, o rendimento Competência
proveniente de ações e de outros títulos de rendimento 1 — A competência para o processamento das contraor-
variável ou fixo e comissões recebidas nos termos do denações previstas no presente Regime Geral e para a apli-
artigo 316.º do Regulamento (UE) n.º 575/2013, do Par- cação das respetivas sanções pertence ao Banco de Portugal.
lamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho, sempre 2 — Cabe ao conselho de administração do Banco de
que este montante seja determinável e superior àquele Portugal a decisão do processo.
limite. 3 — No decurso da averiguação ou da instrução, o
3 — Para as pessoas coletivas que estejam sujeitas Banco de Portugal pode solicitar às entidades policiais e
a um enquadramento contabilístico diferente do que a quaisquer outros serviços públicos ou autoridades toda
se encontra estabelecido no artigo 316.º do Regula- a colaboração ou auxílio necessários para a realização das
mento (UE) n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e finalidades do processo.
do Conselho, de 26 de junho, o cálculo do volume de
negócios anual líquido, referido no número anterior, Artigo 213.º-A
baseia-se nos dados que melhor reflitam o disposto no Cooperação entre autoridades
referido artigo.
4 — Caso a pessoa coletiva seja uma filial, o rendi- Sem prejuízo do disposto nos artigos 80.º e 81.º, e
mento bruto considerado é o rendimento bruto resultante quando se revelar necessário para assegurar uma ação co-
das contas consolidadas da empresa-mãe no exercício ordenada nos casos transfronteiriços, o Banco de Portugal
económico anterior. comunica às autoridades de resolução e de supervisão dos
Estados membros da União Europeia o início da averi-
Artigo 211.º-A guação ou instrução do processo.

Agravamento da coima Artigo 214.º
Sem prejuízo do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo Suspensão do processo
seguinte, se o dobro do benefício económico obtido pelo 1 — Quando a infração constitua irregularidade sa-
infrator for determinável e exceder o limite máximo da nável, não lese significativamente nem ponha em perigo
coima aplicável, este é elevado àquele valor. próximo e grave os direitos dos depositantes, investidores,
acionistas ou outros interessados e não cause prejuízos
Artigo 212.º importantes ao sistema financeiro ou à economia nacional,
o conselho de administração do Banco de Portugal poderá
Sanções acessórias
suspender o processo, notificando o infrator para, no prazo
1 — Conjuntamente com as coimas previstas nos arti- que lhe fixar, sanar a irregularidade em que incorreu.
gos 210.º e 211.º, podem ser aplicadas aos responsáveis 2 — A falta de sanação no prazo fixado determina o
por qualquer infração as seguintes sanções acessórias: prosseguimento do processo.
a) Perda do benefício económico retirado da infração; Artigo 214.º-A
b) Perda do objeto da infração e de objetos pertencentes
ao agente relacionados com a prática da infração; Segredo de justiça
c) Publicação da decisão definitiva ou transitada em 1 — O processo de contraordenação encontra-se su-
julgado; jeito a segredo de justiça até que seja proferida decisão
d) Quando o arguido seja pessoa singular, a inibição do administrativa.
exercício de cargos sociais e de funções de administração, 2 — A partir do momento em que é notificado para
gerência, direção ou chefia em quaisquer entidades sujeitas exercer o seu direito de defesa, o arguido pode:
à supervisão do Banco de Portugal, por um período de seis a) Assistir aos atos processuais que tenham lugar e que
meses a três anos, nos casos do artigo 210.º, ou de um a lhe digam respeito;
10 anos, nos casos do artigo 211.º; b) Consultar os autos e obter cópias, extratos e certidões
e) Suspensão do exercício do direito de voto atribuído de quaisquer partes deles.
aos titulares de participações sociais em quaisquer enti-
dades sujeitas à supervisão do Banco de Portugal, por um 3 — São aplicáveis ao processo de contraordenação,
período de um a 10 anos. com as devidas adaptações, as exceções previstas no Có-
digo de Processo Penal para o regime de segredo de justiça.
2 — A publicação a que se refere a alínea c) do nú-
mero anterior é efetuada, na íntegra ou por extrato, a Artigo 215.º
expensas do infrator, num local idóneo para o cumpri-
Recolha de elementos
mento das finalidades de proteção dos clientes e do sis-
tema financeiro, designadamente, num jornal nacional, 1 — Quando necessária à averiguação ou à instrução
regional ou local, consoante o que, no caso, se afigure do processo, pode proceder-se a buscas a quaisquer locais
mais adequado. e à apreensão de quaisquer documentos e equipamentos,

1700-(224) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

bem como determinar-se o congelamento de quaisquer 2 — A adoção de qualquer das medidas referidas no
valores, independentemente do local ou instituição em número anterior deve respeitar os princípios da necessi-
que se encontrem, devendo os valores apreendidos ser dade, adequação e proporcionalidade, sendo precedida de
depositados em conta à ordem do Banco de Portugal, audição do arguido, exceto se tal puser em risco o objetivo
garantindo o pagamento da coima e das custas em que ou eficácia da medida.
venha a ser condenado o arguido. 3 — As medidas cautelares adotadas nos termos do
2 — As buscas e apreensões domiciliárias são objeto presente artigo são imediatamente exequíveis e só cessam
de mandado judicial. com a decisão judicial que definitivamente as revogue,
3 — Quaisquer pessoas e entidades têm o dever de com o início do cumprimento de sanção acessória de efeito
prestar ao Banco de Portugal todos os esclarecimentos e equivalente à medida cautelar decretada ou com a sua
informações, bem como de entregar todos os documentos, revogação expressa por decisão do Banco de Portugal.
independentemente da natureza do seu suporte, objetos 4 — Quando, nos termos da alínea b) do n.º 1, seja
e elementos, na medida em que os mesmos se revelem determinada a suspensão preventiva do exercício da ati-
necessários à instrução dos processos da sua competência. vidade, função ou cargo pelo arguido e este venha a ser
4 — Tratando-se de busca em escritório de advogado, em condenado, no mesmo processo, em sanção acessória
escritório de revisores oficiais de contas ou em consultório que consista na inibição do exercício das mesmas ativi-
médico, esta é decretada e realizada, sob pena de nulidade, dades, funções ou cargos, é descontado no cumprimento
pelo juiz de instrução, nos termos de legislação específica. da sanção acessória o tempo de duração da suspensão
5 — Com exceção das situações previstas no ar- preventiva.
tigo 126.º, as buscas e apreensões realizadas a entidades 5 — Das decisões do Banco de Portugal tomadas ao
não sujeitas à supervisão do Banco de Portugal são objeto abrigo do presente artigo cabe sempre recurso, com subida
de autorização da autoridade judiciária competente. imediata, em separado e com efeito meramente devolutivo.
6 — Sempre que, no decurso de uma busca, sejam
apreendidos equipamentos ou suportes de informação que Artigo 217.º
sejam suscetíveis de conter informação que não respeite
Forma das comunicações e notificações
apenas a clientes, operações ou informação de natureza
contabilística e prudencial da instituição, são os mes- 1 — As comunicações são feitas por carta registada,
mos apresentados à autoridade judiciária competente que fax, correio eletrónico ou qualquer outro meio de tele-
autoriza ou ordena por despacho que se proceda a uma comunicação.
pesquisa dos elementos relevantes num sistema informá- 2 — As comunicações que, nos termos do regime
tico, realizando uma cópia ou impressão desses dados, em geral do ilícito de mera ordenação social, constante do
suporte autónomo, que é junto ao processo. Decreto-Lei n.º 433/82, de 27 de outubro, alterado pelos
7 — No decurso de inspeções a entidades sujeitas Decretos-Leis n.os 356/89, de 17 de outubro, 244/95, de
à supervisão do Banco de Portugal, estão obrigadas a 14 de setembro, e 323/2001, de 17 de dezembro, e pela
facultar-lhe o acesso irrestrito aos seus sistemas e arqui- Lei n.º 109/2001, de 24 de dezembro, e demais casos ex-
vos, incluindo os informáticos, onde esteja armazenada pressamente previstos no presente Regime Geral, hajam
informação relativa a clientes ou operações, informação de revestir a forma de notificação, são efetuadas por carta
de natureza contabilística, prudencial ou outra informa- registada com aviso de receção dirigida ao notificando ou,
ção relevante no âmbito das competências do Banco de quando exista, ao respetivo defensor, ou pessoalmente, se
Portugal, bem como a permitir que sejam extraídas cópias necessário através das autoridades policiais.
e traslados dessa informação. 3 — A notificação do ato processual que formalmente
imputar ao arguido a prática de uma contraordenação, bem
Artigo 216.º como da decisão que lhe aplique coima, sanção acessória
ou alguma medida cautelar, é dirigida ao arguido e, quando
Suspensão preventiva exista, ao respetivo defensor.
(Revogado.) 4 — Quando, nas situações a que se refere o número
anterior, o arguido não seja encontrado, a notificação é
Artigo 216.º-A efetuada por anúncio publicado num dos jornais da lo-
calidade da sua sede, estabelecimento permanente ou da
Medidas cautelares última residência conhecida no País ou, no caso de aí não
1 — Quando se revele necessário à eficaz instrução do haver jornal ou de o arguido não ter sede, estabelecimento
processo de contraordenação ou à salvaguarda do sistema permanente ou residência no País, num dos jornais de
financeiro ou dos interesses dos depositantes, investidores âmbito nacional.
e demais credores, o Banco de Portugal pode: 5 — Sempre que o arguido se recusar a receber a no-
tificação, o agente certifica essa recusa, valendo o ato
a) Determinar a imposição de condições ao exercício como notificação.
da atividade pelo arguido, designadamente o cumprimento
de especiais deveres de informação ou de determinadas Artigo 218.º
regras técnicas, ou determinar a exigência de pedido de
Deveres de testemunhas e peritos
autorização prévia ao Banco de Portugal para a prática
de determinados atos; 1 — Às testemunhas e aos peritos que não compare-
b) Determinar a suspensão preventiva do exercício de cerem no dia, hora e local designados para diligência do
determinada atividade, função ou cargo pelo arguido; processo, nem justificarem a falta no próprio dia ou nos
c) Determinar o encerramento preventivo, no todo ou em cinco dias úteis seguintes, ou que, tendo comparecido,
parte, de estabelecimento onde se exerça atividade ilícita. se recusem injustificadamente a depor ou a exercer a

Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(225)

respetiva função, é aplicada pelo Banco de Portugal uma 5 — O Banco de Portugal deve comunicar ao arguido
sanção pecuniária até 10 UC. ou ao seu defensor, quando exista, as diligências adicionais
2 — O pagamento é efetuado no prazo de 10 dias úteis de prova que, por sua iniciativa, realize após a apresen-
a contar da notificação, sob pena de se proceder a cobrança tação da defesa, conferindo prazo para que, querendo, se
coerciva. pronuncie sobre aquelas diligências.
3 — Sempre que seja necessário proceder à tomada
de declarações de qualquer interveniente processual, o Artigo 220.º
Banco de Portugal pode proceder à gravação áudio ou
Decisão
audiovisual das mesmas.
4 — Nos casos referidos no número anterior, não há 1 — Concluída a instrução, o processo é apresentado
lugar à transcrição, devendo o Banco de Portugal, sem à entidade a quem caiba proferir decisão, acompanhado
prejuízo do disposto relativamente ao segredo de justiça, de parecer sobre as infrações que devem considerar-se
entregar, no prazo máximo de dois dias úteis, uma cópia provadas e as sanções que lhes são aplicáveis.
a qualquer sujeito processual que a requeira. 2 — (Revogado.)
5 — Em caso de impugnação judicial da decisão do
Banco de Portugal e quando for essencial para a boa deci- Artigo 221.º
são da causa, o tribunal, por despacho fundamentado, pode
solicitar ao Banco de Portugal a transcrição de toda ou de Revelia
parte da prova gravada nos termos dos números anteriores. A falta de comparência do arguido não obsta em fase
alguma do processo a que este siga os seus termos e seja
Artigo 219.º proferida decisão final.
Arquivamento dos autos
Artigo 222.º
1 — Logo que tiver sido recolhida prova bastante de
não se ter verificado a infração, de o agente não a ter pra- Requisitos da decisão que aplique sanção
ticado a qualquer título ou de ser legalmente inadmissível 1 — A decisão que aplique coima contém:
o procedimento, são os autos arquivados.
2 — Os autos são igualmente arquivados se não tiver a) A identificação dos arguidos;
sido possível obter indícios suficientes da verificação da b) A descrição dos factos imputados;
contraordenação ou de quem foram os seus agentes. c) A indicação dos elementos de prova que fundaram
3 — O processo só pode ser reaberto se surgirem no- a decisão;
vos elementos de prova que invalidem os fundamentos d) A indicação das normas jurídicas violadas e san-
invocados na decisão de arquivamento. cionatórias;
4 — A decisão de arquivamento é comunicada ao agente e) A indicação da sanção ou sanções aplicadas, com
quando posterior à notificação da peça processual que lhe indicação dos elementos que contribuíram para a sua
imputar formalmente a prática de uma contraordenação determinação;
ou, se anterior, quando o mesmo já tenha tido alguma f) A condenação em custas e a indicação da pessoa ou
intervenção no processo. pessoas obrigadas ao seu pagamento;
5 — (Revogado.) g) (Revogada).
6 — (Revogado.)
2 — A notificação da decisão contém:
Artigo 219.º-A a) A advertência de que a coima e, quando for o caso,
as custas devem ser pagas no prazo de 10 dias úteis após
Imputação das infrações e defesa
a decisão se tornar definitiva ou transitar em julgado, sob
1 — Reunidos indícios suficientes da verificação da pena de se proceder à sua cobrança coerciva;
contraordenação e de quem foram os seus agentes, o ar- b) A indicação dos termos em que a condenação pode
guido e, quando existir, o seu defensor são notificados ser impugnada judicialmente e tornar-se exequível;
para, querendo, apresentar defesa por escrito e oferecer c) A indicação de que, em caso de impugnação judicial,
meios de prova, sendo, para o efeito, fixado pelo Banco o tribunal pode decidir mediante audiência ou, caso o
de Portugal um prazo entre 10 e 30 dias úteis. arguido, o Ministério Público e o Banco de Portugal não
2 — O ato processual que imputar ao arguido a prá- se oponham, mediante simples despacho;
tica de uma contraordenação indica, obrigatoriamente, o d) A indicação de que não vigora o princípio da proi-
infrator, os factos que lhe são imputados, as respetivas bição da reformatio in pejus.
circunstâncias de tempo e de lugar, bem como a lei que
os proíbe e pune. Artigo 223.º
3 — O arguido não pode indicar mais do que três tes- Suspensão da execução da sanção
temunhas por cada infração, nem mais do que 12 no total,
devendo ainda discriminar as que só devam depor sobre a 1 — O conselho de administração do Banco de Portu-
sua situação económica e a sua conduta anterior e posterior gal pode suspender, total ou parcialmente, a execução da
aos factos, as quais não podem exceder o número de duas. sanção, sempre que conclua que dessa forma são ainda
4 — Os limites previstos no número anterior podem realizadas de modo adequado e suficiente as finalidades
ser ultrapassados, mediante requerimento, devidamente de prevenção.
fundamentado, do arguido, desde que tal se afigure es- 2 — A suspensão pode ficar condicionada ao cum-
sencial à descoberta da verdade, designadamente devido primento de certas obrigações, designadamente as
à excecional complexidade do processo. consideradas necessárias para a regularização de si-

Processo sumaríssimo peitante aos arguidos que forem condenados. quando tal localidade se do arguido. as custas são repartidas por todos em partes iguais. sede ou es. decla- zação aos Investidores o valor das coimas em que forem ração escrita de aceitação ou comprovativo do pagamento condenadas as empresas de investimento e as sociedades da mesma. limite mínimo previsto para a infração ou. gestoras de fundos de investimento mobiliário que sejam participantes naquele Sistema.ª série — N.º limite mínimo mais elevado das contraordenações em concurso.º Artigo 224. não se tenham oposto à prática da infração. bem como a aplicação da sanção acessória de publicação por meio de guia.º 60 — 26 de março de 2015 tuações ilegais. res- suspensa. a intensidade da 3 — As custas destinam-se a cobrir as despesas efe. pode o tuadas no processo.1700-(226) Diário da República. do Banco de Portugal. por meio dela. Artigo 227. independentemente da fase 6 — Se o arguido aceitar a decisão ou proceder ao pa- em que se torne definitiva ou transite em julgado a decisão gamento da coima aplicada e. o arguido dispõe de um as instituições de crédito. 5 — Reverte integralmente para o Sistema de Indemni. condenatória. havendo várias infrações. localidade onde o arguido tenha residência. declaração escrita de aceitação. nos factos indiciados. meios de gravação e cópias ou certidões guido a prática de qualquer contraordenação e com base do processo. a fim de serem juntos ao respetivo bem como a indicação dos elementos que contribuíram processo. 1 — Quando a natureza da infração.º 1 contém a identificação tabelecimento permanente ou. também de guia de pagamento. Artigo 227. meiras 100 folhas ou fração do processado e de um décimo 2 — A sanção aplicável é uma admoestação. o comportamento determinado.º Exequibilidade da decisão Custas (Revogado. são devidas custas pelo arguido. a situe fora do território nacional. salvo nos casos previstos nos números seguin. no caso de a sanção aplicada ser 4 — Reverte integralmente para o Fundo de Garantia de uma coima. comportamento determinado e do prazo para a sua adoção. Responsabilidade pelo pagamento 3 — O tempo de suspensão da sanção é fixado entre dois e cinco anos. e a admoestação ou a indicação da coima ou sanção aces- 2 — Após o pagamento deverá o arguido remeter ao sória concretamente aplicadas ou. se for caso disso. plicados das guias. ainda que irregularmente constituídas. ser igualmente Pagamento das coimas e das custas determinada a adoção de um determinado comportamento. das custas em que forem condenados os seus dirigentes.º-A 2 — Sendo vários os arguidos. podendo. contando-se o seu início a partir da 1 — As pessoas coletivas. os du. no n. 3 — O valor das coimas reverte integralmente para o 4 — A notificação da decisão deve informar do disposto Estado. no prazo de oito dias úteis. em qualquer caso. Depósitos o valor das coimas em que forem condenadas 5 — Recebida a notificação. de mera ordenação social para cujo processamento 2 — Os titulares dos órgãos de administração das pes- seja competente o Banco de Portugal. antes de imputar formalmente ao ar- comunicações. à sua exe. na base da suspensão não puderam. só sendo devido o valor res. a reparação de danos ou a prevenção Artigo 226. ou uma de UC por cada conjunto subsequente de 25 folhas ou coima cuja medida concreta não exceda o quíntuplo do fração do processado.) 1 — Em caso de condenação. nos termos e condições anterior é calculado à razão de metade de 1 UC nas pri. procedendo-se. das associações sem personalidade jurídica. a descrição sumária dos factos imputados. 5 — Decorrido o tempo de suspensão sem que o empregados ou representantes pela prática de infrações arguido tenha praticado qualquer ilícito criminal ou puníveis nos termos do presente diploma. b) No caso de a sanção aplicada ser uma coima. pondem individual e subsidiariamente pelo pagamento cução. 3 — A decisão prevista no n. e violado as obrigações que lhe hajam sido impostas. ainda que irregularmente data em que a decisão condenatória se tornar definitiva constituídas. para a determinação da sanção.º 7 e ser acompanhada de modelo de declaração de tes. adotar condenatória. quando se revele que as finalidades que estavam da coima e das custas em que aquelas sejam condenadas. culpa e as demais circunstâncias o justifiquem. aceitação da decisão e. ou entrado em liquidação. ser ainda que à data da condenação hajam sido dissolvidas alcançadas. em tesouraria da Fazenda Pública da da decisão. que. designadamente com notificações e Banco de Portugal. uma coima única que não exceda 20 vezes o Artigo 225. quando for o caso. constantes dos números seguintes. independentemente da fase em prazo de 10 dias úteis para remeter ao Banco de Portugal: que se torne definitiva ou transite em julgado a decisão a) No caso de a sanção aplicada ser uma admoestação. podendo considera-se extinta a sanção cuja execução tinha sido fazê-lo. notificar o arguido da decisão de 4 — O reembolso pelas despesas referidas no número aplicação de uma sanção reduzida. 1. no caso contrário. em qualquer tesouraria menção das normas violadas e das normas sancionatórias da Fazenda Pública de Lisboa. 1 — O pagamento da coima e das custas será realizado.º de perigos. respondem solidariamente pelo pagamento da coima e 4 — A suspensão não abrange as custas. e sem que tenha soas coletivas. a decisão do Banco de . e as associações sem personalidade jurídica ou transitar em julgado.

regulação e supervisão é o causa. em igual face à gravidade da infração. artigo 211. 8 — As decisões proferidas em processo sumaríssimo são irrecorríveis. q).º. a de.ª instância é obrigatoriamente divulgada nos termos do número anterior. se o arguido: O Banco de Portugal comunica à Autoridade Bancária Europeia as sanções aplicadas pela prática das infrações a) Recusar a decisão. b). Internet do Banco de Portugal. sendo.º 575/2013. esta de notificação da situação de insolvência ou do risco de o tiver sido paga no prazo indicado. . Artigo 229. de 26 de junho. as não podendo os mesmos factos voltar a ser apreciados decisões judiciais relativas ao crime de atividade ilícita como contraordenação. salvo se demonstrar. podendo juntar alegações. a identidade da pessoa singular os autos ao Ministério Público no prazo de 15 dias úteis. que não a pode prestar. ou coletiva condenada e informação sobre o tipo e a na. feita expressa menção deste oferecer meios de prova. a essa forma de decisão.º 1 do referido artigo e pela c) Não adotar o comportamento que lhe tenha sido violação das regras do Regulamento (UE) n. ficar. tribunal competente para conhecer o recurso. relativamente ao incumprimento do dever lecido.º c) A publicação possa. que tenha aplicado uma sanção é de 15 dias úteis a partir cisão que condene o agente pela prática de uma ou mais do seu conhecimento pelo arguido. prazo. por b) A divulgação ponha em causa a estabilidade dos insuficiência de meios.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(227) Portugal torna-se definitiva. a revisão e a execução das decisões ou de quaisquer outras medidas le- 4 — Caso se preveja que as circunstâncias previstas galmente suscetíveis de impugnação tomadas pelo Banco no número anterior podem cessar num prazo razoável. na íntegra ou por extrato 2 — Recebida a petição. neste caso. altere ou revo. facto. causar danos desproporcionais face à gravidade Tribunal competente da infração aos entes coletivos ou pessoas singulares em O tribunal da concorrência. se for o caso. Artigo 228. no valor de tre que a publicação de dados pessoais é desproporcionada metade da coima aplicada. elementos ou informações que tureza da infração. o prazo a que se refere 2 — A decisão judicial que confirme. o Banco de Portugal remeterá que inclua. Comunicação de sanções denação.º-A 3 — A divulgação tem lugar em regime de anonimato Efeito do recurso caso: O recurso de impugnação de decisões proferidas pelo a) A sanção seja imposta a uma pessoa singular e. tendo-lhe sido aplicada uma coima. ção e o resultado dos recursos das decisões que as aplicam.º 5 — As informações divulgadas nos termos dos núme- Decisão judicial ros anteriores mantêm-se disponíveis no sítio na Internet do Banco de Portugal durante cinco anos. mercados financeiros ou comprometa uma investigação criminal em curso. Recurso mento de custas. no todo ou em parte. 1. Artigo 230. a de Portugal. previstas nas alíneas a).º Artigo 227.º 1 do b) Não se pronunciar sobre a mesma no prazo estabe. o torne definitiva ou transite em julgado.º-B Impugnação judicial Divulgação da decisão 1 — O prazo para a interposição do recurso da decisão 1 — Decorrido o prazo de impugnação judicial. e nas alíneas cc) a ll) do n. imputar Artigo 227. mesmo que tenha sido judicialmente considere relevantes para a decisão da causa. bem como impugnada. rente prestar garantia. Parlamento Europeu e do Conselho. tanto quanto seja possível de- terminar. cabendo números anteriores. no prazo de 20 dias.ª série — N. ao Banco de Portugal realizar as demais diligências instru- tórias que considerar adequadas e. se demons. a situa- d) Requerer qualquer diligência complementar. 6 — Independentemente do trânsito em julgado. SECÇÃO IV 9 — No processo sumaríssimo não tem lugar o paga. não podendo ser Ministério Público e o Banco de Portugal não se oponham indexadas a motores de pesquisa da Internet. pelo menos. sem que se encontre limitado pelo conteúdo daquela decisão. do determinado. Artigo 228. o número anterior conta-se a partir do termo do prazo que gue a decisão condenatória do Banco de Portugal ou do terminar em último lugar. salvo se. em processo de contraordenação. t) a v) e w) do n. na Banco de Portugal só tem efeito suspensivo se o recor- sequência de uma avaliação prévia obrigatória. contados a 1 — O juiz pode decidir por despacho quando não con- partir do momento em que a decisão condenatória se sidere necessária a audiência de julgamento e o arguido. de receção de depósitos e outros fundos reembolsáveis 7 — A decisão proferida fica sem efeito e o processo de são divulgadas pelo Banco de Portugal nos termos dos contraordenação continua sob a forma comum. tribunal de 1. devendo a respetiva infrações especialmente graves é divulgada no sítio na petição ser apresentada na sede do Banco de Portugal.º-C formalmente ao arguido a prática de qualquer contraor.Diário da República. como decisão condenatória. 3 — Havendo vários arguidos. publicação da identidade da pessoa singular ou coletiva condenada pode ser adiada durante esse período.

tituído o depósito garantido pelo Fundo para comunicar 2 — A desistência da acusação pelo Ministério Público com o depositante. ou que admitam recurso. o tri. b) Na língua ou línguas oficiais do Estado membro da 3 — O Banco de Portugal tem legitimidade para recor.1700-(228) Diário da República. o regime geral dos ilícitos Artigo 3. pessoa coletiva pública.º) agrícola mútuo suas associadas. . no seu sítio na Internet.º 1 os saldos e liquidez das caixas de crédito agrícola mútuo referidas credores ou créditos que resultem de quaisquer operações no número anterior. nomeadamente as informações relativas ao montante. Conceito de depósito signado apenas por Fundo. uma terceira entidade. do capital. tendo em vista a defesa do Sistema de investimento. aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60 — 26 de março de 2015 2 — Se houver lugar a audiência de julgamento. primento das suas obrigações. nos termos do regime pecífico.º do Regime Jurídico do Crédito Agrí- princípio da proibição de reformatio in pejus. 4 — O Fundo pode ainda prestar assistência financeira bunal decide com base na prova realizada na audiência.º e 79. no prazo de 30 dias a contar do momento da cessação da participação.º todas as informações que considere necessárias para os Aplicação do regime geral depositantes. 2 — Caso uma instituição deixe de ser participante do Republicação do Decreto-Lei n. dotada 1 — Para os efeitos do presente diploma.º de mera ordenação social.º do Código dos Valores Mobiliários nem os mútuo suas associadas. na audiência de julga.º 2 — São abrangidos pelo disposto no número anterior Objeto os fundos representados por certificados de depósito emi- tidos pela instituição participante até 2 de julho de 2014 à 1 — O Fundo tem por objeto garantir o reembolso de ordem de um titular identificado.ª série — N. acrescido de eventuais remunerações. e contratuais aplicáveis. depende da concordância do Banco de Portugal. de 9 de novembro Fundo deve.º 6 — A correspondência entre o Fundo e os deposi- tantes das instituições de crédito participantes faz-se nas Intervenção do Banco de Portugal na fase contenciosa seguintes línguas: 1 — O Banco de Portugal poderá sempre participar. âmbito da cobertura e procedimento de reem- Às infrações previstas no presente capítulo é subsi. 1. ao Fundo de Garantia de Depósitos quando os recursos bem como na prova produzida na fase administrativa do financeiros deste se mostrem insuficientes para o cum- processo de contraordenação.º 24/91. devam ser restituídos pela insti- 2 — O Fundo rege-se pelo presente diploma e pelos tuição participante e consistam em disponibilidades mone- seus regulamentos.º-B. Instituições participantes ANEXO II 1 — Participam obrigatoriamente no Fundo a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo e as caixas de crédito (a que se refere o n. débitos emergentes de aceites próprios ou de promissórias 2 — O Fundo pode ainda promover e realizar as ações em circulação. incluindo aquelas em que o reembolso Integrado do Crédito Agrícola Mútuo.º 345/98.º 2 do artigo 15. bolso dos depósitos. que considere necessárias para assegurar a solvabilidade 3 — Não são abrangidos pelo disposto no n. adiante de. que funciona junto do Banco de Portugal. mas não os representados depósitos constituídos em Portugal ou noutros Estados por outros títulos de dívida por ela emitidos ou pelos ins- membros da União Europeia junto da Caixa Central de trumentos financeiros previstos nas alíneas a) a f) do n. acordado com a instituição de crédito ou com previsto no artigo 15. se a instituição de crédito SECÇÃO V atuar noutro Estado membro da União Europeia ao abrigo do regime da livre prestação de serviços. apenas 3 — O Fundo pode igualmente intervir no âmbito da é garantido ao abrigo de um compromisso contratual es- execução de medidas de resolução. em tudo o que não contrarie as disposições dele constantes.º 2 não prejudica o estatuído nos instaurados e decididos nos termos do presente regime o artigos 78. Artigo 232. cola Mútuo. União Europeia onde foi constituído o depósito garantido rer das decisões proferidas no processo de impugnação e pelo Fundo.º 1 Crédito Agrícola Mútuo e das caixas de crédito agrícola do artigo 2. c) Na língua escolhida pelo depositante no momento da abertura da conta de depósito. Regime jurídico Artigo 4. 3 — Não é aplicável aos processos de contraordenação 5 — O disposto no n. a) Na língua oficial do Estado membro da União Eu- através de um representante. Direito subsidiário 7 — O Fundo disponibiliza.º 1 — O presente diploma regula o funcionamento do Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo. nas condições legais próprio. Artigo 2. informar os respetivos deposi- Artigo 1. de 11 de janeiro. Artigo 231. entende-se de autonomia administrativa e financeira e de património por depósito os saldos credores que.º tantes de tal facto. diariamente aplicável. tárias existentes numa conta ou que resultem de situações transitórias decorrentes de operações bancárias normais. ropeia utilizada pela instituição de crédito onde foi cons- mento.

por esta designado. dentro do limite previsto no artigo 12.º. 5 — As informações a que se refere o n.8 % do valor pelo âmbito de cobertura do Fundo. o sais ou operações similares. em nome e por conta e ordem do que os depositantes sejam titulares na instituição em causa. depositantes que os depósitos contratados são depósitos garantidos pelo Fundo através da inclusão nos extratos de Artigo 7. b) Contribuições periódicas das instituições partici- a referência factual ao facto de o Fundo os garantir e ao pantes. mentos. nomeada. por aviso. Fundo. e deve ser prestada aos depositantes antes da cele.º 2014/49/UE. salvo se o Banco 4 — Até 31 de março de cada ano. incluindo o produto das coimas sobre as formalidades necessárias para a sua obtenção. no que a) Contribuições iniciais das instituições participantes. 4 — O Fundo obriga-se pela assinatura de dois mem- 6 — Os depositantes devem confirmar a receção das bros da comissão diretiva. informações prestadas em cumprimento do disposto no 5 — Os membros da comissão diretiva exercem as n. d) Liberalidades. os de. Artigo 6. os ele. funções com quaisquer outras. rendimentos ou valores n.º refere o número anterior.º 1 através do preenchimento da ficha de informação suas funções por mandatos de três anos. ao máximo de três mandatos. de igual sejam comunicadas em papel. o outro nomeado pelo Ministro das Finanças e um terceiro ponibilizadas na língua acordada entre o depositante e a representante da Caixa Central. ou na língua oficial do Estado membro da qualidade.º de depósitos previsto no presente decreto-lei. de todas as instituições participantes. públicas ou privadas. 1 — As instituições participantes devem prestar ao incluindo a totalidade dos juros vencidos e dos benefícios público. instituição participante no momento da abertura da conta 3 — O presidente da comissão diretiva tem voto de de depósito. 2 — A comissão diretiva é composta por três membros. para resgatar ou transferir para Dever de informação outra instituição participante. todos os atos e operações necessários ou conve- 4 — A informação deve encontrar-se disponível nos nientes à realização do seu objeto. 14 — Se um depositante utilizar serviços de home- mente a sua identificação e disposições aplicáveis. os recursos financeiros do Fundo se 12 — Em caso de fusão. periódicas de forma a alcançar o referido nível mínimo ração com uma antecedência mínima de 30 dias face à num prazo de seis anos. data em que a operação produza efeitos. de forma facilmente compreensível.º 2 devem prestar informação sobre as condições de que que provenham da sua atividade ou que por lei ou con- depende o reembolso no âmbito da garantia de depósitos e trato lhe sejam atribuídos. em local bem identificado e diretamente aces. as informações que lhe devem ser prestadas por como os respetivos montante. bem banking. designadamente. conversão de filiais em sucur. . informar os respetivos depositantes sempre que os depósitos se encontrem excluídos da garantia. funcionamento deste.º conta de uma referência à ficha de informação referida no número anterior. depósitos constituídos em Portugal garantidos pelo Fundo. administração do Banco de Portugal.º 1 1 — O Fundo é gerido por uma comissão diretiva. as instituições participantes Banco de Portugal fixa o montante das contribuições em causa devem notificar os seus depositantes dessa ope. de 16 de abril.ª série — N. por este designado. não podendo. sem qualquer penalização. o Banco de Portugal de Portugal autorizar um prazo mais curto por motivos de informa a Autoridade Bancária Europeia do montante dos segredo comercial ou de estabilidade financeira. 1 — O Fundo dispõe dos seguintes recursos: 8 — A publicidade efetuada pelas instituições parti- cipantes aos seus depósitos apenas pode incluir. sível. depois de ser atingido o nível mínimo previsto no número anterior.º 1 são dis. devendo ser um. a contar da notificação a que se dezembro do ano anterior. o montante dos seus depósitos garantidos pelo Fundo. 13 — Na situação prevista no número anterior.os 1 e 2. e do montante positantes das instituições participantes em causa dispõem dos recursos financeiros disponíveis no Fundo em 31 de de um prazo de 90 dias.º 3 — No caso de uma instituição participante utilizar Comissão diretiva mais do que uma marca. o modo e a periodicidade da comunicação prevista 3 — Se. via eletrónica. visto no artigo 12. 9 — A pedido do interessado. no número anterior.Diário da República.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(229) Artigo 5.º 1 do artigo 12.º. renováveis até constante do anexo I à Diretiva n. aplicadas às instituições de crédito. desde 7 — As instituições participantes devem confirmar aos que autorizados para o efeito no ato de nomeação. as entidades referidas no e) Quaisquer outras receitas. à do artigo 12. que presidirá. dentro do limite pre- 11 — O Banco de Portugal define. dos depósitos garantidos pelo Fundo. que com essa operação passe a ultrapassar o informações pertinentes relativas ao sistema de garantia limite previsto no n. tornarem inferiores a dois terços desse nível mínimo. fazer c) Rendimentos da aplicação dos seus recursos. balcões. a menos que o mesmo requeira que lhe 2 — As instituições participantes devem. 1. modo. referência a uma cobertura ilimitada dos depósitos. âmbito de cobertura e prazo força do presente artigo podem ser-lhe comunicadas por máximo de reembolso. podendo acumular as suas lamento Europeu e do Conselho. todas as adquiridos. diz respeito às informações a que se referem os n. União Europeia em que a sucursal está estabelecida. devendo essa ficha ser fornecida ao Recursos financeiros depositante pelo menos uma vez por ano. deve informar os respetivos de- positantes desse facto e de que o limite referido no n.º é aplicável ao valor global dos depósitos de qual compete efetuar. do Par. elemento do conselho de bração do contrato de depósito. 10 — As instituições participantes devem comunicar ao Banco de Portugal dos termos e condições dos depósitos 2 — Os recursos financeiros do Fundo devem ter como captados junto do público que se encontrem abrangidos nível mínimo o montante correspondente a 0.

ª série — N.º se mostrem insuficientes para o cumprimento ao Fundo uma contribuição inicial. Artigo 10.º.º e que não estejam onerados por direitos de terceiros. as contribuições periódicas cobradas nos anos seguintes caso estejam reunidas as seguintes condições: devem ser em valor suficiente para reembolsar o montante do empréstimo e para restabelecer o nível mínimo a que se a) O Fundo não ter capacidade para cumprir as obriga- refere o n. n.º 1 do artigo 2. junto de outros sistemas de garantia de depósitos oficial- 8 — O Fundo pode contrair empréstimos junto de mente reconhecidos num Estado membro da União Eu- outros sistemas de garantia de depósitos oficialmente ropeia nos termos do disposto no n.º. prometer materialmente a situação de liquidez ou de sol- 6 — O Banco de Portugal informa a Autoridade Ban- vabilidade da instituição participante cuja obrigação foi cária Europeia do método fixado nos termos do disposto suspensa. 0. tuições que resultem de operações de fusão e cisão entre instituições participantes no Fundo e as instituições de 2 — Aos recursos previstos no número anterior poderão transição. no prazo de 60 dias a contar da data de entrada mento a que se refere o número anterior não pode ultra- em vigor do presente diploma. prestações. sob proposta da comissão diretiva meios de financiamento: do Fundo. podem ser impostas contribuições capaz de cumprir as suas obrigações e finalidades. b) Empréstimos ou garantias do Estado. por um prazo não superior a 180 dias. sob proposta Contribuições periódicas da Comissão Diretiva do Fundo. a) Contribuições especiais das instituições participantes. n. reconhecidos num Estado membro da União Europeia.º 1. previsto no artigo 12.º são entregues.º o mais rapidamente possível. e do respetivo perfil de risco. . instituições de crédito participantes podem ser dispensadas b) Terem sido impostas contribuições especiais previs- de efetuar o respetivo pagamento no prazo estabelecido no tas na alínea a) do n. 7 — Nos casos previstos no número anterior.º a) Empréstimos do Banco de Portugal.º tuições participantes e as que têm vindo a ser efetuadas Recursos financeiros complementares por aquele Banco.º 1 do artigo 7. de acordo com o previsto nos do ano anterior garantidos pelo Fundo. b) Importâncias provenientes de empréstimos. poderão ser utilizados os seguintes pelo Banco de Portugal.1700-(230) Diário da República.º lite atingir o montante que a cada momento o Banco de 5 — Em circunstâncias excecionais. as instituições participantes entregarão tigo 7.º. superiores ao limite referido no número anterior. 4 — O valor global das contribuições especiais de uma 3 — O Banco de Portugal fixa uma taxa contributiva instituição participante não pode exceder. em cada período aplicável à base de incidência prevista no número anterior de exercício do Fundo. de parte ou da totalidade do montante da contribuição que não tiver 1 — As contribuições iniciais previstas na alínea a) do sido pago em numerário. pagamento de contribuições especiais por parte de uma 5 — O Banco de Portugal fixa.º 1 do artigo 7. por portaria.º 1.º 1 desde que assumam o compromisso de pagamento c) O Fundo comprometer-se a utilizar os recursos pro- ao Fundo. e das caixas de crédito agrícola mútuo é determinado em prazos e demais termos das contribuições especiais refe- função do valor médio dos saldos mensais dos depósitos ridas na alínea a) do n.º e que possibi. passar 30 % do montante total de recursos financeiros 2 — A contribuição que o Banco de Portugal vier a disponíveis em cada momento no Fundo.º 8 do artigo seguinte.5 % dos seus depósitos abran- e uma contribuição mínima que permita alcançar o nível gidos pela garantia do Fundo dentro do limite previsto mínimo estabelecido no n. 3 — No prazo de 30 dias contados do registo do início 1 — Quando os recursos do Fundo previstos no ar- da sua atividade. ainda acrescer: Artigo 9. ções que lhe incumbem devido à insuficiência dos recursos 8 — Até ao limite de 30 % das contribuições anuais as financeiros previstos no n. se esse pagamento comprometer associações representativas das instituições de crédito par. o método concreto de cálculo das contribuições dessa instituição. e com a aprovação Portugal considere adequado para garantir que o Fundo é do Banco de Portugal. 3 — O membro do Governo responsável pela área das 2 — O valor da contribuição periódica da Caixa Central finanças determina. a obrigação de que respeitem. 1. materialmente a situação de liquidez ou de solvabilidade ticipantes. os montantes. a primeira das quais durante o mês totalmente. dentro do limite números seguintes. no artigo 12. suspensão e impõe que as contribuições especiais sus- 7 — Sempre que o Fundo contraia um empréstimo pensas sejam pagas de imediato. pelas instituições parti. ouvidos o Fundo e as instituição participante. prorro- de abril e a segunda durante o mês de outubro do ano a gável a pedido da instituição participante. em Contribuições iniciais qualquer momento em que o Fundo o solicite. decidir entregar ao Fundo não excederá a diferença entre as contribuições até ao momento efetuadas pelas insti. parcial ou em duas prestações.º 2 do artigo 7. cujo valor será fixado das suas obrigações. 4 — O pagamento da contribuição periódica é efetuado 6 — O Banco de Portugal pode suspender.º 2 do artigo 7. assim periódicas. 1 — As instituições participantes entregam ao Fundo uma contribuição periódica. 9 — O valor de compromissos irrevogáveis de paga- cipantes.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 8. que tem em conta a fase do ciclo económico e que o pagamento da contribuição especial deixe de com- o potencial impacto de contribuições pró-cíclicas. irrevogável e garantido por penhor financeiro a venientes do empréstimo para o reembolso previsto no favor do Fundo de ativos de baixo risco à disposição deste n. 4 — São dispensadas de contribuição inicial as insti. o Banco de Portugal determina o fim dessa no número anterior.

presumir- c) Visarem exclusivamente a satisfação de necessidades -se-á que pertencem em partes iguais aos titulares os saldos imediatas e urgentes de financiamento.ª série — N.º-B.º 3. por instituição de 10 — O Fundo pode igualmente conceder empréstimos crédito.º 2 devem observar. até ao limite de € 100 000. devendo ser observadas as seguintes condições: resolução. 1. a garantia cobre o titular do direito. conjuntas ou solidárias. bem como aos concedidos nos termos b) Depósitos com objetivos sociais. determinados em do disposto no número anterior. cumulativamente. devendo nesses casos o partir da data em que o montante tenha sido creditado na Fundo comunicar à Autoridade Bancária Europeia a taxa respetiva conta: de juro inicial e o prazo de vigência do empréstimo.º 1 é determinado tuições participantes disponibilizem garantias. contados até à data referida a) Apenas serem concedidos quando possa estar em no n. necessárias à viabilização dos empréstimos previstos a) Considerar-se-á o conjunto das contas de depósito nos n. obrigado b) 20 % das contribuições iniciais referidas no artigo 8. com as devidas adaptações. cidos noutro Estado membro da União Europeia a pedido 2 — O limite previsto no número anterior não se aplica destes e mediante a verificação das condições referidas no aos seguintes depósitos. e os respe. o Fundo aplica os recursos disponíveis em operações financeiras. caso elevada liquidez. posto no n. de que o interessado seja titular na instituição em causa. são agregados como se tivessem sido feitos por um Aplicação de recursos único depositante e não contam para efeitos do cálculo do limite previsto no n. do valor global dos saldos em dinheiro de cada a sistemas de garantia de depósitos oficialmente reconhe. nem qualquer responsa- g) Os depósitos numa conta à qual tenham acesso várias bilidade pelo financiamento da atividade do Fundo. 15 — Sem prejuízo da possibilidade de o Estado con- f) Se o direito tiver vários titulares. considerar- tivos juros só se vencem na data do reembolso. recai sobre o Estado qualquer obrigação de prestar apoio será garantida até ao limite previsto no n. no mínimo. identificado antes de verificada a indisponibilidade dos depósitos. a) Depósitos decorrentes de transações imobiliárias 11 — Aos empréstimos contraídos nos termos do dis- relacionadas com prédios urbanos habitacionais privados. por um período de um ano a n. 1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 15. -se-ão os saldos existentes à data em que se verifique a 13 — Por portaria do membro do Governo responsável indisponibilidade dos depósitos. pessoas na qualidade de membros de uma associação ou de uma comissão especial. devem ser aplicadas em ativos líquidos do tipo dos men- e) O Fundo indicar o montante do empréstimo solicitado. os depósitos que forem transferidos no âmbito a) 10 % do ativo deve ser aplicado em depósitos ime. d) Na ausência de disposição em contrário. b) Serem realizados nas condições definidas na Lei os saldos de depósitos expressos em moeda estrangeira. 1 — O Fundo garante o reembolso.º informa tempestivamente a Autoridade Bancária Euro- Limites da garantia peia do montante solicitado e da verificação de todas as condições referidas no número anterior. diploma próprio.º a reembolsar um empréstimo a outros sistemas de garantia e das contribuições periódicas a que se refere o artigo 9. das contas coletivas.5 % dos depósitos garantidos pelo Fundo. 12 — Os empréstimos referidos nos n.º rídica.º de depósitos nos termos do disposto no presente artigo. pessoais ou com observância dos seguintes critérios: reais. nos termos da regra constante da alínea d). 3 — Para os efeitos do disposto no n. é aplicada. desprovidos de personalidade ju- Artigo 11. c) Serão convertidos em euros.º 8.º 1. se venha a verificar uma situação de indisponibilidade de .os 2 a 4 do artigo 2. tagem do ativo referida nesta mesma alínea.º 8. b) Incluir-se-ão nos saldos dos depósitos os respetivos as seguintes condições: juros vencidos mas não pagos. causa a estabilidade do sistema financeiro.º 1. uma taxa de juro equivalente à taxa de juro da facilidade c) Depósitos cujo montante resulte do pagamento de permanente de cedência de liquidez do Banco Central prestações de seguros ou indemnizações por danos resul- Europeu durante o prazo do empréstimo. a parte imputável a ceder empréstimos ou prestar garantias ao Fundo. ao câmbio da mesma data. podendo esse reembolso ser feito por prestações periódicas. 14 — Os empréstimos do Banco de Portugal previstos independentemente da sua modalidade. 5 — No caso dos depósitos constituídos junto de uma mediante plano de aplicações definido pela comissão instituição participante que seja objeto de medidas de diretiva. ou possa ser. montantes depositados e este tiver sido. financeiro excecional ao Fundo. pela área das finanças pode ser determinado que as insti. nesse momento. cionados na alínea anterior até que seja atingida a percen- f) O montante total do empréstimo concedido não ex. Orgânica do Banco de Portugal.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(231) d) O Fundo não se encontrar. 4 — O valor global referido no n. ceder 0. não cada um deles. d) Serem objeto de reembolso num curto período de e) Se o titular da conta não for o titular do direito aos tempo. dentro do limite previsto no artigo 12.º 1.Diário da República.º 1 aplicável a cada uma dessas pessoas. tantes da prática de um crime ou de condenação indevida.º 2 — Os ativos referidos na alínea a) do número anterior não podem ser utilizados para os efeitos previstos nos 9 — Sempre que o Fundo solicite um empréstimo a n. titular de depósito.os 8 e 10 devem ser reembolsados no prazo de cinco anos.os 1 e 2. na alínea a) do n.º outros sistemas de garantia de depósitos oficialmente reconhecidos num Estado membro da União Europeia. da aplicação de uma medida de resolução são tomados em diatamente disponíveis e em instrumentos financeiros de consideração no cálculo do limite previsto no n. Artigo 12.

a contar da data em que se verifica a indisponibilidade instituições de investimento coletivo.) sitos quando: i) (Revogada. tenham tido participação. pela prática de atos de de depósito nos últimos dois anos. de 30 de outubro. na trânsito em julgado da sentença final. 6 — Não serão reembolsados os depósitos cuja conta pante e que não contribuíram. em relação às quais tenha sido proferida uma condena. garantia de depósitos oficialmente reconhecido no Estado pela Lei n. n. lidade dos depósitos. 4 — Caso haja uma decisão judicial de não reconheci- 6 — O reembolso dos depósitos constituídos junto de mento do direito à cobertura pelo Fundo após a efetivação instituições participantes é efetuado em euros. fundos de pensões. d) Não se tenham registado operações relativas à conta ção penal. no prazo máximo 2 — Nos casos em que existam dúvidas fundadas sobre de cinco dias úteis após tomar conhecimento dessa ocor- a verificação de alguma das situações previstas no número rência. e) Se trate de um dos depósitos previstos no n. diferimento do prazo referido no n. salvo se ficar suspenderá o reembolso do que lhe for devido até ao demonstrado que não estiveram. pelo Decreto-Lei n. por decisão transitada em julgado. b) Se encontre em curso um processo judicial ou con- ii) Dos depósitos de autarquias locais com um orça. por j) (Revogada. com depósitos garantidos pelo Fundo em violação de normas legais ou regulamentares.º 1 — O reembolso deve ter lugar no prazo de sete dias Depósitos excluídos da garantia úteis a contar da data em que se verifica a indisponibili- 1 — Excluem-se da garantia de reembolso: dade dos depósitos e não depende da apresentação de um pedido dos depositantes ao Fundo para esse efeito. origem das dificuldades financeiras da instituição partici. de 6 de feve. o Fundo tituição participante ou tenham sido membros dos órgãos de administração da instituição participante. do reembolso.º da Lei n. direta ou montantes depositados tiver sido deduzida acusação pela indireta. o termo do prazo previsto nos n. à 4 — Sem prejuízo do prazo de prescrição previsto nos data em que se verificar a indisponibilidade dos depósitos. empresas de investimento. sejam pequenas ou médias empresas.º 25/2008. e 157/2014.) 7 — Considera-se que há indisponibilidade dos depó- h) (Revogada. insti. de 24 de junho. b) Os depósitos que. c) O depósito esteja sujeito a medidas restritivas im- tenham sido declarados perdidos a favor do Estado pela postas por governos nacionais ou por organismos inter- prática de crime e os depósitos decorrentes de operações nacionais.º.) reembolso. g) (Revogada.os 1 e 2 d) Os depósitos de pessoas e entidades que.) a) O Sistema Integrado de Crédito Agrícola Mútuo.º 60 — 26 de março de 2015 depósitos na instituição de crédito que tiver sido sujeita 3 — (Revogado.º Efetivação do reembolso Artigo 13. por ação ou omissão.º 4 do artigo 12.º. ou em que tenha sido adotada uma 5 — Se contra o titular da conta ou do direito aos medida de resolução. nos termos do disposto no artigo 8. dos depósitos. empresas de seguros e de resseguros.º 46/2011. traordenacional pela prática de quaisquer atos relacionados mento anual igual ou inferior a € 500 000. nos termos do disposto no n. por ação ou omissão. a) Os depósitos constituídos em nome e por conta de 2 — Nas situações a que se referem as alíneas e) e f) do instituições de crédito. não tiver possibilidades de assegurar o respetivo m) (Revogada. que aquele Sistema não revela ter possibilidade anterior.º daquela lei. transitada em julgado. bem como quaisquer ou- tros elementos de informação que considere relevantes. 18/2013. a qualquer momento.) reembolso nas condições legais e contratuais aplicáveis e o Banco de Portugal tiver verificado. . a operação de reembolso é revertida em 7 — O Fundo pode exigir às instituições participantes.) razões diretamente relacionadas com a sua situação finan- l) (Revogada). o prazo de reembolso será de 90 dias tuições financeiras.1700-(232) Diário da República. Fundo o montante que por este lhes for devido. e pelos Decretos-Leis membro de acolhimento. de 7 de novembro. Artigo 14. o Fundo suspende a efetivação do reembolso ao de assegurar a restituição dos depósitos nesse momento depositante em causa até ser notificado de decisão judicial nem existem perspetivas de vir a fazê-lo nos dias mais que reconheça o direito do depositante ao reembolso.) administrativos em que o Fundo incorreria ao efetuar o f) (Revogada. do artigo 15.º 2 n.º 317/2009.os 242/2012. o envio do montante agregado dos depósitos garantidos pelo Fundo. igual ou superior a 2 % do capital social da ins- prática de atos de branqueamento de capitais. de 5 f) O montante do reembolso seja pago pelo sistema de de junho.º 2 do c) Os depósitos cujo titular não tenha sido identificado artigo 12. termos gerais. benefício do Fundo. de 24 de outubro. entidades do setor público administrativo nacional e es.ª série — N. próximos. ceira.º-A. reiro.) às referidas medidas. branqueamento de capitais. 3 — O Fundo pode solicitar ao Banco de Portugal o trangeiro e organismos supranacionais ou internacionais. 1. caso: com exceção: a) Seja incerto que o depositante tenha direito a receber i) Dos depósitos de fundos de pensões cujos associados o reembolso. últimos dois anos e cujo montante seja inferior aos custos e) (Revogada. nos dois não prejudica o direito dos depositantes a reclamarem do anos anteriores à data em que se verificar a indisponibi. para de depósito não tenha registado qualquer operação nos o agravamento de tal situação. através da apresen- tação dos elementos previstos no artigo 7.º 1.

1. 4 — Os créditos por depósitos de pessoas singulares e cimento de que a instituição depositária não se encontra a de micro. ante. a cipadamente. o Fundo disponibiliza pre- 2 — Os créditos que gozam de privilégio creditório nos viamente o financiamento necessário para a efetivação do termos do número anterior têm preferência sobre todos reembolso dos depósitos constituídos naquelas sucursais os demais privilégios. 4 — Quando a gravidade da situação o aconselhar.º dos créditos dos depositantes. execução de qualquer das suas deliberações.º permite o cumprimento ação por delegado do Fundo com poderes para impedir a dos prazos estabelecidos no n. contar da data em que este o solicite e nos termos a definir por aviso do Banco de Portugal. prestada nos termos do n. poderá o Fundo 12 — O Banco de Portugal. quando 11 — Para efeitos do disposto no número anterior. as considere que se encontra em perigo o seu normal fun- instituições de crédito indicam todos os depósitos abran.º. uma instituição de crédito sediada noutro Estado membro da União Europeia com sucursal em Portugal. de gestão e outras. compensa-o pelos custos incorridos. membro da União Europeia. dos privilégios por créditos laborais de acolhimento. sobre todos os demais privilégios. bem como todas as demais Regras de assistência informações de que aquele careça para satisfazer os seus compromissos. . o Fundo poderá. uma relação completa Artigo 15. Cooperação com outros sistemas de garantia de depósitos nas durante o período necessário para o seu tratamento.ª série — N. não sendo responsável pelos atos praticados do Fundo. esta do conjunto de regras.º. determinar a realização desses testes pelas próprias ins. com exceção dos privilégios por pelo sistema de garantia de depósitos do Estado membro despesas de justiça. pelo menos de três em três anos. cabendo ao Fundo analisar a contabilidade 1 — O Fundo poderá notificar qualquer instituição da instituição e recolher nas instalações desta quaisquer participante para que adote as medidas necessárias ao outros elementos de informação relevantes. em colaboração com o conceder subsídios ou empréstimos às instituições par- Fundo.os 10 a 14 do presente artigo ape. bem como a tota- contratuais aplicáveis quando existe informação pública lidade dos créditos por depósitos dessas pessoas e empre- de cessação de pagamentos pelo Sistema Integrado de sas constituídos através de sucursais estabelecidas fora da Crédito Agrícola Mútuo. considera-se que o Banco de Portugal toma conhe. restabelecimento da sua situação patrimonial. segurança social. prestar garantias a seu favor e adquirir-lhes cácia dos mecanismos a que se refere o n.º estar condicio. regula. sobre os imóveis próprios da instituição com preferência 10 — A Caixa Central e as caixas associadas são obri. fiscaliza e realiza testes periódicos à efi. o Banco de Portugal aos quais não se verifique nenhuma das situações previstas comunica ao Fundo qualquer situação verificada numa no n. previsto nos na alínea anterior. de privilégio geral sobre os bens móveis da instituição 2 — Em caso de indisponibilidade dos depósitos de participante e de privilégio especial sobre os imóveis uma instituição participante com sucursal noutro Estado próprios da mesma instituição.º-A efeitos do disposto nos n. necessárias à correção das situações que determinaram a nada à verificação de uma situação de insuficiência dos necessidade de assistência. 1 — Em caso de indisponibilidade dos depósitos de sitantes na medida dos reembolsos que tiver efetuado. gidos pela garantia do Fundo. caso tal publicação ocorra antes da verificação prevista 3 — O regime dos privilégios creditórios.º 1.º 1. nomeadamente o cumprimento dos prazos informação aos associados e proposição de medidas. dentro do limite previsto no artigo 12. qualquer instituição participante à aceitação expressa por 13 — Sem prejuízo de a utilização dos recursos finan. fornece-lhe as instruções necessárias e dos trabalhadores da instituição e dos privilégios por cré. recursos definidos no artigo 7.º.º-A efetua o reembolso dos depósitos constituídos em Portugal em nome do sistema de garantia de depósitos do Estado Privilégios creditórios membro de origem e de acordo com as instruções por este 1 — Os créditos por depósitos abrangidos pela garantia fornecidas. no prazo de dois dias úteis a aos privilégios creditórios previstos nos números anteriores.º 1 do artigo 10. que entenda ceiros enumerados no n.º 10. 15 — O Fundo conserva as informações recebidas para Artigo 15.º. ticipantes.Diário da República.º 1 do artigo 165. pequenas e médias empresas no montante que efetuar o reembolso dos depósitos nas condições legais e exceda o limite previsto no artigo 12. relativamente 9 — Caso se mostre adequado.º terior. 5 — Nas mesmas circunstâncias. 14 — O Fundo realiza. 16 — O Fundo ficará sub-rogado nos direitos dos depo. poderá ainda o Fundo testes de esforço aos seus mecanismos para assegurar a requerer a convocação de reuniões da assembleia geral eficácia dos mesmos numa situação de indisponibilidade de qualquer instituição participante e nelas intervir para de depósitos. estabelecidos no n. União Europeia de instituições participantes. 2 — Para a realização do seu objeto. o Fundo Artigo 14.º 3 do artigo 2. podendo créditos ou quaisquer outros valores do seu ativo. gozam de privilégio geral sobre os instituição participante que torne provável o acionamento bens móveis da instituição de crédito e de privilégio especial da garantia de depósitos. cionamento ou a sua solvabilidade. 3 — O Fundo poderá condicionar a sua assistência a tituições participantes. embora subordinados gadas a fornecer ao Fundo.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(233) b) O Banco de Portugal tornar pública a decisão pela ditos fiscais do Estado. números anteriores é igualmente aplicável aos créditos titulados pelo Fundo decorrentes da assistência financeira 8 — Para efeitos do disposto na alínea a) do número an. autarquias locais e organismos de qual revogue a autorização da instituição participante. proceder aos estudos e planear e preparar assistência poderá ser condicionada à aceitação pela ins- os mecanismos que assegurem que o financiamento nas tituição participante assistida do acompanhamento da sua condições definidas no artigo 10. gozam de acordo com aquelas instruções.

guardar sigilo bancário. Artigo 17.º 298/92. com panhará a atividade do Fundo.º. 7 — Se. de 31 de dezembro. determinar que o Fundo intervenha no âmbito da execução das medidas de resolução até ao limite máximo: Artigo 18.º 6 daquele artigo e a permitir identificar claramente a sua estrutura patrimo- tivessem sido reduzidos na mesma medida em que foi nial e o seu funcionamento e registar todas as operações reduzido o valor nominal dos créditos com o mesmo nível realizadas. surgir al. zelará pelo cumprimento exceção da medida prevista no artigo 145.º b) O montante dos prejuízos que os depositantes titula- Fiscalização res de depósitos garantidos pelo Fundo.º. contas anuais. 4 — Caso os depósitos garantidos pelo Fundo. participante que seja objeto da medida de resolução.º-U do Regime Geral das Instituições de Cré. no âmbito da aplicação da medida prevista no dem ao ano civil.º 1 os resultados obtidos nos testes realizados ao abrigo do confere ao Fundo um direito de crédito sobre a instituição disposto no n.º.1700-(234) Diário da República. montante correspondente a essa intervenção.º devendo notificar a Autoridade Bancária Europeia da Artigo 16. de 24 de novembro. ficando os titulares dos seus órgãos e os Europeia para resolver esse diferendo. depósitos oficialmente reconhecido noutro Estado mem. dos sistemas de garantia de depósitos dos Estados mem- bros de origem. constituídos junto de tema de garantia de depósitos as contribuições pagas por uma instituição participante objeto de resolução sejam essa instituição de crédito durante os 12 meses anteriores transferidos para outra entidade no âmbito da aplicação da à cessação da participação no Fundo. a qualquer título. teriam sido reduzidos para suportar os prejuízos da ins. teriam suportado em consequência O Conselho de Auditoria do Banco de Portugal acom- da aplicação de uma ou mais medidas de resolução.º-B Serviços Intervenção no âmbito da execução de medidas de resolução O Banco de Portugal assegurará os serviços técnicos 1 — Quando forem aplicadas medidas de resolução a e administrativos indispensáveis ao adequado funciona- uma instituição participante. se esses depósitos não Plano de contas tivessem sido excluídos da aplicação daquela medida nos O plano de contas do Fundo será organizado de modo termos do disposto na alínea a) do n. informativos que este considere necessários à realização o Fundo pode solicitar o auxílio da Autoridade Bancária do seu objeto.º-U do Regime das leis e regulamentos e emitirá parecer acerca das suas Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.º Artigo 15. dentro bro da União Europeia. Períodos anuais de exercício tidos pelo Fundo.º 298/92. obrigados a posto no artigo 19. no âmbito da celebração e da execução dos acor.ª série — N. habilitado a receber correspondência dos depositantes de no caso de esses prejuízos serem proporcionais aos sofri- sucursais em Portugal de instituições de crédito sediadas dos pelos restantes credores de acordo com a graduação noutros Estados membros da União Europeia em nome dos créditos em caso de insolvência. desde que o montante dos fundos os outros sistemas de garantia de depósitos dos Estados transferidos seja igual ou superior ao limite previsto no membros da União Europeia com os quais se relaciona.º-A. na qualidade de sistema de garantia de intervenção do Fundo no âmbito da execução das medidas depósitos do Estado membro de origem. aprovado pelo Decreto-Lei n.º a) O montante em que os créditos por depósitos garan. o Fundo transfere para esse sis.º 1093/2010. dentro do limite previsto no artigo 12.º do Regulamento (UE) n. Prestação de informações dos de cooperação previstos no número anterior. artigo 12.º dito e Sociedades Financeiras. do Parlamento Europeu e do Conselho. a consulta dos documentos e fornecer-lhe os elementos tia de depósitos dos Estados membros da União Europeia.º 9 do artigo 14.º 3 do artigo 14.º 60 — 26 de março de 2015 3 — O Fundo presta as informações necessárias e está aprovado pelo Decreto-Lei n. de subordinação de acordo com a graduação dos créditos em caso de insolvência. na proporção do montante titulares dos depósitos em causa não têm qualquer crédito dos depósitos transferidos garantidos pelo Fundo dentro sobre o Fundo no que respeita à parte dos seus depósitos do limite previsto no artigo 12. recebida nos termos do disposto no n. com exceção das medida de alienação da atividade ou da medida de trans- contribuições especiais efetuadas ao abrigo do disposto na ferência da atividade para uma instituição de transição. 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior.º junto da instituição participante objeto de resolução que 6 — O Fundo celebra acordos de cooperação com não seja transferida. o Banco de Portugal pode mento do Fundo. a 4 — O Fundo. dentro do limite previsto no artigo 12. que lhe prestam serviços. Artigo 19.º 1 do artigo 10.º e 3 — A intervenção nos termos do disposto no n. artigo 145. nos termos do dis.º. os alínea a) do n. aplicando-se ticipante do Fundo e adira a outro sistema de garantia de o disposto no n. 1. no 5 — Caso uma instituição de crédito deixe de ser par. ou Artigo 20. de 31 de dezembro.º 12 daquele artigo. Os períodos anuais de exercício do Fundo correspon- tituição. partilha com os de resolução não poderá implicar que os seus recursos sistemas de garantia de depósitos dos Estados membros financeiros sejam reduzidos para um montante igual ou de acolhimento a comunicação do Banco de Portugal inferior a metade do seu nível mínimo. As instituições participantes devem facultar ao Fundo gum diferendo entre o Fundo e os outros sistemas de garan. do limite previsto no artigo 12. .º existência e do teor desses acordos.

º do Decreto-Lei n. adquirindo a qualidade de associado. previstas na presente lei as instituições de crédito que quidação reverterá para as instituições contribuintes na tenham sede em Portugal. com as devidas adap- proporção das respetivas contribuições. de 21 de lei.º 3 do artigo 15. assim como as funções de supervisão 3 — Caso a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo beneficie de operações de capitalização previstas na pre- e controlo previstas na legislação em vigor. de 26 de novembro. sente lei. (a que se refere o n. cecional. de 11 de janeiro. o produto da sua li. aprovado pelo Decreto- ANEXO III -Lei n. com princípios de adequação.º do Regime Jurídico do Crédito Agrícola Mútuo e das Cooperativas de Crédito Agrícola. dez financeira das instituições de crédito no âmbito da b) O Estado pode exonerar-se da qualidade de asso- iniciativa para o reforço da estabilidade financeira e da ciado. tendo em vista o cum- acompanhados do parecer do Conselho de Auditoria do primento dos rácios de fundos próprios estabelecidos de Banco de Portugal.) nerações dos membros da comissão diretiva. de 11 de janeiro. de 24 de novembro tuo beneficiem de operações de capitalização previstas na presente lei. 6 — No caso previsto no número anterior: Artigo 1. nomeadamente. aprovado pelo Decreto-Lei A presente lei estabelece medidas de reforço da soli.º 24/91.º Relatório e contas Reforço dos rácios de fundos próprios Até 31 de março de cada ano. b) O Estado pode exonerar-se da qualidade de asso- Revogação ciado.Diário da República.ª série — N. para aprovação. incluindo. subsidiária e temporária. de 11 de janeiro.os 49/86.º 24/91. 14 de março. Artigo 3.º 63-A/2008. tigo 53. acordo com a legislação e regulamentação aplicáveis.º Decreto-Lei n.º de crédito.º Artigo 23. forma de sociedade anónima. com recurso a investimento público. ções participantes. emitidos ao a) Não tem aplicação o disposto nos n. nas situações previstas no artigo 8.º 24/91. de 6 de junho. O disposto no presente diploma em nada prejudica as de 18 de maio.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(235) Artigo 21. nas situações previstas no artigo 8. e 182/90. n. aplicando- Regulamentação anterior -se o regime previsto na presente lei. sem sujeição aos requisitos previstos no artigo 68. alterado pelos Decretos-Leis n.º da presente disponibilização de liquidez nos mercados financeiros. qualquer que seja tações. os regulamentos 3 — As operações previstas no n. 2 — As caixas económicas que beneficiem de operações Artigo 24.º Artigo 2. todos os diplomas regulamentares relativos ao Fundo. aprovado pelo Artigo 26.º acordo.º da presente São revogados os Decretos-Leis n. o Estado pode adquirir títulos de capital representativos do capital social daquelas instituições de CAPÍTULO I crédito. lei.º) 5 — Caso as caixas de crédito agrícola mútuo não in- tegradas no Sistema Integrado de Crédito Agrícola Mú- Republicação da Lei n.º .º 1 têm natureza ex- necessários à atividade do Fundo. 2 — O recurso ao investimento público é realizado de Artigo 22. e sob proposta da comissão diretiva.º 136/79. o relatório crédito é efetuado através de operações de capitalização e as contas referidos a 31 de dezembro do ano anterior.º a) Não tem aplicação o disposto no artigo 16. 2 — Compete ao Ministro das Finanças fixar as remu. aplicando-se Disposições gerais o regime previsto na presente lei. 1.º do Re- Objeto gime Jurídico do Crédito Agrícola Mútuo e das Coope- rativas de Crédito Agrícola.os 2 e 4 do ar- abrigo da legislação anterior. 4 — (Revogado.os 182/87. de regras de solvabilidade e liquidez aplicáveis às institui. o Estado pode subscrever ou adquirir títulos de capital representativos do capital social daquela instituição Artigo 25. sem sujeição aos requisitos previstos no artigo 17.º de capitalização previstas na presente lei devem adotar previamente a forma de sociedade anónima. adquirindo a qualidade de associado. e 322/97. do Regime Jurídico do Crédito Agrícola Mútuo e das Cooperativas de Crédito Agrícola.º abril. por portaria distorção da concorrência.º Âmbito subjetivo Extinção 1 — Podem beneficiar de operações de capitalização Em caso de extinção do Fundo. até à sua substituição. ne- cessidade e proporcionalidade de remuneração e garantia Regulamentação dos capitais investidos e de minimização dos riscos de 1 — O Ministro das Finanças aprovará. não se apli- Ressalva de outra legislação em vigor cando o disposto no artigo 4. o Fundo apresentará 1 — O reforço da solidez financeira das instituições de ao Ministro das Finanças. as instituições de crédito não constituídas sob a a natureza destas. 4 — No caso previsto no número anterior: Mantêm-se em vigor.

a efetuar por referência a critérios disposto no número seguinte e no artigo 16.os 5 critérios: e 6. instrumentos subscritos pelo Estado. exceto na 4 — Para efeitos de aplicação dos critérios menciona- medida em que conferem direito a um dividendo priori.º 8 aplica-se aos títulos de capital a inelegibilidade total das ações detidas pelo Estado para previstos nos n. 1. duração da operação de capitalização.º 24/91. admitidas à negociação em mercado regulamentado. em caso de liquidação. dos no número anterior. quirida no âmbito da presente lei. do n. do n. ponderado por c) Outros instrumentos que sejam elegíveis para os referência. com as neces. aos títulos de capital previstos nos n.) turação ou plano de recapitalização. 11 — A operação de capitalização efetuada nos termos 7 — Os critérios mencionados nos n. a remuneração do inves- crédito. designadamente. nos seguintes critérios: para os quais a lei ou os estatutos exijam maioria quali. cisão.os 3 a 6 aplica-se.º 12 — Fica o Estado autorizado a tomar firme ou a garantir a colocação da emissão nos termos referidos no Modos de capitalização número anterior. matéria de auxílios de Estado. dissolução ou outros assuntos público baseia-se. de colocação. que respeita às instituições de crédito emitentes de ações 7 — O disposto nos n. definir por portaria do membro do Governo responsável pela área das finanças. comissão a fixar pelo membro do Governo responsável pela área das finanças. regras e orientações da União Europeia em social quando a instituição não assuma a forma de socie. a) O grau de subordinação.º que se refere às instituições de crédito não emitentes de 8 — Independentemente da participação que adquira ações admitidas à negociação em mercado regulamentado. próprios existente à data desse investimento e à percen- 5 — A criação de ações especiais previstas no número tagem de ações especiais sem direito a voto. pelo Estado na operação de capitalização.1700-(236) Diário da República.º efeitos do cálculo de fundos próprios. sem prejuízo da possibilidade de recorrer 1 — A capitalização pode ser efetuada com recurso a um intermediário financeiro para o efeito.º 2 ultrapasse um limiar a em relação aos fundos próprios de maior subordinação. fu. tais ações convertem-se automaticamente em timento público baseia-se.) 6 — As ações especiais a que se referem os n. nos seguintes ações especiais sujeitas às condições previstas nos n.º 2 do artigo anterior. atende-se. ao público ou a ambos. que venha a ser aplicado à instituição de crédito. acima dos níveis mínimos Estado.os 3 e 4 estão sujeitas ao regime das ações ordinárias. cável deve atender-se nomeadamente ao risco assumido dito.os 3 cotação de mercado atribuída às respetivas ações e. 3 — Quando a operação de capitalização se realize 3 — No caso dos instrumentos referidos nas alíneas a) mediante a aquisição de ações próprias da instituição de e b) do n. ao período previsto de fundos próprios de acordo com a legislação e a regula. no todo ou em parte. e sem prejuízo do a avaliação adequada. 2 — Na determinação da remuneração adequada apli- b) Aumento do capital social da instituição de cré. exceto se tal implicar 10 — O disposto no n. no tário. nos termos das alíneas a) e b) do n. assim como às mentação aplicáveis. parte destes deve ser obrigatoriamente de voto inerentes à participação detida na medida em que aplicada na remuneração da participação do Estado ad- exceda o referido limiar. à sárias adaptações. só pode exercer os seus direitos de voto em deliberações 5 — No caso dos instrumentos referidos na alínea c) que respeitem à alteração do contrato de sociedade.ª série — N. gerados no exercício. tendo a) Aquisição de ações próprias detidas pela instituição por base critérios objetivos e transparentes. no caso de instituições de crédito constituídas sob a do investimento público em relação ao nível de fundos forma de sociedade anónima. de acordo com de crédito.os 2 a 5 são regula- da alínea b) do n. por referência ao montante e 6. transformação. Remuneração do investimento público 2 — A operação de capitalização pode ser efetuada através de: 1 — O investimento público a realizar nos termos da presente lei deve ser adequadamente remunerado. em particular. com tomada firme ou garantia Cooperativas de Crédito Agrícola.º-A. anterior não está sujeita a previsão estatutária expressa.º-A. no e 5 do artigo 3. tendo em conta os princípios. . 9 — Quando a participação que o Estado adquira nos b) O montante da operação de capitalização a efetuar termos das alíneas a) e b) do n.º 2 apenas pode realizar-se mediante emissão de b) O desconto considerado adequado e suficiente a ações especiais sujeitas às condições previstas nos n.º-A elegíveis para os fundos próprios. regras 6 — Caso a instituição disponha de montantes distri- e orientações da União Europeia em matéria de auxílios de buíveis.º 2 pode consistir na emissão de ações mentados por portaria do membro do Governo responsável ordinárias destinada aos acionistas da instituição de cré. nos termos do disposto no artigo 4. c) (Revogada.º 60 — 26 de março de 2015 do Regime Jurídico do Crédito Agrícola Mútuo e das dito. mediante -Lei n. a remuneração do investimento são. de 11 de janeiro. entre outros fatores.º 2. 4 — O aumento do capital social previsto na alínea b) a) O preço de mercado das ações. aprovado pelo Decreto. pode o Estado exercer na sua plenitude os direitos de fundos próprios. pelo Estado.os 3 e 5 do artigo 3. pela área das finanças. dade anónima. dos ficada. condições finais e concretas vertidas no plano de reestru- d) (Revogada. Artigo 4. em particular. ou de outros títulos representativos de capital os princípios. aos instrumentos ou meios financeiros que permitam que os fundos disponibilizados à instituição de crédito sejam Artigo 4. o Estado de mercado.º 2 do artigo anterior.os 5 aplicar nas injeções de capital. consoante o caso.

Diário da República.º-A os requisitos mencionados na alínea a) do n. 6 — A inibição de direitos de voto prevista no número anterior cessa com a redução desses direitos abaixo do SECÇÃO I limite a partir do qual o lançamento de oferta pública de Disposição geral aquisição seria devido ou com a publicação do anúncio preliminar de oferta pública de aquisição que cumpra Artigo 8. vejam os seus direitos de voto diminuírem das contas consolidadas da empresa-mãe do grupo a que abaixo dos limiares previstos no artigo 187.º conta. aos títulos de capital previstos versão de créditos nos termos previstos na presente lei não nos n. aprovado CAPÍTULO II pelo Decreto-Lei n.º-A.º do Código dos da instituição de crédito. as condições de mercado.º do Código pertença essa instituição de crédito.º constitui os respetivos acionistas no dever de lançamento de oferta pública de aquisição estabelecido no n. com as 5 — A aquisição de direitos de voto resultante da con. no momento preceito. para efeitos do Estado. do desinvestimento. dividendos. O adiantamento de meios financeiros à instituição de 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior e crédito considera-se imputado à realização da obrigação salvaguardado o previsto no n.º-A e no n. do envio do correio ceiras. a manutenção de níveis adequados de fundos tenha sido determinada pelo Banco de Portugal ou pelo próprios. a partir do momento em que são transmitidas a disposto no n. definidos no despacho a que se refere o n. nomeadamente. desinvestimento público. 4 — Caso o direito de preferência previsto no número 1 — A aquisição ou subscrição de direitos de voto pelo anterior não seja exercido por algum acionista da institui- Estado nos termos previstos na presente lei não o constitui ção de crédito à data do desinvestimento.º 486/99.os 3 e 5 do artigo 3. em parte. havendo de entrada em caso de aumento do capital e libera o Estado montantes distribuíveis gerados no exercício. necessárias adaptações. conforme dito beneficiária ou. o desinvestimento público é realizado tendo em Banco Central Europeu na sequência da realização de . 1 — As operações de capitalização de instituições de crédito com recurso ao investimento público previstas no Artigo 8. alienar a terceiros a restante participação no capital social 2 — O disposto no n.º 2 realizados. o Estado pode no dever de lançamento de oferta pública de aquisição. na medida correspondente à participação de cada Derrogação do dever de lançamento de oferta um daqueles no capital social da instituição de crédito à pública de aquisição data do desinvestimento.º 1 do artigo 187. aprovado pelo Decreto-Lei n. são os mesmos obrigatoriamente afetos ao desinvestimento público.º 1 do artigo 13. manutenção de níveis adequados de fundos próprios após 3 — Aos acionistas que. o prazo para o seu exercício 3 — Além das formas previstas no número anterior. de 13 de novembro. nos termos Comerciais quanto à possibilidade de limitação ou supres. o desinvestimento público ocorre.º e seguintes do Regime a 15 dias.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(237) Artigo 5.º e nos artigos 102. em ações ordinárias.º sição de ações próprias.º 486/99. bem como os objetivos de estabilidade financeira. no âmbito de aumentos de capital de instituições de crédito e sem prejuízo do disposto no artigo 16. aumentarem até um nível que 6 — As ações em que se consubstancie a participação não exceda o inicial. aprovado Enquadramento pelo Decreto-Lei n. contados da publicação do anúncio em jornal Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Finan- diário de grande circulação nacional. através da alienação da participação do Estado a acionistas da instituição de crédito à data do desinvesti- Artigo 7. aprovado pelo Decreto-Lei financeira incida a supervisão em base consolidada exer- n.º são do direito de preferência. não pode ser superior do artigo 24. 1.º presente capítulo apenas podem ser realizadas quando se Desinvestimento público verifiquem cumulativamente os seguintes requisitos: 1 — Mostrando-se assegurada.º 5 do artigo 227.º do Código dos Valores Mobiliários.º mento. não é aplicável o disposto nesse do Estado convertem-se automaticamente.º 2 do artigo 4. verificar que se encontra assegurada a terceiros. sendo no entanto inibidos os direitos de voto que excedam o limite Operações de capitalização com recurso ao investimento público a partir do qual o lançamento seria devido. Valores Mobiliários aplica-se às ações subscritas pelo 5 — Compete ao Banco de Portugal. em consequência do cida pelo Banco de Portugal.) 7 — O disposto no presente artigo aplica-se. de 13 de novembro. de 31 de eletrónico ou da expedição da carta registada dirigida aos dezembro. quando aplicável. no todo ou titulares de ações nominativas. e.º 298/92.º 1. após a aprovação aplicável. de 13 de novembro. 4 — (Revogado. pela instituição de crédito. por força da execução do plano a aprovação das contas individuais da instituição de cré- de reestruturação ou plano de recapitalização. a título de dessa obrigação na medida aplicável. designadamente através da aqui- Artigo 6.º 1 do ar- tigo 189.ª série — N.º do Código dos Valores Mobiliários.º 486/99. sobre cuja situação dos Valores Mobiliários. ao abrigo da presente lei. de outros instrumentos financeiros Direito de preferência na subscrição através dos quais se tenha efetuado a operação de capita- lização pública ou da amortização de ações com redução Sem prejuízo do disposto no Código das Sociedades do capital social. a garantia Adiantamento por conta de entradas dos capitais investidos e da sua adequada remuneração. pela instituição de a) Existir uma insuficiência de fundos próprios que crédito.

e) A operação de capitalização ser necessária à preser. estando em qualquer caso SECÇÃO II sujeita a autorização prévia do Banco de Portugal.º 298/92.º-B gócio. por si só ou em conjugação com União Europeia em matéria de auxílios de Estado con- outras. com exceção das aquisições realizadas no exercício Plano de reforço de capitais da atividade corrente de recuperação de crédito. ou os requisitos para o investimento público ou a assegurar que. pelo menos: a) Medidas de reforço de capitais a adotar pela insti. de análises da qualidade dos ativos e justificativa e devidamente fundamentada sobre o respe- de outros exercícios equivalentes a nível nacional ou da tivo impacto em fundos próprios. ou tenham sido em algum momento. de uma análise aprofundada acerca trumentos financeiros ou contratos que sejam.ª série — N. noutras sociedades ou entidades.º-E do Regime Geral das Instituições de Crédito ria ou ao abrigo do regime previsto na secção seguinte.º 60 — 26 de março de 2015 testes de esforço. 4 — As medidas de repartição de encargos são sempre b) Não estarem preenchidos os requisitos para a apli. e) A adoção de práticas comerciais agressivas. adotadas no âmbito de uma operação de capitalização com cação de uma medida de resolução previstos no n. a) O pagamento de dividendos relativos a ações ou de juros relativamente a instrumentos financeiros ou contra- 2 — Sempre que seja determinada uma situação de tos que sejam. regras e orientações da salvo se essa medida. de modo fundamentado. que a existência de uma insuficiência de fundos próprios.º 2 do recurso a investimento público. União Europeia.º 2 do um grau de subordinação mais favorável. pensar perdas em que a instituição tenha incorrido ou que exceto quando tal resulte da necessidade de assegurar o se preveja. sobre a existência de uma insuficiência residual acionistas e credores subordinados. . vação pelo Banco de Portugal. troca ou o reembolso antecipado de ins- de fundos próprios. tendo para de acordo com a legislação e a regulamentação aplicáveis. incluindo a aqui- sição de ativos que conjuntamente consubstanciem um ne- Artigo 8. ser implementadas no prazo de seis meses a contar da 8 — O prazo estabelecido no número anterior data da apresentação do plano assumem caráter excecio. nomeadamente: de uma perturbação grave da economia nacional. de fundos próprios e sobre os mecanismos adequados para c) Medidas destinadas a evitar a saída de fundos da suprir essa insuficiência. da data da sua apresentação. ou tenham da qualidade dos ativos da instituição e da apreciação sido em algum momento. elegí- insuficiência de fundos próprios. riormente assumidas. o efeito em conta os princípios. aprovado pelo Decreto-Lei destinando-se a eliminar ou a reduzir o efetivo recurso a n.º-I do referido diploma. 3 — A capitalização de uma instituição de crédito com b) A aquisição de ações próprias. de 31 de dezembro. vação da estabilidade financeira e à prevenção ou correção consideram-se medidas de saída de fundos. 2 — O plano de reforço de capitais deve identificar. que se pronuncia. 5 — A instituição de crédito deve adotar todas as medi- c) A instituição de crédito beneficiária ser solvente. das aqui- sições cujo preço seja inferior a 0. mento de dividendos ou juros seja discricionário. das destinadas a evitar a saída de fundos logo que identifi- d) A operação de capitalização não se destinar a com.1700-(238) Diário da República. no prazo de 10 dias a contar instituição de crédito. artigo 145. não comprometendo a zadas previamente pelo Banco de Portugal para assegurar viabilidade da instituição.01 % dos ativos da insti- 1 — Identificada a existência de uma insuficiência de tuição de acordo com as últimas demonstrações financeiras fundos próprios. elegíveis para os fundos próprios prospetiva da adequação de fundos próprios. e Sociedades Financeiras. sob qualquer Reforço de capitais forma. até ao limite de 10 % acima do preço de mercado. permita à instituição eliminar a insuficiência de cedidos às instituições de crédito no contexto da crise fundos próprios e essa operação se realize em condições financeira. 1. um plano acordo com as demonstrações financeiras nesse momento. d) A aquisição de participações sociais. a instituição de crédito apresenta junto aprovadas e que não venham a exceder até ao final do perí- do Banco de Portugal. interrompe-se sempre que o Banco de Portugal solicite à nal. no prazo de 10 dias a contar da odo de reestruturação 0. adoção de medidas destinadas a reduzir a sua insuficiência c) A recompra. esse investimento beneficia de instrumentos de fundos próprios previstos no n. de reforço de capitais que permita eliminar ou reduzir ao e ainda das aquisições que sejam excecionalmente autori- máximo a referida insuficiência. próximas das condições de mercado. 6 — Para efeitos do disposto no número anterior. o Banco de Portugal veis para os fundos próprios da instituição de acordo com notifica a instituição de crédito visada e informa de ime- a legislação e a regulamentação aplicáveis ou a quaisquer diato o membro do Governo responsável pela área das outros instrumentos ou contratos para os quais o paga- finanças. salvo autorização recurso ao investimento público deve ser precedida da prévia do Banco de Portugal. a estabilidade financeira ou a concorrência no mercado. na realização da exercício dos poderes de redução ou de conversão de operação de capitalização.º 2 do artigo anterior.025 % dos ativos da instituição de notificação prevista no n. informando de imediato o membro do Governo responsável pela área das finanças 3 — As medidas de reforço de capitais que não possam e notificando a instituição visada. seja de forma voluntá- artigo 145. que venha a incorrer cumprimento de obrigações legais ou contratuais ante- num futuro próximo. designa- b) Potenciais medidas de repartição de encargos pelos damente. devendo ser acompanhadas de garantias adequadas instituição elementos de informação adicionais que con- relativamente à sua concretização e de uma exposição sidere necessários à instrução do processo. 7 — O plano de reforço de capitais está sujeito a apro- tuição de crédito.

º 1 não é aplicável a quaisquer alínea d) do n.º 2 que não o integrem.º-G financeiros ou contratos que sejam. o dis- beneficia de um grau de subordinação mais favorável. 1.º-D Artigo 8.º 199/2006. Artigo 8. qualificada nos termos do Regime Geral das Institui- . aprovado pelo Decreto-Lei n.º-AF do Regime Geral das Instituições de no presente artigo.º do Regime Geral das Insti.º 298/92. b) Os pressupostos para a apreciação prospetiva da 5 — Para efeitos do disposto no presente artigo. que sejam elegíveis para os fun- de reforço de capitais previsto no presente artigo. uma análise aprofundada relativa à qualidade área das finanças. instrumentos financeiros de que o Estado seja titular tuições de Crédito e Sociedades Financeiras.º-AB do Regime Ge- ral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. de 31 de dezembro. designadamente: 4 — A instituição de crédito deve praticar todos os atos necessários à adequada aplicação e execução das medidas a) O âmbito e alcance da análise aprofundada da qua. 3 — Caso nos três meses anteriores à apresentação do 3 — Sem prejuízo do disposto na alínea a) do n.os 1 a 3. determinar as medidas de repartição de encargos a aplicar 2 — A análise aprofundada da qualidade dos ativos da antes da realização de uma operação de capitalização com instituição deve ser realizada por uma entidade indepen. dos poderes previstos no artigo 145. aprovado pelo em virtude da subscrição no âmbito de uma operação Decreto-Lei n.º-E da adequação de fundos próprios Competência 1 — Em conjugação com o plano de reforço de capi- tais. recurso a investimento público.º 1. responsáveis pela certificação legal de contas ou pelo 2 — O Banco de Portugal presta ao membro do Go- relatório de auditoria nos últimos três anos da instituição verno responsável pela área das finanças toda a assistên- ou de qualquer outra sociedade que com ela se encontre cia e cooperação necessárias à aplicação das medidas de numa relação de domínio ou de grupo. com as necessárias adaptações. de 31 de dezembro. devem 2 — A taxa de conversão de créditos é definida pelo ser aplicadas medidas de repartição de encargos através do membro do Governo responsável pela área das finanças. de 31 de dezembro.º 1 do artigo 141. de 4 de abril. entrando em liquidação. de 31 de dezembro. ou tenham sido em Efeitos da conversão algum momento. mas deve dos próprios da instituição de acordo com a legislação e complementar aquele plano. a instituição de crédito apresenta. com 4 — É aplicável. repartição de encargos. o disposto no artigo 145. adequação dos fundos próprios.º 1 do artigo 145. com as necessárias adaptações. para cobertura da insuficiência de fundos tituições de Crédito e Sociedades Financeiras. 4 — O Banco de Portugal define.os 5 e 6 do artigo 145. nenhum titular de instrumentos Artigo 8.º 298/92. exercício dos poderes previstos no n.º-J aplicando-se para o efeito. aprovado próprios.º 298/92. que permitam eliminar ou reduzir ao máximo pelo Decreto-Lei n.º do Decreto-Lei n. com as necessárias adaptações. da notificação prevista no n. o os elementos estabelecidos no n. por segmento de 1 — Compete ao membro do Governo responsável pela negócio.º-F Princípios gerais Conversão em ações ordinárias 1 — Previamente à realização de uma operação de 1 — (Revogado. bem como o regime da presente lei. do Parlamento uma entidade independente que cumpra os requisitos do Europeu e do Conselho. de 25 de outubro. esse investimento 4 — É aplicável.º 2 do artigo anterior. carteiras de ativos da instituição. na 3 — (Revogado. o mem- adequação de fundos próprios. são consideradas medidas de saneamento. Revisão da qualidade dos ativos e apreciação prospetiva Artigo 8. as medidas de número anterior. o recurso ao investimento público ou assegurar que. no prazo de 10 dias a contar regulamentação aplicáveis. por que transpõe a Diretiva n. 10 e 12 a 16 do artigo 145. por despacho e mediante proposta de dos respetivos ativos e uma apreciação prospetiva da decisão devidamente fundamentada do Banco de Portugal. Crédito e Sociedades Financeiras.) capitalização com recurso ao investimento público.º 1 análise aprofundada relativa à qualidade dos ativos.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(239) 9 — No caso de ter sido apresentado o plano previsto na 3 — O disposto no n. com as necessárias adaptações.º-C -Lei n. disposto nos n. aprovado pelo Decreto-Lei n. o Banco de Portugal pode isentar a insti- tuição total ou parcialmente da apresentação de uma nova repartição de encargos determinadas nos termos do n.º-J e aplicando-se. do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades os n.º 1 do plano de reforço de capitais tenha sido concluída uma artigo 2. a fim de assegurar o cum- dente aceite pelo Banco de Portugal. aprovado pelo Decreto- Artigo 8. de repartição de encargos determinadas nos termos do lidade dos ativos tendo em conta as características das disposto no n.º 298/92. distinta dos auditores primento do objetivo previsto no n.º 1.os 2 a 6 do artigo 3. SECÇÃO III relativamente à instituição de crédito em causa que sejam Repartição de encargos necessários para a execução da decisão prevista no n. atendendo às condições bro do Governo responsável pela área das finanças dispõe económicas e financeiras vigentes.) realização da operação de capitalização.º 298/92. a instituição de capitalização com recurso ao investimento público visada fica dispensada do dever de apresentação do plano anteriormente realizada.º-J do Regime Geral das Ins- Financeiras.º 2001/24/CE. de 31 de dezembro. análise aprofundada relativa à qualidade dos ativos.Diário da República. posto nos n.ª série — N.º 1 do artigo anterior.º 2 — Em consequência da aplicação das medidas de repartição de encargos. elegíveis para os fundos próprios pode assumir um prejuízo superior ao que assumiria caso tivesse 1 — O Banco de Portugal avalia a adequação dos novos sido revogada a autorização da instituição de crédito para acionistas que passem a ser titulares de uma participação o exercício da atividade.

passivos e elementos aplicação das regras de imputação de direitos de voto. uma gestão sã e prudente da instituição de crédito.º 1 ou não seja possível incluir os elementos men- 3 — O exercício pelo Estado dos direitos de voto re- cionados no número anterior. a expensas da instituição de crédito. ou tenham b) Durante o período de avaliação da adequação. sempre ou outras obrigações similares decorrentes da legislação que seja possível e caso seja aplicável. não devendo pressu- podem ser exercidos pelos respetivos acionistas ou titu. a títulos representativos do capital social da instituição de avaliação prevista no presente artigo tem apenas como crédito da sua decisão. e dever de lançamento de ofertas públicas obrigatórias para possíveis prejuízos adicionais. cionais quanto à prestação de garantias. 1 — Antes da aplicação de medidas de repartição de 9 a 13. que sejam o mais ticipação qualificada reúne condições que garantam uma realistas possível e fundamentados de forma adequada gestão sã e prudente da instituição de crédito. d) Caso o Banco de Portugal considere demonstrado 4 — A avaliação deve ser realizada com recurso a que o acionista ou o titular de títulos representativos do metodologias comummente aceites e deve basear-se em capital social da instituição de crédito titular de uma par.º 1 do lor nominal dos créditos resultantes da titularidade de ins- artigo 8.º-H do Regime Geral das encargos.1700-(240) Diário da República.º-I 2 — A avaliação prevista no número anterior tem como Consequências das medidas de repartição de encargos finalidades: 1 — Imediatamente após a produção de efeitos das a) Assegurar que todos os prejuízos da instituição em medidas de repartição de encargos. os direitos e detalhada.º-H bilidades aos diferentes cenários considerados. bem como quanto à medida da redução do va- de repartição de encargos a aplicar. em pelo Decreto-Lei n. ações ou títulos representativos do capital social da insti- 7 — Caso. com atribuição de proba- Artigo 8. estão plenamente reconhecidos nas suas Decreto-Lei n.º 60 — 26 de março de 2015 ções de Crédito e Sociedades Financeiras. 6 — A avaliação deve conter os elementos previstos nos n.os 7. os sido em algum momento. trumentos financeiros ou contratos que sejam. não tuição de crédito apenas podem ser exercidos pelo Estado seja possível realizar a avaliação independente prevista nos termos do disposto na alínea b) do mesmo número. prevista no n.os 5 e 6 do artigo 145. o Banco de Portugal designa uma entidade in- Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. com uma análise da sensibilidade que considere diferentes níveis de prejuízos adicionais. os direitos de voto resultantes da titularidade dessas pelo Decreto-Lei n. devidamente justificada. incluindo os decorrentes da avaliação prevista no designa uma entidade independente. de 31 de dezembro. o disposto no um prazo durante o qual aquele acionista ou titular deve n. o qual tem Crédito e Sociedades Financeiras. necessárias adaptações.º-H do Regime Geral das Ins- 2 — Na situação prevista na alínea e) do número ante- tituições de Crédito e Sociedades Financeiras. de 31 de dezembro.º 298/92.º-E. avaliar de forma justa. ser complementada relativa aos valores mobiliários. Artigo 8. extrapatrimoniais da instituição em causa. 1. análise de qualidade dos corram do exercício desses direitos. o Banco de Portugal causa. o qual não pode ser responsabilizado pelos danos que de. devendo essa comunicação e divulgação de participações qualificadas avaliação incluir uma rubrica. é apli- cável.º 298/92.ª série — N.º 298/92.º 4 do artigo 145. em razão da urgência das circunstâncias. de 31 de dezembro. Avaliação 8 — Para efeitos do disposto no presente artigo.º-L do Regime Geral das Instituições de proceder à alienação das suas ações ou títulos. o disposto nos n. por qualquer apoio financeiro público extraordinário. aprovado pelo Decreto- em conta as condições vigentes no mercado. passivos e elementos extrapatrimoniais da instituição em causa. títulos representativos do capital social da instituição de crédito em causa apenas podem ser exercidos pelo Estado. prazo a fixar por aquele. do capital social da instituição de crédito titular de uma 5 — A avaliação tem em conta que o Estado tem di- participação qualificada reúne condições que garantam reito a receber quaisquer despesas razoáveis incorridas. aprovado pelo número anterior. prudente e realista os ativos. 3 — Caso o teste de esforço. a lares dos títulos após a receção da notificação da decisão concessão pelo Banco de Portugal de liquidez em caso em causa. no n. o Banco de Portugal realiza feridos no número anterior não releva para efeitos da uma avaliação provisória dos ativos. o Banco fundos próprios tenha sido realizado nos 90 dias anterio- de Portugal notifica os novos acionistas ou titulares de res à aplicação das medidas de repartição de encargos. exceto quando atuar ativos ou exercício equivalente na sequência do qual tenha com dolo ou culpa grave. prazos e taxas trado que o acionista ou o titular de títulos representativos de juro. de emergência ou de liquidez em condições não conven- e) Caso o Banco de Portugal não considere demons. aplicando-se ainda o seguinte: b) Sustentar a fundamentação da proposta do Banco de Portugal quanto à medida da redução do capital social da a) A atribuição da titularidade das ações ou títulos re- instituição de crédito ou da diluição da participação social presentativos do capital social da instituição de crédito dos acionistas ou titulares de títulos representativos do ca- produz efeitos com a decisão que determina as medidas pital social. a expensas da institui- . bem como. -Lei n. elegíveis para os fundos pró- direitos de voto resultantes da titularidade das ações ou prios ou da conversão daqueles créditos em capital social. nomeadamente quanto às taxas de incum- de voto resultantes da titularidade dessas ações ou títulos primento e à gravidade das perdas. sido determinada a existência de uma insuficiência de c) Quando tiver concluído a sua avaliação. com as devidas adaptações. de 31 de dezembro. finalidade o previsto na alínea b) do número anterior.º do referido diploma. aprovado rior. 17 e 18 do artigo 145. fixa aplicando-se com as devidas adaptações. de acordo com contas quando a aplicação de medidas de repartição de o estabelecido no artigo 103. aprovado dependente.º 298/92. com as encargos tenha lugar. pressupostos prudentes e transparentes. para.

Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(241)

ção de crédito, para, em prazo razoável a fixar por aquele, secção, possa colocar em causa a estabilidade do sistema
avaliar se, caso não tivessem sido aplicadas medidas de financeiro nacional, ou quando não seja justificado à luz
repartição de encargos e a instituição de crédito não be- do princípio da proporcionalidade e adequação.
neficiasse da operação de capitalização com recurso ao 2 — Para efeitos do disposto no número anterior,
investimento público, entrando em liquidação no momento considera-se que a aplicação de medidas de repartição de
em que aquelas foram aplicadas, os acionistas e demais ti- encargos não se justifica à luz do princípio da proporciona-
tulares de instrumentos financeiros ou contratos que sejam, lidade e adequação quando, entre outros factos atendíveis
ou tenham sido em algum momento, elegíveis para os fun- cuja relevância o membro do Governo responsável pela
dos próprios teriam suportado um prejuízo inferior ao que área das finanças avaliará, mediante parecer do Banco
suportaram em consequência da aplicação das medidas de Portugal, estiverem reunidos os seguintes requisitos
de repartição de encargos, determinando essa avaliação: cumulativos:
a) Os prejuízos que os acionistas e demais titulares a) O valor previsto para a operação de capitalização
de instrumentos financeiros ou contratos que sejam, ou com recurso a investimento público for consideravelmente
tenham sido em algum momento, elegíveis para os fun- reduzido em comparação com o montante dos ativos pon-
dos próprios teriam suportado se a instituição de crédito derados pelo risco da instituição;
tivesse entrado em liquidação; b) A insuficiência de fundos próprios da instituição
b) Os prejuízos que os acionistas e demais titulares tiver sido significativamente diminuída em resultado das
de instrumentos financeiros ou contratos que sejam, ou medidas de reforço de capitais adotadas.
tenham sido em algum momento, elegíveis para os fun-
dos próprios efetivamente suportaram em consequência
SECÇÃO IV
da aplicação das medidas de repartição de encargos à
instituição de crédito em causa; Reestruturação e acesso ao investimento público
c) A diferença entre os prejuízos a que se refere a alínea a)
e os prejuízos suportados a que se refere a alínea anterior. Artigo 8.º-K
Plano de reestruturação
2 — A avaliação prevista no número anterior deve
pressupor que as medidas de repartição de encargos não 1 — Se, após a execução das medidas de reforço de
teriam sido aplicadas e produzido efeitos, que a operação capitais, a análise aprofundada da qualidade dos ativos e a
de capitalização com recurso ao investimento público apreciação prospetiva da adequação de fundos próprios, a
não teria ocorrido e que a instituição de crédito entraria instituição de crédito apresente uma insuficiência de fun-
em liquidação no momento em que foram aplicadas as dos próprios residual que a instituição pretenda cobrir com
medidas de repartição de encargos. recurso a investimento público, de acordo com os princí-
3 — Caso a avaliação prevista no n.º 1 determine que os pios previstos nos n.os 2 e 3 do artigo 2.º, essa instituição
acionistas e demais titulares dos instrumentos financeiros deve submeter ao membro do Governo responsável pela
ou contratos que sejam, ou tenham sido em algum momento, área das finanças e ao Banco de Portugal um plano de re-
elegíveis para os fundos próprios suportaram um prejuízo estruturação, de acordo com os princípios, regras e orienta-
superior ao que suportariam caso as medidas de repartição ções da União Europeia em matéria de auxílios de Estado.
de encargos não tivessem sido aplicadas e a instituição de 2 — Compete ao membro do Governo responsável pela
crédito tivesse entrado em liquidação no momento em que área das finanças analisar e remeter o plano de reestrutu-
aquelas foram aplicadas, têm os mesmos direito a rece- ração às autoridades europeias competentes em matéria de
ber essa diferença, a suportar pela instituição de crédito. auxílios de Estado, após análise e parecer fundamentado
4 — O Banco de Portugal define, por aviso, o método do Banco de Portugal.
de determinação da diferença entre os prejuízos suporta- 3 — O Banco de Portugal pronuncia-se, designada-
dos pelos acionistas e demais titulares de instrumentos mente, sobre a situação patrimonial da instituição de
financeiros ou contratos que sejam, ou tenham sido em crédito, sobre a sua viabilidade, sobre o montante do
algum momento, elegíveis para os fundos próprios e os investimento público necessário, sobre a capacidade de
prejuízos que aqueles teriam suportado caso as medidas a instituição reembolsar e remunerar adequadamente o
de repartição de encargos não tivessem sido aplicadas e investimento público durante o período de investimento,
a instituição de crédito tivesse entrado em liquidação no sobre as metas consideradas estruturais e sobre os termos e
momento em que aquelas foram aplicadas. condições do desinvestimento público, devendo remeter o
5 — Para efeitos do disposto no presente artigo, é apli- seu parecer ao membro do Governo responsável pela área
cável, com as devidas adaptações, o disposto nos n.os 17 e das finanças no prazo máximo de 10 dias úteis a contar
18 do artigo 145.º-H do Regime Geral das Instituições de da data da receção do plano de reestruturação.
Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto- 4 — O Banco de Portugal pode solicitar à instituição
-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro. de crédito os elementos e as informações complementares
6 — (Revogado.) que se revelem necessários à apreciação do plano de rees-
truturação, bem como exigir, em acordo com o membro
Artigo 8.º-J do Governo responsável pela área das finanças, caso tal
se revele necessário, a respetiva alteração ou previsão
Exceções
de medidas adicionais, caso em que o prazo previsto no
1 — Em casos excecionais, a exigência prevista no n.º 1 número anterior se suspende.
do artigo 8.º-D pode ser dispensada se existir um risco 5 — O prazo previsto no n.º 3 pode ser prorrogado por
sério e fundamentado de que a aplicação de medidas de igual período pelo membro do Governo responsável pela
repartição de encargos, nos termos do disposto na presente área das finanças se a complexidade da operação o justificar.

1700-(242) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

Artigo 9.º Artigo 12.º
Deliberações da sociedade Plano de recapitalização com recurso a capitais públicos
1 — (Revogado.) (Revogado).
2 — (Revogado.)
3 — (Revogado.) SECÇÃO V
4 — O plano de reestruturação é previamente submetido
a aprovação da assembleia geral da instituição beneficiária Reforço de fundos próprios
5 — A negociação com as autoridades competentes
das medidas previstas no plano de reestruturação apro- Artigo 13.º
vado nos termos do número anterior compete ao órgão Decisão
de administração, mandatado para o efeito, sempre que
necessário, na deliberação da assembleia geral prevista 1 — Após notificação da aprovação do plano de rees-
no número anterior. truturação pelas autoridades europeias competentes em
6 — O mandato conferido pela assembleia geral en- matéria de auxílios de Estado, compete ao membro do
volve a atribuição ao órgão de administração da competên- Governo responsável pela área das finanças, mediante
cia para tomar todas as medidas previstas na presente lei, despacho e sob proposta do Banco de Portugal, decidir
incluindo aumentos de capital, sem dependência de limites sobre a realização da operação de capitalização e fixar os
estatutários que porventura se encontrem estabelecidos. seus termos, condições e encargos, especificando quais
7 — Às deliberações de aumento de capital no âmbito devem ser qualificados como metas estruturais.
do reforço dos fundos próprios não é aplicável o dis- 2 — Na ponderação da decisão, o membro do Governo
posto no n.º 3 do artigo 87.º do Código das Sociedades responsável pela área das finanças tem em consideração,
Comerciais. nomeadamente, o contributo da instituição de crédito para
8 — As deliberações previstas nos números anteriores o financiamento da economia e a necessidade de reforço
produzem efeitos imediatos, sem prejuízo da necessidade de fundos próprios.
de virem a constar de ata e de serem inscritas no registo 3 — A decisão a que se refere o n.º 1 fixa igualmente os
comercial. termos e condições do desinvestimento público, uma vez
cumpridos os objetivos de reforço de fundos próprios.
Artigo 10.º 4 — A decisão a que se refere o n.º 1 deve ser tomada
no prazo de 10 dias úteis, prorrogável por igual período
Forma e âmbito das deliberações da sociedade se a complexidade da operação o justificar.
1 — A assembleia geral é convocada especificamente 5 — Sem prejuízo do disposto no artigo 16.º-A, o des-
para o efeito previsto no n.º 4 do artigo anterior, com uma pacho referido no n.º 1 pode ser modificado em caso de
antecedência mínima de 14 dias, por anúncio publicado em incumprimento grave ou sistemático das obrigações assu-
jornal diário de grande circulação nacional ou por correio midas pela instituição de crédito ou em caso de alteração
eletrónico dirigido a todos os acionistas, dando-lhes a anormal das circunstâncias em que o mesmo se fundou.
possibilidade de votação por via eletrónica. 6 — A decisão a que se refere o n.º 1 deve ser precedida
2 — A assembleia geral delibera, para todos os efeitos de consulta prévia à instituição de crédito interessada com
previstos na presente lei, por maioria simples dos votos dispensa de qualquer formalidade de notificação e através
presentes e sem exigência de quórum constitutivo. dos meios de comunicação que se mostrem adequados à
3 — O disposto nos números anteriores é aplicável à situação em causa, caso em que o prazo previsto no n.º 4
assembleia geral convocada para proceder às alterações se suspende.
estatutárias necessárias a permitir o acesso ao investimento 7 — Tratando-se de instituições de crédito que exerçam
público ao abrigo da presente lei, nomeadamente no caso atividades de intermediação financeira, o membro do
previsto no n.º 2 do artigo 3.º, não sendo exigível qualquer Governo responsável pela área das finanças mantém a Co-
outro formalismo prévio ou deliberativo, independente- missão do Mercado de Valores Mobiliários informada das
mente de disposição diversa da lei ou do contrato de socie- providências que tomar nos termos do presente capítulo.
dade, com exceção do disposto no artigo 34.º do Regime
Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, Artigo 14.º
aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro. Obrigações da instituição de crédito
1 — Enquanto a instituição de crédito se encontrar
Artigo 11.º
abrangida pelo investimento público para reforço de fun-
Impugnação das deliberações sociais dos próprios fica sujeita aos termos, condições e encargos
1 — Às deliberações sociais respeitantes a matérias fixados no despacho previsto no n.º 1 do artigo anterior,
designadamente no que se refere:
abrangidas pela presente secção não é aplicável o disposto
no n.º 3 do artigo 381.º do Código de Processo Civil, apro- a) À utilização dos meios facultados ao abrigo do re-
vado pela Lei n.º 41/2013, de 26 de junho, e presume-se, forço de fundos próprios, em particular no que se refere ao
para todos os efeitos legais, que da sua suspensão resulta contributo da instituição de crédito para o financiamento
dano superior ao que resultaria da execução da deliberação. da economia, nomeadamente às famílias e às pequenas e
2 — A suspensão de deliberações sociais de instituições médias empresas, em particular no âmbito dos setores de
de crédito adotadas no âmbito do reforço de fundos pró- bens e serviços transacionáveis;
prios só pode ser requerida por acionistas que, isolada ou b) À adoção de princípios de bom governo societário,
conjuntamente, detenham ações correspondentes a, pelo que podem incluir o reforço do número de administradores
menos, 5 % do capital social da instituição de crédito. independentes;

Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(243)

c) À política de remuneração dos titulares dos órgãos de periodicidade mínima mensal, um relatório com as conclu-
administração e fiscalização, tendo em conta a legislação sões da avaliação realizada nos termos do número anterior;
nacional e europeia em vigor; b) Informar o Banco de Portugal e o membro do Go-
d) À adoção de medidas destinadas a evitar distorções verno responsável pela área das finanças de qualquer facto
de concorrência; relevante no âmbito das respetivas funções.
e) À possibilidade de ser necessário o reforço das con-
tribuições para os fundos de garantia de depósitos; Artigo 15.º
f) À adoção de mecanismos que permitam concretizar o
desinvestimento público em condições de mercado que ga- Responsabilidade
rantam uma adequada remuneração do capital investido, as- A responsabilidade dos membros dos órgãos de admi-
segurando assim a proteção do interesse dos contribuintes; nistração e de fiscalização para com a sociedade, para com
g) À aprovação prévia do membro do Governo res- os sócios e para com os credores pela prática de quaisquer
ponsável pela área das finanças da decisão de proceder atos ao abrigo do disposto no presente capítulo apenas
ao pagamento de juros ou dividendos, exceto em cumpri- existe em caso de dolo ou culpa grave do agente.
mento de obrigações legais;
h) À aprovação prévia do membro do Governo respon- Artigo 15.º-A
sável pela área das finanças da decisão de adquirir ações
próprias ou recomprar ou reembolsar antecipadamente Política remuneratória
instrumentos financeiros ou contratos que sejam, ou te- 1 — Sem prejuízo das regras relativas à política
nham sido em algum momento, elegíveis para os fundos remuneratória das instituições que beneficiam de apoio
próprios da instituição de acordo com a legislação e a financeiro público extraordinário, previstas no Re-
regulamentação aplicáveis; gime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades
i) À aprovação prévia do membro do Governo res- Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92, de
ponsável pela área das finanças da decisão de adquirir 31 de dezembro, é estabelecido um limite máximo à
participações sociais noutras entidades que não decorram remuneração total dos membros dos órgãos de admi-
do exercício da atividade corrente da instituição; nistração e de fiscalização e dos titulares de cargos de
j) À consulta prévia do membro do Governo respon- direção de topo, que inclui todas as componentes dessa
sável pela área das finanças na tomada de decisão sobre remuneração, bem como os benefícios discricionários
o exercício de direito de recompra de um instrumento
de pensão, conforme definidos no Regulamento (UE)
elegível para fundos próprios detido pelo Estado;
n.º 575/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho,
k) À redução de custos estruturais.
de 26 de junho, em função de critérios a definir por
2 — (Revogado.) portaria do membro do Governo responsável pela área
3 — (Revogado.) das finanças, tendo em conta os princípios, as regras
4 — (Revogado.) e as orientações da União Europeia em matéria de
5 — São nulas as deliberações dos órgãos da insti- auxílios de Estado.
tuição de crédito que contrariem os compromissos por 2 — O pagamento de compensações aos trabalhadores
esta assumidos ou as obrigações previstas nos termos do da instituição de crédito por cessação de funções deve, em
presente artigo. regra, limitar-se ao montante devido nos termos da lei, do
Artigo 14.º-A contrato ou do instrumento de regulamentação coletiva
de trabalho aplicável.
Nomeação de membros dos órgãos 3 — As restrições previstas nos números anteriores
de administração e fiscalização
aplicam-se até que a instituição de crédito tenha reembol-
1 — Enquanto a instituição de crédito se encontrar sado na totalidade o montante do investimento público ou,
abrangida pelo investimento público para reforço de fun- caso ocorra em momento posterior, até ao final do período
dos próprios, o Estado pode nomear, mediante o despacho de reestruturação.
previsto no n.º 1 do artigo 13.º, e tendo em consideração o
modelo de governo societário naquela vigente, um mem- SECÇÃO VI
bro não executivo para o órgão de administração e ou um
membro para o órgão de fiscalização da instituição de Regimes excecionais
crédito, sem prejuízo do disposto no artigo 16.º-A.
2 — Ao membro não executivo nomeado para o órgão SUBSECÇÃO I
de administração da instituição, nos termos do número an- Condições excecionais de acesso
terior, cabe, em especial, assegurar a verificação do cum-
primento do plano de reestruturação ou de recapitalização, Artigo 15.º-B
consoante aplicável, e das obrigações das instituições de
crédito beneficiárias estabelecidas ao abrigo da presente Investimento público excecional
lei, tendo em vista a salvaguarda da estabilidade do sistema 1 — Em casos excecionais, a capitalização com recurso
financeiro nacional e dos interesses patrimoniais do Estado. a investimento público para reforço de fundos próprios
3 — O despacho referido no n.º 1 atribui ao represen- pode ser realizada antes da aprovação do plano de rees-
tante nomeado pelo Estado as seguintes funções, para truturação previsto no artigo 8.º-K, se essa operação for
além de outras que lhe sejam atribuídas por lei ou pelos necessária para salvaguardar a estabilidade do sistema
estatutos da instituição: financeiro nacional.
a) Elaborar e enviar ao Banco de Portugal e ao membro 2 — Compete ao Banco de Portugal emitir um parecer
do Governo responsável pela área das finanças, com uma sobre a verificação da necessidade prevista no número

1700-(244) Diário da República, 1.ª série — N.º 60 — 26 de março de 2015

anterior, no respeito pelos princípios, regras e orientações bre a liquidez e transformação, qualidade dos ativos e
da União Europeia em matéria de auxílios de Estado. cobertura de riscos;
3 — A operação de capitalização realizada nas circuns- c) Programação estratégica das atividades ao longo
tâncias previstas neste artigo deve ser precedida da aplica- da vigência do plano, incluindo eventuais alterações na
ção de medidas de repartição de encargos, aplicando-se, estrutura do grupo em que a instituição se insere, assim
com as necessárias adaptações, o disposto na secção III como nas participações, nomeadamente não financeiras,
do capítulo II. detidas pela mesma, e projeções sobre a evolução da ren-
4 — O processo de acesso ao investimento público dibilidade, posição de liquidez e adequação de fundos
rege-se pelo disposto na subsecção seguinte, devendo próprios;
ainda as instituições de crédito submeter ao membro do d) Eventuais ajustamentos a introduzir no sistema de
Governo responsável pela área das finanças um plano governo societário e nos mecanismos de gestão e controlo
de reestruturação com uma antecedência que permita a de riscos, tendo em vista a prossecução dos objetivos do
análise e o envio tempestivo do mesmo às autoridades plano;
europeias competentes. e) Redução de custos estruturais e, sendo caso disso,
aumento do peso do financiamento às pequenas e médias
Artigo 15.º-C empresas, em particular nos setores de bens e serviços
Investimento público em instituições de menor dimensão transacionáveis;
f) Medidas destinadas a responder a eventuais requisitos
1 — O acesso ao investimento público para reforço adicionais decorrentes dos testes de esforço;
de fundos próprios de instituições de crédito com um g) Termos e condições do desinvestimento público.
balanço total não superior a € 100 000 000 não depende
da apresentação pela instituição de crédito de um plano de 2 — Compete ao Banco de Portugal proceder à análise
reestruturação, sendo-lhe aplicável o regime identificado do plano de recapitalização, devendo remeter, no prazo
na secção seguinte. máximo de 10 dias úteis, a respetiva proposta de decisão,
2 — A operação de capitalização realizada nas cir-
devidamente fundamentada, ao membro do Governo res-
cunstâncias previstas neste artigo pode ser precedida da
ponsável pela área das finanças.
aplicação de medidas de repartição de encargos, aplicando-
-se, com as necessárias adaptações, o disposto na secção III 3 — Na proposta de decisão, o Banco de Portugal
do capítulo II. pronuncia-se, designadamente, sobre a situação patri-
monial da instituição de crédito, sobre a sua viabilidade,
sobre o montante do investimento público necessário,
SUBSECÇÃO II sobre a capacidade de a instituição reembolsar e remu-
Processo de acesso ao investimento público nerar adequadamente o investimento público durante o
período de investimento, sobre as metas consideradas
Artigo 15.º-D estruturais e sobre os termos e condições do desinvesti-
mento público.
Pedido de acesso ao investimento público
4 — O Banco de Portugal pode solicitar à instituição
1 — O acesso ao investimento público para reforço de de crédito os elementos e informações complementares
fundos próprios depende da apresentação pela institui- que se revelem necessários à apreciação do plano de reca-
ção de crédito, junto do Banco de Portugal, de um plano pitalização, bem como exigir, em acordo com o membro
de recapitalização, que preveja as medidas necessárias do Governo responsável pela área das finanças, caso tal
e adequadas para o efeito, a respetiva calendarização, se revele necessário, a respetiva alteração ou a previsão
bem como a demonstração de que a instituição reúne as de medidas adicionais, caso em que o prazo previsto no
condições adequadas de solidez para o prosseguimento n.º 2 se suspende.
da sua atividade. 5 — O prazo referido no n.º 2 pode ser prorrogado
2 — Às deliberações da sociedade relativas ao plano de por igual período se a complexidade da operação o jus-
recapitalização é aplicável, com as necessárias adaptações, tificar.
o disposto nos artigos 9.º a 11.º 6 — À decisão do membro do Governo responsável
pela área das finanças aplica-se, com as necessárias adap-
Artigo 15.º-E tações, o disposto nos artigos 13.º a 14.º-A.
Plano de recapitalização com recurso ao investimento público
1 — O plano de recapitalização previsto no artigo an- Artigo 15.º-F
terior deve respeitar os princípios, regras e orientações da Regime jurídico
União Europeia em matéria de auxílios de Estado e conter,
designadamente, os seguintes elementos: O investimento público excecional e o investimento
público em instituições de menor dimensão estão sujeitos
a) Objetivos de reforço de fundos próprios, com in- ao disposto na presente lei, com as necessárias adaptações.
dicação da evolução, composição e estrutura desses
fundos próprios ao longo da vigência do plano, bem
como da natureza das operações previstas para a sua Artigo 16.º
concretização; Âmbito da intervenção
b) Informação atualizada acerca da situação patrimo-
nial, bem como dos rácios e indicadores prudenciais so- (Revogado.)

º 1. tendo em tenham adquirido essa qualidade em virtude da aplicação conta a gravidade das consequências da potencial deterio- de medidas de repartição de encargos. a título de dividendos. e sem prejuízo terior. o Banco de Portugal consulta o Banco Central do disposto nos artigos 102. sempre que necessário. a sua participação social na instituição. titular. passivos e ou alguns dos titulares em funções. de 31 de 4 — Quando a instituição beneficiária da recapitaliza. aprovado pelo Decreto- a) O Estado pode exercer a totalidade dos direitos de -Lei n. a 4 — Para efeitos da proposta referida no n. permita à instituição voltar a cumprir os requisitos legais e regulamentares para a manutenção da autorização e c) O Estado pode alienar livremente.º 2 talização: do artigo 145. ceiras. virtude do disposto no número anterior. indepen.º 2 do artigo 24. membros dos órgãos de administração e fiscalização f) A eventual eliminação ou alteração de cargos de di- nomeados pelo Estado.º e seguintes do Regime Europeu sempre que este seja.º-D. Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Finan- ceiras. o presidente da 5 — A avaliação prevista no número anterior tem mesa da assembleia geral convoca uma assembleia geral também como finalidade sustentar a fundamentação da extraordinária no prazo de cinco dias.º da presente lei. nomeadamente. aplicável. 1.º 1 do artigo anterior deve 5 — (Revogado.º-E do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. de 31 de 3 — Na proposta prevista no n. no todo ou em obter financiamento de forma autónoma e em condições parte.º 5 do artigo 16.º 1.º 298/92. d) O montante necessário. ção com recurso a investimento público seja a Caixa Cen- tral do Crédito Agrícola Mútuo ou uma caixa de crédito Artigo 16. obrigatória prevista no n. nos termos da legislação Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Finan. dentemente dos direitos legais de preferência a que se 2 — Previamente à proposta referida no número an- refere o n. cumprimento dos níveis mínimos de fundos próprios. pronuncia-se. ao membros que o representam no órgão de administração.º 1. aprovado pelo Decreto-Lei n. prevista no n.º 1.º 2 do artigo 145. bem como aos acionistas que lização da operação de capitalização obrigatória. peito pelos limites estatutários relativos à composição dos órgãos da instituição e envolve.º-A Artigo 16.os 2 e 3. excecionalmente e em termos fundamentados. 2 — Sem prejuízo do início imediato de funções dos e) As medidas de repartição de encargos a aplicar.º.º 1. são obrigatoria. dezembro. ou no órgão de a realização de uma operação de capitalização obrigatória fiscalização da instituição de crédito de forma a assegurar da instituição com recurso ao investimento público que a sua representatividade nos órgãos sociais. que chimento dos requisitos para a aplicação das medidas de para o efeito lhe é comunicada pelo membro do Governo resolução previstos no n.º-H. a) A situação financeira e prudencial e a viabilidade da ção de crédito de comprar as ações de que o Estado seja instituição de crédito. membro do Governo responsável pela área das finanças. que podem assumir funções executivas.ª série — N. sobre: d) Cessa a opção que assiste aos acionistas da institui. é pre- consequente substituição e cessação do mandato de algum viamente realizada uma avaliação dos ativos.º-B Reforço dos poderes do Estado na instituição de crédito Condições de aplicação 1 — Em caso de incumprimento materialmente rele- vante dos termos e condições qualificados como metas 1 — Quando estiverem preenchidos os requisitos para estruturais no despacho que aprova a operação de capi. o direito de nomeação a que se reção de topo ou a cessação da afetação a esse cargo dos refere a alínea b) do número anterior é exercido com res.º-C daquele diploma. o Banco de Portugal dezembro. adequação e proporcionalidade da rea- fora do âmbito deste regime. aplica-se o disposto nas alíneas b) Medidas de repartição de encargos e e) do n. elementos extrapatrimoniais da instituição em causa nos 3 — Para escolha dos administradores cessantes em termos do disposto no artigo 8.º 298/92.Diário da República. bem como o disposto nos n. contados a partir proposta do Banco de Portugal na parte relativa ao preen- da nomeação a que se refere a alínea b) do n. aos acionistas que tenham adquirido a sua participação c) A necessidade.) ser precedida da aplicação de medidas de repartição . com as 1 — A realização de uma operação de capitalização necessárias adaptações. a autoridade de supervisão da instituição. artigo 145.º 3 do artigo 8. operação de capitalização prevista no n. mas a sua aplicação voto correspondentes à participação social que detenha não assegure alguma das finalidades previstas no n. ração da situação financeira e prudencial e a desadequação mente afetos ao desinvestimento público.º 1 do na instituição. de 31 de dezembro.º-C agrícola mútuo não integrada no Sistema Integrado de Cré- dito Agrícola Mútuo. prevista no n.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(245) SECÇÃO VII CAPÍTULO III Incumprimento materialmente relevante Operação de capitalização obrigatória com recurso ao investimento público Artigo 16. a aplicação das medidas de resolução previstos no n. as previsões de retorno e as condições da adequada remuneração do investimento público. sustentáveis junto dos mercados financeiros. sem prejuízo do das medidas de resolução para assegurar esse propósito.º-E do Regime responsável pela área das finanças. respetivos titulares. b) A verificação dos requisitos para a realização de uma e) Os montantes distribuíveis. aprovado pelo Decreto-Lei n. o Banco de Portugal pode b) O Estado pode nomear ou reforçar o número de propor.º 298/92.

os 1 e 2 do artigo 145.º-B. conferindo ao Estado os poderes previstos 14. nos n. seja considerada reforço dos fundos próprios em montante não inferior necessária para atingir as finalidades previstas no n.º 298/92.º e produz efei- as necessárias adaptações. em situações excecionais. bem como tuição de crédito para o exercício da atividade.º-I e no n.º-AV e nos n.º 1. 15. mediante despacho. 7 — Sem prejuízo de outro tipo de responsabilidade. a comissão de fisca- -se. 3 — Quando for realizada uma operação de capitali- -Lei n. Crédito e Sociedades Financeiras. nenhum titular dos instrumentos 4 — No caso previsto no número anterior.ª série — N. de 31 de dezembro. com pios estabelecidos nos n. aprovado pelo Decreto. incluindo os fundos próprios. oficial de contas ou a sociedade de revisores oficiais de aprovado pelo Decreto-Lei n. repartição de encargos.º 298/92. da instituição de crédito em causa. o disposto nos artigos 13.º-A. 6 — Os membros dos órgãos de administração e de bro do Governo responsável pela área das finanças dispõe fiscalização e os titulares de cargos de direção de topo dos poderes previstos no artigo 145.º-A. de topo. da do artigo 145.os 2 e 3 do artigo 2. dos órgãos de administração e de fiscalização. eliminação ou alteração de cargos de direção de topo ou a 4 — Para efeitos do disposto no n.º. 1.º-V. membros do órgão de administração. aprovado pelo Decreto.º.os 3 a 9 e 15 do ar- nos casos em que a manutenção total ou parcial. devem fornecer de imediato todas as necessários para a execução da decisão prevista no n. de modo a que os zação obrigatória prevista no n. o mem.º 1. que sejam elegíveis para das finanças pode ainda. é aplicável. mediante proposta do Banco de os fundos próprios da instituição de acordo com a legis.º 1 não carece da respetiva deliberação previstos no n. 2 — A realização da operação de capitalização obriga- verno responsável pela área das finanças dos poderes tória prevista no n. com os mesmos celebrados ou nos termos gerais do direito. nem de qualquer outro procedimento tigo 145.º 1 do artigo 16.os 3 e 5.º 60 — 26 de março de 2015 de encargos através do exercício pelo membro do Go.º 6 do artigo 145. aplica. para a instituição de crédito em causa novos membros miria caso tivesse sido revogada a autorização da insti. informações.º-U do Regime Geral das Instituições de Cré.os 1 e 3 a 8 do artigo 145.º-E a 8. com as necessárias adaptações. podendo a quaisquer instrumentos financeiros de que o Estado este prazo ser. de 31 de dezembro. dito e Sociedades Financeiras.º 1 do artigo 16. disposto no n. nos n.º 1 do ar.º 1. suportem os prejuízos e contribuam para o ou parcial.º 1 do artigo 145. com cessação da afetação a esse cargo dos respetivos titulares as necessárias adaptações. aprovado pelo Decreto-Lei n.os 2 e 3 do tivas funções seja considerada necessária para atingir as artigo 148. legal ou estatutariamente exigido. no artigo 145.1700-(246) Diário da República.º-AB do Regime Ge.º-X. da assembleia geral. elegíveis da instituição de crédito em causa e o seu revisor oficial para os fundos próprios e os titulares de créditos que de contas ou a sociedade de revisores oficiais de contas a constituam passivos da instituição de crédito que não quem compete emitir a certificação legal de contas que não estejam excluídos da aplicação daqueles poderes.º-C do Regime Crédito e Sociedades Financeiras.º-C do Regime Geral das Instituições de instituição de crédito. os titulares de instrumentos financeiros ou contratos que membros dos órgãos de administração e de fiscalização sejam.º 3 não e a definição dos seus termos e condições compete ao emerge o direito a indemnização estipulado no contrato membro do Governo responsável pela área das finanças.º e 15.º-D de crédito objeto de resolução pelos danos que resultem de ações ou omissões ilícitas por eles cometidas no exercício Decisão das suas funções com dolo ou culpa grave.º 1 a 8 % dos passivos.º-B de administração e de fiscalização prevista no n. entrando outro revisor oficial de contas ou sociedade de revisores em liquidação. Portugal prevista no n. operação de capitalização com recurso ao investimento 5 — O membro do Governo responsável pela área público anteriormente realizada. no máximo de um ano. bem como prestar a colaboração que lhes 6 — A instituição de crédito deve praticar todos os atos seja exigida pelo membro do Governo responsável pela necessários à adequada aplicação e execução das medidas área das finanças ou por quem os substituir após a reali- de repartição de encargos determinadas nos termos do zação da operação de capitalização obrigatória. consoante tigo 145. todos do Regime Geral das Instituições de finalidades previstas no n.º-AF. apenas são responsáveis perante os acionistas e credores da instituição Artigo 16.º 298/92. designados ao abrigo dos n. que deve fixar um prazo para o desin. lização ou fiscal único e os titulares de cargos de direção gos 8. 10 e designar novos titulares para exercer tais funções. determinar a lação e regulamentação aplicáveis. contratos ou créditos previstos no número do Governo responsável pela área das finanças designa anterior pode assumir um prejuízo superior ao que assu.os 2 a 6 as circunstâncias. o disposto nos n.º 3 do artigo 16. consoante as circunstâncias. 1 — A decisão sobre a realização da operação de ca.º-I. nos integre o respetivo órgão de fiscalização cessam as suas termos do disposto no n. -Lei n. de 31 de dezembro. prorrogado por seja titular em virtude da subscrição no âmbito de uma iguais períodos.º-AT.º-B. Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. 9 — A decisão prevista no n. ou tenham sido em algum momento. de 31 de dezembro. contas.º 1 do artigo 145.os 2 e 5. aplicando-se a todo o processo. e fixa o prazo durante o qual aqueles 3 — O disposto no número anterior não é aplicável exercem as suas funções. os 7 — Para efeitos do disposto no presente artigo. de 31 de dezembro. aprovado pelo Decreto- 2 — Em consequência da aplicação das medidas de -Lei n.º 1 está sujeita aos princí- vestimento público. 8 — Da cessação de funções dos membros do órgão pitalização obrigatória prevista no n. no artigo 145.º-U daquele funções.º 298/92. o membro financeiros. salvo e 12 a 16 do artigo 145. o disposto nos arti. que tenham cessado funções nos termos do dis- relativamente à instituição de crédito em causa que sejam posto nos n.º 1 do artigo 16. do exercício pelos mesmos das respe- do artigo 145. tos imediatos.º-U. bem como o revisor ral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.º. nos n.º 298/92. . 5 — Para efeitos do disposto no presente artigo.os 1 a 3. nos n. nas alíneas a) e c) a e) do n. oficiais de contas.º-J. salvo nos casos em que a sua manutenção total diploma.

o membro Concorrência do Governo responsável pela área das finanças mantém a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários informada 1 — Sem prejuízo das obrigações internacionais do das providências que tomar nos termos do disposto no Estado Português. e 3 do artigo 24. as sociedades cujo capital seja totalmente detido. expressa ou tácita. das finanças. Artigo 22. consideradas. nomeadamente se as condições dos mercados Artigo 18. aprovado pelo Decreto. e as suas implicações na estabilidade do sistema -Lei n.º 298/92. relevantes. presume-se. sempre que estiver prevista tenham por objeto a suspensão dos efeitos da decisão a suscetibilidade de ponderação de interesses económicos prevista no n. 1 — Sem prejuízo da competência das demais enti. esta operação pode realizar-se antes de ter sido objeto de uma decisão de não oposição por Artigo 17.º financeiros o justificarem ou se tal for necessário por Acompanhamento e fiscalização razões de coordenação ao nível da Zona Euro e da União Europeia. para efeitos da legislação aplicável às opera- que a suspensão da eficácia determina grave lesão do ções de concentração de empresas. Disposições finais de 8 de maio.os 2 presente lei.Diário da República. financeiro português.º 1.º 19/2012. prospetiva da adequação de fundos próprios. 3 — O membro do Governo responsável pela área das Artigo 23. são obrigatoriamente interesse público. nomeadamente: Artigo 19. nomeadamente em matéria de solvabilidade e Crédito e Sociedades Financeiras. ciais ou de ativos em instituições de crédito ao abrigo da gatória prevista no presente capítulo o disposto nos n. compete ao Banco presente lei é reapreciada no prazo máximo de seis meses.) atos praticados no seu âmbito.º 2 — Enquanto se mantiver a intervenção pública reali- 12 — No âmbito de procedimentos cautelares que zada ao abrigo da presente lei. a urgên- 13 — O disposto nos números anteriores não prejudica cia inerente à atuação no setor financeiro.º çam atividades de intermediação financeira.º 2 — A execução das medidas previstas na presente Referências ao Estado lei é objeto de avaliação com periodicidade máxima tri- mestral e inclui a elaboração de relatórios individuais As referências feitas na presente lei ao Estado abrangem sobre cada uma das instituições de crédito abrangidas. de reestruturação e de re- cesso nos Tribunais Administrativos de quaisquer normas capitalização. planos de reforço de capitais. os procedimentos necessários à execução da presente lei. para proteção do interesse público. não é considerada concentração de presente capítulo. presume-se que a adoção d) Os termos e eventuais elementos adicionais da aná- de providências cautelares relativas a tais normas ou atos lise aprofundada da qualidade dos ativos e da apreciação prejudica gravemente o interesse público. não dependendo a validade dos negócios jurídicos realizados no âmbito Financiamento dessa operação de autorização. emitidas em execução da presente lei ou de quaisquer c) (Revogada. Artigo 20. da- As medidas de reforço da solidez financeira previstas quela Autoridade.º parte da Autoridade da Concorrência. empresas a aquisição pelo Estado de participações so- 11 — Não se aplica à operação de capitalização obri.º da Lei n. Interesse público b) Os termos e eventuais elementos adicionais dos Havendo impugnação nos termos do Código de Pro. pelo Estado. de 31 de dezembro. direta a remeter ao membro do Governo responsável pela área ou indiretamente.º 1 do artigo 37. 1 — A presente lei pode ser revista a todo o mo- mento.º forem obtidos no âmbito do apoio financeiro concedido à República Portuguesa pela União Europeia e pelo Fundo Revisão Monetário Internacional.ª série — N.º e 16. 2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior. 1. as circunstâncias o exercício das competências do Banco de Portugal. por portaria. 3 — Se da intervenção pública decorrer uma operação de concentração em que se verifique alguma das condi- CAPÍTULO IV ções previstas no n. na presente lei dispõem de recursos inscritos na Lei do Orçamento do Estado. até prova em contrário. designadamente os que para o efeito Artigo 21. a dades dotadas de funções inspetivas.º a) Os termos e condições do investimento público.º 60 — 26 de março de 2015 1700-(247) 10 — Tratando-se de instituições de crédito que exer. nanças define.º finanças dá conhecimento à Assembleia da República semestralmente até 30 de junho e 31 de dezembro de cada Regulamentação ano das operações de capitalização realizadas no âmbito O membro do Governo responsável pela área das fi- da presente lei e da sua execução. . nos relativas ao risco e situação patrimonial das instituições termos do título VIII do Regime Geral das Instituições de de crédito. liquidez.º-D. de Portugal acompanhar e fiscalizar o cumprimento das obrigações da instituição de crédito estabelecidas nos despachos previstos nos artigos 13.

Artigo 25. e respetiva regula. assiste aos acionistas da ins- tituição de crédito à data do investimento público a opção de compra das ações de que o Estado seja titular. nos termos da Lei c) A violação do dever de implementar as medidas n.º. por parte do Banco de Portugal instituição de crédito.º deve ocorrer. sendo o aumento de capital por conversão de de Crédito e Sociedades Financeiras. Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.º e) A violação do dever de praticar todos os atos neces- 3 — Na situação prevista no número anterior.º 1 do artigo 13. ou do plano e elementos complemen- Articulação com o regime de garantias tares a que se refere o n. aprovado f) O incumprimento do dever de prestação de informa- pelo Decreto-Lei n. nomeadamente no caso Prazo de desinvestimento público e opções previsto no n. durante todo o período a que nos termos previstos no Regime Geral das Instituições de se refere o número anterior. Artigo 26. o disposto na presente lei do artigo 16.º n. dos elementos complementares ao plano a que se refere o n.º-A.º 7 com as necessárias adaptações.º 136/79. a exercer nos termos e 1 — São puníveis com coima de € 10 000 a € 5 000 000 condições constantes do despacho a que se refere o ou de € 4000 a € 2 000 000.º-B. de compra dos acionistas 6 — Às caixas económicas que beneficiem de garantias de Estado ao abrigo do disposto na Lei n.º pessoa coletiva ou a pessoa singular. de 1 — O desinvestimento público a que se refere o 20 de outubro. A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da tias pessoais do Estado nos termos do disposto na Lei sua publicação. análise aprofundada relativa à qualidade dos ativos e de sente lei. ou de acordo com o disposto nos n. ao abrigo do artigo 8.ª série — N. de 18 de maio.º 5 do artigo 16. apresentado 1 — O acesso ao investimento público no âmbito da pela instituição de crédito e aprovado pelo Banco de presente lei é independente do recurso pela instituição de Portugal.º. de 20 de outubro. ções ou de colaboração nos termos do disposto no n. nos termos nele previstos. artigo 14. sual previsto no título XI do Regime Geral das Instituições mentação.º b) O incumprimento total ou parcial do plano de reforço de capitais.º da presente lei. no Decreto-Lei n.º 5 — O disposto no artigo 10.os 4 a 6 do uma apreciação prospetiva da adequação de fundos pró- artigo 4. nessa data. de 20 de outubro. de convocação de assembleias de Portugal.º-C. Artigo 25.º 4 do artigo 8. designada- caso a operação de capitalização prevista no capítulo II mente das medidas de intervenção corretiva. de 20 de outubro.º-A.º-D. as seguintes in- 3 — A alienação da participação do Estado no capital frações: social da instituição de crédito por força do exercício da a) A não apresentação atempada e de acordo com as opção de compra prevista no número anterior não carece exigências legais de um plano de reforço de capitais ou da aprovação de prospeto. crédito do Estado considerado como aumento de capital em numerário. Artigo 25. administra- envolva a participação do Estado no capital social da ção provisória e resolução. ficando prios.º é aplicável à assembleia Entrada em vigor geral convocada para proceder às alterações estatutárias necessárias para efeitos do acesso ao regime de garan.º-A trumentos através dos quais se efetuou a operação de capitalização pública em ações ordinárias da instituição Articulação com outros regimes jurídicos de crédito.º 2 do artigo 3. as ações especiais detidas pelo Estado e os ins. do crédito em capital da instituição de crédito é efetuada d) O incumprimento do dever de apresentação de uma através da emissão das ações especiais previstas na pre. nos termos dos 2 — No caso de acionamento das garantias. O disposto no presente regime não prejudica a aplicação 2 — Sem prejuízo do disposto no artigo 16. a conversão n. e sem sários à adequada aplicação e execução das medidas de re- prejuízo dos poderes de intervenção do Banco de Portugal partição de encargos determinadas nos termos do disposto ao abrigo do disposto no título VIII do Regime Geral das no n.º-B.º-E e do n. aplica-se.º 60 — 26 de março de 2015 Artigo 24.º-B na medida correspondente à participação de cada um Regime sancionatório daqueles no capital social da instituição de crédito à data do investimento público. . aprovado pelo Decreto- Estado não tenha ainda alienado as respetivas ações -Lei n.º do artigo 8.º 60-A/2008. consoante seja aplicada a n.º 60-A/2008.1700-(248) Diário da República. prazo máximo de cinco anos. 2 — A competência para o processo de contraordenação 4 — As disposições da presente lei em matéria de e a aplicação das respetivas sanções é atribuída ao Banco competência dos órgãos.º 9 do artigo 8. de 31 de dezembro.º 60-A/2008.os 5 e 6 do artigo 8. não se aplica o disposto no artigo 4. de 31 de dezembro. desde logo.º 9 do artigo 8.º-B. convertendo-se.º 298/92. após consulta ao Banco de Portugal. crédito a garantias pessoais do Estado. gerais e de deliberações sociais são aplicáveis no âmbito 3 — Aplica-se aos processos de contraordenação pre- do acionamento das garantias concedidas ao abrigo da vistos nos números anteriores o regime material e proces- Lei n. de acordo com os parâmetros definidos pelo Banco a instituição em causa sujeita às obrigações previstas no de Portugal. necessárias a evitar a saída de fundos. os poderes que lhe confere o artigo 16. e na medida em que o Crédito e Sociedades Financeiras.º 298/92. de quaisquer medidas legalmente previstas.º 60-A/2008. nos termos do artigo 8.º-C. e o Estado pode exercer. 1.