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Instrumentação

8 a edição

Marco Antônio Ribeiro

Instrumentação 8 a edição Marco Antônio Ribeiro
Instrumentação 8 a edição Marco Antônio Ribeiro
Instrumentação 8 a edição Marco Antônio Ribeiro
Instrumentação 8 a edição Marco Antônio Ribeiro

Instrumentação

8 a edição

Marco Antônio Ribeiro

Dedicado a Marcelina e Arthur, meus pais, sem os quais este trabalho não teria sido possível, em todos os sentidos.

Quem pensa claramente e domina a fundo aquilo de que fala, exprime-se claramente e de modo compreensível. Quem se exprime de modo obscuro e pretensioso mostra logo que não entende muito bem o assunto em questão ou então, que tem razão para evitar falar claramente (Rosa Luxemburg)

© 1978, 1982, 1986, 1989, 1992, 1995, 1997, 1999, Tek Treinamento & Consultoria Ltda Salvador, Verão 1999

Prefácio

Qualquer planta nova, bem projetada para produzir determinado produto, sempre requer sistemas de instrumentação para fazer a medição, controle, monitoração e alarme das variáveis. A escolha correta dos sistemas pode ser a diferença entre sucesso e fracasso para uma unidade, planta ou toda a companhia. Também, como há uma rápida evolução das tecnologias e conseqüente obsolescência, periodicamente toda planta requer ampliações e modificações radicais que incluem a atualização dos seus instrumentos e seus sistemas de controle. Assim, técnicos e engenheiros que trabalham com o projeto, especificação, operação e manutenção de plantas de processo devem estar atualizados com a instrumentação e as recentes tecnologias envolvidas. O presente trabalho foi escrito como suporte de um curso ministrado a engenheiros e técnicos ligados, de algum modo, a estas atividades. Este trabalho de Instrumentação e um outro de Controle de processo constituem um conjunto completo para estudo e consulta. Neste trabalho, dá-se ênfase aos equipamentos e instrumentos e são apresentados três grandes temas: Fundamentos, Funções dos Instrumentos e Medição das Variáveis.

Na primeira parte, de Fundamentos de Instrumentação, são apresentados os conceitos relacionados com Instrumentação, Terminologia, Símbolos e Identificação dos instrumentos analógicos e digitais; vistos os instrumentos sob a óptica de sistemas; mostradas a evolução e as ondas da instrumentação. São apresentados os parâmetros para a Especificação correta do instrumento individual, considerando o processo, ambiente, risco e corrosão. Na parte de Funções de instrumentos, são estudados individualmente os instrumentos, tais como sensor, transmissor, condicionador de sinal, indicador, registrador, totalizador, controlador e válvula de controle. Finalmente na terceira parte, são mostradas as tecnologias empregadas para medir as principais Variáveis de Processo, como pressão, temperatura, vazão nível, pH, condutividade e cromatografia, que são as variáveis mais encontradas nas indústrias químicas, petroquímicas e de petróleo. Sugestões e críticas destrutivas são benvidas, no endereço: Rua Carmen Miranda 52, A 903, CEP 41820-230, Fone (071) 452-3195 e Fax (071) 452-3058 e no e-mail: marcotek@uol.com.br .

Marco Antônio Ribeiro Salvador, verão 1999

Autor

Marco Antônio Ribeiro se formou no ITA, em 1969, em Engenharia de Eletrônica blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá.

Durante quase 14 anos foi Gerente Regional da Foxboro, em Salvador, BA, período da implantação do polo petroquímico de Camaçari blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá.

Fez vários cursos no exterior e possui dezenas de artigos publicados nas áreas de Instrumentação, Controle de Processo, Automação, Segurança, Vazão e Metrologia e Incerteza na Medição blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá.

Desde 1987, é diretor da Tek Treinamento & Consultoria Ltda. blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, firma que presta serviços nas áreas de Instrumentação e Controle de Processo.

1. Instrumentação

Conteúdo

Fundamentos

3. Sistemas de Instrumentação

Objetivos de Ensino

2

1. Classes de Instrumentos

1

1. Instrumentação

2

2. Manual e Automático

1

1.1. Conceito e aplicações

2

3. Alimentação dos Instrumentos 1

1.2. Disciplinas relacionadas

2

2. Vantagens e Aplicações

2.1. Qualidade do Produto

2.2. Quantidade do Produto

4. Pneumático ou Eletrônico

2

3

3

3

4.1. Instrumento pneumático

4.2. Instrumento eletrônico

3

3

2.3. Economia do Processo

4

5. Analógico ou Digital

4

2.4. Ecologia

4

5.1. Sinal

4

2.5. Segurança da Planta

4

5.2. Display

5

2.6. Proteção do Processo

4

5.3. Tecnologia

5

 

5.4. Função Matemática

5

2. Símbolos e Identificação

5.5. Analógica Versus Digital

6

1. Introdução

1

6. Burro ou inteligente

7

2. Aplicações

1

7. Campo ou sala de controle

8

7.1. Instrumento de campo

8

3. Roteiro da identificação

1

7.2. Instrumentos na sala

9

3.1. Geral

1

3.2. Número de tag típico

3.3. Identificação funcional

3.4. Identificação da malha

1

1

2

8. Modular ou integral

8.1. Painel de leitura

8.2. Instrumentos cegos

11

11

12

4. Simbologia de Instrumentos

3

9. Dedicado ou compartilhado

13

4.1. Parâmetros do Símbolo

3

10. Centralizado ou distribuído

13

4.2. Alimentação

3

4.3. Linhas entre os Instrumentos 6

11. Real ou Virtual

14

4.4. Balão do Instrumento

6

11.1. Instrumento real

14

 

11.2. Instrumento virtual

15

5. Malha de controle

13

11.3. Controlador virtual comercial 15

6. Sistemas completos

13

7. Referências bibliográficas

16

4. Evolução da Instrumentação

1. Introdução

1

2. Tipos de sinal

1

2.1. Analógica Pneumática

1

2.2. Analógica Eletrônica

2

3. Topologia

3

3.1. Centralizada Compartilhada

3

3.2. Distribuída Compartilhada

4

3.3. Distribuída Dedicada

5

4. Computador no Processo

6

4.1.

Justificativas do computador

6

4.2.

Aplicações típicas

7

4.3.

Otimização do controle

9

4.3.

Configurações

9

4.4.

Aquisição de dados

12

4.5.

Sistemas digitais

18

5. Instrumentação inteligente

21

5.1. Conceito de microprocessador

21

5.2. Microprocessador

22

5.3. Vantagens e limitações

22

5.4. Função do Microprocessador 23

5.5. Multifuncionalidade

 

23

5.6. Exatidão melhorada

24

5.7. Capacidades expandidas

24

5.8. Controle simplificado

 

24

5.9. Operações matemáticas

25

5.10. Análise estatística

 

25

5.11. Desempenho metrológico

25

5.12. Vantagens e desvantagens

25

6. Protocolo de comunicação

26

6.1. Fieldbus

27

6.2. Protocolo HART

29

5. Terminologia

5.1. Introdução

5.2. Definições e Conceitos

 

6. Efemérides

Jornada através do tempo

 

2

Funções dos Instrumentos

0. Funções dos Instrumentos

3. Transmissor e manutenção

11

3.1. Transmissor descartável

11

1. Instrumentos de Medição

1.1. Introdução

1.2. Tipos de Medição

 

3.2. Transmissor convencional

12

1

1

3.3. Transmissor digital

3.4. Transmissor híbrido

12

14

 

3

4. Receptores associados

14

2. Aplicações da Medição

2.1. Controle

2.2. Monitoração

2.3. Alarme

3

4

4

4.1. Instrumentos associados

4.2. Alimentação

4.3. Transmissor como controlador

14

14

15

3. Sistema de Medição

4

5. Serviços associados

15

1. Elemento Sensor

5.1. Especificação

15

5.2. Instalação

15

1.

Conceito

1

5.3. Configuração

16

 

5.4. Operação

16

2.

Terminologia

1

5.5. Calibração

16

3.

Modificadores

2

5.6. Manutenção

18

3.

Princípios de transdução

3

3. Condicionadores de Sinal

4.

Sensores Mecânicos

3

1. Conceito

1

5.

Sensores Eletrônicos

3

5.1. Sensor capacitivo

4

2. Aplicações

1

5.2. Sensor indutivo

4

3. Funções desenvolvidas

2

5.3. Sensor relutivo

5

5.4. Sensor eletromagnético

5.5. Sensor piezoelétrico

5.6. Sensor resistivo

5

5

5

4. Linearização da Vazão

4.1. Introdução

4.2. Lineares e Não-lineares

4

4

5

5.7. Sensor potenciométrico

6

5. Compensação

6

5.8. Sensor strain-gage

6

5.1. Introdução

6

5.9. Sensor fotocondutivo

6

5.2. Condições normal, padrão e real

5.10. Sensor fotovoltáico

6

7

5.11. Sensor termoelétrico

6

5.3. Compensação da Temperatura 8

5.12. Sensor iônico

7

5.4. Tomadas

8

6.

Escolha do sensor

7

6. Totalização da Vazão

9

7.

Características Desejáveis

7

7. Serviços associados

10

2. Transmissor

4. Indicador

1. Conceitos básicos

1

1. Conceito

1

 

1.1. Introdução

1

2. Variável Medida

1

1.2. Justificativas do Transmissor 1

1.3. Terminologia

2

3. Local de Montagem

2

1.4. Transmissão do sinal

4

1.5. Sinais padrão de transmissão 4

 

4. Tipo da Indicação

2

2. Natureza do transmissor

5. Rangeabilidade da Indicação

3

 

5

6. Associação a Outra Função

4

2.1.

Transmissor pneumático

5

7. Serviços Associados

5

2.2.

Transmissor eletrônico

7

5. Registrador

1. Introdução

1

2. Topografia

1

3. Acionamento do Gráfico

2

4. Penas

2

5. Gráficos

3

6. Associação a Outra Função

4

7. Serviços Associados

5

6. Computador de Vazão

1. Conceito

1

2. Programáveis

1

3. Dedicado

2

4. Aplicações Clássicas

2

4.1.

Vazão de liquido

2

4.2.

Vazão de gás

3

4.3.

Sistema com 2 transmissores 3

4.5.

Vazão de massa de gás

3

5. Seleção do Computador

4

6. Planímetro

4

6.1. Histórico

4

6.2. Cálculo matemático

5

6.3. Método do corte e peso

5

6.4. Método do planímetro

5

6.5. Gráficos Circulares Uniformes6

6.6. Seleção e Especificação

6

7. Controlador

1. Conceito

1

2. Componentes Básicos

1

2.1. Medição

1

2.2. Ponto de Ajuste

1

2.3. Estação Manual Integral

2

2.4. Balanço Automático

2

2.5. Malha Aberta ou Fechada

3

2.6. Ação Direta ou Inversa

3

3. Especificação do Controlador

5

3.1. Controlador Liga-Desliga

5

3.2. Controlador com Intervalo Diferencial

 

5

3.3. Controlador Proporcional

6

3.4. Controlador P + I

7

3.5. Controlador P + D

8

3.6. Controlador P + I + D

10

3.7. Controlador Tipo Batelada

10

3.8. Controlador Analógico

12

3.9.

Controlador Digital

13

4.

Controlador Microprocessado

14

4.1. Conceito

14

4.2. Características

14

4.3. Controladores comerciais

15

4.

Controlador SPEC 200

16

4.1.

Descrição e Funções

16

5.

Estação Manual de Controle

18

5.1. Estação Manual

18

5.2. Estação de Chaveamento A/M

18

5.3. Estação A/M e Polarização

19

5.4. Serviços Associados

20

8. Válvula de Controle

1. Introdução

1

2. Elemento Final de Controle

1

3. Válvula de Controle

2

4. Corpo

3

 

4.1. Conceito

3

4.2. Sede

3

4.3. Plug

3

5. Castelo

4

6. Atuador

4

 

6.1. Operação

4

6.2. Atuador Pneumático

5

6.3. Ações do Atuador

5

6.4. Escolha da Ação

6

6.5. Mudança da Ação

7

6.6. Dimensionamento

7

6.7. Outro Elemento Final

7

7. Acessórios

8

 

7.1. Volante

8

7.2. Posicionador

8

7.3. Booster

9

8. Característica da Válvula

 

10

8.1. Conceito

10

8.2. Válvula e Processo

10

8.3. Escolha de Características

12

9. Operação da Válvula

13

 

9.1. Aplicação da Válvula

13

9.2. Desempenho

13

9.3. Rangeabilidade

14

10.

Vedação e Estanqueidade

15

10.1.

Classificação

15

10.2.

Fatores do Vazamento

15

10.3.

Válvulas de Bloqueio

15

11.

Dimensionamento

16

11.1. Filosofia

16

11.2. Válvulas para Líquidos

17

11.3. Válvulas para Gases

17

11.4. Queda de Pressão

17

12.

Instalação

18

12.1. Introdução

18

12.2. Localização da Válvula

18

12.3. Comissionamento 18

12.4. Tensões da Tabulação

19

12.5. Redutores

19

12.6. Instalação da Válvula

19

13.

Parâmetros de Seleção 20

13.1. Função da Válvula

20

13.2. Fluido do Processo

20

13.3. Perdas de Atrito do Fluido

20

13.4. Condições de Operação

21

13.5. Vedação

21

13.6. Materiais de Construção

21

13.7. Elemento de Controle

21

14.

Tipos de Válvulas

22

14.1. Válvula Gaveta

23

14.2. Válvula Esfera

24

14.3. Válvula Borboleta

25

14.4. Válvula Globo

27

14.5. Válvula Auto-regulada

28

15.

Válvulas Especiais

30

15.1.

Válvula Retenção

30

15.2.

Tipo Levantamento

31

15.3.

Retenção Esfera

31

15.4.

Retenção Borboleta

31

15.5.

Retenção e Bloqueio

 

32

16.

Válvula de Alívio de Pressão

32

16.1. Função do Equipamento

32

16.2. Definições e Conceitos

32

16.3. Sobrepressão 33

16.4. Válvula de Segurança

34

17.

Válvulas Solenóides

36

17.1. Solenóide

36

17.2. Válvula Solenóide

36

17.3. Operação e Ação

37

18.

Válvula Redutora de Pressão

38

18.1. Conceito

38

18.2. Precisão da Regulação

38

18.3. Sensibilidade

38

18.4. Seleção

39

18.5. Instalação

39

18.6. Operação

40

9. Balança Industrial

1. Conceito de pesagem

1

1.1. Introdução

1

1.2. Massa, Força e Peso

1

1.3. Considerações históricas

2

1.4. Princípios de pesagem

2

1.5. Aplicações de pesagem

3

2. Balanças com células de carga tipo

strain gage

3

2.1.

Princípio de Operação

3

3. Variações de Projeto

4

3.1.

Sensores

4

3.2.

Desempenho da célula

5

3.3.

Strain gage a semicondutor

5

3.4.

Linearização da Célula

6

3.5.

Células de carga e temperatura 6

3.6.

Avanços na Tecnologia

6

3.7.

Células com microprocessador 7

3.8.

Avanços na Eletrônica

7

3.9.

Calibração, Teste e Aplicações8

3.10. Invólucro e Segurança

8

4. Desempenho do sistema

9

4.1. Temperatura

9

4.2. Balanças mecânicas

9

4.3. Sistema com célula de carga 10

10

4.4. Vibração

4.5. Condições ambientais

10

4.6.

4.7.

Manutenção

Calibração

11

11

5. Especificação de Instrumentos

1.

Informação do Produto

1

1.1. Propriedade (feature)

1

1.2. Especificação

1

1.3. Característica

2

2.

Propriedades do Instrumento

2

2.1. Funcionalidade

2

2.2. Estabilidade

6

2.3. Integridade

6

2.4. Robustez

10

2.5. Confiabilidade

 

11

 

2.6. Disponibilidade

15

2.7. Calibração

16

2.8. Manutenção

17

2.9.

Resposta dinâmica

18

3.

Especificações do instrumento 20

3.1.

Especificações de Operação 20

Característica

20

3.2.

Especificação de desempenho

 

20

 

3.3. Especificações funcionais

30

3.4. Especificações físicas

31

3.5. Especificação de segurança

32

4.

Corrosão dos Instrumentos

41

4.1. Tipos de Corrosão

41

4.2. Corrosão nos instrumentos

41

4.3. Partes molhadas

42

4.4. Materiais de revestimento

42

4.5. Partes expostas ao ambiente 43

4.6. Instrumentos pneumáticos

43

4.7. Instrumentos eletrônicos

43

4.8. Processos Marginais

45

5

Terminologia

2.1. Introdução

1

2.2. Definições e Conceitos

1

2.3. Referências Bibliográficas

31

Medição das Variáveis

Objetivos de Ensino

1

1. Variáveis de Processo

2

1.1. Introdução

2

1.2. Conceito

2

1.3. Dimensões

2

2. Tipos das Quantidades

3

2.1. Energia e Propriedade

3

2.2. Extensivas e Intensivas

3

2.3. Pervariáveis e Transvariáveis 3

2.4. Variáveis e Constantes

4

2.5. Contínuas e Discretas

4

2.6. Mecânicas e Elétricas

4

3. Faixa das Variáveis

6

3.1. Faixa e Amplitude de Faixa

6

3.2. Limites de Faixa

6

3.3. Faixa e Desempenho

6

4. Função Matemática

7

4.1. Conceito

7

4.2. Notação

7

4.3. Função Linear

7

4.4. Correlação

8

1. Pressão

1. Conceitos Básicos

1

1.1. Definição

1

1.2. Unidades

1

1.3. Tipos

2

2. Medição da Pressão

3

2.1. Objetivos da medição

3

2.2. Padrões de calibração

4

2.3. Sensores Mecânicos

6

2.4. Sensores Elétricos

9

2.5. Seleção do Sensor

9

3. Acessórios

9

3.1. Selo Químico

9

3.2. Pressostato

10

2. Temperatura

1. Conceitos Básicos

1

1.1. Definições

1

1.2. Unidades

2

1.3. Escalas

2

1.4. EPIT

3

2. Medição da Temperatura

5

2.1. Introdução

5

2.2. Sensores

5

2.3. Termômetros de vidro

6

2.4. Bimetal

7

2.5. Enchimento Termal

8

2.6. Termopar

9

2.7. Resistência detectora de temperatura

 

(RTD)

14

2.8. Pirômetros de radiação

16

3.

Acessórios

27

3.1. Bulbo

27

3.2. Capilar

28

3.3. Poço de temperatura

29

4. Referências Bibliográficas

30

3. Vazão

 

1. Fundamentos

1

 

1.1. Conceito de vazão

1

1.2. Unidades

2

1.3. Funções Associadas

2

1.4. Dificuldades da Vazão

3

2. Medidores de Vazão

4

 

2.1. Sistema de Medição

4

2.2. Tipos de Medidores

4

2.3. Quantidade ou Instantânea

4

2.4. Relação Matemática

5

2.5. Diâmetros Totais e Parciais

5

2.6. Com e Sem Fator K

5

2.7. Volumétricos ou Mássicos

6

2.8. Energia Extrativa ou Aditiva

6

2.9. Medidor Universal Ideal

6

2.10.

Medidores Favoritos

7

3. Geradores de p

8

 

3.1.

Elemento Gerador

9

4. Placa de Orifício

9

 

4.1. Conceito

9

4.2. Características Físicas

9

4.3. Tomadas da Pressão

10

4.4. Dimensionamento 10

4.5. Vantagens

11

4.6. Desvantagens e Limitações

11

4.7. Orifício Integral

12

4.8. Tubo Venturi

12

4.9. Outros Geradores da Pressão13

4.10.Seleção do Elemento

13

4.11.

Medidor do p

13

5. Medidor Tipo Alvo (Target)

14

6. Rotâmetro de Área Variável

15

7. Deslocamento Positivo

16

8. Medidor Magnético

17

8.1. Princípio de funcionamento

17

8.2. Sistema de Medição

17

8.3. Tubo Medidor

17

8.4. Transmissor de Vazão

18

8.5. Vantagens

18

8.6. Desvantagens e limitações

19

9. Turbina

19

9.1. Princípio de funcionamento

19

9.2. Construção

19

9.3. Vantagens

20

9.4. Desvantagens e limitações

20

10. Medidor tipo Vortex

21

11. Medidor Coriolis

23

11.1. Introdução

23

11.2. Efeito Coriolis

23

11.3. Calibração

24

11.4. Medidor Industrial

24

11.5. Características

25

11.6. Aplicações

25

11.7. Limitações

26

12.

Medidor termal

26

12.1. Princípio de Funcionamento 26

12.2. Medidor a Calor

26

13.

Medidor ultra-sônico

28

13.1. Introdução

28

13.2. Diferença de Tempo

28

13.3. Diferença de Freqüência

29

13.4. Efeito Doppler

29

4. Nível

1. Conceitos Básicos

1

1.1. Introdução

1

1.2. Conceito

1

1.3. Unidades

2

1.4. Aplicações

2

2. Medição de Interface

3

3. Medição de Nível

4

4. Visor de nível

4

4.1. Medidor com Bóia

5

4.2. Pressão Diferencial

6

4.3. Medição a borbulhamento

9

4.4. Medição com Deslocador

11

4.5. Medição Radioativa

13

4.6. Sistema com radar

20

4.7. Medidor sônico e ultra-sônico 25

5. pH

1. Introdução

1

2. Base Teórica

1

3. Soluções Buffer (Tampão)

3

4. Métodos de Medição de pH

3

5. Projeto do Sistema de Medição 7

6. Medição de Redox

9

7. Analisadores de pH em Linha

11

6. Condutividade

1. Introdução

1

2. Base teórica

2

3. Fatores da condutividade

3

4. Métodos de Medição

3

5. Célula de Condutividade

4

6. Configurações

5

7. Cromatografia

1. Introdução e Histórico

1

2. Tipos de Cromatografia

2

3. Cromatografia Gás-Líquido

2

4. Teoria Básica da Cromatografia 2

4.1. Modelo da Cromatografia

3

4.2. Relação com a Teoria

4

4.3. Obtenção da Separação

5

4.4. Cromatografia Gás-Sólido

5

5. Cromatografia Líquida

6

5.1.

Cromatografia Líquida

6

6. Equipamentos da CG

6

6.1. Caixas Termais

7

6.2. Sistemas do Gás de Arraste

9

6.3. Sistemas de Injeção

10

6.4. Tipos de Colunas

14

6.5. Detectores

15

7. Engenharia das Colunas

19

7.1. Interferência de Pico

19

7.2. Eficiência da Fase Líquida

20

7.3. Eficiência da Coluna

21

7.4. Sistemas de Chaveamento

23

8. Cromatografia Gasosa

29

8.1.

Avanços da Tecnologia

29

9. Cromatografia Líquida

31

9.1. Desenvolvimento Histórico

31

9.2. Líquida x Gasosa

32

9.3. Laboratório x Processo

32

Instrumentação

1. Fundamentos

2. Funções

3. Variáveis

1.

Fundamentos

1. Instrumentação

2. Símbolos e Identificação

3. Sistemas de Instrumentação

4. Evolução da Instrumentação

5. Terminologia

6. Efemérides

1.1

Instrumentação

1.1 Instrumentação Fig. 1.1.1. Operador de campo, sala de controle centralizada e arrea industrial 1.1

Fig. 1.1.1. Operador de campo, sala de controle centralizada e arrea industrial

Instrumentação

Objetivos de Ensino

1. Definir o significado de instrumentação e listar as disciplinhas correlatas.

2. Descrever as aplicações e as vantagens do controle e da automação industrial.

3. Informar acerca do histórico e da evolução das tecnologias aplicadas:

analógica e digital, pneumática e eletrônica, centralizada e distribuída, dedicada e compartilhada, real e virtual

1. Instrumentação

1.1. Conceito e aplicações

A instrumentação é o ramo da engenharia que trata do projeto, fabricação, especificação, montagem, operação e manutenção dos instrumentos para a medição, alarme, monitoração e controle das variáveis do processo industrial. As variáveis tipicas incluem mas não se limitam a pressão, temperatura, vazão, nível e análise. As indústrias que utilizam os instrumentos de medição e de controle do processo, de modo intensivo e extensivo são: química, petroquímica, refinaria de petróleo, têxtil, borracha, fertilizante, herbicida, papel e celulose, alimentícia, farmacêutica, cimento, siderúrgica, mineração, vidro, nuclear, hidrelétrica, termelétrica, tratamento d'água e de efluentes. Os instrumentos estão associados e aplicados aos seguintes equipamentos:

caldeira, reator, bomba, coluna de destilação, forno, queimador, refrigerador, aquecedor, secador, condicionador de ar, compressor, trocador de calor e torre de resfriamento.

1.2. Disciplinas relacionadas

O projeto completo do sistema de

controle de um processo envolve vários procedimentos e exige os conhecimentos dos mais diversos campos da engenharia, tais como:

1. a mecânica dos fluidos, para a especificação das bombas, o dimensionamento das tabulações, a disposição de bandejas da coluna de destilação, o tamanho dos trocadores de calor, a potência dos compressores.

2.

a

transferência de calor, para a

determinação da remoção do calor dos

reatores químicos, pré-aquecedores, caldeiras de recuperação e o

dimensionamento dos condensadores.

3.

cinética das reações químicas, para o dimensionamento dos reatores, para a escolha das condições de operação (pressão, temperatura e nível) e dos catalizadores,

a

4.

a

termodinâmica, para o calculo da

transferência de massa, do número e da relação das placas de refluxo e das condições de equilíbrio do reator. Esses conhecimentos auxiliam na escolha e na aplicação do sistema de controle automático associado ao processo. Os modelos matemáticos, as analogias e a simulação do processo são desenvolvidos e

dirigidos para o entendimento do processo e sua dinâmica e finalmente para a escolha do melhor sistema de controle.

A especificação dos instrumentos requer

o conhecimento dos catálogos dos

fabricantes e das funções a serem executadas, bem como das normas, leis e regulamentações aplicáveis.

A manutenção dos instrumentos exige o

conhecimento dos circuitos mecânicos, pneumáticos e eletrônicos dos instrumentos, geralmente fornecidos pelos fabricantes dos instrumentos. Para a manutenção da instrumentação pneumática exige-se a habilidade manual e uma paciência bovina para os ajustes de elos, alinhamento de foles, estabelecimento de ângulos retos entre alavancas, colocação de parafusos em locais quase inacessíveis. A manutenção dos instrumentos eletrônicos requer o conhecimento da eletrônica básica, do funcionamento dos amplificadores operacionais e atualmente das técnicas digitais. O fabricante honesto fornece os circuitos eletrônicos e os diagramas de bloco esquemáticos dos instrumentos. Para a sintonia do controlador e o entendimento dos fenômenos relativos ao amortecimento, à oscilação e à saturação é útil o conhecimento rigoroso dos conceitos matemáticos da integral e da derivada. A analise teórica da estabilidade do processo requer uma matemática transcendental, envolvendo a função de transferência, os zeros e os pólos de diagramas, as equações

Instrumentação

diferenciais, a transformada de Laplace e os critérios de Routh-Hurwitz.

2. Vantagens e Aplicações

Nem todas as vantagens da instrumentação podem ser listadas aqui. As principais estão relacionadas com a qualidade e com a quantidade dos produtos,

fabricados com segurança e sem subprodutos nocivos. Há muitas outras vantagens. O controle automático possibilita a existência de processos extremamente complexos, impossíveis de existirem apenas com o controle manual. Um processo industrial típico envolve centenas e até milhares de sensores e de elementos finais de controle que devem ser operados e coordenados continuamente. Como vantagens, o instrumento de medição e controle

1. não fica aborrecido ou nervoso,

2. não fica distraído ou atraído por pessoas bonitas,

3. não assiste a um jogo de futebol na televisão nem o escuta pelo rádio,

4. não pára para almoçar ou ir ao banheiro,

5. não fica cansado de trabalhar,

6. não tem problemas emocionais,

7. não abusa seu corpos ou sua mente,

8. não tem sono,

9. não folga do fim de semana ou feriado,

10. não sai de férias, 11. não reivindica aumento de salário. Porém, como desvantagens, o instrumento

1. sempre apresenta erro de medição

2. opera adequadamente somente quando estiver nas condições previstas pelo fabricante,

3. requer calibrações periódicas, para se manter exato requer manutenção preventiva ou corretiva, para que sua precisão se mantenha dentro dos limites estabelecidos pelo fabricante e se essa manutenção não for correta, ele se degrada ao longo do tempo,

4. é provável que algum dia ele falhe e pela lei de Murphy, esta falha geralmente acontece na pior hora possível e pode acarretar grandes complicações.

2.1. Qualidade do Produto

A maioria dos produtos industriais é fabricada para satisfazer determinadas

propriedades físicas e químicas. Quanto melhor a qualidade do produto, menores devem ser as tolerâncias de suas propriedades. Quanto menor a tolerância, maior a necessidade dos instrumentos para a medição e o controle automático. Os fabricantes executam testes físicos e químicos em todos os produtos feitos ou, pelo menos, em amostras representativas tomadas aleatoriamente das linhas de produção, para verificar se as especificações estabelecidas foram atingidas pela produção. Para isso, são usados instrumentos tais como densitômetros, viscosímetros, espectrômetros de massa, analisadores de infravermelho, cromatógrafos e outros. Os instrumentos possibilitam a verificação, a garantia e a repetibilidade da qualidade dos produtos. Atualmente, o conjunto de normas ISO 9000 exige que os instrumentos que impactam a qualidade do produto tenham um sistema de monitoração, onde estão incluídas a manutenção e calibração documentada deles.

incluídas a manutenção e calibração documentada deles. Fig. 1.1.2 . Instrumentos de medição de nível 2.2.

Fig. 1.1.2. Instrumentos de medição de nível

2.2. Quantidade do Produto

As quantidades das matérias primas, dos produtos finais e das utilidades devem ser medidas e controladas para fins de balanço do custo e do rendimento do processo. Também é freqüente a medição de produtos para venda e compra entre plantas diferentes. Os instrumentos de indicação, registro e totalização da vazão e do nível fazem a

Instrumentação

aquisição confiável dos dados através das medições de modo continuo e preciso. Os instrumentos asseguram a quantidade desejada das substâncias.

asseguram a quantidade desejada das substâncias. Fig. 1.1.3 . Instrumentação aplicada à indústria 2.3.

Fig. 1.1.3. Instrumentação aplicada à indústria

2.3. Economia do Processo

O controle automático economiza a energia, pois elimina o superaquecimento de fornos, de fornalhas e de secadores. O controle de calor está baseado geralmente na medição de temperatura e não existe nenhum operador humano que consiga sentir a temperatura com a precisão e a sensitividade do termopar ou da resistência. Instrumentos garantem a conservação da energia e a economia do processo .

2.4. Ecologia

Na maioria dos processos, os produtos que não são aproveitáveis e devem ser jogados fora, são prejudiciais às vidas animal e vegetal. A fim de evitar este resultado nocivo, devem ser adicionados agentes corretivos para neutralizar estes efeitos. Pela medição do pH dos efluentes, pode se economizar a quantidade do agente corretivo a ser usado e pode se assegurar que o efluente esteja não agressivo. Os instrumentos garantem efluentes limpos e inofensivos.

2.5. Segurança da Planta

Muitas plantas possuem uma ou várias áreas onde podem estar vários perigos, tais como o fogo, a explosão, a liberação de produtos tóxicos. Haverá problema, a não ser que sejam tomados cuidados especiais na observação e no controle destes fenômenos. Hoje são disponíveis instrumentos que podem detectar a presença de concentrações perigosas de gases e vapores e o aparecimento de chama em unidades de combustão. Os instrumentos protegem equipamentos e vidas humanas.

2.6. Proteção do Processo

O processo deve ter alarme e proteção

associados ao sistema de medição e controle. O alarme é realizado através das mudanças de contatos elétricos, monitoradas pelos valores máximo e mínimo das variáveis do processo. Os contatos dos

alarmes podem atuar (ligar ou desligar) equipamentos elétricos, dispositivos sonoros e luminosos. Os alarmes podem ser do valor absoluto do sinal, do desvio entre um sinal e uma referência fixa e da diferença entre dois sinais variáveis.

É útil o uso do sistema de desligamento

automático ou de trip do processo. Deve-se proteger o processo, através de um sistema lógico e seqüencial que sinta as variáveis do processo e mantenha os seus valores dentro dos limites de segurança, ligando ou desligando os equipamentos e evitando qualquer seqüência indevida que produza condição perigosa. Os primeiros sistemas de intertravamento utilizavam contatos de reles, contadores, temporizadores e integradores. Hoje, são utilizados os Controladores Lógicos Programáveis (CLP), a base de microprocessadores, que possuem grande eficiência em computação matemática, seqüencial e lógica, que são os parâmetros básicos do desligamento. Alguns instrumentistas fazem distinção entre o sistema de desligamento (trip) e o de intertravamento (interlock), enquanto outros consideram os dois conceitos idênticos.

!

!

Apostilas\Instrumentação.

11 Introdução.doc

23 MAR 01 (Substitui 03 SET 00)

1.2

Símbolos e Identificação

1. Introdução

A simbologia de instrumentação analógica e digital, compartilhada e

integral, distribuída e centralizada se baseia nas seguintes normas americanas (geralmente traduzidas para o português) :

1. ISA S5.1, Instrumentation Symbols and Identification, 1984

2. ISA S5.3, Graphic Symbols for Distributed Control/Shared Display Instrumentation, Logic and Computer Systems, 1983

2. Aplicações

Os símbolos de instrumentação são encontrados principalmente em

1. fluxogramas de processo e de engenharia,

2. desenhos de detalhamento de instrumentação instalação, diagramas de ligação, plantas de localização, diagramas lógicos de controle, listagem de instrumentos,

3. painéis sinópticos e semigráficos na sala de controle,

4. diagramas de telas de vídeo de estações de controle.

3. Roteiro da identificação

3.1. Geral

Cada instrumento ou função a ser identificada é designado por um conjunto alfanumérico ou número de tag. A parte de identificação da malha correspondente ao número é comum a todos os instrumentos da mesma malha. O tag pode ainda ter sufixo para completar a identificação.

3.2. Número de tag típico

Identificação do instrumento ou tag

TIC

103

do instrumento Identificação da malha (malha de

T

103

temperatura, número 103) Identificação funcional Controlador

TIC

Indicador de temperatura

T

IC

Primeira letra (variável da malha) Letras subsequentes (função do instrumento na malha

O número da malha do instrumento pode incluir o código da informação da área . Por exemplo, o TIC 500-103, TIC 500-104, aos dois controladores indicadores de temperatura, ambos da área 500 e os números seqüenciais são 103 e 104.

3.3. Identificação funcional

A identificação funcional do instrumento ou seu equivalente funcional consiste de letras da Tab. 1 e inclui uma primeira letra, que é a variável do processo medida ou de

Símbolos e Identificação

inicialização. A primeira letra pode ter um modificador opcional. Por exemplo, PT é o transmissor de pressão e PDT é o transmissor de pressão diferencial.

A identificação funcional do instrumento

é feita de acordo com sua função e não de sua construção. Assim, um transmissor de pressão diferencial para medir nível tem o tag LT (transmissor de nível) e não o de PDT, transmissor de pressão diferencial. Embora o transmissor seja construído e realmente meça pressão diferencial, seu tag depende de sua aplicação e por isso pode ser LT, quando mede nível ou FT, quando mede vazão. Outro exemplo, uma chave atuada por pressão ligada à saída de um transmissor pneumático de nível tem tag LS, chave de nível e não PS, chave de pressão.

O tag também não depende da variável

manipulada, mas sempre da variável

inicializada ou medida. Assim, uma válvula que manipula a vazão de saída de um tanque para controlar nível, tem tag de LV ou LCV e não de FV ou FCV.

A segunda letra tipicamente é a função

do instrumento. FT é o tag de um transmissor (T) de vazão (F). Também a segunda letra pode ter um ou mais modificadores. FIA é o tag de um indicador de vazão, com alarme. Alarme é o

modificador da função indicação. Também pode se detalhar o tipo de alarme, p. ex., FIAL é o tag de um indicador de vazão com alarme de baixa.

O tag pode ter modificador da variável

(primeira letra) e da função (segunda letra). Por exemplo, PDIAL é um indicador de pressão diferencial (modificador de pressão) com alarme (modificador do indicador) de baixa (modificador do alarme). Quando o tag possuir várias letras, pode-se dividi-lo em dois tags. O instrumento é simbolizado por dois balões se tangenciando e o tag por ser, por exemplo, TIC-3 para o controlador indicador de temperatura e TSH-3 para a chave manual associada ao controlador. Todas as letras de identificação de instrumentos são maiúsculas. Por isso, deve-se evitar usar FrC para controlador de relação de vazões e usar FFC, controlador de fração de vazões.

As funções de computação (+. -, x, ÷, ), seleção (<, >), lógica e covnersão (i/p, p/i) deve ter os símbolos ao lado do balão, para esclarecer a função executada.

3.4. Identificação da malha

A identificação da malha geralmente é feita por um número, colocado ao final da identificação funcional do instrumento associado a uma variável de processo. A numeração pode ser serial ou paralela. Numeração paralela começa de 0 ou para cada variável, TIC-100, FIC-100, LIC-100 e AI-100. Numeração serial usa uma única seqüência de números, de modo que se tem TIC-100, FIC-101, LIC-102 e AI-103. A numeração pode começar de 1 ou qualquer outro número conveniente, como 101, 1001, 1201. Quando a malha tem mais um instrumento com a mesma função, geralmente a função de condicionamento, deve-se usar apêndice ou sufixo ao número. Por exemplo, se a mesma malha de vazão tem um extrator de raiz quadrada

e um transdutor corrente para pneumático,

o primeiro pode ser FY-101-A e o segundo FY-101-B. Quando se tem um registrador multiponto, com n pontos, é comum numerar as malhas como TE-18-1, TE-18- 2, TE-18-3 até TE-18-n.

Quando um registrador tem penas dedicadas para vazão, pressão, temperatura, seu tag pode ser FR-2, PR-5

e TR-13. Se ele registra três temperaturas

diferentes, seu tag pode ser TR-7/8/9. Acessórios de instrumentos, como medidores de purga, regulador de pressão, pote de selagem e poço de temperatura, que às vezes nem é mostrado explicitamente no diagrama, precisam ser identificados e ter um tag, de acordo com sua função e deve ter o mesmo número da malha onde é utilizado. Esta identificação não implica que o acessório deva ser representado no diagrama. Também pode usar o mesmo tag da malha e colocando- se a palavra de sua função, como SELO, POÇO, FLANGE, PURGA. Há acessório que possui letra correspondente, como W para poço termal. Pode haver diferenças de detalhes de identificação. Por exemplo, para a malha

Símbolos e Identificação

301 de controle de temperatura, pode-se ter a seguinte identificação:

TE-301

sensor de temperatura

TT – 301

transmissor de temperatura

TIC-301

controlador de temperatura

TCV-301

válvula controladora (ou de controle) de temperatura

Porém, há quem prefira e use:

TIC-301-E

sensor de temperatura

TIC – 301-T

transmissor de temperatura

TIC-301-C

controlador de temperatura

TIC-301-V

válvula controladora (ou de controle) de temperatura

Também é possível encontrar em diagramas o tag de TIC ou TC para o controlador de temperatura. Como praticamente todo controlador é também indicador, é comum simplificar e usar TC.

Alguns projetistas usam pequenas diferenças de tag para distinguir válvulas auto controladas (reguladoras) de válvulas convencionais que recebem o sinal do controlador. Assim, a válvula auto controlada de temperatura tem tag de TCV

e a válvula convencional de TV.

4. Simbologia de Instrumentos

A normalização dos símbolos e

identificações dos instrumentos de medição e controle do processo, que inclui símbolos e códigos alfa numéricos, torna possível e mais eficiente a comunicação do pessoal envolvido nas diferentes áreas de uma planta manutenção, operação, projeto

e processo. Mesmo os não especialistas em instrumentação devem saber a identificação dos instrumentos.

4.1. Parâmetros do Símbolo

A simbologia correta da instrumentação

deve conter os seguintes parâmetros

1. identificação das linhas de interligação dos instrumentos, p.

, configuração, pneumática.

ex

eletrônica física , eletrônica por

2. determinação do local de instalação dos instrumentos, acessível ou não acessível ao operador de processo.

3. filosofia da instrumentação, quanto ao instrumento ser dedicado a cada malha ou compartilhado por um conjunto de malhas de processo

4. identificação (tag) do instrumento, envolvendo a variável do processo, a função do instrumento e o numero da malha do processo.

5. outras informações adicionais.

4.2. Alimentação dos instrumentos

A maioria absoluta dos instrumentos de

medição e de controle requer alguma fonte de alimentação, que lhe forneça algum tipo de energia para seu funcionamento. Os tipos mais comuns de alimentação são a elétrica e a pneumática, porém há muitas outras disponíveis. As seguintes abreviações são

sugeridas para denotar os tipos de alimentação. Opcionalmente, elas podem indicar também tipos de purga.

AS Suprimento de ar (Air supply)

ES Suprimento elétrico (Electric supply)

GS

Suprimento de gás (Gas supply)

HS

Suprimento hidráulico

NS

Suprimento de Nitrogênio

SS Suprimento de Vapor (Steam supply)

WS Suprimento de água (Water supply)

O nível de alimentação pode ser

adicionado à linha de alimentação do instrumento. Por exemplo, AS 100 kPa (alimentação pneumática de 100 kPa), ES 24 V cc (alimentação de 24 V cc para instrumento elétrico).

Símbolos e Identificação

Tab. 1.2.1. Válvulas de controle

Símbolos e Identificação Tab. 1.2.1. Válvulas de controle Válvula de controle com atuador pneumático Válvula

Válvula de controle com atuador pneumático

Válvula atuada por cilindro (ação dupla)

Válvula auto regulada ou reguladora

Reguladora com tomada de pressão externa

ou reguladora Reguladora com tomada de pressão externa Reguladora de vazão autocontida S R FO ou

Reguladora de vazão autocontida autocontida

S R FO ou FC
S
R
FO ou FC

Válvula solenóide com

três vias com reset

Atuada por diafragma com pressão balanceada

Válvula com atuador a diafragma e posicionador

Ação da válvula FC – Falha fechada FO – Falha aberta

Válvula de controle com atuador manual

Tab. 1.2.2. Válvulas manuais

(*)

(*)

Válvula gaveta (*) Pode ser acoplado atuador ao corpo (*) Pode ser acoplado atuador ao corpo

Válvula globo) Válvula gaveta (*) Pode ser acoplado atuador ao corpo Válvula retenção Válvula plug Válvula controle

(*) Pode ser acoplado atuador ao corpo Válvula globo Válvula retenção Válvula plug Válvula controle manual

Válvula retenção

Válvula plugatuador ao corpo Válvula globo Válvula retenção Válvula controle manual ( * ) Válvula esfera (

Válvula controle manualao corpo Válvula globo Válvula retenção Válvula plug ( * ) Válvula esfera ( * )

(*)

Válvula esferaretenção Válvula plug Válvula controle manual ( * ) ( * ) Válvula borboleta ou damper

(*)

Válvula controle manual ( * ) Válvula esfera ( * ) Válvula borboleta ou damper Válvula

Válvula borboleta ou damper damper

Válvula de retenção e bloqueio bloqueio

Válvula de b l o w d o w n blowdown

(*)

Válvula diafragmae bloqueio Válvula de b l o w d o w n ( * ) (

(*)

(*)

IhV
IhV

NV

w d o w n ( * ) Válvula diafragma ( * ) (*) IhV NV

TSO

Válvula ângulo

Válvula três vias

Válvula quatro vias

Corpo de válvula isolado

Válvula agulha

Outras válvulas com abreviatura sob o corpo

Símbolos e Identificação

Tab. 1.2.3. Miscelânea

Válvula de segurança de pressão, ajuste em 100

kPa

Válvula de segurança de vácuo, ajuste em 50 mm H2O vácuo

Disco de ruptura (pressão)

Disco de ruptura (vácuo)

C

= selo químico

P

= amortecedor de pulsação

S

= sifão

Plug

Mangueira

Filtro, tipo Y

Purgador de vapor

Dreno contínuo

Código item #1234

Funil de dreno (Ver abreviaturas)

Instrumento de nível tipo deslocador, montado externamente ao tanque deslocador, montado externamente ao tanque

Filtro tipo Tde nível tipo deslocador, montado externamente ao tanque Placa de orifício com flange FQI FI FE

Placa de orifício com flangedeslocador, montado externamente ao tanque Filtro tipo T FQI FI FE FE FE FE Totalizador indicador

FQI
FQI
FI FE
FI
FE
FE FE
FE
FE

FEtipo T Placa de orifício com flange FQI FI FE FE FE Totalizador indicador de vazão

Totalizador indicador de vazão a DP

Indicador de vazão tipo área variável

Tubo venturi ou bocal medidor de vazão

Turbina medidora de vazão ou elemento propelente

Placa de orifício em porta placa

Tubo pitot ou Annubar

Espetáculo cego instalado com anel em linha (passagem livre) com anel em linha (passagem livre)

Espetáculo cego instalado com disco em linha (bloqueado) com disco em linha (bloqueado)

LT
LT

Transmissor de nível a pressão diferencial

Símbolos e Identificação

4.3. Linhas entre os Instrumentos

As linhas de ligações entre os instrumentos devem ser mais finas que as linhas de processo e são simbolizadas como mostrado a seguir.

de processo e são simbolizadas como mostrado a seguir. ~ ~ ~ ~ ~ ~ L
de processo e são simbolizadas como mostrado a seguir. ~ ~ ~ ~ ~ ~ L
~ ~ ~ ~ ~ ~ L L L
~ ~
~
~ ~
~
L
L
L
simbolizadas como mostrado a seguir. ~ ~ ~ ~ ~ ~ L L L Sinal indefinido:
simbolizadas como mostrado a seguir. ~ ~ ~ ~ ~ ~ L L L Sinal indefinido:

Sinal indefinido: conexão com processo, elo mecânico ou alimentação do instrumento Sinal pneumático, típico de 20 a 100 kPa (3 a 15 psi) Sinal eletrônico, típico de 4 a 20 mA cc Sinal de ligação por programação ou elo de comunicação Elo mecânico Sinal eletromagnético ou sônico (guiado)

Sinal eletromagnético ou sônico (não guiado) Sinal hidráulico Tubo capilar Linha de processo

4.4. Balão do Instrumento

O instrumento completo é simbolizado por um pequeno balão circular, com diâmetro aproximado de 12 mm. Porem, os avanços nos sistemas de controle com instrumentação aplicando microprocessador, computador digital, que permitem funções compartilhadas em um único instrumento e que utilizam ligações por programação ou por elo de comunicação, fizeram surgir outros símbolos de instrumentos e de interligações.

Tab. 1.2.4. Representação dos instrumentos em Diagramas P&I

Sala de Controle Central

Local Auxiliar

Campo

Acessível ao Atras do painel ou inacessível ao operador Acessível ao Atras do painel ou
Acessível ao
Atras do painel
ou inacessível
ao operador
Acessível ao
Atras do painel
ou inacessível
ao operador
Montado
operador
operador
no campo
Equipamento
Instrumento
discreto
Equipamento
compartilhado
Instrumento
compartilhado
Software
Função de
computador
Lógica
compartilhada
Controle Lógico
Programável
Instrumentos compartilhando o mesmo invólucro. Não é
mandatório mostrar uma caixa comum.

Tab. 1.2.5. Letras de Identificação

Símbolos e Identificação

Primeira letra

Letras subsequentes

 

Variável

Modificador

Função display

Função saída

Modificador

A

Análise (5,19)

Alarme

B

Queimador

Escolha (1)

Escolha (1)

Escolha (1)

C

Escolha (1)

Controle (13)

D

Escolha (1)

Diferencial

E

Tensão (f.e.m.)

Elemento sensor

F

Vazão (flow)

Fração ou relação (4)

G

Escolha (1)

Visor (9) ou indicador local

H

Manual (hand)

Alto (high) (7, 15, 16)

I

Corrente

Indicação (10)

J

Potência

Varredura (scan) (7)

K

Tempo

Tempo de mudança (4, 21)

 

Estação controle

(22)

L

Nível (level)

Lâmpada (11)

Baixo (low) (7, 15, 16)

M

Escolha (1)

Momentâneo

Médio (7, 15)

N

Escolha (1)

Escolha (1)

Escolha (1)

Escolha (1)

O

Escolha (1)

Orifício ou

Restrição

P

Pressão, Vácuo

Ponto de teste

Q

Quantidade

Integral, Total (4)

R

Radiação

Registro (17)

S

Velocidade ou

Segurança (8)

Chave (13)

Freqüência

T

Temperatura

Transmissão (18)

U

Multivariável (6)

Multifunção (12)

Multifunção (12)

Multifunção (12)

V

Vibração, Análise

Válvula, damper

mecânica

(13)

W

Peso, Força

Poço (well)

X

Não classificado (2) Variável a definir

Eixo X

Não

Não classificado (2)

Não

classificado (2)

classificado (2)

Y

Evento, Estado Função a definir

Eixo Y

Relé, computação (13, 14, 18)

Z

Posição ou Dimensão

Eixo Z

Elemento final

Símbolos e Identificação

Notas para a Tabela das Letras de Identificação

1. Uma letra de escolha do usuário tem o objetivo de cobrir significado não listado que é necessário em uma determinada aplicação. Se usada, a letra

pode ter um significado como de primeira letra ou de letras subsequentes. O significado precisa ser definido uma única vez em uma legenda. Por exemplo,

a letra N pode ser definida como módulo de elasticidade como uma primeira letra ou como osciloscópio como letra subsequente.

2. A letra X não classificada tem o objetivo de cobrir significado não listado que será usado somente uma vez ou usado em um significado limitado.

Se usada, a letra pode ter qualquer número de significados como primeira letra ou como letra subsequente. O significado da letra X deve ser definido do lado de fora do círculo do diagrama. Por exemplo, XR pode ser registrador de consistência e XX pode ser um osciloscópio de consistência.

3. A forma gramatical do significado das letras subsequentes pode ser modificado livremente. Por exemplo, I pode significar indicador, ou indicação;

T pode significar transmissão ou transmissor.

4. Qualquer primeira letra combinada com as letras modificadoras D (diferencial), F (relação), M (momentâneo), K (tempo de alteração) e Q

(integração ou totalização) representa uma variável nova e separada e a combinação é tratada como uma entidade de primeira letra. Assim, os

instrumentos TDI e TI indicam duas variáveis diferentes: diferença de temperatura e temperatura. As letras modificadoras são usadas quando aplicável.

5. A letra A (análise) cobre todas as análises não descritas como uma escolha do usuário. O tipo de análise deve ser especificado fora do circulo de

identificação. Por exemplo, análise de pH, análise de O 2 . Análise é variável de processo e não função de instrumento, como muitos pensam principalmente por causa do uso inadequado do termo analisador.

6. O uso de U como primeira letra para multivariável em lugar de uma combinação de outras primeiras letras é opcional. É recomendável usar as

primeiras letras especificas em lugar da letra U, que deve ser usada apenas quando o número de letras for muito grande. Por exemplo, é preferível usar

PR/TR para indicar um registrador de pressão e temperatura em vez de UR. Porém, quando se tem um registrador multiponto, com 24 pontos e muitas variáveis diferentes, deve-se usar UR.

7. O uso dos termos modificadores alto (H), baixo (L), médio (M) e varredura (J) é opcional.

8. O termo segurança se aplica a elementos primários e finais de proteção de emergência. Assim, uma válvula auto atuada que evita a operação de

um sistema de fluido atingir valores elevados, aliviando o fluido do sistema tem um tag PCV (válvula controladora de pressão). Porém, o tag desta válvula deve ser PSV (válvula de segurança de pressão) se ela protege o sistema contra condições de emergência, ou seja, condições que são perigosas para o pessoal ou o equipamento e que são raras de aparecer. A designação PSV se aplica a todas as válvulas de proteção contra condições de alta pressão de emergência, independente de sua construção, modo de operação, local de montagem, categoria de segurança, válvula de alívio ou de segurança. Um

disco de ruptura tem o tag PSE (elemento de segurança de pressão).

9. A função passiva G se aplica a instrumentos ou equipamentos que fornecem uma indicação não calibrada, como visor de vidro ou monitor de

televisão. Costuma-se aplicar TG para termômetro e PG para manômetro, o que não é previsto por esta norma.

10. A indicação normalmente se aplica a displays analógicos ou digitais de uma medição instantânea. No caso de uma estação manual, a indicação

pode ser usada para o dial ou indicador do ajuste.

11. Uma lâmpada piloto que é parte de uma malha de instrumento deve ser designada por uma primeira letra seguida pela letra subsequente L. Por

exemplo, uma lâmpada piloto que indica o tempo expirado deve ter o tag KQL (lâmpada de totalização de tempo). A lâmpada para indicar o funcionamento de um motor tem o tag EL (lâmpada de voltagem), pois a voltagem é a variável medida conveniente para indicar a operação do motor ou YL (lâmpada de evento) assumindo que o estado de operação está sendo monitorado. Não se deve usar a letra genérica X, como XL

12. O uso da letra U para multifunção, vem vez da combinação de outras letras funcionais é opcional. Este designador não específico deve ser usado

raramente.

13. Um dispositivo que liga, desliga ou transfere um ou mais circuitos pode ser uma chave, um relé, um controlador liga-desliga ou uma válvula de

controle, dependendo da aplicação. Se o equipamento manipula uma vazão de fluido do processo e não é uma válvula manual de bloqueio liga-desliga, ela

é projetada como válvula de controle. É incorreto usar o tag CV para qualquer coisa que não seja uma válvula de controle auto atuada. Para todas as aplicações que não tenham vazão de fluido de processo, o equipamento é projetado como:

a) Chave, se for atuada manualmente.

b) Chave ou controlador liga-desliga, se for automático e for o primeiro dispositivo na malha. O termo chave é geralmente usado se o dispositivo é

aplicado para alarme, lâmpada piloto, seleção, intertravamento ou segurança. O termo controlador é usado se o dispositivo é aplicado para o controle de

operação normal.

c) Relé, se for automático e não for o primeiro dispositivo na malha, mas atuado por uma chave ou por um controlador liga-desliga.

14. As funções associadas com o uso de letras subsequentes Y devem ser definidas do lado de fora do circulo de identificação. Por exemplo, FY

pode ser o extrator de raiz quadrada na malha de vazão; TY pode ser o conversor corrente para pneumático em uma malha de controle de temperatura.

Quando a função é evidente como para uma válvula solenóide ou um conversor corrente para pneumático ou pneumático para corrente a definição pode não ser obrigatória.

15. Os termos modificadores alto, baixo, médio ou intermediário correspondem aos valores da variável medida e não aos valores do sinal. Por

exemplo, um alarme de nível alto proveniente de um transmissor de nível com ação inversa deve ser LAH, mesmo que fisicamente o alarme seja atuado

quando o sinal atinge um valor mínimo crítico.

16. Os termos alto e baixo quando aplicados a posições de válvulas e outras dispositivos de abrir e fechar são assim definidos:

a) alto significa que a válvula está totalmente aberta

b) baixo significa que a válvula está totalmente fechada

17. O termo registrador se aplica a qualquer forma de armazenar permanentemente a informação que permita a sua recuperação por qualquer modo.

18. Elemento sensor, transdutor, transmissor e conversor são dispositivos com funções diferentes, conforme ISA S37.1.

19. A primeira letra V, vibração ou análise mecânica, destina-se a executar as tarefas em monitoração de máquinas que a letra A executa em uma

análise mais geral. Exceto para vibração, é esperado que a variável de interesse seja definida fora das letras de tag.

20. A primeira letra Y se destina ao uso quando as respostas de controle ou monitoração são acionadas por evento e não acionadas pelo tempo. A

letra Y, nesta posição, pode também significar presença ou estado.

21. A letra modificadora K, em combinação com uma primeira letra como L, T ou W, significa uma variação de taxa de tempo da quantidade medida

ou de inicialização. A variável WKIC, por exemplo, pode representar um controlador de taxa de perda de peso.

22. A letra K como modificador é uma opção do usuário para designar uma estação de controle, enquanto a letra C seguinte é usada para descrever

controlador automático ou manual.

Símbolos e Identificação

C-#2 PAH (PI) AI- dp/dt AO-21 PIC 211 S.P. PY AS 0-300 211 PT 211
C-#2
PAH
(PI)
AI- dp/dt
AO-21
PIC
211
S.P.
PY
AS
0-300
211
PT
211
P
AS
½"
FC
PCV
211
(a) Representação detalhada PIC 211
(a) Representação detalhada
PIC
211

(b) Representação simplificada

Fig. 1.2.1. Representação detalhada de uma malha de controle de pressão (a) e a equivalente, simplificada

(b).

Símbolos e Identificação

FR PR 1 2
FR
PR
1
2
PT 2
PT
2
Símbolos e Identificação FR PR 1 2 PT 2 FY 1 FT 1 Fluido do trocador
FY 1 FT 1
FY
1
FT
1

Fluido do

trocador de

calor

RTD TV 3 TRC 3 TAL TSL 3 3
RTD
TV
3
TRC
3
TAL
TSL
3
3

Fig. 1.2.2. Simbologia total

Fluido do trocador de calor TAL 4 FR PR 1 2 TV TRC 3 3
Fluido do
trocador de calor
TAL
4
FR
PR
1 2
TV
TRC
3
3

Fig. 1.2.3. Simbologia de modo simplificado

Símbolos e Identificação

ELEMENTO DE VAZÃO FE TRANSMISSOR DE VAZÃO FT CAMPO PAINEL REGISTRADOR FR EXTRATOR DE RAIZ
ELEMENTO DE VAZÃO
FE
TRANSMISSOR DE VAZÃO
FT
CAMPO
PAINEL
REGISTRADOR
FR
EXTRATOR DE RAIZ QUADRADA
MEDIÇÃO
CONTROLADOR
PONTO DE AJUSTE
DIFERENÇA (ERRO)
AÇÃO INTEGRAL
AÇÃO PROPORCIONAL
K ∫
SOMADOR
FEEDFORWARD
K
Σ
TRANSFERÊNCI
RELÉ TRANSFERÊNCIA A/M
Τ
MANUAL
LIMITADOR AJUSTÁVEL H e L
< >
SAÍDA
ESTAÇÃO AUTO-MANUAL
I T
A
I
MANUAL EMERGÊNCIA
PAINE
CAMPO
I/P
TRANSDUTOR I/P
VÁLVULA COM ATUADOR PNEUMÁTICO

Fig. 1.2.4. Diagrama funcional detalhado típico de malha de controle

Símbolos e Identificação

Tab. 1.2.6. Elementos do Diagrama Funcional

Polarização, adição ou subtração

FT
FT

Transmissor de vazão

LT
LT

Transmissor de nível

PT
PT

Transmissor de pressão

TT
TT

Transmissor de temperatura

AT
AT

Transmissor de análise

XI
XI

Lâmpada de painel

Indicador da variável X

XR
XR

Registrador da variável X

T
T

Bobina de relé

T
T

Chave de transferência

T
T

Relé de transferência ou trip

>
>

Seletor de sinal alto

Seletor de sinal baixo

<
<
∆

Comparador, diferença

Σ
Σ

Adicionador, somador

Σ/n
Σ/n

Tirador de média

Σ/t
Σ/t

Integrador

A
A

Contato normalmente aberto

Contato normalmente fechado

Gerador de sinal analógico

Gerador de sinal manual

Atuador solenoidefechado Gerador de sinal analógico Gerador de sinal manual > < P/I Limitador de sinal alto

> < P/I
>
<
P/I

Limitador de sinal alto

Limitador de sinal baixo

Transdutor ar pneumático para corrente Válvula com atuador pneumático

Ação de controle proporcional

Ação de controle integral

Ação de controle derivativa

A/D Conversor analógico/digital D/A Conversor digital/analógico K MO Operador motorizado ∫ Operador não
A/D
Conversor analógico/digital
D/A
Conversor digital/analógico
K
MO
Operador motorizado
Operador não especificado
f(x)
d/dt
Extrator de raiz quadrada

Extrator de raiz quadrada

×
×

Multiplicador

÷
÷

Divisor

±
±

5. Malha de controle

A Fig. 1.2.1 (a). ilustra como os símbolos anteriores são combinados para descrever uma determinada malha de controle. Há vários níveis de detalhamento. À esquerda, tem-se a malha com todos os detalhes e à direita, a malha simplificada.

Símbolos e Identificação

Esta malha de controle e indicação de pressão (PIC) é controlada por um sistema de controle distribuído compartilhado O ponto de ajuste deste controlador é estabelecido por um computador supervisório através de um highway de dados compartilhados que fornece o elo de programação entre o computador e o sistema de controle

compartilhado. O número da malha de controle é único e igual a 211, que pode indicar a 11a malha da área 200. Todos os componentes da malha possuem este mesmo número, ou seja,

1. transmissor PT 211

2. transdutor i/p PY 211

3. controlador PIC 211

O transmissor PT 211 está ligado ao

processo através de uma válvula de bloqueio de ½ " (13 mm) e sente a pressão de 0 a 300 psi e gera na saída o sinal padrão de corrente eletrônica de 4 a 20 mA cc. O sinal de saída do transmissor é recebido e identificado no

multiplexador do sistema compartilhado como a entrada analógica #17 (AI- 17). O controlador PIC 211 se encontra no console #2 (C-2) do sistema compartilhado e tem as funções de controle PI. O sistema compartilhado também fornece um sinal de alarme de

alta e uma variação de pressão de alta (dP/dt) desta medição (PAH). No lado da saída do controlador, o sinal que deixa o multiplexador do sistema é identificada como a saída analógica (AO-21), que ainda é o sinal de 20 mA cc que é recebido por um transdutor i/p, que o converte para o sinal pneumático de 20 a

100 kPa (0,2 a 1,0 kgf/cm 2 ou 3 a 15

psi), que está montado na válvula de

controle PCV 211. A válvula em si é linear, em falha ela fecha (fail close - FC) e possui um posicionador (P). O transdutor i/p requer a alimentação pneumática (AS - air supply), típica de

140 kPa (22 psi).

O diagrama da Fig. 1.2.1 (b) mostra

uma malha de controle de pressão, digital e compartilhada, PIC.

6. Sistemas completos

A seguir são mostrados outros

exemplos com símbolos de

instrumentação. As Fig. 1.2.2. e Fig. 1.2.3 mostram o mesmo sistema de controle com diferentes graus de detalhamento. Na Fig. 1.2.3 todos os elementos são mostrados.

O registro da vazão é obtido de

1. uma placa de orifício (elemento de vazão, FE-1, não mostrado),

2. transmissor de vazão, montado no campo, FT-1,

3. extrator de raiz quadrada, montado atrás do painel do operador

4. registrador com duas penas, uma para a vazão (FR-1) e outra para a pressão (PR-2), montado no painel de leitura.

O registro da pressão é obtido de

1. transmissor de pressão, PT-2, montado no campo. A tomada da pressão usa a tomada de alta ou de baixa da placa de orifício.

Todos os sinais envolvidos são pneumáticos, padrão de 20 a 100 kPa.

A temperatura da saída do gás é

medida por um detector de temperatura a resistência (RTD), montada em um poço, ligado diretamente ao registrador e controlador de temperatura (TRC-3). A saída elétrica do controlador (4 a 20 mA cc) modula a abertura de uma válvula esfera (TV-3), com atuador a cilindro. O controlador registrador de temperatura tem uma chave de temperatura (termostato TSL-3), que atua um alarme

no painel (TAL-3), com a temperatura baixa.

A Fig. 1.2.3 usa uma simbologia

simplificada para mostrar que um gás é aquecido e sua temperatura é controlada por um controlador de painel. O fluido de aquecimento é modulado por uma válvula de controle e registra a vazão do gás, pressão e temperatura de saída e há um alarme que atua com temperatura baixa.

Alimentação
Alimentação

Fig. 1.2.5. Instrumentação para um sistema de distilação

Símbolos e Identificação

Símbolos e Identificação F i g . 1 . 2 . 6 . Instrumentação para um

Fig. 1.2.6. Instrumentação para um sistema de reação

A Fig. 1.2.5. mostra a descrição

simbólica completa de um processo de

distilação.

A vazão de alimentação é medida (FE-3,

FT-3) e registrada (FR-3), mas não controlada A taxa de entrada de calor é proporcional à taxa de alimentação vezes

um ganho de relé (FY-3B), que ajusta o ponto de ajuste do controlador de vazão do óleo quente (FRC-1).

O produto leve da torre é condensado,

com a temperatura do condensado controlada mantendo-se constante a pressão da coluna (PRC-11). A saída do produto leve tem vazão controlada (FRC-4). O ponto de ajuste do controlador é ajustado por um relé divisor (UY-6), cujas entradas são a vazão de alimentação, como modificada pelo relé função (FY-3A) e a

é atuado por nível baixo do reator (LSL-3 e

LAL3). A reação é exotérmica e a temperatura é controlada (T4) modulando a pressão do refrigerante na jaqueta do reator. Isto é feito pelo controlador de temperatura do reator ajustando o ponto de ajuste do controlador de pressão da jaqueta (PRC-5), que controla a pressão do vapor gerado pela transferência de calor para a água de refrigeração. A temperatura do reator, se alta, atua um alarme. Se a temperatura fica muito alta, ela fecha as

válvulas de alimentação A (FV-1) e B (FV-2)

e a de pressão (PV-5), enquanto abre a

alimentação d'água e as válvulas de retorno através de válvulas piloto solenóides de intertravamento (UY-7A, B, C, D). Estas válvulas de alta temperatura podem também ser atuadas por uma chave manual (HS-6).

saída do controlador de análise dos produtos leves (ARC-5). O controlador de

Um nível constante do refrigerante é mantido na jaqueta modulando a

jaqueta atua um alarme (LSL-11 e LAL-11).

análise recebe a análise do produto de seu transmissor, que também transmite o sinal

alimentação de água e o nível baixo da

para uma chave de análise dual (alta/baixa),

A

pressão do reator é controlada modulando

que por sua vez, atua em alarmes

o

venting dos não condensáveis formados

correspondentes.

na reação enquanto um disco de ruptura

O nível do acumulador é mantido

constante (LIC-7) através da manipulação da vazão de refluxo (LV-7), que é uma válvula com falha aberta (FO). Uma chave de nível separada atua um alarme de nível do acumulador em alta e baixa (LSH/L 9). Há uma indicação de nível local através de visor (LG 10). São medidas temperaturas em vários pontos do processo e os valores são registrados (6 pontos - TJR 8-1 a 8-6) e indicados (3 pontos - TJI 9-1 a 9-3). Alguns dos pontos de registro possuem chaves de acionamento de temperatura baixa e alta (por exemplo, TJSH 8-2, TAH 8-2 e TJSL 9-5 e TAL 8-5), com respectivos alarmes

A Fig. 1.2.6. ilustra o sistema de controle

para um reator químico. O reagente A é alimentado com vazão controlada (FC-1). As vazões de A e B são controladas com razão constante, através do relé de ganho (FY-1), ajustando o ponto de ajuste do controlador de vazão B (FIC-2). O nível do reator é mantido constante (LIC-3) modulando a saída dos produtos pesados (LC-3). Se o nível é alto, ele automaticamente fecha as válvulas de alimentação dos reagentes (FV- 1 e FV-2) através de válvulas solenóides (UY-7A e UY-7B) e atua um alarme de nível alto (LSH-3 e LAH-3). Um alarme separado

protege o reator contra altas pressões perigosas (PSE-10).

7. Referências bibliográficas

1.

ISA S5.1, Instrumentation Symbols and Identification, 1984

2.

ISA S5.3, Graphic Symbols for Distributed Control/Shared Display Instrumentation, Logic and Computer Systems, 1983

3.

Mulley, R., Control System Documentation – Applying Symbols and Identification, Research Triangle Park, ISA, 1994.

!

!

Apostilas\Automação

SimbologiaISA.DOC

24 NOV 98 (Substitui 01 SET 96)