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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO PROJETO BRA/OEA/08/001 MELHORIA DA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO

PROJETO BRA/OEA/08/001 MELHORIA DA GESTÃO AMBIENTAL URBANA NO BRASIL

EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS DE CONSULTORIA INDIVIDUAL PARA DESENVOLVIMENTO DAS ESPECIFICAÇOES TÉCNICAS DO SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS – SINIR

RELATÓRIO RT-01

ESTUDO TÉCNICO DE DIAGNÓSTICO E CONCEPÇÃO DO SINIR

SÓLIDOS URBANOS – SINIR RELATÓRIO RT-01 ESTUDO TÉCNICO DE DIAGNÓSTICO E CONCEPÇÃO DO SINIR Brasília /

Brasília / DF

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO

PROJETO BRA/OEA/08/001 MELHORIA DA GESTÃO AMBIENTAL URBANA NO BRASIL

Relatório RT-01

ESTUDO TÉCNICO DE DIAGNÓSTICO E CONCEPÇÃO DO SINIR

Secretario de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano Nabil Georges Bonduki

Chefe de Gabinete Sérgio Antônio Gonçalves

Coordenador Nacional do Projeto Sérgio Antônio Gonçalves

Técnico Especializado Francisco Oliveira de Araújo

Contrato CPR nº: 228354

Janeiro de 2012

ESTUDO TÉCNICO DE DIAGNÓSTICO E CONCEPÇÃO DO SINIR

RESUMO EXECUTIVO

O

Sistema nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos - Sinir, sob a coordenação

e

articulação do Ministério do Meio Ambiente, é um dos instrumentos da Política Nacional de

Resíduos Sólidos; instituída pela Lei nº 12.305, de 02 de Agosto de 2010 e regulamentada pelo Decreto nº 7.404, de 23 de Dezembro de 2010.

O Sinir tem por finalidade:

I. coletar e sistematizar dados relativos à prestação dos serviços públicos e privados de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, inclusive dos sistemas de logística reversa implantados;

II. promover o adequado ordenamento para a geração, armazenamento, sistematização, compartilhamento, acesso e disseminação dos dados e informações de que trata o inciso I;

III. classificar os dados e informações de acordo com a sua importância e confidencialidade, em conformidade com a legislação vigente;

IV. disponibilizar estatísticas, indicadores e outras informações relevantes, inclusive visando à caracterização da demanda e da oferta de serviços públicos de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos;

V. permitir e facilitar o monitoramento, a fiscalização e a avaliação da eficiência da gestão e gerenciamento de resíduos sólidos nos diversos níveis, inclusive dos sistemas de logística reversa implantados;

VI. possibilitar a avaliação dos resultados, dos impactos e o acompanhamento das metas dos planos e das ações de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos nos diversos níveis, inclusive dos sistemas de logística reversa implantados;

VII. informar a sociedade sobre as atividades realizadas na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos;

i

VIII.

disponibilizar periodicamente à sociedade o diagnóstico da situação dos resíduos sólidos no País, por meio do Inventário Nacional de Resíduos Sólidos; e

IX. agregar as informações sob a esfera de competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

O mesmo deve ser implementado até dezembro de 2012, e deverá ser estruturado e implementado

conforme Art. 72 e Art. 73 do Decreto nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Deve estar articulado com os demais Sistema de Informações que tenham influência direta ou indireta com o tema Resíduos e com os órgãos integrantes do Sisnama e Sinima, preparado para receber as informações dos Estados, Municípios e Distrito Federal sobre os Resíduos em suas esferas de competência.

O Sinir deverá obter informações diretamente do Sinisa de responsabilidade do Ministério das

Cidades e do Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos, do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais e pelo Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental de responsabilidade

do

IBAMA, para disponibilização de estatísticas e indicadores referentes à gestão e gerenciamento

de

resíduos sólidos.

Os dados, informações, relatórios, estudos, inventários e instrumentos equivalentes que se refiram à regulação ou à fiscalização dos serviços e os direitos e deveres dos usuários e operadores relacionados à gestão dos resíduos sólidos deveram estar disponíveis pelo Sinir na Web.

Um Seminário com os principais atores envolvidos deve ser realizado para maior e melhor entendimento da real necessidade de informações do Sistema.

O Ministério do Meio Ambiente deverá se responsabilizar pela hospedagem e administração do

Sistema, principalmente no que tange a parte técnica do mesmo.

A infraestrutura existente atualmente no Ministério do Meio Ambiente para hospedar e administrar

o Sinir esta sendo modernizada, contudo, a demanda reprimida pelo órgão já compromete boa parte

destes ativos, em especial os servidores e espaço no storage.

A disponibilidade física do Ministério do Meio Ambiente é satisfatória, visto que pode-se replicar

o Sistema em áreas distintas dentro da estrutura do MMA.

ii

ESTUDO TÉCNICO DE DIAGNÓSTICO E CONCEPÇÃO DO SINIR

Sumário

Introdução

1

Princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos:

1

Objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos:

2

Instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, entre outros:

3

1.O Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos

6

1.1 Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos - Sinir

6

1.2 Estrutura mínima de informações do SINIR

7

O Sinir deverá ser estruturado para conter minimamente as seguintes informações fornecidas:

7

1.3 Implementação do

SINIR

8

1.4 Responsabilidades

SINIR

8

1.5 Desenvolvimento do SINIR

9

2 Infraestrutura SRHU

 

11

2.1 Coordenação de Tecnologia da Informação e Informática - CGTI

13

2.2 Edifício Marie Prendi Cruz - Anexo MMA - 505N

13

2.3 Central de Processamento de Dados SRHU

14

Conclusões

 

14

Recomendações

15

Referências Bibliográficas

15

Índice de ilustrações

 

Figura 1.

Estrutura SRHU

12

SIGLAS E ABREVIATURAS

PNRS

Política Nacional de Resíduos Sólidos;

SINIR

Sistema de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos;

SINIMA

Sistema Informações do Meio Ambiente;

SINISA

Sistema de Informações de Saneamento;

SISNAMA

Sistema Nacional de Meio Ambiente;

MMA

Ministério do Meio Ambiente;

SRHU

Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano;

DAU

Departamento de Ambiente Urbano;

CGTI

Coordenação Geral de Tecnologia da Informação e Informática;

i

ANEXOS Anexo I - Layout andar térreo 505 N; Anexo II – Layout 1º andar 505 N; Anexo III – Layout Sede MMA; Anexo IV – Descrição Novos Equipamentos MMA; Anexo V – Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas do MMA Anexo VI - Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010; Anexo VII - Decreto Nº 7404 de 23 de dezembro de 2010.

ii

INTRODUÇÃO

A Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010 institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo

sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos reúne o conjunto de princípios, objetivos, instrumentos,

diretrizes, metas e ações adotados pelo Governo Federal, isoladamente ou em regime de cooperação com Estados, Distrito Federal, Municípios ou particulares, com vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos.

Princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos:

I - a prevenção e a precaução;

II - o poluidor-pagador e o protetor-recebedor;

III - a visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as variáveis ambiental, social,

cultural, econômica, tecnológica e de saúde pública;

IV - o desenvolvimento sustentável;

V - a ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a preços competitivos, de

bens e serviços qualificados que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida e

a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo,

equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta;

VI - a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e demais

segmentos da sociedade;

VII - a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;

VIII - o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de

valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania;

IX - o respeito às diversidades locais e regionais;

X - o direito da sociedade à informação e ao controle social;

1

XI

- a razoabilidade e a proporcionalidade.

Objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos:

I - proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;

II - não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como

disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;

III - estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços;

IV - adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar

impactos ambientais;

V - redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos;

VI - incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e

insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados;

VII - gestão integrada de resíduos sólidos;

VIII

- articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor empresarial,

com

vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos;

IX - capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;

X

- regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços públicos

de

limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e

econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei nº 11.445, de 2007;

XI - prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para:

a) produtos reciclados e recicláveis;

b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo

social e ambientalmente sustentáveis;

XII - integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a

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responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;

XIII - estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;

XIV - incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a

melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluídos a recuperação e o aproveitamento energético;

XV - estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.

Instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, entre outros:

I - os planos de resíduos sólidos;

II - os inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos;

III - a coleta seletiva, os sistemas de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à

implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;

IV

- o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas ou de outras formas de associação

de

catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;

V

- o monitoramento e a fiscalização ambiental, sanitária e agropecuária;

VI - a cooperação técnica e financeira entre os setores público e privado para o desenvolvimento de

pesquisas de novos produtos, métodos, processos e tecnologias de gestão, reciclagem, reutilização,

tratamento de resíduos e disposição final ambientalmente adequada de rejeitos;

VII - a pesquisa científica e tecnológica;

VIII - a educação ambiental;

IX - os incentivos fiscais, financeiros e creditícios;

X - o Fundo Nacional do Meio Ambiente e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e

Tecnológico;

XI - o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir);

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XII

- o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa);

XIII - os conselhos de meio ambiente e, no que couber, os de saúde;

XIV - os órgãos colegiados municipais destinados ao controle social dos serviços de resíduos

sólidos urbanos;

XV - o Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos;

XVI - os acordos setoriais;

XVII - no que couber, os instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente, entre eles:

a) os padrões de qualidade ambiental;

b) o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de

Recursos Ambientais;

c) o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental;

d) a avaliação de impactos ambientais;

e) o Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima);

f) o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;

XVIII - os termos de compromisso e os termos de ajustamento de conduta;

XIX - o incentivo à adoção de consórcios ou de outras formas de cooperação entre os entes

federados, com vistas à elevação das escalas de aproveitamento e à redução dos custos envolvidos.

O artigo 12 do Capítulo I – Disposições Preliminares do Título III - Das Diretrizes Aplicáveis aos Resíduos Sólidos da Lei 12.305, destaca:

“A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão e manterão, de forma conjunta, o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), articulado com o Sinisa e o Sinima.”

4

Em seu parágrafo único:

“Incumbe aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios fornecer ao órgão federal responsável pela coordenação do Sinir todas as informações necessárias sobre os resíduos sob sua esfera de competência, na forma e na periodicidade estabelecidas em regulamento.”

Este estudo foca principalmente o Instrumento “Sinir” - Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, no tocante em que se encontra as informações referentes às demandas do Sistema bem como a infraestrutura atualmente existente na SRHU para que possivelmente venha hospedar o Sistema.

No Capítulo 1, O Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, que se encontra a partir da página 6 deste estudo, demonstra a demanda do Sistema em relação à legislação.

No Capítulo 2, Infraestrutura SRHU, que se encontra a partir da página 11 deste estudo, demonstra o ambiente tecnológico existente atualmente na Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano.

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1.

O SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOBRE A GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

O Sinir, instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, é um Sistema de Informações que

deverá ser desenvolvido e implantado até a data de dezembro de 2012.

Ele é um dos instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos aonde determina que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão e manterão, de forma conjunta, o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), articulado com o Sinisa e o Sinima e incumbe aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios fornecer ao órgão federal responsável pela coordenação do Sinir, no caso o Ministério do Meio Ambiente, todas as informações necessárias sobre os resíduos sob sua esfera de competência, na forma e na periodicidade estabelecidas em regulamento ainda ficando o Município responsável pelo encaminhamento para o Sinir do conteúdo do plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos.

A partir do Decreto nº 7.404 de 23 de dezembro de 2010 que regulamenta a Lei no 12.305, de 2 de

agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial

da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas

de Logística Reversa, e dá outras providências, institui o Sistema Nacional de Informações sobre a

Gestão dos Resíduos Sólidos – Sinir.

1.1 Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos - Sinir

A partir do Decreto nº 7.404 ficou instituído o Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão

dos Resíduos Sólidos - SINIR, sob a coordenação e articulação do Ministério do Meio Ambiente, com as seguintes finalidades:

I. coletar e sistematizar dados relativos à prestação dos serviços públicos e privados de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, inclusive dos sistemas de logística reversa implantados;

II. promover o adequado ordenamento para a geração, armazenamento, sistematização, compartilhamento, acesso e disseminação dos dados e informações de que trata o inciso I;

III. classificar os dados e informações de acordo com a sua importância e confidencialidade, em conformidade com a legislação vigente;

6

IV.

disponibilizar estatísticas, indicadores e outras informações relevantes, inclusive visando à caracterização da demanda e da oferta de serviços públicos de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos;

V. permitir e facilitar o monitoramento, a fiscalização e a avaliação da eficiência da gestão e gerenciamento de resíduos sólidos nos diversos níveis, inclusive dos sistemas de logística reversa implantados;

VI. possibilitar a avaliação dos resultados, dos impactos e o acompanhamento das metas dos planos e das ações de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos nos diversos níveis, inclusive dos sistemas de logística reversa implantados;

VII. informar a sociedade sobre as atividades realizadas na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos;

VIII. disponibilizar periodicamente à sociedade o diagnóstico da situação dos resíduos sólidos no País, por meio do Inventário Nacional de Resíduos Sólidos; e

IX. agregar as informações sob a esfera de competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

1.2 Estrutura mínima de informações do SINIR

O Sinir deverá ser estruturado para conter minimamente as seguintes informações fornecidas:

1. pelo Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos;

2. pelo Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais;

3. pelo Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental;

4. pelos órgãos públicos competentes para a elaboração dos planos de resíduos sólidos referidos no art. 14 da Lei nº 12.305, de 2010;

5. pelos demais sistemas de informações que compõem o Sistema Nacional de Informações sobre Meio Ambiente - SINIMA; e

7

6.

pelo Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico - SINISA, no que se refere aos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

1.3 Implementação do SINIR

A implementação do Sinir deverá ser realizada mediante:

1. articulação com o SINIMA e com o Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos – SNIRH;

2. articulação com os órgãos integrantes do SISNAMA, para interoperabilidade entre os diversos sistemas de informação existentes e para o estabelecimento de padrões e ontologias para as unidades de informação componentes do SINIR;

3. integração ao SINISA no tocante aos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos; e

4. sistematização de dados, disponibilização de estatísticas e indicadores referentes à gestão e gerenciamento de resíduos sólidos.

1.4 Responsabilidades SINIR

O Ministério do Meio Ambiente apoiará os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e os respectivos órgãos executores do SISNAMA na organização das informações, no desenvolvimento dos instrumentos e no financiamento das ações voltadas à implantação e manutenção do SINIR, ainda:

1. O Ministério do Meio Ambiente, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, de forma conjunta, organizarão e manterão a infraestrutura necessária para receber, analisar, classificar, sistematizar, consolidar e divulgar dados e informações qualitativas e quantitativas sobre a gestão de resíduos sólidos;

2. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disponibilizarão anualmente ao SINIR as informações necessárias sobre os resíduos sólidos sob sua esfera de competência;

3. Os planos de gestão de resíduos sólidos deverão ser disponibilizados pelos respectivos responsáveis no SINIR.

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A coleta e sistematização de dados, a disponibilização de estatísticas e indicadores, o monitoramento e a avaliação da eficiência da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos serão realizados no âmbito do SINISA sendo que o SINIR utilizará as informações do SINISA referentes às atividades já previstas e o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério das Cidades deverão adotar as medidas necessárias para assegurar a integração entre o SINIR e o SINISA

Os dados, informações, relatórios, estudos, inventários e instrumentos equivalentes que se refiram à regulação ou à fiscalização dos serviços relacionados à gestão dos resíduos sólidos, bem como aos direitos e deveres dos usuários e operadores, serão disponibilizados pelo SINIR na Web sendo que:

1. a publicidade das informações divulgadas por meio do SINIR observará o sigilo comercial, industrial, financeiro ou de qualquer outro tipo protegido por lei;

2. as pessoas físicas e jurídicas que fornecerem informações de caráter sigiloso aos órgãos e entidades da administração pública deverão indicar essa circunstância, de forma expressa e fundamentada, a fim de que seja resguardado o sigilo.

O Ministério do Meio Ambiente - MMA, de acordo com o Decreto nº 7.404/2010 é o responsável pela coordenação e articulação do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos – Sinir, e a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano – SRHU/MMA está a frente do Sinir no Ministério.

O Departamento de Ambiente Urbano na Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano – DAU, é o responsável pela coordenação e articulação do Sinir na Secretaria, suas 03 (três) gerências auxiliam ao Departamento em todos os quesitos técnicos e administrativos referentes ao Sinir, ainda, o Gabinete do Secretario presta apoio as demais ações em que as Gerências não atuam para melhor eficiência em suas ações.

1.5 Desenvolvimento do SINIR

Para o desenvolvimento do SINIR, deve-se pensar de forma modular, visto o tamanho de seu alcance e a atual situação dos Estados e Municípios, aonde, os Planos Estaduais, Regionais, Microrregionais de Resíduos estarem em andamento bem como planos de regiões metropolitanas ou

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aglomerações urbanas.

O Sistema deverá prever a inserção destes planos, dos Planos de Gerenciamento de Resíduos

Sólidos e gerar relatórios de acompanhamento e estatísticas em forma de tabelas, textos, gráficos e

georreferenciados, atendo inclusive todas as finalidades descritas no Art. 71 do Decreto 7.404 de 23

de Dezembro de 2010 (anexo).

A Metodologia para o desenvolvimento do Sinir deverá obedecer às regras da Metodologia de

Desenvolvimento de Sistemas do Ministério do Meio Ambiente (Anexo V – Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas do MMA), e orientada pela Coordenação Geral de Tecnologia da Informação e Informática CGTI/SPOA/SECEX/MMA, e estar de acordo com as normatizações do Governo Federal, como e-PING, e-MAG, etc.

O escopo do Sistema é bastante amplo e a gama de dados os quais o mesmo deverá ter acesso é

bastante expressiva.

Para que se possa ter a melhor definição deste escopo, orienta-se que seja realizado junto aos participantes de informações deste Sistema um seminário para:

1. Levantar todas as bases de dados e informações existentes, local, forma de armazenamento e distribuição destas bases de dados e informações;

2. Levantar todas as informações que o Sinir necessita, em relação a estas bases de dados e informações encontradas, bem como o cruzamento das mesmas;

3. Levantar as informações que não estão disponíveis em bases de dados e são necessárias ao Sinir;

4. Definir a responsabilidade sobre a manutenção destas informações para utilização no Sinir;

5. Definir a forma de disponibilização das bases e dados e informações para utilização no Sinir.

A partir destas definições, poderá ser melhor melhor definido o escopo de desenvolvimento do

Sinir.

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2

INFRAESTRUTURA SRHU

A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, fica

localizada fora da estrutura principal do MMA, em seu prédio chamado de Anexo 505 à SEPN 505

– Lote 02 – Bloco B – Edifício Marie Prendi Cruz – Brasília/DF, em sua grande parte no andar térreo e parte do 1º andar.

A disposição da SRHU pode ser melhor visualizada nos anexos: Anexo I Layout andar térreo 505 N

e Anexo II – Layout 1º andar 505 N.

Apesar da SRHU estar em processo de reestruturação, conforme informado pela equipe da mesma,

a atual estrutura (informal) da SRHU é composta de:

Gabinete do Secretario

Chefia de Gabinete

GPO

STA

AAP

ACT

ATI

ACS

Departamento de Recursos Hídricos e Revitalização de Bacias Hidrográficas

GAC

GPP

GRB

GAS

Departamento de Ambiente Urbano

GRS

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GPOU

GPU

Esta estrutura pode ser melhor visualizada na figura abaixo:

Esta estrutura pode ser melhor visualizada na figura abaixo: Figura 1 . Estrutura SRHU. Fonte: Secretaria

Figura 1. Estrutura SRHU. Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano - MMA

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2.1

Coordenação de Tecnologia da Informação e Informática - CGTI

O setor responsável pela TI do Ministério do Meio Ambiente, inclusive sua infraestrutura, é a

Coordenação Geral de Tecnologia da Informação e Informática – CGTI, que é subordinada à Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração – SPOA da Secretaria Executiva do MMA – Secex.

O Data Center do Ministério do Meio Ambiente, fica localizado na Sede do MMA na Esplanada

dos Ministérios, Bloco B, em seu subsolo junto à Coordenação de Tecnologia da Informação e

Informática – CGTI.

Este Data Center e a infraestrutura de rede, no final de 2011, recebeu novos equipamentos por aquisição do Ministério do Meio Ambiente para melhoria e modernização de seus serviços. O Edital e as configurações dos equipamentos servidores e storage são descritos no Anexo IV – Descrição Novos Equipamentos MMA.

Apesar desta nova aquisição, o MMA já estava carente de uma modernização por um longo período

o que fez com que parte dos novos recursos adquiridos principalmente os servidores blade e o Storage já tenham se comprometido com a demanda reprimida existente.

A montagem e configuração destes novos equipamentos deve acontecer a partir de março deste ano,

que, por informação da CGTI, esta aguardando a finalização de obras de refrigeração e estrutura

elétrica em seu Data Center.

2.2 Edifício Marie Prendi Cruz - Anexo MMA - 505N

No anexo do MMA, à SEPN 505 – Lote 02 – Bloco B – Edifício Marie Prendi Cruz – Brasília/DF, existe um pequeno CPD que é responsável pela interconexão lógica da Sede do MMA e seu Anexo. Este CPD fica situado no 1º andar do edifício em uma sala refrigerada que conta com um rack para alojar os equipamentos servidores e 02 racks de ativos e cabeamento estruturado, ainda dentro deste CPD se encontra o estabilizador de tensão do 1º andar.

No rack dos servidores ficam alojados os servidores de rede do MMA e o servidor web do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH, o qual é administrador pela SRHU.

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2.3

Central de Processamento de Dados SRHU

No andar térreo, sala T15B do anexo do MMA, fica localizado a central de processamento de dados da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano.

Este CPD possui sala refrigerada e conta com um rack para alocação dos Servidores e outro rack para alocar os ativos e cabeamento estruturado.

O ambiente conta com cabeamento estruturado separado da rede do MMA e com um conjunto de

No Breaks para garantir a continuidade dos serviços por 30 minutos em caso de queda de energia.

Neste CPD se encontram os servidores de intranet da SRHU (intrasrh.mma.gov.br), servidor de virtualização, equipamentos desktop utilizados como servidores NAS e de cópia de segurança.

Este ambiente pode ser localizado no Anexo I – Layout andar térreo 505N, aonde esta destacado sua localização.

Este CPD esta fisicamente apto para receber a estrutura de replicação do Sinir, bastando portanto a aquisição de novos ativos e equipamentos para suprir às demandas do Sistema.

CONCLUSÕES

O Sistema Nacional de Informação sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos – SINIR, é uma importante

ferramenta da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS instituída pela Lei nº 12.305 de Agosto de 2010 e e regulamentada pelo Decreto 7.404 de 23 de Dezembro de 2010.

O desafio para se implementar este Sistema é significativo, e a articulação entre os entes da

federação. órgãos, Estado, Municípios e Distrito Federal é de suma importância para o sucesso do mesmo.

A necessidade de informações e principalmente a disponibilização destas informações ainda não

esta precisa e necessita de ser melhor definida, principalmente na forma de disponibilização destas informações.

É necessário a realização de um Seminário com os principais envolvidos com o Sistema para que se possa definir estas lacunas e obtenha o melhor desenho para o desenvolvimento do Sistema.

A Infraestrutura de TI do Ministério do Meio Ambiente para hospedagem do Sistema é satisfatória,

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visto que, fisicamente, existe o Data Center do MMA localizado em sua Sede na Esplanada dos Ministério, ainda o CPD da SRHU localizado ao anexo do MMA à SEPN 505N, estando estas estruturas conectadas, o que possibilitará a replicação do Sistema trazendo maior disponibilidade do mesmo.

Os ativos e equipamentos servidores do MMA, apesar de nova aquisição ao final de 2011 e estarem ainda em processo de montagem, em especial os servidores e o storage, já estão em grande parte comprometidos pela demanda interna já existente no MMA, isso não implica em inviabilidade na hospedagem do Sistema, visto que, para sanar esta carência basta a aquisição de novos equipamentos e configuração dos mesmos, o que já estava previsto.

RECOMENDAÇÕES

Deve-se realizar com os principais participantes de informações deste Sistema um seminário para levantar todas as bases de dados e informações existentes, local, forma de armazenamento e distribuição destas bases de dados e informações; Levantar todas as informações que o Sinir necessita, em relação a estas bases de dados e informações encontradas, bem como o cruzamento das mesmas; Levantar as informações que não estão disponíveis em bases de dados e são necessárias ao Sinir; Definir a responsabilidade sobre a manutenção destas informações para utilização no Sinir; Definir a forma de disponibilização das bases e dados e informações para utilização no Sinir.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm> acessado em 10 de Janeiro de 2012.

Presidência da República,

Lei

12.305

de

02

de

agosto

de

2010

Presidência da República, Decreto 7.404 de 23 de dezembro de 2010 em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/Decreto/D7404.htm> acessado em 10 de Janeiro de 2012.

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Anexo I – Layout andar térreo 505N

Anexo II – Layout 1° andar 505N

Anexo III – Layout Subsolo – Sede

Anexo IV – Descrição Novos Equipamentos MMA

Anexo V – Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas do MMA

Anexo VI - Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010

Anexo VII - Decreto Nº 7404 de 23 de dezembro de 2010