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ESPECIFICIDADES DO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ATENÇÃO BÁSICA

CASO EDUARDO

1. Quais são os fatores protetores que podem ser identificados nesse caso?

No caso Eduardo há vários fatores protetores: No domínio família, há vínculos familiares fortes e oportunidades para desenvolvimento positivo na família; no domínio escola, há oportunidade de envolvimento na vida da escola; no domínio biológico há o desenvolvimento físico apropriado para a idade, boa saúde física e bom funcionamento intelectual.

2. Como abordar a dinâmica da família?

A equipe deve discutir cuidadosamente o caso com a equipe de supervisão ou de

matriciamento (quando disponível) para ajudar a equipe AB a olhar de uma maneira integral para interação dinâmica entre os fatores, evitando colocar a família em um circuito que envolve uma demorada sequência de exames complementares, mas

tornar o cuidado em tempo hábil a fim de evitar possíveis danos sociais permanentes

e de linguagem. A visita pode ser acompanhada, podendo ser estimulado o diálogo

com os familiares, além de transmitirem segurança e promoverem o vínculo entre família e equipe.

3. Quais os principais fatores de risco, tanto os desencadeadores quanto os perpetuadores dos sintomas?

Existem vários fatores de risco identificados nesse caso: No domínio familiar há o cuidado parental inconsistente (visita irregular do pai ou até mesmo ausência de visitas nos dias marcados); morte ou ausência abrupta de membro da família (separação dos pais), podemos atribuir esses fatores do domínio família como fatores desencadeadores. No domínio psicológico há o temperamento difícil. No domínio biológico, há doença crônica em especial neurológica e metabólica, efeitos colaterais de medicação (uso de fenobarbital), que podem ser atribuídos como fatores perpetuadores dos sintomas.

4. Que recurso a comunidade tem que podem ser ativados?

R A comunidade tem como recurso a Equipe de Saúde da Família (ESF), a Unidade Básica de Saúde (UBS), Equipe de Matriciamento de Saúde Mental o CAPS ou CAPSi, entre outros serviços de saúde.

5. O que fazer com o encaminhamento para o psiquiatra infantil? É necessário?

R É importante a identificação de sintomas mais graves, já na primeira avaliação, para ver se há necessidade de discussão imediata com o profissional de saúde mental. Outro aspecto importante é o diagnóstico diferencial com problemas orgânicos de saúde. A avaliação ampliada da saúde física e do desenvolvimento incluindo visão, audição, cognição, linguagem e aspectos psicossociais contribuem para clarear as hipóteses diagnósticas, lembrar que alguns medicamentos de uso crônico podem ter como efeitos colaterais sintomas psíquicos. Devendo considerar o encaminhamento somente em casos mais graves ou de emergência o que não se aplica a Eduardo.