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www.cpad.com.br/escoladominical i a5 Jovens e Adultos 1° trimestre de 2005 . ‘ dig 3 he | DALE a Biro a vida do crente 5 Comentario: ANTONIO GILBERTO Ligdes do I° Trimestre de 2005 Ligaol O Fruto do Espirito e o Carater CRisfad. Ligao 2 Uma Colheita Abundante Ligao3 Amor: O Fruto Excelente Ligao 4 . Alegria: O Fruto da Graga Ligao 5 Paz: O Fruto da Harmonia Ligao 6 exer Paciéncia: O Fruto da Perseveranga,; Ligao 7 egsacenmssee Benignidade e Bondade: O Fruto Génie! Ligao 8 Fidelidade: O Fruto da Confianga Ligao 9 Mansidao: O Fruto da Obediénci: Ligao 10 Temperanga: O Fruto da Discipli Ligdo II : O Fruto do Espirito na Vida de Jesus Ligao 12 O Fruto e os Dons do Espirito Ligao 13 Frutificagao Espiritual: Contra iss Licées Biblicas TEXTO AUREO HINOS SUGERINOS u CD Harpa Crista 111’ “Nao pode a arvore boa dar maus si i 141: (vok, 1-£5)e135: frutos, nem a arvore ma dar frutos bons. Toda arvore que nao dé bom fruto corta-se e langa-se ino fogo” (Mt 718,19), ATH aC 3 5 MATEUS 7.16-20; Ved Tue LUCAS 6.43-45 Mateus 7 O fruto do Espirito é a expres- sao do carater de Cristo, produzi- | 16- Por seus frutos os conhecereis. do em nés, para que 0 mundo veja | Porventura, colhem-se uvas dos es- isso e glorifique a Deus. pinheiros ou figos dos abrolhos? Seganda - GI 5.22 Quinta - Jo 15.1,5 Fruto do Espirito — a A necessidade de o crente identidade do crente produzir fruto Terga - 2 Pe 1.4-7 Sexta ~ Le 6.43 O crente como participante O fruto do Espirito revela a da natureza divina qualidade da arvore Quarta - Ef 5.9 Sabado - Rin 6.22 As trés faces do fruto O objetivo do fruto do Espirito é a santificacao Licées Biblicas 3 17- Assim, toda arvore boa produz bons frutos, e toda arvore mA pro- duz frutos maus. 18- Nao pode a 4rvore boa dar maus frutos, nem a 4rvore ma dar frutos bons. 19- Toda arvore que nao d4 bom fruto corta-se e lanca-se no fogo. 20- Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Lucas 6 43- Porque nao ha boa 4rvore que démau fruto, nem md arvore que dé bom fruto. 44- Porque cada arvore se conhece pelo seu proprio fruto; pois nao se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. 45-0 homem bom, do bom tesouro do seu coracéo, tira o bem, e 0 ho- mem mau, do mau tesouro do seu coracao, tira o mal, porque da abun- dancia do seu coracao fala a boca. Pele ES Apés esta aula, seu aluno deve- ra estar apto a: Definir o principio da frutificacdo espiritual. Explicar o sentido de “vida frutifera”, Descrever os propositos da frutificacao espiritual. be aL We Professor, pela graga de nosso Deus, iniciamos um novo ano e mais um trimestre. No ano de 2004, estudamos dois temas da Teologia Sistematica (Espirito Santo e Escatologia), um de Teologia Prati- ca (Familia Crista) e um de Biblia (Colossenses). Neste trimestre, meditaremos no estudo tematico do Fruto do Es- pirito, o qual refere-se 4 habitacéo e obra do Espirito no interior do crente visando formar 0 carater de Cristo em sua vida. Portanto, é ne- cessario que estejamos na presen- ca de Deus a fim de que Ele nos use como instrumentos para a edifica- ¢ao de nossos alunos. O termo fruto no Novo Testamen- to é a traducao do original karpos, que tanto pode significar “o fruto”, quanto “dar fruto”, “frutificar” ou ser “frutifero” (Mt 12.33; 13.23; At 14.17), Na Biblia, também é empre- gado em sentido figurado para indi- car 0 resultado de algo, por exem- plo: o produto do ventre e dos ani- mais (Dt 28.11); 0 carater do justo (SI 1.30; Pv 11,30); a indole do impio e as atitudes dos homens (Pv 1.29- 32; Jr 32.19); a mentira (Os 10.13); a santificacdo (Rm 6.22); a justi¢a (Fp 1.11), 0 arrependimento (Lc 3.8) etc, No texto de Joao 15, Jesus se apresenta como a Videira Verdadei- ra e utiliza-se de uma simbologia ja existente no Antigo Testamento, onde a arvore representa o homem (Jz 9.7-15; SI 1.3), e a vinha, Israel (Is 5.1-7; Jr 2.21; Os 10.1). A arvore produz fruto segundo a sua espécie (Gn 1.11). Espécie, no original, mim, Ligdes Biblicas designa “especificagao” ou “ordem”, portanto, a qualidade do fruto apon- ta para o carater de sua arvore (Gn 1.12; Mt 7.17,18). Logo, o crente re- generado pelo Espirito Santo deve originar fruto que dignifique e refli- ta o carater moral de Cristo. a CUR Uy ya Professor, para esta atividade, vocé precisara de uma cartolina ou papel camurca verde, vermelho e marrom. O verde sera usado para fazer a copa da arvore; o marrom, 0 tronco (opcional); e o vermelho, o fruto. Com este material, construa uma arvore proporcional a sala e ao mural de que sua classe dispée. Com a folha vermelha, confeccio- ne nove frutos que corresponderao as virtudes de Galatas 5.22. Todos os domingos, cada aluno devera es- crever num fruto seu nome e a vir- tude referente a licdo que for ensi- nada, e fixa-lo na Arvore. Mediante esta atitude, os alunos estaréo de- monstrando o fruto em sua vida ou 0 desejo de produzi-lo. A tendén- cia natural é o papel descolorir du- rante o trimestre, no entanto, o alu- no devéré trocar, cuidar ou fazer a manutengao deste para que isto nao ocorra. Assim, o fruto deve ser cultivado em nossas vidas. INTRODUGAG Num de seus tltimos ensina- mentos. aos discipulos, Jesus dis- correu sobre a importancia da Ligdes Biblicas frutificacdo espiritual (Jo 15.1-5). O Mestre fez uma analogia da vi- deira e seus ramos com Ele e 0 crente, para ensinar que este pre- cisa daquEle, a fim de tornar-se se- melhante a Cristo. E 0 Espirito San- to que produz o fruto em nds a proporcdo que lhe entregamos a vida. Para que 0 fruto seja gerado, é necessario que haja uma relacdo de interdependéncia entre o tronco e seus ramos. Jesus declarou aos dis- cipulos que viera ao mundo com a missao de revelar-lhes o Pai. E que, ao partir, enviaria o Espirito Santo para estar com eles, ajudando-os em todas as coisas. Assim como Je- sus fez-se homem para revelar o Pai a humanidade, o Espirito habita no crente a fim de que Cristo seja co- nhecido (1 Co 6.19). Nesta lic4o, estudaremos o fru- to do Espirito, o carater de Cristo no crente, e como é produzido em nossa vida através do Espirito San- to, objetivando a glorificaciéo do nome de Deus. 1. 0 PRINCIPIO DO FRUTO DO ESPIRITO O principio da frutificagéo en- contra-se em Génesis 1.1. Note que cada planta e arvore devia produ- zir fruto segundo a sua espécie. A frutificagao espiritual segue a mesma regra. Joao Batista exigiu de seus discipulos: “Produzi, pois, fru- tos dignos de arrependimento” (Mt 3.8). Em Jo&o 15,1-16, Jesus enfa- tizou este principio esclarecendo aOs seus seguidores que, a fim de se desenvolverem espiritualmente, precisavam apresentar abundante fruto para Deus. De que tipo de fruto Jesus esta- va falando? A resposta encontra-se em Galatas 5.22. Por conseguinte, o fruto do Espirito desenvolve no crente um carater semelhante ao de Cristo, que reflete a imagem de sua pessoa e a natureza santa de Deus. Th, A WADA CORTROL ADA PEG ESPEN 1. Vida fruiifera. Quando o crente nao se sub- Carne, mete ao Espirito, Termo que | cede aos desejos da descreve a. natureza pecamino- :matureza._, sa. Mas, ao permitir »pecaminosa. que Ele controle sua daalma..: vida, torna-se um solo fértil, onde o fruto € produzido. Mediante o Es- Ppirito, conseguimos vencer os de- sejos da carne e viver uma vida frutifera. a) Segredo da batalha espiritu- al. Para ser vencedor nesta batalha, o segredo é andar no Espirito (Gl 5.24,25). Como fazemos isto? Ouvindo a sua voz, /Andar ,, Seguindo a sua lide- Espirito ‘ranga, obedecendo No, ) original, 4s suas ordens, con- 6 andar « em, fiando nEle e depen- tae. dendo dEle. adequada- b) Fruto e obras. ., Para mostrar 0 quan- “Ment 7 " to é acentuado © con- traste entre as obras da carne e o fruto do Espirito, o escritor aos Galatas alistou-os no mesmo capi- tulo (G15). Desde que o Espirito San- to dirija e influencie o crente, o fru- to se manifestar4 naturalmente nele (Rm 8,5-10), Da mesma maneira acontece ao impio, cuja natureza pe- caminosa é quem 0 governa. c)Fruto conforme a espécie. Cada um produz fruto segundo a sua espécie. Em Joao 14.16, lemos as palavras de Jesus aos discipu- los: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dara outro Consolador, para que fique convosco para sempre”. A palavra outro, no original, denota “outro da mesma espécie”. O Es- Pirito Santo é da mesma espécie que Jesus. Logo, é de sua nature- za produzir um carater semelhan- te ao de Cristo no crente. £ da na- tureza da carne pecaminosa pro- duzir maldade. A Palavra de Deus € absoluta ao declarar que “os que cometem tais coisas n4o herdarao o Reino de Deus” (GI 5.21b). Estas obras da carne sao caracteristicas dos que vi- vem em pecado (Rm 7.20). 2. Maturidade e equili- brio cristaos. A Palavra de Deus afirma que o crente é re- compensado ao dar toda a liber- dade ao Espirito Santo para pro- duzir, em seu interior, as quali- dades de Cristo. O capitulo 1 de 2 Pedro trata da necessidade de o crente desenvolver as dimen- sdes espirituais da vida crista. Com este crescimento, vem a ma- turidade e a estabilidade funda- mentais para uma vida vitoriosa sobre a natureza velha e pecami- nosa do homem (2 Pe 1.10b,11). Ligdes Biblicas II. A SINGULARIDADE DG CARATER CRISTAO 1.-A pessoa é identifica- da pelo seu fruto. Em Mateus 7.15-23, deparamo-nos com de- claracées notaveis, proferidas pelo Mestre, acerca da importan- cia do carater, Assim como nds, os falsos profetas sao reconhecidos pelo tipo de fruto que produzem (Mt 7.16-19), 2. Os sinais contestados pelo fruto. Jesus acrescentou que algumas pessoas fariam muitas maravilhas, expulsariam demonios em seu nome, porém, Ele jamais as conheceria (Mt 7.22,23), Como é possivel? A resposta é encontrada em 2 Tessalonicenses 2.9. Este tre- cho biblico comprova ser possivel Satands imitar milagres e dons do Espirito. Contudo, o fruto do Espi- rito é a marca daqueles que possu- em comunhao com o Senhor (Mt 7.17,18; 1 Jo 4.8), e jamais podera ser imitado. IW. OS PROPOSITOS DA FRUTIFICAGAO ESPIRITU Ao considerarmos os propésitos da frutificacio espiritual, constata- remos quatro palavras relacionadas ao fruto do Espirito: expressao, discipulado, béngao e gloria. 1. Expressar o cardter de Cristo. Todo fruto revela sua ar- vore de origem. Da mesma manei- ra, como membros do corpo ‘de Cristo, devemos refletir natural- mente 0 seu carater para que o mundo o veja em nés. Quando as Ligées Biblicas pessoas tomam conhecimento de nossa confissdo cristé, podemos vir a ser a tinica biblia que muitas de- las “lerao”, 2. Evidenciar o discipu- lado, Jesus ensinou que devemos dar “muito fruto” a fim de confir- marmos que somos seus discipu- los (Jo 15.8). Ele ressaltou que todo discipulo bem instruido sera como o seu mestre (Lc 6.40). Isto significa que nao é 0 bastante acei- tar Jesus para afirmar: “Veja, sou crente!” Ele deseja que produza- mos muito fruto. Se assim fizer- mos, estaremos demonstrando que verdadeiramente somos seus dis- cipulos. 3. Abencoar outras pessoas. A manifestacao do fruto abencoa os impios que nos cercam e também os crentes que véem a evidéncia do fru- to espiritual em nos. 4. Glorificar a Deus (Jo 15.8). O fruto do Espirito é 0 re- sultado de uma vida. abundante em Cristo, Quando permitimos que a imagem dEle seja refletida em nos, as pessoas glorificam a Deus (Mt 5.16). CONCLUSAG Se entregarmos todo 0 controle de nossa vida ao Espirito Santo, Ele, infalivelmente, vai produzir 0 seu fruto em nds através de uma agao continua e abundante. Como cris- téo, tudo que concerne ao carater santificado, ou seja, a nossa seme- lhanca com Cristo, ¢ obra do Santo Espirito “até que Cristo seja forma- do em vos” (G1 4.19). | PUA ae Subsidio Teologica “A vida na carne e a vida sob a lei so ambas sujeitas a stoicheia, ou “principios basicos” da vida (Gl 4,3,9). Estar debaixo da lei é estar sujeito a um pedagogo severo (3.24). Deste modo, aqueles que sao guiados pela carne e so sujei- tos 4 lei continuarao a experimen- tar o fracasso moral e um medo ter- rivel do juizo. Nada disso se aplica aqueles que s&o guiados pelo Espirito Santo, por- que a natureza e a funcao do Espi- rito sao opostas a lei e a natureza pecaminosal...]. O Espirito nao mi- nistra opressdo e escravidao, mas li- berdade e poder. O Espirito unge para libertar os cativos e para ado- tar os fiéis na liberdade gloriosa dos filhos de Deus (Lc 4.18; Rm 8.15, 16, | 21). Em contraste com a impotén- cia da lei, o Espirito nos capacita a realizar 0 reino na terra (At 2.4; 1Co 2.4; 12.1-31; 14). Embora a lei te- nha sido enfraquecida devido 4 na- tureza pecaminosa, 0 Espirito mor- tifica as agées daquela natureza (Rm 8.3,13). A lei acentua nossas fraque- zas (7.8-10), mas o Espirito admi- nistra forga em lugar destas (8.26). Portanto, 0 crente cheio do Espirito nao esta debaixo da lei, e conse- qtientemente nao é guiado pela na- tureza pecaminosa (G1 5.18). Os judaizantes nao s6 minaram. asa doutrina na Galacia, mas tam- bém destruiram a atmosfera espi- ritual das igrejas (5.15). Toda a sua pauta era baseada na natureza pe- caminosa, nao no Espirito (4.8- 10,17). Por estas raz6es, Paulo co- meca a contrastar as obras da na- tureza pecaminosa com o fruto do Espirito em 5.19-23. Tais listas de virtudes e vicios sao encontradas ao longo de todo o Novo Testamen- to (Rm 1.24-31; 1 Co 5.9-13; 6.9- 11; 2. Co 12.20,21; 1 Ts 4.3-6). Es- tas também eram comuns no mun- do antigo, especialmente entre os fildsofos estdicos. Paulo reconhece que até mesmo os gentios podem discernir entre o certo e 0 errado. Neste sentido, tornam-se parte da lei (Rm 2.26,27). [...J Paulo continua a contrastar ‘o fruto do Espirito’com as obras da natureza pecaminosa. Assim como anatureza pecaminosa se manifes- ta de diferentes modos, 0 fruto do Espirito tem uma variedade de ex- pressdes. O termo ‘fruto’(karpos) esta no singular e mostra a unida- de essencial do fruto do Espirito. Em outras palavras, o crente cheio do Espirito deve demonstrar todas as caracteristicas do Espirito, nao apenas esta ou naquela virtude” (ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. (eds.). Comentario biblico pente- costal: Novo Testamento, RJ:CPAD, 2003, p.1180-2.) Leia mais Revista Ensinador Cristao, CPAD, n° 21, pag. 36 : GLOSSARIO Analogia: Comparacio; seme- thanca entre duas coisas. Ligoes Biblicas déncia entre dois elementos. Lede u Mc i) Maturidade: Perfeicao; idade v ARRINGTON, F.L.; STRONS- madura; sensatez. TAD, R. (eds.). Comentario biblico Por conseguinte: Conseqiten- | Pentecostal: Novo Testamento, temente; logo. CPAD, 2003. 1. Qual 6 0 principio da frutificagao? R. Cada planta e arvore deve produzir fruto segundo a sua espécie. 2. Qual 6 o segredo para vencer a batalha contra a carne? R. Andar no Espirito. 3. Como os falsos profetas sao reconhecidos? R. Pelo tipo de fruto que produzem. 4, Faca uma lista do fruto do Espirito conforme Galatas 5.22. R. Caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidao e temperanga. 5. Quais os propositos da frutificacao espiritual? R. Expressar o carater de Cristo, evidenciar o discipulado, abencoar outras pessoas e glorificar a Deus. O DESAFIO FO! LANGADO.., y oO Em 2005, vamos dobrar o numero de alunos = da Escola Dominical! OOO : 7 a sim zia.eée, _ Convide seus amigos, seus irmaos e seus vizinhos “0 que aprendestes, Para participarem da maior escola do mundo. ‘sto tambem praticat” Ligdes Biblicas 9 “Para que possais andar digna- mente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutifi- cando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1.10). A qualidade e a quantidade do fruto espiritual produzido pelo crente é proporcional a sua plena dependéncia do Espirito Santo, HINGS SUGERIDOS. CD Harpa Crista 75 (vol.2 -'f.7);, 165 e 284, JOAO 151-07 1- Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é 0 lavrador. 2- Toda vara em mim que nao da fruto, a tira; e limpa toda aquela que dé fruto, para que dé mais fruto. 3- Vs ja estais limpos pela palavra que vos tenho falado. eet ty ‘Segunda - Jo 15.1-5 Os crentes s40 os ramos da Videira Verdadeira Quinta - Rm 7.4 O fruto do Espirito é direcionado a Deus Terca - Mt 7.16-20 O fruto do Espirito revela o carater do crente Quarta - Rm 8.5-9 - A in¢linacao do Espirito 6 vida Sexta - Hb 12.1 - A disciplina crista produz fruto | Sabado - Le 3.8 : Frutos que seguem a Conversao 10 Ligdes Biblicas 4-Estai em mim, e eu, em v6s; como avara desimesmanao pode dar fruto, se ndo estiver na videira, assim tam- bém vs, se nao estiverdes em mim. 5~ Eu sou a videira, vés, as varas; quem esté em mim, € eu nele, este d4 muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. 6- Se alguém nao estiver em mim, sera lancado fora, como a vara, ¢ secatd; e os colhem e lancam no fogo, e ardem. 7- Se vés estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vés, pedireis tudo 0 que quiserdes, e vos sera feito. 8- Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; eassim sereis meus discipulos. 9-Comoo Pai meamou, tambémeu vos amei a vés; permanecei no meu amor. 10- Se guardardes os meus manda- mentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu te- nho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneco no seu amor. 11- Tenho-vos dito isso para que minha alegria permaneca em vos, e a vossa alegria seja completa. 12-0 meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. 13- Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. 14- Vés sereis meus amigos, se fizerdes 0 que eu vos mando. 15- Ja vos nao chamarei servos, porque o servo nao sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos cha- Ligdes Biblicas mado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. 16- Nao me escolhestes vés a mim, mas eu vos escolhi a vés, ¢ vos no- meei, para que vades e€ deis fruto, e 0 vosso fruto permaneca, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda. 17- Isto vos mando: que vos ameis uns a0s outros. Apés esta aula, seu aluno deve: ra estar apto az Descrever as condicées neces- sarias para produzir fruto para Deus. Explicar como ¢ 0 relaciona mento entre a Videira Verdadeira (Jesus) e os ramos (crentes). Narrar os fatores indispensa- veis para uma colheita abundante, Professor, 6 momento de refle- tirmos sobre 0 nosso relacionamen- to com Cristo, A inquietagio da vida cotidiana tem reduzido os instan- tes que costumamos dedicar a co- munhao didria com Jesus, Traba- lho, estudo, transito, filas, televisao, internet, tudo coopera para a fra- gilidade dos relacionamentos fami- liares, religiosos e sociais, No entan- to, nosso contato com Cristo nao deve estar sujeito a qualquer um desses fatores. Reflita com os alu- nos acerca do tempo que eles tém dedicado ao Senhor no dia-a-dia. 11 A alegoria da videira no capitu- lo 15 do Evangelho de Joao 6 uma das paginas sagradas mais contun- dentes sobre o relacionamento e a intimidade de Jesus com seus dis- cfpulos. Esta pérola poética nao é superada nem mesmo pela oracao. sacerdotal do capitulo dezessete, todavia, complementada e sumari- ada no versfculo 23: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam per- feitos em unidade”. Na figura da vi- deira, o Pai é o agricultor que zela pela frutificagaéo do ramo, mas so- mente na intercessdo de Cristo é que entendemos o seu cuidado para conosco. O poder gerador, criador e frutifero do Todo-Poderoso ¢ co- municado ao crente que permane- ce em Cristo, portanto, é inadmis- sivel um ramo improdutivo. O apés- tolo dos gentios experimentou e confessou a exceléncia de ter 0 po- der eficaz de Deus agindo em sua vida: “Para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficacia foperacdo], que opera em mim po- derosamente [dynamis]” (Cl 1.29; 1 Co 12.6). A gloria pelo fruto ge- rado nao pertence ao ramo, mas ao vivificador que lhe transmite vita- lidade, a fim de que este tenha uma colheita abundante, Professor, os recursos didaticos usados para enfatizar a mensagem e facilitar a aprendizagem sio es- 12 tratégias usadas desde a Antigui- dade. No Antigo Testamento, Deus nao apenas dava a mensagem aos profetas, mas também orientava- OS quanto aos métodos que seriam empregados na transmissao do en- sino. Muitas vezes, o proprio Deus usava recursos didaticos para fa- lar com os profetas (Jr 1.11-14; 18). Em Teologia, chama-se ‘acdes simbélicas’ ou ‘oraculos por a¢ao’ Os recursos e estratégias didaticas usadas pelo profeta para comuni- car com énfase a profecia biblica (Cf. Jr 13; Ez 24). Para esta licdo, usaremos um recurso ousado, tal qual o dos profetas. Corte um ga- Iho de 4rvore que contenha folhas e flores, coloque-o em um vaso e leve-o para a Sala de aula. Nao diga nada aos alunos. Ministre a licao e, apés conclui-la, caso algum alu- no nao pergunte, explique que esse galho de arvore representa a vida de qualquer crente que deseja es- tar na igreja (vaso), mas nao esta ligado 4 vida da videira. Ficara vi- coso durante um periodo, mas nao resistira, pois nenhuma vida lhe é comunicada. Assim, todo crente, que ndo esté em Cristo, nao tem vida em si mesmo. Escreva isto em forma de bilhete para os alunos. Deixe o galho na sala até secar to- talmente. eee INT RODUGAD No texto em estudo, Jesus usou a figura da videira e seus ramos Lig6es Biblicas para ilustrar o tipo de relacdo que deve existir entre Ele e 0 crente, a fim de que este produza fruto. Nao ha necessidade de ser um agricultor para constatar que o mais importante na videira é a qualidade do seu fruto. Isto pode ser observado nitidamente no en- sino de Jesus sobre os ramos e a videira. Vejamos o que acontece no relacionamento entre eles. I. AWIDEIRA E SEUS RAMOS 1. Os ramos que nao pro- duzem fruto s4o arrancados (Jo 15.2). O propésito do ramo 6 produzir fruto, Se isto nao ocor- re, 0 ramo perde sua valia, por isso o lavrador 0 tira. Um triste exem- plo deste tipo de senten¢a é encon- trado na hist6ria de Israel. Este povo foi designado para ser a vi- deira de Deus, a fim de refletir o amor, a misericérdia, a bondade e a gléria de Deus entre as nacées. Mas fracassou, e veio o julgamen- to (Is 5.1-7; Rm 11.21). 2. Os ramos que nao per- manecem ligados a videira sao langados no fogo (Jo 15.6). O ramo, ao ser arrancado do tronco, comeca a secar e a mor- rer, porquan- to, ao afasta-lo da videira, o fluxo da seiva iS; é imediata- » mente inter- rompido, ou seja, a ligacéo vital entre eles cessa, ocasio- do vegetal.” Ligdes Biblicas nando a morte do ramo, recolhido e queimado depois. Através da salvacao, somos liga- dos a Jesus Cristo; isto abrange um compromisso pessoal e um relacio- namento continuo com aquEle que é a videira, e nds, os ramos (Jo 15.5). Estar em Cristo é comprome- ter-se com Ele e transformar-se em Sua imagem mediante a aco do Espirito Santo. 3. Os ramos que dio fruto s4o podados (Jo 15.2). O dese- jo do lavrador €é que o fluxo da sei- va seja transportado até aos ramos produtivos, e nao aos estéreis e inti- teis. A podadura do ramo é um pro- cesso indispensavel porque objetiva produzir maior quantidade e melhor qualidade de fruto. A frase “limpa toda vara que da fruto” se refere a santificagado (2 Ts 2.13), iniciada apds 0 novo nascimento, e-baseada na Palavra de Deus. £ a forma pela qual o crente torna-se parecido com Cristo paulatinamente. it. As connIGOES PARAA Ao examinarmos os ensina- mentos registrados em Jo&o 15 acerca da frutificacdo espiritual, percebemos que ha pelo menos trés condi¢6es para uma abundan- te colheita: 1. A poda feita pelo Pai. Como estudamos anteriormente, a poda é necessaria para a producao do fruto do Espirito. Depois de ser- mos salvos, o Espirito Santo nos convence de 4reas em nossa vida 13 que precisam progredir em santi- ficacao (1 Ts 5.23; Hb 12.10-14; 2 Co 7.1). Na vida do cristd, este processo é efetuado pelo Pai atra- vés de circunstancias que resultam em amadurecimento e dependén- cia de Deus. 2. A permanéncia em Cris- to. Jesus usou 0 verbo permanecer quando descreveu a relacdo entre ele e seus seguidores. Ele asseverou: “Estai [permanecei] em mim, e eu, em vos” (Jo 15.4). A primeira parte desta frase: “Estai [permanecei] em mim”, diz respeito 4 nossa posicao em Cristo. Permanecer em Cristo refere-se a nossa unidade e comunhao com ele (Ef 2.6). Meditando na particula em, chegamos a conclusao de que onde estamos é de grande significancia. Devemos estar em Cristo, assim como o ramo permanece no tronco da vi- deira. Este enxerto ou ligagao do crente com Cristo é a base pela qual o cristao frutifica. 3. A permanéncia de Cris- to em nés. A segunda parte da fra- se: “E eu [permanecerei] em vs” (Jo 15.4b) esta relacionada a nossa se- melhanca com Cristo aqui na terra, isto 6, 4 manifestacdo do perfeito carater de Cristo em nés por inter- médio do Espirito. £ a santidade de Cristo refletindo-se através de nos- sa vida. Vejamos alguns exemplos: a) O lavrador. Os lavradores compreendem a importancia de ter uma abundante fonte de vida flu- indo da videira até ao fruto. b) O fruto, A qualidade do fru- to € proporcional a quantidade de 14 seiva recebida da videira e por ele conservada. Nossa natureza é trans- formada 4 medida que Cristo per- manece em nos (2 Co 3.17,18). c) A seiva. E a seiva que conser- va os ramos vivos e frutiferos. Da mesma maneira, é Cristo que nos sustenta, mediante a presenca do Espirito Santo, e faz-nos viver de modo consistente e frutifero. A vida frutifera s6 é possivel por meio des- ta relacdo: o cristéo EM Cristo. Il. OS FATORES INDISPENSAVEIS PARA UMA COLHEITA ABUNDANTE As plantas frutiferas precisam ser apropriadamente cuidadas a fim de termos uma farta colheita. O mesmo principio se aplica 4 vida espiritual. Depois de haver recebi- do o Espirito Santo como seu hés- pede constante, é necessdrio 0 crente cooperat com Ele para que haja mais fruto. Vejamos alguns fa- tores indispensaveis a uma colhei- ta abundante. 1. Cultivar a comunhao com Deus. Cultivar significa cui dar da planta, provendo as condi- Ges essenciais para o seu crescimen- to. Antes das primeiras flores apa- recerem ou dos frutos serem vistos, ha um longo provimento de zelo, ca- rinho e atengao chamado de culti- vo. Com 0 objetivo de alcancarmos um bom resultado, é indispensavel cultivarmos a nossa relacao com o Pai, pois, é Ele quem nos proporcio- na um bom desenvolvimento (1 Co 1.9; 2 Co 13.13; 1 Jo 1.3). Lig6es Biblicas 2. Cultivar a comunhiao com outros cristaos. Para 0 la- vrador, é conveniente ter plantas agrupadas de acordo com o fruto que cada uma produz: as laranjei- ras, os pés de milho, todos sao plan- tados juntos, porquanto este proce- dimento facilita 0 cultivo e a colhei- ta, Através da comunhado com ou- tros crentes, encorajamos uns aos outros a viver de maneira santa. Os primeiros cristaos possuiam intima comunhao entre si, fato que atraia as pessoas e conduzia a uma colhei- ta didria de almas (At 2.46,47). 3. Aceite o ministério de lideres piedosos. Deus usa seus lideres para alimentar e nutrir seu povo. Efésios 4.11-13 enfatiza o proposito destes na igreja: edificar os servos do Senhor tendo em vis- ta o amadurecimento deles. Paulo expressa a mesma verdade em 1 Corintios 3.6, cujo tema sao os di- ferentes papéis que ele e Apolo de- sempenharam no desenvolvimento dos corintios: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimen- to”. Quando aceitamos e pratica- mos 08 ensinos biblicos ministrados por lideres piedosos, somos condu- zidos a um lugar mais fértil. 4, Exercite a vigilancia e a defesa. Existem alguns perigos que ameacam a vida do crente, por isso, ele precisa ter cuidado com tudo que possa ameacar 0 seu pleno de- senvolvimento espiritual: maus ha- bitos, atitudes e associacées erradas, pensamentos destrutivos, desejos erroneos etc. Quando os israelitas entraram na Terra Prometida, rece- Ligdes Biblicas beram uma ordem para destruir as nacées que ali viviam, todavia, de- sobedeceram-na. Por seguinte, fo- ram seduzidos pelos maus caminhos desses povos (S] 106.34-36). Como os espinhos que Jesus descreveu na Parabola do Semeador (Lc 8.14), 0 secularismo pode sufocar a Palavra de Deus e impedir que tornemo-nos crentes frutiferos. CONCLUSAO Ofruto do Espirito é composto de diversas virtudes, mas é tinico; nao pode ser separado porque é um pro- duto final. Podemos resumi-lo na pa- lavra amor, pois, o amor é a dimen- sao unificadora do fruto espiritual. Na préxima lic&o, examinaremos 0 sig- nificado espiritual da palavra amor. Meu desejo é que o Senhor 0 aben- coe no transcurso deste estudo. UATE aaa la Subsidio Tealégico “Os cristéos estéo unidos com Cristo através de dois relacionamen- tos espirituais: cles esto em Cristo e Cristo habita neles (‘Vés, em mim, e eu, em vos’, Jo 14.20), Nossa posi- cao em Cristo 6 permanente e nos da intimeras béncaos espirituais que promovem nossa santificacio, Cada crente, por exemplo, é uma nova cri- atura em Cristo, 0 que 0 capacita a levar uma vida transformada (2 Co 5.17), O relacionamento Cristo em nos significa sua residéncia perma- nente no crente (Cl 1.27). A essén- cia da santificacado cristé é experi- mentar a presenca pessoal de Cris- 15 to, ‘Cristo vive em mim’, Gl 2.20. Os cristéios podem manifestar Cristo em. suas vidas somente porque Ele resi- de neles (Fp 1.20,21). A santificacaéo sempre trabalha de dentro para fora. Através de nossa uniao com Cristo, sua vida espiritual nos preenche, permeia nossas vidas e se mostra através de nds (GI 2.20), de modo que “a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos” (2 Co 4.10). Compreender que temos uma nova vida através da uniao com Cris- to nos ajuda a evitar duas idéias fal- sas. A primeira delas é que nossa unio espiritual com Cristo é uma uniao morta. Em segundo lugar, que nossa Conex4o espiritual com Cristo é uma unido estatica, Em vez disso, ela é uma uniao dinamica, na qual a vida espiritual de Cristo flui através de nos. Cristo é semelhante a videi- rae sua vida é como a seiva que avi- va, fortifica e nos nutre como seus ramos (Jo 15.1-8). Em segundo lugar, nossa cone- xao espiritual com Cristo nao é uma unido estatica, mas uma co- munh§o ativa que experimenta- mos quando estamos nEle. Estan- do em Cristo e recebendo vida dEle, os crentes tém uma vida fru- tifera, alegre e preenchida pela ora¢ao (J6 15.5,7,11). Os crentes sao espiritualmen- te ligados a Cristo e uns aos ou- tros em seu Corpo espiritual. Este elo espiritual é tao real e comple- to como a uniado de nossos mem~ bros fisicos com nosso corpo hu- mano: “Assim nds, que somos muitos, somos um so corpo em 16 Cristo, mas individualmente so- mos membros uns dos outros” (Rm 12.5). Praticamos nossa uniao espiri- tual com Os outros crentes atra- vés dos relacionamentos interpes- soais e da ministracao feita aos outros no Corpo de Cristo. Somos colocados “em Cristo” através da habitac4o permanente do Espirito Santo, de modo que so- mos para sempre unidos com Cris- to € com os outros membros de seu Corpo (Jo 14.16,17; 1 Co 6.19; 12.12,13,27). Pelo fato de estar- mos “em Cristo” e Cristo estar em nos, nada pode nos separar do amor de Deus em Cristo (Rm 8.38,39). Assim, nossa uniao com Cristo através do Espirito nos da “seguranca para a eternidade”. Seguranc¢a eterna livra os cris- taos da preocupagao quanto a manterem sua salvacao, 0 que faz com que eles possam buscar ple- namente a santificacao e o servi- ¢o. Podemos viver para Cristo mostrando-Ihe amor e gratidao, pois temos salvacao eterna nEle”. (HOLLOMAN, Henry. O poder da santificagéo. RJ: CPAD, 2003, p.29-30.) Leia mais ee Revista Ensinador Cristao” CPAD, n° 21, pag. 37 Enxerto: Inserir ou introduzir uma parte viva dum vegetal em outro vegetal. Licées Biblicas Paulatinamente: Icito aos pou- cos; continuamente; vagarosamente. Poda: Corte de ramos das v HOLLOMAN, Henry. O poder plantas. da santificagao, CPAD, 2003. Proporcional a: Conforme a; v CIDACO, José Armando S. Um segundo a. grito pela santidade, CPAD, 1999. CTS 1. O que acontece com o ramo que nao produz fruto? R. E arrancado. 2. Quais os ramos que sao lan¢ados no fogo? R. Os que néo permanecem ligados a videira. 3. O que é feito com o ramo que da fruto? R. E podado para que dé mais fruto. 4. Quais séo as trés condi¢ées para a frutificagao espiritual? R. A poda feita pelo Pai; a permanéncia em Cristo; a permanéncia de Cristo em nés. 5. Quais sao os fatores essenciais a uma colheita abundante? R. Cultivar a comunhdo com Deus e com outros cristéos, aceitar 0 ministério de lideres piedosos e exercitar a vigilancia e defesa. Ligées Biblicas 17 > higao-3 AMOR: 0 FRUTO EXCELENTE Eu “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1 Jo 4.7): O amor é a esséncia de todas as virtudes morais de Cristo origi- nadas pelo Espirito Santo, e im- plantadas no crente. Segunda - C1 3.14 O amor 6 0 vinculo da perfeicao HINGS SUGERIDOS *CD Harpa Crista 227 - (vol.5 -f.10), 27 e 363: JOAO 13.34,35; LUGAS 8.27-35 Joao 13 34-Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vés, que tam- bém vés uns aos outros vos ameis. Quinta - Rm 12.9 O amor combate a hipocrisia Terca-1Jo 4.7 O amor confirma a filiacdo divina Quarta - 1 Co 13.13 O amor € a esséncia das virtudes cristas Sexta - Rm 5.5 . O amor é resultado da acio do Espirito Santo no crente Sabado - 1 Jo 4.16 Deus é a fonte e a causa do amor Ligées Biblicas 35-Nisto todos conhecerdo que sois meus discipulos, se vos amardes uns aos outros. Lucas 6 27-Masa vos, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem, 28-bendizei os que vos maldizeme orai pelos que vos caluniam. 29 -Ao que te ferir numa face, oferece- She tambéma outra; eaoquetehouver tirado a capa, nem a tunica recuses. 30- E da a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, nao lho tornes a pedir. 31- E como vés quereis que os ho- mens vos facam, da mesma manei- ra fazei-lhes vés também. 32- E, se amardes aos que vos amam, que recompensa tercis? Também os pecadores amam aos que os amam. 33-E, se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fa- zem 0 mesmo. 34-E, se emprestardes aqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos peca- dores, para tornarem a receber ou- tro tanto. 35-Amiai, pois, a vossos inimigos, e fazei.o bem, e emprestai, sem nada esperardes, e seta grande 0 vosso galardao, e sereis filhos do Altissi- mo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. LigGes Biblicas Apés esta aula, seu aluno deve- ra estar apto a: Estabelecer a diferenga entre 0 amor agapé, philia ¢ eros. Distinguir as trés dimensoes do amor. Refletir sobre seu relaciona mento com Deus, com 0 proximo e consigo mesmo. Professor, como esta a motivacao, de seus alunos para 0 tema em apre- co? Eles participaram das aulas? Res- ponderam as quest6es propostas?- E preciso ensinar com dinamismo, criatividade e profundidade, Nao sao poucos os alunos que desconsideram estes assuntos por acharem que ja os conhecem: “Ja sei o que vao ensi- nar: que preciso amar e ter paz com meu irmao...”, Para estes, uma aula monotona e repetitiva é desmo- tivadora. Por isso, vocé deve ensinar utilizando todos os recursos didati- cos que estiverem a sua disposicao. Use constantemente das ilustracées. Procure “tocar” nao apenas a razao, mas a alma e os sentimentos de seus: alunos, Se possivel, adquira a revis- ta Ensinador Cristéo n? 21. Nela, vocé encontrara varias sugest6es de dina- micas. A recomendacaio de Jesus em Lucas 6.27-35: corresponde, com 19 ligeiras modificagdes, a de Mateus 5,.38-48. No contexto do Evange- tho de Mateus, o ensino sucede a Lei do Taliao, e incorporado a lei mosaica, exigia o castigo propor- cional ao crime (Mt 5.38). Lucas, por escrever aos gregos, dispensa a frase-padrao “ouviste o que foi dito” por esta referir-se a tradi- cdo hebraica. A estrutura das es- trofes dos versos 20°22 (bem- aventurados) se op6e aos versos 24-26 (os ais). Os termos pobres, fome, choro e aborrecer contras- tam com ricos, fartos, riso e falar bem, formando 0 que se chama de paralelismo antitético. Esses jogos de palavras e efeitos estilisticos sdo recursos retoricos do ensino de Cristo para enfatizar que 0 po- bre, o faminto, o aflito ¢ 0 odiado devem amar apesar de tudo: “Mas avos, que ouvis, digo: Amai a vos- sos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem” (Lc 6.27). Os ver- bos esto no imperativo, isto é, em forma de ordem: amai... fa. bend, orai, responsabilizando o individuo como agente ativo da pratica do bem (vv.27-28). Entre- tanto, nos versos 29-30, verifica mos a passividade do ofendido: te ferir..., te rar a capa..., te pe dir..., tomar o que é teu... Amar ao inimigo é ser solicito ao bem estar e salvacao deste. ste amor inaudito foi demonstrado por Je- sus que amou a todos, sem dis- tincao. Professor, vamos ministrar esta licao usando um recurso -didatico ja no primeiro topico? Trata-se do Quadro de Relacées Multiplas. Este auxilio permite ao aluno compre- ender as mUltiplas relacdes de uma mesma palavra. No tema Os Trés Tipos de Amor, temos trés termos que 0 estruturam: agapé, philiae eros, Para que a classe per- ceba a énfase de cada um destes vocabulos reproduza o grafico abaixo. Este pode-ser feito na lou- sa, apresentado no: flip chart ou no flanel6grafo, Acrescente um outro.tipo de amor definido pelos gregos, storge, o amor do nucleo. familiar. GREGO DESCRICAO AGAPE Amor Abnegado PHILIA Amor Fraterno EROS Amor Fisico STORGE Amor Familiar CONTEXTO,. "| FONTE”“. Divino ; Deus . ‘Anitiade é sMontbe! -Br6tico' he Sentidas ; Familiar » Familia 20 Ligées Biblicas INTRODUGAS O amor, em seu conceito mais sublime, é personificado em Deus. A melhor e mais curta definigéo do amor é Deus, pois, Deus é amor. Este foi manisfesto 4 humanidade por Jesus Cristo (Rm 5.8; Jo 13.1). A quem Jesus tanto amou que voluntariamente deu sua propria vida? A individuos perfeitos? Nao! Um dos discipulos negou-o; outro duvidou dele; trés dos que compu- nham o circulo interno dormiram enquanto Ele agonizava no jardim do Getsémani; dois desses almeja- ram elevadas posicées em seu Rei- no; outro tornou-se o traidor. E quando Jesus. ressuscitou, alguns nao creram. Mas Jesus amou-os até ao fim — até a plena extenso do seu amor. Ele foi abandonado, tra- ido, desapontado e rejeitado, con- tudo, amou! Nesta lic4o,:estudaremos 0 sig- nificado do amor como fruto do Espirito, e como é manifestado na vida do crente. 1. 0S TRES TIPOS DE AMOR Amor é a suprema virtude do fruto espiritual! Jesus foi persis- tente ao ensinar os discipulos acer- ca do amor (Jo 13.34,35). A res- peito de que amor Jesus estava fa- lando? Ha pelo menos trés tipos de amor que consideraremos resumi- damente. 1. Amor divino (Jo 3.16). OQ amor divino é expresso pela pa- Ligdes Biblicas lavra grega agapé que significa “amor abnegado; amor profundo e constante”, como 0 amor de Deus pela humanidade. Esta perfeita e inigualavel virtude abrange nosso intelecto, emogées, vontade, en- fim, todo o nosso ser. O Espirito Santo a manifestara em nés, a pro- porcao que lhe entregamos intei- ramente a vida. Este predicado flui de Deus para nés que o retor- namos em louvor a Deus, adora- ¢4o, servico e obediéncia a sua Pa- lavra: “N6és 0 amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo-4.19). E o amor agapé descrito em 1 Corin- tios 13, 2. Amor fraterno. Em 2 Pedro 1.7, encontramos o amor expresso pela palavra original philia, que significa “amor frater- nal ou bondade fraterna e afeicao”. £-amizade, um amor humano, limi- tado. Esse tipo é essencial nos rela- cionamentos interpessoais, no en- tanto, é inferior ao agapé, porquan- to depende de uma reciprocidade; ou seja, somos amigaveis e amoro- sos somente com os que.assim.agem (Le 6.32). 3. Amor fisico. Ha outro as- pecto do amor humano, o qual nao é mencionado na Biblia, contudo, est4 fortemente subentendido atra- vés de fatos: 0 eros. Este é 0 amor fisico proveniente dos sentidos na- turais, instintos e paixdes, Costuma basear-se no que vemos e sentimos; pode ser egoista, temporario e super- ficial, e tornar-se concupiscéncia. E inferior aos outros porque muitas vezes 6 usado levianamente. al O maior desses é 0 amor agapé —o amor de Deus, que foi mani- festado na vida de Jesus. Este pos- sui trés dimens6es: amor a Deus, a si mesmo e ao pr6ximo (Lc 10.27). li. AMOR A DEUS — A DIMENSAO VERTICAL 1, Amar a Deus acima de tudo. Amar a Deus é nosso maior dever e privilégio. Como fazer isso? De todo o nosso coracao, alma, for- ¢a e entendimento! A palavra co- racdo refere-se ao homem interior, isto é, envolve espirito e alma, De- vemos amar a Deus com toda a ple- nitude de nosso ser, acima de tudo. Assim sendo, também amaremos 0 que Ele ama e lhe pertence: sua Pa- lavra, seus filhos, sua obra, sua igreja e as ovelhas perdidas, pelas quais estaremos dispostos a sofrer (Fp 1.29). Quando sofremos por Cristo, dispomo-nos a padecer per- seguicées a fim de glorifica-lo, e re- velamos seu amor ao pecador. Ao sofrermos com Cristo, sentimos o que Ele sentiu pelo pecado e pelo pecador, conforme esta descrito em Mateus 9.36. 2. O exemplo de Jesus. Sa- bemos o que é 0 amor agapé pelo exemplo de Jesus. £ o amor que Je- sus ensinou e viveu (Jo 14.21); é dificil de compreender. O apésto- lo Paulo fala a esse respeito em Efésios 3.17-19. Neste texto, obser- vamos que este amor leva-nos a amar: arraigados em amon para compreendé-lo e conhecé-lo! 3. O teste do amor agapé. Seu amor agapé é direcionado a 22 Deus? Isto pode ser verificado atra- vés de sua obediéncia. Jesus disse: “Se me amardes, guardareis [obe- decereis] os meus mandamentos” (Jo 14.15); “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda [obedece], este é 0 que me ama” (Jo 14.21); “Se alguém-me ama, guardaré [obedece- ra} a minha palavra. [...] Quem nao me ama nao guarda [obedece] as minhas palavras” (Jo 14.23,24). O Espirito Santo revela-nos 0 amor de Deus com o intuito de ama-lo e conhecé-lo ainda mais. Nossa sensi- bilidade em sua direcdo expressa obediéncia, e agrada a Deus. AMOR AQ PROXIMO — A DIMENSAO HORIZONTAL Nao conseguiremos amar nos- so semelhante com amor agapé, salvo se amarmos a Deus primeiro, Eo Espirito Santo que nos capacita para cumprir o segundo maior mandamento da lei (Lv 19.18). 0 apéstolo Jogo enfatizou a impor- tancia do amoragapé ao proximo: “Amados, amemo-nos uns aos ou- tros, porque a caridade [o amor] é de Deus; e qualquer que ama é nas- cido de Deus e conhece a Deus. Aquele que nZo ama nao conhece a Deus, porque Deus é caridade {amor]. [...] Se , nos amamos.. Afraigados uns aos outros, ., ¢™ amor Deus esta em Designa:a firmeza @ seguranca ‘do™ nds, e em nds é perfeita a sua caridade [amor]. Se al- guém diz: Eu “@rente ino amor, isto 6; énraizado ou fixado | firme? ‘mente en amor, Ligées Biblicas amo a Deus e aborrece a seu irmdo, é mentiroso. Pois quem nao ama seu irm4o, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem nao viu?” (1 Jo 4.7,8,12,20). Ao exortar um intérprete da lei a amar a Deus e 0 proximo, Jesus afirmou: “Faze isso e viveras”, ele, porém, perguntou-lhe: “Quem é 0 meu proximo?” Leia a resposta do Mestre em Lucas 10.30-37. IV. AMOR A SI MESMO — A DIMENSAO INTERIOR 1.0 “amor a si mesmo” re- flete o amor de Deus por nés. Pode parecer estranho sugerir que o amor agapé inclui-amar a si mes- mo, Este amor leva-nos a preocu- parmo-nos com 0 eu espiritual, ea buscar primeiro o Reino de Deus e sua justic¢a, porquanto reconhece- mos ser a vida eterna mais impor- tante do que nossa existéncia aqui na terra. O cristéo que ama a si mesmo com amor agapé nao s6 cui- dara de suas necessidades pessoais, mas também permitira ao Espirito Santo desenvolver o seu cardter mediante o estudo da Palavra de Deus, a oracdo e a comunhao com outros crentes. Ele desejara que o fruto do Espirito manifeste-se em sua vida, conformando-o a imagem de Cristo diariamente. 2. O pecado impede que a pessoa ame a si mesma. Ha in- dividuos que acham dificil amar a si mesmo em virtude de erros come- tidos no passado. Eles sofrem de re- morso. Contudo, 0 amor agapé, que flui de Cristo, proporciona perdao Licées Biblicas completo a cada pecado cometido (Rm 8.1). Podemos nos olhar atra- vés. da graca de Deus e contemplar homens limpos de todo o pecado, purificados pelo sangue precioso de Jesus e com uma nova natureza con- cedida pelo Espirito Santo. Podemos amar esta nova criatura, e transmi- tir esse amor aos outros. 3.Relac4o entre as trés di- mensdédes do amor agapé. Es- tas dimens6es s4o interdepen- dentes. O amor que dedicamos a n6és mesmos revela 0 nosso amor ao pr6éximo, o qual, evidencia o nosso amor a Deus (1 Jo 4.20,21). Precisamos aprender com o Espi- rito Santo o que significa ‘o amor agapé, Em Efésios 5.10 esta escri- to para aprendermos a discernir o que é agradavel ao Senhor. Como? Com o auxilio do Espirito Santo! Sem ele, podemos amar mais a gl6- ria dos homens do que a de Deus (Jo 12.43); mais as trevas do que a luz (Jo 3.19); mais a familia do que Jesus (Mt 10.37); e priorizar os lugares mais importantes (Lc 11.43). CONCLUSAO Jesus almeja que amemos as pessoas como Ele nos ama: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo.15.12). Isso nunea seria possivel mediante o amor humano, limitado. Entretanto, 4 medida que o Espirito Santo desenvolve a seme- Thanga de Cristo em nés, aprende- mos a amar como Cristo amou. 23 AUXILIOS SUPLEMENTARES ‘Porque ele é benigno até para com os ingratos e maus’ (Lc 6.35). Sera que somos capazes de amar desta maneira?” (LUCADO, Max. Um amor que vale a pena. RJ: CPAD, 2003, p..7.) Subsidio Devocional “Vocé deseja ser uma pessoa mais. amorosa? Comece aceitando o seu lugar como filho muito amado: ‘Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou’ (Ef 5.1,2). Vocé quer aprender a perdoar?| (2° oe Ent&o pense em como vocé foi per- 7 doado: ‘Sede uns para com os ou- Py Pty 1) tros benignos, misericordiosos, per- doando-vos uns aos outros, como Agonizar: Afligir; agoniar; an- também Deus vos perdoou em Cris-} gustiar. Leia mais ~ Revista Ensinador Cristo CPAD, n? 21, pag. 37 to’ (EF 4.32), Fluir: Manar; brotar. Vocé acha dificil pensar nos! Tnigualavel: Que nao se com- outros em primeiro lugar: ‘Sendo! para; incomparavel; impar; tinico. em forma de-Deus, nao teve por Reciprocidade: Que se troca usurpagao ser igual a Deus'(I'p 2.6).! entre duas pessoas ou dois grupos; Vocé precisa ter mais paciéncia? mutuo. Beba da paciéncia de Deus (2. Pe 3.9).:Sera a generosidade uma vir- tude iluséria? Pense em como Deus | MashbdbsbdidllgsMededadesd foi generoso com vocé (Rm 5.8). Vocé tem dificuldade de suportar v LUCADO, Max. Um amor que parentes ingratos ou. vizinhos mal-| Vale a pena. CPAD, 2003. humorados? Deus Ihe suporta} “. BRUNELLI, Walter. Conheci- quando vocé age dessa mancira:| 40 pelo amor. CPAD, 1995, te 1. Em quem é personificado 0 verdadeiro amor? R. Em Deus. 2. Quais sdo.os trés tipos de amor definido pela lingua grega? R. Amor divino (agapé ); amor fraterno (philia); amor fisico (eros). 3. Qual o sentido literal da palavra agapé ? R. Amor abnegado; amor'profundo e constante. 4: Quais as trés dimensées do:amor agapé ? R. Amora Deus (vertical); amor ao Pe ain (horizontal); amor a 0 (ingerior),, pel me: 5 i 0 cue Ried a Pete de apts sim gma az pecat : r 24 Ligdes Biblicas hicao 4 ALEGRIA: 0 F 0 FRUTO DA GRAGA iL) “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo regozijai-vos” (Fp 4.4). Ma wale.) O fruto da alegria é manifesta- do mediante a aco do Espirito no interior do crente e independe das circunstancias. HINOS SUGERIDOS: CD Harpa Crista 198) » Avol,S,- £5),201-¢.2 16, a Te ea pat JOAO 16.20-24 20-Naverdade, na verdade vos digo que vés chorastes evos lamentareis, eomundosealegrara, evésestareis tristes; mas a vossa tristeza se con- verter em alegria. Payer ty.) Segunda - Rm 14.17 O fruto da alegria procede do Espirito Santo ‘Tercga - 2 Co 8.2 Alegria na tribulacdo ‘Quarta - Hb 1.9 “O fruto da alegria na vida de Cristo Lig6es Biblicas Quinta - CL. O fruto da alegria opera junto a - paciéncia e 4 longanimidade-’ Sexta - Bm 12.8 s O fruto da alegria coopera com 0. dom da misericérdia Sabado - I Pe 1.6-8 O fruto da alegria supera as tristezas da tentacao 25 21-A mulher, quando esta para dar a luz, sente tristeza, porque é che- gada a sua hora; mas, depois de ter dado 4 luz a crianca, ja se nao lem- bra da aflicdo, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo. 22- Assim também vés, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez Vos verei, € 0 vosso coracao se alegrara, ea vossa alegria, ninguém vo-la tirara. 23-E, naquele dia, nada me pergun- tareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo ha de dar. 24- Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi recebereis, para que a vossa alegria se cumpra. ry Apés esta aula, seu aluno de- vera estar apto a: Definir a alegria como fruto do Espirito. Descrever as fontes da alegria crista. Relacionar biblicamente o so- frimento com a alegria. Pe ath yb Professor, esta licéo trata da alegria. Entretanto, no se refere a um contentamento passageiro como aquele que se adquire numa premiacao ou nos divertimentos, Esta alegria é fruto da graca de Deus e da habitacgao do Espirito. Santo no crente. E espiritual, pre- 26 sente em toda e qualquer circuns- tancia. Lembra-se de Paulo e Silas na prisao (At 16)? O que os moti- vava a adorar proximo a meia-noi- te depois de serem acoitados? O fru- to da alegria! Muitos crentes nao encontram motivos. para se alegrarem porque possuem um conceito distorcido da alegria espiritual. Nesta licao, pro- cure demonstrar a seus alunos que este fruto independe das situagées, pois procede do proprio Deus, O texto da licéo biblica é um recorte de um dos ultimos didlogos de.Jesus com seus discipulos. 0 Mestre vé diante de si 0 Gélgota, a cruz, os espinhos, 0 escarnio, a so- liddo (v.32), e conseqtientemente a aflic&o dos discipulos pela sua mor- te. O tema dos versiculos 20-24 (alegria) € uma réplica a tristeza dos discipulos em 16.6: ‘Antes, por- que isso vos tenho dito, 0 vosso co- racao sé encheu de tristeza’. Entre- tanto, o desalento dos discipulos re- ceberia 0 devido consolo: ‘Nao vos deixarei 6rfaos |...) rogarei ao Pai, e ele vos dara outro Consolador, para que fique convosco para sem- pre’ (Jo 14,16,18). A alegria men- cionada por Cristo neste capitulo de Joao procede do Espirito Santo. Os atributos da alegria espiritual inclu- em: alegria frutificadora (v.21), ale- gria interior (v.22), alegria perene (v.22), alegria plena (v.24). A tris- teza dos discipulos resultou da morte e paixao de Cristo, mas a ale- Ligdes Biblicas gria, do poder da ressurreic¢do, Na morte do Messias, os homens se alegraram, enquanto 0s discipulos se entristeceram, no entanto, na sua ressurrei¢ao a tristeza destes se converteu em alegria (v.20). Cristo vive! Esta é a razao pela qual 0 santo gozo do cristéo nao pode ser abalado. Pee Ce hy ye td Professor, para esta licao, pre- cisaremos de cinco tiras de carto- lina, cortadas em tamanho decres- cente, para formar cinco degraus. Cada um dos degraus representa- ra os subtépicos que descrevem As Fontes de Alegria Espiritual. A me- dida que for ministrando, afixe cada uma dessas tiras, uma pospos- ta a outra, até o Ultimo tépico. Ao final da exposigao, sera formado uma escada que conduz a plena Alegria Espiritual. Sobre a base do Ultimo degrau faga com cartolina uma abobada escrita Alegria E: ritual. Use uma cartolina para fa- zer a cobertura. Utilize este recur- so quando este tépico da licdo for ministrado. Veja o modelo abaixo. ALEGRIA ESPIRITUAL ABencao de Deus A Presenca de Deus 0 Espirito Santo “Atos Poderosos dé Deus A salvacao Ligées Biblicas INTRODUGAG Nesta licdo, descobriremos que o fruto da alegria é desenvolvido em nds pelo Espirito Santo ao re- conhecermos nossa posicéo em Cristo; enquanto vemos Deus agir por nosso intermédio e 4 nossa volta; € ao antevermos nosso futu- ro glorioso com Ele na eternidade. Veremos também que ha forte re- lacéo entre o sofrimento ea ale- gria na vida do crente. A alegria ou gozo nao é apenas produto do Espirito Santo, mas parte de sua natureza, de modo que, estar cheio do Espirito é também estar alegre! LA ALEGRIA SEGUNDO A BIBLIA 1. Definicao. Em Gélatas §.22, a palavra alegria (ou gozo) é tradugao da palavra original chara. Este termo biblico nao significa ale- gria proveniente das coisas ter- renas, mas, do exemplar relaciona- mento com Deus. E mais que feli- cidade momentanea. A alegria, como fruto do Espirito, é uma qua- lidade de pleno prazer, e inde- pende das circunstancias, ou seja, é constante em qualquer situacao, quer boa, quer critica, porquanto esta fundamentada em Deus. 2. O fundamento da ale- gria. O apdstolo Paulo escreveu aos filipenses a epistola conhecida como “A Carta da Alegria”. Duas vezes, no quarto capitulo, Paulo declarou ter aprendido a viver con- 27 tente em qualquer situacao (Fp 4,11,12). Naquele momento, o apéstolo dos gentios estava na pri- s4o esperando seu julgamento. Qual era a fonte de sua satisfacao? Como poderia estar contente dian- te da falta de liberdade? Era 0 Es- pirito Santo que produzia em Pau- lo o fruto da alegria. Seu prazer estava fundamentado em Cristo, ¢ nao nas circunstancias ou no bem- estar fisico. 3. Melhor que felicidade. A alegria, como fruto do Espirito, nao depende das circunstancias exteriores. Ela permanece até nas dificuldades, porque é desenvolvi- da no interior do crente pelo Espi- rito Santo. Isto foi reconhecido por Paulo ao escrever: aos tessalo- nicenses (1 Ts 1.6). Esta virtude é infinitamente melhor que a felicidade ofereci- da pelo mundo, é 0 que apéstolo Pedro chamou de “gozo inefa- vel e glorioso” (1 Pe 1.8); esta a parte de todos oS niveis de contentamen- to puramente humanos. £ re- sultado da fé sem Deus (Rm 15.13). li, AS FONTES DE ALEGRIA ESPIRITUAL Quando Deus é 0 manancial de nossa alegria, nada consegue redu- zi-lal £ uma satisfacdo perene e abundante, uma vez que se origi- na nfle. Gozo inefavel. 28 A seguir, consideraremos algu- mas fontes de alegria espiritual. 1. A salvagd4o. No momento em que uma pessoa recebe o per- dao de seus pecados, é como se 0 peso do mundo inteiro lhe fosse ti- rado dos ombros. Jesus, ao entrar em nosso cora¢ao, traz alegria ine- favel. Maria se alegrou ao ser esco- lhida como instrumento de Deus para Cristo vir ao mundo (Lc 1.46- 49). O préprio nascimento do Sal- | vador foi motivo de celebracao (Lc 2.10-14). Em muitos salmos, Davi expressou alegria por sua salvacao (SL 13.5; 31.7; 32.11; 35.9). 2. Os atos poderosos de Deus. Ao longo do Antigo Testa- mento, observamos 0 Todo-Pode- roso agindo em pessoas que 0 ama- vam € 0 serviam. Deus atuou em nosso beneficio, ao preservar a nacao de Israel, na qual nasceria o Messias, e ao entregar o seu tini- co Filho como remissd4o por nos- sos pecados. Ele operou grandes maravilhas ‘no passado e ainda hoje, pelo poder do Espirito San- to, convence o homem do pecado, leva-o ao. arrependimento, honra a pregacdo da sua Palavra, batiza com o Espirito Santo, supre.as ne- cessidades, cura as enfermidades etc. Tudo isso: alegra sobremanei- ra nosso coracao. 3. O Espirito Santo. A ale- gria é produto do Espirito Santo, cuja morada ¢ o interior do-crente. Faz parte da prépria natureza do Espirito! Esta virtude era caracte- ristica dos crentes da igreja primi- tiva. Por qué? Em razio de serem Lighes Biblicas cheios do Espirito, Eles poderiam sentir-se desanimados, ou ame- drontados, ou solitarios. No entan- to, haviam aprendido que, em qual- quer situacdo, a alegria provenien- te do Espirito tornava-se em fonte de forca, ajudando-os a transpor as adversidades. 4. A Presenca de Deus. O proprio Deus é a fonte de toda a alegria (Lc 1.47; Fp 4.4). Na presen- ¢a do Senhor encontramos esta glo- riosa virtude (Sl 16.11). Em Joao 20.20, lemos que os discipulos ale- graram-se ao verem o Senhor. Ira casa do Senhor é motivo de alegria (S1 122.1). 5..A béncdo de Deus. A bén- cao de Deus resulta em alegria (SI 126.3). Confiar em Deus traz con- tentamento, porque conscien- tizamo-nos de sua suficiéncia para suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19). Além disso, alegramo-nos ao vermos nossos irm4os serem abencoados (1 Ts 3.9). Ti. 0 SOFRIMENT? EA ALEGRIA ESPIRITUAL 1. A Relagao entre o sofri- mento e a alegria, Ha forte vin- culo entre esses dois estados. Segun- do as Bem-Aventurangas de Jesus, havera o dia em que Deus recom- pensara os que, por ama-lo, supor- taram as injusticas do mundo (Mt 5.3-11). Muitas passagens biblicas associam sofrimento a alegria (1 Ts 1.6; Hb 10.34; Tg 1.2; 5.11; 1 Pe 4,13). Note que, nelas, a alegria esta relacionada a esperanca do cristao, Ligdes Biblicas a qual esta baseada em sua futura | gloria no céu — 0 prémio para os que vencerem as provas e tentacdes desta vida. 2. O sofrimento e a alegria nos primérdios da Igreja. Em virtude da obediéncia 4 ordenanc¢a do Mestre para proclamar 0 evan- gelho, os cristéos primitivos enfren- taram muitas persegui¢ées, Entre- tanto, esta situacao nao Ihes tirava a alegria! Em Atos 13, vemos que os discipulos estavam sendo perse- guidos e forcados a deixar a cida- de na qual estavam pregando as Boas Novas. Nao obstante, no versiculo 52, lemos: “E os discipu- los estavam cheios de alegria e do Espirito Santo”. Esse comportamen- to pode ser observado em varias passagens de Atos (5.41; 16.25). 3. A alegria de Jesus no sofrimento. Em Mateus 26.30, Jesus sabia que estava defronte da sombra do Getsémani e do Calva- rio, os quais denotavam sofrimen- to, vergonha e morte. Contudo, cantou com os discipulos depois de celebrar a tiltima Pascoa. Como ele podia se alegrar nesta situacao? Porque estava cheio do Espirito Santo, Sempre que me sinto desa- nimado, lembro-me de Jesus, o qual suportou os momentos dificeis sem perder de vista suas perspectivas (Hb 12.2,3). IW. OS OBSTACULOS A ALEGRIA ESPIRITUAL 1, Desanimo e dtvidas. Pessoas desanimadas e tristes per- dem o entusiasmo pela vida, a von- 29 tade de trabalhar; sé lamentam e choram (SI 137). Os discipulos de Ematis estavam to tristes, que nem sequer reconheceram 0 Mestre en- quanto permanecia junto deles (Le 24.16). O mesmo sucedeu a Maria Madalena na manha da ressurrei- cao (Jo 20,15). 2. Tudo que impede nosso relacionamento com Deus. A amargura, 0 ressentimento, a falta de amor, os desejos erréneos, en- fim, as obras da carne roubam-nos aalegria do Senhor. No entanto, se mantivermos constante comunhao com o Senhor, seu Espirito sera a nossa fonte de santa alegria. VW. OS RESULTADOS DA ALEGRIA ESPIRITUAL Mediante a alegria gerada pelo Espirito Santo, benditos resultados acontecem em nossa vida. As mu- dancas produzidas pelo Espirito de Deus no carter sao percebidas em nossas reacées as circunstancias e nos relacionamentos interpessoais. 1..Rosto radiante. Ja obser- vou aqueles crentes cujo rosto res- plandece de alegria? Nao nos sen- timos felizes por estar perto deles? A face e o comportamento das pes- soas refletem seus sentimentos in- ternos, 0 que existe no profundo de seu cora¢ao. O cristao cheio de ale- gria do Espirito consegue transmi- ti-la facilmente em sua aparéncia exterior (Pv 15.13), 2. Cantico de alegria. Um coracao grato e alegre expressa-se com. canticos e louvores ao Senhor (SI 149; At 16.25). Assim como Pau- 30 lo ensinou a igreja primitiva, 0 crente cheio do Espirito expressa sua alegria através dos hinos espi- rituais (Ef 5.18b-20). 3. Forga divina. A alegria do Senhor converteu-se em forca na vida de Neemias, e deu-lhe coragem para reconstruir Jerusalém (Ne 8.10). Esta virtude encoraja 0 povo de Deus hoje a prosseguir em sua dificil jornada, porquanto resulta em forca divina. CONCLUSAD Vocé ja experimentou os resul- tados da alegria no Senhor? Vocé tem um rosto radiante, um cantico de louvor e a forca divina? Pode- mos ter a plenitude da alegria, des- crita nesta lig4o, mediante a habi- tacao do Espirito Santo em nosso cora¢ao. Se tivermos a alegria do Espirito em abundancia, enfrenta- remos qualquer circunstancia! Cul- tive este fruto, e compartilhe sua alegria com outros. LORS atu Subsidie Feolagico “Algumas vers6es da Biblia traduzem gozo por alegria sendo esta a felicidade que 0 crente des fruta no Espirito Santo. O. termo grego aqui é chara. O termo traduzido em portugués "a, vem da mesma raiz. Charis, a partir de Homero, pas- sou a significar aguilo que promo- ve bem-estar entre os homens. Como atributo do Espirito Santo, a alegria é uma qualidade implan- tada na alma que leve um encen- Licées Biblicas tro com o Deus de toda graca, e visa uma vida de regozijo e de agradecimento ao Senhor. Paulo recomenda aos cristaos filipenses que sejam agradecidos e cheios de regozijo: Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: regoz' vos (Fp 4.4). 4 alguém contente? Cante louvores (Tg 5.13). O desejo de Deus é ver seus filhos cantando com graca no coragao (Cl 3.16). Nas Escrituras, a alegria trazia for- ca e até satide ao povo de Deus (Ne 8.10; Pv 17.22). A alegria crista, portanto, nao é uma emocao arti- ficial. Antes, €é uma acao do Espi- rito Santo no coragao humano, para que este venha a conhecer que o Senhor Deus esta no seu tro- no, @ que tudo neste mundo sub- mete-se ao secu controle, até mes- mo onde a experiéncia pessoal esta envolvida”. (SILVA, Severino Pedro da. A existéncia ca pessoa do Es- pirito Santo. RJ:CPAD, 1996, p.136-7.) é Leia mais | | Revista Ensinador Cristao | |X CPAD, n? 21, pag. 38 | pee TTC) Contentamento: Alegria; sa- tisfacdo; prazer, Perene: Que dura para sem- pre; duravel; imperecivel. Transpor: Passar além; ultra- passar; exceder, Vinculo: Ligacao; uniao; relacao. IRAFIA SUGERIDA vw SILVA, Severino Pedro da. A existéncia e a pessoa do Espirito Santo.CPAD, 1996. 1. Quala fonte eo fundamento da alegria de Paulo? R. O Espirito Santo e Jesus ‘risto. 2. Quais as fontes da alegria espiritual? R, A salvacdo, os atos poderosos de Deus, o Espirito Santo, a presenca de Deus e a béngdo de Deus. 3. Quais os textos que relacionam o sofrimento a alegria? R. 1 Ts 1.6; Hb 10.34; Tg 1.2; 5.11; 1 Pe 4,13. 4. Quais os obstaculos a alegria do Espirito? R. Desanimo, dtividas e tudo que impede nosso relacionamento com Deus. 5. Quais sao os resultados da alegria espiritual? R. Rosto radiante, cantico de alegria e forga divina. . a slot Ligdes Biblicas Bis ihe Ligao 5 PAZ: 0 FRUTO DA HARMONIA 30 de janeiro de 2005 We AY “Segui a paz com todos ea santificacdo, sem a qual ninguém vera o Senhor” (Hb 12.14). PAL at Way) Cristo oferece-nos a paz em vez de angustia, conforto no lugar de tribulacdo, fruto de paz ao invés de obras de dissensées. Segunda - Rm 8.6 O fruto da paz € 0 efeito da uniao com o Espirito ‘Tercga - Rm 14.17 A paz € 0 fruto do Reino de Deus Quarta - 2 Co 13.11 Adimensao terrena e celeste da paz HINOS SUGERIDOS CD Harpa Crista. 178 (vol.4 - £:9), 180 e 245. LEITURA BIBLICA EM CLASSE ROMANOS 14.17-19; EFESIOS 4.1-3. Romanos 14 17- Porque o Reino de Deus nao é comida nem bebida, mas justica, e paz, e alegria no Espirito Santo. Quinta - Ef 2.14-17 Cristo é a paz, pregou a paz, fez a paz Sexta - Ef 4.1-3 A paz ea unidade do Espirito Sabado - Ty 3.18 A justica semeia-se na paz 32 Ligdes Biblicas 18- Porque quem nisto serve a Cris- to agradavel é a Deus e aceito aos homens. 19- Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edifica- ¢ao de uns para com 0s outros. Efésios 4 1- Rogo-vos, pois, eu, 0 preso do Senhor, que andeis como € dignoda vocacéo com que fostes chamados, 2- com toda a humildade e mansi- dao, com longanimidade, suportan- do-vos uns aos outros em amor, 3+ procurando guardar a unidade do Espirito pelo vinculo da paz. OBJETIVOS Apos esta aula, seu aluno deve- ra estar apto a: Relacionar a paz a outras vir-| tudes cristas. Distinguir a paz com Deus da| paz de Deus. Exemplificar a paz no Antigo e Novo Testamento. Professor, como foram suas au-| las anteriores? Os alunos participa- ram da atividade sugerida na pri+ meira li¢4o? Procure incentivar al colaboracao ‘de todos, Fique aten-| to aos que se matricularam depois| do inicio do trimestre e aos que vi sitam vez por outra a cl inte: gre-os as atividades realizadas pe Jos alunos. Sempre que voce come Ligées Biblicas um projeto com estes, conclua o satisfatoriamente, A participagao. deles em novas atividades depen- dera, em parte, da confianca dos mesmos na sua capacidade para desenvolver adequadamente aque- Jas que iniciou. Portanto, seja aten- cioso com os alunos e incentive-os a serem participantes de todos os momentos da aula. De acordo com a cultura grega primitiva, a paz ou eiréné, como chamavam, era a completa ausén- cia de guerra, ou o tempo decorri- do entre o fim de uma guerra e 0 inicio de outra. Os gregos costuma- vam também qualificar como paz o estado de serenidade diante da contemplacao do Belo. O conceito religioso expresso pelo termo he- braico shalém e pelo sentido cris- tao de eiréné ultrapassa a concep- cdo que a palavra paz possa ter em qualquer lingua: ‘O Senhor sobre ti Jevante o seu rosto e te dé a paz’ (Nm 6.26); ‘Porque ele [Cristo] é a nossa paz’ (Ef 2.14a). A paz segun- do os dois Testamentos é obtida mediante a béncao ou favor divi- no. Em Numeros, 0 ‘rosto’ de Deus é um hebraismo que significa ‘seu favor’ e ‘sua presenga’, assim sen- do, a paz procede do favor e da presenca de Deus entre 0 seu povo. Em Os, a paz nao se restringe apenas a um resultado da mercé de Deus pata com seu povo, mas abrange tambérn graga encar nada na pessoa de Cristo. Isto pos- 33 sibilita a reconciliagéo do homem com Deus (paz com Deus), a fim de que se adquira a paz de Deus por meio desse relacionamento. Jesus, a nossa paz (eiréné), 6 o recon- ciliador celestial que destruiu a ini- mizade e a barreira que nos sepa- ravam das promessas divinas e do proprio Deus (Ef 2.11-22). ae ele Professor, para ministrar o contetido do t6pico ‘I’ usaremos uma ilustracdéo que representa 0 ‘Sol da Justica’. Vocé vai precisar de duas folhas de cartolina, uma amarela e outra laranja. Com a amarela fara o centro do Sol e es- crevera a palavra ‘Paz’, Com a ou- tra serao feitos os raios do Sol. Sobre esses se escreveré cada um dos frutos da paz: graca, amor, vida, santidade, justica, alegria e confianga. Cada um dos sete rai- os sera exposto a partir do nucleo 4 medida que os subt6picos forem desenvolvidos, 34 INTRODUGAO Grande parte da histéria do mundo evidentemente esta ligada as guerras. O século XX defrontou-se com duas guerras mundiais e mui- tas guerras menores. Deus avisou- nos de que nos tltimos dias nao ha- veria paz, mas guerras ¢ rumores de guerras (Mt 24), e isso até o fim. Nesta licao, examinaremos a paz que o Espirito Santo produz na vida do crente regenerado, e que é pos- sivel desfrutar de serenidade nas intempéries da vida. O amor de Deus traz paz perfeita aos que pdem a confianca nele. Esta paz é uma das nove dimensées do fruto espiritual. I. OS FRUTOS DA PAZ 1. O fruto da paz produz vida espiritual. As principais ati- vidades do Espirito Santo ao desen- volver o fruto espiritual estéo entrelacadas com a paz. Conside- remos estas referéncias: a) Graga e paz, “Graca e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que ha de vir” (Ap 1.4). Graga é a boa vontade de Deus para conosco. Quando, pela fé, nos ren- demos a Deus, a gracga nos capaci- ta a fazermos a sua vontade. Paz, portanto, 6 a evidéncia e a certeza da graca de Deus estendida a nos. Pela operacgao da graca em nossa vida, aS quest6es que nos separa- ram de Deus sao resolvidas. Em nossa nova relacaéo com ele, efetu- Licdes Biblicas ada pela mudanca de nossa natu- reza, temos a paz divina. b) Amor e paz. “Sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e 0 Deus de amor e de paz sera convosco” (2 Co 13.11). O Deus de amor é também de paz, e ama a concordancia entre os seus filhos. A Escritura nos instrui e exorta a amé-lo, a estarmos reconciliados com ele, e também a amarmos os nossos irmaos e a viver em paz uns com os outros. c) Vida e paz. “A inclinacao da carne é morte; mas a inclinacao do Espirito é vida e paz” (Rm 8.6). A pessoa que nao se submete 4 lei de Deus nao ha o que esperar, se- nao a morte. Nao admira que nao haja paz em seu coraca4o. Mas, a que se submeteu ao controle do Espirito fica livre de preocupa- ¢6es, pois conhece a paz real e permanente. 2. O fruto da paz produz vida moral. a) Santidade e paz. E pela paz e unidade em Cristo que o crente obtém a santidade e se conserva para a vinda do Senhor, “O mes- mo Deus de paz vos santifique em tudo; € todo 0 vosso espirito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensiveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cris- to” (1 Ts 5.23; Hb 12.14). b) Justica e paz. “O fruto da justica semeia-se na paz, para os que exercitam a paz” (Tg 3.18). Este versiculo indica que a justi- ga é semeada na paz. O. solo no qual o Espirito Santo trabalha Ligées Biblicas para produzir o seu fruto éo da paz. Embora em Mateus 13.1-8, quatro tipos de solos sejam men- cionados, apenas um era ideal para produzir fruto. A semente possuia 0 selo de qualidade do céu como garantia, mas a terra era ruim. Nosso evangelho é de paz, e 0 cristao que o professa deve ter paz no coragdo também e promo- ver a paz (Rm 10.15). c) Justica, alegria e paz. “O Reino de Deus nao é comida nem bebida, mas justica, e paz, e ale- gria no Espirito Santo” (Rm 14.17). Justica, alegria e paz sao as marcas do crente cheio do Es- pirito, Essas caracteristicas fazem parte do nosso relacionamento com o Reino de Deus. Quanto a Deus, nossa preocupacao é a jus- tiga — estar diante dele justifica- dos pela morte de Cristo e santi- ficados pelo Espirito. Quanto aos crentes, 6 a paz — viver em har- monia com todos os homens. Quanto a nés mesmos, é a alegria no Espirito Santo. d) Confianga e paz. “Tu conser- vards em paz aquele cuja mente esta firme em ti; porque ele confia em ti” (Is 26.3). Como um bebé dorme pacificamente nos bracos de sua mae, com inteira confiancga, assim descansam os que colocam a sua confianca em Deus. Este versiculo ensina que é vantajoso manter a mente centrada, em in- teira confian¢a em Deus, pois 0 re- sultado de fazé-lo, é uma paz cons- tante que nos conserva firmes em todo o tempo. 35 Hi, AS TRES MINMENSGES TOE, WA, 1. Paz com Deus. A paz com Deus s6 € possivel mediante a jus- tificagéo pela fé. O pecador impe- nitente esta em inimizade com Deus, visto que o pecado é uma vi- olacgado da vontade de Deus confor- me expresso em sua lei. Quando 0 pecador entrega a vida a Jesus Cris- to pela fé, e o aceita como seu tni- co Senhor e Salvador pessoal, a ini- mizade entre ele e Deus finda e a paz é feita (Rm 5.1,2b). Somos chamados nao s6.a ter paz com Deus por Jesus Cristo, mas também para sermos pacificadores, reconciliando outras pessoas com Deus, de forma que elas também possam ter paz com Deus. 2. Paz de Deus. “Ea paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos coragées” (Cl 3.15). Esta 6a paz interior que Jesus nos deu pelo Espirito Santo (Jo 14.26,27). A paz interior substitui a raiva, a culpa e a preocupacdo. Sem a paz com Deus nao pode haver a paz de Deus. A paz de Deus pode indicar o modo de proceder em determi- nada situacdo (Fp 4.7). 3. Paz com os Homens. “Se for possivel, quanto estiver em vés, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). A paz como fruto do Espirito Santo é, primeiramente, asceridente, para Deus; depois, in- terior, para nés mesmos; e, final- mente, exterior, para nosso seme- Ihante. Temos de buscar a paz e nos empenhar em alcanca-la (1Pe 3.11). 36 Este versiculo ensina que devemos seguir a paz. E melhor cavar outro pogo de Agua, como Isaque fez, do que fazer uma guerra e ainda ficar sem poco (Gn 26.19-22). Hi. A PAZ ULOSTRADA 1, Exemplos do Antigo Tes- tamento. a) Abra4o era um homem que amava a paz. Génesis 13 narra a dis- puta que ocorreu entre os pastores de Abraao e os de L6, porque nao havia bastante terra para todos os seus rebanhos e tendas. Para evitar a desarmonia, Abrado pds de lado seus direitos como padrasto e tio, e permitiu que L6 escolhesse a propri- edade que quisesse. Como se verifi- cou, Abraao se beneficiou da esco- Iha de L6, e este sofreu como resul- tado da carnal opcao que fez. Quem esta disposto a abrir mao de seus direitos para ser pacificador, esta seguindo o principio ilustrado por Abrado, e esta atitude resulta em béncao para nos. b) Isaque é mais um exemplo de alguém que se empenhou pela paz. O capitulo 26 de Génesis narra que depois da morte de Abraao, Isaque reabriu Os pocos que seu pai cava- ra,'os quais seus inimigos fecharam enchendo-os de terra. Os servos de Isaque abriram outro poco, mas seus adversarios contestaram. Abri- ram um segundo poco, e 6s oposi- tores reclamaram novamente. 'En- tao Isaque simplesmente saiu dali e cavou um terceiro poco. Desta vez, os inimigos n4o se opuseram, mas 6 deixaram em paz. Pouco de- Lig6es Biblicas pois, Deus apareceu a Isaque e re- novou suas promessas com ele. Isaque aprendeu que ter paz e vi- ver em paz é mais importante do que fazer as coisas do modo que queremos. c) Daniel, o profeta, foi langa- do na cova dos leées, mas pode dormir profundamente a noite toda, sem medo, porque confiou em Deus. Daniel aprendera que se ele confiasse em Deus em todas as circunstancias, ele teria paz. O Sal- mo 91.15 da-nos esta garantia, quando estamos em dificuldades: “Estarei com ele na angustia; livra- lo-ei e o glorificarei”. Se reivindi- carmos esta promessa, poderemos ter a paz que Daniel teve mesmo em tempos de intenso sofrimento ou dificuldade. 2. Exemplos do Novo Tes- tamento, a) Nosso Senhor Jesus é chama- do o “Principe da Paz” (Is 9.6).e 0 “Cordeiro de Deus” (Jo 1.29). 0 cordeiro ilustra um quadro de paz. Jesus é 0 Cordeiro que foi morto desde a criagado do mundo (Ap 13.8). A primeira mensagem pre- gada depois que Jesus nasceu foi de paz (Lc 2.14). Quando Jesus en- viou os primeiros pregadores, ele os orientou a pregar a paz (Lc 10.5). O proprio Jesus é a nossa paz, e ele pregou a paz (Ef 2.14,17). Jesus pela cruz fez-se me- diador entre Deus e os homens, fa- zendo a paz (1 Tm 2.5). £ pois | inadmissivel um crente brigao. b) A igreja primitiva ilustra que o crescimento é um dos resultados Licdes Biblicas da paz. E verdade que a igreja mais cresce em tempos de aflic&éo; tem- pos de bonanga vigiada oferecem oportunidade de recuperacao de forcas e expansao. A igreja primitiva fez bom uso dos tempos de tranqitilidade e paz (At 9.31). Reinando a paz no reba- nho, ela compée e reforca a comu- nhdo, criando um la¢o indissolivel entre os crentes. c) As sete igrejas na Asia foram saudadas com a expressio “Gracga e paz” dirigida.a todos os fiéis dessas igrejas (Ap 1.4). Graca e paz sio qualidades basicas para a igreja: graca é a boa vontade do Pai para conosco e sua boa obra em nos; paz &a prova ou certeza de que esta gra- ¢a foi dada. Nao ha verdadeira paz sem a gra¢a de Deus, e onde ha gra- ca de Deus, a sua paz se segue. CONCLUSAG Quando falamos de paz como fruto do Espirito, nao estamos alu- dindo ao alivio momentaneo pro- porcionado em momentos de silén- cio ao lado de um lago na monta- nha, ou a beira-mar, ou em outro lugar tranqiilo. Nao estamos falando sobre a distracgao das diversées, que por pouco tempo tiram nosso pensa- mento dos problemas. Nao temos em mente a paz oferecida no con- sultério de um psicélogo ou em tranqiiilizantes e drogas. Estamos nos referindo a paz que se desen- volve em nosso interior quando temos o Espirito Santo habitando em nds. 37 Subsidlie Wawa “A Paz de Deus 1 Circunstancias A paz de Deus nao é uma nega- cao da realidade, Ele deseja que enfrentemos a realidade com a nos- sa féecom uma paz duradoura em nossos coracées. A paz de Deus também nao é uma fuga da reali- dade. A paz é um alicerce em re cha firme e nao importam as lagri- mas que derramemos ou a dor que sintamos, 14 no fundo sabemos com uma seguranca permanente que Deus esta conosco. A Paz de Deus Excede todo 0 Entendimento .A\ paz que nos é dada por Deus é algo que vocé nao precisa neces- sariamente entender, Nem sempre conseguimos entender como ela opera em nossa vida. «A paz de Deus opera em nés — ela opera em nés ¢ nos esta dispo- nivel ~ ela esta muito além de nos- sa capacidade de compreendé-la. A Paz de Deus Deve Ser um Es- tado de Espirito Permanente «O08 problemas podem chegar repentinamente ¢ mos pegar des- prevenidos. A nossa resposta ime- diata pode ser 0 panico, a ansieda- de eo medo. A figura da paz, no entanto, nos da rapidamente uma forga que cresce em nosso interior [...] Essa forca é 0 proprio Espirito Santo, que fala de paz ao coracio humano, assegurando ao crent ‘Estou aqui. Ainda estou no coman- do. Nada esta além do meu poder anscende as 38 ou me foge ao conhecimento. Eu estou contigo. Nao temas’. Os servos de Deus nao estéo imunes as circunstancias dificeis ou perturbadoras. A promessa que eles tém é a de que o Espirito Santo es- tara sempre presente pata Ihes aju dar, de modo que um problema nao precise arranca-los de sua base ou langa-los em um redemoinho. Um problema podera ser apenas um ‘pico’ em sua vida. A paz - profun- da, genuina, dada por Deus - po- dera ser 0 ‘padrao’no qual vocé vi- vera 0 seu'cotidiano. Se vocé sente paz somente em situac6es ocasionais -~ por exemplo, somente nos finais de semana, nas férias ou em momentos de pausa em relac4o aos seus afazeres cotidianos ~~ voce esta vivendo a sua vida de uma maneira diferente daquela que Deus pretendia. A vontade de Deus é que vocé sinta uma paz permanen: te em todo o tempo, uma paz que inclui a alegria e um sentimento de propésito em todas as areas de sua vida — com os periodos de ansie- dade ou de frustragao sendo os ‘picos’que ocasionalmente nos atin- gem em tempos de crise. E claro e simples: uma alma per- turbada nao é¢ 0 padrao desejado por Deus para a sua vida, mas sim um coracao ancorado na paz”. (STANLEY, Charles. Paz: um maravi- Jhoso presente de Deus para vocé. PAD, 2004, p.34,3 40. 41.) oN Leia mais | Revista Ensinador Cristao 4 CPAD, n° 21, pag. 38 LigGes Biblicas Serenidade: Tranqitilidade; Paz; sossego. Bonanga: Calmaria; tranqiili- 2 rae dade; sossego; paz BIBLIOGRAFIA SUGERIDA Entrelacado: Enlacado um no 7 : v STANLEY, Charles. Paz: um outro; unido. Tint itlodo presente de D Indissoluvel: Que nao se eus para ndissoliv Que ni Oboes fv pode separar; inseparavel. Intempérie: Mau tempo; difi- wv LUCADO, Max. Graga para o culdade; adversidade. momento. CPAD, 2004. Say 1. Quais sao os frutos da paz? R. Vida espiritual e moral. 2. Quais termos estéo entrelagados a paz como vida espiritual?. R. Santidade, justica, alegria e confianga. 3. Quais sao as trés dimensées da paz? R, Paz com Deus; paz de Deus; paz com os homens. 4. Cite trés exemplos de pacificadores no Antigo Testamento. R. Abrado; Isaque e Daniel. 5. Mencione dois exemplos no Novo Testamento onde podemos observar a paz. R. O Senhor Jesus e a Igreja Primitiva. Ligées Biblicas 39 ~ higao 6 PACIENCIA: 0 FRUTO DA PERSEVERANGA Py HINGS SUGERIDOS ( ; 7 =f. “Alegrai-vos na esperanca, sede pacientes na tribulacao, perseverai na oracio” (Rm 12.12). TAGS 5.7-11 7 - Sede, pois, irmaos, pacientes atéa vinda do Senhor. Eis que o lavrador Paciéncia e perseveran¢a sao | espera 0 precioso fruto da terra, virtudes cristas imprescindiveis aos aguardando-o com paciéncia, até que que aguardam a volta de Cristo. receba a chuva tempor e serédia. & Segunda - 2 Ts 1.4 Quinta - 2 Co 1.6 A paciéncia dos crentes de A paciéncia capacita 0 crente a Tessalénica suportar a tribulagao Terca - Rm 8.24,25 Sexta - Hb 6.13-15 Aguardando com paciéncia sua_—_A promessa de Deus é alcancada completa salvacao por meio da paciéncia Quarta - Tg 5.11 Sabado - Rm 15.4 A paciéncia move a bondadee a_ A paciéncia é fortalecida com a piedade divinas leitura das Escrituras 40 Ligdes Biblicas 8- Sede vés também pacientes, fortalecei 0 vosso coracao, porque jaa vinda do Senhor esta proxima. 9 - Irmdos, ndo vos queixeis uns con- tra os outros, para que nao sejais con- denados. Eis que o juiz esta a porta. 10-Meusirmaos, tomai porexemplo deaflicdo e paciéncia os profetas que falaram em nome do Senhor. 11- Eis que temos por bem-aventu- tados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciéncia de J6 e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso ¢ piedoso. OBJETIVOS Apos esta aula, seu aluno deve- ra estar apto a: Definir 0 termo paciéncia se- gundo o original. Relacionar a paciéncia aos aspectos da vida crista, Descrever o 'triplice aspecto da paciéncia. Professor, esta ligdo enseja re- flexes sobre diversos temas rela- ¢ionados a vida crista: sofrimento, perdao, perseveranga, fé, ete. Pro- vavelmente alguns de seus alunos necessitam ouvir uma mensagem de conforto e esperan¢a da parte de Deus. Ore ao Senhor para que 0 Espirito Santo conduza o ensino de acordo com as caréncias de sua classe. Quando Filipe perguntou ao eunuco se entendia o texto lido, Licdes Biblicas este respondeu: “Como poderei entender, se alguém nao me en: nar?” O termo traduzido por en: no neste texto significa ‘conduzir ou guiar 4 compreensao’. Tal qual Filipe, que dirigido pelo Espirito, conduziu 0 eunu compreensao da passagem biblica, devemos ser um instrumento singular nas maos do Espirito. O texto da Leitura Biblica é atribuido a Tiago, irmao de Jesus. Este discipulo de Cristo é conhe- cido pela tradicéo da comunida de crista como “Tiago, o Justo”. Para Tiago, as tentagdes que pro- vam a fé produzem ‘paciéncia’ (1.3) e ‘maturidade espiritual’ (1.4). Esta paciéncia é demonstra- da no dominio da lingua ¢ da ira (1.25), na mansidao, no compro- misso com a palavra (1.21), na fraternidade crista (1.27), na pra- tica da fé (2.14s), na santidade (4.8), na submissao a Deus (4.8); ¢ por fim, na expectativa da vin- da de Cristo (5.7). Tiago concor- daria plenamente com Eclesiastes 7,8: ‘Melhor 60 fim das coisas do que o principio delas; melhor 60 Jonganimo do que o altivo de co- racdo’. O sofrimento dos ‘irmaos nao perdurara; teve um inicio, contudo, o fim sera muito melhor (5.8), tal qual a paciéncia e a per- severanga de Jo (v.11). Portanto, € necessario scr paciente. No ori- ginal, é possr ir ‘animo longo’(Tg 7, 8 e 10) ou ser ‘perseverante’ 41 ou ‘resistente’ (‘Tg 5.11). De acor- do com 0 original, 0 termo afligdo (v.10) signif ‘suportar o mal pacientemente’ é a mesma palavra traduzida em 2 Timoteo por ‘sotre as aflicées’, isto 6, ‘suporte o mal’, Distribua uma folha de papel ¢ um lapis ou caneta para cada alu- no. Eles deverao desenhar uma casa sem qualquer mével ou aces- sorio e uma lixeira ao seu lado. Quando todos terminarem os de- senhos, peca-lhes para refletir por alguns minutos acerca do relacio- namento das pessoas que moram com eles, Em seguida, deverio és crever os aspectos positivos desse relacionamento no desenho da casa, € OS negativos, na lixeira. Para concluir, levante as seguintes questées: Vocé tem sido paciente com seu cénjuge? E com seus fi: lhos? E com seus pais? Vocé per- mite que as tribulacées da vida afetem seu relacionamento famili- ar? (Adaptado do livro Dinami- cas Criativas Para o Ensino Biblico, CPAD). Ca Wes : INTRODUGAG Ser paciente € dificil, principal- mente, quando estamos na expec- tativa concernente a alguém ou al- guma coisa. Afinal, esperamos que nossos desejos se realizern agora, e 42 nao de modo vago e num futuro in- certo. O cristéo cheio do Espirito deve aprender o segredo da paci- éncia a fim de o carater de Cristo ser formado nele. A paciéncia como fruto do Espirito leva 4 perseveran- ¢a — permanecer firme na fé, per- sistir, mesmo que, humanamente, nao haja mais nada a ser feito. Nao estamos a falar, pois, de paciéncia humana, natural. Esta liao preten- de ajuda-lo a descobrir a importan- cia de ser paciente, e a cooperar com 0 Espirito Santo enquanto Ele produz este fruto em nés. I. A PACIENCIA E OS ASPECTOS DA VIDA CRISTA Apalavra paciéncia, no original, associa as idéias de longanimidade e serenidade em dimensées divinas. Trata-se de aprender a esperar no Senhor sem perder a esperanca, mes- mo que ocorram falhas e insucessos. Esta virtude capacita o crente para exercer 0 dominio préprio diante das Pprovacées, ou seja, ele nfo se preci- pita em “acertar as contas” ou pu- nir. Ao mesmo tempo, também re- siste ao prolongamento de circuns- tancias dificeis, £ a perseveranca ou a habilidade para suportar. Ha forte relacao entre a pacién- cia e os outros aspectos da vida crist4. A seguir, consideraremos al- gumas delas a luz das Escrituras. 1. Paciéncia e sofrimento. Ninguém chega ao fim desta vida sem uma boa dose de sofrimento. Isto faz parte de nossa aprendiza- gem (S1 119.71). Ea escola da vida. As provagées podem ser compara- Ligées Biblicas das ao trabalho de caes guarda- dores de ovelhas: manté-las perto do pastor. As provagées funcionam como disciplina do Pai divino e amoroso em prol de nossa santida- de (Hb 12.7-11). Observemos as ilustrag6es seguintes: a) O exemplo da planta. Uma planta nova, submetida a intensos ventos, desenvolve raizes fortes ¢ profundas. Os vendavais desta vida contribuem para 0 cristéo funda- mentar-se em Cristo como estas raizes e ter um espirito submisso. b) O exemplo da cruz. Muitos textos biblicos nos revelam que o caminho rumo ao céu inclui uma cruz. O apéstolo Pedro afirma: “Por- que para. isto Pisadas sois chamados, A figura denota pois também movimento em Cristo padeceu direg&o a Cristo, por nos, dei- ser tudo o que Ele yando-nos o foi; seguir o.seu exemplo, para exemplo. que sigais as suaspisadas”(1 Pe 2.21). 2. Paciéncia e perseveran- ¢a. Muitos tradutores da Biblia al- ternam as palavras paciéncia e per- severanca. Esta fala de capacidade destinada a superar obstaculos e manter-se fiel ao que se cré, na Pa- lavra de Deus, independente da si- tuagao. Ao lermos Colossenses 1.9- 11, aprendemos a perseverar com paciéncia na fé crista. 3. Paciéncia, alegria e es- Pperanca. Em Romanos 5.3,4, constatamos a relacao entre os se- guintes termos: sofrimento, ale- gria, paciéncia e esperanga. Estes Ligdes Biblicas versiculos evidenciam o desenvol- vimento e a maturidade crista por meio do sofrimento e da paciéncia, conduzindo a esperanca. Talvez, seja facil esperar no momento em que as coisas caminham na norma- lidade; no entanto, quando os pro- blemas persistem e mesmo se avolumam, nossa reacao natural é desesperar-se e perder a fé. A pa- ciéncia, como fruto do Espirito, nao é a conformidade cega e funesta diante deste tipo de situagao — é justamente 0 oposto: plena confi- anca no Senhor e no seu cuidado por nds, 4. Paciéncia e sabedoria. As palavras de Provérbios 14.29 decla- ram: “O longanimo € grande em entendimento, mas 0 de animo pre- cipitado exalta a loucura”. O indi- viduo paciente tentara compreen- der todos os lados do problema antes de tirar suas conclusées e fa- zer julgamentos. Esta caracteristi- ca ajuda os pais a educar os filhos sabiamente, promove a paz no cor- po de Cristo e ajuda-nos em nos- sos apropriados relacionamentos interpessoais. 5. Paciéncia e paz. A paci- éncia, como fruto espiritual, é um. recurso poderoso para apaziguar uma situacao (Pv 15.18). O homem paciente nao sera controlado por impulsos, nem pela raiva, ao con- trario, demonstrara a paz de Deus em suas acdes, palavras e relacio- namentos. 6. Paciéncia e forca. No mundo, a forga esta associada ao individuo fisicamente capaz, ou a 43 alguém que esta sendo fortemente vigiado ou protegido. Entretanto, na Biblia, ser forte é ser longanimo (Pv 16.32). 7. Paciéncia e perddo. Para suportarmos e perdoarmos uns aos outros com amor, precisamos do fruto celeste da paciéncia (Cl 3.12,13). Jesus contou aos discipu- los a hist6ria de um servo incom- Ppassivo e ingrato, o qual, depois de haver sido perdoado por seu credor, negou o perdao a um con- servo seu (Mt 18.21-35), Diante disso, o senhor daquele homem en- tregou-o aos carrascos até que lhe pagasse toda a divida. Depois, 0 Mestre acrescentou: “Assim vos fara também meu Pai celestial, se do coracio nao perdoardes, cada um a seu irmao, as suas ofensas” (Mt 18.35). 8. Fé acrescida de pacién- cia. A féé vital para o cristao, por- quanto o justo vivera por meio dela. Todavia, ela tem de ser sub- metida a provas a fim de refinar- se, e a paciéncia ajuda-nos a resis- tir a este processo. A fé, a pacién- cia e as promessas de Deus estao relacionadas na bela passagem de Hebreus 6.11,12. i. © TRMPLICE ASPROND DA PACIENGIA 1. A Paciéncia de Deus. Se considerarmos a paciéncia sob 0 aspecto divino, talvez, compreende- remos methor 0 seu valor como fru- to do Espirito. Como constatamos em Galatas 5.22, a paciéncia descre- ve a natureza e o carater de Deus. | 44 Assim Deus se descreveu a Moisés: “JEovA, 0 Senxor, Deus misericordio- so e piedoso, tardio em iras e gran- de em beneficéncia e verdade; que guarda a beneficéncia em milhares; que perdoa a iniqtidade, e a trans- gressio, e 0 pecado” (Ex 34.6,7). A descricéo de Deus nestes ver- siculos fala da longanimidade divi- na em seu relacionamento com 0 ho- mem, que é tema constante ao lon- go das Escrituras. Ver Gn 6,1-12;Nm 14.18; Ne 9.17b,19-21a; 2 Pe 3,9,15. 2. O Cristao e a Paciéncia. A paciéncia como fruto do Espirito no crente 6 essencial no relaciona- mento doméstico. O lar é um cam- po fértil para a produgao deste fru- to na familia. E necessdrio revestir- se desta virtude para criar os filhos com amor e disciplina correta. O ma- rido e a esposa precisam pratica-la um com 0 outro a fim de preserva- rem seu relacionamento amoroso. Todos os aspectos da paciéncia divina: longanimidade, auto- controle, serenidade, tardio em irar-se, capacidade para suportar, perseveranca e perdao, podem ser produzidos.em nés pelo Espirito Santo, a proporcdo que somos cha- mados a exercé-los diariamente em nossos relacionamentos interpes- soais. Aqui, a principal aplicacao a nossa vida 6 recorrermos ao Es- pirito Santo sempre que nos depa- rarmos com uma situac4o onde a pratica desta virtude seja indis- pensavel. 3. O Ministério e a Paci- éncia. Este fruto é inestimavel na vida e no trabalho do ministro do Ligdes Biblicas evangelho. E preciso abundante paciéncia em todo o seu preparo: oracdo, estudo da Biblia, cresci- mento pessoal e profissional. A pa- ciéncia também é imprescindivel a lideranga no trato com as pesso- as, Paulo instruiu Timdteo acerca da necessidade de ministrar com paciéncia: “Conjuro-te, pois, dian- te de Deus e do Senhor Jesus Cris- to, que ha de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Rei- no, que pregues a palavra, instes atempo e fora de tempo, redar- guas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Mas tu sé sdbrio em tudo, sofre as aflicées, faze a obra de um evange- lista, cumpre o teu ministério” (2 Tm 4.1,2,5). Em outras palavras, o trabalho do ministro — orar, ensinar, corri- gir, repreender, exortar, incentivar e todos os outros deveres — deve ser realizado com toda a longani- midade, ou melhor, com toda a pa- ciéncia. Sem o fruto do Espirito, isso é impraticavel. CONCLUSHG Normalmente ensinamos sobre “a paciéncia de J6”. Este persona- gem biblico sofreu por muito tem- po, e¢ esperou no Senhor, pacien- temente, antes de serem restitui- dos sua satde, familia e bens. Moisés esteve quarenta anos aper- feicoando este fruto a fim de de- senvolver. seu potencial para a obra do Senhor. Paulo esteve pa- cientemente no deserto por trés anos, para entre outras coisas, Lig6es Biblicas desaprender o muito que ele sa- bia de errado, como ele mesmo | confessa. Em Tiago 5.8, recebe- mos 0 seguinte conselho: “Sede vos também pacientes, fortalecei 0 vosso coracao, porque ja a vin- da do Senhor esta proxima”. O de- senvolvimento da paciéncia no in- terior do crente é essencial para o seu amadurecimento espiritual (2 Pe 1,5-8). Subsidie Etimolégico “Paciéncia. hypomone, literal: mente, ‘permanéncia em baixo de’ (formado de hypo, ‘em baixo de’, e mend, ‘ficar’), ‘paciéncia’. ‘A paci- éncia, que sé desenvolve nas pro- vas (Tg 1.2), pode ser passiva, ou seja, igual a ‘tolerancia, resignacao’, como: (a) nas provas em geral (Lc 21,19; Mt 24.13; Rm 12.12); (b) nas provas que sobrevém ao servico no Evangelho (2 6.4; 12.12; 2 Tm 3.10); (c) sob castigo, que é a pro- va considerada a vir da mao de so Pai (Hb 12.7); (d) sob alligoes imerecidas (1 Pe 2,20); ou ativa, ou soja, igual a ‘persisténcia, perseveranca’, como: (e) ao fazer o bem (Rm 2.7); (f) na produgdio de frutos (Le 8.15); (g) no correr a cor- rida proposta (Hb 12.1). A paciéneia aperfeigoa o cara- ter cristéo (Tg 1.4), e¢ a participa cao na paciéncia de Jesus 6, por. tanto, a condicaéo na qual os cren- tes viréo a ser admitidos a reinar com Fle (2 Tm 2.12; Ap 1.9), Par esta paciéncia, os crentes roborados em toca a fortaleza’(Cl Imprescindivel: Indispensa- 1.11), ‘pelo Seu Espirito no homem) vel; necessavio; essencial, interiow’ ( 16)”. (VINE, EW. (et interpessoal: Que existe ou se al). Diciondrio Vine: o significado] efetua entre duas ou mais pessoas. exegélico das palavras clo Antigo e| Precipitar: Agir sem pensar; do Novo Testamento, RJ: CPAD,| antecipar-se, 2002, p.842.) Em prol de: Em favor de; em proveito de, ' Leia mais | Revista Ensinador Cristao oA CPAD, n? 21, pag. 39 w VINE, E.W. (et al). Diciond- rio Vine: o significado exegético das palavras do Antigo e do Novo Tes- tamento. CPAD, 2002. Expectativa: Espera; esperan-| v ANDERSON, Leith. Quando ca; expectacao. Deus diz nao. CPAD, 2000. 1, Qual o significado da palavra paciéncia no original? R. Associa as idéias de longanimidade e serenidade em dimensées divinas. 2, A paciéncia capacita o crente para qué? R. Para exercer 0 dominio préprio diante das provacées. 3. A paciéncia esta associada a quais aspectos da vida crista? R, Sofrimento, perseveranca, alegria, esperanga, forga, perdao e fé. sabedoria, paz, 4. Qual a aplicacgao da paciéncia no lar crist4o? R. Para criar os filhos com amor e disciplina e preservar o relacio- namento amoroso dos cénjuges. 5. Qual o valor da paciéncia na vida do ministro do Evangelho? R. Em sua vida devocional (oragao e estudo da Biblia), crescimento pessoal, profissional e no trato com as pessoas. 46 Lig6es Biblicas ~~ bhigao 7 BENIGNIDADE E BONDADE: 0 FRUTO GEMEO 13 de ers de 2005 TEXTOAUREO I “Porque o fruto do Espirito esta em toda bondade, e justi¢a, e verdade, aprovando o que é agradavel ao Senhor” (Ef 5.9,10). Me es. A bondade e a benignidade sfo como duas colunas gémeas da es- trutura espiritual, moral e social do cristao. Segunda - Pv 21.21 A bondade propicia vida, justiga e honra Terga - Ef 4.32 A benignidade entre os irmaos — uma ordenanga biblica Quarta - Rm 15.14 A plenitude da bondade no cristéo HINOS SUGERIDOS CD Harpa Crista 200. (wol.5 £6 ), 195 € ety COLOSSENSES 3. 12-15 12-Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericérdia, de benignidade, hu- mildade, mansidao, longanimidade, 13-suportando-vos unsaos outros e perdoando-vos uns aos outros, se Quinta - €1 3.12 O revestimento espiritual do crente Sexta - Rm 13.10 O amor nio pratica o mal Sabado - 2 Sm 22.26 Deus retribui a benignidade de. seus servos Ligdes Biblicas 47 algun tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, as- sim fazei vés também. 14- E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é 0 vinculo da perfeicdo. 15- Ea paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um. corpo, domine em vossos coragoes, e sede agradecidos. Apos esta aula, seu aluno deve ra estar apto a: Descrever a benignidade e al bondade como fruto do Espirito, Relatar os principios da benig. nidade e da bondade. Exemplificar a benignidade e| a bondade na vida de personagens| biblicos. ew at ee Wit) Professor, bondade e benignida- de séo 0 amor em exercicio. Propo- nha a classe a possibilidade de pra- ticar estas virtudes neste domingo. Sugira uma visita a um aluno da Escola Dominical ou a um parente necessitado dele. Procure saber qual| a necessidade da pessoa ou da fa: milia e, se for preciso, recolha uma pequena contribuicao dos alunos. Marque o horario da visita, redna- se com o grupo-na hora matcada, ore, leia Tiago 1.27 e faga a obra do Senhor. Lembre-se: as licdes deste trimestre séo mais praticas do que teéricas; mais interpessoais do que 48 pessoa em na pratica da vida crista didria ¢ nao apenas ern suas doutrinas principais, O fruto do Espirito, segundo o texto dureo, é a luz que se opde as obras infrutuosas das trevas. Os fi- lhos da luz produzem fruto de acor- do com a sua natureza santa por- que andam na luz, enquanto os fi- Ihos das trevas, obras infrutiferas porque trilham nas trevas (Ef 5.8- 13). As obras das trevas sao identifi- cadas nos versiculos trés a seis do capitulo cinco: prostitui¢ao, impu- reza, avareza, torpezas, parvoices e chocarrices. Estas ac6ées so chama- das de ‘obras mortas’, ‘torpes’ e ‘con- denadas pela Juz’ (vv.11-13). No entanto, o fruto do Espirito esta em toda bondade, e justiga e verdade. A palavra ‘aprovando’ (v.10) quer dizer, no original, ‘colocar a prova’ ou ‘testar’ e esta relacionada ao ter- mo ‘condenar’ do yersiculo treze, O que isto quer dizer? A chave esta no versiculo dezessete: ‘entendei qual seja a vontade do Senhor’, Para que saibamos se um ato agrada ao Se- nhor, devemos testa-lo pelo critério da ‘bondade’, da ‘justica’ e da ‘ver- dade’, Além de sabermos que a von- tade do Senhor € boa, perfeita e agradavel (Rm 12.2), precisamos perguntar se nossas atitudes sao boas, justas e verdadeiras. Se elas forem reprovadas por esses tré térios, nado poderemos ser conside- raclos dignos da Luz do Mundo. Por- tanto, 0 texto de ouro atesta que o Ligées Biblicas fruto do Espirito ‘esta’, isto 6, ‘acha se, encontr justica e verdade — os principios pelos quais devemos julgar, nao a: pessoas, mas suas atitudes, Leve para a sala de aula dois ca: sacos. Inicie a licdo falando sobre estado de indiferenca em relacao as idades do proximo pelo qual a igreja e a humanidade em geral atravessam, Vista 0 primeiro casa- co e diga aos alunos que assim come este nos protege do tempo frio, pre cisamos nos proteger da insensibi. lidade que tem “soprado” contra igreja do Senhor. Depois, vista 0 ou: tro casaco e diga que nao basta ape: nas se vestir para proteger-se, ma: também é necessario revestir-se d amor, misericordia, bondade, hu- mildade etc. Fale para seus alunos que estas virtudes aquecerao seu co: racao de tal forma que sera impos: sivel “passarem de largo” por al; guém necessitado. Faca o seguint clamor a ‘turma: “O mundo es mergulhado em profunda mi: espiritual e social. Precisamos ur- gentemente demonstrar amor, cari nho, compaixao, generosidade, so- lidariedade, enfim, servir aqueles que carecem da graca divina.” 1APPROBUGAG A benignidade e a bondade sdo. aspectos tao intimos do fruto do Ligdes Biblicas e’ em toda bondade} Espirito que é dificil distingui-los. Quem é bom, também é benigno; e vice-versa. Ambas originam-se do amor. Alguém afirmou que a benig- nidade é amor compassivo; e a bon- dade, amor atuante, em acao. Estas virtudes, produzidas em nos pelo Espirito Santo, aludem ao nosso relacionamento com o pr6- ximo, Normalmente, consideramos a benignidade como a expressio do amor de uma pessoa para com ou- tra, e, bondade como a pratica do bem, mediante atitudes e atos. Nesta licAo, constataremos que 0 uso biblico destas duas palavras € diferente do uso secular e popu- lar, e que, nelas, estéo inseridos muitos aspectos do amor. I. A DESCRICAO DA BENIGNI- DADE E DA BONDADE 1, A benignidade funda- menta-se no amor. Em Gilatas 5.22, a palavra benignidade, no original do NT, nao significa ape- nas a qualidade de ser puro e bom, mas também, ser devotado a atos e a atitudes bondosas. O termo tam- bém expressa ternura, compaix4do e brandura. Em Mateus 11.30, a mesma pala- vra 6 usada para descrever o jugo de Jesus. Ele disse: “Porque o meu jugo 6 suave, e o meu fardo é leve”. O jugo de Cristo refere-se ao desen- volvimento de uma vida disciplina- da através da obediéncia, submissao, companhia, servico e cooperacao. E uma rela¢do cortés, gentil e agrada- vel, porquanto se baseia no compro- 49 misso e no amor, e nao na forcae na servidao. Servimos ao nosso Mestre porque 0 amamos, e servimos uns aos outros em conseqiiéncia de nos- so amor por Ele. Servir sem amor é insuportavel — servir por amor é 0 mais sublime privilégio. 2. A bondade é 0 resultado da benignidade. A bondade é traduzida do original, agathousune, e 6 encontrada apenas quatro vezes na Biblia (Rm 15.14; Gl 5.22; Ef 5.9; 2 Ts 1.11). Se compararmos com 0 original do termo benignidade, cons- tataremos que aquela é a pratica ou a expressao desta, ou seja, é fazer na pratica 0 que é bom. Em Romanos 15.14-16, Paulo reconhece que aqueles cristdos es- tavam aptos para servir uns aos outros, e exorta-os a fazé-lo, lem- brando-os de sua chamada para ser ministro (literalmente servo) de Je- sus Cristo. No versiculo 16, Paulo se compara a um sacerdote oferecen- do os gentios salvos a Deus como oferta santificada pelo Espirito San- to. Em todos esses versiculos, obser- va-se a expressio da bondade. Bondade, entao, denota servi- ¢o ou ministério em favor do pré- ximo, um espirito de generosida- de colocado em pratica, concer- nente a servir e a doar. E 0 resul- tado natural da benignidade — a manifestacdo da ternura, compai- x4o e brandura. I. OS FUNDAMENTOS DA BE- NIGNIDADE E DA BONDADE 1. A Benignidade e a Bon- dade de Deus. Ha pessoas que 50. Possuem um conceito erréneo de Deus: um juiz impiedoso e severo sempre disposto a condenar o pe- cador e a envia-lo para as trevas ex- teriores. A Biblia apresenta Deus como um Pai divinamente compas- sivo e amoroso, sempre pronto a abengoar seus filhos em todos os sentidos (S] 103.13). O profeta Isafas compara Deus a um pastor carinhoso e benigno com seus cordeiros (Is 40.11), que se deleita em demonstrar sua bon- dade para com seus filhos (Lc 11.13). O salmista alude a estas vir- tudes intimeras vezes (SI 73.1; 86.5; 105.5; 106.1; 107.1; 136.1). 2. Principios da Benignida- de e Bondade. a) Servir ao préximo. A pieda- de e a bondade nao podem ser dissociadas. Ha dois preceitos divi- nos incluidos aqui: relacionamen- to com Deus e com o préximo, Po- demos ilustra-los através das se- guintes perguntas biblicas: “Onde estas?” (Gn 3.9) e “Que farei para herdar a vida eterna?” (Lc 10.25), referindo-se ao primeiro preceito, e “Onde esta [...] teu irmao?” (Gn 4,9) e “E quem é o meu préximo?” (Le 10.29), aludindo ao segundo. Em Génesis, Deus pergunta a Adao, imediatamente apés este desobedecé-lo, a respeito da con- dic4o espiritual do casal. Ja Caim, logo depois de assassinar Abel, é questionado pelo mal cometido contra seu irmao, Nas passagens de Lucas, as duas interrogagées foram feitas a Jesus por um doutor da lei. A primeira Ligdes Biblicas reporta-se a sua condi¢ao espiri- tual, e a segunda, a sua situacao social. Quando os frutos da bon- dade e da benignidade sao desen- volvidos em nés, contemplamos as pessoas com o olhar divino e alcangamo-las através do amor de Deus manifestado em nds. Nosso servico 6 conduzir as pessoas a co- nhecer Jesus como seu Salvador pessoal e atender as necessidades que porventura possam ter. Isso implica ser companheiro, oferecer hospitalidade, ajudar com os pro- blemas, encorajar e, acima de tudo, demonstrar amor. b) Generosidade. O homem bom, que serve aos outros, é rico, embora lhe falte bens materiais. Certamente esta era a situac4o dos cristéos na igreja de Esmirna (Ap 2.9) e nas igrejas da Macedénia (2 Co 8.2,3). Conforme esta descrito no texto biblico precedente, uma caracteris- tica distintiva da bondade crista é a generosidade. Segundo a Biblia, Deus abencoa os que ajudam os po- bres e necessitados (Dt 15.10,11). Os dizimos e as ofertas do crente sdo um modo de reconhecermos a so- berania de Deus sobre nossa vida e bens, inclusive o dinheiro. Davi lou- vou ao Senhor pelas ofertas do povo em proveito da construcio do tem- plo (1 €r.29.9,14).. - A entrega dos dizimos e ofertas demonstra 0 que est4 em nosso co- ragao, ou seja, desprendimento das coisas temporais (Mt 6.19-21). c) Bondade, justic¢a e verdade. A relacao entre bondade, justiga e Ligdes Biblicas verdade revela-nos alguns princi- pios importantes. Em Efésios 5.9, lemos: “O fruto do Espirito esta em toda bondade, e justica, e verdade”. A bondade diz respeito a misericér- dia, a justica, 4 retid&o; e a verda- de, ao conhecimento. A exceléncia da bondade é resu- mida na denominada Regra de Ouro: “Portanto, tudo o que vés quereis que os homens vos facgam, fazei-lho também vos, porque esta € a lei e os profetas” (Mt 7.12), Em outras pala~ vras, devemos tratar os outros da mesma maneira que Deus nos trata — com misericordia e graca. iil, EXEMPLOS DE BENIGNI- BADE E BONDADE A Biblia esta cheia de exemplos de homens e mulheres que proce- deram com benignidade e bonda- de para com seu semelhante. A se- guir, examinaremos alguns destes modelos a fim de aprendermos como este fruto espiritual pode ser manifestado em nossa vida. 1. J6. Este servo de Deus nao foi apenas paciente, mas também um exemplo significativo de benig- nidade e bondade: “Eu era o olho do cego e os pés do coxo; dos ne- cessitados era pai e as causas de que nao tinha conhecimento inqui- ria com diligéncia; e quebrava os queixais do perverso e-dos-seus. dentes tirava a presa... O estrangei- ro nao. Passava a noite na Tua; as minhas portas abria ao viandante” (J6 29.15,17; 31.32), 2. Davi. Ecomovente a benig- nidade imparcial de Davi em fa- 51 vor da casa de seu inimigo, Saul. O salmista demonstrou o mais su- blime grau desta virtude, conside- rando-a como “beneficéncia de Deus” (2Sm 9.1-3). Também aprendemos a agir desta forma através da instrucéo de Paulo a Timéteo: “E ao servo do Senhor nao convém contender, mas, sim, ser manso [benigno] para com to- dos” (2 Tm 2.24). 3, Jesus. O Mestre demonstrou benignidade até ao final, na cruz, En- quanto estava pendurado na cruz, providenciou alguém para cuidar de sua mae (Jo 19.26,27), suplicou per- dao em favor de seus inimigos (Lc 23.34), e demonstrou, em sua for- ma mais sublime, 0 sentido real de ser benigno e misericordioso com os outros ao entregar-se por nds. 4. Paulo. Antes de sua conver- sao, era conhecido por sua incle- méncia para com 0s cristaos, segun- do ele mesmo testemunhou. Contu- do, ao tornar-se uma nova criatura em Cristo, declarou: “Fomos bran- dos [benignos] entre vés, como a ama que cria seus filhos” (1 Ts 2.7). 5. Estevao. Ele foi um exemplo de benignidade. Ao invés de desejar amorte de seus opressores, orou por eles enquanto estava sendo apedre- jado até morrer (At 7.59,60). CONGLUSAD A salvagao é adquirida median- te a fé no sacrificio vicario do Filho de Deus, e nao por causa de nossa bondade e santidade. Contudo, como cristaéos, devemos refletir 0 carater de Cristo através da mani- 52 festagao do fruto do Espirito produ- zido em nos. Nao somos salvos por meio das boas obras, mas, para pratica-las, Subsidie Teolégico “Benignidade A palavra grega chréstotés nos faz lembrar Cristo, o exemplo s premo da benignidade., Paciéncia e benignidade estao juntas na pri- meira linha da descrigio do amor de Deus (1Co 13.4), Paulo nos conclama a seguir 0 exemplo de Cristo, a sermos benignos e com- passivos, perdoando uns aos outros (Ef 4.32). A severidade nado é 0 modo de agir do corpo de Cristo. A mutua estima e respeito, sim. A benignidade é 0 balsamo que nos une, 4 medida que aprendemos a dar valor uns aos outros. Até mes- mo os dons sao resultados da be- nignidade de Deus para conosco. Bondade O significado essencial de agathdésuné, traduzido por ‘bonda- de’, 6 a gencrosidade que flui de uma santa retidaéo dada por Deus, Paulo recomenda: ‘comunicai [re- Parti] com os santos nas suas ne- cessidades, segui a hospitalidade’ (Rm 12.13), para ‘repartir com 0 que liver necessidade’ (Ef 4.28). A razao basica dos dons € ser uma béncéo ao préximo. A bonda- de, ou generosidade, nos leva a pre- ocupagao com as pessoas de modo pratico e¢ dinamico, onde quer que estas se encontrem. A Igreja Primi Ligdes Biblicas tiva sabia praticar a mittua gene- Erréneo: Que contém erro; rosidade, sem medo de exagerar | falso. nos cuidados”. (LIM, David. Os dons Porventura: Acaso; por acaso; espirituais, In HORTON, Stanley M. | talvez. (ed.). Teologia sistematica: uma Vice-versa: Em sentido inver- perspectiva Pentecostal. RJ:CPAD, | so ou oposto; ao contrario; mutua- 1996, p. 490.) mente. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA \ wv HORTON, Stanley M. (ed.). Teologia sistemdatica: uma perspec- EES V1 tiva Pentecostal. CPAD, 1996. GEE, Donald. Como receber Aludir: Fazer alusao; referir-| 0 batismo no Espirito Santo. CPAD, se; mencionar. 2001, Leia mais ‘| vista Ensinador Cristao- CPAD, n? 21, pag. 39 1. Qual a relagéo entre bondade e benignidade? R. A bondade é a expressio ou resultado da benignidade. 2. Qual o sentido de benignidade em Galatas 5.22? R. Ser devotado a atos ¢ atitudes bondosas. Também expressa ternura, compaixdo e brandura. 3. Como a Biblia apresenta Deus? R, Como um pai divinamente compassivo e amoroso, sempre pronto a abengoar seus filhos, 4, Quais os principios da benignidade e da bondade? R. Servir ao proximo, generosidade, bondade, justiga e verdade. 5. Mencione cinco personagens biblicos que foram bons e benig- nos, - a 7 - ~ i | R. JO, Davi, jesus, Paulo ¢ Estevao. Lig6es Biblicas 53 20 de fevereiro de 2005 HINGS SUGERIDOS CD Harpa Crista 126 “Nao defraudando; antes mo: (vol.3 - £.8 ), 186 € 268. trando toda a boa lealdade, para que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tt 2.10). BEBREUS 10. 25-39 35-Nao fejeiteis, pois, avossa confian- ¢a,quetem grande cavultadogalardao. © fruto da fidelidade é impres- | 36- Porque necessitais de pacién- cindivel ao relacionamento do cris- | cia, para que, depois de haverdes tao com Deus, consigo mesmo e | feito a vontade de Deus, possais com o préximo. alcangar a promessa. Segunda - Tt 2.10 Quinta - G1 5.22 A fidelidade evidencia a Quem vive e anda no Espirito doutrina de Deus evidencia fidelidade Terca - Ap 13.10 Sexta - 2 Cr 19.9 A fidelidade-coopera com-a O fruto-da fidelidade deve ser paciéncia demonstrado na vida de cada crente Quarta - Pv 3.3,4 A fidelidade propicia ao crente Sabado - 2 Cr 31.18 a graca de Deus O fruto da fidelidade conduz 0 cristao & santidade 54 Liges Biblicas 37- Porque ainda um poucochinho de tempo, eo quehd de vir vir endo 38-Mas o justo viverd da fé; e, seele recuar, a minha alma nao tem pra- zer nele. 39- Nés, porém, nao somos daque- les que se retitam para a perdicao, mas daqueles que créem paraacon- servacao da alma. i a ye Apos esta aula, seu aluno deve- ra estar apto a: Explanar os seis aspectos da fé, Definir o termo fidelidade no Antigo e Novo Testamento: Descrever os principios da fi- delidade. ee wey Professor, foi possfvel realizar com a-classe a visita proposta na ligio an- terior? Como foio resultado? Seus alu- nos ficaram motivados? Estabeleceram uma comissao permanente de visitas? ‘Todos participaram? Os participantes com cerleza se regozijaram no Senhor pela demonstragao da bondade ¢ be: nignidade de Deus, Comunique a clas- se o resultado da visita. Permita que um dos alunos fale acerca de sua ex: _ periéncia, Aqueles que nao coopera: ram com a tarefa provavelmente pre ferem realizar outra atividade. Procu- re descobri-la a fim de integra-los as préximas programagées da turma. Continue intercedendo em favor de seus alunos. Ligdes Biblicas do original pistis, aparece em cerca de 232 versiculos do Novo Testamento, Hebreus, ao lado de Romanos (39 vezes), é uma das epistolas que A palavra ‘ mais utiliza o termo, totalizando trinta ocorréncias, das quais, 23 referéncias diretas e uma indire- ta ocorrem somente no capitulo onze. Tiago usa o vocdbulo dezesseis vezes e Galatas deze~ nove, A ‘fé’ em Romanos diz res- peito ao recebimento do Evange- lho; em Gdlatas, opGe-se a lei mosaica e, em Tiago, é associada as obras. Entretanto, para o es- critor aos Hebreus, esta virtude é primeiramente pratica, isto 6, é exemplificada pelos persona- gens do Antigo Testamento. Hebreus 6.12 resume este fato: ‘para que vos nao fagais negligen- tes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciéncia, herdam as promessas’, Dentro dos reais contextos da comunidade dos cristaos hebreus (retrocesso na fe cristocéntrica e desanimo em consegiténcia das persegutces), manter-se confiante (v.35), paci- ente (v.36), fiel (v.38) e firme (39) conforme aqueles que supor- taram as mesmas afligdes, nao era ape! um estimulo, mas uma ne- cessidade. Portanto, a fé em Hebreus pode ser compreendida como fidelidade apesar da adver- sidade, perseveranca no Evange- Iho e paciéncia -até.a vinda de Cristo. 55 Leve para a sala de aula folhas: de papel e caneta ou lapis. Distri- bua para os alunos e peca-lhes para responderem o teste de fidelidade abaixo. Depois de responderem, distribua as folhas entre os alunos para que cada um interceda pelas necessidades de seu irmao. As fo- Ihas nao devem ser assinadas. 1. Vocé tem sido fiel a seus votos e propositos? ( )Sim (— ) Nao 2. Vocé tem sido fiel? ( )Asua familia ( ) Asua vida profissional ( )Asua igreja ( ) Aseus estudos ( ) Asua classe de estudo biblico ( ) Aseus amigos () Aseu compromisso de leitura da Biblia 3. O que vocé precisa fazer para superar a infidelidade? (Adaptado do livro Dinamicas Criativas Para o Ensino Bi- blico, CPAD). COMENTARIO INTRODUGAG Fidelidade é a qualidade de ser cheio de fé, a qual é o grande tema da Biblia. Tal fé expressa-se no cris- t4o como fidelidade. Fé e fidelidade sao palavras cognatas. A fé aparece pela primeira vez em Génesis 4, 56 quando Caim e Abel apresentaram suas ofertas a Deus. O Senhor acei- tou a oferta deste e rejeitou a daque- Je. A razdo nao nos é revelada ali; no entanto, em Hebreus verificamos que a fé de Abel em Deus, fez a dife- renca (Hb 11.4). Nesta licéo, estudaremos sobre os diferentes aspectos da fé, inclu- indo 0 fruto da fidelidade., Esta vir- tude baseia-se no nosso crer em Deus e na confianga profunda e permanente de que Ele nos susten- tara em todas as circunstancias da vida. Essa fé é demonstrada na san- tidade do carater e de vida crista dos filhos de Deus. I. OS SIGNIFICADOS BIBLICOS DA FE Tratando-se do fruto do Espiri- to, ha quem prefira usar o termo fé ao invés de fidelidade. Todavia, veremos, a seguir, que esta é a tra- duc&o mais precisa daquele. Num sentido mais amplo, a fé consiste na crenca inabalavel em Deus e no evangelho, e, portanto, correspon- de ao tronco, e nao, ao fruto. O fru- to do Espirito é proposto como qua- lidade ou atributo; fidelidade é a caracteristica de quem possui fé. Antes de estudarmos a impor- tancia desta virtude, precisamos entender 0 significado da palavra fé. Examinemos, portanto, os_seis. aspectos da fé, 1. A fé natural. Todo homem nasce com uma fé natural, relacio- nada simplesmente ao raciocinio humano. Por exemplo: quando em- barcamos em um aviao, precisamos Ligoes Biblicas acreditar que o aviéo esta em con- dicdes mecanicas suficientes para 0 voo, € que o piloto possui 0 trei- namento e a aptidao necessdria para conduzir o aviao, Exercemos esta fé em nosso cotidiano de vari- adas formas. Sendo assim, podemos crer em Deus, sem, contudo, relacionarmo-nos com Ele. 2. A £6 salvifica. E concedida ands quando ouvimos a Palavra de Deus ungida pelo Espirito Santo (Rm 10.17; Ef 2.8,9). Diante disso, funda- mentados nesta fé, devemos confes- sar nossos pecados e aceitar o dom da salvac4o divina (At 16.30,31). 3. A fé ativa. Depois que aceitamos a Cristo, alcangamos uma fé duradoura, ou seja, uma crenca firme e resoluta em Deus. Mediante esta; permanecemos con- fiando em Deus independente das circunstancias. A fé viva' impede- nos de sermos vencidos pelas pro- vacées (2 Co 4.13). 4.0 dom espiritual da fé. E outorgado a igreja de forma so- brenatural como apraz ao Espirito Santo (1 Co12.9). Esta fé manifes- ta-se na igreja através de milagres, curas @ outras demonstrac6es de poder do Espirito de Deus. £ a fé divina mediante um dos dons do Espirito, operando no homem. 5. O fruto da fé (fidelida- de). Diferente.do dom, esta. fé cresce dentro de nds (2 Co 10.15; 2 Ts 1.3). Jesus mencionou-a em Marcos 11.22: “Tende fé em Deus”. Esta é a fé revelada num carater integro e santificado segundo a Palavra de Deus. Ligdes Biblicas 6. A fé como crenga. Aquilo que é crido ou o contetido de uma crenca é chamado de fé pessoal: “E crescia a palavra de Deus, e em Je- rusalém se multiplicava muito o nu- mero dos discipulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia a fe” (At 6.7 - grifos meus). Em outras palavras, estes sacerdotes aceitaram a doutri- na do evangelho; que passou a'ser a sua fé; seu modo de crer em Deus. Hi. OS SIGNIFICADOS BE FIDELIDABE 1. No Antigo Testamento. E-esclarécedor éstudar os sentidos da palavra fiel no Antigo Testamen- to. Em Numeros 12.7, pode signifi- car “construir, apoiar, tornar firme, estar ‘pertnanentemente fundado, confiar, ser verdadeiro, estar ple- namente certo de algo”. Em Deuteronémio 32.20, é usada numa frase negativa tratando de lealda- de. Exodo 18.21 fala de nomear ho- mens de verdade (“confianca”). Através destes exemplos, constata- mos que a idéia principal de fideli- dade no Antigo Testamento esta re- lacionada a ‘confianca, firmeza e conviccao. 2. No Novo Testamento. A palavra fé, no original do NT, sig- nifica’ plena persuaséo ou certeza fundamentada no ouvir (Rm 10.17). Jé-em Mateus 23.23, esta relaciona- da 4 confianga ou fidelidade. E interessante observar que Je- sus enfatizou ser a verdade e digno de toda confianca, ao introduzir suas declaragées no Evangelho de Joao com a frase “na verdade, na 57 verdade”, “em verdade, em verda- de”, “digo-lhes a verdade” (Jo 1.51). Assim, 0 fruto da fidelidade abrange as idéias basicas de inte- gridade, fidelidade, lealdade, ho- nestidade e sinceridade. Til, A FIDELIDADE DE DEUS A fidelidade é um atributo da Trindade. Deus Pai é€ fiel (Dt 7.9; 1 Co 10.13); o Senhor Jesus é chama- do “Fiel e Verdadeiro” (Ap 19.11); e 0 Espirito Santo tem o mesmo atri- buto (fidelidade) (G1 5.22, ARA). Consideremos alguns testemu- nhos mencionados pela Biblia acer- ca da fidelidade de Deus. 1. Deus se veste de fideli- dade. A fidelidade faz parte da na- tureza pessoal de Deus (Is 11.5, ARA). 2. Deus é fiel no cumpri- mento de suas promessas (Hb 10.23). A Biblia esta reple- ta de promessas que nos foram concedidas por Deus (2 Pe 1.4). Se Deus lhe prometeu algo, reivindi- que pela fé e oragao, porquanto Ele é fiel. Ler 2 Tm 2.13b. 3. Deus é fiel para perdo- ar. Temos esta palavra segura em 1 Joao 1.9. O perd4o de Deus nao se fundamenta no que sentimos, mas em nossa convicgao de que Ele cumprira sua Palavra (Ne 9.17). 4. Deus é fiel em nos cha- mar. Deus nos chama para a sal- vacao e servico (Mt 4.18,19); a co- nhecer seu plano e vontade para nossa vida, como fez com Samuel (1 Sm 3.10,11); a sermos santos (1 Co 1.2). Breve vem o dia em que Ele nos 58 arrebatar4 deste mundo para encontra-lo nos ares, de acordo com sua promessa (1 Ts 4.13-17). Ha alguns principios importan- tes relacionados a fidelidade, os quais precisamos considerar neste momento, Estes devem moldar o estilo de vida do cristéo e nortear seus relacionamentos. 1. A fidelidade e o amor. Em Gilatas 5.6, lemos: “A fé que atua pelo amor” (ARA). A fé, como fun- damento, requer amor para expres- Sar-se e manter-se ativa. Da mesma forma que os cOnjuges demonstram. seu amor um pelo outro mediante a fidelidade, provamos 0 nosso amor a Deus por meio da fidelidade a sua Palavra e a sua vontade. 2.'A fidelidade e o sofri- mento. A fidelidade na vida do crente inclui sofrimento por Cristo e com Cristo. Sob este aspecto, a fidelidade esta estreitamente asso- ciada a paciéncia (Hb 6.12). A Epis- tola aos Hebreus foi escrita em tem- pos de violenta perseguicao. Em tais circunstancias, esta virtude é realmente provada. O fruto espiri- tual da fidelidade capacita-nos a suportar qualquer circunstancia. 3. A fidelidade e os votos (Ec 5.5). O fruto da fidelidade esta relacionado a moral e a ética cris- tas, estabelecendo um padrao bibli- co de responsabilidade com as pala~ vras e as atitudes. Houve um tempo em que a palavra de um homem se- lada por um aperto de mo tinha Ligées Biblicas grande valor.Em- Depdsito bora isso n&o Termo que ocorra em nossos. aparece em 1 dias, a palavra do Tm 6.20 e 2 Tm servo do Senhor 1,12,14. Desig- nao deve mudar, naa verdade do porquanto o fru- Evangelho que to da lealdade, Deus nos honestidade e sin- confiou. ceridade esta nele, 4. A fidelidade e a lealda- de. 0 fruto da fidelidade torna-nos leais a Deus e a todos que nos cer- cam. O homem leal apoiara o cor- reto quer esteja sendo observado, quer ndo (Mt 25.14-30). Nesta pas- sagem, os servos fiéis agiram de acordo com a instrucdo de seu se- nhor, apesar da auséncia deste, e foram elogiados e recompensados. O servo infiel foi castigado. 5. A fidelidade e a consis- téncia. Muitas pessoas sentem 0 peso da culpa por sua incons- tancia; nunca conseguem terminar um projeto: realizar 0 Culto Do- méstico, devocionais, ler toda a Biblia durante o ano, pagar o dizimo do Senhor, etc. Tomar de- cis6es acertadas, e nao manté-las, é um tipo de deslealdade. Um au- téntico cristao é fiel na freqiiéncia a igreja, no cumprimento de seus compromissos e em seus ‘atos, e isso-inclui deveres; dividas;-em= préstimos, prazos, etc 6. A fidelidade na mordo- mia crista. O fruto dc Espirito quanto 4 fidelidade 6 essencial no ministério evangélico (2 Tm 1.14; 1 Co 4.2). Nesta ultima passagem, Ligdes Biblicas o que significa o “bomdepésito” confiado aos cuidados dos mordo- mos de Deus? Primeiro, é nossa res- ponsabilidade partilhar o Evange- lho de Jesus Cristo com os outros (Le 12.42), Devemos ser fiéis aos ensinos da Biblia (1Co 4.6). Este tipo de fidelidade inclui a adminis- tracao do tempo, dos talentos e das posses, pois, tudo é do Senhor. CONCLUSAG A fidelidade como parte do fruto do Espirito é imprescindivel ao cris- t4o em seu relacionamento com Deus, com Os outros € consigo mesmo. Através da fidelidade, tornamo- nos diferentes dos outros que nao temem a Deus. O Senhor esta pro- curando os fiéis para andarem com ele e servi-lo (SI 101.6). “Fé e paciéncia sto dois ingre- dientes inseparaveis para se tomar posse das promessas de Deus. A fé nas promessas de Deus 6 0 estimu lo para as conquistas dos nossos sonhos, especialmente, quando es- ses sonhos estéo de acordo com a vontade de Deus. Abrao ja havia dado passos gigantescos na dire- cao da-vontade-de-Dei e-havia. aprendido a importancia do cami- nho da obediéncia para a verda- deira felicidade, mas nao pode evi- tar as circunstancias desse cami nho. Pragilidade e fé sao termos opostos na nossa peregrinacao es 59