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Convecção Forçada Interna

O escoamento de líquido ou gás através de tubos ou dutos é comumente usado em aplicações de aquecimento e resfriamento. O fluido em tais aplicações é forçado a fluir por meio de um ventilador ou bomba através de uma seção de escoamento que seja suficientemente longa para proporcionar a transferência de calor desejada. Neste tipo de escoamento, daremos atenção especial ao fator de atrito e do coeficiente de convecção, que estão diretamente relacionados à queda de pressão e à taxa de transferência de calor. Vimos, no escoamento externo, que o fluido tem superfície livre, ou seja, a camada limite sobre a superfície pode crescer indefinidamente. No escoamento interno, por sua vez, o fluido está completamente confinado pelas superfícies do interior do tubo, ou seja, existe um limite sobre quanto a camada limite pode crescer.

Definições importantes Tubos: trechos de tubulação de seção transversal circular (especialmente quando fluido

é líquido). Dutos: trechos de tubulação de seção transversal não circular (especialmente quando fluido é um gás). A maioria dos fluidos, especialmente os líquidos, é transportada em tubos circulares porque tubos com seção transversal circular podem suportar grandes diferenças entre pressão interna e externa sem sofrer deformações significativas. Os tubos não circulares são normalmente utilizados em aplicações como sistemas de aquecimento e resfriamento de edifícios, em que a diferença de pressão é relativamente pequena, os custos de fabricação e instalação são mais baixos e o espaço disponível para canalização é limitado. Para uma área de superfície fixa, o tubo circular fornece a maior transferência de calor com a menor queda de pressão, o que explica sua enorme popularidade em equipamentos de transferência de calor. Mais uma vez aqui trabalharemos com dados experimentais e relações empíricas para

a maioria dos problemas de escoamento, em vez de soluções analíticas de forma fechada. No escoamento externo, a velocidade do escoamento livre serviu como velocidade de referência conveniente para uso na avaliação de Re e do C D . No escoamento interno, não há escoamento livre, portanto, não temos velocidade de escoamento livre. A velocidade do fluido em um tubo muda de zero na superfície, em virtude da condição de não deslizamento, até o máximo no centro do tubo.

em um tubo muda de zero na superfície, em virtude da condição de não deslizamento, até

No escoamento de fluidos, é conveniente trabalhar com velocidade média V med , que se

mantém constante para escoamento incompressível quando a área da seção transversal do

tubo é constante. O valor da velocidade média na seção transversal é determinado a partir da

exigência de que o princípio da conservação da massa seja satisfeito:

m

̇

= = ∫ ()

é a vazão mássica, ρ é a densidade, A c é a área transversal e u(r) é a velocidade local.

Então, a velocidade média do escoamento incompressível em um tubo circular de raio

R

pode ser expressa como:

= ()

=

()

=

² ∫ ()

²

Por isso, quando sabemos a vazão ou o perfil de velocidade, a velocidade média pode

ser determinada com facilidade.

Quando um fluido é aquecido ou resfriado à medida que flui através de um tubo, a

temperatura do fluido em qualquer seção transversal muda de T s até o máximo (ou mínimo) no

centro do tubo. No escoamento de fluidos é conveniente trabalhar com uma temperatura média

T m , que se mantém constante na seção transversal. Ao contrário da velocidade média, T m

muda na direção do escoamento sempre que o fluido é aquecido ou resfriado.

O valor da temperatura média é determinado a partir da exigência de que o princípio da

conservação da energia seja satisfeito. Ou seja, a energia transportada pelo fluido através da

seção transversal no escoamento real deve ser igual à energia que seria transportada através

da mesma seção transversal se o fluido estivesse com temperatura constante T m :

̇ = ̇ = ∫ ()̇

=

()()

Assim, a temperatura média de um fluido com densidade e calor específico constantes

fluindo em um tubo circular de raio R pode ser expressa como:

= ()̇ ̇

=

()()

²

=

² ∫ ()()

Note que a temperatura média do fluido muda durante o aquecimento ou resfriamento.

Além disso, as propriedades do fluido no escoamento interno são geralmente avaliadas na

temperatura média da massa de fluido, que é a média aritmética das temperaturas médias na

entrada e na saída. Isto é: T b = (T i + T e )/2.

O atrito entre as partículas do fluido em um tubo causa um ligeiro aumento da

temperatura do fluido como resultado de a energia mecânica ser convertida em energia térmica

sensível. Geralmente esse aumento é pequeno demais e pode ser ignorado, exceto para

escoamentos que envolvem fluidos altamente viscosos com grandes gradientes de velocidade.

Exemplo 1: A velocidade e os perfis de temperatura para um fluido em um tubo circular

de raio interno R = 4 cm são dados como: u(r) = 0,2[1-(r/R)²] e T(r) = 250 + 200(r/R)³.

Determine a velocidade média e a temperatura média do fluido no tubo.

Escoamento laminar e turbulento em tubos

O escoamento em um tubo pode ser laminar ou turbulento em virtude das condições do

escoamento. O escoamento do fluido é laminar em baixas velocidades, mas se transforma em

turbulento quando a velocidade aumenta acima de um valor crítico. A maioria dos escoamentos

em tubos encontrados na prática é turbulenta. O escoamento laminar é encontrado quando

fluidos altamente viscosos, como óleos, escoam em tubos de pequeno diâmetro ou passagens

estreitas.

Para escoamento em tubo circular, o Re é definido como:

=

=

=

(

²/ ) =

̇

̇

Para escoamento através de tubos não circulares, Re, bem como Nu e o fator de atrito

são baseados no diâmetro hidráulico D h , definido como:

=

Ac é a área de seção transversal do tubo e p é seu perímetro.

área de seção transversal do tubo e p é seu perímetro. Vamos considerar aqui que o
área de seção transversal do tubo e p é seu perímetro. Vamos considerar aqui que o

Vamos considerar aqui que o escoamento no tubo é laminar para Re<2300 e

completamente turbulento para Re>10000 e de transição entre esses dois valores. Em muitos

casos, o escoamento torna-se turbulento para Re>4000 (utilizado para projetar redes de

tubulação e determinar a potência de bombeamento).

Região de Entrada

A região do escoamento em que os efeitos da força de cisalhamento viscoso, causados

pela viscosidade do fluido, são sentidos é chamada camada limite hidrodinâmica. A espessura

da camada limite aumenta na direção do escoamento até a camada limite atingir o centro do

tubo e, portanto, preenche-lo totalmente.

A região a partir da entrada do tubo até o ponto onde a camada limite

A região a partir da entrada do tubo até o ponto onde a camada limite funde-se na parte central é chamada região de entrada hidrodinâmica e seu comprimento é chamado comprimento hidrodinâmico de entrada L h . O escoamento na região de entrada é chamado escoamento em desenvolvimento hidrodinâmico, dado que esta é a região na qual o perfil de velocidade se desenvolve. A região além da entrada, em que o perfil de velocidade está completamente desenvolvido, mantendo-se inalterado, é chamada região completamente desenvolvida hidrodinamicamente. O perfil de velocidade na região completamente desenvolvida é parabólico para escoamento laminar e mais plano ou cheio para escoamento turbulento. Análise similar pode ser feita para a temperatura no escoamento. Assim, a região de escoamento ao longo da qual a camada limite térmica se desenvolve e alcança o centro do tubo é chamada região de entrada térmica e o comprimento dessa região é chamado comprimento de entrada térmico L t . O escoamento na região de entrada térmica é chamado escoamento termicamente em desenvolvimento, dado que esta é a região onde o perfil de temperatura se desenvolve. A região além da região térmica de entrada, na qual o perfil adimensional de temperatura expresso como (Ts T)/(Ts Tm) permanece inalterado, é chamada região completamente desenvolvida termicamente.

chamada região completamente desenvolvida termicamente . Comprimentos de entrada O comprimento hidrodinâmico de

Comprimentos de entrada O comprimento hidrodinâmico de entrada é geralmente considerado a distância da entrada do tubo onde a tensão de cisalhamento na parede (e, portanto, o fator de atrito) atinge cerca de 2% do valor completamente desenvolvido. Para escoamento laminar, os comprimentos hidrodinâmico e térmico de entrada são dados aproximadamente por:

L h, laminar = 0,05ReD

L t, laminar = 0,05Re Pr D = Pr L h, laminar

Para escoamento turbulento, a intensa mistura durante as flutuações aleatórias normalmente se sobrepõe aos efeitos da difusão molecular e, portanto, os comprimentos hidrodinâmico e térmico de entrada são aproximadamente do mesmo tamanho e independentes do número de Prandt. O comprimento de entrada, como esperado, é mais curto para escoamentos turbulentos, e sua dependência em relação ao Re é mais fraca. Assim:

L h, turb = L t, turb = 10D

A variação no número local de Nusselt ao longo de um tubo com escoamento turbulento para casos de temperatura uniforme da superfície e fluxo de calor uniforme na superfície é dado pelo gráfico para o intervalo de Re encontrado nos equipamentos de transferência de calor. Algumas observações importantes:

- Nu e h são muito mais elevados na região de entrada; - Nu atinge um valor constante a uma distância de menos de 10D e, assim, o escoamento pode ser considerado completamente desenvolvido para x>10D; - Nu para condições de temperatura uniforme da superfície e fluxo de calor uniforme na superfície são idênticos na região completamente desenvolvida e quase idênticos na região de entrada. Por isso, Nu é insensível ao tipo de condição de contorno térmica, e as correlações para escoamentos turbulentos podem ser usadas para qualquer um dos tipos de condição de contorno.

usadas para qualquer um dos tipos de condição de contorno. Correlações precisas para coeficientes de atrito

Correlações precisas para coeficientes de atrito e de transferência de calor para regiões de entrada estão disponíveis na literatura. No entanto, os tubos utilizados na prática em convecção forçada têm normalmente várias vezes o comprimento de qualquer uma das regiões de entrada, portanto, o escoamento através dos tubos é muitas vezes considerado completamente desenvolvido para todo o comprimento do tubo. Essa abordagem simplista gera resultados razoáveis para a taxa de transferência de calor em tubos longos e resultados conservadores para a taxa de transferência de calor em tubos curtos.

Tais observações são válidas apenas para escoamento turbulento. Em escoamento

laminar, Nu são muito inferiores aos valores do escoamento turbulento, a distância para que o

número de Nu atinja o valor constante é maior, e o escoamento é sensível às condições

térmicas de contorno impostas a ele.

Análise térmica geral

Na ausência de qualquer interação de trabalho (como aquecimento de resistência

elétrica), a equação da conservação de energia para escoamento permanente de um fluido em

um tubo pode ser expressa como:

̇

=

̇ ( )

Ti e Te são as temperaturas médias do fluido na entrada e na saída do tubo, respectivamente,

e Q é a taxa de transferência de calor a partir de ou para o fluido. (A temperatura do fluido que

escoa pelo tubo se mantém constante na ausência de interações de energia através da parede

do tubo).

As condições térmicas na superfície podem normalmente ser aproximadas com uma

precisão razoável como temperatura constante da superfície (processos de mudança de fase,

como ebulição ou condensação ocorre na superfície externa do tubo) ou fluxo de calor

constante na superfície (tubo é submetido à radiação ou aquecimento de resistência elétrica

uniformemente em todas as direções).

O fluxo de calor na superfície é expresso como:

̇ = ( )

hx é o coeficiente local de transferência de calor, Ts e Tm são as temperaturas da superfície e

média do fluido naquele local. A temperatura média do fluido Tm de um fluido que escoa pelo

tubo deve mudar durante o aquecimento ou resfriamento. Por isso, quando hx = h = cte, a

temperatura da superfície Ts deve mudar quando qs é constante e qs deve mudar quando Ts é

constante.

Fluxo de calor constante na superfície

Se qs é constante, a taxa de transferência de calor também pode ser expressa como:

̇

=

̇ = ̇ ( )

Então, a temperatura média do fluido na saída do tubo se torna:

= + ̇ ̇

Observe que a temperatura média do fluido aumenta linearmente na direção do

escoamento no caso de fluxo de calor constante na superfície, uma vez que a área da

superfície aumenta linearmente na direção do escoamento (As é igual ao perímetro vezes o

comprimento do tubo).

A temperatura na superfície pode ser determinada a partir de:

̇ = ( )

= + ̇

Temperatura constante na superfície

Com base na lei de Newton do resfriamento, a taxa de transferência de calor a partir do

ou para o escoamento em um tubo pode ser expressa como:

̇

= = ( )

h é o coeficiente médio de transferência de calor por convecção, As é a área da superfície de

transferência de calor e ΔTmed é alguma diferença adequada de temperatura média entre o

fluido e a superfície.

A partir de um balanço de energia em um volume de controle, define-se uma relação

para a determinação da temperatura média do fluido na saída do tubo:

= − ( )(− )

O expoente é chamado número de unidades de transferência, denotado por

NTU e representa a medida da eficácia dos sistemas de transferência de calor. Para NTU > 5,

a temperatura de saída do fluido torna-se praticamente igual à temperatura da superfície.

Observando que a temperatura do fluido pode se aproximar da temperatura da superfície, mas

não pode cruzá-la, um NTU de cerca de 5 indica que o limite foi atingido para transferência de

calor e que esta não aumentará, não importa quanto estendemos o comprimento do tubo. Um

pequeno valor de NTU, por sua vez, indica mais oportunidades para a transferência de calor, e

esta continuará a aumenta à medida que o comprimento do tubo aumenta.

Em geral, utilizamos a chamada diferença média logarítmica de temperatura para a

determinação da transferência de calor por convecção em um tubo cuja superfície seja mantida

a uma temperatura constante Ts. É definida como:

=

[( )/( )] =

− ∆

(∆ /∆ )

Exemplo 2: Água a 15°C entra em um tubo fino de cobre de 2,5 cm de diâmetro interno

de um trocador de calor com taxa de 0,3 kg/s, e é aquecida do lado de fora pela

condensação do vapor a 120°C. Considerando que o coeficiente médio de transferência

de calor é 800 W/m²K, determine o comprimento do tubo necessário para aquecer a água

até 115°C. Dados: c p = 4187 J/kgK a 65°C. O calor de condensação do vapor a 120°C é

2203 kJ/kg. Obs.: a resistência de condução do tubo de cobre é desprezível, de forma

que a temperatura da superfície interna do tubo é igual à temperatura de condensação

do vapor.

Escoamento laminar em tubos

Definimos que o escoamento é laminar para tubos para Re 2300 e que o escoamento

é completamente desenvolvido quando o tubo é suficientemente longo (em relação ao

comprimento de entrada) de modo que os efeitos de entrada são desprezíveis. Consideremos

o escoamento laminar permanente do fluido incompressível com propriedades constantes na

região completamente desenvolvida de um tubo circular reto. Obtemos a equação da

quantidade de movimento aplicando o equilíbrio de forças no elemento de volume diferencial e

resolvemos para obter o perfil de velocidade.

O perfil de velocidade para o escoamento laminar completamente desenvolvido será

dado por:

() = ( −

²

² )

Esta é uma forma conveniente para o perfil de velocidade, já que Vmed pode ser

facilmente determinada a partir da informação da vazão. A velocidade máxima ocorre na linha

de centro e é determinada substituindo r = 0 na equação:

=

Queda de pressão: na análise do escoamento em tubos, uma quantidade de interesse é a

queda de pressão, que está diretamente relacionada com as exigências de potência do

ventilador ou da bomba para manter o escoamento. Para escoamento laminar, a queda de

pressão pode ser expressa como:

∆ = =

=

A queda de pressão devida aos efeitos viscosos representa uma perda irreversível de

pressão e é chamada perda de pressão ΔP L para enfatizar que se trata de perda (tal como a

perda de carga, que é proporcional a ΔP L ).

Na prática, torna-se conveniente expressar a queda de pressão para todos os tipos de

escoamento interno completamente desenvolvido (laminar ou turbulento, tubo circular ou não

circular, com superfícies lisas ou rugosas, tubos horizontais ou inclinados) como:

f é o fator de Darcy, dado por =

=

8

² .

²

Igualando as duas expressões e resolvendo para f, obtemos o fator de atrito para

escoamento laminar completamente desenvolvido em um tubo circular:

=

=

²

Essa equação mostra que no escoamento laminar, em tubo circular, o fator de atrito é

função apenas do Re e independe da rugosidade da superfície do tubo.

Uma vez que a perda de pressão é conhecida, a potência necessária de bombeamento

para superar a perda de pressão é determinada a partir de:

̇

̇

=

Obs.: a queda de pressão é igual à perda de pressão no caso de tubo horizontal, mas este não

é o caso para tubos inclinados ou tubos com área transversal variável devido a mudanças na

elevação e na velocidade.

Perfil de temperatura e número de Nusselt: do mesmo modo que fizemos para encontrar o

perfil de velocidade, obtemos a equação de energia por meio da aplicação de energia para um

elemento de volume diferencial e resolvemos a equação para obter o perfil de velocidade para

os casos de temperatura constante da superfície e fluxo de calor constante na superfície.

-Fluxo de calor constante na superfície: =

=

= ,

Para escoamento laminar completamente desenvolvido em um tubo circular submetido a um

fluxo de calor constante na superfície, o número de Nusselt é constante. Não há nenhuma

dependência em relação aos números de Reynolds ou de Prandt.

-Temperatura constante na superfície: com uma análise semelhante, chegamos a:

=

= ,

O Nu para o caso de fluxo de calor constante na superfície é 16% maior que aquele para

temperatura constante para escoamento laminar completamente desenvolvido. A condutividade

térmica nas equações acima deve ser avaliada na temperatura média da massa de fluido

(média aritmética das temperaturas médias do fluido na entrada e na saída do tubo). Para

escoamento laminar, o efeito da rugosidade da superfície sobre o fator de atrito e o coeficiente

de transferência do calor é desprezível.

Escoamento laminar em tubos não circulares: existem valores tabelados para o fator de

atrito e o número de Nusselt em tubos de diferentes seções transversais. Re e Nu agora

baseiam-se no diâmetro hidráulico.

Número de Nusselt e fator de atrito para escoamento laminar completamente desenvolvido em

tubos de diferentes seções transversais.

Escoamento laminar em desenvolvimento na região de entrada: há um número limitado de correlações empíricas

Escoamento laminar em desenvolvimento na região de entrada: há um número limitado de

correlações empíricas disponíveis na literatura para Nu médio inferior àquela condição de

temperatura constante na superfície. por exemplo, para um tubo circular de comprimento L

sujeito a uma temperatura de superfície constante, Nu médio para a região de entrada pode ser

determinado a partir de (Edwards et al., 1979):

= , +

, ( )

+ , [( ) ] /

Nu médio é maior na região de entrada e aproxima-se assintoticamente de 3,66 quando L

tende a infinito.

Se a diferença de temperatura da superfície e do fluido for grande, pode ser necessário

levar em conta a variação da viscosidade com a temperatura. Nestes casos, é preferível utilizar

a expressão (Sieder e Tate, 1936):

= , (

) / (

,
)

Esta equação anterior é recomendada para 0,60 ≤ Pr ≤ 5 e 0,0044 ≤ μb/μs ≤ 9,75. Todas as

propriedades devem ser avaliadas na temperatura média da massa de fluido, Tb, com exceção

de μs, avaliada na temperatura da superfície.

Para o caso de fluxo constante, Nu médio para a região de entrada entre placas

paralelas de comprimento L é expresso como:

= , +

, ( )

+ , [( ) ] /

Dh é o diâmetro hidráulico, que é o dobro do espaçamento entre as placas. Essa relação pode

ser usada para Re 2800.

Exemplo 3: Considere um escoamento de óleo a 20°C em um oleoduto de 30 cm de diâmetro a uma velocidade média de 2 m/s. A seção horizontal de 200m de comprimento do oleoduto passa por um lago de água gelada a 0°C. As medições indicam que a temperatura da superfície do tubo está próxima de 0°C. Desconsiderando a resistência térmica do material do tubo, determine (a) a temperatura do óleo quando o tubo sai do lago, (b) a taxa de transferência de calor a partir do óleo e (c) a potência de bombeamento necessária para superar a perda de pressão e manter o escoamento do óleo na tubulação. Obs.: neste caso, as propriedades do óleo serão avaliadas na temperatura média do fluido na entrada. À 20°C: ρ = 888,1 kg/m³; k = 0,145 W/mK; υ = 9,429 x 10 -4 m²/s; cp = 1880 J/kgK; Pr = 10863.